6 tecnologias que vão mudar nossas vidas até 2030

Embora muita gente não saiba, tudo que cerca o homem é tecnologia, desde a pedra lascada até fotos do solo de Marte. Com o passar dos tempos, a evolução da tecnologia se acelerou de tal forma que pôde permitir a alguém que nasceu na era do rádio alcançar a era da internet.

Vejamos algumas tecnologias que já estão entre nós atualmente, mas que ainda vão modificar bastante a forma como vivemos num futuro não muito distante.

6 tecnologias que vão impactar o mundo até 2030

1. Carros autônomos

Até 2026, estima-se que 10 por cento da frota dos EUA seja de veículos autônomos. Várias empresas já possuem testes em estágios avançados. As pessoas poderão entrar em táxis, falar o endereço e ser levadas até o destino, tudo sem a presença de um motorista humano. Carros elétricos autônomos significam maior segurança no trânsito e diminuição da poluição do ar.

2. Roupas inteligentes

As roupas ganharão chips. Elas serão capazes de se adequar à temperatura ambiente, aquecendo ou arejando o seu dono, além de fornecer informações sobre seu corpo.

3. Inteligência artificial

Já pensou em eleger um novo diretor executivo de uma empresa fornecendo dados sobre os candidatos e deixando que um robô escolha o mais adequado para a função? Isso não está muito longe de acontecer.

4. Impressão 3D

De objetos a órgãos de seres vivos, tudo poderá ser impresso em 3D. Como podemos imaginar, a área da medicina será a mais beneficiada. Com órgãos sendo impressos em 3D, as pessoas não precisarão esperar por doações.

5. Supercomputadores de mão

Os smartphones que usamos hoje são muito mais potentes que nossos primeiros PCs. A evolução não vai parar. Em poucos anos, você terá um celular mais complexo que o computador mais rápido com o qual já teve contato.

6. A internet será cada vez mais necessária

Até 2024, 6,4 bilhões de pessoas (80 por cento da população mundial) terão uma identidade digital. Em alguns lugares, será impossível “viver” sem estar conectado à internet, seja para um simples acesso à rede social, como para realizar pagamentos em lojas sem operadores de caixa. Neste sentido, a tecnologia 5G terá papel fundamental na ampliação do fornecimento das conexões móveis, além da melhoria do sinal.

*Por Ramalho Lima

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*Fonte: techmundo

Tesla começa a produzir em larga escala telhas que geram energia solar (e são mais baratas do que as telhas convencionais)

A telha solar da Tesla já foi testada, aprovada e agora está sendo comercializada em pequena escala em Fremont, na Califórnia. Além de resistente – Elon Musk garante que o produto dura mais de 50 anos! –, a tecnologia promete ser mais barata do que um modelo de telha comum.

Com tanto sucesso, a Tesla anunciou que a produção em larga escala da telha solar já tem endereço: Buffalo, em Nova York. Centenas de funcionários já foram contratados e as máquinas já foram instaladas em uma fábrica de 1,2 milhão de metros quadrados.

Leia também: Nada de gastar com ar-condicionado! A película que custa centavos e promete refrigerar as casas no verão (sem eletricidade)

A meta é produzir, em telhas, o equivalente à geração de 2 gigawatts/ano, apenas nesta primeira fábrica. A Tesla ainda não revelou a quantidade de vendas que já realizou do produto, mas garante que a demanda está alta. Ia curtir ter telhas solares na sua casa?

*Por Jessica Miwa

 

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*Fonte: thegreenestpost

Ciência Pesquisadores de MG criam espuma que absorve agrotóxicos dos alimentos e da água

Que o plástico é um problema ambiental seríssimo, todos sabemos. Mas suas complicações vão além da poluição e já temos até pesquisas sobre o material estar dentro do nosso corpo. Em uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, cientistas buscavam formas sustentáveis para substituir o plástico e acabaram desenvolvendo uma espuma capaz de reconhecer e absorver herbicidas dos alimentos e da água.

A tal espuma é de poliuretano, um tipo de matéria plástica usada para criar esponjas, espumas isolantes térmicas e acústicas e até solados de calçados. A novidade foi criada a partir de resíduos da indústria petroquímica e componentes naturais, como o óleo de mamona. A combinação facilitou a interação de grupos químicos com os pesticidas e possibilitou a identificação dos agrotóxicos.
Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Os pesquisadores tinham a preocupação da espuma chegar a extrair os nutrientes dos alimentos, mas os testes comprovaram que o produto apenas retira os agrotóxicos sem prejudicar as propriedades nutricionais dos alimentos. “A eficiência é em torno de 90% da espuma com resíduo, e como resíduo puro chega a 95% da remoção do pesticida”, explicou Lena Braga, engenheira química e pós-doutoranda da UFMG, ao site do jornal O Tempo.

A ideia é desenvolver um filme plástico a partir do material da espuma que, ao embalar o alimento em casa ou nos supermercados, consiga detectar e retirar os pesticidas. No caso da alface, por exemplo, se a folha for colocada na água com a espuma, o pesticida não vai passar para o líquido.

A pesquisa liderada pela engenheira química Marys Lane Almeida foi publicada no Journal of Hazardous Materials, em março deste ano.

Pensando ainda em alimentação e meio ambiente, a discussão sobre a nossa saúde está em foco com os absurdos da “PL do Veneno”, Projeto de Lei 6299/02 que visa atualizar a lei dos agrotóxicos, de 1989, mudando o termo “agrotóxico” para “defensivo fitossanitário” – entre outras bizarrices que favorecem o agronegócio. A proposta é do atual ministro da agricultura, pecuária e abastecimento, Blairo Maggi, do PP – já vale ficar de olho no partido e nas ideias que não pensam mais em sua conta bancária que na nossa saúde.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Vietnamita usa capim para fabricar canudos compostáveis

O cerco está fechando para a indústria de plásticos. Ao passo que as legislações se tornam mais rigorosas, soluções das mais diversas empresas, especialmente as de pequeno porte, surgem para mostrar que é possível sim gerarmos menos resíduos plásticos. Exemplo disso, é a companhia Ống Hút Cỏ, que está fazendo canudinhos compostáveis com um tipo de grama selvagem local, similar ao junco, que já tem o formato de tubo.

Liderada pelo jovem empresário Tran Minh Tien, a ideia da empresa é aproveitar de um material abundante na região, o capim que cresce selvagemente ao longo do Delta do Rio Mecom, uma região no Vietnã. O produto ainda gera renda a um grupo de mulheres artesãs que residem na província de Long An.

Para produzir o acessório ecológico e seguro para alimentos, a espécie é colhida, lavada e cortada em tubos do tamanho de um canudinho normal. O passo seguinte é usar uma barra de ferro para limpar a parte interna dos canudos e finalmente passá-los por uma última lavagem. O produto final é vendido para restaurantes e pode ser comercializado de duas formas: seco ou verde.

Na versão fresca, o lote é vendido em um pacote de 100 canudos, que é apenas colhido e embrulhado em folhas de bananeira. Sem passar pelo processo mencionado acima. Estes, geralmente, duram cerca de duas semanas na geladeira, mas é possível aumentar a vida útil fervendo os canudinhos em casa com um pouco de sal, deixando-os secar e depois guardando em local fresco e seco.

Já no lote vendido seco, após a lavagem final, os canudos são deixados ao sol por dois ou três dias e depois assados ​​no forno. Isso faz com que o tempo de vida útil do produto seja prolongado em até seis meses, se deixado em temperatura ambiente.

Secos ou frescos, os canudinhos são comestíveis, compostáveis, livres de produtos químicos e conservantes. Melhor que isso, só se deixar de usá-los mesmo. Especialmente no Brasil, que é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo e recicla apenas 1,28% do total produzido. Mas sabemos que os canudos podem ser úteis e são de grande ajuda em muitos casos.

Por enquanto, os canudinhos de grama são vendidos somente no Vietnã, mas já está em estudo e testes a possibilidade de ampliar o negócio para outros países.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Maioria dos planetas não tem campo magnético para sustentar a vida

Temos negligenciado um fator importante na busca por vida em outros mundos, nos concentramos em temperaturas sem considerar a importância dos campos magnéticos.

Infelizmente, parece que campos magnéticos como os da Terra são muito raros, sugerindo que quase todos os planetas que encontramos são desprovidos de vida – de como conhecemos.

Marte e Vênus inicialmente tiveram muita água.

Os cientistas agora estão convencidos de que a perda de seus campos magnéticos permitiu que a radiação solar dispersasse o vapor de água de suas atmosferas. O hidrogênio escapou, tornando-os os desertos que são hoje.

Então, todos os exoplanetas que estamos encontrando dentro das “zonas habitáveis” das estrelas provavelmente são paraísos parecidos com a Terra ou terrenos infernais como Vênus?

Sarah McIntyre, estudante de doutorado da Universidade Nacional Australiana, modelou a chance de ter campos magnéticos fortes o suficiente para torná-los lugares que você gostaria de visitar.

Infelizmente, a notícia é ruim para os caronas galácticos. No Monthly Notices da Royal Astronomical Society (pré-impressão disponível no arXiv ) McIntyre relata que entre uma amostra de 496 planetas encontrados em torno de outras estrelas, apenas um tem mesmo a possibilidade de um campo magnético mais forte do que a da Terra.

A maioria não possui nenhum, ou campos muito fracos para conseguir manter uma atmosfera.

Não podemos medir diretamente os campos magnéticos de mundos além do Sistema Solar, mas acredita-se que uma fórmula baseada em fatores como o raio de um planeta, o tamanho e a densidade de seu núcleo líquido externo e constantes universais conhecidas indiquem a força do campo.

O Telescópio Espacial Kepler nos deu boas indicações dos raios dos planetas que encontrou. McIntyre disse à IFLScience que as principais características relevantes podem ser derivadas disso, juntamente com a massa planetária e a taxa de rotação.

Acredita-se que mais de 99% dos planetas da amostra de McIntyre estejam em rotação sincronizada, de modo que o planeta sempre tem a mesma face virada para a sua estrela hospedeira, como a Lua faz com a Terra, de modo que o período de rotação coincide com o tempo que levam à órbita.

Para colocar o último prego no caixão das chances desses mundos de hospedar a vida, a maioria deles orbita estrelas tipo M (anãs vermelhas), que são propensas a explosões espetaculares de radiação que significam campos ainda mais fortes do que o de nosso próprio planeta podem ser necessário para proteger qualquer água preciosa.

Outra observação que deveria ser colocada em perspectiva, é que cerca de 70% de todas as estrelas do Universo são do tipo anã. Tudo isso pode ajudar a explicar a ausência de visitantes extraterrestres e também serve como um lembrete de que nossa casa é preciosa.

McIntyre reconhece que nossos métodos de descoberta de planetas criaram uma amostra distorcida, particularmente no ”oversampling” – esse é o processo de amostragem de um sinal em uma frequência de amostragem significativamente maior do que a taxa de Nyquist – de mundos aguáticos às vezes em rotação sincronizada, e sugere que estes sejam ampliados.

O artigo contém um apelo para priorizar os planetas que provavelmente terão campos magnéticos fortes para estudos futuros, algo que McIntyre disse à IFLScience, eque não está acontecendo com as missões em andamento e planejadas.

A única exceção na amostra de McIntyre é o Kepler-186f, que orbita uma estrela do tipo K, tornando-se duplamente digno de mais investigações.

*Por Davison Filipe

 

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*Fonte: realidadesimulada

Robô humanoide ensina Budismo em templo no Japão

O templo de Kodaiji em Kyoto, Japão, é a nova casa do robô humanoide Mindar que realiza palestras sobre os ensinamentos de Buda aos visitantes. Desenvolvido por um time de cientistas da Universidade de Osaka, a máquina foi moldada para representar uma versão futurista de Kannon, a deidade da compaixão, e é capaz manter contato visual e até responder perguntas. Mindar estará em exposição até o dia seis de maio.

O robô possui um metro e noventa e cinco centímetros de altura, tem seu corpo revestido com aço inoxidável e custou cerca de 90 mil dólares. O líder do time de criação de Mindar foi o professor Hiroshi Ishiguro, que é famoso por construir diversas máquinas humanóides no país como apresentadores de televisão e até crianças. Os trabalhos de Hiroshi sempre tentam imitar ao máximo a aparência humana; mas, Mindar é diferente e deixa bem clara a aparência robótica — uma mistura um pouco assustadora de Ghost in the Shell com Eu, Robô.

Tensho Goto, monge e chefe da administração do templo, afirmou em uma entrevista ao South China Morning Post que acredita na capacidade de Mindar em atrair pessoas para o Budismo: “Nós já temos várias esculturas, mas todas estão paradas. Nós queríamos algo que pudesse falar para ajudar as pessoas a criarem um vínculo maior”. Se você estiver curioso para saber como a androide funciona, a agência de notícias Kyodo News produziu um vídeo mostrando o trabalho de Mindar.

*Por Tadeu Antonio Mattos

 

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*Fonte: megacurioso

Nova York vai ganhar uma frota de veículos autônomos em breve

O complexo industrial-comercial Brooklyn Navy Yard, em Nova York, vai receber a primeira frota de veículos auto-dirigíveis da cidade. A empresa responsável é a Optimus Ride, de Boston, que teve início no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT).

Apesar de diversas demonstrações de veículos autônomos já terem acontecido em Nova York, a Optimus Prime afirma ser a primeira a levá-los a nível comercial. O estado tem regras bastante restritivas quanto a esse tipo de tecnologia, exigindo que policiais pagos pela empresa acompanhem todo o trajeto do veículo em vias públicas.

Os políticos do estado ainda são bastante resistentes a implantação de veículos auto-dirigíveis como meio de transporte viável, e buscam dar preferência a melhorias no metrô, segundo o portal The Verge. Para evitar conflitos com as autoridades, a Optimus Prime optou por limitar que seus carros circulem apenas dentro de ruas privadas, como as do Brooklyn Navy Yard.

A empresa não revelou quantos veículos serão entregues, nem quais as especificações técnicas dos mesmo, mas afirmou que pretende aumentar gradualmente a frota. Sobre a tecnologia utilizada um representante afirmou que “Optimus Ride utiliza Veículos Eléctricos de Vizinhança (NEV), concebidos para operar em um limite de 25 milhas por hora (40 km/h). O Optimus Ride é independente de veículos e pode integrar as nossas tecnologias de condução automática em qualquer tipo de veículo.”

*Por Carolina Bernardi

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*Fonte: techmundo

Uma nova análise genética finalmente revela a identidade de Jack, o Estripador?

Testes genéticos apontam para Aaron Kosminski, um barbeiro polonês de 23 anos e um dos principais suspeitos da polícia na época. Mas os críticos dizem que a evidência não é forte o suficiente para declarar o caso encerrado.
Uma imagem histórica da polícia descobrindo uma vítima de assassinato de Jack, o Estripador.

Os resultados vêm de um exame forense de um xale de seda manchado que os investigadores disseram ter sido encontrado ao lado do corpo mutilado de Catherine Eddowes, a quarta vítima do assassino, em 1888. O xale é salpicado com o que se diz ser sangue e sêmen. Acredita-se que seja do assassino. Quatro outras mulheres em Londres também foram assassinadas em uma onda de 3 meses e o culpado nunca foi confirmado.

Esta não é a primeira vez que Kosminski está ligado aos crimes. Mas é a primeira vez que a evidência de DNA de apoio foi publicada em um periódico revisado por pares. Os primeiros testes genéticos em amostras de xale foram realizados há vários anos por Jari Louhelainen, um bioquímico da Universidade John Moores, no Reino Unido, mas ele disse que queria esperar que o barulho diminuísse antes de apresentar os resultados. O autor Russell Edwards, que comprou o xale em 2007 e deu a Louhelainen, usou os resultados inéditos dos testes para identificar Kosminski como o assassino em um livro de 2014 chamado Naming Jack the Ripper. Mas os geneticistas reclamaram na época que era impossível avaliar as alegações porque poucos detalhes técnicos sobre a análise de amostras genéticas do xale estavam disponíveis.

O novo artigo expõe isso, até certo ponto. No que Louhelainen e seu colega David Miller, um especialista em reprodução e esperma na Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirmam ser “a análise genética mais sistemática e avançada até agora em relação aos assassinatos de Jack, o Estripador”, eles descrevem. Os testes compararam fragmentos de DNA mitocondrial – a porção do DNA herdada apenas da mãe – recuperados do xale com amostras retiradas de descendentes vivos de Eddowes e Kosminski. O DNA coincide com o de um parente vivo do Kosminki , eles concluem no Journal of Forensic Sciences .

A análise também sugere que o assassino tinha cabelos castanhos e olhos castanhos, o que concorda com as evidências de uma testemunha ocular. “Essas características certamente não são únicas”, admitem os autores em seu artigo. Mas os olhos azuis são agora mais comuns do que marrons na Inglaterra, observam os pesquisadores.

É improvável que os resultados satisfaçam os críticos. Detalhes importantes sobre as variantes genéticas específicas identificadas e comparadas entre as amostras de DNA não estão incluídos no artigo.

Os autores afirmam em seu artigo que o Data Protection Act, uma lei do Reino Unido destinada a proteger a privacidade dos indivíduos, os impede de publicar as sequências genéticas dos parentes vivos de Eddowes e Kosminski. O gráfico do artigo, dizem eles, é mais fácil para os não-cientistas entenderem, especialmente “os interessados ​​no verdadeiro crime”.

Walther Parson, um cientista forense do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Innsbruck, na Áustria, diz que as sequências de DNA mitocondrial não representam risco de privacidade e os autores deveriam tê-las incluído no artigo. “Caso contrário, o leitor não pode julgar o resultado. Eu me pergunto para onde a ciência e a pesquisa estão indo quando começamos a evitar mostrar resultados.”

Hansi Weissensteiner, especialista em DNA mitocondrial também em Innsbruck, também discorda da análise do DNA mitocondrial, que, segundo ele, só pode mostrar com segurança que pessoas – ou duas amostras de DNA – não estão relacionadas. “Com base no DNA mitocondrial, só se pode excluir um suspeito”. Em outras palavras, o DNA mitocondrial do xale pode ser de Kosminski, mas provavelmente também pode ter vindo de milhares de pessoas que moravam em Londres na época.

Outros críticos da teoria de Kosminsky apontaram que não há evidência de que o xale estivesse na cena do crime. Também poderia ter sido contaminado ao longo dos anos, dizem eles.

Os novos testes não são a primeira tentativa de identificar Jack, o Estripador, do DNA. Vários anos atrás, a autora norte-americana de crimes Patricia Cornwell pediu a outros cientistas que analisassem qualquer DNA em amostras retiradas de cartas supostamente enviadas pelo serial killer para a polícia. Com base nessa análise de DNA e em outras pistas, ela disse que o assassino era o pintor Walter Sickert, embora muitos especialistas acreditem que essas letras sejam falsas. Outra análise genética das cartas dizia que o assassino poderia ser uma mulher. [Science]

 

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*Fonte: socientifica

A tecnologia que promete remover CO2 do ar e transformar em pó

Uma tecnologia que retira dióxido de carbono do ar está recebendo investimento de algumas das maiores empresas de combustível fóssil do mundo.

A Carbon Engineering, de British Columbia, no Canadá, afirma que consegue “capturar” CO2 da atmosfera de maneira eficiente e econômica.

A empresa recebeu US$ 68 milhões em investimentos da Chevron, da Occidental e da gigante de extração mineral BHP.

Mas ambientalistas temem que essa tecnologia seja usada para extrair volumes ainda maiores de petróleo.

Diante das metas internacionais de redução de gases do efeito estufa, várias empresas entraram na corrida por uma tecnologia capaz de reduzir o dióxido de carbono do ar. A empresa suíça Climeworks, por exemplo, já atua capturando CO2 do ar para usar na produção de vegetais.

Já a Carbon Engineering diz que é capaz de capturar gás carbônico do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

O desenvolvimento de tecnologia para a remoção de dióxido de carbono passou a receber apoio da comunidade científica, depois que o último relatório do Painel Internacional de Mudança Climática defendeu a medida como forma de atingir a meta de manter em 1,5 grau Celsius o aumento da temperatura terrestre neste século.

Com os investimentos que recebeu de empresas de extração de óleo e minério, a Carbon Engineering diz que conseguirá construir a estrutura física para abrigar equipamentos de escala industrial voltados à limpeza de CO2 do ar.

Essas plantas de captura de gases poluentes seriam capazes de retirar até um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano.

Como o sistema funciona?

O CO2 é um poderoso gás causador do aquecimento global, mas não há muito dele na atmosfera- para cada milhão de moléculas de ar, há 410 de CO2.

Ao mesmo tempo em que o CO2 ajuda a aumentar a temperatura da Terra, a sua baixa concentração dificulta o desenvolvimento de equipamentos capazes de capturar esse gás.

O processo desenvolvido pela Carbon Engineering envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Processos adicionais de refinamento fazem com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Isso exige combinações químicas complexas?

Sim.

As instalações da Carbon Engineering contam com uma espécie de turbina no meio do teto, que captura ar da atmosfera.

Esse ar entra em contato com uma solução química de hidróxido. Alguns hidróxidos reagem com o dióxido de carbono, formando uma solução de carbonato.

Essa mistura é, então, tratada com hidróxido de cálcio para assumir uma forma sólida.

As partículas de carbonato de cálcio são, então, submetidas a temperaturas de até 900 graus Celsius e se decompõem formando uma corrente de CO2 e óxido de cálcio.

Esse líquido que contém CO2 passa, em seguida, por uma limpeza para remover impurezas da água.

“A chave para esse processo é a concentração do CO2”, diz Jenny McCahill, da Carbon Engineering.

“Podemos armazenar o CO2 em pó ou combiná-lo com hidrogênio para formar hidrocarbonetos ou metanol.”

É mesmo possível fazer combustível líquido com CO2?

Sim. É um processo complexo, mas que pode ser feito.

O CO2 capturado da atmosfera é misturado com hidrogênio. Ele passa, então, por um catalisador a 900 graus Celsius, para formar monóxido de carbono.

Quando é acrescentado mais hidrogênio, o monóxido de carbono se torna gás sintético. Finalmente, esse gás é transformado em combustível sintético bruto. A Carbon Engineering diz que essa substância pode ser usada para mover diferentes tipos de motores, sem ter de passar por modificações.

“O combustível que produzimos não tem enxofre em sua composição. A queima, portanto, é mais limpa que a de combustíveis tradicionais,” diz McCahill.

“Ele pode ser usado por caminhão, carro ou aeronave.”

Por que empresas de combustível fóssil estão investindo nesse processo?

CO2 pode ser usado para extrair os últimos depósitos de óleo em poços que já ultrapassaram o período de alta produtividade.

Estima-se que a utilização de CO2 pode resultar numa extração extra de 30% de petróleo, com o benefício adicional de que, nesse processo, o dióxido de carbono fica retido permanentemente no solo.

“A tecnologia da Carbon Engeneering tem a capacidade de capturar e prover volumes elevados de CO2 atmosférico”, diz o vice-presidente da Occidental Petroleum, Richard Jackson, num comunicado.

“Ao garantir a captura e reutilização de CO2 em larga escala, essa tecnologia complementa os negócios da Occidental na extração de petróleo.”

Outro investidor da Carbon Engineering é a BHP, mais conhecida pelas atividades de extração mineral e carvão.

“A realidade é que combustíveis fósseis vão continuar por aí por algumas décadas, seja em processos industriais seja para uso em transportes”, disse Fiona Wild, diretora de mudanças climáticas e sustentabilidade da BHP.

“O que precisamos é investir em tecnologias capazes de reduzir as emissões nesses processos. Por isso estamos focando na captura e armazenamento de dióxido de carbono.”

Como ambientalistas reagiram aos planos da Carbon Engineering?

Alguns ativistas da área ambiental estão otimistas com essa tecnologia de captura de carbono do ar, mas outros temem que ela seja usada para prolongar a era do combustível fóssil.

“É uma grande preocupação”, disse Tzeporah Berman, diretora internacional da ONG Stand, que atua na defesa do meio-ambiente.

“Precisamos trabalhar em conjunto para encontrar uma maneira de abandonar por completo os combustíveis fósseis. (A captura de CO2) Nos traz a falsa esperança de que podemos continuar a produzir e queimar combustíveis fósseis, para depois a tecnologia consertar a situação. Já passamos desse ponto.”

Outros ambientalistas temem que essa tecnologia de captura de CO2 estimule as pessoas a acharem que não precisam mais reduzir suas próprias emissões de carbono.

“Acho que há um perigo real de que as pessoas enxerguem essa tecnologia como uma solução mágica e passem a se preocupar menos em cortar suas emissões de carbono”, diz Shakti Ramkumar, estudante da Universidade de British Columbia.

“Temos a responsabilidade moral de reduzir nosso consumo em larga escala. Precisamos refletir profundamente sobre onde e como vivemos nossas vidas.”

Essa tecnologia é a ‘solução mágica’ contra o aquecimento global?

É impossível dizer se a ideia da Carbon Engineering fará grande diferença na luta contra as mudanças climáticas.

A empresa acredita que suas máquinas de captura de CO2 podem se tornar tão comuns quanto as plantas de tratamento de água- prestando um serviço valioso, embora pouco notado pelo público em geral.
Image caption CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham; a empresa diz que dinheiro das grandes petroleiras é bem recebido como investimento na nova tecnologia

Por enquanto, a companhia conseguiu dinheiro suficiente para construir a infraestrutura para sequestrar carbono do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

Mas, será que com esses grandes investimentos da indústria de petróleo, o foco dos esforços em capturar CO2 não será direcionado à produção de mais combustível fóssil em vez de se direcionar ao controle das mudanças climáticas?

A Carbon Engineering diz que governos preocupados em reduzir gases do efeito estufa poderiam investir na tecnologia. Enquanto isso, a companhia diz que aceita de bom grado recursos da indústria energética, já que a procura por essa tecnologia é alta.

Mas, afinal de contas, as descobertas da Carbon Engineering são a “bala de prata” no controle de gases poluentes?

“Eu nunca diria a ninguém que devemos apostar todas as fichas numa mesma opção”, diz o CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham.

“Mas é positivo o fato de que temos a tecnologia pronta, disponível, preparada para ser usada e sem efeitos colaterais químicos.”

*Por Matt McGrath

 

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*Fonte: bbc-brasil

Facebook e Twitter sabem tudo sobre você, mesmo que você não tenha uma conta

Redes sociais são capazes de processar dados de usuários através de seus amigos virtuais, de acordo com um novo estudo conduzido por uma equipe de cientistas norte-americanos e publicado na revista Nature Human Behavior.

Durante o experimento, os pesquisadores analisaram dados compartilhados por 13,905 usuários do Twitter, e concluiu que os tweets de apenas oito ou nove usuários previam o conteúdo das publicações com 95% de precisão, mesmo que você não tenha contas nas redes.

“É como ouvir alguém falando ao telefone, mesmo que você não saiba o que a pessoa do outro lado da linha diz, você pode descobrir muitas informações sobre eles apenas ouvindo o que o interlocutor diz”, explicou uma das pessoas encarregadas do estudo. Lewis Mitchell, da Universidade de Vermont, alertou que “não há lugar para se esconder nas redes sociais”.

O pesquisador acrescentou que esse mecanismo pode ser usado em jogos políticos. “As pessoas podem ser expostas a apenas um tipo de informação e não receber opiniões opostas”, acrescentou.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

É possível que um país se desconecte completamente da internet?

Desativar completamente a internet de um país é difícil, mas pode ser feito, diz Ben Segal, um dos pioneiros da rede mundial de computadores criada há exatamente 30 anos.

A World Wide Web foi criada exatamente há 30 anos, quando o cientista britânico Tim Berners-Lee desenvolveu sua primeira proposta para uma rede mundial de computadores. Já em 1989, Berners-Lee estabeleceu a primeira conexão entre um cliente e um servidor através de um protocolo HTTP.

Caixa de pandora

“E ele ainda tem essa motivação, é claro, ele ficou um pouco desapontado, como muitos de nós, por causa do que aconteceu com a internet, a informação é poder, do ponto de vista político, achamos que seria no espírito da democracia em certo sentido, é, mas hoje vemos que pode causar danos, eu não gosto de dizer isso, mas vou dizer: nós reunimos tudo, incluindo todo o lixo, e isso é difícil de controlar “, lamentou o criador.

A primeira linha entre dois continentes

Sigal também disse que a primeira linha de comunicação entre a Europa e os Estados Unidos foi fornecida pela IBM, a renomada empresa de tecnologia dos EUA.

“A linha de comunicação tinha uma velocidade revolucionária de 1,5 megabytes por segundo na época, custava cerca de dois milhões de francos suíços por ano e a IBM pagou por três anos, mas não foi aberta ao público. Realizamos investigações “, explicou Sigal.

O fim da internet

Segal explicou ao Sputnik que “a internet foi projetada para usar conexões de backup, então é difícil desativá-la completamente, mas é possível”.

“Um problema real seria uma explosão nuclear no espaço, em alta altitude, que não causaria a morte de pessoas, mas destruiria os sistemas eletrônicos e de comunicação … Isso é conhecido há muito tempo “, disse Segal ao Sputnik.

O especialista apontou que só seria possível desabilitar completamente a Internet com uma guerra nuclear, que também destruiria toda a humanidade.

“Mas sem destruir o mundo, desabilitar a internet é difícil porque, como eu disse, a internet foi criada para funcionar com várias fontes, e desde que haja um sinal de rádio, cabo, laser, é possível se comunicar através desses protocolos”, explicou.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Mais da metade dos brasileiros não consegue ficar 1 dia sequer sem celular

Que os celulares podem ser tornar um verdadeiro vício e a conectividade móvel nos torna “escravos” das telinhas, todo mundo sabe. Agora, uma pesquisa do Ibope vem para comprovar como estamos realmente à mercê desses dispositivos. Mais de 50% dos entrevistados dizem que não conseguem ficar um dia sequer longe dos aparelhos.

O levantamento foi feito via internet pelo Ibope Conecta, setor da firma que se dedica a analisar tendências de comportamento online, entre os dias 18 e 22 de outubro do ano passado, com 2 mil pessoas das classes A, B e C em todo o país.

Elas responderam à seguinte pergunta: “Por quanto tempo você consegue ficar sem usar seu smartphone?”. “Nem um dia” obteve 52%, seguido por “Um dia” (18%) e “Mais de um dia” (30%). Quem se enquadrou no primeiro grupo também detalhou quantas horas fica sem o aparelho. “Até 1 hora” teve 8%, “2 a 3 horas” 11%, “Até 6 horas” 11%, “Até 12 horas” 7% e “Momento nenhum” 15%.

Quando questionados sobre o impacto negativo dos celulares em suas vidas, pouco mais de 31% disseram que não há; e entre as áreas mais afetadas pelo uso intenso estão “A hora de dormir” (27%), “Relacionamento com pessoas” (23%) e “Distração em atividades diárias” (23%).

Segundo o estudo, os aparelhos também atrapalham “No trabalho” (16%), “No relacionamento com a família” (16%), “Quando estão dirigindo e recebem ligações ou mensagens” (12%), “A saúde” (9%), “O rendimento escolar” (8%) e “Vida sexual” (6%).

*Por Cláudio Yuge

 

 

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*Fonte: tecmundo

Japão exige controle mais rigoroso sobre robôs assassinos da Inteligência Artificial

O Japão pedirá regulamentações mais rígidas sobre “robôs assassinos” durante uma convenção da ONU nesta semana. Tóquio anunciou sua intenção de levantar a questão das regras internacionais sobre armas letais equipadas com inteligência artificial (IA) no início deste mês.

A nação insular está preocupada com a possibilidade de que máquinas autônomas possam iniciar guerras, causar acidentes fatais e ter a decisão final sobre quem pode viver ou morrer, disseram fontes. A Convenção da ONU sobre Certas Armas Convencionais (CCW, Certain Conventional Weapons) está programada de 25 a 29 de março em Genebra.

Japão vai liderar discussão sobre robôs assassinos

O Japão quer assumir uma posição de liderança na discussão em torno da introdução de leis internacionais. Armas com IA incorporada têm o potencial de causar dano ou alvo de forma autônoma sem controle humano. Algumas armas de IA têm a capacidade de decidir matar com base em sua programação.

“Assim como a pólvora e as armas nucleares mudaram a forma como as guerras foram conduzidas no passado, a inteligência artificial poderia alterar fundamentalmente o curso das guerras futuras”, disse o ministro das Relações Exteriores, Taro Kono, em uma sessão da Diet no dia 28 de janeiro.

Vários países, incluindo Rússia, China e Estados Unidos, estão atualmente desenvolvendo “sistemas letais de armas autônomas” (LAWS). Muitos grupos internacionais pediram a proibição total de tais armas. Os oponentes do LAWS dizem que a decisão de tirar uma vida humana não deve ser colocada nas mãos da AI.

O uso de LAWS daria às nações uma vantagem em combate, pois elas poderiam ser implantadas sem qualquer risco para as tropas humanas. Muitas preocupações de que a programação tendenciosa levaria a mortes acidentais.

O Japão indicou que quer que os participantes da convenção discutam como os seres humanos podem manter o controle sobre o uso de LAWS e quais práticas podem ser postas em prática para limitar totalmente o potencial de conflito armado.

Uma coalizão de países latino-americanos tem procurado proibir o LAWS, mas países maiores como os Estados Unidos e a Rússia dizem que tal proibição é muito cedo no ciclo de vida da tecnologia. O próprio Japão não tem planos de produzir LAWS.

“Não pretendemos desenvolver nenhuma arma letal que seja completamente autônoma e funcione sem controle humano”, disse o primeiro-ministro, Shinzo Abe.

Líderes das empresas de tecnologia estão preocupados

O governo japonês confirmou que eles têm planos para pesquisar e desenvolver IA ou equipamentos não tripulados para garantir a segurança e reduzir o peso das Forças de Autodefesa. Não são apenas os estados-nação que estão preocupados com o desenvolvimento de armas de inteligência artificial.

O CEO da SpaceX, Elon Musk, expressou anteriormente sua preocupação com a tecnologia em rápido desenvolvimento. Musk fazia parte do grupo que enviou uma carta aberta à ONU no ano passado, pedindo-lhes que agissem agora sobre a regulamentação da IA ​​antes que fosse tarde demais.

A carta aberta que foi assinada por outras grandes figuras de tecnologia e ciência, como Stephen Hawking. O grupo escreve: “Uma vez desenvolvidas, as armas autônomas letais permitirão que os conflitos armados sejam travados em uma escala maior do que nunca, e em escalas de tempo mais rápidas do que os humanos possam compreender. Estas podem ser armas de terror, terroristas usarem contra populações inocentes e armas hackeadas para se comportarem de maneiras indesejáveis. Nós não temos muito tempo para agir. Uma vez que esta caixa de Pandora é aberta, será difícil fechar.”

*Por Ademilson Ramos

 

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*Fonte: engenhariae

Crie seu álbum personalizado do Led Zeppelin

Formado em 1968, o Led Zeppelin se estabeleceu como um dos grupos mais bem-sucedidos, inovadores e influentes da história da música. Em 2019 faz 50 anos que o primeiro álbum da banda foi lançado.

Em comemoração, a banda lançou um aplicativo que permite que os fãs e artistas criem seus próprios álbuns personalizados da banda por meio de playlists no Led Zeppelin Playlist Generator.

Se trata de um gerador de playlists que possibilita reunir qualquer faixa do catálogo da banda, inclusive álbuns de estúdio e ao vivo. O gerador ainda cria uma arte customizada com o nome do criador que pode ser compartilhada nas redes sociais.

O 50º aniversário da banda também foi celebrado através do lançamento do álbum digital Led Zeppelin x Led Zeppelin pela Warner Music e um livro Led Zeppelin By Led Zeppelin pela editora Reel Art Press, ambos lançados em 2018.

*Por Raquel Rapini

 

 

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*Fonte: geekness

IA Futura pode se vingar de como as tratamos agora

Nicholas Agar, um especialista em ética da Universidade Victoria Wellington, dá um aviso: a IA futura pode se vingar das pessoas pelo jeito que tratamos os robôs atualmente.

“Talvez nosso comportamento em relação à IA que não sente hoje deva ser impulsionado pela maneira como esperamos que as pessoas se comportem em relação a qualquer IA senciente futura que possa sentir, que possa sofrer”, escreveu Agar em um ensaio para o The Conversation publicado na terça-feira. “Como poderíamos esperar que as futuras máquinas sencientes reajam a nós?”

Diversos produtos da ficção científica, de livros a filmes como “Westworld”, “Exterminador do Futuro” e “Blade Runner”, retratam como a resposta desses robôs podem ser agressivas por os tratarmos mal no passado.

De acordo com Agar, portanto, devemos parar de xingar a Alexa ou sistemas que nos ouvem e nos atendem.

“Se vamos fazer máquinas com capacidades psicológicas humanas, devemos nos preparar para a possibilidade de que elas se tornem conscientes”, escreveu Agar. “Então, como elas vão reagir ao nosso comportamento em relação a elas?”

Essa questão levanta um discussão de como os humanos tratam outros seres (e até eles mesmos).

Algumas pessoas que defendem bordéis de robôs, po exemplo, dizem que as pessoas com tendências violentas podem agir com seus impulsos sem ferir ninguém. Outros acreditam que isso pode dar um gosto por violência que essa gente busca em pessoas reais.

Agar compara a situação com o fato dos seres humanos matarem por pele ou recursos, como o marfim dos chifres de espécies ameaçadas. As pessoas têm tendências de agir violentamente em relação aos seus inferiores.

“Os animais não podem se vingar”, argumentou ele. “Mas as máquinas sencientes podem”.

*Por Flávio Croffi

 

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*Fonte: geekness

Toyota desenvolverá veículo para missão tripulada na Lua

A montadora japonesa Toyota e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) anunciaram uma parceria para construir um veículo lunar autônomo que permitirá que os astronautas andem na superfície da Lua sem trajes espaciais.

A iniciativa faz parte de um projeto do Japão de apostar na exploração lunar. Segundo o jornal britânico The Guardian, o objetivo de que o veículo seja incluído em uma missão tripulada à Lua entre 2029 e 2034.

Por enquanto, o rover de seis rodas ainda é só um conceito, mas já se sabe que será alimentado por uma célula de combustível e poderá acomodar duas pessoas — ou quatro durante uma emergência. Com pouco mais de 5 metros de comprimento, 4,5 metros de largura e quase 4 metros de altura, o veículo teria um alcance de 100 mil km na superfície do satélite.

“Como engenheiro, não há alegria maior do que poder participar de um projeto lunar como o da Toyota”, disse o vice-presidente executivo da Toyota, Shigeki Terashi, em evento em Tóquio, no Japão, no qual o projeto foi anunciado. Para o presidente da Jaxa, Hiroshi Yamakawa, a parceria melhorá a confiança na missão: “Os rovers tripulados com cabines pressurizadas são um elemento que desempenhará um papel importante na exploração e uso da superfície lunar”.

 

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*Fonte: revistagalileu

CleanseBot: O robô que limpa lençóis

CleanseBot é o pequeno robô que limpa lençóis rapidamente, eliminando todos os germes que possivelmente podem estar por ali.

Para quem viaja bastante, é uma solução magnífica para manter o local que você vai dormir livre de qualquer sujeira ou pestilência.

Ele não usa química para funcionar, basta colocar o pequeno robô na cama e ele passa uma luz ultravioleta que mata 99,99% dos germes, bactérias e partículas de sujeira.

No modo para usar na mão, ele pode também limpar acentos de vasos sanitários, sofás, cadeiras e tudo mais.

O projeto está a venda no Indiegogo por US$ 99.

*Por Flávio Croffi

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*Fonte: geekness

A NASA vai para a Lua novamente, desta vez para ficar

A NASA vai para a Lua novamente. E desta vez para ficar. É isso que a Agência Espacial dos EUA anunciou com um novo vídeo publicado na web, o qual celebra também os 60 anos de existência deles.

No vídeo, vemos inspiradoras palavras de progresso e exploração espacial. Momentos históricos que ocorreram e o que há de projeções e tecnologias para serem utilizadas no futuro.

Como se fosse um trailer de uma nova temporada, mas uma temporada para a humanidade. Eles vão voltar para a Lua provavelmente para estabelecer uma base lunar, e a partir de lá explorar o “além”. Marte, e certamente outros confins do universo.

Algo extremamente inspirador, com certeza.

*Por Flávio Croffi

 

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*Fonte: geekness

Vídeo compila cenas de astronautas caindo na Lua

Este vídeo é uma compilação de astronautas caindo na Lua, quando a missão Apollo levou o homem ao satélite da Terra.

As imagens são bem engraçadas, principalmente porque eles parecem uma espécie de Teletubbies pulando e caindo como se fossem crianças.

Pelo vídeo, dá para ver que é bem difícil manter o equilíbrio na superfície lunar. Especialmente com os trajes espaciais que eles carregam, que devem pesar bastante e dificultar os movimentos.

*Por Flávio Croffi

 

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*Fonte: geekness

World Wide Web completa 30 anos e seu criador está preocupado

Em 12 de março de 1989, Sir Tim Berners-Lee apresentou a proposta de criar a World Wide Web. 30 anos após esse acontecimento, em um momento no qual a internet já é usada por boa parte da população mundial, o cientista reflete sobre assuntos que o inquietam, como o uso de linguagem abusiva e o comportamento criminoso online. “Estou muito preocupado com a proliferação de desinformação e a sordidez”, disse ele à BBC.

Berners-Lee citou o caso da Cambridge Analytica (empresa britânica acusada de usar, para fins políticos, informações privadas de 87 milhões de usuários do Facebook). Para ele, a situação teria servido como alerta de como pode ocorrer a manipulação de dados de milhares de usuários. “Quando o escândalo da Cambridge Analytica veio à tona, as pessoas perceberam que as eleições foram manipuladas com dados que elas forneceram”, afirmou.

Segundo o britânico, muitas notícias relatam como a internet é mal utilizada e como a rede pode ser um grande espaço para golpistas. “Ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz aos grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime”, contou em uma carta aberta.

No texto, Berners-Lee identificou três principais “recursos disfuncionais” que têm afetado a web: intenções maliciosas e deliberadas, design de sistemas que criam incentivos perversos e consequências negativas não intencionais do design benevolente.

O primeiro, ele diz, resultaria em problemas como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, além de comportamento criminoso e assédio on-line. O segundo indica modelos de receita baseados em anúncios que compensam financeiramente o clique e a disseminação viral da desinformação. Já sobre o terceiro, o cientista aponta exemplos como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Apesar do cenário negativo, Berners-Lee aponta na sua carta que acredita ser possível encontrar soluções para combater violações de dados, hacking e desinformação. Para corrigir isso, ele defende que temos que nos unir como uma comunidade global da web.

O físico e cientista da computação cita novas legislações e sistemas que limitariam atitudes comportamentais ruins, como o projeto Contract for the Web (Contrato para a Rede). Ele ajudou a lançar a ação na Web Summit de 2018 – uma conferência que reuniu governos, empresas e cidadãos para se estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web.

Confira abaixo o texto de Sir Tim Berners-Lee na íntegra:

“Hoje, 30 anos depois de minha proposta original para um sistema de gerenciamento de informações, metade do mundo está on-line. É o momento para celebrar o quão longe chegamos, mas também uma oportunidade para refletir sobre até onde temos de ir ainda.

A web se transformou em praça pública, biblioteca, consultório médico, loja, escola, estúdio de design, escritório, cinema, banco e muito mais. É claro que com cada novo recurso, cada novo site, a divisão entre os que estão on-line e os que não estão vai aumentando, tornando ainda mais imperativo fazer da web um local disponível para todo o mundo.

E ao mesmo tempo que a web foi criando oportunidades, dando voz a grupos marginalizados e facilitando nossas vidas diárias, também criou oportunidades para golpistas, dando voz àqueles que espalham o ódio e tornando mais fácil a perpetração de todos os tipos de crime.

Tendo em conta o pano de fundo das notícias que relatam como a web é mal utilizada, é compreensível que muitas pessoas sintam medo e insegurança, e se questionem se a web é realmente uma força do bem. Mas vendo o quanto ela mudou nos últimos 30 anos, seria derrotista e pouco imaginativo presumir que a web como a conhecemos não pode ser modificada para melhor nos próximos 30 anos. Se desistirmos agora de construir uma web melhor, então a web não terá falhado conosco. Nós teremos falhado para com a web.

Para resolver qualquer problema, devemos começar por delineá-lo e compreendê-lo claramente. De um modo extenso, posso ver três fontes de disfunção que afetam a web de hoje:

– Intenções maliciosas e deliberadas, como invasões e ataques patrocinados pelo Estado, comportamento criminoso e assédio on-line.
– Design de sistemas que criam incentivos perversos em que o valor do usuário é sacrificado, como modelos de receita baseados em anúncios que recompensam comercialmente o isco para o clique e a disseminação viral da desinformação.
– Consequências negativas não intencionais do design benevolente, como o tom ultrajado e polarizado e a qualidade do discurso on-line.

Embora a primeira categoria seja impossível de erradicar completamente, podemos criar leis e códigos para minimizar esse comportamento, tal como sempre fizemos off-line. A segunda categoria nos obriga a redesenhar os sistemas, de forma a mudar os incentivos. E a categoria final exige pesquisas para entender os sistemas existentes e modelar novos possíveis, ou ajustar os que já temos.

Você não pode culpar apenas um governo, uma rede social ou o espírito humano. Narrativas simplistas correm o risco de esgotar nossa energia ao perseguirmos os sintomas desses problemas, em vez de nos concentrarmos em suas causas. Para corrigir isso, precisamos nos unir como uma comunidade global da web.

Em momentos cruciais, gerações antes de nós se juntaram para trabalhar juntas para um futuro melhor. Com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, diversos grupos de pessoas puderam entrar em acordo quanto a princípios essenciais. Com a Lei do Mar e o Tratado do Espaço Exterior, preservamos novas fronteiras para o bem comum. Também agora, à medida que a web vai reformulando nosso mundo, temos a responsabilidade de garantir que ela seja reconhecida como um direito humano e construída para o bem público. É por isso que a Web Foundation está trabalhando com governos, empresas e cidadãos para construir um novo Contrato para a Web.

Esse contrato foi lançado em Lisboa, na Web Summit, reunindo um grupo de pessoas que concordam que precisamos estabelecer normas, leis e padrões claros que sustentem a web. Aqueles que o apoiam, se reveem em seus princípios iniciais e, juntos, estão elaborando os compromissos específicos em cada área. Não deve ser um só grupo a fazer isso sozinho e todos os comentários serão bem-vindos. Governos, empresas e cidadãos estão contribuindo, e nosso objetivo é ter um resultado ainda este ano.

Os governos devem traduzir leis e regulamentos para a era digital. Eles devem garantir que os mercados permaneçam competitivos, inovadores e abertos. E eles têm a responsabilidade de proteger os direitos e liberdades das pessoas on-line. Precisamos de defensores de uma web aberta dentro do governo – funcionários públicos e autoridades eleitas que agirão quando os interesses do setor privado ameaçarem o bem público e se levantarão para proteger a rede aberta.

As empresas devem fazer mais para garantir que sua busca por lucros a curto prazo não aconteça às custas dos direitos humanos, da democracia, dos fatos científicos ou da segurança pública. Plataformas e produtos devem ser projetados tendo em mente a privacidade, diversidade e segurança. Nesse ano, vimos vários funcionários do mundo da tecnologia levantarem suas vozes e exigirem melhores práticas de negócios. Precisamos encorajar esse espírito.

E o mais importante de tudo é que os cidadãos responsabilizem as empresas e os governos pelos compromissos que assumem e exijam que ambos respeitem a web como uma comunidade global, cujo núcleo assenta nos cidadãos. Se nós não elegermos políticos que defendam uma web livre e aberta, se não fizermos nossa parte para promover conversas construtivas e saudáveis on-line, se continuarmos clicando em consentimentos sem exigir que nossos direitos sobre os dados sejam respeitados, nos afastaremos de nossa responsabilidade de colocar essas questões na agenda prioritária de nossos governos.

A luta pela web é uma das causas mais importantes do nosso tempo. Hoje, metade do mundo está on-line. É mais urgente do que nunca garantir que a outra metade não seja deixada para trás, off-line, e que todos contribuam para uma web que impulsione a igualdade, a oportunidade e a criatividade.

O Contrato para a Web não deve ser uma lista de soluções rápidas, mas um processo que sinalize uma mudança na forma como entendemos nosso relacionamento com nossa comunidade on-line. Deve ser claro o suficiente para atuar como uma estrela-guia para o caminho a seguir, mas flexível o suficiente para se adaptar ao ritmo acelerado de mudança na tecnologia. É a nossa jornada da adolescência digital para um futuro mais maduro, responsável e inclusivo.

A web é para todos e, coletivamente, temos o poder de mudá-la. Não será fácil. Mas se sonharmos um pouco e trabalharmos muito, podemos conseguir a web que queremos”.

*Por: Sir Tim Berners-Lee

 

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*Fonte: revistagalileu

Um tour pela Lua em 4K

A NASA compilou imagens impressionantes em um tour virtual pela Lua em 4k. O material foi coletado através da Lunar Reconnaissance Orbiter spacecraft, uma sonda que, desde 2009, capta informações sobre recursos científicos e terrenos favoráveis para missões lunares robóticas e humanas.
Um tour pela Lua em 4K

No tour, podemos visitar os polos norte e sul – onde encontramos focos de água e gelo – o local de pouso da Apollo 17, detalhes de cada cratera e o tão misterioso lado escuro da Lua.

Você sabia que existem crateras intituladas com nomes do astrônomo Copernicus, o filósofo Giordano Bruno e até imagens do polo sul da Lua chamadas de “Noite Estrelada”, como o famoso quadro de Van Gogh? Acesse a seção “A Lua como arte” no site da NASA e conheça mais curiosidades.

*Por Raquel Rapini

 

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*Fonte: geekness

O Pólo Magnético da Terra tem se movido com velocidade incomum e ninguém sabe o porque

Em 2015, os geólogos atualizaram os mapas de navegação para acompanhar o movimento lento do pólo magnético do norte. Esse mapa duraria até 2020, quando mais uma vez os modelos deveriam ser atualizados. Mas algo estranho está acontecendo no norte da Terra e forçou os geólogos a atualizarem o mapa este ano.

De acordo com a pesquisa publicada na revista Nature, o pólo magnético tem se movido com velocidade incomum do Canadá para a Sibéria, “impulsionado misteriosamente pelo ferro líquido que se estende até o núcleo do planeta”, ela relatou a publicação.

Portanto, os geólogos se reunirão em 15 de janeiro para atualizar os mapas de navegação, que são a base para a construção de modelos de veleiros que fazem viagens nos oceanos e para o Google Maps. Mas o fechamento do governo dos Estados Unidos forçou a adiar a reunião até 31 de janeiro.

O que está acontecendo?

A mudança da posição do pólo magnético começou a se registrar em 2016, apenas um ano após a atualização dos modelos de navegação.

O que aconteceu em 2016 foi, nas palavras da Nature, que “parte do campo magnético acelerou temporariamente nas profundezas do norte da América do Sul e do leste do Oceano Pacífico”.

E é que os movimentos nas profundezas do nosso planeta definem em grande parte o que acontece no pólo magnético. Esse “batido líquido” dos metais em ebulição é o principal responsável pelo campo magnético, que varia com o tempo à medida que os fluxos profundos mudam.

Para isso é adicionado o movimento naturalmente imprevisível do pólo magnético. Em meados da década de 1990, o pólo aumentou sua velocidade, de cerca de 15 quilômetros por ano para cerca de 55 quilômetros por ano. Em 2001, havia entrado no Oceano Ártico, onde, em 2007, uma equipe pousou um avião no gelo marinho na tentativa de localizar o pólo.

Mas por que isso acontece?

Esta é talvez a questão mais fascinante: ninguém sabe ao certo. Existem hipóteses, é claro. Os pesquisadores acreditam que o que aconteceu em 2016 pode ser atribuído às ondas “hidromagnéticas”, que surgem das profundezas do núcleo e geram pulsos magnéticos na superfície.

Diante de movimentos recentes, acredita-se que eles poderiam estar ligados a “um jato de ferro líquido em alta velocidade no Canadá”. Este jato poderia estar enfraquecendo o pólo magnético sob o Canadá, fazendo com que o outro campo magnético, na Sibéria, se tornasse o novo pólo.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Cientistas transformam CO₂ em carvão na Austrália

Pesquisadores usaram metais líquidos para transformar o dióxido de carbono de volta em carvão sólido, em um primeiro avanço mundial que poderia transformar nossa abordagem de captura e armazenamento de carbono. A equipe de pesquisa liderada pela RMIT Universidade de Melbourne, na Austrália, desenvolveu uma nova técnica que pode converter eficientemente o CO2 de um gás em partículas sólidas de carbono.

Publicado na revista Nature Communications, a pesquisa oferece um caminho alternativo para a remoção segura e permanente do gás de efeito estufa de nossa atmosfera. As tecnologias atuais de captura e armazenamento de carbono concentram-se na compactação do CO2 em forma líquida, transportando-o para um local adequado e injetando-o no subsolo. Mas, a implementação tem sido dificultada por desafios de engenharia, questões relacionadas à viabilidade econômica e preocupações ambientais sobre possíveis vazamentos dos locais de armazenamento.

“Enquanto não podemos literalmente voltar no tempo, transformar o dióxido de carbono novamente em carvão e enterrá-lo de volta no solo é como rebobinar o relógio das emissões”, afirma o pesquisador da RMIT, Dr. Torben Daeneke. Até o momento, o CO2 só foi convertido em sólido a temperaturas extremamente altas, tornando-o industrialmente inviável.

“Usando metais líquidos como catalisadores, mostramos que é possível transformar o gás novamente em carbono à temperatura ambiente, em um processo que é eficiente e escalável. Embora mais pesquisas precisam ser feitas, é um primeiro passo crucial para a entrega de armazenamento sólido de carbono”, explica o cientista.

Mais detalhes do estudo, você encontra aqui (em inglês).

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*Fonte: ciclovivo

Primeiro trem solar da América Latina vai conectar Argentina a Cusco

Em fevereiro de 2018 começaram as instalações de vias que vão receber o primeiro trem solar turístico da América Latina. Chamado de “Tren de la Quebrada”, o veículo sairá da província de Jujuy, na Argentina, uma região famosa pela montanha colorida “Cerro de los 7 Colores”. Este é segundo trem solar que se tem notícia. O primeiro deles foi inaugurado na Austrália, veja aqui.

A primeira parte da construção está prevista para ser concluída em agosto de 2019. Ela unirá a localidade de Volcán com Purmamarca e Maimará, em uma rota de 20 quilômetros pelo norte argentino. O passo seguinte seria chegar à Bolívia e, posteriormente, em Cusco. O destino final será o histórico Machu Picchu.

A primeira ferrovia solar da região inicialmente terá dimensões reduzidas, sendo para um vagão com capacidade aproximada de 240 passageiros. Por ser um trem turístico, ele desenvolverá uma velocidade de apenas 30 quilômetros por hora.

Para o seu funcionamento, painéis fotovoltaicos serão acoplados nos telhados. A propulsão será realizada através de energia solar e diesel hidráulico. O desenvolvimento da tecnologia envolveu especialistas internacionais que participaram da construção do trem solar de Byron Bay, na Austrália.
Modelo de trem solar da Austrália. Foto: Byron Bay Train

“Este é um grande desafio, porque estamos desenvolvendo uma nova tecnologia para o transporte ferroviário do futuro”, afirma o engenheiro Pablo Rodríguez Messina. Segundo ele, “o trem solar seguirá a ferrovia Belgrano Cargas, que foi desativada há 25 anos na Trilha Inca e que foi a primeira rota comercial na América do Sul”.

 

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*Fonte: ciclovivo

Saiba como fazer um detox diário da tecnologia

A Apple lançou um recurso permitindo que usuários saibam quantos minutos gastam em seus dispositivos.

Para quem já testou o serviço, a reação não costuma ser das melhores, pois em geral passamos, sem perceber, muito tempo em computadores, tablets e smartphones.

E não é novidade que a tecnologia pode nos tornar menos produtivos. É aí que o detox dela no próprio trabalho pode ajudar – mesmo que por apenas uma hora diária.

Detox

Estudos mostram os efeitos negativos que as obsessões tecnológicas podem ter sobre a saúde, felicidade e produtividade: as telas tensionam nossos olhos; a cultura de mensagens de trabalho 24/7 nos deixa deprimidos e estressados; a internet ataca nossas tendências mais obsessivas e viciantes.

Em 2012, pesquisadores americanos analisaram o impacto do email, talvez a distração tecnológica mais perniciosa e odiada do ambiente de trabalho do século 21. Eles colocaram monitores cardíacos em funcionários de escritório e descobriram que aqueles que acessavam o email constantemente, alternando entre várias janelas e aplicativos do navegador, tiveram níveis cardíacos mais altos e mais estresse.

É claro que não há como sair completamente da rede. Deixar de checar o email no trabalho, desaparecer da mídia social ou jogar seu telefone em um banheiro metafórico é “abdicar da responsabilidade de navegar pelo mundo em que vivemos”, diz Pamela Rutledge, psicóloga especializada em mídia.
Direito de imagem Farknot Architect / Alamy Stock Photo
Image caption A troca constante entre dispositivos, atividades e janelas do navegador gera ansiedade e cria distrações

Em vez disso, trata-se de aprender a pegar atalhos ao longo do dia; ser mais consciente e liberar tempo para que a tecnologia seja tratada apenas como mais uma tarefa.

Multitarefa é uma ilusão

Encontrar uma hora livre da tecnologia no trabalho não é se esconder no armário de vassouras, meditar em uma sala silenciosa ou trancar seu iPhone em uma gaveta. O truque é parar de tentar executar várias tarefas ao mesmo tempo – principalmente entre dispositivos e aplicativos.

“Neurocientistas mostraram claramente que o cérebro humano não é projetado para multitarefas, mas sim uma tarefa em série”, diz Sandra Sgoutas-Emch, professora de psicologia da Universidade de San Diego.

Seu cérebro precisa de tempo para recuperar o atraso e refocar cada nova tarefa. E estudos mostram que o foco em uma tarefa de cada vez permite que sua atenção seja mantida e que a tarefa seja feita com mais eficiência e rapidez. Fazer um curto detox da tecnologia diariamente ajuda seu cérebro a fazer isso, afirma Sgoutas-Emch.

O tempo é engolido pelas pequenas interações tecnológicas que se infiltram em todas as horas de trabalho. E a constante troca entre dispositivos, atividades e janelas do navegador cria ansiedade e distrações.

“O aumento do volume de interações nos leva a alternar as tarefas com mais frequência”, diz Matthias Holweg, professor de gerenciamento de operações da Saïd Business School, da Universidade de Oxford. “Toda vez que trocamos de uma tarefa para outra, perdemos o tempo de configuração, portanto, ficamos menos produtivos no geral”.

Sem um pequeno hiato tecnológico, é difícil quebrar esse ciclo. “Nossos cérebros anseiam por recompensas instantâneas: verificar WhatsApp, Facebook ou email a cada 10 minutos. Mas isso é contrário ao trabalho produtivo, infelizmente”, afirma.

Como fazer isso

Especialistas sugerem uma série de estratégias. Separar uma hora por dia no trabalho que o afaste da rede digital é simplesmente uma questão de planejamento inteligente.

Quase todos os especialistas entrevistados para esta reportagem recomendam verificar seu email apenas em determinados períodos do dia. Isso significa desativar as notificações que aparecem no canto na tela. O ideal é escolher duas ou três vezes por dia em que você abre sua caixa de entrada.

Você pode aplicar a mesma estratégia a outras distrações digitais, como mídias sociais ou o uso de smartphones. E você também pode planejar intervalos curtos onde você não está interagindo com nenhuma tecnologia.

“Agende horários durante o dia para dar um passeio lá fora e deixe seu telefone na mesa”, diz Sgoutas-Emch. “Se o tempo estiver ruim, ande pelo prédio e fale com os colegas. Faça um almoço de verdade”.

A tecnologia não é o problema – per se

Nem todo trabalho envolve sentar-se na frente de um computador ou estar amarrado a um smartphone, e nem todo mundo tem um tipo de personalidade que o grude na rede. Além disso, passar uma hora desconectado não resolve problemas mais graves que causam o mau hábito.

Mas tentar cortar tudo de uma vez – como fazem alguns executivos do Vale do Silício ou gurus da tecnologia – pode trazer mais prejuízos do que benefícios.

“Se uma pessoa tem o hábito de fumar e fica longe do cigarro por um tempo, isso cria tensão”, diz Gloria Mark, professora de informática na Universidade da Califórnia, que liderou o estudo sobre email em 2012.

Dependendo do seu trabalho, eliminar (ou mesmo reduzir significativamente) a tecnologia também pode ser irreal. Mas Mark acha que as organizações têm a responsabilidade de garantir que os funcionários não se tornem escravos tecnológicos.

“Por exemplo, liberando emails em determinados momentos durante o dia”, afirma. “O envio de emails em lote pode ajudar, porque muda as expectativas”.

Em vez de os funcionários serem bombardeados com mensagens distrativas que os tornam mais estressados e menos eficientes, o email se tornaria apenas mais uma tarefa. E os trabalhadores chegariam lá quando fizesse mais sentido, em vez de se sentirem pressionados a responder imediatamente.

Esse é um tópico que já foi explorado: em 2017, a França tornou lei que os funcionários pudessem ignorar o email comercial fora do horário de trabalho, e a cidade de Nova York discutiu um projeto similar no ano passado. A Volkswagen parou de enviar os emails fora do horário comercial para os funcionários em 2012.

Embora não haja escape total da tecnologia para muitos de nós, o poder de uma hora distante da tecnologia não é subestimado. Podemos encontrar esse tempo extra através de um cronograma mais inteligente e usando ferramentas digitais de maneira diferente. Caso contrário, diz Rutledge, essa tecnologia acaba sendo mais problemática do que valendo a pena.

“Ter que redirecionar sua atenção continuamente é mais cognitivamente cansativo do que a coisa que você precisa fazer”, resume.

*Por Bryan Lufkin

 

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*Fonte: bbc brasil

Nada de jogar no lixo! Descartáveis feitos de coroas de abacaxi podem ser plantados após o uso para florir jardim

Na mesma linha dos pratos biodegradáveis em formato de folhas que se decompõem em 28 dias, esses novos pratos e talheres propõe um destino muito mais nobre do que a lixeira aos utensílios descartáveis. Feitos a partir de cascas de milho e coroas de abacaxi, os produtos podem ser plantados após seu uso e viram grama, flores e ervas.

Criada pela startup Lifepack e batizada de Papelyco, a linha de pratos e talheres ainda pode ser reciclada, caso o usuário não queira plantá-la. Mas… se a escolha for plantar, o fabricante garante: em poucos dias já é possível ver resultados bacanas no jardim.

Assim como as xícaras que são feitas a partir de pó de café, a proposta do produto é utilizar materiais que seriam jogados fora como matérias-primas para suas mercadorias. A sacada foi do casal de colombianos, Claudia Barona e Andrés Benavides, que arrecadaram US$ 50 mil via financiamento coletivo para criar a empresa e dar vida à tecnologia que idealizavam.

O engenheiro industrial e a advogada ficavam incomodados por não encontrar alternativas aos plásticos e papéis descartáveis que ficam nas estantes dos supermercados. “Nós nos consideramos ecológicos e nos preocupamos com a contaminação causada por produtos descartáveis, especialmente o plástico”, explicam.

A startup fica localizada na Colômbia. Por lá, os talheres e pratos que viram plantas já são comercializados nos supermercados locais. A ideia agora é expandir a iniciativa para os EUA. Para tanto, Claudia e Andrés fizeram as malas e se mudaram para St. Louis, em Missouri.

E o mais bacana: a empresa também se preocupa com a responsabilidade social: 25 mães sustentam seus filhos graças ao emprego que mantém na startup na Colômbia.

 

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*Fonte: thegreenestpost

Dados digitais: o que é feito com nossas informações na internet quando morremos?

Fugir de nossas vidas digitais tornou-se praticamente uma missão impossível. Cada vez mais tecnologias disputam os nossos dados – e isso continua mesmo depois de nossa morte. Ninguém gosta de pensar no assunto, mas gerenciar nossas “pegadas digitais” póstumas está virando algo inevitável.

“Aumentaram as discussões em fóruns online sobre a morte e o que as pessoas querem que aconteça ao final de suas vidas”, conta Mark Taubert, diretor clínico e consultor de medicina paliativa do Velindre NHS Trust, um centro hospitalar de Cardiff, no Reino Unido, especializado em tratamentos de câncer em estágio terminal.

Taubert diz que muitos pacientes o questionam sobre a morte e o que acontece com seu legado digital depois dela. Ele se recorda de uma longa conversa que teve com um jovem em estágio terminal – atualmente já falecido -, que decidiu deixar mensagens e “uma dezena de vídeos incríveis” para que seus filhos os vissem quando ele já não estivesse mais vivo.

“Ele deixou instruções para sua mulher. Os filhos ainda não viram os vídeos, mas farão isso no futuro, quando se casarem ou se formarem, porque são mensagens específicas para estes eventos, para que eles saibam que estes dias são importantes.”

Taubert diz que algumas questões são cada vez mais frequentes. O que acontece com todas aquelas fotos compartilhadas no Facebook ou Instagram? O que fazer com a conta do Twitter? Aonda vão parar as mensagens de WhatsApp? E as músicas favoritas armazenadas na nuvem? O que acontece com os dados de uma conta bancária?

Uma caixa de recordações ‘digital’

James Norris, de 36 anos, decidiu se preparar para este momento. Deixou pronta uma mensagem de despedida que será publicada na internet e decidiu o que será feito com suas contas em redes sociais.

Ele diz ter refletido sobre a morte por muitos anos. Um dia, ele assistiu a um comercial em que o comediante inglês Bob Monkhouse se passava por um fantasma sobre seu próprio túmulo e alertava sobre o perigo do câncer de próstata, doença que tiraria sua vida em 2004. O anúncio foi veiculado depois da morte de Monkhouse.

“Pensei: se ele usou a televisão para dizer suas últimas palavras, agora, com a internet, podemos fazer o mesmo”, diz Norris, que teve assim a ideia de criar a DeadSocial em 2012, para administrar “legados digitais”.

Alguns anos mais tarde, em 2015, ele fundou a Associação do Legado Digital, uma organização britânica para dar assistência a profissionais de saúde, pacientes e cuidadores sobre como gerir as redes sociais e outros ativos digitais de pessoas que faleceram ou estão próximas de falecer.

Norris compara sua plataforma a uma caixa de recordações digital em que é possível deixar mensagens a serem enviadas para amigos e entes queridos. Ele diz que, a princípio, houve muito ceticismo quanto à ideia.

“Não havia muito interesse quando lançamos, era algo novo. Mas, agora, as pessoas começaram a falar sobre isso e a planejar o que acontece com sua vida digital. Até governos passaram a tratar dessa questão.”

Mas por que devemos nos preocupar com isso? “É importante porque nossos bens digitais têm um valor financeiro a ser transmitido para nossos beneficiários ou um valor social e sentimental, como é o caso de fotos e vídeos”, diz Gary Rycroft, presidente do Grupo de Trabalho de Ativos Digitais da Law Society da Inglaterra e do País de Gales, associação que representa advogados e juristas no Reino Unido.

Rycroft diz que passamos hoje muito tempo tentando criar nas redes sociais “a melhor versão” de nós mesmos. “Não deveríamos pensar o mesmo, então, em relação ao nosso legado digital?”

O advogado recomenda fazer um testamento digital e decidir ainda em vida quem será o responsável por todos os nossos bens digitais – como dados bancários, reservas de moedas digitais, contas em redes sociais e de email e arquivos pessoais – quando falecemos.

Mas a quem pertecem nossos dados?

No entanto, a questão legal de a quem pertencem nossos dados digitais é mais complexa, porque varia de acordo com o país.

Na Europa, por exemplo, pertencem ao indivíduo, enquanto empresas como Facebook têm a “custódia” destes dados, explica Gabriel Voisin, do departamento de proteção de dados da Bird & Bird, escritório de advocacia que assessoa empresas sobre questões tecnológicas. Mas, nos Estados Unidos, as companhias por trás destes serviços são as donas dos dados.

Voisin dá o seguinte exemplo: “Pense em uma carta enviada pelo correio. A empresa de correios não é dona da carta, só tem sua custódia. A carta é sua. O mesmo ocorre com dados pessoais se você vive na Europa. Por isso, é possível perdir a empresas como Facebook, Google, Amazon ou Apple uma cópia de seus dados e mensagens privadas se desejar ou eliminar toda essa informação”.

Mas não existe na América Latina uma regulamentação semelhante à lei que rege essa questão em toda a Europa. Cada país da região tem suas próprias regras, explica Paula Garralón, advogada do Bird & Bird.

“Isso gera uma falta de homogeneidade normativa que faz com que haja países em que o direito à proteção de dados tenha um amplo reconhecimento enquanto, em outros, é inexistente”, diz ela, que destaca, porém, que muitas legislações na América Latina se inspiram no sistema europeu.

Em termos gerais, os direitos de uma pessoa se “extinguem” quando ela falece, ainda que “a lei tenha levado em conta que familiares, herdeiros ou terceiros possam ter algum direito sobre estes dados, como reconhece a maioria das normas”.

Em países como Argentina e Uruguai, esse direito pertence aos sucessores naturais da pessoa. E em quase todos os países latino-americanos, “a morte supõe a extinção da personalidade”, diz Garralón.

“Mas, no México, o escopo é mais amplo, porque a proteção aos dados pessoais não se extingue, de modo que o direito pode ser exercido por qualquer um que demonstre um interesse legal legítimo.”

E no Brasil?

Renato Opice Blum, professor do curso de proteção de dados e direito digital do Insper, explica que o Brasil segue o modelo europeu, em que a titularidade dos dados é do indivíduo.

Ele diz que a nova lei de proteção de dados digitais do Brasil, que entrará em vigor em agosto de 2020, não trata do assunto. Por isso, questões nesta área continuarão a ser regidas pelo Código Civil e regras de privacidade em geral.

Opice Blum afirma que, de acordo com as leis de sucessões, bens digitais que tenham um valor financeiro são trasmitidos para os herdeiros da pessoa falecida. Já em relação aos bens que não têm valor financeiro, mas pessoal, como mensagens e correspondências, essa transferência pode não ocorrer automaticamente.

“Em alguns casos, os parentes não têm as senhas de quem faleceu e precisam entrar na justiça para que as empresas liberem o acesso ao conteúdo”, afirma Opice Blum.

“Como não há uma lei específica, existe a presunção de que tudo que pertencia à pessoa é transferido aos seus herdeiros, e existe uma tendência nos tribunais de reconhecer a transmissibilidade de dados digitais, mas, em muitos casos, é preciso obter uma ordem judicial.”

Uma forma de evitar ações judiciais, explica o advogado, é que a pessoa escolha ainda em vida nestas plataformas e serviços um curador do seu acervo digital póstumo, para dar acesso a suas contas a alguém quando ela vier a morrer ou não puder mais fazer a gestão dos seus dados por doença ou senilidade.

Uma alternativa usada com cada vez mais frequência é fazer um testamento digital, junto com um testamento de bens físicos ou em separado. “É um documento que vai ser aberto em juízo e mediante certas condições, para dar acesso aos bens digitais ao informar logins e senhas, por exemplo. É a opção que dá menos trabalho para os herdeiros.”

‘Redes sociais levaram a mudança na forma como experimentamos a morte’

No México, acaba de ser lançada “a primeira plataforma digital para informar amigos e familiares de forma mais rápida e simples sobre a perda de um ente querido”.

O InMemori é um serviço gratuito desenvolvido pela empresa de serviços funerários Grupo Gayosso a partir de um sistema criado pela empreendedora francesa Clémentine Piazza em 2016. Trata-se de uma página pela qual é possível compartilhar mensagens de pêsames ou recordações e fotos da pessoa falecida.

Óscar Chávez, diretor de planejamento e novos negócios da companhia, avalia que “as redes sociais levaram a uma mudança importante” na forma como experimentamos a morte.

“O uso de ferramentas digitais deve servir para comunicar de maneira efetiva os pontos importantes da despedida, aproximar as pessoas na hora de dizer adeus a este ente querido e dar a elas a oportunidade de se fazerem presentes neste momento”, diz Chávez.

Ele diz que o testemunho digital é “uma ferramenta de muito valor para a família”.
Direito de imagem Grupo Gayosso
Image caption O InMemori é um serviço gratuito pelo qual é possível compartilhar mensagens de pêsames ou recordações e fotos da pessoa falecida

“Toda pessoa tem o direito de decidir o destino da informação que gerou ao longo da vida”, diz Garralón.

A advogada explica que as leis começam a se adaptar à sociedade em que vivemos, mas que isso ainda não ocorreu em todos os países. “Por isso, é recomedável configurar as opções de privacidade nas redes sociais que o permitam e, sobretudo, deixar claro a pessoas próximas o que queremos que seja feito com nova informação quando nos formos.”

Neste sentido, Norris oferece alguns conselhos sobre o que fazer em cada plataforma. Entre outras coisas, recomenda fazer uma cópia de segurança no Facebook e no Instagram e baixar uma cópia de seus dados para que seu parente mais próximo possa fazer uso deles. Já no Twitter, transferir a conta a um ente querido ou pedir que seja desativada.

Mark Taubert afirma que, além das razões óbvias de segurança, como dados de cartão de crédito, identidade e finanças pessoais, proteger nossos dados após a morte é importante, porque “nosso legado e recordações permanecem com outras pessoas durante um certo tempo, e nossos familiares e amigos podem querer conservar os momentos compartilhados”.

“Eu mesmo já pensei em apagar todas as minhas fotos e vídeo do Facebook no passado, mas depois me perguntei: ‘E se o Facebook continuar a existir em 2119 e meus netos quiserem saber o que eu fiz em 2019?”, diz o médico.

“Teria sido muito interessante poder fazer isso em relação a meus avós. Pode ser uma forma de gerações futuras experimentarem a história. Pode ser revelador, uma aprendizagem.”

*Por Lucia Blasco

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Você é um acumulador digital?

Eu tenho uma confissão a fazer: há 20.577 e-mails não lidos na minha caixa de entrada, 31.803 fotos no meu telefone e 18 abas de navegador abertas atualmente no meu laptop. Minha vida está repleta de “tralha digital” – e não tenho ideia do que fazer com tudo isso.

Com a capacidade de memória dos dispositivos aumentando a cada atualização e planos de armazenamento em nuvem que custam uma ninharia, pode não parecer um problema guardar milhares de e-mails, fotos, documentos e vários outros arquivos.

Mas pesquisas recentes sobre acumulação digital – relutância em desapegar da tralha que acumulamos digitalmente na vida pessoal e profissional – sugerem que esse hábito pode nos fazer sentir tão estressados e sobrecarregados quanto o acúmulo de objetos materiais.

Isso sem mencionar os problemas de segurança cibernética que pode causar a indivíduos e empresas, além da dificuldade de encontrar aquele e-mail que você tanto precisa em meio ao caos.

O termo acumulação digital foi usado pela primeira vez em 2015 em um artigo sobre um holandês que tirou milhares de fotos digitais por dia e passou horas processando as imagens.

“Ele nunca usou ou olhou as fotos que salvou, mas estava convencido de que elas seriam úteis no futuro”, escreveram os autores.

Ao definir a acumulação digital como o “acúmulo de arquivos digitais a ponto de perder a perspectiva, o que acaba resultando em estresse e desorganização”, os autores sugerem que ela pode ser um subtipo do distúrbio da acumulação compulsiva – algo que até 2013 era considerado um sintoma do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Nick Neave, diretor de um grupo de pesquisa na Universidade de Northumbria, no Reino Unido, identificou questões que ele observava na acumulação de objetos físicos sendo reproduzidas no ambiente digital.

“Quando você pergunta a acumuladores: ‘Por que você acha difícil se livrar das coisas?’, uma das primeiras justificativas é: ‘Pode ser útil no futuro’. E é exatamente o mesmo tipo de argumento que as pessoas usam para falar sobre seus e-mails no trabalho”, explica.

Em estudo publicado no ano passado, Neave e seus colegas perguntaram a 45 pessoas como elas gerenciavam e-mails, fotos e outros arquivos. Entre as razões mencionadas para não desapegar dos itens digitais, estavam: pura preguiça, acreditar que algo poderia ser útil mais adiante, ansiedade em relação à ideia de deletar qualquer coisa e até mesmo querer estocar “munição” contra alguém.

A equipe usou essas respostas para desenvolver um questionário capaz de avaliar o comportamento de acumuladores digitais no ambiente corporativo – a enquete foi respondida por 203 pessoas que usam computador no trabalho. O resultado sugere que o e-mail é uma questão: a caixa de entrada dos participantes tinha em média 102 e-mails não lidos e 331 lidos.

As justificativas mais comuns que as pessoas deram para não excluir as mensagens foram: poderiam ser úteis, continham informações necessárias para o trabalho ou eram evidência de que algo havia sido feito – todas razões perfeitamente válidas, mas que contribuem para armazenar centenas de e-mails que você provavelmente nunca vai ler novamente.

“As pessoas estão muito cientes de que isso é um problema, mas são prejudicadas pela forma como as organizações normalmente fazem as coisas”, diz Neave. “Elas recebem essa enxurrada de e-mails, não ousam se livrar deles e as coisas se acumulam.”

Ele adverte que a pesquisa é incipiente e ainda não se sabe o suficiente para dizer o que é “normal” e o que não é.

Como identificar então se você tem um problema de acumulação digital?

Pense na última semana e tente se lembrar de uma ocasião em que você teve dificuldade de encontrar um arquivo digital no telefone ou no computador – talvez o endereço de alguém em uma troca de e-mail ou a foto de um prato de comida que você postou no Instagram.

Quando começou a explorar o conceito da acumulação digital, Darshana Sedera, professor associado da Monash University, na Austrália, fez essa pergunta a várias pessoas. Ele descobriu que quase todo mundo conseguia se lembrar de um episódio em que precisou se esforçar para encontrar algo.

Em artigo apresentado em dezembro de 2018, Sedera e Sachithra Lokuge perguntaram a 846 pessoas sobre seus hábitos de acumulação digital, assim como o nível de estresse que sentiam. Os pesquisadores observaram uma ligação entre o hábito de acumulação digital e o nível de estresse dos participantes.

Segundo Sedera, o distúrbio da acumulação tradicional pode dificultar a tomada de decisão por parte das pessoas e revelar problemas emocionais como tristeza e ansiedade.

“Na verdade, descobrimos que no ambiente digital, inadvertidamente ou conscientemente, todos nós estamos entrando nesse estado estressante.”

Jo Ann Oravec, professora de tecnologia da informação e educação empresarial na Universidade de Wisconsin-Whitewater, nos EUA, diz que o acúmulo não se refere necessariamente à quantidade de informação que cada um armazena. Mas, sim, se temos um “senso de controle sustentado empiricamente” sobre esses dados. Se temos, não se trata de acumulação.

Mas ela argumenta que, como começamos a acumular mais dados, cada vez mais gente vai perder esse controle.

“Meus alunos descrevem como uma náusea, um sentimento de desequilíbrio, quando eles começam a olhar os milhares de fotos que têm”, diz ela.

O nível de “tralha” digital que levará as pessoas a se sentirem sobrecarregadas vai variar de acordo com cada indivíduo, explica Neave.

“Se chegar ao ponto em que você fica oprimido com os dados que acumula, que não consegue encontrar algo, que as coisas estão se perdendo… isso pode indicar que há algum tipo de problema”.

Mas, antes de tudo, por que estamos todos em meio a esse caos? De acordo com Oravec, plataformas como o Google Drive são uma “tentação” ao acúmulo, uma vez que facilitam guardar arquivos e quase nunca nos estimulam a fazer uma revisão dos mesmos.

“A sensação de que algo é recuperável apenas se for armazenado em algum lugar oferece uma falsa sensação de segurança.”

E há muito espaço de armazenamento disponível. No estudo de Sedera sobre acumuladores digitais, os participantes informaram que tinham acesso em média a 3,7 terabytes.

Alguns especialistas acreditam que, por terem estimulado esse comportamento, as empresas de tecnologia devem ajudar a corrigir nossas “tendências acumuladoras”.

Na opinião de Sedera, em breve haverá maneiras de indexação e curadoria de dados independentes da plataforma, semelhante à forma como os contatos do seu telefone são sincronizados entre os aplicativos.

Oravec concorda que as empresas de tecnologia podem – e devem – repensar como incentivam alguns hábitos de acumulação. Mas ela também gostaria de ver os indivíduos assumirem mais responsabilidade na curadoria de seus próprios itens digitais, colocando o arquivamento na lista de tarefas necessárias, como ir ao dentista.

Essa curadoria não precisa ser tão temida como um canal ou uma extração, e pode até ser considerada um investimento na nossa própria identidade para a posteridade.

Oravec conta que sua tia, que faleceu recentemente aos 100 anos, montou cuidadosamente seis álbuns de fotos que retratam toda sua vida.

“Ela selecionou essas fotos das muitas que tirou durante as férias ou reuniões de família e organizou, esculpindo um forte senso de identidade nesse processo”, diz ela.

Em vez de nos censurarmos por ter muitos e-mails não lidos ou por tirar selfies demais, talvez seja melhor reservarmos um tempo para recuperar o controle do nosso caos digital – e organizar um álbum de fotos de cada vez.

*Por Kelly Oakes

 

 

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*Fonte: bbc  brasil

Futurelight: uma barraca de camping futurista

Esta é a Futurelight, uma barraca de camping futurista apresentada pela BMW durante a feira CES 2019, o evento mais importante de tecnologia e produtos eletrônicos do mundo.

O produto usa a tecnologia Nanospinning para criar um tecido inovador que é o material da categoria mais avançado, respirável e impermeável do mundo. O processo cria nanofuros, possibilitando uma incrível porosidade ao mesmo tempo que mantém uma impermeabilidade total, garantindo que o ar flua através do material, fornecendo, assim, uma ventilação incomparável.

Inspirado no carro-conceito BMW GINA Light Visionary Model, revelado em 2008, trata-se de um abrigo conceitual que usa um revestimento externo de tecido. Ele foi usado esticado sobre uma icônica cúpula geodésica como demonstração das possíveis aplicações.

O projeto foi concebido por meio de uma colaboração entre a Designworks, uma empresa do BMW Group, e a fabricante norte-americana de equipamentos e vestuário The North Face.

*Por Flávio Croffi

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: geekness

Cérebro de 3 pessoas foram conectados permitindo que compartilhassem pensamentos

Neurocientistas ligaram com sucesso uma conexão cerebral de três vias para permitir que três pessoas compartilhassem seus pensamentos. A equipe de cientistas acredita que a pesquisa pode ser ampliada para conectar redes inteiras de pessoas, mesmo que isso soe algo tão estranho quanto disseram há décadas que um dia nós estaríamos conectados por uma rede virtual – a internet.

A técnica funciona com a combinação de Eletroencefalograma, para registrar impulsos nervosos que indicam a atividade cerebral e também a Estimulação Magnética Transcraniana, onde neurônios são estimulados usando campos magnéticos.

Os cientistas apelidaram o feito de BrainNet. Eles dizem que eventualmente um dia as mentes poderão ser conectadas usando a web, da mesma forma que ocorre atualmente com a internet.

Além de abrir novos caminhos, a BrainNet poderia nos ensinar sobre como o cérebro humano funciona em um nível mais profundo: “Nós apresentamos a BrinNet. Até onde sabemos, é a primeira interface direta entre cérebros de forma não invasiva de multipessoas”, disse o pesquisador em publicação científica na Cornel University.

“A interface permite que três seres humanos colaborem e resolvam uma tarefa usando a comunicação direta de cérebro para cérebro”, revelou.

Como ocorreu a conexão?

Os participantes foram conectados com eletrodos e estimulados a jogarem o famoso e antigo Tetris. Eles tinham que decidir se cada bloco precisava ou não ser girado. Para fazer isso, dois participantes tiveram que olhar para um dos dois LEDs que ficava piscando em ambos os lados da tela – um piscando a 15 Hz e outro a 17 Hz – o que produzia sinais elétricos diferentes no cérebro – registrados no eletroencefalograma.

Essas escolhas foram então transmitidas para uma única pessoa, através da Estimulação Magnética Transcraniana que poderia gerar flashes de luz na mente do receptor, conhecido na neurologia como “fantasmas de fosfenos”.

O receptor (voluntário que recebia os pensamentos dos outros dois participantes) não podia ver toda a área do jogo, mas ele precisava girar os blocos cada vez que um sinal de luz fosse enviado pelos outros dois participantes conectados ao seu cérebro. Em cinco grupos de três pessoas cada, os cientistas atingiram um nível médio de precisão de 81,25% já na primeira tentativa, o que deixou os pesquisadores perplexos.

Para tornar o teste mais complexo, os participantes que enviavam o pensamento poderiam adicionar uma segunda rodada de pensamentos, indicando se o receptor tinha feito de fato a escolha certa.

Os receptores conseguiram detectar qual dos remetentes era o mais confiável entre os dois com base apenas na comunicação cerebral, o que para os neurologistas é algo promissor para o desenvolvimento de sistemas que lidam com cenários do mundo real onde a falta de confiabilidade humana é um fator preocupante – como em julgamentos de criminosos, por exemplo, bem como diversas outras aplicabilidades.

E o futuro?

Apesar de ser possível, com o sistema atual, ser transmitido apenas um flash de dados de cada vez, os pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade de Carnegie Mellon, acreditam que a configuração pode ser expandida no futuro.

Anteriormente, a mesma equipe já havia conseguido conectar dois cérebros humanos onde os participantes jogavam um jogo de 20 perguntas um com o outro. Mais uma vez, os flashes de “fastamas de fosfenos” foram usados para transmitir as informações de “sim ou não”.

Por enquanto, o progresso é lento e o trabalho precisa melhorar e avançar, além de ser abraçado pela comunidade neurocientífica mundial, mas é um vislumbre de algumas maneiras incríveis de enxergar como será o futuro da tecnologia na Terra.

A intenção primordial é, um dia, existir uma rede de cérebros humanos conectados visando resolver problemas e soluções em grupo.

*Por Ötto Valverde

 

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*Fonte: jornalciencia

App traz a exposição David Bowie Is em realidade aumentada

Em homenagem ao 72º aniversário do músico, foi lançado um aplicativo de celular baseado na exposição David Bowie Is, do museu Victoria & Albert, que percorreu o mundo e veio ao Brasil em 2014.

O aplicativo, por meio da realidade aumentada, oferece uma visita ao “lado colorido e teatral de Bowie”, com uma varidade de figurinos, adereços, esboços, partituras, filmes e fotografias.

A mostra virtual disponibiliza mais de 400 itens, dentre eles 23 vídeos, 60 letras de músicas escritas à mão, cartas e diários, 33 desenhos e 50 fotografias.

A visita é narrada por Garry Oldman, um amigo de longa data de Bowie, com o qual ele trabalhou algumas vezes, como no filme Basquiat, de 1996.

O app não é uma maneira de substituir a experiência, mas de oferecer um vislumbre tridmensional da carreira de muitas faces do Camaleão.

David Bowie Is está disponível para iOS e Android, cujo valor é R$ 29,90 para ter o acesso.

*Por Raquel Rapini

 

 

 

 

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*Fonte: geekness

Hyundai apresenta conceito de carro que anda como um robô

A Hyundai apresentou um novo conceito de carro que anda como um robô durante a feira CES 2019, o mais importante evento de tecnologia do mundo.

Chamado de Elevate, consiste em um carro que pode se locomover normalmente com rodas, como qualquer veículo convencional que conhecemos, mas também pode expandir e se transformar em uma espécie de robô para atravessar terrenos acidentados, por exemplo.

O conceito do carro ainda está apenas em renderizações em 3D, mas não deixa de ser interessante um modelo que sai dos desenhos convencionais de carros futuristas que focam apenas na estética, para apostar em algo realmente funcional.

Como verdadeiros braços e pernas robóticos, o Elevate pode escalar e passar por pedras ou locais de difícil acesso, com variantes de elevação do terreno e se mover em qualquer direção.

Pode ser um excelente veículo de resgate.

Em adição a isso, a Hyundai também demonstrou como ele poderia ser usado na cidade, como se fosse um Táxi que se eleva até a porta de casas com escadas e com pessoas que usam cadeiras de rodas.

Por enquanto, a empresa não pensa em produzir o carro, mas não deixa de ser uma ideia genial para o futuro próximo.

Veja imagens conceituais do Elevate

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Por Flavio Croffi

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*Fonte: geekness

Fim das baterias? Pesquisadores do MIT conseguem ligar aparelho usando sinais de wi-fi

As baterias e os carregadores estão com os dias contados. Isso se estiverem certos os pesquisadores da universidade americana Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) que estudam a transmissão de energia usando sinais de wi-fi.

“Apresentamos uma nova maneira de dar energia a sistemas eletrônicos no futuro – simplesmente captando energia wi-fi de uma maneira que pode ser facilmente integrada a áreas abrangentes”, explica o cientista Tomás Palacios, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação do MIT, que há tempos dedica-se a estudar formas mais econômicas e inteligentes de energia elétrica.

A pesquisa foi tema de artigo publicado nesta segunda-feira pelo periódico científico Nature.

Antena flexível de rádiofrequência

Os cientistas partiram da mesma ideia dos transformadores capazes de converter ondas eletromagnéticas de corrente alternada em eletricidade de corrente contínua. Em seu modelo, utilizaram um dispositivo com uma antena flexível de rádiofrequência, capaz de captar tais ondas.

Esse receptor foi conectado a um dispositivo feito de um semicondutor bidimensional extremamente fino – apenas três átomos de espessura.

Esse semicondutor converte o sinal em tensão elétrica contínua, pronta para alimentar baterias recarregáveis ou, diretamente, circuitos eletrônicos. Ou seja: o dispositivo não tem bateria, mas captura os sinais de wi-fi presentes no local e os transforma, de forma passiva, em corrente elétrica.

Nas experiências realizadas em laboratório, os cientistas conseguiram obter 40 microwatts de energia elétrica quando o dispositivo estava exposto aos 150 microwatts de uma rede wi-fi convencional. É potência elétrica mais que suficiente para manter ligada uma tela de tablet ou fazer funcionar pequenos chips eletrônicos.
Uso para fins médicos

Esse formato bidimensional e flexível do dispositivo é o que parece empolgar mais os pesquisadores. “E se pudéssemos desenvolver sistemas eletrônicos e envolver uma ponte ou uma rodovia inteira? Ou as paredes de nosso escritório? Traríamos inteligência eletrônica a tudo ao nosso redor”, prevê Palacios.

Entre os usos do sistema, além de aparelhos eletrônicos do dia a dia, estão os sensores para gadgets integrados à chamada “internet das coisas”.

No caso de celulares, uma novidade assim vem de encontro aos avanços da indústria no design de aparelhos flexíveis e cada vez mais finos.

O pesquisador Jesús Grajal, da Universidade Técnica de Madri, coautor do estudo, lembra que também seria possível utilizar o dispositivo para fins médicos. Não só para manter alimentados os equipamentos de um dia a dia hospitalar mas também para futuros gadgets que precisam ser muito pequenos para uma bateria convencional.

Um exemplo: atualmente, há pesquisadores desenvolvendo pílulas que podem ser engolidas pelos pacientes para coletar e transmitir, com precisão, dados de saúde dos mesmos – para fins de diagnóstico. Uma solução de energia assim seria a ideal em casos específicos como este.

Nesses casos, as preocupações vão além do tamanho das baterias convencionais. “O ideal é não usar baterias para alimentar esses sistemas, porque se houver um vazamento de lítio, o paciente pode morrer”, afirma Grajal. “Desta forma, é muito mais seguro colher energia do ambiente para ligar esses minúsculos laboratórios dentro do corpo.”

Composto inorgânico

O material utilizado pelos pesquisadores para a construção desse eficiente transformador de correntes é o MoS2, ou dissulfeto de molibdênio. Trata-se de um composto inorgânico, que é encontrado no mineral molibdenita – as principais jazidas estão na República Checa, na Noruega, na Suécia, na Austrália, na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Os pesquisadores criaram um dispositivo de MoS2 com apenas três átomos de espessura, o suficiente para que ele funcione, como um dos semicondutores mais finos do mundo. Isso ocorre porque os átomos do material se comportam de uma maneira particular, se reorganizando como um interruptor.

Os pesquisadores envolvidos acreditam que o material tenha capacidade para capturar e converter até 10 GHz de sinais sem fio.

“Esse dispositivo é rápido o suficiente para abranger a maior parte das bandas de frequência utilizadas hoje, de sinais de celular, de bluetooth, de wi-fi e muitos outros”, afirma o pesquisador Xu Zhang, principal autor do estudo.

A eficiência energética obtida com o modelo é de 30%. O grupo agora pretende testar novos modelos e materiais em busca de melhorar esse potencial e diminuir a perda energética.

Em entrevista à BBC News Brasil, Zhang explicou que ainda é preciso um longo processo para que o dispositivo ganhe um versão comercial, ou seja, esteja ao alcance do usuário comum. “Precisamos desenvolver um único dispositivo para uma série de conversões e otimizar o processo tanto do projeto quanto da fabricação de circuitos. Só então será viável usar algo assim para os eletrônicos do dia a dia”, afirmou.

*Por Edison Veiga

 

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*Fonte: bbc-brasil

Divulgado primeiro raio X colorido feito em humanos

Cientistas realizaram o primeiro raio X colorido e 3D em humanos. Veja o resultado impressionante.

O primeiro raio X colorido feito em partes do corpo humano foi revelado esse mês. As imagens históricas foram feitas com uma tecnologia absolutamente inovadora chamada MARS, um scanner de espectro raio x.

Uma dupla composta por pai e filho, da Nova Zelândia, construíram o primeiro raio x colorido adaptando a tecnologia utilizada na busca pelo Boson de Higgs.Phil, o pai, e Anthony, o filho, são das universidade de Canterbury e Otago. Ambos dedicaram 10 anos inteiros na construção do raio x 3D. Finalmente, no dia 10 de julho, eles lançaram ao mundo o resultado do projeto inédito.Espera-se que a máquina chamada MARS ajude médicos no diagnóstico e no tratamento do câncer, bem como no tratamento de doenças do coração, dado que o aparelho oferece imagens coloridas que são muito mais próximas do que o corpo humano realmente parece.

O raio x MARS pode mostrar gordura, cálcio, e muitas evidências de doenças no corpo. Nos próximos meses, o raio x scanner irá passar pelos primeiros testes clínicos em pacientes de ortopedia e reumatologia em Christchurch, na Nova Zelândia.

Tecnologia de raio x colorido

A primeira pessoa que passou pelo raio x colorido foi ninguém menos que o próprio Phill. Ele fez um scan do seu quadril e do seu punho. O resultado apresentou uma riqueza absurda de detalhes, incluindo até o raio x do relógio que estava usando.O raio x do seu pé foi tão preciso quanto o de seu punho. “Os raios x tradicionais permitem medir somente a densidade e o formato do que é retratado”, disse Anthony.

O pesquisador ainda mencionou que os pesquisadores estão atualmente utilizando uma versão menor do MARS para estudar o câncer e outras doenças vasculares. Resultados iniciais desses estudos sugerem que o MARS irá aperfeiçoar e promover diagnósticos mais precisos e tratamentos mais personalizados. Phil e Anthony também estão desenvolvendo um aparelho que faz um scan do corpo inteiro.A tecnologiaA tecnologia utilizada chama-se CERN Medipix3.

A família Butler aplicou a tecnologia citada que foi utilizada pela organização europeia de pesquisa nuclear em busca da “partícula de Deus” ou Boson de Higgs.O chip da Medipix foi originalmente desenvolvido para ajudar numa colisão mais forte entre as partículas nos processos de aceleração. Nos últimos 20 anos, desde que ele começou a ser desenvolvido, ele passou por muitas transformações.Nos últimos tempos, o chip foi adotado por muitos outros campos de estudo além da física nuclear. No caso do MARS, o CERN MEdipix3 mostra sua relevância no campo médico. O Medipix3 é a versão mais avançada do chip. Phillip afirmou que a tecnologia coloca o MARS à parte, pois ele produz imagens que nenhuma outra máquina de raio x consegue produzir.

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*Fonte: gentside

Tesla Model 3 desliza e sai fora do controle em uma estrada com gelo, mas recupera o controle

Em um acidente de near-miss capturado em vídeo recentemente, um cara chamado Eric Laperriere dirigindo seu Tesla Model 3 no piloto automático, teve um encontro perigoso em uma estrada com gelo.

Eric estava dirigindo em uma estrada fora de Montreal quando seu carro, que estava no piloto automático, passou por cima de um pouco de gelo. O veículo saiu fora de controle, o que pode ser visto no vídeo.

No entanto, como alegado pelo motorista, o sistema de assistência ao motorista do carro recuperou o controle antes que fosse tarde demais e o transferiu de volta para sua pista original.

Espera-se que os veículos da Tesla apresentem forte estabilidade e tração, o proprietário da Model 3 da região de Quebec afirmou que o piloto automático fez mais do que isso. Se o motorista é para ser acreditado, com a ajuda de controle de tração, bem como AWD no sistema de piloto automático, o veículo conseguiu recuperar o controle automaticamente e dirigir seu caminho de volta para a pista central.

Eric também acrescentou que durante todo o incidente, ele não tocou no volante nem uma vez. Em suas próprias palavras , “eu não toquei no volante. Tudo foi feito através do Autopilot e do sistema AWD. […] O volante estava se movendo tão rápido que eu preferi deixar o carro cuidar disso. ”

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

Um olhar positivo para a Inteligência Artificial

Ao contrário do que se teme, a Inteligência Artificial não representa uma ameaça e pode ser uma grande oportunidade para comunicadores.

Medo é o sentimento dominante entre as pessoas quando o assunto é Inteligência Artificial, segundo pesquisa realizada sob encomendada da Hanover Communications International, consultoria para marcas nas áreas de reputação, comunicações e relações públicas com sede em Londres. Segundo o estudo, 21% das pessoas se preocupam que a inteligência artificial (AI) causará desemprego e 46% temem suas implicações a longo prazo mais do que as implicações de longo prazo do Brexit.

Para o consultor em estratégias de comunicação, Guto Harri, em artigo publicado no site PR Week, Inteligência artificial fornece inúmeras oportunidades para a indústria de Relações Públicas especialmente porque ela vai causar uma reviravolta em vários setores.

As funções mais em risco parecem ser aquelas relacionadas a tarefas repetitivas. Mas Harri tem um olhar positivo para o tema: assim como no passado as máquinas livraram as pessoas de vários trabalhos que demandavam grande desgaste físico, a Inteligência Artificial deve dar fim à necessidade de realizarmos tarefas banais, monótonas e pouco demandantes de esforço intelectual.

Isso se aplicará até a trabalhos de alto nível e com bons níveis salariais. “Por que um advogado gastaria horas escrutinando documentos em busca de alguma falha que poderia ser identificada em alguns segundos por um sistema de Inteligência Artificial? ”, questiona. “Nós sempre precisaremos de advogados, mas por seu conhecimento técnico e não por sua capacidade de escrutinar documentos”, diz.

Para Harri, é essa humanidade que as atuais conversas sobre AI precisam focar. Ele cita o diálogo que teve com um assistente virtual, ao vivo, durante uma apresentação que realizou sobre o tema:

– Minha filha é bonita?
– Desculpe, mas eu não sei a resposta.
– Eu devo mentir para o meu chefe?
– Não sei o que você deve fazer.
– Deus existe?
– Esse é um tema para outro dia ou outro assistente.

O diálogo demonstra que o assistente virtual ficou perdido ao ter que responder perguntas sobre três das coisas mais significativas da vida – beleza, moral e espiritualidade. Isso não foi compreendido pela inteligência artificial, o que para Harri serve como lembrete de que ainda podemos bater as máquinas quando tratamos de inteligência além daquilo que se pode aprender via programação.

“Como comunicadores nós temos a responsabilidade de falar sobre AI de forma positiva para facilitar o caminho da sua assimilação no dia-a-dia. Aproveitar AI vai nos permitir focar em aspectos mais humanos do trabalho”, diz.

Para Harri, o que é crucial é que as empresas comuniquem uma narrativa clara e convincente sobre seus planos em relação a esta tecnologia. “Elas devem reforçar o discurso sobre os benefícios do uso responsável e ético da Inteligência Artificial”, diz.

“Esses são tempos muito interessantes para as Relações Públicas, e as empresas que melhor aproveitarão as oportunidades que vão surgir serão aquelas que estiverem conduzindo os debates sobre o assunto”, conclui.

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*Fonte: jornal140

Derretimento na Antártica é 6 vezes maior do que há 40 anos

A perda anual de massa de gelo na Antártica aumento em seis vezes entre 1979 e 2017. A informação é de um estudo publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences semana passada. Glaciologistas da Universidade da Califórnia, Irvine, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e da Universidade Utrecht, na Holanda, ainda descobriram que o derretimento acelerado fez com que os níveis globais do mar subissem mais do que um centímetro durante esse período.

“Isso é apenas a ponta do iceberg, por assim dizer”, disse o principal autor do estudo, Eric Rignot. “À medida que o manto de gelo da Antártida continua a derreter, acreditamos que nos próximos séculos ocorra uma elevação de vários metros no nível do mar”.

Pesquisa

Este estudo abrange quatro décadas e a equipe de pesquisa examinou 18 regiões, 176 bacias, bem como ilhas vizinhas.

Entre as técnicas usadas, eles compararam o acúmulo de neve nas bacias interiores e locais onde o gelo começa a flutuar no oceano e se soltar da “cama”. Os dados foram obtidos a partir de fotografias aéreas de alta resolução tiradas a uma distância de cerca de 350 metros através da Operação IceBridge da NASA; interferometria de radar por satélite de múltiplas agências espaciais; e a série de imagens de satélite Landsat, iniciada no início dos anos 70.

A equipe chegou a conclusão que entre 1979 e 1990, a Antártica perdeu uma média de 40 gigatoneladas de massa de gelo por ano. (Um gigaton é 1 bilhão de toneladas.) De 2009 a 2017, cerca de 252 gigatoneladas por ano foram perdidas.

O ritmo de derretimento aumentou dramaticamente ao longo do período de quatro décadas. De 1979 a 2001, foi uma média de 48 gigatoneladas anuais por década. A taxa subiu 280% para 134 gigatoneladas de 2001 a 2017.

Pontos mais preocupantes

O principal autor do estudo afirma que uma das principais conclusões do projeto é a contribuição da Antártida Oriental para o quadro de perda total de massa de gelo nas últimas décadas.

“O setor da ‘Terra de Wilkes’ na Antártica Oriental, em geral, sempre foi participante importante na perda de massa, mesmo nos anos 80, como nossa pesquisa mostrou”, explica ele. “Esta região é provavelmente mais sensível ao clima [mudança] do que tradicionalmente se supôs e isso é importante saber, porque detém ainda mais gelo do que a Antártida Ocidental e a Península Antártica juntas”.

Ele acrescentou que os setores que perdem mais massa de gelo são adjacentes à água quente do oceano. “À medida que o aquecimento do clima e o esgotamento do ozônio envia mais calor oceânico para esses setores, eles continuarão contribuindo para o aumento do nível do mar da Antártida nas próximas décadas”, conclui Rignot.

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*Fonte: ciclovivo

A Rússia está prestes a lançar um dispositivo que permitirá a comunicação através do pensamento

A produção do dispositivo Neurochat para uso em massa está prevista para o segundo trimestre de 2019, informou o diretor executivo do sindicato industrial da NeuroNet Technology Initiative ao Sputnik.

O projeto dos desenvolvedores russos chamado Neurochat, segundo Semiónov, é um sistema de software e hardware, neuroaccessórios e uma interface especial. É um dispositivo médico projetado para oferecer a oportunidade de comunicação de pessoas que por uma razão ou outra não podem falar.

O Neurochat ajudará pessoas que sofreram um derrame e perderam a capacidade de falar e se mover, de ditar um texto para um computador, literalmente com o poder de suas mentes.

Um acessório sem fio com eletrodos é colocado na cabeça do paciente. Isso se concentra na letra necessária da matriz alfabética que aparece na tela do monitor para escrever um texto. O dispositivo pode ser instalado em uma cama ou em uma cadeira de rodas. Os usuários deste acessório podem se comunicar com pessoas próximas e também remotamente pela Internet.

O neurochat também pode ser usado por pessoas com paralisia cerebral, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla e vários neurotraumas, incluindo lesões na cabeça e na coluna vertebral.

“Na Ásia CES o produto recebeu o prêmio como um dos mais interessantes e promissores. No final de março, pretendemos apresentar o projeto na Conferência Europeia sobre neurotecnologias no Reino Unido,” disse Semyonov.

Segundo o diretor executivo da empresa, o primeiro lote experimental tinha várias centenas de aparelhos enviados para diferentes centros de reabilitação russos para aprovação. Atualmente, estão em andamento negociações sobre a aquisição e fornecimento do Neurochat para instituições médicas.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae