5º Harley’s Day – Carlos Barbosa (RS)

Então finalmente chegou o tão esperado dia do ano em que realmente eu curto participar de um encontro de motociclistas, é claro que estou falando do Harley’s Day, em Carlos Barbosa. Talvez seja o maior e bem provavelmente o mais “bacana” evento da Harley Davidson aqui no Rio Grande do Sul. Esse já é o 5º evento e sem dúvida, cada vez está melhor e maior. Tudo bem, já mencionei aqui várias vezes que não desses paga pau para a “marca” HD, mas é que esse encontro não tem aquela chalaça de carinha cortando giro, queimando pneu e fazendo treta – pagando vale de machão das duas rodas. Então a coisa fica melhor, sem essa bagunça e com cara de realmente um belo encontro de motociclistas. Sem falar ainda na visão incrível que é percorrer os estacionamentos e ver as inúmeras motos (bem, isso é só para quem curte mesmo e me entende!).

Dessa vez o amigo Pretto não pode ir, mas fui com o Rafa e o Morsh, aliás a primeira vez dos dois nesse evento. Um belo dia de sol e com promessa de fazer bastante calor. Sobre a viagem de ida, tudo tranquilo, somente um pequeno trecho de asfalto sendo recapeado no trajeto de Lajeado. Chegamos em Carlos Barbosa por volta das 11h30 e encontramos logo de cara o Vladi e um amigo de POA. Como de costume demos um rolê pelo ambiente, que é a praça central da cidade (uma antiga estação de trem). Cara, como gosto dessa cidade. Sério! Meus amigos sabem disso, não me canso de falar. Ah! A cidade é famosa por se orgulhar de não terem sinaleiras. Boa essa. Gosto disso.

Sempre tem show de bandas ao vivo, o tempo todo, e garanto – via de regra são boas bandas! Muitos truck foods para saciar a fome também e várias lojinhas de acessórios, camisetas e afins. Um evento bem organizado e que cada vez me parece melhor. Só me cabe aqui elogiar. Porque é sincero isso.

Ainda encontramos alguns amigos daqui de VenâncioAires por lá também, como o caso do Professor, Bolinha, Gauer e o Nelsis Poeta.

Valeu! E como.
E desde já na contagem regressiva para o próximo!

*Abaixo algumas fotos da chalaça de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sabadão de verão, desde cedo na estrada

O rolê de moto de hoje teve um motivo diferenciado, acompanhei o Pretto até a IESA, em Porto Alegre, que é a revenda oficial da Harley Davidson aqui no Rio Grande do Sul, onde ele foi comprar uma peça para a sua moto. E diga-se foi tipo uma peregrinação! Eu não tinha ido até lá ainda apesar de ter uma HD (a minha foi comprada usada), portanto não tive nenhum contado com a IESA até então.

Sim, sei que existe toda uma mística nesse lance do poder da marca Harley Davidson e algumas pessoas até exageram nessa “veneração”, no meu ponto de vista. Mas daí é problema ou solução (como queiram) de cada um, eu respeito o gosto dos meus amigos, que aliás, vários deles possuem motos de outras marcas e modelos. Eu tenho o meu gosto e fiz a minha escolha e sou muito bem ciente das qualidades e defeitos do produto que estava adquirindo em termos de moto. Eu gosto da cultura e do universo das motos custom. Nada muito sofisticado. É isso. Simples assim! Sem mais explicações.

A trip começou cedo, o Pretto queria estar em POA logo na manhã e pegar a revenda ainda aberta. Saímos por volta das 7h30, tentando assim curtir mais a viagem de ida e assim fugir do calor que viria logo mais, perto do meio dia. Foi uam boa opção! Fizemos uma parada no caminho para um café, esticar as pernas, trocar uma ideia numa boa conversa e em seguida seguimos novamente rumo a estrada do Parque, que por consequência nos leva até em frente ao santuário da Arena Tricolor (dá-lhe Grêmio!!!), que era parte do trajeto até o nosso ponte de destino em POA.

Chegando lá, demos de cara com aquela vibe de café da manhã / encontro para os clientes e amigos da revenda, com direito a música ao vivo e várias belas motos no pátio. Muito bom!
Ah! Preciso aquio mencionar que os dois caras que estavam tocando lá eram MUITO BONS. Ótimas vozes, bons músicos e um belo repertório, que aliás, tinha tudo a ver com o clima estradeiro rock-country-southern da Harley Davidson, mas sem ser aquela coisa chata ou clichê, como habitualmente tende a ser nos encontros de motociclistas. E isso foi um dos pontos forte dessa manhã.

Claro que enquanto o meu chapa estava lá na lida de encontrar a sua tal peça de moto, eu por outro lado, estava de bobeira, então fiquei “zanzando” pelo loja, primeiro vendo as motos zero KM em exposição, babando e sonhando de um dia ter esse ou aquele modelo, dessa ou daquela cor…rsrsrssr. E depois vendo na lojinha as camisas, jaquetas, bonés, casacos e o escambau. Não comprei nada! Só olhei. Já disse, não tenho esse “fetiche” harleyano de ostentação da marca e tal.

Conversamos com o pessoal, peça encontrada, feito o brique, resolvemos voltar. O Vladi, nosso amigo de POA não estava na capital, ele teria sido o nosso guia pela cidade para outras prováveis aventuras, mas isso fica para uma próxima vez. Resolvemos tomar o rumo de casa então, mas antes iríamos parar junto ao monumento do “Laçador”, um dos símbolos da cidade de Porto Alegre e também do Rio Grande do Sul. Ficava no caminho e o Pretto queria conhecer de perto, mas  confesso que também jamais havia parado ali, desde que mudaram a sua localização para mais perto do aeroporto Salgado Filho. Feito o momento turistão, com direito até a fotos de avião chegando sobre nossas cabeças, seguimos pelo caminho antigo que se fazia de POA para V. Aires, ou seja, por Canos e não pela Rodovia do Parque, como agora costumeiramente se procura fazer. Aliás, há muitos anos eu não fazia esse percurso via Canos (RS). Vamu-lá!

Mas agora o destino era outro. Combinamos de paramos no caminho para comermos um churrasco em algum restaurante de posto de gasolina!
Encontramos um que parecia ser sensato, um pit-stop para almoço, mix, gasolina e  seguimos novamente em frente para casa. Opa! Não foi bem assim.
De última hora optamos fazer uma mudança de planos. Em vez de virmos direto para V. Aires, resolvemos seguir pela 386 por Lajeado-RS. A esperança de encontramos a cervejaria Salva “aberta” era forte, mas não foi o suficiente.
passamos por lá mas ainda era cedo para estarem abertos na tarde (já deixo aqui o aviso – isso acontece depois das 15h), mas passamos por lá, bem antes disso.

Uma tradicional passada pela CNG, aproveitamos para esticar as pernas junto à sombra de algumas árvores, calor pegando no começo da tarde, quando então de surpresa cruzam por nós alguns amigos do clube do Fusca de Venâncio Aires. Estavam indo para um encontro de Fuscas que acontecia à duas quadras de distância do local onde estávamos parados. Pimba! Lá vamos nós conferir o tal encontro de Fuscas de Lajeado.

Entrada grátis, aquele bate papo com a galera dos Fuscas e claro, um rolê pelo ginásio onde estavam os carros em exposição, com diversas peças e traquitanas para colecionadores desses veículos. Enfim, uma festinha/evento supimpa. Pelo calor e também por se tratar de um período de férias/verão/praia, a coisa não estava lá muito movimentada, é verdade, mas era legal, posso garantir. Feita a função, novamente era hora de voltarmos para casa e dessa vez, sem rodeios.

Mas antes ainda uma última parada! Enfim o momento tão aguardado, depois dessa jornada toda de muito asfalto, sol e calor… era hora de tomarmos aquela gelada! Báh!

Um belo sábado, vou te dizer.
Grato Pretto pela trip e a parceria.
Valeu!

*Abaixo algumas imagens dessa tal trip de hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cerro do Baú com o Beeroo

Ontem, que era feriado de Natal, aproveitamos para fazermos uma pequena trip e levarmos o nosso amigo Kevin “Beeroo” Corryell, para um passeio até o Cerro do Baú, aqui em Venâncio Aires (RS).

O Beeroo, que vocês talvez não conheçam das histórias desse blog, é um amigo americano de Seattle, que veio para a nossa cidade no início da década de 90 num desses intercâmbios estudantis bancado na época, pelo Rotary ou coisa que o valha.
E assim conhecemos essa figuraça que virou um grande amigo e que de tempos em tempos, volta para o brasil e vem nos visitar. Um grande prazer a presença desse boloriano internacional.

Então voltando ao assunto, ontem fomos visitar o belo Cerro do Baú, que o Beeroo aliás já conhecia dos velhos tempos, quando a coisa não era nem de longe essa situação de agora, com tudo limpinho e ajeitado para visitação. No nosso tempo de piá a gente escalava no braço mesmo aquele paredão frontal, tudo por adrenalina e diversão. Chegamos a acampar algumas vezes no topo do cerro.

Ontem fomos numa turma: eu, Vladi, Iuri e as suas filhas, Beeroo, Alan e a Thaís. É um local muito bonito e tem um ótima visão de uma grande parte do vale, bem como da cidade de Venâncio Aires (RS). Inclusive fica a dica para caso alguém venha a se interessar em fazer esse passeio e conhecer esse belo local aqui na cidade. Na realidade fica há uns 15km do centro e no caminho tem placas de indicação. E como é um lugar bem conhecido, ao longo do caminho facilmente se consegue dicas com as pessoas locais.

*Abaixo algumas imgs da visita de ontem:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sto. Amaro do Sul / Eclusa de Amarópolis

Em tempo de feriadão aqui no sul por causa de uma final de semana prolongado (20 de setembro – Revolução Farroupilha), ontem não cheguei a andar de moto mas hoje a coisa já foi diferente. Desde cedo já estava pilhado pensando em para fazer alguma trip na tarde, pensando par aonde poderia ser.  Um sábado bonito de sol e uma temperatura agradável para andar de moto. O Rafa e o Luís Carlos já haviam mencionado de que se eu fosse andar hoje, era para avisá-los. E assim foi.

Saímos cedo para aproveitar bem a tarde. Fomos direto na direção de Passo do Sobrado (RS), pela 287 e depois 244, logo mais adiante já tem o túnel verde, prenúncio de que estamos em Vale Verde (RS). Ainda seguido viagem sempre em frente pela 244, vamos até a entrada de Santo Amaro do Sul (RS). Trajeto tranquilo e de pouco movimento, ainda mais no final de semana. Curto muito mesmo andar por aí.

Mas uma coisa estranha hoje me aconteceu, lá pelas tantas, já no trajeto, do nada me vaio na lembrança vários momentos da viagem que fiz com o Vladi, Fabi e o Pretto, ano passado, de moto para o Chile, atravessando a cordilheira. Sei lá porque. Não tinha me acontecido isso antes em nenhum dos rolês d emoto que fiz desde aquela viagem. Mas era uam sensação boa, me deu um sentimento de satisfação daquela aventura toda e também saudades. Talvez esteja na hora de uma nova trip assim, de alguns dias seguidos em cima da moto (!?).

Na entrada de Sto. Amaro o caminho muda de perspectiva, de asfalto passamos para uma estrada de chão batido muito ruim. Aliás, hoje havia uma patrola lá dando uma nivelada na estrada bem na hora em que passamos.Acabou deixando muitas pedras grandes soltas, um monte de costeletas e a terra bem fofa. Nada muito bacana, mas tudo bem, faz parte. Eu até curto isso, mas meus parceiros não! Paramos um pouco no caminho para uma subida no mirante que há na entrada. Depois seguimos até o vilarejo, quando então fizemos uma outra parada clássica, na praça central, para uma visita na histórica igreja (construída em 1787). Um tempinho de caminhada por ali e já estávamos de volta nas motos. Queríamos ainda seguir adiante e chegar até a barragem de Amararópolis. E não é que demos sorte dessa vez! Sim, porque haviam dois barcos utilizando o sistema da eclusa. Nunca antes havia testemunhado esse procedimento quando de alguma visita nas eclusas aqui dos estado. Foi bem legal assistir. Depois demos uma passeada pelo local e então era hora de tomarmos o rumo de casa.

Tanto na ida como na volta, tudo tranquilo. Viagem muito boa e a parceria também.
Mais uma vez, um sábado muito bem aproveitado de moto na estrada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jess Bonde e sua van

Confira as fotos de Jess Bonde e sua incrível trip numa van, vivendo uma incrível vida na estrada, livre, leve e solta.

*Discover Earth / @wyldebonde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O maior patrimônio: as viagens que fazemos, os lugares que conhecemos

Estive ausente na última semana, de férias, viajando com minha família. Foi momento de abandonar meu cotidiano apertado e experimentar ser eu mesma sem as exigências da rotina.

Visitamos museus e vinícolas, experimentamos novos sabores, atravessamos pontes, subimos e descemos morros e montanhas, vimos o pôr do sol do alto de um mirante, conhecemos a casa de um grande poeta.

Porém, a gente não precisa ir tão longe para descobrir que a vida pode ser decodificada de uma forma mais leve, doce e sensível _ se estivermos abertos e dispostos a isso.

Como diz o poema de Fernando Pessoa: “Para viajar, basta existir”. O que precisamos é aprender a perceber o mundo de forma diferente. Aprender a perceber nós mesmos longe daquilo que pensamos ser essencial e que muitas vezes não é.

Viajar pode ser a oportunidade de aprendermos a reagir positivamente diante dos imprevistos, e descobrir que somos capazes de reinventar nossos planos usando a criatividade e a coragem. E agora me lembro da última animação da Disney Pixar, o desenho “Procurando Dory” , que assisti esta semana no cinema com o filhote. Num dado momento, Marlim, o peixe preocupado e certinho, se pergunta: “O que Dory faria nesta situação?”, e descobre que a amiga, “doidinha” e tranquila, tem muito mais recursos para sair de apuros do que ele.

No nosso primeiro dia de viagem pelo Chile, descobri que tinha reservado o hotel de forma errada. No lugar de sete diárias, tinha reservado apenas uma! Foi a oportunidade de sermos criativos como Dory e, com muito bom humor, arranjar outro hotel para a viagem continuar.

Viajar é a oportunidade de nos recriarmos de formas mais simples e descompromissadas, descobrindo que nosso mundo pode caber no espaço de uma mala, e que nossos pés ficam muito mais leves usando apenas chinelos de dedo ou meias confortáveis.

Nos apegamos ao nosso mundo, nossas coisas, nossos objetos… como se isso pudesse nos definir. Ter uma casa, um ou dois carros na garagem, um closet cheio de roupas e sapatos… tudo isso é bom e nos dá segurança, mas somente deixando tudo isso pra trás e seguindo com uma mala de rodinhas, podemos experimentar o que aguça nossos sentidos e nos sensibiliza por completo. Como quando nos emocionamos diante de uma música nova, um pôr do sol deslumbrante ou um sabor que nos faz suspirar.

De repente descobrimos que a vida pode ser declamada como pura poesia, basta a gente estar pronto e aberto a enxergar.

Fora do barulho e poluição das ruas, distante da urgência dos despertadores, longe das mesmas paisagens e sabores… podemos acolher quem somos de fato. E nos percebermos crianças diante do mundo que acontece como grande novidade.

Visitando a casa do poeta Pablo Neruda, e pouco a pouco entrando na história que ele vivenciou, poetizou e imortalizou, me senti inspirada a olhar minha própria existência com olhos de poesia, transformando minha antiga atmosfera numa nova possibilidade.

Talvez o maior patrimônio seja esse: viajar, ultrapassando as fronteiras de nosso universo particular, descobrindo o que nos comove a ponto de voltarmos renovados.

É gostoso investir num sapato bacana, numa roupa nova, numa bolsa diferente. Mas investir num voo que nos conduz por novos horizontes, onde poderemos nos reciclar e recriar por algum tempo, é aquilo que todos dizem: “não tem preço”.

Não há dinheiro mais bem gasto do que aquele que usamos para viajar. Que permite que nossos pés toquem um solo desconhecido e nossa pele sinta o frio dilacerante ou calor reconfortante. Que desafia nossa percepção e instiga nosso olhar; que nutre nossos sentidos e aguça nosso paladar; que nos oferece caminhos onde iremos pisar e jornadas que irão nos transformar.

“Para viajar, basta existir”. Que você descubra o que lhe move, o que lhe comove, o que desperta seu desejo de reciclar-se perante o mundo. Que possa fazer as malas de vez em quando e sair à rua cantarolando. Que possa abandonar partes de si mesmo que não têm mais significado e descobrir novos territórios para ocupar os espaços vazios. Que haja mar, brisa suave e cheiro de terra molhada. Que chova à noite e faça sol de dia. Que o dia branco prometido seja compensado pela nevasca da madrugada, e que a água salgada deixe escorrer tudo o que já lhe causou dor no passado.

Faça as malas se puder. Faça planos, trace rotas, decifre mapas. Vá a lugares que só conheceu em seus sonhos, pise firme no chão que escolheu e respire fundo na atmosfera que te acolheu. Abandone bagagens desnecessárias e despeça-se do que não faz mais sentido. Olhe-se nos olhos frente ao espelho e encontre uma pessoa renovada. Lave o rosto, penteie o cabelo e tome uma xícara de café. Sinta-se vivo, sinta-se outro, sinta-se pronto pra começar de novo…

*Por Fabíola Simões

 

 

 

 

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*Fonte: contioutra

Don’t kill my vibe

Não sei se você já percebeu mas seguido posto aqui fotos de minhas viagens de moto prá lá e prá cá, trips que algumas vezes são para longe ou então bem perto, tanto faz. A intenção aqui não é me gabar, me mostrar ou aparecer (aliás apareço bem pouco nas minhas fotos), mas é para “quem sabe”, lhe dar o seguinte recado:

– Saia do sofá! Tem vida lá fora, muita coisa bacana, bonita e interessante para ser descoberta. Conhecer novos lugares, conversar com pessoas estranhas que você jamais imaginou que iria conhecer, saber de histórias sobre coisas, pessoas ou fatos históricos, comer e beber coisas diferentes, ver a vida por um novo ângulo.

E para isso nem precisa ser aquela viagem tradicional de anúncios de pacotes turísticos (hey! nada contra isso), mas pode ser uma coisa bem simples e com uns poucos trocados no bolso, já se pode fazer uma bela trip. Não precisa ser de moto como normalmente eu faço, pode ser de carro, vá sozinho, com a família, namorada ou então junte alguns amigos, colegas, sei lá, mas vá… Afinal de contas, qualquer viagem por mais curta que seja já é um novo passo. Um passo à frente. E depois mantenha o ritmo, dê então mais passos e quando menos esperar você já terá uma boa “milhagem” de novas histórias na sua vida. E acredite, é bastante recompensador. E já aviso, vicia!

Tire a bunda do sofá, saia de casa e vá conhecer a sua região, tem todo um grande universo ao seu ao redor. Muitas vezes nessas cidades pequenas tem tanta coisa interessante para lhe oferecer. Basicamente em toda cidade tem uma praça. Sente lá, procure uma sombra, tome um chimarrão quem sabe? Coma um pastel de uma lancheria meio esquisita, isso não importa, mas aventure-se. A vida é curta, então “curta” a sua vida.

Ouse. Conheça novos lugares. Com ou sem planejamento prévio (às vezes não estar preparado/planejado, é a melhor coisa que existe). Saia por algumas horas apenas ou então viaje com bagagem para mais dias. Aventure-se!

Anote coisas, fotografe, não fotografe porra nenhuma. Pare o carro/moto em qualquer lugar do caminho que lhe der vontade (claro, estacione em um lugar seguro). Desça, caminhe, suba morros, pule cercas, ande por pequenas trilhas, atire pedra o mais longe que conseguir, cante enquanto dirige, conte piadas para quem estiver junto, sente-se em algum lugar que lhe seja agradável e quem sabe, fique totalmente calado só curtindo a paisagem. É mais ou menos por aí baby! Simples assim.

Eu mesmo, até alguns anos atrás conhecia bem pouco dos arredores da minha região, se muito, umas três ou quatro cidades vizinhas. Sigo e peço dicas de amigos, vejo fotos de trips de outras pessoas e também quero conhecer esses lugares. Depois de algum tempo já conheci “uma penca” de cidades da região e cada vez mais amplio essa lista, curto esse tipo de experiência. Não é preciso viajar para longe para se ter boas histórias. E é muito gratificante sair por aí e conhecer coisas novas a cada viagem. Com o tempo serão tantas histórias para contar de coisas boas e é claro, algumas ruins também. Lugares inusitados, papos com pessoas incríveis e outras muito imbecis (mas faz parte – cuzão tem em todo lugar), mas é justamente isso o que te torna mais forte, te faz crescer.

Enfim. A vida é sua, faça o que quiser. Mas considere, fica o recado e aqui também a torcida para que você crie o seu próprio roteiro, seja lá qual for – apenas não fique aí parado, sentado assistindo a vida passar, só preocupado em likes, cliques ou o quanto você é popular no seu Facebook, Whatsapp ou Instagram.

Keep motor running!
\m/

 

 

De lá prá cá (SRR – VA) – SRR capítulo III

Aqui a ideia do post é mostrar através de algumas imgs o nosso caminho de volta para Venâncio Aires (RS), desde o topo da Serra do Rio Rastro até Vacaria, no Rio Grande do Sul. Depois disso, o restante do trajeto fiquei sem bateria na câmera e portanto, sem imgs. Mas daí é mais do mesmo.
Sorry, baby!

*Confira:

Monumento no topo da Serra do Rio do Rastro.

 

 

 

 

 

 

No estacionamento no mirante da SRR

 

 

 

 

 

 

Lagartendo de manhã cedo, dando uma última olhada na SRR, um pouco antes da despedida do local e de começarmos de verdade a volta para casa

 

 

 

 

 

 

 

Dada a largada – SC 390 (Bom Jardim da Serra) Sem dúvida um dos mais belos e tranquilos trajetos que já andei.

 

 

 

 

 

 

Um pouco da bela paisagem da serra catarinense / SC – 390

 

 

 

 

 

 

Parada rápida para ajeitar a mochila

 

 

 

 

 

 

 

SC – 114, depois de São Joaquim

 

 

 

 

 

 

relevando (SC – 114)

 

 

 

 

 

 

Esticando as canetas (SC – 114)

 

 

 

 

 

 

Já na 116, depois de Lages – SC

 

 

 

 

 

 

Uma parada em plena pista por uns 15min devido a obras. Resolvi pedir uma informação p/ o motorista desse caminhão (o Arthur). Acho que ele se assustou com a minha abordagem e não me atendeu, sequer abriu a janela da porta ou me respondeu. Ficou quietinho dentro da cabine. Foi engraçado isso. O Pretto não parava de rir. E atrás de nós uma fila de carros. Medo de assalto? Medo do papai Noel? Tá bom então. Boa viagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na 116, perto da divisa

 

 

 

 

 

 

No rio Pelotas que faz a divisa entre o RS e SC, no caminho para Vacaria (RS)

 

 

 

 

 

 

 

Então de volta ao RS

 

 

 

 

 

 

Um pouco antes de Vacaria (RS)

 

 

 

 

 

 

 

Feriado, inverno com dia de sol e uma boa tarde para repor as energias

Hoje 25 de julho, dia do colono e motorista e também data de feriado municipal em Venâncio Aires /RS – se bem que a data oficial do município é o 11 de maio, mas mudam até isso hoje em dia, vá entender uma coisa dessas… De qualquer forma, foi dia de folga e portanto dia de pegar a estrada de moto. Dessa vez sozinho mesmo, um rolê tranquilo e não muito longe, até Herveiras (já comentei várias vezes – lugar du caramba para andar de moto), mas já de bom tamanho para curtir e repor as energias junto de belas paisagens e lugares.

Quando ando sozinho aproveito para fazer mais paradas. E aliás, nem sempre fotografo essa função. Na real esse tipo de momento bacana tem de ser é aproveitado e curtido, registrá-los já é outra coisa. Aqui entra aquele tipo de ideia de que nem sempre necessário, por mais belo ou intenso que seja, de se fotografar, filmar ou o escambau. Registra na memória, guarde as sensações.

Se nessa voltas de moto vejo um lugar que de alguma forma me chama a atenção e eu venha a curtir, eu paro. Foda-se! Até porque de moto é mais fácil mesmo do que quando se está viajando de carro. Encosta de canto aqui ou ali e deu. Claro, com cuidado e atenção, onde não prejudique o trânsito e tal. Dai desço e boto o pé no trecho. Assim nessa função, hoje acabei subindo em dois morros de pedra e ainda também caminhei por um mato que havia na beira da estrada, só porque percebi que daria para uma bela vista de um vale mais adiante, logo abaixo.

Foi uma tarde interessante e sempre é bom um pouco de aventura. Saí cedo, no começo da tarde justamente para ter mais tempo para aproveitar esse rolê. Nenhum problema no caminho, tanto na ida como na volta. E com as várias paradas que fiz e a empolgação toda, nem tive tempo para lembrar de ter fome ou querer parar em algum lugar para ao menos um café. Mas valeu. E como….

*Algumas imagens da função de hoje.