Primeiros navios cargueiros elétricos do mundo começarão a operar na Bélgica e Holanda

No próximo verão europeu, o porto de Antuérpia, na Bélgica, vai se tornar uma atração internacional. É que o primeiro navio cargueiro elétrico do mundo, o Port-Liner, entrará em operação ali.

Já sendo chamado de “Tesla dos Canais”, o novo barco foi desenvolvido graças a uma parceria entre o governo da Antuérpia e a Comunidade Europeia, em um investimento total de pouco mais de 200 milhões de euros. O objetivo do projeto é reduzir o tráfego de caminhões nas estradas do país.

Port-Liner é apenas um dos navios que estão em construção. No total, serão cinco barcos pequenos, com 52 metros de comprimento e 6,7 de largura, e outros seis grandes, com 110 metros de comprimento e capacidade para carregar até 270 contêineres. Os menores poderão acomodar 24 contêineres com um peso total de 425 toneladas.

Os barcos foram projetados pela empresa holandesa de arquitetura naval Omega. Os menores conseguirão viajar por 15 horas e os maiores por 35 horas, utilizando somente a eletricidade proveniente das baterias instaladas no deck.

A recarga completa da bateria dos navios cargueiros de 52 mt leva quatro horas e quando necessário, ela pode ser substituída por outras existentes no porto.

Os barcos de grande porte serão utilizados nos trajetos entre os portos de Rotterdam, Amsterdam, Antuérpia e Duisburg. Todos os onze cargueiros estarão prontos no segundo semestre de 2019. Depois disso, a empresa Port-Liner, responsável pela construção dos barcos, pretende encomendar mais quatro.

“Todos eles já estão totalmente alugados para companhias de transporte marítimo e grandes empresas de contêineres. Caso contrário, não começaríamos a construí-los”, afirmou Ton van Meegen, CEO da Port-Liner.

O custo dos cargueiros menores é de 1,5 milhão de euros e os maiores, 3,5 milhões. Meegen garante que o valor não é mais alto do que o de um barco movido a diesel.
Fim da era do diesel

O diesel é um dos combustíveis fósseis mais poluentes que existe. Sua queima libera uma quantidade enorme de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, um gás apontado como sendo um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Diversos países ao redor do mundo já anunciaram a proibição, para os próximos anos, de veículos movidos a diesel, em uma iniciativa para combater a poluição nas grandes cidades, provocando milhares de mortes (leia mais aqui).

Além disso, estudos mostram que o barulho causado pelo trânsito marítimo nos oceanos pertuba a vida marinha, afetando a maneira como peixes e demais espécies se comportam debaixo d’água e muitas vezes, comprometendo sua sobrevivência.

Navios elétricos, assim como carros, são mais silenciosos, tendo assim, menor impacto sobre o meio ambiente.

*Por Suzana Camargo

 

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*Fonte: conexaoplaneta

Fujifilm lança câmera que grava áudio e imprime fotos

Este é a Fujifilm Instax Mini LiPlay Instant Camera, uma câmera que grava áudio ao imprimir instantaneamente as fotografias.

Claro que isso é uma coisa que ninguém imaginou (e provavelmente nunca pediu), mas trata-se de um recurso diferente, e que possivelmente pode agradar os mais jovens.

Funciona da seguinte maneira: a Fujifilm Instax Mini LiPlay Instant Camera pode “gravar” até 10 segundos de sons. E esse áudio é transformado em um código QR que é impresso junto com a fotografia.

Ao usar um leitor de código QR, qualquer pessoa pode ouvir o arquivo que foi gravado.
Fujifilm lança câmera que grava áudio e imprime fotos

Isso tem pouca utilidade, claro, mas pode servir para alguma coisa. Quem sabe para gravar como as pessoas eram. Por exemplo, “como era a risada do vovô” antigamente? Como era a voz de alguém, enfim, esse tipo de coisa.

A câmera que grava áudio também traz uma tela de LCD para enquadrar fotos, editar, analisar e mandar imprimir as imagens. Outros recursos incluem filtros e quadros integrados, impressão de smartphone, recursos de captura remota (via Bluetooth a partir de um smartphone) e uma bateria recarregável de íons de lítio que dura 100 impressões.

Está à venda no mercado internacional por US$ 160.

*Por Flávio Croffi

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*Fonte: geekness

Cimento com vida útil de 100 anos emite luz e pode iluminar estradas

De acordo com o pesquisador, o maior problema enfrentado no estudo foi o fato do cimento ser um corpo opaco, isto é, não permite a passagem de luz para o seu interior. O pesquisador ainda explica a lógica por trás dessa invenção. O cimento é um pó que ao ser misturado com água se dissolve como um comprimido efervescente.

O mais legal é que o cimento absorve energia do sol durante todo o dia, para permanecer iluminado por até 12 horas. Além disso, é possível controlar a intensidade da luz, e assim evitar que o brilho atrapalhe ciclistas e motoristas, sem falar que a sua vida útil é de 100 anos.

A tecnologia está em fase de implementação para ser comercializada e os cientistas também estudam a sua aplicação em gesso e outros produtos que fazem parte da construção civil, como alternativa natural para reduzir o consumo de energia elétrica na iluminação de ambientes.

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*Fonte:

Inteligência Artificial do Google confunde fotos de gorilas com pessoas

Em 2015, o Google recebeu uma avalanche de críticas depois que um de seus algoritmos de reconhecimento de imagem confundiu fotos de gorilas e chimpanzés com seres humanos. A empresa prometeu solucionar o erro. Dois anos depois, descobrimos sua solução. Ela proibiu fotos de gorilas.

Essa é a conclusão alcançada pela revista Wired depois de testar o algoritmo supostamente reprogramado para evitar erros. Efetivamente, a IA é perfeitamente capaz de rotular animais, como babuínos, pandas ou gibões, mas quando o objeto é a foto de um gorila ou chimpanzé, não há nenhum resultado.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

A própria empresa reconheceu que eliminou esses conceitos do algoritmo para evitar problemas e acrescentou que, infelizmente, a IA está longe de ser perfeita e de estar isenta de erros.

Eliminar o conceito de gorila da IA em vez de ensinar a reconhecer esse animal corretamente não parece ser uma solução muito equilibrada. Na verdade, algumas aplicações, como o Google Lens, sofrem com esse problema. O Google Assistant, que usa outros mecanismos de busca, funciona bem nesse sentido.

*Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira

 

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*Fonte:

Descoberta sem precedentes transforma tipos de sangue em universal

Em um avanço que poderia salvar milhares de vidas, os cientistas descobriram uma maneira de converter o tipo A de sangue para o tipo universal, que é seguro para todos os pacientes, usando micróbios encontrados no intestino humano.

Um novo estudo mostrou como as enzimas podem ser usadas para converter os glóbulos vermelhos tipo A em células do tipo O universal. Embora a ciência ainda esteja em seus primórdios, ela tem o potencial de abrir caminho para aumentar consideravelmente a oferta e o acesso a sangue para transfusões que salvam vidas.

Os tipos sanguíneos são diferenciados pelos tipos de açúcar encontrados na superfície dos glóbulos vermelhos. O tipo O não tem açúcar. Os cientistas perceberam que algumas enzimas podem remover os açúcares das células do sangue, transformando-as em tipo O, mas não encontraram uma enzima que fosse segura, eficiente e econômica, até que considerassem o intestino.

O trato digestivo humano tem os mesmos açúcares encontrados nas células do sangue, e as enzimas bacterianas encontradas nas fezes retiram os açúcares do revestimento para ajudar na digestão.

Os cientistas conseguiram isolar a enzima e usá-la para extrair o sangue de seus açúcares de maneira mais eficiente que qualquer outra enzima.

Considerando que A é o segundo tipo sanguíneo mais comum, esse descoberta poderia ser revolucionária no aumento da oferta de sangue de doadores universais, salvando milhares de vidas.

Os cientistas fizeram a descoberta emocionante em agosto passado, mas acabaram de publicar os resultados de suas pesquisas na revista Nature Microbiology.

O próximo passo é a equipe testar a conversão da enzima em um cenário clínico para ver se há algum efeito colateral do procedimento. Se nenhum for encontrado, o futuro da doação de sangue mudará para melhor.

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*Fonte: socientífica

Teoria quântica que diz que duas realidades podem coexistir é comprovada em experimento

A física quântica, como sabemos, é um reino totalmente diferente e estranho da física. Lá, coisas estranhas e inimagináveis no nível normal da física acontecem, como o entrelaçamento quântico e outros fenômenos. E por incrível que pareça, as coisas acabaram de ficar mais estranhas. Um experimento acaba de comprovar uma questão que tem intrigado os cientistas que estudam este campo da física há anos: será que duas versões da realidade podem existir ao mesmo tempo? Os físicos dizem que a resposta para essa pergunta é afirmativa – pelo menos no mundo quântico.

O experimento colocou em prática uma teoria: dois indivíduos observando o mesmo fóton poderiam chegar a diferentes conclusões sobre o estado desse fóton – e, no entanto, ambas as suas observações estariam corretas. Pela primeira vez, os cientistas replicaram as condições descritas neste experimento mental. Seus resultados, publicados em 13 de fevereiro, confirmaram que, mesmo quando os observadores descreviam estados diferentes no mesmo fóton, as duas realidades conflitantes poderiam ser ambas verdadeiras.

“Você pode verificar as duas”, confirma Martin Ringbauer, um dos co-autores do estudo e pesquisador de pós-doutorado do Departamento de Física Experimental da Universidade de Innsbrück, na Áustria.

Mas como isso é possível?

A ideia desconcertante de duas realidades coexistindo é de Eugene Wigner, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1963. Em 1961, Wigner introduziu um experimento mental que ficou conhecido como “amigo de Wigner”. Começa com um fóton – uma partícula de luz. Quando um observador em um laboratório isolado mede o fóton, ele descobre que a polarização da partícula – o eixo no qual ela gira – é vertical ou horizontal. Entretanto, antes que o fóton seja medido, ele exibe as duas polarizações de uma só vez, conforme ditado pelas leis da mecânica quântica; ele existe em uma “superposição” de dois estados possíveis.

Uma vez que a pessoa no laboratório mede o fóton, a partícula assume uma polarização fixa. Mas para alguém de fora daquele laboratório fechado que não conhece o resultado das medições, o fóton não medido ainda está em estado de superposição. A observação desta pessoa de fora e, portanto, sua realidade, divergem da realidade da pessoa no laboratório que mediu o fóton. No entanto, nenhuma dessas observações conflitantes é considerada errada, de acordo com a mecânica quântica.

Estados alterados

Durante décadas, esta proposta bizarra de Wigner foi apenas uma interessante experiência mental. Mas nos últimos anos, avanços importantes na física finalmente permitiram que especialistas colocassem a proposta de Wigner à prova. “Os avanços teóricos foram necessários para formular o problema de uma maneira testável. Então, o lado experimental precisou de desenvolvimentos no controle de sistemas quânticos para implementar algo assim”, explica Ringbauer ao portal Live Science.

Ringbauer e seus colegas testaram a ideia original de Wigner com um experimento ainda mais rigoroso que duplicou o cenário. Eles designaram dois “laboratórios” onde os experimentos aconteceriam e introduziram dois pares de fótons emaranhados, o que significa que seus destinos estavam interligados, de modo que saber o estado de um automaticamente informa o estado do outro. Os fótons da configuração eram reais. Quatro “pessoas” no cenário, chamadas de “Alice”, “Bob” e um “amigo” de cada um, não eram reais, mas representavam observadores do experimento.

Os dois amigos de Alice e Bob, que estavam localizados “dentro” de cada um dos laboratórios, mediam um fóton em um par entrelaçado. Isso quebrou o emaranhamento e colapsou a superposição, o que significa que o fóton medido existia em um estado definido de polarização. Eles gravaram os resultados em memória quântica – copiados na polarização do segundo fóton.

Alice e Bob, que estavam “fora” dos laboratórios fechados, foram então apresentados a duas escolhas para realizar suas próprias observações. Eles podiam medir os resultados de seus amigos armazenados na memória quântica e, assim, chegar às mesmas conclusões sobre os fótons polarizados, mas também poderiam conduzir sua própria experiência entre os fótons emaranhados.

Neste experimento, conhecido como experimento de interferência, se os fótons atuam como ondas e ainda existem em uma superposição de estados, Alice e Bob veriam um padrão característico de franjas claras e escuras, onde os picos e vales das ondas de luz adicionam ou cancelam uma à outra. Se as partículas já tivessem “escolhido” seu estado, eles veriam um padrão diferente do que se elas não tivessem. Wigner havia proposto previamente que isso revelaria que os fótons ainda estavam em um estado emaranhado.

Os autores do novo estudo descobriram que, mesmo em seu cenário duplicado, os resultados descritos por Wigner eram válidos. Alice e Bob puderam chegar a conclusões sobre os fótons que eram corretas e prováveis ​​e que ainda diferiam das observações de seus amigos – que também eram corretas e prováveis, de acordo com o estudo.

Outras regras

A mecânica quântica descreve como o mundo funciona em uma escala tão pequena que as regras normais da física não se aplicam mais. Segundo Ringbauer, especialistas que estudam o campo já ofereceram inúmeras interpretações do que isso significa durante várias décadas. No entanto, se as medidas em si não são absolutas – como essas novas descobertas sugerem – isso desafia o próprio significado da mecânica quântica.

“Parece que, em contraste com a física clássica, os resultados das medições não podem ser considerados verdade absoluta, mas devem ser entendidos em relação ao observador que realizou a medição. As histórias que contamos sobre mecânica quântica têm que se adaptar a isso”, diz ele ao Live Science.

“O método científico baseia-se em fatos, estabelecidos através de medições repetidas e acordados universalmente, independentemente de quem os observou. Na mecânica quântica, a objetividade das observações não é tão clara”, diz Maximiliano Proietti, outro dos co-autores do estudo, no artigo publicado no jornal pré-impresso AirXiv.

É como se a máxima “ver para crer” não fosse suficiente para este bizarro e sensacional campo da física. [Live Science, NY Post, Inquisitr]

*Por Jéssica Maes

 

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*Fonte: hypescience

Novo trem bala chinês quebra recordes e atinge 600 km/h

Viajar de trem é agradável, confortável, prático e em breve será tão ou mais rápido do que andar de avião. Desenvolvido pela estatal chinesa Railway Rolling Stock Corporation (CRRC), o novo trem bala chinês consegue transportar passageiros a velocidades de até 600 km/h e faz o percurso Xangai – Pequim em três horas e meia. De avião, este mesmo percurso leva uma hora a mais. No momento em período de testes, o trem começará a ser produzido em escala comercial a partir de 2021.

O que garante esta velocidade é uma tecnologia chamada maglev, que o faz viajar a partir de uma espécie de almofada de ar, magneticamente motorizada, em vez de usar rodas que ficam em constante atrito com os trilhos. Vale dizer que o país já faz uso desta tecnologia, com um trem que chega a 431km/h, e faz o percurso entre o aeroporto de Xangai e o centro da cidade.

Com design futurista e tecnologia de última ponta, este trem irá diminuir drasticamente o tempo de deslocamento na China e promete revolucionar os meios de transporte no mundo todo. O transporte ferroviário é extremamente eficaz – inclusive em níveis energéticos, mas infelizmente o Brasil preferiu investir muito mais em rodovias. Dentre os países do mundo que possuem as maiores vias férreas estão a Rússia (com cerca de 87 mil quilômetros), seguido da China (cerca de 70 mil quilômetros) e da Índia (cerca de 60 mil quilômetros).

*Por Gabrilea Glette

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*Fonte: hypeness

Nunca mais sofra com o problema de um pneu furado

A Michelin, em parceria com a General Motors (GM), revelou o protótipo do Uptis, um pneu sem ar que será testado em um veículo comercial em breve.

Essa não é a primeira vez que uma tecnologia semelhante é desenvolvida, mas as opções anteriores tendiam a funcionar apenas em velocidades baixas.

O novo pneu, cuja camada do meio é feita uma mistura composta de borracha e fibra de vidro embebida em resina, permite que o carro opere em velocidades de estrada.

Não é tão visualmente atraente quanto pneus convencionais, mas a Michelin afirma que é tão confortável quanto.

E muito mais barato, seguro e ambientalmente viável

O Uptis deve ter benefícios financeiros e de segurança imediatos. Embora não seja completamente invulnerável, pneus furados e desgaste irregular se tornarão coisas do passado.

Os pneus furados têm sido a maior praga enfrentada pelos motoristas. Em 2016, uma pesquisa conduzida pela Associação Automobilística Americana estimou que assistiu 450.000 motoristas com reparos. Perda de pressão ou simplesmente passar por cima de um objeto perfurante pode estourar um pneu, causando atrasos e acidentes.

Além disso, as empresas acreditam que o Uptis é capaz de durar mais do que um pneu normal, porque não pode ser desgastado por estar pouco ou mais inflado do que o necessário.

A tecnologia sem ar ainda elimina a necessidade de um pneu sobressalente (estepe), que acrescenta peso e diminui a economia de combustível.

Por fim, torna a produção de pneus mais eficiente. Sua existência deve reduzir o número de pneus jogados fora devido a danos – segundo a Michelin, 200 milhões de pneus são descartados a cada ano.

Já é realidade

A GM começará a testar o Uptis em Michigan, nos EUA, no final de 2019 em uma frota de carros elétricos Chevrolet Bolt.

Se tudo correr bem, a versão final deve chegar a produção regular de carros em 2024. A montadora não indicou se e quais modelos específicos usarão os novos pneus.

Também ainda não está claro se a Michelin venderia os pneus separadamente ou se os veículos precisariam de algum tipo de chassi modificado para portá-los. [Engadget, MF]

*Por Natasha Romanzoti

 

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*Fonte: hypescience

Como vamos lidar com robôs em casa, na educação e no trabalho?

A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs. O nome foi usado pela primeira vez em uma peça teatral da década de 1920 para designar um ciborgue ficcional que tinha como principal tarefa servir à humanidade.

“O termo tem origem na palavra tcheca ‘robota’, que significa ‘trabalho forçado’”, contextualiza Armando Carlos de Pina Filho, professor de Robótica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, seria como se robôs fossem “escravos” tecnológicos do ser humano.

Desde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos; e até nos comandos de voz que damos aos assistentes digitais dos nossos smartphones. No entanto, nem todas essas automações são exatamente robôs. “Para se tornar um robô é preciso ser físico, como um carro autônomo ou um robô de operação industrial”, frisa Flavio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI e pesquisador de robótica e inteligência artificial (IA). Além de ter um corpo físico, outro pré-requisito é mover-se de forma autônoma, semiautônoma ou controlada a distância, bem como ser capaz de interagir com o ambiente.

“Existe uma grande confusão entre os conceitos de robôs e de inteligência artificial”, confessa Tonidandel. Simplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô, capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões.

Essa confusão acontece também porque, nos últimos anos, foi a IA que mais avançou, especialmente com a chegada de melhores sensores e da internet das coisas, que permitiram o surgimento de técnicas de reconhecimento facial, detecção de objetos e determinação de trajetos a percorrer. Só que a IA não é capaz de se mover sozinha, como fazem os robôs. Ainda que se possa convocar a IA no smartphone — com comandos de voz como “Ei, Siri” ou “Ok, Google” —, ela não pode ir buscar nada para você.

Agora imagine colocar essa IA dentro de um robozinho capaz de sair circulando por aí. “Quanto mais a IA avança, mais a robótica também avança”, crava Tonidandel, lembrando que com “cérebros” mais avançados os robôs ganham novas funcionalidades e podem operar de forma mais refinada.

Esse desenvolvimento interdependente entre as tecnologias de IA e robótica trouxe uma nova geração de robôs, capazes de interagir com os humanos para executar tarefas, transitar pelos mesmos lugares que as pessoas e atuar como assistentes nas tarefas do dia a dia. É a chamada robótica de serviços, que promete levar robôs para dentro de casas, empresas, hospitais e até escolas.

Conviver com esses seres autônomos e com tendência a nos servir, contudo, traz novas questões. A que regras eles estarão sujeitos? O que poderão (ou não) fazer? Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? São perguntas bem difíceis de responder, mas que fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica.

*Por Jacqueline Lafloufa

 

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*Fonte: revistagalileu

David Bowie criou seu próprio provedor de internet durante os anos 90

Que David Bowie era um artista completo e a personificação do que podemos considerar um gênio, isso nós sempre soubemos. Porém, o seu talento era mesmo infinito. Em 1998, o artista criou seu próprio provedor de internet, o primeiro serviço criado por um artista – o BowieNet. A ideia era que o negócio funcionasse como uma espécie de comunidade para seus fãs, que pagando US$ 19,95 mensais, poderiam se conectar à rede e teriam acesso a conteúdos exclusivos.

O BowieNet possuía uma página inicial customizada, endereço de email próprio, grupos de notícias e, inclusive, salas de bate papo, que o próprio artista utilizava com o apelido de Sailor. Em seu auge, o provedor, que era oferecido através da UltraStar Internet Services chegou a ter mais de 100 mil assinantes.

Infelizmente, nos anos 2000, quando outros serviços do gênero foram surgindo, ele tornou-se irrelevante e acabou sendo desativado, em 2006. Entretanto, podemos dizer que sua criação foi pioneira no conceito de redes sociais, como MySpace e Facebook. David Bowie continua sempre a nos surpreender!

Através de seu provedor, ele e sua equipe compartilhavam vídeos, entrevistas e outros conteúdos, como este abaixo:

*Por Gabriele Glette

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*Fonte: hypeness

Esse robô humanoide é melhor do que você andando por um caminho estreito

O novo robô humanoide da IHMC Robotics é capaz de planejar autonomamente e atravessar cautelosamente um terreno estreito, andando em cima de vários objetos, incluindo pranchas de madeira suspensas e blocos de concreto.

Basicamente, parece que alguém desafiou o robô a jogar “o chão é lava” com o material que sobrou de um canteiro de obras, e ele é surpreendentemente bom nisso.

O robô é uma versão do Altas, construído pela Boston Dynamics. No entanto, foi a IHMC Robotics que escreveu os algoritmos que fornecem ao bot a destreza demonstrada no vídeo.

Na descrição publicada junto com a filmagem na plataforma YouTube, a empresa explica que o humanoide depende da tecnologia óptica de detecção remota LIDAR para construir um mapa da área que deve atravessar. Em seguida, usa um algoritmo para determinar cada passo que deve ser dado para alcançar o outro lado.

Atualmente, o Atlas foi bem-sucedido em cerca de metade de suas tentativas. A IHMC já está trabalhando para aumentar sua eficácia, melhorando o equilíbrio e a amplitude de movimento das articulações do robô.

O objetivo final é que o Atlas auxilie seres humanos em cenários de emergência perigosos, ou até mesmo na exploração espacial, como futuras viagens tripuladas à Marte. [Futurism]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Novo robô da Boston Dynamics veio para deixar a humanidade irrelevante

Boston Dynamics, empresa do Google (quero dizer, Alphabet), acaba de publicar um vídeo apresentando seu robô Atlas da próxima geração. Em um passeio pela floresta coberta por neve e gelo, ele mostra que consegue recuperar o equilíbrio quando escorrega e que consegue desviar de obstáculos.

Já a segunda parte da demonstração deixou qualquer pessoa que assistiu a filmes como “Inteligência Artificial” ou “Eu, Robô” com um leve gosto amargo na boca. Enquanto Atlas tenta levantar caixas de papelão com cerca de 5kg dentro, um dos engenheiros derruba a caixa repetidamente, e a empurra para longe dele. Depois dá um belo empurrão nas costas de Atlas, que cai de cara no chão. Tudo isso para demonstrar como o robô consegue refazer os cálculos e se recuperar rapidamente, claro – mas que parece bullying, parece.

Atlas leva um empurrão de um dos cientistas e cai de “cara” no chão

A nova versão de Atlas tem 1,80m e pesa 81kg, um pouco mais baixo e com quase a metade do peso da versão de 2014. Assim como o robô apresentado em 2015, ele continua wireless, usando a energia de uma bateria de íon-lítio.

Para provar que a equipe por trás do desenvolvimento de Atlas tem senso de humor, o vídeo termina com o robô humanoide vítima de bullying escapando do prédio da empresa sem ser visto por ninguém. Os engenheiros envolvidos no projeto que se cuidem. [The Verge, Engadget]

*Por Juliana Blume

 

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*Fonte: hypescience

Cientistas criaram o som mais alto que é possível no mundo

Uma equipe do Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC gerou o que pode ser o som subaquático mais alto possível.

O SLAC pertence ao Departamento de Energia do governo americano e sua administração fica a cargo da Universidade de Stanford.

Qual é o som mais alto possível?

Existem limites para quão intenso um ruído pode ser. No extremo mais baixo da escala, há o limite da audição humana – coisas como o zumbido de um mosquito a três metros de distância.

Aos 55 decibéis, temos o som de conversação normal. Um despertador atinge 80 decibéis, uma motosserra 100 decibéis e o som de um jato decolando a 100 metros 130 decibéis. Um show de rock, por sua vez, chega a 150 decibéis.

Estranhamente, no ar, um som não pode chegar a mais do que 194 decibéis. Na água, o extremo é 270.

Para criar incríveis pressões sonoras acima de 270 decibéis, os pesquisadores atingiram minúsculos jatos de água com um laser de raios-X, um instrumento conhecido como LCLS ou “Linac Coherent Light Source”.

Volume máximo

O som é um pouco como o calor. O zero absoluto é a temperatura mais fria possível porque, quando retiramos toda a energia de um objeto, as moléculas param de se mover e não há mais nenhum ponto abaixo para a temperatura passar.

Há também um limite superior teórico para a temperatura. Você pode aquecer as coisas em centenas de milhões de graus Celsius, mas em algum momento há tanta energia no que é agora um plasma superaquecido que os átomos se rompem. Acrescentar mais energia não aumenta a temperatura; tudo o que acontece é que mais partículas subatômicas são criadas.

O mesmo vale para o som, que é uma onda de pressão. Em zero decibéis, não há onda de pressão. Quanto mais decibéis temos, no entanto, o meio pelo qual o som está passando começa a ceder, e ele não pode ficar mais alto.

O experimento

Foi o que aconteceu quando os pesquisadores apontaram o laser de raios-X para microjatos de água (entre 14 e 30 micrômetros de diâmetro). Quando os curtos pulsos de raios-X atingiram a água, ela se vaporizou e gerou uma onda de choque.

Esta onda de choque viajou através do jato formando “cópias” de si mesma em um “trem de ondas de choque” feito de zonas alternadas de alta e baixa pressão. Em outras palavras, um som subaquático muito alto.

O que a equipe descobriu foi que, uma vez que a intensidade desse som alcançou um certo limite, a água cedeu e se transformou em pequenas bolhas cheias de vapor que imediatamente colapsaram em um processo chamado cavitação.

É um fenômeno também visto em hélices de alta velocidade, ou quando um camarão mantis decide ficar violento (é o soco mais poderoso do reino animal). Isso também significa que, como a pressão na onda sonora gerada por raios-X está logo abaixo do limiar superior possível, ela é tão alta quanto um som subaquático pode ser.

Aplicações

Segundo a equipe americana, essa descoberta tem mais do que apenas valor acadêmico.

Compreender melhor como funcionam esses “trens de ondas de choque” pode levar a maneiras mais eficientes de proteger amostras minúsculas submetidas a análises em escala atômica contra danos, o que seria de grande ajuda no desenvolvimento de novas drogas e materiais.

 

 

 

 

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*Fonte: hypescience

Qual o melhor lugar para colocar seu roteador? Um Físico tem a resposta

Esqueça a tentativa e erro – a matemática provou onde é o melhor local para colocar o seu roteador. O físico Jason Cole descobriu uma fórmula que pode definir o melhor lugar para posicionar seu roteador sem fio e, em última análise, depende do plano de sua casa.

Cole começou a investigar a ciência por trás do posicionamento do roteador na tentativa de otimizar seu sinal wifi. Para fazer isso, ele primeiro mapeou a planta, atribuindo valores de refração às paredes, e então usou a equação de Helmholtz, que lhe permitiu modelar as ondas eletromagnéticas emitidas por seu roteador.

Em seu blog, Cole descreve a matemática complicada que se seguiu (pontos de bônus se você puder seguir essa equação).

Inicialmente, ele surgiu com a solução surpreendente de que colocar o seu roteador bem no meio da sua casa resulta no melhor sinal wi-fi.

Mas, é claro, não parece necessariamente ótimo colocar um roteador no meio da sala de estar, e nem sempre é possível dar pontos de energia, etc.

Para investigar mais, Cole modificou seu modelo para levar em conta a absorção em materiais de parede, como o concreto, e para impedir reflexos perfeitos formando uma onda estacionária.

Isso deu a ele um modelo que se parecia muito mais com sinais de Wi-Fi.

Finalmente, ele concluiu o que muitos de nós já suspeitamos – quanto mais longe você estiver do roteador, mais difícil será tentar pegar o sinal.

Mas, se posicionado corretamente, você pode colocar seu roteador em um local que preencha quase todos os cômodos de sua casa com ondas de oscilação maravilhosas de wi-fi, como no vídeo abaixo.

Cole criou até mesmo um aplicativo para Android que permite mapear seu próprio sinal wi-fi em sua casa, para ajudá-lo a descobrir onde o roteador deve ir (sem a necessidade de páginas de fórmulas). Seja bem-vindo.

*Por Any Karolyne Galdino

 

 

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*Fonte: engenhariae

Robôs ‘Cachorro-sem-cabeça’ puxam caminhão e surpreendem o mundo com sua enorme força

Assustadores “robôs cachorro sem cabeça” poderiam ser apenas uma criação de mais algum filme fantástico de Hollywood, mas eles são reais, e prometem revolucionar vários aspectos do nosso futuro.

A criação da empresa ‘Boston Dynamics’ já é uma das mais promissoras tecnologias em robôs, principalmente no setor bélico, e a cada dia revelam mais potenciais utilidades.

Claro que alguns desses usos podem ser menos ameaçadores, como é o caso de um vídeo recém lançado que mostra uma “matilha” desses caninos robóticos rebocando um caminhão.

Sim, como podemos ver eles são mesmo muito fortes, e são produzidos em vários tamanhos, podendo chegar a quase 1 metro de altura em sua versão maior, o que evidencia suas possíveis utilidades em inúmeros campos.

Em um outro vídeo os robôs ainda “brincam”, e se passam por renas, puxando um trenó da Mamãe Noel, numa possível tentativa de diminuir o medo que eles inspiram em muita gente. Será que deu certo? Eles parecem mais simpáticos agora?…

 

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*Fonte: curtoecurioso

Caminhão de lixo espacial é aprovado em mais um teste maneiro

Desde o momento em que o homem colocou o primeiro satélite no espaço, em 1957, com o Sputnik 1, milhares de toneladas de materiais já saíram de nosso planeta rumo ao infinito – algumas peças, porém, acabaram ficando pelo caminho. Satélites inativos, partes de espaçonaves e lixo espacial formam uma grande “nuvem” de detritos em órbita da Terra. Estima-se que 8,4 toneladas de lixo estejam em nossa vizinhança, incluindo os fragmentos menores.

O programa RemoveDEBRIS está desenvolvendo uma espécie de caminhão de lixo espacial, que visa recolher o maior número possível de objetos antes de ser recolocado em órbita para queimar na atmosfera terrestre. O vídeo abaixo mostra uma das primeiras vezes em que o arpão foi testado no espaço, para ver se ele realmente funcionaria como o esperado. Confira:

E não é que deu certo? O vídeo em câmera lenta mostra o arpão saindo a 20 metros por segundo e capturando o lixo espacial. Esse é o terceiro teste da RemoveDEBRIS, que já havia conseguido identificar os detritos com seu sistema de navegação e também usar uma espécie de rede para capturar mais objetos.

Agora, só falta testar a entrada na atmosfera, programada para o mês que vem, para provar que o caminhão de lixo espacial é um projeto viável e que pode ser colocado em prática. Atualmente, os detritos maiores oferecem perigos, principalmente no caso de satélites inativos, que podem atingir aparelhos em operação ou até mesmo espaçonaves. Em 2009, um equipamento dos Estados Unidos colidiu com um satélite inativo da Rússia, criando mais um monte de pedaços menores em nossa órbita. Ao menos o russo estava fora de uso. Já pensou se gera uma nova tensão?

*Por Diego Denck

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*Fonte: megacurioso

Egito inaugura o maior parque solar do mundo

O Egito está aproveitando seus recursos naturais para gerar energia através de seu potencial de energia renovável. Com a nova usina solar Benban, ela gerará uma redução nas emissões de carbono no país em quase dois milhões de toneladas.

A maior usina solar do planeta está agora em Benban, no deserto do Saara Oriental. O nome vem de uma cidade perto do Rio Nilo. Esta gigantesca usina começou a operar em dezembro de 2017 e estima-se que ela gera 90% da energia produzida pela reserva de Assuã. Graças a isso, o Egito terá fontes de energia renovável de 25% até 2022.

A planta Benban consiste em 40 projetos separados. Todos serão conectados à rede de alta tensão no Egito, para isso foi criado quatro novas sub-estações. Estas quatro subestações também serão conectadas a uma linha existente de 220 Kv.

O principal objetivo da nova estação é gerar entre 1,5 e 2,0 GW de energia solar no início do ano 2020.

Essa megaestrutura foi construída em uma área com um grande número de pessoas que estão desempregadas. Para sua construção, foram solicitados os serviços de mais de 10.000 pessoas. Quando esse projeto atingir seu desempenho máximo, estima-se que gere cerca de 4.000 empregos diretos para as pessoas da área.

Deve-se notar que as condições climáticas da área foram fundamentais para optar por esta localização, que muitos descrevem como a melhor do planeta Terra.

A temperatura em Benban supera facilmente os 50ºC. Por outro lado, tiveram que instalar componentes para proteger a estrutura e as horas de trabalho tinham que ser nas horas mais frias do dia por proteção.

Com a central Benban, o Egito espera eliminar dois milhões de toneladas de emissões de gases por ano, devido ao seu gigantesco potencial solar.

*Por Ademislon Ramos

 

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*Fonte: engenhariae

O mistério do buraco negro que dispara ‘balas’ de plasma e move o espaço-tempo

O comportamento inusitado desse buraco negro fascina e intriga os cientistas.

Chamado V404 Cygni, ele se encontra a 8 mil anos-luz de distância da Terra.

Embora tenha sido identificado pela primeira vez em 1989, o buraco negro chamou atenção internacional quando, após mais de duas décadas de inatividade, despertou em 2015 se tornando o objeto mais brilhante observado no espaço com raios-X de alta energia.

Quando astrônomos do mundo todo apontaram seus telescópios para esse objeto celeste, descobriram um comportamento peculiar. E os resultados, baseados em dados coletados em 2015, acabam de ser publicados na revista científica Nature.

“Ficamos chocados com o que vimos, foi algo completamente inesperado”, indicou Gregory Sivakoff, pesquisador da Universidade de Alberta, no Canadá, um dos autores do estudo.

Jatos que oscilam

O V404 Cygni faz parte de um sistema binário, que absorve ou aspira material de sua estrela companheira.

Ao fazer isso, ele dispara “balas” ou jatos em alta velocidade para expelir o material.

Geralmente, esses jatos saem diretamente dos polos dos buracos negros em uma linha perpendicular ao anel de matéria que os envolve, o chamado disco de acreção.

Mas no caso do V404 Cygni os jatos são expelidos rapidamente em diferentes direções e de forma curva.

Os jatos parecem girar rapidamente como nuvens de plasma de alta velocidade, com apenas alguns minutos de intervalo.

“É um dos mais extraordinários sistemas de buraco negro já encontrado”, disse o principal autor do estudo, James Miller-Jones, do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia da Universidade de Curtin, na Austrália.

Girando como um pião

O disco de acreção do buraco negro tem 10 milhões de quilômetros de diâmetro, e a mecânica deste disco é responsável pelo inusitado comportamento do jato.

Em geral, se espera que o disco gire no mesmo eixo que o buraco negro – mas não foi o que aconteceu desta vez.

“O que é diferente no caso do V404 Cygni é que acreditamos que o disco de matéria e o buraco negro estão desalinhados”, explica Miller-Jones.

“Aparentemente isso está fazendo com que o interior do disco gire como um pião que está perdendo velocidade, e que emite jatos em diferentes direções, à medida que muda sua orientação.”

Quando o V404 Cygni despertou em 2015, uma grande quantidade de matéria circundante caiu dentro do buraco negro ao mesmo tempo, então a taxa de acreção ou queda de matéria no buraco aumentou temporariamente e fez com que a energia disparasse.

A pesquisa se baseou em observações do Very Long Baseline Array (VLBA), um radiotelescópio formado por dez antenas localizadas em diferentes enclaves dos Estados Unidos.

Também foram utilizados dados do observatório integral de alta energia da Agência Espacial Europeia (ESA).

Arrasto de espaço-tempo

Os cientistas investigam as causas do inusitado desalinhamento entre o buraco negro e o disco de matéria que o rodeia.

Uma das possibilidades é que o eixo de rotação do buraco negro tenha sido inclinado por um impacto durante a explosão estelar que o criou.

A mudança no eixo de rotação se deveria também a um fenômeno chamado efeito de arrasto de referenciais (frame dragging, em inglês), previsto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade geral.

Ao girar, o campo gravitacional rotatório do buraco negro é tão intenso que arrasta o espaço-tempo em seu entorno.

A constatação, segundo os autores do estudo, amplia nosso conhecimento sobre a formação de buracos negros – e, como destaca Sivakoff, “nos dá um pouco mais de informação sobre a grande questão: como conquistamos nosso lugar no Universo?”

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

O telescópio Kepler está ficando sem combustível

A NASA anunciou que seu revolucionário Telescópio Espacial Kepler, que descobriu milhares de exoplanetas, está perto do seu fim.

Em uma atualização, Charlie Sobeck, engenheiro da missão, revelou que o telescópio está ficando sem combustível. A equipe espera que ele fique completamente sem combustível e, portanto, seja inutilizável, dentro de alguns meses.

“Enquanto anteciparmos as operações de voo que terminam em breve, estamos preparados para continuar enquanto o combustível permitir”, disse Sobeck. “A equipe do Kepler está planejando coletar o maior número possível de dados científicos no seu tempo restante e transmiti-lo de volta à Terra”.

O Kepler não tem um medidor de combustível a bordo, mas ao monitorar a pressão do tanque de combustível e o desempenho de seus propulsores, a equipe consegue determinar o quanto de combustível ainda resta.

Além do telescópio precisar dos propulsores para apontar-se em estrelas distantes e procurar planetas, os propulsores também são utilizados para apontar a antena do telescópio para a Terra e nos enviar os dados coletados. Sem combustível isso é impossível, e posicionados a 151 milhões de quilômetros de distância da Terra, não podemos reabastecê-lo, então a missão chegará ao fim quando o combustível acabar. Quando isso acontecer, o telescópio simplesmente será deixado onde está atualmente.
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Antes disto ocorrer, a equipe continua coletando dados. O telescópio está atualmente em sua segunda missão, chamada K2, que começou em 2014. Durante esta missão, excedeu as expectativas e atualmente está em sua 17ª campanha de observação — sete a mais do que o esperado.
Concepção artística do Kepler-186f, exoplaneta semelhante ao planeta Terra localizado na zona habitável da sua estrela. (Créditos da imagem: NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle).

O telescópio Kepler tem apenas um instrumento a bordo: um fotômetro, usado para observar as luzes de estrelas distantes. Ao fazer isso, o Kepler pode detectar planetas enquanto eles transitam a sua estrela-mãe. Uma vez que um planeta é visto em trânsito três vezes, ele pode ser confirmado.

A técnica demonstrou grande eficácia. Antes do lançamento do Kepler conhecíamos menos de 100 exoplanetas. O Kepler confirmou mais de 2.500 exoplanetas até o momento, com mais 2.800 candidatos aguardando verificação.

*Por Giavani Almeida

 

 

 

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*Fonte: ciencianautas

Nada de plástico! Maratona de Londres distribui água em cápsulas de algas

Todos os anos cerca de 40 mil pessoas participam da maratona de Londres. Na edição de 2018, a organização do evento distribuiu 920 mil garrafas de plástico aos participantes. Cada garrafa de plástico pode levar entre 450 e 1.000 anos para se decompor. Além disso, segundo uma pesquisa publicada na revista Science Advances em 2017, apenas 9% de 8.300 milhões de toneladas métricas de plástico já produzidas foram recicladas, 12% foram queimados em incineradores e o restante foi enviado para aterros, descartados de forma inadequada ou encontrados nos oceanos.

Pensando nos impactos negativos ao meio ambiente, a organização decidiu apostar em alternativas mais sustentáveis para a maratona deste ano, realizada no último domingo, 28 de abril. Por meio de uma parceria com uma startup chamada Skipping Rocks Lab, a maratona distribuiu bolsas de água que são comestíveis, feitas de algas marinhas e que levam em média 4 a 6 semanas para se decompor. As Oohos, como são chamadas essas bolsas, não apresentam nenhum sabor. Com a distribuição das bolsas para os corredores durante a 23ª milha, a iniciativa permitiu a redução de 920 mil garrafas para 704 mil, uma queda de 23%. Essa foi a primeira vez que a cápsula foi utilizada em uma maratona.

“A maratona é um marco. Esperamos demonstrar que ela pode ser usada em escala no futuro”, disse Rodrigo Garcia Gonzalez, um dos fundadores da startup. A Skipping Rocks Lab foi criada em 2013 por Rodrigo Garcia Gonzalez e Pierre Paslier enquanto estudava Engenharia de Projetos de Inovação no Imperial College London e no Royal College of Art. Ao criar o produto, o objetivo da startup foi oferecer ao mercado uma opção de embalagem que não deixe nenhum plástico para trás. Além disso, as algas chegam a crescer até 1 metro por dia e não precisam de água doce ou fertilizante, e contribuem ativamente para a desacidificação dos oceanos.

Recentemente, o projeto da startup foi expandido e agora está usando a mesma técnica para armazenar molhos. A equipe também está planejando criar redes para armazenar frutas e legumes, filmes termosseláveis ??e saquinhos para produtos não alimentícios, como parafusos, pregos ou ferragens.

*Por Fernanda Umlauf

 

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*Fonte: megacurioso

Bill Gates elegeu as tecnologias mais inovadoras do momento

Por 18 anos, o MIT Technology Review tem divulgado uma lista dos 10 avanços tecnológicos mais recentes que afetarão profundamente nossas vidas. Este ano, no entanto, eles decidiram fazer isso pela primeira vez por uma das pessoas mais influentes do mundo da tecnologia: Bill Gates.

A lista que Gates representa a ideia que ele tem sobre esse ponto de virada no desenvolvimento tecnológico que nos aproximamos. Desta forma, Bill nos apresenta “das tecnologias que tornam a vida mais longa até as que melhoram. Suas opções destacam parte do que ele considera os desafios e oportunidades mais importantes do nosso tempo “, disse Gideon Lichfield, editor-chefe do MIT Technology Review, em um comunicado.

Entre as apostas, Gates destaca opções como robôs, energia nuclear de nova geração: projetos de reatores, tanto de fissão como de fusão, que podem reduzir as emissões de carbono.

As vacinas contra o câncer seriam personalizadas de acordo com o sistema imunológico do paciente. Já o hambúrguer sem carne, criado em laboratório com base de vegetais, ajudaria a reduzir as emissões de gás carbônico da indústria alimentícia.

Compõe a lista mãos robóticas que imitam a capacidade humana de manipular objetos por conta própria; projetos de energia nuclear que podem reduzir as emissões de gás carbônico e ainda um tipo de exame de sangue que ajuda médicos a descobrirem se uma grávida está prestes a realizar um parto prematuro.

Além disso, há ainda uma sonda intestinal em formato de pílula que, ao ser engolida, mostra o trato digestivo e realiza biópsias.

Por fim, compõe a lista um coletor de dióxido de carbono, que adota técnicas para absorver o CO2 do ar; um relógio inteligente que monitora os batimentos cardíacos e envia avisos antecipando crises; um banheiro que usa um sistema de saneamento sem a necessidade de usar esgotos e, por fim, avanços em assistentes de inteligência artificial capazes de manter conversas mais naturais.

*Por Any Karolyne Galdyno

 

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*Fonte: engenhariae

Um algoritmo escreve o primeiro livro científico

A editora britânica Springer Nature publicou o primeiro livro gerado por uma máquina, através de um algoritmo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Goethe, na Alemanha.

O livro, intitulado Lithium-Ion Batteries, oferece uma visão geral das publicações mais recentes sobre pesquisa neste campo: um resumo estruturado e gerado automaticamente de um grande número de artigos de pesquisa atuais. Essa colaboração abre novos caminhos na publicação de publicações acadêmicas.

A pesquisa sobre baterias de íon de lítio está crescendo rapidamente, então a visão geral oferecida por esta publicação permite que os pesquisadores gerenciem informações de maneira eficiente.

Escritor Beta

O processo de criação, desenvolvido sob a direção do professor Christian Chiarcos do Laboratório de Linguagem computacional, aplicada da Universidade Goethe, é composto por vários componentes que analisam os textos.

Publicações relevantes são selecionadas e processadas automaticamente usando o algoritmo do Beta Writer de última geração. Esses trabalhos científicos, avaliados por especialistas da Springer Nature, passam por uma classificação baseada na similaridade para organizar os documentos originais em capítulos e seções coerentes.

Editores científicos e linguistas computacionais

O resultado é um conjunto de resumos concisos dos artigos organizados em capítulos. As passagens extraídas e parafraseadas dos documentos originais são referenciadas por hiperlinks que permitem aos leitores explorar o documento original com mais profundidade.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae

 

Fim das obturações? Cientistas descobrem substância capaz de regenerar os dentes

Uma recente pesquisa publicada pela revista especializada Scientific Reports e realizada pela universidade King’s College London, testou, em roedores, uma substância que, ao que tudo indica, poderá ser o fim das obturações dentárias. Isso porque eles desenvolveram uma substância que ativa as células-tronco numa camada inferior do dente, acelerando a recuperação natural.

Substância regenera dente

Abaixo do esmalte do dente existe uma outra camada chamada de dentina, que nada mais é que um mineral dental. Quando o dente sofre um dano como a cárie, por exemplo, pode haver uma perfuração até essa camada. Para se recuperar, entram em ação as dentinas reparadoras.

Mas aí existe um problema: dentes humanos tem uma capacidade muito reduzida de recuperação justamente pela baixa produção de dentinas reparadoras. Quase nunca elas são suficientes para cobrir todo o dano dentário causado, e somos obrigados a realizar as obturações.

Batizada de Tideglusib, a substância é um composto usado em medicamentos para tratamento de Alzheimer. De acordo com a pesquisa, ela estimula as células-tronco da polpa do dente, que se transformarão na nova dentina.

“A dentina reparadora produzida forma uma fina faixa dessa mesma substância [dentina], que serve para proteger a polpa da infecção, selando-a do ambiente externo”, explicou a equipe no estudo. Esse mecanismo natural de reparação dentária teve resultados “completo, eficaz e natural” ao tampar buracos de dentes de ratos.

Como substância foi aplicada?

Uma esponja embebida com a substância é colocada para preencher o buraco de uma cárie. A medida que o tempo passa, o objeto vai se desgastando porque se trata de uma esponja biodegradável.

Ao se degradar, o Tideglusib vai agindo no dente e o espaço antes preenchido pela esponja vai sendo substituído pelo próprio dente, que naturalmente se regenera. Por já ser usado por humanos (em medicamento contra Alzheimer), a equipe responsável está otimista que os testes em dentes humanos se iniciem em breve, mas ainda não divulgaram data para isso.

*Por Guilherme Athaide

 

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*Fonte: vix

Você já imaginou como seria black metal gerado por inteligência artificial?

O black metal é uma vertente do heavy metal que se caracteriza principalmente por vocais guturais, muita velocidade e distorção de guitarras. Apesar de pouco popular por aqui, esse tipo de música possui um público bem fiel, principalmente nos países nórdicos.

Pessoas que gostam de música não necessariamente apreciam toda e qualquer banda, mas estão sempre dispostas a escutar novidades. Não sabemos qual estilo mais agrada CJ Carr e Zack Zukowski, mas os dois engenheiros, especialistas em aprendizado de máquina, resolveram criar um algoritmo que produz músicas no estilo black metal.

Som artificial extremo

Com o uso de inteligência artificial, os dois criaram uma “banda” chamada DADABOTS, que é capaz de produzir músicas de diversos estilos musicais por meio de um algoritmo. Desde 2012, a banda computacional produziu um grande número de álbuns, de skate punk até black metal.

O projeto mais recente foi a criação do “Relentless Doppelganger”, uma transmissão pela internet que toca black metal de maneira ininterrupta, tudo gerado por inteligência artificial. Nas palavras dos engenheiros, esse é um passo na “eliminação dos seres humanos do black metal”.

Em uma pesquisa realizada pela dupla, publicada em 2017, eles disseram que “a maioria dos experimentos de geração de música com um estilo específico explorou artistas conhecidos e encontrados facilmente em livros didáticos de harmonia, como The Beatles, Bach e Beethoven, mas poucos analisaram a geração de outliers de gênero modernos, como o black metal”.

Para os pesquisadores os resultados são satisfatórios, considerando que o algoritmo utiliza músicas reais como base e as reproduz de outras maneiras. Por mais que essa fosse a ideia original, eles ficaram “encantados com o mérito estético das imperfeições presentes. Os vocalistas solo se tornam um exuberante coro de vozes fantasmagóricas e os cruzamentos de várias gravações, uma quimera sonora surrealista”.

A maioria das pessoas provavelmente não conseguiria identificar a diferença entre uma música real e a gerada pelo programa, considerando a popularidade do estilo. Apesar disso, apenas a existência dessa possibilidade mostra que o futuro nos reserva muitas surpresas em aspectos que ainda nem imaginamos.

 

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*Fonte: megacurioso

DJs “do futuro” estão programando ao invés de usar discos em picapes

Aquela tradicional imagem de um DJ mixando com dois toca-discos em uma mesa de som resistiu aos CDs, computadores e pendrives — e deve continuar aí para sempre. Mas novas técnicas apontam para um futuro, no mínimo, curioso. Uma das mais frescas vertentes busca uma diferente imersão digital, que envolve programação em tempo real.

Pessoas vibram e observam atentamente aos códigos introduzidos ao vivo enquanto a música se espalha pelo ambiente

Segundo o repórter da Wired, a descrição dessa nova pista de dança envolve um músico com postura impassível, em meio a uma sala escura, digitando códigos sem parar. A única luz vem de sua máquina e do fundo LED de seu teclado para jogos. Na parede, uma reprodução das várias linhas que estão sendo introduzidas naquele momento em seu PC.

O resultado aparece na forma de um som cheio de texturas eletrônicas, com pratos de bateria cristalinos se entrelaçando em harmonias alimentadas por sintetizadores. Em torno do “DJ programador” estão cerca de 100 pessoas, observando atentamente cada uma das funções reproduzidas no telão.

Em um exemplo que mostra como a experiência é diferente, o DJ carrega um banco de sons chamado “kitBleepFtech” e insere o comando “highGlobalDensity”. Uma onda de bumbos bombardeiam as pilhas de alto-falantes e enche a sala de um baixo estridente. O projetor de vídeo começa a vibrar violentamente e o código na tela se funde em um borrão manchado de rosa. A multidão grita e o artista insere a seguinte mensagem na exibição: “os padrões antigos estão mortos”.

Festas de “codificação ao vivo” têm se espalhado por aí

As festas de “codificação ao vivo” são um fenômeno recente na cultura da música eletrônica underground. Atualmente, têm um modesto circuito em pequenas cenas do Vale do Silício e em festivais específicos — como o Algorithmic Art Assembly, em São Francisco.

A ideia é unir ciberativismo com várias expressões e a mesma paixão pela programação. A programação desses encontros envolve palestras sobre matemática e computação, codificação musical, uso de algoritmos e diferentes dispositivos para apresentações ao vivo — que envolvem também artes visuais e performances.

No Brasil, a novidade vive em nichos como a “Cryptorave” e a coisa toda parece pulsar mais forte em pólos tecnológicos ao redor do mundo. E você, o que achou disso? Está preparado para mergulhar nessa experiência de música eletrônica com codificação ao vivo?

 

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*Fonte: megacurioso

Inteligência artificial vence 20 advogados em teste de revisão de contratos

Aquele papo de que as máquinas substituirão os seres humanos em algumas ocupações profissionais volta e meia ganha mais força. A mais recente novidade nesse sentido é uma inteligência artificial chamada LawGeex, criada para revisar acordos de não divulgação e que acaba de superar 20 advogados em um teste de revisão de contratos.

Durante dois meses, a LawGeex e um grupo de 20 advogados avaliaram a mesma série de documentos. A avaliação acontecia em um ambiente controlado e construído para oferecer o mesmo tipo de contexto enfrentado por um profissional da área quando vai avaliar se há alguma brecha em acordos sigilosos.

Passado o período de testes, a precisão média da inteligência artificial alcançou 94%, enquanto os advogados humanos atingiram apenas 85%. Outro dado aqui é que a precisão máxima alcançada pela LawGeex ao avaliar um documento foi de 100%, enquanto o máximo que um advogado humano conseguiu foi de 97%.

IA levou apenas 26 segundos para revisar cada contrato, informa a sua criadora

E se os resultados de precisão não ficaram tão desiguais, não se pode dizer o mesmo em relação ao tempo levado por cada competidor para concluir a sua tarefa: enquanto os humanos levavam em média 92 minutos para revisar um contrato, a LawGeex fazia isso em incríveis 26 segundos.

O estudo na íntegra (em inglês) pode ser conferido neste link.

*Por Douglas Ciriaco

 

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*Fonte: tecmundo

6 tecnologias que vão mudar nossas vidas até 2030

Embora muita gente não saiba, tudo que cerca o homem é tecnologia, desde a pedra lascada até fotos do solo de Marte. Com o passar dos tempos, a evolução da tecnologia se acelerou de tal forma que pôde permitir a alguém que nasceu na era do rádio alcançar a era da internet.

Vejamos algumas tecnologias que já estão entre nós atualmente, mas que ainda vão modificar bastante a forma como vivemos num futuro não muito distante.

6 tecnologias que vão impactar o mundo até 2030

1. Carros autônomos

Até 2026, estima-se que 10 por cento da frota dos EUA seja de veículos autônomos. Várias empresas já possuem testes em estágios avançados. As pessoas poderão entrar em táxis, falar o endereço e ser levadas até o destino, tudo sem a presença de um motorista humano. Carros elétricos autônomos significam maior segurança no trânsito e diminuição da poluição do ar.

2. Roupas inteligentes

As roupas ganharão chips. Elas serão capazes de se adequar à temperatura ambiente, aquecendo ou arejando o seu dono, além de fornecer informações sobre seu corpo.

3. Inteligência artificial

Já pensou em eleger um novo diretor executivo de uma empresa fornecendo dados sobre os candidatos e deixando que um robô escolha o mais adequado para a função? Isso não está muito longe de acontecer.

4. Impressão 3D

De objetos a órgãos de seres vivos, tudo poderá ser impresso em 3D. Como podemos imaginar, a área da medicina será a mais beneficiada. Com órgãos sendo impressos em 3D, as pessoas não precisarão esperar por doações.

5. Supercomputadores de mão

Os smartphones que usamos hoje são muito mais potentes que nossos primeiros PCs. A evolução não vai parar. Em poucos anos, você terá um celular mais complexo que o computador mais rápido com o qual já teve contato.

6. A internet será cada vez mais necessária

Até 2024, 6,4 bilhões de pessoas (80 por cento da população mundial) terão uma identidade digital. Em alguns lugares, será impossível “viver” sem estar conectado à internet, seja para um simples acesso à rede social, como para realizar pagamentos em lojas sem operadores de caixa. Neste sentido, a tecnologia 5G terá papel fundamental na ampliação do fornecimento das conexões móveis, além da melhoria do sinal.

*Por Ramalho Lima

futur234

 

 

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*Fonte: techmundo

Tesla começa a produzir em larga escala telhas que geram energia solar (e são mais baratas do que as telhas convencionais)

A telha solar da Tesla já foi testada, aprovada e agora está sendo comercializada em pequena escala em Fremont, na Califórnia. Além de resistente – Elon Musk garante que o produto dura mais de 50 anos! –, a tecnologia promete ser mais barata do que um modelo de telha comum.

Com tanto sucesso, a Tesla anunciou que a produção em larga escala da telha solar já tem endereço: Buffalo, em Nova York. Centenas de funcionários já foram contratados e as máquinas já foram instaladas em uma fábrica de 1,2 milhão de metros quadrados.

Leia também: Nada de gastar com ar-condicionado! A película que custa centavos e promete refrigerar as casas no verão (sem eletricidade)

A meta é produzir, em telhas, o equivalente à geração de 2 gigawatts/ano, apenas nesta primeira fábrica. A Tesla ainda não revelou a quantidade de vendas que já realizou do produto, mas garante que a demanda está alta. Ia curtir ter telhas solares na sua casa?

*Por Jessica Miwa

 

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*Fonte: thegreenestpost

Ciência Pesquisadores de MG criam espuma que absorve agrotóxicos dos alimentos e da água

Que o plástico é um problema ambiental seríssimo, todos sabemos. Mas suas complicações vão além da poluição e já temos até pesquisas sobre o material estar dentro do nosso corpo. Em uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, cientistas buscavam formas sustentáveis para substituir o plástico e acabaram desenvolvendo uma espuma capaz de reconhecer e absorver herbicidas dos alimentos e da água.

A tal espuma é de poliuretano, um tipo de matéria plástica usada para criar esponjas, espumas isolantes térmicas e acústicas e até solados de calçados. A novidade foi criada a partir de resíduos da indústria petroquímica e componentes naturais, como o óleo de mamona. A combinação facilitou a interação de grupos químicos com os pesticidas e possibilitou a identificação dos agrotóxicos.
Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Tomate, morango, mamão papaia, goiaba, figo, uva, pera, pêssego, melão são algumas das frutas consideradas com alto nível de agrotóxicos

Os pesquisadores tinham a preocupação da espuma chegar a extrair os nutrientes dos alimentos, mas os testes comprovaram que o produto apenas retira os agrotóxicos sem prejudicar as propriedades nutricionais dos alimentos. “A eficiência é em torno de 90% da espuma com resíduo, e como resíduo puro chega a 95% da remoção do pesticida”, explicou Lena Braga, engenheira química e pós-doutoranda da UFMG, ao site do jornal O Tempo.

A ideia é desenvolver um filme plástico a partir do material da espuma que, ao embalar o alimento em casa ou nos supermercados, consiga detectar e retirar os pesticidas. No caso da alface, por exemplo, se a folha for colocada na água com a espuma, o pesticida não vai passar para o líquido.

A pesquisa liderada pela engenheira química Marys Lane Almeida foi publicada no Journal of Hazardous Materials, em março deste ano.

Pensando ainda em alimentação e meio ambiente, a discussão sobre a nossa saúde está em foco com os absurdos da “PL do Veneno”, Projeto de Lei 6299/02 que visa atualizar a lei dos agrotóxicos, de 1989, mudando o termo “agrotóxico” para “defensivo fitossanitário” – entre outras bizarrices que favorecem o agronegócio. A proposta é do atual ministro da agricultura, pecuária e abastecimento, Blairo Maggi, do PP – já vale ficar de olho no partido e nas ideias que não pensam mais em sua conta bancária que na nossa saúde.

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Vietnamita usa capim para fabricar canudos compostáveis

O cerco está fechando para a indústria de plásticos. Ao passo que as legislações se tornam mais rigorosas, soluções das mais diversas empresas, especialmente as de pequeno porte, surgem para mostrar que é possível sim gerarmos menos resíduos plásticos. Exemplo disso, é a companhia Ống Hút Cỏ, que está fazendo canudinhos compostáveis com um tipo de grama selvagem local, similar ao junco, que já tem o formato de tubo.

Liderada pelo jovem empresário Tran Minh Tien, a ideia da empresa é aproveitar de um material abundante na região, o capim que cresce selvagemente ao longo do Delta do Rio Mecom, uma região no Vietnã. O produto ainda gera renda a um grupo de mulheres artesãs que residem na província de Long An.

Para produzir o acessório ecológico e seguro para alimentos, a espécie é colhida, lavada e cortada em tubos do tamanho de um canudinho normal. O passo seguinte é usar uma barra de ferro para limpar a parte interna dos canudos e finalmente passá-los por uma última lavagem. O produto final é vendido para restaurantes e pode ser comercializado de duas formas: seco ou verde.

Na versão fresca, o lote é vendido em um pacote de 100 canudos, que é apenas colhido e embrulhado em folhas de bananeira. Sem passar pelo processo mencionado acima. Estes, geralmente, duram cerca de duas semanas na geladeira, mas é possível aumentar a vida útil fervendo os canudinhos em casa com um pouco de sal, deixando-os secar e depois guardando em local fresco e seco.

Já no lote vendido seco, após a lavagem final, os canudos são deixados ao sol por dois ou três dias e depois assados ​​no forno. Isso faz com que o tempo de vida útil do produto seja prolongado em até seis meses, se deixado em temperatura ambiente.

Secos ou frescos, os canudinhos são comestíveis, compostáveis, livres de produtos químicos e conservantes. Melhor que isso, só se deixar de usá-los mesmo. Especialmente no Brasil, que é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo e recicla apenas 1,28% do total produzido. Mas sabemos que os canudos podem ser úteis e são de grande ajuda em muitos casos.

Por enquanto, os canudinhos de grama são vendidos somente no Vietnã, mas já está em estudo e testes a possibilidade de ampliar o negócio para outros países.

*Por Marcia Sousa

 

 

 

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*Fonte: ciclovivo

Maioria dos planetas não tem campo magnético para sustentar a vida

Temos negligenciado um fator importante na busca por vida em outros mundos, nos concentramos em temperaturas sem considerar a importância dos campos magnéticos.

Infelizmente, parece que campos magnéticos como os da Terra são muito raros, sugerindo que quase todos os planetas que encontramos são desprovidos de vida – de como conhecemos.

Marte e Vênus inicialmente tiveram muita água.

Os cientistas agora estão convencidos de que a perda de seus campos magnéticos permitiu que a radiação solar dispersasse o vapor de água de suas atmosferas. O hidrogênio escapou, tornando-os os desertos que são hoje.

Então, todos os exoplanetas que estamos encontrando dentro das “zonas habitáveis” das estrelas provavelmente são paraísos parecidos com a Terra ou terrenos infernais como Vênus?

Sarah McIntyre, estudante de doutorado da Universidade Nacional Australiana, modelou a chance de ter campos magnéticos fortes o suficiente para torná-los lugares que você gostaria de visitar.

Infelizmente, a notícia é ruim para os caronas galácticos. No Monthly Notices da Royal Astronomical Society (pré-impressão disponível no arXiv ) McIntyre relata que entre uma amostra de 496 planetas encontrados em torno de outras estrelas, apenas um tem mesmo a possibilidade de um campo magnético mais forte do que a da Terra.

A maioria não possui nenhum, ou campos muito fracos para conseguir manter uma atmosfera.

Não podemos medir diretamente os campos magnéticos de mundos além do Sistema Solar, mas acredita-se que uma fórmula baseada em fatores como o raio de um planeta, o tamanho e a densidade de seu núcleo líquido externo e constantes universais conhecidas indiquem a força do campo.

O Telescópio Espacial Kepler nos deu boas indicações dos raios dos planetas que encontrou. McIntyre disse à IFLScience que as principais características relevantes podem ser derivadas disso, juntamente com a massa planetária e a taxa de rotação.

Acredita-se que mais de 99% dos planetas da amostra de McIntyre estejam em rotação sincronizada, de modo que o planeta sempre tem a mesma face virada para a sua estrela hospedeira, como a Lua faz com a Terra, de modo que o período de rotação coincide com o tempo que levam à órbita.

Para colocar o último prego no caixão das chances desses mundos de hospedar a vida, a maioria deles orbita estrelas tipo M (anãs vermelhas), que são propensas a explosões espetaculares de radiação que significam campos ainda mais fortes do que o de nosso próprio planeta podem ser necessário para proteger qualquer água preciosa.

Outra observação que deveria ser colocada em perspectiva, é que cerca de 70% de todas as estrelas do Universo são do tipo anã. Tudo isso pode ajudar a explicar a ausência de visitantes extraterrestres e também serve como um lembrete de que nossa casa é preciosa.

McIntyre reconhece que nossos métodos de descoberta de planetas criaram uma amostra distorcida, particularmente no ”oversampling” – esse é o processo de amostragem de um sinal em uma frequência de amostragem significativamente maior do que a taxa de Nyquist – de mundos aguáticos às vezes em rotação sincronizada, e sugere que estes sejam ampliados.

O artigo contém um apelo para priorizar os planetas que provavelmente terão campos magnéticos fortes para estudos futuros, algo que McIntyre disse à IFLScience, eque não está acontecendo com as missões em andamento e planejadas.

A única exceção na amostra de McIntyre é o Kepler-186f, que orbita uma estrela do tipo K, tornando-se duplamente digno de mais investigações.

*Por Davison Filipe

 

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*Fonte: realidadesimulada

Robô humanoide ensina Budismo em templo no Japão

O templo de Kodaiji em Kyoto, Japão, é a nova casa do robô humanoide Mindar que realiza palestras sobre os ensinamentos de Buda aos visitantes. Desenvolvido por um time de cientistas da Universidade de Osaka, a máquina foi moldada para representar uma versão futurista de Kannon, a deidade da compaixão, e é capaz manter contato visual e até responder perguntas. Mindar estará em exposição até o dia seis de maio.

O robô possui um metro e noventa e cinco centímetros de altura, tem seu corpo revestido com aço inoxidável e custou cerca de 90 mil dólares. O líder do time de criação de Mindar foi o professor Hiroshi Ishiguro, que é famoso por construir diversas máquinas humanóides no país como apresentadores de televisão e até crianças. Os trabalhos de Hiroshi sempre tentam imitar ao máximo a aparência humana; mas, Mindar é diferente e deixa bem clara a aparência robótica — uma mistura um pouco assustadora de Ghost in the Shell com Eu, Robô.

Tensho Goto, monge e chefe da administração do templo, afirmou em uma entrevista ao South China Morning Post que acredita na capacidade de Mindar em atrair pessoas para o Budismo: “Nós já temos várias esculturas, mas todas estão paradas. Nós queríamos algo que pudesse falar para ajudar as pessoas a criarem um vínculo maior”. Se você estiver curioso para saber como a androide funciona, a agência de notícias Kyodo News produziu um vídeo mostrando o trabalho de Mindar.

*Por Tadeu Antonio Mattos

 

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*Fonte: megacurioso

Nova York vai ganhar uma frota de veículos autônomos em breve

O complexo industrial-comercial Brooklyn Navy Yard, em Nova York, vai receber a primeira frota de veículos auto-dirigíveis da cidade. A empresa responsável é a Optimus Ride, de Boston, que teve início no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT).

Apesar de diversas demonstrações de veículos autônomos já terem acontecido em Nova York, a Optimus Prime afirma ser a primeira a levá-los a nível comercial. O estado tem regras bastante restritivas quanto a esse tipo de tecnologia, exigindo que policiais pagos pela empresa acompanhem todo o trajeto do veículo em vias públicas.

Os políticos do estado ainda são bastante resistentes a implantação de veículos auto-dirigíveis como meio de transporte viável, e buscam dar preferência a melhorias no metrô, segundo o portal The Verge. Para evitar conflitos com as autoridades, a Optimus Prime optou por limitar que seus carros circulem apenas dentro de ruas privadas, como as do Brooklyn Navy Yard.

A empresa não revelou quantos veículos serão entregues, nem quais as especificações técnicas dos mesmo, mas afirmou que pretende aumentar gradualmente a frota. Sobre a tecnologia utilizada um representante afirmou que “Optimus Ride utiliza Veículos Eléctricos de Vizinhança (NEV), concebidos para operar em um limite de 25 milhas por hora (40 km/h). O Optimus Ride é independente de veículos e pode integrar as nossas tecnologias de condução automática em qualquer tipo de veículo.”

*Por Carolina Bernardi

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*Fonte: techmundo

Uma nova análise genética finalmente revela a identidade de Jack, o Estripador?

Testes genéticos apontam para Aaron Kosminski, um barbeiro polonês de 23 anos e um dos principais suspeitos da polícia na época. Mas os críticos dizem que a evidência não é forte o suficiente para declarar o caso encerrado.
Uma imagem histórica da polícia descobrindo uma vítima de assassinato de Jack, o Estripador.

Os resultados vêm de um exame forense de um xale de seda manchado que os investigadores disseram ter sido encontrado ao lado do corpo mutilado de Catherine Eddowes, a quarta vítima do assassino, em 1888. O xale é salpicado com o que se diz ser sangue e sêmen. Acredita-se que seja do assassino. Quatro outras mulheres em Londres também foram assassinadas em uma onda de 3 meses e o culpado nunca foi confirmado.

Esta não é a primeira vez que Kosminski está ligado aos crimes. Mas é a primeira vez que a evidência de DNA de apoio foi publicada em um periódico revisado por pares. Os primeiros testes genéticos em amostras de xale foram realizados há vários anos por Jari Louhelainen, um bioquímico da Universidade John Moores, no Reino Unido, mas ele disse que queria esperar que o barulho diminuísse antes de apresentar os resultados. O autor Russell Edwards, que comprou o xale em 2007 e deu a Louhelainen, usou os resultados inéditos dos testes para identificar Kosminski como o assassino em um livro de 2014 chamado Naming Jack the Ripper. Mas os geneticistas reclamaram na época que era impossível avaliar as alegações porque poucos detalhes técnicos sobre a análise de amostras genéticas do xale estavam disponíveis.

O novo artigo expõe isso, até certo ponto. No que Louhelainen e seu colega David Miller, um especialista em reprodução e esperma na Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirmam ser “a análise genética mais sistemática e avançada até agora em relação aos assassinatos de Jack, o Estripador”, eles descrevem. Os testes compararam fragmentos de DNA mitocondrial – a porção do DNA herdada apenas da mãe – recuperados do xale com amostras retiradas de descendentes vivos de Eddowes e Kosminski. O DNA coincide com o de um parente vivo do Kosminki , eles concluem no Journal of Forensic Sciences .

A análise também sugere que o assassino tinha cabelos castanhos e olhos castanhos, o que concorda com as evidências de uma testemunha ocular. “Essas características certamente não são únicas”, admitem os autores em seu artigo. Mas os olhos azuis são agora mais comuns do que marrons na Inglaterra, observam os pesquisadores.

É improvável que os resultados satisfaçam os críticos. Detalhes importantes sobre as variantes genéticas específicas identificadas e comparadas entre as amostras de DNA não estão incluídos no artigo.

Os autores afirmam em seu artigo que o Data Protection Act, uma lei do Reino Unido destinada a proteger a privacidade dos indivíduos, os impede de publicar as sequências genéticas dos parentes vivos de Eddowes e Kosminski. O gráfico do artigo, dizem eles, é mais fácil para os não-cientistas entenderem, especialmente “os interessados ​​no verdadeiro crime”.

Walther Parson, um cientista forense do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Innsbruck, na Áustria, diz que as sequências de DNA mitocondrial não representam risco de privacidade e os autores deveriam tê-las incluído no artigo. “Caso contrário, o leitor não pode julgar o resultado. Eu me pergunto para onde a ciência e a pesquisa estão indo quando começamos a evitar mostrar resultados.”

Hansi Weissensteiner, especialista em DNA mitocondrial também em Innsbruck, também discorda da análise do DNA mitocondrial, que, segundo ele, só pode mostrar com segurança que pessoas – ou duas amostras de DNA – não estão relacionadas. “Com base no DNA mitocondrial, só se pode excluir um suspeito”. Em outras palavras, o DNA mitocondrial do xale pode ser de Kosminski, mas provavelmente também pode ter vindo de milhares de pessoas que moravam em Londres na época.

Outros críticos da teoria de Kosminsky apontaram que não há evidência de que o xale estivesse na cena do crime. Também poderia ter sido contaminado ao longo dos anos, dizem eles.

Os novos testes não são a primeira tentativa de identificar Jack, o Estripador, do DNA. Vários anos atrás, a autora norte-americana de crimes Patricia Cornwell pediu a outros cientistas que analisassem qualquer DNA em amostras retiradas de cartas supostamente enviadas pelo serial killer para a polícia. Com base nessa análise de DNA e em outras pistas, ela disse que o assassino era o pintor Walter Sickert, embora muitos especialistas acreditem que essas letras sejam falsas. Outra análise genética das cartas dizia que o assassino poderia ser uma mulher. [Science]

 

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*Fonte: socientifica

A tecnologia que promete remover CO2 do ar e transformar em pó

Uma tecnologia que retira dióxido de carbono do ar está recebendo investimento de algumas das maiores empresas de combustível fóssil do mundo.

A Carbon Engineering, de British Columbia, no Canadá, afirma que consegue “capturar” CO2 da atmosfera de maneira eficiente e econômica.

A empresa recebeu US$ 68 milhões em investimentos da Chevron, da Occidental e da gigante de extração mineral BHP.

Mas ambientalistas temem que essa tecnologia seja usada para extrair volumes ainda maiores de petróleo.

Diante das metas internacionais de redução de gases do efeito estufa, várias empresas entraram na corrida por uma tecnologia capaz de reduzir o dióxido de carbono do ar. A empresa suíça Climeworks, por exemplo, já atua capturando CO2 do ar para usar na produção de vegetais.

Já a Carbon Engineering diz que é capaz de capturar gás carbônico do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

O desenvolvimento de tecnologia para a remoção de dióxido de carbono passou a receber apoio da comunidade científica, depois que o último relatório do Painel Internacional de Mudança Climática defendeu a medida como forma de atingir a meta de manter em 1,5 grau Celsius o aumento da temperatura terrestre neste século.

Com os investimentos que recebeu de empresas de extração de óleo e minério, a Carbon Engineering diz que conseguirá construir a estrutura física para abrigar equipamentos de escala industrial voltados à limpeza de CO2 do ar.

Essas plantas de captura de gases poluentes seriam capazes de retirar até um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano.

Como o sistema funciona?

O CO2 é um poderoso gás causador do aquecimento global, mas não há muito dele na atmosfera- para cada milhão de moléculas de ar, há 410 de CO2.

Ao mesmo tempo em que o CO2 ajuda a aumentar a temperatura da Terra, a sua baixa concentração dificulta o desenvolvimento de equipamentos capazes de capturar esse gás.

O processo desenvolvido pela Carbon Engineering envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Processos adicionais de refinamento fazem com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Isso exige combinações químicas complexas?

Sim.

As instalações da Carbon Engineering contam com uma espécie de turbina no meio do teto, que captura ar da atmosfera.

Esse ar entra em contato com uma solução química de hidróxido. Alguns hidróxidos reagem com o dióxido de carbono, formando uma solução de carbonato.

Essa mistura é, então, tratada com hidróxido de cálcio para assumir uma forma sólida.

As partículas de carbonato de cálcio são, então, submetidas a temperaturas de até 900 graus Celsius e se decompõem formando uma corrente de CO2 e óxido de cálcio.

Esse líquido que contém CO2 passa, em seguida, por uma limpeza para remover impurezas da água.

“A chave para esse processo é a concentração do CO2”, diz Jenny McCahill, da Carbon Engineering.

“Podemos armazenar o CO2 em pó ou combiná-lo com hidrogênio para formar hidrocarbonetos ou metanol.”

É mesmo possível fazer combustível líquido com CO2?

Sim. É um processo complexo, mas que pode ser feito.

O CO2 capturado da atmosfera é misturado com hidrogênio. Ele passa, então, por um catalisador a 900 graus Celsius, para formar monóxido de carbono.

Quando é acrescentado mais hidrogênio, o monóxido de carbono se torna gás sintético. Finalmente, esse gás é transformado em combustível sintético bruto. A Carbon Engineering diz que essa substância pode ser usada para mover diferentes tipos de motores, sem ter de passar por modificações.

“O combustível que produzimos não tem enxofre em sua composição. A queima, portanto, é mais limpa que a de combustíveis tradicionais,” diz McCahill.

“Ele pode ser usado por caminhão, carro ou aeronave.”

Por que empresas de combustível fóssil estão investindo nesse processo?

CO2 pode ser usado para extrair os últimos depósitos de óleo em poços que já ultrapassaram o período de alta produtividade.

Estima-se que a utilização de CO2 pode resultar numa extração extra de 30% de petróleo, com o benefício adicional de que, nesse processo, o dióxido de carbono fica retido permanentemente no solo.

“A tecnologia da Carbon Engeneering tem a capacidade de capturar e prover volumes elevados de CO2 atmosférico”, diz o vice-presidente da Occidental Petroleum, Richard Jackson, num comunicado.

“Ao garantir a captura e reutilização de CO2 em larga escala, essa tecnologia complementa os negócios da Occidental na extração de petróleo.”

Outro investidor da Carbon Engineering é a BHP, mais conhecida pelas atividades de extração mineral e carvão.

“A realidade é que combustíveis fósseis vão continuar por aí por algumas décadas, seja em processos industriais seja para uso em transportes”, disse Fiona Wild, diretora de mudanças climáticas e sustentabilidade da BHP.

“O que precisamos é investir em tecnologias capazes de reduzir as emissões nesses processos. Por isso estamos focando na captura e armazenamento de dióxido de carbono.”

Como ambientalistas reagiram aos planos da Carbon Engineering?

Alguns ativistas da área ambiental estão otimistas com essa tecnologia de captura de carbono do ar, mas outros temem que ela seja usada para prolongar a era do combustível fóssil.

“É uma grande preocupação”, disse Tzeporah Berman, diretora internacional da ONG Stand, que atua na defesa do meio-ambiente.

“Precisamos trabalhar em conjunto para encontrar uma maneira de abandonar por completo os combustíveis fósseis. (A captura de CO2) Nos traz a falsa esperança de que podemos continuar a produzir e queimar combustíveis fósseis, para depois a tecnologia consertar a situação. Já passamos desse ponto.”

Outros ambientalistas temem que essa tecnologia de captura de CO2 estimule as pessoas a acharem que não precisam mais reduzir suas próprias emissões de carbono.

“Acho que há um perigo real de que as pessoas enxerguem essa tecnologia como uma solução mágica e passem a se preocupar menos em cortar suas emissões de carbono”, diz Shakti Ramkumar, estudante da Universidade de British Columbia.

“Temos a responsabilidade moral de reduzir nosso consumo em larga escala. Precisamos refletir profundamente sobre onde e como vivemos nossas vidas.”

Essa tecnologia é a ‘solução mágica’ contra o aquecimento global?

É impossível dizer se a ideia da Carbon Engineering fará grande diferença na luta contra as mudanças climáticas.

A empresa acredita que suas máquinas de captura de CO2 podem se tornar tão comuns quanto as plantas de tratamento de água- prestando um serviço valioso, embora pouco notado pelo público em geral.
Image caption CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham; a empresa diz que dinheiro das grandes petroleiras é bem recebido como investimento na nova tecnologia

Por enquanto, a companhia conseguiu dinheiro suficiente para construir a infraestrutura para sequestrar carbono do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

Mas, será que com esses grandes investimentos da indústria de petróleo, o foco dos esforços em capturar CO2 não será direcionado à produção de mais combustível fóssil em vez de se direcionar ao controle das mudanças climáticas?

A Carbon Engineering diz que governos preocupados em reduzir gases do efeito estufa poderiam investir na tecnologia. Enquanto isso, a companhia diz que aceita de bom grado recursos da indústria energética, já que a procura por essa tecnologia é alta.

Mas, afinal de contas, as descobertas da Carbon Engineering são a “bala de prata” no controle de gases poluentes?

“Eu nunca diria a ninguém que devemos apostar todas as fichas numa mesma opção”, diz o CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham.

“Mas é positivo o fato de que temos a tecnologia pronta, disponível, preparada para ser usada e sem efeitos colaterais químicos.”

*Por Matt McGrath

 

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*Fonte: bbc-brasil

Facebook e Twitter sabem tudo sobre você, mesmo que você não tenha uma conta

Redes sociais são capazes de processar dados de usuários através de seus amigos virtuais, de acordo com um novo estudo conduzido por uma equipe de cientistas norte-americanos e publicado na revista Nature Human Behavior.

Durante o experimento, os pesquisadores analisaram dados compartilhados por 13,905 usuários do Twitter, e concluiu que os tweets de apenas oito ou nove usuários previam o conteúdo das publicações com 95% de precisão, mesmo que você não tenha contas nas redes.

“É como ouvir alguém falando ao telefone, mesmo que você não saiba o que a pessoa do outro lado da linha diz, você pode descobrir muitas informações sobre eles apenas ouvindo o que o interlocutor diz”, explicou uma das pessoas encarregadas do estudo. Lewis Mitchell, da Universidade de Vermont, alertou que “não há lugar para se esconder nas redes sociais”.

O pesquisador acrescentou que esse mecanismo pode ser usado em jogos políticos. “As pessoas podem ser expostas a apenas um tipo de informação e não receber opiniões opostas”, acrescentou.

*Por Any Karolyne Galdino

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*Fonte: engenhariae

É possível que um país se desconecte completamente da internet?

Desativar completamente a internet de um país é difícil, mas pode ser feito, diz Ben Segal, um dos pioneiros da rede mundial de computadores criada há exatamente 30 anos.

A World Wide Web foi criada exatamente há 30 anos, quando o cientista britânico Tim Berners-Lee desenvolveu sua primeira proposta para uma rede mundial de computadores. Já em 1989, Berners-Lee estabeleceu a primeira conexão entre um cliente e um servidor através de um protocolo HTTP.

Caixa de pandora

“E ele ainda tem essa motivação, é claro, ele ficou um pouco desapontado, como muitos de nós, por causa do que aconteceu com a internet, a informação é poder, do ponto de vista político, achamos que seria no espírito da democracia em certo sentido, é, mas hoje vemos que pode causar danos, eu não gosto de dizer isso, mas vou dizer: nós reunimos tudo, incluindo todo o lixo, e isso é difícil de controlar “, lamentou o criador.

A primeira linha entre dois continentes

Sigal também disse que a primeira linha de comunicação entre a Europa e os Estados Unidos foi fornecida pela IBM, a renomada empresa de tecnologia dos EUA.

“A linha de comunicação tinha uma velocidade revolucionária de 1,5 megabytes por segundo na época, custava cerca de dois milhões de francos suíços por ano e a IBM pagou por três anos, mas não foi aberta ao público. Realizamos investigações “, explicou Sigal.

O fim da internet

Segal explicou ao Sputnik que “a internet foi projetada para usar conexões de backup, então é difícil desativá-la completamente, mas é possível”.

“Um problema real seria uma explosão nuclear no espaço, em alta altitude, que não causaria a morte de pessoas, mas destruiria os sistemas eletrônicos e de comunicação … Isso é conhecido há muito tempo “, disse Segal ao Sputnik.

O especialista apontou que só seria possível desabilitar completamente a Internet com uma guerra nuclear, que também destruiria toda a humanidade.

“Mas sem destruir o mundo, desabilitar a internet é difícil porque, como eu disse, a internet foi criada para funcionar com várias fontes, e desde que haja um sinal de rádio, cabo, laser, é possível se comunicar através desses protocolos”, explicou.

*Por Any Karolyne Galdino

 

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*Fonte: engenhariae