O que é Inteligência Artificial e como ela é utilizada?

Existem várias definições e uma ampla discussão sobre o conceito de Inteligência Artificial (IA). De modo geral, a tecnologia pode ser descrita como a capacidade de um sistema ou mecanismo de simular a inteligência humana.

A IBM, por exemplo, tem um grande histórico de trabalhar com IA. Um dos casos mais antigos e famosos da empresa foi a partida de xadrez entre o consagrado campeão mundial, em 1997, e o software Deep Blue. Foi a primeira vez na história que um computador venceu um jogador de nível profissional.

Em 2011, outra IA da IBM, o Watson, venceu o programa televiso Jeopardy!, uma competição que fornece as respostas sobre cultura popular, e os participantes têm de acertar qual é a pergunta que seria feita. O software venceu os dois maiores competidores humanos do programa apenas com acesso ao banco de dados offline da Wikipédia.

Depois de conseguir esses dois marcos na história da Inteligência Artificial, em 2014 a IBM começou a oferecer alguns serviços para a construção de aplicações cognitivas próximas da humana, como fala e compreensão de texto, entre outras.

Evolução da Inteligência Artificial
Inteligência Artificial hoje torna impossível um humano vencer um computador no xadrez.

O Deep Blue calculava uma simples busca em espaços de estados no tabuleiro. O número de jogadas possíveis no jogo é finito, mas absurdamente grande. Uma equipe de jogadores de xadrez auxiliou o programa a eliminar as jogadas sem sentido. O computador também utilizou a classificação por score de cada situação para tomar a decisão sobre as jogadas, dentro de um tempo limitado.

Apesar de ter sido revolucionária na época, a maioria dos programas de xadrez hoje não são mais baseados nessa abordagem, mas sim em Machine Learning, o que tem tornado praticamente impossível de um ser humano ganhar de um computador.

Afinal, o que é o conceito de “sistemas especialistas” referentes à IA?
O conceito de Inteligência Artificial geralmente engloba três tipos de sistemas. O primeiro, conhecido como “sistemas especialistas”, diz respeito à simulação da inteligência humana com respostas diretas a determinadas ações do ambiente, como o Deep Blue ou até mesmo um sistema simples de controle de vazão de água ao encher um tanque.

Esses sistemas conseguem reduzir a complexidade computacional dos problemas por meio de regras generalistas bem-definidas e dependem da ajuda de um especialista humano. Essa estratégia dominou o campo da IA nas décadas de 1970 e 1980, mas tem uma capacidade limitada e não pode ser utilizada com regras mais complexas.

Porém, isso não significa que outras tecnologias não existiam, como os algoritmos, mas esse tipo de ferramenta carecia uma quantidade mínima de dados como também uma capacidade de processamento e armazenamento que não existia naquela época.

Explosão do Big Data foi possível após a ascensão da IA
Evolução dos dispositivos eletrônicos causam uma explosão na produção de dados.

A redução do custo dos eletrônicos proporcionou o aumento do poder computacional, sem contar na diminuição do tamanho dos equipamentos e o crescimento da eficiência de energia. Essa revolução começou com as capacidades de processamento e armazenamento, sendo potencializada com a Internet das Coisas (IoT) e a difusão das redes sociais, gerando uma explosão do Big Data.

Em 1975, por exemplo, o Cray-1 precisava de 200 kW e tinha uma capacidade de processamento de 80 megaflops – sigla para operações de ponto flutuante por segundo. Hoje, o processador tem uma capacidade de processamento 10 mil vezes maior, consumindo mil vezes menos energia.

Um disco rígido em 1956 precisava de vários homens para ser transportado e custava US$ 80 mil, mas só era capaz de armazenar apenas 5 MB. Atualmente, um cartão SD de 1 TB é menor do que o tamanho de uma unha, sendo tão leve quanto uma folha de papel, e pode ser comprado por módicos R$ 60.

O advento da internet provocou a digitalização da economia. O processo ainda está em andamento e o número de usuários vem crescendo a cada ano. Em 2005, cerca de 1 bilhão de pessoas usavam a internet, o que representava quase 17% da população mundial. Em 2019, mais da metade da população global passou a usar a internet, um universo de aproximadamente 5 bilhões de pessoas.

As informações geradas pela interação em aplicativos e redes sociais desse grande contingente de usuários por meio de diversos dispositivos, como smartphones, gerava um enorme de banco de dados chamada de Big Data. Esses dados são utilizados por organizações para montar estratégias de marketing e também podem ser úteis no desenvolvimento da IA.

Machine Learning também auxilia no processo de digitalização?
Algoritmos podem aprender a identificar padrões de forma autônoma.

A partir da possibilidade de acesso a muitos dados e da melhoria do processamento e armazenamento, a IA evoluiu para o conceito de Machine Learning (ML). Por meio de algoritmo, essa tecnologia é capaz de aprender com seus próprios erros e fazer previsão de dados sem a interferência contínua de humanos, como nos sistemas especialistas.

Essa ferramenta é usada em uma variedade de tarefas computacionais na qual criar e programar algoritmos explícitos é impraticável. O ML é aplicado em abordagens como regras de associação, árvores de decisão e algoritmos genéticos, sendo utilizada em áreas diversas como Finanças e Climatologia. A tecnologia é capaz, por exemplo, de reconhecer objetos e detectar transações fraudulentas.

E a deep Learning, onde entra nessa história?
Dentro da Machine Learning, existe ainda um subconjunto de técnicas capaz de modelar abstrações de alto nível de dados usando uma programação profunda com várias camadas de processamento. O Deep Learning (DP) é baseado em um conjunto de algoritmos compostos de várias transformações lineares e não lineares.

As aplicações do DP são as mesmas que as de ML, a diferença entre elas está no modo de aprendizagem. Enquanto o Machine Learning requer uma boa engenharia de configuração para conseguir identificar apropriadamente as características que se pretende analisar, o Deep Learning é capaz de fazer isso forma automática. Dessa forma, o DP é um sistema totalmente independente da intervenção humana, mas depende da qualidade e quantidade de dados de entrada.

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*Fonte: tecmundo

Nova célula solar poderá carregar eletrônicos captando luz de lâmpadas da casa

Se atualmente já passamos praticamente o dia inteiro conectados de uma forma ou de outra à internet, as baterias de nossos aparelhos, equipamentos e gadgets ainda não são capazes de acompanhar essa onipresença digital virtual. Da mesma forma que aos poucos os fios vão desaparecendo, o mesmo terá de acontecer com as baterias: alguma solução permanente que permita os aparelhos funcionarem sem interrupção. E a resposta parece que virá de uma espécie de reciclagem de energia: cientistas suecos criaram uma célula solar cuja tintura permite carregar aparelhos através da luz das lâmpadas que iluminam ambientes fechados.

Publicado na revista Chemical Science, o estudo promete revolucionar a questão da energia – e das baterias – em residências, escritórios, lojas e estabelecimentos que utilizem objetos e aparelhos smart que precisam de bateria para funcionarem. Liderada pela professora Marina Freitag, a equipe de cientistas do Departamento de Química da Unversidade de Uppsala, na Suécia, desenvolveu uma célula fotovoltaica capaz de reaproveitar 34% de toda luz visível em energia capaz de alimentar sensores e outros funcionamentos de aparelhos do dia-a-dia conectados à internet.

Utilizando uma tintura sensível fotovoltaica, a célula é ideial para uso em ambientes fechados, utilizando a luz de lâmpadas florescentes e LEDs como fontes de energia. “Enquanto gera grandes quantidades de energia, esses fotovoltaicos indoor também alcançam alta voltagem através de luz baixa, o que é importante para carregar os aparelhos”, diz Freitag. A pesquisa é uma parceria com a Unverisdade Técnica de Munique, e busca resolver um dilema ainda maior por vir: estima-se que no futuro, bilhões de aparelhos utilizarão energia de tais céulas para manter funcionando o fornecimento de, por exemplo, informações ambientais e a comunicação entre humanos e máquinas – a tal “internet das coisas”.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Goodyear desenvolve pneu feito de casca de arroz e óleo de soja

O pneu é feito com 90% de materiais sustentáveis e passou em testes necessários para venda

A fabricante de penus e borrachas Goodyear apresentou um novo pneu de demonstração composto 90% por materiais sustentáveis, como óleo de soja e casca de arroz. O pneu passou em todos os testes regulamentares aplicáveis, bem como nos testes internos da Goodyear.

O pneu também foi testado para ter menor resistência ao rolamento quando comparado ao pneu de referência, tendo potencial para oferecer maior economia de combustível e redução da pegada de carbono. Ele também passou em testes necessários para venda. “Continuamos progredindo em direção ao nosso objetivo de introduzir o primeiro pneu 100% sustentável na indústria até 2030”, disse Chris Helsel, vice-presidente sênior de operações globais e diretor de tecnologia.

O pneu de demonstração é feito em sua maioria com materiais considerados “sustentáveis”, ou seja, materiais de base biológica, renovável, reciclado ou que pode ser produzido usando ou contribuindo para outras práticas sustentáveis para conservação de recursos e/ou reduções de emissões.

O pneu possui 17 ingredientes e 12 componentes diferentes, incluindo: pó de carbono, óleo de soja, sílica produzida a partir de resíduos de resíduos de casca de arroz, resinas biorrenováveis de pinheiro, garrafas PET pós-consumo, polímeros bio e biocircular, e fios e cabos de aço com conteúdo reciclado.

Atualmente, a Goodyear vem trabalhando com sua base de fornecedores e planeja vender um pneu com até 70% de conteúdo de material sustentável em 2023.

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*Fonte: ciclovivo

Microsoft desenvolve IA capaz de simular qualquer voz a partir de gravação de 3 segundos

O avanço da Inteligência Artificial vem borrando cada vez mais a fronteira entre o real e o fake, o registro de um fato e a perfeita simulação: o novo modulador de voz da Microsoft foi apresentado recentemente com a capacidade de imitar precisamente qualquer voz humana a partir de uma simples gravação de apenas 3 segundos. Intitulado VALL-E, o mecanismo mantém as características originais da voz apresentadas no áudio, e é capaz de simular a voz dizendo perfeitamente uma nova frase.

A novidade exige somente três segundos de gravação para criar uma frase inédita com a mesma voz

Em resumo, a tecnologia parte, por exemplo, de uma amostra dizendo uma simples frase de 3 segundos de duração, para criar uma frase inteiramente inédita com aquela mesmíssima voz. De acordo com a Microsoft, o segredo da novidade é trabalhar com a Inteligência Artificial não nas ondas sonoras, mas utilizando códigos de codec de áudio a partir de comandos de texto e acústicos. O trabalho utilizou 60 mil horas de gravação de mais de 7 mil falantes do LibriLight, arquivo composto por audiobooks.

“O VALL-E oferece recursos de aprendizado e pode ser usado para sintetizar fala personalizada de alta qualidade com apenas uma gravação registrada de 3 segundos de um falante invisível como um prompt acústico”, diz a apresentação da empresa. “Os resultados da experiência mostram que o VALL-E supera significativamente o sistema TTS zero-shot de última geração em termos de naturalidade da fala e similaridade do locutor”, complementa a comunicação da Microsoft, que liberou algumas amostras do funcionamento da IA.

O desenvolvimento do VALL-E tem como objetivo a melhoria de ferramentas “text-to-speech” (texto para fala), capazes de transformar textos em discurso falado, para tornar mais natural a comunicação de apps como o Google Tradutor. A preocupação com o possível uso da tecnologia para o desenvolvimento de manipulações, falsificações e fakes, porém, fez com que a Microsoft decidisse por não deixar o código da novidade em aberto. ” Para mitigar esses riscos, é possível construir um modelo de detecção para discriminar se um clipe de áudio foi sintetizado pelo VALL-E”, afirmou a empresa.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hapyness

TCL RayNeo X2: aparelho AR traduz na hora, tira foto e ainda é estiloso

Dispositivo semelhante a um óculos convencional tem funcionamento autônomo. Lançamento deve chegar ao mercado brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.

Os óculos como conhecemos podem ficar no passado. Durante a feira CES 2023, a TCL apresentou o TCL RayNeo X2, que pode até parecer um acessório convencional, mas na realidade emprega muita tecnologia. O equipamento utiliza realidade aumentada (AR) para exibir informações digitais na lente. Além disso, é capaz de traduzir textos e falas na hora, tirar fotos com 16 megapixels e indicar caminhos a partir do GPS.

Para completar, o aparelho é estiloso. A novidade deve chegar ao mercado ainda neste ano, com previsão de desembarque em alguns países ainda no primeiro trimestre. Os preços não foram divulgados. A TCL confirmou ao TechTudo que o equipamento tem previsão de venda no Brasil a partir do segundo semestre.

A interação com o dispositivo independe de qualquer outro aparelho. Ou seja, seu funcionamento é autônomo e pode otimizar algumas tarefas do dia a dia, como a checagem de uma rota desconhecida.

Para as funções indicadas, o RayNeo X2 aposta numa tela de microLED que é projetada na frente dos olhos do usuário. Ela exibe imagens coloridas, que alcançam brilho de até 1.000 nits.

Quem equipa o produto da TCL é a plataforma XR2 5G, da Qualcomm, que viabiliza a execução das atividades e é pensado especificamente para esse tipo de aparelho. A ficha técnica inclui memória RAM de 6 GB e armazenamento interno de 128 GB, para guardar fotos, vídeos e outros arquivos. Ainda nesse sentido, é válido mencionar que a estrutura inclui giroscópio, acelerômetro, bússola e sensor de pressão, o que permite o acesso a recursos variados.

Os comandos podem ser feitos por meio de um touchpad na haste e também pela voz. Por lá, é possível registrar os cliques e até mesmo selecionar uma canção, visto que o aparelho também toca músicas por meio de seus alto-falantes direcionados à orelha. Assim, somente quem está usando o wearable é capaz de ouvir o que está em reprodução.

*Por Isabele Scavassa
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*Fonte: techtudo

Lightyear 0: o carro movido a energia solar que dura meses sem carregar

Lightyear 0 é o nome do sedã elétrico que obtém energia para funcionar por meio da luz do sol. O veículo parece significar, finalmente, a produção em massa de carros que operam de modo sustentável, proposta que tem sido o grande projeto de muitas empresas. Nos últimos anos, várias startups lançaram carros únicos movidos a energia solar, mas até então ainda não havia a perspectiva de uma produção em larga escala.

Totalmente conduzido à energia proveniente do sol, esse carro pode ficar meses sem que careça de recarga, como promete sua fabricante.

Produzido pela startup holandesa, a Lightyear, o carro elétrico Long Range Lightyear One possui 5 metros quadrados de painéis solares de curva dupla que podem carregar o carro elétrico enquanto ele está dirigindo ou estacionado ao ar livre. Tais painéis podem adicionar até 70 quilômetros de alcance por dia, além de seus estimados 625 quilômetros no ciclo WLTP da Europa.

Todas essas características dão ao carro a capacidade de funcionar por meses sem que o motorista precise recarregá-lo numa tomada ou carregador público. A empresa estima que pessoas que dirigem moderadamente, podem passar até sete meses para efetuar uma nova carga. Além disso, os painéis solares podem acrescentar até 11.000 quilômetros de alcance anual.

O cofundador e CEO da Lightyear, Lex Hoefsloot, comemora: “Hoje é o dia que todos esperávamos desde que nós, cinco cofundadores, sentamos em uma cozinha esboçando nosso sonho de construir o carro mais sustentável do planeta […] Em 2016, tínhamos apenas uma ideia; três anos depois, tínhamos um protótipo. Agora, após seis anos de testes, iterações, (re)desenhos e inúmeros obstáculos, o Lightyear 0 é a prova de que o impossível é realmente possível.”

Destaque
Não são apenas os painéis solares que fazem do Lightyear 0 um carro inovador, ele se destaca dos outros carros elétricos atuais devido os seus quatro motores nas rodas, capazes de gerar 174 cavalos de potência combinados e 1.269 libras-pés de torque, que podem acelerar o Lightyear 0 de 0 a 100 km/h em apenas 10 segundos e uma velocidade máxima de 160 km/h.

Orgulhosamente, a empresa afirma que o Lightyear 0 é o veículo elétrico mais eficiente da categoria – o consumo de energia é de 10,5 kWh por 100 quilômetros – e seu coeficiente de arrasto inferior a 0,19 o torna o carro familiar mais aerodinâmico até agora. Mesmo possuindo 16,4 pés de comprimento, o carro pesa apenas 3.472 libras.

Sustentabilidade e design
O Lightyear 0 foi projetado tendo em vista a sustentabilidade, mas além dessa característica importante, seu design corrobora com sua essência, uma vez que seus detalhes minimalistas são feitos com materiais veganos e de origem natural, como assentos de camurça de microfibra e detalhes de palma de vime. Seu interior também possui um sistema de infoentretenimento com tela sensível ao toque de 10,1 polegadas que executa o sistema operacional Android Auto.

Em comunicado, Hoefsloot disse que “Os carros elétricos são um passo na direção certa, mas têm um problema de escala. Até 2030, podemos esperar 84 milhões de veículos elétricos (EVs) nas estradas da Europa sozinho. Não há como esconder isso, o acesso às estações de carregamento não acompanhará a demanda por carros elétricos.”

Ele continua: “Para minimizar o carregamento de plugues e maximizar o alcance, a estratégia da indústria, até agora, tem sido adicionar baterias. Isso aumenta a pegada de carbono de produção e, por sua vez, aumenta o peso e a necessidade de estações de carregamento de alta potência. Nossa estratégia inverte essa abordagem. O Lightyear 0 oferece mais alcance com menos bateria, reduzindo o peso e as emissões de CO² por veículo.”

Preço
Como era de se esperar, o Lightyear 0 não é barato, seu preço inicial é de US$ 263.243. A boa notícia é que a empresa também está trabalhando em um segundo modelo que tende a atrair o mercado de massa com um preço inicial de US$ 31.589, cuja produção começará no final de 2024 ou início de 2025.

*Por Daniela Marinho
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*Fonte: socientifica

TikTok na horizontal? Rede testa modo tela cheia para vídeos e pode concorrer com YouTube

O TIkTok surgiu para o mundo em 2018, crescendo de forma vertiginosa pelos anos seguintes até dominar a “concorrência” entre as plataformas de vídeos curtos na vertical. Agora, porém, a rede social de origem chinesa parece que também quer comandar os mais diversos formatos, incluído os horizontais. Ao testar um novo modo full screen que poderá oferecer seus vídeos também “deitados”, o TikTok pode estar declarando guerra a um poderoso inimigo que lidera justamente o compartilhamento no formato: o YouTube.

A possibilidade de oferecer também o modo de visualização paisagem ainda está sendo testada somente em um grupo fechado de usuários: no teste, os vídeos seguem inicialmente na vertical, mas podem ser convertidos para a tela cheia na horizontal se tiverem sido filmados no formato. A inovação se alinharia a outras mudanças que o TikTok já realizou, como passar a permitir vídeos de maior duração, com até 10 minutos, ainda que os vídeos curtos sejam a essência da rede e a maior parte dos conteúdos disponíveis.

A possível inclinação para o horizontal pode, em princípio, parecer uma declaração de guerra ao YouTube, mas o processo pode ser mais complexo do que parece: o sucesso do TikTok, que lidera o tempo de visualização dos vídeos entre as plataformas, reside também na agilidade dos conteúdos curtos e verticais, para serem “passados” rapidamente. Da mesma forma que os usuários não aderiram aos vídeos longos na rede, nem mesmo à opção equivalente ao Stories, a possibilidade do compartilhamento em horizontal não necessariamente se tornará popular entre os usuários.

A principal barreira para o TikTok nessa possível concorrência, porém, é financeira: ainda que o algoritmo chinês facilite em muito a viralização de um vídeo, o YouTube é a rede que melhor paga aos criadores de conteúdo, o que inibe que produtores de vídeos que trabalham para o YouTube eventualmente migrem para o TikTok. O caminho contrário, porém, é viável, já que o TikTok é uma plataforma eficaz para atrair público para um canal no YouTube.

Com isso, a inovação, segundo especialistas, pode provocar o efeito oposto, e prejudicar a plataforma em sua busca desinibida por um sucesso ainda maior, se por acaso tornar o TikTok em um meio desforme e sem foco. Não há confirmação da implementação nem previsão para que os vídeos horizontais passem a ser oferecidos, mas uma coisa é certa: com as plataformas cada vez mais devorando umas às outras, a competição entre as redes sociais vai se tornando ainda mais veloz, cruel e inclemente – podendo transformar (e derrubar) tudo de um dia para o outro: do vertical para o horizontal.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Empresa anuncia primeiro avião hipersônico capaz de cruzar o planeta em uma hora

Fabricantes afirmam que a aeronave atingirá mais de 11 mil quilômetros por hora

A Venus Aerospace, uma empresa dos Estados Unidos, anunciou a construção de um avião hipersônico projetado para voar em altitudes elevadas. Segundo a companhia, a aeronave, batizada Stargazer, é capaz de cruzar o mundo de um ponto a outro em tempo recorde. Os fabricantes dizem que o veículo poderá ir de Los Angeles até Tóquio em apenas uma hora (viagem que atualmente dura cerca de 12 horas).

Nove vezes mais rápido que a velocidade do som

O termo “hipersônico” refere-se a veículos ou mísseis capazes de atingir ou ultrapassar a velocidade Mach 5 (6.130 km/h). De acordo com a Venus Aerospace, a Stargazer tem o potencial de atingir Mach 9 (11.025 km/h), o que representa nove vezes a velocidade do som. O veículo está sendo projetado para acomodar 12 passageiros.

Segundo a Venus Aerospace, a Stargazer decolará de um aeroporto convencional e depois subirá até a borda do espaço, voando a uma altitude de 51,8 quilômetros. A expectativa é que os primeiros testes com a aeronave hipersônica aconteçam em 2025. A empresa diz que conseguiu arrecadar 33 milhões de dólares para financiar o projeto.

O Stargazer não é o único projeto de avião hipersônico desenvolvido no momento. Recentemente, uma empresa chinesa anunciou que está trabalhando em uma aeronave do tipo, chamada de Tianxing I. A Força Aérea dos Estados Unidos também está financiando um veículo chamado QuarterHorse, capaz de voar cinco vez mais rápido que o som.

*Por Welliton
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*Fonte: deolhonaengenharia

Empresa anuncia primeiro avião hipersônico capaz de cruzar o planeta em uma hora

Fabricantes afirmam que a aeronave atingirá mais de 11 mil quilômetros por hora

A Venus Aerospace, uma empresa dos Estados Unidos, anunciou a construção de um avião hipersônico projetado para voar em altitudes elevadas. Segundo a companhia, a aeronave, batizada Stargazer, é capaz de cruzar o mundo de um ponto a outro em tempo recorde. Os fabricantes dizem que o veículo poderá ir de Los Angeles até Tóquio em apenas uma hora (viagem que atualmente dura cerca de 12 horas).

Nove vezes mais rápido que a velocidade do som

O termo “hipersônico” refere-se a veículos ou mísseis capazes de atingir ou ultrapassar a velocidade Mach 5 (6.130 km/h). De acordo com a Venus Aerospace, a Stargazer tem o potencial de atingir Mach 9 (11.025 km/h), o que representa nove vezes a velocidade do som. O veículo está sendo projetado para acomodar 12 passageiros.

Segundo a Venus Aerospace, a Stargazer decolará de um aeroporto convencional e depois subirá até a borda do espaço, voando a uma altitude de 51,8 quilômetros. A expectativa é que os primeiros testes com a aeronave hipersônica aconteçam em 2025. A empresa diz que conseguiu arrecadar 33 milhões de dólares para financiar o projeto.

O Stargazer não é o único projeto de avião hipersônico desenvolvido no momento. Recentemente, uma empresa chinesa anunciou que está trabalhando em uma aeronave do tipo, chamada de Tianxing I. A Força Aérea dos Estados Unidos também está financiando um veículo chamado QuarterHorse, capaz de voar cinco vez mais rápido que o som.

*Por Welliton
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*Fonte: deolhonaengenharia

Inteligências Artificiais também precisam ‘dormir’ para funcionar melhor, conclui estudos

Conforme a Inteligência Artificial evolui, a tecnologia se aproxima cada vez mais das capacidades humanas – mas também das necessidades. Pesquisas recentes concluíram que cérebros artificias podem também precisar “dormir” para aprimorar seu funcionamento. A conclusão surgiu inicialmente a partir de um estudo realizado no Laboratório Nacional Los Alamos, no Novo México, nos EUA, que percebeu que sistemas treinados para aprender como cérebros humanos retomaram um funcionamento melhor após um período de descanso.

As duas pesquisas recentes concluíram que IAs funcionam melhor depois de “dormirem”

Segundo o cientista de computação Yijing Watkins, durante o trabalho as redes neurais demonstraram instabilidade em longos períodos contínuos de aprendizado, mas retomaram a estabilidade após um intervalo. “Era como se estivéssemos dando às redes neurais o equivalente a uma boa noite de sono”, afirmou o pesquisador. “A questão de como impedir que os sistemas de aprendizado se tornem instáveis realmente surge apenas quando se tenta utilizar processadores neuromórficos biologicamente realistas, ou ao tentar entender a própria biologia”, explicou.

Em uma das pesquisas, os cérebros eletrônicos chegaram a “alucinar” de cansaço

De acordo com artigo publicado na revista Scientific American, a falta de descanso causou reação semelhante nos cérebros artificiais ao que a ausência de sono pode causar em seres humanos. “Nossa decisão de expor nossas redes biologicamente realistas a algo artificialmente semelhante ao sono foi quase um último esforço para estabilizá-las: as redes estavam espontaneamente gerando imagens análogas a alucinações”, diz o texto, revelando que o “descanso” ocorreu melhor quando as IAs foram expostas a ruídos numéricos que lembram os estímulos recebidos por nossos neurônios em estados de sono profundo – como sonhos eletrônicos.

Conforme se assemelham ao cérebro humano, mais os sistemas carecem de descanso – como nós

Outra pesquisa mais recente se viu diante do mesmo fenômeno enquanto os pesquisadores tentavam resolver o dilema do “Lifelong learning”, ou a habilidade de aprender continuamente e sem ter de perder aprendizados anteriores, em Inteligências Artificiais. Para treinar novas tarefas com cérebros eletrônicos sem prejudicar conhecimentos prévios, pesquisadores da Universidade de San Diego, na Califórnia, perceberam que, ao inserir períodos de “sono” entre os aprendizados, a memória eletrônica melhorava consideravelmente – sem se “esquecer” de outros conhecimentos.

A ideia é que as pesquisas tragam descobertas tanto para melhorias dos sistemas quanto do sono humanos

Para os cientistas do Novo México, tais pesquisas podem trazer novidades importantes tanto para melhorias no funcionamento da Inteligência Artificial, quanto para um maior entendimento sobre o sono e os sonhos humanos, e suas funções em nossa saúde. “Conforme construímos redes que cada vez mais lembram sistemas nervosos vivos, parece natural que elas precisem dormir tanto quanto nós. Da mesma forma, esperamos que os sofisticados sistemas de IA nos ajudem a compreender mais e melhor o sono e outras características de nossos sistemas biológicos”, diz o texto.

*Por Victor Paiva
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*Fonte: hypeness

Este equipamento funciona como um “PULMÃO ARTIFICIAL” e garante ar ilimitado a mergulhadores

Invenção austríaca, o EXOlung está em fase final de protótipos e busca parcerias que levem o projeto ao mercado

Esqueça tanques de oxigênio pesados e tubos de snorkeling na hora de mergulhar. Uma nova tecnologia austríaca promete revolucionar o modo com o qual as pessoas praticam o mergulho. O EXOlung é um equipamento que gera ar a partir do movimento das pernas na água. E o melhor de tudo: de forma ilimitada.

A ideia do produto, que ainda está em fase de testes com protótipos, surgiu a partir de uma experiência que o austríaco Jörg Tragtschnig teve quando era criança. Ele conta que ao mergulhar com seu snorkel, notava que não conseguia ficar mais do que 10 segundos debaixo d’água. Com o EXOlung, conseguiu ficar submerso por duas horas.

Pesando pouco mais de três quilos, o EXOlung funciona como uma espécie de “pulmão artificial”. Fica preso ao peito do mergulhador, com uma mangueira de cinco metros conectada a uma bola de segurança flutuante. À medida que a pessoa estica as pernas, o ar fresco é retirado da superfície e enviado para o tubo. Já quando as pernas se retraem, a inalação é possibilitada pela pressão exercida no diafragma do cilindro de ar.

O grande diferencial do EXOlung é que ele não precisa ser recarregado ou ter um refil, como acontece com os tubos de oxigênio. Além disso, destaca-se quando comparado ao “snuba” – aparelho posicionado entre o scuba e o snorkel – por durar mais debaixo d’água, já que não funciona a partir de apenas uma inspiração de ar.

Segundo o site, o aparelho tem capacidade para mergulhos de até cinco metros superfície abaixo. Para utilizá-lo, não é necessário ser um profissional com certificação em mergulho, apenas realizar um simples curso introdutório.

Versão profissional EXOlung conta com resistência maior e mangueira de 7 metros (Foto: Divulgação)
Atualmente existem duas unidades de protótipos, ainda indisponíveis para venda. Apesar disso, a expectativa é de que três versões standard custem menos de 300 euros – cerca de R$ 1.400 – e que outra versão mais profissional não passe dos 500 euros.

Por enquanto, os modelos ainda são fruto de iniciativa privada. Jörg está a procura de parcerias do setor que queiram produzir e comercializar o EXOlung.

*Por Welliton
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*Fonte: deolhonaengenharia

A revolucionária bateria de areia que pode impulsionar energia limpa

Pesquisadores finlandeses instalaram a primeira “bateria de areia” totalmente funcional do mundo, que pode armazenar energia verde por meses e meses.

Os responsáveis dizem que isso poderia resolver o problema de fornecimento de energia durante todo o ano, uma questão importante para a energia verde.

Usando areia de baixa qualidade, o dispositivo é carregado com calor gerado por eletricidade barata de energia solar ou eólica.

A areia armazena o calor em torno de 500ºC, o que pode aquecer as casas no inverno, quando a energia é mais cara.

A Finlândia obtém a maior parte de seu gás da Rússia, e a guerra na Ucrânia tornou ainda mais importante a questão da energia verde.

A Finlândia tem a fronteira mais longa de uma nação da União Europeia com a Rússia, que interrompeu o fornecimento de gás e eletricidade após a decisão da Finlândia de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

Nesse contexto, o fornecimento de calor e luz, especialmente com o longo e frio inverno finlandês, preocupa políticos e cidadãos. Mas em um canto de uma pequena usina de energia no oeste da Finlândia está uma nova tecnologia que tem o potencial de aliviar algumas dessas preocupações.

O elemento-chave neste dispositivo? Cerca de 100 toneladas de areia de construção, empilhadas em um silo cinza fosco.

Esses grãos ásperos e prontos podem representar uma maneira simples e econômica de armazenar energia para quando ela for mais necessária.

O fornecimento de calor e luz, especialmente com o longo e frio inverno finlandês no horizonte, preocupa políticos e cidadãos

Devido às mudanças climáticas e agora também graças ao rápido aumento do preço dos combustíveis fósseis, há um aumento no investimento na produção de novas energias renováveis.

Mas ao mesmo tempo em que novos painéis solares e turbinas eólicas podem ser rapidamente adicionados às redes nacionais, essas fontes extras também apresentam grandes desafios.

A questão mais difícil é sobre intermitência: como manter as luzes acesas quando o Sol não brilha e o vento não sopra?

Adicionar mais energias renováveis ​​à rede elétrica também significa que você precisa aumentar outras fontes de energia para equilibrar a rede, pois energia de mais ou de menos pode causar o colapso.

A resposta mais óbvia para esses problemas são as baterias de grande escala que podem armazenar e equilibrar as demandas de energia à medida que a rede se torna mais verde.

Atualmente, a maioria das baterias é feita com lítio e é cara, com uma grande pegada ecológica (indicador de sustentabilidade que mede o quanto de recursos naturais foi consumido e o quanto de lixo foi gerado). E elas só podem lidar com uma quantidade limitada de excesso de energia.

Mas na cidade de Kankaanpää, uma equipe de jovens engenheiros finlandeses concluiu a primeira instalação comercial de uma bateria feita de areia que eles acreditam que pode resolver o problema de armazenamento de maneira econômica e com baixo impacto.

“Sempre que houver essa alta onda de eletricidade verde disponível, queremos poder incluí-la no armazenamento muito rapidamente”, disse Markku Ylönen, um dos dois fundadores da Polar Night Energy, que desenvolveu o produto.

O dispositivo foi instalado na usina de Vatajankoski, que opera o sistema de aquecimento urbano da área.

A eletricidade de baixo custo aquece a areia até 500ºC por aquecimento resistivo (o mesmo processo que faz o forno elétrico funcionar). Isso gera ar quente, que circula na areia por meio de um trocador de calor.

A areia é um meio muito eficaz para armazenar calor: os desenvolvedores dizem que seu dispositivo pode manter a areia a 500ºC por vários meses.

Assim, quando os preços da energia ficam mais altos, a bateria descarrega o ar quente que aquece a água para o sistema de aquecimento urbano, que é bombeado para casas, escritórios e até mesmo para a piscina local.

Corte de custos
A ideia para a bateria de areia foi desenvolvida pela primeira vez em uma antiga fábrica de celulose na cidade de Tampere, com o município doando o espaço de trabalho e fornecendo financiamento para tirá-la do papel.

“Se tivermos algumas usinas de energia que funcionam apenas por algumas horas no inverno, quando está mais frio, será extremamente caro”, disse Elina Seppänen, especialista em energia e clima da cidade. “Mas se tivermos esse tipo de solução que oferece flexibilidade para o uso e armazenamento de calor, isso ajudaria muito em termos de custos, eu acho.”

A bateria de areia é capaz de aquecer casas, escritórios e a piscina local

Um dos grandes desafios agora é se a tecnologia pode ser aplicada para um uso amplo e então realmente fazer a diferença. Os desenvolvedores poderão usá-la para obter eletricidade e calor?

A eficiência cai drasticamente quando a areia é usada apenas para devolver energia à rede elétrica. Mas armazenar energia verde como calor a longo prazo também é uma grande oportunidade para a indústria, onde a maior parte do calor de processo usado em alimentos e bebidas, têxteis ou produtos farmacêuticos vem da queima de combustíveis fósseis.

Outros grupos de pesquisa, como o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos EUA, estão analisando ativamente a areia como uma forma viável de bateria para energia verde. Mas os finlandeses são os primeiros a chegarem a um sistema comercial ativo, que até agora está funcionando bem, de acordo com a pessoa que investiu no sistema.

“É muito simples, mas gostamos da ideia de tentar algo novo, ser o primeiro no mundo a fazer algo assim”, disse Pekka Passi, diretor-administrativo da usina de Vatajankoski. “É um pouco louco, mas acho que vai ser um sucesso.”

*Por Matt Mcgrath
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Fonte: epocanegocios

‘Mastodon’: conheça o concorrente do ‘Twitter’ que ganha usuários após início da gestão Elon Musk

Os usuários do Twitter não estão felizes com as mais recentes decisões de Elon Musk à frente da empresa de tecnologia. As funcionalidades pagas que a rede social promete a partir da aquisição do bilionário têm causado rejeição no público, que faz um êxodo do app do passarinho em busca de novas redes, como o Mastodon.

Perdas de usuários chegam a ser estimadas em um milhão; Musk instaurou novas regras e desagradou twitteiros

De acordo com dados do BotSentinel, uma conta que monitora atividades de novas contas na rede social, cerca de 800 mil pessoas deixaram o Twitter logo que Elon Musk assumiu a rede social. Outras 400 mil contas foram suspensas.

Depois, o êxodo se intensificou, especialmente após uma série de decisões que desagradaram os usuários da rede. Gigi Hadid, famosa supermodelo, é uma das que abandonaram o Twitter depois das recentes declarações de Elon.

A imprensa norte-americana e o próprio Musk já confirmaram que a rede social será cada vez mais monetizada, com criadores de conteúdo pagando por verificação e criando conteúdos exclusivos. Além disso, recursos como vídeos também podem ser pagos no futuro. Fontes afirmam que o magnata da tecnologia pode arriscar ainda mais e passar a cobrar pelo acesso ao Twitter.

Nos últimos meses, redes sociais como Truth Social, Parler e Gab acabaram ganhando usuários, em especial da extrema-direita, por conta da restrição do Twitter a discursos de ódio e informações falsas. Contudo, outras alternativas, menos radicalizadas, como o Tribel e o Mastodon, parecem estar ganhando muitos seguidores.

O que é o Mastodon?
O Mastodon é uma rede social que não é muito bem uma rede social como conhecemos. Trata-se de uma rede descentralizada com funcionalidades parecidas com o Twitter – você pode escrever breves textos curtos (toots), curti-los, repostá-los etc.) -, mas com uma operação distribuída entre servidores.

O Mastodon promete ser uma rede com gestão compartilhada entre diferentes usuários

Basicamente, você se inscreve no Mastodon a partir de um servidor, que será a sua porta de entrada para a rede social. Se você tem interesse em música, por exemplo, pode criar uma conta dentro do server de música. Seu nome de usuário será @fulano.musica, sendo ‘fulano’ seu nome de usuário e ‘musica’ o servidor hipotético em que sua conta estará alocada.

A partir do momento em que você cria sua conta, você tem acesso a todos os tweets de todos os outros servidores e pode seguir quem quiser. A rede não tem algoritmo e nem conexão com outras redes, portanto, você vai ter de seguir seus amigos na mão.

Mas por que diabos uma rede funciona assim? O Mastodon não tem dono e funciona como uma reunião de diferentes servidores que funcionam da mesma forma (através dos toots). Assim, cada servidor pode gerir e se responsabilizar pelos seus usuários, que podem trocar de servidor caso não concordem com sua forma de gestão. Além disso, não existe o risco de um bilionário comprar tudo e alterar de forma drástica o funcionamento da rede, que é democrática por natureza.

Atualmente, o Mastodon conta com cerca de 700 mil usuários, mas seu crescimento tem sido dificultado por motivos técnicos. Os servidores não estão conseguindo conter o número de novos usuários e alternativas estão sendo criadas para tentar abrigar todo mundo que está chegando.

*Por Yuri Ferreira
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*Fonte: hypeness

Haja inovação e tecnologia: Como o Qatar vai lidar com o calorão nos estádios da Copa

Quando o Qatar foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2022, a primeira dificuldade apontada foi um elemento natural e intenso do local: o calor. Como contornar as temperaturas extremas do deserto para não massacrar os jogadores e fazer o torneio possível?

A primeira medida foi a alteração do calendário. Pela primeira vez na história, para que o torneio não ocorresse com os 50ºC de junho e julho, quando tradicionalmente acontecem as Copas, a competição foi marcada para os meses mais amenos de novembro e dezembro. Mas o que mais vem sendo planejado para combater o calorão da região durante a Copa?

Apesar de ser um período mais ameno, nos dias do torneio são esperadas temperaturas entre 20ºC e 30ºC, e por isso a tecnologia é elemento fundamental para garantir a qualidade do espetáculo e a saúde dos jogadores e torcedores.

O projeto de refrigeração dos estádios no Qatar vem sendo liderado por Saud Ghani, professor de Engenharia Mecânica da Qatar University, e começa pela otimização da própria arquitetura dos edifícios. Privilegiar a produção de sombras e alterar a cor das fachadas permitiu, segundo divulgação, reduzir as temperaturas de início em 5ºC.

Após análise do “Dr. Cool”, o Estádio Al Bayt foi pintado de branco, reduzindo o calor em 5ºC

O resfriamento propriamente foi planejado por Ghani a partir de um sistema pontual, focado no campo e na região até dois metros acima da última cadeira: para isso, difusores maiores jogam o ar refrigerado para o campo, e menores sopram por baixo dos assentos, com uma tecnologia apontada como 40% mais sustentável do que as existentes. Um sistema de reciclagem do ar frio garante duas refrigerações antes de ser lançado para fora, reduzindo a entrada de ar quente nos estádios.

Não foi por acaso que Ghani ganhou o apelido de “Dr. Cool”: o sistema que desenvolveu já foi testado com sucesso em eventos prévios, e está aplicado não só nos estádios, mas também em outros espaços, como na Praça Katara, igualmente preparada para receber os turistas no Qatar.

Segundo o engenheiro, o verdadeiro teste, porém, será quando o Mundial realmente começar: a abertura da Copa do Mundo de 2022 acontecerá no dia 20 de novembro, às 13hs, no jogo entre Qatar e Equador.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

A bateria de celular que carrega em segundos e dura vários dias pode estar chegando

Com certeza você já passou por algum problema por causa de um celular descarregado – seja o seu ou o da pessoa com quem precisava falar. Talvez este tipo de contratempo se torne cada vez mais raro no futuro, graças a uma tecnologia em desenvolvimento.

Um grupo de especialistas em nanotecnologia da Universidade da Flórida Central conseguiu criar supercondensadores capazes de armazenar energia muito mais rápido que as baterias de lítio utilizadas atualmente, e, segundo Nitin Choudhary, um dos responsáveis pelo estudo, funcionaria por mais de uma semana sem precisar de recarga.

A ideia por trás da técnica não é nova, e outros pesquisadores já haviam tentado utilizar baterias bidimensionais para turbinar a potência energética de aparelhos eletrônicos, mas sem sucesso. A equipe da universidade utiliza supercondensadores compostos por milhões de fios microscópicos, revestidos por materiais bidimensionais.

Além das vantagens já citadas, o novo material não enfrenta outro problema conhecido das baterias de lítio: sua vida útil é muito maior do que a dos equipamentos que usamos, que costumam apresentar problemas depois de 18 meses de uso.

A tecnologia está sendo desenvolvida também como opção para os carros elétricos, o que poderia revolucionar a maneira como nos locomovemos. Mas ainda há um empecilho: a criação dos pesquisadores é muito maior e mais pesada do que as baterias de lítio, o que significa que eles ainda terão que aperfeiçoar o produto antes de pensar em lança-lo no mercado.

*Por Welliton
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*Fonte: deolhonaengenharia

Ex-dono do Twitter cria nova rede social, a Bluesky; saiba tudo

Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter, está trabalhando no lançamento da plataforma que promete ser inovadora para as redes sociais

O Twitter pode estar ganhando um rival no setor das redes sociais nos próximos meses. Após a oficialização da compra da plataforma pelo empresário Elon Musk por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 235 bilhões), novos serviços devem ganhar notoriedade e um deles é a Bluesky – em tradução livre, céu azul.

A nova rede social é uma criação de Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter e CEO da empresa até o ano passado. Ele lançou a Bluesky sem chamar muita atenção e fez uma referência à sua antiga criação, que possui um passarinho azul no logo.

De acordo com Dorsey, a Bluesky promete ser um objeto de reinvenção da estrutura atual das redes sociais e revela que a plataforma utiliza a tecnologia blockchain, que também é usada em criptomoedas. Nesse modelo, trata-se de um processo mais seguro e transparente entre a divulgação de informações e com isso, o novo serviço propõe ser acolhedor aos influenciadores, usuários e desenvolvedores.

“Estamos construindo o AT Protocol, uma nova base para redes sociais que gera aos criadores independência de plataformas, aos desenvolvedores a liberdade de construir e aos usuários uma escolha em sua experiência”, afirma o site oficial da Bluesky.

Nesse sentido, a nova plataforma de Jack Dorsey tem a expectativa de ser uma rede social descentralizada, indo de encontro ao padrão atual de outras empresas como o Facebook e o Google, que procuram manter seus usuários isolados perante os serviços. Na Bluesky, haveria uma migração de dados dinâmica e maior controle sobre o recebimento de conteúdo no feed.

A futura plataforma ainda está se desenvolvendo e os usuários podem fazer o cadastro para serem selecionados para o estágio de testes beta da rede social. A inscrição para os testes da Bluesky é gratuita pelo site oficial e segundo a empresa, um grupo considerável de pessoas estão na lista de espera, com os escolhidos podendo experimentar o serviço antes da liberação definitiva para o público – os selecionados serão notificados pelo e-mail.

Vale ressaltar que a Bluesky não surgiu após os primeiros envolvimentos de Musk com o Twitter. As primeiras menções de Dorsey sobre a plataforma começaram em 2019, quando o desenvolvedor citou que estava financiando uma equipe independente em meio ao novo projeto para as mídias sociais.

Dorsey deixou o cargo de CEO do Twitter em 2021, passando a faixa para o recém-demitido Parag Agrawal, e rompeu de maneira definitiva com o conselho da plataforma no início deste ano. O desenvolvedor, desde então, vem se concentrando em suas empresas, como o próprio Bluesky.

*por Luann Motta Carvalho
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*Fonte: olhardigital

Incrível peixe-robô criado para filtrar microplásticos do oceano recebe prêmio

O Concurso de Robôs Naturais da Universidade de Surrey concedeu o primeiro lugar da premiação a um peixe-robô que filtra partículas microplásticas da água enquanto nada. O evento recebeu várias sugestões de robôs inspirados em animais e plantas capazes de realizar atividades que ajudariam o planeta. Após um processo de seleção, feito por palestrantes de vários institutos de pesquisa europeus, foi escolhido o melhor conceito para ser transformado em um protótipo funcional.

O peixe vencedor foi projetado pela graduanda em química Eleanor Mackintosh. O projeto vitorioso é um peixe-robô que ao nadar mantém sua boca aberta para coletar água e, posteriormente, filtrar o microplástico em uma cavidade interna. Quando a cavidade fica cheia, o dispositivo fecha a boca e empurra a água através das fendas em seu corpo. Uma malha fina presa às fendas da “brânquia” permite que a água passe, mas captura as partículas plásticas, como uma espécie de filtro.

O peixe-robô tem 50 centímetros de comprimento e coleta partículas de até 2 milímetros. Além disso, ele conta com sensores a bordo que monitoram a turbidez e níveis de luz subaquática, além de utilizar uma IMU (unidade de medição inercial) para rastrear seus movimentos dentro da água. E para completar, ele brilha no escuro.

No futuro, modelos desse robô podem ser ainda mais precisos, capazes de capturar partículas ainda menores, além de outras melhorias na sua forma corporal que poderiam tornar o peixe mais rápido e dinâmico. Um ponto muito importante está na forma como o protótipo é controlado. Atualmente, ele funciona com controle ligado ao peixe, seria interessante que o próximo pudesse ser direcionado remotamente.

Não é só o oceano que sofre com a poluição, rios, córregos, lagos e lagoas também são acometidos por esse mal. Com isso, Mackintosh declarou que o objetivo de seu projeto era que o robô fosse versátil. “Que criatura melhor para resolver os problemas em corpos d’água do que uma que vive neles?”, questionou a graduanda. “Os peixes são adaptados ao seu ambiente, e as brânquias são um mecanismo incrível na natureza que são especializados para filtrar oxigênio na corrente sanguínea – então adaptei meu design a partir disso, com o objetivo de criar um filtro para microplásticos”, finalizou a futura química.

*por Isabela Valukas Gusmão
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*Fonte: olhardigital

Será que você já foi atendido por um robô e não percebeu?

Cada vez mais as empresas investem para tornar essas conversas mais personalizadas e humanizadas. Pesquisa do Statista prevê um movimento, em 2027, de mais de US$ 454 milhões no mercado de chatbots que utilizam machine learning e processamento de linguagem natural.

É bem provável que já tenha sido atendido por um chatbot ao ligar para o suporte de uma empresa ou pedir ajuda pelo chat de um aplicativo. Se ficou com a impressão de estar falando com um robô, impessoal e distante, saiba que isto está mudando. Cada vez mais as empresas investem para tornar essas conversas mais personalizadas e humanizadas, desconstruindo alguns mitos sobre a tecnologia. Prova disso é a recente pesquisa do Statista, que prevê um movimento, em 2027, de mais de US$ 454 milhões no mercado de chatbots que utilizam machine learning e processamento de linguagem natural

Também chamados de assistentes virtuais, os chatbots são programas pré-configurados que conseguem decodificar perguntas de modo imediato, consultar base de dados e responder a dúvidas de usuários, por meio de respostas automatizadas ou criadas pela Inteligência Artificial (IA). No entanto, é errado pensar que não necessita de humanos. Como todo software, o chatbot funciona com base em programação, que pode variar em termos de complexidade e precisa ser bem orientada.

No início dos anos 1940, o escritor Isaac Asimov trazia pela primeira vez o tema de robôs inteligentes com capacidade de diálogo e pensamento, no livro “I Robot”. Entretanto, apenas na década de 1960 que a tecnologia foi oficialmente apresentada por meio do software Eliza, de 1965. Criada pelo pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Joseph Weizenbaum, a Eliza consistia em um programa para reconhecer palavras ou expressões-chave e exibir em resposta perguntas construídas a partir dessas palavras, com a capacidade de identificar cerca de 250 tipos de frases. Embora rudimentar, “ela” chegou a confundir algumas pessoas durante o seu uso e assim abriu caminho para o desenvolvimento da tecnologia nas décadas seguintes.

De lá para cá, as mudanças tecnológicas foram acompanhando os parâmetros cada vez mais exigentes de naturalidade e fluidez com os interlocutores. Entrava em ação um olhar cada vez mais acurado para a experiência do usuário. Isso porque um dos objetivos primordiais da inteligência artificial como um todo é otimizar as interações entre pessoas e serviços para melhorar a experiência.

Mas enquanto se aperfeiçoava – talvez não na velocidade esperada pelos usuários – o chatbot passou a carregar consigo mitos construídos erroneamente de certa falta de flexibilidade, personalização e eficiência no atendimento. Hoje, podemos dizer que isso está em vias de ser superado pelo uso da inteligência artificial e do machine learning que possibilita, inclusive, um diálogo com os usuários de maneira personalizada e até simulando a linguagem humana, com sotaques e expressões regionais, por exemplo.

Outro mito é que o uso do chatbot se restringe às atividades de atendimento ao cliente. No marketing, os chatbots podem ser configurados tanto para fazer os contatos iniciais com os clientes em potencial, sendo bastante eficazes na prospecção, como também na geração e qualificação. Isso sem falar que um chatbot consegue gerar conexão com o público de uma marca, fazendo com que ele se identifique e se engaje com ela.

Um exemplo é o “Lu” da Magalu, que ganhou recentemente um Leão de Ouro na categoria Social e Influenciadores do Festival Internacional de Criatividade de Cannes de 2022. Criada em 2003 como uma voz para o site de e-commerce do Magalu, Lu ganhou espaço e construiu um relacionamento de confiança com a sua audiência. De vendedora digital, que ajudava clientes no processo de compra por meio de conteúdos, se transformou em celebridade virtual, que conversa, dança, interage e se posiciona em prol de causas, como no combate à violência contra a mulher.

O CX Trends 2022 mostrou que estamos no caminho certo: 88% dos consumidores já aprovam o uso da IA como algo bom para a sociedade. Entretanto, otimismo à parte, é claro que ainda há melhorias necessárias em termos de eficácia e resolutividade com o uso do chatbot, sendo impossível dizer que ele funcionará 100% em todas as ocasiões, até porque cada empresa programa o flow de respostas de forma diferente. O próprio estudo da Zendesk revelou certa frustração por parte dos clientes neste aspecto: 54% dos participantes da pesquisa dizem que são necessárias muitas perguntas para o bot reconhecer que não é possível responder ao problema.

Nos últimos meses, circularam notícias sobre problemas relacionados a bots que foram “acusados” de adquirir consciência e fornecer respostas um tanto quanto desagradáveis. Isso mostra o desafio diário das empresas para encantar os clientes e, mais ainda, evidencia a necessidade de saber quando a interação humana se torna imprescindível no contato. O novo estudo da Zendesk, o CX Accelerator, apontou que empresas com maior chance de sucesso em suas estratégias de customer experience são aquelas que entendem quando e onde combinar humanos e IA, e isso tem se tornado cada vez mais frequente – o uso do formato saltou de 52% para 64% ano a ano.

A verdade é que o uso do chatbot veio para ficar, o mesmo estudo mostrou que 90% das empresas pesquisadas relataram usar bots para direcionar os clientes ao lugar certo. A tendência é que daqui alguns anos a IA impacte ainda mais o setor de CX, não apenas com tecnologia voltada para o cliente, mas também para a área administrativa, de desenvolvimento e operações comerciais também.

Ou seja, é tudo uma questão de tempo, desenvolvimento tecnológico e adaptação por parte de clientes e empresas. Mas fica sempre aquela questão. Se lá na década de 1960 algumas pessoas ficaram em dúvidas com o uso da Eliza, será que você já foi (bem) atendido por um chatbot e nem percebeu?

*Por Pedro Fontes
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*Fonte: updateordie

Meta detecta 400 apps que estão roubando logins do ‘Facebook’ e ‘Instagram’

A Meta adverte: aquele pesadelo de ter seu login roubado pode ser mais do que real! A empresa emitiu um comunicado alertando que detectou cerca de 400 aplicativos maliciosos para Android e iOS que estão roubando informações de usuários do Facebook e Instagram. Os apps oferecem recursos falsos, como editores de foto, VPN e jogos, entre outros, e levam os usuários a conectarem suas contas do Facebook ou Instagram, que é como o roubo de dados acontece.

Roubo de dados
400 aplicativos maliciosos para Android e iOS que estão roubando informações de usuários do Facebook e Instagram

“Quando uma pessoa instala o aplicativo malicioso, ele pode pedir para “fazer login com o Facebook”, antes que a pessoa seja capaz de usar os recursos prometidos. De posse das credenciais, o malware rouba o nome de usuário e a senha. Assim, os invasores podem potencialmente ter acesso total à conta de uma pessoa e fazer coisas como enviar mensagens aos seus amigos ou acessar informações privadas”, explicou a empresa.

A Meta informou que a maioria desses aplicativos é formada por editores de foto, graças à popularidade dos filtros que “oferecem”. Isso acaba chamando a atenção dos usuários, que baixam os aplicativos e fornecem dados importantes para o login nas contas.

Roubo de dados por apps
Perigo está ao permitir que aplicativos utilizem conta do Facebook para o login

A empresa de Mark Zuckerberg também disse que entrou em contato com a Apple e o Google em uma tentativa de remover esses aplicativos das lojas, e o Google informou que todos os aplicativos foram removidos.

Dicas de segurança
Desconfie de um aplicativo de edição de fotos que precise do seu login e senha do Facebook antes de permitir que você o use.

Analise a reputação do aplicativo. Veja sua contagem de downloads, classificações e avaliações, incluindo as negativas.

Avalie os recursos prometidos. O aplicativo fornece a funcionalidade que promete, antes ou depois do login?
O importante é ter cuidado ao usar seu login do Facebook, ou realmente qualquer opção de login social. Não há uma maneira 100% infalível de evitar isso.

Se você acredita que baixou um desses aplicativos, a Meta aconselha os usuários a excluir o aplicativo imediatamente, redefinir sua senha do Facebook e ativar a autenticação de 2 fatores.

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*Fonte: hypeness

Saiba como a Terra é protegida de colisões de asteroides

De todas as coisas que podem acabar com o planeta Terra, uma colisão de um asteroide pode ser uma das que os humanos têm mais controle. Mas quem de fato protege o planeta de uma catástrofe como essa?

Uma colisão de asteroide está na parte de baixo da lista de possíveis fins do mundo. Em um mundo com armas nucleares, onde a atividade humana está permanentemente alterando habitats e o clima, e onde o uso excessivo de antibióticos está levando a novos tipos mortais de bactérias, uma ameaça externa é o menor dos problemas. Mas os efeitos de colisões de asteroides – tsunamis, vendavais e ondas de choque – podem ser catastróficos. Então, existem cientistas que dedicam seu tempo e pesquisa para se preparar em caso deste cenário.

Embora nenhum asteroide conhecido tenha chance de causar destruição em larga escala, aqueles potencialmente perigosos são assuntos diários para tabloides – o governo dos Estados Unidos e cientistas de todo o mundo os levam a sério. Em 2018, a Nasa, a FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergências) e outras agências espaciais se uniram para imaginar como seria uma colisão de asteroides, simulando as tomadas de decisões necessárias caso os telescópios encontrassem uma possível ameaça.

O Sistema Solar se formou a partir de um disco de matéria que cercava o Sol em sua juventude. Esse material se aglutinou para formar os planetas. Na região entre Marte e Júpiter, por exemplo, a forte gravidade do gigante gasoso impediu a formação planetária e, em vez disso, muitos pequenos corpos rochosos colidiram uns com os outros, e, agora, existem como asteroides.

Ocasionalmente, as forças gravitacionais de Júpiter podem perturbar as órbitas desses objetos. Outros objetos, como os cometas gelados, eventualmente se aproximam da Terra em suas órbitas elípticas. Juntos, esses asteroides e cometas compõem os “Objetos Próximos à Terra”, ou NEOs. Por definição, um NEO é qualquer corpo dentro de 1,3 unidade astronômica do Sol, onde 1 UA equivale a 150 milhões de quilômetros, a distância entre o Sol e à Terra, incluindo cometas com órbitas ao redor do sol que duram menos de 200 anos.

Cientistas então elaboraram uma lista de NEOs com os quais devemos nos preocupar, chamados de asteroides potencialmente perigosos. Estes são corpos que cruzam a órbita da Terra e medem 140 metros de diâmetro ou mais, aproximadamente o tamanho de um estádio de futebol, e estão dentro de 0,05 UA do planeta, cerca de 20 vezes a distância média até a Lua.

Se algo desse tamanho se chocasse com à Terra, causaria uma catástrofe regional. O impacto de um meteorito pode gerar potenciais catástrofes, de ventos de alta velocidade a tsunamis ou imensas ondas de choque e calor o suficiente para cozinhar o corpo humano.

Impactos de asteroides há muito tempo vivem na preocupação pública. Já em 1694, o astrônomo Edmond Halley (do famoso cometa Halley) sugeriu que cometas poderiam se chocar com à Terra, teoria adotada por outros ao longo dos séculos seguintes.

Então, em 1908, o famoso evento de Tunguska arrasou uma floresta na Rússia, e na década de 1930, cientistas começaram a descobrir grandes asteroides passando perto da Terra – talvez o de Tunguska tenha sido um asteroide e talvez houvesse mais para nos preocuparmos. E, em 1980, uma equipe de pesquisadores encontrou o raro elemento irídio em uma camada de rocha de, aproximadamente, 65 milhões de anos, que deduziram ter sido trazida por um grande asteroide. Essa descoberta, assim como outras pesquisas, ajudou a embasar e aceitar a teoria de que um grande impacto provocou a extinção dos dinossauros. Mas essa teoria era controversa e levou 30 anos para alcançar seu status atual.

Mas talvez o momento mais importante dessa história não tenha ocorrido na Terra. Em 1993, os cientistas Carolyn e Eugene M. Shoemaker, e David Levy, descobriram um cometa na órbita de Júpiter. O interesse no cometa Shoemaker-Levy 9, tanto científico quanto público, disparou quando os pesquisadores perceberam que ele colidiria com o planeta, o que aconteceu em julho de 1994, deixando marcas escuras em Júpiter que ficaram visíveis durante meses.

Esse foi um divisor de águas na comunidade científica, afinal, se algo pode se chocar com Júpiter, então algo poderia atingir à Terra. Graças a tudo isso, o Congresso americano ficou interessado em proteger o planeta dos impactos.

O Congresso já havia solicitado à Nasa para criar um programa de observação de asteroides em 1992, mas em 1998 eles ordenaram que a agência catalogasse todos os asteroides próximos à Terra, com tamanho maior que um quilômetro, dentro de dez anos. Assim, a Nasa estabeleceu o Programa de Observação de NEOs, agora chamado de Centro de Estudos de NEOs, que compila e computa órbitas para asteroides próximos à Terra. Em 2005, o Congresso expandiu a meta de incluir 90% dos objetos com 140 metros, ou maiores, até 2020.

A defesa planetária é agora uma empreitada internacional, com um orçamento milionário. Para os EUA, o Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da Nasa é responsável por projetos que buscam asteroides próximos e comunicam governo, mídia e público, sobre potenciais perigos. Eles também desenvolvem técnicas de pesquisa para evitar impactos, e coordenam com o governo e agências como a FEMA para responder a uma possível colisão.

Agências espaciais ao redor do mundo, como a Agência Espacial Europeia, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, a Roscosmos e outras, realizam várias pesquisas e projetos sobre o monitoramento de NEOs.

E quanto ao fato de nos preocuparmos ou não? Por enquanto, não existem asteroides conhecidos que sejam dignos de preocupação. Nenhuma das órbitas de asteroides listadas no banco de dados CNEOS está prevista para causar impacto nos próximos 188 anos. Mas, se houver alguma preocupação, deve ser sobre os asteroides ainda não encontrados.

Apesar das várias pesquisas, simplesmente não há infraestrutura adequada para encontrar todas as rochas espaciais. Algumas das missões não foram projetadas com o levantamento de asteroides em mente.

Também existem asteroides menores, que podem causar danos locais e atacar com pouco, ou nenhum, aviso. O meteoro de 20 metros de Chelyabinsk explodiu acima da Rússia em 2013, quebrando janelas e ferindo 1.491 pessoas. Em dezembro de 2018, um meteoro explodiu sobre o Mar de Bering, com dez vezes a força da bomba de Hiroshima. Esses impactos ficam abaixo do limite estabelecido pelo Congresso, mas ainda têm potencial de causar danos em menor escala.

Quando se trata de avaliar a probabilidade de um impacto e o dano que ele pode causar, os pesquisadores consideram o tamanho da Terra, assim como quantas vezes os asteroides de diferentes tamanhos a atingem.

Meteoros inofensivos, do tamanho de grãos de poeira, atingem à Terra quase que constantemente e se queimam na atmosfera; a probabilidade de um asteroide de um metro atingir o planeta é de cerca de um impacto por ano e se tona menos provável com o tamanho do asteroide ao quadrado. As probabilidades de um impacto de uma rocha de 100 metros são uma vez a cada dez mil anos, e um asteroide de mil metros, uma vez a cada um milhão de anos.

E quanto a eventos maiores, eles são potencialmente evitáveis com o suficiente tempo de espera. Por exemplo, há a missão Teste de Redirecionamento de Asteroides Duplos (DART), uma demonstração que lançará uma espaçonave no asteroide menor no binário Didymos a 6 km/s.

A missão Hera da ESA acompanhará as observações dos efeitos da colisão. Os cientistas esperam que essas missões mudem a órbita do asteroide menor em torno do asteroide maior, e que, no futuro, as agências espaciais possam usar essas missões de “impacto cinético” para mudar a órbita de um asteroide ameaçador.

Existem também outras ideias para desviar asteroides perigosos. As agências espaciais poderiam colocar algo muito pesado ao lado da rocha para mudar sua rota através da gravidade, ou remover matéria da superfície do asteroide. E, claro, há sempre a opção de última hora de bombardear um asteroide que apresenta uma ameaça iminente – mas, no exercício de mesa da Conferência de Defesa Planetária deste ano, os cientistas escolheram bombardear um grande asteroide que arrasaria Denver, mas acabaram destruindo a cidade de Nova York.

Apesar da baixa probabilidade de um impacto de asteroide, suas terríveis consequências significam que esta continuará a ser uma área importante de pesquisa. Os cientistas agora levam a ameaça a sério.

*Por Vinicius Szafran
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*Fonte: olhardigital

Estudante cria “sem querer” bateria que pode durar 400 anos

Certas histórias parecem comprovar a velha máxima de que quanto mais estudamos, treinamos e nos preparamos, mais a sorte joga a nosso favor, não é mesmo? A doutoranda da Universidade da Califórnia Mya Le Thai realizou por acaso – enquanto simplesmente “brincava” em um laboratório – uma descoberta que pode revolucionar o universo tecnológico em um de seus mais frágeis e problemáticos aspectos: a bateria dos aparelhos e dispositivos.

Mya foi simplesmente realizar um experimento, e com ele descobriu um procedimento que pode fazer as baterias durarem até 400 anos.

A equipe de pesquisadores estava realizando experimentos com nanofios e sua aplicação em baterias, mas invariavelmente as recargas acabavam por romper os delicados e minúsculos fios que compõem a bateria de nanofios. Um dia, entretanto, por impulso Mya decidiu cobrir um grupo de nanofios de ouro com dióxido de manganês e uma espécie de gel eletrólito, e colocar a bateria para realizar ciclos de cargas, descargas e recargas – e foi aí que a surpresa se deu: enquanto as baterias normais duram cerca de 500 recargas até começaram a falhar, sua descoberta chegou a 200 mil recargas em um mês, em perfeito estado.

O campos das possibilidades tecnológicas, o impacto econômico, e principalmente ecológico, caso a descoberta se confirme, será o divisor de água. “Talvez seja uma maneira bastante simples de estabilizar os nanofios. Será um grande avanço para a comunidade”, afirmou um dos pesquisadores. Para quem estava simplesmente passando o tempo em um laboratório, Mya Le Thai acertou em cheio – confirmando que a sorte joga melhor com quem mais se dedica, e menos conta com ela. A “sorte” de Mya, nesse caso, pode ser a sorte do mundo.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Película gera energia solar para veículos elétricos

O kit fotovoltaico transforma qualquer carro elétrico em carro solar

Um kit fotovoltaico capaz de transformar qualquer carro elétrico em um captador de energia solar foi desenvolvido pelo instituto de pesquisa francês INES.2S (Institut National de l’Energie Solaire). Testado em um modelo Renault Zoé, a tecnologia mostrou a possibilidade de adicionar até quatro quilômetros de autonomia por dia.

O VIPV, sigla para Vehicle Integrated PhotoVoltaic, é um equipamento composto por painel fotovoltaico adaptável, uma bateria e uma interface eletrônica. A energia adicional garantida com o kit tanto pode ser usada para estender a autonomia como também para alimentar os elétricos do veículo e o ar condicionado, por exemplo.

“A coleta de dados ao longo de vários meses e vários veículos permitirá quantificar com precisão a contribuição em quilômetros solares, que é estimada em 800 km adicionais de autonomia por ano”, afirma o instituto INES. Por enquanto, a equipe apresenta o produto como forma de estimular o interesse dos fabricantes do setor em avançar para uma solução integrada e otimizada que alimente a bateria principal do veículo.

Ainda como protótipo, o VIPV é apontado como uma solução não intrusiva, compatível com qualquer veículo recarregável e que pode ser instalado e desmontado facilmente.

Como uma película, o material possui face traseira magnética e desenho mecânico que permite boa conformabilidade em qualquer carroceria metálica.

Segundo o instituto, a aplicação solar VIPV atualmente é estudada por muitas equipes industriais e de pesquisa, porém pesquisas que tratam de toda a cadeia de carregamento (da produção solar à sua valorização no consumo dos veículos) são mais raros.

O instituto estima que um kit fotovoltaico pode permitir aumentar a autonomia do veículo em 800 km por ano e reduzir a frequência de recarga em 14%, números que não são insignificantes no uso urbano. Exemplo disso, é que na França, de acordo com uma pesquisa do Ministério da Transição Ecológica e Coesão Territorial, 35,7% dos trajetos casa-trabalho são feitas a menos de 5 km, ou seja, 10 km ida e volta.

Entre as vantagens do produto na aplicação de carros elétricos são destacadas a possibilidade de aumentar o alcance do veículo, aliviar parcialmente a rede de recarga (infraestrutura ainda incipiente em muitos lugares), melhorar o conforto do motorista, uma vez que reduz a frequência das recargas, além é claro de reduzir o impacto de CO2 durante toda a sua vida útil.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

‘Arte está morta’: o polêmico boom de imagens geradas por inteligência artificial

Revoluções na arte não são novas, mas esta, de algum modo, pode ser terminal.

“A arte está morta, cara”, disse Jason M. Allen ao jornal americano The New York Times. Allen foi o vencedor da feira de arte do Colorado na categoria “artistas digitais emergentes”.

Sua obra vencedora, Teatro de Ópera Espacial, foi feito com uso do Midjourney, um sistema de inteligência artificial que permite que imagens sejam criadas a partir de algumas frases, como “astronauta em cima de um cavalo” ou “cachorro com uma flor na boca num retrato ao estilo de Pablo Picasso”.

A vitória deixou muitos artistas furiosos, mas Allen não se abalou: “Acabou. A inteligência artificial ganhou. Os humanos perderam”.

Ele recebeu um prêmio relativamente pequeno, equivalente a R$ 1.500, mas o feito dominou os holofotes da imprensa internacional.

Alguns artists já temiam que uma nova geração de imagens geradas por meio de inteligência artificial poderia roubar seus postos de trabalho, pegando carona no que aprendeu sobre o ofício ao longo dos anos. “Essa coisa quer nossos empregos e é ativamente um anti-artista”, afirmou RJ Palmer, um artista de arte conceitual para filmes e videogames, em uma mensagem que viralizou no Twitter.

Em suas críticas, Palmer ressaltou como esses sistemas de inteligência artificial podem imitar precisamente artistas e seus traços estéticos.

A produção desses sistemas de inteligência artificial é impressionante, mas eles são construídos com base na produção de criadores de carne e osso. Ou seja, seus algoritmos são treinados com base em milhões de imagens feitas por humanos.

Stable Diffusion, um gerador de imagens de inteligência artificial de código aberto lançado recentemente, aprende a partir de um arquivo compactado de “100.000 gigabytes de imagens” extraído da internet, contou à BBC o fundador Emad Mostaque.

Mostaque, um cientista da computação com formação em tecnologia e finanças, vê o Stable Diffusion como um “motor de busca generativo”.

Ou seja, enquanto as pesquisas de imagens do Google mostram fotos que já existem, o Stable Diffusion mostra tudo o que você pode imaginar com base no que você escreve ou nas imagens que você insere ali.

Arte no piscar de uma inteligência artificial
Os artistas sempre aprenderam e foram influenciados por outros. “Grandes artistas roubam”, diz o ditado. Mas Palmer diz que a inteligência artificial não é apenas como encontrar inspiração no trabalho de outros artistas: “Isso é roubar diretamente sua essência”.

E a inteligência artificial pode reproduzir um estilo em segundos: “Neste momento, se um artista quiser copiar meu estilo, ele pode passar uma semana tentando replicá-lo”, diz Palmer. “Isso é uma pessoa gastando uma semana para criar uma coisa. Com esta máquina, você pode produzir centenas delas por semana”.

Mas Mostaque, do Stable Diffusion, diz que não está preocupado em deixar os artistas sem trabalho. Para ele, o projeto é uma ferramenta como um aplicativo de planilhas, que “não tirou o trabalho dos contadores”.

Então, qual é a mensagem de Mostaque para jovens artistas preocupados com sua futura carreira, talvez em ilustração ou design? “Minha mensagem para eles seria: ‘trabalhos de design de ilustração são muito entendiantes’. Não se trata de ser artístico, mas sim de ser uma ferramenta”.

Mostaque sugere que essas pessoas encontrem oportunidades usando a nova tecnologia: “Este é um setor que vai crescer muito. Ganhe dinheiro com esse setor se você quiser ganhar dinheiro. Vai ser muito mais divertido”.

E de fato já existem artistas usando a arte da inteligência artificial ​​para se inspirar e ganhar dinheiro.

A empresa OpenAI diz que seu sistema DALL-E AI (ainda não disponível como o Stable Diffusion) é usado por mais de 3.000 artistas de mais de 118 países.

Artistas temem que sistemas de inteligência artificial roubem seus empregos, mas criadores desses sistemas dizem que tecnologias são apenas ferramentas

Houve até quadrinhos do formato graphic novel feitos usando inteligência artificial. O autor de um deles chamou a tecnologia de “um colaborador que pode te emocionar e surpreender no processo criativo”.

Mas, embora haja muita crítica sobre a maneira como esses sistemas de inteligência artificial usam o trabalho dos artistas, especialistas dizem que as batalhas judiciais em torno do tema podem ser bastante complexas.

O professor Lionel Bently, diretor do Centro de Propriedade Intelectual e Direito da Informação da Universidade de Cambridge, diz que no Reino Unido “não é uma violação de direitos autorais, em geral, usar o estilo de outra pessoa”.

Bently disse à BBC que um artista precisaria mostrar que a produção de uma inteligência artificial reproduziu uma parte significativa de sua expressão criativa original em uma peça específica de sua arte usada para treinar a inteligência artificial.

Mesmo que provar isso seja possível, poucos artistas terão os meios para travar tais batalhas jurídicas sobre isso.

A Sociedade de Direitos Autorais de Artistas e Designers (Dacs, na sigla em inglês), que cobra pagamentos em nome de artistas pelo uso de suas imagens, está preocupada.

Questionada se os meios de subsistência dos artistas estão em jogo, uma chefe do Dacs, Reema Selhi, afirmou que “sim, absolutamente sim”.

A Dacs não é contra o uso de inteligência artificial na arte, mas Selhi quer que artistas, cujo trabalho é usado por sistemas geradores de imagem para ganhar dinheiro, sejam recompensados ​​de forma justa e tenham controle sobre como suas obras são usadas.

“Não há garantias para os artistas poderem identificar obras em bancos de dados que estão sendo usados ​​e optar por não participar”, acrescenta.

Os artistas podem reivindicar violação de direitos autorais quando uma imagem é extraída da Internet para ser usada para treinar uma IA, embora especialistas em direito autoral disseram à BBC que há diversos fatores que podem impedir essa reivindicação.

Para Selhi, mudanças propostas na lei do Reino Unido tornariam mais fácil para as empresas de inteligência artificial extrair legalmente o trabalho dos artistas da internet – algo ao qual o Dacs se opõe.

Mostaque, do Stable Diffusion, diz entender medos e frustrações dos artistas e designers, e lembra que “já vimos isso com a fotografia também”.

Ele disse que o projeto está trabalhando com “líderes da indústria de tecnologia para criar mecanismos pelos quais os artistas possam fazer upload de seus portfólios e solicitar que seus estilos não sejam usados ​​em serviços online usando tecnologias como essa”.

Deep fakes, pornografia e preconceito
O Google chegou a criar um sistema de inteligência artificial que poderia criar imagens a partir de frases escritas pelos usuários. Chamado de Imagen, ele nunca chegou a ser aberto ao público por causa dos “riscos potenciais de uso indevido”.

O Google alertou que os conjuntos de dados de imagens usados ​​para treinar esses sistemas geralmente incluíam pornografia, refletiam estereótipos sociais e raciais e continham “associações depreciativas ou prejudiciais a grupos de identidade marginalizados”.

Recentemente, o site de tecnologia Techcrunch publicou preocupações de que o Stable Diffusion poderia ser usado para criar pornografia não consensual, os chamados deepfakes (em que o rosto de uma pessoa pode ser inserido sobre o rosto de outra de forma que o usuário não consiga distinguir que aquilo foi forjado).

Mostaque diz que esse tipo de uso antiético “quebra os termos da licença” de sistemas como o Stable Diffusion. Segundo ele, o software já filtra as tentativas de criar “imagens não seguras para o trabalho” (NSFW, na sigla em inglês), com materiais com nudez ou violência. Mas essas barreiras podem ser contornadas porque quem domina tecnologia.

O ônus dessas novidades tecnológicas, diz Mostaque, é “as pessoas fazerem algo ilegal”. Mas argumenta que outras ferramentas existentes também podem ser deturpadas, como, por exemplo, alguém pode usar “a ferramenta de mesclagem do Photoshop para colocar a cabeça de alguém em um corpo nu”.

Arte ou gosma?
O artista de ficção científica Simon Stålenhag escreveu no Twitter que a arte baseada em inteligência artificial ​​revelou um “tipo de gosma secundária… que nossos novos senhores da tecnologia esperam nos alimentar”.

E há alguns grandes nomes ligados ao desenvolvimento da tecnologia. O próprio Elon Musk é um patrocinador da empresa OpenAI, que defende seu sistema DALL-E como um auxiliar para a criatividade humana que produz “imagens únicas e originais que nunca existiram antes”.

Para o artista contemporâneo e radialista Bob-and-Roberta-Smith (o nome pertence a apenas um artista), que já trabalhou em grandes galerias e fará uma instalação artística na Tate Modern de Londres em outubro, a inteligência artificial pode ser uma área interessante de atividade artística, na tradição do mash-up.

Mas Bob-and-Roberta-Smith, que trabalha principalmente com mídias físicas tradicionais, defendeu que legisladores precisam atualizar as normas vigentes “para que ninguém se sinta roubado”, e que o dinheiro não seja simplesmente desviado dos artistas para os bolsos das grandes corporações.

*Por Chris Vallance
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*Fonte: bbc-brasil

Agora todo mundo pode usar o Dall-E para gerar imagens a partir de texto

Liberou geral. A OpenAI não exige mais que os interessados em brincar com o Dall-E 2 se cadastrem em uma lista de espera para isso. O anúncio, feito nesta semana, significa que você só precisa fazer login na página da inteligência artificial para ela criar imagens com base no que você digitar.

O Dall-E 2 é uma ferramenta baseada em aprendizagem de máquina que gera imagens a partir das palavras que o usuário informa em um campo. Há outras com a mesma proposta, como o Midjourney e a Stable Diffusion (que pode até ser usada para comprimir imagens, olha só). Todos são de uso tão fácil que se tornaram um passatempo na web.

Pudera. Muitas imagens geradas a partir das instruções de texto são tão impressionantes que chegam a ser consideradas obras de arte. Outras são tão bizarras que acabam virando uma diversão.

A lista de espera do Dall-E
Responsável pelo projeto, a OpenAI apresentou a primeira versão do Dall-E no começo de 2021. Os resultados eram tão impressionantes que agradaram tanto especialistas em inteligência artificial quanto o público leigo.

Mas o crescente interesse pela ferramenta poderia trazer problemas para a OpenAI. Dependendo da combinação de palavras, o Dall-E poderia gerar imagens com contexto negativo, que serviriam para desinformação, preconceito e constrangimento de pessoas, por exemplo.

Essa é a principal razão para a OpenAI ter criado uma lista de espera para o Dall-E. Enquanto mantinha o acesso ao serviço controlado, a organização tratava de implementar filtros para evitar que o sistema criasse imagens problemáticas.

Os tais filtros evitam — ou tentam evitar — que o Dall-E gere imagens com teor sexual, violento ou racista, por exemplo.

Há críticas para a forma como a OpenAI lidou com o problema. Ao The Verge, a organização confirmou que, além de ativar filtros, pode acrescentar palavras invisíveis às instruções dos usuários para evitar resultados potencialmente danosos.

Por exemplo, o Dall-E pode inserir “mulher asiática” em um conjunto de palavras que envolve pessoas, mas não especifica gênero ou etnia. É uma forma de evitar que somente brancos ou homens apareçam nos resultados. No entanto, essa abordagem tem sido criticada por, muitas vezes, deixar as imagens distantes do resultado esperado.

Seja como for, a OpenAI considera que os seus mecanismos de segurança já são competentes o suficiente para o Dall-E 2 ser liberado para todo mundo. A organização também testa uma API para permitir que a tecnologia seja usada em aplicativos ou plugins de terceiros.

Brinque com o Dall-E 2
Se você quiser testar a versão mais recente da tecnologia, precisa apenas criar uma conta na OpenAI e fazer login no site do Dall-E 2. Ao acessar o serviço, você recebe 50 créditos. Depois disso, mais 15 créditos são fornecidos todos os meses.

Cada crédito permite gerar uma rodada com quatro imagens, editar uma imagem já gerada (inpainting) ou estender uma imagem já criada (outpainting) para novos resultados. Se os créditos gratuitos não forem suficientes, é possível comprar mais.

Dentro do serviço, é só digitar palavras no campo principal do site e esperar pelo resultado. Para gerar as imagens logo acima, digitei alguns objetos que estavam em minha mesa: bottle (garrafa), keyboard (teclado), book (livro) e printer (impressora).

*Por Emerson Alecrim
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*Fonte: tecnoblog

Pix brasileiro será exemplo para implementação do “Pix internacional”

O BIS (Banco de Compensações Internacionais), informou recentemente que o Nexus, popularmente nomeado como “Pix internacional”, está sendo testado. Cerca de 60 países devem compor o sistema de pagamento que irá permitir transações instantâneas entre diferentes países. Porém o projeto não tem previsão de ser implementado tão cedo.

O chefe do centro de inovação do BIS, Andrew McCormack, disse em entrevista à Folha de São Paulo, que o sistema brasileiro de transação instantânea, o Pix, está no topo da lista de sistemas que devem integrar o Nexus.

“O Pix definitivamente está se destacando internacionalmente como um grande sucesso em termos de transformação do mercado de pagamentos em tempo real, e entendemos ter sido bem aceito no país”, disse McCormack.

Em um comparativo entre o Pix com o Nexus, McCormack disse que o sistema brasileiro tem todos os “atributos” que o BIS pretende implementar no Nexus. “Tem infraestrutura moderna, é liquidado em moeda do Banco Central, é regulamentado. Do nosso ponto de vista, ele cumpre todos os principais requisitos que gostaríamos de ver em termos dos sistemas que poderiam se juntar ao Nexus”, disse.

O representante do BIS ainda informou que um projeto-piloto está nos planos caso os testes atuais sejam bem sucedidos. “Temos boas intenções de prosseguir com este programa de trabalho, mas só para deixar claro, ainda estamos saindo do segundo ano da fase de prova de conceito, então, certamente um piloto é uma aspiração, mas não está garantido neste momento”, finalizou McCormack.

Fase de testes do Nexus
Na semana passada, o BIS informou que o projeto Nexus passou da fase de design para a fase de testes e atualmente está concentrada em integrar pagamentos da Malásia, Cingapura e na Zona do Euro por meio do Banco da Itália.

“O BIS Innovation Hub trabalhará com a Autoridade Monetária de Cingapura, Banco da Itália, Banco Central da Malásia, BCS em Cingapura e PayNet na Malásia, a fim de conectar os sistemas de pagamento de Cingapura, Malásia e área do euro em uma prova de conceito experimental”, diz a BIS em comunicado.

De acordo com o site do BIS, o Nexus visa padronizar a maneira como os sistemas de diferentes países se conectam. Dessa forma, o novo “PIX internacional” permitirá com que um determinado sistema de pagamento crie uma conexão direta com a plataforma Nexus, ao invés de criar uma conexão personalizada com diferentes sistemas de pagamentos usados por países.

*Por William Schendes
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*Fonte: olhardigital