Novo satélite pode ver dentro de casas e prédios, de dia ou de noite

Uma empresa americana lançou, há alguns meses, um satélite capaz de registrar imagens em qualquer lugar do mundo, inclusive dentro de casas e prédios. E, diferentemente de grande parte dos satélites, ele também é capaz de fazer a captação mesmo durante a noite ou se estiver chovendo, segundo um artido publicado no site Futurism.

Na quarta-feira, a empresa Capella Space lançou uma plataforma que permitirá a governos e clientes privados solicitarem imagens de qualquer lugar do mundo. Essa capacidade ainda vai aumentar, porque serão colocados seis novos satélites no ano que vem.

Com isso, apesar da tecnologia utilizada para captar imagens na escuridão não seja inédita, a Capella Space tornou-se a primeira empresa americana a oferecer essa tecnologia nos EUA e a primeira no mundo a disponibilizar o serviço para clientes, de acordo com o Futurism.

A polêmica, no entanto, fica por parte da privacidade — da falta dela. São muitos os questionamentos que circundam uma tecnologia que é capaz de captar imagem por dentro das quatro paredes de qualquer imóvel.

O diretor executivo da empresa, Payam Banazadeh, em entrevista ao site, disse que, por outro lado, há muitas lacunas para quem observa a Terra do espaço, e que governos e cientistas podem se beneficar com mais informações vindas a partir dessa tecnologia.

Um possível cliente pode ser, por exemplo, uma agência governamental que quer monitorar alguma ação militar hostil. Por isso, seria importante que a tecnologia consiga captar as imagens por dentro das paredes.

Mesmo assim, ainda não está claro o que seria feito para impedir que a população comum passe a ser vigiada ou tenha sua privacidade violada.

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*Fonte: extraglobo

Startup diz que carro elétrico movido a energia solar nunca irá precisar recarregar

A empresa de carros elétricos Aptera Motors está de volta – e afirma ter construído um veículo que, em teoria, nunca precisa ser carregado, graças aos bancos de painéis solares em seu teto e capô.

Claro, há uma série de advertências e notas de rodapé sobre a afirmação, como relata o The Verge, e vamos vamos comentar. Mas supondo que os painéis solares funcionem moderadamente bem, o Aptera poderia apresentar algo no caminho para uma solução para os problemas de autonomia das baterias de veículos elétricos, um dos principais obstáculos que bloqueiam uma transição generalizada para carros elétricos.

Aptera não alega ter construído um dispositivo de movimento perpétuo, ou que a bateria dos veículos de três rodas nunca ficará sem energia.

Em vez disso, a empresa diz em um comunicado à imprensa que o veículo tem um alcance extraordinário de 1.600 quilômetros por carga, levando em consideração seus painéis solares acrescentando 72 quilômetros de energia em dias ensolarados. Partindo do pressuposto de que um motorista típico viajará menos do que isso, o Aptera poderia durar muito tempo sem precisar parar em uma estação de recarga.

Como empresa, a Aptera teve problemas para colocar seu design incomum nas ruas. Depois que seus carros foram certificados pela primeira vez pelo Departamento de Energia em 2009, a empresa fechou suas portas em 2011 depois de ser incapaz de garantir um empréstimo, de acordo com o The Verge.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

O que são os ciclos de Milankovitch e como afetam o clima da Terra

Em 1920 um cientista chamado Milutin Milankovitch formulou hipóteses de que variações na órbita da Terra podiam resultar em variações cíclicas da energia solar que atingia o planeta, e isso influenciaria os padrões climáticos da Terra.

Desde então evidências têm corroborado com a hipótese de Milankovitch. Tais evidências são observadas estudando rochas e gases presos em bolhas de ar sob o gelo. Uma das mais recentes foi a confirmação da existência de um ciclo de 405.000 anos que, nesse caso, é causado por interações gravitacionais da Terra com Júpiter e Vênus.

As variações do ciclo de Milankovitch

Excentricidade: É a variação da órbita da Terra com o Sol. Ela pode variar em uma órbita mais elíptica (oval) ou menos elíptica. A excentricidade da Terra tem um período de cerca de 100 mil anos.

Obliquidade: É o movimento de inclinação do eixo de rotação em relação ao Sol. Sendo mais claro, imagine um sino de uma igreja. Quando esse sino esta parado ele está na vertical, quando o balançamos ele se inclina de um lado para o outro. Com o efeito de Obliquidade da terra o mesmo acontece. entretanto a variação dessa inclinação no planeta é entre 22,5° e 24,5º e acontece a cada 41 mil anos.

Precessão: A precessão também é uma variação dos ciclos. Enquanto na rotação a Terra gira no próprio eixo e na translação ela gira em torno de sua estrela, na precessão ela faz um giro no eixo de forma inclinada, é como se misturássemos o efeito de obliquidade com a rotação da terra. Esse movimento leva cerca de 25 mil anos.

Mudanças Climáticas

Os ciclos acima são conhecidos por causar variações na insolação, ou seja, por afetar o nível de radiação recebido do Sol.

A diferença da energia que o planeta recebe pode causar eras com climas mais intensos ou mais amenos. Além da insolação, as variações das orbitas também alteram a distribuição da radiação no globo.

Se, por exemplo, pensarmos em um modelo onde os ciclos combinam em seus extremos – a Terra longe do sol, o ângulo do eixo no máximo de 24,5° – teríamos estações de inverno extremamente frias e verões muito quentes.

Quando se compara variações orbitais dos ciclos com as antigas eras glaciais e interglaciais, é possível ver uma relação entre os dois fatores.

E o aquecimento global?

É comum observar a negação do aquecimento global antropogênico (causado por humanos) com o argumento de que na Terra é normal haverem eras quentes e frias. Entretanto, uma das características do método científico é eliminar variáveis.

Os ciclos de Milankovitch são conhecidos há pelo menos 100 anos, e quando a comunidade científica afirma que as mudanças atuais são causadas por nós, podemos ter certeza que a possibilidade de ser apenas um ciclo já foi uma variável descartada.

Atualmente as mudanças têm ocorrido em um período extremamente curto, ainda mais quando comparamos com os ciclos naturais da Terra que duram milhares de anos.

*Por Wesley Oliveira de Paula

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*Fonte: socientifica

Caminhão constrói 50 metros de pista em menos de 6 minutos

FAUN Trackway, uma empresa com sede em Gales, criou um método intrigante para resolver o problema que máquinas pesadas tinham para atravessar terrenos intransitáveis.

Um caminhão especialmente equipado que abriga um carretel de estruturas de alumínio de alta resistência que pode rapidamente criar 50 metros de estrada temporária. A faixa da estrutura pode então ser rapidamente recolhida e utilizada de novo, quando necessário.

Veículos com peso de até 70 toneladas podem transitar com segurança sob a faixa. O sistema de posicionamento garante as equipes de resgate ou operações militares o poder de passar rapidamente por aquele trecho, sem o risco de ficar preso em situações onde o tempo é um fator principal.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

A foto de maior exposição já tirada foi um completo acidente

Oito anos e um mês atrás, uma estudante de Belas Artes da Universidade de Hertfordshire montou uma lata de cerveja com papel fotográfico e criou uma câmera rudimentar. Ela então colocou a lata em um telescópio no Observatório Bayfordbury da universidade e esqueceu do projeto.

Agora, a fotografia resultante foi redescoberta — e pode ser a foto de maior exposição já tirada, de acordo com o Live Science.

“Eu já havia experimentado essa técnica algumas vezes no Observatório antes, mas as fotografias eram muitas vezes destruídas pela umidade e o papel fotográfico enrolava”, disse a fotógrafa Regina Valkenborgh, agora técnica de fotografia da Barnet e Southgate College, em um comunicado. “Eu não tinha a intenção de capturar uma exposição por este período de tempo e, para minha surpresa, ela tinha sobrevivido.”

A fotografia mostra a jornada do sol pelo céu desde 2012; 2.953 arcos de luz traçando seu caminho enquanto o sol se levantava e descia. Parte da cúpula do telescópio também é visível à esquerda da fotografia. À direita há uma estrutura de pórtico projetada para atravessar o observatório, que foi construído durante a exposição.

Antes desta foto, a foto de maior exposição era de quatro anos e oito meses, tirada pelo artista alemão Michael Wesely, segundo a universidade. Wesely tira fotos de longa exposição de várias cenas, como a reforma do Museu de Arte Moderna (MOMA) em Nova York.

A fotografia de longa exposição requer aberturas muito pequenas na lente da câmera, a fim de não inundar o papel fotográfico com luz. A câmera de lata de cerveja é um tipo de câmera pinhole, um dispositivo muito simples sem qualquer lente. A luz entra através da única abertura na câmera — o buraco do tamanho de uma ponto — e cai no papel fotossensível dentro. Isso cria uma imagem invertida do que a câmera “vê”. Devido ao longo tempo de exposição, apenas objetos em movimento lento ou permanente aparecem na imagem resultante; objetos em movimento rápido são perdidos.

A imagem de Valkenborgh foi redescoberta pelo principal oficial técnico do Observatório de Bayfordbury, David Campbell, que encontrou e removeu a lata de cerveja despretensiosa do telescópio.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Cientistas criam sistema de inteligência artificial “autoconsciente”

Cientistas criaram sistema de IA capaz de identificar quando ele mesmo não é confiável, usando redes neurais.

Um sistema de IA “autoconsciente”

A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em nossas vidas, sendo uma das grandes tendências para o futuro. Aos poucos, mais equipamentos baseados em IA surgem, mudando todo o modo de vida e o comportamento da nossa sociedade.

A IA já toma decisões em áreas que afetam vidas humanas, como direção autônoma e diagnóstico médico. Assim, é vital que essas tecnologias sejam mais precisas e confiáveis o possível.

O sistema de rede neural recém criado pelos pesquisadores pode então ter papel fundamental nisso, aumentando o nível de confiança dos sistemas artificialmente inteligentes.

Segundo o cientista da computação Alexander Amini, um dos autores do projeto, é necessário que tenhamos não apenas modelos de alto desempenho, mas também modelos confiáveis. Devemos ser capazes de entender quando podemos, ou não, confiar na IA.

Os pesquisadores criaram, portanto, um sistema que pode identificar se ele próprio é confiável ou não. Essa “autoconsciência” recebeu o nome de “Regressão de Evidência Profunda” (Deep Evidential Regression) e baseia sua pontuação na qualidade dos dados disponíveis. Quanto mais precisos e abrangentes forem os dados de treinamento, mais provável é que as previsões deem certo.

Por exemplo, no sistema de um veículo autônomo prestes a atravessar um cruzamento, a rede poderia dar o comando de espera, caso estivesse menos confiante de suas previsões.

Afinal, a rede é confiável?

Embora sistemas semelhantes já tenham sido construídos com redes neurais no passado, o que diferencia este é a sua velocidade. O nível de confiança pode ser obtido rapidamente, no tempo de uma decisão.

Os pesquisadores testaram o sistema usando-o para avaliar uma imagem, assim como um carro autônomo avaliaria uma distância. A rede obteve sucesso nos resultados, além de estimar sua própria incerteza com precisão.

Os cientistas estão confiantes que o sistema possa contribuir para a segurança em situações com uso de IA.

No entanto, ainda não é tão simples. Mesmo que a rede neural esteja certa 99% das vezes, o 1% restante pode ter consequências graves, dependendo do cenário. Por isso, mais testes e aprimoramentos ainda deverão ser feitos.

As redes neurais artificiais são modelos computacionais inspirados no sistema nervoso central humano, sendo capazes de realizar o aprendizado de máquina e de reconhecer de padrões. São sistemas de nós interconectados que funcionam como os neurônios do cérebro humano, simulando o comportamento das redes neurais biológicas.

A partir de métodos iterativos, elas podem, com o tempo, aprender e melhorar continuamente. Podem, por exemplo, ajudar a criar programas que identificam objetos a partir de imagens. Elas são capazes de identificar padrões em conjuntos gigantescos de dados que nós, humanos, não temos a capacidade de analisar.

*Por Matheus Gouveia
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*Fonte: socientifica

Saiba como os carros melhoraram nos últimos 50 anos

Nos últimos 50 anos os carros tornaram-se significativamente mais leves graças à tecnologia inovadora. Não só isso, eles são mais eficientes e ainda mais seguros.

Para ter uma melhor ideia de quanto mais seguros os nossos carros são atualmente, a Chevrolet realizou um teste de colisão entre dois carros; um Chevrolet Bel Air de 1959 contra Chevrolet Malibu de 2009. O resultado do teste de colisão fala por si.

“Era como se fosse noite e dia, a diferença de proteção dos ocupantes,” de acordo com o presidente do instituto, Adrian Lund.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Cabo submarino que ligará Brasil e Europa é ancorado em Fortaleza

O Ministério das Comunicações anunciou o lançamento de um cabo submarino de fibra ótica que ligará Fortaleza no Ceará a Sines, em Portugal, com previsão de expansão para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África e em outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa. A estimativa é de que o projeto esteja concluído até meados de 2021. “Lançamos um cabo submarino de fibra ótica que vai sair de Fortaleza até Sines, em Portugal. Serão mais de 6 mil quilômetros. Estimamos que até o segundo trimestre do ano que vem estará pronto”, disse o ministro das comunicações Fábio Farias.

Atualmente, toda a informação que o nosso país envia para o Velho Continente vai primeiro para os Estados Unidos, e de lá segue para data centers na Europa. Esse percurso leva o dobro de tempo do que é necessário para fazer a conexão direta entre as duas regiões.

A obra será feita pela empresa EllaLink, proprietária e operadora dos serviços que serão oferecidos pela fibra, tão logo esteja com a infraestrutura concluída. A estrutura proporciona o tráfego de dados a 72 Terabits por segundo (Tbps) e latência de 60 milissegundos. Ao todo, serão lançados e ancorados 6 mil quilômetros de cabos de alta capacidade que devem conectar a capital cearense a Portugal.

“O cabo, em alguns lugares, chegará a ter 5 quilômetros de profundidade. É algo impensável, inimaginável, mas agora nós vamos ter uma conexão direta com a Europa. É uma grande entrega do Ministério das Comunicações que vai ajudar o nosso país no escoamento de dados”, afirmou Faria.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

A NASA vai utilizar a comunicação a laser sem fio com sondas espaciais

Durante as últimas décadas, a forma como trocamos informação muda constantemente, de forma inacreditavelmente grande. Agora, a NASA testará a comunicação a laser sem fio. Isso facilitará muito na velocidade e capacidade do fluxo de dados entre a Terra e as naves.

O funcionamento é um tanto semelhante à fibra óptica, mas sem um cabo. Em resumo, as ondas de rádio, que já foram muito utilizadas, e possuem algumas aplicações até os dias de hoje, viajam muito longe, mas conseguem carregar pouca informação, entretanto. Por outro lado, ondas que carregam mais informações não conseguem viajar longe tão facilmente.

Isso ocorre por causa de duas características das ondas: o comprimento e a frequência. Quando maior o comprimento de uma onda, menor a frequência, e vice-versa. Quando a frequência é maior, é possível armazenar mais informação. Mas há um grande problema: os obstáculos.

Por exemplo, o seu rádio. Você consegue ouvir rádio dentro de casa, mesmo com as paredes e o telhado barrando as ondas. A luz, por outro lado, não é capaz de atravessar a parede. Isso ocorre porque as ondas de maiores frequências não são muito boas em atravessar o espaço vazio dos átomos. Portanto, obstáculos maiores dificultam completamente essa comunicação.

É por isso que a internet de fibra óptica, por exemplo, é transferida através de cabos. A fibra óptica utiliza lasers. Portanto, ele transfere uma quantidade de informação muito boa – bem maior do que microondas e rádio, por exemplo. Mas um laser não atravessa paredes. Portanto, é ideal que haja uma forma de se conduzir esse sinal. É aí que entra o trabalho do cabo.

O espaço não tem paredes

Como todos sabemos, o espaço é um grande vazio com algumas concentrações de matéria em determinados pontos. Portanto, as ondas de maiores frequências possuem menos limitações do que aqui na Terra. Esse fato permite que os cientistas utilizem comunicação óptica sem a necessidade de um condutor. E isso é bom, considerando o fluxo de informações que todas as sondas espaciais enviam para a Terra a todo momento. Além disso, a tecnologia está constantemente em desenvolvimento, e a cada passo, tem-se uma necessidade maior de transferência de dados.

A NASA quer, portanto, utilizar lasers infravermelhos para se comunicar com as sondas espaciais. O laser infravermelho é o mesmo tipo de sinal que o seu controle remoto utiliza para se comunicar com a televisão, por exemplo. E não, a comunicação a laser sem fio não irá cegar ninguém, fique tranquilo.

Chamada de (LCRD, na sigla em inglês), a base em construção no Havaí tem previsão de entrega já para o ano de 2021. Para haver uma redundância, do outro lado do Oceano Pacífico, há uma segunda base. A OGS-1, localizada no estado da Califórnia, pode entrar em operação caso o mal tempo atrapalhe a estação óptica havaiana.

“O LCRD e suas estações terrestres demonstrarão comunicações ópticas como um relé, o que significa que as missões serão capazes de transmitir dados de pontos em sua órbita sem linha de visão direta das estações terrestres”, diz Dave Israel em um comunicado da NASA.

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*Fonte: ciencianautas

‘Qual é a música Google?’ Busca agora reconhece melodias e assovios

A busca do Google ganhou a função de reconhecer alguma música cantarolada ou assoviada pelo usuário, mesmo que ele não saiba a letra. Para usar o recurso, basta acessar a pesquisa por voz e perguntar “qual é a música”, seguido pelos sons da melodia.

O app, então, exibe as canções correspondentes, e permite conferir informações como cantor e álbum, além de conferir a letra. O recurso está disponível no celular a partir da pesquisa, da Google Assistente e do aplicativo do Google em português para Android. Por enquanto, a ferramenta no iPhone (iOS) funciona apenas em inglês.

A busca do Google usa inteligência artificial (IA) para reconhecer o trecho de 10 a 15 segundos captado pelo celular. O machine learning empregado pelo Google também funciona com gravações e com letras de música, então a ferramenta é uma espécie de junção do Shazam ao Soundhound, já que é possível simplesmente dar play em uma canção desconhecida ou assoviá-la sem saber a letra.

O recurso pode ser ativado a partir do ícone de microfone da barra de pesquisa, ou pelo comando “que música é essa?” na Google Assistente. À medida que o usuário cantarola a música, a tela indica o volume de áudio, até encontrar uma canção correspondente ao som detectado. Depois, o usuário pode selecionar a música correta, acessar a letra e ouvi-la em algum aplicativo a partir dos comandos do Google.

*Por Beatriz Cardoso

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*Fonte: techtudo

Elon Musk pretende transferir informações do cérebro para o computador

Há quatro anos, Elon Musk criou a empresa Neuralink com o objetivo ambicioso de criar uma interface cérebro-computador.

Essa conexão de largura de banda ultra-alta é vista por Musk como a única solução para combater o que ele acredita ser uma ameaça existencial para a humanidade. Tudo em que Neuralink tem trabalhado está em segredo e o site da empresa é atualmente apenas uma lista de empregos.

O objetivo da tecnologia também não é muito claro, com aplicações potenciais que vão desde conectar nossos cérebros à internet até usar inteligência artificial (IA) para aprimorar nossas habilidades cognitivas.

Transumanismo

Esta e outras tecnologias fazem parte de um movimento chamado “transumanismo”, que defende o uso da tecnologia e da inteligência artificial para melhorar a qualidade da vida humana.

Trata-se de usar a tecnologia para aprimorar nosso estado intelectual, físico e psicológico, por meio, por exemplo, do chamado “mind-upload”, expressão criada dentro dessa filosofia para se referir à transferência da mente humana para um computador.

Os cientistas dizem que copiar a mente de alguém, suas memórias e personalidade em um computador é possível, em teoria — mas o cérebro tem muitos mistérios. Ele têm 86 bilhões de neurônios, uma rede produzindo pensamentos via cargas elétricas.

Como um computador

Precisamos lembrar que a tecnologia que sustenta tudo está longe de estar pronta. Ler os sinais do cérebro em detalhes ainda requer cirurgia e a tecnologia assistiva usada para a comunicação do cérebro ainda é extremamente lenta em comparação com os meios tradicionais de comunicação.

Há muita pesquisa em tecnologia e o cérebro, com alguns grandes projetos recebendo investimentos, como a BRAIN Initiative nos EUA e o Human Brain Project na Europa.

Podemos não ser completamente ignorantes sobre como conectar computadores a nossos corpos, mas no caminho para a fusão com a IA, ainda temos um longo caminho a percorrer.

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*Fonte: ciencianautas

Uma nova abordagem bactericida: será que a luz pode substituir os antibióticos?

A descoberta dos antibióticos a partir da Penicilina em 1928 revolucionou o mundo da medicina no tratamento contra infecções bacterianas. Com os estudos ao longo dos anos, novos antibióticos foram surgindo e com eles foi se compreendendo melhor os seus mecanismos de ação, que acabariam por inviabilizar a multiplicação dessas colônias bacterianas, levando-as a morte. Porém, as bactérias possuem aparatos que lhe conferem uma adaptação à presença de antibióticos, com isso, estes micro-organismos se tornam resistentes a esses medicamentos.

Nos últimos anos, o número de bactérias que desenvolveram resistência a maior parte dos antibióticos existentes cresceu exponencialmente, dificultando o tratamento quimioterápico em pacientes que apresentam infecções bacterianas. Devido a isso, os cientistas buscam meios de combater esses organismos por outras abordagens. A partir desta, surge então, uma técnica inovadora, que utiliza a luz como um fator atuante na eliminação e inibição do crescimento das colônias bacterianas.

Basicamente, as bactérias possuem em seu interior, estruturas moleculares chamadas cromóforos, que são capazes de absorver determinados comprimentos de ondas da luz. Essas estruturas, são moléculas que quando excitadas, podem gerar compostos á base de oxigênio, conhecidos como espécies reativas de oxigênio (ERO’s), que tem uma alta capacidade de reagir com outros componentes intracelulares, podendo alterar a estrutura de proteínas, do material genético e da membrana celular, causando a morte do organismo.

Estudos realizados na Universidade Nacional de Chonnam na Coréia do sul mediram os efeitos bactericidas de diferentes comprimentos de onda em três modelos bacterianos patogênicos in vitro¹. Os comprimentos de onda utilizados eram 425 nm (azul), 525 nm (verde) e 625 nm (vermelho) que foram emitidos através de lâmpadas especiais conhecidas como LED (Lighting-Emitting Diode). As bactérias usadas como modelo eram Porphyromonas gengivalis; Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Como resultado, os pesquisadores encontraram que o comprimento de onda do azul foi capaz de eliminar as três espécies, enquanto que o verde eliminava S. aureaus, mas diminuía a viabilidade das outras duas espécies. Já o LED vermelho, não apresentava efeitos bactericidas nas três espécies estudadas.

Esse tipo de resultado demonstra a capacidade bactericida do LED azul, sendo viável empregá-lo em terapias de tratamento dentário, por exemplo. Onde se poderia substituir o uso de antibióticos, ou combiná-los para se aperfeiçoar sua eficácia do tratamento. Os trabalhos realizados com esse tipo de terapia, conhecido como Fototerapia, envolvem diversos fatores que podem influenciar no resultado final. Pode-se citar como exemplo: o tipo de comprimento de onda utilizado, fluência, potência, tempo de exposição, área de irradiação e modelo celular empregado.

Diferentes bactérias, também podem reagir de forma diferente na presença da luz. Um estudo realizado na Universidade Nacional de Cingapura decidiu avaliar os efeitos bactericidas do LED azul e verde e analisar o papel de um cromóforo na molécula de coproporfirina nesse processo, onde neste estudo, foram utilizadas seis bactérias, das quais três eram gram-positivas e três gram-negativas, todas patogênicas².

A diferenciação das bactérias gram-positivas e gram-negativas está principalmente na constituição de sua membrana celular. Segundo os autores constatou-se que: as bactérias gram-positivas são mais susceptíveis à luz azul em comparação às gram-negativas, muito provavelmente, pela maior presença de coproporfirinas que absorvem a luz azul, gerando ERO’s e levando a morte celular. As gram-negativas também demonstraram sensibilidade, porém menor. Com relação à luz verde, esta se mostrou menos eficaz que a luz azul para efeitos bactericidas.

Vale ressaltar que, o mecanismo de ação da luz no efeito bactericida ainda não é muito bem elucidado, a hipótese mais aceita é justamente a presença de cromóforos em moléculas, como flavinas, porfirinas e coproporfirinas presentes no interior desses organismos que acabam por formar espécies reativas de oxigênio que ocasionam a morte celular. Por conta disso, estudos mais investigativos in vitro e in vivo devem ser realizados, para que se possa compreender melhor o mecanismo de ação da luz em modelos bacterianos, na qual poderá se cogitar com mais seguridade a substituição de antibióticos por luz. Esses resultados se mostram promissores, onde, talvez, em um futuro não muito distante, estaremos, realizando tratamentos fototerápicos, no combate a infecções bacterianas.

*Por Rickson Ribeiro

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*Fonte: ciencianautas

Dispositivo dispensa fones e cria “bolha” de som ao redor dos ouvidos

É o que afirma a empresa Israelense que irá lançar o produto: a nova tecnologia poderá transmitir som de forma isolada para os ouvidos sem a necessidade de fones. De acordo com os desenvolvedores, o produto estará disponível para compra pública até o Natal de 2021.
“Bolha” de som

O dispositivo, chamado SoundBeamer, é da empresa de sistemas de som Noveto Systems. Conforme consta no site da empresa – em um convite para “ouvir o futuro” – a tecnologia é inovadora e poderá ser a tendência em alguns anos.

A empresa estreou o produto em 13 de novembro e afirma que a tecnologia vai transformar a forma como experimentamos o áudio. A tecnologia poderá ter uso em filmes, jogos, experiências musicais, entre outros.

No entanto, Noveto acredita que o novo produto será revolucionário para o uso doméstico e no ambiente de escritório.

A expressão “bolha” de som é devido ao funcionamento do dispositivo, que isola o som do usuário sem a necessidade de fones. Seria, portanto, de fato como uma bolha sonora.

Com o isolamento, evita-se que o som perturbe as pessoas ao redor. Tal feito poderá ter grande aplicação nos ambientes de trabalho, por exemplo.

E como funciona?

A tecnologia de direcionamento sonoro não é nova; as chamadas ondas ultrassônicas difratam menos do que as ondas acústicas normais, permitindo que o som se direcione para locais mais precisos. É assim que se consegue o direcionamento de som no novo dispositivo.

Mas a novidade é que, no novo aparelho, a geração dessas ondas se dá usando algoritmos de processamento digital de sinais. A eletricidade se converte em vibrações de ultrassom, que são direcionadas por um sensor 3D, e, por fim, convertidas em ondas acústicas.

O sistema conta com sensores que localizam os ouvidos do usuário. Assim, define-se a área onde ficará a “bolha” de som. Com ondas ultrassônicas, direciona-se então o som para convergir ao redor dos ouvidos, criando uma experiência sonora 3D – que somente o usuário pode ouvir.

Além disso, o dispositivo pode rastrear a sua cabeça enquanto você ouve, para evitar interrupções caso haja algum movimento.

De acordo com a gerente de produtos da Noveto, Ayana Wallwater, ouvir o dispositivo seria uma sensação de total imersão. “Ele segue você aonde quer que você vá”, de acordo com Wallwater.

O que ainda precisa melhorar

De acordo com a empresa, como todas as novas tecnologias, o SoundBeamer não é perfeito. Em algumas situações, outra pessoa fora da “bolha” poderá ouvir um pequeno nível de ruído vindo do dispositivo.

O usuário também precisa de um alinhamento bem exato de sua cabeça com os alto-falantes, sem qualquer obstrução no caminho entre eles e suas orelhas. Se algum desses fatores falhar, o SoundBeamer provavelmente não funcionará. Isso, infelizmente, impossibilita o uso em momentos em que há mais movimentos, como numa corrida.

*Por Matheus Gouveia
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*Fonte: socientifica

Guerra das Correntes: a batalha entre Edison e Tesla que mudou a história

A rivalidade entre Nikola Tesla e Thomas Alva Edison era notória. Antigos parceiros, eles acabaram se tornando praticamente inimigos mortais. A competitividade entre os dois está por trás de um dos episódios mais fascinantes da história das invenções: a “Guerra das Correntes”.

A história começou em 1879, quando Edison buscava inventar a lâmpada incandescente. Após vários anos de testes, ele conseguiu substituir o vapor pela corrente contínua como fonte de energia, obtendo sucesso de curto alcance, já que o sistema tinha algumas desvantagens: a energia fluía em uma direção e os cabos derretiam.

Buscando soluções, em 1884, Edison contratou Nikola Tesla, que havia chegado recentemente a Nova York. Após um ano e meio trabalhando com ele, o jovem Tesla encontrou uma solução alternativa à corrente contínua de Edison: um sistema de geração e transmissão de corrente alternada que permitia transportar energia a grandes distâncias.

No entanto, Edison desestimulou a ideia, menosprezou o trabalho de Tesla e, inclusive, se negou a pagar-lhe o dinheiro prometido por cumprir o trabalho. Enquanto isso, muitos investidores se mostraram interessados na ideia do jovem europeu, e a comercialização do novo sistema deu início à famosa “Guerra das Correntes” entre ambos. Enquanto Edison defendia a utilização da corrente contínua para distribuição de eletricidade, Tesla pregava o uso da corrente alternada.

De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, Edison não queria perder os royalties que ganhava com suas patentes de corrente contínua, então tentou desacreditar Tesla por meio de uma campanha de desinformação que pregava os supostos perigos da corrente alternada. Durante os primeiros anos de fornecimento de eletricidade, a corrente contínua foi usada como padrão nos Estados Unidos, mas, com o tempo, a corrente alternada de Tesla acabou predominante. Atualmente, ela é usada para alimentar a maior parte da eletricidade do mundo.

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*Fonte: history

Cheiro de livro: perfume traz fragrância com aroma de 1 milhão de livros

Durante a pandemia, os clientes da Powell’s Books, rede de livrarias de Portland, no estado americano de Oregon, relataram que sentiam falta do cheiro da loja de livros no dia a dia em quarentena. Para agradar seus clientes (e, é claro, aproveitar uma oportunidade de negócios), o estabelecimento anunciou o lançamento em edição limitada de uma fragrância especial: um perfume com o cheiro de livro.

O Eau de bookstore (“eau de livraria”, em tradução livre) vem em uma caixa que parece um livro de capa dura. Depois de aberto, você pode inclusive guardá-lo na estante como se fosse um livro como qualquer outro.

“Este perfume contém a vida de incontáveis heróis e heroínas. Aplique nos pontos de pulso ao buscar socorro sensorial ou uma pincelada da imortalidade”, diz o texto de divulgação da Powell’s. A livraria afirma que a essência “cheira a um milhão de livros” e que “captura o perfume dos livros com toques sutis de madeira e violeta”.

O perfume está disponível em pré-venda pelo site e começa a ser vendido na loja física em 27 de novembro. O preço é de US$ 24,99, cerca de R$ 132,92 na cotação atual.

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*Fonte: hypeness

Utensílios de bambu e bagaço da cana se decompõem em 60 dias

O bagaço da cana-de-açúcar, subproduto do processo de extração, pode ser matéria-prima para plásticos biodegradáveis. Adicionando bambu na composição, chega-se a uma combinação ecológica, eficiente e barata. É o que sugere pesquisadores da Universidade do Nordeste, nos Estados Unidos, em artigo à revista Matter.

Em laboratório, os estudiosos testaram o uso dos dois materiais para criar bandejas, copos e tigelas. O objetivo era encontrar potenciais substitutos para os descartáveis. Afinal, a comodidade de “usar e jogar fora” foi popularizada há poucas décadas, mas foi tempo suficiente para tornar-se um dos grandes desafios ambientais.
plástico de bagaço

“É difícil proibir as pessoas de usar contêineres descartáveis ​​porque são baratos e convenientes”, afirma Hongli (Julie) Zhu, professora e coautora do artigo. “Mas acredito que uma das boas soluções é usar materiais mais sustentáveis”.

De origem chinesa, Hongli afirma que a primeira vez que pisou nos Estados Unidos, em 2007, ficou chocada com a quantidade de itens plásticos descartáveis disponíveis nos supermercados. Tempos depois passou a focar seus estudos na identificação de materiais naturais e tecnologias que ajudem a reduzir nossa dependência do petróleo.

Plástico de bambu e açúcar

Hongli e seus colegas da Universidade do Nordeste moldaram recipientes enrolando fibras de bambu longas e finas com fibras curtas e grossas de bagaço de cana – formando uma rede estável. O resultado é um material forte, limpo, não tóxico, eficiente para reter líquidos e o melhor: começa a se decompor após 30 a 45 dias no solo. Em 60 dias, perde completamente sua forma.

A composição do “plástico” alternativo leva também AKD (Dímero Alquil Ceteno) – um produto químico seguro para a indústria alimentícia – para aumentar a resistência ao óleo e à água.

De acordo com os pesquisadores, o novo produto emite 97% menos CO2 do que os recipientes de plástico e 65% menos CO2 do que produtos de papel e plástico biodegradável disponíveis no mercado. Por aproveitar de resíduos, o custo também é favorável – sobretudo em comparação aos biodegradáveis. O próximo passo é baixar ainda mais para competir com os copos plásticos tradicionais.

Agora, imagine o potencial do Brasil, que é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Não à toa, o bagaço da cana já é estudado para diversas finalidades e esta pode ser mais uma delas.

O artigo, em inglês, você confere aqui.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

App traduz miados felinos em palavras facilitando comunicação com humanos

Se problemas de comunicação existem no relacionamento entre dois seres humanos que falam o mesmo idioma, imagine entre um animal e uma pessoa. Se você tem um gato (ou qualquer animal de estimação) em casa, sabe do que estamos falando: às vezes é complicado saber o que o seu bichinho de estimação deseja. Mas o ano é 2020 e talvez já exista uma solução para esse problema: o MeowTalk, um aplicativo desenvolvido para “traduzir” miados felinos em palavras que humanos compreendam.

O app foi criado por Javier Sanchez, um ex-engenheiro da Amazon que ajudou no desenvolvimento da Alexa, a assistente eletrônica da empresa de Jeff Bezos. Atualmente, ele atua como gerente de projeto em uma empresa de tecnologia chamada Akvelon.

“Por 10 anos, eu sabia que havia dados e ciência por trás da ideia de que os gatos têm um vocabulário”, conta o americano, em entrevista ao site “Bored Panda”. “Eu sabia que poderíamos fazer um aplicativo e mais especificamente um SmartCollar para transformar miados de gato em fala humana. Eu sabia, com minha experiência de trabalho na Alexa, que a tecnologia estava lá para traduzir miados de gato únicos em palavras e intenções gerais.”

O MeowTalk consegue decifrar os desejos do gato com a utilização de inteligência artificial associadas a aprendizado de máquina. Ele assimila nove possíveis intenções do animal e permite que o dono do bichinho grave os miados para ajustar as configurações quando ele achar que o aplicativo não fez a devida associação. A ferramenta foi desenvolvida com uma equipe formada por dois desenvolvedores, um cientista de dados e uma especialista em vocalização de gatos ao longo de cinco meses.

A descrição do app explica que essas nove intenções identificadas pelo app representam o humor e os estados mentais do gato, mas isso não exclui as variações de vocabulário de animal para animal. “Você pode treinar o aplicativo MeowTalk para aprender o vocabulário único de miados do seu gato, dizendo ao aplicativo o que cada miado significa quando seu gato o faz. Quando você dá ao aplicativo de cinco a 10 exemplos de um miado específico para seu gato (por exemplo, ‘comida’, ‘me deixe sair’), o aplicativo pode começar a reconhecer aquele miado quando o ouvir.”

“O MeowTalk está tentando resolver um problema muito difícil com tecnologias mais simples. Com a fala humana, você já sabe quais são as palavras e a gramática que afetam o problema. Mas com miados de gato, você não tem ideia de quais miados significam quais intenções. Portanto, é necessário um conjunto diferente de ferramentas para resolver esse problema”, conclui Sanchez.

O aplicativo está disponível para ser usado no Brasil na Play Store.

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*Fonte: hypeness

Idosos conseguem gerar novas células cerebrais igual a pessoas jovens, revela estudo

Pesquisadores mostram pela primeira vez que homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto pessoas mais jovens. Há controvérsias acerca se humanos adultos desenvolvem novos neurônios, e algumas pesquisas já haviam…

Pesquisadores mostram pela primeira vez que homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto pessoas mais jovens.

Há controvérsias acerca se humanos adultos desenvolvem novos neurônios, e algumas pesquisas já haviam sugerido que o cérebro adulto era conectado e que os idosos não desenvolviam novos neurônios. Este estudo, publicado na revista Cell Stem Cell em 5 de abril, contraria essa noção. A autora principal, Maura Boldrini, professora associada de neurobiologia da Universidade de Columbia, diz que as descobertas podem sugerir que muitos idosos permanecem mais cognitiva e emocionalmente intactos do que comumente se acreditava.

“Descobrimos que as pessoas mais velhas têm capacidade semelhante para produzir milhares de novos neurônios do hipocampo a partir de células progenitoras, como fazem as pessoas mais jovens”, diz Boldrini. “Nós também encontramos volumes equivalentes do hipocampo (uma estrutura do cérebro usada para emoção e cognição) através das idades. No entanto, os indivíduos mais velhos tiveram menos vascularização e talvez menos habilidade de novos neurônios para fazer conexões”.

Os pesquisadores fizeram autopsia de hipocampos de 28 indivíduos previamente saudáveis, com idades entre 14 e 79 anos, que haviam morrido subitamente. Esta é a primeira vez que os pesquisadores examinaram os neurônios recém-formados e o estado dos vasos sanguíneos dentro do hipocampo humano logo após a morte. (Os pesquisadores determinaram que os sujeitos do estudo não tinham problemas cognitivos e não sofriam de depressão ou tomavam antidepressivos, algo que Boldrini e seus colegas haviam percebido anteriormente que poderiam afetar a produção de novas células cerebrais.)

Em roedores e primatas, a capacidade de gerar novas células hipocampais diminui com a idade. A produção em declínio de neurônios e um encolhimento total do giro dentado, parte do hipocampo que pensa-se ser o responsável de ajudar a formar novas memórias episódicas, também ocorreram em humanos envelhecidos.

Os pesquisadores da Universidade de Columbia e do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York descobriram que até os cérebros mais antigos que eles estudaram produziram novas células cerebrais. “Encontramos um número similar de progenitores neurais intermediários e milhares de neurônios imaturos”, escreveram eles. No entanto, os indivíduos mais velhos formam menos vasos sanguíneos novos dentro das estruturas cerebrais e possuem um armazenamento menor de células progenitoras – descendentes de células-tronco que são mais restritas em sua capacidade de se diferenciar e se auto-renovar.

Boldrini supôs que a redução da capacidade de recuperação cognitivo-emocional na velhice pode ser causada por esse pequeno grupo de células-tronco neurais, pelo declínio na vascularização e pela redução da conectividade célula-célula dentro do hipocampo. “É possível que a neurogênese do hipocampo em curso sustente a função cognitiva específica do ser humano ao longo da vida e que o declínio possa estar vinculado à resiliência cognitivo-emocional comprometida”, diz ela.

Boldrini diz que pesquisas futuras sobre o envelhecimento cerebral continuarão a explorar como a proliferação, a maturação e a sobrevivência das células neurais são reguladas por hormônios, fatores de transcrição e outras vias intercelulares.

 

 

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*Fonte: socientifica

Empresa imprime móveis personalizados usando resíduos agrícolas

Uma empresa de móveis sob demanda, customizada e ecológica está nascendo nos Estados Unidos. Trata-se da “Model No.”, uma companhia que usa resíduos agrícolas de palha de milho, cana-de-açúcar, beterraba e uma impressora 3D para fabricar móveis.

A proposta da empresa é dar a possibilidade dos consumidores adquirirem peças de mobília exatamente do tamanho que desejam. Para quem compra, a vantagem é óbvia, mas quem ganha também é o planeta, uma vez que nenhuma matéria-prima será retirada da natureza sem necessidade.

A produção sob demanda ainda aproveita subprodutos da safra de alimentos – mais uma vez trocando a extração de recursos pela utilização do que já está disponível.

Uma linha de produtos 3D lançada pela companhia inclui mesa, criado mudo e mesinha de centro. O design básico já é predefinido para cada peça, mas elas podem ser personalizadas em suas formas, dimensões e cores. A ideia também é que as peças possam ser entregues em poucas semanas, diferente do mercado de móveis planejados tradicional.

Além das resinas vegetais, a empresa também fabrica peças com madeira certificada FSC, aço e alumínio – que podem ser reciclados.

Olhando para o futuro

Para a Model No., a indústria de móveis precisa urgentemente ser repensada. “As peças são construídas com materiais que não são sustentáveis ou ecológicos. O processo de fabricação é um desperdício, desde o impacto ambiental negativo da manufatura em massa até o excesso de estoque não vendido feito de materiais que não são biodegradáveis”, afirma a companhia. Nesta lacuna, ela surge para abrir os caminhos.

A próxima meta, já em fase de desenvolvimento, é permitir que cada móvel possa ser retornado para a companhia após o fim de sua vida útil. Cada produto devolvido pelo cliente poderá ser transformado em algo novo. Aliás, não é à toa, que todas as peças são numeradas, pois cada uma delas é única.

Comprar móveis sob medida é a melhor forma de aproveitar cada espacinho do lar, sobretudo para quem mora em apartamentos pequenos. Mas, hoje ter móveis planejados é uma escolha onerosa. O que pode mudar, se o futuro da mobília for mais consciente. Este é o “novo normal” possível.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Alimentos criados em laboratório serão o futuro das suas refeições?

Pense em um hambúrguer vermelhinho, suculento, saboroso. Mais: nenhum animal precisou morrer para saciar sua fome. A batata frita, macia por dentro e crocante por fora, pode ter vários tipos de design, porque é moldada em uma impressora 3D. O restaurante de comida japonesa deixou o rodízio para trás e dispensou o sushiman; no lugar, sushis que não são feitos de peixe, preparados sob medida para cada cliente. Cenas de um futuro distante? Se depender de cientistas e startups, será a realidade em breve.

E não é capricho. Se hoje somos 7,7 bilhões de pessoas no planeta, em 2050, seremos 10 bilhões, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A produção de comida terá de ser 70% maior e, de preferência, prejudicando o mínimo possível o meio ambiente. Para isso, precisamos rever como nos alimentamos. O último Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, divulgado em agosto, estabelece que precisamos reduzir o consumo de carnes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O documento destaca que dietas baseadas em proteína animal contribuem com o desmatamento de importantes biomas do mundo, como a Amazônia, e defende uma alimentação rica principalmente em vegetais.

A grande aposta da indústria nesse sentido é desenvolver carnes à base de plantas ou de células de animais — com sabor, textura e qualidade nutricional iguais aos da carne de um bicho. “É um mercado ainda em desenvolvimento, mas não tem volta”, diz Jayme Nunes, biólogo da Merck, empresa alemã de ciência e tecnologia que investiu, no ano passado, 7,5 milhões de euros na startup Mosa Meat, fundada pelo cientista Mark Post.

Em 2013, Post apresentou o primeiro hambúrguer de laboratório do mundo, criado a partir de células de uma vaca. Para elaborar o disco de carne sem matar o animal, o professor da Universidade de Maastricht (Holanda) desenvolveu um método que usa células-tronco retiradas do músculo bovino. O resto do processo acontece no laboratório: em um biorreator, as células-tronco se transformam em células musculares. O resultado é uma pasta de carne que pode ser moldada.

A produção do primeiro hambúrguer de Post custou US$ 325 mil. Hoje, o valor fica entre US$ 9 mil e U$S 10 mil — e o preço promete cair ainda mais nas próximas décadas. “A tendência é de que custe US$ 50 em 2030, quando a carne deve estar disponível em restaurantes do guia Michelin”, estima Nunes. Ele acredita que, em 2050, a carne de células será vendida por US$ 20 o quilo, diretamente ao consumidor.

Enquanto as opções conhecidas como cell-based (baseado em células, em tradução livre) ainda engatinham, já é possível comprar hambúrgueres plant-based (à base de plantas) a preços acessíveis. Nos EUA, duas empresas se destacam: a Beyond Meat foi a primeira a ter seu hambúrguer de óleo de coco, romã e beterraba nos supermercados do país, em maio de 2016; já a Impossible Foods, que lançou um hambúrguer de plantas em julho do mesmo ano, inovou ao fazer a peça “sangrar”. Na lista de ingredientes estão proteína isolada de soja, proteína de batata e óleos de coco e de girassol. O sabor e o aspecto vermelho vêm da leghemoglobina de soja, uma proteína encontrada na raiz de leguminosas. Assim como a hemoglobina, presente no sangue de animais e humanos, ela é composta de glóbulos vermelhos — a responsável, portanto, pelo tom avermelhado.

O uso da leghemoglobina chamou a atenção da Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regula alimentos e remédios, pelo alto potencial alergênico. No dia 31 de julho, porém, a FDA concluiu que a proteína é segura para consumo e autorizou a venda do Impossible Burger em mercados a partir de 4 de setembro. O produto já era comercializado em restaurantes desde 2016, e tem se popularizado cada vez mais.

Em agosto, o Burger King anunciou nas lojas dos EUA uma versão do sanduíche Whopper feita com o Impossible Burger. No dia 10 de setembro, a novidade desembarca no Brasil. Aqui, no entanto, o hambúrguer vegetal da rede de fast-food será da Marfrig, gigante brasileira da indústria da carne que acaba de entrar para o time dos fabricantes de produtos plant-based.

*Por Nathalia Fabro

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*Fonte: revistagalileu

A revolução do acesso aberto

O acesso ao conhecimento pode ser muito caro. Cientistas que querem uma grande relevância para suas pesquisas são obrigado a tentar publicar em revistas científicas de grande impacto, com destaque para as editoras Nature e Elsevier. Grande parte das revistas de renome são pagas, cujos preços são muitas vezes abusivos. Até mesmo o Ciencianautas é afetado, quando restringido ao acesso de determinada pesquisa pelo preço, e impossibilitado, portanto, de escrever sobre tal pesquisa.

Uma pesquisa científica demanda muitas referências e fontes, ou seja, estudos de outras pesquisas, que também podem ser de acesso pago. Nenhum pesquisador ou aluno universitário pode bancar tanto acesso à revistas científicas. No Brasil, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma fundação do Ministério de Educação, que atua no fomento à pesquisa científica, paga para todos os universitários (alunos, professores, pesquisadores) o acesso às principais revistas científicas do mundo, com mais de 45 mil títulos disponíveis.

Mesmo com a CAPES pagando por boa parte dos acessos, as universidades precisam pagar outros títulos para atender suas necessidades. Na proposta orçamentária da USP para 2019, a previsão de gastos com periódicos é de 6 milhões de reais, por exemplo.

Os altos preços são polêmicos e injustos porque as editoras não financiam pesquisas, não pagam aos autores e nem mesmo pela revisão, que é tradicionalmente feita de forma voluntária pelos acadêmicos. A editora tem, basicamente, o trabalho de administrar a revisão, fazer a formatação do artigo e publicar (imprimir ou hospedar) o artigo. Os altos preços são, portanto, insustentáveis. As margens de lucro são altíssimas — em 2013, a média da margem de lucro das editoras científicas era de 38,9%, maior do que os 29%, no mesmo ano, de um dos maiores bancos do mundo, o Banco Industrial e Comercial da China, como mostra um estudo publicado em 2015 que aponta para um Oligopólio das editoras científicas.

Como se não bastasse, muitas vezes, as pesquisas são financiadas com dinheiro público, ou seja, de impostos. A maior parte dos cientistas não concordam com esses abusos, mas são encurralados pelo ciclo vicioso, já que o renome das revistas são muitas vezes necessários para o impacto das pesquisas. Mesmo assim, muitos boicotes são feitos às editoras, como o recente rompimento da gigante Universidade da Califórnia com a Elsevier, a maior editora científica do mundo. Outras universidades pelo mundo já haviam tomado medidas parecidas.

“O conhecimento não deve ser acessível apenas para aqueles que podem pagar”, disse Robert May, presidente do Senado Acadêmico da Universidade da Califórnia. “A busca pelo acesso aberto total é essencial para que possamos realmente defender a missão desta universidade.”

Ultimamente, o número e o impacto das revistas de acesso aberto estão crescendo. Além disso, são vários os repositórios de artigos científicos na internet, como por exemplo o Cruesp (Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que reúne trabalhos científicos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp.

Segundo o relatório Analytical Support for Bibliometrics Indicators – Open access availability of scientific publications, de 2018, o Brasil lidera em número de publicações em revistas de acesso aberto, com uma taxa de 75%. Um enorme contribuidor disso é o SciELO, uma biblioteca digital brasileira criada em uma parceria entre a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e o Bireme, (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), e que conta com a participação de diversos países.

Há diversas iniciativas, muitas internacionais, que visam acelerar a transição para o acesso aberto à publicações científicas. O Plan S, por exemplo, determina que todos os artigos acadêmicos resultantes de pesquisas financiadas por membros da coAllition S devem ser publicados em acesso aberto imediato a partir de 1° de janeiro de 2020, e propõe que pesquisas financiadas com dinheiro público também sejam publicadas nessa modalidade. Lançada em 2016 pela Max Planck Society, a OA2020, outra iniciativa do tipo, já conta com 136 organizações signatárias.

“O Plan S não defende um modelo específico, mas apenas determina o acesso imediato aos resultados de pesquisa”, disse à Pesquisa FAPESP o holandês Robert-Jan Smits, conselheiro sênior em Acesso Aberto da Comissão Europeia. “Acreditamos que a iniciativa contribuirá para o surgimento de novos periódicos de acesso aberto com qualidade. Isso ocorrerá gradualmente.”

As grandes editoras já estão se movimentando. Em 2016 a Elsevier adquiriu o repositório SSRN (Social Science Research Network).

Um gigante repositório, Sci-Hub, com mais de 60 milhões de artigos, publica com ajuda de acadêmicos de todo o mundo até mesmo artigos protegidos com direitos autorais, das grandes editoras, o que se encaixa como pirataria. Em 2017, a Corte de Nova York determinou que o Sci-Hub e o Library Genesis paguem mais de 15 milhões de dólares à Elsevier por violação de direitos autorais. Em 2016, a própria Nature, uma das editoras mais pirateadas pelo Sci-Hub, elegeu Alexandra Elbakyan, criadora do repositório, como umas das 10 pessoas mais importantes no ano.

Os preprints — artigos ainda não editados pelas editoras — também fazem sucesso. Um dos principais repositórios de preprints é o ArXiv, lançado em 1991.

“O acesso aberto estimulará uma pesquisa mais rápida e melhor – e maior equidade global de acesso a novos conhecimentos”, diz Ivy Anderson, diretora executiva associada da Biblioteca Digital da Califórnia, da Universidade da Califórnia.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

Brasileiros criam ingredientes para produzir comida por impressão 3D

Em um futuro próximo, imagina-se que será possível produzir alimentos com formatos, texturas, sabores e cores personalizadas, mais atraentes e saudáveis para crianças e idosos, por exemplo, por meio de impressão 3D.

Um grupo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em parceria com colegas da Ecole Nationale Vétérinaire Agroalimentaire et de l’Alimentation Nantes Atlantique (Oniris) e do Institut National de la Recherche pour l’agriculture, l’alimentation et l’environnement (INRAE), da França, está avançando na viabilização dessa ideia. Eles desenvolveram géis à base de amidos modificados que podem ser usados como “tintas” para a produção de alimentos por impressão 3D.

“Desenvolvemos ao longo dos últimos anos diferentes tecnologias para modificação de amidos e obter géis com as características ideais para serem usados como ‘tintas’ para produzir alimentos por impressão 3D”, diz ao Pesquisa para Inovação Pedro Esteves Duarte Augusto, professor da Esalq-USP e coordenador do projeto.

Os primeiros géis produzidos pelos pesquisadores durante um projeto anterior, também apoiado pela Fapesp, foram à base de amido de mandioca. Para obtê-los, desenvolveram e empregaram, inicialmente, um método de modificação da estrutura e de propriedades de amidos da planta com ozônio.

O método consiste na aplicação de uma descarga elétrica no oxigênio para produzir ozônio. O gás é então borbulhado em um recipiente com uma mistura de água e amido de mandioca em suspensão. A mistura é seca para retirada da água e obtenção do amido modificado.

Ao variar as condições do processo, com a concentração de ozônio, temperatura e o tempo, foi possível obter géis com propriedades distintas de consistência, apropriadas para a impressão.

“Ao controlar as condições do processo, conseguimos obter tanto géis mais fracos, que são mais interessantes para outras aplicações, como géis mais firmes, ideais para impressão 3D por manterem a forma da estrutura impressa, sem escorrer ou perder água”, afirma Augusto.

Nos últimos dois anos, os pesquisadores desenvolveram outro método de modificação de propriedades de amidos por aquecimento a seco em que amidos de mandioca e de trigo são aquecidos em um forno, sob temperatura e tempo controlados.

Por meio do novo método também foi possível obter géis à base de amidos modificados de mandioca e de trigo com bom desempenho de impressão – medido pela capacidade de formar um objeto 3D por deposição de camada por camada e de manter a estrutura uma vez impresso. A nova técnica também permitiu ampliar as possibilidades de textura das amostras impressas com gel de amido de trigo.

“Obtivemos bons resultados com ambos os métodos, que têm as vantagens de serem simples, baratos e fáceis de serem implementados em escala industrial”, ressalta Augusto.

As amostras de gel de amido de mandioca e de trigo foram impressas na Oniris e no INRAE, na França, por meio de um projeto voltado a desenvolver géis para impressão 3D com base em amidos funcionais, financiado pela região francesa de Pays de la Loire por meio de um programa chamado “Food 4 tomorrow”.

Por meio da parceira com os franceses, a pesquisadora da Esalq Bianca Chieregato Maniglia fez pós-doutorado na Oniris e no INRAE, onde pôde aplicar as técnicas de modificação de amido de mandioca e de trigo por ozônio e por tratamento térmico a seco para obter géis para impressão 3D de alimentos.

As técnicas foram desenvolvidas em parceria com outros pesquisadores vinculados ao Grupo de Estudos em Engenharia de Processos (Ge²P) da Esalq-USP.

“Juntando a experiência de todos os pesquisadores envolvidos no projeto, conseguimos obter géis com melhor qualidade de impressão, resultando em alimentos com melhor forma, definição e textura, que são parâmetros essenciais para a aceitabilidade do produto”, afirma Maniglia.

Novos ingredientes

Os pesquisadores da Esalq-USP pretendem estudar, agora, outros métodos de modificação e fontes para produção de géis para impressão 3D de alimentos.

Com a recente aquisição de uma impressora 3D pela Esalq-USP, será possível imprimir as estruturas desenvolvidas com os novos géis também na instituição.

“Em razão da pandemia da COVID-19, não conseguimos nem tirar a impressora da embalagem. Mas a ideia é que, com o retorno das atividades e a volta da Bianca à Esalq, em novembro, comecemos a fazer as impressões com os géis também aqui”, diz Augusto.

Os géis com amidos modificados de mandioca e de trigo podem ser usados como base para impressão de alimentos, como uma sobremesa. O objetivo dos pesquisadores, porém, é estender para aplicações em áreas como a biomédica, para produzir cápsulas de remédios ou alimentos com ingredientes com a função não só de nutrir, mas também de conferir benefícios à saúde – os chamados nutracêuticos.

“Conseguimos demonstrar a viabilidade da ideia de produzir alimentos por impressão 3D e obter ingredientes tailor made [feitos sob medida]. A ideia, agora, é expandir as aplicações e testar outras matérias-primas”, afirma Augusto.

O artigo “Dry heating treatment: A potential tool to improve the wheat starch properties for 3D food printing application” (DOI: doi.org/10.1016/j.foodres.2020.109731), de Bianca C. Maniglia, Dâmaris C. Lima, Manoel da Matta Júnior, Anthony Oge, Patricia Le-Bail, Pedro E.D. Augusto e Alain Le-Bail, pode ser lido na revista Food Research International em https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0963996920307560.

*Por Elton Alisson

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*Fonte: revistagalileu

Muito além de “Cosmos”: as contribuições cósmicas e científicas de Carl Sagan

O legado mais conhecido de Carl Sagan talvez seja seu trabalho para tornar a ciência acessível e popular entre as massas, melhor demonstrado por seu programa de televisão Cosmos: Uma Viagem Pessoal. Originalmente transmitido em 1980, o programa era – e ainda é – amado por apresentar conceitos científicos complexos de uma maneira que os tornava compreensíveis.

Duas décadas após sua morte, a influência de Carl Sagan na investigação, descoberta e compreensão científica ainda é forte atualmente. Embora, sem dúvida, as conquistas científicas de Sagan cheguem a “bilhões e bilhões”, nos limitaremos nesse artigo a apresentar apenas algumas das mais importantes contribuições de Sagan para a ciência.

Marte, o planeta empoeirado

Sagan contribuiu significativamente para o nosso entendimento acerca de Marte. Cientistas já pensaram que Marte era coberta por uma vegetação que mudava com as estações do ano – levando a seus padrões variados de luz e escuridão, como pode ser visto através de telescópios. Sagan examinou novos dados e determinou que as mudanças nos padrões de cores eram causadas pela poeira que sopra ao vento em diferentes elevações. Isso foi confirmado por expedições posteriores ao planeta, que o acharam empoeirado e sem vida.

Luas habitáveis

Sagan foi um dos primeiros a supor que a água estava presente na lua de Saturno, Titã, e na lua de Júpiter, Europa. Essas duas luas são agora a fonte de muita fascinação e especulação, com muitos contemplando a possibilidade de colonização humana, bem como a empolgante ideia de que as luas possam ser capazes de desenvolver a vida independentemente. Embora nenhuma das duas seja atualmente um lugar muito confortável para se viver – ambas têm climas quase inimaginavelmente frios e Europa possui níveis de radiação potencialmente fatais – ambas apresentam possibilidades.

Vênus e o efeito estufa

Pensava-se que Vênus tinha um clima como o da Terra, mas ainda mais tropical. Agora sabemos que é exatamente o oposto – quente, seco e inabitável. Sagan foi o primeiro a sugerir que as nuvens de Vênus podem não ser uma indicação de um clima agradável; seu estudo das emissões de rádio de Vênus o levou a sugerir uma temperatura de superfície de 900 °F (cerca de 480 °C). Mais tarde, ele ajudou a projetar e gerenciar as expedições Mariner da NASA a Vênus, que provaram que Vênus é realmente inabitavelmente quente. Sagan determinou que, embora Vênus possa ter tido água, ela evaporou devido a um intenso efeito estufa – e alertou sobre o perigo de um caminho semelhante aqui na Terra, se o aquecimento global fosse deixado fora de controle.

SETI

Sagan foi um cientista pioneiro na divulgação do SETI, uma série de projetos realizados na esperança de encontrar vida inteligente em outras partes do Universo. Membro do Conselho de Administração do Instituto SETI, ele trabalhou para atrair atenção e compreensão para a busca, com sua mistura característica de advocacia racional e deleite total. Sagan poderia nos dizer o quão cientificamente e culturalmente importante era determinar se compartilhamos o Universo com outros seres inteligente (e nos deixar muito empolgados com a possibilidade).

Desmascarando OVNIs

Fora do fascínio de Sagan pela busca de vida inteligente no Universo, cresceu sua frustração com o culto aos OVNIs. Enquanto ele estava confiante de que a vida inteligente está por aí em algum lugar, ele também tinha certeza de que ela não está circulando pela Terra, abduzindo humanos e fazendo círculos em plantações. Nesta e em muitas outras áreas, Sagan era um cético notável, sempre defendendo o poder da investigação científica sobre a crença cega.

A Sociedade Planetária

Em 1980, Sagan fundou a Sociedade Planetária, juntamente com Bruce Murray e Louis Friedman. Com a missão de inspirar e envolver o público mundial na exploração espacial por meio de projetos científicos e educacionais, a Sociedade é hoje o maior grupo de interesse espacial do mundo. Através de trabalho independente e financiamento privado, a Sociedade Planetária está criando sua própria espaçonave para testar as possibilidades da navegação solar. Também financia outras entidades em uma ampla variedade de esforços, da pesquisa em Marte à ação política.

Dilema da deflexão

Um importante campo de estudo para Sagan e a Sociedade Planetária foram os corpos celestes próximos à Terra (como asteroides e meteoros), que poderiam colidir com a Terra e causar efeitos devastadores. Alguns propuseram a solução cinematográfica de disparar mísseis nucleares que poderiam desviar um meteoro em rota de colisão, alterando seu caminho para que passasse inofensivamente pela Terra. Sagan rebateu essa ideia com o pensamento preocupante de que, se criarmos a capacidade de desviar um meteoro da Terra, também criaremos a capacidade de desviar um deles em direção à Terra – aproveitando assim o poder destrutivo além de qualquer tecnologia atual e colocando em risco a nós mesmos e outras nações. Esse dilema da deflexão é apenas um exemplo das muitas maneiras pelas quais Sagan aplicou princípios científicos a questões políticas, tentando incentivar o pensamento sadio e crítico em todas as áreas.

Escritos

Sagan foi o autor ou coautor de 20 publicações, usando seu estilo de escrita amigável e acessível para tornar a ciência compreensiva para aqueles que não possuem formação avançada em astrofísica. Do seu primeiro aos seus dois últimos trabalhos, brilhantemente escritos enquanto ele estava passando por um tratamento doloroso e estressante da mielodisplasia que levaria sua vida, Sagan procurou compartilhar sua fome de conhecimento para seus leitores. Ele até escreveu um romance, Contato, que foi transformado em um filme bem recebido e premiado, explorando a ideia de Sagan de como nossa primeira experiência com inteligência extraterrestre poderia se desenrolar.

Um senso de maravilhamento

Durante todas as suas enormes realizações científicas e suas aparições públicas populares, Sagan nunca perdeu o que o tornava tão notável e tão amado: seu senso de maravilhamento. Ele não era apenas um cientista porque era brilhante e sabia como fazer seu trabalho; ele também era um cientista porque pensava que a ciência era muito legal. Sua empolgação apareceu em seus discursos e aparições na TV, em suas publicações, descobertas e hipóteses, e em seu entusiasmo ao longo da vida pela ciência. E, sempre, com dois objetivos principais: promover o conhecimento científico e levar esse conhecimento para as pessoas do mundo inteiro.

*Por Ruan Bitencourt Silva

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*Fonte: universoracionalista

A NASA transformou uma foto do Hubble em música e é absolutamente arrepiante

O Universo é um tecido complexo de presenças e ausências: há estrelas e galáxias inteiras, mas também temos vácuo e baixa densidade de partículas. Uma coisa que não existe no espaço é o som, que precisa de moléculas para se propagar.

Para contrabalancear todo esse silêncio, a NASA encontrou um jeito de produzir uma melodia a partir de uma imagem do espaço registrada pelo Telescópio Espacial Hubble em agosto de 2018. Sim, agora é possível escutar imagens do Hubble.

Os cientistas responsáveis pela imagem a descrevem como “um baú do tesouro galáctico”, pela alta concentração de galáxias espalhadas por ela. “Cada pontinho visível de galáxia é a casa de incontáveis estrelas”, diz a explicação da NASA sobre a imagem.

Algumas estrelas mais próximas de nós emitem forte brilho, enquanto um aglomerado massivo de galáxias se reúnem no centro da imagem. Cada elemento da imagem produz um som diferente na melodia espacial. As estrelas e galáxias compactas são representadas por sons cursos e claros, enquanto as galáxias espiraladas emitem notas mais complexas e longas.

“O tempo flui da esquerda para a direita e a frequência do som muda de baixo para cima, variando de 30 a 1.000 hertz”, explicou a NASA nos comentários que acompanham o vídeo.

O aglomerado de galáxias chamado RXC J0142.9+4438 no centro da imagem é o responsável pelos tons médios no meio do vídeo que tornam a melodia interessante.

*Por: Juliana Blume

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*Fonte: ciencianautas

Nova tecnologia pode extrair água do ar em climas muito secos

Pesquisadores do MIT desenvolveram um dispositivo que pode capturar e condensar água limpa do ar em locais com clima seco. Eles divulgaram o modelo movido a energia solar, que consiste em um protótipo, na revista Joule.

Escassez de água no futuro?

Com o agravamento das mudanças climáticas, as pessoas têm se perguntado sobre a disponibilidade de água no futuro. É um problema sério, e mesmo hoje a água potável gratuita pode ser uma benção para pessoas que vivem regiões secas.

No futuro, a água potável pode se tornar um recurso mais escasso, e muitas pessoas poderão a sofrer com isso. Frente a isso, novas ideias e tecnologias para adquirir água são muito bem-vindas.

“Em áreas onde a escassez de água é um problema, é importante considerar diferentes tecnologias que forneçam água, especialmente porque a mudança climática agravará muitos problemas de escassez de água”, disse Alina LaPotin, autora do estudo, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

A escassez de água no futuro poderá aumentar os riscos de conflitos no mundo, de acordo com especialistas. Apesar da quantidade de água disponível ser constante, a demanda crescente – em um mundo em crescimento acelerado – cria um cenário de incertezas. Estudiosos dizem que a demanda mundial de água poderá aumentar em mais de 50% nos próximos 50 anos.

O dispositivo que consegue água até em desertos

A tecnologia é movida a energia solar, e usa uma diferença de temperatura para trazer a água do ar para os materiais adsorventes do dispositivo. Em seguida, ele condensa a água e a despeja dentro de um recipiente.
Dispositivo que extrai água do ar
(MIT)

Esse método de fato já existia, mas agora os pesquisadores aprimoraram a tecnologia, tornando-o um dispositivo de duplo estágio – adicionaram um segundo estágio de adsorção-dessorção. Além disso, os pesquisadores tentaram usar materiais mais disponíveis para construir o modelo.

Com o estágio duplo, o dispositivo pode extrair água em umidades tão baixas quanto 20%. Ou seja, ele pode funcionar em climas bastante secos.

Durante a noite, quando não há Sol para aquecer o dispositivo, a água do ar é puxada para a camada adsorvente. À medida que o Sol nasce e aquece a placa térmica no topo, a diferença de temperatura entre a placa exposta e o lado sombreado de baixo retira então água do material adsorvente e a coloca em um recipiente.

Já aplicar a tecnologia?

De qualquer forma, o sistema requer mais ajustes para aumentar a produção e reduzir custos, antes de ser comercializado. O dispositivo pode produzir 0,8 litros de água por dia, o que ainda está abaixo da quantidade que um ser humano precisa.

Produzir água suficiente para sustentar uma população está ficando cada vez mais difícil para muitas nações em todo o mundo. Áreas como a Califórnia estão experimentando alguns de seus anos mais secos da história. A falta de água doce poderá portanto atingir até mesmo áreas mais ricas nos próximos anos.

Mas os pesquisadores estão otimistas em relação ao seu protótipo. Ele representa, por fim, um engenho que poderá ajudar na produção de água no futuro.

*Por Matheus Gouveia

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*Fonte: socientifica

O artigo científico foi publicado no periódico Joule.

Zepelin solar poderia fazer transporte mais sustentável de cargas

As imagens de Zepelins remetem ao passado distante e, muito provavelmente, as novas gerações nem saibam o que eram os dirigíveis que cruzavam os céus. Mas, os ingleses da Varialift Airships apostam em um zepelin movido a energia solar como alternativa para o transporte mais sustentável de cargas.

A empresa está desenvolvendo este projeto e, segundo o diretor geral da companhia, Alan Handley, a aeronave poderá fazer viagens entre a Inglaterra e os Estados Unidos consumindo apenas 8% do combustível usado por uma avião comum.

O Zepelin terá a propulsão de um par de motores solares e dois motores convencionais e pode ser usado para o transporte internacional de cargas com baixas emissões.

A ausência de uma bateria limitaria as viagens ao período diurno e a velocidade seria aproximadamente a metade da que atinge um Boeing 747. Mas, para o transporte de mercadorias, o dirigível pode ser uma boa opção. Segundo a empresa, a aeronave será capaz de transportar até 250 toneladas, mas já existe um projeto para desenvolver modelos maiores com capacidade de carga de 3 mil toneladas.

Ainda segundo os fabricantes, é possível realizar o transporte de cargas mais volumosas na parte de baixo, usando cabos. OU seja, haveria um limite de peso, mas não um limite de tamanho para os itens transportados.

O fato das decolagens e pousos de dirigíveis serem mais similares aos de um balão do que de um avião, também pode ser um atrativo, já que dispensa pistas de aeroportos para deixar e voltar ao solo e chegaria a locais menos acessíveis.

A Varialift ainda não começou a construir o modelo definitivo, mas já começou a construir o primeiro protótipo de 140 metros de comprimento, 26 metros de largura e 26 metros de altura – a previsão é que o protótipo do zepelim solar seja finalizado em 9 meses.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Você não teria coragem de desligar uma inteligência artificial consciente e isso pode ser um problema

No episódio “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração”, “O Valor de um Homem“, Data, um membro andróide da tripulação da Enterprise, deve ser desmontado para fins de pesquisa, a menos que o Capitão Picard possa argumentar que Data merece os mesmos direitos que um ser humano. Naturalmente surge a pergunta: qual é a base sobre a qual algo tem direitos? O que confere posição moral a uma entidade?

O filósofo Peter Singer argumenta que criaturas que podem sentir dor ou sofrer têm direito a uma posição moral. Ele argumenta que os animais não humanos têm posição moral, uma vez que podem sentir dor e sofrer. Limitá-lo às pessoas seria uma forma de especismo, algo semelhante ao racismo e sexismo.

Sem endossar a linha de raciocínio de Singer, podemos nos perguntar se essa noção poderia ser estendida ainda mais a um robô andróide como Data. Isso exigiria que Data pudesse sentir dor ou sofrer. E como você responde a isso depende de como você entende a consciência e a inteligência.

À medida que a tecnologia de inteligência artificial real avança em direção às versões imaginadas de Hollywood, a questão da posição moral se torna mais importante. Se os IAs têm uma posição moral, raciocinam filósofos como eu, isso poderia resultar que eles têm direito à vida. Isso significa que você não pode simplesmente desmontá-los e também pode significar que as pessoas não devem interferir na busca de seus objetivos.

Dois sabores de inteligência e um teste

A máquina de xadrez Deep Blue da IBM foi treinada com sucesso para derrotar o grande mestre Gary Kasparov. Mas nãofazia mais nada. Este computador tinha o que é chamado de inteligência de domínio específico.

Por outro lado, existe o tipo de inteligência que permite a capacidade de fazer as coisas bem uma variedade de atribuições. É chamada de inteligência de domínio geral. É o que permite às pessoas cozinhar, esquiar e criar filhos – tarefas que estão relacionadas, mas são muito diferentes.

Inteligência geral artificial, IGA, é o termo para máquinas que possuem inteligência de domínio geral. Indiscutivelmente, nenhuma máquina ainda demonstrou esse tipo de inteligência. Neste ano, uma startup chamada OPENAI lançou uma nova versão de seu modelo de linguagem de Pré-treinamento Gerativo. GPT-3 é um sistema de processamento de linguagem natural, treinado para ler e escrever de forma que possa ser facilmente compreendido pelas pessoas.

Chamou atenção imediatamente, não apenas por causa de sua capacidade impressionante de imitar floreios estilísticos e reunir conteúdo plausível, mas também por causa de quão mais avançado que era em comparação a uma versão anterior. Apesar deste desempenho impressionante, o GPT-3 não sabe nada além de unir palavras de várias maneiras. IGA permanece bastante distante.

Nomeado em homenagem ao pesquisador pioneiro de IA Alan Turing, o teste de Turing ajuda a determinar quando uma IA é inteligente. Uma pessoa conversando com uma IA oculta pode dizer se é uma IA ou um ser humano? Se ele não puder, para todos os efeitos práticos, a IA é inteligente. Mas este teste não diz nada sobre se a IA pode estar consciente.

Dois tipos de consciência

A consciência tem duas partes. Em primeiro lugar, há o aspecto “como é para mim” de uma experiência, a parte sensorial da consciência. Os filósofos chamam isso de consciência fenomenal. É sobre como você experimenta um fenômeno, como cheirar uma rosa ou sentir dor.

Em contraste, também há acesso à consciência. É a capacidade de relatar, raciocinar, se comportar e agir de maneira coordenada e responsiva aos estímulos com base em metas. Por exemplo, quando passo a bola de futebol para meu amigo que faz uma jogada para o gol, estou respondendo a estímulos visuais, agindo desde o treinamento anterior e perseguindo um objetivo determinado pelas regras do jogo. Eu faço o passe automaticamente, sem deliberação consciente, no fluxo do jogo.

Pessoas que possuem “visão-as-cegas” ilustram bem a diferença entre os dois tipos de consciência. Alguém com essa condição neurológica pode relatar, por exemplo, que não consegue ver nada no lado esquerdo do campo visual. Mas, se solicitados a pegar uma caneta em uma série de objetos no lado esquerdo do campo visual, eles fazem isso com segurança. Eles não podem ver a caneta, mas podem pegá-la quando solicitados – um exemplo de acesso à consciência sem consciência fenomenal.

O dilema do Data

O andróide Data demonstra que tem autoconsciência na medida em que pode monitorar se, por exemplo, ele está com carga ideal ou se há danos internos em seu braço robótico.

Data também é inteligente no sentido geral. Ele faz muitas coisas distintas com um alto nível de maestria. Ele pode pilotar a Enterprise, receber ordens do Capitão Picard e ponderar com ele sobre o melhor caminho a seguir.

Ele também pode jogar pôquer com seus companheiros, cozinhar, discutir questões atuais com amigos próximos, lutar com inimigos em planetas alienígenas realizar várias formas de trabalho físico. O Data têm acesso à consciência. Ele claramente passaria no teste de Turing.

No entanto, Data muito provavelmente não tem consciência fenomenal – ele, por exemplo, não se delicia com o perfume de rosas ou sente dor. Ele incorpora uma versão superdimensionada do “visão-as-cegas”. Ele é autoconsciente e tem acesso à consciência — pode pegar a caneta — mas em todos os seus sentidos ele carece de consciência fenomenal.

Agora, se Data não sente dor, pelo menos um dos motivos que Singer oferece para dar uma posição moral a uma criatura não é cumprido. Mas Data pode preencher a outra condição de ser capaz de sofrer, mesmo sem sentir dor. O sofrimento pode não exigir consciência fenomenal da mesma forma que a dor essencialmente exige.

Por exemplo, o que aconteceria se sofrimento também fosse definido como a ideia de ser impedido de buscar uma causa justa sem causar danos a outras pessoas? Suponha que o objetivo de Data seja salvar sua companheira de tripulação, mas ele não pode alcançá-la por causa de um dano em um de seus membros. A redução funcional de Data que o impede de salvar sua companheira de tripulação é um tipo de sofrimento não fenomenal. Ele teria preferido salvar o companheiro de tripulação e estaria melhor se o fizesse.

No episódio, a questão acaba não se assentando em se Data é autoconsciente, isso não está em dúvida. Nem está em questão se ele é inteligente, ele facilmente demonstra que é no sentido geral. O que não está claro é se ele é fenomenalmente consciente. O Data não é desmontado porque, no final, seus juízes humanos não conseguem concordar sobre a importância da consciência para a posição moral.

Uma IA deve ter uma posição moral?

Data é gentil, ele age para apoiar o bem-estar de seus companheiros de tripulação e daqueles que encontra em planetas alienígenas. Ele obedece às ordens das pessoas e parece improvável que as prejudique, além de proteger sua própria existência. Por essas razões, ele parece pacífico e mais fácil de aceitar no reino das coisas que têm posição moral.

Mas e quanto à Skynet nos filmes “O Exterminador do Futuro”? Ou as preocupações recentemente expressas por Elon Musk sobre a IA ser mais perigosa do que armas nucleares, e por Stephen Hawking sobre a IA acabar com a humanidade?

Os seres humanos não perdem sua reivindicação de ter um posição moral apenas porque agem contra os interesses de outra pessoa. Da mesma forma, você não pode dizer automaticamente que só porque uma IA age contra os interesses da humanidade ou outra IA, ela não tem posição moral. Você pode ter razão em lutar contra uma IA como a Skynet, mas isso não tira sua posição moral. Se a posição moral é dada em virtude da capacidade de sofrer de forma não fenomenal, então a Skynet e Data a terão, mesmo que apenas Data queira ajudar os seres humanos.

Ainda não existem máquinas de inteligência geral artificial. Mas agora é a hora de considerar o que seria necessário para conceder-lhes uma posição moral. O modo como a humanidade escolhe responder à questão da posição moral de criaturas não biológicas terá grandes implicações em como lidamos com IAs futuras – sejam gentis e úteis como Data, ou destruidoras, como a Skynet.

Este artigo foi originalmente publicado no The Conversation por Anand Vaidya, professor de Filosofia da San José State University. Leia o artigo original aqui.

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*Fonte: hypescience

Arquiteto italiano produz couro vegetal com resíduos de vinho

Produzir uma opção de couro ecológico e ao mesmo tempo reaproveitar um subproduto do vinho. É esta a proposta de uma empresa italiana que busca tornar comercializável o que até então é somente resíduo.

Batizado de Wineleather, o produto é composto de fibras e óleos contidos no bagaço da uva: peles, sementes e caules. Todos esses componentes podem ser obtidos durante a produção do vinho, ou seja, é uma maneira de aproveitar algo que já seria descartado. Considerando que a Itália detém aproximadamente 18% da produção mundial, a ideia tem tudo para ser um sucesso.

O couro vegetal foi desenvolvido pelo arquiteto Gianpiero Tessitore de Milão (Itália) e fundador da empresa Vegea. Desde 2014, ele vem estudando as propriedades físicas e mecânicas de várias fibras vegetais junto a centros de pesquisa especializados. Sua iniciativa inclusive foi uma das vencedoras do prêmio Global Change Award da H&M.

No site da Vegea, o arquiteto afirma que, anualmente, são produzidos 26 bilhões de litros de vinho no mundo. Isso pode resultar em quase sete bilhões de quilos de bagaço que podem ser transformados em matéria-prima. Imagine o quanto isso pode revolucionar a moda italiana, especialmente em Milão que é uma das capitais que mais lança tendência para o mundo.

Em entrevista ao jornal econômico italiano Il Sole 24 Ore, Tessitore afirmou que o processo não utiliza água, ácido ou metais pesados, além é claro de ser livre de qualquer sofrimento animal.

*Por Marcia Souza

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*Fonte: ciclovivo

Google vai identificar músicas com assobios e ganha outras novidades

O Google realizou nesta quinta-feira (15) o seu evento on-line Google Search On, concentrado apenas no buscador. Durante o evento, a empresa anunciou algumas novidades e melhorias nos sistemas e produtos que deverão ser implementadas nas próximas semanas. A empresa ressaltou, na ocasião, a importância da inteligência artificial (AI) nos serviços que oferece.

De acordo com Prabhakar Raghavan, chefe de pesquisa do Google, mais de um bilhão de pessoas usam a busca todos os dias. E, atualmente, 15% das buscas feitas diariamente nunca foram feitas antes. Ou seja: um ambiente que facilmente tem espaço treinar os sistemas de AI. Ele destacou, entretanto, quatro princípios que guiam o buscador:

Entender a informação ao redor do mundo
Disponibilizar sempre informações de alta qualidade
Segurança e privacidade a nível mundial
Acesso aberto para todos

O que vem de novidade?

O buscador do Google ganhará novas habilidades para identificar buscas escritas com ortografia incorreta. Imagem: Google/Reprodução

Somente em 2019, o Google disse que realizou mais de 3.600 atualizações no buscador. No entanto, segundo a empresa, uma em cada dez consultas diárias apresentam erros ortográficos. As buscas sugeridas com correções devem receber atualização no final do mês. O recurso será alimentado por uma rede neural de 680 milhões de parâmetros e consegue “decifrar” o que o usuário quer em menos de 3 milissegundos.

Já as buscas muito específicas também receberam melhorias. Agora, a empresa diz que ela vai encontrar informações em trechos individuais das páginas, comentários e afins, colocando-os no contexto da pesquisa. A expectativa é de que a tecnologia melhore as consultas em 7% ao redor do mundo.

Outra novidade interessante permitirá que usuários assobiem para o Google Assistente ao perguntar “que música é essa?”, e então ele tentará identificar a música. A empresa mostrou que o recurso funcionará também com sons emitidos pela boca que são próximos da melodia de uma música. É, literalmente, preciso apenas cantarolar. Isso é algo que pode ajudar, por exemplo, quem não fala o idioma de uma música que está na cabeça, mas quer descobrir seu o nome.

O Google conseguirá, a partir de alguns sons, identificar melodias de uma forma “quase impossível”. Imagem: Google/Reprodução

Entre outros, o Google também terá como novidade nos próximos meses:

Visualização de automóveis em realidade aumentada

Google Lens poderá ler e digitalizar fórmulas matemáticas, química, biologia e física

Encontrará momentos específicos que sejam pesquisados dentro de vídeos

Mostrará gráficos com dados baseados no Data Commons

Poderá buscar por roupas e outros produtos a partir de fotografias

Realidade aumentada no Maps mostrará informações sobre horários e lotação em estabelecimentos

Segurança e privacidade

Entre outros dados, o Google destacou que mais de 25 bilhões de páginas de spam são detectadas diariamente. “Se cada uma dessas páginas fosse uma página de um livro, isso significaria 25 milhões de cópias da trilogia de ‘Senhor dos Anéis'”, disse Raghavan.

Ele também cita que o Google Safe Browsing é responsável por proteger quatro bilhões de dispositivos ao redor do mundo. Também, que a empresa emite três milhões de avisos de segurança todos os dias para usuários.

O Google vem sendo investigado por suas práticas de negócios em vários governos, e fez questão de destacar no evento que as ferramentas são de código aberto e que a busca é gratuita. “Privacidade é um direito universal”, disse.

A empresa ainda citou, como exemplo, a ferramenta ‘Check-up de privacidade’ disponível para as contas. Neste ano, mais de 291 milhões de pessoas realizaram verificações.

*Por Wellington Arruda

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*Fonte: olhardigital

Prédio com pernas robóticas desloca por 60 metros na China – processo levou 18 dias

Um prédio antigo na cidade chinesa Xangai, foi completamente transportado para outro ponto da cidade. Com pernas robóticas instaladas na base do edifício, foram capazes de movê-lo por 60 metros, para abrir espaço para a construção de um novo centro comercial na cidade que ficará pronto até 2023.

O processo aconteceu entre setembro e outubro, e foi concluído em 18 dias.

Segundo informações da imprensa chinesa, transportes de edificações geralmente são feitos com enormes trilhos. Entretanto, a arquitetura irregular do edifício provou ser um grande desafio de engenharia, porque o uso dos trilhos poderia comprometer sua estrutura. Por isso, os engenheiros decidiram usar 200 pernas robóticas e aplicar uma técnica semelhante a uma caminhada. Veja como foi:

De acordo com Li Jianfeng, gerente geral do Pacific Xiantidi Business Centre, o prédio será transformado em um edifício moderno e inovador e será capaz de abrigar uma escola.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Uma nova abordagem bactericida: será que a luz pode substituir os antibióticos?

A descoberta dos antibióticos a partir da Penicilina em 1928 revolucionou o mundo da medicina no tratamento contra infecções bacterianas. Com os estudos ao longo dos anos, novos antibióticos foram surgindo e com eles foi se compreendendo melhor os seus mecanismos de ação, que acabariam por inviabilizar a multiplicação dessas colônias bacterianas, levando-as a morte. Porém, as bactérias possuem aparatos que lhe conferem uma adaptação à presença de antibióticos, com isso, estes micro-organismos se tornam resistentes a esses medicamentos.

Nos últimos anos, o número de bactérias que desenvolveram resistência a maior parte dos antibióticos existentes cresceu exponencialmente, dificultando o tratamento quimioterápico em pacientes que apresentam infecções bacterianas. Devido a isso, os cientistas buscam meios de combater esses organismos por outras abordagens. A partir desta, surge então, uma técnica inovadora, que utiliza a luz como um fator atuante na eliminação e inibição do crescimento das colônias bacterianas.

Basicamente, as bactérias possuem em seu interior, estruturas moleculares chamadas cromóforos, que são capazes de absorver determinados comprimentos de ondas da luz. Essas estruturas, são moléculas que quando excitadas, podem gerar compostos á base de oxigênio, conhecidos como espécies reativas de oxigênio (ERO’s), que tem uma alta capacidade de reagir com outros componentes intracelulares, podendo alterar a estrutura de proteínas, do material genético e da membrana celular, causando a morte do organismo.

Estudos realizados na Universidade Nacional de Chonnam na Coréia do sul mediram os efeitos bactericidas de diferentes comprimentos de onda em três modelos bacterianos patogênicos in vitro¹. Os comprimentos de onda utilizados eram 425 nm (azul), 525 nm (verde) e 625 nm (vermelho) que foram emitidos através de lâmpadas especiais conhecidas como LED (Lighting-Emitting Diode). As bactérias usadas como modelo eram Porphyromonas gengivalis; Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Como resultado, os pesquisadores encontraram que o comprimento de onda do azul foi capaz de eliminar as três espécies, enquanto que o verde eliminava S. aureaus, mas diminuía a viabilidade das outras duas espécies. Já o LED vermelho, não apresentava efeitos bactericidas nas três espécies estudadas.

Esse tipo de resultado demonstra a capacidade bactericida do LED azul, sendo viável empregá-lo em terapias de tratamento dentário, por exemplo. Onde se poderia substituir o uso de antibióticos, ou combiná-los para se aperfeiçoar sua eficácia do tratamento. Os trabalhos realizados com esse tipo de terapia, conhecido como Fototerapia, envolvem diversos fatores que podem influenciar no resultado final. Pode-se citar como exemplo: o tipo de comprimento de onda utilizado, fluência, potência, tempo de exposição, área de irradiação e modelo celular empregado.

Diferentes bactérias, também podem reagir de forma diferente na presença da luz. Um estudo realizado na Universidade Nacional de Cingapura decidiu avaliar os efeitos bactericidas do LED azul e verde e analisar o papel de um cromóforo na molécula de coproporfirina nesse processo, onde neste estudo, foram utilizadas seis bactérias, das quais três eram gram-positivas e três gram-negativas, todas patogênicas².

A diferenciação das bactérias gram-positivas e gram-negativas está principalmente na constituição de sua membrana celular. Segundo os autores constatou-se que: as bactérias gram-positivas são mais susceptíveis à luz azul em comparação às gram-negativas, muito provavelmente, pela maior presença de coproporfirinas que absorvem a luz azul, gerando ERO’s e levando a morte celular. As gram-negativas também demonstraram sensibilidade, porém menor. Com relação à luz verde, esta se mostrou menos eficaz que a luz azul para efeitos bactericidas.

Vale ressaltar que, o mecanismo de ação da luz no efeito bactericida ainda não é muito bem elucidado, a hipótese mais aceita é justamente a presença de cromóforos em moléculas, como flavinas, porfirinas e coproporfirinas presentes no interior desses organismos que acabam por formar espécies reativas de oxigênio que ocasionam a morte celular. Por conta disso, estudos mais investigativos in vitro e in vivo devem ser realizados, para que se possa compreender melhor o mecanismo de ação da luz em modelos bacterianos, na qual poderá se cogitar com mais seguridade a substituição de antibióticos por luz. Esses resultados se mostram promissores, onde, talvez, em um futuro não muito distante, estaremos, realizando tratamentos fototerápicos, no combate a infecções bacterianas.

*Por Rickson Ribeiro

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*Fonte: ciencianautas

Derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 cm até 2100

Se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 centímetros até 2100. Dessa forma, pesquisadores afirmam que algo precisa ser feito e rápido. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.

Já sabemos que os gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana, como o dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta Terra. Assim, à medida que as temperaturas se elevam, as geleiras se derretem.

Tudo irá depender de como lidaremos com as mudanças climáticas

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas, o derretimento de mantos de gelo irá alterar os níveis globais do mar. “Quando se trata de quanto o nível do mar aumentará no futuro, uma das maiores incertezas é como os mantos de gelo contribuirão para essas mudanças”, afirma Sophie Nowicki, da Universidade de Buffalo e líder do projeto. “E a contribuição dos mantos de gelo depende muito do que como o clima será afetado”, completa.

Segundo os resultados do estudo, se as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem no ritmo em que estão, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica contribuirão para o aumento de mais de 28 centímetros no nível global do mar. Dessa forma, os pesquisadores chegaram a esses resultados traçando uma média de crescimento entre 2015 e 2100.

Com altas emissões de carbono, apenas o derretimento da região Groenlândia contribuirá com 9 centímetros no aumento global do nível do mar. Caso autoridades tomem medidas, esse número será menor. Assim, os pesquisadores estimam que, ao invés de 9 centímetros, o aumento seja de 3 centímetros.

Essas previsões valem para os anos entre 2015 e 2100

Em todo caso, a perda do manto de gelo na Antártida é mais difícil de prever. Isso porque, embora as plataformas de gelo continuem a derreter no lado ocidental do continente, o Leste da Antártica pode realmente ganhar massa. Por isso, as previsões são incertas. Mas, a estimativa é que o nível do mar aumente entre 18 e 30 centímetros.

Vale lembrar que, essas previsões não levam em conta derretimentos de gelo recentes. “Levou mais de seis anos de encontros com cientistas de todo o mundo trabalhando em camadas de gelo, atmosfera e modelagem do oceano para reunir o grupo do estudo”, afirma Nowicki, que participou do estudo. “A razão de ter funcionado, é porque a comunidade polar é pequena. Estamos muito interessados ??em resolver esse problema do nível do mar no futuro. Precisamos saber esses números”, completa.

Nesse sentido, os pesquisadores continuam o trabalho. Em breve, eles esperaram entregar um relatório e previsões mais atualizadas para o futuro. Tendo como base o atual trabalho, o próximo deverá vir mais preciso com as previsões. Dessa forma, a ideia é que isso seja feito até 2022. Até lá, os pesquisadores acreditam que muito líderes mundiais tomarão decisões importantes para mudar as previsões. E claro, de forma positiva. Entretanto, nesse caso, muitos pesquisadores se mostram pouco esperançosos quanto a isso, uma que não é o que temos visto.

*Por Erik Ely

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*Fonte: fatosdesconhecidos

Conheça a Reevo, bicicleta elétrica sem raios ou garfo nas rodas

Criada pela Reevo, uma bicicleta elétrica, batizada com o mesmo nome da empresa, possui um design bastante original. O grande destaque do dispositivo são suas rodas, mais precisamente os raios e o garfo – na verdade, o que chama a atenção é a falta deles.

Com visual que lembra bastante um projeto futurista, a bike foi projetada em duas variantes, que se diferenciam pela capacidade do motor. Para o mercado europeu, a empresa implementou um motor de 250W que garante uma velocidade máxima de 25 km/h. Essa decisão foi tomada devido à legislação vigente para esse tipo de transporte.

Para o mercado norte-americano, a bicicleta é mais potente, pois conta com um motor de 750W, o que garante velocidade de até 40 km/h. Em ambos os casos, a parte elétrica é alimentada por um motor de 48V que pode ser removido e recarregado em até três horas.

Para evitar que a bicicleta seja roubada, a Reevo implementou algumas funcionalidades de segurança bastante úteis. Quando o equipamento está parado, por exemplo, as rodas ficam completamente bloqueadas.

Somente o dono do equipamento pode ligá-lo, já que há um sensor de impressão digital. Por fim, um sensor detecta qualquer movimento atípico quando a bike está desligada, fazendo com que possa ser encontrada facilmente por meio de um localizador GPS instalado.

A Reevo ainda conta com um sistema de iluminação de lâmpadas de LED, com capacidade de 800 lúmens, nas rodas. Ao detectar que a luz ambiente está baixa, o sistema as acende automaticamente. Luzes de direção e suporte para colocar o smartphone completam o pacote.

Infelizmente, por enquanto, a bicicleta elétrica está à venda por meio de um financiamento coletivo criado pela empresa na plataforma Indiegogo. Apesar das inovações, o equipamento não é muito barato, custando US$ 2 mil (R$ 11 mil em conversão direta).

*Por Luiz Nogueira

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*Fonte: olhardigital

NASA pode ter detectado uma parede gigante no fim do sistema solar

A espaçonave New Horizons, da Nasa, ajudou cientistas a estudarem um misterioso fenômeno no limite do Sistema Solar, onde partículas do Sol e do espaço interestelar interagem.

Esta região, cerca de 100 vezes mais distante do Sol que a Terra, é onde átomos de hidrogênio não carregados do espaço interestelar se encontram com partículas carregadas do nosso Sol.

No ponto em que os dois interagem, acredita-se que haja um acúmulo de hidrogênio no espaço interestelar. Isso cria uma espécie de “parede”, que dispersa a luz ultravioleta.

Cerca de 30 anos atrás, as sondas Voyagers 1 e 2 da NASA detectaram pela primeira vez este muro, e agora a New Horizons encontrou novas evidências para ele.

A New Horizons fez a detecção usando seu espectrômetro Alice UV, fazendo medições de 2007 a 2017. Ela encontrou um brilho ultravioleta conhecido como uma linha Lyman-alfa, que é produzida quando partículas solares atingem átomos de hidrogênio.

Nós vemos esse brilho ultravioleta por todo o Sistema Solar. Mas nesta região chamada heliopausa, parece haver uma fonte adicional causada pela parede de hidrogênio, criando um brilho maior.

Além da parede, há mais luz ultravioleta do que na frente dela, sugerindo que ela está sendo espalhada pelo “muro”

“Essa fonte distante poderia ser a assinatura de uma parede de hidrogênio, formada perto de onde o vento interestelar encontra o vento solar”, escreveram os pesquisadores.

A teoria ainda não é definitiva. É possível que outra fonte de luz ultravioleta em nossa galáxia possa estar causando esse brilho de fundo. Para ter certeza, a New Horizons continuará procurando pelo muro duas vezes por ano.

Em algum momento, a sonda atravessará a parede, e se existir, a quantidade de luz ultravioleta detectada diminuirá. Isso forneceria alguma evidência adicional de que a parede está realmente lá.

A Voyager 1 e 2 já passaram pela parede agora, então não podem fazer mais detecções. Mas a New Horizons está apenas 42 vezes mais longe do Sol do que a Terra, uma distância que levou cerca de 12 anos para alcançar e está atualmente a caminho de explorar um novo alvo chamado Ultima Thule.

Se nossas estimativas estiverem corretas, então, quando a missão terminar em cerca de 10 a 15 anos, ela deve ter chegado à parede. Nesse ponto, podemos saber com certeza se ela está lá ou não.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Marte atinge ponto mais próximo da Terra; a próxima vez só em 2035

Marte está o mais perto da Terra possível, em um fenômeno que só vai acontecer novamente daqui a 15 anos, em 2035. Esta semana será o período no qual o planeta vermelho estará ainda mais próximo do nosso, posicionado quase que perfeitamente para ser visto pelos dois hemisférios e com um brilho intenso que permite que ele seja visto no céu à noite.

Na última sexta-feira, 2, um pontinho brilhante embaixo da Lua causou comoção nas redes sociais: e nada mais era do que Marte ao vivo e a cores.

O que acontece é que a cada 15 anos, durante o verão marciano, o planeta fica mais próximo do Sol e também da órbita terrestre. Nesta terça-feira, 6, o planeta estará a uma distância de 62,07 milhões de quilômetros da Terra.

Marte estará visível por boa parte da noite do céu no Sul, sendo que seu pico acontecerá em torno da meia-noite. Se Marte e a Terra tivessem órbitas perfeitamente circulares, a distância mínima entre os dois planetas seria sempre a mesma — mas não é assim que funciona, uma vez que a órbita de ambos os planetas tem um formato parecido com o de um ovo.

Apesar da proximidade, esse não é o número recorde que a Terra e Marte se encontraram tão de perto. Em 2003, o planeta vermelho ficou a 55,7 milhões de quilômetros do nosso — um fenômeno que não acontecia há cerca de 60 mil anos. Agora, para vê-lo tão de perto novamente, só em 2287.

Mas a Nasa pede cuidado: Marte não ficará do tamanho da Lua em nosso céu. “Se isso fosse verdade, teríamos um grande problema, porque teríamos a gravidade da Terra, de Marte e da Lua”, explica a agência americana.

*Por Tamires Vitorio

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*Fonte: exame