Vídeo impressionante mostra como a lua está se afastando da Terra

A Lua está se afastando da Terra, lentamente, processo que teve início há bilhões de anos, quando o satélite natural foi formado.

Para explicar melhor esse fenômeno, o cientista James O’Donoghue, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (AXA), criou um vídeo no qual é possível ver como o afastamento tem acontecido ao longo dos anos.

Conforme a hipótese do grande impacto, a formação da Lua se deu há 4,5 bilhões de anos, com a colisão entre a Terra e um objeto espacial denominado Theia, cujas dimensões seriam semelhantes às de Marte.

A partir daí, pedaços da crosta terrestre cobertos de magma foram lançados à nossa órbita, dando origem à Lua.

Nessa época, o satélite natural estava bem mais próximo do nosso planeta — cerca de 16 vezes mais perto do que a distância atual — mas com o passar do tempo ele se afastou milhares de quilômetros em relação à posição original, devido às interações entre ambos e também a impactos de meteoritos.
Veja o vídeo

Inicialmente, O’Donoghue pretendia apresentar uma imagem precisa da criação da Lua, como ele contou ao Business Insider. No entanto, ele se empolgou e criou uma animação que mostra toda a história, resumida em menos de 30 segundos.

O vídeo começa mostrando a posição atual da Lua e a seguir faz uma viagem no tempo, voltando ao momento da formação do satélite. Também é possível acompanhar a distância dela em relação à Terra, seu tamanho aparente e a velocidade do seu afastamento ao longo de bilhões de anos.

Como é medida a distância da Terra à Lua?

A Lua se distancia da Terra cerca de 3,8 centímetros a cada ano, atualmente, mas esse movimento nem sempre é constante.

*Por Davson Filipe

 

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*Fonte: realidadesimulada

Inteligência Artificial descobriu por si mesma que a Terra orbita o Sol

Assim como aconteceu com os astrônomos da antiguidade, que percorreram um longo caminho dedutivo até compreender que a Terra girava em torno do Sol, e não que tudo girava em torno dela, uma inteligência artificial também chegou a essa conclusão.

Da mesma forma que ocorreu com os humanos, essa tecnologia se baseou na observação do movimento retrógrado de Marte para concluir que o mundo se move em elipse.

Segundo um artigo da revista acadêmica Physical Review Letters, a inteligência artificial conseguiu verificar que a Terra gira em torno do Sol, partindo de uma informação fornecida pelos programadores, que a ensinaram como se movem Marte e o Sol no firmamento terrestre.

Para isso, a equipe do físico Renato Renner, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH), projetou um algoritmo capaz de destilar grandes conjuntos de dados em algumas fórmulas básicas, imitando a maneira como os físicos apresentam suas fórmulas.

Assim, eles projetaram um novo tipo de rede neural inspirado na estrutura do cérebro. Durante séculos, astrônomos pensavam que a Terra estava no centro do Universo e explicavam o movimento de Marte sugerindo que os planetas se movessem em pequenos círculos na esfera celeste.

Mas, nos anos 1500, Nicolau Copérnico descobriu que os movimentos poderiam ser previstos com um sistema mais simples se a Terra e os planetas estivessem orbitando o Sol.

Usando os dados fornecidos por seus criadores, a inteligência artificial foi capaz de desenvolver fórmulas ao estilo de Copérnico e redescobriu por conta própria a trajetória de Marte.

Essa conquista irá ajudar os pesquisadores a criar um sistema capaz de individualizar padrões dentro de gigantescas quantidades de dados aleatórios.

A partir dessa iniciativa, Renner e sua equipe pretendem desenvolver tecnologias de machine learning (aprendizagem de máquina) que possam ajudar os físicos a resolver aparentes contradições na mecânica quântica.

*Por Davison Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Palha de café substitui plástico em peças automotivas

A Ford e o McDonald’s firmaram uma parceria para aproveitar a palha de café – casca seca do grão que sobra no processo de torrefação – na fabricação de peças de automóveis, nos Estados Unidos. O projeto pode dar novo destino a boa parte das milhares de toneladas de palha de café que são geradas por ano, normalmente usadas como adubo ou carvão.

As empresas descobriram que a palha de café tem propriedades capazes de reforçar certos tipos de peças, criando um material durável. Quando é aquecida a altas temperaturas sob baixo oxigênio e misturada com plástico e outros aditivos, ela dá origem a um granulado que pode ser moldado em vários formatos.

Os componentes feitos com esse composto são cerca de 20% mais leves e consomem até 25% menos energia no processo de moldagem. A sua resistência ao calor também é sensivelmente melhor que a do material usado atualmente, favorecendo a aplicação em peças como carcaças de faróis e outros componentes no compartimento do motor.

A parceria da Ford com o McDonald’s é um exemplo das abordagens inovadoras das empresas para o gerenciamento do produto e do meio ambiente. O projeto envolve também a Varroc Lighting Systems, fornecedora de faróis, e a Competitive Green Technologies, processadora da palha de café.

“Este é um exemplo de avanço na economia de circuito fechado, onde diferentes indústrias trabalham juntas e trocam materiais que de outra forma seriam descartados”, explica Debbie Mielewski, líder técnica do time de sustentabilidade e pesquisa de novos materiais da Ford.

Debbie garante que o novo material com palha de café é melhor que o material usado anteriormente – mais sustentável e com uma qualidade superior. Para conhecer melhor este novo material e suas possibilidades, clique aqui.

Materiais sustentáveis

Veja abaixo outras substituições de plásticos à base de petróleo por materiais biológicos e subprodutos agrícolas já realizadas pela montadora:

2007 – Espuma à base de soja em bancos e forros;

2008 – Garrafas plásticas recicladas em tapetes, caixas de roda e tecidos;

2009 – Palha de trigo em porta-objetos e porta-copos;

2010 – Algodão reciclado de roupas em forro acústico de portas e porta-malas;

2011 – Pneus reciclados em vedações e juntas; dente-de-leão em tapetes, porta-copos e peças internas de acabamento;

2012 – Papel moeda reciclado em porta-objetos e planta kenaf em forro de portas;

2013 – Casca de arroz em chicotes elétricos;

2014 – Casca de tomate em suportes de fiação e porta-objetos;

2015 – Casca de celulose em aplicações no compartimento do motor;

2016 – Fibra de agave em porta-copos e porta-objetos;

2017 – CO2 capturado para produção de espumas e enchimentos;

2018 – Bambu em compostos plásticos de peças internas e no compartimento do motor.

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*Fonte: ciclovivo

Como seria o céu se pudéssemos ver todos os satélites que estão em órbita?

Já pensei TANTAS vezes nisso… “Como seria o céu se pudéssemos, de fato, ver todos os satélites que estão em órbita?”

São mais de dez mil satélites em órbita, mas apenas os maiores e mais próximos à Terra são visíveis logo após o pôr do Sol. Neste vídeo, Scott Manley pegou dados dos satélites e criou um timelapse/vídeo da visão do céu noturno na América do Norte e toda a movimentação orbital.

Background Music is Spatial Harvest by Kevin Macleod.
Satellite data from:

https://www.space-track.org/
https://celestrak.com
https://prismnet.com/~mmccants


*Por Gustavo Giglio

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*Fonte: updateordie

 

60 minutos nesta bicicleta podem alimentar sua casa por vinte e quatro horas

Alguma vez você já sonhou em alimentar sua casa sem pagar os enormes custos? Você pode imaginar fazer isso e cuidar da sua figura corporal ao mesmo tempo.

Bem, essa foi a incrível ideia do fundador da bicicleta híbrida Free Electric, Manoj Bhargava. Ele usa energia mecânica da maneira mais simples possível, a fim de transformar uma hora de exercício em fornecimento de energia a uma família rural por 24 horas.

Seu mecanismo é simples – o dínamo é ativado quando você pedala, e isso aciona o gerador e carrega uma bateria.

Sobre a bicicleta:

“A Free Electric é fabricada com peças de bicicleta padrão, o que o torna facilmente reparável por qualquer mecânico ao redor do mundo. A bicicleta é barata, limpa e prática em termos de fornecimento de energia para aqueles que mais precisam em escala global.

Bhargava diz:

“Nosso objetivo é começar com a Índia, mas realmente pode ser usado em qualquer lugar. Existem 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo que ainda vivem sem acesso à eletricidade. ”

Além disso, ele afirma que a Free Electric cria essencialmente “melhor saúde, mais tempo de lazer, melhor acesso à educação e oportunidades de empreendedorismo – poderia literalmente mudar o mundo”.

Você já ouviu falar de uma motivação melhor para começar a se exercitar? O vídeo em destaque oferece a oportunidade de ver esta bicicleta em ação:

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*Fonte: revistasaberesaude

35.000 dólares por uma noite literalmente de outro mundo

A Nasa anunciou na sexta-feira que abrirá a Estação Espacial Internacional para empreendimentos comerciais, incluindo o turismo espacial – com estadias de 35 mil dólares por noite -, à medida que busca se destacar financeiramente do laboratório de pesquisa em órbita.

“A NASA está abrindo a Estação Espacial Internacional para oportunidades comerciais e gerando oportunidades como nunca fizemos antes”, disse o diretor financeiro da NASA, Jeff DeWit, em Nova York.

Haverá até duas missões curtas de astronautas por ano, disse Robyn Gatens, vice-diretor da ISS.

As missões serão para estadias de até 30 dias. Cerca de uma dúzia de astronautas particulares agora poderão visitar a ISS por ano, disse a NASA.

Esses viajantes seriam transportados para o orbitador exclusivamente pelas duas empresas que atualmente desenvolvem veículos de transporte para a NASA: SpaceX, com sua cápsula Crew Dragon, e Boeing, que está construindo um chamado Starliner.

Essas empresas estão encarregadas de preparar os clientes e faturariam a viagem à ISS, que será a parte mais cara da aventura: cerca de US $ 58 milhões por uma passagem de ida e volta.

Essa é a taxa média que as empresas cobrarão da NASA por levar os aventureiros do espaço até a ISS. Mas os turistas também pagarão à NASA pela estadia no espaço, por comida, água e uso do sistema de suporte à vida no orbital.

Isso custará cerca de US $ 35.000 por noite por astronauta, disse DeWit. A estação espacial não pertence à NASA. Foi construído junto com a Rússia a partir de 1998, e outros países participam da missão e enviam astronautas. Mas os EUA pagaram e controlam a maioria dos módulos que compõem o orbitador.

Os novos turistas espaciais da ISS não serão os primeiros: o empresário americano Dennis Tito já teve essa honra em 2001. Ele pagou à Rússia cerca de US $ 20 milhões pela viagem.

*Por Philipe Kling David

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*Fonte: mundogump

Drones estão sendo testados para detecção precisa de vida em zonas de desastre

Há vários anos, os drones autônomos têm tentado detectar sinais de vida em áreas de desastre. Agora, em um estudo inédito, pesquisadores de Adelaide e Iraque estão dando um passo adiante.

Os engenheiros, da University of South da Australia e Middle Technical University em Bagdá, projetaram um sistema de visão por computador capaz de distinguir entre corpos falecidos e sobreviventes a 4-8 metros de distância.

Detectando sinais de vida

Com todo o trabalho dedicado à detecção da vida em Marte, você pensaria que detectar a vida humana seria um passeio no parque. As áreas de desastre são notoriamente difíceis de serem pesquisadas, levando os especialistas a procurar soluções tecnológicas como drones para ajudar no empreendimento.

O novo sistema, testado pelos cientistas de Adelaide e Bagdá, funciona desde que o tronco superior de uma pessoa seja visível. Se for, as câmeras do drone podem captar pequenos movimentos nas cavidades do peito do indivíduo e medir os batimentos cardíacos e a frequência respiratória.

Os sistemas anteriores se baseavam em leituras menos precisas, como mudança de cor da pele e temperatura corporal.

Outras técnicas existentes, como o uso de câmeras térmicas, só conseguem detectar sinais de vida quando há um forte contraste entre a temperatura corporal e o solo. Isso dificulta a detecção de vitalidade em ambientes quentes. Em ambientes frios, roupas isoladas também podem atrapalhar a detecção.

Os novos testes se baseiam em trabalhos anteriores do mesmo grupo de engenheiros. Em 2017, eles mostraram que uma câmera em um drone poderia medir com sucesso as frequências cardíaca e respiratória.

No entanto, o sistema só conseguiu detectar sinais de vida em pessoas que estavam em pé – o que significa que era claramente um protótipo inicial.

Ajudando socorristas

O professor da UniSA, Javaan Chah, diz que a nova tecnologia pode ser usada efetivamente em zonas de desastre, onde o tempo é crítico, ajudando os socorristas a procurar sobreviventes.

“Este estudo, baseado no movimento cardiopulmonar, é o primeiro de seu tipo e foi realizado com oito pessoas (quatro homens e quatro mulheres) e um manequim, todos caídos no chão em poses diferentes”, disse Chahl em comunicado à imprensa. “Vídeos foram tirados dos sujeitos à luz do dia, a até oito metros de distância, e em condições de vento relativamente baixas, durante um minuto de cada vez, com as câmeras distinguindo com sucesso entre os corpos vivos e o manequim”.

Embora seja uma melhoria em relação às versões anteriores, Chahl diz que o sistema baseado em movimento integrado ao drone precisa de testes adicionais. Por exemplo, em condições climáticas adversas ou em situações em que a parte superior do tronco de uma pessoa está parcialmente coberta.

No entanto, é mais um passo em direção a uma resposta mais rápida em situações em que uma diferença de segundos pode salvar uma vida.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Borras de café são transformadas em xícaras compostáveis

Uma xícara de café para servir café. Parece até redundante, mas não é. Fundada em 2015, a empresa Kaffeeform reaproveita borras de café para produzir copos e xícaras. Os resíduos são coletados diariamente em cafés e restaurantes de Berlim, a capital da Alemanha.

A ideia de fabricar os utensílios veio após o fundador, Julian Lechner, tomar incontáveis doses de café expresso na Itália, enquanto estudava design de produto. Um dia ele questionou como os resíduos da fabricação de cada xícara poderiam ser reutilizados: foi o primeiro passo para o que viria a se tornar a Kaffeeform, após cinco anos de desenvolvimento.

Para chegar até o produto final, ele desenvolveu um material feito a partir de borras de café, biopolímeros (polímeros produzidos por seres vivos), amido, celulose, madeira, resinas naturais, ceras e óleos. Desta forma, o resultado é um produto resistente aos líquidos e ao calor, que pode ser colocado na máquina de lavar louça e até resistir a quedas. Para completar, são leves e têm um leve cheiro de café -, perfeito para os amantes do bom cafezinho. Após seu ciclo de uso, cada utensílio pode ser compostável.

Os produtos estão presentes em lojas de diversos países europeus e a empresa ainda produz copos personalizados para outras companhias.

Pensar na sustentabilidade de um produto desde sua produção até o pós-consumo é uma responsabilidade que algumas empresas estão encarando com muita criatividade. Dia desses, por exemplo, o CicloVivo falou sobre uma embalagem de xampu feita de sabão.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Vamos viver no máximo até os 125 anos

Cada ano que passa, a gente fica mais velho – mas isso não se aplica à evolução da longevidade propriamente dita.

É o que indica uma pesquisa americana. O estudo chama-se Evidence for a Limit to Human Lifespan (Evidência de um Limite para a Longevidade Humana) , e foi peito por cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. O grupo analisou os supercentenários que morreram entre 1968 e 2006. Até 1995, a idade da pessoa mais velha aumentava 0,15% por ano.

Em 1997, morreu Jeanne Calment, com 122 anos, a pessoa mais velha de que se tem registro (já levantou-se a hipótese de fraude, de que Jeanne seria bem mais jovem, mas aparentemente ela viveu mesmo até os 122). Em meados dos anis 1990, de qualquer forma, a idade máxima parou de crescer. Na verdade, ela começou a cair mais de três meses ao ano. “Temos 95% de certeza que o limite da vida fica entre 113 e 116 anos”, contou Brandon Milholland, um dos autores. “É possível que alguém viva até os 125 – mas só uma vez a cada 10 mil anos.”

Para o pesquisador, a expectativa média de vida vai continuar crescendo, mas não o número de supercentenários: “As pessoas que chegam a 110 anos hoje devem viver tanto tempo quanto as que chegaram aos 110 nos anos 1970”.

*Por Ana Carolina Leonardi

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*Fonte: superabril

SunUp: O painel solar que pode ser acoplado na mochila

Imagine sair por aí com um painel solar onde você recarrega seus aparelhos enquanto anda. Estranho? A ideia de levar uma placa solar pela rua pode parecer absurda, mas o SunUp quebra qualquer preconceito: ele é portátil, flexível e eficiente. O produto é perfeito para os amantes da natureza raiz, que são fascinados pelas engenhocas sustentáveis.

Apesar do painéis solares flexíveis já serem uma realidade, eles esbarram na questão eficiência versus durabilidade. Os painéis solares rígidos feitos de silicone monocristalino e policristalino são 21% mais eficientes e facilmente quebráveis, enquanto os painéis flexíveis feitos com silicone amorfo são mais fortes, mas com eficiência média de 7%. O engenheiro de Design de Produto Bradley Brister resolveu tentar encontrar um meio termo.

“O objetivo do meu projeto é fornecer um compromisso entre os dois. Combinando os benefícios de eficiência dos painéis rígidos com os benefícios de flexibilidade dos de película fina”, explica. Segundo Brister, a solução foi mesclar pequenos painéis solares policristalinos de película fina com um mecanismo de dobradiça de metal.

“Cada módulo é interligado por uma dobradiça condutora sem deformação mecânica quando em uso, para que ele não tenha o problema usual de dobrar apenas 5000 [vezes] antes de encaixar”, disse Brister em entrevista ao site Dezeen. “Teoricamente, o projeto pode ser flexionado e dobrado indefinidamente ou pelo menos até que as superfícies se desgastem”, completou.

Ele garante que o protótipo é totalmente funcional e testado em campo.

Adaptável

Versatilidade é outro ponto-chave para entender as inovações da solução. Hoje em dia já existem diversos produtos com a função de captar energia solar, inclusive mochila solar, mas esta invenção é interessante pela capacidade de se adaptar e encaixar facilmente em diversas aplicações. Apesar dele ter sido projetado para uma mochila, pode simplesmente ser usados sobre outras superfícies -, inclusive já foi testado em um passeio de canoa.

O SunUp foi criado como projeto da faculdade e teve a colaboração da empresa estadunidense The North Face, mundialmente conhecida pela produção de artigos para atividades ao ar livre. Com o projeto, Brister ficou entre os finalistas do concurso James Dyson Awards, no Reino Unido, que premia a melhor iniciativa em design e engenharia de estudantes de todo o mundo.

O jovem, em seu currículo, afirma que seu estilo de design é fortemente influenciado pelo amor que tem ao ar livre. Confira outros projetos de Bradley Brister.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Homem de ferro da vida real bate recorde mundial de voo humano – 136,891 km/h

O homem de ferro da vida real Richard Browning, da Gravity Industries, ganhou as manchetes há dois anos, quando estabeleceu o recorde mundial de vôo humano em 51,53 km/h . Desde então, ele aperfeiçoou seu traje e até o vendeu na Selfridges.

Agora, ele está de volta para quebrar mais um recorde; seu próprio. Ele alcançou a velocidade mais rápida em um macacão movido a motor a jato controlado pelo corpo a 136,891 km/h.

Isso é mais que o dobro da velocidade que ele havia alcançado anteriormente. Ele fez este voo recorde no Dia Mundial dos Recordes do Guinness.

“Estou muito satisfeito”, disse ele depois, segundo o Guinness World Records. “Eu estava confiante de que deveríamos ser capazes de fazê-lo, mas isso é muito diferente de vir aqui e realmente alcançá-lo, especialmente quando tornamos nossa vida complicada ao colocar vários outros pilotos também.

“Você nunca pode desconsiderar a possibilidade de ter um problema técnico, por isso estou muito satisfeito por termos entregado o que fizemos. E esse é realmente o mais rápido que já fiz. No treinamento, estávamos a cerca de 120km/h” isso é significativamente mais rápido.

“Não acho que vamos quebrar o que fizemos no treinamento, por isso estou muito contente.”

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Máquina transforma plástico reciclado em filamento para impressora 3D

Um dos principais avanços tecnológicos dos últimos tempos são as impressoras 3D. Em algumas áreas da ciência, como a medicina, a inovação tem servido para a fabricação de próteses, muitas delas caseiras e com custo bem mais barato.

Entre as maiores vantagens da nova tecnologia estão o ganho com tempo e economia de matéria-prima, utilizada para moldar os objetos. Impressoras 3D utilizam filamentos de plástico no lugar da “tinta”, usada nas máquinas tradicionais. Todavia, o preço dos filamentos é bastante caro e no final da impressão, há muita sobra de material.

Buscando uma maneira de tornar o processo mais sustentável, três estudantes de engenharia da Universidade de British Columbia, no Canadá, criaram a ProtoCycler, máquina que pode triturar qualquer tipo de resíduo plástico – garrafas PET, embalagens de comida, sacolas – e transformá-lo em filamento. O visual da engenhoca faz lembrar um daqueles forninhos de bancada para aquecer comida, que muitas famílias têm na cozinha.

O nome da empresa criada por Dennon Oosterman, Alex Kay e David Joyce é ReDeTec* – Renewable Design Technology (Tecnologia do Design Renovável, em inglês). “Resíduos podem ser recuperados e transformados em tudo o que desejamos, sem precisarmos nos preocupar com a quantidade de dinheiro que vamos gastar ou o impacto ambiental que causaremos”, dizem os estudantes.

Para os jovens inventores, ao permitir que pessoas reaproveitem seus resíduos das impressoras 3D ou mesmo dêem vida nova a objetos de plástico, a tecnologia assume uma nova função – em vez de estimular o consumo, torna-se uma indústria impulsionada pela criação. “Queremos que toda tecnologia seja o mais sustentável possível”.

Oosterman, Kay e Joyce esperam que a ProtoCycler atraia o interesse de escolas, por exemplo, onde alunos poderão fazer testes e inúmeras tentativas de impressões reutilizando os mesmos filamentos plásticos inúmeras vezes. E sem gerar resíduos para o meio ambiente.

No início do ano, a ReDeTec conseguiu US$ 100 mil para viabilizar a produção da máquina no site de crowdfunding Indiegogo. O preço da ProtoCycler ainda é um pouco alto. Está sendo vendida por US$ 699. Mas os jovens da universidade canadense garantem que o investimento vale a pena.

A máquina produz cerca de 3 metros de filamento por minuto e de qualquer cor desejada – basta colocar o plástico a ser reciclado do tom que o usuário deseja.

*Por Susana Camargo

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*Fonte: superinteressante

Micro gerador usa a correnteza dos rios para produzir energia

O Brasil é especialista em usar a força das águas para gerar eletricidade, ocupando a lista dos maiores produtores de energia hidrelétrica. Apesar de ser considerado renovável, tais estruturas têm grandes impactos socioambientais. A boa notícia é que tem surgido micro usinas hidrelétricas que podem ajudar a aproveitar o potencial aquático sem causar tantos danos. Exemplo disso é o Waterotor, um pequeno gerador que pode ser usado até mesmo nas águas calmas de um rio.

Desenvolvido pela empresa canadense Waterotor Energy Technologies, o dispositivo produz energia hidrocinética, isto é, aproveita a própria correnteza dos rios para gerar energia. Desta forma, não é preciso construir barragens e formar lagos. A velocidade necessária para captar energia pode ser tão baixa como 3,2 km por hora, sendo que em 6,5 ​​km por hora o produto atinge o desempenho ideal.

Além disso, não precisa de combustível, funciona 24 horas por dia e é capaz de converter mais de 50% da energia disponível na água corrente em eletricidade. “É barato, simples, robusto, facilmente instalável e não prejudica a vida aquática”, garante a empresa desenvolvedora que já patenteou a tecnologia.

Pessoas que não têm acesso a eletricidade – mais de 800 milhões de pessoas, segundo relatório do Banco Mundial -, estão entre o público-alvo que a companhia almeja alcançar. O Waterotor pode ser instalado em córregos, rios, canais e vias navegáveis.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Antibióticos: a guerra da extinção

Se não dermos o próximo passo agora, é possível que não exista um longo caminho pela frente, e isso não é uma manchete alarmista. É claro que se você entende do cenário em que vivemos, existem tantos problemas que poderiam nos exterminar do planeta que mais um seria praticamente uma redundância. Mas quando se trata de agentes bióticos essa realidade pode ser diferente, isso porque tudo pode começar muito rápido e nos varrer do planeta sem muita luta.

Antibióticos

Os antibióticos são substâncias químicas produzidas pelas próprias bactérias e alguns fungos, nosso trabalho é apenas descobrir quais substâncias servem contra quais agentes patológicos. Nós os usamos principalmente contra bactérias, mas podem ser usados contra vírus e alguns parasitas, funcionando de duas maneiras: matando ou impedindo sua reprodução. Lembrando que vírus não podem ser mortos.

A descoberta foi acidental quando Alex Fleming percebeu que em sua placa de petri alguns fungos inibiam o crescimento de uma bactéria ali contida, após estudos sobre o porquê dessa reação, Fleming criou o primeiro antibiótico, o nomeando de penicilina.

A evolução contra nós

E se eu disser que nós somos os responsáveis por essa ameaça? Sim, ao mesmo tempo em que fomos capazes de salvar a evolução humana com a criação dos antibióticos, deixamos espaço “vagos”, e as bactérias evoluem e se transformam em superbactérias (elas até existiam antes, mas definitivamente não como hoje), e isto já está acontecendo. Inúmeros casos vêm sendo relatados sobre a ineficiência do mais forte antibiótico que possuímos e a tendência é só piorar.

As bactérias são um dos seres vivos mais antigos do planeta, descendentes diretos dos primeiros organismos unicelulares a habitarem o planeta, a cerca de 3 bilhões de anos. Provavelmente um dos mais bem sucedidos também, além de terem sobrevivido a tudo neste período, são os organismos mais abundantes em número no planeta.

Existem mais bactérias no seu corpo do que estrelas e planetas em toda a nossa galáxia, algo entre 40 e 100 trilhões desses organismo estão espalhados dentro de nós, e em grande maioria eles são altamente benéficos e essenciais para a nossa sobrevivência.

E há um porquê desta situação estar rumando a um destino altamente perigoso para nós, as bactérias são organismo de reprodução extremamente rápida. Em poucas horas é possível que milhões já estejam presentes devido a sua população possuir um progressão geométrica, consequência da reprodução assexuada por fissão binária, isto é, elas se dividem em duas.
Progressão da reprodução bacteriana. (Créditos da imagem: Reprodução).

Se tivermos uma formação inicial de uma bactéria, em apenas 20 estágios de reprodução teremos uma colônia de 1 milhão de organismos. Em mais 20 estágios, chegamos em 1 trilhão. Assim é possível entender o quão rápido é o crescimento das bactérias, resultado de milhões de anos de evolução.

Sua capacidade de infectar um hospedeiro é muito alta e muito rápida, porém nós possuímos os antibióticos que inibem esse processo. Mas algo está mudando e a evolução das bactérias tem sido exponencial, e com essas mutações, nossa artilharia contra elas está ficando totalmente ineficaz e estamos agora expostos a uma ameaça invisível e voraz.

Apocalipse bacteriano

Por um puro acaso da evolução, as bactérias que invadem seu sistema provavelmente estão evoluindo para se proteger contra quaisquer ataques. Quando os antibióticos já estão dentro das células bacterianas, elas interceptam o antibiótico e alteram as moléculas para que elas fiquem inofensivas, ou constroem “bombas” que jogam qualquer tipo de antibiótico para fora de sua estrutura antes que qualquer estrago seja feito.

Nem sempre essas mutações nos representam riscos. Na maioria das vezes que um antibiótico não é capaz de matar uma superbactéria, ela provavelmente estará em um número muito reduzido e assim os próprios anticorpos se encarregaram de exterminá-la. Mas como nem tudo são flores, em alguns casos essas superbactérias podem escapar e espalhar sua “imunidade”, e como elas espalham sua imunidade?

Compartilhando conhecimento

As bactérias possuem “dois tipos” de DNA, o cromossomo e umas pequenas partículas chamadas de plasmídeos. As superbactérias podem “abraçar” outra bactéria comum ou através de um processo chamado de “transformação”, bactérias comuns colhem pedaços de DNA das superbactérias já mortas. Compartilhando habilidades úteis através dos plasmídeos.

Isso acontece entre todos os tipos de bactérias, fazendo com que elas sejam imunes a múltiplos antibióticos.

Uso indiscriminado

Mas todo esse processo já acontece há tempos, principalmente em hospitais, onde existe um ambiente perfeito para a multiplicação e evolução destas superbactérias. Nos dias atuais o homem em certas partes mais urbanizadas do planeta trata deste tipo de medicamento como se fosse uma comodidade. Tomamos inúmeras variações de antibióticos, muitos sem prescrição médica e ainda para doenças comuns como uma gripe.

Antibióticos deveriam ser um último recurso no tratamento de certas doenças, e mesmo assim são colocados como solução primária. Outro gigantesco problema parte da produção de carne (qualquer tipo, menos frutos do mar).

Como a demanda por este tipo de comida cresceu demasiadamente ao longo dos anos, as fazendas criaram sistemas para gerir o maior número de animais no menor espaço. As condições ruins e o alto risco de contaminação, fazem com que o preço da produção e da venda seja o menor possível. Assim os animais recebem toneladas de antibióticos para fazer controle da maior quantidade possível de bactérias, mesmo antes de possuí-las.

Não surpreende que através desse sistema criamos mais e mais bactérias resistentes, que através da carne é passada para os humanos. Porém há antibióticos específicos que são usados nos casos de bactérias resistentes, regras rígidas são seguidas para utilizá-los sem que novas resistências sejam criadas pelas bactérias, assim era o que imaginávamos.

Entretanto alguns casos recentes têm mostrado que nada que possuímos pode eliminar novas superbactérias. No mês de maio de 2016, o primeiro caso nos Estados Unidos de ultra resistência foi registrado, uma bactéria encontrada na urina de uma paciente não teve qualquer alteração mesmo com o uso do mais forte antibiótico que existe, a Colistina.

O super antibiótico

A Colistina é usada como o último recurso no combate a um biótico nocivo ao homem.

Isso porque evitávamos que seu uso em larga escala pudesse criar bactérias resistentes a ela, além de que quando administrada em humanos por longos períodos, pode causar danos nervosos, renais e nos fígados.
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Era pressuposto então que não haveria resistência a ela pelo baixo uso feito em humanos. Porém ela foi administrada por anos na criação suína e aviária, onde era usada contra um parasita específico nesses animais. Começando assim a cadeia de uma nova superbactéria, que gerada nesses animais, foi passada de animal para animal até chegar em nós humanos sem ter sido antes notada.

Cenário da devastação

Agora imagine nosso cenário, em média há mais de 100 mil voos acontecendo em um dia comum, conectando basicamente todo ser humano no planeta a possíveis ameaças. Criando um mundo fisicamente conectado, consequentemente criamos meios para que pandemias globais se instalem com uma facilidade muito maior.

É claro que na nossa curta história no planeta, cerca de 200 mil anos como homo sapiens, nada perto dos 135 milhões de anos em que os dinossauros foram mestres desta terra. Nós humanos nunca fomos inteiramente dizimados, mas já passamos por epidemias em outros períodos que causaram imensos estragos, apesar de que em muitas épocas não haviam tratamentos, também não havia um meio tão eficaz de contaminação mundial como temos hoje.

Não se desespere, ainda não é preciso viver dentro de uma bolha. O mundo não irá acabar do dia para a noite e com certeza vai dar tempo de pegar a pipoquinha vendo tudo desmoronar aos poucos.

Pandemias acontecem o tempo todo, e estamos cada vez mais atentos a isso, mas a questão das superbactérias é mesmo digna de filme. Existe grande possibilidade de que em poucos anos o cenário já comece a tomar forma.

A questão não é somente as doenças em si, imagine como seria uma pandemia mundial que não se tem cura, economia, alimentação e transporte cairiam, o caos seria instalado. Não somos seres calmos, o pavor e o desespero tomam conta rapidamente de um grupo acuado diante de uma situação sem solução.

Se você precisa acreditar em alguma coisa, acredite na ciência, é ela que vem nos salvando e dando armas para combater os inimigos microscópicos ao longo da era moderna. Talvez nós sejamos os culpados por facilitar as coisas para o inimigo, mas a cada dia a ciência avança de maneira exponencial também, e antes que imaginemos, poderemos ter a solução para um fim que hoje parece muito provável.

*Por Luan Verone

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*Fonte: ciencianautas

Garota de 14 anos inventa tecnologia que remove ponto cego de motoristas

Quem dirige sabe que o ponto cego de todo carro atrapalha bastante. Mais do que isso, causa milhares de acidentes a cada ano.

Agora, no entanto, tal ponto cego pode se tornar evitável: uma garota de 14 anos (não, você não leu errado) inventou uma tecnologia que efetivamente o remove dos veículos.

A ideia de Alaina Gassler funciona da seguinte maneira: uma câmera é colocada atrás do pilar que causa o ponto cego. Esta câmera envia um vídeo para um projetor, que por sua vez projeta a imagem no próprio pilar, essencialmente tornando-o invisível e deixando o motorista enxergar através dele.

Para melhorar ainda mais a situação, Alaina só usou materiais facilmente acessíveis para criar essa tecnologia, como uma webcam, um projetor e materiais impressos em 3D.

Premiada

No início desta semana, Alaina, que mora em West Grove, no estado americano da Pensilvânia, apresentou sua invenção no concurso Broadcom MASTERS (sigla para “Math, Applied Science, Technology, and Engineering for Rising Stars”, ou “Matemática, Ciências Aplicadas, Tecnologia e Engenharia para Estrelas em Ascensão”) para alunos do ensino médio oferecido pela organização sem fins lucrativos Society for Science and the Public.

Além disso, ela venceu uma competição nacional em primeiro lugar por sua criação, levando para casa o Prêmio Samueli Foundation de US$ 25.000 em homenagem à excelência geral em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Derretimento de gelo no Ártico revela 5 novas ilhas que não sabíamos que existiam

A Marinha russa identificou cinco novas ilhas no arquipélago Novaya Zemlya, no Ártico, reveladas pelo gelo derretido dos glaciares da região.

“Pensávamos que elas eram [parte da] geleira principal [chamada Vylki, também conhecida como Nansen]. O derretimento, o colapso e as mudanças de temperatura levaram à descoberta dessas ilhas”, disse o vice-almirante russo Alexander Moiseyev.

As ilhas

As ilhas variam em tamanho, com a menor medindo apenas 30 por 30 metros, e a maior cobrindo cerca de 54.500 metros quadrados.

Sua presença foi primeiro suspeitada pela estudante de engenharia Marina Migunova, que observou massas terrestres em imagens de satélite em 2016 enquanto trabalhava em um artigo.

Na nova expedição da Marinha, pesquisadores analisaram a topografia das cinco ilhas, concluindo que elas devem ter surgido aproximadamente em 2014.

Apesar de suas jovens idades, as terras já são colonizadas por algas, plantas e pássaros, além de demonstrarem evidências de animais terrestres maiores.

Temporárias ou permanentes?

No momento, não é possível saber por quanto tempo as ilhas permanecerão parte da paisagem ártica. Um glaciologista da expedição sugeriu que elas possam duram apenas uma década ou menos.

“Hoje, é difícil chegar a conclusões sobre sua importância e vida útil”, disse o capitão Alexei Kornis, chefe do Serviço Hidrográfico da Frota do Norte, ao site russo Arctic. “Encontramos os restos de uma foca mordida por um urso. Então, se tudo isso conseguir se enraizar, as ilhas sobreviverão”.

Mundo gelado em mudança

A expedição russa – que navegou por águas há pouco tempo completamente congeladas – encontrou outras massas terrestres previamente desconhecidas durante a missão.

Por exemplo, uma sexta ilha foi descoberta em um estreito da Terra de Francisco José, um arquipélago polar russo.

De acordo com a Marinha, esses achados não são isolados, e sim fazem parte de uma dúzia de novas ilhas que têm emergido no Ártico nos últimos anos.

Conforme o mundo se torna mais quente graças à mudança climática impulsionada pela atividade humana, devemos ver cada vez mais transformações na paisagem polar em derretimento.

“A descoberta de ilhas à medida que a geleira Nansen recua não é uma surpresa, pois uma geleira é simplesmente um rio de gelo transportando neve e gelo compactados dos terrenos mais altos para o mar”, disse o oceanógrafo Tom Rippeth, da Universidade Bangor, no País de Gales, ao Newsweek. “À medida que o clima esquenta, as geleiras encolhem e expõem a terra abaixo. Esse é outro sintoma do aumento do aquecimento no Ártico – nesta região a temperatura média é de 5 a 6 graus Celsius mais quente em resposta às mudanças climáticas”. [ScienceAlert]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Ford apoia o desenvolvimento de tinta reprogramável que pode mudar de cor

Em um futuro próximo, as pessoas poderão mudar a cor do carro e das roupas sempre que desejarem. Este é o objetivo de um projeto apoiado pela Ford, que está sendo desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT, através do seu Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial. A chamada tinta reprogramável permite que os objetos mudem de cor quando são expostos a uma luz especial com diferentes comprimentos de onda.

No vídeo abaixo, você vai conhecer como o processo funciona ao ser aplicado em um tênis, uma capinha de celular, um carro em miniatura e também em um camaleão de brinquedo. Chamada de PhotoChromeleon, a tinta é reversível e cada processo de personalização pode levar de 15 a 40 minutos, dependendo do tamanho do objeto.

Para mudar de cor, a peça é colocada em uma caixa e exposta à luz de um projetor especial que elimina os pigmentos indesejados. A luz azul, por exemplo, é absorvida pelo corante amarelo, por isso ele é removido da equação para assim criar a cor azul.

Uma das vantagens do uso da tinta reprogramável é a sustentabilidade, evitando que os fabricantes precisem produzir itens em excesso para atender as diferentes preferências de cor, além de estimular os consumidores a fazer compras mais conscientes. A criação dos desenhos aplicados nos objetos é feita por meio de uma interface digital.

“Esta tinta pode reduzir o número de etapas necessárias para a produção de uma peça multicolorida, ou melhorar a durabilidade da cor afetada por intempéries ou degradação dos UV”, explica Alper Kiziltas, especialista técnico em materiais sustentáveis e emergentes da Ford nos EUA. Kiziltas também prevê que as pessoas possam personalizar seus veículos no futuro.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Camuflagem Quantum cria escudo invisível em torno de qualquer objeto

Este é um vídeo de demonstração do material Quantum Stealth (Camuflagem Quantum), criado pela empresa canadense Hyperstealth Biotechnology.

Funciona como um manto da invisibilidade de Harry Potter, em que ele reflete as luzes em volta, fazendo com que o objeto coberto pelo material fique praticamente invisível para o olho humano.

E não só isso, a empresa diz que ele bloqueia também sinais ultravioleta, infravermelho e térmicos – o que abrange mais a camuflagem do dispositivo.

Sem qualquer surpresa, é claro que esta tecnologia está sendo desenvolvida para fins militares. Mais especificamente para cobrir tanques, quem sabe aeronaves.

Abaixo você confere um vídeo com a demonstração do material.

*Por Flavio Croffi

 

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*Fonte: geekness

Resíduos de testes atômicos da Guerra Fria ainda estão na Antártida

Durante a Guerra Fria, o Oceano Pacífico foi palco de diversos testes nucleares. Lugares como as Ilhas Marshall até hoje guardam profundas marcas daquela época – os atóis de Bikini e Enewetak são hoje mais radioativos que Chernobyl e Fukushima, embora tenham se passado mais de 60 anos desde o fim dos testes nucleares.

Essas bombas não deixaram rastros somente nos locais onde explodiram: os diversos elementos químicos liberados reagiram com outros elementos presentes no ar. Isso gerou altas concentrações de isótopos radioativos, como o cloro-36.

Agora, cientistas da base russa Vostok, na Antártida, descobriram que esse isótopo foi mais longe do que se imaginava: viajou o globo pela estratosfera e chegou até a Antártica, onde se depositou no gelo e está até hoje.
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Na verdade, a descoberta aconteceu por acaso. Os pesquisadores estavam examinando as concentrações em diferentes partes da Antártica, para tentar entender melhor como o cloro se comporta ao longo do tempo em áreas onde a queda de neve anual é alta versus áreas em que a queda de neve é ​​baixa. Isso é útil porque os cientistas usam isótopos como o cloro-36 para determinar as idades de amostras de gelo que estavam em grandes profundidade.

Apesar de radioativo e instável, uma baixa concentração desse isótopo é produzido naturalmente, quando o gás argônio reage com os raios cósmicos na atmosfera da Terra. Só relembrando: isótopos radioativos são versões de átomos que tem uma quantidade de nêutrons muito grande, que os desestabiliza. Eles liberam radiação para alcançar estados mais estáveis.

Para o estudo, os pesquisadores coletaram amostras de gelo de um poço de neve em Vostok, uma estação de pesquisa russa na Antártida Oriental que recebe pouca acumulação de neve, e de gelo do Talos Dome, uma grande cúpula de gelo a aproximadamente 1400 quilômetros de distância que recebe muita acumulação de neve todos os anos.

Os pesquisadores testaram a concentração de cloro-36 no gelo de ambos os locais, baseando-se em amostras recolhidas anteriormente nos locais. Os resultados foram claros: enquanto em Talos Dome a concentração diminuiu gradualmente ao longo do tempo, o gelo de Vostok apresentou níveis muito altos de cloro-36, com o topo da o poço de neve atingindo até 10 vezes a concentração natural esperada.

Isso sugere que o bloco de neve Vostok ainda está liberando cloro radioativo armazenados durante os testes nucleares das décadas de 1950 e 1960. Hoje, essa quantidade de radioatividade é muito pequena para afetar o meio ambiente, mas os resultados são surpreendentes porque os cientistas esperavam que as concentrações desse gás já tivessem normalizado. Os resultados dessa análise foram publicados no periódico Journal of Geophysical Research: AG Atmos.

*Por Ingrid Luisa

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*Fonte: superinteressante

Veja os dois novos trajes espaciais da NASA para a missão Artemis

Esses são os dois novos trajes espaciais da NASA apresentados para o programa Artemis, que tem como objetivo pousar o próximo homem e a primeira mulher na Lua até o ano de 2024.

As informações dos trajes incluem:

O traje laranja é o traje do Orion Crew Survival System, também chamado de traje de voo ou de lançamento e entrada. Os novos recursos incluem um capacete que vem em mais de um tamanho e ternos personalizados. A cor visa facilitar a localização dos astronautas se eles acabarem no oceano, e o traje inclui um “conjunto de equipamentos de sobrevivência”.

Embora tenha sido projetado principalmente para lançamento e reentrada, o traje Orion pode manter os astronautas vivos se o Orion perder a pressão da cabine durante a viagem para a Lua, enquanto ajusta as órbitas no caminho de volta para casa. Os astronautas podem sobreviver dentro do traje por até seis dias enquanto retornam à Terra. Os trajes também são equipados com um conjunto de equipamentos de sobrevivência no caso de terem que sair de Orion após o desastre antes da chegada do pessoal de recuperação. Cada um levará seu próprio colete salva-vidas que contém um farol localizador pessoal, uma faca de resgate e um kit de sinalização com espelho, luz estroboscópica, lanterna, apito e bastões de luz.

O traje branco é a Unidade de Mobilidade Extraveicular da Exploração ou xEMU. O xEMU oferece amplitude de movimento dramaticamente superior aos trajes usados ​​em missões anteriores.

Como podemos ver, esses trajes contam com tecnologia de ponta e, ao mesmo tempo, muitos recursos de emergência e sobrevivência. Além de dar mais mobilidade aos astronautas.

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*Fonte: geekness

Ônibus elétrico, autônomo e impresso em 3D é testado na Califórnia

A fabricante de automóveis norte-americana Local Motors tem uma aposta sustentável para a mobilidade urbana: Olli 2.0. Com sensores, incluindo radar e câmeras, o veículo autônomo monitora a direção sem precisar de um motorista. E não estamos falando de uma solução para o futuro, mas sim para o agora – já em funcionamento em pequena escala.

Com velocidade máxima de 40 km/h, é projetado para áreas que exigem baixa velocidade, como hospitais, bases militares e universidades. O motor elétrico garante zero ruídos e emissões poluentes, além de alcance de até 160 quilômetros com uma única carga.

Olli também é 80% impresso em 3D e seus componentes, em sua maioria, são recicláveis.
E ainda é personalizável: seu interior (inclusive o número de assentos) pode ser alterado para atender a diferentes necessidades.

Sua primeira versão, o Olli 1.0, foi lançada em 2016 e está em operação em nove campi dos EUA. Enquanto veículos autônomos não tomam conta das ruas, podemos ter um “gostinho” colocando em prática o que é possível hoje – testando sua segurança, confiabilidade e outras questões que certamente surgirão como qualquer alternativa de transporte.
Testes

As experimentações na Califórnia acontecem na estação GoMentum, uma antiga base naval, próxima a São Francisco, que funciona como campo de testes para veículos autônomos. Ali, o modelo que possui sistema de prevenção de obstáculos, será colocado em vários cenários, incluindo travessia de cruzamento, interação com pedestres e túneis.

“A segurança é fundamental em todas as novas tecnologias de veículos, por isso estamos entusiasmados para realizar testes rigorosos sob condições realistas na estação GoMentum para garantir que nossos ônibus estejam prontos para as vias públicas”, Vikrant Aggarwal, presidente da Local Motors.

O veículo também está sendo testado em Peachtree Corners, no subúrbio de Atlanta. O Olli percorre um pequeno trecho separado do tráfego comum, de segunda a sexta-feira, o que tem atraído moradores curiosos para testar a novidade.

A china, sempre à frente, inaugurou seu primeiro transporte público autônomo e elétrico em 2017.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Fábricas de Fita K7 não conseguem atender demanda por falta de material

Assim como o vinil, a fita cassete também está fazendo seu retorno grandioso às estantes dos amantes de música.

A procura está sendo tanta que, agora, algumas fábricas estão sofrendo com a falta de material para produzir as fitas. A National Audio Company fez um anúncio aos seus consumidores, avisando que haverá atrasos na produção por conta da falta de óxido de ferro.

Sem dar uma previsão exata de quando voltará ao normal, a NAC explicou que a única fábrica que refina o material está em construção há meses, entregando carregamentos bem menores para seus clientes. A empresa espera que tudo se normalize até o fim do ano, mas ainda não tem ideia de quanto tempo vai levar para retomar a produção.

A notícia vem dias após dados mostrarem que o vinil cresceu mais que CD neste ano, e que a fita cassete, apesar de estar bem atrás, também vem vendendo igual água.

*Por Stephanie Hahne

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Veja maior impressora 3D do mundo imprimindo barco

O UMaine Advanced Structures and Composites Center, na Universidade do Maine, recebeu três Guinness World Records. Os recordes foram conquistados por apresentar o maior protótipo de impressora 3D de polímero do mundo, o maior objeto sólido impresso em 3D e o maior barco impresso em 3D. O barco tem 25 pés (7,62 metros), pesa 5mil libras (pouco mais de 2 toneladas) e foi nomeado 3Dirigo. Sua navegabilidade foi verificada em laboratório para teste de modelos offshore.

Essa impressora 3D foi projetada para imprimir objetos de até 100 pés (30 metros) de altura e 22 pés (6 metros) de largura, podendo imprimir 500 libras (aproximadamente 226 quilogramas) por hora. No vídeo em time-lapse é possível conferir, em menos de um minuto, o trabalho de impressão do 3Dirigo, que durou 72 horas.

A cerimônia de revelação do barco foi realizada na quinta-feira, com a presença de autoridades e representantes do Guinness World Records, para confirmar os três recordes.

Outras aplicações

Entre as iniciativas que serão apoiadas com o uso da impressora, está o desenvolvimento de matérias-primas de base biológica, com o uso de celulose derivada de recursos de madeira, e prototipagem rápida de aplicações civis, de defesa e de infraestrutura.

A Universidade estabeleceu parcerias para unir a expertise dos pesquisadores com a de líderes da indústria marítima, para desenvolver e comercializar a impressão 3D. O objetivo desse trabalho conjunto é beneficiar os construtores de barcos no estado do Maine. O uso de plástico com 50% de madeira na impressão, tanto de moldes quanto de partes de barcos, pode deixar a produção muito mais rápida e econômica do que com os métodos utilizados atualmente.

A impressora tem recursos de fabricação aditivos e também subtrativos de alta precisão. A UMaine ainda exibiu um abrigo de comunicação do Exército dos Estados Unidos, impresso em 3D. [Futurism, UMaine]

*Por Liliane Jochelavicius

 

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*Fonte: hypescience

Engenheiro da Marinha dos EUA patenteia reator de fusão nuclear compacto que poderia gerar um trilhão de watts

Salvatore Cezar Pais, o mesmo engenheiro que patenteou um supercondutor de temperatura ambiente pela Marinha americana, acaba de receber a patente para um pequeno reator de fusão nuclear capaz de gerar algo entre um bilhão e um trilhão de watts.

A notícia, dada pelo portal The Drive, ainda não foi comentada pela própria Marinha. Além disso, não está claro quanto – se qualquer coisa – da patente realmente representa uma tecnologia viável.

Cientista maluco

Aparentemente, existe todo um conjunto de patentes bizarras atribuídas à Marinha dos EUA sobre tecnologias radicais que poderiam revolucionar o campo aeroespacial, bem como toda a maneira como vivemos nossas vidas.

Estamos falando de campos eletromagnéticos de alta energia usados para criar novos métodos estranhos de propulsão aeroespacial e design de veículos que parecem basicamente OVNIs.

Agora, o mesmo misterioso engenheiro da Naval Air Warfare Center Aircraft Division (NAWCAD, ou “Divisão de Aeronaves do Centro de Guerra Aérea” da Marinha) responsável por essas invenções malucas veio com outra patente que parece impossível: de um reator de fusão compacto que pode bombear quantidades absolutamente incríveis de energia em um espaço pequeno, talvez de um carro.

Isso é muito mais poderoso do que qualquer usina nuclear operacional nos EUA neste momento.

A patente

A Marinha ainda não comentou a nova patente, que apenas afirma que o reator pode ser usado no “espaço, mar ou ambiente terrestre”. Para quais aplicações, é um mistério.

Como com qualquer patente tecnológica duvidosamente incrível, é difícil dizer se a Marinha realmente desvendou como fazer reatores de fusão práticos, ou se é só mais uma ideia que precisa ser registrada imediatamente antes que tenhamos certeza de seu real potencial.

Vale notar, entretanto, que tal reator compacto foi aceito de primeira pelo Escritório de Marcas e Patentes dos EUA, o que, segundo o The Drive, não é comum. As invenções de Pais normalmente são rejeitadas de início e ele precisa recorrer diversas vezes.

O documento “Dispositivo de fusão por compressão de plasma” foi solicitado por Pais em 22 de março de 2018 e publicado em 26 de setembro de 2019. Parte do texto lê: “Atualmente, existem poucos reatores/dispositivos de fusão previstos que vêm em uma embalagem pequena e compacta (variando de 0,3 a 2 metros de diâmetro) e geralmente usam versões diferentes do confinamento magnético de plasma. Três desses dispositivos são o Lockheed Martin (LM) Skunk Works Compact Fusion Reactor (LM-CFR), o conceito de fusão EMC2 Polywell e a máquina Princeton Field-Reversed Configuration (PFRC) machine, e é questionável se eles têm a capacidade de atingir a condição de fusão – menos ainda uma queima de plasma autossustentada que leva à ignição”.

Esperar para ver

Com tantas questões sem resposta circundando a patente, pode ser que nunca mais ouviremos falar dela.

Porém, a Marinha americana já defendeu alguns dos projetos de Pais no passado, chegando a afirmar que essas invenções realmente existem de forma operacional e que são necessárias para fins de segurança nacional, principalmente para fazer frente a adversários como a China.

No momento, só o que podemos dizer é que Pais é um homem realmente ocupado. Se é um Einstein ou um gênio irreal de ficção científica, só o tempo irá mostrar. [Futurism]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Conheça a verdadeira origem dos “travesseiros da Nasa”

De tempos em tempos, alguém aparece revoltado no Twitter ao descobrir que foi enganado a vida inteira pelos “travesseiros N.A.S.A.”. Na embalagem de uma das marcas mais populares do produto — a que traz o ex-astronauta e hoje ministro Marcos Pontes —, o acrônimo não é “National Aeronautics and Space Administration”, que nomeia a agência espacial norte-americana, mas “Nobre e Autêntico Suporte Anatômico”.

Desnecessário dizer, a Nasa não fabrica os travesseiros nem os astronautas testaram esses itens enquanto tiravam um cochilo a caminho da Estação Espacial Internacional. Porém, nem tudo é enganação: a espuma viscoelástica, que é usada nesses produtos, foi mesmo inventada pela agência dos Estados Unidos e até entrou para o Hall da Fama Espacial.

Seu desenvolvimento começou em 1966, quando dois engenheiros terceirizados da Nasa, Charles Yost e Charles Kubokawa, criaram uma espuma de “alta dissipação de energia” para ser utilizada nos assentos das espaçonaves e que amortizaria o impacto nos astronautas em caso de colisões. Feito de poliuretano, o novo material absorvia até 340% mais energia do que as tecnologias disponíveis até então. Como se moldava ao corpo, a espuma distribuía o peso uniformemente, evitando o risco de lesões mais graves.

Mas a história de como o material saiu das naves espaciais em Houston para prateleiras e memes brasileiros começou cerca de dez anos depois, em 1976, quando a patente se tornou domínio público e mais empresas passaram a usá-la. A “espuma da Nasa” começou a aparecer em novos produtos, como acessórios esportivos — o time de futebol americano Dallas Cowboys usou-a em seus capacetes — e, claro, colchões e travesseiros. O Brasil não ficaria de fora dessa.

Em um ano com Marcos Pontes como garoto-propaganda dos “travesseiros N.A.S.A”, faturamento de empresa cresceu cinco vezes (Ilustração: Feu)

Um sonho brasileiro

O primeiro registro nacional da tecnologia em produtos voltados para o sono é de 1999, quando a fabricante norte-americana Tempur-Pedic começou a atuar no Brasil. Mas os travesseiros de viscoelástico só se tornaram os “travesseiros da Nasa” depois que a Marcbrayn, uma empresa de Santa Catarina, começou a fabricar o produto e contratou Marcos Pontes para promovê-lo. “Precisávamos de uma personalidade que preenchesse os requisitos da campanha”, diz o dono, Claudio Marcolino, em um vídeo de 2007 — que, pelo visual, poderia ter sido gravado durante a corrida espacial. “Marcos Pontes, o astronauta brasileiro, foi quem nos gerou mais confiança.”

Tenente-coronel da Aeronáutica e engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontes conquistou a confiança da empresa de travesseiros ao realizar uma missão de dez dias no espaço, em 2006. Depois de anos de treinos na Nasa e adiamentos da viagem, que seria feita em um veículo norte-americano, o governo brasileiro optou por uma solução alternativa: fechou um acordo com a agência espacial russa e, por US$ 10 milhões, enviou Pontes ao espaço a bordo da nave Soyuz.

Assim que voltou à Terra, aos 43 anos, o astronauta se aposentou das Forças Armadas e iniciou uma nova carreira. Ele abriu uma empresa de turismo, tornou-se palestrante e passou a figurar nas embalagens dos travesseiros.

Segundo Marcolino, com o ex-astronauta como garoto-propaganda, em um ano seu faturamento foi multiplicado por cinco. Até hoje o contrato segue em vigor. A empresa não diz quantas unidades já vendeu nem quanto paga a Pontes.

Fora de moda?
Uma nova geração de empresas que fabricam produtos para o sono surgiu no Brasil nos últimos anos, e elas tentam desbancar a popularidade do viscoelástico. Em vez do material utilizado pela Nasa, a marca paulistana Guldi usa outra espuma, “de alta resiliência”, em seus colchões. A carioca Flow faz o mesmo. Outras, como a mineira IWS (“I Wanna Sleep”), afirmam ter desenvolvido um material próprio.

E mesmo aquelas que ainda usam a invenção da Nasa, como a empresa paulistana Zissou, fogem da estratégia de associar a tecnologia à agência espacial norte-americana, desgastada pelos anos de propaganda dos travesseiros. “A gente tenta ser transparente com os nossos clientes e também não ficar discutindo especificações técnicas e coisas com as quais eles não se importam. Preferimos falar sobre as sensações que os produtos causam- no consumidor”, diz Amit Eisler, um dos fundadores da empresa. Os “travesseiros da N.A.S.A”, afinal, são mesmo únicos.

*Por Bruno Fávero

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*Fonte: revistagalileu

Novo propulsor hipersônico poderá voar de Londres a Sydney em 4 horas

SABRE pode se comportar como um motor a jato na atmosfera ou um foguete no espaço, e chegar a até 25 vezes a velocidade do som

A Agência Espacial Inglesa anunciou um acordo de cooperação com a Agência Espacial Australiana para o desenvolvimento de tecnologias que possam levar à criação de uma “ponte espacial” capaz de ligar Londres a Sydney com um vôo de apenas 4 horas, mais de 5 vezes mais rápido que os vôos atuais, que duram cerca de 22 horas.

O componente crucial para a realização deste sonho é o Synergetic Air-Breathing Rocket Engine (SABRE), um novo tipo de propulsor híbrido que pode se comportar como um motor a jato hipersônico na atmosfera, onde poderia chegar a 3,3 vezes a velocidade do som, ou como um motor a jato quando chegar no espaço, onde poderia alcançar 25 vezes a velocidade do som. Em comparação o Concorde, avião de passageiros mais rápido já criado, voava a no máximo 2,04 vezes a velocidade do som.

O motor está sendo desenvolvido pela Reaction Engines, uma empresa inglesa com sede em Oxford. Atualmente componentes do motor como o precooler, que resfria o ar antes que entre no motor, já foram testados em solo com sucesso.

A tecnologia vem gerando tanto interesse que a Reaction Engines já recebeu investimento de mais de US$ 130 milhões nos últimos quatro anos, o que inclui investimentos de gigantes da indústria aeroespacial como a BAE Systems, Rolls-Royce e Boeing HorizonX.

A expectativa da fabricante é que as primeiras aeronaves equipadas com o SABRE estejam em operação já em 2030.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Tecnologia alemã reduz irrigação e aumenta produção de alimentos

Uma solução inovadora vinda da Alemanha, nunca utilizada no Brasil, pode auxiliar milhares de agricultores pelo país a aumentar sua produção de alimentos, reduzir o consumo de água e utilizar os resíduos e biomassas desperdiçados para produção de energia limpa.

Por meio de uma joint venture, a empresa alemã, Artec Biotechnologie GmbH, que desenvolveu uma usina para produção de qualquer tipo de produtos de biomassa, com diferentes graus de carbonização e usos diferentes, e a Aalok, empresa mineira de tecnologia e manufatura, irão aumentar a produção agrícola de alimentos com a carbonização hidrotérmica (HTC). O objetivo principal é aumentar a produção agrícola em até 40%, reduzir o consumo de água para irrigação em até 50%, aperfeiçoar o solo e realizar a gestão de resíduos em um processo neutro de CO2.

“Os estudos internacionais afirmam que, em 2050, a população mundial em constante crescimento chegará a 10 bilhões. Para que haja comida suficiente para esse número de pessoas são necessários solos adicionais de 8,5 milhões km², o tamanho do Brasil, para a produção de alimentos. A Artec realizou diversos estudos na Alemanha e, como o Brasil possui condições climáticas bastante favoráveis, os resultados certamente serão melhores e darão um impacto extremamente positivo na produção de alimentos, um grande exemplo de gestão de resíduos, uso de biomassa e economia de água de irrigação”, comenta Mercedes Blázquez, líder do Low Carbon Business Action in Brazil.

Low Carbon Business Action in Brazil

O Low Carbon Business Action in Brazil é um programa financiado pela União Europeia iniciado em setembro de 2015 para aproximar pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil e de seus 28 Estados membros, além de apoiar acordos de cooperação e parcerias em 5 setores de baixo carbono:Agricultura e atividades florestais; Energias renováveis; Processos industriais, Gestão de resíduos e biogás, e eficiência energética em edifícios e indústria.

O Low Carbon Brazil conta com o apoio de entidades como CNA, CNI, Febraban, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ministério do Meio Ambiente, e pelas Diretorias Gerais da Comissão Europeia – FPI, DG Growth e DG Clima.

 

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*Fonte: ciclovivo

Os celulares espiam e transmitem nossas conversas, mesmo desligados

Richard Stallman é uma lenda: criou o primeiro sistema operacional aberto e impulsionou o ‘copyleft’. Acha que os telefones inteligentes nos fizeram regredir dez anos em termos de privacidade.

Ele nos encontra no apartamento de amigos em Madri. O pai do software livre é um viajante empedernido: difunde os princípios de seu movimento onde o chamam. Dias antes da entrevista, Richard Stallman (Nova York, 1953) participou do Fórum da Cultura de Burgos e retomará sua turnê europeia após dar uma conferência em Valencia. Ele nos recebe com sua característica cabeleira despenteada e com uma de suas brincadeiras de praxe: “Té quiero”, diz em seu espanhol fluente com sotaque gringo, lançando um olhar a sua fumegante xícara de chá quando detecta uma cara de desconcerto no interlocutor. “Ahora té quiero más”, nos dirá quando for buscar mais bebida. (A brincadeira é um jogo de palavras entre a expressão ‘Te quiero’ – te amo em espanhol – e a palavra Té – chá).

Seu peculiar senso de humor, que cultiva nos seis ou sete idiomas que domina, traz muita naturalidade ao encontro. Parece como se ele mesmo quisesse descer do pedestal em que a comunidade de programadores o colocou. Para esse coletivo, é uma lenda viva. Stallman é o pai do projeto GNU, em que está o primeiro sistema operacional livre, que surgiu em 1983. Desde os anos noventa funciona com outro componente, o Kernel Linux, de modo que foi rebatizado como GNU-Linux. “Muitos, erroneamente, chamam o sistema somente de Linux…”, se queixa Stallman. Sua rivalidade com o finlandês Linus Torvalds, fundador do Linus, é conhecida: o acusa de ter levado o mérito de sua criação conjunta, nada mais nada menos do que um sistema operacional muito competitivo cujo código fluente pode ser utilizado, modificado e redistribuído livremente por qualquer pessoa e cujo desenvolvimento teve a contribuição de milhares de programadores de todo o mundo.

A verdade é que o revolucionário movimento do software livre foi iniciado por Stallman. O programador, que estudou Física em Harvard e se doutorou no MIT, bem cedo foi apanhado pela cultura hacker, cujo desenvolvimento coincidiu com seus anos de juventude. O software livre e o conceito de copyleft (em contraposição ao copyright) também não seriam os mesmo sem esse senhor risonho de visual hippie.

Ataque à privacidade

Seu semblante muda à mais severa seriedade quando fala de como o software privado, o que não é livre, se choca com os direitos das pessoas. Esse assunto, a falta absoluta de privacidade na era digital, o deixa obcecado. Não tem celular, aceita que tiremos fotos somente depois de prometer a ele que não iremos colocá-las no Facebook e afirma que sempre paga em dinheiro. “Não gosto que rastreiem meus movimentos”, frisa. “A China é o exemplo mais visível de controle tecnológico, mas não o único. No Reino Unido, há mais de dez anos acompanham os movimentos dos carros com câmeras que reconhecem as placas. Isso é horrível, tirânico!”.

O software livre é sua contribuição como programador à luta pela integridade das pessoas. “Ou os usuários têm o controle do programa, ou o programa tem o controle dos usuários. O programa se transforma em um instrumento de dominação”, afirma.

Ele se deu conta dessa dicotomia quando a informática ainda estava engatinhando. “Em 1983 decidi que queria poder usar computadores em liberdade, mas era impossível porque todos os sistemas operacionais da época eram privados. Como mudar isso? Só me restou uma solução: escrever um sistema operacional alternativo e torná-lo livre”. Foi assim que começou o GNU. Mais de três décadas depois, a Free Software Foundation, que ele mesmo fundou, tem dezenas de milhares de programas livres em catálogo.

“Conseguimos liberar computadores pessoais, servidores, supercomputadores…, mas não podemos liberar completamente a informática dos celulares: a maioria dos modelos não permite a instalação de um sistema livre. E isso é muito triste, é uma clara mudança para pior nos últimos dez anos”, diz Stallman.

“Os celulares são o sonho de Stalin, porque emitem a cada dois ou três minutos um sinal de localização para seguir os movimentos do telefone”, diz. O motivo de incluir essa função, afirma, foi inocente: era necessário para dirigir ligações e chamadas aos dispositivos. Mas tem o efeito perverso de que também permite o acompanhamento dos movimentos do portador. “E, ainda pior, um dos processadores dos telefones tem uma porta traseira universal. Ou seja, podem enviar mudanças de software à distância, mesmo que no outro processador você use somente programas de software livre. Um dos usos principais é transformá-los em dispositivos de escuta, que não desligam nunca porque os celulares não têm interruptor”, afirma.

Nos deixamos observar

Os celulares são somente uma parte do esquema. Stallman se preocupa pelo fato de os aparelhos conectados enviarem às empresas privadas cada vez mais dados sobre nós. “Criam históricos de navegação, de comunicação… Existe até um aplicativo sexual que se comunica com outros usuários através da Internet. Isso serve para espiar e criar históricos, claro. Porque além disso tem um termômetro. O que um termômetro dá a quem tem o aplicativo? Para ele, nada; para o fabricante, saber quando está em contato com um corpo humano. Essas coisas são intoleráveis”, se queixa.

Os grandes produtores de aparelhos eletrônicos não só apostam maciçamente no software privativo: alguns estão começando a evitar frontalmente o software livre. “A Apple acabou de começar a fabricar computadores que barram a instalação do sistema GNU-Linux. Não sabemos por que, mas estão fazendo. Hoje em dia, a Apple é mais injusta do que a Microsoft. As duas são, mas a Apple leva o troféu”, afirma.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) europeu é uma resposta acertada a essa situação? “É um passo no caminho certo, mas não é suficiente. Parece muito fácil justificar o acúmulo de dados. Os limites deveriam ser bem rígidos. Se é possível transportar passageiros sem identificá-los, como fazem os táxis, então deveria ser ilegal identificá-los, como faz o Uber. Outra falha do RGPD é que não se aplica aos sistemas de segurança. O que precisamos é nos proteger das práticas tirânicas do Estado, que coloca muitos sistemas de monitoramento das pessoas”.

O escândalo do Facebook e a Cambridge Analytica não o surpreendeu. “Sempre disse que o Facebook e seus dois tentáculos, o Instagram e o WhatsApp, são um monstro de seguir as pessoas. O Facebook não tem usuário, tem usados. É preciso fugir deles”, finaliza.

Não podemos aceitar, diz Stallman, que outros tenham informações sensíveis sobre como vivemos nossa vida. “Existem dados que devem ser compartilhados: por exemplo, onde você mora e quem paga a luz de um apartamento para resolver os pagamentos. Mas ninguém precisa saber o que você faz no seu dia a dia. Muito menos os produtos que você compra, desde que sejam legais. Os dados realmente perigosos são quem vai aonde, quem se comunica com quem e o que cada um faz durante o dia”, frisa. “Se os fornecermos, eles terão tudo”.

*Por Manuel G. Pascual

 

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*Fonte: elpais

Entenda como são feitas as piscinas biológicas que substituem cloro por plantas

Nada melhor do que mergulhar em uma piscina em um dia de calor, não é mesmo? Nem sempre. A quantidade de agentes químicos e cloro na água pode estragar toda a empolgação de um banho refrescante. Essas substâncias são usadas para eliminar as bactérias e fungos, mas podem ser substituídas por plantas aquáticas.

Trata-se de um sistema de filtragem que utiliza micro-organismos e plantas. Para isso, as chamadas piscinas biológicas são divididas em duas partes: área de natação e área de plantas. A divisão é importante, principalmente, para o banhista não mergulhar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

As plantas são responsáveis por produzirem biomassa, através da fotossíntese, que será consumida pelos micro-organismos. Estes, por sua vez, transformam a matéria orgânica em substâncias inorgânicas (dióxido de carbono, água e sais minerais – nitratos, fosfatos, sulfatos, entre outros) – que são necessárias para o crescimento das plantas e, consequentemente, forma um ciclo de trocas de matéria e energia.

É preciso escavar o terreno (de pelo menos 10×15 metros) onde será instalada e utilizar uma tela impermeável para protegê-la. Essa tela ficará invisível após o término da construção e o aspecto será muito semelhante a um lago artificial.

As plantas utilizadas neste tipo de instalação são criadas em viveiros por empresas especializadas. As espécies vão purificar a água sempre que liberarem oxigênio, o que ocorre durante o processo de fotossíntese.

O custo inicial é um pouco elevado. Em compensação, o investimento para mantê-la é reduzido e o consumidor terá um ambiente totalmente natural e saudável, que não requer o uso de químicos ou cloro.

Ela também não requer equipamentos elétricos, portanto não existem custos energéticos. Do ponto de vista arquitetônico, as piscinas biológicas ainda têm a vantagem de se integrarem melhor à paisagem.

A empresa Organic Pools desenvolveu um tutorial com o passo a passo para a construção de uma piscina. É possível comprar ou alugar o tutorial em vídeo. Confira abaixo o trailer:

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*Fonte: ciclovivo

Máquina faz suco e “imprime” copos feitos com cascas de laranja

Do sumo à casca de laranja, nada é desperdiçado na máquina de sucos projetada pelo escritório de design e inovação Carlo Ratti Associati em parceria com a empresa ENI. O dispositivo é um belo exemplo de economia circular e zero desperdício que pode ser acompanhado de perto pelos clientes.

É usando uma impressora 3D que a “mágica” acontece. A máquina separa duas metades da laranja, espreme o suco e conduz as cascas por um tubo, que vão se acumular no inferior da máquina. Chegando lá, tais resíduos são secos, moídos e misturadas com ácido polilático (PLA) – ácido orgânico de origem biológica – dando origem ao material bioplástico. Este último será aquecido e derretido em um filamento para impressão dos copos, que instantaneamente pode ser já preenchido com o suco.

Batizada de “Feel the Peel”, a máquina mede 3,10 metros de altura e comporta até 1.500 laranjas. Ela está em exposição em um evento na cidade de Rimini, na Itália, e deve ser apresentada ainda em vários locais públicos do país.

“O princípio da circularidade é obrigatório para os objetos de hoje”, afirma Carlo Ratti, fundador do escritório e diretor do MIT Senseable City Laboratory. “Trabalhando com a Eni, tentamos mostrar a circularidade de maneira muito tangível, desenvolvendo uma máquina que nos ajuda a entender como as laranjas podem ser usadas para muito além do suco. As próximas interações podem incluir novas funções, como impressão de tecido para roupas usando cascas de laranja”.

Carlo Ratti, trabalhando no MIT, está sempre ligado com inovações e tecnologias. Um dos projetos, já falamos aqui no CicloVivo, é o piso modular e removível pensando para as novas cidades. O interessante na fala dele é que pode parecer estranho pensar em vestuário feito de casca de fruta, mas isso já existe. Inclusive foi uma dupla também italiana que criou toda uma coleção aproveitando a casca e o bagaço da laranja.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

USP cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) desenvolveu um tipo de plástico 100% biodegradável e economicamente competitivo em relação ao plástico comum.

Na busca por um produto sustentável, que substituísse o polímero sintético, os pesquisadores fizeram diversos testes em resíduos agroindustriais que resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras, além de amigáveis ao meio ambiente.

A novidade veio direto dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia e sua equipe desenvolveram filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

É importante frisar de onde veio essa inovação: descartes da agroindústria, altamente poluidora. A reciclagem desses resíduos e sua consequente transformação em produtos biodegradáveis, produzidos com fontes renováveis que não se esgotam (como o petróleo), é um grande avanço nas soluções que combatem o descarte desenfreado de lixo plástico.

Bianca lembra também que a matéria-prima para a produção do seu produto é barata e que não compete com o mercado alimentício. Além disso, “contém em sua fórmula compostos antioxidantes, interessantes no desenvolvimento das chamadas embalagens ativas (que interage com o produto que envolve, sendo capaz de melhorar a qualidade e segurança para acondicionamento de frutas e legumes frescos)”.

No entanto, os pesquisadores acreditam que a invenção demande mais estudos e testes antes de ser liberada para comercialização em massa.

A ideia é que o plástico 100% biodegradável seja uma alternativa direta ao comum, e que chegue para brigar pela hegemonia desse nicho, uma vez que ele será tão barato quanto o polímero sintético advindo do petróleo – que leva até 500 anos para desaparecer da natureza (em contraste com o bioplástico, que leva, no máximo, 120 dias, de acordo com a USP).

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*Fonte: thegreenestpost

Bateria da Tesla pode durar mais de 1 milhão de quilômetros

Pesquisadores afirmam que testes usando uma nova célula de ion de lítio mostram que uma bateria é capaz de durar cerca de 20 anos

O pesquisador-chefe da Tesla, Jeff Dahn, e os membros do Departamento de Física e Ciências Atmosféricas da Universidade Dalhousie, divulgaram recentemente um artigo que aponta para o desenvolvimento de células de bateria capazes de durar mais de 1,6 milhão de quilômetros na estrada, ou 20 anos se utilizadas na rede armazenamento de energia.

A nova bateria testada conta com uma célula de íon de lítio com uma nova geração de cátodo NMC com um “cristal único” e um novo eletrólito avançado. Em teoria, estas células de bateria duram de duas a três vezes mais que as atuais da Tesla.

Com um sistema de resfriamento ativo, os pesquisadores conseguiram elevar a vida útil das células da bateria para mais de 6.000 ciclos, o que facilmente significaria mais de 1 milhão de quilômetros em uma boa bateria, de acordo com um estudo publicado no Journal of The Electrochemical Society. Eles testaram as células da bateria sob diferentes condições, e mesmo sob uma temperatura extrema de 40° C, essas duravam 4.000 ciclos.

Em abril, o CEO Elon Musk disse que quer que a Tesla resolva o desafio da direção completamente autônoma e lance uma frota de taxis robóticos. E as baterias são uma parte importante neste desafio. Se forem implantadas, as baterias poderão reduzir seriamente o custo por quilômetro de operação de um veículo elétrico, ajudando a tornar o transporte limpo uma opção mais viável para o uso diário.

*Por Bruna Lima

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*Fonte: olhardigital

Não são os robôs que irão roubar o seu emprego, são os gestores

Ouça: “robôs” não estão chegando para roubar o seu trabalho. Espero ser bem claro aqui – neste momento particular, os “robôs” não são agentes sensíveis capazes de procurar e concorrer a vagas de emprego para tomar sua vaga com base nos seus méritos comparativamente superiores.

Atualmente, os “robôs” não escaneiam o LinkedIn com um algoritmo que tem a intenção de tirar o seu lugar usando inteligência artificial. Os “robôs” também não estão reunidos nos fundos de um depósito qualquer conspirando para tomar os empregos das pessoas. Um robô não está “buscando”, ou “roubando” ou “matando” ou “ameaçando” empregos. A gestão das empresas é que está.

E ainda assim, aqui vai uma pequena amostragem de manchetes de grandes veículos de mídia:

“Robôs inteligentes podem roubar o seu emprego em breve” – CNN
“Robôs de colarinho branco estão chegando para pegar os empregos” – Wall Street Journal
“Sim, os robôs estão chegando: empregos na era dos humanos e máquinas” – Wired
“Os robôs estão chegando para pegar o seu emprego? Um dia, sim” – New York Times
“Os robôs estão chegando, e eles querem o seu emprego” – VICE
“Robôs já estão substituindo humanos a uma taxa alarmante” – Gizmodo

A lista poderia continuar por um bom tempo – a maioria dos grandes veículos publicam diversas histórias que abraçam esse recorte. Eu mesmo fiz isso; é um atalho conveniente, ligeiramente alarmante e que gera cliques para se referir ao fenômeno da automação no trabalho.

Fomos ensinados a usar esse recorte, e meu objetivo não é desgastar ninguém por ter repetido essa ideia. Meu objetivo é acabar com ela.

Numa primeira olhada, pode parecer uma reclamação semântica implicante, mas eu asseguro que não é – esse recorte ajuda, e historicamente ajudou, a mascarar a responsabilidade por trás da decisão de automatizar o trabalho.

E essa decisão não é feita pelos robôs, mas pela gestão. Trata-se de uma decisão que na maioria das vezes é tomada com a intenção de economizar dinheiro da empresa ou instituição ao reduzir o custo envolvido com o trabalho humano (mas também foi tomada com a intenção de aumentar a eficiência e melhorar as operações e a segurança).

É uma decisão humana que, no fim das contas, elimina o trabalho.

Dando nome aos bois

Mas se os robôs estão simplesmente “vindo” atrás de trabalho, se eles simplesmente aparecem e substituem diversas pessoas, ninguém poderia ser culpado por esse fenômeno tecno-elementar, certo? Se esse fosse o caso, pouco poderia ser feito sobre isso além de se preparar para os possíveis impactos.

Os responsáveis não seriam os executivos influenciados por empresas de consultoria que insistem que o futuro está nos robôs de atendimento ao cliente com IA, nem os gerentes que vêem uma oportunidade de melhorar as margens de lucro adotando quiosques automatizados que se destacam em relação aos caixas, ou os chefes de conglomerados marítimos que decidem substituir trabalhadores portuários por uma frota de caminhões automatizados.

Esses indivíduos podem sentir que não têm escolha. Eles sofrem pressão de acionistas, conselhos e chefes e há um sistema econômico que incentiva a tomada dessas decisões – além do fato de às vezes a tecnologia executar um trabalho obviamente superior ao humano. Mas não é bem assim – na verdade, são, sim, decisões, tomadas por pessoas, que escolhem utilizar ou desenvolver robôs que ameaçam os empregos.

Fingir que não é uma escolha, que o uso dos robôs em todos os casos é inevitável, é a pior forma do determinismo tecnológico, e leva a uma escassez de pensamento crítico sobre quando e como a automação é melhor implementada.

Até mesmo os amantes mais ardentes dos robôs irão concordar que existem muitos casos da má aplicação da automação; sistemas que tornam nossas vidas piores e mais ineficientes, e que eliminam empregos enquanto entregam resultados piores.

Tal automação má aplicada geralmente acontece sob a lógica que os “robôs estão chegando”, então é melhor embarcar nessa.

Seremos capazes de tomar melhores decisões a respeito da adoção da automação se entendermos que, na prática, “os robôs estão vindo para tomar nossos trabalhos” geralmente significa algo mais como “um CEO quer reduzir seu custo operacional em 15% e acabou de lançar um software empresarial que promete fazer o trabalho de trinta funcionários”.

 

 

Eu só percebi isso agora, depois de passar muitos meses mergulhado em dezenas de livros e artigos de think tank, notícias e editoriais de ‘líderes de pensamento’ que se preocupam com o espectro de criação da automação, tantos dos quais repetem a conclusão quase idêntica. Mas percebi.

O momento eureka veio quando li um artigo no Wall Street Journal do “especialista em liderança” Mark Muro, membro sênior do Brookings Institute e autor de uma pesquisa recente sobre como a automação impactará várias regiões e demografias dos EUA. É um bom exemplo de como e por que esta tendência se perpetua como qualquer outra.

Muro começa seu artigo, “Os trabalhadores que mais provavelmente irão perder seus empregos para os robôs“, com a seguinte frase: “Operários e caminhoneiros são a representação dos temores da automação no país até hoje. E com razão: essas ocupações são pilar do trabalho masculino de meia-idade que está genuinamente ameaçado pelos robôs ou inteligência artificial”.

Logo de cara, não há um, mas dois exemplos desses robôs incrivelmente pró-ativos que ameaçam os empregos dos trabalhadores humanos, e em nenhum lugar há qualquer referência a como esses robôs podem chegar lá em primeiro lugar.

É algo conveniente, especialmente quando ficamos sabendo que os tais institutos recebem financiamento de organizações como a Fundação Ford e a Walton Family Foundation, cada uma delas ligada a empresas cujos executivos estão em processo de automatizar sua força de trabalho. Neste caso, dizer que caminhoneiros e operários “estão ameaçados por robôs” sem se dignar a dizer quem são os responsáveis, é algo fácil.

Eu não quero criticar o senhor Muro porque, novamente, isso faz parte de um discurso construído pelas empresas, think tanks que compactuam com elas e agências de desenvolvimento. A propósito: O Fórum Econômico Mundial usa exatamente a mesma linguagem, assim como o Banco Mundial e o FMI.

Estes grupos, que fazem alertas sobre perigos da automação, estão unidos na superficialidade das soluções propostas, que dependem em grande parte de enfatizar a importância de uma melhor educação e apelar por um pequeno apoio governamental para programas de requalificação e assistência aos trabalhadores.

Por sua vez, essa passividade amiga da automação encontrou uma feliz sincronia na propensão da mídia para dramatizar a ficção científica, que aparentemente ganha vida, e voilà: os robôs estão vindo para tomar os seus empregos.

Críticos mais astutos, como o candidato presidencial democrata Andrew Yang, que construiu uma campanha em cima do tema, também podem cair no recorte simplista.

Mas precisamos abrir os olhos para isso. Este não é um fenômeno invisível com o objetivo de melhorar a tecnologia a que estamos todos submetidos. Trata-se, muito frequentemente e muito simplesmente, de proprietários ricos de empresas e de classes executivas que procuram novas formas de se tornarem ainda mais ricos.

Como Kevin Roose, do New York Times, noticiou em Davos, os líderes empresariais do mundo estão bastante ansiosos para implementar a automação – eles vêem esses robôs como o principal meio de se manterem à frente da concorrência, de melhorar as margens de lucro, de cortar custos. Assim, eles decidiram comprar e construir mais robôs que, sim, vão deixar as pessoas sem trabalho.

Poderia ser dito, sem muito exagero, que, os robôs que “estão chegando para tomar seu emprego” são, na verdade, em grande parte, articulados pela elite que vai à Davos.

Deixar uma concepção ambígua de “robôs” arcar com toda a culpa permite que a classe gestora escape do escrutínio de como ela implementa a automação, além de barrar a discussão valiosa sobre contornos reais do fenômeno da automação e nos impede de desafiar essa marcha robótica quando, na verdade, ela deveria ser desafiada.

Então, vamos esclarecer as coisas.

Os robôs não estão a ameaçando nossos empregos. Na verdade, aqueles que vendem negócios para empresas prometendo soluções de automação para executivos são aqueles que estão ameaçando nossos empregos.

Os robôs não estão matando os empregos. Os gestores que vêem um custo-benefício na substituição de uma função humana por uma função algorítmica e que optam por fazer essa troca estão matando os empregos. Os robôs não estão chegando para tomar o seu trabalho. Os CEOs que vêem uma oportunidade de maiores lucros com as máquinas que farão o investimento valer a pena em 3,7 anos com as economias geradas estão tentando tomar o seu trabalho.

*Por Brian Merchant

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*Fonte: gizmodo-brasil

A Geração Z já está com medo de perder o emprego por causa da automação

Um homem de meia-idade, segurando uma ferramenta na oficina, parecendo desesperado e melancólico. Esta deve ser a fotografia de bancos de imagem mais utilizada em matérias sobre automação. Ela que ilustra notícias sobre previsões sombrias de perda de emprego e artigos que analisam se os robôs estão “vindo roubar nossos empregos” — e o robô é sempre um androide ameaçador.

Só que não é bem assim: quase todo mundo tem medo de que a automação acabe com seus empregos, mesmo os mais jovens e mais esperançosos. Estudos mostram que a automação afetou alguns dos membros mais jovens da força de trabalho, e uma nova pesquisa de mercado revela que a chamada Geração Z, composta pelos nascidos entre meados da década de 1990 e início dos anos 2000, já está bastante preocupada com o fenômeno.

Uma pesquisa com 500 indivíduos de 18 a 23 anos de idade, conduzida pela Lucid Research, descobriu que a maioria (57%) está preocupada o impacto negativo que a automação terá sobre seus empregos, e cerca de um quarto (23%) deles disse que estava seriamente preocupado com o futuro.

Como sempre, é bom ficar com um pé atrás com pesquisas. A empresa que encomendou o estudo é a Nintex, uma “fornecedora de soluções de automação de fluxo de trabalho”, e uma de suas sugestões em resposta aos dados é que seus possíveis clientes precisam “construir uma narrativa de empoderamento em torno de IA e automação”.

Muitas pessoas tendem a presumir — e certamente os vendedores de ferramentas de automação empresarial estão incluídos nisso — que os jovens estão mais abertos à automação no local de trabalho, já que são nativos digitais e desbravadores.

Mas mais pesquisas reforçam a ideia de que os membros da Geração Z estão preocupados com os impactos da automação na segurança de seus empregos.

Uma pesquisa recente da Indeed com 2.000 trabalhadores também descobriu que os jovens adultos estavam preocupados com a automação, embora não tanto quanto aqueles com 25 anos ou mais. A Pew Research anteriormente descobriu que, após a automação atingir trabalhadores mais jovens, eles se tornaram (de maneira bastante compreensível) pessimistas em relação à tecnologia em geral.

Outras entrevistas também mostram que a Geração Z também tem maior probabilidade de ser cética em relação ao capitalismo — que diz que automação técnica deve ser adotada para maximizar a eficiência e minimizar os custos de mão de obra — e talvez também seja capaz de diagnosticar um fato simples: se uma empresa puder automatizar seu trabalho e economizar dinheiro no processo, ela provavelmente vai fazer isso.

O medo da automação é, agora, um fato da vida que transcende a demografia. Como mostram as pesquisas, essas preocupações variam pouco de acordo com o nível de educação e a idade, e existe um nível significativo de ansiedade entre todos.

A Nintex, empresa de automação, resume da seguinte forma: “A Geração Z — e todos os outros, nesse sentido — veem o potencial da inteligência artificial ​​e da automação, mas precisam saber que isso não eliminará seus empregos”.

Infelizmente, a razão implícita de a maioria das empresas estar adotando a automação é, em primeiro lugar, fazer exatamente isso, pelo menos até certo ponto. A Geração Z — e todo mundo, nesse caso — sabe disso.

Eles sabem disso pela mesma razão que sabem que estão em condições econômicas desiguais, para dizer o mínimo. A pesquisa coletou outros medos econômicos de membros da Geração Z, como:

“Não poderei conseguir um emprego que me permita me sustentar financeiramente.”
“Meu setor econômico entrará em colapso assim que eu começar a trabalhar.”
“Receio não conseguir ganhar a vida com o campo em que estou entrando.”
“Estou preocupado em não poder pagar meus empréstimos.”
“Estou com medo de uma economia em mudança.”
“Estou preocupado com a possibilidade de não ser capaz de sustentar suficientemente minha família.”

Talvez se a Geração Z pudesse ter mais motivos para aceitar um “narrativa de empoderamento” sobre a inteligência artificial e automação se ela não analisasse as tendências geracionais e não visse previsões que apontam que ela será a segunda geração a ser mais pobre que a anterior.

Isso se deve à crescente desigualdade, à degradação da qualidade do emprego em alguns setores e à “uberização” do trabalho. E grande parte disso se deve justamente a tecnologias automatizadas e semiautomatizadas, que estão enviando uma parcela crescente dos lucros para os cargos superiores, onde eles são desfrutados pela alta administração e não pela classe média.

Enquanto isso, meu estômago continua indicando que a ansiedade só vai aumentar daqui em diante.

*Por Brian Merchant

 

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*Fonte: gismodo-brasil

Muito além da diversão: e-sports estão cada vez mais relevantes

Em 2019, estima-se que a modalidade movimente US$ 1,5 bilhão e que as competições sejam vistas por 453,8 milhões de pessoas em todo o mundo

Tornar-se um atleta de e-sports pode parecer um sonho para muitos. Afinal, transformar o passatempo predileto em carreira (que pode ser bastante lucrativa e garantir um futuro confortável) é o melhor cenário possível, certo? Bem, mais ou menos.

Isso porque, quando a diversão vira profissão, a forma de encará-la muda. “Como é uma ocupação profissional, há muita cobrança por desempenho e resultado”, destaca Felipe Oliveira, gerente de produtos da marca gamer 2 A.M.. “O jogador precisar estar preparado para não se frustrar.”

Para Oliveira, um bom atleta de e-sports deve se divertir com a atividade — afinal, ninguém quer ficar 8 horas por dia em uma atividade que detesta. Então, se ele não achar aquilo divertido, a profissão não é a ideal para ele.

Além de resiliência, é essencial que o atleta tenha foco para melhorar continuamente seu desempenho. Por outro lado, ele não deve deixar de conviver com a família e os amigos nem de fazer outras atividades: o equilíbrio é primordial.

Já superou o futebol?

Talvez o clichê que diz que o esporte nacional é o futebol esteja ganhando outros contornos. “A audiência de campeonatos de e-sports é infinitamente maior do que a do futebol. Arrisco dizer, então, que o jogo eletrônico já o superou”, reflete Oliveira.

Neste ano, devem ser 453,8 milhões de pessoas no mundo ligadas em competições relacionadas, segundo a Newzoo. O Brasil tem o terceiro maior público da modalidade no mundo: são 21,2 milhões de fãs, um crescimento de 20% em relação a 2018.

A rotina dos atletas, entretanto, continua muito parecida: algumas equipes fazem peneiras (processos seletivos para contratar novos jogadores), os treinos diários são intensos, os praticantes têm acompanhamento multidisciplinar (o que inclui, além do treinador, médicos, psicólogos e outros) e jogadores de destaque são vendidos por preços altos.

Adquirir um profissional desses pode custar mais de US$ 1 milhão — nada comparável aos 222 milhões € (algo como R$ 991 milhões atuais) pagos pelo PSG ao Barcelona por Neymar Jr. em 2017, mas algo inimaginável nesse mercado há cinco anos, por exemplo.

Oliveira conta que, há 15 anos, jogava “Counter-Strike” em nível semiprofissional, mas teve de optar por uma profissão mais tradicional. “Na época, não havia estruturas como as atuais. Tive de deixar as competições porque não sabia se havia futuro para o e-sport”, lembra.

Hoje, já ficou claro que a ocupação é, de fato, uma opção interessante para atletas talentosos e dedicados. “Muitos pais já aceitam bem essa escolha, mas as barreiras culturais impedem que essa atitude seja uma unanimidade.”

A mudança, entretanto, tem sido rápida. Nos EUA, por exemplo, há três anos, em 2016, apenas sete universidades tinham equipes de e-sports. No ano passado, já eram 63 instituições. Ou seja, em dois anos, o número aumentou nove vezes. Como incentivo, os jogadores recebem bolsas de estudos.

No Brasil, um dos estabelecimentos de ensino superior que incentiva os e-atletas é a Universidade Positivo. “Esse movimento é muito importante e deixa os pais mais seguros, já que os filhos têm de se dedicar aos estudos para continuar na equipe”, revela Oliveira.

Como se entra nesse universo?

É comum que os gamers comecem a jogar ainda crianças. Mesmo quando o fazem apenas para se divertir. Depois de algum tempo, entretanto, há aqueles que se tornam mais engajados na atividade e passam a se destacar.

Quem joga “League of Legends” (LOL), por exemplo, pode ser notado ao atingir níveis altos no ranking e, assim, passar a disputar com profissionais. “A partir disso, podem surgir convites para a profissionalização”, explica Oliveira.

Para os praticantes de “Counter-Strike”, o processo é semelhante: eles se organizam em equipes (muitas vezes só de amigos) e ao desenvolver o grupo podem ser percebidos. Daí para a profissionalização é apenas questão de tempo.

Em muitos jogos competitivos, cada atleta tem uma função e atua em uma posição específica. Então, eles são avaliados com base em seu desempenho. “É muito semelhante ao que ocorre em esportes tradicionais: são necessários jogadores em diferentes postos para que uma partida seja bem-sucedida.”

As avaliações levam em conta, entre outros aspectos, as estatísticas com base na função exercida. É importante lembrar que o ideal é que o jogador atue numa posição em que se sente confortável.

Isso não impede que ele mude de função depois. Foi o que aconteceu com Stephanie “Teh” Campos, que integra a equipe Athena’s e-Sports de “Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO)”. “Comecei como entry, aquele que faz o reconhecimento da área, mas agora estou como suporte”, conta. “Ainda estou me adaptando, mas acho que vai dar bom”, diverte-se.

Quem patrocina esses atletas?

Existem jogadores com contratos milionários. Um dos exemplos é Marcelo Augusto David, o coldzera, que foi o melhor jogador de “Counter-Strike” globalmente por dois anos seguidos: há rumores de que sua ida para uma nova equipe custe US$ 1 milhão.

E isso sem contar os patrocínios, as premiações de campeonatos e o lançamento de produtos, entre outros. Recentemente, por exemplo, a Nike passou a investir na Furia Esports. Quem gosta da equipe pode comprar uma camiseta oficial diretamente no site da marca.

No fim de julho, Kyle “Bugha” Giersdorf, de 16 anos, venceu o torneio mundial de Fortnite e levou US$ 3 milhões (cerca de R$ 11,4 milhões) como prêmio. Para comparação, o Flamengo, que foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro em 2018, recebeu R$ 11,3 milhões.

As desenvolvedoras de games também fomentam o cenário competitivo. A brasileira Hoplon, que criou o “Heavy Metal Machines” (um multiplayer online de batalha de carros já disponível em 73 países que já tem mais de 1 milhão de downloads) é uma delas: organiza campeonatos desde o lançamento de sua versão beta, em 2017.

“Além disso, fazemos competições internas que envolvem 70% da empresa. Temos essa cultura do e-sports”, diz Leonardo Lorenzoni, community manager da marca. No momento, a companhia investe na liga universitária do título. O torneio começa em 14 de setembro e deve terminar em dezembro. Para participar, é preciso ter vínculo com uma instituição de ensino superior. O e-mail para inscrições é o liga@heavymetalmachines.com.

As sete melhores equipes vão ser patrocinadas pela Hoplon e participarão de uma liga de elite durante os quatro meses de duração da competição. Nesse período, receberão R$ 1.200 mensais. “Os campeões virão para Florianópolis para conhecer a empresa”, conta Lorenzoni.

Segundo ele, o crescimento do prestígio do jogo foi bastante significativo em razão do campeonato universitário. “Os atletas percebem que essa é uma oportunidade de estabelecer uma carreira em e-sports.” Lorenzoni conta que os espectadores se envolvem muito mais do que em esportes tradicionais. “As jogadas são muito emocionantes e a torcida é intensa”, conta ele, que é o narrador das partidas da Metal League.

Quanto vale esse mercado?

US$ 1,5 bilhão. É isso que o mercado de e-sports deve movimentar globalmente em 2020, segundo estimativas da consultoria Newzoo. Essas receitas estão relacionadas a publicidade, patrocínios, empresas de game, vendas de ingressos, direitos autorais e licenças.

Além de atrair muito público, esses torneios — e os atletas que participam deles — estão cada vez mais profissionais. Estimativas indicam que a audiência deve aumentar 15% em relação ao ano passado e chegar a 453,8 milhões de pessoas no mundo.

Os jogadores brasileiros já são mais de 75,7 milhões. Na população online, 50% dos homens e 51% das mulheres jogam em dispositivos móveis. No universo dos computadores, os números também são altos: 44% dos homens e 38% das mulheres optam por esse dispositivo.Não é à toa que muitas marcas já se associam a equipes vencedoras. É o caso da HyperX, que fabrica acessórios gamer. Há sete anos, a companhia investe em atletas de jogos eletrônicos. “Inicialmente, nos aproximamos para entender as necessidades do jogador e melhorar sua experiência”, explica Paulo Vizaco, diretor regional da companhia na América Latina.

Segundo ele, a HyperX sempre teve a preocupação de oferecer uma tecnologia que fizesse diferença para quem está jogando. “Poder acompanhar o trabalho das equipes é muito importante nesse sentido”, destaca.

Faz sentido: um levantamento da Seeds Market Research mostra que os fãs de e-sports são os que mais consomem produtos gamer no Brasil. E uma pesquisa do Datafolha encomendada pela Brasil Game Show (BGS) vai além ao apontar que nove em cada dez deles pretendem adquirir um item gamer nos próximos 12 meses.

Os produtos mais consumidos por eles são os jogos (35%). Em seguida, vêm as peças de vestuário (24%) e, em terceiro, estão os periféricos (19%). Já a lista de desejo é um pouco diferente: em primeiro estão os consoles (26%), seguidos por cadeiras gamer (23%), headsets (22%), teclados/mouses (21%), smartphones (21%) e placas de vídeo (21%).

Regulamentação está a caminho?

No Brasil, as competições de jogos eletrônicos podem ser regulamentadas em breve. Isso porque o Projeto de Lei do Senado (PLS) 383/2017 já chegou à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e aguarda a designação de relator.

Se for aprovada, será a primeira lei a reconhecer oficialmente esse tipo de competição como esporte no país. É um avanço importante, mas, segundo Vanessa Lerner, advogada do Dias Carneiro Advogados, a norma não avalia de forma abrangente o impacto da inserção de um esporte proprietário no contexto da legislação esportiva atual.

Para ela, é importante ampliar o debate sobre o tema. “É preciso avaliar as particularidades desses campeonatos. Os e-sports representam uma quebra de paradigma. A profissionalização é inevitável, mas é importante que a discussão inclua todos os interessados”, comenta.

*Por Roseli Andrion

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*Fonte: olhardigital

Descoberta dos EUA pode decretar o fim da quimioterapia

Uma nova descoberta pode fazer com que a quimioterapia esteja com os dias contados!

Muitas pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos e, consequentemente, sofrem uma grande mudança em sua qualidade de vida. Logo começam os tratamentos exaustivos, que afetam não só os pacientes, mas também os familiares e amigos, que os acompanham a cada passo de sua jornada.

A quimioterapia, apesar de fundamental para combater a doença, também tem muitos efeitos colaterais que exigem muito dos pacientes. Durante o tratamento, essas pessoas podem sofrer de indisposição, náuseas, sensibilidade na pele, queda de cabelo, das unhas, descamação nas solas dos pés e das mãos. Enfim, é um período extremamente delicado, que exige muita força, determinação e apoio das pessoas amadas.

Pesquisadores da Northwestern University, em Illinois, descobriram que todas as células do corpo humano contêm um “código de matar”, que pode ser acionado para causar sua própria autodestruição.

Eles acreditam que essa pode ser uma grande ferramenta no combate ao câncer. Para os pesquisadores, as células malignas, que se contaminam com a doença, podem de alguma maneira ser estimuladas a se autodestruírem por conta própria, através desse código, não havendo assim necessidade de produtos químicos tóxicos serem colocados no organismo. A prática desse processo poderia por fim ao exaustivo tratamento de quimioterapia.

Os cientistas ainda acreditam que o poder desses “guarda-costas internos” da célula podem ser ainda mais eficientes, se forem duplicados sinteticamente, porque diminuiriam ainda mais a necessidade da quimioterapia e todos os seus efeitos colaterais no organismo.

“Agora que sabemos o código de morte, podemos ativar o mecanismo, sem ter que usar quimioterapia e sem mexer com o genoma”, explicou Marcus E. Peter, professor de Metabolismo do Câncer de Tomas D. Spies da Northwestern University Feinberg School of Medicine e principal autor do estudo.

“Podemos usar esses pequenos RNAs diretamente, introduzi-los em células e acionar o interruptor de matar (…) Meu objetivo não era criar uma nova substância tóxica artificial (…) Eu queria seguir o exemplo da natureza. Eu quero utilizar um mecanismo que a natureza tenha projetado.”

A descoberta está deixando os pesquisadores muito motivados para combater o desenvolvimento do câncer:

“Com base no que aprendemos nesses dois estudos, podemos agora projetar microRNAs artificiais, que são muito mais poderosos em matar células cancerosas do que as desenvolvidas pela natureza.”

Mas todo esse trabalho não será realizado tão rapidamente. Alguns anos de estudos serão necessários para que possibilidade de um novo tipo de terapia seja realmente considerada.

Ainda que possa exigir algum tempo, essa é uma descoberta muito animadora, que pode aliviar a situação de milhares de pessoas ao redor do mundo!

Por Luiza Fletcher

 

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*Fonte: osegredo