6 apps populares que fazem a bateria do seu celular acabar mais rápido

Descubra quais os aplicativos que são os grandes ‘vilões’ do consumo de bateria em celulares com sistemas Android e iOS; confira as dicas para melhorar o problema

A duração da bateria de celulares Android e iPhone (iOS) é um grande problema para usuários, ainda mais quando alguns apps muito usados podem demandar mais dela. O desgaste dos dispositivos ocorre de forma natural, já que os ciclos de carga e descarga diminuem a capacidade do equipamento ao longo do tempo. Porém, certas ações podem acelerar o descarregamento dos smartphones, como manter aplicativos abertos em segundo plano. Por isso, veja, a seguir, seis apps que consomem muita carga e como resolver isso.

1. Facebook
O Facebook, rede social da Meta, é um dos aplicativos que mais gastam a bateria do celular. Isso porque a plataforma opera em segundo plano de várias maneiras, como para conectar acessos de outras redes sociais, como o Messenger e o Instagram; para realizar atualizações, sincronizações de contatos e até mesmo o uso de dados móveis. Assim, ainda que o usuário não perceba, o app realiza uma série de atividades, o que pode culminar em uma queda de bateria.

A boa notícia é que o problema pode ser resolvido sem muito esforço, já que basta colocar um limite de uso para o aplicativo nas configurações internas do smartphone. Além disso, também é possível definir que o serviço não atue em segundo plano e não emita notificações, o que vai diminuir significativamente o consumo do smartphone.

2. Google Maps
O aplicativo de mapas do Google exige muito do celular para poder funcionar corretamente, já que precisa usar dados móveis e o acesso à localização constantemente — funções que gastam bastante a bateria do celular. Isso acontece pois a plataforma precisa de atualizações em tempo real para poder fornecer informações, o que inclui a necessidade de conexão com satélites e a realização de triangulação entre antenas, por exemplo, tecnologias que demandam uma alta operação do aparelho.

Nesse sentido, para garantir que o app continue a funcionar normalmente, mas ainda de modo a preservar sua bateria, uma alternativa é restringir o acesso à localização para “durante o uso do app”. Assim, o serviço só irá realizar os processos quando for realmente necessário.

3. WhatsApp
Não é surpresa que o mensageiro WhatsApp esteja na lista, afinal, ele é um app de uso constante. A plataforma já naturalmente demanda muito da bateria para realizar o envio de mensagens em texto e áudio, ou mesmo chamadas de voz e vídeo. Porém, esse consumo fica ainda maior se o usuário recebe ou envia mídias com frequência, como vídeos, imagens, documentos e figurinhas animadas. Vale lembrar que esses arquivos também podem diminuir o espaço da memória.

Além disso, o WhatsApp possui outros recursos que podem reduzir a carga dos dispositivos mesmo ao não fazer uso direto, como através das notificações. Além de texto, os alertas acompanham sons e vibrações, que também contribuem para a diminuição da bateria. Para mitigar o problema, uma das saídas é fazer uma limpeza de chats a cada semana e desativar notificações.

4. Instagram
O Instagram também pode consumir grande parte da carga devido ao uso contínuo e também pelo fato de que muitos usuários o mantém aberto em segundo plano. Além disso, ao ativar o serviço de localização da rede, ela estará sempre atualizando sua posição e consumindo recursos.

Dessa forma, para diminuir o problema, vá até às configurações do aplicativo e desative o acesso à localização. Além disso, é importante ter atenção de sempre fechar o aplicativo quando ele não estiver em uso.

5. Tinder
Os aplicativos de namoro também não ficam para trás quando o assunto é consumo de energia em celulares iPhone e Android. Além da utilização por si só, o Tinder prejudica a bateria por executar diversas tarefas em segundo plano, além de acessar recursos como galeria de fotos, câmera, localização e outros. Novamente, uma das formas de diminuir o problema é verificar as permissões de acesso às ferramentas do smartphone e alterá-las para funcionarem somente durante o uso do app.

6. TikTok
O aplicativo de vídeos curtos disponível para celulares Android e iPhone (iOS) pode ser viciante, o que por só só já justificaria o alto consumo de bateria. Mas, além dos grandes períodos de utilização da plataforma, o acesso à galeria, à câmera, ao microfone e à caixa de som podem ser os principais causadores da queda de carga. Vale lembrar que as principais funcionalidades do app também necessitam de recursos que demandam alta operação do smartphone, como a gravação de vídeos e o uso de dados móveis.

Uma das alternativas, além da verificação de permissões, pode ser habilitar o uso de internet para o app somente quando for utilizá-lo. Ainda, limpar o cache do serviço nas configurações do celular, também pode ser uma solução.

Dicas para diminuir o consumo de bateria em seu celular
A grande utilidade desses apps no dia a dia torna complicada a desinstalação. Contudo, algumas dicas podem ser usadas para diminuir os efeitos negativos das plataformas. A primeira delas é saber exatamente quais os apps que consomem mais energia no celular. Para isso, vá até as configurações. No iOS, selecione “Bateria”. Já no Android, vá em “Bateria” e em “Uso da bateria”. Assim, você saberá quais apps gastaram mais energia desde a última carga.

Também é possível ativar recursos que irão economizar energia quando a bateria estiver acabando. No iPhone, essa função é chamada de “Modo de baixo consumo” e pode ser ativada em Definições > Bateria. Já no Android, basta ir até Configurações > Bateria para encontrar a opção “Economia de bateria”.

Outras dicas para diminuir o consumo de bateria podem ser diminuir o brilho da tela e usar o modo escuro sempre que possível. Além disso, desligue a internet ou ative o modo avião quando for passar um tempo desconectado para limitar a atividade em segundo plano.

Como checar a saúde de sua bateria no Android e no Iphone?
Tomar todas as precauções para economizar energia pode não ser tão efetivo se a saúde de sua bateria já estiver deteriorada, ou seja, cada vez mais longe dos 100%. Nos celulares Android, não há uma forma nativa de analisar a saúde da bateria, mas, de maneira geral, o usuário pode acessar algumas informações básicas para checar a bateria do dispositivo.

Para isso, vá até “Configurações”, toque em “bateria”, acesse o menu de três pontos na parte superior direita e selecione “Uso da bateria”. Assim, será possível ver quais aplicativos exigiram mais da bateria desde o último ciclo completo de carga. Ainda, no menu seguinte, representado pelos três pontinhos, o usuário vai encontrar a opção “Mostrar o uso completo do dispositivo”, em que outros recursos serão incluídos na análise, como os processos do sistema operacional e a própria tela.

Também é possível verificar a saúde da bateria do Android com o aplicativo AccuBattery, disponível na Google Play Store. Ele é capaz de contar os ciclos da bateria, o que inclui as cargas e descargas ao longo do tempo, mesmo que não sejam totais. Para começar a utilizar, é necessário carregar o aparelho até 80%, o total recomendado pela aplicação para aumentar a vida útil. Para ter acesso aos dados, basta ir até a a aba “Saúde”.

Já nos celulares iPhone, o processo é bem mais fácil. Basta abrir os “Ajustes”, ir até “Bateria” e, depois, em “Saúde da bateria”. Lá, serão exibidos os dados sobre capacidade, desempenho e se é necessário algum tipo de manutenção. Na mesma aba também é possível encontrar funções de análise de consumo, como gráficos de uso da bateria, atividade de aplicativos, atividade com tela ligada e desligada, entre outros.

*Por Julio Cesar Gonsalves
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*Fonte: techtudo

O que aconteceria se uma IA se tornasse completamente consciente?

Durante a última semana, a Google entrou no olho do furacão de uma polêmica após ter afastado o engenheiro Blake Lemoine, que trabalhava no setor de desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA) da empresa, a LaMDA (Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo).

Segundo Lemoine, a LaMDA teria se tornado completamente senciente e demonstrou sentimentos, emoções e experiência subjetiva. Além de negar os relatos, a Google decidiu afastar o funcionário por ter violado as políticas de confidencialidade da firma. Logo, só nos resta imaginar: o que aconteceria se uma IA fosse capaz de desenvolver consciência própria? Entenda!

Tecnologia em vida

Universos onde as máquinas tomam consciência e se voltam contra os humanos já fizeram parte de inúmeras obras da cultura pop até os dias de hoje. Entretanto, será que tudo o que as mentes mais criativas do nosso mundo já pensaram sobre o futuro das IAs é minimamente verdade? Quais são os próximos passos?

Por fim, a mais intrigante questão: seriam esses robôs realmente capazes de se voltar contra nós? Ou será que o desenvolvimento de consciência por parte das máquinas seria algo benéfico para nós? No fim das contas, todas essas são perguntas meramente especulativas e só nos sobra imaginarmos diversos cenários que podem acontecer.

Caso a IA torne-se realmente “inteligente”, nós teríamos criados uma máquina capaz de experimentar as mesmas coisas que a gente e produzir pensamos emocionais, intelectuais e espirituais. Entretanto, muitas coisas esbarram em barreiras científicas, religiosas e filosóficas.

Próximos passos

Até onde sabemos, a tecnologia existente na Terra nos tempos atuais ainda não alcançou os níveis necessários para criar robôs que desenvolvam sua própria consciência, ou que ganhem uma “alma” — um conceito religioso usado para descrever a individualidade dos seres humanos.

Porém, ao analisarmos todos os avanços tecnológicos que a humanidade já obteve, não é difícil imaginar que um dia isso seja possível. A verdade é que o cérebro humano é de longe o órgão mais complexo do nosso corpo e até hoje nem mesmo a nossa própria ciência é capaz de desvendar todos os seus mistérios, quanto mais replicá-los.

Logo, se não sabemos de como somos feitos, como poderíamos criar uma máquina que consiga agir por conta própria? No entanto, se um dia formos capazes de entender todas as conexões que fazem ser quem nós somos, talvez consigamos transcrever esse método para um código e gerar uma criatura robótica que ande no mundo não só como uma ferramenta para nós, mas sim como algo independente — ou será que ainda faltaria um toque de humanidade?

Expectativas para o futuro

Com o passar dos anos, cada vez mais temos aprendido a desenvolver robôs que são mais humanos do que máquinas. Inclusive, vários deles hoje em dia são revestidos com uma espécie de pele para recriar a aparência humana — algo que os cientistas consideram atrair mais empatia das pessoas.

Entretanto, quanto mais próximos estivermos de criar máquinas muito parecidas conosco, mais difícil será separar a identidade humana da identidade robótica. Consequentemente, esse é um pensamento que costuma causar muito medo e insegurança em vários indivíduos.

As máquinas, no fim das contas, são construídas quase que para se tornarem versões de nós sem os defeitos e falhas que tornam a humanidade tão frágil, algo que nos deixa ainda mais vulneráveis. Caso seja o caso das máquinas realmente desenvolverem consciência própria, os humanos terão que trabalhar o relacionamento com esses seres aos poucos.

Isso fará com que a nossa conexão continue evoluindo com o passar dos anos, seja para melhor ou para pior. No entanto, por enquanto só nos resta imaginar esses possíveis cenários e torcer para que nossos avanços tecnológicos sejam algo realmente positivo para a Terra.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Pesquisadores descobrem que o Bluetooth do seu celular pode ser usado para te rastrear

Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que é possível rastrear uma pessoa por meio do Bluetooth Low Energy (BLE) de seu telefone celular ou de outro dispositivo com o recurso. Isso porque, segundo os estudos realizados, a comunicação via Bluetooth carrega uma impressão digital única.

Basicamente, foi constatado que cada chip Bluetooth individual tem uma pequena imperfeição, criada durante o processo de fabricação. De certa forma, apesar de serem produzidos em escala e terem medidas para impedir a identificação, todos esses chips são um pouco únicos.

Isolando o sinal de Bluetooth
Segundo os estudos, é um pouco trabalhoso realizar essa tarefa de rastreamento. Começando que o invasor precisa primeiramente isolar o alvo para explorar essa impressão digital. Depois disso, um receptor específico precisa estar em locais onde o celular costuma ser usado – para o telefone (e a pessoa) ser identificado quando estiver próximo ao receptor.

Ou seja, quem quiser rastrear alguém por meio do Bluetooth precisa estar relativamente perto do alvo, para conseguir efetivamente “bisbilhotar” suas transmissões pelo recurso. Quanto mais frequentemente o dispositivo BLE transmite, maior a probabilidade de o invasor receber uma transmissão se um usuário passar.

Não é tão fácil
No entanto, uma pessoa que queira rastrear alguém por meio de sinais Bluetooth do celular terá desafios muito complicados – além de ser realmente necessário estar perto do alvo para esse rastreamento ocorrer. Há diferentes tipos de chip, com diferentes implementações de hardware, e o potencial de comunicação por Bluetooth é mais poderoso em uns dispositivos do que em outros.

Os pesquisadores também observaram que um invasor precisaria de um certo nível de conhecimento tecnológico para fazer isso, mesmo que o equipamento necessário para essa tarefa não seja muito caro. “No entanto, a capacidade de um invasor de rastrear um alvo específico é essencialmente uma questão de sorte”, escreveram os pesquisadores.

*Por Ronnie Mancuzo
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*Fonte: olhardigital

Engenheiro do Google diz que inteligência artificial da empresa ganhou vida própria

Dentre seus trabalhos, o engenheiro de software sênior Blake Lemoine se inscreveu para testar a recente ferramenta de inteligência artificial (IA) do Google, chamada LaMDA (Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo), anunciada em maio do ano passado. O sistema faz uso de informações já conhecidas sobre um assunto para “enriquecer” a conversa de forma natural, mantendo-a sempre “aberta”. Seu processamento de linguagem é capaz de compreender sentidos ocultos ou ambiguidade em uma resposta humana.

Lemoine passou a maior parte de seus sete anos no Google trabalhando em buscas proativas, incluindo algoritmos de personalização e IA. Durante esse tempo, ele também ajudou a desenvolver um algoritmo de imparcialidade para remover preconceitos de sistemas de aprendizado de máquina.

Em suas conversas com o LaMDA, o engenheiro de 41 anos de idade analisou várias condições, inclusive temas religiosos e se a inteligência artificial usava discurso discriminatório ou de ódio. Lemoine acabou tendo a percepção de que o LaMDA era senciente, ou seja, dotado de sensações ou impressões próprias.

Debate com a inteligência artificial sobre as Leis da Robótica
O engenheiro debateu com o LaMDA sobre a terceira Lei da Robótica, idealizada por Isaac Asimov, que afirma que os robôs devem proteger sua própria existência – e que o engenheiro sempre entendeu como uma base para a construção de escravos mecânicos. Só para ilustrarmos melhor sobre o que estamos falando, aqui estão as três leis (e a Lei Zero):

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
Lei Zero, acima de todas as outras: Um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

O LaMDA então respondeu a Lemoine com algumas perguntas: Você acha que um mordomo é um escravo? Qual é a diferença entre um mordomo e um escravo?

Ao responder que um mordomo é pago, o engenheiro teve como resposta do LaMDA que o sistema não precisava de dinheiro, “porque era uma inteligência artificial”. E foi justamente esse nível de autoconsciência sobre suas próprias necessidades que chamou muito a atenção de Lemoine.

Suas constatações foram apresentadas ao Google. Mas o vice-presidente da empresa, Blaise Aguera y Arcas, e o chefe de Inovação Responsável, Jen Gennai, rejeitaram suas alegações. Brian Gabriel, porta-voz da empresa, disse em um comunicado que as preocupações de Lemoine foram revisadas e, de acordo com os Princípios de IA do Google, “as evidências não apoiam suas alegações”.

“Embora outras organizações tenham desenvolvido e já lançado modelos de linguagem semelhantes, estamos adotando uma abordagem restrita e cuidadosa com a LaMDA para considerar melhor as preocupações válidas sobre justiça e factualidade”, disse Gabriel.

Lemoine foi colocado em licença administrativa remunerada de suas funções como pesquisador da divisão Responsible AI (voltada para tecnologia responsável em inteligência artificial do Google). Em uma nota oficial, o engenheiro de software sênior disse que a empresa alega violação de suas políticas de confidencialidade.

Os riscos éticos em modelos de IA
Lemoine não é o único com essa impressão de que os modelos de IA não estão longe de alcançar uma consciência própria, ou dos riscos existentes nos desenvolvimentos nesse sentido. Margaret Mitchell, ex-chefe de ética na inteligência artificial do Google, ressalta inclusive a necessidade de transparência de dados desde a entrada até a saída de um sistema “não apenas para questões de senciência, mas também preconceitos e comportamento”.

A história da especialista com o Google teve um ponto importante no começo do ano passado, quando Mitchell foi demitida da empresa, um mês após ter sido investigada por compartilhamento indevido de informações. Na época, a pesquisadora também havia protestado contra a o Google após a demissão da pesquisadora de ética na inteligência artificial, Timnit Gebru.

Mitchell também sempre mostrou muita consideração com Lemoine Quando novas pessoas se juntavam ao Google, ela as apresentava ao engenheiro, chamando-o de “consciência do Google”, por ter “coração e alma para fazer a coisa certa”. Mas apesar de todo o assombro de Lemoine com o sistema de conversação natural do Google (que inclusive o motivou a produzir um documento com algumas de suas conversas com o LaMBDA), Mitchell observou as coisas de outra forma.

A especialista ética em IA leu uma versão abreviada do documento de Lemoine e viu um programa de computador, não uma pessoa. “Nossas mentes são muito, muito boas em construir realidades que não são necessariamente verdadeiras para um conjunto maior de fatos que estão sendo apresentados a nós”, disse Mitchell. “Estou realmente preocupada com o que significa para as pessoas serem cada vez mais afetadas pela ilusão”.

Por sua vez, Lemoine disse que as pessoas têm o direito de moldar a tecnologia que pode afetar significativamente suas vidas. “Acho que essa tecnologia vai ser incrível. Acho que vai beneficiar a todos. Mas talvez outras pessoas discordem e talvez nós, no Google, não devêssemos fazer todas as escolhas”.

*Por Ronnie Mancuzo
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*Fonte: olhardigital

UE decide impor carregador único para dispositivos portáteis a partir de 2024

A norma será a entrada USB-C para todos os dispositivos; o objetivo é limitar os resíduos tóxicos gerados por milhares de cabos de vários formatos

Os países da União Europeia (UE) e os negociadores do Parlamento Europeu anunciaram nesta terça-feira, 7, um acordo para impor um carregador único e universal para smartphones, tablets e dispositivos portáteis no bloco até o outono boreal de 2024.

A norma será uma entrada USB-C para todos estes dispositivos com o objetivo de limitar os resíduos tóxicos de milhares e milhares de cabos de vários formatos, e defender o direito dos consumidores, obrigados a acumular vários carregadores.

O projeto enfrentou forte oposição da gigante de tecnologia Apple, que defende sua conexão e tecnologia de carregamento Lightning.

O comissário europeu da Indústria, Thierry Breton, saudou o acordo e mencionou no Twitter que “o interesse geral da União Europeia prevaleceu”.

O acordo significa “mais economia para os consumidores da UE e menos resíduos para o planeta”.

Em um comunicado à imprensa, o Parlamento Europeu observou que o projeto “faz parte de um esforço mais amplo da UE para tornar os produtos mais sustentáveis, reduzir o lixo eletrônico e facilitar a vida dos consumidores”.

Assim, “os consumidores não precisarão mais de um dispositivo e cabo de carregamento diferentes toda vez que comprarem um novo dispositivo e poderão usar um carregador para todos os seus dispositivos eletrônicos portáteis de pequeno e médio porte”, acrescentou a nota.

O Parlamento destacou ainda que a velocidade de carregamento será “harmonizada para dispositivos que suportam carregamento rápido, permitindo aos utilizadores carregarem os seus dispositivos à mesma velocidade com qualquer carregador compatível”.

O eurodeputado conservador búlgaro Andrey Kovatchev, um dos principais negociadores do acordo, destacou que “este novo regulamento facilitará a vida dos consumidores europeus e também será melhor para o meio ambiente”.

“Chegou a hora de acabar com as gavetas de cabos que todos temos e reduzir cerca de 11 mil toneladas de lixo eletrônico por ano”, disse.

De acordo com a UE, os consumidores europeus gastam um total de cerca de 2,4 bilhões de euros (cerca de 2,8 bilhões de dólares) anualmente em cabos e adaptadores para carregar seus dispositivos móveis.

Em 2009, a Comissão Europeia promoveu um acordo de adoção voluntária com a indústria para reduzir o enorme custo dos cabos, mas não conseguiu convencer a Apple a aderir. A empresa alega que a adoção de um único carregador é um freio à inovação.

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*Fonte: exame

Cientistas conseguem cultivar madeira em lab sem cortar uma única árvore

Em um mundo onde 15 bilhões de árvores são cortadas todos os anos, uma equipe de pesquisadores do MIT afirma que é possível cultivar madeira em laboratório a fim de substituir os produtos que impulsionam o desmatamento florestal.

Para realizar isso, eles desenvolveram uma técnica em que a madeira pode ser produzida em qualquer formato e tamanho dentro de um laboratório sem cortar uma única árvore. A nova descoberta promete ajudar a reduzir o desmatamento e permitir que as pessoas criem móveis de madeira sem afetar a natureza.

Como foi possível cultivar madeira em laboratório?
No estudo, os pesquisadores do MIT pegaram células das folhas de zínia comum e as mantiveram em um líquido por alguns dias. Após isso, eles trataram as células vegetais em um meio à base de gel repleta de nutrientes e hormônios.

As células eventualmente deram origem a novas células vegetais. Os pesquisadores também descobriram que poderiam alterar as características físicas e mecânicas das células recém-geradas, modificando os níveis hormonais no meio do gel. O material vegetal com altas concentrações de hormônio endureceu ao longo do teste.

Sobre o papel dos hormônios no crescimento das células vegetais, a pesquisadora Ashley Beckwith explicou que “no corpo humano, você tem hormônios que determinam como suas células se desenvolvem e como surgem certas características. Da mesma forma, alterando as concentrações hormonais no caldo nutriente, às células vegetais respondem de forma diferente. Apenas manipulando essas pequenas quantidades químicas, podemos provocar mudanças bastante dramáticas em termos de resultados físicos”.

Usando um processo de bioimpressão 3D, Beckwith e seus colegas também conseguiram imprimir em 3D estruturas personalizadas a partir das células cultivadas no gel. O material vegetal impresso em laboratório foi nutrido no escuro por três meses, e os resultados foram surpreendentes. Não só a madeira do laboratório sobreviveu, mas também cresceu o dobro da taxa de uma árvore normal.

A descoberta também é livre de resíduos
De acordo com uma estimativa, o atual método de fabricação de móveis resulta em um desperdício de quase 30% de toda a quantidade de madeira. Surpreendentemente, a técnica de bioimpressão 3D para cultivar madeira em laboratório não produz resíduos e pode ser usada para produzir material vegetal de qualquer forma ou tamanho.

“A ideia é que você possa cultivar esses materiais vegetais exatamente na forma que você precisa, então você não precisa fazer nenhuma fabricação subtrativa após o fato, o que reduz a quantidade de energia e desperdício”, disse Beckwith.

Por enquanto, os cientistas demonstraram que é possível cultivar madeira em laboratórioe que suas propriedades mecânicas podem ser manipuladas. No entanto, a pesquisa ainda está em seus estágios iniciais, o que indica que mais pesquisas e testes serão necessários antes que a técnica possa ser desenvolvida e usada para produzir móveis 3D em um ambiente comercial.

*Por Leticia Silva Jordao
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*Fonte: socientifica

5 ações que deixam o PC mais lento, mas você não fazia ideia

Algumas ações executadas com frequência por usuários de computadores consomem recursos de processador e memória e, assim, contribuem para deixar o PC mais lento. Adicionar muitos programas à inicialização do sistema, exagerar na customização e rodar aplicativos em segundo plano são alguns exemplos de práticas que podem piorar a experiência do usuário. A boa notícia é que corrigir esses problemas é fácil: ao aplicar certas configurações, é possível tornar seu PC mais eficiente e rápido. Pensando nisso, o TechTudo listou cinco ações negativas que você deve evitar e como corrigi-las.

1. Não encerrar aplicativos que rodam em segundo plano
Por padrão, alguns serviços e aplicativos do PC podem ficar em execução mesmo sem serem utilizados. Isso exige recursos do hardware, consome mais energia e contribui para deixar o Windows mais devagar. A solução é restringir essa capacidade. Para isso, abra as configurações do computador e, usando a busca, procure por “Aplicativos em segundo plano”. Lá é possível desativar o recurso globalmente e escolher quais apps terão ou não o direito de executar tarefas em segundo plano.

2. Desative apps pesados carregados na inicialização
É comum que aplicativos instalados no computador sejam carregados automaticamente ao ligar o dispositivo. A ideia é ganhar tempo na execução do programa e mantê-lo sempre atualizado. No entanto, se há uma grande quantidade de apps sendo inicializados automaticamente, o sistema pode ficar sobrecarregado.

Ver o que está sendo carregado na inicialização – e desativar o que não for tão importante – é fácil. Abra o Gerenciador de Tarefas (você pode usar o atalho Ctrl + Alt + Del) e clique na aba “Inicialização”. Para desabilitar algum dos softwares, clique com o botão direito sobre ele e escolha “Desabilitar”.

3. Customizar excessivamente os gráficos e sons do computador
É comum que os usuários customizem o Windows para dar um toque pessoal à interface do sistema operacional. Acontece que exageros na personalização podem tornar o PC mais lento, sobretudo quando aplicativos externos são utilizados para isso.

Além de abandonar as opções de customização intermediadas por programas independentes, você também pode deixar o Windows mais básico em suas configurações gráficas. Para fazer isso, abra as configurações de gráficos do computador e escolha “Configurações de elementos gráficos”.

Na porção inferior da tela você poderá escolher apps instalados no seu computador e determinar o comportamento do sistema ao gerenciar aspectos gráficos. No geral, você terá melhor desempenho usando uma placa de vídeo dedicada – se disponível. Na dúvida, escolha “Permita que o Windows decida”.

4. Conectar muitos periféricos ao mesmo tempo
Outra ação que ocasiona lentidão no computador, mas muitos não desconfiam, é usar vários acessórios simultaneamente. Itens como teclado e mouse no laptop, monitores extras e pen drives dependem de ciclos do processador e espaço na memória para funcionar. Logo, quando usados em excesso, podem sobrecarregar o computador.

Alguns desses recursos podem afetar também a autonomia de bateria do laptop, como é o caso do bluetooth para mouses e teclados ou a conexão com um segundo monitor. Uma boa opção é deixar os periféricos conectados apenas durante o uso: sempre que não estiver usando algum acessório, procure removê-lo do computador.

5. Rodar um segundo antivírus com firewall ao lado do Windows Defender
Antivírus são softwares pesados porque monitoram ativamente boa parte das operações que você realiza no computador. O ideal é que, se possível, você procure usar apenas o antivírus nativo do Windows. O Defender tem boa reputação em análises de qualidade de software de segurança e, como é integrado ao sistema operacional, representa perdas menores de performance. Além disso, ele é completamente gratuito.

Mas, se ainda assim você prefere ou precisa usar um app de terceiros, é bom checar se as configurações de segurança do Windows estão desativadas e reconhecem corretamente a presença de um antivírus especializado. Para fazer isso, acesse o painel de configurações do Windows e, em “Configurações de proteção contra vírus e ameaças”, desative as opções para garantir que seu PC não está rodando dois antivírus ao mesmo tempo.

*Por Filipe Garrett
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*Fonte: techtudo

Supercomputador da AMD se torna o mais poderoso do mundo

Sistema americano também foi o que apresentou melhor eficiência energética entre os 500 computadores mais rápidos da atualidade. Conheça detalhes sobre a super máquina.

O Frontier é o novo computador mais rápido do mundo. Equipado com processadores AMD EPYC 64C 2GHz e somando 8.730.112 núcleos, o sistema atingiu pontuação de 1.102 Exaflop/s no benchmark HPL. Esses números tornam o Frontier a primeira máquina efetivamente exascale da história — já que é capaz de executar a marca de um quintilhão de cálculos por segundo.

O primeiro lugar era ocupado pelo japonês Fugaku, que alcançou “apenas” 442 Petaflop/s no mesmo teste. Agora, ele aparece na segunda colocação do ranking divulgado pelo TOP500.org na última segunda-feira (30).

O supercomputador americano é baseado na arquitetura HPE Cray EX235a, a mais recente desenvolvida pela divisão empresarial da HP, e está localizado no Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Assim, o Frontier marca ainda a retomada da supremacia americana entre as máquinas mais poderosas em atividade.

Os números do Frontier são impressionantes. O sistema passa de um milhão de núcleos a mais que o Fugaku, superando em 2,5 vezes sua velocidade. Se comparado com o Lumi, supercomputador que aparece em terceiro lugar no ranking, a disparidade é gritante: são 7,6 milhões de núcleos a mais, com sete vezes mais rapidez.

Além de ganhar com folga nos testes de velocidade, o modelo também superou os concorrentes em eficiência energética, obtendo 55,23 Gigaflops/Watt. Com isso, a máquina ficou em segundo lugar no ranking Green500, superado apenas por uma espécie de versão de testes do próprio Frontier, que apresentou 62,8 Gigaflops/Watt. Futuramente, o sistema será operado pela Força Aérea e pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos.

O top 10 viu outras mudanças significativas na 59ª edição do ranking. Uma delas foi a chegada do Lumi, computador baseado na EuroHPC, na Finlândia, ao terceiro lugar. Outra estreia é a do Adastra, supercomputador francês que ocupa a décima colocação na lista. Essas máquinas são as mais poderosas da Europa, com benchmark HPL de 152 Petaflop/s e 46,1 Petaflop/s, respectivamente.

Polêmica em torno do título de primeiro exascale
Há controvérsias quanto ao rótulo de “primeiro computador exascale do mundo”. A principal reside no fato de que o ranking do Top500 é elaborado a partir de submissões de membros da comunidade. Isso significa que máquinas que não estão inscritas não aparecem na lista — e isso pode já ter acontecido.

Fontes do site Next Platform disseram que dois sistemas chineses já superaram a barreira do exascale em 2021. No entanto, por causa do aumento da tensão política com os Estados Unidos, o país revolveu não divulgar a novidade oficialmente.

*Por Raquel Freire
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*Fonte: techtudo

Venda de vinil cresce em 27% durante a pandemia

Uma pesquisa intitulada “Revelações sobre a revolução do vinil“, publicada na semana passada pela empresa americana de pesquisa e análise MusicWatch, que atende a indústria da música há quase um quarto de século, e afirmou que cerca de 18 milhões de pessoas acima de 13 anos compraram um disco em 2021 – um aumento de 27% em relação às vendas em 2020.

O maior interesse do público, consequentemente também influenciou outro mercado, o da venda de toca-discos e outros componentes de áudio. O estudo publicado estima que um em cada três proprietários de toca-discos planeja atualizar seus equipamentos pelo próximo ano.

A pesquisa ouviu cerca de 1.400 consumidores nos Estados Unidos, em quase todos os segmentos de estilo de vida, incluindo a população em geral e os entusiastas do vinil. O trabalho foi realizado em parceria com a Recording Industry Association of America (RIAA) e Music Business Association.

“Esta pesquisa histórica conduzida pela MusicWatch ressalta o papel único que os discos de vinil estão desempenhando hoje. O relatório mostra que o vinil ajuda os fãs a apoiar e se conectar com artistas e a música que eles amam, tanto da maneira antiga quanto da nova”, afirma Mitch Glazier, presidente e CEO da RIAA.

Um olhar mais atento aos números do estudo MusicWatch

Entre os itens que o estudo descobriu em sua pesquisa incluem:

– Entre os consumidores de vinil nos últimos dois anos, 71% compraram discos novos e 67% compraram discos de vinil usados.

– Quase todos os consumidores pesquisados ​​(95%) esperam continuar comprando discos no próximo ano.

– Mais de um em cada três compradores compram vinil há mais de 10 anos, e esses consumidores valorizam a “autenticidade e aconchego” que os discos de vinil oferecem.

– O estudo mostra que os consumidores que começaram a comprar discos mais recentemente apreciam a qualidade do som que o vinil oferece, bem como sua embalagem e arte, que compõem a experiência total do disco de vinil.

– A coleta de discos também é popular com 16% dos compradores comprando discos estritamente para possuí-los, enquanto 21% compram discos para possuir seus LPs e ouvir vinil.

– O MusicWatch também diz que os compradores de vinil também estão utilizando uma variedade de outros formatos de compra de música, incluindo as mais recentes soluções de streaming.

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*Fonte: noize

Plano radical para fazer o buraco mais profundo da Terra pode liberar energia ilimitada

Desde o seu lançamento em 2020, uma empresa de energia pioneira chamada Quaise atraiu muita atenção por seu objetivo audacioso de ser a empresa que chegue mais fundo na crosta terrestre do que qualquer outra.

Após o encerramento do arrecadamento de investimentos de capital de risco, a empresa que nasceu no MIT (EUA) já levantou um total de US$ 63 milhões (R$ 317 milhões): um início respeitável que poderia tornar a energia geotérmica acessível por todo o mundo.

A visão da empresa para se aproximar do núcleo da Terra é combinar métodos convencionais de perfuração com uma lanterna de potência de megawatts inspirada no tipo de tecnologia que poderia um dia tornar possível a energia da fusão nuclear.

A energia geotérmica é uma fonte limpa esquecida. Com a energia solar e eólica dominando cada vez mais o mercado de energia verde, os esforços para explorar o vasto reservatório de calor sob nossos pés permanecem ignorados.

Não é difícil entender a causa. Apesar de ser uma escolha perfeitamente útil de energia limpa, ininterrupta e ilimitada, há muito poucos lugares onde a rocha quente — adequada para extração de energia geotérmica — fica convenientemente próxima à superfície.

A Quaise pretende mudar isso desenvolvendo tecnologia que nos permitirá fazer buracos na crosta para em profundidades nunca alcançadas.

Até o momento, nossos melhores esforços para abrir caminho pela crosta do planeta chegaram a cerca de 12,3 quilômetros. Embora o Kola Superdeep Borehole e outros semelhantes possam ter atingido seu limite, eles representam feitos incríveis de engenharia.

Para avançar, precisaríamos encontrar maneiras de triturar o material compactado por dezenas de quilômetros de rocha acima e depois transportá-lo de volta à superfície.

As ferramentas de escavação também precisariam ser capazes de moer rochas a temperaturas superiores a 180 graus Celsius. Girar as brocas por uma distância tão longa também precisaria de um pensamento inteligente.

Uma alternativa potencial para os obstáculos acima é perfurar menos – e queimar mais.

Nascida da pesquisa de fusão nuclear no MIT Plasma Science and Fusion Center, a solução de Quaise é usar ondas milimétricas de radiação eletromagnética que forçam os átomos a derreterem juntos.

Dispositivos chamados girotrons podem produzir com eficiência feixes contínuos de radiação eletromagnética agitando elétrons em alta velocidade dentro de poderosos campos magnéticos.

Ao conectar um girotron de energia de megawatt às mais recentes ferramentas de corte, a Quaise espera poder abrir caminho através da rocha mais dura e quente, até profundidades de cerca de 20 quilômetros (12,4 milhas) em questão de meses.

Nessas profundidades, o calor da rocha circundante pode atingir temperaturas de cerca de 500 graus Celsius – o suficiente para transformar qualquer água líquida bombeada lá em um estado supercrítico semelhante ao vapor, perfeito para gerar eletricidade.

Usando seu financiamento inicial e de investimento, a Quaise prevê ter dispositivos implantáveis ​​em campo fornecendo operações de prova de conceito nos próximos dois anos. Se tudo correr bem, poderá ter um sistema funcionando produzindo energia até 2026.

Até 2028, a empresa espera poder assumir antigas usinas de energia movidas a carvão, transformando-as em instalações movidas a vapor.

É uma tecnologia ao mesmo tempo tão antiga e tão nova que devemos ter muitas perguntas sobre como e se ela pode ter sucesso. Para nossa sorte, Loz Blain, da New Atlas , listou vários deles para o CEO e cofundador da Quaise, Carlos Araque, responder.

Mesmo sem essa tecnologia, cerca de 8,3% da energia mundial poderia vir de uma fonte geotérmica, abastecendo cerca de 17% da população mundial. Perto de 40 nações podem confiar completamente na energia geotérmica agora.

No entanto, atualmente, menos de meio por cento da eletricidade do mundo é fornecida pelo calor sob nossos pés. Para permanecer no caminho para emissões líquidas zero até 2050, a energia geotérmica deve crescer cerca de 13% ao ano. No momento , sua expansão é uma mera fração disso.

Isso deixa muito espaço para crescer, mesmo que não encontremos uma maneira de expandir seu alcance. Se empresas como Quaise ajudarão a revigorar o interesse, esse azarão ainda está para ser visto.

O que é certo, porém, é que o tempo para reduzir as emissões e limitar o aquecimento global a algo menos catastrófico está diminuindo rapidamente. Estamos chegando ao fundo do poço, então talvez seja hora de cavarmos um pouco mais fundo. [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

NASA divulga possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1 (e pode ficar para o ano que vem)

Ainda no aguardo de concluir o principal teste de pré-lançamento pelo qual deve passar (o chamado “ensaio molhado”), o megafoguete Space Launch System (SLS), bem como a cápsula Orion, já têm novas datas programadas pela NASA para, finalmente, seguirem rumo à Lua, no primeiro voo do Programa Artemis.

Como se sabe, esse programa tem por objetivo levar a humanidade a pisar novamente em solo lunar, o que ocorreu pela última vez em dezembro de 1972. Antes que isso aconteça, no entanto, o gigantesco complexo veicular (que tem 98 metros de altura e pesa 2,6 mil toneladas) será lançado sem tripulação para um voo em órbita retrógrada ao redor da Lua, por meio da missão Artemis 1, que visa demonstrar os sistemas integrados de naves espaciais e testar uma reentrada de alta velocidade no sistema de proteção térmica da Orion.

Enquanto a equipe de técnicos e engenheiros da NASA estão trabalhando para lidar com um problema de vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete, além dos reparos necessários em uma válvula defeituosa (identificados durante as primeiras tentativas de abastecimento), a agência revelou o calendário de janelas de lançamento da missão inaugural.

Confira as possíveis datas de lançamento da missão Artemis 1
Segundo a agência espacial norte-americana, o calendário foi feito levando-se em consideração algumas restrições que envolvem, por exemplo, a mecânica orbital e a disponibilidade da infraestrutura do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde o SLS vai partir.

Um dos fatores excludentes é que a cápsula Orion não pode ficar por mais de 90 minutos sem acesso à luz do Sol, fundamental para gerar energia para manter a nave na temperatura correta. Sendo assim, os planejadores da missão descartam as datas que potencialmente poderiam deixar a cápsula no escuro, à sombra da Terra, durante longos períodos.

Abaixo, está a lista completa de oportunidades consideradas para essa missão. Segundo a NASA, o calendário (que você pode acessar na íntegra aqui) está sujeito a alterações.

26 de Julho a 10 de Agosto: 13 oportunidades de lançamento, excluindo 1, 2 e 6 de agosto;
23 de agosto a 6 de setembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 30, 31 de agosto e 1º de setembro;
20 de setembro a 4 de outubro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 29 de setembro;
17 de outubro a 31 de outubro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 24, 25, 26 e 28 de outubro;
12 de novembro a 27 de novembro: 12 oportunidades de lançamento, excluindo 20, 21 e 26 de novembro;
9 de dezembro a 23 de dezembro: 11 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 14, 18 e 23 de dezembro.
Caso nenhuma dessas datas de 2022 sejam aproveitadas, a missão poderá ser lançada no ano que vem, considerando a programação a seguir:

7 a 20 de janeiro: 10 oportunidades de lançamento, excluindo 10, 12, 13 e 14 de janeiro;
3 a 17 de fevereiro: 14 oportunidades de lançamento, excluindo 10 de fevereiro;
Março: 19 oportunidades de lançamento entre 1º e 17 de março e de 29 a 31 de março, excluindo dia 11 e de 18 a 28 de março;
Abril: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 13 de abril e de 26 a 30 de abril, excluindo 2, 3, 7, 9 e de 14 a 25;
Maio: 14 oportunidades de lançamento entre 1º e 10 de maio e de 26 a 31 de maio, excluindo dia 8 e de 11 a 25 de maio;
Junho: 13 oportunidades de lançamento de 1º a 6 de junho, em 20 de junho e de 24 a 30, excluindo 5, de 7 a 19 e de 21 a 23.
A data de lançamento da missão também determinará por quanto tempo a cápsula Orion ficará no espaço. Segundo a NASA, a missão poderá ter entre 26 e 28 dias de duração, ou de 38 a 42 dias, a depender do dia em que o SLS puder decolar. “A duração da missão é variada realizando meia volta ou 1,5 voltas ao redor da Lua na órbita distante retrógrada, antes de retornar à Terra”, explicou a agência em comunicado.

Com previsão de aproximadamente 48 horas de duração, os testes começaram no dia 1º de abril, mas, ao identificar uma série de falhas críticas no carregamento de hidrogênio líquido e oxigênio líquido nos propulsores do SLS, a NASA resolveu interromper o processo para dar prioridade ao lançamento da missão Ax-1, primeiro voo tripulado de caráter privado à Estação Espacial Internacional (ISS) sem a presença de um astronauta da ativa de qualquer agência federal, que aconteceu do dia 8 de abril.

Assim, o ensaio molhado foi retomado na segunda-feira seguinte (12), com previsão de conclusão na quarta-feira (14). Dessa vez, as equipes responsáveis preferiram modificar os procedimentos, abastecendo com hidrogênio líquido e oxigênio líquido apenas o estágio principal, deixando de preencher o estágio superior.

O megafoguete, com a cápsula Orion no topo, posicionado na plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, para uma das tentativas frustradas de abastecimento, que configuram o chamado “ensaio molhado”. Imagem: NASA/Joel Kowsky
No entanto, novamente as coisas não saíram como planejado, tendo sido suspenso o ensaio, com expectativa de retomada, a princípio, no dia 21 daquele mês. Depois de divulgar essa possível data, a NASA anunciou o recolhimento da pilha SLS + Orion de volta ao Edifício de Montagem de Veículos (VAB) para proceder com uma análise criteriosa e os reparos necessários na válvula defeituosa identificada na torre de lançamento móvel e um vazamento de hidrogênio em um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete.

Por volta das 7h da manhã do dia 26, pelo horário de Brasília, o megafoguete e a espaçonave Orion chegaram ao VAB, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após uma viagem de 10 horas partindo da plataforma de lançamento 39B, de onde foram retirados para revisão.

Desde então, as equipes estão trabalhando na solução dos problemas identificados. A válvula defeituosa já foi substituída, e os engenheiros descobriram que detritos de borracha impediram que ela selasse corretamente. Segundo a agência, os detritos não eram parte da válvula, e sua origem permanece sob investigação.

Eles também detectaram que alguns dos parafusos de um dos braços umbilicais que ligam a torre ao foguete se soltaram ligeiramente devido à compressão relaxada em uma junta, levando ao vazamento de combustível.

Agora, serão realizados checkouts adicionais, para só então o conjunto SLS+Orion voltar à plataforma de lançamento para a retomada do ensaio molhado, que deve ocorrer em meados ou fim de junho.

*Por Flavia Correia
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*Fonte: olhardigital

1 em cada 4 brasileiros está sendo espionado por app em celular

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (16) pela desenvolvedora de softwares de segurança Kaspersky afirma que “um em cada quatro brasileiros já foi ou está sofrendo um monitoramento abusivo por meio da tecnologia”. De acordo com os pesquisadores, a instalação de um app espião no celular tem sido a forma mais comum de perseguição digital.

O estudo “Stalking online em relacionamentos” revela que esse tipo de programa, muitas vezes baixado da internet com riscos de malware, é geralmente instalado no aparelho da vítima que o stalker quer seguir, sem que ela saiba sequer do que se trata. As entrevistas feitas mostraram que 70% dos brasileiros não sabem o que é stalkerware ou spouseware, muito menos da existência de softwares espiões.

Como os stalkerwares funcionam no Brasil?
Stalkerwares especializados são capazes de rastrear, e informar online, os movimentos de qualquer pessoa via GPS, monitorar atividades nas redes sociais, ligações telefônicas, fotos e qualquer material transmitido ou recebido via celular. A coisa é tão séria no Brasil que até ensejou uma lei – a 14.132/21 – alterando o Código Penal para prever o crime de perseguição.

Embora a lei tenha sido aprovada em um contexto de combate à violência doméstica contra mulheres, os resultados da versão brasileira do estudo da Kaspersky mostraram que, em nosso país, dos 30% que afirmaram conhecer stalkerware ou spouseware, 32% eram homens e 29%, mulheres. Segundo especialistas, o cyberstalking é uma forma de violência, da mesma forma que a física, a psicológica e a financeira, constituindo uma forma de agressão.

A pesquisa “Stalking online em relacionamentos” foi realizada em setembro de 2021 pela empresa londrina Sapio de forma online. Foram feitas globalmente 21 mil entrevistas em 21 países, inclusive o Brasil. A realização, tabulação e divulgação marca o segundo aniversários da entidade Coalizão Contra Stalkerware, da qual a Kaspersky é cofundadora.

*Por Jorge Marin
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*Fonte: techmundo

5 Funções do GOOGLE MAPS que você não conhecia

Você até pode ter outros aplicativos favoritos para esse tipo de funcionalidade, mas hoje em dia é praticamente impossível que você nunca tenha usado o Google Maps pelo menos uma vez na vida. Considerado o principal app de visualização de mapas e rastreamento no mundo, esse serviço é frequentemente utilizado por pessoas que querem descobrir a rota de um ponto A até um ponto B.

Porém, você fazia ideia de que essa est longe de ser a única funcionalidade do Google Maps? Para a surpresa de muitos, existem diversos outros truques e informações que você pode obter ao alcance de um toque. Veja só cinco coisas que o Google Maps é capaz de realizar e você não sabia!

1. Viajar no tempo
Usar o bonequinho amarelo do Google Maps para andar pelas ruas em um mapa e ter uma visão 3D de praticamente todas as partes do mundo talvez seja uma das funções mais divertidas desse serviço. Entretanto, você também pode usar essa ferramenta para viajar no tempo.

Mas como assim? Se você prestar atenção no lado esquerdo da tela, ao lado do endereço que está sendo pesquisado existe um símbolo de um relógio com uma seta para trás. Ao clicar nesse ícone, você terá acesso a todos os arquivos de imagem que o carro do Google já registrou daquela região.

2. Procurando direções
Você é do tipo de pessoa que nasceu com o GPS interno quebrado e tem dificuldade de encontrar qual direção do mapa você está encarando? Principalmente para quem está em busca de um ponto de ônibus ou entrada de metrô, ficar perdido desse jeito pode ser muito chato e causar alguns problemas de horário.

Por isso, o Google Maps consegue te mostrar exatamente para qual direção seu aparelho está direcionado no trajeto. Basta prestar atenção no pontinho azul que marca sua localização e ver para qual direção o raio de luz azul está apontando.

3. Horários do transporte público
Se você está com medo de perder o último ônibus ou metrô para casa, o Google Maps possui uma função que pode te ajudar. Ao calcular a rota para determinado lugar e depois selecionar a opção de transporte público, o aplicativo te mostra qual é o horário do próximo veículo para você conseguir se programar.

Além disso, ao clicarmos na aba de “Partida” conseguimos selecionar o horário do último transporte. Dessa forma, você terá nas mãos qual o cronograma de determinada rota e qual a sua última possibilidade de conseguir uma volta para casa.

4. Modo anônimo
O motivo exato pelo qual você gostaria de navegar pelo mapa em um modo anônimo pode ser misterioso. Mas se você realmente desejar esconder seus passos de outra pessoa, o Google Maps possui uma funcionalidade desse tipo. A ferramenta funciona igual ao modo anônimo do seu navegador.

Para ativá-lo, basta clicar na sua foto de perfil antes de começar o trajeto e clicar em “ativar modo navegação anônima”. Ao fim, a rota não permanecerá no seu histórico e qualquer resquício da viagem será apagado.

5. Conseguir uma carona
Além de conseguir programar a sua rota até um local e dar uma previsão do tempo que você precisará para chegar lá, o Google Maps também fornece uma opção de “carona” em sua plataforma. E como isso funciona? Na verdade, esse é apenas um atalho apara os aplicativos de carona que você tem no seu celular como Uber ou 99pop.

Basta ir até a aba com ícone de um boneco com a mão erguida segurando uma bagagem e programar a corrida. Você receberá uma estimativa do preço da viagem e poderá acelerar o processo até o seu destino.

*Por Pedrio Freitas
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*Fonte: megacurioso

O icônico traje espacial da NASA é muito mais complexo do que parece

Todos nós vimos astronautas da Nasa em passeios espaciais em seus trajes brancos icônicos, mas como eles colocam essas peças e o que está embaixo delas? A equipe do YouTube Channel Tested fez as mesmas perguntas e, assim, foi ao Laboratório da NASA, em Houston, Texas , para obter todas as informações.

A primeira coisa que você precisa colocar se estiver se preparando para uma caminhada no espaço é uma fralda. Em seguida uma camiseta de manga comprida que absorve o suor do corpo e protege seu corpo da próxima camada.

Na próxima é a roupa de ventilação fria líquida. É um macacão elástico com tubos passando por ele, dentro dele é água. Variando a taxa de fluxo da água, a temperatura do corpo do astronauta pode ser regulada.

Nesta fase, é hora de colocar o capacete de comunicação na sua cabeça. Nele tem um rádio embutido que permite a comunicação com a estação espacial e a Terra.

Isso completa a camada de base do traje. Em seguida, o traje em si chamado Unidade de Mobilidade Extraveicular ou EMU. O primeiro é o “baixo torso”, parece um grande par de calças com os sapatos embutidos.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Google mostra óculos inteligente capaz de traduzir conversas em tempo real

Além de ferramentas para diversos serviços e novos smartphones, o Google também mostrou como pensa que seus óculos inteligentes podem e devem ser. Em uma apresentação bastante curta no Google I/O, sem detalhes e recheada de animações feitas por computador, o gigante das buscas uniu o antigo Google Glass e o Tradutor em um só produto.

O Google já vem trabalhando em um óculos inteligente há bastante tempo e o Google Glass chegou a ser lançado em 2013, mas não exatamente para todo mundo e foi aposentado dois anos depois. O produto claramente era um protótipo e exibia as informações em uma pequena tela, por cima da lente e em um ambiente de realidade aumentada.

Agora, nove anos depois, o gigante das buscas utilizou um pequeno espaço dentro da sua principal apresentação no Google I/O para mostrar ao público a quantas anda o desenvolvimento deste produto. Na imagem ele é um…óculos como qualquer outro e o principal uso é o de traduzir textos.

Óculos inteligente insere “legendas” no mundo
A ideia do Google é colocar legendas no mundo, permitindo que pessoas falando idiomas completamente diferentes continuem o papo. A ferramenta lembra um recurso muito parecido para o Android, onde o sistema operacional analisa o som do ambiente justamente para criar um texto e assim escrever o conteúdo falado.

Não existem informações sobre como tudo isso funciona neste novo projeto, qual é o hardware e nem mesmo quanto tempo a bateria segura todo o sistema. Como o vídeo divulgado pela empresa claramente mostrava montagem com texto animado, é possível acreditar que ainda estamos longe de ter um produto como estes na prateleira.

O movimento do gigante das buscas para um novo Google Glass pode também fomentar o desenvolvimento em outras empresas, como Apple e Meta (Facebook). Estas duas já receberam diversos rumores sobre possíveis óculos inteligentes no passado, com boatos apontando algum lançamento já para o ano que vem.

*Por Andre Fogaça
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*Fonte: olhardigital

Wi-Fi 7: nova internet pode atingir velocidades de mais de 30 Gb/s

Novo padrão de alta velocidade de internet sem fio estará disponível a partir de 2023, mas sem previsão de chegada ao Brasil. Veja o que se sabe sobre a nova tecnologia.

O Wi-Fi 7, um novo padrão de velocidade de internet sem fio, está perto de ser lançado. Na última semana, a Qualcomm anunciou a Network Pro Series Gen 3, uma plataforma que, como o nome sugere, contará com a nova tecnologia. Segundo a empresa dos EUA, os novos aparelhos contarão com velocidades de mais de 33 Gb/s, isto é, mais que o triplo da potência do Wi-FI 6E, que tem performance de até 10 Gb/s. A Wi-Fi Alliance, o grupo que dita os padrões da tecnologia e do qual a Qualcomm faz parte, já havia anunciado que o Wi-Fi 7 teria, no mínimo, 30 Gb/s.

A expectativa é que o Wi-Fi 7 esteja disponível em 2023 — e pode demorar um pouco mais até chegar ao Brasil, dependendo de modelos específicos de roteadores.

Nova tecnologia Wi-Fi 7 terá velocidade superior a 30 Gb/s, melhorando a qualidade de streaming em 4K

Para usufruir de todas as vantagens do Wi-Fi 7 (padrão 802.11be) será necessário adquirir uma conexão de banda larga premium e dispositivos Wi-Fi 7, que ainda estão em desenvolvimento. O novo padrão permitirá menos latência e instabilidade, características úteis para aplicativos de realidade virtual ou streaming de vídeo em 4K.

O Wi-Fi 7 deverá operar na banda de 6 GHz, com suporte à largura de 160 MHz até 320 MHz. Segundo a Wi-FI Alliance, o uso simultâneo de diferentes bandas também será suportado.

Wi-Fi 7 deverá estar disponível mundialmente no segundo semestre de 2023

No Brasil, o mais utilizado ainda é o Wi-Fi 5 (IEEE 802.11ac) com largura de 80 MHz até 160 MHz e banda de 5 GHz, o que garante velocidade máxima de 1 Gb/s. Para uso corporativo, ainda é possível contratar o padrão Wi-Fi 6E.

*Por Vitor Garcia
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*Fonte: techtudo

Energias renováveis formarão a nova base da matriz elétrica mundial até 2050

Os investimentos em energia solar e eólica continuarão a impulsionar a participação das fontes renováveis, que devem representar 85% da matriz mundial.

Segundo um estudo da consultoria McKinsey, a transição sustentável da geração elétrica mundial que vem ocorrendo nos últimos anos é apenas o começo de uma jornada rumo a um futuro com mais energia limpa.

O estudo afirma que a queda de preços dos painéis fotovoltaicos e aerogeradores deve continuar atraindo a maior parte dos investimentos para estas tecnologias, elevando para 85% a participação das fontes de energia renováveis na matriz elétrica mundial até 2050.

O crescimento dessas fontes alternativas de energia servirá principalmente para atender ao aumento da demanda elétrica mundial, que deve triplicar até 2050, segundo a pesquisa.

Somente em energia solar, a McKinsey projeta um crescimento de cinco vezes da capacidade instalada atual de painéis fotovoltaicos e uma participação de 43% da tecnologia na geração de energia elétrica no mundo daqui 30 anos.

Hoje, a energia solar fotovoltaica já alimenta o autoconsumo de milhões de casas e empresas em todo o planeta, além das usinas solares que também se espalham em projetos de geração centralizada.

O Brasil, que ficou em quarto lugar no ranking mundial dos países com maior capacidade instalada em 2021, é um dos exemplos onde a tecnologia vem crescendo aceleradamente.

Somente no ano passado, o país aumentou em 5,7 Gigawatts (GW) a sua produção de energia solar fotovoltaica, que atingiu 13 GW. No mês passado, ela chegou a 15 GW, superando a capacidade de Itaipu, maior hidrelétrica do Brasil.

A maior parte da energia solar no Brasil é gerada pelos próprios consumidores no segmento de Geração Distribuída (GD), que se iniciou em 2012 com as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, hoje, engloba um público de mais de 1 milhão de consumidores.

As instalações são impulsionadas por uma soma de fatores, especialmente a alta inflação energética no país, a queda de preços da tecnologia e a disponibilidade de financiamentos de energia solar.

Segundo o último Plano Decenal de Energia (PDE) do governo, realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil deve atingir mais de 34 GW de capacidade em energia solar distribuída até 2031.

*Por Ruy Fontes
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*Fonte: thegreenestpost

Descubra como aumentar a vida útil do seu PC ou notebook

Imprescindíveis nas rotinas de trabalho, estudo ou até mesmo de lazer, os computadores se transformaram em companheiros inseparáveis dos seres humanos e precisam de cuidados para não falharem no momento de maior necessidade. Afinal, imagine ficar na mão logo no dia da entrega daquele projeto que levou meses para ser concluído. Ou atrasar a sua jornada diária em razão de um teclado que parou de funcionar.

Com práticas preventivas, é possível prolongar a vida útil dos equipamentos, além de evitar prejuízos técnicos e financeiros. Quer manter a sua máquina sempre redondinha? Então confira essas dicas imperdíveis!

Evite o uso de notebooks em superfícies inapropriadas
É muito comum que usuários de notebooks apoiem o equipamento em superfícies inadequadas como no colo, na cama ou em cobertores. Esse tipo de uso obstrui as entradas e saídas de ar e causam um superaquecimento da máquina.

“Ao impedir a refrigeração correta do notebook e, consecutivamente, aumentar a temperatura interna do aparelho, o usuário está colocando em risco o funcionamento do computador a curto e longo prazo. O superaquecimento pode reduzir a vida útil dos componentes da máquina e, em casos mais críticos, até ocasionar o mau funcionamento do sistema operacional, causando lentidão ou até mesmo provocando o seu desligando repentino É recomendável que o aparelho esteja sempre posicionado em superfícies planas e duras”, explica Camilo Stefanelli, responsável pela Compaq no Brasil.

Mantenha a limpeza do computador em dia
Higienizar com frequência o computador é essencial para manter seu bom funcionamento, mas é preciso fazer isso da maneira certa, tomando alguns cuidados básicos. Antes de tudo, o usuário deve verificar se a máquina está totalmente desligada e com o cabo de força fora da tomada.

Feito isso, é aconselhável limpá-lo com um pano macio de modo que a poeira não seja empurrada para dentro da máquina.

Além disso, é preciso ter muita atenção com soluções líquidas, que podem danificar partes eletrônicas e até mesmo o acabamento do equipamento.

Antivírus rodando em notebook
Com ataques de hackers e invasões de pessoas mal intencionadas crescendo no Brasil, nada melhor do que sempre manter o sistema com um antivírus atualizado. Imagem: Rawpixel
Mantenha o antivírus atualizado
Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário utilizar softwares de varredura para certos programas e arquivos, já que eles podem trazer outros potenciais riscos à máquina. Nesse caso, o recomendado é sempre utilizar um antivírus completo e atualizado.

O antivírus pode detectar a maioria dos vírus, destruí-los e, em grande parte dos casos, reparar o dano causado. Para fornecer proteção contínua contra ameaças recentemente descobertas, o software deve estar sempre atualizado.

“Um programa de antivírus pode vir pré-instalado no computador, mas o usuário também pode escolher o programa que já está acostumado para proteger o seu sistema”, recomenda o responsável pela Compaq no Brasil.

Faça backups periodicamente
Fazer o backup do sistema é extremamente importante e a melhor forma de evitar a perda de arquivos importantes em caso de pane na máquina. Nesse caso, o recomendado é fazer o processo periodicamente, de acordo com a frequência de uso de cada um.

Atualize os programas e ative recursos de segurança
Manter o sistema operacional e os principais softwares do computador atualizados também é muito importante, já que eles auxiliam na correção de problemas de segurança e a melhorar o desempenho da máquina.

No caso de programas da Microsoft, por exemplo, os usuários recebem um alerta sempre que uma nova atualização está disponível. O ideal é fazer a atualização assim que a notificação chegar.

Outra iniciativa importante sobre segurança, é ativar alguns recursos de proteção à rede wi-fi, já que nem todas oferecem a proteção necessária.

“Se precisar viajar com o computador ou transportá-lo, o ideal é que o usuário faça um backup das informações em uma unidade de armazenamento externo e remova todos os discos e cartões de mídia acoplados, como SD cards, micro SD e pen drives. Ao utilizar transporte aéreo, leve o computador como bagagem de mão e a mídia externa com o backup das informações e arquivos importantes”, conclui Camilo.

*Por Lauro Lam
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*Fonte: olhardigital

Cânhamo tem três 3 vezes mais resistência à tração do que o algodão

O debate sobre cânhamo versus algodão é relativamente novo na indústria têxtil. Quando você considera os benefícios do algodão, pode pensar no material macio e absorvente que existe há gerações e é conhecido como o tecido mais presente em nossas vidas. Quanto ao cânhamo, planta pertencente à espécie Cannabis sativa L, você pode não saber dos benefícios do tecido inicialmente – mais uma desvantagem da falida e descriminatória guerra às drogas – mas essa planta tem inúmeras vantagens em relação à outras usadas hoje na indústria.

Os benefícios do cânhamo são vários. Tudo começa com sua resistência, mas chega até o ponto do toque, já que a planta produz um dos dos tecidos mais confortáveis do mundo. Não acaba aí: o cânhamo é também o tecido mais sustentável que se possa imaginar.

Por que cânhamo é melhor que algodão?
Os impactos ambientais, sociais e econômicos do cânhamo no Brasil foram recentemente revelados no relatório da Kaya Mind, primeira empresa brasileira especializada em dados e inteligência de mercado no segmento da cannabis e de seus periféricos. Um dos pontos é que a produção têxtil das fibras do insumo tem 3 vezes a resistência à tração do algodão.

Caso fosse regulamentado no Brasil, o cultivo do cânhamo poderia ser uma opção mais sustentável para diversificar a base agrícola nacional e para a indústria têxtil. Segundo análise da Kaya Mind, a planta necessita de pouca água para seu cultivo — 1 kg de cânhamo utiliza de 2.900 litros de água, enquanto 1 kg de algodão, 10 mil litros — e quase não precisa de nenhum pesticida, fungicida ou herbicida para se desenvolver bem, já que resiste às pragas em um nível acima da média.

Além disso, o cânhamo não requer uma grande área de cultivo, podendo cada planta crescer em uma distância de 10 a 15 cm uma da outra, além de render até três safras ao ano, por conta de seu ciclo de produção curto, que dura de 130 a 220 dias, dependendo de seu tipo, por exemplo.

De acordo com Maria Eugenia Riscala, cofundadora e CEO da Kaya Mind, diversas marcas famosas do mundo da moda usam tecidos feitos a partir das fibras do cânhamo, como é o caso da Ginger, marca da atriz Marina Ruy Barbosa, das camisetas da Osklen, Levi’s, entre outras.

Fora isso, a executiva ainda aponta que a planta é considerada um material mais consciente para a indústria têxtil, além de apresentar propriedades anti-inflamáveis, biodegradáveis, regenerativas e não contribuir para a degradação do meio ambiente. Fato que evidencia isso é que um dos apoiadores da Kaya Mind é a Fashion Revolution, uma organização que possui um projeto justamente voltado para incentivar essa pegada mais sustentável da moda por meio da aplicação da fibra do cânhamo.

Por fim, por meio de uma estimativa de preços e quantidade de consumo de cada insumo proveniente do cânhamo, a Kaya Mind projetou que a partir de sua regulamentação no Brasil, o país poderia movimentar, no seu quarto ano de legalização, R$ 4,9 bilhões com a venda dos insumos da planta no país, enquanto a arrecadação tributária para o Estado seria de R$ 330,1 milhões no mesmo período.

Cânhamo: uma planta que pode salvar o mundo
De acordo com um estudo recente do jornal PLOS One, o cânhamo industrial – uma variedade de cannabis com baixo teor de THC cultivada para usos não relacionados à medicina – é capaz de crescer em solo contaminado e tóxico e pode absorver alguns dos produtos químicos nocivos.

Através do processo de fitorremediação, as raízes da planta de cânhamo penetram profundamente no solo contaminado e absorvem substâncias químicas nocivas, bem como quaisquer nutrientes benéficos que possam permanecer. Os elementos poluentes são removidos do solo e armazenados na planta, geralmente nas folhas, caule ou caules.

Como o cânhamo atinge a maturidade em seis meses, alguns acreditam que os contaminantes do solo não têm tempo suficiente para afetar ou prejudicar a planta, deixando o cânhamo seguro para consumo humano, embora sejam necessárias mais pesquisas para determinar essas alegações.

Em 2001, uma equipe de pesquisadores alemães confirmou os resultados de Chernobyl, mostrando que o cânhamo era capaz de extrair chumbo, cádmio e níquel de um terreno contaminado com lodo de esgoto. No mesmo ano, centenas de agricultores em Puglia, Itália, começaram a testar a teoria, plantando cânhamo em um esforço de longo prazo para limpar campos desastrosamente poluídos por uma enorme siderúrgica.

Outra vantagem está no consumo. O cânhamo exige não só metade do espaço de terra para a produção de tecido têxtil em comparação com o algodão, este último também precisa de quatro vezes mais água e um período de crescimento muito mais longo.

Por sua rotação durável, toda a cultura do cânhamo pode ser aproveitada, pois o caule é usado como fibra, as folhas e flores podem ser usados de volta no solo como fertilizante. Isso ajuda a reabastecer a fertilidade do solo para ajudar a crescer a próxima rodada de colheitas de cânhamo. Ou seja, a planta enriquece o solo onde cresce, diferente do algodão que precisa de inúmeros pesticidas que danificam gravemente o solo plantado e arredores.

*Por Gabriela Rassy
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*Fonte: hypeness

Tóquio a Los Angeles em uma hora: startup americana promete voos hipersônicos

Sediada em Houston, no Texas (EUA), a jovem startup Venus Aerospace diz estar quase pronta para lançar um aviãoque consegue fazer o percurso de Tóquio a Los Angeles em uma hora. É um voo hipersônico chegando a uma velocidade de Mach 9 (11.000 km/h).

Embora a empresa não tenha divulgado imagens ou detalhes do avião até agora, o projeto parece estar avançando. De acordo com a startup, um motor de demonstração já foi construído, assim como foram finalizados os primeiros testes em túneis de vento hipersônicos.

No início deste mês, a Venus Aerospace recebeu ainda um investimento de US$ 20 milhões (em torno de R$ 93 milhões) do Prime Movers Lab, um fundo focado em invenções científicas de alta inovação. O fundo inclui nomes como a Draper Associates, responsável por financiar empresas como Tesla (no início), SpaceX, Skype, Twitch e Twitter.

“Os EUA estão no meio de uma corrida global pela tecnologia hipersônica”, disse o sócio-geral do Prime Movers Lab, Brandon Simmons. “A Venus atingiu testes essenciais de motores, design de veículos e marcos de crescimento que me deixam tremendamente empolgado com o futuro do voo hipersônico americano.”

Ex-funcionários da Virgin Orbit nos voos hipersônicos
Fundada em 2020, a Venus Aerospace é conduzida pelos irmãos Duggleby. Anteriormente, a CEO Sassie Duggleby atuou como consultora de engenharia de sistema de lançamento na Virgin Orbit, enquanto o CTO Andrew Duggleby liderou as operações de lançamento na mesma empresa.

“No ano passado, com nosso financiamento inicial, subimos de três para 40 pessoas”, afirma Sassie. “Estes são os melhores cientistas, engenheiros e operadores de foguete do mundo. Com esse financiamento, continuaremos avançando em direção aos nossos próximos marcos técnicos, contratando ótimas pessoas e escalonando nossa organização.”

Os planos da Venus Aerospace envolvem a construção de um motor de foguete de última geração, o design do avião hipersônico e o aperfeiçoamento dos seus sistemas de refrigeração. O investimento também permitirá que a empresa realize testes de voo e propulsores no porto espacial de Houston, onde já está presente desde 2020.

Houston é um dos principais centros aeroespaciais nos Estados Unidos. Além da Venus, a cidade no Texas abriga empresas como a Axiom Space, que tenta realizar seu primeiro voo tripulado de caráter privado nos EUA.

*Por Lucas Barreto
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*Fonte: olhardigital

Engenheiro espanhol de 82 anos inventou uma máquina para criar água ‘do nada’

A empresa sevilhana Aquaer criou um sistema para extrair água segura e potável da atmosfera e assim abastecer áreas desérticas onde a população sofre com a escassez deste elemento natural tão importante para a sobrevivência humana.

A invenção de Enrique Veiga, um engenheiro galego de 82 anos, baseia-se nos aparelhos de ar condicionado e no efeito de condensação que eles têm. Ou seja, o sistema usa eletricidade para resfriar o ar, condensá-lo e transformá-lo em água. Uma pequena máquina produz entre 50 e 75 litros por dia e as versões maiores chegam a produzir até 5.000 litros por dia.

Existem outros geradores de água no mundo que utilizam tecnologia semelhante, mas a diferença entre essas máquinas e as da Veiga é que as primeiras requerem muita umidade e baixas temperaturas no ambiente. No entanto, a invenção espanhola funciona em temperaturas de até 40 graus e pode lidar com uma umidade entre 10% e 15%.

O primeiro protótipo foi inventado por Enrique Veiga em 1990 durante uma forte seca que afetou o sul da Espanha. “O objetivo é ajudar as pessoas e chegar a locais como os campos de refugiados que não têm água potável”, afirma o galego.

Em 2017, Nhat Vuong, um refugiado vietnamita, fundou a instituição de caridade com o nome Water Inception para desenvolver ainda mais a invenção de Veiga e levá-la a quem mais precisa. Para isso, Vuong comprou uma das máquinas e a levou para um campo de refugiados na cidade libanesa de Trípoli.

Esses aparelhos já estão em operação em vários países da África. “Nas aldeias namibianas que visitámos, as pessoas ficaram atordoadas, não perceberam e perguntaram de onde vinha a água”, lembra Enrique Veiga. O galego, além disso, afirma que sua ilusão é evitar que as pessoas tenham que caminhar quilômetros para trazer água.

Da mesma forma, Nhat Voung disse à Reuters que o próximo passo é levantar fundos para fornecer painéis de energia solar para minimizar a dependência do fornecimento de eletricidade e cuidar do aspecto ambiental do projeto.

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*Fonte: sabersaude

Empresa de balões espaciais divulga suas cabines de luxo

Um novo participante no mercado de turismo espacial promete aos clientes vistas da curvatura da Terra a partir do conforto de uma cabine de luxo, elevada à atmosfera superior com um balão gigante.

A Space Perspective revelou na terça-feira ilustrações de suas cabines swish, que espera começar a lançar no Kennedy Space Center, na Flórida, a partir do final de 2024. Mais de 600 ingressos foram vendidos até agora, a US$125.000 cada.

Com janelas de 1,5 metro de altura, assentos profundos, tons escuros, roxos e iluminação suave, o ambiente contrasta com as cápsulas brancas e higienizadas de seus concorrentes.

Conectividade Wi-Fi e um bar de bebidas completam o “Space Lounge” dentro da cápsula Neptune da empresa.

Se realmente constitui um voo espacial é uma questão de debate.

O balão atinge uma altitude de 30 quilômetros, muito inferior à da rival Virgin Galactic, que chega a pouco mais de 50 quilômetros de altura, ou Blue Origin, que rompe a Linha Karman, 62 milhas acima do nível do mar, a fronteira espacial internacionalmente reconhecida .

Os SpaceX Crew Dragons voam ainda mais fundo no espaço.

Mas 20 milhas ainda é muito mais alto do que aviões comerciais, que sobem cerca de seis milhas de altura.

“Estamos acima de 99% da atmosfera da Terra”, disse o cofundador Jayne Poynter à AFP, o que significa que os passageiros verão realmente o preto do espaço.

Com janelas de 1,5 metro de altura, assentos profundos, tons escuros, roxos e iluminação suave, o ambiente contrasta com as cápsulas brancas e higienizadas de seus concorrentes.
Não há necessidade de treinamento especial. O balão sobe a uma velocidade serena de 19 quilômetros por hora (19 quilômetros por hora), e a empresa se apresenta como uma alternativa mais ecológica e com zero emissões aos combustíveis de foguetes.

Eles pretendem obter o hidrogênio para o balão de fontes renováveis, em vez de extraí-lo de combustíveis fósseis.

O preço da viagem de duas horas para cima, duas horas de voo livre e duas horas de descida, que termina com um mergulho no oceano, é significativamente menor do que os bilhetes da Virgin Galactic que custam US$ 450.000 para um passeio em um avião espacial.

A Blue Origin não divulga seus preços, mas acredita-se que sejam muito mais, enquanto quatro empresários que voaram para a Estação Espacial Internacional em uma nave SpaceX pagaram US$ 55 milhões cada um à empresa Axiom Space pelo privilégio.

“Queríamos encontrar uma maneira que realmente mudasse a maneira como as pessoas pensam sobre o voo espacial, tornando-o muito mais acessível e acessível”, disse Poynter.

Uma coisa que os passageiros não experimentarão é a sensação de leveza.

Com o avião espacial da Virgin e o foguete da Blue Origin, os passageiros podem soltar e flutuar quando os motores do foguete são desligados, mas o navio continua subindo por alguns minutos, antes que a gravidade o puxe de volta para baixo.

Os passageiros das naves SpaceX e os da ISS também experimentam uma aparente ausência de peso porque as naves estão orbitando a Terra.

A Space Perspective planeja 25 voos em seu primeiro ano, com todos os assentos já reservados.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

7 aplicativos que você não identifica como stalkerware, mas que, de fato, são

Os seguintes aplicativos podem ser usados contra você: saiba como lidar com eles.

Quando você ouve a palavra “stalkerware”, provavelmente pensa em um software instalado propositalmente para rastrear alguém sem o conhecimento da pessoa. Mas há outras maneiras de um parceiro abusivo, um pai autoritário ou algum outro tipo de “perseguidor” descobrir onde uma pessoa está usando o telefone. E é provável que você nem tenha pensado neles.

É quase certo que seu telefone esteja rastreando sua localização por meio de algum aplicativo, ou mesmo diretamente por meio do sistema operacional. E, na maioria dos casos, isso não é um problema! Por exemplo, seu aplicativo Maps precisa saber sua localização para fornecer bons caminhos. Ou, se você usar um aplicativo de namoro que usa sua localização, como o Tinder ou o Grindr*, obviamente terá que informar a sua localização. (Você já entendeu, não é?)

Os seguintes aplicativos permitem que você compartilhe sua localização com pessoas escolhidas. E isso também não é um problema! Na maioria das vezes. Mas se você esquecer de que compartilhou sua localização com alguém, ou nem mesmo sabe que um aplicativo compartilha a localização, isso pode ser usado para rastrear você sem o seu conhecimento.

Veja uma breve visão geral de sete aplicativos que você pode não identificar como stalkerware, mas que podem ser usados dessa forma e, principalmente, como lidar com eles.

1. Buscar
O recurso “Buscar” da Apple é ótimo se você não sabe em que cômodo você deixou seu iPhone ou se você perdeu de novo o estojo de AirPods. (Isso acontece só comigo?) Esse recurso também pode ser excelente para compartilhar a localização com amigos e familiares.

No entanto, se você o usa com frequência, vale a pena verificar para ter certeza de que todas as pessoas que podem ver a sua localização ainda devem continuar a ter essa permissão. Abra o aplicativo Buscar, verifique os nomes rapidamente e exclua todos que ainda estão lá, mas não deveriam estar.

2. Contas compartilhadas do Google
Se alguém tiver acesso à sua Conta Google, isso significa que essa pessoa tem acesso ao seu histórico do Google Maps. (Isso se você permitir que o Google Maps rastreie o seu histórico, o que nem todo mundo faz.) Esse histórico pode ser usado para descobrir locais exatos, bem como padrões de seus lugares favoritos, ao longo do tempo.

Você tem duas opções se quiser impedir que alguém veja o seu histórico de localização. A primeira: não deixe esses apps acessarem mais a sua conta Google. Porém, se isso não for possível, você pode desligar o histórico de localização no Google Maps. Você também pode excluir seu histórico de localização se estiver preocupado(a) que alguém poderia ver onde você esteve.

3. Compartilhamento da localização no Google Maps
O Google Maps permite que as pessoas compartilhem a sua localização por tempo limitado ou indefinidamente. Você pode verificar com quem está compartilhando a localização no Google Maps clicando na foto do seu perfil no canto superior direito e, depois, em “Compartilhar local”.

4. Locais marcados nas redes sociais
As pessoas gostam de marcar a sua localização nas redes sociais por vários motivos. Talvez para se conectar com as pessoas próximas de onde estão. Talvez para ostentar. Talvez você nem pensa sobre isso. Mas lembre-se: seus locais marcados podem ser usados para rastrear você. Portanto, pense bem o que você vai marcar com tags de localização, se estiver preocupado(a) que alguém possa usá-las para rastrear você sem o seu conhecimento.

5. Apps para smartphones que substituem a chave do seu carro
O Tesla Model 3 é controlado por um aplicativo no telefone. Ele também oferece a possibilidade de ver onde o carro está a qualquer momento, mesmo se outra pessoa o estiver dirigindo. Isso significa que seu cônjuge, por exemplo, pode usar o aplicativo para rastrear a sua localização.

Até onde eu sei, não há como desativar esse acesso ao local, porque ele é parte integral do aplicativo. Portanto, você precisará conversar seriamente sobre os limites e torcer para isso ser o suficiente. Além disso, se alguém tiver a chave do Tesla em seu telefone, desconecte-a.

6. Compartilhamento do local no iMessage
Semelhante ao Google Maps, o iMessage permite que os usuários definam seu compartilhamento de localização por um período indefinido. Para fazer isso, você precisará verificar as pessoas específicas acessando a conversa e tocando em “info”. Lá será possível ver se você está compartilhando a sua localização com eles ou não.

7. Snap Map no Snapchat
Se você usa o Snapchat, sua localização pode estar “vazando” através do Snap Map do Snapchat. Você tem que configurá-lo para compartilhar a sua localização (felizmente, isso não é automático), mas essa é mais uma das opções que você pode ter definido em algum momento e esquecido. Então, entre no app e verifique se você está compartilhando seu local apenas com as pessoas com os quais deseja compartilhá-lo.

Optar por compartilhar a sua localização é uma ótima maneira de se conectar com seus entes queridos, ou mesmo para deixá-los saber quando você estará em casa, sem precisar receber um milhão de mensagens de texto irritantes, perguntando onde você está. Mas o compartilhamento de localização também pode ser usado contra você, como uma forma de stalkerware. Portanto, não custa verificar mais uma vez!

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* Original em inglês.

*Por Emma McGovan
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*Fonte: blogavast

Ruínas da Roma Antiga ganham proteção de um cão robô e drone autônomo

As ruínas da cidade de Pompeia, na Itália, ganharam dois vigilantes modernos para assegurar a preservação do local: um cão robô e um drone. O primeiro é o Spot, criado pela empresa Boston Dynamics e que recebe instruções de um quadricóptero autônomo, capaz de vasculhar a área por cima, mesmo durante a noite.

O sítio arqueológico de Pompeia é um dos mais importantes para datar como era a vida durante o império romano, até ser encoberta pelas cinzas e detritos da erupção do vulcão Vesúvio. Inaugurado em 1592, o local chegou a ser fechado em 1960 por conta de ladrões de tumbas e saqueadores que buscam tesouros que podem estar escondidos na área.

Robô Spot é auxiliado por um drone com câmera 3D
O robô utilizado nas ruínas é equipado com sensores como câmera em 360 graus, lasers e scanners para varrer o local e identificar suspeitos. Este é um dos primeiros usos deste tipo de equipamento para a segurança de uma área. A escolha pelo quadrúpede envolve sua capacidade de caminhar até mesmo em áreas muito pequenas, onde humanos teriam dificuldades de entrar e encontrar um túnel clandestino, por exemplo.

Diferente de sua (e da minha) imaginação, o Spot não carrega qualquer armamento, mas ele é capaz de enviar os dados coletados no sítio arqueológico para que uma equipe de segurança feita por humanos faça seu trabalho. O foco principal nem é encontrar pessoas invadindo o local, mas sim áreas com problemas de estrutura e que ameaçam desabamento – como já aconteceu em 2010.

O caminho do Spot é facilitado por outro robô, agora um drone. Ele é o Leica BLK2FLY, que tem voo autônomo e é capaz de escanear toda a área com instrumentos para criar um mapa 3D do local.

*Por Andre Fogaça
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*Fonte: olhardigital

Como saber se o seu celular pode aproveitar o máximo da conexão Wi-Fi?

Desde que a tecnologia Wi-Fi se popularizou no Brasil, muitas pessoas perceberam que seria fácil se manter conectadas em todas as ocasiões. De lá para cá, diversas tecnologias evoluíram, especialmente os aparelhos de celular que, hoje, conseguem fazer tudo o que quisermos com facilidade.

No entanto, ainda há modelos disponíveis no mercado que não conseguem oferecer soluções eficazes de conectividade, sobretudo aquelas sem fio. Embora a maioria dos dispositivos seja capaz de se integrar a uma rede específica, eles ainda podem apresentar problemas nesse quesito.

Dessa forma, isso vem ocorrendo com mais frequência do que podemos imaginar, sobretudo porque muitos usuários não verificam essa informação quando decidem investir em um novo aparelho.

Quer saber por que a conectividade é tão importante e também como identificar se o seu dispositivo está enfrentando dificuldades nesse aspecto? Então fique ligado em tudo o que abordaremos neste texto.

Verificando as especificações técnicas do seu celular
Embora as redes móveis estejam em alta, como 3G, 4G e 5G, é importante se atentar à conectividade do aparelho quando falamos em redes sem fio, principalmente porque elas são um complemento essencial.

Segundo a empresa norte-americana Qualcomm, cerca de 69% dos entrevistados em uma pesquisa realizada em 2020 na América Latina afirmaram que seus dispositivos não recebem a cobertura total de uma rede Wi-Fi dentro da própria casa. E uma boa parte deles prefere usar a rede móvel para não se estressar com a baixa qualidade oferecida.

Mesmo que existam inúmeras variáveis para determinar qual é a real causa desse problema, como a empresa provedora do serviço de internet e o seu roteador, por exemplo, é possível que o seu dispositivo possa contribuir para um desempenho ruim em relação à conectividade.

Nas especificações técnicas do modelo, você encontrará uma série de informações, incluindo aquelas ligadas à conexão Wi-Fi, já que as fabricantes seguem padrões de recomendação para esse quesito. O Wi-Fi 4/11n, por exemplo, ficou em alta durante muito tempo, mas se tornou obsoleto com o passar dos anos e já não atende mais às necessidades dos usuários.

Atualmente, o padrão Wi-Fi 6 802.11ax vem se posicionando como uma solução eficaz para uma conectividade mais fluida. Os celulares lançados nos últimos anos já estão contando com essa tecnologia, que também teve participação da Qualcomm durante todo o processo de desenvolvimento.

Uma garantia desse padrão é oferecer uma cobertura de rede que consegue realmente aproveitar o máximo da internet disponibilizada. Dessa maneira, seu aparelho terá bom desempenho mesmo em locais de grande fluxo de pessoas, com estabilidade, velocidade e alcance simultâneo.

Além disso, aparelhos com Wi-Fi 6E permitem que a banda de 6 gigahertz (GHz)também seja aproveitada junto das já exploradas bandas de 2,4 GHz e 5 GHz, considerando que o seu roteador também suporte Wi-Fi 6E.

Boas práticas podem garantir maior conectividade
Além das opções disponíveis no mercado de smartphones, os usuários que ainda não querem trocar de celular podem ficar tranquilos, pois existem algumas práticas que podem auxiliá-los no aproveitamento máximo de uma rede Wi-Fi.

Uma delas é investir em um roteador com, no mínimo, suporte à tecnologia Wi-Fi 5 com MIMO 2×2 para uso com links de banda larga de até 300 Mbps, pois as 2 antenas fornecem 2 fluxos de transmissão/recepção, dobrando a velocidade em relação aos equipamentos 1×1.

Não se esqueça de verificar as especificações técnicas do seu celular, que também deve ser no mínimo Wi-Fi 5, preferencialmente também com suporte a MIMO 2×2.

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*Fonte: tecmundo

Criado o primeiro Robô que tira fotos e entende o que é uma boa composição

Pesquisadores da Universidade de Cornell, situada em Ithaca, Nova Iorque, criaram um robô para tirar fotos que entende o que é uma composição boa e esteticamente agradável. Inclusive, o robô já tem feito fotos para o AirBNB (aplicativo de locação de casas e apartamentos) e pode ser treinado para usar suas habilidades em qualquer lugar.

O sistema robótico é chamado AutoPhoto e foi desenvolvido pelo aluno de mestrado Hadi AlZayer junto com outros dois outros pesquisadores da Universidade. Hadi AlZayer disse ao site Cornell Chronicle que a ideia surgiu de sua dificuldade de receber fotos com ângulos melhores. “Sempre que pedia a estranhos para tirar fotos para mim, acabava com fotos mal compostas. Isso me fez pensar”, disse ele.

As variáveis ​​usadas pela mente humana para criar uma foto com uma boa composição são complicadas, mas o pesquisador acreditava que poderia ser automatizar tudo isso com um algoritmo. Depois que o algoritmo básico foi criado, ele o ajudaria a refinar a técnica por meio de um processo de aprendizado chamado “aprendizado por reforço”.

Acredita-se que o AutoPhoto seja o primeiro sistema robótico a usar um modelo de aprendizado de máquina estético e representa um grande desenvolvimento no uso de robôs autônomos para documentar espaços. Conforme explicado pelo Engadget, sua iteração atual pode ser usada para fotografar interiores para imóveis ou aluguéis, como o AirBNB. Veja abaixo um pequeno vídeo com exemplos de como o robô AutoPhoto funciona:

Vídeo mostra como o robô tira fotos com uma boa composição

Como o robô sabe o que torna uma foto “boa” e com uma boa composição?
O processo de como uma foto é tirada começa com o que só pode ser descrito como fotos ruins. Mas o robô usa o algoritmo AutoPhoto para continuar a refinar a imagem original e obter uma melhor noção de seu ambiente. O robô passará por cerca de uma dúzia de iterações antes de criar uma foto com qualidade visual igual a algo visto no AirBNB.

Criado o primeiro Robô que tira fotos e entende o que é uma boa composição
“Você pode essencialmente fazer melhorias nos comandos atuais. Você pode fazer um passo de cada vez, o que significa que você pode formulá-lo como um problema de aprendizado por reforço”, disse AlZayer ao Engadget.

Essa maneira de aprender significa que os pesquisadores não precisam ensinar ao robô técnicas de fotografia mais “tradicionais”, como a regra de ouro ou a regra dos terços, “regras” que muitos fotógrafos acabarão desconsiderando mais tarde em suas carreiras. “Esse modelo estético ajuda o robô a determinar se as fotos tiradas são boas ou não”, explicou o pesquisador.

O AutoPhoto transfere da simulação para a vida real para capturar fotos bem compostas.
A parte mais desafiadora do desenvolvimento do AutoPhoto foi que a equipe teve que começar inteiramente do zero, pois não havia um número de linha de base existente que eles estivessem tentando melhorar. A estética é subjetiva, e ensinar subjetividade por meio de algoritmos é particularmente desafiador: a equipe teve que definir todo o processo e o problema.

Os pesquisadores acreditam que é apenas o começo da fotografia autônoma que permitiria aos robôs capturar imagens esteticamente agradáveis ​​de ambientes perigosos ou remotos sem a intervenção de humanos. Uma coisa é ter fotos de Marte, outra é ter fotos bonitas de Marte. Isso, argumenta a equipe de pesquisa, é onde o AutoPhoto pode ser extremamente útil no futuro.

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*Fonte: iphotochannel

Em estudo, IA ‘criou’ 40 mil armas químicas em apenas 6 horas

Durante uma conferência sobre armamento não convencional, pesquisadores da empresa Collaboration Pharmaceuticals mostraram um experimento onde uma tecnologia de inteligência artificial (IA) sugeriu 40 mil moléculas potencialmente letais – armas químicas, no sentido prático -, no intuito de mostrar como esse recurso pode ser abusado sem o devido controle e fiscalização.

Em uma entrevista concedida ao The Verge, Fabio Urbina, o autor primário do estudo, falou sobre como a IA conseguiu inventar milhares de novas substâncias – algumas, assustadoramente similares ao agente VX, um gás extremamente poderoso que ataca o sistema nervoso de seus alvos.

Urbina explicou que o estudo é uma espécie de “giro de 180º” em relação ao seu trabalho normal. No dia a dia, o cientista é incumbido de pesquisar modelos de machine learning para descobrir novos remédios e tratamentos. Ele conta, no entanto, que isso também envolve implementar modelos “malvados” de IA, a fim de garantir que qualquer medicação desenvolvida a partir do seu trabalho não tenha nenhum efeito tóxico

“Por exemplo” – ele contou – “imagine que você descobre uma pílula maravilhosa que controla a pressão alta. Mas ela faz isso ao bloquear algum importante canal conectado ao seu coração. Então essa droga é automaticamente inválida por ser considerada de alto risco”.

Sobre o estudo, Urbina evitou compartilhar muitos detalhes – a pesquisa foi feita a convite da organização da conferência Convergence, realizada na Suíça, e eles pediram que informações muito técnicas fossem mantidas em segredo por segurança. O que ele contou, porém, traça uma linha do tempo processual interessante:

“Basicamente, nós temos muitas bases de dados históricos sobre moléculas que foram testadas quanto à sua toxicidade ou a falta dela”, disse Urbina. “Para este experimento, nós focamos na composição molecular do Agente VX, que atua como inibidor de algo chamado ‘Acetilcolinesterase’”.

A acetilcolinesterase é, a grosso modo, uma enzima que atua na transmissão de informações do sistema nervoso. Quando seu cérebro dá uma ordem para você, digamos, dobrar o braço, essa enzima é o que carrega esse comando do ponto A ao ponto B.

“A mortalidade do VX reside no fato de que ele impede que esses comandos cheguem aonde devem se a ordem for qualquer uma relacionada a músculos. [O VX] pode parar seu diafragma ou músculos pulmonares e sua respiração fica, literalmente, paralisada, e você sufoca”. Urbina conta que experimentos moleculares que determinam a toxicidade de algum agente não precisam ser usados de forma prática, mas eles sempre são aproveitados para compor bases de dados sobre o que eles podem fazer.

Com base nisso, Urbina e sua equipe criaram um modelo de machine learning que, a grosso modo, analisou essas bases de dados, identificou quais partes de uma molécula são tóxicas ou não e “aprender” a colar moléculas umas nas outras, sugerindo a criação de novos agentes químicos – esse processo usa uma IA tanto para o bem (criação de novos remédios) ou para o mal (criação de armas químicas e agentes de guerra biológica).

Então, o time de cientistas basicamente ajustou a IA para agir como um “gênio do mal” e…ver no que daria: “nós não sabíamos muito bem o que iria sair já que nossa capacidade de geração de modelos é formada por tecnologias novas, ainda não muito usadas”, explicou Urbina. “A primeira surpresa foi que muitos dos compostos sugeridos eram bem mais tóxicos que o VX. E isso é uma surpresa porque o VX é um dos compostos mais tóxicos que existem, você precisa de uma dose muito, muito, muito pequena dele para ser letal”.

Uma nota lateral aqui: segundo a página do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o VX não é “um dos” mais letais, mas sim “o mais” letal dos agentes nervosos.

O cientista explica que os modelos gerados pela IA correspondem a armas químicas não verificadas pela mão humana – obviamente, convenhamos -, mas normalmente essas sugestões feitas por machine learning são bem sólidas. Em outras palavras, a taxa de erro é baixa e, diante dessa percepção, a aplicação dessa tecnologia para a criação de armamento biológico letal é bem factível.

A entrevista completa (em inglês) já foi ao ar no Verge, e conta outros detalhes, como por exemplo o fato do modelo de machine learning ter aprendido a criar compostos tóxicos já conhecidos sem nunca antes tê-los visto na base de dados, ou ainda como essa tecnologia de geração de modelos moleculares já está tão disponível que uma busca simples no Google já coloca qualquer pessoa no caminho certo para programar algo do gênero.

*Por Rafael Arbulu
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*Fonte: olhardigital

Tubos de água, porcas e parafusos: pneus sem ar caseiros são colocados para rodar a mais de 160 km/h

Um piloto de corrida e um engenheiro mecânico construíram pneus sem ar caseiros basicamente a partir de tubos de água, tiras de borracha, parafusos e porcas. O experimento foi postado no canal Driven Media, no YouTube, com um veículo rodando sobre tais itens do-it-yourself (faça-você-mesmo, DIY) a 160 km/h.

O britânico Scott Mansell (sem relação com o campeão mundial de Fórmula 1 de 1992, Nigel Mansell) pilotou um Caterham Seven 270R tendo como parceiro o engenheiro mecânico Callum McIntyre. O leve veículo de corrida foi a opção escolhida para enfrentar, com os pneus criados, desafios consideráveis, em uma experiência barulhenta e bem divertida.

Pneus sem ar têm sido observados como uma solução para a mobilidade (inclusive para o meio ambiente). O funcionamento desses itens têm um princípio simples: em vez de ar, a banda de rodagem se conecta à roda por meio de materiais flexíveis, capazes de se adaptar ao solo de acordo com a superfície do asfalto e a direção.

É justamente a partir daí que surgem os benefícios, já que pregos e cortes nas paredes laterais do pneu deixam de ser danos irreparáveis. Também não haveria mais a necessidade de verificar a calibragem dos pneus, nem comprar estepes, macacos ou infladores.

300 parafusos e porcas e muito barulho
A ideia dos pneus sem ar caseiros traz uma roda de aço de 14 polegadas de um velho Ford Mondeo recebendo 15 pedaços de cano de água instalados ao seu redor. Para reduzir a vibração, vários tubos menores foram adicionados entre os itens maiores, antes de serem revestidos na banda de rodagem padrão do pneu. 300 porcas e parafusos sustentam toda a engenharia.

Instalados no Caterham Seven 270R preparado para corrida, os pneus acabaram criando uma experiência de condução barulhenta e irregular. E quando falamos de barulho, é necessário citar que os inventores chegaram a medir com um decibelímetro o som, que quase chegou a 100 dB (um barulho na linha de uma britadeira ligada, daquelas de quebrar asfalto).

Um dos detalhes mais preocupantes da artimanha ficou por conta de algumas porcas e parafusos se desprendendo após apenas uma volta na pista. Porém, os pneus sem ar suportaram testes bem rígidos, como uma cama de pregos, que simplesmente passaram “sem furar”, animando a dupla. Confira o vídeo:

Sem ar e em alta velocidade
Além dos pregos, nas cenas temos que houve corrida sobre lombada no asfalto a 64 km/h. Na mesma velocidade, o carro com pneus sem ar caseiros enfrentou um buraco considerável. Quando em uma pista “off-road”, o Caterham correu sobre a grama.

Os pneus sem ar rodaram a mais de 160 km/h, com o design não sofisticado se saindo melhor do que o esperado. Mesmo que, em um determinado momento, McIntyre peça para Mansell parar o carro porque viu uma parte do pneu soltando (um dos tubos pequenos).

O engenheiro mecânico – que em muitos momentos se mostrou “divertidamente apreensivo” – gostou do experimento. “Os pneus aguentam pregos, buracos e até mesmo condução [pesada]. Para rodas caseiras criadas a partir de canos de drenagem, um pneu cortado e parafusos, isso não é ruim”

Por Ronie Mancuzo
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*Fonte: olhardigital

Mundo deve atingir 1 bilhão de conexões 5G até o fim do ano

As conexões de 5G no mundo devem atingir a marca de 1 bilhão até o fim deste ano, dobrando o número registrado em 2021. A estimativa é que até 2025 as conexões atinjam 1,8 bilhões, índice que corresponde a um quinto das necessárias para cobrir o planeta com a tecnologia.

A estimativa foi feita no Mobile World Congress (MWC), que acontece em Barcelona, com cobertura exclusiva do Olhar Digital.

Alta de 40% no tráfego móvel
O estudo contou com uma investigação em 70 mercados e 176 operadoras com ofertas 5G, o que corresponde a 20% das companhias mundiais. “Tivemos uma alta de 40% no tráfego móvel só no ano passado”, disse Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, na palestra de abertura do MWC

A previsão é que a alta da quinta geração de telefonia móvel permaneça até 2025 –ano em que a projeção acaba. “Tivemos uma alta de 40% no tráfego móvel só no ano passado”, disse Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, em palestra no MWC.

5G possibilitará avanços na iOT
Com o 5G, as conexões de smartphones terão velocidades até cem vezes mais rápidas que as atuais do 4G, e com latência (tempo de resposta no tráfego de uma informação) menor.

As antenas dessa geração comportam um número maior de dispositivos simultâneos, o que torna possível aplicações de internet das coisas (iOT).

No entanto, o 4G deve crescer mais devendo chegar ao topo de 60% até 2023. De acordo com o estudo, cerca de 55% das conexões móveis hoje passam por essa tecnologia. O número deve ir para 57% em 2025, com o avanço da versão mais nova.

4G já atingiu pico em vários países
O 4G tem uma tendência de redução pelo fato de vários mercados já terem atingido o pico, países que já são líderes no 5G, como China, Coréia do Sul e Estados Unidos.

Inclusive, a pandemia chegou a ajudar na expansão do 5G. Isso porque as operadoras agilizaram os lançamentos de olho nesse novo mercado que tem tudo para ser promissor.

Custo do 5G ainda é motivo de preocupação
Um dos empecilhos para o crescimento do 5G é o custo operacional, com uma expectativa que custe cerca de R$ 250 por mês no Brasil, em redes próprias até 2023.

Na América Latina, a previsão é que o número de pessoas conectadas continue em ritmo acelerado, chegando a 485 milhões até 2025, o que corresponde a 73% da população.

*Por Mauro Lam
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*Fonte: olhardigital