Lua e marte farão uma conjunção neste domingo (9) promovendo grande espetáculo nos céus

Para as pessoas que gostam de apreciar os fenômenos que os planetas, astros e estrelas realizam no céu, anote: neste domingo, 9 de agosto (noite de sábado para domingo) o céu vai te presenciar com uma visão única e espetacular.

A lua e Marte estarão emparelhados, alinhados lado a lado, em uma conjunção rara de acontecer e se ver. Para os amantes destes fenômenos que moram no Sul e Sudeste do Brasil, poderão ver algo mais bonito ainda: em certo momento a Lua ficará bem à frente do planeta vermelho Marte, este fenômeno é chamado de ocultação.

Caso você queira observar este belo espetáculo, coloque seu relógio para despertar cedinho, pois este show começa a acontecer às 5:00 h da madrugada.

Prepare-se.

*Por JCS

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*Fonte: sensivelmente

Empatia zero

E o que dizer do mundo em que vivemos hoje!?
Como se não bastasse já estarmos quase na casa das 100.000 vítimas do Covid-19 no Brasil; uma futura situação econômica preocupante; a tal quarentena prolongada versus o descaso daqueles que não estão nem aí, curtindo suas festinhas particulares; o alarmante índice de um dos maiores desmatamentos de nossa hitória; jovens sem aulas ou expectativas não muito boas para um breve retorno; as inúmeras questões e resoluções políticas inusitadas (para não se dizer coisa pior); o stress geral nas pessoas por causa do isolamento ou distanciamento social; as tantas saudades que temos de coisas simples e até o “quase” ataque de uma nuvem gigante de gafanhotos por aqui – desviram no caminho. Que 2020! E agora, como se não bastasse, uma bomba! Literalmente uma grande explosão em Beirute, com milhares de pessoas inocentes pagando um alto preço.

Então me pergunto se o grande problema do planeta seria mesmo o “Covid” ou esse outro vírus, normalmente chamado de “ser humano”?

Hoje por aqui, sem vontade de postar mais nada. Cansado, triste, me sentindo desiludido. Assisti várias cenas da explosão de ontem e é uma cena incrivelmente aterrorizante. Impossível não parar para pensar na vida, no mundo e no consequente momento atual em que vivemos…

Durmam bem!

 

 

Razões para amar um animal com tanta intensidade

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis ​​da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

“As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. “

-Sigmund Freud-

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.

Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

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*Fonte: pensacontemporaneo

13 maneiras de espantar a energia negativa da sua casa

Sabe aquele sentimento constante de desânimo e um clima pesado no ar? Veja algumas dicas para espantar a energia negativa do seu lar:

1. Abra as portas e janelas
Pode parecer óbvio, mas deixar o ar circular, mesmo que esteja frio lá fora, é o primeiro passo para mandar embora as energias ruins de dentro de casa.

2. Acenda um incenso
O hábito de queimar incensos faz parte de práticas espirituais e de rituais de meditação. Pode ajudar a melhorar a energia do ambiente e criar uma atmosfera mais calma e serena.

3. Livre-se das coisas quebradas
Manter móveis e objetos quebrados pode atrair e manter energias negativas em casa. Mesmo que tenha algum valor sentimental, está na hora de dar um jeito nessas peças: repare-as ou remova-as de casa.

4. Use spray de óleo de laranja
Aquele cheirinho cítrico da laranja remete a um dia ensolarado. O aroma é capaz de espantar a energia negativa do ambiente e melhorar o humor das pessoas. Dilua um pouco óleo de laranja na água e espalhe pela casa.

5. Arrume a bagunça
Em desordem, os objetos são capazes de reter energias que podem nos bloquear fisicamente, mentalmente, emocionalmente e espiritualmente.

6. Use cristais para manter a harmonia
Cada cristal tem uma função. O quartzo rosa, por exemplo, é capaz de facilitar na substituição das emoções e sentimentos negativos por positivos.

7. Pinte uma parede de amarelo
Pode parecer meio radical, mas a cor é capaz de neutralizar as energias ruins do ambiente. Além disso, o amarelo pode fazer com que o ambiente pareça maior.

8. Coloque sal nos cantos
Especialistas dizem que para absorver energias negativas, basta colocar um pouquinho de sal em cada canto de um ambiente e deixar por 48 horas. Depois disso, é só varrer e jogar no lixo.

9. Faça uma boa faxina
A dica é sempre que comprar ou alugar um imóvel novo, antes mesmo de começar a levar as mudanças, dedique um tempo para fazer uma boa faxina. Isso pode ajudar a remover qualquer tipo de energia do morador anterior.

10. Tente reduzir as pontas
Uma das indicações do Feng Shui são os móveis sem pontas. Além de serem mais seguros, caso alguém esbarre neles, a energia gerada pela ponta, que lembra uma flecha, não é aconchegante. A dica é investir em objetos de decoração, como luminárias e vasos redondos, para trazer mais energias positivas.

11. Invista em espelhos
Acredita-se que eles podem atrair ainda mais energias positivas e também ajudar a limpar a mente. Mas não se esqueça de optar pelos de pontas redondas.

12. Opte por cores neutras
Às vezes, cores escuras podem sobrecarregar quando tudo o que você precisa é de um ambiente relaxante.

13. Proteja as entradas
As portas e as janelas são entradas para as energias. Para manter essas áreas purificadas e protegidas, é recomendado limpar as maçanetas e janelas com a mistura de água, sal, vinagre branco e suco de limão.

*Marina Paschoal com Bruna Menegueço

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*Fonte: casa&jardim

É muito desagradável a pessoa jogar na nossa cara o que fez pela gente

A gratidão faz um bem enorme, tanto para quem a oferta, quanto para quem a recebe, isso é fato. Quando somos reconhecidos pelo que fizemos, a gente se sente super bem. Quando reconhecemos o que o outro fez por nós, também nos sentimos bem. No entanto, nada disso poderá ser forçado, carregado de cobranças, simplesmente porque nada do que tiver que acontecer por insistência tem muito valor.

Não precisamos ficar provando o nosso valor para os outros. Não merecemos ter que convencer as pessoas de que temos algo a oferecer, de que somos importantes para elas. O nosso coração tem que estar tranquilo e a nossa consciência tem que estar em paz. Se estivermos seguros em relação ao que somos, a aprovação alheia será irrelevante. Ajudemos e ofertemos o nosso melhor, sem esperar nada em troca, afinal, o bem que fizermos sempre ficará em nós também.

Caso a pessoa ajude esperando reconhecimento, muito provavelmente sofrerá e se decepcionará, afinal, nem todo mundo possui gratidão dentro de si. Nós geralmente nos decepcionamos porque esperamos que o outro faça por nós o que faríamos por ele, mas não é sempre assim. Algumas pessoas, inclusive, acham que temos a obrigação de ajudá-las, ou seja, ainda se voltarão contra nós na primeira oportunidade em que não pudermos ajudá-las.

E, caso fiquemos aguardando demonstrações explícitas de gratidão por parte das pessoas, iremos acumular muita mágoa dentro do peito. Então, uma ou outra hora, aquilo tudo que nos incomoda virá à tona, da pior forma possível, quando cobraremos reconhecimento por parte do outro, listando todas as vezes em que o ajudamos, acusando-o de ser ingrato e insensível. E provavelmente o faremos de uma maneira indelicada e ríspida.

É desanimador quando nada do que fazemos pela pessoa é reconhecido. Mas também é muito chato quando a pessoa joga na cara da gente algo que ela fez por nós e usa de chantagem emocional, para se sentir superior. Se a pessoa sempre age pensando no que receberá em troca, o problema é dela, as expectativas são dela. Ninguém tem a obrigação de corresponder às expectativas alheias. O natural é haver gratidão, mas sem cobranças. Continue fazendo o bem, afinal, ninguém perde por ajudar, perde quem acha que o mundo é seu empregado. Siga no bem, não tem erro.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: contioutra

Desde o tempo de Galileu, negação da ciência passou do campo religioso para o político, diz astrofísico

No dia 22 de junho de 1633, o astrônomo Galileu Galilei, considerado por muitos o criador do método científico, recebia sua sentença frente a um tribunal da Inquisição. Pela acusação de defender o modelo de Copérnico, em que a Terra girava em torno do Sol, Galileu foi considerado um herético, forçado a repudiar as ideias heliocêntricas e sentenciado a prisão domiciliar, além de ter sua obra Diálogo incluída no Índice de Livros Proibidos do Vaticano.

Pouco menos de 400 anos após esses acontecimentos, uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada em julho de 2019 apontou que 7% dos brasileiros acreditam que a Terra seja plana. O número representa um movimento que ganhou impulso nos últimos anos, o dos chamados terraplanistas, que questionam o formato esférico do planeta, noção que já era consenso inclusive na época de Galileu.

Foi com o intuito de analisar o ressurgimento de movimentos de negação a resultados científicos como esse que o astrofísico romeno Mario Livio lançou no início de maio o livro Galileo and the Science Deniers (Galileu e os negacionistas da ciência, editora Simon & Schuster, a ser lançado em português pela editora Record), no qual faz uma nova leitura da vida e descobertas de Galileu e compara a resistência que enfrentou na época ao negacionismo existente hoje.

Uma das principais diferenças, segundo ele, é que a oposição à ciência deixou de ter cunho prioritariamente religioso.

“Quando falamos sobre a negação das mudanças climáticas hoje ou olhamos para algumas das respostas iniciais à pandemia do Covid-19, fica claro que essas ações são motivadas em grande parte por conservadorismo político”, afirma o autor à BBC News Brasil.

Livio é astrofísico, escritor e palestrante, membro da Associação Americana de Avanço da Ciência, e vive na cidade de Baltimore (EUA). Ele atuou por 24 anos como astrofísico no Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, centro instituído pela Nasa para operar o telescópio Hubble. Também é autor de livros como Por quê? O que nos torna curiosos (Editora Record, 2018) e A equação que ninguém conseguia resolver (Editora Record, 2008).

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil – Por que é importante neste momento lançarmos um novo olhar sobre a vida de Galileu?

Mario Livio – Em primeiro lugar, é sempre bom analisar a vida de Galileu porque ele era uma pessoa fascinante. Ele foi um dos maiores defensores da liberdade intelectual, uma luta que é sempre relevante. Mas, na verdade, claro que o mais importante de olharmos para esse período em particular é que hoje ainda vemos muito negacionismo em relação à ciência no mundo.

Acredito que isso também seja verdade para o Brasil, pelo pouco que sei sobre a situação política que vocês estão atravessando.

A luta de Galileu foi contra a negação da ciência. Portanto, é importante entender, antes de tudo, que esse não é um fenômeno recente e analisar as semelhanças e diferenças entre a negação da ciência que existia no tempo de Galileu e a que existe no nosso tempo atual.

BBC News Brasil – O que podemos aprender sobre a luta de Galileu que pode ser aplicado à nossa realidade?

Livio – As motivações para se rejeitar as descobertas da ciência no tempo de Galileu e hoje são diferentes. No tempo de Galileu, o principal problema costuma ser descrito como um enfrentamento entre ciência e religião. Isso não é verdade, e ele mesmo nunca enxergou o conflito dessa forma.

Galileu era uma pessoa religiosa. O conflito que ocorria na realidade era entre a ciência e as interpretações literais da Bíblia feitas pela Igreja Católica. Era contra isso que ele lutava. O argumento de Galileu era de que a Bíblia não tinha sido escrita como um livro científico, e sim buscando a nossa salvação. Consequentemente, foi escrita em uma linguagem que possa ser compreendida por pessoas comuns.

Ele apontava que mesmo os planetas não eram nomeados na Bíblia e que a maior parte do conteúdo do livro era dito em metáforas, não deveria ser considerada de forma literal. Ele insistia que a Bíblia não continha erros. O erro era nosso de interpretar de maneira literal.

Quando olhamos para os negacionistas da ciência hoje, vemos que as motivações são diferentes. Quero dizer, existem casos que são parecidos. Por exemplo, há nos Estados Unidos pessoas que insistem em ensinar o criacionismo na escola junto com a teoria da evolução de Darwin. Essas pessoas também são motivadas pela religião.

Porém, quando falamos sobre a negação das mudanças climáticas hoje ou olhamos para algumas das respostas iniciais à pandemia do covid-19, fica claro que essas ações são motivadas em grande parte por conservadorismo político. Estamos em um ano de eleição presidencial nos EUA e existe uma vontade de se satisfazer os apoiadores.

Então as motivações são diferentes, mas o efeito é o mesmo, porque significa que a ciência está sendo posta de lado e os conselhos gerados com base científica não estão sendo levados a sério.

BBC News Brasil – Em 1992, o papa João Paulo 2o finalmente reconheceu que a Igreja Católica errou ao condenar Galileu. Mesmo com um certo atraso, e considerando essas diferenças que o senhor acaba de apontar, isso indica que a religião está deixando de ser a principal força antagonista da ciência e esse papel está passando hoje definitivamente para o campo da política?

Livio – Sim, você está absolutamente certo. Recentemente, o papa Francisco declarou que nem o Big Bang nem a teoria da evolução de Darwin estão em conflito com a fé. Então acho que a Igreja Católica é muito menos negacionista hoje do que era antigamente.

Mesmo aquelas pessoas que, por causa da religião, querem ensinar o criacionismo nas aulas de ciência vão contra as declarações do próprio papa. A motivação religiosa do lado da Igreja é muito menos pronunciada hoje, e é muito mais por causa do conservadorismo político que vemos esse negacionismo.

BBC News Brasil – Por que é importante para líderes populistas como Trump e Bolsonaro confrontar a ciência e disseminar a desinformação dessa maneira?

Livio – Olha, eu gostaria muito de saber a resposta para essa pergunta. Trump quer ser reeleito e claramente tenta agradar sua base eleitoral. Imagino que ele acredite fortemente que seus seguidores compartilham visões semelhantes a essas. Ele também tem levado em consideração questões financeiras e de negócios acima de qualquer tipo de dilema moral ou mesmo, até certo ponto, da preservação de vidas humanas.

Eu não estou totalmente familiarizado com a evolução da covid-19 no Brasil, mas sei que vocês estão enfrentando graves problemas. Nos EUA, a resposta inicial do governo foi dizer: ‘Ah, estamos só com 15 casos agora e logo isso cairá zero. Não precisamos mudar muita coisa, estamos fazendo um bom trabalho’.

Claro que esse pensamento era completamente falso. Sabemos agora, de acordo com modelos matemáticos sérios, que se a resposta inicial tivesse sido mais rápida e clara, muitas vidas teriam sido salvas.

Neste momento, já tivemos no país uma resposta mais robusta para a pandemia, mas agora corremos o risco de uma reabertura apressada da economia. Não acredito que isso seja somente motivado pela necessidade de ajudar os trabalhadores americanos. Enquanto as pessoas não estiverem seguras o suficiente para retomar suas atividades, não importa muito se os negócios estarão abertos ou não. A população precisa se sentir segura para que isso dê certo.

O governo americano emitiu regras segundo as quais os negócios devem reabrir, mas ele não seguiu as próprias diretrizes. Quase 20 Estados começaram a reabrir num momento em que o número de casos estava crescendo constantemente ao longo de duas semanas inteiras.

Então a reeleição e os interesses das grandes corporações parecem ser mais importantes para essa administração do que seguir os conselhos ditados pela ciência, e acredito que algo parecido esteja acontecendo no Brasil neste momento.

BBC News Brasil – O negacionismo é maior hoje em dia do que era algumas décadas atrás?

Livio – Não acredito que esse número tenha aumentado. Uma pesquisa recente do Instituto Gallup mostrou que pouco mais de 30% dos americanos acreditam que os seres humanos foram criados há menos de dez mil anos. Esse dado ainda é incrivelmente alarmante, mas, por outro lado, essa porcentagem está em seu nível mais baixo da história. Então, não temos mais pessoas acreditando nisso do que antes e não acredito que existam mais negacionistas hoje do que em gerações anteriores.

O que acontece, porém, é que os negacionistas atualmente têm muito mais visibilidade. Estão, por exemplo, dentro do governo americano em um número muito maior do que em administrações anteriores. Espero que isso seja apenas uma moda passageira. Quero dizer, que isso seja menos uma ideologia de fato do que uma posição tomada puramente por conveniência política.

BBC News Brasil – Por se tratar de questões de saúde, esse negacionismo hoje acaba tendo um impacto muito mais forte do que na época de Galileu?

Livio – No tempo de Galileu, um dos principais conflitos entre ciência e religião envolvia o sistema de Copérnico, que dizia que todos os planetas, incluindo a Terra, giravam em torno do Sol, em oposição ao de Aristóteles, um sistema em que tudo girava em torno da Terra. A Terra como centro parecia melhor para a ortodoxia católica porque o ser humano estaria no centro da criação divina, numa visão antropocêntrica do universo.

Eu não sou epidemiologista nem médico. Sou astrofísico, então não finjo entender bem a ciência de uma pandemia. Mas, como cientista, sei analisar números. Acredito muito nos números.

Compare o caso dos EUA com o da Coreia do Sul, por exemplo. Olhei os números dos dois países até o dia 14 de maio. A Coreia do Sul tem uma população de 52 milhões de pessoas. Lá, eles tinham uma média de cinco mortes por milhão de habitantes até essa data. Nos EUA, que têm uma população de 322 milhões, a média nessa mesma data era de 264 por milhão.

Por que isso? O que os epidemiologistas me dizem é que desde o começo da pandemia na Coreia houve uma insistência para a criação de medidas de controle de contato físico e de isolamento de casos comprovados da doença, com rastreamento dos infectados. Por isso eles conseguiram controlar. Os EUA não fizeram praticamente nada até o início de março, então muito tempo foi perdido.

Isso é muito perturbador. No tempo de Galileu, claro que houve grandes consequências pessoais para ele devido aos que negavam suas descobertas. Ele ficou em prisão domiciliar durante oito anos e meio e seus livros foram proibidos. Hoje, no entanto, estamos falando de muitas vidas humanas.

É inacreditável que existam pessoas que arrisquem a vida de seus filhos por rejeitarem a aplicação de vacinas. Mesmo considerando a questão das mudanças climáticas, é uma coisa que afeta o futuro da vida na Terra. A vida não vai ser extinta por isso, mas um país como Bangladesh ou mesmo o estado da Flórida podem ficar debaixo d’água.

Nunca foi uma boa ideia apostar contra a ciência. Mas quando vidas humanas e o próprio futuro do planeta estão em jogo, essa aposta fica ainda mais injusta. Essa é uma lição importante que podemos aprender com o caso de Galileu.

BBC News Brasil – Galileu era uma figura complexa. Ele não era apenas versado em ciências, mas também se interessava por artes e era bastante religioso. Para alguns historiadores, a defesa de suas descobertas científicas era inclusive uma tentiva de ajudar a Igreja, impedindo que cometessem um erro ao interpretar a Bíblia de forma literal. Quanto de verdade há nisso?

Livio – Acredito que isso seja verdade. No livro Galileo and the Science Deniers, aponto que Galileu era uma pessoa complexa. Nem sempre era a pessoa mais agradável. Era muito solidário com os membros de sua própria família, mas podia ser bem cruel com os que discordassem dele.

Ele era um homem do Renascimento. Tinha grande interesse por música e era um ótimo tocador de alaúde. Sabia de cor passagens inteiras da obra de Dante, Ariosto e Tasso, e escreveu um ensaio sobre a poesia italiana. Também tinha muitos amigos pintores, como Artemisia Gentileschi.

Não podemos ser ingênuos, Galileu lutou primariamente por aquilo em que acreditava. Ele era muito honesto e acreditava estar o tempo todo certo, e que os outros estavam errados. Mas é verdade também que, ao assumir essa luta, ele pensou estar impedindo a Igreja de cometer um erro grave.

Ele tinha medo de que, se as pessoas interpretassem literamente a Bíblia, acreditariam, por exemplo, que o Sol em determinado momento parou sobre a cidade de Gibeão, como diz o livro de Josué. Como depois seria provado que é a Terra que gira em torno do Sol, as pessoas passariam a crer que havia erros na Bíblia. Galileu queria impedir que isso ocorresse apontando que a Bíblia não deveria ser lida de forma literal. Numa frase que ficou famosa, ele também disse não acreditar que o mesmo Deus que nos deu os sentidos, inteligência e raciocínio fosse nos proibir de usá-los.

BBC News Brasil – Em um dos últimos capítulos do livro, o senhor faz uma comparação entre as visões de Galileu e Einstein sobre religião. Pode falar sobre isso?

Livio – As posições de Galileu e Einstein sobre religião eram bastante diferentes. Galileu era religioso, mas sabia que a Bíblia não era um livro científico. Para ele, a religião tinha mais a ver com comportamento moral e ético.

Einstein, por outro lado, acreditava no Deus de Spinoza. Ele admirava e reverenciava a existência do Universo e das leis que o regiam. Essa era a sua religiosidade. Ele não acreditava em um Deus que interferia nos acontecimentos mundanos e recompensava ou castigava de acordo com o comportamento humano. Então, de certa forma, eles enxergavam a religião de formas opostas.

BBC News Brasil – No livro, o senhor menciona a importância da invenção da imprensa para a disseminação de descobertas científicas e, em determinado ponto, a compara à criação das mídias sociais. É irônico que hoje elas sejam usadas para informação e também para desinformação por meio de fake news?

Livio – Na realidade, não é muito diferente do que aconteceu com a invenção da imprensa. Se é verdade que a imprensa ajudou a difundir livros de ciência, literatura e poesia, mesmo naquela época as pessoas já imprimiam muitas obras que promoviam a desinformação. Claro que não tinham um alcance tão grande quanto a internet hoje, mas a semelhança existia.

A diferença é que, como a internet é tão acessível para todo mundo, essas teorias da conspiração acabam alimentando muito mais os negacionistas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com histórias como a de que o coronavírus foi fabricado em um laboratório na China. Uma vez que a história foi divulgada, muitos começaram a repeti-la. O problema é que muito poucos acompanham quando a verdade sobre aquilo é revelada.

O mesmo aconteceu no caso das vacinas. Espalhou-se em certo ponto uma pesquisa científica errada que transmitia a ideia de que certas vacinas podiam causar autismo. Mais tarde, houve a admissão desse erro. Mas, como isso só aconteceu muito tempo depois, ainda há muitas pessoas que acreditam nisso até hoje.

É lamentável, mas não sei exatamente o que se pode fazer. As redes sociais criaram mecanismos para excluir conteúdo de ódio, mas é virtualmente impossível apagar tudo.

BBC News Brasil – Mesmo no tempo de Galileu, já era estabelecida a noção de que a Terra é redonda. No momento, temos um grupo de pessoas que acreditam que ela seja plana, os chamados terraplanistas. Isso representa um passo para trás?

Livio – Isso é algo quase inacreditável. Temos imagens da Terra vista do espaço. Do topo do monte Everest, é possível inclusive enxergar a curvatura da Terra. Então esse é um fenômeno que eu nem sei exatamente como descrever. Acredito que tenha a ver com pessoas querendo se sentir especiais, porque não consigo enxergar uma razão clara para existirem terraplanistas hoje em dia. Por sorte, eles não representam um grupo muito grande, mas um só que acredite nisso talvez seja gente demais.

BBC News Brasil – Para Galileu, era muito importante que toda descoberta científica fosse baseada em evidências. O negacionismo vem de uma falta de compreensão das evidências conseguidas pela ciência, que ainda hoje é distante do dia a dia da população em geral?

Livio – Acredito que o papel da ciência, em grande parte, é também fazer com que as descobertas e o conhecimento científico sejam conhecidos pelo público. Galileu era extremamente bom nisso. Ele escreveu a maioria de seus livros em italiano em vez de latim para que pessoas comuns fossem capazes de lê-los. Ele também enviou telescópios para toda a Europa, com instruções de uso, para que as pessoas pudessem ver com seus próprios olhos aquilo sobre o que ele escrevia.

Claro que há alguns ramos da ciência hoje que podem ser complexos demais e requerem um conhecimento muito detalhado de matemática, mas os conceitos gerais poderiam ser aprendidos por todos. Acredito que os telescópios espaciais, como o Hubble, fizeram um ótimo trabalho em criar imagens incríveis que todos podem apreciar mesmo sem entender completamente a ciência por trás delas.

BBC News Brasil – Essa é uma forma eficaz de lutar contra o negacionismo, explicar com mais afinco conceitos básicos para o público geral, eliminando muitas dessas ideias erradas?

Livio – Sim, e tem sido essa a minha intenção. Até o momento publiquei sete livros com apelo popular sobre ciência, todos voltados para pessoas comuns, que não são versadas em ciências.

BBC News Brasil – Esse problema tem ligação com um ponto que o senhor discute no livro, a respeito da separação entre as ciências e disciplinas de humanidades?

Livio – Sim, essa é uma separação que existe até hoje entre esses dois tópicos. Isso foi apontado pelo químico e escritor C. P. Snow em uma palestra e em seu livro Duas Culturas.

Segundo Snow, um grupo de literatos na Inglaterra, a partir da década de 1930, começou a denominar seus membros de intelectuais, ao mesmo tempo em que excluíam os cientistas desse grupo. Eles não perceberam que, enquanto reclamavam que cientistas não eram familiarizados com trabalhos da área de humanidades, eles mesmos desconheciam completamente o teor de trabalhos científicos.

Uma das coisas que tento fazer ao escrever livros de apelo popular é tentar reduzir um pouco essa distância entre as duas áreas de conhecimento. Galileu não teve esse problema, ele era um cientista e um humanista. Muitas pessoas do Renascimento, como Leonardo da Vinci, também eram assim.

Hoje acredito que esse fenômeno represente uma falha no sistema educacional, porque esse é o lugar onde deveríamos aprender que tanto as humanidades quanto as ciências fazem parte de uma única cultura humana. É preciso que todos conheçam ao menos o básico de ambas para que não continuemos vendo pessoas defendendo absurdos como a Terra plana.

Ao mesmo tempo em que todo mundo deve aprender sobre os trabalhos de Shakespeare, de poetas e artistas como Van Gogh, as pessoas também precisam entender as ciências, conhecer as leis da natureza às quais todo o universo deve obedecer. E, mais do que isso, entender a importância da ciência em nossas vidas. Para se ter uma ideia desse impacto da ciência, basta ver que a expectativa de vida na época de Galileu era aproximadamente a metade do que é hoje.

BBC News Brasil – Alguns defendem que colocar em dúvida conceitos científicos é uma questão de opinião, um exercício de liberdade de pensamento. O que o senhor responderia a isso?

Livio – Para ser honesto, acredito que seja um argumento bobo. Todos têm direito às suas opiniões, claro, mas não têm o direito de negar fatos comprovados. Isso é ingenuidade, não um exercício de liberdade de pensamento nem de expressão. Se você disser hoje que a Terra não gira em torno do Sol, isso não é liberdade de pensamento, já que é um fato que a Terra gira em torno do Sol.

A famosa filósofa Hannah Arendt escreveu um livro sobre as origens do totalitarismo. Nele, ela diz que o principal objetivo do totalitarismo não é convencer nazistas ou comunistas, mas sim aquelas pessoas para quem a distinção entre fato e ficção, verdade ou mentira, já não existe mais.

É uma afirmação muito poderosa, que fala sobre a importância dos fatos, aos quais só se chega por meio de uma observação experimental cuidadosa e paciente, analisando depois as informações conseguidas. Essa é a única maneira.

Hoje estamos vivendo algo que pode ser chamado de morte dos fatos, o que considero extremamente perigoso. Basicamente, a mensagem que nos chega de Galileu é: acredite na ciência. Acho que essa mensagem pode ser interessante também para o Brasil nas circunstâncias atuais.

*Por Leonardo Neiva

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*Fonte: bbc-brasil

Hoje faleceu Alan Parker, diretor de Pink Floyd The Wall, entre outros filmes famosos

O cinegrafista britânico Alan Parker, faleceu hoje aos 76 anos. Diretor conhecido por filmes como Expresso da Meia Noite, The Wall, Evita, Bugsy Malone, Fama e Mississippi em Chamas. De acordo com a Associated Press, Parker faleceu após lutar contra uma “longa doença”.

 

 

 

 

 

Em sua carreira, o diretor ganhou 10 Oscars, 10 British Academy Film Awards e foi nomeado “Sir” pela rainha Elizabeth II em 2002.

Alan Parker deixa a esposa Lisa Moran-Parker, os filhos Lucy, Alexander, Jake, Nathan e Henry e sete netos.

 

Prefeito doa todo o seu salário há 5 anos para instituições de caridade

Existem prefeitos e PREFEITOS!

Este PREFEITO resolveu cumprir uma de suas promessas de campanha, a qual disse que: se fosse eleito destinaria todo o seu salário para as instituições de caridade de Veneza, Itália.

O nome dele é Luigi Brugnaro, prefeito de Veneza, Itália. Quando foi eleito fez a promessa, e desde que tomou posse da prefeitura em 2015 começou a doar todo o seu salário, até hoje, já doou cerca de 433 mil euros ( cerca de R$ 2.6 milhões de reais)- estes salários foram para um fundo de solidariedade social.

“Prometi na campanha eleitoral. O dinheiro é destinado a um fundo restrito para pessoas em dificuldade que moram na região”, afirmou Luigi.

O dinheiro tem sido distribuído entre 60 projetos sociais que apoiam vários bairros da cidade e para 150 associações que ajudam as pessoas na região.

“Anunciei na campanha eleitoral e agora mantenho essa promessa. Trabalhei de 15 a16 horas por dia, mas sempre disse que não receberia um euro de dinheiro público. A única coisa que recebo do município é um café”, revelou o prefeito.

Novos doadores

Luigi Brugnaro tomou outra atitude, resolveu doar a contribuição que recebe por ser vice-presidente da Bienal de Veneza.

E numa campanha do bem, pediu para que seus colegas políticos seguissem o seu exemplo. E assim começaram a surgir outros políticos que doavam seus salários também.

Um grupo de vereadores resolveu doar seus salários para ajudar as instituições de caridade.

Outro vereador, Paolo Pellegrini, disse que vai contribuir com 62 mil euros, assim, o valor que será enviado ao fundo aumentará para 475 mil euros.

“Tenho orgulho de saber que o dinheiro será destinado a projetos de um fundo público, dos quais não participei, que ajudarão pessoas necessitadas e associações voluntárias envolvidas na área”, festejou o prefeito Luigi Brugnaro.

*Por JCS

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*Fonte: sensivelmente

O que sonhos eróticos realmente significam, segundo sexólogas

Não sei você, mas quando acordo, raramente lembro meus sonhos eróticos. É uma pena, porque meus parceiros de cama já disseram que costumo gemer e me contorcer dormindo. Falando cientificamente, geralmente temos sonhos eróticos durante o sono REM, a fase do sono ligado a sonhos vívidos – quando o fluxo sanguíneo aumenta nos genitais, o que provoca o tesão.

De muitas maneiras, sonhos ainda são um mistério. Não lembramos muito deles porque nosso cérebro não quer confundi-los com a realidade. Segundo a psicóloga e sexóloga Laura Duranti, a qualidade e conteúdo dos sonhos eróticos depende de quem você é e sua relação com a própria sexualidade. Duranti explicou que nosso cérebro não se separa completamente da realidade durante o sono, mas “integra estímulos internos que recebe”, como a temperatura, o quarto em que você está dormindo ou o que (ou quem) você está tocando.

A posição durante o sono também é importante. “Alguns estudos, como o de Calvin Kai-Ching Yu da Hong Kong Shue Yan University, sugere que dormir de barriga pra baixo encoraja sonhos eróticos”, disse Duranti. Dormir de barriga pra baixo restringe a respiração e coloca pressão nos genitais, basicamente lembrando ao cérebro as sensações durante o sexo.

Quando são intensos o suficiente, esses sonhos podem fazer algumas pessoas gozarem. Algumas mulheres relatam que não conseguem atingir o orgasmo na vida real, mas o experimentam (ou algo similar) em seus sonhos. “Elas podem ser fisicamente capazes de gozar, mas não encontram o estímulo que precisam na vida real, seja com masturbação ou de outra pessoa”, disse Duranti.

A psicóloga e sexóloga Marilena Iasevoli disse que sexo é “uma liberação de energia” tanto no mundo dos sonhos como na realidade. “Nos sonhos é mais fácil se livrar de inibições, e abordar suas necessidades e desejos sem o monitoramento do corpo ou pensamentos – ou do parceiro”, ela disse. Segundo Duranti, isso é especialmente verdade quando nossos sonhos são sobre fantasias que não podemos realizar na vida real – estando num relacionamento ou não.

“Sexo pode ser um jeito de relaxar, e pode compensar ou até reparar assuntos inacabados com um parceiro, um ex ou uma pessoa fora do casal”, disse Iasevoli. Mas também podemos ter sonhos eróticos com pessoas por quem não sentimos atração na vida real. É tentador acreditar que nossos sonhos sempre revelam desejos subconscientes que não estamos prontos pra aceitar, mas é mais provável ser uma questão não resolvida com alguém. Se recentemente você sonhou que estava transando com um amigo querido, alguém de quem você não gosta ou por quem não sentiria atração normalmente, “o sonho também pode representar um laço forte que você tem com essa pessoa, um talento que inveja nela, ou um lado feminino ou masculino dela de que você gostaria de se apropriar”, explicou Iasevoli.

Mas nossos sonhos nem sempre são tão desinibidos quanto gostaríamos. Duranti diz que inseguranças também podem surgir nos sonhos, especialmente pra quem experimenta um profundo bloqueio emocional com sua sexualidade, tem medo de perder poder ou de se soltar. As duas especialistas concordam que o único jeito de viver completamente suas fantasias é descobrir o que está causando o bloqueio na vida real.

É importante lembrar que sonhos eróticos nem sempre são uma expressão dos nossos desejos mais profundos e sombrios. Muitas vezes, é simplesmente o cérebro tentando tirar sentido do que experimentamos naquele dia. Filmes, personagens de um livro ou até músicas que evocam fantasias sexuais enquanto você dorme. Então, dá próxima vez que você sonhar que está se pegando com um alienígena sensual – deixa rolar. Pode não significar nada.

*Tradução do inglês por Marina Schnoor

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*Fonte: vice

6 dicas para uma Road Trip perfeita

Quem não gosta de uma road trip? Juntar alguns amigos, ou família, e seguir pela estrada, conhecendo lugares e pessoas que nos inspiram? Confira algumas dicas para que sua viagem seja inesquecível!

Já todos sabemos que viajar é uma das mais ricas experiências que podemos ter. No entanto, não é preciso ir muito longe, muito menos de avião. É preciso sim, coragem, entusiasmo, um bom roteiro e, sobretudo, um carro em bom estado. Sim, carro. Porque uma viagem de carro pode ser infinitamente mais confortável, além de nos dar a oportunidade de fazer nosso próprio roteiro, em nosso próprio tempo, sem depender de horários, estações, aeroportos, check-ins e check-outs. Porque uma road trip é o jeito mais íntimo de experienciar uma viagem inesquecível. Seguindo estas dicas, você pode ter uma das mais incríveis jornadas sobre quatro rodas. Prepare as malas porque a estrada é toda sua!

1. Companhia
O escritor Ernest Hemingway já alertava: “jamais vá a uma viagem com alguém que você não ame”. O que ele quis dizer é muito simples: viajar com alguém significa estar ao lado desta pessoa quase 100% do tempo. Significa compartilhar com esta pessoa experiências únicas, as quais serão memórias únicas. Significa abrir mão de algumas de nossas vontades em nome da política da boa vizinhança em fazer concessões para que ambas as partes sintam-se satisfeitas. Ao escolhermos uma companhia para viajar, temos que ter em mente que vamos compartilhar todos os momentos, portanto, esta pessoa precisa ser alguém com a qual nos damos bem, nos identificamos e, também, com a qual somos tolerantes e pacientes. Viajar com alguém, enfim, é deixar a individualidade de lado e abrir espaço para a vontade e experiências do outro. É puro amor.

2. Roteiro
Por mais que a idéia de uma Road Trip nos lembre do primo cool das viagens, do rebelde sem causa, do carro maneiro na estrada, da velocidade e liberdade experienciada, da espontaneidade, é preciso de muita organização. Planejamento é a palavra. Nada de sair pela estrada sem eira nem beira. Uma viagem sem uma mínima programação somente servirá como fonte de estresse e preocupação se algo der errado. Portanto, seja organizado.
Pegue o mapa e veja a rota que será feita na ida e na volta. Também verifique todas as paradas que serão feitas para descanso, em hotéis, pousadas ou em acampamentos.

3. Orçamento
Uma road trip precisa de planejamento financeiro, um fator essencial para que sua viagem não vire uma grande trapalhada cheia de estresse. Anote a quantia necessária para todos os dias de sua road trip, o quanto você gastará com comida, hospedagem, gasolina e quaisquer outras despesas extras que podem ocorrer. Viajar com uma grana a mais é sempre sábio e isso pode ser dividido entre você e sua(s) companhia(s). Porém, o mais importante é conversar antes sobre a responsabilidade financeira de cada um, com quanto cada um pode colaborar e etc. Isso evitará qualquer discussão futura ou estresse por causa de dinheiro, o que é muito comum em viagens em grupo.

4. Comida
Uma road trip deve ter muitos snacks! Isso mesmo! Não há nada pior do que uma longa viagem de carro sem alguma coisa para petiscar. Até porque, alguns pacotes de petiscos farão uma grande diferença na hora de economizar dinheiro na estrada. Mas tenha bom senso, isso não significa que você deve comer junk food ou toda a sorte de comida fast-food, ou quilos de bolachas e biscoitos e salgadinhos. Não. Se você fizer isso, além de comprometer sua saúde, também compromete sua viagem, já que uma indigestão ou – o que é pior – uma dor de barriga é certeira com uma dieta pobre destas. Portanto, seja esperto e planeje com antecedência! Os snacks devem ser fáceis de carregar e com pacotes práticos mas, essencialmente, devem ser saudáveis!

5. Bagagem
Seja sensato. Uma road trip não exige uma bagagem pesada, portanto, viaje o mais leve possível, até porque você não quer ter sobrepeso no carro. O ideal é uma mala pequena para cada pessoa. Praticidade é a palavra. Não perca tempo carregando bagagens desnecessárias, saiba desapegar-se de coisas materiais.
Uma das mais importantes experiências ao embarcar numa road trip é descobrir nossos limites, portanto, permita-se arriscar alguns dias somente com o mínimo necessário. Tenha certeza de que isso será um aprendizado valioso!

6. Check-up no carro e GPS
Eis aqui dois fatores essenciais. Verificar se o carro está em perfeita condição para seguir uma viagem longa e pegar estradas nas mais diferentes condições é vital. Um check-up no carro é o que de mais óbvio se precisa fazer antes de embarcar numa road trip, é uma questão de segurança, e não é opcional.
Um GPS é altamente recomendável pela sua praticidade, uma vez que isso assegura que não se perca tempo dando voltas desnecessárias em lugares desconhecidos. Por mais que uma road trip significa um pouco de aventura, é sempre bom ter um guia na manga.

Essas dicas facilitam toda a preparação de uma road trip perfeita, mas o mais importante em tudo isto é o entusiasmo e o peito aberto para novas experiências, afinal, viajar é a única coisa com a qual gastamos dinheiro que nos faz mais ricos. Não é?

Boa viagem!

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*Fonte: obviousmag

Nós estamos cansados

Cobranças demasiadas, expectativas não alinhadas, vergonha de se mostrar vulnerável: o que está te distanciando do próprio eixo? Buscar essa resposta a partir de um mergulho profundo em si mesmo é um caminho para lidar com o estresse que tomou conta dos nossos dias

“Mais um dia, menos um dia”. Esse foi o lema que adotei como meu nas primeiras semanas de quarentena. A cada fim de tarde, imaginava que estava a menos um anoitecer de reencontrar as pessoas que amo e retomar a rotina que levava antes de tudo isso acontecer. Não que ela fosse perfeita, porque a gente sempre está aparando as arestas e isso é reflexo da nossa evolução. Mas, no geral, estava satisfeita.

Acontece que, depois de tanto tempo (já são mais de quatro meses sem sair de casa), percebi que colocar todo o meu foco no momento em que, finalmente, poderíamos nos dizer livres de pandemia não estava me deixando mais calma. Pelo contrário. Essa talvez tenha sido uma estratégia (ou uma fuga?) inconsciente para não precisar me debruçar sobre os meus próprios incômodos. Logo me percebi acumulando: trabalho, expectativas, emoções, frustrações. Não queria deixar a peteca cair, mas, depois, entendi que não é sobre mantê-la sempre no ar. É mais sobre reconhecer que, se eu canalizar toda a minha energia para cuidar da peteca, quem terminará no chão será eu mesma.

As causas também estão dentro da gente

Então, minha sugestão é que a gente busque identificar o porquê de tantos acúmulos. Será que são só as muitas demandas externas as responsáveis por isso? Refletindo sobre o trabalho, por exemplo, me deparei com um trecho de O caminho do artista (Sextante). Nele, a autora Julia Cameron diz que “embora já tenha sido reconhecida como um vício, a obsessão por trabalho ainda recebe certo apoio em nossa sociedade. A verdade é que frequentemente estamos trabalhando para evitar a nós mesmos, nossos cônjuges, nossos verdadeiros sentimentos”.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1992, há quase três décadas, mas segue fazendo muito sentido. Sim, a sobrecarga existe e muitas empresas ainda estão descobrindo como se adaptar ao trabalho remoto, mas nós também temos a nossa parcela de responsabilidade ao não saber frear as demandas e limitar nossos espaços. E, talvez, essa dificuldade esteja justamente no fato de que, ao passar horas em frente ao computador, não precisamos ouvir os barulhos que moram dentro da gente ou desatar um nó que vai exigir boas doses de paciência e resiliência.

Muitas dicas são válidas para melhorar a nova relação com o ofício que desempenhamos: buscar um lugar confortável que não seja nossa cama, trocar de roupa ao acordar, fazer pequenas pausas ao longo do dia, cuidar da postura corporal, alimentar-se bem, exercitar-se na medida do possível, beber bastante água, meditar. Mas penso que, além de todas essas alterações práticas, a gente precisa alinhar outras questões um tanto mais subjetivas.

O problema pode estar na cobrança desmedida

O desequilíbrio não é só de atividades e tarefas, é também interno e, especialmente, hormonal. Quando algo não vai bem, o corpo percebe e responde. O estresse, por exemplo, que altera os níveis de cortisol e adrenalina, é uma resposta do nosso organismo à combinação das características do ambiente externo com as particularidades de cada um. É por isso que, mesmo que as condições sejam as mesmas, pessoas reagem de formas distintas aos acontecimentos.

Pode ser que você conheça alguém que esteja lidando muito bem com tudo isso – o que te deixa ainda mais aborrecido. Mas sentir muito não é sinal de fraqueza. Se suas emoções estão mais descompensadas e você está com dificuldade de equilibrar os pratinhos, não significa que não sabe reagir bem às dificuldades que surgem pelo caminho. Quem me explicou isso foi a psiquiatra Andressa Covolan. Ela me disse que o principal é a gente ir com calma.

“Costumo fazer uma analogia com meus pacientes. Em tempos pré-pandemia, quando colocávamos o celular para carregar, assim que o tirávamos da tomada, ele estava com a bateria cheia. Agora, ao tirarmos, por mais que tenha ficado um bom tempo ligado à fonte de energia, ele não ultrapassa os 60% da carga”, afirma a psiquiatra. “O mesmo acontece com o nosso corpo. É difícil restabelecer a mesma energia que tínhamos quando não precisávamos lidar com o que estamos enfrentando agora”, completa. Tem gente que consegue seguir sem muitas adaptações com essa carga reduzida, mas outros precisam de um pouco mais de tempo até se reajustarem.

Tempo de assimilação

De fato, nós sempre estamos suscetíveis a problemas e imprevistos – e os obstáculos fazem parte da vida de todo mundo. Mas é preciso entender que essa é a primeira vez que nossa geração vivencia algo dessa proporção. Não é um problema exclusivamente meu, seu ou dos nossos vizinhos. É de todos nós. E estamos, de alguma forma, reaprendendo a viver. Seja por concentrar todas as tarefas dentro de um mesmo ambiente, seja pelos novos cuidados de higiene, seja por precisar andar acompanhado de um novo acessório no rosto, seja pela ausência dos beijos e abraços, seja por ver nossos planos frustrados, seja por ter que se despedir de pessoas queridas… Tantas adaptações assim pedem um tempo de assimilação – e, vale lembrar, essa medida não é universal. Cada um encontrará a sua.

O que você espera fazer é possível de ser feito?

Outro ponto importante, me conta Andressa, é alinhar as expectativas. Por uma autocrítica exacerbada ou pelo excesso de comparação com a vida alheia, tentarmos ser bons em tudo e, frequentemente, não aceitamos menos do que o ideal de perfeição que preestabelecemos. Sabe aquela história do oito ou oitenta? Pois é. Assim, ao percebermos que o resultado final está distante do que esperávamos, ficamos frustrados e estressados.

Aqui, o segredo está em definir pequenas metas possíveis. Por exemplo, se você quer passar menos tempo conectado às redes sociais, uma mudança brusca pode não ser o melhor caminho. Se você passa cinco horas por dia com o celular na mão, experimente ficar quatro amanhã, três semana que vem, até chegar ao que considera ideal para você.

O mesmo vale se seu desejo é ter uma alimentação mais saudável. Comece fazendo alterações no cardápio de uma das refeições, como o almoço. Não adianta querer que, do dia para a noite, os preparos industrializados do freezer deem lugar aos orgânicos e frescos. Vá fazendo trocas graduais até que as novas práticas se tornem hábitos e estejam incorporados na rotina. Assim, fica mais fácil ser fiel a eles e não colocar tudo a perder na mesma rapidez com quem optou pela transformação.

Lembra-se da nossa conversa sobre trabalho? Aqui também é essencial que a gente redefina o conceito de produtividade. O canadense Chris Bailey, autor de Hiperfoco: Como Trabalhar Menos e Render Mais (Benvirá), afirma que ser produtivo é cumprir o que você se propôs a fazer – e não fazer tudo. Por vezes, a gente assume tarefas que não são nossas por um desejo inconsciente de dar conta de todas as demandas e, assim, mostrar valor. “A gente já faz coisas demais. Temos que aprender a ficar sem produzir nada”, reitera ele.

Seja vulnerável

Por fim, Andressa recomenda que a gente assuma a vulnerabilidade que nos habita. Não daremos conta de tudo, nem sempre acertaremos, deixaremos a desejar em alguns momentos. “É importante falarmos sobre isso com outras pessoas”, diz a médica. “Dá medo, vergonha, mas compartilhar as fraquezas é uma forma de nos fortalecermos, porque reconhecemos que há mais gente enfrentando as mesmas questões”, reconhece. Gosto muito de Super-herói de verdade, poema de Allan Dias Castro. Ele começa dizendo “as pessoas mais fortes não são as que fazem mais força para esconder suas fraquezas. São as que encontram na vulnerabilidade a sua maior defesa”. Está aí: assumir essa nossa condição é um caminho para reduzir a pressão que colocamos sobre nós mesmos.

Allan ainda convida: “vamos trocar essa cobrança de que a gente tem que ser forte o tempo inteiro e não engolir desaforo pelo superpoder de ser feliz de quem não engole o choro. Pra que a gente possa botar para fora tudo, tudo de bom que está aqui dentro, vem dessa leveza a força que é preciso. Ai, de vez em quando, sai até um sorriso”. Desejo que saiam muitos sorrisos de você.

*Por Nara Siqueira

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*Fonte: vidasimples

Fones de ouvido podem me deixar surdo?

O uso de fones de ouvido só aumenta com o crescimento da dependência do uso da tecnologia móvel. Fones de ouvido são muito úteis para você curtir sua música sem incomodar ninguém ou bater papo sem usar as mãos. Você também pode se isolar na sua bolha de som para se concentrar em uma atividade sem distrações sonoras. São extremamente convenientes, não há dúvida. Mas fones de ouvido são seguros para a sua audição? Você deve dar um tempo de vez em quando? Qual é a maneira mais saudável de usar os fones de ouvido?

O som causando perda da audição

O som é um método fundamental que utilizamos tanto para comunicação quanto orientação. Mas seus ouvidos são extremamente sensíveis aos sons que recebe.
As duas estruturas principais do ouvido danificadas pelo som alto

No ouvido há minúsculas estruturas que se parecem com pelinhos conhecidas como células ciliadas. Essas células são especializadas a enviar o som dos ouvidos ao cérebro para processamento. Sons muito altos podem danificar essas células para sempre e o funcionamento da transmissão do som deixa de ocorrer. Outros prejuízos podem ser causados na conexão das células ciliadas com as células nervosas. E adivinha uma causa comum disso: som muito alto.

Como saber se o som está muito alto?

Para você ter uma idéia um soprador de ou um cortador de gramas costumam gerar som a mais de 85 dB. Nesse volume sua audição pode ser danificada se a exposição durar mais de duas horas. Exposição a sons de 105 a 110 dB pode causar danos em apenas cinco minutos. Há pouca chance de sons com menos de 70 dB danifiquem a audição de maneira significativa.

Qual a potência dos fones de ouvido?

Um aspecto fundamental que você não deve esquecer é que os fones de ouvido chegam a 105-110 dB, no máximo. Por que é importante? Porque o volume máximo dos fones ultrapassa o limite em que a audição é danificada tanto em crianças quanto em adultos! Lembre-se que estes dispositivos aparentemente inócuos podem ser usados de maneira danosa para a sua saúde caso esteja exagerando no volume.

Quanto tempo é tempo demais?

O fator volume em dB não é o único prejudicial aqui; o tempo de exposição também conta, e muito. Basicamente, quanto mais alto o som maior o potencial de dano com menos tempo de exposição. Há normas trabalhistas que obrigam empresas a fornecerem protetores auriculares caso a exposição no trabalho seja maior do que 85 dB por oito horas.

Oito horas parece muito tempo! Mas fones de ouvido com som um pouco mais alto que isso alto danificam a audição em menos de uma hora e as situações em que eles são usados por tempos mais longos que esse são bem comuns, você sabe.

Como usar fones de ouvido com segurança e sem danos a sua audição

Se você estiver ouvindo o som em um volume confortável pode continuar ouvindo por tempo ilimitado. Em outros casos a duração do uso deverá ser regulada com a altura do volume do dispositivo.

A audição pode sofrer danos através da combinação entre excesso de volume com e muito tempo de exposição. Portanto essas dicas vão ser úteis para você ter uma audição saudável por mais tempo:

Fique atento ao volume e a quando tempo está ouvindo com os fones.

Depois de uso por longo tempo faça uma pausa e sempre se esforce por ouvir em um volume confortável.

Prepare-se: sempre que participar de um show, balada ou for ao estádio lotado de torcedores leve protetores auriculares. A opção mais simples é barata e feita de espuma viscoelástica que se molda quando é inserido no ouvido.

Se quiser descobrir se já sofre de qualquer perda auditiva, quiser monitorar sua audição ou tiver mais dúvidas sobre o uso de fones não deixe de consultar um otorrinolaringologista.

 

A saúde dos seus ouvidos é tão importante para você quanto complexa. Atos simples pode ajudar a proteger a longevidade da sua audição enquanto usa fones de ouvido. [Harvard Health Publishing]

*Por Marcelo Ribeiro

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*Fonte: hypescience

Você nunca vai agradar a todos. Aprenda a não ligar para isso

A verdadeira liberdade pode residir em conseguir ser feliz sem precisar da aprovação alheia

UM DOS LIVROS mais populares dos últimos anos no Japão reúne as conversas entre um jovem insatisfeito e um filósofo que lhe ensina, entre outras questões, a arte de não agradar aos outros. É um tema sensível numa cultura tão complacente como a nipônica, mas este compêndio de conversações entrou também nas listas de mais vendidos dos Estados Unidos, e no Brasil foi publicado como A Coragem de Não Agradar (Sextante).

O mestre é Ichiro Kishimi, especialista em filosofia ocidental e tradutor de Alfred Adler, um dos três gigantes da psicologia junto com Freud e Jung. E é justamente o pensamento de Adler que articula o diálogo com o jovem Fumitake Koga sobre como se emancipar da opinião alheia sem se sentir marginalizado por causa disso.

O debate socrático que eles mantêm ao longo das mais de 260 páginas do livro parte dessa ideia central: todos os problemas têm a ver com as relações interpessoais. Nas palavras do próprio Adler, “se as pessoas querem se livrar dos seus problemas, a única coisa que pode fazer é viver sozinhas no universo”. Como isso é impossível, sofremos por alguma destas razões ao nos relacionarmos com os outros:

– Sentimos um complexo de inferioridade em relação a quem “conseguido mais” do que nós.

– Sentimo-nos injustamente tratados por pessoas que amamos ou ajudamos e que não nos correspondem como esperamos.

– Tentamos desesperadamente agradar os outros para obtermos sua aprovação.

Este último ponto se transformou em um vício generalizado. Podemos vê-lo claramente nas redes sociais, onde publicamos posts procurando a aprovação dos outros na forma de curtidas e comentários. Quando uma foto ou uma reflexão importante para nós obtém poucas reações, podemos chegar a nos sentir ignorados. Também nas relações analógicas, muitos problemas interpessoais têm a mesma origem: não recebemos do outro o que acreditamos merecer. O fato de não nos agradecerem suficientemente por alguma delicadeza que fizemos, por exemplo, pode desatar o ressentimento e esfriar uma amizade.

Sob este desejo de concessões há uma ânsia de reconhecimento. Se o outro me agradecer, se apreciar o meu trabalho, se corresponder ao meu favor com um ato amável, então me sentirei reconhecido. Se isso não acontecer, interpreto como se eu não tivesse feito nada, como se não existisse para o outro. Essa visão é um poderoso gerador de problemas, já que as relações nunca são totalmente simétricas. Há pessoas que desfrutam dando, e outras que transmitem a impressão, mesmo que incorreta, de que não querem receber nada. Isso provoca muitos mal-entendidos, somado ao fato de que cada indivíduo tem uma forma diferente de expressar seu amor e gratidão. Há pessoas que verbalizam de maneira imediata e direta o que sentem por nós, e outras que nos apreciam igualmente, mas têm menos facilidade para expressar amor, ou o fazem de forma diferida, quando encontram o momento e lugar adequados.

Todas as opções são corretas, sempre que nos liberemos da ânsia por encontra uma compensação imediata e equitativa, como em um comércio no qual será preciso receber imediatamente pela mercadoria entregue.

Conforme afirma o professor Ichiro Kishimi, “quando uma relação interpessoal se alicerça na recompensa, há uma sensação interna que diz: ‘Eu lhe dei isto, então você tem que me devolver aquilo’”, o que é uma fonte inesgotável de conflitos.

Porque, além das diferentes maneiras de expressar afeto, encontraremos pessoas que simplesmente não nos entendem ou inclusive não gostam de nós. Fazer um drama por causa disso transformará nosso dia a dia em um terreno fértil para os desgostos. A verdadeira liberdade inclui não nos importarmos com o fato de algumas pessoas não irem com a nossa cara, porque estatisticamente é impossível agradar a todos. Deixar de nos preocupar com o que os outros acham de nós, especialmente os que não nos entendem, é o caminho para a serenidade.

“Quando desejamos tão intensamente que nos reconheçam, vivemos para satisfazer as expectativas dos outros”, afirma Ichiro Kishimi, e com isso já deixamos de ser livres. Não exigir contrapartidas e se permitir viver à sua maneira, dando-se inclusive o direito de não agradar, é algo que traz liberdade, paz mental e, afinal, melhores relações com demais.

Não leve para o pessoal

– Em Los Cuatro Acuerdos, célebre ensaio publicado em 1998 por Miguel Ruiz, a segunda lei diz: “Não leve nada para o lado pessoal”. O médico mexicano argumenta que para manter o equilíbrio emocional e mental não se pode dar importância ao que ocorre ao nosso redor, já que “quando você encara as coisas de forma pessoal, sente-se ofendido e reage defendendo suas crenças e criando conflitos. Faz uma montanha a partir de um grão de areia”.

– Deixar de lado a necessidade de ter razão. Parar de gastar energia em tentar convencer os outros, que têm suas próprias crenças, é profundamente libertador. Quem anda pelo mundo levando tudo para o lado pessoal vê inimigos por toda parte e nunca consegue ficar verdadeiramente tranquilo, já que sempre tem contas pendentes que circulam por sua mente, causando sofrimento.

– Segundo Miguel Ruiz, nada do que as outras pessoas fizerem ou disserem deveria nos fazer mal se assumimos o seguinte axioma: “Você nunca é responsável pelos atos de outros; só é responsável por si mesmo”.

*Por Francesc Miralles – é escritor e jornalista experiente em psicologia.

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*Fonte: elpais

Raro é quem conversa, as pessoas só querem falar

Em muitos momentos, precisaremos de alguém que nos ouça, que preste atenção em nossos sentimentos, que divida a dor que nos assola, apenas ali do lado, olhando-nos os olhos e acolhendo nossa alma quebrada.

Se prestarmos atenção, perceberemos que o costume de aguardar a vez para falar está desaparecendo entre muitas pessoas. Todo mundo quer falar, extravasar, opinar, mas poucos estão dispostos a ouvir e realmente escutar o que o outro tem a dizer. Não importa o quanto precisemos de alguém que nos ouça, raramente encontraremos quem consiga parar de pensar em si mesmo, para nos dispensar um mínimo de atenção.

E esse comportamento, infelizmente, acaba atrapalhando também a leitura de textos escritos. Se o que importa é tão somente a própria opinião, como conseguir ler um ponto de vista diferente e pensar sobre aquilo? Geralmente, as pessoas leem só o superficial, sem se aprofundar no que está subentendido, porque querem estar certas, querem ser as donas da razão, portanto, nada do que as contradiz é levado em conta.

Em muitos momentos, precisaremos de alguém que nos ouça, que preste atenção em nossos sentimentos, que divida a dor que nos assola, apenas ali do lado, olhando-nos os olhos e acolhendo nossa alma quebrada. Não será preciso falar nada, apenas escutar, entender, abraçar e ficar junto de fato. Alguém que não corte nossa fala, que não diga que também sofre, que não abra concorrência com a nossa dor – muitas pessoas sempre acham que sofrem mais do que qualquer um.

É como se quase ninguém mais conseguisse conversar, ou seja, trocar ideias, opiniões e pontos de vista de forma compartilhada, pois muita gente quer somente falar, impondo o que acha ser o certo e ponto final. Assim, tornam-se incapazes de se colocar no lugar de alguém e de refletir sobre a própria vida. Gente assim é incapaz de mudar, de perceber-se errada, de melhorar. Não conversam com pessoas, não interagem com textos, nem dialogam com o mundo, pois só o que existe é seu próprio mundinho.

Devemos, portanto, valorizar as pessoas com quem conseguimos conversar de fato, com quem chegamos a trocar ideias de forma saudável, quem nos escuta e nos acolhe, quando mais precisamos. É preciso que nos demoremos junto às pessoas que nos devolvem sentimento, porque, caso acumulemos pesos demais dentro de nós, dificilmente teremos a chance de seguir em busca de nossa felicidade. E isso ninguém merece.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: contioutra

Australianos criam tecnologia que recicla todo tipo de plástico

O impacto ambiental provocado pelo plástico é um problema grave e as soluções aparecem em um ritmo muito menor do que a produção e descarte do material no planeta. Neste cenário, cientistas australianos afirmam que desenvolveram uma tecnologia que pode fazer com que todos os plásticos sejam recicláveis.

Todos os anos, são descartadas na Austrália cerca de 3,5 milhões de toneladas de plástico, mas apenas 10% deste material é reciclado. O restante é queimado, enterrado em aterros sanitários ou mesmo enviado para outros países. Uma possível solução para este problema é a tecnologia criada pela Licella, empresa australiana que inaugurou sua primeira planta de reciclagem na Inglaterra.

O sistema foi desenvolvido por Len Humphreys e Thomas Maschemeyer, professor da Universidade de Sidney. Eles afirmam que agora é possível reciclar tipos de plásticos que não podiam ser processados até então.

Transformando plástico em combustível ou em novos plásticos

Em 2018, a China anunciou que não iria mais receber resíduos recicláveis da Austrália – um alerta para a indústria local. Um ano depois, Len Humphreys olha para a enorme quantidade de plástico estocada no país como uma fonte de recursos desperdiçada. O pesquisador afirma que o material pode se transformar em combustível ou em novos tipos de plástico.

Isso é possível graças ao Reator Catalizador Hidrotermal – CAT-HTR que ele desenvolveu. O processo químico de reciclagem altera a composição molecular do plástico, usando agua quente e alta pressão para transformar o material novamente em óleo. “O que estamos fazendo é simplesmente pegar o plástico e transformá-lo novamente nos líquidos de onde o material veio”, explica Humphreys.

A partir daí, o óleo pode ser transformado em betume, combustível ou em outros tipos de plástico. Humphreys afirma que a tecnologia patenteada por ele e pelo professor Thomas Maschemeyer é diferente das soluções que existem hoje.

Diferente do processo tradicional de reciclagem, esta tecnologia não requer a separação do plástico em diferentes tipos e cores e pode reciclar tudo – de caixas de leite a roupas de mergulho passando até por subprodutos de madeira. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de produtos de plástico serem reciclados várias e várias vezes.

Primeira planta será inaugurada na Inglaterra

Depois de ser testada por 10 anos em uma planta-piloto da Licella, a tecnologia está pronta para ser levada ao mercado. A companhia está abrindo sua primeira planta de reciclagem no Reino Unido, onde afirma ter recebido mais incentivos ambientais. Ainda segundo a empresa, a planta pode processar cerca de 20 mil toneladas de plástico por ano.

Para Damian Guirco, diretor do Instituto de Sustentabilidade da Universidade de Tecnologia de Sydney, a tecnologia pode ser parte da solução para o problema do plástico. “Quando pensamos na necessidade de planejar nossos sistemas de uso e reuso de plástico, uma única tecnologia não vai ser a solução”, explica ele. Damian alerta que o grande foco a ser combatido é o consumo excessivo de plástico.

*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

O filósofo Alan Watts: “Por que a educação moderna é uma farsa”

Explore a visão de um filósofo lendário sobre como a sociedade falha em nos preparar para a educação e o progresso.

Um prolífico orador, escritor e filósofo, Alan Watts foi uma das primeiras figuras contemporâneas no início do século XX a levar a filosofia e o pensamento Zen Oriental a um grande público ocidental. Ele foi uma figura instrumental na revolução da contracultura dos anos 60 e continuou a escrever e filosofar até sua morte em 1973. Suas palestras e escritos hoje parecem estar vendo um ressurgimento da popularidade.

Com incontáveis horas de suas extensas palestras online, testadas na música dos sonhos do chillwave e na similaridade de sua voz, ele até aparece como um I.A avançado no filme Her, parece que Alan Watts ainda tem muito a nos dizer.

O conselho de Alan Watts sobre educação é mais presciente agora do que nunca

Em nossa era atual de ansiedade industrializada em massa, tanto estudantes quanto educadores estão trabalhando em horas mais extenuantes e improdutivas, enquanto, ao mesmo tempo, ainda estão com desempenho ruim quando comparados a sistemas educacionais mais relaxados e produtivos, como os da Escandinávia.

Aqui está um pronunciamento de Alan Watts que resume uma grande parte de sua perspectiva filosófica.

“Se a felicidade sempre depende de algo esperado no futuro, estamos perseguindo um fogo-fátuo que jamais alcançaremos, até o futuro, e nós mesmos desapareceremos no abismo da morte.”

Levando em conta algumas das filosofias de Watts, podemos mudar nossos pontos de vista sobre o tema da vida, aprendizagem e educação através de um ponto de vista mais inspirado e caprichoso.

O ciclo interminável da escola para nos preparar para o que está por vir

Para a grande maioria de nós, nossos primeiros anos de vida foram definidos pelas escalas sempre crescentes que progredimos, desde o ensino fundamental até o ensino médio e assim por diante. Estes eram os nossos símbolos internos de classificação e status à medida que avançávamos nas grandes mudanças biológicas e mentais de nossa vida, mudando de um degrau bem colocado para outro e seguindo as ordens de nosso professor, se quiséssemos acompanhar o caminho já estabelecido para nos tornarmos um membro de sucesso da sociedade.

Alan Watts achava essa ideia uma progressão estranha e antinatural de nossos primeiros anos de vida, e algo que indicava uma questão muito mais profunda em como vemos a natureza da mudança e da realidade. Watts diz:

“Vamos fazer a educação. Que farsa. Você tem uma criança, você vê, e você a coloca em uma armadilha e a envia para a creche. E na creche, você diz à criança: ‘Você está se preparando para ir adiante. E então vem o primeiro grau, e segundo, e terceiro grau ‘. Você está gradualmente subindo a escada em direção ao progresso, e então, quando chega ao final dessa etapa, você diz: ‘agora você está realmente indo em frente’. Certo? Errado.”

Quer conscientemente reconheçamos isso ou não, essa natureza progressiva e expectante da realidade que fomentamos durante nossos anos de escola é algo que se torna um tecido inegável da maneira como vivemos e pensamos. Ela fica conosco toda a nossa vida.

Estamos constantemente avançando para uma meta que está fora de alcance – nunca no agora, sempre mais tarde, ou depois disso ou daquilo que foi alcançado.

Watts acreditava que essa mesma lógica se aplica a nós quando deixamos o sistema escolar em camadas. Ele continua dizendo:

“Mas na direção dos negócios, você vai sair para o mundo e ter a sua pasta e seu diploma. E então você vai para sua primeira reunião de vendas, e eles dizem ‘Agora saia e venda essas coisas’, porque então você está subindo a escala nos negócios, e talvez você consiga uma boa posição, e você a vende e aumenta sua cota.

“E então, por volta dos 45 anos, você acorda certa manhã como vice-presidente da empresa e diz para si mesmo olhando no espelho: ‘Eu cheguei. Mas me sinto um pouco enganado porque eu sinto o mesmo que sempre senti…’”

Já cheguei?

Aqui, Alan Watts aborda um pouco da filosofia budista clássica – a ideia de que realmente não há de fato nada para se esforçar e desejar. Watts vincula esse aspecto ao desejo de superação do sistema educacional que penetra em nossas vidas profissionais. Este é um exemplo do enfado interminável da busca materialista de alguma forma ou de outra.

Alan Watts continua dizendo:

“Alguma coisa está faltando. Eu não tenho mais um futuro.” “Uh uh” diz o vendedor de seguros: “Eu tenho um futuro para você. Esta apólice permitirá que você se aposente confortavelmente aos 65 anos, e você será capaz de esperar por isso.” E você está encantado, e você compra a apólice e, aos 65 anos, se aposenta pensando que essa é a realização do objetivo da vida, exceto que você tem problemas de próstata, dentes falsos e pele enrugada.

“E você é um materialista. Você é um fantasma, você é um abstracionista, você não está em nenhum lugar, porque nunca lhe disseram, e nunca percebeu que a eternidade é agora.”

Agora, ao invés de cair em um niilismo passivo (que é onde o pensamento budista pode levar), Alan Watts, ao contrário, argumenta por estar dentro do aqui e agora. Aprenda por aprender! A eternidade é agora … isto é, tornar-se parte integral do processo – seja o que for – e não se concentrar em um objetivo final sempre ilusório.

Não nos amarrarmos ao resultado final é algo que a maioria das pessoas nunca entenderá porque é contra-intuitivo. Este ideal foi um foco central da filosofia de Alan Watts.

No capítulo de abertura de seu livro The Wisdom of Insecurity, ele cunhou o termo “lei reversa”, da qual ele diz:

“Quando você tenta ficar na superfície da água, você afunda; mas quando você tenta afundar você flutua.”

Este koan dele ilustra que quando colocamos muita pressão em nós mesmos para encontrar algum ideal ou objetivo no futuro espectral, nós diminuímos o processo de trabalho em questão. Isso nunca será alcançado porque o que precisa ser feito não é nosso foco central.

Por outro lado, por estar completamente envolvido no presente, essas metas ilusórias no futuro poderiam um dia vir a ser concretizadas. É aí que o conceito fica confuso para alguns.

Mas isso pode ser resumido da seguinte maneira: não olhar para o futuro irá prepará-lo para isso.

Um sistema falho desde o início

Alan Watts comparou a educação compulsória ao sistema penal.

Alan Watts sentia que o sistema educacional falhava conosco, da mesma forma que nos preparava para esperar pelo resto de nossas vidas. Uma versão idealizada que ele inventou em sua cabeça sobre a aparência de uma grande educação educacional pode ser extraída dessa passagem:

“Quando trazemos crianças para o mundo, jogamos jogos terríveis com elas. Em vez de dizer: ‘Como você está? Bem-vindo à raça humana. Agora, meu querido, estamos jogando alguns jogos muito complicados, e essas são as regras de o jogo que estamos jogando, eu quero que você os entenda, e quando você os aprender quando ficar um pouco mais velho, você poderá pensar em algumas regras melhores, mas, por enquanto, quero que você jogue segundo nossas regras.

“Em vez de sermos diretos com nossos filhos, dizemos: ‘Você está aqui em liberdade condicional, e você deve entender isso. Talvez, quando crescer um pouco, você seja aceitável, mas até então você deve ser visto e não ouvido. Você é uma porcaria, e você tem que ser educado e instruído até que você seja humano. ‘”

Ele chegou a comparar o sistema educacional compulsório com fortes ressonâncias religiosas.

“‘Olhe, você está aqui sofrendo. Você está em liberdade condicional. Você ainda não é um ser humano.’ Então, as pessoas sentem isso bem na velhice e imaginam que o universo é presidido por esse terrível Deus-pai ”.

Muito disso ainda ressoa conosco hoje. Os sábios conselhos de Alan Watts sobre educação podem ser a coisa que precisamos rever se quisermos escapar da realidade monótona da educação moderna.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

6 alimentos para consumir no inverno

Dar preferência aos produtos típicos de uma estação pode ser um caminho para uma vida mais saudável e sustentável

A ida a uma feira orgânica ou de pequenos agricultores, em comparação com as gôndolas de supermercados, mostra, além de tantas outras, uma diferença marcante em relação a limitação na variedade de produtos. É porque nessas feiras, os produtores respeitam o ciclo da natureza – e os produtos surgem de acordo com a estação vigente no ano.

O respeito ao ciclo natural de amadurecimento dos alimentos, nas condições climáticas ideais, faz com sejam mais saborosos, aromáticos e tenham mais valor nutricional. Isso acontece porque o uso de fertilizantes durante o processo de produção, que permite a presença constante de alimentos fora de suas estações tradicionais, aumentam o teor de água, reduzindo os nutrientes.

Os produtos químicos também estão ligados ao empobrecimento do solo a longo prazo, já que essas plantações necessitam cada vez mais de adubação e de agrotóxicos para se desenvolver. Para o consumidor final, os produtos da estação ainda apresentam o benefício do baixo custo, devido a alta oferta, explica Giovanna Oliveira, nutricionista da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca.

Abaixo, listamos alguns produtos típicos do inverno para você acrescentar no seu dia a dia. Mas lembre-se: a quantidade e como fazer isso deve ser acordada com um profissional de saúde de confiança.

Lista de alimentos para o inverno

Brócolis

Uma substância presente nesta verdura, chamada glicosinolato, atenua o acúmulo de gordura no fígado e inflamação – fatores presentes na obesidade e síndrome metabólica. O brócolis também conta com vitamina C – antioxidante natural e aliado na produção de colágeno, o que ajuda a evitar o envelhecimento precoce da pele.

Fonte de vitamina A e K, magnésio e zinco, auxilia na manutenção de ossos saudáveis e, por causa disso, é importante para combater a osteoporose.

Laranja e mexerica

As frutas cítricas, em especial nessa estação mexerica e laranja, contém vitamina C, flavonoides e ácido cítrico. Ou seja, uma combinação capaz de agir contra radicais livres, e de estimular o sistema imunológico. São também antioxidantes e anti-inflamatórios no organismo.

Abóbora, mamão e cenoura

A carotenoide, substância química presente na abóbora, no mamão e na cenoura, é responsável pela coloração desses alimentos. Apresenta potente efeito antioxidante, sendo capaz de reduzir os danos causados pelo estresse oxidativo nas células. O carotenoide é igualmente capaz de promover a melhora da resposta imunológica e reduzir o risco de infecções.

*Por Lucas Vasconcellos

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*Fonte: vidasimples

A arrogância te fortalece por um dia, humildade para sempre

A arrogância geralmente está ligada a pessoas de caráter forte, seguras de si mesmas, com controle cênico e bom manejo de situações. No entanto, por trás de toda pessoa arrogante, há uma falta de humildade, um grande complexo de inferioridade, que se traduz na necessidade de mostrar a si e aos outros que alguém é superior ao resto.

A humildade é uma das melhores condições do ser humano, por isso não demonstramos fraqueza, rendição ou submissão, simplesmente mostramos nossa natureza humana na expressão mais simples, através do reconhecimento de nossas limitações, de nossos erros, de oportunidades de crescimento e melhoria …

Saber que você não sabe, isso é humildade. Pensar que você sabe o que não sabe, isso é doença. – Lao Tsé

Sendo humildes, somos capazes de apreciar os outros sem inveja, sem ressentimento, somos capazes de aprimorar as virtudes e características positivas dos outros sem nos sentirmos intimidados ou desconfortáveis.
Pelo contrário, a arrogância limita a visão que podemos ter dos outros, enquanto pensamos que ninguém pode fazer melhor do que nós ou que ninguém sabe mais do que nós, simplesmente sentimos falta das coisas que são colocadas em nossos narizes. aprender, complementar nosso conhecimento, ver outras visões de mundo e nos tornar pessoas melhores, com a devida aceitação das pessoas que fazem parte ou que de uma maneira ou de outra afetam nossas vidas.

Onde houver orgulho, haverá ignorância; mas onde houver humildade, haverá sabedoria. – Salomão

Se é verdade que existem muitas pessoas autoconscientes de suas habilidades, conhecimentos, físico ou qualquer aspecto que as caracterize, e elas podem, sozinhas, por causa de sua insegurança, sentirem-se desconfortáveis ​​por qualquer pessoa que considerem ameaçadora e que não É necessário que você encontre alguém arrogante para se sentir desconfortável, também é verdade que a arrogância nos torna seres amargos e gera rejeição nas pessoas ao nosso redor, mesmo quando elas têm sua auto-estima e autoconfiança bem plantadas.

A humildade nos torna grandes, livres, flexíveis e fortes … A humildade é um dom, é cultivada com nossas ações, com nossa percepção da vida, com maturidade, quanto maior for o espírito, mais humildes seremos, mais conscientes de que todos fazemos parte do mesmo, que estamos aqui para aprender individual e coletivamente através de diferentes experiências.

Viver sem apreciar a bondade dos outros, com a arrogância que caracteriza os donos da verdade é uma limitação real, essas pessoas geralmente vivem tentando ou fingindo ser melhores que os outros, em vez de se esforçar para ser a melhor versão de si mesmas.

“Quanto maior a humildade, mais próximos estamos da grandeza” – Rabindranath Tagore

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*Fonte:

O temido balanço no fim do mundo que tem vista para um enorme vulcão

Se você não foge da aventura e gosta de explorar os lugares mais inóspitos do planeta, conheça o balanço no fim do mundo, uma experiência vertiginosa e arrepiante.

Se você aproveitou bem a sua infância, com certeza se lembra de ter se divertido “voando” alto em um balanço em qualquer parque infantil. Ninguém se esquece da sensação de liberdade, do vento batendo no rosto, da adrenalina subindo, da vontade crescente de balançar cada vez mais alto, como se pudéssemos ganhar o céu.

Conforme nos tornamos adultos, os desafios crescem junto conosco e, de repente, brincar em um balanço infantil deixa de ser uma experiência tão incrível quanto era antes, no tempo em que as coisas eram mais simples.

Entretanto, existe um balanço que consegue adicionar novos elementos a esse tradicional brinquedo infantil e fazer qualquer marmanjo sentir palpitações como se tivesse seis anos de idade novamente. Trata-se do temido “Balanço do fim do mundo”, localizado nas profundezas das florestas do Equador.

La Casa Del Arbol (A Casa da Árvore) em Baños, Equador, é o lar do que é comumente chamado de O Balanço no Fim do Mundo. Sua localização única, 2.600 metros acima do nível do mar, oferece aos visitantes uma vista bonita e aterradora do vulcão Tungurahua. Com apenas um cinto de segurança solitário para prendê-lo, o balanço faz arcos para o ar sobre o canyon. Embora possa parecer que paira sobre um penhasco, o balanço realmente paira sobre uma encosta íngreme.

De qualquer forma, cair provavelmente significaria perder a vida instantaneamente, mas isso não impede que os aventureiros se arrisquem no final do mundo. E provavelmente vale a pena, porque a adrenalina, a sensação de liberdade e as incríveis vistas circundantes devem ser únicas.

Embora o balanço costumava ser completamente não monitorado, hoje existem guias para ajudá-lo a apertar e empurrar enquanto balança – e tirar uma foto, é claro.

Além do balanço, La Casa Del Arbol é um ótimo lugar para caminhar e apreciar a vista, mesmo para quem não tem a intenção de se arriscar no famoso balanço.

E você, teria coragem de se balançar no fim do mundo?

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*Fonte: contioutra

Não é o isolamento social que afasta as pessoas. É a indiferença.

São dias difíceis. Sabemos disso. O contato físico está restrito, as demonstrações de afeto precisam ser feitas a distancia e a saudade é o sentimento mais comentado nos últimos meses. Atitudes, aliás, necessárias para conter uma pandemia gravíssima que tomou conta do mundo. O problema é que muitos estão confundindo isolamento social com indiferença e insistido em relacionamentos amorosos que já acabaram há tempos.

Embora a “nova vida” exija novos comportamentos, ser indiferente não é um deles. O fato de estarmos isolados não justifica atitudes frias e apáticas uns com os outros. Já falei isso em outro momento, mas acho oportuno repetir: distância, falta de dinheiro ou aparência não diminuem sentimentos. O que diminui sentimento é a indiferença e a falta de respeito.

Ouso dizer que muitas pessoas aproveitaram esse isolamento social para “sumirem do mapa” jogando a culpa na distância, no vírus e no governo quando na verdade não queriam continuar o relacionamento e não tiveram coragem de terminar. Temos aqui um grande problema: por um lado estão aqueles que se afastaram por opção, mesmo sabendo que poderiam dizer que não queriam continuar a relação e, por outro, temos os que sofrem sem entender o motivo que levou o parceiro a se afastar.

A verdade é que no fundo, bem lá no fundo, sabemos que não é o isolamento social nem a distância que separa as pessoas. É a indiferença, é o descaso, é o tanto faz. Porque como disse Érico Veríssimo: o oposto do amor não é o ódio e sim a indiferença. Mas, frágeis que somos fingimos não acreditar na razão e buscamos desculpas que justifiquem o comportamento alheio.

Entenda que não importa o motivo que fez o outro se afastar, o que importa é como será daqui em diante.

A indiferença dói. Talvez pelo fato de estar associada à insensibilidade e ao desapego, características contrárias às atitudes naturais humanas, a indiferença fere muito e deixa marcas profundas na alma.

Dói saber que o outro cansou, que desistiu, que não nos ama mais. Dói saber que os planos não sairão do papel, que o casamento acabou e que a rotina irá mudar. Claro que dói! A boa notícia é que isso passa e o que parece ser o fim agora é o recomeço de uma nova história.

Então, permita-se viver o novo. Supere o término, seja grato pelo relacionamento e seja livre de sentimentos pesados como a culpa, o medo ou a rejeição. A vida costuma nos surpreender quando estamos com a alma leve e dispostos a viver o inesperado.

*Por Pamela Comocardi

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*Fonte: contioutra

Pessoas intuitivas: 10 características que as diferenciam

A mente intuitiva é um dom sagrado e a mente racional é um servo fiel. Criamos uma sociedade que honra o servo e esquece o presente “. Essas são as palavras de Albert Einstein, que conhecia perfeitamente o poder e a importância da intuição. Infelizmente, a intuição foi praticamente relegada a um nível esotérico, sacrificado no altar da racionalidade. No entanto, somos todos pessoas intuitivas, apenas alguns aprenderam a prestar atenção às mensagens de sua intuição, enquanto outros os ignoram.

O que é intuição?

Antonio Damásio, médico e neurologista, explica o que é a intuição por meio de sua teoria dos marcadores somáticos. Na prática, a intuição seria um mecanismo de pré-seleção que ocorre abaixo do nosso limiar de consciência e é responsável por examinar todas as opções, decidindo quais são os possíveis caminhos entre os quais podemos escolher conscientemente.

A intuição é um procedimento que nos permite inconscientemente valorizar e descartar alternativas, fundamentalmente baseadas em nossas experiências passadas e em nossas emoções. É por isso que é expresso principalmente através de sensações corporais, algumas pessoas indicam que o sentem no estômago ou no peito. Essa é também a razão pela qual estamos inclinados a uma opção e não a outra, mas não somos capazes de explicar a razão, é apenas um sentimento ou um palpite.

O que diferencia as pessoas intuitivas?

1 – Elas ouvem sua voz interior. Pessoas intuitivas têm uma conexão especial com seu inconsciente, de modo que são capazes de ouvir a voz interior que os outros ignoram. Ao prestar atenção a esses palpites ou intuições, elas têm “afinado” cada vez mais esse canal de comunicação, para que possam decifrar melhor as mensagens que sua intuição lhes envia.

2 – Elas passam tempo na solidão. Pessoas intuitivas geralmente valorizam a solidão e aproveitam o tempo que gastam consigo mesmas. Durante esses momentos, aproveitam a oportunidade para se conectar com as emoções e realizar um exercício profundo de introspecção ou simplesmente acalmar a mente, essencial para que a intuição se manifeste.

3 – Elas escutam seu corpo. As pessoas intuitivas têm uma conexão especial com o corpo, de modo que são capazes de captar os sinais que a intuição envia através de sensações como um “nó na garganta”, “borboletas no estômago” ou qualquer outra sensação física que lhe envie esse segundo cérebro. Essas pessoas sentem que algo está errado em seu corpo, têm reações viscerais que sabem interpretar e usar a seu favor ao tomar decisões.

4 – Elas são excelentes observadoras. Pessoas intuitivas são geralmente muito atentas, prestam atenção aos detalhes que outras pessoas não percebem. De fato, uma das armas secretas da intuição é precisamente a capacidade de capturar muitos detalhes, compreendê-los e prever o que pode acontecer. Dessa maneira, elas também descobrem padrões ou coincidências que outros não percebem, mas que mais tarde se tornam a base para tomar outras decisões em suas vidas.

5 – Elas prestam atenção aos seus sonhos. Os sonhos são o canal de comunicação favorito do inconsciente. Em muitas ocasiões, a mente inconsciente escolhe as fantasias dos sonhos para nos enviar uma mensagem que pode nos ajudar a tomar melhores decisões. Pessoas intuitivas prestam atenção ao conteúdo de seus sonhos e tentam descobrir. Obviamente, nem todos os sonhos são mensagens do inconsciente, pessoas intuitivas também são capazes de diferenciá-los.

6 – Elas se conectam emocionalmente com o outro. A empatia é uma das armas secretas da intuição. Pessoas intuitivas são capazes de se conectar com outras pessoas em um nível superior, permitindo-lhes ajudá-las ou perceber que estão passando por um momento ruim.

7 – Elas deixam de lado as emoções “negativas”. Apesar do fato de que a intuição pode gerar sensações desagradáveis, pessoas intuitivas são capazes de gerenciá-las e não permanecem bloqueadas nelas. De fato, elas sabem que emoções como frustração, raiva ou ressentimento obscurecem a intuição. Isso significa que geralmente elas estão muito conscientes de suas emoções e sabem como gerenciá-las com sabedoria.

8 – Elas sabem como fluir. Pessoas intuitivas desenvolvem grande confiança, o que as ajuda a enfrentar as adversidades com uma atitude mais relaxada.
Elas confiam não apenas em suas habilidades para enfrentar obstáculos, mas também em sua vida. Essas pessoas sabem que tudo chega e tudo passa, então aprendem a fluir sem dificuldade, não se apegam a situações, nem positivas nem negativas. Essa sabedoria lhes dá grande tranquilidade e serenidade diante dos contratempos.

9 – Elas mostram grande flexibilidade cognitiva. Pessoas intuitivas não têm um pensamento rígido, são capazes de mudar de ideia rapidamente quando têm um palpite. Isso significa que elas nem se apegam às suas decisões, especialmente quando sentem que estão seguindo o caminho errado. Essa flexibilidade cognitiva lhes permite corrigir o plano e obter melhores resultados.

10 – Elas procuram as respostas lá dentro. Pessoas intuitivas não se isolam do mundo, levam em consideração as circunstâncias e sabem quando o vento sopra a seu favor e quando é contra, mas sempre têm a tendência de procurar dentro de si mesmas para encontrar as respostas. Isso significa que, ao tomar decisões, elas levam em consideração suas expectativas, esperanças e necessidades. Assim, eles alcançam um equilíbrio que lhes permite tomar as melhores decisões.

3 problemas que as pessoas intuitivas enfrentam

Desenvolver muito a intuição também pode ter seus “efeitos adversos”, especialmente em um mundo onde a lógica é superestimada e as emoções são ignoradas.

1 – Não podendo explicar por que elas tomaram uma decisão importante. Pessoas intuitivas geralmente não conseguem explicar racionalmente por que tomaram uma decisão que não faz sentido para os outros. Em muitos casos, a ausência de argumentos lógicos pode levar a discussões e problemas, especialmente quando outras pessoas não as entendem.

2 – Prever finais desastrosos que ninguém mais imagina. Pessoas intuitivas podem prever finais desastrosos, seja em um relacionamento ou em um negócio. Muitas vezes, essa certeza é difícil de suportar, pois nem sempre podem compartilhá-la com outras pessoas ou não prestam atenção a elas. O fato de capturar pequenos detalhes que outros não percebem lhes dá essa habilidade especial, que nem sempre é bem-vinda.

3 – Captar os pensamentos e emoções negativos dos outros. Pessoas intuitivas não leem mentes, mas esse sexto sentido geralmente lhes permite captar pequenos sinais extra-verbais que as ajudam a formar uma idéia do que as outras pessoas estão sentindo ou pensando. Às vezes, perceber que outras pessoas estão fingindo sem poder revelar isso pode ser extremamente frustrante ou irritante.

É conveniente tomar decisões, deixando-se intuir?

“Quando tomamos pequenas decisões, é sempre vantajoso analisar os prós e os contras. No entanto, em questões vitais, como a escolha de um parceiro ou profissão, a decisão deve vir do inconsciente, de um local oculto dentro de nós. Nas decisões realmente importantes da vida, devemos deixar que as necessidades profundas de nossa natureza governem.”

Essas foram as palavras de Sigmund Freud, que se referia àquele sentimento de certo ou errado, de prazer ou rejeição visceral, que sentimos profundamente dentro de nós e que às vezes ignoramos ouvir apenas a razão.

Em Psicologia, existe o que é conhecido como Inteligência Intuitiva , que seria nossa capacidade de resolver problemas, deixando-nos guiar pela intuição. De fato, em uma série de estudos realizados com enfermeiros, médicos e empresários com muitos anos de experiência, verificou-se que sua primeira intuição quase nunca falhava.

Obviamente, a intuição não é um mecanismo infalível, mas pode ser muito útil quando precisamos tomar decisões em uma situação em que não temos muita informação ou é muito caótica. De qualquer forma, é sempre bom saber o que você tem a dizer antes de decidir sobre uma ou outra opção. Portanto, o mais conveniente é aprender a ouvi-lo.

*Por Artigo de Jennifer Delgado Suárez – Rincón de la Psicología

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Síndrome da superioridade ilusória: acreditar-se superior a todos e a tudo, apesar de incompetente

Chamam isso de síndrome da superioridade ilusória ou do efeito Dunning Kruger, típico daqueles que, embora totalmente incompetentes, se consideram superiores a todos, superestimando sua inteligência e conhecimento.

As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média, mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu egoísmo os impede.

Primeiro sintoma: superestimar seu próprio desempenho. Aqueles que sofrem de superioridade ilusória tendem a acreditar que são preparados e habilidosos, mesmo em setores que eles nem conhecem.

Ao mesmo tempo, e chegando ao segundo sintoma, tendem a subestimar outras pessoas, acreditando que elas são inferiores e, em geral, menos preparadas ou competentes, sem nem se dar ao trabalho de checar. Daí um sentimento de desprezo geral pelas pessoas.

É evidente que o terceiro sintoma é a arrogância ou uma atitude arrogante, devido a essa autoconfiança incondicional, mas ilusória. De fato, a pessoa que sofre desse distúrbio não se dá conta de seus limites, não tem ideia de quais são seus erros e fraquezas.

Quarto sintoma, a incapacidade de ouvir os outros que, não sendo considerados em sua própria altura, nem merecem consideração.

Sem mencionar que esse tipo de pessoa tende a aprender pouco, porque considera que já sabe tudo, quinto sintoma! Característica muito insidiosa que corre o risco de piorar a situação … e incompetência real.

O sexto sintoma é a tendência de impor as idéias. A pessoa que se sente superior não expressa opiniões, é incapaz de manter um diálogo construtivo, porque tende a acreditar em suas próprias “opiniões” verdades absolutas.

O sétimo sintoma é um nível exagerado de autoconfiança, que no entanto esconde uma enorme fragilidade.

Não sabemos o que ignoramos

A que se deve esse efeito? Como explica Dunning Kruger num artigo publicado na revista Pacific Standard, as pessoas menos qualificadas num setor nem sequer têm a experiência necessária para saber o que estão fazendo de errado.

Não só isso: uma mente ignorante não é vazia, e sim repleta de ideias preconcebidas, experiências, fatos, intuições, vieses e pressentimentos, além de conceitos que importamos de outras áreas do conhecimento. Com tudo isso, construímos histórias e teorias que nos dão a impressão de serem um conhecimento confiável.

E, de fato, confiamos nelas: um estudo da Universidade Yale mostrou que a maioria das pessoas não sabe quase nada sobre nanotecnologia. Isso é normal. O que não é tão normal é que quase ninguém hesitava em opinar se os benefícios dessa tecnologia compensavam os riscos.

Como disse Dunning numa ocasião, a conclusão de seu estudo é que desconhecemos os limites de nossa incompetência, não a dos outros. A graça então não é identificar as vítimas desse erro, e sim levar em conta que é muito provável que nós o estejamos cometendo em algum aspecto de nossas vidas, sem nem ao menos saber.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A ansiedade dos excessos

Como descobrir o que é essencial para cada um de nós pode abrir caminhos para uma vida menos ansiosa e com mais propósito

Quando pequena, gostava muito dos jogos de tabuleiro. Sentava com minha mãe no chão da sala e, por alguns deliciosos momentos, entrávamos em um universo paralelo comandado pela nossa imaginação. Ao fim da brincadeira, era hora de partir para outra atividade. Tenho a sensação de que perdemos um pouco dessa noção de uma coisa por vez, de começo e final. O tudo-aqui-e-agora, a um clique de distância, nos colocou em uma zona agitada de excessos.

Isso lembrou-me de uma fala do escritor Greg McKeown. No livro Essencialismo (Sextante), ele afirma que nossa maior prioridade é proteger a capacidade de priorizar. Se todas as coisas se tornam urgentes, perdemos a noção do que é realmente importante. À medida que ocupamos nossos dias – e nossa mente – com tarefas diversas, sem qualquer ordem para executá-las, assumimos mais o papel de apagador de incêndios do que o de protagonista da própria vida. Assim, o sol se põe e estamos exaustos, mas, ao mesmo tempo, carregamos a sensação de não ter conseguido finalizar tarefa alguma – e isso funciona como um gatilho para a ansiedade.

Gosto da analogia do supermercado que me foi apresentada pela psicóloga Jéssica Barbosa. Imagine que você tem uma tarde livre para andar pelos muitos corredores de um supermercado. Decide, então, gastar seu tempo enchendo o carrinho sem muito critério: conforme enxerga algo que o agrade, pega para si. Ao chegar em casa com as sacolas abarrotadas, percebe que, com os produtos escolhidos, não é possível fazer nenhuma receita. Os ingredientes não têm relação entre si. Os armários ficam cheios, mas sua fome não é saciada.

Quando os excessos escondem ausências

Ao andar lado a lado, essas sensações de sobrecarga e de improdutividade, que, a princípio, pareciam excludentes, despertam sentimentos como angústia e irritação. “Sabemos que algo está errado, mas é difícil identificar exatamente o que está acontecendo para nos sentirmos assim. Daí, vem a inquietação”, afirma Jéssica.

E como lidar com esse incômodo interno? Greg McKeown sugere um começo: buscar aquilo que é essencial. Para ele, uma pessoa essencialista rejeita a ideia de dar conta de tudo. Ela sabe que, para realizar aquilo que quer, precisa abrir mão de outras ofertas. É mais ou menos como entrar no supermercado com uma lista de compras e evitar passar pelos corredores que não fazem parte do roteiro, uma vez que você não precisa de nada do que está lá – mesmo que sejam alimentos muito apetitosos.

Saiba escolher

Se trouxermos essa visão para a realidade que enfrentamos hoje, de uma pandemia assolando o mundo sem tantas perspectivas de melhora, fica mais fácil perceber que, mesmo que nossas opções sejam limitadas, como no que diz respeito aos espaços físicos nos quais podemos transitar, ainda assim é preciso fazer escolhas. Não é saudável aceitar todos os acúmulos porque, de alguma forma, há uma espécie de caos instalado do lado de fora.

Essas escolhas passam, primeiro, por uma observação sincera de quem você é e o que deseja. Tente listar tudo aquilo que é importante para você. Não precisa ser nada grandioso, foque nas simplicidades. Por vezes, tomar um banho bem quente e em silêncio é que o te reconforta. Ou fazer uma pausa no meio da tarde para um café com bolo. Ou ainda reservar trinta minutos por dia para estudar. Enfim, não há respostas certas ou erradas, mas aquilo que ressoa em você.

Depois, no mesmo papel, faça uma coluna ao lado com todas as atividades que estão pendentes. Agora, é hora de cruzar as informações: dentro daquilo que precisa ser feito, o que é realmente importante? “Esse exercício faz com que a gente perceba a quantidade de tempo que gastamos com coisas que não fazem o menor sentido para os anseios da nossa essência”, revela a psicóloga. “Por isso, ficamos tão ansiosos. Porque estamos distantes do que verdadeiramente nos alimenta. Cumprimos obrigações dia após dia, mas, na completa ausência de um porquê, a felicidade se esvai e tudo fica mais nebuloso – dentro e fora da gente”, termina.

Você não é o que você faz

A segunda parte do exercício é aprender a postergar. Deixar para depois nem sempre é sinônimo de uma procrastinação patológica. Pelo contrário, é também sinal de que você está alinhado com suas prioridades. Se não deu para lavar os banheiros hoje porque está na hora da sua novela favorita, lave amanhã. Se o livro que pegou para ler estava tão bacana que você nem se deu conta do horário, peça um delivery para jantar ao invés de ir para a cozinha. Faça escolhas conscientes dentro das suas possibilidades.

Um outro passo é o do desapego das tarefas. Se for possível delegar para alguém que está mais tranquilo e pode fazer isso por você, por que não? Abrir mão de determinadas atividades pode nos trazer um desconforto quando acreditamos que nosso valor está diretamente relacionado ao cumprimento delas. É como se, ao deixar que outra pessoa as faça, perdêssemos aquilo que nos tornava necessários para os outros. Nestes casos, é importante procurarmos também por ajuda profissional para lidar com as inseguranças que tornam a nossa autoestima e a percepção que temos de nós mesmos dependente do quanto somos capazes de fazer, produzir ou ofertar.

Ao encontro do propósito

Por fim, Greg McKeown defende que uma boa estratégia contra a ansiedade é a disciplina. Se, todos os dias, você olhar para essa lista de prioridades e buscar segui-la, mesmo que no dia anterior tudo tenha saído do eixo, terá a percepção de que está dedicando seu tempo àquilo que lhe é verdadeiramente útil, ao seu propósito. Aquela sensação de terminar o dia exausto, mas com um vazio no peito, tomará outro rumo para não mais te atormentar. Porque não se trata só de dizer não ao que não importa, mas de se dedicar rotineiramente ao que faz sentido. Essa é a busca pelo seu porquê.

Equilíbrio pela natureza

Além do acompanhamento com um profissional da saúde, outros auxílios externos são de grande valia para os momentos em que percebemos que está difícil recuperar o equilíbrio sozinhos. E, muitas vezes, eles podem ser encontrados na natureza. No século XVIII, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, em uma viagem à Itália, trouxe à luz o conceito da planta primordial, uma entidade espiritual, que não pode ser encontrada em nenhum lugar do mundo físico, presente em cada planta. Esse olhar diz respeito a uma dinâmica de forças que existem nos vegetais para além das características que podemos enxergar.

O conceito inspirou o filósofo Rudolf Joseph Lorenz Steiner na criação da antroposofia, uma ciência espiritual moderna, que acredita que os seres humanos compartilham semelhanças com os outros seres do reino mineral, animal e vegetal. É por isso que a interação com a natureza é capaz de nos trazer de volta ao nosso próprio eixo. Quem me explicou isso foi Rodolfo Schleier, especialista técnico-científico da Weleda, marca de cosméticos e medicamentos naturais que tem Steiner como fundador filosófico.

Para acalmar a ansiedade

Um dos gêneros de plantas que a Weleda utiliza em suas formulações é o Bryophyllum, que, na visão antroposófica, está relacionado à energia vital, aquela que reúne as forças responsáveis por todo o princípio da vida. “No nosso corpo, ela estimula os processos de vitalidade e regeneração, seja físico ou mental. Esse reequilíbrio energético faz com que seja possível tratar sintomas como angústia, ansiedade e irritação de maneira natural e orgânica”, diz Rodolfo.

Foi assim que a Weleda criou o Bryophyllum Argento cultum*, um ansiolítico com ingredientes naturais. No entanto, até que o medicamento possa ser consumido, os vegetais são cultivados por três anos em terra enriquecida com prata, um metal capaz de refletir luz. “Nosso cérebro é a imagem viva da prata”, conta Rodolfo. “Ele consegue captar as sensações que nos são externas e refleti-las no corpo”, continua. Ao unir as potencialidades que habitam nos vegetais e minerais, nosso corpo tem um reencontro com sua própria natureza e consegue se recuperar do que está descompensado. Lembre-se de que é muito importante sempre conversar com seu médico e farmacêutico antes de consumir qualquer medicamento.

*Por Nara Siqueira
Esse conteúdo foi produzido pela Vida Simples em parceria com a Weleda.

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*Fonte:

Narciso (David Eagleman)

Na vida depois da morte você recebe uma resposta clara sobre nosso propósito na Terra: nossa missão é coletar dados.

Todos nós fomos colocados nesse planeta como sofisticadas cameras móveis.

Somos equipados com lentes poderosas, que produzem imagens em alta-resolução, calculando formas e profundidades a partir de ondas de luz. As cameras dos olhos são montadas em corpos, que as carregam por aí. Corpos que podem escalar montanhas, mergulhar em cavernas, cruzar paisagens.

Temos também orelhas, para captar ondas de ar e traduzir em sons. E um grande tecido sensível ao toque, para coletar dados sobre temperaturas e texturas. Fomos desenhados com cérebros analíticos, capazes de transportar esse equipamento acima das nuvens, abaixo dos oceanos e na superfície da Lua. Assim, cada observador, de qualquer ponto, contribuí com uma pequena parcela na vasta coleção de dados sobre a superfície planetária.

Fomos colocados aqui pelos cartógrafos, cujos livros sagrados seriam o que nós reconhecemos como mapas.

Nosso papel é cobrir cada centímetro da superfície do planeta.

A medida que nos deslocamos, vamos gravando dados através de nossos orgãos sensoriais e essa é a única razão pela qual existimos.

No momento em que morremos, acordamos em uma sala de interrogatório. Nela é feito o download de toda nossa coleção de dados e a correlação com os dados de outros que morreram antes. Através desse método os cartógrafos juntam bilhões de pontos de vista em uma uma imagem única e dinâmica, de alta resolução, do nosso planeta. Há muito tempo perceberam que o melhor método para se conseguir um mapa global, seria espalhando pequenos dispositivos móveis com capacidade de multiplicação rápida e assim explorar qualquer ponto do planeta. Para garantir que nos espalhássemos o máximo possível, nos fizeram insaciáveis, vigorosos e fecundos.

Ao contrário das versões anteriores das cameras móveis, nos deram a possibilidade de nos erguer, de girar nossos pescoços para poder mirar nossas lentes em cada detalhe, nos tornaram curiosos e com livre arbítrio para desenvolver novas ideias e aprimorar nossa mobilidade. A genialidade do design foi permitir que nossas vontades mais instintivas não fossem predeterminadas, ao contrário, fomos submetidos a uma seleção natural, desenvolvendo assim estratégias inéditas para enfrentar os desafios.

Os cartógrafos não se importam com quem vive ou quem morre, desde que tragam a maior cobertura possível. Ficam irritados com adorações e religiões; atrapalham e deixam a coleta de dados mais lenta.

Quando acordamos na gigantesca sala esférica sem janelas, leva-se algum tempo até entendermos que não estamos em um céu, acima das nuvens. Na verdade estamos exatamente no centro da Terra. Os cartógrafos são muito menores que nós. Eles vivem nas profundezas da Terra e são avessos à luz. Nós somos os maiores equipamentos que eles conseguiram fazer. Para eles, somos gigantes, grandes o bastante para saltar sobre montanhas e escalar penhascos, uma máquina incrível, ideal para uma exploração planetária.

Com muita paciência os cartógrafos nos carregaram até um ponto na superfície e nos observaram durante milênios enquanto nos esparramávamos como tinta pela superfície do planeta, até que cada área fosse coberta pela cor humana, até que todas as regiões estivessem sob a observação de seus sensores móveis compactos.

Estimando nosso sucesso de sua base de comando, os engenheiros responsáveis pelas cameras portáteis se cumprimentavam pelo trabalho bem feito. Porém, apesar do sucesso inicial, os cartógrafos são profundamente frustrados com os resultados. Mesmo com a eficiente cobertura do planeta, conseguida através de várias gerações, o sistema de cameras portáteis coletam poucos dados relevantes ou úteis para a cartografia. Ao invés disso, os aparelhos direcionam suas sofisticadas lentes compactas para outras lentes compactas, numa irônica banalização da tecnologia.

Quanto ao sofisticado tecido sensível, querem apenas que sejam tocados. Os geniais sensores de ondas de ar se viram na direção de sussurros de amantes ao invés de coletar dados críticos sobre o planeta. E apesar do design propício a exploração ao ar livre, preferem usar sua energia para construir abrigos em que possam ficar juntos. Constroem redes de comunicação para ver fotos uns dos outros, quando estão separados.

Dia após dia, com o coração apertado, os cartógrafos examinam pilhas e pilhas de dados inúteis. O arquiteto do sistema foi demitido. Criou uma maravilha da engenharia que só tira fotos dela mesma.

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Esse texto é de David Eagleman, neurocientísta e escritor, autor do melhor livro que lí em 2013: SUM. São contos curtos como esse, sempre sobre o mesmo assunto: o que acontece depois que a gente morre. Existe uma edição em português, com a capa mais horrorosa que já ví na vida, uma pena. Se for confortável, prefira a edição original em inglês.

*Por Wagner Brenner

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*Fonte: updateordie

Viva com mais calma

Viver com mais calma talvez seja um desejo universal. Parece tão reconfortante tomar um café da manhã saboreando sem pressa o pedaço de bolo preferido, ter um dia de trabalho sem colegas que amolam a nossa paciência, voltar para casa com ruas livres — ou mesmo sem ninguém atravancando o lado esquerdo da escada rolante do metrô. Somos recebidos em casa com um sorriso doce de quem amamos, os filhos estão de banho tomado e, no final do jantar, nem deixam comida no prato. Você aproveita a noite para assistir à sua série favorita ou dedicar um tempo a uma boa leitura.

Parece que a vida seria muito mais fácil de manejar — e de aproveitar — se ela se desenrolasse assim, sem sobressaltos que nos tirassem do sério. Seríamos pessoas mais centradas e calmas (imagine ligar para a operadora de telefonia e ter seu problema resolvido pelo primeiro atendente, sem nem dar tempo de decorar a musiquinha da espera…).

Situações de estresse

O doloroso é que, bem, não é assim que as coisas acontecem. E é pouco provável que o mundo se torne assim, sem um desafio, mesmo se você decidir se mudar para uma casa no meio da montanha. Porque não é somente o lugar de fora, e sim esse espaço mental interno que torna a vida mais conflituosa ou saborosa. Mas a parte boa é que, se quem manda na percepção de como as coisas são é a mente, então podemos desenvolver habilidades para ganhar uma compreensão melhor sobre nós e sobre o outro, nos tornando menos ansiosos e mais tolerantes.

O que a gente quer contar a seguir é que viver com mais leveza e menos irritação diante dos contra-tempos é possível, mas antes precisamos compreender por que uma fechada no trânsito nos estressa tanto, ou por que podemos ser grosseiros e insuportáveis justamente com quem mais amamos. E é essencial saber: nos tornarmos pessoas calmas não significa que nunca mais uma situação de estresse vai nos atingir, mas sim que, aos poucos, desenvolveremos um estado de espírito mais apropriado para lidar com os desafios que resolverem empacar no lado livre da escada rolante da vida.

A expectativa, mãe da frustração

Um motivo essencial pelo qual muita coisa nos tira a nossa paz é a ilusão de que podemos controlar o mundo e a expectativa de viver sem contratempos, em que nada dá errado e ninguém nos incomoda. “Se olharmos mais de perto, vamos ver que não é a situação que está nos incomodando, e sim a nossa forma de enxergá-la. Nós nos sentimos infelizes não só porque algo ruim aconteceu mas também por causa do turbilhão de pensamentos sobre o que aconteceu”, escreve o monge zen-budista Haemin Sunin no livro As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera (Sextante).

Conversei com ele para entender melhor essa ideia de que é a nossa mente que cria estados mais calmos ou mais caóticos, e como isso pode influenciar o nosso jeito de perceber o mundo também. Ele me respondeu: “Observe que, quando sua mente está ocupada, o mundo parece estar ocupado. Em contraste, quando sua mente está quieta, o mundo lhe parece muito pacífico. Não há como controlar todos os elementos do mundo. Isso é impossível. No entanto, é possível para nós cultivar o coração e a mente pacíficos, diminuindo a velocidade e apreciando verdadeiramente o que está diante de nós. Mesmo se você estiver na parte mais bela e pacífica do mundo, o mundo parecerá ocupado quando sua mente estiver muito ocupada”, ele diz. Desacelerar nossos pensamentos, sugere, nos ajudaria a nos tornarmos menos reativos e raivosos com o que se passa conosco.

Manter a calma

“Só quando desaceleramos é que é possível ver com clareza nossos relacionamentos, nossos pensamentos e nossa dor. À medida que notamos mais e mais aspectos do momento presente, chegamos à percepção mais profunda de que há um observador silencioso dentro de nós”, diz. Manter a calma não quer dizer que vamos ver a situação adversa como algo agradável, mas entender que bufar, sair de si ou espumar de raiva nos afasta da possibilidade de desenvolver uma compreensão mais leve do problema.

O preço da nossa intolerância

Acho meio vergonhoso aceitar, mas provavelmente as pessoas que mais amamos são aquelas que mais nos veem descontrolados e irritados. Se temos um dia ruim no trabalho, a nossa fúria tem grandes chances de respingar nos filhos, no companheiro, nos pais. São eles que melhor conhecem a nossa face mais dura. “Em nenhuma outra circunstância tendemos a nos comportar tão mal quanto em nossos relacionamentos. Neles, nos tornamos pessoas que nossos amigos mal reconheceriam. Descobrimos uma capacidade assustadora de sentir angústia e raiva, nos tornamos frios ou furiosos, saímos batendo portas. Gritamos e dizemos coisas que machucam”, diz o texto no livro Calma, produzido pela The School of Life e publicado pela Sextante.

A obra explora como a expectativa que criamos sobre algo que vai acontecer tem uma estreita relação com a nossa capacidade de perder a calma. Se a previsão de chuva era evidente e mesmo assim decidimos ir à praia, talvez não fiquemos tão descontrolados se as gotas caírem assim que os pés pisarem na areia. Mas abrir a gaveta onde você sempre deixa as chaves do carro e não encontrá-las lá pode gerar uma reação bem mais explosiva. “Você fica morto de raiva porque em algum lugar da sua mente há uma fé perigosa num mundo em que as chaves do carro simplesmente nunca somem. Cada uma das nossas esperanças — formadas inocente e misteriosamente — se abre para uma vasta possibilidade de sofrimento.”

Emaranhando de mal-entendidos

E aí o problema dos relacionamentos é que não há ninguém de quem esperamos mais. Eles estão no topo da nossa expectativa. Pensamos que eles serão magicamente compreensivos quando quisermos ficar sós depois de um dia de trabalho cansativo, ou que sempre entenderão o nosso olhar mesmo que não tenhamos sido explícitos em comunicar as nossas necessidades com clareza. O caminho, sugere a obra, é aceitar que sermos mal compreendidos é bastante normal — e que um bom relacionamento não significa estar em acordo o tempo todo.

Quando a nossa perda de paciência gira em torno de detalhes aparentemente pequenos — como as migalhas de pão que ficaram sobre a mesa —, podemos refletir por que é que aquilo nos tira tanto do sério. “Ao desenvolvermos nossa prática olhando para a causa por trás das nossas emoções, podemos chegar a uma compreensão mais profunda”, observa Haemin. Olhar para os defeitos do nosso parceiro com mais tolerância, sem achar que eles estão ali para propositalmente nos desagradar, também pode tornar a convivência mais leve e harmônica.

“Quase todos nós somos bondosos com crianças. Em contrapartida, somos intolerantes com os aspectos imaturos da nossa vida adulta. Quando entendemos melhor o que realmente estava acontecendo, qual era a intenção do outro, o que ele pensava que nós pensávamos, ao compreendermos um pouco melhor o emaranhado de mal-entendidos, não nos sentimos mais tão zangados e desesperados”, aponta o livro Calma.

Não foi de propósito

Não só nos relacionamentos pessoais mas também entre aqueles que nem conhecemos, é bem comum pensarmos que fomos desagradados “de propósito”. De maneira geral, temos dificuldade em distinguir o “mal intencional” do “mal acidental”, como aquela fechada que você leva no trânsito, ou alguém que sem querer pisa no seu pé (ou no seu calo). Outra armadilha a que nossa mente pouco lúcida costuma se entregar é achar que o mundo está conspirando contra nós quando algo dá errado.

Sabe aquele estilo de frase “Justo hoje que eu decidi ir para a academia a pé, tomei uma baita chuva?”. Então…“Nossa inclinação a enxergar tramas sombrias contra nós pode ser atribuída a um problema pelo qual merecemos compaixão: não gostamos muito de nós mesmos. Esse pano de fundo de autodesprezo nos leva imediatamente a desconfiar que os outros querem nos derrubar. Afinal de contas, por que seriam mais bondosos conosco do que nós mesmos?”, aponta o livro Calma. As situações externas também podem ser tão irritantes simplesmente porque ainda carregamos a lembrança de quando éramos crianças e nossas necessidades eram prontamente atendidas ao nosso menor sinal de irritação — o que agora já não acontece mais.

Não temos o controle de tudo. E, se por um lado isso traz uma impiedosa sensação de impotência, veja só, por outro também pode trazer imensa liberdade. No auge de um momento que pede calma, respirar também pode ser uma saída. A dica parece banal (“Respirar fundo? Ahn, tá…”), mas tem recebido cada vez mais atenção por ser mesmo poderosa. Danny Penman, instrutor de meditação e autor de A Arte de Respirar (Sextante), me explicou por que dedicar alguns minutos para inspirar e expirar pode ajudar tanto.

Emoções refletidas na respiração

“Tornar algumas respirações conscientes dá início ao sistema nervoso parassimpático do corpo, que é a parte que rege o relaxamento. Concentrar-se conscientemente na respiração diminui rapidamente o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea. Isso aumenta o sentimento de relaxamento e diminui drasticamente a ansiedade e o estresse, evitando explosões de raiva”, me contou, por e-mail. Danny explica como a respiração é uma prática essencial de atenção plena, que nos ajuda a vi- ver com mais calma e tranquilidade.

Ele me relatou que todas as nossas emoções estão refletidas no jeito como respiramos. E sugere que tiremos alguns momentos durante o dia para ficar à sós com a gente através da respiração, capaz de ampliar ou dissolver nossas emoções mais destrutivas. “Essa técnica tremendamente poderosa pode ser usada em qualquer lugar, não apenas durante a meditação. Da próxima vez que você se sentir estressado, ou quando surgirem pensamentos ou emoções difíceis, simplesmente gaste algumas respirações prestando atenção à sua mente e depois siga com seu dia”, ensina. “É melhor notar o estresse no início e vê-lo se dissolver, em vez de tentar lidar com as consequências explosivas mais tarde.”

Uma rotina muito agitada

Talvez seu trabalho demande demais. Ou a rotina da casa seja bastante exaustiva, e você já se vê no domingo ansioso pelas inúmeras tarefas que o esperam ao longo da semana. Os nossos modelos de vida atuais parecem exigir cada vez mais que sejamos produtivos. E, aí, querer uma vida mais calma pode soar como um desejo de alguém meio fraco ou preguiçoso, que não suporta as demandas da vida moderna.

Mas avaliar com sinceridade a forma como temos vivido pode apontar pistas para trazer para perto a calma de que a gente precisa. “Cada pessoa pode ter uma definição diferente para uma ‘vida tranquila’. Para mim, a vida tranquila tem o elemento de ser capaz de apreciar o que eu tenho agora, em vez de tentar chegar a algum outro lugar ou conseguir algo além do que estou fazendo neste momento”, diz o monge zen-budista Haemin. “Além disso, eu faço minhas tarefas devagar, seja comer, caminhar ou limpar as folhas que caem no quintal. Eu vejo mais graça em fazer a tarefa do que propriamente em terminá-la”, me diz.

É como ir a um restaurante que você desejava muito. Mas, ao chegar lá, comer tão depressa que sai sem nem ter conseguido sentir o sabor da comida. Qual seria a graça da refeição e, também, da vida? Para Haemin, se prestarmos atenção verdadeira na nossa atividade do agora, qualquer coisa pode se tornar interessante, bela e até misteriosa.

Aprecie com calma

Também podemos desenvolver a calma ao apreciar a beleza de algo grandioso, como uma cachoeira, uma montanha ou mesmo o céu, com suas incontáveis nuvens e estrelas. É o nosso contato com o sublime, com algo que pode nos deixar impressionados por ser muito maior e mais poderoso do que nós. “O que o sublime faz é colocar em primeiro plano nosso envolvimento com os horizontes mais amplos da existência. Por algum tempo, os fatores irritantes locais e imediatos perdem o poder de nos incomodar”, sugere o livro Calma.

Recorrer a um demorado abraço de alguém querido também é capaz de apaziguar a nossa inquietação e ansiedade. Ser envolvido fisicamente pode recriar parcialmente o ambiente mais livre de estresse que já experimentamos: o útero. Até a infância, é muito comum que os pequenos recorram aos abraços e ao colo dos mais velhos quando se sentem ameaçados ou em perigo.

Mas, curiosamente, entendemos que na vida adulta essa necessidade pode ser infantil, de alguém ainda muito frágil. Mas receber um abraço pode nos transmitir a sensação de proteção, de que tudo bem não sermos capazes de resolver tudo sozinhos. Oferecer um abraço é como um gesto de confiança, de compreensão com o outro e com suas dificuldades. “O abraço é um símbolo do que falta em nossa cultura individualista e hipercompetitiva. É a aceitação positiva de nossa dependência e fragilidade.” É curioso lembrar como, na infância, as músicas de ninar também tinham algum efeito calmante sobre nós.
A vida não para

Mais do que o significado da letra, era a melodia que compreendíamos e que nos embalava na hora de dormir. Apesar de hoje a música ter ganhado destaque pelo seu aspecto do entretenimento e da diversão, por muito tempo ela foi estudada a fim de compreender seus efeitos relaxantes sobre nosso estado de espírito. Sons que remetem à natureza, composições instrumentais ou mesmo mantras, cuja entonação também gera alterações positivas em nós, podem ser incluídos na próxima playlist que você fizer quando quiser relaxar.

Por aqui, me lembrei de uma composição do Lenine que traduz um pouco do que a gente quis compartilhar. “Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para”. Que a gente possa ver os dias passarem com a calma que é possível desenvolver dentro da gente, conosco e com o outro. Porque, como continua a canção, “a vida é tão rara”.

*Por Débora Zanelato

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*Fonte: vidasimples

A lei da atração funciona assim: você não atrai o que você quer, você atrai o que você é

Quem nós pensamos que somos está intimamente ligado a como nos consideramos tratados pelos outros. Muitas pessoas se queixam de que não recebem um tratamento bom o bastante.

“Não me tratam com respeito, atenção, reconhecimento, consideração. Tratam-me como se eu não tivesse valor”, elas dizem.

Quando o tratamento é bondoso, elas suspeitam de motivos ocultos. “Os outros querem me manipular, levar vantagem sobre mim. Ninguém me ama.”

Quem elas pensam que são é isto: “Sou um pequeno eu’ carente cujas necessidades não estão sendo satisfeitas.” Esse erro básico de percepção de quem elas são cria um distúrbio em todos os seus relacionamentos. Esses indivíduos acreditam que não têm nada a dar e que o mundo ou os outros estão ocultando delas aquilo de que precisam.

Toda a sua realidade se baseia num sentido ilusório de quem elas são. Isso sabota situações, prejudica todos os relacionamentos. Se o pensamento de falta – seja de dinheiro, reconhecimento ou amor – se tornou parte de quem pensamos que somos, sempre experimentaremos a falta. Em vez de reconhecermos o que já há de bom na nossa vida, tudo o que vemos é carência. Detectarmos o que existe de positivo na nossa vida é a base de toda a abundância.

O fato é o seguinte: seja o que for que nós pensemos que o mundo está nos tirando é isso que estamos tirando do mundo. Agimos assim porque no fundo acreditamos que somos pequenos e que não temos nada a dar.

Se esse for o seu caso, experimente fazer o seguinte por duas semanas e veja como sua realidade mudará: dê às pessoas qualquer coisa que você pense que elas estão lhe negando – elogios, apreço, ajuda, atenção, etc. Você não tem isso? Aja exatamente como se tivesse e tudo isso surgirá.

Logo depois que você começar a dar, passará a receber. Ninguém pode ganhar o que não dá. O fluxo de entrada determina o fluxo de saída. Seja o que for que você acredite que o mundo não está lhe concedendo você já possui. Contudo, a menos que permita que isso flua para fora de você, nem mesmo saberá que tem. Isso inclui a abundância. A lei segundo a qual o fluxo de saída determina o fluxo de entrada é expressa por Jesus nesta imagem marcante: “Dai, e dar-se-vos-á.

Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada, sacudida e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.” A fonte de toda a abundância não está fora de você. Ela é parte de quem você é. Entretanto, comece por admitir e reconhecê-la exteriormente. Veja a plenitude da vida ao seu redor. O calor do sol sobre sua pele, a exibição de flores magníficas num quiosque de plantas, o sabor de uma fruta suculenta, a sensação no corpo de toda a força da chuva que cai do céu.

A plenitude da vida está presente a cada passo. Seu reconhecimento desperta a abundância interior adormecida. Então permita que ela flua para fora. Só fato de você sorrir para um estranho já promove uma mínima saída de energia. Você se torna um doador. Pergunte-se com frequência: “O que posso dar neste caso?

Como posso prestar um serviço a esta pessoa nesta situação? Você não precisa ser dono de nada para perceber que tem abundância. Porém, se sentir com frequência que a possui, é quase certo que as coisas comecem a acontecer na sua vida. Ela só chega para aqueles que já a têm.

Parece um tanto injusto, mas é claro que não é. É uma lei universal. Tanto a fartura quanto a escassez são estados interiores que se manifestam como nossa realidade. Jesus fala sobre isso da seguinte maneira: “Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que não tem.”

(Eckhart Tolle)

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*Fonte: asomadetodososafetos

Se o Facebook não está me espionando, por que recebi anúncios do que acabei de falar?

Você já conversou com alguém pessoalmente ou por telefone e mencionaram um produto de que gostam, um programa que começaram a assistir ou um novo serviço de assinatura que estão testando? Provavelmente sim, isso é parte de qualquer conversa mantemos diariamente. Mas você já percorreu o Facebook ou o Instagram depois dessa conversa – talvez minutos ou horas depois, ou talvez no dia seguinte, e teve um anúncio aparecendo para o produto ou serviço exato de que estava falando? A conversa sobre espionagem no Facebook está se tornando mais frequente e por boas razões.

Se você já experimentou isso, não está sozinho. Isso já aconteceu com milhões de pessoas em todo o mundo, o que levou muitos a fazer a pergunta: o Facebook está ouvindo minhas conversas? O Facebook está me espionando?

Espionagem no Facebook: uma teoria da conspiração?

As suspeitas de que o Facebook e os aplicativos associados, como o Instagram, estão usando os microfones de nossos telefones para ouvir nossas conversas e direcionar anúncios não são exatamente novos – os executivos do Facebook são questionados sobre isso desde 2016 e o ​​ negam categoricamente desde o início.

Em uma audiência no Senado em 2018, o senador Gary Peters perguntou ao CEO do Facebook Mark Zuckerberg à queima-roupa:

“Sim ou não, o Facebook usa o áudio obtido de dispositivos móveis para enriquecer informações pessoais sobre os usuários?”

Zuckerberg, sem hesitar, respondeu com uma palavra: Não

Apesar das repetidas negações, o boato, que Zuckerberg costuma chamar de “teoria da conspiração”, persiste.

Gayle King, apresentadora da CBS This Morning, perguntou ao executivo do Instagram Adam Mosseri como um anúncio de algo poderia aparecer em seu feed quando ela nunca o pesquisou, apenas falou sobre isso ao passar com outra pessoa, ele disse que a empresa não olha suas mensagens ou ouve pelo seu microfone, afirmando que isso seria muito problemático por vários motivos.

“Mas eu reconheço que você realmente não vai acreditar em mim”, acrescentou

Embora seja fácil acreditar que esses executivos importantes estão mentindo para nós, a verdade é que eles provavelmente não estão . Escutar os usuários seria altamente ilegal e impraticável. Não apenas exigiria o armazenamento de uma quantidade irreal de dados, mas também precisaria de software sofisticado o suficiente para analisar os mínimos detalhes da fala humana e decifrar o que é e o que não é importante.

Como, então, você explica um anúncio exibido no seu feed do Facebook ou Instagram para a assinatura mensal de brinquedos para cães de que seu amigo estava falando com você em uma festa no fim de semana?

“O Facebook está ouvindo você”, diz Jamie Court, presidente da organização sem fins lucrativos Consumer Watchdog, com sede em Los Angeles. “Só que de uma maneira diferente.”

Como o Facebook segmenta anúncios?

Não, o Facebook não está ouvindo você, mas seus métodos de coleta de dados se tornaram tão sofisticados e complexos que a segmentação de anúncios se tornou assustadoramente precisa – tanto que parece que eles têm olhos e ouvidos espionando você onde quer que você vá.

O Facebook, por sua vez, oferece uma explicação para isso no recurso “por que você está vendo este anúncio”, que pode ser acessado clicando nos três pontos no canto superior direito do menu de anúncios do Facebook.

Basicamente, uma empresa tem um público-alvo que deseja anunciar, por exemplo, “mulheres acima de 18 anos que moram em Los Angeles”. Se você se enquadra nessa categoria, poderá ver o anúncio deles no seu feed, mas é mais profundo do que isso.

Digamos que você esteja conversando com sua amiga, que também se enquadra nessa categoria, e ela já interagiu com esse anúncio ou talvez até tenha comprado o produto da empresa. O algoritmo do Facebook vê que você está com essa amiga e sabe que outras coisas vocês têm em comum (por exemplo, vocês duas têm um cachorro).

Talvez enquanto estiver com essa amiga, você poste uma foto de vocês duas com seus cães. Isso é ainda mais combustível para o algoritmo determinar que você pode estar interessado no mesmo produto.

Agora que o Facebook tem todas essas informações para confirmar que você é uma cliente em potencial da empresa em questão, eles enviarão o anúncio. Esse sistema complexo e preciso de coleta de dados ocorre tão rapidamente que parece que eles estavam espionando sua conversa, o que, de maneira indireta, eles estavam.

O veterano da indústria de tecnologia Phil Lieberman explica que o mecanismo de inteligência artificial (AI) do Facebook usa material textual e visual que você fornece para determinar a intenção.

“Com a intenção, eles podem encontrar produtos e serviços nos quais você possa estar interessado. Trata-se de ‘sistemas de recomendação’ semelhantes ao que a Amazon oferece, mas o FB tem mais informações continuamente para determinar o que você pode estar interessado em comprar. “

O Facebook não está ouvindo você … mas eles estão rastreando você

Toda vez que você gosta ou comenta uma postagem ou marca um amigo em uma postagem ou status, você está dando ao Facebook mais munição para veicular anúncios.

A empresa admite que coleta “conteúdo, comunicações e outras informações” com as quais você interage. Isso inclui as fotos e os vídeos que você publica ou gosta, as contas que você segue, as hashtags que você usa e os grupos aos quais está conectado.

Não apenas a gigante das mídias sociais pode rastrear o que você faz no Facebook e seus aplicativos afiliados, mas também o que você faz em qualquer site ou aplicativo que use plugins, logins e widgets do Facebook. Se você já usou sua conta do Facebook para entrar em um site, assinar um email, fazer uma compra ou obter um cupom, esses dados serão coletados.

Além disso, se você der sua permissão, o Facebook poderá rastrear você onde quer que você vá, mesmo quando o aplicativo estiver fechado. Mas não é tão óbvio quanto o aplicativo perguntando se você deseja que eles façam isso.

Se você já publicou algo no Facebook ou Instagram e um pop-up o incentivou a “Ativar os Serviços de Localização” para selecionar automaticamente a tag da cidade em que você está e disse que sim, ” lhes dei permissão para rastrear sua localização.

Você pode limitar o rastreamento do Facebook?

Existem algumas etapas a serem seguidas para limitar a capacidade da empresa de rastrear tudo o que você faz. Na subseção “Anúncios” na seção Preferências de anúncio do Facebook no aplicativo, você pode ajustar as informações fornecidas aos anunciantes. Isso não os impede de coletar os dados, mas significa que menos informações estão sendo fornecidas às empresas e marcas.

Isso, no entanto, não impedirá que você veja anúncios, e você ainda será segmentado com base em sua idade, sexo, localização e outros dados demográficos. Você também pode recusar o acesso aos dados de localização clicando na guia “Gerenciar configurações” no aplicativo e definindo o rastreamento de localização como “Nunca”

Dito isto, não importa o quanto você tente restringir as permissões do aplicativo, se estiver usando o Facebook e interagindo com pessoas no aplicativo, ainda será possível coletar uma grande quantidade de dados e informações. O Facebook aborda isso em sua página de perguntas frequentes:

“Ainda podemos entender sua localização usando itens como check-ins, eventos e informações sobre sua conexão com a Internet”

Os aplicativos de jogos também estão envolvidos

Aplicativos de jogos como “Pool 3D”, “Beer Pong: Trickshot” e “Real Bowling Strike 10 Pin” também rastreiam suas informações para segmentar anúncios. Uma vez baixados para o seu telefone, eles usam um software chamado Alphonso para rastrear os hábitos de visualização de seus usuários.

Este software, no entanto, usa o microfone para descobrir o que você está assistindo, identificando sinais de áudio em anúncios e programas de TV. Também pode combinar essas informações com os lugares em que você esteve para segmentar com mais precisão os anúncios.

Alphonso diz que seu software não registra fala humana e que a empresa não pode obter acesso aos locais ou microfones dos usuários sem sua permissão. Os usuários também podem desativar a qualquer momento.

Em caso de dúvida, optar por não participar

Então o Facebook está espionando você? Sim, mais ou menos, mas não da maneira que você está pensando.

A verdade é que, se você usa mídias sociais, joga jogos no seu telefone ou mesmo se usa um aplicativo meteorológico, seus dados estão sendo coletados. Portanto, se você realmente deseja limitar a quantidade de informações direcionadas aos anunciantes, sua melhor aposta é se livrar completamente das mídias sociais.

Se sair do Facebook e do Instagram não é algo que você está disposto a fazer, basta ficar bem sabendo que suas informações estão sendo coletadas.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Cientistas aprimoram método para calcular “idade humana” de cachorros

Se você já multiplicou a idade do seu cachoro por sete para calcular sua “idade humana” saiba que essa prática não passa de um mito. Felizmente, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, criaram uma nova fórmula para comparar com mais exatidão as idades de humanos e cães.

Publicado na revista científica Cell Systems, o estudo fornece um “relógio epigenético” capaz de determinar dados precisos sobre a idade de células, tecidos ou organismos das duas espécies. O cálculo é baseado na comparação das mudanças moleculares do grupo metil em genes caninos e humanos à medida que envelhecem.

Segundo Trey Ideker, líder da pesquisa, as mudanças no funcionamento do material genético fornecem pistas sobre a idade do genoma da mesma forma como as rugas no rosto de uma pessoa indicam sua idade. “Dada a proximidade com a qual vivem conosco, talvez mais do que qualquer outro animal, as exposições ambientais e químicas de um cão são muito semelhantes às humanas e recebem quase os mesmos níveis de assistência médica” afirmou o autor, em comunicado.
Segundo o gráfico criado pelos cientistas, os cães envelhecem rápido até os sete anos de idade (Foto: Reprodução/UniversidadedaCalifórnia)

Segundo o gráfico criado pelos cientistas, os cães envelhecem rápido até os sete anos de idade (Foto: Reprodução/UniversidadedaCalifórnia)

O resultado é um gráfico que pode ser usado para estimar a “idade humana” de um cachorro. Ele mostra que, no início de sua vida, os bichinhos envelhecem rapidamente em comparação com os seres humanos. Porém, aos sete anos de idade, o envelhecimento do cão diminui. Pelo gráfico, um cachorro de um ano, por exemplo, teria o equivalente a 30 anos humanos, já um cão de quatro anos é semelhante a um humano de 52 anos de idade.

Os cientistas usaram apenas amostras sanguíneas de labradores, o que limita o relógio epigenético, uma vez que algumas raças de cães vivem mais do que outras. Assim, o próximo passo da equipe e aumentar a quantidade de raças para determinar se os resultados se mantém.

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*Fonte: revistagalileu

Mexicana cria plástico de casca de laranja que se decompõe em 90 dias

Folhas e cascas de alimentos têm se mostrado eficientes na produção de materiais biodegradáveis. São muitos os usos de subprodutos da indústria para a fabricação de alternativas ao plásticos convencionais. No México, por exemplo, uma estudante venceu um concurso nacional ao produzir bioplástico a partir de resíduos de laranja.

Totalmente biodegradável, o material é feito com a casca e o bagaço da laranja – material abundante em seu país. “No Oceano Pacífico, há um grande acúmulo de lixo plástico, do tamanho da França. Por outro lado, as projeções apontam para o fato de que, em 2050, haverá mais resíduos plásticos no mar do que peixes. Vinculei isso a uma grande oportunidade, especialmente para o nosso país, o quinto maior produtor de laranja do mundo”, afirma Giselle Mendoza, aluna do Instituto Tecnológico de Monterrey e criadora do bioplástico.

Segundo Giselle, o México produz um volume médio anual de 4,5 milhões de toneladas de laranja, porém de 40% a 65% são descartadas como lixo. Em entrevista à Forbes, Giselle contou que fez parcerias com produtores para garantir um custo quase zero das matérias-primas ou a preços baixos por tonelada. Também ressaltou que a laranja é abundante em diversas regiões do mundo e que, por isso, surgiram interesses de outros países no material.

A laranja também foi escolhida por sua grande quantidade de celulose, que pode ser extraída até para fazer tecidos. Além disso, ainda foi considerada suas propriedades curativas e nutritivas. Por isso, há o potencial de aplicar seu bioplástico na agricultura, no setor de embalagens e até na biomedicina. Mas este último é um objetivo que ainda carece de muito desenvolvimento e pesquisa, a curto prazo a intenção é substituir as embalagens PET. O que por si só já é uma grande meta.

A alternativa ao plástico convencional é um material flexível e transparente que se decompõe em 90 dias quando exposto à matéria orgânica. Enquanto não é comercializado, a pesquisa do produto é tocada pela startup Geco, fundada por Giselle em 2018 – na época com apenas 21 anos.

O projeto rendeu à mexicana o terceiro lugar no Prêmio Santander de Inovação Empresarial de 2019, além do primeiro lugar no Global Student Entrepreneur Awards (GSEA) no México.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Ennio Morricone – R.I.P. (91 anos)

O grande maestro e compositor italiano – Ennio Morricone faleceu hoje (91 anos), en decorrência de uma queda. Foi responsável por mais de trilhas 500 sonoras para filmes de cinema e televisão, ganhou 2 prêmios Oscar.

Mas além de sua maravilhosa obra e legado artístico, um outro fato também chamou a atenção, deixou escrito a próprio punho um belo obituário:

“Ennio Morricone está morto. Anuncio assim a todos os amigos que estiveram próximos e àqueles um pouco distantes, a quem saúdo com grande afeto. É impossível nomear todos, mas uma recordação particular vai para Peppuccio e Roberta, amigos fraternos muito presentes nos últimos anos de nossa vida. Há apenas uma razão que me faz cumprimentar todos dessa maneira e ter um funeral de forma privada: não quero dar trabalho. Saúdo com tanto afeto Ines, Laura, Sara, Enzo, Norbert, por terem compartilhado comigo e minha família grande parte da minha vida. Quero recordar com amor minhas irmãs Adriana, Maria, Franca e seus parentes e dizer o quanto as quis bem. Uma saudação plena, intensa e profunda a meus filhos Marco, Alessandra, Andrea, Giovanni, a minha nora Monica e a meus netos Francesca, Valentina, Francesco e Luca.

Espero que saibam o quanto os amei. Por último, Maria (mas não a última). A ela, renovo o amor extraordinário que nos manteve juntos e o qual lamento abandonar. A ela, o mais doloroso adeus”.

Descanse em paz Ennio Morricone!

 

 

 

 

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*Fonte: noticias-uol

 

Ser resiliente não é ter força para avançar; é avançar, mesmo que não tenha força

Você já se sentiu tão exausto, dividido, desiludido ou desamparado que pensou que não poderia seguir em frente? Você se sentiu à beira do precipício sem escolha a não ser se render ou emocionalmente embaixo ?

Acontece com todos nós: às vezes a vida nos ultrapassa. Por mais que lutemos, não vislumbramos a saída, nos sentimos presos. No entanto, quando passamos por essas situações extremas, é quando descobrimos nossa verdadeira força. Um ditado popular já disse: nenhum mar calmo fez um marinheiro experiente.

A força que vem da adversidade

Maurice Vanderpol, ex-presidente da Sociedade e Instituto Psicanalítico de Boston, analisou um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade: o Holocausto. Ele descobriu que as vítimas que conseguiram sair dos campos de concentração mentalmente saudáveis ​​tinham algo em comum que ele chamou de “escudo plástico”.

Esse escudo era composto de várias peças, incluindo um senso de humor, muitas vezes um humor negro que, no entanto, ajudou a adotar um senso crítico de perspectiva. Outras características centrais que ajudaram essas pessoas a enfrentar a adversidade foram sua capacidade de estabelecer laços interpessoais significativos e a construção de um espaço psicológico interno que os protegia de intrusões abusivas.

Obviamente, ninguém quer que a adversidade bata à sua porta. Mas mais cedo ou mais tarde isso acontecerá, por isso é melhor estar preparado para enfrentar problemas e contratempos da melhor maneira possível. De fato, quando tentamos evitar adversidades, também eliminamos um dos ingredientes mais importantes para cultivar nossa resiliência.

“ Coisas ruins acontecem, mas a maneira como eu respondo define meu caráter e minha qualidade de vida. Posso optar por ficar preso na tristeza perpétua, imobilizado pela seriedade da minha perda, ou superar a dor e salvaguardar o presente mais precioso que tenho: a vida em si ” , segundo o escritor americano Walter Anderson.

É por isso que, em vez de evitar a adversidade, precisamos abraçá-la, entender que é uma espécie de combustível essencial para cultivar a força interior . Nós não temos que gostar dela. Nós não temos que gostar disso. Mas temos que confiar em seu potencial para transformar uma tempestade em uma fonte de força. A aprendizagem que vem da adversidade é o terreno ideal para dar um salto qualitativo em nossas vidas.

Quando acreditamos que não podemos fazer mais, mas ainda assim avançamos, nos damos uma grande lição de coragem que se tornará uma coluna sólida para sustentar nossas vidas. Não jogar a toalha hoje nos fortalece para futuras batalhas.

5 benefícios que você pode extrair da adversidade

Precisamos parar de ver a adversidade como um inimigo e começar a vê-la simplesmente como uma situação. As situações não são simplesmente um lugar onde estamos ou uma circunstância pela qual estamos passando, mas implicam a maneira como assumimos esses fatos, assim como os pensamentos e emoções que vêm à nossa mente naquele momento.

Isso significa que cada situação é um microcosmo que inclui, por um lado, os fatos e, por outro, nossa reação ao que nos acontece. Portanto, uma mudança em uma dessas variáveis ​​nos levará a uma situação diferente, para outro microcosmo. Às vezes não podemos mudar os fatos, mas podemos mudar a maneira como reagimos. E isso geralmente é o suficiente para sair da situação angustiante que tira nosso oxigênio psicológico.

Um bom ponto de partida é assumir a adversidade como uma oportunidade para conhecer melhor uns aos outros e enriquecer nossa mochila com novas ferramentas psicológicas para a vida. Para fazer isso, devemos entender que a adversidade:

• Nos ajuda a construir resiliência. A resiliência não é o produto de uma vida simples, mas é forjada nas circunstâncias mais difíceis, quando expandimos nossas forças para avançar, apesar de tudo e de todos. Todos os desafios que enfrentamos e superamos fortalecem nossa vontade e desenvolvem nossa capacidade de superar os obstáculos que aparecerão no futuro.

• Fortalece a autoconfiança. Superar a adversidade nos ajuda a sustentar a força interior. Somos o que somos por causa das experiências que vivemos e da maneira como lidamos com elas. Enfrentar a adversidade com sucesso nos dá a autoconfiança necessária para superar novos problemas sem desmoronar, com a certeza de que teremos sucesso, seja ele qual for.

• Aprendemos a nos sentir mais confortáveis ​​na incerteza. A adversidade nos tira da nossa zona de conforto , enfrentando face a face com a incerteza. Isso nos permite aprender a lidar com o desconforto gerado pelo incerto e pelo desconhecido, de modo que, no final, nossa zona de conforto seja cada vez mais ampla.

• Isso nos permite descobrir nossos pontos fortes. As situações limítrofes podem trazer à luz nossas melhores habilidades e pontos fortes, qualidades que de outra forma teriam permanecido na sombra. A adversidade nos encoraja a superar nossos limites e a descobrir um novo “eu”. Não é por acaso que um estudo realizado na Universidade McGill irá revelar uma estreita relação entre resiliência e autoconsciência.

• Estimula a aceitação incondicional. A adversidade é inevitável, faz parte da vida. Resistir ou negar isso só fará com que volte com uma força destrutiva crescente. É por isso que os problemas são uma excelente oportunidade para praticar a aceitação radical , para assumir que há coisas que não podemos mudar, mas ainda assim podemos continuar a viver e até a desfrutar a vida.

Não devemos esquecer que a adversidade é uma das forças mais poderosas da vida. Pode trazer o melhor ou o pior de nós. A decisão é nossa.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Seremos lembrados como a “Era do plástico”?

Em maio de 2019, o mundo tomou conhecimento de que há plástico até na Fossa das Marianas – o ponto mais profundo do planeta Terra. A notícia causou espanto, mas a verdade é que sabemos muito pouco sobre a dimensão da poluição plástica nos oceanos. Um estudo do Instituto de Oceanografia, da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), revela que o plástico sintético está poluindo nosso registro fóssil.

A pesquisa examinou quase 200 anos de sedimentos costeiros na Bacia de Santa Bárbara, na Califórnia, onde há quase total ausência de oxigênio. Por lá, as camadas sedimentares estão impregnadas por micropartículas – possivelmente oriunda das águas residuais que chegam nos oceanos. Os cientistas conseguiram analisar sedimentos datados de até 1843.

Apesar da maioria dos plásticos terem sido inventados na década de 20, os depósitos de plástico aumentaram no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e começaram a dobrar a cada 15 anos. Também foram sendo diversificados os tipos plásticos.

O aumento corresponde a um aumento na taxa de produção de plástico em todo o mundo e o crescimento da população costeira da Califórnia.

Os microplásticos mais encontrados foram tecidos sintéticos de vestuário. O que mostra que talvez estejamos subestimando os fiapos que são liberados durante as lavagens de roupa. Outro tipo encontrado foi o plástico filme, muito usado nas cozinhas e nos aeroportos.

“É ruim para os animais que vivem no fundo do oceano: recifes de coral, mexilhões, ostras e assim por diante”, afirmou a líder do estudo Jennifer Brandon. “Todos aprendemos na escola sobre a idade da pedra, a idade do bronze e a idade do ferro – essa será conhecida como a era do plástico? É assustador que será por isso que nossas gerações serão lembradas”.

À medida que mais estudos surgem fica cada vez mais evidente e mais comprovado que os plásticos estão presentes em tudo. A pesquisa oceanográfica é importante, apesar de, muitas vezes, não ganhar a atenção devida no debate público. “Sabemos que os mares exercem uma função-chave para a nossa existência. Sua imensidão, porém, é menos investigada do que a superfície da Lua”, disse certa vez Marcio Weichert, coordenador do Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo.

A opção por reduzir o uso de plástico no cotidiano certamente é válida, mas será preciso ações bem mais amplas e estruturais para mudar o rumo que a humanidade tomou. Confira o artigo Parece absurdo, mas comemos e respiramos microplásticos diariamente.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Privação de sono está relacionada à maior consumo calórico diário, mostra estudo

Dormir pouco atrapalha o corpo como um todo: aumenta doenças cardiovasculares, traz mais dores, enfraquece o sistema imunológico e ainda traz danos quando o assunto é emagrecimento! Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia concluíram que pessoas que sofrem provação de sono chegam a consumir até 550 calorias a mais no dia. Os resultados desse estudo foram publicados na edição de Julho do jornal Sleep.

Para chegar a essas conclusões os estudiosos recrutaram 225 adultos com idade entre 22 e 50 anos, que ficaram por cinco dias no laboratório do sono da universidade, dormindo apenas das 4 às 8 horas da manhã. Eles podiam comer o que quisessem nesse período, enquanto os monitores do laboratório mantinham um registro dessa alimentação. Enquanto isso, um grupo de controle também foi colocado com a mesma disponibilidade de alimentos, só que dormindo o quanto quisessem.

No fim do período estipulado, eles perceberam que no tempo em que normalmente estariam dormindo, as pessoas consumiam cerca de 550 calorias a mais e davam preferência a alimentos bem mais gordurosos, o que resultou em um maior ganho de peso nesse período.

A conclusão a que eles chegaram é que a culpa está na desregulagem dos hormônios grelina e leptina, responsáveis respectivamente pela fome e pela saciedade, um fato já conhecido. Eles acreditam, inclusive, que fora do laboratório o ganho de peso deve ser maior, já que os voluntários estão expostos a comida de hospital e no dia a dia é mais fácil ter acesso a itens mais calóricos.

Confira os outros prejuízos

Se o emagrecimento não é argumento suficiente para você tentar dormir melhor, confira que outros problemas a privação de sono provoca.

Afeta o emagrecimento

Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade ao longo do dia. Por isso, pessoas que dormem pouco produzem menores quantidades desse hormônio. Além disso, quem tem o sono restrito produz mais quantidade do hormônio grelina, que provoca fome e reduz o gasto de energia. “A consequência é a ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito”, explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia. Segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. A pesquisa afirma que a falta de sono reduz em 55% a queima de gordura.

Impede a conservação da memória

“O sono é uma etapa crucial para o cérebro transformar a memória de curto prazo relevante em memória de longo prazo”, afirma o neurologista André Felicio, da Academia Brasileira de Neurologia. O especialista explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. “Por esse motivo, quem dorme mal costuma sofrer para se lembrar de eventos simples, como episódios do dia anterior ou nomes de pessoas próximas”, diz.

Enfraquece a imunidade

É durante o sono que acontecem diversos processos em nosso organismo, dentre elas a produção de anticorpos. De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), dormir pouco reduz a função imune e o número de leucócitos, células responsáveis por combater corpos estranhos em nosso organismo. Segundo a pesquisa, quem dormia quatro horas por noite por uma semana tinham os anticorpos reduzidos pela metade, quando comparados aqueles que dormiram até oito horas.

Altera o funcionamento do metabolismo

As mudanças no ciclo do sono podem atrapalhar a síntese dos hormônios de crescimento e do cortisol, já que ambos são produzidos enquanto dormimos. “Os maiores efeitos dessa deficiência são despertar cansado, a dificuldade de raciocínio e a ansiedade, que podem interferir na realização de tarefas do cotidiano, levando a problemas como déficit de atenção, acidentes de trânsito, indisposição física, irritabilidade e sonolência”, diz a endocrinologista Alessandra.

Leva ao envelhecimento precoce

Durante o sono, produzimos hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina e o hormônio do crescimento. “Esses hormônios exercem funções reparadoras e calmantes para a pele, e a falta de sono impede que o corpo descanse adequadamente”, afirma a endocrinologista Alessandra. Os maiores resultados disso são uma pele sem viço e com olheiras. O estresse provocado pela falta de sono também favorece o aparecimento de rugas.

Interfere na produção de insulina

Pessoas com diabetes que tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados Unidos. Os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que dormem mal tinham 82% mais resistência à insulina que os portadores com sono de qualidade. Além disso, a falta de sono adequado pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2 em quem não tem a doença. “É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos, por isso quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes”, explica a endocrinologista Alessandra.

Desregula a pressão arterial

A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que a dificuldade em descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse, aumentando a atividade da adrenalina no corpo. “Uma noite mal dormida deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea durante a noite”, explica a especialista. Ela afirma que com o tempo essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a hipertensão.

Afeta o desempenho físico

“Um sono incompleto é uma das principais causas de fadiga ou baixo desempenho motor”, afirma o neurologista André. Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento, e que começa a ser sintetizado só 30 minutos depois de começarmos a dormir. “O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gorduras, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, explica a endocrinologista Alessandra.

Prejudica o humor

“A falta de sono faz com que o cérebro não descanse plenamente, prejudicando a comunicação entre os neurônios”, explica o neurologista André. E os neurônios são os responsáveis por produzir os neurônios relacionados ao nosso bem-estar, como a serotonina. “Por isso que um sono deficiente impacta o nosso bom-humor de forma direta, podendo até favorecer quadros de depressão.”

 

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*Fonte: minhavida

Inteligência artificial cria um universo perfeito e assusta seus criadores

Astrofísicos usaram pela primeira vez inteligência artificial para gerar simulações em 3D do universo. Os resultados foram tão rápidos, precisos e robustos que nem os próprios pesquisadores entendem como eles aconteceram.

O projeto se chama Modelo de Deslocamento de Densidade Profunda, ou D3M. A velocidade e precisão do modelo não foram surpreendentes para os pesquisadores, mas sim a habilidade em simular de forma correta como o universo ficaria se alguns parâmetros fossem alterados.

O mais interessante é que o modelo nunca recebeu nenhum dado de treinamento sobre como esses parâmetros variavam.

“Seria como treinar um software de reconhecimento de imagem com várias imagens de gatos e cães, e aí ele consegue reconhecer elefantes”, compara Shirley Ho, co-autora do estudo e professora da Universidade Carnegie Mellon (EUA). “Ninguém sabe como ele faz isso, e é um enorme mistério a ser resolvido”, complementa ela.

O modelo foi apresentado no dia 24 de junho na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences. O autor principal do estudo foi Siyu He, analista do Instituto Flatiron (EUA).

Ho e He trabalharam em colaboração com Yin Li e Yu Feng da Universidade da Califórnia em Berkeley, com Wei Chen do Instituto Flatiron, Siamak Ravanbakhsh da Universidade de British Columbia (Canadá) e Barnabás Póczos da Universidade Carnegie Mellon.

Esse tipo de simulação do D3M é muito importante para a astrofísica teórica.

Cientistas querem saber como o cosmo pode se desenvolver em vários cenários, como por exemplo se a energia escura do universo variasse com o passar do tempo.

Esse tipo de estudo exige que milhares de simulações sejam feitas, portanto um modelo computacional rápido e confiável é o sonho de consumo dos astrofísicos modernos.

Depois de treinar o D3M, pesquisadores fizeram simulações de um universo com formato de cubo com 600 milhões de anos-luz de lado e compararam os resultados com modelos rápidos e lentos que já existiam.

O modelo lento e mais confiável leva centenas de horas de cálculos, enquanto o sistema rápido leva poucos minutos. Já o D3M completou a simulação em 30 milissegundos.

Além disso, o D3M também teve precisão impressionante. Quando comparado com o modelo lento, ele teve uma taxa de erro de 2.8%.

Já o sistema rápido teve uma taxa de 9,3% de erros quando comparado com o modelo lento. Ou seja: o sistema rápido parece ter sido passado para trás pelo D3M.

Os pesquisadores agora querem saber por que o modelo que foi treinado para identificar “gatos e cachorros” está conseguindo identificar também “elefantes”.

“Nós podemos ser um playground interessante para um aprendiz de máquina ver porque esse modelo extrapola tão bem. É uma via de mão dupla entre ciência e deep learning”, diz Ho.

*Por Davson Filipe

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*Fonte: