Vídeo simula impacto de asteroide de 500 Km contra a Terra

Um dos maiores temores da humanidade é que a Terra esteja em rota de colisão com algum asteroide gigante que tenha o potencial de nos aniquilar por completo.

O medo não é de forma alguma infundado: estes monstros existem mesmo no espaço e podem, sim, se chocar contra nós.

Na verdade, a história do nosso planeta é repleta desses impactos. Enquanto ainda estava em formação, a Terra era bombardeada com maior frequência, e acredita-se que a Lua tenha sido formada graças a um destes eventos.

De acordo com o Jet Propulsion Laboratory, da NASA, 556 asteroides pequenos cruzaram a atmosfera de 1994 até 2013.

A maioria deles se desintegra, no entanto alguns conseguem chegar até a superfície e provocar estragos, como o objeto que atingiu a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, há dois anos.

Mas o que aconteceria com o nosso planeta se colidisse com um asteroide realmente grande?

O Discovery Channel fez uma simulação que dá uma resposta a esta dúvida.

O vídeo mostra um asteroide com diâmetro de 500 quilômetros (quase a distância de São Paulo a Belo Horizonte) se chocando contra o Oceano Pacífico e produzindo ondas de choque que viajam em velocidades hipersônicas.

Um episódio destes decretaria o fim da vida na Terra. A força do impacto seria tamanha que romperia completamente a crosta terrestre da região, lançando os detritos ao espaço.

Eles entrariam em uma órbita baixa e, conforme fossem caindo, destruiriam toda a superfície.

Como se o cenário não fosse catastrófico o bastante, a destruição não para por aí: uma tempestade de fogo se espalharia pela atmosfera e vaporizaria qualquer forma de vida em seu caminho.

Em apenas um dia, o planeta inteiro se tornaria inabitável.

O mais chocante de tudo é a quantidade de vezes que os cientistas acreditam que tal apocalipse tenha acometido a Terra ao longo de sua história – seis.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Sibéria atinge 38 ºC e bate recorde de temperatura

Localizada na Sibéria, a cidade russa de Verkhoiansk chegou a atingir 38 graus Celsius no último sábado (20). Mesmo sendo verão por lá, a situação é anormal. Verkhoiansk junto a Oymyakon são conhecidos como os lugares habitáveis mais frios do planeta.

Meteorologistas já afirmavam que este seria um provável recorde de temperatura mais alta já registrada no Círculo Polar Ártico. As temperaturas da região são colhidas desde 1885 e o recorde anterior era de 37.3°C. A Organização Meteorológica Mundial (OMM), que certifica os registros de temperatura, confirmou o recorde.

O serviço meteorológico russo “Tempo e Clima”, informa que o normal é que a temperatura média mensal em junho fique em 13,2°. Entretanto, a temperatura média tem sido de 17.6°. Mesmo a média alta de junho não passa de 20°.

A temperatura mais baixa (-1,7°) foi registrada em 1 de junho e a temperatura mais alta até agora (38°) foi em 20 de junho, o primeiro dia do verão no Hemisfério Norte. No dia seguinte, domingo (21), a temperatura chegou a 35,2°.

Sibéria em chamas

É importante ressaltar que temperaturas acima da média já vinham sendo registradas no inverno e primavera. Na última quarta-feira (17), uma matéria no The Guardian alertava para as altas temperaturas que vinham sendo registradas no Ártico. Segundo o jornal britânico, o calor da Sibéria está levando 2020 para a marca de ano mais quente já registrado. Preocupante em tempos de redução de emissões globais – em consequência à pandemia – que deveria ao menos estabilizar temporariamente a crise climática.

Enquanto isso, o permafrost está derretendo lentamente e fazendo recuar o gelo ártico.

Falar de calor na Sibéria sempre acende os holofotes, mas a questão é que diversos lugares do mundo registram temperaturas anormais. É previsto para esta semana, por exemplo, uma semana excepcionalmente quente na região da Escandinávia.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Registro da rotação terrestre

ESPETACULAR! 🌎
Sabemos que a Terra gira em torno de seu eixo e também em torno do Sol, mas não conseguimos sentir esta rotação. Um astrofotógrafo alinhou o suporte de rastreamento equatorial do telescópio com a estrela Polaris, e clicou fotos a cada 12 segundos durante três horas. A câmera está olhando para o mesmo ponto da Via Láctea e, portanto, parece estacionária. O movimento da Terra finalmente é percebido:

*Imgs: Aryeh Nirenberg

Oceanos são os pulmões do planeta

Nesta segunda-feira (8 de junho) comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos, instituído na Eco-92. Em mensagem especial, em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que temos uma “oportunidade única e a responsabilidade de corrigir a nossa relação com o meio ambiente, incluindo os mares e os oceanos do mundo”, enquanto o mundo busca combater a pandemia.

“Contamos com os oceanos para alimentação, meios de subsistência, transporte e comércio. E, enquanto pulmões do nosso planeta e o seu maior meio de absorção de carbono, os oceanos desempenham um papel vital na regulação do clima global”, disse Guterres.

É muito comum ouvir que a Amazônia é o pulmão do mundo e, reconhecendo sua vital importância para o planeta, os pesquisadores já rebatem essa frase há algum tempo. Isso porque a maior parte do oxigênio que produz é consumido pela própria floresta amazônica na respiração e na decomposição de animais e plantas.

Pulmões do planeta

Já as algas marinhas produzem oxigênio em excesso, que é liberado na água, vai para a atmosfera e fica disponível a outros seres vivos. Nesse processo, as algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo, segundo dados são do Instituto Brasileiro de Florestas.

Para o climatologista, Antônio Nobre, especialista em rios voadores da Amazônia, nossa visão sobre o tema pode ser ainda mais ampliada. “A Amazônia é o pulmão do mundo? Sim e não… tem mais coisas”, afirmou. Confira sua explicação aqui.
oceanos pulmão do mundo

Em setembro de 2019, durante o evento Conexão Oceano, ocorrido no Rio de Janeiro, o professor do Instituto Oceanográfico da USP, Frederico Brandini, destacou o importante papel dos oceanos. “Neles é que estão as algas marinhas responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio consumido no planeta. Se quisermos continuar usufruindo da generosidade oceânica, precisamos melhorar o currículo didático do ensino fundamental. Além da educação, outra forma de preservar os mares é comunicando mais e melhor”, enfatizou.

O evento em questão foi promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, a UNESCO no Brasil e o Museu do Amanhã.

Década dos oceanos

A partir de 2021 até 2030 será a “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável”, declarada pela Organização das Nações Unidas. O foco nos oceanos será essencial para a sociedade discutir as ameaças já vivenciadas pela vida marinha. Poluição plástica, acidificação e elevação dos oceanos são alguns dos problemas a serem freados.

Agora mesmo, pesquisadores alertam para o branqueamento de corais no Nordeste brasileiro. Apesar da importância, o assunto não reverbera com tanta força. Estudiosos da área já questionaram que a superfície da Lua é mais investigada do que o mar.

A bióloga e pesquisadora brasileira Lúcia Campos já afirmou que “nós conhecemos pouco mais de 1% do que existe nos nossos mares”. Isso é intrigante, pois os oceanos cobrem a maior parte da superfície terrestre.

Abaixo a mensagem de António Guterres:

O PNUMA também traz a pauta dos oceanos nesta semana por meio de lives com personalidades.

Nesta segunda (8), às 16 horas, o bate-papo “Precisamos falar sobre o mar” contará com a presença do ator, ativista ambiental e defensor da campanha Mares Limpos, Mateus Solano, da fotógrafa e cofundadora da Liga das Mulheres pelos Oceanos, Bárbara Veiga, e da cocriadora e apresentadora do Mamilos Podcast, Cris Bartis.

Na quarta-feira (10), JP Amaral, mobilizador do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, e as defensoras da campanha Mares Limpos, Fê Cortez e Heloísa Schurmann, discutirão sobre as formas de consumo e como se relacionam com a poluição dos mares na live “Para onde vai o que consumimos e descartamos?”, também às 16 horas. As duas transmissões serão pelo canal do PNUMA no YouTube.

*Por Marcia Souza

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*Fonte: ciclovivo

Vídeo mostra rotação da Terra em timelapse centralizado no céu

Sequência hipnotizante foi feita na Namíbia

Que o planeta Terra gira em torno de si mesmo, o movimento conhecido como rotação, todos sabem, e diversos vídeos já foram feitos para registrar o feito em diversas perspectivas. Agora, o fotógrafo Bartosz Wojczynski decidiu inovar e se concentrou no céu de Tivoli, na Namíbia, para criar um timelapse hipnotizante.

Para conseguir tal efeito, o fotógrafo polonês focou sua câmera em um ponto da atmosfera, registrando uma imagem por minuto. Para criar a versão final do vídeo, Wojczynski repetiu a sequência de fotos 60 vezes, construindo uma sequência com 24 minutos.

Este não é seu único vídeo nesse estilo. O fotógrafo possui um canal no YouTube com diversos registros impressionantes, mostrando, inclusive, o seu processo de criação.

*Por Guilherme Preta

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*Fonte: olhardigital

SpaceX coloca dois astronautas em órbita e realiza um feito na corrida espacial privada

A história voltou a decolar no sábado desse pedaço de terra, sepultado agora em uma densa nuvem de vapor e uma descarga de decibéis deixados, em seu caminho ao espaço exterior, pela extraordinária criatura de um excêntrico sonhador bilionário. Esse lugar se conecta com a história da Humanidade e com o imaginário coletivo norte-americano. Terra de furacões e jacarés, na costa oriental da Flórida, esse ponto do mapa foi escolhido mais de meio século atrás como trampolim ao espaço. No Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, foi construída a Plataforma de Lançamento 39. Daqui decolou o Apollo 11 que levou o homem à Lua e aqui, no sábado, ressuscitou o sonho americano do espaço. Quando o relógio marcava 15h22, hora local (16h22 de Brasília), em uma segunda tentativa após o adiamento de quarta-feira, decolaram os primeiros seres humanos colocados em órbita por uma empresa privada.

A nova era do espaço, a da corrida espacial comercial, atingiu hoje seu feito mais importante com a decolagem da primeira missão tripulada privada à Estação Espacial Internacional (EEI), em uma viagem que deve demorar 19 horas. É a primeira vez em quase uma década que os Estados Unidos enviam astronautas ao espaço de solo norte-americano. A história se repete, mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente.

Doug Hurley e Bob Behnken, os primeiros astronautas da NASA em voar para uma empresa privada, não chegaram no tradicional Astrovan, e sim em um Tesla Model X fabricado pela empresa de seu chefe. Através de uma passarela elevada a 70 metros do solo, vestidos com seus estilosos trajes brancos projetados pela SpaceX, com logos da NASA, embarcaram na cápsula Crew Dragon colocada em cima do foguete Falcon 9, batizado em homenagem à Millennium Falcon de Han Solo.

O lançamento ocorre em meio à pandemia do coronavírus, quando os Estados Unidos já ultrapassaram o simbólico número de 100.000 mortos. A NASA decidiu prosseguir com o lançamento apesar da pandemia, e havia pedido aos fãs, habitualmente reunidos nas praias próximas em cada lançamento, que dessa vez acompanhassem o acontecimento em suas telas. O presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence estavam na reduzidíssima lista de convidados VIP para contemplar a decolagem ao vivo. “É possível que aqui exista uma oportunidade para a América de, talvez, fazer uma pausa, e olhar para cima e ver um brilhante, resplandecente momento de esperança sobre como se vê o futuro, e que os Estados Unidos podem fazer coisas extraordinárias até mesmo em tempos difíceis”, disse Jim Bridenstine antes do lançamento, administrador da NASA, propondo uma injeção de moral em um momento em que o país está submerso nos protestos raciais contra a violência policial racista, após a morte de George Floyd em Minneapolis.

Terminada a contagem regressiva, o Falcon 9 subiu pelo céu como um dardo incandescente, três dias depois de abortar o lançamento previsto pelo tempo ruim. A cápsula Crew Dragon aderida a sua ponta, que o foguete soltou no espaço antes de aterrissar de pé em uma embarcação-drone, é uma variação da Cargo Dragon, não tripulada, com a qual a empresa coloca regularmente satélites em órbita para clientes e envia mercadorias à Estação Espacial Internacional, por seu contrato com a NASA. Antes desse dia histórico, o Falcon 9, com nove motores e de 68,4 metros de altura, já voou 85 vezes nos últimos 10 anos. A Crew Dragon tem capacidade para transportar sete passageiros, mas nessa primeira viagem voaram somente dois veteranos do espaço com muita experiência.

Robert Behnken, 49 anos, de St. Ann (Missouri), casado com a também astronauta Megan MacArthur, é doutor em engenharia mecânica e coronel da Força Aérea norte-americana, onde serviu antes de se incorporar à NASA em 2000. Voou na nave Endeauvour (2008 e 2010) e acumula 708 horas no espaço, 37 delas fora da nave.

Doug Hurley, nascido em Endicott (Nova York) há 53 anos, ex-marine, foi o piloto da última missão da Atlantis, em 2011, que acabou com o programa de naves espaciais. É casado com a astronauta Karen Nyberg e é pai de um filho.

“Vamos acender essa mecha”, disse Hurley antes da ignição, repetindo as palavras pronunciadas por Alan Shepard em 1961, na primeira viagem norte-americana tripulada ao espaço.

Mas há um terceiro protagonista: Elon Musk. O bilionário que, com sua empresa SpaceX, fundada em 2002, entra agora na exclusiva liga de entidades que enviaram astronautas ao espaço depois da Rússia, Estados Unidos e China, nessa ordem. Musk (Pretoria, África do Sul, 1971) sequer havia nascido quando Neil Armstrong pisou pela primeira vez na Lua em 20 de julho de 1969. Fundador da PayPal e da Tesla, empresa de carros elétricos que ainda dirige, Musk cresceu consumindo ficção científica e compreendeu que a mesma tecnologia que o tornou rico lhe permitia realizar seus sonhos infantis alimentados pelas façanhas da NASA.
Duas pessoas com camiseta da NASA assistem a decolagem do ‘Dragon Crew’, neste sábado na Flórida.

“É um sonho tornado realidade, para mim e para todos na SpaceX”, disse Musk. “Não é algo que pensei que aconteceria. Não acreditei que esse dia chegaria. Se me dissessem que eu estaria aqui hoje, nunca teria pensado que ocorreria”.

Os Estados Unidos voltam ao espaço com uma inovação não só tecnológica, e sim política e filosófica. A NASA entrega a responsabilidade de levar astronautas ao espaço a uma empresa privada. A era Apollo, alimentada pela rivalidade da Guerra Fria, foi sucedida pelo programa Shuttle e sua decadência, consumada nas chamas da nave espacial Challenger, que explodiu no céu em 28 de janeiro de 1986 diante dos olhos do mundo cohttps://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/06/ciencia/1517949727_209708.htmlm sete astronautas dentro. Depois veio a tragédia do Columbia (2002). E em 8 de julho de 2011, foi lançada a última nave espacial Atlantis e não foram mais enviados seres humanos à Lua de solo norte-americano. Desde então, até hoje, os astronautas americanos viajam à Estação Espacial Internacional com escala na Rússia a bordo do Soyuz, o programa espacial de quem foi o arqui-inimigo galáctico.

Sábado foi o princípio de uma viagem histórica, mas também o final de outra. Os desafios técnicos foram colossais, e ficaram evidentes no passado. A Boeing, a outra empresa contratada pela NASA para levar astronautas ao espaço, falhou em dezembro em seu teste não tripulado no Starliner por problemas de software que impediram sua ancoragem na EEI. A própria SpaceX sofreu uma explosão no ano passado que destruiu uma de suas cápsulas durante um teste.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.
Jovens observam da praia o lançamento do ‘Dragon Crew’, na Flórida.JOE RIMKUS JR / Reuters

Depois que os Estados Unidos cederam quase completamente à Rússia e à China o negócio de lançar foguetes comerciais, hoje a SpaceX envia rotineiramente e traz de volta foguetes reutilizáveis para vários clientes, amealhando 70% do mercado. E lançou 19 missões de mercadorias à EEI para a NASA.

Se a missão de sábado for concluída com sucesso, consumará uma mudança na relação do ser humano com o espaço. Os passageiros são da NASA. A agência supervisionou tudo, e poderia ter ordenado abortar o lançamento se visse algo perigoso. Mas é a SpaceX, seu pessoal, sua tecnologia, quem dirige essa aventura. Já existem duas empresas que anunciaram seus planos para contratar lançamentos na cápsula Crew Dragon da SpaceX, e enviar turistas ao espaço. Tom Cruise expressou seu interesse em rodar um filme na Estação Espacial Internacional. E uma missão bem-sucedida injetará confiança nos próximos objetivos. O primeiro: voltar a enviar astronautas à Lua, objetivo que a NASA fixou para 2024.

*Por Pablo Guimón

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*Fonte: elpais

Animação mostra como será a Terra se todo o gelo derreter

Animação perturbadora mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse

O aquecimento global continua sendo um problema muito discutido, mas pouco combatido.

Embora governos de diversos países tenham se comprometido a diminuir emissões de gás carbônico, as iniciativas práticas ainda estão aquém do esperado, e a questão ficou mais complicada após Donald Trump, que nega o fenômeno climático, ser eleito presidente dos EUA.

A National Geographic consultou especialistas para tentar prever o que aconteceria com o planeta caso todo o gelo da Terra derretesse.

Ainda que a possibilidade esteja muito distante – há cientistas que falam em 5000 anos, considerando os índices de emissão e aquecimento atuais -, há quem acredite que o processo possa se acelerar caso o problema siga em segundo plano.

Baseado no estudo da NG, o Business Insider produziu um vídeo com um mapa-múndi animado que mostra o que aconteceria com diversas grandes cidades e países do planeta caso todo o gelo da Terra derretesse, elevando o nível do mar em cerca de 65 metros.

Cada cidade ou país com o nome escrito no mapa ficaria total ou parcialmente submerso. Outros possíveis efeitos do aquecimento global são problemas na produção de alimentos, como seca e pragas, que poderiam acarretar em fome massiva, além de fortes ondas de calor e envenenamento dos oceanos.

O mais chocante é que este mapa não é uma espécie de projeção maluca de um futuro improvável, os cientistas previram um futuro em que não há mais gelo na Terra.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

A natureza no mundo pós-Covid-19

“Quando vier a Primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.” – Alberto Caeiro.

Desde o início da pandemia causada pela Covid-19, estou com esse poema do Alberto Caeiro na cabeça. Ele diz muito, não só sobre a sabedoria da vida simples do autor (um dos pseudônimos de Fernando Pessoa), mas sobre o nosso lugar no mundo. O novo coronavírus tem nos mostrado como somos frágeis. Um organismo microscópico foi capaz de desacelerar a economia dos países, nos prender em casa, desestabilizar instituições.

Na coluna anterior, mencionei que a chave para evitarmos pandemias desse tipo – e outras mazelas como a crise climática – é ter uma agenda global sustentável, exatamente como propõem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Pensar na sustentabilidade como elemento transversal a todas nossas atividades e setores da sociedade é imperativo e acho que essa pandemia tem mostrado as consequências de não se pensar assim.

No entanto, também acho que o buraco é mais embaixo. Tenho visto muita gente comentar que essa doença vai aumentar nossa percepção sobre o papel da natureza. Que vai nos fazer repensar nosso impacto no mundo. Será?

Infelizmente, não ando tão otimista. Pode ser efeito do isolamento social, mas minha impressão é que vamos sair piores, pelo menos do ponto de vista ambiental. Isso porque imagino que os países vão querer “tirar o atraso” de uma economia estagnada ou em retrocesso. Uma busca desenfreada pelo aumento do PIB, entre outros indicadores, vai criar uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais, aumentando nosso impacto e gerando ainda mais desigualdade social – um dos grandes problemas no enfrentamento da Covid-19.

‘Mas Rafael, e a diminuição da poluição atmosférica? E os peixes e águas vivas nos canais de Veneza? E os golfinhos aqui e acolá? E as cabras nas ruas?’ Bom, primeiro, tudo isso é muito interessante, mas vai desaparecer novamente quando retomarmos o ritmo frenético do avanço econômico. Em segundo lugar, para mim, o que temos visto é nada mais, nada menos que a prova de que o grande problema do mundo somos nós mesmos. É difícil constatar isso, mas precisamos sair de nossa visão antropocêntrica. A natureza não precisa de nós. Ao contrário, somos nós que precisamos dela.

“O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele”

O que o Alberto Caeiro diz é exatamente isso. Se desaparecermos do planeta, a primavera virá da mesma maneira. O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele. Fato. Essa nossa ideia de que a natureza precisa de nós para não desaparecer é tão desatinada quanto aquela um homem que ateia fogo em sua casa, para depois se dizer herói por ter controlado o incêndio.

Esse contrassenso não nos exime, entretanto, da responsabilidade moral de conservar e reparar os estragos que fizemos na natureza. Até porque, quando se ateia fogo em casa, mas não se vive sozinho, você pode ser responsabilizado pelas mortes que se sucedem antes do controle do incêndio. O próprio Ailton diz que somos piores que a Covid-19. É difícil discordar. Portanto, é preciso retomar nosso lugar no mundo como parte da natureza e não como seres acima dela. Sem essa percepção, não há ODS que resolva, não há pandemia que nos faça refletir, não há ambientalismo que seja suficiente.

Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta? Será que vamos apenas adiar nossos compromissos e retomar tudo como era antes? São muitas perguntas para refletir durante esses dias. Se ignorarmos tudo o que vem acontecendo, seguiremos o pensamento indutivista de que tudo é como sempre foi e viveremos no (e do) passado.

Olhar para o futuro requer repensar nossas escolhas e definir novos caminhos. As economias fragilizadas precisarão de planos para sua retomada. Que momento será melhor que esse para desenvolver um plano “verde”? Um plano que considere o desenvolvimento sustentável, a primazia dos serviços ecossistêmicos e a manutenção da natureza como componente essencial à nossa sobrevivência? Assim como no século passado, precisamos (agora o mundo inteiro) de um “New Deal” do século 21.

“Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta?”

 

Esse plano deveria incluir programas que prevejam investimentos maciços em obras públicas, mas com matéria-prima, processos e tecnologia sustentáveis; que garantam a ampliação de uma agricultura sustentável e de baixo carbono e o controle das cadeias de valor e produção para que sejam justas e ambientalmente amigáveis; que tenha como objetivo a valorização do trabalho à distância (incluindo home office), visando abrir novos postos e, finalmente, que traga um apelo à diversidade, a fim de integrar em nossa sociedade minorias produtivas, mas atualmente (e tradicionalmente) marginalizadas. Vejam, mais uma vez, que essa ideia já faz parte dos ODS e da agenda 2030 da ONU.

Finalmente, retomo minha ideia inicial: tudo isso seria para que nós mesmos pudéssemos sobreviver em meio à natureza. Se nos formos, o mundo continuará igual. É na crise que as decisões mais importantes são tomadas. Torço agora para que essas decisões – que já foram sugeridas há décadas – sejam, finalmente, entendidas como corretas.

*Por Rafael Loyola

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*Fonte: oeco

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?

Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.

O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.

Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.

Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.

O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.

Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.

Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.

Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.

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*Fonte: socientifica

Não, o Sol não é responsável pelo aquecimento global

O gráfico abaixo compara as mudanças globais de temperatura da superfície (linha vermelha) e a energia do Sol recebida pela Terra (linha amarela) em watts (unidades de energia) por metro quadrado desde 1880.

As linhas mais claras / mais finas mostram os níveis anuais enquanto as mais pesadas / linhas mais grossas mostram as tendências médias de 11 anos. As médias de onze anos são usadas para reduzir o ruído natural de um ano para outro nos dados, tornando as tendências subjacentes mais óbvias.

A quantidade de energia solar recebida pela Terra seguiu o ciclo natural de 11 anos de pequenos altos e baixos do Sol, sem aumento líquido desde os anos 50. Durante o mesmo período, a temperatura global aumentou acentuadamente. Portanto, é extremamente improvável que o Sol tenha causado a tendência de aquecimento global observada nos últimos meio século.

O Sol pode influenciar o clima da Terra, mas não é responsável pela tendência de aquecimento que vimos nas últimas décadas. O Sol é um doador da vida; ajuda a manter o planeta quente o suficiente para sobrevivermos. Sabemos que mudanças sutis na órbita da Terra ao redor do Sol são responsáveis pelas idas e vindas das eras glaciais. Mas o aquecimento que vimos nas últimas décadas é rápido demais para ser associado a mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar.

Uma demonstração que nos diz que o Sol não está causando o aquecimento global vem da observação da quantidade de energia do Sol que atinge o topo da atmosfera. Desde 1978, os cientistas monitoram isso usando sensores em satélites e o que eles nos dizem é que não houve tendência de aumento na quantidade de energia do Sol que chega à Terra.

Uma segunda demonstração é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver aquecimento em todas as camadas da atmosfera, desde a superfície até a atmosfera superior (estratosfera). Mas o que realmente vemos é o aquecimento na superfície e o resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o aquecimento causado por um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra, e não pelo sol ficando “mais quente”.

 

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*Fonte: socientifica

Camada de ozônio está se recuperando

A recuperação da camada de ozônio acima da Antártica continua lenta e constante. Um sintoma claro desta recuperação é a mudança na circulação atmosférica registrada por pesquisadores da Universidade de Colorado Boulder e publicada na revista Nature.

Com a destruição da camada observada no século XX, padrões dos ventos de latitudes médias se alteraram no hemisfério sul, gradualmente se concentrando no Polo Sul. A célula de Hadley, circulação diretamente relacionada com os ventos alísios, às zonas tropicais úmidas e desertos subtropicais, estava ocupando uma área cada vez maior.

Alterações nesses fluxos influenciam o clima por alterar a temperatura atmosférica e as chuvas, o que pode causar mudanças na temperatura e na concentração salina do oceano.

A pesquisadora Antara Benerjee e sua equipe de pesquisadores constataram que essas duas tendências atmosféricas começaram a se reverter ligeiramente em 2000 e continuam até hoje. Esta reversão começou 12 anos após a aprovação do Protocolo de Montreal, que baniu a produção de substâncias que destroem a camada de ozônio.

Apesar de já termos ultrapassado o ponto de reversão há duas décadas, hoje observamos uma camada de ozônio equivalente aos níveis da década de 80. A regeneração completa da camada deve acontecer apenas em 2030 no hemisfério norte e em 2050 no hemisfério sul, sendo que o buraco da Antártica deve ser recuperar no final da década de 2060.

A regeneração da camada é lenta porque as substâncias destruidoras de ozônio têm vidas muito longas na atmosfera. [New Scientist]

*Por Juliana Blume

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*Fonte:

Xiaomi manda câmera do Mi 10 Pro para o espaço

Sensor de 108 mp foi embarcado em um cubesat de uma empresa chinesa, e produziu belas imagens de nosso planeta

A Xiaomi encontrou uma boa forma de demonstrar a qualidade da câmera do Mi 10 Pro, smartphone que lançou há um mês. A empresa literalmente mandou o componente para o espaço, de onde fez belas imagens de nosso planeta.

O Mi 10 Pro tem um sistema de cinco câmeras na traseira, sendo que a principal tem um sensor de 108 MP. Foi este sensor que foi enviado ao espaço, a bordo “cubesat” da empresa chinesa Spacety chamado Xiaoxiang 1-08, lançado por um foguete Longa Marcha 4B que decolou em novembro passado.

O satélite com a câmera do Mi 10 Pro orbita a uma altitude de 495 km, com uma velocidade de 28.800 km/h e também carrega outros experimentos. A Xiaomi e a Spacety trabalharam juntas por 168 dias para resolver 343 “problemas” antes do lançamento.

Com o sucesso da missão as empresas estudam uma cooperação tecnológica, criando satélites para áreas como observação meteorológica, alertas ambientais, ciência marinha e até mesmo análise financeira.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Filmes do pouso na Lua teriam sido impossíveis de falsificar. Aqui está o porquê.

Faz meio século desde o magnífico pouso na Apollo 11 na Lua, mas muitas pessoas ainda não acreditam que isso realmente aconteceu. As teorias de conspiração sobre o evento que datam da década de 1970 são de fato mais populares do que nunca. Uma teoria comum é que o diretor de cinema Stanley Kubrick ajudou a NASA a falsificar as imagens históricas de seus seis desembarques bem-sucedidos na Lua.

Mas seria realmente possível fazer isso com a tecnologia disponível na época? Segundo o cineasta Howard Berry , Chefe de Pós-Produção e Líder do Programa de Produção de Cinema e Televisão MA, Universidade de Hertfordshire, é impossível que sa imagens tenham sido falsificadas.

Aqui estão algumas das crenças e perguntas mais comuns – e por que elas não se sustentam.

 

1. “Os desembarques da lua foram filmados em um estúdio de TV.”

Existem duas maneiras diferentes de capturar imagens em movimento. Um é o filme, tiras reais de material fotográfico nas quais uma série de imagens é exposta. Outro é o vídeo, que é um método eletrônico de gravação em vários meios, como a movimentação de fita magnética. Com o vídeo, você também pode transmitir para um receptor de televisão. Um filme cinematográfico padrão grava imagens a 24 quadros por segundo, enquanto a transmissão de TV geralmente é de 25 ou 30 quadros, dependendo de onde você estiver no mundo.

Se concordarmos com a ideia de que os desembarques da lua foram gravados em um estúdio de TV, então esperamos que eles sejam vídeo de 30 quadros por segundo, que era o padrão de televisão na época. No entanto, sabemos que o vídeo do primeiro pouso na Lua foi gravado a dez quadros por segundo em SSTV (televisão Slow Scan) com uma câmera especial.

2. “Eles usaram a câmera especial Apollo em um estúdio e depois abrandaram a filmagem para dar a impressão de que havia menos gravidade.”

Algumas pessoas podem argumentar que, quando você olha para pessoas que se movem em câmera lenta, elas parecem estar em um ambiente de baixa gravidade. Retardar o filme requer mais quadros do que o normal, então você começa com uma câmera capaz de capturar mais quadros em um segundo do que em um normal – isso é chamado de overcranking ou captura-em-tempo-muito-lento. Quando isso é reproduzido na taxa de quadros normal, essa gravação é reproduzida por mais tempo. Se você não pode girar sua câmera, você pode gravar em uma taxa de quadros normal e pode artificialmente abrandar a filmagem, mas você precisa de uma maneira de armazenar os quadros e gerar novos quadros extras para retardá-lo.

No momento da transmissão, os gravadores de discos magnéticos capazes de armazenar filmagens em câmera lenta só podiam capturar 30 segundos no total, para uma reprodução de 90 segundos de vídeo em câmera lenta. Para capturar 143 minutos em câmera lenta, você precisaria gravar e armazenar 47 minutos de ação ao vivo, o que simplesmente não era possível.


3. “Eles poderiam ter um gravador de armazenamento avançado para criar filmagens em câmera lenta. Todo mundo sabe que a NASA recebe a tecnologia antes do público.

Bem, talvez eles tivessem um gravador de armazenamento extra secreto – mas um quase 3.000 vezes mais avançado? Duvidoso.


4. ‘Eles filmaram em filme e abrandaram a gravação. Você pode obter quantos filmes quiser para fazer isso. Então eles converteram o filme para ser exibido na TV.

Isso é um pouco de lógica, finalmente! Mas filmar em filme exigiria milhares de metros de rolo. Um rolo típico de filme de 35 mm – a 24 quadros por segundo – dura 11 minutos e tem 1.000 pés de comprimento. Se aplicarmos isso a um filme de 12 quadros por segundo (o mais próximo de dez que conseguiremos com o filme padrão) rodando por 143 minutos (esse é o tempo de duração da filmagem da Apollo 11), precisaríamos de seis e meio rolos.

Estes então precisariam ser colocados juntos. As junções de emenda, transferência de negativos e impressão – e potencialmente grãos, partículas de poeira, cabelos ou arranhões – instantaneamente cedem o jogo. Não há nenhum desses artefatos presentes, o que significa que não foi filmado em filme. Quando você leva em conta que os pousos subseqüentes da Apollo foram feitos a 30 quadros por segundo, então fingir seria três vezes mais difícil. Então a missão Apollo 11 teria sido a mais fácil.

5. Mas a bandeira está soprando ao vento e não há vento na lua. O vento é claramente de um ventilador dentro do estúdio. Ou foi filmado no deserto.

Não é. Depois que a bandeira é solta, ela se acomoda suavemente e, em seguida, não se move de forma alguma na filmagem restante. Além disso, quanto vento há dentro de um estúdio de TV?

Há vento no deserto, eu aceito isso. Mas em julho, o deserto também é muito quente e normalmente você pode ver ondas de calor presentes em imagens gravadas em lugares quentes. Não há ondas de calor nas imagens de pouso na lua, por isso não foi filmado no deserto. E a bandeira ainda não está se movendo de qualquer maneira.

MAIS SOBRE A LUA E ALÉM

Una-se a nós enquanto mergulhamos nos últimos 50 anos de exploração espacial e nos 50 anos que virão. Do primeiro passo histórico de Neil Armstrong na superfície lunar até os planos atuais de usar a Lua como plataforma de lançamento para Marte, ouça especialistas acadêmicos que dedicaram suas vidas a estudar as maravilhas do espaço.

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‘A iluminação na filmagem claramente vem de um holofote. As sombras parecem estranhas.

Sim, é um holofote – um holofote a 150 milhões de km de distância. É chamado o sol. Olhe para as sombras na filmagem. Se a fonte de luz fosse um holofote próximo, as sombras se originariam de um ponto central. Mas como a fonte está tão distante, as sombras são paralelas na maioria dos lugares, em vez de divergirem de um único ponto. Dito isto, o sol não é a única fonte de iluminação – a luz também é refletida do solo. Isso pode fazer com que algumas sombras não apareçam paralelas. Isso também significa que podemos ver objetos que estão na sombra.

Bem, todos nós sabemos que Stanley Kubrick filmou isso.

Stanley Kubrick poderia ter sido solicitado a falsificar as aterrissagens lunares. Mas como ele era tão perfeccionista, ele teria insistido em filmar no local. E está bem documentado que ele não gostava de voar… Próximo?
“A Terra é plana. As imagens que vemos da Lua e do Sol, na verdade, são hologramas que são projetados no domo.”

Desisto.

*Por Felipe Sérvulo

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*Fonte: misteriosdouniverso

 

A primeira vida alienígena que encontrarmos provavelmente será inteligente. Saiba por que

Segundo cientistas do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), é mais provável que encontremos evidências de vida extraterrestre inteligente antes de encontrarmos microrganismos aliens, por exemplo.

Por quê?

Vida simples x vida inteligente

Se você costuma ler notícias sobre a busca científica por vida alienígena, deve saber que os pesquisadores andam apostando suas fichas em descobrir alguma bactéria microscópica no solo de Marte, ou então algum organismo muito simples nos mares da lua Europa, de Júpiter.

Enquanto podemos assumir, intuitivamente, que formas simples de vida são mais abundantes no universo e é tal tipo de organismo alienígena que encontraremos primeiro, os cientistas explicam que nossa busca por essas formas de vida é muito limitada.

O problema é que a tecnologia que temos disponível hoje (bem como a que teremos em um futuro próximo) não nos permite olhar (ou vasculhar) muito longe no sistema solar, menos ainda em sistemas de estrelas próximas.

“Existem dois cavalos na corrida para encontrar vida além da Terra. O primeiro é a busca por assinaturas químicas em planetas e o segundo é a busca por inteligência extraterrestre. A vida inteligente tem vantagem, pois pode ser detectada em toda a galáxia”, disse Andrew Siemion, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), na conferência Association for the Advancement of Science em Seattle.

Assinaturas tecnológicas

Outra questão sobre a busca por vida alienígena é que assinaturas químicas encontradas em outros planetas podem ser ambíguas. Como poderemos ter certeza se o metano ou produtos químicos similares que detectarmos em outros planetas são realmente produzidos por seres vivos?

Assinaturas tecnológicas, por outro lado, são mais claras. Estas seriam evidências de tecnologia ou vida inteligente extraterrestes enviadas pelo cosmos através de ondas de rádio, pulsos de laser e outras formas de radiação eletromagnética.

Os cientistas do SETI, por exemplo, se concentram em tentar detectar tais sinais que não poderiam ser criados pela natureza, bem como outros vestígios de tecnologia alienígena.

E, enquanto ainda não obtiveram sucesso, Siemion é otimista com relação ao futuro, especialmente porque nossa capacidade de detecção deve ser três ordens de magnitude maior até a próxima década.

“Vimos uma explosão dramática no número de observatórios, no número de cientistas que estão trabalhando neste campo”, afirmou.

Apesar disso…

Apesar das apostas de Siemion, os pesquisadores podem de fato acabar encontrando vida alienígena simples no nosso sistema solar primeiro.

Se isso acontecer, os cientistas precisarão refletir sobre o que isso significa para o medo humano de estarmos “sozinhos” no universo: a descoberta pode muito bem apontar para uma conjetura na qual a vida no cosmos é de fato abundante, só que raramente sobrevive por tempo suficiente para evoluir inteligência ou desenvolver a capacidade de ir além de seu próprio mundo. [Forbes]

*Por Natash Romanzoti

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*Fonte: hypescience

NASA abre processo seletivo para classe de astronautas

Já pensou curtir uma temporada no espaço estando próximo da superfície da Lua e trabalhar na Estação Espacial Internacional? Agora é a chance de ir atrás desse sonho! A NASA abriu, oficialmente, vagas para a classe de astronautas de 2021, e o período de inscrições, que se iniciou ontem (3), estará aberto até o dia 31 de março, podendo ser realizada a matrícula no site USA Jobs.

A seleção faz parte de um dos meios de facilitar a operação do Programa Artemis, que busca levar astronautas à superfície lunar e lá realizar pousos até 2024. Além disso, há a missão Mars Recover, prevista para 2030, a qual coletará amostras do solo marciano para ser estudadas na Estação Espacial.

“Desde os anos 1760, a NASA selecionou 350 pessoas a fim de treiná-las como astronautas para suas crescentes missões desafiadoras de exploração espacial. Com 48 astronautas no corpo ativo, mais serão necessários para tripular espaçonaves com múltiplos destinos e impulsionar a exploração como parte das missões Artemis e além”, declarou a agência em comunicado oficial.

Teste para astronauta

É importante reforçar que o processo seletivo para trabalhar na agência espacial é um dos mais difíceis conhecidos atualmente, com milhares de aplicações, mas apenas uma dezena de selecionados. Caso seja necessário, utilize como referência a última seleção: houve 18,3 mil inscrições e apenas 12 indivíduos foram escolhidos para integrar o time. Dessa forma, pode-se estimar que, nessa atual oferta, de 8 a 12 candidatos serão aprovados pela agência.

Infelizmente, alguns brasileiros só vão ler a matéria até aqui, já que, para participar do processo, a cidadania americana ou a dupla cidadania (com a americana devidamente inclusa) é um requisito obrigatório para a participação nos testes. Além disso, é exigido um nível de mestrado em algum campo STEM, incluindo Engenharia, Ciências Biológicas, Física, Ciências da Computação e Matemática.

Para quem não tiver mestrado, mas tiver um mínimo de 2 anos de doutorado em campos STEM, doutorado completo em Medicina ou curso de piloto de testes reconhecido nacionalmente, ainda há chances de integrar a equipe de astronautas da NASA. Porém, não para por aí, já que é necessário 2 anos de experiência na área de atuação ou mil horas de voo como piloto de avião a jato, além do longo processo de entrevistas, exames e treinamentos.

*Por Andre Luis Dias Custodio

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*Fonte: megacurioso

Aumento do nível do mar acelerou e já é incontrolável, advertem especialistas da ONU

É incontrolável e está se acelerando. O aumento do nível do mar disparou por causa do degelo nos extremos norte e sul do planeta, conclui o IPCC, o painel de cientistas que, sob o guarda-chuva da ONU, analisa os impactos da mudança climática geradas pela ação do homem. Os gases de efeito estufa emitidos pelo ser humano até agora fazem que o degelo e o aumento do nível do mar continuem além deste século, conclui o IPCC em um relatório apresentado nesta quarta-feira.

O dilema que esta geração enfrenta agora tem a ver com o tamanho da hipoteca —que também inclui fenômenos meteorológicos extremos mais frequentes, ameaça à segurança alimentar e impactos na biodiversidade— que deixará para as futuras gerações. Que seja uma carga menor, destacam os especialistas, dependerá da rapidez com que a humanidade pare de emitir esses gases que superaquecem o planeta e estão vinculados principalmente aos combustíveis fósseis. Ao apresentar o relatório, Hoesung Lee, presidente do IPCC, conclamou os países a reduzirem suas emissões de gases, para que os impactos, embora não possam mais ser eliminados, pelo menos sejam atenuados e se tornem “mais manejáveis para as pessoas mais vulneráveis”. Porque, como destaca o IPCC, “as pessoas mais expostas e vulneráveis são frequentemente aquelas que contam com menor capacidade de resposta”.

Esse dilema geracional, apresentado em um relatório especial do IPCC, chega numa semana intensa na batalha contra a mudança climática. Depois das gigantescas manifestações estudantis de 20 de setembro e da cúpula da ONU da última segunda-feira em Nova York, espera-se na sexta-feira um grande protesto global contra a inação frente ao aquecimento. O relatório especial do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática sobre o aquecimento e os oceanos é parte de uma série de análise temáticas. Este grupo internacional de especialistas revisa e compila o conhecimento sobre a mudança climática partindo dos estudos científicos publicados. Nesta ocasião participaram mais de 100 autores de 36 países, que revisaram 7.000 publicações.

“O aumento do nível do mar se acelerou devido ao aumento combinado da perda de gelo das camadas da Groenlândia e da Antártida”, conclui o estudo. A perda de gelo na Antártida por causa do aumento da temperatura no período entre 2007 e 2016 triplicou com relação à década anterior; na Groenlândia, duplicou.

Esse degelo acelerado levou a uma taxa de aumento do nível do mar também mais rápido, até 2,5 vezes mais veloz na última década em relação à média do século passado. Mas as projeções do relatório falam de um problema que se agravará, mesmo que seja cumprido o Acordo de Paris, que determina que o aumento médio da temperatura do planeta não deve superar os dois graus em relação aos níveis pré-industriais. No cenário mais otimista, com esse limite em dois graus estipulado em Paris, o IPCC prognostica um aumento do nível do mar de 43 centímetros até 2100 (entre 1902 e 2015 foi de 16 centímetros). No cenário mais adverso, em que as emissões continuem crescendo como até agora, a elevação do nível do mar chegaria a 84 centímetros e poderia superar um metro. Além disso, durante os próximos séculos esse ritmo continuará ganhando velocidade e intensidade.

A análise destaca os “perigos relacionados ao clima” que ameaçam as populações costeiras: ciclones tropicais, níveis extremos do mar, inundações e perda de gelo. E recorda que nas zonas costeiras baixas vivem atualmente cerca de 10% da população mundial (680 milhões de pessoas). Além disso, 65 milhões de outras pessoas habitam pequenos Estados insulares. E quase outros 10% da população (670 milhões) vivem em regiões de alta montanha, outra das áreas analisadas no relatório.

Aumento de eventos extremos

Esses quase 1,5 bilhão de indivíduos estão na zona vermelha dos impactos climáticos relacionados aos oceanos e à água. São impactos que ocorrem, por exemplo, pela combinação do aumento do nível do mar com tormentas ou ciclones. O relatório alerta que até 2050 “os eventos extremos do nível do mar”, até agora considerados excepcionais, que costumavam ocorrer uma vez a cada século, irão se tornar habituais e ocorrerão “pelo menos uma vez por ano” em muitos lugares do planeta. “Especialmente em regiões tropicais”, embora também em zonas como a mediterrânea. O IPCC prognostica, além disso, uma maior frequência das ondas de calor marítimas e dos eventos extremos do El Niño e La Niña.

O estudo analisa também as ações de adaptação (fundamentalmente investimentos) necessárias para enfrentar a elevação do mar, que pode engolir cidades costeiras. E explica que esses investimentos podem ser rentáveis para as áreas urbanas densamente povoadas (Nova York, por exemplo, tem um plano para investir dez bilhões em defesas). Mas é muito difícil que áreas rurais e mais pobres, como os pequenos Estados insulares, possam arcar com isso.

O problema não é só o aumento do nível do mar. Associados aos fenômenos meteorológicos há também a elevação da temperatura da água – que desde 1970 subiu sem cessar – e outros problemas decorrentes da mudança climática. A análise mostra que durante o século XXI os oceanos alcançarão “condições sem precedentes” pelo aumento da temperatura, uma maior acidificação e a diminuição do oxigênio. Isto terá um impacto, por exemplo, na pesca, o que afetará “os meios de vida e a segurança alimentar” das comunidades que dependem dos recursos marítimos para sobreviver.

“As populações de peixes se moverão em direção aos polos para localizar suas temperaturas preferidas; isto afetará particularmente os países tropicais em termos de pesca, mas na Europa vimos a cavala e o bacalhau já se afastando para o norte”, explica por e-mail o professor de Biologia Alex Rogers, da Universidade de Oxford. “Os peixes também se tornam menores à medida que aumentam as temperaturas”, acrescenta esse especialista, referindo-se aos efeitos para a indústria pesqueira.

Acidificação dos oceanos

Entre 20% e 30% do dióxido de carbono emitido pelo homem foi absorvido pelos oceanos desde 1980, algo que deverá aumentar durante este século. Ao absorver mais CO2 “o oceano experimentou uma crescente acidificação” e ocorreu “uma perda de oxigênio”. “A mudança climática está impactando os oceanos não só no aumento do nível do mar”, observa Gladys Martínez, membro da Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA). “O oceano está colapsando, e o tempo está se esgotando para nós”, alerta esta especialista, que pede mais atenção também aos efeitos da perda de biodiversidade. O relatório do IPCC observa, por exemplo, o alto risco a algumas espécies e ecossistemas sensíveis, como os corais.

Impactos nas geleiras

A perda das geleiras também influi no aumento do nível do mar. Mas, além disso, tem consequências além das costas. Essa perda representa, segundo o IPCC, uma alteração da “disponibilidade e qualidade da água doce”, que tem implicações na agricultura e na produção de energia hidrelétrica.

Outro dos fenômenos analisados é o desaparecimento do permafrost (a camada de solo permanentemente congelado) devido ao aquecimento. Os especialistas prognosticam que ele continuará diminuindo, e que isso, por sua vez, permitirá a liberação dos gases do efeito estufa que vinham sendo guardados nesse tipo de terreno.

Todas estas mudanças longe da costa levarão a um aumento significativo dos incêndios florestais durante o século XXI na maioria das regiões de tundra e boreais, e também em algumas regiões montanhosas, adverte o IPCC.

*Por Manuel Planelles

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*Fonte: elpais

Estudo revela que ferrugem bloqueia radiação cósmica

A ferrugem bloqueia radiação cósmica, de acordo com um estudo recente realizado por cientistas. Para quem não sabe, a radiação cósmica é o tipo de radiação que bombardeia astronautas e seus equipamentos no momento em que eles saem da atmosfera da Terra.

Proteger os astronautas é um elemento crucial para realizar missões no espaço, especialmente se quiserem enviar alguém para Marte ou além disso. Com a tecnologia atual, a proteção que há disponível não é suficiente. Ou ficaria extremamente caro e pesado para criar um escudo realmente efetivo contra a radiação.

Metal oxidado, porém, especialmente o óxido de gadolínio (III), bloqueia mais radiação do que qualquer outra coisa, de acordo com uma pesquisa publicada no mês passado na revista Radiation Physics and Chemistry.

O estudo, um esforço conjunto da Lockheed Martin e da Universidade Estadual da Carolina do Norte, poderia oferecer aos engenheiros uma nova ferramenta para manter os tripulantes em segurança durante longas incursões no espaço.

A ideia de usar ferrugem diminuiria o peso usado para criar este “escudo protetor”.

“Nossa abordagem pode ser usada para manter o mesmo nível de proteção contra radiação e reduzir o peso em 30% ou mais, ou você pode manter o mesmo peso e melhorar a proteção em 30% ou mais – em comparação com as técnicas de proteção mais amplamente usadas” disse o engenheiro nuclear do Estado da Carolina do Norte, Rob Hayes, em um comunicado à imprensa. “De qualquer forma, nossa abordagem reduz o volume de espaço ocupado pela blindagem.”

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*Fonte: geekness

Por que a maioria das pessoas não se importa com problemas ambientais?

As pessoas se importam com questões de sustentabilidade? Como educadora e engenheira ambiental, essa é uma pergunta recorrente em minha cabeça. E tenho certeza que se você está lendo este artigo, já se perguntou isso também.

Fazendo uma rápida busca por pesquisas realizadas sobre o tema, vemos indícios que sim, as pessoas se importam com questões relacionadas ao meio ambiente no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2012 pelo Ministério do Meio Ambiente aponta, por exemplo, que 82% das pessoas discordam da seguinte frase: “O conforto que o progresso traz para as pessoas é mais importante do que preservar a natureza” e esse índice veio crescendo desde 1997, quando eram apenas 67%. Em 2018, o “meio ambiente e riquezas naturais” apareceu como maior orgulho nacional para o brasileiro em pesquisa realizada pelo IBOPE e WWF.

Porém, existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato ter uma mudança de comportamento é outra história. Somos um dos países com maiores índices de desmatamento, reciclamos menos de 5% dos nossos resíduos e elegemos governos com claro descaso por questões ambientais.

Se as pessoas dizem se importar, por que não agem e cobram devidamente?

O ser humano prioriza problemas imediatos.
As mudanças climáticas, por exemplo, parecem algo muito distante do presente e acabam não representando uma ameaça factível para muitos.

Desconexão com a natureza.
Cuidamos apenas daquilo que conhecemos e temos vínculo. Quanto mais distantes do meio natural, menos as pessoas se importam com sua preservação e conservação.

A população não tem conhecimento suficiente.
Conhecimento é diferente de informação. Enquanto a informação está cada vez mais acessível, ainda não está claro para muitos os reais desafios, causas, consequências e possibilidades de soluções.

Muitos não sofrem ou percebem diretamente as consequências.
O problema do plástico no oceano, por exemplo, despertou incômodo nas pessoas quando começaram a literalmente ver o lixo na praia e nas ruas de sua cidade.

É mais trabalhoso sair da zona de conforto.
Como seres vivos otimizamos ao máximo nosso gasto de energia e por isso priorizamos aquilo que nos é mais fácil e cômodo.

Sistema baseado em crenças e valores insustentáveis.
Ganância, individualismo, egoísmo, medo, impotência e desconexão ainda são valores presentes em nossa sociedade e base para nosso modo de vida, gerando crenças, comportamentos e culturas insustentáveis.

O desafio é complexo, mas um dos principais papéis da educação para sustentabilidade é, justamente, compreender as causas da distância entre o discurso e a prática e traçar estratégias para minimizá-las. Também é papel da educação para sustentabilidade aproximar as pessoas da natureza; facilitar práticas e soluções para que as pessoas se desafiem a sair de sua zona de conforto; fortalecer valores humanos como cooperação, respeito e solidariedade; levar a informação de maneira mais clara e convidativa; e gerar mais empatia e conexão entre aqueles que causam e os que hoje começam a sofrer as consequências.

*Por Lívia Ribeiro

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*Fonte: autossustentavel

Várias simulações sobre mudança climática entraram em modo apocalíptico

Vários modelos computacionais que tentam prever o futuro das mudanças climáticas tiveram uma guinada negativa radical recentemente. Equipes diferentes tiveram como resultado de suas análises que o planeta vai se aquecer de forma muito mais catastrófica do que o antecipado.

Dezenas de modelos climáticos apontavam que a ação humana provavelmente iria causar um aquecimento médio de 3°C, e isso já seria um cenário terrível para o nosso modo de vida.

Em 2019, porém, esses modelos começaram a mostrar que a temperatura média deve subir em 5°C, um cenário apocalíptico para a humanidade e incontáveis outras formas de vida.

Estranhando essas projeções, eles começaram a entrar em contato com outros grupos de pesquisadores para comparar resultados. O principal grupo de pesquisa do Reino Unido, o Met Office Hadley Centre, concluiu que uma duplicação de CO2 liberado provocaria um aquecimento de 5,5 °C. Uma equipe do Departamento de Energia dos EUA terminou com 5,3 °C e o modelo canadense alcançou 5,6 °C. O Centro Nacional de Pesquisas Meteorológicas da França viu sua estimativa subir para 4,9 °C a partir de 3,3 °C.

Este trabalho de confirmação das projeções ainda vai levar alguns meses para ser encerrado, e ainda não há um acordo sobre como interpretar os modelos.

O mais preocupante em relação a este fenômeno é que esses modelos conseguiram projetar o aquecimento global de forma correta desde 1970. Eles continuam a utilizar dados oficiais de governos e objetivos de emissão de gases de efeito estufa, incluindo o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática mais atualizado da ONU.

O que esses modelos estão dizendo é que a mesma quantidade de poluição climática pode trazer um aquecimento mais rápido que imaginado anteriormente, e a humanidade teria menos tempo para evitar os piores impactos ambientais, econômicos e de saúde pública.

Uma estimativa com maiores temperaturas “provavelmente não é a resposta correta”, aponta Klaus Wyser, pesquisador sênior do Instituto Sueco de Meteorologia e Hidrologia. O modelo de Wyser produziu um resultado de 4,3°C de aquecimento, um aumento de 30% em relação à atualização anterior. “Esperamos que esta não seja a resposta correta”, diz ele.

Esses modelos ajudam cientistas a testarem ideias sobre o impacto do derretimento de geleiras, umidade do solo, correntes marítimas e nuvens.

Há mais de cem modelos usados para prever a relação entre o dióxido de carbono e o aquecimento, desenvolvidos por cerca de 25 grupos independentes.

Esses cálculos complexos são feitos em supercomputadores que criam modelos para o ar, terra e mar e analisa as interações entre eles. Caso haja consenso entre os pesquisadores de que as estimativas estão corretas, isso pode alterar a forma que governos e empresas respondem ao risco climático. [Bloomberg]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

Vídeo mostra como seria a Terra se toda a água desaparecesse

Vista do espaço, a Terra é um pálido ponto azul graças aos oceanos e mares que cobrem 71% de sua superfície. Mas como seria a Terra se toda a água desaparecesse?

Foi isso que James O’Donoghue, da Agência Espacial do Japão (JAXA), se perguntou. Entusiasmado, James criou uma simulação e a divulgou nas redes sociais.

De acordo com o cientista, a motivação surgiu após assistir um vídeo da NASA de 2008 com o mesmo intuito. Entretanto, a nova simulação é muito mais precisa, pois o pesquisador utilizou dados de novos estudos para tornar o vídeo ainda mais fiel à realidade.

“Fiquei muito surpreso com o aparecimento imediato de pontes terrestres, por exemplo”, disse James ao IFLScience. “Durante a última era glacial, a Grã-Bretanha e a Europa estavam ligadas, a Rússia e o Alasca, e a região entre a Ásia e a Austrália estava amplamente conectada”, explicou ele.

De acordo com o pesquisador, isso é importante porque “essas pontes permitiram que os humanos migrassem sem barcos, então este mapa explica bastante como era possível uma grande quantidade de migração humana naquela época. Em outras palavras, é uma lição de pré-história”.

*Por Giovane Almeida

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*Fonte: ciencianautas

13 luas cheias, incluindo duas superluas, iluminarão o céu em 2020. Um espetáculo astronômico!

Se você é uma pessoa fascinada por astronomia, certamente adora observar a Lua e também tem o conhecimento do que são as superluas.

Esses fenômenos tão legais de serem observados acontecem quando a Lua está em sua maior proximidade com a Terra, estado conhecido como perigeu. Nesse momento, ela pode se apresentar aproximadamente 15% maior e com cerca de 30% a mais de luminosidade.

Em 2019, tivemos três superluas que encantaram muito os fiéis observadores do céu, mas eles não ficarão desapontados pois, das 13 luas cheias que acontecerão neste ano de 2020, duas serão superluas. Verdadeiros espetáculos acontecerão no céu de 2020 para todos nós.

Superluas de 2020

As duas superluas de 2020 acontecerão em março e abril.

A de março terá o nome de Worm Moon e ficará 100% cheia em 9 de março – Lua no perigeu, em 10 de março –, e a superlua Pink Moon ficará 100% cheia em 7 de abril, sendo esta a maior do ano.

13 luas cheias, em 2020

A primeira lua cheia de 2020, chamada Wolf Moon, aconteceu em 10 de janeiro. Teremos uma Lua para cada mês, com exceção de outubro, quando teremos uma lua cheia dia 1º e dia 31. Esta última será conhecida como lua cheia de Halloween, um evento extremamente raro.

Brian Lada, meteorologista da empresa americana de previsão AccuWeather, explicou que a Lua Azul ocorre a cada dois ou três anos, e que, no Halloween, é mais rara ainda. “Embora as luas azuis ocorram uma vez a cada dois ou três anos, elas são ainda mais raras no Halloween. Depois da Lua Azul, em 31 de outubro de 2020, o doce ou a travessura deve esperar até 2039 para ver a próxima Lua Azul no Halloween”, explicou Brian.

A lua cheia rara de Halloween também será considerada Lua Azul, já que será a segunda lua cheia no mesmo mês.

Lua Azul rara de Halloween, em 2020

Sempre que duas luas cheias aparecem no mesmo mês (evento que acontece, em média, a cada dois anos e meio ou três anos), a segunda é chamada de Lua Azul.

A lua cheia, no Halloween, ocorre apenas aproximadamente uma vez a cada 19 anos. Calculando-se as luas completas, usando-se o horário médio de Greenwich, essas luas devem acontecer apenas três ou quatro vezes por século. Assim, seremos realmente abençoados com esse grande fenômeno astronômico em nossa geração.

Abaixo estão as datas de todas as luas de 2020 com a hora do Leste nos Estados Unidos. Confira o fuso horário e se prepare para absorver todas as energias positivas que elas trarão para a sua vida:

– 10 de janeiro, às 14h21 – Luna del Lobo

– 9 de fevereiro, às 2h33 – Snow Moon

– 9 de março, às 13h47 – Worm Moon (superlua)

– 7 de abril, às 22h35 – Luna Rosada (superlua)

– 7 a 6 de maio, 45h – Luna de las Flores

– 5 de junho, às 15h12 – Moon Moon

– 5 de julho, às 12h44 – Lua do Cervo

– 3 de agosto, às 11h58 – Lua de Esturjão

– 2 de setembro, às 13h22 – Luna de Maíz

– 1º de outubro, às 17h05 – Crop Moon

– 31 de outubro, às 10h49 – Luna Azul

– 30 de novembro, às 4h29 – Luna del Castor

– 29 de dezembro, às 22h28 – Lua Fria

Sabemos que as luas possuem energias poderosas, que influenciam diretamente nossa vida. Então se prepare para um ano intenso!

*Por Luiza Fletcher

Lua cheia

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*Fonte: osegredo

Estas duas estrelas em colisão vão brilhar mais do que todas as estrelas do céu

Um novo estudo da Universidade Estadual de Louisiana (EUA) descobriu um par de estrelas em rota de colisão tão brilhantes que, quando o evento final ocorrer, deve ofuscar todas as outras estrelas do céu.

V Sagittae

O par é chamado de V Sagittae e fica na constelação de Sagitta. Uma das estrelas do sistema binário é uma anã branca, enquanto a outra é quatro vezes mais massiva. Enquanto circulam em órbita juntas, o plasma da estrela maior é transferido para a anã branca.

Os pesquisadores analisaram imagens das estrelas desde 1890, notando que elas vêm ficando cada vez mais brilhantes – pelo menos dez vezes mais intensas ao longo do último século.

Neste século, devem ficar tão brilhantes que se tornarão visíveis a olho nu.

Explosão

Os cientistas criaram modelos do par, descobrindo que as estrelas estão se aproximando cada vez mais. Segundo os cálculos da simulação, elas devem colidir em 2083.

Durante as semanas finais desse evento, a estrela maior será totalmente sugada pela anã branca, e elas se fundirão em um único objeto.

A explosão resultante dessa junção será poderosa e provavelmente ofuscará todas as outras estrelas no céu. De acordo com os cientistas, será pelo menos tão brilhante quanto Sirius, a estrela mais brilhante do céu, e talvez tão brilhante quanto Vênus.

“O destino de V Sagittae é inevitável. Marque no seu calendário”, disse Bradley Schaefer, da Universidade Estadual da Louisiana, em uma entrevista coletiva.

O brilho dessa junção deve durar no céu noturno por cerca de um mês. “Não tivemos [uma explosão temporária de luz] no céu tão brilhante desde a Supernova de Kepler em 1604”, afirmou Schaeffer.

A descoberta foi apresentada em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana em 6 de janeiro em Honolulu, Havaí, nos EUA. [NewScientist]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Se você está se perguntando qual é a maior distância percorrível na Terra

As pessoas fizeram muitas coisas loucas ao longo dos anos; eles escalaram a montanha mais alta, mergulharam na parte mais profunda do oceano e pousaram na Lua, mas há uma coisa que eles ainda não fizeram; eles não andaram a maior distância na Terra.

A maior distância percorrível na Terra é na verdade de L’Agulhas, na África do Sul, a Magadan, na Rússia.

É verdade que parece uma idéia divertida percorrer a maior distância percorrível da Terra, mas este vídeo mostra os perigos que esperam por você ao longo do caminho; cobras, malária, guerras, índices de criminalidade e fatores mais prejudiciais; e eles fazem dessa jornada basicamente um suicídio. Nem estou mencionando o frio assustador da Rússia, que pode chegar até -39 graus Celsius.

Este vídeo mostra todos os possíveis fatores perigosos que você pode encontrar durante a jornada. Portanto, se você se perguntar o que o espera nessa jornada, assista a este vídeo.

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Por Ademilson Ramos
*Fonte: engenhariae

Livro gratuito da Nasa traz belas imagens da Terra à noite

Earth at Night também tem muita informação sobre os instrumentos disponíveis aos cientistas, como são usados e sua evolução.

Por muitos anos, as imagens de satélite da Terra à noite serviram como uma ferramenta fundamental de pesquisa, além de estimular a curiosidade do público. Essas imagens mostram como os seres humanos iluminaram e moldaram o planeta de maneiras profundas desde a invenção da lâmpada, há 140 anos.

O contraste entre as luzes e as trevas conta histórias sobre o nosso planeta, que são apresentadas no e-Book Earth at Night (Terra à Noite), desenvolvido pela Nasa e disponível gratuitamente.

Além de mostrar como os seres humanos e os fenômenos naturais iluminam a escuridão, o livro também mostra como e porque os cientistas observam as luzes noturnas da Terra há mais de quatro décadas, usando seus próprios olhos e instrumentos espaciais. Os leitores irão compreender a evolução na tecnologia de imagem, e como fenômenos como erupções vulcânicas, tempestades e incêndios florestais podem ser facilmente identificados.

Earth at Night tem 200 páginas, e está disponível em versões para o Kindle (formato MOBI), outros e-readers (EPUB) e PDF.

*Por Rafael Rigues

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*Fonte: olhardigital

Inteligência Artificial descobriu por si mesma que a Terra orbita o Sol

Assim como aconteceu com os astrônomos da antiguidade, que percorreram um longo caminho dedutivo até compreender que a Terra girava em torno do Sol, e não que tudo girava em torno dela, uma inteligência artificial também chegou a essa conclusão.

Da mesma forma que ocorreu com os humanos, essa tecnologia se baseou na observação do movimento retrógrado de Marte para concluir que o mundo se move em elipse.

Segundo um artigo da revista acadêmica Physical Review Letters, a inteligência artificial conseguiu verificar que a Terra gira em torno do Sol, partindo de uma informação fornecida pelos programadores, que a ensinaram como se movem Marte e o Sol no firmamento terrestre.

Para isso, a equipe do físico Renato Renner, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH), projetou um algoritmo capaz de destilar grandes conjuntos de dados em algumas fórmulas básicas, imitando a maneira como os físicos apresentam suas fórmulas.

Assim, eles projetaram um novo tipo de rede neural inspirado na estrutura do cérebro. Durante séculos, astrônomos pensavam que a Terra estava no centro do Universo e explicavam o movimento de Marte sugerindo que os planetas se movessem em pequenos círculos na esfera celeste.

Mas, nos anos 1500, Nicolau Copérnico descobriu que os movimentos poderiam ser previstos com um sistema mais simples se a Terra e os planetas estivessem orbitando o Sol.

Usando os dados fornecidos por seus criadores, a inteligência artificial foi capaz de desenvolver fórmulas ao estilo de Copérnico e redescobriu por conta própria a trajetória de Marte.

Essa conquista irá ajudar os pesquisadores a criar um sistema capaz de individualizar padrões dentro de gigantescas quantidades de dados aleatórios.

A partir dessa iniciativa, Renner e sua equipe pretendem desenvolver tecnologias de machine learning (aprendizagem de máquina) que possam ajudar os físicos a resolver aparentes contradições na mecânica quântica.

*Por Davison Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Perda de oxigênio dos oceanos ameaça vida marinha, alerta IUCN

Os oceanos estão sofrendo uma perda de oxigênio que ameaça a vida marinha, a pesca e comunidades costeiras, alertou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) num relatório divulgado neste sábado (07/12) na Cúpula do Clima (COP25), em Madri. A desoxigenação oceânica é impulsionada pelas mudanças climáticas causadas pela ação humana.

“À medida que os oceanos perdem oxigênio devido ao aquecimento, o delicado equilíbrio da vida marinha se enfraquece”, afirmou Grethel Aguilar, diretora-geral interina da IUCN. “Para diminuir a desoxigenação oceânica, os líderes mundiais devem se comprometer a reduzir imediatamente e de forma substancial as emissões.”

A IUCN identificou 700 regiões marinhas com baixos níveis de oxigênio. Em 1960, eram apenas 45. Nesse mesmo período, o volume de águas completamente sem oxigênio quadruplicou. O relatório revela também que, entre 1960 e 2010, o estoque mundial do gás nos oceanos diminui 2%. Pesquisadores estimam que até 2100 essa perda possa chegar a 3% ou até 4%, se as emissões continuarem aumentando no atual ritmo.

“A exaustão do oxigênio nos oceanos está ameaçando os ecossistemas marinhos que já estão sob estresse devido ao aquecimento e acidificação oceânicos”, advertiu um dos autores do estudo, Dan Laffoley, do programa de Ciência e Conservação Marítima da IUCN.

Segundo o estudo, o mais abrangente já realizado sobre o tema, a perda de oxigênio oceânico está estreitamente relacionada ao aquecimento global e à acidificação dos oceanos. Esses fenômenos são causados pelo aumento do dióxido de carbono (CO2), por sua vez consequência das emissões de gases do efeito estufa e da chamada fertilização oceânica.

A maior parte do excesso do calor retido pela Terra é absorvida pelos oceanos, o que inibe a difusão do oxigênio da superfície até a profundez. A fertilização oceânica ocorre devido ao aumento de nutrientes que chegam através dos rios, promovendo a proliferação das algas e a consequente maior demanda de oxigênio à medida que elas se decompõem.

Os oceanos absorvem também cerca de um quarto de todas as emissões geradas por combustíveis fósseis, mas com o aumento da demanda global por energia, teme-se que os mares cheguem a um ponto de saturação. De acordo com a Organização Mundial de Meteorologia, os oceanos estão 26% mais ácidos do que antes da Revolução Industrial.

O relatório da IUCN indicou que a desoxigenação ocorre principalmente em profundidades médias, entre 300 e mil metros, as mais ricas em biodiversidade. O estudo ressalta que esse fenômeno está alterando o equilíbrio da vida marinha, favorecendo espécies como micróbios, águas-vivas e lulas, em detrimento dos peixes. Espécies como o atum, tubarões e marlim são as que mais sofrem, devido a seu tamanho e demandas de energia.

Ao afetar os ecossistemas marinhos, o declínio do oxigênio também terá impactos negativos para populações que dependem da pesca e comunidades costeiras. Até mesmo uma perda pequena no nível do oxigênio pode gerar impactos significativos, com implicações biológicas e biogeoquímicas complexas e de longo alcance. “Os impactos pode se espalhar e afetar milhões de seres humanos”, alerta o relatório.

O relatório aponta ainda que o Mar Báltico e o Mar Negro são os maiores ecossistemas marinhos semifechados com os menores níveis de oxigênio. A desoxigenação também se expandiu drasticamente na maior parte do Atlântico no último século.

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*Fonte: deutschwelle

 

Quem nega as mudanças climáticas justificam com esses motivos

A indústria de combustíveis fósseis, lobistas e partes da mídia passaram os últimos 30 anos semeando dúvida sobre a veracidade da atual mudança climática. A estimativa mais recente realizada pela Forbes mostrou que empresas de petróleo e gás investiram em média US$200 milhões por ano em lobby para controlar, adiar ou bloquear políticas em favor do meio ambiente.

Veja abaixo cinco tipos de negação das mudanças climáticas:

5. Negação da ciência

Esse tipo de negação envolve o argumento de que esta mudança climática que vivemos atualmente é um ciclo natural, não influenciado pela ação humana.

Alguns argumentam que os modelos climáticos não são confiáveis ou que são muito sensíveis ao dióxido de carbono. Outros acreditam que o CO2 é uma parte tão pequena da atmosfera que nem causaria um efeito de aquecimento.

Já outras pessoas acreditam que os cientistas estão sabotando as pesquisas para apresentarem resultados que não são reais.

Todos esses argumentos são falsos e existe um consenso global entre cientistas sobre as causas das mudanças climáticas.

4. Negação econômica

A ideia de que a mudança climática custaria muito dinheiro para ser freada é outra forma de negação climática. Economistas, porém, calculam que poderíamos conseguir frear as mudanças gastando apenas 1% do produto interno bruto mundial. Mas se não agirmos agora, em 2050 isso vai nos custar 20% do PIB mundial.

3. Negação humanitária

Alguns grupos da Europa e Estados Unidos acreditam que a mudança climática e o aquecimento da zona temperada tornariam a agricultura desses locais mais produtiva. Esses ganhos locais, porém, vão pelo ralo para pagar pelas contas de verões mais secos e aumento da frequência de ondas de calor nessas mesmas áreas.

É também importante apontar que 40% da população global vive em zonas tropicais, e um aumento na desertificação nesses locais seria uma catástrofe.

2. Negação política

Quem nega a mudança climática argumenta que não se pode tomar nenhuma ação porque outros países não estão tomando nenhuma ação. Mas nem todos os países são igualmente culpados por causar a atual mudança climática.

Por exemplo, 25% do CO2 produzido pela humanidade é gerado pelos EUA, e outros 22% são produzidos pela União Europeia. Depois vêm a China (13%), Rússia (7%), Japão (4%) e Índia (3%). A África inteira produz apenas 5%.

Portanto, os países mais desenvolvidos têm uma responsabilidade ética de liderar o caminho para o corte de emissões. Isso não significa que os países em desenvolvimento estão livres desse esforço: todos os países precisam agir para que a emissão humana de CO2 chegue à zero até 2050.

Para isso, precisamos de muito mais veículos elétricos e de uma economia verde que traga benefícios e crie empregos.

1. Negação da crise

O argumento final é que não deveríamos correr para mudar a forma que as coisas são feitas enquanto não tivermos certeza absoluta sobre todas as informações.

Muitas pessoas têm medo de mudanças, especialmente aquelas que são mais ricas ou que têm mais poder. Argumentos muito parecidos foram usados para atrasar o fim da escravidão, o direito do voto feminino, o fim da segregação racial e até a proibição de cigarro em locais fechados e públicos. [Science Alert]

*Por Juliana Blume

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*Fonte: hypescience

Como seria o céu se pudéssemos ver todos os satélites que estão em órbita?

Já pensei TANTAS vezes nisso… “Como seria o céu se pudéssemos, de fato, ver todos os satélites que estão em órbita?”

São mais de dez mil satélites em órbita, mas apenas os maiores e mais próximos à Terra são visíveis logo após o pôr do Sol. Neste vídeo, Scott Manley pegou dados dos satélites e criou um timelapse/vídeo da visão do céu noturno na América do Norte e toda a movimentação orbital.

Background Music is Spatial Harvest by Kevin Macleod.
Satellite data from:

https://www.space-track.org/
https://celestrak.com
https://prismnet.com/~mmccants


*Por Gustavo Giglio

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*Fonte: updateordie

 

35.000 dólares por uma noite literalmente de outro mundo

A Nasa anunciou na sexta-feira que abrirá a Estação Espacial Internacional para empreendimentos comerciais, incluindo o turismo espacial – com estadias de 35 mil dólares por noite -, à medida que busca se destacar financeiramente do laboratório de pesquisa em órbita.

“A NASA está abrindo a Estação Espacial Internacional para oportunidades comerciais e gerando oportunidades como nunca fizemos antes”, disse o diretor financeiro da NASA, Jeff DeWit, em Nova York.

Haverá até duas missões curtas de astronautas por ano, disse Robyn Gatens, vice-diretor da ISS.

As missões serão para estadias de até 30 dias. Cerca de uma dúzia de astronautas particulares agora poderão visitar a ISS por ano, disse a NASA.

Esses viajantes seriam transportados para o orbitador exclusivamente pelas duas empresas que atualmente desenvolvem veículos de transporte para a NASA: SpaceX, com sua cápsula Crew Dragon, e Boeing, que está construindo um chamado Starliner.

Essas empresas estão encarregadas de preparar os clientes e faturariam a viagem à ISS, que será a parte mais cara da aventura: cerca de US $ 58 milhões por uma passagem de ida e volta.

Essa é a taxa média que as empresas cobrarão da NASA por levar os aventureiros do espaço até a ISS. Mas os turistas também pagarão à NASA pela estadia no espaço, por comida, água e uso do sistema de suporte à vida no orbital.

Isso custará cerca de US $ 35.000 por noite por astronauta, disse DeWit. A estação espacial não pertence à NASA. Foi construído junto com a Rússia a partir de 1998, e outros países participam da missão e enviam astronautas. Mas os EUA pagaram e controlam a maioria dos módulos que compõem o orbitador.

Os novos turistas espaciais da ISS não serão os primeiros: o empresário americano Dennis Tito já teve essa honra em 2001. Ele pagou à Rússia cerca de US $ 20 milhões pela viagem.

*Por Philipe Kling David

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*Fonte: mundogump

11 mil cientistas declaram emergência sobre mudança climática

Um novo estudo assinado por 11 mil cientistas de 153 países aponta que, ao menos que o mundo mitigue ações associadas à mudança climática, o “sofrimento humano incalculável” será inevitável.

Após a análise de 40 anos de dados sobre o aumento das emissões de gases de efeito estufa, aquecimento dos oceanos e derretimento do gelo do Ártico e da Antártica, os pesquisadores sustentam que é de obrigação moral que a humanidade seja claramente alertada sobre qualquer ameaça catastrófica.

“Apesar de 40 anos de grandes negociações globais, continuamos a conduzir os negócios como de costume e não conseguimos lidar com essa crise”, afirma o co-líder da pesquisa William Ripple, da OSU College of Forestry, em comunicado. “A mudança climática chegou e está acelerando mais rapidamente do que muitos cientistas esperavam”.

O estudo conclui que as possíveis soluções estão nas “grandes transformações na maneira como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”.

Eles destacam 6 “sinais vitais” que devem ser utilizados pelos setores político, público e privado, para repensar as prioridades e traçar uma linha de progresso consistente: mudar a produção de energia, reduzir as emissões de poluição de curta duração, proteger importantes sistemas naturais, mudar as práticas relacionadas aos alimentos, alterar os valores econômicos e estabilizar a população mundial.

“Mitigar e adaptar-se às mudanças climáticas, honrando a diversidade de seres humanos, implica grandes transformações nas formas como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”, explicam os autores.

De acordo com o estudo, se as emissões de poluentes de curta duração fossem reduzidas, como o metano e a fuligem, o aquecimento global poderia cair em até 50% nas próximas décadas.

Os esforços de conservação global devem focar na substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis. Isso poderia ser alcançado com a imposição de taxas de carbono e a eliminação de subsídios às companhias de combustíveis fósseis.

É fundamental, também, proteger ecossistemas que absorvem o carbono atmosférico – como turfeiras, florestas e pradarias – para ajudar a combater as emissões, enquanto preservar manguezais e áreas úmidas pode reduzir os efeitos no aumento do nível do mar e das inundações.

Os hábitos alimentares estão em foco: reduzir a dependência de produtos de origem animal e adotar dietas baseadas em plantas reduziria as emissões de metano e outros gases de efeito estufa (que estão ligados às práticas agrícolas maciças). A redução no consumo de carne ainda liberaria as terras de cultivo de ração para animais para o cultivo de alimento para pessoas.

Quanto à economia, eles sugerem que as prioridades econômicas devem mudar de uma meta de crescimento do produto interno bruto para uma que mantenha a sustentabilidade a longo prazo.

Estabilizar a população global para não mais de 200.000 nascimentos por dia seria fundamental para reduzir o uso de recursos. Uma estimativa de 2011 projetou que 360.000 pessoas nascem todos os dias no mundo inteiro.

Os autores salientam que movimentos populares que exigem mudanças de seus líderes políticos são um grande progresso, mas é apenas o começo do que precisa ser feito para termos resultados consistentes.

“A temperatura da superfície global, o calor do oceano, o clima extremo e seus efeitos, o nível do mar, a acidez do oceano e as áreas queimadas nos Estados Unidos estão todos subindo”, disse Ripple. “Globalmente, o gelo está desaparecendo rapidamente, como demonstrado pelas reduções mínimas no gelo marinho do Ártico no verão, nos mantos de gelo da Groenlândia e na Antártica, e na espessura das geleiras. Todas essas mudanças rápidas destacam a necessidade urgente de ação”.

Por fim, os pesquisadores se colocam à disposição para auxiliar em tais mudanças:

“Como Aliança dos Cientistas do Mundo, estamos prontos para ajudar os tomadores de decisão em uma transição justa para um futuro sustentável e equitativo”.

*Por Raquel Rapini

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*Fonte: geekness

Time-lapse | Eclipse solar

Esse vídeo mostra o nascer do sol e o eclipse solar ocorrido em 20 de março de 2015 na capital islandesa Reykjavík.

De acordo a NASA, eclipses solares ocorrem normalmente duas vezes ao ano, com o máximo de ocorrências sendo cinco vezes ao ano. Isso é raro, entretanto. Só aconteceu 25 vezes nos últimos 5.000 anos. A última vez foi em 1935, e a próxima será em 2206.

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*Fonte: hypescience

Veja os dois novos trajes espaciais da NASA para a missão Artemis

Esses são os dois novos trajes espaciais da NASA apresentados para o programa Artemis, que tem como objetivo pousar o próximo homem e a primeira mulher na Lua até o ano de 2024.

As informações dos trajes incluem:

O traje laranja é o traje do Orion Crew Survival System, também chamado de traje de voo ou de lançamento e entrada. Os novos recursos incluem um capacete que vem em mais de um tamanho e ternos personalizados. A cor visa facilitar a localização dos astronautas se eles acabarem no oceano, e o traje inclui um “conjunto de equipamentos de sobrevivência”.

Embora tenha sido projetado principalmente para lançamento e reentrada, o traje Orion pode manter os astronautas vivos se o Orion perder a pressão da cabine durante a viagem para a Lua, enquanto ajusta as órbitas no caminho de volta para casa. Os astronautas podem sobreviver dentro do traje por até seis dias enquanto retornam à Terra. Os trajes também são equipados com um conjunto de equipamentos de sobrevivência no caso de terem que sair de Orion após o desastre antes da chegada do pessoal de recuperação. Cada um levará seu próprio colete salva-vidas que contém um farol localizador pessoal, uma faca de resgate e um kit de sinalização com espelho, luz estroboscópica, lanterna, apito e bastões de luz.

O traje branco é a Unidade de Mobilidade Extraveicular da Exploração ou xEMU. O xEMU oferece amplitude de movimento dramaticamente superior aos trajes usados ​​em missões anteriores.

Como podemos ver, esses trajes contam com tecnologia de ponta e, ao mesmo tempo, muitos recursos de emergência e sobrevivência. Além de dar mais mobilidade aos astronautas.

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*Fonte: geekness