O núcleo da Terra está girando mais devagar – mas este não é o começo do fim do mundo

No centro da Terra, mais de 5 mil quilômetros abaixo de nossos pés, uma imensa e escaldante bola de ferro, pouco menor que a Lua, flutua e gira dentro de um núcleo externo líquido, com grandes variações no ritmo desse movimento. Pesquisas recentes concluíram que o núcleo interno da Terra atualmente está reduzindo sua rotação, em fenômeno capaz de influenciar diversos aspectos do nosso planeta. Antes, porém, que o pânico tome conta, vale lembrar que esse é um processo provavelmente inofensivo, que já ocorreu diversas vezes antes.

O núcleo terrestre é um tema de intenso debate científico, essencialmente pois muita coisa ainda é desconhecida sobre sua natureza e a influência que provoca na superfície – e em nossas vidas. Pesquisas realizadas nos anos 1990 concluíram que a misteriosa bola então girava um pouco mais rápido que o resto do planeta: por volta de 2009, porém, novos levantamentos concluíram que o giro estava em sincronia com a superfície e, agora, aparentemente o movimento reduziu seu ritmo, e está mais lento que nossa velocidade terrena geral.

Curiosamente, porém, o mesmo processo já teria ocorrido nos anos 1960 e 1970 e, portanto, apesar de soar ameaçador, é mais recorrente do que imaginávamos ou sabíamos. “O núcleo interno é a camada mais profunda da Terra, e sua rotação relativa é um dos problemas mais intrigantes e desafiadores para a ciência da Terra-profunda”, afirmou Xiadong Song, geocientista da Universidade de Pequim, e líder do novo estudo. Foi ele quem reconheceu essa diferença, nos anos 1990, através da análise das ondas sísmicas desencadeadas por terremotos.

A escaldante bola de ferro e níquel no núcleo da Terra se localiza entre 5 mil e 6,3 mil km de profundidade

“A maioria de nós concluiu que o núcleo interno girava a um ritmo constante, que era ligeiramente diferente da Terra. A evidência se acumula, e este artigo mostra que a evidência da rotação mais rápida é forte antes de cerca de 2009, e basicamente vai desaparecendo nos anos subsequentes”, afirmou Paul Richards, sismólogo da Universidade de Columbia, que trabalhou com Song na nova pesquisa.

Richards alerta, porém, que toda conclusão a respeito da influência de tal diferença sobre a superfície do planeta é especulativa: a própria conclusão da pesquisa, sugerindo a diferença no movimento do núcleo terreno, é contestada por outros cientistas.

“Este estudo interpreta mal os sinais sísmicos que são causados por mudanças episódicas da superfície interna do núcleo da Terra”, afirmou Lianxing Wen, sismólogo da Universidade de Stony Brook, rejeitando a ideia, em reportagem do jornal The Washington Post. Segundo Wen, a conclusão de que o interior da Terra gira em ritmo próprio “oferece uma explicação inconsistente para as informações sísmicas, mesmo que assumamos que seja verdade”. Pouco conhecido e de acesso impossível, o centro da Terra, portanto, é cenário de possíveis profundos movimentos, mas principalmente de intensos debates.

*Por Vitor Paiva
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Fonte: hypeness

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?
Desde que as florestas tropicais ganharam a mídia pelos maus tratos impostos pela desnorteada política ambiental atual é comum ver ou ouvir na mídia que elas seriam os ‘pulmões do planeta’. As florestas tropicais são importantes para o clima no mundo, não resta dúvida. Mas não são os ‘pulmões da Terra’. A maior parte do oxigênio que respiramos vem dos oceanos. E os mais importantes produtores são alguns dos menores organismos da Terra. Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?
Matéria do Woods Hole Oceanographic Institution é quem explica: ‘O ar que respiramos é 78% nitrogênio e 21% oxigênio. O resto é composto de gases muito menos comuns, incluindo dióxido de carbono. Mas nem sempre foi assim’.

‘Até 600 milhões de anos atrás, a atmosfera da Terra tinha menos de 5% de oxigênio. Era principalmente uma mistura de nitrogênio e dióxido de carbono. As plantas terrestres não existiam até 470 milhões de anos atrás. As árvores não foram responsáveis ​​pelo aumento do oxigênio no planeta. Então, de onde isso veio?’

Os Oceanos
Plantas, algas e cianobactérias criam oxigênio. Elas fazem isso por meio da fotossíntese. Usando a energia da luz solar elas transformam dióxido de carbono e água em açúcar e oxigênio. E usam os açúcares para se alimentar. Algum oxigênio é liberado na atmosfera.

Mas o oxigênio também se esgota. A maioria das células vivas o usa para produzir energia em um processo chamado respiração celular.

Quando os organismos morrem, eles se decompõem. A decomposição também usa oxigênio. A maior parte do oxigênio produzido é consumido por esses dois processos.

Ao longo de milhões de anos, minúsculas algas unicelulares e cianobactérias bombearam oxigênio. Muito disso foi usado na respiração ou decomposição.

Mas alguns desses organismos mortos não se decompuseram. Eles afundaram profundamente no oceano e se estabeleceram no fundo. Isso deixou um pouquinho de oxigênio para trás. Em vez de se esgotar, ficou no ar.

Foi desse modo que os oceanos lentamente acumularam oxigênio em nossa atmosfera. Ao mesmo tempo, diminuíram a quantidade de dióxido de carbono (a fotossíntese usa dióxido de carbono).

Hoje o processo continua
Agora sabemos que mais da metade do oxigênio do planeta vem do oceano, diz o texto do Woods Hole. Não todo o oceano – apenas os primeiros 200 metros de profundidade mais ou menos.

Isso é o máximo que a luz solar pode viajar através da água para alimentar a fotossíntese. Nesta zona fótica, encontramos todos os tipos de organismos fotossintéticos.

Para o site da NOAA ‘os cientistas estimam que 50-80% da produção de oxigênio na Terra vêm do oceano. A maior parte dessa produção é de plâncton – plantas à deriva, algas e algumas bactérias que podem fotossintetizar’.

Algumas algas, como os kelps, também chamadas florestas de algas, ou macroalgas, crescem em enormes filamentos semelhantes a plantas terrestres.

Na Califórnia estas florestas de algas estão morrendo devido ao aquecimento do planeta, em compensação, uma startup do Maine se projetou ao cultivar as florestas de algas para mitigar o aquecimento.

Para o site do Woods Hole, ‘A maioria das algas existem como células únicas que constituem o que chamamos de fitoplâncton. Diatomáceas são algas unicelulares importantes. Os cientistas estimam que o oxigênio, em uma de cada cinco respirações que fazemos, vem das diatomáceas’.

O texto acrescenta que ‘um organismo ainda menor desempenha um papel igualmente grande. As bactérias Prochlorococcus são tão pequenas que cerca de 20.000 delas cabem em uma única gota de água do mar. Elas vivem em uma ampla faixa dos oceanos do mundo’.

Bactéria produz porcentagem mais alta de oxigênio que todas as florestas tropicais combinadas
‘Cientistas calculam que ao todo existam algo em torno de 3 bilhões de bilhões de bilhões de células de Prochlorococcus. Juntas, produzem de 5 a 10 por cento do oxigênio que respiramos’, diz o Woods Hole.

Enquanto isso, o site da NOAA vai além sobre a bactéria Prochlorococcus: ‘Mas essa pequena bactéria produz até 20% do oxigênio em toda a nossa biosfera. Essa é uma porcentagem mais alta do que todas as florestas tropicais em terra combinadas’.

Já sobre a diferença entre as cifras dos dois sites, a NOAA explica: ‘Calcular a porcentagem exata de oxigênio produzido no oceano é difícil porque as quantidades mudam constantemente. Os cientistas podem usar imagens de satélite para rastrear o plâncton fotossintetizante e estimar a quantidade de fotossíntese que ocorre no oceano, mas as imagens de satélite não podem contar toda a história’.

Curiosamente, a matéria do Woods Hole Oceanographic Institution não comenta a importância de outra planta marinha fundamental na produção de oxigênio, os manguezais do planeta.

Assista ao vídeo The Ocean is Earth’s Oxygen Bank e saiba mais

*por Joao Lara Mesquita
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Fonte: marsemfim

2022 foi o quinto ano mais quente da história

Novos dados revelam mais um ano de extremos climáticos com recordes de alta temperatura, secas e inundações

O ano de 2022 foi o quinto ano mais quente já registrado no mundo, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia. Um resumo dos dados aponta que vários recordes de alta temperatura foram quebrados na Europa e em todo o mundo, enquanto outros eventos extremos, como secas e inundações, afetaram grandes regiões.

Divulgado na última segunda-feira (9), o relatório da Copernicus afirma que os últimos oito anos foram os mais quentes. Em 2022, em específico, as temperaturas no mundo ficaram 1,2ºC acima dos níveis pré-industriais (1850-1900).

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono também aumentaram cerca de 2,1 ppm, semelhante às taxas dos últimos anos. Já as concentrações de metano na atmosfera aumentaram cerca de 12 ppb, acima da média, mas abaixo dos recordes dos últimos dois anos.

Situação global
Os dados reunidos pela Copernicus evidencia que as mudanças climáticas podem ser sentidas em nível global. A Europa, por exemplo, viveu seu verão mais quente, além do continente ter sido afetado por várias ondas de calor intensas e prolongadas, sobretudo, na parte oeste e norte. Também baixos níveis persistentes de chuva, em combinação com altas temperaturas e outros fatores levaram a condições de seca generalizada. Paralelamente, aumentaram as emissões poluentes relacionadas a incêndios. França, Espanha, Alemanha e Eslovênia tiveram as maiores emissões de incêndios florestais no verão nos últimos 20 anos.

O relatório também destaca as grandes inundações enfrentadas pelo Paquistão em agosto, em consequência de chuvas extremas. O país também foi afetado por ondas de calor prolongadas, assim como o norte da Índia na primavera.

A Antártida viu condições de gelo marinho excepcionalmente baixas ao longo do ano. Em março, a Antártida experimentou um período de calor intenso com temperaturas bem acima da média. Na estação Vostok, no interior da Antártica Oriental, por exemplo, a temperatura registrada chegou a -17,7°C, a mais quente já registrada em seus 65 anos de registro.

Rio secou
Uma seca recorde fez com que partes do rio Yangtze – o mais importante da China – secassem. Tal situação afetou a energia hidrelétrica, rotas de navegação, limitou o abastecimento de água potável e fez ressurgir estátuas budistas anteriormente submersas. As chuvas no verão chinês foram 45% abaixo do normal.

Os principais destaques do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus sobre 2022 podem ser lidos detalhadamente (em inglês) aqui.

*por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Mudança climática pode causar ‘desastre’ nos oceanos do mundo, dizem cientistas

Em um estudo recente publicado na Nature Climate Change, esses pesquisadores analisaram projeções de três dúzias de modelos climáticos

O aquecimento climático da água do mar está causando uma desaceleração dos padrões de circulação profunda nos oceanos Atlântico e Sul, de acordo com cientistas do sistema terrestre da Universidade da Califórnia, Irvine, e se esse processo continuar, a capacidade do oceano de remover dióxido de carbono da atmosfera será severamente limitada, exacerbando ainda mais o aquecimento global.

Em um estudo recente publicado na Nature Climate Change, esses pesquisadores analisaram projeções de três dúzias de modelos climáticos e descobriram que a Circulação Meridional do Atlântico e a Circulação Meridional do Sul diminuirão em até 42% até 2100. -caso o aquecimento, o SMOC pode cessar totalmente por volta de 2300.

“A análise das projeções de 36 modelos de sistemas terrestres em uma variedade de cenários climáticos mostra que o aquecimento global descontrolado pode levar a um desligamento da circulação profunda do oceano”, disse o co-autor J. Keith Moore, professor de ciência do sistema terrestre da UCI. “Isso seria um desastre climático semelhante em magnitude ao derretimento completo das camadas de gelo em terra.”

A importância de inverter a circulação

No Atlântico, à medida que a água quente flui para o norte na superfície, ela esfria e evapora, tornando-a mais salgada e densa. Esta água mais pesada afunda no oceano profundo e segue para o sul, onde eventualmente sobe de volta, carregando das profundezas os nutrientes que são a base alimentar dos ecossistemas marinhos.

Além disso, a circulação oceânica global cria uma poderosa fábrica para o processamento do dióxido de carbono atmosférico. A interação física e química básica da água do mar e do ar – o que Moore e seus colegas chamam de “bomba de solubilidade” – atrai o CO2 para o oceano. Enquanto a circulação oceânica envia algum carbono de volta para o céu, a quantidade líquida é sequestrada nas profundezas do oceano.

Além disso, ocorre uma “bomba biológica” à medida que o fitoplâncton usa CO2 durante a fotossíntese e na formação de conchas carbonáticas. Quando o plâncton e os animais maiores morrem, eles afundam, decompondo-se lentamente e liberando o carbono e os nutrientes nas profundezas. Alguns voltam com circulação e ressurgência, mas uma parte permanece depositada sob as ondas.

“Uma interrupção na circulação reduziria a absorção de dióxido de carbono da atmosfera pelo oceano, intensificando e estendendo as condições climáticas quentes”, disse Moore. “Com o tempo, os nutrientes que sustentam os ecossistemas marinhos ficarão cada vez mais presos no oceano profundo, levando ao declínio da produtividade biológica do oceano global”.

Os seres humanos dependem da bomba de solubilidade e da bomba biológica para ajudar a remover parte do CO2 emitido no ar por meio da queima de combustíveis fósseis, práticas de uso da terra e outras atividades, de acordo com Moore.

“Nossa análise também mostra que a redução das emissões de gases de efeito estufa agora pode evitar esse desligamento completo da circulação profunda no futuro”, disse ele.

Juntando-se a Moore neste projeto estavam o principal autor Yi Liu, UCI Ph.D., um estudante de ciência do sistema terrestre; Francois Primeau, professor e presidente do Departamento de Ciência do Sistema Terrestre da UCI; e Wei-Lei Wang, professor de ciências oceânicas e da Terra na Universidade de Xiamen, na China. O estudo dependeu substancialmente de simulações desenvolvidas pelo Projeto de Intercomparação de Modelo Acoplado fase 6 (CMIP6) usado para informar as avaliações climáticas do IPCC.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Antropoceno, a era geológica dos humanos, pode ser oficializado em breve

Geólogos de todo o mundo estão votando para decidir se estamos prestes a mudar de época geológica ou não, pulando do atual Holoceno — que começou há 11.700 anos, com o fim da última era do gelo — para o Antropoceno, que significa, literalmente, a “era dos humanos”. Para aprovar ou reprovar a mudança de terminologia, diversos comitês de cientistas da área estão realizando painéis e votações.

Não há consenso sobre a necessidade da mudança, e por diversas razões. A principal delas, refletida, inclusive, no nome da possível nova época, é a influência humana no planeta. Hoje, sabemos que as modificações que fazemos têm consequências para todo o planeta, o que nem sempre foi considerado. Nos anos 1920, por exemplo, se pensava que a Terra era grande demais para se afetar por nós. Embora não consigamos destruí-la, fisicamente falando, conseguimos modificar paisagens e clima de formas até mesmo irreversíveis.

Os períodos geológicos da Terra são marcados pelas rochas e grandes eventos: podemos estar prestes a ganhar um período dedicado aos efeitos dos humanos no planeta com o Antropoceno

O que significa o Antropoceno
No momento, um dos 4 comitês decidem, internamente, em qual ano acreditam que o Antropoceno tenha se iniciado. Após a decisão, que deve ocorrer no final do verão, em 2023, a proposta final será submetida aos outros 3 comitês de geólogos pelo mundo, que votarão para rejeitar ou oficializar a nova época. Pelo menos 60% de cada comitê deve aprovar a proposta do grupo para avançá-la ao próximo. Caso contrário, a decisão pode ser adiada por anos.

Em um certo sentido, oficializar o Antropoceno é reconhecer a influência das ações humanas no nosso planeta, assumir que tais efeitos ficarão marcados nas rochas, perceptíveis por milênios. Afinal, transições geológicas levam esse tipo de mudança global em consideração, e é por isso que alguns cientistas estão preocupados com a escolha, seja ela a favor ou contra o Antropoceno.

Uma das grandes preocupações é a de que a oficialização da nova época seja usada como um palanque para declarações políticas, uma maneira de avançar pautas ecológicas, por exemplo. No tempo geológico, por exemplo, o Antropoceno seria um grão de areia, um microssegundo na história. Marcações geológicas temporais ajudam os cientistas a compreender e estudar períodos sem registros escrito e permitem poucas observações científicas apenas por meio de seus vestígios.

Já a “era dos humanos” é detalhadamente documentada, com poucos espaços verdadeiramente em branco — não haveria necessidade de uma terminologia geológica, já que temos os anos exatos de cada acontecimento importante. Se aceitar a nova época parece muito precipitado, há quem diga que negá-la também seria, representando outro espectro do palanque político, desta vez um que nega a influência humana no planeta, ou que acredita que nossas ações serão apagadas pelas eras como folhas levadas pelo vento. De qualquer forma, essa decisão também terá de ser justificada por cada comitê.

As emissões humanas modificam o planeta, mas alguns cientistas creem que elas afetarão apenas nossa efêmera vida por aqui, e não a geologia do planeta ao longo dos Éons

Implicações científicas da mudança de época
As consequências do Antropoceno para a comunidade científica serão gerais, assim como é a classificação de um animal por um zoólogo ou de um planeta para um astrônomo. Classificar eras e épocas é um trabalho conservador como qualquer outro na ciência, já que mudará estudos acadêmicos, museus, livros didáticos e muito mais por gerações a fio.

A divisão geológica atual é dividida, de forma crescente, em Éons, Eras, Períodos, Épocas e Idades. No momento, na Idade Megalaiana da Época do Holoceno, dentro do Período Quaternário da Era Cenozoica do Éon Fanerozoico — isso desde 4.200 anos atrás. Medir mudanças não é fácil, já que registros rochosos estão cheios de lacunas e mostram modificações de forma gradual. É raro encontrar pontos bem definidos como a queda do meteorito de Chicxulub na Península de Yucatán, que aniquilou os dinossauros e terminou o Período Cretáceo. Não há nada tão preciso quanto isso em termos geológicos.

O Período Cambriano, de 540 milhões de anos atrás, por exemplo, tem seu início contestado por décadas. O Quaternário, após longas discussões, foi remodelado em 2009. Em 2019, Grupo de Trabalho do Antropoceno definiu que ele começaria em meados do século XX, quando emissões de gases do efeito estufa, atividade econômica e população humanas subiram vertiginosamente. Mostradores geológicos como isótopos de plutônio de explosões nucleares, nitrogênio de fertilizantes e cinzas de usinas energéticas ficarão, perenes, no mundo.

E assim como outras marcações geológicas, o Antropoceno terá uma “cavilha de ouro”, um marco físico que demonstre, por registros rochosos, o que o difere do tempo anterior. A votação para o marco já aconteceu, levando 9 locais em conta, entre eles o gelo da Península Antártica, uma turfeira na Polônia, um recife de corais na costa do estado americano da Louisiana e uma baía no Japão. Também já foi votada a definição a ser dada ao Antropoceno, ou seja, se ele será uma época, uma idade do Holoceno ou outra marcação temporal.

A queda do meteoro em Chicxulub é uma marcação muito bem determinada de uma mudança de Era, terminando o Cretáceo, mas nenhum outro marco é tão bem definido assim. É um dos problemas de cravar o Antropoceno tão cedo e tão próximo de nós (Imagem: Donald E. Davis/CC BY-SA 3.0)

Controvérsias e ideias
Há dúvidas sobre a definição no meio do século XX, que é estranhamente próxima a nós. Para os arqueólogos e antropólogos, chamar objetos da Segunda Guerra Mundial de “pré-antropocênicos” será, no mínimo, esquisito. Usar isótopos de bombas nucleares também é desconfortável, ou até mesmo sem sentido. Radionuclídeos dos eventos são marcantes para os humanos, mas não querem dizer nada para as mudanças climáticas ou outros eventos mais importantes causados por nós.

A Revolução Industrial, outro marco interessante, também deixaria de fora milênios de mudanças humanas como agricultura e desmatamento, que modificaram bastante o planeta. Reconhecer o Antropoceno é importante como uma forma de assumir responsabilidades, compreender que não só arranhamos a superfície da Terra, mas fazemos muito mais. Há um argumento que leva isso em consideração, mas dá outra ideia, menos inflexível: chamar o Antropoceno de evento.

Um evento é um acontecimento transformador para o planeta, mas que não aparece como uma mudança na linha do tempo, sem regulamentação pela burocracia científica. Quando o oxigênio invadiu os ares da Terra, há cerca de 2 bilhões de anos, ele se tornou o Grande Evento de Oxidação, assim como o são as extinções em massa. Cientistas de várias áreas já usam o termo “Antropoceno”, neste sentido, como um reconhecimento da chegada e influência humana por aqui. A ideia é boa — mas teremos de esperar o final das decisões, no ano que vem, para descobrir o que se fez, ou se desfez, acerca do Antropoceno.

*Por Augusto Dala Costa
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*Fonte: canaltech

Cientistas calculam chances de lixo espacial matar alguém

Denomina-se por lixo espacial tudo aquilo que foi criado pelo homem e que está orbitando a Terra; isto é, que encontra-se ao redor do planeta. Como o próprio nome sugere, o detrito espacial não tem qualquer função útil, pois consiste, sobretudo, em diversas partes de foguetes que ficaram para trás após o lançamento, assim como satélites desativados, sondas e outros objetos.

É inegável que o avanço da tecnologia tem permitido diversas inovações em benefício da vida num contexto geral, principalmente em questões relacionadas ao aprimoramento de estudos em áreas variadas, como as condições climáticas, geolocalização, etc. No entanto, com mais objetos sendo lançados para o espaço, cada vez mais lixo espacial é produzido.

Nesse contexto, os cientistas calcularam os riscos de alguém ser morto em função do lixo espacial. Embora pareça remotamente difícil acontecer um acidente assim, afinal nunca houve antes, há certo risco.

Estudo calcula o risco de alguém ser vítima fatal do lixo espacial

Casos de ferimentos e danos à propriedade por conta do lixo espacial já foram notificados. Contudo, em se tratando de vítimas humanas atingidas por objetos que despencam do céu, parece, a priori, algo extremamente improvável. Mas com um número cada vez maior de lançamentos, será mesmo que não há risco ou este é iminente?

Cientistas fizeram um novo estudo – publicado na Nature Astronomy – no qual estimaram a chance de causalidades da queda de peças de foguetes nos próximos dez anos. No estudo, os pesquisadores investigaram a chegada descontrolada de detritos espaciais artificiais, como estágios de foguetes gastos, associados a lançamentos de foguetes e satélites.

Eles utilizaram modelagem matemática das inclinações e órbitas de partes de foguetes no espaço e densidade populacional abaixo deles, bem como 30 anos de dados de satélites anteriores. Assim, os cientistas puderam estimar onde os destroços de foguetes e outros objetos de lixo espacial aterrissam quando caem de volta à Terra.

Entre as descobertas, os cientistas acreditam que há um risco pequeno, mas significativo, de reentrada de peças na próxima década. Entretanto, é mais provável que aconteça nas latitudes do sul do que nas do norte.

Além disso, o estudo estimou que os corpos de foguetes têm aproximadamente três vezes mais chances de pousar nas latitudes de Jacarta na Indonésia, Dhaka em Bangladesh ou Lagos na Nigéria do que em Nova York nos EUA, Moscou na Rússia ou em Pequim na China.

Lixo espacial versus vida humana
Todos os dias, milhares de detritos espaciais chovem sobre a Terra e sequer, temos consciência dos perigos. Ao todo, são cerca de 40 mil toneladas de poeira advindas de partículas microscópicas de asteroides e cometas estabelecidas na superfície terrestre.

Dessa forma, os corpos de foguetes que retornam à Terra de maneira descontrolada — criando perigo para as pessoas na superfície, é um processo ainda conservador, visto que cada reentrada espalhe detritos letais por uma área de dez metros quadrados, há uma chance de 10% de uma ou mais baixas na próxima década, em média, como assinala o estudo. Assim, portanto, o risco de detritos de satélites e foguetes causar danos na superfície da Terra (ou na atmosfera ao tráfego aéreo) foi considerado insignificante.

Perigo para as operações seguras
Se por um lado, o risco do lixo espacial para a vida humana ainda ser irrelevante; por outro lado, os detritos espaciais podem obstruir a realização de operações seguras; isto é, satélites extintos — e seus fragmentos — são um grande problema em potencial no que diz respeito ao lançamento seguro de satélites em funcionamento.

Ademais, as baterias e o combustível que não foram utilizados também resultam em explosões na órbita da Terra que geram resíduos adicionais, aumentando a concentração de lixo espacial.

A alternativa seria investir nas tecnologias existentes que controlam a reentrada de detritos; porém, elas possuem uma implementação muito cara.

*por Daniela Marinho
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*Fonte: socientifica

Buraco de ozônio continua encolhendo em 2022, afirmam cientistas

Porção estratosférica que nos protege dos raios UV atingiu área média de 23,2 milhões de km² entre setembro e outubro de 2022, sendo ligeiramente menor do que em 2021

A camada de ozônio forma um “escudo” protetor invisível sobre o planeta, absorvendo a perigosa radiação ultravioleta do Sol. Graças a medidas ambientais adotadas pelas nações de todo o mundo, finalmente temos uma boa notícia: o buraco nesse revestimento está encolhendo em 2022, continuando uma tendência dos últimos anos.

De acordo com a Nasa, o buraco anual de ozônio da Antártida atingiu uma área média de 23,2 milhões de km² entre 7 de setembro e 13 de outubro de 2022. Essa área foi ligeiramente menor do que no ano passado, quando o buraco atingiu um máximo de 24,8 milhões de km² – aproximadamente o tamanho da América do Norte – antes de começar a encolher em meados de outubro.

Ainda que a cratera na camada que reveste o planeta tenha sido em 2021 a 13º maior desde 1979, os cientistas notaram um progresso na diminuição do buraco na porção da estratosfera que nos protege dos raios ultravioleta.

“Vemos algumas oscilações à medida que as mudanças climáticas e outros fatores fazem os números oscilarem um pouco de dia para dia e de semana para semana”, afirma Paul Newman, cientista-chefe de ciências da Terra no Goddard Space Flight Center da Nasa, em comunicado. “Mas, no geral, vemos isso diminuindo nas últimas duas décadas”.

Para o especialista, a eliminação de substâncias que destroem a camada de ozônio através do Protocolo de Montreal está diminuindo o buraco. O tratado internacional que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1989 e que apresenta 197 Estados Partes, sendo o Brasil como um dos signatários, impõe a redução da produção e consumo das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (SDOs).

Quando o Sol polar nasce, os cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) fazem medições com um espectrofotômetro Dobson, um instrumento óptico que registra a quantidade total de ozônio entre a superfície e a borda do espaço.

A média global dessa quantia é de cerca de 300 unidades Dobson. Em 3 de outubro de 2022, os cientistas registraram um valor total mínimo de 101 unidades Dobson sobre o Polo Sul. Naquela ocasião, o ozônio estava quase completamente ausente em altitudes entre 14 e 21 quilômetros – um padrão muito semelhante ao de 2021.

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*Fonte: revistagalileu

Saiba como a Terra é protegida de colisões de asteroides

De todas as coisas que podem acabar com o planeta Terra, uma colisão de um asteroide pode ser uma das que os humanos têm mais controle. Mas quem de fato protege o planeta de uma catástrofe como essa?

Uma colisão de asteroide está na parte de baixo da lista de possíveis fins do mundo. Em um mundo com armas nucleares, onde a atividade humana está permanentemente alterando habitats e o clima, e onde o uso excessivo de antibióticos está levando a novos tipos mortais de bactérias, uma ameaça externa é o menor dos problemas. Mas os efeitos de colisões de asteroides – tsunamis, vendavais e ondas de choque – podem ser catastróficos. Então, existem cientistas que dedicam seu tempo e pesquisa para se preparar em caso deste cenário.

Embora nenhum asteroide conhecido tenha chance de causar destruição em larga escala, aqueles potencialmente perigosos são assuntos diários para tabloides – o governo dos Estados Unidos e cientistas de todo o mundo os levam a sério. Em 2018, a Nasa, a FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergências) e outras agências espaciais se uniram para imaginar como seria uma colisão de asteroides, simulando as tomadas de decisões necessárias caso os telescópios encontrassem uma possível ameaça.

O Sistema Solar se formou a partir de um disco de matéria que cercava o Sol em sua juventude. Esse material se aglutinou para formar os planetas. Na região entre Marte e Júpiter, por exemplo, a forte gravidade do gigante gasoso impediu a formação planetária e, em vez disso, muitos pequenos corpos rochosos colidiram uns com os outros, e, agora, existem como asteroides.

Ocasionalmente, as forças gravitacionais de Júpiter podem perturbar as órbitas desses objetos. Outros objetos, como os cometas gelados, eventualmente se aproximam da Terra em suas órbitas elípticas. Juntos, esses asteroides e cometas compõem os “Objetos Próximos à Terra”, ou NEOs. Por definição, um NEO é qualquer corpo dentro de 1,3 unidade astronômica do Sol, onde 1 UA equivale a 150 milhões de quilômetros, a distância entre o Sol e à Terra, incluindo cometas com órbitas ao redor do sol que duram menos de 200 anos.

Cientistas então elaboraram uma lista de NEOs com os quais devemos nos preocupar, chamados de asteroides potencialmente perigosos. Estes são corpos que cruzam a órbita da Terra e medem 140 metros de diâmetro ou mais, aproximadamente o tamanho de um estádio de futebol, e estão dentro de 0,05 UA do planeta, cerca de 20 vezes a distância média até a Lua.

Se algo desse tamanho se chocasse com à Terra, causaria uma catástrofe regional. O impacto de um meteorito pode gerar potenciais catástrofes, de ventos de alta velocidade a tsunamis ou imensas ondas de choque e calor o suficiente para cozinhar o corpo humano.

Impactos de asteroides há muito tempo vivem na preocupação pública. Já em 1694, o astrônomo Edmond Halley (do famoso cometa Halley) sugeriu que cometas poderiam se chocar com à Terra, teoria adotada por outros ao longo dos séculos seguintes.

Então, em 1908, o famoso evento de Tunguska arrasou uma floresta na Rússia, e na década de 1930, cientistas começaram a descobrir grandes asteroides passando perto da Terra – talvez o de Tunguska tenha sido um asteroide e talvez houvesse mais para nos preocuparmos. E, em 1980, uma equipe de pesquisadores encontrou o raro elemento irídio em uma camada de rocha de, aproximadamente, 65 milhões de anos, que deduziram ter sido trazida por um grande asteroide. Essa descoberta, assim como outras pesquisas, ajudou a embasar e aceitar a teoria de que um grande impacto provocou a extinção dos dinossauros. Mas essa teoria era controversa e levou 30 anos para alcançar seu status atual.

Mas talvez o momento mais importante dessa história não tenha ocorrido na Terra. Em 1993, os cientistas Carolyn e Eugene M. Shoemaker, e David Levy, descobriram um cometa na órbita de Júpiter. O interesse no cometa Shoemaker-Levy 9, tanto científico quanto público, disparou quando os pesquisadores perceberam que ele colidiria com o planeta, o que aconteceu em julho de 1994, deixando marcas escuras em Júpiter que ficaram visíveis durante meses.

Esse foi um divisor de águas na comunidade científica, afinal, se algo pode se chocar com Júpiter, então algo poderia atingir à Terra. Graças a tudo isso, o Congresso americano ficou interessado em proteger o planeta dos impactos.

O Congresso já havia solicitado à Nasa para criar um programa de observação de asteroides em 1992, mas em 1998 eles ordenaram que a agência catalogasse todos os asteroides próximos à Terra, com tamanho maior que um quilômetro, dentro de dez anos. Assim, a Nasa estabeleceu o Programa de Observação de NEOs, agora chamado de Centro de Estudos de NEOs, que compila e computa órbitas para asteroides próximos à Terra. Em 2005, o Congresso expandiu a meta de incluir 90% dos objetos com 140 metros, ou maiores, até 2020.

A defesa planetária é agora uma empreitada internacional, com um orçamento milionário. Para os EUA, o Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da Nasa é responsável por projetos que buscam asteroides próximos e comunicam governo, mídia e público, sobre potenciais perigos. Eles também desenvolvem técnicas de pesquisa para evitar impactos, e coordenam com o governo e agências como a FEMA para responder a uma possível colisão.

Agências espaciais ao redor do mundo, como a Agência Espacial Europeia, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, a Roscosmos e outras, realizam várias pesquisas e projetos sobre o monitoramento de NEOs.

E quanto ao fato de nos preocuparmos ou não? Por enquanto, não existem asteroides conhecidos que sejam dignos de preocupação. Nenhuma das órbitas de asteroides listadas no banco de dados CNEOS está prevista para causar impacto nos próximos 188 anos. Mas, se houver alguma preocupação, deve ser sobre os asteroides ainda não encontrados.

Apesar das várias pesquisas, simplesmente não há infraestrutura adequada para encontrar todas as rochas espaciais. Algumas das missões não foram projetadas com o levantamento de asteroides em mente.

Também existem asteroides menores, que podem causar danos locais e atacar com pouco, ou nenhum, aviso. O meteoro de 20 metros de Chelyabinsk explodiu acima da Rússia em 2013, quebrando janelas e ferindo 1.491 pessoas. Em dezembro de 2018, um meteoro explodiu sobre o Mar de Bering, com dez vezes a força da bomba de Hiroshima. Esses impactos ficam abaixo do limite estabelecido pelo Congresso, mas ainda têm potencial de causar danos em menor escala.

Quando se trata de avaliar a probabilidade de um impacto e o dano que ele pode causar, os pesquisadores consideram o tamanho da Terra, assim como quantas vezes os asteroides de diferentes tamanhos a atingem.

Meteoros inofensivos, do tamanho de grãos de poeira, atingem à Terra quase que constantemente e se queimam na atmosfera; a probabilidade de um asteroide de um metro atingir o planeta é de cerca de um impacto por ano e se tona menos provável com o tamanho do asteroide ao quadrado. As probabilidades de um impacto de uma rocha de 100 metros são uma vez a cada dez mil anos, e um asteroide de mil metros, uma vez a cada um milhão de anos.

E quanto a eventos maiores, eles são potencialmente evitáveis com o suficiente tempo de espera. Por exemplo, há a missão Teste de Redirecionamento de Asteroides Duplos (DART), uma demonstração que lançará uma espaçonave no asteroide menor no binário Didymos a 6 km/s.

A missão Hera da ESA acompanhará as observações dos efeitos da colisão. Os cientistas esperam que essas missões mudem a órbita do asteroide menor em torno do asteroide maior, e que, no futuro, as agências espaciais possam usar essas missões de “impacto cinético” para mudar a órbita de um asteroide ameaçador.

Existem também outras ideias para desviar asteroides perigosos. As agências espaciais poderiam colocar algo muito pesado ao lado da rocha para mudar sua rota através da gravidade, ou remover matéria da superfície do asteroide. E, claro, há sempre a opção de última hora de bombardear um asteroide que apresenta uma ameaça iminente – mas, no exercício de mesa da Conferência de Defesa Planetária deste ano, os cientistas escolheram bombardear um grande asteroide que arrasaria Denver, mas acabaram destruindo a cidade de Nova York.

Apesar da baixa probabilidade de um impacto de asteroide, suas terríveis consequências significam que esta continuará a ser uma área importante de pesquisa. Os cientistas agora levam a ameaça a sério.

*Por Vinicius Szafran
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*Fonte: olhardigital

Número de asteroides próximos da Terra atinge marca impressionante

Os astrônomos responsáveis pelo monitoramento de objetos espaciais em volta da Terra anunciaram que a contagem desses asteroides chegou à marca de 30 mil. Esse número é recebido com um pouco de preocupação, pois impactos de asteroides podem ser eventos perigosos que causam destruição em massa.

Felizmente, o monitoramento constante do Espaço ajuda na tomada de decisão em caso de alguma eventual rocha em rota iminente com a Terra. A missão DART foi um demonstrativo de como as ações de proteção espacial podem prosperar.

Cabe destacar que os 30 mil objetos observados e catalogados estão em uma distância de até 45 milhões de quilômetros da Terra, que representa aproximadamente 117 vezes a distância entre a Terra e a Lua. As observações são coletadas e rastreadas pelo Centro de Coordenação de Objetos Próximos à Terra (NEOCC) da Agência Espacial Europeia (ESA) e pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA.

Cerca de 400 objetos recém-descobertos teriam potencial de destruir uma cidade com um impacto direto, ou causar uma destruição considerável na região. Esses são os alvos de monitoramento dos astrônomos. Apenas um desses novos objetos mediu mais de 1 quilômetro de largura, dimensão suficiente de fazer um estrago ainda maior.

Felizmente, o número de asteroides potencialmente perigosos cresceu mais lentamente. Além disso, outras observações descartaram qualquer chance de impacto nas próximas décadas. Os 1.426 objetos que fazem parte de um grupo com chance de impacto diferente de zero estão sendo cuidadosamente estudados.

Asteroide que oferece maior risco à Terra está fora do radar dos astrônomos
O asteroide 1979XB é o que oferece maior risco para a Terra. Estima-se que ele tenha um diâmetro de cerca de 700 metros, uma medida preocupante, que poderia destruir um pequeno país. Como esse objeto não é visto desde 1979, os astrônomos não conseguem determinar com precisão onde ele está agora, porém há uma chance de que ele atinja a Terra em 2056.

Acredita-se que em dezembro de 2024, o 1979XB passe perto da Terra, nesse caso os astrônomos seriam capazes de calcular sua órbita com mais precisão e provavelmente descartar impactos futuros. O chefe de defesa planetária da ESA, Richard Moissl, declarou que mais da metade dos asteroides conhecidos e registrados foram descobertos nos últimos seis anos. Isso só mostra o quanto a busca por esses objetos está cada vez melhor.

*Por Isabela Valukas Gusmão
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*Fonte: olhardigital

O fim dos detritos espaciais na órbita da Terra pode estar próximo

Um voo da SpaceX realizou um experimento histórico da Nanoracks que pode ajudar as agências espaciais e os governos a lidar com os detritos perigosos encontrados no Espaço e na órbita da Terra. A empresa espacial hospedou um robô utilizado para suavizar o metal através do atrito.

Essa pode ser a tão desejada solução que o governo dos Estados Unidos e empresas privadas buscam para proteção espacial da Terra de objetos desgovernados e favorecimento da exploração e o uso do Espaço. Esse tema tem sido bem recorrente nas últimas semanas dentro do Congresso e a Comissão Federal de Comunicações norte-americana.

Essa missão foi chamada de Posto Avançado Mars Demo-1 e pretende ser a primeira de uma série de demonstrações em direção ao corte de metal no Espaço. A técnica demonstrada no objeto da missão Transporter-5, da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, chama-se “fresamento de atrito”.

De acordo com o apresentador do experimento Nanoracks, esse procedimento utiliza ferramentas de corte que operam em alta rotação para suavizar o metal. Nesse caso, o braço robótico e as amostras utilizadas foram completamente selados neste experimento como uma precaução adicional contra a geração de novos detritos espaciais.

A Nanoracks é uma empresa privada de serviços espaciais, que hospeda experimentos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), e tem como objetivo desenvolver várias estações do Posto Avançado que hospedam cargas a bordo de estágios expirados de foguetes, em um futuro próximo.

Controle de detritos espaciais
A primeira demonstração ocorreu a bordo de um foguete rideshare. Os envolvidos no projeto dos detritos alegam que ainda há muito o que aprender para futuras missões até que essa demonstração se torne realidade para todas as entidades participantes: Nanoracks, Voyager e Maxar, que forneceram o braço robótico.

Uma outra missão tinha como objetivo cortar um objeto feito de aço resistente à corrosão. O material utilizado é semelhante ao encontrado do lado de fora de um foguete Vulcan Centaur da United Launch Alliance, porém o robô não alcançou a meta.

Em um comunicado, o vice-presidente sênior de sistemas espaciais da empresa Nanoracks, Marshall Smith, declarou que irá investigar o motivo de a missão não ter saído da forma como era esperado pela equipe, se está relacionado com o material do objeto utilizado ou com a técnica empregada.

*Por Isabela Valukas Gusmão
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*Fonte: olhardigital

Mudança na órbita de Júpiter poderia tornar a Terra ainda mais habitável

Modelo estipulado por cientistas sugere que, se o gigante gasoso tivesse órbita mais excêntrica, superfícies terrestres subcongeladas estariam mais perto do Sol

A Terra é o único planeta onde sabemos que existe vida — mas o nosso mundo poderia ser ainda mais habitável caso Júpiter tivesse uma forma orbital diferente. Conforme estudo publicado em 8 de setembro no The Astronomical Journal, a órbita do gigante gasoso teria que ser mais excêntrica, isto é, oval.

Isso faria com que grandes mudanças também ocorressem na superfície terrestre, tornando o nosso planeta ainda mais hospitaleiro à vida. Os pesquisadores da Universidade de Califórnia em Riverdale, nos Estados Unidos, descobriram essa relação criando um sistema solar alternativo com modelos detalhados de dados do nosso próprio Sistema Solar.

De acordo com Pam Vervoort, cientista planetária que é a principal autora do estudo, se a posição de Júpiter permanecesse a mesma, mas a forma de sua órbita mudasse, a Terra seria mais habitável. O nosso planeta teria determinadas partes que se aproximariam às vezes do Sol. Com isso, áreas agora subcongeladas aqueceriam, aumentando as temperaturas nessas zonas para uma faixa habitável de 0 a 100ºC.

Os resultados impressionantes derrubam suposições científicas de longa data. “Muitos estão convencidos de que a Terra é o epítome de um planeta habitável e que qualquer mudança na órbita de Júpiter, sendo o planeta massivo que é, só poderia ser ruim para a Terra”, conta Vervoort. “Mostramos que ambas as suposições estão erradas.”

Os pesquisadores querem aplicar a descoberta à busca de planetas habitáveis ​​em torno de outras estrelas — os chamados exoplanetas. “A primeira coisa que as pessoas procuram em uma busca de exoplanetas é a zona habitável, a distância entre uma estrela e um planeta para ver se há energia suficiente para água líquida na superfície do planeta”, afirma Stephen Kane, astrofísico coautor do estudo.

Mas a presença de água é algo muito simples: não leva em conta a forma da órbita de um planeta ou suas variações sazonais, de acordo com o pesquisador. Embora os telescópios existentes consigam medir tais órbitas planetárias, existem outros fatores que podem afetar a habitabilidade, como o grau em que um planeta está inclinado em direção ou para longe de uma estrela.

Conforme o novo estudo, se Júpiter estivesse posicionado muito mais perto do Sol, o planeta gasoso induziria uma inclinação extrema na Terra, o que faria grandes seções da superfície terrestre subcongelarem. Isso reduziria a habilidade do nosso planeta de ser habitável.

Os astrônomos gostariam de trabalhar em mais métodos para medir a inclinação e a massa dos planetas, também importantes para investigar a habitabilidade. “É importante entender o impacto que Júpiter teve no clima da Terra ao longo do tempo, como seu efeito em nossa órbita nos mudou no passado e como isso pode nos mudar novamente no futuro”, destaca Kane.

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*Fonte: revistagalileu

La Niña pode ter ‘episódio triplo’, algo inédito no século e que preocupa ONU

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há uma chance considerável de em breve enfrentarmos um “episódio triplo” do fenômeno meteorológico La Niña.

O alerta foi emitido pela agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciando que a probabilidade é de 70% de que a La Niña atinja o Oceano Pacífico pelo terceiro inverno seguido.

A La Niña é essencialmente a queda na temperatura das águas na região dos mares do Equador

Se de fato o fenômeno persistir até o fim do ano, poderá causar tanto secas quanto chuvas intensas em diversas partes do mundo: essa será a primeira vez nesse século que o “episódio triplo” acontecerá.

A La Niña atual começou em setembro de 2020 e, de acordo com o relatório da OMM, as chances do processo seguir até fevereiro do ano que vem é de 55%.

A dimensão do Oceano Pacífico, onde a alteração na temperatura ocorre, é tamanha, porém, que o processo afeta grande parte do planeta. O evento causa, por exemplo, seca nas regiões leste da Argentina, sul do Brasil, bem como no Uruguai e na África Oriental, mas provoca chuvas fortes no nordeste do Brasil, no norte da Austrália, em partes da China, e ainda na Índia e no Japão.

O que é o La Niña
O evento ocorre como processo oposto ao El Niño: enquanto o segundo fenômeno é marcado pela chegada de águas superficiais quentes da zona equatorial da costa da América do Sul em direção à Ásia, a La Niña é provocada pela subida de águas frias e profundas, derrubando abaixo do normal a temperatura do mar.

A região oeste do Canadá e sul do Alasca, nos EUA, também podem ser afetadas, com temperaturas ainda mais baixas.

De acordo com o relatório da ONU, porém, o processo em si não é causado pelas mudanças climáticas, e se trata de um fenômeno natural, que ocorre no planeta há milhares de anos. Alguns cientistas, no entanto, estudam a hipótese dos eventos meteorológicos estarem se tornando mais frequentes, extensos e intensos por conta dos efeitos da ação humana.

De todo modo, o fenômeno aprofunda e amplifica crises que já acontecem pelas mudanças climáticas, como a seca intensa que massacra milhões de pessoas na região da África Oriental, e que deverá se agravar com a ocorrência do “episódio triplo”. As informações são de reportagem da BBC.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness 

Mudanças climáticas: ondas de calor são desafio para gestão das cidades

Altas temperaturas na Europa mostram que mudanças climáticas já chegaram. As cidades estão preparadas?

Cidades mais resistentes a altas temperaturas passaram a ser uma necessidade dos países tropicais e devem ser a realidade do mundo em um ambiente de mudanças climáticas. E a necessidade é urgente, como tem indicado a maior onda de calor da história, que está assolando a Europa.

A Inglaterra viu os termômetros passarem dos 40ºC pela primeira vez. Na Espanha, a temperatura chegou a 45ºC. A população está sentindo na pele os efeitos do calor extremo e tais cenários não devem ser pontuais. Segundo especialistas, a probabilidade de haver calor extremo no continente europeu é 10 vezes maior por causa das mudanças climáticas.

Mais ventilação
De acordo com o pesquisador e especialista em mudanças climáticas da London School of Economics, Bob Ward, em artigo publicado no The Guardian, “o próprio tecido de nossas áreas urbanas as torna propensas ao superaquecimento”. Isso porque, as superfícies escuras, o concreto, os edifícios e as estradas tendem a absorver luz do sol e reter calor. O resultado é a temperatura das áreas urbanas ser mais alta.

“Não podemos simplesmente demolir nossas cidades e reconstruí-las de uma maneira que seja mais adequada ao nosso clima em aquecimento, por isso temos que reajustá-las e adaptá-las”, argumenta Ward.

Tal adaptação não significa, simplesmente, aumentar a quantidade de equipamentos de ar-condicionado em espaços e prédios públicos. Afinal, essa medida acabaria transferindo o problema do aquecimento para outros lados da cidade. “Em vez de remover desesperadamente o excesso de calor dos prédios da cidade, precisaremos impedir que os raios do sol criem o problema em primeiro lugar. Escritórios e residências precisarão de vidros coloridos ou persianas instaladas para impedir a entrada da luz solar. E os telhados brancos devem se tornar padrão para refletir os raios do sol em vez de absorvê-los”, explica Ward.

Espaços verdes são aliados no controle das mudanças climáticas

Cultivar espaços verdes é uma das principais formas de reduzir os efeitos negativos das altas temperaturas, pois as árvores e a grama conseguem ajudar a refração da luz, diminuindo a área que recebe o calor direto do sol. Mas, enquanto plantar árvores é a saída para as calçadas, existem outras partes da cidade para as quais é preciso dar um pouco mais de atenção, é o caso da infraestrutura.

A infraestrutura da cidade sofre tanto com as temperaturas quanto as calçadas e as pessoas. Na Europa, a recente onda de calor conseguiu deformar trilhos de trem e rodovias. Como a substituição de materiais não é possível nesse caso, a saída tem sido pintar os trilhos de trem de branco, o que ajuda a resfriar as barras.

Nas estradas, a alta temperatura amolece o asfalto, bem como favorece os focos de incêndio. As pistas de aeroportos, feitas de asfalto, sofrem o mesmo problema. Em Londres, o aeroporto Luton teve que suspender voos porque uma grande parte da pista ficou deformada com a temperatura.

Repensar o material de toda a infraestrutura da cidade, além de redesenhar os prédios históricos, bem como as construções das estações de metrô, portanto, será necessário.

Chief Heat Officer
Para lidar com o aumento das temperaturas impulsionado pelas mudanças climáticas, cidades ao redor do mundo estão criando um novo cargo: o Chief Heat Officer (CHO).

Seguindo a tendência de gestores focados em área específicas e estratégicas, como o Chief Citizen Experience Officer e o Chief Resilience Officer, o objetivo do CHO é aumentar a conscientização sobre os riscos extremos de calor para proteger os cidadãos mais vulneráveis em sua cidade. Eles planejam e coordenam respostas de curto e longo prazos às ondas de calor, bem como implementam projetos de redução de risco. Em resumo, os chefes de aquecimento têm a tarefa de encontrar soluções para resfriar seus ambientes urbanos.

Os caminhos são diversos, indo desde facilitar para os formuladores de políticas a implementação de medidas de emergência até iniciativas de plantio de árvores. Na Europa, Atenas foi a primeira cidade a ter um CHO, anunciado no meio do ano passado. Localizada no sul do continente, a capital grega é uma das mais vulneráveis à oscilação de temperatura.

“As mudanças climáticas para nossa cidade significam temperaturas extremas mais frequentes e perigosas para moradores e turistas, que são críticos para nossa economia. Infelizmente, Atenas não é única – o calor é uma emergência para as cidades da Europa e do mundo”, comentou o prefeito ateniense, Kostas Bakoyannis, em julho do ano passado ao The Guardian.

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*Fonte: habitability

Causas e efeitos da destruição da camada de ozônio

Entender as causas e efeitos da destruição da camada de ozônio nos ajuda a compreender as consequências climáticas pelas quais o planeta está passando hoje.

A camada de ozônio é uma cobertura na estratosfera feita de uma alta concentração de ozônio. Como resultado de sua composição química, o ozônio é um tipo especial de oxigênio que contém três moléculas de oxigênio (O3), ao invés de duas (O2).

A camada de ozônio circula a Terra e é um fenômeno natural, encontrando-se entre 15 e 30 km acima do solo. Ela age como um escudo contra os raios ultravioleta emitidos pelo Sol.

A camada é constantemente gerada e quebrada devido aos diversos processos atmosféricos e reações químicas que ocorrem. Isso faz com que sua espessura varie em termos geográficos e sazonais.

Causas e efeitos da destruição da camada de ozônio

As causas
Gases que emitem efeito estufa são prejudiciais à atmosfera. O aumento dos raios UV, com a destruição da camada de ozônio, amplia esse problema.
As causas e efeitos da destruição da camada de ozônio se originam da atividade humana. Ao contrário da poluição, que tem várias causas, há um composto químico específico que é responsável pela destruição da camada de ozônio.

Esses compostos químicos estão presentes em muitos produtos industriais e aerossóis. Eles estão listados abaixo.

Clorofluorcarbonos (CFCs)
Os clorofluorcarbonos (CFCs) são a causa primária da destruição da camada de ozônio. Produtos industriais como solventes, aerossóis em spray, espumas isolantes, recipientes, sabões e objetos de refrigeração, como geladeiras e ar-condicionado usam CFCs.

Ao longo do tempo, essas substâncias se acumulam na atmosfera e são levadas pelo vento até a estratosfera. Quando na estratosfera, as moléculas dos CFCs são quebradas pela radiação ultravioleta, o que libera átomos de cloro. Os átomos de cloro reagem com o ozônio, iniciando um ciclo químico que destrói o “ozônio bom”.

Substâncias que destroem a camada de ozônio
Há outras substâncias químicas que destroem a camada de ozônio, conhecidas na sigla em inglês como Ozone Depleting Substances (ODS). Exemplos incluem o brometo de metila usado em pesticidas, o clorofórmio de metila usado na fabricação de solventes industriais e os halons usados em extintores de incêndio.

Essas substâncias também reagem quimicamente com o ozônio, iniciando um ciclo químico que destrói o ozônio bom.

Outros químicos
Outros químicos que apresentam reações similares com o ozônio bom incluem o Clx, Hox e Noy, que pertencem, respectivamente, às famílias do cloro, hidrogênio e nitrogênio.

Os efeitos
As causas e os efeitos da destruição da camada de ozônio originam problemas e consequências sérias à saúde humana, das plantas, assim como aos ecossistemas marinhos e os ciclos biogeoquímicos. Vejamos os efeitos abaixo.

Efeitos na saúde humana
Com a destruição da camada de ozônio, a espécie humana fica mais exposta aos raios UV que alcançam a superfície terrestre. Estudos sugerem que esses altos níveis causam câncer de pele, além do desenvolvimento de catarata, uma patologia ocular.

Exposição contínua aos raios UV também pode reduzir a resposta do sistema imunológico, e até causar danos permanentes em alguns casos. Além disso, os raios UV envelhecem a pele, acelerando esse processo.

Efeito nas plantas
As plantas também são atingidas pelos efeitos dos raios UV. Os processos fisiológicos e de desenvolvimento das plantas são afetados de maneira severa, além do crescimento. Outras mudanças incluem a maneira que as plantas se formam, o tempo do desenvolvimento e crescimento, assim como a distribuição de nutrientes na planta, seu metabolismo, etc.

Efeitos nos ecossistemas marinhos
Os raios UV também afetam os ecossistemas marinhos. O efeito é negativo nos plânctons, que formam a base das cadeias alimentares aquáticas. O fitoplâncton cresce próximo à superfície d’água, e desempenha um papel vital na cadeia alimentar e no ciclo oceânico do carbono.

Mudanças nos níveis dos raios UV afetam a orientação e motilidade dos fitoplanctons, o que reduz sua sobrevivência e taxa de crescimento. Os raios UV também afetam o desenvolvimento de peixes, camarões, caranguejos, anfíbios e outros animais marinhos.

Quando isso ocorre, toda a cadeia alimentar é afetada.

Efeitos nos ciclos biogeoquímicos
O aumento na radiação UV altera tanto as fontes quanto os sumidouros dos gases de efeito estufa na biosfera, como o dióxido de carbono, monóxido de carbono, sulfeto de carbonila, ozônio e possivelmente outros gases.

Mudanças nos níveis de UV contribuem para reações na biosfera e atmosfera que mitigam ou amplificam as concentrações atmosféricas desses gases.

*Por Dominic Albuquerque
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*Fonte: socientifica

Estudo mostra que a Terra perdeu 60% de área florestal desde 1960

Em 59 anos, a área florestal global per capita caiu de 1,4 hectares para apenas 0,5 hectares por pessoa

A perda de áreas florestais em todo o mundo foi o tema de um novo estudo, publicado na Environmental Research Letters. Infelizmente, os dados são alarmantes, como a diminuição da área florestal global per capita de 1,4 hectares para apenas 0,5 hectares por pessoa, entre os anos de em 1960 e 2019 – um declínio de 60%.

A pesquisa liderada por Ronald Estoque do Centro de Biodiversidade e Mudanças Climáticas, Instituto de Pesquisa de Produtos Florestais e Florestais (FFPRI) encontrou um declínio total da floresta em 81,7 milhões de hectares, desde 1960.

De acordo com o estudo, a perda total de floresta bruta no período (1960 a 2019) atingiu 437,3 milhões de hectares, o que superou o ganho total bruto de floresta de 355,6 milhões de hectares durante o mesmo período.

Essa perda florestal combinada com uma população crescente de cerca de 3 bilhões de pessoas em 1960 para 7,7 bilhões de pessoas em 2019 levou a uma diminuição de 60% na área florestal per capita.

Brasil política crise climática

Os pesquisadores afirmam que esta escala na diminuição de área de floresta per capita vai afetar milhões de pessoas. “A contínua perda e degradação das florestas afetam a integridade dos ecossistemas florestais, reduzindo sua capacidade de gerar e fornecer serviços essenciais e sustentar a biodiversidade”, disseram os autores do estudo, conforme relatado pela IOP Publishing.

Ainda segundo os cientistas, este cenário impacta a vida de pelo menos 1,6 bilhão de pessoas em todo o mundo, predominantemente em países em desenvolvimento, que dependem das florestas para diversos fins.

As florestas cobrem atualmente quase um terço do planeta e são essenciais para a biodiversidade. Globalmente, as florestas abrigam mais de 60 mil espécies de árvores e fornecem habitat para cerca de 80% de todas as espécies de anfíbios, 75% das espécies de aves e 68% das espécies de mamíferos, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente .

O fim das florestas ou a sua fragmentação dignificam uma grave ameaça para estas espécies. Existem inclusive espécies desconhecidas que podem ser extintas antes mesmo de serem estudadas.

Espécie perigosa
Os seres humanos alteraram quase 75% da superfície da Terra, o que inclui as florestas, o que, além de ameaçar a biodiversidade, torna ainda mais difícil o combate às mudanças climáticas.

As florestas são fundamentais para o equilíbrio da vida na Terra, incluindo a vida humana. É importante lembrar ainda que o desmatamento e outras formas de degradação de ecossistemas estão relacionados ao aumento de casos de doenças zoonóticas e podem provocar outras pandemias no futuro.

Causas do desmatamento
A principal causa do desmatamento é a agropecuária. Muitos casos de desmatamento ilegal estão ligados a terras que são devastadas para o cultivo de monoculturas ou para a criação de gado. Mais monitoramento, preservação e reflorestamento globalmente são necessários para manter as terras florestadas e evitar grandes perdas de biodiversidade.

“Hoje, o monitoramento das florestas do mundo é parte integrante de várias iniciativas ambientais e sociais globais, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Acordo Climático de Paris e o Quadro Global de Biodiversidade Pós-2020”, disseram os autores.

“Para ajudar a alcançar os objetivos dessas iniciativas, há uma profunda necessidade de reverter, ou pelo menos achatar, a curva global de perda líquida de florestas, conservando as florestas remanescentes do mundo e restaurando e reabilitando paisagens florestais degradadas”, conclui o estudo.

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*Fonte: ciclovivo

Chegamos ao Dia da Sobrecarga da Terra

Uma conta que não fecha: no dia 28 de julho já consumimos os recursos naturais renováveis que deveríamos usar em 2022

“A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância”. Esta afirmação de Mahatma Gandhi faz muito sentido, principalmente no dia de hoje. Hoje, 28 de julho de 2022, chegamos ao Dia da Sobrecarga da Terra – uma data criada para nos lembrar dos recursos naturais que temos no planeta e do uso que estamos fazendo deles.

Desde 1970, Global Footprint Network calcula o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Em 2021, esta data chegou em 29 de julho. Em 2022, no dia 28 de julho, o que mostra que novamente entramos “no cheque especial” do planeta um pouco depois da metade do ano.

Como já consumimos todos os recursos naturais que deveríamos consumir até o último dia de 2022, a partir de hoje estamos usando aquilo que já não pode ser regenerado. Para piorar, além de consumir mais recursos e serviços naturais do que o planeta é capaz de suprir, devolvemos para o lugar onde vivemos poluição na forma de resíduos, gases de efeito estufa numa quantidade muito maior do que a que pode ser absorvida.

Como é feito o cálculo?
Para calcular o Dia da Sobrecarga da Terra a Global Footprint Network divide a biocapacidade do planeta (a quantidade de recursos que a Terra é capaz de regenerar por ano) pela pegada ecológica da humanidade (nossa demanda de recursos naturais por ano) e multiplica o valor por 365 (número de dias em um ano), chegando a um resultado que vem piorando desde 1971, quando começou a contagem — na época, a data caiu em 25 de dezembro.

A situação é ruim e vem piorando ano a ano, com o Dia da Sobrecarga da Terra chegando cada vez mais cedo. A única vez em que houve um retrocesso foi em 2020, quando a pandemia desacelerou a economia e a data recuou 3 semanas e chegou em 22 de agosto.

Existem pequenos “vitórias” em relação à 2022. A primeira é que a antecipação de apenas um dia em relação ao ano anterior pode ser considerada mais lenta do que em anos anteriores quando o Dia da Sobrecarga da Terra se antecipou em até 10 dias. Esta desaceleração tem a ver com um crescimento de 0,4% da biocapacidade do planeta e ao fato de que a economia mundial ainda não se recuperou.

Ou seja, não temos muito o que comemorar, mas sim pensar em como podemos reverter uma conta “simples”: para manter nosso padrão de vida, precisaríamos de 1,75 planeta. Como não temos mais de um planeta, é preciso repensar e mudar a maneira como vivemos na Terra.

Voltamos ao que disse Gandhi: a natureza é capaz de dar tudo o que precisamos ara viver, mas não pode mais alimentar uma ganância sem limites. E quando pensamos na quantidade de pessoas que sobrevivem sem acesso ao que deveria ser um direito universal, como alimentação e água potável, vemos que a ganância humana gera uma dívida ambiental que está sendo deixada para as próximas gerações e também uma desigualdade desumana.

O que podemos fazer?
“Ainda que a antecipação em ‘apenas’ um dia possa ser vista de forma positiva, precisamos entender que há muito a ser feito. É urgente a necessidade de novos modelos de produção e de consumo para reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa e a demanda por recursos naturais para conseguirmos ‘jogar’ o Dia da Sobrecarga da Terra para mais adiante”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, que trabalha com a sensibilização e a mobilização para o consumo consciente

A mudança precisa ser proporcional ao tamanho do impacto que a humanidade está provocando no planeta – ou seja, enorme! Além das ações individuais, é necessário cobrar de empresas e governos um rumo diferente. Se as ações individuais podem fazer a diferença, decisões de quem nos governa e de quem produz em grande quantidade têm um impacto fundamental.

Individualmente podemos votar em pessoas e partidos que nos representem e estejam comprometidos com um desenvolvimento sustentável, em que a preservação do meio ambiente seja prioridade. Podemos também escolher produtos e marcas responsáveis, que tenham compromisso com uma produção ambientalmente e socialmente correta, além de darem o destino adequado à poluição que gera, antes, durante e depois da geração de seus produtos.

Faça a sua parte!
A boa notícia é que também podemos contribuir para adiar o dia da Sobrecarga da Terra. Todos os anos o Instituto Akatu traz algumas dicas, com escolhas e atitudes que estão ao nosso alcance. Estas são as orientações

Proteja as florestas tropicais
Restaurar e proteger as florestas tropicais, como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, pode atrasar o Dia da Sobrecarga da Terra em 7 dias. Denuncie queimadas e desmatamento, apoie instituições que protegem o meio ambiente e têm projetos de reflorestamento e priorize empresas comprometidas com a defesa da biodiversidade e com a preservação da natureza.

Combata o desperdício de alimentos
Cortar o desperdício de alimentos pela metade em todo o mundo traria um alívio de 13 dias na conta da Sobrecarga da Terra. Dê o exemplo em casa: prepare só a quantidade necessária de alimento, faça o uso integral de frutas, legumes e vegetais, congele o que sobrou para comer no dia seguinte ou reutilize as sobras criando novas receitas.

Diminua o consumo de carne
Uma redução de 50% no consumo global de carne, substituindo essas calorias por uma dieta vegetariana, é capaz de mudar o Dia da Sobrecarga da Terra em 17 dias. Comece reduzindo o consumo de carne aos poucos, encontrando alternativas como proteínas vegetais (soja, grão-de-bico, tofu, quinoa, lentilha e outras).

Economize e reutilize a água
As tecnologias comerciais já existentes para edifícios, processos industriais e produção de eletricidade podem atrasar o Dia da Sobrecarga da Terra em 21 dias. Verifique vazamentos, feche a torneira e evite o desperdício de água nas atividades do dia a dia, como ao lavar a louça, escovar os dentes e tomar banho. Se possível, reutilize a água da máquina de lavar para limpar o chão e a calçada.

Prefira casas inteligentes e sustentáveis
A popularização de casas inteligentes e sustentáveis, que utilizam tecnologias, processos industriais e produção de eletricidade já existentes, pode atrasar o Dia da Sobrecarga da Terra em 21 dias. Na hora de morar ou construir, por exemplo, evite o desperdício de materiais e prefira ambientes com boa iluminação natural, buscando sempre uma eficiência no consumo de água, energia e materiais.

Priorize fontes renováveis de energia
Estima-se que a geração de 75% da eletricidade a partir de fontes de baixo carbono, acima dos 39% atuais, atrasaria o Dia de Sobrecarga da Terra em 26 dias. Se possível, utilize a geração de energia solar ou dê preferência a empresas que usem ou estimulem o uso de fontes de energia renováveis.

Quer saber qual a sua pegada ecológica? No site Footprint Calculator é possível calcular quantos planetas seriam necessários se todos no mundo vivessem como você.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

5 Maneiras como a vida seria estranha se a TERRA fosse PLANA

Se você esteve na internet durante os últimos anos, provavelmente viu a enxurrada de conspiradores que decidiram contrariar tudo o que a ciência sabe até hoje e passaram a dizer que a Terra é plana. Na visão deles, nós não vivemos em um globo, mas sim em um disco estranho com a Lua e o Sol girando em nossas cabeças.

Loucura? Para alguns parece algo possível. Porém, se essa realmente fosse uma realidade, você já parou para pensar em como as nossas vidas seriam diferentes? Devido a todos os conhecimentos científicos que temos até hoje, muito mudaria. Então, veja só essa lista com cinco maneiras como a visa seria estranha se vivêssemos na Terra plana!

1. Fim da gravidade
Lembra todo aquele conceito de gravidade que você aprendeu na escola? Esqueça-o por completo. Na Terra esférica, a gravidade é responsável por puxar os objetos e nos prender no chão. E se adotássemos os mesmos conceitos para um planeta plano, ele logo voltaria a adquirir um formato esférico de qualquer maneira.

Então, tudo que a gente sabe até agora seria apenas uma grande mentira. Ou então, a gravidade seria aplicada nas extremidades do disco, puxando tudo para o centro — ou o Polo Norte, nessa visão de mundo. Isso causaria estragos por todas as partes, mas pelo menos saltar de um lugar para outro seria ainda mais fácil!

2. Inundação central
Se a gravidade puxasse tudo para o centro do planeta, o mesmo aconteceria com a chuva. Como sabemos, as precipitações só caem do céu por causa da gravidade e nesse novo sistema ela seria atraída para o ponto de maior força. Logo, somente no Polo Norte o mundo se comportaria da forma que conhecemos hoje.

Nesse sentido, água em rios e mares também fluiria em direção ao centro, o que automaticamente faria com que vastos oceanos se concentrassem nessa região em uma imensidão aquática sem limites. As bordas da Terra, por sua vez, estariam completamente secas.

3. Sumiço do GPS
Se a Terra fosse plana, é bem provável que os satélites também não existiriam — visto que teriam muitos problemas para orbitar esse tipo de astro. Sem satélites, esqueça todos os sistemas de GPS que inventamos até hoje. A geolocalização sumiria de uma vez por todas e você teria muito mais dificuldade de viajar para qualquer lugar no mundo.

Com o fim desse sistema, diversas das práticas que temos no mundo moderno fatalmente sumiriam como consequência e a humanidade ficaria, literalmente, perdida. Pelo lado positivo, a direção da chuva por conta da gravidade sempre nos mostraria para onde o norte fica.

4. Viagens mais longas
Viajar de um lugar para outro no mundo não seria apenas mais difícil pela ausência do GPS, como o tempo de locomoção seria consideravelmente maior. E por quê? De acordo com a crença da Terra plana, o Ártico fica no centro do planeta e a Antártida forma uma parede de gelo gigante em torno da borda — o que nos impediria de cair do planeta.

Portanto, viajar de uma ponta a outra do mundo plano demoraria quase que uma infinitude, visto que o conceito de atravessar a Antártida para reduzir o tempo de viagem seria um conceito que simplesmente não existiria.

5. Adeus, furacões
Todos os anos, furacões causam danos sem precedentes. Em 2017, o furacão Harvey sozinho causou danos no valor de US$ 125 bilhões nos Estados Unidos. Essa natureza devastadora só acontece por conta da força inercial de Coriolis, que faz com que as tempestades no Hemisfério Norte girem no sentido anti-horário e aquelas no Hemisfério Sul girem no sentido horário.

No entanto, na Terra plana estacionária — o que significa que o mundo não gira — nenhum efeito Coriolis seria gerado. Sem Coriolis, sem furacões. Pelo menos um benefício, não é mesmo?

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

Plano radical para fazer o buraco mais profundo da Terra pode liberar energia ilimitada

Desde o seu lançamento em 2020, uma empresa de energia pioneira chamada Quaise atraiu muita atenção por seu objetivo audacioso de ser a empresa que chegue mais fundo na crosta terrestre do que qualquer outra.

Após o encerramento do arrecadamento de investimentos de capital de risco, a empresa que nasceu no MIT (EUA) já levantou um total de US$ 63 milhões (R$ 317 milhões): um início respeitável que poderia tornar a energia geotérmica acessível por todo o mundo.

A visão da empresa para se aproximar do núcleo da Terra é combinar métodos convencionais de perfuração com uma lanterna de potência de megawatts inspirada no tipo de tecnologia que poderia um dia tornar possível a energia da fusão nuclear.

A energia geotérmica é uma fonte limpa esquecida. Com a energia solar e eólica dominando cada vez mais o mercado de energia verde, os esforços para explorar o vasto reservatório de calor sob nossos pés permanecem ignorados.

Não é difícil entender a causa. Apesar de ser uma escolha perfeitamente útil de energia limpa, ininterrupta e ilimitada, há muito poucos lugares onde a rocha quente — adequada para extração de energia geotérmica — fica convenientemente próxima à superfície.

A Quaise pretende mudar isso desenvolvendo tecnologia que nos permitirá fazer buracos na crosta para em profundidades nunca alcançadas.

Até o momento, nossos melhores esforços para abrir caminho pela crosta do planeta chegaram a cerca de 12,3 quilômetros. Embora o Kola Superdeep Borehole e outros semelhantes possam ter atingido seu limite, eles representam feitos incríveis de engenharia.

Para avançar, precisaríamos encontrar maneiras de triturar o material compactado por dezenas de quilômetros de rocha acima e depois transportá-lo de volta à superfície.

As ferramentas de escavação também precisariam ser capazes de moer rochas a temperaturas superiores a 180 graus Celsius. Girar as brocas por uma distância tão longa também precisaria de um pensamento inteligente.

Uma alternativa potencial para os obstáculos acima é perfurar menos – e queimar mais.

Nascida da pesquisa de fusão nuclear no MIT Plasma Science and Fusion Center, a solução de Quaise é usar ondas milimétricas de radiação eletromagnética que forçam os átomos a derreterem juntos.

Dispositivos chamados girotrons podem produzir com eficiência feixes contínuos de radiação eletromagnética agitando elétrons em alta velocidade dentro de poderosos campos magnéticos.

Ao conectar um girotron de energia de megawatt às mais recentes ferramentas de corte, a Quaise espera poder abrir caminho através da rocha mais dura e quente, até profundidades de cerca de 20 quilômetros (12,4 milhas) em questão de meses.

Nessas profundidades, o calor da rocha circundante pode atingir temperaturas de cerca de 500 graus Celsius – o suficiente para transformar qualquer água líquida bombeada lá em um estado supercrítico semelhante ao vapor, perfeito para gerar eletricidade.

Usando seu financiamento inicial e de investimento, a Quaise prevê ter dispositivos implantáveis ​​em campo fornecendo operações de prova de conceito nos próximos dois anos. Se tudo correr bem, poderá ter um sistema funcionando produzindo energia até 2026.

Até 2028, a empresa espera poder assumir antigas usinas de energia movidas a carvão, transformando-as em instalações movidas a vapor.

É uma tecnologia ao mesmo tempo tão antiga e tão nova que devemos ter muitas perguntas sobre como e se ela pode ter sucesso. Para nossa sorte, Loz Blain, da New Atlas , listou vários deles para o CEO e cofundador da Quaise, Carlos Araque, responder.

Mesmo sem essa tecnologia, cerca de 8,3% da energia mundial poderia vir de uma fonte geotérmica, abastecendo cerca de 17% da população mundial. Perto de 40 nações podem confiar completamente na energia geotérmica agora.

No entanto, atualmente, menos de meio por cento da eletricidade do mundo é fornecida pelo calor sob nossos pés. Para permanecer no caminho para emissões líquidas zero até 2050, a energia geotérmica deve crescer cerca de 13% ao ano. No momento , sua expansão é uma mera fração disso.

Isso deixa muito espaço para crescer, mesmo que não encontremos uma maneira de expandir seu alcance. Se empresas como Quaise ajudarão a revigorar o interesse, esse azarão ainda está para ser visto.

O que é certo, porém, é que o tempo para reduzir as emissões e limitar o aquecimento global a algo menos catastrófico está diminuindo rapidamente. Estamos chegando ao fundo do poço, então talvez seja hora de cavarmos um pouco mais fundo. [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Asteroide gigante e ‘potencialmente perigoso’ se aproximará da Terra em maio

Já imaginou se um asteroide gigante se chocasse com a Terra? Pois é exatamente isso que a NASA vem fazendo ao monitorar um asteroide estratosférico que passará “perto” do planeta Terra no mês de maio: reconhecido como um objeto com “poder destruidor” com diâmetro de 1,8 km, o 7335 (1989 JA), como o asteroide foi batizado, se aproximará do nosso planeta no dia 27 de maio. Apesar do alarme e da classificação como “asteroide potencialmente perigoso”, não há, segundo a agência espacial estadunidense, motivos para maiores preocupações.

Atualmente viajando em altíssima velocidade, no dia 27 o 7335 (1989 JA) irá passar “raspando” por nosso planeta, a “somente” cerca de 3,9 milhões de quilômetros de distância, mas, segundo a NASA, a proximidade não é suficiente para de fato ameaçar a Terra. De acordo com o site da agência, um “asteroide potencialmente perigoso” assim é classificado “baseado em parâmetros que medem o potencial do asteroide de se aproximar com perigo da Terra”, estabelecendo o limite em cerca de 7,4 milhões de quilômetros de distância. Qualquer corpo celeste que passe em distância inferior a essa do nosso planeta é classificado como “potencialmente perigoso”.

Outra medida importante para classificar a ameaça é o tamanho do corpo celeste, já que milhares de objetos se aproximam da Terra constantemente: o asteroide precisa ser maior que cerca de 140 metros de diâmetro para alcançar a classificação. Uma fotografia tirada no início de abril mostra o 7335 (1989 JA) a cerca de 57 milhões de quilômetros de distância, mas, no final de maio, a aproximação trará o asteroide para uma proximidade de “somente” 10,5 vezes a distância da Terra para a Lua.

Descoberto pela astrônoma estadunidense Eleanor Helin em maio de 1989, o asteroide em questão possui uma dimensão de quatro vezes o tamanho do edifício Empire State, em Nova York, com seus mais de 440 metros de altura e seus 102 andares, conforme informou a NASA em comunicado. Asteroides são objetos rochosos que orbitam o sol, mas que possuem um tamanho menor que um planeta, porém maior que um meteorito: o 7335 (1989 JA) completa uma volta ao redor do sol a cada 861 dias, ou 2 anos e 4 meses.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Primeiro eclipse solar de 2022 ocorre neste sábado (30)

Astrofísico da FEI explica o que esperar e como acompanhar o fenômeno celeste!

Neste sábado, dia 30 de abril, ocorrerá o primeiro eclipse solar de 2022. De tipo parcial, ele deve mostrar a Lua cobrindo mais de 50% da forma visível do Sol. E, embora não possa ser acompanhado em sua totalidade no Brasil, o fenômeno celeste deve atrair a atenção de cientistas e astrônomos amadores, ficando mais perceptível no sudeste do Oceano Pacífico e extremo sul da América Latina, principalmente na Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

“Como seu ápice ocorrerá por volta de 17h40, no horário de Brasília, o fenômeno celeste tem sido chamado de ‘eclipse do pôr do sol’”, explica Cássio Barbosa, astrofísico e professor do departamento de Física da FEI. “Infelizmente, nas grandes cidades brasileiras, não será possível acompanhar a Lua obscurecendo parte da luz do Sol. Mas, se houver condições de visibilidade no dia e for feito o uso de filtros apropriados, será possível ver a Lua cobrindo marginalmente o Sol e os corpos celestes mais próximos, algo que pode ser interessante também”, conta ele.

Conforme esclarece o docente da FEI, eclipses solares acontecem quando, do ponto de vista terrestre, a Lua parece bloquear a luz do Sol, algo que, geralmente, se passa durante a fase de Lua nova. “No caso dos eclipses solares totais, com os dois corpos celestes plenamente alinhados, o disco lunar consegue sobrepor por completo a face da estrela. Já nos eclipses solares parciais, a interposição da Lua atravessa apenas o arco do disco solar”, diz Barbosa.

Ainda de acordo com professor, apesar do evento do próximo sábado (30/04) não ser plenamente visível no Brasil, ele marca a abertura da temporada de observações de fenômenos astronômicos naturais no ano.

“A boa notícia é que este eclipse não vem desacompanhado. Teremos outros três ao longo de 2022, sendo dois eclipses solares e um eclipse lunar, que ocorrerá no próximo dia 16 maio. Inclusive, para este último, não será necessário qualquer tipo de equipamento especial para acompanhar. Um bom binóculo é o suficiente para ver em detalhes”, recomenda.

Como acompanhar
Se não é possível ver com os próprios olhos, ao menos será possível acompanhar na página do Observatório Nacional no Youtube. O fenômeno terá início às 15h45 (horário de Brasília) e retransmissão ao vivo terá início um pouco mais cedo, às 15h.

Em casos em que seja possível avistar o eclipse, fica o alerta da Agência Brasil: a observação de eclipses solares nunca deve ser feita nem a olho nu, nem com óculos escuros, chapas de Raio X ou filmes fotográficos, porque a claridade e o calor do Sol podem danificar seriamente a retina. Uma sugestão dada por especialistas é comprar, em lojas de ferragens ou de materiais de construção, o chamado vidro de solda. A tonalidade desse vidro deve ser, no mínimo, 14. O vidro deve ser colocado diante dos olhos para uma observação segura do Sol.

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*Fonte: ciclovivo

Polos derretendo ao mesmo tempo: Antártida e Ártico registram aquecimento recorde

Um alerta recente revelou que os dois polos da Terra registraram simultaneamente recordes de aquecimento nos últimos dias, marcando picos de calor ao mesmo tempo. Na Antártida, foram documentadas temperaturas até 40ºC acima do esperado em alguns pontos para essa época do ano, enquanto estações meteorológicas na região do Polo Norte apresentaram indícios de derretimento ainda mais intenso, com os termômetros marcando até 30ºC a mais do que o normal, alcançando marcas normalmente só atingidas meses depois. O fenômeno sem precedentes ilustra a noção global do aquecimento pelo qual o planeta vem atravessando, provocando colapsos climáticos por toda parte.

A informação foi publicada pela agência Associated Press e, segundo especialistas, o aumento exacerbado das temperaturas nas extremidades da Terra é mais um indício claro de desequilíbrio no sistema climático do planeta, com quadros que podem se confirmar irreversíveis, como o derretimento das calotas polares. Para esse período do ano era esperado que o Polo Sul estivesse esfriando rapidamente com o fim do verão, enquanto o Ártico, no extremo norte, iniciasse um processo lento de conclusão do inverno, com os dias passando a durar mais tempo que as noites.

O aquecimento e derretimento do Ártico vem provocando quadros irreversíveis na região

“O aquecimento do Ártico e da Antártida é motivo de preocupação, e o aumento de eventos climáticos extremos – dos quais estes são um exemplo – também preocupa”, afirmou Michael Mann, diretor do Centro de Ciências do Sistema Terrestre da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA. “Os modelos climáticos projetaram o aquecimento geral, mas acreditamos que eventos extremos estão excedendo as projeções dos modelos. Esses eventos mostram a urgência da ação”, concluiu. Segundo informações do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA, a camada de gelo da Antártica registrou sua menor dimensão desde que as medições por satélite começaram a ser realizadas, em 1979, com área inferior a 2 milhões de km².

A Estação Concórdia, que registrou a temperatura recorde para o período na Antártida

A temperatura comum para o continente antártico nesse período do ano seria de -27,8ºC, mas a estação Concordia registrou marca de -12,2ºC, com o continente como um todo apresentando temperatura em média 4,8ºC mais quente. Já a estação Vostok aguardava um frio de -47,7ºC, mas chegou a registrar -17,7ºC, com a região em geral marcando 3,3ºC acima da média registrada entre 1979 e 2000. “São estações opostas. Você não vê o polo norte e o sul derretendo ao mesmo tempo”, afirmou Walt Meier, cientista do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo em Boulder, no Colorado.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Plano radical para fazer o buraco mais profundo da Terra pode liberar energia ilimitada

Desde o seu lançamento em 2020, uma empresa de energia pioneira chamada Quaise atraiu muita atenção por seu objetivo audacioso de mergulhar mais fundo na crosta terrestre do que qualquer um já havia cavado antes.

Após o encerramento do financiamento de capital de risco da primeira rodada, o spin-off do MIT já levantou um total de US$ 63 milhões: um começo respeitável que poderia tornar a energia geotérmica acessível a mais populações em todo o mundo.

A visão da empresa para se aproximar do centro da Terra é combinar métodos convencionais de perfuração com uma lanterna de potência de megawatts inspirada no tipo de tecnologia que poderia um dia tornar possível a energia de fusão nuclear .

A energia geotérmica tornou-se a renovável esquecida. Com a energia solar e eólica dominando cada vez mais o mercado de energia verde, os esforços para explorar o vasto reservatório de calor sob nossos pés permanecem teimosamente bem atrás .

Não é difícil entender o porquê. Apesar de ser uma escolha perfeitamente boa de energia limpa, ininterrupta e ilimitada, há muito poucos lugares onde rochas quentes adequadas para extração de energia geotérmica ficam convenientemente próximas à superfície.

Quaise pretende mudar isso desenvolvendo tecnologia que nos permitirá fazer buracos na crosta para registrar profundidades.

Até o momento, nossos melhores esforços para abrir caminho pela pele do planeta chegaram ao fundo do poço em cerca de 12,3 quilômetros (7,6 milhas). Embora o Kola Superdeep Borehole e outros semelhantes possam ter atingido seu limite, eles representam feitos incríveis de engenharia.

Para avançar, precisaríamos encontrar maneiras de triturar o material espremido por dezenas de quilômetros de rocha suspensa e depois transportá-lo de volta à superfície.

As ferramentas de escavação também precisariam ser capazes de moer rochas a temperaturas superiores a 180 graus Celsius (356 graus Fahrenheit). Virar as brocas por uma distância tão longa também precisaria de um pensamento inteligente.

Uma alternativa potencial para os obstáculos acima é perfurar menos – e queimar mais.

Nascida da pesquisa de fusão nuclear no MIT Plasma Science and Fusion Center, a solução de Quaise é usar ondas milimétricas de radiação eletromagnética que forçam os átomos a derreterem juntos.

Dispositivos chamados girotrons podem produzir com eficiência feixes contínuos de radiação eletromagnética agitando elétrons em alta velocidade dentro de poderosos campos magnéticos.

Ao conectar um girotron de energia de megawatt às mais recentes ferramentas de corte, a Quaise espera poder abrir caminho através da rocha mais dura e quente, até profundidades de cerca de 20 quilômetros (12,4 milhas) em questão de meses.

Nessas profundidades, o calor da rocha circundante pode atingir temperaturas de cerca de 500 graus Celsius – o suficiente para transformar qualquer água líquida bombeada lá em um estado supercrítico semelhante ao vapor, perfeito para gerar eletricidade.

Usando seu financiamento inicial e de investimento, a Quaise prevê ter dispositivos implantáveis ​​em campo fornecendo operações de prova de conceito nos próximos dois anos. Se tudo correr bem, poderá ter um sistema funcionando produzindo energia até 2026.

Até 2028, a empresa espera poder assumir antigas usinas de energia movidas a carvão, transformando-as em instalações movidas a vapor.

É uma tecnologia ao mesmo tempo tão antiga e tão nova que devemos ter muitas perguntas sobre como e se ela pode ter sucesso. Para nossa sorte, Loz Blain, da New Atlas , listou vários deles para o CEO e cofundador da Quaise, Carlos Araque, responder.

Mesmo sem essa tecnologia, cerca de 8,3% da energia mundial poderia vir de uma fonte geotérmica, abastecendo cerca de 17% da população mundial. Perto de 40 nações podem confiar completamente na energia geotérmica agora.

No entanto, atualmente, menos de meio por cento da eletricidade do mundo é fornecida pelo calor sob nossos pés. Para permanecer no caminho para emissões líquidas zero até 2050, a energia geotérmica deve crescer cerca de 13% ao ano. No momento , sua expansão é uma mera fração disso.

Isso deixa muito espaço para crescer, mesmo que não encontremos uma maneira de expandir seu alcance. Se empresas como Quaise ajudarão a revigorar o interesse, esse azarão ainda está para ser visto.

O que é certo, porém, é que o tempo para reduzir as emissões e limitar o aquecimento global a algo menos catastrófico está diminuindo rapidamente. Estamos chegando ao fundo do poço, então talvez seja hora de cavarmos um pouco mais fundo.

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*Fonte: sabersaude

Ciclo da água da Terra está mudando mais rápido que previsto

Um dos fatores que mais preocupa toda a humanidade é a preservação da água potável. Isso porque a mudança climática está modificando o ciclo da água que é depositada na terra.

Uma nova pesquisa, publicada na revista Nature, apontou que o ciclo da água está mudando mais rápido do que estava estimado, com base nas mudanças nos oceanos. Essa constatação mostra a necessidade de diminuir as emissões de gases que aquecem a atmosfera, antes que o ciclo da água mude de forma definitiva.

A mudança do ciclo da água
À medida que a Terra se aquece, o ciclo da água começa a intensificar-se no padrão em que o molhado fica mais molhado e seco ainda mais seco. Isso significa que a água doce está deixando as regiões mais secas do planeta e focando em regiões úmidas.

Isso representa que as áreas relativamente secas, ficarão secas com mais frequência, assim como as regiões úmidas podem ter mais tempestades e inundações extremas.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou que as mudanças do ciclo da água já estão acontecendo. Um exemplo pode ser as inundações sem precedentes na Alemanha e o aumento das chuvas em Mumbai, na Índia.

No entanto, essas mudanças são apenas o começo. Nas próximas décadas, a intensificação do ciclo da água pode tornar mais difícil para as pessoas conseguirem água potável em muitas regiões do planeta.

O problema é que mesmo que o ciclo da água esteja se intensificando, não se sabe com qual rapidez isso está acontecendo.

A utilização do oceano como um pluviômetro
O principal motivo para ser difícil medir as mudanças no ciclo da água é que não existem medidas suficientes de chuvas e evaporação da Terra. Resumidamente, é muito difícil instalar pluviômetros permanentes ou tanques de evaporação em 70% das superfícies de água do nosso planeta. Além disso, ao analisar as mudanças, é preciso de medições de décadas atrás.

Por isso, os cientistas decidiram usar o oceano, visto que eles podem ser mais ou menos salgados dependendo da região. Um exemplo é que o Atlântico é mais salgado que o Pacífico, isso porque quando a chuva cai no oceano, dilui a água e ajuda a torná-la menos salgada. No entanto, quando a água evapora da superfície, o sal fica no oceano, aumentando a salinidade.

Isso significa que as mudanças mais bem registradas na salinidade do oceano podem ser usadas como um pluviômetro para detectar modificações no ciclo da água. Estudos anteriores usaram esse método para rastrear as mudanças na salinidade na superfície do oceano. Essa nova pesquisa apontou que o ciclo da água está se intensificando cada vez mais.

Porém, o oceano não fica parado como um pluviômetro convencional, já que as correntes e ondas mantêm as águas dos oceanos em constante movimento. Por causa disso, fica uma incerteza sobre a ligação entre a salinidade e a mudança do ciclo da água.

Após isso, foram desenvolvidos novos métodos, que permitem vincular com precisão as mudanças na salinidade do oceano, isso por meio das modificações no ciclo da água, em que a água doce é levada das regiões mais quentes para as mais frias.

As estimativas apontam que o ciclo mais amplo da água está mudando na atmosfera, sobre a terra e por meio dos oceanos. O estudo apontou que de 46.000 a 77.000 quilômetros cúbicos de água mudaram dos trópicos para as áreas mais frias desde 1970.

Isso simboliza uma intensificação do ciclo da água de até 7%. Isso representa a mesma porcentagem de mais chuva em áreas mais úmidas e de menos chuva, ou mais evaporação, em locais mais secos. Isso é bem superior às estimativas que estavam entre 2 e 4%.

Como seria o futuro com a mudança do ciclo da água ?
A mudança no ciclo da água significa secas extremas e chuvas mais fortes e mais frequentes. Mesmo que os governos mundiais mantenham o aquecimento global em um teto de 2℃, prevê-se que a Terra terá eventos extremos em média 14% mais fortes em comparação aos anos de 1850-1900.

O relatório do IPCC aponta que algumas pessoas e ecossistemas serão mais atingidos do que outros. Por causa disso, foi notado que as nações mediterrâneas, o sudoeste e sudeste da Austrália e a América Central ficarão mais secas, já as regiões de monções e os pólos ficarão mais úmidos ou mais nevados.

Em áreas mais secas atingidas pela mudança no ciclo da água, pode-se esperar ameaças reais de viabilidade das cidades.

Década de pesquisa científica aponta a relação entre as emissões de gases de efeito estufa e o aumento das temperaturas globais, o que provoca a mudança no ciclo. Essa é a principal razão que os cientistas apontam para a diminuição desses gases e diminuir os danos das mudanças climáticas.

*Por Nathália Matos
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*Fonte: fatosdesconhecidos / Science Alert

Nova teoria sugere que Planeta Terra é um ser inteligente

No artigo os pesquisadores discutem o que chamam de “inteligência planetária”.

Um planeta pode ser inteligente? Essa parece ser a questão central de uma nova teoria proposta por astrobiólogos, de que os planetas também são entidades inteligentes. Este experimento mental se baseia na noção de que a atividade coletiva da vida, na forma de micróbios ou plantas, mudou planetas como a Terra e permite que eles tenham vida própria.

No artigo publicado no International Journal of Astrobiology, os pesquisadores discutem o que chamam de “inteligência planetária” – a ideia de atividade cognitiva operando em escala planetária – para levantar novas ideias sobre as maneiras pelas quais os humanos podem lidar com questões globais, como as mudanças climáticas, por exemplo.

Se a atividade coletiva da vida – conhecida como biosfera – pode mudar o mundo, a atividade coletiva da cognição e a ação baseada nessa cognição também podem mudar um planeta? Uma vez que a biosfera evoluiu, a Terra ganhou vida própria. Se um planeta com vida tem vida própria, ele também pode ter mente própria?

Inteligência planetária
Conhecemos a inteligência como um conceito que descreve indivíduos, grupos coletivos, até mesmo os comportamentos curiosos de vírus ou fungos. As redes subterrâneas de fungos, por exemplo, formam um sistema de vida que reconhece as mudanças nas condições climáticas e responde ativamente a elas. Essas coisas alteram profundamente a condição de todo o planeta.

“O que importa é quando a inteligência coletiva é colocada para trabalhar em direção ao propósito coletivo mais essencial da vida: a sobrevivência. Tal como a concebemos, a inteligência planetária é medida pela capacidade da vida em um planeta de se sustentar em perpetuidade”, observaram os pesquisadores.

“Ainda não temos a capacidade de responder comunitariamente pelos melhores interesses do planeta”, disse Adam Frank, professor de física da Universidade de Rochester e coautor do artigo, em um comunicado à imprensa.

A noção de um planeta ganhando vida própria foi observada pela primeira vez através da percepção da “biosfera” na ciência. “A biosfera nos diz que uma vez que a vida aparece em um mundo, esse mundo pode ganhar vida própria”, escreveram os pesquisadores.

Tecnosfera imatura
Curiosamente, a teoria observa que a Terra pode estar cheia de vida inteligente – mas “não parece muito inteligente”. “Ainda não temos a capacidade de responder comunitariamente pelos melhores interesses do planeta”, diz o astrofísico Adam Frank, da Universidade de Rochester. “Há inteligência na Terra, mas não há inteligência planetária.”

A Terra parece estar presa em um estágio chamado de “tecnosfera imatura”. Este é um cenário em que a atividade tecnológica está plenamente desenvolvida e enraizada – mas ainda não está integrada harmoniosamente com outros sistemas, como o ambiente físico. É importante integrar essas duas esferas, pois somente quando os processos biológicos e tecnológicos estiverem em sincronia podemos garantir a produtividade e o futuro do ser humano neste planeta.

“A biosfera descobriu como hospedar a vida por si mesma bilhões de anos atrás, criando sistemas para movimentar nitrogênio e transportar carbono”, diz Frank. “Agora temos que descobrir como ter o mesmo tipo de características de auto-manutenção com a tecnosfera.”

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*Fonte: ciclovivo

Asteroide com maior risco de impacto poderá atingir a Terra em 2023

O Observatório Astronômico Mount Lemmon, no Arizona, EUA, detectou um asteroide com alto risco de impacto com a Terra. Ele se aproximará da Terra em meados de 2023.

Asteroide com maior risco de impacto poderá atingir a Terra em 2023
O asteroide 2022 AE1, encontrado em 6 de janeiro em uma pesquisa do Observatório Astronômico Mount Lemmon, no Arizona, nos Estados Unidos, segundo os cientistas, tem o maior risco de colisão com a Terra entre todos os objetos próximos da Terra conhecidos.

Os dados sobre o objeto são fornecidos no site do Centro para o Estudo de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.

O tamanho do asteroide 2022 AE1 é comparável ao tamanho do hipotético “meteorito de Tunguska” – cerca de 70 metros, o que equivale à altura de um prédio de 23 andares.

A velocidade de movimento deste corpo cósmico é de 19,83 km/s. A magnitude visual do brilho – 22V, o que o deixa no limite da possibilidade de observação por grandes telescópios. Na última semana devido à lua cheia, o objeto não é visível.

Atualmente, o objeto recebeu um ponto na escala de dez pontos de Turim de perigo que emana de um objeto celestial. Um ponto é o limite da norma. Você deve começar a se preocupar quando a pontuação for de 4 pontos ou mais.

A magnitude do perigo na escala de Turim é determinada com base na probabilidade matemática de uma colisão e na energia cinética de uma colisão – de zero no caso em que a probabilidade de uma colisão está abaixo do erro de observação, a dez quando uma colisão é inevitável.

Uma potencial colisão com a Terra é possível em 4 de julho de 2023. Os cientistas estimam a probabilidade de uma colisão em 1 em 1700.

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*Fonte: ovnihoje

Camada de ozônio está se recuperando e restaurando circulação de ventos

Em meio à enxurrada de más notícias dos últimos dias, eis que temos boas novas para compartilhar! Um levantamento apontou que a camada de ozônio está se recuperando e regenerando a circulação de ventos por todo o planeta, em especial no Hemisfério Sul, e a restauração parece estar associada às medidas acordadas e postas em ação a partir da assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987.

Regeneração
O Protocolo de Montreal estabeleceu as diretrizes para frear a fabricação e uso de agentes associados com a destruição da camada de ozônio que envolve o planeta, entre eles os clorofluorocarbonetos – substâncias conhecidas popularmente como CFCs. Já no início dos anos 2000, se registrou uma queda significativa nas concentrações desses materiais na atmosfera, assim como o início da recuperação da camada de ozônio em escala global e da redução do colossal “buraco” que existia nela sobre a Antártida.

Agora, o levantamento apresentado apontou que, na mesma época, o impacto na circulação dos ventos registrado em decorrência das alterações na atmosfera provocadas pelo uso de substâncias envolvidas na rarefação da camada de ozônio começou a se normalizar. Mais precisamente, se notou uma pausa na migração de correntes de ar em direção aos polos terrestres e inclusive uma reversão em algumas das anomalias nos padrões de ventos que vinham sedo registradas até então.

Só para você entender melhor a importância desse resultado, você já deve ter ouvido falar de correntes de ar conhecidas como “correntes de jato”, certo? Elas circulam a grandes altitudes e velocidade entre a troposfera e a estratosfera e fluem em direção aos polos. Pois, por conta da rarefação da camada de ozônio, essas correntes haviam começado a circular mais ao sul do que o normal no nosso hemisfério, afetando, com isso, os padrões de chuva – e possivelmente até os de correntes oceânicas, interferindo, por sua vez, no clima.

O que o levantamento mostrou foi que, pouco mais de 1 década depois de o Protocolo de Montreal entrar em vigor, o deslocamento das correntes de jato parou – e inclusive sofreu reversão em alguns pontos –, mostrando que o esforço conjunto e o compromisso global de parar com a fabricação e emissão de substâncias prejudiciais para a camada de ozônio rendeu excelentes frutos.

Mas, apesar de o resultado do estudo merecer ser celebrado, é importante mencionar que as emissões de gases de efeito estufa continuam sendo um sério problema. Ademais, nos últimos anos, foi detectado um aumento na emissão de outros materiais associados com a rarefação da camada de ozônio, especialmente na China, algo que pode afetar a reversão das correntes aos padrões normais e, na pior das hipóteses, voltar a empurrá-las em direção aos polos.

*Por Maria Tamanini
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*Fonte: tecmundo

A rotação da Terra está diminuindo – e pode ser a razão pela qual temos oxigênio para a vida

Desde sua formação, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a rotação da Terra tem diminuído gradualmente e, como resultado, seus dias têm se tornado progressivamente mais longos.

Embora a desaceleração da Terra não seja perceptível nas escalas de tempo humanas, é o suficiente para operar mudanças significativas ao longo de eras. Uma dessas mudanças, sugere uma nova pesquisa, é talvez a mais significativa de todas, pelo menos para nós: o prolongamento dos dias agora está relacionado à oxigenação da atmosfera terrestre.

Especificamente, as algas azuis (ou cianobactérias) que surgiram e proliferaram há cerca de 2,4 bilhões de anos seriam capazes de produzir mais oxigênio como um subproduto metabólico porque os dias da Terra ficaram mais longos.

“Uma questão persistente nas ciências da Terra é como a atmosfera da Terra obtém seu oxigênio e quais fatores são controlados quando essa oxigenação ocorre”, disse o microbiologista Gregory Dick, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

“Nossa pesquisa sugere que a taxa na qual a Terra está girando – em outras palavras, a duração do dia – pode ter tido um efeito importante no padrão e no tempo de oxigenação da Terra”.

Existem dois componentes principais nessa história que, à primeira vista, não parecem ter muito a ver um com o outro. O primeiro é que a rotação da Terra está diminuindo.

A razão pela qual a rotação da Terra está diminuindo é porque a Lua exerce uma atração gravitacional no planeta, que causa uma desaceleração rotacional, uma vez que a Lua está gradualmente se afastando.

Sabemos, com base no registro fóssil, que os dias duravam apenas 18 horas, há 1,4 bilhão de anos, e eram meia hora mais curtos do que hoje 70 milhões de anos atrás. As evidências sugerem que estamos ganhando 1,8 milissegundos por século.

O segundo componente é algo conhecido como o Grande Evento de Oxigenação – quando as cianobactérias emergiram em tão grandes quantidades que a atmosfera da Terra experimentou um aumento acentuado e significativo de oxigênio. Sem essa oxigenação, os cientistas pensam que a vida como a conhecemos não poderia ter surgido; então, embora as cianobactérias não sejam tão populares para nós hoje, o fato é que provavelmente não estaríamos aqui sem elas.

Ainda há muita coisa que não sabemos sobre este evento, incluindo questões latentes como por que aconteceu na época que aconteceu e não algum tempo antes na história da Terra.

Foram necessários cientistas trabalhando com micróbios cianobacterianos para conectar os pontos. Na dolina da Middle Island, no Lago Huron, América do Norte, podem ser encontrados tapetes microbianos que são considerados análogos das cianobactérias responsáveis ​​pelo Grande Evento de Oxigenação.

As cianobactérias roxas que produzem oxigênio por meio da fotossíntese e os micróbios brancos que metabolizam o enxofre competem em um tapete microbiano no leito do lago. À noite, os micróbios brancos sobem até o topo do tapete microbiano e comem enxofre. Quando o dia amanhece e o Sol se estende alto o suficiente no céu, os micróbios brancos se retraem e as cianobactérias roxas sobem ao topo.

“Agora elas podem começar a fotossintetizar e produzir oxigênio”, disse a geomicrobiologista Judith Klatt, do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha, na Alemanha.

“No entanto, leva algumas horas antes de realmente começarem, havendo uma longa defasagem pela manhã. As cianobactérias acordam mais tarde do que os micróbios com hábitos matutinos, ao que parece”.

Isso significa que a período diurno em que as cianobactérias podem bombear oxigênio é muito limitado – e foi esse fato que chamou a atenção do oceanógrafo Brian Arbic, da Universidade de Michigan. Ele se perguntou se a mudança na duração dos dias ao longo da história da Terra teve um impacto na fotossíntese.

“É possível que um tipo semelhante de competição entre micróbios contribuiu para o atraso na produção de oxigênio na Terra primitiva”, explicou Klatt.

Para demonstrar essa hipótese, a equipe realizou experimentos e análises nos micróbios, tanto em seu ambiente natural quanto em um ambiente de laboratório. Eles também realizaram estudos de modelagem detalhados com base em seus resultados para vincular a luz solar à produção de oxigênio microbiano e a produção de oxigênio microbiano à história da Terra.

“A intuição sugere que dois dias de 12 horas devem ser semelhantes a um dia de 24 horas. A luz do sol sobe e desce duas vezes mais rápido, e a produção de oxigênio segue em compasso”, explicou o cientista marinho Arjun Chennu, do Centro Leibniz de Pesquisa Marinha Tropical na Alemanha.

“Mas a liberação de oxigênio dos tapetes bacterianos não, porque é limitada pela velocidade de difusão molecular. Este desacoplamento sutil da liberação de oxigênio da luz solar está no cerne do mecanismo”.

Esses resultados foram incorporados a modelos globais de níveis de oxigênio, e a equipe descobriu que o aumento dos dias estava relacionado ao aumento no oxigênio da Terra – não apenas o Grande Evento de Oxigenação, mas outra segunda oxigenação atmosférica chamada de Evento Neoproterozoico de Oxigenação em torno de 550 a 800 milhões anos atrás.

“Nós vinculamos as leis da física operando em escalas muito diferentes, da difusão molecular à mecânica planetária. Mostramos que existe uma conexão fundamental entre a duração do dia e a quantidade de oxigênio que pode ser liberado por micróbios que vivem no solo”, disse Chennu.

“É muito emocionante. Desta forma, ligamos a dança das moléculas no tapete microbiano à dança do nosso planeta e sua Lua”.

A pesquisa foi publicada na Nature Geoscience.
*Por: Michelle Starr
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*Fonte: universoracionalista

É fundamental pensar sobre o futuro…

Você já percebeu que sempre estamos pensando no futuro, fazendo projetos para ele, e mesmo tentando prevê-lo? Pois é… Essa é uma característica natural do ser humano, ou seja, a necessidade de procurar antecipar os tempos vindouros sempre está presente em nós. Assim, sempre proliferaram magos, adivinhos, horóscopos, etc. Tal comportamento faz parte de nossa natureza de seres pensantes, mas, segundo um provérbio árabe “aquele que prevê o futuro mente mesmo quando fala a verdade.”

Então sabemos que é impossível prever o futuro. Mas podemos prospectá-lo, com ferramental adequado, e então determinar com razoável precisão o que está para vir de encontro a nós. E mais: desvelando prováveis futuros, será possível preparar e moldar o futuro que nos toca mais proximamente… E isso é tremendamente importante! Mas o que seria prospectar? Segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – o ato de prospectar, ou prospectiva, é realizar “tentativas sistemáticas para observar a longo prazo o futuro da ciência, da tecnologia, da economia e da sociedade com o propósito de identificar tecnologias emergentes que provavelmente produzam maiores benefícios econômicos e sociais”. Repare no verbo observar, para procurar identificar futuras tendências que possam resultar em progresso e “maiores benefícios econômicos e sociais”… Ou seja, segundo Maurice Blondel (1861 – 1949), polêmico filósofo francês que, dentre várias teorias por ele desenvolvidas, procurou estudar as relações entre a ação e o pensamento humanos e sua orientação histórica e social: “O futuro não é previsto. Ele é preparado”. Que afirmativa importante e verdadeira!

Pois é… Para tal, a prospectiva utiliza um ferramental bastante amplo, envolvendo várias áreas do conhecimento humano e observações detalhadas na área que se quer prospectar. Na realidade, ela não se preocupa com o futuro em si, mas sim com as tendências que possam ser aproveitadas com proveito para moldar o futuro, como Blondel citou. Um exemplo, mesmo que simples e carinhoso: é comum perguntar a uma criança: “O que você vai ser quando crescer”? Pergunta impossível de responder, mesmo para nós adultos, em relação ao que nos resta de tempo nesse mundo… No entanto, se observarmos bem a resposta e continuamente monitorarmos o comportamento da criança, poderemos descobrir nela tendências para uma moldagem de futuro, como dotes artísticos, habilidades marcantes, etc. E aí, quem sabe, ajudá-la em sua evolução, através da educação e formação acadêmica adequadas.

Outro exemplo, também muito comum: eu estava acompanhando minha esposa em algumas compras de roupas em uma loja de fábrica. Nós, maridos, sabemos como isto pode ser complicado e demorado, não é? Mas então, conversando com uma vendedora, perguntei como atualizam o estoque, e ela me respondeu que através do estudo detalhado de revistas femininas, viagens a grandes centros, observação de concorrentes, conversas com clientes, etc. Ou seja, prospectiva da próxima moda, na descoberta das novas tendências, para que os negócios da loja não sejam ultrapassados pela concorrência, ou mesmo para se sobrepujar a ela…

Ou seja, procurar enxergar as tendências nos permitirá planejar o que fazer para moldar nosso futuro, reduzindo incertezas e melhorando nosso conhecimento sobre algo que possa nos interessar em nossa carreira, no futuro de nossos filhos, no sucesso de nosso negócio. Prospectar é não esperar que a mudança aconteça para tomar providências, que podem ser tardias, mas sim atuar proativamente, até mesmo provocando a mudança desejada.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Mapa permite ouvir os sons das florestas ao redor do mundo

Um dos mapas interativos mais interessantes que a gente já encontrou na internet é aquele que permite escutar as línguas e sotaques do mundo (aqui) e agora há a opção para quem deseja relaxar ou se surpreender ouvindo outra língua: a dos animais na floresta.

Clicando aqui você pode conferir de cantos de pássaros à respiração lenta de uma preguiça, de vários países.
O mapa é iniciativa de uma organização artística do Reino Unido, a Wild Rumpus que convidou usuários de todo o mundo a enviarem os sons de florestas próximas para que outras pessoas no mundo todo pudessem ter acesso a eles.

Ao Lonely Planet, a codiretora da organização, Sarah Bird disse que o mapa também serve como um arquivo de ecossistemas que estão sendo rapidamente transformados pela mudança climática. “Está bem documentado que o tempo passado na natureza pode ajudar a diminuir a frequência cardíaca e melhorar o bem-estar. Se não podemos ficar na floresta, isso parece a segunda melhor coisa”, comentou.

Sons do Brasil
Até a publicação deste post, as colaborações enviadas do Brasil eram somente treze. Se anima a participar?

Como não é preciso ter nenhum equipamento especial para captar os sons, talvez você consiga também ouvir a respiração ou algum som humano nas colaborações.
Se você está perto de algum lugar de natureza e deseja colaborar acesse o mapa no https://timberfestival.org.uk/soundsoftheforest-soundmap/ e clique em “Contribute”. Uma nova janela será aberta com as instruções que estão em inglês. Se você não fala/lê inglês e ainda assim quer contribuir, clique com o botão direito do mouse na página e clique em “traduzir para o português”. A partir daí fica mais fácil.

Ah, segundo o site as colaborações são inseridas por eles manualmente no mapa, portanto seja paciente para ver/ouvir sua contribuição nele.

Sobre a Wild Rumpus
A Wild Rumpus, colabora com a National Forest do Reino Unido na realização do Timber Festival, que ocorre anualmente em julho (em 2020 ocorreu online por causa da pandemia; em 2021 foi realizado com protocolos sanitários e para 2022 os ingressos para o festival já estão à venda).

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*Fonte: mochileiros.com

Cientistas revelam locais que precisamos preservar para evitar caos climático

Pequena proporção da Terra hospeda toneladas de carbono em vegetação e solos irrecuperáveis até 2050

Um novo mapeamento detalhado identificou as florestas e turfeiras ricas em carbono que a humanidade não pode destruir se quiser uma catástrofe climática. A pesquisa foi publicada na revista Nature Sustainability e traz informações fundamentais.

Os cientistas identificaram 139 bilhões de toneladas (139 Gt) de carbono em árvores, plantas e solos como “irrecuperáveis”, o que significa que a regeneração natural não poderia substituir sua perda até 2050, data em que as emissões globais líquidas de carbono devem terminar para evitar os piores impactos de aquecimento global.

Entre as áreas que precisam ser preservadas estão as vastas florestas e turfeiras da Rússia, Canadá e Estados Unidos e as florestas tropicais na Amazônia, no Congo e no sudeste da Ásia. Pântanos de turfa no Reino Unido e manguezais e florestas de eucalipto na Austrália também estão na lista.

Só na última década, a agricultura, a extração de madeira e os incêndios florestais causaram a liberação de pelo menos 4 Gt de carbono irrecuperável, disseram os pesquisadores.

Além de combater o uso de combustíveis, acabar com o desmatamento é crucial para enfrentar a crise climática. Ao mesmo tempo em que o compromisso assumido na COP26 por grandes nações Brasil, China e Estados Unidos, em fazer isso até 2030 traz esperança, existe o receio em saber que uma promessa semelhante foi feita em 2014 e nunca foi cumprida.

“A PROTEÇÃO DO CARBONO IRRECUPERÁVEL, JUNTAMENTE COM A DESCARBONIZAÇÃO GENERALIZADA DAS ECONOMIAS MUNDIAIS, TORNARÁ MAIS PROVÁVEL UM CLIMA SEGURO, AO MESMO TEMPO QUE CONSERVA ÁREAS IMPORTANTES PARA A BIODIVERSIDADE.”

O carbono irrecuperável da Terra é altamente concentrado, mostraram os pesquisadores. Metade dela é encontrada em apenas 3,3% das terras do mundo, tornando os projetos de conservação focados altamente eficazes.

Segundo a pesquisa, apenas metade do carbono irrecuperável está atualmente em áreas protegidas, mas incluir 5,4% das terras do mundo nestas áreas de proteção a garantiria 75% do carbono irrecuperável.


Indígenas: os melhores guardiões

Os povos indígenas foram reconhecidos pela ONU como os melhores protetores da terra, mas apenas um terço do carbono irrecuperável é armazenado em seus territórios reconhecidos. Os estoques irrecuperáveis ​​de carbono se sobrepõem fortemente às áreas de rica vida selvagem, portanto, sua proteção significa a preservação em massa da vida selvagem.

“Essas são as áreas que realmente não podem ser recuperadas em nossa geração – é o carbono de nossa geração que deve ser protegido. Mas com o carbono irrecuperável concentrado em uma área relativamente pequena de terra, o mundo poderia proteger a maioria desses lugares essenciais para o clima até 2030”, explica a principal autora do estudo, Monica Noon, da Conservation International.

“DEVEMOS PROTEGER ESSE CARBONO IRRECUPERÁVEL PARA EVITAR UMA CATÁSTROFE CLIMÁTICA – DEVEMOS MANTÊ-LO ENTERRADO.”

A pesquisa descobriu que 57% do carbono irrecuperável estava em árvores e plantas e 43% em solos, principalmente turfa. As turfeiras globais armazenam mais carbono do que as florestas tropicais e subtropicais, concluiu.

Segundo os cientistas, a proteção do carbono irrecuperável deve envolver o fortalecimento dos direitos dos povos indígenas, encerrando as políticas que permitem a destruição e ampliação das áreas protegidas.

Carbono irrecuperável em áreas ameaçadas

A Rússia, fortemente atingida por incêndios florestais nos últimos anos, abriga o maior estoque de carbono irrecuperável com 23%. O Brasil está em segundo lugar e os índices de desmatamento do país vem batendo recordes sucessivos desde a eleição de Jair Bolsonaro. O Canadá e os EUA ocupam o terceiro e quinto lugares – juntos, os países que também vêm sendo palco de grandes incêndios florestais, acumulam 14% do carbono irrecuperável do mundo. As áreas úmidas do sul da Flórida são outro importante depósito de carbono irrecuperável.

A Austrália abriga 2,5% do carbono irrecuperável do mundo, em seus manguezais costeiros e ervas marinhas, bem como florestas no sudeste e sudoeste, que foram também foram atingidas por grandes incêndios em 2019 e 2020. No Reino Unido, as turfeiras cobrem 2 milhões de hectares e armazenam 230 milhões de toneladas de carbono irrecuperável há milênios, mas a maioria está em más condições.

As turfeiras e os manguezais são focos de carbono irrecuperável, devido à sua alta densidade de carbono e ao longo período que precisariam para se recuperar, que podem chegar a séculos.

As florestas tropicais são menos densas em carbono e crescem relativamente rápido, mas permanecem críticas por causa das áreas muito grandes que cobrem.

*Por Natasha Olsen
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*Fonte: ciclovivo

Mudanças climáticas: bebês de hoje enfrentarão 7 vezes mais ondas de calor no mundo que seus avós

Um bebê recém-nascido ainda nem teve tempo de contribuir – como todos nós fazemos, com nossos hábitos de consumo e alimentares e uso de combustíveis – para as emissões de gases poluentes que causam o aquecimento global.

Apesar disso, esse bebê vai sofrer exponencialmente mais do que seus avós com as mudanças climáticas em curso no planeta.

Na prática, crianças nascidas em 2020 devem enfrentar, ao longo de sua vida, uma média de sete vezes mais ondas de calor extremo do que alguém que nasceu em 1960. Em alguns países, esse aumento é de até dez vezes.

As conclusões são de um estudo recente publicado na revista Science, a partir de projeções sobre tamanho e idade da população global, temperaturas futuras e eventos climáticos extremos, com base nas informações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC na sigla em inglês).

Se, além das ondas de calor, outros tipos de eventos climáticos extremos forem colocados nessa conta, estima-se que a nova geração passará por uma incidência média 2 a 7 vezes maior de queimadas, secas, enchentes, tempestades tropicais e quebras de safras (colheitas menos proveitosas) ao longo de suas vidas, em comparação com a geração nascida 60 anos atrás.

“Quanto mais jovem você for, maior será o aumento da exposição a extremos climáticos. Ou seja, as gerações mais jovens são as que têm mais a perder, especialmente os recém-nascidos”, explica à BBC News Brasil o principal autor do estudo, o cientista climático Wim Thiery, da Universidade Vrije de Bruxelas (Bélgica).

“Também podemos pensar ao contrário: quanto mais jovem você for, mais você pode se beneficiar se aumentarmos nossas ambições e reduzirmos o aquecimento global”, principalmente se for possível manter o aquecimento dentro do limite de até 1,5°C estabelecido no Acordo Climático de Paris em 2015, que tem se tornado uma meta cada vez mais remota, na visão de muitos observadores climáticos.

“Para as gerações mais jovens, aumentar as ambições tem um efeito direto sobre suas vidas”, conclui Thiery.

Do calor de quase 50°C no verão do Canadá a enchentes na Alemanha e secas mais prolongadas no Brasil, os eventos climáticos extremos são uma das principais consequências diretas das mudanças climáticas.

Segundo um importante relatório do IPCC divulgado em agosto, todo o planeta já enfrenta alterações no ciclo da água, que provocam desde chuvas mais volumosas – e enchentes -, até secas mais intensas.

“Sob um aquecimento global de 1,5°C, haverá aumento de ondas de calor, estações quentes mais longas e estações frias mais curtas”, explicou o painel da ONU em agosto.

Se esse aumento da temperatura global for ainda maior, sob 2°C, “extremos quentes vão, com mais frequência, alcançar limites de tolerância para a agricultura e a saúde”.

‘Vida sem precedentes’

Se, por terem mais tempo de vida pela frente, as crianças serão as mais afetadas, Thiery e seus colegas afirmam que o aquecimento global já deixa toda a população global sujeita a uma “vida sem precedentes”.

“Descobrimos que todas as pessoas que têm entre zero e 60 anos hoje viverão uma vida sem precedentes, sob mais ondas de calor e quebra de safra, independentemente de sua idade ou do alcance das mudanças climáticas”, diz o cientista.

“Os que têm menos de 40 anos, além disso, sofrerão com muito mais enchentes e secas, mesmo no cenário mais ambicioso de aquecimento de até 1,5°C. Os mais jovens são os que têm mais a perder, mas todos os que estão vivos hoje estão sob condições que chamamos de um ‘território ainda não navegado’.”

Para mostrar isso de modo mais concreto, a Universidade Vrije criou uma calculadora chamada My Climate Future (meu futuro climático).

Nela, uma pessoa pode prever o aumento dos eventos climáticos em sua vida a partir do ano em que nasceu, do lugar onde vive e com base em três cenários – o mais otimista, de um planeta 1,5°C mais quente; o mediano, em média 2,4°C mais quente, com base na trajetória atual e nas promessas e compromissos climáticos assumidos até agora; e um mais pessimista e altamente quente.

As regiões do mundo onde o sofrimento vai ser mais agudo e sentido por mais pessoas, segundo os cálculos de Thiery, são o Oriente Médio e o norte da África e a África Subsaariana.

Mas as estimativas para o resto do mundo estão longe de serem animadoras.

Na América Latina, uma criança nascida em 2020 vai enfrentar, em relação a alguém nascido em 1960:

– 50% mais chances de sofrer com incêndios

– Duas vezes e meia mais chances de viver sob quebras de safras

– O dobro de secas e enchentes

– 4,5 vezes mais ondas de calor

“E temos motivos científicos para crer que os números estão subestimados. Porque nós só analisamos mudanças na frequência em eventos extremos, mas eles também mudam em intensidade (como furacões mais intensos) e em duração (como ondas de calor mais longas e mais quentes)”, prossegue Wim Thiery.


Injustiças climáticas

Os efeitos disso são sentidos em cadeia: ondas de calor prejudicam a saúde, deixando crianças e idosos, em especial, mais sujeitos a hospitalizações. Quebras de safras afetam o preço e a oferta de comida. Enchentes, inundações e secas intensificam movimentos migratórios globais.

E, novamente, quanto mais jovens e mais pobres forem as pessoas afetadas, maior será o seu fardo.

“Embora não quantifiquemos isso em nosso estudo, não há dúvidas de que esse aumento na exposição a mudanças climáticas tem consequência, por exemplo, na habilidade de aprender, na saúde, na mortalidade e na produtividade laboral”, aponta Thiery.

“Por isso dizemos que limitar o aquecimento global é uma questão de proteger o futuro das jovens gerações.”

As conclusões do cientista e seus colegas ajudaram a embasar um relatório da ONG Save the Children a respeito do peso desigual e injusto das mudanças climáticas sobre quem contribuiu menos com a crise.

“Quando ranqueados por renda, os países 50% mais ricos são responsáveis por 86% do cumulativo das emissões globais de CO2, enquanto a metade mais pobre é responsável por apenas 14%”, diz a ONG.

“Apesar disso, são as crianças de países de renda média e baixa que vão enfrentar o maior peso das perdas e danos à saúde e ao capital humano, à terra, à herança cultural, ao conhecimento indígena e local e à biodiversidade que resultam das mudanças climáticas. (…) Elas herdaram um problema que não foi causado por elas.”

Thiery usa mais números para evidenciar esse peso desigual, primeiro sobre as crianças e, em segundo lugar, sobre as crianças pobres, em regiões que ainda estão em fase de crescimento populacional.

“Na Europa e na Ásia Central, nasceram 64 milhões de crianças entre 2015 e 2020. Essas crianças vão enfrentar quatro vezes mais extremos climáticos nas condições atuais do que alguém que vivesse num mundo sem mudanças climáticas”, diz.

“No entanto, nesse mesmo período de 2015 a 2020, nasceram 205 milhões de crianças na África Subsaariana, que vão enfrentar seis vezes mais extremos climáticos. Então elas não apenas sofrerão mais, como também são um grupo mais numeroso.”

Por isso, argumenta o cientista, mitigar os efeitos das mudanças climáticas é uma questão de “justiça intergeneracional e internacional”.

A conferência mais recente do clima (COP26), em Glasgow, foi concluída em 13 de novembro com avanços e limitações.

De um lado, o acordo final do evento fala em cortar as emissões de CO2 em 45% até 2030 em comparação com 2010 e exige que os países apresentem já no ano que vem novos compromissos de redução de gases do efeito estufa.

No entanto, não houve consenso em torno de pôr fim ao uso do carvão e a subsídios a combustíveis fósseis, um dos principais “vilões” do aquecimento global.

De modo geral, a percepção de ambientalistas é de que os compromissos assumidos até o momento pelos países parecem ser insuficientes para assegurar que a Terra não vai esquentar mais de 1,5°C.

Não por acaso, argumenta Thiery, os formuladores desses compromissos são pessoas mais velhas, que não terão tempo de sentir na pele a maior parte dos efeitos climáticos do futuro.

“Por isso os mais jovens viraram organizadores de protestos e greves pedindo políticas climáticas mais ambiciosas – porque as pessoas que hoje ocupam os espaços de poder não devem sentir as consequências de suas decisões, gerando um potencial conflito intergeracional”, afirma.

Ele lembra que já existe uma onda internacional de processos judiciais de cunho climático sendo abertos contra governos de várias partes do mundo – muitos desses processos movidos por jovens que se sentem feridos em seus direitos humanos por conta de políticas climáticas.

De modo geral, diz o cientista, tem mudado a percepção de que as mudanças climáticas são um problema de um futuro distante, que prejudicarão pessoas abstratas, ainda não nascidas.

“Os dados mostram que é (um problema que) está aqui, agora, afetando todas as pessoas do mundo: todas as gerações vivendo hoje, em todos os países, especialmente os mais jovens, sofrerão as consequências negativas”, ele agrega, para concluir:

“As perspectivas são sombrias, mas há também uma mensagem clara de que se reduzirmos as mudanças climáticas, vamos reduzir essa escalada de extremos climáticos e proteger o futuro de pessoas reais, que já estão vivas.”

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*Fonte: epocanegocios

As tempestades solares estão de volta, ameaçando a vida como a conhecemos na Terra

Poucos dias atrás, milhões de toneladas de gás superaquecido dispararam da superfície do Sol e foram lançados 145 milhões de quilômetros em direção à Terra.

A erupção, chamada de ejeção de massa coronal, não foi particularmente poderosa na escala do clima espacial, mas quando atingiu o campo magnético da Terra desencadeou a tempestade geomagnética mais forte vista em anos. Não houve muita perturbação desta vez – poucas pessoas provavelmente sabiam do que aconteceu – mas serviu como um lembrete de que o Sol acordou de um sono de anos.

Embora invisíveis e inofensivas para qualquer pessoa na superfície da Terra, as ondas geomagnéticas desencadeadas por tempestades solares podem paralisar as redes de energia, interferir nas comunicações de rádio, imbuir as tripulações das companhias aéreas em níveis perigosos de radiação e desequilibrar satélites essenciais. O Sol começou um novo ciclo de 11 anos no ano passado e atingirá seu pico em 2025, crescendo o espectro de um poderoso clima espacial que poderá causar estragos para os humanos, ameaçando o caos em um mundo que se tornou cada vez mais dependente da tecnologia desde as últimas grandes tempestades 17 anos atrás. Um estudo recente sugeriu que a adaptação para reforçar a rede de energia poderia levar a um investimento de US$ 27 bilhões (equivalente a R$ 136 bilhões) para a indústria de energia dos Estados Unidos.

“Ainda é notável para mim o número de pessoas, empresas, que pensam que o clima espacial é ficção de Hollywood”, disse Caitlin Durkovich, assistente especial do presidente dos EUA Joe Biden e diretor sênior de resiliência e resposta do Conselho de Segurança Nacional do país, durante uma palestra em uma conferência sobre o clima solar no mês passado.

O perigo não é hipotético. Em 2017, uma tempestade solar fez com que os rádios amadores ficassem estáticos no momento em que o furacão Irma de categoria 5 assolava o Caribe. Em 2015, tempestades solares derrubaram os sistemas de posicionamento global (GPS) no Nordeste dos Estados Unidos, uma preocupação especial quando os carros autônomos se tornaram uma realidade. Os pilotos de avião correm maior risco de desenvolver catarata quando ocorrem tempestades solares. Tripulações femininas têm taxas mais altas de abortos espontâneos.

Em março de 1989, uma tempestade solar em Quebec causou uma interrupção em toda a província que durou nove horas, de acordo com o site da Hydro-Quebec. Um estudo de 2017 no periódico da União de Geofísica dos Estados Unidos previu apagões causados ​​por severo clima espacial poderia atingir até 66% da população dos EUA, com perdas econômicas atingindo um potencial de US$ 41,5 bilhões (cerca de R$ 209,5 bilhões de reais) por dia.

Para evitar tal catástrofe, o governo do presidente Barack Obama traçou uma estratégia para começar a aumentar a conscientização sobre os perigos das enormes tempestades solares e avaliar os riscos que elas representam. No ano passado, o presidente Donald Trump sancionou o projeto de lei ProSwift, que visa desenvolver tecnologia para melhorar a previsão e medição de eventos climáticos espaciais.

Há um debate entre os cientistas sobre o quanto pode ser feito para proteger as partes vulneráveis ​​da infraestrutura do planeta dos efeitos das tempestades solares. Etapas como o uso de aço não magnético em transformadores e a instalação de mais protetores de sobretensão na rede podem aumentar a resistência, mas no final a melhor defesa contra a catástrofe pode ser uma previsão melhor.

Isso ajudaria muito a ajudar as empresas de serviços públicos a se prepararem para a escassez e a garantir que haja caminhos para fazer backup de seus sistemas no caso de perderem energia. Em semanas, um novo modelo desenvolvido pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estará online para ajudar a melhorar as previsões terrestres.

No Reino Unido, a National Grid está aumentando seu fornecimento de transformadores sobressalentes e conduzindo testes regulares para lidar com um grande evento climático espacial, disse Mark Prouse, vice-diretor do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industria.

Nos últimos 15 anos, os EUA e o Reino Unido construíram centros de previsão do clima espacial que oferecem perspectivas diárias sobre o que pode estar vindo do Sol para companhias aéreas, redes de energia, proprietários de satélites e qualquer outra pessoa ameaçada por erupções solares. Embora os observadores ligados à Terra possam ver tempestades explosivas no Sol, eles não podem dizer a verdadeira natureza da ameaça – exatamente o quão potente ela é – até que a erupção alcance um conjunto de satélites a 1,6 milhão de quilômetros do planeta. Nesse ponto, faltariam apenas 60 a 90 minutos para atingir a Terra.

“Nossa capacidade de entender e prever o ciclo solar ainda é muito limitada”, disse William Murtagh, diretor do Centro de Previsão do Clima Espacial dos Estados Unidos.

Assim como as empresas de serviços públicos podem se preparar para uma tempestade severa colocando trabalhadores especializados em reparos nas proximidades, precauções semelhantes podem ser tomadas antes de uma tempestade solar, de acordo com Mark Olson, gerente de avaliação de confiabilidade da North America Electric Reliability Corp., uma organização sem fins lucrativos que responde aos EUA e governos canadenses.

“Você tem potencial para que áreas muito grandes tenham instabilidade de voltagem”, disse Olson. “A consciência situacional é a chave aqui, assim como nos eventos climáticos terrestres”.

As tempestades solares têm suas raízes em um ciclo de 11 anos que muda a polaridade do campo magnético do sol. As forças magnéticas que atuam no Sol se emaranham durante o processo e podem penetrar na superfície, enviando o plasma do Sol para o espaço sideral e potencialmente desencadeando tempestades na Terra.

A tempestade geomagnética mais poderosa já registrada resultou no Evento Carrington de 1859, quando linhas telegráficas eletrificaram, eletrocutando operadores e incendiando escritórios na América do Norte e na Europa. Se uma tempestade dessa magnitude ocorresse hoje, provavelmente cortaria a energia de milhões, senão de bilhões de pessoas.

“Quando comecei nesta estrada e fui informado sobre o clima espacial, fiquei bastante cético”, disse Prouse. “Hoje é muito mais mainstream e parte da mistificação se foi. Agora você pode considerá-lo um risco e não ser ridicularizado”.


*Por Brian K. Sullivan

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*Fonte: universoracionalista

Colisão de 2 estrelas irá iluminar o céu da Terra como nunca antes aconteceu

Este não é um fenômeno tão raro: aproximadamente a cada dez anos, duas estrelas colidem em nossa galáxia. Mas quase nunca elas estão perto da Terra a ponto do fenômeno ser visível em nosso céu.

No entanto, em 2022 ou antes, a estrela binária KIC 9832227 deve colidir, dizem os astrônomos. Neste caso, o efeito será sim visível da Terra. Reunimos aqui todos os detalhes.

Colisão de 2 estrelas em 2022
O Dr. Matt Walhout, da Calvin College of Michigan, afirma que esta estrela binária irá queimar tão intensamente antes de 2022 que será visível da Terra. As estrelas binárias são, na verdade, duas estrelas orbitando muito próximas umas das outras, em um baricentro comum. Em muitas ocasiões, as estrelas acabam colidindo, como aconteceria neste caso.

Em 2008, um evento similar aconteceu com outra estrela binária, embora não tenha havido nenhum aviso. Os astrônomos, até agora, não têm como prever essas colisões. Esta pode ser a primeira vez que uma colisão deste tipo é anunciada com bastante antecedência.

Isso é possível porque os dados dessa estrela são semelhantes aos da estrela que colidiu em 2008. “As observações do KIC9832227 mostram que seu período orbital vem se acelerando desde 1999 da mesma maneira distintiva”, diz Larry Molnar, também do Calvin College of Michigan. “Chegamos à nossa data esperada, supondo que o mesmo processo esteja acontecendo aqui”, disse ele.

A colisão: 1795 anos atrás
Mas a estrela binária, diz Molnar, está a 1800 anos-luz de distância. Isso significa que sua luz leva 1800 anos para chegar até nós. Nesse caso, a colisão não seria tecnicamente em 2022, mas teria sido no ano 42 ou 43 da Era Comum, 1975 anos atrás. Nesse sentido, olhar para essa colisão será como ver as estrelas há quase 2000 anos.

Por outro lado, além de ser a primeira vez que os astrônomos prevêem uma dessas colisões, seria uma excelente oportunidade para observar como uma colisão dessas se desenvolve. Até agora, não há muita informação sobre como as estrelas binárias se fundem ou sobre os detalhes das colisões.

“Se a previsão de Larry estiver correta, seu projeto demonstrará pela primeira vez que os astrônomos podem capturar certas estrelas binárias no momento da morte, e que podem rastrear os últimos anos da espiral da morte de estrelas até o ponto final da dramática explosão”, disse Walhout em uma conferência.

Mas, além da importância científica dessa colisão, a fusão do sistema binário também proporcionará um espetáculo incrível. A colisão, sendo relativamente próxima, será visível no céu terrestre. E deve haver alguns fenômenos empolgantes neste mundo, como olhar para cima na escuridão da noite e observar os restos da colisão de duas estrelas massivas a 1800 anos-luz.

*Por Giulia Ebohon
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*Fonte: vix

Cientistas pedem ‘Grande Transição’ pela saúde global

Mais de 250 organizações internacionais assinaram declaração pedindo ações para um mundo pós-pandemia mais justo e regenerativo

A Planetary Health Alliance, consórcio global sediado na Harvard T.H. Chan School of Public Health, e a Universidade de São Paulo lançaram a Declaração de São Paulo sobre Saúde Planetária, que foi publicada na revista The Lancet nesta terça-feira, 5 de outubro de 2021.

Desenvolvida pela comunidade global de saúde planetária com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Declaração afirma que a humanidade deve fazer mudanças agora na forma como vivemos para otimizar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas e do planeta do qual dependemos.

Ela também orienta os vários setores da sociedade com sugestões de ações concretas que proporcionam um mundo pós-pandemia mais justo e regenerativo.

Mais de 250 organizações de 47 países e que representam mais de 19 setores da sociedade assinaram o documento, incluindo o World Wildlife Fund-International, a American Public Health Association, a Academia Brasileira de Ciências , e o World Business Council on Sustainable Development .

“A urgência deste momento não se pode pôr em palavras”, afirma Sam Myers, diretor da Planetary Health Alliance, pesquisador de saúde ambiental na Harvard T.H. Chan School of Public Health, e autor da carta na revista The Lancet.

“A CIÊNCIA DA SAÚDE PLANETÁRIA DEMONSTRA CONVINCENTEMENTE QUE A DEGRADAÇÃO CONTÍNUA DOS SISTEMAS NATURAIS DO NOSSO PLANETA É UM PERIGO CLARO E PRESENTE PARA A SAÚDE DE TODAS AS PESSOAS EM TODOS OS LUGARES.”

Sam Myers, diretor da Planetary Health Alliance

Saúde planetária
A saúde planetária é um campo transdisciplinar orientado a soluções e um movimento social focado em analisar e tratar os impactos da disrupção humana dos sistemas naturais da Terra na saúde humana e em todas as formas de vida da Terra.

O campo foi lançado inicialmente com a publicação do relatório da Rockefeller-Lancet Commission denominado “Safeguarding Human Health in the Anthropocene“. Subsequentemente, a Fundação Rockefeller e a Wellcome Trust forneceram o apoio principal para a Planetary Health Alliance (PHA) avançar com o campo e sua comunidade.

A Declaração de São Paulo está sendo lançada às vésperas da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica e das negociações sobre mudanças climáticas da COP26, além das reuniões do G20 e da Stockholm +50 em meio à pandemia de COVID-19.

“ESSA DECLARAÇÃO ENFATIZA O PRINCÍPIO CENTRAL DA SAÚDE PLANETÁRIA: QUALQUER DISCUSSÃO ACERCA DAS EMERGÊNCIAS PLANETÁRIAS ATUAIS DEVE SE DAR EM TORNO DE EQUIDADE, JUSTIÇA SOCIAL E SOBREVIVÊNCIA HUMANA.”

Antonio Saraiva, professor e pesquisador da USP e organizador da Reunião Anual 2021 de Saúde Planetária

A Declaração encoraja todas as pessoas a cumprirem seu papel e fornece instruções claras sobre como cada pessoa e grupo pode contribuir para a Grande Transição: uma mudança profunda, rápida e estrutural na forma como vivemos que otimiza a saúde e o bem-estar de todas as pessoas e do planeta.

Entre os 19 setores citados na Declaração, uma amostra daquilo que a comunidade de saúde planetária conclama inclui:

As empresas devem investir e implementar planos para negócios positivos para a Natureza e zero emissões.
Os governos devem colocar a saúde planetária no centro das políticas internacionais, nacionais e locais, dos planos de recuperação e orçamentos, especialmente nos planos pós-COVID-19 e em políticas econômicas e ambientais.
O setor de saúde deve reorientar todos os aspectos dos sistemas de saúde em direção à saúde planetária – desde suprimentos, fontes de energia, eficiência da assistência médica até redução de resíduos.
A imprensa deve contar histórias sobre aqueles que estão protegendo a Natureza e lutando por justiça e equidade, responsabilizar aqueles que estão causando prejuízos aos sistemas naturais do planeta e lutar contra a infodemia da desinformação.

“A SAÚDE PLANETÁRIA ABORDA MÚLTIPLAS SOLUÇÕES E MERECE SER EXPANDIDA COMO O MODELO CONCEITUAL NECESSÁRIO PARA LIDARMOS COM AS EMERGÊNCIAS PLANETÁRIAS QUE NORMALMENTE SÃO ENFRENTADAS DE FORMA ISOLADA.”

*Nicole De Paula, fundadora e diretora executiva da Women Leaders for Planetary Health e colaboradora da Declaração

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*Fonte: ciclovivo

Animação mostra como será a Terra se todo o gelo derreter

O aquecimento global continua sendo um problema muito discutido, mas pouco combatido.

Embora governos de diversos países tenham se comprometido a diminuir emissões de gás carbônico, as iniciativas práticas ainda estão aquém do esperado, e a questão ficou mais complicada após Donald Trump, que nega o fenômeno climático, ser eleito presidente dos EUA.

A National Geographic consultou especialistas para tentar prever o que aconteceria com o planeta caso todo o gelo da Terra derretesse.
Ainda que a possibilidade esteja muito distante – há cientistas que falam em 5000 anos, considerando os índices de emissão e aquecimento atuais -, há quem acredite que o processo possa se acelerar caso o problema siga em segundo plano.

Baseado no estudo da NG, o Business Insider produziu um vídeo com um mapa-múndi animado que mostra o que aconteceria com diversas grandes cidades e países do planeta caso todo o gelo da Terra derretesse, elevando o nível do mar em cerca de 65 metros.

Cada cidade ou país com o nome escrito no mapa ficaria total ou parcialmente submerso. Outros possíveis efeitos do aquecimento global são problemas na produção de alimentos, como seca e pragas, que poderiam acarretar em fome massiva, além de fortes ondas de calor e envenenamento dos oceanos.

O mais chocante é que este mapa não é uma espécie de projeção maluca de um futuro improvável, os cientistas previram um futuro em que não há mais gelo na Terra.

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*Fonte: realidadesimulada

Calor e seca: pesquisas mostram efeitos da mudança climática na agricultura

Os eventos de calor e seca podem coincidir com mais frequência devido à mudança climática, com consequências negativas para a agricultura mundial. É isso que revela um novo estudo publicado na Nature Food.

O rendimento das culturas geralmente cai durante as estações quentes de crescimento, mas o calor e a seca combinados podem ter efeitos ainda mais amplos.

Além das perdas causadas apenas pelas altas temperaturas, os efeitos combinados do calor e da seca causarão reduções adicionais de rendimento de milho e soja de até 20% em partes dos Estados Unidos, e de até 40% na Europa Oriental e no sudeste da África.

Em lugares onde os climas frios atualmente limitam o rendimento das culturas, como no norte dos Estados Unidos, Canadá e Ucrânia, os efeitos combinados de temperaturas mais altas e menos água podem diminuir os ganhos de rendimento projetados com o aquecimento.

Projeções anteriores de risco climático futuro haviam identificado um perigo para as culturas devido ao aquecimento global, mas ignoravam o potencial de efeitos compostos do calor e da disponibilidade de água sobre as culturas de alimentos.

Com base em dados históricos, os rendimentos de milho e soja eram cerca de 40% mais sensíveis ao calor em locais onde o calor é acompanhado por secas, em comparação com as terras agrícolas onde o clima mais quente não significa menos água. Isto pode ser devido ao fato destas culturas serem particularmente sedentas sob o poder secante do ar quente, e porque a terra seca não pode esfriar com a evaporação e fica especialmente quente sob os raios do sol. Os impactos compostos do calor e da seca foram menos importantes para outras culturas, como o trigo ou o arroz.

Segurança alimentar ameaçada

O estudo mostra que, sem cortes fortes e rápidos de emissões, os alimentos básicos poderiam ser cada vez mais afetados por extremos climáticos compostos. Isto aumenta os riscos de preços mais altos dos alimentos e reduz a segurança alimentar, mesmo em países desenvolvidos.

“Nosso estudo descobre um novo risco para a produção agrícola decorrente do aquecimento do clima que acreditamos ter sido negligenciado nas avaliações atuais. Como o planeta continua a aquecer, a água e o calor podem se inter-relacionar mais fortemente em muitas regiões, tornando as secas mais quentes e as ondas de calor mais secas”, afirma Corey Lesk, autor principal do estudo e pesquisador do Departamento de Ciências da Terra e Meio Ambiente (DEES) da Universidade de Columbia e do Lamont-Doherty Earth Observatory (LDEO).

“AS PLANTAS TERÃO CADA VEZ MAIS FALTA DE ÁGUA QUANDO MAIS PRECISAM DELA, E HISTORICAMENTE ISTO TEM SIDO ESPECIALMENTE PREJUDICIAL PARA AS CULTURAS.”

Para o pesquisador, o estudo deve servir de motivação para adaptar colheitas e técnicas de cultivo. “Por exemplo, precisamos de novas variedades de culturas para suportar o aumento da temperatura, mas isto não pode vir às custas de uma maior tolerância à seca. Os governos e as grandes empresas de sementes devem ser transparentes sobre seus planos de adaptação da agricultura ao aquecimento do clima”, completa Lesk.

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*Fonte: ciclovivo