Inteligência artificial cria um universo perfeito e assusta seus criadores

Astrofísicos usaram pela primeira vez inteligência artificial para gerar simulações em 3D do universo. Os resultados foram tão rápidos, precisos e robustos que nem os próprios pesquisadores entendem como eles aconteceram.

O projeto se chama Modelo de Deslocamento de Densidade Profunda, ou D3M. A velocidade e precisão do modelo não foram surpreendentes para os pesquisadores, mas sim a habilidade em simular de forma correta como o universo ficaria se alguns parâmetros fossem alterados.

O mais interessante é que o modelo nunca recebeu nenhum dado de treinamento sobre como esses parâmetros variavam.

“Seria como treinar um software de reconhecimento de imagem com várias imagens de gatos e cães, e aí ele consegue reconhecer elefantes”, compara Shirley Ho, co-autora do estudo e professora da Universidade Carnegie Mellon (EUA). “Ninguém sabe como ele faz isso, e é um enorme mistério a ser resolvido”, complementa ela.

O modelo foi apresentado no dia 24 de junho na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences. O autor principal do estudo foi Siyu He, analista do Instituto Flatiron (EUA).

Ho e He trabalharam em colaboração com Yin Li e Yu Feng da Universidade da Califórnia em Berkeley, com Wei Chen do Instituto Flatiron, Siamak Ravanbakhsh da Universidade de British Columbia (Canadá) e Barnabás Póczos da Universidade Carnegie Mellon.

Esse tipo de simulação do D3M é muito importante para a astrofísica teórica.

Cientistas querem saber como o cosmo pode se desenvolver em vários cenários, como por exemplo se a energia escura do universo variasse com o passar do tempo.

Esse tipo de estudo exige que milhares de simulações sejam feitas, portanto um modelo computacional rápido e confiável é o sonho de consumo dos astrofísicos modernos.

Depois de treinar o D3M, pesquisadores fizeram simulações de um universo com formato de cubo com 600 milhões de anos-luz de lado e compararam os resultados com modelos rápidos e lentos que já existiam.

O modelo lento e mais confiável leva centenas de horas de cálculos, enquanto o sistema rápido leva poucos minutos. Já o D3M completou a simulação em 30 milissegundos.

Além disso, o D3M também teve precisão impressionante. Quando comparado com o modelo lento, ele teve uma taxa de erro de 2.8%.

Já o sistema rápido teve uma taxa de 9,3% de erros quando comparado com o modelo lento. Ou seja: o sistema rápido parece ter sido passado para trás pelo D3M.

Os pesquisadores agora querem saber por que o modelo que foi treinado para identificar “gatos e cachorros” está conseguindo identificar também “elefantes”.

“Nós podemos ser um playground interessante para um aprendiz de máquina ver porque esse modelo extrapola tão bem. É uma via de mão dupla entre ciência e deep learning”, diz Ho.

*Por Davson Filipe

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*Fonte:

Japão supera os EUA com supercomputador mais rápido do mundo

Fugaku’ ‘é quase três vezes mais veloz que o norte-americano ‘Summit’

O supercomputador japonês “Fugaku“, desenvolvido pelo instituto público de pesquisas Riken em associação com o grupo de informática Fujitsu, foi considerado o mais rápido do mundo, segundo ranking divulgado pelo Top500.

Com isso, o “Fugaku” ultrapassou o até então líder “Summit”, supercomputador projetado nos Estados Unidos pela IBM e instalado no Laboratório Nacional de Física Nuclear, em Oak Ridge, no Tennessee. O Summit ocupou a primeira posição nas últimas quatro edições do Top500 – os rankings são divulgados duas vezes por ano.

Sobre o “Fugaku”

O supercomputador foi batizado em homenagem ao monte Fuji, também chamado de Fugaku, em japonês. Sua velocidade é aproximadamente 2,8 vezes maior do que a do norte-americano “Summit”. Em comparação, são 415,53 petaflops do “Fugaku” contra 148,6 petaflops do “Summit”. Lembrando que um pentaflop corresponde a um trilhão de operações por segundo.

Por enquanto, o supercomputador japonês ainda não atingiu toda sua capacidade. Espera-se que, até 2021, “Fugaku” atinja 100% de rendimento. Apesar disso, a máquina já está em uso no país, auxiliando em pesquisas sobre o novo coronavírus.

*Por Vinicius Szafran

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*Fonte: ciclovivo

Conheça a casa cápsula com energia solar e eólica que pode ser usada como trailer por viajantes

Desenvolvido pela empresa eslovaca Ecocapsule, o modelo de uma pequena residência ecológica está sendo vendida por US$ 90 mil. Abastecida por energia solar ou eólica, ela pode ser utilizada como trailer para viajantes.

Em formato de um ovo, a capsula tem pouco mais de 25 metros quadrados. Pensada para ser ocupada por até duas pessoas, ela possui uma cozinha equipada e um banheiro. Além de um quarto que pode ser transformado em uma sala de estar.

Mini casa moderna e ecológica

O modelo desenvolvido pela Ecocapsule apresenta uma proposta bastante ecológica. Utilizando fontes de energia limpa, ela traz diversos recursos tecnológicos modernos e que visam a sustentabilidade. Tais fatores justificam o valor elevado.

Por exemplo, seu formato oval foi concebido para reter mais calor e há canais para coleta da água da chuva. Bem como, a cápsula possui um sistema próprio para filtrar a água coletada que será utilizada pelos usuários.

A bateria de 9,7 quilowatts pode fornecer energia para o trailer por até quatro dias. Como dito, ela é carregada por meio dos painéis solares de 880 watts instalados no teto ou por turbinas eólicas com capacidade de 750 watts.

Novo nicho de moradia

De acordo com os arquitetos da Ecocapsule, a intenção da casa sustentável é ser uma alternativa para profissionais que realizam trabalhos de campo, como guardas florestais e biólogos. Tal como, uma solução rápida de moradia em casos de emergências.

Entretanto, eles notaram um grande interesse de clientes de alta renda que vivem em regiões metropolitanas como Nova York e o Vale do Silício. Nesse caso, eles enxergam a capsula como uma opção de quarto de hóspedes ou acessório para coberturas de prédio.

Conheça o interior do projeto da Ecocapsule na galeria abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: tecmundo

Registro da rotação terrestre

ESPETACULAR! 🌎
Sabemos que a Terra gira em torno de seu eixo e também em torno do Sol, mas não conseguimos sentir esta rotação. Um astrofotógrafo alinhou o suporte de rastreamento equatorial do telescópio com a estrela Polaris, e clicou fotos a cada 12 segundos durante três horas. A câmera está olhando para o mesmo ponto da Via Láctea e, portanto, parece estacionária. O movimento da Terra finalmente é percebido:

*Imgs: Aryeh Nirenberg

‘Robô pedreiro’ consegue construir casa em até 48 horas

Braço mecânico consegue assentar até 200 tijolos por hora

Desenvolvido em 2015, o braço robótico Hadrian X tem a promessa de reinventar a construção civil. Com melhorias de software e alterações de hardware, a criação agora consegue assentar 200 tijolos por hora. De acordo com a Fastbrick Robotics (FBR), empresa responsável pelo projeto, isso significa que uma casa completa pode ser construída em até 48 horas.

Aplicando uma espécie de argamassa adesiva, a máquina consegue construir estruturas de vários tamanhos. Além disso, o robô trabalha usando sensores que a Fastbrick chama de Dynamic Stabilization Technology (DST). De acordo com a empresa, eles servem para ajustar “vento, vibração e outros fatores ambientais instantaneamente, permitindo o posicionamento preciso de objetos”.

Para que os projetos sejam construídos, o computador de bordo do robô deve ser alimentado com uma renderização em 3D do edifício planejado. Com isso, o sistema DST ajuda a máquina a realizar o projeto da maneira que foi pensado. No vídeo, o braço robótico coloca os tijolos sem qualquer tipo de ligação entre eles. Mas, como já dito, ele pode argamassar cada um dos itens antes da aplicação.

Custo e força de trabalho são alguns dos fatores mais importantes para a indústria da construção. Se considerarmos o tempo para que os tijolos sejam assentados, a máquina ainda fica atrás de alguns pedreiros. Como é o caso do americano Bob Boil que conseguiu assentar 915 tijolos em uma hora em 1987 – considerado o maior recorde até hoje.

Considerando isso, a FBR disse que não pretende parar por aí. Com alterações no software da máquina, a empresa informa que planeja aumentar o número de tijolos por hora. Em um cenário futuro, há proposta para até mil tijolos no período.

*Por Luiz Nogueira

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*Fonte: olhardigital

A Lua é fedida, segundo astronautas da Apollo

“Macia como a neve, embora estranhamente abrasiva”; “Cheira a pólvora queimada”; essas duas colocações sobre a Lua foram feitas pelo astronauta Eugene Cernan, da Apollo 17, a última missão para o satélite natural.

Não era possível sentir o odor lunar na Lua, claro, pois além da quase falta de atmosfera, eles utilizavam trajes. Mas ao chegar na nave, podiam sentir o cheiro da poeira aderida ao traje e das amostras coletadas; e não era nada bom.

“Tudo o que posso dizer é que a impressão imediata do cheiro era de pólvora queimada, não que fosse ‘metálica’ ou ‘picante’”, disse o astronauta Harrison Schmit, também da Apollo 17.

Buzz Aldrin, piloto do módulo lunar da primeira missão a pousar na Lua, relatou o cheiro como “carvão queimado”, ou “cinzas de uma lareira”.

Mas por que a poeira lunar tem esse cheiro?

A hipótese do engenheiro químico e astronauta Donald Pettit é de que, como na nave a poeira — que estava seca por bilhões de anos na superfície lunar — entra em contato com a água, são liberados esses odores “guardados”. Outra hipótese é de que ao entrar em contato com o oxigênio, ela oxide, semelhantemente a uma queima, dando-a esse cheiro de carvão ou pólvora queimada.

Risco de explosão?

Antes da Apollo 11, os cientistas se preocupavam com a coleta de poeira lunar, pois havia uma chance de que a poeira lunar fosse explosiva, ainda antes de se conhecer o cheiro. Caso isso fosse real, ela poderia entrar em combustão espontânea e explodir na nave após a pressurização, ao se encontrar com o ar.

Por isso, os astronautas da Apollo 11 ficaram atentos durante a pressurização. No caso de qualquer sinal de combustão, eles automaticamente encerrariam o processo e atirariam a poeira para fora da nave. Como nada aconteceu, as coletas puderam ser possíveis.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

Cientistas desenvolvem “Olho biônico”, que poderá devolver a visão para milhões de pessoas

De Andy Corbley

Quase tão sensível quanto os olhos humanos reais, um artigo recente da revista Nature publicou os testes de um olho biônico desenvolvido por uma equipe de engenheiros de robótica que poderia restaurar a visão para cerca de 285 milhões de pessoas cegas.

Com a hipótese de estar disponível em 5 anos, o EC-EYE – abreviação de ElectroChemical EYE – é quase tão sensível quanto a retina humana, que é um dos tecidos mais sensíveis que possuímos, fornecendo até 80% de todas as informações sobre o ambiente.

A prótese visual desenvolvida por engenheiros de Hong Kong e EUA oferece esperança às centenas de milhões de pessoas em todo o mundo que perderam a capacidade de ver devido a diversas doenças como degeneração macular relacionada à idade e acidentes com armas de fogo.

O olho biônico imita a forma abobadada da retina humana, que aprimora o foco e reduz a propagação da luz à medida que passa por dez milhões de células fotorreceptoras por centímetro quadrado.

Até agora, essas características naturais eram impossíveis de replicar com materiais artificiais.

O olho Biônico

O autor e engenheiro Zhiyong Fan, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, e seus colegas desenvolveram uma série de fotorreceptores de alta densidade colocados dentro dos poros do óxido de alumínio, um mineral quase tão duro quanto os diamantes que funcionariam para imitar a retina.

Mais uma vez, imitando a biologia, fios elétricos nervosos formados a partir de metal líquido são selados dentro de tubos de borracha que correm para o circuito externo para processar a imagem.

O próprio globo ocular é feito de silício no qual a tecnologia da retina é colocada, o espaço intermediário é ocupado pelo líquido iônico que simula o gel biológico que forma um amortecedor entre a lente e a retina atrás dela.

Tempo para chegar ao mercado

O professor Fan e seus colegas preveem que a tecnologia se tornará prática para fabricar e implantar dentro de cinco anos – e, surpreendentemente, o EC-EYE poderia superar a capacidade do olho humano normal, simplesmente aumentando a densidade dos sensores de detecção de luz.

“Esperamos melhorar ainda mais nosso dispositivo em termos de biocompatibilidade, estabilidade e desempenho”, disse o professor Fan.

“Ele tem o potencial de elevar nossa capacidade visual a um nível muito mais alto”.

A ciência está evoluindo a passos largos, como nunca antes vimos, devemos comemorar e valorizar os cientistas!

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*Fonte: seuamigoguru

SpaceX coloca dois astronautas em órbita e realiza um feito na corrida espacial privada

A história voltou a decolar no sábado desse pedaço de terra, sepultado agora em uma densa nuvem de vapor e uma descarga de decibéis deixados, em seu caminho ao espaço exterior, pela extraordinária criatura de um excêntrico sonhador bilionário. Esse lugar se conecta com a história da Humanidade e com o imaginário coletivo norte-americano. Terra de furacões e jacarés, na costa oriental da Flórida, esse ponto do mapa foi escolhido mais de meio século atrás como trampolim ao espaço. No Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, foi construída a Plataforma de Lançamento 39. Daqui decolou o Apollo 11 que levou o homem à Lua e aqui, no sábado, ressuscitou o sonho americano do espaço. Quando o relógio marcava 15h22, hora local (16h22 de Brasília), em uma segunda tentativa após o adiamento de quarta-feira, decolaram os primeiros seres humanos colocados em órbita por uma empresa privada.

A nova era do espaço, a da corrida espacial comercial, atingiu hoje seu feito mais importante com a decolagem da primeira missão tripulada privada à Estação Espacial Internacional (EEI), em uma viagem que deve demorar 19 horas. É a primeira vez em quase uma década que os Estados Unidos enviam astronautas ao espaço de solo norte-americano. A história se repete, mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente.

Doug Hurley e Bob Behnken, os primeiros astronautas da NASA em voar para uma empresa privada, não chegaram no tradicional Astrovan, e sim em um Tesla Model X fabricado pela empresa de seu chefe. Através de uma passarela elevada a 70 metros do solo, vestidos com seus estilosos trajes brancos projetados pela SpaceX, com logos da NASA, embarcaram na cápsula Crew Dragon colocada em cima do foguete Falcon 9, batizado em homenagem à Millennium Falcon de Han Solo.

O lançamento ocorre em meio à pandemia do coronavírus, quando os Estados Unidos já ultrapassaram o simbólico número de 100.000 mortos. A NASA decidiu prosseguir com o lançamento apesar da pandemia, e havia pedido aos fãs, habitualmente reunidos nas praias próximas em cada lançamento, que dessa vez acompanhassem o acontecimento em suas telas. O presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence estavam na reduzidíssima lista de convidados VIP para contemplar a decolagem ao vivo. “É possível que aqui exista uma oportunidade para a América de, talvez, fazer uma pausa, e olhar para cima e ver um brilhante, resplandecente momento de esperança sobre como se vê o futuro, e que os Estados Unidos podem fazer coisas extraordinárias até mesmo em tempos difíceis”, disse Jim Bridenstine antes do lançamento, administrador da NASA, propondo uma injeção de moral em um momento em que o país está submerso nos protestos raciais contra a violência policial racista, após a morte de George Floyd em Minneapolis.

Terminada a contagem regressiva, o Falcon 9 subiu pelo céu como um dardo incandescente, três dias depois de abortar o lançamento previsto pelo tempo ruim. A cápsula Crew Dragon aderida a sua ponta, que o foguete soltou no espaço antes de aterrissar de pé em uma embarcação-drone, é uma variação da Cargo Dragon, não tripulada, com a qual a empresa coloca regularmente satélites em órbita para clientes e envia mercadorias à Estação Espacial Internacional, por seu contrato com a NASA. Antes desse dia histórico, o Falcon 9, com nove motores e de 68,4 metros de altura, já voou 85 vezes nos últimos 10 anos. A Crew Dragon tem capacidade para transportar sete passageiros, mas nessa primeira viagem voaram somente dois veteranos do espaço com muita experiência.

Robert Behnken, 49 anos, de St. Ann (Missouri), casado com a também astronauta Megan MacArthur, é doutor em engenharia mecânica e coronel da Força Aérea norte-americana, onde serviu antes de se incorporar à NASA em 2000. Voou na nave Endeauvour (2008 e 2010) e acumula 708 horas no espaço, 37 delas fora da nave.

Doug Hurley, nascido em Endicott (Nova York) há 53 anos, ex-marine, foi o piloto da última missão da Atlantis, em 2011, que acabou com o programa de naves espaciais. É casado com a astronauta Karen Nyberg e é pai de um filho.

“Vamos acender essa mecha”, disse Hurley antes da ignição, repetindo as palavras pronunciadas por Alan Shepard em 1961, na primeira viagem norte-americana tripulada ao espaço.

Mas há um terceiro protagonista: Elon Musk. O bilionário que, com sua empresa SpaceX, fundada em 2002, entra agora na exclusiva liga de entidades que enviaram astronautas ao espaço depois da Rússia, Estados Unidos e China, nessa ordem. Musk (Pretoria, África do Sul, 1971) sequer havia nascido quando Neil Armstrong pisou pela primeira vez na Lua em 20 de julho de 1969. Fundador da PayPal e da Tesla, empresa de carros elétricos que ainda dirige, Musk cresceu consumindo ficção científica e compreendeu que a mesma tecnologia que o tornou rico lhe permitia realizar seus sonhos infantis alimentados pelas façanhas da NASA.
Duas pessoas com camiseta da NASA assistem a decolagem do ‘Dragon Crew’, neste sábado na Flórida.

“É um sonho tornado realidade, para mim e para todos na SpaceX”, disse Musk. “Não é algo que pensei que aconteceria. Não acreditei que esse dia chegaria. Se me dissessem que eu estaria aqui hoje, nunca teria pensado que ocorreria”.

Os Estados Unidos voltam ao espaço com uma inovação não só tecnológica, e sim política e filosófica. A NASA entrega a responsabilidade de levar astronautas ao espaço a uma empresa privada. A era Apollo, alimentada pela rivalidade da Guerra Fria, foi sucedida pelo programa Shuttle e sua decadência, consumada nas chamas da nave espacial Challenger, que explodiu no céu em 28 de janeiro de 1986 diante dos olhos do mundo cohttps://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/06/ciencia/1517949727_209708.htmlm sete astronautas dentro. Depois veio a tragédia do Columbia (2002). E em 8 de julho de 2011, foi lançada a última nave espacial Atlantis e não foram mais enviados seres humanos à Lua de solo norte-americano. Desde então, até hoje, os astronautas americanos viajam à Estação Espacial Internacional com escala na Rússia a bordo do Soyuz, o programa espacial de quem foi o arqui-inimigo galáctico.

Sábado foi o princípio de uma viagem histórica, mas também o final de outra. Os desafios técnicos foram colossais, e ficaram evidentes no passado. A Boeing, a outra empresa contratada pela NASA para levar astronautas ao espaço, falhou em dezembro em seu teste não tripulado no Starliner por problemas de software que impediram sua ancoragem na EEI. A própria SpaceX sofreu uma explosão no ano passado que destruiu uma de suas cápsulas durante um teste.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.JOE RIMKUS JR / Reuters

Depois que os Estados Unidos cederam quase completamente à Rússia e à China o negócio de lançar foguetes comerciais, hoje a SpaceX envia rotineiramente e traz de volta foguetes reutilizáveis para vários clientes, amealhando 70% do mercado. E lançou 19 missões de mercadorias à EEI para a NASA.

Se a missão de sábado for concluída com sucesso, consumará uma mudança na relação do ser humano com o espaço. Os passageiros são da NASA. A agência supervisionou tudo, e poderia ter ordenado abortar o lançamento se visse algo perigoso. Mas é a SpaceX, seu pessoal, sua tecnologia, quem dirige essa aventura. Já existem duas empresas que anunciaram seus planos para contratar lançamentos na cápsula Crew Dragon da SpaceX, e enviar turistas ao espaço. Tom Cruise expressou seu interesse em rodar um filme na Estação Espacial Internacional. E uma missão bem-sucedida injetará confiança nos próximos objetivos. O primeiro: voltar a enviar astronautas à Lua, objetivo que a NASA fixou para 2024.

*Por Pablo Guimón

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*Fonte: elpais

Japoneses criam scooter elétrica inflável que cabe dentro da mochila

O Poimo pesa 5,5 quilos e, quando desinflado, pode ser dobrado e carregado para qualquer lugar

Mobilidade e praticidade: um veículo que cabe na sua mochila. Esse é o Poimo, uma scooter elétrica inflável desenvolvida pela Universidade de Tóquio em parceria com a Mercari R4D. Pesando 5,5 quilos, o Poimo pode ser inflado em pouco mais de um minuto, usando uma bomba elétrica.

O veículo possui cinco partes destacáveis: dois conjuntos de rodas, um motor elétrico, uma bateria, guidão com um controlador sem fio embutido e o seu “quadro”, que é feito principalmente de poliuretano termoplástico, o mesmo material de alguns colchões de ar.

Segundo seus criadores, a ideia é minimizar o potencial de ferimentos em caso de acidente. Depois de esvaziado e dobrado, o Poimo pode ser transportado em uma bolsa, permitindo que o usuário o utilize entre viagens de transporte público e vá para qualquer lugar sem se preocupar em estacioná-lo.

“Cerca de 60% das viagens de carro no Japão são de curta distância, o que não é muito bom em termos de congestionamento e gases de efeito estufa. Acreditamos em um novo tipo de mobilidade, mais pessoal e de curto alcance”, afirmam os criadores do Poimo.

Por enquanto, o scooter é apenas um protótipo, mas a Mercari R4D e a equipe de pesquisa afirmam que o produto final será mais leve e ainda mais portátil.

*Por Renato Mota

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*Fonte: olhardigital

Telha solar com tecnologia de filme fino chega ao Brasil

A preocupação com construções eficientes e um modo de vida sustentável está se tornando cada vez mais presente. E, neste cenário, a geração de eletricidade tem um papel de destaque – fontes sustentáveis de energia devem ser priorizadas por empresas e por famílias preocupadas com o meio ambiente e também com a economia.

Pensando em oferecer uma alternativa para a geração de energia solar residencial, a L8 Energy trouxe para o Brasil uma telha solar com a tecnologia do filme fino. Segundo a empresa, além de ser resistente, a tecnologia possui maior poder de absorção de energia, possibilitando seu uso para geração de energia solar em residências.

Telha Solar

“A Telha Solar L8 possui uma estrutura de alta resistência e por isso sua durabilidade é enorme. Ela vem com 10 anos de garantia de fábrica e a geração de energia após 25 anos é de 85% da potência nominal. Ou seja, do lado da eficiência, também temos um avanço muito significativo em tecnologia” explica Guilherme Nagamine, diretor executivo da L8 Energy.

O executivo ainda explica que o sistema de absorção é capaz de acender uma lâmpada de 30W com apenas uma unidade – cada telha 50 x 70 cm.

Outro diferencial importante é a resistência da telha. “Ela detém tecnologia de vaporização catódica à vácuo, considerada a melhor solução para a produção de filmes finos CIGS (Cobre, Índio, Gálio e Selênio). Na prática, isso torna a telha mais resistente e eficiente do que as telhas de fibrocimento adaptadas com células em silício monocristalino que existem no mercado”, garante Leandro Kuhn, CEO da L8.

Leandro afirma que a Telha Solar L8 possui grande potencial de mercado, pois reúne qualidades técnicas e design, para que as pessoas possam gerar a própria energia sem precisar alterar o projeto arquitetônico. . “O produto foi premiado como design de produto do ano no IF Gold Award 2019, o mais prestigiado evento de design do mundo”, conta o executivo.

A Telha Solar L8 é imune a sombras, com captação da luz difusa e mais eficiência na captação em locais nublados, ou com baixa luminosidade. O produto está a venda no Brasil e a unidade custa R$ 350,00.

Energia solar em instalações residenciais

Um levantamento feito pela Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, mostra que em números de sistemas fotovoltaicos instalados no Brasil, os consumidores residenciais representam a maioria com 72,6% das instalacões.

“A consciência de consumo entre as pessoas vem crescendo de forma exponencial e isso se reflete também em relação a suas casas. A telha solar, aliada ao conceito de solução integrada ao projeto, otimiza o uso do espaço do telhado, gera conforto térmico que diminui o uso de aquecedores ou ar condicionados, além de proporcionar a redução na conta de energia elétrica”, explica Nagamine.
Acessórios solares também chegam ao Brasil

Outras inovações que seguem a mesma proposta da Telha Solar L8 são os acessórios: mochilas e guarda-sóis também terão um sistema fotovoltaico. Ambos possuem a tecnologia do filme fino e a energia solar pode ser revertida para uma carga de bateria, onde a energia é armazenada e pode recarregar celulares, laptops e até caixas de música por meio de cabo USB.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Surgem mais detalhes sobre a super bateria da Tesla

Empresa irá realizar evento em maio para anunciar novidades. Novo tipo de bateria foi desenvolvido em parceria com laboratório canadense e será produzido pela Amperex na China

A Tesla deve introduzir neste ano, inicialmente em carros Model 3 produzidos na China, um novo tipo de bateria com maior longevidade e que irá tornar o custo dos veículos “comparável àqueles com motor à combustão”.

Segundo informações da Reuters, as baterias são fruto de uma parceria com a chinesa Contemporary Amperex Technology Ltd. (CATL) e um pequeno laboratório na Universidade Dalhousie em Halifax, no Canadá. O laboratório é chefiado desde 1996 por Jeff Dahn, pioneiro no desenvolvimento das baterias de íons de lítio usadas em veículos elétricos e para armazenamento de energia.

As baterias serão baseadas em uma nova química interna que dispensa o uso do cobalto, um dos ingredientes mais caros e controversos. Além disso, serão “empacotadas” pela CATL usando uma nova tecnologia chamada “Cell to Pack”, que permite agrupar mais baterias num mesmo espaço e reduzir os custos com invólucros.

Para reduzir ainda mais os custos as baterias serão produzidas em linhas de montagem altamente otimizadas chamadas de “terafábricas”, 30 vezes maiores que a atual “gigafábrica” da Tesla em Nevada, nos EUA.

“Temos de nos certificar de ter uma curva muito íngreme na produção de baterias e continuar a melhorar seu custo por kilowatt-hora. Isto é fundamental e extremamente difícil”, disse Elon Musk, CEO da Tesla, a investidores em janeiro deste ano. “Temos que aumentar a produção de baterias a niveis insanos, que as pessoas não podem nem compreender hoje em dia”.

De acordo com o Business Insider, Musk afirmou a investidores que a Tesla fará um “dia da bateria”, na terceira semana de maio, para anunciar novidades neste segmento. Segundo o executivo, será “o dia mais emocionante na história da Tesla”.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Como a tecnologia de reconhecimento facial é usada mundo afora

Sorria, você está sendo filmado… filmado, reconhecido e monitorado. A tecnologia de reconhecimento facial vem ganhando cada vez novas aplicações; mas ao mesmo tempo que a técnica evolui, cresce também a desconfiança e as discussões sobre privacidade. O Olhar Digital acompanha bem de perto toda a evolução do reconhecimento facial desde seu surgimento e nós fizemos um mapa de usos e abusos da tecnologia a partir de alguns exemplos que chamaram muita atenção recentemente.

No último mês, uma autoridade da Califórnia se deparou com a foto de uma criança desaparecida enquanto navegava pelo Facebook. A policial então capturou a imagem e usou uma solução criada por uma ONG para ajudar os investigadores a encontrar menores vítimas de tráfico sexual. O Spotlight, uma ferramenta desenvolvida com base na tecnologia de reconhecimento facial da Amazon, usa algoritmos de processamento de texto e imagem para combinar rostos e outras pistas em anúncios de sexo na internet com outras evidências. Em poucos instantes, a ferramenta retornou uma lista de anúncios com a foto da garota. Em poucas semanas, a criança foi recuperada.

O sucesso do caso ilustra o poder do reconhecimento facial para combater a exploração e o tráfico sexual infantil. O Spotlight está sendo usado em quase 40 mil casos nos Estados Unidos. Mais de 9 mil crianças já foram encontradas e mais de 10 mil criminosos foram para trás das grades…

Ainda no estado da Califórnia, curiosamente políticos de San Francisco votaram pela proibição do uso de reconhecimento facial na cidade. Ou seja, lá, a tecnologia não pode mais ser usada pela polícia ou sequer por autoridades de transporte da cidade. Claro, a decisão é polêmica e vai na contra mão de casos de sucesso como o das crianças desaparecidas. Os parlamentares que votaram contra a proibição do uso disseram que a decisão só vai piorar as medidas de segurança. Já aqueles que votaram a favor da medida acreditam que a tecnologia não está suficientemente desenvolvida e ainda não é segura para uso. San Francisco foi a primeira cidade dos Estados Unidos a tomar a atitude de proibir o uso do reconhecimento facial.

Mas as novas regras de San Francisco não se aplicam às medidas de segurança dos Estados Unidos. Desde 2017, o Departamento de Segurança Interna testa um serviço para controle de entrada e saída nos aeroportos do país que identifica os passageiros por reconhecimento facial. Até o final do ano passado, o serviço chegou a identificar cerca de 7 mil passageiros que ultrapassaram o tempo limite que poderiam permanecer no país, e quase 700 mil viajantes sem documentação. Além disso, diversas outras cidades do Estados Unidos utilizam o reconhecimento facial no combate ao crime.

Em um pulo do outro lado do planeta, a China é exemplo do uso massivo de sistemas de reconhecimento facial como ferramenta de ajuda para capturar todo tipo de criminoso; de bandidos a qualquer pessoa que cometa delitos leves, como atravessar a rua fora da faixa de pedestres. A polícia de trânsito chinesa informou que tem confiado cada vez mais nos sistemas de reconhecimento facial para capturar quem transgride leis.

Mas não é preciso ir tão longe. Aqui no Brasil, durante o carnaval deste ano no Rio de Janeiro, as 28 câmeras de reconhecimento facial instaladas em Copacabana levaram à prisão de quatro criminosos com mandado de prisão em aberto. Em São Paulo, a SPTrans bloqueou mais de 300 mil cartões de Bilhete Único por uso indevido de terceiros. Os ônibus da capital paulista possuem uma câmera logo acima da máquina onde o passageiro registra o bilhete para verificar a identidade do usuário.

Ainda em território verde-amarelo, a startup FullFace desenvolveu uma tecnologia própria de reconhecimento facial que já conta com mais de 10 milhões de pessoas cadastradas. A solução capta 1024 pontos do rosto da pessoa, gerando um número único de 16 mil dígitos que identifica o usuário; uma espécie de “CPF digital”. A identificação é baseada na estrutura óssea do rosto, ou seja, adereços como óculos, maquiagem ou barba não fazem diferença. A companhia aérea Gol já usa a ferramenta em seu processo de check-in pelo aplicativo móvel.

Ainda há muito espaço…para tudo: novas polêmicas, discussões e, principalmente, aplicações do reconhecimento facial. Especialistas no assunto acreditam que a tecnologia cada vez mais usada nos setores de segurança, finanças, saúde e educação. Claro, é preciso ter cuidado, afinal são milhões de pessoas inocentes vigiadas diariamente em todo o mundo. E se essas informações caírem nas mãos de pessoas erradas ou forem usados de forma negativa, o resultado pode ser desastroso. Agora, com o devido cuidado, fica a pergunta: o que vale mais, privacidade ou segurança?!

*Por Roseli Andrion

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*Fonte: olhardigital

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?

Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.

O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.

Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.

Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.

O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.

Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.

Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.

Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.

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*Fonte: socientifica

Barco inteligente atravessará o Atlântico sem ajuda humana

Estudantes ingleses criaram um barco “pensante” e pretendem quebrar o recorde mundial, mandado a sua invenção através do Oceano Atlântico sem nenhuma assistência humana. O barco de quatro metros, denominado “Avalon”, foi construido por um grupo de oito estudantes do terceiro ano de engenharia da Universidade Suíça de ciência do Instituto Federal de Tecnologiade Zurique.

Usando sensores para detectar a velocidade e direção do vento, o barco é programado para alcançar coordenadas dadas previamente. Ele percorre o trajeto se adaptando automaticamente às condições.

A travessia do Atlântico vai partir da Irlanda chegando no Caribe. Os estudantes do projeto estão bem confiantes.

A equipe está trabalhando no projeto desde setembro de 2008. Eles projetaram o barco, construíram e agora o projeto está no estágio de testes em água.

O barco poderá ser localizado durante o trajeto através de um sistema de GPS, mas não haverá nenhum controle remoto atuando sobre ele.

Há células solares para energia, além de suprimentos para energia extra disponíveis no barco. Um sistema de comunicação por satélite foi colocado a bordo para que o barco possa fazer o download das informações que necessitar. [CNN]

*Por Cezar Ribas

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*Fonte:

Este barco de pesquisa é a tecnologia mais bizarra que você verá hoje

O bizarro barco que você vê na imagem acima é o RP FLIP, ou “The Research Platform FLoating Instrument Platform” (Plataforma de Pesquisa – Plataforma de Instrumentos Flutuantes).

Construído em 1962, ele é de propriedade do Escritório de Pesquisa Naval dos EUA e opera até hoje sob o controle do Instituto de Pesquisa Scripps, na Base da Marinha em San Diego (EUA).

Com 108 metros de comprimento, o barco pode preencher 91 metros com água de lastro. Uma vez cheio, sobe 90 graus, com os 17 metros de popa atuando como uma plataforma vertical.

Às vezes, o FLIP é ancorado ao fundo do oceano, mas em muitos casos pode flutuar livremente.

A título de estabilidade

Desde que foi criado, o veículo tem servido como uma plataforma móvel para observação e teste de várias propriedades oceânicas.

Como seu propósito inicial era a pesquisa de ondas sonoras subaquáticas, ele precisava ser muito estável. Isso é adquirido pela posição vertical; quando invertido, o FLIP age como uma boia com a maior parte de seu lastro bem abaixo da superfície. A água circundante nessas profundidades não é influenciada pelas ondas da superfície, de forma que a embarcação permanece firme.

Além de ondas sonoras subaquáticas, o FLIP pode estudar muitas outras coisas, como dados meteorológicos e temperatura e densidade da água.

Uma vez que as leituras dos instrumentos podem ser afetadas por vários métodos de propulsão, o FLIP não pode viajar sozinho, e precisa ser rebocado por outro barco.

Você pode assistir o FLIP assumindo a posição vertical no vídeo abaixo e também acompanhar um tour rápido pelo interior do barco. Quando a pesquisa é concluída, um enorme compressor de ar esvazia toda a água que o preenchia e a plataforma retorna à posição horizontal.

A versatilidade do FLIP explica porque as paredes do barco são ao mesmo tempo seu chão, e porque o banheiro tem duas pias. O local precisa ser mantido extremamente limpo. Imagina a bagunça toda vez que ele muda de ângulo!

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Não, o Sol não é responsável pelo aquecimento global

O gráfico abaixo compara as mudanças globais de temperatura da superfície (linha vermelha) e a energia do Sol recebida pela Terra (linha amarela) em watts (unidades de energia) por metro quadrado desde 1880.

As linhas mais claras / mais finas mostram os níveis anuais enquanto as mais pesadas / linhas mais grossas mostram as tendências médias de 11 anos. As médias de onze anos são usadas para reduzir o ruído natural de um ano para outro nos dados, tornando as tendências subjacentes mais óbvias.

A quantidade de energia solar recebida pela Terra seguiu o ciclo natural de 11 anos de pequenos altos e baixos do Sol, sem aumento líquido desde os anos 50. Durante o mesmo período, a temperatura global aumentou acentuadamente. Portanto, é extremamente improvável que o Sol tenha causado a tendência de aquecimento global observada nos últimos meio século.

O Sol pode influenciar o clima da Terra, mas não é responsável pela tendência de aquecimento que vimos nas últimas décadas. O Sol é um doador da vida; ajuda a manter o planeta quente o suficiente para sobrevivermos. Sabemos que mudanças sutis na órbita da Terra ao redor do Sol são responsáveis pelas idas e vindas das eras glaciais. Mas o aquecimento que vimos nas últimas décadas é rápido demais para ser associado a mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar.

Uma demonstração que nos diz que o Sol não está causando o aquecimento global vem da observação da quantidade de energia do Sol que atinge o topo da atmosfera. Desde 1978, os cientistas monitoram isso usando sensores em satélites e o que eles nos dizem é que não houve tendência de aumento na quantidade de energia do Sol que chega à Terra.

Uma segunda demonstração é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver aquecimento em todas as camadas da atmosfera, desde a superfície até a atmosfera superior (estratosfera). Mas o que realmente vemos é o aquecimento na superfície e o resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o aquecimento causado por um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra, e não pelo sol ficando “mais quente”.

 

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*Fonte: socientifica

Por que o bambu é considerado a matéria-prima do futuro

A construção civil é considerada uma das principais causadoras de impacto ambiental no mundo. Um jeito de mitigar isso, por comprovação científica e eficiência energética, é a escolha dos materiais.

O bambu é o maior exemplo disso pois apresenta um excelente custo-benefício. Apesar de ser uma gramínea, ele é a melhor alternativa sustentável à madeira. Ele cresce rápido nos mais diversos climas e solos, capta uma grande quantidade de CO2 do ar, tem uma enorme resistência e flexibilidade, além de ter um transporte fácil por ser leve e compacto.

O bambu está se tornando cada vez mais um material acessível e altamente disponível dentro do mercado brasileiro graças ao crescimento de fornecedores, arquitetos, designers e mão de obra especializada.

Muitas vezes nos perguntam: “Por que construir com bambu?”

Gostaríamos de compartilhar com vocês os 8 principais argumentos que utilizamos para defender o uso dessa planta incrível no projeto e na obra!

1. Um recurso renovável
Pode servir como substituto das madeiras de lei, oferece uma chance de reduzir drasticamente o desmatamento das florestas nativas e proteger as madeiras nobres em extinção.

2. Absorve gases do efeito estufa
O bambu absorve dióxido de carbono (CO2) e libera 35% de oxigênio a mais do que outras árvores na atmosfera.

3. Tem uma alta taxa de crescimento
Algumas espécies de bambu crescem mais de um metro por dia! Nenhuma planta no planeta apresenta uma taxa de crescimento tão rápida.

4. Desperdício mínimo
Após a colheita, praticamente todas as partes da planta são usadas para fazer uma ampla variedade de produtos.

5. Versatilidade
O bambu pode substituir o uso de madeira para quase todas as aplicações. Papel, piso, móveis, carvão, materiais de construção e muito mais. Além disso, as fibras de bambu são mais fortes do que outras fibras.

6. Não precisa de fertilizantes, pesticidas ou herbicidas
Ao contrário da maioria das plantas cultivadas para comercialização, o bambu não requer produtos químicos agrícolas. O cultivo de bambu não adiciona substâncias químicas ao meio ambiente.

7. Proteção do solo
O sistema de rizomas do bambu permanece intacto após a colheita e impede a erosão do solo ajudando a reter nutrientes para a próxima colheita.

8. Cresce em diversos lugares
De terras baixas à altitudes mais elevadas, o bambu prospera em uma ampla gama de climas, pode até crescer em regiões áridas e ajuda a preservar a umidade vital do solo.

*Por Brianna Bussinger e Rafael Alves

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*Fonte: ciclovivo

Avanços na fibra óptica podem tornar internet 100 vezes mais rápida

Pesquisadores desenvolveram leitores que detectam informações da luz enviada por cabos de fibra óptica retorcidos que potenciam a velocidade das comunicações.

A pesquisa foi publicada dia 24 de outubro na revista Nature Communications e afirma que os avanços encontrados podem vir a atualizar facilmente as redes atuais e aumentar significativamente a eficiência das conexões.

De acordo com o The Guardian, os cabos de fibra óptica usam pulsos de luz para transmitir informações mas, até ao momento, os cabos de fibra óptica exigem que a luz seja de uma cor específica e organizada de modo a que a luz viaje na horizontal ou na vertical.

Contudo, na pesquisa, ao torcer a luz numa espiral, os engenheiros criaram uma nova maneira para a luz transportar informações aproveitando o momento angular orbital. Com isso é possível transportar mais informação, melhorando a eficiência das comunicações em grande nível.

De acordo com o Daily Mail, atualmente, as comunicações existentes de fibra óptica usam apenas uma fração da capacidade real da luz.

A tecnologia faz uso das oscilações e da forma das ondas de luz, em vez de aumentar a largura de banda, utilizando luz que é invisível para os seres humanos.

Alguns especialistas dos Estados Unidos criaram anteriormente uma fibra que pode mudar a luz, porém, a equipe de Min Gu, do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, foi a primeira a criar um detector de tamanho razoável que consegue ler as informações enviadas através das espirais de luz.

Os detectores anteriores eram “do tamanho de uma mesa de jantar”, mas o novo detector é da largura de um cabelo humano.

“Poderemos produzir o primeiro chip que poderá detectar essa distorção e exibi-lo em aplicativos móveis”, afirmou Gu.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Empresa reaproveita cápsulas de café para fabricar bicicletas

Uma empresa sueca está usando alumínio reciclado para construir suas bicicletas. Mas não se trata de qualquer alumínio não, mas sim do reaproveitamento de cápsulas de café pós consumo. O projeto é realizado em parceria com a Nespresso.

Batizada de RE:CYCLE, cada modelo possui 300 cápsulas recicladas. Aliando design sustentável, a beleza é presente nos detalhes. O sino imita uma cápsula, o quadro roxo, imita um dos aromas da marca e a cesta inclui dois porta-copos.

Segundo a fabricante Vélosophy (que produz também outros modelos), a cada bicicleta vendida outra é doada a uma estudante de um país em desenvolvimento.

“Criamos a Vélosophy com um propósito claro: ter um impacto positivo no mundo. Este propósito impulsiona tudo o que fazemos, desde a nossa promessa de doar bicicletas até a produção de elegantes bicicletas urbanas a partir de alumínio reciclado”, afirma Jimmy Östholm, CEO e fundador da companhia.

A RE:CYCLE tem edição limitada e está sendo vendida por 1.290 euros.

O alumínio é um recurso valioso, uma vez que pode ser derretido e reutilizado infinitamente.

*Por Marcia Sousa

 

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*Fonte: ciclovivo

Este novo sistema sul-coreano de guard-rail poderá salvar milhões de vidas

Uma empresa coreana desenvolveu um produto para reduzir os impactos severos de guard-rails e salvar mais vidas.

De acordo com a Federal Highway Administration, o guard-rail pode funcionar para levar o veículo sem controle de volta para a pista, ou diminuir a velocidade do mesmo até parar por completo, ou ainda dependendo da velocidade, o veículo pode passar direto pelo guard-rail.

”O tamanho e a velocidade do veículo pode afetar o desempenho do guard-rail.” Explica.

Geralmente, os guard-rails são compostos por chapas de aço e não podem garantir “a segurança do motorista”. Guard-rails mais suaves protegem os motoristas de choques e dão assim, mais oportunidade para salvar suas vidas.

*Por: Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

É possível prever absolutamente tudo no universo?

De acordo com um novo estudo liderado por Tjarda Boekholt, da Universidade de Coimbra em Portugal, mesmo os melhores computadores imagináveis não podem resolver certos problemas com sistemas caóticos, como o problema dos três corpos, e portanto não podem prever absolutamente tudo no universo.

O problema dos três corpos

Um sistema caótico é aquele em que mesmo uma pequena mudança nas condições iniciais dos objetos, como suas posições ou velocidades, tem um efeito enorme sobre como eles se movem ao longo do tempo – algo também conhecido como “efeito borboleta”.

O problema dos três corpos representa a questão matemática de como três objetos podem orbitar uns aos outros segundo as leis de movimento de Newton, e há muito caos envolvido nisto.

Logo, é extremamente difícil prever como esse sistema de três corpos irá evoluir, ou mesmo “retrocedê-los” matematicamente para descobrir como e onde começaram.

O estudo

Uma grande parte da dificuldade em prever tais sistemas caóticos é que mesmo nossos melhores computadores têm precisão limitada, o que significa que mesmo incertezas minúsculas podem arruinar uma simulação.

Logo, Boekholt e sua equipe decidiram investigar se a falta de precisão era o único problema para nossa previsão de sistemas caóticos, ou seja, se um computador preciso o suficiente (do tamanho do universo, por exemplo) poderia simulá-los com eficácia.

O “problema dos três corpos”, que deixou astrônomos perplexos desde Newton, foi desvendado em menos de um minuto por inteligência artificial

Resultados

Os pesquisadores começaram com a simulação de três buracos negros orbitando uns aos outros a uma distância de um parsec, ou cerca de 3 anos-luz. Depois de um tempo, tentaram “retroceder” essa simulação a sua configuração inicial. Eles fizeram isso 1.212 vezes.

Com a tecnologia atual, revelou-se impossível retornar à configuração inicial do sistema, o que significa que ele é imprevisível.

A equipe então utilizou esses dados para calcular que precisão seria necessária para retornar a tal configuração, descobrindo que, em cerca de 5% dos casos de sistemas triplos, seria necessário medir a configuração com uma precisão de menos de um comprimento de Planck (ℓP) – a menor unidade de medida possível para o comprimento e cerca de 10 a 51 vezes a distância inicial entre os buracos negros.

“Isso significa que esses sistemas são profundamente imprevisíveis. Mesmo se você tiver uma diferença de um comprimento de Planck, que é uma quantidade ridiculamente pequena, algumas situações ainda são irreversíveis. Não podemos ser mais precisos que a natureza”, conclui Boekholt.

Em outras palavras, existe um limite para o nosso poder de previsão – mesmo o computador mais poderoso possível não poderia simular nada abaixo de um comprimento de Planck, e, portanto, não poderia simular absolutamente todos os sistemas do universo.

A seta do tempo

A descoberta pode ter implicações que vão além desses sistemas caóticos, incluindo o próprio tempo.

“Se pudéssemos reverter 100% dos casos dos problemas de três corpos, não seria possível determinar a seta do tempo – não seria possível distinguir para frente e para trás. Mas, em 5% dos casos, você pode avançar, mas não ir para trás, então existe essa assimetria que está intimamente ligada à seta do tempo”, argumenta Boekholt.

É isso – mais um dia se passa em que não podemos desafiar o andamento do tempo e viajar para o passado. [NewScientist]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Supercomputador da Nasa se junta ao combate contra o Covid-19

Agência espacial faz parte do consórcio montado pelo governo federal dos EUA para reunir parte da capacidade computacional de instituições públicas, universidades e empresas na busca de uma vacina

Um dos supercomputadores da Nasa, dedicado normalmente a executar modelos climáticos para prever o clima futuro da Terra, agora emprestará sua capacidade ao combate da pandemia do novo coronavírus. Em um anúncio feito nesta segunda-feira (23), a Casa Branca comunicou que a agência espacial se uniu aos esforços para fornecer aos pesquisadores acesso aos recursos de computação de alto desempenho na busca por tratamento e vacina para a Covid 19.

Além da Nasa e da National Science Foundation, fazem parte da iniciativa diversos laboratórios, instituições acadêmicas do Departamento de Energia e empresas, como a IBM, Amazon Web Services, Google Cloud, Microsoft e Hewlett Packard Enterprise.

“Estou orgulhoso de que a Nasa esteja emprestando sua expertise em supercomputação para ajudar na luta global contra o COVID-19”, disse o administrador da agência, Jim Bridenstine, em um post no Twitter. “Por mais de seis décadas, a agência usou sua experiência para enfrentar desafios que beneficiaram pessoas de todo o mundo de maneiras inovadoras”, completou.

Se acordo com o diretor e Missões Científicas da Nasa, Thomas Zurbuchen, o supercomputador da divisão de Ciências da Terra terá processamento e tempo redirecionados para a pesquisa do Covid-19. Os pesquisadores poderão enviar propostas de pesquisa relacionadas ao novo coronavírus através de uma inscrição online, que será analisada e combinado aos recursos de computação de uma das instituições parceiras.

“Os Estados Unidos estão se unindo para combater o Covid-19, e isso significa liberar toda a capacidade de nossos supercomputadores para avançar rapidamente as pesquisas científicas”, afirmou o diretor de Tecnologia do governo federal norte-americano, disse Michael Kratsios.

*Por Renato Mota

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*Fonte: olhardigital

Geladeira de argila ecológica atinge -8º Celsius e se tornou a melhor invenção da década

Depresa é uma empresa mexicana que visa em criar produtos que podem facilitar a vida de seus consumidores, principalmente aqueles mais ecológicos ou que possuem baixa renda, por isso desenvolveram a Ecoplanet, uma ‘geladeira’ feita com lama e pedra, 100% ecológica que chega a atingir -8º Celsius.

A marca tem como foco principal abranger aquelas famílias que moram em residências humildes onde não há eletricidade, para que assim os alimentos possam ser conservados por mais tempo.

A geladeira parece um jarro, visualmente falando e funciona com a física básica: uma mistura de cascalho, granzol, mármore, areia úmida e terra é depositada entre dois contêineres e colocada em meia sombra, assim os raios solares evaporam a água da areia úmida, removendo também o calor dos alimentos armazenados ali.

Desde 2015 os produtos da empresa podem ser encontrados no mercado e a boa notícia é que a Ecoplanet foi aceita pelos governos nos planos de desenvolvimento social, com objetivo de garantir uma melhor qualidade de vida para os menos favorecidos ou que moram em áreas rurais.

Os fabricantes distribuíram algumas dessas geladeiras ecológicas pelas cidades mais carentes do México, mas afirmam que a ajuda do governo é essencial para garantir a produção em massa do produto.

*Por Rafael Dávila

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*Fonte: criatives

Filmes do pouso na Lua teriam sido impossíveis de falsificar. Aqui está o porquê.

Faz meio século desde o magnífico pouso na Apollo 11 na Lua, mas muitas pessoas ainda não acreditam que isso realmente aconteceu. As teorias de conspiração sobre o evento que datam da década de 1970 são de fato mais populares do que nunca. Uma teoria comum é que o diretor de cinema Stanley Kubrick ajudou a NASA a falsificar as imagens históricas de seus seis desembarques bem-sucedidos na Lua.

Mas seria realmente possível fazer isso com a tecnologia disponível na época? Segundo o cineasta Howard Berry , Chefe de Pós-Produção e Líder do Programa de Produção de Cinema e Televisão MA, Universidade de Hertfordshire, é impossível que sa imagens tenham sido falsificadas.

Aqui estão algumas das crenças e perguntas mais comuns – e por que elas não se sustentam.

 

1. “Os desembarques da lua foram filmados em um estúdio de TV.”

Existem duas maneiras diferentes de capturar imagens em movimento. Um é o filme, tiras reais de material fotográfico nas quais uma série de imagens é exposta. Outro é o vídeo, que é um método eletrônico de gravação em vários meios, como a movimentação de fita magnética. Com o vídeo, você também pode transmitir para um receptor de televisão. Um filme cinematográfico padrão grava imagens a 24 quadros por segundo, enquanto a transmissão de TV geralmente é de 25 ou 30 quadros, dependendo de onde você estiver no mundo.

Se concordarmos com a ideia de que os desembarques da lua foram gravados em um estúdio de TV, então esperamos que eles sejam vídeo de 30 quadros por segundo, que era o padrão de televisão na época. No entanto, sabemos que o vídeo do primeiro pouso na Lua foi gravado a dez quadros por segundo em SSTV (televisão Slow Scan) com uma câmera especial.

2. “Eles usaram a câmera especial Apollo em um estúdio e depois abrandaram a filmagem para dar a impressão de que havia menos gravidade.”

Algumas pessoas podem argumentar que, quando você olha para pessoas que se movem em câmera lenta, elas parecem estar em um ambiente de baixa gravidade. Retardar o filme requer mais quadros do que o normal, então você começa com uma câmera capaz de capturar mais quadros em um segundo do que em um normal – isso é chamado de overcranking ou captura-em-tempo-muito-lento. Quando isso é reproduzido na taxa de quadros normal, essa gravação é reproduzida por mais tempo. Se você não pode girar sua câmera, você pode gravar em uma taxa de quadros normal e pode artificialmente abrandar a filmagem, mas você precisa de uma maneira de armazenar os quadros e gerar novos quadros extras para retardá-lo.

No momento da transmissão, os gravadores de discos magnéticos capazes de armazenar filmagens em câmera lenta só podiam capturar 30 segundos no total, para uma reprodução de 90 segundos de vídeo em câmera lenta. Para capturar 143 minutos em câmera lenta, você precisaria gravar e armazenar 47 minutos de ação ao vivo, o que simplesmente não era possível.


3. “Eles poderiam ter um gravador de armazenamento avançado para criar filmagens em câmera lenta. Todo mundo sabe que a NASA recebe a tecnologia antes do público.

Bem, talvez eles tivessem um gravador de armazenamento extra secreto – mas um quase 3.000 vezes mais avançado? Duvidoso.


4. ‘Eles filmaram em filme e abrandaram a gravação. Você pode obter quantos filmes quiser para fazer isso. Então eles converteram o filme para ser exibido na TV.

Isso é um pouco de lógica, finalmente! Mas filmar em filme exigiria milhares de metros de rolo. Um rolo típico de filme de 35 mm – a 24 quadros por segundo – dura 11 minutos e tem 1.000 pés de comprimento. Se aplicarmos isso a um filme de 12 quadros por segundo (o mais próximo de dez que conseguiremos com o filme padrão) rodando por 143 minutos (esse é o tempo de duração da filmagem da Apollo 11), precisaríamos de seis e meio rolos.

Estes então precisariam ser colocados juntos. As junções de emenda, transferência de negativos e impressão – e potencialmente grãos, partículas de poeira, cabelos ou arranhões – instantaneamente cedem o jogo. Não há nenhum desses artefatos presentes, o que significa que não foi filmado em filme. Quando você leva em conta que os pousos subseqüentes da Apollo foram feitos a 30 quadros por segundo, então fingir seria três vezes mais difícil. Então a missão Apollo 11 teria sido a mais fácil.

5. Mas a bandeira está soprando ao vento e não há vento na lua. O vento é claramente de um ventilador dentro do estúdio. Ou foi filmado no deserto.

Não é. Depois que a bandeira é solta, ela se acomoda suavemente e, em seguida, não se move de forma alguma na filmagem restante. Além disso, quanto vento há dentro de um estúdio de TV?

Há vento no deserto, eu aceito isso. Mas em julho, o deserto também é muito quente e normalmente você pode ver ondas de calor presentes em imagens gravadas em lugares quentes. Não há ondas de calor nas imagens de pouso na lua, por isso não foi filmado no deserto. E a bandeira ainda não está se movendo de qualquer maneira.

MAIS SOBRE A LUA E ALÉM

Una-se a nós enquanto mergulhamos nos últimos 50 anos de exploração espacial e nos 50 anos que virão. Do primeiro passo histórico de Neil Armstrong na superfície lunar até os planos atuais de usar a Lua como plataforma de lançamento para Marte, ouça especialistas acadêmicos que dedicaram suas vidas a estudar as maravilhas do espaço.

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‘A iluminação na filmagem claramente vem de um holofote. As sombras parecem estranhas.

Sim, é um holofote – um holofote a 150 milhões de km de distância. É chamado o sol. Olhe para as sombras na filmagem. Se a fonte de luz fosse um holofote próximo, as sombras se originariam de um ponto central. Mas como a fonte está tão distante, as sombras são paralelas na maioria dos lugares, em vez de divergirem de um único ponto. Dito isto, o sol não é a única fonte de iluminação – a luz também é refletida do solo. Isso pode fazer com que algumas sombras não apareçam paralelas. Isso também significa que podemos ver objetos que estão na sombra.

Bem, todos nós sabemos que Stanley Kubrick filmou isso.

Stanley Kubrick poderia ter sido solicitado a falsificar as aterrissagens lunares. Mas como ele era tão perfeccionista, ele teria insistido em filmar no local. E está bem documentado que ele não gostava de voar… Próximo?
“A Terra é plana. As imagens que vemos da Lua e do Sol, na verdade, são hologramas que são projetados no domo.”

Desisto.

*Por Felipe Sérvulo

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*Fonte: misteriosdouniverso

 

Robô humanóide Atlas completa 10 anos, veja como foi sua evolução

De caixote com pernas a um impressionante ginasta, robô da Boston Dynamics passou por vários estágios documentados em vídeos no YouTube

Quem vê o robô Atlas, da Boston Dynamics, realizando movimentos de Parkour em um vídeo no YouTube aparentemente sem nenhum esforço não percebe, mas a versão atual da máquina é fruto de muitos anos de pesquisa e desenvolvimento.

Uma década atrás, Atlas não existia. Seu ancestral direto foi o Petman, que começou como uma esquisita “caixa” com pernas, que cambaleava enquanto tentava caminhar em uma esteira, preso por cabos de segurança.

Quatro anos depois, em 2014, Petman já tinha uma forma humanóide. Ele aparece em um vídeo vestido com um traje Hazmat (usado por equipes de resgate em locais contaminados por substâncias perigosas, sejam químicas ou biológicas), caminhando e se agachando. Um desavisado poderia até acreditar que se trata de uma pessoa dentro do traje, até o robô ser revelado aos 17 segundos do vídeo.

Atlas aparece pela primeira vez no mesmo ano, em um vídeo onde percorre um terreno irregular e se equilibra em uma perna só, enquanto é atingido por um peso de 20 kg. Sua aparência é menos humanóide que a de Petman, mas seus sistemas são mais avançados.

Hoje, Atlas é capaz de correr, saltar sobre obstáculos, subir escadas em alta velocidade e dar cambalhotas e piruetas como um ginasta humano. Tudo isso sem nenhum tipo de cabo ou apoio.

As proezas do robô são tão impressionantes que inspiraram até vídeos de paródia como os da “Bosstown Dynamics”, onde ele se rebela contra os maus-tratos de seus criadores.

Ao contrário de Spot, o “cão-robô” da Boston Dynamics, Atlas ainda é um protótipo, e não um produto comercial. Segundo a empresa, ele está sendo criado para atuar em missões de busca e resgate, mas seu desenvolvimento contou com investimento da Darpa, a agência de pesquisas avançadas do Departamento de Defesa dos EUA.

*Por Rafael Rigues

 

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*Fonte: olhardigital

Amber Case: “O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Está nos escravizando”

Socióloga norte-americana defende voltar ao básico, aos espaços de reflexão e a “tecnologia tranquila”

Há sete anos alguém disse que a socióloga norte-americana Amber Case (Portland, 1987) vinha do futuro para nos contar em que poderíamos nos transformar se nos deixássemos seduzir, sem reservas, pela tecnologia. Foi depois de uma palestra TEDx que Case, também definida como ciberantropóloga, chamou a atenção para como os humanos estavam deixando coisas importantes demais nas mãos da tecnologia. A capacidade de memorizar, de recordar, de nos comunicarmos, de estabelecer empatia. Na época, o uso do WhatsApp não era tão generalizado, não existia Instagram e tampouco o conceito de branding aplicado aos indivíduos. Hoje, com tudo isso sobre a mesa, ela defende voltar ao básico, aos objetos que duram; buscar espaços de reflexão e a tecnologia tranquila. Só assim, ao nos lembrarmos de quem somos, poderemos voltar a nos conectar com nós mesmos. “A natureza é a melhor designer, temos de voltar a nos inspirar nela para viver”, disse em sua última visita a Madri para a apresentação da nova edição da revista Telos, da qual é capa.

Pergunta. O que estamos fazendo de errado?

Resposta. Quando me levanto pela manhã devo me perguntar se dedico tempo a mim mesma, se posso meditar, desenhar, se escrevo. Mas o fato é que o meu dia a dia está tomado pelas notificações do telefone, do computador. Então, que tempo de reflexão me reservo?

P. E como resolvemos isto?

R. Dando-nos espaços para pensar e vivendo experiências reais. Estamos conscientes da quantidade de alertas que nos cercam? Silencie o telefone, desative as notificações. Ponha o celular no modo avião e decida você mesmo quando quer interagir com ele. Recupere o despertador! Carregue um jornal com você, anote o que você faz, as pessoas com quem cruza, o que lhe chama a atenção. O cérebro sofre com a conexão constante. Faça uma experiência se você não acredita: depois de várias horas navegando, seria capaz de recordar o que viu e como se sentiu?

P. Entendo que a resposta é não…

R. Não, pois é, não fica nada na cabeça. E você se perguntará: mas como pode ser, o que eu estive fazendo durante três horas?

P. A tecnologia está fundindo o nosso cérebro?

R. A tecnologia não é ruim, mas seu uso está nos desconectando e escravizando. Chegamos a olhar o celular entre 1.000 a 2.000 vezes por dia. Temos que começar por redefinir nossa relação com a tecnologia: é uma ferramenta, muito útil, mas tem que nos tornar livres. O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Não mande mensagens vazias de emoção, convide seus amigos para um jantar na sua casa.

P. Você observa alguma reação na sociedade diante dessa hipnose, ou vamos de mal a pior?

R. Sim. Há cada vez mais casos de gente que precisa escapar disto, que explodiu pela depressão, pela ansiedade. Muitos colegas da tecnologia foram morar em fazendas, muitos inclusive as compraram! As pessoas precisam ter a experiência de que estão vivendo algo real. E não é questão de romper com a tecnologia, e sim de usá-la desse jeito. Talvez possamos começar agora e nos poupar de ir parar numa fazenda.

P. Ou num retiro de ioga ou de meditação vipassana, que agora estão na moda…

R. Sim, quando fazemos algum retiro, aí é que nos damos conta de que temos tempo para pensar (e muitas vezes não gostamos do que vemos; nos angustia). Mas deveríamos poder fazer isso diariamente, não condicionar esses espaços a ter dinheiro e poder pagar um retiro de ioga. Vivemos constantemente em atenção parcial, nunca estamos presentes, portanto não temos tempo de reflexão.

P. Os horários de trabalho também não ajudam…

R. A revolução industrial nasceu com esse conceito de que, haja o que houver, você precisa trabalhar mais de 10 horas por dia, mas com os celulares, além disso, você sai e continua trabalhando. Daí a importância de desativar as notificações. Ou por acaso não merecemos ter liberdade? O que somos, robôs sem direitos humanos? Isto é uma loucura, e não deveria ser permitido. A França já limitou.

P. Mas então as empresas poderiam dizer que não somos produtivos, ou diretamente que nós não gostamos de trabalhar…

R. Nem o trabalho nem a eficiência melhoram a qualidade de vida. Ser eficiente deveria ser ter que trabalhar menos. E não só trabalhamos mais, como também não estamos presentes, perdemos a noção do tempo… Mau chefe o que considera que as horas trabalhadas tornam você mais ou menos produtivo. Venderam-nos que a tecnologia nos tornaria a vida mais fácil, mas atualmente trabalhamos muito mais e temos menos tempo de liberdade.

P. E esperamos as férias para ter essa liberdade…

R. O problema das férias, quando se trabalha dessa maneira, é que na desconexão a pessoa encara uma vida que não quer. Repensa sua existência inteira, promete que vai estruturá-la, mas volta para o trabalho e volta a não ter tempo. E o sistema nos exige ser criativos, inovadores, criar o futuro, mas as pessoas, sem espaços nem tempo, sofrem de ansiedade e depressão. É preciso parar, e não só nas férias. Antes conseguíamos, por exemplo, ler um livro, mas cada vez se lê e se retém menos, o cérebro se distrai.

P. A Internet ajuda a nos conectarmos com mais gente, a estarmos menos sozinhos…

R. A sensação de estar conectado é como uma miragem perigosa. Você se sente só, mas sente que faz parte de um coletivo, por isso não dedica tempo a você mesma. E quando finalmente você tem tempo para você… se sente péssima, porque lhe faltam experiências autênticas. Por estarmos conectados com outros o tempo todo, nos esquecemos de que nós também contamos e que merecemos tempo em silêncio, conectando com nós mesmos.

P. Mas as redes ajudam a romper a rotina, a ver outras paisagens, países, restaurantes…

R. Nas redes temos que nos adequar, contar a todo mundo como aparentamos ser felizes. Mas não é autêntico, ninguém se lembra de você quando não publica nas redes sociais. A Internet é como Hollywood: lá, sem filme de sucesso você não existe, e, no meu caso, se eu não publicar não interesso a ninguém. Sinto falta das redes do começo da Internet, com pequenas comunidades com gostos afins, onde você ainda podia ser muito mais autêntico sendo anônimo.

P. Por que você acredita que o anonimato na Internet nos torna mais autênticos? Não seria o contrário?

R. Todos carregamos o peso de precisar ser a personalidade que decidimos construir, e você não pode sair dali, precisa alimentar as suas redes. Não gosto da concentração da Internet que existe. Defendo uma rede mais distribuída, não monopolizada, com relações mais autênticas entre as comunidades. Onde se possa controlar melhor o abuso, porque uma empresa grande não se importa e não vai lhe proteger. E, sobretudo, onde não caibam as notícias falsas.

P. Esse negócio das notícias falsas parece incontrolável a esta altura…

R. Claro, porque os anunciantes se importam com as visitas, mas a coisa mudaria muito se eles levassem em conta a veracidade de uma informação antes de colocar o seu anúncio ali. Se realmente se importassem, não pagariam ao veículo que publica notícias falsas.

P. O que necessitamos para viver de um jeito mais autêntico?

R. Precisamos de mais humanidade nos serviços com relação ao público. E precisamos recuperar o valor das coisas, coisas que durem muito tempo e que sirvam para todos, não só para os jovens com alto poder aquisitivo, pois parece que agora só se fabrica para esse setor. A melhor tecnologia tem que ser a que dure mais e a de melhor qualidade, não a que muda rápido.

P. Ouvindo você falar parecesse que não leva em conta que o sistema foi feito para fabricar, usar e jogar fora…

R. Sim, mas o mercado precisa se repensar, porque os recursos naturais se esgotam. Se procurarmos a qualidade, os preços subirão, mas o que você comprar durará mais. As calm technologies estão dentro desse movimento de parar para viver melhor, mais devagar, de forma mais orgânica, mais natural…

P. A chave está em voltar a viver na natureza?

R. Se levássemos a natureza em conta, se a imitássemos, se nos inspirássemos nela, faríamos melhores criações e seríamos muito mais felizes. Ela é a melhor designer, sempre foi. Neste mundo industrial, estamos muito isolados, mas ainda podemos aprender muito com a tecnologia para melhorar nossa qualidade de vida.

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*Fonte: elpais

Conheça o plano de Elon Musk para a corrida espacial do século 21

Elon Musk não tenta esconder que um dos seus principais objetivos é colonizar Marte. E é com essa missão que a SpaceX vem trabalhando nas últimas 2 décadas. A empresa teve um crescimento importante no desenvolvimento de sistemas aeroespaciais, sendo uma das clientes da NASA. Em uma recente entrevista ao Ars Technica, o CEO conversou sobre seu ambicioso projeto de levar pessoas a Marte.

Porém, antes de pousar em outro planeta, a SpaceX precisa aprimorar ainda mais suas próprias naves, e, para o empreendedor, só existe um caminho para isso acontecer: realizar muitos testes. Por isso, é tão importante, antes de pensar em pousar no planeta vermelho, conseguir produzir naves com mais rapidez.

“Uma alta taxa de produção resolve muitos problemas”, disse ele. “Se você tem uma alta taxa de produção, tem uma alta taxa de iteração. Para praticamente qualquer tecnologia, o progresso é uma função de quantas repetições você possui e quanto progresso você faz entre cada repetição. Se você tem uma alta taxa de produção, possui várias repetições”, acrescentou.

E o quão alta deve ser essa taxa de produção? De acordo com o Musk, o objetivo é conseguir construir 1 nave por semana até o final de 2020. Recentemente, a SpaceX contratou mais de 200 novos funcionários, dobrando a força de trabalho, com o objetivo de acelerar esse processo. Atualmente, a empresa conta com 2 tendas do tamanho de 1 campo de futebol americano para tornar esse processo mais rápido; uma 3.ª tenda já está sendo levantada (veja o local no vídeo abaixo).

“É realmente uma loucura, eu concordo”, disse Musk. “Os paradigmas espaciais convencionais não se aplicam ao que estamos fazendo aqui. Estamos tentando construir uma frota massiva para tornar Marte habitável, para tornar a vida multiplanetária. Acho que precisamos, provavelmente, da ordem de mil naves, e cada uma dessas naves teria mais carga útil do que o Saturn V — e seria reutilizável”, ele afirmou.

Vale lembrar que a empresa ainda está em fase inicial do desenvolvimento de um foguete completo, capaz de fazer uma viagem até Marte. As naves que se pretende desenvolver semanalmente são apenas o estágio superior do foguete Super Heavy da SpaceX. No entanto, por ser esse o estágio que entrará em órbita e levará os astronautas, conseguir uma nave por semana é um progresso enorme.

No fim de fevereiro, o primeiro desses foguetes enfrentou seu primeiro teste. O objetivo não era colocá-lo em órbita (e ele não havia sido construído em 1 semana), mesmo assim o protótipo do Starship SN1 implodiu devido a problemas de pressão. Agora, os modelos SN2 e SN3 já estão em desenvolvimento, com Musk incentivando seus engenheiros a produzirem em menor tempo e com mais qualidade. Os planos agora se resumem a fazer mais testes para voar em uma missão orbital, com a SN5 ou a SN6, antes do final de 2020.

Uma vida multiplanetária

Tudo isso, para Elon, é o primeiro passo da humanidade em sentido à exploração de novos planetas para habitar. E tudo começa com Marte. Para ele, é necessário pensar em como atingir essa meta, criando cidades autossustentáveis no planeta vermelho. Por isso, enquanto as cidades marcianas dependerem da Terra por qualquer motivo, a vida em Marte não será uma realidade para a humanidade.

“O ponto em que se diz que o objetivo é tornar a vida multiplanetária significa que precisamos ter uma cidade autossustentável em Marte”, disse o CEO. “Essa cidade tem que sobreviver se as naves de reabastecimento deixarem de vir da Terra por qualquer motivo. Não importa o porquê. Se essas naves de reabastecimento pararem de chegar, a cidade morre ou não? Para criar algo autossustentável, você não pode perder nada, você deve ter todos os ingredientes. Não pode ser ‘bem, esse lugar é autossustentável, exceto por uma coisinha que não temos’”.

O empresário reconhece que ainda estamos muito longe de atingir esse ponto. Entretanto, se ele conseguir ver os primeiros passos já considerará isso uma vitória.

“Provavelmente, estarei morto, há muito tempo, antes que Marte se torne autossustentável, mas gostaria de pelo menos estar por aqui para ver várias das minhas naves desembarcando lá”, concluiu Musk.

*Por Robinson Samulak Alves

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*Fonte: megacurioso

A primeira vida alienígena que encontrarmos provavelmente será inteligente. Saiba por que

Segundo cientistas do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), é mais provável que encontremos evidências de vida extraterrestre inteligente antes de encontrarmos microrganismos aliens, por exemplo.

Por quê?

Vida simples x vida inteligente

Se você costuma ler notícias sobre a busca científica por vida alienígena, deve saber que os pesquisadores andam apostando suas fichas em descobrir alguma bactéria microscópica no solo de Marte, ou então algum organismo muito simples nos mares da lua Europa, de Júpiter.

Enquanto podemos assumir, intuitivamente, que formas simples de vida são mais abundantes no universo e é tal tipo de organismo alienígena que encontraremos primeiro, os cientistas explicam que nossa busca por essas formas de vida é muito limitada.

O problema é que a tecnologia que temos disponível hoje (bem como a que teremos em um futuro próximo) não nos permite olhar (ou vasculhar) muito longe no sistema solar, menos ainda em sistemas de estrelas próximas.

“Existem dois cavalos na corrida para encontrar vida além da Terra. O primeiro é a busca por assinaturas químicas em planetas e o segundo é a busca por inteligência extraterrestre. A vida inteligente tem vantagem, pois pode ser detectada em toda a galáxia”, disse Andrew Siemion, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), na conferência Association for the Advancement of Science em Seattle.

Assinaturas tecnológicas

Outra questão sobre a busca por vida alienígena é que assinaturas químicas encontradas em outros planetas podem ser ambíguas. Como poderemos ter certeza se o metano ou produtos químicos similares que detectarmos em outros planetas são realmente produzidos por seres vivos?

Assinaturas tecnológicas, por outro lado, são mais claras. Estas seriam evidências de tecnologia ou vida inteligente extraterrestes enviadas pelo cosmos através de ondas de rádio, pulsos de laser e outras formas de radiação eletromagnética.

Os cientistas do SETI, por exemplo, se concentram em tentar detectar tais sinais que não poderiam ser criados pela natureza, bem como outros vestígios de tecnologia alienígena.

E, enquanto ainda não obtiveram sucesso, Siemion é otimista com relação ao futuro, especialmente porque nossa capacidade de detecção deve ser três ordens de magnitude maior até a próxima década.

“Vimos uma explosão dramática no número de observatórios, no número de cientistas que estão trabalhando neste campo”, afirmou.

Apesar disso…

Apesar das apostas de Siemion, os pesquisadores podem de fato acabar encontrando vida alienígena simples no nosso sistema solar primeiro.

Se isso acontecer, os cientistas precisarão refletir sobre o que isso significa para o medo humano de estarmos “sozinhos” no universo: a descoberta pode muito bem apontar para uma conjetura na qual a vida no cosmos é de fato abundante, só que raramente sobrevive por tempo suficiente para evoluir inteligência ou desenvolver a capacidade de ir além de seu próprio mundo. [Forbes]

*Por Natash Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Cientistas estão projetando uma Internet Quântica

Os primeiros dados transmitidos pela Arpanet, precursora da Internet, passaram de um computador da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA, na sigla em inglês), para outro no Instituto de Pesquisa Stanford (SRI, na sigla em inglês), em Palo Alto, em 29 de outubro de 1969.

Naquela noite, a equipe da UCLA telefonou para a equipe do SRI e começou a digitar “LOGIN”.

“Digitamos o L e perguntamos: ‘você conseguiu o L?’”, lembrou o cientista da computação da UCLA, Leonard Kleinrock. “‘Sim!’, respondeu a equipe do SRI. Digitamos o O e perguntamos: ‘você recebeu o O?’ e, novamente, responderam que sim. Digitamos o G e perguntamos: ‘você conseguiu o G?’ Batida! O host do SRI caiu. Assim foi a primeira mensagem que causou a revolução que agora chamamos de Internet.”

A capacidade das redes de transmitir dados — bem como sua tendência a travar, ou se comportar de maneira imprevisível — sempre fascinou Stephanie Wehner. “Em um único computador, as coisas vão acontecer de forma agradável e sequencial”, disse Wehner, física e cientista da computação da Universidade de Tecnologia de Delft. “Em uma rede, muitas coisas inesperadas podem acontecer.”

Isso é verdade em dois sentidos: os programas nos computadores conectados interferem entre si, com efeitos surpreendentes. E os usuários das redes são criativos. Com a internet, observou Wehner, inicialmente “as pessoas pensavam que a usaríamos para enviar alguns arquivos”.

Wehner ficou online pela primeira vez em 1992 e na época já era uma hábil programadora de computadores. Ela logo se tornou uma hacker nessa incipiente Internet. Aos 20 anos, ela conseguiu um emprego como “hacker do bem”, eliminando vulnerabilidades de rede em nome de um provedor de Internet. Então ela ficou entediada com hackers e buscou uma compreensão mais profunda da transmissão de informações e redes.

Wehner é agora uma das líderes intelectuais do esforço para criar um novo tipo de Internet a partir do zero. Ela está trabalhando para projetar a “Internet quântica”, uma rede que transmitirá, em vez de bits clássicos com valores de 0 ou 1, bits quânticos nos quais ambas as possibilidades, 0 e 1, coexistem.

Esses “qubits” podem ser feitos de fótons que estão em uma combinação de duas polarizações diferentes. A capacidade de enviar qubits de um lugar para outro através de cabos de fibra óptica pode não transformar a sociedade tão completamente quanto a Internet clássica, mas mais uma vez revolucionaria muitos aspectos da ciência e da cultura, da segurança à computação e à astronomia.

Wehner é a coordenadora da Quantum Internet Alliance, uma iniciativa da União Europeia para construir uma rede de transmissão de informações quânticas em todo o continente. Em um artigo publicado na Science, ela e dois coautores estabeleceram um plano de seis estágios para a realização da Internet quântica, onde cada estágio de desenvolvimento suportará novos algoritmos e aplicativos.
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O primeiro estágio já está em andamento, com a construção de uma rede quântica de demonstração que conectará quatro cidades na Holanda — uma espécie de análogo da Arpanet.

Tracy Northup, membro da Quantum Internet Alliance da Universidade de Innsbruck, elogiou “a amplitude da visão de Stephanie e seu compromisso com a construção do tipo de estruturas em larga escala que farão isso acontecer”.

Depois de hacker, Wehner foi para a Holanda estudar ciência da computação e física. Ela ouviu o teórico da informação quântica John Preskill fazer uma palestra em Leiden descrevendo as vantagens dos bits quânticos para a comunicação. Alguns anos mais tarde, depois de obter seu doutorado, deixou para trás os bits clássicos e ingressou no grupo de Preskill no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) já com o pós-doutorado.

Na Caltech, além de provar vários teoremas notáveis ​​sobre informações quânticas, criptografia quântica e a natureza da própria mecânica quântica, Wehner emergiu como “uma líder natural”, disse Preskill, que “costumava ser a cola que unia as pessoas”, depois de um cargo de professora em Cingapura, ela se mudou para Delft, onde começou a colaborar com experimentalistas para estabelecer as bases para a internet quântica.

Os pesquisadores não pretendem substituir a internet que temos hoje, mas sim adicionar funcionalidades novas e especiais. Existem todos os tipos de aplicações de redes quânticas que serão descobertas no futuro. [Quanta Magazine].

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

Citroën lança carro elétrico compacto que custa apenas R$ 100 por mês

Com velocidade máxima de 45 km/h, veículo é ideal para pequenos deslocamentos dentro das cidades

Prometendo oferecer “mobilidade 100% elétrica para todos”, a Citroën está lançando na Europa o Ami, um veículo elétrico urbano compacto e de baixo custo, que pode ser dirigido por qualquer um acima de 14 anos (na França) mesmo sem carteira de motorista.

O Ami é um “carrinho” de 2 lugares, com apenas 2,4 metros de comprimento, equipado com uma bateria de 5,5 kWh. A autonomia é de até 70 km com uma carga, viajando a até 45 km/h. Não, não é um carro para os amantes da velocidade, ou mesmo para a estrada, mas sim para pequenos deslocamentos dentro das cidades. Ou seja, para ir e voltar do trabalho, ao shopping center, ao supermercado, etc.

Segundo a Citroën, a recarga completa da bateria pode ser feita em três horas em qualquer tomada de 220 volts, sem necessidade de um carregador especial. O interior do veículo é fechado e aquecido, e segundo a fabricante “muito iluminado e confortável”. A aparência pode ser customizada com pacotes de acessórios para mudar a cor do carro.

Mas o principal destaque do Ami é o preço: na França será possível adquirir um por apenas 19,99 Euros mensais (cerca de R$ 98), mediante o pagamento de uma entrada de 2.644 Euros (cerca de R$ 13 mil). O governo francês oferece uma dedução de 900 Euros (cerca de R$ 4.400) pelo fato de ser elétrico, o que leva o total a 1.744 Euros ou R$ 8.600 . O veículo também estará disponível para locação, com preço de 0,26 Euro (cerca de R$ 1,30) o minuto, através da locadora Free2Move.

O Citroën Ami poderá ser comprado “100% online”, como entrega na casa do comprador, e também estará disponível em lojas como a Fnac e Darty. A montadora começará a aceitar pedidos em 30 de março, com previsão de entrega das primeiras unidades na França em junho.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Espanhol inventa motor de dois tempos que promete mudar o setor automotivo

Um engenheiro de Granada (não a explosiva, mas da cidade espanhola), inventou um novo tipo de motor a combustão que promete mudar tudo o que entendemos sobre eficiência energética

Se você acha que os motores a combustão interna estão com os seus dias contados, é bom colocar o pé no freio e prestar atenção neste invento.

O engenheiro mecânico Juan Garrido Requena, através de sua empresa INNengine, apresentou um novo conceito de motor dois tempos, mas com tamanho compacto, baixas emissões, alto desempenho e arquitetura diferenciada. Segundo o inventor, o motor promete potências equivalentes aos 2.0 L comuns, mas com um quarto dessa capacidade volumétrica, 25% do seu tamanho e ainda com quase nenhuma vibração.

Segundo entrevista publicada pelo site Motor.es, Juan Garrido já trabalha no desenvolvimento do conceito há uma década e construiu o seu protótipo para fazer os primeiros testes em um Mazda MX-5.

Até aqui, o dois-tempos tem apresentado resultados tão satisfatórios e promissores que, segundo a matéria, até a Fórmula 1 cogita a utilização do conceito em um futuro.

Uma prova de que o conceito está sendo bem aceito é que a gigante de energia saudita Aramco está de olho na invenção, pois estima-se que, se produzida em série, poderia resolver vários problemas do mercado e dar sobrevida aos motores à combustão.

Vantagens

Para entender o que este invento impactaria a nível mundial, precisamos colocar alguns números na mesa: praticamente todos os 100 milhões de carros produzidos anualmente no mundo têm motores de combustão interna, exceção feita apenas aos modelos elétricos. Além disso, motores de combustão interna ainda são aplicados em motocicletas, geradores elétricos, cortadores de grama, barco a motor, moto-serras e ferramentas de vários tipos.

Com o avanço da eletrificação, muitos países já sinalizaram com a abolição dos veículos movidos à combustão em um futuro próximo sob a alegação da diminuição da emissão de poluentes na atmosfera. Já com o novo motor dois tempos, os veículos à combustão podem ganhar uma sobrevida e a hibridização parece ser o caminho mais eficiente de curto a médio prazo, deixando os elétricos para aplicações mais seletivas até que as cidades estejam melhores preparadas para recebê-los.

Características

O motor Granadino pesa apenas 35 kg e, segundo o inventor, gera potência equivalente ao de capacidade cúbica quatro vezes maior e que pesa cerca de 150 quilos. Downsizing que fala, né?

Ele também não tem bielas, virabrequim ou cabeçote com válvulas. Os pistões são contrapostos e são montados sempre em pares e a energia rotativa é gerada através de uma curva cinemática.

Um dos mistérios de seu desempenho é que, ao eliminar todas essas partes, quase três quartos, o atrito é bastante reduzido, a manutenção é menor, a possibilidade de avarias diminui e as forças não se dissipam e se perdem. Por outro lado, um motor de quatro tempos fornece sua energia a cada duas voltas do motor, o motor de dois tempos comum faz isso a cada ciclo, enquanto essa nova arquitetura oferece dois ‘pulsos de energia’ a cada volta.

Apesar de ser capaz de mover um veículo sozinho, o inventor diz que a ideia principal é utilizar o novo motor como um gerador para motores elétricos, usando este segundo como tração para o carro.

Segundo Garrido, várias marcas já se interessaram por esse mecanismo, chamado “1Stroke Internal Combustion Engine (1S ICE)” e não apenas carros, mas também para uso em aviões e drones. O mecanismo já foi apresentado no Salão Automóvel de Genebra, e obteve a patente para a Índia, China, Estados Unidos, Europa, Coréia e Japão.

O cérebro da ideia promete mais para o futuro com uma maior evolução de sua invenção, e revela que grande parte dos gases de escape não passa de energia dissipada que pode ser recuperada. “Isso vai revolucionar tudo”, finaliza Garrido.

*Por Fernando Naccari

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*Fonte: naccar

Somos cada vez menos felizes e produtivos porque estamos viciados na tecnologia

“Há um usuário novo, uma notícia nova, um novo recurso. Alguém fez algo, publicou algo, enviou uma foto de algo, rotulou algo. Você tem cinco mensagens, vinte curtidas, doze comentários, oito retweets. (…) As pessoas que você segue seguem esta conta, estão falando sobre este tópico, lendo este livro, assistindo a este vídeo, usando este boné, comendo esta tigela de iogurte com mirtilos, bebendo este drinque, cantando esta música.”

O cotidiano digital descrito pela jornalista espanhola Marta Peirano, autora do livro El enemigo conoce el sistema (O inimigo conhece o sistema, em tradução livre), esconde na verdade algo nada trivial: um sequestro rotineiro de nossos cérebros, energia, horas de sono e até da possibilidade de amar no que ela chama de “economia da atenção”, movida por tecnologias como o celular.

Nesse ciclo, os poderosos do sistema enriquecem e contam com os melhores cérebros do mundo trabalhando para aumentar os lucros enquanto entregamos tudo a eles.

“O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você oferece em troca”, diz a jornalista.

Desde os anos 90, quando descobriu a cena dos hackers em Madri, até hoje, ela não parou de enxergar a tecnologia com um olhar crítico e reflexivo. Seu livro narra desde o início libertário da revolução digital até seu caminho para uma “ditadura em potencial”, que para ela avança aos trancos e barrancos, sem que percebamos muito.

Marta Peirano foi uma das participantes do evento Hay Festival Cartagena, um encontro de escritores e pensadores que aconteceu na cidade colombiana entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. A seguir, leia a entrevista concedida à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

BBC News Mundo – Você diz que a ‘economia da atenção’ nos rouba horas de sono, descanso e vida social. Por quê?

Marta Peirano – A economia da atenção, ou o capitalismo de vigilância, ganha dinheiro chamando nossa atenção. É um modelo de negócios que depende que instalemos seus aplicativos, para que eles tenham um posto de vigilância de nossas vidas. Pode ser uma TV inteligente, um celular no bolso, uma caixinha de som de última geração, uma assinatura da Netflix ou da Apple.

E eles querem que você os use pelo maior tempo possível, porque é assim que você gera dados que os fazem ganhar dinheiro.

BBC News Mundo – Quais dados são gerados enquanto alguém assiste a uma série, por exemplo?

Peirano – A Netflix tem muitos recursos para garantir que, em vez de assistir a um capítulo por semana, como fazíamos antes, você veja toda a temporada em uma maratona. Seu próprio sistema de vigilância sabe quanto tempo passamos assistindo, quando paramos para ir ao banheiro ou jantar, a quantos episódios somos capazes de assistir antes de adormecer. Isso os ajuda a refinar sua interface.

Se chegarmos ao capítulo quatro e formos para a cama, eles sabem que esse é um ponto de desconexão. Então eles chamarão 50 gênios para resolver isso e, na próxima série, ficaremos até o capítulo sete.

BBC News Mundo – Os maiores cérebros do mundo trabalham para sugar nossa vida?

Peirano – Todos os aplicativos existentes são baseados no design mais viciante de que se tem notícia, uma espécie de caça-níquel que faz o sistema produzir o maior número possível de pequenos eventos inesperados no menor tempo possível. Na indústria de jogos, isso é chamado de frequência de eventos. Quanto maior a frequência, mais rápido você fica viciado, pois é uma sequência de dopamina.

Toda vez que há um evento, você recebe uma injeção de dopamina — quanto mais eventos encaixados em uma hora, mais você fica viciado.

BBC News Mundo – Todo tuíte que leio, todo post no Facebook que chama minha atenção, toda pessoa no Tinder de quem gosto é um ‘evento’?

Peirano – São eventos. E na psicologia do condicionamento, há o condicionamento de intervalo variável, no qual você não sabe o que vai acontecer. Você abre o Twitter e não sabe se vai retuitar algo ou se vai se tornar a rainha da sua galera pelos próximos 20 minutos.

Não sabendo se receberá uma recompensa, uma punição ou nada, você fica viciado mais rapidamente.

A lógica deste mecanismo faz com que você continue tentando, para entender o padrão. E quanto menos padrão houver, mais seu cérebro ficará preso e continuará, como os ratinhos na caixa de [B.F.] Skinner, que inventou o condicionamento de intervalo variável. O rato ativa a alavanca obsessivamente, a comida saindo ou não.

BBC News Mundo – Os adultos podem entender isso, mas o que acontece com as crianças que apresentam sintomas de abstinência quando não estão conectadas ao Instagram, YouTube, Snapchat, Tik Tok por exemplo?

Peirano – As redes sociais são como máquinas caça-níqueis, quantificadas na forma de curtidas, corações, quantas pessoas viram seu post. E isso gera um vício especial, porque trata-se do que a sua comunidade diz — se o aceita, se o valoriza. Quando essa aceitação, que é completamente ilusória, entra em sua vida, você fica viciado, porque somos condicionados a querer ser parte do grupo.

Eles [as empresas] conseguiram quantificar essa avaliação e transformá-la em uma injeção de dopamina. As crianças ficam viciadas? Mais rápido do que qualquer um. E não é que elas não tenham força de vontade, é que elas nem entendem por que isso pode ser ruim.

Não deixamos nossos filhos beberem Coca-Cola e comer balas porque sabemos que o açúcar é prejudicial; mas damos a eles telas para serem entretidos, porque dessa forma não precisamos interagir com eles.

BBC News Mundo – E o que podemos fazer?

Peirano – Interagir com elas. Uma criança que não tem uma tela fica entediada. E uma criança entediada pode ser irritante, se você não estiver disposto a interagir com ela, porque talvez você prefira estar fazendo outras coisas.

BBC News Mundo – Olhando para sua própria tela, por exemplo?

Peirano – Vemos famílias inteiras ligadas ao celular e o que está acontecendo é que cada um está administrando seu próprio vício. Todo mundo sabe que os jogos de azar são ruins, que a heroína é ruim, mas o Twitter, o Facebook, não — porque eles também se tornaram ferramentas de produtividade.

Então, eu, que sou jornalista, quando entro no Twitter é porque preciso me informar; a cabeleireira no Instagram estará assistindo a um tutorial; há uma desculpa para todos.

O vício é o mesmo, mas cada um o administra de maneira diferente. E dizemos a nós mesmos que não é um vício, mas que estamos ficando atualizados e mais produtivos.

BBC News Mundo – Poderíamos nos caracterizar como viciados em tecnologia?

Peirano – Não somos viciados em tecnologia, somos viciados em injeções de dopamina que certas tecnologias incluíram em suas plataformas. Isso não é por acaso, é deliberado.

Há um homem ensinando em Stanford (universidade) àqueles que criam startups para gerar esse tipo de dependência.

Existem consultores no mundo que vão às empresas para explicar como provocá-la. A economia da atenção usa o vício para otimizar o tempo que gastamos na frente das telas.

BBC News Mundo – Como você fala no livro, isso também acontece com a comida, certo? Somos manipulados por cheiros, ingredientes, e nos culpamos por falta de vontade e autocontrole (na dieta, por exemplo).

Peirano – É quase um ciclo de abuso, porque a empresa contrata 150 gênios para criar um produto que gera dependência instantânea.

Seu cérebro é manipulado para que a combinação exata de gordura, açúcar e sal gere uma sensação boa, mas como isso [a combinação] não nutre o corpo, a fome nunca passa, e você experimenta um tipo de curto-circuito: seu cérebro está pedindo mais, porque é gostoso, mas o resto do seu corpo diz que está com fome.

Como no anúncio da Pringles, “Once you pop, you can’t stop” [depois que você abre, não consegue parar, em tradução livre]. O que é absolutamente verdade, porque abro um pote e até que eu o coma inteiro, não consigo pensar em outra coisa.

Então, dizem: ‘bem, isso é porque você é um glutão’. O pecado da gula! Como você não sabe se controlar, vou vender um produto que você pode comer e comer e não fará você engordar, os iogurtes light, a Coca-Cola sem açúcar.

E a culpa faz parte desse processo. No momento, no Vale do Silício, muitas pessoas estão fazendo aplicativos para que você gaste menos tempo nos aplicativos. Esse é o iogurte.

BBC News Mundo – Essa conscientização, de entender como funciona, ajuda? É o primeiro passo?

Peirano – Acho que sim. Também percebo que o vício não tem nada a ver com o conteúdo dos aplicativos.

Você não é viciado em notícias, é viciado em Twitter; não é viciado em decoração de interiores, é viciado em Pinterest; não é viciado em seus amigos ou nos seus filhos maravilhosos cujas fotos são postadas, você é viciado em Instagram.

O vício é gerado pelo aplicativo e, quando você o entende, começa a vê-lo de maneira diferente. Não é falta de vontade: eles são projetados para oferecer cargas de dopamina, que dão satisfação imediata e afastam de qualquer outra coisa que não dá isso na mesma medida, como brincar com seu filho, passar tempo com seu parceiro, ir para a natureza ou terminar um trabalho — tudo isso exige uma dedicação, já que há satisfação, só que não imediata.

BBC News Mundo – De tudo o que você cita, manipulações, vigilância, vícios, o que mais a assusta?

Peirano – O que mais me preocupa é a facilidade com que as pessoas estão convencidas a renunciar aos seus direitos mais fundamentais e a dizer: quem se importa com meus dados? Quem se importa com onde eu estive?

Há 40 anos, pessoas morriam pelo direito de se encontrar com outras pessoas sem que o governo soubesse suas identidades; pelo direito de ter conversas privadas ou pelo direito de sua empresa não saber se há uma pessoa com câncer em sua família.

Custou-nos muito sangue para obtê-los (os direitos) e agora estamos abandonando-os com um desprendimento que não é natural — é implantado e alimentado por um ecossistema que se beneficia dessa leveza.

BBC News Mundo – Quando você envia um email, sabe que outros podem lê-lo, mas de fato pensamos: quem se importará com o que eu escrevo?

Peirano – Ninguém realmente se importa, até o momento que se importe, porque todo esse material é armazenado e, se estiver disponível para o governo, ele terá ferramentas para contar qualquer história sobre você. E você não poderá refutá-lo.

Se o governo quiser colocá-lo na cadeia porque você produz um material crítico, ele pode encontrar uma maneira de vinculá-lo a um terrorista. Bem, talvez seus filhos tenham estudado juntos por um tempo e possa ser mostrado que as placas dos seus carros coincidiram várias vezes na mesma estrada por três anos. Nesse sentido, seus dados são perigosos.

BBC News Mundo – Você diz no livro que “2,5 quintilhões de dados são gerados todos os dias”, incluindo milhões de e-mails, tuítes, horas de Netflix e pesquisas no Google. O que acontece com tudo isso?

Peirano – Estamos obcecados com nossos dados pessoais, fotos, mensagens… Mas o valor de verdade é estatístico, porque suas mensagens, com as de outras bilhões de pessoas, informam a uma empresa ou a um governo quem somos coletivamente.

Eles os usam primeiro para os anunciantes. E depois para criar previsões, porque este é um mercado de futuros.

Eles sabem que quando, em um país com certas características, o preço da eletricidade sobe entre 12% e 15%, acontece X; mas, se sobe entre 17% e 30%, outra coisa Y acontece. As previsões são usadas para manipular e ajustar suas atividades — para saber, por exemplo, até onde você pode prejudicar a população com o preço das coisas antes ela se revolte contra você ou comece a se suicidar em massa.

BBC News Mundo – Como o que aconteceu no Chile, com manifestações motivadas inicialmente pelo aumento no preço da passagem do metrô..?

Peirano – Talvez o governo chileno não esteja processando dessa maneira, mas o Facebook está, o Google está — porque todas as pessoas na rua têm o celular no bolso. E elas o carregaram durante os últimos anos de sua vida.

O Facebook sabe em que bairros aconteceu o que e por quê; como as pessoas se reúnem e como se dispersam; quantos policiais precisam chegar para que a manifestação se dissolva sem mortes.

BBC News Mundo – Mas quem está disposto a ficar sem o celular, a internet? Qual é o caminho para o cidadão normal?

Peirano – O problema não é o celular, não é a internet. Todas as tecnologias das quais dependemos são ferramentas da vida contemporânea, voluntariamente as colocamos em nossos celulares. Mas elas não precisam da vigilância para funcionar, nem precisam monitorar você para prestar um serviço. Eles não precisam disso, o que acontece é que a economia de dados é muito gulosa.

BBC News Mundo – Os negócios são tão lucrativos que vão continuar a fazê-lo da mesma maneira ainda que tentemos impor limites?

Peirano – É muito difícil para um governo enfrentar tecnologias que facilitam esse controle populacional, que é interessante. Mas a ideia é exigir que isso aconteça.

Se, agora, você desativar todos os sistemas de geolocalização do seu celular, eles continuarão a geolocalizá-lo.

Assim como no Facebook ou no Twitter, em que você pode bloquear o que posta para algumas pessoas ou para todos — somente você… e o Facebook veem. O que acontece nos centros de dados deles, acontece para você e para eles. Você não pode bloquear o Facebook, porque você está no Facebook.

BBC News Mundo – Você está sugerindo que precisamos nos rebelar e exigir privacidade?

Peirano – Mas não contra empresas. É natural que elas se beneficiem de uma fonte de financiamento tão barata e gloriosamente eficaz.

O que não é natural é que um governo destinado a proteger os direitos de seus cidadãos o permita. E a questão é que cada vez mais governos chegam ao poder graças a essas ferramentas.

Então, o que deve ser feito? Precisamos começar a transformar essa questão fundamental em um debate política nos níveis local e mais amplo, ou seja, em ação coletiva, ação política.

BBC News Mundo – Esse debate está acontecendo em algum lugar do mundo?

Peirano – Nas primárias democratas da campanha presidencial dos EUA deste ano, essa é uma das questões cruciais. Está em debate se essas empresas devem ser gerenciadas de outra maneira ou serem fragmentadas, porque além de tudo também são um monopólio.

No entanto, na Europa e na América Latina, nos cansamos de falar sobre notícias falsas, seus efeitos, campanhas tóxicas… Na Espanha, houve três eleições gerais em três anos e nenhum político fala sobre isso.

BBC News Mundo – O sistema é nosso inimigo, então?

Peirano – Somos integrados a e dependemos de sistemas que não sabemos como funcionam ou o que querem de nós. Facebook, Google e outros dizem que querem que nossa vida seja mais fácil, que entremos em contato com nossos entes queridos, que sejamos mais eficientes e trabalhemos melhor, mas o objetivo deles não é esse, eles não foram projetados para isso, mas para sugar nossos dados, nos manipular e vender coisas.

Eles nos exploram e, além disso, somos cada vez menos felizes e menos produtivos, porque somos viciados [na tecnologia].

*Por Diana Massis

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*Fonte: bbc-brasil

Dispositivo gera eletricidade a partir do “ar”

Pesquisadores da Universidade de Massachusetts em Amherst nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo chamado de “Air-gen” que pode gerar eletricidade usando basicamente nada.

A tecnologia é baseada no fenômeno natural de uma bactéria capaz de criar eletricidade com nada além da presença de ar no meio em que a mesma se encontra.

“Estamos literalmente produzindo eletricidade do nada. O Air-gen gera energia limpa 24 horas por dia, 7 dias por semana”, disse o engenheiro eletricista Jun Yao.

Geobacter sulfurreducens

A bactéria, chamada de Geobacter sulfurreducens, foi descoberta décadas atrás nas margens do rio Potomac, nos Estados Unidos. Os cientistas logo notaram que ela tinha a habilidade de produzir magnetita na ausência de oxigênio.

No entanto, mais tarde, descobriram que o organismo notável também podia produzir outras coisas, como nanofios que conduziam eletricidade.

E é graças a esses nanofios de proteínas eletricamente condutivos da G. sulfurreducens que os pesquisadores conseguiram criar seu gerador movido a ar.

Mas como funciona?

O Air-gen consiste em um filme fino de nanofios com apenas 7 micrômetros de espessura, posicionado entre dois eletrodos e exposto ao ar.

Devido à exposição ao ar, o filme é capaz de adsorver – sim, com “d”, adsorver significa a adesão de moléculas de um fluido a uma superfície sólida – vapor de água a partir da atmosfera, o que por sua vez permite que o dispositivo gere uma corrente elétrica contínua entre os dois eletrodos.

A carga é criada pela umidade atmosférica. De acordo com os pesquisadores, a manutenção do gradiente de umidade, que é fundamentalmente diferente de qualquer coisa vista em sistemas anteriores, explica a saída contínua de tensão do dispositivo de nanofios.

“Descobri que a exposição à umidade atmosférica era essencial e que os nanofios de proteínas absorviam água, produzindo um gradiente de voltagem no dispositivo”, explicou o engenheiro Yao.

Quais são suas aplicações?

Em estudos anteriores, pesquisadores geraram energia hidrovoltaica usando outros tipos de nanomateriais como por exemplo o grafeno, mas estas tentativas produziram apenas rajadas curtas de eletricidade, algo por alguns segundos.

Já o Air-gen produz uma tensão sustentada de cerca de 0,5 volts, com uma densidade de corrente de cerca de 17 microamperes por centímetro quadrado.

Não é muito, mas diversos dispositivos conectados poderiam gerar energia suficiente para carregar coisas como celulares e outros eletrônicos, necessitando de nada além de umidade ambiente – e isso até mesmo em regiões secas como por exemplo no deserto do Saara.

“O objetivo é criar sistemas em larga escala. Quando chegarmos a uma escala industrial para a produção de nanofios, espero que possamos fazer grandes sistemas que darão uma grande contribuição à produção sustentável de energia”, afirmou Yao, acrescentando que futuros esforços poderiam usar a tecnologia para alimentar casas via nanofios incorporados na pintura de paredes.

Por enquanto, uma das limitações da tecnologia é a quantidade de nanofios que a G. sulfurreducens é capaz de produzir.

Os cientistas já estão trabalhando esta questão. O microbiologista Derek Lovely, que identificou a bactéria pela primeira vez nos anos 1980, está conduzindo uma pesquisa na qual modifica geneticamente organismos como o E. coli para desempenhar a mesma tarefa mas de forma massiva.

“Transformamos o E. coli em uma fábrica de nanofios de proteínas. Com este novo processo escalável, o fornecimento de nanofios não será mais um gargalo para o desenvolvimento dessas aplicações”, afirma o microbiologista Lovley.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Como estamos gerando abundância em telecomunicações?

Em seu livro a “Singularidade está Próxima”, Raymond Kurzweil [1] apresenta uma série de figuras que mostram tendências exponenciais de crescimento para capacidade de memória em computadores (DRAM em bits por dólar), velocidade de relógio de microprocessador (GHz), transistores por chip, desempenho do processador em milhões de instruções por segundo (em Inglês, Million Instructions per Second – MIPS) e armazenamento magnético (em bits por dólar). Por exemplo, a redução na proporção do custo por MIPS é de cerca de 8 milhões para 1, de 1967 a 2004. No mesmo período, a memória melhorou aproximadamente 2.000 vezes. Roberto Saracco da TIM Itália [2], argumentou que os desenvolvimentos tecnológicos em armazenamento e processamento digital foram consistentes nos últimos anos. O número de terminais na Internet também está progredindo exponencialmente, pelo menos por enquanto. A computação de alto desempenho baseada em supercomputadores (ou agrupamentos de computadores) já atingiu petaflops (1015) operações de ponto flutuante por segundo e a evolução prossegue para exaflops (1018). Por exemplo, em junho de 2018 o supercomputador Summit construído pela IBM atingiu 122.3 petaflops com 4.536 núcleos de processamento.

No mesmo livro, Kurzweil explora qual seria o limite de computação da matéria. Segundo ele, estamos muito mais próximo do zero absoluto, do que do limite superior. Para ele, um limite superior da capacidade computacional que pode ser atingido sem gerar uma quantidade enorme de calor é da ordem de 1042 cálculos por segundo. Isso em um pedaço de matéria com aproximadamente 10 Kg. Para efeitos de comparação, Kurzweil determina que o cérebro humano é capaz de realizar aproximadamente 1016 cálculos por segundo. Segundo ele, as máquinas atingirão a capacidade computacional bruta do cérebro humano em 2029. Ou seja, em 10 anos. Imagine o que faremos com tanta capacidade computacional disponível a preços acessíveis? Reconstruiremos todos os modelos!

A tecnologia de visualização avançou enormemente nos últimos anos, permitindo melhorar a qualidade e telas maiores, melhorando substancialmente a qualidade da experiência e permitindo novas formas de interatividade digital. O avanço dos eletrônicos de consumo na forma de aparelhos eletrônicos, tais como laptops, HDTVs, e-books, videogames, GPS, etc., também apresenta um crescimento exponencial.

Outra tendência é o aumento da quantidade de dispositivos conectados à Internet. É a chamada Internet das Coisas (em Inglês, Internet of Things). Internet das coisas significa todas as coisas conectadas à Internet. Ou uma nova Internet com as coisas. Vai desde eletrodomésticos, automóveis, portões, válvulas de água, dispositivos para monitoramento da saúde, plantações, até equipamentos da indústria, etc. As previsões da quantidade de dispositivos conectados são sempre números enormes, na ordem de bilhões ou trilhões. Uma coisa é certa, se todas as coisas que conhecemos forem conectadas, os números serão realmente grandes. Primeiro vamos conectar o óbvio. Depois serão coisas impensáveis, como guarda-chuvas, pequenos implantes, carregadores de celular (se eles ainda existirem…). A Internet das coisas vai criar uma ponte extraordinária entre o mundo físico e o virtual.

Mais pesquisas estão sendo realizadas para encontrar maneiras de atender a esses requisitos de capacidade em várias partes da infraestrutura corrente de Tecnologias de Informação e Comunicações (TIC). No acesso móvel, a quinta geração de comunicações móveis (5G) está a caminho. Em acesso fixo, a tecnologia de fibra até a residência já é uma realidade, mesmo em cidades pequenas.

A evolução das redes de telecomunicações móveis está em vias de implantar o 5G. Diferentemente das gerações anteriores, o 5G não tem um foco único. Por exemplo no 4G, a principal demanda era o aumento de taxa nos dispositivos móveis. Já no 5G, esse requisito também existe, pois sempre queremos mais taxa. Entretanto, o 5G deve permitir o download de arquivos gigantes em pouquíssimo tempo. Ainda, o 5G deve ainda suportar cenário com baixo atraso de transferência de informação, como por exemplo carros autônomos, drones, telemedicina, realidade virtual. Deve ainda suporta o au- mento exponencial no número de dispositivos conectados à rede. O objetivo é conectar o mundo físico ao virtual, trazendo informações de todo o tipo de coisa conectada. É o suporte a Internet das coisas. Tudo conectado na Internet. De coisas com alguns metros até coisas muito pequenas, invisíveis. E uma quantidade gigantesca de coisas conectadas.

Essas demandas sem dúvida serão úteis ao Brasil. Entretanto, sabemos que o Brasil é um país continental tendo boa cobertura de conectividade nas grandes cidades. Porém, quanto mais para o interior pior a cobertura. Hoje existem no mundo 3,9 bilhões de pessoas sem acesso a Internet (fonte: ONU). Já sabemos que o acesso a Internet melhora a qualidade de vida das pessoas e a geração de receita. Destes 3,9 bilhões, 45% estão em uma categoria que tem interesse, até possuem recursos para pagar o acesso, mas não são atendidos por falta de cobertura. Existem ainda aqueles que não recursos, tem interesse, mas também não tem cobertura. Nesse contexto, a conectividade em áreas rurais se faz muito importante.

O Brasil tiraria gigantesco proveito do uso do 5G em área rural. Estudos mostram que o Brasil tem potencial para suprir 1/4 da demanda global de alimentos com apenas 3% da área global. Ou seja, temos um potencial gigante de ser o celeiro do mundo. Para tanto, devemos investir em tecnologias para o agrobusiness, para permitir a agricultura de precisão, que é aquela que otimiza todas as etapas da produção de alimentos. Nesse contexto, vários estudos mostram que o que falta é conectividade. 4G permite suprir essa demanda de forma limitada, com distâncias que varia de 10 km a 15 km. Já existem testes de conectividade 5G que permitem distâncias de até 50 km. Soma-se ainda a necessidade de inclusão digital das comunidades distantes das cidades, até mesmo em bairros que estão um pouco além desses 10 km.

Essas estimativas são importantes para caracterizar como a capacidade das tecnologias de computação, armazenamento, comunicação e visualização evoluirão nas próximas décadas. O que podemos esperar segundo a Lei dos Retornos Acelerados [1] é que essas capacidades dobrem a cada dois anos gerando uma abundância sem igual de tecnologia que irá desafiar todos os modelos estabelecidos. Abundância pode ser definida como sendo o contrário de escassez. Algo escasso é algo custoso, difícil de se obter. Já o avanço exponencial gera a abundância de recursos de TIC. Lembra quando uma linha telefônica custava um absurdo, o preço de um aluguel de um imóvel. Pois é.

Como resultado dos crescimentos exponenciais na quantidade de dispositivos, conectividade, interatividade e tráfego parece que temos um enorme desafio de escalabilidade. Como aumentar as capacidades para atender tanta demanda? A computação barata leva a mais e mais dispositivos com capacidade computacional. Se eles se conectarem à Internet (por exemplo, através de roupas, edifícios), poderão se tornar a maioria dos dispositivos conectados. Ambientes inteligentes podem emergir não só para melhorar a qualidade de nossas vidas, mas também podem produzir mais pressão na escalabilidade da rede. Mais onipresença leva a mais problemas de escalabilidade, principalmente em relação à identificação, localização, encaminhamento de informação, mobilidade, múltiplas presenças e outras questões técnicas.

[1] Ray Kurzweil. The Singularity Is Near: When Humans Transcend Biology. Penguin (Non-Classics), 2006. ISBN: 0143037889.
[2] Roberto Saracco. “Telecommunications Evolution: The Fabric of Ecosystems.” In:Revista Telecomunicações Inatel 12.2 (2009), pp. 36–45.

*Por Antônio Marcos Alberti

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*Fonte: engenhariae

Conheça a moto elétrica com performance equivalente a um avião a jato

Novidade da Zero Motorcycles possui motor com 110 cavalos de potência que garantem uma velocidade máxima de 200 km/h

A empresa californiana Zero Motorcycles anunciou uma nova motocicleta totalmente elétrica e de longo alcance. Para se ter ideia do que a máquina é capaz de fazer, a fabricante compara a experiência de pilotagem do lançamento a um avião a jato.

O modelo SR/S, é uma evolução de um projeto anterior da marca, lançado no ano passado, a SR/F. A motocicleta possui um motor elétrico aprimorado que possui 110 cavalos de potência que garantem uma velocidade máxima de 200 km/h.

Sua bateria conta com suporte a um sistema opcional de carregamento rápido de 12kW. Com isso, é possível que ela vá de 0% a 95% em cerca de uma hora. Pelo método tradicional, é possível carregá-la completamente em quatro horas.

Com uma carga completa, a autonomia da moto chega a 260 quilômetros na cidade e 130 quilômetros em rodovias. É possível, ainda, aumentar a distância percorrida adquirindo o Power Tank, um sistema que estende a duração da bateria para até 323 quilômetros na rua e 165 quilômetros em rodovias.

Assim como os carros mais modernos, a motocicleta conta com uma tela digital, aplicativo para smartphone e sistema de conectividade que permite atualizações sem fio e coleta de estatísticas de pilotagem em tempo real.

A SR/S está disponível a partir de US$ 19.995 (cerca de R$ 89 mil em conversão direta). O upgrade de bateria chega no começo de março, e vai custar US$ 2.895 (aproximadamente R$ 13 mil em conversão direta).

>> https://www.zeromotorcycles.com/

*Por Luiz Nogueira

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*Fonte: olhardigital

Cantor lança vinil prensado com plásticos retirados dos oceanos

Nick Mulvey cantor e compositor inglês, em parceria com a fabricante de cerveja Cornish Sharp’s Brewery e por meio de intermediação da Globe, agência criativa da Universal Music UK, está unindo a reciclagem com seu novo lançamento em vinil.

O “In the Anthropocene – Ocean Vinyl “ é feito de plástico oceânico reciclado encontrado na costa da Cornualha. As 105 prensagens exclusivas foram esgotadas em apenas 4 horas e os rendimentos serão doados para beneficiar a instituição de conservação marinha britânica Surfers Against Sewage.

A Surfers Against Sewage é uma instituição que trabalha para proteger oceanos, mares, praias e a vida marinha. Ela foi criada por um grupo de surfistas da Cornualha das aldeias de St Agnes e Porthtowan, na costa norte da Cornualha, em 1990.

O gerente da marca Sharp’s Brewery, James Nicholls diz que com a parceria não esperam apenas arrecadar fundos para a caridade, mas também conscientizar sobre o estado atual dos resíduos de plástico encontrados no oceano.

O designer Wesley Wolfe foi o responsável por cada cópia exclusiva feita a mão, este vinil inclui duas edições da música “In the Anthropocene”.

Sobre o disco o cantor comentou que: “Esses tempos de urgência da crise global exigem que reexaminemos a nós mesmos e ao mundo e nos levantemos para igualar a Terra, esse organismo maravilhoso do qual não somos e nunca fomos separados. Por muito tempo, é prática comum tirar dos recursos do nosso planeta sem cultura de retribuir. O “Ocean Vinyl” é uma exploração do que é possível quando essa cultura muda e pergunta: podemos imaginar um mundo onde todas as transações comerciais também devolve algo à Terra? “

 

 

 

 

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*Fonte: bileskydiscos