Viajar é mudar a roupa da alma

“Navegar é preciso, viver não é preciso“. A célebre frase atribuída a Fernando Pessoa teria sido originalmente dita pelo general romano Pompeu. Claro que naquela época o navegar não tinha nenhum sentido figurado: o ato era necessário para o transporte de alimentos entre províncias, permitindo que todos ficassem bem alimentados. Hoje, embora não dependamos mais das navegações para ficar de barriga cheia, há quem fique de coração vazio quando não está com o pé na estrada.

São pessoas como esta aventureira dos anos 1920 que viajou por mais de 80 países, apesar das barreiras enfrentadas pelas mulheres na época. A canadense Idris Welsh, que ficaria conhecida pelo nome artístico Aloha Wanderwell, tinha apenas 16 anos quando começou a viagem ao lado do explorador polonês Valerian Johannes Piecynski, mais conhecido como Walter Wanderwell. A jovem até mesmo dirigiu o próprio carro, um Ford Model-T, durante boa parte do trajeto. O intuito da viagem era promover a paz mundial, passando por lugares como França, Egito, Alemanha, Palestina, Índia, Sibéria e até o Brasil.

Aloha não foi a única a vencer barreiras para embarcar em uma viagem dos sonhos. A argentina Sara Vallejo também decidiu encarar uma viagem pela América do Sul em motorhome e sem data para terminar. Até aí, nada de anormal, a não ser o fato de que a expedição teve início em comemoração ao aniversário de 80 anos de Sara, que é professora de inglês aposentada. Ao longo do caminho, as histórias da viagem serão contadas através de sua página do Facebook, 80 Años No Son Nada.

Assim como Sara, Norma Jean Bauerschmidt decidiu viajar mesmo com uma idade avançada. Aos 90 anos, ela foi diagnosticada com câncer e decidiu trocar a quimioterapia por uma viagem em motorhome pelos Estados Unidos, acompanhada do filho e da nora.

A aventura em família foi narrada através da página do Facebook Driving Miss Norma, que também noticiou seu falecimento, após um ano na estrada. Durante esse tempo, o grupo visitou parques, feiras e diversas cidades do país.

Outro aposentado também encarou uma aventura extrema. Aos 60 anos, o russo Serguêi Lukianov decidiu dar a volta ao mundo a pé. Foram cerca de 22 meses e 24 mil quilômetros caminhados durante a viagem. Ele andava cerca de 50 a 60 km por dia, o que permitiu conhecer aproximadamente 20 países – entre eles China, Vietnã, Indonésia, Singapura, Uruguai, Brasil, Argentina, Tunísia, Itália, Eslováquia e Polônia.

Antes de empreender a viagem, Serguêi era treinador na Rússia e já possuía alguns recordes nacionais na caminhada de quase 100 km, segundo a Gazeta Russa. Apesar do condicionamento físico, ele precisou passar por uma cirurgia de hérnia antes mesmo de deixar seu país e chegou a ter todas as suas coisas roubadas no meio do percurso, mas nada o impediu de realizar o sonho de dar a volta ao mundo a pé.

Para que cada vez mais pessoas possam viajar sem se preocupar com suas condições de saúde, um grupo de jovens dos Estados Unidos criou uma mochila adaptada para levar seu amigo com atrofia muscular à Europa. A mochila permitia que o jovem Kevan Chandler fosse levado nas costas de um dos amigos durante os passeios.

A viagem do grupo durou três semanas e certamente irá ficar na memória deles para sempre. A história dessa aventura, que inclui passagens pela Irlanda, Inglaterra e França, já foi narrada em no blog We Carry Kevan e espera-se que ela dê origem a um livro e um filme para inspirar outras pessoas e mostrar que é possível ser feliz e viajar o mundo, independentemente das adversidades.

Difícil mesmo é encontrar algum viajante que não goste de registrar suas descobertas pelo mundo. Pensando nisso, o experiente fotógrafo Bob Holmes, com mais de 35 anos de carreira fotografando para publicações como LIFE, Time e National Geographic, decidiu dar dicas para que iniciantes possam melhorar suas fotografias.

O vídeo foi gravado para o canal do Youtube Advancing Your Photography e traz dicas sobre a importância de conhecer bem a própria câmera, a necessidade de exercitar o olhar e o fato de que improvisar e não se ater tanto às regras pode dar origem a fotos ainda melhores. O vídeo completo, em inglês, você confere abaixo (e nós traduzimos as principais dicas dele aqui).

Ninguém discorda que viajar é mesmo uma experiência enriquecedora. Porém, infelizmente nem todos temos a disposição ou a vontade para colocar o pé na estrada todos os dias. Mesmo assim, nós do Hypeness buscamos sempre contar histórias inspiradoras como as que reunimos aqui para lembrar que qualquer pessoa pode viajar, basta ter vontade.

Pode ser que em alguns casos, como o de Kevan, as limitações físicas dificultem o trajeto; ou pode ser que todo mundo ache uma loucura por causa da sua idade, como aconteceu com Sara. Mas, assim como no caso de Serguêi, nós vemos todos os dias que viajar é muito mais do que apenas explorar o mundo, é realizar sonhos e conquistar uma nova saúde, mesmo que para isso seja necessário quebrar muitas barreiras.

Afinal, um sonho é uma das poucas coisas que ninguém poderá realizar por você!

 

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*Fonte: hypeness

 

 

 

Dia de pegar a estrada, andar pouco, fugir da chuva e se divertir

Hoje foi mais um final de semana daqueles de rolê de manutenção. A previsão do tempo apontava chuva para a tarde e a noite e mesmo depois de uma bela manhã de sol. O começo de tarde já dava mostras de que haveria uam mudança no clima, mesmo assim me aprontei para tirar a moto da garagem e pegar a estrada, mesmo que não fosse muito longe dessa vez.

Achei que andaria sozinho hoje, alguns amigos já haviam me avisado de que não iriam esse final de semana em função de compromissos já marcados (eu mesmo também teria de estar de voltar cedo na tarde) e no posto de gasolina encontrei o Luiz Carlos. Beleza, já tinha parceria para a empreitada. Resolvemos dar uma volta até  Santa Cruz do Sul, para chegarmos no autódromo local para assistir um pouco da prova de carros do Brasileiro e Gaúcho Dopamina de Endurance, que estava acontecendo por lá.

Até lá foi tudo tranquilo, um bom passeio, ainda sem sinal de chuva. No autódromo não estavam cobrando ingresso, tinha bem pouca gente assistindo (esse é aquele tipo evento que funciona na base de patrocínios, transmissão na TV/sites e portanto, a coisa rola independentemente de público). Chegamos até as arquibancadas e ficamos assistindo por um bom tempo a prova que acontecia. Muito bom vere aqueles carros com motores fora de série, o ronco e os estouros na reta, báh!

O tempo começou a escurecer e resolvemos então vir de volta, meu tempo livre também já estava acabando, precisava voltar logo porque tinha coisas ainda por resolver e uma festa de formatura para ir logo mais. Na volta pegamos um final de chuva, já na parte alta dos morros da saída de Santa Cruz, mas nos molhamos bem pouco. A estrada é que estava ainda bastante molhada e os respingos dos carros é que causaram um maior estrago na gente…rsrsrssr

Como o previsto, estava cedo em casa, resolvi minhas paradas e tudo certo. Mais um bom sábado de motocagem. Valeu!

*Imagens do rolê de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um rolê até Triunfo

Outro sábado incrível para um belo rolê de motos com os amigos. Dessa vez eu, o Rafa e Luís Carlos, saindo no começo da tarde  para uma empreitada que fiz esses tempos com outros amigos e agora procuramos repetir a dose, só que eles ainda não conheciam esse roteiro. Fomos até Triunfo com o intuito de atravessar o rio Jacuí com as nossas motos pela balsa. Taí uma boa dica para você também pegar a estrada e fazer essa função. Vale a pena para quem curte uma aventura de leve, pode ser de carro mesmo, não precisa ser como nós, que fomos de moto. Quem gosta de pegar a estrada, descobrir novos lugares, ver novas paisagens, deveria conferir essa.

A empreitada começa daqui seguindo para Passo do Sobrado, logo depois vem Vale Verde (RS 244), daí seguindo adiante até General Câmara, onde fizemos uma parada estratégica para uma água, um café e banheiro. Depois seguimos adiante onde tem a ponte do Rio Jacuí. Dessa vez ao invés de cruzarmos direto a ponte rumo à São Jerônimo, resolvemos dar uma brecada no roteiro. Descemos até as margens do rio Jacuí, logo embaixo da ponte numa prainha que tem por lá. Uma parada rápida, algumas fotos, conversa fiada e retomamos o roteiro inicial novamente. Em frente e avante até São Jerônimo (RS), onde entramos na cidade e depois pegamos uma breve trecho de estrada de chão até o ancoradouro da balsa de veículos, para então atravessarmos o rio e assim chegar em Triunfo (RS), na outra margem.

Travessia tranquila, sem nenhum perrengue, aliás, nem precisamos esperar muito na fila pela chegada da balsa e ser a nossa vez. Ah! Só por curiosidade, o custo para cada moto é de R$2,55 e a travessia em si leva apenas alguns minutos (sei lá, calculo a grosso modo algo em torno de uns 10 min). Outra informação pertinente é a de que esses serviço de travessia para veículos funciona 24hs por dia e a cada meia hora tem saída de balsa.

Chegando na outra margem, já em Triunfo (cidade histórica do Rio Grande do Sul – por causa da Revolução Farroupilha –  terra onde nasceu Bento Gonçalves), demos uma passada na praça da Igreja Bom Jesus (erguida em 1754), outra parada, uma curtida no local e depois seguimos em frente.

Agora vem outra coisa interessante para deixar de recado aqui… Cara! Como eu curto esse trajeto da RS 470 que liga Triunfo até até a 287 (pertinho do trevo que bifurca o caminho para Montenegro ou Porto Alegre). Um asfalto bom com uma pista muito legal e uma  paisagem de campo bonita, inclusive com vários trechos de árvores ao redor da pista. Sério, é muito legal. É bom andar de moto ali, dá aquela sensação clichê de “liberdade” de comercial de moto que os comerciais de TV tentam te empurrar guela abaixo – sentir o vento e tal…. rsrsrsrsrssrs
Ah! ali tem isso…kkkkk. Tudo bem que eu também curto bastante os caminhos da serra, aliás, os “mais” bonitos aqui do sul com certeza, mas esse meu chapa, tem uma vibe muito legal também. Mas só sabe quem por ali passa. Pronto, falei!

Daí com a turma já na tradicional 286, que é o caminho master POA/ V.Aires e já rodamos tantas vezes por ali, demos uma parada na Casa do Mel (outra boa dica para viajantes – anote aí, tem um ótimo pastel). Não, isso aqui não é jabá de blog. é dica mesmo!

De resto era então voltarmos para casa. Só que agora teríamos de enfrentar uma situação ruim, diga-se, é que nesse horário de final de tarde o sentido da viagem que teríamos pela frente é todo com o sol batendo direto no rosto/olho. e quando digo direto, é direto mesmo. Putz, não tem como. É assim e foda-se. Mas tudo OK, faz parte.

Tudo tranquilo, mais um rolê que durou a tarde toda e fomos de boa, sem pressa nem correria. mais um sábado MUITO bem aproveitado, acredite-me. Thanks.

Ah! Ia já me esquecendo. Sim, teve aquele momento engraçado-motocicletêichãn-imbecil-da-vez novamente, foi quando na ida estávamos ainda antes de General Câmara e dois motoqueiros de CG nos ultrapassam completamente deitados – retinhos, tipo o Ultraman voando), só de bermuda e chinelos…..kkkkkkk. Cara, pelo jeito ainda vai ter o dia em que vou ver um belo tombo de um desses garotos abilolados cairem (e não é praga minha! Sério!). A coisa é muito louca, eles deveriam estar a mais de 100km/h naquela pose. E claro que isso é um fenômeno psicológico que merece ser estudado ainda –  o garoto vês alguns motociclistas passarem em grupo por eles, daí automaticamente deve ocorrer um start qualquer no seu cérebro que liga alguma enzima maluca que o faz ter prazer de se submeter a um exercício extremo de “enrolação-de-cabo-plus” em sua CG e nos ultrapassar de qualquer modo, cusrte o que custar, para provar alguma coisa – que eu realmente não sei o que é…kkkk Talvez isso seja um ritual xamãnico-on-the-road qualquer que eu desconheça. Mas acontece, ah… acontece. e seguido!

*Abaixo algumas imagens da empreitada de hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Feriado, inverno com dia de sol e uma boa tarde para repor as energias

Hoje 25 de julho, dia do colono e motorista e também data de feriado municipal em Venâncio Aires /RS – se bem que a data oficial do município é o 11 de maio, mas mudam até isso hoje em dia, vá entender uma coisa dessas… De qualquer forma, foi dia de folga e portanto dia de pegar a estrada de moto. Dessa vez sozinho mesmo, um rolê tranquilo e não muito longe, até Herveiras (já comentei várias vezes – lugar du caramba para andar de moto), mas já de bom tamanho para curtir e repor as energias junto de belas paisagens e lugares.

Quando ando sozinho aproveito para fazer mais paradas. E aliás, nem sempre fotografo essa função. Na real esse tipo de momento bacana tem de ser é aproveitado e curtido, registrá-los já é outra coisa. Aqui entra aquele tipo de ideia de que nem sempre necessário, por mais belo ou intenso que seja, de se fotografar, filmar ou o escambau. Registra na memória, guarde as sensações.

Se nessa voltas de moto vejo um lugar que de alguma forma me chama a atenção e eu venha a curtir, eu paro. Foda-se! Até porque de moto é mais fácil mesmo do que quando se está viajando de carro. Encosta de canto aqui ou ali e deu. Claro, com cuidado e atenção, onde não prejudique o trânsito e tal. Dai desço e boto o pé no trecho. Assim nessa função, hoje acabei subindo em dois morros de pedra e ainda também caminhei por um mato que havia na beira da estrada, só porque percebi que daria para uma bela vista de um vale mais adiante, logo abaixo.

Foi uma tarde interessante e sempre é bom um pouco de aventura. Saí cedo, no começo da tarde justamente para ter mais tempo para aproveitar esse rolê. Nenhum problema no caminho, tanto na ida como na volta. E com as várias paradas que fiz e a empolgação toda, nem tive tempo para lembrar de ter fome ou querer parar em algum lugar para ao menos um café. Mas valeu. E como….

*Algumas imagens da função de hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado de sol em plena semana de uma grande friaca

Depois de uma semana de muito frio aqui no sul, o sábado foi um mais generoso apesar de começar o dia com uma neblina que somente sumiu por voltas das 10h da manhã. Semana passada não teve rolê de moto com a rapaziada apesar do dia incrivelmente bacanudo. teve sim, mas foi coisa pequena. Então a moto ficou meio que de canto a semana toda no meio dessa friaca e hoje pela manhã, quando fui ligá-la… pffffffff. Ninguém em casa. Por causa do frio a bateria não deu conta do recado e isso quando estava começando a dar uma ajeitada nas coisas e um confere na moto para o rolê de logo mais. Mas ainda havia tempo de resolver essa parada. Tudo de boa.

Liguei para o Pretto que veio em seguida, demos mais umas “tentiadas” e nada. Então resolvemos chamar o nosso mecânico de confiança, que veio e fez uma direta com uma outra bateria e tudo ok. Depois levei a moto até a sua oficina e a deixei lá “tomando uma generosa carga” até a hora de sairmos, que seria depois do meio-dia.

Mas ainda havia um problema, a minha moto negou fogo por causa da friaca e resolvemos, mas e a do Pretto? Claro que também fomos dar um confere e tudo ok. No horário combinado nos encontramos no local de costume para abastecermos e sairmos, ainda apareceu o “Professor” Jeferson e partimos em formação de power trio rumo à São Sebastião do Caí.

Já mencionei que o dia estava muito bom, com um sol bacanudo e o frio meio que de cantinho, sem incomodar muito. Assim saímos em direção de Montenegro, só que quando estávamos quase lá, mas ainda na 287, a moto do Professor repentinamente mudou o seu ronco. Percebemos isso e paramos para conferir o que havia acontecido. Logo descobrimos o motivo do ronco forte, era o abafador de uma das duas ponteiras dos canos da motos dele que havia simplesmente “caído”no caminho. Claro que em função da trepidação e tal. Resolvemos seguir em frente até um posto de gasolina, para darmos uma melhor olhada na situação.

Em Montenegro paramos num posto de gasolina e demos então uma boa olhada na moto. Conseguimos algumas ferramentas emprestadas e a situação era então a de sacar fora o outro abafador também, para assim moto não ficar “descompensada”. Mas o cano estava muito quente, o miolo dilatado nessa função de calor e assim ficou difícil de conseguir sacá-lo fora em pouco tempo e naquela situação. A solução foi deixar por isso mesmo e seguirmos em frente assim mesmo.

O rolê prosseguiu tranquilo e nada mais de anormal aconteceu. A moto do Professor reagiu bem e assim foi. Chegamos em São Sebastião do Caí, passamos ainda por umas 3 pontes antigas que permitem a passagem de carros em somente um sentido por vez (não cabem dois carros lado a lado) e demos uma volta pela cidade. Depois seguimos em frente em busca de uma famosa lancheria temática de visual rockabilly 50’s, que fica em um posto de gasolina às margens da RS 122 (que estrada boa de andar).

Fizemos um pit-stop para um lanche, tivemos tempo de curtir o lugar, uma boa conversa, boas risadas, aquelas coisas de sempre. Com isso a tarde passou rapidamente (quando a coisa é boa, o tempo voa) e já era hora de começarmos o trajeto de volta para casa. A ideia era chegarmos antes de escurecer, mas não rolou. Chegamos quando já estava escuro e o frio deu as caras novamente. Então dessa vez nada do tradicional chopp no final de rolê.

Cara, na boa, outro sabadão incrível em duas rodas e com os amigos. Só tenho a agradecer por esses momentos mágicos. Muita coisa não tem como descrever aqui e nem tampouco as imagens fazem jus ao que acontece ou as coisa que vemos pelo caminho. Aliás, cada vez mais acredito naquela coisa de que a viagem e tudo que acontece em sua função, é mais importante do que o destino em si.

Thanks!

*Algumas imagens do rolê de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Barão

Enfim o sábado chegou e com ele a vontade de o quanto antes sair de rodando de moto com os amigos. Durante a semana isso é complicado, todo mundo trabalha, tem lá os seus horários e compromissos, temos de tocar a vida e nem sempre é possível juntar a tigrada. Essa semana, o Paulão que mora em POA e é um amigo em comum de longa data da galera, convidou a mim e o Pretto, através do Vladi, para darmos um passeio de moto até Barão (RS), cidade onde seus pais tem uma casa, onde poderíamos fazer um churrasco. Que maravilha, hein! Andar de moto e ainda depois um churras! Bóh!

E já posso dizer que foi sensacional. O trajeto de Venâncio Aires até lá (a quem interessar possa), é barbada. Basta seguir pela 287 até Montenegro (RS) e no trevo do Parque Municipal dobrar a esquerda, onde tem um posto de gasolina. Depois é só seguir reto em frente pela 470. Essa estrada é um trajeto que vai terminar em Carlos Barbosa (RS). Pode-se também fazer esse trajeto por um outro lado, saindo de V.Aires / Lajeado / pegar a Rota do sol até Carlos Barbosa e depois descer. Feito é isso. Simples assim. Garantia de um belo passeio. PIMBA!

Para aproveitar bem o dia resolvemos sair cedo, perto das 8h30 já estávamos abastecendo as motos e calibrando os pneus. Uma conversa rápida e os motores já estavam roncando no asfalto. O dia estava um pouco frio, mas com um sol bonito. Só que isso foi apenas na hora da saída, bastou chegarmos há alguns Kms à frente, um pouco depois do trevo da cidade e o tempo fechou e só havia neblina. Putz! E que neblina. E foi assim até um pouco antes de chegarmos perto de Montenegro e nada dessa porra de neblina sumir de uma vez. Mas ok, no final de contas são mesmo as adversidades que é que dão o tom da aventura. Paramos para um café no caminho. Mas sem perder tempo já estávamos outra vez na estrada. Marcamos de nos encontrar com o Vladi, Fabi e Paulão no tal trevo do postinho de Montenegro. Mais ou menos dentro do previsto do horário marcado, estávamos lá.

Nova rodada de conversação e em pouco tempo outra vez já seguíamos em frente. O objetivo agora era passarmos primeiro para conhecer o túnel de pedra de Linha Stein, que fica na Rota Colonial. Não é muito longe da estrada, mas tem de andar por um pequeno trecho de pavimentação e depois estrada de chão batido (tudo bem sinalizado). Uma vez chegando no túnel, outra breve parada. Acabamos inclusive descobrindo uma escadaria que estava tomada pela vegetação, mas que permitia se chegar mais próximo de uma cascata de pedras muito bonita que há no local.

De volta a estrada seguimos para Salvador do Sul, outra cidade que eu não conhecia e de cara achei muito bacana, toda encostada em um morro. Paramos no centro da cidade, na praça matriz. Combinamos de seguir até um antigo hotel (está fechado atualmente) que há por lá e fica no topo do morro e de onde se pode ver uma bela paisagem do vale. Muito legal. Antes porém, tentamos também chegar num outro canto desse morro, em um colégio antigo, mas um guarda desse local não nos permitiu entrar na área do colégio. Pena, o lugar também era incrível. O Vladi e o Paulão já estiveram lá uma outra vez.

Depois retomamos o nosso percurso seguindo em frente até Barão e creio que em preciso dizer que não conhecia também esta cidadezinha. A casa dos pais do Paulão fica um pouco afastada, pegamos uma estrada de chão outra vez, mas tudo tranquilo apesar da minha moto e a do Pretto serem custom e não curtirem muito esse tipo de terreno…rsrsrsr

Uma casa muito legal, estava fechada há muito tempo, então demos logo um trato e já começamos a função para o nosso churrasco. Mas antes ainda tivemos de travar uma luta contra uma colméia de marimbondos que havia dentro da chaminé da churrasqueira. Mas tudo certo no final. Já adiantando – a comida ficou muito boa e ainda deu para descansar ao sol, conversar bastante, fazermos planos de novas aventuras e até tomamos umas cervejas (pouca é verdade). Fizemos ainda um passeio pelo propriedade onde colhemos muitas laranjas, bergamotas e limões para trazer para casa. Ninguém mais da turma vai ficar gripado pelo jeito. E assim o tempo acabou passando rapidamente e então na metade da tarde tínhamos já que nos agilizar nos preparativos para o trajeto de volta. Descemos a serra pelo mesmo caminho da ida – aliás, eu nem havia mencionado antes – QUE TRAJETO LEGAL (mas cuidado com as curvas fechadas… e bem fechadas) acompanhando o Vladi e o Paulão mesmo que o plano inicial seria de que eu e o Pretto voltaríamos seguindo em frente até Carlos Barbosa e depois descer pela Rota do Sol. Nos separamos em Montenegro outra vez. De lá atá em casa tudo tranquilo, ruim apenas é o sol batendo na cara nesse horário de final de tarde no trajeto da 287 para casa.

Mais um sábado daqueles. Um dia realmente incrível. Muito grato Paulão pelo excepcional convite e empreitada.
Valeu rapziada. Até a próxima.

 

*Algumas img da função de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visita ao templo budista de Três Coroas (RS)- I

Há algum tempo tenho vontade de ir novamente até o templo Budista de Três Coroas (RS), só que dessa vez de moto. Estive lá há alguns anos atrás e foi uma boa experiência, queria repetir. Na sexta-feira conversei com o Vladi e marcamos um ponto de encontro no meio do caminho, já que eu saio de Venâncio Aires e ele de Porto Alegre. É sábado de manhã, acordo cedo, ajeito as minhas coisas e quando passo no posto para abastecer a moto e encontro o Rafa, que é um parceiro de viagens de moto. Convido ele para ir junto mas já tem compromisso de trabalho para o período da tarde (fotógrafo).

De tanque cheio e sozinho parto tomo a estrada em direção de Porto Alegre (BR-287). Começo da empreitada. Curto passar na ponte do Mariante sobre o rio Taquari e não sei explicar bem o porque, mas é sempre uma boa sensação para mim desde os tempos de criança quando das viagens de carro em família com meus pais. Um pouco mais adiante resolvo parar no acostamento para verificar a amarra da minha mochila (com poucas coisas mas providencial). Estava com a sensação de que iria cair a qualquer momento. Mas não, foi só uma sensação e ela estava firme e forte no seu lugar.

Assim que chego no trevo, mudo a direção e sigo para Montenegro e depois São Leopoldo (caminho que percorri centenas de vezes por causa da universidade). Tudo tranquilo, dia muito bonito de céu limpo e claro prometendo calor para a o período da tarde. Perto de São Leopoldo mudo novamente de direção e sigo para Novo Hamburgo, onde me encontraria com o casal de amigos Vladi e Fabi. Chego antes do que eles mas esse tempo é muito bem aproveitado de boas sentando na conveniência de um posto de gasolina só observando as MUITAS motos legais (e bota muitas nisso!) passando pela 116. Estrada movimentada e com um fluxo de motociclistas incrível. Devo ter visto quase o catálogo inteiro de motos da Harley Davidson e das big trails da BMW desfilarem por ali…rsrs

Não demora muito, o tempo de tomar um café e eles chegam. Uma conversa breve e combinamos melhor o trajeto que seguiríamos dali para frente o resto do dia. Ok. segue o baile. Partimos para Três Coroas direto. Novamente uma viagem bem tranquila nesse trajeto, curto andar/pilotar nessa região. Chegando lá ainda havia o caminho que leva até o templo, uma estrada que começa com asfalto, muda para uma pavimentação de pedras irregulares, depois para uma saibro e por fim um trecho de chão batido mesmo. Na entrada do templo uma fila enorme de carros e ali já começava o exercício da “paciência” (srsrsrsr…). Tivemos um bom tempo de espera para entrar no templo. Mas ok, estávamos de boas e aproveitamos para por a conversa em dia e combinarmos novas empreitadas.

Sobre o templo budista de Três Coroas o que tenho para dizer ou então recomendar (um dos objetivos desses textos aqui), é que o lugar é incrível e muito bonito, realmente passa uma sensação de paz e harmonia (dá sim para sentir isso – acreditem!). Muitas coisas para ver, talvez até várias carecem de uma explicação maior ou ajuda de alguém (fica a dica) mas é sem dúvida uma grata experiência, independente de sua crença religiosa ou não. Chegamos perto do meio-dia, mas o tempo passou voando. Muita coisa para ver, admirar, ler, se informar e descobrir. Dessa vez consegui finalmente entrar no templo principal (numa outra passagem anterior por lá, ele estava fechado). Como ontem era sábado haviam muitos visitantes tipo a gente e sinceramente acredito que uma visita em um dia de semana deve ser mais calmo e portanto melhor ainda. Uma visita mais tranquila., mas isso é apenas uma opinião.

*Vou fazer um post somente com imagens dessa visita do templo. O lugar é incrível e rende muitas fotos que ressaltam essa harmonia, as texturas e cores diferenciadas de nossa cultura, o que acredito, seja sempre muito bom esse “choque”.

Depois dessa visita ao templo e ainda sem almoçarmos, já era por volta de duas horas da tarde, ainda seguimos para são Francisco de Paula que não era longe. Onde então iríamos almoçar. Eu que achei que a viagem já estava sensacional até então, tive uma grata surpresa, ainda teve mais situações interessantes. Tomamos a RS 270, que é uma estrada muito bonita, cheia de curvas e cercada de verde por todos os lados em várias partes do seu trajetos. E sempre subindo a serra (nesse caso). Depois do nosso almoço ainda fomos na lago São Bernardo, que é bem perto do centro da cidade, assim dizer. Um local muito bem cuidado e bonito. Gostei! Aliás, em uma nova oportunidade pretendo voltar e também dar uma passada na famosa livraria Miragem.

Tempo depois dessa empreitada já era hora de começarmos o processo de volta para casa. Descemos então direto até Taquara (trajeto incrível) para andar de moto, depois rumo à Sapiranga, Novo Hamburgo – onde mais adiante me separei do Vladi e cada um seguiu o seu caminho final de casa. Já estava noite e eu ainda tinha toda uma viagem similar à São Leopoldo – V.Aires pela frente. Uma paradinha para completar o tanque, um café e esticar as pernas. E de volta ao trecho. Fica difícil dizer que essa foi uma das melhores trips de moto que já fiz, até pelo contexto espiritual e também de paisagens locais e tal, mas sem dúvida está entre os meus  TOP 10 de todos os tempos. Um dia longo e muito bem aproveitado, cerca de410km bem rodados de forma que não há texto nem muito menos fotografia alguma que conseguiria traduzir a sensação tão boa de que foi esse rolê. Só tenho a agradecer por mais esse momento.

Valeu Vladi e Fabi pela parceria, mais uma vez.

 

*Para conferir abaixo, algumas imagens dessa trip.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vera Cruz e Rio pardo

O clima ultimamente anda meio maluco e fora de controle aqui no sul. Chove a semana toda e depois faz um belo sábado de sol. A mesma coisa nas duas últimas semana. Bem, ao menos não se pode reclamar dos sábados que tem sido um melhor do que o outro. Esse prá variar não poderia ser diferente, depois de quase virarmos sapo chegou a hora de sair de casa, tomar a estrada e um bom banho de sol numa tarde de moto fantástica.

Nos encontramos no local de costume e dessa vez da turma apenas eu, Pretto e o Rafa, estávamos liberados para o rolê. Uma breve conversa e era hora de zarpar. Ainda no trajeto da saída passamos por um posto de gasolina e um motociclista que estava abastecendo a sua moto nos acena como quem diz… Peraí! Quero ir junto com vocês.

Feito! Atendendo ao pedido, estacionamos as motos e aguardamos o motociclista, era o Mioto. C umprimentos daqui e dali e ele seguiu junto com a gente. Saímos em direção de Santa Cruz do Sul, depois no trevo tomamos um acesso lateral até Rio Pardo onde chegamos na praça do centro da cidade para uma breve parada. Só que lá estava começando a rolar uma grande festa bem bacana e que nem tínhamos conhecimento. Beleza! Tudo muito bem organizado, com vários truck foods, lonões, música e outras atividades. Mas como ainda era muito cedo, apenas começo de tarde, resolvemos deixar para passar na volta e então comermos alguma coisa. Seguimos em frente novamente voltando até Santa Cruz e seguindo então rumo à Rio Pardo.

Deu para conferir que a habitual paisagem que conhecemos do local na beira do rio estava bem diferente por causa da cheia. A descida no portinho até o restaurante flutuante estava irreconhecível, tudo embaixo da água. Claro que o tal restaurante local estava ok, atracado em um novo local e flutuando bem de boas na preguiçosa tarde de sol. Resolvemos voltar dali mesmo, a ideia inicial era irmos até Pantano Grande, mas por questão de tempo decidimos voltar e ainda aproveitar a festiva de Vera Cruz no caminho. Para isso voltamos por um outro caminho, mais longo e até mais interessante.

Já de volta à Vera Cruz era hora de parar, se acomodar e escolher um bom lanche dos tantos truck foods que lá estavam. Vou te dizer, foi difícil escolher. Muita coisa boa. Báh!

Depois de comermos, trocarmos uma ideia e darmos muitas risadas a tarde já começava a dar indícios de seu final e portanto, era hora de irmos para casa. Mais uma tarde sensacional de rolê de moto com os amigos, bem de boa ao sol. E olha, fazia tempo que não via meu amigo sol. E é uma coisa muito boa andar de moto num dia frio mas com esse clima de hoje.

THANKS!

 

*Confira abaixo algumas imagens dessa historia toda…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POA (saindo na madruga e voltando na noite)

Já há dois finais de semana o tempo não ajuda em nada no quesito rolê de moto. Até então era sempre chuva e mais chuva. Mas esse sábado a meteorologia acertou, fez sol e foi bonito. O Pretto tinha agendado uma revisão geral de sua moto em POA e me convidou para ir junto, só que tinha um perrengue, teríamos de sair cedo, de madrugada, mesmo sabendo que faria bastante frio. Ele precisava estar lá quando abrissem a oficina para dar tempo que fizessem o trabalho. E já que eu curto esse tipo de aventura topei na hora.

Sexta de noite já deixei a moto e as minhas coisas arrumadas, tudo para facilitar o serviço na manhã seguinte, ainda dei uma conferida no site do clima/tempo e a previsão era de dia de um belo dia sol mas de uma madrugada bem fria. O despertador tocou e já me ativei, em pouco tempo já estava na garagem pegando a moto. Nos encontramos no local cominado e mesmo com a friaca toda, demos a ignição na empreitada.

O céu ainda estava escuro quando saímos, a cidade amanhecia ainda quieta e vazia nesse horário perto das 7 horas. Não precisou andarmos muitos kms para descobrir que um sereno iria baixar e tomaríamos uma belo banho nessa condição. Não deu outra, acho que em menos de 15km percorridos eu já estava com as as minhas roupas molhadas. Putz! Mas de resto tudo bem, a jaqueta de couro e as botas deram conta do recado, o problema eram as luvas e a calça jeans, que logo estavam molhadas como se fosse um dia de chuva e a viseira do capacete que ia aos poucos embaçando e se enchendo de pingos (a situação de andar com sereno é diferente de andar num dia de chuva). Mas não tinha mais volta, o negócio era seguir sempre em frente e depois secar lagarteando ao sol, lá em POA.

Mas daí me ocorreu o seguinte, “o que molha rodando, depois também seca rodando”. E foi isso mesmo.

Só que essa porra de neblina durante a viagem não terminava nunca, só piorava e é bem ruim não conseguir enxergar muito à frente no asfalto. Bastante perigoso. Em um certo trecho finalmente ficamos alguns kms sem neblina, o que ajudou bastante, mas depois ela voltou e nos acompanhou até quase Porto Alegre. Em um determinado momento tivemos de fazer uma parada num posto de gasolina para secar as viseiras e conferir as roupas molhadas. Mas foda-se, não tinha muito o que fazer. Seguimos em frente.

A neblina nos acompanhou até mais ou menos o final da estrada da Arena do Grêmio, quando pegamos o trajeto da Freeway para entramos em POA pela trajeto da FIERGS. Daí o sol apareceu legal, colaborativo e participante no processo de secagem e aquecimento. Até que enfim.

Chegamos no horário marcado, uma conversa bem amigável e o pessoal de lá muito gente fina. Tomamos um café para esquentar a máquina e daí era só aguardar o Vladi e a Fabi chegarem, já havíamos cominado com eles essa empreitada e estavam ciente do nosso horário e local. Enquanto a moto ainda estava sob os cuidados na oficina, saímos para dar uma caminhada pela redondeza e pegarmos um sol para secar as roupas e as luvas.

No meio dia a moto já estava OK e então partimos para um almoço na cidade baixa. Depois de uma boa refeição regada à uma ótima conversa com  muitas risadas, resolvemos dar um rolê por Porto Alegre. O sábado de tarde de outono é mágico em POA.  Só isso o que tenho para dizer.

Passamos pelo Beira Rio que estava em movimentação de dia de jogo, depois uma ida até a zona sul em Ipanema. Várias paradas, muitos comentários e histórias. Até acabamos passando em frente a onde era a casa do Marceleza (nosso QG e estúdio de ensaios), do meu amigo e parceiro de banda na “Troublemakers” e “Carbura”, afinal foram vários anos de muitas histórias em função de banda. Deu saudades!
Cara, foi um dia e tanto em Porto Alegre. Báh! Valeu. E como.

 

*Abaixo uma sequência de imagens dessa empreitada toda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Herveiras

Desde cedo já pensando no rolê de moto, mas antes ainda tinha algumas coisas para resolver aqui na cidade e depois ainda ir até Lajeado (tudo pela manhã), para então estar de volta em tempo para poder andar junto com a rapaziada. Tudo certo, fui e voltei de boas apenas não deu tempo para almoçar. Quando cheguei já era perto do horário que havíamos combinado para a saída na tarde.

Chego no local combinado e encontro o Prof. Jeferson e o Luís Carlos já me aguardando. Tomo um café, como alguma coisa rapidinho enquanto converso com a galera e nesse meio tempo ainda aparece o Bolinha. Beleza! Time pronto e então já era hora de partirmos. Um dos caras percebe que esqueceu os documentos da moto e então tinha de passar em casa para pegar. Marcamos então um novo local mais adiante para nos encontrarmos. Nesse meio tempo surgiram mais outros conhecidos de moto que iriam para um encontro de motociclistas em Lajeado. Daí deu um bug geral na galera. Para onde vamos? Conversa vai, conversa vem,decidem ir no tal encontro. Eu não curto muito essas paradas (fui nos que eram de HD). Resolvi seguir em frente fazendo o meu caminho e eles foram para o encontro. Tudo de boa e sem mimimi. Cada um sabe o que faz e pronto. Simples assim.

Segui subindo o vale na direção de Herveiras. Cara, como gosto desse caminho, é muito bonito e curto bastante. Não sei explicar mas é até uma coisa meio relax esse trajeto nos finais de semana. Mesmo que já tenha ido lá inúmeras vezes, há anos, parece que cada vez curto mais ainda.

Como fui sozinho, pude aproveitar e parar onde e quando quisesse no caminho. Não tenho muito o que contar dessa vez, foi uma viagem solitária mas não menos interessante. Gosto de andar sozinho também.

Como seguimos sempre até um determinado ponto, que é um posto de gasolina com restaurante e lancheria, dessa vez encontrei pelo caminho um grupo de motociclistas de Vera Cruz (uns 12 caras), com suas motos esportivas. Também estavam fazendo esse mesmo roteiro que eu. Conversamos quando cheguei no posto, mas estavam num entrevero resolvendo um problema em uma de suas motos.

Fui tomar meu café e comer algo, afinal estava sem almoço algum até aquela hora. Fui bem atendido (como sempre), mas daí o garçom me alerta para o fato de que ali, naquela região, costuma chover quando o céu ficava com a coloração que estava tomando forma. Dou uma apressada no processo e logo estou na estrada novamente tomando o rumo de casa. Até lá são mais ou menos uns 90km, só que eu pretendia na volta dar uma espichada no caminho, passando pelo autódromo de Santa Cruz do Sul, para dar uma espiada nos treinos da Stock Car que tem prova amanhã. Mas com o tempo se fechando resolvi voltar direto.

A descida foi boa e acabei nem me molhando, consegui fugir da chuva. E no caminho à minha frente alguém dentro de uma SUV joga uma lata vazia de refrigerante pela janela. Porco!

Uma paradinha estratégia para tirar os óculos de sol, o tempo já estava mesmo escuro e só iria me atrapalhar. Ainda penso se daria para ir ou não até o autódromo. Resolvo voltar prá casa. Quando chego, encontro na rua o Pretto e o seu sogro tomando um chopp. Mazah! Parei.

O resto é história e lembrança para minha cabeça de mais uma bela tarde em função de andar de moto. Valeu!

*Abaixo algumas fotos do caminho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ilópolis

Com essa história de feriadão junto do final de semana ficou bem melhor a questão de dar o rolê de moto. Dava para escolher o dia e até mais de um. E hoje prá variar também foi dia. Mesmo com uma cara cinzenta até depois mesmo do ainda do meio-dia, o céu estava dando pinta de que não caso para chuva. Dessa vez nem olhamos a previsão do tempo. Marcamos o horário para a partida e pimba!

Dessa vez o Pretto estava à postos para ir junto e combinamos de seguir com destino cheio de subidas e curvas até Ilópolis (RS), a terra da erva-mate.

Aos poucos enquanto seguíamos na direção de Lajeado, Arroio do Meio e depois Encantado, o clima foi mudando para mais frio (claro, subida de serra), mas ao mesmo tempo o sol resolveu aparecer e dar uma colorida diferente na região. Melhor! Perto de Encantado uma breve parada no posto do pedágio para uma água, uma ida ao banheiro e um pouco de conversa. Inclusive ajudamos um parceiro que queria ir para a cidade de Travesseiro e estava meio atrapalhado, só para não dizer perdido.

De volta às motos, seguimos o nosso destino de subida, agora já com um movimento menor de carros após o trevo já no caminho de Ilópolis. Esse trajeto já teve asfalto melhor, no começo muito buraqueira e aqueles espaços “derretidos” ondulados de asfalto por causa do peso de caminhões (grande perigo para as motos), superando isso tudo de boa logo estávamos passando por Dr Ricardo e depois Anta Gorda (nomes interessantes de cidades). Nem vou comentar muito sobre a beleza dos lugares ao longo do trajeto, fica compreendido aqui de que é uma viagem muito boa e de quem curte esse tipo de atividade, porra meu, é sensacional. De vez em quando é preciso sair de sua zona de conforto e conhecer lugares assim, sem shopping, sem sinal de celular mas por outro lado, cheio de vida. Fica a dica.

Fizemos uma ou outra parada eventualmente no caminho para curtir o visual, até porque afinal não se trata apenas de subir na moto e acelerar. Essa função de andar de moto e se sentir livre, buscar essa sensação de paz, realização, interagir com a estrada, a paisagem, o deslocamento e a máquina é muito boa.

Chegando em Ilópolis a missão então passou a ser encontrarmos um bom café. Só que hoje foi dia de feriado do trabalhador e assim a maioria dos estabelecimentos estavam fechados, coisa que não acontece nos outros rolês durante o ano. Nenhum café aberto. Então resolvemos dar uma rápida passada na lagoa que há perto do centro da cidade. Um pouco de conversa com um cara que estava com a sua família ali pescando, na real era mais dando banho em minhoca do que pegando peixe mesmo. Nessa hora o céu já começava a dar indícios de escurecer então era momento de preparar a volta. Uma parada no posto para abastecer (nada de café ali) e seguimos o caminho de volta.

No trevo de saída da cidade encontramos um vendedor de pinhão na beira do asfalto. Paramos, perguntamos o preço, negociação feita e a mala então cheia de pinhão até a boca. Seguindo em frente, planejamos uma parada para um café em um posto de gasolina que vimos pelo caminho. Nada feito, lancheria fechada. Tentamos ainda um mini mercado com um balcão de lancheria, também nada feito. E olha que nessa hora um café seria uma boa, já estava começando a fica rum pouco frio. Vamos em frente com o caminho de descida de morro.

O trajeto foi tranquilo, só que a medida em que chegávamos mais perto de Encantado outra vez, o movimento também aumentou (sem contar que era dia de final de feriadão) e daí veio aquela situação xaropenta de descida de morro com várias curvas, em faixa dupla com um caminhão na frente segurando uma fila de carros… putz! Logo chegamos em Encantado, depois mais adiante já era Lajeado e por aí em diante nossas motos já andam meio que no piloto automático.

Chegamos loucos por um café, a tarde passou voando, afinal rodamos centenas de kms sem comer nada, já estava ficando escuro e frio pegando. Por aqui as coisas também eram em clima de feriado de dia do trabalho. A solução foi o postinho. Até que enfim o tão esperado café…rsrsrsr.ainda conversamos com mais alguns amigos que encontramos e já era momento de ir mesmo prá casa. Fome batendo, assuntos ainda por resolver antes dedar por encerradas as grandes atividades do feriado.

Tenham uma boa semana. Esse foi um feriado supimpa, com muita coisa bacana e sempre bom contar com a parceria dos amigos nesse tipo de aventura. Valeu!

 

*Com já é costume, abaixo uma sequência narrativa de imgs do rolê do dia.