Cão robô escala e se adapta a qualquer terreno nos Alpes Suíços

Esta semana, pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, anunciaram que estão melhorando as capacidades físicas de seu cão robô. A máquina, batizada ANYmal, está agora sendo treinada para escalar montanhas.

Segundo a empresa, o quadrúpede de metal já consegue escalar pontos íngremes e acidentados dos Alpes Suíços. O robô também é capaz de fazer uma caminhada vertical de 120 metros em 31 minutos, quatro minutos mais rápido do que caminhadas humanas.

Os pesquisadores explicaram que a façanha foi alcançada por um esquema de controle que combina imagens com feedback tátil. Isso facilita a ação do robô em terrenos irregulares e com baixa visibilidade — um dos principais problemas nas caminhadas humanas.

Com base no feedback, o robô determina, entre outras coisas, com que cautela precisa dar seus passos. Isso implica dizer se ele sabe julgar onde precisará caminhar como se estivesse “pisando em ovos” ou se pode se comportar como um cão de carne e osso desgovernado.

Outro ponto importante é que a máquina a tarefa sem tropeçar ou errar — coisa rara entre os humanos. A empresa disse que o ANYmal tem microfones, câmaras óticas, iluminação ativa para superar “ambientes desafiadores” e sensores de detecção de gás.

Ele pode ser utilizado para inspeção de trens, navios e máquinas de grande porte, com difícil acesso para humanos. Você pode vê-lo em ação no vídeo abaixo.

“O robô aprendeu a combinar a percepção visual do ambiente com seu senso de toque, baseado no contato direto das pernas”, disse o pesquisador Marco Hutter em um comunicado. “Isso permite enfrentar terrenos acidentados de forma mais rápida, eficiente e, acima de tudo, com mais robustez”.

Está nos planos do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique que, no futuro, o ANYmal possa ser usado em qualquer lugar perigoso demais para humanos ou muito intransitável para outros robôs. Muito Black Mirror, sem dúvidas.

*Por Luana Nunes
………………………………………………………………………………..
*Fonte: gizmodo

Onde fica a sede do Google? Cinco curiosidades sobre a empresa de tecnologia

Matriz da empresa está localizada na Califórnia, e o Google tem dois escritórios em operação no Brasil; saiba mais

Considerado o maior buscador da Internet, o Google foi fundado em 1998 por dois estudantes que desejavam acessar plataformas inteligentes que pudessem gerar respostas mais relevantes aos usuários. Com o passar do tempo, o mecanismo de buscas adquiriu proporção mundial: hoje o Google está presente fisicamente em todos os continentes – inclusive tem dois escritórios no Brasil – e domina o mercado de buscas da Internet.

O buscador, porém, não é o único produto do portfólio da empresa. O Google também é referência em outros segmentos, como serviços de e-mail e armazenamento em nuvem, sistemas operacionais e navegadores. A seguir, confira cinco fatos curiosos sobre o Google e saiba mais sobre a empresa.

1. Onde fica a sede do Google?
A sede do Google está localizada em Mountain View, na Califórnia. O campus da empresa é conhecido como Googleplex, termo que mistura as palavras Google e “complex” (complexo, em português). Além disso, o nome é uma referência direta ao número Googleplex, equivalente a 10 elevado a um googol, que por sua vez é o 10 elevado a 100. A palavra também é o nome de um supercomputador que aparece nas histórias de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams.

Em relação aos escritórios locais, o Google está distribuído por todo o planeta. No Brasil, a empresa tem duas sedes – São Paulo e Belo Horizonte –, que se somam a outras 79 unidades espalhadas por todos os continentes.

2. Quem é o fundador do Google?
O Google nasceu em 1998, criado por Sergey Brin e Larry Page, que se conheceram na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os dois fundadores desenvolveram um algoritmo inovador para retornar resultados de buscas mais relevantes aos usuários a partir de métricas que levavam em conta qual conteúdo era mais acessado pelo público e, portanto, em tese mais relevante.

A ideia de fornecer buscas mais precisas dominou o mercado de Internet a tal ponto que o Google se tornou referência em pesquisas, praticamente eliminando a existência de outros buscadores. Com o enorme crescimento, o serviço passou a investir em produtos relacionados ao uso de Internet, como Gmail e Chrome, e a aplicar um modelo de negócios focado em anúncios.

3. Representatividade
Presente no mundo inteiro, o Google conta com uma equipe de profissionais multiétnica e multicultural para desenvolver ações que visam promover maior representatividade na empresa, de modo que haja equilíbrio entre os colaboradores. O objetivo da empresa é aumentar a presença de grupos minoritários no quadro de funcionários em 30% até 2025.

Há também oferta de programas de formação e educação antirracismo para os funcionários da companhia, além de políticas que afetam o nível de representatividade dos fornecedores. Estimativas mostram que o Google tenha algo próximo de 150 mil profissionais, volume que torna o número de funcionários maior do que a população média de uma cidade brasileira.

4. Google na pandemia
A pandemia do coronavírus motivou a decisão do Google de manter seus escritórios fechados até julho de 2021, fazendo com que os colaboradores precisassem aderir ao trabalho remoto. Além disso, a própria forma como o Google dialoga com o público – seja em lançamentos de novos produtos e serviços, seja por meio de iniciativas de comunicação para auxiliar na conscientização dos riscos de contágio – precisou ser completamente revista.

Os serviços do Google também ajudaram bastante na adaptação da sociedade ao lockdown. Ferramentas como Classroom e Meet, por exemplo, se popularizaram ainda mais ao oferecerem suporte para a comunicação digital em tempos de isolamento. Recursos de localização em tempo real, por outro lado, ficaram em menor evidência por conta do distanciamento social.

5. Google contra desinformação na Internet
Outra preocupação do Google envolve o desenvolvimento de ferramentas que contribuam para coibir a circulação de noticias falsas e boatos na Internet. A companhia reconhece a complexidade do tema e afirma que, embora não se sinta em posição de determinar individualmente a veracidade de cada conteúdo, oferece métodos pelos quais o próprio usuário pode denunciar materiais falsos.

Em 2022 ocorrerão eleições para presidente e governadores no Brasil. Pensando nisso, o Google firmou uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fortalecer a supervisão da circulação de informações durante a campanha eleitoral. Segundo o acordo, o buscador dará mais relevância aos conteúdos de fontes confiáveis, com base no retorno das buscas do público e dos temas que giram em torno dos assuntos relacionados à corrida eleitoral.

*Por Filipe Garrett
…………………………………………………………………………
*Fonte: techtudo

BowieNet: em 1998, o visionário David Bowie previu o futuro e criou sua própria Internet

Se estivesse vivo, o lendário David Bowie teria completado 75 anos de idade.

Muito antes de Twitter, Facebook e Instagram, músico britânico criou senso de comunidade com seus fãs e se aproximou de seguidores

Considerado como um dos maiores artistas de todos os tempos, o britânico teve um impacto gigantesco na sociedade não apenas pelos seus hits e discos como também pelas diferentes fases, personagens e visões estéticas que passou ao mundo.

Para celebrar seu aniversário, relembramos hoje de um dos tantos episódios em que Bowie, falecido em 2016 aos 69 anos, mostrou que era um verdadeiro visionário.

BowieNet
Em 1998, quando a Internet apenas engatinhava e até mesmo as grandes corporações ainda estavam tentando entender o que seria da rede, o artista criou seu próprio provedor.

Batizado como BowieNet, o serviço não apenas dava acesso à Internet para seus assinantes, como outros provedores de Internet discada da época, como também aproximava o ídolo dos fãs.

Isso tudo porque Bowie não apenas compartilhava material exclusivo da sua carreira por ali como também participava da viagem usando o nick “Sailor”.

Ao lado de seus fãs, o “Marinheiro” aparecia para responder perguntas, explicar pontos de vista, iniciar discussões e mostrar que já entendia a importância da grande rede muito antes da maioria da população mundial.

Visão e Futuro
Hoje em dia pode parecer besteira, já que a Internet está acessível 24 horas por dia nas palmas das nossas mãos, mas em 1998 acessá-la não era das tarefas mais fáceis.

Além de possuir um computador, era preciso equipá-lo com equipamentos que permitiam sua conexão, como um fax modem, e a navegação feita através das linhas de telefone não custava barato, já que cobravam-se “pulsos” como se o usuário estivesse fazendo uma ligação telefônica para outra pessoa.

Além de ocupar sua linha de telefone, o acesso à Internet ainda era custoso e fazia com que a maioria das pessoas esperassem até horários de tarifas mais baixas, como as madrugadas e os finais de semana, para “surfar” ao longo do ídolo.

Ainda assim, Bowie viu que esse era o futuro. Em uma tacada só, ele previu o que hoje é tão presente e valioso nas relações de ídolos e fãs: criou uma comunidade, participou dela, se aproximou das pessoas e em uma era onde não tínhamos contas oficiais de Twitter, Facebook ou Instagram, deixou claro que gostaria de estar presente no mundo virtual dando as suas opiniões reais.

Com a BowieNet, o artista saltou à frente e pulou no barco que se tornaria um verdadeiro Titanic antes de todo mundo, inclusive encorajando as pessoas a também utilizarem a rede.

Entre tantas ações que fez para difundir sua rede, distribuiu CD-ROMs de conexão à Internet com alguns de seus discos e realizou exposições virtuais em uma era em que isso não apenas era incomum como imensamente trabalhoso.

Adeus e Novas tecnologias
Como acontece com toda tecnologia relacionada à informática, o modelo de acesso à Internet mudou rapidamente e Bowie encerrou sua empreitada em 2006.

Ainda assim, deixou mais um legado como tantos outros que presenteou ao mundo durante sua carreira, apresentando uma forma pioneira de conexão entre criadores e seguidores.

Nos anos seguintes, ainda mostrou sua paixão pelas novidades ao gravar a trilha sonora do game Omikron: The Nomad Soul e, mesmo sem a BowieNet, estrear o single “Where Are They Now” com exclusividade no seu site oficial.

Se não tivesse partido em 10 de Janeiro de 2016, apenas dois dias após completar 69 anos, talvez Bowie estivesse nos apontando novos rumos hoje em dia, colocando um pouco de luz em cima de tanta escuridão.

Faz tanta falta!

*Por Tony Alex
……………………………………………………………………………………
*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Elon Musk afirma que humanos estarão em Marte dentro de 10 anos

Elon Musk, o polêmico CEO e fundador da SpaceX, concedeu, no dia 28 de dezembro de 2021, uma entrevista ao podcast do cientista Lex Fridman e, como sempre ocorre quando o bilionário participa desses eventos de mídia, sobraram polêmicas. Uma delas foi especialmente ambiciosa: ele afirmou que os seres humanos estarão no planeta Marte no máximo em dez anos.

“A melhor hipótese é em torno de cinco anos, e a pior, 10 anos”, especificou o empreendedor. Para ele, tudo se resume a uma questão de custos. Embora considere sua nave Starship “o foguete mais complexo e avançado já construído”, Musk entende ser fundamental minimizar o custo para orbitar e o custo final até a superfície de Marte.

Fazendo a conta com números inteiros, o dono da SpaceX estima que com US$ 1 trilhão (R$ 5,6 trilhões) não dá nem para chegar até Marte. Para viabilizar a viagem, Musk projeta reduzir os custos operacionais da nave em cerca de US$ 100 bilhões a US$ 200 bilhões por ano. Levando-se em conta que o orçamento operacional da NASA para 2021 foi menos de US$ 25 bilhões, é praticamente impossível pensar sobre esse avanço de engenharia projetado.

A previsão sobre humanos em Marte pode se realizar?

Embora a SpaceX tenha realizado feitos notáveis, como a reutilização dos foguetes propulsores e diversas viagens bem-sucedidas à Estação Espacial Internacional (ISS), a aposta de Elon Musk na verdade se baseia em um veículo – a Starship – que ainda não voou no espaço. Apesar de termos motivos para crer que seu lançamento da Terra terá sucesso, certamente há muito o que fazer antes que nave chegue a Marte, ou decole de lá.

Um desses desafios, o pouso na Lua pelos astronautas do programa Artemis, marcado para 2025, envolverá a Starship e um veículo de pouso. Ou seja, concluída essa importante etapa, Musk ainda teria mais cinco anos para cumprir sua previsão sobre o desembarque em Marte. Um feito improvável, mas não impossível.

*Por Jorge Marin
…………………………………………………………………………….
*Fonte: tecmundo

Venda de vinil dispara e tem melhor semana nos EUA desde 1991

Segundo análise da Billboard, foram aproximadamente 2,1 milhões de unidades comercializadas apenas durante semana do Natal

Embora hoje em dia existam diversas formas mais modernas de se consumir música, a venda de vinil ainda é a preferida de muita gente na hora de escolher como ouvir seus artistas favoritos. Prova disso é uma pesquisa recente da Billboard, que mostrou que a semana de Natal de 2021 foi a melhor para esse mercado desde o ano de 1991.

Segundo o levantamento, aproximadamente 2,1 milhões de unidades foram vendidas em solo americano nesse período. A publicação destaca que um dos motivos que levou a esse aumento no número de vendas de vinil foi a enorme quantidade de álbuns lançados em 2021, incluindo inúmeras reedições de clássicos.

As previsões para a indústria da música em 2022, segundo a Billboard
Na semana anterior, o número de venda de vinil registrado havia sido de 1,46 milhão, sendo que desse total 59 mil cópias foram apenas do álbum “30”, último lançamento da cantora Adele.

O aumento na venda de vinil
Ainda de acordo com os dados da Billboard, esse período de Natal marcou a sexta semana consecutiva em que foram registradas mais de 1 milhão de unidades de vinil vendidas nos EUA. O númeor impressiona se for levado em conta que desde 1991 isso só havia acontecido seis vezes na história.

Outro número que mostra a força da venda de vinil é que esse formato responde por 50% da venda de álbuns (incluindo digital e físico) nos EUA, além de representar 57% de todas as vendas de discos físicos na semana de Natal.

*Por Gustavo Maiato
………………………………………………………………………………..
*Fonte: guitarload

Barraca geodésica suporta ventos de até 100km/h

Com a proposta de abrigar com conforto até 4 pessoas, mesmo nas condições mais severas, a barraca Geodome 4, da North Face teve seu desenho inspirado nas cúpulas geodésicas e resiste à água e ventos de até 100km/h.

A estrutura é formada por 5 pólos que se cruzam e uma interligação que circula a barraca. Na parte superior, uma corda pode ser usada para pendurar roupas e quipamentos e na lateral estão 5 compartimentos para bagagem.

Cúpula geodésica inspirou projeto da barraca. Foto: North Face
Outra vantagem do design é a altura no interior da barraca, onde uma pessoa adulta pode ficar em pé. O espaço interno mede 2,3 por 2,18 metros e tem 2,1 metro de altura.

Segundo a fabricante, a barraca pesa 11 quilos e é fácil de ser transportada e montada. A capa exterior é dupla o que garante maior proteção contra variação de temperaturas.

Capa dupla protege o interior da barraca geodésica contra variação de temperatura. Foto: North Face
A barraca tem como base um icosaedro, uma forma composta por 20 triângulos equiláteros (com todos os lados iguais) idênticos. E, após montada se transforma em um poliedro, como as cúpulas geodésicas.

A palavra geodésica se refere à distância mais curta entre dois pontos em uma superfície curva e tem como origem um termo em latim que significa “divisão da terra”.

*Por Natasha Olsen
………………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Cientistas estão prestes a desvendar os mistérios do lado oculto da Lua

Um mistério para a ciência, as características do lado oculto da Lua – também chamado de lado escuro ou lado negro – pode estar prestes a ser desvendado por pesquisadores. Trata-se do hemisfério do satélite que não é visto da Terra.

Em artigo publicado no The Conversation, o professor de geociências na Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, Iraklis Giannakis, explica que essa parte da Lua é de grande importância devido às suas formações geológicas. Outra diferença, em relação ao lado conhecido, é que ela bloqueia todo o ruído eletromagnético da atividade humana, tornando-se o local ideal para a construção de radiotelescópios.
Em 2019, o módulo de pouso Chang’E-4 e seu robô Yutu-2 – enviados em missão espacial pela China – foram os primeiros objetos humanos pousar no lado oposto da superfície lunar.

Uma equipe liderada por Giannakis desenvolveu, então, uma ferramenta capaz de detectar com mais detalhes sobre as camadas abaixo da superfície lunar, algo que os radares orbitais mais antigos são eram capazes de fazer.

De acordo com o especialista, com esse novo modelo é possível “fazer estimativas mais precisas sobre a profundidade da superfície superior do solo lunar, que é uma maneira importante de determinar a estabilidade e a resistência da base do solo para o desenvolvimento de bases lunares e estações de pesquisa”.

Uma das hipósteses da ciência, que poderá ser esclarecida, é que em algum momento a Terra e a Lua tenham colidido, o que levou a aglomeração de materiais que formou o satélite.

Evolução dos métodos de pesquisa
Em seu artigo, o cientista explica que o GPR — ferramenta do rover Yutu-2 usada para penetração no solo — traz uma série de vantagens e pode ser usado para mapear a subsuperfície dos locais de pouso e lançar luz sobre o que está acontecendo abaixo do solo.

Giannakis explica que, para conseguir captar em ainda mais detalhes a complexidade da superfície lunar, a equipe do professor desenvolveu um método inédito. Ele foi usado para processar os dados GPR capturados pelo rover Yutu-2, do Chang’E-4, que pousou na cratera Von Kármán, parte da Bacia Aitken, no polo sul da Lua – a maior e mais velha cratera do local.

“Acredita-se que a cratera tenha sido criada por um impacto de meteoroide que penetrou na crosta da Lua e levantou materiais do manto superior (a camada interna logo abaixo). A nossa ferramenta de detecção revelou uma estrutura em camadas previamente invisível nos primeiros 10m da superfície lunar, que tinha sido entendida ser um bloco homogéneo”, destacou.

Essa estrutura em camadas complexam, recém-descoberta, sugere que pequenas crateras são mais importantes e podem ter contribuído muito mais do que se acreditava anteriormente para os materiais depositados por quedas de meteoritos – e para a evolução geral das crateras lunares.

“Isso significa que teremos uma compreensão mais coerente da complexa história geológica de nosso satélite e nos permitirá prever com mais precisão o que está abaixo da superfície da Lua”, finalizou Giannakis.

…………………………………………………………
*Fonte: epocanegocios

“Não temos consciência da quantidade de dados que damos ao celular mesmo sem tocá-lo”

Advogada Paloma Llaneza explica que apagar aplicativos como Facebook e WhatsApp é a única forma de evitar que eles colham nossos dados

Paloma Llaneza (Madri, 1965) foi uma das primeiras usuárias do Facebook. Mas essa advogada especializada em proteção de dados apagou sua conta ao ver como a rede social funcionava e quais informações colhia sobre ela. No dia em que a empresa de Mark Zuckerberg comprou o WhatsApp, ela também desinstalou esse serviço de mensagens instantâneas do seu celular. E enviou um comunicado a todos os seus contatos: “O Facebook adquiriu o WhatsApp e o adquiriu pelos usuários, adquiriu-o pelos dados de vocês. Vou embora”.

“Os dados são valiosos porque dizem muitíssimo sobre nós, e somos potenciais eleitores, potenciais compradores e potenciais solicitantes de serviços de transporte, saúde, educação e crédito. O mundo gira ao redor de nossas necessidades. Quanto melhor eu te conhecer, melhor serei capaz de te vender o que acho que você precisa, mesmo que você ainda não ache que precise, e de negar o que você pede”, diz ela numa entrevista ao EL PAÍS. Llaneza, que também é auditora de sistemas e consultora em segurança digital, acaba de publicar na Espanha a obra Datanomics, em que explica o que as empresas tecnológicas fazem com nossos dados pessoais.


No dia que o WhatsApp falar tudo o que lhe falamos o mundo acaba

O custo de manter instalados aplicativos como Facebook, WhatsApp e Instagram “é muito alto”: “No dia em que o WhatsApp falar de tudo o que lhe falamos, o mundo acaba”. Os gigantes tecnológicos chegam a conhecer o usuário melhor que alguns pais, cônjuges ou mesmo que o próprio indivíduo. “O que mais nos diz sobre um ser humano é aquilo que ele oculta de si mesmo: sua parte emocional. As redes sociais permitem saber qual é seu estado de ânimo em tempo real, se você está sofrendo por amor ou procurando medicação para os nervos, se tem depressão, se abusa do álcool, se sai muito ou se a música que você escuta indica uma tendência ao suicídio ou uma melancolia transitória que é parte do seu caráter”, diz a advogada.

O Facebook analisou dados de mais de seis milhões de adolescentes australianos e neozelandeses para determinar seu estado de ânimo e fornecer informação aos anunciantes sobre os momentos em que se sentiam mais vulneráveis, segundo um documento da companhia na Austrália vazado em 2017 pelo jornal The Australian. Ao saber como uma pessoa é e como se sente a cada instante, as empresas podem lhe vender no momento oportuno “algo de que necessite emocionalmente”: “Uma ideia, um pensamento, um partido político, um modo de vida ou mesmo um sentimento de superioridade nacional”. “Isto, que é preocupante, funcionou muito bem no Brexit, na eleição de Trump e em algumas eleições recentes na Espanha”, afirma Llaneza.

Como evitar a coleta dos nossos dados
Para evitar que as companhias tecnológicas reúnam dados sobre nós, Llaneza afirma que a única solução é apagar seus aplicativos: “Não há um conselho intermediário, tanto faz compartilhar mais ou menos publicações”. “A parametrização de privacidade do Facebook está pensada para terceiros, mas o Facebook vê tudo e guarda até seus arrependimentos, inclusive aquela mensagem que você ia mandar desancando alguém e que depois decidiu cancelar. Porque um arrependimento diz muito mais a seu respeito do que aquilo que você envia”, explica. Fazer um uso menos intensivo desses aplicativos não serviria, segundo Llaneza, porque “eles têm um monte de permissões para acessar o seu celular”: “Inclusive pela maneira como você mexe no celular e digita, eles têm uma impressão biométrica sua que lhe identifica com um alto grau de probabilidade”.

O Facebook vê tudo e guarda até seus arrependimentos, que dizem muito mais de você do que aquilo que você manda

Os dispositivos e aplicativos são pensados para serem “usáveis, maneiros e altamente aditivos”. O problema é que a percepção do risco entre os usuários “é muito baixa”: “Ninguém está consciente da quantidade brutal de informação que você dá a um celular mesmo sem tocá-lo”. “Ter um celular ou a Alexa em cima da mesa da sua casa lhe parece a coisa mais normal, e, entretanto, você não teria um senhor sentado na sala da sua casa todos os dias observando como você fala ou vendo como é seu lanche. É muito mais perigoso ter a Alexa em cima da mesa do que esse senhor, que tem uma memória humana e vai esquecer metade do que ouvir”, conclui Llaneza.

Como as empresas rentabilizam os dados
As companhias rentabilizam os dados de seus usuários “à base de vender a publicidade direcionada e de gerar outros negócios ao redor dessa informação”. Enquanto na Europa há uma regulação “mais ou menos rigorosa”, nos EUA “o fato de você receber uma pena mais ou menos grave, ter acesso a diferentes universidades ou ser rejeitado ao solicitar um crédito, um seguro ou um serviço médico dependerá dos dados tratados sobre você”. Por que, apesar de nunca ter deixado de pagar uma dívida, podem lhe negar um crédito? “Porque os novos sistemas são preditivos e não analisam o passado, mas sim leem o futuro”, afirma Llaneza. Se um modelo predisser, por exemplo, que alguém tem uma alta probabilidade de se divorciar e sua capacidade econômica baixará, é possível que não lhe concedam uma hipoteca.

O uso desses sistemas acarreta um risco, já que os dados com os quais os algoritmos são treinados estão condicionados por nossos conhecimentos e preconceitos. Além disso, as máquinas às vezes terminam sendo uma caixa-preta que torna impossível entender qual caminho o modelo seguiu até chegar a determinada conclusão: “Uma das grandes questões que temos à nossa frente é a transparência algorítmica. Você tomou uma decisão: por que e como?”. “A propriedade de dados já está regulada. O que agora devemos regular é o controle sobre o resultado do tratamento sobre esses dados”, afirma a advogada.

*Por Isabel Rubio
………………………………………………………………….
*Fonte: brasil-elpais

Por que o bambu é considerado a matéria-prima do futuro?

O bambu está se tornando cada vez mais um material acessível e altamente disponível dentro do mercado brasileiro.

A construção civil é considerada uma das principais causadoras de impacto ambiental no mundo. Um jeito de mitigar isso, por comprovação científica e eficiência energética, é a escolha dos materiais.

O bambu é o maior exemplo disso pois apresenta um excelente custo-benefício. Apesar de ser uma gramínea, ele é a melhor alternativa sustentável à madeira. Ele cresce rápido nos mais diversos climas e solos, capta uma grande quantidade de CO2 do ar, tem uma enorme resistência e flexibilidade, além de ter um transporte fácil por ser leve e compacto.

O bambu está se tornando cada vez mais um material acessível e altamente disponível dentro do mercado brasileiro graças ao crescimento de fornecedores, arquitetos, designers e mão de obra especializada.

Muitas vezes nos perguntam: “Por que construir com bambu?”

Gostaríamos de compartilhar com vocês os 8 principais argumentos que utilizamos para defender o uso dessa planta incrível no projeto e na obra!

1. Um recurso renovável
Pode servir como substituto das madeiras de lei, oferece uma chance de reduzir drasticamente o desmatamento das florestas nativas e proteger as madeiras nobres em extinção.

2. Absorve gases do efeito estufa
O bambu absorve dióxido de carbono (CO2) e libera 35% de oxigênio a mais do que outras árvores na atmosfera.

3. Tem uma alta taxa de crescimento
Algumas espécies de bambu crescem mais de um metro por dia! Nenhuma planta no planeta apresenta uma taxa de crescimento tão rápida.

4. Desperdício mínimo
Após a colheita, praticamente todas as partes da planta são usadas para fazer uma ampla variedade de produtos.

5. Versatilidade
O bambu pode substituir o uso de madeira para quase todas as aplicações. Papel, piso, móveis, carvão, materiais de construção e muito mais. Além disso, as fibras de bambu são mais fortes do que outras fibras.

6. Não precisa de fertilizantes, pesticidas ou herbicidas
Ao contrário da maioria das plantas cultivadas para comercialização, o bambu não requer produtos químicos agrícolas. O cultivo de bambu não adiciona substâncias químicas ao meio ambiente.

7. Proteção do solo
O sistema de rizomas do bambu permanece intacto após a colheita e impede a erosão do solo ajudando a reter nutrientes para a próxima colheita.

8. Cresce em diversos lugares
De terras baixas à altitudes mais elevadas, o bambu prospera em uma ampla gama de climas, pode até crescer em regiões áridas e ajuda a preservar a umidade vital do solo.

*Por Brianna Bussinger e Rafael Alves
……………………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Pela primeira vez drone no oceano captura imagens de dentro do furacão

Pela primeira vez no mundo, cientistas norte-americanos pilotaram um drone oceânico equipado com uma câmera que se parece com uma prancha de surfe robótica em um furacão de categoria 4 que atravessa o Oceano Atlântico.

Imagens divulgadas pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional mostraram a pequena embarcação lutando contra ondas de 15 metros de altura e ventos de mais de 190 km/h dentro do furacão Sam.

O veículo autônomo é denominado “Saildrone” e foi desenvolvido por uma empresa com o mesmo nome.

Alimentado pelo vento e com sete metros de comprimento, ele carrega uma “asa de furacão” especialmente projetada para resistir a condições adversas enquanto coleta dados para ajudar os cientistas a aprender mais sobre uma das forças mais destrutivas da Terra.

O site do Saildrone indica que ele pode registrar medições como velocidade e direção do vento, pressão barométrica, temperatura, salinidade, umidade e muito mais.

“Esperamos melhorar os modelos de previsão que prevêem a rápida intensificação dos furacões”, disse o cientista da NOAA Greg Foltz em um comunicado.

“A rápida intensificação, quando os ventos do furacão aumentam em questão de horas, é uma séria ameaça para as comunidades costeiras”, e os dados coletados de sistemas desenroscados ajudarão a melhorar os modelos, acrescentou.

Cientistas alertam que as mudanças climáticas estão aquecendo os oceanos e tornando os furacões mais poderosos, representando um risco cada vez maior para as comunidades costeiras.

Por Ademilson Ramos
………………………………………………………………………
*Fonte: engenhariae

As tempestades solares estão de volta, ameaçando a vida como a conhecemos na Terra

Poucos dias atrás, milhões de toneladas de gás superaquecido dispararam da superfície do Sol e foram lançados 145 milhões de quilômetros em direção à Terra.

A erupção, chamada de ejeção de massa coronal, não foi particularmente poderosa na escala do clima espacial, mas quando atingiu o campo magnético da Terra desencadeou a tempestade geomagnética mais forte vista em anos. Não houve muita perturbação desta vez – poucas pessoas provavelmente sabiam do que aconteceu – mas serviu como um lembrete de que o Sol acordou de um sono de anos.

Embora invisíveis e inofensivas para qualquer pessoa na superfície da Terra, as ondas geomagnéticas desencadeadas por tempestades solares podem paralisar as redes de energia, interferir nas comunicações de rádio, imbuir as tripulações das companhias aéreas em níveis perigosos de radiação e desequilibrar satélites essenciais. O Sol começou um novo ciclo de 11 anos no ano passado e atingirá seu pico em 2025, crescendo o espectro de um poderoso clima espacial que poderá causar estragos para os humanos, ameaçando o caos em um mundo que se tornou cada vez mais dependente da tecnologia desde as últimas grandes tempestades 17 anos atrás. Um estudo recente sugeriu que a adaptação para reforçar a rede de energia poderia levar a um investimento de US$ 27 bilhões (equivalente a R$ 136 bilhões) para a indústria de energia dos Estados Unidos.

“Ainda é notável para mim o número de pessoas, empresas, que pensam que o clima espacial é ficção de Hollywood”, disse Caitlin Durkovich, assistente especial do presidente dos EUA Joe Biden e diretor sênior de resiliência e resposta do Conselho de Segurança Nacional do país, durante uma palestra em uma conferência sobre o clima solar no mês passado.

O perigo não é hipotético. Em 2017, uma tempestade solar fez com que os rádios amadores ficassem estáticos no momento em que o furacão Irma de categoria 5 assolava o Caribe. Em 2015, tempestades solares derrubaram os sistemas de posicionamento global (GPS) no Nordeste dos Estados Unidos, uma preocupação especial quando os carros autônomos se tornaram uma realidade. Os pilotos de avião correm maior risco de desenvolver catarata quando ocorrem tempestades solares. Tripulações femininas têm taxas mais altas de abortos espontâneos.

Em março de 1989, uma tempestade solar em Quebec causou uma interrupção em toda a província que durou nove horas, de acordo com o site da Hydro-Quebec. Um estudo de 2017 no periódico da União de Geofísica dos Estados Unidos previu apagões causados ​​por severo clima espacial poderia atingir até 66% da população dos EUA, com perdas econômicas atingindo um potencial de US$ 41,5 bilhões (cerca de R$ 209,5 bilhões de reais) por dia.

Para evitar tal catástrofe, o governo do presidente Barack Obama traçou uma estratégia para começar a aumentar a conscientização sobre os perigos das enormes tempestades solares e avaliar os riscos que elas representam. No ano passado, o presidente Donald Trump sancionou o projeto de lei ProSwift, que visa desenvolver tecnologia para melhorar a previsão e medição de eventos climáticos espaciais.

Há um debate entre os cientistas sobre o quanto pode ser feito para proteger as partes vulneráveis ​​da infraestrutura do planeta dos efeitos das tempestades solares. Etapas como o uso de aço não magnético em transformadores e a instalação de mais protetores de sobretensão na rede podem aumentar a resistência, mas no final a melhor defesa contra a catástrofe pode ser uma previsão melhor.

Isso ajudaria muito a ajudar as empresas de serviços públicos a se prepararem para a escassez e a garantir que haja caminhos para fazer backup de seus sistemas no caso de perderem energia. Em semanas, um novo modelo desenvolvido pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estará online para ajudar a melhorar as previsões terrestres.

No Reino Unido, a National Grid está aumentando seu fornecimento de transformadores sobressalentes e conduzindo testes regulares para lidar com um grande evento climático espacial, disse Mark Prouse, vice-diretor do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industria.

Nos últimos 15 anos, os EUA e o Reino Unido construíram centros de previsão do clima espacial que oferecem perspectivas diárias sobre o que pode estar vindo do Sol para companhias aéreas, redes de energia, proprietários de satélites e qualquer outra pessoa ameaçada por erupções solares. Embora os observadores ligados à Terra possam ver tempestades explosivas no Sol, eles não podem dizer a verdadeira natureza da ameaça – exatamente o quão potente ela é – até que a erupção alcance um conjunto de satélites a 1,6 milhão de quilômetros do planeta. Nesse ponto, faltariam apenas 60 a 90 minutos para atingir a Terra.

“Nossa capacidade de entender e prever o ciclo solar ainda é muito limitada”, disse William Murtagh, diretor do Centro de Previsão do Clima Espacial dos Estados Unidos.

Assim como as empresas de serviços públicos podem se preparar para uma tempestade severa colocando trabalhadores especializados em reparos nas proximidades, precauções semelhantes podem ser tomadas antes de uma tempestade solar, de acordo com Mark Olson, gerente de avaliação de confiabilidade da North America Electric Reliability Corp., uma organização sem fins lucrativos que responde aos EUA e governos canadenses.

“Você tem potencial para que áreas muito grandes tenham instabilidade de voltagem”, disse Olson. “A consciência situacional é a chave aqui, assim como nos eventos climáticos terrestres”.

As tempestades solares têm suas raízes em um ciclo de 11 anos que muda a polaridade do campo magnético do sol. As forças magnéticas que atuam no Sol se emaranham durante o processo e podem penetrar na superfície, enviando o plasma do Sol para o espaço sideral e potencialmente desencadeando tempestades na Terra.

A tempestade geomagnética mais poderosa já registrada resultou no Evento Carrington de 1859, quando linhas telegráficas eletrificaram, eletrocutando operadores e incendiando escritórios na América do Norte e na Europa. Se uma tempestade dessa magnitude ocorresse hoje, provavelmente cortaria a energia de milhões, senão de bilhões de pessoas.

“Quando comecei nesta estrada e fui informado sobre o clima espacial, fiquei bastante cético”, disse Prouse. “Hoje é muito mais mainstream e parte da mistificação se foi. Agora você pode considerá-lo um risco e não ser ridicularizado”.


*Por Brian K. Sullivan

…………………………………………………………………………..
*Fonte: universoracionalista

1º Carro Voador passa em Teste e pode estar à venda já em 2025

A SkyDrive se tornou a primeira empresa a conseguir um certificado de segurança do governo japonês, o que permite que seu carro voador eVTOL seja comercializado em breve…

O conceito de carro voador elétrico eVTOL da SkyDrive é atualmente um dos mais avançados projetos de carros voadores, e promete estar disponível para os consumidores muito em breve.

O eVTOL pode carregar apenas 1 pessoa, sendo movido por oito hélices como um grande drone, atingindo cerca de 48 quilômetros por hora, com autonomia de aproximadamente 10 minutos de voo.

Durante sua estreia mundial, um piloto decolou verticalmente, depois voou ao redor de uma área de teste e pousou suavemente de volta.

Depois disso a SkyDrive solicitou um certificado do governo, que foi finalmente emitido pelo Ministério de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT), que atesta a segurança do veículo.

1º Carro Voador passa em Teste e pode estar à venda já em 2025 – IMG 1

Foram aplicados testes rigorosos de resistência e capacidades de voo da aeronave, e a empresa também teve que apresentar extensos dados e planos de fabricação relacionados ao conceito.

Vale destacar que a MLIT nunca tinha certificado nenhum carro voador antes desse.

A empresa agora pretende continuar trabalhando com o governo para desenvolver um veículo eVTOL devidamente regulamentado para os consumidores já em 2025.

…………………………………………………………………………..

Fonte: curtoecurioso

NASA irá desviar asteroide em teste de ‘defesa planetária’

No blockbuster de Hollywood “Armagedom” de 1998, Bruce Willis e Ben Affleck correm para salvar a Terra de ser pulverizada por um asteroide.

Enquanto a Terra não enfrenta esse perigo imediato, a NASA planeja colidir uma espaçonave viajando a uma velocidade de 24.000 km/h em um asteroide no próximo ano em um teste de “defesa planetária”.

O Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (DART, na sigla em inglês) tem como objetivo determinar se esta é uma maneira eficaz de desviar o curso de um asteroide caso alguém venha a ameaçar a Terra no futuro.

A NASA forneceu detalhes da missão DART, que tem um orçamento de US$ 330 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), em um conferência de imprensa na quinta-feira.

“Embora não haja um asteroide conhecido atualmente em curso de impacto com a Terra, sabemos que existe uma grande população de asteroides próximos à Terra por aí”, disse Lindley Johnson, oficial de Defesa Planetária da NASA.

“A chave para a defesa planetária é encontrá-los bem antes que se tornem uma ameaça de impacto”, disse Johnson. “Não queremos estar em uma situação em que um asteroide esteja sendo dirigindo à Terra e então ter que testar essa capacidade”.

A espaçonave DART está programada para ser lançada a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9 às 22h20, horário do Pacífico (2h20 no horário de Brasília), em 23 de novembro, na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

Se o lançamento ocorrer nessa época ou próximo a essa data, o impacto com o asteroide a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra ocorreria entre 26 de setembro e 1º de outubro do próximo ano.

O asteroide alvo, Dimorphos, que significa “duas formas” em grego, tem cerca de 150 metros de diâmetro e orbita em torno de um asteroide maior chamado Didymos, “gêmeo” em grego.

Johnson disse que embora nenhum dos asteroides represente uma ameaça para a Terra, eles são candidatos ideais para o teste por causa da capacidade de observá-los com telescópios terrestres.
As imagens também serão coletadas por um satélite em miniatura equipado com uma câmera, fornecido pela Agência Espacial Italiana, que será ejetado pela espaçonave DART 10 dias antes do impacto.

Um pequeno empurrão
Nancy Chabot, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que construiu a espaçonave DART, disse que Dimorphos completa uma órbita em torno de Didymos a cada 11 horas e 55 minutos “como um relógio”.

A espaçonave DART, que pesará 549 quilos no momento do impacto, não “destruirá” o asteroide, disse Chabot.

“Isso só vai dar um pequeno empurrão”, disse ela. “Ele vai desviar seu caminho ao redor do asteroide maior”.

“Haverá apenas uma mudança de cerca de um por cento naquele período orbital”, disse Chabot. “Então, o que era 11 horas e 55 minutos antes pode ser 11 horas e 45 minutos”.

O teste é projetado para ajudar os cientistas a entender quanto impulso é necessário para desviar um asteroide no caso de um dia se dirigir para a Terra.

“Nosso objetivo é estar o mais direto possível para causar a maior deflexão”, disse Chabot.

A quantidade de deflexão dependerá até certo ponto da composição de Dimorphos e os cientistas não estão totalmente certos de quão poroso é o asteroide.

Dimorphos é o tipo mais comum de asteroide no espaço e tem cerca de 4,5 bilhões de anos, disse Chabot.

“É como meteoritos condritos comuns”, disse ela. “É uma mistura de grãos finos de rocha e metal juntos”.

Johnson, oficial de defesa planetária da NASA, disse que mais de 27.000 asteroides próximos à Terra foram catalogados, mas nenhum atualmente representa um perigo para o planeta.

Um asteroide descoberto em 1999 conhecido como Bennu, com 503 metros de largura, passará a uma distância da Terra que é a metade da distância entre nós e a Lua no ano de 2135, mas a probabilidade de um impacto é considerada muito pequena.

*Por Julio Batista
…………………………………………………………………
*Fonte: universoracionalista

“É uma loucura que produtos tão caros e avançados como um computador sejam tão descartáveis”

Depois de passar por Apple e Oculus, Nirav Patel fundou a Framework, uma empresa que pretende reinventar a indústria com equipamentos mais duráveis e que podem ser consertados ou modernizados por qualquer pessoa

Nirav Patel sempre passou a vida vendo os eletrônicos de consumo por dentro. Quando criança, abria os computadores que encontrava em sua casa, um lugar onde o quebrado não era substituído: era consertado. “Naquele ecossistema, o hardware ainda era muito aberto e você podia mexer em quase tudo”, lembra. Depois trabalhou na Apple e fez parte da equipe fundadora da Oculus —e se deparou com o mundo de ponta cabeça. “Em poucas décadas, os dispositivos se tornaram completamente fechados e inacessíveis para o usuário final”, lamenta.

O resultado disso é uma civilização acostumada a que as últimas tecnologias fiquem obsoletas em apenas um ano. Um mercado onde é razoável que uma calça jeans dure muito mais que um computador. “É uma loucura que produtos tão caros e tão avançados sejam tão descartáveis; que gastemos 2.000 dólares [11.000 reais] em um computador e que a deterioração de uma pequena parte, como uma bateria ou uma tecla, deixe-os inutilizáveis por ser tão caro consertá-los”, afirma. O paradoxo foi o caldo de cultura da Framework, a empresa com a qual Patel pretende nos devolver o acesso às entranhas dos nossos dispositivos e, com sorte, tirar a indústria do modelo em que está presa.

Dezoito meses depois do início do projeto, a empresa estava pronta para o lançamento de seu primeiro produto: um laptop consertável e configurável cujas primeiras unidades estão chegando aos consumidores dos Estados Unidos e do Canadá. “Estamos construindo a infraestrutura para chegar à Europa. Nosso objetivo é aceitar encomendas em alguns países europeus até o final do ano e continuar nos expandindo em 2022.” Sua promessa é que não precisamos ser engenheiros nem ter conhecimentos prévios para melhorar ou substituir qualquer parte da máquina. “Na verdade, é muito fácil”, garante. Basta um chave de fenda.

Pergunta. Como decidiu dar esse passo?

Resposta. Estava claro que o problema não se resolveria sozinho e que a única maneira de corrigi-lo era demonstrar que é possível construir uma empresa que siga um modelo diferente, mais amigável, com o consumidor e o meio ambiente. E eu sabia que tinha as habilidades e os contatos necessários para isso.

P. Quanto deve durar um laptop da Framework?

R. Nosso objetivo é que durem pelo menos o dobro do que os consumidores poderiam conseguir comprando outro computador de características semelhantes. Mas o importante é que os equipamentos não serão apenas funcionais durante esse período, serão também agradáveis. Não se trata de um produto que começa a se deteriorar depois de funcionar perfeitamente durante dois anos, e que faz o usuário sofrer por mais dois anos. Se algo começar a funcionar pior, seja uma bateria gasta, uma tela danificada ou um espaço de armazenamento insuficiente, isso pode ser resolvido com uma simples troca de módulo. Além disso, se um usuário precisar de uma porta diferente, pode consegui-la sem a necessidade de adaptadores externos, basta trocar as placas de expansão. A máquina foi projetada para ser muito fácil de abrir, e tudo está etiquetado com códigos QR onde o usuário encontra instruções passo a passo.

P. Por fora, seus computadores se parecem com qualquer modelo comercial, mas o interior é bem diferente. O quanto foi difícil reinventar essa estrutura?

R. Não é uma reinvenção total. Pudemos aproveitar muito conhecimento em matéria de design e arquitetura. Na verdade, é uma revisão de prioridades: para nós, o importante era garantir que tivéssemos um laptop muito fino e de alto desempenho, mas dentro dos limites de torná-lo totalmente acessível para quem nunca viu um computador por dentro.

P. Vamos supor que meu teclado quebre. Quanto tempo e dinheiro eu gastaria para consertá-lo?

R. Para essa peça, temos duas opções. Uma é substituir toda a parte superior —99 dólares [562 reais]—, que levaria dois minutos ou menos. A outra é substituir apenas o teclado —39 dólares [222 reais]—, que é um pouco mais complicada e pode levar meia hora. O usuário pode escolher, comprar a peça de reposição em nosso site e recebê-la em casa em dois dias. É mais eficiente para o consumidor e para nós: ele não tem de nos enviar o computador e esperar que o centro de reparo o examine, e também não precisa se preocupar com a segurança da informação.

P. E se acontecer algo mais letal? Se um café derramado danificar diferentes componentes? O conserto deixa de ser econômico?

R. Se o dano for grande, pode fazer mais sentido comprar um novo. Mas mesmo nessa situação seria possível economizar aproveitando alguns componentes. Por exemplo, os cartões de expansão de memória e armazenamento provavelmente estariam intactos.

P. Em relação ao preço, como é a comparação com outros equipamentos do mercado?

R. Tentamos manter um preço próximo ao que o usuário encontraria comprando um computador similar. O laptop pré-configurado mais barato custa 999 dólares [5.674 reais] e o mais caro, 2.000 dólares [11.360 reais]. Além disso, se um usuário, por exemplo, não quiser o Windows, pode configurar uma opção mais barata na versão “faça você mesmo”.

P. Nesse cenário, os compradores continuam dependendo de vocês para conseguir peças de substituição. Essa espécie de monopólio faz parte de seus planos?

R. Não. Estamos tentando construir um ecossistema que vá além da Framework. Já publicamos abertamente os projetos dos cartões de expansão e temos alguns empreendimentos comunitários e pequenas empresas começando a desenvolver seus próprios cartões. Isso é ótimo, porque os consumidores não precisam depender de nós. E queremos que isso ocorra também com outros componentes.

P. Vocês não temem que esses fabricantes acabem por expulsá-los do mercado?

R. Não especialmente. Para nós, o objetivo é fazer com que esse ecossistema cresça e nossa loja sirva, com o tempo, como mercado para esses fabricantes e vendedores.

P. Veremos e consertaremos as entranhas de mais dispositivos?

R. Sim. O laptop é só o início porque era o mais óbvio e possivelmente a categoria que mais precisava do modelo que temos. Mas acreditamos que isso se aplique a qualquer categoria de eletrônica de consumo. Todos nós temos uma gaveta cheia de dispositivos quebrados com os quais não podemos fazer nada.

P. Imagina a Apple ou a Samsung seguindo um modelo semelhante?

R. Gostaríamos. Mas não conto com isso. Seus modelos estão muito centrados nesse ciclo da substituição.

P. O modelo da Framework as mataria. O que pode matar a Framework?

R. Nosso maior desafio é o problema que todo o mundo está enfrentando: a escassez de silício e os problemas na cadeia de fornecimento. Até agora temos conseguido superar isso, mas ninguém sabe exatamente o que acontecerá no ano que vem, e não parece que esta crise vá desaparecer. Por enquanto, estamos vendendo laptops mais rápido do que os fabricamos.

Inscreva-se aqui para receber a newsletter diária do EL PAÍS Brasil: reportagens, análises, entrevistas exclusivas e as principais informações do dia no seu e-mail, de segunda a sexta. Inscreva-se também para receber nossa newsletter semanal aos sábados, com os destaques da cobertura na semana.

*Por Montse Hidalgo Pérez
………………………………………………………………………..
*Fonte: brasil-elpais

Pesquisadores criam jaqueta que gera energia solar

Modelo inclui painéis solares ultrafinos e embutidos que não comprometem o estilo da peça.

Em um futuro próximo, poderemos carregar o smartphone com nossa própria roupa. Pesquisadores de design e física da Universidade finlandesa Aalto já conseguiram o feito – ao menos de modo experimental. O grupo criou uma jaqueta exclusiva com painéis solares embutidos.

Diferentemente de outras roupas capazes de gerar energia solar já desenvolvidas, o novo trabalho em nada comprometeu a aparência da peça.

“A maneira tradicional de integrar fotovoltaicos com têxteis é anexar células solares na superfície frontal de um têxtil para garantir o máximo aproveitamento de energia”, explica a equipe da Universidade Aalto. O objetivo era fazer justamente o oposto: criar uma peça elegante com painéis solares ocultos.

Este detalhe pode parecer bobagem para alguns enquanto para outros é essencial. Quem é dos “primórdios” da internet e das discussões ambientais que ocorrem neste meio deve se lembrar do famoso tumblr: “é sustentável, mas é horrível”. Enfim, aqui não há este problema, pois a tecnologia é invisível a olho nu. A solução é inspirada nas fachadas de edifícios que possuem painéis fotovoltaicos integrados.

Para otimizar a captação de energia, foi escolhido um tecido que permite a passagem de luz. Os painéis solares ultrafinos podem ser incorporados a praticamente qualquer tecido – o que inclui algodão, linho, viscose e poliéster – bastam que sejam costurados entre duas camadas de tecido. E detalhe importante: o têxtil produzido é lavável à máquina.

No experimento do produto, a energia das células solares foi transferida para dispositivos vestíveis (wearables) por meio de fibras condutivas incorporadas à roupa. O painel solar foi projetado para ser muito fino e flexível. À Fast Company, Elina Ilén, principal líder deste projeto, afirma que com quatro a seis horas ao sol o material é capaz de carregar totalmente um smartphone.

Outro ponto importante é que a tecnologia é, por escolha, separada do tecido para que, ao fim da vida útil, ambos possam ser encaminhados à reciclagem.

Além do estiloso casaco, os pesquisadores veem um futuro promissor para a aplicação da tecnologia em uniformes de trabalho, roupas esportivas e ainda na indústria de cortinas.

Intitulado Sun-Powered Textiles, o projeto com peças que usam a tecnologia foi exibido na exposição online Designs for a Cooler Planet como parte da Helsinki Design Week.

*Por Marcia Sousa
……………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

YouTube remove contagem pública de dislikes em vídeos

A partir desta quarta-feira (10), botão de polegar para baixo aparecerá sem números na plataforma; espectadores ainda poderão dar dislike nos vídeos

O YouTube anunciou que removerá a contagem de dislikes dos vídeos a partir desta quarta-feira (10). Segundo a empresa, a medida tem o objetivo de proteger os criadores de conteúdo de assédio e de ataques coordenados de avaliações negativas nos vídeos. O botão de dislike permanecerá sendo exibido para os espectadores, que ainda poderão avaliar negativamente o conteúdo; apenas a quantidade de dislikes será suprimida, tornando-se visível apenas para o proprietário do canal.

A remoção da contagem de dislikes vinha sendo testada desde março, e será implantada de forma gradual a partir de hoje. Segundo o YouTube, o experimento feito no início do ano resultou na redução do número de dislikes nos vídeos participantes. Esse comportamento foi percebido porque as pessoas pareceram menos dispostas a dar mais avaliações negativas em vídeos que não tinham a contagem visível.

O YouTube diz que ouviu criadores de conteúdos iniciantes e proprietários de canais de pequeno porte antes de tomar a decisão. A empresa afirma que essa fatia de produtores é a mais prejudicada com os ataques de avaliações negativas, muitas vezes injustamente, e que isso colaborou com a mudança.

Outro ponto levado em consideração pela plataforma é o fato de que os espectadores utilizavam a contagem de dislikes como parâmetro para saber se iriam assistir ao vídeo ou não. Em comunicado, o YouTube se mostrou contra esse comportamento. “Sabemos que você pode não concordar com essa decisão, mas acreditamos que essa é a coisa certa a se fazer para a plataforma”, afirmou a empresa.

Para o espectador, a mudança não afetará a experiência de avaliação dos vídeos. O botão de dislike continuará sendo exibido, sem números, localizado ao lado do botão de “gostei”, cuja contagem permanecerá visível. Isso significa que o usuário ainda poderá dar “dislike” em vídeos para ajustar as recomendações dos algoritmos da plataforma e deixar um feedback para o criador de conteúdo.

Todos os criadores de conteúdo do YouTube ainda poderão visualizar a contagem de dislikes por meio do YouTube Studio, onde também é possível conferir outras métricas de desempenho. A intenção é que os donos de canais possam usar esses dados como um feedback privado, em vez de tê-los revelados publicamente.

“Queremos criar um ambiente inclusivo e respeitoso, onde os criadores tenham a oportunidade de ter sucesso e sintam-se seguros para se expressar. Esta é apenas uma das muitas etapas que estamos realizando para continuar a proteger os criadores de conteúdo contra o assédio. Nosso trabalho não acabou e vamos continuar investindo aqui”, diz o comunicado do YouTube.

*Por Rodrigo Fernandes
………………………………………………………………..
*Fonte: techtudo

Programado para estragar

Projetar aparelhos com defeitos e peças pouco duráveis para que o consumidor tenha de comprar novamente. É a obsolescência programada, uma prática que nos leva a um beco sem saída

A frase foi publicada em 1928 na Printer’s Ink, revista do setor publicitário norte-americano: “Um artigo que não estraga é uma tragédia para os negócios.” Para que vender menos se você pode vender mais projetando produtos com um defeito incorporado? Por que não abandonar esse afã romântico de fabricar produtos bem feitos, consistentes, duradouros, e ser logo prático? Não será melhor para o business fazer com que o cliente tenha de abrir a carteira mais vezes?

Essa é história de uma ideia que ganhou força como salvação dinamizadora nos anos da Grande Depressão, transformou-se num mantra da sociedade de consumo – comprar, usar, jogar fora, voltar a comprar – e se tornou, já na atualidade, uma séria ameaça ao meio ambiente. É uma história escrita aos poucos, capítulo por capítulo. O último e mais importante deles é o destaque que a questão ganhou nos debates da Europa, sinal de que existe uma crescente conscientização: em 4 de julho, o Parlamento Europeu aprovou (por 622 votos a favor e 32 contra) o Relatório sobre Produtos com Uma Vida Útil Mais Longa: Vantagens para os Consumidores e as Empresas, pedindo que a Comissão Europeia adote medidas.

Não só isso. A França, país com a legislação mais dura da Europa contra a obsolescência programada, acaba de registrar a primeira denúncia de um coletivo de consumidores contra os fabricantes de impressoras. O fato ocorreu em 18 de setembro: a associação Halte à l’ Obsolescence Programmée (HOP, Contra a Obsolescência Programada) acusou marcas como Epson, HP, Canon e Brother de práticas destinadas a reduzir deliberadamente a vida útil de impressoras e cartuchos.

O truque não é novo. Começou a ser usado no final do século XIX na indústria têxtil (quando os fabricantes começaram a utilizar mais amido e menos algodão) e se consolidou em 1924, quando General Electric, Osram e Phillips se reuniram na Suíça e decidiram limitar a vida útil das lâmpadas a 1.000 horas, tal como aponta o festejado documentário espanhol Comprar, Tirar, Comprar (“comprar, jogar fora, comprar”), de Cosima Dannoritzer. E assim foi assinado o atestado de óbito da durabilidade.

“Hoje, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento são usados para reduzir a durabilidade do que compramos”, diz o especialista Benito Muros

Até então, as lâmpadas duravam mais. Como a que brilha ininterruptamente desde 1901 na central dos Bombeiros de Livermore, na Califórnia. De filamento grosso e intensidade menor que a de suas sucessoras (o que impede o alto aquecimento), essa lâmpada foi concebida para perdurar. E continua lá, brilhando, mostrando que a obsolescência programada está longe de ser um mito.

Desde a sensação causada nos anos trinta pelas meias de náilon Du Pont, que não rasgavam, até o telefone inteligente que fica burro sem razão aparente – e só um ano e meio depois de ser adquirido –, muita água passou debaixo da ponte. A obsolescência programada (OP) foi aprimorada. E a intenção de fraude por parte do fabricante não é algo fácil de demonstrar.

“Hoje, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento são para ver como reduzir a durabilidade dos aparelhos, mais do que para melhorá-los ao consumidor”. Quem se expressa de forma tão contundente é Benito Muros, um ex-piloto de 56 anos que há anos denuncia a OP. Presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada (Feniss), ele afirma que a OP está presente em todos os dispositivos eletrônicos que compramos, “até mesmo nos carros”.

Os consumidores franceses realizaram a primeira denúncia contra várias marcas de impressoras

Muros lidera uma empresa que desenvolve lâmpadas, semáforos e projetos de iluminação pública para Prefeituras da Espanha, conta que hoje é possível observar muitas formas de OP no mercado: dispositivos com carcaças que não permitem a dissipação do calor, e cujo aquecimento gera falhas prematuras; componentes como os condensadores eletrolíticos, cujas dimensões determinarão a vida do produto (perdem líquido com as horas de uso; quanto menor for a capacidade de armazenamento de líquido eletrolítico, menos vai durar); baterias que não podem ser retiradas (como foi o caso do iPhone) e que obrigam o usuário a comprar um novo aparelho; chips que agem como contadores e que estão programados para que o sistema pare de funcionar após certo número de utilizações, como ocorreu com algumas impressoras (o consumidor que ousar tentar consertar uma logo escutará que é mais barato comprar outra).

Muros, que diz ser alvo de campanhas de difamação na imprensa por se opor à OP – e que fabricou uma lâmpada que foi objeto de controvérsia, – afirma inclusive que atualizações enviadas para os nossos smartphones escondem uma mudança de software que os torna mais lentos.

“Eles te enviam uma espécie de vírus que serve para preparar o telefone para o seu final”, diz. Outro aparelho jogado no lixo, e outro resíduo eletrônico que, mais cedo ou mais tarde, vai parar nos tóxicos (e sinistros) lixões que o mundo rico alimenta em lugares remotos, como a África.

Cerca de 215.000 toneladas de aparelhos eletrônicos, procedentes sobretudo dos Estados Unidos e da Europa, desembarcam todo ano em Gana, segundo a Motherboard, uma plataforma multimídia de longa trajetória sobre trabalhos de pesquisa. Acabam gerando 129.000 toneladas de resíduos em lugares como Agbogbloshie, um dos maiores lixões tecnológicos do mundo, situado em Accra, a capital do país.

“Somos os responsáveis pelo nosso consumo. Não podemos seguir assim”, diz a cientista Mari Lundström

A indústria de tecnologia produz, sozinha, 41 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, segundo uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Entre 60% e 90% desses produtos caem nas mãos de quadrilhas, que os descarregam ou comercializam ilegalmente. Além de Gana, países como Índia e Paquistão são importantes destinos de televisores, celulares e aparelhos de som descartados com a chegada das liquidações, porque não somos bobos, e porque uma semana de preços supostamente loucos é uma oportunidade que não se pode desperdiçar. Tudo pelo último modelo.

Ainda assim, a prática tem os seus defensores. Eles dizem que uma obsolescência programada controlada, sem abusos excessivos, é a fórmula para que o mundo continue funcionando como até agora. E uma fonte de criação de emprego.

Além disso, o avanço tecnológico traz soluções mais ecológicas e eficientes, como poderia ser o caso dos carros elétricos. Portanto, a OP poderia ter sentido, argumentam seus partidários.

O debate está aberto. E dele também participam aqueles que dizem que esse negócio de obsolescência programada é uma teoria da conspiração. Basta um passeio pelo Twitter para ver mais argumentos. Uns dizem que o verdadeiro problema não são as marcas, mas os consumidores: queremos produtos baratos para usar e jogar fora, e não estamos dispostos a pagar o que custariam se realmente fossem de qualidade (e, portanto, mais caros).

Nessa mesma linha se manifesta o diretor geral da Associação Nacional de Fabricantes de Eletrodomésticos (Anfel), da Espanha, que reúne as marcas de linha branca (geladeiras, lava-roupa, lava-louça, etc). Este jornal tentou realizar uma entrevista com algum diretor da Anfel, que só aceitou responder às perguntas por e-mail. Após afirmar que não há dados embasando a ideia de que os eletrodomésticos duravam mais em meados do século passado do que agora, e de qualificar a prática da OP como “deplorável”, Alberto Zapatero, diretor geral da Anfel, escreve: “Devemos levar em conta que os consumidores não só jogam fora os produtos que deixaram de funcionar, mas também o fazem por outros motivos, por exemplo quando um aparelho deixa de cumprir com suas expectativas por razões técnicas, regulatórias ou econômicas (caso de televisores não aptos para a transmissão digital), além do desejo dos consumidores de adquirir um novo modelo por questões de mudanças de funcionalidade, design e serviços.”

Não bastasse o consumismo desenfreado dos cidadãos ocidentais, existe também a contemporânea impossibilidade de consertar. E os dados indicam que o consumidor estaria disposto a reparar os produtos, se pudesse: 77% dos europeus prefeririam o conserto a uma nova compra, segundo o Eurobarômetro de 2014. “A sociedade dos resíduos não pode seguir assim. Estamos perante um modelo econômico superado”, afirma de Bruxela, por telefone, Pascal Durand, deputado verde europeu que liderou a iniciativa apresentada pelo Parlamento Europeu no final de julho.

A cifra de consumidores de produtos de tecnologia aumenta a cada ano. Novas classes médias de países como China e Índia se incorporam ao padrão de compra dos países mais desenvolvidos. Mais celulares, mais computadores, mais eletrodomésticos. Primeiro para o carrinho de compras, depois para o lixo. E mais extração de metais para produzi-los. Matérias-primas que não são ilimitadas.

Ao mesmo tempo, quanto mais curta é a vida dos dispositivos que compramos (veja os celulares, cuja expectativa de vida oscila entre um e dois anos, segundo os estudos europeus), maior é o volume de resíduos gerados.

Jogar fora aparelhos novos que poderiam ser consertados na Europa, enviando-os a lixões distantes em barcos que contaminam águas, para, ao mesmo tempo, comprar aparelhos fabricados em lugares distantes e que chegam em barcos que contaminam de novo. “Cedo ou tarde, isso vai acabar”, diz Durand.

Essa é uma das reflexões de uma proposta que foi batizada como “economia circular” e que ganha força nos fóruns europeus e globais. A ideia é simples: ao fabricar um bem, devemos levar em conta o resíduo que ele vai gerar para que este seja reutilizável, se possível totalmente. Desse modo, em vez de seguir o paradigma da economia linear (produzo, utilizo, jogo fora), passaríamos ao “produzo, utilizo, reutilizo”. E, se possível, conserto.

Legislar nesse sentido, portanto, significaria fazer com que as marcas aumentem os prazos de garantia; incentivar a possibilidade de reparação dos produtos em qualquer loja, não só nos serviços autorizados; que as marcas projetem artefatos que permitam a extração de peças, componentes, baterias; reduzir impostos às marcas que adotem essas medidas e aos artesãos que a elas se dediquem; perseguir e multar a obsolescência programada intencional; revelar a OP informática. A iniciativa apresentada no Parlamento Europeu vai nessa linha. A Comissão deverá dar uma resposta legislativa antes de julho de 2018.

Enquanto isso, países como a Finlândia arregaçam as mangas. O país escandinavo já conta com um plano para fazer a transição rumo à economia circular. Florescem as start-ups que procuram soluções para os resíduos que geramos, enquanto fundos são destinados para a pesquisa.

A Universidade Aalto integra um projeto de colaboração transversal que recebeu cinco milhões de euros (18,5 milhões de reais) para começar a caminhar. Mari Lundström, professora de hidrometalurgia e corrosão, lidera um programa que busca soluções para a reciclagem de metais. Em entrevista pelo telefone de Estocolmo, ela explica que os celulares, os fios elétricos e os computadores que jogamos no lixo estão repletos de materiais úteis e valiosos. Alguns inclusive são difíceis de encontrar no subsolo europeu; e, no entanto, jogamos tudo isso fora. Desperdiçamos níquel, cobalto, lítio… Muitos deles são facilmente recuperáveis através de tratamentos químicos, por exemplo. Um único telefone contém até 40 elementos recicláveis, dos quais só reutilizamos 10, explica Lundström. Doze empresas finlandesas que usam metais já trabalham com o fruto das pesquisas científicas.

Podemos reciclar o metal da lata de refrigerante. Mas precisamos de 20 vezes mais energia para recuperá-lo se essa lata foi queimada num saco com lixo orgânico, explica a cientista finlandesa. Este é um dos resultados das pesquisas do programa. Pode-se deduzir, portanto, que a economia circular deve ser promovida pelos Governos, pesquisada pelos docentes e assumida pelas empresas. Ok, mas também precisa dos cidadãos.

“A chave da economia circular é o que cada pessoa fizer”, diz Lundström, de forma categórica. “Não podemos continuar vivendo como fizemos até agora. É necessária uma resposta da sociedade: somos responsáveis por nossa forma de consumir.”

Mas a economia circular também tem seus críticos. Alguns consideram que se trata de uma mera prolongação da ideia de crescimento sustentável, que, apesar de bem intencionada, não levou a grandes realizações. O problema, explicam, é o crescimento. É a lógica que nos empurra a seguir espremendo o planeta, cujos recursos são finitos.

A solução não é fácil, e romper com décadas de inércia levará um tempo. Há várias perguntas no ar. Num contexto de contínuo avanço tecnológico, será mesmo tão difícil melhorar a durabilidade dos produtos? Faz sentido continuar vivendo do mesmo jeito, conhecendo a toxicidade dos resíduos gerados por nosso modo de consumo? E os Governos não têm pensado em fazer nada a respeito?

CONSUMIDORES SE MOBILIZAM NA FRANÇA
A França é a país com a legislação mais dura da Europa na luta contra a obsolescência programada, aprovada em 2015. As marcas que realizam a prática podem pagar multas de até 300.000 euros (1,1 bilhão de reais).

A denúncia da associação HOP apresentada em setembro, a primeira do gênero, acusou marcas como HP, Canon e Brother de práticas voltadas a reduzir deliberadamente a vida útil de impressoras e cartuchos; e destacava, em particular, o caso da Epson.

Este jornal solicitou entrevista com um diretor da Epson na Espanha, mas o pedido foi negado. Um porta-voz somente escreveu esta resposta por e-mail: “A Epson conhece a denúncia da associação HOP na França e trabalhará com as autoridades competentes para responder de maneira adequada e resolver o caso.” E acrescentou: “Rechaçamos totalmente a afirmação de que nossos produtos estão programados para estragar num período de tempo predeterminado.”


*Por Joseba Elola

………………………………………………………………………….
*Fonte: brasil-elpais

Protótipos movidos a energia solar que coletam água do ar podem ajudar bilhões de pessoas

Mesmo quando não há nuvem no céu, sempre há água circulando na atmosfera.

Comparado com todo o H2 0 na Terra, não há muito lá em cima – apenas cerca de 0,001 por cento – mas em áreas de alta umidade, mesmo essa pequena quantidade de umidade pode ser suficiente para fornecer água potável para um bilhão de pessoas.

A hidratação está aí para ser tomada. Tudo o que precisamos fazer é descobrir como obtê-la.

Se pudermos criar um dispositivo econômico e fora da rede que usa energia solar para coletar líquidos do céu, um novo jornal estima que poderíamos produzir 5 litros de água por dia em regiões sem fontes de água potável.

Infelizmente, não funcionará em todos os lugares. Parece estar havendo uma diminuição no retorno dos dispositivos de coleta de água atmosférica em locais que são muito secos, especificamente aquelas regiões que estão abaixo de 30% de umidade relativa.

Nos trópicos, entretanto, esses dispositivos hipotéticos poderiam hidratar milhões. Dois terços das pessoas sem água potável gerenciada com segurança vivem atualmente em áreas tropicais, especialmente na África, Sul da Ásia e América Latina.

No Google e em algumas pequenas start-ups, os pesquisadores já estão trabalhando em protótipos. O dispositivo de propriedade da Alphabet tem apenas um metro quadrado e usa apenas algumas células solares fotovoltaicas para gerar energia e liquidificar a água retirada do ar.

Quando a equipe testou a tecnologia emergente no ano passado, eles produziram 150 mililitros de água por hora por metro quadrado.

Um novo artigo dos autores agora usa uma ferramenta geoespacial para calcular o potencial desses dispositivos, dados os padrões globais de umidade, temperatura do ar e radiação solar.

Suas conclusões iniciais precisarão ser verificadas por mais trabalho, mas as descobertas sugerem que se um dispositivo fora da rede e econômico pode ser projetado, dimensionado e executado ao longo do dia, ele poderia servir para hidratar cerca de metade de todas as pessoas em o mundo que atualmente não tem acesso a fontes de água limpa.

A água retirada do ar não será suficiente para as pessoas usarem nas plantações ou para cozinhar ou limpar, mas com o contínuo desenvolvimento tecnológico, os pesquisadores acreditam que esses protótipos poderão um dia fornecer água potável suficiente para cerca de um bilhão de pessoas.

Infelizmente, a partir de agora, esses dispositivos são muito caros para tornar isso uma realidade. Ainda assim, pesquisadores da “Moonshot Factory” do Google argumentam que os protótipos atuais têm o potencial de ser de baixo custo.

Esses dispositivos incluem apenas algumas peças móveis e são feitos de materiais amplamente disponíveis. O processo de fabricação só precisa ser ampliado e, embora isso exija tempo e dinheiro dos investidores, os autores argumentam que vale a pena o esforço.

Atualmente, cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável gerenciada de forma segura. As áreas do interior separadas do litoral são especialmente vulneráveis, mas mesmo no Pacífico tropical, o aumento dos mares devido às mudanças climáticas ameaça engolir as fontes de água doce em várias ilhas.

Um dispositivo que permite aos habitantes locais derramar uma bebida do céu pode salvar milhões de vidas e manter algumas regiões do mundo habitáveis ​​por muito mais tempo em meio a uma crise climática global.

Dada a incerteza de água potável no futuro, seríamos tolos se não continuássemos a buscar o potencial desses protótipos.

O maior sonho é criar um coletor de água atmosférico que possa funcionar em regiões áridas e úmidas, produzindo água a um custo de um centavo por litro.

No momento, os pesquisadores da empresa de propriedade da Alphabet, X, estão estagnados em 10 centavos o litro, então eles decidiram compartilhar os projetos com o mundo. Sua esperança é que alguém possa pegar o que aprendeu até agora e torná-lo lucrativo.

O estudo foi publicado na Nature

………………………………………………………………………………..
*Fonte: sabersaude

O que é o metaverso? Entenda tudo sobre a tecnologia que está mobilizando o Facebook

Qual é o futuro da tecnologia? Uma tecnologia como a internet já era prevista por cientistas desde o início do século passado, mas qual será a próxima grande revolução tecnológica. Segundo Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, o futuro está no conceito de metaverso, mas o que isso significa? O que é o metaverso?

O metaverso é um conceito extremo de realidade virtual; basicamente, trata-se da possibilidade de se criar um universo alternativo mediado pela internet, onde as pessoas poderiam trabalhar, se comunicar e se entreter de forma inteiramente digital, criando um universo alternativo ao que vivemos no momento.

O Facebook está contratando milhares de funcionários na União Europeia para desenvolver essa tecnologia que, segundo Zuckerberg, será coletiva e não estritamente privada. Segundo o bilionário, diversas empresas e desenvolvedores devem se engajar na construção desse espaço virtual coletivo e compartilhado pelas pessoas.

Em entrevista ao The Verge, Zuckerberg descreve que “ao invés de apenas visualizar o conteúdo, você estará nele. E você irá se sentir presente com outras pessoas como se estivesse em outros lugares, tendo experiências diferentes que não podem ser realizadas em um aplicativo ou em um site, como dançar, por exemplo, ou realizar exercícios”.

A empresa anunciou um investimento de 50 milhões de libras esterlinas para investir em grupos sociais que têm a missão de tornar o metaverso um ambiente seguro. Mas ainda existem diversas questões éticas (e tecnológicas) que circundam essa tecnologia que, parece que, arriscadamente, deseja criar uma nova realidade.

“O metaverso não é a penas uma realidade virtual. Será acessível em diversas formas de acesso, como em óculos de Realidade Virtual, celulares, consoles de video-game e computadores. E a tecnologia não será exclusivamente destinada para games ou para entretenimento, mas tenho certeza de que isso será maior. Será um processo permanente, um ambiente síncrono em que poderemos estar juntos, e me parece que será um híbrido entre plataformas sociais que vemos hoje, mas em um ambiente corporal para ela”, explica.

De acordo com artigo do BBC, críticos afirmam que a medida é uma tentativa de reposicionar a empresa depois de diversos escândalos envolvendo privacidade e saúde mental de seus usuários.

……………………………………………………………………
*Fonte: hypeness

Copo comestível de café substitui descartáveis

Startup na Austrália desenvolve copinho à base de biscoito que resiste a bebidas quentes e frias.

Beber um cafezinho e após o último gole saborear o próprio copo. Esta é a proposta da startup australiana Good Edi, responsável por desenvolver copos comestíveis. O produto é feito de aveia, grãos e outros ingredientes naturais.

O negócio surgiu como uma alternativa de redução à produção de lixo gerado pelos copos descartáveis de café disponibilizados “para viagem”. A ideia foi das amigas Aniyo Rahebi e Catherine Hutchins, que se uniram nesta empreitada após mais de uma década de experiência profissional em embalagem e processamento de alimentos. Foram necessários 18 meses de desenvolvimento para se chegar ao copo à base de biscoito. O mais difícil, segundo elas, foi garantir que o copo comestível resistisse a líquidos quentes.

Com apoio de financiamento coletivo, as ideias e pesquisas saíram do papel. O copo pode manter sua forma por várias horas e é projetado para suportar uma bebida quente por até 45 minutos sem perder a crocância.

Além disso, o copinho é livre de sabores artificiais ou conservantes e produzido 100% com ingredientes livres de origem animal. Apesar de pensado para ser consumido, o copo se quebrará naturalmente se for descartado.

Financiamento
O copo Good-Edi ganhou o primeiro lugar no Programa Hatch Accelerator do Taronga Zoo, que apoia a inovação destinada a enfrentar os desafios ambientais urgentes. O prêmio garantiu o principal subsídio de financiamento. Em seguida veio o bem sucedido financiamento coletivo, baseado em recompensas, e por fim a dupla ainda realizou uma rodada de financiamento inicial que atraiu investidores.

Leia também: Na Nova Zelândia, um modelo de copo comestível já foi testado em voos comerciais.

*Por Marcia Sousa
……………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Os aditivos químicos presentes em 4 de cada 5 alimentos vendidos nos mercados do Brasil

Quando a nutricionista Vanessa Montera investigou a presença de aditivos em alimentos vendidos nos supermercados, ela levou um susto — não só porque muitos tinham (o que ela já esperava), mas porque alguns tinham vários aditivos, e muitos deles só servem para disfarçar que certas comidas poderiam ser difíceis de engolir de outra forma.

Seu estudo mostrou que os aditivos estão por toda parte no mercado: quatro em cada cinco dos quase 9,9 mil alimentos analisados tinham ao menos um aditivos entre os ingredientes e um quarto tinham seis ou mais.

O estudo de Montera foi o primeiro do tipo a ser feito nessa escala no Brasil. A nutricionista diz que, apesar de ser esperado que alimentos industrializados contenham aditivos — substâncias naturais ou sintéticas que são usadas para alterar as características de um produto —, ela não imaginava que os encontraria nesse número.

“Alguns alimentos são coquetéis de aditivos. Chegamos a encontrar um produto de panificação que tinha 35. Foi o recorde.”

Outra coisa que chamou sua atenção foi o uso intensivo dos aditivos cosméticos, como são chamados por uma parte dos profissionais da área aqueles aditivos que mudam o sabor, o aroma e a forma dos alimentos, embora essa classificação não seja oficialmente reconhecida por autoridades brasileiras.

Corantes, saborizantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros, garantem que alimentos que passaram por vários processos industriais na sua fabricação correspondam ao que os consumidores esperam deles. São usados porque esse processamento pode às vezes alterar os alimentos a ponto de deixá-los irreconhecíveis.

Diferentemente de outros aditivos, como os conservadores, por exemplo, os aditivos cosméticos não ajudam a fazer com que as comidas sejam mais baratas, durem mais tempo, cheguem a mais pessoas ou possam ser consumidas com mais segurança.

Na prática, são o equivalente a uma maquiagem dos alimentos. “Não precisariam nem estar ali”, diz Montera.

Sua presença nos alimentos, principalmente quando são muito frequentes, funciona como um indicativo de que este alimento é ultraprocessado — e cada vez mais pesquisas associam esse tipo de comida a doenças.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula o uso dos aditivos em alimentos e estabelece os níveis máximos de consumo diário para uma pessoa.

Mas alguns nutricionistas têm dúvidas se esses limites são realmente seguros, porque comemos cada vez mais alimentos ultraprocessados, que têm muitos aditivos.

Eles apontam ainda para evidências de que há aditivos que podem fazer mal à saúde — o que a indústria nega — e também para problemas na forma como esses ingredientes são informados nos rótulos.

Por isso, defendem que as regras sejam revistas pela agência, e está previsto que isso ocorra em breve.

Outro questionamento vem da comparação desta pesquisa brasileira com um estudo semelhante na França, que apontou um uso substancialmente menor de aditivos por lá.

Isso indicaria, de acordo com cientistas, que muitos produtos vendidos no Brasil são mais artificiais e de pior qualidade.

O que são aditivos alimentares

Aditivos são qualquer ingrediente adicionado ao alimentos sem o propósito de nutrir.

Eles modificam as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais do produto, durante sua fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação.

Essas substâncias ajudam a garantir que podemos consumir um alimento sem riscos, por exemplo.

Embora bastante associados à alimentação moderna, eles não são uma novidade. Já eram usados em sociedades antigas, como o sal que é adicionado para preservar uma comida.

O vinagre das conservas, o açúcar dos alimentos cristalizados e a fumaça da defumação são outros exemplos de aditivos bastante comuns.

Mas também se tornaram bem comuns aditivos sintéticos, que passaram a ser empregados pela indústria para produzir comida em larga escala e fazer com que ela chegue em boas condições para os consumidores.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso dos aditivos se justifica quando ele tem uma utilidade clara, como preservar o valor nutricional ou a estabilidade de um alimento, e não é usado para enganar o consumidor.

Cientistas também apontam que seu uso excessivo pode ser problemático.

Aditivos por toda parte
A nutricionista Vanessa Montera investigou em seu estudo como esses aditivos são usados pela indústria no Brasil.

Esse trabalho foi sua tese de doutorado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e foi publicado no periódico Food and Function, da Sociedade Real de Química, do Reino Unido.

A nutricionista analisou uma base de dados elaborada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor a partir da visita a dez lojas das cinco maiores redes de supermercado do país em duas cidades, Salvador e São Paulo.

Todos os produtos embalados tiveram seus rótulos fotografados. De cerca de 14 mil itens, foram excluídos os que estavam duplicados, as águas engarrafadas e aqueles que não tinham informações nutricionais nas embalagens. Restaram 9.856 alimentos, que foram divididos em 25 categorias.

Pessoas terão que se acostumar a comida mais cara, diz CEO da Kraft Heinz
Em seguida, foram verificados os ingredientes de cada um deles. A cientista concluiu que 79,4% tinham ao menos um aditivo.

Mas isso conta apenas uma parte da história, porque a minoria (11,6%) tinha um aditivo só, enquanto 19,8% tinham dois ou três, 23,2% tinham quatro ou cinco e 24,8% — a maior parcela do total — tinham seis ou mais.

Os produtos com mais aditivos foram as bebidas de fruta saborizadas (com teor de suco abaixo de 30% e pós e concentrados para preparo de refrescos). Nesses produtos, em média, os aditivos representavam 79,7% do número total de ingredientes listados.

Também se destacaram refrigerantes (74,5%), outras bebidas (57,3%) — tais como aquelas à base de soja, chás prontos para consumo, bebidas para desportistas, leite de coco —, produtos lácteos não adoçados (51,1%), néctares (49,7%), produtos lácteos adoçados (45,6%) e doces e sobremesas (45,4%).

Entre os cinco aditivos mais usados, quatro eram do tipo cosmético — a exceção foram os conservadores, que fazem com que os alimentos durem mais tempo.

Os aromatizantes, que dão cheiro a um produto, foram de longe o aditivo mais comum. Estavam em 47,1% dos produtos.

Depois, vieram os conservadores (28,9%), os corantes (27,8%; conferem cor à comida), os estabilizantes (27,6%; mantêm a dispersão de componentes) e os emulsificantes (19,4%; mantêm uma mistura).

“Os conservadores têm um propósito, porque a indústria precisa fazer com que esses produtos possam ficar mais tempo na prateleira, mas os aditivos cosméticos só servem para deixar o pão mais fofinho, fazer o iogurte ficar rosa, deixar o creme de leite mais branco. Seu único propósito é tornar o produto mais atraente para o consumidor e, por isso, não são estritamente necessários”, avalia Montera.

A nutricionista argumenta que sua pesquisa mostra que a indústria de alimentos está pesando a mão no uso desses ingredientes.

“Tinha um produto que tinha um umectante [que previne a perda de umidade] e um antiumectante [que impede a absorção de umidade]. Qual é o sentido disso?”, questiona.

O que dizem as regras
A principal preocupação é com o impacto no corpo que o consumo desses aditivos causa, dizem os nutricionistas.

O Ministério da Saúde se negou a comentar o assunto e disse à BBC News Brasil que caberia à Anvisa tratar do tema.

A agência afirmou por sua vez, em comunicado, que analisa os riscos envolvidos no consumo de aditivos e determina quais são permitidos e seus limites máximos, para que a indústria possa tirar proveito deles sem prejudicar os consumidores.

As substâncias são avaliadas caso a caso, segundo a Anvisa, e o fabricante precisa comprovar que elas são seguras, necessárias e que o consumo médio esperado não traz perigos.

A agência disse ainda que segue as regras e recomendações da OMS, da Organização para Alimentação e Agricultura, e o que é praticado na União Europeia e nos Estados Unidos.

Mas nutricionistas ouvidas pela reportagem acreditam que a Anvisa pode (e deve) fazer melhor.

Um dos problemas apontados é que os limites diários determinados pela agência levam em conta a ingestão de um aditivo individualmente e determinam o quanto pode ser usado em um único produto.

Mas isso seria colocado em xeque pelo aumento em todo o mundo, medido por diversas pesquisas, do consumo de produtos ultraprocessados, que contêm muitos aditivos.

Isso significa que, na prática, não é difícil alguém consumir mais de um alimento que contém o mesmo aditivo e ir além do limite considerado seguro.

Também não seria levado em consideração nas regras atuais que esses aditivos são consumidos muitas vezes de forma combinada. Como a pesquisa de Vanessa Montera mostra, é comum que alimentos tenham vários aditivos.

Por fim, a lei brasileira não exige que o rótulo informe a quantidade de aditivos usada em cada produto, explica Daniela Canella, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens-USP).

“Não temos como saber o quanto estamos comendo. A indústria diz que isso é segredo industrial e que não revela para que os concorrentes copiem seus produtos, mas isso significa que a gente desconhece o quanto a gente consome de aditivo no Brasil”, diz Canella, que também é professora da Uerj e orientou Montera em sua pesquisa de doutorado.

O que diz a Ciência

A Ciência ainda é inconclusiva sobre se os aditivos causam ou não prejuízos à saúde.

Há estudos que apontam indícios de que seu consumo por pode estar ligado a distúrbios de comportamento, transtornos mentais, alergias, alterações no metabolismo do corpo, obesidade e câncer.

Existe ainda a preocupação com o fato de os ultraprocessados acostumarem nosso paladar a um excesso de certos ingredientes, como sódio e açúcar, tornando mais difícil adquirir o gosto pelos alimentos in natura, que são fontes de nutrientes.

A indústria de alimentos diz que os aditivos são importantes para garantir a segurança e o valor nutricional dos alimentos e que não há por que se preocupar.

A Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Ingredientes e Aditivos para Alimentos disse à BBC News Brasil que o número de aditivos na composição de um produto “não tem nenhuma relação” com o alimento ser saudável ou não.

“A quantidade máxima permitida leva em conta a interação entre os aditivos em todas as categorias de alimentos, bem como a ingestão diária aceitável, com base no perfil alimentar da população brasileira”, declarou a entidade.

Por sua vez, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos disse à reportagem que os aditivos são usados em “pouquíssimas quantidades” e controlados rigorosamente.

“Não há evidências que demonstrem que a combinação de aditivos num mesmo alimento possa oferecer riscos à saúde humana”, afirmou a associação.

Um dos motivos é que essas pesquisas quase não são feitas, argumenta Daniela Canella.

“Não há estudos no Brasil e existem pouquíssimos no mundo que analisam os aditivos somados, isso normalmente é feito com cada um deles sozinho. É possível que o efeito cumulativo deles não seja seguro”, afirma a nutricionista.

Vanessa Montera aponta outros problemas. De acordo com a pesquisadora, a maioria das pesquisas, que são feitas pela própria indústria, analisam apenas se os aditivos são tóxicos ou causam mutações nas células e não investigam os prejuízos que podem causar ao metabolismo, ou seja, ao funcionamento do corpo.

“Tem alguns estudos que apontam efeitos preocupantes, mas realmente não é nada que nos faça bater o martelo. Mas, ainda assim, deveria ser adotado o princípio da precaução, porque, da mesma forma que não dá pra dizer com 100% de certeza que são prejudiciais, também não dá pra garantir que não são”, diz a cientista.

Além disso, os estudos são realizados majoritariamente em animais, explicam os especialistas. Não seria ético fazer pesquisas dos efeitos em humanos, dando aditivos às pessoas para ver o que acontece.

A saída, explica Canella, é fazer os chamados estudos observacionais, em que se acompanha um grupo de pessoas por um tempo e se analisam seus hábitos e estilo de vida e os problemas de saúde para ver se há alguma correlação.

“É difícil fazer estudos assim porque sempre pode ter havido outra influência. Pode ter sido a poluição, e não o aditivo, que causou uma doença, por exemplo. Por isso, o nível de evidências nunca vai ser o ideal, o que é uma maravilha para a indústria, que sempre vai poder dizer que não dá pra estabelecer uma relação de causa e consequência, e é verdade”, diz a pesquisadora da USP.

Anvisa vai rever regras de aditivos
Uma outra preocupação surge com a comparação do estudo feito por Montera no Brasil com outro na França.

A pesquisa com 126 mil produtos alimentícios disponíveis nos supermercados franceses apontou que 53,8% tinham aditivos e 11,3% tinham cinco ou mais aditivos — bem abaixo dos índices encontrados no estudo brasileiro.

“Isso mostra que talvez a qualidade dos alimentos que estão sendo oferecidos aqui é pior do que a dos alimentos de lá”, diz Montera.

A nutricionista afirma ainda que, se a amostra do estudo nacional fosse tão grande quanto a da pesquisa francesa, os resultados poderiam ser ainda piores.

“A Europa tem um controle maior sobre o uso de alguns aditivos alimentares”, explica Montera.

Ter mais aditivos é sinal de pior qualidade porque essas substâncias são usadas muitas vezes para substituir ingredientes naturais.

Em tese, por exemplo, uma empresa poderia usar morangos de verdade para deixar o iogurte rosa, mas morangos são mais caros do que um corante.

Os aditivos também servem para “maquiar” os produtos ultraprocessados, diz Canella, tornando seu aspecto, textura e gosto aceitáveis.

A nutricionista defende que cabe ao governo brasileiro exigir padrões de qualidade melhores das fabricantes de alimentos.

“Os países têm legislações mais e menos rigorosas. Se em um lugar você pode usar matéria-prima de pior qualidade, esse país se torna um refugo da indústria. Se dá pra produzir mais barato e a legislação não barra, por que uma empresa vai ter mais despesa e menos lucro?”, questiona Canella.

Também seria bom que os rótulos informassem melhor sobre esses ingredientes, indicando sua quantidade, por exemplo, acrescenta Montera.

O Brasil terá uma oportunidade de aprimorar suas regras para os aditivos. Está prevista na agenda da Anvisa para o período entre 2021 e 2023 a modernização das regras e procedimentos para autorização do uso dos aditivos em alimentos.

Mas, questionada sobre esse assunto, a agência disse à BBC News Brasil que não iria comentar.

*Por Rafael Barifouse
………………………………………………………………………………
*Fonte: bbc-brasil

Navio autossustentável, novidades no mar

Navio autossustentável, novidades no mar
O desenho do navio autossustentável é inovador. Seus criadores asseguram que poderia economizar 60% do combustível e reduzir até 80% as emissões contaminantes. Tudo isso graças ao casco da embarcação. Ele é capaz de canalizar o vento e usá-lo como propulsor, como se fosse uma vela convencional. Isso é muito bom. Navios são extremamente poluentes.

O Vindskip e suas novidades
O ponto de partida para o estudo do desenho norueguês para criar o Vindskip é o vento relativo. O fluxo de ar que o próprio navio produz. Fator primordial na hora de se criar um avião, trem ou veleiro. Depois de várias provas em túneis de vento, que aconteceram na Noruega e Inglaterra, o barco foi desenhado com um casco plano. Ele é aerodinâmico e simétrico. Eleva a embarcação enquanto o motor, com gás natural, impulsiona o barco para a frente. É o mesmo princípio dos barcos à vela.

Programas de informática no navio autossustentável
O êxito do Vindskip depende da tecnologia empregada para prever as condições meteorológicas. Através de um moderno programa de informática ele poderá calcular a melhor rota (ângulo), com relação à direção do vento. O objetivo é que o barco alcance 14 nós.
Navio autosustentável e motores a gás
O navio tem motores funcionando com gás natural liquefeito (GNL), o que contribui perfeitamente para a propulsão, conforme necessário. Dessa forma, o navio pode manter uma velocidade e curso constantes, independentemente do tempo e do vento. O GNL pode ser trocado com biogás quando estiver comercialmente disponível. As células solares e a bateria também contribuirão para o consumo de energia a bordo.

O Vindskip foi idealizado para cargas
A primeira versão do Vindskip® é um transportador de carros com capacidade para 6.600 carros de passageiros. O objetivo é oferecer as menores emissões para o transporte marítimo disponíveis no segmento de transportadoras de alto mar. O Vindskip®, desenvolvido pela empresa Lade AS, Ålesund, Noruega, é o vencedor do German Design Award 2020 na categoria Design de Excelência de Produto – Transporte Conceitual.

Quando o primeiro Vindskip® estiver sendo construído, ele se tornará uma vitrine verde. E pode significar o início de uma nova era no transporte de carros ecológicos para o exterior.

Três anos de trabalho
Segundo os construtores, que levaram mais de três anos trabalhando no projeto, este navio marcante pesa menos que outro convencional. Emprega a mesma tripulação e permite maior carga. Os projetistas também trabalham num navio semelhante, mas de passageiros.
A diferença de outras embarcações futuristas é que o Vindiskip já conseguiu registrar várias patentes internacionais. Os projetistas acreditam que em quatro anos venderão sua criação para alguma companhia de navegação.

Assista ao vídeo:

*Por João Lara Mesquita
…………………………………………………………………………………
*Fonte: marsemfim

PowerShot PX da Canon, uma câmera de vigilância para registrar lembranças

A ideia da câmera PowerShot PX da Canon é ser tipo uma câmera de vigilância, mas para registrar momentos como festas em família automaticamente. Em vez de ter alguém com um celular fazendo as fotos, é só colocar a PowerShot PX em qualquer lugar e a câmera usa seu “reconhecimento de tema” para enquadrar as pessoas próximas e clicar o momento.

A PowerShot PX acompanha a ação com um mecanismo pan/tilt, que permite que a câmera gire 340 graus para esquerda e direita, e 110 graus para cima e para baixo. A PX conta com um sensor CMOS de 1/2,3 polegadas e 11,7 MP, que pode fazer fotos de 11 MP em JPEG e vídeos MP4 em Full HD (1920 x 1080).

A PowerShot PX lembra bastante uma câmera de vigilância. Imagem: Divulgação / Canon
As imagens ficam armazenadas em um cartão microSD de 16GB. A PowerShot PX tem conexão WiFi e Bluetooth, permitindo transferir as fotos e vídeos para um computador ou o app no celular, onde o usuário pode selecionar as melhores imagens. A câmera também permite comandos de voz para registrar um momento específico.

Como o The Verge apontou, o Google lançou uma câmera chamada Clips que tinha um conceito similar em 2017. No entanto, a Clips, que prometia usar inteligência artificial para reconhecer quando um momento era digno de ser registrado, acabou gerando uma polêmica relacionada à privacidade. No final das contas, as imagens feitas automaticamente pela Clips não se mostraram tão boas quanto as feitas por humanos, e o produto não pegou.

Resta esperar para ver se a PX vai evitar o mesmo destino. Por enquanto, a PowerShot PX da Canon só está disponível no Reino Unido e Europa, saindo por £450 (cerca de R$4.470) e €500 (R$3.260) respectivamente.

*Por Marina Schnoor
………………………………………………………………………………
*Fonte: olhardigital

O futuro das videochamadas pode estar na holografia e tecnologia já existe; confira

A video-chamada como você conhece está prestes a ficar ultrapassada. A Cisco anunciou uma tecnologia de hologramas para um novo serviço chamado Webex Hologram, que permitirá reuniões virtuais em realidade aumentada – com os participantes representados como hologramas fotorrealistas em vez de avatares semelhantes a desenhos animados.

Segundo a empresa, o objetivo do Webex Hologram é evoluir a colaboração remota de videoconferências tradicionais: de participantes em 2D, empilhados em uma tela; para reuniões onde parece que você está, de fato, reunido em torno de uma mesa, conversando com pessoas reais.

“Desde o início dos tempos, as pessoas se sentavam em círculo e conversavam de verdade, e nosso atual equipamento de videoconferência 2D, onde todos são apenas uma superfície plana, nos afastou muito disso”, diz o gerente geral da segurança e colaboração da Cisco Jeetu Patel, a imprensa.

E parece que vai ser coisa de filme, viu? A experiência do programa desenvolvido pela Cisco promete incluir a capacidade de andar ao redor de um objeto 3D. “Se fôssemos um escritório de arquitetura e estivéssemos fazendo a aprovação de estrutura, iríamos querer ver as pessoas ao mesmo tempo e entender as reações delas e como estão lidando com o que estão vendo”, diz Patel. Ele afirmou ainda que o primeiro software a receber a tecnologia será o da Microsoft. Prontos para testar essa novidade?

………………………………………………………………………………
*Fonte: hypeness

WhatsApp deixará de funcionar em celulares antigos; veja lista

A partir de 1º de novembro, aplicativo não oferecerá suporte para mais de 40 modelos com sistemas operacionais antigos

A partir do dia 1 de novembro, o WhatsApp vai deixar de funcionar em celulares com versões mais antigas dos sistemas operacionais Android e iOS (confira a lista abaixo).

Se a versão do sistema que seu celular usa é antiga, é melhor ficar de olho para não ser pego de surpresa.

As mudanças ocorrem porque, segundo o Facebook, os sistemas operacionais mais antigos são mais difíceis de garantir a segurança dos usuários.

O WhatsApp não será mais compatível com aparelhos Android com o sistema operacional 4.0.4 e versões anteriores, iOS 10 (sistema operacional do iPhone e do iPad) e o KaiOS 2.5.1 — terceiro sistema operacional mais popular do mundo.

O comunicado do WhatsApp alerta que: “para continuar usando o aplicativo é preciso atualizar o sistema ou transferir a conta para um aparelho com uma versão mais recente”.

Com relação ao iPhone, o comunicado recomenda aos usuários a usarem a versão mais recente do iOS, da Apple, ou que façam backup do seu histórico de conversas antes de 1º de novembro.

O WhatsApp seguirá funcionando nos modelos iPhone SE, iPhone 6S e iPhone 6s Plus, mas desde que os usuários atualizem o sistema operacional para uma versão do iOS 10 em diante.

No final de 2020, o WhatsApp já havia deixado de ser oferecido para alguns celulares e para todos os aparelhos com sistema operacional inferior à versão 4.0.3 do Android, 9.0 do iOS ou KaiOS 2.5.1 no Linux.

Lista dos celulares em que o WhatsApp não irá funcionar mais:
Apple – iPhone (2007), iPhone 3G (2008), iPhone 3GS (2009), iPhone 4 (2010) e iPhone 4S (2011);
Samsung – Galaxy Trend Lite, Galaxy Trend II, Galaxy S2, Galaxy S3 mini, Galaxy Xcover 2, Galaxy Core e Galaxy Ace 2
LG – LG Lucid 2, Optimus F7, Optimus F5, Optimus L3 II Dual, Optimus F5, Optimus L5, Optimus L5 II, Optimus L5 Dual, Optimus L3 II, Optimus L7, Optimus L7 II Dual, Optimus L7 II, Optimus F6, Enact, Optimus L4 II Dual, Optimus F3, Optimus L4 II, Optimus L2 II, Optimus Nitro HD and 4X HD, e Optimus F3Q
ZTE – ZTE Grand S Flex, ZTE V956, Grand X Quad V987 e Grand Memo
Huawey – Huawei Ascend G740, Ascend Mate, Ascend D Quad XL, Ascend D1 Quad XL, Ascend P1 S e Ascend D2
Sony – Sony Xperia Miro, Sony Xperia Neo L e Xperia Arc S
Demais aparelhos – Alcatel One Touch Evo 7, Archos 53 Platinum, HTC Desire 500, Caterpillar Cat B15, Wiko Cink Five, Wiko Darknight, Lenovo A820, UMi X2, Faea F1 e THL W8.

……………………………………………………………………………….
Fonte: catracalivre

O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma

A tecnologia transformou o significado dos sonhos, fazendo da noite uma espécie de dia virtual

Os sonhos são a paisagem do nosso mundo interior. Enquanto dormimos, nossa imaginação transforma o real, e dessa maneira nos dá um contexto para a experiência diurna. A mente, em sua agitação noturna de imagens e histórias, cria um incessante jogo de esconde-esconde com os sentimentos, com a memória e com nossos interesses e preocupações do dia. Apesar de serem intrinsecamente ambíguos e estarem abertos a múltiplas interpretações, os sonhos têm uma gramática que nos oferece um panorama da arquitetura da mente e das camadas entretecidas de elementos psicológicos que a compõem. Nelas, a atualidade e as vivências do passado recente e remoto convergem em formas notavelmente fluidas.

O uso prolongado de computadores e celulares afeta o seu sono desta forma
Sigmund Freud observou que uma das propriedades do inconsciente é a tolerância às contradições. Elas aparecem com frequência nos sonhos e nos mostram uma habilidade especial da mente para associar coisas que aparentemente carecem de características comuns. O sonho cria novas categorias que de outro modo nunca teríamos notado. Isso não é raro, é parte de sua estranheza comum. Já aconteceu com todos nós: como quando sabemos nesse estado que alguém é o nosso melhor amigo, mesmo que não se pareça com ele. Em outras circunstâncias, insistiríamos em corrigir o mal-entendido, mas não aqui. O sonho é uma experiência subjetiva fora do nosso controle, que nos oferece uma apreciação da interação íntima entre nosso mundo interior e o mundo social em que nos locomovemos.

Por este prisma podemos penetrar nos mistérios da mente e em sua relação com a cultura e a tecnologia. É extraordinário que Freud descobrisse esta chave nas atividades mentais de uma pessoa adormecida. Os sonhos como guia do inconsciente foram a base de suas teorias sobre os pensamentos reprimidos, que afloram enquanto dormimos. O professor de psicologia Daniel Wegner, de Harvard, sustenta que essa descoberta de Freud cria uma ponte com os avanços atuais das neurociências cognitivas. Estudos de imagens cerebrais confirmaram: a desativação da função inibitória da área pré-frontal do córtex cerebral durante o sono permite liberar os pensamentos que foram suprimidos durante a vigília e que contêm fatos relacionados com a memória reprimida.

Ao ligar os aparelhos logo depois de acordar, as imagens digitais substituem o que vivemos enquanto dormíamos

A maioria das pesquisas do sono concorda que ele promove o processamento cognitivo e contribui para a plasticidade cerebral. E que a falta de sono altera a transmissão de sinais no hipocampo, que é a área do cérebro onde se processa a memória em longo prazo. Estas observações foram confirmadas em outras espécies. Os estudos com moscas Drosophila realizados por Jeff Donlea e seus colaboradores da Universidade de Washington mostram que o sono não restaura apenas a capacidade de aprendizagem, mas também melhora a duração das lembranças.

Entretanto, apesar do papel central dos sonhos nos processos mentais, seu significado veio se transformando sob o efeito da tecnologia, porque ela tem a capacidade de nos desvincular do nosso mundo interior. As imagens desses contextos empalidecem em comparação às da realidade aumentada à qual estamos constantemente expostos por meio dos dispositivos inteligentes. É como se fôssemos absorvidos por uma corrente de sonhos pré-fabricados. Fica difícil neutralizar a sobre-excitação que eles causam em nosso cérebro. O uso prolongado do computador, do celular ou da televisão altera o ciclo do sono e transformou a noite praticamente em um dia virtual. Por outro lado, ao ligá-los imediatamente depois de acordar, os sonhos e suas ressonâncias diurnas são deslocados pelas imagens digitais, que disputam nossa atenção e acabam nos seduzindo.

Não obstante, os sonhos continuam sendo a realidade virtual original. São uma experiência intensamente pessoal, e por isso extremamente relevante. Mantêm nossa mente aberta a perguntas nunca antes formuladas, permitem explorar tabus e a falta de sentido, sem que ninguém nos observe nem nos julgue; dão uma imagem a situações que geram ansiedade e a eventos traumáticos, o que ajuda a processá-los. Enquanto sonhamos, nossa experiência noturna nos induz a vislumbrar o vasto reino da imaginação e do pensamento criativo. Como afirma o psicanalista Thomas Ogden, os sonhos permitem brincar livremente com as ideias fora do entorno do controle consciente. Esta liberdade de sonhar é possível graças à proteção da privacidade.

Para o nosso cérebro, o simples fato de ter sonhado já é suficiente, mas aqueles que de vez em quando recordamos podem nos beneficiar significativamente em nossa vida diurna e nos ajudar a refletir sobre seu conteúdo. O que está em jogo é uma conexão essencial com nosso mundo interior. Que pensamentos vêm à mente? Que emoções provocam? O que pode ter precipitado o sonho daquela noite? E se ao despertar a lembrança se evapora, não é preciso se preocupar. De fato, só recordamos cerca de 10% deles. Pense que, afinal de contas, são apenas sonhos.

*Por David Dorenbaum
…………………………………………………………………….
*Fonte: elpais-brasil

O Facebook conhece tanto os seus gostos que pode mostrar um anúncio só para você

Nanossegmentação surge de um experimento único feito na plataforma por pesquisadores espanhóis. Especialistas em privacidade o veem como um perigo sem precedentes

O Facebook classifica os usuários por seus interesses. Se uma empresa quer mostrar anúncios a alguém que goste de motos, seja vegano, beba cerveja e veraneie em praias, a rede social permite. Agora, um novo estudo acaba de demonstrar que esses interesses podem ir se afunilando até que a audiência final de um anúncio seja um único usuário. Um grupo de acadêmicos espanhóis comprovou pela primeira vez como é simples e barato reduzir ao mínimo a audiência potencial. Assim, uma ferramenta de publicidade pode virar um pesadelo para a privacidade.

Outros estudos já tinham demonstrado que um pequeno conjunto de atividades cotidianas (localização, compras com cartão) é capaz de identificar uma pessoa individualmente. Os interesses no Facebook também permitem isso: com apenas 4 interesses raros ou 22 gerais é possível mandar um anúncio a um único entre os mais de dois bilhões de usuários do Facebook no mundo. Os interesses raros incluem, por exemplo, ser torcedor do time Puerta Bonita, do bairro de Carabanchel (Madri), ou fã de um grupo musical pouco conhecido da década de 1990; os interesses genéricos abrangem, por outro lado, o Real Madrid, café e comida italiana.

A novidade deste estudo é a facilidade com que se pode mandar um anúncio a um indivíduo específico. “Não me surpreendeu muito o número de interesses necessários para identificar um usuário”, diz David García, professor da Universidade Tecnológica de Graz, na Áustria. “O que me surpreendeu muito é que pudéssemos fazer uma campanha para um só indivíduo. Eu esperava que o Facebook tivesse um monte de controles, mas a verdade é que foi muito fácil”, acrescenta.

Especialistas em privacidade têm lido os resultados desse estudo com preocupação. Tampouco eles acreditavam que fosse possível alcançar grupos tão pequenos de usuários. “É um dos 10 artigos científicos sobre privacidade mais importantes da década até agora”, diz Lukasz Olejnik, pesquisador e consultor independente para questões de privacidade. O Facebook permitia a microssegmentação ao definir muito bem as audiências. Este experimento prova que também permite a nanossegmentação, reduzindo o foco do anúncio ao mínimo. “Minha surpresa se deve a que não acreditava que este tipo de segmentação já fosse possível: eu achava que a audiência mínima seria maior que um, e que estivesse limitada”, acrescenta Olejnik.

Quais os perigos disso? A imaginação pode voar. No artigo, cita-se o caso de um senhor que mandou mensagens à sua mulher uma década atrás, mas essa via também poderia servir para abordagens indesejadas ou para estabelecer comunicação quando outros canais estiverem bloqueados. Ángel Cuevas, pesquisador da Universidade Carlos III de Madri e também coautor do artigo, cita o seguinte exemplo. “Se eu tenho um cliente que talvez pense em mudar de fornecedor, atualmente posso através do Facebook lhe mandar uma série de mensagens prejudicando a concorrência”, diz. “São coisas mais cirúrgicas, que não necessariamente têm a ver com invasão de privacidade. Pode servir para se fazer chantagem com um anúncio do Facebook em lugar de phishing, e dizer: ‘Gravei você vendo pornô e você mora em tal lugar’. Ver isso no Facebook seria chocante”, acrescenta.

A política é outro dos candidatos óbvios, segundo Olejnik. “Poderia ir desde publicidade política a desinformação e hackeamento, de algo inocente a guerras cibernéticas”, acrescenta. O problema possível são as ideias que podem ocorrer a pessoas que se dedicam a tais assuntos. “Uma coisa é certa”, diz Olejnik. “Quem souber superar o tamanho mínimo de audiências terá um conhecimento realmente valioso. Dará consultoria por muito dinheiro.” Os autores por enquanto estão céticos, mas já fizeram conferências para grandes empresas dos EUA e departamentos de inteligência artificial.

O fantasma em microescala de algo semelhante ao escândalo da Cambridge Analytica também paira. “Desde aquele escândalo onde aparentemente se empregou o uso de perfis psicológicos para manipular, acreditemos ou não, há um setor do mundo da privacidade e do marketing que diz que é assim, que existe a capacidade de chegar a alguém porque é mais simples manipular um indivíduo só. Há estudos que afirmam que a probabilidade de que um usuário clique em um anúncio quando a campanha é muito perfilada para esse usuário cresce de maneira importante”, explica Cuevas.

Campanhas quase grátis
Quanto custa fazer campanhas assim? Centavos, ou mesmo nada. O Facebook cobra pelo número de usuários alcançados, e estas campanhas promovem o contrário. “Algumas campanhas, sobretudo as muito dirigidas, nos custaram poucos centavos de euro. Em algumas o Facebook nem chegou a nos cobrar. Já quando combinamos sete interesses nos cobraram bastante. Ao todo o gasto foi de 309 euros [2.000 reais]”, diz Cuevas.

Os usuários habituais do Facebook têm facilmente algumas centenas de interesses atribuídos. A base de dados de interesses dos autores do artigo provém de uma ferramenta que tinham para estudos prévios, instalada voluntariamente por usuários do Facebook em seu navegador. O número médio de interesses desse grupo de usuários é de 426, mas ao todo se somam quase 100.000 diferentes.

A companhia vê um erro de fundo no artigo, sobre como funciona o sistema de anúncios. “A lista de interesses que associamos a uma pessoa não é acessível aos anunciantes, a menos que essa pessoa decida compartilhá-los. Sem essa informação ou detalhes específicos que identifiquem uma pessoa que viu um anúncio, o método dos pesquisadores será inútil para um anunciante que tente violar as regras”, diz uma porta-voz da empresa. Os pesquisadores fizeram o experimento com suas próprias contas para comprovar sua tese: pegaram todos os seus interesses, selecionaram um grupo aleatório e viram que com 22 deles havia 90% de chances de verem determinado anúncio.

O Facebook tem razão ao alegar que conhecer os interesses de indivíduos quaisquer é tão ou mais difícil que conseguir seu endereço de e-mail. Mas não leva em conta os casos onde alguém seja famoso, conhecido pelo anunciante, ou que a pequena comunidade alvo seja anônima individualmente, mas identificável como grupo. Os pesquisadores, além disso, recordam que se forçaram a “fazer o experimento com uma mão atada às costas”, diz Cuevas. “Foi feito só com interesses, e o alcance geográfico é mundial, mas se eu conhecer sua idade, gênero, onde vive ou trabalha, posso partir de uma população-base muito menor ao começar a acrescentar interesses, de forma que eu precisaria saber ainda menos sobre você”, acrescenta.

O Facebook avisa aos anunciantes se escolherem uma audiência pequena demais: “Tente torná-la mais ampla”, diz uma mensagem. “Mas isso é só a título informativo; o Facebook não impede de realizar a campanha”, afirma Cuevas. O Facebook só deveria limitar efetivamente o número mínimo de audiência potencial. Nos resultados da campanha é onde viam que seu anúncio tinha afinal sido visto por apenas uma pessoa. O Facebook fechou a conta dos pesquisadores uma semana depois do experimento, há cerca de um ano.

O artigo não tem, segundo seus autores, uma pretensão regulatória clara, mas as implicações dos interesses como dado pessoal se tornam evidentes. “Estes são dados pessoais e deveriam estar incluídos no Regulamento Geral sobre Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, mas nosso artigo não persegue isso”, diz Cuevas. Outro tipo de campanha no Facebook, que usa o e-mail ou celular dos usuários, exige sua autorização, mas não com a segmentação por interesses: “Em nenhum momento você precisa pedir permissão para reunir interesses. Não encontramos isso nas inúmeras páginas legais do Facebook. Do ponto de vista do RGPD é outra coisa: se uma agência de proteção de dados investigar, pode dizer que juntar 20 interesses de um usuário significa que você tem que tratar isso como informação pessoal identificável. Tentamos não nos atolar num debate de termos legais”, explica Cuevas.

Esta concretude nas plataformas é um terreno ainda por explorar, embora a União Europeia já debata a limitação da microssegmentação em alguns âmbitos. A quantidade de informação individual que as principais plataformas têm sobre seus usuários lhes permite muitas opções. “Não sei se na Amazon se pode fazer o mesmo que fizemos no Facebook, mas a Amazon pode ter dados para inferir seus interesses a ponto de identificar você individualmente, e depois fazer uma campanha no Facebook para anunciar só para você”, diz García.

*Por Jordi Pérez Colomé
……………………………………………………………………….
*Fonte: elpais – Brasil

Brasil recicla menos de 3% do lixo eletrônico, aponta levantamento

Uma pesquisa do The Global E-waste Monitor 2020, que monitora dados sobre lixo eletrônico ao redor do planeta, mostrou que o Brasil não recicla quase nada do e-waste que produz anualmente. O levantamento aponta que menos de 3% do lixo desse tipo produzido no nosso país acaba sendo reciclado.

Lixo eletrônico ainda é um grande problema para a sustentabilidade no Brasil e no resto do mundo; transformação do cenário passa por mudança de hábitos e políticas públicas

O levantamento de dados local foi feito pela Radar Pesquisas a pedido da Green Eletron, gestora de logística reversa da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee) e mostra que poucos brasileiros sequer conhecem o conceito de lixo eletrônico. Boa parte deles associou o termo a spams em e-mails.

“O Brasil descartou, apenas em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados. Além das possíveis contaminações de solo e água com o descarte incorreto, também há um grande desperdício, porque os materiais reciclados podem ser reutilizados em diferentes indústrias, evitando a extração de matérias-primas virgens”, explicou Ademir Brescansin, gerente executivo da Green Elétron.

O caso preocupa justamente porque o número de eletrônicos só cresce no Brasil e um descarte adequado é necessário para o meio ambiente. Segundo o levantamento, mais de 54 toneladas de lixo eletrônico como pilhas, computadores e baterias acabam sendo descartados de forma irregular globalmente.

………………………………………………………………………..
*Fonte: hypeness

O que é metaverso, a nova aposta das gigantes de tecnologia

No fim do último mês de setembro, o Facebook anunciou investimento de US$ 50 milhões para construir seu próprio metaverso.

Meses antes havia sido a Epic Games, empresa de jogos eletrônicos por trás do Fortnite, que virou febre mundial. A companhia fundada por Tim Sweeney levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos em abril para financiar “sua visão de longo prazo para o metaverso”.

Mas do que se trata a novidade, apontada por especialistas como a nova aposta das gigantes de tecnologia?

De longe, o metaverso pode parecer uma versão repaginada da tecnologia de realidade virtual. Alguns especialistas argumentam, contudo, que ele se desenha como o futuro da internet. Para efeito de comparação, esse novo universo digital seria para a realidade virtual o que os smartphones modernos representaram para os celulares “tijolões” dos anos 1980.

Isso porque, em vez de se restringir ao computador, o metaverso permitiria que o usuário entrasse em um universo virtual mais amplo, conectado com todo tipo de ambiente digital.

Ao contrário da realidade virtual hoje, usada majoritariamente no mundo dos games, poderia ser aplicado em outras áreas – no mundo do trabalho, para a realização de shows, exibição de filmes ou simplesmente como um espaço para relaxar.

Como o conceito ainda está no campo das ideias, contudo, não existe uma definição exata do que é um metaverso. Na visão de alguns, por exemplo, cada usuário teria nesse “mundo paralelo” um avatar em 3D, uma representação de si mesmo.

Por que agora?
Novos modismos tecnológicos ligados à realidade virtual têm surgido a cada poucos anos, para desaparecerem algum tempo depois.

No caso do metaverso, contudo, há um enorme entusiasmo entre grandes investidores e empresas de tecnologia, e ninguém quer ficar para trás se esse de fato se mostrar como o futuro da internet.

Como pano de fundo, existe ainda a visão de que, finalmente, a tecnologia e a conectividade avançaram o suficiente para levar a realidade virtual a um outro patamar.

O interesse do Facebook
Construir um metaverso é hoje uma das prioridades do Facebook.

A companhia tem investido pesadamente no segmento de realidade virtual. Há alguns anos, lançou seu próprio headset, batizado de Oculus, vendido hoje a um preço menor do que o cobrado pela maioria dos rivais – em algumas situações, abrindo mão inclusive do lucro, conforme a avaliação de alguns analistas.

Também tem desenvolvido aplicativos de realidade virtual para plataformas de comunicação, os chamados social hangouts, e de trabalho, alguns com interação inclusive com o mundo real.

Apesar do longo histórico de aquisição de concorrentes, o Facebook já declarou que o metaverso “não será construído da noite para o dia por uma única empresa” e afirmou desejar colaborar nesse sentido.

Parte do investimento de US$ 50 milhões será usado, segundo a empresa, para financiar grupos sem fins lucrativos que ajudarão a “construir o metaverso com responsabilidade”.

Para a companhia, contudo, o mundo ainda precisa de outros 10 ou 15 anos para que a ideia comece a tomar forma de maneira mais concreta.

A ‘experiência musical’ do Fortnite
Tim Sweeney, CEO da Epic Games, há muito fala sobre seus planos envolvendo o metaverso.

Os universos interativos fazem parte do mundo dos games faz décadas. Eles não são exatamente metaversos, mas têm alguns paralelos.

Nos últimos anos, o Fortnite, por exemplo, expandiu seu leque de produtos, realizando shows e eventos de marcas e dentro de seu mundo digital. Em agosto deste ano, a cantora americana Ariana Grande fez uma série de shows dentro do jogo, uma “experiência musical”, assistida por milhões de pessoas.

Os novos caminhos abertos pelo Fortnite impressionaram muita gente – e acabaram colocando a visão de Sweeney do metaverso em destaque.

Outros jogos também têm flertado com o conceito de metaverso. O Roblox, por exemplo, reúne em uma plataforma milhares de jogos conectados ao ecossistema maior, em que os jogadores podem criar experiências diferentes.

Nesse sentido, há ainda a plataforma Unity, para desenvolvimento de aplicativos em 2D e 3D, e que hoje está investindo no que chama de “gêmeos digitais” (cópias do mundo real), e a multinacional Nvidia, que está construindo seu “omniverse”, uma plataforma para conectar mundos virtuais 3D.

Além do mundo dos games
Embora existam muitas ideias diferentes sobre o que o metaverso pode ser, a maioria das visões coloca a interação social como núcleo.

O Facebook, por exemplo, tem experimentado um aplicativo de reuniões de realidade virtual chamado “Workplace” e um espaço social batizado de “Horizons”. Em ambos são usados sistemas de avatar virtual.

Outro aplicativo, o VRChat, não foi pensado em torno de uma atividade específica, mas como um local em que as pessoas possam curtir, conversar e conhecer gente nova.

E parece não haver limites para a criatividade. Em entrevista recente ao Washington Post, Sweeney, da Epic Games, disse imaginar um mundo em que uma fabricante de automóveis que queira fazer propaganda de um novo modelo possa disponibilizá-lo na plataforma para que as pessoas consigam dirigi-lo.

Essa mesma ideia poderia ser levada à indústria da moda: pode ser que as pessoas passem a experimentar roupas digitais enquanto compram online.

Um longo caminho
A realidade virtual percorreu um longo caminho nos últimos anos. Os headsets de última geração, por exemplo, criam a ilusão de que nossos olhos estão enxergando imagens em 3D enquanto o jogador se move em um mundo virtual.

A tecnologia também tem se tornado mais popular – o Oculus Quest 2, por exemplo, headset de RV do Facebook, fez sucesso no Natal de 2020 em alguns países.

A explosão de interesse em NFTs (“token não fungíveis”, em tradução livre), por sua vez, pode apontar um caminho sobre o futuro do funcionamento de uma eventual economia virtual. Esses tokens criptográficos permitem a criação de um certificado digital de propriedade que pode ser uma maneira eficiente de rastrear de forma confiável a propriedade de bens digitais.

Mundos digitais mais avançados também precisarão de uma conectividade melhor, mais consistente e mais móvel – algo que pode ser resolvido com a disseminação do 5G.

Por enquanto, porém, tudo está nos estágios iniciais. A evolução do metaverso – se ele vier a se desenvolver de fato – vai ser disputada entre as gigantes da tecnologia no decorrer da próxima década ou por até mais tempo.

…………………………………………………………………………………
*Fonte: brasil-bbc

Google lança nova ferramenta de afinador on-line

O famoso site de buscas Google já apresenta uma enorme diversidade de funções, como mapa, conversor de moedas, armazenamento de dados e editor de texto. Para alegria dos guitarristas, a empresa passou a disponibilizar agora também a função de afinador. O novo recurso pode ser encontrado aqui.

O afinador cromático pode ser acessado tanto pelo PC ou notebook como também em tablets e smartphones. Para obter um melhor resultado, é necessário que o ambiente ao redor esteja sem ruídos ou interferências. O afinador é simples e prático, sem necessidade de baixar aplicativo ou instalar programa.

Dessa forma, é possível afinar instrumentos como guitarra e baixo por meio de um cabo ou apenas tocando as notas perto do notebook ou smartphone. Para utilizar o afinador o usuário deve permitir que o Google acesse o seu microfone.

O novo afinador do Google
Outra forma de acessar a nova ferramenta de afinação é por meio do Google Assistente, com o uso de um comando de voz. O recurso utiliza o padrão de afinação 440Hz para a nota Lá (A) e funciona como um afinador digital convencional, mostrando na tela se a nota desejada está correta ou se é necessário “aumentar o agudo” ou “aumentar o grave”. Caso a afinação esteja certa, o ponteiro do afinador ficará na cor verde.

*Por Gustavo Maiato
……………………………………………………………………………………………
*Fonte: guitarload