11 mil cientistas declaram emergência sobre mudança climática

Um novo estudo assinado por 11 mil cientistas de 153 países aponta que, ao menos que o mundo mitigue ações associadas à mudança climática, o “sofrimento humano incalculável” será inevitável.

Após a análise de 40 anos de dados sobre o aumento das emissões de gases de efeito estufa, aquecimento dos oceanos e derretimento do gelo do Ártico e da Antártica, os pesquisadores sustentam que é de obrigação moral que a humanidade seja claramente alertada sobre qualquer ameaça catastrófica.

“Apesar de 40 anos de grandes negociações globais, continuamos a conduzir os negócios como de costume e não conseguimos lidar com essa crise”, afirma o co-líder da pesquisa William Ripple, da OSU College of Forestry, em comunicado. “A mudança climática chegou e está acelerando mais rapidamente do que muitos cientistas esperavam”.

O estudo conclui que as possíveis soluções estão nas “grandes transformações na maneira como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”.

Eles destacam 6 “sinais vitais” que devem ser utilizados pelos setores político, público e privado, para repensar as prioridades e traçar uma linha de progresso consistente: mudar a produção de energia, reduzir as emissões de poluição de curta duração, proteger importantes sistemas naturais, mudar as práticas relacionadas aos alimentos, alterar os valores econômicos e estabilizar a população mundial.

“Mitigar e adaptar-se às mudanças climáticas, honrando a diversidade de seres humanos, implica grandes transformações nas formas como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”, explicam os autores.

De acordo com o estudo, se as emissões de poluentes de curta duração fossem reduzidas, como o metano e a fuligem, o aquecimento global poderia cair em até 50% nas próximas décadas.

Os esforços de conservação global devem focar na substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis. Isso poderia ser alcançado com a imposição de taxas de carbono e a eliminação de subsídios às companhias de combustíveis fósseis.

É fundamental, também, proteger ecossistemas que absorvem o carbono atmosférico – como turfeiras, florestas e pradarias – para ajudar a combater as emissões, enquanto preservar manguezais e áreas úmidas pode reduzir os efeitos no aumento do nível do mar e das inundações.

Os hábitos alimentares estão em foco: reduzir a dependência de produtos de origem animal e adotar dietas baseadas em plantas reduziria as emissões de metano e outros gases de efeito estufa (que estão ligados às práticas agrícolas maciças). A redução no consumo de carne ainda liberaria as terras de cultivo de ração para animais para o cultivo de alimento para pessoas.

Quanto à economia, eles sugerem que as prioridades econômicas devem mudar de uma meta de crescimento do produto interno bruto para uma que mantenha a sustentabilidade a longo prazo.

Estabilizar a população global para não mais de 200.000 nascimentos por dia seria fundamental para reduzir o uso de recursos. Uma estimativa de 2011 projetou que 360.000 pessoas nascem todos os dias no mundo inteiro.

Os autores salientam que movimentos populares que exigem mudanças de seus líderes políticos são um grande progresso, mas é apenas o começo do que precisa ser feito para termos resultados consistentes.

“A temperatura da superfície global, o calor do oceano, o clima extremo e seus efeitos, o nível do mar, a acidez do oceano e as áreas queimadas nos Estados Unidos estão todos subindo”, disse Ripple. “Globalmente, o gelo está desaparecendo rapidamente, como demonstrado pelas reduções mínimas no gelo marinho do Ártico no verão, nos mantos de gelo da Groenlândia e na Antártica, e na espessura das geleiras. Todas essas mudanças rápidas destacam a necessidade urgente de ação”.

Por fim, os pesquisadores se colocam à disposição para auxiliar em tais mudanças:

“Como Aliança dos Cientistas do Mundo, estamos prontos para ajudar os tomadores de decisão em uma transição justa para um futuro sustentável e equitativo”.

*Por Raquel Rapini

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*Fonte: geekness

Quando você tiver um conflito, não dê ao ego para resolvê-lo, dê à alma

Não tomemos como ponto de partida o fato de que, em geral, todos os nossos conflitos são gerados precisamente pelo ego, com a dificuldade de aceitar tudo o que acontece conosco e de colocar a resistência entre ele e nós, sem nos dar a oportunidade de fluir com os nossos processos.

Vamos supor que o ego não tenha muito a ver com a geração do nosso problema e, a partir daí, avaliamos as diferenças entre abordá-lo da alma ou do ego.

Ao abordar qualquer problema com ego, encontraremos o seguinte:

Nossos pensamentos estarão focados no problema, não tardaremos muito para trazê-lo quantas vezes for necessário para pensar sobre como chegamos a esse ponto, os fatores envolvidos, as possibilidades de sair, quais estratégias devemos adotar. Todos os pensamentos associados ao problema gravitam ao redor, tornando impossível para nós ocupar nossa mente efetivamente em outra coisa.

O medo sempre estará presente, o medo de que não possamos resolver o conflito, ou até mesmo piorá-lo, o medo de perder alguma coisa ou parar de ganhar outra coisa.

A preocupação com o que dirão ocorrerá e imaginaremos a opinião dos outros, enquanto nossa imagem perde valor.

O sofrimento será inevitável, entre a preocupação e o desgaste físico e emocional, teremos uma interessante mistura de fatores que tornarão o trânsito mais complicado e cheio de dor.

Podemos ter soluções bem à frente, mas a ansiedade pode obscurecer nossa visão, tornando impossível considerar qualquer uma delas viável para sair do que nos preocupa.

Quando abordamos um problema a partir da alma, podemos encontrar o seguinte:

A confiança se faz presente, sabemos que o problema tem uma solução e que vamos alcançá-la.

Vemos qualquer conflito como uma possibilidade de crescimento e melhoria, de onde podemos resgatar qualquer coisa positiva que nos ajude a melhorar ou a nos conhecer.

Aceitar uma situação tira a conotação de que poderíamos lhe dar um problema e, com ela, a parcela de resistência ou negação, o que nos permite passar por cada episódio de uma perspectiva menos exaustiva.

Focamos na lição, não no sofrimento que nossa mente normalmente identifica e adota em cada situação, por mais inócua que possa parecer.

As soluções para o que pode nos afetar parecem ser apresentadas “magicamente”, temos nossos sentidos e pensamentos disponíveis para estar no presente e detectar os caminhos que são abertos para gerar as mudanças que precisamos fazer.

A calma prevalece, não saímos do controle, com a certeza de que, por nossa natureza, qualquer coisa perturbadora tenderá a desaparecer quanto menos atenção dermos.

Quando abordamos nossos problemas a partir da alma, podemos comparar a sensação com a de um gerente que tem a melhor equipe, onde ele deve apenas enviar um pedido de resolução e essa equipe dará a melhor resposta de maneira eficiente e diligente.

Nossa alma age como uma equipe eficiente, multidisciplinar, diligente e que, a partir de um sistema de ordem e relaxamento, resolve o conflito, sem que o gerente (nós) precise investir mais energia nele.

Confie na sua alma, ela sempre tem todas as respostas, faça o possível para ouvi-la, enquanto o seu ego grita muito alto. Feche os olhos e encontre no fundo de todo o barulho, aquela voz que calmamente indica o caminho e não hesite, ou questione, aprenda a ouvir sua verdadeira essência, carregada com toda a sabedoria que você precisa.

*Por Sara Espejo

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Vídeos mostram como as frutas eram antigamente

Este é um fascinante documentário em vídeo de três partes que mostra como as frutas eram antigamente, criado pelo pessoal por Earth Titan do Titan Top List.

Eles discorrem sobre a origem de algumas frutas e vegetais, de como eles eram nos tempos antigos até os dias de hoje. Basicamente, como a “domesticação” desses alimentos mudaram suas formas, texturas e gosto.

Você já se perguntou quais são as origens dos alimentos comuns que comemos hoje? A maioria dos alimentos encontrados no supermercado em um ponto era muito menor, amargo, azedo ou desagradável.

Como as frutas eram antigamente

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*Por Flácio Croffi / Fonte: geekness

 

Quer ter um cochilo perfeito? Tome café

As duas coisas parecem estar completamente opostas, mas funciona.

Café é o companheiro mais fiel das manhãs. Mas, se além da caneca quente, você tiver 15 minutos de sobra para uma sonequinha, pode montar um combo que vai te fazer sentir duplamente energizado.

Pode parecer contra-intuitivo, mas esse “ritual” encontrou evidências científicas desde 1997: para duplicar os benefícios de uma soneca, tome café antes de deitar.

*Por Rafael Battaglia

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*Fonte: superabril

A simplicidade é a maior ostentação da vida!

Poucas são as pessoas que podem dar-se o luxo de viverem – e serem felizes- na simplicidade. Não é pra qualquer um.

Não é mesmo pra qualquer um, viver sem dar tanta importância ao que estão falando de você. Sem precisar TER para SER. Sem precisar SER, o tempo todo, algo à mais do que verdadeiramente se é.

Não é para qualquer um assumir-se. Simplesmente assumir-se, e não ter a necessidade de impressionar ninguém.

Assumir as origens; As escolhas (incluindo as erradas); Assumir que é normal, certas vezes, não ter grandes planos e ambiciosos projetos. Assumir que não gosta de lagosta ou pratos franceses, que prefere uma pizza e uma boa omelete; Que não curte praias badaladíssimas e que não almeja ser CEO de lugar nenhum e nem comprar um carro importado nos próximos meses.

Ser feliz com o que se tem é um risco tremendo. A maioria de nós (me incluo nessa) está sempre de olho no que ainda falta. Uma espécie de falsa “motivação” para os dias monótonos. A gente não se permite estar em paz e satisfeito com o que temos, pois achamos que desse jeito estagnaremos por completo.

Cuidado! Se você disse que não quer fazer MBA no exterior e que não precisa de um apartamento de alto valor, será chamado de falso e hipócrita pelos “yupies” modernos. Essa geração que não se importa em vivenciar nada, de fato, que só se importa em ganhar, contra o próprio ego, a disputa de “ quem tem mais”. Onde o objetivo nunca foi ser realmente feliz, e sim, causar “Inveja” nos demais, para quem sabe dessa forma compensar suas frustrações pessoais.

A simplicidade é a maior ostentação dessa vida.

Não é todo mundo que conquista isso.

Quem descobrir o quão divino e delicioso pode ser um café da manhã em casa num domingo qualquer, com pão fresquinho, bolo caseiro e uma xícara de café, descobrirá a porta para a verdadeira felicidade.

E eu não estou falando de riqueza ou pobreza. Estou falando do luxo da singeleza. Do inestimável preço de alegrar-se com chuva na janela de manhã cedo.

Com um bichinho fazendo graça na rua… Com a alegria de escutar, várias vezes, a sua música predileta enquanto caminha pro trabalho.

Estou falando da magnificência que é, fazer o teu amor sorrir num dia conturbado. Em tomar um cappuccino bem quente num dia frio e nublado. Do entusiasmo ímpar de matar a vontade de um beijo apaixonado.

Troco todo o meu ouro por uma paixão fugaz! Porque da escassez do ouro a gente se refaz, de um amor perdido… Jamais.

Feliz não é quem acorda necessariamente num palácio em lençóis de seda, pra mim, feliz é quem acorda a hora que quer e com quem se ama do lado.

Do que adianta ser escravo de um trabalho que te paga muito, mas que te cobra muito mais? Que te cobra TEMPO, o bem mais precioso aqui na Terra. Que te dá status e te faz perder a apresentação da tua filha no colégio. Que te dá “sucesso”, mas te tira o sono. Que te dá muito dinheiro e muita dor de cabeça; Que te dá conforto, mas que te leva a LIBERDADE?

Pompa mesmo é quem pode tomar uma água de coco, sem pressa, de chinelo, às 3 da tarde…

Nos vendemos por tão pouco. Somos tão baratos que só pensamos em dinheiro. Dispensamos aquilo que de tão valioso, não está à venda. Amor genuíno; Amizade de infância; Colo materno. Historinhas para as crianças, antes de dormir… Ensinar o seu filho a fazer panquecas. A gente sobrevive a um colégio mediano e a roupas velhas, mas raramente nos refazemos de pais ausentes e caros presentes, sem ternura alguma. A gente vive bem sem ir a Paris 1 vez por ano, mas não se vive bem sem arroz, feijão e o pão nosso de cada dia. Aprendamos a agradecer por isso.

Conheço mansões sem capricho algum e sem parecer conter uma alma dentro, e já tive a sorte de estar em casas simplórias com muito esmero e que me acolheram, muito melhor que hotéis 5 estrelas.

Como é bom colher flores e colocar num vasinho, como é bom chegar cansado em casa e encontrar um bilhetinho. Como é fantástico chegar tarde e ver que alguém deixou o teu jantar pronto, separado e quentinho.

Cobrir quem amamos numa madrugada fria; Fazer planos com o teu melhor amigo da faculdade, para uma viagem que nem sabemos se ao menos faremos, um dia.

Como é bom acordar com o canto dos passarinhos! Regar o jardim! Sorrir pra um bebê e vê-lo sorrir de volta. Como é bom saber que temos em casa alguém que nos ama, nos esperando para abrir a porta…

O esplendor da vida se dá na sutileza cotidiana de pequenos oásis tímidos, abscônditos em um mar de infinitas grandezas.

Ache os seus.

*Por Bruna Stamato

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*Fonte: osegredo

Máquina transforma plástico reciclado em filamento para impressora 3D

Um dos principais avanços tecnológicos dos últimos tempos são as impressoras 3D. Em algumas áreas da ciência, como a medicina, a inovação tem servido para a fabricação de próteses, muitas delas caseiras e com custo bem mais barato.

Entre as maiores vantagens da nova tecnologia estão o ganho com tempo e economia de matéria-prima, utilizada para moldar os objetos. Impressoras 3D utilizam filamentos de plástico no lugar da “tinta”, usada nas máquinas tradicionais. Todavia, o preço dos filamentos é bastante caro e no final da impressão, há muita sobra de material.

Buscando uma maneira de tornar o processo mais sustentável, três estudantes de engenharia da Universidade de British Columbia, no Canadá, criaram a ProtoCycler, máquina que pode triturar qualquer tipo de resíduo plástico – garrafas PET, embalagens de comida, sacolas – e transformá-lo em filamento. O visual da engenhoca faz lembrar um daqueles forninhos de bancada para aquecer comida, que muitas famílias têm na cozinha.

O nome da empresa criada por Dennon Oosterman, Alex Kay e David Joyce é ReDeTec* – Renewable Design Technology (Tecnologia do Design Renovável, em inglês). “Resíduos podem ser recuperados e transformados em tudo o que desejamos, sem precisarmos nos preocupar com a quantidade de dinheiro que vamos gastar ou o impacto ambiental que causaremos”, dizem os estudantes.

Para os jovens inventores, ao permitir que pessoas reaproveitem seus resíduos das impressoras 3D ou mesmo dêem vida nova a objetos de plástico, a tecnologia assume uma nova função – em vez de estimular o consumo, torna-se uma indústria impulsionada pela criação. “Queremos que toda tecnologia seja o mais sustentável possível”.

Oosterman, Kay e Joyce esperam que a ProtoCycler atraia o interesse de escolas, por exemplo, onde alunos poderão fazer testes e inúmeras tentativas de impressões reutilizando os mesmos filamentos plásticos inúmeras vezes. E sem gerar resíduos para o meio ambiente.

No início do ano, a ReDeTec conseguiu US$ 100 mil para viabilizar a produção da máquina no site de crowdfunding Indiegogo. O preço da ProtoCycler ainda é um pouco alto. Está sendo vendida por US$ 699. Mas os jovens da universidade canadense garantem que o investimento vale a pena.

A máquina produz cerca de 3 metros de filamento por minuto e de qualquer cor desejada – basta colocar o plástico a ser reciclado do tom que o usuário deseja.

*Por Susana Camargo

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*Fonte: superinteressante

Toda raiva vem de uma dor… qual é a sua?

Toda raiva vem de uma dor… qual é a sua?

Toda vez que algo nos incomoda precisamos perguntar: “por que isso me afeta tanto”?
Toda vez que alguém nos causa desconforto devemos perguntar: “que parte de mim se assemelha tanto a essa pessoa que eu não suporto ver”?

A vida é ressonância… é energia… é ação e reação… é atração!

Quantas vezes julgamos pessoas e atitudes e agimos da mesma forma?

Quantas vezes somos agressivos para nos defender de sentimentos que não sabemos trabalhar.

Quantas vezes agimos, repetindo padrões de pais, mães, tios ou avós que nós mesmos condenamos?

Quantas vezes desejamos fazer diferente, ser diferente mas simplesmente não conseguimos?

Quantas crenças limitantes nos impedem de ressignificar nossa vida diária?

Quantas vezes nos sentimos presos a padrões de comportamento que desejamos muito mudar?

Sabe a velha história dos lobos?

Cada um de nós carrega dentro de si 2 lobos.
Um é amoroso, generoso e gentil… O outro é raivoso, inconsequente e egoísta.
Todos carregamos ambos dentro de nós… somos assim.
Qual lobo será seu guia?
A resposta é: Aquele que você verdadeiramente alimentar!!!

Quando reconhecemos nossos 2 lobos passamos a nos aceitar. Somos bons, ruins, solidários, egoístas.

Somos o melhor e o pior.
Somos gente, demasiadamente humanos.
Mas quando reconhecemos nossa dor já estamos diante da nossa cura interior!

E você? Enxerga a sua dor?


*Por Roberta França

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*Fonte: seuamigoguru

Antibióticos: a guerra da extinção

Se não dermos o próximo passo agora, é possível que não exista um longo caminho pela frente, e isso não é uma manchete alarmista. É claro que se você entende do cenário em que vivemos, existem tantos problemas que poderiam nos exterminar do planeta que mais um seria praticamente uma redundância. Mas quando se trata de agentes bióticos essa realidade pode ser diferente, isso porque tudo pode começar muito rápido e nos varrer do planeta sem muita luta.

Antibióticos

Os antibióticos são substâncias químicas produzidas pelas próprias bactérias e alguns fungos, nosso trabalho é apenas descobrir quais substâncias servem contra quais agentes patológicos. Nós os usamos principalmente contra bactérias, mas podem ser usados contra vírus e alguns parasitas, funcionando de duas maneiras: matando ou impedindo sua reprodução. Lembrando que vírus não podem ser mortos.

A descoberta foi acidental quando Alex Fleming percebeu que em sua placa de petri alguns fungos inibiam o crescimento de uma bactéria ali contida, após estudos sobre o porquê dessa reação, Fleming criou o primeiro antibiótico, o nomeando de penicilina.

A evolução contra nós

E se eu disser que nós somos os responsáveis por essa ameaça? Sim, ao mesmo tempo em que fomos capazes de salvar a evolução humana com a criação dos antibióticos, deixamos espaço “vagos”, e as bactérias evoluem e se transformam em superbactérias (elas até existiam antes, mas definitivamente não como hoje), e isto já está acontecendo. Inúmeros casos vêm sendo relatados sobre a ineficiência do mais forte antibiótico que possuímos e a tendência é só piorar.

As bactérias são um dos seres vivos mais antigos do planeta, descendentes diretos dos primeiros organismos unicelulares a habitarem o planeta, a cerca de 3 bilhões de anos. Provavelmente um dos mais bem sucedidos também, além de terem sobrevivido a tudo neste período, são os organismos mais abundantes em número no planeta.

Existem mais bactérias no seu corpo do que estrelas e planetas em toda a nossa galáxia, algo entre 40 e 100 trilhões desses organismo estão espalhados dentro de nós, e em grande maioria eles são altamente benéficos e essenciais para a nossa sobrevivência.

E há um porquê desta situação estar rumando a um destino altamente perigoso para nós, as bactérias são organismo de reprodução extremamente rápida. Em poucas horas é possível que milhões já estejam presentes devido a sua população possuir um progressão geométrica, consequência da reprodução assexuada por fissão binária, isto é, elas se dividem em duas.
Progressão da reprodução bacteriana. (Créditos da imagem: Reprodução).

Se tivermos uma formação inicial de uma bactéria, em apenas 20 estágios de reprodução teremos uma colônia de 1 milhão de organismos. Em mais 20 estágios, chegamos em 1 trilhão. Assim é possível entender o quão rápido é o crescimento das bactérias, resultado de milhões de anos de evolução.

Sua capacidade de infectar um hospedeiro é muito alta e muito rápida, porém nós possuímos os antibióticos que inibem esse processo. Mas algo está mudando e a evolução das bactérias tem sido exponencial, e com essas mutações, nossa artilharia contra elas está ficando totalmente ineficaz e estamos agora expostos a uma ameaça invisível e voraz.

Apocalipse bacteriano

Por um puro acaso da evolução, as bactérias que invadem seu sistema provavelmente estão evoluindo para se proteger contra quaisquer ataques. Quando os antibióticos já estão dentro das células bacterianas, elas interceptam o antibiótico e alteram as moléculas para que elas fiquem inofensivas, ou constroem “bombas” que jogam qualquer tipo de antibiótico para fora de sua estrutura antes que qualquer estrago seja feito.

Nem sempre essas mutações nos representam riscos. Na maioria das vezes que um antibiótico não é capaz de matar uma superbactéria, ela provavelmente estará em um número muito reduzido e assim os próprios anticorpos se encarregaram de exterminá-la. Mas como nem tudo são flores, em alguns casos essas superbactérias podem escapar e espalhar sua “imunidade”, e como elas espalham sua imunidade?

Compartilhando conhecimento

As bactérias possuem “dois tipos” de DNA, o cromossomo e umas pequenas partículas chamadas de plasmídeos. As superbactérias podem “abraçar” outra bactéria comum ou através de um processo chamado de “transformação”, bactérias comuns colhem pedaços de DNA das superbactérias já mortas. Compartilhando habilidades úteis através dos plasmídeos.

Isso acontece entre todos os tipos de bactérias, fazendo com que elas sejam imunes a múltiplos antibióticos.

Uso indiscriminado

Mas todo esse processo já acontece há tempos, principalmente em hospitais, onde existe um ambiente perfeito para a multiplicação e evolução destas superbactérias. Nos dias atuais o homem em certas partes mais urbanizadas do planeta trata deste tipo de medicamento como se fosse uma comodidade. Tomamos inúmeras variações de antibióticos, muitos sem prescrição médica e ainda para doenças comuns como uma gripe.

Antibióticos deveriam ser um último recurso no tratamento de certas doenças, e mesmo assim são colocados como solução primária. Outro gigantesco problema parte da produção de carne (qualquer tipo, menos frutos do mar).

Como a demanda por este tipo de comida cresceu demasiadamente ao longo dos anos, as fazendas criaram sistemas para gerir o maior número de animais no menor espaço. As condições ruins e o alto risco de contaminação, fazem com que o preço da produção e da venda seja o menor possível. Assim os animais recebem toneladas de antibióticos para fazer controle da maior quantidade possível de bactérias, mesmo antes de possuí-las.

Não surpreende que através desse sistema criamos mais e mais bactérias resistentes, que através da carne é passada para os humanos. Porém há antibióticos específicos que são usados nos casos de bactérias resistentes, regras rígidas são seguidas para utilizá-los sem que novas resistências sejam criadas pelas bactérias, assim era o que imaginávamos.

Entretanto alguns casos recentes têm mostrado que nada que possuímos pode eliminar novas superbactérias. No mês de maio de 2016, o primeiro caso nos Estados Unidos de ultra resistência foi registrado, uma bactéria encontrada na urina de uma paciente não teve qualquer alteração mesmo com o uso do mais forte antibiótico que existe, a Colistina.

O super antibiótico

A Colistina é usada como o último recurso no combate a um biótico nocivo ao homem.

Isso porque evitávamos que seu uso em larga escala pudesse criar bactérias resistentes a ela, além de que quando administrada em humanos por longos períodos, pode causar danos nervosos, renais e nos fígados.
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Era pressuposto então que não haveria resistência a ela pelo baixo uso feito em humanos. Porém ela foi administrada por anos na criação suína e aviária, onde era usada contra um parasita específico nesses animais. Começando assim a cadeia de uma nova superbactéria, que gerada nesses animais, foi passada de animal para animal até chegar em nós humanos sem ter sido antes notada.

Cenário da devastação

Agora imagine nosso cenário, em média há mais de 100 mil voos acontecendo em um dia comum, conectando basicamente todo ser humano no planeta a possíveis ameaças. Criando um mundo fisicamente conectado, consequentemente criamos meios para que pandemias globais se instalem com uma facilidade muito maior.

É claro que na nossa curta história no planeta, cerca de 200 mil anos como homo sapiens, nada perto dos 135 milhões de anos em que os dinossauros foram mestres desta terra. Nós humanos nunca fomos inteiramente dizimados, mas já passamos por epidemias em outros períodos que causaram imensos estragos, apesar de que em muitas épocas não haviam tratamentos, também não havia um meio tão eficaz de contaminação mundial como temos hoje.

Não se desespere, ainda não é preciso viver dentro de uma bolha. O mundo não irá acabar do dia para a noite e com certeza vai dar tempo de pegar a pipoquinha vendo tudo desmoronar aos poucos.

Pandemias acontecem o tempo todo, e estamos cada vez mais atentos a isso, mas a questão das superbactérias é mesmo digna de filme. Existe grande possibilidade de que em poucos anos o cenário já comece a tomar forma.

A questão não é somente as doenças em si, imagine como seria uma pandemia mundial que não se tem cura, economia, alimentação e transporte cairiam, o caos seria instalado. Não somos seres calmos, o pavor e o desespero tomam conta rapidamente de um grupo acuado diante de uma situação sem solução.

Se você precisa acreditar em alguma coisa, acredite na ciência, é ela que vem nos salvando e dando armas para combater os inimigos microscópicos ao longo da era moderna. Talvez nós sejamos os culpados por facilitar as coisas para o inimigo, mas a cada dia a ciência avança de maneira exponencial também, e antes que imaginemos, poderemos ter a solução para um fim que hoje parece muito provável.

*Por Luan Verone

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*Fonte: ciencianautas

Razões para amar um animal com tanta intensidade

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis ​​da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

“As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. “

-Sigmund Freud-

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.

Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

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*Fonte:

É assim que serão as pessoas que trabalham em escritórios

Pernas cheias de varizes e inchadas, olhos mortos e planos, e as costas curvadas como se fosse o corcunda de Notre-Dame. Essas são apenas alguns das características que poderemos observar no futuro em várias pessoas que passam seus dias em um escritório.

É duro, mas é a verdade e Emma — a colega viciada em trabalho do futuro — está aí para deixar isso bem claro.

Bom, Emma, na verdade, é uma boneca construída em tamanho natural para mostrar melhor (e assustar) como o corpo de uma pessoa pode ficar quando ela passa o dia todo sentada atrás de uma mesa de escritório ou em frente a um computador.

Destino condenado

A ideia partiu de William Higham, futurista comportamental que, com a ajuda de uma equipe especializada em saúde ocupacional, ergonomia e bem-estar profissional, decidiu analisar a fundo quais seriam os possíveis efeitos que os escritórios podem causar no organismo e na estrutura corporal dos funcionários com o passar dos anos.

Para chegar aos dados que permitiram a criação de Emma, Higham e sua equipe levantaram informações por meio de pesquisas e entrevistas envolvendo mais de 3 mil funcionários que já apresentam algum tipo de problema relacionado à saúde.

Entre Alemanha e Reino Unido, alguns dos percentuais levantados foram:

Claro, além desses problemas, podemos acrescentar aqueles relacionados ao estresse, cansaço e ansiedade que de uma maneira ou outra podem afetar o corpo.

Apesar de essa pesquisa ainda precisar passar por uma revisão mais detalhada, com especialistas de diversas áreas, Higham alerta que se as pessoas não promoverem mudanças radicais na forma como trabalham nos escritórios o caminho para que todos se tornem uma Emma é mais curto.

Por fim, a prevenção para tudo isso passa por práticas simples que qualquer pessoa pode adotar, como se levantar mais vezes, praticar alguma atividade física, tomar cuidado com a postura e evitar se matar de trabalhar!

No vídeo abaixo você pode saber mais sobre Emma:

*Por Denisson Antunes Soares

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*Fonte: megacurioso

 

Pesquisas controversas sugerem novo papel para o clitóris

Existem duas teorias sobre a existência do clitóris e cada uma tem suas limitações. O biomédico Roy Levine, do Reino Unido, escreveu recentemente um artigo que defende a dupla utilidade do clitóris, tanto reprodutiva quando ligada ao prazer.

Essa abordagem pode ser desafiadora diante das teorias e crenças atuais, mas o pesquisador acredita ser o momento de rever as evidências. O clitóris foi mencionado em 1545 pelo médico e anatomista francês, Charles Estienne, como tendo função no trato urinário. A função sexual foi identificada por Renaldo Colombo em 1559, mas outros estudiosos fizeram contraponto a essa visão.

Em 1564, um cirurgião de Padua, Andreas Vesalius, considerou o clitóris como uma parte inútil que não existia em mulheres saudáveis. Apenas em 1844 o anatomista alemão George Kobelt publicou um livro com desenhos detalhados e precisos, feitos a partir de dissecações de genitália feminina e masculina. Seus estudos foram ignorados na Inglaterra e Estados Unidos.

A fixação com a ligação entre clitóris e prazer feminino fez com que a habilidade mais importante, de transportar e reter o esperma, fosse deixada de lado. A relevância para facilitar a reprodução foi identificada de forma breve por Levin no ano passado. Uma nova publicação do autor, realizada neste ano, defende essas funções de forma mais detalhada e apresenta estudos que dão apoio a esse ponto de vista.

Função reprodutiva

Antes de atingir o ápice do prazer, estudos recentes mostram que são ativados os principais sistemas cerebrais, incluindo áreas ligadas a excitação, recompensa, memória, cognição e comportamento social.

Essa ativação do cérebro causa alterações genitais como o aumento do fluxo sanguíneo, de oxigênio, de calor e lubrificação. Além disso a aproximação do orgasmo faz com que o colo do útero seja levantado para acomodar esperma e os músculos do assoalho pélvico se contraem de forma rítmica. Isso tudo aumenta o potencial de fertilização.

Mesmo que revisões detalhadas também proponham que o orgasmo feminino tenha papel na seleção de esperma, a fisiologia desse mecanismo ainda é discutida. Antes que seja possível chegar a conclusões é necessário realizar mais pesquisas.

Outras possibilidades

Estudo deste ano identificou que coelhas que não tinham orgasmo apresentavam ovulação 30% menor. Isso sugere que em nosso passado evolutivo distante, o orgasmo feminino pode ter estimulado a liberação de óvulos e ajudado nas chances de gravidez.

Com a mudança na localização do clitóris, esses benefícios podem ter deixado de existir. O biólogo evolucionista Gunter Wagner considera que se esta teoria estiver correta as ideias antigas perdem sua validade.

Mas Levin considera que essa teoria desconsidera o principal, que são as mudanças fisiológicas provocadas via cérebro ativado pelo clitóris, que preparam o trato genital feminino humano. Mesmo que tenham pouco efeito na ovulação, essas alterações auxiliam a sobrevivência do esperma, portanto o clitóris manteria sua função reprodutiva. [Science Alert, Clinical Anatomy]

*Por Liliane Jochelavicius

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*Fonte: hypescience

Estudo mostra como os navios afetam a formação de nuvens e o clima

Pesquisadores do Reino Unido divulgaram um estudo que afirma como as emissões de gases poluentes por navios são responsáveis por alterar a formação das nuvens e também o clima. O problema é causado principalmente por partículas como o enxofre, que são liberadas pelas embarcações.

Os cientistas estudaram 17 mil nuvens poluentes deixadas por navios no ar acima dos oceanos. Esses vestígios, analisados por dados de satélite, foram comparados com o rastreio via GPS da trajetória feita pelos veículos marinhos.

Foram incluídos na pesquisa navios que navegam por áreas como aos arredores da América do Norte, na região do Mar do Norte (que fica no Oceano Atlântico), Mar Báltico (no norte da Europa), Mar Negro (no leste europeu) e o Canal da Mancha, que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França.

A pesquisa alerta para a necessidade de empresas de transporte e cruzeiros turísticos aderirem à regulações para conter a liberação do enxofre. A Organização Marítima Internacional (IMO), por exemplo, já estabeleceu uma medida para o setor diminuir emissões do gás em mais de 80%. A ação deve entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2020.

“Atualmente, é difícil para os reguladores saberem o que os navios fazem no meio do oceano”, contou em comunicado, o co-autor do estudo, Tristan Smith. “O potencial de que não haja aderência às regulações de enxofre de 2020 é um grande risco pois isso pode criar uma desvantagem comercial para as empresas que não colaboram.”

 

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*Fonte: revistagalileu

Criatividade sem limites: 10 fotografias históricas recriadas em lego

Algumas das imagens mais icônicas de toda a História são simplesmente inconfundíveis. Ver uma fotografia antiga como essa pode ser extremamente nostálgico. Outra coisa com um grandioso pode para despertar lembranças são brinquedos, as pecinhas de lego, por exemplo, encantaram gerações inteiras.

O fotógrafo inglês Mike Stimpson, famoso por criar belíssimas imagens a partir do lego, resolveu fazer uma releitura de fotografias que marcaram a História. Usando algumas peças de lego e muita criatividade, ele recriou diversos cenários históricos em um trabalho magnífico. Confira:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: historiailustrada

 

Por que os ovos têm cores diferentes? Este estudo descobriu

Você já deve ter ouvido falar que ovos de galinha de granja são brancos e ovos de galinhas caipiras são marrons. Nesses casos, a cor depende da raça do animal — galinhas de pelagem branca botam ovos brancos, enquanto galinhas de pelagem marrom botam ovos marrons. No entanto, a regra não é essa para todas as espécies. Talvez você já tenha visto ovos de tonalidades puxadas para o azul ou verde, ou mesmo ovos mais acinzentados ou escuros. Qual é, afinal, a explicação para as cores dos ovos?

Segundo um estudo publicado na Nature, que a coloração tem uma função primordial: ajuda a manter a temperatura ideal para o embrião se desenvolver. A cor dos ovos é determinada por dois pigmentos: um mais claro e esverdeado, e outro mais escuro e marrom. A combinação desses pigmentos, em conjunto com outros nutrientes presentes na casca, resulta no espectro de cores dos ovos.

Algumas teorias tentam explicar por que os pássaros botam ovos de cores diferentes. Alguns fatores podem ser a camuflagem para se esconder de predadores, proteção contra os raios ultravioleta e até ajudar os pássaros a localizar seus ovos. Segundo os pesquisadores, todos esses fatores podem influenciar a cor dos ovos. Mas, se houvesse uma regra geral, seria a temperatura do habitat em que as aves vivem.

O estudo analisou a cor dos ovos de pássaros de 634 espécies de todas as partes do mundo. Os pássaros de regiões mais quentes, como a zona equatorial, botam ovos mais claros, enquanto os ovos das zonas polares são marrom escuro. O estudo sugere que a tonalidade da casca ajude a manter a temperatura ideal dentro do ovo.

Os ovos escuros ajudam a absorver a pouca luz solar disponível em regiões mais frias, contribuindo para aquecer o ovo. Em regiões mais quentes não há necessidade de captar tanto calor, então as tonalidades oscilam do marrom até as cores mais claras.

Para verificar a teoria, os cientistas usaram ovos de galinha de diferentes espécies, tanto as mais escuras quanto as mais claras. Os ovos foram colocados em contato com a luz do Sol. As cascas escuras esquentaram mais rápido e demoraram mais para resfriar quando comparadas às claras.

A cor das cascas é influenciada pelo clima, mas esse fator não é o único envolvido. Afinal de contas, os ovos caipiras continuam sendo escuros nos trópicos, mesmo sem a necessidade de absorver tanta luz. Nessas regiões, outros fatores são mais relevantes, e portanto há maior variabilidade de cores.

*Por Maria Clara Rossini

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*Fonte: superinteressante

Kundalini: despertando a Alegria de Viver e o Prazer da Vida

A energia Kundalini é uma energia criadora que, quando ativa, flui para todo o Universo e integra o Céu e a Terra, o Yang e o Yin. Essa energia é conhecida, desde a antiguidade, como “Fogo Serpentino”. Saiba mais sobre a poderosa energia da Kundalini.

Tudo na Criação é energia! Cada ser e elemento têm seu vórtice energético.

Desde a antiguidade nas escolas e templos iniciáticos do Egito e da Índia, haviam práticas com o desenvolvimento energético e espiritual de uma poderosa energia denominada Kundalini.

1. O que é Kundalini

A palavra Kundalini deriva do sânscrito que significa, literalmente, “enrolada como uma cobra” ou “aquela que tem a forma de uma serpente”.

Essa denominação faz alusão à Energia Cósmica que se concentra em cada Ser, e que no humano, através de sua Consciência, pode ser expandida.

2. Efeitos da ativação da Kundalini

Quando uma pessoa desperta a Kundalini ativa um fluxo energético, semelhante à Serpente Flamífera, que parte do chacra básico situado na base da coluna vertebral (cóccix) e sobe pela medula espinhal, fortalecendo a rotação dos Chacras (pontos energéticos) e com isso, sentidos e faculdades surgem ou se acentuam, como intuição, vidência, telepatia e outros.

Ao ativar a Kundalini se promove a acensão dessa energia simbolizada pelo símbolo do Caduceu de Mercúrio.

A ativação da Kundalini faz subir a energia ígnea, a partir do Chakra Muladhara, passando por cada um dos seis chakras que são: Swadisthana, Manipura, Anahata, Vishuddhi, Ajna e Sahasrara.

Com a passagem da Kundalini por cada Chakra, sua respectiva faculdade é ativada.

Veja cada Chakra e sua respectiva faculdade ou poder:

BÁSICO (1°) ou Múládhára – Conexão com à Terra
SACRO (2°) ou Swádhisthána – Sexualidade e Alegria
PLEXO SOLAR (3°) ou Manipura – Emoção e Poder
CARDÍACO (4°) ou Anáhata – Sentimentos
LARÍNGEO (5°) ou Vishuddha – Comunicação e Criatividade
FRONTAL (6°) ou Ájña – Intelecto e Intuição
CORONÁRIO (7°) ou Saháshara – Conexão com o Divino

Quando a Kundalini chega ao sétimo chakra, acontece a experiência de Iluminação e Autorrealização, graças à ativação da glândula pineal.

Nesse processo do despertar da Kundalini, em conjunto com a elevação do nível espiritual e a expansão da Consciência, o praticante se torna um Mestre e Iluminado.

3. A vivência do despertar da Kundalini

Existem formas e práticas de ativar a Kundalini mas, para alcançar um resultado de verdadeira plenitude é necessário disciplina, devoção, conexão com o Divino, amor, pureza e respeito com a energia sexual. Caso contrário, essa poderosa energia poderá ser mal empregada pelo fato de a pessoa não estar preparada para saber utilizá-la de forma sábia e consciente.

A Serpente Ígnea é ativada e alimentada através da respiração consciente, práticas com mantras e meditação. Os casais têm a oportunidade de elevar essa energia de forma mais plena, através da prática sexual.

Aliado a tudo isso, vem os cuidados dados à cada dimensão que integra o ser humano: física, vital, astral, mental e espiritual, ou seja, a pessoa precisa refinar seus sentidos e elevar seus hábitos que envolvem: alimentação, sexualidade, diversão, relacionamentos, conexão com a criação e espiritualidade.

4. Como despertar ou ativar a Kundalini

Algumas formas de vivenciar a elevação da Kundalini são:

4.1. Respiração Consciente
A respiração consciente pode ser praticada através do Yoga, da Meditação ou do pronunciamento de Sons Sagrados (Mantras).

4.2. Alimentação saudável e mais natural
A alimentação à base de vegetais refina a energia e promove a saúde do corpo.

4.3. Viver com presença e plena auto-observação
Para esse processo de expansão é fundamental a auto-observação de momento a momento, vivendo com mais Consciência e Presença.

4.4. Filtrar as impressões e informações que entram na mente através dos 5 sentidos
Impressões e informações densas, pesadas e violentas afetam negativamente a energia e até bloqueiam os chakras.

4.5. Abastecer corpo, mente e emoções com o que promove equilíbrio
Para harmonizar os chakras e melhorar a qualidade da energia, é necessário cultivar atividades, ações, pensamentos e emoções mais elevados e sutis. Para isso, é recomendável ouvir músicas relaxantes, praticar atividade física moderada, ter contato com a Natureza, respeitar os animais, estar em paz consigo, aquietar a mente, viver em um estado mais contemplativo e tratar a energia sexual como sagrada e espiritual, sem derramá-la para poder ascendê-la.

5. A ascensão da Kundalini: uma vida com mais força e propósito!

Quando existe essa percepção e toda essa vivência, o Sagrado se manifesta e a comunhão com Deus se revela em maior integração com a Vida, expressando mais Alegria e sentido. Mais Plenitude!

*Por Deise Aur

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*Fonter: greenme

E se o futebol não fosse popular no Brasil?

O esporte de Pelé reúne a receita perfeita para ser amado pelas massas: sabe ser emocionante, tem regras fáceis de entender e, principalmente, precisa de pouco para acontecer. Na ausência de bola, qualquer coisa minimamente redonda serve. Faltou um par de traves? Chinelos podem facilmente assumir o posto. Não à toa, a Fifa tem mais países-membros que a ONU (211 a 193).

No Brasil, a prática do futebol foi importada da Inglaterra – mas nunca item de luxo. Os primeiros fãs de futebol em território nacional eram operários britânicos, trabalhando na construção de ferrovias. Habituados a gritar gol em sua terra natal, eles fizeram o futebol virar o esporte do trabalhador, e ganhar o país pelos trilhos do trem ainda no final do século 19.

Os primeiros clubes nacionais ainda tinham DNA da rainha: fundados por ingleses, frequentados por ingleses, eles foram os primeiros a profissionalizar o futebol brasileiro. Surgiram os campeonatos oficiais e as regras se firmaram de vez. Amadores viraram atletas, que se tornaram craques, que faziam sucesso. Era o início de um processo de ascensão social que vale até hoje: sendo bom com a bola nos pés, pobre podia jogar ao lado de membro da elite.

O futebol emplacou de cara no Brasil – mas poderia ter perdido essa chance exatamente aí, caso chutar a bola de couro fosse coisa de rico. Em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, movimentos de elitização do futebol tentaram, a princípio, impedir o acesso do povão aos gramados oficiais. As primeiras ligas teimavam em barrar analfabetos – 65% da população no começo do século 20. Os clubes também não aceitavam negros que, até 1923, só podiam assistir.

Foi mais ou menos esse o caminho percorrido por outros esportes, como o rúgbi e o críquete – modalidades também queridas por Charles Miller, brasileiro que, após passar uma temporada na Inglaterra, disseminou as regras do futebol no Brasil. Além de restritivo, o rúgbi ainda pegava mal com os brasileiros: era considerado muito violento. Por aqui, nenhum desses esportes fez mais do que reafirmar a identidade da colônia inglesa.

Se esses impeditivos tivessem vingado, o futebol ficaria mais restrito à várzea, perdendo o potencial de espetáculo. Afinal, é preciso movimentar grana pesada para justificar grandes investimentos dos clubes. O futebol dependia da adesão de um público fiel – demanda impossível de suprir apenas com os mais abastados. É só comparar o tamanho da Premier League ao também britânico torneio de Wimbledon.

A existência de menos arquibancadas para se ocupar aos domingos faria outras formas de entretenimento ganharem mais destaque. O cinema, tão popular quanto o futebol na primeira metade do século 20, poderia ter permanecido como refúgio no fim de semana. Salas em bairros, assim, resistiriam por mais tempo à popularização dos shoppings.

No âmbito esportivo, competiríamos de perto com países do Leste Europeu no polo aquático. Com sorte, veríamos uma versão made in Brazil de Michael Phelps acumular medalhas. Isso porque os esportes aquáticos, naturais candidatos a tirar proveito do nosso clima, também nasceriam com mais destaque.

A primeira grande confederação esportiva nacional foi a Federação Brasileira de Sociedades de Remo, que na primeira década do século 20 organizava também polo aquático e natação. Em um país sem futebol, clubes de regatas como Botafogo, Flamengo e Vasco da Gama seguiriam sua vocação original – e só chegariam à fama se revelassem remadores de elite.

“O remo foi uma verdadeira febre em certo momento: os remadores passaram a ser conhecidos como nossos jogadores de futebol são hoje. Fortes, saudáveis, bonitos, eles eram assunto nos jornais, os heróis da época”, diz Victor Melo, professor de história comparada da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Por falar em heróis, sem Ronaldos e Ronaldinhos competindo pelo apreço dos narradores, o peso de nomes como Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi seria ainda maior – bem como a paixão nacional por automobilismo.

É possível que o futebol brasileiro tentasse se desenvolver tardiamente, como se vê hoje na China e na Índia. A popularidade da ideia dependeria inicialmente de investidores cheios da grana, capazes de trazer jogadores consagrados em final de carreira para abrilhantar a liga nacional. Cenas como o francês David Trezeguet, com 36, vestindo as cores do Atlético Mineiro e o italiano Alessandro Del Piero fazendo gols pela Chapecoense aos 40 se tornariam comuns. Ambos foram reforços de peso da Superliga Indiana em 2014. Poderiam ter brilhado aqui – pelo menos, até que as pratas da casa despontassem.

O impacto na economia também seria brutal: em 2010, o futebol era responsável por 1,1% do PIB nacional, segundo estimativas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Daríamos adeus aos R$ 5 bilhões em receitas que o Brasileirão movimenta por ano entre transferências, patrocínios e direitos de transmissão.

A cultura também seria menos rica: perderíamos as contribuições de Nelson Rodrigues, Mario Filho e João Saldanha à crônica esportiva. As redações jornalísticas no rádio, que começam a se estruturar com as transmissões de futebol, só nasceriam anos mais tarde.

É certo também que a língua portuguesa ficaria um pouco mais pobre. Dos 228,5 mil verbetes listados no Dicionário Houaiss, 502 possuem a palavra “futebol” em suas explicações. Mandando para escanteio esses termos, escritores e poetas precisariam entrar de sola para marcar seus gols na literatura.

*Por Guilherme Eler

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*Fonte: superinteressante

É por isso que ficamos com sono nos carros

Você já viu isso antes. Você começa um passeio de carro no fim de semana e, antes mesmo de perceber, está cochilando, dormindo profundamente.

Carros de fato, ou melhor, passeios de carro, têm o hábito de nos deixar sonolentos. Mas por que? Existe alguma razão biológica ou é puramente psicológica?

O programa científico do YouTube, SciShow, está aqui para explicar exatamente o porquê. No seu habitual estilo otimista e bem ilustrado, eles passam pelas razões lógicas pelas quais adormecemos nos carros.

Curiosamente, o termo para essa condição é chamado de carcolepsia. Mas a verdade é que não sabemos exatamente por que isso acontece.

Alguns especulam que é o barulho, outros a vibração. Estudos foram feitos sobre o assunto, mas até agora nada foi conclusivo.

Scishow explora esses estudos e compartilha seus dados conosco. Veja:

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*Fonte: engenhariae

8 sinais de que você é mais inteligente que a média

Inteligência é uma coisa difícil de medir. Mais difícil ainda é relacionar certas características a ela — mas a ciência tenta, porque, afinal, quem é que não gostaria de saber a receita para ser mais esperto? Aqui vão oito sinais que podem indicar que você é mais inteligente que a média, compilados pelo Business Insider:

1. Você é o filho mais velho
Não queremos criar brigas na família, mas é científico: o filho mais velho é mais esperto que o mais novo. Em um estudo da Universidade de Oslo, na Noruega, os primogênitos tinham um QI médio de 103 (3 pontos a mais do que o dos segundos filhos e 4 a mais do que os terceiros).

O curioso é que a morte de um irmão parece afetar essa tendência. Quando o irmão mais velho era falecido, o mais novo tinha um QI acima da média dos caçulas. Já quando eram os menores que tinham falecido, o QI dos primogênitos tendia a ser menor.

2. Você teve aulas de música
De música, todo mundo gosta — mas quem realmente chegou a estudar a coisa tende a ser mais inteligente do que a média. Em uma pesquisa feita em 2011 no Instituto Baycrest, no Canadá, antes e depois de 20 dias de aulas de música, crianças de 4 a 6 anos fizeram testes de inteligência verbal — e no fim do processo, foram 90% melhor no teste do que antes.

3. Você não fuma
Não estamos querendo ser politicamente corretos aqui. Em um estudo da universidade de Tel Aviv, em Israel, 20 mil jovens de 18 a 21 anos fizeram testes de QI — e os fumantes tiveram uma média de 94, enquanto os não fumantes tiraram 101.

4. Você não come carne
De novo, não somos nós: é a ciência que está falando (sério!). Ao longo de 20 anos, 8 mil pessoas tiveram a dieta analisada nessa pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Quem não comia carne tinha um QI pelo menos 5 pontos maior do que os carnívoros — e a maior parte dessa galera tinha o ensino superior completo e os empregos com maiores salários.

5. Você é canhoto
Já teve um tempo, em que ser canhoto era considerado errado — e até demoníaco. Mas agora, parece que o jogo virou: quem usa a mão esquerda tende a resolver problemas de uma forma mais criativa. A conclusão é de um estudo da universidade de Princeton, no qual mil pessoas tinham que resolver problemas lógicos — e os canhotos se saíram muito melhor que os destros.

6. Você usou drogas recreativas
Seis mil pessoas participaram desse estudo de duas partes: em 1958, ainda crianças, elas fizeram um teste de QI. Em 2012, quando elas estavam na casa dos 40, os cientistas perguntaram se elas haviam usado drogas recreativas. Quem havia tido uma pontuação maior na infância disse que tinha usado drogas. Os cientistas ainda não sabem explicar o motivo.

7. Você tem um gato (e não um cachorro)
A guerrinha entre donos de gatos e donos de cachorros é constante (e divertida). Agora, uma pesquisa da Universidade de Carroll bota ainda mais lenha na fogueira: quem é do time dos felinos é mais inteligente, enquanto quem curte a cachorrada é mais extrovertido. Isso porque quem escolhe gatos como pets geralmente não curte sair, e acaba tendo hobbies mais intelectuais, como ler, ver filmes e pesquisar.

8. Você é alto
Um estudo da universidade de Princeton notou que, a partir dos 3 anos, as crianças mais altas já começam a se sair melhor em testes cognitivos. Quando crescem, essas mais altas também conseguem empregos melhores. A explicação é que, desde pequenas, pessoas mais altas parecem mais maduras — e são tratadas como tal. Só que isso acaba realmente dando mais confiança, e a pessoa passa a se esforçar mais para superar as expectativas.

>> Para saber mais
Como as pessoas funcionam
Mauricio Horta e Otavio Cohen, Superinteressante, 2013

*Por Helô D’Angelo

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*Fonte: superinteressante

Estamos num ponto em que precisamos de menos Whatsapp e mais abraços

Certamente a tecnologia, as redes sociais, as mensagens instantâneas se
tornaram um excelente recurso para nos manter conectados com o mundo,
especialmente com as pessoas de nossa afeição, aqueles que não temos
disponibilidade para ter perto quando as necessitamos expressamente, no
entanto, isso não deve ser, em nenhum caso, algo para nos isolar em um mundo
cibernético e nos fazer esquecer as coisas importantes e detalhes que nos
alimentam a alma.

As visitas inesperadas, os abraços, os olhares expressivos … a presença,
devem ser as coisas que sigam mantendo valor, não devemos nos contentar com
emoticons e rótulos em fotos como mecanismos de contato e proximidade. As
redes sociais estão tendo um boom tão grande que, assim como nos aproximam
dos que estão longe, incluindo pessoas que nunca vimos, além de algumas fotos,
elas também nos afastam das pessoas que estão ao nosso lado.

É cada vez mais comum ver pessoas em lugares públicos que não se
comunicam, que não se olham nos olhos, que estão concentradas em uma tela de um telefone celular. Devemos voltar ao hábito de dar carinho de maneira presencial, prestando atenção em quem fala conosco, sem fazer intervalos para checar o celular.

É necessário viver cada momento e realmente desfrutar dele, além de estar
ciente de capturar uma foto de algo que provavelmente nem exista, apenas para
compartilhá-lo com pessoas que não estão necessariamente interessadas em
nossas vidas. Devemos aprender a amar e aceitar a nós mesmos para além de
um número de gostos, não devemos viver buscando a aprovação dos outros
para nos sentirmos bem conosco e menos dispostos a transmitir algo que muitas
vezes não somos parados.

A tecnologia e tudo o que ela traz de mãos dadas é muito benéfica, quando
sabemos como usá-la, limitá-la e abrir espaço para ela em nossas vidas até
certo ponto, sem que ela se torne o centro de nossa atenção.

Não devemos negligenciar nossos relacionamentos pessoais, não podemos
substituir beijos, abraços, carícias, nada que recebemos por meio de um
dispositivo eletrônico, aproveitemos a tecnologia e usemos-a em nosso favor,
não contra nós, porque quando nos acostumamos a sentir através de uma tela,
perderemos o gosto pela magia que só a presença pode nos oferecer.

Abrace, beije, sinta, sussurre em seu ouvido, delicie-se com uma conversa, perca-se rapidamente, enrosque seus pés com a pessoa que você ama, observe seus gestos, ouça sua voz, sinta, se alimente do contato que nutre e usa o resto os recursos quando você não tem outra opção, não o contrário.

*Por Sara Espejo

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O sucesso só é possível depois do fracasso

Um novo estudo da Universidade Northwestern (EUA) descobriu que o fracasso é um “pré-requisito essencial para o sucesso”.

Não, você não leu errado.

Ao que tudo indica, não basta só trabalhar muito e persistir – é preciso errar e aprender com esses erros para ser bem-sucedido.

Metodologia

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram uma quantidade enorme de dados envolvendo sucesso e fracasso em diversos cenários diferentes – por exemplo, examinaram 776.721 pedidos de bolsas para pesquisa apresentados aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA de 1985 a 2015, além de 46 anos de investimentos em startups de capital de risco e até 170.350 ataques terroristas realizados entre 1970 e 2017.

Depois de vasculhar todas essas informações, os cientistas descobriram que “todo vencedor começa como um perdedor”.

Mais do que isso: vencedores e perdedores tentaram o mesmo número de vezes, então não é sobre persistência após o fracasso. É sobre aprender com seus erros.

“Você precisa descobrir o que funcionou e o que não funcionou e depois se concentrar no que precisa ser melhorado, em vez de se debater e mudar tudo. As pessoas que falharam não necessariamente trabalham menos [do que as que tiveram sucesso]. Eles podem realmente ter trabalhado mais; é que fizeram mais alterações desnecessárias”, explicou Dashun Wang, professor de administração e organização da Universidade Northwestern.

Modelo matemático

Os pesquisadores analisaram, entre outras coisas, quantas vezes um pesquisador pediu por financiamento, o que mudou nesses pedidos e quão espalhadas foram suas tentativas. No domínio das startups, olharam coisas como oferta pública inicial, fusões de alto valor e aquisições. Por fim, no caso dos ataques terroristas, sucesso era matar pelo menos uma pessoa, enquanto fracassos eram tentativas sem casualidades.

A ideia do estudo era formular um “modelo matemático” explorando os “mecanismos que governam a dinâmica do fracasso”. A equipe identificou estatísticas que separavam grupos bem-sucedidos dos fracassados.

Por exemplo, um indicador de sucesso era o tempo entre as tentativas fracassadas. Quanto mais rápido uma pessoa falha, melhor suas chances de sucesso. Quanto mais tempo se passa entre as tentativas, mais propensa ela fica a falhar de novo.

Trabalhando com dados em tão larga escala, Wang e sua equipe puderam identificar pontos críticos em comum às diversas tentativas falhas, entendendo qual caminho leva ao progresso e qual leva ao fracasso.

Segundo os pesquisadores, a existência de tais pontos de inflexão contraria as explicações tradicionais sobre fracasso e sucesso, que envolvem fatores como sorte ou hábitos de trabalho.

“O que estamos mostrando aqui é que, mesmo na ausência de tais diferenças, você ainda pode ter resultados muito diferentes”, disse Wang. O que importa é como as pessoas falham, como respondem à falha e aonde essas falhas levam.

No futuro

De acordo com Albert-László Barabási, da Universidade Northeastern, o modelo desenvolvido por esse estudo pode ser usado em outras pesquisas e ferramentas.

“Existem inúmeros trabalhos tentando entender como as pessoas e os produtos são bem-sucedidos. No entanto, há muito pouco entendimento do papel do fracasso. O trabalho de Wang reescreve fundamentalmente nossa compreensão do sucesso, mostrando o papel principal que o fracasso desempenha nele, oferecendo finalmente uma estrutura metodológica e conceitual para colocar o fracasso onde ele pertence dentro do cânone do sucesso”, argumenta.

O próximo passo da pesquisa é refinar o modelo para quantificar outras características individuais e organizacionais que podem influenciar no sucesso, além de aprender com erros passados.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature. [ScientificAmerican]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Dicas simples para melhorar a saúde em casa

Mesmo que você possa manter sua saúde na condição perfeita com visitas regulares ao médico e permanecerem com tudo “em dia”, há uns detalhes pequenos que podem ajudar melhorar a
saúde e os problemas futuros e que podem surgir duma hora para outra.

Ideias simples para tornar a sua casa com mais saúde A lista seguinte é uma check list de atividades para contribuir para a saúde que podem durar menos de um minuto.

1 – Deixar seus sapatos na porta

Embora a tradição japonesa de deixar os sapatos à porta seja concebida para honrar a pureza de uma casa, também pode ter funções mais práticas, como deixar a casa limpa e livre de contaminantes externos e químicos.

2 – Lavar a língua

Manter uma boca saudável requer escovação diária e fio dental regular, e lavar a língua é um passo essencial que nem todos levam em conta, mas ajuda a manter a boca limpa. A limpeza da língua garante a remoção das bactérias da placa bacteriana e das partículas de alimentos presas na língua. Também ajuda a refrescar o hálito.

3 – Espirrando em seu braço

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos momentos em que um tecido não está disponível, é melhor espirrar em seu cotovelo ou braço. O objetivo é evitar o uso de mãos, que podem não estar limpas, e espalhar germes. Os espirros no braço também evitam que os germes atinjam superfícies usadas por outros e as espalhem.

4 – Descanse seus olhos

Hoje em dia é muito difícil parar de olhar para telas de computador, telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Reflexo, postura e iluminação fraca podem provocar tensão ocular e dor de cabeça. Conhecida como síndrome visual computadorizada, esses sintomas geralmente terminam quando você
descansa os olhos e olha para longe de objetos eletrônicos. Para descansar a visão, os especialistas recomendam a regra 20-20-20, pois a cada 20 minutos que você gasta no computador, olhe para fora da tela por pelo menos 20 segundos em direção a algo a 20 pés (ou 6 metros) de distância. A realização deste exercício permite que você se concentre em algo mais que permite que seus olhos reduzam a fadiga.

5 – A esponja no microondas

Embora seja uma crença popular que o banheiro é o lugar mais sujo da casa, a esponja usada para lavar pratos está no topo da lista, e até bate outros lugares, como a máquina de lavar louça, o recipiente de ração animal e o ralo do chuveiro.

A esponja de cozinha é usada para limpar o sangue da carne crua e derrames de leite e água. Sua textura esponjosa e porosa proporciona o ambiente perfeito para o crescimento e reprodução de bactérias e fungos.

Parar o crescimento de germes e higienizar a esponja, molhá-la e deixá-la no microondas por 30 segundos, ou colocá-la junto aos pratos em um dos ciclos de lava-louças.

*Por Philipe Kling David

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*Fonte: mundogump

A ciência comprovou: o que não te mata, te fortalece

Eu sei que soa como um meme de redes sociais, mas foi de fato o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que disse: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.

Essa máxima tem sido usada até hoje para estimular as pessoas a superarem quaisquer dificuldades, o que só as tornaria mais aptas a alcançarem seus objetivos mais tarde.

Agora, a ciência provou que Nietzsche estava certo: um estudo da Universidade Northwestern (EUA) mostrou uma associação causal entre fracasso inicial e sucesso futuro.

O estudo

Os pesquisadores analisaram a relação entre fracasso e sucesso profissional na carreira de jovens cientistas.

Por exemplo, eles alisaram registros de cientistas que se inscreveram para bolsas (subsídios financeiros) junto aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA entre 1990 e 2005.

Eles utilizaram as avaliações dos próprios Institutos para separar os cientistas em dois grupos: os que conseguiram por pouco (apenas alguns pontos acima da média necessária) e os que não conseguiram por pouco (apenas alguns pontos abaixo da média necessária).

Em seguida, os pesquisadores consideraram quantos artigos científicos cada um dos grupos publicou, em média, nos próximos dez anos. Por fim, observaram quais artigos foram mais populares e bem aceitos pela academia, ou seja, quais receberam mais citações.

Resultados

Os resultados mostraram que os indivíduos que não conseguiram uma bolsa por pouco, e por consequência tiveram menos financiamento, publicaram mais artigos e tiveram mais ideias bem aceitas pela comunidade científica.

Em geral, os cientistas do grupo que não conseguiu bolsa eram 6,1% mais propensos a serem mais bem-sucedidos nos próximos dez anos.

Isso estava em contraste com as expectativas iniciais dos pesquisadores, levando-os a concluir que alguns fracassos no início da carreira poderiam levar a maior sucesso a longo prazo.

“O fato de o grupo que não conseguiu a bolsa por pouco ter publicado mais artigos de impacto do que o grupo que conseguiu por pouco é ainda mais surpreendente quando você considera que o grupo que conseguiu a bolsa recebeu dinheiro para promover seu trabalho”, argumenta Benjamin Jones, um dos autores do estudo, ao Phys.org.

“A taxa de atrito aumenta para aqueles que fracassam no início de suas carreiras”, disse o principal autor do estudo, Yang Wang. “Mas aqueles que persistem, em média, têm um desempenho muito melhor a longo prazo, sugerindo que aquilo que não os mata, realmente os fortalece”.

Por quê?

Os pesquisadores queriam saber se esse efeito poderia ser atribuído a um fenômeno de “eliminação” – por exemplo, se o fracasso no início da carreira fez com que alguns cientistas do grupo deixassem o campo, deixando para trás apenas os membros mais determinados.

Uma análise mais aprofundada mostrou que, embora a taxa de atrito após o fracasso fosse 10% maior no grupo dos “quase”, isso por si só não poderia explicar o maior sucesso posteriormente em suas carreiras.

Depois de testar várias outras explicações, os autores do estudo não conseguiram encontrar nenhuma explicação alternativa para suas hipóteses, sugerindo que outros fatores não observáveis, como lições aprendidas, poderiam estar em jogo.

“Há valor no fracasso”, comentou outro membro da equipe, Dashun Wang. “Nós apenas começamos a expandir essa pesquisa em um domínio mais amplo e estamos vendo sinais promissores de efeitos semelhantes em outros campos”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Communications. [Phys]

*Por Natasha Romanzoti

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*Fonte: hypescience

Aquecimento global deve alterar a cor dos oceanos

Após desembarcar de sua nave, em 1961, Yuri Gagarin, o primeiro humano a ir ao espaço, disse a eternizada frase “A Terra é azul!”. Carl Sagan também fala dessa característica de nosso planeta em seu livro “O Pálido Ponto Azul”.

Essa cor característica da Terra é resultado do reflexo da luz do Sol pelos oceanos, que cobrem cerca de 70% da superfície terrestre.

Um estudo publicado na Nature Communications mostra que nas próximas décadas o tom de azul da água dos oceanos mais quentes deve ficar ainda mais forte. Isso ocorrerá porque com o aumento da temperatura média dos oceanos, resultado do aquecimento global, a quantidade de fitoplânctons deve diminuir consideravelmente. A presença desses conjuntos de organismos gera uma tendência ao verde na água.

Em águas mais frias, no entanto, mais próximas aos polos, o tom verde deve ficar mais acentuado.

É previsto que até 2100 haja uma mudança de temperatura de 3°C e até 50% na cor dos oceanos.

Essa diminuição na concentração de fitoplânctons não é nada boa. Eles exercem grande importância não só para a vida marinha, mas também para a vida terrestre. Ele está na base da cadeia alimentar, e produz mais da metade do oxigênio da atmosfera terrestre, além de absorver grande parcela do dióxido de carbono.

As mudanças não serão tão perceptíveis a olho nu, mas irão afetar muito mais a cadeia alimentar marinha e a produção de oxigênio.

*Por Felipe Miranda

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*Fonte: ciencianautas

A obsessão por ser feliz o tempo todo faz as pessoas se sentirem péssimas

Segundo Tal Ben-Shahar, filósofo e psicólogo israelense da contemporaneidade, o estresse (que ele considera se tratar de uma pandemia global) tem sido há muito tratado de forma equivocada. Segundo ele, tem-se deixado “de dar importância ao descanso, à recuperação, e não basta o sono”.

Recentemente, em evento sobre educação e tecnologia realizado em Madri (o EnlighTed), Tal Ben-Shahar concedeu uma entrevista em que, dentre outras questões, se debruça sobre o tema do estresse, da ansiedade, da felicidade e da educação que tem sido proporcionada aos jovens hoje em dia.

P. O que é a felicidade?

R. Não é possível estar feliz sempre. As emoções negativas, como a raiva, o medo e a ansiedade, são necessárias para nós. Só os psicopatas estão a salvo disso. O problema é que, por falta de educação emocional, quando as sentimos as rejeitamos, e isso faz que se intensifiquem e que o pânico nos domine. Se bloquearmos uma emoção negativa, igualmente bloquearemos as positivas. É preciso sentir o medo e sermos conscientes de que vamos em frente mesmo com ele. Não é resignação, e sim aceitação ativa. Quando meu filho David nasceu, um mês depois comecei a sentir ciúmes dele. Minha esposa lhe dedicava mais atenção que a mim. Às vezes as emoções se polarizam, chegamos a extremos, e nem por isso somos melhores ou piores pessoas. Somos humanos.

P. A depressão ameaça 14% dos jovens europeus entre 15 e 24 anos, segundo o último relatório do Eurofound, e lideram o ranking países como a Suécia (com uma taxa de 41%), Estônia (27%) e Malta (22%). Na Espanha, onde a taxa de desemprego juvenil é mais elevada, está abaixo de 10%. O que está falhando?

R. Vou lhe dar outro exemplo. Nos Estados Unidos, a cada cinco anos se medem os níveis de saúde mental, que costumam variar 1% para cima ou para baixo. No último período, os resultados foram muito diferentes: entre adolescentes, os níveis de depressão cresceram até 30%. Um dos motivos é que estão diminuindo as interações cara a cara, substituídas pelo smartphone. As relações pessoais são um antídoto contra a depressão.

P. No século XIX, trabalhava-se até 18 horas por dia, e nenhuma lei impedia de fazê-lo 24 horas se fosse necessário. Hoje temos maior qualidade de vida. Qual é a raiz da insatisfação permanente?

R. A expectativa dos trabalhadores na vida era prover suficiente comida à sua família para sobreviver. Hoje pensamos em ganhar mais dinheiro, nas férias sonhadas… Hoje você pode fazer tudo; mesmo que tenha um emprego interessante e goste de seus colegas, não é suficiente. Como pode escolher e mudar, nunca está satisfeito.

P. Como a escola pode nos preparar para saber o que é a felicidade?

R. É preciso ensinar a cultivar relações sadias, a identificar propósitos e sentido no que fazemos. E o mais importante: a encontrar tempo para o descanso. As pesquisas demonstraram que esse é o grande problema, que não nos recuperamos do estresse. Não vale ler best-sellers de autoajuda, é preciso uma ação. No trabalho, fazer uma pausa de 30 minutos a cada duas horas, ou de 30 segundos se você trabalhar na Bolsa, mas desconectar e respirar. Tirar um dia de folga. Aprender que a felicidade não é um código binário, de um a zero, e sim um sobe e desce. É uma viagem imprevisível que termina quando você morre.

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*Fonte: revistapazes

Exposição diária à luz azul pode danificar células do cérebro e retinas

Mal pensamos no tempo que gastamos em nossos telefones ou na frente de nossos laptops, mas acontece que o tempo pode estar nos prejudicando. Novas pesquisas na Oregon State University estão revelando que os comprimentos de onda azuis produzidos por eletrônicos comuns danificam as células do cérebro e as retinas, mesmo que não estejam brilhando nos seus olhos.

Experiências realizadas em moscas da fruta

O estudo foi baseado em experimentos conduzidos no drosophila melanogaster, a mosca da fruta comum. O trabalho foi liderado por Jaga Giebultowicz, pesquisadora da Faculdade de Ciências da OSU.

Ela examinou como as moscas reagiam às exposições diárias de 12 horas à luz azul do LED, semelhante ao comprimento de onda azul predominante em dispositivos como telefones e tablets. As moscas expostas à luz azul tiveram vida mais curta em comparação com as moscas mantidas na escuridão total ou aquelas mantidas na luz com os comprimentos de onda azuis filtrados.

As moscas expostas à luz azul exibiram danos às células da retina e neurônios cerebrais e tiveram locomoção prejudicada. O estudo incluiu moscas mutantes que não tinham olhos e até mesmo aquelas que sofreram danos cerebrais e problemas de locomoção. Isso significa que o dano causado pela luz azul ocorre independentemente de a vítima o ver.

“O fato de a luz estar acelerando o envelhecimento nas moscas nos surpreendeu a princípio”, disse Giebultowicz, também professor de biologia integrativa.

“Medimos a expressão de alguns genes em moscas velhas e descobrimos que os genes protetores de resposta ao estresse eram expressos se as moscas fossem mantidas à luz. Nós levantamos a hipótese de que a luz estava regulando esses genes. Então começamos a perguntar: o que é isso? Luz que é prejudicial para eles, e examinamos o espectro da luz. Era muito claro que, embora a luz sem azul tenha diminuído levemente sua vida útil, apenas a luz azul diminuiu drasticamente sua vida útil”.

Embora não possamos desconsiderar o fato de que a luz natural é crucial para o ritmo circadiano do corpo, devemos reconhecer que a luz artificial é um fator de risco para distúrbios do sono e circadianos.

Os perigos da iluminação LED

“E com o uso predominante de iluminação LED e monitores de dispositivos, os seres humanos são submetidos a quantidades crescentes de luz no espectro azul, uma vez que os LEDs comumente usados emitem uma alta fração de luz azul. Mas essa tecnologia, iluminação LED, mesmo nos países mais desenvolvidos, não foi usado por tempo suficiente para conhecer seus efeitos ao longo da vida humana”, acrescentou Giebultowicz.

Para se proteger dessa luz, os pesquisadores sugerem o uso de óculos com lentes âmbar e configuração de telefones, laptops e outros dispositivos para bloquear as emissões azuis.

O estudo está publicado no Aging and Mechanisms of Disease.

*Por Ademilson Ramos

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*Fonte: engenhariae

Los Angeles terá asfalto de garrafa PET reciclada

Aproveitar de resíduos plásticos para fabricar asfaltos na segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos. Esta é a proposta da gestão pública de Los Angeles que começará a testar a novidade em breve.

O método basicamente fragmenta o plástico, transformando-o em óleo para substituir o betume. Essa composição é misturada com resíduos de asfalto (previamente triturados), criando um novo pavimento: mais forte do que o anterior. Ou seja, o diferencial está no fato de que, além de criar novo asfalto, a técnica permite reciclar o asfalto já danificado.

A ideia é reciclar diversos tipos de plástico sem uso que vão parar nos aterros, entre eles os plásticos PET – comumente usados na fabricação de garrafas.

O processo foi desenvolvido pela Technisoil, que, até o final deste ano, vai testar uma rua no centro de Los Angeles. Se as experimentações correram bem, é possível que o asfalto plástico seja introduzido no programa de pavimentação de estradas da cidade norte-americana.

Benefícios

A aplicação do asfalto plástico poderia reduzir os custos de material em 25%. Segundo a fabricante, os testes de laboratório mostraram que o produto pode ser de oito a 13 vezes mais forte. Por ser bastante resistente e durável, o Departamento de Serviços de Rua de Los Angeles estima que seu uso pode reduzir significativamente os custos de manutenção. Em vários aspectos, a alternativa seria mais viável economicamente do que o asfalto tradicional.

Outro claro benefício é dar um destino mais nobre aos resíduos plásticos, uma vez que o gerenciamento correto ainda é escasso.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Cerveja em garrafas de papel? Carlsberg anuncia embalagem sustentável

Carlsberg, conglomerado de cervejarias multinacional dinamarquesa, anunciou dois protótipos que apostam na embalagem sustentável para distribuir cerveja em garrafas de papel.

Chamada de Green Fibre Bottle, a garrafa é feita de fibras de madeira e tem camada interna impermeável. Em um dos protótipos, a proteção é uma camada fina de plástico confeccionada com garrafas PET recicladas. O outro utiliza polímero biodegradável PEF, produzido a partir de resíduos agrícolas ou florestais. Ambos são 100% biodegradáveis.

A iniciativa faz parte do projeto da Carlsberg, a quarta maior cervejaria do mundo, em zerar as emissões de carbono em suas cervejarias até 2030.

Com as garrafas sustentáveis, o objetivo é diminuir as emissões em 30% na cadeia inteira de produção – baita desafio quando se trata de uma empresa que possui o rótulo de mais de 500 marcas de cerveja em três continentes.

“Estamos contentes com os avanços com a Green Fibre Bottle,” disse Myriam Shingleton, vice-presidente de desenvolvimento da Carlsberg. “Ainda não chegamos lá, mas os dois protótipos são um passo importante para realizar nossa ambição final de trazer essa novidade ao mercado.”

Os protótipos são resultado de quatro anos de cooperação entre a Universidade Técnica da Dinamarca, a EcoXPac e o fabricante sueco de produtos de papel e celulose BillerudKorsnäs, que se juntou a fabricante de garrafas Ampla para fundar a Paboco, empresa que produz garrafas sustentáveis.
Cerveja em garrafas de papel? Carlsberg aposta em design sustentável
Multinacional se compromete com causa ambientais ao anunciar sua nova empreitada de cervejas em garrafas de papel

Outros gigantes do mercado internacional como a Coca-Cola, L’Oreal e Absolut fizeram parceria com a Paboco para avançar na pesquisa do desenvolvimento da garrafa de papel.

Gittan Schiöld, CEO interino da Paboco, diz que os parceiros “estão unidos em nossa visão de que a garrafa de papel se tornará realidade e mudará fundamentalmente esse setor para sempre”.

É um pequeno passo para um problema gigantesco. De pouquinho em pouquinho, será que a gente chega lá?

*Por Raquel Rapini

 

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*Fonte: geekness

Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo: principais geradoras de lixo plástico

Muitas promessas, poucas ações concretas. As companhias Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo continuam a ser as três principais poluidoras de plástico no mundo. A constatação é de uma auditoria internacional que apontou as três empresas pelo segundo ano consecutivo.

Organizada pelo movimento “Break Free From Plastic”, o relatório é baseado na limpeza de 484 praias em mais de 50 países e seis continentes durante o Dia Mundial da Limpeza, realizado em 21 de setembro.

Mais de 72 mil voluntários coletaram 476.423 resíduos plásticos, pelos quais mais da metade não era possível identificar as marcas produtoras. Entretanto, cerca de 40% poderia ser separado e classificado – foi o que a organização fez. O grupo descobriu que só a Coca-Cola era responsável por mais de 11 mil unidades encontradas. A quantidade é tão absurda que precisaria unir as quatro marcas seguintes no ranking das mais poluidoras para ultrapassar tal número.

Apesar dos recentes compromissos, a Coca-Cola sempre foi bastante reticente em assumir sua responsabilidade na produção de lixo plástico mundial. Inclusive, somente neste ano, a multinacional declarou, pela primeira vez, que gera 3 milhões de toneladas de plástico por ano.

“Os compromissos recentes de empresas como Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo para lidar com a crise infelizmente continuam a depender de soluções falsas, como substituir o plástico por papel ou bioplástico e confiar mais em um sistema global de reciclagem ineficiente. Essas estratégias protegem amplamente o modelo de negócios descartável que causou a crise da poluição plástica e não farão nada para impedir que essas marcas sejam nomeadas as principais poluidoras novamente no futuro”, afirma Abigail Aguilar, coordenadora da campanha de plástico do Greenpeace no Sudeste Asiático.

Outros poluidores

O grupo ainda identificou mais sete corporações, completando assim um “top 10” das principais poluidoras de lixo plástico: Mondelēz International, Unilever, Mars, P&G, Colgate-Palmolive, Phillip Morris e Perfetti Van Melle.

“Este relatório fornece mais evidências de que as empresas precisam urgentemente fazer mais para lidar com a crise de poluição plástica que elas criaram. Sua dependência contínua de embalagens plásticas de uso único se traduz em bombear mais plástico descartável para o meio ambiente. A reciclagem não vai resolver esse problema. As quase 1.800 organizações membros da Break Free From Plastic estão pedindo às empresas que reduzam urgentemente sua produção de plástico descartável”, disse Von Hernandez, coordenador global do movimento Break Free From Plastic.

Já a rede internacional GAIA ressaltou que os países asiáticos estão recusando o envio de lixo dos países ditos desenvolvidos. “Os produtos e embalagens que marcas como Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo estão produzindo estão transformando nosso sistema de reciclagem em lixo. A China proibiu efetivamente a importação de ‘reciclagem’ dos EUA e de outros países exportadores, outros países estão seguindo o exemplo. O plástico está sendo queimado em incineradores em todo o mundo, expondo as comunidades à poluição tóxica. Devemos continuar expondo esses verdadeiros culpados de nossa crise de plástico e reciclagem”, afirma Denise Patel, coordenadora dos EUA da Aliança Global para Alternativas à Incineração (GAIA).

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Concentrações de antibióticos em rios excedem níveis em até 300 vezes

Descobertas recentes indicam que 20% das gaivotas-prata na Austrália carregam bactérias patogênicas resistentes a antibióticos, o que está aumentando o receio de que bactérias causadoras de doenças possam se espalhar das aves para os seres humanos e animais domésticos. As gaivotas coletam bactérias, como a E. coli, de águas residuais, esgotos e lixões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência a antibióticos é hoje uma das maiores ameaças à saúde, à segurança alimentar e ao desenvolvimento global. Numerosas infecções, como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose, estão se tornando mais difíceis de tratar, à medida que os antibióticos usados ​​tornam-se menos eficazes. A resistência a antibióticos leva a internações hospitalares mais longas, custos médicos mais altos e aumento da taxa de mortalidade.

A resistência aos antibióticos ocorre quando as bactérias mudam em resposta ao uso de tais medicamentos. Essas bactérias podem infectar humanos e animais, e as infecções que causam são mais difíceis de tratar do que aquelas causadas por bactérias não resistentes.

Embora a resistência a antibióticos ocorra naturalmente, o uso indevido de antibióticos em humanos e animais está acelerando o processo, segundo a OMS.

Antibióticos também parecem estar se espalhando no meio ambiente. Um estudo global recente descobriu que as concentrações de antibióticos em alguns rios do mundo excedem os níveis “seguros” em até 300 vezes.

“Os pesquisadores procuraram 14 antibióticos comumente usados ​​em rios de 72 países, em seis continentes, e encontraram antibióticos em 65% dos locais monitorados”, diz um relatório recente da Universidade de York.

“O metronidazol, usado para tratar infecções bacterianas, incluindo infecções de pele e da boca, excedeu os níveis seguros pela maior margem, com concentrações 300 vezes maiores que o nível ‘seguro’ em uma área em Bangladesh.”

“No rio Tâmisa e um de seus afluentes em Londres, os pesquisadores detectaram uma concentração total máxima de antibióticos de 233 nanogramas por litro (ng/l), enquanto em Bangladesh a concentração foi 170 vezes maior”, diz o estudo global.

Os antibióticos são apenas um dentre uma variedade de produtos farmacêuticos, produtos de higiene pessoal e outros contaminantes ambientais, cada vez mais presentes nas águas residuais e nos lixões, que podem ter efeitos adversos à saúde. Essas substâncias são conhecidas como “poluentes emergentes”.

Poluentes emergentes

“As águas residuais municipais, industriais e, mais recentemente, domésticas são as principais fontes de poluentes emergentes no ambiente aquático”, afirma Birguy Lamizana, especialista em águas residuais do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Produtos químicos e compostos que apenas recentemente foram identificados como ameaças potenciais ao meio ambiente e ainda não são amplamente regulamentados pela legislação nacional ou internacional são conhecidos como “poluentes emergentes”. Eles são classificados como “emergentes”, não porque os próprios contaminantes sejam novos, mas por causa do crescente nível de preocupação gerada.

“A lista de compostos que são qualificados como poluentes emergentes é longa e cresce cada vez mais”, diz um estudo do PNUMA sobre produtos farmacêuticos e produtos de higiene pessoal no ambiente marinho: uma questão emergente.

“A categoria inclui uma variedade de compostos: antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos psiquiátricos, esteroides e hormônios, contraceptivos, fragrâncias, filtro solar, repelentes de insetos, microesferas, microplásticos, anti-sépticos, pesticidas, herbicidas, surfactantes e metabólitos de surfactantes, retardantes de chama, aditivos e produtos químicos industriais, plastificantes e aditivos para combustíveis, entre outros.”

A deposição atmosférica é uma fonte significativa de poluentes emergentes em águas abertas. No entanto, a maioria desses poluentes não está incluída em acordos internacionais com programas de monitoramento de rotina; portanto, seu impacto no meio ambiente não é bem conhecido.

Desreguladores endócrinos

Um grupo de contaminantes emergentes são os desreguladores endócrinos. Os desreguladores endócrinos são substâncias químicas que inibem ou aumentam artificialmente a função dos mensageiros químicos naturais do corpo.

Peixes e anfíbios próximos a fontes de água poluída mostraram anormalidades reprodutivas e deformidades físicas, e acredita-se que isso seja resultado de contaminantes causadores de desregulação endócrina.

“Mais pesquisas são necessárias para determinar os possíveis efeitos à saúde de desreguladores endócrinos de baixo nível no esgoto e no abastecimento da água doméstica”, diz Lamizana. “No entanto, é razoável supor que em áreas secas ou durante a estação seca os corpos d’água são mais propensos a conterem proporções mais altas desses contaminantes”.

O estudo do PNUMA diz que o princípio da precaução deve orientar as respostas aos poluentes emergentes. “Ao promover pesquisas, programas de monitoramento, reduções de resíduos e química verde, deve se tornar possível prevenir e mitigar os impactos negativos dos produtos farmacêuticos sem comprometer sua disponibilidade, eficácia ou acessibilidade econômica, particularmente em países onde o acesso a importantes serviços de saúde ainda é limitado”.

“Os ecossistemas naturais de água doce são desvalorizados e sobre-explorados. Precisamos mudar as nossas estruturas de incentivo do estímulo à poluição, à degradação do ecossistema e à exploração excessiva dos recursos naturais para comportamentos pró-conservação. As ferramentas adequadas para isso já estão à nossa disposição, mas precisamos garantir que os tomadores de decisões as levem em devida consideração e ajam”, afirma Jacqueline Alvarez.

Uma resolução adotada pela Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente em março de 2019 incitou os governos e todas as outras partes interessadas, incluindo agências, fundos e programas da ONU, “a apoiar plataformas relevantes de interface de políticas científicas, incluindo contribuições da comunidade acadêmica; melhorar a cooperação nas áreas de meio ambiente e saúde; e chegar a maneiras de fortalecer a interface ciência-política, incluindo sua relevância para a implementação de acordos ambientais multilaterais em nível nacional”.

As informações são da ONU Meio Ambiente.

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*Fonte: ciclovivo

Crise de desemprego por automação já está acontecendo, só é invisível

O que acontece com os trabalhadores quando uma empresa decide adotar a automação? A suposição mais comum parece ser de que os funcionários simplesmente desaparecem, substituídos um por um com uma interface de inteligência artificial ou por braços mecânicos.

E embora exista muita conversa fiada a respeito da ideia de que os “robôs estão vindo para tomar os nossos empregos” — uma ideia representada de forma equivocada — ainda há pouca pesquisa sobre o que realmente acontece com os trabalhadores.

Estudos têm tentado monitorar o impacto da automação sobre os salários agregados ou correlacionar os níveis de desemprego com os níveis de robotização. Porém, poucas investigações aprofundadas foram feitas sobre o que acontece com cada trabalhador depois que suas empresas implementam iniciativas de automação.

No início deste ano, porém, um artigo escrito pelos economistas James Bessen, Maarten Goos, Anna Salomons e Wiljan Van den Berge se propôs a fazer exatamente isso.

Diminuição da renda dos trabalhadores

Munidos de um conjunto de dados robusto — com acesso a dados administrativos e de funcionários, bem como informações sobre despesas com automação de 36.490 empresas holandesas e cerca de 5 milhões de trabalhadores — os economistas examinaram como a automação impactou os trabalhadores na Holanda entre 2000 e 2016.

Eles mediram os salários diários e anuais, as taxas de desemprego, o uso do seguro-desemprego e as receitas da previdência social.

O resultado do estudo é um retrato da automação do trabalho que, embora seja sinistro, é menos dramático do que geralmente é pintado por aí — mas isso não quer dizer que o tema não é urgente.

Por um lado, não haverá um “apocalipse robô”, mesmo após um processo pesado de automação corporativa. Ao contrário de demissões em massa, a automação não parece fazer com que os funcionários sejam mandados embora imediatamente.

Em vez disso, a automação aumenta a probabilidade de que os trabalhadores sejam afastados de seus empregos — sejam demitidos, realocados para tarefas menos gratificantes ou se demitam. Isso faz com que haja uma redução de renda a longo prazo para os trabalhadores.

O relatório conclui que “a automação a nível de empresas aumenta a probabilidade de os trabalhadores se desligarem dos seus empregadores e diminua os dias trabalhados, levando a uma perda acumulada de rendimentos salariais de 11% da renda de um ano”. Uma perda bastante significativa.

O estudo concluiu que mesmo na Holanda, que têm uma rede de segurança social generosa se comparada com os Estados Unidos, os trabalhadores só conseguiam compensar uma fração dessas perdas com benefícios concedidas pelo Estado.

Os trabalhadores mais velhos, por sua vez, tinham probabilidades maiores de se aposentar antes da hora — privados de anos de rendimento.

Efeitos generalizados, porém invisíveis

Os efeitos da automação foram sentidos de forma similar em todos os tipos de empresas — pequenas, grandes, industriais, orientadas para serviços e assim por diante. O estudo abrangeu todas as empresas do setor não-financeiro, e descobriu que o desligamento de trabalhadores e a perda de renda eram “bastante difundidas entre diversos tipos de trabalhadores, setores e empresas de diferentes tamanhos”.

A automação, em outras palavras, força um fenômeno mais difuso, de ação mais lenta e muito menos visível do que o papo de que os robôs vão roubar os nossos empregos de uma hora para outra.

“As pessoas focam os danos da automação no desemprego em massa”, diz o autor do estudo, James Bessen, economista da Universidade de Boston, numa entrevista ao Gizmodo. “E isso provavelmente está errado. O problema real é que há pessoas que estão sendo prejudicadas pela automação neste momento”.

Segundo Bessen, comparado com as empresas que não são automatizadas, a taxa de trabalhadores que deixaram seus empregos é mais alta, embora para quem vê de fora pareça que há uma rotatividade maior.

“Porém, é mais do que um desgaste”, diz ele. “Um percentual muito maior, 8% mais — está saindo”. E alguns nunca mais voltam ao trabalho. “Há uma certa porcentagem que sai da força de trabalho. Que cinco anos depois ainda não conseguiram um emprego”.

Mãos atadas e revés para o Estado

O resultado, diz Bessen, é uma pressão adicional sobre a rede de segurança social do Estado que não está preparada. À medida que mais e mais empresas se juntam à rede de automação — uma pesquisa da McKinsey de 2018 com 1.300 empresas em todo o mundo descobriu que três quartos delas tinham começado a automatizar processos ou planejado a automatização para o próximo ano — o número de trabalhadores forçados a sair das empresas provavelmente aumenta ou, pelo menos, se mantém estável. O que é improvável que aconteça, de acordo com esta pesquisa, é um êxodo em massa de empregos impulsionado pela automação.

É uma faca de dois gumes: embora seja melhor que milhares de trabalhadores não sejam demitidos de uma só vez quando um processo é automatizado em uma corporação, isso também significa que os danos da automação sejam distribuídos em doses menores e mais personalizadas e, portanto, menos propensos a provocar qualquer tipo de resposta pública urgente.

Se todo um armazém da Amazon fosse automatizado de repente, políticos poderiam ser incentivados a tentar resolver o problema; se a automação vem nos prejudicando lentamente há anos, é mais difícil obter algum tipo de apoio nesse sentido.

“Existe um sério desafio social”, diz Bessen. “Mesmo num lugar como a Holanda, que supostamente tem uma grande rede de segurança social, as coisas não estão funcionando”.

Bessen diz que precisamos reajustar essas redes de segurança social, pensar em como melhorar os programas de treinamento e retreinamento profissional para que se ajustem às necessidades locais e, em geral, modernizar nossos sistemas de apoio a trabalhadores vulneráveis à automação.

“Temos esse sistema maluco em que a saúde é fundamental para o seu trabalho”, diz ele. E exemplifica dizendo que a automação “aumenta o atrito social e a dor que está ligada ao trabalho”. “É preciso ter algum apoio para as pessoas que são demitidas”, completa.

Divisão injusta do bolo

A automação está aumentando a produtividade e a eficiência, mas está redirecionando a maior parte dos ganhos dos trabalhadores para os executivos. “Estamos produzindo mais bens com menos mão de obra, por unidade de capital”, acrescenta. “Estamos fazendo um bolo maior. A questão é quem está recebendo as fatias do bolo”.

(Bessen diz que acha que os resultados do estudo deve ter pouca proximidade com a realidade dos EUA, embora as taxas de perda de rendimento e de desemprego possam ser um pouco mais elevadas).

Assim, a automação continua a se desenvolver, de forma fragmentada, em empresas de todos os tamanhos e faixas. Após cada micro-automação dentro de uma empresa, os funcionários são forçados a sair. Alguns trabalhadores são demitidos, outros se demitem.

Agora imagine que isso aconteça dezenas de milhares — até mesmo milhões — de vezes ao longo de uma década, em intervalos e tempos variáveis de estabilidade econômica. Isso, de acordo com Bessen e a pesquisa, se traduz em impacto social da automação sobre a força de trabalho.

Não é um cenário apocalíptico, como o que Andrew Yang costuma pregar, mas um mal-estar crescente, ainda maciço, que fará com que mais e mais pessoas figurem nas estatísticas de desemprego.

O que Yang acerta, segundo Bessen, é potencial impacto político das empresas que automatizam postos de trabalho. Yang gosta de falar sobre como a automação levou Donald Trump à presidência por causa do esvaziamento de empregos, o que deixou os trabalhadores cada vez mais inseguros e irritados.

“Você pode falar sobre como isso é disruptivo”, diz Bessen, “falar sobre a grande parte dos trabalhadores que foram afetados nos últimos 10 a 20 anos e como eles têm potencial para se tornar uma força política disruptiva. Talvez seja essa a crise”.

*Por Brian Merchant

foto: David J. Phillip

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*Fonte: gizmodo

Desmatamento é um dos principais causadores de surtos de doenças, diz estudo

As mudanças de uso da terra, geradas principalmente pelo desmatamento, monocultura, pecuária em grande escala e mineração, estão entre as principais causas de surtos de doenças infecciosas em humanos e pelo surgimento de novas doenças no continente americano. Essa é uma das conclusões apontadas no Relatório de Biodiversidade da ONU, que analisou mais de 15 mil pesquisas científicas e informações governamentais durante três anos.

“Os bens e serviços fornecidos pela natureza são os fundamentos definitivos da vida e da saúde das pessoas. A qualidade do ambiente em que vivemos desempenha papel essencial na nossa saúde. Em ambiente natural, com florestas intactas, mamíferos, répteis, aves e insetos se autorregulam. O desmatamento, somado à expansão desordenada das áreas urbanas, faz com que os animais migrem para as cidades. No caso dos mosquitos, que são vetores de muitas doenças, a crise climática e o aumento da temperatura também trouxeram condições favoráveis à reprodução desses indivíduos. Nas cidades, eles passam a se alimentar também do sangue das pessoas, favorecendo a transmissão de enfermidades”, explica a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Nessa linha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) reconheceram que a biodiversidade e a saúde humana estão fortemente interligadas e, durante a COP-13, em 2016, recomendaram uma série de ações. Segundo a OMS, ao menos 50% da população mundial corre o risco de contaminação por doenças transmitidas por mosquitos, chamadas de arboviroses. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que o número de arboviroses tenha dobrado nas últimas três décadas. Algumas delas, como malária, dengue, febre amarela e zika, já causaram surtos em áreas urbanas.

Doutora em Ciências Florestais, Leide destaca ainda que a conservação do patrimônio natural é importante para o controle de outras doenças, especialmente as mentais. O contato com a natureza é capaz de diminuir a ansiedade e o estresse, contribuindo com o bem-estar da população. “A natureza nos fornece água, ar puro, alimentos e outros recursos essenciais para o nosso dia a dia. Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio para que as pessoas aproveitem esses recursos de forma responsável, sem prejudicar a fauna e a flora e sem colocar as próximas gerações em risco”, afirma Leide, que também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

*Por Mayra Rosa

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*Fonte: ciclovivo

Cientistas acreditam que sorrir pode ser o melhor remédio para a dor

Sorrir com os amigos libera endorfinas, substâncias químicas “do bem-estar” do cérebro!

Até agora, os cientistas não provaram que, como exercícios e outras atividades, rir causa a liberação das chamadas endorfinas.

“Pouca pesquisa foi feita sobre por que rimos e qual papel ela desempenha na sociedade “, afirmou o pesquisador Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, em comunicado.

“Achamos que são os efeitos de ligação da corrida de endorfinas que explicam por que o riso desempenha um papel tão importante em nossas vidas sociais”.

Dunbar e seus colegas pensaram que nossas gargalhadas poderiam ativar as endorfinas do cérebro, uma ideia há muito debatida, mas não comprovada.

Esses produtos químicos para alívio da dor são criados em resposta ao exercício, excitação, dor, comida apimentada, amor e orgasmo sexual, entre outras coisas.

Além de nos dar um “zumbido”, essas endorfinas aumentam nossa capacidade de ignorar a dor. Assim, os pesquisadores usaram o alívio da dor das endorfinas para determinar se o riso causa uma liberação de endorfina.

Eles primeiro testaram os participantes quanto ao limiar de dor, depois os expuseram a um controle ou a um teste de indução de risada e depois testaram os níveis de dor novamente.

Os testes incluíram vídeos humorísticos (clipes dos programas de TV “Mr. Bean” e “Friends”) e um programa de comédia ao vivo durante o Festival de Franja de Edimburgo.

Como o riso é uma atividade social (é 30 vezes mais provável que ocorra em um contexto social do que quando sozinho), os participantes foram testados tanto em grupos quanto sozinhos.

Os testes de dor em laboratório incluíram envolver o braço de um participante em uma manga de resfriamento de vinho congelada ou em um manguito de pressão arterial.

Os testes de dor foram administrados até que o paciente dissesse que não aguentava mais. Nos shows ao vivo, os pesquisadores testaram a dor fazendo com que os participantes se agachassem contra uma parede até desabarem.

Por que sorrir libera endorfinas

Em todos os testes, a capacidade dos participantes de tolerar a dor aumentou após o riso. Em média, assistir cerca de 15 minutos de comédia em um grupo aumentou o limiar de dor em 10%. Os participantes testados sozinhos apresentaram aumentos ligeiramente menores no limiar de dor.

“Quando o riso é provocado, os limiares da dor aumentam significativamente , enquanto quando os sujeitos assistem a algo que não provoca risos naturalmente, os limiares da dor não mudam (e geralmente são mais baixos)”, escrevem os autores no artigo. “Esses resultados podem ser melhor explicados pela ação das endorfinas liberadas pelo riso”.

Os pesquisadores acreditam que a longa série de exalações que acompanham o sorrir verdadeiro causa exaustão física dos músculos abdominais e, por sua vez, desencadeia a liberação de endorfina. (A liberação de endorfina geralmente é causada por atividade física, como exercícios ou tato, como massagem.)

*Por Jennifer Welsh
O estudo foi publicado hoje (13 de setembro) na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

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*Fonte: seuamigoguru

Metadados: suas fotos online revelam mais informações do que você imagina

A frase “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca fez tanto sentido quanto na internet. Isso porque os arquivos de fotos online armazenam metadados que revelam muitas informações, como data e horário em que a foto foi tirada, além da marca do equipamento utilizado na captura. Quando o dispositivo possui GPS, os metadados ainda informam a localização exata de onde a fotografia foi registrada.

É verdade que essa série de dados ajuda profissionais e usuários a organizar melhor seus álbuns. No entanto, essas mesmas informações podem ser usadas para expor a sua privacidade. Quem tiver acesso a elas pode saber qual é a sua rotina, os locais que você mais frequenta, o endereço da sua casa e por aí vai.

E a pessoa não precisa ter acesso direto ao dispositivo para ter conhecimento dos metadados. Se você publicar uma foto em algum blog sem ocultar essas informações, é possível que qualquer usuário acesse os metadados dela. Nesse sentido, antes de publicar ou enviar fotos para alguma pessoa na internet, procure limpar esses dados. Veja como fazer isso abaixo:

Acessando os metadados

Primeiramente, é importante saber o caminho para encontrar os metadados das fotos armazenadas em seu dispositivo. Em um computador Windows, por exemplo, basta clicar com o botão direito no mouse sobre o arquivo de imagem. Lá, vá até a opção “Propriedades” e, na sequência, “Detalhes”. Nessa seção é possível visualizar informações do equipamento, data, horário e até a localização de onde a fotografia foi capturada.

Nos dispositivos móveis, o processo pode variar um pouco conforme o modelo e o sistema operacional. Mas, basicamente, basta abrir o aplicativo de galeria de imagens do aparelho e localizar a opção “Detalhes” para ter acesso aos metadados de cada foto.

Por fim, existem serviços online que fazem esse trabalho. Em sites como Metapicz e AddictiveTips basta fazer o upload de uma imagem ou inserir a URL da foto para visualizar todas essas informações.

Ocultando os metadados

O processo para limpar os metadados das fotos é muito simples. Sem instalar nada em computadores Windows, você precisa ir a “Propriedades” > “Detalhes” do arquivo de imagem e clicar no botão “Remover propriedades e informações pessoais”.

Para fazer o mesmo nas fotos de smartphones e tablets, você pode recorrer a alguns aplicativos, como Exif Eraser (Android) e Metapho (iPhone).

Relação dos metadados e redes sociais

A empresa de segurança digital Kaspersky Lab realizou testes para saber quais redes sociais expõem os metadados das fotos dos usuários. Nesse experimento, chegou à conclusão que Flickr, Google+ e Tumblr não deletam as informações das imagens publicadas em suas plataformas.

Já Instagram, Facebook e Twitter apagam esses dados logo que o usuário publica uma foto. Aqui, é importante ressaltar que essas redes sociais limpam os metadados, mas conservam uma cópia dessas informações para uso próprio.

Portanto, o ideal é que você limpe todos os dados de uma imagem antes de publicá-la em qualquer plataforma. O mesmo vale para quando você for enviar uma imagem para alguma pessoa via e-mail ou WhatsApp, por exemplo.

 

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*Fonte: segurancauol

Enlouqueça! A vida é muito curta pra se viver em uma caixa

Não fale muito alto. Leve guarda-chuva. Pense duas vezes. Não esqueça a blusa de frio. Exercite-se. Sorria para a foto. Coma uma maçã por dia. Beba água. Use filtro solar. Invista em previdência privada. Estude. Economize 30% do salário. Leia a Bíblia.

Seja prudente. Desde que se nasce, a cautela é um mantra: traz sanidade, decência e portas abertas para uma vida tanto reta quanto correta. Prudente é ser comedido diante de decisões, obedecer aos pais, usar roupas adequadas e entender que ser astronauta ou artista plástico é um sonho estupidamente infantil. Adulto mesmo é sagrar-se médico, engenheiro, advogado ou concursado.

Dizem que uma vida sem prudência é loucura. De fato, somente um louco é capaz de corajosamente sondar sua alma para descobrir que cautela excessiva é espelho de medos alheios.

Um louco decide raspar a cabeça e raspa. Escolhe trocar de emprego e troca. Entende mudar de país e muda. Gasta mais tempo voltando a lanterna na direção de sua alma do que na dos outros, pois compreende que suas limitações são suas, suas conquistas são suas e sua vida é absolutamente sua.

Um louco de verdade não acredita no ridículo, porque intuitivamente sabe que a vastidão do mundo abarca tantas possibilidades quanto é possível elas existirem. Quando se percebe tolo, ri de si com carinho e começa de novo, sem medo de errar ou vergonha do mundo… É que este louco — quanta loucura! — entende que a dor engrandece, a humilhação ensina, a perda fortalece e o erro é a melhor de todas as escolas.

Há alguns séculos, a própria Loucura, pelas palavras de Erasmo, enalteceu a si mesma com sabedoria: “Há duas coisas, sobretudo, que impedem o homem de chegar a conhecer bem as coisas: a vergonha, que ofusca sua alma, e o temor, que lhe mostra o perigo e o desvia de empreender grandes ações. Ora, a Loucura nos livra maravilhosamente dessas duas coisas”.

No palco da vida, quase todos os homens passam de uma coxia a outra como um jovem soldado que vai para a guerra: sem compreender seu sentido real, caminhando rumo ao fim com passos firmes, recheados de vazio e dor. Afogados em prudência espartana, reúnem todo seu espanto a restringir a própria vida e vigiar a alheia. Uma viagem exótica, uma mudança de profissão ou qualquer detalhe que demonstre um pouco de coragem são suficientes para que debochem, fuxiquem ou reprovem.

Pobres prudentes, que se resumem a preto e branco, censurando o arco-íris de seus irmãos! Pobres prudentes, que fecham os olhos ao grande mar de vida em seus próprios corações! Fossem mais insanos, dedicariam seu tempo ao precioso autoconhecimento e não a debruçar-se sobre o que lhes desinteressa.

Somente um louco é capaz de mergulhar em si e questionar seu espírito com teimosia e curiosidade até compreender a fome que o move. Torna-se então consciente de suas prisões e liberdades, e aí mora o grande segredo de seu riso: ciente do que o prende, consegue transgredir. Apenas quem conhece as próprias prisões é capaz de libertar-se.

Ser louco é sobretudo não tornar os velhos hábitos um estilo, ser destemido para lançar-se nas ondas da vida, não se matar com opiniões de pessoas amargas, rasgar-se e remendar-se a cada dia e, acima de todas as coisas, ter coragem de ser fiel a si.

Troque de roupa, de ideia, de rumo ou de amor. Livre-se de velhas dores, providencie novo começo, peça demissão, enfrente medos antigos, dispense a coerência e respire novos ares. Ninguém nunca disse que o caminho há de ser reto. Basta que ele seja.

*Por Lara Brenner

 

 

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*Fonte: revistabula

Humanos jamais vão migrar para outros planetas – diz Nobel de Física

Michel Mayor acaba de ser reconhecido com um Nobel graças aos trabalhos realizados em 1995 que culminaram na descoberta do primeiro planeta em outro sistema solar (um exoplaneta). Utilizando instrumentos feitos sob medida em seu observatório no sul da França, ele e seu aluno de doutorado Didier Queloz deram início a um campo de estudos que já revelou mais de 4 mil exoplanetas — que provavelmente ficarão para sempre fora de nosso alcance migratório.

Foi o que Mayor declarou esta semana, logo após aceitar as láureas. Ele disse que os humanos precisam abandonar a perspectiva de se mudar para outro planeta no caso de a vida se tornar impossível na Terra. “É completamente louco”, afirmou a AFP o astrônomo suíço de 77 anos, então professor da Universidade de Genebra. De lá para cá, os milhares de exoplanetas descobertos marcaram uma revolução na astronomia moderna.

Junto de seu colega Queloz, Mayor trouxe para o universo da astrofísica um estudo antes restrito às discussões dos filósofos: a possível existência de outros mundos no universo. Mas o cientista faz questão de deixar claro que pesquisa teórica é uma coisa, já o sonho de colonização, é outra. “Se estamos falando sobre exoplanetas, sejamos claros: não vamos migrar para lá.”

Na entrevista, o laureado frisou a importância de repensar o discurso de que podemos conviver com a alternativa de juntar as tralhas e partir de vez para outro sistema planetário, no caso de as coisas derem errado aqui na Terra. “Estamos falando de uma viagem centenas de milhões de dias usando os meios disponíveis hoje. Devemos cuidar de nosso planeta, que é bonito e continua absolutamente vivível”, disse. Vai ao contrário de certas visões bem atuais.

Tem ganhado popularidade o argumento de que devemos nos tornar uma civilização multiplanetária se quisermos sobreviver no longo prazo. Antes de morrer, em 2017, Stephen Hawking ressaltou a urgência de colonizarmos a Lua ou Marte em um período de 100 anos para evitar potenciais ameaças fatais para a civilização, como as mudanças climáticas, os asteroides, possíveis epidemias e o excesso de população. Elon Musk também reforça isso.

Sua empresa SpaceX atua com o objetivo maior de viabilizar a colonização humana em Marte, com o intuito maior de tornar a vida multiplanetária e evitar a extinção. Mas o fato é que não dispomos hoje da tecnologia necessária para desenvolver uma grande civilização em outros mundos quiçá no Sistema Solar, que dirá em estrelas distantes. E os métodos de propulsão disponíveis atualmente são muito lerdos para percorrer distâncias interestelares.

Há propostas teóricas para contornar o problema, como as naves geracionais: grandes “cruzeiros” em que só os descendentes distantes dos ancestrais que partiram alcançam o destino final. Mas são projetos ainda muito abstratos e mais restritos ao domínio da ficção científica. Vale salientar que Mayor não se refere aos planetas do Sistema Solar.

Em tese, o que ele rechaçou foram as ambições de habitar um eventual planeta habitável localizado nas redondezas da nossa galáxia, a algumas dezenas de anos-luz da Terra. Não especificamente sobre os planos de instituir colônias ou terraformar planetas menos amigáveis na vizinhança. Mais do que diminuir a importância de ir além da Terra, a intenção de Mayor era enaltecer a urgência de cuidar melhor do nosso planeta — o único no Universo que podemos chamar de casa.

*Por A. J. Oliveira

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*Fonte: superinteressante