Chegamos ao Dia de Sobrecarga da Terra de 2021

No dia 29 de Julho entramos no “cheque especial” do planeta, um alerta de que precisamos mudar nossos padrões – veja como!

Nesta quinta-feira, dia 29 de julho de 2021, chegamos mais uma vez ao Dia da Sobrecarga da Terra. Esta data marca o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Ou seja, entramos no “cheque especial” do planeta, de acordo com a Global Footprint Network, entidade responsável pelos cálculos de sobrecarga da Terra desde 1970.

O Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, emitiu um comunicado lembrando que O Dia da Sobrecarga da Terra em 2021 caiu na mesma data que em 2019, o que significa que voltamos aos padrões anteriores a 2020, quando a pandemia atrasou a data para 22 de agosto.

“APÓS UM CENÁRIO GLOBAL DE RECESSÃO ECONÔMICA, AINDA QUE MANTIDO UM ALTO NÍVEL DE DESEMPREGO, A PRODUÇÃO E O CONSUMO COMEÇARAM A DAR SINAIS DE RECUPERAÇÃO E O DIA VOLTOU A CAIR EXATAMENTE NA MESMA DATA DE 2019 — 29 DE JULHO —, ANO ANTERIOR AO CORONAVÍRUS.”

Os dados mostram que, em 2021 voltamos a consumir 74% mais recursos naturais do que o planeta tem condições de regenerar em 1 ano. Além disso é uma alerta para o fato de que na corrida para recuperar a economia global, voltamos aos os níveis anteriores de emissões de gases de efeito estufa e de uso de recursos naturais.

“FALTANDO AINDA (QUASE) MEIO ANO, JÁ ESGOTAMOS A NOSSA COTA DE RECURSOS NATURAIS DA TERRA PARA 2021.”

Susan Aitken, líder da Câmara Municipal de Glasgow e conselheira da Global Footprint Network
É fundamental que governos, empresas e que as pessoas repensem seus modelos econômicos e hábitos. De acordo com os dados usados para calcular o Dia da Sobrecarga da Terra, precisamos de 1,7 planeta para manter os padrões atuais de produção e consumo. E, por mais absurdo que pareça, é importante lembrar que só temos um planeta e que nossa sobrevivência depende do seu equilíbrio.

O diretor-presidente do Akatu, Helio Mattar, reforça a importância da reflexão que o Dia da Sobrecarga da Terra traz e a necessidade urgente de se adiar esta data. “O adiantamento do Dia da Sobrecarga da Terra de 2021 ilustra a importância das ações coletivas e a urgência na revisão dos nossos modelos de produção e consumo. A recuperação econômica global frente ao coronavírus precisa levar em conta aspectos socioambientais e oferecer respostas à Crise Climática”, afirma.

Mudanças possíveis e necessárias
Em 2020, com as mudanças impostas pela pandemia, o Dia de Sobrecarga da Terra regrediu pela primeira vez em 50 anos. Entre as mudanças podemos citar a diminuição da circulação de pessoas e da atividade industrial. Os níveis de poluição atmosférica despencaram em diversas partes do mundo.

Mas, as mudanças foram impulsionadas por uma circunstância extrema e, assim que as atividades começaram a ser retomadas, a pegada de carbono do mundo aumentou 6,6% em relação a 2020 – ano em que havia caído 14,5%.

As mudanças climáticas são uma ameaça ainda maior do que a pandemia para o meio ambiente e, consequentemente, para a humanidade. É preciso agir rápido e cobrar dos setores público e privado mudanças nas políticas ambientais e modelos econômicos.

Além disso podemos trazer para o nosso dia a dia algumas mudanças que podem contribuir para que em 2022 o Dia da Sobrecarga da Terra venha mais tarde.

O Instituto Akatu tem algumas dicas que podemos colocar em prática a partir de hoje!
O que você pode fazer?

Reduza o consumo de carne
Calorias animais, sobretudo carne bovina, são significativamente mais intensivas no uso de recursos na sua produção do que calorias vegetais. Para comprovar isso, basta ver que ao substituir a carne bovina por outra fonte proteica (frango ou leguminosas, como lentilhas, feijões, ervilhas e grão de bico) uma ou mais vezes por semana, você poupa as emissões de gases de efeito estufa relacionadas à produção da carne e, com isso, estará combatendo a Crise Climática.

Enquanto a produção de um 1kg de carne bovina emite 27 kgCO2e, a produção de 1kg de frango emite quase 4 vezes menos (6,9 kgCO2e) e a de 1kg de feijão, quase 14 vezes menos (2 kgCO2e).

Se toda a população mundial reduzir pela metade o consumo médio anual de carne, preferindo a ingestão de verduras e legumes, o Dia da Sobrecarga da Terra será adiado em 17 dias.

Evite o desperdício de alimentos
As perdas (na produção) e os desperdícios (no processamento e no consumo) de alimentos são responsáveis por cerca de 9% da pegada ecológica global.

Se uma família de 4 pessoas desperdiçar 100g de arroz semanalmente, em 1 ano descartará mais de 5 kg desse alimento. A produção dessa quantidade de arroz gera emissões similares à da produção de energia elétrica suficiente para manter 2 lâmpadas de LED acesas 4 horas por dia ao longo de 2,5 anos! Para poupar essas emissões, prepare somente o que você vai comer, faça o uso integral dos alimentos (incluindo cascas e sementes) e, se for o caso, congele o que sobrou para comer depois.

Se reduzirmos pela metade as perdas e desperdícios de alimentos no mundo, o Dia da Sobrecarga da Terra será adiado em 11 dias.

Prefira meios de transporte sem emissões
A redução no uso individual do carro em todo mundo contribuiu para o atraso do Dia da Sobrecarga da Terra em 2020, já que o transporte movido à combustíveis fósseis tem grande impacto ecológico. Se a distância é curta, use bicicleta e se desloque à pé. Para trajetos maiores, dê preferência ao transporte público, como metrô e ônibus.

Quer ver como essa troca faz a diferença? Se você deixar o carro de lado e se deslocar a pé ou de bicicleta em um trecho de ida e volta de 4 km, cinco dias por semana, em 1 ano evitará emissões similares às geradas na produção de energia elétrica que mantém 4 lâmpadas de LED acesas 6 horas por dia ao longo de 21 anos!

Se reduzirmos pela metade a pegada de carbono dos deslocamentos, assumindo que 1/3 das distâncias percorridas de carro são substituíveis por transporte público, bicicletas e caminhadas, o Dia de Sobrecarga da Terra será adiado em 13 dias.

Simplifique seu guarda-roupa
A pandemia trouxe a percepção a muitas pessoas de que é possível viver tendo menos roupas nos armários, focando só no que é necessário. Comprar e possuir menos roupas, adotando um estilo mais minimalista, também contribui para a preservação do meio ambiente, uma vez que as roupas representam 3% da pegada ecológica global, e a produção de todo e qualquer novo item emite gases de efeito estufa e consome recursos naturais.

Para se ter uma ideia, a produção de uma única calça jeans consome quase 11 mil litros de água, quantidade suficiente para suprir a demanda diária (beber, cozinhar, lavar louças, etc.) de uma pessoa por mais de 3 meses. Reflita antes de comprar uma nova peça e doe ou venda no mercado de segunda mão aquela que você não usa mais.

Calcule a sua Pegada Ecológica, por meio dessa ferramenta desenvolvida pelo WWF, e o Teste do Consumo Consciente do Instituto Akatu para identificar em quais áreas a sua consciência no consumo pode evoluir ainda mais, levando à adoção de práticas mais sustentáveis.

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*Fonte: ciclovivo

Dubai usa drones para criar chuvas artificiais e enfrentar ondas de calor de até 50°C

O Oriente Médio é uma das regiões mais secas do planeta Terra, e pode se tornar inabitável em meados deste século devido às temperaturas crescentes e falta de chuvas. E como um esforço para diminuir o agravamento das condições climáticas na região, os Emirados Árabes Unidos (EAU) estão usando drones que estão fazendo “chover” em locais áridos.

Vídeos recentes divulgados pela agência climática do EAU mostram chuvas pesadas caindo no deserto. Só que as gotículas foram resultado de um teste piloto com drones não tripulados que descarregam eletricidade no meio das nuvens de tempestade. As cargas elétricas são tão potentes que a chuva consegue chegar ao solo, mesmo com temperaturas beirando a casa dos 50°C quase que diariamente.

Nuvens são feitas de gotas de água, mas as gotas são muito pequenas para caírem sozinhas do céu. Descargas elétricas incentivam essas pequenas gotículas a colidirem e se condensarem em gotas maiores, até que chega o ponto que elas caem, formando chuvas e tempestades. O problema é que em lugares muito quentes ou secos, como os Emirados Árabes Unidos, até as gotas maiores não são grandes o suficiente para cair. Como consequência desse clima extremamente seco, a chuva evapora antes mesmo de chegar ao chão.

É aí que a técnica de cargas elétricas poderia ajudar a encorpar essas gotículas para que elas alcancem o chão do deserto. Pesquisadores das Universidades de Bath e Reading que estão por trás do sistema gastaram tempo modelando o mecanismo, além de fazer testes em balões no ano passado para avaliar sua eficácia. No início deste ano, começaram os testes com drones. Segundo o The Washington Post, cientistas receberam US$ 1,5 milhão (R$ 7,8 milhões na conversão direta) para tocar o projeto pelos próximos três anos.

Os Emirados Árabes Unidos não são o único país que fazem experimentos com chuva “tecnológica”. A China tem um grande plano para usar cargas elétricas nas nuvens do Himalaia, enquanto Coréia do Sul e Tailândia usaram a mesma técnica para a chuva varrer a poluição do ar. Há ainda tecnologias que tentam fazer o contrário — ou seja, parar de chover. Foi o que aconteceu na Indonésia, que no ano passado sobrecarregou nuvens com partículas para interromper as fortes chuvas.

Seca no Oriente Médio
A média anual de precipitação nos Emirados Árabes Unidos é uma das mais baixas do mundo: inferior a 10,2 centímetros. Ao mesmo tempo, o país tem uma das mais altas taxas de consumo de água do mundo por pessoa, de acordo com a Administração Comercial Internacional dos EUA. Os números do governo também mostram que o país dessalina 42% de sua água, embora seja um processo caro e requer grandes quantidades de energia.

Emitir pequenos pulsos elétricos nas nuvens para gerar chuva poderia ajudar a abastecer os reservatórios de água ou tomar parte do trabalho que hoje fica a cargo da dessalinização, só que por um custo muito menor. Mesmo assim, os Emirados devem se tornar uma região ainda mais seca e quente nos próximos anos. Dados do Banco Mundial apontam que, se as emissões de carbono continuarem aumentando, o país poderia aquecer 2,4 graus Celsius em século ao meio.

*Por Brian Kahn
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*Fonte: gizmodo

Evento virtual aborda Sobrecarga da Terra para público infantojuvenil

O Dia da Sobrecarga da Terra é uma data mundial que marca o momento em que a Humanidade consumiu todos os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar durante um ano. Em 2021, esse marco acontecerá em 29 de julho. Para refletir sobre o tema, o Programa de Educação do Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro, promoverá o “Rolê Sapiência: Sobrecarga da Terra”.

O evento virtual acontecerá neste sábado (24), às 15h, e a atividade é destinada ao público infantojuvenil. O objetivo é fomentar a aproximação e o debate de assuntos da atualidade, sempre em diálogo com a ciência e fazendo uso de recursos lúdicos.

Já na terceira edição, o programa Rolê Sapiência busca reconhecer as escolhas e atitudes – individuais e coletivas – que contribuíram para a configuração deste cenário e debater ações possíveis. A inscrição está disponível aqui.


Dia da Sobrecarga da Terra

Há 51 anos, a Humanidade vem utilizando mais recursos do que o planeta é capaz de renovar. A primeira vez que alcançamos a sua sobrecarga foi em 1970, quando aos 29 dias do mês de dezembro tínhamos utilizado todos os recursos que a Terra conseguia produzir até o dia 31. Desde então, temos conseguido antecipar cada vez mais esse lamentável marco.

Em 2020, como reflexo direto da pandemia, a data foi atrasada, mas, neste ano, antecipamos novamente, e em quase um mês. O dia da sobrecarga da Terra será 29 de julho.

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*Fonte: ciclovivo

Uma manobra extremamente arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo

A NASA finalmente consertou seu Telescópio Espacial Hubble depois de semanas passando por uma falha misteriosa.

Na sexta-feira, a agência anunciou que o Hubble havia ligado com sucesso o hardware de backup que parou de funcionar há mais de um mês. Agora os engenheiros da NASA estão lentamente retornando o telescópio para o estado totalmente operacional. O processo pode levar alguns dias.

“Eu estava muito preocupado”, disse o administrador associado da NASA Thomas Zurbuchen em uma entrevista na sexta-feira com Nzinga Tull, que liderou a equipe do Hubble através da solução de problemas. “Todos sabíamos que isso era mais arriscado do que normalmente fazemos.”

Hubble é o telescópio espacial mais poderoso do mundo, mas está ficando velho. Foi lançado em órbita em 1990. Ele fotografou o nascimento e mortes de estrelas, avistou novas luas circulando Plutão, e rastreou dois objetos interestelares atravessando nosso Sistema Solar.

Suas observações permitiram aos astrônomos calcular a idade e a expansão do Universo e observar galáxias formadas logo após o Big Bang.

Embora a NASA provavelmente tenha corrigido o problema, é um sinal de que a idade do Hubble pode estar começando a interferir com a ciência que ele nos permite realizar. O telescópio não é atualizado desde 2009, e parte de seu hardware tem mais de 30 anos.

“Esta máquina é antiga, e está meio que nos dizendo: Olha, eu estou ficando um pouco velho aqui, certo? Está falando conosco”, disse Zurbuchen. “Apesar disso, temos mais ciência para fazer, e estamos animados com isso.”

Astronautas visitaram o Hubble para reparos e manutenção em cinco ocasiões. (NASA)
Uma manobra arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo
O computador de carga do Hubble – uma máquina dos anos 1980 que controla e monitora todos os instrumentos científicos da espaçonave – de repente parou de funcionar em 13 de junho. Engenheiros tentaram e falharam em reiniciá-lo várias vezes.

Finalmente, depois de realizar mais testes de diagnóstico, eles perceberam que o computador não era o problema – algum outro hardware na sonda estava causando o problema.

Ainda não está totalmente claro qual peça de hardware foi a culpada. Os engenheiros suspeitam que uma falha na Unidade de Controle de Energia (PCU, na sigla em inglês) do telescópio instruiu o computador a desligar. A PCU poderia estar enviando a elétrica errada para o computador, ou o próprio sistema contra falhas poderia estar com defeito.

Mas a NASA estava preparada para questões como esta. Cada parte do hardware do Hubble tem um backup instalado no telescópio no caso de falhar. Então os engenheiros tiveram que mudar para o hardware de backup.

A NASA já reiniciou o Hubble usando este tipo de operação antes. Em 2008, após uma queda de computador que tirou o telescópio do ar por duas semanas, os engenheiros mudaram para hardware redundante.

Um ano depois, os astronautas repararam dois instrumentos quebrados enquanto estavam em órbita – essa foi a quinta e última operação de manutençãodo Hubble. (A NASA não tem mais como lançar astronautas para o telescópio espacial.)

Ainda assim, a troca de hardware desta semana foi uma manobra arriscada.

“Você não pode ver a espaçonave, você não pode ver enquanto acontece. Você tem que ter certeza de que seus uploads de comando farão exatamente o que você pretende fazer”, disse Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da NASA, ao Insider na semana passada.

“Você simplesmente não quer estragar nada acidentalmente”, acrescentou.

O que não ajudou foi o fato que os engenheiros não poderiam simplesmente mudar a PCU com defeito. A unidade está conectada a muitos outros componentes, então a NASA teve que trocar outro hardware, também.

A agência também usou o computador de carga de backup em vez do original, apenas por segurança. Ele ligou corretamente, os engenheiros o carregaram com software atualizado, e agora está em “modo de operações normais”, disse a NASA em sua atualização de sexta-feira

“Eu me sinto super animado e aliviado”, disse Tull. “Fico feliz em ter boas notícias para compartilhar.”

Fazer o Hubble praticar ciência de novo levará alguns dias.
Agora a equipe do Hubble tem que começar a ligar os instrumentos científicos do telescópio. Pode levar até uma semana para voltar às operações completas, de acordo com Hertz.

Ainda há um mistério a ser resolvido: por que o telescópio parou de funcionar?

Seja qual for o hardware defeituoso, o Hubble não tem mais um backup agora. Se falhar de novo, isso pode ser o fim do Hubble.

“Seja qual for esse componente, está em muitos outros satélites”, disse Hertz. “Queremos sempre entender o que funciona e o que não funciona no espaço.” [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Imagens estonteantes da rotação da Terra no céu noturno mudarão sua perspectiva

De onde estamos aqui na Terra, é fácil esquecer que nosso planeta está em movimento constante. A maioria dos lapsos de tempo tradicionais da Via Láctea faz com que pareça que o céu noturno está girando ao nosso redor – mas na verdade é o contrário.

Um vídeo deslumbrante do fotógrafo Bartosz Wojczyński corrige essa perspectiva, fazendo com que a realidade pareça incrivelmente assimétrica.

O fotógrafo polonês criou um lapso de tempo hipnótico que abrange 24 horas e que tem um ponto focal na atmosfera, e não na terra. A cada minuto, ele tirava um quadro que subsequentemente era repetido 60 vezes para criar a versão final de 24 minutos que é uma visão hipnotizante dos ciclos da Terra.

O resultado é um piso de inclinação constante que parece que está prestes a expulsá-lo da face do planeta.

De acordo com a PetaPixel , a câmera de Wojczyński foi acoplada a um SW Star Adventurer , projetado para auxiliar na fotografia celestial.

Em seu canal no Youtube, o fotógrafo faz diversos registros impressionantes e, inclusive, mostra o seu processo de criação.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Poluição por plástico está perto de ser irreversível, diz estudo

A poluição global por resíduos plásticos está a caminho de um “ponto irreversível”, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira (02/07) na revista científica Science. Ano a ano, a geração mundial de lixo plástico só aumenta, e resíduos já podem ser encontrados nos locais mais inóspitos da Terra, como nos desertos, nos picos de montanhas, nas profundezas dos oceanos e até no Ártico.

Os pesquisadores apelaram para uma mudança de comportamento. Politicamente, a União Europeia (UE) deu um passo inicial: a partir de sábado, diversos produtos feitos de plástico estão proibidos no bloco comunitário europeu, entre eles canudos, talheres, pratos e copos descartáveis.

De acordo com os pesquisadores do estudo, a poluição anual de plásticos em águas e na terra pode quase dobrar de 2016 a 2025, caso a população mundial mantenha os hábito atuais.


A equipe de pesquisa foi composta por cientistas da Alemanha, Suécia e Noruega. Ela divulgou a estimativa de que entre 9 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos poluíram rios, lagos e oceanos em 2016. Uma quantidade similar – entre 13 e 25 milhões de toneladas – acabou no meio ambiente terrestre naquele ano.

Apesar do alarme mundial disparado pelas imagens chocantes de rios e mares inundados com lixo plástico, o problema pode já estar próximo de um ponto sem volta, alertam os pesquisadores. Eles afirmam que “as taxas de emissões de plástico em todo o mundo podem desencadear efeitos que não seremos capazes de reverter”.

“O plástico está profundamente enraizado em nossa sociedade e se infiltra no meio ambiente em todos os lugares, mesmo em países com boa infraestrutura de tratamento de resíduos”, diz Matthew MacLeod, da Universidade de Estocolmo e o autor principal do estudo.


Segundo o relatório, as emissões tendem a aumentar, ainda que a consciência sobre a poluição do plástico na ciência e na população tenha aumentado significativamente nos últimos anos.

“Reciclagem de plásticos tem muitas restrições”
Do lado alemão, participaram do estudo pesquisadores do Instituto Alfred Wegener (Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha – AWI, na sigla em alemão), localizado em Bremerhaven, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ, na sigla em alemão), situado em Leipzig.

A pesquisadora Mine Tekman, do AWI, alerta contra a impressão de que tudo pode ser reciclado “magicamente” caso o lixo seja separado corretamente. “Tecnologicamente falando, a reciclagem de plásticos tem muitas restrições e os países com boa infraestrutura exportam seus resíduos plásticos para países com instalações mais precárias”, explica.

Os governos da Malásia e das Filipinas estão entre os que nos últimos anos devolveram – com declarações públicas de irritação – carregamentos de lixo despachados de países como Canadá e Coreia do Sul.

Tekman diz que a produção de “plástico virgem” deve ser limitada e pleiteou por medidas drásticas, como a proibição da exportação de resíduos plásticos, a menos que ela seja feita para um país com uma melhor infraestrutura de reciclagem.

Além disso, há um problema fundamental com materiais não biodegradáveis. Áreas remotas são particularmente ameaçadas por resíduos plásticos, conforme explica a pesquisadora Annika Jahnke, do UFZ.

Nestas regiões, os resíduos plásticos não podem ser removidos por equipes de limpeza. E o desgaste de grandes pedaços de plástico também causa inevitavelmente a liberação de um grande número de micro e nanopartículas e à lixiviação de produtos químicos que foram deliberadamente adicionados ao plástico na produção.

Desequilíbrio da bomba biológica
A equipe de pesquisa também alerta que, combinado com outros danos ambientais imediatos, o lixo plástico pode ter efeitos de longo alcance ou até mesmo globais mesmo em áreas remotas.

É possível que os resíduos plásticos causem uma influência na biodiversidade do mar e na climaticamente tão importante bomba biológica. O termo se refere ao processo através do qual o carbono liberado na atmosfera é armazenado nas profundezas oceânicas por meio de processos biológicos.

A biologia marinha possui um papel muito importante no chamado “sequestro de carbono” – os oceanos armazenam aproximadamente 50 vezes mais carbono que a atmosfera. E o plástico atua como um estressor adicional, que pode causar um desequilíbrio nos oceanos.

“O custo de ignorar o acúmulo de poluição persistente de plástico no meio ambiente pode ser enorme”, diz MacLeod. “A coisa mais sensata que podemos fazer é agir o mais rápido possível para reduzir a quantidade de plástico que polui o meio ambiente.”


Alguns produtos fabricados com plástico descartável estarão proibidos a partir deste sábado na UE. A regulamentação afeta itens para os quais existem alternativas, como canudos e talheres e pratos descartáveis. Certos copos e recipientes descartáveis de isopor também não poderão mais ser produzidos ou colocados no mercado. Os bens existentes e previamente adquiridos ainda podem ser vendidos.


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*Fonte: dw

Balão gigante vai levar turistas à “beira” do espaço

As viagens para o espaço, ainda mais as turísticas, podem até parecer coisa de filme, só que agora se aproximam da realidade. Inclusive, se por acaso pensou que seria em um foguete, saiba que há outras opções. A empresa Space Perspective anunciou que fará uma viagem até a “beirada” do espaço com um balão gigante.

Após o primeiro teste, o qual chegou a uma altitude de 33 quilômetros, a empresa de viagens espaciais disse que oferecerá o passeio a partir de 2024. O valor da passagem será de US$ 125 mil, ou R$ 613,5 mil, na cotação atual.

O custo pode soar caro e inclui o transporte de outras sete pessoas durante seis horas no balão, chamado de Spaceship Neptune. A estrutura conta com um bar e banheiro, com expectativa de que chegue a altura de 30 quilômetros, que é quase três vezes a de um avião normal.

A empresa explicou que o lançamento será feito a partir do Aeroporto Regional da Costa Espacial, na Flórida, próximo do Kennedy Space Center, que é de onde saem os foguetes da Nasa e da SpaceX. Porém, o destino ainda é incerto e depende de como os ventos vão se comportar na ocasião.

Já a aterrissagem poderá acontecer no oceano Atlântico ou próximo ao Golfo do México, local onde o teste realizado pela Space Perspective no último 18 de junho parou.

Ao site “Space News”, a cofundadora da empresa, Jane Poynter, revelou que foram registradas 25 inscrições de pessoas interessadas durante um evento online de anúncio da novidade e que o número total já seria “muito maior”.

A ideia de ter o passeio pelo espaço é mais uma na disputa pelo mercado de turismo espacial. Tanto que pela Blue Origin, Jeff Bezos (CEO da Amazon) anunciou que irá viajar para o espaço no próximo dia 20 de julho junto do irmão.

Ademais, o Spaceship Neptune chegará a cerca de 30 quilômetros, enquanto as empresas com foguetes alcançarão a linha de Kármán (100 quilômetros), que define o limite entre a atmosfera da Terra e o espaço.

Mas, cá entre nós, dessa altitude, já vai dar para ver a curvatura da Terra e a cor real do espaço profundo, podendo ser considerado como “espaço” para muita gente.

*Por Gabriela Bulhões
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*Fonte: olhardigital

Condenados: a humanidade já era de acordo com cientistas

O planeta, como você deve saber, está muito mal.

Mas a imensa escala das ameaças representadas pelas mudanças climáticas globais e pela perda de biodiversidade induzida pelo homem pode ser ainda mais grave do que as pessoas entendem, de acordo com um artigo publicado no início deste ano na revista Frontiers in Conservation Science que alerta para um “futuro medonho” de extinção em massa e talvez até mesmo o fim da humanidade.

“A humanidade está causando uma rápida perda de biodiversidade e, com ela, a capacidade da Terra de suportar vida complexa”, disse o autor principal e ecologista da Universidade Flinders (Austrália), Corey Bradshaw, em um comunicado à imprensa. “Mas o mainstream está tendo dificuldade em compreender a magnitude dessa perda, apesar da erosão constante do tecido da civilização humana.”

Prioridades ao avesso
Parte do desafio é que os sistemas políticos e econômicos do mundo são projetados para se concentrar em desafios e ganhos de curto prazo, argumentam os autores do estudo, fazendo com que os problemas de longo prazo das mudanças climáticas, da perda da biodiversidade e da destruição ecológica não sejam resolvidos.

“Na verdade, a escala das ameaças à biosfera e a todas as suas formas de vida é tão grande que é difícil de entender até mesmo para especialistas bem informados”, disse Bradshaw no comunicado. “O problema é agravado pela ignorância e pelo interesse próprio de curto prazo, com a busca da riqueza e dos interesses políticos, impedindo a ação crucial para a sobrevivência.”

“A maioria das economias opera com base no fato de que [ações remediadoras] agora são muito caras para serem politicamente palatáveis”, acrescentou o coautor do estudo e biólogo da Universidade de Stanford (EUA) Paul Ehrlich. “Combinado com campanhas de desinformação para proteger os lucros de curto prazo, é duvidoso que a escala de mudanças que precisamos seja feita a tempo.”

O coautor do estudo Dan Blumstein, ecologista da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, disse que o artigo “assustador” é uma questão de vida ou morte.

“O que estamos dizendo pode não ser popular, e de fato é assustador”, disse ele. “Mas precisamos ser sinceros, precisos e honestos se a humanidade é entender a enormidade dos desafios que enfrentamos na criação de um futuro sustentável.”

*Por Marcelo Ribeiro
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*Fonte: hypescience

Superlua e eclipse total acontecerão ao mesmo tempo dia 26 de maio

O primeiro e único eclipse total da lua deve acontecer no dia 26 de maio, juntamente a uma superlua vermelha. Infelizmente, habitantes do Brasil poderão observar apenas a superlua e uma forma parcial do eclipse, que vai aparecer totalmente apenas para certas regiões da Oceania, oeste dos Estados Unidos e leste da Ásia.

Ainda outro eclipse deve acontecer em novembro deste ano. Contudo esse segundo evento será parcial. O desaparecimento total da Lua pela sobra da Terra, assim, deve acontecer completamente apenas na próxima quarta-feira. Nesse estágio a Lua estará 157 quilômetros mais próxima da Terra do que a última lua cheia, que ocorreu em abril.

Faixas em que é possível observar o eclipse totalmente ou parcialmente. Imagem: NASA
Apesar de não podermos ver esse evento no Brasil, a lua por aqui passará por algumas mudanças também no dia 26. A coloração avermelhada também ocorreu na superlua rosa do dia 26 de abril. Contudo, a lua cheia de maio aparecerá mais nítida no céu, além de parecer levemente maior – uma vez que estará realmente mais perto da Terra.

A partir das 5:47 da tarde (horário baseado no Rio de Janeiro) será possível ver uma parte da Lua encoberta pela sobra da Terra, além da coloração avermelhada durante o nascimento do astro no horizonte.

Eclipse lunar e a cor avermelhada da Lua

Como dito anteriormente, a lua-cheia de maio é aquela que está mais próxima da Terra, no perigeu da órbita. Isso acontece porque os astros celestes traçam órbitas elípticas, com dois focos – um ocupado pela Terra, no caso. Assim, a superlua deste mês irá atingir o ponto mais próximo do nosso planeta na quarta-feira, mas ainda nos outros dias será possível vê-la significativamente maior que o normal.

Já o eclipse acontece devido à propagação da luz no espaço. Ou seja, com o Sol ao nosso lado, há a formação de sombras dos planetas e astros que o orbitam. Assim, quando ocorre o eclipse total da lua, a sombra da Terra encobre o satélite. Nesse sentido, os astros ficam organizados na sequência: Lua, Terra e Sol, respectivamente.

A coloração avermelhada, por conseguinte, acontece devido à própria atmosfera do nosso planeta. Isso porque quando a luz passa no limiar da atmosfera, como uma tangente, parte dos raios solares são “filtrados” – aqueles com menores comprimentos de onda, como azul ou verde. Os que passam por esse filtro são justamente da cor vermelha, laranja e amarela, dando a coloração da superlua durante o nascer do satélite.

Diferentemente do que ocorre com o Sol, não há risco em olhar diretamente para os fenômenos lunares. Ademais, não há necessidade da utilização de binóculos ou telescópios para ver os fenômenos, apesar deles serem bem-vindos para mais detalhes.

*Por Matheus Marchetto

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*Fonte: socientifica

A Terra está girando em ritmo acelerado e 2021 pode ser um dos anos mais rápidos da história

O ano de 2020 será lembrado por muitas coisas – a maioria delas desagradáveis, diga-se de passagem. Mas também ficará na história por ser um dos anos mais rápidos já registrados. E isso tem um motivo: o nosso planeta está girando de maneira bem mais acelerada do que antes. Se essa tendência continuar, isso pode tornar 2021 ainda mais veloz.

De acordo com os cientistas, nossos relógios estão fora de sincroniza porque estão começando a funcionar um pouco mais rápido que o normal. Como resultado, a rotação do nosso planeta vem acelerando ligeiramente. A plataforma colaborativa Time and Date, que reúne horários e fusos dos países, diz que foram precisamente 28 dias que a Terra girou mais rápido em volta de si mesma. A ciência não observava algo assim desde 1960, quando foram registrados os dias mais curtos que sabemos até então.

A Terra leva 24 horas, ou 86.400 segundos, para fazer uma rotação completa em torno de seu eixo, que os cientistas chamam de dia solar médio. O termo “médio” é fundamental, uma vez que pequenas variações ocorrem a cada dia. Isso se tornou aparente na década de 1960 com o desenvolvimento da cronometragem atômica. Os relógios atômicos medem a rotação da Terra em relação a um objeto astronômico distante, normalmente uma estrela fixa. Os cientistas aprenderam que a duração de um único dia pode desviar alguns milissegundos (ms), em que 1 ms é igual a 0,001 segundos.

A variabilidade na rotação do nosso planeta não é nada com que se preocupar, e você certamente não precisa se segurar no sofá por medo de ser jogado para fora no espaço. A variabilidade da velocidade de rotação da Terra é um fenômeno normal e influenciado por vários fatores, como o derramamento interno do núcleo derretido do planeta, movimento dos oceanos, ventos e pressão atmosférica.

Para ser claro, estamos falando de números muito pequenos. Hoje, por exemplo, deve durar 24 horas, 0 minutos e 0,0792 ms, enquanto ontem durou 24 horas, 0 minutos e 0,2561 ms, segundo o Time and Date. Isso é uma diferença de 0,1769 ms, então são diferenças quase que imperceptíveis.

No entanto, alguns dias podem estar errados em um grau incomum, como 5 de julho de 2005, quando a rotação da Terra era 1,0516 ms menor que o dia solar médio. Quanto a isso, o ano de 2020 foi extraordinário, batendo o recorde de 2005 não menos que 28 vezes. O mais curto deles foi em 19 de julho, quando a rotação da Terra estava 1,4602 ms abaixo do dia solar médio.

Curiosamente, podemos esperar dias mais rápidos em 2021. “[Um] dia médio em 2021 será 0,05 ms menor que 86.400 segundos”, relata o Time and Date, o que significa que, ao longo de todo o ano, “os relógios atômicos terão acumulado um atraso de cerca de 19 ms”.

Normalmente, esses relógios funcionam rapidamente em algumas centenas de milissegundos a cada ano, exigindo um segundo bissexto adicional para manter os relógios em sincronia.

“Um segundo bissexto é um segundo adicionado ao Tempo Universal Coordenado (UTC) para mantê-lo sincronizado com o tempo astronômico. UTC é uma escala de tempo atômica, baseada no desempenho de relógios atômicos que são mais estáveis ​​do que a taxa de rotação da Terra”, explica o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA.

A última vez que isso aconteceu foi em 2016. Os segundos bissextos são normalmente adicionados à meia-noite na véspera de Ano Novo. Então, se você comemorou na hora e não esperou um segundo extra, você deu início a 2017 um pouco prematuramente. Não tivemos que invocar um segundo bissexto desde 2016 e, dada a aceleração da rotação da Terra, podemos eventualmente fazer o caminho contrário: tirar um segundo inteiro. Seria algo inédito.

Essa ação teria o mesmo propósito de um segundo bissexto positivo, que é manter o UTC em sintonia com nossos relógios atômicos. Dito isso, o Serviço Internacional de Rotação Terrestre e Sistemas de Referência, que decide sobre tais assuntos, ainda não tem planos para fazer isso acontecer.


*Por George Dvorsky

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*Fonte: gizmodo

As piores previsões da mudança climática estão se concretizando neste instante

As camadas congeladas da Antartica e Groelândia, que poderiam elevar o oceano mais 65 metros caso derretessem completamente, acompanham os piores cenários previstos pela ONU da elevação do nível do mar, afirmaram cientistas na segunda-feira, alertando sobre as falhas nos atuais modelos do aquecimento global.

O artigo científico publicado na revista Nature Climate Change informa que o derretimento acompanhou as piores previsões — de derretimento mais extremo das duas camadas de gelo — entre 2007 e 2017 o que levará ao aumento de 40 centímetros no nível do mar até 2100.

Disparidade

A perda de gelo constatada reflete aproximadamente três vezes as previsões médias do maior relatório recente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) de 2014.

Há uma grande disparidade entre as previsões do IPCC e a realidade observada.

“Precisamos descobrir a um novo “pior cenário” para os mantos de gelo, porque eles já estão derretendo a uma taxa que condiz com o nosso atual. As projeções do nível do mar são essenciais para ajudar os governos a planejarem políticas climáticas, estratégias de mitigação e adaptação”, afirmou o autor principal do estudo, Thomas Slater, para a AFP. Slater é pesquisador do Centro de Observação e Modelagem Polar da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

“Se subestimarmos o aumento futuro do nível do mar, essas medidas podem ser inadequadas e deixar as comunidades costeiras vulneráveis.”
Thomas Slater

O imenso custo da elevação do oceano

A capacidade destrutiva das tempestades aumentará drasticamente nas regiões costeiras, em que centenas de milhões de pessoas hoje vivem, por causa de tal aumento no nível do mar.

Mais de U$ 70 bilhões em gastos seriam necessários para proteger áreas costeiras com um metro do aumento do mar.

Modelos climáticos são complicados e pode haver vários motivos que expliquem porque as previsões da ONU erraram.

Segundo Slater precisamos entender melhor estes fatores para ajustar os modelos e fazer previsões mais precisas do aumento do nível do mar.

Até poucas décadas atrás os mantos de gelo da Antártica e da Groelândia perdiam a mesma quantidade de gelo que recebiam em forma de neve, mas o aumento gradual nas temperaturas quebrou esse equilíbrio.

Em 2019 a Groenlândia derreteu 532 bilhões de toneladas de gelo devido ao um verão extremamente quente o que causou 40% da elevação do oceano do ano todo.

De acordo com o cientista o próximo grande relatório do IPCC, que deve ser publicado em 2021, está sendo elaborado através de modelos que refletirão melhor o comportamento da atmosfera, mantos de gelo e mares; levando a previsões mais precisas.

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Como a Lua afeta as marés na Terra?

Nos últimos dias, o encalhamento do navio cargueiro Ever Given no Canal de Suez despertou grande atenção da mídia internacional. Após enfrentar problemas técnicos e ficar entalado, no dia 23 de março, a embarcação precisou de 1 semana para ser solta e também contou com a “mãozinha” de uma lua cheia para sair do lugar.

Durante o domingo (28), enquanto trabalhadores se revezavam para remover a areia que atravancava o porta-contêineres, ocorreu o fenômeno natural chamado de “maré sizígia” — quando ocorre o alinhamento cósmico da Terra, do Sol e da Lua. Porém, como é que a Lua tem poder para influenciar nas marés dos oceanos do nosso planeta? Existe uma explicação científica.

Formação das marés

Para entender o que ocorreu com o navio Ever Given, é necessário saber mais sobre o movimento das marés. Tanto as baixas quanto as altas são causadas pela Lua, cuja atração gravitacional gera algo chamado força da maré. Esse fenômeno faz a Terra e a sua água se projetarem nos lados mais próximos e mais distantes da Lua.

Conforme o planeta gira, regiões específicas vão sofrendo esses efeitos em momentos distintos. Portanto, o movimento de maré alta ocorre sempre nas extremidades do mundo voltadas à Lua, e o inverso vale para as baixas. Esse ciclo costuma ocorrer quase todos os dias em todas as regiões costeiras da Terra.

No caso da “maré sizígia”, a força gravitacional do nosso satélite se une à gravitacional solar, e a movimentação dos mares se torna ainda maior. Foi por meio desse grande aumento no nível dos oceanos que o Ever Given conseguiu retornar à sua rota pelo mar Mediterrâneo.

Influência gravitacional

Se a força gravitacional da Lua puxa os oceanos em sua direção, como é que as marés altas também surgem na face mais distante da Terra? Apesar do conceito parecer esquisito, tudo se resolve por meio de uma equação matemática. Ao contrário da força gravitacional, a força da maré é um efeito proveniente das diferenças na gravidade sobre a superfície da Terra.

Para chegar à força da maré, nós devemos subtrair a atração gravitacional média na Terra da atração gravitacional em cada local do planeta. O resultado mostra um estiramento nas extremidades direcionadas à Lua e um esmagamento nas faces neutras, formando as marés altas e baixas.

*Por Pedro Freitas

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*Fonte: megacurioso

Pesquisadores querem criar um ‘backup’ genético da Terra na Lua

Como 2020 já nos mostrou, a humanidade e o próprio planeta Terra são bastante vulneráveis. Imagine, por exemplo, que a letalidade do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, fosse drasticamente mais alta. Nesse caso, a extinção da raça humana, ou ao menos o fim da sociedade como é, seria um risco considerável. Contudo, não queremos despertar gatilhos de ansiedade. É por essa fragilidade que pesquisadores propuseram a criação de um backup genético da Terra, na Lua, só para variar.

A proposta foi apresentada durante a Conferência Aeroespacial do IEEE, no último dia 06. Na proposta, os pesquisadores sugerem a criação de uma estação lunar que pudesse abrigar um banco genético de todas as 6,7 milhões de espécies de plantas, animais e fungos do planeta. A estrutura ficaria abrigada nos tubos de lava que se formaram na Lua durante os seus primeiros milhões de anos de existência.

A proposta, de fato, é uma boa ideia. No entanto, você pode imaginar que criar uma super estrutura na Lua não é algo muito barato. O prédio precisaria ter estruturas que conectassem o subsolo à superfície lunar por elevadores, além de salas a mais ou menos 190°C negativos. Contudo, a parte mais cara da ideia é o transporte. Segundo os autores, cada espécie teria 50 amostras de DNA armazenadas. Isso iria requerer mais de 250 viagens espaciais, sem contar aquelas para a construção da base.

Além do mais, estimativas mostram que, para se criar uma espécie novamente, apenas com o DNA, cientistas precisariam de mais de 500 amostras do material genético. Esse número possibilitaria uma diversidade genética sustentável, mas também deixaria o banco de DNA 10 vezes mais caro.

O risco do sumiço de material genético

O maior banco genético atualmente está hospedado na Noruega e conta com mais de 1 milhão depósitos genéticos, sobretudo de plantas usadas para agricultura. Entretanto, mesmo essa arca norueguesa pode sofre catástrofes como tsunamis ou mesmo o impacto de um meteoro.

Pensando nisso, os autores da proposta argumentam que a base lunar poderia proteger o DNA da radiação solar (uma vez que ficaria no subsolo) e ao mesmo tempo facilitar a conservação, já que os tubos de lava lunares atingem os 15°C negativos. Esse refúgio em outro astro só seria ameaçado por um impacto direto de asteroide – ou por uma bomba atômica.
(Imagem de István Mihály por Pixabay )

Pandemia, mudança climática, crises diplomáticas internacionais, eventos astronômicos. Essas são ameaças reais à espécie humana e à biodiversidade da Terra. A proteção dessa diversidade é uma responsabilidade, portanto, da própria espécie humana. Apesar dos custos altíssimos, os pesquisadores acreditam que a arca lunar pode se tornar viável nos próximos 30 anos, com todos os avanços tecnológicos e aeroespaciais já observados até o momento.

*Por Matheus Marchetto

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*Fonte: socientifica

Em 2100, o verão durará 6 meses no hemisfério Norte

Os pesquisadores estão preocupados com uma perturbação climática das estações terrestres que não estamos acostumados. Eles alertam que em 2100 o verão provavelmente durará 6 meses no hemisfério Norte e teria repercussões catastróficas no equilíbrio dos ecossistemas, colocando a humanidade em perigo.

Ou seja, será prejudicial aos ecossistemas que são finamente equilibrados em termos de estações e temperaturas. Portanto, ondas de calor prolongadas, incêndios florestais mais frequentes, mudanças nos padrões de migração (afetando a cadeia alimentar) e mais uma lista exaustiva de instabilidades virão.

Aquecimento global e verão mais prolongado

O estudo relata que, se o aquecimento global continuar no ritmo atual, os riscos para a humanidade só irão piorar com o tempo. A previsão é baseada em 60 anos de dados.

Assim, os pesquisadores analisaram dados climáticos diários históricos de 1952 a 2011, marcando os dias com 25% das temperaturas mais quentes nesses anos como os meses de verão e aqueles com temperaturas mais quentes.

Dessa forma, a análise descobriu que o verão aumentou em média de 78 dias para 95 dias nesse período e o inverno diminuiu de 76 dias para 73 dias. A primavera e o outono também diminuíram, em 9 dias e 5 dias, respectivamente.

Enquanto a primavera e o verão começaram gradualmente mais cedo, o outono e o inverno começaram mais tarde. Os resultados foram publicados na revista Geophysical Research Letters.

Enfim, o estudo conclui que o hemisfério Norte chegará a um verão de 6 meses em 2100, começando mais cedo. Isso porque a equipe se voltou para modelos climáticos futuros para prever como essas tendências poderiam continuar até a virada do século. De acordo com as simulações, o inverno vai durar apenas 2 meses.

Este é um desenvolvimento potencialmente perigoso por várias razões, significando maior exposição aos pólens no ar e disseminação de mosquitos tropicais que transmitem doenças, por exemplo.

*Por Amanda dos Santos

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*Fonte: socientifica

Apocalipse em cores: o curioso vídeo da CNN para o fim do mundo

Em meados de 1980, os Estados Unidos viviam sob o contexto do período que foi chamado de Segunda Guerra Fria. Na época, as tensões entre o país norte-americano e a União Soviética, duas potências com enorme poder militar, eram ainda maiores.

Por isso, inclusive, as populações de ambas as nações temiam uma possível destruição do mundo que conheciam. Em resumo, havia a teoria de que, se as coisas piorassem, os humanos teriam de enfrentar um verdadeiro apocalipse nuclear.

Tendo fundado a conceituada emissora CNN, TedTurner sabia que deveria preparar alguma coisa para transmitir em seu último dia na Terra, caso o fim realmente chegasse. Assim, ele criou um vídeo misterioso, que permaneceu em segredo por décadas.

Uma ideia repentina

Em entrevista à revista New Yorker feita em 1988, Ted explicou de onde veio sua ideia, que só foi revelada e amplamente divulgada em 2015. “Normalmente, quando um canal de TV inicia e encerra as transmissões do dia, ele toca o hino nacional”, contou.

Com sua emissora, no entanto, a abordagem teria de ser um pouco diferente. “Com a CNN, um canal 24 horas, nós só sairíamos do ar uma única vez, e eu sabia o que isso significaria”, narrou Ted, fazendo referência ao temido fim do mundo.

Foi assim que ele pensou em uma forma digna de fazer a última transmissão da história da CNN. Com apenas 60 segundos, o emblemático vídeo foi produzido pela emissora e guardado a sete chaves, para que fosse exibido somente uma vez.
Fotografia de Ted Turner, o fundador da CNN / Crédito: Wikimedia Commons

Um vídeo especial

A ideia de Ted era simples: ele faria um vídeo clássico, com direito ao hino nacional para homenagear seu país antes do fim. Por se tratarem das supostas últimas imagens transmitidas pela CNN no caso do fim do mundo, contudo, elas deveriam ser especiais.

“Nós reunimos as bandas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e as levamos até a sede da CNN, para que tocassem o hino nacional”, narrou, em 1988. A música, no entanto, ainda não estava definida, já que precisava ser algo único.

Foi então que Ted se lembrou da versão instrumental do hino composto por Sarah FlowerAdams, no século 19. “Perguntei se elas [as bandas] poderiam tocar Nearer My God, to Thee, para ter em videotape, caso o mundo acabasse”, lembrou-se. “Seria a última coisa que a CNN transmitiria antes de… antes de sair do ar.”

Imagens trágicas

Uma vez gravado, o vídeo foi guardado nos arquivos da emissora, pronto para ser transmitido a qualquer momento. Mas esse dia nunca chegou. A Guerra Fria acabou e, apesar de bem produzido, o clipe nunca foi ao ar, segundo a Superinteressante.

Durante anos, então, ele foi mantido em segredo pelos representantes da emissora, já que não existia mais a necessidade de deixar as imagens preparadas para uma possível transmissão. Longe do público, então, ele passou despercebido por décadas.

Foi só em 2015 que as curiosas imagens se tornaram públicas. Naquela época, um ex-funcionário da emissora conseguiu encontrar uma cópia do vídeo e, com um computador ao seu dispor, publicou o clipe que tinha apenas um minuto na internet.

Décadas em silêncio

Mesmo que sem querer, o funcionário que revelou o curioso vídeo para o mundo acabou trazendo à tona imagens que, na verdade, nunca seriam vistas por ninguém. Isso porque, com o tempo, as filmagens tornaram-se um arquivo esquecido.

Acontece que, em 1996, Ted vendeu os direitos da sua emissora para o grupo Time Warner. Com a mudança de rumo e de diretoria, então, o vídeo foi jogado para escanteio e, mesmo se o fim do mundo chegasse, ele provavelmente não seria transmitido.

Hoje, o famoso clipe do fim do mundo criado pela CNN é uma das narrativas mais misteriosas da internet, protagonizando diversas teorias da conspiração. Isso tudo apesar das afirmações do próprio TedTurner sobre a origem e o objetivo das imagens.

*Por Pamela Malva

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*Fonte: aventurasnahistoria

Cientistas criam um mapa 2D da Terra mais fiel à realidade

Três cientistas das universidades de Princeton e Drexel, ambas dos Estados Unidos, desenvolveram um novo método de representação do planeta Terra em uma imagem plana. A projeção, batizada de Double-Sided Gott, envolve a impressão do mapa como um círculo de dupla face na qual há a divisão de um globo em dois e a indicação separada dos hemisférios.

Ainda que modelos 3D ofereçam uma maneira mais precisa de se ilustrar o nosso lar no espaço sideral, existem diversos jeitos de torná-lo 2D. Entretanto, nenhum deles é perfeito, pois todos distorcem algum aspecto ou mais, a exemplo do Mercator, utilizado pelo Google Maps em regiões locais, e do Winkel Tripel, encontrado em mapas mundiais da National Geographic. Mesmo o segundo, explicam os especialistas, divide o Oceano Pacífico em dois.

Modelo é um dos menos distorcidos entre os propostos até então.Modelo é um dos menos distorcidos entre os propostos até então.

Para conquistarem os resultados expressivos divulgados, J. Richard Gott, professor emérito de astrofísica, e David Goldberg, professor de física, se basearam em um sistema de pontuação criado por eles em 2007, capaz de determinar a acurácia de mapas planos. Quanto mais próximo de zero estiver um modelo, mais fiel será à realidade.

Considerando-se os seis tipos de distorções que os exemplares podem apresentar (formas locais, áreas, distâncias, flexão ou curvatura, assimetria e cortes de limite ou lacunas de continuidade), enquanto o Mercator chega a 8,296 e o Winkel Tripel marca 4,563, o Double-Sided Gott, sugerido pelos dois junto a Robert Vanderbei, professor de pesquisa operacional e engenharia financeira, atingiu a taxa impressionante de 0,881.

“Acreditamos que seja o mapa plano mais preciso da Terra até o momento”, defende a equipe.

Uma das grandes vantagens da proposta é que ela rompe com os limites das duas dimensões sem perda alguma de conveniências logísticas comuns a um mapa plano (armazenamento e fabricação, por exemplo).

“É possível segurá-lo na mão”, ressalta Gott, complementando que uma simples caixa fina poderia conter mapas de todos os principais planetas e luas do Sistema Solar – assim como ilustrações que carregassem dados físicos e a respeito de fronteiras políticas, densidades populacionais, climas ou idiomas, assim como outras informações desejadas.

Aliás, a novidade também pode ser impressa em uma única página de uma revista, afirmam os cientistas, pronta para o leitor recortar. Os três imaginam seus mapas em papelão ou plástico e, em seguida, empilhados como registros, armazenados juntos em uma caixa ou guardados dentro das capas de livros didáticos.

“Nosso mapa é na verdade mais parecido com o globo do que outros mapas planos”, destaca Gott. “Para ver todo o globo, você precisa girá-lo; para ver todo o nosso novo mapa, basta virá-lo. Se você for uma formiga, pode ir de um lado desse ‘disco fonográfico’ para o outro. Temos continuidade ao longo do Equador. A África e a América do Sul estão dobradas na borda, como um lençol sobre um varal, mas são contínuas”, detalha.

“Não se pode tornar tudo perfeito. Um mapa que é bom em uma coisa pode não ser em representar outras”, pondera o pesquisador, que, de todo modo, não deixa de comemorar: “Estamos propondo um tipo de mapa radicalmente diferente e vencemos Winkel Tripel em cada um dos seis erros.”

*Por Reinaldo Zaruvni

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*Fonte: tecmundo

Eugene Shoemaker: o homem que teve as cinzas levadas para a Lua

O norte-americano Eugene Shoemaker foi grande nome da ciência planetária. Atuando incessantemente no desenvolvimento de importantes pesquisas durante o século 20, suas descobertas contribuíram em muito para estudos em diferentes áreas.

Devido ao imenso legado, após sua morte, a comunidade científica realizou algo um tanto bizarro: tornou-o o primeiro e único homem cujos ‘restos mortais’ foram depositados na Lua.

Carreira brilhante

Schoemaker nasceu na cidade de Los Angeles em 28 de abril de 1928. Ele concluiu sua graduação no Instituto de Tecnologia da Califórnia muito cedo, aos 19 anos de idade, com uma tese sobre petrologia em rochas metamórficas pré-cambrianas.

Desde então, passou a atuar em uma pesquisa sobre depósitos naturais de urânio nos estados americanos do Colorado e de Utah, desenvolvida pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Foi nesse período em que teve início seu interesse pela origem das crateras lunares, de modo que começou a desenvolver um trabalho sobre o tema na Universidade de Princeton.

No ano de 1951, casou-se com a também cientista Carolyn Spellman. Três anos depois recebeu seu mestrado e, em 1960, doutorado. A partir de então, passou a se dedicar à área da astrogeologia, inclusive participando do Programa Ranger, que enviava missões espaciais não tripuladas para o espaço com o objetivo de obter imagens da superfície lunar.

Por ter sido diagnosticado com uma doença na época, Eugene foi impossibilitado de seguir seu sonho de ir para a Lua e, então tornou-se professor de Geologia no instituto em que realizara sua graduação.

Em 1993, passou a atuar no Observatório Lowell, localizado em Flagstaff, no Arizona. No mesmo ano o cientista, junto a sua esposa e ao amigo David Levy, descobriu o asteroide Shoemaker-Levy 9 que, em 1994, colidiu com o planeta Júpiter.

Legado

Eugene Shoemaker é tido até os dias de hoje como um dos pais da ciência planetária. Os estudos desenvolvidos foram de importância imensurável para a comunidade científica em diversos temas, até mesmo auxiliando no treinamento de astronautas. E talvez tenha sido isso que motivou o destino dos restos mortais do pesquisador após a sua morte.

O dia 18 de julho de 1997 foi uma data extremamente triste para a ciência. Era uma sexta-feira, quando Shoemaker sofreu um acidente de carro e veio a óbito.

Conforme divulgado pelo site da USGS, para homenageá-lo, os diretores da NASA tiveram a ideia de levar seus restos mortais para o espaço.

Em janeiro do ano seguinte, a sonda lunar Prospector iniciou sua jornada em direção à Lua levando as cinzas de Shoemaker.

Foram 19 meses até que a viagem fosse concluída com a colisão da Prospector com uma cratera no polo sul do satélite natural, a cratera Shoemaker, estudada pelo homenageado, e lá, depositou os restos mortais do cientista.

*Por Giovanna Gomes

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*Fonte: aventurasnahistoria

Veja um bilhão de anos de evolução do nosso planeta em 40 segundos

As placas tectônicas cobrem o nosso planeta como um quebra-cabeça e elas estão em constante mudanças. Um grupo geocientistas divulgaram um vídeo que pela primeira vez mostra um bilhão de anos de evolução do nosso planeta em apenas 40 segundos hipnotizantes!

O vídeo é um dos modelos mais completos de movimentos de placas tectônicas já reunidos.

“Pela primeira vez, um modelo completo de tectônica foi construído, incluindo todas as fronteiras”, disse o geocientista Michael Tetley, que concluiu seu doutorado na Universidade de Sydney, ao Euronews.

“Em uma escala de tempo humana, as coisas se movem em centímetros por ano, mas, como podemos ver na animação, os continentes estiveram em todos os lugares no tempo. Um lugar como a Antártica, que vemos como um lugar frio, inóspito e gelado hoje, na verdade já foi como um bom destino de férias no equador.”
Um bilhão de anos de evolução em nosso planeta

As imagens fornecem uma estrutura científica para a compreensão da habitabilidade planetária. Ele revela um planeta em movimento constante conforme as massas de terra se movem ao redor da superfície da Terra, por exemplo, mostrando que a Antártica já esteve no equador.

O vídeo se baseia em um estudo publicado na revista Earth-Science Reviews. Confira:
Vídeo que mostra o movimento das placas tectônicas da Terra nos últimos bilhões de anos.
(Dr. Andrew Merdith / Universidade de Lyon)

As placas tectônicas

As placas tectônicas são uma espécie de laje maciça de rocha sólida de formato irregular, geralmente composta por litosfera continental e oceânica. O tamanho da placa pode variar muito, de algumas centenas a milhares de quilômetros de diâmetro; as placas do Pacífico e da Antártica estão entre as maiores. A espessura da placa também varia muito, variando de menos de 15 km para a litosfera oceânica jovem a cerca de 200 km ou mais para a litosfera continental antiga.

*Por Damares Alves

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*Fonte: socientifica

Futuro do planeta Terra está mais ameaçado do que se imagina

As próximas décadas serão complicadas para o planeta Terra, que vem aguardando desastres provocados pelas mudanças climáticas já anunciados há um bom tempo. Agora, de acordo com um novo estudo, a situação está ainda pior do que imaginamos.

O grupo de 17 pesquisadores da Austrália, Estados Unidos e México descreve no estudo, citando mais de 150 outras pesquisas, três grandes crises que vão ameaçar a vida na Terra nos próximos anos: distúrbios climáticos, redução da biodiversidade e consumo humano excessivo, além do aumento excessivo da população.

De acordo com o estudo, desde o início da agricultura, há 11 mil anos, a Terra já perdeu cerca de 50% de suas plantas terrestres e aproximadamente 20% da sua biodiversidade animal. Se a tendência continuar, pelo menos um milhão de espécies de plantas e de animais serão extintas em um futuro próximo.

Com a redução da biodiversidade, os principais ecossistemas do planeta serão prejudicados, existindo menos insetos para polinizar as plantas, sobrando poucas para fazer a filtragem do ar, água e solo, e consequentemente resultando em poucas florestas que protegeriam os humanos de enchentes e outros desastres naturais.

Devido às alterações climáticas, esses desastres naturais virão com ainda mais força e frequência até o ano de 2050, elevando o nível do mar e forçando pessoas de diversos países a se tornarem refugiadas, o que vai colocar mais vidas em risco e ainda provocar uma disrupção da sociedade. A estimativa é que, dentro deste prazo, a população chegue a 9,9 bilhões, aumentando a cada vez mais ao longo do século.

A superpopulação e a migração irão trazer problemas sociais graves, como instabilidade de moradia e alimentação, aumento do desemprego e desigualdade social. Além disso, quanto mais os humanos invadirem as áreas selvagens, maiores as chances de surgirem novas doenças zoonóticas, que podem ser mortais.

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que não está garantido que os desastres vão acontecer, mas, para evitá-los, será preciso que líderes mundiais comecem a enfrentar as ameaças com mais seriedade. Então, assim que eles aceitarem a gravidade do que espera a humanidade, poderão começar a aplicar medidas de conservação do planeta.

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*Fonte: canaltech

25% das espécies de abelhas conhecidas não aparecem em registros públicos desde a década de 1990

Pesquisadores do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) na Argentina descobriram que, desde a década de 1990, até 25% das espécies de abelhas relatadas não estão mais sendo encontradas em registros globais, apesar de um grande aumento no número de registros disponíveis. Embora isso não signifique que essas espécies estejam todas extintas, pode indicar que essas espécies se tornaram raras o suficiente para que ninguém as esteja observando na natureza.

Os resultados foram publicados na revista One Earth.

“Com a ciência cidadã e a capacidade de compartilhar dados, os registros estão aumentando exponencialmente, mas o número de espécies relatadas nesses registros está diminuindo”, diz o primeiro autor Eduardo Zattara, biólogo do Grupo de Ecologia da Polinização do Instituto de Pesquisa em Biodiversidade e Meio Ambiente (CONICET-Universidad Nacional del Comahue). “Ainda não é um cataclismo de abelhas, mas o que podemos dizer é que as abelhas selvagens não estão exatamente prosperando.”

Embora existam muitos estudos sobre o declínio das populações de abelhas, eles geralmente se concentram em uma área específica ou um tipo específico de abelha. Esses pesquisadores estavam interessados ​​em identificar tendências globais mais gerais na diversidade das abelhas.

“Descobrir quais espécies estão vivendo onde e como cada população está usando conjuntos de dados agregados complexos pode ser muito confuso”, diz Zattara. “Queríamos fazer uma pergunta mais simples: quais espécies foram registradas, em qualquer lugar do mundo, em um determinado período?”

Para encontrar a resposta, os pesquisadores mergulharam no Global Biodiversity Information Facility (GBIF), uma rede internacional de bancos de dados que contém registros de mais de três séculos de museus, universidades e cidadãos particulares, contabilizando mais de 20.000 espécies de abelhas conhecidas de em todo o mundo.

Além de descobrir que um quarto do total de espécies de abelhas não está mais sendo registrado, os pesquisadores observaram que esse declínio não está uniformemente distribuído entre as famílias de abelhas. Os registros de abelhas halictid – a segunda família mais comum – diminuíram 17% desde a década de 1990. Aqueles para Melittidae – uma família muito mais rara – caíram até 41%.

“É importante lembrar que ‘abelha’ não significa apenas abelhas, embora as abelhas sejam as espécies mais cultivadas”, diz Zattara. “A pegada de nossa sociedade também afeta as abelhas selvagens, que fornecem serviços ecossistêmicos dos quais dependemos.”

Embora este estudo forneça um olhar mais atento sobre o status global da diversidade das abelhas, é uma análise muito geral para fazer quaisquer afirmações sobre o status atual das espécies individuais.

“Não se trata realmente de quão certos os números estão aqui. É mais sobre a tendência”, diz Zattara. “Trata-se de confirmar que o que está acontecendo localmente está acontecendo globalmente. E também, sobre o fato de que muito mais certeza será alcançada à medida que mais dados forem compartilhados com bancos de dados públicos.”

No entanto, os pesquisadores alertam que esse tipo de certeza pode não chegar até que seja tarde demais para reverter o declínio. Pior ainda, pode não ser possível.

“Algo está acontecendo com as abelhas e algo precisa ser feito. Não podemos esperar até termos certeza absoluta porque raramente chegamos lá nas ciências naturais”, diz Zattara. “O próximo passo é estimular os legisladores a agir enquanto ainda temos tempo. As abelhas não podem esperar.”

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Noam Chomsky: “Somente um novo ‘acordo verde’ pode nos salvar de um novo desastre pior do que essa pandemia”

É uma longa luta contra forças poderosas : Noam Chomsky , intelectual, cientista e ativista político americano, não os manda dizer que – à luz de como os Estados se comportaram diante da emergência do coronavírus – ele pede uma mudança significativa de rumo.

E não, infelizmente ainda não houve um (apesar de tudo que trouxe à luz a pandemia de coronavírus).

Segundo Chomsky entrevistado por Marta Peirano para o El Pais, colocar as funções públicas sob controle privado é uma das principais causas de grande parte do desastre causado pela crise do coronavírus.

E é essa a direção que estamos tomando?

O judeu americano de origem russa, Noam Chomsky (nascido na Filadélfia em 1928), estudou filosofia e matemática na Universidade da Pensilvânia e depois se especializou em linguística. Ele é o fundador da teoria generativista, que teve grandes repercussões no campo da pesquisa psicológica, lógica e filosófica, e essas são as críticas mais difíceis ao neoliberalismo.

A entrevista começa bem aqui: os ciclos históricos não são predeterminados, são o resultado das ações das pessoas e o período neoliberal, diz ele, foi construído destruindo os movimentos dos trabalhadores .

Mas pode-se pensar, mesmo remotamente, que essa quarentena possa ser evidência de uma verdadeira “greve geral”.

“Já estava acontecendo, mesmo antes da pandemia – ele diz.Nos últimos dois anos, mesmo nos Estados Unidos, houve uma recuperação do poder de ataque. Até professores de estados conservadores e não-sindicais expressaram sua opinião contra a destruição da educação pública de acordo com princípios neoliberais; a perda de financiamento, a massificação de classes, os programas baseados em testes projetados para criar autômatos. Eles mostraram na Virgínia, Arizona, não apenas para melhorar as condições salariais, mas também para melhorar as condições de ensino. E eles obtiveram grande apoio social, mesmo nos estados mais reacionários. Depois, existem indústrias como a General Motors. Há uma regeneração do movimento trabalhista e de outros movimentos e não é marginal.”

De fato, Chomsky se concentra em um ponto: se não falarmos sobre a causa real dessa pandemia, a próxima será inevitável e será pior que a anterior, devido à pouca atenção dada à raiz do problema.

“ Este é um sistema de propaganda eficiente: ignore o que é importante. Ele não quer que as pessoas tenham idéias diferentes “, diz ele.

Para terminar a crise, as emissões devem ser interrompidas. Existem pequenas startups que desenvolvem soluções para fazer isso, mas precisam de apoio financeiro e, neste sentido, muitos governos fazem surdos.

“ Assista à luta pelos direitos das mulheres. Não é como se alguém se levantasse em 1965 e dissesse que ganharemos os direitos das mulheres. Esta é uma longa luta contra forças poderosas “.

E sobre a questão de saber se essa pandemia é ou não uma oportunidade de mudar a maneira como nos relacionamos com a natureza? Cristina Magdaleno pergunta sobre El Dìa.

” Isso depende dos jovens – conclui Chomsky. Depende da reação da população mundial. Isso poderia nos levar a estados autoritários e repressivos, que acentuam ainda mais o modelo neoliberal. É preciso lembrar: o capitalismo não cede. Eles exigem mais financiamento para combustíveis fósseis, eles destroem regulamentos que oferecem alguma proteção … No meio da pandemia nos EUA, regras que limitam a emissão de mercúrio e outras substâncias nocivas foram eliminadas. E se ninguém se opõe, isso é o mundo que permanecerá ”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

As lendas sobre esta constelação podem ser as histórias mais antigas do mundo

No céu do norte em dezembro está um belo aglomerado de estrelas conhecido como Plêiades, ou as “sete irmãs”. Olhe com atenção e provavelmente contará seis estrelas. Então, por que dizemos que há sete delas?

Muitas culturas ao redor do mundo se referem às Plêiades como “sete irmãs” e também contam histórias bastante semelhantes sobre elas. Depois de estudar de perto o movimento das estrelas, acreditamos que essas histórias podem remontar a 100.000 anos, numa época em que a constelação era bem diferente.

Somos uma plataforma dedicada ao conhecimento que só poderá continuar a existir graças a sua comunidade de apoiadores. Saiba como ajudar.

As irmãs e o caçador

Na mitologia grega, as Plêiades eram as sete filhas do Titã Atlas. Ele foi forçado a segurar o céu por toda a eternidade e, portanto, foi incapaz de proteger suas filhas.

Para salvar as irmãs de serem estupradas pelo caçador Órion, Zeus as transformou em estrelas. Mas a história diz que uma irmã se apaixonou por um mortal e se escondeu, e é por isso que vemos apenas seis estrelas.

Uma história semelhante é encontrada entre os grupos aborígenes em toda a Austrália. Em muitas culturas aborígenes australianas, as Plêiades são um grupo de meninas e são frequentemente associadas a cerimônias e histórias sagradas de mulheres.

As Plêiades também são importantes como um elemento dos calendários aborígines e da astronomia tribal, e para vários grupos seu primeiro nascer ao amanhecer marca o início do inverno.

Perto das Sete Irmãs no céu está a constelação de Órion. Na mitologia grega, Órion é um caçador. Essa constelação também costuma ser um caçador nas culturas aborígines, ou um grupo de jovens fortes.

A escritora e antropóloga Daisy Bates relatou que as pessoas na Austrália central consideravam Órion um “caçador de mulheres”, e especificamente das mulheres nas Plêiades. Muitas histórias aborígines dizem que os meninos, ou o homem, na Constelação de Órion estão perseguindo as sete irmãs – e uma das irmãs morreu, ou está se escondendo, ou é muito jovem, ou foi abduzida, então por isso, novamente, apenas seis são visíveis.
Uma interpretação aborígene australiana da constelação de Órion do povo Yolngu do norte da Austrália. As três estrelas do cinturão de Orion são três jovens que foram pescar em uma canoa e pegaram um peixe-rei proibido, representado pela Nebulosa de Órion. (Créditos: Ray Norris baseou-se em relatos orais e escritos yolngu)

A irmã perdida

Histórias semelhantes de uma “Plêiade perdida” são encontradas nas culturas europeia, africana, asiática, indonésia, nativo-americana e australiana aborígene. Muitas culturas consideram o aglomerado como tendo sete estrelas, mas reconhecem que apenas seis são normalmente visíveis e têm uma história para explicar porque a sétima é invisível.

Por que as histórias dos aborígenes australianos são tão semelhantes às gregas? Os antropólogos costumavam pensar que os europeus poderiam ter trazido a história grega para a Austrália, onde foi adaptada pelo povo aborígine para seus próprios fins.

Mas as histórias aborígines parecem ser muito, muito mais antigas do que o contato europeu. E houve pouco contato entre a maioria das culturas aborígenes australianas e o resto do mundo por pelo menos 50.000 anos. Então, por que eles compartilham as mesmas histórias?

Barnaby Norris e eu sugerimos uma resposta em um paper a ser publicado pela Springer no início do ano que vem em um livro intitulado Advancing Cultural Astronomy, cuja pré-impressão está disponível aqui.

Todos os humanos modernos descendem de pessoas que viveram na África antes de iniciarem suas longas migrações para os cantos mais distantes do globo, cerca de 100.000 anos atrás. Será que essas histórias das sete irmãs são tão antigas? Todos os humanos carregaram essas histórias com eles enquanto viajavam para a Austrália, Europa e Ásia?

Estrelas em movimento

Medidas cuidadosas com o telescópio espacial Gaia e outros mostram que as estrelas das Plêiades estão se movendo lentamente no céu. Uma estrela, Pleione, está agora tão perto da estrela Atlas que parece uma única estrela a olho nu.

Mas se pegarmos o que sabemos sobre o movimento das estrelas e retroceder 100.000 anos, Pleione estava mais longe de Atlas e teria sido facilmente visível a olho nu. Então, 100.000 anos atrás, a maioria das pessoas realmente teria visto sete estrelas no aglomerado.

Acreditamos que esse movimento das estrelas pode ajudar a explicar dois quebra-cabeças: a semelhança das histórias gregas e aborígines sobre essas estrelas, e o fato de tantas culturas chamarem o aglomerado de “sete irmãs”, embora vejamos apenas seis estrelas hoje.

É possível que as histórias das Sete Irmãs e de Órion sejam tão antigas que nossos ancestrais contavam essas histórias uns para os outros em torno de fogueiras na África, 100.000 anos atrás? Será esta a história mais antiga do mundo?

Reconhecimento

Reconhecemos e prestamos nossos respeitos aos membros e anciãos tradicionais, tanto do passado quanto do presente, de todos os grupos indígenas mencionados neste documento. Todo o material indígena foi encontrado em domínio público.

*Traduzido por Julio Batista
Original de Ray Norris para o The Conversation

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*Fonte: universoracionalista

Movimento da Terra fará com que 2021 passe mais rápido

O ano de 2021 deve ser o mais rápido já registrado na história. Com a rotação da Terra sendo guiada por uma velocidade um pouco maior do que a usual, os dias serão, em média, 0,5 milissegundo mais curtos. As informações foram dadas pela Marcella Duarte, do UOL .

O último domingo (3) teve 23 horas, 59 minutos e 59,9998927 segundos. Apesar disso, os dias não têm duração igual. A segunda-feira (4), por exemplo, teve pouco mais de 24 horas.
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Essas pequenas alterações na duração dos dias foram descobertas apenas na década de 1960, depois do desenvolvimento de relógios atômicos superprecisos.

A variação na velocidade de rotação do planeta acontece constantemente e depende de diferentes fatores, como o movimento do núcleo derretido da Terra, dos oceanos e da atmosfera. Além disso, interações gravitacionais com a Lua e o aquecimento global também influenciam o fenômeno.

Quando o processo começou a ser estudado, inicialmente, observou-se que a velocidade de rotação da Terra estava diminuindo. Desde a década de 1970, foram adicionados 27 segundos no tempo atômico internacional para que a contagem se mantivesse sincronizada com o planeta.

Recentemente, o oposto tem acontecido: a velocidade com a qual a Terra gira em torno do próprio eixo, resultando nos dias e nas noites, está aumentando.

Por isso, pode ser necessário “saltar” o tempo para que haja consonância com o movimento do planeta. Nesse caso, seria a primeira vez que um segundo seria deletado dos relógios internacionais.

Os responsáveis por monitorar a rotação do planeta e os 260 relógios atômicos que existem são os oficiais do Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (Iers), em Paris, na França. Eles também avisam quando é necessário adicionar ou deletar algum segundo.

Há um debate na comunidade internacional sobre a necessidade de realizar esse ajuste ou não. Cientistas defendem que, em 2021, os relógios atômicos irão acumular um atraso de 18 milésimos de segundos.

Sem o ajuste, demoraria centenas de anos para uma pessoa comum notar alguma diferença. Os sistemas de navegação e de comunicação por satélite, porém, podem ser impactados pelo descompasso, uma vez que utilizam a posição da Terra, do Sol e das estrelas para funcionar.

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*Fonte: ultimosegundo

O que são os ciclos de Milankovitch e como afetam o clima da Terra

Em 1920 um cientista chamado Milutin Milankovitch formulou hipóteses de que variações na órbita da Terra podiam resultar em variações cíclicas da energia solar que atingia o planeta, e isso influenciaria os padrões climáticos da Terra.

Desde então evidências têm corroborado com a hipótese de Milankovitch. Tais evidências são observadas estudando rochas e gases presos em bolhas de ar sob o gelo. Uma das mais recentes foi a confirmação da existência de um ciclo de 405.000 anos que, nesse caso, é causado por interações gravitacionais da Terra com Júpiter e Vênus.

As variações do ciclo de Milankovitch

Excentricidade: É a variação da órbita da Terra com o Sol. Ela pode variar em uma órbita mais elíptica (oval) ou menos elíptica. A excentricidade da Terra tem um período de cerca de 100 mil anos.

Obliquidade: É o movimento de inclinação do eixo de rotação em relação ao Sol. Sendo mais claro, imagine um sino de uma igreja. Quando esse sino esta parado ele está na vertical, quando o balançamos ele se inclina de um lado para o outro. Com o efeito de Obliquidade da terra o mesmo acontece. entretanto a variação dessa inclinação no planeta é entre 22,5° e 24,5º e acontece a cada 41 mil anos.

Precessão: A precessão também é uma variação dos ciclos. Enquanto na rotação a Terra gira no próprio eixo e na translação ela gira em torno de sua estrela, na precessão ela faz um giro no eixo de forma inclinada, é como se misturássemos o efeito de obliquidade com a rotação da terra. Esse movimento leva cerca de 25 mil anos.

Mudanças Climáticas

Os ciclos acima são conhecidos por causar variações na insolação, ou seja, por afetar o nível de radiação recebido do Sol.

A diferença da energia que o planeta recebe pode causar eras com climas mais intensos ou mais amenos. Além da insolação, as variações das orbitas também alteram a distribuição da radiação no globo.

Se, por exemplo, pensarmos em um modelo onde os ciclos combinam em seus extremos – a Terra longe do sol, o ângulo do eixo no máximo de 24,5° – teríamos estações de inverno extremamente frias e verões muito quentes.

Quando se compara variações orbitais dos ciclos com as antigas eras glaciais e interglaciais, é possível ver uma relação entre os dois fatores.

E o aquecimento global?

É comum observar a negação do aquecimento global antropogênico (causado por humanos) com o argumento de que na Terra é normal haverem eras quentes e frias. Entretanto, uma das características do método científico é eliminar variáveis.

Os ciclos de Milankovitch são conhecidos há pelo menos 100 anos, e quando a comunidade científica afirma que as mudanças atuais são causadas por nós, podemos ter certeza que a possibilidade de ser apenas um ciclo já foi uma variável descartada.

Atualmente as mudanças têm ocorrido em um período extremamente curto, ainda mais quando comparamos com os ciclos naturais da Terra que duram milhares de anos.

*Por Wesley Oliveira de Paula

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*Fonte: socientifica

A NASA vai utilizar a comunicação a laser sem fio com sondas espaciais

Durante as últimas décadas, a forma como trocamos informação muda constantemente, de forma inacreditavelmente grande. Agora, a NASA testará a comunicação a laser sem fio. Isso facilitará muito na velocidade e capacidade do fluxo de dados entre a Terra e as naves.

O funcionamento é um tanto semelhante à fibra óptica, mas sem um cabo. Em resumo, as ondas de rádio, que já foram muito utilizadas, e possuem algumas aplicações até os dias de hoje, viajam muito longe, mas conseguem carregar pouca informação, entretanto. Por outro lado, ondas que carregam mais informações não conseguem viajar longe tão facilmente.

Isso ocorre por causa de duas características das ondas: o comprimento e a frequência. Quando maior o comprimento de uma onda, menor a frequência, e vice-versa. Quando a frequência é maior, é possível armazenar mais informação. Mas há um grande problema: os obstáculos.

Por exemplo, o seu rádio. Você consegue ouvir rádio dentro de casa, mesmo com as paredes e o telhado barrando as ondas. A luz, por outro lado, não é capaz de atravessar a parede. Isso ocorre porque as ondas de maiores frequências não são muito boas em atravessar o espaço vazio dos átomos. Portanto, obstáculos maiores dificultam completamente essa comunicação.

É por isso que a internet de fibra óptica, por exemplo, é transferida através de cabos. A fibra óptica utiliza lasers. Portanto, ele transfere uma quantidade de informação muito boa – bem maior do que microondas e rádio, por exemplo. Mas um laser não atravessa paredes. Portanto, é ideal que haja uma forma de se conduzir esse sinal. É aí que entra o trabalho do cabo.

O espaço não tem paredes

Como todos sabemos, o espaço é um grande vazio com algumas concentrações de matéria em determinados pontos. Portanto, as ondas de maiores frequências possuem menos limitações do que aqui na Terra. Esse fato permite que os cientistas utilizem comunicação óptica sem a necessidade de um condutor. E isso é bom, considerando o fluxo de informações que todas as sondas espaciais enviam para a Terra a todo momento. Além disso, a tecnologia está constantemente em desenvolvimento, e a cada passo, tem-se uma necessidade maior de transferência de dados.

A NASA quer, portanto, utilizar lasers infravermelhos para se comunicar com as sondas espaciais. O laser infravermelho é o mesmo tipo de sinal que o seu controle remoto utiliza para se comunicar com a televisão, por exemplo. E não, a comunicação a laser sem fio não irá cegar ninguém, fique tranquilo.

Chamada de (LCRD, na sigla em inglês), a base em construção no Havaí tem previsão de entrega já para o ano de 2021. Para haver uma redundância, do outro lado do Oceano Pacífico, há uma segunda base. A OGS-1, localizada no estado da Califórnia, pode entrar em operação caso o mal tempo atrapalhe a estação óptica havaiana.

“O LCRD e suas estações terrestres demonstrarão comunicações ópticas como um relé, o que significa que as missões serão capazes de transmitir dados de pontos em sua órbita sem linha de visão direta das estações terrestres”, diz Dave Israel em um comunicado da NASA.

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*Fonte: ciencianautas

Canadá anuncia compromisso de emissões zero até 2050

O Canadá acaba de se juntar a um número crescente de grandes economias, incluindo Japão e Coréia do Sul, que se comprometem a atingir emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. A notícia foi dada pelo governo liberal de Justin Trudeau a partir da introdução de uma nova lei que ainda precisa ser aprovada no legislativo.

O anúncio canadense segue de perto uma tendência global. O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu que o país será zero líquido até 2050, e antes a China já havia anunciado que será neutra em carbono até 2060.

Mas outros países, incluindo Nova Zelândia, Dinamarca e Reino Unido, têm uma legislação que torna obrigatórios os objetivos de redução de emissões de curto e longo prazos, enquanto a legislação canadense apresentada agora mira apenas em metas tardias.

E há outras diferenças: as emissões do Reino Unido diminuíram em 45% desde 1990 e mais acentuadamente desde que a Lei de Mudança Climática do país foi aprovada em 2008, enquanto as emissões do Canadá aumentaram em 21% no mesmo período.

Metas vazias

O Canadá tem um histórico de estabelecimento de metas ausentes. Desde o início dos anos 90, o país ainda não cumpriu uma única meta de redução de emissões. Por isso, os ambientalistas canadenses deram boas-vindas a esta nova legislação, mas apontam a falta de elementos-chave, incluindo um objetivo intermediário para 2025.

“O Canadá deu um passo significativo na quebra de seu ciclo de estabelecimento de metas climáticas vazias que não consegue cumprir, mas há muito trabalho a ser feito.” avalia Catherine Abreu, Diretora Executiva da Climate Action Network Canada.

“Em particular, há trabalho a ser feito para garantir que este projeto de lei impulsione a ambição climática canadense no curto prazo, em vez de simplesmente retroceder todo o trabalho sobre a mudança climática para décadas mais recentes.”
Catherine Abreu

“Os marcos de cinco anos do projeto de lei começam em 2030, mas é necessário que haja um marco intermediário em 2025.” avalia Marc-André Viau, Diretor de Relações Governamentais da ONG Équiterre.

“Os próximos anos são cruciais para lidar com a emergência climática e não podemos nos dar ao luxo de esperar. A prestação de contas deve começar agora, não em 2030.”
Marc-André Viau

Para Jamie Kirkpatrick, Gerente de Programas da coalizão Blue Green Canada (uma aliança de sindicatos e organizações ambientais e da sociedade civil) os canadenses precisam de um caminho mais claro para avançar. “As metas abstratas de mudança climática provaram ser ineficazes. A responsabilidade do governo precisa acontecer hoje. A legislação de responsabilidade climática deve proporcionar uma transição de baixo carbono com segurança e bons empregos para todos.”

Contradições

A atitude mista sobre o clima tem marcado a postura do Canadá nos últimos cinco anos, sob o comando do Liberal Justin Trudeau. Embora o primeiro-ministro fale repetidamente sobre a importância da ação climática, ele também tem defendido as areias petrolíferas de Alberta.

E como parte dos esforços de recuperação econômica da Covid-19, o governo prometeu destinar ao menos US$ 14,3 bilhões para apoiar os combustíveis fósseis, em comparação com US$ 7,95 milhões para a energia limpa. Mesmo antes da pandemia, de todos os países do G20, o Canadá gastou o máximo por PIB em finanças públicas aplicadas em energia fóssil.

Sophie Price, membro da Sustainabiliteens, uma rede de estudantes do ensino médio de Vancouver que exigem ação climática das autoridades, diz que o que foi apresentado pelo governo não é suficiente. “O Canadá precisa de uma meta para 2025. E não podemos nos tornar um zero líquido a menos que acabemos com o uso e a produção de combustíveis fósseis”, afirma.

“Se estamos falando sério sobre a rede zero, por que o governo canadense ainda está promovendo o gasoduto Keystone XL?.”

A jovem ativista se refere ao investimento público feito no oleoduto Keystone XL, que transportaria areias petrolíferas brutas para os Estados Unidos. Em sua primeira conversa com o presidente eleito Joe Biden, o primeiro ministro Trudeau discutiu mudança climática, mas também tratou de uma parceria para concretizar o projeto, que é alvo de fortes críticas no país.

No Canadá, entre 1990 e 2018, o setor de petróleo e gás foi a fonte de poluição de carbono que mais cresceu, em grande parte devido ao aumento da produção intensiva de areias petrolíferas com carbono. Em 2017, o petróleo e o gás foram responsáveis por 27% das emissões de gases de efeito estufa do país.

“É encorajador ver o Canadá, a China, o Japão e a Coréia do Sul que também anunciaram recentemente metas net-zero. Se entregues, elas nos dão uma chance de lidar com o pior impacto da mudança climática”, avalia Dale Marshall, gerente do Programa Climático Nacional na área de Defesa Ambiental do Canadá.

“Mas a legislação introduzida hoje infelizmente tem grandes buracos que, na melhor das hipóteses, responsabilizarão somente os futuros governos federais pelos compromissos climáticos.”
Dale Marshall

Brianne Whyte, da For Our Kids Toronto – uma rede de pais e avós que exige ação climática – também esperava mais. “Devemos a nossos filhos a melhor chance possível de um futuro habitável, mas a nova legislação não acrescenta medidas firmes de responsabilidade.”

Com o aniversário de Acordo de Paris no horizonte (12/12), dentro das próximas semanas espera-se que o Canadá faça múltiplos anúncios sobre o clima, incluindo um novo plano climático e investimentos de recuperação verde. Há ainda a possibilidade de o país anunciar uma atualização de suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas).

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Filipinas aprova lei que exige que os alunos plantem 10 árvores para se formar

O impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração

A missão do ensino fundamental e médio e até da universidade é formar alunos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida. É por isso que a nova lei recentemente aprovada nas Filipinas deve servir de exemplo para todo o mundo: não se trata mais de tirar apenas as melhores notas, mas de respeitar e cuidar do mundo em que vivemos, por isso os formandos devem plantar pelo menos 10 árvores, como parte da cerimônia de formatura, além de combater o aquecimento global de forma objetiva.

O novo projeto de lei prevê que, além de oficializar essa tradição, o impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração. Esse número parece inflacionado, mas o autor da lei, Gary Alejano, fez as contas: “Com mais de 12 milhões de alunos estudando na primeira série, aproximadamente 5 milhões na segunda e quase 500 mil nas faculdades anualmente, essa iniciativa garante pelo menos 175 milhões de novas árvores todos os anos”, disse o parlamentar.

Segundo Alejano, mesmo a mais pessimista das projeções ainda será uma verdadeira revolução ambiental: “Mesmo com uma medida de sobrevivência de apenas 10% das árvores plantadas, 525 milhões estarão disponíveis para o gozo dos jovens, antes mesmo que eles assumam a liderança no futuro.

As árvores serão selecionadas de acordo com cada localidade e deverão ser plantadas em florestas existentes, áreas protegidas, espaços militares, pontos de mineração e instalações urbanas, com o objetivo de conscientizar as gerações futuras e, principalmente, ajudar a salvar o planeta.

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*Fonte: contioutra

Chuva de meteoros Orionids estará visível entre hoje e amanhã

Os fãs de efeitos visuais no céu podem comemorar: da noite desta segunda-feira (19) até quarta-feira (21), será possível ver a passagem da chuva de meteoros Orionids, resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. Esta chuva popular pelos meteoros luminosos está ativa desde o dia 02 de outubro e deve permanecer assim até o dia 07 de novembro – porém, acompanhá-lo a olho nu será mais fácil somente essa semana.

O fenômeno – que tem esse nome por ser visível próximo à constelação de Orion, popularmente onde estão as conhecidas estrelas Três Marias – é resultado de detritos e outros rastros deixados pelo cometa Halley. É possível vê-lo ao menos duas vezes por ano, em períodos específicos nos quais a terra atravessa a órbita do famoso cometa: no segundo semestre, quando é chamado de Orionids; e no primeiro semestre, em que recebe o nome de Eta Aquariidis (ocorre entre abril e maio, tendo seu pico nos primeiros dias do mês das noivas).

“Estamos em num possível periodo de aumento de atividade de meteoros dentro de um ciclo total de 12 anos. Acreditamos que 2020 poderá marcar justamente o aumento dessa atividade, podendo chegar a detecções de vinte a trinta meteoros por hora. É possível ver alguns deles, é claro, desde que se esteja em lugares com pouca luminosidade e com o céu limpo”, explica Marcelo de Cicco, astrônomo, pesquisador e coordenador geral do projeto de doutorado exoss, que trata de estudo de meteoros, ligado ao Observatório Nacional.

O pesquisador garante que nenhum desses eventos é catastrófico ou com potencial de trazer danos à Terra. “Chance zero”, nas próprias palavras dele.

Ainda assim, é claro que num ano tão controverso quanto 2020, algo de inédito deve acontecer. Amanhã (20), além dos efeitos da Orionids, talvez seja possível ver uma potencial chuva associada ao NEO 2015 TB145, que pode ser o núcleo de um cometa extinto que passou pela Terra pela última vez em 2015. O “diferencial” desse corpo celeste é que sua imagem por radar se assemelha à de uma caveira – por isso, ele foi apelidado de ‘Neo Halloween’ da primeira vez em que passou pelo planeta.

Este ano, o fenômeno deve estar visível em um horário muito mais cedo do que as habituais chuvas de meteoros, por volta das 19 horas. Para ter uma ideia, outros eventos como esse atingem seu ápice de visibilidade à meia-noite ou depois disso.

“Para vê-lo, é preciso olhar entre o leste e o sul, regiões em que provavelmente vão surgir meteoros. Com essa passagem, vamos comprovar que esse asteroide realmente era o núcleo de um cometa desativado”, finaliza de Cicco.

*Por Karian Souza

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*Fonte: exame

Marte atinge ponto mais próximo da Terra; a próxima vez só em 2035

Marte está o mais perto da Terra possível, em um fenômeno que só vai acontecer novamente daqui a 15 anos, em 2035. Esta semana será o período no qual o planeta vermelho estará ainda mais próximo do nosso, posicionado quase que perfeitamente para ser visto pelos dois hemisférios e com um brilho intenso que permite que ele seja visto no céu à noite.

Na última sexta-feira, 2, um pontinho brilhante embaixo da Lua causou comoção nas redes sociais: e nada mais era do que Marte ao vivo e a cores.

O que acontece é que a cada 15 anos, durante o verão marciano, o planeta fica mais próximo do Sol e também da órbita terrestre. Nesta terça-feira, 6, o planeta estará a uma distância de 62,07 milhões de quilômetros da Terra.

Marte estará visível por boa parte da noite do céu no Sul, sendo que seu pico acontecerá em torno da meia-noite. Se Marte e a Terra tivessem órbitas perfeitamente circulares, a distância mínima entre os dois planetas seria sempre a mesma — mas não é assim que funciona, uma vez que a órbita de ambos os planetas tem um formato parecido com o de um ovo.

Apesar da proximidade, esse não é o número recorde que a Terra e Marte se encontraram tão de perto. Em 2003, o planeta vermelho ficou a 55,7 milhões de quilômetros do nosso — um fenômeno que não acontecia há cerca de 60 mil anos. Agora, para vê-lo tão de perto novamente, só em 2287.

Mas a Nasa pede cuidado: Marte não ficará do tamanho da Lua em nosso céu. “Se isso fosse verdade, teríamos um grande problema, porque teríamos a gravidade da Terra, de Marte e da Lua”, explica a agência americana.

*Por Tamires Vitorio

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*Fonte: exame

A Terra perdeu 28 trilhões de toneladas de gelo para o aquecimento global

Um grupo de cientistas britânicos descobriu que 28 trilhões de toneladas de gelo desapareceram da Terra por causa do aquecimento global.

Os resultados das pesquisas são o pior cenário possível delineados pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Consequências do aquecimento global

Os cientistas analisaram imagens e dados de satélites de geleiras, montanhas e mantos de gelo entre 1994 e 2017. Com isso, identificaram o impacto do aquecimento global.

O artigo de revisão foi publicado na revista Cryosphere Discussions. Em consequência, esse grupo descreveu a perda de gelo como “impressionante”.

Ao mesmo tempo, eles descobriram que o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo poderia fazer com que o nível do mar subisse drasticamente, podendo atingir um metro no final do século.

O professor Andy Shepherd, diretor do Centro de Modelagem e Observação Polar da Universidade de Leeds, disse ao The Guardian que “em contexto, cada centímetro de elevação do nível do mar significa que cerca de um milhão de pessoas serão deslocadas de suas terras natais baixas”.

Dramática perda de gelo

Continuamente, essa dramática perda de gelo pode ter outras consequências graves.

Nesse sentido, podem haver grandes perturbações para a saúde biológica das águas do Ártico e da Antártica e a redução da capacidade do planeta de refletir a radiação solar de volta ao espaço.

Os cientistas confirmaram que esses resultados correspondem às previsões do pior cenário possível do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

De acordo com Shepherd, ele deixou claro que antes os pesquisadores estudavam áreas individuais – como a Antártica ou a Groenlândia – onde o gelo está derretendo.

Mas agora é a primeira vez que o olhar é para todo o gelo que está desaparecendo do planeta.

Sob o mesmo ponto de vista, não pode haver dúvida de que a grande maioria da perda de gelo da Terra é consequência direta do aquecimento do clima, escreveu o grupo.

Um ponto sem retorno

Ainda mais, essas descobertas foram feitas uma semana depois que pesquisadores da Ohio State University identificaram que a camada de gelo da Groenlândia está em um ponto sem volta.

De acordo com os pesquisadores, a queda de neve que costuma repor as geleiras do país a cada ano não consegue mais acompanhar o ritmo do derretimento do gelo.

Logo, a camada de gelo da Groenlândia continuaria a perder gelo mesmo se as temperaturas globais parassem de subir.

Por enquanto, o manto de gelo da Groenlândia ainda é o segundo maior corpo de gelo do mundo.

Em um comunicado de imprensa, Michalea King, principal autora e pesquisadora do Byrd Polar and Climate Research Center da Ohio State University, relatou a descoberta que o gelo está se desfazendo no oceano e está ultrapassando em muito a neve que se acumula na superfície do manto de gelo.

De acordo com um estudo da NASA, a década de 2010 a 2019 foi a mais quente já registrada.

*Por Amanda dos Santos

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*Fonte: socientifica

Mundo perdeu 68% dos animais selvagens em menos de 50 anos, aponta WWF

Situação é mais alarmante em subregiões tropicais das Américas do Sul e Central, onde redução chega a 94%. Relatório mostra que diminuição da biodiversidade ameaça a segurança alimentar e pode levar a novas pandemias.

WWF rastreou mais de 4.000 espécies de vertebrados para o relatório.

O mundo perdeu mais de dois terços das populações de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes selvagens em menos de 50 anos, principalmente devido à atividade humana desenfreada, informou nesta quinta-feira (10/09) o Fundo Global para Natureza (WWF).

Os dados estão na 13ª edição do relatórioÍndice Planeta Vivo, lançado pelo WWF em todo o mundo e que aponta que o desmatamento crescente e a expansão agrícola são os principais responsáveis ​​pela queda de 68% das populações desses animais entre 1970 e 2016.

As regiões mais afetadas são subregiões tropicais das Américas do Sul e Central, onde a redução chega a alarmantes 94%. Para o relatório, o WWF rastreou mais de 4.000 espécies de vertebrados.

“A natureza está diminuindo globalmente a taxas sem precedentes em milhões de anos. A forma como produzimos e consumimos alimentos e energia e o flagrante desprezo pelo meio ambiente, enraizado no nosso modelo econômico atual, levou o mundo natural aos seus limites”, escreveu o diretor-geral da WWF, Marco Lambertini, no relatório.

Segundo o estudo, na América Latina e no Caribe, 51,2% da perda da biodiversidade se deve a mudanças no uso do solo, incluindo degradação e perda de habitat de vários animais. Essas mudanças, geralmente, são provocadas por agricultura insustentável, construção de infraestruturas, crescimento urbano e produção de energia e mineração. Para habitats de água doce, a fragmentação de rios e riachos e a retirada de água são ameaças constantes.

“A conclusão é clara, a natureza está se transformando e sendo destruída em uma velocidade sem precedentes na história, a um custo altíssimo para o bem-estar do planeta e da humanidade”, disse o diretor do WWF para a América Latina e Caribe, Roberto Troya .

O WWF alerta que “sem a biodiversidade do solo, os ecossistemas terrestres podem entrar em colapso, pois até 90% dos organismos vivos nesses ecossistemas, incluindo alguns polinizadores, passam parte de seu ciclo de vida nesses habitats.”

E, com a perda da biodiversidade, a segurança alimentar fica ameaçada. Muitas espécies e ecossistemas importantes para a alimentação e a agricultura estão em declínio e a diversidade genética dentro das espécies está diminuindo com frequência. A situação é grave pois esses ecossistemas contribuem para fornecer as condições necessárias para a produção de alimentos, por exemplo, regulando os fluxos de água e fornecendo proteção contra tempestades. Além disso, os ecossistemas abrigam polinizadores que permitem a reprodução de muitas espécies de culturas importantes, animais que protegem as culturas de pragas e reduzem a necessidade de agrotóxicos e micro-organismos e invertebrados que enriquecem os solos.

Pandemias mais frequentes

Outra alerta do WWF é que pandemias podem ser mais frequentes no futuro. Segundo o diretor-geral da WWF, a covid-19 é “uma manifestação clara” da ruptura na relação do homem com a natureza.

Embora as origens do novo coronavírus ainda permaneçam incertas, o relatório destaca que até 60% das doenças infecciosas atuais vêm de animais, e quase três quartos delas de animais selvagens. O estudo também pontua que metade de todas as novas doenças infecciosas emergentes de animais está ligada a mudanças no uso da terra, intensificação agrícola e indústria de alimentos.

A expansão agrícola e industrial em áreas naturais, muitas vezes, perturba os sistemas ecológicos que regulam o risco patogênico. Além disso, podem levar a um contato próximo entre a vida selvagem e as pessoas, aumentando a chance de uma doença se espalhar para os humanos.

Áreas intocadas

O relatório também destaca que 58% da superfície da Terra está sob intensa pressão humana. Desde 2000, 1,9 milhão de km², uma área do tamanho do México de terras ecologicamente intactas, foi perdida, a maioria nos campos tropicais e subtropicais, ecossistemas de savana e arbustos e florestas tropicais do sudeste asiático. Apenas 25% da área terrestre ainda pode ser considerada “selvagem”, a maior parte dela contida em um pequeno número de nações: Rússia, Canadá, Brasil e Austrália.

Além das espécies animais, há o risco crescente de extinção de espécies vegetais. Estima-se que uma em cada cinco (22%) está ameaçada de extinção, principalmente em áreas tropicais. O relatório também destaca que a Mata Atlântica no Brasil perdeu 87,6% da vegetação natural desde 1500, principalmente durante o século passado, o que levou à extinção de pelo menos dois anfíbios e deixou 46 espécies ameaçadas de extinção.

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*Fonte: dw