O Facebook conhece tanto os seus gostos que pode mostrar um anúncio só para você

Nanossegmentação surge de um experimento único feito na plataforma por pesquisadores espanhóis. Especialistas em privacidade o veem como um perigo sem precedentes

O Facebook classifica os usuários por seus interesses. Se uma empresa quer mostrar anúncios a alguém que goste de motos, seja vegano, beba cerveja e veraneie em praias, a rede social permite. Agora, um novo estudo acaba de demonstrar que esses interesses podem ir se afunilando até que a audiência final de um anúncio seja um único usuário. Um grupo de acadêmicos espanhóis comprovou pela primeira vez como é simples e barato reduzir ao mínimo a audiência potencial. Assim, uma ferramenta de publicidade pode virar um pesadelo para a privacidade.

Outros estudos já tinham demonstrado que um pequeno conjunto de atividades cotidianas (localização, compras com cartão) é capaz de identificar uma pessoa individualmente. Os interesses no Facebook também permitem isso: com apenas 4 interesses raros ou 22 gerais é possível mandar um anúncio a um único entre os mais de dois bilhões de usuários do Facebook no mundo. Os interesses raros incluem, por exemplo, ser torcedor do time Puerta Bonita, do bairro de Carabanchel (Madri), ou fã de um grupo musical pouco conhecido da década de 1990; os interesses genéricos abrangem, por outro lado, o Real Madrid, café e comida italiana.

A novidade deste estudo é a facilidade com que se pode mandar um anúncio a um indivíduo específico. “Não me surpreendeu muito o número de interesses necessários para identificar um usuário”, diz David García, professor da Universidade Tecnológica de Graz, na Áustria. “O que me surpreendeu muito é que pudéssemos fazer uma campanha para um só indivíduo. Eu esperava que o Facebook tivesse um monte de controles, mas a verdade é que foi muito fácil”, acrescenta.

Especialistas em privacidade têm lido os resultados desse estudo com preocupação. Tampouco eles acreditavam que fosse possível alcançar grupos tão pequenos de usuários. “É um dos 10 artigos científicos sobre privacidade mais importantes da década até agora”, diz Lukasz Olejnik, pesquisador e consultor independente para questões de privacidade. O Facebook permitia a microssegmentação ao definir muito bem as audiências. Este experimento prova que também permite a nanossegmentação, reduzindo o foco do anúncio ao mínimo. “Minha surpresa se deve a que não acreditava que este tipo de segmentação já fosse possível: eu achava que a audiência mínima seria maior que um, e que estivesse limitada”, acrescenta Olejnik.

Quais os perigos disso? A imaginação pode voar. No artigo, cita-se o caso de um senhor que mandou mensagens à sua mulher uma década atrás, mas essa via também poderia servir para abordagens indesejadas ou para estabelecer comunicação quando outros canais estiverem bloqueados. Ángel Cuevas, pesquisador da Universidade Carlos III de Madri e também coautor do artigo, cita o seguinte exemplo. “Se eu tenho um cliente que talvez pense em mudar de fornecedor, atualmente posso através do Facebook lhe mandar uma série de mensagens prejudicando a concorrência”, diz. “São coisas mais cirúrgicas, que não necessariamente têm a ver com invasão de privacidade. Pode servir para se fazer chantagem com um anúncio do Facebook em lugar de phishing, e dizer: ‘Gravei você vendo pornô e você mora em tal lugar’. Ver isso no Facebook seria chocante”, acrescenta.

A política é outro dos candidatos óbvios, segundo Olejnik. “Poderia ir desde publicidade política a desinformação e hackeamento, de algo inocente a guerras cibernéticas”, acrescenta. O problema possível são as ideias que podem ocorrer a pessoas que se dedicam a tais assuntos. “Uma coisa é certa”, diz Olejnik. “Quem souber superar o tamanho mínimo de audiências terá um conhecimento realmente valioso. Dará consultoria por muito dinheiro.” Os autores por enquanto estão céticos, mas já fizeram conferências para grandes empresas dos EUA e departamentos de inteligência artificial.

O fantasma em microescala de algo semelhante ao escândalo da Cambridge Analytica também paira. “Desde aquele escândalo onde aparentemente se empregou o uso de perfis psicológicos para manipular, acreditemos ou não, há um setor do mundo da privacidade e do marketing que diz que é assim, que existe a capacidade de chegar a alguém porque é mais simples manipular um indivíduo só. Há estudos que afirmam que a probabilidade de que um usuário clique em um anúncio quando a campanha é muito perfilada para esse usuário cresce de maneira importante”, explica Cuevas.

Campanhas quase grátis
Quanto custa fazer campanhas assim? Centavos, ou mesmo nada. O Facebook cobra pelo número de usuários alcançados, e estas campanhas promovem o contrário. “Algumas campanhas, sobretudo as muito dirigidas, nos custaram poucos centavos de euro. Em algumas o Facebook nem chegou a nos cobrar. Já quando combinamos sete interesses nos cobraram bastante. Ao todo o gasto foi de 309 euros [2.000 reais]”, diz Cuevas.

Os usuários habituais do Facebook têm facilmente algumas centenas de interesses atribuídos. A base de dados de interesses dos autores do artigo provém de uma ferramenta que tinham para estudos prévios, instalada voluntariamente por usuários do Facebook em seu navegador. O número médio de interesses desse grupo de usuários é de 426, mas ao todo se somam quase 100.000 diferentes.

A companhia vê um erro de fundo no artigo, sobre como funciona o sistema de anúncios. “A lista de interesses que associamos a uma pessoa não é acessível aos anunciantes, a menos que essa pessoa decida compartilhá-los. Sem essa informação ou detalhes específicos que identifiquem uma pessoa que viu um anúncio, o método dos pesquisadores será inútil para um anunciante que tente violar as regras”, diz uma porta-voz da empresa. Os pesquisadores fizeram o experimento com suas próprias contas para comprovar sua tese: pegaram todos os seus interesses, selecionaram um grupo aleatório e viram que com 22 deles havia 90% de chances de verem determinado anúncio.

O Facebook tem razão ao alegar que conhecer os interesses de indivíduos quaisquer é tão ou mais difícil que conseguir seu endereço de e-mail. Mas não leva em conta os casos onde alguém seja famoso, conhecido pelo anunciante, ou que a pequena comunidade alvo seja anônima individualmente, mas identificável como grupo. Os pesquisadores, além disso, recordam que se forçaram a “fazer o experimento com uma mão atada às costas”, diz Cuevas. “Foi feito só com interesses, e o alcance geográfico é mundial, mas se eu conhecer sua idade, gênero, onde vive ou trabalha, posso partir de uma população-base muito menor ao começar a acrescentar interesses, de forma que eu precisaria saber ainda menos sobre você”, acrescenta.

O Facebook avisa aos anunciantes se escolherem uma audiência pequena demais: “Tente torná-la mais ampla”, diz uma mensagem. “Mas isso é só a título informativo; o Facebook não impede de realizar a campanha”, afirma Cuevas. O Facebook só deveria limitar efetivamente o número mínimo de audiência potencial. Nos resultados da campanha é onde viam que seu anúncio tinha afinal sido visto por apenas uma pessoa. O Facebook fechou a conta dos pesquisadores uma semana depois do experimento, há cerca de um ano.

O artigo não tem, segundo seus autores, uma pretensão regulatória clara, mas as implicações dos interesses como dado pessoal se tornam evidentes. “Estes são dados pessoais e deveriam estar incluídos no Regulamento Geral sobre Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, mas nosso artigo não persegue isso”, diz Cuevas. Outro tipo de campanha no Facebook, que usa o e-mail ou celular dos usuários, exige sua autorização, mas não com a segmentação por interesses: “Em nenhum momento você precisa pedir permissão para reunir interesses. Não encontramos isso nas inúmeras páginas legais do Facebook. Do ponto de vista do RGPD é outra coisa: se uma agência de proteção de dados investigar, pode dizer que juntar 20 interesses de um usuário significa que você tem que tratar isso como informação pessoal identificável. Tentamos não nos atolar num debate de termos legais”, explica Cuevas.

Esta concretude nas plataformas é um terreno ainda por explorar, embora a União Europeia já debata a limitação da microssegmentação em alguns âmbitos. A quantidade de informação individual que as principais plataformas têm sobre seus usuários lhes permite muitas opções. “Não sei se na Amazon se pode fazer o mesmo que fizemos no Facebook, mas a Amazon pode ter dados para inferir seus interesses a ponto de identificar você individualmente, e depois fazer uma campanha no Facebook para anunciar só para você”, diz García.

*Por Jordi Pérez Colomé
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*Fonte: elpais – Brasil

Brasil recicla menos de 3% do lixo eletrônico, aponta levantamento

Uma pesquisa do The Global E-waste Monitor 2020, que monitora dados sobre lixo eletrônico ao redor do planeta, mostrou que o Brasil não recicla quase nada do e-waste que produz anualmente. O levantamento aponta que menos de 3% do lixo desse tipo produzido no nosso país acaba sendo reciclado.

Lixo eletrônico ainda é um grande problema para a sustentabilidade no Brasil e no resto do mundo; transformação do cenário passa por mudança de hábitos e políticas públicas

O levantamento de dados local foi feito pela Radar Pesquisas a pedido da Green Eletron, gestora de logística reversa da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee) e mostra que poucos brasileiros sequer conhecem o conceito de lixo eletrônico. Boa parte deles associou o termo a spams em e-mails.

“O Brasil descartou, apenas em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados. Além das possíveis contaminações de solo e água com o descarte incorreto, também há um grande desperdício, porque os materiais reciclados podem ser reutilizados em diferentes indústrias, evitando a extração de matérias-primas virgens”, explicou Ademir Brescansin, gerente executivo da Green Elétron.

O caso preocupa justamente porque o número de eletrônicos só cresce no Brasil e um descarte adequado é necessário para o meio ambiente. Segundo o levantamento, mais de 54 toneladas de lixo eletrônico como pilhas, computadores e baterias acabam sendo descartados de forma irregular globalmente.

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*Fonte: hypeness

O que é metaverso, a nova aposta das gigantes de tecnologia

No fim do último mês de setembro, o Facebook anunciou investimento de US$ 50 milhões para construir seu próprio metaverso.

Meses antes havia sido a Epic Games, empresa de jogos eletrônicos por trás do Fortnite, que virou febre mundial. A companhia fundada por Tim Sweeney levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos em abril para financiar “sua visão de longo prazo para o metaverso”.

Mas do que se trata a novidade, apontada por especialistas como a nova aposta das gigantes de tecnologia?

De longe, o metaverso pode parecer uma versão repaginada da tecnologia de realidade virtual. Alguns especialistas argumentam, contudo, que ele se desenha como o futuro da internet. Para efeito de comparação, esse novo universo digital seria para a realidade virtual o que os smartphones modernos representaram para os celulares “tijolões” dos anos 1980.

Isso porque, em vez de se restringir ao computador, o metaverso permitiria que o usuário entrasse em um universo virtual mais amplo, conectado com todo tipo de ambiente digital.

Ao contrário da realidade virtual hoje, usada majoritariamente no mundo dos games, poderia ser aplicado em outras áreas – no mundo do trabalho, para a realização de shows, exibição de filmes ou simplesmente como um espaço para relaxar.

Como o conceito ainda está no campo das ideias, contudo, não existe uma definição exata do que é um metaverso. Na visão de alguns, por exemplo, cada usuário teria nesse “mundo paralelo” um avatar em 3D, uma representação de si mesmo.

Por que agora?
Novos modismos tecnológicos ligados à realidade virtual têm surgido a cada poucos anos, para desaparecerem algum tempo depois.

No caso do metaverso, contudo, há um enorme entusiasmo entre grandes investidores e empresas de tecnologia, e ninguém quer ficar para trás se esse de fato se mostrar como o futuro da internet.

Como pano de fundo, existe ainda a visão de que, finalmente, a tecnologia e a conectividade avançaram o suficiente para levar a realidade virtual a um outro patamar.

O interesse do Facebook
Construir um metaverso é hoje uma das prioridades do Facebook.

A companhia tem investido pesadamente no segmento de realidade virtual. Há alguns anos, lançou seu próprio headset, batizado de Oculus, vendido hoje a um preço menor do que o cobrado pela maioria dos rivais – em algumas situações, abrindo mão inclusive do lucro, conforme a avaliação de alguns analistas.

Também tem desenvolvido aplicativos de realidade virtual para plataformas de comunicação, os chamados social hangouts, e de trabalho, alguns com interação inclusive com o mundo real.

Apesar do longo histórico de aquisição de concorrentes, o Facebook já declarou que o metaverso “não será construído da noite para o dia por uma única empresa” e afirmou desejar colaborar nesse sentido.

Parte do investimento de US$ 50 milhões será usado, segundo a empresa, para financiar grupos sem fins lucrativos que ajudarão a “construir o metaverso com responsabilidade”.

Para a companhia, contudo, o mundo ainda precisa de outros 10 ou 15 anos para que a ideia comece a tomar forma de maneira mais concreta.

A ‘experiência musical’ do Fortnite
Tim Sweeney, CEO da Epic Games, há muito fala sobre seus planos envolvendo o metaverso.

Os universos interativos fazem parte do mundo dos games faz décadas. Eles não são exatamente metaversos, mas têm alguns paralelos.

Nos últimos anos, o Fortnite, por exemplo, expandiu seu leque de produtos, realizando shows e eventos de marcas e dentro de seu mundo digital. Em agosto deste ano, a cantora americana Ariana Grande fez uma série de shows dentro do jogo, uma “experiência musical”, assistida por milhões de pessoas.

Os novos caminhos abertos pelo Fortnite impressionaram muita gente – e acabaram colocando a visão de Sweeney do metaverso em destaque.

Outros jogos também têm flertado com o conceito de metaverso. O Roblox, por exemplo, reúne em uma plataforma milhares de jogos conectados ao ecossistema maior, em que os jogadores podem criar experiências diferentes.

Nesse sentido, há ainda a plataforma Unity, para desenvolvimento de aplicativos em 2D e 3D, e que hoje está investindo no que chama de “gêmeos digitais” (cópias do mundo real), e a multinacional Nvidia, que está construindo seu “omniverse”, uma plataforma para conectar mundos virtuais 3D.

Além do mundo dos games
Embora existam muitas ideias diferentes sobre o que o metaverso pode ser, a maioria das visões coloca a interação social como núcleo.

O Facebook, por exemplo, tem experimentado um aplicativo de reuniões de realidade virtual chamado “Workplace” e um espaço social batizado de “Horizons”. Em ambos são usados sistemas de avatar virtual.

Outro aplicativo, o VRChat, não foi pensado em torno de uma atividade específica, mas como um local em que as pessoas possam curtir, conversar e conhecer gente nova.

E parece não haver limites para a criatividade. Em entrevista recente ao Washington Post, Sweeney, da Epic Games, disse imaginar um mundo em que uma fabricante de automóveis que queira fazer propaganda de um novo modelo possa disponibilizá-lo na plataforma para que as pessoas consigam dirigi-lo.

Essa mesma ideia poderia ser levada à indústria da moda: pode ser que as pessoas passem a experimentar roupas digitais enquanto compram online.

Um longo caminho
A realidade virtual percorreu um longo caminho nos últimos anos. Os headsets de última geração, por exemplo, criam a ilusão de que nossos olhos estão enxergando imagens em 3D enquanto o jogador se move em um mundo virtual.

A tecnologia também tem se tornado mais popular – o Oculus Quest 2, por exemplo, headset de RV do Facebook, fez sucesso no Natal de 2020 em alguns países.

A explosão de interesse em NFTs (“token não fungíveis”, em tradução livre), por sua vez, pode apontar um caminho sobre o futuro do funcionamento de uma eventual economia virtual. Esses tokens criptográficos permitem a criação de um certificado digital de propriedade que pode ser uma maneira eficiente de rastrear de forma confiável a propriedade de bens digitais.

Mundos digitais mais avançados também precisarão de uma conectividade melhor, mais consistente e mais móvel – algo que pode ser resolvido com a disseminação do 5G.

Por enquanto, porém, tudo está nos estágios iniciais. A evolução do metaverso – se ele vier a se desenvolver de fato – vai ser disputada entre as gigantes da tecnologia no decorrer da próxima década ou por até mais tempo.

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*Fonte: brasil-bbc

Google lança nova ferramenta de afinador on-line

O famoso site de buscas Google já apresenta uma enorme diversidade de funções, como mapa, conversor de moedas, armazenamento de dados e editor de texto. Para alegria dos guitarristas, a empresa passou a disponibilizar agora também a função de afinador. O novo recurso pode ser encontrado aqui.

O afinador cromático pode ser acessado tanto pelo PC ou notebook como também em tablets e smartphones. Para obter um melhor resultado, é necessário que o ambiente ao redor esteja sem ruídos ou interferências. O afinador é simples e prático, sem necessidade de baixar aplicativo ou instalar programa.

Dessa forma, é possível afinar instrumentos como guitarra e baixo por meio de um cabo ou apenas tocando as notas perto do notebook ou smartphone. Para utilizar o afinador o usuário deve permitir que o Google acesse o seu microfone.

O novo afinador do Google
Outra forma de acessar a nova ferramenta de afinação é por meio do Google Assistente, com o uso de um comando de voz. O recurso utiliza o padrão de afinação 440Hz para a nota Lá (A) e funciona como um afinador digital convencional, mostrando na tela se a nota desejada está correta ou se é necessário “aumentar o agudo” ou “aumentar o grave”. Caso a afinação esteja certa, o ponteiro do afinador ficará na cor verde.

*Por Gustavo Maiato
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*Fonte: guitarload

App ensina crianças a identificarem árvores por meio de contos

Aprender a identificar espécies nativas da Mata Atlântica, como embaúba, ipê-amarelo, jequitibá, pau-brasil e pau-ferro, usando o celular. Esta é a proposta do aplicativo Natu Contos, criado em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, ele traz cinco contos sobre tais árvores narrados por grandes cantores brasileiros.

Com o Natu Contos, o público pode realizar uma “caça ao tesouro” por árvores. Depois de baixar o aplicativo e escolher o local de sua expedição, ele seguirá um mapa na tela do celular, integrado ao GPS, até a árvore identificada. Essa caminhada já é uma ótima oportunidade para prestar atenção à natureza local, relaxar e desfrutar dos benefícios que ela oferece.

Quando uma árvore é encontrada, um universo lúdico se abre: um vídeo animado a apresenta e, depois, um conto fica disponível para o adulto ler/ouvir com a criança embaixo da sua copa. Uma vez coletadas, as histórias e as fichas técnicas de cada árvore vão para uma biblioteca e podem ser relidas e ouvidas quantas vezes quiser, em qualquer lugar. A plataforma Natu Contos traz árvores mapeadas em parques e praças das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Uberaba (MG). No futuro, seus desenvolvedores esperam expandir o projeto para mais cidades do Brasil. Veja como funciona:

Financiamento coletivo
Disponível gratuitamente na plataforma IOS , o aplicativo agora precisa da ajuda do público para seu desenvolvimento na versão Android. Para isso, foi aberto um financiamento coletivo no Catarse. A meta é alcançar R$ 16.522,00. Com doações a partir de R$ 15 quem participar do financiamento terá recompensas, como o plantio de mudas pela SOS Mata Atlântica, livro infantil, poster com ilustração do artista Arthur Daraujo, entre outras.

“Nosso maior objetivo é democratizar o aplicativo, tornando o material educacional acessível para mais adultos, crianças e escolas. Quando o criamos, pensamos em disponibilizar um conteúdo lúdico e original sobre o universo da natureza para reconectar as pessoas com o meio ambiente, principalmente as crianças, que estão cada vez mais distantes do verde nas grandes cidades”, afirma Fernanda Sarkis Coelho, idealizadora do aplicativo.

“Há alguns anos, as pessoas adoravam sentar em uma árvore para ler um livro. Esperamos que muitas pessoas ainda façam isso, mas por quê não aproveitar esta tecnologia tão presente na vida de todos para ouvir algumas histórias sobre aquela espécie que acabou de descobrir? Ao apoiar este aplicativo, queremos propor para as pessoas observarem, sentirem e se relacionarem mais com a natureza de suas cidades. Vivemos tempos em que parece que a natureza não existe mais ou que as árvores não fazem mais sentido, principalmente em ambientes urbanos. Queremos mostrar justamente o contrário”, afirma Cesar Pegoraro, biólogo e educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

Algumas histórias
Nos contos do aplicativo é possível lembrar como as pessoas já tiveram uma relação diferente com as árvores, qual a relação dos animais com elas e saber mais das transformações que cada espécie passa em cada estação do ano.

Em “Amélia e seu Ipê-amarelo”, de autoria de Índigo com narração de Tiê, por exemplo, Amélia que tinha tudo amarelo, até seu cabelo, adorava um eucalipto, mas não ligava para um ipê-amarelo que tinha em seu sítio. Quando ele floresceu na primavera, isso mudou. Já em “Árvore de Estimação”, de Tiago de Melo Andrade e narração de Lenine, uma menina fica triste por ter perdido o gramado e a sombra fresca de sua árvore de estimação queimada em um incêndio, onde ela tinha seu balanço. Em “À procura do Pau-Brasil”, de Andrea Pelagagi com narração de Fernanda Takai, um irmão e uma irmã tentam de todas as formas descobrir se a árvore que eles acharam era mesmo a espécie que deu nome ao nosso país.

No conto “O pica-pau e o Pau-ferro”, de João Anzanello Carrascoza e narração de Mart’nália, um pica-pau se aventura até a cidade e acha uma árvore diferente das do bosque que morava, pois ela era muito dura. E em “Simãozinho e o pé de Embaúba”, de Claudio Fragata e narração de Ney Matogrosso, o macaco Simãozinho tem medo de altura, mas sonha em subir na árvore para comer seus lindos frutos.

A Mata Atlântica é casa da maioria dos brasileiros, abriga cerca de 72% da população. Além disso, o bioma está presente na maioria dos estados brasileiros (17) e em 3.429 cidades. Ou seja, essa é a floresta que dá oportunidade para boa parte da população ter algum contato com a natureza, além de contribuir para a purificação do ar, a regulação o clima, a proteção do solo, de rios e nascentes, favorecendo o abastecimento de água nas cidades. Por tudo isso, sua conservação é fundamental, pois restam hoje apenas 12,4% da floresta que existia originalmente em bom estado de conservação.

Clique aqui para contribuir para o financiamento coletivo

Mais informações sobre o aplicativo também no Instagram e Facebook .

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*Fonte: ciclovivo

WhatsApp fora do ar: app enfrenta instabilidade e falhas

WhatsApp parou de funcionar e não deixa mandar mensagens pelo computador ou celular; Instagram e Facebook também têm problemas

O WhatsApp enfrenta instabilidade nesta segunda-feira (4). Na versão web, a mensagem de erro exibida é “5xx Server Error”. Algumas pessoas veem o texto “Conectando ao WhatsApp”. Já nos apps para celular Android e iPhone (iOS), ao tentar mandar um conteúdo, apenas o símbolo do relógio é exibido, indicando que a conversa não foi enviada. Procurado pelo TechTudo, o WhatsApp respondeu que está “trabalhando para que tudo volte ao normal o quanto antes”

De acordo com o Downdetector, site que monitora o funcionamento de plataformas e aplicativos, o problema teve início às 12h20 de hoje, com um pico de quase 30 mil reclamações. No Twitter, usuários também reportam o mau funcionamento do app de mensagens e a queda do Instagram e Facebook. O tema já é o assunto mais comentado do Brasil.

Em comunicado oficial em sua conta no Twitter, a empresa informou, às 13h16, que está trabalhando para resolver o o problema e agradeceu a paciência dos usuários.

Estamos cientes de que algumas pessoas estão enfrentando problemas com o WhatsApp no ​​momento. Estamos trabalhando para que as coisas voltem ao normal e enviaremos uma atualização aqui o mais rápido possível. Obrigado pela sua paciência!

 

Erro 5XX
A mensagem de erro exibida ao tentar acessar o WhatsApp pelo computador é “5xx Server Error”, código que indica que o problema foi causado pelo servidor. Nesse tipo de erro, o servidor HTTP não consegue completar a solicitação do usuário e, por isso, não tem como exibir aquilo que ele está querendo acessar. Veja explicação completa para o que significa “5xx Server Error”.

Instagram e Facebook
Instagram e Facebook também estão fora do ar nesta segunda-feira (4). A falha generalizada fez os aplicativos pararem de funcionar. Os posts do feed não atualizam em celulares Android e iPhone (iOS), e a instabilidade também aparece nas versões das redes sociais para PC.

No Twitter, as contas oficiais do Facebook e do Instagram publicaram comunicados relatando o problema global nos aplicativos e afirmando que estão trabalhando para resolver a falha.


Memes e Concorrentes
Como de costume, nomes de aplicativos concorrentes do WhatsApp já aparecem nos Trending Topics do Twitter. Durante a instabilidade de hoje, Telegram e iMessage são os mais lembrados pelos usuários. Outras palavras que estão sendo muito usadas são “modem”, “Wi-Fi”, “reiniciei” e “desliguei”, indicando que, antes de saber que os apps estavam fora do ar, usuários acreditavam ter problemas com a Internet de casa e/ou do celular.

*Por Nicolly Vimercate
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*Fonte: techtudo

O que influencers sacrificam pela fama — e o que ganham com isso

O que pode acontecer por trás da vida aparentemente idílica de um “influenciador” de sucesso?

A maquiadora americana Michelle Phan tem a resposta. Ela conta que teve que parar de fazer seus populares vídeos de maquiagem e beleza no YouTube porque estava “exausta”.

Mas não era só isso.

“Tornou-se cada vez mais difícil para mim fingir que era feliz”, diz ela. “E (como resultado) me tornei uma pessoa tóxica, tanto nos meus relacionamentos quanto nas minhas amizades. Tinha chegado ao meu limite.”

Phan, de 34 anos, faz alusão aos anos de 2017 a 2019, quando decidiu dar uma pausa na postagem de seus vídeos tutoriais.

Ela alega que precisava se liberar da pressão constante de caçar mais e mais visualizações e curtidas produzindo conteúdo novo.

Hoje seu canal homônimo no YouTube tem 8,84 milhões de assinantes em todo o mundo, e Phan, baseada em Los Angeles, orienta e apoia outras pessoas que estão fazendo vídeos para as redes sociais.

Ela diz que muitos se sentem estressados com a falta de ideias e compelidos a produzir conteúdos novos várias vezes por dia.

Mas quem são exatamente os chamados “influencers”?

Não existe uma definição rígida, mas em essência é alguém que tem seguidores suficientes nas redes sociais, mais especificamente no YouTube, Instagram ou TikTok, e que pode fazer dinheiro com isso.

A receita vem de duas fontes principais — uma parcela da receita de publicidade gerada por seu próprio conteúdo e contratos com empresas para promover suas marcas.

Em relação ao primeiro, no YouTube, qualquer um pode se inscrever para começar a receber uma parte das receitas dos anúncios veiculados em seus vídeos, desde que tenha mais de mil assinantes e 4 mil horas assistidas.

A plataforma de vídeo não divulga quanto paga, mas, segundo fontes do mercado, o valor varia entre US$ 3 a US$ 5 (R$ 16 a R$ 26) por cada mil visualizações.

E, quando se trata de acordos com marcas, o que importa, mesmo, além do conteúdo, é o número de seguidores, claro.

No Instagram, se você tiver mais de 1 milhão de seguidores, é possível ganhar mais de US$ 10 mil (R$ 52 mil) por apenas uma postagem promovendo determinado produto.

A BBC conversou com Phan e quatro outros influenciadores sobre suas experiências.

Embora a possibilidade de ganhar muito dinheiro seja alta, Phan diz que os criadores de conteúdo “precisam determinar seus próprios limites e cuidar de si mesmos”, em vez de postar o tempo todo.

Essa preocupação é repetida pela analista de mídia Rebecca McGrath, da empresa de pesquisas Mintel.

Segundo ela, alguns influenciadores, no afã de ganhar dinheiro fácil e rápido, postam “mesmo que não tenham nada de novo para criar ou dizer”.

Phan também adverte que é preciso ter estômago de ferro para lidar com os trolls online “escrevendo coisas horríveis sobre seus vídeos”.

“Você também está exposto a comentários odiosos, para os quais acho que as pessoas não estão preparadas”, diz.

Esse foi o ponto levantado em julho pela influenciadora britânica Em Sheldon, quando falou para parlamentares na Câmara dos Comuns (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil).

Um comitê de parlamentares continua investigando o crescimento da cultura de influenciadores.

Nesse contexto, o TikTok é a ‘bola da vez’ entre os grandes sites de mídia social — estando disponível apenas fora da China desde 2018. Com mais de 1 bilhão de usuários ao redor do mundo, a plataforma é sinônimo de sucesso entre gerações mais jovens: passa-se mais tempo ali do que no YouTube, por exemplo.

Os irmãos Colin e Dylan McFarland, e seu pai Dan, produzem esquetes cômicos e danças para o aplicativo de vídeo desde 2019.

Conhecido como The McFarlands, o trio de Louisville, no Estado americano do Kentucky, agora tem 2,6 milhões de seguidores no TikTok.

“Os influenciadores são uma nova onda de pessoas em quem você pode confiar na Internet”, diz Colin, de 27 anos.

“Se você está vendendo um produto ou dando conselhos, as pessoas vão confiar nas pessoas que veem em seus telefones todos os dias.”

Dylan, de 25 anos, acrescenta que seu humor fez com que marcas como Colgate e Gillette “quisessem trabalhar conosco, e ver o que poderíamos fazer, porque estamos genuinamente agindo como somos com nossa família”.

Nos últimos dois anos, o dinheiro que ganharam permitiu que os dois irmãos abandonassem seus empregos diários, comprassem casas e até investissem em outras propriedades.

“Acredito sinceramente que qualquer um pode fazer isso”, diz Colin, que começou editando os vídeos em seu iPhone. “Basta encontrar o seu nicho e mantê-lo.”

Morador de Toronto, o youtuber Kevin Parry leva uma boa vida fazendo vídeos de animação stop-motion para seus 936 mil assinantes e outros espectadores.

Em seu primeiro ano, ele alega ter faturado mais de 100 mil dólares canadenses (R$ 412 mil).

Parry, de 32 anos, que já trabalhou com Disney, Apple, Amazon e Lego, diz que 90% de sua receita vêm de contratos publicitários. Os 10% restantes vêm da publicidade do seu próprio canal e de uma agência que reivindica receitas de pessoas roubando e monetizando seu conteúdo.

Ele adverte os possíveis influenciadores a não compartilhar muito de sua vida pessoal.

“Se as pessoas não gostam de um vídeo que fiz, pelo menos isso é apenas um trabalho criativo, e posso tentar melhorar nessa habilidade, em vez de compartilhar minha vida e as pessoas não gostarem”, diz ele.

“Como você compensa e conserta isso? Não dá.”

Parry aconselha os criadores a aprimorarem um conjunto de habilidades específicas, como produção de filmes ou carpintaria, e compartilhar essa paixão, em vez de falar sobre sua vida cotidiana.

A autora Shan Boodram tem falado sobre sexo e questões de relacionamento em seu canal do YouTube, Shan Boody, desde 2012. Ela tem 664 mil assinantes e seus vídeos foram assistidos mais de 71 milhões de vezes.

Boody diz que os novos youtubers devem reconhecer se estão em uma situação ruim, e não criar conteúdo, se for o caso. E em relação ao que postar, ela tem uma regra de ouro: “Pense na última pessoa que você gostaria de ver primeiro esse conteúdo.

Apesar das desvantagens de ser um influenciador — a necessidade de sempre postar mais vídeos ou comentários, sem falar no provável abuso online — muitas pessoas gostariam de ser um. Pode ser uma maneira divertida e lucrativa de ganhar a vida.

Ainda assim, o psicólogo Stuart Duff, da consultoria de psicologia empresarial Pearn Kandola, adverte que você precisa de uma certa personalidade para esperar ter sucesso nisso.

“É claro que há uma grande diversidade de influenciadores de sucesso, em termos de estilo e personalidade, mas para ser realmente bem sucedido, o influenciador usará uma grande dose de psicologia para influenciar seus seguidores”, diz ele.

“Eles precisam ser altamente relacionáveis, contar ótimas histórias, ter uma marca forte e única e se manter fiéis à mensagem. Também não pode faltar paixão pelo que querem dizer e parecem sempre saber o que seu público quer ouvir.”

Phan começou a postar vídeos no YouTube em 2007 e, em grande parte graças ao seu sucesso, ela agora possui e dirige sua própria empresa multimilionária, a EM Cosmetics.

“Se você é um bom contador de histórias, você pode ter uma legião de seguidores e mudar sua vida”, diz ela.

*Por Kathryn Kyte
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*Fonte: bbc-brasil

Amazon revela Astro, robô que segue o dono e vigia a casa

Echo Show 15, Amazon Glow e Halo View são apresentados, entre outros aparelhos.

A Amazon revelou uma série de novos produtos, entre entre eles um simpático robô que poderá fazer companhia para muitas pessoas. O anúncio ocorreu nesta tarde, durante um evento online em que foram detalhados os novos integrantes da linha Echo. A assistente de voz Alexa marca presença em todos eles.

Além disto, a companhia informou quais são os preços dos variados serviços baseados em assinatura mensal, nitidamente repetindo o mesmo modelo adotado pela Apple em tempos recentes. A sua maioria, ao menos por ora, destina-se a consumidores nos Estados Unidos.

Astro (US$ 999,99)
O robô Astro se baseia no conceito de “computação do ambiente”. As rodas o permitem passear pela casa, com direito a câmeras que mandam imagens ao vivo para os donos. Este produto serviria de companhia para pessoas idosas, por exemplo. Quando o filho ou neto telefona para a pessoa, o Astro vai atrás do destinatário da ligação.

O equipamento tem todos os recursos da Alexa, com direito a muitas atividades nativas ou acessíveis via internet. Os controles de privacidade se dão por meio de botões específicos para mutar áudio ou vídeo. Também é possível instruí-lo a não entrar em alguns ambientes da residência.

*Por Thássius Veloso
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*Fonte: techtudo

Inteligência Artificial está aprendendo a ler sua mente – e a mostrar o que se observa

A Inteligência Artificial tem nos levado cada vez mais perto das máquinas de leitura da mente da ficção científica. Desta vez, os pesquisadores desenvolveram algoritmos de deep learning – basicamente modelados sobre o cérebro humano – para decifrar, você sabe, o cérebro humano.

Primeiro, eles construíram um modelo de como o cérebro codifica a informação. Depois colocaram três mulheres para assistir centenas de vídeos curtos, enquanto uma máquina funcional MRI media sinais de atividade no córtex visual e em outros lugares. Um tipo popular de rede neural artificial foi usado para o processamento de imagens, que aprendeu a associar imagens de vídeo com a atividade cerebral. Quando as mulheres assistiam a clipes adicionais, a atividade prevista do algoritmo correlacionava com a atividade atual em uma dúzia de regiões cerebrais. Isso também ajudou os cientistas a visualizar quais características cada área do córtex estava processando.

Outra rede decodificou sinais neurais: com base na atividade cerebral de um participante, puderam prever, com cerca de 50 por cento de precisão, o que ele estava assistindo (selecionando uma das 15 categorias, que incluíam pássaros, aviões e exercícios). Se a rede tivesse sido treinada em dados do cérebro de uma mulher diferente, ela ainda poderia classificar a imagem com cerca de 25 por cento de precisão, relataram os pesquisadores neste mês na Cerebral Cortex.

A rede também pode reconstruir parcialmente o que um participante viu, transformando a atividade cerebral em pixels, embora as imagens resultantes tenham sido pouco mais do que bolhas brancas. Os pesquisadores esperam que seu trabalho conduza à reconstrução de imagens mentais, que usa alguns dos mesmos circuitos cerebrais como processamento visual.

Traduzir da imagem mental para bits pode permitir que as pessoas expressem pensamentos ou sonhos vívidos para computadores ou para outras pessoas sem utilizar palavras ou cliques de mouse, e pode ajudar aqueles que não conseguem realizar outra forma de comunicação.

Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
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*Fonte: universoracionalista

Cientistas criam tinta capaz de eliminar a necessidade de ar-condicionado

“Espelho, espelho, meu, existe tinta mais branca do que eu?”, perguntou a tinta branca. Sim, responderam os cientistas de um laboratório da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos. Eles criaram uma tinta branca, tão branca, que ela entrou para o livro de recordes mundiais do Guinness.

Mas, por que alguém iria querer pintar sua casa com uma tinta extrabranca? Para os cientistas, a resposta é reduzir ou até mesmo eliminar a necessidade de ar-condicionado. Ou seja, economia na luz e preservar o meio-ambiente.

“Quando iniciamos este projeto há cerca de sete anos, tínhamos em mente a economia de energia e o combate às mudanças climáticas”, disse Xiulin Ruan, professor de Engenharia Mecânica em Purdue, em um comunicado.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, o carvão ainda é a principal fonte de energia elétrica em muitos estados.

Como a tinta funciona?
A ideia inicial dos pesquisadores era fazer uma tinta que refletisse a luz do sol. Atualmente, as tintas com essa finalidade só conseguem rejeitar de 80% a 90% da luz solar. Além disso, elas não conseguem tornar as superfícies mais frias do que a temperatura ambiente.

Porém, para tornar essa tinta realmente reflexiva era necessário também que ela fosse muito branca. Para isso, os pesquisadores usaram uma concentração muito alta de sulfato de bário com partículas em diferentes tamanhos. Para se ter uma ideia, esse é um composto químico também usado em papel fotográfico e cosméticos.

Com isso, os pesquisadores da universidade conseguiram criar uma tinta capaz de refletir 98,1% da radiação solar enquanto também emite calor infravermelho.

Assim, como a tinta absorve menos calor do que emite, uma superfície revestida com essa tecnologia consegue ser resfriada abaixo da temperatura ambiente. E o melhor: sem consumir energia para isso.

Por exemplo, usar a tinta em um telhado com cerca de 9 metros quadrados pode resultar em uma potência de resfriamento de 10 kW. “Isso é mais poderoso do que os [aparelhos] de ar-condicionado usados ​​pela maioria das casas”, explicou Ruan.

Agora, a ideia dos cientistas é colocar essa tinta extrabranca no mercado. Para isso, eles anunciaram já terem feito uma parceria com uma empresa.

*Por Layse Ventura
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*Fonte: olhardigital

Como a maior usina de captura direta de ar vai sugar CO2 da atmosfera

Inaugurada nesta quarta-feira (8) na Islândia, Orca, a maior planta industrial de captura direta de ar do planeta, promete sugar toneladas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Usinas como essa têm sido promovidas por líderes mundiais e corporações gigantes, como a Microsoft, em uma tentativa de apagar seu legado de poluição por gases de efeito estufa.

De acordo com o site The Verge, a usina Orca está estrategicamente localizada para testar a tecnologia emergente. A nova planta, construída pela empresa suíça Climeworks, é alimentada por energia renovável de uma usina geotérmica próxima.

A Climeworks também planeja bloquear o CO2 capturado em formações de rocha basáltica a apenas três quilômetros da usina geotérmica. É um plano de armazenamento que pode contornar a necessidade de novos dutos de dióxido de carbono controversos. “Vai ser, eu acho, um caso de teste interessante”, diz David Morrow, diretor de pesquisa do Instituto de Leis e Políticas de Remoção de Carbono da Universidade Americana. “Mas também é uma espécie de passo de bebê no grande esquema das coisas”.

Segundo a Climeworks, Orca (palavra islandesa para energia) será capaz de extrair 4 mil toneladas de CO2 anualmente. É mais ou menos o quanto 790 veículos de passageiros podem bombear em um ano – não muito, embora seja a maior operação desse tipo no mundo.

Maior usina de filtragem de ar é surpreendentemente compacta
É interessante perceber que, apesar de ser a maior do mundo no ramo, Orca é surpreendentemente compacta. A Climeworks usa um método denominado captura direta de ar sólido para absorver o CO2.

Funciona da seguinte forma, basicamente: os ventiladores sugam o ar, que passa por um filtro absorvente sólido especial, e esse filtro retém o dióxido de carbono.

Em entrevista ao The Verge, a Climeworks não entrou em muitos detalhes sobre como seus filtros funcionam em uma entrevista, limitando-se a dizer que usará uma base para atrair CO2, que é levemente ácido, e que quando o filtro estiver totalmente saturado, é hora da segunda etapa do processo. Então, a unidade aquece o filtro a cerca de 100ºC, que libera o dióxido de carbono preso.


CO2 captado do ar é misturado com água e injetado na terra

Depois que o CO2 é separado do ar, ele segue através de canos para um prédio adjacente, onde é misturado com muita água – cerca de 27 toneladas do líquido para cada tonelada de dióxido de carbono.

Essa lama então viaja a apenas algumas centenas de metros de distância, antes de ser injetada profundamente no solo. A água carbonatada reage com a rocha basáltica, criando minerais carbonáticos. Após dois anos, o que antes era uma espécie de água com gás torna-se rocha sólida.

Há uma parceria da Climeworks com a empresa Carbfix para manter o CO2 capturado em segurança nas formações de rocha basáltica da Islândia. As duas empresas já experimentaram isso em um projeto piloto, mas o Orca é a primeira operação em escala comercial da dupla.

As duas outras usinas de captura direta de ar em escala comercial da Climeworks transformam o dióxido de carbono em um produto usado como fertilizante ou em refrigerantes. Esse CO2 escapa de volta para a atmosfera com relativa rapidez. Mas, preso na rocha, a Carbfix acredita que o CO2 capturado por Orca pode ser mantido em segurança por milhares de anos.

Islândia é território ideal para armazenar dióxido de carbono
Embora a rocha basáltica seja relativamente comum em todo o mundo, a Islândia vulcanicamente ativa é particularmente adequada para armazenar dióxido de carbono porque tem um basalto relativamente mais jovem.

O basalto fresco é um lar melhor para o CO2 capturado porque é mais poroso – dando ao carbono mais lacunas para preencher.

Ao colocar a Orca no mesmo local remoto onde o CO2 será armazenado, a operação evita uma das armadilhas potenciais com a remoção de carbono: a criação de uma nova rede de dutos para transportar o dióxido de carbono capturado.

Já existem alguns oleodutos que movem o CO2 para que ele possa ser lançado ao solo e forçar a saída das reservas de petróleo, um processo chamado de recuperação aprimorada de petróleo.

Um duto desse tipo foi rompido em 2020 no Mississippi, hospitalizando residentes de uma pequena comunidade.

A outra vantagem da localização da usina é a proximidade de uma usina de energia geotérmica, o que proporciona um fornecimento constante de calor residual e energia renovável.

Isso, combinado com o sólido processo de captura direta de ar da Climeworks, dá à Orca uma vantagem sobre os outros concorrentes.

Centrais de captura direta de ar ainda maiores estão programadas para entrar em operação no Texas e na Escócia nos próximos anos, mas essas usam um processo de filtragem diferente, que requer muito mais calor e energia. Como resultado, eles provavelmente dependerão de uma combinação de energia renovável e gás natural.

Alto custo é obstáculo
Outro obstáculo que ainda impede que a indústria de captura direta de ar cresça o suficiente, a ponto de causar uma grande redução nas emissões globais de gases de efeito estufa, é o custo.

A Microsoft, que se comprometeu no ano passado a capturar todas as suas emissões históricas até 2050, é investidora e cliente da Climeworks. Ela e outras empresas podem comprar CO2 capturado da Climeworks por cerca de US$600 a tonelada, compensando uma tonelada de sua própria poluição no processo.

Somente em seu ano fiscal de 2020, a Microsoft foi responsável pelo equivalente a 11.164.000 toneladas métricas de dióxido de carbono. Ao multiplicar isso por US$600, a Microsoft enfrentará uma conta de quase US$6,7 bilhões pelo equivalente a um ano de poluição.

A menos que o preço caia significativamente, pode não fazer muito sentido financeiro enfrentar as mudanças climáticas dessa forma. E alguns ambientalistas temem que o foco na construção dessa tecnologia possa tirar recursos de outras soluções climáticas, ao mesmo tempo que retira a pressão das empresas para pararem de queimar combustíveis fósseis.

“Uma coisa com a qual as pessoas se preocupam é que todas essas empresas que fazem promessas líquidas de zero usarão apenas a captura direta de ar em vez de reduzir as emissões”, diz Morrow. “Mas, me parece muito improvável que a captura aérea direta fique barata o suficiente em breve para que faça sentido”.

Portanto, embora a captura direta de ar possa desempenhar um pequeno papel em ajudar o mundo a reter algumas emissões que aquecem o planeta, ela não substitui a prioridade dos cortes profundos na poluição por combustível fóssil. “É no máximo um suplemento que pode nos ajudar a reduzir as mudanças climáticas”, diz Morrow.

*Por Flavia Correa
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*Fonte: olhardigital

Transferência de veículos poderá ser feita por aplicativo

AAutorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV) poderá ser feita por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), que guarda no celular os dados da carteira de motorista e do documento do veículo que esteja no nome do condutor.

A nova modalidade, foi desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), e poderá ser feita a partir de uma conta gov.br, a plataforma de serviços digitais do governo federal.

A ATPV é a versão digital do antigo Documento Único de Transferência (DUT). Segundo o Ministério da Infraestrutura, ao qual o Denatran é subordinado, até o momento a transferência eletrônica só está disponível para veículos que possuam documentos emitidos a partir de 1º de janeiro de 2021.

A operação usa a chamada assinatura eletrônica avançada, que dispensa o reconhecimento de firma em cartório, uma vez que o documento do veículo já está armazenado digitalmente no aplicativo da CDT.

Nessa primeira versão da assinatura eletrônica na CDT, será possível apenas realizar a venda de veículos por pessoas físicas para estabelecimentos comerciais integrados ao Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave).

“Por enquanto, a assinatura eletrônica da ATPV-e somente é possível se o Detran de jurisdição do veículo também estiver aderido ao sistema Renave, que integra os sistemas dos estabelecimentos às bases de dados do Denatran e da Receita Federal. Por enquanto, fazem parte do Renave os Detrans de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso”, informou o ministério.

De acordo com o ministério, essa nova modalidade elimina a necessidade de despachantes, cartórios e outros intermediários, uma vez que o sistema vai possibilitar a transferência eletrônica de propriedade, com escrituração eletrônica de entrada e saída de veículos do estoque das concessionárias e revendedoras.

Na prática, assim que o estabelecimento avisar, pelo Renave, que a pessoa deseja transferir o veículo, o proprietário recebe um comunicado, na central de mensagens do aplicativo CDT, para fazer a assinatura digital no documento.

A autenticação da assinatura será feita por meio do login na conta gov.br, onde será verificada a identidade digital do proprietário. Os tipos de conta do gov.br permitidos para utilização da assinatura eletrônica avançada são os tipos Prata e Ouro.

O sistema também vai checar nas bases de dados do governo se existe algum impedimento para a transação. No caso de o veículo ser entregue para estabelecimento integrado ao Renave não será mais necessário realizar a comunicação de venda. Isto porque, uma vez que após o registro da entrada do veículo no estoque do estabelecimento comercial, todas as infrações de trânsito, a partir daquele momento, já serão autuadas sob a responsabilidade da loja que adquiriu o veículo.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

7 mitos e meio sobre o cérebro derrubados

Existem ideias que duram porque têm o potencial de revelar conceitos surpreendentes, enquanto outras não sobrevivem ao rigor científico.

No século 4 a.C., Aristóteles (384 a.C. — 322 a.C.) considerava o cérebro um órgão secundário que servia para resfriar o sangue que o coração usava para funções mentais. Mas era também um lugar onde o espírito circulava livremente e onde estava, em sua visão, o sensus communis (ou “senso comum”).

Séculos de pesquisa depois, o médico romano Galeno de Pérgamo (c.130-c.210 d.C.) concluiu que o cérebro era o grande responsável por nossas funções mentais e não o coração, como Aristóteles havia sugerido.

O sensus communis, no entanto, sobreviveu. No século 16, quando Leonardo da Vinci (1452 – 1519) estava desenhando e estudando o cérebro, um de seus objetivos era encontrar sua localização; filósofos como Tomás de Aquino, Locke e Kant o exploraram; a psicologia o acolheu, e os cientistas continuaram a testar o conceito daquele sexto sentido que refina a informação percebida por nossos cinco sentidos até hoje.

Mas há outras noções que, embora a ciência já tenha determinado que estão erradas, permanecem teimosamente ressoando, não graças às evidências, mas à repetição e à crença.

O cérebro, aquela “obra-prima da criação”, como disse o cientista dinamarquês Nicolaus Steno em 1669, é um daqueles campos minados de tais falsos conhecimentos e imprecisões.

Como não estamos imunes a isso, consultamos a renomada neurocientista Lisa Feldman Barrett, autora do livro Seven and a Half Lessons About the Brain” (“Sete lições e meia sobre o cérebro”, no qual ela desmistifica “aquela grande massa cinzenta entre nossas orelhas”.

Perguntamos a ela se é verdade, por exemplo, que nascemos com um certo número de neurônios, que eles não se renovam, já que não se reproduzem como as outras células do corpo.

½. Neurônios limitados
Isso é quase verdade.

“Os humanos perderam a capacidade de regenerar neurônios… exceto em alguns lugares do cérebro”, assinala a neurocientista.

E não apenas nós.

“Animais de vida longa tendem a perder essa capacidade porque, quando novos neurônios substituem os antigos, as memórias são perdidas”.

“Não é que cada neurônio guarde uma memória, mas se trata de um conjunto que se comunica, ou seja, se um falta, essa relação molecular se perde e com ela parte do que foi aprendido”.

O engraçado é que outros animais regeneram neurônios constantemente ao longo de sua vida.

“Os pássaros são animais muito interessantes porque há partes do cérebro deles, nas quais os neurônios se regeneram a cada ano para aprender novas canções para atrair parceiros. Na verdade, foi assim que a plasticidade (do cérebro) foi descoberta”.

“Na Universidade Rockefeller (Estados Unidos), pesquisadores notaram que o tamanho dos núcleos cantantes — os núcleos em seus cérebros que são responsáveis por controlar sua respiração e seu aparelho vocal e seus corpos para que possam cantar — estavam se expandindo e diminuindo a cada ano, e constataram que eles estavam criando novos neurônios naquela época do ano”.

“Os pesquisadores presumiram então que a criação de neurônios só ocorria nas aves, mas não nos mamíferos. Na verdade, ela não só ocorre nos mamíferos, mas também nos primatas e até nos humanos, embora apenas em partes específicas do cérebro como o hipocampo, por exemplo”.

Em todo caso, você já deve ter ouvido falar que só usamos parte dos neurônios daqueles que temos. Isso é verdade?

1. Neurônios desperdiçados
“A ideia de que usamos apenas 5% ou 10% dos nossos neurônios simplesmente não é verdade.

“Entre outras coisas, seria metabolicamente ineficiente. Seu cérebro é seu órgão mais dispendioso: responde por cerca de 20% de seu gasto metabólico diariamente. Imagine desperdiçar 90% de sua capacidade!

“Isso é um absurdo e não faz o menor sentido”.

“Usamos o cérebro o tempo todo e não um neurônio, mas milhões e milhões a cada momento.”

Claro, armazenando tudo que nossos sentidos percebem, não?

2. Seus olhos veem, seus ouvidos ouvem, sua pele sente
Não exatamente.

Todas as nossas sensações são interpretações do cérebro.

“Você precisa de algum tipo de superfície sensorial, algum tipo de receptor, para levar informações para o cérebro”, como as orelhas, a pele, o nariz, os olhos.

Mas esses sinais — ondas de luz, som — que eles captam não fazem sentido até que o cérebro os processe.

“É por isso que existem condições como a cegueira cortical, em que os olhos funcionam bem, mas há danos nas partes do cérebro que são importantes para criar a visão.”

Você não vê com os olhos, nem ouve com os ouvidos, nem sente com a pele: você o faz com o cérebro, que combina o que está na sua cabeça e os dados sensoriais detectados pelos seus órgãos.

Mas não é só isso…

3. Suas emoções estão em seu coração

Quando a emoção o invade, “quando você sente o batimento cardíaco, não o sente no peito, mas na cabeça”.

“É difícil de entender, mas você não sente nada em seu corpo, tudo o que você sente está em seu cérebro.”

A dor, a alegria… tudo, porque o cérebro é quem escreve a história, ele é o narrador.

E abriga as paixões nas profundezas de sua parte mais antiga…

4. Você tem uma ‘besta interior’

Bem… não é assim.

É verdade que existe um modelo conhecido como “cérebro trino”, que consiste no complexo reptiliano, no sistema límbico e no neocórtex, sendo que o primeiro controla o comportamento e o pensamento instintivo para a sobrevivência, o segundo encarrega-se de regular as emoções, a memória e as relações sociais, e o terceiro é responsável pelas funções mais sofisticadas.

“Por anos, os cientistas pensaram que a parte reptiliana envolvida no circuito límbico era o lar de nossa besta interior, a parte mais reativa de seu ser que tinha que ser controlada pela razão”.

“Segundo essa hipótese, seu cérebro é um campo de batalha entre sua besta interior e seu eu racional superior. Quando a racionalidade vence, você é moral, virtuoso e saudável, mas quando sua besta interior vence, você é imoral, porque não se esforçou o suficiente ou você está doente, porque a racionalidade não conseguiu controlar sua besta interior”.

“Toda essa narrativa é um mito completo”.

“Mas o que é realmente interessante é que as regiões do cérebro que foram marcadas como sua besta interior são, na verdade, aquelas que controlam seu corpo — seus pulmões, seu coração, seu sistema imunológico, seu metabolismo… seu corpo físico inteiro. E alguns de eles estão no centro da memória, tomada de decisão, racionalidade e percepção”.

“Essas regiões estão praticamente envolvidas em tudo que seu cérebro faz.”

Então, elas estão envolvidas na função principal do cérebro, o raciocínio?

5. O cérebro é para pensar
Se você se pergunta para que o cérebro é importante, pode responder “pensar” ou “sentir” ou “a capacidade de perceber o mundo”.

“Na verdade, a tarefa mais importante do seu cérebro é mantê-lo vivo. Pense, sinta e perceba para controlar os sistemas internos do seu corpo para que você sobreviva, se mantenha saudável e, eventualmente, procrie — do ponto de vista evolutivo — e/ou prospere — do ponto de vista individual”.

O curioso é que para fazer isso…

6. Seu cérebro reage
Uma das coisas que mais surpreendeu Lisa Feldman Barrett foi aprender que o cérebro funciona por meio de previsões.

“Não pude acreditar porque não gasto meu tempo fazendo previsões e depois reagindo a elas, mas experimentando algo e reagindo naquele momento”.

“Mas a verdade é que você não reage às coisas do mundo”.

“Seu cérebro está executando um padrão interno que aprendeu, contingências dos sinais sensoriais aos quais foi exposto ao longo de sua vida, e está constantemente adivinhando o que vai acontecer”.

“Ele faz isso automaticamente, disparando sinais de seus próprios neurônios para antecipar os dados dos sentidos de seus serviços sensoriais. Então, quando os dados chegam, ele faz comparações”.

“Não é que você nunca encontre coisas novas, mas você não sai por aí se surpreendendo a vida inteira”.

“Quando há uma surpresa, o que acontece é que seu cérebro tenta prever, como sempre, mas os sinais não são previstos, e essa é uma oportunidade de aprender algo novo.”

E finalmente…

7. Seu cérebro trabalha sozinho
Acontece que seu cérebro trabalha secretamente com o de outras pessoas.

Sua família, amigos, vizinhos e até estranhos contribuem para a estrutura e a função de seu cérebro e ajudam a manter seu corpo funcionando.

Experimentos mostraram que mudanças no corpo de uma pessoa frequentemente causam mudanças em outra, quer vocês dois estejam romanticamente envolvidos, sejam apenas amigos ou estranhos se encontrando pela primeira vez.

Quando você está com alguém de quem gosta, sua respiração e seus batimentos cardíacos são sincronizados. Esse tipo de conexão física ocorre entre bebês e seus cuidadores, entre terapeutas e seus pacientes e entre pessoas que fazem uma aula de ioga ou cantam juntas em um coral.

Se, por outro lado, as pessoas não se bicam, seus cérebros são como parceiros de dança que não param de pisar em seus pés.

*Por Dalia Ventura
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*Fonte: bbc-brasil

Moto voadora realiza seu primeiro voo teste nos EUA batendo a velocidade de 240 km/h

Uma moto voadora realizou seu primeiro voo teste controlado nos Estados Unidos, batendo a velocidade de 240 km/h.

A responsável pela criação da moto, batizada de “The Speeder”, é a Jetpack Aviation, uma empresa norte-americana que ainda não divulgou preços ou data de lançamento do veículo.

Você pode conferir o teste controlado pelo Instagram oficial da empresa norte-americana.

“Depois de um ano de desenvolvimento de sistema de controle de vôo e projeto mecânico e 6 meses de construção, estamos muito felizes por termos concluído nossos testes de sobrevoo P1.0 em escala real em SoCal. Agora construindo o P1.5 e deve ser testado no final do verão.”

Moto voadora é movida a gasolina

Atualmente, a The Speeder é movida com motores de combustão interna, à gasolina, e apesar de sua velocidade máxima de 240 km/h, a moto poderá ser configurada de duas maneiras:

Uso recreacional: uso para usuários comuns, mas que desejam um toque a mais de velocidade, assim como as motos esportivas de competição.
Uso militar: o veículo deverá ser utilizado em atividades de salvamento, uma vez que conta com grande versatilidade e agilidade.

Uso recreacional

De acordo com a Jetpack Aviation, haverá duas versões recreacionais, sendo uma a versão ultraleve e outra a versão experimental da categoria.

A versão ultraleve não exigirá licença de piloto para operar, e todo o treinamento será fornecido pela JPA ou por um dos centros de treinamento autorizados da Jetpack

A versão Ultralight será limitada a transportar somente 5 galões de combustível, além de atingir uma velocidade de voo máxima de 96 km/h.

Enquanto isso, a versão experimental deverá exigir a licença de piloto privado para voar, e também não terá restrições de combustível ou velocidade.

O Speeder será o menor, mais rápido e opcionalmente pilotado VTOL do mundo, permitindo múltiplas aplicações nos setores de emergência, carga, militar e civil.”

O veículo não deverá ser vendido em larga escala devido a sua velocidade, além de chegar a 4.572 metros acima do nível do mar, mesmo nível em que os helicópteros sobrevoam.

A autonomia da The Speeder atual é de 30 minutos, porém o projeto ainda deverá passar por diversas alterações até chegar no modelo final.


*Por Rafael Pires Jenei

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*Fonte: engenhariahoje

Alta do nível do mar na previsão do relatório do IPCC

Alta do nível do mar na previsão do último relatório do IPCC
Os dados deste post têm como origem um artigo publicado por Jeff Tollefson para a revista Nature, em agosto de 2021, e republicado pelo site Scientific American. Trata-se da primeira avaliação que encontramos na net sobre a alta do nível do mar cuja base é o último relatório do IPCC. Como não poderia deixar de ser, os dados são preocupantes.

Alta do nível do mar no relatório do IPCC
Compilado por mais de 200 cientistas e aprovado por representantes de governos de 195 países, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixa poucas dúvidas de que os humanos estão alterando o funcionamento do planeta – e que as coisas vão piorar muito se os governos não tomarem medidas drásticas, dizem os pesquisadores do clima.

Os cientistas dizem que, com base nas políticas atuais, os governos não conseguirão cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global a 1,5–2°C acima dos níveis pré-industriais.

E este é apenas o primeiro de um trio de relatórios que, em conjunto, farão a sexta maior avaliação do clima desde 1990. Os dois próximos serão, respectivamente, sobre os impactos e a adaptação, e sobre os esforços de mitigação, e serão publicados em 2022.

O grande problema é que até agora os esforços dos governantes em cortar as respectivas emissões não deram o resultado esperado. Segundo a avaliação de Jeff Tollefson, ‘o mundo está a caminho de quase 3°C de aquecimento’.

Relatório do IPCC de 2019
De acordo com Tollefson, ‘o mundo teve uma prévia de como os níveis do mar da Terra podem subir quando o IPCC divulgou um relatório especial em 2019’.

‘A ciência apresentada, que sem dúvida será incluída no lançamento da próxima semana, dizem os especialistas, apontou para uma elevação dos níveis médios do mar global entre 0,3 metros e 1,1 metros até 2100, dependendo das emissões de gases de efeito estufa’.

‘Isso é apenas um pouco mais alto do que as projeções anteriores, mas o relatório também citou estudos recentes que analisaram as opiniões de especialistas na área, que declararam que uma elevação de 2 metros não pode ser descartada’.

‘É difícil determinar o aumento do nível do mar’

Tollefson explica que ‘determinar o aumento do nível do mar é difícil porque depende de questões complexas sobre se os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida entrarão em colapso – e, em caso afirmativo, com que rapidez’.

A perde de gelo na Groenlândia, chegamos ao ponto de inflexão? Imagem, NASA, Maria-José Viñas.
Para alguns comentaristas a Groenlândia já teria atingido o ponto de inflexão. E a temperatura aumenta ano a ano na Antártica.

Jeff Tollefson explica: ‘os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártica são tão grandes que exercem um efeito gravitacional que faz com que os oceanos inchem ao seu redor.

‘Quando parte do gelo derrete, o inchaço local diminui e a água é redistribuída em outros lugares, como no nordeste dos Estados Unidos – levando ao aumento do nível do mar ali.

Para Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton em Nova Jersey e autor do relatório especial do IPCC, ‘é a primeira vez que o IPCC faz uma análise abrangente de todos esses efeitos locais e regionais’, diz Oppenheimer.

A informação é importante, diz ele, porque mesmo aumentos aparentemente pequenos nos níveis locais do mar podem ter impactos significativos – particularmente nas inundações durante as tempestades.

‘Enchentes anuais’
Segundo Oppenheimer, as enchentes que ocorrem uma vez a cada século se tornarão eventos anuais no final do século, mesmo sob os cenários climáticos mais otimistas.

Para Tollefson ‘há apenas uma década, os cientistas tendiam a questionar quando inquiridos sobre a ligação entre o aquecimento global e qualquer evento climático extremo, exceto para dizer que devemos esperar mais deles à medida que o clima esquenta’.

‘Duas coisas aconteceram para impulsionar essa mudança. A primeira é que os cientistas do clima desenvolveram modelos e métodos estatísticos aprimorados para determinar a probabilidade de que qualquer evento climático possa ocorrer, com ou sem mudança climática induzida pelo homem’.

Mas tão importante quanto, diz Seneviratne, a mudança climática em si está avançando, e estudos recentes mostram que eventos climáticos cada vez mais extremos estão surgindo acima do ruído da variabilidade natural.

Ou, nas palavras de Corinne Le Quéré, uma cientista do clima da Universidade de East Anglia em Norwich, Reino Unido, agora podemos ver os impactos do aquecimento global “com nossos próprios olhos”.

Que os líderes mundiais estejam muito inspirados para a COP 26, em Glasgow, Escócia.

*Por João Lara Mesquita
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*Fonte: marsemfim

Estudo afirma que “esticar” baterias pode aumentar sua vida útil; entenda

Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, junto da Universidade Brown, publicaram um estudo onde afirmam que, literalmente, “esticar” componentes de baterias de íon-lítio pode ampliar a sua vida útil, permitindo o seu uso por mais tempo sem degradação.

As baterias de íon-lítio permeiam praticamente todos os aspectos da vida moderna: de smartphones a relógios, dispositivos remotos como chaves de carro com trava eletrônica, sistemas de backup em dispositivos fora da tomada, elas fornecem energia para quase tudo o que nossos olhos enxergam. Mas elas se degradam com o tempo e uso, nos obrigando a trocá-las por modelos novos – um processo ao mesmo tempo caro e custoso ao meio ambiente.

Segundo Delin Zhang, candidata ao Ph.D pela Universidade do Sul da Califórnia, essa degradação ocorre porque uma bateria comum funciona por meio de um ciclo de inserir e extrair íons-lítio de eletrodos. Esse processo expande e contrai as grades condutoras internas da bateria, criando micro rachaduras.

“Essas micro rachaduras no componente da bateria levam à degradação estrutural, o que reduz a capacidade dela até que, finalmente,uma nova bateria terá que ser inserida em troca da antiga”, disse a cientista, que estuda materiais intercalados, usados na confecção dos eletrodos das baterias de íon-lítio.

Para prevenir isso, Zhang e sua equipe estipularam um método para, literalmente, esticar os eletrodos das baterias antes do tempo de degradação. Ao fazer isso, o resultado é uma regulação diferente na voltagem transmitida por eles, tornando-os mais resistentes aos efeitos da “amorfização” – ou seja, a sua alteração estrutural.

Zhang diz que a repetição frequente do processo de recarga da bateria pode acelerar o processo de degradação dos eletrodos, fazendo com que a sua carga dure menos e levando você a carregar mais vezes um aparelho, em um ciclo. Pense na “bateria vazada” do seu smartphone, comparando quanto tempo ele durava quando você o comprou versus quanto tempo ele dura agora.

“Ao esticar os eletrodos antes de recarregar a bateria, nós estamos mudando o ambiente de energia pelo qual os eletrodos passam do estado carregado para o descarregado”, disse Zhang. “Esse estresse inicial nos permite reduzir a barreira energética para essas transformações e prevenir deformações que levam à falha do material, protegendo a sustentabilidade e capacidade de armazenamento de carga da bateria”.

De acordo com Ananya Renuka-Balakrishna, professora e co-autora do estudo, um benefício adicional de esticar eletrodos de baterias, é fazer com que elas operem com uma amplitude de voltagem maior, permitindo maior eficiência no armazenamento de carga energética.

A descoberta ajuda a comunidade a ser mais eficiente na produção de baterias novas, ao mesmo tempo em que busca novos meios de transmissão energética para elas. Hoje, uma das maiores preocupações dos especialistas do setor é se distanciar do uso de líquidos inflamáveis nos eletrodos, adotando um modelo de materiais sólidos para transmitir energia de um ponto a outro.

Na prática, porém, isso é mais complicado: materiais sólidos se degradam e “trincam” com o tempo e com o uso, gerando um problema de mecânica básica. Se uma fissura ou falha se fizer presente, a energia não passa do ponto A para o ponto B, gerando inconsistência. Imagine que você tem dois lados de um penhasco, ligados por uma ponte. Agora remova a ponte: como você chega ao outro lado?

Por essa razão, o processo desenvolvido por Zhang e Renuka-Balakrishna é, ao mesmo tempo, simples e engenhoso: elas conseguiram desenvolver um método que pode servir de ponte para a busca de novos materiais, ao mesmo tempo em que resolve um problema mecânico que pode vir dessa mudança.

*Por Rafael Arbulu
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*Fonte: olhardigital

WhatsApp clonado: o que fazer, como resolver e aumentar a segurança

O WhatsApp se tornou um prato cheio para tentativas de golpes virtuais. Só em 2020, o Brasil registrou mais de 5 milhões de contas clonadas do app. Em posse dos perfis, os golpistas pedem dinheiro para os contatos se fingindo passar pela vítima da clonagem.

Como saber se aconteceu com você? E como agir se você for vítima? Confira a seguir algumas dicas reunidas por Tilt para evitar se tornar cair em armadilhas e aumentar a segurança no aplicativo.

Como saber se minha conta no WhatsApp foi clonada?
O WhatsApp tem algumas configurações para aumentar a segurança (como colocar senha e desbloqueio com biometria), mas a plataforma não está isenta de tentativas de fraude.

Caso alguém consiga entrar na sua conta por outro aparelho, você perderá o acesso no seu dispositivo. Isso já é um sinal de alerta de possível clonagem.

Se algo assim ocorrer, você receberá a seguinte mensagem ao abrir o aplicativo: “Não foi possível verificar este telefone. Provavelmente, porque você registrou seu número de telefone no WhatsApp em outro aparelho.”

Se você continua com acesso ao seu perfil e acredita que alguém está utilizando sua conta na versão do WhatsApp para computador (web ou desktop), existe um jeito também para verificar quais equipamentos estão conectados.

No Android:

Abra o app e clique nos três pontinhos no canto superior da tela;
Selecione a opção “WhatsApp Web”;
Veja os itens que estão conectados e, caso não reconheça algum, desconecte-o.

No iOS:
Clique em “Configurações” na sua conta no WhatsApp;
Vá no item “Aparelhos conectados” e confira se existem conexões que você não reconhece;
Clique em cima de cada item e selecione “Desconectar” se achar necessário.

Meu WhatsApp foi clonado: o que fazer?
Tente imediatamente cadastrar de novo a sua conta do WhatsApp em um celular (no seu ou em um aparelho que possa pedir emprestado e que seja de alguém de confiança) — siga o passo a passo detalhado na resposta da pergunta abaixo

Avise seus conhecidos o mais rápido possível que você perdeu acesso ao seu número — muita gente costuma fazer isso pelas redes sociais. Assim, você ajuda a evitar a sequência do golpe, que é, por exemplo, pedir dinheiro usando seu nome.

Como recuperar o WhatsApp clonado?
Insira o número de telefone associado ao seu perfil do WhatsApp em um aparelho e aguarde o recebimento do código de seis dígitos que o app enviará por SMS para o seu celular. Ele é código de autenticação que serve para liberar o acesso da conta apenas a quem possuí-lo

Assim que você digitar essa combinação, a conexão do golpista será desconectada. Nunca compartilhe esse código de registro do WhatsApp com outras pessoas.

Se a confirmação em duas etapas estiver habilitada na sua conta, será necessário informar ainda PIN, uma senha numérica com seis dígitos. Se você não se lembrar ou não souber, vai ser preciso aguardar sete dias para usar o serviço novamente, mas o criminoso já estará sem acesso à sua conta.

Fiz tudo isso, mas não consegui recuperar a minha conta. E agora?
Se não for possível reconectar o número ao aplicativo após a clonagem, entre em contato com o suporte do WhatsApp pelo site oficial explicando o que aconteceu.

Forneça as informações necessárias solicitadas na tela e selecione em qual dispositivo você usa o WhatsApp. Insira sua mensagem no campo destinado e clique em “enviar pergunta”.

Você também deve enviar um email para support@whatsapp.com com a seguinte frase no assunto e no corpo do texto: “Perdido/Roubado: Por favor, desative minha conta”. Inclua também o seu telefone no formato internacional: +55 (código do Brasil), o DDD de sua área e o número do celular.

Esse processo pode demorar alguns dias. Sua conta será desativada e você terá 30 dias para reativá-la.

WhatsApp foi clonado e agora pede um PIN para reconectar: como resolver?
Isso acontece quando a autenticação de duas etapas está ativada. O criminoso pode ter feito isso após a clonagem, e por isso o PIN é solicitado.

Será necessário entrar em contato com o suporte do WhatsApp para tentar recuperar o seu perfil (siga o passo a passo acima).

Conversas antigas poderão ser acessadas?
O serviço do WhatsApp é protegido com criptografia de ponta a ponta e as mensagens são armazenadas no próprio celular. Se a conta for acessada de outro dispositivo que não o seu, conversas antigas não poderão ser lidas.

Da mesma forma, não será possível saber se o golpista conversou com alguém enquanto usou sua conta.

Como deixar o WhatsApp mais seguro?
Ativar a confirmação de duas etapas com a criação de uma senha extra é uma das maneiras. O PIN é uma combinação composta por seis dígitos e será exigido quando o login for feito em um novo aparelho.

Mesmo que o criminoso tenha acesso ao código de autenticação do WhatsApp) enviado via SMS), ele não conseguirá acessar o seu perfil se não souber essa nova senha.

Além disso, o WhatsApp pode pedir ocasionalmente que você digite o número do PIN enquanto estiver usando o serviço para confirmar que você é você mesmo.

No Android:

Clique nos três pontinhos no canto superior da tela;
Selecione a opção “Configurações”;
Clique em “Conta”;
Aperte “Confirmação em duas etapas”;
Cadastre uma senha numérica com seis dígitos.

No iOS:

Clique em “Configurações”;
Vá até o menu “Conta”;
Selecione a opção “Confirmação em duas etapas”;
Cadastre uma senha numérica com seis dígitos.
Um endereço de email pode ser cadastro para a recuperação do código PIN, caso você o esqueça.

Como evitar a clonagem?
Além de habilitar a confirmação em duas etapas, sempre desconfie de mensagens estranhas e telefonemas com pedidos para enviar um código de seis dígitos recebido por SMS.

Os golpistas costumam ter alto poder de persuasão e usam as mais variadas desculpas como: “você ganhou um prêmio”, “estou fazendo uma pesquisa para o Ministério da Saúde sobre covid-19” e “temos promoções em nossa loja”.

Ao usar o serviço no PC, cuidado com páginas falsas, que vão usar um QR Code falso para acessar sua conta.

Como bloquear uma suspeita de clonagem?
Ao receber uma mensagem suspeita, você pode bloquear o remetente diretamente no WhatsApp. É só clicar no nome do perfil para ver os dados, rolar até o final da tela e acionar “bloquear contato”.

O número pode ainda ser denunciado ao WhatsApp, clicando em “denunciar contato”. Assim, as últimas mensagens serão encaminhadas para o serviço, que poderá desativar a conta suspeita.

Recebi uma mensagem de um número clonado. Como agir?
Se você suspeita que a mensagem veio de um número clonado, tente ligar e falar com a pessoa. Outra opção é fazer contato pelas redes sociais.

Em último caso, peça para a pessoa confirmar algo que só vocês sabem se é verdade ou não, eliminando dúvidas sobre quem está do lado de lá da linha.

*Por Vinícius de Oliveira (Colaboração para Tilt)
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*Fonte: uoltilt

Aliança entre Fiat, Jeep e Peugeot já tem data marcada para abandonar os motores a combustão

Este ano, a aliança entre Fiat, Jeep e Peugeot anunciou que abandonará a produção de motores a combustão. Dessa forma, o objetivo é comercializar apenas veículos elétricos e híbridos até 2025.

A aliança, advinda da fusão da Fiat Chrysler (FCA) e da Peugeot-Citroën (PSA) com outras 12 marcas, recebe o nome de Stellantis e teve sua criação em janeiro deste ano.

Motores elétricos e aliança entre Fiat, Jeep e Peugeot

Como os planos são a partir de 2025 abandonar os motores a combustão, a Stellantis vai trocá-los por novos modelos de motores elétricos.

Justamente porque a medida é uma exigência para seguir as normas ambientais, a fim de reduzir a emissão de gases poluentes.

Assim, o diretor-executivo da companhia, Carlos Tavares, anunciou que ela tem pressa em realizar a mudança e que pretende fazê-la rapidamente.

De fato, um alto planejamento é necessário para garantir o sucesso. Por isso, Tavares afirma que algumas estratégias estão sendo adotadas, como:


. Os engenheiros da companhia estão a todo vapor para potencializar as baterias e os motores elétricos;


. Adequação da plataforma para produção: a e-VMP;


. Parcerias importantes com fabricantes de motores elétricos, como a Nide, empresa japonesa e outras;


. Tudo isso a fim de garantir a estruturação do desenvolvimento dos motores elétricos e híbridos até 2025.

A fim de que a quarta maior montadora do mundo não fique para trás no mercado.

Vale ressaltar que aplicará a medida primeiro na Europa, depois na América do Norte. Por último, seguirá para os outros continentes.


Avanços

Como resultado, a aliança entre Fiat, Jeep e Peugeot confirmou que não pretende produzir novos motores a combustão.

Ademais, a plataforma e-VMP está sendo testada.

Nesse sentido, o carro elétrico Peugeot 3008, previsto para 2023, será o primeiro modelo fabricado na plataforma.

Com efeito, no futuro, a Stellantis planeja usar a tecnologia dos motores elétricos em todos os modelos a serem produzidos no catálogo das 14 marcas.

Em síntese, essa aliança segue os mesmos caminhos da Ford e Audi.

*Por Maria Natália Alves Ribeiro
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*Fonte: engenhariahoje

Policial voador estilo Homem de Ferro pode se tornar realidade na Inglaterra

Pode parecer algo saído de um filme da Marvel, mas ter policiais voando atrás de criminosos em trajes a jato pode se tronar realidade nas ruas da Inglaterra em breve. A demonstração do “guarda voador”, que você confere no vídeo aí embaixo, aconteceu no Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa (DSTL) do Reino Unido.

O homem no papel de policial é o fundador e piloto de testes da Gravity, uma empresa inglesa que fabrica jetpacks desde 2017. As mochilas a jato utilizam propulsores com 1.000 cv de potência montados nas mãos do usuário, permitindo um controle preciso dos movimentos durante voos em alta velocidade.

“A aplicação de um traje a jato é infinita. Conseguir mover pessoal especializado em um ambiente urbano muito rapidamente em um espaço tridimensional, seja em um telhado, sobre um rio ou terreno acidentado, para conter uma ameaça é algo realmente poderoso”, afirma o presidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia da Inglaterra, Martin Hewitt.

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Homem de Ferro?
O jetpack da Gravity Industries possui cinco turbinas independentes que podem atingir 120 mil rotações por minuto. Elas funcionam em um sistema que utiliza o equilíbrio natural do corpo humano para controlar o voo, algo muito parecido de fato com o traje do Homem de Ferro usado por Tony Stark nos quadrinhos e no cinema.

Durante a demonstração, o equipamento atingiu uma velocidade de 88 km/h, mas, segundo a fabricante, ele pode chegar a 136 km/h. Em vez de um “Reator Arc”, como nas histórias da Marvel, o traje de verdade é movido a óleo diesel ou combustível de jato (JET A-1).

A mochila completa pesa pouco mais de 27 kg, um peso razoável para alguém carregar nas costas durante trajetos curtos. Aliás, um dos pontos fracos do traje a jato é o tempo limitado de voo, com uma autonomia que varia entre 5 e 10 minutos, dependendo a velocidade empregada pelo usuário.


Mundo real

Apesar das demonstrações de uso militar, a ideia é utilizar as mochilas a jato em serviços de entregas e transporte urbano no futuro. A Gravity já oferece alguns cursos de pilotagem em seu site oficial, além de planejar até uma competição de velocidade para testar os limites do seu equipamento.

Segundo seu fundador, Richard Browning, a empresa possui mais de 50 clientes nos Estados Unidos e no Reino Unido, e já participou de algumas missões de busca e resgate em colaboração com as Forças Armadas dos dois países. Em maio deste ano, Richard fez uma apresentação do jetpack aos Fuzileiros Navais da Inglaterra (vídeo).

“É sempre a mesma reação: quase descrença de que você pode ver um ser humano se movendo daquela maneira quando seu único ponto de referência mais próximo da realidade é provavelmente um filme de super-herói da Marvel. Pessoas voando por aí não é mais uma exclusividade do cinema”, encerra Browning.

*Por Gustavo Minari
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*Fonte: canaltech

Nikola Tesla provou que era possível. Agora a eletricidade sem fio é uma realidade

Uma startup de energia chamada Emrod diz que está trazendo eletricidade sem fio para a Nova Zelândia , mais de um século depois que Nikola Tesla demonstrou pela primeira vez que era possível . Como as conexões de Internet via satélite de melhor desempenho, o link do Emrod precisa apenas de uma linha de visão desimpedida.

Em um comunicado, o fundador do Emrod Greg Kushnir diz que foi motivado pelo conjunto particular de habilidades da Nova Zelândia, à la Liam Neeson em Taken .

“Temos uma abundância de energia hídrica limpa, solar e eólica disponível em todo o mundo, mas existem desafios caros que vêm com o fornecimento dessa energia usando métodos tradicionais, por exemplo, parques eólicos offshore ou o Estreito de Cook aqui na Nova Zelândia que requerem cabos subaquáticos que são caros para instalar e manter. ”

Ao eliminar a necessidade de longos trechos de fiação de cobre tradicional, Emrod diz que pode levar energia para terrenos mais difíceis e lugares que simplesmente não podem pagar um certo nível de infraestrutura física. Pode haver ramificações ambientais também, uma vez que muitos locais que estão fora da rede acabam usando geradores a diesel, por exemplo.

No momento, Emrod está testando em uma “minúscula” longa distância – enviando “ alguns watts ” para frente e para trás a cerca de 40 metros, disse Kushnir ao New Atlas . A linha de visão é importante porque a tecnologia se baseia em um feixe claro e contido de um ponto a outro.

“A energia é transmitida através de ondas eletromagnéticas por longas distâncias usando a modelagem de feixe, metamateriais e tecnologia de retina proprietária da Emrod ”, explica Emrod .

A “retena” transforma ondas magnéticas em eletricidade. Um elemento quadrado montado em um poste atua como o ponto de passagem que mantém o feixe de eletricidade, e uma área de superfície mais ampla captura a onda inteira, por assim dizer. O feixe é cercado por uma cerca de laser de baixa potência para não atingir pássaros ou veículos de passageiros. Se houver uma interrupção, Emrod diz que pode retirar uma retina montada em um caminhão para compensar a falta de pernas do relé.

Normalmente, uma tecnologia como essa pareceria implausível por causa de problemas como a perda de fidelidade do sinal na transmissão pelo ar e depois por uma série de tecnologias de mediação. Mas a tecnologia de relé do Emrod, que diz “reorienta o feixe”, não usa nenhuma energia e quase não perde.

Kushnir disse ao New Atlas :

“A eficiência de todos os componentes que desenvolvemos é muito boa, perto de 100 por cento. A maior parte da perda está no lado da transmissão. Estamos usando estado sólido para o lado da transmissão, e são essencialmente os mesmos elementos eletrônicos que você pode encontrar em qualquer sistema de radar, ou mesmo no seu micro-ondas em casa. No momento, eles estão limitados a cerca de 70% de eficiência. Mas há muito desenvolvimento em andamento, principalmente impulsionado por comunicações, 5G e assim por diante. ”
O projeto é auxiliado pelas concessionárias de energia elétrica da Nova Zelândia e pelo governo.

“O protótipo recebeu algum financiamento do governo e foi projetado e construído em Auckland em cooperação com a Callaghan Innovation”, diz Emrod em seu site, referindo-se à “agência de inovação” do governo da Nova Zelândia. “Ele recebeu uma indicação ao Royal Society Award, e a segunda maior empresa de distribuição de eletricidade da Nova Zelândia, a Powerco, será a primeira a testar a tecnologia Emrod. “

Kushnir diz que a distância e a carga de energia serão, a princípio, bastante baixas – enviando alguns quilowatts em distâncias menores dentro da Nova Zelândia. Mas, diz ele, o limite hipotético para distância e carga de energia aumentará para quantidades quase insondáveis. Tudo que Emrod precisa fazer é fazer retenes maiores.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Japão quebra recorde com 319 Tbps de velocidade de internet

Cientistas do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do Japão quebraram o recorde mundial de transferência via internet: 319 Tbps de transmissão de dados ao longo de 3 mil km com fibra ótica de quatro núcleos.

Para efeito de comparação, o valor representa o dobro dos 179 Tbps obtidos em agosto do ano passado por uma equipe de pesquisadores britânicos e também japoneses. Para chegar a essa impressionante performance, a equipe do Instituto utilizou praticamente todas as fases do pipeline e adotou alguns facilitadores.

Por exemplo, a linha de fibra óptica não tinha só um núcleo, mas sim quatro. Os pesquisadores dispararam lasers de um gerador óptico em vários comprimentos de onda, usando amplificadores criados com minerais de terras-raras.

Como o teste foi feito dentro do laboratório, a equipe usou uma fibra em espiral para transferir os dados a uma distância simulada de 3 mil quilômetros, sem perda de qualidade de sinal e/ou velocidade.

Quanto a um possível impacto do teste do Instituto em nossa internet do dia a dia, os pesquisadores do NICT comentam para um uso prático de suas tecnologias de produção de fibra em gerações “além do 5G”, como o futuro 6G. Sobre os reflexos práticos da tecnologia, eles acendam que significa adotar um acesso mais rápido à internet que nunca “trava”, mesmo com aumento do número de usuários.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Cientistas criam material que torna em minutos a água salgada segura para beber

Atecnologia que pode converter água salgada do mar ou salobra em água potável e segura tem o potencial de transformar milhões de vidas em todo o mundo, razão pela qual tantos cientistas estão ocupados trabalhando em projetos para fazer exatamente isso.

Agora, uma nova inovação desenvolvida por cientistas na Austrália pode ser a mais promissora até o momento, com pesquisadores usando compostos de estrutura metal-orgânica (ou MOFs) junto com a luz do sol para purificar a água em apenas meia hora, usando um processo que é mais eficiente do que o existente técnicas.

É barato, é estável, é reutilizável e produz água que atende aos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) para dessalinização. Cerca de 139,5 litros (quase 37 galões) de água limpa podem ser produzidos por dia a partir de um quilograma (2,2 libras) de material MOF, com base em testes iniciais.

Após apenas quatro minutos de exposição à luz solar, o material libera todos os íons de sal que foi absorvido da água e está pronto para ser usado novamente. A equipe por trás do novo processo diz que ele fornece várias atualizações sobre os métodos de dessalinização existentes.

“Os processos de dessalinização térmica por evaporação consomem muita energia e outras tecnologias, como osmose reversa, têm uma série de desvantagens, incluindo alto consumo de energia e uso de produtos químicos na limpeza e descloração da membrana”, disse o engenheiro químico Huanting Wang da Monash University.

“A luz solar é a fonte de energia mais abundante e renovável na Terra. Nosso desenvolvimento de um novo processo de dessalinização baseado em adsorvente através do uso da luz solar para regeneração fornece uma solução de dessalinização com eficiência energética e ambientalmente sustentável.”

Os pesquisadores criaram um novo MOF chamado PSP-MIL-53, que era parcialmente feito de um material chamado MIL-53, já conhecido pela forma como reage à água e ao dióxido de carbono.

Embora não seja de forma alguma a primeira pesquisa a propor a idéia de usar uma membrana MOF para limpar o sal da água do mar e água salobra, essas descobertas e o material PSP-MIL-53 por trás delas darão aos cientistas muito mais opções para explorar.

MOFs em geral são materiais muito porosos – apenas uma colher de chá do material quando comprimido pode ser aberta para cobrir uma área do tamanho de um campo de futebol – e este novo sistema poderia ser instalado em canos e outros sistemas de água para produzir água potável.

“A dessalinização tem sido usada para lidar com a crescente escassez de água em todo o mundo”, disse Wang. “Devido à disponibilidade de água salobra e do mar, e porque os processos de dessalinização são confiáveis, a água tratada pode ser integrada aos sistemas aquáticos existentes com riscos mínimos à saúde.”

Novas soluções não podem vir rápido o suficiente – de acordo com a OMS, globalmente cerca de 785 milhões de pessoas não têm uma fonte de água potável limpa a meia hora de caminhada de onde vivem. À medida que a crise climática se instala, esse problema está piorando.

Com a água salgada representando cerca de 97% da água do planeta, esse é um vasto recurso inexplorado de água potável, se soluções como o PSP-MIL-53 puderem ser encontradas para torná-lo adequado e seguro para uso humano.

Não está claro o quão perto os pesquisadores estão de colocar seu sistema em uma forma prática e funcional, mas é encorajador ver outra abordagem sendo testada – junto com as que usam luz ultravioleta, filtros de grafeno e luz solar e hidrogéis. Os cientistas estão até procurando métodos para tirar a água do ar.

“Nosso trabalho oferece uma nova e estimulante rota para o projeto de materiais funcionais para o uso de energia solar para reduzir a demanda de energia e melhorar a sustentabilidade da dessalinização de água”, disse Wang.

“Esses MOFs que respondem à luz do sol podem ser potencialmente funcionalizados para meios de baixo consumo de energia e ecologicamente corretos de extração de minerais para mineração sustentável e outras aplicações relacionadas.”

A pesquisa foi publicada na Nature Sustainability.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Empresa cria boné solar, que pode carregar seu celular

Disponível na Amazon USA, o boné foi criado pela startup SolSol, de Los Angeles, que apresentou o projeto no festival South by Southwest (SXSW), possui a capacidade de até mesmo carregar celular e pode ser adquirida em uma variedade de cores.

O boné é produzido de 100% algodão, células fotovoltaicas monocristalinas , regulador eletrônico de energia e outros componentes e possui um regulador de tamanho, o mais interessante do SolSol, é que ele não conta apenas com uma placa solar, mas sim, diversas placas. A parte de trás do boné contém a porta de carregamento para o cabo que deverá ser conectado ao celular. Porém, é preciso ficar atento porque a aba do boné não deve ser dobrada.

Segundo a companhia, o processo não utiliza baterias e não emite radiação, só funcionando em contato direto com a luz solar e possui carga máxima de 1.45 W em condições padrões, sendo amigável ao meio ambiente, além de ser possível preencher a carga com cerca de 200 mAh por hora, ou seja, se você demora duas horas para carregar o telefone usando a tomada usual, no SolSol, por exemplo, você pode esperar de três a quatro horas para carregar totalmente o seu telefone. A empresa vem trabalhando melhores formas de aprimorar a tecnologia para acelerar o processo.

É possível concluir que, mesmo que o SolSol não seja a fonte mais poderosa , ele consegue ser um perfeito quebra galho, em momentos em que é necessário carregar o celular e não existe nenhuma tomada por perto.

O boné é compatível com iPods e alguns iPhones, smartphones Android com conectores Micro USB de 5V e semelhantes.

De acordo com pessoas que já utilizam o boné, o único empecilho encontrado foi o peso, um pouco acima de um boné normal.

Veja o vídeo:

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*Fonte: engenhariahoje

Dubai usa drones para criar chuvas artificiais e enfrentar ondas de calor de até 50°C

O Oriente Médio é uma das regiões mais secas do planeta Terra, e pode se tornar inabitável em meados deste século devido às temperaturas crescentes e falta de chuvas. E como um esforço para diminuir o agravamento das condições climáticas na região, os Emirados Árabes Unidos (EAU) estão usando drones que estão fazendo “chover” em locais áridos.

Vídeos recentes divulgados pela agência climática do EAU mostram chuvas pesadas caindo no deserto. Só que as gotículas foram resultado de um teste piloto com drones não tripulados que descarregam eletricidade no meio das nuvens de tempestade. As cargas elétricas são tão potentes que a chuva consegue chegar ao solo, mesmo com temperaturas beirando a casa dos 50°C quase que diariamente.

Nuvens são feitas de gotas de água, mas as gotas são muito pequenas para caírem sozinhas do céu. Descargas elétricas incentivam essas pequenas gotículas a colidirem e se condensarem em gotas maiores, até que chega o ponto que elas caem, formando chuvas e tempestades. O problema é que em lugares muito quentes ou secos, como os Emirados Árabes Unidos, até as gotas maiores não são grandes o suficiente para cair. Como consequência desse clima extremamente seco, a chuva evapora antes mesmo de chegar ao chão.

É aí que a técnica de cargas elétricas poderia ajudar a encorpar essas gotículas para que elas alcancem o chão do deserto. Pesquisadores das Universidades de Bath e Reading que estão por trás do sistema gastaram tempo modelando o mecanismo, além de fazer testes em balões no ano passado para avaliar sua eficácia. No início deste ano, começaram os testes com drones. Segundo o The Washington Post, cientistas receberam US$ 1,5 milhão (R$ 7,8 milhões na conversão direta) para tocar o projeto pelos próximos três anos.

Os Emirados Árabes Unidos não são o único país que fazem experimentos com chuva “tecnológica”. A China tem um grande plano para usar cargas elétricas nas nuvens do Himalaia, enquanto Coréia do Sul e Tailândia usaram a mesma técnica para a chuva varrer a poluição do ar. Há ainda tecnologias que tentam fazer o contrário — ou seja, parar de chover. Foi o que aconteceu na Indonésia, que no ano passado sobrecarregou nuvens com partículas para interromper as fortes chuvas.

Seca no Oriente Médio
A média anual de precipitação nos Emirados Árabes Unidos é uma das mais baixas do mundo: inferior a 10,2 centímetros. Ao mesmo tempo, o país tem uma das mais altas taxas de consumo de água do mundo por pessoa, de acordo com a Administração Comercial Internacional dos EUA. Os números do governo também mostram que o país dessalina 42% de sua água, embora seja um processo caro e requer grandes quantidades de energia.

Emitir pequenos pulsos elétricos nas nuvens para gerar chuva poderia ajudar a abastecer os reservatórios de água ou tomar parte do trabalho que hoje fica a cargo da dessalinização, só que por um custo muito menor. Mesmo assim, os Emirados devem se tornar uma região ainda mais seca e quente nos próximos anos. Dados do Banco Mundial apontam que, se as emissões de carbono continuarem aumentando, o país poderia aquecer 2,4 graus Celsius em século ao meio.

*Por Brian Kahn
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*Fonte: gizmodo

BOA NOTÍCIA: LEGO anuncia protótipo de peças feitas de plástico reciclado

BOA NOTÍCIA: LEGO anuncia protótipo de peças feitas de plástico reciclado

A LEGO anunciou recentemente um tijolo protótipo feito de plástico reciclado que atende aos padrões da empresa para o icônico brinquedo de construção.

O novo protótipo utiliza plástico PET de garrafas descartadas, mas atende a todos os rígidos requisitos de qualidade e segurança da empresa.

Uma equipe de mais de 150 cientistas e engenheiros está trabalhando para encontrar soluções sustentáveis ​​para os produtos LEGO. Nos últimos três anos, eles testaram mais de 250 variações de materiais PET e centenas de outras formulações. O resultado é um tijolo que atende a vários requisitos de jogo – incluindo potência de embreagem.

“Estamos muito entusiasmados com esta descoberta”, disse o vice-presidente de responsabilidade ambiental da LEGO, Tim Brooks.

“O maior desafio em nossa jornada de sustentabilidade é repensar e inovar novos materiais que sejam tão duráveis, fortes e de alta qualidade quanto os tijolos existentes – e que se encaixem com os elementos LEGO feitos nos últimos 60 anos.”

No entanto, levará algum tempo até que os tijolos feitos de material reciclado apareçam nas lojas. A próxima fase de testes deve levar pelo menos um ano, mas eles têm uma patente pendente sobre a formulação do material que “aumenta a durabilidade do PET para torná-lo forte o suficiente para os tijolos de LEGO”.

“Mesmo que demore um pouco até que possamos brincar com tijolos feitos de plástico reciclado, queremos que as crianças saibam que estamos trabalhando nisso e que venham na jornada conosco.” disse Brooks.

“Experimentar e fracassar é uma parte importante do aprendizado e da inovação. Assim como as crianças constroem, desmontam e reconstroem com peças de LEGO em casa, estamos fazendo o mesmo em nosso laboratório”.

O protótipo é feito de PET reciclado de fornecedores nos Estados Unidos que usam processos aprovados pela US Food & Drug Administration (FDA) e European Food Safety Authority para garantir a qualidade. Em média, uma garrafa PET de plástico de um litro fornece matéria-prima suficiente para dez pequenos tijolos de LEGO.

Em 2020, a empresa anunciou que começará a remover o plástico descartável de suas caixas. E, a empresa disse que vai investir até US $ 400 milhões ao longo de três anos até 2022 para acelerar suas ambições de sustentabilidade.

VEJA como eles estão transformando o lixo plástico …

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*Fonte: seuamigoguru

Uma manobra extremamente arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo

A NASA finalmente consertou seu Telescópio Espacial Hubble depois de semanas passando por uma falha misteriosa.

Na sexta-feira, a agência anunciou que o Hubble havia ligado com sucesso o hardware de backup que parou de funcionar há mais de um mês. Agora os engenheiros da NASA estão lentamente retornando o telescópio para o estado totalmente operacional. O processo pode levar alguns dias.

“Eu estava muito preocupado”, disse o administrador associado da NASA Thomas Zurbuchen em uma entrevista na sexta-feira com Nzinga Tull, que liderou a equipe do Hubble através da solução de problemas. “Todos sabíamos que isso era mais arriscado do que normalmente fazemos.”

Hubble é o telescópio espacial mais poderoso do mundo, mas está ficando velho. Foi lançado em órbita em 1990. Ele fotografou o nascimento e mortes de estrelas, avistou novas luas circulando Plutão, e rastreou dois objetos interestelares atravessando nosso Sistema Solar.

Suas observações permitiram aos astrônomos calcular a idade e a expansão do Universo e observar galáxias formadas logo após o Big Bang.

Embora a NASA provavelmente tenha corrigido o problema, é um sinal de que a idade do Hubble pode estar começando a interferir com a ciência que ele nos permite realizar. O telescópio não é atualizado desde 2009, e parte de seu hardware tem mais de 30 anos.

“Esta máquina é antiga, e está meio que nos dizendo: Olha, eu estou ficando um pouco velho aqui, certo? Está falando conosco”, disse Zurbuchen. “Apesar disso, temos mais ciência para fazer, e estamos animados com isso.”

Astronautas visitaram o Hubble para reparos e manutenção em cinco ocasiões. (NASA)
Uma manobra arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo
O computador de carga do Hubble – uma máquina dos anos 1980 que controla e monitora todos os instrumentos científicos da espaçonave – de repente parou de funcionar em 13 de junho. Engenheiros tentaram e falharam em reiniciá-lo várias vezes.

Finalmente, depois de realizar mais testes de diagnóstico, eles perceberam que o computador não era o problema – algum outro hardware na sonda estava causando o problema.

Ainda não está totalmente claro qual peça de hardware foi a culpada. Os engenheiros suspeitam que uma falha na Unidade de Controle de Energia (PCU, na sigla em inglês) do telescópio instruiu o computador a desligar. A PCU poderia estar enviando a elétrica errada para o computador, ou o próprio sistema contra falhas poderia estar com defeito.

Mas a NASA estava preparada para questões como esta. Cada parte do hardware do Hubble tem um backup instalado no telescópio no caso de falhar. Então os engenheiros tiveram que mudar para o hardware de backup.

A NASA já reiniciou o Hubble usando este tipo de operação antes. Em 2008, após uma queda de computador que tirou o telescópio do ar por duas semanas, os engenheiros mudaram para hardware redundante.

Um ano depois, os astronautas repararam dois instrumentos quebrados enquanto estavam em órbita – essa foi a quinta e última operação de manutençãodo Hubble. (A NASA não tem mais como lançar astronautas para o telescópio espacial.)

Ainda assim, a troca de hardware desta semana foi uma manobra arriscada.

“Você não pode ver a espaçonave, você não pode ver enquanto acontece. Você tem que ter certeza de que seus uploads de comando farão exatamente o que você pretende fazer”, disse Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da NASA, ao Insider na semana passada.

“Você simplesmente não quer estragar nada acidentalmente”, acrescentou.

O que não ajudou foi o fato que os engenheiros não poderiam simplesmente mudar a PCU com defeito. A unidade está conectada a muitos outros componentes, então a NASA teve que trocar outro hardware, também.

A agência também usou o computador de carga de backup em vez do original, apenas por segurança. Ele ligou corretamente, os engenheiros o carregaram com software atualizado, e agora está em “modo de operações normais”, disse a NASA em sua atualização de sexta-feira

“Eu me sinto super animado e aliviado”, disse Tull. “Fico feliz em ter boas notícias para compartilhar.”

Fazer o Hubble praticar ciência de novo levará alguns dias.
Agora a equipe do Hubble tem que começar a ligar os instrumentos científicos do telescópio. Pode levar até uma semana para voltar às operações completas, de acordo com Hertz.

Ainda há um mistério a ser resolvido: por que o telescópio parou de funcionar?

Seja qual for o hardware defeituoso, o Hubble não tem mais um backup agora. Se falhar de novo, isso pode ser o fim do Hubble.

“Seja qual for esse componente, está em muitos outros satélites”, disse Hertz. “Queremos sempre entender o que funciona e o que não funciona no espaço.” [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Fone Bluetooth realiza tradução simultânea e permite conversar em 40 idiomas por 12 horas

Um fone bluetooth é capaz de não só traduzir uma conversa simultaneamente em 40 idiomas, como também permite que essa conversa dure cerca de doze horas.

Esse fone de ouvido, chamado de Timekettle WT2 Edge, é um modelo sem fio, similar aos AirPods, da marca Apple.

Promessas do fone Bluetooth
A promessa é traduzir até 40 idiomas, funcionando de forma bidirecional em conversas em diferentes línguas com precisão de 95%.

Além disso, de acordo com o fabricante, o processo todo é rápido e essa função será disponibilizada após o usuário baixar o aplicativo, que estará disponível tanto para Android quanto para iPhone (iOS).

Segundo o fabricante, o diferencial e a principal promessa é a tradução ao vivo, onde é possível escutar o seu interlocutor falar de forma traduzida, enquanto outra pessoa também poderá ouvir o interlocutor, em seu próprio idioma.

Para que a tradução simultânea ocorra, é preciso baixar o aplicativo para determinar os idiomas, tanto de entrada quanto de saída.

Logo após, é possível compartilhar um dos lados do fone com a outra pessoa, de forma presencial.

Com a duração de cerca de doze horas, o principal foco do dispositivo está em auxiliar pessoas que não tem domínio de uma certa língua, a auxiliando em, por exemplo, uma reunião de trabalho.

Além disso, outra utilidade do Timekettle WT2 Edge seria em viagens internacionais, ou até mesmo para alunos em intercâmbio, que enfrentam dificuldades na língua estrangeira.


Preço e previsão de entrega para o Brasil

O projeto estava em processo de financiamento coletivo no site Indiegogo, tendo recentemente batido a sua meta.
O Timekettle WT2 Edge irá custar US$ 109 (aproximadamente R$ 605), com envio para o Brasil por US$ 10 (cerca de R$ 55).
A previsão de entrega do fone bluetooth sem fio está prevista ainda para o próximo mês, em abril.

*Por Rafael Pires Jenei
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*Fonte: engenhariahoje