Por que jovens da geração Z estão abandonando seus smartphones

Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones – e nós, cada vez mais viciados nos gadgets -, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia. É isso que afirma uma matéria da revista Huck, como tendência crescente entre a chamada “geração Z” como uma maneira de combater os efeitos do uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.

A matéria conversou com pessoas que não somente desligaram simplesmente seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes – com conexão à internet e os tantos aplicativos disponíveis – pelos velhos “tijolões”, telefones vintage que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Alguns personagens entrevistados na reportagem escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater a dependência.

Não é por acaso que desafios para testar quem suporta passar algum tempo sem smartphones se fazem cada vez mais recorrentes, e pela primeira vez as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado pela primeira vez em anos: os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravarem no contexto da atual pandemia, na qual tudo é feito pelos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicam. Quem largou o smartphone, no entanto, garante na matéria que os benefícios aparecem rapidamente.

“Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento”, diz Eden, personagem da reportagem, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iPhone quebrou no início do ano passado – e desde então vem se sentido “um milhão de vezes maior”. A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais dos anos 90 e dos iPods.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Descoberta radical sugere que a expectativa de vida máxima do ser humano é de 150 anos

Sonhamos com uma época em que a medicina moderna permitirá aos humanos viver muito além da expectativa de vida que conhecemos hoje. Mas existe um limite superior do que é biologicamente possível?

Sim, de acordo com um novo estudo, que sugere que a expectativa de vida máxima humana provavelmente chega aos 150 anos de idade.

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A pesquisa explora a ideia de envelhecimento biológico ou senescência – a rapidez com que nossos corpos se deterioram, o que pode ou não corresponder à nossa idade cronológica (quantos aniversários celebramos).

Nesse caso, os cientistas desenvolveram uma nova maneira de interpretar as variações no número de diferentes tipos de células sanguíneas, resultando em uma medida que eles chamaram de indicador dinâmico do estado do organismo (DOSI, do inglês dynamic organism state indicator).

Com o tempo, ele mostra a resiliência de nossos corpos diminuindo lentamente – um dos motivos pelos quais leva mais tempo para se recuperar de doenças e lesões quando ficamos mais velhos.

Presumindo que possamos evitar doenças, desastres e coisas como assassinato ao longo de nossa vida, o DOSI é um método confiável para mostrar quando essa resiliência acabaria completamente, dizem os pesquisadores.

“A extrapolação dessa tendência sugeriu que o tempo de recuperação do DOSI e a variação divergiriam simultaneamente em um ponto crítico de 120-150 anos de idade, correspondendo a uma perda completa de resiliência”, explicaram os pesquisadores em seu estudo.

As informações de contagem de células sanguíneas de mais de meio milhão de pessoas retiradas de bancos de dados de pesquisa no Reino Unido, Estados Unidos e Rússia foram analisadas, juntamente com dados de contagem de passos de 4.532 indivíduos para medir a taxa de declínio na aptidão do corpo das pessoas.

A contagem de células sanguíneas pode indicar uma série de problemas no corpo. Para garantir que fosse um bom indicador geral de saúde e recuperação do corpo, a equipe usou os dados de contagem de passos para verificar novamente seu raciocínio.

Outra descoberta feita a partir dos dados foi uma mudança nas trajetórias de envelhecimento a partir dos 35 anos, e novamente a partir dos 65 anos. Isso está de acordo com alguns dos limites que existem na sociedade, como a idade em que as pessoas tendem a se aposentar dos esportes de elite e a idade em que as pessoas geralmente se aposentam do trabalho em tempo integral.

Mais adiante, os pesquisadores disseram que o estudo poderia ser usado para informar tratamentos que podem ter como alvo doenças e enfermidades sem afetar a resistência biológica, e talvez um dia até mesmo estender o tempo de vida máximo possível. No entanto, precisaremos de muito mais pesquisas e muito mais dados primeiro.

A nova análise está geralmente de acordo com estudos anteriores que mencionaram uma vida útil máxima de cerca de 120-140 anos – embora, em qualquer tipo de análise numérica como essa, haja um certo grau de suposições e estimativas fundamentadas.

No momento em que este artigo foi escrito, a idade mais velha que alguém alcançou nos registros é de 122 anos e 164 dias, da francesa Jeanne Calment. O que este estudo postula é que, sem algumas mudanças bastante radicais em nossos corpos em um nível fundamental, seria difícil forçar muitos anos a mais em nossas formas frágeis.

“Concluímos que a criticidade que resulta no fim da vida é uma propriedade biológica intrínseca de um organismo que é independente de fatores de estresse e significa um limite fundamental ou absoluto da expectativa de vida humana”, escreveram os pesquisadores.

A pesquisa foi publicada na Nature Communications.

*Por Julio Batista
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*Fonte: universoracionalista

Cabo submarino que conecta Brasil à Europa começa a funcionar na terça-feira

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações anunciou que o primeiro cabo submarino de alta capacidade que liga o Brasil ao continente europeu vai começar a funcionar na próxima terça-feira (1º). Uma cerimônia vai ocorrer em Portugal para marcar o início das operações. O ministro Marcos Pontes estará presente no evento.

O cabo construído pela EllaLink conta apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e teve o custo estimado em US$ 185 milhões. O equipamento deve conectar Fortaleza, no Brasil, com Sines, em Portugal, com passagens ainda pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.


Cabo submarino brasileiro

Uma das principais vantagens do cabo, apontada pelo ministério, é o fato de as informações não precisarem passar pelos Estados Unidos para chegarem na Europa, como ocorre atualmente com a maior parte das transmissões. No total, o cabo submarino possui 6 mil quilômetros de extensão.


A EllaLink diz que o sistema garante “acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações, por meio de uma conexão direta de alta velocidade e baixíssima latência”. A infraestrutura será usada para educação e pesquisa, mas também para serviços e nuvem e negócios digitais.

A empresa diz que o cabo é capaz de reduzir em 50% a latência da conexão atual. Além da rota pela água, conexões por terra devem ligar o cabo a estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Além de Madrid, na Espanha e Marselha, na França.

O projeto do cabo submarino começou a ser pensado em 2013 e o processo de construção teve início em 2018.

 

Estrutura de cabo submarino no Brasil

No Brasil, o primeiro cabo submarino foi inaugurado em 1857. Ele fez parte da primeira linha telegráfica brasileira e interligava a Praia da Saúde, no Rio de Janeiro, à cidade de Petrópolis. Eram 15 km de cabo submarino em uma linha cuja extensão total era de 50 km.

Em 1874, veio o primeiro cabo totalmente submarino do país; inaugurado por D. Pedro II, ele conectava Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém. No ano seguinte, foi criada a linha para ligar Recife, João Pessoa e Natal. Ainda em 1875, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, participou da organização e do financiamento da instalação do primeiro cabo submarino internacional no país; instalado pela British Eastern Telegraph Company, ele conectou o Brasil a Portugal.

Em anos recentes, outros cabos submarinos foram lançados para interligar o Brasil a várias partes do mundo. Os apresentados na figura acima são os principais deles.


Os cabos submarinos atuais são de fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital — ou seja, telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69 mm de diâmetro e pesam cerca de 10 kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. Todos os continentes, exceto a Antártida, são ligados por eles.

*Por Lucas Soares

 

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*Fonte: ciclovivo

Veja quanto suas informações pessoais valem para os cibercriminosos – e o que eles fazem com elas

Violações de dados tornaram-se comuns e bilhões de registros são roubados em todo o mundo todos os anos. A maior parte da cobertura da mídia sobre violações de dados tende a se concentrar em como a violação aconteceu, quantos registros foram roubados e o impacto financeiro e legal do incidente para as organizações e indivíduos afetados pela violação. Mas o que acontece com os dados roubados durante esses incidentes?

Como pesquisador de segurança cibernética, acompanho violações de dados e o mercado negro de dados roubados. O destino dos dados roubados depende de quem está por trás da violação de dados e por que eles roubaram um determinado tipo de dados.

Por exemplo, quando os ladrões de dados são motivados a embaraçar uma pessoa ou organização, expor delitos percebidos ou melhorar a segurança cibernética, eles tendem a liberar dados relevantes para o domínio público.

Em 2014, hackers apoiados pela Coreia do Norte roubaram dados de funcionários da Sony Pictures Entertainment, como números de previdência social, registros financeiros e informações salariais, bem como e-mails entre os principais executivos. Os hackers então publicaram os e-mails para embaraçar a empresa, possivelmente em retribuição pelo lançamento de uma comédia sobre uma conspiração para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un.

Às vezes, quando os dados são roubados por governos nacionais, eles não são divulgados ou vendidos. Em vez disso, é usado para espionagem. Por exemplo, a empresa hoteleira Marriott foi vítima de uma violação de dados em 2018, na qual informações pessoais de 500 milhões de hóspedes foram roubadas. Os principais suspeitos deste incidente foram hackers apoiados pelo governo chinês. Uma teoria é que o governo chinês roubou esses dados como parte de um esforço de coleta de inteligência para coletar informações sobre funcionários do governo dos EUA e executivos corporativos.

Mas a maioria dos hacks parece ser para vender os dados para ganhar dinheiro.

É (principalmente) sobre o dinheiro

Embora as violações de dados possam ser uma ameaça à segurança nacional, 86 por cento são sobre dinheiro e 55 por cento são cometidos por grupos criminosos organizados, de acordo com o relatório anual da Verizon sobre violações de dados. Os dados roubados muitas vezes acabam sendo vendidos online na dark web. Por exemplo, em 2018, os hackers colocaram à venda mais de 200 milhões de registros contendo informações pessoais de indivíduos chineses. Isso incluiu informações sobre 130 milhões de clientes da cadeia de hotéis chinesa Huazhu Hotels Group.

Da mesma forma, dados roubados da Target, Sally Beauty, PF Chang, Harbor Freight e Home Depot apareceram em um conhecido site do mercado negro online chamado Rescator. Embora seja fácil encontrar mercados como o Rescator por meio de uma simples pesquisa no Google, outros mercados na dark web podem ser encontrados apenas usando navegadores especiais.

Os compradores podem adquirir os dados de seu interesse. A forma mais comum de pagar pela transação é com bitcoins ou via Western Union. Os preços dependem do tipo de dados, sua demanda e sua oferta. Por exemplo, um grande excedente de informações de identificação pessoal roubadas fez com que seu preço caísse de US $ 4 por informações sobre uma pessoa em 2014 para US $ 1 em 2015. Despejos de e-mail contendo algo em torno de cem mil a alguns milhões de endereços de e-mail custam US $ 10, e bancos de dados de eleitores de vários estados são vendidos por US $ 100.

Para onde vão os dados roubados

Os compradores usam dados roubados de várias maneiras. Números de cartão de crédito e códigos de segurança podem ser usados ​​para criar cartões clonados para fazer transações fraudulentas. Números de seguro social, endereços residenciais, nomes completos, datas de nascimento e outras informações de identificação pessoal podem ser usados ​​no roubo de identidade. Por exemplo, o comprador pode solicitar empréstimos ou cartões de crédito com o nome da vítima e apresentar declarações fiscais fraudulentas.

Às vezes, informações pessoais roubadas são adquiridas por empresas de marketing ou empresas especializadas em campanhas de spam. Os compradores também podem usar e-mails roubados em ataques de phishing e outros ataques de engenharia social e para distribuir malware.

Os hackers almejaram informações pessoais e dados financeiros por muito tempo porque são fáceis de vender. Os dados de saúde se tornaram uma grande atração para ladrões de dados nos últimos anos. Em alguns casos, a motivação é a extorsão.

Um bom exemplo é o roubo de dados de pacientes da firma finlandesa de psicoterapia Vastaamo. Os hackers usaram as informações que roubaram para exigir um resgate não apenas de Vastaamo, mas também de seus pacientes. Eles enviaram e-mails aos pacientes com a ameaça de expor seus registros de saúde mental, a menos que as vítimas pagassem um resgate de 200 euros em bitcoins. Pelo menos 300 desses registros roubados foram postados online, de acordo com um relatório da Associated Press.

Dados roubados, incluindo diplomas médicos, licenças médicas e documentos de seguro também podem ser usados ​​para forjar um histórico médico.

Como saber e o que fazer

O que você pode fazer para minimizar o risco de dados roubados? O primeiro passo é descobrir se suas informações estão sendo vendidas na dark web. Você pode usar sites como haveibeenpwned e IntelligenceX para ver se seu e-mail fazia parte de dados roubados. Também é uma boa ideia assinar serviços de proteção contra roubo de identidade.

Se você foi vítima de uma violação de dados, pode seguir estas etapas para minimizar o impacto: Informe as agências de relatórios de crédito e outras organizações que coletam dados sobre você, como seu provedor de saúde, seguradora, bancos e empresas de cartão de crédito, e altere as senhas de suas contas. Você também pode relatar o incidente à Federal Trade Commission para obter um plano personalizado para se recuperar do incidente.

Autor: Ravi Sen
Professor associado de gerenciamento de informações e operações, Texas A&M University

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Veja quanto suas informações pessoais valem para os cibercriminosos – e o que eles fazem com elas

Violações de dados tornaram-se comuns e bilhões de registros são roubados em todo o mundo todos os anos. A maior parte da cobertura da mídia sobre violações de dados tende a se concentrar em como a violação aconteceu, quantos registros foram roubados e o impacto financeiro e legal do incidente para as organizações e indivíduos afetados pela violação. Mas o que acontece com os dados roubados durante esses incidentes?

Como pesquisador de segurança cibernética, acompanho violações de dados e o mercado negro de dados roubados. O destino dos dados roubados depende de quem está por trás da violação de dados e por que eles roubaram um determinado tipo de dados.

Por exemplo, quando os ladrões de dados são motivados a embaraçar uma pessoa ou organização, expor delitos percebidos ou melhorar a segurança cibernética, eles tendem a liberar dados relevantes para o domínio público.

Em 2014, hackers apoiados pela Coreia do Norte roubaram dados de funcionários da Sony Pictures Entertainment, como números de previdência social, registros financeiros e informações salariais, bem como e-mails entre os principais executivos. Os hackers então publicaram os e-mails para embaraçar a empresa, possivelmente em retribuição pelo lançamento de uma comédia sobre uma conspiração para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un.

Às vezes, quando os dados são roubados por governos nacionais, eles não são divulgados ou vendidos. Em vez disso, é usado para espionagem. Por exemplo, a empresa hoteleira Marriott foi vítima de uma violação de dados em 2018, na qual informações pessoais de 500 milhões de hóspedes foram roubadas. Os principais suspeitos deste incidente foram hackers apoiados pelo governo chinês. Uma teoria é que o governo chinês roubou esses dados como parte de um esforço de coleta de inteligência para coletar informações sobre funcionários do governo dos EUA e executivos corporativos.

Mas a maioria dos hacks parece ser para vender os dados para ganhar dinheiro.

É (principalmente) sobre o dinheiro

Embora as violações de dados possam ser uma ameaça à segurança nacional, 86 por cento são sobre dinheiro e 55 por cento são cometidos por grupos criminosos organizados, de acordo com o relatório anual da Verizon sobre violações de dados. Os dados roubados muitas vezes acabam sendo vendidos online na dark web. Por exemplo, em 2018, os hackers colocaram à venda mais de 200 milhões de registros contendo informações pessoais de indivíduos chineses. Isso incluiu informações sobre 130 milhões de clientes da cadeia de hotéis chinesa Huazhu Hotels Group.

Da mesma forma, dados roubados da Target, Sally Beauty, PF Chang, Harbor Freight e Home Depot apareceram em um conhecido site do mercado negro online chamado Rescator. Embora seja fácil encontrar mercados como o Rescator por meio de uma simples pesquisa no Google, outros mercados na dark web podem ser encontrados apenas usando navegadores especiais.

Os compradores podem adquirir os dados de seu interesse. A forma mais comum de pagar pela transação é com bitcoins ou via Western Union. Os preços dependem do tipo de dados, sua demanda e sua oferta. Por exemplo, um grande excedente de informações de identificação pessoal roubadas fez com que seu preço caísse de US $ 4 por informações sobre uma pessoa em 2014 para US $ 1 em 2015. Despejos de e-mail contendo algo em torno de cem mil a alguns milhões de endereços de e-mail custam US $ 10, e bancos de dados de eleitores de vários estados são vendidos por US $ 100.

Para onde vão os dados roubados

Os compradores usam dados roubados de várias maneiras. Números de cartão de crédito e códigos de segurança podem ser usados ​​para criar cartões clonados para fazer transações fraudulentas. Números de seguro social, endereços residenciais, nomes completos, datas de nascimento e outras informações de identificação pessoal podem ser usados ​​no roubo de identidade. Por exemplo, o comprador pode solicitar empréstimos ou cartões de crédito com o nome da vítima e apresentar declarações fiscais fraudulentas.

Às vezes, informações pessoais roubadas são adquiridas por empresas de marketing ou empresas especializadas em campanhas de spam. Os compradores também podem usar e-mails roubados em ataques de phishing e outros ataques de engenharia social e para distribuir malware.

Os hackers almejaram informações pessoais e dados financeiros por muito tempo porque são fáceis de vender. Os dados de saúde se tornaram uma grande atração para ladrões de dados nos últimos anos. Em alguns casos, a motivação é a extorsão.

Um bom exemplo é o roubo de dados de pacientes da firma finlandesa de psicoterapia Vastaamo. Os hackers usaram as informações que roubaram para exigir um resgate não apenas de Vastaamo, mas também de seus pacientes. Eles enviaram e-mails aos pacientes com a ameaça de expor seus registros de saúde mental, a menos que as vítimas pagassem um resgate de 200 euros em bitcoins. Pelo menos 300 desses registros roubados foram postados online, de acordo com um relatório da Associated Press.

Dados roubados, incluindo diplomas médicos, licenças médicas e documentos de seguro também podem ser usados ​​para forjar um histórico médico.

Como saber e o que fazer

O que você pode fazer para minimizar o risco de dados roubados? O primeiro passo é descobrir se suas informações estão sendo vendidas na dark web. Você pode usar sites como haveibeenpwned e IntelligenceX para ver se seu e-mail fazia parte de dados roubados. Também é uma boa ideia assinar serviços de proteção contra roubo de identidade.

Se você foi vítima de uma violação de dados, pode seguir estas etapas para minimizar o impacto: Informe as agências de relatórios de crédito e outras organizações que coletam dados sobre você, como seu provedor de saúde, seguradora, bancos e empresas de cartão de crédito, e altere as senhas de suas contas. Você também pode relatar o incidente à Federal Trade Commission para obter um plano personalizado para se recuperar do incidente.

*Autor: Ravi Sen
Professor associado de gerenciamento de informações e operações, Texas A&M University

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*Fonte: pensarcontemporaneo

WhatsApp: nova regra de privacidade começa dia 15/05 – saiba o que muda

WhatsApp: nova regra de privacidade começa amanhã; veja principais pontos

Começa amanhã (15) a nova política de privacidade do WhatsApp, decisão que foi motivo de polêmica nos últimos meses. Isso porque a nova regra exige que os usuários compartilhem dados com o Facebook para continuar usando o aplicativo. Além disso, as pessoas que não aceitarem os novos termos até a data perderão funcionalidades do mensageiro.

Segundo a empresa, o objetivo é integrar o WhatsApp com as outras redes sociais de Mark Zuckerberg, Facebook e Instagram. Assim, o compartilhamento de dados poderá ser usado para exibir anúncios mais personalizados, melhorar a sugestão de amigos, direcionamento de conteúdo, entre outros.

A regra deixa claro que nem o WhatsApp ou o Facebook podem ver as mensagens privadas, ouvir chamadas, compartilhar contatos ou identificar a localização dos usuários.

Resposta dos usuários
Com o anúncio da nova política em janeiro, o número de downloads de outros mensageiros disparou. O Telegram e o Signal, por exemplo, chegaram ao primeiro lugar na lista de mais baixados da App Store e do Google Play. Órgãos governamentais de todo o mundo também questionaram a mudança, incluindo o Brasil.

Com a repercussão, a empresa tentou se defender. Alguns dias após o anúncio, o mensageiro divulgou um infográfico em seu perfil no Twitter explicando o que o WhatsApp pode ou não fazer. “Nós gostaríamos de abordar alguns rumores e ser 100% claros, nós continuamos a proteger as suas mensagens privadas com criptografia ponta-a-ponta”, disse na publicação.

O que acontece com quem não aceitar
Na última semana, o WhatsApp anunciou que não irá mais excluir as contas dos usuários que não aceitarem os novos termos. Porém, os recursos ficarão cada vez mais limitados com o passar do tempo.

Não será possível acessar a lista de conversas ou responder mensagens pelo app, somente pelas notificações do celular. Após algumas semanas com o aplicativo no modo limitado, o WhatsApp deve parar de enviar mensagens, notificações, ou chamadas para o smartphone. Assim, o usuário só poderá voltar a ter o mensageiro funcionando normalmente quando aceitar os novos termos de privacidade.

Reviravoltas
Na tarde desta sexta (14), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) afirmou que os usuários que ainda não aceitaram as novas regras, poderão usar o aplicativo por pelo menos mais 90 dias sem qualquer tipo de restrição. A decisão de adiar o prazo foi pensada em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), com o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A diretora da ANPD, Nairane Rabelo, disse à GloboNews que os três meses serão usados para os órgãos analisarem a situação em busca de soluções. Segundo ela, durante esse perído, nenhum usuário será prejudicado por não aceitar os termos.

Vale ressaltar que o WhatsApp lançou no início deste mês o WhatsApp Pay, nova função de pagamentos do app, que promete melhorar a experiência do usuário.

E aí, já aceitou os novos termos? Conte para nós nos comentários!

*Por Giovanna Fantinato

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*Fonte: tecmundo

Aviões com esse motor poderão voar a 21 mil km/h

Pesquisadores da UCF (EUA) dizem que contiveram uma detonação explosiva sustentada, no local, pela primeira vez, transformando sua enorme força em impulso: um novo motor de detonação de ondas oblíquas que poderia impulsionar uma aeronave até 17 vezes a velocidade do som, potencialmente superando o scramjet como um método de propulsão hipersônica.

A deflagração – a queima de combustível com oxigênio em alta temperatura – é uma maneira relativamente lenta, segura e controlada de liberar energia química e transformá-la em movimento. Mas se você quiser liberar a energia máxima possível de uma unidade de combustível, o melhor negócio é uma explosão.

A detonação é rápida, caótica e frequentemente destrutiva. Não precisa necessariamente de oxigênio, apenas um único material explosivo e algum tipo de cutucada energética grande o suficiente para quebrar as ligações químicas que mantém unida uma molécula já instável. Ele cria ondas de choque exotérmicas que chegam a velocidades supersônicas, liberando enormes quantidades de energia.

Há mais de 60 anos tentamos usar a explosão, a forma mais poderosa de combustão, como propulsão. Mas conter uma bomba é extremamente difícil. Motores de detonação em pulso criam uma série de explosões de forma semelhante a um jato em pulso — estes já foram testados em aeronaves — notavelmente no projeto “Borealis” da Scaled Composites Long-EZ construído pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA e soluções científicas inovadoras incorporadas em 2008.

Motores de detonação rotativos, nos quais as ondas de choque de uma detonação são ajustadas para desencadear novas detonações dentro de um canal em forma de anel, foram considerados impossíveis de construir até que pesquisadores da Universidade da Flórida Central (UCF, na sigla em inglês) demonstraram um protótipo no ano passado em operação sustentada. Os motores de detonação rotativo devem ser mais eficientes do que os motores de detonação de pulso porque a câmara de combustão não precisa ser limpa entre as detonações.

Agora, outra equipe da UCF, incluindo alguns dos mesmos pesquisadores que construíram o motor de detonação rotativo no ano passado, diz que conseguiu uma demonstração mundial de um complexo terceiro tipo de motor de detonação que poderia superar todos eles, teoricamente abrindo o caminho para aeronaves voando a velocidades de até 21.000 km/h, ou 17 vezes a velocidade do som.


O motor de detonação de ondas oblíqua (OWDE, na sigla em inglês), visa produzir uma detonação contínua estável e fixa no espaço, tornando um sistema de propulsão extremamente eficiente e controlável gerando significativamente mais energia e usando menos combustível do que a tecnologia atual permite.

A equipe da UCF afirma que estabilizou com sucesso uma onda de detonação sob condições de fluxo hipersônico, mantendo-a no lugar.


Para isso, a equipe construiu um protótipo experimental que chamou de High-Enthalpy Hypersonic Reacting Facility – ou HyperReact. Com menos de um metro de comprimento, o HyperReact pode ser descrito como um tubo oco, dividido em três seções, cada uma com um interior precisamente moldado.

 

“Esta é a primeira vez que uma detonação se mostra estabilizada experimentalmente”, diz Kareem Ahmed, professor associado do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da UCF e um dos autores do novo artigo de pesquisa. “Finalmente conseguimos conter a detonação … em forma de detonação oblíqua. É quase como congelar uma intensa explosão no espaço físico.”

 

O OWDE tem sido suposto teoricamente há algum tempo, como uma forma potencialmente superior de propulsão hipersônica. Scramjets tendem a perder eficiência à medida que a velocidade do ar sobe, potencialmente atingindo em torno de Mach 14. Os resultados experimentais divulgados pela UCF apontam para uma aeronave “Sodramjet” (jato de detonação oblíqua) capaz de voar entre Mach 6 e Mach 17.

O que isso significa? A tecnologia permitirá que os aviões espaciais voem eficientemente até a órbita sem serem conectados a foguetes. E nenhum sistema de defesa de radar ou mísseis no mundo poderia lidar com um míssil hipersônico até o momento. Além disso, você nem precisaria de uma ogiva para causar níveis de devastação próximos ao de uma bomba nuclear. “Toda essa velocidade e toda essa inércia transforma qualquer plataforma de pesquisa, unidade de reconhecimento ou aeronave de passageiros em uma potencial arma cinética”, escreve Szondy. “Eles não precisam de explosivos para destruir um alvo. Tudo o que eles têm que fazer é acertar. Em outras palavras, qualquer veículo hipersônico é uma arma intrínseca dadas as modificações adequadas.”



De fato, a pesquisa foi financiada não só pela National Science Foundation e pela NASA, mas pelo Escritório de Pesquisa Científica da Força Aérea, todas instituições dos EUA. Então esses motores de explosão são claramente uma questão de interesse militar.

O artigo científico foi publicado na revista PNAS. [New Atlas]

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*Fonte: hypescience

‘Influencers’ mirins: a vida de uma geração presa ao celular

“Meu primeiro celular foi bem tarde, com 9 ou 10 anos, mas nunca usei muito. Passo só de 5 a 6 horas por dia com ele”, diz Julia Pereira, uma catarinense de 12 anos. Ela é uma das mais de 24 milhões de crianças e adolescentes brasileiros (o equivalente a 82% da população de jovens do país, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil) que vivem conectados. Mas Julia tem algo a mais: conhecida na Internet como Julia Jubz, ela faz parte do seleto, mas crescente grupo de influenciadores digitais mirins, que mantêm canais no YouTube e perfis no Facebook e no Instagram, atraindo a atenção de milhares de seguidores —e de empresas com “mimos” para merchandising—.

Apesar de garantir que não é “muito ligada” no mundo online e que poderia passar três dias sem bateria no smartphone, Julia, que tem 354.000 seguidores em seu canal no YouTube, grava os vídeos com o celular na mão. Ela também administra o perfil no Instagram, com quase 80.000 followers. “Antes de postar o primeiro vídeo, há um ano, meu canal já tinha 200 seguidores. Aí percebi que poderia ser uma influencer”, conta. “Eu que faço o conteúdo, mas sempre consulto meus pais e meus irmãos”, acrescenta. Nas suas redes, ela dá dicas de maquiagem, posta brincadeiras e desafios com os irmãos e mostra sua rotina.

Algo parecido aconteceu com o goiano Ernani Coelho, de 11 anos. Como parte do processo para se recuperar de uma depressão —que surgiu depois que quebrou o braço, aos 9 anos, e que passou por quatro cirurgias— ele começou a posar para a irmã fotógrafa. Quando postou a primeira foto no Instagram, em 2016, dormiu com 10 seguidores e acordou com 10.000. Hoje, são 38.000. O sucesso instantâneo rendeu-lhe o prêmio de Maior Influenciador Mirim naquele ano, além de trabalhos como modelo e contratos de marketing com grandes marcas de moda. “Eu sempre gostei de tirar fotos e sempre acompanhei muitos youtubers, então tinha vontade de fazer algo assim”, conta para o EL PAÍS em uma entrevista por Skype, em um tablet, mas sem tirar as mãos e os olhos do celular.

Ernani ganhou o primeiro aparelho aos 9 anos e, segundo sua mãe, Luciana Moreira, passava quase 24 horas com ele na mão. “Às vezes, nem queria almoçar para passar mais tempo conectado”, conta ela. Quando o filho virou influencer, a rotina mudou. “Sou eu que controlo as contas nas redes sociais, até mesmo para bloquear usuários inapropriados, principalmente homens, e moderar os comentários. O celular de Ernani é bloqueado. Só tem acesso a jogos e um WhatsApp familiar”, diz.

Já Amanda Carvalho, paulistana de 13 anos, é a responsável por administrar o próprio canal no YouTube, Vida de Amy, e seu perfil no Instagram, somando mais de meio milhão de seguidores. Para ela, que nasceu com deficiência auditiva, mas é uma surda oralizada, o primeiro celular, aos 7 anos, foi uma forma de refugiar-se do bullying que sofria no playground do condomínio. Com ele, descobriu o YouTube e veio a vontade de criar o próprio canal, que se concretizou aos 9 anos, depois de muitas negativas por parte da mãe. “A vida dela era estudar, passear comigo e ficar no celular. No final, ela insistiu tanto para ter o canal, que acabei deixando”, conta Scheilla Carvalho em videoconferência desde Orlando, na Califórnia, para onde se mudaram há seis meses.

Amanda criou o canal em 2014 para mostrar os presentes e brinquedos que ganhava —típicos de uma criança de classe média alta— e logo passou a gravar vídeos sobre seus passeios em parques de diversão, viagens ao exterior e outros aspectos de sua rotina. Não demorou para que a youtuber transformasse o conteúdo em um livro, Vida de Amy – a diversão e a imaginação não têm limites, esgotado em algumas das maiores livrarias do país. “Minha filha já chegou a ganhar mais do que eu, que tenho duas faculdades e um mestrado”, comenta Scheilla.

Mas Amanda conta que nem sempre quer gravar vídeos mais. Prefere alimentar o perfil do Instagram com fotos e stories. “Fico muito no celular, mas nem posto tanto nas redes, só faço mais stories básicos. Uso muito para falar com os amigos, para fazer Snapchat com eles. Depende do meu mood (humor, em inglês). Mas eu realmente uso [o smartphone] o dia inteiro. Quando acaba a bateria, já dá aquele desespero”, confessa. Ela se preocupa, no entanto, em separar sua vida online da vida real. “Entendo que são coisas totalmente diferentes. Na escola, por exemplo, prefiro que meus colegas não saibam que sou uma influencer digital”.

Os riscos da cultura de likes

Scheilla Carvalho conta que quando a filha tinha 11 anos conversou com ela sobre o poder e os riscos da internet. “Falo muito sobre a responsabilidade de ser uma influenciadora, principalmente para um público jovem. Não quero que ela se exponha de uma maneira hipersexualizada, como fazem outras meninas dessa idade. Ela não é uma escrava em busca de likes. Eu me preocupo com isso mais do que ela”, diz.

Luciana Moreira também se preocupa em respeitar os limites do filho influencer mirim. Ela critica os responsáveis e agências que trabalham com essas crianças Não tenho medo de gerar frustração, ele está fazendo o que ele gosta. E eu trabalho no tempo dele. “Algumas dessas crianças têm agendas muito pesadas, fazem sessões de fotos em que têm que ficar sem comer nem beber água para a barriga não ficar inchada. Outros fazem 100 abdominais antes das fotos. Eu nunca quis fazer isso com meu filho”. Ela diz que não teme a possibilidade de que Ernani se frustre com a busca de seguidores e atenção nas redes. “Acho que isso não vai acontecer, ele está simplesmente fazendo o que gosta”.

Especialistas em psicologia infantil e redes sociais alertam, no entanto, que mesmo a supervisão parental não isenta os jovens de sofrer as consequências da cultura de likes. “O celular e a internet nos viciaram em recompensas rápidas, e o like é uma delas. Ele representa a satisfação da expectativa de reconhecimento alheio para que o indivíduo se sinta importante, pertencente a um grupo. As crianças passam a não se valorizarem por si mesmas, o que gera frustração e pode levar até a uma depressão”, explica a psicóloga da infância Ana Flávia Fernandes, autora do blog Terapia de Criança.

Outros risco são os problemas de compreensão cognitiva e de desenvolvimento da identidade. “É como se a tela do celular fosse como um espelho para eles”, acrescenta Evelyn Eisenstein, pediatra especialista no consumo de novas tecnologias. As especialistas explicam que, enquanto os adolescentes se questionam se o “eu” representado nas redes sociais é verdadeiro, as crianças expostas a esse mundo digital sequem chegar a formar a própria identidade.

É consenso entre as sociedades internacionais de Psicologia que o tempo recomendável de exposição a telas (celulares, tablets, televisão, videogames etc) para crianças é de no máximo uma hora até os 6 anos de idade; duas horas até os 12 anos e, depois, no máximo quatro horas por dia. “Mas a dependência não se caracteriza só pela quantidade de horas que se passa online e, sim, pela qualidade de convívio. O problema é que há uma dissociação cognitivo-afetiva: elas perdem a capacidade de expressar suas emoções para além do uso dos emojis”, matiza Eisenstein.

Embora concordem que tirar o celular das crianças é um tema “delicado”, ambas propõem uma abordagem que pode ser considerada ainda mais “radical”: não dar os aparelhos a elas, já que não são necessários. Demoramos 50 anos para provar que a nicotina provoca câncer. Com a internet, já estamos vendo claramente seus riscos. A vida se tornou quantos likes você tem”, lamenta a pediatra.

Amanda Carvalho —ou Amy— se diz pronta para parar de contá-los. “Acho que vou deixar de ser influencer em algum momento, quero fazer outras coisas”, afirma. “Mas jamais abandonaria o celular. Não posso viver sem ele”, afirma, aos risos.

*Por Joana Oliveira

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*Fonte: elpais

Marinha inglesa testa mochila para voar como o “Homem de Ferro”

Os Royal Marines, força de infantaria anfíbia da Marinha do Reino Unido, conduziram recentemente um exercício para testar a viabilidade de um novo equipamento em operações de abordagem de navios: uma mochila a jato, que permite a seu usuário voar como o Homem de Ferro.

Atualmente, a melhor opção é usar um helicóptero e baixar soldados no deck do navio usando cordas ou escadas. Mas com a Jet Suit produzida pela Gravity Industries, os soldados podem se aproximar usando um bote inflável.

Um deles decola com o bote em movimento e pousa poucos segundos depois no deck do navio. Uma vez lá, ele pode baixar uma escada para que seus colegas no bote subam a bordo.

A mochila pesa 27 quilos e pode ser colocada em ação muito mais rapidamente, e com um custo menor, do que um voo de helicóptero. “A visão com a Jet Suit é fornecer acesso extremamente rápido a qualquer parte da embarcação alvo, liberando instantaneamente as mãos para empunhar uma arma e até mesmo mantendo a capacidade do soldado de se realocar no alvo ou autoexfiltrar”, disse a empresa em um comunicado à imprensa.

“Isso é cada vez mais visto como uma revolução na capacidade tática de muitas forças especiais e tem uma aplicação muito mais ampla além do embarque marítimo”, completou.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Japoneses estão desenvolvendo tecnologia de transmissão de energia sem fio proveniente de painéis solares espaciais

Já imaginou não ter que se preocupar em ter que recarregar o seu celular todo dia? É provável que no futuro isso seja possível. Engenheiros no Japão têm concentrado esforços no desenvolvimento de um sofisticado sistema que consegue enviar grandes quantidade de energia elétrica a distâncias consideráveis.

O objetivo da pesquisa, eventualmente, é criar um enorme painel solar baseado no espaço que não é afetado pelos sistemas meteorológicos e que, constantemente, possa coletar grandes quantidades de energia e enviá-las aos receptores na Terra via microondas.

Durante a feira de eletrônicos Ceatec, que acontece no Japão nesta semana, a J Space Systems apresentou algumas das antenas que usa para receber as transmissões de microondas de alta potência. Batizadas de “Rectenna”, elas são antenas planas sintonizadas na frequência de 5.8GHz.

A empresa conseguiu com sucesso transmitir energia a uma distância de cerca de 50 metros usando o sistema, apesar de apresentar perdas consideráveis. A antena envia 1.8 kilowatts, mede 1,2 metros quadrados e consegue colher 340 watts de uma antena receptora que tinha 2,6 metros por 2,3 metros.

A Mitsubishi Heavy Industries também está a frente de uma pesquisa similar e no ano passado conseguiu enviar 10kW de energia a uma distância de cerca de 500 metros, um recorde para pesquisadores japoneses. Para fazer isso, ela usou amplas matrizes de transmissão e recepção.

Se a tecnologia continuar a progredir, haverá uma série de usos para ela. Um deles é usar a curta distância para enviar energia em torno das fábricas, permitindo que máquinas, sensores e estações de trabalho facilmente sejam configurados sem ter que executar novos cabos de alimentação.

Outra uso bem útil dessa tecnologia é enviar energia para áreas atingidas por desastres naturais através de balões. Mas tudo isso soa pequeno quando comparado a ideia futurística de painéis solares orbitantes capazes de coletar grandes quantidades da energia do sol e enviá-las a Terra.

A grande tarefa para que essa tecnologia chegue no estágio desejado é reduzir perdas de transmissão.

A agência espacial japonesa, que está atrás da ideia, admite que a ideia de colheita de energia solar no espaço não é nova. Projetos anteriores em outros países chegaram perto, mas devido a falta de suporte para um sistema como esse não evoluíram.

Mesmo assim, a agência espacial está continuando a direcionar pesquisadores para a tecnologia. Mas se mantém realista: “levará tempo significativo e esforços para superar os muitos obstáculos no caminho para a concretização de um sistema de energia solar espacial”, disse.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Pesquisadores criam a tinta mais potente para resfriar superfícies

Engenheiros da Purdue University estão, há anos, dedicados a criar uma tinta branca com maior eficiência para resfriar edifícios do que a tinta comum. Na última quinta-feira (15), eles anunciaram o que chamam de a “pintura mais branca já registrada”.

Em 2020, os mesmos pesquisadores já haviam criado uma tinta capaz de refletir até 95,5% da luz solar e resfriar superfícies em até 8°C. A nova formulação é ainda mais eficiente do que os pesquisadores haviam demonstrado.

A tinta “ultra-branca” reflete 98,1% da luz solar e desvia o calor infravermelho, desta forma os edifícios resfriam abaixo da temperatura do ar circundante. Seu poder de resfriamento é graças ao sulfato de bário – um pigmento derivado do mineral barita.

Os testes mostraram que a tinta é capaz de manter superfícies 4°C mais frias do que sua temperatura ambiente à luz do sol do meio-dia e até 10°C mais fria à noite.
Câmera infravermelha mostra como a tinta ultra-branca resfria a placa abaixo da temperatura ambiente. Imagem: Purdue University | Joseph Peoples

“Se você usasse essa tinta para cobrir uma área de telhado de cerca de 92 m² estimamos que você poderia obter uma potência de resfriamento de 10 quilowatts. Isso é mais poderoso do que os condicionadores de ar centrais usados na maioria das casas”, garante Xiulin Ruan, professor de engenharia mecânica da Purdue.

Para se ter ideia, as tintas disponíveis no mercado – mesmo quando projetadas para reduzir o calor – refletem apenas de 80% a 90% da luz solar. Além disso, não são capazes de fazer com que as superfícies fiquem mais frias do que o ambiente circundante.

O objetivo é que, com a nova formulação de tinta, os edifícios possam ser menos dependentes do ar condicionado e contribuir para amenizar as ilhas de calor em grandes cidades.


Sulfato de bário

Ao contrário do dióxido de titânio usado nas tintas brancas tradicionais, a formulação inclui alta concentração de sulfato de bário, um composto químico também usado para fazer papel fotográfico e cosméticos brancos. Ao longo da pesquisa vários produtos comerciais foram analisados. “Descobrimos que usando sulfato de bário, você pode, teoricamente, tornar as coisas muito, muito reflexivas, o que significa que elas são muito, muito brancas”, explica o pesquisador Xiangyu Li, pós-doutorando do Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT).

Segundo os estudiosos, as partículas de sulfato de bário são todas de tamanhos diferentes na tinta e o quanto cada partícula espalha a luz depende de seu tamanho. Ou seja, uma gama mais ampla de tamanhos de partículas permite que a tinta espalhe mais do espectro de luz do sol.

Mas, é preciso equilíbrio para não comprometer a textura da pintura. “Embora uma concentração mais alta de partículas seja melhor para fazer algo branco, você não pode aumentar muito a concentração. Quanto maior a concentração, mais fácil é para a tinta quebrar ou descascar”, prossegue Li.
Potencial

Os pesquisadores mostraram em seu estudo que a tinta à base de sulfato de bário pode potencialmente lidar com as condições externas. Não haverá também problemas em ser adotada em escala industrial uma vez que a técnica usada para criar a tinta é compatível com o processo de fabricação de tintas comerciais.

Ao The Guardian, a Purdue University afirmou que a tinta “ultra-branca” pode estar disponível no mercado em um ou dois anos e o melhor: com preço comparável ao da tinta convencional.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Japoneses estão desenvolvendo tecnologia de transmissão de energia sem fio proveniente de painéis solares espaciais

Já imaginou não ter que se preocupar em ter que recarregar o seu celular todo dia? É provável que no futuro isso seja possível. Engenheiros no Japão têm concentrado esforços no desenvolvimento de um sofisticado sistema que consegue enviar grandes quantidade de energia elétrica a distâncias consideráveis.

O objetivo da pesquisa, eventualmente, é criar um enorme painel solar baseado no espaço que não é afetado pelos sistemas meteorológicos e que, constantemente, possa coletar grandes quantidades de energia e enviá-las aos receptores na Terra via microondas.

Durante a feira de eletrônicos Ceatec, que acontece no Japão nesta semana, a J Space Systems apresentou algumas das antenas que usa para receber as transmissões de microondas de alta potência. Batizadas de “Rectenna”, elas são antenas planas sintonizadas na frequência de 5.8GHz.

A empresa conseguiu com sucesso transmitir energia a uma distância de cerca de 50 metros usando o sistema, apesar de apresentar perdas consideráveis. A antena envia 1.8 kilowatts, mede 1,2 metros quadrados e consegue colher 340 watts de uma antena receptora que tinha 2,6 metros por 2,3 metros.

A Mitsubishi Heavy Industries também está a frente de uma pesquisa similar e no ano passado conseguiu enviar 10kW de energia a uma distância de cerca de 500 metros, um recorde para pesquisadores japoneses. Para fazer isso, ela usou amplas matrizes de transmissão e recepção.

Se a tecnologia continuar a progredir, haverá uma série de usos para ela. Um deles é usar a curta distância para enviar energia em torno das fábricas, permitindo que máquinas, sensores e estações de trabalho facilmente sejam configurados sem ter que executar novos cabos de alimentação.

Outra uso bem útil dessa tecnologia é enviar energia para áreas atingidas por desastres naturais através de balões. Mas tudo isso soa pequeno quando comparado a ideia futurística de painéis solares orbitantes capazes de coletar grandes quantidades da energia do sol e enviá-las a Terra.

A grande tarefa para que essa tecnologia chegue no estágio desejado é reduzir perdas de transmissão.

A agência espacial japonesa, que está atrás da ideia, admite que a ideia de colheita de energia solar no espaço não é nova. Projetos anteriores em outros países chegaram perto, mas devido a falta de suporte para um sistema como esse não evoluíram.

Mesmo assim, a agência espacial está continuando a direcionar pesquisadores para a tecnologia. Mas se mantém realista: “levará tempo significativo e esforços para superar os muitos obstáculos no caminho para a concretização de um sistema de energia solar espacial”, disse.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Cientistas descobrem como fazer luz atravessar objetos sólidos

Por que o açúcar não é transparente? Porque a luz que penetra em um bloco de açúcar é espalhada, alterada e desviada de uma forma extremamente complicada. No entanto, como uma equipe de pesquisa da TU Wien (Viena) e da Universidade de Utrecht (Holanda) já foi capaz de mostrar, há uma classe de ondas de luz muito especiais para as quais isso não se aplica: para qualquer meio desordenado específico — como o cubo de açúcar que você pode ter colocado em seu café — feixes de luz sob medida podem ser criados que praticamente não são alterados por este meio, mas apenas atenuados. O feixe de luz penetra no meio, e um padrão de luz chega do outro lado que tem a mesma forma, como se o meio não estivesse lá.

Essa ideia de “modos de luz invariantes de dispersão” também pode ser usada para examinar especificamente o interior dos objetos. Os resultados foram publicados na revista Nature Photonics.

Um número astronômico de possíveis formas de onda

As ondas na superfície turbulenta da água podem assumir um número infinito de formas diferentes — e de forma semelhante, ondas de luz também podem ser feitas de inúmeras formas diferentes. “Cada um desses padrões de ondas de luz é alterado e desviado de uma maneira muito específica quando você a envia através de um meio desordenado”, explica o Prof. Stefan Rotter, do Instituto de Física Teórica da TU Wien.

Juntamente com sua equipe, Stefan Rotter está desenvolvendo métodos matemáticos para descrever tais efeitos de dispersão de luz. Conhecimento para produzir e caracterizar tais campos de luz complexos foi trazido pela equipe em torno do Prof. Allard Mosk na Universidade de Utrecht. “Como meio de dispersão de luz, usamos uma camada de óxido de zinco — um pó branco opaco de nanopartículas completamente organizadas aleatoriamente”, explica Allard Mosk, chefe do grupo experimental de pesquisa.

Primeiro, você tem que caracterizar essa camada precisamente. Você emite sinais de luz muito específicos através do pó de óxido de zinco e mede como eles chegam ao detector atrás dele. A partir disso, você pode então concluir como qualquer outra onda é alterada por este meio — em particular, você pode calcular especificamente qual padrão de onda é alterado por esta camada de óxido de zinco exatamente como se a dispersão de ondas estivesse totalmente ausente nesta camada.

“Como pudemos mostrar, há uma classe muito especial de ondas de luz — os chamados modos de luz invariante de dispersão, que produzem exatamente o mesmo padrão de onda no detector, independentemente de a onda de luz ter sido enviada apenas pelo ar ou se teve que penetrar na complicada camada de óxido de zinco”, diz Stefan Rotter. “No experimento, vemos que o óxido de zinco realmente não muda a forma dessas ondas de luz totalmente — elas ficam um pouco mais fracas no geral”, explica Allard Mosk.

Uma constelação estelar no detector de luz

Por mais especiais e raros que esses modos de luz invariantes possam ser, com o número teoricamente ilimitado de possíveis ondas de luz, ainda se pode encontrar muitas delas. E se você combinar vários desses modos de luz invariante de dispersão no arranjo certo certa, você terá uma forma de onda invariante de dispersão.

“Desta forma, pelo menos dentro de certos limites, você tem bastante liberdade para escolher qual imagem você quer enviar através do objeto sem interferência”, diz Jeroen Bosch, que trabalhou no experimento como um estudante de doutorado. “Para o experimento, escolhemos uma constelação como exemplo: a Ursa Maior. E, de fato, foi possível determinar uma onda invariante que envia uma imagem da Ursa Maior para o detector, independentemente de a onda de luz estar espalhada pela camada de óxido de zinco ou não. Para o detector, o feixe de luz parece quase o mesmo em ambos os casos.”


Olhando no interior de uma célula

Este método de encontrar padrões de luz que penetram em um objeto grande e imperturbável também poderia ser usado para procedimentos de imagem. “Em hospitais, os raios-X são usados para olhar dentro do corpo — eles têm um comprimento de onda mais curto e, portanto, podem penetrar em nossa pele. Mas a forma como uma onda de luz penetra um objeto depende não apenas do comprimento de onda, mas também da forma de onda”, diz Matthias Kühmayer, que trabalha como doutorando em simulações de computador de propagação de ondas. “Se você quer focar a luz dentro de um objeto em certos pontos, então nosso método abre possibilidades completamente novas. Conseguimos mostrar que, usando nossa abordagem, a distribuição de luz dentro da camada de óxido de zinco também pode ser especificamente controlada.” Isso pode ser interessante para experimentos biológicos, por exemplo, onde você quer introduzir luz em pontos muito específicos, a fim de olhar profundamente dentro das células.

O que a publicação conjunta dos cientistas dos Países Baixos e da Áustria já mostra é o quão importante é a cooperação internacional entre teoria e experimento para alcançar o progresso nesta área de pesquisa. [Phys]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Carro elétrico solar chega ainda esse ano

Já imaginou ter um carro e não precisar gastar nenhum dinheiro com combustível? Essa realidade está a cada dia mais próxima e já há previsão da empresa Lightyear lançar o veículo One já nesse ano de 2021.

O carro promete superar o Tesla Model S, chegando em 725km de autonomia e ainda conta com 4 motores elétricos e 5m² de painéis solares, que estão protegidos pelo vidro.

Um diferencial em relação ao mercado, é que suas células solares são 20% mais eficientes que as tradicionais e caso o usuário decida, pode ser carregado com o plugin tradicional dos veículos elétricos.

Por conta de seus motores, o veículo pode acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 10 segundos.

Esse veículo será uma inovação e fará a ficção científica se tornar realidade, com veículos cada vez mais sustentáveis.

Porém ainda há o desafio de se tornar acessível para todos, uma vez que seu preço de reserva deverá variar entre R$ 700 mil a R$ 900 mil e será lançado primeiramente na Europa.

Esperamos que o mundo se transforme nas próximas décadas e passam permitir o uso de toda a população.

Para conhecer o carro elétrico solar, você pode assistir o vídeo da fabricante:

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*Fonte: engenhariahoje

Site usa a ciência para criar “solo perfeito” de guitarra

Por mais que tenhamos anos e anos de Rock and Roll para analisar, é difícil dizer se há um “solo de guitarra perfeito”.

Claro que as opiniões variam bastante e, como tudo da arte, a música é extremamente subjetiva e dificilmente haverá um consenso sobre isso em algum momento. Mas, por enquanto, a revista Total Guitar resolveu usar a ciência (e as opiniões do público) para chegar o mais perto possível disso.

Depois de conduzir uma pesquisa e eleger os 50 melhores solos de guitarra de todos os tempos, os responsáveis buscaram as semelhanças para poder criar, objetivamente, o melhor solo possível.

O primeiro passo foi definir o tempo: entre os escolhidos, estavam canções cujos solos variavam de 64 a 170bpm. Portanto, eles tomaram uma quase-média de 120bpm como o ideal.

Quanto ao tom, o essencial era ser um tom menor. Os músicos então escolheram Mi menor como o tom ideal, com alguns trechos se aventurando em Mi menor harmônico e Mi dórico. Mais ainda, eles encontraram que é necessário ter um mínimo de 2,5 oitavas de alcance e, por isso, espaçaram o solo em 3 oitavas.

O solo em si, segundo a pesquisa, tem que começar nas notas mais graves e ir evoluindo para as mais agudas. Da mesma forma, a frequência de notas começa mais leve e vai aumentando conforme a canção avança, incluindo “uma mistura de conteúdo rápido, de fritação e ganchos melódicos”.

*Por Felipe Ernani

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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Inteligência artificial cria “nova musica” do Nirvana; ouça “Drowned in the Sun”

Esta segunda-feira, dia 5 de abril, marcará os 27 anos que Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, cometeu suicídio. Ele tinha 27 anos e entrou para o chamado “Clube dos 27”, uma lista de músicos talentosos que nos deixaram com essa mesma idade. Por conta disso, os fãs se perguntam: que músicas ele escreveria se não tivesse morrido há quase três décadas?

Quem responde esse questionamento é o projeto Lost Tapes of the 27 Club, que utiliza um sistema de inteligência artificial, baseado no Magenta AI do Google, para escrever canções nos estilos de músicos que morreram aos 27 anos, como Jimi Hendrix, Jim Morrison e Amy Winehouse.

No caso de Kurt Cobain, para se chegar ao que seria uma nova composição dele, o sistema analisou 30 músicas do Nirvana e estudou minuciosamente as mudanças de acordes, harmonias, riffs de guitarra, solos, padrões de bateria, letras e vocais.

Com essas informações, a máquina criou uma canção intitulada “Drowned in the Sun”. Tudo que você ouvirá nela é criação da inteligência artificial. Apenas os vocais são humanos, foram gravados por Eric Hogan, que faz parte de uma banda tributo ao Nirvana, segundo reportou a Rolling Stone.

“Para mostrar ao mundo o que foi perdido para esta crise de saúde mental, usamos a inteligência artificial para criar o álbum que o clube dos 27 nunca teve a chance de gravar. Através deste disco, estamos encorajando mais músicos a obter o apoio à saúde mental que eles precisam, para que possam continuar fazendo a música que todos amamos. Porque nem a inteligência artificial conseguirá substituir o que é real”, diz a página do projeto, que é uma iniciativa comandada pela organização de saúde mental Over the Bridge.

No player abaixo você confere a “nova música” do Nirvana. O projeto na íntegra pode ser apreciado em https://losttapesofthe27club.com/.

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*Fonte: radiorock

Cientistas pretendem produzir cerveja na Lua

Se uma das múltiplas circunstâncias possíveis para o fim da humanidade acontecer, todos nós teremos que ir para a Lua, para Marte ou para algum exoplaneta. Mas para isso, precisamos de bebidas.

Felizmente, cientistas estão projetando uma experiência para saber se é possível preparar cerveja na Lua.

Um grupo de estudantes da Universidade da Califórnia, em San Diego, projetou um experimento — finalista da competição Lab2Moon — para enviar a bordo da espaçonave da equipe indiana TeamIndus, que é uma das quatro finalistas do desafio Lunar XPRIZE do Google, que consiste em enviar uma espaçonave para a Lua.

O experimento é projetado para explorar como o fermento se comporta nas condições lunares, com ênfase a ver se é possível desenvolver produtos farmacêuticos e alimentos contendo levedura, como o pão, no espaço. Para testar isso, eles vão preparar cerveja.

A equipe projetou um sistema único para realizar esta experiência. Primeiro, o mosto (malte e água misturados) será misturado na Terra e colocado em um recipiente de fermentação especial. Em seguida, o sistema irá combinar os estados de fermentação (transformando o açúcar em álcool) e carbonatação (adicionando as bolhas na cerveja), que normalmente são feitos separadamente, para evitar a liberação de qualquer dióxido de carbono na nave espacial.

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

O que o budismo pode fazer pela ética da Inteligência Artificial

O crescimento explosivo da Inteligência Artificial (IA) alimentou a esperança de que ela nos ajudará a resolver muitos dos problemas mais intratáveis ​​do mundo. No entanto, também há muita preocupação com o poder que ela detém ​​e um crescente consenso de que seu uso deve ser orientado para evitar a infração de nossos direitos.

Muitos grupos discutiram e propuseram diretrizes éticas de como a IA deve ser desenvolvida ou implantada: IEEE, uma organização profissional global para engenheiros, publicou um documento de 280 páginas sobre o assunto, e a União Europeia publicou seu próprio conjunto de regras. O Inventário Global das Diretrizes de Ética da AI compilou mais de 160 dessas orientações em todo o mundo.

Infelizmente, a maioria dessas normas é desenvolvida por grupos ou organizações concentradas na América do Norte e na Europa: uma pesquisa publicada pela cientista social Anna Jobin e seus colegas encontrou 21 nos EUA, 19 na União Europeia, 13 no Reino Unido, quatro no Japão, e um de cada um dos Emirados Árabes Unidos, Índia, Cingapura e Coreia do Sul.

Elas refletem os valores das pessoas que as emitem. O fato de a maioria das diretrizes de ética da IA ​​estar sendo escrita em países ocidentais significa, consequentemente, que o campo é dominado por valores ocidentais, como respeito à autonomia e aos direitos dos indivíduos, especialmente porque as poucas regras emitidas em outros países refletem principalmente as do Ocidente.

Aquelas escritas em diferentes países podem ser semelhantes porque alguns valores são realmente universais. No entanto, para que essas diretrizes reflitam verdadeiramente as perspectivas das pessoas em países não ocidentais, elas também precisariam representar os sistemas de valores tradicionais encontrados em cada cultura.

Tanto no Oriente como no Ocidente, as pessoas precisam compartilhar suas ideias e considerar as de outras pessoas para enriquecer suas próprias perspectivas. Como o desenvolvimento e o uso da IA ​​se estendem por todo o globo, a maneira como pensamos sobre isso deve ser informada por todas as principais tradições intelectuais.

Com isso em mente, acredito que as percepções derivadas do ensino budista podem beneficiar qualquer pessoa que trabalhe com a ética da IA ​​em qualquer lugar do mundo, e não apenas em culturas tradicionalmente budistas (que estão principalmente no Oriente e principalmente no Sudeste Asiático).

O budismo propõe uma maneira de pensar sobre a ética com base na suposição de que todos os seres sencientes desejam evitar a dor. Assim, o budismo ensina que uma ação é boa se conduz à libertação do sofrimento.

A implicação desse ensino para a Inteligência Artificial é que qualquer uso ético da IA ​​deve se esforçar para diminuir a dor e o sofrimento. Em outras palavras, por exemplo, a tecnologia de reconhecimento facial deve ser usada apenas se for comprovada que reduz o sofrimento ou promove o bem-estar. Além disso, o objetivo deve ser reduzir o sofrimento para todos — não apenas para aqueles que interagem diretamente com a IA.

É claro que podemos interpretar esse objetivo de forma ampla para incluir o conserto de um sistema ou processo que seja insatisfatório ou mudar qualquer situação para melhor. Usar a tecnologia para discriminar as pessoas ou para vigiá-las e reprimi-las seria claramente antiético. Quando há áreas cinzentas ou a natureza do impacto não é clara, o ônus da prova caberia àqueles que procuram mostrar que uma aplicação específica de IA não causa danos.

Não fazer o mal

Uma ética de IA de inspiração budista também entenderia que viver de acordo com esses princípios requer autocultivo. Isso significa que aqueles que estão envolvidos com IA devem treinar continuamente para se aproximarem do objetivo de eliminar totalmente o sofrimento. Alcançar a meta não é tão importante; o importante é que eles empreendam a prática para alcançá-la. É a prática que conta.

Designers e programadores devem praticar, reconhecendo esse objetivo e definindo etapas específicas que seu trabalho executaria para que seu produto incorporasse o ideal. Ou seja, a IA que eles criam deve visar ajudar o público a eliminar o sofrimento e promover o bem-estar.

Para que tudo isso seja possível, as empresas e agências governamentais que desenvolvem ou usam IA devem prestar contas ao público. A responsabilidade também é um ensinamento budista e, no contexto da ética da IA, requer mecanismos legais e políticos eficazes, bem como independência judicial. Esses componentes são essenciais para que qualquer diretriz de ética de IA funcione conforme o esperado.

Outro conceito-chave no budismo é a compaixão, ou o desejo e o compromisso de eliminar o sofrimento dos outros. A compaixão também requer autocultivo e significa que atos prejudiciais, como exercer o poder de reprimir os outros, não têm lugar na ética budista. Não é necessário ser monge para praticar a ética budista, mas deve-se praticar o autocultivo e a compaixão na vida diária.
Podemos ver que os valores promovidos pelo budismo — incluindo responsabilidade, justiça e compaixão — são principalmente os mesmos encontrados em outras tradições éticas. Isto é esperado; afinal, somos todos seres humanos. A diferença é que o budismo defende esses valores de uma maneira diferente e coloca talvez uma ênfase maior no autocultivo.

O budismo tem muito a oferecer a qualquer pessoa que pense sobre o uso ético da tecnologia, incluindo aqueles interessados ​​em IA. Acredito que o mesmo também se aplica a muitos outros sistemas de valores não ocidentais. As diretrizes de ética da IA ​​devem se basear na rica diversidade de pensamento das muitas culturas do mundo para refletir uma variedade mais ampla de tradições e ideias sobre como abordar os problemas éticos. O futuro da tecnologia seria ainda mais brilhante dessa maneira.
Soraj Hongladarom é professor de filosofia no Centro de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade Chulalongkorn em Bangkok, Tailândia.

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*Fonte: mithtechreview

Esta nova Inteligência Artificial existe com o único propósito de discutir com humanos

Os robôs não podem nos vencer. Ainda. Mas um programa de inteligência artificial (IA) desenvolvido por cientistas da IBM é tão bom em debater contra humanos que pode ser apenas uma questão de tempo até que não possamos competir.

O Project Debater, um sistema de debate autônomo que está em desenvolvimento há vários anos, é capaz de argumentar contra os humanos de uma forma significativa, tomando posições em um debate sobre um tópico escolhido e defendendo por que seu ponto de vista é o correto.

A IA, descrita em um novo estudo publicado na Nature, ainda não está no ponto de poder superar a lógica argumentativa humana, mas uma demonstração pública de suas habilidades em 2019 mostrou o quão longe sua forma artificial de raciocínio chegou.

Em um debate de demonstração contra o especialista em debates Harish Natarajan, o Project Debater revelou que foi capaz de formar um argumento sobre um tópico complexo (se a pré-escola deveria ser subsidiada para as famílias) e apresentar pontos em apoio ao argumento.

No processamento de linguagem natural, a capacidade de fazer isso envolve o que é chamado de mineração de argumento, em que uma IA analisa uma grande quantidade de informações díspares, procurando vincular seções relevantes.

No caso do Project Debater, a IA foi alimentada por um arquivo de cerca de 400 milhões de notícias, a partir das quais agora ela pode redigir declarações iniciais, refutações e resumos finais sobre uma gama de aproximadamente 100 tópicos de debate.

Embora o sistema ainda precise de refinamento – e ainda não está no ponto em que pode se igualar a um especialista humano em debates – a maioria dos observadores que classificam as transcrições dos argumentos do Project Debater deram uma pontuação alta, classificando o desempenho da IA ​​como decente nos debates.

Isso é uma conquista e tanto, considerando que os desafios tecnológicos da mineração de argumentos para esse tipo de propósito eram considerados quase impossíveis mesmo para a IA de última geração apenas uma década atrás.

“Desde então, uma combinação de avanços técnicos em IA e a crescente maturidade na engenharia de tecnologia de argumento, juntamente com a intensa demanda comercial, levou a uma rápida expansão da área”, explica o pesquisador de tecnologia de argumento Chris Reed, da Universidade de Dundee no Reino Unido, que não estava envolvido no estudo, em um comentário sobre a pesquisa.

“Mais de 50 laboratórios em todo o mundo estão trabalhando nessa questão, incluindo equipes em todas as grandes corporações de software.”

Claro, nos últimos anos vimos IAs ultrapassar as capacidades humanas muitas vezes no mundo dos jogos, mas a mineração de argumentos é, em muitos aspectos, um esforço mais complexo, dadas as enormes quantidades de informações que precisam ser analisadas e, em seguida, ligadas em conjunto.

“O debate representa uma atividade cognitiva primária da mente humana, exigindo a aplicação simultânea de um amplo arsenal de compreensão da linguagem e capacidades de geração de linguagem, muitas das quais foram apenas parcialmente estudadas de uma perspectiva computacional (como tarefas separadas), e certamente não em uma maneira holística”, explicam os pesquisadores, liderados pelo pesquisador principal Noam Slonim em seu estudo.

“Portanto, um sistema de debate autônomo parece estar além do alcance dos esforços da pesquisa linguística anterior.”

Embora o Project Debater represente um avanço significativo, o campo de pesquisa ainda não chegou ao ponto das IAs poderem realizar esse feito de raciocínio melhor do que os humanos.

A equipe diz que o debate ainda está fora da ‘zona de conforto’ dos sistemas de IA, e que novos paradigmas precisarão ser desenvolvidos antes de vermos as máquinas superando a habilidade argumentativa inerente das pessoas em tópicos complexos e ambíguos.

*Por Julio Batista

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*Fonte: universoracionalista

Dez tecnologias brilhantes da NASA usadas em nosso cotidiano

As pessoas muitas vezes pensam erroneamente que o trabalho feito pela NASA não tem efeito em suas vidas cotidianas. Isso não poderia estar mais longe da verdade. A NASA estava na vanguarda de algumas das maiores inovações tecnológicas do último meio século. Muitas das coisas que usamos no dia a dia saíram de inovações desenvolvidas pelo programa espacial. Você pode não associar essas coisas com o espaço, mas tem que ser grato às mentes brilhantes da NASA que ajudaram a trazer essas tecnologias para o público em geral.

1. Detectores de fumaça
Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

Detectores de fumaça ajustáveis podem distinguir entre a fumaça de incêndios e gases nocivos. Eles foram desenvolvidos em 1973 com a Honeywell Corporation, e agora são encontrados na maioria dos lares.

2. Satélites
Como fazer chamadas telefônicas à longa distância? Felizmente a NASA estava por perto para desenvolver a tecnologia de satélites que nos permite manter contato com pessoas de todo o mundo.

3. Colchão
A espuma de seu colchão surgiu a partir do material desenvolvido para proteger aviões durante falhas. Agradeça à NASA por mais uma boa noite de sono.

4. Ferramentas movidas a bateria sem fio
Foram inventadas por funcionários da NASA e da empresa Black & Decker no início de 1960 e hoje são muito utilizadas por empreiteiros e construtores. Estes mesmos pesquisadores também foram cruciais para a construção das brocas furadeiras de pouco peso que os astronautas da Apollo usaram na Lua.

5. Pneus radiais
A NASA inovou melhorias aos pneus radiais com o objetivo de criar um veículo mais robusto para a exploração lunar e marciana. Isso melhorou os carros que conduzimos hoje.
Essa tecnologia foi usada pela primeira vez em uma queda de pára-quedas que ajudou a pousar a sonda Viking Lander em Marte em 1976.
Esses novos pneus foram usados pela primeira vez pela sonda Viking Lander em Marte, no ano de 1976.

6. Próteses robóticas
A NASA também tem ajudado a melhorar as vidas daqueles que experimentaram a perda de um membro. O desenvolvimento pela NASA dos sistemas musculares robóticos usados no espaço ajudou a progressão da tecnologia de prótese.

7. Cobertor Espacial
O cobertor espacial é a opção favorita dos corredores de maratona na hora de se aquecer. A tecnologia também é muito encontrada e utilizada em kits de primeiros socorros.

8. Tênis atléticos
Calçados esportivos modernos com uma melhor absorção de choque, estabilidade e controle de movimento possuem a mesma tecnologia das botas usadas na Lua durante as missões Apollo.

9. Óculos
A NASA desenvolveu um material resistente a riscos para proteger viseiras e capacetes dos astronautas, bem como todo o equipamento espacial. Esta tecnologia resistente a arranhões agora também é utilizada para proteger os óculos de grau e de Sol.

10. Usinas solares
A NASA também ajudou a tornar o nosso mundo mais verde, com a instalação de torres que usam a energia solar concentrada para produzir energia elétrica.12A próxima vez que alguma pessoa lhe perguntar se precisamos da NASA, mostre para ela estas 10 principais invenções. Nós todos dependemos de inovações passadas. Diante disso, eu só me pergunto o que a NASA tem para o futuro.

*Por Ruan Bitencourt Silva

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*Fonte: universoracionalista

Morreu Lou Ottens (94), o inventor da música portátil

Provavelmente você nunca tinha ouvido falar no Lou Ottens, mas todos nós, amantes da boa música, devemos MUITO a ele. O engenheiro da Philips inventou a fita cassete em 1963, abrindo a possibilidade de você andar por aí enquanto escuta música.

Ou seja, assim como outros gênios como Steve Jobs, o Lou Attens inventou um novo hábito, uma nova maneira de consumir música, principalmente depois que surgiu o Walkman. E também inventou uma maneira de criarmos nossa própria seleção musical (quem viveu essa época de gravar as fitas sabe do que estou falando).

Alguns anos depois, Lou Ottens esteve novamente à frente de uma grande invenção da Philips: o CD, com uma qualidade sonora inédita.

Fico feliz em saber que teve uma vida longa, morreu aos 94 anos de idade (06/03/21). E chegou a acompanhar o surgimento da música por stream.

A música lhe deve muito, Lou Ottens. R.I.P.

*Por Wagner Brenner

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*Fonte: updateordie

A revolução do acesso aberto

O acesso ao conhecimento pode ser muito caro. Cientistas que querem uma grande relevância para suas pesquisas são obrigado a tentar publicar em revistas científicas de grande impacto, com destaque para as editoras Nature e Elsevier. Grande parte das revistas de renome são pagas, cujos preços são muitas vezes abusivos. Até mesmo o Ciencianautas é afetado, quando restringido ao acesso de determinada pesquisa pelo preço, e impossibilitado, portanto, de escrever sobre tal pesquisa.

Uma pesquisa científica demanda muitas referências e fontes, ou seja, estudos de outras pesquisas, que também podem ser de acesso pago. Nenhum pesquisador ou aluno universitário pode bancar tanto acesso à revistas científicas. No Brasil, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma fundação do Ministério de Educação, que atua no fomento à pesquisa científica, paga para todos os universitários (alunos, professores, pesquisadores) o acesso às principais revistas científicas do mundo, com mais de 45 mil títulos disponíveis.

Mesmo com a CAPES pagando por boa parte dos acessos, as universidades precisam pagar outros títulos para atender suas necessidades. Na proposta orçamentária da USP para 2019, a previsão de gastos com periódicos é de 6 milhões de reais, por exemplo.

Os altos preços são polêmicos e injustos porque as editoras não financiam pesquisas, não pagam aos autores e nem mesmo pela revisão, que é tradicionalmente feita de forma voluntária pelos acadêmicos. A editora tem, basicamente, o trabalho de administrar a revisão, fazer a formatação do artigo e publicar (imprimir ou hospedar) o artigo. Os altos preços são, portanto, insustentáveis. As margens de lucro são altíssimas — em 2013, a média da margem de lucro das editoras científicas era de 38,9%, maior do que os 29%, no mesmo ano, de um dos maiores bancos do mundo, o Banco Industrial e Comercial da China, como mostra um estudo publicado em 2015 que aponta para um Oligopólio das editoras científicas.

Como se não bastasse, muitas vezes, as pesquisas são financiadas com dinheiro público, ou seja, de impostos. A maior parte dos cientistas não concordam com esses abusos, mas são encurralados pelo ciclo vicioso, já que o renome das revistas são muitas vezes necessários para o impacto das pesquisas. Mesmo assim, muitos boicotes são feitos às editoras, como o recente rompimento da gigante Universidade da Califórnia com a Elsevier, a maior editora científica do mundo. Outras universidades pelo mundo já haviam tomado medidas parecidas.

“O conhecimento não deve ser acessível apenas para aqueles que podem pagar”, disse Robert May, presidente do Senado Acadêmico da Universidade da Califórnia. “A busca pelo acesso aberto total é essencial para que possamos realmente defender a missão desta universidade.”

Ultimamente, o número e o impacto das revistas de acesso aberto estão crescendo. Além disso, são vários os repositórios de artigos científicos na internet, como por exemplo o Cruesp (Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), que reúne trabalhos científicos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp.

Segundo o relatório Analytical Support for Bibliometrics Indicators – Open access availability of scientific publications, de 2018, o Brasil lidera em número de publicações em revistas de acesso aberto, com uma taxa de 75%. Um enorme contribuidor disso é o SciELO, uma biblioteca digital brasileira criada em uma parceria entre a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e o Bireme, (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), e que conta com a participação de diversos países.

Há diversas iniciativas, muitas internacionais, que visam acelerar a transição para o acesso aberto à publicações científicas. O Plan S, por exemplo, determina que todos os artigos acadêmicos resultantes de pesquisas financiadas por membros da coAllition S devem ser publicados em acesso aberto imediato a partir de 1° de janeiro de 2020, e propõe que pesquisas financiadas com dinheiro público também sejam publicadas nessa modalidade. Lançada em 2016 pela Max Planck Society, a OA2020, outra iniciativa do tipo, já conta com 136 organizações signatárias.

“O Plan S não defende um modelo específico, mas apenas determina o acesso imediato aos resultados de pesquisa”, disse à Pesquisa FAPESP o holandês Robert-Jan Smits, conselheiro sênior em Acesso Aberto da Comissão Europeia. “Acreditamos que a iniciativa contribuirá para o surgimento de novos periódicos de acesso aberto com qualidade. Isso ocorrerá gradualmente.”

As grandes editoras já estão se movimentando. Em 2016 a Elsevier adquiriu o repositório SSRN (Social Science Research Network).

Um gigante repositório, Sci-Hub, com mais de 60 milhões de artigos, publica com ajuda de acadêmicos de todo o mundo até mesmo artigos protegidos com direitos autorais, das grandes editoras, o que se encaixa como pirataria. Em 2017, a Corte de Nova York determinou que o Sci-Hub e o Library Genesis paguem mais de 15 milhões de dólares à Elsevier por violação de direitos autorais. Em 2016, a própria Nature, uma das editoras mais pirateadas pelo Sci-Hub, elegeu Alexandra Elbakyan, criadora do repositório, como umas das 10 pessoas mais importantes no ano.

Os preprints — artigos ainda não editados pelas editoras — também fazem sucesso. Um dos principais repositórios de preprints é o ArXiv, lançado em 1991.

“O acesso aberto estimulará uma pesquisa mais rápida e melhor – e maior equidade global de acesso a novos conhecimentos”, diz Ivy Anderson, diretora executiva associada da Biblioteca Digital da Califórnia, da Universidade da Califórnia.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

Trabalho com drones: tudo o que você precisa saber

Quem assistiu ao programa “Mais Você” no dia 6 de outubro, percebeu que as imagens da abertura e do encerramento foram capturadas a partir de um drone, que voou em linha vertical diretamente do jardim da casa da apresentadora Ana Maria Braga, em São Paulo.

Com as devidas autorizações, controlado por um piloto remoto, o drone oferece opções que não seriam possíveis naturalmente a um cinegrafista e nem se as imagens fossem capturadas de um helicóptero, que não poderia realizar a mesma manobra por causa das normas de segurança para voos em áreas residenciais.

Os equipamentos tornaram-se diferenciais no mercado. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Brasil tem 30.428 aparelhos cadastrados com finalidade profissional até setembro de 2020. O uso para trabalho ainda não é a maioria: dos 78.304 cadastrados, 47.876 são para atividades recreativas. Apenas 4.943 dos drones estão vinculados a pessoas jurídicas; 59.225 dos 64.168 proprietários são pessoas físicas.

Ou seja, há espaço e várias áreas de atuação: segurança, inspeções técnicas, agronegócio, mapeamento de canteiros de obras, lavoura, levantamento topográfico, fotografia, uso militar, filmagens jornalísticas ou de eventos e delivery.

No entanto, não basta ter o equipamento para voar. O cadastramento do drone junto à Anac requer estudo e cumprimento da legislação, estar cadastrado como piloto de drone no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), entender o mercado e planejar o atendimento que pretende oferecer.

Legislação

Para a operação civil de aeronaves não tripuladas, os drones, devem ser cumpridas normas da Anac, do Decea e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Todas acompanham as diretrizes da Organização Internacional da Aviação Civil (Oaci).

Os dois tipos – aeromodelos ou aeronaves remotamente pilotadas – só podem ser utilizados em áreas com no mínimo 30 metros horizontais de distância de outras pessoas. Cada piloto remoto deve controlar um equipamento por vez.

Considerando bateria e eventual carga, equipamentos com peso máximo de decolagem de até 250 gramas não precisam ser cadastrados junto à Anac. Já os operados até 400 pés acima do nível do solo devem ser cadastrados. Pilotos remotos drones classe 1 (mais de 25kg, de maior porte) e classe 2 (menos de 25 kg), que pretendam voar além de 400 pés acima do nível do solo, devem possuir licença e habilitação válida emitida pela Anac.

Para controlar drones que voam acima dos 400 pés, a idade mínima é de 18 anos e o piloto remoto deve ser aprovado no teste de conhecimento e de demonstração de como usar o aparelho para obter licença, habilitação e o Certificado de Aeronavegabilidade Especial de RPA (Caer). É responsabilidade do operador tomar as providências necessárias para a voo seguro da aeronave, assim como conhecer e cumprir os regulamentos das autoridades competentes.

Se o objetivo é uma atuação profissional, o drone deve estar homologado na Anatel, registrado na Anac e o piloto inscrito no Decea, onde deve solicitar autorização toda vez que for trabalhar.

Modelos e equipamentos

Primeiro, o interessado em comprar um drone já deve ter definida a área onde pretende atuar. Isso é importante para filtrar entre as possibilidades existentes aquelas que trazem as funcionalidades necessárias e estão dentro no orçamento.

Em segundo lugar, pesquisar. Há uma grande variação de preços, com aparelhos custando de menos de R$ 1 mil até R$ 100 mil. Cada um possui especificações de tempo e estabilidade de voo, altitude e velocidade alcançadas, qualidade da captura e opções de ângulos da imagem, peso e tamanho, GPS, tempo de duração da bateria, espaço para cartão de memória, possibilidades de manobras variadas, qualidade de sinal e se é de fácil transporte.

Na etapa de levantamento e de comparação de informações sobre os modelos, a pessoa pode buscar avaliações de outros proprietários sobre as experiências que tiveram, vantagens e desvantagens que perceberam no uso.

Além do próprio drone, o comprador deverá adquirir itens complementares, como baterias adicionais, tablets e um computador para processar a imagem e demais itens fundamentais para a execução do trabalho.

Cursos e especializações necessárias

Para ter a capacitação adequada e desenvolver as habilidades para se destacar no mercado, a opção é fazer um curso de drone. Além de aprender as normas para a pilotagem em segurança para si e para os outros, o aluno também é instruído sobre o funcionamento e a manutenção do equipamento.

Dependendo da área em que for trabalhar, a pessoa pode buscar um aprimoramento mais específico, por exemplo, sobre filmagens ou captura de imagens para georreferenciamento ou topografia. Ou, então, cursos sobre softwares de processamento e tratamento das imagens ou de iluminação para os sets.

Neste processo, muitas horas de treino vão garantir que o profissional adquira experiências com diferentes demandas, cenários e necessidades do serviço. E mesmo quando possuir um portfólio sólido e estiver no mercado, deve permanecer atento a novidades que exijam reciclagem ou novo potencial a ser explorado.

Como entrar e atuar na área

É um nicho que abarca tanto estreantes quanto profissionais que querem incluir o trabalho com drones em sua cartela de serviços. Nos dois casos, é necessário planejamento e organização. Como se deve investir em equipamentos, acessórios e cursos, todos esses custos precisam ser previstas e avaliados.

Conhecer e entender a área em que se pretende atuar ajuda a elencar o que é mais solicitado pelos clientes. Procurar atender com qualidade, valorizando o próprio serviço perante é um diferencial frente à concorrência.

Outro ponto importante: assim como há ramo para o piloto de drone, há oportunidades para nas áreas da assistência técnica e formação de profissionais, como cursos de formação de pilotos. Além disso, diante da demanda de alguns setores específicos, pode-se optar em ser um operador de aeronave remotamente controlada vinculado a uma empresa em vez de atuar de forma autônoma.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Cientistas criam um mapa 2D da Terra mais fiel à realidade

Três cientistas das universidades de Princeton e Drexel, ambas dos Estados Unidos, desenvolveram um novo método de representação do planeta Terra em uma imagem plana. A projeção, batizada de Double-Sided Gott, envolve a impressão do mapa como um círculo de dupla face na qual há a divisão de um globo em dois e a indicação separada dos hemisférios.

Ainda que modelos 3D ofereçam uma maneira mais precisa de se ilustrar o nosso lar no espaço sideral, existem diversos jeitos de torná-lo 2D. Entretanto, nenhum deles é perfeito, pois todos distorcem algum aspecto ou mais, a exemplo do Mercator, utilizado pelo Google Maps em regiões locais, e do Winkel Tripel, encontrado em mapas mundiais da National Geographic. Mesmo o segundo, explicam os especialistas, divide o Oceano Pacífico em dois.

Modelo é um dos menos distorcidos entre os propostos até então.Modelo é um dos menos distorcidos entre os propostos até então.

Para conquistarem os resultados expressivos divulgados, J. Richard Gott, professor emérito de astrofísica, e David Goldberg, professor de física, se basearam em um sistema de pontuação criado por eles em 2007, capaz de determinar a acurácia de mapas planos. Quanto mais próximo de zero estiver um modelo, mais fiel será à realidade.

Considerando-se os seis tipos de distorções que os exemplares podem apresentar (formas locais, áreas, distâncias, flexão ou curvatura, assimetria e cortes de limite ou lacunas de continuidade), enquanto o Mercator chega a 8,296 e o Winkel Tripel marca 4,563, o Double-Sided Gott, sugerido pelos dois junto a Robert Vanderbei, professor de pesquisa operacional e engenharia financeira, atingiu a taxa impressionante de 0,881.

“Acreditamos que seja o mapa plano mais preciso da Terra até o momento”, defende a equipe.

Uma das grandes vantagens da proposta é que ela rompe com os limites das duas dimensões sem perda alguma de conveniências logísticas comuns a um mapa plano (armazenamento e fabricação, por exemplo).

“É possível segurá-lo na mão”, ressalta Gott, complementando que uma simples caixa fina poderia conter mapas de todos os principais planetas e luas do Sistema Solar – assim como ilustrações que carregassem dados físicos e a respeito de fronteiras políticas, densidades populacionais, climas ou idiomas, assim como outras informações desejadas.

Aliás, a novidade também pode ser impressa em uma única página de uma revista, afirmam os cientistas, pronta para o leitor recortar. Os três imaginam seus mapas em papelão ou plástico e, em seguida, empilhados como registros, armazenados juntos em uma caixa ou guardados dentro das capas de livros didáticos.

“Nosso mapa é na verdade mais parecido com o globo do que outros mapas planos”, destaca Gott. “Para ver todo o globo, você precisa girá-lo; para ver todo o nosso novo mapa, basta virá-lo. Se você for uma formiga, pode ir de um lado desse ‘disco fonográfico’ para o outro. Temos continuidade ao longo do Equador. A África e a América do Sul estão dobradas na borda, como um lençol sobre um varal, mas são contínuas”, detalha.

“Não se pode tornar tudo perfeito. Um mapa que é bom em uma coisa pode não ser em representar outras”, pondera o pesquisador, que, de todo modo, não deixa de comemorar: “Estamos propondo um tipo de mapa radicalmente diferente e vencemos Winkel Tripel em cada um dos seis erros.”

*Por Reinaldo Zaruvni

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*Fonte: tecmundo

Cidades estão ficando tão pesadas que começam a afundar

Em um estudo publicado recentemente na Advances, a revista da União Geofísica Americana (AGU), o geofísico Tom Parsons, da United States Geological Survey (USGS), aborda um tema urgente em relação às grandes metrópoles: os impactos na terra sólida e a concentração de peso em áreas relativamente pequenas para suportá-lo.

Como meio de investigação para esse trabalho, Parsons utilizou um estudo de caso, no qual a cidade São Francisco, Califórnia (EUA), serviu como objeto de estudo para provar a sua hipótese de que as grandes cidades estão literalmente afundando sob o seu próprio peso, mesmo desconsiderando a elevação do mar provocada pelas mudanças climáticas.

Em sua coleta de dados, Parsons estimou que São Francisco pode ter afundado até 80 milímetros à medida que a cidade cresceu no decorrer dos tempos. Tendo em vista que a área da baía tem uma perspectiva de elevação do nível do mar, que pode chegar a 300 milímetros em 2050, esse afundamento extra não deixa de ser perturbador.

O peso de São Francisco

O estudo apresenta um cálculo do peso total da área urbana da Baía de São Francisco, realizando um inventário de todos os edifícios da cidade com o seu conteúdo, mas excluindo sua população de 7,75 milhões de habitantes. O total chega a 1,6 trilhão de quilos, o equivalente a 8,7 milhões de Boeings 747.

Para o pesquisador, esse peso sozinho já seria o suficiente para “entortar” a litosfera na qual o centro urbano está apoiado ou mesmo para aumentar as falhas geológicas (rupturas de blocos de rocha que compõem a superfície da Terra). Porém, a situação pode ser mais séria, pois os cálculos do estudo não levaram em conta veículos, pessoas e infraestrutura urbana.

Parsons teoriza que os resultados encontrados em seu estudo para a Baía de São Francisco podem provavelmente ser aplicados a qualquer centro urbano litorâneo, embora com gravidades variadas.

Para ele, “os efeitos da carga antropogênica nas margens continentais tectonicamente ativas são provavelmente maiores do que nos interiores continentais mais estáveis, onde a litosfera tende a ser mais espessa e rígida.”

A subsidência

De uma forma ou de outra, de acordo com o estudo, quando há aumento no peso de determinadas áreas, o principal impacto dessa adição é alguma forma de subsidência, o assentamento gradual para baixo da superfície do solo, que segundo Parsons, não é “insignificante” nas áreas metropolitanas construídas.

Conforme o autor mostra no estudo, à medida que as populações globais se deslocam de forma desordenada e desproporcional em direção às áreas costeiras, ocorre uma subsidência adicional que, conjugada com a elevação esperada do nível dos oceanos, pode agravar o risco de uma potencial inundação.

As inundações são, segundo Parsons, “o maior perigo associado à subsidência”. Para ele, as prováveis zonas de inundação deveriam ser objeto de cuidadosas análises à medida que o nível do mar for se elevando. Para isso, estudos e fotos de satélite ou aéreas poderiam ser utilizadas para subsidiar planos de contingência.

As conclusões do estudo, com base em proporção de populações urbanas e rurais feitas pela ONU, é que cerca de 70% da população mundial vai morar em cidades em 2050. As mudanças mais drásticas estão previstas para a África e o sul da Ásia, mas a urbanização é um processo esperado em praticamente todas as partes do planeta.

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*Fonte: tecmundo

As imagens mais espetaculares na história da exploração espacial: o pouso da sonta Perseverance em Marte

A NASA divulgou um vídeo do Rover Perseverance em Marte enquanto ele descia pela atmosfera do planeta e pousou como planejado na Cratera Jezero na última quinta-feira.

Falando em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, David Gruel, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, disse que a equipe de vídeo manteve suas expectativas modestas: “Conseguimos o que conseguimos e não ficamos chateados”.

O que eles fizeram estão entre as imagens mais espetaculares na história da exploração espacial.

Seis pequenas câmeras compõem o sistema EDL Cam (Entrada, Descida e Aterrissagem, na sigla em inglês). Elas sobreviveram à viagem e funcionaram perfeitamente, capturando a abertura do paraquedas da espaçonave, separação do escudo térmico, descida e o suave pouso do Rover Perseverance na superfície marciana.

Há detalhes extraordinários no vídeo. A espaçonave balança um pouco debaixo do paraquedas e estabiliza à medida que os propulsores do módulo de descida assumem e o paraquedas é lançado para longe. Uma câmera no módulo de descida mostra o Rover enquanto ele desce com a ajuda de três cabos. Uma câmera no Rover captura a mesma cena de baixo; uma vez na superfície os cabos desconectam e o módulo de descida voa para longe.

Havia também dois microfones na espaçonave. Gruel disse que não conseguiu capturar o áudio do pouso, mas uma vez na superfície um dos microfones gravou – pela primeira vez – sons de Marte. O clipe disponibilizado pela NASA contém um zumbido silencioso do funcionamento do Rover, e uma rajada de vento marciana varrendo o módulo de pouso. Outro clipe cancela o som do Rover, deixando apenas a brisa.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

A mudança no comportamento das gerações: tecnologia de A a Z

Somos influenciados pelos acontecimentos de nosso tempo e por aqueles que nos antecedem. No caso da Geração Z, a tecnologia teve papel fundamental em sua formação. Entender de que forma essa influência se deu e que características gerou nesse grupo nos guiará em direção ao futuro e à próxima geração.

Popularização da internet, lançamento do Playstation, estreia dos sites de busca Google e Yahoo. Você sabe em que década esses acontecimentos ocorreram? Anos 1990. Mundialmente falando, um período de avanços científicos, tecnológicos e consolidação da globalização. Uma época propícia para o desenvolvimento e disseminação de eletrônicos e digitais.

Muitos dos avanços que ocorreram nos anos 90 foram impulsionados pela Guerra Fria (1947 e 1991), que apesar de todo o conflito político, ideológico e econômico entre Estados Unidos e União Soviética (URSS), resultou também em um saldo tecnológico e científico. Alguns exemplos são: a criação da NASA, utilização de satélites em sinais de telecomunicação e o surgimento da Internet, nos anos 60. Mas, naquela época, a tecnologia era restrita ao uso militar e só se tornou popular outras décadas mais tarde. No Brasil, podemos citar que ela foi disponibilizada para uso comercial em 1994.

Dessa maneira, diversas invenções começaram a emergir a partir do avanço tecnológico: as mensagens de texto SMS, o DVD, o Super Nintendo e a Google foram algumas das criações dos anos 90, e quem nascia naquele contexto começava desde muito cedo a “falar” a língua da tecnologia, a linguagem dos computadores, celulares, games e da internet. Para Marc Prensky, escritor americano e palestrante em educação, esses indivíduos são os nativos digitais, ou seja, aqueles que já nasceram imersos no mundo digital. Essa geração de nativos engloba também aqueles que fazem parte da Geração Z, que é a idade sociológica dos indivíduos que nasceram entre os anos 1990 e 2010.

Em linhas gerais, o conceito de gerações é definido por um grupo de pessoas que nasceram na mesma época e compartilham de hábitos, cultura, comportamentos e experiências de vida semelhantes. Alguns estudiosos afirmam que elas podem mudar a cada 25 anos, mas que este intervalo não deve ser levado como uma máxima para essas definições. Inclusive, a Geração Z é um exemplo de que não existe um consenso sobre o período do seu início, em outras literaturas, é possível encontrar esse começo definido também pelos anos 1995. Antes dos Zs, temos a Geração Y, que é formada por pessoas que nasceram a partir do ano de 1980, que podem ser chamados também de Millennials, outra fase de avanços tecnológicos e crescente globalização, mas no Brasil, período de certa instabilidade econômica.

A classificação das gerações não para por aí, a Geração X também foi estudada e engloba indivíduos que nasceram entre 1965 e 1978, são pessoas que trabalham bem em grupo e individualmente, e buscam a independência financeira desde cedo, eles também podem ser chamados de filhos dos Baby Boomers. “Baby Boom” significa explosão de bebês e é a geração composta por pessoas nascidas entre 1946 e 1964, um período de grande crescimento populacional do pós-Segunda Guerra Mundial. Antes disso, também podemos citar a Geração dos Veteranos ou Tradicionais que inclui pessoas que nasceram de 1922 até 1945, elas nasceram e viveram em períodos de guerra, por esse motivo tem um comportamento diferente das outras gerações, acreditam no trabalho em equipe, entretanto, são influenciados pelo modelo de militarismo ao exercer posições de liderança.

Com esses dados, é possível perceber que o comportamento de cada geração é influenciado pelos acontecimentos que as antecedem, que vigoram e que perduram, e vimos que a tecnologia teve um importante impacto nas últimas gerações, especialmente na Geração Z.

Não é à toa que o grupo de pessoas nascidas a partir de 1990 recebeu esse título. O “Z” vem do termo zapear, ou seja, mudar os canais de TV de forma constante e rápida. O termo “Zap” vem do inglês e pode ser traduzido como “fazer algo rapidamente”. É a geração da velocidade, eles aprendem rápido, são dinâmicos, exigentes e já nasceram acompanhando boa parte das tecnologias, são conectados e autodidatas. A Fast Company — uma revista sobre tecnologia — fez uma projeção que até o final de 2020 essa geração já representaria 40% dos consumidores, por isso é tão importante estudá-los, a fim de oferecer soluções e ferramentas que se adequem às suas necessidades e expectativas.

Eles são consumidores exigentes e querem conhecer os produtos antes de comprá-los, por isso, fazem pesquisas na internet e em redes sociais sobre o que vão adquirir, afinal, são nativos digitais e usam a rede para facilitar a vida e otimizar o tempo, também por isso são um dos públicos que mais usufruem do comércio eletrônico. Além disso, por gostarem da experimentação, as tecnologias de Realidade Virtual e Realidade Aumentada podem cativar ainda mais esses consumidores no e-commerce, já que por meio delas torna-se possível ter a sensação de “experimentar” uma peça de roupa, por exemplo. Atualmente, o eBay — um dos maiores sites de comércio eletrônico do mundo — possui um aplicativo de realidade virtual na Austrália. Para usufruir da tecnologia é necessário um smartphone e um óculos de realidade virtual. Neste assunto, cabe relatar que grande parte das vendas dos e-commerces acontecem pelos smartphones. Uma pesquisa feita pela Opinion Box, empresa de pesquisa de mercado, mostrou que 85% dos brasileiros com smartphone compram online. Outra estratégia que se mostrou eficaz para o comércio eletrônico foram as live commerces, que são transmissões de vídeo ao vivo, com apresentação de produtos de uma loja ou marca. O objetivo delas é a venda instantânea desses itens por meio de uma plataforma integrada com o e-commerce.

A forma de relacionamento e consumo dos Zs também foi muito influenciada pela crescente nos aplicativos, segundo um relatório de 2017 divulgado pelo site Mobile Time, essa geração passa em média 4h17 por dia na internet no celular e instala cerca de 9 aplicativos por mês em seus smartphones. Um relatório divulgado este ano pela companhia de análise de mercado mobile App Annie mostrou que os aplicativos mais baixados por eles, no quesito social, foram o TikTok, Snapchat e o Twitch. Mas não é somente para o entretenimento que essa geração tem utilizado as aplicações mobile, os apps de delivery de comida como o Ifood, Uber Eats, 99 Food e outros, fazem parte do dia a dia deles.

Além desses, devemos lembrar também o quanto os Zs utilizam os apps de economia compartilhada, no que diz respeito à mobilidade urbana. Em um cenário de crescimento desordenado dos grandes centros urbanos e aumento de veículos particulares motorizados, fez-se necessário pensar formas de garantir uma mobilidade sustentável, neste ponto, a tecnologia foi fundamental. Com auxílio das plataformas online, os aplicativos de mobilidade compartilhada passaram a fazer parte da vida dessa geração: carros, bicicletas e patinetes pertencem à rotina dessas pessoas. Ressalto que, apesar do serviço de mobilidade compartilhada mais popular no Brasil ter chegado em 2014, com a Uber, o conceito começou nos anos 60, na Holanda, por meio de bikes compartilhadas. Naquela época, não havia custo para utilizar as bicicletas, entretanto, o modelo não se mostrou sustentável, além de ter sido alvo de vandalismo. Mas hoje, com o avanço da tecnologia, podemos usufruir desses serviços e sobretudo, contando com usuários que têm o mindset de colaboração. Neste sentido, podemos ainda citar exemplos como o Airbnb, Dog Hero ou sites de financiamento coletivo como o Catarse e o Benfeitoria, todos esses impulsionados pelas plataformas digitais.

A mentalidade colaborativa da Geração Z vai além. Os coworkings são outro exemplo de como eles têm lidado bem compartilhando também o espaço de trabalho com pessoas de diferentes empresas e lugares, o termo cunhado pelo designer de jogos Bernie DeKoven, descreve um novo modelo de trabalho que estava em ascensão junto da tecnologia, e para quem pensa que os avanços tecnológicos poderiam afastar os trabalhadores, os coworkings vieram para mostrar que nem sempre será assim.

Fato é que essa geração é muito mais propensa para trabalhar em um modelo remoto. Segundo uma pesquisa divulgada pela Globo, apenas 16% dos Zs preferem trabalhar em escritórios corporativos, entretanto, a maioria deles, 38% afirmam que o local não faz diferença, seguido por 26% que prefere trabalhar em coworkings e outros 20% em home office. É preciso ficar cada vez mais atento aos anseios e hábitos dessa geração em relação ao mercado de trabalho, porque, segundo a Mckinsey, até 2022, eles representarão cerca de 10% da força de trabalho.

Como nativos digitais, lidam muito bem com a tecnologia no mercado de trabalho e mesmo que não desenvolvam diretamente uma atividade relacionada a ela, eles têm um bom desenvolvimento no assunto, aprendendo facilmente a manusear novos softwares e plataformas, além de serem mais abertos às mudanças de tecnologias. Além disso, com toda evolução tecnológica, novas possibilidades de carreira começam a surgir, e essa geração passa a considerar profissões que sequer existiam há alguns anos: UX design, gestor de mídias sociais, desenvolvedor mobile, analista de cibersegurança, até blogueiro, youtuber ou influenciador digital.

Os Zs valorizam também gestores e lideranças que sejam próximas e abertas ao diálogo. Além disso, ambientes diversos e colaborativos são mais apreciados. Essa combinação de predileções leva muitos a quererem trabalhar em startups, já que são ambientes mais dinâmicos, inovadores e ágeis. A agilidade é uma constante para a Geração Z, são imediatistas e autônomos e por isso, podem vir a ter mais facilidade em trabalhar com metodologias ágeis como o método Scrum e o Kanban.

Outra mudança de mentalidade em relação ao trabalho diz respeito às expectativas em relação às empresas contratantes, uma pesquisa da Deloitte mostrou que 38% espera que as empresas também se preocupem com a saúde do funcionário, incluindo um bom ambiente de trabalho. Outros 34% esperam alguma atividade relacionada a mentoria ou treinamento. Isso mostra que são pessoas que querem desenvolver suas carreiras e acreditam que o aprendizado faz parte desse processo.

Sobre esse assunto, vale salientar, que a forma de aprender dos Zs também se modificou, ela acontece de forma mais acelerada, eles são autodidatas e muitas vezes, aprendem sozinhos diversos conteúdos com o auxílio da internet. Além disso, o ensino a distância também foi um facilitador, por meio de plataformas EAD é possível absorver o conteúdo e interagir com colegas e professores. Segundo o último censo (2018/2019) Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), a modalidade EAD no Brasil soma 9 milhões de estudantes.

Então, o que esperar da Geração Z e como lidar com ela?

No âmbito educacional, voltarei a citar Marc Prensky, que, além de apresentar o conceito de nativos digitais, traz também quem seriam os imigrantes digitais, ou seja, aqueles que nasceram antes das tecnologias. No caso da educação, os professores. O escritor explica que eles, assim como os imigrantes, aprendem a “nova língua” (da tecnologia), entretanto, não a pronunciam como os nativos, eles mantêm um certo “sotaque”. Para resolver essa equação, os professores precisam estar abertos aos novos métodos de ensino e práticas que se adequam à realidade dos nativos digitais. Para isso, é preciso ouvi-los e aprender ao máximo sobre essa nova linguagem, além de tentar introduzir ferramentas que representem o contexto deles, como o gamification, por exemplo.

Enquanto consumidores, a Geração Z está buscando produtos mais tecnológicos, mais informações sobre os produtos, mais inovação e outros tantos “mais”. Mas, as marcas e empresas não devem ficar restritas a isso, é preciso gerar valor para essa geração, eles buscam marcas que se engajem com causas sociais, que sejam sustentáveis, diversas e plurais. Contudo, não se deve esquecer que esses consumidores querem praticidade, comprar em poucos cliques e receber em um curto prazo. Nesta última, soluções de entregas rápidas como os drones, podem ser uma boa aposta. Sem esquecer de utilizar a tecnologia a fim de facilitar todo o processo de compra do usuário.

No mercado de trabalho, as empresas precisam aprender cada vez mais com a Geração Z. Eles tendem a ser menos burocráticos, menos resistentes às mudanças, mais ágeis e mais colaborativos, além de tudo, claro, mais tecnológicos. Ouvi-los pode ajudar a implementar novas possibilidades de culturas inovadoras dentro das organizações. Afinal, a evolução tecnológica e a transformação digital são caminhos sem volta (ainda bem!) e nada melhor do que aprendermos essas mudanças com os Zs no mercado de trabalho hoje, pois, daqui a pouco chega uma nova geração para ocupar posições importantes: a Geração Alpha, a geração das telas. A melhor forma de lidarmos com os Zs e aguardar os Alphas é escutá-los, além de ter sempre em mente que, por mais que não sejamos todos nativos digitais, devemos nos esforçar sempre para ser imigrantes eficientes, curiosos e aprendizes constantes.

*Por Gustavo Caetano

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*Fonte: mithtechreview

Fone permite conversar em 40 idiomas em tempo real

O fone de ouvido Bluetooth ‘Timekettle WT2 Edge’ já está à venda depois de bater a meta do financiamento coletivo anunciado no site Indiegogo. De acordo com o site, os primeiros fones comprados via plataforma (e com valor promocional) começarão a ser entregues em abril de 2021.

A promessa é que o fone sem fio traduza até 40 idiomas com o mínimo de atraso nas conversas. Segundo o fabricante a precisão é de 95%. O fone que lembra os AirPods da Apple, custa a partir de US$ 109.

Como funciona

Segundo o fabricante, os microfones têm mecanismo para reconhecer sua voz, diferenciando-a de outras vozes próximas, além de filtros redutores de ruídos. Ele utiliza os principais mecanismos de tradução do mundo (Google, Microsoft, iFlytek, AmiVoice, Hoya, DeepL e o do próprio fabricante, Timekettle).
O usuário deve baixar um aplicativo (disponível para Android e iOS) e determinar os idiomas de entrada e saída e passar um dos fones para o seu interlocutor (algo que muita gente pode estranhar, pelo quesito higiene, sobretudo em tempos de Covid-19), como mostra o vídeo abaixo:

Ainda de acordo com o fabricante, a bateria do fone pode durar até 12 horas; 3 horas se em uso de tradução contínua e pode ser carregada completamente em 90 minutos.

Mais detalhes sobre o fone podem ser conferidos no https://www.indiegogo.com/projects/timekettle-wt2-edge-1st-2-way-translation-earbuds#/

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*Fonte: mochileiros

Avião elétrico solar percorreu 43.000 km, com 97% de eficiência e sem uma gota de combustível

Que o futuro está chegando e que há muitas tecnologias para serem lançadas, não temos dúvida. Nessa matéria você irá conhecer o avião denominado Solar Impulse 2, que percorreu 43.000 km sem uma gota de combustível e seus 4 motores elétricos tiveram uma eficiência recorde de 97%.

O Solar Impulse é projeto de avião solar de longo alcance proposto na Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça, e é promovido por Bertrand Piccard, tem o objetivo de produzir aeronaves capazes de darem a volta ao mundo com apenas energia solar.

Sobre o Solar Impulse 2

Tem o peso de uma tonelada e meia e é tão largo quanto um Boeing 747, voa através de energia solar captada através de 17.248 células solares, é praticamente um laboratório voador, repleto de tecnologias inovadoras que permitem produzir energia renovável, armazená-la e utilizá-la quando necessário e da forma mais eficiente.

A eficiência de seus motores elétricos é de 97% e dos motores térmicos é de apenas 27%, o que significa que seus motores perdem apenas 3% da energia, enquanto os motores tradicionais chegam a perder 73% para propulsão em combustão.

Isso nos faz refletir sobre o motivo dessas tecnologias não serem tão divulgadas, nós do Engenharia Hoje temos a missão de popularizar essas tecnologias que podem ajudar a humanidade e pedimos seu apoio para compartilhar e ajudar a disseminar essa informação para toda a sociedade.

E já fazem 5 anos que ele foi capaz de completar uma circum-navegação da Terra sem gastar 1 gota de combustível e percorreu mais de 43.000 km.

Veja o vídeo oficial em inglês, você também pode ativar legendas:

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*Fonte: engenhariahoje

Assista a um homem tentando esmagar sua própria barata-robô (e falhando)

Em um esforço para criar um robô mais forte e flexível, os pesquisadores estão se voltando às criaturas minúsculas, mas poderosas do mundo: insetos. Especificamente, baratas. Os cientistas começaram a observar baratas quando estavam sendo esmagadas para entender como esses pequenos insetos sorrateiros conseguem se espremer através de rachaduras apertadas e suportar cargas pesadas (como o esmagamento de um pé humano). Agora, os pesquisadores dizem que desenvolveram um robô que reflete os movimentos dessas criaturas tenazes.

Com uma perna, em forma de lâmina, e impulsionado por uma corrente alternada, esse novo robô se move com um movimento de salto semelhante a uma barata a uma velocidade de 20 comprimentos de corpo por segundo (acima). O roachbot tem 10 milímetros de comprimento e é feito de materiais flexíveis que geram uma carga elétrica em resposta a forças externas.

Para testar a velocidade, a força e a flexibilidade do roachbot, os pesquisadores colocaram uma série de pesos e objetos nele e cronometraram a velocidade com que ele se movia ao longo de uma régua. Eles descobriram que o robô é capaz de subir 7,5° a uma velocidade de sete comprimentos do corpo por segundo, transportar cargas de até seis vezes seu próprio peso e suportar o peso de um pé humano adulto, aproximadamente 1 milhão de vezes mais pesado que o próprio robô, os pesquisadores relataram hoje na Science Reports. O roachbot é o único entre robôs duros com um exoesqueleto flexível, mas forte – a maioria dos outros são feitos de partes rígidas e se movem lentamente e desajeitadamente como resultado.

Os cientistas dizem que, como esses robôs aprendem a se mover de forma mais eficiente, eles poderiam se tornar especialistas em exploração ambiental e socorro em desastres. Quem iria imaginar que essas pragas se tornariam tão úteis?

*Por Douglas R. Aguiar de Oliveira

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*Fonte: universoracionalista

Eugene Shoemaker: o homem que teve as cinzas levadas para a Lua

O norte-americano Eugene Shoemaker foi grande nome da ciência planetária. Atuando incessantemente no desenvolvimento de importantes pesquisas durante o século 20, suas descobertas contribuíram em muito para estudos em diferentes áreas.

Devido ao imenso legado, após sua morte, a comunidade científica realizou algo um tanto bizarro: tornou-o o primeiro e único homem cujos ‘restos mortais’ foram depositados na Lua.

Carreira brilhante

Schoemaker nasceu na cidade de Los Angeles em 28 de abril de 1928. Ele concluiu sua graduação no Instituto de Tecnologia da Califórnia muito cedo, aos 19 anos de idade, com uma tese sobre petrologia em rochas metamórficas pré-cambrianas.

Desde então, passou a atuar em uma pesquisa sobre depósitos naturais de urânio nos estados americanos do Colorado e de Utah, desenvolvida pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Foi nesse período em que teve início seu interesse pela origem das crateras lunares, de modo que começou a desenvolver um trabalho sobre o tema na Universidade de Princeton.

No ano de 1951, casou-se com a também cientista Carolyn Spellman. Três anos depois recebeu seu mestrado e, em 1960, doutorado. A partir de então, passou a se dedicar à área da astrogeologia, inclusive participando do Programa Ranger, que enviava missões espaciais não tripuladas para o espaço com o objetivo de obter imagens da superfície lunar.

Por ter sido diagnosticado com uma doença na época, Eugene foi impossibilitado de seguir seu sonho de ir para a Lua e, então tornou-se professor de Geologia no instituto em que realizara sua graduação.

Em 1993, passou a atuar no Observatório Lowell, localizado em Flagstaff, no Arizona. No mesmo ano o cientista, junto a sua esposa e ao amigo David Levy, descobriu o asteroide Shoemaker-Levy 9 que, em 1994, colidiu com o planeta Júpiter.

Legado

Eugene Shoemaker é tido até os dias de hoje como um dos pais da ciência planetária. Os estudos desenvolvidos foram de importância imensurável para a comunidade científica em diversos temas, até mesmo auxiliando no treinamento de astronautas. E talvez tenha sido isso que motivou o destino dos restos mortais do pesquisador após a sua morte.

O dia 18 de julho de 1997 foi uma data extremamente triste para a ciência. Era uma sexta-feira, quando Shoemaker sofreu um acidente de carro e veio a óbito.

Conforme divulgado pelo site da USGS, para homenageá-lo, os diretores da NASA tiveram a ideia de levar seus restos mortais para o espaço.

Em janeiro do ano seguinte, a sonda lunar Prospector iniciou sua jornada em direção à Lua levando as cinzas de Shoemaker.

Foram 19 meses até que a viagem fosse concluída com a colisão da Prospector com uma cratera no polo sul do satélite natural, a cratera Shoemaker, estudada pelo homenageado, e lá, depositou os restos mortais do cientista.

*Por Giovanna Gomes

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*Fonte: aventurasnahistoria

Cientistas inventam pasta de hidrogênio que pode substituir a gasolina

Se você acha que o futuro são apenas veículos elétricos, pode estar enganado. Cientistas inventaram uma pasta de hidrogênio que armazena até dez vezes mais energia que baterias.

Os pesquisadores responsáveis pela invenção dessa pasta são do Fraunhofer Institute for Manufacturing Technology and Advanced Materials (IFAM), na Alemanha e nomearam como Power Paste.

A pasta é uma forma segura de se usar o hidrogênio e não é poluente. Também é uma mistura em pó de magnésio e hidrogênio que resulta em hidreto de magnésio, que incluído um éster, é possível armazenar em um cartucho.

Benefícios

– Não evapora se deixar o carro sob a luz do Sol
– Densidade de armazenamento de energia superior à fornecida por um tanque de alta pressão
– Reabastecimento rápido com apenas uma troca de cartucho
– Transporte de unidades extras
– Sem necessidade de postos de combustíveis

Piloto de Power Paste em 2021

O IFAM está atualmente construindo uma planta de produção para Power Paste no Centro de Projetos Fraunhofer para Armazenamento de Energia e Sistemas ZESS. Prevista para entrar em operação neste ano, esta nova instalação será capaz de produzir até quatro toneladas de Power Paste por ano.

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*Fonte: engenhariahoje

12 sinais de que você se tornou dependente de seu celular

Se o celular é a primeira coisa que você pega pela manhã e a última que você deixa antes de dormir, recomendo seriamente que você leia essa matéria. Muitas pessoas são dependentes e não fazem a menor ideia de que são.

Nomofobia é foi a palavra escolhida para descrever os indivíduos que possuem problemas relacionados ao celular e demais aparelhos eletrônicos: principalmente a questão de ficar sem celular e conectividade. O termo é um “abrasileiramento” do inglês “no mobile phone phobia” e significa, em tradução livre, fobia de ficar sem celular”.

A Nomofobia é algo novo, pois o próprio uso dos celulares é relativamente recente. Entretanto, os rápidos avanços da tecnologia e da internet fizeram com que o uso desse aparelhinho portátil se tornasse cada vez maior e englobasse inúmeras outras funções técnicas e opções de entretenimento.

Assim, para que você possa identificar sinais e sintomas de dependência (ou mesmo do uso abusivo), separamos abaixo algumas características comportamentais de pessoas que não fazem um uso adequado do celular. Lembramos que elas não são critérios diagnósticos, mas podem ser fortes indicativos de que você precisa desacelerar.

1- Você mantém o celular sempre junto com você e confere se recebeu mensagens em curtos intervalos de tempo?

2- Você percebe que essa checagem faz com que você se desconcentre e perca a atenção (e a noção do tempo) que deveria estar destinada a outras atividades como as tarefas do trabalho ou mesmo as atividades escolares?


3- Você leva o celular para a mesa e o consulta enquanto come?


4- Você tira a atenção de uma conversa presencial para olhar o celular?


5- Alguém já te chamou a atenção por causa do uso excessivo de celular?


6- Quando você viaja, a primeira coisa que você tenta descobrir é se há internet no local em que você está?


7- Quando você fica sem conectividade, percebe que sente um aumento de ansiedade, medo e/ou irritabilidade? Surgem pensamentos de que alguém pode te procurar e não encontrar ou mesmo de que você pode precisar de ajuda e não ter como pedir socorro?


8- Você faz uso escondido do celular em locais de uso proibido como cinemas e teatros?


9- Você tem medo de perder informações importantes ou mesmo de ficar desatualizado se não checar o aparelho diversas vezes por dia?


10- Você tem a impressão de que o celular está tocando ou vibrando sem que isso realmente esteja acontecendo?


11- Você já mentiu sobre o tempo que gasta utilizando o celular?


12- Você já tentou gastar menos tempo usando o aparelho, mas não obteve sucesso?

Se você disse sim para várias das perguntas anteriores, precisamos falar um pouco mais sobre dependência

A dependência acontece quando algo que, a princípio gerava prazer, passa a trazer ansiedade e desconforto. Após a introdução das redes sociais e de ferramentas como o What´s app, o uso dos celulares passou a ser ainda maior. Esses serviços, de uso coletivo, nos informam, nos entretém e nos dão a ideia de que pertencemos mais fortemente a grupos. Além disso, eles possuem mecanismos desenvolvidos para nos “gratificar” sempre que os utilizamos. Você já parou para pensar na semelhança entre um rato treinado de laboratório que aperta uma barra e ganha alimento comparando-o com as nossas curtidas nas redes sociais? Pois, se não pensou, deveria pensar porque o que acontece conosco é exatamente o que acontece com os ratos: nós passamos o dia clicando em links, acessando redes, postando informações e checando quantas pessoas reagiram ao que fizemos. Pode ter certeza que você não é a única pessoa do mundo que fica feliz quando alguém curte a sua foto ou te manda uma mensagem nova.

A questão da dependência de celulares, entretanto, é a mesma que acontece com pessoas que desenvolvem problemas com o uso de bebidas alcoólicas, jogos de azar, compram demais ou até comem demais. Ou seja, nada é problema até que uma linha tênue seja ultrapassada e algo que deveria ser útil ou agradável passa a nos escravizar e trazer danos reais a nossa vida. Assim, jogar pode ser uma atividade, desde que a pessoa não se endivide, comprar é uma delícia, desde que a pessoa possa pagar e não se prejudique e um drink no final da noite pode ser libertador, caso a pessoa saiba parar. Entendeu a diferença?
Mas o que fazer?

Toda vez que algo gera sofrimento, desconforto ou prejudica alguma esfera da sua vida, essa coisa merece atenção.

Abaixo listamos algumas dicas para ajudar você a voltar a ter um uso mais saudável do aparelho celular. Entretanto, caso você perceba que não foi o suficiente, lembre-se que existem profissionais especializados (psicólogos e psiquiatras) que podem ajudar.

Vamos as dicas:

– Faça uma tarefa de cada vez. Se vai sentar e trabalhar, coloque o celular no mudo ou o desligue, para que não fique tentado a olhá-lo diversas vezes por causa de uma vibração, toque ou notificação. Eu, particularmente, recomendo o modo avião ou a ativação da função “não perturbe”.

– Durante o dia, onde estiver, se possível desligue as notificações. Você já reparou em quantas notificações inúteis ou desnecessárias você recebe diariamente? Olhe quando você resolver que deve olhar. É você que deve mandar no celular e não o contrário.


– Na hora de dormir lembre-se: desligue o celular. Se você não tiver qualidade de sono nada fluirá bem na sua vida.


– Deixe o celular na bolsa ou longe da mão enquanto fala com seus amigos. A pessoa que está na sua frente, é bom lembrar, merece 100% da sua atenção.


– Mesa de bar, praia, café, barzinho, volante: esqueça o celular! A não ser que realmente seja necessário, separe as coisas e aproveite os momentos.


– Se possível, não use a mesma conta de celular para trabalho e vida pessoal. É importante que você possa desligar o trabalho quando não for hora de trabalho.


– Delete os app´s que você não utiliza. Eles são uma distração e roubam seu tempo sem que você perceba.


– Preencha seu tempo vazio com outras atividades (ou apenas curta o ócio!). Saia, respire, ande, aprenda algo novo. Lembre-se que a vida é aquilo que acontece FORA do celular.

*Por Josie Conti
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*Fonte: contioutra

Startup israelense desenvolve bateria elétrica capaz de ser carregada em somente 5 minutos

Se a questão da duração e do carregamento das baterias na atualidade em que tanto dependemos de nossos smartphones, computadores, tablets e gadgets em geral já crucial, mais ainda será quando enfim a inevitável migração para automóveis elétricos se dê de forma massiva – as baterias terão de durar mais e demorar menos para serem carregadas. Resolver todo esse dilema é o propósito da startup israelense StoreDot – que, em seu novo lançamento, criou uma bateria de íon-lítio capaz de ser carregada em somente cinco minutos, e que pode ser utilizada não só em smartphones, tablets e drones, como também em veículos elétricos.

Segundo o CEO da empresa, Doron Myersdorf, a novidade ajuda a resolver o principal impedimento hoje para o público geral ao pensar em migrar dos veículos de combustão para os elétricos: não mais o custo, mas sim a ansiedade pela autonomia, o alcance, a capacidade do veículo, a experiência e facilidade em seu uso de modo geral. “As pessoas ou estão preocupadas se ficarão presas em uma Avenida ou se terão de ficar esperando em um posto de carregamento por duas horas”, comentou Myersdorf. “Mas se a experiência do motorista for exatamente como é com combustível, toda essa preocupação desaparece”.

A oferta da StoreDot, portanto, é justamente uma tecnologia capaz de padronizar uma experiência fácil, rápida e sustentável para os veículos elétricos – a estimativa da empresa é de lançar até 2025 uma bateria ainda mais durável do que a atual, capaz de dirigir por 160 quilômetros com uma carga de somente cinco minutos. Os esforços da startup, portanto, se juntam aos de outras gigantes da área – como a Tesla, que também vem tentando aprimorar ou mesmo resolver o dilema das baterias.

*Por Vitor Paiva

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*Fonte: hypeness

Os cientistas descobriram uma maneira de decodificar os sinais do cérebro em discurso

Você não precisa pensar muito a respeito: quando você fala, seu cérebro envia sinais aos lábios, língua, mandíbula e laringe, que trabalham juntos para produzir os sons pretendidos.

Agora, os cientistas em San Francisco dizem que utilizaram esses sinais cerebrais para criar um dispositivo capaz de emitir frases completas, como “Não lave a louça suja de Charlie” e “Equipamentos fundamentais precisam de manutenção adequada”.

A pesquisa é um passo em direção a um sistema que seria capaz de ajudar pessoas com paralisia severa a falar — e, talvez um dia, dispositivos disponibilizados para o comércio que permitem que qualquer pessoa envie um texto direto do cérebro.

Uma equipe liderada pelo neurocirurgião Edward Chang, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, analisou o cérebro de cinco pessoas com epilepsia, que já estavam passando por uma cirurgia no cérebro, enquanto falavam frases de uma lista com 100 possibilidades.

Quando a equipe de Chang posteriormente adicionou os sinais em um modelo de computador do sistema vocal humano, ele gerou uma fala sintetizada que era quase inteligível.

Uma amostra da fala gerada pela decodificação dos sinais cerebrais de um paciente.

O dispositivo não capta pensamentos abstratos, mas identifica a ativação dos nervos enquanto dizem aos seus órgãos vocais para se moverem. Anteriormente, os pesquisadores usaram esses sinais motores de outras partes do cérebro para controlar braços robóticos.

“Estamos acessando as partes do cérebro que controlam esses movimentos — estamos tentando decodificá-los, em vez de falar diretamente”, diz Chang.

No experimento de Chang, os sinais foram registrados usando eletrodos flexíveis em um aparelho chamado matriz de eletrocorticografia, ou ECoG, que fica na superfície do cérebro.

Para testar o quão bem os sinais podem ser usados ​​para recriar o que os pacientes disseram, os pesquisadores apresentaram os resultados sintetizados para pessoas que trabalham no Mechanical Turk, um site colaborativo, que tentaram transcrevê-los usando um conjunto de palavras possíveis. Esses ouvintes conseguiam entender cerca de 50% a 70% das palavras, em média.

“Este é provavelmente o melhor trabalho que está sendo feito em BCI [interfaces cérebro-computador] no momento”, diz Andrew Schwartz, um pesquisador sobre essas tecnologias na Universidade de Pittsburgh. Ele diz que se os pesquisadores colocassem sondas dentro do tecido cerebral, não apenas sobre o cérebro, a precisão poderia ser muito maior.

Esforços anteriores procuraram reconstruir palavras ou sons de palavras a partir de sinais cerebrais. Em janeiro de 2019, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Columbia mediram sinais na parte auditiva do cérebro enquanto os pacientes ouviam outra pessoa falar os números de 0 a 9. Eles foram então capazes de determinar qual número havia sido ouvido.

As BCI ainda não são avançadas o suficiente, nem simples o suficiente, para ajudar as pessoas que estão paralisadas, embora isso seja um objetivo dos cientistas.

Em 2018, outro pesquisador da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) começou a recrutar pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), ou doença de Lou Gehrig, para receber implantes de ECoG. Esse estudo tentará sintetizar a fala, de acordo com uma descrição do ensaio do teste, bem como solicitar aos pacientes que controlem um exoesqueleto que sustenta seus braços.

Chang diz que seu próprio sistema não está sendo testado em pacientes. E ainda não está claro se funcionaria para pessoas que não conseguem mover a boca. A equipe UCSF diz que seu dispositivo não funcionou tão bem quando eles pediram aos oradores que pronunciassem as palavras silenciosamente em vez de dizê-las em voz alta.

Algumas empresas do Vale do Silício disseram que esperam desenvolver leitores cerebrais comerciais de pensamento para texto. Uma delas, o Facebook, diz que está financiando pesquisas relacionadas na UCSF “para revelarem a primeira interface de fala silenciosa capaz de digitar 100 palavras por minuto”, segundo um porta-voz.

O Facebook não pagou pelo estudo atual e a UCSF se recusou a descrever que outras pesquisas estão fazendo em nome do gigante da mídia social. Mas o Facebook afirma ver que o sistema implantado é um passo em direção ao tipo de dispositivo de consumo que deseja criar.

“Este objetivo está bem alinhado com a missão da UCSF de desenvolver uma prótese de comunicação implantável para pessoas que não falam — uma missão que apoiamos. O Facebook não está desenvolvendo produtos que requerem dispositivos implantáveis, mas a pesquisa na UCSF pode fundamentar pesquisas em tecnologias não invasivas”, disse a empresa.

Chang diz que “não está ciente” de nenhuma tecnologia capaz de funcionar fora do cérebro, onde os sinais se misturam e se tornam difíceis de ler.

“O estudo que fizemos envolveu pessoas que passaram por uma neurocirurgia. Não temos realmente conhecimento da tecnologia não invasiva disponível atualmente que possa permitir que você faça isso sem precisar abrir a cabeça”, diz ele. “Acredite em mim, se existisse teria profundas aplicações médicas”.

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*Fonte:mittechreview

Drone Ingenuity, da Nasa, será o primeiro a explorar Marte

O rover Perseverance, que está a caminho de Marte – com previsão de chegada para o próximo dia 18 – traz dentro de si um equipamento que fará sua estreia nas missões de exploração da Nasa. O helicóptero Ingenuity fará os primeiros voos controlados em outro planeta, enquanto registra imagens de um antigo leito marciano.

Quando pousar na cratera Jazero, o Perseverance será o quinto rover a percorrer a superfície do Planeta Vermelho, mas o Ingenuity é o primeiro veículo do seu tipo a ser utilizado fora da Terra – muito mais como demonstração de tecnologia, com um escopo limitado, que custou US$ 85 milhões.

“No futuro, isso poderia transformar a forma como fazemos ciência planetária e, eventualmente, ser como um batedor para que possamos descobrir onde exatamente precisamos enviar nossos robôs”, afirmou o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, em uma entrevista coletiva antes o lançamento do rover, em julho de 2020.

O Ingenuity possui quatro pás de fibra de carbono, dispostas em dois rotores que giram em direções opostas a cerca de 2.400 rpm. O helicóptero também conta com células solares, baterias e outros componentes – mas não leva quaisquer instrumentos científicos. O drone é um experimento separado Perseverance.

Como acontece com qualquer tecnologia pioneira, especialmente no espaço, o Ingenuity enfrenta desafios que podem minar sua missão. A fina atmosfera de Marte (99% menos densa que a da Terra) torna difícil conseguir sustentação suficiente. Por isso o Ingenuity tem que ser muito leve (1,8 kg) e com pás muito maiores e que giram muito mais rápido do que seria necessário para um helicóptero com a mesma massa na Terra.

Os aquecedores internos do helicóptero terão que mantê-lo aquecido durante as noites geladas de Marte, que podem chegar a -90°C. Além disso, o Ingenuity não pode ser controlado em tempo real com um joystick, como um drone qualquer. O atraso na comunicação entre Terra e Marte são uma parte inerente do trabalho da Nasa.

O helicóptero tem, inclusive, autonomia para tomar suas próprias decisões sobre como voar até um local de interesse ou se manter aquecido. Os engenheiros projetaram e programaram o Ingenuity para realizar até cinco voos autonomamente, em um período de 30 dias marcianos (aproximadamente um mês na Terra).
Perseverance e Ingenuity na superfície de Marte.

“O Ingenuity é um empreendimento de alto risco e alta recompensa”, avalia Matt Wallace, vice gerente de projetos do Perseverance do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O seu primeiro voo irá apenas testar se o helicóptero pode sair do solo e pairar cerca de 3 metros no ar. A partir daí, cada teste será mais complexo do que o anterior, culminando em um voo final de 300 metros sobre o solo marciano.

Duas câmeras na parte inferior do drone irão capturar imagens da superfície marciana – uma em cores e outra em preto e branco. Do solo, o Perseverance também observará o drone. “Vamos ser capazes de ver com nossos próprios olhos, com vídeos, esse tipo de atividade acontecendo em outro mundo. E eu simplesmente não posso dizer o quão animado estou”, afirmou Bridenstine.

*Por Renato Mota

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*Fonte: olhardigital

Aerion AS2: conheça o sucessor do Concorde

Na corrida pela produção do sucessor do concorde — um dos nomes mais icônicos do segmento de aeronaves comerciais supersônicas — a Aerion Corporation pretende sair na frente com o seu jato AS2. Assim como o irmão mais velho, a aeronave promete voar de Nova Iorque a Londres em apenas quatro horas e meia.

Destinado ao setor corporativo, o AS2 comporta de oito a 12 passageiros. A aeronave pode atingir velocidades superiores a Mach 1.4, o que equivale a mais de 1.600 km/h.

Vale lembrar que o Concorde, fruto de uma parceria inédita da britânica British Aircraft Corporation com a francesa Aérospatiale, cruzou os céus até 2004. Ele foi descontinuado graças ao alto custo de manutenção e a emissão de poluentes na atmosfera.

Tom Vice, CEO da Aerion Corporation, disse à CNN que o Concorde, apesar de “uma peça de engenharia brilhante”, era um grande emissor de poluentes além de “muito barulhento e caro de operar”. Por isso, o AS2 representa algo totalmente novo na indústria da aviação.

A companhia, inclusive, já fechou alguns pedidos de interessados na novidade. Com um investimento de US$ 6,5 bilhões, e nomes como a Boeing e a GE apoiando o projeto, a meta é entregar pelo menos 300 unidades do AS2 nos próximos dez anos de produção.

O primeiro voo do jato supersônico está agendado para 2024, e as primeiras unidades chegam ao mercado até 2026.

Aerion AS2: menos poluente e mais silencioso

O presidente da Aerion declarou que foram necessários dez anos de planejamento para criar uma aeronave “incrivelmente eficiente” e com a menor queima de combustíveis possível.

Diferente do Concorde, o AS2 vai dispensar alguns sistemas como o de pós-combustão — onde o combustível é pulverizado direto na exaustão dos motores, promovendo mais impulso e aceleração durante a decolagem — para diminuir o barulho e a emissão de gases.

A fonte de energia do jato, segundo o presidente da empresa, não vai depender de nenhum combustível fóssil. A aeronave vai operar utilizando somente combustíveis totalmente sintéticos.

O AS2 também foi projetado para atender aos padrões de barulho estabelecidos pela indústria da aviação. Para isso, o jato conta com o recurso “boomless cruise”, que permite que a aeronave ultrapasse a barreira da velocidade do som dispersando o ruído do “boom” supersônico para a atmosfera: “teremos a primeira aeronave da história que pode voar em velocidade supersônica, e ninguém no chão vai ouvir o boom”, declarou Vice.

O preço final desta super máquina é de US$ 120 milhões (mais de R$ 645 milhões). De acordo com a fabricante, é um valor justo para quem está disposto a pagar mais para chegar mais rápido ao seu destino.

A companhia está construindo sua nova sede na Flórida, e pretende iniciar a produção do AS2 em 2023. Além do AS2, a Aerion também pretende produzir novos jatos híbridos no futuro, combinando, pela primeira vez, motores elétricos e aviões supersônicos.

*Por Gabriel Sérvio

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*Fonte: olhardigital