Colisão de 2 estrelas irá iluminar o céu da Terra como nunca antes aconteceu

Este não é um fenômeno tão raro: aproximadamente a cada dez anos, duas estrelas colidem em nossa galáxia. Mas quase nunca elas estão perto da Terra a ponto do fenômeno ser visível em nosso céu.

No entanto, em 2022 ou antes, a estrela binária KIC 9832227 deve colidir, dizem os astrônomos. Neste caso, o efeito será sim visível da Terra. Reunimos aqui todos os detalhes.

Colisão de 2 estrelas em 2022
O Dr. Matt Walhout, da Calvin College of Michigan, afirma que esta estrela binária irá queimar tão intensamente antes de 2022 que será visível da Terra. As estrelas binárias são, na verdade, duas estrelas orbitando muito próximas umas das outras, em um baricentro comum. Em muitas ocasiões, as estrelas acabam colidindo, como aconteceria neste caso.

Em 2008, um evento similar aconteceu com outra estrela binária, embora não tenha havido nenhum aviso. Os astrônomos, até agora, não têm como prever essas colisões. Esta pode ser a primeira vez que uma colisão deste tipo é anunciada com bastante antecedência.

Isso é possível porque os dados dessa estrela são semelhantes aos da estrela que colidiu em 2008. “As observações do KIC9832227 mostram que seu período orbital vem se acelerando desde 1999 da mesma maneira distintiva”, diz Larry Molnar, também do Calvin College of Michigan. “Chegamos à nossa data esperada, supondo que o mesmo processo esteja acontecendo aqui”, disse ele.

A colisão: 1795 anos atrás
Mas a estrela binária, diz Molnar, está a 1800 anos-luz de distância. Isso significa que sua luz leva 1800 anos para chegar até nós. Nesse caso, a colisão não seria tecnicamente em 2022, mas teria sido no ano 42 ou 43 da Era Comum, 1975 anos atrás. Nesse sentido, olhar para essa colisão será como ver as estrelas há quase 2000 anos.

Por outro lado, além de ser a primeira vez que os astrônomos prevêem uma dessas colisões, seria uma excelente oportunidade para observar como uma colisão dessas se desenvolve. Até agora, não há muita informação sobre como as estrelas binárias se fundem ou sobre os detalhes das colisões.

“Se a previsão de Larry estiver correta, seu projeto demonstrará pela primeira vez que os astrônomos podem capturar certas estrelas binárias no momento da morte, e que podem rastrear os últimos anos da espiral da morte de estrelas até o ponto final da dramática explosão”, disse Walhout em uma conferência.

Mas, além da importância científica dessa colisão, a fusão do sistema binário também proporcionará um espetáculo incrível. A colisão, sendo relativamente próxima, será visível no céu terrestre. E deve haver alguns fenômenos empolgantes neste mundo, como olhar para cima na escuridão da noite e observar os restos da colisão de duas estrelas massivas a 1800 anos-luz.

*Por Giulia Ebohon
…………………………………………………………………………………….
*Fonte: vix

Cientistas pedem ‘Grande Transição’ pela saúde global

Mais de 250 organizações internacionais assinaram declaração pedindo ações para um mundo pós-pandemia mais justo e regenerativo

A Planetary Health Alliance, consórcio global sediado na Harvard T.H. Chan School of Public Health, e a Universidade de São Paulo lançaram a Declaração de São Paulo sobre Saúde Planetária, que foi publicada na revista The Lancet nesta terça-feira, 5 de outubro de 2021.

Desenvolvida pela comunidade global de saúde planetária com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Declaração afirma que a humanidade deve fazer mudanças agora na forma como vivemos para otimizar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas e do planeta do qual dependemos.

Ela também orienta os vários setores da sociedade com sugestões de ações concretas que proporcionam um mundo pós-pandemia mais justo e regenerativo.

Mais de 250 organizações de 47 países e que representam mais de 19 setores da sociedade assinaram o documento, incluindo o World Wildlife Fund-International, a American Public Health Association, a Academia Brasileira de Ciências , e o World Business Council on Sustainable Development .

“A urgência deste momento não se pode pôr em palavras”, afirma Sam Myers, diretor da Planetary Health Alliance, pesquisador de saúde ambiental na Harvard T.H. Chan School of Public Health, e autor da carta na revista The Lancet.

“A CIÊNCIA DA SAÚDE PLANETÁRIA DEMONSTRA CONVINCENTEMENTE QUE A DEGRADAÇÃO CONTÍNUA DOS SISTEMAS NATURAIS DO NOSSO PLANETA É UM PERIGO CLARO E PRESENTE PARA A SAÚDE DE TODAS AS PESSOAS EM TODOS OS LUGARES.”

Sam Myers, diretor da Planetary Health Alliance

Saúde planetária
A saúde planetária é um campo transdisciplinar orientado a soluções e um movimento social focado em analisar e tratar os impactos da disrupção humana dos sistemas naturais da Terra na saúde humana e em todas as formas de vida da Terra.

O campo foi lançado inicialmente com a publicação do relatório da Rockefeller-Lancet Commission denominado “Safeguarding Human Health in the Anthropocene“. Subsequentemente, a Fundação Rockefeller e a Wellcome Trust forneceram o apoio principal para a Planetary Health Alliance (PHA) avançar com o campo e sua comunidade.

A Declaração de São Paulo está sendo lançada às vésperas da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica e das negociações sobre mudanças climáticas da COP26, além das reuniões do G20 e da Stockholm +50 em meio à pandemia de COVID-19.

“ESSA DECLARAÇÃO ENFATIZA O PRINCÍPIO CENTRAL DA SAÚDE PLANETÁRIA: QUALQUER DISCUSSÃO ACERCA DAS EMERGÊNCIAS PLANETÁRIAS ATUAIS DEVE SE DAR EM TORNO DE EQUIDADE, JUSTIÇA SOCIAL E SOBREVIVÊNCIA HUMANA.”

Antonio Saraiva, professor e pesquisador da USP e organizador da Reunião Anual 2021 de Saúde Planetária

A Declaração encoraja todas as pessoas a cumprirem seu papel e fornece instruções claras sobre como cada pessoa e grupo pode contribuir para a Grande Transição: uma mudança profunda, rápida e estrutural na forma como vivemos que otimiza a saúde e o bem-estar de todas as pessoas e do planeta.

Entre os 19 setores citados na Declaração, uma amostra daquilo que a comunidade de saúde planetária conclama inclui:

As empresas devem investir e implementar planos para negócios positivos para a Natureza e zero emissões.
Os governos devem colocar a saúde planetária no centro das políticas internacionais, nacionais e locais, dos planos de recuperação e orçamentos, especialmente nos planos pós-COVID-19 e em políticas econômicas e ambientais.
O setor de saúde deve reorientar todos os aspectos dos sistemas de saúde em direção à saúde planetária – desde suprimentos, fontes de energia, eficiência da assistência médica até redução de resíduos.
A imprensa deve contar histórias sobre aqueles que estão protegendo a Natureza e lutando por justiça e equidade, responsabilizar aqueles que estão causando prejuízos aos sistemas naturais do planeta e lutar contra a infodemia da desinformação.

“A SAÚDE PLANETÁRIA ABORDA MÚLTIPLAS SOLUÇÕES E MERECE SER EXPANDIDA COMO O MODELO CONCEITUAL NECESSÁRIO PARA LIDARMOS COM AS EMERGÊNCIAS PLANETÁRIAS QUE NORMALMENTE SÃO ENFRENTADAS DE FORMA ISOLADA.”

*Nicole De Paula, fundadora e diretora executiva da Women Leaders for Planetary Health e colaboradora da Declaração

………………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Animação mostra como será a Terra se todo o gelo derreter

O aquecimento global continua sendo um problema muito discutido, mas pouco combatido.

Embora governos de diversos países tenham se comprometido a diminuir emissões de gás carbônico, as iniciativas práticas ainda estão aquém do esperado, e a questão ficou mais complicada após Donald Trump, que nega o fenômeno climático, ser eleito presidente dos EUA.

A National Geographic consultou especialistas para tentar prever o que aconteceria com o planeta caso todo o gelo da Terra derretesse.
Ainda que a possibilidade esteja muito distante – há cientistas que falam em 5000 anos, considerando os índices de emissão e aquecimento atuais -, há quem acredite que o processo possa se acelerar caso o problema siga em segundo plano.

Baseado no estudo da NG, o Business Insider produziu um vídeo com um mapa-múndi animado que mostra o que aconteceria com diversas grandes cidades e países do planeta caso todo o gelo da Terra derretesse, elevando o nível do mar em cerca de 65 metros.

Cada cidade ou país com o nome escrito no mapa ficaria total ou parcialmente submerso. Outros possíveis efeitos do aquecimento global são problemas na produção de alimentos, como seca e pragas, que poderiam acarretar em fome massiva, além de fortes ondas de calor e envenenamento dos oceanos.

O mais chocante é que este mapa não é uma espécie de projeção maluca de um futuro improvável, os cientistas previram um futuro em que não há mais gelo na Terra.

…………………………………………………………………………………………………

*Fonte: realidadesimulada

Calor e seca: pesquisas mostram efeitos da mudança climática na agricultura

Os eventos de calor e seca podem coincidir com mais frequência devido à mudança climática, com consequências negativas para a agricultura mundial. É isso que revela um novo estudo publicado na Nature Food.

O rendimento das culturas geralmente cai durante as estações quentes de crescimento, mas o calor e a seca combinados podem ter efeitos ainda mais amplos.

Além das perdas causadas apenas pelas altas temperaturas, os efeitos combinados do calor e da seca causarão reduções adicionais de rendimento de milho e soja de até 20% em partes dos Estados Unidos, e de até 40% na Europa Oriental e no sudeste da África.

Em lugares onde os climas frios atualmente limitam o rendimento das culturas, como no norte dos Estados Unidos, Canadá e Ucrânia, os efeitos combinados de temperaturas mais altas e menos água podem diminuir os ganhos de rendimento projetados com o aquecimento.

Projeções anteriores de risco climático futuro haviam identificado um perigo para as culturas devido ao aquecimento global, mas ignoravam o potencial de efeitos compostos do calor e da disponibilidade de água sobre as culturas de alimentos.

Com base em dados históricos, os rendimentos de milho e soja eram cerca de 40% mais sensíveis ao calor em locais onde o calor é acompanhado por secas, em comparação com as terras agrícolas onde o clima mais quente não significa menos água. Isto pode ser devido ao fato destas culturas serem particularmente sedentas sob o poder secante do ar quente, e porque a terra seca não pode esfriar com a evaporação e fica especialmente quente sob os raios do sol. Os impactos compostos do calor e da seca foram menos importantes para outras culturas, como o trigo ou o arroz.

Segurança alimentar ameaçada

O estudo mostra que, sem cortes fortes e rápidos de emissões, os alimentos básicos poderiam ser cada vez mais afetados por extremos climáticos compostos. Isto aumenta os riscos de preços mais altos dos alimentos e reduz a segurança alimentar, mesmo em países desenvolvidos.

“Nosso estudo descobre um novo risco para a produção agrícola decorrente do aquecimento do clima que acreditamos ter sido negligenciado nas avaliações atuais. Como o planeta continua a aquecer, a água e o calor podem se inter-relacionar mais fortemente em muitas regiões, tornando as secas mais quentes e as ondas de calor mais secas”, afirma Corey Lesk, autor principal do estudo e pesquisador do Departamento de Ciências da Terra e Meio Ambiente (DEES) da Universidade de Columbia e do Lamont-Doherty Earth Observatory (LDEO).

“AS PLANTAS TERÃO CADA VEZ MAIS FALTA DE ÁGUA QUANDO MAIS PRECISAM DELA, E HISTORICAMENTE ISTO TEM SIDO ESPECIALMENTE PREJUDICIAL PARA AS CULTURAS.”

Para o pesquisador, o estudo deve servir de motivação para adaptar colheitas e técnicas de cultivo. “Por exemplo, precisamos de novas variedades de culturas para suportar o aumento da temperatura, mas isto não pode vir às custas de uma maior tolerância à seca. Os governos e as grandes empresas de sementes devem ser transparentes sobre seus planos de adaptação da agricultura ao aquecimento do clima”, completa Lesk.

…………………………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Previsão de colapso da civilização parece estar em sincronia com a realidade

Enquanto o processo tecnológico e industrial parece promissor, o colapso da civilização está cada dia mais próximo, afinal, os últimos acontecimentos evidenciam isso. A grande surpresa é que, em 1972, cientistas do MIT publicaram um estudo prevendo o fim da ‘civilização industrial’ no século XXI. O que houve?

Atualmente, uma nova análise busca estabelecer cenários preditivos para ajudar os detentores de poder a tomar decisões, que determinarão o futuro da humanidade. Pesquisadores criticavam as previsões da equipe do MIT, mas agora, foram consideradas estranhamente precisas, afinal, ao que tudo indica, o fim está próximo.

Gaya Herrington, chefe de sustentabilidade e análise de sistemas dinâmicos da KPMG, conduziu um estudo publicado no Yale Journal of Industrial Ecology. Nele, mostra como a situação evoluiu desde os relatórios de 1972. Através dos resultados obtidos, contudo, Gaya afirma que poderíamos presenciar o colapso da civilização até 2040.

Todavia, a profissional garante que isso só acontecerá se continuarmos com nossa abordagem atual de extração e superexploração de recursos, mas não se vê otimista. Ela levou em consideração dez variáveis chaves: população, taxas de fertilidade e mortalidade, produção industrial, tecnologia, produção alimentar, serviços, recursos não renováveis, poluição persistente, bem-estar humano e pegada ecológica.

Dentre as análises sobre o assunto, Herrington apontou os dois cenários em que os dados recentes correspondem de melhor maneira: “BAU2” (business-as-usual) e “CT” (tecnologia abrangente).

O cenário BAU2 (business-as-usual), que envolve continuar a viver de acordo com os nossos modelos atuais. Ele mostra um declínio drástico da população e dos seus vários indicadores de qualidade de vida. Dentre eles, um aumento exponencial da poluição e da escassez de alimentos.

“Os cenários BAU2 e CT mostram que o crescimento vai parar dentro de dez anos”, explicou. “Ambos os cenários indicam, portanto, que a manutenção do status quo, ou seja, a busca pela continuidade do crescimento, não é possível. Mesmo combinado com desenvolvimento e adoção de tecnologia sem precedentes, o business-as-usual levaria inevitavelmente a um declínio no capital industrial, produção agrícola e níveis de bem-estar durante este século”.

No cenário da “tecnologia global” (TC), também se instala o declínio econômico, com toda uma série de possíveis consequências negativas, mas não leva ao colapso da sociedade.

“Dada a perspectiva desagradável do colapso da civilização, estava curiosa para ver quais cenários se alinhavam mais de perto com os dados empíricos atuais”, explicou. “Afinal, o livro que apresentou esse modelo do mundo foi um best-seller na década de 1970, e agora devemos ter décadas de dados empíricos que tornariam a comparação significativa. Mas, para minha surpresa, não encontrei nenhuma tentativa recente de fazer isso. Então decidi fazer sozinha”.

Infelizmente, o cenário que menos correspondeu aos dados empíricos mais recentes passa a ser o mais otimista, conhecido como o “SW” (Mundo Estabilizado), no qual a civilização segue um caminho sustentável e conhece ao máximo. Pequenas quedas no crescimento econômico, graças a uma combinação de inovações tecnológicas e amplos investimentos em saúde pública e educação.

Indícios de que é possível evitar a tragédia

Herrington disse à revista Motherboard, entretanto, que o colapso da civilização “não significa que a humanidade deixará de existir”. “Mas isso vai destruir nosso estilo de vida. O crescimento econômico e industrial parará e depois cairá, afetando negativamente a produção de alimentos e os padrões nos quais vivemos. Em termos de tempo, o cenário BAU2 mostra que uma queda acentuada se estabelecerá por volta de 2040”, acrescenta ela.

Para finalizar, afirmou que o rápido aumento das prioridades ambientais, sociais e governamentais, serve como uma injeção de esperança e otimismo, pois reflete a mudança de mentalidade das empresas e governos.

*Por Rafaela D’avila
…………………………………………………………………………………..
*Fonte: socientifica

Como nossos hábitos online podem ser nocivos para o planeta

É provável que você já tenha respondido alguns e-mails hoje, enviado mensagens pelo WhatsApp e feito uma pesquisa rápida no Google. À medida que o dia passa, você sem dúvida ficará ainda mais tempo conectado, baixando fotos, ouvindo música e vendo vídeos.

Cada uma dessas atividades que você realiza online vem acompanhada de um pequeno custo para o meio ambiente – alguns gramas de dióxido de carbono são emitidos devido à energia necessária para rodar seus dispositivos e alimentar as redes sem fio que você acessa.

Sem contar com os datacenters e os servidores, necessários para armazenar, processar e distribuir todo conteúdo que consumimos na internet, que talvez sejam os maiores consumidores de energia.

Embora a energia necessária para fazer uma simples busca na internet ou enviar um e-mail seja pequena, aproximadamente 4,1 bilhões de pessoas (53,6% da população global) estão conectadas hoje. Ou seja, esses pequenos fragmentos de energia, e os gases de efeito estufa associados a cada atividade online, são multiplicados.

A pegada de carbono dos nossos dispositivos, da internet e dos respectivos sistemas de suporte representa cerca de 3,7% das emissões globais de gases do efeito estufa, de acordo com algumas estimativas.

É similar à quantidade produzida pela indústria de aviação a nível mundial, explica Mike Hazas, pesquisador da Universidade de Lancaster, no Reino Unido. E a previsão é que essas emissões dobrem até 2025.

Se dividirmos a grosso modo as 1,7 bilhão de toneladas de emissões de gases de efeito estufa que se estima serem geradas na produção e operação de tecnologias digitais entre todos os usuários de internet no mundo, isso significa que cada um de nós é responsável pela emissão de 400g de dióxido de carbono por ano.

Mas essa conta não é tão simples – esse número pode variar dependendo de onde você está. Os usuários da internet em algumas partes do planeta terão uma pegada de carbono desproporcionalmente grande.

Um estudo estimou que, há 10 anos, os usuários médios de internet na Austrália eram responsáveis pela emissão equivalente a 81 kg de dióxido de carbono (CO2e) na atmosfera. As melhorias na eficiência energética, a economia de escala e o uso de energia renovável, sem dúvida, reduziram esse volume, mas é claro que as pessoas nos países desenvolvidos ainda são responsáveis pela maior parte da pegada de carbono da internet. (CO2e é uma unidade usada para expressar a pegada de carbono de todos os gases de efeito estufa juntos, como se todos fossem emitidos como dióxido de carbono)

A constatação de que as atividades que executamos online estão prejudicando o planeta levou algumas pessoas a agir.

“Tudo o que pudermos fazer para reduzir as emissões de carbono é importante, não importa quão pequeno seja, e isso inclui a maneira como nos comportamos na internet”, diz Philippa Gaut, professora de Surrey, no Reino Unido.

Ela faz parte de um grupo cada vez maior de consumidores preocupados com o meio ambiente, que estão tentando reduzir seu impacto no planeta gerado pela internet.

“Se todo mundo mudasse os hábitos, teria mais impacto”, acrescenta.

Uma das dificuldades em descobrir a pegada de carbono de nossos hábitos online é que não há um amplo consenso sobre o que deve ou não ser incluído. Devemos incluir, por exemplo, as emissões provenientes da fabricação dos hardwares de computação? E as emissões das equipes e dos edifícios de empresas de tecnologia?

Até os dados sobre o funcionamento dos datacenters são contestáveis – muitos operam com energia renovável, enquanto algumas empresas compram “créditos de carbono” para compensar seu uso de energia.

Nos EUA, os datacenters são responsáveis por 2% do uso de eletricidade no país, enquanto globalmente representam pouco menos de 200 terawatt-hora (TWh). Mas, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT), da Organização das Nações Unidas (ONU), esse número se manteve estável nos últimos anos, apesar do aumento do tráfego na internet.

Isso se deve principalmente à melhoria da eficiência energética e ao movimento para centralizar os datacenters em instalações gigantes.

Mas enquanto muitas empresas afirmam alimentar seus datacenters usando energia renovável, em algumas partes do mundo eles ainda são amplamente dependentes da queima de combustíveis fósseis. E pode ser difícil para os consumidores escolherem que datacenters querem usar.

Vários dos principais provedores de nuvem, no entanto, se comprometeram a reduzir suas emissões de carbono – então armazenar fotos, documentos e executar serviços em seus servidores sempre que possível é uma abordagem que pode ser adotada.

Do ponto de vista individual, o simples fato de trocar de aparelho com menos frequência é uma maneira de reduzir a pegada de carbono da tecnologia digital. Os gases de efeito estufa emitidos na fabricação e transporte desses dispositivos podem representar uma parcela considerável das emissões ao longo da vida útil de um equipamento eletrônico.

Um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, mostrou que estender de quatro para seis anos o tempo que você usa um computador e monitor pode evitar o equivalente a 190 kg de emissões de carbono na atmosfera.

Mensagens ecológicas

Também podemos mudar a maneira como usamos os gadgets para reduzir nossas pegadas digitais de carbono. Uma das formas mais fáceis de começar é alterando o modo como enviamos mensagens.

Talvez não seja surpresa, mas a pegada de carbono de um e-mail também varia significativamente – dependendo se é um e-mail de spam (0,3g de CO2e), um e-mail comum (4g de CO2e) ou um e-mail com foto ou anexo pesado (50g de CO2e), de acordo com o pesquisador Mike Berners-Lee, da Universidade de Lancaster.

Todavia, esses dados foram formulados por Berners-Lee há 10 anos. E de acordo com Charlotte Freitag, especialista em pegada de carbono da Small World Consulting, empresa fundada por Berners-Lee, o impacto dos e-mails pode ter aumentado.

“Achamos que a pegada por mensagem pode ser maior hoje, uma vez que as pessoas estão usando telefones maiores”, diz ela.

Com base nos dados antigos, algumas pessoas estimaram que seus e-mails podem gerar 1,6 kg de CO2e em um único dia. O próprio Berners-Lee também calculou que um usuário corporativo padrão produz 135 kg de CO2e enviando e-mails a cada ano, o que equivale a dirigir 321km de carro.

Mas pode ser fácil reduzir esse impacto. Se simplesmente pararmos com sutilezas desnecessárias, como e-mails só para dizer “obrigada”, podemos economizar coletivamente muitas emissões de carbono.

Se cada adulto no Reino Unido enviasse um e-mail a menos de “obrigada”, isso poderia evitar a emissão de 16.433 toneladas de carbono por ano – o equivalente a tirar 3.334 carros a diesel das ruas, de acordo com a empresa de energia OVO.

“Embora a pegada de carbono de um e-mail não seja grande, é um ótimo exemplo do princípio mais amplo de que cortar o desperdício de nossas vidas é bom para o nosso bem-estar e para o meio ambiente”, acrescenta Berners-Lee.

Trocar os anexos do e-mail por links para documentos e não enviar mensagens para vários destinatários ao mesmo tempo é outra maneira fácil de reduzir nossa pegada de carbono digital, além de cancelar o recebimento de e-mails que não lemos mais.

“Cancelei o recebimento de newsletters geradas automaticamente. Quando fiquei sabendo da pegada de carbono dos e-mails, fiquei horrorizada”, diz Gaut.

“Agora, tomo cuidado para não cadastrar meu e-mail em novos sites… isso me fez mais consciente do impacto.”

De acordo com estimativas do serviço antispam Cleanfox, o usuário médio recebe 2.850 e-mails indesejados por ano, responsáveis pela emissão de 28,5 kg de CO2e.

Optar por enviar uma mensagem de texto (SMS) talvez seja a alternativa mais ecológica como forma de manter contato, uma vez que cada mensagem gera apenas 0,014g de CO2e.

Estima-se que um tuíte tenha uma pegada de 0,2g de CO2e (embora o Twitter não tenha respondido às solicitações para confirmar esse número), enquanto o envio de mensagem por meio de aplicativos como WhatsApp ou Facebook Messenger tenha uma intensidade de carbono apenas um pouco menor do que enviar um e-mail, de acordo com cálculos de Freitag.

Agora, mais uma vez, isso pode depender de o que você está enviando – gifs, emojis e imagens têm uma pegada maior do que um texto simples.

A pegada de carbono de fazer uma ligação de um minuto pelo celular é um pouco maior do que enviar uma mensagem de texto, segundo Freitag, mas o impacto de fazer chamadas de vídeo pela internet é infinitamente maior.

Um estudo de 2012 estimou que uma reunião por videoconferência de cinco horas com participantes de diferentes países produziria entre 4 kg e 215 kg de CO2e.

Mas é importante lembrar que se a videoconferência substitui deslocamentos (como viagens de carro ou avião) para chegar à reunião, pode ser muito melhor para o meio ambiente.

O mesmo estudo constatou que uma videoconferência produz apenas 7% das emissões de reuniões presenciais.

Pesquisa limpa

A pesquisa na internet é outra área complicada. Há uma década, cada busca tinha uma pegada de 0,2 g de CO2e, segundo dados divulgados pelo Google.

Hoje, o Google usa uma combinação de energia renovável e compensação de carbono para reduzir a pegada de suas operações, enquanto a Microsoft, dona do mecanismo de busca Bing, prometeu remover mais carbono da atmosfera do que emite até 2030.

Em paralelo, há iniciativas em andamento para investigar se essa pegada é agora mais alta ou mais baixa.

Perder menos tempo com mensagens muitas vezes desnecessárias de ‘obrigada’ também pode reduzir a pegada de carbono do seu e-mail
CRÉDITO,GETTY IMAGES / JAVIER HIRSCHFELD
Legenda da foto,
Perder menos tempo com mensagens muitas vezes desnecessárias de ‘obrigada’ também pode reduzir a pegada de carbono do seu e-mail.

De acordo com os dados do próprio Google, no entanto, um usuário médio dos seus serviços – alguém que realiza 25 buscas por dia, assiste a 60 minutos de YouTube, tem uma conta do Gmail e acessa outros serviços da empresa – produz menos de 8g de CO2e por dia.

Ferramentas de busca mais novas, no entanto, estão tentando se destacar como opções mais ecológicas desde o início. A Ecosia, por exemplo, diz que plantará uma árvore para cada 45 buscas realizadas.

Esse tipo de compensação pode ajudar a remover o carbono da atmosfera, mas o sucesso de iniciativas como essa geralmente depende de quanto tempo leva para as árvores crescerem e o que acontece quando são cortadas.

Independentemente do mecanismo de busca que você escolher, o uso da web para encontrar informações é mais sustentável do que pesquisar nos livros.

Na verdade, a pegada de carbono de um livro é de cerca de 1 kg de CO2e, enquanto a de um jornal publicado no fim de semana é de 0,3 kg a 4,1 kg de CO2e, o que torna a leitura das notícias na internet mais ecológica do que no papel.

Mas você pode ler livros pelo resto da vida – 2,3 mil para ser mais preciso – até alcançar a mesma pegada de carbono de um voo de Londres para Hong Kong. Portanto, não se sinta culpado ao comprar o próximo best-seller.

Aqueles que se sentiram tentados a investir em criptomoedas também podem querer pensar cuidadosamente a respeito do impacto ambiental dessas transações.

O algoritmo de “prova de trabalho”, usado para validar transações no blockchain (espécie de banco de dados descentralizado que usa criptografia para registrar as transações) requer uma capacidade de processamento enorme.

Um estudo recente estimou que o BitCoin sozinho é responsável por cerca de 22 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano – maior do que toda a pegada de carbono da Jordânia.

Vencendo o tédio

Assistir a vídeos online representa a maior parte do tráfego da internet no mundo (60%) e gera 300 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, o que equivale a aproximadamente 1% das emissões globais, de acordo com o centro de estudos francês The Shift Project.

Isto porque, além da eletricidade usada pelos dispositivos, há a energia consumida pelos servidores e redes que distribuem o conteúdo.

“Se você liga a televisão para assistir ao Netflix, aproximadamente metade da energia é usada para alimentar a TV, e a outra metade é usada para alimentar a Netflix”, diz Hazas.

Alguns especialistas insistem, no entanto, que a energia necessária para armazenar e transmitir vídeos é menor do que atividades de processamento mais intensas realizadas pelos datacenters.

Parte da poluição ambiental resultante do uso da internet também é proveniente de um tipo de navegação controversa. A pornografia é responsável por um terço do tráfego de streaming de vídeo, gerando tanto dióxido de carbono quanto a Bélgica em um ano.

As plataformas de streaming, como Amazon Prime e Netflix, representam mais um terço, enquanto o terço final da pegada de carbono do streaming de vídeo se refere a assistir a conteúdos no YouTube e nas redes sociais.

A Netflix afirma que seu consumo de energia global chega a 451.000 megawatts-hora por ano, o suficiente para abastecer 37 mil residências, mas insiste que compra certificados de energia renovável e crédito de carbono para compensar qualquer energia proveniente de fontes de combustíveis fósseis.

O streaming e o download de músicas também têm impacto no meio ambiente.

Rabih Bashroush, pesquisador da Universidade de East London (UEL) e cientista-chefe do projeto Eureca, financiado pela Comissão Europeia, calculou que o clipe da música Despacito (2017), que atingiu 5 bilhões de visualizações, consumiu tanta eletricidade quanto o Chade, Guiné-Bissau, Somália, Serra Leoa e República Centro-Africana juntos em um único ano.

“O total de emissões do streaming dessa música pode ser superior a 250 mil toneladas de dióxido de carbono”, diz ele.

No entanto, Hazas ressalta que algumas visualizações do YouTube são involuntárias. Um estudo liderado por sua colega Kelly Widdicks analisou os hábitos de streaming e descobriu que alguns espectadores usam o YouTube como barulho de fundo e, às vezes, até pegam no sono, gerando carbono a troco de nada.

Reduzir esse tipo de uso ou evitar que o vídeo seja reproduzido acidentalmente em um navegador aberto quando você não está assistindo, pode ajudar a reduzir sua pegada de carbono.

Alterar as configurações de reprodução automática e assistir ao vídeo com uma resolução mais baixa, quando a alta definição não é necessária, também pode fazer a diferença.

Mas, segundo Hazas, a maneira mais eficiente de ver seu programa favorito é esperar até que ele esteja disponível na televisão ou optar por fazer o streaming via Wi-Fi, em vez de usar uma rede móvel.

“Usar o telefone com rede móvel consome pelo menos duas vezes mais energia do que o Wi-Fi. Portanto, se você puder esperar até chegar em casa para assistir ao YouTube, melhor”, explica. E uma das maneiras mais agradáveis de ser ambientalmente correto é assistir a filmes e programas de televisão acompanhado.

“No geral, o áudio é menos problemático”, acrescenta Hazas, uma vez que o streaming de áudio consome menos energia e carbono do que o streaming de vídeos.

Mas pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, descobriram que o impacto ambiental de ouvir música nunca foi tão alto – com uma pegada de 200 mil a 350 mil toneladas de CO2e somente nos EUA, proveniente de músicas baixadas em MP3 players.

Acredita-se que as emissões associadas aos serviços de streaming de música possam ser ainda maiores.

No entanto, o número de vezes que você ouve uma música pode fazer a diferença. Comprar um disco ou CD físico pode ser mais indicado se você ouvir o mesmo álbum repetidamente. Mas, se você ouvir determinada música menos de 27 vezes ao longo da sua vida, o streaming pode ser melhor.

Da mesma forma, estima-se que o custo ambiental de baixar jogos de videogame seja maior do que a produção e distribuição de discos Blu-Ray. A primeira tentativa de mapear o uso de energia dos games nos EUA mostrou que os mesmos produzem 24 megatoneladas de dióxido de carbono por ano.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, que conduziram o estudo, descobriram que os jogadores de games americanos utilizam 2,4% da eletricidade doméstica – 32 terawatts-hora de energia por ano – mais do que um freezer ou máquina de lavar.

Eles também constataram que o streaming de games consome mais energia; portanto, as emissões de carbono podem piorar à medida que mais gente joga games em que o trabalho computacional está sendo realizado remotamente, e não em consoles individuais, como em dispositivos como o Google Stadia.

Mas Hazas é mais otimista.

“A pegada de carbono de jogos multiplayer, como Fortnite, não é tão ruim”, diz ele.

“Eles são desenvolvidos para serem responsivos, para não exigir muito tráfego de dados. Por exemplo, você pode checar a posição de um personagem no mapa ou ver que alguém está atirando, mas não são necessários muitos dados para comunicar isso.”

No entanto, a atualização dos jogos consome mais carbono.

“Grandes games como Fortnite ou Call of Duty exigem muitas atualizações, então você se depara com gigabytes para downloads a cada duas semanas, que adicionam novos recursos ao jogo.”

Para quem gosta de explorar as redes sociais, a notícia é boa. É, sem dúvida, a forma de entretenimento digital menos intensiva em carbono.

De acordo com o relatório de sustentabilidade do Facebook, a pegada de carbono anual de um usuário é de 299g de CO2e – o que representa menos do que ferver água para um bule de chá. Mas se você considerar que a plataforma tem mais de um bilhão de usuários, são muitos bules de chá.

É possível reduzir as emissões de carbono desativando alguns recursos das redes sociais e de outros aplicativos.

“Descobrimos que as atualizações de aplicativos e os backups automáticos na nuvem representam cerca de 10% do tráfego de telefones celulares”, diz Hazas.

“Portanto, desabilitar backups desnecessários na nuvem e desabilitar downloads automáticos para atualizações de aplicativos são boas coisas a fazer”.

Mas, como a mudança dos nossos hábitos pessoais na internet só surte efeito até certo ponto, também é preciso haver mudanças na indústria para garantir que as emissões de carbono possam ser de fato reduzidas, diz Elizabeth Jardim, ativista do Greenpeace.

A previsão é de que as emissões de gases de efeito estufa do setor de TI sejam responsáveis por 14% das emissões globais até 2040. Mas, ao mesmo tempo, a União Internacional de Telecomunicações da ONU estabeleceu uma meta para o setor reduzir suas emissões em 45% na próxima década.

“É mais importante garantir que as empresas que desenvolvem a internet migrem para fontes renováveis de energia e eliminem gradualmente os combustíveis fósseis”, avalia Jardim. “Aí, sim, poderemos fazer buscas na internet sem culpa.”

*Por Sarah Griffiths
…………………………………………………………………………………….
*Fonte: bbc-brasil

Qual é a influência das fases da Lua na agricultura?

O Sol, a enorme “bola de fogo” que ilumina nosso Sistema Solar, é um dos grandes responsáveis pelo sucesso (ou falta dele) na agricultura. Entretanto, existe outro astro que também tem grande influência nesse processo: a Lua. Sendo um satélite natural, a Lua apenas reflete a luz solar, mas mesmo assim a proximidade dela com nosso planeta é causadora de diversos efeitos.

Além do fato de que ela é responsável por ditar o ritmo das marés, a crença popular diz que as fases lunares também são ótimos indicativos da fertilidade feminina ou até mesmo do período certo para cortar o cabelo. Então, o que é que nós realmente sabemos sobre o efeito da Lua no cultivo de safras? As teorias são as mais diversas.


Conhecimento geracional

Apesar de não existir nenhum artigo científico que comprove qualquer influência da Lua na agricultura, o hábito de reservar certas colheitas para uma das quatro fases do satélite em específico é algo que se passa de geração em geração dentro das famílias de produtores rurais.

Porém, esse também pode ser um processo delicado, visto que nem sempre as condições meteorológicas serão as ideais na fase da Lua mais indicada para determinada safra. Na visão de alguns especialistas, a força gravitacional que o astro exerce sobre a Terra tem grande impacto sobre todos os tipos de ciclo e fertilização em nosso planeta — incluindo os das plantas.

Por esses motivos, os produtores mais atentos ficarão de olho para ver quando essa atração magnética estará mais forte ou mais fraca. Além disso, a iluminação lunar, apesar de ser bem mais fraca do que a solar, também penetra o solo e ajuda no crescimento das colheitas.


Fases da Lua

São quatro fases da Lua para os agricultores ficarem de olho: cheia, minguante, nova e crescente. Na teoria, cada uma delas tem um determinado nível de particularidade que impacta diretamente no sucesso das safras. De acordo com as teorias criadas pelos especialistas no campo, isto é o que cada uma delas significa:

Cheia — fase com maior iluminação e força gravitacional devido ao alinhamento da Terra com o Sol. Época em que a seiva do caule está mais perto dos frutos, sendo o período ideal para a colheita.

Minguante — baixa influência da Lua sobre a Terra. Nesse período, a seiva tem mais dificuldade de subir pelo caule. Melhor fase para o plantio de raízes e tubérculos, pois nascem debaixo do chão.

Nova — com todos os astros alinhados, a força gravitacional volta a ficar forte. Torna-se um ótimo período para a plantação de árvores, principalmente aquelas com o intuito da produção de madeira.

Crescente — fase com aumento gradual da iluminação lunar, apesar da baixa força gravitacional. Nessa etapa, a seiva que subiu para o topo do caule ainda flui vagarosamente. Ótima etapa para o desenvolvimento de ramos e folhas.

*Por Pedro Freitas
…………………………………………………………………………..
*Fonte: megacurioso

Amnésia geracional: a perda de memória que prejudica o planeta

Uma geração pode ser esquecida? Sem dúvida, é verdade que as gerações mais velhas podem não se lembrar como era ser jovem.

Com a idade, surge um deboche previsível em relação à juventude que parece atingir quase todos os grupos demográficos com mais de 35 anos.

“O desprezo geracional é, na verdade, um eterno comportamento humano”, escreveu o romancista Douglas Coupland em um artigo para o jornal britânico The Guardian no início de junho.

E ele deve saber do que está falando: foi ele que cunhou o termo “geração X”.

Os baby boomers, ele recorda, antes desdenhavam dos integrantes da geração X, como ele, que cresceram, por sua vez, falando mal da torrada coberta de abacate e de outros hábitos alimentares dos suscetíveis millennials.

E agora é a vez de a geração Z, com seus TikToks e políticas de identidade, ser julgada pelos mais velhos.

Na verdade, existe um termo científico para isso: o efeito “dos jovens de hoje”, que pode ser identificado desde os escritos dos Gregos Antigos.

“Desde pelo menos 624 a.C., as pessoas lamentam o declínio da atual geração de jovens em relação às gerações anteriores”, segundo os psicólogos que nomearam o fenômeno.

“A difusão das reclamações sobre os ‘jovens de hoje’ ao longo dos milênios sugere que essas críticas não são precisas nem devido às idiossincrasias de uma cultura ou época em particular — mas representam uma ilusão generalizada da humanidade.”

Uma razão, dizem os pesquisadores, é que as pessoas tendem a esquecer que elas mesmas mudaram com o tempo e, portanto, presumem que a maturidade, as atitudes e os comportamentos dos jovens também são fixos.

No entanto, esse não é o único tipo de esquecimento que acontece com o passar das gerações.

Há um outro tipo menos óbvio, chamado de “amnésia geracional”, que tem efeitos profundos na maneira como vemos o mundo.

E, infelizmente, todos nós sofremos disso, não importa quão jovens ou velhos sejamos.

Cada geração recebe um mundo que foi moldado por seus predecessores — e depois aparentemente esquece esse fato.

Considere como pensamos sobre a tecnologia.

A ideia de tecnologia da geração atual significa smartphones, criptomoedas ou a internet, mas nem sempre foi assim: a tecnologia já foi centrada na pneumática ou no vapor, em vez de no silício.

Um cientista da computação certa vez ironizou que a tecnologia deveria ser definida como “qualquer coisa que foi inventada depois que você nasceu”.

Algumas invenções são tão onipresentes que esquecemos totalmente até que são tecnologias.

Como o escritor Douglas Adams uma vez observou:

“Não pensamos mais em cadeiras como tecnologia; apenas pensamos nelas como cadeiras. Mas houve um tempo em que não sabíamos quantas pernas as cadeiras deveriam ter, qual a altura que deveriam ter, e muitas vezes elas ‘quebravam’ quando tentávamos usar. “

Como resultado, uma pessoa comum hoje vive uma vida com avanços e luxos com os quais até mesmo as gerações mais privilegiadas do passado só podiam sonhar.

Se Cleópatra ou Elizabeth 1ª viajassem no tempo até os dias atuais, elas ficariam maravilhadas com um mundo que consideramos natural, com suas vacinas e antibióticos, um banheiro com descarga e geladeira em cada casa.

As novas gerações também têm o hábito de esquecer coletivamente como a mudança social positiva ocorre por meio do ativismo obstinado de minorias outrora desprezadas, como Emmeline Pankhurst e a campanha das sufragistas pelo direito das mulheres ao voto.

Nem sempre o sufrágio universal foi visto como incontroversamente correto, embora esse fato raramente seja lembrado.

Mas se as gerações mais novas se esquecem dos avanços e das mudanças positivas que seus antepassados promoveram, então também podem deixar de notar como seus predecessores também prejudicaram o mundo.

Uma das primeiras vezes que esse tipo específico de amnésia geracional foi observada foi na década de 1990 — para descrever um fenômeno que afetava pesquisadores que estudavam peixes.

Um dia, o cientista marinho Daniel Pauly olhou para seus contemporâneos e percebeu algo curioso.

Apesar de um declínio de longo prazo registrado objetivamente em certas populações de peixes, cada geração de cientistas parecia estar aceitando a menor abundância e diversidade que observavam como sua “base” de referência.

Eles fizeram isso apesar das histórias de gerações anteriores que haviam experimentado e observado a vida oceânica de maneira bem diferente.

Por exemplo, Pauly lembrou como o avô de um colega certa vez manifestou irritação com a forma como, na década de 1920, o atum-rabilho costumava se enroscar em suas redes no Mar do Norte — região onde a espécie agora está praticamente ausente.

O que esse ponto cego significava, argumentou Pauly em um artigo curto, porém influente, é que os cientistas não estavam conseguindo contabilizar o gradual desaparecimento das espécies, e cada geração aceitava como natural a biodiversidade oceânica exaurida que herdava.

Ele chamou este fenômeno de “síndrome de deslocamento da linha de referência”.

Desde então, o efeito da mudança da linha de referência tem sido observado muito além da comunidade pesqueira — ocorre em qualquer esfera da sociedade em que uma linha de referência se arrasta imperceptivelmente ao longo das gerações.

Alguns anos depois, o psicólogo Peter Kahn, da Universidade de Washington, nos EUA, descreveu um efeito semelhante em um contexto completamente diferente: as comunidades negras de Houston, no Texas (EUA).

Ele estava curioso em relação às percepções das crianças sobre a qualidade do ambiente em que viviam.

Por meio de entrevistas, ele descobriu que elas conseguiam facilmente descrever o que era poluição do ar, por exemplo, assim como destacar outras cidades que eram poluídas — mas, ao mesmo tempo, não demonstraram muita consciência de que Houston havia se tornado uma das cidades mais poluídas dos Estados Unidos.

Apenas aceitavam as coisas como eram.

“Como essas crianças poderiam não saber disso? Uma resposta é que elas nasceram em Houston, e a maioria nunca saiu de lá; e por morar lá, construíram sua linha de referência para o que pensavam ser um ambiente normal”, Kahn escreveu mais tarde em um artigo em parceria com a colega Thea Weiss.

De acordo com Kahn e Weiss, todos nós sofremos dessa forma ambiental de amnésia geracional. Não é que os indivíduos não se lembrem do passado que eles próprios viveram, é a humanidade que coletivamente “esquece” o mundo natural como era antes, com o passar das gerações.

“É um dos problemas psicológicos mais urgentes de nossa vida”, eles escrevem.

“Já é difícil resolver problemas, como desmatamento, acidificação dos oceanos e mudanças climáticas; mas pelo menos a maioria das pessoas os reconhece como problemas.”

Mesmo os exemplos mais familiares de natureza, perto de casa, podem ser esquecidos.

A zoóloga Lizzie Jones, da Universidade Royal Holloway, em Londres, e seus colegas entrevistaram recentemente pessoas que vivem no Reino Unido a respeito de suas percepções e memórias de 10 espécies de pássaros de jardim, tanto na época da pesquisa quanto em relação às lembranças de quando tinham 18 anos.

Eles descobriram que os mais jovens, que estavam perto dos 18 anos, eram menos capazes de descrever a verdadeira mudança ecológica de longo prazo que ocorrera entre as populações de pássaros britânicos.

Como Jones e colegas destacaram, o canto dos estorninhos já foi algo comum no Reino Unido, mas o número de representantes da espécie diminuiu em 87% entre 1967 e 2015 só na Inglaterra.

Outro exemplo pode ser o “fenômeno do para-brisa”, que descreve a observação por todas as gerações, exceto as mais novas, de que há menos insetos esborrachados sobre os carros hoje em dia.

Há alguma maneira de evitar essa amnésia geracional ambiental?

Pode parecer que é simplesmente uma questão de educar cada nova geração, mas Kahn e Weiss propõem que isso não precisa ocorrer necessariamente durante o ensino tradicional em sala de aula.

Em vez disso, eles apelam às gerações mais velhas para promover o que eles chamam de “padrões de interação”, uma abordagem mais experimental em que crianças e jovens são encorajados a entrar em contato com a natureza onde quer que seja.

Não precisa ser o ideal romantizado de visitar uma floresta selvagem ou fazer uma trilha em áreas de difícil acesso — pode ser algo tão simples quanto caminhar à beira de um rio ou lago, identificar frutas em um dia de verão ou simplesmente deitar na grama ou na terra.

Não importa se você mora na cidade ou no campo.

“A solução que estamos apresentando é, com efeito, ‘uma pequena interação com a natureza de cada vez'”, escreveram Kahn e Weiss.

À medida que cada geração envelhece, pode ser tentador lamentar a falta de consciência entre os “jovens de hoje”, assim como fazia a geração anterior quando éramos jovens.

Mas quando se trata de garantir que nossas melhores lembranças do mundo não sejam esquecidas, parece que pelo menos parte dessa energia pode ser mais bem gasta transmitindo experiências, em vez de fazer julgamentos.

*Por Richard Fischer
……………………………………………………………………………………………….
*Fonte: bbc-brasil

Apenas isso vai evitar de um colapso global completo na próxima década

A sociedade humana está no caminho certo para um colapso nas próximas duas décadas se não houver uma mudança séria nas prioridades globais, de acordo com uma nova reavaliação de um relatório dos anos 1970, informou o Vice.

Nesse relatório — publicado no livro best-seller “Limites do crescimento” (1978, na edição brasileira) — uma equipe de cientistas do MIT (EUA) argumentou que a civilização industrial estava fadada ao colapso se corporações e governos continuassem a perseguir um crescimento econômico contínuo, sem se importar os custos para o planeta. Os pesquisadores previram 12 cenários possíveis para o futuro, a maioria dos quais previu um ponto onde os recursos naturais se tornariam tão escassos que um crescimento econômico adicional se tornaria impossível, e o bem-estar pessoal despencaria.

O cenário mais infame do relatório – o cenário de Negócios Como de Costume (NCC) – previu que o crescimento econômico mundial atingiria o pico por volta da década de 2040, e depois enfrentaria uma forte desaceleração, juntamente com a população global, a disponibilidade de alimentos e os recursos naturais. Esse “colapso” iminente não seria o fim da raça humana, mas sim um ponto de virada social que veria os padrões de vida cairem ao redor do mundo por décadas, escreveu a equipe.

Então, qual é a perspectiva para a sociedade agora, quase meio século depois que os pesquisadores do MIT divulgaram seus prognósticos? Gaya Herrington, pesquisadora de sustentabilidade e análise dinâmica de sistemas da consultoria KPMG, decidiu descobrir. Na edição de novembro de 2020 do Yale Journal of Industrial Ecology, Herrington se voltou para pesquisas que havia iniciado como estudante de pós-graduação na Universidade de Harvard no início daquele ano, analisando as previsões de “Limites para o Crescimento” ao lado dos dados mais atuais do mundo real.

Herrington descobriu que o estado atual do mundo — medido por 10 variáveis diferentes, incluindo população, taxas de fertilidade, níveis de poluição, produção de alimentos e produção industrial — se alinhava extremamente bem com dois dos cenários propostos em 1972, ou seja, o cenário NCC e um chamado Tecnologia Abrangente (TA), no qual os avanços tecnológicos ajudam a reduzir a poluição e aumentar o abastecimento de alimentos, mesmo com o escoamento dos recursos naturais.

Embora o cenário da TA resulte em um choque menor para a população global e o bem-estar pessoal, a falta de recursos naturais ainda leva a um ponto em que o crescimento econômico diminui drasticamente — ou seja, um colapso repentino da sociedade industrial.

“[Os cenários NCC] e TA mostram uma parada no crescimento dentro de uma década ou mais a partir de agora”, escreveu Herrington em seu estudo. “Ambos os cenários indicam, portanto, que continuar os negócios como de costume, ou seja, buscar crescimento contínuo, não é possível.”

A boa notícia é que não é tarde demais para evitar esses dois cenários e colocar a sociedade no caminho para a recuperação — o cenário do Mundo Estabilizado (ME). Ou seja limitar deliberadamente o crescimento econômico por conta própria, antes que a falta de recursos nos obrigue a fazê-lo.

“O cenário ME pressupõe que, além das soluções tecnológicas, as prioridades sociais globais mudem”, escreveu Herrington. “Uma mudança de valores e políticas se traduz em, entre outras coisas, família pequena, perfeita disponibilidade de controle de natalidade e uma escolha deliberada de limitar a produção industrial e priorizar serviços de saúde e educação.”

Em um gráfico do cenário de ME, o crescimento industrial e a população global começam a se nivelar logo após essa mudança de valores. A disponibilidade de alimentos continua a aumentar para atender às necessidades da população global; poluição diminui e o esgotamento dos recursos naturais começa a nivelar, também. O colapso social é evitado inteiramente.

Esse cenário pode soar como uma fantasia — especialmente quando os níveis de dióxido de carbono atmosférico disparam. Mas o estudo sugere que uma mudança deliberada ainda é possível.

Herrington disse à Vice.com que o rápido desenvolvimento e implantação de vacinas durante a pandemia COVID-19 é um testemunho da engenhosidade humana diante das crises globais. É inteiramente possível, disse Herrington, que os humanos respondam de forma semelhante à crise climática em curso se fizermos uma escolha deliberada e em toda a sociedade.

“Ainda não é tarde demais para a humanidade mudar propositalmente o curso para alterar significativamente a trajetória do futuro”, concluiu Herrington em seu estudo. “Efetivamente, a humanidade pode escolher seu próprio limite ou, em algum momento, atingir um limite imposto, momento em que um declínio no bem-estar humano se tornará inevitável.”

Leia mais sobre o relatório no Vice.com (em inglês).

*Por Marcelo Ribeiro
………………………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Aquecimento do Ártico pode levar a eventos climáticos extremos no mundo

Um novo relatório do Climate Crisis Advisory Group (CCAG), divulgado na quinta-feira, 29 de julho, conclui que o rápido aquecimento e derretimento do gelo no Ártico é provavelmente o principal gatilho para eventos climáticos em cascata em todo o planeta, resultando em mudanças devastadoras em nossos sistemas meteorológicos e nos incidentes climáticos extremos observados recentemente — como as ondas de calor e inundações em países como os EUA, Canadá, Alemanha e China, que causaram centenas de mortes.

“A ocorrência sistemática de super-extremos em todo o mundo em 2021 não pode ser explicada apenas pelos 1,2°C de aquecimento global que temos até agora — há algo mais em jogo. E o candidato é o aquecimento acelerado e o derretimento do gelo no Ártico”, diz Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, da Alemanha, e membro do CCAG.

Aquecimento 3 vezes mais rápido

Nos últimos 30 anos, o Ártico aqueceu a uma taxa de 0,81°C por década, mais de três vezes mais rápido do que a média global de 0,23°C por década. Isso resultou na perda rápida e irreversível do gelo marinho, bem como na perda do manto de gelo da Groenlândia.

De acordo com o relatório, há gelo suficiente apenas na camada de gelo da Groenlândia para elevar o nível global do mar em 7,5 metros.

Um Ártico estável é conhecido por controlar a temperatura da Terra — interrompida essa estabilidade, os mantos de gelo estão derretendo e liberando grandes quantidades de água doce fria no Atlântico Norte, diminuindo a circulação do oceano e provocando impactos em regiões tão distantes quanto a Antártica, além de perturbar eventos climáticos complexos, como a monção sul-americana. Isso também explica a maior frequência de secas e incêndios na floresta amazônica, causando aumento da liberação de CO2 na atmosfera.

Permafrost
Paralelamente, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem a aumentar na taxa atual, dezenas a centenas de bilhões de toneladas de carbono, presas no permafrost do planeta, poderiam ser liberadas na atmosfera. No ritmo atual, segundo o documento, as condições de clima quente que levam ao degelo do permafrost já estão ocorrendo cerca de 70 anos antes das previsões.

“Os impactos da influência humana sobre o clima em uma região se propagam a outras regiões em função da circulação atmosférica e oceânica. Não atuar para reverter as causas da mudança climática e reduzir seus impactos é uma escolha que implica em prejuízos substanciais para nossa economia e para a segurança da população”, explica Mercedes Bustamante, pesquisadora da UnB e única brasileira membro do CCAG.

Ação urgente


“É MAIS UM LEMBRETE DE QUE NÃO HÁ MARGEM REMANESCENTE PARA MAIS DE GASES DE EFEITO ESTUFA EM NOSSA ATMOSFERA. NÃO APENAS DEVEMOS REDUZIR IMEDIATAMENTE AS EMISSÕES, PARTICULARMENTE DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS, DEVEMOS TAMBÉM PROCURAR MANEIRAS DE REMOVER GASES DE EFEITO ESTUFA DA ATMOSFERA EM ESCALA.”

Este é o segundo de uma série de relatórios publicados pelo CCGA, grupo internacional independente de especialistas sobre o clima, e antecipado à imprensa brasileira pela Bori. Veja mais informações sobre o CCGA aqui e confira o primeiro relatório aqui.

………………………………………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

NASA alerta que uma mudança na órbita da lua tornará as inundações da Terra piores

A partir da próxima década, dizem os cientistas, uma “oscilação” na órbita da Lua está prestes a tornar as inundações costeiras aqui na Terra muito piores.

Quando a oscilação começar, as cidades costeiras americanas podem repentinamente começar a inundar três ou quatro vezes mais do que agora, de acordo com uma pesquisa da NASA e da Universidade do Havaí publicada na revista Nature Climate Change no mês passado.

No estudo, os cientistas previram que a oscilação lunar causará um aumento nos aglomerados de inundações que interromperão significativamente a vida e danificarão a infraestrutura em cidades costeiras que se aclimataram a inundações muito mais suaves e menos frequentes – um lembrete assustador da estreita relação da Terra com seu satélite natural, e talvez até mesmo uma questão urgente de infraestrutura.

Como relata a Live Science , essa oscilação lunar é, na verdade, um ciclo perfeitamente natural que já se arrasta por eras e continuará a ocorrer por muito tempo depois de nossa partida. A órbita da Lua cria períodos de marés altas e baixas de acordo com um ritmo de aproximadamente 18,6 anos.

O que o torna perigoso desta vez é o fato de que o nível do mar está subindo graças aos efeitos das mudanças climáticas e às emissões descontroladas de gases de efeito estufa. Portanto, quando o próximo período de amplificação da maré começar no início de 2030, as enchentes resultantes provavelmente serão piores, mais persistentes e mais perigosas do que nunca.

“É o efeito acumulado ao longo do tempo que terá um impacto”, disse o pesquisador da Universidade do Havaí e principal autor do estudo, Phil Thompson , em um comunicado à imprensa . “Se inundar 10 ou 15 vezes por mês, uma empresa não pode continuar operando com seu estacionamento submerso. As pessoas perdem seus empregos porque não conseguem trabalhar. Verter fossas se tornou um problema de saúde pública. ”

…………………………………………………………………………………………….
*Fonte: pensarcontemporaneo

Chegamos ao Dia de Sobrecarga da Terra de 2021

No dia 29 de Julho entramos no “cheque especial” do planeta, um alerta de que precisamos mudar nossos padrões – veja como!

Nesta quinta-feira, dia 29 de julho de 2021, chegamos mais uma vez ao Dia da Sobrecarga da Terra. Esta data marca o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Ou seja, entramos no “cheque especial” do planeta, de acordo com a Global Footprint Network, entidade responsável pelos cálculos de sobrecarga da Terra desde 1970.

O Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, emitiu um comunicado lembrando que O Dia da Sobrecarga da Terra em 2021 caiu na mesma data que em 2019, o que significa que voltamos aos padrões anteriores a 2020, quando a pandemia atrasou a data para 22 de agosto.

“APÓS UM CENÁRIO GLOBAL DE RECESSÃO ECONÔMICA, AINDA QUE MANTIDO UM ALTO NÍVEL DE DESEMPREGO, A PRODUÇÃO E O CONSUMO COMEÇARAM A DAR SINAIS DE RECUPERAÇÃO E O DIA VOLTOU A CAIR EXATAMENTE NA MESMA DATA DE 2019 — 29 DE JULHO —, ANO ANTERIOR AO CORONAVÍRUS.”

Os dados mostram que, em 2021 voltamos a consumir 74% mais recursos naturais do que o planeta tem condições de regenerar em 1 ano. Além disso é uma alerta para o fato de que na corrida para recuperar a economia global, voltamos aos os níveis anteriores de emissões de gases de efeito estufa e de uso de recursos naturais.

“FALTANDO AINDA (QUASE) MEIO ANO, JÁ ESGOTAMOS A NOSSA COTA DE RECURSOS NATURAIS DA TERRA PARA 2021.”

Susan Aitken, líder da Câmara Municipal de Glasgow e conselheira da Global Footprint Network
É fundamental que governos, empresas e que as pessoas repensem seus modelos econômicos e hábitos. De acordo com os dados usados para calcular o Dia da Sobrecarga da Terra, precisamos de 1,7 planeta para manter os padrões atuais de produção e consumo. E, por mais absurdo que pareça, é importante lembrar que só temos um planeta e que nossa sobrevivência depende do seu equilíbrio.

O diretor-presidente do Akatu, Helio Mattar, reforça a importância da reflexão que o Dia da Sobrecarga da Terra traz e a necessidade urgente de se adiar esta data. “O adiantamento do Dia da Sobrecarga da Terra de 2021 ilustra a importância das ações coletivas e a urgência na revisão dos nossos modelos de produção e consumo. A recuperação econômica global frente ao coronavírus precisa levar em conta aspectos socioambientais e oferecer respostas à Crise Climática”, afirma.

Mudanças possíveis e necessárias
Em 2020, com as mudanças impostas pela pandemia, o Dia de Sobrecarga da Terra regrediu pela primeira vez em 50 anos. Entre as mudanças podemos citar a diminuição da circulação de pessoas e da atividade industrial. Os níveis de poluição atmosférica despencaram em diversas partes do mundo.

Mas, as mudanças foram impulsionadas por uma circunstância extrema e, assim que as atividades começaram a ser retomadas, a pegada de carbono do mundo aumentou 6,6% em relação a 2020 – ano em que havia caído 14,5%.

As mudanças climáticas são uma ameaça ainda maior do que a pandemia para o meio ambiente e, consequentemente, para a humanidade. É preciso agir rápido e cobrar dos setores público e privado mudanças nas políticas ambientais e modelos econômicos.

Além disso podemos trazer para o nosso dia a dia algumas mudanças que podem contribuir para que em 2022 o Dia da Sobrecarga da Terra venha mais tarde.

O Instituto Akatu tem algumas dicas que podemos colocar em prática a partir de hoje!
O que você pode fazer?

Reduza o consumo de carne
Calorias animais, sobretudo carne bovina, são significativamente mais intensivas no uso de recursos na sua produção do que calorias vegetais. Para comprovar isso, basta ver que ao substituir a carne bovina por outra fonte proteica (frango ou leguminosas, como lentilhas, feijões, ervilhas e grão de bico) uma ou mais vezes por semana, você poupa as emissões de gases de efeito estufa relacionadas à produção da carne e, com isso, estará combatendo a Crise Climática.

Enquanto a produção de um 1kg de carne bovina emite 27 kgCO2e, a produção de 1kg de frango emite quase 4 vezes menos (6,9 kgCO2e) e a de 1kg de feijão, quase 14 vezes menos (2 kgCO2e).

Se toda a população mundial reduzir pela metade o consumo médio anual de carne, preferindo a ingestão de verduras e legumes, o Dia da Sobrecarga da Terra será adiado em 17 dias.

Evite o desperdício de alimentos
As perdas (na produção) e os desperdícios (no processamento e no consumo) de alimentos são responsáveis por cerca de 9% da pegada ecológica global.

Se uma família de 4 pessoas desperdiçar 100g de arroz semanalmente, em 1 ano descartará mais de 5 kg desse alimento. A produção dessa quantidade de arroz gera emissões similares à da produção de energia elétrica suficiente para manter 2 lâmpadas de LED acesas 4 horas por dia ao longo de 2,5 anos! Para poupar essas emissões, prepare somente o que você vai comer, faça o uso integral dos alimentos (incluindo cascas e sementes) e, se for o caso, congele o que sobrou para comer depois.

Se reduzirmos pela metade as perdas e desperdícios de alimentos no mundo, o Dia da Sobrecarga da Terra será adiado em 11 dias.

Prefira meios de transporte sem emissões
A redução no uso individual do carro em todo mundo contribuiu para o atraso do Dia da Sobrecarga da Terra em 2020, já que o transporte movido à combustíveis fósseis tem grande impacto ecológico. Se a distância é curta, use bicicleta e se desloque à pé. Para trajetos maiores, dê preferência ao transporte público, como metrô e ônibus.

Quer ver como essa troca faz a diferença? Se você deixar o carro de lado e se deslocar a pé ou de bicicleta em um trecho de ida e volta de 4 km, cinco dias por semana, em 1 ano evitará emissões similares às geradas na produção de energia elétrica que mantém 4 lâmpadas de LED acesas 6 horas por dia ao longo de 21 anos!

Se reduzirmos pela metade a pegada de carbono dos deslocamentos, assumindo que 1/3 das distâncias percorridas de carro são substituíveis por transporte público, bicicletas e caminhadas, o Dia de Sobrecarga da Terra será adiado em 13 dias.

Simplifique seu guarda-roupa
A pandemia trouxe a percepção a muitas pessoas de que é possível viver tendo menos roupas nos armários, focando só no que é necessário. Comprar e possuir menos roupas, adotando um estilo mais minimalista, também contribui para a preservação do meio ambiente, uma vez que as roupas representam 3% da pegada ecológica global, e a produção de todo e qualquer novo item emite gases de efeito estufa e consome recursos naturais.

Para se ter uma ideia, a produção de uma única calça jeans consome quase 11 mil litros de água, quantidade suficiente para suprir a demanda diária (beber, cozinhar, lavar louças, etc.) de uma pessoa por mais de 3 meses. Reflita antes de comprar uma nova peça e doe ou venda no mercado de segunda mão aquela que você não usa mais.

Calcule a sua Pegada Ecológica, por meio dessa ferramenta desenvolvida pelo WWF, e o Teste do Consumo Consciente do Instituto Akatu para identificar em quais áreas a sua consciência no consumo pode evoluir ainda mais, levando à adoção de práticas mais sustentáveis.

………………………………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Dubai usa drones para criar chuvas artificiais e enfrentar ondas de calor de até 50°C

O Oriente Médio é uma das regiões mais secas do planeta Terra, e pode se tornar inabitável em meados deste século devido às temperaturas crescentes e falta de chuvas. E como um esforço para diminuir o agravamento das condições climáticas na região, os Emirados Árabes Unidos (EAU) estão usando drones que estão fazendo “chover” em locais áridos.

Vídeos recentes divulgados pela agência climática do EAU mostram chuvas pesadas caindo no deserto. Só que as gotículas foram resultado de um teste piloto com drones não tripulados que descarregam eletricidade no meio das nuvens de tempestade. As cargas elétricas são tão potentes que a chuva consegue chegar ao solo, mesmo com temperaturas beirando a casa dos 50°C quase que diariamente.

Nuvens são feitas de gotas de água, mas as gotas são muito pequenas para caírem sozinhas do céu. Descargas elétricas incentivam essas pequenas gotículas a colidirem e se condensarem em gotas maiores, até que chega o ponto que elas caem, formando chuvas e tempestades. O problema é que em lugares muito quentes ou secos, como os Emirados Árabes Unidos, até as gotas maiores não são grandes o suficiente para cair. Como consequência desse clima extremamente seco, a chuva evapora antes mesmo de chegar ao chão.

É aí que a técnica de cargas elétricas poderia ajudar a encorpar essas gotículas para que elas alcancem o chão do deserto. Pesquisadores das Universidades de Bath e Reading que estão por trás do sistema gastaram tempo modelando o mecanismo, além de fazer testes em balões no ano passado para avaliar sua eficácia. No início deste ano, começaram os testes com drones. Segundo o The Washington Post, cientistas receberam US$ 1,5 milhão (R$ 7,8 milhões na conversão direta) para tocar o projeto pelos próximos três anos.

Os Emirados Árabes Unidos não são o único país que fazem experimentos com chuva “tecnológica”. A China tem um grande plano para usar cargas elétricas nas nuvens do Himalaia, enquanto Coréia do Sul e Tailândia usaram a mesma técnica para a chuva varrer a poluição do ar. Há ainda tecnologias que tentam fazer o contrário — ou seja, parar de chover. Foi o que aconteceu na Indonésia, que no ano passado sobrecarregou nuvens com partículas para interromper as fortes chuvas.

Seca no Oriente Médio
A média anual de precipitação nos Emirados Árabes Unidos é uma das mais baixas do mundo: inferior a 10,2 centímetros. Ao mesmo tempo, o país tem uma das mais altas taxas de consumo de água do mundo por pessoa, de acordo com a Administração Comercial Internacional dos EUA. Os números do governo também mostram que o país dessalina 42% de sua água, embora seja um processo caro e requer grandes quantidades de energia.

Emitir pequenos pulsos elétricos nas nuvens para gerar chuva poderia ajudar a abastecer os reservatórios de água ou tomar parte do trabalho que hoje fica a cargo da dessalinização, só que por um custo muito menor. Mesmo assim, os Emirados devem se tornar uma região ainda mais seca e quente nos próximos anos. Dados do Banco Mundial apontam que, se as emissões de carbono continuarem aumentando, o país poderia aquecer 2,4 graus Celsius em século ao meio.

*Por Brian Kahn
………………………………………………………………………………………….
*Fonte: gizmodo

Evento virtual aborda Sobrecarga da Terra para público infantojuvenil

O Dia da Sobrecarga da Terra é uma data mundial que marca o momento em que a Humanidade consumiu todos os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar durante um ano. Em 2021, esse marco acontecerá em 29 de julho. Para refletir sobre o tema, o Programa de Educação do Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro, promoverá o “Rolê Sapiência: Sobrecarga da Terra”.

O evento virtual acontecerá neste sábado (24), às 15h, e a atividade é destinada ao público infantojuvenil. O objetivo é fomentar a aproximação e o debate de assuntos da atualidade, sempre em diálogo com a ciência e fazendo uso de recursos lúdicos.

Já na terceira edição, o programa Rolê Sapiência busca reconhecer as escolhas e atitudes – individuais e coletivas – que contribuíram para a configuração deste cenário e debater ações possíveis. A inscrição está disponível aqui.


Dia da Sobrecarga da Terra

Há 51 anos, a Humanidade vem utilizando mais recursos do que o planeta é capaz de renovar. A primeira vez que alcançamos a sua sobrecarga foi em 1970, quando aos 29 dias do mês de dezembro tínhamos utilizado todos os recursos que a Terra conseguia produzir até o dia 31. Desde então, temos conseguido antecipar cada vez mais esse lamentável marco.

Em 2020, como reflexo direto da pandemia, a data foi atrasada, mas, neste ano, antecipamos novamente, e em quase um mês. O dia da sobrecarga da Terra será 29 de julho.

……………………………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Uma manobra extremamente arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo

A NASA finalmente consertou seu Telescópio Espacial Hubble depois de semanas passando por uma falha misteriosa.

Na sexta-feira, a agência anunciou que o Hubble havia ligado com sucesso o hardware de backup que parou de funcionar há mais de um mês. Agora os engenheiros da NASA estão lentamente retornando o telescópio para o estado totalmente operacional. O processo pode levar alguns dias.

“Eu estava muito preocupado”, disse o administrador associado da NASA Thomas Zurbuchen em uma entrevista na sexta-feira com Nzinga Tull, que liderou a equipe do Hubble através da solução de problemas. “Todos sabíamos que isso era mais arriscado do que normalmente fazemos.”

Hubble é o telescópio espacial mais poderoso do mundo, mas está ficando velho. Foi lançado em órbita em 1990. Ele fotografou o nascimento e mortes de estrelas, avistou novas luas circulando Plutão, e rastreou dois objetos interestelares atravessando nosso Sistema Solar.

Suas observações permitiram aos astrônomos calcular a idade e a expansão do Universo e observar galáxias formadas logo após o Big Bang.

Embora a NASA provavelmente tenha corrigido o problema, é um sinal de que a idade do Hubble pode estar começando a interferir com a ciência que ele nos permite realizar. O telescópio não é atualizado desde 2009, e parte de seu hardware tem mais de 30 anos.

“Esta máquina é antiga, e está meio que nos dizendo: Olha, eu estou ficando um pouco velho aqui, certo? Está falando conosco”, disse Zurbuchen. “Apesar disso, temos mais ciência para fazer, e estamos animados com isso.”

Astronautas visitaram o Hubble para reparos e manutenção em cinco ocasiões. (NASA)
Uma manobra arriscada salvou o telescópio espacial mais poderoso do mundo
O computador de carga do Hubble – uma máquina dos anos 1980 que controla e monitora todos os instrumentos científicos da espaçonave – de repente parou de funcionar em 13 de junho. Engenheiros tentaram e falharam em reiniciá-lo várias vezes.

Finalmente, depois de realizar mais testes de diagnóstico, eles perceberam que o computador não era o problema – algum outro hardware na sonda estava causando o problema.

Ainda não está totalmente claro qual peça de hardware foi a culpada. Os engenheiros suspeitam que uma falha na Unidade de Controle de Energia (PCU, na sigla em inglês) do telescópio instruiu o computador a desligar. A PCU poderia estar enviando a elétrica errada para o computador, ou o próprio sistema contra falhas poderia estar com defeito.

Mas a NASA estava preparada para questões como esta. Cada parte do hardware do Hubble tem um backup instalado no telescópio no caso de falhar. Então os engenheiros tiveram que mudar para o hardware de backup.

A NASA já reiniciou o Hubble usando este tipo de operação antes. Em 2008, após uma queda de computador que tirou o telescópio do ar por duas semanas, os engenheiros mudaram para hardware redundante.

Um ano depois, os astronautas repararam dois instrumentos quebrados enquanto estavam em órbita – essa foi a quinta e última operação de manutençãodo Hubble. (A NASA não tem mais como lançar astronautas para o telescópio espacial.)

Ainda assim, a troca de hardware desta semana foi uma manobra arriscada.

“Você não pode ver a espaçonave, você não pode ver enquanto acontece. Você tem que ter certeza de que seus uploads de comando farão exatamente o que você pretende fazer”, disse Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da NASA, ao Insider na semana passada.

“Você simplesmente não quer estragar nada acidentalmente”, acrescentou.

O que não ajudou foi o fato que os engenheiros não poderiam simplesmente mudar a PCU com defeito. A unidade está conectada a muitos outros componentes, então a NASA teve que trocar outro hardware, também.

A agência também usou o computador de carga de backup em vez do original, apenas por segurança. Ele ligou corretamente, os engenheiros o carregaram com software atualizado, e agora está em “modo de operações normais”, disse a NASA em sua atualização de sexta-feira

“Eu me sinto super animado e aliviado”, disse Tull. “Fico feliz em ter boas notícias para compartilhar.”

Fazer o Hubble praticar ciência de novo levará alguns dias.
Agora a equipe do Hubble tem que começar a ligar os instrumentos científicos do telescópio. Pode levar até uma semana para voltar às operações completas, de acordo com Hertz.

Ainda há um mistério a ser resolvido: por que o telescópio parou de funcionar?

Seja qual for o hardware defeituoso, o Hubble não tem mais um backup agora. Se falhar de novo, isso pode ser o fim do Hubble.

“Seja qual for esse componente, está em muitos outros satélites”, disse Hertz. “Queremos sempre entender o que funciona e o que não funciona no espaço.” [Science Alert]

*Por Marcelo Ribeiro
……………………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Imagens estonteantes da rotação da Terra no céu noturno mudarão sua perspectiva

De onde estamos aqui na Terra, é fácil esquecer que nosso planeta está em movimento constante. A maioria dos lapsos de tempo tradicionais da Via Láctea faz com que pareça que o céu noturno está girando ao nosso redor – mas na verdade é o contrário.

Um vídeo deslumbrante do fotógrafo Bartosz Wojczyński corrige essa perspectiva, fazendo com que a realidade pareça incrivelmente assimétrica.

O fotógrafo polonês criou um lapso de tempo hipnótico que abrange 24 horas e que tem um ponto focal na atmosfera, e não na terra. A cada minuto, ele tirava um quadro que subsequentemente era repetido 60 vezes para criar a versão final de 24 minutos que é uma visão hipnotizante dos ciclos da Terra.

O resultado é um piso de inclinação constante que parece que está prestes a expulsá-lo da face do planeta.

De acordo com a PetaPixel , a câmera de Wojczyński foi acoplada a um SW Star Adventurer , projetado para auxiliar na fotografia celestial.

Em seu canal no Youtube, o fotógrafo faz diversos registros impressionantes e, inclusive, mostra o seu processo de criação.

………………………………………………………………………………
*Fonte: pensarcontemporaneo

Poluição por plástico está perto de ser irreversível, diz estudo

A poluição global por resíduos plásticos está a caminho de um “ponto irreversível”, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira (02/07) na revista científica Science. Ano a ano, a geração mundial de lixo plástico só aumenta, e resíduos já podem ser encontrados nos locais mais inóspitos da Terra, como nos desertos, nos picos de montanhas, nas profundezas dos oceanos e até no Ártico.

Os pesquisadores apelaram para uma mudança de comportamento. Politicamente, a União Europeia (UE) deu um passo inicial: a partir de sábado, diversos produtos feitos de plástico estão proibidos no bloco comunitário europeu, entre eles canudos, talheres, pratos e copos descartáveis.

De acordo com os pesquisadores do estudo, a poluição anual de plásticos em águas e na terra pode quase dobrar de 2016 a 2025, caso a população mundial mantenha os hábito atuais.


A equipe de pesquisa foi composta por cientistas da Alemanha, Suécia e Noruega. Ela divulgou a estimativa de que entre 9 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos poluíram rios, lagos e oceanos em 2016. Uma quantidade similar – entre 13 e 25 milhões de toneladas – acabou no meio ambiente terrestre naquele ano.

Apesar do alarme mundial disparado pelas imagens chocantes de rios e mares inundados com lixo plástico, o problema pode já estar próximo de um ponto sem volta, alertam os pesquisadores. Eles afirmam que “as taxas de emissões de plástico em todo o mundo podem desencadear efeitos que não seremos capazes de reverter”.

“O plástico está profundamente enraizado em nossa sociedade e se infiltra no meio ambiente em todos os lugares, mesmo em países com boa infraestrutura de tratamento de resíduos”, diz Matthew MacLeod, da Universidade de Estocolmo e o autor principal do estudo.


Segundo o relatório, as emissões tendem a aumentar, ainda que a consciência sobre a poluição do plástico na ciência e na população tenha aumentado significativamente nos últimos anos.

“Reciclagem de plásticos tem muitas restrições”
Do lado alemão, participaram do estudo pesquisadores do Instituto Alfred Wegener (Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha – AWI, na sigla em alemão), localizado em Bremerhaven, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ, na sigla em alemão), situado em Leipzig.

A pesquisadora Mine Tekman, do AWI, alerta contra a impressão de que tudo pode ser reciclado “magicamente” caso o lixo seja separado corretamente. “Tecnologicamente falando, a reciclagem de plásticos tem muitas restrições e os países com boa infraestrutura exportam seus resíduos plásticos para países com instalações mais precárias”, explica.

Os governos da Malásia e das Filipinas estão entre os que nos últimos anos devolveram – com declarações públicas de irritação – carregamentos de lixo despachados de países como Canadá e Coreia do Sul.

Tekman diz que a produção de “plástico virgem” deve ser limitada e pleiteou por medidas drásticas, como a proibição da exportação de resíduos plásticos, a menos que ela seja feita para um país com uma melhor infraestrutura de reciclagem.

Além disso, há um problema fundamental com materiais não biodegradáveis. Áreas remotas são particularmente ameaçadas por resíduos plásticos, conforme explica a pesquisadora Annika Jahnke, do UFZ.

Nestas regiões, os resíduos plásticos não podem ser removidos por equipes de limpeza. E o desgaste de grandes pedaços de plástico também causa inevitavelmente a liberação de um grande número de micro e nanopartículas e à lixiviação de produtos químicos que foram deliberadamente adicionados ao plástico na produção.

Desequilíbrio da bomba biológica
A equipe de pesquisa também alerta que, combinado com outros danos ambientais imediatos, o lixo plástico pode ter efeitos de longo alcance ou até mesmo globais mesmo em áreas remotas.

É possível que os resíduos plásticos causem uma influência na biodiversidade do mar e na climaticamente tão importante bomba biológica. O termo se refere ao processo através do qual o carbono liberado na atmosfera é armazenado nas profundezas oceânicas por meio de processos biológicos.

A biologia marinha possui um papel muito importante no chamado “sequestro de carbono” – os oceanos armazenam aproximadamente 50 vezes mais carbono que a atmosfera. E o plástico atua como um estressor adicional, que pode causar um desequilíbrio nos oceanos.

“O custo de ignorar o acúmulo de poluição persistente de plástico no meio ambiente pode ser enorme”, diz MacLeod. “A coisa mais sensata que podemos fazer é agir o mais rápido possível para reduzir a quantidade de plástico que polui o meio ambiente.”


Alguns produtos fabricados com plástico descartável estarão proibidos a partir deste sábado na UE. A regulamentação afeta itens para os quais existem alternativas, como canudos e talheres e pratos descartáveis. Certos copos e recipientes descartáveis de isopor também não poderão mais ser produzidos ou colocados no mercado. Os bens existentes e previamente adquiridos ainda podem ser vendidos.


…………………………………………………………………………………………….
*Fonte: dw

Balão gigante vai levar turistas à “beira” do espaço

As viagens para o espaço, ainda mais as turísticas, podem até parecer coisa de filme, só que agora se aproximam da realidade. Inclusive, se por acaso pensou que seria em um foguete, saiba que há outras opções. A empresa Space Perspective anunciou que fará uma viagem até a “beirada” do espaço com um balão gigante.

Após o primeiro teste, o qual chegou a uma altitude de 33 quilômetros, a empresa de viagens espaciais disse que oferecerá o passeio a partir de 2024. O valor da passagem será de US$ 125 mil, ou R$ 613,5 mil, na cotação atual.

O custo pode soar caro e inclui o transporte de outras sete pessoas durante seis horas no balão, chamado de Spaceship Neptune. A estrutura conta com um bar e banheiro, com expectativa de que chegue a altura de 30 quilômetros, que é quase três vezes a de um avião normal.

A empresa explicou que o lançamento será feito a partir do Aeroporto Regional da Costa Espacial, na Flórida, próximo do Kennedy Space Center, que é de onde saem os foguetes da Nasa e da SpaceX. Porém, o destino ainda é incerto e depende de como os ventos vão se comportar na ocasião.

Já a aterrissagem poderá acontecer no oceano Atlântico ou próximo ao Golfo do México, local onde o teste realizado pela Space Perspective no último 18 de junho parou.

Ao site “Space News”, a cofundadora da empresa, Jane Poynter, revelou que foram registradas 25 inscrições de pessoas interessadas durante um evento online de anúncio da novidade e que o número total já seria “muito maior”.

A ideia de ter o passeio pelo espaço é mais uma na disputa pelo mercado de turismo espacial. Tanto que pela Blue Origin, Jeff Bezos (CEO da Amazon) anunciou que irá viajar para o espaço no próximo dia 20 de julho junto do irmão.

Ademais, o Spaceship Neptune chegará a cerca de 30 quilômetros, enquanto as empresas com foguetes alcançarão a linha de Kármán (100 quilômetros), que define o limite entre a atmosfera da Terra e o espaço.

Mas, cá entre nós, dessa altitude, já vai dar para ver a curvatura da Terra e a cor real do espaço profundo, podendo ser considerado como “espaço” para muita gente.

*Por Gabriela Bulhões
………………………………………………………………………………………..
*Fonte: olhardigital

Condenados: a humanidade já era de acordo com cientistas

O planeta, como você deve saber, está muito mal.

Mas a imensa escala das ameaças representadas pelas mudanças climáticas globais e pela perda de biodiversidade induzida pelo homem pode ser ainda mais grave do que as pessoas entendem, de acordo com um artigo publicado no início deste ano na revista Frontiers in Conservation Science que alerta para um “futuro medonho” de extinção em massa e talvez até mesmo o fim da humanidade.

“A humanidade está causando uma rápida perda de biodiversidade e, com ela, a capacidade da Terra de suportar vida complexa”, disse o autor principal e ecologista da Universidade Flinders (Austrália), Corey Bradshaw, em um comunicado à imprensa. “Mas o mainstream está tendo dificuldade em compreender a magnitude dessa perda, apesar da erosão constante do tecido da civilização humana.”

Prioridades ao avesso
Parte do desafio é que os sistemas políticos e econômicos do mundo são projetados para se concentrar em desafios e ganhos de curto prazo, argumentam os autores do estudo, fazendo com que os problemas de longo prazo das mudanças climáticas, da perda da biodiversidade e da destruição ecológica não sejam resolvidos.

“Na verdade, a escala das ameaças à biosfera e a todas as suas formas de vida é tão grande que é difícil de entender até mesmo para especialistas bem informados”, disse Bradshaw no comunicado. “O problema é agravado pela ignorância e pelo interesse próprio de curto prazo, com a busca da riqueza e dos interesses políticos, impedindo a ação crucial para a sobrevivência.”

“A maioria das economias opera com base no fato de que [ações remediadoras] agora são muito caras para serem politicamente palatáveis”, acrescentou o coautor do estudo e biólogo da Universidade de Stanford (EUA) Paul Ehrlich. “Combinado com campanhas de desinformação para proteger os lucros de curto prazo, é duvidoso que a escala de mudanças que precisamos seja feita a tempo.”

O coautor do estudo Dan Blumstein, ecologista da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, disse que o artigo “assustador” é uma questão de vida ou morte.

“O que estamos dizendo pode não ser popular, e de fato é assustador”, disse ele. “Mas precisamos ser sinceros, precisos e honestos se a humanidade é entender a enormidade dos desafios que enfrentamos na criação de um futuro sustentável.”

*Por Marcelo Ribeiro
……………………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Superlua e eclipse total acontecerão ao mesmo tempo dia 26 de maio

O primeiro e único eclipse total da lua deve acontecer no dia 26 de maio, juntamente a uma superlua vermelha. Infelizmente, habitantes do Brasil poderão observar apenas a superlua e uma forma parcial do eclipse, que vai aparecer totalmente apenas para certas regiões da Oceania, oeste dos Estados Unidos e leste da Ásia.

Ainda outro eclipse deve acontecer em novembro deste ano. Contudo esse segundo evento será parcial. O desaparecimento total da Lua pela sobra da Terra, assim, deve acontecer completamente apenas na próxima quarta-feira. Nesse estágio a Lua estará 157 quilômetros mais próxima da Terra do que a última lua cheia, que ocorreu em abril.

Faixas em que é possível observar o eclipse totalmente ou parcialmente. Imagem: NASA
Apesar de não podermos ver esse evento no Brasil, a lua por aqui passará por algumas mudanças também no dia 26. A coloração avermelhada também ocorreu na superlua rosa do dia 26 de abril. Contudo, a lua cheia de maio aparecerá mais nítida no céu, além de parecer levemente maior – uma vez que estará realmente mais perto da Terra.

A partir das 5:47 da tarde (horário baseado no Rio de Janeiro) será possível ver uma parte da Lua encoberta pela sobra da Terra, além da coloração avermelhada durante o nascimento do astro no horizonte.

Eclipse lunar e a cor avermelhada da Lua

Como dito anteriormente, a lua-cheia de maio é aquela que está mais próxima da Terra, no perigeu da órbita. Isso acontece porque os astros celestes traçam órbitas elípticas, com dois focos – um ocupado pela Terra, no caso. Assim, a superlua deste mês irá atingir o ponto mais próximo do nosso planeta na quarta-feira, mas ainda nos outros dias será possível vê-la significativamente maior que o normal.

Já o eclipse acontece devido à propagação da luz no espaço. Ou seja, com o Sol ao nosso lado, há a formação de sombras dos planetas e astros que o orbitam. Assim, quando ocorre o eclipse total da lua, a sombra da Terra encobre o satélite. Nesse sentido, os astros ficam organizados na sequência: Lua, Terra e Sol, respectivamente.

A coloração avermelhada, por conseguinte, acontece devido à própria atmosfera do nosso planeta. Isso porque quando a luz passa no limiar da atmosfera, como uma tangente, parte dos raios solares são “filtrados” – aqueles com menores comprimentos de onda, como azul ou verde. Os que passam por esse filtro são justamente da cor vermelha, laranja e amarela, dando a coloração da superlua durante o nascer do satélite.

Diferentemente do que ocorre com o Sol, não há risco em olhar diretamente para os fenômenos lunares. Ademais, não há necessidade da utilização de binóculos ou telescópios para ver os fenômenos, apesar deles serem bem-vindos para mais detalhes.

*Por Matheus Marchetto

……………………………………………………………………………………………
*Fonte: socientifica

A Terra está girando em ritmo acelerado e 2021 pode ser um dos anos mais rápidos da história

O ano de 2020 será lembrado por muitas coisas – a maioria delas desagradáveis, diga-se de passagem. Mas também ficará na história por ser um dos anos mais rápidos já registrados. E isso tem um motivo: o nosso planeta está girando de maneira bem mais acelerada do que antes. Se essa tendência continuar, isso pode tornar 2021 ainda mais veloz.

De acordo com os cientistas, nossos relógios estão fora de sincroniza porque estão começando a funcionar um pouco mais rápido que o normal. Como resultado, a rotação do nosso planeta vem acelerando ligeiramente. A plataforma colaborativa Time and Date, que reúne horários e fusos dos países, diz que foram precisamente 28 dias que a Terra girou mais rápido em volta de si mesma. A ciência não observava algo assim desde 1960, quando foram registrados os dias mais curtos que sabemos até então.

A Terra leva 24 horas, ou 86.400 segundos, para fazer uma rotação completa em torno de seu eixo, que os cientistas chamam de dia solar médio. O termo “médio” é fundamental, uma vez que pequenas variações ocorrem a cada dia. Isso se tornou aparente na década de 1960 com o desenvolvimento da cronometragem atômica. Os relógios atômicos medem a rotação da Terra em relação a um objeto astronômico distante, normalmente uma estrela fixa. Os cientistas aprenderam que a duração de um único dia pode desviar alguns milissegundos (ms), em que 1 ms é igual a 0,001 segundos.

A variabilidade na rotação do nosso planeta não é nada com que se preocupar, e você certamente não precisa se segurar no sofá por medo de ser jogado para fora no espaço. A variabilidade da velocidade de rotação da Terra é um fenômeno normal e influenciado por vários fatores, como o derramamento interno do núcleo derretido do planeta, movimento dos oceanos, ventos e pressão atmosférica.

Para ser claro, estamos falando de números muito pequenos. Hoje, por exemplo, deve durar 24 horas, 0 minutos e 0,0792 ms, enquanto ontem durou 24 horas, 0 minutos e 0,2561 ms, segundo o Time and Date. Isso é uma diferença de 0,1769 ms, então são diferenças quase que imperceptíveis.

No entanto, alguns dias podem estar errados em um grau incomum, como 5 de julho de 2005, quando a rotação da Terra era 1,0516 ms menor que o dia solar médio. Quanto a isso, o ano de 2020 foi extraordinário, batendo o recorde de 2005 não menos que 28 vezes. O mais curto deles foi em 19 de julho, quando a rotação da Terra estava 1,4602 ms abaixo do dia solar médio.

Curiosamente, podemos esperar dias mais rápidos em 2021. “[Um] dia médio em 2021 será 0,05 ms menor que 86.400 segundos”, relata o Time and Date, o que significa que, ao longo de todo o ano, “os relógios atômicos terão acumulado um atraso de cerca de 19 ms”.

Normalmente, esses relógios funcionam rapidamente em algumas centenas de milissegundos a cada ano, exigindo um segundo bissexto adicional para manter os relógios em sincronia.

“Um segundo bissexto é um segundo adicionado ao Tempo Universal Coordenado (UTC) para mantê-lo sincronizado com o tempo astronômico. UTC é uma escala de tempo atômica, baseada no desempenho de relógios atômicos que são mais estáveis ​​do que a taxa de rotação da Terra”, explica o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA.

A última vez que isso aconteceu foi em 2016. Os segundos bissextos são normalmente adicionados à meia-noite na véspera de Ano Novo. Então, se você comemorou na hora e não esperou um segundo extra, você deu início a 2017 um pouco prematuramente. Não tivemos que invocar um segundo bissexto desde 2016 e, dada a aceleração da rotação da Terra, podemos eventualmente fazer o caminho contrário: tirar um segundo inteiro. Seria algo inédito.

Essa ação teria o mesmo propósito de um segundo bissexto positivo, que é manter o UTC em sintonia com nossos relógios atômicos. Dito isso, o Serviço Internacional de Rotação Terrestre e Sistemas de Referência, que decide sobre tais assuntos, ainda não tem planos para fazer isso acontecer.


*Por George Dvorsky

………………………………………………………………………………………
*Fonte: gizmodo

As piores previsões da mudança climática estão se concretizando neste instante

As camadas congeladas da Antartica e Groelândia, que poderiam elevar o oceano mais 65 metros caso derretessem completamente, acompanham os piores cenários previstos pela ONU da elevação do nível do mar, afirmaram cientistas na segunda-feira, alertando sobre as falhas nos atuais modelos do aquecimento global.

O artigo científico publicado na revista Nature Climate Change informa que o derretimento acompanhou as piores previsões — de derretimento mais extremo das duas camadas de gelo — entre 2007 e 2017 o que levará ao aumento de 40 centímetros no nível do mar até 2100.

Disparidade

A perda de gelo constatada reflete aproximadamente três vezes as previsões médias do maior relatório recente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) de 2014.

Há uma grande disparidade entre as previsões do IPCC e a realidade observada.

“Precisamos descobrir a um novo “pior cenário” para os mantos de gelo, porque eles já estão derretendo a uma taxa que condiz com o nosso atual. As projeções do nível do mar são essenciais para ajudar os governos a planejarem políticas climáticas, estratégias de mitigação e adaptação”, afirmou o autor principal do estudo, Thomas Slater, para a AFP. Slater é pesquisador do Centro de Observação e Modelagem Polar da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

“Se subestimarmos o aumento futuro do nível do mar, essas medidas podem ser inadequadas e deixar as comunidades costeiras vulneráveis.”
Thomas Slater

O imenso custo da elevação do oceano

A capacidade destrutiva das tempestades aumentará drasticamente nas regiões costeiras, em que centenas de milhões de pessoas hoje vivem, por causa de tal aumento no nível do mar.

Mais de U$ 70 bilhões em gastos seriam necessários para proteger áreas costeiras com um metro do aumento do mar.

Modelos climáticos são complicados e pode haver vários motivos que expliquem porque as previsões da ONU erraram.

Segundo Slater precisamos entender melhor estes fatores para ajustar os modelos e fazer previsões mais precisas do aumento do nível do mar.

Até poucas décadas atrás os mantos de gelo da Antártica e da Groelândia perdiam a mesma quantidade de gelo que recebiam em forma de neve, mas o aumento gradual nas temperaturas quebrou esse equilíbrio.

Em 2019 a Groenlândia derreteu 532 bilhões de toneladas de gelo devido ao um verão extremamente quente o que causou 40% da elevação do oceano do ano todo.

De acordo com o cientista o próximo grande relatório do IPCC, que deve ser publicado em 2021, está sendo elaborado através de modelos que refletirão melhor o comportamento da atmosfera, mantos de gelo e mares; levando a previsões mais precisas.

*Por Marcelo Ribeiro

……………………………………………………………………………………..
*Fonte: hypescience

Como a Lua afeta as marés na Terra?

Nos últimos dias, o encalhamento do navio cargueiro Ever Given no Canal de Suez despertou grande atenção da mídia internacional. Após enfrentar problemas técnicos e ficar entalado, no dia 23 de março, a embarcação precisou de 1 semana para ser solta e também contou com a “mãozinha” de uma lua cheia para sair do lugar.

Durante o domingo (28), enquanto trabalhadores se revezavam para remover a areia que atravancava o porta-contêineres, ocorreu o fenômeno natural chamado de “maré sizígia” — quando ocorre o alinhamento cósmico da Terra, do Sol e da Lua. Porém, como é que a Lua tem poder para influenciar nas marés dos oceanos do nosso planeta? Existe uma explicação científica.

Formação das marés

Para entender o que ocorreu com o navio Ever Given, é necessário saber mais sobre o movimento das marés. Tanto as baixas quanto as altas são causadas pela Lua, cuja atração gravitacional gera algo chamado força da maré. Esse fenômeno faz a Terra e a sua água se projetarem nos lados mais próximos e mais distantes da Lua.

Conforme o planeta gira, regiões específicas vão sofrendo esses efeitos em momentos distintos. Portanto, o movimento de maré alta ocorre sempre nas extremidades do mundo voltadas à Lua, e o inverso vale para as baixas. Esse ciclo costuma ocorrer quase todos os dias em todas as regiões costeiras da Terra.

No caso da “maré sizígia”, a força gravitacional do nosso satélite se une à gravitacional solar, e a movimentação dos mares se torna ainda maior. Foi por meio desse grande aumento no nível dos oceanos que o Ever Given conseguiu retornar à sua rota pelo mar Mediterrâneo.

Influência gravitacional

Se a força gravitacional da Lua puxa os oceanos em sua direção, como é que as marés altas também surgem na face mais distante da Terra? Apesar do conceito parecer esquisito, tudo se resolve por meio de uma equação matemática. Ao contrário da força gravitacional, a força da maré é um efeito proveniente das diferenças na gravidade sobre a superfície da Terra.

Para chegar à força da maré, nós devemos subtrair a atração gravitacional média na Terra da atração gravitacional em cada local do planeta. O resultado mostra um estiramento nas extremidades direcionadas à Lua e um esmagamento nas faces neutras, formando as marés altas e baixas.

*Por Pedro Freitas

……………………………………………………………………………………………
*Fonte: megacurioso

Pesquisadores querem criar um ‘backup’ genético da Terra na Lua

Como 2020 já nos mostrou, a humanidade e o próprio planeta Terra são bastante vulneráveis. Imagine, por exemplo, que a letalidade do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, fosse drasticamente mais alta. Nesse caso, a extinção da raça humana, ou ao menos o fim da sociedade como é, seria um risco considerável. Contudo, não queremos despertar gatilhos de ansiedade. É por essa fragilidade que pesquisadores propuseram a criação de um backup genético da Terra, na Lua, só para variar.

A proposta foi apresentada durante a Conferência Aeroespacial do IEEE, no último dia 06. Na proposta, os pesquisadores sugerem a criação de uma estação lunar que pudesse abrigar um banco genético de todas as 6,7 milhões de espécies de plantas, animais e fungos do planeta. A estrutura ficaria abrigada nos tubos de lava que se formaram na Lua durante os seus primeiros milhões de anos de existência.

A proposta, de fato, é uma boa ideia. No entanto, você pode imaginar que criar uma super estrutura na Lua não é algo muito barato. O prédio precisaria ter estruturas que conectassem o subsolo à superfície lunar por elevadores, além de salas a mais ou menos 190°C negativos. Contudo, a parte mais cara da ideia é o transporte. Segundo os autores, cada espécie teria 50 amostras de DNA armazenadas. Isso iria requerer mais de 250 viagens espaciais, sem contar aquelas para a construção da base.

Além do mais, estimativas mostram que, para se criar uma espécie novamente, apenas com o DNA, cientistas precisariam de mais de 500 amostras do material genético. Esse número possibilitaria uma diversidade genética sustentável, mas também deixaria o banco de DNA 10 vezes mais caro.

O risco do sumiço de material genético

O maior banco genético atualmente está hospedado na Noruega e conta com mais de 1 milhão depósitos genéticos, sobretudo de plantas usadas para agricultura. Entretanto, mesmo essa arca norueguesa pode sofre catástrofes como tsunamis ou mesmo o impacto de um meteoro.

Pensando nisso, os autores da proposta argumentam que a base lunar poderia proteger o DNA da radiação solar (uma vez que ficaria no subsolo) e ao mesmo tempo facilitar a conservação, já que os tubos de lava lunares atingem os 15°C negativos. Esse refúgio em outro astro só seria ameaçado por um impacto direto de asteroide – ou por uma bomba atômica.
(Imagem de István Mihály por Pixabay )

Pandemia, mudança climática, crises diplomáticas internacionais, eventos astronômicos. Essas são ameaças reais à espécie humana e à biodiversidade da Terra. A proteção dessa diversidade é uma responsabilidade, portanto, da própria espécie humana. Apesar dos custos altíssimos, os pesquisadores acreditam que a arca lunar pode se tornar viável nos próximos 30 anos, com todos os avanços tecnológicos e aeroespaciais já observados até o momento.

*Por Matheus Marchetto

………………………………………………………………………………………
*Fonte: socientifica

Em 2100, o verão durará 6 meses no hemisfério Norte

Os pesquisadores estão preocupados com uma perturbação climática das estações terrestres que não estamos acostumados. Eles alertam que em 2100 o verão provavelmente durará 6 meses no hemisfério Norte e teria repercussões catastróficas no equilíbrio dos ecossistemas, colocando a humanidade em perigo.

Ou seja, será prejudicial aos ecossistemas que são finamente equilibrados em termos de estações e temperaturas. Portanto, ondas de calor prolongadas, incêndios florestais mais frequentes, mudanças nos padrões de migração (afetando a cadeia alimentar) e mais uma lista exaustiva de instabilidades virão.

Aquecimento global e verão mais prolongado

O estudo relata que, se o aquecimento global continuar no ritmo atual, os riscos para a humanidade só irão piorar com o tempo. A previsão é baseada em 60 anos de dados.

Assim, os pesquisadores analisaram dados climáticos diários históricos de 1952 a 2011, marcando os dias com 25% das temperaturas mais quentes nesses anos como os meses de verão e aqueles com temperaturas mais quentes.

Dessa forma, a análise descobriu que o verão aumentou em média de 78 dias para 95 dias nesse período e o inverno diminuiu de 76 dias para 73 dias. A primavera e o outono também diminuíram, em 9 dias e 5 dias, respectivamente.

Enquanto a primavera e o verão começaram gradualmente mais cedo, o outono e o inverno começaram mais tarde. Os resultados foram publicados na revista Geophysical Research Letters.

Enfim, o estudo conclui que o hemisfério Norte chegará a um verão de 6 meses em 2100, começando mais cedo. Isso porque a equipe se voltou para modelos climáticos futuros para prever como essas tendências poderiam continuar até a virada do século. De acordo com as simulações, o inverno vai durar apenas 2 meses.

Este é um desenvolvimento potencialmente perigoso por várias razões, significando maior exposição aos pólens no ar e disseminação de mosquitos tropicais que transmitem doenças, por exemplo.

*Por Amanda dos Santos

…………………………………………………………………………………………
*Fonte: socientifica

Apocalipse em cores: o curioso vídeo da CNN para o fim do mundo

Em meados de 1980, os Estados Unidos viviam sob o contexto do período que foi chamado de Segunda Guerra Fria. Na época, as tensões entre o país norte-americano e a União Soviética, duas potências com enorme poder militar, eram ainda maiores.

Por isso, inclusive, as populações de ambas as nações temiam uma possível destruição do mundo que conheciam. Em resumo, havia a teoria de que, se as coisas piorassem, os humanos teriam de enfrentar um verdadeiro apocalipse nuclear.

Tendo fundado a conceituada emissora CNN, TedTurner sabia que deveria preparar alguma coisa para transmitir em seu último dia na Terra, caso o fim realmente chegasse. Assim, ele criou um vídeo misterioso, que permaneceu em segredo por décadas.

Uma ideia repentina

Em entrevista à revista New Yorker feita em 1988, Ted explicou de onde veio sua ideia, que só foi revelada e amplamente divulgada em 2015. “Normalmente, quando um canal de TV inicia e encerra as transmissões do dia, ele toca o hino nacional”, contou.

Com sua emissora, no entanto, a abordagem teria de ser um pouco diferente. “Com a CNN, um canal 24 horas, nós só sairíamos do ar uma única vez, e eu sabia o que isso significaria”, narrou Ted, fazendo referência ao temido fim do mundo.

Foi assim que ele pensou em uma forma digna de fazer a última transmissão da história da CNN. Com apenas 60 segundos, o emblemático vídeo foi produzido pela emissora e guardado a sete chaves, para que fosse exibido somente uma vez.
Fotografia de Ted Turner, o fundador da CNN / Crédito: Wikimedia Commons

Um vídeo especial

A ideia de Ted era simples: ele faria um vídeo clássico, com direito ao hino nacional para homenagear seu país antes do fim. Por se tratarem das supostas últimas imagens transmitidas pela CNN no caso do fim do mundo, contudo, elas deveriam ser especiais.

“Nós reunimos as bandas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e as levamos até a sede da CNN, para que tocassem o hino nacional”, narrou, em 1988. A música, no entanto, ainda não estava definida, já que precisava ser algo único.

Foi então que Ted se lembrou da versão instrumental do hino composto por Sarah FlowerAdams, no século 19. “Perguntei se elas [as bandas] poderiam tocar Nearer My God, to Thee, para ter em videotape, caso o mundo acabasse”, lembrou-se. “Seria a última coisa que a CNN transmitiria antes de… antes de sair do ar.”

Imagens trágicas

Uma vez gravado, o vídeo foi guardado nos arquivos da emissora, pronto para ser transmitido a qualquer momento. Mas esse dia nunca chegou. A Guerra Fria acabou e, apesar de bem produzido, o clipe nunca foi ao ar, segundo a Superinteressante.

Durante anos, então, ele foi mantido em segredo pelos representantes da emissora, já que não existia mais a necessidade de deixar as imagens preparadas para uma possível transmissão. Longe do público, então, ele passou despercebido por décadas.

Foi só em 2015 que as curiosas imagens se tornaram públicas. Naquela época, um ex-funcionário da emissora conseguiu encontrar uma cópia do vídeo e, com um computador ao seu dispor, publicou o clipe que tinha apenas um minuto na internet.

Décadas em silêncio

Mesmo que sem querer, o funcionário que revelou o curioso vídeo para o mundo acabou trazendo à tona imagens que, na verdade, nunca seriam vistas por ninguém. Isso porque, com o tempo, as filmagens tornaram-se um arquivo esquecido.

Acontece que, em 1996, Ted vendeu os direitos da sua emissora para o grupo Time Warner. Com a mudança de rumo e de diretoria, então, o vídeo foi jogado para escanteio e, mesmo se o fim do mundo chegasse, ele provavelmente não seria transmitido.

Hoje, o famoso clipe do fim do mundo criado pela CNN é uma das narrativas mais misteriosas da internet, protagonizando diversas teorias da conspiração. Isso tudo apesar das afirmações do próprio TedTurner sobre a origem e o objetivo das imagens.

*Por Pamela Malva

…………………………………………………………………..
*Fonte: aventurasnahistoria

Cientistas criam um mapa 2D da Terra mais fiel à realidade

Três cientistas das universidades de Princeton e Drexel, ambas dos Estados Unidos, desenvolveram um novo método de representação do planeta Terra em uma imagem plana. A projeção, batizada de Double-Sided Gott, envolve a impressão do mapa como um círculo de dupla face na qual há a divisão de um globo em dois e a indicação separada dos hemisférios.

Ainda que modelos 3D ofereçam uma maneira mais precisa de se ilustrar o nosso lar no espaço sideral, existem diversos jeitos de torná-lo 2D. Entretanto, nenhum deles é perfeito, pois todos distorcem algum aspecto ou mais, a exemplo do Mercator, utilizado pelo Google Maps em regiões locais, e do Winkel Tripel, encontrado em mapas mundiais da National Geographic. Mesmo o segundo, explicam os especialistas, divide o Oceano Pacífico em dois.

Modelo é um dos menos distorcidos entre os propostos até então.Modelo é um dos menos distorcidos entre os propostos até então.

Para conquistarem os resultados expressivos divulgados, J. Richard Gott, professor emérito de astrofísica, e David Goldberg, professor de física, se basearam em um sistema de pontuação criado por eles em 2007, capaz de determinar a acurácia de mapas planos. Quanto mais próximo de zero estiver um modelo, mais fiel será à realidade.

Considerando-se os seis tipos de distorções que os exemplares podem apresentar (formas locais, áreas, distâncias, flexão ou curvatura, assimetria e cortes de limite ou lacunas de continuidade), enquanto o Mercator chega a 8,296 e o Winkel Tripel marca 4,563, o Double-Sided Gott, sugerido pelos dois junto a Robert Vanderbei, professor de pesquisa operacional e engenharia financeira, atingiu a taxa impressionante de 0,881.

“Acreditamos que seja o mapa plano mais preciso da Terra até o momento”, defende a equipe.

Uma das grandes vantagens da proposta é que ela rompe com os limites das duas dimensões sem perda alguma de conveniências logísticas comuns a um mapa plano (armazenamento e fabricação, por exemplo).

“É possível segurá-lo na mão”, ressalta Gott, complementando que uma simples caixa fina poderia conter mapas de todos os principais planetas e luas do Sistema Solar – assim como ilustrações que carregassem dados físicos e a respeito de fronteiras políticas, densidades populacionais, climas ou idiomas, assim como outras informações desejadas.

Aliás, a novidade também pode ser impressa em uma única página de uma revista, afirmam os cientistas, pronta para o leitor recortar. Os três imaginam seus mapas em papelão ou plástico e, em seguida, empilhados como registros, armazenados juntos em uma caixa ou guardados dentro das capas de livros didáticos.

“Nosso mapa é na verdade mais parecido com o globo do que outros mapas planos”, destaca Gott. “Para ver todo o globo, você precisa girá-lo; para ver todo o nosso novo mapa, basta virá-lo. Se você for uma formiga, pode ir de um lado desse ‘disco fonográfico’ para o outro. Temos continuidade ao longo do Equador. A África e a América do Sul estão dobradas na borda, como um lençol sobre um varal, mas são contínuas”, detalha.

“Não se pode tornar tudo perfeito. Um mapa que é bom em uma coisa pode não ser em representar outras”, pondera o pesquisador, que, de todo modo, não deixa de comemorar: “Estamos propondo um tipo de mapa radicalmente diferente e vencemos Winkel Tripel em cada um dos seis erros.”

*Por Reinaldo Zaruvni

…………………………………………………………………….
*Fonte: tecmundo

Eugene Shoemaker: o homem que teve as cinzas levadas para a Lua

O norte-americano Eugene Shoemaker foi grande nome da ciência planetária. Atuando incessantemente no desenvolvimento de importantes pesquisas durante o século 20, suas descobertas contribuíram em muito para estudos em diferentes áreas.

Devido ao imenso legado, após sua morte, a comunidade científica realizou algo um tanto bizarro: tornou-o o primeiro e único homem cujos ‘restos mortais’ foram depositados na Lua.

Carreira brilhante

Schoemaker nasceu na cidade de Los Angeles em 28 de abril de 1928. Ele concluiu sua graduação no Instituto de Tecnologia da Califórnia muito cedo, aos 19 anos de idade, com uma tese sobre petrologia em rochas metamórficas pré-cambrianas.

Desde então, passou a atuar em uma pesquisa sobre depósitos naturais de urânio nos estados americanos do Colorado e de Utah, desenvolvida pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Foi nesse período em que teve início seu interesse pela origem das crateras lunares, de modo que começou a desenvolver um trabalho sobre o tema na Universidade de Princeton.

No ano de 1951, casou-se com a também cientista Carolyn Spellman. Três anos depois recebeu seu mestrado e, em 1960, doutorado. A partir de então, passou a se dedicar à área da astrogeologia, inclusive participando do Programa Ranger, que enviava missões espaciais não tripuladas para o espaço com o objetivo de obter imagens da superfície lunar.

Por ter sido diagnosticado com uma doença na época, Eugene foi impossibilitado de seguir seu sonho de ir para a Lua e, então tornou-se professor de Geologia no instituto em que realizara sua graduação.

Em 1993, passou a atuar no Observatório Lowell, localizado em Flagstaff, no Arizona. No mesmo ano o cientista, junto a sua esposa e ao amigo David Levy, descobriu o asteroide Shoemaker-Levy 9 que, em 1994, colidiu com o planeta Júpiter.

Legado

Eugene Shoemaker é tido até os dias de hoje como um dos pais da ciência planetária. Os estudos desenvolvidos foram de importância imensurável para a comunidade científica em diversos temas, até mesmo auxiliando no treinamento de astronautas. E talvez tenha sido isso que motivou o destino dos restos mortais do pesquisador após a sua morte.

O dia 18 de julho de 1997 foi uma data extremamente triste para a ciência. Era uma sexta-feira, quando Shoemaker sofreu um acidente de carro e veio a óbito.

Conforme divulgado pelo site da USGS, para homenageá-lo, os diretores da NASA tiveram a ideia de levar seus restos mortais para o espaço.

Em janeiro do ano seguinte, a sonda lunar Prospector iniciou sua jornada em direção à Lua levando as cinzas de Shoemaker.

Foram 19 meses até que a viagem fosse concluída com a colisão da Prospector com uma cratera no polo sul do satélite natural, a cratera Shoemaker, estudada pelo homenageado, e lá, depositou os restos mortais do cientista.

*Por Giovanna Gomes

……………………………………………………………………..
*Fonte: aventurasnahistoria

Veja um bilhão de anos de evolução do nosso planeta em 40 segundos

As placas tectônicas cobrem o nosso planeta como um quebra-cabeça e elas estão em constante mudanças. Um grupo geocientistas divulgaram um vídeo que pela primeira vez mostra um bilhão de anos de evolução do nosso planeta em apenas 40 segundos hipnotizantes!

O vídeo é um dos modelos mais completos de movimentos de placas tectônicas já reunidos.

“Pela primeira vez, um modelo completo de tectônica foi construído, incluindo todas as fronteiras”, disse o geocientista Michael Tetley, que concluiu seu doutorado na Universidade de Sydney, ao Euronews.

“Em uma escala de tempo humana, as coisas se movem em centímetros por ano, mas, como podemos ver na animação, os continentes estiveram em todos os lugares no tempo. Um lugar como a Antártica, que vemos como um lugar frio, inóspito e gelado hoje, na verdade já foi como um bom destino de férias no equador.”
Um bilhão de anos de evolução em nosso planeta

As imagens fornecem uma estrutura científica para a compreensão da habitabilidade planetária. Ele revela um planeta em movimento constante conforme as massas de terra se movem ao redor da superfície da Terra, por exemplo, mostrando que a Antártica já esteve no equador.

O vídeo se baseia em um estudo publicado na revista Earth-Science Reviews. Confira:
Vídeo que mostra o movimento das placas tectônicas da Terra nos últimos bilhões de anos.
(Dr. Andrew Merdith / Universidade de Lyon)

As placas tectônicas

As placas tectônicas são uma espécie de laje maciça de rocha sólida de formato irregular, geralmente composta por litosfera continental e oceânica. O tamanho da placa pode variar muito, de algumas centenas a milhares de quilômetros de diâmetro; as placas do Pacífico e da Antártica estão entre as maiores. A espessura da placa também varia muito, variando de menos de 15 km para a litosfera oceânica jovem a cerca de 200 km ou mais para a litosfera continental antiga.

*Por Damares Alves

………………………………………………………………………….
*Fonte: socientifica

Futuro do planeta Terra está mais ameaçado do que se imagina

As próximas décadas serão complicadas para o planeta Terra, que vem aguardando desastres provocados pelas mudanças climáticas já anunciados há um bom tempo. Agora, de acordo com um novo estudo, a situação está ainda pior do que imaginamos.

O grupo de 17 pesquisadores da Austrália, Estados Unidos e México descreve no estudo, citando mais de 150 outras pesquisas, três grandes crises que vão ameaçar a vida na Terra nos próximos anos: distúrbios climáticos, redução da biodiversidade e consumo humano excessivo, além do aumento excessivo da população.

De acordo com o estudo, desde o início da agricultura, há 11 mil anos, a Terra já perdeu cerca de 50% de suas plantas terrestres e aproximadamente 20% da sua biodiversidade animal. Se a tendência continuar, pelo menos um milhão de espécies de plantas e de animais serão extintas em um futuro próximo.

Com a redução da biodiversidade, os principais ecossistemas do planeta serão prejudicados, existindo menos insetos para polinizar as plantas, sobrando poucas para fazer a filtragem do ar, água e solo, e consequentemente resultando em poucas florestas que protegeriam os humanos de enchentes e outros desastres naturais.

Devido às alterações climáticas, esses desastres naturais virão com ainda mais força e frequência até o ano de 2050, elevando o nível do mar e forçando pessoas de diversos países a se tornarem refugiadas, o que vai colocar mais vidas em risco e ainda provocar uma disrupção da sociedade. A estimativa é que, dentro deste prazo, a população chegue a 9,9 bilhões, aumentando a cada vez mais ao longo do século.

A superpopulação e a migração irão trazer problemas sociais graves, como instabilidade de moradia e alimentação, aumento do desemprego e desigualdade social. Além disso, quanto mais os humanos invadirem as áreas selvagens, maiores as chances de surgirem novas doenças zoonóticas, que podem ser mortais.

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que não está garantido que os desastres vão acontecer, mas, para evitá-los, será preciso que líderes mundiais comecem a enfrentar as ameaças com mais seriedade. Então, assim que eles aceitarem a gravidade do que espera a humanidade, poderão começar a aplicar medidas de conservação do planeta.

………………………………………………………………………………………………….
*Fonte: canaltech

25% das espécies de abelhas conhecidas não aparecem em registros públicos desde a década de 1990

Pesquisadores do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) na Argentina descobriram que, desde a década de 1990, até 25% das espécies de abelhas relatadas não estão mais sendo encontradas em registros globais, apesar de um grande aumento no número de registros disponíveis. Embora isso não signifique que essas espécies estejam todas extintas, pode indicar que essas espécies se tornaram raras o suficiente para que ninguém as esteja observando na natureza.

Os resultados foram publicados na revista One Earth.

“Com a ciência cidadã e a capacidade de compartilhar dados, os registros estão aumentando exponencialmente, mas o número de espécies relatadas nesses registros está diminuindo”, diz o primeiro autor Eduardo Zattara, biólogo do Grupo de Ecologia da Polinização do Instituto de Pesquisa em Biodiversidade e Meio Ambiente (CONICET-Universidad Nacional del Comahue). “Ainda não é um cataclismo de abelhas, mas o que podemos dizer é que as abelhas selvagens não estão exatamente prosperando.”

Embora existam muitos estudos sobre o declínio das populações de abelhas, eles geralmente se concentram em uma área específica ou um tipo específico de abelha. Esses pesquisadores estavam interessados ​​em identificar tendências globais mais gerais na diversidade das abelhas.

“Descobrir quais espécies estão vivendo onde e como cada população está usando conjuntos de dados agregados complexos pode ser muito confuso”, diz Zattara. “Queríamos fazer uma pergunta mais simples: quais espécies foram registradas, em qualquer lugar do mundo, em um determinado período?”

Para encontrar a resposta, os pesquisadores mergulharam no Global Biodiversity Information Facility (GBIF), uma rede internacional de bancos de dados que contém registros de mais de três séculos de museus, universidades e cidadãos particulares, contabilizando mais de 20.000 espécies de abelhas conhecidas de em todo o mundo.

Além de descobrir que um quarto do total de espécies de abelhas não está mais sendo registrado, os pesquisadores observaram que esse declínio não está uniformemente distribuído entre as famílias de abelhas. Os registros de abelhas halictid – a segunda família mais comum – diminuíram 17% desde a década de 1990. Aqueles para Melittidae – uma família muito mais rara – caíram até 41%.

“É importante lembrar que ‘abelha’ não significa apenas abelhas, embora as abelhas sejam as espécies mais cultivadas”, diz Zattara. “A pegada de nossa sociedade também afeta as abelhas selvagens, que fornecem serviços ecossistêmicos dos quais dependemos.”

Embora este estudo forneça um olhar mais atento sobre o status global da diversidade das abelhas, é uma análise muito geral para fazer quaisquer afirmações sobre o status atual das espécies individuais.

“Não se trata realmente de quão certos os números estão aqui. É mais sobre a tendência”, diz Zattara. “Trata-se de confirmar que o que está acontecendo localmente está acontecendo globalmente. E também, sobre o fato de que muito mais certeza será alcançada à medida que mais dados forem compartilhados com bancos de dados públicos.”

No entanto, os pesquisadores alertam que esse tipo de certeza pode não chegar até que seja tarde demais para reverter o declínio. Pior ainda, pode não ser possível.

“Algo está acontecendo com as abelhas e algo precisa ser feito. Não podemos esperar até termos certeza absoluta porque raramente chegamos lá nas ciências naturais”, diz Zattara. “O próximo passo é estimular os legisladores a agir enquanto ainda temos tempo. As abelhas não podem esperar.”

*Por Ademilson Ramos

………………………………………………………………………………..
*Fonte: engenhariae

Noam Chomsky: “Somente um novo ‘acordo verde’ pode nos salvar de um novo desastre pior do que essa pandemia”

É uma longa luta contra forças poderosas : Noam Chomsky , intelectual, cientista e ativista político americano, não os manda dizer que – à luz de como os Estados se comportaram diante da emergência do coronavírus – ele pede uma mudança significativa de rumo.

E não, infelizmente ainda não houve um (apesar de tudo que trouxe à luz a pandemia de coronavírus).

Segundo Chomsky entrevistado por Marta Peirano para o El Pais, colocar as funções públicas sob controle privado é uma das principais causas de grande parte do desastre causado pela crise do coronavírus.

E é essa a direção que estamos tomando?

O judeu americano de origem russa, Noam Chomsky (nascido na Filadélfia em 1928), estudou filosofia e matemática na Universidade da Pensilvânia e depois se especializou em linguística. Ele é o fundador da teoria generativista, que teve grandes repercussões no campo da pesquisa psicológica, lógica e filosófica, e essas são as críticas mais difíceis ao neoliberalismo.

A entrevista começa bem aqui: os ciclos históricos não são predeterminados, são o resultado das ações das pessoas e o período neoliberal, diz ele, foi construído destruindo os movimentos dos trabalhadores .

Mas pode-se pensar, mesmo remotamente, que essa quarentena possa ser evidência de uma verdadeira “greve geral”.

“Já estava acontecendo, mesmo antes da pandemia – ele diz.Nos últimos dois anos, mesmo nos Estados Unidos, houve uma recuperação do poder de ataque. Até professores de estados conservadores e não-sindicais expressaram sua opinião contra a destruição da educação pública de acordo com princípios neoliberais; a perda de financiamento, a massificação de classes, os programas baseados em testes projetados para criar autômatos. Eles mostraram na Virgínia, Arizona, não apenas para melhorar as condições salariais, mas também para melhorar as condições de ensino. E eles obtiveram grande apoio social, mesmo nos estados mais reacionários. Depois, existem indústrias como a General Motors. Há uma regeneração do movimento trabalhista e de outros movimentos e não é marginal.”

De fato, Chomsky se concentra em um ponto: se não falarmos sobre a causa real dessa pandemia, a próxima será inevitável e será pior que a anterior, devido à pouca atenção dada à raiz do problema.

“ Este é um sistema de propaganda eficiente: ignore o que é importante. Ele não quer que as pessoas tenham idéias diferentes “, diz ele.

Para terminar a crise, as emissões devem ser interrompidas. Existem pequenas startups que desenvolvem soluções para fazer isso, mas precisam de apoio financeiro e, neste sentido, muitos governos fazem surdos.

“ Assista à luta pelos direitos das mulheres. Não é como se alguém se levantasse em 1965 e dissesse que ganharemos os direitos das mulheres. Esta é uma longa luta contra forças poderosas “.

E sobre a questão de saber se essa pandemia é ou não uma oportunidade de mudar a maneira como nos relacionamos com a natureza? Cristina Magdaleno pergunta sobre El Dìa.

” Isso depende dos jovens – conclui Chomsky. Depende da reação da população mundial. Isso poderia nos levar a estados autoritários e repressivos, que acentuam ainda mais o modelo neoliberal. É preciso lembrar: o capitalismo não cede. Eles exigem mais financiamento para combustíveis fósseis, eles destroem regulamentos que oferecem alguma proteção … No meio da pandemia nos EUA, regras que limitam a emissão de mercúrio e outras substâncias nocivas foram eliminadas. E se ninguém se opõe, isso é o mundo que permanecerá ”.

………………………………………………………………………………
*Fonte: pensarcontemporaneo