Cidades devem pensar em árvores como infraestrutura de saúde pública

Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito.

Um White Paper é uma espécie de guia, um documento oficial, que detalha um determinado problema, indicando causas, conceitos e, principalmente, soluções para enfrentá-lo. O documento tem com base os Estados Unidos, onde se gasta menos de um terço de 1% dos orçamentos municipais em plantio e manutenção de árvores e, como resultado, as cidades norte-americanas perdem quatro milhões de árvores por ano.

“Imagine se houvesse uma ação simples que os líderes da cidade pudessem tomar para reduzir a obesidade e a depressão, melhorar a produtividade, aumentar os resultados educacionais e reduzir a incidência de asma e doenças cardíacas entre seus residentes. As árvores urbanas oferecem todos esses benefícios e muito mais” afirma a organização.

Mas, sabemos, alguns só se convencem quando os números entram na jogada. Por isso, foi estimado que gastar apenas oito dólares por pessoa, uma vez por ano, em média, em uma cidade americana poderia suprir a lacuna de financiamento e impedir a perda de árvores urbanas e todos os seus benefícios potenciais. Apesar do número não ser uma sugestão de valor, ele mostra que o investimento não é impossível.

Investimento desigual

O investimento no plantio de novas árvores – ou mesmo em cuidar daquelas que existem – é perpetuamente subfinanciado. Apesar das evidências, diz o relatório, as cidades estão gastando menos em árvores do que nas décadas anteriores.

Além disso, com muita frequência, a presença ou ausência da natureza urbana está ligada ao nível de renda de um bairro, resultando em enormes desigualdades na saúde. Em algumas cidades americanas, as expectativas de vida em diferentes bairros, localizadas a poucos quilômetros de distância, podem diferir em até uma década. Nem toda essa disparidade de saúde está conectada à cobertura arbórea, mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que bairros com menos árvores têm piores resultados de saúde, por isso a desigualdade no acesso à natureza urbana piora estes diferentes níveis de saúde.

Como ter mais árvores na cidade

O documento traz uma série de dicas que podem ser aplicadas pelo poder público e privado. Confira abaixo as principais delas:

– Implementação de políticas para incentivar o plantio privado de árvores.

– Mais trocas municipais que facilitem a colaboração de vários departamentos -, como órgãos de saúde pública e agências ambientais.

– Vincular o financiamento de árvores e parques a metas e objetivos de saúde.

– Invistir tempo e esforço na educação da população sobre os benefícios tangíveis da saúde pública e o impacto econômico das árvores.

*Por Mayra Rosa

……………………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Duas em cada cinco espécies de planta podem estar ameaçadas de extinção

“Plantas precisam ser namoradas,” cita a Dra. Marli Pires Morim, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A paráfrase, atribuída à botânica Graziela Maciel Barroso, veio como parte da resposta a uma pergunta que jamais canso de fazer a todos os colegas envolvidos com a conservação de espécies vegetais: “Porque é mais fácil envolver as pessoas com a conservação de animais do que com a conservação de plantas?”

“Isso ocorre porque os animais se movimentam, emitem sons, e fazem despertar em nós sentimentos de ternura, companheirismo ou mesmo medo,” explica Morim. “Já as plantas, mesmo que presentes no nosso dia a dia, nas mais diferentes formas – roupa, comida, remédio, artefatos e etc., – são totalmente silenciosas e imóveis, e requerem que agucemos nossa sensibilidade para perceber seus odores, as matizes de cores muitas vezes presentes em uma só flor, o néctar que delas goteja e tantas outras belas nuances.”

A resposta de Morim parece ecoar o sentimento manifestado por diversos outros profissionais. “Nós nos importamos mais com o que podemos nos relacionar com mais facilidade, como mamíferos, ou identificar como belos, como aves,” diz a Dra. Eimear Nic Lughadha, pesquisadora Sênior do Grupo de Avaliação de Análise e Conservação do Royal Botanical Gardens (Kew). “Quando eu converso com alguém sobre uma espécie de planta ameaçada, ouço perguntas utilitárias, como: ‘ela serve como comida ou remédio?’ Às vezes eu tento chocar as pessoas respondendo: ‘você me perguntaria isso se estivéssemos falando de um beija-flor?’”

Compreender essa frustração se torna ainda mais fácil quando percebemos que esse tipo de viés repercute severamente no mundo da conservação. “Para vertebrados, dados sobre riscos de extinção de espécies são gerados há décadas,” continua Morim, “o que propicia que recursos financeiros para projetos de pesquisa e conservação em certos grupos de animais sejam mais facilmente obtidos. Em plantas estas avaliações são muito mais deficientes, e para fungos, quase inexistentes.”

Morim e Lughadha fazem parte da equipe internacional de cientistas que, em outubro de 2020, produziram o mais completo relatório sobre o estado de conservação de plantas e fungos da atualidade. Liderado pelo Kew, o ‘Estado das Plantas e Fungos do Mundo’ contou com a participação de 210 pesquisadores distribuídos através de 97 instituições e 42 países. Além do relatório, a iniciativa foi também responsável por uma edição especial da revista científica Plants, People, Planet, que contém artigos detalhando dados, análises e referências de informações contidas no documento original.

Toda a atenção e energia empregada por essa aliança internacional para aprimorar nosso conhecimento são há muito tempo necessárias. Enquanto a descoberta de novas espécies de grupos animais bem estudados (como os já mencionados mamíferos e aves) são hoje eventos relativamente incomuns, apenas em 2019, 1.942 espécies de plantas e 1.886 espécies de fungo foram descritas pela primeira vez.

“As pessoas com frequência pensam que todas as espécies já foram localizadas e classificadas,” diz o Dr. Martin Cheek, pesquisador Sênior da equipe da África e Madagascar do Kew, no próprio relatório. “Ainda existe um vasto número de espécies no mundo sobre as quais nós não sabemos nada, e para as quais sequer demos um nome.”

O Brasil tem sido o constante líder em número de espécies novas de plantas descritas há mais de duas décadas, contribuindo mais de 200 espécies por ano (216 em 2019), seguido por países como China (com 195 espécies descritas em 2019), Colômbia (121), Equador (91) e Austrália (86). O fato de que essa taxa de descoberta não tem declinado ao longo dos anos é testemunha da riqueza de espécies que a ciência ainda desconhece. Espécies que podem ter potencial utilidade farmacêutica, gastronômica, indumentária, madeireira ou em qualquer outra indústria humana, e que mesmo antes de serem registradas, já podem estar ameaçadas de extinção.

Dentre as cerca de 350.000 espécies de plantas já identificadas em todo mundo, estima-se que 39,4% delas — mais de 137.000 — sofram algum grau de ameaça de acordo com os critérios da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN). Uma situação que parece estar lentamente se agravando. Além de tentar determinar quantas espécies correm o risco de desaparecer, um grupo de pesquisadores da iniciativa utilizaram dados de 400 espécies de monocotiledôneas (plantas com apenas uma folha embrionária – ou cotilédone – por semente, como gramas, orquídeas e palmeiras) e leguminosas (membros da família Fabaceae, como ervilhas e feijões) para tentar entender como o risco de extinção dessas espécies tem mudado ao longo do tempo. A técnica utilizada – o Índice da Lista Vermelha (Red List Index) – mostrou que existe uma leve tendência das espécies analisadas se moverem para categorias progressivamente mais ameaçadas, ou seja, em direção à extinção.

Os cientistas também estão atentos ao processo de débito de extinção. A relação direta entre a área de determinado ecossistema e o número de espécies que o mesmo comporta (ou simplesmente relação espécies-área) é um fenômeno conhecido pela biologia há muitas décadas. Essa relação dita que uma redução na área de determinado ambiente é seguida pela extinção local de um certo número de espécies. Estas perdas – causadas por reduções de recursos espaciais (como tocas e refúgios) e energéticos (alimento) associadas à diminuição do habitat, que acabam levando algumas espécies a números populacionais muito pequenos e instáveis – não ocorrem imediatamente. Estes desaparecimentos podem se estender por décadas, o que torna o cenário atual ainda mais preocupante.

Estima-se que cerca de 600 espécies de planta tenham desaparecido globalmente em tempos modernos, mas este número é muito menor que o esperado com base na perda de habitat observada em todo mundo. Isso significa que muito mais espécies provavelmente estão nos trilhos da extinção. Segundo Lughadha, isso torna imprescindível que medidas de manejo e conservação sejam tomadas o mais rápido possível. Mesmo que nosso conhecimento sobre o status de conservação de cada grupo seja imperfeito, ferramentas úteis para amenizar o problema já são bem conhecidas.

“Aprimorar a conectividade entre manchas de vegetação natural pode ajudar a mitigar algumas das consequências do débito de extinção,” diz a pesquisadora. “No entanto, o melhor a se fazer é manter a vegetação nativa em primeiro lugar, uma vez que mesmo projetos de restauração bem sucedidos raramente atingem níveis de biodiversidade encontrados em comunidades existentes há centenas ou milhares de anos.“

Estratégias de conservação denominadas ex-situ – fora do habitat natural onde essas plantas e fungos ocorrem, como o cultivo dos mesmos em jardins botânicos e armazenamento em bancos de semente – também oferecem alguma proteção à espécies ameaçadas. O número de espécies que estão depositadas nesses refúgios artificiais, no entanto, é limitado.

“Em termos globais, no mínimo 723 espécies de plantas medicinais deveriam estar conservadas ex situ em jardins botânicos do mundo,” diz Morim, ”assim como suas sementes armazenadas em bancos de sementes, uma vez que em seus ambientes naturais já estão expostas a algum grau de ameaça. Este quantitativo corresponde a 13% das 5.411 espécies de plantas avaliadas na Lista Vermelha da IUCN, embora o total de plantas documentadas como medicinais chegue a 25.791 espécies.”

Muitos estudos ainda continuarão a ser realizados para prover informações cada vez mais precisas a respeito da identidade e do status de conservação de plantas e fungos ao redor de todo o mundo, especialmente em lugares como o Brasil, onde ainda existe uma vasta biodiversidade a ser descoberta. Mas ainda que exista alguma incerteza a respeito da quantidade de espécies existentes e seu grau de ameaça, as medidas mais efetivas para a sua preservação já são bem conhecidas há décadas.

“Áreas protegidas são um dos mais importantes meios de assegurar a sobrevivência de espécies num futuro próximo,” conclui Lughadha. “Proteger espécies nessas áreas é quase sempre preferível à protegê-las fora de seu habitat natural, porque: (I) é mais custo-efetivo; (II) mais indivíduos podem ser protegidos, o que garante a manutenção de mais diversidade genética; (III) sua relação ecológica com outras espécies pode ser mantida; (IV) processos de seleção natural podem continuar a acontecer; e (V) a proteção efetiva de uma área pode proteger muitas outras espécies que também estão presentes naquele habitat, mas as quais ainda sequer conhecemos.”

*Por Bernardo Araújo

……………………………………………………………………………
*Fonte: oeco

Plástico recolhido das praias vira embalagem de protetor solar

Resíduos plásticos recolhidos das praias do litoral de São Paulo são reciclados e voltam para as praias, mas desta vez em forma de embalagens de protetor solar. Este é o objetivo do projeto Seaside, uma frente da área de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo Boticário.

Em parceria com cooperativas de catadores de material reciclável das cidades do Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, no litoral sul de São Paulo, o projeto já recolheu 265 toneladas de plástico que vão ser processadas, transformadas em resina e darão origem a protetores solares e outros itens do portfólio do Grupo Boticário. A Globalpet, é outra parceira do projeto e realiza a captação junto às cooperativas.

Com foco em sustentabilidade, economia circular, redução do impacto ambiental e social, o Seaside vai beneficiar 316 famílias de trabalhadores de cooperativas de sete cidades litorâneas paulistas

“O trabalho com reciclagem é fundamental também para a preservação ambiental e com este projeto aliamos a necessidade de limpeza das praias à ajuda a famílias e cooperativas que vivem dessa coleta. Todos saem ganhando”, conta Daniele Medeiros, pesquisadora do Grupo Boticário responsável pelo projeto.

Há mais de 10 anos a empresa mantém em todas as lojas uma área de coleta de embalagens vazias que também recebem a destinação correta para a reciclagem. Chamado “Boti Recicla”, o projeto incentiva consumidores a darem um destino correto aos seus produtos.

*Por Natasha Olsen

…………………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Árvores podem fazer cidades pouparem 500 milhões de dólares ao ano

Quando se fala dos benefícios das árvores nas cidades sempre tem aqueles que pensam “lá vem o ecochato”. O que tais pessoas não imaginam é que os benefícios ambientais se estendem também para o bolso, o que garante mais economia em muitos setores cruciais para o funcionamento de uma cidade. Um estudo publicado em 2017 mostrou os resultados aproximados deste ganho em dólares.

Após estudar 10 megacidades em cinco continentes e levando em consideração a poluição do ar, as águas pluviais, energia e emissões de carbono, os pesquisadores descobriram que as árvores têm um benefício econômico de cerca de 505 milhões de dólares a cada ano.

Estudiosos do SUNY College of Environmental Science and Forestry e Parthenope University of Naples descobriram que as árvores valem 1,2 milhão de dólares por quilômetro quadrado ou 35 dólares per capita.

Usando um aparelho de cobertura de árvores chamado i-Tree, os pesquisadores conseguiram estimaram os diversos benefícios. “As árvores têm benefícios diretos e indiretos para resfriar edifícios e reduzir o sofrimento humano durante as ondas de calor”, afirma o principal autor do estudo, Dr. Theodore Endreny, da Faculdade de Ciências Ambientais e Florestas (ESF) de Nova York.

“O benefício direto é a sombra que mantém a área urbana mais fria, o benefício indireto é a transpiração de águas pluviais que transforma o ar quente em um ar mais frio”, completa Theodore.

A cobertura de árvores em áreas metropolitanas varia de 8.1% para 36%, mas o potencial de tais cidades é muito maior, começando com 15,6%. Para Endreny, as megacidades podem aumentar esses benefícios em média em 85% apenas plantando mais árvores.

Confira alguns números levantados na pesquisa:

– Reduções da poluição do ar gera economia de 482 milhões de dólares por ano

– Redução da quantidade de águas pluviais processadas pelas usinas de águas residuais economiza 11 milhões de dólares

– Redução das emissões de carbono economiza 8 milhões de dólares por ano

– Redução no aquecimento e resfriamento de energia economiza 500 mil dólares por ano.

“Uma consciência mais profunda do valor econômico dos serviços gratuitos fornecidos pela natureza pode aumentar a nossa vontade de investir esforços e recursos na conservação, de modo que a riqueza social, a estabilidade econômica e o bem-estar também aumentariam. Com esta pesquisa conjunta, criamos na nossa universidade um Laboratório de Bem-estar Urbano, administrado conjuntamente por pesquisadores e stakeholders locais”, afirma um dos co-autores, o professor Sergio Ulgiati da Parthenope University of Naples, na Itália.

As cidades estudadas foram: Pequim, China; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Istambul, Turquia; Londres, Grã-Bretanha; Los Angeles, Estados Unidos; Cidade do México, México; Moscou, Rússia; Mumbai, Índia; e Tóquio, Japão.

Falar que é preciso mais espaços verdes para tornar as cidades mais habitáveis ou humanas pode não ser o melhor argumento para os gestores públicos, apesar de serem muito válidos. Neste caso, quando a única conversa que se entende é do dinheiro, vale usar esta pesquisa.

*Por Marcia Sousa

…………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Biodiversidade de aves e índices de felicidade humana estão ligados

Quanto maior a biodiversidade de pássaros, mais felizes são as pessoas nesta região. Esta é a conclusão de uma estudo publicado pelo German Center for Integrative Biodiversity Research. Os cientistas mostram que a conservação da natureza é tão importante para o bem estar das pessoas quanto a segurança financeira.

O estudo foi publicado na Ecological Economics (Economia Ecológica, em português) e, com dados de moradores de cidades europeias, determinou que os índices de felicidade estão relacionado a um número mínimo de espécies de pássaros.

“De acordo com nossas informações, os europeus mais felizes são justamente os que tem contato com um número maior de espécies de pássaros na sua rotina diária, ou aqueles que vivem perto de áreas verdes que abrigam muitas destas espécies”, explica o Dr. Joel Methorst, da Universidade Goethe, em Frankfurt, que liderou o estudo.

De acordo com os cientistas, estar Cercado de 14 espécies de pássaros tem o mesmo efeito no bem estar das pessoas do que uma aumento mensal de US$ 150.

Mais de 26 mil pessoas foram entrevistadas para a pesquisa. Foram usados dados da pesquisa sobre qualidade de vida realizada em 2021, European Quality of Life Survey, para explorar a conexão entre a diversidade de espécies no entorno de casas, bairros e cidades, e como esta informação está relacionada com índices de satisfação.

Os autores afirmam que os pássaros são um dos melhores indicadores de biodiversidade nas mais diversas áreas, porque estes animais podem ser vistos e ouvidos nos seus ambientes naturais, mas também em centros urbanos. No entanto, uma variedade maior de pássaros é encontrada em áreas verdes mais conservadas, regiões afastadas ou próximo de cursos de água.

Nos Estados Unidos, a observação de pássaros se tornou um hobby mais comum neste ano de pandemia. Apesar de não ser uma atividade nova, ela vem atraindo cada vez mais pessoas. Milhares de observadores de pássaros, entre experts e amadores, participaram de uma atividade anual de 3 semanas em Nova Iorque que reúne amantes da natureza para uma contagem de pássaros em áreas específicas, divididas por grupos.

“Conservar a natureza não garante apenas as nossas necessidades básicas para uma vida saudável, é um investimento no bem estar de todos.”

*Por Natasha Olsen

…………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Canadá anuncia compromisso de emissões zero até 2050

O Canadá acaba de se juntar a um número crescente de grandes economias, incluindo Japão e Coréia do Sul, que se comprometem a atingir emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050. A notícia foi dada pelo governo liberal de Justin Trudeau a partir da introdução de uma nova lei que ainda precisa ser aprovada no legislativo.

O anúncio canadense segue de perto uma tendência global. O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu que o país será zero líquido até 2050, e antes a China já havia anunciado que será neutra em carbono até 2060.

Mas outros países, incluindo Nova Zelândia, Dinamarca e Reino Unido, têm uma legislação que torna obrigatórios os objetivos de redução de emissões de curto e longo prazos, enquanto a legislação canadense apresentada agora mira apenas em metas tardias.

E há outras diferenças: as emissões do Reino Unido diminuíram em 45% desde 1990 e mais acentuadamente desde que a Lei de Mudança Climática do país foi aprovada em 2008, enquanto as emissões do Canadá aumentaram em 21% no mesmo período.

Metas vazias

O Canadá tem um histórico de estabelecimento de metas ausentes. Desde o início dos anos 90, o país ainda não cumpriu uma única meta de redução de emissões. Por isso, os ambientalistas canadenses deram boas-vindas a esta nova legislação, mas apontam a falta de elementos-chave, incluindo um objetivo intermediário para 2025.

“O Canadá deu um passo significativo na quebra de seu ciclo de estabelecimento de metas climáticas vazias que não consegue cumprir, mas há muito trabalho a ser feito.” avalia Catherine Abreu, Diretora Executiva da Climate Action Network Canada.

“Em particular, há trabalho a ser feito para garantir que este projeto de lei impulsione a ambição climática canadense no curto prazo, em vez de simplesmente retroceder todo o trabalho sobre a mudança climática para décadas mais recentes.”
Catherine Abreu

“Os marcos de cinco anos do projeto de lei começam em 2030, mas é necessário que haja um marco intermediário em 2025.” avalia Marc-André Viau, Diretor de Relações Governamentais da ONG Équiterre.

“Os próximos anos são cruciais para lidar com a emergência climática e não podemos nos dar ao luxo de esperar. A prestação de contas deve começar agora, não em 2030.”
Marc-André Viau

Para Jamie Kirkpatrick, Gerente de Programas da coalizão Blue Green Canada (uma aliança de sindicatos e organizações ambientais e da sociedade civil) os canadenses precisam de um caminho mais claro para avançar. “As metas abstratas de mudança climática provaram ser ineficazes. A responsabilidade do governo precisa acontecer hoje. A legislação de responsabilidade climática deve proporcionar uma transição de baixo carbono com segurança e bons empregos para todos.”

Contradições

A atitude mista sobre o clima tem marcado a postura do Canadá nos últimos cinco anos, sob o comando do Liberal Justin Trudeau. Embora o primeiro-ministro fale repetidamente sobre a importância da ação climática, ele também tem defendido as areias petrolíferas de Alberta.

E como parte dos esforços de recuperação econômica da Covid-19, o governo prometeu destinar ao menos US$ 14,3 bilhões para apoiar os combustíveis fósseis, em comparação com US$ 7,95 milhões para a energia limpa. Mesmo antes da pandemia, de todos os países do G20, o Canadá gastou o máximo por PIB em finanças públicas aplicadas em energia fóssil.

Sophie Price, membro da Sustainabiliteens, uma rede de estudantes do ensino médio de Vancouver que exigem ação climática das autoridades, diz que o que foi apresentado pelo governo não é suficiente. “O Canadá precisa de uma meta para 2025. E não podemos nos tornar um zero líquido a menos que acabemos com o uso e a produção de combustíveis fósseis”, afirma.

“Se estamos falando sério sobre a rede zero, por que o governo canadense ainda está promovendo o gasoduto Keystone XL?.”

A jovem ativista se refere ao investimento público feito no oleoduto Keystone XL, que transportaria areias petrolíferas brutas para os Estados Unidos. Em sua primeira conversa com o presidente eleito Joe Biden, o primeiro ministro Trudeau discutiu mudança climática, mas também tratou de uma parceria para concretizar o projeto, que é alvo de fortes críticas no país.

No Canadá, entre 1990 e 2018, o setor de petróleo e gás foi a fonte de poluição de carbono que mais cresceu, em grande parte devido ao aumento da produção intensiva de areias petrolíferas com carbono. Em 2017, o petróleo e o gás foram responsáveis por 27% das emissões de gases de efeito estufa do país.

“É encorajador ver o Canadá, a China, o Japão e a Coréia do Sul que também anunciaram recentemente metas net-zero. Se entregues, elas nos dão uma chance de lidar com o pior impacto da mudança climática”, avalia Dale Marshall, gerente do Programa Climático Nacional na área de Defesa Ambiental do Canadá.

“Mas a legislação introduzida hoje infelizmente tem grandes buracos que, na melhor das hipóteses, responsabilizarão somente os futuros governos federais pelos compromissos climáticos.”
Dale Marshall

Brianne Whyte, da For Our Kids Toronto – uma rede de pais e avós que exige ação climática – também esperava mais. “Devemos a nossos filhos a melhor chance possível de um futuro habitável, mas a nova legislação não acrescenta medidas firmes de responsabilidade.”

Com o aniversário de Acordo de Paris no horizonte (12/12), dentro das próximas semanas espera-se que o Canadá faça múltiplos anúncios sobre o clima, incluindo um novo plano climático e investimentos de recuperação verde. Há ainda a possibilidade de o país anunciar uma atualização de suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas).

*Por Natasha Olsen

………………………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Utensílios de bambu e bagaço da cana se decompõem em 60 dias

O bagaço da cana-de-açúcar, subproduto do processo de extração, pode ser matéria-prima para plásticos biodegradáveis. Adicionando bambu na composição, chega-se a uma combinação ecológica, eficiente e barata. É o que sugere pesquisadores da Universidade do Nordeste, nos Estados Unidos, em artigo à revista Matter.

Em laboratório, os estudiosos testaram o uso dos dois materiais para criar bandejas, copos e tigelas. O objetivo era encontrar potenciais substitutos para os descartáveis. Afinal, a comodidade de “usar e jogar fora” foi popularizada há poucas décadas, mas foi tempo suficiente para tornar-se um dos grandes desafios ambientais.
plástico de bagaço

“É difícil proibir as pessoas de usar contêineres descartáveis ​​porque são baratos e convenientes”, afirma Hongli (Julie) Zhu, professora e coautora do artigo. “Mas acredito que uma das boas soluções é usar materiais mais sustentáveis”.

De origem chinesa, Hongli afirma que a primeira vez que pisou nos Estados Unidos, em 2007, ficou chocada com a quantidade de itens plásticos descartáveis disponíveis nos supermercados. Tempos depois passou a focar seus estudos na identificação de materiais naturais e tecnologias que ajudem a reduzir nossa dependência do petróleo.

Plástico de bambu e açúcar

Hongli e seus colegas da Universidade do Nordeste moldaram recipientes enrolando fibras de bambu longas e finas com fibras curtas e grossas de bagaço de cana – formando uma rede estável. O resultado é um material forte, limpo, não tóxico, eficiente para reter líquidos e o melhor: começa a se decompor após 30 a 45 dias no solo. Em 60 dias, perde completamente sua forma.

A composição do “plástico” alternativo leva também AKD (Dímero Alquil Ceteno) – um produto químico seguro para a indústria alimentícia – para aumentar a resistência ao óleo e à água.

De acordo com os pesquisadores, o novo produto emite 97% menos CO2 do que os recipientes de plástico e 65% menos CO2 do que produtos de papel e plástico biodegradável disponíveis no mercado. Por aproveitar de resíduos, o custo também é favorável – sobretudo em comparação aos biodegradáveis. O próximo passo é baixar ainda mais para competir com os copos plásticos tradicionais.

Agora, imagine o potencial do Brasil, que é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Não à toa, o bagaço da cana já é estudado para diversas finalidades e esta pode ser mais uma delas.

O artigo, em inglês, você confere aqui.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Embalagem de ovos pode ser plantada após uso

Uma pesquisa do Ibope, divulgada em junho de 2018, revelou que quatro em cada 10 brasileiros não separam o lixo orgânico do reciclável. Mas o índice mais desesperador está na gestão: somente 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado. Diante destes fatos, além de cobrar melhorias dos munícipios, é preciso reduzir a geração de resíduos e optar, sempre que possível, pela compra de materiais menos impactantes ambientalmente. Neste sentido, o designer grego George Bosnas propõe uma embalagem plantável para embalar os ovos.

Batizada de Biopack, a caixa de ovos tem o formato mais arredondado do que as embalagens comuns. Ela é feita com pasta de papel, farinha, amido e sementes de leguminosas. Após usar os ovos, o consumidor rega (ou pode plantar em um vaso) e, em cerca de 30 dias, as primeiras sementes são germinadas. Zero complicações. O interessante é que, apesar de não ser uma novidade, ainda não se vê o uso industrial de papel semente em grande escala.

A escolha por sementes de leguminosas é fruto de sua pesquisa onde o designer descobriu que o cultivo de leguminosas aumenta a fertilidade do solo devido à sua capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico através do nódulo da raiz.

Trata-se de uma solução simples. Tão simples que até pode fazer alguém se perguntar: por que ninguém pensou nisso antes? Não é à toa que ele se concentra em resolver problemas cotidianos com um toque estético. Pelo desenvolvimento do produto, George venceu um concurso de design circular.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Zepelin solar poderia fazer transporte mais sustentável de cargas

As imagens de Zepelins remetem ao passado distante e, muito provavelmente, as novas gerações nem saibam o que eram os dirigíveis que cruzavam os céus. Mas, os ingleses da Varialift Airships apostam em um zepelin movido a energia solar como alternativa para o transporte mais sustentável de cargas.

A empresa está desenvolvendo este projeto e, segundo o diretor geral da companhia, Alan Handley, a aeronave poderá fazer viagens entre a Inglaterra e os Estados Unidos consumindo apenas 8% do combustível usado por uma avião comum.

O Zepelin terá a propulsão de um par de motores solares e dois motores convencionais e pode ser usado para o transporte internacional de cargas com baixas emissões.

A ausência de uma bateria limitaria as viagens ao período diurno e a velocidade seria aproximadamente a metade da que atinge um Boeing 747. Mas, para o transporte de mercadorias, o dirigível pode ser uma boa opção. Segundo a empresa, a aeronave será capaz de transportar até 250 toneladas, mas já existe um projeto para desenvolver modelos maiores com capacidade de carga de 3 mil toneladas.

Ainda segundo os fabricantes, é possível realizar o transporte de cargas mais volumosas na parte de baixo, usando cabos. OU seja, haveria um limite de peso, mas não um limite de tamanho para os itens transportados.

O fato das decolagens e pousos de dirigíveis serem mais similares aos de um balão do que de um avião, também pode ser um atrativo, já que dispensa pistas de aeroportos para deixar e voltar ao solo e chegaria a locais menos acessíveis.

A Varialift ainda não começou a construir o modelo definitivo, mas já começou a construir o primeiro protótipo de 140 metros de comprimento, 26 metros de largura e 26 metros de altura – a previsão é que o protótipo do zepelim solar seja finalizado em 9 meses.

*Por Natasha Olsen

…………………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

As piores previsões da mudança climática estão se concretizando neste instante

As camadas congeladas da Antartica e Groelândia, que poderiam elevar o oceano mais 65 metros caso derretessem completamente, acompanham os piores cenários previstos pela ONU da elevação do nível do mar, afirmaram cientistas na segunda-feira, alertando sobre as falhas nos atuais modelos do aquecimento global.

O artigo científico publicado na revista Nature Climate Change informa que o derretimento acompanhou as piores previsões — de derretimento mais extremo das duas camadas de gelo — entre 2007 e 2017 o que levará ao aumento de 40 centímetros no nível do mar até 2100.

Disparidade

A perda de gelo constatada reflete aproximadamente três vezes as previsões médias do maior relatório recente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) de 2014.

Há uma grande disparidade entre as previsões do IPCC e a realidade observada.

“Precisamos descobrir a um novo “pior cenário” para os mantos de gelo, porque eles já estão derretendo a uma taxa que condiz com o nosso atual. As projeções do nível do mar são essenciais para ajudar os governos a planejarem políticas climáticas, estratégias de mitigação e adaptação”, afirmou o autor principal do estudo, Thomas Slater, para a AFP. Slater é pesquisador do Centro de Observação e Modelagem Polar da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

“Se subestimarmos o aumento futuro do nível do mar, essas medidas podem ser inadequadas e deixar as comunidades costeiras vulneráveis.”
Thomas Slater

O imenso custo da elevação do oceano

A capacidade destrutiva das tempestades aumentará drasticamente nas regiões costeiras, em que centenas de milhões de pessoas hoje vivem, por causa de tal aumento no nível do mar.

Mais de U$ 70 bilhões em gastos seriam necessários para proteger áreas costeiras com um metro do aumento do mar.

Modelos climáticos são complicados e pode haver vários motivos que expliquem porque as previsões da ONU erraram.

Segundo Slater precisamos entender melhor estes fatores para ajustar os modelos e fazer previsões mais precisas do aumento do nível do mar.

Até poucas décadas atrás os mantos de gelo da Antártica e da Groelândia perdiam a mesma quantidade de gelo que recebiam em forma de neve, mas o aumento gradual nas temperaturas quebrou esse equilíbrio.

Em 2019 a Groenlândia derreteu 532 bilhões de toneladas de gelo devido ao um verão extremamente quente o que causou 40% da elevação do oceano do ano todo.

De acordo com o cientista o próximo grande relatório do IPCC, que deve ser publicado em 2021, está sendo elaborado através de modelos que refletirão melhor o comportamento da atmosfera, mantos de gelo e mares; levando a previsões mais precisas.

*Por Marcelo Ribeiro

……………………………………………………………………………….
*Fonte: hypescience

Árvores conseguem absorver mais da metade da poluição do ar

Pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, realizaram experiências para comprovar a eficiência das árvores em retirar a poluição do ar, e constataram que as folhas conseguem absorver mais da metade do material particulado presente na atmosfera, principal responsável pela poluição do ar nos grandes centros urbanos.

O experimento foi realizado numa movimentada avenida de Lancaster, sem árvores e nem canteiros verdes. Durante cinco dias, a equipe rastreou os níveis de poeira e material particulado que se acumulavam nas residências e estabelecimentos do local, e a quantidade coletada foi analisada posteriormente. Também foram utilizados lenços umedecidos para retirar a poeira de telas LED e outros equipamentos do interior das residências.

Depois do primeiro período de testes, os pesquisadores colocaram árvores e plantas na fachada de algumas das construções, formando uma barreira, que ficou no local por 13 dias. Logo após este segundo experimento, os resultados mostraram que as árvores reduziram entre 52% e até 65% da concentração de material particulado na frente das residências e estabelecimentos.

Coordenado pela pesquisadora Barbara A. Maher, o estudo contou com uma série de exames realizados com um microscópio eletrônico, o qual confirmou que as folhas retiveram, em suas estruturas, boa parte das partículas de poluição, emitidas pela queima de combustíveis e pelo desgaste dos freios no trânsito.

Não é novidade que as árvores exercem papel fundamental na captura de poluição da atmosfera, mas a pesquisa trouxe animadores resultados, já que comprovou que os vegetais também podem eliminar os metais presentes no ar contaminado – como o chumbo e o ferro.

Além disso, a comprovada captura das partículas de poluição eleva o padrão de saúde da população da zona urbana, uma vez que, quanto menor a concentração de material particulado na atmosfera, também diminuem-se os riscos de doenças cardiorrespiratórias, do estresse e da ansiedade.

*Por Mayra Rosa

………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Sistema transforma plástico do oceano em combustível

Todos os anos milhões de toneladas de resíduos plásticos entram nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 a quantidade de plástico pode ser maior do que a de peixes, segundo a Fundação Ellen MacArthur. Para a startup alemã Biofabrik, a solução está em reaproveitar o lixo marinho para a produção de combustível.

Com a Biofabrik, um quilograma de lixo plástico vira um litro de combustível e cada litro de combustível fornece cerca de 3,5 kWh de energia elétrica. Isso é possível graças ao processo de pirólise, ou seja, na decomposição por meio do calor. Os compostos de hidrocarbonetos dos resíduos plásticos são quebrados por altas temperaturas com a exclusão de oxigênio. O resultado do processo é um plástico transformado em líquido ou gasoso, que pode ser usado no motor marítimo. Também o combustível em geradores ou turbinas pode ser convertido em energia elétrica.

Biofabrik

O sistema de pirólise plástica da startup foi batizado de “WASTX”. A técnica passou por seis anos de desenvolvimento para chegar à versão atual, mas, para chegar até aqui, diferentes reatores foram testados e descartados, sendo o manuseio de plásticos não puros, comuns no gerenciamento de resíduos, o maior desafio encontrado. Hoje, a Biofabrik, que é totalmente automatizada, afirma que é capaz de reciclar tipos de plásticos que antes não eram possíveis.

A fábrica compacta está localizada na cidade de Dresden, capital do estado da Saxónia, às margens do rio Elba, e deve começar a produção em breve. “Estamos orgulhosos de ter chegado a este ponto depois de mais de seis anos de desenvolvimento. Nosso objetivo foi desenvolver uma solução rentável para o problema dos resíduos plásticos que pode ser implantada remotamente”, afirma Oliver Riedel, fundador da startup. O próximo passo é processar até uma tonelada de resíduos plásticos por dia.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Países podem ser 100% alimentados por energia limpa, segundo IRENA

Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), é possível alcançar um setor elétrico mundial movido apenas por fontes de energia renováveis.

Para isso, a instituição lista dezenas de inovações e políticas que os países devem adotar para direcionar as suas matrizes elétricas longe dos combustíveis fósseis.

Como exemplos de sucesso, são citados casos de países ocidentais que já obtém toda ou boa parte da sua energia por fontes limpas, como a Islândia (100%) e o Reino Unido (33%).

“A energia renovável é agora tão competitiva que em muitas regiões é a opção preferida para geração de eletricidade”, informa Francisco Boshell, analista de padrões e mercados de energia renovável na IRENA.

E é exatamente nos preços que se encontra um dos principais fatores para a expansão das tecnologias de energia limpa, como o painel solar.

De acordo com a IRENA, os custos da energia solar fotovoltaica e eólica costeira, líderes mundiais das renováveis, caíram 82% e 39%, respectivamente, desde 2010.

No entanto, a intermitência dessas fontes é um dos obstáculos que os países precisam solucionar para que possam aumentar a sua dependência nessas tecnologias.

“Ainda há um grande desafio: a integração dos sistemas de energia renovável variável. Isso requer muita inovação para desbloquear o que é chamado de flexibilidade” disse Boshell.

Cerca de 30 inovações tecnológicas existentes e políticas de incentivo foram citadas pela IRENA como capazes de permitir a transição global para longe dos combustíveis fósseis.

Como ressalta a agência, isso é imprescindível para reduzir as emissões de carbono que estão ligadas ao aquecimento global e padrões climáticos mais extremos, como furacões e secas.

A principal inovação apontada são as baterias de armazenamento de grande escala, que permitem aos operadores da rede elétrica armazenar energia e implantá-la em épocas de alta demanda.

Segundo a IRENA, os custos dessa tecnologia caíram 85% nos últimos 10 anos.

A agência também defende o uso de algoritmos de inteligência artificial para melhor prever a demanda e geração, bem como otimizar as funções de grandes redes de transmissão em tempo real.

Ao mesmo tempo, espera-se que a tecnologia blockchain facilite as transações e ajude os consumidores de energia a pagar e receber pagamentos por devolver energia à rede a partir das baterias de seus veículos elétricos ou de painéis solares em seus telhados, a chamada “flexibilidade do lado da demanda”.

Para isso, a IRENA afirma serem necessárias políticas para criação de um sistema que forneça incentivos financeiros para que os consumidores devolvam energia para a rede.

“Todas essas ações terão que ser feitas com contratos inteligentes automatizados e o blockchain ajudaria nisso”, alega Boshell.

Alguns especialistas do mercado dizem que o custo de toda essa inovação pode ser alto, especialmente para os países em desenvolvimento.

Mas Boshell diz que as ações de eficiência, como a substituição de usinas de energia reserva por sistemas de armazenamento, irão incentivar as operadoras de baixo custo a entrar no mercado e manter um controle sobre a conta que os consumidores têm de pagar.

“A ideia é que não precisamos que o sistema seja mais caro”, disse Boshell. “Precisamos apenas dos incentivos certos para direcionar os fluxos de receita aos atores certos”.

*Por Ruy Fontes

…………………………………………………………………………………
*Fonte: thegreenestpost

Filipinas aprova lei que exige que os alunos plantem 10 árvores para se formar

O impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração

A missão do ensino fundamental e médio e até da universidade é formar alunos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida. É por isso que a nova lei recentemente aprovada nas Filipinas deve servir de exemplo para todo o mundo: não se trata mais de tirar apenas as melhores notas, mas de respeitar e cuidar do mundo em que vivemos, por isso os formandos devem plantar pelo menos 10 árvores, como parte da cerimônia de formatura, além de combater o aquecimento global de forma objetiva.

O novo projeto de lei prevê que, além de oficializar essa tradição, o impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for bem aplicada, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma única geração. Esse número parece inflacionado, mas o autor da lei, Gary Alejano, fez as contas: “Com mais de 12 milhões de alunos estudando na primeira série, aproximadamente 5 milhões na segunda e quase 500 mil nas faculdades anualmente, essa iniciativa garante pelo menos 175 milhões de novas árvores todos os anos”, disse o parlamentar.

Segundo Alejano, mesmo a mais pessimista das projeções ainda será uma verdadeira revolução ambiental: “Mesmo com uma medida de sobrevivência de apenas 10% das árvores plantadas, 525 milhões estarão disponíveis para o gozo dos jovens, antes mesmo que eles assumam a liderança no futuro.

As árvores serão selecionadas de acordo com cada localidade e deverão ser plantadas em florestas existentes, áreas protegidas, espaços militares, pontos de mineração e instalações urbanas, com o objetivo de conscientizar as gerações futuras e, principalmente, ajudar a salvar o planeta.

………………………………………………………………………………
*Fonte: contioutra

Derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 cm até 2100

Se os humanos continuarem emitindo gases de efeito estufa no ritmo atual, o derretimento de geleiras poderá fazer o nível do mar aumentar 38 centímetros até 2100. Dessa forma, pesquisadores afirmam que algo precisa ser feito e rápido. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.

Já sabemos que os gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana, como o dióxido de carbono, contribuem significativamente para as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta Terra. Assim, à medida que as temperaturas se elevam, as geleiras se derretem.

Tudo irá depender de como lidaremos com as mudanças climáticas

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe internacional de mais de 60 cientistas, o derretimento de mantos de gelo irá alterar os níveis globais do mar. “Quando se trata de quanto o nível do mar aumentará no futuro, uma das maiores incertezas é como os mantos de gelo contribuirão para essas mudanças”, afirma Sophie Nowicki, da Universidade de Buffalo e líder do projeto. “E a contribuição dos mantos de gelo depende muito do que como o clima será afetado”, completa.

Segundo os resultados do estudo, se as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem no ritmo em que estão, o derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica contribuirão para o aumento de mais de 28 centímetros no nível global do mar. Dessa forma, os pesquisadores chegaram a esses resultados traçando uma média de crescimento entre 2015 e 2100.

Com altas emissões de carbono, apenas o derretimento da região Groenlândia contribuirá com 9 centímetros no aumento global do nível do mar. Caso autoridades tomem medidas, esse número será menor. Assim, os pesquisadores estimam que, ao invés de 9 centímetros, o aumento seja de 3 centímetros.

Essas previsões valem para os anos entre 2015 e 2100

Em todo caso, a perda do manto de gelo na Antártida é mais difícil de prever. Isso porque, embora as plataformas de gelo continuem a derreter no lado ocidental do continente, o Leste da Antártica pode realmente ganhar massa. Por isso, as previsões são incertas. Mas, a estimativa é que o nível do mar aumente entre 18 e 30 centímetros.

Vale lembrar que, essas previsões não levam em conta derretimentos de gelo recentes. “Levou mais de seis anos de encontros com cientistas de todo o mundo trabalhando em camadas de gelo, atmosfera e modelagem do oceano para reunir o grupo do estudo”, afirma Nowicki, que participou do estudo. “A razão de ter funcionado, é porque a comunidade polar é pequena. Estamos muito interessados ??em resolver esse problema do nível do mar no futuro. Precisamos saber esses números”, completa.

Nesse sentido, os pesquisadores continuam o trabalho. Em breve, eles esperaram entregar um relatório e previsões mais atualizadas para o futuro. Tendo como base o atual trabalho, o próximo deverá vir mais preciso com as previsões. Dessa forma, a ideia é que isso seja feito até 2022. Até lá, os pesquisadores acreditam que muito líderes mundiais tomarão decisões importantes para mudar as previsões. E claro, de forma positiva. Entretanto, nesse caso, muitos pesquisadores se mostram pouco esperançosos quanto a isso, uma que não é o que temos visto.

*Por Erik Ely

…………………………………………………………………………………..
*Fonte: fatosdesconhecidos

Duas horas de natureza é a dose de saúde que seu corpo precisa

Pesquisa liderada pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, descobriu que pessoas que passam pelo menos 120 minutos, por semana, na natureza são significativamente mais propensas a terem boa saúde e maior bem-estar psicológico do que aquelas que não o fazem.

O estudo usou dados de quase 20 mil pessoas na Inglaterra e descobriu que não importa se os 120 minutos foram alcançados em uma única visita ou em várias visitas mais curtas. Esse tempo mínimo é o mesmo para homens, mulheres, adultos mais velhos e mais jovens, diferentes grupos ocupacionais e étnicos, os que vivem em áreas ricas e pobres e até mesmo entre pessoas com doenças prolongadas ou incapacidades, segundo a pesquisa.

Mat White, da Escola de Medicina da Universidade de Exeter, e líder do estudo, salienta que é possível aproveitar as áreas verdes mesmo dentro dos limites da cidade. “É sabido que ficar ao ar livre na natureza pode ser bom para a saúde e o bem-estar das pessoas, mas, até hoje não sabíamos dizer quanto tempo seria suficiente. A maioria das visitas na natureza [que constam na pesquisa] ocorreu [no raio de] três quilômetros das residências, por isso mesmo visitar espaços verdes urbanos locais parece ser uma coisa boa”.

“Há muitas razões para que o tempo na natureza seja bom para a saúde e bem-estar. As descobertas atuais oferecem um valioso apoio aos profissionais de saúde ao fazerem recomendações sobre o tempo gasto na natureza para promover a saúde básica e o bem-estar, semelhante às diretrizes para os exercícios físicos semanais”, defende o co-autor da pesquisa, Terry Hartig, da Universidade de Uppsala, na Suécia.

O artigo completo intitulado “Gastar pelo menos 120 minutos por semana na natureza está associado à boa saúde e bem-estar” foi publicado em Scientific Reports.

Outro estudos

Há evidências crescentes de que só o fato de morar em um bairro mais verde já pode ser bom para a saúde, inclusive mental. Confira aqui: Morar perto de árvores reduz casos de depressão, Viver perto do mar faz bem à saúde, Ficar exposto à natureza ajuda na saúde mental e Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse.

*Por Marcia Sousa

…………………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo

Parque Nacional envia para casa de turistas lixo que eles deixaram no local

O Parque Nacional Khao Yai, na Tailândia está devolvendo o lixo que turistas “esqueceram” na unidade. O BangKok Tribune News, explica em sua página no Facebook que o Ministro do Meio Ambiente do país, Varawut Silpa-archa ameaçou entrar com uma ação judicial contra visitantes indisciplinados, os quais visitam os parques nacionais do país e deixam seu lixo para trás sem a coleta adequada.

A reportagem cita o caso de um pequeno grupo que alugou duas barracas de camping para passarem um final de semana no parque, no acampamento Pha Kluay Mak, mas deixou o parque devido a uma forte chuva. Os guardas da unidade encontraram garrafas plásticas, copos plásticos, embalagens de salgadinhos e outros tipos de lixo dentro das barracas alugadas (foto abaixo).

Ao saber do caso, o ministro instruiu os funcionários para que recolhessem o lixo e enviassem de volta aos proprietários dele por meio de um serviço postal (antes de entrar no parque, os visitantes deixam o endereço residencial e outros dados na administração). Os funcionários também registraram queixa na polícia, segundo o jornal.

“Lembre-se de que jogar lixo nos parques desordenadamente viola a lei dos parques nacionais e acarreta penalidades … Por favor, ajude a manter os locais limpos e comportados, pois a partir de agora vamos aplicar estritamente a lei contra os violadores.”, comentou.

O lixo deixado pelos visitantes causa vários problemas à vida selvagem, pois os animais comem os resíduos e morrem em conta das consequências da ingestão de plástico, por exemplo.

Em fotos publicadas no Facebook (acima), segundo o Bangkok Tribune, é possível conferir bilhetes dizendo “Você deixou algumas coisas no parque. Posso mandá-los de volta para você”. Ainda de acordo com a publicação, a decisão de convocar os infratores está com a polícia local.

 

…………………………………………………………………….
*Fonte: mochileiros

Nos EUA, terrenos abandonados são transformados em fazendas urbanas de abelhas que recuperam biodiversidade local

Abelhas cada vez mais presentes na cidade… Parece até coisa de filme (de terror), não? Pois não é! Pouca gente sabe, mas apesar de pequenas, as abelhas são consideradas importantíssimas para garantir o equilíbrio ambiental das regiões onde estão presentes. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), esses animais são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos. Sem eles, não falta apenas mel, mas também o trabalho de polinização tão essencial para a reprodução e manutenção da variabilidade genética das plantas e do equilíbrio da biodiversidade.

Pensando nisso (e procurando ajudar a combater a extinção de abelhas que assola o mundo), o casal Timothy Paule e Nicole Lindsey, criou a Hives Detroit (Colmeias de Detroit, em português), uma organização sem fins lucrativos que pretende conservar a vida das abelhas transformando lotes urbanos abandonados da cidade norte-americana em fazendas comunitárias de abelhas.

Até agora o casal aplicou o projeto em um lote abandonado, localizado no leste de Detroit, que foi transformado em um espaço com horta e três colmeias. O lugar, que antes era usado como depósito de lixo, hoje é muito mais verde, sobrevoado por milhares de abelhas e o xodó dos vizinhos.

Em entrevista ao HuffPost, Paule e Lindsey contam que sua fascinação por abelhas começou por conta de um resfriado persistente que tiveram e que só foi curado com mel. Foram, então, fazer cursos de apicultura e descobriram os inúmeros benefícios que esse animal garante às cidades. Todo o conhecimento que adquiriram é transmitido aos cidadãos: a Hives Detroit faz palestras em escolas para ensinar jovens e crianças e oferece visitação gratuita à sua primeira fazendo urbana de abelhas para que a população conheça seu trabalho.

Mais do que isso: a entidade fornece mel para mercados locais e também para um abrigo que recebe pessoas em situação de rua, além de comercializar seus produtos apícolas para quem quiser comprar e usar e abusar de suas propriedades medicinais. Curtiu? Curitiba também tem um projeto semelhante, como já contamos aqui no The Greenest Post. Por cidades com mais abelhas!

Assista, abaixo, vídeo sobre a iniciativa Hives Detroit.

*Por Mattheus Goto / Fonte: thegreenestpost

Gerador eólico sem hélices começa a ser testado

Em 2016, o CicloVivo falou sobre uma inovadora “turbina” eólica sem pás, engrenagens ou eixos. A tecnologia saiu da promessa e começou a ser testada industrialmente, ainda que esteja longe de chegar à venda comercial.

Batizado de Vortex, o modelo é de um cilindro fixo verticalmente que oscila com a força do vento. É pela vibração que a energia é captada, diferente dos equipamentos comuns em que as pás fazem girar o rotor que transmite a rotação ao gerador. “Não é na verdade uma turbina, pois não gira”, afirma a startup espanhola Vortex Bladeless, responsável pela criação. Na base da estrutura, há um alternador que converte o movimento em eletricidade.

A tecnologia da Vortex é baseada no fenômeno chamado Derramamento de vórtice, que integra o campo da física que estuda o efeito de forças em fluidos. “Na mecânica dos fluidos, à medida que o vento passa por um corpo contundente, o fluxo é modificado e gera um padrão cíclico de vórtices. Uma vez que a frequência dessas forças está próxima o suficiente da frequência estrutural do corpo, este último começa a oscilar e entra em ressonância com o vento. Isso também é conhecido como vibração induzida por vórtice”, explica a startup.
Benefícios

Apesar de sua capacidade de vibração, o cilindro é rígido e projetado para alcançar o desempenho máximo na captação energética. É capaz de se adaptar muito rapidamente às mudanças de direção do vento e aos fluxos de ar turbulentos dos ambientes urbanos. Este fato pode ser interessante para a popularização da energia eólica doméstica.

Os testes sugerem que os dispositivos podem gerar eletricidade cerca de 30% mais barata que as turbinas eólicas convencionais. Entram nesta conta o baixo custo de instalação e manutenção, além de valores potencialmente mais baixos de material e fabricação. Em entrevista à emissora Al Jazeera, David Yáñez, co-fundador da startup, garantiu que sua alternativa para captar energia dos eventos é mais barata, exige baixa manutenção e pode durar mais de 15 ou 20 anos.

Também é mais silenciosa, tem menos impacto visual e causa menos danos aos pássaros -, uma reclamação comum às turbinas tradicionais. Outro ponto positivo fica por conta da ocupação de espaço, uma vez que os geradores podem ser instalados em uma pequena área útil, inclusive, mais próximos uns dos outros.

“Esperamos oferecer às pessoas a possibilidade de colher o vento que passa sobre seus telhados ou através de jardins e parques com dispositivos mais baratos de instalar e mais fáceis de manter do que as turbinas eólicas convencionais”, diz Yáñez.

Financiamento

Para o projeto sair do papel, recebeu o financiamento do “Horizonte 2020”, um programa de Pesquisa e Inovação da União Europeia. Agora está concluindo os testes de 100 dispositivos pré-comerciais e planeja começar o teste beta de seu menor dispositivo: o Vortex Nano de 85 cm de altura. A ideia é apostar em aplicações de baixa potência em combinação com energia solar.

Já em relação ao lançamento no mercado para o consumidor final, a startup afirma que precisará de mais testes e certificações, mas que em breve haverá pilotos públicos na Espanha.

A Vortex Bladeless ainda afirma que, em características e custo-benefício, seus geradores eólicos são mais semelhantes aos painéis solares do que às turbinas eólicas comuns.

*Por Marcia Sousa

……………………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Pesquisadora canadense prova que árvores podem se comunicar

Durante anos os pesquisadores da área de ecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, têm estudado o comportamento das árvores. Entre as descobertas está a comprovação de que as árvores conseguem se comunicar entre si, assim como ocorre com outros seres vivos, mesmo que inanimados.

De acordo com a ecologista florestal Suzanne Simard, as plantas interagem entre si e se comunicam através de uma rede subterrânea de fungos que interliga as plantas em um ecossistema. Através desta simbiose, as plantas conseguem colaborar com o desenvolvimento e crescimento mútuo, ajudam as diferentes exemplares a florescerem.

A descoberta veio a partir da observação das pequenas teias brancas e amarelas de origem fúngica identificadas no solo das florestas. Em entrevista ao site Ecology.com, Suzanne explicou o que os cientistas conseguiram descobrir a partir das análises microscópicas. Segundo ela, os fungos estão conectados às raízes das árvores. A partir desta ligação, as árvores conseguem trocar carbono, água e nutrientes, conforme suas necessidades. “As grandes árvores fornecem subsídios para as mais jovens através desta rede fúngica. Sem esta ajuda, a maioria das mudas não se desenvolveria”, explicou a cientista.

As árvores mais antigas, já desenvolvidas e de grande porte, são consideradas “árvores-mães”. São elas que gerenciam os recursos de uma comunidade vegetal, através dos fios de fungos. Essa conexão é tão forte que, conforme pesquisas da equipe de Simard, quando uma árvore deste porte é cortada, a taxa de sobrevivência dos membros mais jovens da floresta é reduzida drasticamente. A ligação chega a ser comparada à sinapse dos neurônios humanos.

Esta descoberta pode mudar a forma como enxergamos e lidamos com as questões florestais.

……………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Para prevenir novas pandemias é preciso investir na natureza

Economia mundial registra 2,6 trilhões de dólares gastos com o combate à Covid-19. Combater o desmatamento e o tráfico de animais silvestres são as medidas essenciais.

Um estudo publicado na revista científica Science, em julho, sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia mundial, reafirma a necessidade de combatermos o tráfico de animais silvestres (ou selvagens). Segundo os pesquisadores, se quisermos impedir o surgimento de novas zoonozes é necessário também controlar o desmatamento das florestas tropicais.

O artigo avalia quanto nos custa não investir em ações ecológicas. “Atualmente, investimos relativamente pouco na prevenção do desmatamento e na regulamentação do comércio de animais silvestres”. O estudo mostra que que os custos associados ao combate à Covid-19 por países e empresas em esforços preventivos “seriam substancialmente inferiores aos custos econômicos e de mortalidade”.

As regiões bordas (fronteiras) das florestas tropicais são potenciais territórios para o surgimento de novas doenças transmitidas ao homem por animais. E quanto mais desmatamos e retiramos a fauna silvestre de seu habitat natural e invadimos seus territórios, mas estaremos expostos. Segundo os autores, nas regiões onde 25% ou mais da vegetação original foi queimada ou desmatada, o risco de novos focos de transmissão por vírus aumenta. A redução destes índices é fundamental para evitar este ciclo.

Os pesquisadores acreditam que o desenvolvimento desordenado dos centros urbanos, a migração, a guerra, a monocultura de animais e, também, agrícola levaram ao surgimento do que chamam de “transbordamento” de novos vírus. A taxa de transmissão de uma zoonose depende da densidade de seres humanos e animais domésticos em ambientes não urbanos ou rurais. Quanto mais construirmos e nos desenvolvemos a partir de um sistema não ecologicamente sustentado, mais aumentamos o risco de colapsos ambientais, econômicos e sociais como o que estamos assistindo com a pandemia.

Investir para prevenir
Os dados apresentados no periódico revelam que seriam necessários 22 bilhões de dólares para preservar o ambiente no planeta. Parece um valor muito alto, mas ainda assim é bem menor do que os 2,6 trilhões de dólares que já foram perdidos pela economia mundial no combate à Covid-19, que já tirou a vida de quase 700 mil pessoas, até o momento.
Os pesquisadores dizem que adiar uma estratégia global para reduzir o risco de pandemia levará a humanidade a gastos crescentes contínuos. E pedem para que fundos dos países para a recuperação da economia pós-pandemia reservem recursos suficientes para desenvolver estratégias que incluam o combate ao desmatamento e ao tráfico de animais para evitar novos desastres sanitários e humanos como o que estamos vivendo.

*Por Manuella Soares

…………………………………………………………………….
*Fonte: animalcare

Por que cidades precisam mais do que nunca de árvores

Por que cidades precisam mais do que nunca de árvores

Megacidades como Paris e Londres têm projetos ambiciosos para se tornarem mais verdes. Algo indispensável, segundo ecologistas, para frear os efeitos das mudanças climáticas nas cada vez mais populosas áreas urbanas.

Não muito tempo atrás, muita gente não tinha certeza se as árvores deveriam ter um lugar nas cidades. Pedestres, carros, casas e prédios compunham áreas urbanas – não havia muito espaço para a natureza.

Mas as árvores agora têm um lugar fundamental em muitas grandes cidades do mundo, diz Sonja Dümpelmann, historiadora da paisagem da Universidade da Pensilvânia – mesmo que, na maioria delas, ainda estejam lutando por espaço.

Para colher os benefícios das paisagens urbanas, ecologistas dizem que é fundamental que as árvores sejam vistas como mais do que uma mera adição estética às cidades. Isso é especialmente verdade agora que metade da população mundial vive em espaços urbanos – até 2050, estima-se que outras 2,5 bilhões de pessoas se mudarão para cidades.

Árvores são chave quando se trata de regular os microclimas, filtrando a poluição do ar, fornecendo sombra, absorvendo CO2, ajudando a evitar inundações repentinas. Além disso, atuam como um antídoto importante para o efeito de ilha de calor urbana, que torna as cidades muito mais quentes do que as áreas rurais vizinhas.

“As árvores podem fazer uma enorme diferença na temperatura de uma cidade”, diz Tobi Morakinyo, climatologista urbano que pesquisa o efeito de resfriamento de árvores em Akure, sudoeste da Nigéria. Segundo ele, o uso de árvores para gerar sombra em edifícios pode resfriá-los em até 5°C.

Em cidades quentes da África subsaariana como Akure, onde as temperaturas médias máximas de verão podem chegar a 38°C, esse efeito de resfriamento é uma ferramenta importante. Segundo Morakinyo, as cidades podem empregar árvores tanto contra o estresse térmico quanto contra os custos de resfriamento.

“Além dos serviços ecológicos que as árvores urbanas proporcionam, há também as qualidades que não podemos colocar em valor monetário”, acrescenta Cris Brack, ecologista florestal da Universidade Nacional Australiana e diretor do Arboretum Nacional em Camberra. “São a biodiversidade, a estética e nossa necessidade visceral de experimentar a natureza”, completa Brack, referindo-se ao conceito de ‘biofilia’ – a ideia de que os seres humanos têm um desejo inato de se conectar com a natureza.

Evidências sugerem que habitantes de regiões com mais árvores experimentam níveis mais baixos de estresse e doenças mentais.

Luta contra o cimento

A necessidade de árvores nas cidades é cada vez maior, mas elas frequentemente lutam contra ambientes urbanos opressivos. Abaixo do solo suas raízes podem ser sufocadas por tubos de água, estradas e estacionamentos subterrâneos, e acima pela poluição, linhas de energia e tráfego. Árvores também enfrentam danos causados por carros, condições climáticas cada vez mais extremas e remoções para dar lugar a canteiros de obras.

Talvez o desafio moderno mais duro para as árvores da cidade, diz Somidh Saha, ecologista florestal urbana do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, seja a estiagem. Após a onda de calor sem precedentes na Europa em 2018, um estudo coassinado por Saha constatou que 30% das árvores plantadas em Karlsruhe, no sudoeste da Alemanha, nos quatro anos anteriores haviam morrido – tanto direta quanto indiretamente por falta de água.

“Sem água suficiente, as árvores se tornam fracas e isso as torna vulneráveis a doenças”, diz Saha. Ao mesmo tempo, o declínio das populações urbanas de aves e mamíferos arborícolas, como morcegos, deixa as populações de insetos sem controle, e as árvores locais mais vulneráveis.

Projetos em megacidades

Projetos ecológicos ambiciosos surgiram em várias megacidades ao redor do mundo nos últimos anos – Nova York plantou um milhão de árvores entre 2007 e 2015; o prefeito de Londres, Sadiq Khan, espera tornar verde mais da metade da capital até 2050; Paris, por sua vez, anunciou que construirá quatro florestas urbanas ao longo de 2020.

Mas fora da Europa, em lugares como a Índia e a Nigéria, onde faltam recursos e vontade política para tornar o verde urbano uma prioridade, as árvores nas cidades são muito mais escassas.

Como a mudança climática traz temperaturas mais quentes e chuvas mais imprevisíveis, as cidades estão exigindo um novo tipo de resiliência das árvores urbanas. Para muitas cidades do mundo, os ecologistas dizem que isso significa plantar espécies mais exóticas.

A ideia, porém, encontra bastante resistência. Os ecologistas Brack e Saha argumentam, no entanto, que espécies alternativas geralmente se adaptam melhor ao ambiente artificial de uma cidade – especialmente diante do aumento das ondas de calor. O bordo de três dentes, nativo da China, Coreia e Japão, é uma espécie que poderia aparecer em maior número em outras partes do mundo à medida que a temperatura global aumenta.

Há também uma distinção importante a ser feita entre árvores “exóticas”, o que significa apenas que não são locais, e as “invasivas”, que são prejudiciais, espalhando-se muito rapidamente e dominando o meio ambiente.

Quanto à vida selvagem local, estudos contínuos estão sendo realizados em lugares como Canberra, onde quase todas as espécies de árvores da cidade são exóticas. Ali, os pássaros comem com prazer frutas de plantas não nativas, e os mamíferos encontram casas onde quer que haja um buraco apropriado.

Empenho cidadão

Uma solução para preservar as árvores urbanas que tem crescido em popularidade nos últimos anos é o envolvimento dos moradores. O programa de poda de Nova York permite que os habitantes da cidade tenham aulas para se tornarem cuidadores oficiais das árvores, e Berlim – um lugar que normalmente tem excluído os cidadãos de cuidar da flora urbana – está agora permitindo que os residentes solicitem licenças para manter canteiros e propôs que eles reguem árvores no verão.

O envolvimento dos cidadãos tem seus prós e contras, diz Dümpelmann, e estes tipos de programas podem ou não ser eficazes dependendo da cultura local. Mas até mesmo regar árvores sozinho “demonstrou ser um esforço de manutenção realmente relevante”, comenta.

Embora o plantio de árvores em espaços urbanos seja uma forma eficaz e bastante eficiente de adaptação às mudanças climáticas, Dümpelmann enfatiza que não é uma solução holística. “É algo em que devemos trabalhar ao mesmo tempo em que abordamos as causas fundamentais da mudança climática”, diz.

Além de usar as árvores como ferramenta de geoengenharia, ecologistas urbanos ressaltam que mais árvores nas cidades poderiam mudar as perspectivas da vida urbana e dar às pessoas uma maior compreensão de como valorizar a natureza como parte de uma cidade sustentável e habitável – não separada dela.

Isso significa ver as árvores como seres vivos, em crescimento, diz Brack, não paradas no tempo, ou imunes aos estresses da vida em ambientes urbanos.

………………………………………………………………..
*Fonte: DW

Coca Cola e a Danone estão produzindo garrafas à base de plantas que se degradam em apenas um ano

O lixo plástico produzido todos os anos em todo o mundo é um dos principais responsáveis pelo grande problema ambiental envolvendo o descarte de lixo. Visando isso, a Coca-Cola e a Carlsberg, em parceria com a empresa Avantium estão produzindo uma alternativa sustentável e biodegradável para todos nós.

O novo material plástico desenvolvido é feito de açúcar de milho, trigo e beterraba e se decompõe em apenas um ano, muito menos prejudicial que os 200 anos de um plástico comum.

“Esse plástico tem credenciais de sustentabilidade muito atraentes porque não usa combustíveis fósseis e pode ser reciclado – mas também se degradaria na natureza muito mais rapidamente do que os plásticos normais”, disse o diretor executivo da Avantium, Tom Van Aken, ao The Guardian.

Em 1950, uma população global de 2,5 bilhões produzia aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de plástico. No entanto, em 2016, uma população de mais de sete bilhões produziu mais de 320 milhões de toneladas de plástico. Espera-se que esse número continue crescendo e dobrará até 2034. Infelizmente essa realidade é crescente e constante e essa nova opção vem como uma luz para esse grande problema ambiental.

Espera-se que as bebidas nessas garrafas cheguem às prateleiras até 2023: “A inovação leva tempo e continuaremos a colaborar com os principais especialistas para superar os desafios técnicos remanescentes, assim como fizemos com o nosso Snap Pack de redução de plástico”

*Por Mariana Marques

………………………………………………………………
*Fonte: revistacarpediem

Instituto Ocean Voyages bate recorde de maior remoção de lixo plástico do Pacífico

O Ocean Voyages Institute diz que fez história nesta semana, retornando ao porto de Honolulu na terça-feira, depois de remover com sucesso 103 toneladas de redes de pesca e plásticos de consumo do Great Pacific Garbage Patch.

Mais do que dobrou seus próprios resultados recordes de uma passagem de 25 dias no ano passado durante esta expedição de 48 dias. Mary Crowley, fundadora e diretora executiva do grupo, diz que estão voltando ao mar em dois dias para coletar mais detritos.

“Estou tão orgulhoso de nossa equipe que trabalha duro”, diz Crowley. “Nós excedemos nosso objetivo de capturar mais de 100 toneladas de plásticos tóxicos para o consumidor e redes ‘fantasmas’ abandonadas – e nestes tempos desafiadores, continuamos a ajudar a restaurar a saúde do nosso oceano, o que influencia nossa própria saúde e a saúde das pessoas. planeta.”

Conhecida como o ‘Ghost Net Buster’, Mary Crowley é conhecida por desenvolver métodos eficazes para remover quantidades significativas de plásticos do oceano, incluindo 48 toneladas (96.000 libras) de plástico durante duas viagens de limpeza oceânica em 2019, incluindo uma que pegou redes que prenderam o lixo nas ilhas havaianas.

“Embora as limpezas de praia sejam a maneira mais eficiente de coletar lixo, a limpeza do oceano – interceptando-a antes de chegar à costa – é muito importante”, disse Nikolai Maximenko, da FloatEco, à GNN durante uma entrevista à imprensa do Zoom. “Nada pode substituir o esforço no oceano.”

A bordo do navio de carga, a equipe usa rastreadores de satélite GPS desde 2018, projetados com a ajuda do engenheiro Andy Sybrandy, da Pacific Gyre, Inc. A teoria de Crowley provou ser bem-sucedida de que um rastreador pode levar a muitas redes. O oceano frequentemente ‘classifica’ os detritos flutuantes para que uma rede de pesca marcada possa levar a outras redes e uma densidade de detritos em um raio de 24 quilômetros.

“Estamos utilizando equipamentos náuticos comprovados para limpar efetivamente os oceanos e inovar com novas tecnologias”, diz Crowley em um comunicado à imprensa. “O Ocean Voyages Institute é líder em pesquisa e limpeza do oceano há mais de uma década, concedido com menos alarde e atenção do que outros, mas com paixão e comprometimento e causando impactos significativos”.

O Ocean Voyages Institute descarregou o recorde de lixo plástico oceânico nesta semana enquanto atracava ao lado do Pier 29, graças ao apoio da Matson, com sede em Honolulu, em preparação para a reciclagem e descarte adequado. A equipe está comprometida com 0% de término em qualquer aterro sanitário e está enviando os detritos classificados para as empresas de reciclagem que serão transformadas em isolamento, energia etc.

O navio cargueiro S / V KWAI deixou o porto havaiano de Hilo em 4 de maio, após um período de quarentena auto-imposto de três semanas para garantir a saúde dos membros da tripulação, diante da pandemia do COVID-19.

Os faróis de rastreamento por satélite GPS estão sendo colocados nas redes de pesca por iates e navios voluntários.

O Ocean Voyages Institute está se lançando em uma segunda viagem que partirá em dois dias para continuar a limpeza da área, mas sua duração (entre 25 e 30 dias) será determinada por doações e captação de recursos. Você pode doar por cheque, paypal ou outro método no site deles.

“Nosso objetivo é ter outros 3-4 barcos trabalhando no próximo ano – todos trazendo grandes cargas de detritos”, disse Crowley (que passa a maior parte do ano em Sausalito, Califórnia) por telefone à GNN. “Temos embarcações querendo ajudar na limpeza, então agora podemos começar a fazer uma grande mudança, porque nossas soluções são escaláveis.”

A longo prazo, eles pretendem se expandir para outras partes do mundo que precisam desesperadamente de ajuda na limpeza, para que as redes de pesca abandonadas nunca mais entremeadas ou prejudiquem uma baleia, golfinho, tartaruga ou recife.

………………………………………………………
*Fonte: pensarcontemporaneo

Australianos criam tecnologia que recicla todo tipo de plástico

O impacto ambiental provocado pelo plástico é um problema grave e as soluções aparecem em um ritmo muito menor do que a produção e descarte do material no planeta. Neste cenário, cientistas australianos afirmam que desenvolveram uma tecnologia que pode fazer com que todos os plásticos sejam recicláveis.

Todos os anos, são descartadas na Austrália cerca de 3,5 milhões de toneladas de plástico, mas apenas 10% deste material é reciclado. O restante é queimado, enterrado em aterros sanitários ou mesmo enviado para outros países. Uma possível solução para este problema é a tecnologia criada pela Licella, empresa australiana que inaugurou sua primeira planta de reciclagem na Inglaterra.

O sistema foi desenvolvido por Len Humphreys e Thomas Maschemeyer, professor da Universidade de Sidney. Eles afirmam que agora é possível reciclar tipos de plásticos que não podiam ser processados até então.

Transformando plástico em combustível ou em novos plásticos

Em 2018, a China anunciou que não iria mais receber resíduos recicláveis da Austrália – um alerta para a indústria local. Um ano depois, Len Humphreys olha para a enorme quantidade de plástico estocada no país como uma fonte de recursos desperdiçada. O pesquisador afirma que o material pode se transformar em combustível ou em novos tipos de plástico.

Isso é possível graças ao Reator Catalizador Hidrotermal – CAT-HTR que ele desenvolveu. O processo químico de reciclagem altera a composição molecular do plástico, usando agua quente e alta pressão para transformar o material novamente em óleo. “O que estamos fazendo é simplesmente pegar o plástico e transformá-lo novamente nos líquidos de onde o material veio”, explica Humphreys.

A partir daí, o óleo pode ser transformado em betume, combustível ou em outros tipos de plástico. Humphreys afirma que a tecnologia patenteada por ele e pelo professor Thomas Maschemeyer é diferente das soluções que existem hoje.

Diferente do processo tradicional de reciclagem, esta tecnologia não requer a separação do plástico em diferentes tipos e cores e pode reciclar tudo – de caixas de leite a roupas de mergulho passando até por subprodutos de madeira. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de produtos de plástico serem reciclados várias e várias vezes.

Primeira planta será inaugurada na Inglaterra

Depois de ser testada por 10 anos em uma planta-piloto da Licella, a tecnologia está pronta para ser levada ao mercado. A companhia está abrindo sua primeira planta de reciclagem no Reino Unido, onde afirma ter recebido mais incentivos ambientais. Ainda segundo a empresa, a planta pode processar cerca de 20 mil toneladas de plástico por ano.

Para Damian Guirco, diretor do Instituto de Sustentabilidade da Universidade de Tecnologia de Sydney, a tecnologia pode ser parte da solução para o problema do plástico. “Quando pensamos na necessidade de planejar nossos sistemas de uso e reuso de plástico, uma única tecnologia não vai ser a solução”, explica ele. Damian alerta que o grande foco a ser combatido é o consumo excessivo de plástico.

*Por Natasha Olsen

………………………………………………………………………
*Fonte: ciclovivo

Mexicana cria plástico de casca de laranja que se decompõe em 90 dias

Folhas e cascas de alimentos têm se mostrado eficientes na produção de materiais biodegradáveis. São muitos os usos de subprodutos da indústria para a fabricação de alternativas ao plásticos convencionais. No México, por exemplo, uma estudante venceu um concurso nacional ao produzir bioplástico a partir de resíduos de laranja.

Totalmente biodegradável, o material é feito com a casca e o bagaço da laranja – material abundante em seu país. “No Oceano Pacífico, há um grande acúmulo de lixo plástico, do tamanho da França. Por outro lado, as projeções apontam para o fato de que, em 2050, haverá mais resíduos plásticos no mar do que peixes. Vinculei isso a uma grande oportunidade, especialmente para o nosso país, o quinto maior produtor de laranja do mundo”, afirma Giselle Mendoza, aluna do Instituto Tecnológico de Monterrey e criadora do bioplástico.

Segundo Giselle, o México produz um volume médio anual de 4,5 milhões de toneladas de laranja, porém de 40% a 65% são descartadas como lixo. Em entrevista à Forbes, Giselle contou que fez parcerias com produtores para garantir um custo quase zero das matérias-primas ou a preços baixos por tonelada. Também ressaltou que a laranja é abundante em diversas regiões do mundo e que, por isso, surgiram interesses de outros países no material.

A laranja também foi escolhida por sua grande quantidade de celulose, que pode ser extraída até para fazer tecidos. Além disso, ainda foi considerada suas propriedades curativas e nutritivas. Por isso, há o potencial de aplicar seu bioplástico na agricultura, no setor de embalagens e até na biomedicina. Mas este último é um objetivo que ainda carece de muito desenvolvimento e pesquisa, a curto prazo a intenção é substituir as embalagens PET. O que por si só já é uma grande meta.

A alternativa ao plástico convencional é um material flexível e transparente que se decompõe em 90 dias quando exposto à matéria orgânica. Enquanto não é comercializado, a pesquisa do produto é tocada pela startup Geco, fundada por Giselle em 2018 – na época com apenas 21 anos.

O projeto rendeu à mexicana o terceiro lugar no Prêmio Santander de Inovação Empresarial de 2019, além do primeiro lugar no Global Student Entrepreneur Awards (GSEA) no México.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

Internet das árvores: como as árvores se comunicam entre si secretamente

Imagine uma superestrada da informação que acelera as interações entre uma população grande e diversificada de indivíduos, permitindo que indivíduos que possam estar amplamente separados se comuniquem e se ajudem.

Quando você anda na floresta, tudo isso está acontecendo sob seus pés. Não, não estamos falando da internet, estamos falando de fungos. Como resultado de um crescente corpo de evidências, muitos biólogos começaram a usar o termo “wood wide web” para descrever os serviços de comunicação que os fungos fornecem às plantas e outros organismos.

Enquanto pesquisava sua tese de doutorado há mais de 20 anos, a ecologista Suzanne Simard descobriu que as árvores comunicam suas necessidades e se enviam nutrientes através de uma rede de fungos entrelaçados enterrados no solo – em outras palavras, ela descobriu que elas “conversam” entre si .

Simard mostrou como as árvores usam uma rede de fungos no solo para comunicar suas necessidades e ajudar as plantas vizinhas.

Desde então, ela foi pioneira em pesquisas sobre como as árvores “conversam”, incluindo como esses filigranas de fungos ajudam as árvores a enviar sinais de alerta sobre mudanças ambientais, procurar parentes e como elas transferem seus nutrientes para as plantas vizinhas antes de morrerem.

Todas as árvores em todo o mundo formam uma associação simbiótica com fungos subterrâneos. Estes fungos são benéficos para as plantas e exploram o solo. Os fungos enviam micélio , uma massa de fios finos, através do solo. O micélio coleta nutrientes e água, os traz de volta para a planta e troca os nutrientes e a água por um açúcar ou outra substância produzida pela fotossíntese da planta.

É essa rede que conecta um sistema de raízes de árvores a outro sistema de raízes de árvores, para que possam trocar nutrientes e água entre elas.

A palavra ” micorriza ” descreve as relações mutuamente benéficas que as plantas têm nas quais os fungos colonizam suas raízes. As micorrizas conectam plantas que possam estar amplamente separadas.

Embora os cogumelos sejam a parte mais familiar de um fungo, a maioria de seus corpos é composta de micélio. Esses fios agem como um tipo de internet subterrânea, agora chamada de “rede de madeira”, que liga as raízes de diferentes plantas e espécies diferentes.

Ao vincular à rede de fungos, eles podem ajudar seus vizinhos, compartilhando nutrientes e informações ou sabotando plantas indesejadas, espalhando produtos químicos tóxicos pela rede.

As redes de fungos também aumentam o sistema imunológico de suas plantas hospedeiras. Simplesmente conectar-se a redes miceliais torna as plantas mais resistentes a doenças.

Árvores grandes ajudam as pequenas e mais jovens a usar a internet fúngica. Sem essa ajuda, Simard acha que muitas mudas não sobreviveriam. Ela descobriu que as mudas na sombra, que provavelmente têm falta de comida, recebiam carbono de outras árvores.

A revelação da existência da Wood Wide Web e o aumento da compreensão de suas funções levantam grandes questões – sobre onde as espécies começam e terminam; sobre se uma floresta pode ser melhor imaginada como um superorganismo único, em vez de um agrupamento de individualistas independentes; e sobre o que troca, compartilhamento ou mesmo amizade pode significar entre as plantas.

Este vídeo da BBC News, do animador e ilustrador 2D Jules Bartl, explica.

……………………………………………………………………………..
*Fonte: pensarcontemporaneo

Poluição oceânica por microplástico foi subestimada

A pandemia de plástico que assola os oceanos parece pior do que até agora anunciada. Novos estudos demonstram que a poluição oceânica por microplástico foi subestimada há pelo menos o dobro do número de partículas do que se pensava anteriormente.

Poluição oceânica por microplástico foi subestimada

Estudo publicado na revista Environmental Pollution informa que desta vez os pesquisadores usaram redes com tamanhos de malha de 100 microns – 0,1mm – 333 microns e 500 microns. Eles encontraram 2,5 vezes mais partículas na rede mais fina do que nas redes de 333 mícrons, do tipo geralmente usado para filtrar microplásticos e 10 vezes mais que na rede de 500 mícrons.

A professora Pennie Lindeque, do Laboratório Marítimo de Plymouth, no Reino Unido, que liderou a pesquisa, confirmou: “A estimativa da concentração de microplásticos marinhos atualmente pode ser muito subestimada”.

As águas onde a nova pesquisa foi feita

Os pesquisadores fazem algo parecido com o que se faz na pesca. Eles usam redes de malha bem fina, e as arrastam em certas regiões oceânicas. Depois recolhem, coletam e contam o material. Para esta pesquisa, as águas escolhidas foram as que banham a Inglaterra e os Estados Unidos.

De acordo com o site https://earth.org/ , antes deste novo ‘arrastão’ estimava-se a quantidade de partículas entre 5 trilhões até 50 trilhões de partículas, agora o número subiu para 12 trilhões até 125 trilhões de partículas nos oceanos do planeta.

O tipo mais abundante de microplástico é a microfibra

Como o Mar Sem Fim já havia informado, estudos anteriores sobre a invasão de plástico mostra que as partículas mais comuns encontradas foram fibras de cordas, redes e roupas (cerca de 85%). Pois é, nós usamos muitas roupas feitas de tecidos sintéticos. O resultado aí está.

Novo estudo mostra mais micropartículas que zooplâncton

Isso assustou os cientistas. Tanto o fitoplâncton, como o zooplâncton, são organismos primários para os consumidores de níveis tróficos superiores. Ou seja, estão na base da cadeia alimentar dos oceanos.

A pesquisadora Pennie Lindeque, que liderou o trabalho, disse que “usando uma extrapolação, sugerimos que as concentrações microplásticas podem exceder 3 700 partículas por metro cúbico – muito mais do que o número de zooplâncton que você encontraria.”

E por que isso é tão grave? Porque contamina quase toda a vida marinha que, depois, contamina os seres humanos que se alimentam também através da vida marinha. Ou seja, se você come peixes, ostras, e outros, pode ter certeza que está ingerindo também microplásticos. Só não se sabe, ainda, seus impactos na saúde humana. Mas convenhamos, comer plástico não pode fazer muito bem. Concorda?

E é só esperar mais um pouco que logo saberemos. Pesquisadores do mundo inteiro se debruçam sobre a questão do plástico nos oceanos.

O que os brasileiros podem fazer sobre isso

Muito. Basta saber que um levantamento do WWF mostra que o Brasil está em 4º lugar no ranking dos maiores produtores de lixo plástico. Sabendo disso, e tendo consciência que a aldeia global hoje tem quase oito bilhões de inquilinos, fica fácil compreender que somos todos responsáveis. Por isso, mais que nunca, tome muito cuidado com seu lixo, e até com o tipo de roupa que usa quando frequenta o litoral.

Estas pesquisas da academia têm a função de subsidiar governos e instituições para a criação de políticas públicas que, neste caso, sejam menos agressivas ao meio ambiente. No Brasil é difícil esperar ações do poder público, quase sempre dormente, defendendo privilégios, ou simplesmente ‘lost in space’. Veja-se a cidade de São Paulo, sempre orgulhosamente apresentada como ‘a maior da América Latina’, a mais rica cidade do Brasil.

Pois saiba que São Paulo foi das últimas a adotar políticas públicas contra a pandemia de plástico. E mesmo assim, foram medidas tímidas, que mais uma vez nos envergonham perante o concerto das nações. Enquanto a África lidera no mundo a cruzada contra o plástico, a ‘progressista’ São Paulo, de Bruno Covas, proibiu os canudinhos de plástico…

Por isso, se você fizer sua parte, já estará ajudando muito.

*Por João Lara Mesquita

……………………………………………………………………….
*Fonte: estadao

Drones no Canadá vão plantar 40 mil árvores em 1 mês

A restauração florestal no Canadá ganhou um aliado tecnológico. Os pequenos veículos aéreos vão sobrevoar uma área queimada por incêndios ao norte de Toronto, a maior cidade do país. O objetivo é plantar 40 mil árvores só neste mês.

O projeto é conduzido pela empresa canadense de reflorestamento Flash Forest. Sua maior meta é plantar um bilhão de árvores até 2028. Para tanto, garante que consegue plantar 10 vezes mais rápido e com 20% dos custos das técnicas tradicionais.

Muitos especialistas defendem que o plantio de árvores é a maneira mais rápida e barata de frear as mudanças climáticas. Um estudo publicado na Science em 2019 afirmou que, além de preservar as florestas que já existem, a solução contra o aquecimento global seria o mundo plantar 1,2 trilhão de árvores.
Tecnologia

Alcançar números tão grandiosos requer mais que força humana. E as inovações tecnológicas junto a ciência são essenciais neste processo. No caso da Flash Forest, o foco do plantio é em áreas pós-colheita e pós-incêndio. A empresa usa software de mapeamento aéreo, tecnologia de drones, pneumática, automação e ciência ecológica.

Durante testes do projeto-piloto, em outubro de 2019, a companhia plantou 165 árvores em apenas três minutos com o uso de um único drone. Também o despejo de nutrientes no solo é feito com drones.

Após o plantio, a empresa retorna para acompanhar o andamento das mudas.

Outro ponto importante é a priorização das espécies nativas. Para isso, trabalham com bancos de sementes locais.

Drones em projetos ambientais

Monitoração, fiscalização e preservação ambiental são apenas algumas das áreas que podem ser auxiliadas pelo uso de drones. No CicloVivo já trouxemos exemplo de seu uso na coleta de lixo nas praias, na fiscalização da Amazônia peruana e também como meio de chegar a áreas remotas – como no ambicioso plano de Madagascar em plantar 60 milhões de árvores e no transporte de medicamentos em Ruanda.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………….
*Fonte: ciclovivo

A natureza no mundo pós-Covid-19

“Quando vier a Primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.” – Alberto Caeiro.

Desde o início da pandemia causada pela Covid-19, estou com esse poema do Alberto Caeiro na cabeça. Ele diz muito, não só sobre a sabedoria da vida simples do autor (um dos pseudônimos de Fernando Pessoa), mas sobre o nosso lugar no mundo. O novo coronavírus tem nos mostrado como somos frágeis. Um organismo microscópico foi capaz de desacelerar a economia dos países, nos prender em casa, desestabilizar instituições.

Na coluna anterior, mencionei que a chave para evitarmos pandemias desse tipo – e outras mazelas como a crise climática – é ter uma agenda global sustentável, exatamente como propõem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Pensar na sustentabilidade como elemento transversal a todas nossas atividades e setores da sociedade é imperativo e acho que essa pandemia tem mostrado as consequências de não se pensar assim.

No entanto, também acho que o buraco é mais embaixo. Tenho visto muita gente comentar que essa doença vai aumentar nossa percepção sobre o papel da natureza. Que vai nos fazer repensar nosso impacto no mundo. Será?

Infelizmente, não ando tão otimista. Pode ser efeito do isolamento social, mas minha impressão é que vamos sair piores, pelo menos do ponto de vista ambiental. Isso porque imagino que os países vão querer “tirar o atraso” de uma economia estagnada ou em retrocesso. Uma busca desenfreada pelo aumento do PIB, entre outros indicadores, vai criar uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais, aumentando nosso impacto e gerando ainda mais desigualdade social – um dos grandes problemas no enfrentamento da Covid-19.

‘Mas Rafael, e a diminuição da poluição atmosférica? E os peixes e águas vivas nos canais de Veneza? E os golfinhos aqui e acolá? E as cabras nas ruas?’ Bom, primeiro, tudo isso é muito interessante, mas vai desaparecer novamente quando retomarmos o ritmo frenético do avanço econômico. Em segundo lugar, para mim, o que temos visto é nada mais, nada menos que a prova de que o grande problema do mundo somos nós mesmos. É difícil constatar isso, mas precisamos sair de nossa visão antropocêntrica. A natureza não precisa de nós. Ao contrário, somos nós que precisamos dela.

“O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele”

O que o Alberto Caeiro diz é exatamente isso. Se desaparecermos do planeta, a primavera virá da mesma maneira. O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele. Fato. Essa nossa ideia de que a natureza precisa de nós para não desaparecer é tão desatinada quanto aquela um homem que ateia fogo em sua casa, para depois se dizer herói por ter controlado o incêndio.

Esse contrassenso não nos exime, entretanto, da responsabilidade moral de conservar e reparar os estragos que fizemos na natureza. Até porque, quando se ateia fogo em casa, mas não se vive sozinho, você pode ser responsabilizado pelas mortes que se sucedem antes do controle do incêndio. O próprio Ailton diz que somos piores que a Covid-19. É difícil discordar. Portanto, é preciso retomar nosso lugar no mundo como parte da natureza e não como seres acima dela. Sem essa percepção, não há ODS que resolva, não há pandemia que nos faça refletir, não há ambientalismo que seja suficiente.

Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta? Será que vamos apenas adiar nossos compromissos e retomar tudo como era antes? São muitas perguntas para refletir durante esses dias. Se ignorarmos tudo o que vem acontecendo, seguiremos o pensamento indutivista de que tudo é como sempre foi e viveremos no (e do) passado.

Olhar para o futuro requer repensar nossas escolhas e definir novos caminhos. As economias fragilizadas precisarão de planos para sua retomada. Que momento será melhor que esse para desenvolver um plano “verde”? Um plano que considere o desenvolvimento sustentável, a primazia dos serviços ecossistêmicos e a manutenção da natureza como componente essencial à nossa sobrevivência? Assim como no século passado, precisamos (agora o mundo inteiro) de um “New Deal” do século 21.

“Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta?”

 

Esse plano deveria incluir programas que prevejam investimentos maciços em obras públicas, mas com matéria-prima, processos e tecnologia sustentáveis; que garantam a ampliação de uma agricultura sustentável e de baixo carbono e o controle das cadeias de valor e produção para que sejam justas e ambientalmente amigáveis; que tenha como objetivo a valorização do trabalho à distância (incluindo home office), visando abrir novos postos e, finalmente, que traga um apelo à diversidade, a fim de integrar em nossa sociedade minorias produtivas, mas atualmente (e tradicionalmente) marginalizadas. Vejam, mais uma vez, que essa ideia já faz parte dos ODS e da agenda 2030 da ONU.

Finalmente, retomo minha ideia inicial: tudo isso seria para que nós mesmos pudéssemos sobreviver em meio à natureza. Se nos formos, o mundo continuará igual. É na crise que as decisões mais importantes são tomadas. Torço agora para que essas decisões – que já foram sugeridas há décadas – sejam, finalmente, entendidas como corretas.

*Por Rafael Loyola

……………………………………………………………………………..
*Fonte: oeco

Enzima mutante pode decompor resíduos plásticos em poucas horas

A cada dia que passa, nós chegamos mais perto do colapso ambiental. Problemas no meio ambiente, como aquecimento global e buraco na camada de ozônio, são uma ameaça à vida humana, como também é um perigo para a permanência de qualquer ser vivo no planeta Terra. Mas um dos problemas ambientais que mais preocupam é a poluição, e suas consequências.

Dessas, uma forma que está mais evidente é a poluição de plástico que é descartado na natureza. O material pode demorar até mais de 600 anos para se decompor no meio ambiente. De acordo com o estudo de especialistas no assunto, o tempo médio de biodegradação do plástico é de 50 anos para copos plásticos, 200 anos para canudinhos e cerca de 450 anos para garrafas plásticas.

A poluição de plástico acarreta uma infinidade de consequências naturais. Por isso mesmo, o homem deveria ter mais cuidado com o que faz com os produtos ou resíduos de plástico.

Para tentar resolver esse problema, pesquisadores da empresa de desenvolvimento industrial Carbios criaram uma enzima bacteriana mutante que consegue quebrar garrafas de plástico para serem recicladas em apenas algumas horas.
Ação

A reciclagem é uma forma de reaproveitar as matérias-primas que são descartadas e nesse sentido, reciclar significa diminuir a quantidade de resíduos que vêm dos produtos que já foram consumidos pelo ser humano.

A enzima criada pela empresa consegue quebrar garrafas PET de plástico em seus compostos químicos individuais. E eles podem ser neutralizados depois para que se possa fazer novas garrafas.

O plástico reciclável que é feito pelo processo convencional, chamado “termomecânico”, não tem uma qualidade suficientemente alta para que possa ser usado de novo para fazer outras garrafas. Por isso ele é suado para fazer outros produtos, como por exemplo roupas e tapetes.

A reutilização desse plástico também não é só uma questão ambientalista. As empresas podem economizar se beneficiando dessa enzima. Por isso a Carbios fez uma parceria com os principais líderes da indústria, incluindo grandes empresas como Pepsi e L’Oreal, para que eles a ajudassem a desenvolver a tecnologia. E a revista “Nature” publicou um artigo falando sobre essa descoberta.
Enzima

Chamada “PET hydrolase” essa enzima pode quebrar 90% dos polímeros PET em somente 10 horas. “Esta enzima otimizada e altamente eficiente supera todas as hidrolases de PET relatadas até agora”, diz o resumo do artigo.

Essa nova enzima foi identificada pela primeira vez em 2012 em um monte de folhas compostadas.”Foi completamente esquecido, mas acabou sendo o melhor”, disse Alain Marty, da Université de Toulouse, na França, e o diretor científico da Carbios.

Além da vantagem conhecida, essa nova enzima é bem econômica em termos de produção. Segundo os pesquisadores, fabricar um plástico novo a partir do petróleo seria 25 vezes mais caro.

“É um verdadeiro avanço na reciclagem e fabricação de PET”, disse Saleh Jabarin, professor da Universidade de Toledo, Ohio e membro do Comitê Científico da Carbios.

De acordo com Marty, os pesquisadores esperam conseguir testar o potencial industrial e comercial desse material em 2021.

“Nosso objetivo é estar em operação até 2024, 2025, em larga escala industrial”, disse o vice-executivo da Carbios Martin Stephan.

*Por Bruno Dias

……………………………………………………………………………
*Fonte: fatosdesconhecidos

Agricultores voltam ao método antigo: combater pragas plantando flores silvestres em vez de usar produtos químicos

O uso de pesticidas já comprovou que prejudica o meio ambiente. Com isso, muitos agricultores estão voltando a utilizar antigos métodos para controlar o número de pragas existentes em plantações. Essa método antigo, se chama método biológico de controle das pragas. Muito eficaz, o método consiste em plantar flores que evitam de maneira natural que as pragas destruam as plantações.

Os métodos que comprovam riscos para a saúde de um modo geral e até mesmo para o cultivo, são os típicos de agricultura que utilizam os pesticidas para controlar as pragas que interferem do crescimento e no lucro das lavouras.

Outras questão que causa preocupação são os prejuízos que os pesticidas nocivos causam para as abelhas, além disso estes afetam ainda a saúde os trabalhadores que estão trabalhando nas lavouras. Como se não bastasse as pragas acabam se fortalecendo e aumentando suas capacidades para suportar a exposição contínua dos pesticidas. Espera-se portanto, que esse método antigo seja muito mais eficaz contra os pragas nas plantações.

O método de plantar flores silvestres estão em volta das novas plantações. De fato é um processo utilizado desde muitos anos pelos antigos agricultores e fazendeiros. De modo que os canteiros de flores oferecem um lar para os predadores benéficos de pragas, como é o caso de vespas parasitas. As vespas são insetos que agem beneficiando porque gostam de comer pulgões e suas larvas.

As tiras de flores que agora estão sendo cultivadas se chamam “estradas dos insetos”. Elas ficam plantadas entre as plantações. Para se ter uma ideia, quando misturados com ervas, estudos evidenciam que essas tiras de flores são muito ativas na diminuição de prejuízos das folhas associado às culturas.

Nesse sentido, constata-se que o método antigo acrescenta a biodiversidade e solicita o controle seguro e natural de pragas, embora esse método não combata inteiramente a existência de algumas pragas nas lavouras, no entanto colabora para uma população de pragas fraca a ponto de não danificar expressivamente e nem interferir no desenvolvimento da colheita. Um fator muito importante quanto o controle de pragas.

*Por Rejane Regio

………………………………………………………………..
*Fonte: cantinholive

Geladeira de argila ecológica atinge -8º Celsius e se tornou a melhor invenção da década

Depresa é uma empresa mexicana que visa em criar produtos que podem facilitar a vida de seus consumidores, principalmente aqueles mais ecológicos ou que possuem baixa renda, por isso desenvolveram a Ecoplanet, uma ‘geladeira’ feita com lama e pedra, 100% ecológica que chega a atingir -8º Celsius.

A marca tem como foco principal abranger aquelas famílias que moram em residências humildes onde não há eletricidade, para que assim os alimentos possam ser conservados por mais tempo.

A geladeira parece um jarro, visualmente falando e funciona com a física básica: uma mistura de cascalho, granzol, mármore, areia úmida e terra é depositada entre dois contêineres e colocada em meia sombra, assim os raios solares evaporam a água da areia úmida, removendo também o calor dos alimentos armazenados ali.

Desde 2015 os produtos da empresa podem ser encontrados no mercado e a boa notícia é que a Ecoplanet foi aceita pelos governos nos planos de desenvolvimento social, com objetivo de garantir uma melhor qualidade de vida para os menos favorecidos ou que moram em áreas rurais.

Os fabricantes distribuíram algumas dessas geladeiras ecológicas pelas cidades mais carentes do México, mas afirmam que a ajuda do governo é essencial para garantir a produção em massa do produto.

*Por Rafael Dávila

………………………………………………………………………
*Fonte: criatives

App ensina crianças a identificarem árvores por meio de contos

Aprender a identificar espécies nativas da Mata Atlântica, como embaúba, ipê-amarelo, jequitibá, pau-brasil e pau-ferro, usando o celular. Esta é a proposta do aplicativo Natu Contos, criado em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, ele traz cinco contos sobre tais árvores narrados por grandes cantores brasileiros.

Com o Natu Contos, o público pode realizar uma “caça ao tesouro” por árvores. Depois de baixar o aplicativo e escolher o local de sua expedição, ele seguirá um mapa na tela do celular, integrado ao GPS, até a árvore identificada. Essa caminhada já é uma ótima oportunidade para prestar atenção à natureza local, relaxar e desfrutar dos benefícios que ela oferece.

Quando uma árvore é encontrada, um universo lúdico se abre: um vídeo animado a apresenta e, depois, um conto fica disponível para o adulto ler/ouvir com a criança embaixo da sua copa. Uma vez coletadas, as histórias e as fichas técnicas de cada árvore vão para uma biblioteca e podem ser relidas e ouvidas quantas vezes quiser, em qualquer lugar. A plataforma Natu Contos traz árvores mapeadas em parques e praças das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Uberaba (MG). No futuro, seus desenvolvedores esperam expandir o projeto para mais cidades do Brasil. Veja como funciona:

Financiamento coletivo

Disponível gratuitamente na plataforma IOS , o aplicativo agora precisa da ajuda do público para seu desenvolvimento na versão Android. Para isso, foi aberto um financiamento coletivo no Catarse. A meta é alcançar R$ 16.522,00. Com doações a partir de R$ 15 quem participar do financiamento terá recompensas, como o plantio de mudas pela SOS Mata Atlântica, livro infantil, poster com ilustração do artista Arthur Daraujo, entre outras.

“Nosso maior objetivo é democratizar o aplicativo, tornando o material educacional acessível para mais adultos, crianças e escolas. Quando o criamos, pensamos em disponibilizar um conteúdo lúdico e original sobre o universo da natureza para reconectar as pessoas com o meio ambiente, principalmente as crianças, que estão cada vez mais distantes do verde nas grandes cidades”, afirma Fernanda Sarkis Coelho, idealizadora do aplicativo.

“Há alguns anos, as pessoas adoravam sentar em uma árvore para ler um livro. Esperamos que muitas pessoas ainda façam isso, mas por quê não aproveitar esta tecnologia tão presente na vida de todos para ouvir algumas histórias sobre aquela espécie que acabou de descobrir? Ao apoiar este aplicativo, queremos propor para as pessoas observarem, sentirem e se relacionarem mais com a natureza de suas cidades. Vivemos tempos em que parece que a natureza não existe mais ou que as árvores não fazem mais sentido, principalmente em ambientes urbanos. Queremos mostrar justamente o contrário”, afirma Cesar Pegoraro, biólogo e educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

Algumas histórias

Nos contos do aplicativo é possível lembrar como as pessoas já tiveram uma relação diferente com as árvores, qual a relação dos animais com elas e saber mais das transformações que cada espécie passa em cada estação do ano.

Em “Amélia e seu Ipê-amarelo”, de autoria de Índigo com narração de Tiê, por exemplo, Amélia que tinha tudo amarelo, até seu cabelo, adorava um eucalipto, mas não ligava para um ipê-amarelo que tinha em seu sítio. Quando ele floresceu na primavera, isso mudou. Já em “Árvore de Estimação”, de Tiago de Melo Andrade e narração de Lenine, uma menina fica triste por ter perdido o gramado e a sombra fresca de sua árvore de estimação queimada em um incêndio, onde ela tinha seu balanço. Em “À procura do Pau-Brasil”, de Andrea Pelagagi com narração de Fernanda Takai, um irmão e uma irmã tentam de todas as formas descobrir se a árvore que eles acharam era mesmo a espécie que deu nome ao nosso país.

No conto “O pica-pau e o Pau-ferro”, de João Anzanello Carrascoza e narração de Mart’nália, um pica-pau se aventura até a cidade e acha uma árvore diferente das do bosque que morava, pois ela era muito dura. E em “Simãozinho e o pé de Embaúba”, de Claudio Fragata e narração de Ney Matogrosso, o macaco Simãozinho tem medo de altura, mas sonha em subir na árvore para comer seus lindos frutos.

A Mata Atlântica é casa da maioria dos brasileiros, abriga cerca de 72% da população. Além disso, o bioma está presente na maioria dos estados brasileiros (17) e em 3.429 cidades. Ou seja, essa é a floresta que dá oportunidade para boa parte da população ter algum contato com a natureza, além de contribuir para a purificação do ar, a regulação o clima, a proteção do solo, de rios e nascentes, favorecendo o abastecimento de água nas cidades. Por tudo isso, sua conservação é fundamental, pois restam hoje apenas 12,4% da floresta que existia originalmente em bom estado de conservação.

>> Clique aqui para contribuir para o financiamento coletivo

 

Vídeo explica como as árvores conversam silenciosamente entre si

Você nunca perceberá, mas existe uma conversa secreta entre as árvores. Essa ‘conversa’ acontece no subsolo, através de uma rede de fungos e longos filamentos que conseguem conectar cerca de 90% das plantas terrestres.

Desta forma, além das árvores trocarem informações, compartilham nutrientes e enviar seus recursos restantes de volta à rede para outras plantas, e se comunicar sobre perigos, como por exemplo infestações de insetos. Essa incrível descoberta foi explicada através de um vídeo produzido pela BBC News.

Fungos

Essa relação que existe entre fungos e as plantas é milenar, em grande parte é de mutualismo um suconjunto de simbiose no qual ambos os organismo se beneficiam de sua associação. Em outras palavras, na natureza os seres de espécies difererentes criam uma corrente invisível de ajuda mútua, que nós seres humanos muitas vezes ignoramos, mas que existem, e inclusive é conhecida cientificamente como The Wood Wide Web.

No caso descrito no vídeo, os fungos sugam os alimentos das árvores, retirando parte do açúcar rico em carbono que produzem durante a fotossíntese. As plantas, por sua vez, obtêm nutrientes como fósforo e nitrogênio que os fungos adquiriram do solo, por meio de enzimas que as árvores não possuem. Desta forma, árvores que estão morrendo podem enviar seus nutrientes para que a corrente possa se beneficiar deles.

Mas assim como na internet, esta corrente também possui o lado que é chamada de ‘dark web’, pois algumas plantas conseguem ‘hackear’ o sistema e capturar os nutrientes das outras árvores.

Com certeza após assistir esse vídeo, você passará a enxergar a natureza através de uma nova perspectiva. As árvores não são ‘apenas’ árvores, mas sim organismos com inteligência, que conseguem se comunicar e fazem parte de um grande sistema colaborativo. A natureza é realmente surpreendente!

The Wood Wide Web

Essa revelação da Wood Wide Web, nos leva a um questionamento importante: Onde as espécies começam e terminam? Uma floresta é mais do que um agrupamento diversos indivíduos independentes, mas sim um único organismo vivo e consciente, capaz de compartilhar – e, por que não de estabelecer uma relação de amizade?

……………………………………………………………………………..
*Fonte: sabervivermais

As lagartixas são grandes aliadas na hora de cuidar da sua casa, preserve-as!

As lagartixas são grandes conhecidas de todos nós. Vivem pelas paredes da varanda e dentro de casa, alimentando-se de mosquitos, aranhas e outros insetos.

Muitas pessoas sentem medo ou nojo das lagartixas, e por isso acabam matando-as, mas o mais aconselhado é fazer delas nossas aliadas, porque elas podem ser de grande ajuda no cuidado com a casa!

Elas são caçadoras muito focadas e se alimentam de insetos dos quais normalmente tentamos nos livrar, moscas, baratas, aranhas e até mesmo pequenos escorpiões. Elas podem não ser muito bonitas e nem transmitir uma sensação tão agradável, mas sua presença em nossas casas pode nos ajudar bastante a reduzir presenças indesejadas.

As lagartixas comem bastante, apenas uma delas pode comer de dezenas a centenas de pequenos insetos em apenas uma noite. Geralmente ficam próximas à luz porque os insetos se acumulam nesses locais e elas podem fazer sua refeição completa por ali mesmo.

Outra coisa interessante é que as lagartixas conseguem capturar os insetos durante o voo, devido à sua velocidade.

Elas são muito parceiras e tê-las em seu lar pode poupar-lhe o trabalho de gastar com venenos e inseticidas. Uma solução natural contra os insetos e produtos químicos que podem fazer mal para a saúde de sua família.

Ah, mas e as doenças que ela pode transmitir? Você deve estar se perguntando. Mais uma boa notícia: as lagartixas não são perigosas para nós! Além de não possuírem nenhum tipo de veneno, também não são portadoras de doenças, embora seja prudente lavar as mãos, se por caso encostar nelas, visto que andam por muitos lugares.

Como são naturalmente sozinhas, elas não vão fazer questão de proximidade. Vai ser um relacionamento à distância e que beneficiará ambos os lados!
Salve as lagartixas e ainda deixe sua casa livre dos insetos incômodos. Pense nisso da próxima vez que uma lagartixa aparecer em sua parede!

*Por Luiza Fletcher

…………………………………………………………………………..
*Fonte: osegredo

Por que a maioria das pessoas não se importa com problemas ambientais?

As pessoas se importam com questões de sustentabilidade? Como educadora e engenheira ambiental, essa é uma pergunta recorrente em minha cabeça. E tenho certeza que se você está lendo este artigo, já se perguntou isso também.

Fazendo uma rápida busca por pesquisas realizadas sobre o tema, vemos indícios que sim, as pessoas se importam com questões relacionadas ao meio ambiente no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2012 pelo Ministério do Meio Ambiente aponta, por exemplo, que 82% das pessoas discordam da seguinte frase: “O conforto que o progresso traz para as pessoas é mais importante do que preservar a natureza” e esse índice veio crescendo desde 1997, quando eram apenas 67%. Em 2018, o “meio ambiente e riquezas naturais” apareceu como maior orgulho nacional para o brasileiro em pesquisa realizada pelo IBOPE e WWF.

Porém, existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato ter uma mudança de comportamento é outra história. Somos um dos países com maiores índices de desmatamento, reciclamos menos de 5% dos nossos resíduos e elegemos governos com claro descaso por questões ambientais.

Se as pessoas dizem se importar, por que não agem e cobram devidamente?

O ser humano prioriza problemas imediatos.
As mudanças climáticas, por exemplo, parecem algo muito distante do presente e acabam não representando uma ameaça factível para muitos.

Desconexão com a natureza.
Cuidamos apenas daquilo que conhecemos e temos vínculo. Quanto mais distantes do meio natural, menos as pessoas se importam com sua preservação e conservação.

A população não tem conhecimento suficiente.
Conhecimento é diferente de informação. Enquanto a informação está cada vez mais acessível, ainda não está claro para muitos os reais desafios, causas, consequências e possibilidades de soluções.

Muitos não sofrem ou percebem diretamente as consequências.
O problema do plástico no oceano, por exemplo, despertou incômodo nas pessoas quando começaram a literalmente ver o lixo na praia e nas ruas de sua cidade.

É mais trabalhoso sair da zona de conforto.
Como seres vivos otimizamos ao máximo nosso gasto de energia e por isso priorizamos aquilo que nos é mais fácil e cômodo.

Sistema baseado em crenças e valores insustentáveis.
Ganância, individualismo, egoísmo, medo, impotência e desconexão ainda são valores presentes em nossa sociedade e base para nosso modo de vida, gerando crenças, comportamentos e culturas insustentáveis.

O desafio é complexo, mas um dos principais papéis da educação para sustentabilidade é, justamente, compreender as causas da distância entre o discurso e a prática e traçar estratégias para minimizá-las. Também é papel da educação para sustentabilidade aproximar as pessoas da natureza; facilitar práticas e soluções para que as pessoas se desafiem a sair de sua zona de conforto; fortalecer valores humanos como cooperação, respeito e solidariedade; levar a informação de maneira mais clara e convidativa; e gerar mais empatia e conexão entre aqueles que causam e os que hoje começam a sofrer as consequências.

*Por Lívia Ribeiro

…………………………………………………………………
*Fonte: autossustentavel

O lança-chamas na agricultura são a nova técnica que evita pesticidas

Nossa comida é uma parte fundamental da vida e do estilo que decidimos levar. Se comermos de forma saudável, seremos mais fortes e com menos problemas de saúde. É algo que parece lógico, no entanto, eles também influenciam de uma maneira ou de outra a maneira como obtemos nossa comida.
Nesse processo, os agricultores orgânicos implementaram uma nova tecnologia, baseada em lança-chamas, exatamente como parece. É um novo sistema que evita os pesticidas questionados, tem muitas boas propriedades e funciona muito bem.
A operação é bastante simples e simples, como mostra o vídeo aqui.

E na agricultura, ervas daninhas e entidades indesejadas são combatidas com pesticidas e herbicidas. Não existe uma fórmula mágica que possa evitá-los; portanto, das poucas soluções, essa é viável. Agora este novo método apareceu.

Parece tirado de um filme, mas não. Por mais fantasioso que possa parecer, é real e muito eficaz.

Este trator, equipado com gás e lança-chamas, aparece depois de colhido e é hora de plantar novamente. Queime o chão inteiro, matando ervas daninhas e pragas indesejadas. Destrua a estrutura celular da planta, queimando sua raiz e impedindo que ela cresça novamente.

Este novo sistema tem muitas vantagens, por exemplo, o fato de remover grande parte da erva daninha, sua velocidade, impede o crescimento de raízes danificadas e não precisa de pesticidas ou herbicidas.

Obviamente, eles são úteis para eliminar insetos e ervas daninhas que afetam nossas culturas, mas também podem ser prejudiciais à nossa saúde. Os benefícios que essa maneira de “limpar” as culturas pode trazer é bastante benéfica e de vanguarda.

Os mais felizes são os consumidores, felizes em comer vegetais sem pesticidas e ainda mais saudáveis.

 

…………………………………………………………….
*Fonte: sabervivermais

Adidas usou 1,8 milhão de garrafas plásticas para construir um campo de futebol sustentável

Os jogadores de futebol da Miami Edison High School poderão apreciar o barulho dos pellets no campo de futebol enquanto correm sabendo que estão em um campo sustentável.

A empresa de roupas esportivas, Adidas, construiu o campo composto por 1,8 milhão de garrafas de plástico. Tudo isso é reciclado em ilhas, costas e praias remotas – em uma tentativa de impedir que o plástico polua nossos oceanos.

Campo de futebol sustentável

O que a Adidas fez de diferente foi usar garrafas de plástico que já estavam poluindo nosso meio ambiente e reutilizá-las para construir um campo de futebol em uma escola.

James Carney, vice-presidente de estratégia de marca global da Adidas, disse à CNN que “o campo sustentável que a empresa construiu foi feito de garrafas plásticas originárias de ilhas remotas, praias, comunidades costeiras e linhas costeiras – tudo com o objetivo de impedir que poluísse os oceano.”

O plástico foi lavado e tratado adequadamente antes de ser usado como preenchimento para o campo.

O preenchimento é usado nesses tipos de campos e se parece com pequenos pellets. Isso é crucial para o gramado, pois aumenta a jogabilidade do campo. Os jogadores têm melhor tração e são mais protegidos quando caem pois aumenta o amortecimento no chão.

Há uma mensagem forte e positiva para os atletas que jogarão neste campo: “Acreditamos que, através do esporte, temos o poder de mudar vidas, e esse campo é uma demonstração de nossa ação nessa sentido”, disse Cameron Collins, diretor de futebol da Adidas.

“Mais do que um lugar para esses jovens atletas jogarem, é um lembrete de nossa responsabilidade coletiva de acabar com o lixo plástico”, continuou Collins.

Os jogadores que usarão o campo sustentável doado são estudantes da Miami Edison High School, na Flórida.

A Adidas é conhecida por tentar reutilizar e reciclar plásticos poluentes em roupas esportivas e esportivas. Abaixo está um vídeo de como a empresa usou plásticos para fazer tênis de corrida sustentáveis:

 

……………………………………………………………………………..
*Por Ademilson Ramos
*Fonte: engenhariae

França começa a banir plástico descartável

Em plena véspera de Natal, o governo da França publicou um decreto que marca o início da proibição do uso de plásticos descartáveis. A lei, que quase passou despercebida, já entrou em vigor no dia 1o de janeiro.

Nesta primeira fase três produtos plásticos descartáveis foram proibidos: pratos, copos e cotonetes. A partir de 2021 serão banidos também canudos e talheres. A meta é eliminar gradualmente todos os plásticos de uso único até 2040.

A lei, é claro, passa por um período de adaptação. As lojas que transportam os descartáveis – agora proibidos – ainda poderão vendê-los pelos próximos seis meses, desde que os mesmos tenham sido produzidos ou importados anteriormente. O decreto também isenta alguns setores até julho de 2021, tais como instalações sanitárias e no uso em transportes como trens e aviões. Produtos compostáveis, com ao menos 50% de materiais orgânicos em sua constituição, também terão isenção temporária.

Além do objetivo de retirar de circulação todos os plásticos descartáveis nas próximas duas décadas, a França tem como objetivo reciclar 100% dos plásticos até 2025. Os planos vão ao encontro das novas diretrizes propostas pela União Europeia e o caminho que segue as maiores economias do mundo. Até mesmo a China, maior produtor de plástico, anunciou que vai eliminar os descartáveis.

*Por Marcia Sousa

………………………………………………………………………..
*Fonte: ciclovivo