Teoria da morte de Paul McCartney em 1966 inspira história em quadrinhos

Uma das lendas mais famosas da música como um todo é a de que Paul McCartney teria morrido em 1966. Indo além, os boatos dizem que ele foi substituído por um sósia, chamado Willian Campbell – ou Billy Shears, conforme teria sido anunciado no álbum ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ (1967).

Agora, o popular caso conspiratório vai inspirar o lançamento de uma história em quadrinhos nos Estados Unidos. Intitulada ‘Paul Is Dead: When The Beatles Lost McCartney’, a HQ chegará a público no dia 3 de junho por meio da Image Comics.

A criação é do escritor Paolo Baron, com arte de Ernesto Carbonetti. A sinopse adianta: “Novembro de 1966. John Lennon não consegue falar. Ele não consegue tirar os olhos de uma foto de um carro em chamas com o corpo de Paul McCartney dentro dele. O amigo dele não está mais ali e isso significa que os Beatles também não existem mais. Porém, John quer saber a verdade e, com George Harrison e Ringo Starr, ele vai reexaminar as horas finais da vida de Paul”.

Em entrevista ao site da Forbes, Paolo Baron explica que tanto ele quanto Ernesto Carbonetti são músicos e gostam de histórias relacionadas às lendas do rock. “A lenda urbana do ‘Paul Is Dead’ sempre foi difícil de se acreditar. Sempre dei risada, mas era curioso com isso. Agora, estou lançando essa HQ com base em todas as pesquisas que fiz em jornais, livros, documentários e entrevistas a respeito dessa conspiração. É como investigar um ‘caso arquivado’ e dar sua opinião”, afirmou.

Confira um trailer da HQ:

Curiosamente, não é a primeira vez que uma produção recente busca reimaginar a trajetória dos Beatles. Em 2017, Bryce Zabel lançou o livro ‘Once There Was a Way’, que buscava responder à pergunta: e se a banda tivesse continuado junta? Já em 2019, o diretor Danny Boyle divulgou o filme ‘Yesterday’, que reflete sobre como seria o mundo se o grupo nunca tivesse sido formado e um compositor “roubasse” as músicas feitas por eles.


A suposta morte de Paul McCartney

A rebuscada história de que Paul McCartney teria morrido tem até data e horário: o músico supostamente faleceu em 9 de novembro de 1966, às 5 horas da manhã, em um acidente de carro. Dessa forma, ele teria sido substituído por um sósia, que seria o músico que está aí, tocando em estádios do mundo todo, até os dias de hoje.

Os boatos tiveram início em 1969 e foram sustentados por um radialista americano chamado Russ Gibb. Depois de apontar as “pistas”, outros veículos republicaram e a lenda teve início. Para os conspiracionistas, as dicas estariam presentes nos próprios discos e músicas da banda.

Veja, abaixo, uma lista de pistas da suposta morte de Paul McCartney, segundo a Wikipédia – e, claro, encare tudo como uma grande brincadeira:

No álbum ‘Rubber Soul’ (1965 – bem antes da suposta morte)

Os Beatles na foto da capa olham para baixo como se observassem uma sepultura. A sepultura de Paul McCartney.
Os Beatles estão de cabelos compridos, para esconder as cicatrizes do rosto de Paul.
A fotografia da capa foi distorcida para que não se notasse que Paul havia sido substituído.
A letra de Girl diz “that a man must break his back to earn his day of leisure will she still believe it when he’s dead?”, (“um homem pode acabar com seu passado para ter seu dia de prazer ela ainda acreditará nisso quando ele estiver morto?) uma citação à morte, o que se tornaria comum a partir daqui.
A letra de “I’m Looking through You” diz: “You don’t look different but you have changed, I’m looking through you, you’re not the same… you don’t sound different… you were above me but not today, the only difference is you’re down there…” (“Você não parece diferente mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo” se refere obviamente a Paul ter sido substituído por um sósia e não ser mais a mesma pessoa. “A única diferença é você estar embaixo” se refere ao fato de o verdadeiro Paul estar em uma sepultura).
A letra de “In My Life” diz: “some are dead and some are living” (“Alguns estão mortos e alguns estão vivos”, uma referência aos Beatles não estarem mais juntos).

No álbum ‘Revolver’ (1966 – meses antes da suposta morte)
Na gravura da capa há uma mão aberta sobre a cabeça de Paul. Uma mão aberta sobre a cabeça é uma maneira de abençoar as pessoas que morrem. Isto se repetiria posteriormente, conforme veremos.
Ao invés de uma foto dos Beatles, pela primeira vez foi feito um desenho para evitar que o sósia fosse desmascarado pela foto.
A música “Taxman” seria, na realidade, sobre um Taxidermista, pessoa responsável por empalhar animais mortos e fazer parecer que eles ainda estão vivos. Na letra há referências ao acidente de Paul (“if you drive a car”, “se você dirige um carro”) e ao fato de Paul estar morto (“if you get too cold”, “se você ficar frio”). A melhor pista é “my advice to those who die taxman..”, ou seja “meu conselho para aqueles que morrem, um taxidermista” (para que o morto continue parecendo vivo).
Em “Eleanor Rigby”, Father McKenzie seria na realidade Father McCartney, note a semelhança entre os nomes. Na letra consta “Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave” ou seja “padre McKenzie (Paul McCartney) limpando a sujeira de suas mãos após sair (voltar) do túmulo”.
Na letra de “She Said She Said”: “she said I know what it’s like to be dead” ou “ela disse: ‘eu sei como é estar morta’.”
Dr. Robert teria sido o médico responsável por tentar salvar Paul. Na letra consta: “you’re a new and better man” ou “você é um homem novo e melhor” se referindo ao novo Paul. “He does everything he can, Dr. Robert” ou “Dr Robert faz tudo o que pode fazer” se refere ao fato de Dr. Robert ter feito todo o possível para tentar salvar Paul.

No álbum ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ (1967)
A capa é, na realidade, o desenho de uma sepultura (a de Paul) com todas aquelas pessoas olhando (note os arranjos de flores típicos de um funeral).
Um dos arranjos de flores forma o desenho de um baixo Hofner, semelhante ao que Paul tocava, inclusive virado para a direita, visto Paul ser canhoto. Isto provaria que é Paul o cadáver que acabou de ser sepultado. O baixo tem apenas três cordas ao invés de quatro, uma referência aos Beatles sem o seu quarto companheiro.
Outro arranjo onde aparentemente está escrito Beatles na realidade deve ser lido como “Be At Leso” ou “Fique em Leso”. Paul teria sido enterrado na ilha de Leso.
Sobre a cabeça de Paul há novamente uma mão aberta.
Abaixo do nome “Beatles” aparece uma descrição feita com flores amarelas onde se lê: “Paul D”. “D” de “dead”, morto.
Uma boneca da gravura da capa segura um carro de brinquedo. O carro seria do mesmo modelo do em que Paul haveria morrido. Note que o interior do carro é vermelho em referência ao sangue decorrente do desastre.
Embaixo do “T” de Beatles na capa há uma pequena estatueta de Shiva, Deus Hindú da morte. A estátua aponta para Paul.
Na foto da contracapa, todos os beatles olham para a frente, com exceção de Paul.
Em uma foto do encarte Paul tem no braço uma insígnia onde está escrito OPD que seria a sigla para “Officially Pronounced Dead” ou “Oficialmente Considerado Morto”.
Na foto da bateria, se você colocar um espelho horizontalmente cortando a frase “Lonely Hearts” e olhar a combinação da parte de cima das letras com o reflexo surge a frase “one he die”, referindo-se à morte de um dos beatles.
Uma outra versão diz que a frase da bateria deve ser lida como “I One IX He ^ Die”. O significado surge de simples conexões “I One” é Onze (11), “IX” é nove (9) em romanos. Finalmente “He” e a seta que surge entre esta e “Die” aponta diretamente para McCartney em sua ponta superior e para o suposto túmulo em sua ponta inferior. Conclusão no mês 11 (novembro), dia 9, ele (Paul) morreu. Daí surgem controvérsias: na leitura americana, trata-se do mês 11 e do dia 9, mas na Inglesa entende-se Setembro (9), dia 11. Mas já que Paul teria sofrido o acidente em uma quarta, bastou verificar e atestar que 9 de novembro de 1966 era uma quarta-feira.
Em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, “so let me introduce to you the one and only Billy Shears”, ou (“então deixa-me apresentar a vocês o primeiro e único Billy Shears”), o suposto sósia de McCartney.
Em “With A Little Help From My Friends”. Antes da canção começar só se ouve um coro apresentando Billy Shears, referindo-se a o sósia.
Em “Within You Without You”, “we were talking about the space between us all and the people who hide them selves behind a wall of illusion never glimpse the truth then it’s far too late when they pass away”, ou (“nós estávamos falando sobre o espaço entre todos nós e as pessoas que se escondem atrás de uma parede de ilusão nunca vislumbram a verdade quando é tarde demais quando elas morrem”) é outra citação a morte.
Em “Good Morning Good Morning”, “nothing to do to save his life” ou “nada pode ser feito para salvar sua vida”. “People running around it’s 5 o’clock..” ou “Pessoas andando em volta às 5 da manhã” (a hora do acidente de Paul).
Em “A Day In The Life”, “he blew his mind out in a car, he didn’t notice that the lights had changed”, ou (“ele estourou a cabeça em um carro, ele não percebeu que o sinal tinha mudado”), outra pista sobre a morte de Paul.
Este fato é extremamente interessante: na contracapa do álbum, na foto dos Beatles, além do famoso detalhe que mostra Paul virado de costas para a câmera, pode-se notar George Harrison apontando o dedo indicador direito exatamente para a frase de “She´s Leaving Home”, que diz “Wednesday morning at five o´clock as the day…”. Dia da semana e hora da suposta morte do Beatle.

No álbum ‘Magical Mystery Tour’ (1967)
Paul está vestido de leão marinho, um símbolo da morte em algumas culturas.
Se você olhar a capa do disco em um espelho, as estrelas onde está escrito “Beatles” formam um número de telefone. Quando se ligava para este número, na época em que o disco foi lançado, ouvia-se a mensagem “You’re getting closer” (“você está chegando perto”). Na realidade, tratava-se de uma menina bem humorada que havia aderido à brincadeira sobre a morte de Paul.
No livro que vinha junto com o disco, em sua versão original, havia uma foto dos Beatles, cada um com uma rosa na lapela. Todos tinham rosas vermelhas, a não ser Paul, que usava uma rosa preta.
Ainda no livro, em todas as fotos Paul está descalço (os mortos são enterrados descalços).
Na foto central do encarte, na pele de resposta da bateria de Ringo está escrito “Love 3 Beatles”, lembrando que os Beatles agora são apenas 3.
No desenho dos Beatles, presente no interior do álbum, Paul aparece com o gorro cobrindo parcialmente seu rosto, além de estar com os olhos fechados. É curioso também que a poeira de estrelas que os rodeia forma uma espécie de auréola sobre a cabeça de McCartney.
Em Blue Jay Way, no início da canção as vozes Psicadélicas que acompanham a de George Harrison, parecem dizer: “Paul… Dead…Is Very…Bloody”, que em português significa “O Paul está morto com muito sangue”.
Ouvindo “I Am The Walrus” (lembre-se que Paul é o leão marinho da capa) surge a mensagem “oh untimely death” ou “oh morte prematura”. A frase aparece sem a necessidade de inversão da música junta com muitas outras ao final da música, incluindo: “bury my body” e “what, is he dead?” Estas frases fazem parte de uma execução via rádio da peça King Lear de Shakespeare. Lennon as utilizou na edição com propósito desconhecido… talvez a razão possa ser encontrada se forem verificadas as palavras postas anteriormente em “Paperback Writer”, que dizem “…It’s based on a novel by a man named Lear…”
Ao final de “All You Need Is Love”, você pode ouvir John dizendo algo semelhante a “yes! he is dead!” O que Lennon realmente fala é “Yesterday”, referindo-se à tradicional canção da primeira fase dos Fab Four.
“Magical Mystery Tour” seria a jornada a que todos os fãs de Paul iriam percorrer para decifrar o enigma de sua morte.

No ‘White Album’ (1968)
Em “Glass Onion”: “I told you about the walrus and me-man/you know that we’re as close as can be-man/well here’s another clue for you all/the walrus was Paul” ou “eu falei sobre a morsa e eu/você sabe o quanto éramos próximos/aqui vai mais uma pista pra vocês todos/a morsa era o Paul.” O final um tanto quanto sombrio, na qual a música corta repentinamente dando continuidade as mensagens subliminares, e é orquestrada por George Martin.
Em “I’m So Tired”, ao ouvir o trecho final da música ao inverso, surge claramente a voz de John Lennon dizendo “Paul is a dead man, miss him miss him.”
Em “While My Guitar Gently Weeps”, os gemidos de George no final da música seriam lamentações pelo amigo: “Oh, Paul… Paul… Paul…”
No trecho da música “Don’t Pass Me By”: “sorry that I doubted you, I was so unfair, You were in a car crash and you lost your hair”, ou (“eu lamento ter duvidado de você, eu fui tão injusto, você sofreu um acidente de carro e perdeu o seu cabelo”) é outra citação.
A música “Revolution #9” seria sobre a morte de McCartney (o sobrenome tem 9 letras). “My fingers are broken and so is my hair” ou “meus dedos estão quebrados e meu cabelo também”. Ao ouvir o verso “number nine” ao contrário, surge a mensagem “turn me on dead man” (me transformar em homem morto). Ainda ao contrário, podem-se ouvir outras pistas, incluindo “Let me out!” (Deixe-me sair). Seria McCartney gritando para sair de seu automóvel?
Nas fotos colocadas em várias partes do álbum duplo algumas curiosidades. Paul em uma banheira, com a cabeça para fora da água dando uma impressão assustadora de decapitação. Paul entrando em um trem ou em um ônibus e duas mãos “fantasmagóricas” prontas para levá-lo para o “outro lado” podem ser vistas atrás dele. Nas fotos em close dos 4 integrantes a de Paul revela a cicatriz da cirurgia plástica de Willian “Billy Shears” Campbell para aperfeiçoar sua semelhança com Paul. Mas obviamente a cicatriz faz parte do pequeno acidente de moto que Paul sofrera, cicatriz responsável também pelo bigode em Sgt Pepper’s.

No álbum ‘Yellow Submarine’ (1969)
Na capa, aparece novamente uma mão aberta sobre a cabeça de Paul.
O submarino na capa se assemelha a um caixão enterrado sobre a montanha.
Em “Only A Northern Song”: “and it told you there’s no one there” ou (“e ele disse que não há ninguém lá”). Referência ao Paul não estar mais com os três Beatles restantes.
No álbum ‘Abbey Road’ (1969)

Na capa com os Beatles atravessando a rua, Paul está com o passo trocado em relação aos outros, é o único fumando e está descalço (os mortos são enterrados descalços), além de estar com os olhos fechados.
Lennon, de branco, representaria Deus ou Jesus Cristo; Ringo, o agente funerário; Paul, o cadáver e George, o coveiro.
O cigarro que Paul segura está na mão direita. o Paul verdadeiro era canhoto, estaria com o cigarro na outra mão.
A placa do fusca branco estacionado na rua que é chamado de “Beetle” é “LMW” referindo se as iniciais de “Linda McCartney Widow” ou “Linda McCartney Viúva” e abaixo o “281F”, supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if em inglês) estivesse vivo.
Na letra de “Come Together”, “one and one and one is three” ou “um mais um mais um são três”, referência aos três Beatles restantes, ou seja só o John, George e Ringo.
Na contracapa, ao lado direito da palavra Beatles, uma imagem feita de luzes e sombras aparece. Trata-se de uma caveira, claramente, com dois olhos e boca e ao lado esquerdo haveria 8 pontos formando o número 3 (sendo então “3 Beatles”).
– Leia também: Abbey Road, o verdadeiro canto do cisne dos Beatles

No álbum ‘Let It Be’ (1970)
Na capa do disco “Let It Be”, Paul é o único cujo fundo está em vermelho, enquanto os outros Beatles se encontram em frente à um fundo branco.

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*Por Igor Miranda

Peter Jackson planeja outro filme dos Beatles com Paul McCartney e Ringo Starr

Quando pensamos em personagens recorrentes nas franquias de filmes de Peter Jackson, nomes como Frodo, Gandalf, Gollum e Sauron se destacam. Adicione John, Paul, George e Ringo a essa lista. Após cinco indicações ao Emmy por seu documentário de três partes no Disney+, The Beatles: Get Back, Jackson disse ao site Deadline que está preparando outro projeto de filme com os membros sobreviventes dos Beatles, Paul McCartney e Ringo Starr .

“Estou conversando com os Beatles sobre outro projeto, algo muito, muito diferente de Get Back”, disse Jackson ao Deadline. “Estamos vendo quais são as possibilidades, mas é outro projeto com eles. Não é realmente um documentário… e isso é tudo o que posso dizer.”

A revelação vem depois que Jackson emergiu de quatro anos passados ​​selecionando 130 horas de áudio e 57 horas de vídeo filmado por Michael Lindsay-Hogg para o documentário de separação dos Beatles Let It Be.

“Não foi tão intenso quanto fazer três O Senhor dos Anéis consecutivos, mas foram quatro anos com uma pandemia no meio de tudo isso”, disse ele. Já faz quase uma década desde que ele dirigiu a terceira parte de O Hobbit, e Jackson seguiu com o documentário da Primeira Guerra Mundial They Shall Not Grow Old. Assim como Get Back, a produção do documentário envolveu um processo meticuloso para restaurar as imagens e o áudio.

Quanto às indicações ao Emmy, Jackson disse que ficou satisfeito com a indicação de edição que Jabez Olsson recebeu – Jackson recebeu uma de Melhor Diretor e Get Back está concorrendo a Melhor Série Documental – e Jackson ficou especialmente excitado pelas duas indicações para Mixagem de Som. Esta última, disse ele, “é sempre uma categoria que as pessoas não têm na mais alta estima, além das pessoas que trabalham no campo. Get Back tem tudo a ver com o som, restaurar o som e desenvolver as coisas da IA ​​para separar as faixas musicais. Fizemos um trabalho inovador, então é ótimo que os caras que fizeram esse trabalho sejam parte das indicações ao Emmy. Estou muito satisfeito com isso”. Quanto ao seu editor, Jackson disse: “Jabez e eu passamos os quatro anos nas trincheiras juntos, então estou muito feliz por ele”.

O fato dele ser um grande fã dos Beatles pesou na sua decisão de ir contra o plano de entregar um corte de seis horas para o Disney+ e um DVD, e de fazer o filme com 7,5 horas, com um corte de show separado no telhado para Imax. Ser um superfã também despertou sua ideia de possibilitar que McCartney fizesse um dueto com seu falecido parceiro John Lennon durante a recente turnê de McCartney.

“Eu entreguei um corte de sete horas e meia mais cedo, e as pessoas pensaram: “É um pouco longo, você pode reduzir para seis horas?”. Eu fiz o corte final, mas acho que você tem que ter cuidado para não ser um operador desonesto. Mas então tivemos a conversa sobre o DVD, que foi uma vitória. A Disney não tinha feito ou lançado um DVD ou Blu-ray no início, e eu assumi que faria um corte estendido porque havia muitas coisas boas para as quais não tínhamos espaço. Disseram-me: ‘Não, não há mais mercado para cortes prolongados’. Ninguém na Disney estava particularmente entusiasmado com um corte estendido”.

Um dos grandes prazeres para os fãs raivosos de O Senhor dos Anéis foi assistir aos cortes de DVD da Versão Estendida de todos os três filmes, cada um com 30 minutos ou mais de imagens muito dignas que tornaram os lançamentos em cinemas muito longos. Jackson não teve dinheiro para fazer esses DVDs; em vez disso, ele manteve todos os adereços e fantasias, que abriga em Wellington, Nova Zelândia. Esta era uma situação diferente.

Sabotagem do bem – “Eu fui desonesto e, sem contar a ninguém – Apple Corps, Disney ou The Beatles – decidi colocar as cenas que tínhamos retirado”, disse Jackson. “Achei que os ajustes de seis horas e meia para seis eram bons porque eram sobre o ritmo. Mas sem cortes estendidos, essas ótimas coisas voltariam aos arquivos, de volta ao cofre por mais 50 anos. Então, comecei a trabalhar com Jabez, e é por isso que entregamos com atraso. Estávamos empilhando cenas de volta ao corte. O engraçado é que ninguém sabia que seriam 7,5 horas, até entregarmos a eles. Eles estavam esperando um corte de seis horas. E eles nunca disseram uma palavra – nem uma única nota ou palavra de ninguém. Eles podem ter conversado entre si nos bastidores, mas ninguém nunca expressou nenhuma surpresa. De alguma forma 7,5 horas foi o correto. Fiz isso porque, como fã dos Beatles, havia muito material em que eu sentiria que era errado, do ponto de vista da história da música, voltar para o cofre. Eu pensei, ‘Se não houver o DVD estendido, para o qual eu estava colocando as coisas de lado, ele deveria voltar ao filme’. Isso é o que eu fiz”.

Paul McCartney Got Back Tour – O esforço para separar as faixas vocais de Lennon daquele show no terraço em “I’ve Got a Feeling”, para McCartney poder cantar junto com a imagem de Lennon na tela atrás dele para a turnê Got Back, também foi puro fandom dos Beatles, e assombrou Jackson por um tempo. “Eu tive essa ideia quando comecei a trabalhar em Get Back, quatro anos atrás”, disse Jackson. “Tivemos acesso a todas essas filmagens e, para fazer algo assim, você precisa das filmagens. Os takes têm que estar certos. Eu não mencionei isso para Paul. Eu pensei, ‘Sugerir a Paul que ele cante no palco com John, ele vai pensar que eu sou um fanboy geek idiota’”.

Ainda assim, Jackson foi ao show de McCartney no Dodger Stadium três anos e meio atrás, para o caso de ter coragem de perguntar. “Quando ele cantou ‘I’ve Got a Feeling’, eu sentei lá com meu telefone”, disse Jackson. “Eu segurei bem parado e filmei, com a ideia de pegar aquilo na sala de edição e fazer uma maquete, uma simples prova de conceito em CGI. Em vez de eu lançar algo para ele, achei melhor se eu pudesse mostrar a ele como vai ficar. Então a pandemia chegou, e ele não estava mais em turnê e não fazia sentido fazer uma demo para ele.

“Então, nos próximos 18 meses eu trabalhei em Get Back. Paul estava ensaiando para voltar em turnê, e eu pensei: ‘Quantas sugestões malucas como essa Paul recebeu ao longo dos anos? Não quero parecer muito nerd. Por fim, decidi: ‘Vou me arrepender disso pelo resto da vida se nem sugerir isso’. Enviei-lhe um texto. Não mandei a versão maquete, apenas um texto tentando descrevê-la para ele. Em 10 minutos, ele me respondeu: ‘Sim, esta é uma ideia fantástica! Vamos fazer isso!’. Em seguida, foi uma corrida frenética para restaurar os quadros que faltavam naquela tomada longa de John em Let It Be. Mas Paul ficou emocionado com isso”.

Lindsay-Hogg – Jackson também gerou a versão do Rooftop Concert para o Imax. Enquanto o filme de Lindsay-Hogg foi visto como um filme promocional, Jackson tirou o chapéu sobre a quantidade de imagens que ele filmou.

“O melhor do documentário é que não precisamos filmar nada”, disse Jackson. “Eu sempre fui o cara da sala de edição, que sempre achou o processo de filmar um filme altamente estressante. De certa forma, minha ideia de paraíso é fazer filmagens de outra pessoa. E Michael Lindsay-Hogg filmou cenas incríveis. Ele deveria ter mais crédito aqui do que tem. As pessoas parecem reagir a Michael quando o apresentamos, elas zombam dele um pouco. Eu o admiro. Ele estava fazendo um trabalho e foi para isso que o contrataram. Ele estava se esforçando para fazer o melhor filme que pudesse. É um filme perfeitamente OK. Se você vê agora, não é o filme deprimente que as pessoas pensavam. A maneira como ele deve ser pensado é que ele não apenas fez Let It Be: ele filmou todas as filmagens que vemos em Get Back. Isso é tudo dele e Michael merece uma grande homenagem”.

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*Fonte: portalbeatlesbrasil

Depois de “Get Back”, Peter Jackson revela que pode dirigir novo projeto sobre os Beatles

Em Novembro do ano passado, diretor disponibilizou no Disney+ seu documentário em três partes sobre os últimos momentos da banda britânica

No final de Novembro de 2021, Peter Jackson estreou pela Disney+ seu documentário em três partes sobre os ensaios dos Beatles para o famoso show em Janeiro de 1969 em um terraço de Londres que ficou conhecido como “Rooftop Concert”.

Intitulado The Beatles: Get Back, o filme mostrou toda a dinâmica da banda ao longo das semanas de preparação para a apresentação que marcou também o fim do grupo liderado por John Lennon e Paul McCartney.

Em entrevista para o Deadline (via GuitarWorld), Jackson agora revelou que pode dirigir um novo projeto envolvendo os Fab Four. No papo, o cineasta disse estar em conversas com McCartney e Ringo Starr para levantar algo “bem diferente” de Get Back:

Eu estou conversando com os Beatles sobre um outro projeto, algo bem, bem diferente de ‘Get Back’. Nós estamos vendo quais são as possibilidades, mas é um novo projeto com eles. Não é exatamente um documentário… e isso é tudo que eu posso realmente dizer.

O que será que vem por aí?

The Beatles: Get Back
Muito bem recebido pelos fãs, o doc The Beatles: Get Back foi disponibilizado no streaming nos dias 25, 26 e 27 de Novembro do ano passado, uma parte de cada vez.

A minissérie dirigida por Jackson foi criada a partir de um material de 56 horas de imagens inéditas e 140 horas de áudio das sessões de gravação do último disco lançado pelo grupo, Let It Be (1970).

A produção mostra cenas que nunca foram vistas dos integrantes dos Beatles interagindo nos bastidores da criação das músicas do famoso álbum. O auge do documentário é, como já citamos, o show na cobertura do Apple Studios que marcou a despedida ao vivo de McCartney, Lennon, Ringo e George Harrison.

*Por Gabriel Von Borell
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*Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

‘The Beatles: Get Back’

Peter Jackson lança uma prévia exclusiva de seu próximo documentário “The Beatles: Get Back” para os fãs dos Beatles em todo o mundo.

Hora de deixar os Orcs de lado e apresentar uma das maiores bandas do planeta para uma nova geração, “The Beatles: Get Back” do aclamado cineasta Peter Jackson é uma experiência cinematográfica que quer levar o público de volta ao tempo às sessões de gravação íntimas dos Beatles durante um momento crucial na história da música.

Filmado em janeiro de 1969 e compilado a partir de mais de 60 horas de imagens inéditas e mais de 150 horas de áudio inédito, tudo restaurado de forma brilhante, “The Beatles: Get Back” é a história de como John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr planejam seu primeiro show ao vivo em mais de dois anos e ensaiam 14 novas canções, originalmente destinadas ao lançamento em um álbum ao vivo que o acompanha.

O filme apresenta – pela primeira vez na íntegra – a última apresentação ao vivo dos Beatles como um grupo, o inesquecível concerto no telhado em Savile Row de Londres, bem como outras canções e composições clássicas apresentadas nos dois álbuns finais da banda, “Abbey Road” e “Let Be”.

O doc “The Beatles: Get Back”, é apresentada pela Walt Disney Studios, Apple Corps Ltd. e WingNut Films Productions Ltd., é dirigido por Jackson, produzido por Jackson, Clare Olssen e Jonathan Clyde, com Ken Kamins e Jeff Jones da Apple Corps atuando como produtores executivos. Jabez Olssen é o editor do filme, e a música é mixada por Giles Martin e Sam Okell.

*Por Julio Moraes

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*Fonte: updateordie

The Beatles como The Fantastic Four

A humorous, short animation by impressionist Stevie Riks reimagines The Beatles, the original “Fab Four”, as “The Fantastic Four”. This new superstar-superhero band consists of Thingo (Ringo Starr), Invisible George (George Harrison), Johnny (John Lennon) and Mr. Fab-tastic (Paul McCartney).

The Beatles Rooftop Concert – 50 anos

Hoje completam 50 anos daquele que foi o último show ao vivo dos Beatles. Foi o concerto no telhado da Apple, em 30 de janeiro de 1969.

Esse show para mim é emblemático e importante, faz parte de uma das minha mais remotas memórias musicais dos tempos de “piá”, assistindo a alguma banda de rock na TV.

Claro que assisti isso anos depois do que realmente aconteceu. A RBS TV costumava reprisar seguido num programa chamado Transasom – talvez pela pequena quantidade de vídeos de seu acervo na época. Mas enfim, marcou a minha memória. Ainda bem! Isso tudo muito antes do advento da MTV por aqui. Enfim, o tempo voa, a música mudou muito desde então mas mesmo parecendo birra ou coisa de “velho” – mas era MUITO melhor naquela época do que a grande maioria do que é feita agora.
– Pronto. Falei!

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Ringo Starr divulga música em parceria com Paul McCartney – “We’re On the Road Again” (áudio)

Nesta quinta-feira (27), Ringo Starr disponibilizou a canção “We’re On The Road Again”, com a participação de Paul McCartney. Esta é mais uma faixa inédita de seu novo álbum “Give More Love”.

Na canção, Paul McCartney foi o responsável pela criação da linha do baixo, sua grande especialidade. Joe Walsh, Steve Lukather e Edgar Winter também participam colaboraram na faixa. McCartney ainda participa de outra canção do disco, “Show Me the Way”, que ainda não foi disponibilizada.

A música já é o segundo single divulgado do novo trabalho do eterno baterista dos Beatles, que também teve a participação de diversos outros artistas renomados, como Joe Walsh, Peter Frampton, Richard Marx, Glen Ballard, Dave Stewart, Don Was, Timothy B. Schmit, Edgar Winter e Steve Lukather. Estes dois últimos fazem parte da formação atual da All-Starr Band, de Ringo.

 

 

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*Fonte: popcultura