Primeira ida ao espaço de 2020 tem equipe 100% feminina

A primeira viagem ao espaço de 2020 é também a segunda da história a ser conduzida inteiramente por uma equipe feminina – e esperamos ver muito mais! As astronautas pioneiras, Jessica Meir e Christina Koch, foram “lá pra cima” para substituir as baterias de matrizes solares da International Space Station e a NASA exibiu toda a missão ao vivo.

De acordo com a NASA, Meir e Koch substituíram a níquel-hidrogênio que geravam energia para a instalação para baterias de iões de lítio.

Na primeira meia hora de caminhada espacial, a câmera e o sistema luz ligados ao capacete de Koch acabaram escapando e dificultando as imagens para os espectadores, assim como a visualização da dupla na atividade técnica que estavam fazendo. Em uma breve conversa com o sistema de comando da agência espacial norte-americana, elas decidiram continuar trabalhando no escuro e concluíram a missão com maestria.

Se a troca de bateria funcionar como planejado nos próximos dias de monitoramento, a NASA vai enviar os astronautas Andrew Morgan e Luca Parmitano, da Agência Espacial Européia, para finalizar a instalação do Alpha Magnetic Spectrometer’s (AMS) um novo dispositivo de resfriamento para as matrizes lá no alto.

Esta foi a segunda viagem especial de Meir e a quinta de Koch. A segunda das duas juntas. A dupla fez história em outubro de 2019, ao completar a primeira missão da NASA completamente conduzida por mulheres – isso depois de um cancelamento em março por falta de trajes espaciais adequados para corpos femininos.

*Por Karol Gomes

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*Fonte: hypeness

O reconhecimento facial abre caminho para o pesadelo de George Orwell

Alguém pode tirar sua foto na rua e conseguir saber quem você é para contatá-lo. Acontece na Rússia. Alguém pode atravessar a faixa de pedestres quando não for permitido e ver que as autoridades lhe multam e pegam sua foto atravessando indevidamente nas paradas de ônibus após identificá-lo com a imagem captada por uma câmera de segurança. Acontece na China. Uma pessoa pode receber a visita inoportuna da polícia porque o algoritmo falhou e a identificou erroneamente. Aconteceu nos Estados Unidos, em cinco ocasiões, com cinco pessoas, em 2015, como admitiu a polícia de Nova York. Tudo isso pode ter acontecido em outros momentos da história, mas nunca foi tão fácil como agora. A tecnologia do reconhecimento facial tem inúmeras comodidades, sim, de promessas de uma maior segurança, certo. Mas, paralelamente, a expansão de toda uma indústria de segurança que gira em torno dela transforma o pesadelo orwelliano de uma sociedade de pessoas controladas em algo mais do que uma possibilidade futura.

Derivada da inteligência artificial, ela deu seus primeiros passos em meados dos anos sessenta. Aquelas primeiras tentativas de usar um computador para reconhecer um rosto humano resultaram em uma tecnologia que alcançou um nível de plenitude assombroso. Prova disso é o iPhone X, que realiza algo que anos atrás pertencia ao domínio da ficção científica: desbloquear um celular com a imagem de nosso rosto. “Quando você encontra uma tecnologia como essa em um aparelho de consumo como o celular”, afirma Enrique Dans, professor de Inovação no IE Business School, “quer dizer que já se pode fazer de tudo com ela”.

Na China, país que fixou como meta se transformar no líder em pesquisa e aplicativos de inteligência artificial em 2030, as pessoas já podem escanear o rosto com o aplicativo para celular Xiaohua Qianbao e pedir um empréstimo ao banco virtual operado pela Xiaohua; ir a um Kentucky Fried Chicken da cidade de Hangzhou e pagar com um sorriso – o Smile to Pay (“sorria para pagar”) é o mais recente sistema desenvolvido pela empresa de pagamentos online Alipay −, e controlar a frequência às aulas de alunos da Universidade de Comunicações de Nanquim.

Ali, a tecnologia avança com os passos firmes da Face++, startup chinesa que derrotou no fim de outubro equipes do Facebook, Google e Microsoft em provas de reconhecimento de imagem na Conferência Internacional de Visão por Computador realizada na Itália. Naquele mesmo mês, a companhia levantou 460 milhões de dólares (1,5 bilhão de reais) em uma rodada de financiamento.

Mas a expansão do fenômeno não se limita a esse território. Lojas de Toronto utilizam a tecnologia para detectar ladrões. O Facebook a usa faz tempo para etiquetar quem aparece nas fotos. De fato, em 2015 já anunciou que podia identificar uma pessoa com 83% de sucesso sem ver sua cara: o tipo de corpo, o penteado e a postura são elementos suficientes. Agora, o novo desafio dos pesquisadores é conseguir identificar pessoas que usem óculos escuros, véu, máscara, balaclava (espécie de gorro com finalidades esportivas): na Universidade da Basileia, Suíça, o professor Bernhard Egger trabalha em um sistema que cria um padrão do rosto em 3D a partir das zonas descobertas da face.

Assim, o mercado do reconhecimento facial já movimenta mais de 3,3 bilhões de dólares (10,6 bilhões de reais) no mundo e poderia chegar a 7,7 bilhões de dólares (24,8 bilhões de reais) em 2022, segundo a consultora MarketsandMarkets. Bancos, companhias aéreas, telefônicas, fabricantes de computadores, todos se abrem a esta nova forma de identificação biométrica que significa um salto à frente em comparação com a impressão digital e a íris.

Mas o rosto não é a mesma coisa que a impressão digital. Quando vamos renovar nosso documento de identidade, concordamos em ceder esse dado biométrico às autoridades. Mas nosso rosto pode ser captado por qualquer um sem nosso consentimento. Por meio de qualquer câmera na rua, em qualquer lugar.

Esta tecnologia tem duas modalidades básicas, como explica por telefone de Michigan o grande especialista Anil K. Jain, professor de engenharia informática e diretor do grupo de pesquisas biométricas da Universidade de Michigan. Uma é a de autenticação ou detecção de rosto (face detection), na qual o sistema compara duas imagens: a que temos armazenada no telefone − no caso do iPhone − e um modelo em 3D criado a partir do rosto que se apresenta diante da tela. E a outra é a de busca de rosto (face search), na qual se cruza uma imagem com as que estão armazenadas em um banco de dados para ver se coincidem − para identificar desconhecidos. “Nesta segunda é muito mais fácil cometer erros”, explica Jain. “São necessários computadores potentes e grandes bancos de dados com milhões de rostos.”

Essa segunda modalidade foi a que desencadeou um debate inflamado sobre a privacidade e as liberdades. Sua combinação com a crescente autoexposição nas redes sociais está acabando com a era do anonimato. O melhor exemplo é dado pelo aplicativo FindFace, que no ano passado causou muita polêmica na Rússia: uma pessoa pega o celular e tira uma foto do passageiro à sua frente no metrô; o algoritmo do aplicativo compara a imagem com as existentes na rede social Vkontakte (que conta com mais de 400 milhões de perfis) e, com uma eficácia de 70%, permite saber quem é essa pessoa. Uma ferramenta perigosa em tempos marcados pelo assédio.

E tem mais. Em 2014, os professores Alessandro Acquisti, Ralph Gross e Fred Stutzman demonstraram com o estudo Reconhecimento Facial e Privacidade na Era da Realidade Aumentada o quanto é fácil identificar um desconhecido na era das redes sociais. Com uma webcam e um bom programa de reconhecimento facial, puderam identificar um de cada três alunos que circulavam pela Universidade Carnegie Mellon. Tiveram apenas de cruzar a imagem obtida com as oferecidas pelo mecanismo de busca do Google ou pelos perfis do Facebook. Em alguns casos, o algoritmo permitia até mesmo acessar o número do Seguro Social da pessoa fotografada.

Dito isso, nem tudo é perigoso. O aperfeiçoamento dos algoritmos e das técnicas de análise de dados e a ampliação exponencial dos bancos de imagens de rostos têm proporcionado às forças de segurança um instrumento formidável para identificar em tempo recorde criminosos e terroristas que acabam de cometer um atentado. O professor Anil K. Jain, de fato, publicou em 2013 um trabalho científico no qual demonstrou que era possível identificar um dos dois irmãos que detonaram duas bombas na maratona de Boston em abril de 2013 usando, simplesmente, as imagens divulgadas pelos canais de televisão. “A precisão da detecção de rostos chega às vezes a 90% com as imagens analisadas nas delegacias”, diz. Ou seja, na modalidade de face detection. No entanto, quando se trabalha com imagens de uma câmara de vídeo de segurança da rua (face search), a coisa muda. “Aí tudo dependerá da qualidade da imagem que se obtenha.”

Para que o aparato de segurança que está sendo configurando neste início do século XXI funcione a plena capacidade, são necessários algoritmos cada vez mais precisos, sim. Mas a chave é manter os bancos de dados bem abastecidos. De rostos. E a China já dispõe de um banco de dados com um bilhão de fotos de seus cidadãos, o maior do mundo. O gigante asiático conta, além disso, com uma ampla rede de câmeras para captar imagens na rua. A Face++, segundo o Financial Times, está ajudando o Governo chinês a rastrear o 1,3 bilhão de habitantes do país através de imagens de câmeras de segurança. Escanear placas de carro, escanear rostos. O pesadelo imaginado por Orwell em seu livro 1984 vai tomando forma.

Os norte-americanos não ficam atrás. Um relatório feito no ano passado pelo Law’s Center on Privacy and Technology, o centro sobre privacidade e tecnologia da faculdade de direito da Universidade de Georgetown, estima que 117 milhões de cidadãos já estejam nos bancos de dados que a polícia pode usar. Em conversa telefônica de Nova Iorque, o diretor executivo do centro, Álvaro Bedoya, afirma que o total a esta altura já chega a 125 milhões. “Isto nunca ocorreu na história dos EUA”, protesta. “Os bancos de dados de DNA e impressões digitais eram compostos por pessoas com antecedentes penais. Está sendo criado um banco de dados biométricos de pessoas que respeitam a lei, atravessou-se o Rubicão.”

Bedoya, um destacado jurista, considera que a tecnologia só deve ser usada para crimes graves, não de forma ilimitada: “Na Rússia ela é usada para identificar manifestantes. Nos EUA, também. Caminhamos para uma sociedade de controle. Pode-se identificar qualquer um, a qualquer momento, por qualquer motivo”.

A tecnologia também é usada em ações de policiamento preventivo. O uso de inteligência artificial permite seguir alguém através das câmeras de segurança existentes em espaços públicos e analisar seus movimentos, sua linguagem corporal. Com essa enorme coleta de dados se pretende, por meio de modelos estatísticos, prever onde pode ocorrer um crime e quem pode cometê-lo.

O problema é onde vai parar nosso rosto. O jornal britânico The Guardian teve acesso a documentos que indicam que o procurador-geral da Austrália manteve conversas com empresas telefônicas e bancos para o uso privado de seu serviço de verificação facial em 2018. E os especialistas em proteção de dados se preocupam com o uso que as empresas possam fazer dos bancos de rostos de seus clientes. Uma investigação do jornal The Washington Post revelou em novembro que Apple estava compartilhando informações de rostos com alguns aplicativos e, como consequência da investigação jornalística, realizou uma mudança, exigindo que um aplicativo informasse seus usuários sobre isso em sua política de privacidade.

Facebook, Google e Snapchat, por sua vez, são três das empresas que já foram processadas em Illinois por capturar e armazenar imagens dos usuários sem seu consentimento. Por acaso podemos confiar em que as empresas da nova economia digital não comercializarão nossos rostos?

“O problema é que há uma total falta de transparência”, diz Kelly Gates, professora da Universidade da Califórnia em San Diego e autora do livro Our Biometric Future: Facial Recognition Technology and the Culture of Surveillance (“nosso futuro biométrico: tecnologia do reconhecimento facial e a cultura da vigilância”). “A polícia, assim como o Exército, experimenta, mas não sabemos o que estão fazendo.”

Essa pesquisadora, que agora estuda as técnicas de análise forense de vídeo, ressalta que há uma proliferação de vídeos e dados procedentes de drones, câmeras de rua e de estabelecimentos comerciais cuja análise é terceirizada para empresas privadas. “Os cientistas dizem que é uma tecnologia com a qual se cometem muitos erros. Não há uma ciência que a respalde e, mesmo assim, ela continua sendo utilizada”, assinala Gates.

Que seja feito tudo para que não aconteça na realidade o que ocorre na distopia assinada por Terry Gilliam, Brazil, filme de 1985 no qual um erro de dados leva à detenção do senhor Buttle quando o objetivo era deter o senhor Tuttle. Algo que, nas mãos de um integrante do Monty Python, é muito engraçado, mas no mundo real, não tem graça nenhuma. Gates é incisiva: “Está sendo buscada uma segurança perfeita que nunca será alcançada. Pensar que, em contextos de violência, tudo isto é a grande solução é como comprar mais aparelhos de ar condicionado para resolver os problemas representados pela mudança climática”.

No fim das contas, a questão é em quais mãos recai o uso desta tecnologia e de nossos dados. Com ela, países com problemas de direitos humanos e restrições às liberdades têm um tremendo instrumento de perseguição de dissidentes. O controle, como se não fosse suficiente aquele que pode ser exercido por meio dos dispositivos que já temos, atravessa uma nova fronteira. Alguém imagina esta tecnologia nas mãos de um Governo de extrema direita na Europa? Ou em um país governado por fundamentalistas muçulmanos?

*Por Joseba Elola

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*Fonte: elpais-brasil

Fui desafiado a ficar uma semana sem meu celular. Spoiler: eu sobrevivi

O alarme toca. São 7:45 da manhã de um dia de semana normal. Hora de começar a rotina diária: escovar os dentes, tomar café da manhã, tomar banho, me vestir… Mas aí bate aquela vontade incontrolável: verificar se há algo importante na agenda do dia, checar se alguém ligou enquanto eu estava dormindo, enviar uma mensagem, colocar uma música. É instintivo: a mão ganha vida própria, começa a deslizar pela cama procurando por ele. Não tem jeito, preciso dar uma checada no celular. Pronto. Faço todas as tarefas de casa e agora posso começar meu dia. Mas não sem antes colocar o aparelho no bolso.

Assim como muita gente nos dias de hoje, eu não conseguia mais me imaginar sem o smartphone. Nos acostumamos a consultar e comandar nossas vidas pela telinha retangular, seja para trabalhar ou por puro entretenimento. Ouvir músicas, assistir a vídeos, fotografar, ler, checar emails, mandar mensagens e até fazer chamadas por voz, acredite, tem bastante gente que ainda faz ligações. Bom, mas voltando ao assunto, eu não consegui me imaginar sem meu celular. Até que chegou um e-mail (sim, pelo celular), enviado pelo Hypeness, me convidando para um desafio: ficar uma semana sem meu aparelho. À primeira vista pensei: “hashtag tenso”. Mas logo depois comecei a processar melhor a ideia. E pensei: “tenso mesmo!”. Mas decidi aceitar. Afinal, eu estaria munido de vários gadgets enviados pela Samsung: smartwatch, tablet e fones de ouvido sem fio. E esse seriam os únicos aparelhos eletrônicos que eu poderia utilizar. “Beleza, vamos nessa!”: entreguei meu celular para um colega de trabalho e iniciei o desafio.

Dia 1

Claro que é o dia mais difícil. Afinal, você não sabe o que vai acontecer, rola uma ansiedade. Ainda está se acostumando com a ideia. Mas aos poucos vai descobrindo que é sim possível utilizar outros aparelhos eletrônicos para substituir as funções realizadas pelo smartphone. Fui direto para o tablet: um Galaxy Tab S6 que me permitiu realizar a maioria das coisas que costumo fazer durante o dia, não só no trabalho mas também fora dele. Ele vem com uma caneta “mágica”. Explico: para usá-la, não precisa nem encostar na tela, basta fazer movimentos no ar e o tablet os reconhece. Por exemplo, tirar fotos, trocar de música, escrever emails, desenhar, fazer notas. Me senti o próprio Harry Potter com minha varinha mágica. Mas também me diverti utilizando o aparelho para muito mais coisas: fiz chamada de vídeos e assisti meus seriados (a qualidade da tela me surpreendeu). E para terminar o dia, meu lado nerd me convenceu a baixar meu jogo preferido: Fortnite. Fiquei satisfeito com a capacidade de guardar arquivos e processar tudo super rápido.

Dia 3

Comecei a pegar gosto pela nova rotina. Estava feliz por ter completado pouco menos da metade do desafio sem necessidade do meu celular. É curioso como a gente se acostuma com algo e acaba se esquecendo de como era a vida sem isso. E percebemos que fazermos algumas coisas por puro hábito. Já reparou como é chato ficar pegando o celular do bolso toda hora? Ou deixá-lo em cima da mesa durante a refeição. É o suficiente para tirar sua atenção e atrapalhar momentos legais com pessoas que você gosta. E vamos combinar que é super anti-higiênico, né? Foi uma das melhores libertações que tive nesse desafio. O Smartwatch Samsung Galaxy Watch Active2 foi meu companheirão. Não larguei nem um segundo (com o perdão do trocadilho). Com ele eu consegui fazer e receber chamadas telefônicas numa boa. Me senti naqueles filmes futuristas em que as pessoas falam através do relógio. Muito “Black Mirror”. Sem contar que acessei as redes sociais, monitorei meu sono, minhas atividades físicas e stress. Fizesse chuva (ele é resistente à água) ou sol, o Active2 tava lá comigo.

 

Dia 5

Eu descobri que não precisava mais do meu celular. De verdade. E comecei a achar super estranho as pessoas paralisadas na frente da tela. Há tão pouco tempo eu era um deles, mas agora conseguia enxergar um mundo novo (afinal não tinha uma tela na frente na minha cara o tempo todo). Foi fantástico. O auge da minha experiência. Confesso: o desafio já não era mais um desafio. Virou diversão. Eu estava um nojo com meus fones de ouvido Samsung Galaxy Buds Wireless. A mobilidade que ele oferece é sensacional. Poder realizar várias tarefas sem usar as mãos é fascinante. Perguntar ao google várias coisas como previsão do tempo, escutar música onde estiver com som de qualidade, atender ligações sem ruídos externos e não se preocupar com a bateria que duro muito! Ah, e sobre parecer um maluco falando sozinho enquanto faço compras no supermercado… Tô nem aí e acho o máximo!

Dia 7

Cheguei a conclusão que o aparelho celular me tirava boas horas do meu dia. Sim, horas! Percebi que aumentei a produtividade nessa semana sem o aparelho. Aproveitei mais a semana. Aproveitei mais as horas livres para ir ao cinema, encontrar os amigos. Consegui dar mais atenção a detalhes que na maioria das vezes passavam despercebidos. A semana sem celular também me ajudou em outros maus hábitos, como procrastinar meus planos. Foi realmente libertador poder utilizar outros aparelhos. Ao pegar meu celular de volta, demorei algumas horas para ligá-lo novamente. Descobri que ele não é insubstituível. Não é mais como antes. Agora, quando eu acordo de manhã, a primeira coisa que penso é se vai ser cereal com leite ou ovos mexidos.

*Por Rafael Olivier

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*Fonte: hypeness

China faz festa de virada do ano com 2 mil drones

Equipamentos substituíram os fogos e fizeram um show de luzes sincronizadas

A China surpreendeu ao mundo na comemoração de Ano Novo. Em vez dos tradicionais fogos de artifício, o país usou dois mil drones para criar diversas imagens no céu de Xangai.

Uma das figuras formadas foi a de um homem correndo, que representou as conquistas do país em 2019. Os drones ainda mostraram uma contagem regressiva e simularam as explosões dos tradicionais fogos. No fim, a mensagem “Zhui Meng” (“persiga seus sonhos”, em tradução livre) foi formada em caracteres chineses.

*Por Guilherme Preta

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*Fonte: olhardigital

Cientistas criam filme plástico flexível que repele todas as formas de bactérias

Bactérias nocivas podem criar todo tipo de situações desconfortáveis e perigosas. No entanto, uma equipe de cientistas da Universidade McMaster, no Canadá, criou um revestimento antiaderente repelente que pode manter essas bactérias afastadas.

Apresentado na forma de um invólucro plástico flexível, impede a transferência de bactérias resistentes a antibióticos de superfícies e pessoas.

Isso será especialmente útil em hospitais, mas também pode ser usado em cozinhas em residências.

Como funciona o envoltório?

Inspirando-se na própria natureza, os cientistas tomaram a folha de lótus repelente de água como exemplo para o seu envoltório plástico. Sua superfície funciona através de uma mistura de engenharia de superfície em escala nanométrica e química.

A maneira como uma folha de lótus repele líquidos é através de sua superfície enrugada, que exclui todas as partículas externas. Por exemplo, se água ou sangue cair na superfície, ela simplesmente ricocheteia. Seria o mesmo para as bactérias do plástico recriado.

Além disso, os cientistas adicionaram produtos químicos à camada superficial que melhoram ainda mais suas propriedades repelentes de bactérias. O resultado final? Um material flexível, durável e barato que impede a propagação prejudicial de bactérias.

O material pode ser comparado a um invólucro plástico, “que pode ser aplicado a todo tipo de coisa”, como disse Leyla Soleyman, engenheira chefe e pesquisadora do estudo.

O invólucro plástico pode ser encolhido em maçanetas, trilhos, suportes para soro e outras superfícies amigáveis às bactérias. Além disso, pode ser usado para embalagens de alimentos, impedindo a transferência de bactérias nocivas, como Escherichia Coli e Salmonella, de frango cru.

O co-autor do estudo, Tohid Didar, disse: “Podemos ver essa tecnologia sendo usada em todos os tipos de ambientes institucionais e domésticos. Como o mundo enfrenta a crise de resistência antimicrobiana, esperamos que ela se torne uma parte importante do caixa de ferramentas antibacteriana”.

Tudo o que resta aos pesquisadores agora é encontrar um parceiro comercial para desenvolver aplicativos comerciais para o envoltório.

Suas descobertas foram publicadas na revista ACS Nano.

 

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Rússia se desconecta da internet mundial

País realizou uma série de testes para se desconectar do resto do mundo e criar sua própria rede, a RuNet

O governo russo anunciou ontem (23) que concluiu uma série de testes para desconectar o país da internet mundial. O objetivo era testar a infraestrutura nacional da nova internet da nação, conhecida como RuNet, e verificar se o sistema interno poderia funcionar sem acesso ao DNS global e à rede externa.

Foram necessários alguns dias para a conclusão dos testes, que envolveram agências governamentais, provedores locais de serviços de internet e empresas russas locais. O tráfego do sistema de computadores foi redirecionado internamente, o que fez com que o RuNet se tornasse a maior rede intranet do mundo.

Apesar do sucesso dos testes, como de praxe o governo não revelou muitos detalhes técnicos. Apenas houve a constatação de que foram testados vários cenários de desconexão, incluindo um quadro em que era simulado um ciberataque de um país estrangeiro. Segundo declarações da coletiva concedida na segunda-feira, o experimento foi um sucesso.

“Em geral, as autoridades e as operadoras de telecomunicações estão prontas para responder efetivamente a possíveis riscos e ameaças e garantir o funcionamento da internet e da rede de telecomunicações unificada na Rússia”, afirmou Alexei Sokolov, vice-chefe do Ministério de Desenvolvimento Digital, Comunicações e Meios de Comunicação de Massa. O executivo também disse que os resultados serão apresentados ao presidente Vladimir Putin em 2020.

Avaliação

Ainda que as avaliações tenham ocorrido em alguns dias, o êxito do plano teve como base anos de planejamento, elaboração de leis e modificações físicas na infraestrutura da internet local. Inicialmente, os teste estavam marcados para abril deste ano, mas acabou adiado para dar ao Kremlin (sede do governo russo) mais tempo para aprovar uma lei necessária para o processo.

A chamada lei “soberania da internet” concede o poder legítimo ao governo de desconectar o país do resto do mundo sem muitas explicações, que tem como base a segurança nacional e o temor de interferências estrangeiras. Para que isso acontecesse, a legislação determina que os serviços de internet redirecionem o tráfego por meio de estratégias administradas pelo Ministério das Comunicações.

Vale ressaltar que este mês o presidente Vladimir Putin afirmou que o país não iria se desconectar, e a lei era uma precaução. “Não estamos caminhando para fechar a internet e não temos intenção de fazer isso”, disse o mandatário. “Esta lei pretende apenas evitar as consequências negativas de uma possível desconexão da rede global, que é amplamente controlada do exterior”, concluiu Putin.
A criação da lei foi alvo de críticas de ativistas de direitos humanos na Rússia desde o começo do ano. Eles argumentaram que sua possível efetivação era uma ameaça à liberdade de expressão e à mídia. Ainda é cedo para falar em mudanças em outras nações, mas a atitude pode configurar em uma iniciativa a outros governos que queiram criar sua própria rede de internet.

*Por Fabricio Filho

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*Fonte: olhardigital

Cientistas criam filme plástico flexível que repele todas as formas de bactérias

Bactérias nocivas podem criar todo tipo de situações desconfortáveis e perigosas. No entanto, uma equipe de cientistas da Universidade McMaster, no Canadá, criou um revestimento antiaderente repelente que pode manter essas bactérias afastadas.

Apresentado na forma de um invólucro plástico flexível, impede a transferência de bactérias resistentes a antibióticos de superfícies e pessoas.

Isso será especialmente útil em hospitais, mas também pode ser usado em cozinhas em residências.

Como funciona o envoltório?

Inspirando-se na própria natureza, os cientistas tomaram a folha de lótus repelente de água como exemplo para o seu envoltório plástico. Sua superfície funciona através de uma mistura de engenharia de superfície em escala nanométrica e química.

A maneira como uma folha de lótus repele líquidos é através de sua superfície enrugada, que exclui todas as partículas externas. Por exemplo, se água ou sangue cair na superfície, ela simplesmente ricocheteia. Seria o mesmo para as bactérias do plástico recriado.

Além disso, os cientistas adicionaram produtos químicos à camada superficial que melhoram ainda mais suas propriedades repelentes de bactérias. O resultado final? Um material flexível, durável e barato que impede a propagação prejudicial de bactérias.

O material pode ser comparado a um invólucro plástico, “que pode ser aplicado a todo tipo de coisa”, como disse Leyla Soleyman, engenheira chefe e pesquisadora do estudo.

O invólucro plástico pode ser encolhido em maçanetas, trilhos, suportes para soro e outras superfícies amigáveis às bactérias. Além disso, pode ser usado para embalagens de alimentos, impedindo a transferência de bactérias nocivas, como Escherichia Coli e Salmonella, de frango cru.

O co-autor do estudo, Tohid Didar, disse: “Podemos ver essa tecnologia sendo usada em todos os tipos de ambientes institucionais e domésticos. Como o mundo enfrenta a crise de resistência antimicrobiana, esperamos que ela se torne uma parte importante do caixa de ferramentas antibacteriana”.

Tudo o que resta aos pesquisadores agora é encontrar um parceiro comercial para desenvolver aplicativos comerciais para o envoltório.

*Por: Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Livro gratuito da Nasa traz belas imagens da Terra à noite

Earth at Night também tem muita informação sobre os instrumentos disponíveis aos cientistas, como são usados e sua evolução.

Por muitos anos, as imagens de satélite da Terra à noite serviram como uma ferramenta fundamental de pesquisa, além de estimular a curiosidade do público. Essas imagens mostram como os seres humanos iluminaram e moldaram o planeta de maneiras profundas desde a invenção da lâmpada, há 140 anos.

O contraste entre as luzes e as trevas conta histórias sobre o nosso planeta, que são apresentadas no e-Book Earth at Night (Terra à Noite), desenvolvido pela Nasa e disponível gratuitamente.

Além de mostrar como os seres humanos e os fenômenos naturais iluminam a escuridão, o livro também mostra como e porque os cientistas observam as luzes noturnas da Terra há mais de quatro décadas, usando seus próprios olhos e instrumentos espaciais. Os leitores irão compreender a evolução na tecnologia de imagem, e como fenômenos como erupções vulcânicas, tempestades e incêndios florestais podem ser facilmente identificados.

Earth at Night tem 200 páginas, e está disponível em versões para o Kindle (formato MOBI), outros e-readers (EPUB) e PDF.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Cidade na Alemanha consome 100% de energia renovável por uma hora ao se desconectar da rede elétrica

As luzes cintilantes de Natal continuavam brilhando intensamente, e nenhuma lâmpada tremeluzia quando a cidade de Bordesholm, na Alemanha, trocou sua fonte de energia por energia renovável.

Na semana passada, os 7.500 habitantes de Bordesholm se tornaram os primeiros residentes em toda a Alemanha a serem 100% renováveis por uma hora inteira. Eles foram completamente desconectados da rede elétrica.

Após a hora, a cidade foi reconectada e nenhuma pessoa poderia ter notado.

Quão fácil é mudar apenas para energia renovável?

A fonte de alimentação em Bordesholm foi habilitada por um sistema de armazenamento de 10 MW e pelos inversores de bateria Sunny Central Storage fabricados pela SMA Solar Technology AG (SMA).

O sistema de bateria ajuda a estabilizar a fonte de alimentação e integrar a energia renovável, mas é claro, também fornece uma redução nas emissões de carbono. Além disso, foi projetado para fazer parte de uma “rede local independente” com recursos completos de ilhamento. Esse desenho é útil quando ocorrem falhas de energia, além de ajudar a ativar a rede local em operação.

“Este teste bem-sucedido é um marco importante na transição energética”, disse Boris Wolff, vice-presidente executivo de soluções de armazenamento e larga escala da unidade de negócios da SMA.

“Demonstrou que as energias renováveis podem fornecer energia sem afetar a estabilidade do sistema. De fato, nossos inversores de bateria Sunny Central Storage e o SMA Hybrid Controller fornecem à rede da ilha uma estabilidade e qualidade de energia ainda maiores do que a rede elétrica”, continuou Wolff.

O fato de ninguém notar a mudança da rede elétrica para energia renovável e vice-versa foi um feito em si.

O fornecedor local de energia, o diretor administrativo da Versorgungsbetriebe Bordesholm (VBB), Frank Gunther, disse que o teste foi uma “demonstração impressionante de como já é possível e economicamente rentável expandir sistematicamente as energias renováveis, juntamente com as capacidades de armazenamento necessárias, sem comprometer a confiabilidade do fornecimento”.

É uma demonstração fantástica, pois mostra que as energias renováveis podem ser usadas para fornecer energia a cidades inteiras de cada vez.

“A desconexão, a operação da rede de ilhas e a ressincronização com a rede de concessionárias ficaram sem problemas. O sistema de armazenamento supria toda a demanda de eletricidade da cidade, que poderia ser suprida exclusivamente a partir de energias renováveis”, disse o engenheiro de desenvolvimento de sistemas da SMA, Paul Robert Stankat.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

11 previsões ousadas para a tecnologia da próxima década

5G, robôs, carros tecnológicos, celulares dobráveis: o que pode ser tendência na nova década

A tecnologia está em constante desenvolvimento. Na década atual, pudemos observar um crescimento da internet, conversas com assistentes virtuais, tecnologia nano, miniaturização sem precedentes, entre muitas outras coisas. Da mesma forma, muitas expectativas já foram levantadas para a próxima década.

Muitas das previsões anteriores estavam certas. Fomos consumidos pela internet e conversamos com Siri, Alexa e o Assistente do Google, mas nem tudo se concretizou. Dificilmente alguém poderia ter previsto o que aconteceu nos últimos 10 anos. Foi a década das mídias sociais, inteligência artificial, Mark Zuckerberg e Elon Musk.

Onde estivemos

Demos adeus aos disquetes e nossa rápida obsessão por leitores eletrônicos. As TVs 3D explodiram brevemente, mas agora a maioria não é mais utilizada. Impressões em três dimensões deveriam mudar a humanidade, embora os consumidores não pudessem se incomodar com sistemas exigentes e resultados geralmente pouco inspiradores.

O armazenamento e a computação em nuvem são indiscutivelmente uma das tecnologias mais importantes da década. A banda larga móvel é um dado adquirido e agora assistimos vídeos em HD nas telinhas, onde quer que estejamos.

Perdemos Steve Jobs e vimos a ascensão de Mark Zuckerberg como um dos CEOs de tecnologia mais ricos e poderosos do mundo. Elon Musk deixou sua marca em carros elétricos e autônomos, bem como em tecnologia espacial e solar. Ele passou de um nome que apenas os mais esclarecidos sabiam para uma inescapável personalidade da tecnologia e inovação.

A inteligência artificial agora é uma parte aceita do cotidiano e uma das tecnologias menos confiáveis do planeta. A realidade aumentada e a realidade virtual mudaram a forma como vemos o mundo.

O que vem a seguir
Tudo o que aconteceu nos últimos anos influenciou o que está por vir em 2020 e além.

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Regulação e Confiança
Não podemos analisar a tecnologia sem a crescente desconfiança gerada por ela. A Califórnia está prestes a se tornar a capital da regulamentação tecnológica. O estado progressivo aprova leis tecnológicas mais rapidamente do que qualquer outro e suas leis são frequentemente seguidas por empresas de tecnologia para todos os seus usuários nos Estados Unidos. A regulamentação federal não será discutida antes das eleições de 2020, e o que quer que a Califórnia não regule, a União Europeia o fará.

5G e além
Quaisquer fios que permaneçam em nossa sociedade conectada devem desaparecer durante a próxima década. Seja a mudança para 5G (e 6G) ou eletricidade sem fio. Os cabos de rede e energia serão, em breve, algo do passado. No caso do 5G, as tecnologias concorrentes se dobrarão em uma tecnologia dominante no meio da década (se não antes), o que deve acelerar seu lançamento e sua adoção.

Energia da bateria
Na próxima década, os cientistas reduzirão cada gota de desempenho da tecnologia de bateria de íons de lítio. Veremos novas tecnologias de carregamento ultra-rápidas, componentes químicos mais eficientes e baterias de nanofios que nunca morrem. Além disso, empresas de tecnologia móvel como Apple, Google e Samsung continuarão aprimorando a IA para melhorar o gerenciamento de bateria no dispositivo. Infelizmente, qualquer avanço real na tecnologia da bateria é, no máximo, ilusório.

Nossa escolha de tela móvel
No curto prazo, 2020 será preenchido com uma variedade de opções de tela de celulares. Veremos telas mais flexíveis em uma variedade de formas, mas as telas duplas e triplas serão igualmente populares. Telas transparentes, que graças ao OLED já são tecnicamente viáveis, podem finalmente começar a aparecer em alguns dispositivos móveis até 2025.

Residências inteligentes em evolução
Apesar das preocupações com privacidade, a revolução das residências inteligentes não mostra sinais de desaceleração. As maiores mudanças na próxima década girarão em torno de protocolos e onipresença. Haverá um idioma doméstico inteligente subjacente e acordado, que permitirá que todas as tecnologias domésticas se comuniquem sem problemas.

Tecnologia veicular
A tecnologia de carros autônomos e a infraestrutura para apoiá-los se reunirão no meio da última década, com praticamente todos os estados apoiando licenças de carros autônomos e adicionando faixas de veículos automáticos para manter aqueles que ainda querem dirigir um pouco afastados dos carros sem motorista. Além disso, até o final da década, 75% desses carros serão elétricos.

Permanecendo social
Nosso relacionamento com as mídias sociais não significa que plataformas como Facebook e Twitter morrem na próxima década. Em vez disso, veremos muito mais novas plataformas indo e vindo. Se houver um tema entre eles, será uma comunidade mais estreita e relacionamentos reais, em oposição a amigos falsos e curtidas vazias.

Fim do cabo
Ao longo da década de 2020, testemunharemos o declínio constante da transmissão e do cabo tradicional com uma proliferação de opções de streaming à la carte. No entanto, em meados da década, a consolidação e o empacotamento serão a norma à medida que mais consumidores comprarem pacotes de streaming combinado, recriando essencialmente o atual sistema de cabos sem as taxas de transporte.

Meu amigo robô
Se o robô Atlas com capacidade para parkour, da Boston Dynamics, o cachorro robô Spot e o novo AIBO da Sony forem um indicativo, veremos nossos primeiros assistentes domésticos no estilo C-3PO até o final da próxima década. Eles ainda serão proibitivamente caros e usados, principalmente no atendimento a idosos, em situações de produção e de fábrica.

Quantum
A computação quântica tem o potencial de resolver problemas mundiais e humanos, mas enquanto IBM, Intel e Google declaram “supremacia quântica”, nenhum deles conseguiu tirar esses equipamentos dos laboratórios. É algo que pode mudar na próxima década.

Criptomoedas
As criptomoedas serão parte vibrante da conversa econômico-financeira na década de 2020, mas não deve substituir nenhum sistema monetário padrão. Ao invés disso, a criptografia se tornará o back-end imutável para uma variedade mais ampla de sistemas seguros de contabilidade e transações.

*Por Vinicius Szafran

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*Fonte: olhardigital

Vídeo impressionante mostra como a lua está se afastando da Terra

A Lua está se afastando da Terra, lentamente, processo que teve início há bilhões de anos, quando o satélite natural foi formado.

Para explicar melhor esse fenômeno, o cientista James O’Donoghue, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (AXA), criou um vídeo no qual é possível ver como o afastamento tem acontecido ao longo dos anos.

Conforme a hipótese do grande impacto, a formação da Lua se deu há 4,5 bilhões de anos, com a colisão entre a Terra e um objeto espacial denominado Theia, cujas dimensões seriam semelhantes às de Marte.

A partir daí, pedaços da crosta terrestre cobertos de magma foram lançados à nossa órbita, dando origem à Lua.

Nessa época, o satélite natural estava bem mais próximo do nosso planeta — cerca de 16 vezes mais perto do que a distância atual — mas com o passar do tempo ele se afastou milhares de quilômetros em relação à posição original, devido às interações entre ambos e também a impactos de meteoritos.
Veja o vídeo

Inicialmente, O’Donoghue pretendia apresentar uma imagem precisa da criação da Lua, como ele contou ao Business Insider. No entanto, ele se empolgou e criou uma animação que mostra toda a história, resumida em menos de 30 segundos.

O vídeo começa mostrando a posição atual da Lua e a seguir faz uma viagem no tempo, voltando ao momento da formação do satélite. Também é possível acompanhar a distância dela em relação à Terra, seu tamanho aparente e a velocidade do seu afastamento ao longo de bilhões de anos.

Como é medida a distância da Terra à Lua?

A Lua se distancia da Terra cerca de 3,8 centímetros a cada ano, atualmente, mas esse movimento nem sempre é constante.

*Por Davson Filipe

 

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*Fonte: realidadesimulada

Inteligência Artificial descobriu por si mesma que a Terra orbita o Sol

Assim como aconteceu com os astrônomos da antiguidade, que percorreram um longo caminho dedutivo até compreender que a Terra girava em torno do Sol, e não que tudo girava em torno dela, uma inteligência artificial também chegou a essa conclusão.

Da mesma forma que ocorreu com os humanos, essa tecnologia se baseou na observação do movimento retrógrado de Marte para concluir que o mundo se move em elipse.

Segundo um artigo da revista acadêmica Physical Review Letters, a inteligência artificial conseguiu verificar que a Terra gira em torno do Sol, partindo de uma informação fornecida pelos programadores, que a ensinaram como se movem Marte e o Sol no firmamento terrestre.

Para isso, a equipe do físico Renato Renner, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH), projetou um algoritmo capaz de destilar grandes conjuntos de dados em algumas fórmulas básicas, imitando a maneira como os físicos apresentam suas fórmulas.

Assim, eles projetaram um novo tipo de rede neural inspirado na estrutura do cérebro. Durante séculos, astrônomos pensavam que a Terra estava no centro do Universo e explicavam o movimento de Marte sugerindo que os planetas se movessem em pequenos círculos na esfera celeste.

Mas, nos anos 1500, Nicolau Copérnico descobriu que os movimentos poderiam ser previstos com um sistema mais simples se a Terra e os planetas estivessem orbitando o Sol.

Usando os dados fornecidos por seus criadores, a inteligência artificial foi capaz de desenvolver fórmulas ao estilo de Copérnico e redescobriu por conta própria a trajetória de Marte.

Essa conquista irá ajudar os pesquisadores a criar um sistema capaz de individualizar padrões dentro de gigantescas quantidades de dados aleatórios.

A partir dessa iniciativa, Renner e sua equipe pretendem desenvolver tecnologias de machine learning (aprendizagem de máquina) que possam ajudar os físicos a resolver aparentes contradições na mecânica quântica.

*Por Davison Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Palha de café substitui plástico em peças automotivas

A Ford e o McDonald’s firmaram uma parceria para aproveitar a palha de café – casca seca do grão que sobra no processo de torrefação – na fabricação de peças de automóveis, nos Estados Unidos. O projeto pode dar novo destino a boa parte das milhares de toneladas de palha de café que são geradas por ano, normalmente usadas como adubo ou carvão.

As empresas descobriram que a palha de café tem propriedades capazes de reforçar certos tipos de peças, criando um material durável. Quando é aquecida a altas temperaturas sob baixo oxigênio e misturada com plástico e outros aditivos, ela dá origem a um granulado que pode ser moldado em vários formatos.

Os componentes feitos com esse composto são cerca de 20% mais leves e consomem até 25% menos energia no processo de moldagem. A sua resistência ao calor também é sensivelmente melhor que a do material usado atualmente, favorecendo a aplicação em peças como carcaças de faróis e outros componentes no compartimento do motor.

A parceria da Ford com o McDonald’s é um exemplo das abordagens inovadoras das empresas para o gerenciamento do produto e do meio ambiente. O projeto envolve também a Varroc Lighting Systems, fornecedora de faróis, e a Competitive Green Technologies, processadora da palha de café.

“Este é um exemplo de avanço na economia de circuito fechado, onde diferentes indústrias trabalham juntas e trocam materiais que de outra forma seriam descartados”, explica Debbie Mielewski, líder técnica do time de sustentabilidade e pesquisa de novos materiais da Ford.

Debbie garante que o novo material com palha de café é melhor que o material usado anteriormente – mais sustentável e com uma qualidade superior. Para conhecer melhor este novo material e suas possibilidades, clique aqui.

Materiais sustentáveis

Veja abaixo outras substituições de plásticos à base de petróleo por materiais biológicos e subprodutos agrícolas já realizadas pela montadora:

2007 – Espuma à base de soja em bancos e forros;

2008 – Garrafas plásticas recicladas em tapetes, caixas de roda e tecidos;

2009 – Palha de trigo em porta-objetos e porta-copos;

2010 – Algodão reciclado de roupas em forro acústico de portas e porta-malas;

2011 – Pneus reciclados em vedações e juntas; dente-de-leão em tapetes, porta-copos e peças internas de acabamento;

2012 – Papel moeda reciclado em porta-objetos e planta kenaf em forro de portas;

2013 – Casca de arroz em chicotes elétricos;

2014 – Casca de tomate em suportes de fiação e porta-objetos;

2015 – Casca de celulose em aplicações no compartimento do motor;

2016 – Fibra de agave em porta-copos e porta-objetos;

2017 – CO2 capturado para produção de espumas e enchimentos;

2018 – Bambu em compostos plásticos de peças internas e no compartimento do motor.

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*Fonte: ciclovivo

Como seria o céu se pudéssemos ver todos os satélites que estão em órbita?

Já pensei TANTAS vezes nisso… “Como seria o céu se pudéssemos, de fato, ver todos os satélites que estão em órbita?”

São mais de dez mil satélites em órbita, mas apenas os maiores e mais próximos à Terra são visíveis logo após o pôr do Sol. Neste vídeo, Scott Manley pegou dados dos satélites e criou um timelapse/vídeo da visão do céu noturno na América do Norte e toda a movimentação orbital.

Background Music is Spatial Harvest by Kevin Macleod.
Satellite data from:

https://www.space-track.org/
https://celestrak.com
https://prismnet.com/~mmccants


*Por Gustavo Giglio

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*Fonte: updateordie

 

60 minutos nesta bicicleta podem alimentar sua casa por vinte e quatro horas

Alguma vez você já sonhou em alimentar sua casa sem pagar os enormes custos? Você pode imaginar fazer isso e cuidar da sua figura corporal ao mesmo tempo.

Bem, essa foi a incrível ideia do fundador da bicicleta híbrida Free Electric, Manoj Bhargava. Ele usa energia mecânica da maneira mais simples possível, a fim de transformar uma hora de exercício em fornecimento de energia a uma família rural por 24 horas.

Seu mecanismo é simples – o dínamo é ativado quando você pedala, e isso aciona o gerador e carrega uma bateria.

Sobre a bicicleta:

“A Free Electric é fabricada com peças de bicicleta padrão, o que o torna facilmente reparável por qualquer mecânico ao redor do mundo. A bicicleta é barata, limpa e prática em termos de fornecimento de energia para aqueles que mais precisam em escala global.

Bhargava diz:

“Nosso objetivo é começar com a Índia, mas realmente pode ser usado em qualquer lugar. Existem 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo que ainda vivem sem acesso à eletricidade. ”

Além disso, ele afirma que a Free Electric cria essencialmente “melhor saúde, mais tempo de lazer, melhor acesso à educação e oportunidades de empreendedorismo – poderia literalmente mudar o mundo”.

Você já ouviu falar de uma motivação melhor para começar a se exercitar? O vídeo em destaque oferece a oportunidade de ver esta bicicleta em ação:

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*Fonte: revistasaberesaude

35.000 dólares por uma noite literalmente de outro mundo

A Nasa anunciou na sexta-feira que abrirá a Estação Espacial Internacional para empreendimentos comerciais, incluindo o turismo espacial – com estadias de 35 mil dólares por noite -, à medida que busca se destacar financeiramente do laboratório de pesquisa em órbita.

“A NASA está abrindo a Estação Espacial Internacional para oportunidades comerciais e gerando oportunidades como nunca fizemos antes”, disse o diretor financeiro da NASA, Jeff DeWit, em Nova York.

Haverá até duas missões curtas de astronautas por ano, disse Robyn Gatens, vice-diretor da ISS.

As missões serão para estadias de até 30 dias. Cerca de uma dúzia de astronautas particulares agora poderão visitar a ISS por ano, disse a NASA.

Esses viajantes seriam transportados para o orbitador exclusivamente pelas duas empresas que atualmente desenvolvem veículos de transporte para a NASA: SpaceX, com sua cápsula Crew Dragon, e Boeing, que está construindo um chamado Starliner.

Essas empresas estão encarregadas de preparar os clientes e faturariam a viagem à ISS, que será a parte mais cara da aventura: cerca de US $ 58 milhões por uma passagem de ida e volta.

Essa é a taxa média que as empresas cobrarão da NASA por levar os aventureiros do espaço até a ISS. Mas os turistas também pagarão à NASA pela estadia no espaço, por comida, água e uso do sistema de suporte à vida no orbital.

Isso custará cerca de US $ 35.000 por noite por astronauta, disse DeWit. A estação espacial não pertence à NASA. Foi construído junto com a Rússia a partir de 1998, e outros países participam da missão e enviam astronautas. Mas os EUA pagaram e controlam a maioria dos módulos que compõem o orbitador.

Os novos turistas espaciais da ISS não serão os primeiros: o empresário americano Dennis Tito já teve essa honra em 2001. Ele pagou à Rússia cerca de US $ 20 milhões pela viagem.

*Por Philipe Kling David

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*Fonte: mundogump

Drones estão sendo testados para detecção precisa de vida em zonas de desastre

Há vários anos, os drones autônomos têm tentado detectar sinais de vida em áreas de desastre. Agora, em um estudo inédito, pesquisadores de Adelaide e Iraque estão dando um passo adiante.

Os engenheiros, da University of South da Australia e Middle Technical University em Bagdá, projetaram um sistema de visão por computador capaz de distinguir entre corpos falecidos e sobreviventes a 4-8 metros de distância.

Detectando sinais de vida

Com todo o trabalho dedicado à detecção da vida em Marte, você pensaria que detectar a vida humana seria um passeio no parque. As áreas de desastre são notoriamente difíceis de serem pesquisadas, levando os especialistas a procurar soluções tecnológicas como drones para ajudar no empreendimento.

O novo sistema, testado pelos cientistas de Adelaide e Bagdá, funciona desde que o tronco superior de uma pessoa seja visível. Se for, as câmeras do drone podem captar pequenos movimentos nas cavidades do peito do indivíduo e medir os batimentos cardíacos e a frequência respiratória.

Os sistemas anteriores se baseavam em leituras menos precisas, como mudança de cor da pele e temperatura corporal.

Outras técnicas existentes, como o uso de câmeras térmicas, só conseguem detectar sinais de vida quando há um forte contraste entre a temperatura corporal e o solo. Isso dificulta a detecção de vitalidade em ambientes quentes. Em ambientes frios, roupas isoladas também podem atrapalhar a detecção.

Os novos testes se baseiam em trabalhos anteriores do mesmo grupo de engenheiros. Em 2017, eles mostraram que uma câmera em um drone poderia medir com sucesso as frequências cardíaca e respiratória.

No entanto, o sistema só conseguiu detectar sinais de vida em pessoas que estavam em pé – o que significa que era claramente um protótipo inicial.

Ajudando socorristas

O professor da UniSA, Javaan Chah, diz que a nova tecnologia pode ser usada efetivamente em zonas de desastre, onde o tempo é crítico, ajudando os socorristas a procurar sobreviventes.

“Este estudo, baseado no movimento cardiopulmonar, é o primeiro de seu tipo e foi realizado com oito pessoas (quatro homens e quatro mulheres) e um manequim, todos caídos no chão em poses diferentes”, disse Chahl em comunicado à imprensa. “Vídeos foram tirados dos sujeitos à luz do dia, a até oito metros de distância, e em condições de vento relativamente baixas, durante um minuto de cada vez, com as câmeras distinguindo com sucesso entre os corpos vivos e o manequim”.

Embora seja uma melhoria em relação às versões anteriores, Chahl diz que o sistema baseado em movimento integrado ao drone precisa de testes adicionais. Por exemplo, em condições climáticas adversas ou em situações em que a parte superior do tronco de uma pessoa está parcialmente coberta.

No entanto, é mais um passo em direção a uma resposta mais rápida em situações em que uma diferença de segundos pode salvar uma vida.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Borras de café são transformadas em xícaras compostáveis

Uma xícara de café para servir café. Parece até redundante, mas não é. Fundada em 2015, a empresa Kaffeeform reaproveita borras de café para produzir copos e xícaras. Os resíduos são coletados diariamente em cafés e restaurantes de Berlim, a capital da Alemanha.

A ideia de fabricar os utensílios veio após o fundador, Julian Lechner, tomar incontáveis doses de café expresso na Itália, enquanto estudava design de produto. Um dia ele questionou como os resíduos da fabricação de cada xícara poderiam ser reutilizados: foi o primeiro passo para o que viria a se tornar a Kaffeeform, após cinco anos de desenvolvimento.

Para chegar até o produto final, ele desenvolveu um material feito a partir de borras de café, biopolímeros (polímeros produzidos por seres vivos), amido, celulose, madeira, resinas naturais, ceras e óleos. Desta forma, o resultado é um produto resistente aos líquidos e ao calor, que pode ser colocado na máquina de lavar louça e até resistir a quedas. Para completar, são leves e têm um leve cheiro de café -, perfeito para os amantes do bom cafezinho. Após seu ciclo de uso, cada utensílio pode ser compostável.

Os produtos estão presentes em lojas de diversos países europeus e a empresa ainda produz copos personalizados para outras companhias.

Pensar na sustentabilidade de um produto desde sua produção até o pós-consumo é uma responsabilidade que algumas empresas estão encarando com muita criatividade. Dia desses, por exemplo, o CicloVivo falou sobre uma embalagem de xampu feita de sabão.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Vamos viver no máximo até os 125 anos

Cada ano que passa, a gente fica mais velho – mas isso não se aplica à evolução da longevidade propriamente dita.

É o que indica uma pesquisa americana. O estudo chama-se Evidence for a Limit to Human Lifespan (Evidência de um Limite para a Longevidade Humana) , e foi peito por cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. O grupo analisou os supercentenários que morreram entre 1968 e 2006. Até 1995, a idade da pessoa mais velha aumentava 0,15% por ano.

Em 1997, morreu Jeanne Calment, com 122 anos, a pessoa mais velha de que se tem registro (já levantou-se a hipótese de fraude, de que Jeanne seria bem mais jovem, mas aparentemente ela viveu mesmo até os 122). Em meados dos anis 1990, de qualquer forma, a idade máxima parou de crescer. Na verdade, ela começou a cair mais de três meses ao ano. “Temos 95% de certeza que o limite da vida fica entre 113 e 116 anos”, contou Brandon Milholland, um dos autores. “É possível que alguém viva até os 125 – mas só uma vez a cada 10 mil anos.”

Para o pesquisador, a expectativa média de vida vai continuar crescendo, mas não o número de supercentenários: “As pessoas que chegam a 110 anos hoje devem viver tanto tempo quanto as que chegaram aos 110 nos anos 1970”.

*Por Ana Carolina Leonardi

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*Fonte: superabril

SunUp: O painel solar que pode ser acoplado na mochila

Imagine sair por aí com um painel solar onde você recarrega seus aparelhos enquanto anda. Estranho? A ideia de levar uma placa solar pela rua pode parecer absurda, mas o SunUp quebra qualquer preconceito: ele é portátil, flexível e eficiente. O produto é perfeito para os amantes da natureza raiz, que são fascinados pelas engenhocas sustentáveis.

Apesar do painéis solares flexíveis já serem uma realidade, eles esbarram na questão eficiência versus durabilidade. Os painéis solares rígidos feitos de silicone monocristalino e policristalino são 21% mais eficientes e facilmente quebráveis, enquanto os painéis flexíveis feitos com silicone amorfo são mais fortes, mas com eficiência média de 7%. O engenheiro de Design de Produto Bradley Brister resolveu tentar encontrar um meio termo.

“O objetivo do meu projeto é fornecer um compromisso entre os dois. Combinando os benefícios de eficiência dos painéis rígidos com os benefícios de flexibilidade dos de película fina”, explica. Segundo Brister, a solução foi mesclar pequenos painéis solares policristalinos de película fina com um mecanismo de dobradiça de metal.

“Cada módulo é interligado por uma dobradiça condutora sem deformação mecânica quando em uso, para que ele não tenha o problema usual de dobrar apenas 5000 [vezes] antes de encaixar”, disse Brister em entrevista ao site Dezeen. “Teoricamente, o projeto pode ser flexionado e dobrado indefinidamente ou pelo menos até que as superfícies se desgastem”, completou.

Ele garante que o protótipo é totalmente funcional e testado em campo.

Adaptável

Versatilidade é outro ponto-chave para entender as inovações da solução. Hoje em dia já existem diversos produtos com a função de captar energia solar, inclusive mochila solar, mas esta invenção é interessante pela capacidade de se adaptar e encaixar facilmente em diversas aplicações. Apesar dele ter sido projetado para uma mochila, pode simplesmente ser usados sobre outras superfícies -, inclusive já foi testado em um passeio de canoa.

O SunUp foi criado como projeto da faculdade e teve a colaboração da empresa estadunidense The North Face, mundialmente conhecida pela produção de artigos para atividades ao ar livre. Com o projeto, Brister ficou entre os finalistas do concurso James Dyson Awards, no Reino Unido, que premia a melhor iniciativa em design e engenharia de estudantes de todo o mundo.

O jovem, em seu currículo, afirma que seu estilo de design é fortemente influenciado pelo amor que tem ao ar livre. Confira outros projetos de Bradley Brister.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Homem de ferro da vida real bate recorde mundial de voo humano – 136,891 km/h

O homem de ferro da vida real Richard Browning, da Gravity Industries, ganhou as manchetes há dois anos, quando estabeleceu o recorde mundial de vôo humano em 51,53 km/h . Desde então, ele aperfeiçoou seu traje e até o vendeu na Selfridges.

Agora, ele está de volta para quebrar mais um recorde; seu próprio. Ele alcançou a velocidade mais rápida em um macacão movido a motor a jato controlado pelo corpo a 136,891 km/h.

Isso é mais que o dobro da velocidade que ele havia alcançado anteriormente. Ele fez este voo recorde no Dia Mundial dos Recordes do Guinness.

“Estou muito satisfeito”, disse ele depois, segundo o Guinness World Records. “Eu estava confiante de que deveríamos ser capazes de fazê-lo, mas isso é muito diferente de vir aqui e realmente alcançá-lo, especialmente quando tornamos nossa vida complicada ao colocar vários outros pilotos também.

“Você nunca pode desconsiderar a possibilidade de ter um problema técnico, por isso estou muito satisfeito por termos entregado o que fizemos. E esse é realmente o mais rápido que já fiz. No treinamento, estávamos a cerca de 120km/h” isso é significativamente mais rápido.

“Não acho que vamos quebrar o que fizemos no treinamento, por isso estou muito contente.”

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Máquina transforma plástico reciclado em filamento para impressora 3D

Um dos principais avanços tecnológicos dos últimos tempos são as impressoras 3D. Em algumas áreas da ciência, como a medicina, a inovação tem servido para a fabricação de próteses, muitas delas caseiras e com custo bem mais barato.

Entre as maiores vantagens da nova tecnologia estão o ganho com tempo e economia de matéria-prima, utilizada para moldar os objetos. Impressoras 3D utilizam filamentos de plástico no lugar da “tinta”, usada nas máquinas tradicionais. Todavia, o preço dos filamentos é bastante caro e no final da impressão, há muita sobra de material.

Buscando uma maneira de tornar o processo mais sustentável, três estudantes de engenharia da Universidade de British Columbia, no Canadá, criaram a ProtoCycler, máquina que pode triturar qualquer tipo de resíduo plástico – garrafas PET, embalagens de comida, sacolas – e transformá-lo em filamento. O visual da engenhoca faz lembrar um daqueles forninhos de bancada para aquecer comida, que muitas famílias têm na cozinha.

O nome da empresa criada por Dennon Oosterman, Alex Kay e David Joyce é ReDeTec* – Renewable Design Technology (Tecnologia do Design Renovável, em inglês). “Resíduos podem ser recuperados e transformados em tudo o que desejamos, sem precisarmos nos preocupar com a quantidade de dinheiro que vamos gastar ou o impacto ambiental que causaremos”, dizem os estudantes.

Para os jovens inventores, ao permitir que pessoas reaproveitem seus resíduos das impressoras 3D ou mesmo dêem vida nova a objetos de plástico, a tecnologia assume uma nova função – em vez de estimular o consumo, torna-se uma indústria impulsionada pela criação. “Queremos que toda tecnologia seja o mais sustentável possível”.

Oosterman, Kay e Joyce esperam que a ProtoCycler atraia o interesse de escolas, por exemplo, onde alunos poderão fazer testes e inúmeras tentativas de impressões reutilizando os mesmos filamentos plásticos inúmeras vezes. E sem gerar resíduos para o meio ambiente.

No início do ano, a ReDeTec conseguiu US$ 100 mil para viabilizar a produção da máquina no site de crowdfunding Indiegogo. O preço da ProtoCycler ainda é um pouco alto. Está sendo vendida por US$ 699. Mas os jovens da universidade canadense garantem que o investimento vale a pena.

A máquina produz cerca de 3 metros de filamento por minuto e de qualquer cor desejada – basta colocar o plástico a ser reciclado do tom que o usuário deseja.

*Por Susana Camargo

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*Fonte: superinteressante

Micro gerador usa a correnteza dos rios para produzir energia

O Brasil é especialista em usar a força das águas para gerar eletricidade, ocupando a lista dos maiores produtores de energia hidrelétrica. Apesar de ser considerado renovável, tais estruturas têm grandes impactos socioambientais. A boa notícia é que tem surgido micro usinas hidrelétricas que podem ajudar a aproveitar o potencial aquático sem causar tantos danos. Exemplo disso é o Waterotor, um pequeno gerador que pode ser usado até mesmo nas águas calmas de um rio.

Desenvolvido pela empresa canadense Waterotor Energy Technologies, o dispositivo produz energia hidrocinética, isto é, aproveita a própria correnteza dos rios para gerar energia. Desta forma, não é preciso construir barragens e formar lagos. A velocidade necessária para captar energia pode ser tão baixa como 3,2 km por hora, sendo que em 6,5 ​​km por hora o produto atinge o desempenho ideal.

Além disso, não precisa de combustível, funciona 24 horas por dia e é capaz de converter mais de 50% da energia disponível na água corrente em eletricidade. “É barato, simples, robusto, facilmente instalável e não prejudica a vida aquática”, garante a empresa desenvolvedora que já patenteou a tecnologia.

Pessoas que não têm acesso a eletricidade – mais de 800 milhões de pessoas, segundo relatório do Banco Mundial -, estão entre o público-alvo que a companhia almeja alcançar. O Waterotor pode ser instalado em córregos, rios, canais e vias navegáveis.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Antibióticos: a guerra da extinção

Se não dermos o próximo passo agora, é possível que não exista um longo caminho pela frente, e isso não é uma manchete alarmista. É claro que se você entende do cenário em que vivemos, existem tantos problemas que poderiam nos exterminar do planeta que mais um seria praticamente uma redundância. Mas quando se trata de agentes bióticos essa realidade pode ser diferente, isso porque tudo pode começar muito rápido e nos varrer do planeta sem muita luta.

Antibióticos

Os antibióticos são substâncias químicas produzidas pelas próprias bactérias e alguns fungos, nosso trabalho é apenas descobrir quais substâncias servem contra quais agentes patológicos. Nós os usamos principalmente contra bactérias, mas podem ser usados contra vírus e alguns parasitas, funcionando de duas maneiras: matando ou impedindo sua reprodução. Lembrando que vírus não podem ser mortos.

A descoberta foi acidental quando Alex Fleming percebeu que em sua placa de petri alguns fungos inibiam o crescimento de uma bactéria ali contida, após estudos sobre o porquê dessa reação, Fleming criou o primeiro antibiótico, o nomeando de penicilina.

A evolução contra nós

E se eu disser que nós somos os responsáveis por essa ameaça? Sim, ao mesmo tempo em que fomos capazes de salvar a evolução humana com a criação dos antibióticos, deixamos espaço “vagos”, e as bactérias evoluem e se transformam em superbactérias (elas até existiam antes, mas definitivamente não como hoje), e isto já está acontecendo. Inúmeros casos vêm sendo relatados sobre a ineficiência do mais forte antibiótico que possuímos e a tendência é só piorar.

As bactérias são um dos seres vivos mais antigos do planeta, descendentes diretos dos primeiros organismos unicelulares a habitarem o planeta, a cerca de 3 bilhões de anos. Provavelmente um dos mais bem sucedidos também, além de terem sobrevivido a tudo neste período, são os organismos mais abundantes em número no planeta.

Existem mais bactérias no seu corpo do que estrelas e planetas em toda a nossa galáxia, algo entre 40 e 100 trilhões desses organismo estão espalhados dentro de nós, e em grande maioria eles são altamente benéficos e essenciais para a nossa sobrevivência.

E há um porquê desta situação estar rumando a um destino altamente perigoso para nós, as bactérias são organismo de reprodução extremamente rápida. Em poucas horas é possível que milhões já estejam presentes devido a sua população possuir um progressão geométrica, consequência da reprodução assexuada por fissão binária, isto é, elas se dividem em duas.
Progressão da reprodução bacteriana. (Créditos da imagem: Reprodução).

Se tivermos uma formação inicial de uma bactéria, em apenas 20 estágios de reprodução teremos uma colônia de 1 milhão de organismos. Em mais 20 estágios, chegamos em 1 trilhão. Assim é possível entender o quão rápido é o crescimento das bactérias, resultado de milhões de anos de evolução.

Sua capacidade de infectar um hospedeiro é muito alta e muito rápida, porém nós possuímos os antibióticos que inibem esse processo. Mas algo está mudando e a evolução das bactérias tem sido exponencial, e com essas mutações, nossa artilharia contra elas está ficando totalmente ineficaz e estamos agora expostos a uma ameaça invisível e voraz.

Apocalipse bacteriano

Por um puro acaso da evolução, as bactérias que invadem seu sistema provavelmente estão evoluindo para se proteger contra quaisquer ataques. Quando os antibióticos já estão dentro das células bacterianas, elas interceptam o antibiótico e alteram as moléculas para que elas fiquem inofensivas, ou constroem “bombas” que jogam qualquer tipo de antibiótico para fora de sua estrutura antes que qualquer estrago seja feito.

Nem sempre essas mutações nos representam riscos. Na maioria das vezes que um antibiótico não é capaz de matar uma superbactéria, ela provavelmente estará em um número muito reduzido e assim os próprios anticorpos se encarregaram de exterminá-la. Mas como nem tudo são flores, em alguns casos essas superbactérias podem escapar e espalhar sua “imunidade”, e como elas espalham sua imunidade?

Compartilhando conhecimento

As bactérias possuem “dois tipos” de DNA, o cromossomo e umas pequenas partículas chamadas de plasmídeos. As superbactérias podem “abraçar” outra bactéria comum ou através de um processo chamado de “transformação”, bactérias comuns colhem pedaços de DNA das superbactérias já mortas. Compartilhando habilidades úteis através dos plasmídeos.

Isso acontece entre todos os tipos de bactérias, fazendo com que elas sejam imunes a múltiplos antibióticos.

Uso indiscriminado

Mas todo esse processo já acontece há tempos, principalmente em hospitais, onde existe um ambiente perfeito para a multiplicação e evolução destas superbactérias. Nos dias atuais o homem em certas partes mais urbanizadas do planeta trata deste tipo de medicamento como se fosse uma comodidade. Tomamos inúmeras variações de antibióticos, muitos sem prescrição médica e ainda para doenças comuns como uma gripe.

Antibióticos deveriam ser um último recurso no tratamento de certas doenças, e mesmo assim são colocados como solução primária. Outro gigantesco problema parte da produção de carne (qualquer tipo, menos frutos do mar).

Como a demanda por este tipo de comida cresceu demasiadamente ao longo dos anos, as fazendas criaram sistemas para gerir o maior número de animais no menor espaço. As condições ruins e o alto risco de contaminação, fazem com que o preço da produção e da venda seja o menor possível. Assim os animais recebem toneladas de antibióticos para fazer controle da maior quantidade possível de bactérias, mesmo antes de possuí-las.

Não surpreende que através desse sistema criamos mais e mais bactérias resistentes, que através da carne é passada para os humanos. Porém há antibióticos específicos que são usados nos casos de bactérias resistentes, regras rígidas são seguidas para utilizá-los sem que novas resistências sejam criadas pelas bactérias, assim era o que imaginávamos.

Entretanto alguns casos recentes têm mostrado que nada que possuímos pode eliminar novas superbactérias. No mês de maio de 2016, o primeiro caso nos Estados Unidos de ultra resistência foi registrado, uma bactéria encontrada na urina de uma paciente não teve qualquer alteração mesmo com o uso do mais forte antibiótico que existe, a Colistina.

O super antibiótico

A Colistina é usada como o último recurso no combate a um biótico nocivo ao homem.

Isso porque evitávamos que seu uso em larga escala pudesse criar bactérias resistentes a ela, além de que quando administrada em humanos por longos períodos, pode causar danos nervosos, renais e nos fígados.
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Era pressuposto então que não haveria resistência a ela pelo baixo uso feito em humanos. Porém ela foi administrada por anos na criação suína e aviária, onde era usada contra um parasita específico nesses animais. Começando assim a cadeia de uma nova superbactéria, que gerada nesses animais, foi passada de animal para animal até chegar em nós humanos sem ter sido antes notada.

Cenário da devastação

Agora imagine nosso cenário, em média há mais de 100 mil voos acontecendo em um dia comum, conectando basicamente todo ser humano no planeta a possíveis ameaças. Criando um mundo fisicamente conectado, consequentemente criamos meios para que pandemias globais se instalem com uma facilidade muito maior.

É claro que na nossa curta história no planeta, cerca de 200 mil anos como homo sapiens, nada perto dos 135 milhões de anos em que os dinossauros foram mestres desta terra. Nós humanos nunca fomos inteiramente dizimados, mas já passamos por epidemias em outros períodos que causaram imensos estragos, apesar de que em muitas épocas não haviam tratamentos, também não havia um meio tão eficaz de contaminação mundial como temos hoje.

Não se desespere, ainda não é preciso viver dentro de uma bolha. O mundo não irá acabar do dia para a noite e com certeza vai dar tempo de pegar a pipoquinha vendo tudo desmoronar aos poucos.

Pandemias acontecem o tempo todo, e estamos cada vez mais atentos a isso, mas a questão das superbactérias é mesmo digna de filme. Existe grande possibilidade de que em poucos anos o cenário já comece a tomar forma.

A questão não é somente as doenças em si, imagine como seria uma pandemia mundial que não se tem cura, economia, alimentação e transporte cairiam, o caos seria instalado. Não somos seres calmos, o pavor e o desespero tomam conta rapidamente de um grupo acuado diante de uma situação sem solução.

Se você precisa acreditar em alguma coisa, acredite na ciência, é ela que vem nos salvando e dando armas para combater os inimigos microscópicos ao longo da era moderna. Talvez nós sejamos os culpados por facilitar as coisas para o inimigo, mas a cada dia a ciência avança de maneira exponencial também, e antes que imaginemos, poderemos ter a solução para um fim que hoje parece muito provável.

*Por Luan Verone

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*Fonte: ciencianautas

Garota de 14 anos inventa tecnologia que remove ponto cego de motoristas

Quem dirige sabe que o ponto cego de todo carro atrapalha bastante. Mais do que isso, causa milhares de acidentes a cada ano.

Agora, no entanto, tal ponto cego pode se tornar evitável: uma garota de 14 anos (não, você não leu errado) inventou uma tecnologia que efetivamente o remove dos veículos.

A ideia de Alaina Gassler funciona da seguinte maneira: uma câmera é colocada atrás do pilar que causa o ponto cego. Esta câmera envia um vídeo para um projetor, que por sua vez projeta a imagem no próprio pilar, essencialmente tornando-o invisível e deixando o motorista enxergar através dele.

Para melhorar ainda mais a situação, Alaina só usou materiais facilmente acessíveis para criar essa tecnologia, como uma webcam, um projetor e materiais impressos em 3D.

Premiada

No início desta semana, Alaina, que mora em West Grove, no estado americano da Pensilvânia, apresentou sua invenção no concurso Broadcom MASTERS (sigla para “Math, Applied Science, Technology, and Engineering for Rising Stars”, ou “Matemática, Ciências Aplicadas, Tecnologia e Engenharia para Estrelas em Ascensão”) para alunos do ensino médio oferecido pela organização sem fins lucrativos Society for Science and the Public.

Além disso, ela venceu uma competição nacional em primeiro lugar por sua criação, levando para casa o Prêmio Samueli Foundation de US$ 25.000 em homenagem à excelência geral em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Derretimento de gelo no Ártico revela 5 novas ilhas que não sabíamos que existiam

A Marinha russa identificou cinco novas ilhas no arquipélago Novaya Zemlya, no Ártico, reveladas pelo gelo derretido dos glaciares da região.

“Pensávamos que elas eram [parte da] geleira principal [chamada Vylki, também conhecida como Nansen]. O derretimento, o colapso e as mudanças de temperatura levaram à descoberta dessas ilhas”, disse o vice-almirante russo Alexander Moiseyev.

As ilhas

As ilhas variam em tamanho, com a menor medindo apenas 30 por 30 metros, e a maior cobrindo cerca de 54.500 metros quadrados.

Sua presença foi primeiro suspeitada pela estudante de engenharia Marina Migunova, que observou massas terrestres em imagens de satélite em 2016 enquanto trabalhava em um artigo.

Na nova expedição da Marinha, pesquisadores analisaram a topografia das cinco ilhas, concluindo que elas devem ter surgido aproximadamente em 2014.

Apesar de suas jovens idades, as terras já são colonizadas por algas, plantas e pássaros, além de demonstrarem evidências de animais terrestres maiores.

Temporárias ou permanentes?

No momento, não é possível saber por quanto tempo as ilhas permanecerão parte da paisagem ártica. Um glaciologista da expedição sugeriu que elas possam duram apenas uma década ou menos.

“Hoje, é difícil chegar a conclusões sobre sua importância e vida útil”, disse o capitão Alexei Kornis, chefe do Serviço Hidrográfico da Frota do Norte, ao site russo Arctic. “Encontramos os restos de uma foca mordida por um urso. Então, se tudo isso conseguir se enraizar, as ilhas sobreviverão”.

Mundo gelado em mudança

A expedição russa – que navegou por águas há pouco tempo completamente congeladas – encontrou outras massas terrestres previamente desconhecidas durante a missão.

Por exemplo, uma sexta ilha foi descoberta em um estreito da Terra de Francisco José, um arquipélago polar russo.

De acordo com a Marinha, esses achados não são isolados, e sim fazem parte de uma dúzia de novas ilhas que têm emergido no Ártico nos últimos anos.

Conforme o mundo se torna mais quente graças à mudança climática impulsionada pela atividade humana, devemos ver cada vez mais transformações na paisagem polar em derretimento.

“A descoberta de ilhas à medida que a geleira Nansen recua não é uma surpresa, pois uma geleira é simplesmente um rio de gelo transportando neve e gelo compactados dos terrenos mais altos para o mar”, disse o oceanógrafo Tom Rippeth, da Universidade Bangor, no País de Gales, ao Newsweek. “À medida que o clima esquenta, as geleiras encolhem e expõem a terra abaixo. Esse é outro sintoma do aumento do aquecimento no Ártico – nesta região a temperatura média é de 5 a 6 graus Celsius mais quente em resposta às mudanças climáticas”. [ScienceAlert]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Ford apoia o desenvolvimento de tinta reprogramável que pode mudar de cor

Em um futuro próximo, as pessoas poderão mudar a cor do carro e das roupas sempre que desejarem. Este é o objetivo de um projeto apoiado pela Ford, que está sendo desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT, através do seu Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial. A chamada tinta reprogramável permite que os objetos mudem de cor quando são expostos a uma luz especial com diferentes comprimentos de onda.

No vídeo abaixo, você vai conhecer como o processo funciona ao ser aplicado em um tênis, uma capinha de celular, um carro em miniatura e também em um camaleão de brinquedo. Chamada de PhotoChromeleon, a tinta é reversível e cada processo de personalização pode levar de 15 a 40 minutos, dependendo do tamanho do objeto.

Para mudar de cor, a peça é colocada em uma caixa e exposta à luz de um projetor especial que elimina os pigmentos indesejados. A luz azul, por exemplo, é absorvida pelo corante amarelo, por isso ele é removido da equação para assim criar a cor azul.

Uma das vantagens do uso da tinta reprogramável é a sustentabilidade, evitando que os fabricantes precisem produzir itens em excesso para atender as diferentes preferências de cor, além de estimular os consumidores a fazer compras mais conscientes. A criação dos desenhos aplicados nos objetos é feita por meio de uma interface digital.

“Esta tinta pode reduzir o número de etapas necessárias para a produção de uma peça multicolorida, ou melhorar a durabilidade da cor afetada por intempéries ou degradação dos UV”, explica Alper Kiziltas, especialista técnico em materiais sustentáveis e emergentes da Ford nos EUA. Kiziltas também prevê que as pessoas possam personalizar seus veículos no futuro.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Camuflagem Quantum cria escudo invisível em torno de qualquer objeto

Este é um vídeo de demonstração do material Quantum Stealth (Camuflagem Quantum), criado pela empresa canadense Hyperstealth Biotechnology.

Funciona como um manto da invisibilidade de Harry Potter, em que ele reflete as luzes em volta, fazendo com que o objeto coberto pelo material fique praticamente invisível para o olho humano.

E não só isso, a empresa diz que ele bloqueia também sinais ultravioleta, infravermelho e térmicos – o que abrange mais a camuflagem do dispositivo.

Sem qualquer surpresa, é claro que esta tecnologia está sendo desenvolvida para fins militares. Mais especificamente para cobrir tanques, quem sabe aeronaves.

Abaixo você confere um vídeo com a demonstração do material.

*Por Flavio Croffi

 

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*Fonte: geekness

Resíduos de testes atômicos da Guerra Fria ainda estão na Antártida

Durante a Guerra Fria, o Oceano Pacífico foi palco de diversos testes nucleares. Lugares como as Ilhas Marshall até hoje guardam profundas marcas daquela época – os atóis de Bikini e Enewetak são hoje mais radioativos que Chernobyl e Fukushima, embora tenham se passado mais de 60 anos desde o fim dos testes nucleares.

Essas bombas não deixaram rastros somente nos locais onde explodiram: os diversos elementos químicos liberados reagiram com outros elementos presentes no ar. Isso gerou altas concentrações de isótopos radioativos, como o cloro-36.

Agora, cientistas da base russa Vostok, na Antártida, descobriram que esse isótopo foi mais longe do que se imaginava: viajou o globo pela estratosfera e chegou até a Antártica, onde se depositou no gelo e está até hoje.
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Na verdade, a descoberta aconteceu por acaso. Os pesquisadores estavam examinando as concentrações em diferentes partes da Antártica, para tentar entender melhor como o cloro se comporta ao longo do tempo em áreas onde a queda de neve anual é alta versus áreas em que a queda de neve é ​​baixa. Isso é útil porque os cientistas usam isótopos como o cloro-36 para determinar as idades de amostras de gelo que estavam em grandes profundidade.

Apesar de radioativo e instável, uma baixa concentração desse isótopo é produzido naturalmente, quando o gás argônio reage com os raios cósmicos na atmosfera da Terra. Só relembrando: isótopos radioativos são versões de átomos que tem uma quantidade de nêutrons muito grande, que os desestabiliza. Eles liberam radiação para alcançar estados mais estáveis.

Para o estudo, os pesquisadores coletaram amostras de gelo de um poço de neve em Vostok, uma estação de pesquisa russa na Antártida Oriental que recebe pouca acumulação de neve, e de gelo do Talos Dome, uma grande cúpula de gelo a aproximadamente 1400 quilômetros de distância que recebe muita acumulação de neve todos os anos.

Os pesquisadores testaram a concentração de cloro-36 no gelo de ambos os locais, baseando-se em amostras recolhidas anteriormente nos locais. Os resultados foram claros: enquanto em Talos Dome a concentração diminuiu gradualmente ao longo do tempo, o gelo de Vostok apresentou níveis muito altos de cloro-36, com o topo da o poço de neve atingindo até 10 vezes a concentração natural esperada.

Isso sugere que o bloco de neve Vostok ainda está liberando cloro radioativo armazenados durante os testes nucleares das décadas de 1950 e 1960. Hoje, essa quantidade de radioatividade é muito pequena para afetar o meio ambiente, mas os resultados são surpreendentes porque os cientistas esperavam que as concentrações desse gás já tivessem normalizado. Os resultados dessa análise foram publicados no periódico Journal of Geophysical Research: AG Atmos.

*Por Ingrid Luisa

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*Fonte: superinteressante

Veja os dois novos trajes espaciais da NASA para a missão Artemis

Esses são os dois novos trajes espaciais da NASA apresentados para o programa Artemis, que tem como objetivo pousar o próximo homem e a primeira mulher na Lua até o ano de 2024.

As informações dos trajes incluem:

O traje laranja é o traje do Orion Crew Survival System, também chamado de traje de voo ou de lançamento e entrada. Os novos recursos incluem um capacete que vem em mais de um tamanho e ternos personalizados. A cor visa facilitar a localização dos astronautas se eles acabarem no oceano, e o traje inclui um “conjunto de equipamentos de sobrevivência”.

Embora tenha sido projetado principalmente para lançamento e reentrada, o traje Orion pode manter os astronautas vivos se o Orion perder a pressão da cabine durante a viagem para a Lua, enquanto ajusta as órbitas no caminho de volta para casa. Os astronautas podem sobreviver dentro do traje por até seis dias enquanto retornam à Terra. Os trajes também são equipados com um conjunto de equipamentos de sobrevivência no caso de terem que sair de Orion após o desastre antes da chegada do pessoal de recuperação. Cada um levará seu próprio colete salva-vidas que contém um farol localizador pessoal, uma faca de resgate e um kit de sinalização com espelho, luz estroboscópica, lanterna, apito e bastões de luz.

O traje branco é a Unidade de Mobilidade Extraveicular da Exploração ou xEMU. O xEMU oferece amplitude de movimento dramaticamente superior aos trajes usados ​​em missões anteriores.

Como podemos ver, esses trajes contam com tecnologia de ponta e, ao mesmo tempo, muitos recursos de emergência e sobrevivência. Além de dar mais mobilidade aos astronautas.

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*Fonte: geekness

Ônibus elétrico, autônomo e impresso em 3D é testado na Califórnia

A fabricante de automóveis norte-americana Local Motors tem uma aposta sustentável para a mobilidade urbana: Olli 2.0. Com sensores, incluindo radar e câmeras, o veículo autônomo monitora a direção sem precisar de um motorista. E não estamos falando de uma solução para o futuro, mas sim para o agora – já em funcionamento em pequena escala.

Com velocidade máxima de 40 km/h, é projetado para áreas que exigem baixa velocidade, como hospitais, bases militares e universidades. O motor elétrico garante zero ruídos e emissões poluentes, além de alcance de até 160 quilômetros com uma única carga.

Olli também é 80% impresso em 3D e seus componentes, em sua maioria, são recicláveis.
E ainda é personalizável: seu interior (inclusive o número de assentos) pode ser alterado para atender a diferentes necessidades.

Sua primeira versão, o Olli 1.0, foi lançada em 2016 e está em operação em nove campi dos EUA. Enquanto veículos autônomos não tomam conta das ruas, podemos ter um “gostinho” colocando em prática o que é possível hoje – testando sua segurança, confiabilidade e outras questões que certamente surgirão como qualquer alternativa de transporte.
Testes

As experimentações na Califórnia acontecem na estação GoMentum, uma antiga base naval, próxima a São Francisco, que funciona como campo de testes para veículos autônomos. Ali, o modelo que possui sistema de prevenção de obstáculos, será colocado em vários cenários, incluindo travessia de cruzamento, interação com pedestres e túneis.

“A segurança é fundamental em todas as novas tecnologias de veículos, por isso estamos entusiasmados para realizar testes rigorosos sob condições realistas na estação GoMentum para garantir que nossos ônibus estejam prontos para as vias públicas”, Vikrant Aggarwal, presidente da Local Motors.

O veículo também está sendo testado em Peachtree Corners, no subúrbio de Atlanta. O Olli percorre um pequeno trecho separado do tráfego comum, de segunda a sexta-feira, o que tem atraído moradores curiosos para testar a novidade.

A china, sempre à frente, inaugurou seu primeiro transporte público autônomo e elétrico em 2017.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Fábricas de Fita K7 não conseguem atender demanda por falta de material

Assim como o vinil, a fita cassete também está fazendo seu retorno grandioso às estantes dos amantes de música.

A procura está sendo tanta que, agora, algumas fábricas estão sofrendo com a falta de material para produzir as fitas. A National Audio Company fez um anúncio aos seus consumidores, avisando que haverá atrasos na produção por conta da falta de óxido de ferro.

Sem dar uma previsão exata de quando voltará ao normal, a NAC explicou que a única fábrica que refina o material está em construção há meses, entregando carregamentos bem menores para seus clientes. A empresa espera que tudo se normalize até o fim do ano, mas ainda não tem ideia de quanto tempo vai levar para retomar a produção.

A notícia vem dias após dados mostrarem que o vinil cresceu mais que CD neste ano, e que a fita cassete, apesar de estar bem atrás, também vem vendendo igual água.

*Por Stephanie Hahne

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Veja maior impressora 3D do mundo imprimindo barco

O UMaine Advanced Structures and Composites Center, na Universidade do Maine, recebeu três Guinness World Records. Os recordes foram conquistados por apresentar o maior protótipo de impressora 3D de polímero do mundo, o maior objeto sólido impresso em 3D e o maior barco impresso em 3D. O barco tem 25 pés (7,62 metros), pesa 5mil libras (pouco mais de 2 toneladas) e foi nomeado 3Dirigo. Sua navegabilidade foi verificada em laboratório para teste de modelos offshore.

Essa impressora 3D foi projetada para imprimir objetos de até 100 pés (30 metros) de altura e 22 pés (6 metros) de largura, podendo imprimir 500 libras (aproximadamente 226 quilogramas) por hora. No vídeo em time-lapse é possível conferir, em menos de um minuto, o trabalho de impressão do 3Dirigo, que durou 72 horas.

A cerimônia de revelação do barco foi realizada na quinta-feira, com a presença de autoridades e representantes do Guinness World Records, para confirmar os três recordes.

Outras aplicações

Entre as iniciativas que serão apoiadas com o uso da impressora, está o desenvolvimento de matérias-primas de base biológica, com o uso de celulose derivada de recursos de madeira, e prototipagem rápida de aplicações civis, de defesa e de infraestrutura.

A Universidade estabeleceu parcerias para unir a expertise dos pesquisadores com a de líderes da indústria marítima, para desenvolver e comercializar a impressão 3D. O objetivo desse trabalho conjunto é beneficiar os construtores de barcos no estado do Maine. O uso de plástico com 50% de madeira na impressão, tanto de moldes quanto de partes de barcos, pode deixar a produção muito mais rápida e econômica do que com os métodos utilizados atualmente.

A impressora tem recursos de fabricação aditivos e também subtrativos de alta precisão. A UMaine ainda exibiu um abrigo de comunicação do Exército dos Estados Unidos, impresso em 3D. [Futurism, UMaine]

*Por Liliane Jochelavicius

 

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*Fonte: hypescience

Engenheiro da Marinha dos EUA patenteia reator de fusão nuclear compacto que poderia gerar um trilhão de watts

Salvatore Cezar Pais, o mesmo engenheiro que patenteou um supercondutor de temperatura ambiente pela Marinha americana, acaba de receber a patente para um pequeno reator de fusão nuclear capaz de gerar algo entre um bilhão e um trilhão de watts.

A notícia, dada pelo portal The Drive, ainda não foi comentada pela própria Marinha. Além disso, não está claro quanto – se qualquer coisa – da patente realmente representa uma tecnologia viável.

Cientista maluco

Aparentemente, existe todo um conjunto de patentes bizarras atribuídas à Marinha dos EUA sobre tecnologias radicais que poderiam revolucionar o campo aeroespacial, bem como toda a maneira como vivemos nossas vidas.

Estamos falando de campos eletromagnéticos de alta energia usados para criar novos métodos estranhos de propulsão aeroespacial e design de veículos que parecem basicamente OVNIs.

Agora, o mesmo misterioso engenheiro da Naval Air Warfare Center Aircraft Division (NAWCAD, ou “Divisão de Aeronaves do Centro de Guerra Aérea” da Marinha) responsável por essas invenções malucas veio com outra patente que parece impossível: de um reator de fusão compacto que pode bombear quantidades absolutamente incríveis de energia em um espaço pequeno, talvez de um carro.

Isso é muito mais poderoso do que qualquer usina nuclear operacional nos EUA neste momento.

A patente

A Marinha ainda não comentou a nova patente, que apenas afirma que o reator pode ser usado no “espaço, mar ou ambiente terrestre”. Para quais aplicações, é um mistério.

Como com qualquer patente tecnológica duvidosamente incrível, é difícil dizer se a Marinha realmente desvendou como fazer reatores de fusão práticos, ou se é só mais uma ideia que precisa ser registrada imediatamente antes que tenhamos certeza de seu real potencial.

Vale notar, entretanto, que tal reator compacto foi aceito de primeira pelo Escritório de Marcas e Patentes dos EUA, o que, segundo o The Drive, não é comum. As invenções de Pais normalmente são rejeitadas de início e ele precisa recorrer diversas vezes.

O documento “Dispositivo de fusão por compressão de plasma” foi solicitado por Pais em 22 de março de 2018 e publicado em 26 de setembro de 2019. Parte do texto lê: “Atualmente, existem poucos reatores/dispositivos de fusão previstos que vêm em uma embalagem pequena e compacta (variando de 0,3 a 2 metros de diâmetro) e geralmente usam versões diferentes do confinamento magnético de plasma. Três desses dispositivos são o Lockheed Martin (LM) Skunk Works Compact Fusion Reactor (LM-CFR), o conceito de fusão EMC2 Polywell e a máquina Princeton Field-Reversed Configuration (PFRC) machine, e é questionável se eles têm a capacidade de atingir a condição de fusão – menos ainda uma queima de plasma autossustentada que leva à ignição”.

Esperar para ver

Com tantas questões sem resposta circundando a patente, pode ser que nunca mais ouviremos falar dela.

Porém, a Marinha americana já defendeu alguns dos projetos de Pais no passado, chegando a afirmar que essas invenções realmente existem de forma operacional e que são necessárias para fins de segurança nacional, principalmente para fazer frente a adversários como a China.

No momento, só o que podemos dizer é que Pais é um homem realmente ocupado. Se é um Einstein ou um gênio irreal de ficção científica, só o tempo irá mostrar. [Futurism]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Conheça a verdadeira origem dos “travesseiros da Nasa”

De tempos em tempos, alguém aparece revoltado no Twitter ao descobrir que foi enganado a vida inteira pelos “travesseiros N.A.S.A.”. Na embalagem de uma das marcas mais populares do produto — a que traz o ex-astronauta e hoje ministro Marcos Pontes —, o acrônimo não é “National Aeronautics and Space Administration”, que nomeia a agência espacial norte-americana, mas “Nobre e Autêntico Suporte Anatômico”.

Desnecessário dizer, a Nasa não fabrica os travesseiros nem os astronautas testaram esses itens enquanto tiravam um cochilo a caminho da Estação Espacial Internacional. Porém, nem tudo é enganação: a espuma viscoelástica, que é usada nesses produtos, foi mesmo inventada pela agência dos Estados Unidos e até entrou para o Hall da Fama Espacial.

Seu desenvolvimento começou em 1966, quando dois engenheiros terceirizados da Nasa, Charles Yost e Charles Kubokawa, criaram uma espuma de “alta dissipação de energia” para ser utilizada nos assentos das espaçonaves e que amortizaria o impacto nos astronautas em caso de colisões. Feito de poliuretano, o novo material absorvia até 340% mais energia do que as tecnologias disponíveis até então. Como se moldava ao corpo, a espuma distribuía o peso uniformemente, evitando o risco de lesões mais graves.

Mas a história de como o material saiu das naves espaciais em Houston para prateleiras e memes brasileiros começou cerca de dez anos depois, em 1976, quando a patente se tornou domínio público e mais empresas passaram a usá-la. A “espuma da Nasa” começou a aparecer em novos produtos, como acessórios esportivos — o time de futebol americano Dallas Cowboys usou-a em seus capacetes — e, claro, colchões e travesseiros. O Brasil não ficaria de fora dessa.

Em um ano com Marcos Pontes como garoto-propaganda dos “travesseiros N.A.S.A”, faturamento de empresa cresceu cinco vezes (Ilustração: Feu)

Um sonho brasileiro

O primeiro registro nacional da tecnologia em produtos voltados para o sono é de 1999, quando a fabricante norte-americana Tempur-Pedic começou a atuar no Brasil. Mas os travesseiros de viscoelástico só se tornaram os “travesseiros da Nasa” depois que a Marcbrayn, uma empresa de Santa Catarina, começou a fabricar o produto e contratou Marcos Pontes para promovê-lo. “Precisávamos de uma personalidade que preenchesse os requisitos da campanha”, diz o dono, Claudio Marcolino, em um vídeo de 2007 — que, pelo visual, poderia ter sido gravado durante a corrida espacial. “Marcos Pontes, o astronauta brasileiro, foi quem nos gerou mais confiança.”

Tenente-coronel da Aeronáutica e engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontes conquistou a confiança da empresa de travesseiros ao realizar uma missão de dez dias no espaço, em 2006. Depois de anos de treinos na Nasa e adiamentos da viagem, que seria feita em um veículo norte-americano, o governo brasileiro optou por uma solução alternativa: fechou um acordo com a agência espacial russa e, por US$ 10 milhões, enviou Pontes ao espaço a bordo da nave Soyuz.

Assim que voltou à Terra, aos 43 anos, o astronauta se aposentou das Forças Armadas e iniciou uma nova carreira. Ele abriu uma empresa de turismo, tornou-se palestrante e passou a figurar nas embalagens dos travesseiros.

Segundo Marcolino, com o ex-astronauta como garoto-propaganda, em um ano seu faturamento foi multiplicado por cinco. Até hoje o contrato segue em vigor. A empresa não diz quantas unidades já vendeu nem quanto paga a Pontes.

Fora de moda?
Uma nova geração de empresas que fabricam produtos para o sono surgiu no Brasil nos últimos anos, e elas tentam desbancar a popularidade do viscoelástico. Em vez do material utilizado pela Nasa, a marca paulistana Guldi usa outra espuma, “de alta resiliência”, em seus colchões. A carioca Flow faz o mesmo. Outras, como a mineira IWS (“I Wanna Sleep”), afirmam ter desenvolvido um material próprio.

E mesmo aquelas que ainda usam a invenção da Nasa, como a empresa paulistana Zissou, fogem da estratégia de associar a tecnologia à agência espacial norte-americana, desgastada pelos anos de propaganda dos travesseiros. “A gente tenta ser transparente com os nossos clientes e também não ficar discutindo especificações técnicas e coisas com as quais eles não se importam. Preferimos falar sobre as sensações que os produtos causam- no consumidor”, diz Amit Eisler, um dos fundadores da empresa. Os “travesseiros da N.A.S.A”, afinal, são mesmo únicos.

*Por Bruno Fávero

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*Fonte: revistagalileu