Muito prazer, eu sou o seu sintoma

Já pensou se o seu sintoma tivesse a chance de te escrever uma carta? Garanto que seria alguma coisa assim:

“Olá, tenho muitos nomes: dor de joelho, abscesso, dor de estômago, reumatismo, asma, mucosidade, gripe, dor nas costas, ciática, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, insuficiência renal, diabetes, hemorroidas e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você.

Você não entende, ninguém me compreende.
Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida. Todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês, e não é assim, isso seria um absurdo.

Eu o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda.

Vamos ver, me diga alguma coisa. Você negociaria com terroristas, batendo na porta com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas? Não, certo?
Então, por que você não entende que eu, o sintoma não posso ser “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem.
Me bate, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo mas, não para um minuto para pensar e raciocinar e tentar compreender o motivo de minha presença no seu corpo.
Apenas escuto você dizer: “Cala-te”, “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora que apareces-te”, e muitas frases que me tornam impotente para lhe fazer entender mas, devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer entender a mensagem.

O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Manda-me calar com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia, me calar.
E me surpreendo de ver que às vezes, até prefere consultar bruxas e adivinhos para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo.
A minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente.

Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater com ele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar, ainda assim continua sem me ouvir…

Está compreendendo?
Para você, eu o sintoma, sou “A doença”.
Que absurdo! Não confunda as coisas.
Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas.
Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos e só para me calar.

Eu não sou a doença, sou o sintoma.
Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar?

A doença “é você”, é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença e nenhum médico aqui no planeta Terra sabe como as combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.

É bom se você se sentir incomodado por estar lendo isso, deve ser algo assim como um “golpe na sua inteligência”. Está certo se estiver se sentindo frustrado, mas eu posso conduzir o teu processo muito bem e o entendo. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer, o que tento prevenir.

Quando eu, “o sintoma” apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar, é para lhe avisar que uma emoção contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente.

Deveria perguntar a si mesmo: “por que apareceu esse sintoma na minha vida”, “que pretende me alertar”? Por que está aparecendo esse sintoma agora?
Que devo mudar em mim?

Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente, as respostas não vão levar você além do que já vem acontecendo há anos. Deve perguntar também ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções.

Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer, verdadeiramente, por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê do aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora.

Aos poucos descobrirá que quanto melhor analisar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia que não me verá nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico ou comprar remédios.

Por favor, me deixe sem trabalho.
Ou você acha que eu gosto do que eu faço?

Convido você para refletir sobre o motivo de minha visita, cada vez que eu apareça.
Deixe de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu.
Estou farto que você diga:
“Então, continuo com diabetes, sou diabético”.
“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.
“Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”.
Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais.
Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo: “Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”.

Por favor, tome consciência, reflita e aja.
Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!
Atenciosamente,
O sintoma.”

 

 

 

 

 

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*Fonte: humaniversidade

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Razonite: uma enfermidade grave que está se espalhando pelo mundo

Razonite é uma doença altamente contagiosa que causa uma inflamação da razão e disfunções cerebrais sérias, além de um desequilíbrio emocional que torna as pessoas agressivas, intolerantes e impacientes. Sua principal característica é um forte impulso de querer ter razão, custe o que custar.

Uma pandemia é uma epidemia descontrolada que se espalha pelo mundo. E é o que está acontecendo com a razonite, que tem se alastrado por todos os continentes de uma forma assustadora.

A pandemia de razonite é um problema sério, que afeta cada dia mais pessoas e que põe em risco o bem-estar de toda a humanidade.

O que é a razonite?

Razonite é uma doença altamente contagiosa que causa uma inflamação da razão e disfunções cerebrais sérias, além de um desequilíbrio emocional que torna as pessoas agressivas, intolerantes e impacientes. Sua principal característica é um forte impulso de querer sempre ter razão, custe o que custar.

Pessoas que sofrem de razonite comportam-se de maneira pouco sociável, são provocativas, hostis, com tendências coléricas e insultuosas.

Em estágios mais avançados, o transtorno pode levar à perda de qualquer senso de realidade. A capacidade de comunicação e a empatia do paciente são extremamente limitadas ou completamente perdidas e, não raramente, se registra uma propensão à violência verbal e psicológica ou mesmo física.

Por que a razonite é perigosa?

Porque pode se alastrar, contagiando mais e mais gente e nos colocando numa situação na qual todos achariam que têm razão, atacando uns aos outros e destruindo a si mesmos e tudo que há de bom neste mundo.

Mais problemático ainda é quando a enfermidade atinge pessoas com papel-chave na sociedade, como políticos, jornalistas, professores ou qualquer um que tenha acesso ao poder ou grande influência sobre outras pessoas.

Os principais sintomas da razonite

Quem sofre de razonite costuma apresentar os sintomas listados a seguir:

.Tendência severa e irracional de querer sempre ter razão.
Narcisismo extremo.
. Agressividade, intolerância e impaciência/nervosismo acentuados sem motivos reais que justifiquem tal comportamento.
. Perda da capacidade de ver cores, o que faz com que o paciente comece a ver tudo em preto e branco. Até mesmo a capacidade de enxergar vários tons de cinza pode ser extremamente restringida ou suprimida.
. Problemas de comunicação, com o paciente perdendo a capacidade de argumentar e formar novas frases, o que o leva a repetir todo o tempo a mesma coisa, o que é conhecido na medicina moderna como Síndrome do Disco Arranhado.
. Também o sistema auditivo do paciente é atingido pela infecção, causando-lhe uma surdez seletiva, que o impede de escutar argumentos alheios, por mais óbvios que sejam, sempre que contradigam sua opinião.
. Perda de qualquer senso de realidade, fuga para uma bolha de supostas verdades, fatos criados ou torcidos e teorias conspirativas.
. Vitimismo crônico e mania de perseguição (“quem não concorda comigo tem algo contra mim!”).
. Teimosia e insistência, com tendência a querer discutir ou mesmo brigar até que o outro ceda e aceite que ele tem razão, perdendo a paciência e insultando quando isso não ocorre.
. Falta de empatia.
. Comportamento arrogante para disfarçar suas frustações.

Como ocorre a infecção

A infecção com a razonite ocorre normalmente já dentro de casa, na família, que muitas vezes já tem a enfermidade e a passa para as crianças.

Uma infecção pode ocorrer também mais tarde, em outros meios sociais, como no círculo de amizades, no trabalho ou mesmo numa igreja, seita ou em grupos ideológicos.

Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Razonite (Razonite International Research Institute), redes sociais como Facebook são hoje o principal canal de infecção da doença. Dr. Robert Stopandthink, diretor do instituto, relata que as redes sociais têm contribuído de uma forma extrema para que esse transtorno se espalhe rapidamente pelo planeta.

“A pessoa, que muitas vezes já carrega consigo uma predisposição para a razonite, entra numa rede social, participa de alguma discussão com pessoas infectadas e passa a pensar e agir como elas, aceitando os delírios de outros enfermos como se fossem seus e querendo ter razão de qualquer maneira, não medindo esforços para isso e se sentindo dono exclusivo da verdade”, explicou Robert Stopandthink.
Razonite é uma coinfecção!

Um dos problemas da razonite é que ela não surge sozinha. Pessoas que se contaminam com esse mal normalmente já tinham o organismo afetado por outras infecções.

É muito comum, por exemplo, que pessoas com razonite tenham se contaminado anteriormente com o vírus vaidadis imbecilis, que causa um excesso de vaidade e egocentrismo anormal.

Estudos indicam que muitos pacientes com razonite carregam também consigo uma bactéria chamada complexus fragilis, adquirida ainda na infância (essa bactéria é normalmente passada aos filhos pelos pais) e que é responsável pelo complexo de inferioridade que igualmente acomete essas pessoas.

Diagnóstico diferencial

A razonite é um transtorno que atinge normalmente pessoas em idade adulta e não deve ser confundida com o comportamento birrento de crianças, mesmo que alguns sintomas sejam muito semelhantes.

Tratamento

O tratamento da razonite é difícil, principalmente porque demora muito até que o paciente perceba que foi infectado (muitos terminam levando toda sua vida sem perceber que têm o transtorno). Tentativas de pessoas próximas ao paciente de alertá-lo sobre seus sintomas claros são ignoradas ou vistas por ele como uma afronta que deve ser combatida.

Indicada como parte importante do tratamento da razonite seria uma psicoterapia, no intuito de ajudar o paciente a reconhecer que sofre da enfermidade e entender quando foi infectado e que estratégias poderiam ajudá-lo a recuperar o tempo e o desenvolvimento perdidos por causa da doença.

Outro tratamento, infelizmente nem sempre eficaz, seria confrontar o paciente com seu comportamento e com as bobagens que anda dizendo e escrevendo por aí. Isso nem sempre funciona por causa da teimosia e da tendência ao vitimismo do paciente (ao ser confrontado com a realidade, ele se sentirá atacado e tentará assumir o papel de vítima!), mas principalmente por causa do narcisismo, que também é um sintoma comum desse distúrbio.

A terapia mais eficaz é o tratamento de choque: o paciente é trancado em um recinto fechado, sem janelas, juntamente com várias outras pessoas também infectadas com razonite e em estado mais grave que o dele. Depois de passar uns dias batendo boca (e a cabeça!) com os outros, o paciente termina esgotando toda sua energia de “dono da verdade” e tem a chance de perceber que algo está errado, de reconhecer o absurdo do próprio comportamento e, assim, começar a mudá-lo.

Chances de cura

Quanto mais cedo o paciente reconhecer que está afetado pela doença, maiores são suas chances de cura.

Especialistas têm observado que pacientes de idade mais avançada, que não raramente já carregam a razonite consigo por muitas décadas, têm uma maior dificuldade de admitir que estão transtornados, já que os sintomas teimosia e perda do senso de realidade tendem a aumentar com o tempo.

Pacientes terminais

Algumas pessoas que sofrem de razonite se encontram num estágio tão avançado que não têm mais chances de cura. Um diálogo não é possível, qualquer forma de tratamento/ajuda é recusada pelo paciente e insistir pode fazer com que ele parta para a violência.

Nesses casos, Dr. Robert Stopandthink recomenda a isolação da pessoa afetada, devendo-se evitar qualquer forma de contato, já que a vida é muito curta para ficar se ocupando com gente contaminada pelo mal de querer ter razão o tempo todo. Sem falar do risco de se contagiar e se tornar um deles.

O PROBLEMA DO MUNDO DE HOJE É QUE AS PESSOAS INTELIGENTES ESTÃO CHEIAS DE DÚVIDAS E AS PESSOAS IDIOTAS ESTÃO CHEIAS DE CERTEZAS.
Charles Bukowski

 

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*Fonte: caminhos

Tim Vickery: A religiosidade brasileira muitas vezes é fé de conveniência

Estou sozinho agora na casa da minha mãe, nos arredores de Londres, porque ela foi à igreja – ela faz parte de uma minoria da sociedade britânica, de talvez 5%, que ainda tem o hábito de ir ao culto.

E essa fatia minúscula não é de fanáticos. Uma vez, numa visita anterior, eu (que não tenho nenhum sentimento religioso) comentei que não consigo ver a ligação entre a morte de Jesus Cristo e nossos pecados.

“Estranho”, respondeu a minha mãe. “O meu pastor falou exatamente a mesma coisa na semana passada.”

Trata-se de uma doutrina fundamental de qualquer religião cristã, mas até um empregado da Igreja Anglicana não acredita nele. A igreja dele tem pouco a ver com religião, mais a ver com uma missão vaga de ser “um bom sujeito”.

Tudo isso, claro, nada mais é do que uma consequência do recuo da fé cega a partir do Iluminismo, no século 16, e a descoberta de que a Terra gira ao redor do Sol. Por que acreditar naqueles que afirmavam o contrário?

Uma pesquisa recente aponta que somente 28% da população britânica acredita em Deus ou em qualquer poder espiritual, ante 38% totalmente sem tal fé. Me lembra bem a minha época na escola, quando uma sessão de zombaria da professora sempre começava com a pergunta “Senhora, você acredita em Deus?”

Como a situação é diferente nas Américas! Nos Estados Unidos, por volta de 60% da população vai para a igreja. E, no Brasil, não acreditar em Deus é inconcebível para muitos.

As minhas enteadas ficavam tão fascinadas com o assunto que cada vez que alguém me visitava da Inglaterra isso sempre era a primeira pergunta que tinha que traduzir.

Uma vez a resposta a respeito de religiosidade foi “Não, não tenho nenhuma tolerância para superstições medievais”, frase que foi um desafio e tanto para suas mentes então pré-adolescentes.

Mas – e estou ciente de estar entrando em uma generalização vasta e vulgar – se a crença na existência de Deus é quase total no Brasil, a fé, em muitos casos, parece bastante rasa.

Quando vejo políticos corruptos dando benção para dinheiro ilegal, ou jogadores de futebol louvando depois de cavar um pênalti, fico com a sensação de que a religiosidade brasileira, com frequência, trata-se de uma fé de conveniência.

É menos um código que determina como viver a vida e mais um recurso que se pega ou se larga conforme as circunstâncias.

Pode ser que seja uma extensão da tara brasileira por parentesco fictício. A figura do pai ausente é muito importante numa terra de padrinhos, onde o personagem político de mais destaque na formação do país, Getúlio Vargas, cultivava um tipo de fascismo benigno do tio universal.

É bastante factível que vários brasileiros imaginem Deus como uma espécie de Vargas celestial, bonzinho e indulgente.

Vargas também desempenhou um papel importante no desenvolvimento da religião no Brasil, e não me refiro à aproximação com a Igreja Católica que leva à estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Muito mais importante é a urbanização do país que ele promoveu.

O interessante aqui é que, no exemplo inglês, o crescimento das cidades foi um fator significativo no declínio da religião.

No caso da minha mãe, por exemplo, ela é uma mulher do interior que cresceu com o hábito de ir à igreja e nunca o perdeu. Mas não é de hoje que as igrejas nas cidades vivem vazias – na verdade, nunca encheram. A mudança para uma vida urbana acabou cortando a prática de ir à igreja.

No Brasil, entretanto, o que mais se vê na periferia das cidades são igrejas – só que nesse caso a Igreja Católica tradicional perdeu, mas as evangélicas novas ganharam espaço.

E seu público, em grande parte, são os migrantes internos, que trocaram a vida do campo pelas oportunidades da cidade grande – e também as suas complexidades, problemas a ameaças.

Nesse ambiente novo, complexo e confuso, as igrejas evangélicas não somente oferecem o conforto espiritual da fé, mas também uma rede de apoio social.

Nesse cenário, não é somente a ausência da figura paternal que impulsionou o crescimento da religião, mas também a ausência do Estado.

*Tim Vickery é colunista da BBC Brasil e formado em História e Política pela Universidade de Warwick.

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*Fonte: bbc

O lado negro da Inteligência Emocional

Notar quando um amigo ou colega se sente triste, bravo ou surpreso é a chave para se entender e relacionar com os outros, mas um novo estudo sugere que a aptidão de melhor compreender os sentimentos pode vir com uma dose extra de estresse. Esta e outra pesquisa desafiam a ideia predominante de que inteligência emocional é exclusiva e uniformemente benéfica para o seu portador.

Em um estudo publicado em Setembro de 2016 denominado Questão da Emoção, as psicólogas Myriam Bechtoldt e Vanessa Schneider, ambas do Colégio de Gestão e Finanças de Frankfurt, na Alemanha, questionaram 166 estudantes universitários homens para medir sua inteligência emocional. Por exemplo, eles mostraram aos estudantes faces de diferentes pessoas e indagaram quais sentimentos como felicidade ou desprezo estavam sendo expressados nas imagens. Os estudantes então tiveram que fazer uma apresentação frente aos jurados esboçando severas expressões faciais. Os cientistas mediram concentrações do hormônio de estresse cortisol na saliva dos alunos antes e após a “palestra”.

Nos estudantes classificados com maior inteligência emocional, o stress aumentou durante o experimento e demorou mais para retornar aos níveis regulares. Os resultados sugeriram que algumas pessoas tendem a ser mais emocionais do que o necessário para o próprio bem, diz Hillary Anger Elfenbein, professora de Comportamento Organizacional na Universidade de Washington em St. Louis, que não estava envolvida com a pesquisa. “Às vezes você pode ser tão bom em algo que isso te prejudica” ela pontua.

De fato, a pesquisa complementa outra anterior acerca do lado negro da inteligência emocional. Um estudo publicado em 2002 no livro Personalidade e Diferenças Individuais sugere que pessoas emocionalmente perceptivas podem ser particularmente suscetíveis à sentimentos como depressão e desesperança. Ademais, várias pesquisas, incluindo uma publicada em 2013 na revista PLOS ONE, insinuam que inteligência emocional pode ser usada para manipulação de terceiros em benefício próprio.

Mais pesquisas e estudos são necessários para investigar a relação entre inteligência emocional e estresse, principalmente em mulheres e pessoas de diferentes idades e níveis de educação, públicos que não foram ainda considerados. Mesmo assim, essa inteligência é uma habilidade útil para se ter, contanto que o indivíduo aprenda a lidar apropriadamente com emoções, tanto com as próprias como com as dos outros, diz Bechtoldt, também professora de Comportamento Organizacional. Por exemplo, indivíduos sensíveis podem assumir responsabilidade pelas tristezas ou ira dos outros, se estressando desse modo. Em suma, Bechtoldt afirma “você não é responsável por como as outras pessoas se sentem.”

Tradução: Maria Vitória M. Cabrera.

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*Fonte: universoracionalista

Viva o hoje porque daqui a pouco pode ser tarde demais

Nascer, crescer, envelhecer e morrer.

Viver ou existir ?

Seguimos o calendário, contando os dias, meses e anos. Corremos contra o tempo, em uma fila invisível que termina no dia de nossa morte.

O nosso destino é único e irreversível, e ainda assim não vivemos o hoje porque estamos preocupados com o amanhã, ou nos lamentando pelo ontem.

Queremos pessoas boas a nossa volta, porém nem sempre somos bons quando temos a chance de ser presença na vida de alguém.

Queremos ser amados mas muitas vezes não somos amáveis.

Queremos a paz mundial mas não conseguimos nem manter a paz com os nossos vizinhos.

Queremos tudo da vida, mas nem sempre estamos dispostos a abrir mão de alguma coisa para poder realmente viver.

Queremos acabar com a fome no mundo, mas muitas vezes olhamos mendigos com nojo e desprezo, e pouco entendemos sobre o que é realmente caridade.

Queremos o fim da corrupção, mas furamos a fila, e muitos fazem qualquer coisa para se beneficiar, mesmo que isso signifique prejudicar outra pessoa.

Batemos no peito para impor nosso desejo de sermos respeitados, mas não oferecemos nosso assento para gestantes, idosos ou pessoas debilitadas.

Torcemos o nariz para moradores de rua, temos medo, achando que todos são bandidos, alguns infelizmente ainda julgam os irmãos quem tem a cor da pele diferente da deles.

Condenamos as escolhas alheias como se fossemos Deus, mas somos os primeiros a gritar nas passeatas pedindo pelo fim do preconceito, do racismo, e da desigualdade .

A vida é uma contradição, sim, e a única coisa que podemos fazer é torná-la o mais bonita possível, fazer nossa parte sempre, dar nosso melhor todos os dias, e acima de tudo, viver ao invés de só existir.

Se tivesse a oportunidade de falar com a morte antes de ser a sua hora de morrer, talvez assim como no filme, ela te diria, para não esquecer de ver a beleza oculta, para não se perder nas distrações do caminho que te impedem de ser feliz, por isso viva o hoje, hoje e agora, porque daqui a pouco pode ser tarde demais.

 

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*Fonte: resilienciamag / Wandy Luz

 

“Como Vejo o Mundo” – um texto profundamente filosófico de Albert Einstein

“Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.

E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito.

Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo.

Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e se não me obstino incansavelmente em perseguir este ideal eternamente inacessível na arte e na ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava.

Tenho forte amor pela justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas meu coração experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem acentuando ainda mais essa distância. Conheço com lucidez e sem prevenção as fronteiras da comunicação e da harmonia entre mim e os outros homens. Com isso perdi algo da ingenuidade ou da inocência, mas ganhei minha independência. Já não mais firmo uma opinião, um hábito ou um julgamento sobre outra pessoa. Testei o homem. É inconsistente.

A virtude republicana corresponde a meu ideal político. Cada vida encarna a dignidade da pessoa humana, e nenhum destino poderá justificar uma exaltação qualquer de quem quer que seja. Ora, o acaso brinca comigo. Porque os homens me testemunham uma incrível e excessiva admiração e veneração. Não quero e não mereço nada. Imagino qual seja a causa profunda, mas quimérica, de seu sentimento. Querem compreender as poucas idéias que descobri. Mas a elas consagrei minha vida, uma vida inteira de esforço ininterrupto.

Fazer, criar, inventar exigem uma unidade de concepção, de direção e de responsabilidade. Reconheço esta evidência. Os cidadãos executantes, porém, não deverão nunca ser obrigados e poderão escolher sempre seu chefe.

Ora, bem depressa e inexoravelmente, um sistema autocrático de domínio se instala e o ideal republicano degenera. A violência fascina os seres moralmente mais fracos. Um tirano vence por seu gênio, mas seu sucessor será sempre um rematado canalha. Por esta razão, luto sem tréguas e apaixonadamente contra os sistemas dessa natureza, contra a Itália fascista de hoje e contra a Rússia soviética de hoje. A atual democracia na Europa naufraga e culpamos por esse naufrágio o desaparecimento da ideologia republicana. Aí vejo duas causas terrivelmente graves. Os chefes de governo não encarnam a estabilidade e o modo da votação se revela impessoal. Ora, creio que os Estados Unidos da América encontraram a solução desse problema. Escolhem um presidente responsável eleito por quatro anos. Governa efetivamente e afirma de verdade seu compromisso. Em compensação, o sistema político europeu se preocupa mais com o cidadão, com o enfermo e o indigente. Nos mecanismos universais, o mecanismo Estado não se impõe como o mais indispensável. Mas é a pessoa humana, livre, criadora e sensível que modela o belo e exalta o sublime, ao passo que as massas continuam arrastadas por uma dança infernal de imbecilidade e de embrutecimento.

A pior das instituições gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem… Não merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia.

No entanto, creio profundamente na humanidade. Sei que este câncer de há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido. E os culpados são: escola, imprensa, mundo dos negócios, mundo político.

O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências, conhecem porém as manifestações desta ordem suprema e da Beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, soa profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação. Não posso fazer idéia de um ser que sobreviva à morte do corpo. Se semelhantes idéias germinam em um espírito, para mim é ele um fraco, medroso e estupidamente egoísta.

Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho uma intuição da extraordinária construção do ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida.”

Texto extraído do livro Como Vejo o Mundo, da editora Nova Fronteira.

 

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*Fonte: pensamentocontemporaneo

 

O Alzheimer, descrito pelo paciente

Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer.
Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição.

Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76. Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações. Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei.

Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais. Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar. O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer.

Minha mulher insistiu para eu consultar um médico. Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET, que diagnostica a doença com 95% de precisão. Comecei a ser medicado com Aricept, que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarreia e perda de apetite.
Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda. Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos.

Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal.
Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido.

Hoje sabemos que esse material é o acumulo de uma proteína chamada beta-amiloide. A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células.

No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença.

Mas há muitas coisas que aprendemos. A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória: tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde.

Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura.

Pratique jardinagem. Faça quebra-cabeças e jogos. Experimente coisas novas. Organize o seu dia. Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3.

Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar.

A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85. A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030.

Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer. Assim, certifiquei-me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação. Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos. Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos.

Arthur Rivin
(Foi Clínico-Geral e é Professor Emérito da Universidade da Califórnia)

 

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*Fonte: osegredo

É ridículo como as ‘modas’ digitais se tornam um paraíso para oportunistas no Brasil

por Luciano Palma

A evolução da tecnologia está fazendo o tempo se comprimir. O Homo sapiens surgiu há 200 mil anos e adquiriu o comportamento do homem de hoje há 50 mil anos. A escrita surgiu há 5 mil anos. De lá até o surgimento da prensa, passaram-se 3.500 anos. Máquinas de escrever foram criadas após 350 anos. Quase 100 anos depois foi inventada a lâmpada elétrica. Foram mais 50 anos até a construção do primeiro computador, e outros 30 anos até o primeiro computador pessoal. A disponibilização da internet comercial no Brasil só ocorreu depois de 20 anos. Mais 10 anos e surgia o Facebook. Decorridos mais três, veio o iPhone, marcando o início da “revolução móvel”.

Em resumo, as revoluções estão acontecendo cada vez mais rapidamente e a quantidade de novidades à qual somos expostos cresce de forma exponencial. As pessoas têm medo de encontrar um amigo depois de duas semanas e não estarem “antenadas” sobre as últimas novidades! Parece haver uma competição por informação. Cada um tem que estar mais atualizado do que o outro…

Isso acontece também com o mercado de tecnologia. As empresas se esforçam para criar novas tecnologias (o que é bom), porém muitas vezes num ritmo que seus clientes não conseguem acompanhar. Trabalhei numa empresa cujo desafio não era vender novos produtos (os contratos já garantiam essas vendas), mas fazer com que os clientes instalassem as novas versões. Em muitos casos, os produtos de 10 anos atrás atendiam as necessidades, mas já havia quatro “upgrades” pagos e não instalados.

Este cenário é um prato cheio para que consultores com foco em tecnologia vendam serviços para ajudarem empresas (cujo foco é seu negócio) a acompanharem essas ondas. Assim, vemos o mundo da tecnologia se parecer cada vez mais com o da moda, pois essa é uma ótima forma de marketing: criam-se novas tendências e ninguém quer a imagem que “ficou para trás” em relação à concorrência.

Já fui chamado para dar consultoria em empresas que pediam para explicar algumas tecnologias que eles “tinham” que adotar, mas não sabiam para quê. Obviamente tudo estava relacionado com os bônus de alguns diretores e gerentes, que precisavam rechear seus currículos com os últimos jargões da moda para se destacarem e manterem seu status e sua empregabilidade (além dos polpudos bônus, é claro).

Infelizmente, no Brasil, essa indústria da “moda de tecnologias” se transformou em uma “Serra Pelada”, repleta de oportunistas

Alguns perceberam que as empresas precisavam mais “parecer” que estavam usando as tecnologias da moda do que realmente tirar real proveito delas, então passaram a oferecer “projetos” que convenciam os executivos da empresa disso através de apresentações em PowerPoints e relatórios reluzentes. Projetos que não passariam em uma sabatina de 10 minutos do departamento financeiro…

Alguns setores criaram toda uma indústria em torno de coisas “fake”, como é o caso da social media. Desde 2009, as discussões e palestras são praticamente as mesmas, e projetos com resultados palpáveis são raríssimos. As agências continuam medindo “sucesso” em likes e comentários, sem conseguir mostrar uma correlação convincente entre o investimento e um aumento nas vendas. Prova disso é que depois de quase 10 anos, o tema da moda em eventos e palestras da social media brasileira atualmente são os “influenciadores digitais”, assunto amplamente discutido (e bem explorado) nos EUA entre 2007 e 2009.

Hoje, não existe um evento sequer de tecnologia que não repita os jargões do momento: Big Data, Machine Learning, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Chatbot com Natural Language, Blockchain, Inteligência Artificial etc.

Se alguém propõe uma startup que não usa os termos da moda, ela não é bem avaliada porque “não está inovando”

O que é revoltante é que o mercado valoriza mais quem FALA sobre os modismos do que quem PRODUZ SOLUÇÕES com tecnologia. Uma startup que apresenta um PowerPoint prometendo usar três das tecnologias listadas acima acaba sendo bem avaliada, mesmo que não exista ninguém dentro da empresa que conheça uma vírgula sobre aquelas tecnologias. Prometer o que está na moda vale muito mais do que conhecer a tecnologia que resolve o problema.

As pessoas usam a técnica da “prestidigitação”: é o que um mágico faz para enganar sua plateia. Com sua agilidade, leva as coisas para um ambiente fora do alcance do público, onde faz as mudanças que quiser, porque ninguém consegue ver. Ao tirar o pano e devolver a visão à audiência: tadá! Lá está o pombo!

A diferença em relação ao mundo da tecnologia é que os “mágicos” não entregam o pombo, porque cobram adiantado por suas promessas. E isso tem uma explicação: eles não têm a menor ideia de como fazer a “mágica”! Aliás, mágica é uma palavra pertinente nesse contexto. Porque de fato, só com mágica seria possível entregar as promessas que alguns “especialistas” fazem!

“Você diz para o nosso chatbot que chegou em casa e ele, usando inteligência artificial, analisa seu perfil e determina se você está com fome, consulta no Big Data o tipo de comida que você gosta, descobre as melhores ofertas, faz o pedido e permite que você visualize o trajeto da sua comida com Realidade Virtual, tudo garantido através do Blockchain.” A-hã.

É esse tipo de coisa que está sendo prometida nos eventos e nos famigerados hackathons. E ai de quem colocar algum empecilho! “Você não tem visão!”, “Você é contra a tecnologia!”, “Você está ultrapassado!”.

Não vejo problema em pensar nesse tipo de solução num fórum adequado. Numa discussão sobre tendências e sobre o futuro, isso até cabe. Só que isso está sendo prometido como algo que será entregue por uma startup de três pessoas, em algumas semanas!

O cerne deste problema é que essas promessas estão sendo feitas por pessoas que nunca desenvolveram projetos de tecnologia.

É deprimente ver tanta gente citando “o algoritmo” sem nunca ter programado um “Hello World”, ou seja, o básico

Chego a pensar que algumas pessoas acreditam que “o algoritmo” seja alguma espécie de Entidade, que vai resolver os problemas em outra esfera que não seja a física…

Precisamos profissionalizar o mercado de tecnologia e parar de acreditar em mágicas. Isso exige estudo, dedicação e trabalho. Isso exige ir além do primeiro parágrafo ou dos meros chutes e adivinhações. Ou nos profissionalizamos, ou criaremos um ciclo infinito de um enganando o outro, no qual os enganados (e frustrados) seremos todos nós!!!

Isso dito, prossigo não sem antes fazer um alerta e um pedido. Não sou especialista nas tecnologias que vou citar abaixo — e desconfie muito se alguém se apresentar como especialista em muitas delas —, mas quero compartilhar a minha compreensão desses termos, para ao menos tentar dificultar a vida de eventuais “mágicos oportunistas da Serra Pelada da Tecnologia” que vivem de ludibriar pessoas. Vamos a eles:

 

1) Hackathon

Hackathon vem de “hacker” + “marathon”, e se o primeiro termo já é mal compreendido, imagine quando ele se mistura com o segundo…

Primeira coisa: hacker é um “especialista”. Hacker não rouba senha. Hacker não invade sistema. Hacker é o cara que manja muito de alguma coisa. Se alguém com esse perfil roubar senhas ou invadir sistemas, trata-se de um “hacker desonesto”, de um “hacker bandido”, ou de um “hacker ladrão”. Muitas vezes a polícia precisa da ajuda de outro hacker para prender essa pessoa.

Curiosamente, o segundo termo é o menos compreendido. As pessoas olham para “maratona” como uma competição, e essa é a maior distorção que alguém pode fazer nesse caso. O termo maratona é usado aqui no sentido de muita dedicação, de uma jornada longa na qual serão feitos muitos esforços. Num hackathon, um grupo de especialistas (hackers) se junta para UNIR esforços e resolver o problema proposto. Não é um ambiente de competição — muito pelo contrário! Um hackaton TEM que ser um ambiente de colaboração, porque os hackers precisam COMPARTILHAR seu conhecimento, gerando aprendizado e resolvendo o problema.

Um hackathon que não produz nada ao seu final é um fracasso. E atenção: não existe “ganhador” de hackathon

Ou todos produziram algo fantástico e todos ganham, ou todos ganham pelo aprendizado. Se uma pessoa ou uma equipe específica sai de um hackathon com um prêmio, mas sem aprendizado e sem um produto desenvolvido (ainda que não esteja pronto), ela pode ter ganhado um prêmio, mas perdeu um hackathon.

 

2) Big Data

Muita gente confunde “Big Data” com “um banco de dados grande”. Alguém só faz essa associação se não estiver disposto a ler mais do que as duas palavras: “big” e “data”.

Não basta um banco de dados ser grande para falarmos de “Big Data”. Este nome singelo significa muito mais. Significa mais do que os próprios dados: ele envolve processos e análises. O primeiro passo nessa jornada é coletar dados de uma forma insana, quase irracional. Guardar todas as informações que conseguir, ainda que de forma desestruturada. Isso é só o começo. É como separar os ingredientes para fazer o bolo. Aquele monte de coisas não é um bolo. Para fazer um bolo ainda há todo um processo pela frente.

Uma vez que os dados estejam sendo coletados (e isso é contínuo), os cientistas de dados (gente que precisou estudar muito sobre bancos de dados e sobre teoria da informação) e os analistas de negócio (gente que já trabalhou nos processos da empresa) começam a trabalhar juntos para tentar identificar padrões nesses dados e criar e validar teses que podem revelar coisas sobre o negócio da empresa que a análise das informações obtidas como “fotografias” (o método tradicional) não permitem enxergar.

Tecnologias de “Big Data” não vão jamais fornecer respostas por si só

Se quem está envolvido no processo não entender MUITO de tecnologia e dos negócios da empresa, é dinheiro jogado fora. E sim, precisa saber programar e precisa saber matemática.

 

3) Inteligência Artificial, Machine Learning

Neste assunto a “prestidigitação” rola solta. Dá a impressão que algumas pessoas acreditam que a Inteligência Artificial é suficiente para substituir a inteligência natural.

Curiosamente, para “treinar uma máquina”, ou seja, para “aperfeiçoar um algoritmo”, é necessário que um ser humano, ou um processo criado por um ser humano, continue dando retorno para esta a máquina. Algoritmos avançados são capazes de se “automodificarem” para buscar melhores respostas, mas para que isso aconteça, um humano tem que dizer se a nova resposta é melhor ou pior (ou criar outro mecanismo que faça isso).

Num resumo muito genérico (até porque, como disse, não sou especialista no assunto), a inteligência artificial se baseia em algoritmos (programas) que conseguem fazer a “automodificação” que mencionei. Num programa tradicional, o desenvolvedor determina cada decisão que o algoritmo vai tomar. Se forem fornecidos os mesmos dado, o algoritmo fornece a mesma resposta.

Algoritmos de inteligência artificial são criados para “testar” diversas possíveis decisões. Uma vez que alguém “valida” a resposta à qual o algoritmo chegou (se ela é correta ou não, ou se ela é melhor ou não do que a última resposta), o sistema vai “memorizando” essas variações, e com isso descobrindo padrões e “aprendendo” quais variações do algoritmo geram melhores soluções. Como o computador é uma máquina muito rápida (os mais potentes, hoje, fazem 100.000.000.000.000.000 operações por segundo), esse processo de “tentativa e erro” consegue descobrir rapidamente os “melhores caminhos”.

De novo: para lidar com este potencial é preciso saber programar — e saber matemática

 

4) Realidade Virtual

Essa é relativamente fácil de conceber, mas de novo: para fazer as promessas saírem do PowerPoint, é preciso estudar muito a tecnologia. Por mais que existam ferramentas e frameworks que facilitem a vida do desenvolvedor, ainda será necessário saber programar e ter ótimos conceitos de geometria analítica e geometria descritiva para construir soluções com Realidade Virtual. Isso sem falar em conceitos de design para tornar e experiência realista e agradável.

 

5) Realidade Aumentada

Enquanto a Realidade Virtual nos transporta para um mundo virtual, esta tecnologia traz elementos virtuais para o nosso mundo real. É fantástico poder “sobrepor” as informações que bem entendermos ao mundo em que vivemos, mas de novo: o que tem por trás disso é tecnologia, e não magia. Para fazer isso, primeiro precisamos TER as informações que irão nos ajudar. Não adianta prometer que “ao ver uma pessoa com seu óculos ‘RA-2020’, você poderá ver informações sobre o signo da pessoa, que faculdade ela fez, onde trabalhou, tipo sanguíneo e se está disponível para relacionamentos”. Isso pode até ser tecnicamente possível, através de reconhecimento facial e uma consulta a uma base de dados que agregue todas essas informações, mas será que quem promete isso tudo é capaz de entregar? Afinal, qualquer pessoa que assistiu Os Jetsons pode prometer carros que voem (e tecnicamente, isso é possível), mas daí a produzir um protótipo para as pessoas testarem tem uma grande diferença…

 

6) Chatbots

“Pergunte ao <insira um nome descolado aqui> e ele te dará todas as respostas.” No filme 2001, Uma Odisséia no Espaço, de 50 anos atrás, Stanley Kubrick já vislumbrou isso com o HAL-9000. Ainda antes, em 1966, já tinha sido desenvolvido no MIT o programa ELIZA, que “conversava” com as pessoas como se fosse um analista. Após a chegada da internet comercial, (em 1995, no Brasil), muitos “ops” do mIRC (operadores, ou administradores dos canais) já desenvolviam programas que se passavam por humanos respondendo aos usuários.

Em pleno 2017, essa tecnologia volta como novidade…

É claro que a tecnologia permite uma interação muito melhor, mas para fazer com que os “chatbots” realmente respondam de forma eficiente, é necessária muita programação. Sem muito estudo e trabalho, os “chatbots” feitos com base nas ferramentas disponíveis no mercado vão se parecer mais com as terríveis URAs (unidades de resposta audível) que nos atendem quanto tentamos ligar para alguma empresa de telecomunicações!

 

7) Blockchain

O paralelo mais simples com a tecnologia blockchain é a do cartório. Hoje, é o cartório que garante a veracidade de algumas informações. Uma casa só é sua se ela estiver registrada em um cartório. Qualquer pessoa poderá ter a confirmação que aquela casa é sua: basta consultar o cartório. A tecnologia blockchain proporciona essa mesma “fé pública” sem a necessidade de seres humanos nem documentos físicos. As informações são armazenadas de forma criptografada numa rede distribuída por inúmeros computadores ao redor do mundo. Essa infraestrutura garante que a informação, uma vez registrada, não pode ser adulterada. Você pode armazenar documentos e transações nesse sistema, o que poderia substituir sua carteira de motorista, os documentos de propriedade e de licenciamento de seu veículo e, até mesmo, o seu cartão de crédito. Até seu dinheiro pode ser substituído: você pode trocar seus Reais por Bitcoins. Essa transação fica armazenada na infraestrutura de blockchain e o mundo saberá que você agora possui “n” Bitcoins. Se você fizer uma transação e trocar alguns bitcoins por algum produto, essa transação também fica registrada e o mundo agora saberá que você não possui mais os Bitcoins que gastou.

A blockchain proporciona basicamente isso: o armazenamento seguro e com “fé pública” de informações. Ela não vai “adivinhar” nada para você

Se alguém prometer que através de blockchain uma solução vai “garantir” alguma coisa, saiba que a única coisa que o blockchain garantirá é a integridade da informação.

Para saber, por exemplo, se uma pessoa é boa pagadora, você terá que levantar informações sobre essa pessoa e armazená-las no sistema previamente (ou pagar para alguém que já tenha essa informação). Blockchain por si só, assim como sistemas de Inteligência Artificial, não são Oráculos. Eles não sabem nada que não lhes tenhamos informado ou para os quais não tenhamos criado algoritmos que permitam-lhes encontrar, descobrir ou aprender.

 

Luciano Palma, 49, é engenheiro eletrônico com MBA em Gestão Empresarial. Tem mais de 20 anos de experiência em empresas de tecnologia (Google, Intel, Microsoft). Viveu na Inglaterra e na Itália, desenvolvendo softwares para gestão avançada de imagens digitais. É fundador da Desquebre (startup que ajuda as pessoas a consertarem seus equipamentos de linha branca), e é um dos organizadores do GBG São Paulo.

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*Fonte: projetodraft

Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes

Acabaram as festas, janeiro começou e em breve o ano letivo ganhará vida. Novos calouros ávidos por uma “nova” vida de descobertas desembarcarão em Adamantina. Nem faz um ano uma garota, em sua primeira semana de aula na faculdade, teve suas pernas queimadas em um dia de acolhimento de calouros. Jovem, em seus 17 anos e feliz por realizar o sonho de ingressar em uma faculdade. Mas em um dia que deveria ser de festa foi interceptada por “colegas” veteranos. Foi pintada com tintas e esmalte até que sentiu que jogaram um líquido em suas pernas. Nada notou até que a água da chuva, por ironia, em lugar de lavar e limpá-la provocou uma reação química que resultou em queimaduras de terceiro grau em suas duas pernas. O mesmo aconteceu com uma colega de turma que teve as pernas queimadas e outro rapaz que correu o risco de perder a visão. O líquido? Uma provável mistura de creolina e ácido!

Casos amplamente noticiados pela imprensa local, regional e nacional. Mas relatos contam mais sobre este dia trágico, como inúmeros casos registrados de coma alcoólico, além de meninas que tiveram suas roubas rasgadas e sofreram toda uma série de constrangimentos.

Fatos como estes contribuem para nos trazer de volta a realidade e, guardadas as devidas proporções, ilustra que vivemos sim em um país onde a “barbárie” ganha força e impera em diversos núcleos de nossa sociedade e se alastra com uma rapidez de rastilho de pólvora. Casos se repetem em diversos estados e cidades, o caso dos calouros da FAI de Adamantina não é e nem será o último, quantas tristes histórias já foram relatadas, como a do o jovem morto atirado em uma piscina da USP, amanhã mais um gay ou um negro, ou mais uma mulher que não se “deu o valor” e andou por aí exibindo seu corpo.

 

Vivemos em uma sociedade de alienados, sujeitos que não conseguem sequer interpretar um texto, nossas crianças são “condicionados nas escolas” jamais educados. Infelizmente não há cultura neste país da desigualdade. Parece que perdemos a capacidade de raciocinar, de entender o contexto e complexidade de tudo os que nos cerca. Ninguém discute com seriedade o que está levando a nossa sociedade a viver na idade das trevas.

 

O apresentador Chico Pinheiro do Bom dia Brasil, revoltado com os trotes violentos, afirmou que estes alunos deveriam voltar para o ensino fundamental. Discordo radicalmente dele, estes alunos deveriam voltar para o seio de suas famílias e lá, sim, receber educação básica, educação para a vida.

Os pais estão terceirizando a educação de seus filhos e, em um mundo sem tempo e repleto de culpa delegam a educação de seus filhos a professores que não podem ser responsabilizados e muito menos tem competência e formação para isso. Professores são facilitadores da inteligência coletiva, pais são os educadores na/da/para a vida!

Nos dias de hoje o tempo passa rápido demais. Muito rápido, tão rápido que nem dá tempo de tentar entender e processar o que foi vivido nas poucas horas atrás.

A molecada acorda cedo, vai pra escola. Chega em casa, almoça ao mesmo tempo que assiste TV, atualiza a conversa no WhatsApp, checa sua ‘TimeLine’ no Facebook, curte páginas dos amigos, coloca em dia as curtidas do Instagram e comenta de forma superficial – pois não compreende o contexto e complexidade – as reportagens da TV. Se perguntar quem dividiu a mesa com eles (os pais também estão brincando com o celular) é possível que nem tenham se dado conta, pois estão mais próximos dos amigos “virtuais” do que daqueles que compartilham o mesmo espaço, a mesma mesa e a mesma comida com eles. Mas o mais trágico nisso tudo é que os pais, também, estão sentados à mesa assistindo TV, atualizando a conversa no WhatsApp, checando sua ‘TimeLine’ no Facebook, colocando em dia as curtidas do Instagram e comentando de forma superficial as reportagens da TV.

Depois do almoço os pais irão para o trabalho e os filhos para a aula de computação, inglês, academia…

À noite ficarão no quarto em frente ao note navegando por sites que jamais se lembrarão, conversando pelo skype, jogando on line, até a hora de dormir.

No final de semana estes jovens dormirão a maior parte do tempo para se preparar para a noite, para a balada, onde pegarão todos e todas e beberão até cair.

Estes jovens entram muito cedo em sua vida pretensamente “adulta”. Já “brincam” de papai e mamãe antes mesmo de brincar de casinha. Estes jovens são lançados da infância, cada vez mais curta, direto para a vida “adulta”, passando sem piscar pela adolescência.

Qual estrutura e base estes jovens terão para superar conflitos pessoais? Comportam-se como adultos aos 13, 14, 15 anos e, em muitos casos são tratados como adultos, mas não são adultos, são crianças e adolescentes que não sabem absolutamente nada da vida, mas são cobrados como se soubessem de tudo e pior, acreditam que sabem sobre tudo. Eles querem ser aceitos, infelizmente querem ser aceitos em um mundo irreal de aparências!

Nesse “nosso” mundo do “parecer”, do “fake”, do consumo do corpo perfeito, da mentira perfeita, do dinheiro a qualquer custo, do consumir e exibir, da exposição sem limites, da falsa propaganda que vende vidas “perfeitas” somos “forçados” a fazer parte dessa sociedade de “mentirinha”.

Na sociedade do consumo do corpo perfeito, da vida perfeita, do ser perfeito, não existe espaço pra “ser humano”, não existe lugar “para sermos quem somos”, aqueles que exibem suas imperfeições, pois o imperfeito não cabe na aparência perfeita do mundo da mentira.

Todos nós queremos fazer parte de algo, ser parte de algo. Principalmente quando somos jovens. Nossa turma é nossa razão de ser e estar no mundo. Comportamo-nos como tribos, somos territorialistas e, fazer parte deste “algo” nos confere identidade. E aí para fazer parte desse mundo, o jovem segue a turma, mesmo em muitos casos, sem saber por que está fazendo isso, mesmo sabendo que muitas coisas que fazem são erradas, vale a pena correr o risco para “ser” parte da turma!

E neste mundo, empoeirado, intenta-se forçar o sujeito a aderir sem contestação ao padrão de ser e estar neste “mundo”, reduzindo sublimes e maravilhosas peculiaridades e particularidades, ou seja, nossas magníficas diferenças, em uma uniformidade que se encaixa na perfeita adequação a uma sociedade tamponada, uniforme, opaca, moralista, hipócrita. É a construção de um mundo baseado em mentiras e sem alicerce.

As inquietudes de nossa alma deveriam ser tratadas em nossas relações cotidianas, primeiro no seio carinhoso da família, depois nas escolas, nos relacionando com os professores e com os colegas de aula, com os amigos e também com os inimigos, com os namorados, patrões… Vivendo nossas experiências boas e más, aprendendo a entendê-las. Passamos por frustrações a aprendemos a superá-las.

Este é o ciclo natural das coisas, é preciso viver para compreender a vida, viver todas as emoções, boas e más, sorrir, chorar, vencer, perder, amar, rejeitar, ser rejeitado, ter amigos, inimigos, construir alianças, quebrá-las… Cabe a família dar o suporte, fornecer o alicerce para que este ser, mesmo em épocas de tempestade, não desmorone. E na convivência cotidiana, construirá seu edifício interno, com janelas, portas, divisórias, que poderá balançar em muitos casos, mas jamais desabar se bem estruturado.

Mas como educar se os pais não têm “tempo” para ajudar estes jovens a construir sua estrutura?

 

Os filhos não têm “tempo” para escutar o que os pais têm pra dizer, talvez uma conferência familiar pelo Whats ou Skype, quem sabe…

Os amigos não têm todas as respostas

E talvez o mais triste para esta geração

O Google não tem todas as respostas.

 

Nossos jovens produzem eventos para postar, ser curtido e comentado. Situações são criadas para movimentar e dar liquidez ao “mercado” da popularidade, as “ações pessoais na bolsa virtual” crescem conforme o número de “posts, comments e likes”. Uma sociedade baseada no consumismo, que valora cada ser humano por seus bens de consumo e potencial de exibição do produto, passou a consumir avidamente “vidas”. Vidas são colocadas em exposição, para o deleite do consumidor e regozijo daquele que se expõe, pois quanto mais visto, mais é consumido, assim, ganha popularidade, consequentemente “poder”. Uma sociedade sem amor, sem paz e sem alma.

A alma não está sendo vendida para o diabo, mas sim, depositada em sites de relacionamento e eventos que precisam ser constantemente alimentados para nutrir o mercado. Se não existe um evento, tudo bem, faz-se imagem de si mesmo, pois a imagem é tudo neste mundo baseado no TER, SER não importa, o que vale é PARECER e, para parecer e aparecer é preciso exibir.

É imperativo que estes jovens compreendam que eles NÃO têm o valor do que é “consumido” ou do que consomem em imagens, exposição, “likes”, compartilhamentos e “comments”. O seu valor não é “subjetivo e líquido”, pois este “valor” está na forma como ele se constitui enquanto ser humano real. SER REAL não é nada fácil no mundo “líquido”, mas precisamos tentar, não apenas com os jovens, mas também em relação a nossas vidas, pois creio que se hoje estas moças e moços vivem dessa forma, não são nada diferente de quem os criou, pois nossa sociedade vive de ter e exibir, nossa juventude nada mais é do que reflexo de uma sociedade “adoentada”.

Pois nossas crianças já nascem sem tempo, extremamente competitivas, presas em escolas integrais que garantirão seu “futuro”. E dessa forma continuarão a lubrificar as engrenagens de nossa sociedade doente e “medicada” que confunde saúde com remédios, consumo com qualidade de vida, amor com bens de consumo. Estamos formando uma geração de egoístas, alienados e inconsequentes, que se preocupam mais com sua imagem do que em “ser” humano.

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos tudo, que estamos prontos para a vida, mas viver nos ensina que a gente não sabe NADA sobre a vida. Compreender e aceitar que não somos e nunca seremos perfeitos, que simplesmente não sabemos de quase nada e nem temos certeza de tudo, nos torna mais abertos, mais humanos, mais doces, mais amorosos e tolerantes, com nós mesmos e com os outros.

Mas para que nossos jovens possam compreender tudo isso, precisamos cria-los para que sejam mais humanos, colaborativos, criativos, transgressores, mas para isso, precisarão ser ensinados que serão alguém, não pela quantidade de bens que possuírem e exibirem, mas sim, por “ser” humano, “ser” como verbo de ação!

 

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*Fonte: resilienciamag / por Isabel Cristina Gonçalves

Coisas a gente compra de novo, pessoas a gente perde para sempre

Como é difícil balancearmos com equilíbrio nossas prioridades, dando a devida atenção tanto ao que precisamos obter quanto ao que precisamos manter junto de nós. Embora a vida nos obrigue a despendermos a maior parte de nosso tempo trabalhando para conquistar qualidade e conforto, essa rotina pesada ao mesmo tempo nos distancia mais e mais dos contatos e interações com as pessoas.

Nessa toada, acabamos muitas vezes nos apegando demasiadamente aos bens que acumulamos, valorizando a materialidade que nos rodeia acima de qualquer coisa. E assim relegamos ao segundo plano nossas necessidades afetivas, nossos desejos sentimentais, tudo aquilo que não possui preço, o que não se compra nem se vende, apenas se vive.

Por mais que sejamos alertados para o perigo que reside nessa busca maçante pelos bens, pela riqueza, pelo status social, acabamos sendo atraídos quase que mecanicamente pelos apelos disso tudo. Vamos nos enchendo de objetos e nos esvaziando de sustância emocional, pois acabamos apenas enxergando o que os olhos veem, esquecendo-nos das carências de nossa essência humana.

Por isso é que muita gente se preocupa com os riscos na calota do carro, sem nunca perguntar como a esposa se sente. Por isso é que muitos pais olham o boletim escolar, mas se esquecem de olhar nos olhos dos filhos. Por isso é que muitos de nós percebemos quando o amigo engordou, porém jamais percebemos o quanto ele está precisando de nossa ajuda. Por isso é que muitas vezes temos tudo o que queremos, mas não temos ninguém de quem precisamos.

É necessário, pois, mantermos o foco nas escolhas que vimos fazendo, nas atitudes que tomamos, na importância que estamos dando àquilo que colocamos como prioridade em nossas vidas. Não podemos nos desconcentrar em relação ao que temos de mais precioso em termos de parceria, amizade, amor verdadeiro, ou acabaremos lotados de tralhas que não preencherão o nosso vazio existencial.

No mais, perca coisas e não pessoas. Coisas a gente compra de novo, pessoas a gente perde para sempre.

 

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Fonte: resilienciamag

Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e do Audioslave, morre aos 52 anos

Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e do Audioslave, morreu nesta quarta-feira (17) à noite aos 52 anos, em Detroit. Médicos legistas confirmaram a causa da morte como suicídio por enforcamento.

O assessor do cantor, Brian Bumbery, resumiu que a morte de Cornell foi “súbita e inesperada”. Segundo a imprensa americana, a mulher de Cornell teria ligado para um amigo da família para ver como o cantor estava. Ele arrombou a porta do quarto do hotel e encontrou o corpo de Chris no banheiro, onde se enforcou.
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Ele havia se apresentado com o Soundgarden na mesma noite no Fox Theatre, em Detroit. Fãs publicaram vídeos e relatos nas redes sociais elogiando a performance. Nesta quinta (18), Cornell participaria do festival Rock the Range, em Columbus, também nos EUA.

Cornell deixa a esposa, Vicky Karayiannis, e três filhos de 16, 12 e 11 anos. No domingo (14), dia das mães, ele publicou em seu Twitter uma declaração à esposa. Segundo o site TMZ, ela disse a pessoas próximas que o marido não apresentava sinais de depressão.

Perfil

Christopher John Boyle nasceu em Seattle, nos EUA, em 20 de julho de 1964. Ele foi um dos principais nomes do movimento grunge, formando o Soundgarden ao lado do guitarrista Kim Thyail e do baixista Hiro Yamamoto, em 1984.

Depois, Cornell formou o supergrupo Audioslave, com membros do Rage Against the Machine (Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk). Em 2007, se concentrou em carreira solo que foi do pop rock ao acústico antes da volta do Soundgarden, em 2010.

 

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*Fonte: G1

Seja inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude

A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc. Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.

Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.

Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.

Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?

Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?

Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.

O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando aflitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.

Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos. É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.

 

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*Fonte: genialmentelouco

Quando pensar em desistir, leia isto…

Quando você pensar em desistir, olhe para o lado que realmente importa, o lado de dentro, e então se pergunte qual é a sua razão maior, o seu porquê, o motivo que te fará mais forte e mais capaz do que qualquer porém. Do que qualquer pesar. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa deles, olhe para eles, e se pergunte quando foi que você deixou de ser importante para si mesmo, quando foi que a imagem refletida do outro lado do espelho deixou de ser a sua, quando foi que opiniões, críticas e julgamentos de quem nunca realmente parou para te olhar de verdade invadiram a sua vida e domaram as suas escolhas dessa maneira. E então deixe ir o peso do outro. Foque no que te fortalece. Mire no que te faz leve. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa das circunstâncias, se pergunte qual é o propósito de tudo, da onde vem o aprendizado, o grande legado, o motivo que te fará agradecer mesmo quando a tristeza vier. E então se concentre no lado bom de todas as coisas, na sabedoria do universo, na certeza de que amanhã é sempre outro dia e que não há sofrimento ou dificuldade que dure para sempre. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa de si mesmo, se pergunte quem é você e qual é a sua missão nesse mundo. E então avalie se o desistir tem a ver com ser forte, sábio e consciente (porque às vezes desistir exige mesmo uma coragem imensa) ou se é só uma maneira covarde de fugir da batalha antes mesmo da luta. E se for por falta de tentativa, e se for por medos e receios de não ser capaz, encontre dentro de si mesmo a força que te move a levantar da cama todos os dias. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa do tempo, se pergunte o que realmente importa na vida: a direção ou a velocidade. E então comece a olhar para todas as coisas com a curiosidade e a aventura da criança e a sabedoria e a experiência do idoso. Do tempo passado, pegue o que te faz melhor, inspire-se no que te faz sorrir, orgulhe-se das cicatrizes, colecione histórias, mas siga em frente. Do presente nasce o recomeço. E o tempo nos ensina que nunca é tarde demais. Agarre-se na infinidade do agora, seja presente de corpo, alma e coração. Faça sempre o seu melhor. Seja sempre o seu melhor. Não dê demasiada importância a um futuro que você nem sabe se vai chegar. Vista o seu melhor sorriso, confie na força da sua intuição. Arregace as mangas. Tire o sapato. Deixe o vento bater no rosto. Deixe despentear.

E vai.

Quando você pensar em desistir, quando o barco virar e o mar estiver revolto demais, quando a única alternativa que restar de tudo isso for lutar ou morrer, agarre-se na sua fé, acredite no seu milagre, pule nas águas. E nade.

Quando você pensar em desistir, justamente porque não sabe nadar, olhe para o mundo com gana de herói, com olhos de quem desafia o impossível e faz valer a pena cada segundo da vida.

E pula na água.

Pula na água.

Quando a gente não sabe o que fazer, a gente aprende.

 

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*Fonte: osegredo/ Ana Paula Ramos

 

Com o tempo, aprendi a evitar as discussões que não têm sentido

Talvez seja a maturidade, os anos, ou mesmo a resignação, mas sempre chega a hora em que percebemos que há discussões que já não valem a pena. É então que preferimos optar por esse silêncio que cala e sorri, mas que nunca outorga, esse que compreende, por fim, que de nada serve dar explicações a quem não deseja entender.

Agora, apesar de com frequência ouvirmos que discutir é uma arte onde todos têm a palavra, mas muito poucos o juízo, este é um problema que vai mais além. Às vezes, as discussões são como uma partitura de música que está desafinada, onde nem sempre se escuta e onde todos desejam ter a razão ou a voz principal. Às vezes é uma prática muito desgastante.

    Existem discussões que antes de começar já são batalhas perdidas. Talvez sejam os anos ou simplesmente o cansaço, mas há coisas das quais eu já não tenho mais vontade de falar…

Aspectos da psicologia e da filosofia nos ensinaram por muito tempo certas estratégias para sair com leveza de qualquer discussão. Bons argumentos, o uso de métodos heurísticos (métodos para aumentar o conhecimento) ou uma boa gestão emocional seriam sem dúvida alguns exemplos disto, mas… E se o que procuramos é não começar certas discussões que já damos por perdidas desde o início?

Discussões e discursos que já não têm importância para nós

A maturidade não depende de idade, mas sim de alcançar uma etapa pessoal onde já não desejamos enganar a nós mesmos, onde lutamos por um equilíbrio interior, onde queremos cuidar das nossas palavras, respeitar o que ouvimos e meditar cada aspecto que optamos por calar. É então que somos conscientes de quais aspectos merecem o esforço e quais merecem distância.

É possível, por exemplo, que a relação com um familiar próximo fosse complexa alguns anos atrás, a ponto de que manter uma simples conversa era como cair de paraquedas no abismo da tensão, das discussões e dos maus-tratos. Agora, contudo, isso tudo mudou, e não porque a nossa relação tenha melhorado, mas sim porque existe a aceitação das nossas diferenças. Optamos por um silêncio que não outorga, nem se deixa vencer, mas que se respeita.

Eran Halperin é um psicólogo israelense especialista em discussões e resolução de conflitos no âmbito político, cujas teorias podem perfeitamente ser aplicadas no âmbito cotidiano. Segundo ele mesmo explica, as discussões mais complexas e fervorosas têm a “ameaça” como um fator psicológico, a sensação de que alguém pretende vulnerar nossos princípios ou essência.

Amadurecer também é dispor de certa confiança interior para considerar que determinadas pessoas e seus argumentos já não são uma ameaça para nós. Quem antes nos tirava do sério com suas palavras, agora já não provoca medo nem ofensa. O respeito, a aceitação do outro e essa autoestima que nos protege são nossos melhores aliados.

 

A arte de discutir com inteligência

Já sabemos que existem discussões pelas quais não pretendemos perder a calma, nem a energia. Contudo, também entendemos que a vida é uma constante negociação para poder viver em harmonia, para manter um relacionamento amoroso, para alcançar os objetivos no  trabalho, e inclusive, por que não, chegar a acordos com nossos próprios filhos. As discussões não estão, portanto, isentas em nenhum desses âmbitos.

A arte de discutir de forma inteligente e sem efeitos colaterais requer não apenas uma estratégia habilidosa, mas também uma certa gestão emocional que todos deveríamos saber aplicar em nosso próprio entorno mais próximo. Convidamos você a considerar estas simples dicas.

Um dos primeiros aspectos a considerar é que as discussões não necessariamente terminam com um ganhador; a arte de discutir com eficácia requer a sutil sabedoria de permitir que ambas as partes cheguem a um ponto em comum, a algum entendimento.

Uma coisa assim só pode ser alcançada da seguinte forma:

Ouvir não é a mesma coisa que escutar. Nenhum diálogo será eficaz se não formos capazes de aplicar uma certa “escuta” empática.
A poderosa habilidade de entender a perspectiva da outra pessoa.
É uma coisa que requer um grande esforço e certa vontade, mas compreender a mensagem e a visão peculiar de quem está à nossa frente é fundamental.
É preciso evitar colocar-se na defensiva.
Aqui novamente entra a ideia proposta por Eran Halperin: no momento em que nos sentimos ameaçados a discussão se torna agressiva e aparecem as muralhas pessoais de cada um. Assim, o entendimento nunca poderá ser alcançado.

Autocontrole.
É imprescindível realizar uma certa gestão das nossas próprias emoções. É preciso, acima de tudo, controlar inimigos como a ira ou a raiva. São bombas-relógio que gostam de estar presentes em muitas discussões.

Confiança.
É importante confiar que no fim iremos chegar a um entendimento. Para isso, é preciso colocar força de vontade, ser próximo e respeitoso, e fazer uso de expressões como “entendo seu ponto”, “sei que isso é verdade”, “é possível”… Tudo isso são portas em direção ao entendimento, pequenos e delicados portais em direção a esse encontro onde todos poderemos sair ganhando.

Porque as discussões que valem a pena são aquelas que nos permitem chegar a acordos para viver em equilíbrio e felicidade.

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

 

O vazio existencial do homem contemporâneo

Que sentido, que valor imprimimos a nossa ação? Somos seres incapazes de contemplar ou tomar conhecimento do que cotidianamente fazemos de nossas vidas. Por que fazemos o que fazemos? Por que levamos a vida que levamos? Ora queremos um novo emprego; ora queremos um novo amor; ora queremos um novo carro; ora queremos uma nova casa. Os homens sempre estão em busca de dinheiro, poder, notoriedade ou divertimentos. Logo que realizam um desejo, surge outro desejo. Nunca estão satisfeitos. Passam a vida buscando bens materiais ou bens simbólicos. São eternamente inquietos. São governados por um querer cego e irracional.

Numa primeira análise, somos levados a crer que o único objetivo da vida humana é destruir a própria solidão. Eles não conseguem ficar sozinhos, precisam sempre de agitação. Estão sempre em busca de algo. Envolvem-se em tarefas arriscadas e difíceis; envolvem-se em projetos, conflitos ou conquista que, muitas vezes, lhes trazem infelicidade. Não suportam o silêncio ou estar consigo mesmos. Precisam do barulho, do ruído e da agitação. São incapazes de desligar a televisão ou o rádio quando estão sozinhos em casa. Fogem da solidão como o Diabo foge da cruz. Pascal no século XVII já havia pensado sobre esse problema. Para ele, as pessoas são agitadas, pois não conseguem ficar consigo mesmas, são incapazes de refletirem sobre sua condição miserável e mortal. Não querem refletir sobre sua condição humana, permeada pela dor, dissolução e morte, nada os pode consolar.

Como sugeriu Platão, o nosso espírito é uma caverna, o que falta ao homem é eternidade. Os indivíduos são seres vazios. Vivem na busca de preencher seu mundo interior com algum entretenimento ou com algum objeto. Todo seu sentido interno se expressa pelo sensível e pelo concreto. Buscam preencher sua interioridade com todo tipo de banalidades. O sistema capitalista serviu muito bem a esse propósito. Esse sistema ofereceu ao homem um mundo de entretenimentos, prazeres e objetos para que ele possa preencher seu vazio interior. É por isso que o capitalismo sobreviveu, é por isso que ele se perpetuou. Ele impediu que o homem encarasse o vazio descomunal de sua interioridade.

Mas, por que o homem temeria tanto olhar para o seu vazio interior? Por que ele foge de si mesmo? O ser humano não é um átomo, um ser fixo, acabado, pronto e estável. Não existe uma natureza humana fixa, dado a priori. Ele vem ao mundo como uma tabula rasa, como uma folha em branco. Ele só se torna algo a partir daquilo que ele faz de si mesmo. Ele é um ser determinado pelas circunstâncias, pelas contingências da vida, condicionado no interior das práticas sociais por sua cultura. Significa dizer que ele não é nada. É um ser inacabado. É um ser vazio. O objetivo da vida, portanto, é exatamente preencher esse vazio, esse nada, que é a pura essência humana. Não há uma finalidade para vida, a não ser a morte, o Nada.

As pessoas não querem se dar conta que o Nada está inscrito em nossa própria carne e em nossa própria alma. O Nada surge diante do homem aniquilando todas as coisas que os rodeiam, aniquilando o próprio EU. É o Nada que retira todo o sentido da vida. Somos seres para a morte. A descoberta do “Nada” da vida humana levaria o homem a reconhecer que a existência é um acidente, é algo casual e efêmero, e que o amanhã não poderá mais existir. O homem recusa a encarar a verdade. Já dizia Sócrates, conheça-te a ti mesmo. O conhecimento de si mesmo implica em reconhecermos a nossa própria finitude. É o Nada, que está em nosso interior e que não somos capazes de encarar, que nos aniquilará. O que falta ao homem é consciência de sua facticidade. Estamos lançados no mundo como um barco sem rumo. A imanência nas coisas nos tira a consciência de nossa condição finita e nos condena a banalidade da vida cotidiana. É somente a consciência de nossa condição finita, é somente a consciência do Nada, que nos permite transcender e reavaliarmos nossa própria vida e comportamento, dando sentido e significados ela.

Vivemos numa época de incerteza, de insegurança e de superficialidade. Temos dificuldade em entender nossa própria experiência social e não conseguimos nos dar conta da relação que há entre nossas vidas e as forças que nos subjulgam. Não percebemos que nossos dramas, conflitos, medos, frustrações são em grande parte causados pelos valores de nossa sociedade ou pelas estruturas sociais que nos governam. Por causa disso, não temos uma experiência bem definida das nossas próprias necessidades, não sabemos o que sentimos ou o que verdadeiramente queremos.

Todos os dias os indivíduos acordam cedo, vão para o trabalho, almoçam com os mesmos colegas, compartilham as mesmas experiências. Quando voltam do trabalho para casa, conversam sobre os mesmos assuntos, fazem as mesmas atividades e assistem aos mesmos programas de televisão. Aos finais de semana, buscam as mesmas agitações e divertimentos. Eles são incapazes de perceber que possuem uma vida fragmentada, muitas vezes degradada pelo cotidiano da labuta, das transformações econômicas e do consumo. Estão sempre em movimento, em busca de um objetivo ou desejo insuflado pela sociedade. Apegam-se à verdades, valores ou regras externas que não escolheram conscientemente. Como se o mundo tivesse um sentido ou um significado dado a priori. São seres despersonalizados pela cultura. Seguem padrões. Vivem numa Matrix, incapazes de separar a consciência da realidade. São incapazes de contemplar seu mundo interior. São incapazes de reconhecer o Nada e darem sentido a suas próprias vidas. Como diz Montaigne, “meditar sobre a finitude é meditar sobre a liberdade”.

 

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*Fonte: pensadorcontemporaneo

A vida é trem bala, parceiro. E a gente é só passageiro prestes a partir…

Ouvindo a música Trem Bala, de Ana Viela, refleti o quão frágil a vida é e o quanto temos valorizado as coisas e descartando cada vez mais as pessoas.

Vivemos cansados e não conseguimos tirar um tempo para assistir àquele filme que tanto queríamos. Passamos horas e horas em frente ao computador, ao lado de livros, e cada vez menos tempo com quem realmente amamos.
A vida segue a uma velocidade assustadora, que não nos permite pausas e retrocessos, e tudo o que precisamos fazer é avançar.

Passamos a vida tentando alcançar o sucesso e nos esquecemos de alcançar as pessoas. Almejamos aprender a tocar algum instrumento, mas nos esquecemos de como é tocar um coração. Lutamos pelo sucesso com unhas e dentes, mas desistimos das pessoas nos primeiros erros. Abraçamos oportunidades e nos esquecemos de abraçar as pessoas.

Se existe algo que aprendi com todas as perdas, de pessoas que tanto amo, é que o hoje é tempo de amar, de pedir perdão e de perdoar. O hoje é tempo de se dizer que está com saudade e correr para um abraço cansado no final do dia, porque o depois pode não chegar e só a saudade não será suficiente para trazer quem amamos de volta, para viver momentos que não vivemos e fazer diferente.

Acreditamos tanto no sucesso e deixamos de acreditar em quem corre do nosso lado, de incentivar os planos e os sonhos de quem amamos. Quanto tempo você tira para ligar para aquele amigo que você não vê há tempo? Há quanto tempo você não aproveita tempo de qualidade para estar com quem gosta? Quanto tempo você tem investido em coisas, compromissos e interesses e não em quem realmente se importa com você?

Quanto tempo você investe em quem não repara no seu riso sincero e não aplaude as suas vitorias?
Repare bem, porque a vida é um trem bala e, quando se vê, tudo já passou. O maior tesouro que você pode ter é o amor de quem cuida e se importa com você, pois a vida é muito mais que viagens, dinheiro, sucesso e coisas.

A vida é sobre quem está ao nosso lado, quem segue nessa caminhada conosco e quem não abandona o barco quando a tempestade vem. A vida é muito mais do que carros, jantares caros, é sobre ter com quem contar quando você não tem nada e o outro se dispõe a ser tudo em nossas vidas.

 

Por isso, reafirmo: o tempo de amar e valorizar as pessoas é hoje, porque, como diz a música, “quando menos se espera, a vida já ficou pra trás”.

 

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*Fonte: osegredo / Thamilly Rozendo

Segundo físicos, o tempo pode existir apenas na sua cabeça

De todas as pressões que enfrentamos na nossa vida cotidiana, não há como negar que o tempo tem efeito mais profundo. Como os nossos dias, semanas, meses e anos passam, o tempo se move do passado ao presente para o futuro.

Porém, de acordo com a Física, as mesmas coisas ocorrem independentemente do que tempo de direção. Por isso, os físicos sugerem que a gravidade não seja forte o suficiente para mover todos os objetos do Universo para frente. Mas será que o mesmo acontece com a ordem do tempo que nós conhecemos ou é tudo imaginação? Primeiro, vamos refletir sobre a chamada flecha do tempo.

Graças ao tempo, o jovem torna-se velho e o passado se torna o presente. Mas se esquecermos a nossa própria perspectiva por um segundo e olharmos para o Universo como um todo, podemos dizer que a única coisa que governa o comportamento do Universo são as leis da Física. Algumas dessas leis têm relação com o tempo reversível – o que significa que os mesmos efeitos ocorrem, independentemente de o tempo estar correndo para a frente ou para trás.

“Seja através gravitação de Newton, a eletrodinâmica de Maxwell, a relatividade especial e geral de Einstein ou mecânica quântica, todas as equações que melhor descrevem o nosso Universo funcionam perfeitamente independentemente da direção do tempo”, disse o especialista Lee Billings para a Scientific American.

Um exemplo que comprova isso é o caminho de um planeta orbitando uma estrela, de acordo com a força da gravidade.
“Se o tempo corre para a frente ou para trás, as órbitas planetárias seguem exatamente os mesmos caminhos. A única diferença é a direção da órbita“, explicou Brendan Cole.

Isso significa que o tempo é subjetivo? Essa pode ser a explicação para a Teoria Especial da Relatividade de Einstein, mas há uma segunda lei chamada Termodinâmica. De acordo com a Segunda Lei da Termodinâmica, conforme o tempo passa, a quantidade de desordem – ou entropia – no Universo será sempre aumentada. “Por esta razão, os físicos estabeleceram uma fonte da seta do tempo: o transtorno tem sempre que aumentar depois que algo acontece, o que requer que o tempo só pode se mover em uma direção“, explica Cole.

Muitos físicos suspeitam que quando as forças de gravidade interagem umas com as outras, a seta virada para a frente do tempo emerge e a entropia pode aumentar. Mas para que isso funcione, a entropia deve ter aumentado, o que significa que o Universo tinha de ter começado mais ordenado do que é atualmente.

Em um esforço para chegar ao fundo de um dos maiores enigmas da Ciência moderna, dois de físicos decidiram testar a hipótese de que a gravidade é a força por trás de toda essa teoria. O ponto em que as partículas são governadas pela seta do tempo e regidas pelas leis sem direção do Universo, é conhecido como decoerência.

De acordo com a explicação de Nick Stockton, a hipótese mais proeminente para a decoerência é a Equação Wheeler-DeWitt, que prevê quando as ligações entre quântica e mecânica são apagadas graças à gravidade. Mas quando os físicos Dmitry Podolsky, da Universidade de Harvard, e Robert Lanza, diretor da Astellas Global Regenerative Medicine, realizaram a medição da gravidade através da Equação de Wheeler-DeWitt, eles descobriram que, depois de fazer as contas, a equação não explica a direção do tempo.

Como aponta Stockton, se a gravidade for muito fraca para segurar uma interação entre as moléculas juntas com a decoerência, ele não pode ser forte o suficiente para forçá-las na mesma direção.

“Nosso trabalho mostra que o tempo não existe apenas ‘lá fora’, mas que é uma propriedade emergente que depende da capacidade do observador para preservar informações sobre acontecimentos vividos“, explica Lanza. Isto sugere que a flecha do tempo seja subjetiva e determinada pelo observador.

“Em seus trabalhos sobre a relatividade, Einstein mostrou o tempo em relação ao observador. Nosso artigo dá a um passo adiante, argumentando que o observador, na verdade, é quem o cria“, completou Lanza.

Porém, a ideia ainda é controversa, porque de acordo com Yasunori Nomura, um físico da UC Berkeley, que não estava envolvido no estudo, a dupla de cientistas não conseguiu levar o tecido do espaço-tempo em consideração e não introduziu o “tempo de observador” na equação.

 

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*Fonte: universocetico

7 coisas que devem ser mantidas em segredo

O estudioso das culturas orientais Vyacheslav Ruzov, em um de seus artigos se referiu à experiência dos sábios da Índia. Ele refletiu sobre o que é mistério e não se deve divulgar em público.

A redação de Incrível.club deu uma olhada nessa lista e concordou com várias coisas. Afinal, um pouquinho de segredo nestes tempos em que quase tudo vai parar nas redes sociais certamente não fará mal.

    1. O primeiro que não é necessário divulgar são seus planos para o futuro. Evite falar sobre eles até que se realizem. Nenhum de nossos projetos é perfeito, na verdade eles possuem vários pontos fracos por meio dos quais podem ser facilmente destruídos.

    2. Em segundo lugar, você não deve compartilhar o mistério da sua solidariedade. Um ato bondoso é algo extraordinário neste mundo, e justamente por isso você deve guardá-lo como seu tesouro mais valioso. Não se vanglorie por suas boas ações. Esse tipo de atitide pode levar rapidamente à arrogância, e esta não é a melhor característica que você pode ter. Concorda?

    3. Em terceiro lugar, não é preciso demonstrar a todo mundo sua austeridade. Não comente por aí sobre suas restrições alimentares, dificuldades no sono, nas relações sexuais, etc. A austeridade física traz benefícios apenas se está em harmonia com seu lado emocional.

    4. Em quarto lugar,  é necessário falar sobre sua coragem e heroísmo. Todos nós enfrentamos diferentes testes a cada dia. Alguns encaram testes externos, enquanto outros, testes internos. As provas externas são visíveis, e por isso as pessoas são recompensadas, mas ninguém se dá conta da superação das provas internas. Por isso ninguém recebe recompensas por elas.

    5. Em quinto lugar, não vale a pena divulgar seu conhecimento espiritual. Ele é somente seu e não há porque dividí-lo com ninguém. Revele-o a outros apenas se for realmente necessário, não somente para você, mas também para os outros.

    6. Em sexto lugar, e em especial, o que você não deve compartilhar com outras pessoas são seus conflitos domésticos e vida familiar. Lembre-se: quanto menos você falar dos problemas da sua família, mais forte e estável ela será. As discussões servem para que você se desfaça da energia negativa que acumulou no processo do diálogo. Quanto mais você falar de seus problemas, mais acreditará neles.

    7. Em sétimo lugar, não vale a pena falar das palavras ruins que você ouviu de alguém durante sua jornada. A pessoa que, ao chegar em casa, conta tudo o que ouviu nas ruas não é diferente de quem chega em casa e não tira os sapatos, trazendo com eles a sujeira das ruas.

 

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*Fonte: incrivelclub

 

As quatro insanidades que a sociedade prega pra você ser um burro motivado

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra.

Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (…) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade. Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

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Por Roberto Shinyashiki
Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus. A sociedade quer definir o que é certo e o que não é. São quatro insanidades da sociedade que fazem de você um verdadeiro ” burro motivado “:

A primeira é: instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta é: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.

As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema, ou simples ser feliz sem fazer absolutamente nada.

 

Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas:

A primeira é precisar de aplauso,
a segunda é precisar se sentir amada e,
a terceira é buscar segurança.

Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.

A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.

Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.

 

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*Fonte: pensadoranonimo

 

coisaspequenas

Zygmunt Bauman: “As redes sociais são uma armadilha”

O polonês (Poznan, 1925) era criança quando sua família, judia, fugiu para a União Soviética para escapar do nazismo, e, em 1968, teve que abandonar seu próprio país, desempossado de seu posto de professor e expulso do Partido Comunista em um expurgo marcado pelo antissemitismo após a guerra árabe-israelense. Renunciou à sua nacionalidade, emigrou a Tel Aviv e se instalou, depois, na Universidade de Leeds (Inglaterra), onde desenvolveu a maior parte de sua carreira. Sua obra, que arranca nos anos 1960, foi reconhecida com prêmios como o Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades de 2010, que recebeu junto com Alain Touraine.

Bauman é considerado um pessimista. Seu diagnóstico da realidade em seus últimos livros é sumamente crítico. Em A riqueza de poucos beneficia todos nós?, explica o alto preço que se paga hoje em dia pelo neoliberalismo triunfal dos anos 80 e a “trintena opulenta” que veio em seguida. Sua conclusão: a promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo é uma grande mentira. Em Cegueira moral, escrito junto com Leonidas Donskis, Bauman alerta sobre a perda do sentido de comunidade em um mundo individualista. Em seu novo ensaio, Estado de crise, um diálogo com o sociólogo italiano Carlo Bordoni, volta a se destacar. O livro da editora Zahar, que já está disponível para pré-venda no Brasil, trata de um momento histórico de grande incerteza.

Bauman volta a seu hotel junto com o filósofo espanhol Javier Gomá, com quem debateu no Fórum da Cultura, evento que terá sua segunda edição realizada em novembro e que traz a Burgos os grandes pensadores mundiais. Bauman é um deles.

Pergunta. Você vê a desigualdade como uma “metástase”. A democracia está em perigo?

Resposta. O que está acontecendo agora, o que podemos chamar de crise da democracia, é o colapso da confiança. A crença de que os líderes não só são corruptos ou estúpidos, mas também incapazes. Para atuar, é necessário poder: ser capaz de fazer coisas; e política: a habilidade de decidir quais são as coisas que têm ser feitas. A questão é que esse casamento entre poder e política nas mãos do Estado-nação acabou. O poder se globalizou, mas as políticas são tão locais quanto antes. A política tem as mãos cortadas. As pessoas já não acreditam no sistema democrático porque ele não cumpre suas promessas. É o que está evidenciando, por exemplo, a crise de migração. O fenômeno é global, mas atuamos em termos paroquianos. As instituições democráticas não foram estruturadas para conduzir situações de interdependência. A crise contemporânea da democracia é uma crise das instituições democráticas.

“Foi uma catástrofe arrastar a classe media ao precariat. O conflito já não é entre classes, mas de cada um com a sociedade”

P. Para que lado tende o pêndulo que oscila entre liberdade e segurança?

R. São dois valores extremamente difíceis de conciliar. Para ter mais segurança é preciso renunciar a certa liberdade, se você quer mais liberdade tem que renunciar à segurança. Esse dilema vai continuar para sempre. Há 40 anos, achamos que a liberdade tinha triunfado e que estávamos em meio a uma orgia consumista. Tudo parecia possível mediante a concessão de crédito: se você quer uma casa, um carro… pode pagar depois. Foi um despertar muito amargo o de 2008, quando o crédito fácil acabou. A catástrofe que veio, o colapso social, foi para a classe média, que foi arrastada rapidamente ao que chamamos de precariat (termo que substitui, ao mesmo tempo, proletariado e classe média). Essa é a categoria dos que vivem em uma precariedade contínua: não saber se suas empresas vão se fundir ou comprar outras, ou se vão ficar desempregados, não saber se o que custou tanto esforço lhes pertence… O conflito, o antagonismo, já não é entre classes, mas de cada pessoa com a sociedade. Não é só uma falta de segurança, também é uma falta de liberdade.

P. Você afirma que a ideia de progresso é um mito. Por que, no passado, as pessoas acreditavam em um futuro melhor e agora não?

R. Estamos em um estado de interregno, entre uma etapa em que tínhamos certezas e outra em que a velha forma de atuar já não funciona. Não sabemos o que vai a substituir isso. As certezas foram abolidas. Não sou capaz de profetizar. Estamos experimentando novas formas de fazer coisas. A Espanha foi um exemplo com aquela famosa iniciativa de maio (o 15-M), em que essa gente tomou as praças, discutindo, tratando de substituir os procedimentos parlamentares por algum tipo de democracia direta. Isso provou ter vida curta. As políticas de austeridade vão continuar, não podiam pará-las, mas podem ser relativamente efetivos em introduzir novas formas de fazer as coisas.

P. Você sustenta que o movimento dos indignados “sabe como preparar o terreno, mas não como construir algo sólido”.

R. O povo esqueceu suas diferenças por um tempo, reunido na praça por um propósito comum. Se a razão é negativa, como se indispor com alguém, as possibilidades de êxito são mais altas. De certa forma, foi uma explosão de solidariedade, mas as explosões são muito potentes e muito breves.

P. E você também lamenta que, por sua natureza “arco íris”, o movimento não possa estabelecer uma liderança sólida.

R. Os líderes são tipos duros, que têm ideias e ideologias, o que faria desaparecer a visibilidade e a esperança de unidade. Precisamente porque não tem líderes o movimento pode sobreviver. Mas precisamente porque não tem líderes não podem transformar sua unidade em uma ação prática.

P. Na Espanha, as consequências do 15-M chegaram à política. Novos partidos emergiram com força.

“O 15-M, de certa forma, foi uma explosão de solidariedade, mas as explosões são potentes e breves”

R. A mudança de um partido por outro não vai a resolver o problema. O problema hoje não é que os partidos estejam equivocados, e sim o fato de que não controlam os instrumentos. Os problemas dos espanhóis não estão restritos ao território nacional, são globais. A presunção de que se pode resolver a situação partindo de dentro é errônea.

P. Você analisa a crise do Estado-nação. Qual é a sua opinião sobre as aspirações independentistas da Catalunha?

R. Penso que continuamos com os princípios de Versalhes, quando se estabeleceu o direito de cada nação baseado na autodeterminação. Mas isso, hoje, é uma ficção porque não existem territórios homogêneos. Atualmente, todas as sociedades são uma coleção de diásporas. As pessoas se unem a uma sociedade à qual são leais, e pagam impostos, mas, ao mesmo tempo, não querem abrir mão de suas identidades. A conexão entre o local e a identidade se rompeu. A situação na Catalunha, como na Escócia ou na Lombardia, é uma contradição entre a identidade tribal e a cidadania de um país. Eles são europeus, mas não querem ir a Bruxelas por Madri, mas via Barcelona. A mesma lógica está emergindo em quase todos os países. Mantemos os princípios estabelecidos no final da Primeira Guerra Mundial, mas o mundo mudou muito.

P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas protestam e a exigência de transparência. Você é um cético sobre esse “ativismo de sofá” e ressalta que a Internet também nos entorpece com entretenimento barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do povo?

R. A questão da identidade foi transformada de algo preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade, você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence a você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas. Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que as habilidades sociais não são necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um diálogo. O papa Francisco, que é um grande homem, ao ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari, um jornalista italiano que é um ateu autoproclamado. Foi um sinal: o diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.

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*Fonte / texto: brasil.elpais

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Uma geração de covarde e traidores

É só olhar para o lado: quantos amigos e amigas você tem que já traíram alguém? Que namoram, no regime de exclusividade, mas de mão única, claro? Você pode muito bem ser um desses casos. Eu conheci uma garota nos seus 23 anos que tinha 2 namorados. Relação séria mesmo, de conhecer os pais de todos. Falava na maior normalidade: era mais fácil ela morrer de tédio por transar com o mesmo cara todo dia do que de algum remorso por enganá-los. Como não tinha jeito pra sair caçando uma noite só na balada, mantinha namorados paralelos em círculo de amigos diferentes.

A traição sempre aconteceu e não é uma exclusividade dos tempos modernos. Mas hoje, e essa é a frase mais triste que eu poderia dizer sobre esse assunto – é normal. É normal brincar com o coração alheio, a traição já virou rotina, aquela uma vez por semana na balada da quinta-feira, quando é mais fácil dar a desculpa sem imaginação do ‘trabalhei até tarde’. Já ouvi de mais de um amigo o conselho – não importa se ele disse que vai almoçar com a mãe, se vai no futebol ou fazer cerão no escritório: se ele não está com você, ele está te traindo.

Isso, meus amigos, é porque somos uma geração de covardes. Trair é almejar um estilo de vida que você não tem colhões para assumir. Não existe nada de errado em comer uma por noite, se é isso o que você quer. A parte cruel, a parte que realmente determina que seu caráter é praticamente inexistente, é manter uma pessoa ali por segurança. É brincar com as expectativas, com os sentimentos daquele único cara que se importou o suficiente para ficar.

Agora me diz: em que ponto da nossa vida nos tornamos completos idiotas sem compaixão? Estúpidos sem qualquer sentimento de identificação e simpatia com o outro a esse grau? É aí que entra o problema de uma geração inteira de homens e mulheres que hoje têm entre 25 e 35 anos. Meu marido costuma dizer uma frase muito bonita, cheio de orgulho quando lembra do pai e da mãe, já falecidos. Ele diz que os dois ‘o criaram para ser um homem de bem’. A maioria de nós fomos criados assim, não? Mas os pais de alguns também nos criaram para ter tudo da vida.

Existem estudos sobre essa geração X (agora já existe até uma Z, mas essa ainda é uma mistério pra mim) que se refletem muito no que eu vejo por aí. São os filhos tratados na base do ‘como você é inteligente!’, ao invés de ‘como você se esforçou pra fazer isso!’. São os predestinados, os que acham que já têm por direito um lugar no mundo, e que não precisam se esforçar para ser ‘um homem/mulher de bem’ para conquistar a vida. Tudo o que precisam fazer é chegar e pegar o que bem entenderem. É uma geração completamente mimada e, por consequência, covarde, que não tem coragem para crescer. Eternos infantilóides desmamados.

Ninguém mais se assume. O mundo está mais me parecendo uma grande sala da mãe, em que as crianças continuam ocupadas em quebrar o vaso preferido dela e esconder debaixo do sofá para que ninguém descubra. Eu tenho uma novidade: sua mãe não manda mais aqui, você está sozinho. Se ela não te disse isso, eu faço as vezes de professora dessa grande creche que se tornou o mudo e digo – você é adulto o suficiente para fazer, seja adulto o suficiente para assumir. Assuma os seus atos. Assuma a sua vida. Tem um problema com alguém? Diga na cara e tenha bolas para se aventurar por esse caminho antes tão natural e hoje tão esquecido, o caminho da honestidade. Não passe a vida evitando ser você. E, por favor, cresça antes que alguém que não fez nada além de te amar seja mais uma grande vítima dessa sua geração covarde.

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Fonte: casalsemvergonha/ texto: VanaMedeiros

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A verdade sobre a traição

Traição pode até ter perdão, mas definitivamente não tem justificativa.
Sou muito mais um pé na bunda de cara limpa do tipo “eu não gosto mais de você” ou até as velhas conversas fiadas de “tentei me relacionar, mas tenho um bloqueio emocional”, do que uma escapadinha no quintal do vizinho para comprovar o óbvio: o respeito aqui passou longe da palavra amor. O problema é que quando o outro decide espiar pela fresta da janela só para ter certeza de que o conforto de dentro de casa ainda é mais emocionante do que a vida lá fora, todo o alicerce de uma parceria já foi por água abaixo junto com a curiosidade. O que mata um romance muitas vezes nem é a traição em si, mas o fato inquestionável de que em algum momento desta travessia um voto precioso de confiança foi quebrado.

Tudo, absolutamente tudo nesta vida é questão de escolha.
Justamente por isso é inútil tentar se defender ou se desvencilhar do erro quando as máscaras já caíram. Você decidiu namorar, você optou por se envolver, então não venha com o discurso ultrapassado de que a bebida definiu por você ou que aquela noite não significou nada. Costumo dizer que todo mundo tem um breve lapso de sobriedade antes de fazer alguma “cagada”. Sabe-se as consequências, as rupturas, e todas as tempestades que aquela omissão pode gerar e ainda assim se faz. Então, não existem justificativas para uma atitude que foi de certa forma calculada. Assume, reconhece, se desculpa pela bagunça e vai embora (ou conquiste de novo o seu lugar).

O que me dói é a troca de acusações, a vitimização de quem pulou a cerca que acaba por ferir a autoestima do outro.
Traição, acima de todos os sentimentos, é um caminho que a gente decide ou não seguir. Sozinhos. Transferir a culpa, a responsabilidade, os destroços do vendaval para alguém que por mais insatisfeito que estivesse segurou a onda até ali, mais do que imaturidade é falta de bom senso. Você foi homem/mulher o suficiente para bater na porta e pedir licença para entrar, pois tenha a decência de saber sair com dignidade.

Para você foi apenas um passeio “sem importância” pelo universo da novidade.
Para quem ficou sentado à mesa de jantar esperando para servir a lasanha feita com tanto cuidado e carinho para tentar resgatar o romance, foi perda de vida, de oportunidades, de energia e principalmente, de tempo. Enquanto você se divertia pulando de galho em galho e claro, voltando para o aconchego de um amor que sabia que estava a sua espera, a pessoa que se escolheu para dividir oficialmente os lençóis está ali, brincando sem querer de fazer papel de trouxa.

Traição é uma babaquice sem tamanho.
Ninguém é obrigado a nada, está algemado, amordaçado, ou sendo ameaçado para permanecer contra a sua vontade em um relacionamento. Entrar e sair sempre foram duas opções bem evidentes e bem libertadoras por sinal. O que não dá é para ficar no meio termo da conveniência, curtindo todos os benefícios de se estar solteiro, mas mantendo intocável dentro de casa alguém para suprir as carências momentâneas. Quer se relacionar, ótimo, faça por onde, posicione-se como tal, e acima de tudo respeite a outra metade. Assim como você, alguém optou por abandonar toda uma vida de descompromissos para se dedicar a um sentimento.

Não justifique, não repita, simplesmente não faça.
Não existe necessidade. Está balançado(a)? Arca com os custos do desconhecido e abandona o caminho de vez, nem que seja para se arrepender depois. Somos todos humanos, feitos de sentimentos que se misturam a todo o momento, de um punhado de hormônios malucos, e temos todo o direito de sentir a vida chacoalhar as nossas certezas de vez em quando. Mas quando a gente envolve outra pessoa na história deixa de ser uma inconsistência individual, para se tornar um sofrimento conjunto. Por piores que sejam os motivos pessoais, muito melhor sair de um relacionamento sem ostentar mentiras ou causar constrangimentos, do que deixar um legado de rancor. Na dúvida tenha no mínimo caráter, não dói, não pesa, e faz uma diferença danada para a saudade que você vai deixar. Gente que vale a pena não trai nem a si mesmo e isto é sinônimo de integridade, aquilo que falta em muita gente que se olha diariamente no espelho.

 

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*Fonte: casalsemvergonha / texto: Danielle Daian

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4 Sinais de que você já conheceu alguém em uma vida passada

Você pode pensar que seria uma coisa incrivelmente rara para experimentar, mas não, nós provavelmente vivemos centenas de vidas passadas, o que nos deu a oportunidade de experimentarmos e amarmos muitas almas diferentes. Quais são os sinais de que você conheceu alguém em uma vida passada?

1. Você sente uma conexão amorosa imediata com ele(a)
As pessoas que você amou em uma vida passada são fáceis de amar nesta vida, também. Há pessoas que você encontra e se conecta instantaneamente. É um sentimento muito real. Você sabe que quando sente isso.

2. Você sente uma reação negativa imediata com eles
Você provavelmente tinha inimigos e pessoas não tão queridas em sua vida passada exatamente como em sua vida atual. Isso pode ser experimentado com aquela pessoa que você não gosta, sem nenhuma razão em particular. Isso não significa necessariamente que você deva odiá-la! Conheça-a.

3. Vocês têm uma ligação telepática
Você parece saber o que a outra pessoa está sentindo, sabe o que está prestes a dizer; você pensa nela, e não muito tempo depois recebe uma chamada ou uma mensagem de texto dela.

4. Você vê isso em seus olhos
Você olha em seus olhos e vê algo tão … familiar. Eles te atraem quase que imediatamente. Peritos em reencarnação não acham que é um acidente. Preste muita atenção nos olhos das pessoas que você encontra.

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*Fonte: osegredo / texto: Luiza Fletcher

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Motoqueiro ou motociclista?

Quando as primeiras motocicletas começaram a chegar ao país, logo depois da Primeira Guerra, foram chamadas de motos, motocas ou de “mototocas”.
E quem andava de motoca era mesmo motoqueiro.
É daí que vem a origem do termo.
O motoqueiro pilota sua motoca assim como o motociclista conduz sua motocicleta.
Se eles são bons ou maus, não será pela palavra moto ou motoca nem por motociclista ou motoqueiro.
Motoqueiro não se confunde com os moto-boys ou mesmo com os chamados “cachorros loucos”, sendo que esses últimos (e por isso que recebem esse nome) são os que arranham carro e quebram retrovisores.
Ainda que nem se deem conta de que podem levar um tiro pelas costas.
Tampouco motociclista pode resumir quem anda totalmente enquadrado (ou certinho) no trânsito, ainda que o “rótulo” aponte para isso.
Mas nem sempre as coisas são o que parecem.
O termo motoqueiro se presta mais adequado aos que tem sobre duas rodas um estilo de vida e não pilotam por mera diversão ou mesmo por conveniente ocasião.
Motoqueiro não faz passeios, não vai “ali dar um rolê” ou usa sua moto mais cara para subjugar o semelhante que tem uma máquina mais simples. Motoqueiro é extremamente orgulhoso da máquina que tem, mas não sabe ser esnobe.
Pode parecer irrelevante, mas não é.
As diferenças são grandes.
São imensas.
Essa é a tradição por aqui é o motoqueiro quem mais carrega toda o sentido da expressão e inequívoco significado.
Para corroborar o que digo, alguém viu os filmes “Motociclista fantasma” ou “Motociclistas selvagens”?
Então…
Prazer em conhecer. Meu nome é Marcelo, tenho 48 anos, uma Harley Davidson e sou motoqueiro.

Por Marcelo Alves.
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*Fonte: olddogcycles

viagem-moto

A lição do cachorro

Por que os cães vivem menos que as pessoas?

Aqui está a resposta (por uma criança de 6 anos):

Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão de 13 anos de idade chamado Batuta.
A família esperava por um milagre.
Examinei Batuta e descobri que ele estava morrendo de câncer e que eu não poderia fazer nada…
Batuta foi cercado pela família. O menino, Pedro, parecia tão calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Batuta caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar.

O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. Ouvi a mãe se perguntando,
-Por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos?…

Pedro disse: “Eu sei por quê.”

A explicação do menino mudou minha maneira de ver a vida.

Ele disse:
-”A gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?! Como os cães já nascem sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós.” Entendeu?

>> A moral da história é:

Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como:

– Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para cumprimentá-los.

– Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear.

– Permita que a experiência do ar fresco e do vento no seu rosto seja de puro êxtase!

– Tire cochilos.

– Alongue-se antes de se levantar.

– Corra, salte e brinque diariamente.

– Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocarem.

– Evite “morder” quando apenas um “rosnado” seria suficiente.

– Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore frondosa.

– Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo.

– Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada.

– Seja fiel.

– Nunca pretenda ser algo que não é.

– Se o que você quer, está “enterrado”… cave até encontrar.

E nunca se esqueça:
“Quando alguém tiver num mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali…”

 

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*Fonte: autor desconhecido

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Mantenha vivo o “Cumprimento Biker”

Historicamente, os motociclistas fizeram parte de uma raça caracterizada por seu feroz individualismo. Suas motos geralmente refletem seu caráter individual e eles continuam a rodar mesmo quando outros ao seu redor não conseguem entender por que alguém iria querer locomover-se sobre duas rodas, completamente exposto, quando poderia estar confortavelmente envolto em uma “gaiola.”

Essa diferença na escolha pessoal levou motociclistas em toda parte a sentirem um forte senso de comunidade; todos em duas rodas sentiram-se conectados, não interessando se sua moto era uma Harley ou uma Honda. Este sentimento de conexão foi muitas vezes manifestado com o “cumprimento biker” (biker wave, em inglês). Você ainda o vê na estrada: dois pilotos ao se aproximar, darão um ao outro um aceno despretensioso com a mão, reconhecendo a irmandade de estar ao vento.

Geralmente, quando um motociclista para no acostamento, outras motos costumam param ou ao menos diminuir a sua velocidade para ver se o amigo piloto precisa de uma mão. Pelo menos é assim que costumava ser.

No ano passado, em meu caminho para o Reading Motorcycle Club Rally em Oley, Pensilvânia, minha moto sofreu uma pane elétrica e morreu na Route 422, a apenas 15 minutos de distância do evento. Fiquei impressionado com o fato de que, pelo menos uma dúzia de motos passou por mim e sequer um motociclista parou ou diminuiu para ver se eu precisava de ajuda. Finalmente, um ex-motociclista que estava em uma pick-up parou e me deu uma carona para a cidade para que eu buscasse ajuda. Talvez este foi apenas um acaso estatístico. Talvez a sorte não estivesse a meu favor nesse dia.

Mas eu acho que há algo a mais acontecendo em nosso mundo. Na semana passada eu fiz um passeio através do país Amish, no sudeste da Pensilvânia. Acenei para os dois primeiros motociclistas que vi, e nenhum deles acenou de volta. Então comecei a contar. Das oito motos seguintes, apenas dois pilotos acenaram. Será que isso significa alguma coisa? Caramba, eu estava andando na minha nova Harley – e  a maioria dessas motos também eram Harleys! O sociólogo em mim me diz que há um significado maior para este fenômeno.

Vivemos em uma cultura caracterizada pelo alto individualismo. As pessoas realmente acreditam que são os indivíduos que fazem este mundo grande, e não os grupos e equipes de pessoas que trabalham em conjunto. Eles acreditam que não precisam de ninguém além deles mesmos para sobreviver. E quando eles ou outros ao seu redor têm problemas, eles acreditam que o indivíduo é quem tem totalmente a culpa. Eles falham ao ver como esses problemas pessoais estão, de fato, ligados a questões sociais maiores. Todo o mito do individualismo, que é tão forte em nosso país, está levando muitas pessoas por um triste caminho de estilos de vida alienados e isolamento social.

Dados de pesquisas recentes mostram que cada vez mais as pessoas dizem não ter em suas vidas alguém com quem conversar sobre problemas pessoais. Em vez disso, eles se voltam para psiquiatras e psicólogos. Um estudo mostra que em meados da década de 80, uma pessoa comum relatava que tinha pelo menos três confidentes pessoais; hoje em dia este número já está próximo de zero, ou seja, estamos mais sozinhos.

Andar de moto nos proporciona uma oportunidade única, tanto para expressar nosso individualismo, quanto para abraçar a comunidade de motociclistas e todos os bons trabalhos que eles fazem ao longo do ano. Andar de moto também é sobre a comunidade. Não se esqueça que, ao desfrutar o doce aroma de rodar contra o vento, é a sua comunidade que te acena quando outro piloto se aproxima. Reconheça-o, deleite-se desta sorte, abrace-a e sinta orgulho. E não se esqueça de acenar de volta.

*Fonte/ Texto: usebandana

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Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto

Que me perdoem os analistas de funções, tabelas, números complexos e logaritmos, mas desenvolvi uma teoria baseada em nada além do que meus próprios olhos e ouvidos vêm testemunhando há tempos: considerável parte do desamor que paira hoje no mundo se deve à incapacidade de interpretação de texto. Sim, senhores. A incompreensão da Língua tem deixado as línguas (e os dedos frenéticos que navegam pelos teclados) mais intolerantes, emburrecidos e inacreditavelmente loucos.

Talvez esse bizarro fenômeno se deva à carência de ideologias e certezas, que fizeram Bauman (o sociólogo da moda, salve, salve!) enxergar a “liquidez” da modernidade e a fragilidade de referências. Talvez seja apenas falta do que fazer e uma intensa carência de reconhecimento nas mídias sociais. Ou quem sabe Umberto Eco estivesse certo ao afirmar que as redes sociais deram voz aos imbecis. “Normalmente, eles (os imbecis) eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel.” Viva a democracia virtual!

Fato é que a imbecilidade se tem traduzido em palavras vindas de mentes que não sabem compreender… palavras! Eros versus Pasquale, Afrodite versus Bilac e a falta de amor no mundo se reduziu a uma simples questão de semântica. Qualquer manifestação minimamente opinativa e já tiram — sabe-se lá de que cartola mágica — uma interpretação maliciosa, completamente descontextualizada e muitas vezes motivada pela leitura de mero título ou pela escolha de imagem ilustrativa.

Só que a falta de compreensão se estende para além das redes virtuais. Basta que haja qualquer debate numa mesa de bar e “Calma lá, meu chapa, não foi isso que eu disse…”, “Você entendeu errado…”, “Não foi isso que eu quis dizer…” E, de repente, não se diferencia mais quem não sabe falar de quem não sabe entender. O quadro se torna insustentável quando se adicionam como ingredientes hipérbole, metáfora e principalmente ironia fina. Fina mesmo é a distância entre o soco e o infeliz nariz daquele que não se faz compreender.

É claro que o praticante da incompreensão textual jamais se entenderá como parte da porcentagem de analfabetos funcionais. Se as pesquisas apontam que apenas 8% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são capazes de se expressar e de compreender plenamente, ele estará no meio. Se fossem 2%, ele estaria no meio. Se apenas um único brasileiro fosse capaz de interpretar texto, certamente seria ele. O drama da incompreensão é que ela distorce a análise de si. Somos textos ambulantes, afinal.

“Estou farto de todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.”, disse Manuel Bandeira, sem saber que, tanto tempo depois, estaria nadando de braçada na (in)compreensão baseada em conteúdo distorcido ou jamais dito por aquele que toma porrada. Nunca se capitularam tantas frases fora de seu contexto, Manuel.

Está faltando amor no mundo, mas disso pelo menos todo mundo sabe. O que falta entender é que falta principalmente interpretação de texto. E quem sabe o mundo possa se amar mais quando todos realmente falarem a mesma língua.

*Fonte/Texto:  / bularevista / Lara Brenner (título tomado de empréstimo de Leonardo Sakamoto)

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Nise da Silveira , a mulher que imprimiu um novo rumo à psiquiatria no Brasil

Nise da Silveira nasceu em Alagoas, no dia 5 de fevereiro de 1905, e foi uma das mais importantes psiquiatras no Brasil. Em 1926, ao se formar na Faculdade de Medicina da Bahia, onde era a única mulher em uma turma de 157 alunos, Nise apresentou o estudo: “Ensaio sobre a criminalidade da mulher no Brasil”. No ano seguinte, ao mudar-se para o Rio de Janeiro com o marido e colega de turma, o sanitarista Mario Magalhães, começou a atuar como psiquiatra e iniciou uma coluna sobre medicina para o jornal A Manhã. “Na época em que ainda vivíamos os manicômios e o silenciamento da loucura, Nise da Silveira soube transformar o Hospital Engenho de Dentro em uma experiência de reconhecimento do engenho interior que é a loucura”, explica Christian Ingo Lenz Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto Psicologia da USP.

Envolvida com os círculos marxistas da época, Nise foi denunciada por uma colega de trabalho, que era enfermeira, e presa pelo chefe da polícia política do Estado Novo, Filinto Müller, de 1934 a 1936. No presídio Frei Caneca, dividiu a cela com Olga Benário, a militante comunista alemã que à época era mulher de Luís Carlos Prestes, e conheceu o escritor Graciliano Ramos, que a retratou em seu livro Memórias do cárcere. “(…) lamentei ver a minha conterrânea fora do mundo, longe da profissão, do hospital, dos seus queridos loucos. Sabia-se culta e boa. Rachel de Queiroz me afirmara a grandeza moral daquela pessoinha tímida, sempre a esquivar-se, a reduzir-se, como a escusar-se a tomar espaço”, retratou o escritor. Em liberdade, porém colocada na clandestinidade, Nise entrou em contato com leituras de Spinoza e publicou o livro Cartas a Spinoza.

 

A arte e os psicóticos
Em 1944, Nise passa a trabalhar no Hospital Pedro II, antigo Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro. Totalmente avessa ao choque elétrico, cardiazólico e insulínico, à camisa de força e ao isolamento, entre outras técnicas torturantes, Nise implanta, com o psiquiatra Fábio Sodré, a Terapia Ocupacional no tratamento psiquiátrico. Nesse mesmo ano, cria a Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação (STOR) do Centro Psiquiátrico Pedro II. Nise dirigiu o STOR, famoso por oferecer um atelier de pintura aos pacientes como forma de reabilitação, até sua aposentadoria, em 1974. Por meio das artes plásticas, a psiquiatra foi pioneira ao defender que a comunicação com os esquizofrênicos graves só poderia ser estabelecida inicialmente em nível não verbal, daí a importância dos desenhos.

Um das maiores contribuições de Nise foi o Museu de Imagens do Inconsciente, criado em 1952 para reunir a rica e complexa iconografia concebida por seus pacientes no STOR. Outro feito da psiquiatra foi introduzir entre os psicóticos o convívio com gatos e cachorros, a fim de promover a afetividade entre os internos e os animais. “Entre seus gatos e cartas, entre Espinoza e Jung, entre mandalas, pinturas e imagens do inconsciente, ela sempre recebia os errantes, visionários e candidatos a curadores de almas. Com a mesma benevolência e inquietude de quem sabia que a verdade do homem não pode ser pensada sem sua loucura”, afirma Christian.

Nise fundou o primeiro serviço de egressos psicóticos, a Casa das Palmeiras, em 1956, a primeira instituição que desenvolveu um projeto de desinstitucionalização dos manicômios no Brasil. Durante a ditadura militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, criou em 1968 o Grupo de Estudos C. G. Jung. Foi membro fundadora da Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão, com sede em Paris. Voraz leitora de Machado de Assis, costumava afirmar que seu primeiro contato com a psicologia havia sido com a obra do escritor.

Nise da Silveira publicou dez livros e escreveu uma série de artigos científicos que muito contribuíram para os estudos da psiquiatria. Morreu, aos 94 anos de idade, no dia 30 de outubro de 1999.

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Fonte/Texto: psicologiasdobrasil

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O vírus do empreendedorismo sem sentido está acabando com você

Os mesmos produtos, os mesmos termos, o mesmo sotaque, os mesmos sites e blogs com os mesmíssimos templates. Afinal de contas: o que é que você está fazendo com a sua carreira e com a sua vida?

Me chame de Dr. Otto. Estamos no dia 23 de maio de 2022. Já faz alguns anos que perdemos Nova Iorque, São Paulo, São Francisco e outras capitais para os contaminados. O que havia começado como uma gripe, sem levantar qualquer tipo de suspeita, cresceu e tomou de assalto todo o planeta. No início, os jovens eram os mais suscetíveis, mas depois de um tempo todo tipo de gente começou a cair para o que ficou conhecido como “A grande oportunidade”. O vírus não só era altamente resistente a todo tipo de soro, como não havia vacina. Com a deterioração da economia, a sua disseminação se tornou ainda mais rápida.

    O vírus? A moda do empreendedorismo sem sentido.

Ainda não sabemos qual foi o paciente zero, mas os cientistas já rastrearam a linha de contaminação e chegaram a uma data: 2008, quando a conexão a cabo se tornou mais acessível e os computadores ficaram mais baratos. Ao que tudo indica, a transmissão ocorre através da internet, se aproveitando de zonas de alta circulação, como o Facebook e outras redes sociais, para infectar um número cada vez maior de pessoas.

Até então, o vírus não só era assintomático, como era possível verificar o contrário: uma vez contaminado, o agente passava a se comportar de maneira positiva e estimulada; a energia crescia e os pensamentos positivos surgiam em sua cabeça. De uma hora ou para a outra ele passava a acreditar que poderia mudar o mundo.
“Vamos, vamos! Precisamos acordar às 5:00, evitar o glúten e fazer yoga!”

    No dia 9 de março de 2009, tudo mudaria. Havia surgido o Whatsapp.

O aplicativo agia como um grande vetor de disseminação, atraindo as pessoas já contaminadas para dúzias de grupos que tinham como único objetivo a pulverização do vírus. Até 2012 a ferramenta ainda era utilizada para trocar mensagens e áudios entre amigos, mas as coisas foram piorando e se deteriorando com uma velocidade inacreditável. Em pouco tempo, perderíamos as rédeas da situação para sempre.

 

Quando tudo começou a sair do controle.
“Você teria cinco minutos para falar comigo sobre uma grande oportuni…”

O que sabemos até então é que a falta de estímulo é o principal agente de combate à doença. Uma vez desestimulado o indivíduo, o vírus resiste, fazendo com que ele retorne ao estado reconhecido como “mindset vencedor”.

Até há pouco tempo, esse sintoma era um desconhecido da classe médica, mas foi com o agravamento da crise política do país, antes do impeachment da Presidente da República, que ele começou a se mostrar em sua versão mais agressiva. Provavelmente o vírus havia sofrido uma mutação violenta.

Agora, quem havia sido contaminado apresentava, pela primeira vez, o descolamento da realidade. Esse quadro foi percebido pela primeira vez quando um paciente relatou que receberia um bilhão de obrigados pelo seu trabalho; até colocou data! Outro, disse que levaria à 30% da população do planeta terra inteiro a sua mentalidade. Em pouco tempo, percebíamos que os sonhos se tornavam cada vez maiores e o desejo de transformação mais e mais violento.

O que mais nos assustava, como médicos, é que nem mesmo os maiores ditadores do planeta haviam acreditado que poderiam fazer esse tipo de coisa. Nunca, Mao Tse Tung ou Hitler, haviam exigido palmas de um bilhão de pessoas ou planejavam ser conhecidos por 2 bilhões de sujeitos, quem dirá incutir neles a sua mentalidade.

 

O início do fim.

Acostumados com o altíssimo nível de endorfina no sangue, quem era contaminado precisava experimentar a sensação de sucesso. Descobriríamos meses depois que a cada negócio fechado você precisava de níveis cada vez mais altos de satisfação para que o sistema todo não desmoronasse.

Passaram, então, a fecharem negócios uns com os outros, vendendo produtos sem sentido, que prometiam mudar o mundo — quanto maior a promessa maior o êxtase — , mas que eram meros sacos de ar. O dinheiro que ganhavam de uns gastavam nos outros. Estava claro que nada daquilo se sustentaria por muito tempo.

Já em 2016 observávamos os contaminados no que chamaríamos de “grande ausência de identidade”. Faziam Yoga para fecharem negócios, abriam mão do glúten para ficarem alertas, acordavam e dormiam pensando em alta-performance, para que pudessem gerar mais clientes, que lhes dariam mais dinheiro, que era o combustível para toda essa ciranda.

    O discurso era altamente sedutor: “Trabalhe em casa, conheça o mundo, demita o seu chefe, viva o seu sonho, seja quem você quiser ser!”.

Na fase final de descolamento da realidade a coisa toda se tornava tão histérica que chegavam ao ponto de imitarem uns o sotaque dos outros. Falavam os mesmos jargões, vestiam as mesmas roupas, nominavam seus produtos com as mesmas expressões…

    O dinheiro era o rei. O dinheiro era Deus.

Criaram uma espécie de religião: a teologia da prosperidade. Se encontravam em galpões e dançavam juntos, gritavam, golpeavam o vento e diziam uns aos outros que manter todo aquele nível histérico não só era possível, como era preciso! Se tornaram coaches comportamentais, de sono, de hábitos, alimentares, de relacionamento…invadiram todos os campos, salgando toda a terra e se apropriando de todas as áreas do conhecimento humano.

 

Por fim, o fim.

Após quase duas décadas, o vírus começa a apresentar os primeiros sinais de esgotamento. A vida é preciosa e o corpo humano é um milagre. Aos poucos, observávamos os primeiros agentes que conseguiam, sozinhos, combaterem o vírus. O cérebro, depois de um tempo, entravas em curto, percebendo que não havia um final para esse túnel. Após tanto dinheiro perdido em busca do dinheiro fácil, percebemos um retorno a realidade, que vem aumentando.

Já tivemos pacientes que retornaram às suas áreas de vocação, que descobriram o que gostam de fazer e que decidiram abandonar os templates, jargões e pirâmides. Gente que apagou do computador as máquinas de escrever e-mails, resquícios de quão fundo nós chegamos nesse poço. Hoje, 23 de maio, já registramos mais de quinze mil fotos de terno e braços cruzados removidas do Facebook e todos os dias dúzias de grupos de times de vendas somem do Whatsapp.

Não encontramos um vídeo de vendas de 45 minutos há quase dois meses e as pessoas já não deixam mais dinheiro no para-brisa do carro dos outros há um ano. Enfim, a realidade dá sinais de que vencerá tudo isso…

 

Explicando tudo isso.
“Acenda um cigarro, tome uma garrafa de vinho e pare com essa porra de Yoga-funcional”.

Dr. Otto é um personagem fictício, mas que representa com fidelidade o que venho observando no campo do empreendedorismo nos últimos anos. Me dói admitir, mas nós perdemos a mão em algum momento da história. O que deveria ser uma atividade que viabilizaria a nossa liberdade e nos daria mais tempo para fazermos o que gostamos e estarmos mais perto de quem amamos se tornou — tão e somente — uma corrida dos ratos.

    Cada vez que eu vejo um empreendedor escolhendo o que fará pelo que “está dando mais dinheiro” e não seguindo sua vocação, é uma facada no peito.

Preenchemos a nossa agenda, regulamos o nosso sono, restringimos a nossa alimentação e até mesmo decidimos o que faremos pelos próximos anos da nossa vida atrás da ideia de que poderemos viver — mais pra frente — da maneira com que nós sempre sonhamos.

    Ei, você, uma dica: nós podemos fazer isso agora.

Ao invés de mais uma reunião com aquele grupo de empreendedorismo, opte por um bom livro. Vá ao cinema, despretensiosamente. Assista àquele filme que não te ensinará nada porque, naquele dia, você não quer aprender coisa alguma. Beba, ria e durma indecorosamente. Desligue os alarmes e retorne só na semana que vem.

    Há 30 anos, o mundo era quadrado e precisava dos empreendedores para mudá-lo para sempre. Hoje, os empreendedores se tornaram quadrados. Dizer que pensa fora da caixa ou que está fora da curva se tornou a caixa e a própria curva!

Qual foi a última vez que você foi você mesmo? Que foi criativo? Que fez o vídeo de vendas da forma que você queria, não como mandavam os manuais ou que atendeu o seu cliente falando da sua maneira e não como as normas mandavam? Quando você foi que você chamou o seu produto pelo nome que achava mais legal, sem se preocupar com mais ninguém?

O tempo é curto e está voando. Você quis empreender para ser dono da própria vida e não está percebendo que hoje todos possuem uma parte de você. As amarras do empreendedorismo sem sentido são tão ou mais grossas do que a da CLT.

*TEXTO: Ícaro de Carvalho

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Servidão voluntária: o olhar de Bauman e Huxley sobre a sociedade de consumo

Saramago já nos advertia que estamos cegos da razão. Talvez seja o nosso ego, sempre inflado e se achando o dono do pedaço. Talvez seja pela nossa incessante incapacidade para amar. Podemos dizer que essa cegueira se alastre em função da facilidade. É sempre mais fácil andar sem olhar para o lado. Sem olhar para nós mesmos. Sem olhar para o que somos ou nós tornamos.

Cegos que somos, seguimos a doutrina da sociedade de consumo. Condicionados como bons soldados, não recusamos a missão de esvaziar um Shopping Center. Aprendemos desde cedo, que como partes do todo, devemos manter a ordem e, assim, não devemos transgredir as leis de ouro que tornam a sociedade contemporânea um reino de “felicidade”.

O sistema hegemônico, através da mídia, não nos deixa esquecer a importância de manter o sistema funcionando harmonicamente, e de como bom senhor, lhes devemos obediência e servidão. Servidão esta, construída por meio de chicotes ou força física? Não. Ora, se somos seres desejantes, então, nada melhor do que usar a mídia para nos seduzir.

Somos seduzidos pela promessa de felicidade escondida atrás do consumismo. Somos tentados por todos os sorrisos espalhados nas propagandas. Somos condicionados a acreditar que a felicidade só é possível se e, se somente se, tenho condições de participar da orgia do consumo.

Sendo assim, somos ludibriados por um sistema que nos entorpece e nos torna míopes que só enxergam a realidade pelos óculos que lhes são oferecidos. Tornamos-nos, dessa forma, servos voluntários do sistema, pois embora livres, nos permitimos condicionar e obedecê-lo. Sem espaço para a crítica ou auto-reflexão, somos apenas reprodutores de uma cultura aprisionadora que qualifica como tolice qualquer prazer fora do consumo.

“Imaginem que tolice, permitir que as pessoas se dedicassem a jogos complicados que não contribuíam em nada para o consumo. Atualmente, os Administradores não aprovam nenhum jogo novo, salvo se, se demonstrar que ele necessita, pelo menos, de tantos acessórios quanto o mais complicado dos jogos existentes.”

A felicidade, portanto, deve ser comprada, aliás, somente existe se for comprada. Não há espaço para as coisas simples, para o que é “gratuito”, para que possamos ser felizes e ter prazer, precisamos inexoravelmente consumir. Essa é a servidão voluntária através do consumo, não pela violência ou coerção, mas pela sedução e erotismo produzido nas relações de consumo.

Devidamente seduzidos pelo mercado, não conseguimos sair das suas entranhas. Não precisamos. Tudo é mercadoria. Ouvimos o tempo inteiro a voz do mercado, com seus alto-falantes que denunciam qualquer ato de “tolice” e nos lembram incessantemente a necessidade vital de consumir, pois como bem atenta Huxley:

“Sessenta e duas mil repetições fazem uma verdade.”

Todos esses mecanismos de controle social escondem um autoritarismo com o qual nos acostumamos e aceitamos, pela indisposição em ser mais que um pacote de biscoitos e um par de sapatos. Preferimos estar cegos e condicionados que se opor ao sistema. Estamos, assim, mais que cegos da razão, estamos, como diz Bauman, em uma cegueira moral.

Somos subservientes a um sistema que racionaliza as emoções e que transforma a vida em uma longa linha de produção, de modo que não existe outro caminho a uma vida prazerosa sem passar por ela. Somos cegos admirando os caminhos líquidos de um mundo novo.

O admiramos, pois fomos seduzidos pelo encanto e enlace erótico de um mundo que me permite ser um novo a cada dia, em que não se precisa de laços e que, portanto, cada um é um fim em si mesmo. Somos servos voluntários, pois nós mesmos nos fazemos dominar. Entretanto, esquecemos que esse sistema hegemônico através da sedução que nos domina, mantém o status quo de opressão e escravidão.

Como diz Bauman: “A vida desejada tende a ser a vida vista na TV”. Mas, a vida vai além de padrões de comportamento, de cartilhas, senhas e números. Vai além de escravidão e dominação. Vai além de reproduzir as verdades da mídia. Vai além de um cartão sem limites. Vai além de algumas polegadas. Ainda que para enxergar esse além, seja preciso coragem para sair do cinema e visitar a própria vida.

………..

*Fonte: genialmentelouco

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O lado ruim de trabalhar no Google, segundo ex-funcionários

Trabalhar em uma das maiores empresas de tecnologia e inovação do mundo pode parecer um paraíso geek, mas até mesmo o emprego dos sonhos possui suas desvantagens. Em um post no fórum de perguntas e respostas Quora, funcionários e ex-funcionários do Google revelaram os defeitos da organização. Confira algumas das principais reclamações:

Qualquer vaga exige os melhores candidatos

Entrar no Google requer um currículo de alto nível, mas nem sempre a exigência está a altura da tarefa a ser executada. Um ex-recrutador da empresa diz que candidatos graduados em algumas das melhores universidades do mundo acabam contratados para remover manualmente vídeos do YouTube e desenvolver códigos básicos de teste de cores em uma página. Nada que exija uma experiência tão impressionante.

Segundo ele, isso não apenas torna o processo seletivo mais complexo, como também dificulta promoções, já que o seu chefe pode ter o mesmo nível de conhecimentos que você. Além disso, o trabalho pode ser um tanto desmotivador quando se está apto para desenvolver algo muito maior e mais importante do que suas atribuições.

Apenas números e medidas importam

Uma crítica recorrente é a de que seu trabalho só é valorizado se ele trouxer algum resultado em termos de medidas. Respostas positivas dos usuários? Número menor de bugs? Maior engajamento? Nada disso é importante. Mas desenvolver um sistema que ajude a monitorar quantas vezes um internauta desce a barra de rolagem, por mais que não pareça ter serventia alguma, é um trabalho que pode lhe render elogios.

Não existe folga (pelo menos para o seu cérebro)

“Não sei se o Google contrata viciados em trabalho de propósito ou se ele cria o vício em trabalho em nós”, disse um dos engenheiros responsáveis pelo Chromebook. De acordo com ele e outros ex-funcionários, a cultura dentro da empresa é a de obter os melhores resultados e o maior nível de produtividade possível, o que torna comum ver colegas trabalhando até tarde, aos fins de semana e até durante as férias.

Chorar sobre a mesa, disparar e-mails durante a madrugada, dissolver um casamento por conta de algum projeto na empresa, pesadelos recorrentes, etc., são alguns dos relatos mais comuns de funcionários expostos a essa cultura estimulada pelo Google. “Talvez você não ouça o seu chefe dizer ‘você precisa trabalhar de fim de semana e durante as férias’, mas eles sustentam essa cultura fazendo justamente isso”.

É difícil formar amizades

Essa cobrança interna por resultados não só cria pessoas viciadas em trabalho como impede o estabelecimento de relações mais próximas entre os colegas. “Tem muita arrogância. Todos acreditam que eles (a maioria são homens) são melhores do que seus vizinhos. Ninguém se interessa pela sua opinião a menos que você seja uma pessoa ‘importante'”, diz um ex-designer do Android.

Projetos podem ser cancelados a qualquer momento, sem explicação

“Entre para o Google, trabalhe com pessoas incríveis em projetos inovadores, e observe eles serem assassinados”, resumiu um ex-funcionário anônimo. Ele conta que, certa vez, desenvolveu um produto novo que parecia incrivelmente alinhado ao propósito da empresa, bem avaliado internamente e por usuários em fases de teste e que tinha tudo para ser um sucesso.

No fim das contas, o projeto foi cancelado. Sem qualquer explicação, ou ao menos alguma que fizesse sentido. Para completar, pessoas que trabalharam nesse produto tiveram pedidos de promoção negados porque “falharam em causar um impacto” na empresa. E, de acordo com esse ex-funcionário, casos como esses são bem comuns.

Não existe muita diversidade

O perfil de um funcionário do Google parece atender sempre as mesmas exigências, o que, segundo um ex-funcionário anônimo, faz parecer que “eles contratam a mesma pessoa toda vez”. “A mesma história de vida, as mesmas 10 universidades, a mesma visão de mundo, os mesmos interesses. Não é exagero dizer que eu conheci uns 100 triatletas em meus três anos trabalhando lá. Mas apenas alguns deles eram pessoas interessantes”.

*Fonte/Texto: olhardigital

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Gatos entendem (e copiam) as expressões dos donos

A fama de egoísta sempre pega para o lado dos gatos. Mas não é bem assim. Eles gostam tanto e prestam tamanha atenção nos donos que até imitam seus hábitos. E não só isso. É com base nas suas reações e expressões que eles percebem o mundo – e descobrem como devem reagir às novidades.

A conclusão é de um estudo italiano. Pesquisadores convidaram 24 gatos e seus donos para ver se os animais prestavam atenção às reações dos humanos. Cada dupla foi colocada em uma sala com um ventilador cheio de fitas plásticas verdes. A única saída de fuga da sala ficava em um ponto onde estavam uma tela e uma câmera. “A ideia era avaliar se os gatos usam a informação emocional fornecida pelos donos sobre um objeto desconhecido para guiar seu comportamento”, diz a pesquisa.

Para isso, ao entrar na sala, os donos observaram o ventilador de forma neutra. Em seguida, mostraram uma reação negativa (medo, afastamento do objeto) ou positiva (felicidade) – sempre olhando do gato para o ventilador e do ventilador para o gato.

Em 79% das vezes, os animais observavam o objeto e o dono, como se tentassem entender o que estava acontecendo. Quando a expressão era negativa, os bichinhos começavam a olhar mais para a tela, onde ficava a única saída. “Era a única saída possível. Então, olhar para a tela e depois para o ventilador sugere que os gatos estavam preocupados e queriam encontrar uma maneira de fugir”, conclui a pesquisa.

É por isso que você precisa prestar mais atenção às suas reações. Se você sente medo ou raiva, seu gato pode perceber. E copiar os mesmos sentimentos.

*Fonte/Texto: SuperInteressante

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Veja 7 vezes que seu cão disse “te amo” mas você não percebeu

Algumas atitudes do cotidiano podem parecer banais, mas são uma forma dos cachorros demonstrarem afeição.
Os cães não falam, mas alguns gestos valem mais do que palavras!
Muitas atitudes parecem normais e corriqueiras no cotidiano, mas são maneiras variadas dos cachorros demonstrarem o amor que sentem por seus tutores.

1- Ele te trouxe aquele brinquedo roído e fedorento, mas que é o preferido dele – Provavelmente, você pensou que seu cachorro estava apenas querendo brincar, não é? Em muitos casos, é isso mesmo. Mas, às vezes, ele pode estar te oferecendo um presente.

2- Ele terminou de jantar e deitou ao seu lado – Quando um cachorro gosta de se aconchegar no tutor mesmo estando com a barriga cheia, é um sinal de amor verdadeiro. Isso significa que ele não se interessa por você apenas por causa da comida.

3- Ele boceja logo depois de você – Esse fenômeno de bocejo contagioso é um sinal de empatia entre os humanos. E um estudo comprovou que nossos cães também fazem isso.

4- Ele continua deitado e mal levanta a cabeça quando você sai pra trabalhar – Você pode até pensar que o cachorro não se importa, mas isso demonstra que ele confia em você e sabe que vai voltar.

5- Empolgação quando você chega em casa – O momento da chegada costuma ser bem diferente, o cão não consegue conter a alegria de ter sua companhia novamente.

6- Ele deita no meio da sua cama e ocupa todo o espaço – Isso demonstra que o cão quer ficar perto de você e um grande símbolo de lealdade. Quer dizer que ele te considera como parte da matilha.

7- Saboreia cada segundo de amor que você dá para ele – Quando você dá carinho e atenção, seu cachorro adora.

*Fonte/ Texto: Portaldodog (Escrito por Karina Sakita)

 

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A arrogância segundo os medíocres

“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.

“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências  quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.

Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.

Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).

Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.

Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.

Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.

Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!

Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.

O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:

1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.

2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.

3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))

4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.

Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, tachar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

*Fonte/Texto: Ansiamente

 

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Quanto vale o seu tempo livre?

Outro dia li uma frase de um autor desconhecido que dizia: “tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais”. E faz bastante sentido, levando em conta que às vezes o trabalho nos consome tanto que esquecemos que a vida é feita para ser vivida, compartilhada com quem amamos e trabalhar e ganhar dinheiro é apenas uma parte disso tudo.

Como uma forma de sanar a curiosidade e também fazer uma reflexão pessoal, o site alemão “Spare Time” gerou um quiz com perguntas bastante interativas e divertidas que calculam quanto vale o seu tempo em dinheiro.

O processo é muito simples, você só precisa iniciar o teste e responder as perguntas que vão sendo feitas. Algumas têm a ver como a maneira que você gerencia o seu tempo e outras com o quanto de dinheiro você ganha em seu trabalho, por exemplo: o sono, o tempo de trabalho, e quantas horas por dia você está livre. O site também leva em conta o quanto de tempo você está disposto a empregar em tarefas supérfluas ou esperando.

Claro que a resposta não é mágica, o questionário pergunta exatamente o quanto de dinheiro você ganha, se você acha que vale a pena trabalhar horas extras e se você está disposto a libertar seus horários de trabalho por um pouco de diversão.

No final, você obtém um resultado que lhe diz quantos dólares aproximadamente valem uma hora de tempo livre para você, e também compara o número com outras profissões. Apesar dos cálculos precisos, a pergunta mais importante aqui seria:

Você está disposto a ter mais tempo livre?

*Fonte: Paula Romano / Updateordie

O homem que partiu jamais voltou

O homem que parte em uma longa jornada tem como única opção a chegada. Quem sabe nem chegue ao lugar planejado inicialmente, mas com certeza, chegará a algum lugar.

O homem que parte também não poderá voltar jamais, mesmo porque, nem o tempo e nem o espaço serão os mesmos; sequer será o mesmo aquele que partiu. Deixará para trás alguns hábitos, pensamentos, certezas, algumas duvidas, medos e temores. Durante a jornada o homem que partiu irá adquirir experiência, novos hábitos, ele terá novas histórias acrescentadas aos seus dias de vida. Vida curta e que passa repentinamente. Vida efêmera na esperança que os feitos permaneçam e termine por moldar e fazer surgir sonhos naqueles que souberam de suas histórias.

O homem que partiu teve a grata satisfação de sair do tubo em que vivia. O tubo da rotina que maltrata e assola tanta gente. São muitas as desculpas para viver dentro do tubo, mas quem sabe um dia a liberdade alcance até mesmo o mais temeroso dos homens e o faça saber que há uma vida cheia de preciosidades a serem descobertas fora do tubo.

Uma curva, outra curva, mais uma curva, milhares delas. – Ei! Senhor, quantas curvas ainda terei pela frente? – Meu caro jovem, as curvas não acabam jamais. Elas apenas se sucedem harmoniosamente uma após a outra. As vezes somos quase que ludibriados por retas intermináveis, repentinamente a curva surge e teremos que estar preparados para acompanhar seu traçado pré definido, elaborado, estudado, tudo isso, para evitar, quem sabe, um precipício, um lamaçal, uma enorme rocha firmemente fincada em outras menores que nos obrigará a contorná-la. – Entendi! Então assim é a vida? – Sim! Cheia de curvas, mas também têm altos e baixos, subimos e descemos obedecendo o traçado do terreno percorrido.

O homem que partiu continua a jornada, ele não pode parar. Tal qual a semente plantada que um dia irá produzir centenas, milhares de outras sementes. Cada uma brotará e a vida seguirá seu curso, a eterna constância da vida; a mudança.

Por isso, o homem que partiu apenas foi. Jamais voltou de nenhuma de suas viagens de aventura. Continua indo e a cada dia partindo em busca de um novo tesouro escondido a ser descoberto.

A cada dia todos nós partimos um pouco, mas chegará o dia em que partiremos definitivamente apenas para dar continuidade à jornada que um dia foi iniciada como dádiva.

O homem que partiu jamais voltou …

*Valdez Pantoja é autor do livro Duas rodas – uma fábrica de sonhos

>> Fonte: viagemdemoto

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Rock, rock o quê!?

Essa coisa de gente dizendo daqui e dali que o rock já morreu, outros defendendo de punhos erguidos o contrário e alto e bom som, mas sei lá, o rock anda meio estranho. Gosto muito do tal rock clássico, dos grandes nomes, dos clássicos do passado, do começo de tudo, da dualidade Beatles x Stones, das grandes bandas europeias dos 70’s – Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, etc, do hard do metal dos 80’s, do aspecto grunge dos 90’s, mas convenhamos, depois dessas grandes ondas de artistas realmente bons a coisa agora anda enfadonha. O novo modelo de se fazer e divulgar música mudou bastante velhos conceitos e entramos em uma nova estrada que ainda não foi bem compreendida, uns descobrem, fazem certo, mas isso não significa que o mesmo serve para todo mundo. Assim vamos e com o passar do tempo bandas que ontem mesmo em minha adolescência eram novidade, agora são “velhos”, tiozões do rock.

Assim há muito tempo meio que cansei de algumas bandas confirmadas, a mesma comida todo dia perde um pouco do sabor com o passar do tempo. Descobrir novos sons, novos artista e bandas sempre me agradou, mas de uns tempos prá cá passei a ter um novo hobby, redescobrir minhas velhas bandas. Sim, isso mesmo que você leu. Escutar várias bandas das quais eu já nem tinha mais vontade de ouvir, mas que tem lá o seu valor significativo para mim.

Tem aquela coisa que fica no ar… Que banda clássica de rock não gostaria de estar fazendo novos sons, novos álbuns ao invés de intermináveis tours mundo afora, mas sempre tendo de tocar os seus velhos hits senão o público mimado choraminga. Pô! Esses velhos e sábios rockers fizeram seus hits, tiveram e ainda tem em muitos casos sucesso, ganharam muita grana e agora? O que não gastaram com drogas, bebidas, festas, orgias e jatinhos sobrou com folga no quesito experiência e diga-se, livre das amarras daquele contexto contratual junto a grande gravadoras do passado, podendo assim fazerem e gravarem o que quiserem atualmente. Literalmente. Mas e daí! Será que o público teen atual os quer ver e ouvir ou apenas aqueles velhos fans chorões que imploram pelos eternos hits de sempre – a enfadonha nova velha tour de sempre!

Você sabe me dizer qual é o nome do último álbum de estúdio do Rush? E o do Aerosmith? Quem é o baixista do The Who? Pois é, justamente a isso que me refiro. Talvez você saiba me reponder , é fácil clicar no Google e descobrir, ou ainda saber mesmo de verdade essas respostas (eu sei) como um bom rocker militante, mas meu chapa, convenhamos, faz tempo que não nos ligamos em novos lançamentos de algumas boas bandas do passado e que ainda estão na ativa. Claro, depende em muito de suas exposições na mídia e investimentos assim em publicidade e tal, mas aqui a questão não é essa, a questão é quem quer ouvir coisas novas de velhos artistas que já nos cansaram e de certa forma ainda repetem a exaustão suas velhas fórmulas musicais? Poucos. Os fans de verdade sempre querem (eu em alguns casos), mas e os outros?

Pensemos todos nós rockers um pouco sobre isso…

 

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O melhor conselho de um pai

Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai. Enquanto conversavam sobre a vida,  o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse:

Nunca se esqueça de seus amigos! – aconselhou

Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos.
Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando…

Que estranho conselho – pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.

À medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.

À medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.

Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:
O tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa…
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor se transforma em afeto.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração para sem avisar.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam

Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.

Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros…

Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!