Arquivo da tag: viajar

Caminhos – #70

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Caminhos – #69

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Caminhos – #68

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


POA (saindo na madruga e voltando na noite)

Já há dois finais de semana o tempo não ajuda em nada no quesito rolê de moto. Até então era sempre chuva e mais chuva. Mas esse sábado a meteorologia acertou, fez sol e foi bonito. O Pretto tinha agendado uma revisão geral de sua moto em POA e me convidou para ir junto, só que tinha um perrengue, teríamos de sair cedo, de madrugada, mesmo sabendo que faria bastante frio. Ele precisava estar lá quando abrissem a oficina para dar tempo que fizessem o trabalho. E já que eu curto esse tipo de aventura topei na hora.

Sexta de noite já deixei a moto e as minhas coisas arrumadas, tudo para facilitar o serviço na manhã seguinte, ainda dei uma conferida no site do clima/tempo e a previsão era de dia de um belo dia sol mas de uma madrugada bem fria. O despertador tocou e já me ativei, em pouco tempo já estava na garagem pegando a moto. Nos encontramos no local cominado e mesmo com a friaca toda, demos a ignição na empreitada.

O céu ainda estava escuro quando saímos, a cidade amanhecia ainda quieta e vazia nesse horário perto das 7 horas. Não precisou andarmos muitos kms para descobrir que um sereno iria baixar e tomaríamos uma belo banho nessa condição. Não deu outra, acho que em menos de 15km percorridos eu já estava com as as minhas roupas molhadas. Putz! Mas de resto tudo bem, a jaqueta de couro e as botas deram conta do recado, o problema eram as luvas e a calça jeans, que logo estavam molhadas como se fosse um dia de chuva e a viseira do capacete que ia aos poucos embaçando e se enchendo de pingos (a situação de andar com sereno é diferente de andar num dia de chuva). Mas não tinha mais volta, o negócio era seguir sempre em frente e depois secar lagarteando ao sol, lá em POA.

Mas daí me ocorreu o seguinte, “o que molha rodando, depois também seca rodando”. E foi isso mesmo.

Só que essa porra de neblina durante a viagem não terminava nunca, só piorava e é bem ruim não conseguir enxergar muito à frente no asfalto. Bastante perigoso. Em um certo trecho finalmente ficamos alguns kms sem neblina, o que ajudou bastante, mas depois ela voltou e nos acompanhou até quase Porto Alegre. Em um determinado momento tivemos de fazer uma parada num posto de gasolina para secar as viseiras e conferir as roupas molhadas. Mas foda-se, não tinha muito o que fazer. Seguimos em frente.

A neblina nos acompanhou até mais ou menos o final da estrada da Arena do Grêmio, quando pegamos o trajeto da Freeway para entramos em POA pela trajeto da FIERGS. Daí o sol apareceu legal, colaborativo e participante no processo de secagem e aquecimento. Até que enfim.

Chegamos no horário marcado, uma conversa bem amigável e o pessoal de lá muito gente fina. Tomamos um café para esquentar a máquina e daí era só aguardar o Vladi e a Fabi chegarem, já havíamos cominado com eles essa empreitada e estavam ciente do nosso horário e local. Enquanto a moto ainda estava sob os cuidados na oficina, saímos para dar uma caminhada pela redondeza e pegarmos um sol para secar as roupas e as luvas.

No meio dia a moto já estava OK e então partimos para um almoço na cidade baixa. Depois de uma boa refeição regada à uma ótima conversa com  muitas risadas, resolvemos dar um rolê por Porto Alegre. O sábado de tarde de outono é mágico em POA.  Só isso o que tenho para dizer.

Passamos pelo Beira Rio que estava em movimentação de dia de jogo, depois uma ida até a zona sul em Ipanema. Várias paradas, muitos comentários e histórias. Até acabamos passando em frente a onde era a casa do Marceleza (nosso QG e estúdio de ensaios), do meu amigo e parceiro de banda na “Troublemakers” e “Carbura”, afinal foram vários anos de muitas histórias em função de banda. Deu saudades!
Cara, foi um dia e tanto em Porto Alegre. Báh! Valeu. E como.

 

*Abaixo uma sequência de imagens dessa empreitada toda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Caminhos – #65

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Caminhos – #62

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O que ninguém conta sobre mudar de cidade

Já faz alguns anos que deixei Brasília, cidade onde cresci e construí quase todas as minhas relações.

Morar quase a vida toda na mesma cidade tem muitos pontos positivos. Sabemos onde as coisas estão, conhecemos quase todo mundo – mesmo que seja apenas de vista – e sabemos a história de quase tudo por ali. Por mais que às vezes não gostemos, nossa cidade traz um senso de comunidade, sendo uma extensão do que forma nossa ideia de lar. O lugar que moramos e os acontecimentos à nossa volta adicionam um elemento extra de identidade à nossa personalidade.

Mas chega o dia que crescemos e, pelos embaraços da vida, precisamos nos mudar.  É assim na vida de muita gente, também foi assim na minha vida. A gente pode até achar que está preparado e sabe o que virá pela frente, mas existem alguns detalhes que só descobri quando chegou minha vez.

Pode ter sido só comigo, mas se puder confortar outras pessoas que sentiram-se dessa forma, já vale a pena compartilhar essas experiências que não vejo ninguém contando por aí.

 

Seus amigos mudam

Uma das coisas que parecem óbvias, mas nos surpreende quando chega nossa vez, é que nossos amigos mudam bastante quando estamos distantes. Não é como se permanecessem os mesmos sempre, mas quando estamos acompanhando diariamente nos acostumamos às pequenas e constantes mudanças.

Um dia voltamos para visitá-los e eles têm assuntos que não conseguimos mais acompanhar. Nossos interesses não cruzam como antes e tudo parece meio fora de sincronia. O peso da amizade de tantos anos faz o trabalho de manter a união, mas sentimos que o compasso vai se perdendo.

Por algum tempo ainda faz sentido continuar o contato com esses amigos, mas às vezes as diferenças tornam-se tão grandes que acabamos deixando de lado. O carinho e a nostalgia do passado ainda existem, mas agora cada um de fato seguiu um caminho distinto.

 

Você muda

Não são apenas nossos amigos assumem traços novos, nós também. Numa nova cidade é fácil entrar em contato com outras ideias, diferentes perspectivas e interesses que nem sabíamos que existiam.

Ao passo em que vemos nossos amigos mudando, nós também desenvolvemos um comportamento diferente do que eles estão acostumados. Cooperando para a quebra de ritmo entre os dois referenciais. Percebo com frequência o choque de amigos quando me encontram depois de um longo tempo sem me ver. O sentimento de amizade é certamente presente, mas as diferenças na forma de agir e pensar acabam causando alguns sustos.

Essas diferenças trazem diversas formas de desconforto, já que pessoas esperam que você se comporte de uma forma que já não é mais compatível, da mesma forma que acabamos criando a mesma expectativa quando nossos amigos estão diferentes.

Dos dois lados resta o sentimento de que estamos nos afastando de alguém que já foi muito importante.

 

Existe um vazio de pertencimento

Um dos efeitos mais inesperados de mudar, pelo menos para mim, foi a perda da noção de pertencer a um lugar.

No meu caso, um dia voltei para visitar Brasília, como já havia feito tantas outras vezes, mas algo ali estava diferente. As pessoas nas ruas, a jeito que se vestiam, os novos costumes e programas de final de semana. De repente, tudo aquilo não era mais parte de mim. Não existia mais conexão.

O esperado é que a nova cidade substituísse a antiga, mas não foi o que aconteceu. Eu não apenas deixei de me identificar com Brasília, como ainda não tinha vínculos com o lugar onde estava morando.

É um vazio estranho.

Não sei dizer se esse sentimento de não ter mais um “lugar para voltar”, uma referência inicial de cidade, vai passar em algum momento. O que sei até agora é que poderia morar em qualquer outro lugar do mundo, porque a cidade já não faz mais tanta diferença assim.

 

As coisas novas não importam para os amigos antigos

Por mais que você mantenha contato constante com seus amigos de sua cidade original, sua vida nova não importa para eles como antes. Você até vai contar algumas novidades e atualizá-los do que for mais importante, mas dificilmente os detalhes farão algum sentido maior.

É até compreensível que seja assim, essas pessoas não fazem parte dos detalhes e, mesmo que você conte, não tem como existir a mesma ligação. Os locais, pessoas e referências que você está citando são apenas uma ideia distante, é como contar um episódio de um seriado de TV. Para quem não acompanha bem de perto, a parte recortada da trama não tem muita graça, falta aquela conexão emocional.

Com isso, a gente acaba sentindo que o interesse dos amigos pela nossa vida já não é mais o mesmo, o que – é claro – nem sempre é o caso. Não adianta também ficar chateado ou cobrar atenção, isso só tornará as coisas mais estranhas e artificiais.

Vez ou outra surge o gancho perfeito e começam bons papos como nos velhos tempos. Mas fora isso, a gente fica ali vendo a amizade meio de longe.

 

Você não é um turista

Quando visitamos uma cidade nova, é normal correr contra o tempo para visitar todos os pontos turísticos, fazer programas interessantes e conhecer o máximo de coisas novas.

Ao pensar em mudar de cidade, é fácil achar que também fará toda essa peregrinação turística e aproveitará as surpresas do local. Só que infelizmente, o poder da rotina costuma ser mais forte que nossa vontade de explorar opções.

Reclamamos da falta de alternativas interessantes da cidade anterior, mas quando chegamos num lugar diferente, acabamos não aproveitando o que há disponível. Fica evidente que na maioria das vezes o problema da falta de atrações é nosso apego ao cotidiano, a rotina que consome nossa curiosidade e o famoso “depois eu faço”.

Morei meses em Santiago, no Chile, mas as únicas vezes que fiz programas turísticos foi quando vinham visitas do Brasil. Quando estava perto de voltar, senti que não tinha curtido a cidade como deveria. Hoje, morando em Londrina, penso que preciso mudar isso, mas quando percebo estou no mesmo restaurante pedindo os mesmos pratos de sempre.

 

O mundo se torna um lugar maior

Apesar de ter focado nos impactos que soam mais negativos, existe um ponto positivo que é capaz de superar todos os outros.

Mesmo quando mudamos para uma cidade que fica apenas um estado de distância, podemos observar como as diferenças culturais são gigantescas. Desde as pequenas tradições locais, costumes e formas de lidar com problemas, até a organização política e econômica que movimenta a região.

É muito bonito ver essas barreiras sendo quebradas e voltar a enxergar o mundo como um lugar gigantesco. Essa sensação de que conhecer apenas uma cidade de cada país não é o bastante, queremos conhecer cada cidadezinha pequena dos países mais remotos, suas nuances e histórias.

O mundo, ainda que mais conectado pela globalização, vai se mostrando como um lugar cada vez mais rico e excitante.

 

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*Fonte: papodehomem/ Alberto brandão


3 ou até mais vezes


Por aí


Encontro Harley Davidson em Carlos Barbosa

Conforme já era previsto e anunciado o sábado deu as caras com um belo sol e de brinde uma temperatura ideal para se andar de moto. Não tão quente como de outros finais de semana e nem tão frio. Assim nos encontramos no postinho, eu, o Professor Jeferson e o Bolinha para darmos a partida em nosso rolê até o 2º Carlos Barbosa Harley’s Day. Não fui ano passado, mas já haviam me contado de que era bem legal e estava bastante interessado nesse evento.

Eu não curto muito essa história de encontro de motociclistas, ainda mais depois do sucesso televisivo do seriado “Sons of Anarchy”, algumas coisas passaram a serem muito valorizadas e daí uma parte da galera tem deixado de lado aquele lance do espírito, do prazer de gostar e curtir andar de moto. “Muita pose e pouca pilotagem”.

Mas ok, tenho de reconsiderar. Esse realmente encontro foi diferente de todos outros que já fui, um outro nível e sem dúvida muito bom.

Um pessoal legal, inclusive com muita mulher bonita (boa!), uma ótima comida e aqui cabe também ressaltar – diferente dos outros eventos do tipo, com diversas tendas de alimentação (inclusive tinha até sushi). Ah! E a música nos PA’s do evento também era boa. Gostei mesmo. E o mais interessante realmente foram as motos. O centro da festa. Báh….. quanta moto bonita (ao menos para o meu ponto de vista) e surpreendeu, tinha muita moto. Muitas mesmo!

Quanto ao nosso rolê até lá, foi tudo de boas. Dia bonito, saímos um pouco antes do meio dia, pegamos uma estrada tranquila por causa do horário. Fizemos uma paradinha no pedágio para surrupiarmos um café preto e pormos um pouco da conversa sobre motos em dia. E a volta também foi tudo OK. Até rolou um pequeno entrevero de desencontro entre a gente, mas foi até engraçado.

Um dia incrível, com pessoas legais e um lugar muito bonito também. Mais um ponto positivo no caderninho da vida.
Valeu!

 

*Abaixo algumas imagens da nossa trip e do evento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Viajar

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Manifesto Viajante: Uma vez fui viajar e não voltei!

Uma vez fui viajar e não voltei.  Não por rebeldia ou por ter decidido ficar; simplesmente mudei.
Cruzei fronteiras que eu nunca imaginaria cruzar. Nem no mapa, nem na vida. Fui tão longe que olhar para trás não era confortante, era motivador.
Conheci o que posso chamar de professores e acessei conhecimentos que nenhum livro poderia me ensinar. Não por serem secretos, mas por serem vivos.

Acrescentei ao dicionário da minha vida novos significados para educação, medo e respeito.
Reaprendi o valor de alguns gestos. Como quando criança, a espontaneidade de sorrisos e olhares faz valer a comunicação mais universal que há – a linguagem da alma.

Fui acolhido por pessoas, famílias, estranhos, bancos e praças. Entre chãos e humanos, ambos podem ser igualmente frios ou restauradores.
Conheci ruas, estações, aeroportos e me orgulho de ter dificuldade em lembrar seus nomes. Minha memória compartilha do meu desejo de querer refrescar-se com novos e velhos ares.

Fiz amigos de verdade. Amigos de estrada não sucumbem ao espaço e nem ao tempo. Amigos de estrada cruzam distâncias; confrontam os anos. São amizades que transpassam verões e invernos com a certeza de novos encontros.

Vivi além da minha imaginação. Contrariei expectativas e acumulei riquezas imateriais. Permiti ao meu corpo e à minha mente experimentar outros estados de vivência e consciência.

Redescobri o que me fascina. Senti calores no peito e dei espaço para meu coração acelerar mais do que uma rotina qualquer permitiria.
E quer saber?

Conheci outras versões da saudade. Como nós, ela pode ser dura. Mas juro que tem suas fraquezas. Aliás, ela pode ser linda.
Com ela, reavaliei meus abraços, dei mais respeito à algumas palavras e me apaixonei ainda mais por meus amigos e minha família.
E ainda tenho muito que aprender.

Na verdade, tais experiências apenas me dirigem para uma certeza – que ainda tenho muito lugar para conhecer, pessoas a cruzar e conhecimento para experimentar.

Uma fez fui viajar… e foi a partir deste momento que entendi que qualquer viagem é uma ida sem volta.”

 

“Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”
(Fernando Pessoa)

 

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*Fonte: mochilabrasil

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Sobre viajar

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Verão, hora de viajar

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