Engenheiro da Marinha dos EUA patenteia reator de fusão nuclear compacto que poderia gerar um trilhão de watts

Salvatore Cezar Pais, o mesmo engenheiro que patenteou um supercondutor de temperatura ambiente pela Marinha americana, acaba de receber a patente para um pequeno reator de fusão nuclear capaz de gerar algo entre um bilhão e um trilhão de watts.

A notícia, dada pelo portal The Drive, ainda não foi comentada pela própria Marinha. Além disso, não está claro quanto – se qualquer coisa – da patente realmente representa uma tecnologia viável.

Cientista maluco

Aparentemente, existe todo um conjunto de patentes bizarras atribuídas à Marinha dos EUA sobre tecnologias radicais que poderiam revolucionar o campo aeroespacial, bem como toda a maneira como vivemos nossas vidas.

Estamos falando de campos eletromagnéticos de alta energia usados para criar novos métodos estranhos de propulsão aeroespacial e design de veículos que parecem basicamente OVNIs.

Agora, o mesmo misterioso engenheiro da Naval Air Warfare Center Aircraft Division (NAWCAD, ou “Divisão de Aeronaves do Centro de Guerra Aérea” da Marinha) responsável por essas invenções malucas veio com outra patente que parece impossível: de um reator de fusão compacto que pode bombear quantidades absolutamente incríveis de energia em um espaço pequeno, talvez de um carro.

Isso é muito mais poderoso do que qualquer usina nuclear operacional nos EUA neste momento.

A patente

A Marinha ainda não comentou a nova patente, que apenas afirma que o reator pode ser usado no “espaço, mar ou ambiente terrestre”. Para quais aplicações, é um mistério.

Como com qualquer patente tecnológica duvidosamente incrível, é difícil dizer se a Marinha realmente desvendou como fazer reatores de fusão práticos, ou se é só mais uma ideia que precisa ser registrada imediatamente antes que tenhamos certeza de seu real potencial.

Vale notar, entretanto, que tal reator compacto foi aceito de primeira pelo Escritório de Marcas e Patentes dos EUA, o que, segundo o The Drive, não é comum. As invenções de Pais normalmente são rejeitadas de início e ele precisa recorrer diversas vezes.

O documento “Dispositivo de fusão por compressão de plasma” foi solicitado por Pais em 22 de março de 2018 e publicado em 26 de setembro de 2019. Parte do texto lê: “Atualmente, existem poucos reatores/dispositivos de fusão previstos que vêm em uma embalagem pequena e compacta (variando de 0,3 a 2 metros de diâmetro) e geralmente usam versões diferentes do confinamento magnético de plasma. Três desses dispositivos são o Lockheed Martin (LM) Skunk Works Compact Fusion Reactor (LM-CFR), o conceito de fusão EMC2 Polywell e a máquina Princeton Field-Reversed Configuration (PFRC) machine, e é questionável se eles têm a capacidade de atingir a condição de fusão – menos ainda uma queima de plasma autossustentada que leva à ignição”.

Esperar para ver

Com tantas questões sem resposta circundando a patente, pode ser que nunca mais ouviremos falar dela.

Porém, a Marinha americana já defendeu alguns dos projetos de Pais no passado, chegando a afirmar que essas invenções realmente existem de forma operacional e que são necessárias para fins de segurança nacional, principalmente para fazer frente a adversários como a China.

No momento, só o que podemos dizer é que Pais é um homem realmente ocupado. Se é um Einstein ou um gênio irreal de ficção científica, só o tempo irá mostrar. [Futurism]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Conheça a verdadeira origem dos “travesseiros da Nasa”

De tempos em tempos, alguém aparece revoltado no Twitter ao descobrir que foi enganado a vida inteira pelos “travesseiros N.A.S.A.”. Na embalagem de uma das marcas mais populares do produto — a que traz o ex-astronauta e hoje ministro Marcos Pontes —, o acrônimo não é “National Aeronautics and Space Administration”, que nomeia a agência espacial norte-americana, mas “Nobre e Autêntico Suporte Anatômico”.

Desnecessário dizer, a Nasa não fabrica os travesseiros nem os astronautas testaram esses itens enquanto tiravam um cochilo a caminho da Estação Espacial Internacional. Porém, nem tudo é enganação: a espuma viscoelástica, que é usada nesses produtos, foi mesmo inventada pela agência dos Estados Unidos e até entrou para o Hall da Fama Espacial.

Seu desenvolvimento começou em 1966, quando dois engenheiros terceirizados da Nasa, Charles Yost e Charles Kubokawa, criaram uma espuma de “alta dissipação de energia” para ser utilizada nos assentos das espaçonaves e que amortizaria o impacto nos astronautas em caso de colisões. Feito de poliuretano, o novo material absorvia até 340% mais energia do que as tecnologias disponíveis até então. Como se moldava ao corpo, a espuma distribuía o peso uniformemente, evitando o risco de lesões mais graves.

Mas a história de como o material saiu das naves espaciais em Houston para prateleiras e memes brasileiros começou cerca de dez anos depois, em 1976, quando a patente se tornou domínio público e mais empresas passaram a usá-la. A “espuma da Nasa” começou a aparecer em novos produtos, como acessórios esportivos — o time de futebol americano Dallas Cowboys usou-a em seus capacetes — e, claro, colchões e travesseiros. O Brasil não ficaria de fora dessa.

Em um ano com Marcos Pontes como garoto-propaganda dos “travesseiros N.A.S.A”, faturamento de empresa cresceu cinco vezes (Ilustração: Feu)

Um sonho brasileiro

O primeiro registro nacional da tecnologia em produtos voltados para o sono é de 1999, quando a fabricante norte-americana Tempur-Pedic começou a atuar no Brasil. Mas os travesseiros de viscoelástico só se tornaram os “travesseiros da Nasa” depois que a Marcbrayn, uma empresa de Santa Catarina, começou a fabricar o produto e contratou Marcos Pontes para promovê-lo. “Precisávamos de uma personalidade que preenchesse os requisitos da campanha”, diz o dono, Claudio Marcolino, em um vídeo de 2007 — que, pelo visual, poderia ter sido gravado durante a corrida espacial. “Marcos Pontes, o astronauta brasileiro, foi quem nos gerou mais confiança.”

Tenente-coronel da Aeronáutica e engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontes conquistou a confiança da empresa de travesseiros ao realizar uma missão de dez dias no espaço, em 2006. Depois de anos de treinos na Nasa e adiamentos da viagem, que seria feita em um veículo norte-americano, o governo brasileiro optou por uma solução alternativa: fechou um acordo com a agência espacial russa e, por US$ 10 milhões, enviou Pontes ao espaço a bordo da nave Soyuz.

Assim que voltou à Terra, aos 43 anos, o astronauta se aposentou das Forças Armadas e iniciou uma nova carreira. Ele abriu uma empresa de turismo, tornou-se palestrante e passou a figurar nas embalagens dos travesseiros.

Segundo Marcolino, com o ex-astronauta como garoto-propaganda, em um ano seu faturamento foi multiplicado por cinco. Até hoje o contrato segue em vigor. A empresa não diz quantas unidades já vendeu nem quanto paga a Pontes.

Fora de moda?
Uma nova geração de empresas que fabricam produtos para o sono surgiu no Brasil nos últimos anos, e elas tentam desbancar a popularidade do viscoelástico. Em vez do material utilizado pela Nasa, a marca paulistana Guldi usa outra espuma, “de alta resiliência”, em seus colchões. A carioca Flow faz o mesmo. Outras, como a mineira IWS (“I Wanna Sleep”), afirmam ter desenvolvido um material próprio.

E mesmo aquelas que ainda usam a invenção da Nasa, como a empresa paulistana Zissou, fogem da estratégia de associar a tecnologia à agência espacial norte-americana, desgastada pelos anos de propaganda dos travesseiros. “A gente tenta ser transparente com os nossos clientes e também não ficar discutindo especificações técnicas e coisas com as quais eles não se importam. Preferimos falar sobre as sensações que os produtos causam- no consumidor”, diz Amit Eisler, um dos fundadores da empresa. Os “travesseiros da N.A.S.A”, afinal, são mesmo únicos.

*Por Bruno Fávero

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*Fonte: revistagalileu

Novo propulsor hipersônico poderá voar de Londres a Sydney em 4 horas

SABRE pode se comportar como um motor a jato na atmosfera ou um foguete no espaço, e chegar a até 25 vezes a velocidade do som

A Agência Espacial Inglesa anunciou um acordo de cooperação com a Agência Espacial Australiana para o desenvolvimento de tecnologias que possam levar à criação de uma “ponte espacial” capaz de ligar Londres a Sydney com um vôo de apenas 4 horas, mais de 5 vezes mais rápido que os vôos atuais, que duram cerca de 22 horas.

O componente crucial para a realização deste sonho é o Synergetic Air-Breathing Rocket Engine (SABRE), um novo tipo de propulsor híbrido que pode se comportar como um motor a jato hipersônico na atmosfera, onde poderia chegar a 3,3 vezes a velocidade do som, ou como um motor a jato quando chegar no espaço, onde poderia alcançar 25 vezes a velocidade do som. Em comparação o Concorde, avião de passageiros mais rápido já criado, voava a no máximo 2,04 vezes a velocidade do som.

O motor está sendo desenvolvido pela Reaction Engines, uma empresa inglesa com sede em Oxford. Atualmente componentes do motor como o precooler, que resfria o ar antes que entre no motor, já foram testados em solo com sucesso.

A tecnologia vem gerando tanto interesse que a Reaction Engines já recebeu investimento de mais de US$ 130 milhões nos últimos quatro anos, o que inclui investimentos de gigantes da indústria aeroespacial como a BAE Systems, Rolls-Royce e Boeing HorizonX.

A expectativa da fabricante é que as primeiras aeronaves equipadas com o SABRE estejam em operação já em 2030.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Tecnologia alemã reduz irrigação e aumenta produção de alimentos

Uma solução inovadora vinda da Alemanha, nunca utilizada no Brasil, pode auxiliar milhares de agricultores pelo país a aumentar sua produção de alimentos, reduzir o consumo de água e utilizar os resíduos e biomassas desperdiçados para produção de energia limpa.

Por meio de uma joint venture, a empresa alemã, Artec Biotechnologie GmbH, que desenvolveu uma usina para produção de qualquer tipo de produtos de biomassa, com diferentes graus de carbonização e usos diferentes, e a Aalok, empresa mineira de tecnologia e manufatura, irão aumentar a produção agrícola de alimentos com a carbonização hidrotérmica (HTC). O objetivo principal é aumentar a produção agrícola em até 40%, reduzir o consumo de água para irrigação em até 50%, aperfeiçoar o solo e realizar a gestão de resíduos em um processo neutro de CO2.

“Os estudos internacionais afirmam que, em 2050, a população mundial em constante crescimento chegará a 10 bilhões. Para que haja comida suficiente para esse número de pessoas são necessários solos adicionais de 8,5 milhões km², o tamanho do Brasil, para a produção de alimentos. A Artec realizou diversos estudos na Alemanha e, como o Brasil possui condições climáticas bastante favoráveis, os resultados certamente serão melhores e darão um impacto extremamente positivo na produção de alimentos, um grande exemplo de gestão de resíduos, uso de biomassa e economia de água de irrigação”, comenta Mercedes Blázquez, líder do Low Carbon Business Action in Brazil.

Low Carbon Business Action in Brazil

O Low Carbon Business Action in Brazil é um programa financiado pela União Europeia iniciado em setembro de 2015 para aproximar pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil e de seus 28 Estados membros, além de apoiar acordos de cooperação e parcerias em 5 setores de baixo carbono:Agricultura e atividades florestais; Energias renováveis; Processos industriais, Gestão de resíduos e biogás, e eficiência energética em edifícios e indústria.

O Low Carbon Brazil conta com o apoio de entidades como CNA, CNI, Febraban, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ministério do Meio Ambiente, e pelas Diretorias Gerais da Comissão Europeia – FPI, DG Growth e DG Clima.

 

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*Fonte: ciclovivo

Os celulares espiam e transmitem nossas conversas, mesmo desligados

Richard Stallman é uma lenda: criou o primeiro sistema operacional aberto e impulsionou o ‘copyleft’. Acha que os telefones inteligentes nos fizeram regredir dez anos em termos de privacidade.

Ele nos encontra no apartamento de amigos em Madri. O pai do software livre é um viajante empedernido: difunde os princípios de seu movimento onde o chamam. Dias antes da entrevista, Richard Stallman (Nova York, 1953) participou do Fórum da Cultura de Burgos e retomará sua turnê europeia após dar uma conferência em Valencia. Ele nos recebe com sua característica cabeleira despenteada e com uma de suas brincadeiras de praxe: “Té quiero”, diz em seu espanhol fluente com sotaque gringo, lançando um olhar a sua fumegante xícara de chá quando detecta uma cara de desconcerto no interlocutor. “Ahora té quiero más”, nos dirá quando for buscar mais bebida. (A brincadeira é um jogo de palavras entre a expressão ‘Te quiero’ – te amo em espanhol – e a palavra Té – chá).

Seu peculiar senso de humor, que cultiva nos seis ou sete idiomas que domina, traz muita naturalidade ao encontro. Parece como se ele mesmo quisesse descer do pedestal em que a comunidade de programadores o colocou. Para esse coletivo, é uma lenda viva. Stallman é o pai do projeto GNU, em que está o primeiro sistema operacional livre, que surgiu em 1983. Desde os anos noventa funciona com outro componente, o Kernel Linux, de modo que foi rebatizado como GNU-Linux. “Muitos, erroneamente, chamam o sistema somente de Linux…”, se queixa Stallman. Sua rivalidade com o finlandês Linus Torvalds, fundador do Linus, é conhecida: o acusa de ter levado o mérito de sua criação conjunta, nada mais nada menos do que um sistema operacional muito competitivo cujo código fluente pode ser utilizado, modificado e redistribuído livremente por qualquer pessoa e cujo desenvolvimento teve a contribuição de milhares de programadores de todo o mundo.

A verdade é que o revolucionário movimento do software livre foi iniciado por Stallman. O programador, que estudou Física em Harvard e se doutorou no MIT, bem cedo foi apanhado pela cultura hacker, cujo desenvolvimento coincidiu com seus anos de juventude. O software livre e o conceito de copyleft (em contraposição ao copyright) também não seriam os mesmo sem esse senhor risonho de visual hippie.

Ataque à privacidade

Seu semblante muda à mais severa seriedade quando fala de como o software privado, o que não é livre, se choca com os direitos das pessoas. Esse assunto, a falta absoluta de privacidade na era digital, o deixa obcecado. Não tem celular, aceita que tiremos fotos somente depois de prometer a ele que não iremos colocá-las no Facebook e afirma que sempre paga em dinheiro. “Não gosto que rastreiem meus movimentos”, frisa. “A China é o exemplo mais visível de controle tecnológico, mas não o único. No Reino Unido, há mais de dez anos acompanham os movimentos dos carros com câmeras que reconhecem as placas. Isso é horrível, tirânico!”.

O software livre é sua contribuição como programador à luta pela integridade das pessoas. “Ou os usuários têm o controle do programa, ou o programa tem o controle dos usuários. O programa se transforma em um instrumento de dominação”, afirma.

Ele se deu conta dessa dicotomia quando a informática ainda estava engatinhando. “Em 1983 decidi que queria poder usar computadores em liberdade, mas era impossível porque todos os sistemas operacionais da época eram privados. Como mudar isso? Só me restou uma solução: escrever um sistema operacional alternativo e torná-lo livre”. Foi assim que começou o GNU. Mais de três décadas depois, a Free Software Foundation, que ele mesmo fundou, tem dezenas de milhares de programas livres em catálogo.

“Conseguimos liberar computadores pessoais, servidores, supercomputadores…, mas não podemos liberar completamente a informática dos celulares: a maioria dos modelos não permite a instalação de um sistema livre. E isso é muito triste, é uma clara mudança para pior nos últimos dez anos”, diz Stallman.

“Os celulares são o sonho de Stalin, porque emitem a cada dois ou três minutos um sinal de localização para seguir os movimentos do telefone”, diz. O motivo de incluir essa função, afirma, foi inocente: era necessário para dirigir ligações e chamadas aos dispositivos. Mas tem o efeito perverso de que também permite o acompanhamento dos movimentos do portador. “E, ainda pior, um dos processadores dos telefones tem uma porta traseira universal. Ou seja, podem enviar mudanças de software à distância, mesmo que no outro processador você use somente programas de software livre. Um dos usos principais é transformá-los em dispositivos de escuta, que não desligam nunca porque os celulares não têm interruptor”, afirma.

Nos deixamos observar

Os celulares são somente uma parte do esquema. Stallman se preocupa pelo fato de os aparelhos conectados enviarem às empresas privadas cada vez mais dados sobre nós. “Criam históricos de navegação, de comunicação… Existe até um aplicativo sexual que se comunica com outros usuários através da Internet. Isso serve para espiar e criar históricos, claro. Porque além disso tem um termômetro. O que um termômetro dá a quem tem o aplicativo? Para ele, nada; para o fabricante, saber quando está em contato com um corpo humano. Essas coisas são intoleráveis”, se queixa.

Os grandes produtores de aparelhos eletrônicos não só apostam maciçamente no software privativo: alguns estão começando a evitar frontalmente o software livre. “A Apple acabou de começar a fabricar computadores que barram a instalação do sistema GNU-Linux. Não sabemos por que, mas estão fazendo. Hoje em dia, a Apple é mais injusta do que a Microsoft. As duas são, mas a Apple leva o troféu”, afirma.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) europeu é uma resposta acertada a essa situação? “É um passo no caminho certo, mas não é suficiente. Parece muito fácil justificar o acúmulo de dados. Os limites deveriam ser bem rígidos. Se é possível transportar passageiros sem identificá-los, como fazem os táxis, então deveria ser ilegal identificá-los, como faz o Uber. Outra falha do RGPD é que não se aplica aos sistemas de segurança. O que precisamos é nos proteger das práticas tirânicas do Estado, que coloca muitos sistemas de monitoramento das pessoas”.

O escândalo do Facebook e a Cambridge Analytica não o surpreendeu. “Sempre disse que o Facebook e seus dois tentáculos, o Instagram e o WhatsApp, são um monstro de seguir as pessoas. O Facebook não tem usuário, tem usados. É preciso fugir deles”, finaliza.

Não podemos aceitar, diz Stallman, que outros tenham informações sensíveis sobre como vivemos nossa vida. “Existem dados que devem ser compartilhados: por exemplo, onde você mora e quem paga a luz de um apartamento para resolver os pagamentos. Mas ninguém precisa saber o que você faz no seu dia a dia. Muito menos os produtos que você compra, desde que sejam legais. Os dados realmente perigosos são quem vai aonde, quem se comunica com quem e o que cada um faz durante o dia”, frisa. “Se os fornecermos, eles terão tudo”.

*Por Manuel G. Pascual

 

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*Fonte: elpais

Entenda como são feitas as piscinas biológicas que substituem cloro por plantas

Nada melhor do que mergulhar em uma piscina em um dia de calor, não é mesmo? Nem sempre. A quantidade de agentes químicos e cloro na água pode estragar toda a empolgação de um banho refrescante. Essas substâncias são usadas para eliminar as bactérias e fungos, mas podem ser substituídas por plantas aquáticas.

Trata-se de um sistema de filtragem que utiliza micro-organismos e plantas. Para isso, as chamadas piscinas biológicas são divididas em duas partes: área de natação e área de plantas. A divisão é importante, principalmente, para o banhista não mergulhar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

As plantas são responsáveis por produzirem biomassa, através da fotossíntese, que será consumida pelos micro-organismos. Estes, por sua vez, transformam a matéria orgânica em substâncias inorgânicas (dióxido de carbono, água e sais minerais – nitratos, fosfatos, sulfatos, entre outros) – que são necessárias para o crescimento das plantas e, consequentemente, forma um ciclo de trocas de matéria e energia.

É preciso escavar o terreno (de pelo menos 10×15 metros) onde será instalada e utilizar uma tela impermeável para protegê-la. Essa tela ficará invisível após o término da construção e o aspecto será muito semelhante a um lago artificial.

As plantas utilizadas neste tipo de instalação são criadas em viveiros por empresas especializadas. As espécies vão purificar a água sempre que liberarem oxigênio, o que ocorre durante o processo de fotossíntese.

O custo inicial é um pouco elevado. Em compensação, o investimento para mantê-la é reduzido e o consumidor terá um ambiente totalmente natural e saudável, que não requer o uso de químicos ou cloro.

Ela também não requer equipamentos elétricos, portanto não existem custos energéticos. Do ponto de vista arquitetônico, as piscinas biológicas ainda têm a vantagem de se integrarem melhor à paisagem.

A empresa Organic Pools desenvolveu um tutorial com o passo a passo para a construção de uma piscina. É possível comprar ou alugar o tutorial em vídeo. Confira abaixo o trailer:

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*Fonte: ciclovivo

Máquina faz suco e “imprime” copos feitos com cascas de laranja

Do sumo à casca de laranja, nada é desperdiçado na máquina de sucos projetada pelo escritório de design e inovação Carlo Ratti Associati em parceria com a empresa ENI. O dispositivo é um belo exemplo de economia circular e zero desperdício que pode ser acompanhado de perto pelos clientes.

É usando uma impressora 3D que a “mágica” acontece. A máquina separa duas metades da laranja, espreme o suco e conduz as cascas por um tubo, que vão se acumular no inferior da máquina. Chegando lá, tais resíduos são secos, moídos e misturadas com ácido polilático (PLA) – ácido orgânico de origem biológica – dando origem ao material bioplástico. Este último será aquecido e derretido em um filamento para impressão dos copos, que instantaneamente pode ser já preenchido com o suco.

Batizada de “Feel the Peel”, a máquina mede 3,10 metros de altura e comporta até 1.500 laranjas. Ela está em exposição em um evento na cidade de Rimini, na Itália, e deve ser apresentada ainda em vários locais públicos do país.

“O princípio da circularidade é obrigatório para os objetos de hoje”, afirma Carlo Ratti, fundador do escritório e diretor do MIT Senseable City Laboratory. “Trabalhando com a Eni, tentamos mostrar a circularidade de maneira muito tangível, desenvolvendo uma máquina que nos ajuda a entender como as laranjas podem ser usadas para muito além do suco. As próximas interações podem incluir novas funções, como impressão de tecido para roupas usando cascas de laranja”.

Carlo Ratti, trabalhando no MIT, está sempre ligado com inovações e tecnologias. Um dos projetos, já falamos aqui no CicloVivo, é o piso modular e removível pensando para as novas cidades. O interessante na fala dele é que pode parecer estranho pensar em vestuário feito de casca de fruta, mas isso já existe. Inclusive foi uma dupla também italiana que criou toda uma coleção aproveitando a casca e o bagaço da laranja.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

USP cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) desenvolveu um tipo de plástico 100% biodegradável e economicamente competitivo em relação ao plástico comum.

Na busca por um produto sustentável, que substituísse o polímero sintético, os pesquisadores fizeram diversos testes em resíduos agroindustriais que resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras, além de amigáveis ao meio ambiente.

A novidade veio direto dos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia e sua equipe desenvolveram filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.

É importante frisar de onde veio essa inovação: descartes da agroindústria, altamente poluidora. A reciclagem desses resíduos e sua consequente transformação em produtos biodegradáveis, produzidos com fontes renováveis que não se esgotam (como o petróleo), é um grande avanço nas soluções que combatem o descarte desenfreado de lixo plástico.

Bianca lembra também que a matéria-prima para a produção do seu produto é barata e que não compete com o mercado alimentício. Além disso, “contém em sua fórmula compostos antioxidantes, interessantes no desenvolvimento das chamadas embalagens ativas (que interage com o produto que envolve, sendo capaz de melhorar a qualidade e segurança para acondicionamento de frutas e legumes frescos)”.

No entanto, os pesquisadores acreditam que a invenção demande mais estudos e testes antes de ser liberada para comercialização em massa.

A ideia é que o plástico 100% biodegradável seja uma alternativa direta ao comum, e que chegue para brigar pela hegemonia desse nicho, uma vez que ele será tão barato quanto o polímero sintético advindo do petróleo – que leva até 500 anos para desaparecer da natureza (em contraste com o bioplástico, que leva, no máximo, 120 dias, de acordo com a USP).

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*Fonte: thegreenestpost

Bateria da Tesla pode durar mais de 1 milhão de quilômetros

Pesquisadores afirmam que testes usando uma nova célula de ion de lítio mostram que uma bateria é capaz de durar cerca de 20 anos

O pesquisador-chefe da Tesla, Jeff Dahn, e os membros do Departamento de Física e Ciências Atmosféricas da Universidade Dalhousie, divulgaram recentemente um artigo que aponta para o desenvolvimento de células de bateria capazes de durar mais de 1,6 milhão de quilômetros na estrada, ou 20 anos se utilizadas na rede armazenamento de energia.

A nova bateria testada conta com uma célula de íon de lítio com uma nova geração de cátodo NMC com um “cristal único” e um novo eletrólito avançado. Em teoria, estas células de bateria duram de duas a três vezes mais que as atuais da Tesla.

Com um sistema de resfriamento ativo, os pesquisadores conseguiram elevar a vida útil das células da bateria para mais de 6.000 ciclos, o que facilmente significaria mais de 1 milhão de quilômetros em uma boa bateria, de acordo com um estudo publicado no Journal of The Electrochemical Society. Eles testaram as células da bateria sob diferentes condições, e mesmo sob uma temperatura extrema de 40° C, essas duravam 4.000 ciclos.

Em abril, o CEO Elon Musk disse que quer que a Tesla resolva o desafio da direção completamente autônoma e lance uma frota de taxis robóticos. E as baterias são uma parte importante neste desafio. Se forem implantadas, as baterias poderão reduzir seriamente o custo por quilômetro de operação de um veículo elétrico, ajudando a tornar o transporte limpo uma opção mais viável para o uso diário.

*Por Bruna Lima

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*Fonte: olhardigital

Não são os robôs que irão roubar o seu emprego, são os gestores

Ouça: “robôs” não estão chegando para roubar o seu trabalho. Espero ser bem claro aqui – neste momento particular, os “robôs” não são agentes sensíveis capazes de procurar e concorrer a vagas de emprego para tomar sua vaga com base nos seus méritos comparativamente superiores.

Atualmente, os “robôs” não escaneiam o LinkedIn com um algoritmo que tem a intenção de tirar o seu lugar usando inteligência artificial. Os “robôs” também não estão reunidos nos fundos de um depósito qualquer conspirando para tomar os empregos das pessoas. Um robô não está “buscando”, ou “roubando” ou “matando” ou “ameaçando” empregos. A gestão das empresas é que está.

E ainda assim, aqui vai uma pequena amostragem de manchetes de grandes veículos de mídia:

“Robôs inteligentes podem roubar o seu emprego em breve” – CNN
“Robôs de colarinho branco estão chegando para pegar os empregos” – Wall Street Journal
“Sim, os robôs estão chegando: empregos na era dos humanos e máquinas” – Wired
“Os robôs estão chegando para pegar o seu emprego? Um dia, sim” – New York Times
“Os robôs estão chegando, e eles querem o seu emprego” – VICE
“Robôs já estão substituindo humanos a uma taxa alarmante” – Gizmodo

A lista poderia continuar por um bom tempo – a maioria dos grandes veículos publicam diversas histórias que abraçam esse recorte. Eu mesmo fiz isso; é um atalho conveniente, ligeiramente alarmante e que gera cliques para se referir ao fenômeno da automação no trabalho.

Fomos ensinados a usar esse recorte, e meu objetivo não é desgastar ninguém por ter repetido essa ideia. Meu objetivo é acabar com ela.

Numa primeira olhada, pode parecer uma reclamação semântica implicante, mas eu asseguro que não é – esse recorte ajuda, e historicamente ajudou, a mascarar a responsabilidade por trás da decisão de automatizar o trabalho.

E essa decisão não é feita pelos robôs, mas pela gestão. Trata-se de uma decisão que na maioria das vezes é tomada com a intenção de economizar dinheiro da empresa ou instituição ao reduzir o custo envolvido com o trabalho humano (mas também foi tomada com a intenção de aumentar a eficiência e melhorar as operações e a segurança).

É uma decisão humana que, no fim das contas, elimina o trabalho.

Dando nome aos bois

Mas se os robôs estão simplesmente “vindo” atrás de trabalho, se eles simplesmente aparecem e substituem diversas pessoas, ninguém poderia ser culpado por esse fenômeno tecno-elementar, certo? Se esse fosse o caso, pouco poderia ser feito sobre isso além de se preparar para os possíveis impactos.

Os responsáveis não seriam os executivos influenciados por empresas de consultoria que insistem que o futuro está nos robôs de atendimento ao cliente com IA, nem os gerentes que vêem uma oportunidade de melhorar as margens de lucro adotando quiosques automatizados que se destacam em relação aos caixas, ou os chefes de conglomerados marítimos que decidem substituir trabalhadores portuários por uma frota de caminhões automatizados.

Esses indivíduos podem sentir que não têm escolha. Eles sofrem pressão de acionistas, conselhos e chefes e há um sistema econômico que incentiva a tomada dessas decisões – além do fato de às vezes a tecnologia executar um trabalho obviamente superior ao humano. Mas não é bem assim – na verdade, são, sim, decisões, tomadas por pessoas, que escolhem utilizar ou desenvolver robôs que ameaçam os empregos.

Fingir que não é uma escolha, que o uso dos robôs em todos os casos é inevitável, é a pior forma do determinismo tecnológico, e leva a uma escassez de pensamento crítico sobre quando e como a automação é melhor implementada.

Até mesmo os amantes mais ardentes dos robôs irão concordar que existem muitos casos da má aplicação da automação; sistemas que tornam nossas vidas piores e mais ineficientes, e que eliminam empregos enquanto entregam resultados piores.

Tal automação má aplicada geralmente acontece sob a lógica que os “robôs estão chegando”, então é melhor embarcar nessa.

Seremos capazes de tomar melhores decisões a respeito da adoção da automação se entendermos que, na prática, “os robôs estão vindo para tomar nossos trabalhos” geralmente significa algo mais como “um CEO quer reduzir seu custo operacional em 15% e acabou de lançar um software empresarial que promete fazer o trabalho de trinta funcionários”.

 

 

Eu só percebi isso agora, depois de passar muitos meses mergulhado em dezenas de livros e artigos de think tank, notícias e editoriais de ‘líderes de pensamento’ que se preocupam com o espectro de criação da automação, tantos dos quais repetem a conclusão quase idêntica. Mas percebi.

O momento eureka veio quando li um artigo no Wall Street Journal do “especialista em liderança” Mark Muro, membro sênior do Brookings Institute e autor de uma pesquisa recente sobre como a automação impactará várias regiões e demografias dos EUA. É um bom exemplo de como e por que esta tendência se perpetua como qualquer outra.

Muro começa seu artigo, “Os trabalhadores que mais provavelmente irão perder seus empregos para os robôs“, com a seguinte frase: “Operários e caminhoneiros são a representação dos temores da automação no país até hoje. E com razão: essas ocupações são pilar do trabalho masculino de meia-idade que está genuinamente ameaçado pelos robôs ou inteligência artificial”.

Logo de cara, não há um, mas dois exemplos desses robôs incrivelmente pró-ativos que ameaçam os empregos dos trabalhadores humanos, e em nenhum lugar há qualquer referência a como esses robôs podem chegar lá em primeiro lugar.

É algo conveniente, especialmente quando ficamos sabendo que os tais institutos recebem financiamento de organizações como a Fundação Ford e a Walton Family Foundation, cada uma delas ligada a empresas cujos executivos estão em processo de automatizar sua força de trabalho. Neste caso, dizer que caminhoneiros e operários “estão ameaçados por robôs” sem se dignar a dizer quem são os responsáveis, é algo fácil.

Eu não quero criticar o senhor Muro porque, novamente, isso faz parte de um discurso construído pelas empresas, think tanks que compactuam com elas e agências de desenvolvimento. A propósito: O Fórum Econômico Mundial usa exatamente a mesma linguagem, assim como o Banco Mundial e o FMI.

Estes grupos, que fazem alertas sobre perigos da automação, estão unidos na superficialidade das soluções propostas, que dependem em grande parte de enfatizar a importância de uma melhor educação e apelar por um pequeno apoio governamental para programas de requalificação e assistência aos trabalhadores.

Por sua vez, essa passividade amiga da automação encontrou uma feliz sincronia na propensão da mídia para dramatizar a ficção científica, que aparentemente ganha vida, e voilà: os robôs estão vindo para tomar os seus empregos.

Críticos mais astutos, como o candidato presidencial democrata Andrew Yang, que construiu uma campanha em cima do tema, também podem cair no recorte simplista.

Mas precisamos abrir os olhos para isso. Este não é um fenômeno invisível com o objetivo de melhorar a tecnologia a que estamos todos submetidos. Trata-se, muito frequentemente e muito simplesmente, de proprietários ricos de empresas e de classes executivas que procuram novas formas de se tornarem ainda mais ricos.

Como Kevin Roose, do New York Times, noticiou em Davos, os líderes empresariais do mundo estão bastante ansiosos para implementar a automação – eles vêem esses robôs como o principal meio de se manterem à frente da concorrência, de melhorar as margens de lucro, de cortar custos. Assim, eles decidiram comprar e construir mais robôs que, sim, vão deixar as pessoas sem trabalho.

Poderia ser dito, sem muito exagero, que, os robôs que “estão chegando para tomar seu emprego” são, na verdade, em grande parte, articulados pela elite que vai à Davos.

Deixar uma concepção ambígua de “robôs” arcar com toda a culpa permite que a classe gestora escape do escrutínio de como ela implementa a automação, além de barrar a discussão valiosa sobre contornos reais do fenômeno da automação e nos impede de desafiar essa marcha robótica quando, na verdade, ela deveria ser desafiada.

Então, vamos esclarecer as coisas.

Os robôs não estão a ameaçando nossos empregos. Na verdade, aqueles que vendem negócios para empresas prometendo soluções de automação para executivos são aqueles que estão ameaçando nossos empregos.

Os robôs não estão matando os empregos. Os gestores que vêem um custo-benefício na substituição de uma função humana por uma função algorítmica e que optam por fazer essa troca estão matando os empregos. Os robôs não estão chegando para tomar o seu trabalho. Os CEOs que vêem uma oportunidade de maiores lucros com as máquinas que farão o investimento valer a pena em 3,7 anos com as economias geradas estão tentando tomar o seu trabalho.

*Por Brian Merchant

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*Fonte: gizmodo-brasil

A Geração Z já está com medo de perder o emprego por causa da automação

Um homem de meia-idade, segurando uma ferramenta na oficina, parecendo desesperado e melancólico. Esta deve ser a fotografia de bancos de imagem mais utilizada em matérias sobre automação. Ela que ilustra notícias sobre previsões sombrias de perda de emprego e artigos que analisam se os robôs estão “vindo roubar nossos empregos” — e o robô é sempre um androide ameaçador.

Só que não é bem assim: quase todo mundo tem medo de que a automação acabe com seus empregos, mesmo os mais jovens e mais esperançosos. Estudos mostram que a automação afetou alguns dos membros mais jovens da força de trabalho, e uma nova pesquisa de mercado revela que a chamada Geração Z, composta pelos nascidos entre meados da década de 1990 e início dos anos 2000, já está bastante preocupada com o fenômeno.

Uma pesquisa com 500 indivíduos de 18 a 23 anos de idade, conduzida pela Lucid Research, descobriu que a maioria (57%) está preocupada o impacto negativo que a automação terá sobre seus empregos, e cerca de um quarto (23%) deles disse que estava seriamente preocupado com o futuro.

Como sempre, é bom ficar com um pé atrás com pesquisas. A empresa que encomendou o estudo é a Nintex, uma “fornecedora de soluções de automação de fluxo de trabalho”, e uma de suas sugestões em resposta aos dados é que seus possíveis clientes precisam “construir uma narrativa de empoderamento em torno de IA e automação”.

Muitas pessoas tendem a presumir — e certamente os vendedores de ferramentas de automação empresarial estão incluídos nisso — que os jovens estão mais abertos à automação no local de trabalho, já que são nativos digitais e desbravadores.

Mas mais pesquisas reforçam a ideia de que os membros da Geração Z estão preocupados com os impactos da automação na segurança de seus empregos.

Uma pesquisa recente da Indeed com 2.000 trabalhadores também descobriu que os jovens adultos estavam preocupados com a automação, embora não tanto quanto aqueles com 25 anos ou mais. A Pew Research anteriormente descobriu que, após a automação atingir trabalhadores mais jovens, eles se tornaram (de maneira bastante compreensível) pessimistas em relação à tecnologia em geral.

Outras entrevistas também mostram que a Geração Z também tem maior probabilidade de ser cética em relação ao capitalismo — que diz que automação técnica deve ser adotada para maximizar a eficiência e minimizar os custos de mão de obra — e talvez também seja capaz de diagnosticar um fato simples: se uma empresa puder automatizar seu trabalho e economizar dinheiro no processo, ela provavelmente vai fazer isso.

O medo da automação é, agora, um fato da vida que transcende a demografia. Como mostram as pesquisas, essas preocupações variam pouco de acordo com o nível de educação e a idade, e existe um nível significativo de ansiedade entre todos.

A Nintex, empresa de automação, resume da seguinte forma: “A Geração Z — e todos os outros, nesse sentido — veem o potencial da inteligência artificial ​​e da automação, mas precisam saber que isso não eliminará seus empregos”.

Infelizmente, a razão implícita de a maioria das empresas estar adotando a automação é, em primeiro lugar, fazer exatamente isso, pelo menos até certo ponto. A Geração Z — e todo mundo, nesse caso — sabe disso.

Eles sabem disso pela mesma razão que sabem que estão em condições econômicas desiguais, para dizer o mínimo. A pesquisa coletou outros medos econômicos de membros da Geração Z, como:

“Não poderei conseguir um emprego que me permita me sustentar financeiramente.”
“Meu setor econômico entrará em colapso assim que eu começar a trabalhar.”
“Receio não conseguir ganhar a vida com o campo em que estou entrando.”
“Estou preocupado em não poder pagar meus empréstimos.”
“Estou com medo de uma economia em mudança.”
“Estou preocupado com a possibilidade de não ser capaz de sustentar suficientemente minha família.”

Talvez se a Geração Z pudesse ter mais motivos para aceitar um “narrativa de empoderamento” sobre a inteligência artificial e automação se ela não analisasse as tendências geracionais e não visse previsões que apontam que ela será a segunda geração a ser mais pobre que a anterior.

Isso se deve à crescente desigualdade, à degradação da qualidade do emprego em alguns setores e à “uberização” do trabalho. E grande parte disso se deve justamente a tecnologias automatizadas e semiautomatizadas, que estão enviando uma parcela crescente dos lucros para os cargos superiores, onde eles são desfrutados pela alta administração e não pela classe média.

Enquanto isso, meu estômago continua indicando que a ansiedade só vai aumentar daqui em diante.

*Por Brian Merchant

 

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*Fonte: gismodo-brasil

Muito além da diversão: e-sports estão cada vez mais relevantes

Em 2019, estima-se que a modalidade movimente US$ 1,5 bilhão e que as competições sejam vistas por 453,8 milhões de pessoas em todo o mundo

Tornar-se um atleta de e-sports pode parecer um sonho para muitos. Afinal, transformar o passatempo predileto em carreira (que pode ser bastante lucrativa e garantir um futuro confortável) é o melhor cenário possível, certo? Bem, mais ou menos.

Isso porque, quando a diversão vira profissão, a forma de encará-la muda. “Como é uma ocupação profissional, há muita cobrança por desempenho e resultado”, destaca Felipe Oliveira, gerente de produtos da marca gamer 2 A.M.. “O jogador precisar estar preparado para não se frustrar.”

Para Oliveira, um bom atleta de e-sports deve se divertir com a atividade — afinal, ninguém quer ficar 8 horas por dia em uma atividade que detesta. Então, se ele não achar aquilo divertido, a profissão não é a ideal para ele.

Além de resiliência, é essencial que o atleta tenha foco para melhorar continuamente seu desempenho. Por outro lado, ele não deve deixar de conviver com a família e os amigos nem de fazer outras atividades: o equilíbrio é primordial.

Já superou o futebol?

Talvez o clichê que diz que o esporte nacional é o futebol esteja ganhando outros contornos. “A audiência de campeonatos de e-sports é infinitamente maior do que a do futebol. Arrisco dizer, então, que o jogo eletrônico já o superou”, reflete Oliveira.

Neste ano, devem ser 453,8 milhões de pessoas no mundo ligadas em competições relacionadas, segundo a Newzoo. O Brasil tem o terceiro maior público da modalidade no mundo: são 21,2 milhões de fãs, um crescimento de 20% em relação a 2018.

A rotina dos atletas, entretanto, continua muito parecida: algumas equipes fazem peneiras (processos seletivos para contratar novos jogadores), os treinos diários são intensos, os praticantes têm acompanhamento multidisciplinar (o que inclui, além do treinador, médicos, psicólogos e outros) e jogadores de destaque são vendidos por preços altos.

Adquirir um profissional desses pode custar mais de US$ 1 milhão — nada comparável aos 222 milhões € (algo como R$ 991 milhões atuais) pagos pelo PSG ao Barcelona por Neymar Jr. em 2017, mas algo inimaginável nesse mercado há cinco anos, por exemplo.

Oliveira conta que, há 15 anos, jogava “Counter-Strike” em nível semiprofissional, mas teve de optar por uma profissão mais tradicional. “Na época, não havia estruturas como as atuais. Tive de deixar as competições porque não sabia se havia futuro para o e-sport”, lembra.

Hoje, já ficou claro que a ocupação é, de fato, uma opção interessante para atletas talentosos e dedicados. “Muitos pais já aceitam bem essa escolha, mas as barreiras culturais impedem que essa atitude seja uma unanimidade.”

A mudança, entretanto, tem sido rápida. Nos EUA, por exemplo, há três anos, em 2016, apenas sete universidades tinham equipes de e-sports. No ano passado, já eram 63 instituições. Ou seja, em dois anos, o número aumentou nove vezes. Como incentivo, os jogadores recebem bolsas de estudos.

No Brasil, um dos estabelecimentos de ensino superior que incentiva os e-atletas é a Universidade Positivo. “Esse movimento é muito importante e deixa os pais mais seguros, já que os filhos têm de se dedicar aos estudos para continuar na equipe”, revela Oliveira.

Como se entra nesse universo?

É comum que os gamers comecem a jogar ainda crianças. Mesmo quando o fazem apenas para se divertir. Depois de algum tempo, entretanto, há aqueles que se tornam mais engajados na atividade e passam a se destacar.

Quem joga “League of Legends” (LOL), por exemplo, pode ser notado ao atingir níveis altos no ranking e, assim, passar a disputar com profissionais. “A partir disso, podem surgir convites para a profissionalização”, explica Oliveira.

Para os praticantes de “Counter-Strike”, o processo é semelhante: eles se organizam em equipes (muitas vezes só de amigos) e ao desenvolver o grupo podem ser percebidos. Daí para a profissionalização é apenas questão de tempo.

Em muitos jogos competitivos, cada atleta tem uma função e atua em uma posição específica. Então, eles são avaliados com base em seu desempenho. “É muito semelhante ao que ocorre em esportes tradicionais: são necessários jogadores em diferentes postos para que uma partida seja bem-sucedida.”

As avaliações levam em conta, entre outros aspectos, as estatísticas com base na função exercida. É importante lembrar que o ideal é que o jogador atue numa posição em que se sente confortável.

Isso não impede que ele mude de função depois. Foi o que aconteceu com Stephanie “Teh” Campos, que integra a equipe Athena’s e-Sports de “Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO)”. “Comecei como entry, aquele que faz o reconhecimento da área, mas agora estou como suporte”, conta. “Ainda estou me adaptando, mas acho que vai dar bom”, diverte-se.

Quem patrocina esses atletas?

Existem jogadores com contratos milionários. Um dos exemplos é Marcelo Augusto David, o coldzera, que foi o melhor jogador de “Counter-Strike” globalmente por dois anos seguidos: há rumores de que sua ida para uma nova equipe custe US$ 1 milhão.

E isso sem contar os patrocínios, as premiações de campeonatos e o lançamento de produtos, entre outros. Recentemente, por exemplo, a Nike passou a investir na Furia Esports. Quem gosta da equipe pode comprar uma camiseta oficial diretamente no site da marca.

No fim de julho, Kyle “Bugha” Giersdorf, de 16 anos, venceu o torneio mundial de Fortnite e levou US$ 3 milhões (cerca de R$ 11,4 milhões) como prêmio. Para comparação, o Flamengo, que foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro em 2018, recebeu R$ 11,3 milhões.

As desenvolvedoras de games também fomentam o cenário competitivo. A brasileira Hoplon, que criou o “Heavy Metal Machines” (um multiplayer online de batalha de carros já disponível em 73 países que já tem mais de 1 milhão de downloads) é uma delas: organiza campeonatos desde o lançamento de sua versão beta, em 2017.

“Além disso, fazemos competições internas que envolvem 70% da empresa. Temos essa cultura do e-sports”, diz Leonardo Lorenzoni, community manager da marca. No momento, a companhia investe na liga universitária do título. O torneio começa em 14 de setembro e deve terminar em dezembro. Para participar, é preciso ter vínculo com uma instituição de ensino superior. O e-mail para inscrições é o liga@heavymetalmachines.com.

As sete melhores equipes vão ser patrocinadas pela Hoplon e participarão de uma liga de elite durante os quatro meses de duração da competição. Nesse período, receberão R$ 1.200 mensais. “Os campeões virão para Florianópolis para conhecer a empresa”, conta Lorenzoni.

Segundo ele, o crescimento do prestígio do jogo foi bastante significativo em razão do campeonato universitário. “Os atletas percebem que essa é uma oportunidade de estabelecer uma carreira em e-sports.” Lorenzoni conta que os espectadores se envolvem muito mais do que em esportes tradicionais. “As jogadas são muito emocionantes e a torcida é intensa”, conta ele, que é o narrador das partidas da Metal League.

Quanto vale esse mercado?

US$ 1,5 bilhão. É isso que o mercado de e-sports deve movimentar globalmente em 2020, segundo estimativas da consultoria Newzoo. Essas receitas estão relacionadas a publicidade, patrocínios, empresas de game, vendas de ingressos, direitos autorais e licenças.

Além de atrair muito público, esses torneios — e os atletas que participam deles — estão cada vez mais profissionais. Estimativas indicam que a audiência deve aumentar 15% em relação ao ano passado e chegar a 453,8 milhões de pessoas no mundo.

Os jogadores brasileiros já são mais de 75,7 milhões. Na população online, 50% dos homens e 51% das mulheres jogam em dispositivos móveis. No universo dos computadores, os números também são altos: 44% dos homens e 38% das mulheres optam por esse dispositivo.Não é à toa que muitas marcas já se associam a equipes vencedoras. É o caso da HyperX, que fabrica acessórios gamer. Há sete anos, a companhia investe em atletas de jogos eletrônicos. “Inicialmente, nos aproximamos para entender as necessidades do jogador e melhorar sua experiência”, explica Paulo Vizaco, diretor regional da companhia na América Latina.

Segundo ele, a HyperX sempre teve a preocupação de oferecer uma tecnologia que fizesse diferença para quem está jogando. “Poder acompanhar o trabalho das equipes é muito importante nesse sentido”, destaca.

Faz sentido: um levantamento da Seeds Market Research mostra que os fãs de e-sports são os que mais consomem produtos gamer no Brasil. E uma pesquisa do Datafolha encomendada pela Brasil Game Show (BGS) vai além ao apontar que nove em cada dez deles pretendem adquirir um item gamer nos próximos 12 meses.

Os produtos mais consumidos por eles são os jogos (35%). Em seguida, vêm as peças de vestuário (24%) e, em terceiro, estão os periféricos (19%). Já a lista de desejo é um pouco diferente: em primeiro estão os consoles (26%), seguidos por cadeiras gamer (23%), headsets (22%), teclados/mouses (21%), smartphones (21%) e placas de vídeo (21%).

Regulamentação está a caminho?

No Brasil, as competições de jogos eletrônicos podem ser regulamentadas em breve. Isso porque o Projeto de Lei do Senado (PLS) 383/2017 já chegou à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e aguarda a designação de relator.

Se for aprovada, será a primeira lei a reconhecer oficialmente esse tipo de competição como esporte no país. É um avanço importante, mas, segundo Vanessa Lerner, advogada do Dias Carneiro Advogados, a norma não avalia de forma abrangente o impacto da inserção de um esporte proprietário no contexto da legislação esportiva atual.

Para ela, é importante ampliar o debate sobre o tema. “É preciso avaliar as particularidades desses campeonatos. Os e-sports representam uma quebra de paradigma. A profissionalização é inevitável, mas é importante que a discussão inclua todos os interessados”, comenta.

*Por Roseli Andrion

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*Fonte: olhardigital

Descoberta dos EUA pode decretar o fim da quimioterapia

Uma nova descoberta pode fazer com que a quimioterapia esteja com os dias contados!

Muitas pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos e, consequentemente, sofrem uma grande mudança em sua qualidade de vida. Logo começam os tratamentos exaustivos, que afetam não só os pacientes, mas também os familiares e amigos, que os acompanham a cada passo de sua jornada.

A quimioterapia, apesar de fundamental para combater a doença, também tem muitos efeitos colaterais que exigem muito dos pacientes. Durante o tratamento, essas pessoas podem sofrer de indisposição, náuseas, sensibilidade na pele, queda de cabelo, das unhas, descamação nas solas dos pés e das mãos. Enfim, é um período extremamente delicado, que exige muita força, determinação e apoio das pessoas amadas.

Pesquisadores da Northwestern University, em Illinois, descobriram que todas as células do corpo humano contêm um “código de matar”, que pode ser acionado para causar sua própria autodestruição.

Eles acreditam que essa pode ser uma grande ferramenta no combate ao câncer. Para os pesquisadores, as células malignas, que se contaminam com a doença, podem de alguma maneira ser estimuladas a se autodestruírem por conta própria, através desse código, não havendo assim necessidade de produtos químicos tóxicos serem colocados no organismo. A prática desse processo poderia por fim ao exaustivo tratamento de quimioterapia.

Os cientistas ainda acreditam que o poder desses “guarda-costas internos” da célula podem ser ainda mais eficientes, se forem duplicados sinteticamente, porque diminuiriam ainda mais a necessidade da quimioterapia e todos os seus efeitos colaterais no organismo.

“Agora que sabemos o código de morte, podemos ativar o mecanismo, sem ter que usar quimioterapia e sem mexer com o genoma”, explicou Marcus E. Peter, professor de Metabolismo do Câncer de Tomas D. Spies da Northwestern University Feinberg School of Medicine e principal autor do estudo.

“Podemos usar esses pequenos RNAs diretamente, introduzi-los em células e acionar o interruptor de matar (…) Meu objetivo não era criar uma nova substância tóxica artificial (…) Eu queria seguir o exemplo da natureza. Eu quero utilizar um mecanismo que a natureza tenha projetado.”

A descoberta está deixando os pesquisadores muito motivados para combater o desenvolvimento do câncer:

“Com base no que aprendemos nesses dois estudos, podemos agora projetar microRNAs artificiais, que são muito mais poderosos em matar células cancerosas do que as desenvolvidas pela natureza.”

Mas todo esse trabalho não será realizado tão rapidamente. Alguns anos de estudos serão necessários para que possibilidade de um novo tipo de terapia seja realmente considerada.

Ainda que possa exigir algum tempo, essa é uma descoberta muito animadora, que pode aliviar a situação de milhares de pessoas ao redor do mundo!

Por Luiza Fletcher

 

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*Fonte: osegredo

Conheça as promessas do ‘Wi-Fi 6’ para sua rede doméstica

O Wi-Fi 6 está chegando. O novo protocolo promete não só vai aumentar a velocidade de transferência de dados, mas também abranger uma área maior, lidar melhor com a multidão de pessoas em aeroportos e estádios e evitar interferências entre redes vizinhas. Para os dispositivos móveis, uma maior economia de bateria também dever ser um novo ganho.

Grandes empresas apostam em novos projetos que envolvam o Wi-Fi 6. Uma delas é Qualcomm, que exibiu na terça-feira (27) um quarteto de processadores que levarão o Wi-Fi 6 a uma nova linha de equipamentos de rede e várias parcerias.

“Enquanto o 5G é o centro das atenções, o Wi-Fi 6 terá um impacto maior em nossas vidas conectadas – e mais cedo”, disse Mike Feibus, analista da FeibusTech.

“O Wi-Fi é onipresente e amplamente aceito”, disse Rahul Patel, líder da divisão de chips Wi-Fi da Qualcomm. Ele ressaltou que com mais dispositivos em nossas casas e atividades como jogos e streaming de vídeo colocando novas demandas nas redes, um engarrafamento de rede acaba acontecendo e é nessa demanda que a empresa deve focar daqui para frente.

Um dos maiores avanços do Wi-Fi 6 é o OFDMA (acesso múltiplo por divisão de frequência ortogonal) uma tecnologia impulsionadora de eficiência roubada de redes móveis. Além dele, o MU MIMO (abreviação de multiple user, multiple input, multiple output), e o 1024 QAM (modulação de amplitude de quadratura) também devem contribuir aumentando as taxas de transferência de dados em 30%.

Mas vá com calma. Antes de se animar com as promessas, lembre-se de que você não se beneficiará do Wi-Fi 6 em sua casa a menos que compre novos equipamentos de rede ou aguarde seu provedor de internet atualizar o serviço. Mas, segundo Patel, isso não deve demorar. As deficiências atuais do Wi-Fi vão forçar um investimento em equipamentos de rede doméstica e estimular a concorrência entre as operadoras.

*Por Bruna Lima

 

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*Fonte: olhardigital

Nomes tradicionais do esporte analógico estão de olho nos e-Sports

Por favor, não ouse minimizar ou muito menos chamar apenas de “videogame”. Os jogos eletrônicos, não todos – é claro – ganharam há alguns anos um novo status que transformou o que era mera diversão em esporte. É, esporte, com “E” maiúsculo, assim como o atletismo, o basquete, a natação e o futebol. O sucesso é tamanho que o comitê de candidaturas da Olimpíada de 2024, que vai ser disputada em Paris, na França, já estuda a possível inclusão dos “e-Sports” nos Jogos. Sabia dessa?!

No Brasil, o esporte eletrônico avançou algumas fases nos últimos quatro anos. O cenário que era ainda uma espécie de berçário, se profissionalizou. Hoje, com a entrada de grandes marcas, personalidades do esporte, transmissão na TV e até clubes tradicionais, o “e-Sport” ganhou maior visibilidade e, ainda melhor, credibilidade…

Diversas equipes do futebol brasileiro já entraram de cabeça no esporte eletrônico. Santos, Flamengo e Corinthians são algumas delas. Por outro lado, Ronaldo Fenômeno, ao lado de André Akari, o maior jogador de poker do país, compraram parte de uma das principais equipes do país e, claro, injetaram uma boa grana nesse pessoal. Ações como estas fortalecem o esporte e, mais do que isso, ajuda a modalidade a crescer mais rápido.

O João alcançou o sonho de muitos jovens e se tornou jogador profissional de League of Legends – o principal título do esporte eletrônico atualmente com 100 milhões de usuários em todo o mundo. Mas se profissionalizar não é pra qualquer um. Aliás, se fosse assim, imagina quantos Neymar’es não existiriam por aí. É preciso ter um certo dom, muita vontade e, principalmente, dedicação…

Apesar de ainda estar em pleno desenvolvimento, o cenário do e-Sport no Brasil – principalmente com a entrada desses clubes tradicionais e grandes patrocinadoras – está muito bem estruturado e cada vez mais profissional. Esse fortalecimento também se deve, muito, à audiência por aqui. Hoje, a estimativa é que 18 milhões de pessoas já acompanhem o esporte eletrônico no país…

E tudo é muito bem organizado e cheio de regras, assim como qualquer outro esporte. O atleta é um profissional, com: salários que variam de 4 a 15 mil reais; um time multidisciplinar, para dar todo apoio; e claro, muita cobrança também…

A maioria dos e-Atletas são bastante jovens. Mas provavelmente uma das diferenças que chama atenção é que o esporte eletrônico consegue ser ainda mais inclusivo que outros mais tradicionais. Para ter a chance de se profissionalizar pode ser Homem ou mulher… e sem limite de idade. Só precisa jogar bem – muito bem, diga-se de passagem.

*Por Renato Santino

 

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*Fonte: olhardigital

1ª telha solar fotovoltaica do país será lançada pela Eternit

A Eternit – companhia especializada no fornecimento de produtos do setor de construção civil – apresenta a primeira telha solar fotovoltaica com tecnologia desenvolvida no Brasil e aprovada pelo Inmetro, que capta energia solar para a produção de energia elétrica. A novidade, chamada de Eternit Solar, será revelada pela primeira vez ao público durante a Intersolar South América, a maior feira da América Latina voltada à área de energia solar, realizada entre 27 e 29 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A empresa investiu em sua área interna de inovação para projetar e desenvolver o modelo inédito no país. A marca Eternit Solar também dará nome à empresa que está sendo aberta pelo Grupo Eternit para produzir e futuramente comercializar as linhas fotovoltaicas.

“Estamos desenvolvendo o processo industrial para fabricação em larga escala desta que é a primeira geração de telhas fotovoltaicas a passar nos testes de certificação do Inmetro, o que representa um momento importante para a companhia. Trabalhamos nesse projeto ao longo de um ano e agora estamos apresentando ao mercado de construção civil o primeiro modelo aprovado feito em concreto, com várias opções de cores e de acabamentos, e células fotovoltaicas integradas no material. Temos também outra linha, essa em fase final de desenvolvimento para futura homologação, utilizando telhas de fibrocimento. Em breve, os produtos estarão disponíveis para os consumidores”, afirma Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit.

O responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Negócios, Luiz Antonio Lopes, explica que as células e os inversores já são componentes disponíveis no mercado e que o ineditismo do produto é a aplicação do conjunto de células fotovoltaicas de silício diretamente no cimento, o que exigiu diversos testes e pesquisas.

“O que existe hoje em larga escala são placas fotovoltaicas cujos modelos precisam ser instalados em cima dos telhados. A nova telha fotovoltaica tem enorme potencial para se tornar um dos grandes negócios do Grupo Eternit por ser um produto disruptivo, de alto valor agregado, de fácil instalação, seguro e mais barato do que as soluções atuais. Além disso, capaz de gerar a energia elétrica necessária para residências e outros locais comerciais e industriais de maneira competitiva em performance e eficiência, a partir de um modelo esteticamente avançado”, diz.

Economia na instalação e na conta de luz

Cada telha da Eternit Solar produz 9,16 watts e tem dimensão de 365 x 475 mm. A capacidade de produção média mensal de uma única telha é de 1,15 Kilowatts hora por mês (kwh/mês). Segundo o diretor Comercial do Grupo Eternit, Rodrigo Inácio, a estimativa é que essa tecnologia seja vantajosa para o consumidor ao permitir entre 10% e 20% de economia no valor total da compra e da instalação das telhas fotovoltaicas, em relação aos painéis solares montados em cima de telhados comuns. O retorno sobre o investimento ocorre dentro de um período relativamente curto, de 3 a 5 anos, dependendo do sistema.

De acordo com a Eternit, o número de telhas fotovoltaicas necessário para uma residência vai depender da quantidade de energia que se deseja produzir, da localização do imóvel, inclinação e orientação com relação ao sol, entre outros fatores. Uma residência pequena pode ter em torno de 100 a 150 telhas fotovoltaicas de concreto. Casas de médio e alto padrão, de 300 a 600 unidades ou mais. O restante do telhado é feito com telhas comuns, complementadas com acabamentos como cumeeiras, laterais, espigão do mesmo modelo, com mesmo material e encaixes perfeitos, garantindo a melhor estética do telhado.

Outra vantagem, segundo Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit, é para o consumidor que já possui o telhado com o produto Eternit. A telha solar será intercambiável com a telha tradicional da marca, podendo ser substituída nos pontos necessários sem precisar mudar a estrutura inteira da cobertura. “Feito isso, a ligação elétrica e a conexão com a rede de transmissão seguem os mesmos padrões e exigências dos sistemas tradicionais de placas fotovoltaicas”,

Intersolar

A Eternit Solar pode ser conhecida no estande J155 da feira Intersolar South América. Os modelos em concreto têm duas opções de acabamento e cinco cores: cinza grafite, cinza pérola, marfim palha, bege colonial e vermelha. O primeiro modelo em fibrocimento também é apresentado no evento.

Nesta semana também anunciamos a primeira telha hidropônica do mundo que foi desenvolvida por um agrônomo brasileiro, parece que teremos novas opções nacionais de coberturas cada vez mais eficientes.

*Por Mayra Rosa

 

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*Fonte: ciclovivo

Converse cria coleção com garrafas PET e jeans reciclados e reaproveitados

Depois da Adidas anunciar não só a produção de seu primeiro par de tênis totalmente produzido com material reciclado como o desejo de fazer o mesmo com toda sua produção, agora é a vez da Converse fazer o mesmo – e levar ao mercado um ícone do design de calçados em sua versão reciclada. O Converse ganhou três versões ecologicamente corretas mas sem abrir mão de algo sempre essencial nos tênis da marca: os três modelos da coleção “Converse Renew” são realmente lindos.

Cada modelo foi produzido a partir de um material diferente: o Renew Canvas reaproveita garrafas plásticas e é feito a partir de poliéster 100% reciclado, o Renew Denim reutilizou peças de jeans que seriam descartadas em lixões e aterros sanitários e o Renew Cotton usa como material de base 40% de algodão reciclado, a partir de algodões descartados, para criar um tecido de poliéster.

A ideia da Converse, porém, é que em um futuro breve ainda mais partes e peças de seus tênis sejam também recicladas.

O modelo Renew Canvas já foi lançado, e pode ser adquirido no site da marca. A previsão é que o modelo Renew Denim seja lançado até o final do ano, o Renew Cotton chegue ao público em 2020. O lema da coleção é claro e direto: A vida é curta demais para despediçar – e, diante das imagens, os fãs do design único do Converse não tem com o que se preocupar: é possível consumir de forma consciente e seguir vestindo um belo pisante com estilo.

*Por Vitor Paiva

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Árvores artificiais mexicanas ajudam no combate à poluição

As estimativas de mortes causadas por exposição à poluição do ar são alarmantes. Os dados apontam que cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência da poluição. As maiores armas para combatê-la e limpar o ar atmosférico, as árvores, tem sofrido ano após ano, com um ritmo acelerado de desmatamento – vide as recentes queimadas na Amazônia.

Naturais e eficientes, as árvores precisam de tempo e espaço para crescer e ajudar no combate à poluição e, para ajudar nesse processo, uma empresa mexicana desenvolveu uma árvore artificial que absorve a poluição do ar equivalente a 368 árvores naturais.

A estrutura metálica da árvore artificial utiliza microalgas para limpar dióxido de carbono e outros poluentes do ar, devolvendo oxigênio puro ao meio ambiente. Cada árvore, que tem 4,2 metros de altura, quase 3 metros de largura e pesa aproximadamente uma tonelada pode limpar tanto ar quanto um hectare de floresta, o que corresponde ao ar que 2.890 pessoas respiram por dia.

A árvore artificial parece uma mistura entre uma árvore natural e um grande edifício. Batizada de BioUrban, ela custa aproximadamente US$ 50 mil por unidade. Fabricada pela Biomitech, que foi lançada em 2016, já foram “plantadas” três árvores: uma na cidade de Puebla, no centro do México e sede da empresa, outra na Colômbia e a última no Panamá. Há ainda contrato para mais duas na Turquia e projeto sendo desenvolvido para instalá-la na Cidade do México e em Monterrey, ao Norte mexicano.

O objetivo da empresa com as árvores artificiais é ajudar essas cidades a combater a poluição, obtendo um ar mais limpo em áreas específicas, como as utilizadas por pedestres, ciclistas ou idosos.

*Por Adrieli Evarini

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*Fonte: superinteressante

Militares americanos construíram secretamente um “cérebro artificial” chamado Senciente

De acordo com informações publicadas pelo jornal The Verge, o Escritório Nacional de Reconhecimento, uma agência de inteligência dos EUA, tem um programa chamado “Sentient” (em português, “Senciente” ou “aquele que recebe impressões”) que seria uma espécie de “cérebro artificial” ou sistema de inteligência capaz de coordenar posições de satélite e ser usado para gerenciar operações militares.

O “Senciente” era um segredo do governo americano até pouco tempo atrás, quando alguns documentos sobre suas características e metas foram divulgados.

Aparentemente, o sistema pretende ser uma ferramenta de análise que pode interpretar dados de todos os tipos dando sentido a não apenas imagens de satélite, mas tudo que tiver um “carimbo” de tempo e data, revelando o presente e antecipando o futuro.

Explicamos: usando “dicas” de alguma fonte, o programa pode direcionar um satélite para um ponto em particular, ou usar essa informação em algum de seus instrumentos. Em uma versão automatizada ideal, ao recolher todos esses dados, sintetizá-los em informações sensíveis e reincorporar essas informações a sua coleção, o programa vai se tornando cada vez mais inteligente e capaz de chegar a melhores conclusões. Com o tempo, terá criado um arsenal poderoso de conhecimento sobre o passado capaz de compreender o presente e prever o futuro.

Supersecreto

O programa está sendo desenvolvido desde 2010, mas as agências de inteligência americanas não querem comentar nada sobre seu atual estado. Os detalhes são propositalmente escassos.

“A prática padrão do Escritório Nacional de Reconhecimento e da comunidade de inteligência é NÃO divulgar fontes e métodos sensíveis, pois tal divulgação introduz um alto risco de nações adversárias criarem respostas”, explicou Karen Furgerson, vice-diretora de relações públicas do Escritório, por e-mail ao The Verge. “Isso prejudica nossa nação e seus aliados; diminui a vantagem da informação nos EUA e a segurança nacional. Por essas razões, os detalhes sobre o Senciente permanecem confidenciais e o que podemos dizer sobre ele é limitado”.

O que sabemos

Tal cérebro artificial “ingere grandes volumes de dados e os processa”, de acordo com Furgerson.

“O Senciente cataloga padrões normais, detecta anomalias e ajuda a prever e modelar os possíveis cursos de ação dos adversários. Senciente é um sistema que pensa”, complementa.

Obviamente, a vice-diretora não esclareceu que padrões e anomalias seriam esses, mas se o programa está aí para analisar o presente e prever o futuro, pode ser que ele tome decisões autônomas como lançar ou não um míssil dependendo das informações que coleta e analisa.

Os documentos que foram divulgados até agora também indicam que o Senciente pode tornar os satélites mais eficazes e permitir que os humanos se concentrem em análises mais profundas ao invés de ficar apenas vasculhando dados.
O sistema que tudo vê

Dos mais de 150 satélites americanos militares conhecidos, o Escritório Nacional de Reconhecimento opera cerca de 50.

Isso sem contar os contratos que possui com empresas de satélite privadas, obtendo dados de praticamente toda a Terra. Um desses contratos é com a BlackSky, que coleta informações de 25 satélites incluindo mais de 40.000 fontes de notícias, 100 milhões de dispositivos móveis, 70.000 navios e aviões, 8 redes sociais, 5.000 sensores ambientais e milhares de outros aparelhos com internet.

Agência de Segurança dos EUA junta mais informações que uma enorme biblioteca a cada seis horas

É aqui que entra o Senciente: todas essos dados e imagens que chegam ao Escritório, além de outras informações geoespaciais (qualquer coisa que tenha um carimbo de tempo e localização), representam uma piscina gigantesca de informações que simples seres humanos não poderiam entender e interpretar com rapidez e precisão.

“O Sencient visa ajudar os analistas a ‘conectar os pontos’ em um grande volume de dados”, disse Furgerson, sem dizer quais pontos seriam esses – podem ser qualquer coisa, de interceptações eletrônicas a recursos humanos a dados financeiros e climáticos a buscas no Google e muito mais.

Perigos

Obviamente, todo o segredo em torno do programa faz com que seus possíveis lados negativos não sejam debatidos – embora as pessoas já estejam fazendo perguntas.

Por exemplo, será que ele pode chegar a conclusões dúbias, ou ser propenso a vieses? Isso é bem possível. Softwares de reconhecimento facial atuais, por exemplo, já se mostraram propensos a vieses preconceituosos contra minores étnicas.

Outra questão importante é a da liberdade civil. Os EUA tecnicamente não podem espionar seus próprios cidadãos, mas as empresas privadas podem e qualquer um pode comprar seus dados. O “olho que tudo vê” é ético, neste sentido?

Ex-chefe do programa secreto de investigações de OVNIs do Pentágono faz revelações estranhas em novo documentário

Em último caso, tanto sigilo pode até significar que o programa seja utilizado sem que o público jamais perceba que está em ação. Por exemplo, poderia direcionar conflitos militares em breve sem que o resto de nós esteja sequer consciente disso. [Futurism, TheVerge]

*Por Natasha Romanzoti

 

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*Fonte: hypescience

A usina de reciclagem de lixo espacial que pode orbitar a Terra em 2050

Temos chamado a atenção para o grave problema do lixo espacial diversas vezes aqui na SUPER ao longo dos últimos anos. E não é à toa que batemos tanto nesta tecla. Há 22 mil objetos grandes e milhões de pequenos pedaços de metal girando em volta do planeta, sendo que muitos deles não passam de lata velha. A órbita da Terra está cada vez mais parecida com um lixão, com satélites e estações espaciais de grande valor correndo perigo.

Algumas ideias e tecnologias estão sendo desenvolvidas com o intuito de encarar a questão no futuro próximo — a maioria delas consiste em espaçonaves que possam capturar o lixo espacial e fazê-lo queimar na atmosfera. Mas um grupo internacional de pesquisadores se uniu em torno de um projeto diferente: a construção de um complexo orbital multifuncional para fazer a reciclagem do material que está lá em cima. E muitas outras atividades.

Batizada de Gateway Earth (algo como “Portal Terra”), a estrutura prevista para começar a operar em 2050 será como a Estação Espacial Internacional. Só que, em vez de focar na ciência, seu objetivo principal é prestar serviços à crescente frota de satélites na órbita terrestre, abrigar turistas espaciais e servir como parada estratégica para espaçonaves a caminho da Lua e dos planetas. Ela ficará 100 vezes mais longe da Terra que a ISS.

A ideia é posicionar o complexo na chamada órbita geoestacionária: um cinturão a 36 mil quilômetros da superfície onde os objetos giram em sincronia com a rotação terrestre. É o ponto ideal para satélites de telecomunicação ou de previsão do tempo, já que eles ficam 100% do tempo acima de uma única porção territorial. Essa órbita é mais conhecida como GEO — não é tão poluída quanto a órbita baixa (LEO), mas está começando a ficar.

Destruir o lixo espacial na LEO é relativamente mais fácil que na GEO, que está muito mais distante da atmosfera terrestre e seu poder incinerador. Lá, o que os operadores costumam fazer é deslocar os satélites no fim da vida útil por 300 km ou 400 km até um “cemitério”. Mas 20% deles não consegue chegar nessa zona de proteção a tempo — são o foco do Gateway Earth. Estima-se que esses serviços abram um mercado de US$ 8 bilhões anuais.

Satélites funcionais podem ser reparados ou reabastecidos. Quando eles viram lixo, são trazidos até a estação para reaproveitamento de peças valiosas, como câmeras e painéis solares. O restante do metal pode ser reciclado para produzir espaçonaves ou facilitar a construção de bases lunares, por exemplo, com material gerado no próprio espaço. Sem os custos dos lançamentos de foguetes, toda a operação deve se tornar bem mais barata.

Um dos motivos que fazem do Gateway Earth um entreposto realmente estratégico para a exploração espacial é sua localização: a órbita geoestacionária marca o fim do grande poço gravitacional terrestre. Ir dali até a Lua ou rumo aos planetas é muito mais fácil, como planar de asa delta. Ter um complexo capaz de, além de consertar satélite, fabricar produtos e veículos neste ponto do espaço pode fazer toda a diferença.

*Por A. J. Oliveira

>> Confira mais informações [ AQUI ]

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*Fonte: superinteressante

O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma

Tecnologia transformou o significado dos sonhos, fazendo da noite uma espécie de dia virtual

Os sonhos são a paisagem do nosso mundo interior. Enquanto dormimos, nossa imaginação transforma o real, e dessa maneira nos dá um contexto para a experiência diurna. A mente, em sua agitação noturna de imagens e histórias, cria um incessante jogo de esconde-esconde com os sentimentos, com a memória e com nossos interesses e preocupações do dia. Apesar de serem intrinsecamente ambíguos e estarem abertos a múltiplas interpretações, os sonhos têm uma gramática que nos oferece um panorama da arquitetura da mente e das camadas entretecidas de elementos psicológicos que a compõem. Nelas, a atualidade e as vivências do passado recente e remoto convergem em formas notavelmente fluidas.

Sigmund Freud observou que uma das propriedades do inconsciente é a tolerância às contradições. Elas aparecem com frequência nos sonhos e nos mostram uma habilidade especial da mente para associar coisas que aparentemente carecem de características comuns. O sonho cria novas categorias que de outro modo nunca teríamos notado. Isso não é raro, é parte de sua estranheza comum. Já aconteceu com todos nós: como quando sabemos nesse estado que alguém é o nosso melhor amigo, mesmo que não se pareça com ele. Em outras circunstâncias, insistiríamos em corrigir o mal-entendido, mas não aqui. O sonho é uma experiência subjetiva fora do nosso controle, que nos oferece uma apreciação da interação íntima entre nosso mundo interior e o mundo social em que nos locomovemos.

Por este prisma podemos penetrar nos mistérios da mente e em sua relação com a cultura e a tecnologia. É extraordinário que Freud descobrisse esta chave nas atividades mentais de uma pessoa adormecida. Os sonhos como guia do inconsciente foram a base de suas teorias sobre os pensamentos reprimidos, que afloram enquanto dormimos. O professor de psicologia Daniel Wegner, de Harvard, sustenta que essa descoberta de Freud cria uma ponte com os avanços atuais das neurociências cognitivas. Estudos de imagens cerebrais confirmaram: a desativação da função inibitória da área pré-frontal do córtex cerebral durante o sono permite liberar os pensamentos que foram suprimidos durante a vigília e que contêm fatos relacionados com a memória reprimida.

Ao ligar os aparelhos logo depois de acordar, as imagens digitais substituem o que vivemos enquanto dormíamos

A maioria das pesquisas do sono concorda que ele promove o processamento cognitivo e contribui para a plasticidade cerebral. E que a falta de sono altera a transmissão de sinais no hipocampo, que é a área do cérebro onde se processa a memória em longo prazo. Estas observações foram confirmadas em outras espécies. Os estudos com moscas Drosophila realizados por Jeff Donlea e seus colaboradores da Universidade de Washington mostram que o sono não restaura apenas a capacidade de aprendizagem, mas também melhora a duração das lembranças.

Entretanto, apesar do papel central dos sonhos nos processos mentais, seu significado veio se transformando sob o efeito da tecnologia, porque ela tem a capacidade de nos desvincular do nosso mundo interior. As imagens desses contextos empalidecem em comparação às da realidade aumentada à qual estamos constantemente expostos por meio dos dispositivos inteligentes. É como se fôssemos absorvidos por uma corrente de sonhos pré-fabricados. Fica difícil neutralizar a sobre-excitação que eles causam em nosso cérebro. O uso prolongado do computador, do celular ou da televisão altera o ciclo do sono e transformou a noite praticamente em um dia virtual. Por outro lado, ao ligá-los imediatamente depois de acordar, os sonhos e suas ressonâncias diurnas são deslocados pelas imagens digitais, que disputam nossa atenção e acabam nos seduzindo.
O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma
Sr. García

Não obstante, os sonhos continuam sendo a realidade virtual original. São uma experiência intensamente pessoal, e por isso extremamente relevante. Mantêm nossa mente aberta a perguntas nunca antes formuladas, permitem explorar tabus e a falta de sentido, sem que ninguém nos observe nem nos julgue; dão uma imagem a situações que geram ansiedade e a eventos traumáticos, o que ajuda a processá-los. Enquanto sonhamos, nossa experiência noturna nos induz a vislumbrar o vasto reino da imaginação e do pensamento criativo. Como afirma o psicanalista Thomas Ogden, os sonhos permitem brincar livremente com as ideias fora do entorno do controle consciente. Esta liberdade de sonhar é possível graças à proteção da privacidade.

Para o nosso cérebro, o simples fato de ter sonhado já é suficiente, mas aqueles que de vez em quando recordamos podem nos beneficiar significativamente em nossa vida diurna e nos ajudar a refletir sobre seu conteúdo. O que está em jogo é uma conexão essencial com nosso mundo interior. Que pensamentos vêm à mente? Que emoções provocam? O que pode ter precipitado o sonho daquela noite? E se ao despertar a lembrança se evapora, não é preciso se preocupar. De fato, só recordamos cerca de 10% deles. Pense que, afinal de contas, são apenas sonhos.

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*Fonte: elpais-brasil

Não é só o FaceApp, milhares de aplicativos espionam o usuário mesmo sem permissão

O caso do FaceApp, aplicativo que usa inteligência artificial para envelhecer um rosto de forma realista, fez todos os olhares se voltarem para um aspecto comum, que poucos usuários notam. Ao instalá-lo, surge o aviso de que todos os nossos dados serão utilizados e inclusive cedidos terceiros, sem nenhum controle. O alerta é dado num processo que poucos usuários leem, ou que aceitam sem pensar nas consequências. Mas alguns programas para celulares podem não necessitar nem sequer do consentimento explícito. Milhares de aplicativos burlam as limitações e espionam, mesmo sem receberem autorização do dono do celular.

Afinal, para que a lanterna do aparelho precisa ter acesso à localização de um usuário? E um aplicativo de retoque fotográfico ao microfone? Ou um gravador aos seus contatos? Em princípio, esses aplicativos não precisam de permissões desse tipo para funcionar. Quando agem assim, costuma ser para procurar um bem extremamente valioso: os dados. Os usuários podem dar ou negar diferentes permissões aos aplicativos para que acessem sua localização, os contatos e os arquivos armazenados no telefone. Mas uma pesquisa de uma equipe de especialistas em segurança cibernética revelou que até 12.923 apps encontraram a forma de continuar recolhendo informação privada apesar de as autorizações terem sido explicitamente negadas.

Esse estudo expõe a dificuldade dos usuários em proteger sua privacidade. Pesquisadores do Instituto Internacional de Ciências Computacionais (ICSI) em Berkeley, do IMDEA Networks Institute de Madri, da Universidade de Calgary (Canadá) e da empresa AppCensus analisaram um total de 88.000 aplicativos da Play Store e observaram que milhares deles acessam informações como localização ou dados do aparelho no qual o usuário tinha previamente recusado essas autorizações.

Os especialistas ainda não divulgaram a lista completa de aplicativos que realizam essas práticas. Mas, segundo a pesquisa, encontram-se entre elas a aplicativo do parque Disney de Hong Kong, o navegador da Samsung e o buscador chinês Baidu. O número de usuários potenciais afetados por essas descobertas é de “centenas de milhões”.

Borja Adsuara, advogado especialista em direito digital, afirma que se trata de “uma infração muito grave”, porque o sistema operacional Android exige que os apps peçam o acesso consentido a esses dados através de permissões, e o usuário lhes diz expressamente que não. O consentimento, explica, funciona de forma muito parecida tanto na intimidade física como na não física – os dados pessoais. “É como no caso de um estupro em que a vítima diz expressamente que não”, compara.

Narseo Vallina-Rodríguez, coautor do estudo, diz que “não está claro se haverá correções ou atualizações para os bilhões de usuários Android que atualmente utilizam versões do sistema operacional com essas vulnerabilidades”. O Google não especificou a este jornal se cogita retirar do mercado ou tomar alguma medida contra os aplicativos que, segundo o estudo, acessam os dados dos usuários sem a permissão pertinente. No entanto, assegurou que o problema será resolvido com o Android Q, a próxima versão de seu sistema operacional. A companhia pretende lançar nos próximos meses seis versões beta do Android Q, até oferecer a versão final durante o terceiro trimestre do ano.

Como os aplicativos acessam a informação privada do usuário sem as permissões necessárias? Eles burlam os mecanismos de controle do sistema operacional mediante os chamados side channels (canais paralelos) e covert channels (canais encobertos). Vallina faz a seguinte comparação: “Para entrar em uma casa, [o dado do usuário] pode passar pela porta com a chave que o dono lhe deu [a permissão], mas também pode entrar sem o consentimento do proprietário, aproveitando-se de uma vulnerabilidade da porta [um side channel] ou com a ajuda de alguém que já está dentro [covert channel]”.

“Você pode abrir uma porta com uma chave, mas também pode encontrar a forma de fazê-lo sem ter essa chave”, prossegue o especialista. O mesmo ocorre ao tentar acessar a geolocalização de um aparelho. Ele pode não ter acesso ao GPS, mas mesmo assim encontrar o modo de acessar a informação de posicionamento do usuário.

Metadados

Uma forma de fazer isso é através dos metadados que estão integrados às fotos tiradas pelo dono do smartphone, segundo Vallina. “Por definição, cada foto tirada por um usuário Android contém metadados como a posição e a hora. Vários apps acessam a posição histórica do usuário pedindo a permissão para ler o cartão de memória, porque é lá onde estão armazenadas as fotos, sem ter que pedir acesso ao GPS”, explica. É o caso do Shutterfly, um aplicativo de edição de fotografia. Os pesquisadores comprovaram que ele reunia informação de coordenadas do GPS a partir das imagens dos usuários, mesmo que estes tivessem negado a permissão para acessar a sua localização.

Também é possível acessar a geolocalização através do ponto de acesso wi-fi com o endereço MAC do router, um identificador atribuído pelo fabricante que pode ser correlacionado com bases de dados existentes e averiguar a posição do usuário “com uma resolução bastante precisa”.

Para que o aplicativo possa acessar essa informação, existe uma permissão que o usuário deve ativar em seu smartphone, chamado “informação da conexão wi-fi”, conforme ensina Vallina. Mas há apps que conseguem obter esses dados sem que a permissão esteja ativada. Para isso, extraem a direção MAC do router, que o aparelho obtém mediante o protocolo ARP (Address Resolution Protocol), que serve por sua vez para conectar e descobrir os dispositivos que estão em uma rede local. Ou seja, os aplicativos podem acessar uma pasta que expõe a informação MAC do ponto de acesso wi-fi: “Se você sem nenhum tipo de licença lê essa pasta que o sistema operacional expõe, pode saber a geolocalização de forma totalmente opaca para o usuário”.

Bibliotecas de terceiros

Muitos desses vazamentos de dados ou abusos à privacidade do usuário são feitos através de bibliotecas, que são serviços ou miniprogramas de terceiros incluídos no código dos aplicativos. Essas bibliotecas são executadas com os mesmos privilégios que o app em que se encontram. Em muitas ocasiões, o usuário nem está consciente de sua existência. “Muitos desses serviços têm um modelo de negócio que está baseado na obtenção e processamento dos dados pessoais”, diz o pesquisador.

Por exemplo, aplicativos como a da Disney de Hong Kong utilizam o serviço de mapas da companhia chinesa Baidu. Assim, podem acessar, sem necessidade de qualquer permissão, informações como o IMEI e outros identificadores que as bibliotecas do buscador chinês armazenam no cartão SD. Os aplicativos de saúde e navegação da Samsung, que estão instalados em mais de 500 milhões de aparelhos, também utilizaram este tipo de bibliotecas para seu funcionamento. “A própria biblioteca explora essas vulnerabilidades a fim de acessar esses dados para seus próprios fins. Não está claro se depois o desenvolvedor do app acessa os dados através da biblioteca”, explica.

Vallina afirma que nas próximas pesquisas será analisado o ecossistema das bibliotecas de terceiros e para que finalidades os dados são obtidos. Também estudarão os modelos de rentabilização existentes no Android e a transparência dos aplicativos quanto ao que eles fazem e o que dizem fazer nas políticas de privacidade. Para evitar práticas desse tipo, Joel Reardon, também coautor do estudo, aponta a importância de realizar pesquisas desse tipo com o objetivo de “encontrar esses erros e preveni-los”.

Se os desenvolvedores de aplicativos podem evitar as permissões, faz sentido pedir permissão aos usuários? “Sim”, responde Reardon, taxativo. O pesquisador insiste em que os aplicativos não podem burlar todos os mecanismos de controle, e que pouco a pouco ficará mais difícil para eles. “O sistema de permissões têm muitas falhas, mas ainda assim ele serve para algo e persegue um propósito importante”, afirma.

Responsabilidade dos desenvolvedores

No caso de usuários na Espanha, estas práticas realizadas sem o consentimento descumprem, entre outras normativas, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) e a Lei Orgânica de Proteção de Dados. Os desenvolvedores desses aplicativos poderiam enfrentar, segundo o RGPD, sanções econômicas de até 20 milhões de euros (75,3 milhões de reais) ou 4% do faturamento anual da empresa. E inclusive poderiam responder por um delito contra a intimidade (artigo 197 do Código Penal espanhol) que poderia acarretar penas da prisão, segundo Adsuara.

O advogado afirma que a maior parte da responsabilidade recai sobre os desenvolvedores. Mas considera que tanto as lojas – Google Play e Apple Store – como as plataformas que permitem o acesso dos aplicativos aos dados de seus usuários – como o Facebook, no caso Cambridge Analytica – têm uma responsabilidade in vigilando: “Quer dizer, o dever de vigiar que os aplicativos que sua loja aceita ou aos quais permitem que tenham aos dados de seus usuários em sua plataforma sejam seguros”.

“Embora cada um seja responsável por seus atos, sente-se a falta de alguma autoridade espanhola ou europeia que revise a segurança dos aplicativos e serviços antes de seu lançamento no mercado”, afirma. E salienta que, em outros setores, existe algum tipo de certificação que garante que um produto ou serviço seja seguro. “A ninguém ocorre, por exemplo, que se autorize a circulação de carros com os freios falhando. Para não falar em remédios, alimentos e brinquedos. Entretanto, é normal no setor que se lancem no mercado aplicativos e serviços com falhas de segurança que, depois, com o bonde andando, vão emendando”.

*Por Isabel Rubio

 

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*Fonte: elpais – brasil

Cadeiras que estacionam automaticamente

Essas são as cadeiras que estacionam quando não estão sendo usadas, automaticamente, uma tecnologia desenvolvida pela Nissan.

A empresa usa a mesma técnica empregada na baliza automática de seus carros para criar estes modelos de cadeiras, que “se guardam” automaticamente depois que são utilizadas.

Ao que podemos ver, elas fazem isso quando alguém bate palmas.

Só não sabemos o que acontece quando o som de palmas aparece em algum vídeo, ou de alguém, enquanto as pessoas estão de fato sentados e usando essas cadeiras.

Abaixo você confere um vídeo que mostra como elas funcionam.

*Por:Flávio Croffi

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*Fonte: geekness

Barco da SpaceX captura peça de foguete caindo do céu

É a segunda vez que um resgate de carenagem é realizado pela empresa de Elon Musk, que quer transformar o procedimento em algo rotineiro

A SpaceX resgatou com sucesso uma parte do foguete Falcon 9 lançado nesta terça-feira (06), e o CEO Elon Musk fez questão de compartilhar o feito em sua conta no Twitter. As imagens mostram a captura do cone do nariz do foguete, que cairia no oceano. A peça cai confortavelmente em uma rede de proteção anexada a um barco da SpaceX chamado Ms. Tree. Veja o vídeo!

Rocket fairing falling from space (higher res) pic.twitter.com/sa1j10qAWi

Há um ano e meio, a SpaceX procura meios de resgatar suas carenagens. Essas estruturas bulbosas envolvem qualquer carga útil ou satélite transportado pelo foguete Falcon 9, atuando como um escudo durante o lançamento. Normalmente, elas se partem ao meio no espaço e apenas caem de volta à Terra, para nunca mais serem recuperadas. Mas, se você conhece Elon Musk, sabe que ele não fica contente em simplesmente desperdiçar as coisas – especialmente quando elas são muito caras.

“Imagine se você tivesse US$ 6 milhões em dinheiro voando por aí, e isso vai atingir o oceano”, disse Musk durante uma coletiva de imprensa no ano passado, referindo-se ao custo da carenagem. “Você tentaria recuperar isso? Sim. Sim, você tentaria.”

É com esse intuito que a SpaceX desenvolveu o processo especial de captura, a fim de usar as estruturas novamente em voos subsequentes. Depois que as metades da carenagem se separam no espaço, uma série de pequenos propulsores e um sistema de orientação controlam sua volta ao planeta natal. Por fim, um para-quedas é acionado um para retardar a queda e facilitar o duro trabalho da Ms. Tree e sua rede salvadora.

Depois de numerosas tentativas quase perfeitas, a primeira captura de carenagem bem-sucedida ocorreu em junho, depois do lançamento do foguete Falcon Heavy. Agora, a empresa parece pronta para começar a capturar regularmente as carenagens. Atualmente, ela tem apenas um barco equipado com a rede gigante, mas pode ser que a Ms. Tree receba um companheiro em breve para ajudar nas tarefas.

 

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*Fonte: olhardigital

Sony busca fundos para um ar condicionado de camiseta

A Sony do Japão está fazendo um financiamento coletivo para um ar condicionado de camiseta chamado Reon Pocket, o que seria uma excelente alternativa para os dias de calor escaldante.

Criado pelo Sony Startup Acceleration Program (SSAP), este dispositivo consiste em uma pequena máquina que é acoplada na parte de trás superior da camiseta.

O hardware, que é menor e mais leve que um smartphone típico, bombeia ar frio através de uma série de furos.

A temperatura pode ser ajustada com base na sua preferência usando um aplicativo para dispositivos móveis, ou você pode optar por permitir que o dispositivo decida a temperatura ideal para você.

Para ligar e desligar você acessa o aplicativo.

Vale ressaltar que este dispositivo não só diminui a temperatura em dias de calor, mas serve também como aquecedor portátil para quando estiver frio. Genial!

Funciona mais ou menos como o ar condicionado de um carro ou refrigeradores de vinho.

Ele vem com uma bateria recarregável que pode ser carregada em duas horas, e tem autonomia de 90 minutos em uso.

Por enquanto o dispositivo angaria fundos, e tem a missão de acumular US$ 610 mil para ser de fato produzido. Em três dias, no entanto, já conseguiram US$ 241 mil para produzir o dispositivo.

Ele não é barato também. Custa mais ou menos US$ 130 cada unidade. E, por enquanto, é exclusivo para os japoneses.

*Por:Flávio Croffi

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*Fonte: geekness

Cérebro humano ligado a um computador? Elon Musk está investindo nisso

Elon Musk compartilhou os planos da Neuralink, empresa que apoia na investigação de tecnologia de interfaces capazes de ligar diretamente o cérebro ao computador.

O empresário pretende mais uma vez dar um novo salto tecnológico e tornar as ideias reais, como reporta o New York Times e a Bloomberg, que tiveram acesso a um briefing com um ponto de situação dos projetos. Em maio, Musk já tinha falado que ia “haver alguma coisa notável para anunciar nos próximos meses“.

Entender e controlar o cérebro humano parece ser cada vez mais a ambição do próprio homem. Um dos projetos do magnata norte-americano é a introdução de implantes no interior do cérebro humano. Segundo a reportagem, estão a ser testados em ratos cerca de 1.500 elétrodos que, embora não haja certezas de que possam funcionar com os humanos, há esperança da tecnologia poder ajudar pessoas com problemas de amputação, assim como restaurar a capacidade de ver, falar e ouvir.

A ideia de Elon Musk é ligar o cérebro diretamente ao computador para dar mais um passo seguinte na investigação da inteligência artificial.

Uma das principais revelações é que o início dos testes com humanos será no segundo trimestre do próximo ano. O que se pretende inserir no cérebro tratam-se de pequenos fios flexíveis que têm cerca de um quarto do diâmetro do cabelo humano. Serão utilizadas agulhas para evitar os vasos sanguíneos na superfície do cérebro.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

Mineral raro vai tornar a Internet 1000 vezes mais rápida

A perovskita, como o cientista Gustav Rose a chamou quando a descobriu nos Montes Urais, na Rússia, em 1839, é um mineral de óxido de titânio e cálcio.

Mas de acordo com a revista Forbes, sua mágica está na habilidade de manter muitos cátions (íons com carga positiva diferente) em sua estrutura física, dando aos engenheiros a habilidade de modificar o mineral como bem entenderem. E enquanto os cientistas sabem sobre o mineral há muito tempo, os pesquisadores continuam a achar útil.

No mundo, a perovskita foi encontrada nas minas do Arkansas, dos Urais, da Suíça, da Suécia e da Alemanha, e cada variedade é um pouco diferente. Por exemplo, em 2009, sua capacidade de absorver a luz do sol e gerar eletricidade foi descoberta. Uma forma natural de célula solar.

De acordo com Trevor Nace, geólogo e fundador da revista Science Trends, na revista Forbes, cientistas descobriram recentemente a virtude do mineral para transferir dados através da radiação terahertz. O mais surpreendente é que, porque é um mineral que, em poucas palavras “absorve a luz” que usa a luz em vez de eletricidade para transferir os dados, permitindo velocidades de 1.000 vezes mais rápido do que a tecnologia atual.

Vamos voltar um momento. A pesquisa de radiação frequência terahertz ainda está no inicio, mas sabe-se que a banda está entre a luz infravermelha e rádio freqüência (entre 100 e 10.000 GHz). Isso em comparação com a faixa de 2,4 gigahertz de telefones celulares de hoje. O minério de perovskita em camadas pode transferir dados através de ondas de luz na banda terahertz usando um mecanismo relativamente barato: halogênios.

Usando uma lâmpada de halogênio, a equipe de cientistas descobriu que eles poderiam modificar essas ondas enquanto passavam pela perovskita. Então eles codificaram os dados em ondas e os transferiram 1.000 vezes mais rápido.

“Este avanço tecnológico abre as portas para o uso de transferência de dados terahertz em computação e comunicação de geração futura. Mil vezes mais rápida, essa maneira barata e fácil de transferir dados apresenta uma infinidade de oportunidades para transformar nossas vidas digitais. Infelizmente, teremos que esperar pelo menos 10 anos até que esteja comercialmente pronto de acordo com os autores. Quando esse momento chegar, isso poderá apresentar uma mudança radical na computação e na comunicação “, escreve Trevor Nace

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

Uma inteligência artificial deveria ser creditada como inventora?

Uma equipe de pesquisa colaborativa afirma que seu sistema artificialmente inteligente deve ser reconhecido como o legítimo inventor de dois projetos inovadores, em um desenvolvimento potencialmente disruptivo na lei de patentes.

A lei de patentes é complicada mesmo nas melhores épocas, mas um novo projeto liderado por pesquisadores da Universidade de Surrey poderia torná-la ainda mais complicada. Chamada de Artificial Inventor Project (Projeto Inventor Artificial), a iniciativa está “buscando direitos de propriedade intelectual para a produção autônoma de inteligência artificial”.

Como reporta a BBC, os pesquisadores dizem que seu sistema artificialmente inteligente chamado DABUS é o legítimo inventor de dois projetos, a saber, um complexo sistema fractal de recipientes de comida interligados a uma luz de advertência rítmica para atrair atenção extra. Para esse fim, os pesquisadores estão depositando patentes em nome da DABUS com os respectivos órgãos de patentes nos Estados Unidos, Reino Unido e na União Europeia.

O inventor da DABUS, Stephen Thaler, está também envolvido no projeto. DABUS é famoso por criar arte surreal, mas que pode fazer muitas outras coisas. E, de fato, ele não foi desenhado para fazer uma tarefa específica. Em vez disso, Thaler descreve DABUS como um “motor de criatividade” capaz de gerar “ideias inovadoras”, que compara outras ideias pré-existentes em sua base dados para avaliar quão inovadora é a sua nova ideia.

Thaler, juntamente com Ryan Abott, um professor de direito e ciências da saúde da Universidade de Surrey, e vários outros colaboradores, dizem que os recipientes para alimentos e as luzes de advertências foram inventados pela DABUS.

“Se o treinamento similar tivesse sido dado a um estudante humano, o estudante, e não o treinador, preencheria os critérios de inventor”, escreveram os pesquisadores no site deles. No caso da DABUS, a “máquina, em vez de uma pessoa, identificou a novidade e relevância da presente invenção”. Os inventores não devem se restringir a “pessoas naturais”, segundo os pesquisadores, e qualquer máquina que atenda aos critérios de invenção que “se fosse uma pessoa natural deveria ser qualificada como um inventor”, argumentam.

Sem as disposições de invenções da IA, o Artificial Inventor Project está preocupado que os direitos de propriedade intelectual nunca sejam atribuídos às máquinas que fazem invenções.

Máquinas devem ser reconhecidas como inventoras de suas criações, mas não devem possuir patentes, argumentam os pesquisadores. Em vez disso, os proprietários da máquina devem obter direitos sobre a patente. As máquinas não devem ter patentes, argumentam os pesquisadores, porque “não têm personalidade jurídica ou direitos independentes e não podem ter propriedades”, escreveu a equipe.

Falando à BBC, Abbot disse que é comum hoje em dia ter “inteligências artificiais escrevendo livros e tirando fotos”, mas sem um autor tradicional, a proteção de direitos autorais não é possível nos Estados Unidos.

“Assim, com patentes, um escritório de patentes pode dizer: ‘se você não tem alguém que tradicionalmente atenda aos critérios de ‘inventoria humana’, não há nada em que você possa obter uma patente’”, disse Abbot à BBC. “Nesse caso, se a IA for a forma como estaremos inventando as coisas no futuro, todo o sistema de propriedade intelectual não funcionará”.

Um porta-voz do Escritório Europeu de Patentes disse à BBC que a IA é simplesmente uma “ferramenta usada por um inventor humano” e que mudanças nessa lógica teriam “implicações muito além da lei de patentes, ou seja, direitos de autor sob leis de direitos autorais, além de responsabilidade e proteção de dados”.

Este é um assunto bem interessante, e estou curioso para ver como isso vai evoluir daqui em diante. Se o Artificial Inventor Project não for bem sucedido, e se seus medos forem válidos, as coisas podem ficar cada vez mais estranhas e bagunçadas no mundo das patentes.

*Por George Dvorsky

 

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*Fonte: gizmodo

Japoneses fazem primeiro teste com carro voador

Ele parece mais um drone gigante e fez o primeiro voo em teste nesta segunda-feira, 5. É o carro voador japonês.

O modelo da Nec Corp tem 4 hélices para sair do chão. Ele ficou voando por cerca de um minuto e levantou a 3 metros de altura.
De acordo com a Associated Press, o governo japonês está incentivando o desenvolvimento de carros voadores para que virem realidade até 2030.
Por enquanto, a intenção é que o veículo seja utilizado em entregas no futuro e sem a necessidade de um piloto.

Testes

Entre as bases que o governo japonês está criando para incentivar os carros voadores está uma área de testes em Fukushima.
A ideia é utilizar a região devastada por desastre nuclear como local de voo para estes veículos.

Outras empresas

Além da Nec, empresas como Boeing, Pal-V e Uber estão trabalhando em seus conceitos voadores.
Em outra frente, companhias também desenvolvem motos voadoras, inclusive, até a polícia de Dubai está utilizando um protótipo do tipo.

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*Fonte: sonoticiaboa

Inventor francês conseguiu atravessar o Canal da Mancha com sua prancha voadora

Todos nós conhecemos aquele velho ditado: se não acontecer na primeira, vá tentando até conseguir. Às vezes, você só precisa se recompor, pegar sua prancha voadora e simplesmente tentar mais uma vez atravessar o Canal da Mancha.

Depois que o inventor Franky Zapata fracassou em sua tentativa inaugural no mês passado, ele finalmente conseguiu completa sua jornada do litoral da França até o Reino Unido neste domingo (4), segundo o Guardian, transformando a possibilidade de uma invasão por meio de pranchas voadoras algo totalmente viável.

O militar da reserva de 40 anos usou o seu Flyboard, uma prancha voadora desenhada por ele próprio, para fazer uma viagem de 35 km, parando no meio do caminho para reabastecer com querosene, que estava amarrado às suas costas (o dispositivo só pode funcionar por 10 minutos). O trajeto entre Sangatte, na França, e Dover, no Reino Unido, levou cerca de 20 minutos.

“Fizemos uma máquina há três anos…e agora nós atravessamos o Canal. É uma loucura. Se isso é um evento histórico, não serei eu que vou decidir. O tempo dirá”, disse Zapata à BBC depois de completar o trajeto.

Zapata tem desenvolvido a tecnologia de sua prancha voadora há três anos (ele inventou um hoverboard movido à agua em 2011 que levava o mesmo nome) em parte com a ajuda de uma concessão militar francesa que recebeu recentemente, no valor de US$ 1,4 milhão. No mês passado, Zapata impressionou ao voar com sua prancha durante o Dia da Bastilha, enquanto segurava um rifle. Isso fez com que o ministro das Forças Armadas da França dizer que o aparato poderia ser usado “como uma plataforma logística voadora ou como uma plataforma de assalto”, segundo o Guardian.

Agora, se você estiver preocupado com uma invasão de supersoldados, não precisa ter medo: Zapata também disse em 2017 que estava trabalhando com as forças armados do EUA para criar um dispositivo semelhante para combate. Com sorte, eles terão descoberto uma forma de superar o limite dos 10 minutos até a 3ª Guerra Mundial.

*Por Alyse Stanley 

 

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*Fonte: gizmodo

Aquanaut – ‘Transformer’ submarino irá trabalhar em plataformas de petróleo

Aquanaut pode viajar como um veículo submarino tradicional, ou estender seus braços e virar um ‘robô’ pronto para fazer reparos em equipamento subaquático.

O Aquanaut é um submarino autônomo desenvolvido pela Houston Mechatronics Inc. (HMI) que se transforma em um robô humanóide para realizar serviços em plataformas de petróleo e gás submarinas. No vídeo abaixo você pode ver o robô em ação em uma piscina da Nasa.

Ao que parece o Aquanaut não precisa de cabos ou um navio de apoio para funcionar. Ele viaja em “modo submarino” até seu destino em águas profundas, onde desdobra seus braços e se transforma em um humanóide.

Cada braço é equipado com sensores de força e possui oito eixos de movimento, semelhantes aos de um braço humano. Os braços do Aquanaut também têm garras capazes de girar válvulas e até mesmo operar ferramentas. Assim que termina um reparo, o robô volta de forma autônoma para a superfície.

A tecnologia vai ser muito importante para empresas que controlam instalações submarinas de gás e petróleo, principalmente porque a quantidade de dinheiro gasto atualmente para inspecionar e manter as plataformas é muito alta. Eles dependem de tecnologias robóticas que não mudaram fundamentalmente em décadas, em grande parte devido ao desafio de trabalhar em um ambiente tão extremo.

O cofundador e diretor de tecnologia da HMI, Nic Radford, passou 14 anos trabalhando em projetos avançados de robótica no Johnson Space Center da NASA, em Houston. Portanto, para ele, condições extremas são parte do cotidiano. E, talvez por essa razão, a HMI tenha tido sucesso em criar o Aquanaut.

‘Concordo que ir para o espaço é mais difícil do que entrar debaixo d’água’, diz Radford. “Mas o espaço é um ambiente intocado. No mundo subaquático as coisas são extraordinariamente dinâmicas. Ainda não decidi se é 10 vezes mais difícil ou 50 vezes mais difícil para robôs trabalhar debaixo d’água do que no espaço”.

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*Fonte: olhardigital

Quase um milhão de pessoas tiveram suas senhas roubadas em 2019

Segundo pesquisa da Kaspersky, número representa um aumento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado

O roubo de senhas se tornou um dos maiores problemas enfrentados pelos usuários de tecnologia nos últimos anos. Em 2019, esse número não para de crescer. Segundo levantamento feito pela empresa de segurança Kaspersky, houve um aumento de 60% no número de pessoas que foram vítimas de ladrões de senhas em relação ao mesmo período de 2019. Estima-se que mais de 940 mil pessoas já tiveram algum tipo de senha roubada.

O roubo de senhas é bastante utilizado justamente pela facilidade em se obter essas informações. Esse tipo de golpe obtém os dados diretamente do navegador dos usuários. As informações que mais atraem os hackers são as senhas salvas, dados pessoais que ficam armazenados automaticamente para que cadastros sejam preenchidos automaticamente e cartões salvos em contas para a compra de produtos e serviços.

Alguns desses malwares também são projetados para roubar cookies do navegador e arquivos de locais específicos da máquina. Além de subtrair dados de apps, como e-mails e mensagens particulares.

Nos últimos seis meses, a Europa e a Ásia foram os mais afetados pela prática. Ainda há registro de malwares desse tipo atingirem usuários na Rússia, Índia, Brasil, Alemanha e EUA. Um dos principais responsáveis por esse roubo de dados é o Azorult multifuncional, um vírus do tipo trojan que foi encontrado em 25% dos computadores infectados.

As recomendações para se proteger desses programas maliciosos seriam as de sempre: atualizar todos os programas no computador, não enviar informações sensíveis por meios não seguros como mensagens em redes sociais ou e-mail, além de sempre verificar a procedência de um link antes de clicar.

 

 

 

 

 

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*Fonte: olhar digital

A viagem no tempo é possível – mas somente se você tiver um objeto com massa infinita

O conceito de viagem no tempo sempre capturou a imaginação de físicos e leigos. Mas isso é realmente possível? Claro que é. Estamos fazendo isso agora, não estamos? Estamos todos viajando para o futuro um segundo de cada vez.

Mas isso não era o que você estava pensando. Podemos viajar muito mais para o futuro? Absolutamente. Se pudéssemos viajar perto da velocidade da luz, ou na proximidade de um buraco negro, o tempo diminuiria, permitindo-nos viajar arbitrariamente para o futuro. A questão realmente interessante é se podemos viajar de volta ao passado.

Sou professor de física na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, e ouvi pela primeira vez sobre a noção de viagem no tempo quando tinha 7 anos, de um episódio de 1980 da série de TV clássica de Carl Sagan, “Cosmos“. Eu decidi que um dia eu ia estudar profundamente a teoria subjacente a tais idéias criativas e notáveis: a relatividade de Einstein. Vinte anos depois, saí com um Ph.D. no campo e tenho sido um pesquisador ativo na teoria desde então.

Agora, um de meus alunos de doutorado acaba de publicar um artigo na revista Classical and Quantum Gravity, que descreve como construir uma máquina do tempo usando um conceito muito simples.

CURVAS DO TEMPO FECHADAS

A teoria geral da relatividade de Einstein permite a possibilidade de distorcer o tempo de tal modo que ele se dobra sobre si mesmo, resultando em um loop temporal. Imagine que você está viajando nesse ciclo; isso significa que em algum momento, você acabaria em um momento no passado e começaria a experimentar os mesmos momentos desde então, tudo de novo – um pouco como o deja vu, exceto que você não perceberia isso. Tais construções são frequentemente referidas como “curvas do tempo fechadas” ou CTCs na literatura de pesquisa, e popularmente referidas como “máquinas do tempo”. As máquinas do tempo são um subproduto de esquemas de viagem eficazes mais rápidas que a luz e entendê-los pode melhorar nossa compreensão de como o universo funciona.

Nas últimas décadas, físicos bem conhecidos como Kip Thorne e Stephen Hawking produziram trabalhos seminais sobre modelos relacionados a máquinas do tempo.

A conclusão geral que emergiu de pesquisas anteriores, incluindo as de Thorne e Hawking, é que a natureza proíbe os ciclos do tempo. Talvez isso seja melhor explicado na “Conjectura de Proteção Cronológica“, de Hawking, que essencialmente diz que a natureza não permite mudanças em sua história passada, poupando-nos assim dos paradoxos que podem surgir se a viagem no tempo fosse possível.

Talvez o mais conhecido entre esses paradoxos que emergem devido à viagem no tempo para o passado é o chamado “paradoxo do avô”, no qual um viajante volta ao passado e mata seu próprio avô. Isso altera o curso da história de uma maneira que surge uma contradição: o viajante nunca nasceu e, portanto, não pode existir. Tem havido muitos enredos de filmes e novelas baseados nos paradoxos que resultam das viagens no tempo – talvez alguns dos mais populares sejam os filmes “Back to the Future” e “ Groundhog Day ”.

MATÉRIA EXÓTICA

Dependendo dos detalhes, diferentes fenômenos físicos podem intervir para impedir que curvas fechadas do tempo se desenvolvam em sistemas físicos. O mais comum é o requisito para um determinado tipo de assunto “exótico” que deve estar presente para que um ciclo do tempo exista. Vagamente falando, matéria exótica é matéria que tem massa negativa. O problema é que a massa negativa não é conhecida por existir na natureza.

Caroline Mallary, uma estudante de doutorado na Universidade de Massachusetts, Dartmouth, publicou um novo modelo para uma máquina do tempo na revista Classical & Quantum Gravity. Este novo modelo não requer nenhum material exótico de massa negativa e oferece um design muito simples.

O modelo de Mallary consiste em dois carros super longos – construídos de material que não é exótico e tem massa positiva – estacionados em paralelo. Um carro avança rapidamente, deixando o outro estacionado. Mallary foi capaz de mostrar que, em tal configuração, um loop temporal pode ser encontrado no espaço entre os carros.

Uma animação mostra como o loop do tempo de Mallary funciona. À medida que a espaçonave entra no ciclo do tempo, o seu eu futuro também aparece, e é possível rastrear as posições de ambos a cada momento posterior. Esta animação é da perspectiva de um observador externo, que está observando a espaçonave entrar e emergir do loop temporal.

ENTÃO VOCÊ PODE CONSTRUIR ISSO NO SEU QUINTAL?

Se você suspeitar que há uma captura, você está correto. O modelo de Mallary exige que o centro de cada carro tenha densidade infinita. Isso significa que eles contêm objetos – chamados de singularidades – com densidade, temperatura e pressão infinitas. Além disso, ao contrário das singularidades que estão presentes no interior dos buracos negros, o que as torna totalmente inacessíveis do exterior, as singularidades no modelo de Mallary são completamente nuas e observáveis ​​e, portanto, têm verdadeiros efeitos físicos.

Os físicos não esperam que tais objetos peculiares existam na natureza também. Então, infelizmente, uma máquina do tempo não estará disponível tão cedo. No entanto, este trabalho mostra que os físicos podem ter que refinar suas idéias sobre o porquê de curvas do tempo fechadas serem proibidas.

 

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Fonte: socientifica

Assista este novo drone lança-chamas de 1,5 mil dólares em ação

O novo e impressionante TF-19 Wasp Drone Flamethrower está agora pronto para ser comercializado.

Elegante em sua carcaça preta e construído para suportar todos os tipos de condições climáticas – do clima rigoroso e tempestuoso de inverno a ambientes extremamente quentes – o drone é robusto o suficiente para lidar com tudo isso.

Com seu alcance de lançamento de chamas de 8 metros e tanque que pode armazenar até um galão de combustível, o TF-19 pode incendiar chamas continuamente por um minuto e meio. Ele superará as expectativas daqueles que o usam.

Ele ajudará os profissionais que precisam de ferramentas de disparo exatos em locais de difíceis acessos. Condições de tempo extremamente frias ou quentes não irão impedi-lo – tornando-se uma ferramenta extremamente útil.

Com um sistema único de controle deslizante de trilhos e sem ferramentas necessárias para reabastecer e ajustá-lo, é um dos drones mais fáceis de usar no mercado. Facilmente manipulado com uma câmera FPV onboard.

Dê uma olhada e veja o impressionante drone TF-19 em ação.

*Por Ademilson Ramos

 

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*Fonte: engenhariae

I.A. desenvolveu (espontaneamente) um “sentido” humano para números

Matemática é o que os computadores fazem melhor, certo? Temos dificuldade em dividir a conta com os amigos em um restaurante, enquanto um computador moderno pode fazer milhões de cálculos em um único segundo.

Sim, mas os seres humanos têm um senso numérico intuitivo e inato que nos ajudou, entre outras coisas, a construir computadores capazes de fazer isso.

Ao contrário de um computador, um ser humano sabe quando olha quatro gatos, quatro maçãs e o símbolo 4 que todos têm uma coisa em comum, o conceito abstrato de “quatro”, sem sequer precisar contá-los.

Isso ilustra a diferença entre a mente humana e a máquina, e ajuda a explicar por que não estamos nem perto de desenvolver a I.A com a ampla inteligência que os humanos possuem.

Mas agora um novo estudo, publicado na Science Advances, relata que um AI desenvolveu espontaneamente um sentido numérico semelhante ao humano.

Para um computador contar, devemos definir claramente o que queremos dizer. Uma vez que alocamos alguma memória para manter o contador, podemos configurá-lo para zero e, em seguida, adicionar um elemento toda vez que encontrarmos algo que desejamos gravar.

Isso significa que os computadores podem contar o tempo (sinais de um relógio eletrônico), palavras (se armazenadas na memória do computador) e até mesmo objetos em uma imagem digital.

Essa última tarefa, no entanto, é um pouco desafiadora, já que precisamos dizer ao computador exatamente como os objetos ficam antes de podermos contá-los.

Mas os objetos nem sempre parecem iguais: a variação na iluminação, posição e postura têm um impacto, assim como qualquer diferença na construção entre os exemplos individuais.

Modernos sistemas de inteligência artificial começam automaticamente a detectar objetos quando recebem milhões de imagens de treinamento de qualquer tipo, assim como os humanos.

Aprendizagem Profunda

Essa emergência natural de abstrações de alto nível é um dos resultados mais empolgantes da técnica de aprendizado de máquina chamada “redes neurais profundas” (que você chamou de aprendizagem profunda ), que em certo sentido funciona de maneira semelhante ao cérebro humano.

A “profundidade” vem das muitas camadas da rede: à medida que a informação entra na rede, os elementos comuns encontrados tornam-se mais abstratos.

Dessa forma, as redes são criadas com elementos que são fortemente ativos quando a entrada é semelhante àquela que você experimentou anteriormente.

As coisas mais abstratas aparecem nos níveis mais profundos: gatos, rostos e maçãs, em vez de linhas verticais ou círculos.

Quando um sistema de inteligência artificial pode reconhecer maçãs, você pode usá-lo para contar quantas existem. Isso é ótimo, mas não é exatamente como humanos ou até animais fazem isso.

Muitos podem fazer isso também. Isso ocorre porque esse senso de “numerosidade” é um traço útil para sobrevivência e reprodução em muitas situações diferentes, por exemplo, julgando o tamanho de grupos de rivais ou prisioneiros.

Propriedades pop-up

No novo estudo, uma rede neural profunda que foi treinada para a detecção visual simples de objetos desenvolveu espontaneamente esse tipo de sentido numérico.

A IA percebeu que uma imagem de quatro maçãs é semelhante a uma imagem de quatro gatos, porque eles têm “quatro” em comum.

Neurônios artificiais sintonizados em números preferidos de pontos. (Andreas Nieder)

 

Esta pesquisa mostra que os nossos princípios de aprendizagem são bastante fundamentais e que as pessoas e os animais estão profundamente relacionados com a estrutura do mundo e com a nossa experiência visual comum.

Também sugere que poderíamos estar no caminho certo para alcançar uma inteligência artificial mais completa no nível humano.

A aplicação desse tipo de aprendizagem a outras tarefas, talvez aplicando-a aos sinais que ocorrem ao longo de um período de tempo, em vez dos pixels de uma imagem, poderia gerar máquinas com qualidades ainda mais semelhantes às dos seres humanos.

As coisas que antes considerávamos inerentes à humanidade, como o ritmo musical, por exemplo, ou até mesmo um senso de causalidade, agora estão sendo examinadas a partir dessa nova perspectiva.

À medida que continuamos descobrindo mais sobre a construção de técnicas artificiais de aprendizado e descobrindo novas maneiras de entender os cérebros dos organismos vivos, descobrimos mais dos mistérios do comportamento inteligente e adaptativo que possuímos.

 

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*Fonte: realidadesimulada

Veja esse vídeo incrível dos novos paraquedas da SpaceX em ação

A empresa espacial norte-americana SpaceX está cada vez mais próxima dos voos tripulados para fora da terra, razão pela qual coloca grande ênfase no teste de confiabilidade de suas naves. Um dos elementos mais importantes é o paraquedas, que permite um pouso suave e seguro.

De acordo com a empresa de Elon Musk, este é o sistema de paraquedas mais avançado do mundo, o que foi demonstrado nos 25 testes realizados. Nestes testes, sua confiabilidade foi verificada sob diferentes condições.

Como pode ser visto no vídeo, no decorrer desses testes, a espaçonave Crew Dragon, cuja estréia está prevista para novembro de 2019, foi lançada de alturas que variavam entre 3.600 e 15.000 metros.

Com isso, em abril de 2019, Bill Gerstenmaier, da NASA, disse à congressista Morris Brook que, naquela época, os resultados dos testes não eram satisfatórios. No entanto, ele também enfatizou que não é nada sério, já que os testes fracassados ​​forneceram informações valiosas.

*por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae