Contra fake news, WhatsApp limita reenvio de mensagens

Usuários poderão reenviar uma mensagem a no máximo cinco pessoas ou grupos por vez e não mais a 20. Objetivo é dificultar disseminação de notícias falsas e boatos.

O serviço de mensagens WhatsApp passou a limitar para cinco o número de contatos a que um usuário pode re-encaminhar uma mensagem por vez. A medida anunciada nesta segunda-feira (21/01) é uma tentativa de combater a disseminação de notícias falsas e boatos, segundo executivos do serviço, que pertence ao Facebook.

“Estamos impondo um limite de cinco mensagens em todo o mundo a partir de hoje”, disse Victoria Grand, vice-presidente de comunicações do WhatsApp, durante um evento em Jacarta, na Indonésia.

Antes do anúncio, um usuário do WhatsApp podia reencaminhar uma mensagem para até 20 outros usuários ou grupos.

O limite de cinco expande para todo o mundo uma medida que o WhatsApp já havia colocado em prática na Índia em julho, depois que boatos disseminados em redes sociais acabaram provocando assassinatos e tentativas de linchamento no país.

O WhatsApp vai oferecer uma atualização para ativar o novo limite a partir desta segunda-feira, afirmou o diretor de comunicações do serviço, Carl Woog. Os usuários de dispositivos Android devem receber essa atualização primeiro. Depois será a vez dos usuários de aparelhos da Apple.

O WhatsApp tem 1,5 bilhão de usuários. Nos últimos anos, o aplicativo desempenhou um papel de destaque em vários acontecimentos políticos, como as eleições brasileiras de 2018 e a greve dos caminhoneiros no mesmo ano.

O WhatsApp foi criticado pela falta de mecanismos para impedir a disseminação de notícias falsas, fotos manipuladas, vídeos fora de contexto e boatos transmitidos por mensagens de áudio.

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*Fonte: dw

#10YearsChallenge: como o Facebook e o Instagram podem usar as informações recolhidas com as fotos desse desafio viral

Conhecido como #10YearsChallenge (desafio dos 10 anos, em inglês), o mais recente “desafio” viral nas redes sociais é postar lado a lado uma foto de hoje e outra de dez anos atrás para fazer a comparação.

É apenas uma brincadeira inocente, correto?

Pode ser. Mas como as plataformas de redes sociais sempre encontram uma maneira de lucrar com as modas virais, também pode não ser.

A moda se espalhou rapidamente e aparentemente de maneira orgânica. Participaram desde usuários comuns do Facebook e do Instagram até celebridades e contas oficiais de autoridades.

Nos últimos dias a hashtag acumulou mais de 3,5 milhões de posts só no Instagram

A moda provavelmente vai passar rápido, mas, uma vez postadas, o que será feito com milhões e milhões de imagens com uma informação tão específica (exatamente como a pessoa envelheceu)?

Em vários posts nas redes sociais algumas pessoas demonstraram sua preocupação com as implicações de disponibilizar as fotos com datas.

Uma delas é a especialista em estratégias digitais Kate O’Neill. Em um artigo na revista de tecnologia Wired, ela imagina alguns cenários sobre como as empresas de tecnologia estão se aproveitando da moda (isso, diz ela, se não a tiverem criado).

As empresas de tecnologia têm investido muito na melhora de seus sistemas de reconhecimento facial.

Segundo a explicação de Anil Jain, pesquisador de visão computacional e biométrica na Universidade de Michigan, para atingir esse objetivo, empresas como Facebook e Google se dedicam a rastrear a rede para compilar grandes volumes de informação e alimentar a inteligência artificial dos robôs (que precisam de modelos para ser basear).

Sob essa lógica, o #10YearsChallenge facilita muito essa tarefa. “É só uma brincadeira”, diz Jain à BBC. “Mas no processo estamos fornecendo uma informação valiosa e etiquetada.”

“É uma forma inteligente de coletar informação.”

A grande questão: quem está fazendo essa coleta e para que será usada essa informação?

Segundo O’Neill, o principal cenário é para fazer publicidade dirigida. Se um sistema é capaz de reconhecer melhor um rosto, pode oferecer produtos com base na idade e outras características físicas.
Pule Instagram post de alejandrosanz

Outro, mais positivo, é o uso para encontrar crianças desaparecidas há muito tempo – um sistema de reconhecimento facial que consiga calcular melhor como as pessoas envelhecem é muito útil nesses casos.

Segundo a especialista em privacidade e tecnologia Ann Cavoukian, da Universidade Ryerson, no Canadá, um sistema capaz de notar o quão rápido um indivíduo envelheceu pode ser usado para aumentar o preço de um seguro de vida ou de saúde, por exemplo.

Um caso polêmico aconteceu em 2016, quando a Amazon começou a vender seus serviços de reconhecimento facial a agências governamentais dos Estados Unidos.

A tecnologia pode ser usada para rastrear criminosos, mas também para monitorar pessoas inocentes.

Preocupadas com essas questões, organizações civis e alguns acionistas e funcionários da Amazon pediram para a empresa deixar de vender o serviço.

Paranoia?

O Facebook afirmou, em nota, que o desafio dos 10 anos é um “meme gerado por um usuário e que se tornou viral sozinho.”

“O Facebook não começou essa tendência e não ganha nada com esse meme”, disse a empresa à BBC.

A empresa afirmou também que as pessoas podem desativar a opção de reconhecimento facial a qualquer momento.

Cavoukian e Jain concordam que para um usuário comum é muito complicado saber exatamente para que suas informações serão usadas.

“Se está preocupado com sua privacidade, não participe”, diz Jain.

Cavoukian também recomenda cautela. “Nosso rosto é uma das fontes de informação mais valiosas para as tecnologias emergentes”, diz. “Eu insisto que as pessoas não devem participar (do desafio).”

“Se, depois de analisar as possíveis consequências, decidir participar, participe! Mas primeiro pense nos efeitos que isso pode ter no longo prazo.”

 

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*Fonte: bbc-brasil

Do homem no celular que não viu a baleia passar e o retrato de nossos tempos

Há alguns dias li uma curiosa matéria publicada no site O Globo sob o título: “Homem não vê baleia que passou do seu lado porque estava enviando mensagens no celular” (leia aqui). De acordo com o texto, o rapaz em seu veleiro perdeu um verdadeiro espetáculo da natureza: uma enorme baleia jubarte passando a pouquíssimos metros da embarcação.

Confesso que quando passei o olhar ligeiramente sobre a chamada, pensei que devesse se tratar de apenas mais uma das diversas notícias duvidosas ou falaciosas que comumente circulam pelas redes sociais. Não era possível! Como um homem não poderia perceber uma visita nada discreta e tão rara?

Ao que tudo indica sim, é possível. A Aldeia Global de McLuhan parece realmente ter se esfacelada. Ou não: ao mesmo tempo em que parecemos estar todos mais próximos, seja por whatsapp, facebook, skype, sms, etc., paradoxalmente estamos nos afastando do momento presente e de tudo aquilo que acontece ao nosso redor. São os dois lados de uma mesma moeda, consequência da dinâmica de globalização tecnológica.

De fato, já podemos observar uma geração de jovens cada vez mais desinteressada e apática. Se por um lado testemunhamos uma era de co-presença virtual dos indivíduos, a era dos humanos ligados ao instante, por outro podemos observar o surgimento de um ser humano cada vez mais distante e indiferente, em outras palavras, insípido. Este novo ser está tão conectado (ao mundo online) que acaba por se desconectar de sua própria realidade concreta e palpável, acontecendo exatamente no seu entorno, a cada instante e minuto.

E o que pode acontecer em um minuto? Bem, em um minuto podem ser postadas 72 horas de vídeo no YouTube, enquanto 204 milhões de emails chegam aos seus destinatários e 350 GB de dados são recebidos pelos servidores do Facebook…ou pode passar uma baleia ao seu lado (se estiver em alto mar, é claro). De qualquer forma, estes foram os dados angariados pela Qmee, empresa de consultoria norte-americana, e diz respeito a uma parte do que acontece pela internet afora enquanto em um minuto um evento precioso pode passar despercebido.

E assim a vida transcorre de minuto a minuto. As informações coletadas nos revelam que estamos deixando a vida passar enquanto ficamos hipnotizados pelo visor e por uma exacerbada interação a distância. Não sei se foi exatamente esse o caso do rapaz que perdeu a chance extraordinária de experimentar a real sensação de estar lado a lado com um dos maiores animais do planeta.

Não há como tirar conclusões, muito menos julgar a atitude do homem no veleiro como certa ou errada. Mas faz pensar sobre as consequências da extrema conectividade que parece estar suplantando o interesse pelas coisas mais simples do mundo. E que mundo é esse que parece já não surtir tanta graciosidade sobre os nossos olhos, que buscamos tão fervorosamente escapar, distraindo-nos?

Reinventar a graça do mundo é reinventar o olhar, é abrir-se sensivelmente para a realidade que o cerca ao enxergá-la como se fosse pela primeira vez. Você poderá se surpreender!

*Por Grace Bender

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*Fonte: contioutra

Robô chinês mata mosquitos com arma laser como em Star Wars

Os chineses estão mesmo surpreendendo o mundo, e agora parecem estar até rivalizando com os japoneses, que tradicionalmente sempre se destacaram com invenções “exóticas” e super-curiosas, daquelas que poucas pessoas poderiam imaginar…

E se você é fã dos filmes de ‘Guerra nas Estrelas’, o tal robô “Moskito Killer” pode ser ainda mais interessante, afinal ele é um tipo de “droid”, que segundo seus criadores, pode identificar mosquitos automaticamente, e depois fulminá-los com sua arma laser!

Com um jeitão de tanque de guerra em miniatura, o ‘Laser Movable Mosquito Killer Robot’ (Robô matador de mosquitos móvel a laser) é programado para entrar em ação assim que identifica um desses inconvenientes insetos por perto e, conforme afirmam seus criadores, utiliza um canhão laser que frita o mosquito, podendo matar cerca de 40 insetos por segundo!

Quanto ao tipo de laser usado no robô, a empresa não deu maiores detalhes, mas afirma que o laser é seguro para os humanos e não é capaz de causar danos a tecidos biológicos delicados, não sendo perigoso nem mesmo para os olhos de algum pobre desavisado que estiver bem na mira do robô caça mosquitos…

O robô da ‘Shenzhen Robotics Association’, foi apresentado na feira ‘MSPO’, na Polônia, e os responsáveis pelo projeto ainda não sabem quando ele estará disponível aos consumidores. Por enquanto eles focam no uso empresarial e público de sua criação, como em hospitais, escolas e prédios públicos, e acreditam que o novo robô pode ser um grande aliado na luta contra as doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue, zika e chikungunya.

 

 

 

 

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*Fonte: curtoecurioso

Como funcionam os testes de DNA que prometem revelar quem são seus ancestrais

Quem não quer saber quem foram seus ancestrais?

Nos últimos anos, o sequenciamento completo do genoma humano facilitou o acesso do público aos testes de DNA que permitem descobrir nossa história genética. Ou, pelo menos, é o que prometem.

Esses kits podem ser comprados em muitas farmácias e também por meio de sites de empresas especializadas e até mesmo na Amazon. E eles estão ficando mais baratos: se há cerca de cinco anos, um kit custava cerca de US$ 300 (R$ 1,2 mil), agora, podem ser comprados por US$ 75 (R$ 290).

Estes testes foram inclusive os produtos mais vendidos em novembro nos Estados Unidos durante a última Black Friday, de acordo com dados da Amazon.
Como funcionam os testes de DNA

O teste que promete revelar quem são nossos antepassados ​​funciona da seguinte maneira: você compra o kit, cospe em um tubo ou passa um cotonete na parte interna da bochecha e envia a amostra para a empresa da qual contratou o serviço.

A companhia extrai de sua saliva células que contêm todo o seu genoma. Seu DNA é então inserido em um banco de dados e comparado ao genoma de outros clientes que pagaram pelo mesmo serviço. São assim estabelecidas semelhanças e diferenças e criado um mapa étnico. Mas quão confiáveis são esses testes?

Informações distorcidas

Cientistas alertam que, na realidade, os perfis genéticos obtidos por meio desses testes não podem fornecer informações muito precisas sobre a nossa ancestralidade.

No programa da BBC Os casos curiosos de Rutherford e Fry, junto com uma entrevista do geneticista Mark Thomas, esses testes genéticos foram examinados.
Direito de imagem Getty Images
Image caption Nos últimos anos, o interesse em testes genéticos aumentou, o que reduziu seu custo

“Muitas dessas empresas dão a você um relatório de etnia, de modo que não lhe dizem realmente quem são seus antepassados, mas se suas características genéticas correspondem a alguns dos descendentes de seus antepassados”, disse Thomas.

Normalmente, esse tipo de teste não compara seu DNA com o de pessoas que viveram no passado, mas com os de seus contemporâneos.

Mas a comparação é limitada a pessoas que estão no banco de dados da empresa, então, em muitos casos, a leitura do seu genoma pode gerar resultados diferentes dependendo de qual empresa você contratar, alerta Thomas.
Antepassados ​​favoritos

As pessoas têm preferências quanto a seus ancestrais. Thomas explica que é mais atraente e exótico dizer que seus antepassados eram vikings ou da realeza celta do que gauleses, por exemplo.

Mas a verdade é que, na Europa, quase todos os europeus que não têm um passado de migração recente são, muito provavelmente, descendentes dos vikings, argumenta o especialista.

“Voltando no tempo, até a época em que os vikings viveram, um europeu certamente descobrirá que um de seus ancestrais era escandinavo, porque esse povo ocupava um grande território e chegou até o norte da África.”

Como ilustra Thomas, uma rede ancestral torna-se maior, abrangendo mais grupos históricos e étnicos, conforme se volta mais no tempo.

 

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*Fonte: bbc-brasil

Chip que ‘lê’ e ativa neurônios poderá reverter cegueira e surdez

Uma parceria do governo norte-americano com cientistas da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um chip minúsculo que, quando implantado no cérebro pode reverter a cegueira e a surdez. A tecnologia lê sinais de alguns neurônios ligados à visão e audição e os transmite para frente, auxiliando na recuperação desse sentidos, o que pode significar uma revolução na medicina.

Através de um microscópio com um software, alguns neurônios da camada mais externa do cérebro são decodificados. O objetivo é apresentar um caminho alternativo para que sons e imagens cheguem ao cérebro. Batizado de FlatScope, o objeto é implantado entre o crânio e o córtex cerebral e focará em um primeiro momento, nos neurônios da visão.

Até agora mais de 65 milhões de dólares já foram investidos na pesquisa, entretanto ainda não se sabe quando a tecnologia estará disponível no mercado. Ames Robinson, um dos cientistas responsáveis, afirma que esta nova abordagem é totalmente revolucionária: “Somos capazes de criar processadores extremamente densos com bilhões de elementos em um chip para o telefone em seu bolso. Então, por que não aplicar esses avanços às interfaces neurais?”.

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Não é paranoia, seu telefone realmente está ouvindo tudo o que você está dizendo

Você não está sendo paranoico, seu smartphone realmente está ouvindo tudo o está sendo dito ao seu redor.

Esse alerta foi feito pelo especialista Peter Henway, consultor sênior de segurança para a empresa de segurança cibernética Asterisk, de acordo com informações do Daily Mail.

Segundo ele, por anos usuários de smartphones têm se queixado da sensação assustadora de estarem sendo ouvidos pelos próprios celulares. De fato, muitos compartilham histórias semelhantes de que, após conversarem sobre determinado produto ou destino de férias com amigos ou parentes, logo depois foram exibidos anúncio sobre o mesmo tema em aplicativos de mídia social.

De acordo com Henway, a explicação para isso é que de tempos em tempos, trechos de áudios são enviados de maneira criptografada para servidores, como o de Facebook, por exemplo. No entanto, ainda não há um entendimento oficial sobre o que inicia (gatilho) isso.

“Seja com base em tempo, localização ou uso de certas funções, alguns aplicativos certamente estão usando essas permissões de microfone periodicamente”, alertou.

Ele disse que aplicativos como Facebook e Instagram podem ter milhares de gatilhos para iniciar o processo de mineração de conversas para determinar oportunidades de publicidade. Por exemplo, uma conversa casual sobre comida de gato ou lanches pode ser suficiente para ativar a tecnologia.

“Tendo em vista que o Google é completamente aberto sobre isso, eu pessoalmente diria que outras empresas estão fazendo o mesmo”, disse ele. “Realmente não há razão para que não façam. É algo que faz sentido, do ponto de vista do marketing, e seus acordos com o usuário e lei permitem isso”.

De fato, a prática não é ilegal. No entanto, a pessoa deve consentir ativamente que seus dados sejam coletados e usados para anúncios, algo que normalmente é descrito nas linhas dos “Termos e Condições de Uso” – que normalmente aceitamos sem ler.

Entretanto, o Facebook nega categoricamente que esteja usando microfone de smartphones para coletar informações para fins de publicidade direcionada. A empresa já disse que a sensação sentida pelos usuários é meramente um exemplo de percepção intensificada, ou um fenômeno pelo qual estamos propensos a perceber as coisas que falamos recentemente.

Essa ideia de “paranoia”, no entanto, não é compartilhada por grande parte dos especialistas em tecnologia, que afirmam que as empresas têm o poder de varrer por meio de algoritmos milhões de conversas aleatoriamente em busca de frases repetidas ou nomes identificáveis. A intenção é de procurar por padrões e selecionar coisas potencialmente úteis sobre comportamento e interesses. No entanto, nada ainda foi oficialmente comprovado.

*Por Merelyn Cerqueira

 

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*Fonte: jornalciencia

Polícia de Dubai é treinada para pilotar motos voadoras

A Polícia de Dubai (Emirados Árabes Unidos) iniciou os testes para aprender a pilotar as motos elétricas voadoras com as quais pretende patrulhar Dubai no ano de 2020.

A moto voadora ou ‘hoverbike’ é o modelo S3 2019 fabricado pela empresa americana Hoversurf. É um veículo elétrico que decola e pousa verticalmente (eVTOL), como a empresa explica em seu site. Cada um desses veículos tem um preço de 150 mil dólares.

O S3 2019 é feito de fibra de carbono e pesa 114 quilos. É capaz de subir até cinco metros acima do solo e girar a uma velocidade máxima de 96 quilômetros por hora.

Segundo a CNN, a Hoversurf e o governo de Dubai assinaram um acordo em 2017 para iniciar a produção em massa desses veículos voadores, e agora eles começaram a testar para que os agentes possam aprender como usá-los. O Departamento de Polícia espera ter esses veículos ativos até 2020.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

Tecnologia permite destruir Amazônia mais rápido do que fizemos com a Mata Atlântica

Em 2005, então recém-formado na faculdade de Biologia da USP, o botânico Ricardo Cardim teve a ideia de percorrer áreas desflorestadas da Mata Atlântica atrás de árvores gigantes que haviam sobrevivido isoladas no meio de plantações e pastagens.

A pesquisa ganhou corpo ao longo dos últimos 13 anos e se transformou numa das maiores investigações sobre a história da destruição de uma das regiões mais biodiversas do planeta.

Em “Remanescentes da Mata Atlântica: As Grandes Árvores da Floresta Original e Seus Vestígios” (ed. Olhares), livro lançado em novembro, Cardim documenta a vertiginosa expansão econômica sobre o bioma, que, em pouco mais de um século, o fez perder 90% de sua vegetação original e dividiu as áreas sobreviventes em 245 mil fragmentos.

Ao lado do fotógrafo Cássio Vasconcellos e do botânico Luciano Zandoná, Cardim também elaborou um inventário de tesouros que resistiram às derrubadas – entre os quais exemplares centenários de figueiras, perobas e paus-brasil, retratados em expedições por seis Estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

A árvore mais alta identificada, numa antiga fazenda de cacau em Camacã (BA), foi um jequitibá com 58 metros de altura e tronco com 13,6 metros de circunferência – dimensões extraordinárias, mas aquém das árvores gigantes do bioma no passado, como um jequitibá na região de Campinas (SP) cujo caule alcançava 19,5 metros de circunferência no início do século 20.

Em entrevista à BBC News Brasil, Cardim diz que as condições que permitiram o desenvolvimento das árvores gigantes da Mata Atlântica não existem mais. Compartimentadas e cercadas por lavouras, muitas áreas de floresta sobreviventes se despovoaram de animais – essenciais para a renovação das plantas – e sofrem com a invasão de espécies exóticas e alterações climáticas.

Ele diz acreditar, porém, que as próximas gerações conseguirão reconectar os fragmentos da floresta e trazer os bichos de volta, garantindo a sobrevivência do bioma, ainda que sem a mesma riqueza original.

Cardim não nutre o mesmo otimismo em relação à Amazônia – que, segundo ele, vive hoje, passo a passo, o mesmo roteiro da destruição da Mata Atlântica. Segundo o botânico, enquanto o desflorestamento da Mata Atlântica parece ter sido contido, a Amazônia sofre com a ação “de um arco de aventureiros que são incontroláveis” e fragmentarão o bioma antes que a sociedade se conscientize sobre sua importância. “Hoje a tecnologia permite que a gente faça a destruição da Amazônia com a mesma velocidade, ou até mais rápido, do que fizemos na Mata Atlântica. Com nossas estradas, caminhões, motosseras, o ganho de escala é absurdo”.

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil – O livro mostra que, ao contrário do que muitos pensam, a destruição da Mata Atlântica foi um processo bem recente. Como o bioma foi aniquilado tão rapidamente?

Ricardo Cardim – Até 1890, o que estava mexido no Brasil era um pedacinho de Pernambuco, por causa do ciclo do açúcar no século 17, e do Rio de Janeiro, por causa das fazendas de café. O resto era mata fechada, com índios dentro.

Parece incrível, mas a destruição da Mata Atlântica se deu mesmo no século 20. A grande cobiça era pelos húmus que fertilizaram o solo da Mata Atlântica ao longo de milênios. A madeira era muito mais um empecilho do que um benefício. Só no final do processo, quando já tínhamos muito caminhão e transporte facilitado pelas ferrovias, que a madeira começou a ser aproveitada. Mesmo assim, o índice de aproveitamento da madeira foi de cerca de 3% de tudo o que foi derrubado.

A ordem era “limpa logo para a gente começar a colher o ouro verde”, que era o café. Fizemos como aquele cara que herda uma fortuna e na mesma noite vai gastar tudo em farra, e acorda pobre. Demoramos milhares de anos para formar aquele solo, criar aquelas condições perfeitas, e em cinco ou dez anos, aquilo não existia mais. Os solos que a gente cultiva hoje só são cultiváveis por causa da tecnologia, porque já foram exauridos.

BBC News Brasil – Você destaca no livro a destruição das matas de araucárias, na porção sul da Mata Atlântica. O que houve de peculiar nesse processo?

Cardim – A velocidade com que ocorreu. Essa é uma floresta que passa do século 19 ao 20 praticamente intacta. Brincava-se que era possível atravessar os Estados do Paraná e de Santa Catarina nos galhos das araucárias, de tão grudadinhas que elas estavam.

Até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Brasil importava madeira – o que era surreal para um país que estava destruindo florestas adoidado para plantar café. Mas, quando a Primeira Guerra impede esse comércio, o mercado começa a lembrar a araucária – um pinheiro maravilhoso, muito fácil de cortar. Começa um saque da floresta voltado para a madeira como se nunca viu.

A araucária vira uma grande divisa. Todo mundo que quer ficar rico vai para a floresta de araucária montar sua serrraria. Isso chega no auge nos anos 1950 e 1960. Cortavam tanta madeira que boa parte dela apodrecia antes de ser escoada para o mercado. Nos anos 1970, a floresta acabou. Houve uma quebradeira geral nas serrarias. Famílias que eram riquíssimas ficaram pobres.

A araucária simplesmente acabou. O que temos hoje são araucárias rebrotando, pequenas. O que sobrou hoje é uma sombra.

BBC News Brasil – O quão virgem era a Mata Atlântica antes de 1500?

Cardim – (O antropólogo) Darcy Ribeiro falava que havia entre 4 e 6 milhões de índios vivendo aqui no território. Acho possível, mas não acho que o impacto deles na floresta foi tão grande quanto o historiador americano Warren Dean falou em “A ferro e fogo: a história da devastação da Mata Atlântica brasileira” (1996). Ele diz que não existia floresta intocada, porque os índios já tinham cortado aquilo pelo menos uma vez em um milênio.

Eu acredito que os índios tinham capacidade de alterar o meio, mas com ferramentas muito primitivas – machados de pedra, fogo -, e também tinham populações muito pulverizadas. As coivaras que eles faziam para queimar e plantar roças não eram suficientes para gerar uma extensa derrubada. Acho que os índios deixavam as árvores grandes no meio da coivara e plantavam embaixo delas. E não acho que tenham conseguido trabalhar todo o território a ponto de alterá-lo.

BBC News Brasil – Qual o cenário hoje para as árvores gigantes remanescentes da Mata Atlântica?

Cardim – É terrivelmente ameaçado. A Mata Atlântica virou uma colcha de retalhos. Sobrou um décimo do que ela era, e ainda por cima esse décimo é formado por vegetação secundária – por florestas que já foram queimadas, exploradas, derrubadas – e dividido em 245 mil fragmentos de diferentes tamanhos. As árvores gigantes que sobraram nesses pedacinhos, especialmente nos menores, estão superameaçadas.

O clima local altera quando se derrubam florestas – basta lembrar que São Paulo era a terra da garoa, e hoje não temos mais garoa porque sumiu o verde dentro e no entorno da cidade. Os ventos, alterações ecológicas como a infestação de cipós, uma série de desequilíbrios ecológicos causados pela invasão do homem na floresta estão colocando em risco as poucas árvores gigantes que sobreviveram no bioma – tanto dentro da floresta quanto aquelas que estão isoladas em pastos, plantações, meios urbanos.

Nossa geração talvez seja uma das últimas a conseguir enxergar essas árvores gigantes, porque elas estão desaparecendo. E acho difícil que novas árvores desse porte surjam se a gente não reconectar os fragmentos de floresta.

BBC News Brasil – É viável reconectar esses fragmentos, considerando as forças econômicas e políticas atuais? As paisagens na região parecem estar muito consolidadas.

Cardim – Nasci em 1978 e cresci numa casa que tinha telefone de disco, uma TV com bombril espetado em cima e meu pai assinando jornal. O mundo mudou muito, e não só em tecnologia, em visão do planeta, sociedade. As crianças estão vindo com outro olhar sobre a natureza. Tenho muita fé de que elas vão causar uma revolução, e a tecnologia vai resolver muitos problemas, produzindo muito alimento sem precisar de grandes territórios. Vai chegar o momento em que vamos conseguir ter a harmonia entre o conforto moderno e o modo de produção econômico, e conseguiremos restabelecer parte do território natural.

Em 2100, teremos a Mata Atlântica reconectada, sobrevivendo, em harmonia com as cidades e as atividades agrícolas. Sou otimista.

BBC News Brasil – A Mata Atlântica será capaz de se regenerar sozinha?

Cardim – Se o ser humano desaparecesse da Terra neste instante, a Mata Atlântica iria recompor todo seu espaço. O que a atrapalharia são as plantas invasoras. Trouxemos muitas plantas estrangeiras. Quando você traz algo de fora, isso pode prejudicar enormemente quem já estava aqui antes. Vemos isso no parque Trianon (em São Paulo) e na Floresta da Tijuca (no Rio de Janeiro).

A floresta abandonada, sem ser manejada, iria virar um híbrido de Mata Atlântica com Pinus elliotti (pinheiro nativo da América do Norte), com palmeira seafortia (espécie australiana), com jaqueiras (oriundas da Ásia), e isso poderia comprometer grande parte da bidiversidade até chegar num ponto de equilibrio. Teríamos uma floresta mais pobre do que aquela que os portugueses encontraram em 1500.
Direito de imagem Ricardo Cardim
Image caption Balsas usadas para escoar madeira no rio Uruguai, na região Sul; mesma técnica é usada atualmente para transportar madeira pelos rios amazônicos.

BBC News Brasil – O geógrafo Altair Sales costuma dizer que os trechos remanescentes de Cerrado são como fotografias do passado, porque muitas das interações entre insetos, plantas e animais que permitiram o desenvolvimento daquelas paisagens deixaram de existir à medida que o bioma foi sendo degradado – e que no futuro aquelas paisagens desaparecerão. Isso se aplica à Mata Atlântica?

Cardim – Sim. Temos hoje na Mata Atlântica florestas que são relíquias, restos de uma era quando tínhamos macacos muriquis andando de galho em galho do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, quando tínhamos antas, varas de queixadas e catetus, onças em todos os lugares.

Os bichos são fundamentais para plantar e polinizar a floresta. Nos anos 1930, o homem chegou à mata metralhando os bichos, caçava tudo o que via por ali. A vegetação tropical é intimamente ligada a seus bichos, uma evoluiu com o outro, com complexas interações que a gente nem imagina ainda.

Na Mata Atlântica, temos hoje a figura da floresta vazia, da floresta zumbi, como a do Parque Trianon, que não tem como se renovar. Para que a semente de um jatobá germine, ela tem de ter a dormência quebrada pelo intestino da anta. Sem anta, isso não acontece mais, a semente cai no chão e não germina. Os mecanismos estão profundamente comprometidos tanto no Cerrado quanto na Mata Atlântica.

Por isso, quando formos investir para reconectar os fragmentos, precisamos procriar os bichos para que eles possam voltar a transitar e reabilitar a floresta.

BBC News Brasil – Em vez de homogênea, a Mata Atlântica é descrita no livro como um bioma com múltiplas faces. O quão diversa é a formação?

Cardim – As pessoas tendem a pensar que a Mata Atlântica é aquele tapetão de floresta, como na Serra do Mar. Pensam que só ocorre no litoral, sem saber que ela vai até o Paraguai. Ela era realmente extensa. Outra coisa interessante é a diversidade de paisagens.

Na Mata Atlântica, podemos encontrar desde a restinga arenosa, um areial com ilhas de bromélias, cactos, pequenos arbustos, pitangueiras, verdadeiros jardins prontos – não é à toa que Burle Marx se inspirava nessas paisagens -, a campos de altitude, como em Itatiaia, ou na Serra dos Órgãos, que são campos com plantinhas no topo, até florestas monstruosas como as que existiram no norte do Paraná e no sul da Bahia.

Ela tem maior biodiverisade, comparativamente, do que a Amazônia, porque ela concentra diversas paisagens e espécies num território relativamente pequeno, graças à proximidade do oceano em alguns pontos e do relevo, que é bastante movimentado e cria diferentes condições para a vegetação.

BBC News Brasil – Já tivemos perdas irreparáveis de espécies de árvores gigantes na Mata Atlântica?

Cardim – Suspeito que sim. Por exemplo, a peroba-rosa encobria centenas de quilômetros de florestas. Ela foi tão cortada, sobrou tão pouco, que nos faz questionar o quanto sofreu de ersoão genética a ponto de se tornar viável. Uma doença talvez seja capaz de matar todas as restantes. São os últimos moicanos. Tenho a sensação de que muitas árvores da Mata Atlântica são os últimos moicanos.

Nas expedições que fiz durante a produção do livro, tinha o objetivo de ver a floresta original, mas acho que não consegui. A grande verdade é essa. Eu vi florestas que podem ter sido próximas daquilo, mas fiquei com a sensação de que não existe mais a floresta original, que meu tataravô possa ter visto quando estavam abrindo as fazendas.
Direito de imagem Remanescentes da Mata Atlântica
Image caption Caçada de onças pintadas em Santa Catarina, no começo do século 20; quando despovoada de animais, Mata Atlântica se torna incapaz de renovar a vegetação original.

BBC News Brasil – Quando se critica o desmatamento no Brasil, alguns representantes do agronegócio costumam citar a destruição das florestas na Europa e reivindicar o direito de fazer o mesmo por aqui. Como seria nossa sociedade se a Mata Atlântica não tivesse sido destruída?

Cardim – Esse argumento é tão hediondo como falar que, já que houve o Holocausto na Alemanha, podemos fazer um aqui também. A Europa hoje está preocupadíssima em restabelecer suas florestas e nunca mais vai restabelecer do jeito que era, porque as matas lá vêm sendo derrubadas desde a época romana.

Se tivéssemos encontrado outros meios de produzir riqueza, através da educação, da tecnologia, teríamos agora um patrimônio maravilhoso. Não sou contra a exploração de madeira. Sem a madeira, não teríamos orquestras, por exemplo. Eu adoro móveis de madeira nobre. Mas, se tivéssemos explorado de forma sustentável, poderíamos ter móveis de jacarandá pelo resto da vida.

Teríamos um potencial gastronômico inacreditavelmente grande, como alguns já começaram a perceber, como (o chef) Alex Atala. Teríamos muito potencial no ramo da biotecnologia, de medicamentos. E também de turismo, pois é impossível ficar indiferente diante dessas árvores gigantes. É como alguém diante da pirâmide de Queóps.

BBC News Brasil – O processo de destruição da Mata Atlântica é comparável ao que hoje enfrenta a Amazônia?

Cardim – A grande sacada desse livro é mostrar que fizemos uma coisa na Mata Atlântica nos últimos 100 ou 150 anos que é exatamente igual ao que estamos fazendo hoje na Amazônia. O que muda é a proporção, por causa da extensão da Amazônia e a tecnologia. Hoje a tecnologia permite que a gente faça a destruição da Amazônia com a mesma velocidade, ou até mais rápido, do que fizemos na Mata Atlântica. Com nossas estradas, caminhões, motosseras, o ganho de escala é absurdo.

BBC News Brasil – Quais foram as etapas da destruição da Mata Atlântica que agora se repetem na Amazônia?

Cardim – Primeiro, criar uma motivação econômica para um acesso à floresta. Na época (dos presidentes) Costa e Silva e Médici, nos anos 1970, começa a surgir a ideia da terra sem homens da Amazônia para o homem sem terras do Nordeste. Esse caminho para o interior da Amazônia, que começa com a rodovia Transamazônica, tem como paralelo a entrada das ferrovias no seio da Mata Atlântica por causa do café. A ferrovia entrava e rasgava a Mata Atlântica – vem o eixo de penetração, saem estradas vicinais para saquear a floresta e aproveitar a terra.

É o que está ocorrendo hoje na Amazônia: primeiro vem o cara saquear madeira, depois se faz a queimada para aproveitar o solo, o fogo fertiliza aquela terra e planta-se capim para que o gado pisoteie os entulhos da floresta. Com dois ou três anos, aquela floresta desaparece e vira carbono, e aí entra a soja. No nosso caso, era o café que entrava. Temos registros em Campinas (SP), em 1840, da presença do gado entre ruínas de árvores colossais da Mata Atlântica. Era um modo de domar a terra para o café.

BBC News Brasil – Seremos capazes de frear o desmatamento na Amazônia?

Cardim – Sou otimista quanto à Mata Atlântica, mas não quanto à Amazônia. Acho que não vai dar tempo. A Amazônia vai ser fragmentada antes que as gerações futuras consigam entender a importância dela.

Existe lá um arco de aventureiros -políticos, grileiros – que são incontroláveis. Eles vão fragmentar a floresta antes que a gente consiga mudar a sociedade.

BBC News Brasil – As tecnologias e a legislação para evitar o desmatamento também não avançaram?

Cardim – Com certeza, mas ainda acho que são fracas perante o que está acontecendo lá. O que houve em Rondônia é emblemático. A floresta do Estado sumiu em dez anos. E hoje a última fronteira é o Estado do Amazonas, porque o Pará já foi muito detonado.

Estão derrubando por mais que coloquemos multas. Tem muita gente lá que não tem nada a perder e vai fazer isso acontecer. Talvez, daqui a 40 anos, alguém faça um livro como este que eu fiz contando como a Amazônia foi destruída.

*Por João Fellet

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Drone com sementes inteligentes refloresta 1.200 hectares em 5 horas

Um drone com sementes inteligentes está sendo usado para ajudar no reflorestamento de forma rápida, prática e eficaz.

A ótima ideia, diante do desmatamento maciço, está sendo colocada em prática pelo empresário espanhol Juan Carlos Sesma.

O aparelho voador dele é capaz reflorestar 100 mil árvores em apenas 5 horas. O empresário já fez isso em 1.200 hectares de um parque em Guadalajara.

“Estamos diante de um método eficiente para criar ecossistemas, através da criação em série, como se fosse uma fábrica de automóveis”, diz Sesma

Como

Juan Carlos Sesma usa uma seleção de sementes ‘iseed’, ou semente inteligente, que é introduzida em uma cápsula biodegradável.

Ela tem todos os elementos para torná-la viável em sua primeira fase de crescimento, a mais crítica, mas com 80% de chance de sucesso.

Mas não é tão simples como parece. Primeiro é feita uma análise.

O protagonista desta fase executa o projeto mais eficiente, otimizando todas as variáveis em seu banco de dados usando algoritmos para que o futuro ecossistema seja o mais completo, harmonioso e sustentável possível.

O Big Data está presente durante todo o processo antes do plantio. Ele é responsável por escolher o mais adequado para a criação de ecossistemas de sementes nativas.

Com as variáveis escolhidas e as sementes inteligentes criadas, o drone de CO2 entra em ação.

Drone em ação

Com ele é possível que uma zona afetada por um incêndio se recupere completamente.

“Este tem um mini-depósito anexado que lança a iseed, contando com os parâmetros estabelecidos pelo Big Data”, explica Sesma.

Outro ponto a favor da incorporação de drones no trabalho de reflorestamento é que as sementes liberadas podem alcançar lugares que não são facilmente acessíveis pelos humanos.

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*Fonte: sonoticiaboa

Em 2 meses, cientista despoluiu lagoa por completo usando nanotecnologia

Em 2010, o cientista Marino Morikawa deu início a um ambicioso projeto em prol do meio ambiente: a despoluição da lagoa El Cascajo, no Peru, que havia sido transformada em depósito ilegal de lixo.

Após realizar análise aquática da região e contar com a ajuda da comunidade para trabalhos manuais de retirada de resíduos, Morikawa apostou na ciência e, usando a nanotecnologia, criou bombas e biofiltros que despoluíram a lagoa em apenas 2 meses.

Para colocar o projeto em prática, o pesquisador inventou um dispositivo que gera nanobolhas, invisíveis a olho nu, que capturam e eliminam as bactérias que poluem a água. Sua experiência ganhou destaque até em palestras do TEDx Talks.

A redução de contaminantes e matéria orgânica que roubavam o oxigênio da água da lagoa foi tão drástica que, em sete meses, peixes e aves já começaram a voltar ao local, antes abandonado pelos animais.

*Por Paulo Nobuo

 

 

 

 

 

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*Fonte: wix

4 inovações tecnológicas que deixarão seu computador ainda mais rápido

Nos últimos 50 anos, uma previsão de Gordon Moore, um dos fundadores da empresa de tecnologia Intel, dedicada à fabricação de microprocessadores para computadores, está se cumprindo.

Em 1965, o engenheiro disse que, a cada 18 meses, os microprocessadores se tornariam duas vezes mais rápidos, usando metade da energia e teriam metade do tamanho atual.

Pouco depois, ele ajustou o cálculo dizendo que levaria 24 meses e não 18. Foi assim que nasceu a chamada “Lei de Moore”.

O empreendedor chegou a essa hipótese empiricamente, confirmada com a passagem do tempo.

Além de afirmar que a capacidade de processamento por computadores aumentaria exponencialmente, Moore previu que, ao mesmo tempo, o custo de fabricação dos componentes envolvidos diminuiria.

Mas há um problema.

O que pode conter o aumento exponencial

A Lei de Moore acertou ao enxergar que os computadores funcionariam mais e mais rapidamente ao longo dos anos. No entanto, essa progressão tem um limite.

Os transistores (componentes eletrônicos que fazem parte dos circuitos dos microprocessadores e amplificam os sinais elétricos) se tornaram menores com o passar do tempo, mas chegará um momento em que seu tamanho não poderá continuar diminuindo.

Se forem pequenos demais, não poderão funcionar adequadamente. Os elétrons começariam a pular e a chegar a lugares onde não deveriam.

Por outro lado, se são colocados muitos elétrons para que o computador funcione mais rápido, há o risco de que o chip queime.

Os fabricantes de chips estão há muitos anos cientes destas dificuldades à vista. Tanto que tornou-se tão difícil e caro acompanhar o ritmo da Lei de Moore, que muitas empresas do ramo jogaram a toalha.

Isso não significa, no entanto, que a batalha esteja perdida.

A BBC resumiu algumas inovações tecnológicas que devem resolver o problema.

1. A via quântica

Em vez de usar bits (na computação tradicional, trata-se da unidade que alterna “um” e “zero” em sequências longas), a tecnologia quântica trabalha com blocos chamados qubits, ou bits quânticos. Eles usam as propriedades quase mágicas das partículas subatômicas.

Elétrons ou fótons, por exemplo, podem estar em dois estados ao mesmo tempo – um fenômeno chamado superposição. Como resultado, um computador de qubit pode fazer cálculos muito mais rapidamente que um computador convencional.

Seria como se uma pessoa fosse capaz de percorrer cada um dos vários caminhos de um labirinto muito complexo ao mesmo tempo, como alguns cientistas preferem exemplificar a computação quântica.

Os qubits também podem influenciar uns aos outros, mesmo quando não estão fisicamente conectados, um processo chamado “entrelaçamento”. Em termos computacionais, isso lhes dá a capacidade de fazer saltos lógicos que os computadores convencionais jamais conseguiriam.

2. Os processadores de grafeno

Materiais exóticos com potencial para serem usados na eletrônica têm sido progressivamente descobertos.

Um deles é o grafeno, composto por moléculas de carbono e 40 vezes mais resistente que o diamante. Este material é um forte candidato para substituir os chips de silício, porque é ótimo como condutor de eletricidade.

As universidades americanas já fizeram experimentos em que transistores de grafeno trabalharam mil vezes mais rápido que os transistores de silício usados hoje.

Tendo menos resistência elétrica, a velocidade dos processadores de grafeno pode ser aumentada na casa dos milhares e, mesmo assim, usar menos energia do que a tecnologia convencional.

3. O memristor

Trata-se de um componente eletrônico hipotético concebido por Leon Chua, um teórico dos circuitos, no início dos anos 70.

A lógica da proposta? Esse componente gravaria o fluxo de corrente elétrica que circulou, e a resistência se adaptaria a essa memória.

Se organizados da maneira correta, os memristors poderiam substituir os transistores.

E como mais memristors podem ser inseridos em um chip do que os transistores, o computador trabalharia mais rápido e teria mais capacidade de armazenamento com eles.

4. Os chips vivos

Muitos estão trabalhando na construção de computadores inspirados no funcionamento do cérebro.

O projeto Cérebro Humano, por exemplo, é financiado pela União Europeia e dedica-se à pesquisa de novos algoritmos que podem replicar o funcionamento do cérebro.

Mas há alguns que vão ainda mais longe.

É o caso da Koniku, a primeira empresa dedicada ao desenvolvimento de dispositivos eletrônicos usando neurônios de verdade.

Como? Eles modificam o DNA dos neurônios para que tenham certas peculiaridades e que se mantenham vivos por dois anos em um chip.

O objetivo da empresa é criar verdadeiros processadores biológicos que combinariam o poder matemático das máquinas às poderosas capacidades cognitivas do cérebro humano. Na prática, processadores do tipo poderiam ser usados por exemplo para detectar o cheiro de drogas ou explosivos.

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*Fonte: bbc-brasil

Esta planta-robô busca por conta própria o contato com a luz para sobreviver

Durante o iminente apocalipse robótico, a humanidade vai ter que lutar contra androides super-rápidos, cães robóticos, seja lá o que for isso aqui, e, segundo o que uma nova pesquisa do MIT sugere, sistemas híbridos de plantas-robôs quase autônomos e móveis.

Conheça o Elowan, um híbrido de robô e planta feito por Harpreet Sareen e Pattie Maes, ambos do MIT Media Lab. O sistema é um verdadeiro organismo cibernético, embora não do tipo que estamos acostumados a ver: em vez de juntar o homem com a máquina, estes pesquisadores alavancaram os sinais elétricos internos produzidos pelas plantas para controlar as ações de uma plataforma robótica de duas rodas. Em testes, o Elowan foi capaz de se mover em direção a uma fonte de luz — uma ação desencadeada pela própria planta.

As plantas podem parecer meio paradonas, mas elas são surpreendentemente elétricas por natureza. Nossas amigas que vivem por meio da fotossíntese são equipadas com circuitos biológicos capazes de transmitir sinais bioeletroquímicos entre tecidos e órgãos. Esses sinais são acionados em circunstâncias especiais, como quando a planta é exposta à luz, uma mudança na gravidade (ou orientação), uma força mecânica (como o toque) e mudanças na temperatura, quando feridas. Na verdade, as plantas podem não ser móveis ou exibir consciência, mas estão armadas com uma variedade de truques para ajudá-las a prosperar e sobreviver. A transmissão interna de sinais bioeletroquímicos excita as células e tecidos dentro das células das plantas, estimulando certas ações ou respostas, como a regeneração tecidual (crescimento), a extensão das folhas em direção à luz ou o desencadeamento de uma defesa contra ameaças.

Essa rede de sinal ativo, como mostra esse novo experimento de “botânica ciborgue”, também pode ser usada para aumentar as capacidades naturais de uma planta. Neste caso, o movimento da planta é baseado em sinais bioeletroquímicos internos, que fazem com que a base robótica com rodas se mova em direção a uma fonte de luz.

Nessa demonstração, Sareen e Maes usaram eletrodos de prata nos caules, folhas e sistema radicular das plantas. Um dispositivo de interface processava e amplificava os sinais fracos emitidos pelas plantas e transmitia esses sinais para o dispositivo robótico. Nos testes, as lâmpadas foram colocadas em ambos os lados do Elowan. A planta podia sentir a luz vinda do lado iluminado, resultando em uma resposta de sinal que acionava o movimento em direção à luz. Assim, o híbrido planta-robô ia tanto para a esquerda quanto para a direita — o “agente do movimento é a planta”, nas palavras dos pesquisadores.

Para ser justo , o uso do termo “agente” pode ser um pouco exagerado. As plantas não têm “agência”, no sentido de conseguirem tomar decisões ou exercer o livre arbítrio. Em vez disso, seus circuitos internos e processos são acionados por estímulos externos, tornando-as autômatas irracionais. A alegação de que o circuito interno do Elowan está conduzindo o processo é justa, no entanto.

É um experimento bem legal, tanto em termos científicos quanto artísticos (Sareen é um artista visual e professor assistente na Parsons School of Design), mas o sistema pode ser expandido ou modificado para aplicações práticas. Parte da ideia por trás do projeto era alavancar as habilidades naturais das plantas como uma forma de aumentar ainda mais suas capacidades.

Sareen imagina extensões de plantas cibernéticas que poderiam permitir que elas crescessem e se defendessem de formas novas. Além disso, esses sistemas simbióticos poderiam ser usados para potencializar futuros sistemas eletrônicos, resultando em dispositivos com capacidades de autoalimentação, autorreparo e autocrescimento.

É tudo muito empolgante, e estamos finalmente preparando o cenário para uma singularidade tecnológica baseada em plantas. Eu, por exemplo, estou ansioso para receber nossos novos senhores vegetais.

*Por George Dvorsky

 

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*Fonte: gizmodo

O Sol pode acabar com toda a tecnologia criada pelos humanos a qualquer momento

Enquanto você lê este artigo o Sol está se agitando em intensas erupções capazes de eliminar toda a tecnologia de nosso planeta – a qual somos tão dependentes. Tal afirmação foi feita por um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports. E os cientistas descobriram que essas explosões são ainda mais difíceis de prever do que se pensava antes. Com informações da Science Alert.

“Até agora, assumiu-se que as ejeções de massa coronal movem-se como bolhas através do espaço e respondem às forças como objetos únicos“, disse o principal autor do estudo, Mathew Owens, da Universidade de Reading. “Nós descobrimos que elas são mais como uma nuvem de poeira expansiva, ou espirros, constituídos por porções individuais de plasma, todos realizando suas próprias ações“.

Ao descobrir que as erupções são fortemente influenciadas pelos ventos solares, os pesquisadores foram forçados a reconstruir suas previsões meteorológicas espaciais.

Viajando através do Sistema Solar a uma impressionante velocidade de 2.000 km por minuto, as ejeções de massa coronal são explosões poderosas de fluxo magnético e gás carregado que entra em erupção por meio de pontos ativos na superfície do Sol. Elas são capazes de atingir a Terra dentro de um a três dias, podendo ocorrer entre poucas horas quando a atividade solar atinge seu pico. Elas são consideradas uma força motriz do clima espacial extremo, provocando tempestades geomagnéticas que podem “fritar” qualquer rede elétrica e de comunicação, além de expor os astronautas a perigosos níveis de radiação.

Sendo isto suficientemente assustador, um estudo anterior feito pela mesma equipe prevê que uma queda na atividade magnética do Sol tornará a Terra ainda mais vulnerável a estes eventos solares violentos.

Logo, e tendo isso em mente, é necessário que estejamos preparados para sobreviver a este tipo de interrupção. Mas, mesmo que as ejeções de massa coronal comecem a ocorrer com maior frequência, os cientistas ainda não são capazes de prever quando as mais supersônicas atingirão a atmosfera da Terra. E considerando que julgávamos entender como estas coisas funcionam, o estudo provou exatamente o contrário.

Ao rastrear as ejeções de massa coronal, os cientistas assumiram a existência de uma estrutura organizada, semelhante a uma bolha. No entanto, ao olhar mais de perto como se movem pelo espaço, os pesquisadores descobriram que estas ejeções se expandem e se tornam cada vez mais caóticas à medida que se aproximam da Terra.

A equipe examinou de forma detalhada a maneira como essas ejeções de massa coronal viajam pelo espaço e interagem com o vento solar. Ao examinar uma determinada seção transversal de uma delas, os pesquisadores descobriram que as parcelas de plasma se expandem mais rapidamente do que a velocidade das informações dentro da estrutura.

Isso significa que apenas parte das ejeções é afetada pelas forças externas com as quais interage, e não um todo. Logo, o enfraquecimento dessas forças magnéticas em expansão resulta em uma estrutura desorganizada, que ocorre de forma semelhante a um espirro, e não bolhas. Além disso, essas erupções estão mais intimamente ligadas ao vento solar, o que as torna mais difíceis de serem rastreadas.

“Portanto, se queremos nos proteger das erupções solares, precisamos entender mais sobre os ventos solares”, concluiu Owens.

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*Fonte: jornalciência

5 tecnologias de segurança que são tudo que você sempre quis em um carro

O motorista que disser que não sente um friozinho na barriga ao ter que encarar a subida de uma rampa está mentindo. Fazer baliza e dar ré em dia de chuva são outros desafios até para quem é experiente. Se você dirige, já deve ter percebido que dia a dia tem dessas situações. Mas a tecnologia está aí para ajudar! Veja 5 aparatos tecnológicos que deixam a vida no volante muito mais segura.

1 – Rastreador com tecnologia israelense

O que dizer daquele momento que você olha para o local onde acha que estacionou o veículo e não vê nada? Chega a dar até palpitação. Na maioria das vezes, você só confundiu o lugar mesmo. Só que, infelizmente, roubos e furtos acontecem. Para ficar bem mais tranquilo e evitar estresse, vale a pena investir no rastreador veicular Ituran. O equipamento tem o maior índice de recuperação do país.

2 – Assistente de partidas em rampa

Um pequeno deslize na saída do semáforo em uma ladeira é sempre uma situação de risco. Se tiver outro veículo parado atrás então… Ainda bem que já existe uma tecnologia para diminuir essa preocupação.

O assistente de partidas em rampa funciona como um sensor que identifica quando o carro está em aclive no momento em que o motorista aciona a embreagem. E ao tirar o pé do freio, o sensor entra em ação e segura o veículo por alguns segundos até que o carro alcance a força de arranque necessária.

3 – Sensor de chuva

Começa a chover, você liga o limpador de para-brisa. Aumenta a chuva, você aumenta a intensidade. Entra no túnel, ele continua funcionando sem motivo. Os sensores de chuva acionam o limpador sempre que necessário e adaptam a intensidade automaticamente.

4 – Central multimídia

O motorista precisa estar com as mãos sempre no volante e qualquer distração pode gerar acidentes graves. Por isso, mexer no celular para ver mensagens, atender ligações ou até mesmo usar aplicativos de GPS é tão perigoso. É aí que entra a central multimídia. As mais modernas resolvem tudo por comando de voz. Você atende ligações, recebe mensagens importantes, aciona o GPS e controla a sua playlist.

5 – Câmera de ré + sensor

Até a rainha da baliza tem seus dias de dificuldade. Nessas horas, o combo câmera de ré + sensor que avisa a proximidade de algum obstáculo ou veículo pode te salvar! Facilita bastante a manobra e evita surpresas como descobrir que ali havia uma moto. Com essas tecnologias você circula por aí com muito mais segurança!

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*Fonte: vix

Como o ambiente digital afeta nosso cérebro

Susan Greenfield é neurocientista e pesquisadora sênior da Universidade de Oxford, e tem observações importantes sobre como o ambiente digital pode alterar nosso cérebro.

A britânica explica que tudo o que fazemos no dia a dia inevitavelmente afeta nosso cérebro, pois ele muda a todo instante de nossas vidas.

Nosso poderoso órgão se desenvolveu para se adaptar ao ambiente, não importa qual ele seja. Fator tão importante para compreender como o ciberespaço pode afetar nossas vidas, uma vez que nossas interações estão cada vez mais tecnológicas.

Identidade

Um dos pontos mais críticos da análise de Susan é como as redes sociais têm impacto na construção da identidade, afetando consequentemente os relacionamentos.

Se antes as pessoas viviam em comunidades locais, e construíam a identidade dentro de determinada cultura ou país, agora a constroem em presença global.

Isso é preocupante porque a construção da identidade dentro das redes sociais parte do princípio da aprovação de terceiros, ou seja, dos “likes”.

E, nada é real. Prova disso é quando alguém está em determinado local ou evento e apenas se preocupa em publicar o acontecimento nas redes sociais. Ela não está, de fato, vivendo aquilo.

A pesquisadora aponta como as pessoas se sentem muito importantes e conectadas, mas igualmente inseguras, com baixa autoestima e constantemente inadequadas.

Crianças + internet + videogames

Quando se trata de videogames, Susan se preocupa em como eles podem influenciar na atenção, agressividade e dependência.

Já foi demonstrado como jogar videogames é semelhante a fazer um teste de QI. Uma das possíveis razões do aumento de QI é devido a repetição de uma certa habilidade.

No entanto, não significa que o aumento do QI esteja relacionado ao aumento da criatividade ou capacidade escrita.

Estudos também já mostraram através de exames de imagem como os videogames aumentam áreas do cérebro que liberam dopamina.

Ela ressalta como na ciência nada é definitivo, e é preciso realizar mais estudos acerca do assunto.

Em relação ao TDAH (transtorno de déficit de atenção e da hiperatividade), há um aumento alarmante do diagnóstico. Nos últimos 10 anos, a prescrição de drogas como ritalina, usadas no tratamento da condição, quadruplicaram.

Há duas possibilidades para esses índices: ou há um diagnóstico maior do TDAH, ou maior prescrição dos remédios pelos médicos.

A causa principal, entretanto, pode estar nas tecnologias digitais.

O uso do medicamento ainda pode estar sendo utilizado de maneira equivocada.

A preocupação em torno do vício em jogos tem sido combatido com o uso da ritalina. Se ambos liberam a mesma substância, estão sobrecarregando o cérebro com dopamina.

Susan diz que é preciso aprofundar no aprendizado sobre os mecanismos cerebrais para compreender como funciona essa dinâmica.

A vida no ciberespaço

A pesquisadora cita um estudo americano, de 2010, que indicou como mais de metade dos adolescentes entre 13 e 17 anos gastam mais de 30 horas por semana na internet.

São cinco horas por dia em frente às telas, sem contato com o mundo real, sem tomar sol, sem brincar no quintal. Enfim, sem realizar atividades que crianças costumavam apreciar.

Crescer no ciberespaço pode implicar na falta de capacidade de olhar nos olhos de alguém, interpretar tons de voz ou linguagem corporal.

Ela acredita que essa geração, chamada de “nativos digitais”, poderá enfrentar dificuldades em desenvolver o contato físico e perderá o interesse em conhecer pessoas no mundo real.

As comunicações tendem a ser cada vez mais escolhidas através das telas.

TV vs Internet

Ao contrário da televisão, nosso contato com a internet é altamente interativo e estimulante.

Um estudo publicado pela agência internacional We Are Social revelou que o Brasil é a terceira nação mais conectada do mundo.

Diariamente gastamos em média 5 horas e 26 minutos online via computador ou tablete e mais outras 3 horas e 46 minutos pelo celular.

São 9 horas e 13 minutos diários imersos no ambiente digital.

A pesquisadora cita que já foi comprovado que passar 10 horas na frente das telas tem forte correlação com anormalidades em exames cerebrais.

O futuro da nova geração

Quanto ao futuro da nova geração, a neurocientista tem previsões otimistas quanto pessimistas.

Segundo ela, pessoas nascidas na metade do século 21 podem apresentar um QI maior e boa memória.

Em contrapartida, essa geração pode ter identidade mais frágil, menos empatia, menos concentração e pode viver estagnada no presente, sem desenvolver o senso de passado, presente e futuro.

Essas explicações foram compiladas de uma entrevista que a neurocientista concedeu à Veja, em 2016.

*Por Raquel Rapini

 

 

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*Fonte: geekness

Experimento faz tempo andar para trás

Seta do tempo relativa Uma equipe internacional, liderada por físicos brasileiros, realizou um experimento que mostra que a seta do tempo – o desenrolar contínuo do tempo do passado rumo ao futuro – é…

Seta do tempo relativa

Uma equipe internacional, liderada por físicos brasileiros, realizou um experimento que mostra que a seta do tempo – o desenrolar contínuo do tempo do passado rumo ao futuro – é um conceito relativo, e não absoluto.

Em um artigo ainda sendo revisado para publicação, a equipe descreve o experimento e o resultado, e também explica por que suas descobertas não violam a segunda lei da termodinâmica.

O estudo, apesar de não viabilizar uma viagem no tempo propriamente dita, pode ajudar a ciência a compreender melhor por que o universo e tudo o que há nele somente caminha em uma direção, quando o assunto é o tempo. Para o experimento, os pesquisadores decidiram analisar o movimento da energia, seguindo os princípios da entropia.

A segunda lei da termodinâmica estabelece que a entropia, ou desordem, tende a aumentar ao longo do tempo, e é por isso que todo o mundo que nos rodeia parece se desdobrar tempo adiante, nunca dando marcha-a-ré. Ela também explica por que o café quente sempre esfria e nunca se aquece, e coisas desse tipo.

Kaonan Micadei e seus colegas parecem agora ter encontrado uma exceção a essa regra – e uma exceção que funciona de forma a não violar as regras conhecidas da física.

Partículas correlacionadas

A ideia de partículas emaranhadas, ou entrelaçadas, já é bastante conhecida, graças em parte aos esforços para transformá-las em qubits para computadores quânticos.

Mas há uma outra propriedade menos conhecida das partículas subatômicas, ligeiramente diferente do entrelaçamento. É quando as partículas estão correlacionadas, o que significa que elas se ligam de modos que não acontecem no mundo em escala humana. As partículas correlacionadas também compartilham informações, como as partículas entrelaçadas, embora por meio de uma ligação que não é tão forte.

Em seu experimento, os pesquisadores usaram essa propriedade do correlacionamento para mudar a direção da seta do tempo.

O experimento consistiu em mudar a temperatura dos núcleos em dois dos átomos de uma molécula de triclorometano – hidrogênio e carbono – , de modo que a temperatura ficou mais alta no núcleo de hidrogênio do que no núcleo de carbono. Em seguida, a equipe ficou observando como o calor fluía de um núcleo atômico para o outro.

A equipe verificou que, quando os núcleos dos dois átomos não estavam correlacionados, o calor fluiu como esperado, do núcleo mais quente de hidrogênio para o núcleo mais frio de carbono.

Mas, quando os dois estavam correlacionados, ocorreu o oposto – o calor fluiu para trás em relação ao que normalmente é observado. O núcleo quente ficou ainda mais quente, enquanto o núcleo frio ficou mais frio.

Tempo andando para trás

Como é a própria assimetria do fluxo de calor no tempo – a entropia – que determina a seta do tempo, conforme descrito por Arthur Eddington há quase 100 anos, a equipe concluiu que seu experimento inverteu a seta do tempo. Em outras palavras, fez o tempo correr para trás.

“O calor flui neste caso do qubit frio para o quente: a seta do tempo é invertida. Nós caracterizamos quantitativamente a ocorrência dessa inversão calculando o calor real a cada momento,” escreveram Micadei e seus colegas.

“Isso abre a possibilidade de controlar ou até mesmo inverter a seta do tempo dependendo das condições iniciais,” acrescentaram.

Segundo a equipe, seu experimento não violou a segunda lei da termodinâmica porque a segunda lei pressupõe que não existam correlações entre as partículas – e a correlação foi essencial para que o tempo corresse para trás durante o experimento.

Traduzindo a coisa toda, o estudo descobriu um equivalente termodinâmico da reversão do tempo, ainda que limitado a uma escala microscópica. Ainda que a descoberta possivelmente não proporcione estudos que levarão à criação de uma máquina do tempo, o estudo revela que o tempo não caminha absolutamente somente para frente, podendo ser manipulado em condições específicas.

Participaram do trabalho físicos das universidades Federal do ABC, CBPF, USP (Brasil), Nacional de Cingapura, York (Reino Unido) e Erlangen-Nürnberg (Alemanha).

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*Fonte: socientifica

Como a NASA está presente em seu dia a dia sem você saber

De GPS, a câmera “selfie” em seu telefone celular ou até mesmo turbinas eólicas são alguns dos derivados dos desenvolvimentos tecnológicos da Nasa que, sem perceber, melhoraram significativamente nossas vidas.

A agência espacial dos Estados Unidos introduziu em muitas ferramentas a tecnologia originalmente criada para estudar e explorar o espaço. Para que os usuários possam descobrir como a NASA está presente no seu dia a dia, foi criada uma página web interativa onde todos esses elementos são exibidos.

Este novo espaço virtual, Nasa Home & City, mostra cerca de 130 dispositivos que, indiretamente, a NASA ajudou a desenvolver ou, em alguns casos, a melhorar. “A NASA está mais perto do que se acredita.

Os sistemas de filtragem de água foram projetados, inicialmente, para purificar a água dos astronautas. O mesmo vale para as turbinas eólicas. Agora, a NASA está analisando a energia de painéis solares para futuras missões tripuladas em Marte. Mas, no passado, ela estudou o uso da energia eólica para a exploração deste planeta . E, para isso, ela contribuiu com o primeiro programa de desenvolvimento sistemático com o qual ele procurou melhorar seu desempenho. Este design, melhorado com o passar do tempo, é o que podemos ver agora em qualquer parte do mundo.

Outra das invenções da agência espacial são as câmeras digitais dos telefones celulares que usamos atualmente. Em 1990, a NASA construiu um pequeno sensor de imagem que precisava de pouca energia para capturar imagens em suas diferentes missões espaciais . No entanto, a tecnologia para tirar essas fotos evoluiu muito nos últimos anos e esse desenvolvimento tem sido ideal para complementar nossos telefones.

Para o uso de espaçonaves, a NASA aprimorou o tecido de polímero com o qual são feitos os trajes espaciais, resistentes ao fogo. Alguns fatos que se tornaram parte do equipamento de proteção dos bombeiros devido ao material retardante de fogo com o qual são feitos.

Além disso, a Nasa também influenciou a vida de todos os esquiadores ou profissionais de snowboard que usam óculos para bloquear até 95% da luz azul refletida na neve branca. Um brilho que dificulta a visão e que, graças a um filtro projetado pela NASA, não é mais um problema para ver o terreno onde você esquia com clareza.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Japoneses criaram o primeiro carro feito quase que inteiramente de plástico

O primeiro carro do mundo feito com 90% de plástico foi apresentado no Japão. De acordo com o canal de televisão NHK, o protótipo foi desenvolvido por uma equipe da Universidade de Tóquio e pelos fabricantes de automóveis.

Graças ao uso de vários plásticos, foi possível reduzir o peso do veículo em 40%, o que economiza combustível.

O veículo tem mais de 4 metros de comprimento e tem uma aparência futurista graças à sua carroceria aerodinâmica.

Até agora, muitos consideravam que um uso maior de plástico em automóveis era impossível devido à sua baixa resistência mecânica, a participação dos polímeros chega a aproximadamente 17 por cento.

Os cientistas conseguiram resolver este problema combinando diferentes tipos de polímeros. É o primeiro automóvel do mundo com 90% de peças e componentes de plástico.

O projeto inovador faz parte do programa estadual Impact e é o resultado da colaboração de fabricantes de carros e especialistas de universidades.

Segundo a NHK, a descoberta “abre novas perspectivas para o desenvolvimento de veículos elétricos”.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

 

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*Fonte: engenhariae

Casa inclina e gira de acordo com os movimentos de quem estiver nela

Os artistas Alex Schweder e Ward Shelley decidiram criar um conceito totalmente inusitado de residência, e o resultado desse trabalho é uma casa totalmente funcional, conhecida como ReActor, e que se mexe conforme os movimentos das pessoas em seu interior, podendo ficar mais inclinada ou girar.

A estrutura é pequena, mede 12,8m por 2,4m e é feita toda de concreto. A ideia é que a casa se mexa tanto pela movimentação interna quanto por interferências externas, como ventos fortes, que podem fazer tanto com que ela gire quanto que se incline.

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*Fonte: megacurioso

Só uso Facebook para falar com meus avós: pesquisa mostra o que mudou na relação entre jovens e redes sociais nos EUA

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira revela como a relação entre adolescentes americanos e a tecnologia, especialmente as redes sociais, evoluiu nos últimos anos e modificou a forma como os jovens se comunicam com amigos e familiares.

Em 2012, quando o estudo foi feito pela primeira vez, somente um terço dos adolescentes entrevistados dizia usar redes sociais mais de uma vez por dia. Agora, são 70%, sendo que 16% afirmam acessar “quase constantemente”.

“As redes sociais são hoje uma parte muito maior da vida dos adolescentes do que eram em 2012”, disse à BBC News Brasil um dos autores do levantamento, Michael Robb, diretor de pesquisas da Common Sense, organização sem fins lucrativos que promove tecnologia segura para crianças.

Robb afirma que um dos motivos por trás desse aumento é o fato de que o percentual de jovens americanos com smartphone saltou de 41% para 89% no período.

O pesquisador ressalta que não apenas a frequência mudou, mas também as preferências dos jovens. Há seis anos, o Facebook era apontado como a principal rede social por 68% dos adolescentes. Hoje, apenas 15% dizem o mesmo.

Uma das entrevistadas na pesquisa, uma menina de 16 anos, resumiu o sentimento, ao afirmar que só usa o Facebook para se comunicar “com seus avós”.

Atualmente, 41% dos adolescentes preferem o Snapchat, e 22% apontam o Instagram (comprado pelo Facebook em 2012) como rede preferida.

“O Instagram é principalmente para os pontos altos da minha vida, as coisas realmente importantes que acontecem. E o Snapchat é para as coisas pequenas… como quando vou almoçar com amigos ou fazer compras. E eu uso o Facebook para (me comunicar com) minha família”, detalhou outra entrevistada, de 15 anos.

Como se comunicam com amigos

A pesquisa, intitulada Social Media, Social Life: Teens Reveal Their Experiences (“Mídia Social, Vida Social: Adolescentes Revelam suas Experiências”, em tradução livre), foi feita em março e abril deste ano com 1.141 adolescentes de 13 a 17 anos nos Estados Unidos.

Robb diz ter ficado surpreso com o declínio na interação cara a cara entre os jovens. Em 2012, metade dos entrevistados dizia que essa era sua maneira preferida de se comunicar com amigos. Hoje, apenas 32% afirmam o mesmo, e 35% preferem mensagens de texto.

O percentual de jovens que preferem se comunicar via redes sociais saltou de 7% para 16%, e o dos que preferem interagir por chat de vídeo passou de 2% para 10%. Somente 5% afirmam que telefonemas são sua maneira favorita de se comunicar com os amigos.

“Acho que o instinto é olhar para essa estatística com preocupação, e pretendo continuar observando se essa tendência se mantém no futuro. Se essa mudança for real, vale a pena investigar o que ganhamos e o que perdemos ao mudar nossas preferências na maneira como nos comunicamos”, salienta Robb.

Um terço dos jovens diz que as redes sociais são “extremamente” ou “muito” importantes em suas vidas, enquanto 19% afirmam não usar redes sociais.

E apesar de 47% dos entrevistados que possuem smartphone dizerem ser “viciados” em seus telefones, apenas 24% se consideram “viciados” nas redes sociais.

Quase dois terços dos entrevistados dizem encontrar mensagens de conteúdo racista, sexista, homofóbico ou de intolerância religiosa, e 13% afirmam ter sofrido cyberbullying nas redes sociais.

Mas Robb observa que os jovens são mais propensos a dizer que as redes sociais têm efeito positivo do que negativo em suas vidas: 25% afirmam sentir-se menos sozinhos e 16%, menos deprimidos, enquanto 3% se sentem mais sozinhos ou mais deprimidos ao usar as redes. No geral, 18% dizem sentir-se melhor sobre si mesmos, e apenas 4% afirmam o contrário.

“Acho que esses dados contradizem a percepção que a maioria das pessoas tem”, salienta Robb. “A maioria das pessoas se preocupa sobre como as redes sociais podem prejudicar os jovens e aumentar a solidão ou a ansiedade, mas talvez estejam subestimando vários impactos potencialmente positivos.”

O pesquisador destaca ainda que tanto efeitos positivos quanto negativos são ampliados em adolescentes vulneráveis emocionalmente.

Manipulação e distração

Os jovens parecem conscientes sobre os impactos das redes sociais em outras atividades do dia a dia: 72% dizem acreditar que as empresas de tecnologia manipulam os usuários para que fiquem mais tempo em seus dispositivos, 57% concordam que o uso os distrai quando deveriam estar fazendo a lição de casa e 54% se dizem distraídos quando deveriam estar prestando atenção às pessoas que estão com eles.

O problema não afeta somente os jovens: 33% dizem que gostariam que seus pais passassem menos tempo com seus telefones celulares.

Mais de metade dos adolescentes afirma que desligam ou silenciam seus dispositivos para dormir, e 42% fazem o mesmo durante refeições com outras pessoas. Mas 26% nunca abandonam o telefone para dormir e 31% mantêm o dispositivo ligado durante as refeições.

Na conclusão da pesquisa, os autores ressaltam que as redes sociais são centrais em diferentes aspectos da vida dos adolescentes, o instrumento por meio do qual “falam com seus amigos, fazem planos para depois da escola, coordenam atividades extracurriculares, ficam por dentro das notícias, mantêm contato com primos, tios e tias, se organizam politicamente, aprendem sobre novos estilos e moda, se conectam com as pessoas com quem têm interesses comuns, documentam e compartilham os pontos altos de suas vidas, ganham inspiração e expressam sua criatividade”.

Para o CEO e fundador da Common Sense, James Steyer, o estudo mostra que, assim como os próprios adolescentes, o papel das redes sociais é complexo e desafia “julgamentos simplistas”.

“Por um lado, os adolescentes sentem que as redes sociais fortalecem seus relacionamentos com amigos e familiares, oferecem um importante caminho para autoexpressão e os fazem sentir-se menos sozinhos e mais conectados. Ao mesmo tempo, reconhecem que às vezes os afastam de interações cara a cara e os fazem sentir-se deixados de lado e ‘menos’ que seus pares”, destaca Steyer.

Segundo os autores, o estudo não pode afirmar com certeza se as redes sociais causam mal ou melhoram o bem-estar dos adolescentes. “Para muitos jovens, as redes sociais são fonte de conexão e inspiração, uma oportunidade de compartilhar sua criatividade e aliviar a solidão. No entanto, para alguns outros, às vezes podem aumentar ansiedade e depressão.”

“Enquanto a quantidade de tempo que os jovens devotam às redes sociais é uma importante medida, não é a única. Reduzir a relação entre redes sociais e bem-estar dos jovens à noção de que menos tempo nas redes vai por si só resolver depressão e ansiedade entre adolescentes é muito simplista – e talvez até perigoso”, afirmam os autores.

*Por Alessandra Corrêa

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

O que são as ‘revolucionárias’ biobaterias, que usam papel e bactérias para gerar energia

Papel + bactérias = energia.

Assim poderíamos resumir a fórmula por trás de uma nova tecnologia que muitos especialistas estão dizendo ser “revolucionária”, além de barata e renovável. Ela foi apresentada nesta semana no 256º encontro nacional da Sociedade Americana de Química.

Trata-se de uma bateria feita de papel e alimentada por micro-organismos, que pode ser ativada através do contato com a água ou com saliva. Segundo seus criadores, esses dispositivos poderiam ser utilizados para fornecer energia a áreas remotas ou regiões pobres, locais onde um chuveiro elétrico é um artigo de luxo.

A equipe de cientistas responsável pela inovação pesquisa essa área há anos na Universidade de Binghamton, no Estado americano de Nova York. Eles já conseguiram melhorar o tempo de armazenamento das biobaterias – hoje de quatro meses – e têm trabalhado para fazer com que elas consigam gerar quantidade maior de energia.

Atualmente, o sistema consegue produzir eletricidade necessária para alimentar uma lâmpada de LED e uma calculadora.

“O rendimento energético precisa melhorar mil vezes para que seja útil à maioria de suas possíveis aplicações práticas”, disse Seokheun Choi, à frente da pesquisa. Esse objetivo poderia ser alcançado, diz ele, conectando várias baterias de papel de uma vez.

Os poderes do papel

O papel já vem sendo usado há anos por pesquisadores que desenvolvem biossensores, pequenos dispositivos que utilizam componentes biológicos como elementos de reconhecimento de substâncias, geralmente usados para diagnosticar doenças ou detectar poluentes no meio ambiente.

Eles funcionam geralmente por meio de reações químicas, que provocam uma mudança de cor no papel.

No entanto, a sensibilidade “elétrica” desses dispositivos é limitada.

“O papel tem vantagens únicas como material para biossensores: é econômico, descartável, flexível e tem uma grande superfície. No entanto, os sensores requerem uma fonte de alimentação”, explicou Choi durante apresentação das baterias.

Para superar essa barreira, a equipe de pesquisadores da Universidade de Binghamton criou uma espécie de célula, imprimindo finas camadas de metais e outros materiais sobre uma superfície de papel.

Eles passaram a usar então como componente biológico uma bactéria exo-eletrogênica, capaz de produzir energia a partir de compostos orgânicos e de transferir elétrons.

Assim, a energia gerada passaria através da membrana celular do micro-organismo e chegaria aos eletrodos externos para alimentar a bateria.

Para dar o início ao processo, diz o cientista, é necessário que apenas uma gota de líquido contendo a bactéria seja adicionada ao sistema.

Influência do oxigênio

A pesquisa também se dedica a avaliar como o oxigênio afeta o rendimento da bateria.
Image caption As baterias utilizam cargas elétricas produzidas por bactérias

Elemento comum na natureza, ele passa facilmente pelo papel e pode absorver os elétrons produzidos pela bactéria antes que eles cheguem ao eletrodo – diminuindo a eficiência da bateria.

No entanto, a equipe descobriu que, embora o oxigênio diminua ligeiramente a geração de energia, seu efeito é mínimo.

Isso ocorre porque as células bacterianas se prendem às fibras do papel, que rapidamente levam os elétrons para o dispositivo, antes que o oxigênio possa interferir.

Choi já pediu a patente da tecnologia e diz que agora busca um sócio para comercializá-la.

O pesquisador Seokheun Choi

 

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*Fonte: bbc/brasil

Quantino o carro movido a água salgada que fez 150 mil quilómetros sem poluição

A nanoFlowcell é uma marca protótipo do carro Quantino movido a água, neste caso a água salgada. E recentemente numa experiência o Quantino completou mais de 150 mil quilómetros em estrada tendo como combustível o recurso a água salgada.

Como Funciona a NanoFlowcell?

O funcionamento da tecnologia da nanoFlowcell é em tudo idêntico à de uma célula de combustível, só que recorre à água salgada invés do hidrogénio!

Assim, os iões positivos ficam separados dos iões negativos, sendo que ambos ao passarem por uma membrana se misturam e interagem, e é essa interação que gera energia elétrica que permite mover o automóvel!

O resultado final dessa mistura do líquido de iões gera água, tal como na célula de combustível de hidrogénio, mas tem como vantagem o facto de permitir que o veículo se movimente com zero emissões de carbono e um reabastecimento rápido!

Quando Surgiu a NanoFlowcell?

Esta é uma empresa já com algum tempo no mercado. Desde 2014 que esta empresa alemã tem vindo a desenvolver protótipos com o intuito de usarem água salgada como combustível primário.

Foram vários os protótipos desenvolvidos

Desportivo e-Sportlimousine
Crossover Quant F
Compacto Quantino

Os três modelos têm sido testados em estrada, mas foi o Quantino o primeiro a mostrar a verdadeira capacidade do combustível a água salgada.

Em agosto de 2017 o modelo Quantino fez 100 mil quilómetros, sendo que agora quase ao fim de um ano fez mais 50 mil quilómetros, tendo assim um total de 150 mil quilómetros.

Outra grande meta deste veículo com combustível alternativo e zero emissões de carbono, ou seja, nada de poluição, é o facto de ter feito 1000 quilómetros durante oito horas e 21 minutos ininterruptos!

Ou seja, durante esses 1000 quilómetros não precisou de parar para atestar, o que comprava que também tem uma excelente autonomia!

Caraterísticas Quantino

Quanto às características desde compacto que está a revolucionar o mercado, é de ressalvar que permite até quatro pessoas no seu chassis, tem um motor de 80kW (cerca de 109 CV), e pesa pouco mais de 1400kg.

Ainda assim, com essas características consegue atingir a velocidade de 100km/h em pouco mais de cinco segundos!

A nanoFlowcell tem como objetivo iniciar a produção final deste modelo protótipo a curto prazo… se conseguir será uma grande revolução no mercado automóvel!

É que ainda agora começaram a surgir os veículos elétricos, e se vier um veículo com estas caraterísticas, basta irmos à beira mar para atestar o carro!

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*Fonte: portalenergia

Por que os robôs não vão assumir nossas tarefas domésticas tão rápido quanto gostaríamos

As tarefas domésticas são um fardo para muita gente.

Quem reclama que falta tempo e energia para se dedicar à manutenção da casa dificilmente recusaria uma ajudinha, por exemplo, para dobrar as roupas recém-lavadas, certo? Pois saiba que a tecnologia já permite que robôs dobrem calças e camisetas.

A versão hoje mais famosa é japonesa, uma máquina batizada de Laundroid. Ela recentemente ganhou uma concorrente americana, que funciona com um software desenhado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e hardware da empresa Rethink Robotics.

Mas não se empolgue muito. Enquanto os robôs têm grande capacidade de se concentrar nas tarefas para as quais foram desenhados, seu ritmo é às vezes angustiantemente lento. O Laundroid leva 4 minutos para dobrar uma peça. O ajudante da Rethink Robotics, quinze.

Os robôs podem estar chegando, mas talvez demore até chegar ao ponto em que farão toda a faxina.

Desenvolver robôs para ajudar em casa é algo útil não apenas para organizar o guarda-roupa – permite que pesquisadores entendam problemas centrais da inteligência artificial como um todo.

Um robô capaz de dobrar roupas tem vocação para uma série de outras tarefas, mais críticas, como atuar em situações de emergência, em cenários de recuperação de desastres ou no cuidado de doentes e idosos.
Direito de imagem Berkeley AI Research Lab/Berkeley Robot Learning
Image caption Quando ganhar agilidade, o ajudante da Rethink Robotics poderá fazer mais que dobrar roupas

Isso porque desenvolver assistentes para ajudar com tarefas domésticas é mais complicado do que parece. Enquanto esses afazeres são relativamente fáceis para os humanos, são surpreendentemente difíceis para um sistema autônomo.

Esse é o paradoxo, diz Mariana Pestana, cocuradora da mostra O Futuro Começa Aqui, no Museu Victoria & Albert em Londres, onde os robôs estão expostos até 4 de novembro deste ano. “(O robô desenvolvido pela Rethink Robotics) vem de um aprendizado profundo, com uma universidade que está na vanguarda da inteligência artificial, mas leva 15 minutos para realizar uma tarefa que fazemos inconscientemente em segundos.”

Uma casa-padrão tem elementos que variam constantemente – como crianças que não necessariamente entendem o sistema do robô e que podem dar-lhe objetos aos quais não estão habituados (pense nos pedidos que Siri, da Apple, recebe).

“Um assistente autônomo, para funcionar bem nesse contexto, teria que ser versátil, adaptável a mudanças no ambiente e fácil de se trabalhar”, diz Siddharth Srivastava, que ajudou a desenvolver o robô com uma equipe de cientistas em Berkeley.

Um dos desafios encontrados por ele e sua equipe era fazer o robô entender o nível de sofisticação das tarefas que lhe poderiam ser pedidas. “Assim como todo mundo que trabalha em equipe sabe, um assistente não ajuda muito se precisa de instruções a todo minuto”, diz.

Os robôs obviamente não têm um conhecimento “inato”. Por mais que gostássemos de dizer apenas “lave as roupas” ao assistente, o robô precisaria de muito mais informações, desde como mexer cada “articulação” até para onde olhar conforme realiza cada operação, além de como usar suas câmeras e sensores.

Essas dificuldades se complicam se queremos que o robô faça algo além de lavar as roupas.

Então um robô realmente útil precisa entender e desempenhar um leque variado de tarefas.

A questão, por outro lado, é que não é possível pré-programar o robô para que alterne automaticamente seus afazeres. “Em vez disso, precisamos desenvolver algoritmos para que ele faça um planejamento hierarquizado, com percepção e lógica que permitiram que ele detecte o que precisa fazer para realizar uma tarefa”.

Isso está longe de ser um problema resolvido – é uma área ativa de pesquisa, com diversas equipes desenvolvendo e testando possíveis soluções.

Se Srivastava consegue visualizar um futuro em que robôs domésticos sejam comuns? Para ele, a mudança será gradual, acompanhando outras aplicações robóticas e de inteligência artificial autônomas, como carros que se dirigem sozinhos. Aspiradores de pó robóticos já existem. Assim como assistentes virtuais inteligentes, como Alexa, da Amazon, capaz de interagir por voz.

A complexidade, para a ciência da computação, do raciocínio e planejamento durante períodos longos de tempo, entretanto, é mais alta do que a da tecnologia hoje disponível – e envolve problemas que hoje não são críticos para os produtos já disponíveis.

Robôs precisam ser fáceis de usar e adaptáveis aos diferentes níveis de habilidade de quem eventualmente irá operá-los – pessoas que, na maioria dos casos, não terão um nível avançado de conhecimento de inteligência artificial ou robótica.

Além disso, eles precisam realizar tarefas que seus criadores possam não ter planejado.

“Diferentemente do domínio de operações dos robôs industriais e daqueles usados nos carros, os domésticos são muito menos estruturados e com uma expectativa de comportamento mais difícil de definir”, diz Srivastava.

“Para colocar em prática o potencial do benefício social dos sistemas de assistência de inteligência artificial, precisamos desenvolver novos princípios para desenhá-los de uma maneira que os torne mais fáceis de se trabalhar, entender e manter”.

Quando essas questões forem sanadas, porém, há uma série de possibilidades para outras aplicações: robôs podem ajudar a tratar ferimentos, a administrar de remédios e no preparo de comida para dietas especiais.

Muitos problemas precisam ser resolvidos antes que isso se torne uma realidade – mas pode haver um dia em que veremos os robôs que dobram roupas como o começo do fim das tarefas domésticas para a humanidade.

*Por Helene Schumacher

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: bbc/brasil

Jaguar Land Rover Virtual Eyes Intelligent Pod – “carro com olhos”

Algumas empresas estão apostando em carros automáticos para o futuro, mas a preocupação da Jaguar Land Hover em relação a isso é que pedestres não terão um motorista para olhar nos olhos enquanto atravessam.

Por isso, a empresa resolveu desenvolver um modelo de carro autônomo com olhos e podem estabelecer “contato visual” com quem atravessa a rua, para dar mais confiança ao pedestre.

O vídeo mostra o modelo do carro, que no final das contas parece bem assustador e estranho. Talvez essa estratégia cause mais estranheza do que confiança, no caso.

Esses olhos são inseridos em um veículo Aurrigo autônomo modificado, e acompanha uma mulher enquanto ela atravessa a rua. No entanto, olhos em carros são bem bizarros.

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*Fonte: geekness

Para combater aquecimento global, Suíça vai aspirar CO2 do ar (e reaproveitá-lo como adubo na produção de hortaliças)

Na corrida contra o tempo para combater o aquecimento global e frear o aumento da temperatura em até 2ºC até o fim deste século, como recomendado pela ONU, começam a pipocar mundo afora diferentes alternativas para reduzir e mitigar as emissões de CO2.

Na Suíça, uma opção pra lá de inusitada está causando reboliço: a empresa Climeworks vai inaugurar uma planta comercial capaz de sugar do ar o dióxido de carbono emitido por carros, aviões e trens.

Mais do que isso: a companhia vai revender o material capturado para uma fabricante de legumes e verduras, que usará o gás como fertilizante vegetal, aumentando em até 20% sua produção.

Sim, você não entendeu errado: vão adubar os alimentos com CO2! Polêmico, não?

A Climeworks garante que o processo é seguro para a saúde e que o CO2 capturado pode ser usado ainda para outras finalidades, como combustível e gaseificador de bebidas. Segundo eles, a planta suíça tem capacidade para sugar até 900 toneladas métricas de dióxido de carbono do ar – o equivalente à emissão de 200 carros populares no ano.

A unidade na Suíça é só o começo. Até o ano de 2025, os fundadores da Climeworks assumiram a ousada meta de capturar do ar o equivalente a 1% das emissões globais. Para tanto, vão precisar implementar mais 750 mil plantas como a da Suíça mundo afora. Será que a moda vai pegar?

*Por Débora Spitzcovsky

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*Fonte: thegreenestpost

Circuito baseado no cérebro fez Inteligência Artificial processar muito mais rápido

Assumimos como certo o vasto poder de computação do nosso cérebro. Mas os cientistas ainda estão tentando levar os computadores ao nível do cérebro.

Foi assim que acabamos parando nos algoritmos de inteligência artificial (ou IA) que aprendem através de neurônios virtuais — a rede neural.

Agora, uma equipe de engenheiros deu mais um passo para emular os computadores em nossos crânios: eles construíram uma rede neural física, com circuitos que se assemelham ainda mais aos neurônios. Quando eles testaram um algoritmo de IA no novo tipo de circuito, descobriram que ele funcionava tão bem quanto as redes neurais convencionais já em uso. Mas o novo sistema integrado de redes neurais completou a tarefa com 100 vezes menos energia do que um algoritmo IA convencional.

Se esses novos circuitos baseados em neurônios decolarem, os pesquisadores de inteligência artificial poderão em breve fazer muito mais computação com muito menos energia. Como usar um estanho para comunicar-se com um telefone real, os chips de computador e os algoritmos de rede neural simplesmente falam línguas diferentes e, como resultado, trabalham mais devagar. Mas no novo sistema, o hardware e o software foram criados para funcionar perfeitamente em conjunto. Assim, o novo sistema IA completou as tarefas muito mais rapidamente do que um sistema convencional, sem qualquer queda na precisão.

Este é um passo adiante em relação às tentativas anteriores de criar redes neurais baseadas em silício. Geralmente, os sistemas de inteligência artificial baseados nesses tipos de chips inspirados em neurônios não funcionam tão bem quanto a inteligência artificial convencional. Mas a nova pesquisa modelou dois tipos de neurônios: um voltado para cálculos rápidos e outro projetado para armazenar memória de longo prazo, explicaram os pesquisadores à MIT Technology Review .

Há boas razões para ser cético em relação a qualquer pesquisador que alega que a resposta à inteligência artificial e à consciência verdadeira é recriar o cérebro humano. Isso porque, fundamentalmente, sabemos muito pouco sobre como o cérebro funciona. E as chances são de que existem muitas coisas em nossos cérebros que um computador acharia inúteis.

Mas, mesmo assim, os pesquisadores por trás do novo hardware neural artificial foram capazes de colher lições importantes de como nosso cérebro funciona e aplicá-lo à ciência da computação. Nesse sentido, eles descobriram como aumentar a inteligência artificial selecionando o que nosso cérebro tem a oferecer sem se sobrecarregar tentando reconstruir toda a maldita coisa.

À medida que a tecnologia suga mais e mais energia, a melhoria de cem vezes para a eficiência energética neste sistema de IA significa que os cientistas serão capazes de realizar grandes questões sem deixar uma pegada tão grande no meio ambiente.

 

 

 

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*Fonte: socientifica

Nissan lança “casa” sobre rodas totalmente elétrica

Ver o pôr do sol entre montanhas ou dormir observando as estrelas. Ser um campista é um estilo de vida que tem atraído jovens de todo o mundo. Aproveitando a era dos “nômades millennials”, a Nissan lançou na Espanha duas versões com camping com base nos modelos NV200 e NV300, sendo uma delas totalmente elétrica.

O veículo de emissão zero é o e-NV200, furgão elétrico já lançado em outros países (mas antes não adaptado para camping). A fabricante japonesa incorporou uma série de modificações interiores e exteriores para suprir as necessidades dos campistas.

Conforto

O interior do veículo pode ser transformado em uma sala para quatro pessoas. Graças ao teto elevado, elas podem até ficar em pé. Há outro espaço transformado em uma autêntica cozinha com geladeira, pia e instalações de água e gás.

Ao anoitecer, o Nissan Camper pode ser convertido numa cama confortável com um colchão de espuma de alta densidade para duas pessoas. A iluminação pode ser controlada por persianas e o frio pelo equipamento de aquecimento embutido no veículo. Além disso, há uma segunda cama de casal no teto, ou seja, dá até para receber visitas.

“A nova gama Nissan Camper permite que os mais aventureiros tenham uma varanda com vista para os lugares mais incríveis do mundo e apreciem a essência de viajar com a família ou amigos”, afirma Francesc Corberó, diretor de comunicação da Nissan Iberia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Nasa lança sonda que vai ‘tocar o Sol’ e deve marcar a história da ciência

A missão da Nasa, a agência espacial americana, em direção ao sol finalmente foi iniciada na madrugada deste domingo, depois de ser adiada três vezes.

O objetivo da sonda que decolou sem imprevistos nesta madrugada é inédito: a nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um humano a “tocar” o Sol.

O “tocar”, aqui e nos cuidadosos comunicados da Nasa, vai sempre entre aspas porque a engenhoca vai, tecnicamente, apenas se aproximar muito da corona solar. Trata-se da parte mais externa da atmosfera do Sol, que começa a 2,1 mil quilômetros da superfície da estrela do Sistema Solar – e não tem um limite preciso. A corona é aquela aura, composta de plasma e com temperatura que chega a 2 milhões de graus Celsius, que a gente consegue ver quando há um eclipse.

“Chegará mais perto do Sol do que qualquer outra missão anterior”, diz o astrofísico Adam Szabo, um dos cientistas que integram a missão, em conversa com a BBC News Brasil. De acordo com o cronograma da agência espacial americana, daqui a sete anos, a PSP estará no ponto mais próximo da estrela já alcançado por uma espaçonave terrestre: 6,3 milhões de quilômetros da superfície solar.

Se o número parece grande, é preciso pensar nas escalas astronômicas. A distância entre a Terra e o Sol, por exemplo, é de 150 milhões de quilômetros. Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está a 58 milhões de quilômetros do astro. A atual recordista, a nave Helios 2, chegou, em 1976, a 43,5 milhões de quilômetros do Sol.

Para que servirá a missão

A ousada missão espacial, uma das mais complexas de toda a história de seis décadas da Nasa, deve custar cerca de US$ 1,5 bilhão e, esperam os cientistas, ajudar a responder uma série de dúvidas astronômicas.
Direito de imagem Johns Hopkins University Applied Physics Laborator
Image caption A nave Parker Solar Probe (PSP) será o primeiro objeto construído por um ser humano a “tocar” no Sol

Com os dados obtidos pela PSP, os pesquisadores querem conseguir compreender melhor a origem do vento solar – em termos práticos, essa informação pode ajudar a proteger o funcionamento dos nossos satélites artificiais, tão afetados por tais fenômenos. Vento solar é o nome que se dá para o fluxo de partículas com carga elétrica, como prótons, elétrons e íons, que o Sol irradia pelo Sistema Solar.

“Esta será a primeira vez que vamos estudar, de perto, nossa estrela Sol. Entender como funciona a corona e o vento solar vai nos ajudar a proteger nossa civilização, cada vez mais dependente de tecnologia e satélites de comunicação”, contextualiza o físico e engenheiro brasileiro Ivair Gontijo, cientista da Nasa, à BBC News Brasil. “Variações no vento solar podem causar sérios danos a esses satélites.”

“Esperamos com essa missão entender como a corona acelera o vento solar. Quem sabe poderemos no futuro prever quando o vento solar coloca nossos satélites em risco”, completa Gontijo.

Os cientistas também querem entender por que a corona, mesmo mais distante do núcleo solar, é tão mais quente do que a superfície – 2 milhões de graus Celsius, contra uma variação de 3,7 mil a 6,2 mil graus.

A PSP ainda deve trazer avanços à astrofísica. Com uma observação tão próxima do Sol, deseja-se obter dados que ajudem a compreender melhor como as estrelas funcionam.

“De forma mais geral, entendendo o Sol, estaremos também entendendo como funcionam as outras estrelas”, ressalta Gontijo. “Por isso esta missão trará resultados tanto práticos, para protegermos nossos satélites, quanto científicos, na área de astrofísica estelar.”

Objetivamente, conforme enfatiza o astrofísico Szabo, são três as questões que a missão deve responder. “Um: por que a corona é significativamente mais quente do que a superfície do Sol. Dois: por que o vento solar se afasta do sol a velocidades supersônicas. Três: como as partículas energéticas do sol se aceleram à velocidade próxima à da luz”, pontua.

Como funcionará a aproximação do Sol

“A missão Parker Solar vai se aproximar do Sol como nenhuma outra antes e um escudo protetor de quase 12 centímetros de espessura, feito de composto de carbono, vai protegê-la do intenso calor e da radiação presente”, explica o físico brasileiro.

De acordo com informações da Nasa, a nave PSP pesa 612 quilos e mede 3 metros de comprimento por 2,3 metros de largura. O tal escudo térmico mede 1,3 centímetro de espessura e foi feito com um composto de altíssima tecnologia. E, de acordo com o cientista Szabo, o desenvolvimento dessa proteção foi um dos pontos mais difíceis de todo o projeto. A nave será lançada pelo foguete Delta IV Heavy.

O segredo da aproximação solar da PSP está em Vênus. Na realidade, segundo o projeto dos cientistas, é a gravidade do planeta vizinho que irá “arremessar” a nave, que deve desenvolver uma órbita em espiral, aproximando-se cada vez mais do Sol.

Esse primeiro empurrãozinho de Vênus irá ocorrer em 3 de outubro, quando a PSP se aproximar do planeta. Então, no dia 6 de novembro, a nave vai realizar a primeira aproximação do Sol: estará a 24 milhões de quilômetros do astro, ou seja, já terá batido o recorde de artefato humano que mais se acercou do Sol em toda a história.

Essas órbitas vão se tornar recorrentes. E, então, conforme o cronograma desenvolvido pelos cientistas da Nasa, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, em suas últimas voltas ao redor do Sol, é que a nave chegará aos pontos de maior aproximação.

E vai bater ainda outro recorde: terá embalado a 700 mil quilômetros por hora e se tornará o objeto mais rápido já fabricado pelo ser humano – para efeitos de comparação, o planeta Terra viaja a 1 milhão de quilômetros por hora.

O nome da nave

A Parker Solar Probe recebeu esse nome em homenagem ao astrofísico americano Eugene Parker, hoje com 91 anos. Ele foi o primeiro cientista a prever a existência do vento solar.

Em 1958, ele apresentou uma teoria mostrando como as altas temperaturas da corona solar acabavam disseminando partículas energéticas, formando o fenômeno, depois comprovado.

*Por Edison Veiga

 

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*Fonte: bbc

Cientistas encontram sob o gelo da Antártida, algo que pode acabar toda a humanidade

A natureza do nosso planeta é muito surpreendente e incrivelmente misteriosa, o que deixa todos os cientistas perplexos há séculos com suas constantes descobertas. E recentemente, mais uma fora feita sob o gelo da Antártida. E se trata daquela que agora é considerada a maior região vulcânica do planeta, consistindo na quantidade absurda de 91 vulcões e alguns deles com mais de 3850 metros de altura.

Geólogos dizem que o circuito é semelhante ao cume vulcânico existente na África Oriental, que, como se pensava anteriormente, teria a mais densa concentração de vulcões do mundo.

“É inacreditável. Nós não esperávamos encontrar um número tão grande de vulcões. Nós suspeitamos que na camada de baixo das geleiras da Rússia também existam muitos vulcões”, – disse um dos autores do estudo Robert Bingem.

Apesar de não ser capaz de descobrir por enquanto, o quão ativo possam ser esses vulcões, os estudos mais recentes têm mostrado que eles acordam nos períodos em que a Terra está mais quente.

Portanto, os cientistas temem que se o gelo começar a derreter da forma alarmante como está acontecendo, isso poderia levar a um aumento da atividade vulcânica em toda região.

A ideia de encontrar vulcões sob a cobertura de gelo foi apresentada inicialmente por uma estudante do terceiro ano na Universidade de Edimburgo.

“A Antártica é uma das áreas menos estudadas do mundo”, – disse ele.

“Como um jovem cientista, tive o prazer de aprender sobre algo novo e que não é bem compreendida. Depois de examinar os dados existentes sobre a Antártida, comecei a detectar sinais de vulcanismo. Isso é o que me levou a essa descoberta.” revela.

Dr. Robert Bingham ressaltou a importância deste achado, porque agora os cientistas podem descobrir como vulcões afetam o gelo da Antártica.

“A compreensão da atividade vulcânica pode lançar luz sobre os seus efeitos sobre o gelo da Antártida, no passado, presente e futuro”, – disse ele.

Se verificarmos que os vulcões ativos, possam afetar adversamente o gelo da Antártida, isso iria provocar um aumento significativo nos níveis do mar em todo o mundo. Os cientistas vão rastrear agora toda a região, na procura de atividades anormais, assim poderão advertir imediatamente todos no mundo.

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*Fonte: gooru

Cientistas recebem sinal de rádio misterioso do ‘espaço profundo’

Pesquisadores do Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment captaram, por meio de um telescópio na Colúmbia Britânica, um sinal de rádio misterioso, energético e vindo do fundo do espaço. Não está claro exatamente de onde veio e como chegou à Terra.

O sinal foi o primeiro a ser ouvido entre a freqüência de 400 e 800 MHz, tornando-se mais profundo e baixo do que muitos já registrados antes.

Os cientistas pegaram mais de 30 Rajadas Rápidas de Rádio (FRB, na sigla em inglês) nos últimos dez anos. Elas continuam sendo um fenômeno misterioso e podem ser uma pista para algumas atividades extremas que acontecem a bilhões de anos-luz de distância.

Desde que foram descobertos em 2007, as FRBs se tornaram um dos sinais mais intrigantes do universo, pois são incrivelmente fortes, desaparecem rapidamente e já foram vistas por telescópios em todo o mundo.

A maioria delas foi registrada depois do fato. O novo sinal detectado, que recebeu o nome FRB 180725A, é raro porque foi visto em tempo real.

Segundo especialistas, é difícil saber quando elas ocorrerão, já que não há padrão para elas. Os cientistas descobriram a primeira fonte repetida de FRBs recentemente, permitindo-lhes vigiar os sinais.

Pesquisadores têm procurado há muito tempo pela fonte dos sinais, que chegam com grande força, mas duram pouquíssimo tempo. Eles sugerem que os sinais emergem de algum tipo de ambiente “extremo”, mas ninguém mostrou definitivamente de onde estão sendo enviados.

Isso levou à especulação de que eles poderiam emergir de uma enorme estrela desconhecida, com rajadas vindas de um buraco negro, ou mesmo de uma fonte artificial, como a vida alienígena.

Em 2017, estudiosos revelaram que poderiam ter rastreado sinais até uma fraca galáxia anã a mais de 3 bilhões de anos-luz de distância. Antes disso, eles pensavam que as rajadas poderiam vir de dentro de nossa própria galáxia. Contudo, estudos indicam que elas podem chegar ao fundo do universo.

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*Fonte: revistagalileu