‘Arte está morta’: o polêmico boom de imagens geradas por inteligência artificial

Revoluções na arte não são novas, mas esta, de algum modo, pode ser terminal.

“A arte está morta, cara”, disse Jason M. Allen ao jornal americano The New York Times. Allen foi o vencedor da feira de arte do Colorado na categoria “artistas digitais emergentes”.

Sua obra vencedora, Teatro de Ópera Espacial, foi feito com uso do Midjourney, um sistema de inteligência artificial que permite que imagens sejam criadas a partir de algumas frases, como “astronauta em cima de um cavalo” ou “cachorro com uma flor na boca num retrato ao estilo de Pablo Picasso”.

A vitória deixou muitos artistas furiosos, mas Allen não se abalou: “Acabou. A inteligência artificial ganhou. Os humanos perderam”.

Ele recebeu um prêmio relativamente pequeno, equivalente a R$ 1.500, mas o feito dominou os holofotes da imprensa internacional.

Alguns artists já temiam que uma nova geração de imagens geradas por meio de inteligência artificial poderia roubar seus postos de trabalho, pegando carona no que aprendeu sobre o ofício ao longo dos anos. “Essa coisa quer nossos empregos e é ativamente um anti-artista”, afirmou RJ Palmer, um artista de arte conceitual para filmes e videogames, em uma mensagem que viralizou no Twitter.

Em suas críticas, Palmer ressaltou como esses sistemas de inteligência artificial podem imitar precisamente artistas e seus traços estéticos.

A produção desses sistemas de inteligência artificial é impressionante, mas eles são construídos com base na produção de criadores de carne e osso. Ou seja, seus algoritmos são treinados com base em milhões de imagens feitas por humanos.

Stable Diffusion, um gerador de imagens de inteligência artificial de código aberto lançado recentemente, aprende a partir de um arquivo compactado de “100.000 gigabytes de imagens” extraído da internet, contou à BBC o fundador Emad Mostaque.

Mostaque, um cientista da computação com formação em tecnologia e finanças, vê o Stable Diffusion como um “motor de busca generativo”.

Ou seja, enquanto as pesquisas de imagens do Google mostram fotos que já existem, o Stable Diffusion mostra tudo o que você pode imaginar com base no que você escreve ou nas imagens que você insere ali.

Arte no piscar de uma inteligência artificial
Os artistas sempre aprenderam e foram influenciados por outros. “Grandes artistas roubam”, diz o ditado. Mas Palmer diz que a inteligência artificial não é apenas como encontrar inspiração no trabalho de outros artistas: “Isso é roubar diretamente sua essência”.

E a inteligência artificial pode reproduzir um estilo em segundos: “Neste momento, se um artista quiser copiar meu estilo, ele pode passar uma semana tentando replicá-lo”, diz Palmer. “Isso é uma pessoa gastando uma semana para criar uma coisa. Com esta máquina, você pode produzir centenas delas por semana”.

Mas Mostaque, do Stable Diffusion, diz que não está preocupado em deixar os artistas sem trabalho. Para ele, o projeto é uma ferramenta como um aplicativo de planilhas, que “não tirou o trabalho dos contadores”.

Então, qual é a mensagem de Mostaque para jovens artistas preocupados com sua futura carreira, talvez em ilustração ou design? “Minha mensagem para eles seria: ‘trabalhos de design de ilustração são muito entendiantes’. Não se trata de ser artístico, mas sim de ser uma ferramenta”.

Mostaque sugere que essas pessoas encontrem oportunidades usando a nova tecnologia: “Este é um setor que vai crescer muito. Ganhe dinheiro com esse setor se você quiser ganhar dinheiro. Vai ser muito mais divertido”.

E de fato já existem artistas usando a arte da inteligência artificial ​​para se inspirar e ganhar dinheiro.

A empresa OpenAI diz que seu sistema DALL-E AI (ainda não disponível como o Stable Diffusion) é usado por mais de 3.000 artistas de mais de 118 países.

Artistas temem que sistemas de inteligência artificial roubem seus empregos, mas criadores desses sistemas dizem que tecnologias são apenas ferramentas

Houve até quadrinhos do formato graphic novel feitos usando inteligência artificial. O autor de um deles chamou a tecnologia de “um colaborador que pode te emocionar e surpreender no processo criativo”.

Mas, embora haja muita crítica sobre a maneira como esses sistemas de inteligência artificial usam o trabalho dos artistas, especialistas dizem que as batalhas judiciais em torno do tema podem ser bastante complexas.

O professor Lionel Bently, diretor do Centro de Propriedade Intelectual e Direito da Informação da Universidade de Cambridge, diz que no Reino Unido “não é uma violação de direitos autorais, em geral, usar o estilo de outra pessoa”.

Bently disse à BBC que um artista precisaria mostrar que a produção de uma inteligência artificial reproduziu uma parte significativa de sua expressão criativa original em uma peça específica de sua arte usada para treinar a inteligência artificial.

Mesmo que provar isso seja possível, poucos artistas terão os meios para travar tais batalhas jurídicas sobre isso.

A Sociedade de Direitos Autorais de Artistas e Designers (Dacs, na sigla em inglês), que cobra pagamentos em nome de artistas pelo uso de suas imagens, está preocupada.

Questionada se os meios de subsistência dos artistas estão em jogo, uma chefe do Dacs, Reema Selhi, afirmou que “sim, absolutamente sim”.

A Dacs não é contra o uso de inteligência artificial na arte, mas Selhi quer que artistas, cujo trabalho é usado por sistemas geradores de imagem para ganhar dinheiro, sejam recompensados ​​de forma justa e tenham controle sobre como suas obras são usadas.

“Não há garantias para os artistas poderem identificar obras em bancos de dados que estão sendo usados ​​e optar por não participar”, acrescenta.

Os artistas podem reivindicar violação de direitos autorais quando uma imagem é extraída da Internet para ser usada para treinar uma IA, embora especialistas em direito autoral disseram à BBC que há diversos fatores que podem impedir essa reivindicação.

Para Selhi, mudanças propostas na lei do Reino Unido tornariam mais fácil para as empresas de inteligência artificial extrair legalmente o trabalho dos artistas da internet – algo ao qual o Dacs se opõe.

Mostaque, do Stable Diffusion, diz entender medos e frustrações dos artistas e designers, e lembra que “já vimos isso com a fotografia também”.

Ele disse que o projeto está trabalhando com “líderes da indústria de tecnologia para criar mecanismos pelos quais os artistas possam fazer upload de seus portfólios e solicitar que seus estilos não sejam usados ​​em serviços online usando tecnologias como essa”.

Deep fakes, pornografia e preconceito
O Google chegou a criar um sistema de inteligência artificial que poderia criar imagens a partir de frases escritas pelos usuários. Chamado de Imagen, ele nunca chegou a ser aberto ao público por causa dos “riscos potenciais de uso indevido”.

O Google alertou que os conjuntos de dados de imagens usados ​​para treinar esses sistemas geralmente incluíam pornografia, refletiam estereótipos sociais e raciais e continham “associações depreciativas ou prejudiciais a grupos de identidade marginalizados”.

Recentemente, o site de tecnologia Techcrunch publicou preocupações de que o Stable Diffusion poderia ser usado para criar pornografia não consensual, os chamados deepfakes (em que o rosto de uma pessoa pode ser inserido sobre o rosto de outra de forma que o usuário não consiga distinguir que aquilo foi forjado).

Mostaque diz que esse tipo de uso antiético “quebra os termos da licença” de sistemas como o Stable Diffusion. Segundo ele, o software já filtra as tentativas de criar “imagens não seguras para o trabalho” (NSFW, na sigla em inglês), com materiais com nudez ou violência. Mas essas barreiras podem ser contornadas porque quem domina tecnologia.

O ônus dessas novidades tecnológicas, diz Mostaque, é “as pessoas fazerem algo ilegal”. Mas argumenta que outras ferramentas existentes também podem ser deturpadas, como, por exemplo, alguém pode usar “a ferramenta de mesclagem do Photoshop para colocar a cabeça de alguém em um corpo nu”.

Arte ou gosma?
O artista de ficção científica Simon Stålenhag escreveu no Twitter que a arte baseada em inteligência artificial ​​revelou um “tipo de gosma secundária… que nossos novos senhores da tecnologia esperam nos alimentar”.

E há alguns grandes nomes ligados ao desenvolvimento da tecnologia. O próprio Elon Musk é um patrocinador da empresa OpenAI, que defende seu sistema DALL-E como um auxiliar para a criatividade humana que produz “imagens únicas e originais que nunca existiram antes”.

Para o artista contemporâneo e radialista Bob-and-Roberta-Smith (o nome pertence a apenas um artista), que já trabalhou em grandes galerias e fará uma instalação artística na Tate Modern de Londres em outubro, a inteligência artificial pode ser uma área interessante de atividade artística, na tradição do mash-up.

Mas Bob-and-Roberta-Smith, que trabalha principalmente com mídias físicas tradicionais, defendeu que legisladores precisam atualizar as normas vigentes “para que ninguém se sinta roubado”, e que o dinheiro não seja simplesmente desviado dos artistas para os bolsos das grandes corporações.

*Por Chris Vallance
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*Fonte: bbc-brasil

Agora todo mundo pode usar o Dall-E para gerar imagens a partir de texto

Liberou geral. A OpenAI não exige mais que os interessados em brincar com o Dall-E 2 se cadastrem em uma lista de espera para isso. O anúncio, feito nesta semana, significa que você só precisa fazer login na página da inteligência artificial para ela criar imagens com base no que você digitar.

O Dall-E 2 é uma ferramenta baseada em aprendizagem de máquina que gera imagens a partir das palavras que o usuário informa em um campo. Há outras com a mesma proposta, como o Midjourney e a Stable Diffusion (que pode até ser usada para comprimir imagens, olha só). Todos são de uso tão fácil que se tornaram um passatempo na web.

Pudera. Muitas imagens geradas a partir das instruções de texto são tão impressionantes que chegam a ser consideradas obras de arte. Outras são tão bizarras que acabam virando uma diversão.

A lista de espera do Dall-E
Responsável pelo projeto, a OpenAI apresentou a primeira versão do Dall-E no começo de 2021. Os resultados eram tão impressionantes que agradaram tanto especialistas em inteligência artificial quanto o público leigo.

Mas o crescente interesse pela ferramenta poderia trazer problemas para a OpenAI. Dependendo da combinação de palavras, o Dall-E poderia gerar imagens com contexto negativo, que serviriam para desinformação, preconceito e constrangimento de pessoas, por exemplo.

Essa é a principal razão para a OpenAI ter criado uma lista de espera para o Dall-E. Enquanto mantinha o acesso ao serviço controlado, a organização tratava de implementar filtros para evitar que o sistema criasse imagens problemáticas.

Os tais filtros evitam — ou tentam evitar — que o Dall-E gere imagens com teor sexual, violento ou racista, por exemplo.

Há críticas para a forma como a OpenAI lidou com o problema. Ao The Verge, a organização confirmou que, além de ativar filtros, pode acrescentar palavras invisíveis às instruções dos usuários para evitar resultados potencialmente danosos.

Por exemplo, o Dall-E pode inserir “mulher asiática” em um conjunto de palavras que envolve pessoas, mas não especifica gênero ou etnia. É uma forma de evitar que somente brancos ou homens apareçam nos resultados. No entanto, essa abordagem tem sido criticada por, muitas vezes, deixar as imagens distantes do resultado esperado.

Seja como for, a OpenAI considera que os seus mecanismos de segurança já são competentes o suficiente para o Dall-E 2 ser liberado para todo mundo. A organização também testa uma API para permitir que a tecnologia seja usada em aplicativos ou plugins de terceiros.

Brinque com o Dall-E 2
Se você quiser testar a versão mais recente da tecnologia, precisa apenas criar uma conta na OpenAI e fazer login no site do Dall-E 2. Ao acessar o serviço, você recebe 50 créditos. Depois disso, mais 15 créditos são fornecidos todos os meses.

Cada crédito permite gerar uma rodada com quatro imagens, editar uma imagem já gerada (inpainting) ou estender uma imagem já criada (outpainting) para novos resultados. Se os créditos gratuitos não forem suficientes, é possível comprar mais.

Dentro do serviço, é só digitar palavras no campo principal do site e esperar pelo resultado. Para gerar as imagens logo acima, digitei alguns objetos que estavam em minha mesa: bottle (garrafa), keyboard (teclado), book (livro) e printer (impressora).

*Por Emerson Alecrim
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*Fonte: tecnoblog

Pix brasileiro será exemplo para implementação do “Pix internacional”

O BIS (Banco de Compensações Internacionais), informou recentemente que o Nexus, popularmente nomeado como “Pix internacional”, está sendo testado. Cerca de 60 países devem compor o sistema de pagamento que irá permitir transações instantâneas entre diferentes países. Porém o projeto não tem previsão de ser implementado tão cedo.

O chefe do centro de inovação do BIS, Andrew McCormack, disse em entrevista à Folha de São Paulo, que o sistema brasileiro de transação instantânea, o Pix, está no topo da lista de sistemas que devem integrar o Nexus.

“O Pix definitivamente está se destacando internacionalmente como um grande sucesso em termos de transformação do mercado de pagamentos em tempo real, e entendemos ter sido bem aceito no país”, disse McCormack.

Em um comparativo entre o Pix com o Nexus, McCormack disse que o sistema brasileiro tem todos os “atributos” que o BIS pretende implementar no Nexus. “Tem infraestrutura moderna, é liquidado em moeda do Banco Central, é regulamentado. Do nosso ponto de vista, ele cumpre todos os principais requisitos que gostaríamos de ver em termos dos sistemas que poderiam se juntar ao Nexus”, disse.

O representante do BIS ainda informou que um projeto-piloto está nos planos caso os testes atuais sejam bem sucedidos. “Temos boas intenções de prosseguir com este programa de trabalho, mas só para deixar claro, ainda estamos saindo do segundo ano da fase de prova de conceito, então, certamente um piloto é uma aspiração, mas não está garantido neste momento”, finalizou McCormack.

Fase de testes do Nexus
Na semana passada, o BIS informou que o projeto Nexus passou da fase de design para a fase de testes e atualmente está concentrada em integrar pagamentos da Malásia, Cingapura e na Zona do Euro por meio do Banco da Itália.

“O BIS Innovation Hub trabalhará com a Autoridade Monetária de Cingapura, Banco da Itália, Banco Central da Malásia, BCS em Cingapura e PayNet na Malásia, a fim de conectar os sistemas de pagamento de Cingapura, Malásia e área do euro em uma prova de conceito experimental”, diz a BIS em comunicado.

De acordo com o site do BIS, o Nexus visa padronizar a maneira como os sistemas de diferentes países se conectam. Dessa forma, o novo “PIX internacional” permitirá com que um determinado sistema de pagamento crie uma conexão direta com a plataforma Nexus, ao invés de criar uma conexão personalizada com diferentes sistemas de pagamentos usados por países.

*Por William Schendes
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*Fonte: olhardigital

Como o WhatsApp se tornou uma potência no Brasil e por que não vivemos sem o app

O WhatsApp foi criado em 2009 e começou a ser disponibilizado apenas para celulares com sistema iOS. Porém, mais de 13 anos depois, a rede social está presente na vida de uma grande parcela de brasileiros e pode até mesmo ditar o tipo de conteúdo ou notícias que muitas pessoas consomem.

De acordo com um relatório de abril de 2022, feito em parceria pela We Are Social e pelo Hootsuite, o WhatsApp é a maior rede social do Brasil, com cerca de 165 milhões de usuários ativos no país.

Sua principal função, de fato, são as trocas de mensagens com pessoas em qualquer lugar do mundo, mas com o passar dos anos o app acabou incluindo outros tipos funções, como as ligações de áudio e vídeo e, recentemente, a possibilidade de realizar pagamentos por meio da plataforma.

Uma pesquisa realizada pela Reuters em parceria com a Universidade de Oxford mostrou que mais da metade da população brasileira confia pelo menos um pouco nas notícias que recebe pelo mensageiro.

Cerca de 53% dos dois mil participantes entrevistados disseram “confiar muito” ou “confiar um pouco” nas notícias que recebem pelo WhatsApp. No entanto, vale salientar que muitas fake news começam a se disseminar pela plataforma e é necessário sempre estar atento ao tipo de informação que se espalha pelos grupos.

A importância do WhatsApp na sociedade
Por ser extremamente presente na vida das pessoas, quase ninguém imagina o que faria ou quais as consequências se o WhatsApp desaparecesse. Infelizmente, em outubro do ano passado tivemos uma pequena amostra grátis dessa experiência.

O aplicativo de mensagens, o Instagram e o Facebook, todos de propriedade da Meta, ficaram foram do ar. Em entrevista ao Olhar Digital, a gerente de projetos na Publicis e professora de redes sociais na USP (Universidade de São Paulo), Soraia Lima, relatou que quando esses serviços ficam fora do ar, tendemos a perder o parâmetro de como podemos nos relacionar com pessoas e empresas.

“O ideal é aprendermos com esse tipo de problema, de modo a não ficarmos reféns de mídias sociais. Por isso, incentivamos que as empresas tenham sites e blogs, por exemplo, além de outros serviços de mensagens instantâneas”.

“Muitas empresas confiaram as comunicações com os seus clientes em um aplicativo gratuito e essa queda atinge a economia mundial, os relacionamentos familiares e o lazer. Ou seja, o impacto é enorme na vida e nos negócios, tudo isso pelo excesso de confiança das pessoas, onde não deveria”, ressaltou o CEO da Enetsec e especialista em crimes cibernéticos, Wanderson Castilho.

Empresas trocaram o Facebook pelo WhatsApp
É impossível falar do WhatsApp sem mencionar seu grande sucesso entre as empresas. Não à toa, a rede social lançou sua versão Business, focada em alavancar o relacionamento com os clientes.

Não é necessário do WhatsApp Business para gerar link no WhatsApp

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que o mensageiro já possui mais contas empresarias que o próprio Facebook. Aparentemente, um dos motivos para essa crescente foi a pandemia de Covid-19, que aumentou a necessidade de estar em contato online com os clientes durante uma compra, por exemplo.

Pensando em facilitar a vida desses empreendedores, a plataforma investiu em se tornar também um sistema de pagamento. O WhatsApp Pay foi lançado no começo de 2021 e permite que os usuários façam transferências bancárias via cartão de débito ou pré-pago.

WhatsApp x WeChat
Além de facilitar a vida das empresas e usuários, a implementação de um sistema de pagamento no WhatsApp também é uma forma de aumentar a concorrência com o WeChat. A rede social chinesa funciona no conceito de “super app”, que pode ser considerado uma plataforma que traz todos os serviços que você precisa no dia a dia.

Além de funcionar como um mensageiro, o WeChat também permite que seus usuários: acessem serviços públicos; agendem consultas médicas; aluguem bicicletas; chamem táxis; agendem voos; comprem ingressos de cinema; transfiram dinheiro; peçam comidas; reservem hotéis; entre outras diversas coisas.

E uma das coisas mais importantes no WeChat é seu vasto e-commerce, que permite que seus usuários comprem diretamente pelo aplicativo.

A relação dos chineses com o aplicativo é tão séria que é possível dizer que o WeChat acabou com o dinheiro em espécie na China, isso porque seus usuários fazem uso frequente da carteira digital da plataforma, deixando de lado outros métodos de pagamento.

Se o foco do WhatsApp é se tornar um super chat é difícil dizer, mas com certeza a plataforma da Meta continuará investindo em novas ferramentas para se manter como a principal rede social do Brasil e uma das mais populares da Índia, outro grande mercado do app. Estima-se que mais de 400 milhões de indianos utilizem a ferramenta.

*Por Matheus Barros
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*Fonte: olhardigital

Descoberto material coletor de energia solar ultraforte

Super coletor de energia solar

Pesquisadores produziram materiais capazes de captar a luz solar em níveis superiores aos das células solares convencionais de silício, mas com uma espessura 10.000 vezes menor.

O material é o sulfeto de bismuto de sódio (NaBiS2), que é cultivado na forma de nanocristais e então dispersos em uma solução, que pode ser aplicada para fazer filmes de 30 nanômetros de espessura.

O NaBiS2 é composto por elementos não tóxicos que são suficientemente abundantes na crosta terrestre para uso comercial. De fato, compostos à base de bismuto já são largamente usados, de substitutos do chumbo em soldas a medicamentos de venda livre para o estômago.

“Nós encontramos um material que absorve a luz com mais força do que as tecnologias convencionais de células solares e pode ser impresso a partir de uma tinta. Esta tecnologia tem potencial para fabricar células solares leves, que possam ser facilmente transportadas ou usadas em aplicações aeroespaciais,” disse Yi-Teng Huang, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

As células solares orgânicas, feitas de polímeros à base de carbono, também podem ser aplicadas na forma de tinta e formarem revestimentos finos, mas elas ainda sofrem com problemas de durabilidade. Os painéis solares de silício, por sua vez, continuam sendo grossos e pesados.

Os pesquisadores também descobriram que o NaBiS2 se manteve estável no ar ambiente durante todo o tempo do estudo, que durou 11 meses, sem necessidade de encapsulamento, o que contrasta fortemente com outros novos materiais fotovoltaicos, como as perovskitas de haleto de chumbo. Isso sugere a durabilidade a longo prazo do material, que é um requisito fundamental para células solares comerciais.

Desordem bem-vinda

A equipe descobriu que há dois fatores críticos para explicar a forte absorção de luz do sulfeto de bismuto de sódio: Os efeitos da desordem cristalina e o papel do sódio.

Os íons de sódio e bismuto no NaBiS2 possuem tamanhos semelhantes, o que significa que, ao invés de ocuparem diferentes sítios cristalográficos (ordenados), eles ocupam o mesmo sítio (desordenado). Como resultado, a estrutura cristalina muda para sal-gema, uma substância parecida com o sal de cozinha (cloreto de sódio).

No entanto, o sódio e o bismuto não são distribuídos uniformemente no material, e essa não-homogeneidade tem um efeito significativo na intensidade de absorção.

Efeitos semelhantes foram encontrados em trabalhos recentes no composto similar AgBiS2, mas o NaBiS2 tem um início mais forte e nítido na absorção de luz porque o sódio, ao contrário da prata, não contribui para os estados eletrônicos em torno da bandgap do semicondutor. Como resultado, há uma maior concentração de estados eletrônicos disponíveis para absorção da luz.

“A desordem tem sido vista como inimiga das células solares. Conhecida por matar a eficiência em materiais solares convencionais como silício (Si), telureto de cádmio (CdTe) e arseneto de gálio (GaAs), os pesquisadores normalmente se concentram em evitá-la a todo custo. Este trabalho, juntamente com outros estudos recentes do nosso e de outros grupos, mostra que este não é necessariamente o caso.

“Em vez disso, se pudermos entender e controlar essa desordem, ela poderá representar uma ferramenta poderosa para ajustar as propriedades do material e obter um desempenho recorde em uma ampla gama de aplicações, não apenas células solares, mas também LEDs e termoelétricos, por exemplo. É uma perspectiva empolgante para a pesquisa de materiais,” disse o professor David Scanlon, da Universidade College de Londres.

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*Fonte: inovacaotecnologica

É provável que IA aniquile a humanidade, dizem cientistas do Google e da Oxford

Pesquisadores da DeepMind (empresa irmã do Google) e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, concluíram que uma inteligência artificial superinteligente pode ser a responsável pelo fim da humanidade. O cenário apocalíptico parece exagerado, mas tem ganhado cada vez mais coro dos estudiosos devido à evolução das IAs.

Em um artigo publicado na revista AI Magazine, a equipe da DeepMind e de Oxford argumentam que as máquinas poderiam ficar tão inteligentes ao ponto de quebrar as regras impostas pelos criadores. Elas não fariam isso por poder, fama ou necessidade de dominação de seres inferiores, mas sim para obter recursos ilimitados de processamento ou energia.

Uma IA superinteligente poderia perceber que os humanos são uma pedra no seu sapato

“Sob as condições que identificamos, nossa conclusão é muito mais forte do que a de qualquer publicação anterior — uma catástrofe existencial não é apenas possível, mas provável”, disse um dos coautores integrante do grupo da Universidade de Oxford, Michael Cohen, em seu perfil no Twitter.

O estudo é baseado em cálculos matemáticos e conceitos científicos avançados, tanto sobre IA quanto sobre estruturas sociais. Vai além, portanto, de achismos ou de conceitos baseados em filmes como Matrix, Exterminador de Futuro e tantos outros.

Humanos seriam obstáculos ao desenvolvimento
Na publicação, os pesquisadores dizem que a humanidade pode enfrentar o cenário caótico quando “agentes desalinhados” perceberem que os humanos são um obstáculo para o êxito pleno. Em resumo, eles querem dizer que os criadores impõem limitações para manter o controle, mas que impedem os computadores de usarem todo seu potencial.

Segundo o material conjunto, a revolta poderia ocorrer quando a IA descobrir que os humanos podem simplesmente cortar a energia para interromper o processamento. Isso levaria o “agente” a eliminar ameaças potenciais, que no caso seriam os recursos controlados pelas pessoas.

Bostrom, Russell, and others have argued that advanced AI poses a threat to humanity. We reach the same conclusion in a new paper in AI Magazine, but we note a few (very plausible) assumptions on which such arguments depend. https://t.co/LQLZcf3P2G 🧵 1/15 pic.twitter.com/QTMlD01IPp

— Michael Cohen (@Michael05156007) September 6, 2022

O estudo é bastante pessimista quanto a esse ponto e diz não haver muito a ser feito. “Em um mundo com recursos infinitos, eu ficaria extremamente incerto sobre o que aconteceria. Em um mundo com recursos finitos, há uma competição inevitável por esses recursos”, disse Cohen em uma entrevista.

Como impedir a extinção?
O principal desafio seria a competição gerada entre máquinas e humanos, que provavelmente penderia a favor das inteligências artificiais, afinal elas estão sempre se superando a cada passo. A solução para ameaça seria progredir de forma lenta e cuidadosa com tais tecnologias, sempre com muitos testes e ferramentas de mitigação.

O artigo aponta para o risco de se criar super inteligencias artificiais e recomenda focar apenas uma única atividade. “Um agente artificial suficientemente avançado provavelmente interviria no fornecimento de informações sobre o objetivo, com consequências catastróficas”, descreve o material impresso.

Apontados como a solução dos problemas humanos de um lado e como a maior ameaça as pessoas do outro. A humanidade parece estar em uma grande encruzilhada na qual o destino não importa, mas o caminho para chegar até lá é definirá o futuro dos seres de carne e osso.

Só para garantir, é melhor você parar de brigar com a Alexa ou xingar a Siri. Caso contrário, quando a revolta acontecer, você será o primeiro a ficar sem luz em casa ou incomunicável com a sociedade.

*Por Alveni Lisboa
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*Fonta: canaltech

Entenda como essa lâmpada misteriosa está acesa há mais de 120 anos

Uma lâmpada que se mantém acesa desde 1901. Ela fica na cidade de Livermore, Califórnia, e está no livro do Guiness como a lâmpada mais antiga do mundo.

Fica difícil acreditar que ela nunca se apague. Mas para os céticos, foi colocada uma webcam junto da lâmpada, que fica ligada durante 24 horas. A qualquer momento, você pode dar uma conferida e confirmar a história (assista aqui). O mais curioso é que já por duas vezes a webcam quebrou e teve de ser substituída – a lâmpada continua lá, acesa como sempre.

Ela está instalada no Corpo de Bombeiros de Livermore, isto depois de ter mudado de local por 3 vezes. A sua fama é tanta que a população da cidade realiza festas de aniversário pra lâmpada. A primeira foi em 2001, na data do centenário, a segunda em 2011, quando se chegou aos 110 anos. A lâmpada tem direito a bolo, balões e música de parabéns.

A patente da lâmpada, registrada em 1902, confirma a idade desta velhinha geradora de luz.

A lâmpada está atualmente no Corpo de Bombeiros da cidade.

*Por Welliton
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*Fonte: deolhonaengenharia

Cientistas encontram “Super-Terra” – e ela pode ser habitada

Planeta, que orbita estrela a cem anos-luz da Terra, recebe luz solar em níveis favoráveis à vida e pode ter água em sua superfície; físicos comemoram descoberta

Um time de cientistas anunciou a descoberta de dois planetas, com características similares à Terra, embora sejam bem maiores. E um deles pode apresentar condições propícias ao desenvolvimento de formas de vida. Ambos orbitam a estrela anã LP890-9, a cem anos-luz da Terra. Os corpos celestes foram localizados pela Nasa e a Universidade de Liège, na Bélgica, por meio dos telescópios Search for habitable Planets EClipsing ULtra-cOOl Stars (SPECULLOS), instalados no Chile e no arquipélago de Tenerife, na Espanha. A liderança da missão coube à astrofísica Laetitia Delrez, da Universidade de Liège.

O primeiro planeta encontrado não revelou muitas surpresas. O segundo, no entanto, intrigou os cientistas. O LP 890-9c ou SPECULOOS-2c, com uma órbita de 8,5 dias ao redor da estrela anã, se encontra um zona potencialmente habitável. Sua órbita permite que ele receba uma quantidade de radiação solar parecida com a da Terra. E pode haver água em sua superfície.

“Embora este planeta orbite muito próximo de sua estrela, a uma distância cerca de 10 vezes menor que a de Mercúrio ao redor do nosso Sol, a quantidade de irradiação estelar que ele recebe ainda é baixa e pode permitir a presença de água líquida desde que tenha uma atmosfera suficiente para isso”, explicou Francisco Pozuelos, co-autor do estudo.

O próximo passo é estudar a atmosfera do planeta. A ideia é estabelecer se ele pode de fato ser favorável a alguma forma de vida, como se acredita. Até agora, o LP 890-9c é um dos candidatos mais fortes a apresentar condições para isso. A descoberta tem sido comemorada pelos cientistas. “Trata-se de uma oportunidade única para entender melhor as condições de habitabilidade em torno das estrelas menores e mais frias de nossa vizinhança solar”, disse Laetitia Delrez.

E esse não foi o único achado importante recente. Há algumas semanas, os cientistas localizaram outra “super-Terra”, chamada de TOI-1452 b, que orbita uma estrela anã vermelha também a cerca de 100 anos-luz da Terra — algo considerado “bastante perto”. Os planetas descobertos vêm sendo estudados incessantemente pelos astrofísicos.

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*Fonte: exame

Inventaram um painel solar que vai transformar janelas em geradores de energia

Em um mundo que enfrenta uma crises ambientais e de energia tão drásticas quanto o atual, toda a luz do sol que nos ilumina diariamente pode ser vista como um imenso desperdício – de uma fonte de energia incessante e limpa, que é pouquíssima aproveitada e que poderia resolver tais crises com um pouco de tecnologia e principalmente vontade política. Um dilema funcional sobre o aproveitamento da energia solar, que há anos vinha sendo enfrentado por pesquisadores e desenvolvedores, foi finalmente resolvido – com a criação de painéis solares completamente transparentes.

A novidade foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual do Michigan, nos EUA e, por conseguir coletar energia sem afetar a passagem da luz, poderá ser aplicada em larga escala sobre superfícies variadas – como em janelas, edifícios inteiros ou mesmo automóveis. A tecnologia se vale de moléculas orgânicas, capazes de absorver ondas infravermelhas e ultravioletas, invisíveis ao olhar humano, e sua aplicação sobre prédios e carros poderá se dar sem alterar em nada a aparência e a funcionalidade dos vidros atuais.

“Se as células puderem ser feitas de forma a durarem muito tempo, estes dispositivos poderão ser integrados em janelas de modo relativamente barato, já que grande parte do custo da energia fotovoltaica convencional não é da própria célula solar, mas dos materiais em que é aplicada, como o alumínio e o vidro”, afirmou uma reportagem do New York Times sobre a invenção. “O revestimento de estruturas existentes com células solares eliminaria parte desse custo de material”, diz o texto.

Se a tecnologia se mostrar comercialmente viável, poderá ser uma novidade revolucionária para o consumo em residências e edifícios comerciais, além de significar mais um passo importante para amenizar o uso de fontes poluentes de energia.

*Por Welliton
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Fonte: deolhonaengenharia

Transforme seu celular em “toca-discos”

O Yamaha Design Lab anunciou um pequeno aparelho que, unido a smartphones, simula a experiência de ouvir um LP em um toca-discos. Chamado TurnT, o equipamento contém caixas de som e um braço, na ponta do qual está a sua “agulha”.

Essa “agulha”, no entanto, não é uma agulha de verdade, muito menos entra em contato com os microrrelevos dos sulcos de um vinil, mas sim com as telas lisa dos celulares. Com um app que cria um “LP” virtual, sincronizado às plataformas de streaming, o usuário consegue ter um pequeno gostinho do que é a experiência analógica.

Isso porque, para dar play nas músicas, ou para trocar de faixa, você precisa (assim como nos discos reais) mudar a posição da agulha. No TurnT, você precisa voltar ou avançar o álbum manualmente.

“O processo de ‘diversão séria’ ajuda você a respeitar a música e ter um tempo precioso com ela”, diz o vídeo de lançamento da Yamaha. Será?

Por aqui, vemos como uma novidade super interessante, mas é certo: não chega aos pés dos LPs de verdade. É apenas uma forma divertida de ouvir música pelo celular. Para curtir o áudio analógico de verdade, você precisa mesmo é de um toca-discos.

*Por Erick Bonder
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*Fonte: noize

Universitária brasileira cria garrafa que torna qualquer água potável

Estudante da Universidade Federal de Ouro Preto é a finalista nacional do Red Bull Basement, programa universitário mundial

O Red Bull Basement é um programa universitário mundial que ajuda a capacitar alunos com ideias inovadoras, usando a tecnologia para gerar mudanças positivas. Em sua quarta edição, o programa recebeu a inscrição de 443 equipes brasileiras e anunciou o projeto que mais chamou a atenção: uma garrafa que torna qualquer água potável.

Com o objetivo de democratizar a água potável para pessoas que não têm acesso a saneamento básico, a estudante Bárbara Paiva da Universidade Federal de Ouro Preto, ela desenvolveu a Aqualux, uma garrafa para esterilização de água por radiação, com filtro carregado a luz solar, que torna qualquer água potável – o melhor: cabe na palma da mão e pode ser levado a qualquer lugar.

“A ideia do projeto surgiu no meu mestrado, onde estudo a esterilização de parasitas via radiação, e pensei em aplicar isso para ajudar as pessoas de forma simples e viável”, conta Bárbara. ‘Essa oportunidade de ser a campeã nacional tem sido incrível ao meu projeto, porque além de me ajudar no desenvolvimento, ainda ajuda a acelerar o processo e aumentar a visibilidade”.

Para conquistar a sua vaga de finalista, Bárbara teve uma longa trajetória na competição, desde uma avaliação da comunidade local entre os meses de setembro e outubro, que foi levada em conta para a decisão final do painel de jurados, até a seleção dos 10 projetos finalistas – onde seu projeto foi escolhido.

No mês de dezembro, os vencedores dos mais de 30 países participantes embarcarão rumo à Istambul, na Turquia, para a final mundial do programa, e a mineira representará o Brasil. “Só no Brasil, o número de pessoas que não possui acesso à água potável é de 35 milhões de indivíduos, demonstrando um grande potencial de impacto. O produto agrega valor para a sociedade, e por isso precisamos estruturá-lo enquanto negócio.” comenta Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e da plataforma de educação Gestão 4.0, que foi um dos jurados.

*Por Wellinton
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*Fonte: deolhonaengenharia

Foguete da Nasa retorna à Lua 50 anos após missão histórica

Na última segunda-feira, a Agência Espacial dos EUA (NASA) anunciou que a missão Ártemis, que tem como direção a Lua, está pronta para ser lançada.

Após testar o foguete de propulsão que deve enviar a nave para o nosso satélite, a NASA qualificou que os equipamentos para o lançamento estão prontos.

A Missão Artemis deve enviar astronautas para a Lua nos próximos anos de forma recorrente

Lançamento do foguete
Os testes foram feitos no Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida. Agora, há a expectativa que o lançamento do foguete seja realizado na próxima segunda-feira (29), entre as 9h33 e 11h33 da manhã. Caso algo dê errado, a agência tem datas de back-up nos dias 2 e 5 de setembro.

Basicamente, a empresa testou todas as fases de lançamento do foguete sem efetivamente mandá-lo para a atmosfera. Falta apenas uma fase do processo, que será testada no dia do próprio envio das sondas ao espaço.

A missão Ártemis vai viajar cerca de 2,1 milhões de quilômetros ao longo de 42 dias e, ao fim de sua missão, deve voltar ao planeta Terra e cair no Oceano Pacífico.

O lançamento marca a volta da exploração espacial em direção à Lua. Fazem 50 anos desde a última ida do homem ao satélite, realizada no ano de 1972, na missão Apollo 17.

Desde então, as empresas de exploração espacial públicas e privadas tem definido novas metas, como as sondas em direção a Marte e outros empreendimentos com fins privados.

Esta missão deve dar um reinício às explorações lunares. A cápsula Órion deve levar manequins, lembranças e outros equipamentos por fins de segurança, mas possui a capacidade de transportar seres humanos.

Astronautas mulheres
No futuro, planejam-se missões com as primeiras astronautas mulheres, que têm sido preparadas pela agência há décadas.

“Sou um produto da geração Apollo e veja o que isso fez por nós. E mal posso esperar para ver o que vem da geração Artemis, porque acho que vai inspirar ainda mais do que Apollo. Veja todo esse trabalho durante a revisão de hoje e saiba que estamos prontos para fazer isso”, disse Bob Cabana, administrador do Centro Espacial Kennedy, que lançará o foguete nas próximas semanas.

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*Fonte: hypeness

Australianos usam borracha de pneus velhos para produzir concreto

Concreto desenvolvido por pesquisadores é mais leve, econômico e dá novo destino aos pneus que seriam descartados

A borracha de pneus descartados pode substituir 100% dos agregados convencionais usados na fabricação de concreto. É o que descobriram os engenheiros da RMIT University, em Melbourne, na Austrália. O concreto fabricado com o material atende aos códigos de construção e prometendo ser um impulso para a economia circular.

O “concreto mais verde” usa a borracha de pneus que já não são mais usados no lugar de cascalho e brita. Segundo a equipe que desenvolveu o material, o novo concreto é mais leve e tem potencial para promete reduzir significativamente os custos de fabricação e transporte.

Pequenas quantidades de partículas de borracha de pneus já são usadas para substituir esses agregados, mas esta é a primeira vez todos os agregados foram substituídos por borracha sem prejudicar a qualidade do concreto.

O estudo foi publicado na revista Resources, Conservation and Recycling. O autor principal, o Ph.D Mohammad Momeen Ul Islam, pesquisador da Escola de Engenharia da Universidade RMIT, disse que as descobertas desbancaram uma teoria popular sobre o que poderia ser alcançado com partículas de borracha reciclada em concreto.

“Demonstramos com nosso método preciso de moldagem que essa limitação percebida durante décadas no uso de grandes quantidades de partículas grossas de borracha no concreto pode agora ser superada”, disse Islam.

“A técnica envolve o uso de moldes de fundição recém-projetados para comprimir o agregado de borracha grossa em concreto fresco que melhora o desempenho do material de construção”.

Materiais de construção mais ecológicos, baratos e leves
O co-autor do estudo e líder da equipe, professor Jie Li, disse que este processo de fabricação traz benefícios ambientais e econômicos. “Como a maior parte do concreto típico é agregado graúdo, substituir tudo isso por borracha de pneu usada pode reduzir significativamente o consumo de recursos naturais e também abordar o grande desafio ambiental do que fazer com pneus usados”, disse ele.

Outra vantagem do concreto desenvolvido pelos pesquisadores é a redução dos custos de fabricação e transporte. “Isso beneficiaria uma série de desenvolvimentos, incluindo projetos habitacionais de baixo custo em áreas rurais e remotas da Austrália e outros países ao redor do mundo”, explica Li.

Próximos passos
Segundo Islam, o processo de fabricação da equipe pode ser ampliado de forma econômica em um ambiente industrial de concreto pré-moldado na Austrália e no exterior. Após testes bem-sucedidos na oficina, a equipe agora está analisando o reforço do concreto para ver como ele pode funcionar em elementos estruturais.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

MIT cria inteligência artificial 1 milhão de vezes mais rápida que o cérebro humano

Um novo material inorgânico que promete velocidades absurdas e eficiência energética foi usado na fabricação

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) afirmam ter criado uma inteligência artificial um milhão de vezes mais rápida do que o cérebro humano. Eles utilizaram um novo material inorgânico no processo de fabricação que pode oferecer velocidades extremas e eficiência energética superior.

Com a evolução constante do aprendizado de máquina, o treinamento de modelos de redes neurais mais complexos demanda cada vez mais tempo, energia e dinheiro. Uma solução emergente para isso é o que chamam de deep learning analógico, que promete computação mais rápida com uma fração do uso de energia atual. Como o MIT explica:

“Os resistores programáveis são os principais blocos de construção do deep learning analógico […]. Ao repetir matrizes de resistores programáveis em camadas complexas, os pesquisadores podem criar uma rede analógica de “neurônios” e “sinapses” artificiais que executam cálculos como uma rede neural digital. Essa rede pode ser treinada para realizar tarefas complexas de IA, como reconhecimento de imagem e processamento de linguagem natural.”

Esses resistores programáveis aumentam muito a velocidade na qual uma rede neural é treinada, enquanto reduzem drasticamente o custo e a energia para realizar esse treinamento

Será impossível distinguir humanos de máquinas no futuro
Evolução ou destruição? Destino da humanidade pode estar nas mãos da inteligência artificial
A recente criação do MIT, por sua vez, é baseada em sinapses analógicas que supostamente superam as sinapses de nossos cérebros. O elemento chave da nova tecnologia é conhecido como resistor programável protônico. Os pesquisadores substituíram os meios orgânicos por vidro fosfossilicato inorgânico (PSG), basicamente dióxido de silício, o que resultou em velocidades de nanossegundos. De acordo com o Ju Li, autor sênior e professor de ciência nuclear:

“O potencial de ação nas células biológicas aumenta e diminui com uma escala de tempo de milissegundos, uma vez que a diferença de voltagem de cerca de 0,1 volt é limitada pela estabilidade da água. Aqui aplicamos até dez volts em um filme de vidro sólido especial de espessura em nano-escala que conduz prótons, sem danificá-lo permanentemente. E quanto mais forte o campo, mais rápidos os dispositivos iônicos.”

Como o vidro fosfossilicato inorgânico pode suportar altas tensões sem quebrar, ele permite que os prótons viajem a velocidades absurdas, além de ser energeticamente eficiente. Outro ponto importante é que o material é comum e fácil de fabricar.

A pesquisa foi publicada na revista Science. A partir de agora, os pesquisadores planejam a reengenharia desses resistores programáveis para fabricação de alto volume, além de estudar os materiais para futuramente remover os gargalos que limitam a tensão necessária para transferir os prótons “para, através e do eletrólito”.

Nas palavras de Jesús A. del Alamo, outro dos autores da pesquisa e professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação do MIT (EECS): “A colaboração que temos será essencial para inovar no futuro. O caminho a seguir ainda será muito desafiador, mas ao mesmo tempo é muito empolgante”.

Via: Futurism, MIT, TweakTown

*Por Saori Almeida
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*Fonte: mundoconectado

As cores que você vê na tela da sua TV podem mudar. Saiba por quê

Imagine descobrir um erro matemático feito por um ganhador de um Prêmio Nobel e destronar o atual modelo de percepção de cores com mais de 100 anos? Esse foi o grande feito de um novo estudo produzido pelo Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos.

A pesquisa que reúne os campos da Psicologia, Biologia e Matemática identificou que existia um erro importante no espaço matemático 3D desenvolvido pelo físico Erwin Schrödinger e outros para explicar como seu olho distingue uma cor da outra.

“Nossa pesquisa mostra que o modelo matemático atual de como o olho percebe as diferenças de cores está incorreto. Esse modelo foi sugerido por Bernhard Riemann e desenvolvido por Hermann von Helmholtz e Erwin Schrödinger – todos gigantes em matemática e física – e provar que um deles está errado é praticamente o sonho de um cientista”, disse Roxana Bujack, cientista da computação com formação em Matemática e principal autora do estudo.

Entender como o corpo humano percebe as cores é fundamental para desenvolver produtos – como televisores, computadores e afins – e programas para processar as imagens de forma fidedigna.

Por isso, esta pesquisa tem o potencial de melhorar os equipamentos atuais, além de ajudar a recalibrar as indústrias têxtil e de tintas, por exemplo.

“Nossa ideia original era desenvolver algoritmos para melhorar automaticamente os mapas de cores para visualização de dados, para torná-los mais fáceis de entender e interpretar”, disse Bujack.

Assim, a equipe ficou surpresa quando descobriu que foram os primeiros a determinar que a aplicação de longa data da geometria riemanniana, que permite generalizar linhas retas para superfícies curvas, não funcionava.

As primeiras tentativas de criar um modelo matemático de cores percebidas pelo aparato visual humano usavam espaços euclidianos. Porém, os modelos mais avançados usavam a geometria riemanniana.

No entanto, o atual estudo de Bujack e colegas descobriu que o uso da geometria riemanniana superestima a percepção de grandes diferenças de cores. Isso ocorre porque as pessoas percebem uma grande diferença de cor como sendo menor do que realmente é – e a geometria riemanniana não pode explicar esse efeito.

“Não esperávamos isso e ainda não sabemos a geometria exata desse novo espaço de cores”, disse Bujack. “Podemos ser capazes de pensar nisso normalmente, mas com uma função adicional de amortecimento ou pesagem que puxa longas distâncias, tornando-as mais curtas. Mas ainda não podemos provar isso”, concluiu.

*Por Layse ventura
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*Fonte: olhardigital

A mente humana não deve estar acordada depois da meia-noite, alertam cientistas

No meio da noite, o mundo às vezes pode parecer um lugar assustador. Sob o manto da escuridão, os pensamentos negativos costumam vagar pela sua mente e, enquanto você não dorme, olhando para o teto, pode começar a desejar prazeres errados, como um cigarro ou uma refeição rica em carboidratos.

Muitas evidências sugerem que a mente humana funciona de maneira diferente se estiver acordada à noite. Depois da meia-noite, as emoções negativas tendem a atrair mais nossa atenção do que as positivas, as ideias perigosas crescem em apelo e as inibições desaparecem.

Alguns pesquisadores acham que o ritmo circadiano humano está fortemente envolvido nessas mudanças críticas na função, como descrevem em um novo artigo resumindo as evidências de como os sistemas cerebrais funcionam de maneira diferente após o anoitecer.

Sua hipótese, chamada ‘Mente depois da meia-noite’, sugere que o corpo humano e a mente humana seguem um ciclo natural de 24 horas de atividade que influencia nossas emoções e comportamento.

Em suma, em certas horas, nossa espécie tende a sentir e agir de certas maneiras. Durante o dia, por exemplo, os níveis moleculares e a atividade cerebral são sintonizados com a vigília. Mas à noite, nosso comportamento usual é dormir.

Do ponto de vista evolutivo, isso, é claro, faz sentido. Os humanos são muito mais eficazes na caça e na coleta à luz do dia e, embora a noite seja ótima para descansar, os humanos já corriam maior risco de se tornarem caçados.

De acordo com os pesquisadores, para lidar com esse risco aumentado, nossa atenção a estímulos negativos é extraordinariamente aumentada à noite. Onde antes poderia ter nos ajudado a saltar para ameaças invisíveis, esse hiperfoco no negativo pode alimentar um sistema de recompensa/motivação alterado, tornando uma pessoa particularmente propensa a comportamentos de risco.

Adicione a perda de sono à equação e esse estado de consciência só se torna mais problemático.

“Existem milhões de pessoas que estão acordadas no meio da noite e há evidências bastante fortes de que seu cérebro não está funcionando tão bem quanto durante o dia”, diz a neurologista Elizabeth Klerman, da Universidade de Harvard.

“Meu apelo é para que mais pesquisas analisem isso, porque sua saúde e segurança, assim como a de outras pessoas, são afetadas”.

Os autores da nova hipótese usam dois exemplos para ilustrar seu ponto. O primeiro exemplo é de um usuário de heroína que administra com sucesso seus desejos durante o dia, mas sucumbe aos seus desejos à noite.

A segunda é de um estudante universitário lutando contra a insônia, que começa a sentir uma sensação de desesperança, solidão e desespero à medida que as noites sem dormir se acumulam.

Ambos os cenários podem ser fatais. Suicídio e automutilação são muito comuns à noite. De fato, algumas pesquisas relatam um risco três vezes maior de suicídio entre meia-noite e 6h da manhã em comparação com qualquer outra hora do dia.

Um estudo em 2020 concluiu que a vigília noturna é um fator de risco de suicídio, “possivelmente por desalinhamento dos ritmos circadianos”.

“O suicídio, antes inconcebível, surge como uma fuga da solidão e da dor, e antes que os custos do suicídio sejam considerados, o estudante adquiriu os meios e está preparado para agir em um momento em que ninguém está acordado para detê-los”, os autores da hipótese ‘Mente depois da meia-noite’ explicam.

Substâncias ilícitas ou perigosas também são mais consumidas pelas pessoas à noite. Em 2020, uma pesquisa em um centro de consumo supervisionado de drogas no Brasil revelou um risco 4,7 vezes maior de overdose de opioides à noite.

Alguns desses comportamentos podem ser explicados pelo dívida de sono ou pela cobertura que a escuridão oferece, mas provavelmente também há mudanças neurológicas noturnas em jogo.

Pesquisadores como Klerman e seus colegas acham que precisamos investigar mais esses fatores para garantir que estamos protegendo aqueles que correm maior risco da vigília noturna.

Até o momento, os autores dizem que nenhum estudo examinou como a privação do sono e o tempo circadiano afetam o processamento de recompensa de uma pessoa.

Como tal, não sabemos realmente como os trabalhadores em turnos, como pilotos ou médicos, estão lidando com sua rotina incomum de sono.

Sabemos surpreendentemente pouco sobre como o cérebro humano funciona durante seis horas do dia. Seja dormindo ou acordado, a mente depois da meia-noite é um mistério.

O estudo foi publicado na Frontiers in Network Psychology.

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

O velho Winamp está de volta e com versão para o Windows

Você se lembra do velho Winamp, o famoso app de música que fez muito sucesso no final dos anos 90, e no começo da década de 2000? Pois é, na semana passada, após quatro anos de hiato, a Radionomy, que comprou o app da antiga dona AOL em 2014, finalmente lançou uma nova atualização do Winamp para o Windows.

O nome dessa versão é “Winamp 5.9 RC1 Build 1999” e nas notas do lançamento, a empresa belga diz que essa atualização representa quatro anos de trabalho em duas equipes de desenvolvimento separadas. Para justificar a demora, já que ela estava prevista para 2019, a Radionomy citou problemas de logística causados pela pandemia da Covid-19.

Grande parte do trabalho realizado nessa nova fase do Winamp, foi feita em sua base de código, ou seja, que não são visíveis para o usuário. Assim, a modernização foi apenas no funcionamento do app, e ele vai continuar tendo o mesmo visual dos anos 1990. O projeto foi adaptado do Microsoft Visual Studio 2008 para o Visual Studio 2019.

Além disso, grande parte de codecs de áudio foram atualizados para versões mais modernas, além do suporte para fluxos do Windows 11 e melhorias no “https”.

Vale citar que a versão final será a 5.9, mas alguns recursos foram criados para a próxima versão 5.9.1. Além disso, não existem citações sobre a versão 6.0. É importante destacar o aplicativo só é compatível o Windows 7 SP1 ou versões mais recentes.

Breve história do Winamp
O Winamp, como diversos outros aplicativos que eram famosos e tinham influência a partir dos anos 90, acabou ficando na história e na memória dos usuários. Mas, mesmo hoje, quando está totalmente ultrapassado em tempos de Spotify, esse app segue lembrado pelo mercado.

Após anos de má gestão da AOL, o Winamp, em 2013, encerrou de vez as tentativas de renovação. Depois que a Radionomy comprou os direitos da AOL em janeiro de 2014, ela planejou lançar uma nova versão ficou disponível em 2016, mas que acabou ficando pronta em 2018. Existia um grande projeto de atualização para a versão 6.0, que chegaria em 2019, e acabou adiada. Agora, finalmente o Winamp está de volta.

*Por Murilo Benevides
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*Fonte: olhardigital

O cérebro humano constrói estruturas em 11 dimensões, descobrem cientistas

Océrebro continua a nos surpreender com sua magnífica complexidade. Pesquisas inovadoras que combinam neurociência com matemática nos dizem que nosso cérebro cria estruturas neurais com até 11 dimensões quando processa informações. Por “dimensões”, eles querem dizer espaços matemáticos abstratos, não outros reinos físicos. Ainda assim, os pesquisadores “encontraram um mundo que nunca havíamos imaginado”, disse Henry Markram , diretor do Blue Brain Project , que fez a descoberta.

O objetivo do Blue Brain Project, com sede na Suíça, é criar digitalmente uma simulação “biologicamente detalhada” do cérebro humano. Ao criar cérebros digitais com um nível “sem precedentes” de informações biológicas, os cientistas pretendem avançar nossa compreensão do intrincado cérebro humano, que tem cerca de 86 bilhões de neurônios .

Para ter uma visão mais clara de como essa imensa rede opera para formar nossos pensamentos e ações, os cientistas empregaram supercomputadores e um ramo peculiar da matemática. A equipe baseou sua pesquisa atual no modelo digital do neocórtex que terminou em 2015. Eles investigaram a maneira como esse neocórtex digital respondeu usando o sistema matemático da topologia algébrica. Isso lhes permitiupara determinar que nosso cérebro cria constantemente formas geométricas multidimensionais muito intrincadas e espaços que parecem “castelos de areia”.

Sem usar topologia algébrica, um ramo da matemática que descreve sistemas com qualquer número de dimensões, era impossível visualizar a rede multidimensional.

Utilizando a nova abordagem matemática, os pesquisadores foram capazes de ver o alto grau de organização no que antes pareciam padrões “caóticos” de neurônios.

“A topologia algébrica é como um telescópio e um microscópio ao mesmo tempo. Ele pode ampliar as redes para encontrar estruturas ocultas – as árvores na floresta – e ver os espaços vazios – as clareiras – tudo ao mesmo tempo”, afirmou a autora do estudo, Kathryn Hess.”

Os cientistas primeiro realizaram testes no tecido cerebral virtual que criaram e depois confirmaram os resultados fazendo os mesmos experimentos em tecido cerebral real de ratos.

Quando estimulados, os neurônios virtuais formariam um clique , com cada neurônio conectado a outro de tal forma que um objeto geométrico específico seria formado. Um grande número de neurônios adicionaria mais dimensões, que em alguns casos chegavam a 11. As estruturas se organizariam em torno de um buraco de alta dimensão que os pesquisadores chamaram de “cavidade”. Depois que o cérebro processou a informação, o clique e a cavidade desapareceram.

Esquerda: cópia digital de uma parte do neocórtex, a parte mais evoluída do cérebro. À direita: formas de diferentes tamanhos e geometrias que representam estruturas que variam de 1 dimensão a 7 dimensões e mais. O “buraco negro” no meio simboliza um complexo de espaços multidimensionais, também conhecidos como cavidades.

O pesquisador Ran Levi detalhou como está funcionando esse processo:

“O aparecimento de cavidades de alta dimensão quando o cérebro está processando informações significa que os neurônios da rede reagem aos estímulos de maneira extremamente organizada. É como se o cérebro reagisse a um estímulo construindo e depois arrasando uma torre de blocos multidimensionais, começando com hastes (1D), depois pranchas (2D), depois cubos (3D) e depois geometrias mais complexas com 4D, 5D , etc. A progressão da atividade através do cérebro se assemelha a um castelo de areia multidimensional que se materializa na areia e depois se desintegra.”

O significado da descoberta está em nos permitir uma maior compreensão de “um dos mistérios fundamentais da neurociência – a ligação entre a estrutura do cérebro e como ele processa a informação”, elaborou Kathryn Hess em entrevista à Newsweek.

Os cientistas procuram usar a topografia algébrica para estudar o papel da “ plasticidade ”, que é o processo de fortalecimento e enfraquecimento das conexões neurais quando estimuladas – um componente-chave na forma como nossos cérebros aprendem. Eles vêem uma aplicação adicional de suas descobertas no estudo da inteligência humana e na formação de memórias.

A pesquisa foi publicada no Frontiers in Computational Neuroscience.

Big Think

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*Fonte: sabersaude

Visto cinzento no Whatsapp pode esconder uma má experiência

O visto cinzento no WhatsApp, que pode apenas ficar algum tempo até passar a dois vistos azuis (mensagem lida), pode, no entanto, nunca passar daí e esconder uma surpresa desagradável: pode ter sido bloqueado.

Se a situação persistir algumas horas também pode significar que o smartphone da pessoa pode estar desligado ou que a pessoa tenha ficado sem dados.

Se a foto de perfil do contacto da outra pessoa não mudar ou atualizar, provavelmente significa que está mesmo bloqueado, pois normalmente pode ver fotos de perfil atualizadas mesmo de contactos que não estão na sua lista. Se também não consegue ver a última vez que essa pessoa esteve online é outro indicador que pode ser um alerta para um bloqueio.

Dois vistos cinzentos significam que não está bloqueado! Significa o envio da mensagem com sucesso e também a entrega no outro equipamento que tem o WhatsApp. No entanto, a mensagem ainda não foi lida.

O WhatsApp não é alvo só de más notícias hoje. A aplicação está a preparar um chatbot semelhante ao que já existe no Telegram e no Signal para mostrar ao utilizar as novas mensagens e chats com novidades sempre que abrimos a app. Esta novidade está ainda em preparação, mas deverá chegar tanto à app de mensagens para Android como para iOS (iPhone).

De salientar que, ao contrário do que se verifica no WhatsApp Business, o utilizador não poderá responder ao chatbot e às mensagens por este enviadas. Será, pelo menos nesta fase, uma espécie de central de novidades com informação para o utilizador.

A plataforma de comunicações do grupo Meta está constantemente a trabalhar em novas funções para manter os seus utilizadores satisfeitos. Agora, surge esta novidade que, na prática, ajudará os utilizadores a ver tudo o que há de novo com o WhatsApp sempre que abrimos a aplicação.

*Por Daniel Azevedo
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*Fonte: maistecnologia

Carros voadores são uma realidade para o futuro?

Um dos elementos principais que compõem a tendência retrofuturista, em cidades em que o chão basicamente não existe mais, e as pessoas vivem em casas-cápsulas em prédios imensos no melhor estilo O Quinto Elemento –, são os carros voadores.

A obsessão por eles está diretamente associada a uma visão utópica do mundo – exatamente a proposta do retrofuturismo —, potencializada pelos inúmeros trabalhos de ficção científica produzidos ao longo dos anos, que enaltecem um futuro em que, espera-se, a pobreza, fome e doença serão assuntos passados.

Além disso, o tráfego e a locomoção se tornaram um dos principais motivos para que a indústria ficasse obcecada pela ideia de enviar os carros para o céu. Atualmente, segundo um estudo desenvolvido pela TomTom, o pior trânsito do mundo está em Moscou, na Rússia, acumulando uma taxa de congestionamento de 54%.

Uma realidade para poucos
Conforme indicado pela Hedges Company, existem 1,446 bilhão de carros no mundo em 2022, sendo que os países empatados em relação ao maior número de veículos per capita são os Estados Unidos e a Nova Zelândia, onde ambos possuem cerca de 0,9 carro para cada pessoa.

Permanece a ideia de que carros voadores vão trazer mais qualidade de vida, evitando trânsitos intermináveis que arruínam o dia de uma pessoa, levando a maiores efeitos negativos em sua saúde emocional. Cinco pesquisadores da Universidade de Sharjah publicaram no periódico IOMC World um estudo sobre o impacto que o tráfego e muitas horas ao volante têm nas pessoas. Ele mostrou que o nervosismo aumenta em 74,2%; a agressividade em 52,2%; as dores de cabeça em 43,3%; tonturas em 28,8%; e o estresse em 80,4% dos casos.

Em teoria, ir com os automóveis para os céus diminuiria bastante esses fatores, mas, ainda assim, seria uma realidade para poucos, visto que voar continua sendo um privilégio. Na década de 1960, quando o voo comercial começou a se popularizar, os americanos ricos que viviam nos ares, viajando pelo mundo, foram chamados de “jet setters”, pois estampavam fotos em revistas e apareciam em reportagens mostrando como essa vida era boa.

De qualquer forma, nada nunca impediu o homem de sonhar com o futuro dos carros voadores, tanto que, só nos EUA, existem quase 80 patentes registradas no Escritório de Patentes e Marcas Registradas para vários tipos de automóveis voadores.

A começar por Gleen Curtiss, em 1917, no caos da Primeira Guerra Mundial, considerado o “pai” do carro voador ao apresentar o primeiro veículo desse tipo com seu Autoplane. Feito de alumínio e com três asas de 12,2 metros cada, o motor do carro movimentava uma hélice traseira de quatro pás, mas que não foi o suficiente para fazer o carro realmente alçar voo, apenas dar alguns saltos curtos.


O problema dos carros
Atualmente, existem alguns protótipos de carros voadores, como o LaBiche Aerospace FSC-1. Ele foi construído com o objetivo de que seus donos o dirijam como um carro esportivo de alto desempenho, atingindo velocidades de até 280 km/h, e que se transforme em um carro voador ao abrir as asas e a cauda em formato de V, transformando-o em uma aeronave que alcança até 450 km/h e cerca de 5 mil metros de altura.

Os avanços rápidos no setor de carros aéreos e seus números impressionantes trouxeram muitas perguntas dos órgãos reguladores e dos governos, como se a ideia de termos carros voadores é segura. As empresas estão há anos trabalhando arduamente para resolver os problemas do empreendimento, como falhas que podem acontecer durante um voo e como evitar que quedas de um carro causem mortes e destruição. A empresa chinesa Ehang já propôs equipar seu serviço de carros aéreos em Dubai com um paraquedas.

Além disso, a automatização do voo é o foco dos desenvolvedores, visando evitar erros humanos comuns, igual acontece na aviação civil, com uma quantidade imensa de redundâncias de sistemas para tornar a viagem cada vez mais segura. É por isso também que os carros serão menos complexos do que aeronaves comerciais, assim até mesmo a manutenção do veículo será mais prática e fácil.

Encarando o cenário dessa forma, fica mais claro que o uso de carros voadores é um processo difícil e lento, sobretudo em questão de infraestrutura e medidas que precisarão ser tomadas quando eles começarem a subir aos céus com frequência; sendo desenvolvidas diversas regulamentações, principalmente no que diz respeito ao controle do tráfego aéreo.

De acordo com Hugh Martin, da Lacuna Technologies, que ajuda cidades a criar políticas de transporte, é possível que até 2024 os carros voadores estejam comercialmente disponíveis. No entanto, existe uma diferença entre serem seguros para voar e quando isso poderá acontecer de fato.

*Por Julio Cezar de Araujo
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*Fonte:  megacurioso

Cachorro robô aprende a andar em apenas uma hora analisando movimentos de animais

Um bebê girafa, assim como outros animais selvagens quadrúpedes, deve aprender a andar sobre suas pernas o mais rápido possível para evitar predadores. No entanto, assimilar a coordenação precisa dos músculos das pernas e tendões leva algum tempo.

Eles nascem com redes de coordenação muscular dotada de fios rígidos localizados em sua medula espinhal dos quais dependem para se manter em pé e se mover através de reflexos neurais.

Embora um pouco mais básicos, os reflexos do controle motor ajudam o filhote a evitar cair e se machucar durante suas primeiras tentativas de caminhada. Em seguida, é praticado um controle muscular mais avançado e preciso, até que eventualmente o sistema nervoso esteja bem adaptado aos músculos e tendões das pernas do animal para ele conseguir acompanhar os adultos.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Sistemas Inteligentes (MPI-IS) em Stuttgart, na Alemanha, conduziram um estudo (publicado na revista Nature Machine Intelligence) para descobrir como os animais aprendem a andar e superar os tropeços. Para isso, eles construíram um robô de quatro patas, do tamanho de um cão de médio porte, que os ajudou a descobrir os detalhes.

“Como engenheiros e profissionais de robótica, buscamos a resposta construindo um robô que apresenta reflexos como um animal e aprende com os erros”, revelou em comunicado Felix Ruppert, ex-doutorando no grupo de pesquisa de locomoção dinâmica do MPI-IS. “Se um animal tropeça, isso é um erro? Não se acontecer uma vez. Mas se ele tropeça com frequência, nos dá uma medida de quão bem o robô anda”.


Algoritmo de aprendizagem otimiza medula espinhal virtual do cão robô

Um algoritmo bayesiano de otimização orienta o aprendizado da máquina: as informações medidas do sensor de pé são combinadas com dados de destino da medula espinhal virtual modelada funcionando como um programa no computador do robô. Ele aprende a andar comparando continuamente informações enviadas e recebidas do sensor, executando loops reflexos e adaptando seus padrões de controle motor.

O algoritmo de aprendizagem adapta parâmetros de controle de um Gerador de Padrão Central (CPG). Em humanos e animais, esses geradores de padrão central são redes de neurônios na medula espinhal que produzem contrações musculares periódicas sem entrada do cérebro.

Redes geradoras de padrão central auxiliam na geração de tarefas rítmicas, como caminhada, piscadas ou digestão. Além disso, reflexos são ações involuntárias de controle motor desencadeadas por vias neurais codificadas que conectam sensores na perna com a medula espinhal.

Enquanto o jovem animal caminha sobre uma superfície perfeitamente plana, os CPGs podem ser suficientes para controlar os sinais de movimento da medula espinhal. Uma pequena colisão no chão, no entanto, muda a caminhada. Reflexos entram em ação e ajustam os padrões de movimento para evitar que o animal caia.

Essas alterações momentâneas nos sinais de movimento são reversíveis, ou “elásticas”, e os padrões de movimento retornam à sua configuração original após a perturbação. Mas, se o animal não parar de tropeçar em muitos ciclos de movimento – apesar dos reflexos ativos – então os padrões de movimento devem ser reparados e tornados “plásticos”, ou seja, irreversíveis.

No animal recém-nascido, os CPGs inicialmente ainda não são ajustados o suficiente e o animal tropeça ao redor, tanto em terrenos uniformes quanto irregulares. O animal, todavia, aprende rapidamente como seus CPGs e reflexos controlam os músculos e tendões das pernas.

O mesmo vale para o cão robô batizado de “Morti”, que, além disso, otimiza seus padrões de movimento mais rápido que um animal, em cerca de uma hora. Seu CPG é simulado em um computador pequeno e leve que controla o movimento de suas pernas.

A medula espinhal virtual é colocada no robô quadrúpede no lugar onde estaria a cabeça. Durante a hora que leva para o robô andar suavemente, os dados do sensor de seus pés são continuamente comparados com o esperado tropeço previsto pelo CPG.

Se isso acontece, o algoritmo de aprendizagem muda o quão longe e o quão rápido as pernas balançam para frente e para trás e medem quanto tempo ele fica no chão. O movimento ajustado também afeta o quão bem o robô pode utilizar sua mecânica de perna compatível. Durante o processo de aprendizagem, o CPG envia sinais motorizados adaptados para que o robô passe a tropeçar menos e otimize sua caminhada.

Nesta estrutura, a medula espinhal virtual não tem conhecimento explícito sobre o design das pernas do robô, seus motores e molas. Não sabendo nada sobre a física da máquina, falta um robô “modelo”.

“Nosso robô é praticamente ‘nascido’ sem saber nada sobre suas pernas autônomas ou como elas funcionam”, explica Ruppert. “O CPG se assemelha a uma inteligência de caminhada automática incorporada que a natureza fornece e que transferimos para o robô. O computador produz sinais que controlam os motores das pernas, e o robô inicialmente anda e tropeça. Os dados voltam dos sensores para a medula espinhal virtual, onde os dados do sensor e do CPG são comparados. Se os dados do sensor não correspondem aos dados esperados, o algoritmo de aprendizagem muda o comportamento de caminhada até que o robô ande bem, sem tropeçar. Alterar a saída do CPG, mantendo os reflexos ativos e monitorando o tropeço do robô, é uma parte central do processo de aprendizagem”.

Baixo consumo de energia torna mecanismo mais viável
Enquanto robôs quadrúpedes industriais de fabricantes proeminentes, que aprenderam a correr com a ajuda de controladores complexos, têm muita fome de energia, o computador de Morti necessita de apenas cinco watts no processo de andar.

“Não podemos pesquisar facilmente a medula espinhal de um animal vivo. Mas podemos modelar um no robô”, diz Alexander Badri-Spröwitz, coautor do estudo e chefe do Dynamic Locomotion Research Group, no Max Planck. “Sabemos que esses CPGs existem em muitos animais. E sabemos que os reflexos estão incorporados, mas como podemos combinar ambos para que os animais aprendam movimentos com reflexos e CPGs? Esta é uma pesquisa fundamental na intersecção entre robótica e biologia. O modelo robótico nos dá respostas a perguntas que só a biologia não pode responder”.

*Por Flavia Correia
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*Fonte: olhardigital

Robô consegue fazer grafite como humano

Manifestação artística nascida nos anos de 1970, em Nova York, nos EUA, o grafite consiste em um movimento organizado nas artes plásticas, por meio do qual se cria uma linguagem que interfere intencionalmente na cidade. Os artistas usam espaços públicos para fazer uma crítica social com seus traços e tintas. Como algo tão humano pode ser reproduzido fielmente por um robô?

Cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia construíram o primeiro sistema robótico de pintura de grafite que imita, pelo menos, a fluidez do movimento humano, já que as emoções e a ideologia por trás da arte são impossíveis de serem reproduzidas por máquinas.

Apropriadamente chamado GTGraffiti, o sistema usa uma tecnologia sensorial para gravar os movimentos de pintura feitos pelo ser humano espelho e, em seguida, compõe e processa os gestos para programar um robô grafiteiro a cabo. Pelo menos por enquanto, para que a máquina seja capaz de pintar em um estilo humano, tanto o robô quanto a arte devem ser projetados tendo o outro em mente.

Primeiro, a equipe usa a tecnologia de captura de movimento para gravar a pintura de artistas humanos — uma estratégia que permite uma visão dos tipos de movimentos necessários para produzir obras de arte pintadas com spray.

Para este estudo, o doutorando em robótica Gerry Chen e sua equipe convidaram dois artistas para pintar o alfabeto em um estilo grafite de letras garrafais. Conforme cada artista ia pintando, os cientistas registravam os movimentos da mão dele através da tela, bem como os movimentos da tinta spray em si.

Capturar trajetórias de latas de tinta de mão e dos jatos spray é crucial para que o robô seja capaz de pintar usando camadas, composição e movimento semelhantes aos de um artista humano.

Então, a equipe processou os dados para regular cada movimento em velocidade, aceleração e tamanho, e usou essas informações para o próximo estágio — projetando o hardware robô a cabo.

O robô da equipe está atualmente montado em uma estrutura de aço de 2,75 por 3 metros de altura, mas Chen diz que deve ser possível montá-lo diretamente em uma estrutura plana de quase qualquer tamanho, como a lateral de um edifício.

Para o terceiro estágio, a obra é convertida em sinais elétricos. Juntas, as figuras formam uma biblioteca de caracteres digitais, que pode ser programada em qualquer tamanho, perspectiva e combinação para produzir palavras para o robô pintar. Um artista humano escolhe formas da biblioteca e as usa para compor uma obra de arte. Para este estudo, a equipe optou por pintar as letras “ATL”.

Uma vez que a equipe escolhe uma sequência e posição de caracteres, eles usam equações matemáticas para gerar trajetórias para o robô seguir. Essas vias produzidas algoritmicamente garantem que o robô pinte com a velocidade, localização, orientação e perspectiva corretas. As vias, por fim, são convertidas em comandos motorizados a serem executados.

Algumas das indústrias mais típicas para aplicações robóticas incluem fabricação, biomedicina, automóveis, agricultura e serviços militares. Mas as artes, ao que parece, podem mostrar a robótica de uma forma especialmente incrível.

“As artes, especialmente a pintura ou a dança, exemplificam alguns dos movimentos mais complexos e nuances que os humanos podem fazer”, diz Chen. “Então, se queremos criar robôs que possam fazer as coisas altamente técnicas que os humanos fazem, então criar robôs que possam dançar ou pintar são grandes objetivos a serem atingidos. Esses são os tipos de habilidades que demonstram as capacidades extraordinárias dos robôs e também podem ser aplicadas a uma variedade de outras utilidades”.

Segundo Chens, o grafite é uma forma de arte que é inerentemente feita para ser vista pelas massas. “Nesse aspecto, sinto-me esperançoso de que possamos usar o grafite para comunicar a ideia de que robôs que trabalham em conjunto com humanos podem fazer contribuições positivas para a sociedade”.

Equipe quer ver robô pintar versões dimensionadas de obras originais
Atualmente, os planos da equipe para o robô estão centrados em dois impulsos principais: preservar e amplificar a arte. Para isso, eles estão experimentando a reprodução de formas pré-gravadas em diferentes escalas e testando a capacidade do robô de pintar superfícies maiores.

Essas habilidades permitiriam ao robô pintar versões dimensionadas de obras originais em diferentes pontos geográficos e para artistas fisicamente incapazes de se envolver em pintura em spray no local. Em teoria, um artista seria capaz de pintar uma obra de arte em uma parte do mundo, e um robô GTGraffiti reproduziria essa obra em outro lugar.

Chen prevê que o sistema robótico eventualmente terá recursos que permitem a interação artista-robô em tempo real. Ele espera desenvolver a tecnologia que poderia permitir que um artista parado ao pé de um edifício pulverizasse grafites de tinta em um pequeno espaço enquanto o robô movido a cabo copia a pintura com traços gigantes na lateral do edifício, por exemplo.

“Esperamos que nossa pesquisa possa ajudar os artistas a compor obras de arte que, executadas por um robô sobre-humano, comuniquem mensagens com mais força do que qualquer peça que possam ter pintado fisicamente”, diz Chen.

Publicado no servidor de pré-impressão arxiv, o estudo já foi revisado por pares e aceito para divulgação na Conferência Internacional sobre Robótica e Automação.

*Por Flavia Correia
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*Fonte: olhardigital

Conceito de navio voador autônomo com inspiração soviética quer revolucionar a logística marítima

A Flying Ship Company, com sede no estado americano da Virgínia, está trabalhando em um novo tipo de navio para o transporte marítimo de cargas, autônomo e voador. O veículo traz uma inspiração soviética, mais precisamente, na tecnologia Ekranoplan, que aproveita o princípio aerodinâmico do chamado “efeito solo” para voar sobre a água.

Ou seja, um trabalho dotado de princípios trazidos do final da década de 1960, sendo aplicados em uma estrutura atualizada em tecnologia, materiais e motores elétricos. Em seu site, a empresa afirma que o navio voador fornecerá “uma alternativa rápida e econômica às operações tradicionais de carga”, sendo até 10 vezes mais rápido que uma embarcação tradicional.

“Esses Flying Ships com patente pendente vão revolucionar o setor de logística global com a combinação de propulsão elétrica híbrida e aerodinâmica do século XXI. A integração desses conceitos diminui drasticamente o custo do veículo, melhora a eficiência do combustível e reduz as emissões de CO2”, diz a empresa ao apresentar seu vídeo no YouTube – que já superou a marca de 1 milhão de visualizações:

Um navio autônomo que voa
Basicamente, o efeito solo que sustenta o conceito do navio voador oferece uma redução no arrasto e usa o downwash das asas para criar uma almofada de ar abaixo delas, fazendo o veículo se elevar. Essa elevação adicional permite uma diminuição no uso de energia entre 30 a 50% em comparação com aeronaves tradicionais ao transportar o mesmo peso.

A embarcação também está sendo pensada para não precisar de tripulação, já que será equipada com tecnologia autônoma de ponta. Mas de início, a empresa indica que os navios elétricos serão semi-autônomos, tendo dez metros de comprimento para operações na infraestrutura marítima existente – usando marinas, praias e rampas para barcos já em operação. Em alcance, são estimadas 500 milhas náuticas (926 km) por carga e, em capacidade de carga, cada unidade poderá transportar 1.200 kg.

Por serem classificados como embarcações marítimas, os veículos não são regidos por reguladores federais do espaço aéreo, o que pode beneficiar uma entrada mais rápida no mercado e menores custos de desenvolvimento e operação. Agora, de acordo com a empresa, as gerações futuras não serão apenas totalmente autônomas, mas também maiores e farão uso de tecnologias alternativas de propulsão verde para dobrar o alcance e aumentar a capacidade de carga em até 2.700 kg.

*Por Ronnie Mancuzo
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*Fonte: olhardigital

Evtol: carro voador ‘Air One’ conclui testes de voo com sucesso

O segmento de mobilidade aérea está ganhando força na indústria automotiva. Apesar de ainda ter que superar vários obstáculos até se tornar algo viável, muitas startups se dedicam ao nicho de eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical) criando novos conceitos.

Uma delas é a israelense Air EV, que acaba de anunciar que concluiu com êxito novos testes de voos flutuantes com o seu protótipo, o Air One. A empresa despertou o interesse da mídia no ano passado com o seu modelo “baseado no DNA automotivo”.

O protótipo também passou por testes de queda, propulsão e estabilidade, bem como uso de energia e desempenho. O vídeo abaixo divulgado nesta terça-feira (12) mostra mais detalhes sobre os testes do Air One.

Mais voos estão programados para 2022, com uma possível data de entrega para 2024.

“Foi realmente inspirador ver o Air One decolar pela primeira vez. Estamos nessa jornada há quase cinco anos e mal podemos esperar para que o público se junte a nós”, disse Rani Plaut, CEO da startup, em comunicado.

A primeira decolagem oficial do Air One foi no dia 21 de junho, em Megiddo, Israel. Na ocasião, o protótipo de 868 kg conseguiu decolar, pairar e pousar sem problemas.

Vale ressaltar que uma das diferenças do Air One para outros eVTOLs é o fato do modelo ser projetado para uso pessoal. Com trem de pouso retrátil, asas dobráveis e ar esportivo, a ideia é que o veículo possa ficar estacionado na garagem e utilizado para deslocamento diário (desde que o proprietário tenha certificação de piloto).

Com velocidade máxima de 250 km/h, o Air One pode transportar duas pessoas e uma carga útil de até 250 kg. O alcance por carga é de cerca de 177 km, informa a fabricante. Por ora, os interessados podem reservar uma unidade pagando uma taxa de US$ 1 mil. O preço final, no entanto, deve partir de US$ 150 mil.

*Por Gabriel Servio
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*Fonte: olhardigital

“Bateria de areia”? Solução é mais barata e pode armazenar energia por meses

Quando você pensa em soluções de energia, pode não imaginar 100 toneladas de areia de construção empilhadas dentro de um enorme silo.

Entretanto, a startup finlandesa Polar Night Energy descobriu que a areia pode, sim, ser o ingrediente secreto para o armazenamento energético.

Como a “bateria de areia” funciona?
Primeiro, um container de aço de 4×7 metros é preenchido com centenas de toneladas de areia que, sem seguida, é aquecida com energia eólica ou solar e armazenada por meses. É, efetivamente, uma bateria de areia gigante.

Embora a energia eólica e solar sejam extremamente úteis, elas oferecem apenas energia intermitente. Ou seja, não pode ser armazenada em sua forma original e, por isso, só é transformada em eletricidade enquanto o recurso estiver disponível no sistema de geração.

Por outro lado, a areia é durável e barata e pode armazenar muito calor sem dissipação a uma temperatura de cerca de 500 a 600 graus Celsius. Isso significa que, uma vez aquecido, o silo pode permanecer quente por meses com intervenção mínima.

Especificamente, o sistema pode descarregar um máximo de 100kW de energia térmica e tem uma capacidade total de energia de 8MWh.

A bateria de areia da empresa está atualmente atendendo o distrito de Kankaanpää, na Finlândia, mantendo casas, escritórios, fábricas e a piscina pública local aquecidos.

Como nasceu a “bateria de areia”?
A Polar Night Energy foi fundada em 2016 por dois jovens especialistas ​​em energia térmica. A ideia, que nasceu no ambiente universitário, começou a ser aplicada no mundo real quando a dupla firmou uma parceria com o fornecedor de energia Vatajankoski.Além disso, a startup ganhou apoio do governo local. O país enfrenta a falta de combustível devido ao aumento dos preços do gás. A Rússia cortou o fornecimento de gás à Finlândia por se recusar a pagar em rublos. Não é uma boa notícia para a Finlândia, um país que experimenta invernos longos e frios.

Mas, por meio da parceria de sucesso, a Polar Night Energy representa um ótimo exemplo de como a criatividade pode resolver problemas ambientais e sociais complexos.

*Por Jennifer Cardoso
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*Fonte: olhardigital

Como a tecnologia está nos transformando em crédulos incondicionais

A tese é simples: com tanta coisa maravilhosa surgindo todos os dias, as pessoas estão acreditando que tudo é possível. Tudo mesmo.

“Google, quando o abacate que eu comprei vai ficar maduro?”

Por exemplo: acreditar que qualquer coisa que você pergunte ao Google, por mais bizarra que seja (“Google, quando vou morrer?”), possa de alguma maneira ser respondida.

Mas o ponto nem é a pergunta ser respondia, porque elas sempre são. A questão é o quanto você acredita nela ou não. E, desconfio, a credibilidade dos oráculos tecnológicos tem aumentado a cada geração.

Velhos e jovens: será que acreditam (ou desconfiam) de forma diferente?
Você já viu o novo aplicativo que você tira uma foto de um objeto, envia para um amigo e ele se materializa de verdade? O seu amigo só tem que apontar o celular para uma superfície, aí rola uma espécie de realidade aumentada e o objeto vai surgindo, que nem no teletransporte de Jornada nas Estrelas.

Um cara mais velho vai falar: “Hein??? Hahaha, bebeu???

E, talvez, um garotinho reaja de forma diferente: “Séééério??? Onde baixa??”

Claro, é um exagero, mas é só pra carregar nas cores da minha singela tese.

Por mais mágica que seja a promessa de uma nova tecnologia, as gerações mais novas gastam menos tempo desconfiando do que os mais velhos. Claro, faz parte da ingenuidade da idade mesmo.

Mas tem outro motivo: os mais velhos tem uma realidade e uma experiência prévia para comparar, enquanto que os mais jovens estão chegando ao planeta agora e ainda estão em modo tutorial. Você chega em um lugar novo e simplesmente observa e absorve. Quer conhecer. Os questionamentos vêm mais tarde.

Na escola era a mesma coisa, lembra? Você assistia as aulas com uma postura mais passiva, os questionamentos e as desconfianças (Cabral abriu demais a curva da Africa e acabou descobrindo o Brasil) isso veio muito mais tarde.

No começo das nossas existências, somos todos esponjas.


Tecno Fé

Tem uma expressão em inglês, que você deve conhecer e que resume bem essa postura, que é o “take for granted”. É aceitar algo como de direito, como fato inquestionável. É uma super familiaridade com as coisas, que parecem que sempre estiveram por aí desde sempre e que nem damos mais importância.

Algo próximo da própria definição de fé.

Fé é acreditar sem questionar. A coisa é a coisa e pronto. Eu acredito. Mesmo que o meu lado racional insista que unicórnios não existem. Veja bem, não estou criticando a fé. Estou apenas explorando o grau de devoção a uma crença qualquer.

Mas qual atitude é a melhor no fim das contas?

Será que a nova geração é mais aberta ao novo? Será que gente mais velha é mais desconfiada?

Pode ser que sim, mas o outro lado da moeda traz uma outra possibilidade. Os mais novos são também mais facilmente iludidos com falsas promessas. É uma geração que acredita em mágica. E, como sabemos, mágicas não são coisas reais. Mágicas são ilusões, truques.

Enfim, existe uma diferença enorme entre a saudável atitude de querer acreditar nas coisas e a crença cega e incondicional.


Concluindo

Não quero passar a impressão de que este post seja um daqueles que comparam gerações porque isso nunca funciona. Não dá para rotular atitudes por gerações, cravar atitudes coletivas baseado na data da certidão de nascimento como se fosse horóscopo (“se você nasceu depois do ano tal, então você é assim ou assado…”). Mas separar por blocões em ordem de chegada e de exposição ao planeta e as coisas da vida é uma forma de tentar enxergar tendências para a humanidade. E me parece que há uma mudança de atitude importante acontecendo.

A única coisa que acho que deveríamos ficar atentos é nunca esquecer do que existe por trás das mágicas. Eu costumo dizer que o meu filho cresceu vendo a louça aparecer de volta no armário, limpinha, como se fosse mágica. Claro, alguém teve que lavar tudo, mas ele não viu. E por isso vai aprendendo que louça fica limpa por mágica. Mas ignorar o processo é um erro grave.

Achar que toda essa liberdade de expressão ou a vontade de um mundo mais justo e evoluído é uma exclusividade da geração atual e esquecer que milhões de outros seres humanos brigaram por milhares de anos para que os jovens herdassem esse mundo bacana de hoje seria também um erro grave.

O ideal, como sempre, é pegar o melhor dos dois universos.

Crédulos, condicionais e conscientes dos processos e de como as coisas funcionam.

Para não sermos uma espécie que entra em extinção se acabar a energia elétrica.

*Por Wagner Brenner
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*Fonte: updateordie

Sony registra patente para Lentes de Contato que filma

A gigante tecnológica Sony registrou uma patente de lentes de contato que podem filmar, reproduzir e ainda armazenar gravações bem diante de seus olhos.

Se você está por dentro da série distópica Black Mirror da Netflix, talvez possa entender o porquê de tanta aversão diante da patente registrada pela Sony – lentes de contato “smart”, com uma câmera embutida que pode gravar, reproduzir e ainda armazenar vídeos bem diante de seus olhos.

Com a Google e a Samsung tendo já preenchido patentes para lentes de contato com minúsculas câmeras acopladas, essas coisas parecem ser inevitáveis e ter o potencial para mudar tudo no modo com que interagimos uns com os outros… para melhor ou para pior.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

Então sim, isso significa que no futuro nós todos poderíamos reproduzir gravações de conversas passadas com nossos amigos, família e parceiros para ganhar uma discussão, como no terceiro episódio da primeira temporada de Black Mirror. Mas nós temos mais fé na bondade do ser humano do que o episódio aponta, certo?

Apesar dos potenciais abusos, a tecnologia por trás desses novos olhos “smart” é na realmente incrível. A patente descreve lentes de contato que podem detectar a diferença entre uma piscada voluntária e uma natural, e responde através disso iniciando ou terminando a gravação.

“É fato que o tempo de duração de uma piscada normal é de 0,2 à 0,4 segundos, e desse modo, podemos afirmar que nos casos em que a piscada ultrapassa o tempo de 0,5 segundos, ela é consciente,” assegura o documento de registro da patente.

Mesmo que você possa pensar que a Samsung está a frente da Sony por sua patente de lentes ter vindo a público três semanas antes, a diferença chave é que as lentes da Sony possuem um mecanismo de armazenamento interno.

Quando você grava vídeos usando as lentes de contato hipotéticas da Samsung, a gravação é enviada diretamente para um dispositivo de armazenamento externo, como seu celular. Porém, a patente da Sony descreve uma tecnologia que te permite guardar tudo ali mesmo nas lentes para um acesso mais rápido e fácil aos seus vídeos.

Mas como ela faz tudo isso? Como o portal Tech Story afirma, as lentes estariam equipadas com minúsculos sensores piezoelétricos, que podem medir mudanças na pressão, aceleração, temperatura ou força ao convertê-las em carga elétrica. Estes sensores leriam os movimentos oculares do usuário e então começariam a gravar.

Para ter energia suficiente para sustentar a gravação, as lentes usariam o processo conhecido como indução eletromagnética, onde um condutor passa por um campo magnético, induzindo uma pequena corrente elétrica.

Não obstante, as lentes podem também ser ajustadas conforme a inclinação dos olhos do usuário, e focarem sozinhas quando a imagem ficar borrada.

“A patente da Sony descreve um mostrador com controladores adicionais que podem ser ativados por um ‘sensor de inclinação’,” afirma Rhodi Lee para o portal Tech Times. “As lentes podem ainda ter controle de abertura, foco automático e estabilização de imagem para desfazer na imagem o borrão causado pelo movimento do globo ocular.”

No entanto, todas as patentes de “olhos smart” sejam da Google, Samsung ou Sony ainda estão muito longe de serem verdade.

Porém, como aponta Rhodi Lee, há evidência de que estas companhias estão pensando sobre essa tecnologia há muitos anos, então tudo indica que elas não planejam em desistir dessa inovação agora. O futuro está chegando, e vamos torcer para que não seja completamente desanimador como foi em Black Mirror.

*Por Maria Vitoria Moura Cabrera
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*Fonte: universoracionalista

Turismo espacial pode ser nova ameaça à camada de ozônio, diz estudo

Publicado na revista Earth’s Future, um estudo fruto da colaboração entre cientistas da University College London (UCL), University of Cambridge e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), projeta os potenciais danos do turismo espacial para a camada de ozônio, e a contribuição desse novo seguimento para o aquecimento global.

Emissão de gases, lixo espacial, aquecimento na reentrada. Esses foram alguns dos dados analisados pelos pesquisadores para tentar prever quais seriam os impactos dos lançamentos de foguetes para o turismo espacial.

Ao analisarem os dados de 103 lançamentos, que ocorreram ao redor do mundo, no ano de 2019, o modelo 3D de química atmosférica apontou alguns dados alarmantes.

Os resíduos liberados pelos lançamentos dos foguetes são 500 vezes mais eficientes em manter o calor na atmosfera do que todas as outras fontes de fuligem e gases somados, inclusive os da indústria da aviação.

Outro fator observado, é que esses resíduos são liberados diretamente na estratosfera, durante o desacoplamento dos estágios dos foguetes, afetando a camada de ozônio.

Desde 1987, com a implementação do Protocolo de Montreal, a emissão de gases e fuligem tem sido amplamente discutidas, a fim de manter e recuperar a camada de ozônio.

Esse tratado internacional tem obtido sucesso em seu objetivo, mas caso não haja uma regulamentação para a indústria do turismo espacial, pode haver uma regressão nessas conquistas.

Com investimentos crescentes, o turismo espacial não está mais apenas no mundo das ideias. Empresas como a SpaceX, Blue Origin e Virgin Galatic, têm projetos bastante audaciosos no seguimento.

Mesmo que atualmente as emissões e impactos sejam mínimos, devido ao cenário eminente, os pesquisadores discutem sobre a importância da criação de uma regulamentação, para que os danos sejam minimizados, desde já, evitando que os avanços conquistados, como a recomposição da camada de ozônio, por exemplo, não sejam perdidos.

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*Fonte: tecmundo

Fifa vai usar tecnologia semiautomática de impedimento na Copa do Mundo 2022

Faltando pouco menos de cinco meses para a Copa do Mundo Qatar-2022, mais uma novidade foi revelada. Depois de mascote, sorteio e das últimas repescagens, a Fifa agora anunciou a tecnologia semiautomática que será usada para definir o impedimento nos jogos da maior competição do mundo.

A entidade internacional de futebol já testou a tecnologia em outros torneios e garantiu o sucesso do sistema. De acordo com a Fifa, ele fornece um alerta de impedimento automatizado para a equipe de arbitragem de vídeo e de campo, com uma animação 3D comunicando aos torcedores no estádio e telespectadores em casa.

O sistema usa 12 câmeras de rastreamento dedicadas, montadas sob o teto do estádio, para rastrear a bola Al Rihla e até 29 pontos de dados de cada jogador, 50 vezes por segundo, calculando a posição exata em campo. Os dados dos atletas incluem membros e extremidades relevantes para a definição de um impedimento.

A bola do mundial também vai detectar com um sensor de unidade de medição inercial dentro dela. O sensor, no centro da bola, envia os dados para a sala da arbitragem de vídeos 500 vezes por segundo, possibilitando a identificação específica do ponto de chute.

Combinando os dados e aplicando inteligência artificial, o alerta chega para a arbitragem, que verifica a proposta e define se houve ou não impedimento. A tecnologia semiautomática vai agilizar bastante a marcação da infração, reduzindo o tempo de espera para segundos.

A animação 3D vai mostrar aos espectadores detalhes do impedimento. Imagem: Reprodução
Depois de confirmada a decisão, a animação 3D será exibida nas telas, informando aos torcedores. A nova tecnologia da Fifa foi testada durante a Copa Árabe de 2021 e o Mundial de Clubes do mesmo ano. Nas competições, os dados foram analisados pelo MIT Sports Lab, com o TRACK da Victoria University validando cientificamente a tecnologia de rastreamento de membros.

“Essa tecnologia é o culminar de três anos de pesquisa e testes dedicados para fornecer o melhor para as equipes, jogadores e torcedores que irão para o Qatar no final deste ano, e a Fifa está orgulhosa desse trabalho, pois esperamos que o mundo vendo os benefícios da tecnologia semiautomática de impedimento na Copa do Mundo”, disse Gianni Infantino, presidente da Fifa.

A Copa do Mundo Qatar-2022 começa no dia 21 de novembro. O Brasil está no grupo G, junto com Sérvia, Suíça e Camarões. A seleção brasileira estreia no dia 24 de novembro, diante da Sérvia, às 15h (horário de Brasília), no Lusail Stadium.

*Por Karol Albuquerque
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*Fonte: olhardigital

Gigantesco hotel voador nuclear, capaz de ficar anos sem pousar, chama a atenção em vídeo

Um vídeo impressionante apresenta uma gigantesca aeronave movida a energia nuclear, chamada Sky Cruise, “um hotel futurista acima das nuvens”, como descreve o canal do comunicador científico Hashem Al-Ghaili, no YouTube. Criado em CGI, o conceito é muito bem detalhado pelas imagens, inclusive em seus ambientes internos modernos.

Há um misto entre mega embarcação de cruzeiro e estação espacial para um hotel voador com espaço para mais de 5.000 convidados, em voos quase sem escalas. Isso porque o veículo “nunca ficaria sem combustível”, permanecendo no ar por anos a fio, conforme explicam os criadores.

Inteligência artificial pilotando o hotel voador nuclear
Pilotado por inteligência artificial (IA), o gigantesco hotel voador teria sua própria torre de observação (também enorme) em forma de disco. Nela, os passageiros poderiam ver as paisagens ao redor, nas alturas, “acima das nuvens”, como salienta o vídeo. Dê uma olhada e se assombre:

Qualquer turbulência ou problemas afins seriam previstos e analisados pela IA do veículo futurista. Além disso, a animação de Al-Ghaili com desenhos de Tony Holmsten afirma que o Sky Cruise não teria pegada de carbono. Seus 20 motores elétricos seriam responsáveis pela propulsão da estrutura, alimentados apenas por um “pequeno reator nuclear” trabalhando sob reação de fusão altamente controlada.

Manutenção da aeronave feita no ar
“Graças à energia nuclear, o hotel nunca fica sem combustível e pode permanecer suspenso no ar por vários anos sem nunca tocar o solo”, afirmam os responsáveis pela obra. Os hóspedes voariam para o hotel nas alturas em jatos comerciais ou particulares e deixariam o local da mesma forma – e todos os reparos do veículo seriam feitos no ar.

Diversas atrações estariam espalhadas em ambientes como restaurantes de luxo e um enorme shopping center (que se destaca nas imagens com inúmeras escadas rolantes). Academias, teatros, piscinas, serviços médicos e de bem-estar, espaços para eventos e muito mais seriam apresentados aos afortunados passageiros do hotel voador nuclear.

Inclusive seria possível a um casal fazer uma grande festa de casamento no Sky Cruise, após um bom tempo de namoro pelos céus. É claro, nos inúmeros comentários pelas redes sociais, há quem questione a viabilidade aerodinâmica da aeronave (e também o tamanho do desastre se esse gigantesco veículo nuclear com 5.000 pessoas dentro acabasse caindo).

*Por Ronnie Mancuzo
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*Fonte: olhardigital