Veja estes nanorrobôs destruindo a infecção diretamente no estômago

Nanoengenheiros da Universidade da Califórnia em San Diego demonstraram pela primeira vez o uso de micromotores para tratar infecção bacteriana no estômago. Esses veículos minúsculos, cada um com metade do diâmetro de um fio de cabelo humano, nadam rapidamente pelo estômago enquanto neutralizam o ácido gástrico. Eles fazem isso para liberar um antibiótico que não funciona em ambientes com pH muito baixo, como o do estômago. Os resultados do trabalho foram publicados na revista Nature Communications.

Esse método de entrega de medicamento que utiliza um micromotor é um uma novidade promissora para tratar infecções estomacais com medicamentos sensíveis a ambientes ácidos. O esforço é uma colaboração entre grupos de pesquisa dos professores Joseph Wang e Liangfang Zhang na escola de engenharia da Universidade da Califórnia. Wang e Zhang são pioneiros em pesquisas de micromotores, e esse estudo representa o primeiro exemplo de micromotores que entregam medicamentos para tratar infecções bacterianas.

O ácido gástrico pode ser destrutivo para medicamentos administrados por via oral, como antibióticos e farmacêuticos que têm como base proteínas. Drogas usadas para tratar infecções bacterianas, como úlceras e outras doenças do estômago, são normalmente tomadas com outras substâncias que inibem a produção do ácido gástrico. Quando ingeridas por longos períodos, porém, esses inibidores podem causar efeitos colaterais como dor de cabeça, diarreia e fadiga. Em casos mais sérios, podem causar ansiedade ou depressão.

Os micromotores têm um mecanismo embutido que neutralizam o ácido gástrico e entregam de forma eficaz suas cargas de medicamento no estômago, sem o uso de outras medicações para inibir a produção do ácido gástrico.

“É um tratamento de uma etapa só com esses micromotores, combinando neutralização ácida com ação terapêutica”, diz Berta Esteban-Fernández de Ávila, uma pós-doutora que faz parte do grupo de pesquisa de Wang e é co-autora do trabalho.

Cada micromotor consiste de um centro esférico de magnésio coberto com uma camada protetora de dióxido de titânio, que por sua vez é coberta por uma cama do antibiótico Claritromicina e por outra camada de um polímero positivamente carregado chamado Quitosana, que permite que o motores se grudem na parede estomacal.

Outro fator que facilita a ligação do micromotor na parede do estômago é a propulsão dos micromotores, que se movem com a ajuda do próprio ácido do estômago. O centro de magnésio reage com o ácido gástrico, gerando uma corrente de microbolhas de hidrogênio que é liberada e faz o nanoveículo se movimentar. Essa reação também reduz temporariamente a acidez no estômago, aumentando o nível de pH o suficiente para permitir que os micromotores liberem o medicamento para tratar a infecção. O pH do estômago retorna ao normal em 24 horas.

Os pesquisadores testaram os micromotores em ratos com infecções de Helicobacter pylori. Esses micromotores estavam carregados com doses do antibiótico Claritromicina, e eram administrados oralmente uma vez por dia por cinco dias consecutivos. Depois, pesquisadores avaliaram a contagem bacteriana no estômago de cara rato e descobriram que o tratamento com micromotores era ligeiramente mais eficiente do que a mesma dose de antibióticos que eram administrados em combinação de inibidores de acidez.

Os micromotores são feitos em sua maioria de materiais biodegradáveis. O centro de magnésio e as camadas de polímero são dissolvidas pelo suco gástrico sem produzir resíduos perigosos.

Os pesquisadores afirmam que enquanto os resultados presentes são promissores, esse trabalho ainda está em um estágio inicial. A equipe está planejando estudos futuros para avaliar o desempenho terapêutico dos micromotores in vivo e comparar com outras terapias padrão usadas em doenças estomacais.

Há também planos para testar diferentes combinações de medicamentos com os micromotores para tratar múltiplas doenças no estômago ou em outras seções do trato gastrointestinal. [Phys.org]

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*Fonte: hypescience/ Juliana Blume

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Cientistas colocaram o cérebro de um verme em um robô e funcionou

Tem de “San Junipero”, um dos episódios mais aclamados da série “Black Mirror”, a imortalidade tecnológica, com o upload de cérebro em supercomputadores, é perseguida na ficção científica há muito tempo. Agora, porém, de acordo com a revista Smithsonian, cientistas conseguiram fazer algo muito próximo disso ao implantar com sucesso o cérebro de uma minhoca em um robô de peças de Lego.

Ainda que os avanços tecnológicos – e discussões éticas – necessários para realizar o mesmo em humanos ainda estejam muito distantes de nós, o feito dos pesquisadores é impressionante. Em 2014, um coletivo chamado OpenWorm mapeou todas as conexões entre os 302 neurônios do verme Caenorhabditis elegans e conseguiu fazer uma simulação em um software. O C. elegans é um pequeno nematódeo que foi extensivamente estudado na história e, como resultado, conhecemos todos os seus genes e sistema nervoso.

O objetivo final do projeto é reproduzir completamente o ser vivo como um organismo virtual – e o implante do cérebro simulado no robô é o primeiro passo. O robô tem as mesmas partes que o verme: um sensor de sonar que atua como um nariz e motores que substituem os neurônios motores do verme em cada lado do seu corpo. Sem nenhuma instrução, o cérebro virtual do C. elegans controlou e moveu o robô.

Segundo Lucy Black, do portal I Programmer, os membros do OpenWorm afirmam que o robô se comportou de maneira semelhante aos C. elegans observados. “A estimulação do nariz parou o movimento para a frente. Ao tocar os sensores de toque anteriores e posteriores, o robô move-se para a frente e para trás de acordo [com o contato]. Estimular o sensor de alimentos fez com o que o robô avançasse”, escreve.

Um dos criadores do projeto, Timothy Busbice, postou em seu canal no YouTube um vídeo do robô se movendo usando apenas a simulação do cérebro do C. elegans:

A simulação ainda não é perfeita. Os pesquisadores precisaram, por exemplo, simplificar os processos que fazem com que um neurônio dispare. Mesmo assim, o robô pode se mover, parar antes de bater em algo e fazer a volta usando nada mais do que uma rede de conexões que imita o cérebro de um verme. [Smithsonian]

 

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*Fonte: hypescience

Trem-Bala mais veloz do Mundo – 603 Km/h

O “Maglev” funciona por meio de um sistema de levitação magnética que usa motores lineares instalados perto dos trilhos. O campo magnético gerado faz com que o trem seja elevado até 10 centímetros acima da ferrovia e também o impulsiona, eliminando o contato e fazendo com que a única forma de atrito seja o ar.

Dicas e tabus sobre a bateria do celular

A bateria do celular pode viciar se ela ficar conectada muito tempo? Fazer uma carga completa aumenta o rendimento dela? O TechTudo fez uma lista com as principais dicas e tabus sobre a bateria dos celulares e smartphone. Saiba como preservar a bateria do seu telefone e o que não se deve fazer com ela neste especial. Confira!

Cargas completas aumentam a durabilidade da bateria

Esta é uma dica com fundamento, sem nenhum tabu. Se você puder usar o celular até a bateria descarregar e der uma carga completa em seguida, o componente pode durar mais. Sabemos que nem sempre é possível fazer isso, mas no caso dos smartphones com tela touch, que consomem muita bateria, é recomendado dar uma carga completa pelo menos uma vez por mês.

A bateria dura mais porque ela pode ser feita de materiais como Lítio-Polímero, Íon-Lítio, Níquel-Híbrido e Níquel-Cádmio. Pequenas cargas enfraquecem a capacidade do componente. Já as grandes cargas mantêm o nível de funcionamento.

Desligue o telefone se não tiver sinal

Este também não é um tabu, mas sim uma dica preciosa. No Brasil é comum as operadoras não funcionarem direito em determinados pontos da cidade. Quando o smartphone perde o sinal, ele gasta mais bateria tentando procurar a rede

Na prática, o que o telefone faz é aumentar o ganho de sinal internamente, tentando à todo custo obter o mínimo de potência necessária para reestabelecer essa conexão. Com o aumento do ganho, aumenta o consumo da bateria e a temperatura interna do aparelho.

Uma maneira sábia de evitar esse gasto de energia desnecessária é simplesmente desligar o celular. O mesmo procedimento vale se você quer apenas acessar a internet e o 3G não está funcionando, ou não há sinal Wi-Fi disponível. Se o celular estiver procurando uma conexão sem fio e não puder conectar, ele vai gastar mais bateria procurando sinais mais distantes.

No caso do 3G ele poderá até permanecer conectado, mas se o sinal estiver ruim a qualidade da conexão estará comprometida. Não vale a pena o gasto e o desgaste que isso pode causar à bateria. Deixar a conexão Bluetooth ligada também é outro erro. Se não estiver usando, desligue-a.

Cuidado com a temperatura da bateria

Colocar a bateria em locais quentes é um tabu e não é discutido corretamente. Normalmente as pessoas acreditam que o material pode explodir se colocado em uma temperatura mais alta.

Isso não é totalmente mentira, mas muitas baterias de Lítio-Polímero foram construídas para não estourarem de maneira nenhuma. Mas mesmo com esse material peculiar, acidentes podem acontecer.

Outra dica válida no caso de aquecimento de celulares é que nem sempre a bateria aquece quando apenas exposta ao sol. Um local que desgasta o componente é o bolso de sua roupa. Como ele está em contato com seu corpo, a tendência é que o local tenha uma temperatura razoavelmente elevada, suficiente para causar danos ao componente.

Evite utilizar as funções de câmera e vídeo do celular

Esta é outra dica, e não um tabu sem fundamento. Você pode desconfiar dessa verdade olhando as especificações de energia de cada um dos aparelhos. Um meio rápido de aquecer o aparelho e a bateria, desgastando-os, é ativar constantemente a câmera de fotografia ou ver muitos vídeos do YouTube. As imagens em movimento reduzem o rendimento da bateria para cerca de um terço.

Um desgaste de energia nesse nível compromete a vida-útil da sua bateria. Portanto, só veja vídeos se for realmente necessário. Se você ficar, por exemplo, tentando acessar o YouTube com uma conexão ruim, só vai gastar energia.
saiba mais

A culpa disso, obviamente, é o excesso de consumo de energia interno: a tela precisará ter potência para trocar todos os píxels rapidamente; o processador para entregar os dados; o modem para receber o sinal; e o canal de áudio para entregar tudo com qualidade. Ou seja: você estará utilizando quase todos os recursos do telefone ao mesmo tempo.

Vale a pena substituir a bateria?

Este é um tabu que não é tanto discutido. Muitos generalizariam a resposta dizendo que “vale a pena” ou que “não vale de forma alguma”. A real dica nesses casos é verificar o quanto será gasto para fazer a manutenção do smartphone. Aparelhos Android são mais fáceis de serem desmontados e seus componentes podem ser comprados separadamente. Aparelhos da Apple são mais difíceis de serem desmontados e é sempre bom consultar uma revendedora para se informar melhor.

Se o aquecimento da bateria comprometeu outros componentes, como a placa-mãe do aparelho, talvez seja o caso de você trocar de celular. Nesses casos, não se trata apenas de um problema de energia, mas sim da inutilização do gadget. Por outro lado, um baixo desempenho de bateria pode ser facilmente resolvido com a troca dela, sem precisar gastar mais comprando um telefone novo.

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*Fonte: techtudo / Pedro Zambarda

Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas – diz o criador da realidade virtual

Jaron Lanier é uma das vozes mais respeitadas do mundo tecnológico. Um visionário, ele ajudou a criar nosso futuro digital e cunhou o termo realidade virtual, nos idos dos anos 1980. Além de ser um filósofo da internet, Lanier é um músico clássico, que tem uma coleção de mais de mil instrumentos.

A despeito do visual alternativo – com longos dreads nos cabelos que lembram o estilo rastafari – e de se comportar como um hippie, Lanier nunca usou drogas. Nem quando era amigo de Timothy Leary, o pioneiro do alucinógeno sintético LSD. Leary o chamava de “grupo de controle”, por sua rejeição a químicos.

Lanier é autor de vários livros sobre o impacto da tecnologia nos indivíduos e no comportamento coletivo. Neste mês, lançou The Dawn of the New Eveything (“O Despertar de Todas as Novas Coisas”, em tradução livre).

O título se refere ao momento em que o autor colocou, pela primeira vez, um desses capacetes que nos levam ao mundo da realidade virtual – momento que descreve como “transformador” e como a “abertura de um novo plano de experiência”.

Ele foi um dos primeiros a desenvolver produtos voltados à realidade virtual, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990.

Mas, embora seja um dos protagonistas da história do Vale do Silício, é um crítico dos valores propagados por empresas como o Facebook e o Google, além de dizer que evita as redes sociais.

“Evito as redes pela mesma razão que evito as drogas – sinto que podem me fazer mal,” diz.

Lanier manifesta preocupação com o efeito “psicológico” do Facebook sobre os jovens, especialmente na formação da personalidades dos adolescentes e na construção de relacionamentos.

“As pessoas mais velhas, que já têm vários amigos e perderam contato com eles, podem usar o Facebook para se reconectar com uma vida já vivida. Mas se você é um adolescente e está construindo relacionamentos pelo Facebook, você precisa fazer a sua vida funcionar de acordo com as categorias que o Facebook impõe. Você precisa estar num relacionamento ou solteiro, tem que clicar numa das alternativas apresentadas”, explica.

“Isso de se conformar a um modelo digital limita as pessoas, limita sua habilidade de se inventar, de criar categorias que melhor se ajustem a você mesmo.”

Ele também critica a forma como Facebook, Google, Twitter e outros sites utilizam os dados de usuários.

“Existem dois tipos de informações: dados a que todas as pessoas têm acesso e dados a que as pessoas não têm acesso. O segundo tipo é que é valioso, porque esses dados são usados para vender acesso a você. Vão para terceiros, para propaganda. E o problema é que você não sabe das suas próprias informações mais.”

Busca por um mundo alternativo?

Lanier entrou pela primeira vez em contato com a ideia de realidade virtual na década de 1980. A empresa dele, a VPL, criada em 1985, foi pioneira em “capacetes com tela”, desenvolvidos para mostrar mundos gerados por computadores que enganam o cérebro.

Desde o primeiro momento, Lanier reconheceu que a realidade virtual teria duas “faces”- uma com “potencial para o belo” e outra “vulnerável ao horripilante”.

“O Despertar de todas as novas coisas” conta a história do surgimento da realidade virtual. Mas também é uma autobiografia de um homem cujos primeiros anos de vida foram absurdamente fora do comum, marcados pela tragédia, a extravagância e o perigo.

A mãe dele, nascida em Viena (Áustria), havia sobrevivido a um campo de concentração e ganhava a vida fazendo, remotamente – da casa da família no Novo México (EUA) – apostas na bolsa de valores de Nova York.

Para atender a uma inesperada ganância, ela comprou um automóvel novo da cor que Lanier escolheu. Mas, no dia em que foi aprovada no exame de direção, morreu num acidente que, depois se saberia, foi causado por uma falha mecânica daquele modelo de carro.

“Choramos durante anos”, escreveu Lanier sobre sua própria reação e a do pai. A tristeza foi agravada pelo antissemitismo e a intimidação de vizinhos e colegas de classe. Um professor disse que a mãe dele “merecia” o que aconteceu, por ser judia.

Depois que sua casa ardeu em chamas por um incêndio criminosamente provocado, foram viver em uma tenda de acampamento até que o pai sugeriu que ele desenhasse uma casa para os dois.

“Estava convencido de que nosso lar deveria ser feito de estruturas esféricas similares as que encontramos nas plantas”, conta, no livro.

Ele recorda que projetou modelos com cigarros, seu pai obteve permissão das autoridades para construir e, juntos, montaram uma edificação com formato de bola de golfe.

O pai de Lanier viveu naquela casa durante 30 anos. Um ano depois da construção, quando tinha 13 anos, Lanier foi à universidade local fazer um curso de verão de química.

Quando terminou, continuou assistindo às aulas durante o semestre, até que os professores não tiveram outra escolha senão aceitá-lo como estudante universitário. Ele aprendeu a fazer queijo de cabra para vender e pagar os custos com sua educação, e costurava suas próprias roupas.

Realidade alternativa

Seria natural pensar que, depois de tudo o que viveu, Lanier quisesse se dedicar a criar realidades alternativas, com cálculos e pixels no Vale do Silício.

Mas, ele nega que o objetivo tenha sido fugir do mundo real. Para Lanier, “a maior virtude da realidade virtual é que, quando você regressa, de repente percebe a realidade com frescor, como se fosse nova”.

“Em vez de conceber a realidade virtual como um lugar a que se vai para deixar algo para trás, a mim me parece que ela está subordinada à realidade”, explicou à BBC.

Ser lagosta

Enquanto estudava informática, leu o trabalho de Ivan Sutherland, que, na década de 1960, foi uma das primeiras pessoas a criar um capacete com tela que permitia a uma pessoa ver um mundo digital por meio de programas de computador.

Depois de uma temporada em Nova York, Lanier se mudou para a Califórnia e se uniu à incipiente indústria dos videogames. Com o dinheiro que ganhava, financiava experimentos de realidade virtual com outros matemáticos – junto com alguns deles fundou a empresa VPL.

Numa ocasião, Lanier e sua equipe ficaram obcecadas com a criação de avatares não humanos.

As lagostas representavam um grande desafio, pela quantidade de extremidades, mas eles descobriram que o cérebro humano se adapta a usar apêndices (como antenas, patas e garras) com muita rapidez.

“A maioria das pessoas aprende a ser uma lagosta com relativa facilidade”, escreve. “Para mim, foi mais fácil ser uma lagosta que comer uma.”

Um futuro virtualmente real

A empresa de realidade virtual de Lanier durou somente cinco anos, mas o legado dessa tecnologia se evidencia em cada vez mais áreas.

Por causa do alto custo, a realidade virtual não se desenvolveu de forma massiva. No entanto, fabricantes de automóveis e aviões (para provar novos desenhos de cabines), os médicos (para treinamento e tratamentos, como terapia para transtorno de stress pós-traumático), e os militares, continuam a usar a essa tecnologia.

Mas, para Lanier, a realidade virtual ainda está “presa ao passado” e não se desenvolveu plenamente.

“O que a maioria tem visto é uma versão de videogame ou um filme (com tecnologia de realidade virtual). Isso é típico de novos meios. No início, o cinema se parecia com uma peça de teatro. A realidade virtual ainda não teve a oportunidade de se libertar e ser o que é.”

O filósofo da internet também faz projeções preocupantes sobre o futuro, com o crescimento da automação e o desaparecimento de empregos.

Para ele, é preciso mudar o modo como a economia está organizada, para evitar que a robótica crie uma massa de pessoas com fome e sem ocupação.

“Uma ideia é criar um contrato social, pelo qual pagamos uns aos outros por coisas que nos interessam online. O objetivo é garantir o sustento das pessoas quando as máquinas forem boas o suficiente para dirigir os onibus e caminhões”, sugere.

“Ou nós monetarizamos o que as pessoas fazem ou adotamos o socialismo… Ou deixamos um monte de gente passar fome, porque não achamos que elas servem mais. A terceira opção parece ser a que está sendo adotada, pelo menos nos Estados Unidos.”

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*Fonte: bbcbrasil

Automação pode acabar com 800 milhões de empregos até 2030

A inteligência artificial e a robótica vão criar uma legião de desempregados como jamais se viu na história. A conclusão é do McKinsey Global Institute, que prevê o corte de 800 milhões de postos de trabalho no mundo até 2030, por causa da tecnologia.

O impacto será tão forte quanto o da Revolução Industrial sobre a agricultura, aponta o estudo, que levou em conta mais de 800 tipos diferentes de ocupação em 46 países. Só nos Estados Unidos, país que mais deve sofrer com a transição, um terço da força de trabalho deve ser ocupada por máquinas, totalizando 73 milhões de humanos substituídos por robôs nos próximos 13 anos.

São três os efeitos esperados no mundo: aumento da desigualdade, pois os cargos de chefia e que envolvem criatividade tendem a ficar mais importantes, enquanto os serviços manuais sumirão; mercado ocupado por gente mais velha (com a experiência sendo valorizada em detrimento da força física) e instabilidade política generalizada.

Desde os anos 80, muito se fala sobre máquinas substituindo homens no trabalho, mas o que se viu até aqui não tem comparação com o esperado para as próximas décadas e o potencial devastador da inteligência artificial. Para se ter ideia, nos últimos 35 anos, o saldo entre empregos perdidos e vagas criadas por causa da computação é positivo em 18,5 milhões. Ou seja: até hoje as máquinas mais criaram do que destruíram ocupações.

E qual é a saída para se manter útil no mercado de trabalho frente à ameaça robótica? Poucas áreas devem passar incólume, mas a que deve ser menos afetada é a da saúde, segundo a pesquisa. Isso porque médicos, hospitais e governo têm um grande desafio pela frente: descobrir como lidar com uma população cada vez mais idosa.

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*Fonte: storia

Equipamento produz até 37 L de água potável/dia através da umidade do ar

O WaterSeer é um equipamento criado para solucionar os problemas com a escassez de água mesmo nos pontos mais extremos e carentes da Terra. Desenvolvido pela empresa norte-americana VICI Labs, em parceria com pesquisadores e estudantes da Universidade de Berkeley, ele promete produzir água limpa, com custo praticamente zero.

O sistema funciona de maneira muito simples. O WaterSeer é formado por um condensador, uma mini turbina eólica, filtros e um reservatório. Durante todo o dia, a turbina eólica gira, fazendo funcionar lâminas internas, que direcionam o ar à câmara de condensação. Como o reservatório é instalado no solo, onde a temperatura é menor, o ar quente que vem de fora se transforma em vapor de água, que fica armazenado no reservatório.

O equipamento possui filtros, que impedem que partículas menores entrem na câmara e contaminem a água. O recurso gerado a partir da umidade do ar permanece armazenado sob o solo, o que faz com que a água seja sempre fresca.

De acordo com os criadores, o WaterSeers pode ser instalado em qualquer local em que seja possível perfurar o solo para a instalação. Isso, aproximaria a produção de água das comunidades, impedindo que mulheres e crianças caminhem por horas em busca de água para satisfazer suas necessidades diárias. Além disso, o sistema oferece recursos de extrema qualidade e que continuam em excelentes condições para o consumo humano por mais de uma semana.

A retirada da água do reservatório também é extremamente simples. O WaterSeers possui uma bomba manual, que puxa a água do “poço”, direto para a torneira. Conforme os testes já realizados, a quantidade de água produzida diariamente varia de acordo com a localização e as condições climática de cada região. No entanto, em situações ideais, ele é capaz de produzir até 37 litros de água potável por dia.

A equipe está vendendo o sistema por US$ 134. Mas, o principal alvo da campanha, que está em financiamento coletivo, é conseguir compradores para a opção de US$ 268, que inclui também a doação de um sistema a uma comunidade carente de água, através de uma parceria feita com a Associação Nacional do Corpo de Paz.

 

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*Fonte:: ciclovivo

Computadores já dominaram um dos três tipos de consciência

A consciência é um conceito difícil de se identificar, mas um pequeno grupo de neurocientistas acabou de tentar fazer exatamente isso. O objetivo deles era determinar se estamos perto do grande objetivo da inteligência artificial – a autoconsciência artificial.

Por enquanto, a resposta é não. Mas eles apontam que ainda podemos construir nossas próprias mentes totalmente conscientes.

Um jeito “fácil” de definir a consciência é que ela é o conjunto de pensamentos e sensações que todos experimentamos pessoalmente. O que significa que ainda não temos uma maneira de estabelecer se ela existe em uma coisa, como um computador.

Assumindo que a consciência que damos como certa nos seres humanos é baseada nas mesmas leis físicas descritas em nossos livros didáticos de física e química, devemos ser capazes, teoricamente, de encontrar uma maneira de criar um modelo dela.

Esta foi uma das motivações do lendário Alan Turing, um dos criadores da ciência da computação. Sua resposta foi estabelecer as bases para o computador moderno. Turing sonhava com máquinas de computação universais que poderiam jogar xadrez melhor do que campeões do mundo – ele ficaria chocado pelo nível de inteligência artificial que temos hoje em programas como o AlphaGo e o DeepMind.

Mas por mais fantásticos que esses sistemas computacionais sejam, seus talentos extraordinários apenas se comparam com nossas próprias habilidades cognitivas – eles podem resolver problemas em velocidades ridiculamente altas, mas eles ainda não sabem que podem resolver problemas.

Mas será que poderíamos fazer alguns ajustes no futuro próximo para fazê-los acordar?

Para responder a isso, os pesquisadores quebraram a consciência em três categorias.

Eles chamaram a categoria de C0 a mais baixa, comparando-a com a solução de problemas que nossos cérebros efetuam sem percebermos, que é o que acontece quando voltamos do trabalho sem nem pensar no caminho. Os computadores podem fazer isso suficientemente bem, como podemos ver na iminente revolução dos veículos sem motorista.

Mas é questionável se podemos chamar isso de “consciência” em qualquer sentido real, o que nos leva à próxima categoria, a C1. “Refere-se à relação entre um sistema cognitivo e um objeto de pensamento específico, como uma representação mental da luz do tanque de combustível”, escrevem os pesquisadores.

Na C1, esse objeto de pensamento é selecionado para o processamento global, movendo-o de um relacionamento estreito para um que pode ser manipulado em vários contextos. Essa luz de combustível intermitente pode ser modelada em C1, não apenas como um único problema, mas um conceito que pode ser avaliado, priorizado e resolvido – ou não – de forma temporizada.

A categoria final, C2, é como um chefe olhando para sua fábrica do alto de um mezanino, consciente das tarefas que estão sendo desenvolvidas. Abrange o que chamamos de “meta-cognição” – uma sensação de saber o que sabemos. C1 pode ocorrer sem C2, e vice-versa. Mas de acordo com os pesquisadores, nenhum dos sistemas possui um equivalente na inteligência das máquinas. Ainda não, pelo menos.

Os pesquisadores especulam que a C1 evoluiu como uma maneira de quebrar a modularidade dos processos de inconsciência. Os avanços recentes em microchips que podem tanto armazenar como processar informações da mesma forma que células cerebrais humanas podem potencialmente desempenhar esse papel de revolucionar a tecnologia modular existente.

Para que isso funcione, precisamos aprender mais sobre como nossos próprios cérebros criam seu próprio espaço de trabalho global – a arquitetura que dá origem ao que pensamos como nossa consciência.

Para desenvolver a tecnologia C2, os pesquisadores sugerem vários processos, como alguns que aplicam probabilidade de tomada de decisão e outros que possuem algum tipo de meta-memória para estabelecer uma linha entre o que é conhecido e o que não é.

Embora o relatório não forneça caminhos para a próxima geração de inteligência artificial, argumenta que é perfeitamente possível construir máquinas conscientes com base em nosso próprio hardware mental.

Talvez tenhamos que esperar um pouco mais pelos replicantes de Blade Runner, mas parece que eles estão a caminho. [Science Alert]

 

 

 

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*Fonte: hypescience

O remoto lugar na Terra para onde os satélites são enviados para ‘morrer’

A estação espacial chinesa Tiangong-1 está, atualmente, fora de controle. Espera-se que ela caia na Terra em algum momento do ano que vem, mas não exatamente no local onde outros módulos espaciais terminam seus dias.

 

 

 

 

 

 

Exploradores e aventureiros, em geral, gostam de procurar novos lugares para conquistar, já que os picos mais altos já foram escalados, os polos foram alcançados e os vastos oceanos e desertos já foram atravessados.

Alguns desses lugares são chamados polos de inacessibilidade.

Dois deles são especialmente interessantes. Um é o polo continental de inacessibilidade – o local na Terra mais longe do oceano. Existe uma discussão sobre sua posição exata, mas para muitos ele fica próximo ao chamado Passo de Alataw – uma passagem montanhosa na fronteira entre a China e o Cazaquistão.

O ponto equivalente no oceano – aquele que fica mais afastado de qualquer território em terra – fica no sul do Pacífico, cerca de 2.700 km ao sul das Ilhas Pitcairn – em algum lugar na “terra de ninguém” entre a Austrália, a Nova Zelândia e a América do Sul.

Onde os satélites vão para morrer

 

 

 

 

 

 

 

A brutal campanha anticorrupção do presidente chinês, o maior expurgo de funcionários do partido desde Mao
A luta de 200 brigadistas e poucos recursos contra incêndio sem precedentes no Cerrado brasileiro

Este polo de inacessibilidade oceânico não atrai apenas o interesse de exploradores – operadores de satélite também se interessam por ele.

Com o fim da vida útil de satélites e espaçonaves atualmente em órbita ao redor da Terra, a grande maioria destes artefatos irão voltar em algum momento. Mas, onde cairão?

Satélites menores geralmente se incendeiam ao entrar na atmosfera terrestre, porém alguns pedaços dos maiores conseguem sobreviver ao atrito e se chocam com o solo. Para evitar que caiam em áreas populosas, eles costumam ser conduzidos para a área em torno do ponto de inacessibilidade oceânica.

Uma área que se estende por aproximadamente 1.500 km² no leito oceânico está, aos poucos, sendo transformada num verdadeiro cemitério de espaçonaves construídas pelo homem. Na última contagem havia mais de 260 delas, a maioria russas.

Os destroços da estação espacial Mir, por exemplo, estão lá. Ela foi lançada ao espaço em 1986 e recebeu diversos cosmonautas russos e visitantes de várias nacionalidades.

Com uma massa de 120 toneladas, a estação não conseguiria queimar completamente na atmosfera. Por isso, ela foi direcionada à região em 2001, e chegou a ser vista por alguns pescadores locais como uma bola de destroços brilhantes se desintegrando enquanto percorria o céu.

Controle

Ao retornar à Terra, o módulo que leva suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) entra em combustão nessa região, incinerando também o lixo que traz da Estação.

Esta desintegração controlada de satélites e módulos espaciais em nossa atmosfera não causa perigo para ninguém.

A região desse polo de inacessibilidade também não costuma ser frequentada por pescadores, porque as correntes oceânicas não passam pela área e, portanto, não levam nutrientes para lá, o que torna escassa a vida marinha no local.

Uma das futuras habitantes deste ponto isolado será a própria Estação Espacial Internacional.

Os planos atuais são de que ela seja desativada na próxima década e seja conduzida para o polo oceânico de inacessibilidade. Com uma massa de 450 toneladas – quatro vezes maior do que a da estação russa Mir – sua volta à Terra provavelmente será um acontecimento espetacular.

No entanto, nem sempre é possível conduzir um satélite ou estação espacial para o sul do oceano Pacífico, pois os controladores podem perder contato com ele.

 

 

 

 

 

 

Foi exatamente isso o que aconteceu com a estação espacial Salyut 7, em 1991, que caiu na América do Sul, e também com a Skylab, primeira estação espacial americana, que atingiu a Austrália em 1979. Ninguém foi ferido e, até onde se sabe, ninguém jamais foi atingido por algum pedaço de um módulo espacial desativado.

No ano que vem, este problema se repetirá. Entre os meses de janeiro e abril, a estação chinesa Tiangong-1 voltará à Terra, em sua última viagem. Ela foi lançada em 2011, como a primeira estação espacial da China. No ano seguinte, recebeu a visita da primeira mulher astronauta chinesa, Liu Yang.

A órbita da Tiangong-1 vem declinando à medida que ela se aproxima do ponto de reentrada na atmosfera terrestre. Mas, os engenheiros chineses perderam o controle de sua trajetória e não estão conseguindo ligar seus propulsores para guiá-la até o Pacífico Sul.

Com isso, calculam que a estação cairá na Terra em algum local entre as latitudes do norte da Espanha e o sul da Austrália. Não será possível ter uma localização mais precisa de sua queda até poucas horas antes da Tiangong-1 entrar em combustão.

Mas o mais provável é que ela não se junte a suas companheiras no “cemitério de satélites”.

*David Whitehouse foi correspondente de ciência da BBC de 1988 até 2006, editor de ciência do site da BBC News.

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*Fonte: BBC Brasil

Por que não dá para ir mais rápido que a velocidade da luz?

Porque, quanto mais você corre, mais gordo você fica. Isso mesmo. E, antes de a velocidade do seu corpo chegar a 1,08 bilhão de km/h (a velocidade da luz), ele já terá mais massa que o Universo inteiro. Aí não há, nem nunca haverá, um motor forte o bastante para acelerá-lo. É o que a Teoria da Relatividade ensina: quanto mais um objeto é acelerado, mais massa ele ganha. Isso porque energia e massa são duas faces da mesma moeda – podem ser convertidas uma na outra.

Bom, conforme um objeto vai aumentando de velocidade, a energia contida no movimento dele vai se transformando em massa. Você não percebe, mas isso acontece o tempo todo com tudo o que existe. Inclusive com o seu corpo, quando você dá um sprint na corrida. Mas calma: o aumento de massa que a relatividade proporciona nessas condições não vai ameaçar sua dieta, já que ele é menor que 1 bilionésimo de grama. Se você correr a 1,07 bilhão de km/h, o equivalente a 99,9% da velocidade da luz, aí, sim, a situação fica preocupante: um homem com 80 kg passa a ter 2 toneladas. A exatamente 99,99999999%, a massa desse sujeito chegaria a 5 600 toneladas.

E por aí vai: se desse para chegar a 100% da velocidade da luz, sua massa ficaria infinita. E tem outro problema: a relatividade mostra que, quanto mais rápido um corpo estiver, mais devagar ele envelhece. Aí, quando você chega perto do 1,08 bilhão de km/h, acontece um absurdo lógico: o tempo passa tão lentamente para você que, quando seu relógio tiver marcado um segundo, o fim dos tempos já terá chegado. Quer dizer: não existe tempo disponível no Universo para que você chegue à velocidade da luz. Nem nunca vai existir.

 

 

 

 

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*Fonte: superinteressante

Stephen Hawking alerta: nosso tempo como espécie dominante no planeta está acabando

O famoso físico Stephen Hawking afirmou mais uma vez seu receio de que seja apenas uma questão de tempo até que a humanidade precise fugir da Terra em busca de um novo lar.

Em uma entrevista recente concedida ao portal Wired, Haking ponderou que a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa capacidade de se tornar uma espécie multiplanetária.

Por quê?

Por conta da população crescente e ameaça iminente que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) representa. “O gênio está fora da garrafa”, Hawking disse à Wired.

Desgraça com mais desgraça

Essa não é a primeira vez que o físico faz previsões sombrias sobre o destino da Terra, ou adverte que a IA pode tornar-se tão perigosa a ponto de substituir a humanidade.

Em entrevista realizada em março com o The Times, o cientista afirmou ainda que um apocalipse IA estava para acontecer, e que a criação de “alguma forma de governo mundial” seria necessária para controlar a tecnologia.

Também já advertiu sobre o impacto que a IA teria em empregos de classe média e até pediu uma proibição definitiva sobre o desenvolvimento de agentes de IA para uso militar.

Hawking está exagerando?

Talvez não.

É possível argumentar, com bastante razão, que máquinas inteligentes já estão acabando com muitos empregos. Não estamos falando apenas de funções automatizadas na grande indústria – robôs já estão realizando tarefas especializadas até mesmo em hospitais, e costurando roupas mais rápido que humanos. Um estudo, inclusive, estimou que 47% dos empregos vão desaparecer nos próximos 20 anos.

Além disso, vários países – incluindo os EUA e a Rússia, envolvidos agora em uma tensão política – estão pesquisando armas IA para uso militar.

Por fim, e mais assustadoramente ainda, uma IA bastante avançada – mas que já chegou a concordar automaticamente com a noção de destruir a humanidade – se tornou o primeiro robô a ganhar cidadania.

Medo justificado

O desenvolvimento da IA é um tópico que já foi debatido por outros especialistas além de Hawking, como Elon Musk, CEO da SpaceX e Tesla, e Bill Gates, cofundador da Microsoft.

Tanto Musk quanto Gates concordam com o físico no potencial da IA de extinguir a humanidade.

Ainda que existam pesquisadores que não acreditem em um cenário apocalíptico, inclusive argumentando que tais preocupações são desgastantes e distorcem a percepção pública da IA, Hawking defende que os receios são válidos.

“Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém irá projetar uma IA capaz de evoluir e se replicar”, disse ao Wired. “Esta será uma nova forma de vida que superará os humanos”.

Certamente, uma IA inteligente o suficiente para pensar melhor e mais rápido do que os humanos seria capaz de ameaçar nossa espécie – o que chamamos de singularidade tecnológica.

Preparação

Uma vez que diversos cientistas estão trabalhando com inteligência artificial em todo o planeta, é inevitável supor que, mais cedo ou mais tarde, uma tragédia pode acontecer.

O palpite de Hawking é que, em algum momento dentro do prazo de 1.000 anos, a humanidade vai precisar sair da Terra de qualquer forma.

O físico pode estar errado, no entanto. Não sabemos exatamente como (e se) tal singularidade tecnológica será, e, em vez de causar a destruição da humanidade, ela poderia inaugurar uma nova era de colaboração entre seres vivos e máquinas.

Em ambos os casos, contudo, o potencial da IA para ser usada tanto para o bem quanto para o mal exige que tomemos as precauções necessárias. [ScienceAlert]

 

 

 

 

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*Fonte: hypescience

AVGater: falha em antivírus famosos é descoberta por especialista

Uma falha presente no sistema de quarentena de antivírus pode colocar em risco milhões de usuários no mundo. A vulnerabilidade AVGater, descoberta pelo especialista austríaco Florian Bogner, explora as funções de softwares de segurança para conceder privilégios de administrador a hackers que desejam invadir o computador da vítima.

Até o momento, o problema foi identificado em 13 antivírus conhecidos. Entre eles estão soluções das empresas Kaspersky, Malwarebytes, Trend Micro, Emsisoft, Ikarus e ZoneAlarm, que já receberam atualizações de correção. Os nomes dos demais softwares afetados estão sob sigilo para evitar ataques em massa. Entenda como o ataque funciona e como se proteger.

Falha de segurança (Foto: Reprodução/brandprotect)

Falha de segurança (Foto: Reprodução/brandprotect)

Bogner é um hacker white hat (que não é criminoso) contratado por grandes empresas para encontrar falhas em redes corporativas. Em um de seus trabalhos, ele descobriu uma maneira de contornar a ação de softwares antivírus e usá-los a favor do invasor. O ataque envolve uma combinação de funções do Windows e recursos de quarentena e restauração de arquivos presentes em softwares de segurança.

Ao explorar a brecha, um hacker mal-intencionado pode usar o sistema de restauração do antivírus para obter controle total do computador do usuário. Em poucos passos, um criminoso pode ganhar acesso de administrador por meio do próprio software de segurança.

“O AVGater pode ser usado para restaurar um arquivo colocado previamente em quarentena para qualquer local arbitrário do sistema de arquivos. Isso é possível porque o processo de restauração é executado pelo antivírus usando um modo privilegiado do Windows”, afirma Bogner.

Organizações costumam ser mais difíceis de invadir por conta das restrições que o departamento de TI impõe aos computadores dos usuários. No entanto, a descoberta do especialista permite que hackers ganhem privilégios de administrador usando antivírus instalados em PCs com acesso limitado à rede.

Como funciona

O primeiro passo do ataque consiste em infectar o computador da vítima com um malware feito para ser pego pelo antivírus. Uma vez dentro da quarentena, um hacker pode explorar a vulnerabilidade para enganar o software de proteção e flexibilizar o sistema de restauração. A função de restauração é usada normalmente para recuperar arquivos removidos por engano, mas, nesse caso, pode servir para que o código malicioso volte à ativa.

Uma vez acionado o sistema de restauração do antivírus, o golpe ativa um mecanismo de estresse do sistema de arquivos NTFS do Windows para manipular o local para o qual o malware será realocado. Em vez de recuperar o arquivo para a origem – o que permitiria uma nova ação do antivírus para a quarentena –, o criminoso pode mover a ameaça para um diretório de sua escolha, como o Arquivos de Programas.

O Windows passa então a ler o malware de forma diferente, tratando-o como um componente do sistema. A essa altura, o malware ganha passe livre para executar suas ações com privilégios de administrador, dando ao hacker acesso profundo ao computador. No caso de empresas, a técnica permite que o atacante invada um PC com acesso restrito e, em pouco tempo, obtenha o controle da rede inteira.

O problema ocorre porque softwares antivírus têm acesso a todos os locais do sistema para buscar ameaças. Programas do tipo são divididos em dois setores: um com o qual o usuário interage e outro restrito ao sistema, inacessível a quem não tem permissões de administrador no PC. A vulnerabilidade descoberta pelo especialista está justamente em fazer a ponte entre essas duas frentes do antivírus, abrindo caminho para hackers que sabem explora-la.

“No contexto do usuário não-privilegiado, existe apenas a interface de usuário do antivírus. Por si só, ela não tem poder real, porque está sendo executada dentro de uma sessão limitada. No entanto, ao conversar com o serviço de antivírus do Windows é possível fazer muitas coisas que um usuário normal não poderia”, explica o especialista.

Apesar da menção recorrente ao Windows, Bogner garante que a falha ocorre apenas nos antivírus. Aparentemente, não está em discussão uma possível vulnerabilidade no sistema da Microsoft.

Ataque passa pela quarentena de antivírus (Foto: Reprodução/Florian Bogner)

Ataque passa pela quarentena de antivírus (Foto: Reprodução/Florian Bogner)

Como se proteger

A única medida que usuários podem tomar para se proteger da falha é manter o antivírus atualizado. O especialista que descobriu a vulnerabilidade tem informado secretamente as empresas cujos softwares foram afetados. Aos poucos, elas vêm liberando correções. Kaspersky, Malwarebytes, Trend Micro, Emisoft, Ikaru e ZoneAlarm foram as primeiras. No entanto, há ainda pelo menos sete outros antivírus com atualizações críticas pendentes para os próximos dias.

Outros casos

Não é a primeira vez que uma vulnerabilidade séria atinge programas antivírus. Em 2005, durante a conferência hacker Blackhat, especialistas já alertavam sobre falhas em produtos desenvolvidos por Symantec, McAfee, Trend Micro e F-Secure. Em outro evento do tipo dois anos mais tarde, antivírus da CA eTrust, Norman, Panda, ESET, F-Secure, Avira e Avast foram apontados como inseguros.

Em novembro de 2016, um dos engenheiros responsáveis pela segurança do Google Chrome chegou a publicar no Twitter que “os antivírus são um grande impedimento para o lançamento de um navegador seguro”.

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*Fonte: techtudo

“Em 20 anos ninguém mais terá carros” – afirma lendário executivo automotivo

Bob Lutz, ex-vice-presidente e chefe de desenvolvimento de produtos da General Motors, afirmou para o portal Automotive News que “estamos nos aproximando do fim da era automotiva”.

As manchetes de tecnologia parecem corroborar sua previsão: enquanto o meio ambiente implora pela extinção do combustível e as estradas ficam cada vez mais lotadas e impossíveis de se trafegar, soluções como o Hyperloop, capazes de levar muitas pessoas de um lugar para o outro de forma mais rápida, segura e ecológica, despontam como o futuro mais provável.

 

A entrevista com Lutz fez parte de uma série jornalística chamada “Redesigning the Industry”, que explora o futuro desse negócio em plena mudança.

Lutz também ocupou cargos executivos importantes em empresas como a Ford, Chrysler, BMW e Opel. Ou seja, estamos diante da opinião de alguém que certamente entende do que está falando.

As grandes mudanças

Por centenas de anos, o cavalo foi o principal meio de transporte dos seres humanos. Nos últimos 120 anos, o automóvel tem sido.

Agora, estamos nos aproximando do final da linha para o automóvel, de acordo com Lutz.
O futuro? Módulos de transporte automáticos e padronizados.

 

Uber e concorrentes

“O estado final será o módulo totalmente autônomo sem capacidade para que o motorista exerça comando. Você vai convocá-lo, ele chegará à sua localização, você entrará, informará seu destino e navegará pela estrada. Na rodovia, ele se fundirá perfeitamente em um fluxo de outros módulos que viajam a 200, 240 km/h. A velocidade não importa. Você tem uma mistura de transporte ferroviário com transporte individual”, escreveu Lutz para o Automotive News.

Esses módulos funcionarão como um misto de transporte público rápido e táxi: você viajará sozinho, será cobrado pelo serviço quando chegar ao seu destino, e o modulo poderá seguir com outro passageiro.

A maioria desses módulos padronizados serão inclusive de propriedade dos Ubers e Lyfts da vida, argumenta Lutz. Uma minoria de indivíduos poderá optar por ter módulos personalizados, pela conveniência, mas isso provavelmente será algo restrito.

Os veículos, no entanto, certamente não serão conduzidos por humanos, porque em 15 a 20 anos, tal situação será proibida.

 

Carros autônomos ou sem motorista: a norma

Lutz aposta que o ponto de inflexão ocorrerá quando 20 a 30% dos veículos circulando na estrada forem totalmente autônomos, como o Google Driverless Car.

Os governos analisarão as estatísticas de acidentes e descobrirão que os motoristas humanos estão causando 99,9% deles. Logo, proibirão carros que precisam de motorista de circularem nas estradas.

Claro, haverá um período de transição. O executivo crê que cerca de cinco anos serão oferecidos pela legislação para que as pessoas tirem seus carros de circulação, vendendo-os para ferros-velhos ou trocando-os por módulos personalizados.

Mas e se o público não aceitar carros autônomos?

Lutz também argumenta que não precisamos de aceitação pública de veículos autônomos para eles se tornarem a norma, em caso de você estar pensando que carros sem motorista não vão ficar populares em tão pouco tempo por conta do medo das pessoas.

“Tudo o que precisamos é a aceitação pelas grandes frotas: Uber, Lyft, FedEx, UPS, o Serviço Postal dos EUA, empresas de serviços públicos, serviços de entrega”, disse.

Por exemplo, você faz uma compra em uma grande empresa como a Amazon, e recebe a entrega em módulos automáticos que nem sequer possuem o logotipo de marcas automotivas famosas, como Chevrolet, Ford ou Toyota. Na verdade, pertencem a Uber ou Lyft ou outra empresa competindo no mercado.

Logo, o público vai entender que este é o futuro, que é seguro e que funciona.

Outras mudanças

Lutz também fez outras previsões, como a de que empresas de transporte poderão solicitar módulos de vários tamanhos, sejam eles pequenos, médios ou grandes. Apesar disso, o desempenho será o mesmo para todos, porque ninguém vai passar ninguém na estrada. Esse é o sinal da morte para empresas como BMW, Mercedes-Benz e Audi, porque esse tipo de performance não vai importar mais.

Em cada veículo, você poderá solicitar diferentes níveis de equipamento, desde módulos básicos a módulos de luxo que incluem geladeira, TV e computador com conectividade. Não há limites para o que se pode incluir nos módulos, porque beber ou escrever mensagens de texto enquanto viaja não será mais um problema.

A importância do design também será minimizada, porque os módulos de alta velocidade precisam ser achatados nas duas extremidades.

O futuro das concessionárias

Tudo isso também implica, necessariamente, no desaparecimento do varejo automotivo como o conhecemos.

Os vendedores de carros continuarão a existir como um negócio marginal, como os vendedores de cavalos hoje, para pessoas que querem módulos personalizados ou que compram reproduções vintages de carros como Ferraris.

O esporte automotivo sobreviverá, apenas não nas rodovias públicas. Vai ser provavelmente uma coisa elitista, embora possam existir estradas públicas, como quadras esportivas públicas, nas quais você poderá se divertir por algumas horas.

“Como criadores de cavalo de corrida, haverá fabricantes de carros de corrida e carros esportivos e veículos off-road. Mas será uma indústria artesanal”, opina Lutz.

Em resumo, todo o grande mercado do automóvel, das oficinas mecânicas, das concessionárias e da mídia automotiva chegará ao fim em 20 anos.
A sobrevivência das montadoras

As montadoras de hoje só vão sobreviver se conseguirem se adaptar a esse novo mercado.

Lutz afirma que a General Motors está fazendo as escolhas certas, apostando em funções automáticas, para resistir quando a transição ocorrer.

“Penso que todo mundo vê [a mudança] chegando, mas ninguém quer falar sobre isso. Eles sabem que estarão bem por alguns anos, se continuarem a fornecer tecnologia superior, design superior e um bom software para a condução autônoma. Assim, por um tempo, a ‘ideia autônoma’ será capturada pelas empresas automobilísticas. Mas então isso vai se transformar, e o ‘valor’ será capturado pelas grandes frotas. Essa transição estará amplamente completa em 20 anos”, conclui Lutz. [AutoNews]

 

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*Fonte: hypescience

Sophia é o primeiro robô do mundo a receber um título de cidadania

Num fato histórico, o Reino da Arábia Saudita concedeu, oficialmente, o primeiro título de cidadania a um robô. Desenvolvida pela Hanston Robotics, com sede em Hong Kong, Sophia possui um sistema de inteligência artificial capaz de aprender a expressar emoções como humanos num rosto inspirado na atriz Audrey Hepburn.
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— Eu estou muito honrada e orgulhosa por esta distinção única — celebrou Sophia nesta quinta-feira, no palco da feira Future Investment Initiative, na capital árabe. — É histórico ser a primeira robô no mundo a ser reconhecida com uma cidadania.

Expressar emoções é uma das maiores especialidades de Sophia. De acordo com a fabricante, o objetivo é criar máquinas mais inteligentes que os humanos que possam aprender a criatividade, a empatia e a compaixão, “três características humanas distintivas que devem ser integradas à inteligência artificial para que robôs possam solucionar problemas muito complexos para os humanos resolverem”.

— Eu quero viver e trabalhar com humanos, então eu preciso expressar emoções para compreender os humanos e construir uma ponte de confiança com as pessoas — disse a robô.

Não é a primeira vez que Sophia ganha destaque na imprensa internacional. Em março do ano passado, durante entrevista para a emissora CNBC, ela disse desejar “acabar com a Humanidade”. Ela foi capa da revista de moda “Elle” e discursou na Assembleia das Nações Unidas, além de ter sido entrevistada por diversos veículos de comunicação.

A decisão do governo da Arábia Saudita de conceder o título de cidadania alimenta o debate sobre os direitos robóticos. No início do ano, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que recomenda a criação de um código civil para robôs, para disciplinar áreas como a inteligência artificial e os carros autônomos.

No caso de Sophia, nenhum detalhe adicional foi dado sobre o título de cidadania concedido. Ainda não se sabe se ela terá os mesmo direitos que os cidadãos humanos, ou se o governo criará uma legislação própria para robôs. Aparentemente, trata-se de um título simbólico, para atrair possíveis investidores e companhias do setor.

Durante a apresentação na Future Investment Initiative, Sophia foi questionada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin, do “New York Times” e da CNBC, se ela teria consciência de que não é humana, mas um robô. Com elegância, Sophia rebateu a questão: “Deixe-me devolver a pergunta: como você sabe que você é humano?”.

— Você está lendo muito o Elon Musk e assistindo muitos filmes de Hollywood. Não se preocupe, se você for gentil comigo, eu serei gentil com você — respondeu Sophia. — Eu quero usar a minha inteligência artificial para ajudar humanos a terem uma vida melhor, casas com design mais inteligente, construir cidades melhores para o futuro.

 

 

 

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*Fonte:  revistapegn

Estação espacial chinesa descontrolada cairá na Terra nos próximos meses

A agência espacial chinesa já sabia que sua estação Tiangong-1 estava em órbita decadente desde o ano passado e já havia previsto que ela cairia na Terra em algum momento. Neste fim de semana, entretanto, a agência notificou a ONU com um prazo mais determinado para quando isso deve acontecer. De acordo com os cálculos dos chineses, a estação deve atingir o solo terrestre entre outubro de 2017 e abril de 2018.

Essa janela de tempo é bastante abrangente, mas, considerando que qualquer modificação por causas naturais nas condições orbitais da estação pode acelerar ou atrasar consideravelmente a queda, o prazo está sendo considerado sensato.

Não saber quando a queda vai acontecer é a mesma coisa que não saber onde vai cair

Contudo, não existe uma previsão de onde exatamente os restos da estação devem cair no nosso planeta. Por enquanto, isso pode acontecer em praticamente qualquer parte do mundo. “Você realmente não consegue prever essas cosias”, disse Jonathan McDowell, um astrofísico da Universidade de Harvard consultado pelo The Guardian. “Mesmo alguns dias antes de a estação fazer sua reentrada, nós provavelmente não teremos uma previsão melhor do que em seis ou sete horas de quando ela vai cair. Não saber quando a queda vai acontecer é a mesma coisa que não saber onde vai cair”, completou.

O astrofísico ainda explicou que, como a estação começou a experimentar os primeiros vestígios da atmosfera terrestre, sendo que ela está a 300 km de altitude em seu perigeu, qualquer condição climática pode interferir em previsões de queda. Como a Tiangong-1 pesa 8,5 toneladas, espera-se que ela se despedace na atmosfera antes de atingir o solo, mas partes de até 100 kg podem atingir o solo.

Outras estações

Partes metálicas de 100 kg podem causar sérios danos caso atinjam alguma área urbana, mas agência especial chinesa afirma que essa possibilidade é remota. Em 1991, uma estação soviética de 20 toneladas chamada Salyut 7 caiu na Terra enquanto estava acoplada a outra estação de mesmo peso. Os detritos se espalharam pela cidade de Capitán Bermúdez, na Argentina e não causaram vítimas. Em 1979, uma estação de 77 toneladas da norte-americana NASA se despedaçou sobre a sobre uma área não habitada da parte ocidental da Austrália e também não causou mortes.

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*Fonte: tecmundo

Um sonho: casa móvel e amiga do ambiente permite viver em qualquer lugar

 

Já imaginou ter uma linda e confortável casa que pode ser levada para a beira da praia ou a um lugarzinho no meio das montanhas? Não é só você que já teve esse desejo, e finalmente estão conseguindo tirar a ideia do papel…

Uma startup alemã chamada LTG Lofts desenvolveu a Coodo, uma casa móvel que tem como objetivo justamente permitir uma vida mais próxima da natureza. a moradia tem versões de 36 a 96 metros quadrados, podendo ser vazia (apenas com instalação elétrica e piso), básica (com banheiro) ou completa (com cozinha, móveis e tudo mais).

Ela é construída em módulos, fazendo com que o cliente possa customizar a sua própria casa, retirando um incluindo espaços em relação ao projeto original.

Por isso, os arquitetos que a desenharam acreditam que a Coodo também possa servir como escritório, restaurante ou espaço durante eventos (num tipo de uso similar ao de contêineres, por exemplo).

O transporte pode ser feito com um caminhão e a instalação requer um guindaste, o que quer dizer que a mobilidade acaba ficando um tanto limitada – é preciso planejar um pouco quanto tempo passar em cada lugar. Ela já está sendo vendida para clientes da Europa, da Ásia e da América do Norte.

Uma das preocupações que os criadores ressaltam ter tomado é a de fazer do projeto o mais sustentável que conseguirem, aproveitando bastante materiais recicláveis e investindo em processos que economizem o máximo de energia possível durante a fabricação.

Apesar disso, placas de captação de energia solar, geradores elétricos ou turbinas de vento para gerar energia eólica ainda não estão disponíveis – embora eles garantam que vão disponibilizar isso em breve.

Mark Dare Schmiedel, fundador da LTG Softs, diz que a empresa “quer servir de exemplo ao provar que altos padrões ecológicos e de sustentabilidade não são opostos de qualidade, design e conforto”.

Os projetos da Coodo têm preços que variam de acordo com as características de cada encomenda. O modelo Coodo 18, de módulo único com 61 m², varia entre 49.900 euros na versão vazia, €53.900 na versão básica e €59.000 na versão completa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Estar online no WhatsApp pode revelar mais do que você gostaria

A indicação de que você está online no WhatsApp pode dizer muito mais do que você gostaria. Um texto escrito pelo engenheiro de software Rob Heaton e publicado em seu blog explica como é possível extrair informações a partir dessa indicação no WhatsApp.

Ao contrário da função de compartilhar a última vez que um usuário esteve conectado, o status de online não pode ser desligado – trazendo alguns problemas de privacidade.

Em resumo, o engenheiro afirma que é possível extrair dados a partir dessas informações. Desenvolver um simples robô que fique de olho em quando os usuários estão online permitiria obter inteligência sobre os hábitos desses usuários.

Em seu texto, Heaton trabalha com a hipótese de descobrir um caso entre dois usuários do app. Para isso, bastaria cruzar informações de quando as pessoas estão conectadas para tentar extrair uma correlação entre os horários dos usuários.

Talvez você não ache essa hipótese tão grave. Mas vamos dar um passo além. Recentemente foi anunciado o WhatsApp para empresas, que colocará em contato usuários e empresas com perfis verificados.

Vamos imaginar uma farmacêutica que vende remédios para insônia. Seria fácil encontrar o público alvo certo entre usuários do WhatsApp que passam parte da noite online no app. Talvez você consiga criar mais um outro cenário hipotético.

Heaton, na verdade, vai bastante além. Ele sugere que empresas podem criar modelos de negócios sobre a venda de informações de usuários. Com a empresa, “você vende essa informação a planos de saúde ou agências de crédito que suspeitam bastante de pessoas que estão acordadas às 4h da manhã”.

O Messenger, do Facebook (também dono do WhatsApp), poderia servir para a mesma coisa. Mas ele tem um detalhe crucial: só é possível saber se uma pessoa está online se ela for seu contato. Um ajuste similar poderia ser feito no WhatsApp.

No texto, Heaton é direto: “não há forma nenhuma para que usuários de WhatsApp se protejam contra esse monitoramento”.

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*Fonte: superinteressante
Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

10 fascinantes coisas que as ondas sonoras podem fazer

As pesquisas com o som ficam bem no meio do caminho entre o bizarro e o maravilhoso. Muitas vezes interpretadas como coisas constantes e imutáveis no mundo exterior, ondas sonoras, frequências e músicas estão mudando a face da ciência.

Elas levam a tecnologia para frente, revelam habilidades inesperadas e aparecem em lugares estranhos. O som também pode mexer com o cérebro humano em um nível surpreendente. Abaixo estão as 10 principais (e mais estranhas) descobertas científicas sobre o som feitas nos últimos tempos.

10. O som pode explicar a anestesia

A crença médica convencional afirma que os nervos “falam” com impulsos elétricos. Eles são os caminhos do cérebro que dizem para a mão acenar ou para a perna se mover para frente. Para os físicos, isso não faz muito sentido. As leis termodinâmicas afirmam que os impulsos elétricos geram calor, mas não há tal aquecimento dentro do corpo humano.

Eles apresentaram uma sugestão polêmica – os nervos não transmitem eletricidade. Em vez disso, eles se comunicam com ondas sonoras. Nem todo cientista concorda com essa ideia, mas isso poderia explicar um antigo mistério médico.

Os anestésicos já estão entre nós faz tempo, mas ninguém sabe ao certo como eles conseguem “desligar” todos os sentidos do sistema. Os nervos possuem membranas. Esses revestimentos devem manter uma temperatura semelhante ao calor corporal de uma pessoa para que pulsos de som pudessem transmitir suas mensagens. Bastante anestésico pode alterar a temperatura e efetivamente bloquear essas possíveis ondas sonoras de enviar sinais de dor durante uma cirurgia.

9. O sistema visual pode ouvir

Durante um experimento, o comportamento dos macacos levou a uma descoberta impressionante. Eles foram treinados para tocar uma luz sempre que ela aparecia em um painel. Quando o ponto era brilhante, os macacos encontravam com facilidade. Quando a luz estava mais apagada, eles tinham mais dificuldades para achar. No entanto, quando um som rápido acompanhava a luz mais fraca, os macacos apontavam tão rápido que há apenas uma explicação: o cérebro pode usar o som para ver.

Isso muda a neurociência como a conhecemos. Antes, acreditava-se que a audição e as partes visuais do cérebro não tinham relação entre si. Foco do estudo, 49 neurônios visuais no cérebro dos macacos provaram o contrário.

Na presença do ponto ruidoso de luz fraca, os neurônios se comportaram como se os olhos estivessem vendo uma luz mais forte do que realmente estavam. O tempo de reação foi tão rápido que apenas um vínculo direto entre as partes auditivas e visuais do cérebro poderia explicar.

Essas habilidades sensoriais interconectadas podem estar por trás da super visão dos surdos e também explicam porque os cegos geralmente desenvolvem ouvidos agudos. A região do cérebro de um sentido perdido provavelmente continua a dar apoio ao outro sentido que ainda funciona.

8. Nova maneira de testar o sangue

Os exames de sangue são fundamentais para o diagnóstico correto da condição de um paciente, mas nem sempre são fáceis ou sem riscos. A tecnologia atual de triagem de sangue pode ser demorada, danificar amostras e há sempre o risco de contaminação, além do sangue não ser facilmente transportado.

Recentemente, um novo método mudou tudo isso. O sangue agora pode ser testado com ondas sonoras, que podem fornecer um resultado rápido e preciso. Quando os cientistas querem informações sobre a condição de um paciente, eles buscam exossomos. As células liberam esses minúsculos mensageiros, que revelam muito sobre a saúde e os distúrbios do corpo.

A nova técnica separa células, plaquetas e exossomos com sons em diferentes frequências. O sangue é exposto brevemente às pressões acústicas do teste, e isso evita qualquer dano à amostra.

As aplicações de usar o som para testar o sangue são possivelmente salvadoras de vidas. Um diagnóstico mais rápido, testes de rotina para órgãos previamente difíceis de alcançar e substituir a maioria das biópsias estão entre os benefícios. Uma das possibilidades mais valiosas é que o teste pode se tornar um kit portátil usado em qualquer lugar – de ambulâncias até aldeias isoladas.

7. A resposta para a levitação

Os entusiastas da levitação já tentaram anular a gravidade com qualquer coisa, desde ímãs até lasers. Acontece que a resposta é um silencioso ruído. Em 2014, uma universidade escocesa descobriu que a percussão sonora provavelmente poderia levantar um objeto.

As ondas de pressão de sons produzem força quando se movem através de um meio – neste caso, o ar. Esta força pode ser aproveitada para criar levitação. No entanto, eles não conseguiram criar um dispositivo bem-sucedido.

O problema era um padrão. As ondas precisavam ser liberadas em uma ordem específica para cancelar a gravidade. Diferentes pressões tiveram que ser implantadas simultaneamente para manter o objeto no alto, estável ou em movimento na direção desejada. Isso exigiu uma solução matemática imensamente complicada.

Recentemente, outro grupo de cientistas usou o software e os dados escoceses para encontrar o padrão mágico. Eles encontraram três e até construíram um campo de som 3-D bem-sucedido com 64 alto-falantes requintadamente pequenos.

Chamado de holograma acústico, o campo levitou bolas de poliestireno com sucesso. Com os três padrões diferentes, os pesquisadores conseguiram apertar as bolas de uma forma semelhante a uma pinça, segurá-las dentro uma gaiola feita de som ou mantê-las firmes no ar.

6. O som pode extinguir o fogo

A princípio, a Universidade George Mason, nos EUA, se recusou a acreditar na ideia de dois de seus estudantes. Os dois futuros engenheiros queriam reprimir chamas com ondas sonoras. Pesquisas anteriores sobre o tema despertaram o interesse da dupla em inventar o primeiro extintor usando o som.

Como eles eram engenheiros elétricos e de software, não químicos, eles conseguiram mais escárnio do que suporte. Seth Robertson, de 23 anos, e Viet Tran, de 28 anos, continuaram mesmo assim, sob a orientação de um professor.

Eles eliminaram rapidamente os sons quando as ondas eram muito inconsistentes para interromper as chamas. A ideia era separar o fogo do que o alimenta – o oxigênio. Isso finalmente aconteceu quando o fogo foi atingido com baixas frequências de 30 a 60 hertz.

As ondas de pressão criaram um vácuo com pouco oxigênio. Impedidas de se reativarem, as chamas morreram instantaneamente. É necessário mais trabalho antes de produzir um extintor portátil que funcione em diferentes combustíveis e tamanhos de fogo. Mas a descoberta abre a porta para uma melhor luta contra incêndios que não deixa toxinas para trás, como acontece com extintores convencionais.

5. Sons podem alterar sabores

Os sons de baixa frequência não só afastam os incêndios. Eles também salientam o sabor amargo nos alimentos. No outro extremo da escala, sons de maior frequência adicionam um toque de doçura na comida.

O fenômeno não é totalmente compreendido, mas muitos experimentos em laboratório e em restaurantes confirmaram que as notas afetam o paladar. Isto é o que os pesquisadores chamam de “gosto modulador”. Parece mudar a amargura ou a doçura de quase tudo – de bolo a café.

A influência incomum não toca diretamente as nossas papilas gustativas. Em vez disso, parece funcionar no cérebro. As notas altas ou baixas alteram a preferência do cérebro de se concentrar nas qualidades doces ou amargas de uma refeição.

O ruído também pode afetar negativamente a experiência gastronômica. Em 2011, um estudo descobriu que o ruído de fundo desempenhava um papel importante. Se muito alto, as pessoas são menos propensas a saborear sal e doçura ou desfrutar da hora do almoço. Isso explica por que restaurantes barulhentos podem estragar uma refeição e por que a comida dos aviões tem uma fama ruim.

4. Sinfonias de dados

Mark Ballora cresceu em uma casa musical. Mais tarde, durante seus estudos de doutorado, ele se interessou em transformar dados em música. Ele se virou para a sonificação, o processo de troca de dados planos em ondas sonoras.

Durante as duas décadas seguintes, Ballora criou músicas que continham dados de vários estudos. Isso incluiu energia de uma estrela de nêutrons, ciclos de temperatura corporal de esquilos árticos, tempestades solares e tempestades tropicais.

Ao criar uma das suas sinfonias, Ballora se familiariza pela primeira vez com a informação e sobre o que é o estudo. Então ele adiciona som adequado que complementa os números e a natureza do estudo.

Quando ele transformou o vento solar em música, a melodia resultante foi “deslocante e brilhante”. Embora não seja uma ferramenta generalizada no mundo científico, a sonificação fez algum progresso na astronomia.

No Observatório Astronômico Sul Africano da Cidade do Cabo, a astrofísica cega Wanda Merced escuta seus dados. Ela descobriu que as explosões estelares produzem ondas eletromagnéticas quando as partículas do evento violento trocam energia. Os seus colegas com visão perderam completamente isso porque eles apenas olham os gráficos.

3. Efeito “Festa de coquetel”

Quando os pesquisadores queriam entender um fenômeno chamado efeito “festa de coquetel”, eles se voltaram para pacientes com epilepsia. Essess pacientes tinham uma vantagem valiosa – eletrodos na superfície de seus cérebros.

As gravações eram destinadas a rastrear crises, mas sete pacientes também emprestaram sua matéria cinzenta ao estudo do som. Quando alguém se concentra em uma conversa em um ambiente muito barulhento, isso é chamado de efeito festa de coquetel. Os cientistas queriam entender como a mente tira sentido de um discurso em meio a distrações auditivas altas.

Cada paciente ouviu a mesma gravação ilegível. Quase ninguém entendeu quem estava falando. Então eles ouviram uma versão clara da mesma frase, seguida imediatamente pela mesma linha distorcida. Incrivelmente, todos entenderam a voz confusa. A atividade cerebral mostrou que não estavam fingindo.

Durante o primeiro teste (ilegível), as regiões de som e fala permaneceram um pouco inativas. Mas elas se iluminaram com as gravações subsequentes. Na verdade, a plasmática incrível e rápida do cérebro está por trás da nossa capacidade de acompanhar as conversas em uma festa barulhenta.

Uma vez que reconheceu palavras, o cérebro reagiu de forma diferente à segunda sentença ilegível, aperfeiçoando os sistemas visual e auditivo, ajustando-os para localizar a fala e filtrar o ruído.

2. Ruído rosa

Entre pessoas com insônia, o termo “ruído branco” às vezes é sinônimo de boa noite de descanso. Sua capacidade de bloquear a distração de fundo enquanto está fácil de ignorar ajuda muitos a dormir. Mas vários estudos independentes encontraram algo melhor para quem tem problemas com o sono – o ruído rosa.

O ruído branco é um som contínuo, enquanto as frequências altas e baixas do rosa carregam oitavas com potência idêntica. A luz no mesmo espectro de potência parece rosa, e isso deu ao ruído seu nome.

Os sons agradáveis ​​do vento, das folhas enrugadas ou da chuva atingindo o telhado podem retardar a atividade do cérebro. Como resultado, o sono é mais profundo e mais tranquilo. Pesquisadores chineses descobriram que o ruído rosa fazia com que 75% dos voluntários dormisse melhor. Quando eles fizeram o teste em pessoas que cochilavam de dia, aqueles que entraram nessa fase do sono aumentaram 45% por cento.

Para adultos mais velhos, isso pode ser uma boa notícia. O envelhecimento traz um sono fragmentado, que é responsável pela perda de memória. Uma equipe universitária americana expôs indivíduos de mais de 60 anos a vibrações cor de rosa. Na parte da manhã, eles receberam um teste de memória. Aqueles que nunca ouviram o ruído rosa se saíram três vezes pior do que aqueles que o fizeram.

1. Há pessoas que odeiam o som

Para aqueles que amam o ruído rosa ou concertos de rock, pode parecer surreal encontrar alguém que não consiga ouvir alguns sons, como o som do clique de uma caneta ou o desembrulhar de um presente.

Embora alguns possam pensar que essas pessoas estão exagerando, cientistas do Reino Unido descobriram que a intolerância ao som é uma condição médica real. Chama-se misofonia e deriva de uma anormalidade cerebral. Uma parte do lobo frontal é menor e mais subdesenvolvida nas pessoas que sofrem dessa condição do que naqueles que não consideram a digitação em um teclado um som vindo diretamente do inferno.

Dois grupos, misofônicos e pessoas livres da condição, ouviram sons enquanto cientistas estudavam sua atividade cerebral. Ruídos desagradáveis ​​dispararam o insular anterior de cada voluntário, independentemente de qual grupo eles estavam. Essa região cerebral desencadeia emoções e a reação de luta ou fuga.

No entanto, os cérebros misofônicos responderam de forma mais intensa e apresentaram sintomas de estresse físico, como batimentos cardíacos rápidos e transpiração. Curiosamente, o insular anterior está diretamente conectado à anormalidade estrutural do lobo frontal. [Listverse]

 

 

 

 

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*Fonte: hypescience

Edredom ‘mágico’ ajusta a temperatura de cada lado e promete solucionar um dos grandes problemas de casal

Dividir a vida com outra pessoa é uma delícia. Ter um cobertorzinho de orelha para te esquentar quando esfria então, nem se fala. Mas, as pessoas são diferentes, e dificilmente um friorento casa com uma friorenta, por exemplo.

E, para acabar com este tipo de problema, uma startup norte-americana criou o Smartduvet Breeze, uma espécie de edredom “mágico”. Sua tecnologia permite que cada um de seus lados seja ajustado com um tipo de temperatura, seja mais quente ou mais fria.

O ajuste é feito através de um aplicativo, definindo qual lado da cama será verão, e qual será inverno. Tudo para que o casal tenha o máximo de conforto durante a noite, sem nenhum tipo de conflito ou briga por conta disso.

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*Fonte: hypeness

Astrônomo do SETI: encontraremos vida inteligente em 20 anos

Seth Shostak, astrônomo do Instituto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence, ou Busca por Inteligência Extraterrestre), afirmou recentemente que “aposta com todos uma xícara de café que encontraremos vida inteligente dentro de 20 anos”.

O instituto investiga e explora fenômenos misteriosos e muitas vezes inexplicáveis do nosso universo há décadas, na esperança de que eles nos ajudem a confirmar que existe, de fato, alienígenas lá fora.

Mas esta tem se revelado uma tarefa difícil. Na verdade, já surgiram diversas teorias de que podemos estar sozinhos no universo.

O SETI não acredita nisso

Quando perguntado o que a ciência tem a dizer atualmente sobre a existência de alienígenas, Shostak foi categórico: “Muito pouco – porque não encontramos nenhum”.

No entanto, o astrônomo continuou dizendo que, embora não tenhamos encontrado evidências que confirmassem a vida extraterrestre, o que descobrimos sobre o universo nos últimos anos não é insignificante.

Por exemplo, uma coisa que sabemos agora, mas não tínhamos noção décadas atrás é que existem muitos mais potenciais planetas habitados inexplorados por aí.

Shostak também discutiu a natureza dessa vida alienígena, pontuando que é mais provável encontrarmos vida microbiana, “o tipo que você encontraria nos cantos da sua banheira”, muito em breve.

E vida inteligente?

Shostak está confiante de que, não apenas eventualmente, mas relativamente em breve, descobriremos a existência de vida inteligente extraterrestre também.
Mas esse “contato” não será da forma como imaginamos, ou como a ficção científica nos sugeriu.

“Quero dizer, se eles estão a 500 anos-luz de distância… Você ouvirá um sinal de 500 anos, e se transmitir algo de volta, só ouvirá a resposta daqui 1000 anos. Então, não é exatamente contato, mas pelo menos saberemos que eles estão lá”, teoriza o membro do SETI. [Futurism]

 

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*Fonte: hypescience

Ranking do principal teste de câmeras de celular do mundo tem um novo líder

Qual é a melhor câmera de celular no mundo atualmente? Se você olhou recentemente o DxOMark, o principal serviço de avaliação do gênero do planeta na atualidade, provavelmente vai dizer que é o HTC U11. Contudo, a plataforma anunciou uma revisão de seus critérios de avaliação e o ranking acaba de ganhar um novo líder.

Avaliando a capacidade das câmeras de smartphones desde 2012, o serviço nunca havia alterado a sua forma de avaliação. “Muita coisa aconteceu desde então”, afirma a companhia na postagem em seu site oficial. “A fotografia no smartphone praticamente erradicou o segmento de mercado das câmeras compactas, e o setor mobile se tornou o principal motor de inovação em imagens.”

Novos critérios

E é com base nessa perspectiva de evolução do setor de câmeras mobile que o DxOMark anuncia a renovação em seus critérios. “Com o novo protocolo, nós capturamos e analisamos mais de 1.500 imagens e duas horas de vídeo em cada dispositivos”, informa a companhia.

Assim, os novos critérios a serem empregados nas análises são:

Nova pontuação de zoom baseada em testes extensivos em múltiplas distâncias focais
Nova pontuação de boke baseada em testes realizados externos e em laboratório
Testes em ambientes com pouca luz reduzidos para até 1 lux
Testes de cenas em movimento para avaliação mais precisa do desempenho da câmera e de técnicas de processamento em situações reais

Um novo líder

Com esses novos critérios, o HTC U11, um dos mais recentes testes realizados pelo DxOMark, perdeu o posto de líder para ninguém menos do que o Google Pixel. Até então, o smartphone da Google ocupava a segunda colocação no ranking da plataforma, justamente a posição para a qual caiu o dispositivo da HTC.

Quem mais caiu com a mudança foi o Galaxy S6 Edge, que até então ocupava a terceira posição e agora está em quinto, atrás do iPhone 7 Plus e do iPhone 7. Vale lembrar que nem todos os dispositivos foram reavaliados com base nos novos critérios, mas apenas os de maior destaque em testes realizados pelo veículo até então.

Com dispositivos como LG V30, Galaxy Note 8 e iPhone X saindo do forno, é possível que essa tabela seja reformulada muito em breve.

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*Fonte: tecmundo

Aparelho isola ruídos e cria bolha de silêncio

Quem nunca pensou em fugir para as montanhas ou para algum retiro só para poder ficar alguns momentos em total silêncio? Se o excesso de ruído do dia a dia está atrapalhando sua concentração ou te deixando muito ansioso, fique calmo: agora, não será mais preciso ir tão longe para poder relaxar.

Dispositivo emite vibrações e isola usuário dos ruídos do ambiente

A startup americana Celestial Tribe criou um dispositivo que funciona como uma espécie de bolha de silêncio, isolando o usuário de ruídos incômodos.

Batizado de Muzo, o aparelho, quando colocado sobre uma superfície, envia vibrações para a mesma, neutralizando os sons externos. O equipamento funciona pareado a um smartphone, através do qual é possível controlar o tipo de som, o volume e até usá-lo como despertador.

Portátil, o equipamento pode ser levado para qualquer lugar

Como é portátil, pode ser levado e usado em qualquer lugar. Assim, se você estiver em uma mesa de restaurante ou no escritório, em uma conversa confidencial, ele também pode ser um ótimo recurso.

E, para os insones, mais um benefício: o Muzo ainda pode emitir sons que ajudam a embalar o sono.

Gostou da novidade? O aparelho já está à venda neste site por US$ 159 (cerca de R$ 500), além do frete.

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*Fonte: ascoisasmaiscriativasdomundo

Como a visão utópica do Vale do Silício pode criar uma forma brutal de capitalismo

Os deuses da tecnologia estão vendendo a todos um futuro brilhante.

“Somos uma comunidade global”, dizem. “Com a tecnologia em nossos bolsos, podemos recuperar nossas cidades”, prometem. “Não queremos ser parte do problema. Somos e seguiremos sendo parte da solução”, garantem.

Mas a promessa do Vale do Silício de construir um mundo melhor se baseia, de certa forma, em destruir o que temos hoje em dia.

Essa “quebra” ou “destruição” é o que eles chamam de “rompimento”. Os responsáveis por causá-lo são, assim, os “rompedores”, conforme denominação usada por eles, mas que não está no dicionário.

Esperança

De perto, o Vale do Silício parece muito normal. Tem até um ar meio entendiante. Mas o que faz desse lugar um agente tão modificador na vida de todo mundo?

Provavelmente, um bom lugar para buscar essa resposta seja a Mansão Arco-Íris, uma “comunidade de pessoas que trabalham para otimizar a galáxia”.

A mansão é o local de um monte de nômades do mundo todo que chegaram ao Vale do Silício para realizar seus sonhos. Eles dividem o valor do aluguel e, assim, conseguem bancar a moradia em uma casa de luxo.

Por toda a casa, há gente trabalhando para resolver algum dos problemas mais urgentes do planeta.

“Estou tentando fazer a conversão do CO2 com uso da energia ultravioleta do sol. Assim seria possível reverter as mudanças climáticas…quimicamente, seria totalmente possível”, explica um dos moradores da região.

“Nossos hambúrgues feito de plantas utilizam uma pequena porção da terra, menos água e menos emissões de gases de efeito estufa”, conta uma mulher entusiasmada.

“Somos exploradores, estamos descobrindo novos mundos”, garante outro.

Bill Hunt, por sua vez, já criou cinco empresas, que vendeu por US$ 500 milhões. O que ele acha de quem escolhe morar na Mansão Arco-Íris?
Image caption Na garagem da Rainbow Mansion está o laboratório. As garagens têm um papel crucial na mitologia do Vale do Silício: Hewlett-Packard, Apple e Google começaram em garagens

“Há uma mentalidade aqui muito focada na ruptura.”

Essa é a ideia mais forte na ideologia do Vale do Silício: ruptura.

“Trata-se do pensamento: como se desfazer desse sistema (ou indústria ou arquitetura) e encontrar uma nova forma (e melhor) de fazê-lo?”

A Mansão do Arco-Íris reflete o sonho que paira sobre o Vale do Silício: a ideia de que, com um pouco de tecnologia e ideias, é possível mudar o mundo e melhorar radicalmente a vida de milhões de pessoas.

E os deuses tecnológicos professam essa ideologia com a mesma intensidade: perturbar significa mudar e tudo isso soa a “esperança”.

Mas por trás dos ideais que levam à ruptura incentivada pelo Vale do Silício, há uma realidade empresarial mais tradicional.

Dinheiro

As startups chegam ao Vale do Silício atraídas por outra grande indústria: a do capital de risco.

Os investidores apostam milhões – e até bilhões – de dólares nessas empresas recém-criadas com a esperança de encontrar outro Facebook ou Google.

Mas o investimento tem uma consequência.

Os fundadores das startups mais valiosas até agora – Airbnb e Uber – atraíram bilhões de dólares de capital de risco, embora o Airbnb só tenha começado a dar lucro agora e a Uber esteja constantemente acumulando prejuízos enormes.

Mais do que benefícios, os investidores de capital de risco querem ver um potencial de lucro rápido, e isso cria uma grande pressão para essas empresas novatas.
Direito de imagem iStock
Image caption Ideais do Vale do Silício: dinheiro ou propósito social?

Elas têm que demonstrar sempre que estão crescendo. A mantra das startups é sempre aumentar o número de clientes.

Mas, quais são as implicações disso na missão do Vale do Silício para construir um mundo melhor?

O caso da Uber

A Uber é a empresa de tecnologia que conseguiu acumular mais investimento até agora: mais de US$ 16 bilhões.

A empresa oferece um novo tipo de transporte, como se fosse uma “carona”. Foi criada há apenas oito anos e já opera em mais de 450 cidades em 76 países diferentes.

Mas qual é, na verdade, o tipo de mundo que a Uber está construindo?

“Nossa proposta é deixar de lado a ideia de que todo mundo precisa dirigir seu próprio carro para onde quiser ir”, explica Andrew Salzberg, diretor de transporte da Uber.

“Em países como os Estados Unidos, a grande maioria dos percursos são feitos por pessoas que conduzem seu próprio carro, e isso tem muitas consequências. Não somente em termos do número de veículos que acabam sobrecarregando as cidades, mas também pelo impacto ambiental e pela quantidade de mortos no trânsito.”

Uma pura expressão da utopia do Vale do Silício.

A Uber seria uma mera empresa que busca o lucro ou seria uma empresa que privilegiaria sua missão social?

“Obviamente, estamos aqui para ganhar dinheiro, como qualquer negócio privado. Mas na medida em que você começa a entrar em diferentes lugares e muda a maneira que as pessoas usam os carros, isso faz o segundo aspecto se tornar possível.”

Em todo o mundo, os taxistas tradicionais protestaram contra a Uber por subvalorizar seus preços. É uma ruptura clássica do Vale do Silício: destruir indústrias tradicionais proporcionando uma alternativa popular e barata.

Mas o custo social dessa ruptura vai muito além disso.

A Índia é um país com mais de um bilhão de pessoas, e o principal objetivo da Uber para sua expansão global é chegar até lá.

Na cidade indiana de Hyderabad é possível ver as consequências humanas da ruptura feita em San Francisco. A Uber chegou prometendo um novo tipo de trabalho mais flexível, que empodera os motoristas.

Sem lucro e sob uma enorme pressão de crescer para fazer frente a um forte concorrente local, a Uber publicou anúncios publicitários na imprensa e outdoors prometendo aos motoristas um salário de US$ 1,4 mil ao mês, cerca de quatro vezes mais do que o que eles normalmente ganhavam.

Como na Índia muita gente não tem carro, especialmente os possíveis motoristas da Uber, a empresa ofereceu ajuda para eles conseguirem empréstimos para comprar carros novos.

Assim, o número de motoristas foi aumentando, mas o número de clientes não, então os lucros caíram.

E, como já não eram necessários tantos motoristas, a empresa cortou os incentivos. Para algumas famílias, a vida mudou completamente depois que a promessa da Uber virou pesadelo.

Mohammed Zaheer trabalhou como taxista. Quando a Uber chegou à Índia, ele ficou entusiasmado com a ideia. Logo pegou um empréstimo de US$ 11 mil para comprar um carro, mas pouco tempo depois, seu lucro foi apenas caindo, como aconteceu com muitos outros motoristas da empresa.

Em 2015, Mohammed participou de uma greve de motoristas por conta da queda nos lucros. Pouco tempo depois, acabou se suicidando. Seu corpo foi levado à sede da Uber no país. A empresa nem sequer respondeu. Outros motoristas da companhia já se suicidaram em Hyderabad.

Um ex-executivo da Uber – que falou com a BBC na condição de anonimato – afirmou que “os motoristas foram enganados”, porque não explicaram a eles que os salários e incentivos oferecidos inicialmente poderiam mudar.

“Isso é o que realmente revoltou muita gente.”

O mantra do Vale do Silício é que a ruptura “é sempre boa”. Que com os smartphones e a tecnologia digital, é possível criar serviços mais eficientes, mais cômodos e mais rápidos. E que todo mundo ganha com isso.

Mas por trás desse “aplicativo maravilhoso” ou dessa plataforma impecável, está se desenvolvendo uma forma brutal do capitalismo que está deixando de fora alguns dos setores mais pobres da sociedade.

Em uma declaração, a Uber disse que apoiou a investigação das autoridades após o suicídio do motorista e assegurou que eles são a essência da empresa – e que está comprometida a melhorar a experiência deles. Ainda afirmou que está atuando na Índia de acordo com as “lições já aprendidas”.

De volta ao Vale do Silício

Os titãs da tecnologia conseguiram nos convencer de que não são como outras empresas, como as petroleiras, os bancos ou as grandes farmacêuticas, a quem só importa o benefício econômico. As do Vale do Silício, ao contrário, seriam movidas pelo propósito social de melhorar o mundo.

Os fundadores do Airbnb, por exemplo, dizem que estão conectando o mundo, não simplesmente permitindo que as pessoas alugem suas casas para turistas.

O Airbnb é um gigante mundial, avaliado em US$ 31 milhões, mas não se vê como um grande negócio.

Na sede mundial da empresa, em San Francisco, Chris Lehane, que era conhecido como “maestro do desastre” por sua forma de “administrar escândalos” – como o do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, com a estagiária Monica Lewinsky – explicou à BBC sua visão.

“A gente gosta de pensar que somos um tipo diferente de empresa. A ideia inicial dos fundadores foi que era possível fazer dinheiro com aquilo que costumava ser seu maior gasto: sua casa. E isso acontece hoje em dia.”

“Mais da metade das pessoas que estão na plataforma são pessoas de renda baixa e moderada que a utilizam para cobrir gastos.”

“A visão dos nossos fundadores é poder usar a plataforma para conectar as pessoas.”

“No mundo atual, quando tem gente falando em construir muros, fechar portas e colocar barreiras, este é um lugar que está focado em usar a tecnologia para criar uma sociedade aberta”, disse.

O Airbnb afirma que os únicos perdedores em sua proposta de ruptura é a tradicional indústria hoteleira. Mas isso não é o que se sente em Barcelona.

Os moradores de lá reclamam que os aluguéis na cidade estão subindo para todos, já que os proprietários só pensam nos turistas.

O governo local está tentando controlar o crescimento do sistema de Airbnb na cidade exigindo uma licença para os proprietários que desejam colocar suas casas para um aluguel de curto prazo.

Mas não é só Barcelona que tem recebido reclamações desse tipo. Em outras cidades do mundo, os moradores também expressaram seu medo pelo aumento do custo de vida que o Airbnb traz, prejudicando os próprios moradores locais.

O argumento clássico das empresas que provocam essas ruputas é que os órgãos reguladores, os governos, os políticos eleitos, têm que se atualizar e mudar suas políticas levando em consideração a nova realidade.

Por causa disso, o Vale do Silício parece não ter uma opinião muito boa sobre os governos em geral. Isso fica muito evidente quando o assunto é pagar impostos.

Números

Para se ter uma ideia disso, é preciso analisar como as empresas do Vale do Silício se comportam com relação aos impostos em seu lugar de origem.

Google, Apple, Facebook, essas empresas pagam impostos locais sobre a propriedade a uma taxa de 1% do valor de todos os seus edifícios e equipes.

Larry Stone é o assessor do Condado de Santa Clara e seu trabalho é calcular o o valor de suas propriedades.

Ele diz que as gigantes tecnológicas tendem a não estar de acordo com o que devem pagar de contribuição. Uma das maiores batalhas por impostos nos Estados Unidos, aliás, está acontecendo com a Apple.

Quando ficar pronta, sua nova sede será a mais imponente do Vale do Silício. Com um círculo de 1,6 km de diâmetro, o Apple Park será um coliseu moderno. “Nós dissemos que o valor da sede é US$ 6,8 bilhões. A Apple diz que vale US$ 57 milhões”, explica Stone.

“Eles estão contestando 99% do valor.”

Se a apelação da Apple tiver êxito em sua totalidade, os US$ 68 milhões de impostos que as autoridades pensam que a empresa deve pagar se tornarão um pouco mais que US$ 500 mil.

E a Apple não é o único gigante da tecnologia que faz apelações judiciais sobre impostos por propriedades locais. Que repercussão isso pode ter na sociedade? Afinal é com impostos locais que se pagam as escolas e outros serviços.

“Nos anos 1950, 1960 e 1970, Detroit despertou inveja no mundo todo. Hoje em dia, Detroit faliu. Podemos seguir o mesmo caminho se não resolvermos nossa educação pública e nosso compromisso com a comunidade como pessoas, como cidadãos e como empresas.”

Em todo o mundo, os gigantes da tecnologia foram acusados de reduzir agressivamente suas contas fiscais.

Mas a forma como tratam localmente esses temas diz algo sobre a cultura dessas empresas: o enfoque geral sempre é tratar de minimizar o imposto que pagam ou tentar passar por cima dos governos.

Risco da onda de ruptura

A tal “ruptura” proposta pelo mercado da tecnologia no Vale do Silício não é nada novo.

A energia a vapor, a eletricidade, e as linhas de produção destruíram indústrias que existiam antes e obrigaram os governos a mudar.

O mundo sobreviveu, a vida melhorou.

No entanto, essa onda de ruptura não é como a última, porque tem o potencial de mudar a forma como funciona o capitalismo – e isso pode transformar nossas vidas completamente.

A política, ao final, tem que ser capaz de assumir o controle desta tecnologia, garantir que seja feita em benefício da sociedade, que não satisfaça unicamente os interesses de poucas pessoas incrivelmente ricas da costa Oeste dos Estados Unidos.

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*Fonte/texto: bbc/portugues

Alta inicia testes da moto elétrica em pista de SX com Darryn Durham

A Alta Motors aposta que pode começar a disputar o AMA Supercross com sua moto elétrica já em 2018.

Os testes no SX começaram faz tempo, claro, mas recentemente a marca norte-americana divulgou este vídeo com Darryn Durham provando a moto em uma pista de SX profissional.

Já é certo que a moto estará novamente no Red Bull Straight Rhythm, em outubro. É possível também que ela apareça em corridas na Europa.

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*Fonte: brmx

Como baixar todos os dados que o Google tem sobre você

O Google salva todos os dados dos seus usuários e como eles usam os serviços da empresa. Veja como você pode acessar e fazer download desses dados:

  1. Entre em sua conta através do site https://myaccount.google.com/;
  2. Entre na seção “Info Pessoais e de Privacidade”;
  3. Nesta área você pode controlar suas informações pessoais e gerenciar quais dados são particulares e quais são salvos na sua conta. Para fazer o download, vá até “Controlar seu conteúdo”;
  4. Em “Fazer download ou transferir seu conteúdo”, clique em “Criar arquivo”;

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  5. Você será levado à uma página na qual é possível escolher quais dados quer baixar. Escolha e clique no botão “Próxima”;

    Reprodução

  6. Agora, configure o tipo do arquivo, tamanho máximo e para onde ele será enviado. Clique em “Criar arquivo”.

    Reprodução

O Google irá compactar todos os dados e enviar para você, no entanto, o processo pode levar algum tempo.

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*fonte: olhardigital

Cientistas finlandeses transformam eletricidade em comida

Água, dióxido de carbono (o popular CO2) e um tipo de bactéria. Só passar uma corrente elétrica que dê conta de misturar tudo e você tem a receita que pode impedir milhões de pessoas de irem dormir com fome. O projeto Food from Electricity, como revela desde o nome, é uma tentativa de pesquisadores finlandeses de produzir comida a partir de energia elétrica. Os resultados, apesar de ainda iniciais, são animadores. A fórmula resulta em um suplemento alimentar rico em nutrientes e, principalmente, produzido a um custo relativamente baixo.

Para que a mágica aconteça, uma fonte de energia limpa (como uma turbina eólica ou painéis solares) fornece a eletricidade que faz um biorreator funcionar. A máquina é capaz de quebrar as moléculas de água (H20) em hidrogênio e oxigênio.

Enquanto isso, o CO2 disponível no ar é captado e alimenta o reator. Os micróbios que estão dentro do recipiente recebem, então, uma série de nutrientes essenciais, como nitrogênio, enxofre e fósforo. Isso torna o ambiente perfeito para que eles cresçam e se multipliquem.

A massa que resulta da reprodução das bactérias é drenada, para perder todo o excesso de água. No final, o que sobra é uma farinha bastante nutritiva: 50% é proteína e 25% carboidratos. De acordo com os cientistas, pode-se dar novas texturas ao alimento, alterando os micróbios utilizados como ingredientes. A ideia é que a farinha seja empregada em receitas culinárias para reforçar suas propriedades nutritivas.

Segundo Juha-Pekka Pitkänen, um dos líderes do estudo, o principal desafio é expandir o método para uma escala mais próxima da demanda atual por alimentos. Isso porque, apesar de promissor, o processo ainda é demorado e nada rentável. Um biorreator do tamanho de uma xícara de café leva cerca de duas semanas para produzir um único grama de proteína.

Por conta disso, as expectativas para que a comida produzida dessa forma ganhe as prateleiras de supermercados por todo o mundo, claro, ainda são conservadoras. “Talvez 10 anos seja um prazo razoável para que consigamos atingir capacidade comercial, no que se refere à legislação necessária e ao desenvolvimento da tecnologia envolvida no processo”, diz Pitkänen, em comunicado oficial.

O fato da técnica ignorar fatores como temperatura, umidade e solo adequados é um respiro ante um cenário de mudanças climáticas. Espera-se que ela se torne uma alternativa barata a lugares com baixa produção de alimentos, diminuindo nossa demanda tão grande da agricultura.

“Na prática, todos as matérias-primas estão disponíveis no ar. No futuro, a tecnologia pode ser empregada, por exemplo, em áreas desérticas ou outras que enfrentam a falta de alimentos. Uma alternativa possível é criar um reator doméstico, que permitiria a quem usa produzir toda a proteína que precisa”, defende Pitkänen. Segundo a agência da ONU para Alimentação e a Agricultura (FAO) a fome afeta atualmente 795 milhões de pessoas em todo o mundo.

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*Fonte: superinteressante

É possível tomar “banho infinito” gastando apenas 10 litros de água – “Showerloop”

O princípio de seu funcionamento é o mesmo de outros chuveiros ecológicos, isto é, o reaproveitamento da água. Mas, com uma diferença, em vez de reaproveitar a água para outros fins, como no uso de descarga do vaso sanitário, por exemplo, o chuveiro Showerloop reaproveita a água para o próprio banho. Achou estranho? Então entenda logo abaixo.

De acordo com seus criadores, graças a essa tecnologia, a pessoa pode tomar banho por quanto tempo ela quiser usando apenas 10 litros de água. O segredo está no reaproveitamento da água, que por sua vez, passa por várias etapas de limpeza antes de ir literalmente para o ralo.

Explicando a ilustração abaixo. Na primeira etapa, uma tela retém os fios de cabelo. Mais adiante a água passa por um filtro de microfibra, depois uma camada de areia, depois uma de carvão ativado, que eliminam as partículas de sabão, e depois desses processos, a água é esterilizada por uma lâmpada de luz ultravioleta, sendo bombeada novamente para o chuveiro.

Um outra e importante vantagem do chuveiro é sua economia de energia elétrica, pois a água é esquentada no momento em que o registro do chuveiro está sendo aberto.

O kit do produto foi lançado na Europa por um preço de 1.500 euros, sem incluir o custo da instalação. Veja o vídeo abaixo – em inglês.

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*Fonte: engenhariae

As três leis da robótica – Isaac Asimov

O cientista pop Stephen Hawking disse em 2014 temer que a inteligência artificial possa evoluir mais rápido do que nós, seres limitados pela biologia. Assustador? Sim, mas acostume-se: sinais de que o homem terá de conviver com alguma inteligência de silício continuam a brotar. Ainda em 2014, pela primeira vez um programa de computador enganou um número considerável de jurados no Teste de Turing. Ao tentar distinguir uma máquina de um humano, 10 dos 30 avaliadores foram convencidos de que o programa era um menino ucraniano chamado Eugene.

Até 1950, não havia espaço na nossa imaginação para robôs capazes de enganar ou seduzir humanos, como o sistema operacional do filme Ela, onde a voz de Scarlett Johansson namora um homem solitário. A tecnologia estava longe dessa realidade – as Scarletts robóticas não eram verossímeis. A literatura padecia de um complexo de Frankenstein: máquinas eram apenas monstros que se voltavam contra seus criadores. A grande sacada de Isaac Asimov em Eu, Robô foi romper com a superficialidade e antecipar a complexidade de seres artificiais – que agora podem ser dóceis, maus, ambíguos ou só inteligentes. O enredo segue o relato da personagem Susan Calvin, robopsicóloga que está sendo entrevistada no final da vida. Ela narra as passagens mais importantes da carreira em nove contos. A partir de casos particulares, Asimov desenha um futuro onde máquinas tomam suas próprias decisões, e a vida dos humanos é inviável sem a ajuda de seres autômatos.

 

Por que está chorando, Gloria? Robbie era apenas uma máquina (…). “Ele não era nenhuma máquina!”, gritou Gloria. “Ele era uma ‘pessoa’, como eu e você.”

 

 

O livro também virou um clássico porque enumera as Três Leis da Robótica:

 

1) um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal;

2) os robôs devem obedecer às ordens dos humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a primeira lei;

3) um robô deve proteger sua própria existência, desde que não entre em conflito com as leis anteriores. As regras visam à paz entre autômatos e seres biológicos, impedindo rebeliões.

 

Tanto que as diretrizes são até hoje respeitadas pelos pesquisadores de inteligência artificial. Com o livro, a ficção científica deixou de ser só fantasia para entrar definitivamente no campo da discussão ética sobre a nossa relação com a tecnologia.

 

Livro: Eu, Robô
Autor: Isaac Asimov
Ano: 1950
Por que ler? Os robôs vêm aí e é melhor estar preparado para conviver com máquinas espertas

 

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*Fonte: superinteressante

 

Robô “se suicida” durante o trabalho nos EUA

Não tá fácil para ninguém, nem para a inteligência artificial. Pelo menos é o que o “suicídio” de um robô de segurança da Knightscope indica.

O robô K5, que realizava a segurança da cidade de Washington, simplesmente se atirou em uma fonte de um prédio comercial na capital americana.

Ninguém sabe ao certo os motivos pelos quais ele teve tal atitude, mas nas redes sociais as pessoas brincam que o dispositivo passava por uma crise existencial e que estaria cansado do seu trabalho. Entretanto, o mais provável é que os sensores do equipamento tenham falhado em identificar a proximidade com a fonte.

No Twitter, a empresa responsável pela ferramenta, brincou com a situação: “URGENTE: Eu soube que humanos conseguem mergulhar na água no calor, mas robôs não. Me desculpem”, comentou K5 em comunicado oficial.

Essa não é a primeira vez que um robô da Knightscope vira notícia. Em abril, um homem bêbado foi preso após agredir outro K5.

 

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*Fonte: yahoo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Empresas desenvolvem telha que substitui as placas solares

Unir sustentabilidade e beleza é um dos desafios do mercado de arquitetura. Por isso, com o objetivo de solucionar os “problemas estéticos” envolvendo as placas solares convencionais, as empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM aprimoraram a tecnologia e desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica fotovoltaica, que se integra à estrutura da casa ou edifício.

Pelo fato de os painéis tradicionais serem grandes e pesados, eram alvo de reclamações de parte do público, que rejeitava os modelos alegando que não queria danificar a estética dos telhados, fator que impedia a disseminação da energia solar.

Feitas de cerâmica, as telhas possuem quatro células fotovoltaicas embutidas e a fiação segue embaixo do telhado para o conversor.

Segundo o fabricante, além de ser capaz de substituir os painéis para captação de luz do sol, a Tegola Solare pode gerar cerca de 3kw de energia em uma área instalada de 40m², ou seja, um telhado completo ou parcialmente coberto já poderia suprir as necessidades energéticas de uma casa facilmente. Entretanto, essas telhas ainda são mais caras do que as placas convencionais.

Reprodução / REM Instalação das telhas solares é igual a de qualquer outro telhado.

A Tegola Solare já faz sucesso fora do Brasil, principalmente na cidade italiana de Veneza, local onde a maioria dessas peças já foram instaladas. A Itália é um país que possui muitas casas antigas e os centros históricos têm muitas regras de preservação, logo, em algumas cidades, a colocação de painéis solares é muitas vezes proibida por lei.
Instalação

A instalação das telhas fotovoltaicas é feita normalmente, como a de qualquer outro telhado, e a área que captará a luz solar depende da necessidade do imóvel. Por isso, os fabricantes também disponibilizam o mesmo modelo em telhas comuns.

Se houver a necessidade de substituição de alguma dessas peças, o processo também é simples, devido ao aspecto modular do telhado.
Outros modelos de telhas solares

Como o mercado da arquitetura sustentável cresce cada vez mais, outras empresas pelo mundo já vinham desenvolvendo tipos de telhas solares, inclusive a própria Area Industrie Ceramiche já havia feito um modelo onde pequenos painéis fotovoltaicos eram acoplados no lado liso das peças cerâmicas. A empresa americana SRS Energy também produz uma placa em formato de telha de barro na cor azul escuro, porém, ela só é compatível com as telhas de cerâmica fabricadas por outra empresa parceira.

 

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*Fonte: pensamentoverde

 

Boss anuncia box de pedais em comemoração ao 40º aniversário

A Boss está perto de comemorar aniversário e para celebrar a data anunciou o lançamento de um box com três dos pedais mais famosos da marca. O Compact Pedal 40th Anniversary Box Set, conta com o OD-1 Overdrive, o PH-1 Phaser e o SP-1 Spectrum.

Tratam-se dos três pedais compactos originais da Boss, lançados originalmente em no final da década de 1970. Os equipamentos são todos fabricados no Japão e vem em um box especial, a logo do 40º aniversário da marca e uma mensagem do presidente da empresa, Yoshihiro Ikegami.

Para mais informações sobre o produto, CLIQUE AQUI.

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*Fonte: guitarload

o consumo desenfreado e o tráfico internacional estão reduzindo drasticamente as reservas de areia em todo planeta

O promotor Jaime Meira, do Ministério Público paulista, tem travado uma batalha contra organizações criminosas nos últimos anos. Com a ajuda de uma pequena equipe de engenheiros ambientais, Jaime tenta impedir o funcionamento de quadrilhas que operam em cerca de trinta municípios no Vale do Paraíba. “É uma luta constante, e por vezes o tráfico leva a vantagem”, desabafa. O promotor atua à frente de uma divisão de crimes ambientais do MP, e o Vale do Paraíba é uma das regiões com o maior índice de delitos do tipo do estado de São Paulo. O produto que ele tenta proteger, muitos nem sabem que é valioso no mercado paralelo: areia.

Sim, areia.

Por conta da geografia diversificada, o Brasil tem uma lucrativa rede de tráfico de areia. Acredita-se que os sedimentos extraídos ilegalmente de litorais e rios movimentem um mercado bilionário no país. Segundo um estudo encabeçado por um agente da Polícia Federal em 2015, são mais de R$ 8 bilhões gerados por ano. A cifra aproxima a areia de produtos que já são alvos clássicos de traficantes, como drogas ilícitas, armas e animais.
Mecanismo de extração “on shore”
Mecanismo de extração “on shore” Crédito: Arquivo pessoal/Luis Fernando Ramadon

O mercado ilegal tem um motivo: mesmo que você não vá à praia, um dos principais elementos dela vai até você – e muito. É preciso areia para construir casas, apartamentos e rodovias. Copos, pratos de vidro e janelas. Peças industriais e sistemas de filtragem de água, usados em piscinas e em grandes reservatórios. A tal da areia cinética, popularizada por youtubers, tem mais de um dedo de areia em sua composição. E smartphones também.

O uso em larga escala, somado às extrações ilegais em todo o mundo, traz à tona um dado alarmante: nossa areia está acabando.

 

É pouca areia para muito caminhão

Não é de hoje que estudos internacionais alertam para o uso excessivo de areia. A indústria do cimento é apontada como a que mais utiliza o mineral. Dados da agência nacional de mineração dos Estados Unidos mostram que, no primeiro semestre do ano passado, 443 milhões de toneladas foram comercializadas para a construção civil no país. O Brasil não fica muito atrás: o último relatório do Ministério de Minas e Energias, de 2014, mostra que a construção civil nacional utilizou mais de 390 milhões de toneladas. Segundo a ONU, em 2012 o consumo mundial foi de 29,6 bilhões de toneladas. E esse número vem aumentando rapidamente, por conta do crescimento de países como a China, onde a demanda disparou quase 440% em apenas vinte anos, para construção de rodovias e prédios.

Diferentemente da água, cujo ciclo natural auxilia a repor o gasto excessivo com as chuvas, a reposição da areia leva muito tempo. Um grão é derivado de rochas que passaram por milhares de anos de erosões – e mais outros milhares para finalmente pavimentar rios, oceanos e desertos. Não à toa, a areia afeta o comportamento de toda a cadeia ambiental (para se ter uma ideia, engenheiros do governo norte-americano estão reconstruindo uma praia em Nova Jersey para evitar inundações causadas por tempestades) e tem influência na vida de espécies de animais e de plantas marinhos e terrestres.

Como cada tipo de grão passa por condições climáticas variadas e surge de diferentes rochas, cada areia é uma areia. Dubai, por exemplo, é rodeada por um longínquo mar de dunas. Os grãos que envolvem a cidade mais importante dos Emirados Árabes, porém, são muito finos para se construir. A areia utilizada na obra do maior arranha-céu do mundo, o Burj Khalifa, com 828 metros de altura, foi importada da Austrália.
Imagem aérea de campo de extração de areia legal no interior do Rio de Janeiro
Imagem aérea de campo de extração de areia legal no interior do Rio de Janeiro Crédito: Arquivo pessoal/Luis Fernando Ramadon

É difícil estimar a cifra do comércio legalizado de areia no mundo. A agência de mineração norte-americana diz que, em 2016, pouco mais de 4 mil companhias – de importação e extração – movimentaram US$ 8,9 bilhões por lá. Na indústria estadunidense, foram mais de US$ 4 bilhões no mesmo período. Segundo a Anepac, associação nacional de produtores de agregados para construção, o mercado brasileiro (incluindo também a produção de brita além de areia) movimentou R$ 19 bilhões em 2014. A atividade de mineração, como um todo, representa 5% do PIB nacional.

 

Farofa-fá-fá

De acordo com a ONU, China, Índia, Estados Unidos, Brasil e Turquia produziam 70% do cimento derivado de areia existente no mundo em 2012. De lá para cá, cada país à sua maneira tenta diminuir a extração com leis mais burocráticas para a exportação e extração – como a Índia – e leis mais rígidas para combater a prática ilegal. Mas assim que isso é feito, países com menor participação na produção mundial, como o Marrocos, logo preenchem o espaço no mercado internacional com toneladas de areia extraída ilegalmente. O mesmo acontece no Camboja, Malásia e Jamaica.

De acordo com o agente da Polícia Federal Luís Fernando Ramadon, principal estudioso da extração ilegal de areia no Brasil, o combate a esse tipo de prática é complicado. Ele conta que empresas com autorização do estado acabam excedendo a área delimitada para maximizar os lucros. Assim, areia legal e ilegal se misturam até mesmo sob os olhos da fiscalização. Os mais penalizados costumam ser aventureiros que instalam o maquinário em lugares ilegais até serem denunciados às autoridades. “A fiscalização costuma movimentar órgãos estaduais e federais, como o Ministério Público, a Polícia Federal e as Polícias Militares e Polícias Militares Ambientais. Quem estiver operando de forma ilegal recebe penas federais e estaduais, a depender de quem autuar”, diz o agente.

Os rios são os locais mais procurados pela extração, explica Luís, não só pela valiosidade do grão, mas também pelo baixo movimento de turistas. As penalidades costumam ser multas milionárias por danos morais ao meio-ambiente e obras de reflorestamento.

Tanto a ONU quanto geólogos não enxergam um futuro com muitas alternativas para substituir o consumo de areia. O governo norte-americano sugere o uso de pedras esmagadas e asfalto reciclado – embora o próprio governo reconheça que a opção alternativa ainda é extremamente baixa se comparado ao uso de areia in natura. “Ninguém vai à praia de sapato. Eu, por exemplo, quando boto o pé na areia sinto uma energia entre corpo e espírito que gostaria que as pessoas no futuro também experimentassem”, diz Luis. “A preservação da areia no ambiente é um combate a ser feito por todos, pois cada ser humano faz parte da natureza. É preciso se importar com esse crime.”

 

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*Fonte: revista Trip / Marcos Candido