Cadeiras que estacionam automaticamente

Essas são as cadeiras que estacionam quando não estão sendo usadas, automaticamente, uma tecnologia desenvolvida pela Nissan.

A empresa usa a mesma técnica empregada na baliza automática de seus carros para criar estes modelos de cadeiras, que “se guardam” automaticamente depois que são utilizadas.

Ao que podemos ver, elas fazem isso quando alguém bate palmas.

Só não sabemos o que acontece quando o som de palmas aparece em algum vídeo, ou de alguém, enquanto as pessoas estão de fato sentados e usando essas cadeiras.

Abaixo você confere um vídeo que mostra como elas funcionam.

*Por:Flávio Croffi

…………………………………………………………………..
*Fonte: geekness

Barco da SpaceX captura peça de foguete caindo do céu

É a segunda vez que um resgate de carenagem é realizado pela empresa de Elon Musk, que quer transformar o procedimento em algo rotineiro

A SpaceX resgatou com sucesso uma parte do foguete Falcon 9 lançado nesta terça-feira (06), e o CEO Elon Musk fez questão de compartilhar o feito em sua conta no Twitter. As imagens mostram a captura do cone do nariz do foguete, que cairia no oceano. A peça cai confortavelmente em uma rede de proteção anexada a um barco da SpaceX chamado Ms. Tree. Veja o vídeo!

Rocket fairing falling from space (higher res) pic.twitter.com/sa1j10qAWi

Há um ano e meio, a SpaceX procura meios de resgatar suas carenagens. Essas estruturas bulbosas envolvem qualquer carga útil ou satélite transportado pelo foguete Falcon 9, atuando como um escudo durante o lançamento. Normalmente, elas se partem ao meio no espaço e apenas caem de volta à Terra, para nunca mais serem recuperadas. Mas, se você conhece Elon Musk, sabe que ele não fica contente em simplesmente desperdiçar as coisas – especialmente quando elas são muito caras.

“Imagine se você tivesse US$ 6 milhões em dinheiro voando por aí, e isso vai atingir o oceano”, disse Musk durante uma coletiva de imprensa no ano passado, referindo-se ao custo da carenagem. “Você tentaria recuperar isso? Sim. Sim, você tentaria.”

É com esse intuito que a SpaceX desenvolveu o processo especial de captura, a fim de usar as estruturas novamente em voos subsequentes. Depois que as metades da carenagem se separam no espaço, uma série de pequenos propulsores e um sistema de orientação controlam sua volta ao planeta natal. Por fim, um para-quedas é acionado um para retardar a queda e facilitar o duro trabalho da Ms. Tree e sua rede salvadora.

Depois de numerosas tentativas quase perfeitas, a primeira captura de carenagem bem-sucedida ocorreu em junho, depois do lançamento do foguete Falcon Heavy. Agora, a empresa parece pronta para começar a capturar regularmente as carenagens. Atualmente, ela tem apenas um barco equipado com a rede gigante, mas pode ser que a Ms. Tree receba um companheiro em breve para ajudar nas tarefas.

 

……………………………………………………………………
*Fonte: olhardigital

Sony busca fundos para um ar condicionado de camiseta

A Sony do Japão está fazendo um financiamento coletivo para um ar condicionado de camiseta chamado Reon Pocket, o que seria uma excelente alternativa para os dias de calor escaldante.

Criado pelo Sony Startup Acceleration Program (SSAP), este dispositivo consiste em uma pequena máquina que é acoplada na parte de trás superior da camiseta.

O hardware, que é menor e mais leve que um smartphone típico, bombeia ar frio através de uma série de furos.

A temperatura pode ser ajustada com base na sua preferência usando um aplicativo para dispositivos móveis, ou você pode optar por permitir que o dispositivo decida a temperatura ideal para você.

Para ligar e desligar você acessa o aplicativo.

Vale ressaltar que este dispositivo não só diminui a temperatura em dias de calor, mas serve também como aquecedor portátil para quando estiver frio. Genial!

Funciona mais ou menos como o ar condicionado de um carro ou refrigeradores de vinho.

Ele vem com uma bateria recarregável que pode ser carregada em duas horas, e tem autonomia de 90 minutos em uso.

Por enquanto o dispositivo angaria fundos, e tem a missão de acumular US$ 610 mil para ser de fato produzido. Em três dias, no entanto, já conseguiram US$ 241 mil para produzir o dispositivo.

Ele não é barato também. Custa mais ou menos US$ 130 cada unidade. E, por enquanto, é exclusivo para os japoneses.

*Por:Flávio Croffi

………………………………………………………………..
*Fonte: geekness

Cérebro humano ligado a um computador? Elon Musk está investindo nisso

Elon Musk compartilhou os planos da Neuralink, empresa que apoia na investigação de tecnologia de interfaces capazes de ligar diretamente o cérebro ao computador.

O empresário pretende mais uma vez dar um novo salto tecnológico e tornar as ideias reais, como reporta o New York Times e a Bloomberg, que tiveram acesso a um briefing com um ponto de situação dos projetos. Em maio, Musk já tinha falado que ia “haver alguma coisa notável para anunciar nos próximos meses“.

Entender e controlar o cérebro humano parece ser cada vez mais a ambição do próprio homem. Um dos projetos do magnata norte-americano é a introdução de implantes no interior do cérebro humano. Segundo a reportagem, estão a ser testados em ratos cerca de 1.500 elétrodos que, embora não haja certezas de que possam funcionar com os humanos, há esperança da tecnologia poder ajudar pessoas com problemas de amputação, assim como restaurar a capacidade de ver, falar e ouvir.

A ideia de Elon Musk é ligar o cérebro diretamente ao computador para dar mais um passo seguinte na investigação da inteligência artificial.

Uma das principais revelações é que o início dos testes com humanos será no segundo trimestre do próximo ano. O que se pretende inserir no cérebro tratam-se de pequenos fios flexíveis que têm cerca de um quarto do diâmetro do cabelo humano. Serão utilizadas agulhas para evitar os vasos sanguíneos na superfície do cérebro.

*Por Any Karolyne Galdino

………………………………………………………………
*Fonte: engenhariae

Mineral raro vai tornar a Internet 1000 vezes mais rápida

A perovskita, como o cientista Gustav Rose a chamou quando a descobriu nos Montes Urais, na Rússia, em 1839, é um mineral de óxido de titânio e cálcio.

Mas de acordo com a revista Forbes, sua mágica está na habilidade de manter muitos cátions (íons com carga positiva diferente) em sua estrutura física, dando aos engenheiros a habilidade de modificar o mineral como bem entenderem. E enquanto os cientistas sabem sobre o mineral há muito tempo, os pesquisadores continuam a achar útil.

No mundo, a perovskita foi encontrada nas minas do Arkansas, dos Urais, da Suíça, da Suécia e da Alemanha, e cada variedade é um pouco diferente. Por exemplo, em 2009, sua capacidade de absorver a luz do sol e gerar eletricidade foi descoberta. Uma forma natural de célula solar.

De acordo com Trevor Nace, geólogo e fundador da revista Science Trends, na revista Forbes, cientistas descobriram recentemente a virtude do mineral para transferir dados através da radiação terahertz. O mais surpreendente é que, porque é um mineral que, em poucas palavras “absorve a luz” que usa a luz em vez de eletricidade para transferir os dados, permitindo velocidades de 1.000 vezes mais rápido do que a tecnologia atual.

Vamos voltar um momento. A pesquisa de radiação frequência terahertz ainda está no inicio, mas sabe-se que a banda está entre a luz infravermelha e rádio freqüência (entre 100 e 10.000 GHz). Isso em comparação com a faixa de 2,4 gigahertz de telefones celulares de hoje. O minério de perovskita em camadas pode transferir dados através de ondas de luz na banda terahertz usando um mecanismo relativamente barato: halogênios.

Usando uma lâmpada de halogênio, a equipe de cientistas descobriu que eles poderiam modificar essas ondas enquanto passavam pela perovskita. Então eles codificaram os dados em ondas e os transferiram 1.000 vezes mais rápido.

“Este avanço tecnológico abre as portas para o uso de transferência de dados terahertz em computação e comunicação de geração futura. Mil vezes mais rápida, essa maneira barata e fácil de transferir dados apresenta uma infinidade de oportunidades para transformar nossas vidas digitais. Infelizmente, teremos que esperar pelo menos 10 anos até que esteja comercialmente pronto de acordo com os autores. Quando esse momento chegar, isso poderá apresentar uma mudança radical na computação e na comunicação “, escreve Trevor Nace

*Por Any Karolyne Galdino

 

………………………………………………………………….
*Fonte: engenhariae

Uma inteligência artificial deveria ser creditada como inventora?

Uma equipe de pesquisa colaborativa afirma que seu sistema artificialmente inteligente deve ser reconhecido como o legítimo inventor de dois projetos inovadores, em um desenvolvimento potencialmente disruptivo na lei de patentes.

A lei de patentes é complicada mesmo nas melhores épocas, mas um novo projeto liderado por pesquisadores da Universidade de Surrey poderia torná-la ainda mais complicada. Chamada de Artificial Inventor Project (Projeto Inventor Artificial), a iniciativa está “buscando direitos de propriedade intelectual para a produção autônoma de inteligência artificial”.

Como reporta a BBC, os pesquisadores dizem que seu sistema artificialmente inteligente chamado DABUS é o legítimo inventor de dois projetos, a saber, um complexo sistema fractal de recipientes de comida interligados a uma luz de advertência rítmica para atrair atenção extra. Para esse fim, os pesquisadores estão depositando patentes em nome da DABUS com os respectivos órgãos de patentes nos Estados Unidos, Reino Unido e na União Europeia.

O inventor da DABUS, Stephen Thaler, está também envolvido no projeto. DABUS é famoso por criar arte surreal, mas que pode fazer muitas outras coisas. E, de fato, ele não foi desenhado para fazer uma tarefa específica. Em vez disso, Thaler descreve DABUS como um “motor de criatividade” capaz de gerar “ideias inovadoras”, que compara outras ideias pré-existentes em sua base dados para avaliar quão inovadora é a sua nova ideia.

Thaler, juntamente com Ryan Abott, um professor de direito e ciências da saúde da Universidade de Surrey, e vários outros colaboradores, dizem que os recipientes para alimentos e as luzes de advertências foram inventados pela DABUS.

“Se o treinamento similar tivesse sido dado a um estudante humano, o estudante, e não o treinador, preencheria os critérios de inventor”, escreveram os pesquisadores no site deles. No caso da DABUS, a “máquina, em vez de uma pessoa, identificou a novidade e relevância da presente invenção”. Os inventores não devem se restringir a “pessoas naturais”, segundo os pesquisadores, e qualquer máquina que atenda aos critérios de invenção que “se fosse uma pessoa natural deveria ser qualificada como um inventor”, argumentam.

Sem as disposições de invenções da IA, o Artificial Inventor Project está preocupado que os direitos de propriedade intelectual nunca sejam atribuídos às máquinas que fazem invenções.

Máquinas devem ser reconhecidas como inventoras de suas criações, mas não devem possuir patentes, argumentam os pesquisadores. Em vez disso, os proprietários da máquina devem obter direitos sobre a patente. As máquinas não devem ter patentes, argumentam os pesquisadores, porque “não têm personalidade jurídica ou direitos independentes e não podem ter propriedades”, escreveu a equipe.

Falando à BBC, Abbot disse que é comum hoje em dia ter “inteligências artificiais escrevendo livros e tirando fotos”, mas sem um autor tradicional, a proteção de direitos autorais não é possível nos Estados Unidos.

“Assim, com patentes, um escritório de patentes pode dizer: ‘se você não tem alguém que tradicionalmente atenda aos critérios de ‘inventoria humana’, não há nada em que você possa obter uma patente’”, disse Abbot à BBC. “Nesse caso, se a IA for a forma como estaremos inventando as coisas no futuro, todo o sistema de propriedade intelectual não funcionará”.

Um porta-voz do Escritório Europeu de Patentes disse à BBC que a IA é simplesmente uma “ferramenta usada por um inventor humano” e que mudanças nessa lógica teriam “implicações muito além da lei de patentes, ou seja, direitos de autor sob leis de direitos autorais, além de responsabilidade e proteção de dados”.

Este é um assunto bem interessante, e estou curioso para ver como isso vai evoluir daqui em diante. Se o Artificial Inventor Project não for bem sucedido, e se seus medos forem válidos, as coisas podem ficar cada vez mais estranhas e bagunçadas no mundo das patentes.

*Por George Dvorsky

 

………………………………………………………………….
*Fonte: gizmodo

Japoneses fazem primeiro teste com carro voador

Ele parece mais um drone gigante e fez o primeiro voo em teste nesta segunda-feira, 5. É o carro voador japonês.

O modelo da Nec Corp tem 4 hélices para sair do chão. Ele ficou voando por cerca de um minuto e levantou a 3 metros de altura.
De acordo com a Associated Press, o governo japonês está incentivando o desenvolvimento de carros voadores para que virem realidade até 2030.
Por enquanto, a intenção é que o veículo seja utilizado em entregas no futuro e sem a necessidade de um piloto.

Testes

Entre as bases que o governo japonês está criando para incentivar os carros voadores está uma área de testes em Fukushima.
A ideia é utilizar a região devastada por desastre nuclear como local de voo para estes veículos.

Outras empresas

Além da Nec, empresas como Boeing, Pal-V e Uber estão trabalhando em seus conceitos voadores.
Em outra frente, companhias também desenvolvem motos voadoras, inclusive, até a polícia de Dubai está utilizando um protótipo do tipo.

……………………………………………………….
*Fonte: sonoticiaboa

Inventor francês conseguiu atravessar o Canal da Mancha com sua prancha voadora

Todos nós conhecemos aquele velho ditado: se não acontecer na primeira, vá tentando até conseguir. Às vezes, você só precisa se recompor, pegar sua prancha voadora e simplesmente tentar mais uma vez atravessar o Canal da Mancha.

Depois que o inventor Franky Zapata fracassou em sua tentativa inaugural no mês passado, ele finalmente conseguiu completa sua jornada do litoral da França até o Reino Unido neste domingo (4), segundo o Guardian, transformando a possibilidade de uma invasão por meio de pranchas voadoras algo totalmente viável.

O militar da reserva de 40 anos usou o seu Flyboard, uma prancha voadora desenhada por ele próprio, para fazer uma viagem de 35 km, parando no meio do caminho para reabastecer com querosene, que estava amarrado às suas costas (o dispositivo só pode funcionar por 10 minutos). O trajeto entre Sangatte, na França, e Dover, no Reino Unido, levou cerca de 20 minutos.

“Fizemos uma máquina há três anos…e agora nós atravessamos o Canal. É uma loucura. Se isso é um evento histórico, não serei eu que vou decidir. O tempo dirá”, disse Zapata à BBC depois de completar o trajeto.

Zapata tem desenvolvido a tecnologia de sua prancha voadora há três anos (ele inventou um hoverboard movido à agua em 2011 que levava o mesmo nome) em parte com a ajuda de uma concessão militar francesa que recebeu recentemente, no valor de US$ 1,4 milhão. No mês passado, Zapata impressionou ao voar com sua prancha durante o Dia da Bastilha, enquanto segurava um rifle. Isso fez com que o ministro das Forças Armadas da França dizer que o aparato poderia ser usado “como uma plataforma logística voadora ou como uma plataforma de assalto”, segundo o Guardian.

Agora, se você estiver preocupado com uma invasão de supersoldados, não precisa ter medo: Zapata também disse em 2017 que estava trabalhando com as forças armados do EUA para criar um dispositivo semelhante para combate. Com sorte, eles terão descoberto uma forma de superar o limite dos 10 minutos até a 3ª Guerra Mundial.

*Por Alyse Stanley 

 

………………………………………………………………
*Fonte: gizmodo

Aquanaut – ‘Transformer’ submarino irá trabalhar em plataformas de petróleo

Aquanaut pode viajar como um veículo submarino tradicional, ou estender seus braços e virar um ‘robô’ pronto para fazer reparos em equipamento subaquático.

O Aquanaut é um submarino autônomo desenvolvido pela Houston Mechatronics Inc. (HMI) que se transforma em um robô humanóide para realizar serviços em plataformas de petróleo e gás submarinas. No vídeo abaixo você pode ver o robô em ação em uma piscina da Nasa.

Ao que parece o Aquanaut não precisa de cabos ou um navio de apoio para funcionar. Ele viaja em “modo submarino” até seu destino em águas profundas, onde desdobra seus braços e se transforma em um humanóide.

Cada braço é equipado com sensores de força e possui oito eixos de movimento, semelhantes aos de um braço humano. Os braços do Aquanaut também têm garras capazes de girar válvulas e até mesmo operar ferramentas. Assim que termina um reparo, o robô volta de forma autônoma para a superfície.

A tecnologia vai ser muito importante para empresas que controlam instalações submarinas de gás e petróleo, principalmente porque a quantidade de dinheiro gasto atualmente para inspecionar e manter as plataformas é muito alta. Eles dependem de tecnologias robóticas que não mudaram fundamentalmente em décadas, em grande parte devido ao desafio de trabalhar em um ambiente tão extremo.

O cofundador e diretor de tecnologia da HMI, Nic Radford, passou 14 anos trabalhando em projetos avançados de robótica no Johnson Space Center da NASA, em Houston. Portanto, para ele, condições extremas são parte do cotidiano. E, talvez por essa razão, a HMI tenha tido sucesso em criar o Aquanaut.

‘Concordo que ir para o espaço é mais difícil do que entrar debaixo d’água’, diz Radford. “Mas o espaço é um ambiente intocado. No mundo subaquático as coisas são extraordinariamente dinâmicas. Ainda não decidi se é 10 vezes mais difícil ou 50 vezes mais difícil para robôs trabalhar debaixo d’água do que no espaço”.

…………………………………………………………………
*Fonte: olhardigital

Quase um milhão de pessoas tiveram suas senhas roubadas em 2019

Segundo pesquisa da Kaspersky, número representa um aumento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado

O roubo de senhas se tornou um dos maiores problemas enfrentados pelos usuários de tecnologia nos últimos anos. Em 2019, esse número não para de crescer. Segundo levantamento feito pela empresa de segurança Kaspersky, houve um aumento de 60% no número de pessoas que foram vítimas de ladrões de senhas em relação ao mesmo período de 2019. Estima-se que mais de 940 mil pessoas já tiveram algum tipo de senha roubada.

O roubo de senhas é bastante utilizado justamente pela facilidade em se obter essas informações. Esse tipo de golpe obtém os dados diretamente do navegador dos usuários. As informações que mais atraem os hackers são as senhas salvas, dados pessoais que ficam armazenados automaticamente para que cadastros sejam preenchidos automaticamente e cartões salvos em contas para a compra de produtos e serviços.

Alguns desses malwares também são projetados para roubar cookies do navegador e arquivos de locais específicos da máquina. Além de subtrair dados de apps, como e-mails e mensagens particulares.

Nos últimos seis meses, a Europa e a Ásia foram os mais afetados pela prática. Ainda há registro de malwares desse tipo atingirem usuários na Rússia, Índia, Brasil, Alemanha e EUA. Um dos principais responsáveis por esse roubo de dados é o Azorult multifuncional, um vírus do tipo trojan que foi encontrado em 25% dos computadores infectados.

As recomendações para se proteger desses programas maliciosos seriam as de sempre: atualizar todos os programas no computador, não enviar informações sensíveis por meios não seguros como mensagens em redes sociais ou e-mail, além de sempre verificar a procedência de um link antes de clicar.

 

 

 

 

 

……………………………………………………..
*Fonte: olhar digital

A viagem no tempo é possível – mas somente se você tiver um objeto com massa infinita

O conceito de viagem no tempo sempre capturou a imaginação de físicos e leigos. Mas isso é realmente possível? Claro que é. Estamos fazendo isso agora, não estamos? Estamos todos viajando para o futuro um segundo de cada vez.

Mas isso não era o que você estava pensando. Podemos viajar muito mais para o futuro? Absolutamente. Se pudéssemos viajar perto da velocidade da luz, ou na proximidade de um buraco negro, o tempo diminuiria, permitindo-nos viajar arbitrariamente para o futuro. A questão realmente interessante é se podemos viajar de volta ao passado.

Sou professor de física na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, e ouvi pela primeira vez sobre a noção de viagem no tempo quando tinha 7 anos, de um episódio de 1980 da série de TV clássica de Carl Sagan, “Cosmos“. Eu decidi que um dia eu ia estudar profundamente a teoria subjacente a tais idéias criativas e notáveis: a relatividade de Einstein. Vinte anos depois, saí com um Ph.D. no campo e tenho sido um pesquisador ativo na teoria desde então.

Agora, um de meus alunos de doutorado acaba de publicar um artigo na revista Classical and Quantum Gravity, que descreve como construir uma máquina do tempo usando um conceito muito simples.

CURVAS DO TEMPO FECHADAS

A teoria geral da relatividade de Einstein permite a possibilidade de distorcer o tempo de tal modo que ele se dobra sobre si mesmo, resultando em um loop temporal. Imagine que você está viajando nesse ciclo; isso significa que em algum momento, você acabaria em um momento no passado e começaria a experimentar os mesmos momentos desde então, tudo de novo – um pouco como o deja vu, exceto que você não perceberia isso. Tais construções são frequentemente referidas como “curvas do tempo fechadas” ou CTCs na literatura de pesquisa, e popularmente referidas como “máquinas do tempo”. As máquinas do tempo são um subproduto de esquemas de viagem eficazes mais rápidas que a luz e entendê-los pode melhorar nossa compreensão de como o universo funciona.

Nas últimas décadas, físicos bem conhecidos como Kip Thorne e Stephen Hawking produziram trabalhos seminais sobre modelos relacionados a máquinas do tempo.

A conclusão geral que emergiu de pesquisas anteriores, incluindo as de Thorne e Hawking, é que a natureza proíbe os ciclos do tempo. Talvez isso seja melhor explicado na “Conjectura de Proteção Cronológica“, de Hawking, que essencialmente diz que a natureza não permite mudanças em sua história passada, poupando-nos assim dos paradoxos que podem surgir se a viagem no tempo fosse possível.

Talvez o mais conhecido entre esses paradoxos que emergem devido à viagem no tempo para o passado é o chamado “paradoxo do avô”, no qual um viajante volta ao passado e mata seu próprio avô. Isso altera o curso da história de uma maneira que surge uma contradição: o viajante nunca nasceu e, portanto, não pode existir. Tem havido muitos enredos de filmes e novelas baseados nos paradoxos que resultam das viagens no tempo – talvez alguns dos mais populares sejam os filmes “Back to the Future” e “ Groundhog Day ”.

MATÉRIA EXÓTICA

Dependendo dos detalhes, diferentes fenômenos físicos podem intervir para impedir que curvas fechadas do tempo se desenvolvam em sistemas físicos. O mais comum é o requisito para um determinado tipo de assunto “exótico” que deve estar presente para que um ciclo do tempo exista. Vagamente falando, matéria exótica é matéria que tem massa negativa. O problema é que a massa negativa não é conhecida por existir na natureza.

Caroline Mallary, uma estudante de doutorado na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, publicou um novo modelo para uma máquina do tempo na revista Classical & Quantum Gravity. Este novo modelo não requer nenhum material exótico de massa negativa e oferece um design muito simples.

O modelo de Mallary consiste em dois carros super longos – construídos de material que não é exótico e tem massa positiva – estacionados em paralelo. Um carro avança rapidamente, deixando o outro estacionado. Mallary foi capaz de mostrar que, em tal configuração, um loop temporal pode ser encontrado no espaço entre os carros.

Uma animação mostra como o loop do tempo de Mallary funciona. À medida que a espaçonave entra no ciclo do tempo, o seu eu futuro também aparece, e é possível rastrear as posições de ambos a cada momento posterior. Esta animação é da perspectiva de um observador externo, que está observando a espaçonave entrar e emergir do loop temporal.

ENTÃO VOCÊ PODE CONSTRUIR ISSO NO SEU QUINTAL?

Se você suspeitar que há uma captura, você está correto. O modelo de Mallary exige que o centro de cada carro tenha densidade infinita. Isso significa que eles contêm objetos – chamados de singularidades – com densidade, temperatura e pressão infinitas. Além disso, ao contrário das singularidades que estão presentes no interior dos buracos negros, o que as torna totalmente inacessíveis do exterior, as singularidades no modelo de Mallary são completamente nuas e observáveis ​​e, portanto, têm verdadeiros efeitos físicos.

Os físicos não esperam que tais objetos peculiares existam na natureza também. Então, infelizmente, uma máquina do tempo não estará disponível tão cedo. No entanto, este trabalho mostra que os físicos podem ter que refinar suas idéias sobre o porquê de curvas do tempo fechadas serem proibidas.

 

…………………………………………………………………..
Fonte: socientifica

Assista este novo drone lança-chamas de 1,5 mil dólares em ação

O novo e impressionante TF-19 Wasp Drone Flamethrower está agora pronto para ser comercializado.

Elegante em sua carcaça preta e construído para suportar todos os tipos de condições climáticas – do clima rigoroso e tempestuoso de inverno a ambientes extremamente quentes – o drone é robusto o suficiente para lidar com tudo isso.

Com seu alcance de lançamento de chamas de 8 metros e tanque que pode armazenar até um galão de combustível, o TF-19 pode incendiar chamas continuamente por um minuto e meio. Ele superará as expectativas daqueles que o usam.

Ele ajudará os profissionais que precisam de ferramentas de disparo exatos em locais de difíceis acessos. Condições de tempo extremamente frias ou quentes não irão impedi-lo – tornando-se uma ferramenta extremamente útil.

Com um sistema único de controle deslizante de trilhos e sem ferramentas necessárias para reabastecer e ajustá-lo, é um dos drones mais fáceis de usar no mercado. Facilmente manipulado com uma câmera FPV onboard.

Dê uma olhada e veja o impressionante drone TF-19 em ação.

*Por Ademilson Ramos

 

……………………………………………………
*Fonte: engenhariae

I.A. desenvolveu (espontaneamente) um “sentido” humano para números

Matemática é o que os computadores fazem melhor, certo? Temos dificuldade em dividir a conta com os amigos em um restaurante, enquanto um computador moderno pode fazer milhões de cálculos em um único segundo.

Sim, mas os seres humanos têm um senso numérico intuitivo e inato que nos ajudou, entre outras coisas, a construir computadores capazes de fazer isso.

Ao contrário de um computador, um ser humano sabe quando olha quatro gatos, quatro maçãs e o símbolo 4 que todos têm uma coisa em comum, o conceito abstrato de “quatro”, sem sequer precisar contá-los.

Isso ilustra a diferença entre a mente humana e a máquina, e ajuda a explicar por que não estamos nem perto de desenvolver a I.A com a ampla inteligência que os humanos possuem.

Mas agora um novo estudo, publicado na Science Advances, relata que um AI desenvolveu espontaneamente um sentido numérico semelhante ao humano.

Para um computador contar, devemos definir claramente o que queremos dizer. Uma vez que alocamos alguma memória para manter o contador, podemos configurá-lo para zero e, em seguida, adicionar um elemento toda vez que encontrarmos algo que desejamos gravar.

Isso significa que os computadores podem contar o tempo (sinais de um relógio eletrônico), palavras (se armazenadas na memória do computador) e até mesmo objetos em uma imagem digital.

Essa última tarefa, no entanto, é um pouco desafiadora, já que precisamos dizer ao computador exatamente como os objetos ficam antes de podermos contá-los.

Mas os objetos nem sempre parecem iguais: a variação na iluminação, posição e postura têm um impacto, assim como qualquer diferença na construção entre os exemplos individuais.

Modernos sistemas de inteligência artificial começam automaticamente a detectar objetos quando recebem milhões de imagens de treinamento de qualquer tipo, assim como os humanos.

Aprendizagem Profunda

Essa emergência natural de abstrações de alto nível é um dos resultados mais empolgantes da técnica de aprendizado de máquina chamada “redes neurais profundas” (que você chamou de aprendizagem profunda ), que em certo sentido funciona de maneira semelhante ao cérebro humano.

A “profundidade” vem das muitas camadas da rede: à medida que a informação entra na rede, os elementos comuns encontrados tornam-se mais abstratos.

Dessa forma, as redes são criadas com elementos que são fortemente ativos quando a entrada é semelhante àquela que você experimentou anteriormente.

As coisas mais abstratas aparecem nos níveis mais profundos: gatos, rostos e maçãs, em vez de linhas verticais ou círculos.

Quando um sistema de inteligência artificial pode reconhecer maçãs, você pode usá-lo para contar quantas existem. Isso é ótimo, mas não é exatamente como humanos ou até animais fazem isso.

Muitos podem fazer isso também. Isso ocorre porque esse senso de “numerosidade” é um traço útil para sobrevivência e reprodução em muitas situações diferentes, por exemplo, julgando o tamanho de grupos de rivais ou prisioneiros.

Propriedades pop-up

No novo estudo, uma rede neural profunda que foi treinada para a detecção visual simples de objetos desenvolveu espontaneamente esse tipo de sentido numérico.

A IA percebeu que uma imagem de quatro maçãs é semelhante a uma imagem de quatro gatos, porque eles têm “quatro” em comum.

Neurônios artificiais sintonizados em números preferidos de pontos. (Andreas Nieder)

 

Esta pesquisa mostra que os nossos princípios de aprendizagem são bastante fundamentais e que as pessoas e os animais estão profundamente relacionados com a estrutura do mundo e com a nossa experiência visual comum.

Também sugere que poderíamos estar no caminho certo para alcançar uma inteligência artificial mais completa no nível humano.

A aplicação desse tipo de aprendizagem a outras tarefas, talvez aplicando-a aos sinais que ocorrem ao longo de um período de tempo, em vez dos pixels de uma imagem, poderia gerar máquinas com qualidades ainda mais semelhantes às dos seres humanos.

As coisas que antes considerávamos inerentes à humanidade, como o ritmo musical, por exemplo, ou até mesmo um senso de causalidade, agora estão sendo examinadas a partir dessa nova perspectiva.

À medida que continuamos descobrindo mais sobre a construção de técnicas artificiais de aprendizado e descobrindo novas maneiras de entender os cérebros dos organismos vivos, descobrimos mais dos mistérios do comportamento inteligente e adaptativo que possuímos.

 

…………………………………………………………….
*Fonte: realidadesimulada

Veja esse vídeo incrível dos novos paraquedas da SpaceX em ação

A empresa espacial norte-americana SpaceX está cada vez mais próxima dos voos tripulados para fora da terra, razão pela qual coloca grande ênfase no teste de confiabilidade de suas naves. Um dos elementos mais importantes é o paraquedas, que permite um pouso suave e seguro.

De acordo com a empresa de Elon Musk, este é o sistema de paraquedas mais avançado do mundo, o que foi demonstrado nos 25 testes realizados. Nestes testes, sua confiabilidade foi verificada sob diferentes condições.

Como pode ser visto no vídeo, no decorrer desses testes, a espaçonave Crew Dragon, cuja estréia está prevista para novembro de 2019, foi lançada de alturas que variavam entre 3.600 e 15.000 metros.

Com isso, em abril de 2019, Bill Gerstenmaier, da NASA, disse à congressista Morris Brook que, naquela época, os resultados dos testes não eram satisfatórios. No entanto, ele também enfatizou que não é nada sério, já que os testes fracassados ​​forneceram informações valiosas.

*por Any Karolyne Galdino

 

…………………………………………………………….
*Fonte: engenhariae

Estamos realmente ficando mais burros à medida que os dispositivos se tornam mais inteligentes?

O mundo vê novos dispositivos inteligentes ganhando vida todos os dias. Não há muitos domínios restantes sem dispositivos inteligentes.

Esses dispositivos variam de smartphones, smart TVs, lâmpadas inteligentes e até mesmo banheiros inteligentes. Esses dispositivos de vida inteligentes são projetados para trazer conforto às nossas vidas.

Mas as vantagens sob​_re as desvantagens desses dispositivos podem ser questionadas. Eles são adequados para uso a longo prazo? O uso desses dispositivos significa que estamos ficando preguiçosos ou significa que temos tempo para fazer coisas melhores e criativas?

O famoso efeito Flynn

Existem várias visões sobre o uso de dispositivos inteligentes. No entanto, seria interessante notar se há alguma evidência sobre o aumento ou diminuição do QI ao longo do tempo. Nesse caso, entender o efeito Flynn pode ser útil.

Nomeado em homenagem ao famoso pesquisador James Flynn, o efeito Flynn mostra como o número de testes de QI de pessoas aumentou em média nos últimos séculos. Os pesquisadores que fizeram mais estudos sobre esse efeito notaram que houve poucas exceções no efeito Flynn e raramente é discutido. Existem muitas explicações e percepções das causas do efeito Flynn.

Alguns dizem que é por causa dos fatores ambientais, enquanto há uma escola de pensamento que dá crédito ao sistema educacional. Existem ainda outras teorias que consideram as mudanças na sociedade ou a nutrição como uma razão para o aumento do nível de QI nas pessoas.

No entanto, de acordo com alguns dos resultados do teste, as crianças na segunda metade do século XX, que tinham um ou dois anos de idade, tiveram um desempenho muito melhor e mostraram sinais de melhorar em seu QI. Portanto, isso nega a importância dada ao sistema educacional para melhorar a inteligência de um indivíduo. Melhoria nos níveis nutricionais pode ser considerada uma razão para isso.

Não há evidência concreta mostrando as razões para a melhoria do QI das pessoas ao longo dos séculos. Mas as últimas décadas viram uma melhoria nos níveis de inteligência das pessoas em geral.

A reversão do efeito Flynn

De acordo com os pesquisadores do Centro Ragnar Frisch de Pesquisa Econômica, quando 730.000 militares noruegueses receberam alguns testes de QI, um declínio no QI foi observado no período entre 1970 e 2009. Mas não havia muitos smartphones ou laptops nos anos 70. Então a tecnologia não pode ser totalmente culpada por esse declínio.

De fato, as crianças dependem mais de mecanismos de busca como o Google do que sua memória, mas isso não significa uma diminuição de sua inteligência. Por isso, é uma questão importante refletir sobre o que está errado no sistema atual, que está causando uma reversão do efeito Flynn.

Alguns cientistas acreditam que as mudanças no tipo de comida que as pessoas consomem, o ambiente da mídia e o sistema educacional podem ser responsáveis ​​por esse declínio. No entanto, a tecnologia também pode ser uma causa significativa desse declínio.

Outro estudo descobriu que as pessoas poderiam reter mais quando seus smartphones não estavam com eles. Este estudo também mostrou que simplesmente desligar o telefone ou guardá-lo em suas malas não era suficiente.

Eles tinham que se certificar de que os dispositivos não estavam próximos para ver a diferença.

No final, a questão crucial a ser abordada é se o Efeito Flynn está realmente se revertendo. Os dispositivos inteligentes têm impacto na inteligência das pessoas?

Em outras palavras, estamos confiando tanto nesses dispositivos que estamos perdendo nossa capacidade de pensar ou nutrir nossas habilidades de resolução de problemas?

Bem, graças aos smartphones que estão sempre em nossas mãos, podemos tentar usá-los para as menores coisas. Usamos um smartphone como calculadora, despertador, mapas e muito mais.

Quase todo mundo confia na pesquisa do Google para obter informações. Mas isso pode ser bom e ruim.

É bom que todos nós tenhamos uma infinidade de informações à nossa disposição em todos os momentos. A vida se tornou mais confortável com um dispositivo inteligente cuidando de tudo.

Isso se torna ainda melhor quando adicionamos mais dispositivos de vida inteligentes a essa lista. Por exemplo, banheiros inteligentes sabem quando lavar ou uma casa inteligente liga o ar-condicionado quando é hora de você voltar para casa.

Da mesma forma, muitas outras coisas adicionam luxo à sua vida. Assim, no mundo ideal, pode-se ter muito tempo extra e conforto para trabalhar na expansão de suas habilidades e conhecimentos.

Portanto, deve melhorar o QI geral dos indivíduos. Então, por que isso não aconteceu?

Pesquisadores da Universidade de Waterloo descobriram que os pensadores intuitivos que usam smartphones frequentemente usam o mecanismo de busca de seus dispositivos, em vez de usar sua própria inteligência para tomar decisões. Isso os torna ainda mais preguiçosos do que normalmente seriam.

Outra pesquisa perspicaz da Universidade de Zurique sugere que o aumento da capacidade de tocar, clicar e rolar a tela tem um impacto incomum em nossos cérebros e no desempenho motor.

Então, o seu telefone é melhor que você?

Vamos admitir que há também uma desvantagem para a tecnologia. Com tanto luxo e conforto, muitas vezes tendemos a nos tornar preguiçosos. Nós confiamos principalmente em nossos dispositivos inteligentes para fazer o trabalho para nós, e acabamos por não fazer nada.

Embora a causa de nosso declínio de QI continue sendo um mistério, a desvantagem dos dispositivos de vida inteligentes não pode ser ignorada como uma das possíveis razões para a reversão do Efeito Flynn.

*Por Any Karolyne Galdino

 

……………………………………………………………..
*Fonte: engenhariae

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

O caso do FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para envelhecer um rosto de forma realista, fez todos os olhares se voltarem para um aspecto comum, que poucos usuários notam. Ao instalá-lo, surge o aviso de que todos os nossos dados serão utilizados e inclusive cedidos terceiros, sem nenhum controle. O alerta é dado num processo que poucos usuários leem, ou que aceitam sem pensar nas consequências. Mas alguns programas para celulares podem não necessitar nem sequer do consentimento explícito. Milhares de aplicativos burlam as limitações e espionam, mesmo sem receberem autorização do dono do celular.

Afinal, para que a lanterna do aparelho precisa ter acesso à localização de um usuário? E um aplicativo de retoque fotográfico ao microfone? Ou um gravador aos seus contatos? Em princípio, esses aplicativos não precisam de permissões desse tipo para funcionar. Quando agem assim, costuma ser para procurar um bem extremamente valioso: os dados. Os usuários podem dar ou negar diferentes permissões aos aplicativos para que acessem sua localização, os contatos e os arquivos armazenados no telefone. Mas uma pesquisa de uma equipe de especialistas em segurança cibernética revelou que até 12.923 apps encontraram a forma de continuar recolhendo informação privada apesar de as autorizações terem sido explicitamente negadas.

Esse estudo expõe a dificuldade dos usuários em proteger sua privacidade. Pesquisadores do Instituto Internacional de Ciências Computacionais (ICSI) em Berkeley, do IMDEA Networks Institute de Madri, da Universidade de Calgary (Canadá) e da empresa AppCensus analisaram um total de 88.000 aplicativos da Play Store e observaram que milhares deles acessam informações como localização ou dados do aparelho no qual o usuário tinha previamente recusado essas autorizações.

Os especialistas ainda não divulgaram a lista completa de aplicativos que realizam essas práticas. Mas, segundo a pesquisa, encontram-se entre elas a aplicativo do parque Disney de Hong Kong, o navegador da Samsung e o buscador chinês Baidu. O número de usuários potenciais afetados por essas descobertas é de “centenas de milhões”.

Borja Adsuara, advogado especialista em direito digital, afirma que se trata de “uma infração muito grave”, porque o sistema operacional Android exige que os apps peçam o acesso consentido a esses dados através de permissões, e o usuário lhes diz expressamente que não. O consentimento, explica, funciona de forma muito parecida tanto na intimidade física como na não física – os dados pessoais. “É como no caso de um estupro em que a vítima diz expressamente que não”, compara.

Narseo Vallina-Rodríguez, coautor do estudo, diz que “não está claro se haverá correções ou atualizações para os bilhões de usuários Android que atualmente utilizam versões do sistema operacional com essas vulnerabilidades”. O Google não especificou a este jornal se cogita retirar do mercado ou tomar alguma medida contra os aplicativos que, segundo o estudo, acessam os dados dos usuários sem a permissão pertinente. No entanto, assegurou que o problema será resolvido com o Android Q, a próxima versão de seu sistema operacional. A companhia pretende lançar nos próximos meses seis versões beta do Android Q, até oferecer a versão final durante o terceiro trimestre do ano.

Como os aplicativos acessam a informação privada do usuário sem as permissões necessárias? Eles burlam os mecanismos de controle do sistema operacional mediante os chamados side channels (canais paralelos) e covert channels (canais encobertos). Vallina faz a seguinte comparação: “Para entrar em uma casa, [o dado do usuário] pode passar pela porta com a chave que o dono lhe deu [a permissão], mas também pode entrar sem o consentimento do proprietário, aproveitando-se de uma vulnerabilidade da porta [um side channel] ou com a ajuda de alguém que já está dentro [covert channel]”.

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

“Você pode abrir uma porta com uma chave, mas também pode encontrar a forma de fazê-lo sem ter essa chave”, prossegue o especialista. O mesmo ocorre ao tentar acessar a geolocalização de um aparelho. Ele pode não ter acesso ao GPS, mas mesmo assim encontrar o modo de acessar a informação de posicionamento do usuário.

Metadados

Uma forma de fazer isso é através dos metadados que estão integrados às fotos tiradas pelo dono do smartphone, segundo Vallina. “Por definição, cada foto tirada por um usuário Android contém metadados como a posição e a hora. Vários apps acessam a posição histórica do usuário pedindo a permissão para ler o cartão de memória, porque é lá onde estão armazenadas as fotos, sem ter que pedir acesso ao GPS”, explica. É o caso do Shutterfly, um aplicativo de edição de fotografia. Os pesquisadores comprovaram que ele reunia informação de coordenadas do GPS a partir das imagens dos usuários, mesmo que estes tivessem negado a permissão para acessar a sua localização.

Também é possível acessar a geolocalização através do ponto de acesso wi-fi com o endereço MAC do router, um identificador atribuído pelo fabricante que pode ser correlacionado com bases de dados existentes e averiguar a posição do usuário “com uma resolução bastante precisa”.

Para que o aplicativo possa acessar essa informação, existe uma permissão que o usuário deve ativar em seu smartphone, chamado “informação da conexão wi-fi”, conforme ensina Vallina. Mas há apps que conseguem obter esses dados sem que a permissão esteja ativada. Para isso, extraem a direção MAC do router, que o aparelho obtém mediante o protocolo ARP (Address Resolution Protocol), que serve por sua vez para conectar e descobrir os dispositivos que estão em uma rede local. Ou seja, os aplicativos podem acessar uma pasta que expõe a informação MAC do ponto de acesso wi-fi: “Se você sem nenhum tipo de licença lê essa pasta que o sistema operacional expõe, pode saber a geolocalização de forma totalmente opaca para o usuário”.
Bibliotecas de terceiros

Muitos desses vazamentos de dados ou abusos à privacidade do usuário são feitos através de bibliotecas, que são serviços ou miniprogramas de terceiros incluídos no código dos aplicativos. Essas bibliotecas são executadas com os mesmos privilégios que o app em que se encontram. Em muitas ocasiões, o usuário nem está consciente de sua existência. “Muitos desses serviços têm um modelo de negócio que está baseado na obtenção e processamento dos dados pessoais”, diz o pesquisador.
Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

Por exemplo, aplicativos como a da Disney de Hong Kong utilizam o serviço de mapas da companhia chinesa Baidu. Assim, podem acessar, sem necessidade de qualquer permissão, informações como o IMEI e outros identificadores que as bibliotecas do buscador chinês armazenam no cartão SD. Os aplicativos de saúde e navegação da Samsung, que estão instalados em mais de 500 milhões de aparelhos, também utilizaram este tipo de bibliotecas para seu funcionamento. “A própria biblioteca explora essas vulnerabilidades a fim de acessar esses dados para seus próprios fins. Não está claro se depois o desenvolvedor do app acessa os dados através da biblioteca”, explica.

Vallina afirma que nas próximas pesquisas será analisado o ecossistema das bibliotecas de terceiros e para que finalidades os dados são obtidos. Também estudarão os modelos de rentabilização existentes no Android e a transparência dos aplicativos quanto ao que eles fazem e o que dizem fazer nas políticas de privacidade. Para evitar práticas desse tipo, Joel Reardon, também coautor do estudo, aponta a importância de realizar pesquisas desse tipo com o objetivo de “encontrar esses erros e preveni-los”.

Se os desenvolvedores de aplicativos podem evitar as permissões, faz sentido pedir permissão aos usuários? “Sim”, responde Reardon, taxativo. O pesquisador insiste em que os aplicativos não podem burlar todos os mecanismos de controle, e que pouco a pouco ficará mais difícil para eles. “O sistema de permissões têm muitas falhas, mas ainda assim ele serve para algo e persegue um propósito importante”, afirma.

Responsabilidade dos desenvolvedores

No caso de usuários na Espanha, estas práticas realizadas sem o consentimento descumprem, entre outras normativas, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e a Lei Orgânica de Proteção de Dados. Os desenvolvedores desses aplicativos poderiam enfrentar, segundo o RGPD, sanções econômicas de até 20 milhões de euros (75,3 milhões de reais) ou 4% do faturamento anual da empresa. E inclusive poderiam responder por um delito contra a intimidade (artigo 197 do Código Penal espanhol) que poderia acarretar penas da prisão, segundo Adsuara.

O advogado afirma que a maior parte da responsabilidade recai sobre os desenvolvedores. Mas considera que tanto as lojas – Google Play e Apple Store – como as plataformas que permitem o acesso dos aplicativos aos dados de seus usuários – como o Facebook, no caso Cambridge Analytica – têm uma responsabilidade in vigilando: “Quer dizer, o dever de vigiar que os aplicativos que sua loja aceita ou aos quais permitem que tenham aos dados de seus usuários em sua plataforma sejam seguros”.

“Embora cada um seja responsável por seus atos, sente-se a falta de alguma autoridade espanhola ou europeia que revise a segurança dos aplicativos e serviços antes de seu lançamento no mercado”, afirma. E salienta que, em outros setores, existe algum tipo de certificação que garante que um produto ou serviço seja seguro. “A ninguém ocorre, por exemplo, que se autorize a circulação de carros com os freios falhando. Para não falar em remédios, alimentos e brinquedos. Entretanto, é normal no setor que se lancem no mercado aplicativos e serviços com falhas de segurança que, depois, com o bonde andando, vão emendando”.

*Por Isabel Rubio

…………………………………………………………………….
*Fonte: elpais-brasil

A solução para a superpopulação do planeta são as cidades subaquáticas

Por quase 100 anos, os cientistas têm fantasiado sobre a criação de casas e cidades submarinas. É uma maneira original de abordar o problema da superpopulação do planeta. A agência russa RBC analisa essas atuais ‘hidropolises’.

Os modernos hidropolises são edifícios no fundo do oceano. Eles podem abrigar casas, hotéis, restaurantes ou laboratórios. A idéia de criar casas submersas chegou aos cientistas depois que viram o problema representado pela superpopulação do planeta. E o número de habitantes aumenta anualmente em 80 milhões de pessoas.

Os cientistas modernos acreditam que o nível crítico de superpopulação da Terra virá em meados do século XXI. Os pesquisadores sustentam que a vida subaquática é muito mais confortável do que em terra: não há fenômenos atmosféricos, nem terremotos, nem mudanças de pressão. Supõe-se que as cidades subaquáticas receberão energia com a ajuda de plantas alimentadas por marés e geradores.

Como estão as hidropólises?

O desejo de se estabelecer no fundo do oceano não se concretizou até hoje, mas as tentativas continuam. Especialmente restaurantes e hotéis.

Jules Undersea Lodge é um hotel subaquático na Flórida (EUA). Os quartos têm um comprimento de 15 metros, uma largura de 6 metros e altura de 3 metros. Ar, água e eletricidade são fornecidos aos quartos da costa por uma mangueira especial.

Em 2012, a empresa japonesa Shimizu apresentou o projeto offshore Ocean Spiral. Se o conceito se tornar realidade, 5.000 pessoas poderão viver no mar. O plano é que a Ocean Spiral inclua uma esfera com um diâmetro de 500 m flutuando na superfície da água. Sob ela, haverá uma trilha em espiral de 15 km de comprimento que a conectará ao centro de pesquisa, localizado a uma profundidade de cerca de 3 ou 4 km. A Ocean Spirals usará a diferença na temperatura da água do oceano e na pressão hidráulica para produzir energia e dessalinizar a água. A execução do projeto exigirá cerca de 26.000 milhões de dólares e cerca de cinco anos.

Outro projeto de hidrópole é o desenvolvido pelo arquiteto britânico Phil Pauley. Ele propõe a construção de uma cidade autônoma chamada Sub-Biosphere no fundo do oceano.

………………………………………………………………………………………..
*Por Any Karolyne Galdino  /  Fonte: engenhariae

O combustível desse carro é água salgada

Pouco a pouco, as pessoas estão se conscientizando da importância de cuidar do meio ambiente, razão pela qual várias iniciativas foram lançadas para reduzir a quantidade de lixo e poluentes que são emitidos.

Carros são um dos vilões do meio ambiente por emitir muito ar poluído. Tudo isso pode se tornar um problema de grandes proporções, esta foi uma das razões por que os carros elétricos estão ganhando espaço cada vez mais, mesmo ainda sendo mais caro ter um carro assim.

No entanto, nem tudo parece perdido porque a empresa suíça NanoFlowcell introduziu QUANTINO, um carro que funciona com água salgada, em vez de gasolina ou baterias elétricas.

Este carro, ao contrário dos carros elétricos convencionais, usa baterias iônicas chamadas bi-ION, cuja operação é baseada em água salgada.

Seu inventor, Nunzio La Vecchia, garantiu que este carro terá um ótimo desempenho, mesmo assegurando que QUANTINO pode atingir até mil quilômetros de autonomia.

A marca suíça trabalhou neste projeto desde 2014 e este carro é o resultado de anos de pesquisa. As baterias do carro oferecem até dez mil horas de operação com uma geração de 108 cavalos de potência e uma velocidade de até 200 quilômetros por hora.

*Por Any Karolyne Galdino

 

………………………………………………………………
*Fonte: engenhariae

O Deserto do Saara pode suprir consumo mundial de energia com campo solar

A instalação de campos de energia solar no Deserto do Saara tem potencial para suprir a energia consumida em todo o mundo. Essa informação foi afirmada por Mehran Moalem, professor e PhD em matérias nucleares da Universidade da Califórnia, em entrevista para a Forbes.

Segundo Moalem, o deserto é ideal para a absorção de energia solar por conta da extensão territorial e dos fatores climáticos do local. No Deserto do Saara, a incidência solar ultrapassa 12 horas.

Os cálculos da NASA apontam que cerca de 2 a 3 kilowatts-hora de energia são produzidos por m². Isso faz com que o Saara se torne uma usina solar mundial em potencial. O cálculo ainda revela que um espaço de 355 km² seria suficiente para gerar 17, 4 Terawatts de energia – equivalente ao que foi consumido pela população do planeta terra em 2018.

Como nem tudo são flores – ou cactos, quando estamos no deserto –, construir essa possível usina solar custaria cerca de 5 trilhões de dólares, mesmo que o potencial e a viabilidade das placas solares seja grande.

*Por Evelyn Nogueira

 

 

 

 

 

 

 

…………………………………………………………………………….
*Fonte: casaabril

Estamos a um passo mais próximo do teletransporte quântico complexo

O domínio experimental de sistemas quânticos complexos é necessário para tecnologias futuras como computadores quânticos e criptografia quântica. Cientistas da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências abriram novos caminhos. Eles procuraram usar sistemas quânticos mais complexos do que os qubits entrelaçados bidimensionais e, assim, aumentar a capacidade de informação com o mesmo número de partículas. Os métodos e tecnologias desenvolvidos poderiam, no futuro, possibilitar o teletransporte de sistemas quânticos complexos. Os resultados do trabalho, em tradução literal, “Enredamento Experimental de Greenberger-Horne-Zeilinger além dos qubits”, foram publicados recentemente na renomada revista Nature Photonics .

Semelhante aos bits nos computadores convencionais, os qubits são a menor unidade de informação em sistemas quânticos. Grandes empresas como Google e IBM estão competindo com institutos de pesquisa em todo o mundo para produzir um número crescente de qubits emaranhados e desenvolver um computador quântico funcional. Mas um grupo de pesquisa da Universidade de Viena e da Academia Austríaca de Ciências está buscando um novo caminho para aumentar a capacidade de informação de sistemas quânticos complexos.

A ideia por trás disso é simples: em vez de apenas aumentar o número de partículas envolvidas, a complexidade de cada sistema é aumentada. “A coisa especial sobre o nosso experimento é que, pela primeira vez, ele envolve três fótons além da natureza bidimensional convencional”, explica Manuel Erhard, primeiro autor do estudo. Para este propósito, os físicos vienenses usaram sistemas quânticos com mais de dois estados possíveis – neste caso particular, o momento angular de partículas de luz individuais. Esses fótons individuais agora têm uma capacidade de informação maior do que os qubits. No entanto, o emaranhamento dessas partículas de luz mostrou-se difícil em um nível conceitual. Os pesquisadores superaram esse desafio com uma ideia inovadora: um algoritmo de computador que procura autonomamente por uma implementação experimental.

Com a ajuda de um algoritmo de computador chamado Melvin, os pesquisadores descobriram uma configuração experimental para produzir esse tipo de entrelaçamento. No início, isso foi muito complexo, mas funcionou em princípio. Depois de algumas simplificações, os físicos ainda enfrentavam grandes desafios tecnológicos. A equipe conseguiu resolvê-los com tecnologia laser de última geração e uma multi-porta especialmente desenvolvida. “Esse multi-porto é o coração do nosso experimento e combina os três fótons para que eles sejam emaranhados em três dimensões”, explica Manuel Erhard.

A propriedade peculiar do entrelaçamento de três fótons em três dimensões permite a investigação experimental de novas questões fundamentais sobre o comportamento dos sistemas quânticos. Além disso, os resultados deste trabalho também podem ter um impacto significativo em tecnologias futuras, como o teletransporte quântico. “Acho que os métodos e tecnologias que desenvolvemos nesta publicação nos permitem teletransportar uma proporção maior da informação quântica total de um único fóton, o que pode ser importante para as redes de comunicação quântica “, disse Anton Zeilinger. [Psys.org]

……………………………………………………….
*Fonte: socientifica

Como você é espionado por seu celular Android sem saber

Um estudo envolvendo mais de 1.700 aparelhos de 214 fabricantes revela os sofisticados modos de rastreamento do software pré-instalado neste ecossistema.

Um usuário compra um celular Android novo. Tanto faz a marca. Abre a caixa, aperta o botão de ligar, o celular se conecta à Internet e, sem fazer nada mais, ele acaba de iniciar a mais sofisticada máquina de vigilância da sua rotina.

Não importa se você vai baixar o Facebook, ativar sua conta do Google ou dar todas as permissões de acesso a qualquer aplicativo esquisito de lanterna ou antivírus. Antes de executar qualquer ação, seu celular novo já começou a compartilhar detalhes da sua vida. O software pré-instalado de fábrica é o recurso mais perfeito desse celular para saber sua atividade futura: onde está, o que ele baixa, quais mensagens manda, que arquivos de música guarda.

“Os aplicativos pré-instalados são a manifestação de outro fenômeno: acordos entre atores (fabricantes, comerciantes de dados, operadoras, anunciantes) para, em princípio, agregar valor, mas também para fins comerciais. O elemento mais grave nisso é a escala: falamos de centenas de milhões ou de bilhões de telefones Android”, diz Juan Tapiador, professor da Universidade Carlos III e um dos autores, junto com Narseo Vallina-Rodríguez, do IMDEA Networks e do ICSI (Universidade de Berkeley), da investigação que revela esse submundo. Os celulares Android representam mais de 80% do mercado global.

O elemento mais grave nisso é a escala: falamos de centenas de milhões ou de bilhões de telefones Android

Juan Tapiador, professor

O novo estudo comandado pelos dois acadêmicos espanhóis revela a profundidade do abismo. Nenhuma das conclusões é radicalmente nova por si só: já se sabia que os celulares andam no limite das autorizações de uso na hora de colher e compartilhar dados. A novidade da função dos aplicativos pré-instalados está em sua extensão, falta de transparência e posição privilegiada dentro do celular: foram analisados 1.742 celulares de 214 fabricantes em 130 países.

“Até agora as pesquisas sobre os riscos de privacidade em celulares se centravam em aplicativos que estão listados no Google Play ou em amostras de malware”, diz Vallina. Desta vez, foram analisados os softwares que os celulares trazem de série, e a situação parece fora de controle. Devido à complexidade do ecossistema, as garantias de privacidade da plataforma Android podem estar em xeque.

O artigo, que será publicado oficialmente em 1º de abril e ao qual o EL PAÍS teve acesso, já foi aceito por uma das principais conferências de segurança cibernética e privacidade do mundo, o IEEE Symposium on Security & Privacy, da Califórnia.

Nossa informação pessoal é enviada a uma ampla rede de destinos, que muda segundo o celular, e alguns são polêmicos: para servidores do fabricante do celular, para empresas habitualmente acusadas de espionar nossas vidas —Facebook, Google— e para um obscuro mundo que vai de corporações a start-ups que reúnem a informação pessoal de cada um, empacotam-na com um identificador vinculado ao nosso nome e a vendem a quem pagar bem.

Nossa informação pessoal é enviada a uma ampla rede de destinos, alguns deles polêmicos

Ninguém até agora havia se debruçado sobre este abismo para fazer uma investigação dessa magnitude. Os pesquisadores criaram o aplicativo Firmware Scanner, que recolhia o software pré-instalado dos usuários voluntários que o baixavam. Mais de 1.700 aparelhos foram analisados nesse estudo, mas o aplicativo está instalado em mais de 8.000. O código aberto do sistema operacional Android permite que qualquer fabricante tenha sua versão, junto com seus apps pré-instalados. Um celular pode ter mais de 100 aplicativos pré-instalados e outras centenas de bibliotecas, que são serviços de terceiros incluídos em seu código, muitos deles especializados em vigilância do usuário e publicidade.

Ao todo, um panorama internacional de centenas de milhares de aplicativos com funções comuns, duvidosas, desconhecidas, perigosas ou potencialmente delitivas. Essa quase perfeita definição do termo caos levou os pesquisadores a mais de um ano de exploração. O resultado é só um primeiro olhar para o precipício da vigilância maciça de nossos celulares Android sem conhecimento do usuário.

Mais de um fabricante

Um celular Android não é produto apenas do seu fabricante. A afirmação é surpreendente, mas na cadeia de produção participam várias empresas: o chip é de uma marca, as atualizações do sistema operacional podem estar terceirizadas, as operadoras de telefonia e as grandes redes de varejo que vendem celulares acrescentam seu próprio software. Os atores que participam da fabricação de um celular vão muito além do nome que aparece na caixa. É impossível determinar o controle definitivo de todo o software lá colocado, e quem tem acesso privilegiado aos dados do usuário.

O resultado é um ecossistema descontrolado, onde atualmente ninguém é capaz de assumir a responsabilidade do que ocorre com nossa informação mais íntima. O Google criou a plataforma a partir de código livre, mas agora ele é de todos. E o que é de todos não é de ninguém: “O mundo Android é muito selvagem, é como um faroeste, especialmente em países com escassa regulação de proteção de dados pessoais”, diz Tapiador.

“Não há nenhum tipo de supervisão sobre o que se importa e comercializa em termos de software (e em grande medida de hardware) dentro da União Europeia”, diz Vallina. O resultado? Um caos, onde cada versão de nossos celulares Android conversa com sua base desde o primeiro dia, sem interrupção, para lhe contar o que fazemos. O problema não é só o que contam sobre nós, mas que o dono do celular não controle a quem dá permissões.

O jardim fechado do Google Play

As empresas que reúnem dados de usuários para, por exemplo, criar perfis para anunciantes já têm acesso aos dados do usuário através dos aplicativos normais do Google Play. Então que interesse um comerciante de dados tem em chegar a acordos com fabricantes para participar do software pré-instalado?

Imaginemos que nossos dados estão dentro de uma casa de vários andares. Os aplicativos do Google Play são janelas que abrimos e fechamos: às vezes deixamos os dados sair, e às vezes não. Depende da vigilância de cada usuário e das autorizações concedidas. Mas o que esse usuário não sabe é que os celulares Android vêm com a porta da rua escancarada. Tanto faz o que você fizer com as janelas.

O software pré-instalado está sempre lá, acompanha o celular para cima e para baixo, e além do mais não pode ser apagado sem rootear o dispositivo – romper a proteção oferecida do sistema para fazer o que quiser com ele, algo que não está ao alcance de usuários comuns.

Esse usuário não sabe que os celulares Android vêm com a porta da rua escancarada

Os aplicativos que o usuário baixa do Google Play dão a opção de ver as permissões concedidas: autoriza seu novo jogo gratuito a acessar seu microfone? Permite que seu novo app acesse a sua localização para ter melhor produtividade? Se nos parecerem permissões demais, podemos cancelá-las. Os aplicativos que o Google fiscaliza têm seus termos de serviço e devem pedir uma autorização explícita para executar ações.

O usuário, embora não repare ou não tenha outro remédio, é o responsável final por suas decisões. Ele está autorizando alguém a acessar seus contatos. Mas os aplicativos pré-instaladas já estão lá. Vivem por baixo dos aplicativos indexados na loja, sem permissões claras ou, em muitos casos, com as mesmas permissões que o sistema operacional – quer dizer, todas. “O Google Play é um jardim fechado com seus policiais, mas 91% dos aplicativos pré-instalados que vimos não estão no Google Play”, diz Tapiador. Fora do Google Play ninguém vigia em detalhe o que acaba dentro de um celular.

Dois problemas agregados

O software pré-instalado tem outros dois problemas agregados: fica junto do sistema operacional, que tem acesso a todas as funções de um celular, e, dois, esses aplicativos podem ser atualizados e podem mudar.

O sistema operacional é o cérebro do celular. Sempre tem acesso a tudo. Independe que o aplicativo esteja acionado ou que o usuário possa apagá-la. Estará sempre lá e, além disso, é atualizado. Por que as atualizações são importantes? Aqui vai um exemplo: um fabricante autorizou uma empresa a colocar no celular um código que comprove algo inócuo. Mas esse código pode ser atualizado e, dois meses depois, ou quando a empresa souber que o usuário vive em tal país e trabalha em tal lugar, mandar uma atualização para fazer outras coisas. Quais? Qualquer coisa: gravar conversas, tirar fotos, olhar mensagens…

Os aplicativos pré-instaladas são fáceis de atualizar por seu criador: se muda o país ou as intenções de quem colocou lá um sistema de rastreamento, manda-se um novo software com novas ordens. O proprietário de seu celular não pode impedi-lo e nem sequer lhe pedem permissões específicas: atualiza-se o seu sistema operacional.

Essa informação às vezes é descomunal: características técnicas do telefone, identificadores únicos, localização, contatos, mensagens e e-mails

Juan Tapiador, professor

“Alguns desses aplicativos ligam para casa pedindo instruções e mandam informação sobre onde estão instalados. Essa informação às vezes é descomunal: relatórios extensos com características técnicas do telefone, identificadores únicos, localização, contatos na agenda, mensagens e e-mails. Tudo isso é reunido num servidor, e é tomada uma decisão sobre o que fazer com esse celular. Por exemplo, segundo o país no qual se encontre, o software pode decidir instalar um ou outro aplicativo, ou promover determinados anúncios. Verificamos isso analisando o código e o comportamento dos aplicativos”, diz Tapiador.

O servidor que recebe a informação inclui desde o fabricante, uma rede social que vende publicidade, um desconhecido comerciante de dados ou um obscuro endereço IP que ninguém sabe a quem pertence.

Um perigo é que esses obscuros aplicativos pré-instalados usam as permissões personalizadas (custom permissions) para expor informação a aplicativos da Play Store. As permissões personalizadas são uma ferramenta que o Android oferece aos desenvolvedores de software para que os aplicativos compartilhem dados entre si. Por exemplo, se um operador ou um serviço de banco tem várias, é plausível que possam falar entre si e compartilhar dados. Mas às vezes não é simples verificar quais dados algumas peças desse software compartilham.

Dentro de um celular novo há por exemplo um aplicativo pré-instalado que tem acesso a câmera, aos contatos e ao microfone. Esse aplicativo foi programado por um sujeito chamado Wang Sánchez e tem um certificado com sua chave pública e sua assinatura. Aparentemente é legítima, mas ninguém comprova que o certificado de Wang Sánchez seja real. Esse aplicativo está sempre ligado, capta a localização, ativa o microfone e conserva as gravações. Mas não manda isso a nenhum servidor, porque o aplicativo de Wang Sánchez não tem permissão para enviar nada pela Internet. O que ele faz é declarar uma permissão personalizada que regula o acesso a esses dados: quem tiver essa permissão poderá obtê-los.

Aí um dia o proprietário desse celular vai à Google Play Store e encontra um aplicativo esportivo magnífico. Que permissões oficiais lhe pedem? Só acessar a Internet, o que é perfeitamente comum entre aplicativos. E também pede a permissão personalizada do aplicativo de Wang Sánchez. Mas você não percebe, porque estas permissões não são mostradas ao usuário. Então, a primeira coisa que o app esportivo recém-chegado dirá ao pré-instalado é: “Ah, você mora aqui? Me dá acesso ao microfone e à câmera?”. Era aparentemente um app sem risco, mas as complexidades do sistema de permissões tornam possíveis situações desse tipo.

Os Governos e a indústria há anos conhecem esse emaranhado. As agências federais dos Estados Unidos pedem seus celulares com sistemas operacionais livres deste software pré-instalado e adaptados às suas necessidades. E os cidadãos? Que se virem. Seus dados não são tão secretos como os de um ministério.

“Exercer controle regulatório sobre todas as versões possíveis do Android do mercado é quase impraticável. Exigiria uma análise muito extensa e custosa”, explica Vallina. Esse caos lá fora permite que sofisticadas máquinas de vigilância maciça vivam em nossos bolsos.

Os autores dos aplicativos

Os autores desses aplicativos são um dos grandes mistérios do Android. A investigação encontrou um panorama similar ao submundo da Dark Web: há, por exemplo, aplicativos assinados por alguém que diz ser “o Google”, mas não tem jeito de sê-lo. “A atribuição aos atores foi feita quase manualmente em função do vendedor no qual se encontram, quem as assina e se têm, por exemplo, alguma cadeia que identifique alguma biblioteca ou fabricante conhecido”, diz Vallina. O resultado é que há muitas que mandam informação aceitável a fabricantes ou grandes empresas, mas muitas outras se escondem detrás de nomes enganosos ou falsos.

Essa informação é facilmente vinculada a um número de telefone ou dados pessoais como nomes e sobrenomes, não a números identificativos tratados de forma anônima. O telefone sabe quem é o seu dono. O chip e dúzias de aplicativos vinculados ao e-mail ou à sua conta em redes sociais revelam facilmente a origem dos dados.

*Por Jordi Pérez Colomé

 

………………………………………………………………..
*Fonte: elpais-brasil

Painéis solares transparentes transformarão as janelas em geradores de energia renovável

Pesquisadores da Universidade Estadual do Michigan, EUA, desenvolveram painéis solares completamente transparentes, que podem ter inúmeras aplicações na arquitetura e também em outros campos, como por exemplo no desenvolvimento de automóveis mais amigos do ambiente.

Já antes se tinha tentado criar um dispositivo deste género, mas os resultados finais nunca foram satisfatórios. Até agora.

A equipe concentrou-se especialmente na transparência, de modo que, desenvolveu um concentrador solar luminescente transparente, que pode ser colocado sobre uma superfície transparente como uma janela, por exemplo. Pode colher energia solar sem afetar a passagem da luz.

A tecnologia utiliza moléculas orgânicas que absorvem comprimentos de onda de luz que não são visíveis ao olho humano, como a luz infravermelha e ultravioleta.

Estes dispositivos podem aproveitar ao máximo as fachadas dos enormes edifícios cobertos de vidro espalhados pelo globo. Não mudando em nada a aparência dos mesmos, e em simultâneo aproveitar a energia solar de forma eficiente. Podem ser instalados em qualquer edifício.

Segundo o New York Times:

“Se as células puderem ser feitas de forma a durarem muito tempo, estes dispositivos poderão ser integrados em janelas de modo relativamente barato, já que grande parte do custo da energia fotovoltaica convencional não é da própria célula solar, mas dos materiais em que é aplicada, como o alumínio e o vidro. O revestimento de estruturas existentes com células solares eliminaria parte desse custo de material.”

Se as células transparentes, no final das contas, se mostrarem comercialmente viáveis, a energia que geram poderia compensar significativamente o uso de energia de grandes edifícios, disse o Dr. Lunt, que começará a lecionar na Universidade Estadual do Michigan neste outono.

“Não estamos a dizer que poderíamos abastecer todo o edifício, mas estamos a falar de uma quantidade significativa de energia, suficiente para coisas como iluminação e energia elétrica diária”, disse ele.

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: bastanteinteressante

Primeiros navios cargueiros elétricos do mundo começarão a operar na Bélgica e Holanda

No próximo verão europeu, o porto de Antuérpia, na Bélgica, vai se tornar uma atração internacional. É que o primeiro navio cargueiro elétrico do mundo, o Port-Liner, entrará em operação ali.

Já sendo chamado de “Tesla dos Canais”, o novo barco foi desenvolvido graças a uma parceria entre o governo da Antuérpia e a Comunidade Europeia, em um investimento total de pouco mais de 200 milhões de euros. O objetivo do projeto é reduzir o tráfego de caminhões nas estradas do país.

Port-Liner é apenas um dos navios que estão em construção. No total, serão cinco barcos pequenos, com 52 metros de comprimento e 6,7 de largura, e outros seis grandes, com 110 metros de comprimento e capacidade para carregar até 270 contêineres. Os menores poderão acomodar 24 contêineres com um peso total de 425 toneladas.

Os barcos foram projetados pela empresa holandesa de arquitetura naval Omega. Os menores conseguirão viajar por 15 horas e os maiores por 35 horas, utilizando somente a eletricidade proveniente das baterias instaladas no deck.

A recarga completa da bateria dos navios cargueiros de 52 mt leva quatro horas e quando necessário, ela pode ser substituída por outras existentes no porto.

Os barcos de grande porte serão utilizados nos trajetos entre os portos de Rotterdam, Amsterdam, Antuérpia e Duisburg. Todos os onze cargueiros estarão prontos no segundo semestre de 2019. Depois disso, a empresa Port-Liner, responsável pela construção dos barcos, pretende encomendar mais quatro.

“Todos eles já estão totalmente alugados para companhias de transporte marítimo e grandes empresas de contêineres. Caso contrário, não começaríamos a construí-los”, afirmou Ton van Meegen, CEO da Port-Liner.

O custo dos cargueiros menores é de 1,5 milhão de euros e os maiores, 3,5 milhões. Meegen garante que o valor não é mais alto do que o de um barco movido a diesel.
Fim da era do diesel

O diesel é um dos combustíveis fósseis mais poluentes que existe. Sua queima libera uma quantidade enorme de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, um gás apontado como sendo um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Diversos países ao redor do mundo já anunciaram a proibição, para os próximos anos, de veículos movidos a diesel, em uma iniciativa para combater a poluição nas grandes cidades, provocando milhares de mortes (leia mais aqui).

Além disso, estudos mostram que o barulho causado pelo trânsito marítimo nos oceanos pertuba a vida marinha, afetando a maneira como peixes e demais espécies se comportam debaixo d’água e muitas vezes, comprometendo sua sobrevivência.

Navios elétricos, assim como carros, são mais silenciosos, tendo assim, menor impacto sobre o meio ambiente.

*Por Suzana Camargo

 

………………………………………………………………….
*Fonte: conexaoplaneta

Fujifilm lança câmera que grava áudio e imprime fotos

Este é a Fujifilm Instax Mini LiPlay Instant Camera, uma câmera que grava áudio ao imprimir instantaneamente as fotografias.

Claro que isso é uma coisa que ninguém imaginou (e provavelmente nunca pediu), mas trata-se de um recurso diferente, e que possivelmente pode agradar os mais jovens.

Funciona da seguinte maneira: a Fujifilm Instax Mini LiPlay Instant Camera pode “gravar” até 10 segundos de sons. E esse áudio é transformado em um código QR que é impresso junto com a fotografia.

Ao usar um leitor de código QR, qualquer pessoa pode ouvir o arquivo que foi gravado.
Fujifilm lança câmera que grava áudio e imprime fotos

Isso tem pouca utilidade, claro, mas pode servir para alguma coisa. Quem sabe para gravar como as pessoas eram. Por exemplo, “como era a risada do vovô” antigamente? Como era a voz de alguém, enfim, esse tipo de coisa.

A câmera que grava áudio também traz uma tela de LCD para enquadrar fotos, editar, analisar e mandar imprimir as imagens. Outros recursos incluem filtros e quadros integrados, impressão de smartphone, recursos de captura remota (via Bluetooth a partir de um smartphone) e uma bateria recarregável de íons de lítio que dura 100 impressões.

Está à venda no mercado internacional por US$ 160.

*Por Flávio Croffi

……………………………………………………………
*Fonte: geekness

Cimento com vida útil de 100 anos emite luz e pode iluminar estradas

De acordo com o pesquisador, o maior problema enfrentado no estudo foi o fato do cimento ser um corpo opaco, isto é, não permite a passagem de luz para o seu interior. O pesquisador ainda explica a lógica por trás dessa invenção. O cimento é um pó que ao ser misturado com água se dissolve como um comprimido efervescente.

O mais legal é que o cimento absorve energia do sol durante todo o dia, para permanecer iluminado por até 12 horas. Além disso, é possível controlar a intensidade da luz, e assim evitar que o brilho atrapalhe ciclistas e motoristas, sem falar que a sua vida útil é de 100 anos.

A tecnologia está em fase de implementação para ser comercializada e os cientistas também estudam a sua aplicação em gesso e outros produtos que fazem parte da construção civil, como alternativa natural para reduzir o consumo de energia elétrica na iluminação de ambientes.

………………………………………………………………
*Fonte:

Inteligência Artificial do Google confunde fotos de gorilas com pessoas

Em 2015, o Google recebeu uma avalanche de críticas depois que um de seus algoritmos de reconhecimento de imagem confundiu fotos de gorilas e chimpanzés com seres humanos. A empresa prometeu solucionar o erro. Dois anos depois, descobrimos sua solução. Ela proibiu fotos de gorilas.

Essa é a conclusão alcançada pela revista Wired depois de testar o algoritmo supostamente reprogramado para evitar erros. Efetivamente, a IA é perfeitamente capaz de rotular animais, como babuínos, pandas ou gibões, mas quando o objeto é a foto de um gorila ou chimpanzé, não há nenhum resultado.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

A própria empresa reconheceu que eliminou esses conceitos do algoritmo para evitar problemas e acrescentou que, infelizmente, a IA está longe de ser perfeita e de estar isenta de erros.

Eliminar o conceito de gorila da IA em vez de ensinar a reconhecer esse animal corretamente não parece ser uma solução muito equilibrada. Na verdade, algumas aplicações, como o Google Lens, sofrem com esse problema. O Google Assistant, que usa outros mecanismos de busca, funciona bem nesse sentido.

*Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira

 

………………………………………………………………..
*Fonte:

Descoberta sem precedentes transforma tipos de sangue em universal

Em um avanço que poderia salvar milhares de vidas, os cientistas descobriram uma maneira de converter o tipo A de sangue para o tipo universal, que é seguro para todos os pacientes, usando micróbios encontrados no intestino humano.

Um novo estudo mostrou como as enzimas podem ser usadas para converter os glóbulos vermelhos tipo A em células do tipo O universal. Embora a ciência ainda esteja em seus primórdios, ela tem o potencial de abrir caminho para aumentar consideravelmente a oferta e o acesso a sangue para transfusões que salvam vidas.

Os tipos sanguíneos são diferenciados pelos tipos de açúcar encontrados na superfície dos glóbulos vermelhos. O tipo O não tem açúcar. Os cientistas perceberam que algumas enzimas podem remover os açúcares das células do sangue, transformando-as em tipo O, mas não encontraram uma enzima que fosse segura, eficiente e econômica, até que considerassem o intestino.

O trato digestivo humano tem os mesmos açúcares encontrados nas células do sangue, e as enzimas bacterianas encontradas nas fezes retiram os açúcares do revestimento para ajudar na digestão.

Os cientistas conseguiram isolar a enzima e usá-la para extrair o sangue de seus açúcares de maneira mais eficiente que qualquer outra enzima.

Considerando que A é o segundo tipo sanguíneo mais comum, esse descoberta poderia ser revolucionária no aumento da oferta de sangue de doadores universais, salvando milhares de vidas.

Os cientistas fizeram a descoberta emocionante em agosto passado, mas acabaram de publicar os resultados de suas pesquisas na revista Nature Microbiology.

O próximo passo é a equipe testar a conversão da enzima em um cenário clínico para ver se há algum efeito colateral do procedimento. Se nenhum for encontrado, o futuro da doação de sangue mudará para melhor.

…………………………………………………………………………
*Fonte: socientífica

Teoria quântica que diz que duas realidades podem coexistir é comprovada em experimento

A física quântica, como sabemos, é um reino totalmente diferente e estranho da física. Lá, coisas estranhas e inimagináveis no nível normal da física acontecem, como o entrelaçamento quântico e outros fenômenos. E por incrível que pareça, as coisas acabaram de ficar mais estranhas. Um experimento acaba de comprovar uma questão que tem intrigado os cientistas que estudam este campo da física há anos: será que duas versões da realidade podem existir ao mesmo tempo? Os físicos dizem que a resposta para essa pergunta é afirmativa – pelo menos no mundo quântico.

O experimento colocou em prática uma teoria: dois indivíduos observando o mesmo fóton poderiam chegar a diferentes conclusões sobre o estado desse fóton – e, no entanto, ambas as suas observações estariam corretas. Pela primeira vez, os cientistas replicaram as condições descritas neste experimento mental. Seus resultados, publicados em 13 de fevereiro, confirmaram que, mesmo quando os observadores descreviam estados diferentes no mesmo fóton, as duas realidades conflitantes poderiam ser ambas verdadeiras.

“Você pode verificar as duas”, confirma Martin Ringbauer, um dos co-autores do estudo e pesquisador de pós-doutorado do Departamento de Física Experimental da Universidade de Innsbrück, na Áustria.

Mas como isso é possível?

A ideia desconcertante de duas realidades coexistindo é de Eugene Wigner, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1963. Em 1961, Wigner introduziu um experimento mental que ficou conhecido como “amigo de Wigner”. Começa com um fóton – uma partícula de luz. Quando um observador em um laboratório isolado mede o fóton, ele descobre que a polarização da partícula – o eixo no qual ela gira – é vertical ou horizontal. Entretanto, antes que o fóton seja medido, ele exibe as duas polarizações de uma só vez, conforme ditado pelas leis da mecânica quântica; ele existe em uma “superposição” de dois estados possíveis.

Uma vez que a pessoa no laboratório mede o fóton, a partícula assume uma polarização fixa. Mas para alguém de fora daquele laboratório fechado que não conhece o resultado das medições, o fóton não medido ainda está em estado de superposição. A observação desta pessoa de fora e, portanto, sua realidade, divergem da realidade da pessoa no laboratório que mediu o fóton. No entanto, nenhuma dessas observações conflitantes é considerada errada, de acordo com a mecânica quântica.

Estados alterados

Durante décadas, esta proposta bizarra de Wigner foi apenas uma interessante experiência mental. Mas nos últimos anos, avanços importantes na física finalmente permitiram que especialistas colocassem a proposta de Wigner à prova. “Os avanços teóricos foram necessários para formular o problema de uma maneira testável. Então, o lado experimental precisou de desenvolvimentos no controle de sistemas quânticos para implementar algo assim”, explica Ringbauer ao portal Live Science.

Ringbauer e seus colegas testaram a ideia original de Wigner com um experimento ainda mais rigoroso que duplicou o cenário. Eles designaram dois “laboratórios” onde os experimentos aconteceriam e introduziram dois pares de fótons emaranhados, o que significa que seus destinos estavam interligados, de modo que saber o estado de um automaticamente informa o estado do outro. Os fótons da configuração eram reais. Quatro “pessoas” no cenário, chamadas de “Alice”, “Bob” e um “amigo” de cada um, não eram reais, mas representavam observadores do experimento.

Os dois amigos de Alice e Bob, que estavam localizados “dentro” de cada um dos laboratórios, mediam um fóton em um par entrelaçado. Isso quebrou o emaranhamento e colapsou a superposição, o que significa que o fóton medido existia em um estado definido de polarização. Eles gravaram os resultados em memória quântica – copiados na polarização do segundo fóton.

Alice e Bob, que estavam “fora” dos laboratórios fechados, foram então apresentados a duas escolhas para realizar suas próprias observações. Eles podiam medir os resultados de seus amigos armazenados na memória quântica e, assim, chegar às mesmas conclusões sobre os fótons polarizados, mas também poderiam conduzir sua própria experiência entre os fótons emaranhados.

Neste experimento, conhecido como experimento de interferência, se os fótons atuam como ondas e ainda existem em uma superposição de estados, Alice e Bob veriam um padrão característico de franjas claras e escuras, onde os picos e vales das ondas de luz adicionam ou cancelam uma à outra. Se as partículas já tivessem “escolhido” seu estado, eles veriam um padrão diferente do que se elas não tivessem. Wigner havia proposto previamente que isso revelaria que os fótons ainda estavam em um estado emaranhado.

Os autores do novo estudo descobriram que, mesmo em seu cenário duplicado, os resultados descritos por Wigner eram válidos. Alice e Bob puderam chegar a conclusões sobre os fótons que eram corretas e prováveis ​​e que ainda diferiam das observações de seus amigos – que também eram corretas e prováveis, de acordo com o estudo.

Outras regras

A mecânica quântica descreve como o mundo funciona em uma escala tão pequena que as regras normais da física não se aplicam mais. Segundo Ringbauer, especialistas que estudam o campo já ofereceram inúmeras interpretações do que isso significa durante várias décadas. No entanto, se as medidas em si não são absolutas – como essas novas descobertas sugerem – isso desafia o próprio significado da mecânica quântica.

“Parece que, em contraste com a física clássica, os resultados das medições não podem ser considerados verdade absoluta, mas devem ser entendidos em relação ao observador que realizou a medição. As histórias que contamos sobre mecânica quântica têm que se adaptar a isso”, diz ele ao Live Science.

“O método científico baseia-se em fatos, estabelecidos através de medições repetidas e acordados universalmente, independentemente de quem os observou. Na mecânica quântica, a objetividade das observações não é tão clara”, diz Maximiliano Proietti, outro dos co-autores do estudo, no artigo publicado no jornal pré-impresso AirXiv.

É como se a máxima “ver para crer” não fosse suficiente para este bizarro e sensacional campo da física. [Live Science, NY Post, Inquisitr]

*Por Jéssica Maes

 

…………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Novo trem bala chinês quebra recordes e atinge 600 km/h

Viajar de trem é agradável, confortável, prático e em breve será tão ou mais rápido do que andar de avião. Desenvolvido pela estatal chinesa Railway Rolling Stock Corporation (CRRC), o novo trem bala chinês consegue transportar passageiros a velocidades de até 600 km/h e faz o percurso Xangai – Pequim em três horas e meia. De avião, este mesmo percurso leva uma hora a mais. No momento em período de testes, o trem começará a ser produzido em escala comercial a partir de 2021.

O que garante esta velocidade é uma tecnologia chamada maglev, que o faz viajar a partir de uma espécie de almofada de ar, magneticamente motorizada, em vez de usar rodas que ficam em constante atrito com os trilhos. Vale dizer que o país já faz uso desta tecnologia, com um trem que chega a 431km/h, e faz o percurso entre o aeroporto de Xangai e o centro da cidade.

Com design futurista e tecnologia de última ponta, este trem irá diminuir drasticamente o tempo de deslocamento na China e promete revolucionar os meios de transporte no mundo todo. O transporte ferroviário é extremamente eficaz – inclusive em níveis energéticos, mas infelizmente o Brasil preferiu investir muito mais em rodovias. Dentre os países do mundo que possuem as maiores vias férreas estão a Rússia (com cerca de 87 mil quilômetros), seguido da China (cerca de 70 mil quilômetros) e da Índia (cerca de 60 mil quilômetros).

*Por Gabrilea Glette

…………………………………………………………..
*Fonte: hypeness

Nunca mais sofra com o problema de um pneu furado

A Michelin, em parceria com a General Motors (GM), revelou o protótipo do Uptis, um pneu sem ar que será testado em um veículo comercial em breve.

Essa não é a primeira vez que uma tecnologia semelhante é desenvolvida, mas as opções anteriores tendiam a funcionar apenas em velocidades baixas.

O novo pneu, cuja camada do meio é feita uma mistura composta de borracha e fibra de vidro embebida em resina, permite que o carro opere em velocidades de estrada.

Não é tão visualmente atraente quanto pneus convencionais, mas a Michelin afirma que é tão confortável quanto.

E muito mais barato, seguro e ambientalmente viável

O Uptis deve ter benefícios financeiros e de segurança imediatos. Embora não seja completamente invulnerável, pneus furados e desgaste irregular se tornarão coisas do passado.

Os pneus furados têm sido a maior praga enfrentada pelos motoristas. Em 2016, uma pesquisa conduzida pela Associação Automobilística Americana estimou que assistiu 450.000 motoristas com reparos. Perda de pressão ou simplesmente passar por cima de um objeto perfurante pode estourar um pneu, causando atrasos e acidentes.

Além disso, as empresas acreditam que o Uptis é capaz de durar mais do que um pneu normal, porque não pode ser desgastado por estar pouco ou mais inflado do que o necessário.

A tecnologia sem ar ainda elimina a necessidade de um pneu sobressalente (estepe), que acrescenta peso e diminui a economia de combustível.

Por fim, torna a produção de pneus mais eficiente. Sua existência deve reduzir o número de pneus jogados fora devido a danos – segundo a Michelin, 200 milhões de pneus são descartados a cada ano.

Já é realidade

A GM começará a testar o Uptis em Michigan, nos EUA, no final de 2019 em uma frota de carros elétricos Chevrolet Bolt.

Se tudo correr bem, a versão final deve chegar a produção regular de carros em 2024. A montadora não indicou se e quais modelos específicos usarão os novos pneus.

Também ainda não está claro se a Michelin venderia os pneus separadamente ou se os veículos precisariam de algum tipo de chassi modificado para portá-los. [Engadget, MF]

*Por Natasha Romanzoti

 

…………………………………………………………………..
*Fonte: hypescience

Como vamos lidar com robôs em casa, na educação e no trabalho?

A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs. O nome foi usado pela primeira vez em uma peça teatral da década de 1920 para designar um ciborgue ficcional que tinha como principal tarefa servir à humanidade.

“O termo tem origem na palavra tcheca ‘robota’, que significa ‘trabalho forçado’”, contextualiza Armando Carlos de Pina Filho, professor de Robótica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, seria como se robôs fossem “escravos” tecnológicos do ser humano.

Desde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos; e até nos comandos de voz que damos aos assistentes digitais dos nossos smartphones. No entanto, nem todas essas automações são exatamente robôs. “Para se tornar um robô é preciso ser físico, como um carro autônomo ou um robô de operação industrial”, frisa Flavio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI e pesquisador de robótica e inteligência artificial (IA). Além de ter um corpo físico, outro pré-requisito é mover-se de forma autônoma, semiautônoma ou controlada a distância, bem como ser capaz de interagir com o ambiente.

“Existe uma grande confusão entre os conceitos de robôs e de inteligência artificial”, confessa Tonidandel. Simplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô, capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões.

Essa confusão acontece também porque, nos últimos anos, foi a IA que mais avançou, especialmente com a chegada de melhores sensores e da internet das coisas, que permitiram o surgimento de técnicas de reconhecimento facial, detecção de objetos e determinação de trajetos a percorrer. Só que a IA não é capaz de se mover sozinha, como fazem os robôs. Ainda que se possa convocar a IA no smartphone — com comandos de voz como “Ei, Siri” ou “Ok, Google” —, ela não pode ir buscar nada para você.

Agora imagine colocar essa IA dentro de um robozinho capaz de sair circulando por aí. “Quanto mais a IA avança, mais a robótica também avança”, crava Tonidandel, lembrando que com “cérebros” mais avançados os robôs ganham novas funcionalidades e podem operar de forma mais refinada.

Esse desenvolvimento interdependente entre as tecnologias de IA e robótica trouxe uma nova geração de robôs, capazes de interagir com os humanos para executar tarefas, transitar pelos mesmos lugares que as pessoas e atuar como assistentes nas tarefas do dia a dia. É a chamada robótica de serviços, que promete levar robôs para dentro de casas, empresas, hospitais e até escolas.

Conviver com esses seres autônomos e com tendência a nos servir, contudo, traz novas questões. A que regras eles estarão sujeitos? O que poderão (ou não) fazer? Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? São perguntas bem difíceis de responder, mas que fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica.

*Por Jacqueline Lafloufa

 

…………………………………………………………………
*Fonte: revistagalileu

David Bowie criou seu próprio provedor de internet durante os anos 90

Que David Bowie era um artista completo e a personificação do que podemos considerar um gênio, isso nós sempre soubemos. Porém, o seu talento era mesmo infinito. Em 1998, o artista criou seu próprio provedor de internet, o primeiro serviço criado por um artista – o BowieNet. A ideia era que o negócio funcionasse como uma espécie de comunidade para seus fãs, que pagando US$ 19,95 mensais, poderiam se conectar à rede e teriam acesso a conteúdos exclusivos.

O BowieNet possuía uma página inicial customizada, endereço de email próprio, grupos de notícias e, inclusive, salas de bate papo, que o próprio artista utilizava com o apelido de Sailor. Em seu auge, o provedor, que era oferecido através da UltraStar Internet Services chegou a ter mais de 100 mil assinantes.

Infelizmente, nos anos 2000, quando outros serviços do gênero foram surgindo, ele tornou-se irrelevante e acabou sendo desativado, em 2006. Entretanto, podemos dizer que sua criação foi pioneira no conceito de redes sociais, como MySpace e Facebook. David Bowie continua sempre a nos surpreender!

Através de seu provedor, ele e sua equipe compartilhavam vídeos, entrevistas e outros conteúdos, como este abaixo:

*Por Gabriele Glette

…………………………………………………………………….
*Fonte: hypeness

Esse robô humanoide é melhor do que você andando por um caminho estreito

O novo robô humanoide da IHMC Robotics é capaz de planejar autonomamente e atravessar cautelosamente um terreno estreito, andando em cima de vários objetos, incluindo pranchas de madeira suspensas e blocos de concreto.

Basicamente, parece que alguém desafiou o robô a jogar “o chão é lava” com o material que sobrou de um canteiro de obras, e ele é surpreendentemente bom nisso.

O robô é uma versão do Altas, construído pela Boston Dynamics. No entanto, foi a IHMC Robotics que escreveu os algoritmos que fornecem ao bot a destreza demonstrada no vídeo.

Na descrição publicada junto com a filmagem na plataforma YouTube, a empresa explica que o humanoide depende da tecnologia óptica de detecção remota LIDAR para construir um mapa da área que deve atravessar. Em seguida, usa um algoritmo para determinar cada passo que deve ser dado para alcançar o outro lado.

Atualmente, o Atlas foi bem-sucedido em cerca de metade de suas tentativas. A IHMC já está trabalhando para aumentar sua eficácia, melhorando o equilíbrio e a amplitude de movimento das articulações do robô.

O objetivo final é que o Atlas auxilie seres humanos em cenários de emergência perigosos, ou até mesmo na exploração espacial, como futuras viagens tripuladas à Marte. [Futurism]

*Por Natasha Romanzoti

………………………………………………………
*Fonte: hypescience

Novo robô da Boston Dynamics veio para deixar a humanidade irrelevante

Boston Dynamics, empresa do Google (quero dizer, Alphabet), acaba de publicar um vídeo apresentando seu robô Atlas da próxima geração. Em um passeio pela floresta coberta por neve e gelo, ele mostra que consegue recuperar o equilíbrio quando escorrega e que consegue desviar de obstáculos.

Já a segunda parte da demonstração deixou qualquer pessoa que assistiu a filmes como “Inteligência Artificial” ou “Eu, Robô” com um leve gosto amargo na boca. Enquanto Atlas tenta levantar caixas de papelão com cerca de 5kg dentro, um dos engenheiros derruba a caixa repetidamente, e a empurra para longe dele. Depois dá um belo empurrão nas costas de Atlas, que cai de cara no chão. Tudo isso para demonstrar como o robô consegue refazer os cálculos e se recuperar rapidamente, claro – mas que parece bullying, parece.

Atlas leva um empurrão de um dos cientistas e cai de “cara” no chão

A nova versão de Atlas tem 1,80m e pesa 81kg, um pouco mais baixo e com quase a metade do peso da versão de 2014. Assim como o robô apresentado em 2015, ele continua wireless, usando a energia de uma bateria de íon-lítio.

Para provar que a equipe por trás do desenvolvimento de Atlas tem senso de humor, o vídeo termina com o robô humanoide vítima de bullying escapando do prédio da empresa sem ser visto por ninguém. Os engenheiros envolvidos no projeto que se cuidem. [The Verge, Engadget]

*Por Juliana Blume

 

………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Cientistas criaram o som mais alto que é possível no mundo

Uma equipe do Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC gerou o que pode ser o som subaquático mais alto possível.

O SLAC pertence ao Departamento de Energia do governo americano e sua administração fica a cargo da Universidade de Stanford.

Qual é o som mais alto possível?

Existem limites para quão intenso um ruído pode ser. No extremo mais baixo da escala, há o limite da audição humana – coisas como o zumbido de um mosquito a três metros de distância.

Aos 55 decibéis, temos o som de conversação normal. Um despertador atinge 80 decibéis, uma motosserra 100 decibéis e o som de um jato decolando a 100 metros 130 decibéis. Um show de rock, por sua vez, chega a 150 decibéis.

Estranhamente, no ar, um som não pode chegar a mais do que 194 decibéis. Na água, o extremo é 270.

Para criar incríveis pressões sonoras acima de 270 decibéis, os pesquisadores atingiram minúsculos jatos de água com um laser de raios-X, um instrumento conhecido como LCLS ou “Linac Coherent Light Source”.

Volume máximo

O som é um pouco como o calor. O zero absoluto é a temperatura mais fria possível porque, quando retiramos toda a energia de um objeto, as moléculas param de se mover e não há mais nenhum ponto abaixo para a temperatura passar.

Há também um limite superior teórico para a temperatura. Você pode aquecer as coisas em centenas de milhões de graus Celsius, mas em algum momento há tanta energia no que é agora um plasma superaquecido que os átomos se rompem. Acrescentar mais energia não aumenta a temperatura; tudo o que acontece é que mais partículas subatômicas são criadas.

O mesmo vale para o som, que é uma onda de pressão. Em zero decibéis, não há onda de pressão. Quanto mais decibéis temos, no entanto, o meio pelo qual o som está passando começa a ceder, e ele não pode ficar mais alto.

O experimento

Foi o que aconteceu quando os pesquisadores apontaram o laser de raios-X para microjatos de água (entre 14 e 30 micrômetros de diâmetro). Quando os curtos pulsos de raios-X atingiram a água, ela se vaporizou e gerou uma onda de choque.

Esta onda de choque viajou através do jato formando “cópias” de si mesma em um “trem de ondas de choque” feito de zonas alternadas de alta e baixa pressão. Em outras palavras, um som subaquático muito alto.

O que a equipe descobriu foi que, uma vez que a intensidade desse som alcançou um certo limite, a água cedeu e se transformou em pequenas bolhas cheias de vapor que imediatamente colapsaram em um processo chamado cavitação.

É um fenômeno também visto em hélices de alta velocidade, ou quando um camarão mantis decide ficar violento (é o soco mais poderoso do reino animal). Isso também significa que, como a pressão na onda sonora gerada por raios-X está logo abaixo do limiar superior possível, ela é tão alta quanto um som subaquático pode ser.

Aplicações

Segundo a equipe americana, essa descoberta tem mais do que apenas valor acadêmico.

Compreender melhor como funcionam esses “trens de ondas de choque” pode levar a maneiras mais eficientes de proteger amostras minúsculas submetidas a análises em escala atômica contra danos, o que seria de grande ajuda no desenvolvimento de novas drogas e materiais.

 

 

 

 

……………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Qual o melhor lugar para colocar seu roteador? Um Físico tem a resposta

Esqueça a tentativa e erro – a matemática provou onde é o melhor local para colocar o seu roteador. O físico Jason Cole descobriu uma fórmula que pode definir o melhor lugar para posicionar seu roteador sem fio e, em última análise, depende do plano de sua casa.

Cole começou a investigar a ciência por trás do posicionamento do roteador na tentativa de otimizar seu sinal wifi. Para fazer isso, ele primeiro mapeou a planta, atribuindo valores de refração às paredes, e então usou a equação de Helmholtz, que lhe permitiu modelar as ondas eletromagnéticas emitidas por seu roteador.

Em seu blog, Cole descreve a matemática complicada que se seguiu (pontos de bônus se você puder seguir essa equação).

Inicialmente, ele surgiu com a solução surpreendente de que colocar o seu roteador bem no meio da sua casa resulta no melhor sinal wi-fi.

Mas, é claro, não parece necessariamente ótimo colocar um roteador no meio da sala de estar, e nem sempre é possível dar pontos de energia, etc.

Para investigar mais, Cole modificou seu modelo para levar em conta a absorção em materiais de parede, como o concreto, e para impedir reflexos perfeitos formando uma onda estacionária.

Isso deu a ele um modelo que se parecia muito mais com sinais de Wi-Fi.

Finalmente, ele concluiu o que muitos de nós já suspeitamos – quanto mais longe você estiver do roteador, mais difícil será tentar pegar o sinal.

Mas, se posicionado corretamente, você pode colocar seu roteador em um local que preencha quase todos os cômodos de sua casa com ondas de oscilação maravilhosas de wi-fi, como no vídeo abaixo.

Cole criou até mesmo um aplicativo para Android que permite mapear seu próprio sinal wi-fi em sua casa, para ajudá-lo a descobrir onde o roteador deve ir (sem a necessidade de páginas de fórmulas). Seja bem-vindo.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

………………………………………………………..
*Fonte: engenhariae