6 sinais de que a espiritualidade está tentando entrar em contato com você!

6 sinais de que a espiritualidade está tentando entrar em contato com você!

Muitas vezes, estamos vivendo de forma displicente e nem nos atentamos para as mensagens que a espiritualidade quer nos passar. É nesse momento, de desconexão que nos sentimos perdidos, confusos e começamos a trocar os pés pelas mãos. Quando tudo parece dar errado, a verdade por trás disso é que não estamos dando ouvidos aos sinais.

Por isso, separei aqui 6 possíveis sinais da espiritualidade para que você fique atento e comece a estabelecer uma conexão mais profunda:

1 – Você tem sonhos e, ou visões nítidas durante a meditação.
As pessoas que possuem o hábito de meditar todos os dias, desenvolvem capacidades psiquicas que as outras pessoas não possuem, uma delas é lembrar dos sonhos com mais frequencia que o habitual e outra é começar a enxergar coisas, cores, lugares, ou pessoas, mesmo com os olhos fechados. Essas situações são sinais claros de que a espiritualidade está tentando estabelecer um contato, abrindo o seu “terceiro olho” e pedindo para você confiar na sua intuição.

2 – Seus sentidos são reforçados.
A maioria das pessoas comuns estão ligadas no piloto automático e não costumam dar atenção para os seus pensamentos, sentimentos e emoções. Essa falta de atenção faz com elas acumulem tudo e somatizem as emoç~~oes de uma forma que a percepção da realidade passa a ficar distocida.

No caso das pessoas que estão sendo chamadas ao trabalho de amor e caridade e estão sendo convocadas a vibrar positivamente, os sinais começam a ser percebidos através de sensações físicas e passam pelo crivo da percepção emocional. Essas pessoas começam a viver o presente e passam a perceber a realidade com mais amor. Mesmo diante das situações mais desafiadoras.

3 – Eletrodomésticos começam a quebrar.
Acontece muito de pessoas que estão vibrando em uma frequencia mais baixa, influenciadas por energias negativas, começarem a perceber em seus lares que seus eletrodomésticos, de uma hora para outra, começam a apresentar defeitos. Alguns ligam sozinhos, outros queimam e muitos, passam a entrar em curto. Esses são sinais claros de que a pessoa deve realizar uma limpeza energética, tanto em seu lar, quanto em seu campo espiritual. Essa intereção, nem sempre vem de fontes positivas, mas sim, de fontes malígnas.

4 – Você alcança um inexplicável conhecimento.
Muitas pessoas que buscam iluminar as suas sombras e desenvolver um contado mais seguro com a espiritualidade, contam que, em determinados momentos da vida, alcançaram um conhecimento inexplicável. Em um momento estavam envolvidas em muitos problemas e, bastou um momento de conexão amorosa com a espiritualidade, para encontrarem soluções simples para todos eles, como em um passe de mágica.

5 – Arrepios e calafrios frequentemente.
Pessoas sensitivas, dizem sentir arrepios, calafrios, nojo, ânsia de vômito e até dores de cabeça quando entram em ambientes muito lotados, ou até em lugares vazios.

Esses são alguns sinais de que existe ali, energias densas ou até mesmo, uma vontade de comunicação espiritual, indicando alguma necessidade não atendida.

É preciso estar vigilante para não se tornar uma”esponja” da espiritualidade desasistida, é preciso aprender a não tomar para si, todas as enegias que se aproximam.

Para que isso não se torne uma armadilha em sua vida e a impeça de transitar por todos os lugares, a pessoa necessita vibrar no amor e se conectar com as energias positivas, pensando o bem, fazendo o bem e alimentando sentimentos bons.

6 – Você é guiado por sincronicidade.
Uma pessoa que possui forte conexão com a espiritualidade está sempre sendo guiada pelas sincronicidades da vida. Ela pensa em uma coisa, logo, essa coisa acontece. Ela precisa de algo, logo, esse algo aparece. Alguém precisa dela, logo, ela sente que deve enviar uma mensagem ou fazer uma videochamada.

Caso você tenha se identificado com alguma dessas opções, isso indica que VOCÊ possui uma ligação com a espiritualidade amorosa e, isso é fruto do seu mérito por alimentar bons pensamentos, sentimentos e de sua boa ação diante das provações da vida.

*Por Iara Fonseca
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*Fonte: seuamigoguru

Nova teoria propõe que esquecer é na verdade uma forma de aprendizado

Criamos inúmeras memórias enquanto vivemos nossas vidas, mas muitas delas esquecemos. Por quê? Contrariando a suposição geral de que as memórias simplesmente decaem com o tempo, ‘esquecer’ pode não ser uma coisa ruim – isso de acordo com cientistas que acreditam que pode representar uma forma de aprendizado.

Os cientistas por trás da nova teoria – delineada hoje na importante revista internacional Nature Reviews Neuroscience – sugerem que as mudanças em nossa capacidade de acessar memórias específicas são baseadas em feedback ambiental e previsibilidade. Em vez de ser um bug, o esquecimento pode ser uma característica funcional do cérebro, permitindo que ele interaja dinamicamente com o ambiente.

Em um mundo em mudança como o que nós e muitos outros organismos vivemos, esquecer algumas memórias pode ser benéfico, pois isso pode levar a um comportamento mais flexível e a uma melhor tomada de decisão. Se as memórias foram adquiridas em circunstâncias que não são totalmente relevantes para o ambiente atual, esquecê-las pode ser uma mudança positiva que melhora nosso bem-estar.

Então, com efeito, os cientistas acreditam que aprendemos a esquecer algumas memórias enquanto retemos outras que são importantes. Esquecer, é claro, tem o custo de informações perdidas, mas um corpo crescente de pesquisas indica que, pelo menos em alguns casos, o esquecimento se deve ao acesso alterado à memória, e não à perda de memória.

A nova teoria foi proposta pelo Dr. Tomás Ryan, Professor Associado da Escola de Bioquímica e Imunologia e do Trinity College Institute of Neuroscience no Trinity College Dublin, e pelo Dr. Hospital para Crianças Doentes em Toronto.

Tanto o Dr. Ryan quanto o Dr. Frankland são bolsistas da organização canadense de pesquisa global CIFAR, que possibilitou essa colaboração por meio de seu programa Child & Brain Development, que está realizando um trabalho interdisciplinar nesta área.

Dr Ryan, cuja equipe de pesquisa está sediada no Trinity Biomedical Sciences Institute (TBSI), disse:

“As memórias são armazenadas em conjuntos de neurônios chamados ‘células de engrama’ e a recuperação bem-sucedida dessas memórias envolve a reativação desses conjuntos. A extensão lógica disso é que o esquecimento ocorre quando as células do engrama não podem ser reativadas. As próprias memórias ainda estão lá, mas se os conjuntos específicos não puderem ser ativados, eles não poderão ser recuperados. É como se as memórias estivessem armazenadas em um cofre, mas você não consegue lembrar o código para desbloqueá-lo.

“Nossa nova teoria propõe que o esquecimento é devido à remodelação do circuito que muda as células do engrama de um estado acessível para um estado inacessível. Como a taxa de esquecimento é afetada pelas condições ambientais, propomos que o esquecimento seja na verdade uma forma de aprendizado que altera a acessibilidade da memória de acordo com o ambiente e o quão previsível ela é.”

Dr. Frankland acrescentou:

“Existem várias maneiras pelas quais nossos cérebros esquecem, mas todas elas agem para tornar o engrama – a personificação física de uma memória – mais difícil de acessar.”

Falando sobre o caso do esquecimento patológico na doença, o Dr. Ryan e o Dr. Frankland observam:

“Importantemente, acreditamos que esse ‘esquecimento natural’ é reversível em certas circunstâncias, e que em estados de doença – como em pessoas que vivem com a doença de Alzheimer, por exemplo – esses mecanismos naturais de esquecimento são sequestrados, o que resulta em uma acessibilidade muito reduzida das células de engrama e perda de memória patológica”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Como aliviar o CALOR sem SEM AR-CONDICIONADO? Confira 5 DICAS

O verão brasileiro não poupa ninguém, de norte a sul do país, com temperaturas por volta dos 40 °C — isso quando não somos atingidos por ondas de calor.

Quem vive no litoral ainda pode contar com a brisa do mar para aliviar o calor, outras pessoas recorrem aos aparelhos de ar-condicionado. Contudo, a maioria de nós tem que “se virar” para sofrer menos com as altas temperaturas, que fazem a gente suar e atrapalham até as tarefas mais comuns — como dormir. Difícil, não é?

A boa notícia é que existem mudanças simples que você pode fazer na decoração da sua casa para diminuir a temperatura nos cômodos. Confira cinco dicas para isso, a seguir.

1. Decoração minimalista
Tapetes e almofadas valorizam a decoração da sua sala, mas também retém calor, ainda mais se forem feitos de tecidos quentes, como veludo. Então, guarde todos esses itens em um armário e deixe sua casa mais minimalista.

Onde a decoração for indispensável — como as cortinas nas janelas —, troque os modelos de tecidos pesados por outros mais leves, como algodão. Além disso, escolha itens em cores mais claras, que refletem a luz e o calor, ao invés de retê-los.

2. Invista no algodão
Falando no algodão, ele também é a melhor escolha para os lençóis da sua cama, no verão. O cetim e a seda podem parecer mais fresquinhos, pelo toque gelado, mas eles esquentam mais, na prática. Já o algodão permite que seu corpo respire, além de contribuir para a circulação de ar no ambiente, por ser uma fibra natural.

Outra dica interessante para conseguir dormir no calor é colocar seus lençóis na geladeira — envoltos em um saco plástico, é claro. A sensação fresquinha não dura a noite toda, mas deve ser o suficiente para você relaxar e pegar no sono.

3. Abre e fecha
Durante o dia, você pode fechar as cortinas e persianas, para evitar a incidência de sol nos cômodos — ainda mais se você passa o dia todo trabalhando fora. Porém, à noite, abra todas as portas e janelas possíveis para estimular a ventilação cruzada.

Falando em ventilação, uma dica simples para aliviar o calor é colocar uma garrafa de água congelada na frente do ventilador, para que ele sopre um ventinho mais fresco. Outra ideia é: se você tiver um ventilador de teto, coloque-o na função exaustor e coloque o ventilador de mesa virado para fora — assim, o bafo quente sairá pela janela e o quarto ficará confortável.

4. Floresta em casa
Você curte cuidar de plantas? Então saiba que elas podem ser ótimas aliadas na luta contra o calor em casa, pois ajudam a refrescar o ambiente. Espalhe-as pela decoração e observe como sua casa ficará mais confortável.

Outra dica interessante, nesse sentido, é umidificar o ar dos ambientes. Para isso, você pode usar aparelhos umidificadores ou improvisar, espalhando baldes de água ou toalhas molhadas pelo chão. Vale tudo para aliviar o calor.

5. Evite aumentar o calor
Tudo que você mais quer, no verão, é aliviar o calor — e não aumentá-lo. Mas há várias coisas que fazemos para piorar essa situação, sem perceber. As luzes, por exemplo: troque lâmpadas em cores quentes por luzes frias, como fitas de LED.

Além disso, desligue o máximo de eletrônicos que puder, já que eles concentram calor mesmo quando não estão sendo usados. Também evite usar fornos — aproveite para fazer uma salada fria ou faça refeições que possam ser preparadas no micro-ondas.

Por fim, se o seu problema é dormir no calor, vale a pena testar outros locais — que não a sua cama. Experimente colocar um colchão no chão, já que o ar frio costuma ficar embaixo. Outra ótima ideia é dormir na rede, ainda mais se você colocá-la na varanda.

*Por Evandro Voltolini
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*Fonte: megacurioso

O belo discurso de aceitação do Prêmio Nobel de William Faulkner sobre como os artistas nos ajudam a viver

Apesar de sua história sombria , o Prêmio Nobel permanece como um dos maiores selos de mérito de nossas civilizações – tanto que o discurso de aceitação do Prêmio Nobel se tornou uma arte em si. Entre os melhores da história estão a brilhantemente lacônica meditação de Ernest Hemingway sobre o valor de trabalhar sozinho , a reflexão de Seamus Heaney sobre a essência e a política da poesia e a recente entrevista perspicaz de Alice Munro sobre escrita, gênero e as recompensas de narrativa .

Mas um dos melhores vem de William Faulkner (25 de setembro de 1897 – 6 de julho de 1962), que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1949, exatamente vinte anos depois de escrever O Som e a Fúria, e fez seu discurso de aceitação na Prefeitura de Estocolmo em 10 de dezembro de 1950.

“Senhoras e senhores, sinto que este prêmio não foi concedido a mim enquanto homem, mas a meu trabalho ― o trabalho de uma vida na angústia e no sofrimento do espírito humano, não pela glória e menos ainda para obter lucro, mas para criar dos materiais do espírito humano algo que não existia antes. Assim, este prêmio está tão somente sob minha custódia. Não será difícil encontrar, para sua parte financeira, um destino condizente com o propósito e significado de sua origem. Mas eu gostaria de fazer o mesmo com esta aclamação também, utilizando este momento como o pináculo a partir do qual posso ser ouvido pelos jovens homens e mulheres já dedicados à mesma agonia e faina, entre os quais já está aquele que um dia estará aqui onde eu estou.

Nossa tragédia, hoje, é um geral e universal temor físico suportado há tanto tempo que podemos mesmo tocá-lo. Não há mais problemas do espírito. Há somente a questão: quando irão me explodir? Por causa disto, o jovem ou a jovem que hoje escreve tem esquecido os problemas do coração humano em conflito consigo mesmo, os quais por si só fazem a boa literatura, uma vez que apenas sobre isso vale a pena escrever, apenas isso vale a angústia e o sofrimento.

Ele, o jovem, deve aprendê-los novamente. Ele deve ensinar a si mesmo que o mais fundamental dentre todas as coisas é estar apreensivo; e, tendo ensinado isto a si mesmo, esquecê-lo para sempre, não deixando espaço em seu trabalho senão para as velhas verdades e truísmos do coração, as velhas verdades universais sem as quais qualquer história torna-se efêmera e condenada ― amor e honra e piedade e orgulho e compaixão e sacrifício. Antes que assim o faça, ele labora sob uma maldição. Ele escreve não sobre amor mas sobre luxúria, sobre derrotas em que ninguém perde nada de valor, sobre vitórias sem esperança e, o pior de tudo, sem piedade e compaixão. Sua atribulação não aflige ossos universais, não deixa cicatrizes. Ele escreve não a partir do coração, mas das glândulas.

Até que reaprenda estas coisas, ele irá escrever como se compartisse e observasse o fim do homem. Eu me recuso a aceitar o fim do homem. É bastante cômodo dizer que o homem é imortal simplesmente porque ele irá subsistir: que quando o último tilintar do destino tiver soado e se esvaecido da última rocha inútil suspensa estática no último vermelho e moribundo entardecer, que mesmo então haverá ainda mais um som: sua fraca e inexaurível voz, ainda a falar. Eu me recuso a aceitar isto. Creio que o homem não irá meramente perdurar: ele triunfará. Ele é imortal, não porque dentre as criaturas tem ele uma voz inexaurível, mas porque ele tem uma alma, um espírito capaz de compaixão e sacrifício e resistência. O dever do poeta, do escritor, é escrever sobre essas coisas. É seu privilégio ajudar o homem a resistir erguendo seu coração, recordando-o a coragem e honra e esperança e orgulho e compaixão e piedade e sacrifício que têm sido a glória do seu passado. A voz do poeta necessita ser não meramente o registro e testemunho do homem, ela pode ser uma das escoras, o pilar para ajudá-lo a subsistir e prevalecer.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

“A educação não pode se ocupar só do intelecto, mas deve formar pessoas mais solidárias” – Claudio Naranjo

Educação é um termo que vem sempre sendo discutido nos últimos tempos. Ainda mais agora, em que o lema/slogan do novo governo foi definido como “Brasil, pátria educadora”.

É clássico assumir que o segredo para um país desenvolvido é o investimento em educação. Fala-se nisso há anos e mesmo assim os índices mostram que o Brasil ainda é o aluno bagunceiro do fundão da sala que está repetindo de ano.

Mas o que é educação, na verdade? Como fazer educação? Há uma reflexão sendo feito a respeito desse conceito pelo psiquiatra chileno Claudio Naranjo, autor de 19 títulos e um dos indicados ao Nobel da Paz de 2015.

A frase do título é dele. O chileno concedeu uma entrevista à Época onde falou algumas verdades doloridas sobre o conceito de educação que está sendo disseminado.

“A educação funciona como um grande sistema de seleção empresarial. É usada para que o estudante passe em exames, consiga boas notas, títulos e bons empregos. É uma distorção do papel essencial que a educação deveria ter”.

Confunde-se educação com inteligência nas escolas, com melhor desempenho, melhores notas e melhores recomendações para os currículos. A pessoa com o QI mais alto do mundo é também a mais educada? Provavelmente não, e é esse o ponto martelado por Naranjo.

“Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações […] É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas”.

Sabendo disso, como quebrar essa escrita? O psiquiatra indaga qual a necessidade dessa aberração, nas palavras dele, de as escolas fazerem com que os alunos passem horas inertes, ouvindo como é a flora num local distante ou os nomes dos afluentes de um grande rio em detrimento a conhecimentos muito mais próximos e úteis, de acordo com as capacidades e necessidades de cada um.

A principal crítica que Claudio Naranjo faz é a da escola, em geral, optar por uma educação massificada e não pessoal, eliminando as individualidades e características que cada pessoa, como ser único, possui. Já a principal motivação sua é combater esse sistema e transformar os educadores em profissionais mais amorosos, acolhedores e afetivos.

“O objetivo é preparar os professores para que eles se aproximem dos alunos de forma mais afetiva e amorosa, para que sejam capazes de conduzir as crianças ao desenvolvimento do autoconhecimento, respeitando suas características pessoais. Comprovamos por meio de pesquisas que esse é o caminho para formar pessoas mais benévolas, solidárias e compassivas”.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Like não é afeto, seguir de volta não é amizade e rede social não é vida real!

Like não é afeto, seguir de volta não é amizade e rede social não é vida real!

Estamos carentes. No fundo, somos carentes. Embora a gente tente viver sem ter que contar muito com os outros, existem momentos que parecem pedir a presença de alguém.

É perfeitamente possível ir ao cinema, a bares, a shoppings e a baladas sozinho, bem como curtir a própria casa sem companhia alguma. Porém, em determinadas situações, poder contar com alguém faz diferença.

Com a pandemia, as redes sociais foram importantes para que pudéssemos manter o contato com as pessoas que amamos, muitos de nós precisamos nos conectar online, relegando os encontros da vida real ao quase esquecimento.

É possível bater papo em chats virtuais, inclusive escolhendo assuntos de interesse, entre outros, o que traz a ilusão de companhia verdadeira. Mas não: há uma tela separando os interlocutores, o que encoraja muitos a fingir, mentir, mascarar.

NÃO DÁ PARA CONFIAR APENAS NO QUE O OUTRO DIGITA, OU MESMO EXPÕE VIA WEBCAM.

Somos seres gregários, somos sentimentos e precisamos de troca de energia, de sentidos, de contato, de afeto. Precisamos de proximidade, de olho no olho, de abraços apertados.

Pode ser até bom conversar virtualmente com alguém que parece nos entender e nos conhecer bem, porém, o calor humano jamais será substituído por palavras ao longe.

Saber que tem alguém que virá até nós, quando assim for preciso, acalenta e acalma a nossa alma.

Sua conta no Instagram pode ter milhares de seguidores, sua lista de amigos no Facebook pode ser imensa, você pode participar de inúmeros grupos no WhatsApp, mas quem realmente se importa com você, a ponto de responder, ali ao lado, às suas chamadas doloridas, muito provavelmente é a pessoa que faz questão de se encontrar pessoalmente com você.

E, para essa pessoa, não importa a duração ou a frequência desses encontros e sim a intensidade da verdade que seu afeto carrega.

A GENTE ACHA QUE SE BASTA, QUE NÃO PRECISA DE NINGUÉM, MAS NEM SEMPRE É ASSIM, AMIZADE VERDADEIRA É FÔLEGO PARA A ALMA E FORTALECE O CORAÇÃO.

Quando o abismo abre sob nossos pés, a gente tenta procurar mãos que nos sustentem e abraços que nos confortem.

Um amigo, um irmão, um amor, não importa: nossa escuridão acaba procurando a luz no olhar de um outro além de nós.

A fé nos fortalece e é imprescindível, mas a luz de uma amizade que se importa com a gente nos empurra, faz a gente esperançar coisas melhores.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

7 histórias zen que dissolvem o ego o fazem ver as coisas de forma diferente

Zen Flesh Zen Bones é meu livro favorito para organizar a mente, a primeira parte é uma transcrição de 101 histórias Zen. A segunda parte é chamada de portal sem porta – que é uma série de koans, que são declarações, histórias ou perguntas curtas e paradoxais que podem ser usadas para ajudar na meditação ou para dar a um aluno algo em que se concentrar intensamente, o que pode ajudar no obtenção da iluminação.

A última seção é chamada de 10 touros e é sobre como encontrar seu propósito. Cada um dos 10 touros é uma metáfora para um passo em sua jornada e pode realmente ajudá-lo a descobrir onde você está em seu caminho e o que você precisa fazer para ir mais longe ou, de fato, o que você não deveria estar fazendo.

Abaixo estão 7 histórias retiradas das 101 histórias zen, que farão você parar e pensar sobre como você vê o mundo.

UMA XÍCARA DE CHÁ

Nan-in, um mestre japonês da era Meiji (1868-1912), recebeu um professor universitário que veio perguntar sobre o zen.

Nan-in serviu chá. Ele encheu a xícara de seu visitante e continuou a servir.

O professor observou o transbordamento até não poder mais se conter. “Está cheia. Não entrará mais! ”

“Como esta xícara,” Nan-in disse, “você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso mostrar o Zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara? ”

SOLDADOS DA HUMANIDADE

Certa vez, uma divisão do exército japonês estava engajada em uma batalha simulada, e alguns dos oficiais acharam necessário fazer seu quartel-general no templo de Gasan.

Gasan disse ao cozinheiro: “Deixe os oficiais comerem apenas a mesma comida simples que comemos”.

Isso irritou os militares, pois estavam acostumados a um tratamento muito deferente. Um veio a Gasan e disse: “Quem você pensa que somos? Somos soldados, sacrificando nossas vidas por nosso país. Por que você não nos trata de acordo? ”

Gasan respondeu severamente: “Quem você pensa que somos? Somos soldados da humanidade, com o objetivo de salvar todos os seres sencientes. ”

O TUNEL

Zenkai, filho de um samurai, viajou para Edo e lá tornou-se o criado de um alto oficial. Ele se apaixonou pela esposa do oficial e foi descoberto. Em legítima defesa, ele matou o oficial. Então ele fugiu com a esposa.

Os dois mais tarde se tornaram ladrões. Mas a mulher era tão gananciosa que Zenkai ficou enojado. Finalmente, deixando-a, ele viajou para longe, para a província de Buzen, onde se tornou um mendicante errante.

Para expiar seu passado, Zenkai resolveu realizar algumas boas ações durante sua vida. Sabendo de uma estrada perigosa sobre um penhasco que causou a morte e ferimentos de muitas pessoas, ele resolveu abrir um túnel na montanha ali.

Mendigando comida durante o dia, Zenkai trabalhava à noite cavando seu túnel. Quando trinta anos se passaram, o túnel tinha 2.280 pés de comprimento, 6 metros de altura e 9 metros de largura.

Dois anos antes de o trabalho ser concluído, o filho do oficial que ele havia matado, que era um espadachim habilidoso, encontrou Zenkai e foi matá-lo como vingança.

“Vou te dar minha vida de boa vontade”, disse Zenkai. “Só me deixe terminar este trabalho. No dia em que for concluído, você pode me matar. ”

Então o filho esperou o dia. Vários meses se passaram e Zenkai continuou cavando. O filho se cansou de não fazer nada e começou a ajudar na escavação. Depois de ajudar por mais de um ano, ele passou a admirar a força de vontade e o caráter de Zenkai.

Por fim, o túnel foi concluído e as pessoas puderam usá-lo e viajar com segurança.

“Agora corte minha cabeça”, disse Zenkai. “Meu trabalho está feito.”

“Como posso cortar a cabeça do meu próprio professor?” perguntou o jovem com lágrimas nos olhos.

A LUA NÃO PODE SER ROUBADA

Ryokan, um mestre Zen, vivia o tipo de vida mais simples em uma pequena cabana ao pé de uma montanha. Uma noite, um ladrão visitou a cabana apenas para descobrir que não havia nada para roubar.

Ryokan voltou e o pegou. “Você pode ter percorrido um longo caminho para me visitar”, disse ele ao vagabundo, “e não deve voltar de mãos vazias. Por favor, leve minhas roupas de presente. ”

O ladrão ficou perplexo. Ele pegou as roupas e foi embora.

Ryokan estava sentado nu, olhando a lua. “Pobre sujeito”, ele meditou, “Eu gostaria de poder dar a ele esta linda lua.”

O VERDADEIRO MILAGRE

Quando Bankei estava pregando no templo Ryumon, um sacerdote Shinshu, que acreditava na salvação por meio da repetição do nome do Buda do Amor, tinha ciúmes de sua grande audiência e queria debater com ele.

Bankei estava conversando quando o padre apareceu, mas o sujeito fez tanto barulho que bankei interrompeu seu discurso e perguntou sobre o barulho.

“O fundador de nossa fé”, gabou-se o padre, “tinha poderes tão miraculosos que segurou um pincel na mão em uma margem do rio, seu assistente ergueu um papel na outra margem e o professor escreveu o santo nome de Amida pelo ar. Você pode fazer uma coisa tão maravilhosa? ”

Bankei respondeu levianamente: “Talvez sua raposa possa fazer esse truque, mas essa não é a maneira do zen. Meu milagre é que quando estou com fome eu como e quando estou com sede eu bebo. ”

NADA EXISTE

Yamaoka Tesshu, como um jovem estudante de Zen, visitava um mestre após o outro. Ele chamou Dokuon de Shokoku.

Desejando mostrar sua realização, ele disse: “A mente, Buda e os seres sencientes, afinal, não existem. A verdadeira natureza dos fenômenos é o vazio. Não há realização, nem ilusão, nem sábio, nem mediocridade. Não há dar e nada a ser recebido. ”

Dokuon, que estava fumando silenciosamente, não disse nada. De repente, ele bateu em Yamaoka com seu cachimbo de bambu. Isso deixou o jovem muito zangado.

“Se nada existe”, perguntou Dokuon, “de onde veio essa raiva?”

NÃO APEGO

Kitano Gempo, abade do templo de Eihei, tinha noventa e dois anos quando faleceu no ano de 1933. Ele se esforçou toda a sua vida para não se apegar a nada. Como um mendicante errante, aos vinte anos, ele conheceu por acaso um viajante que fumava tabaco. Enquanto caminhavam juntos por uma estrada na montanha, eles pararam sob uma árvore para descansar. O viajante ofereceu um cigarro a Kitano, que ele aceitou, visto que estava com muita fome no momento.

“Como é agradável fumar”, comentou. O outro deu-lhe um cachimbo extra e tabaco e eles se separaram.

Kitano sentiu: “Coisas tão agradáveis ​​podem perturbar a meditação. Antes que isso vá longe demais, vou parar agora. ” Então ele jogou fora a roupa de fumar.

Quando ele tinha vinte e três anos, ele estudou I-King, a doutrina mais profunda do universo. Era inverno na época e ele precisava de roupas pesadas. Ele escreveu a seu professor, que morava a 160 quilômetros de distância, contando-lhe sua necessidade, e deu a carta a um viajante para entregar. Quase todo o inverno passou e nem resposta nem roupas chegaram. Então Kitano recorreu à presciência de I-King, que também ensina a arte da adivinhação, para determinar se sua carta havia abortado ou não. Ele descobriu que era esse o caso. Posteriormente, uma carta de seu professor não fez menção a roupas.

“Se eu realizar um trabalho determinativo tão preciso com I-King, posso negligenciar minha meditação”, sentiu Kitano. Então ele desistiu desse ensino maravilhoso e nunca mais recorreu a seus poderes.

Quando tinha 28 anos, estudou caligrafia e poesia chinesas. Ele se tornou tão hábil nessas artes que seu professor o elogiou. Kitano ponderou: “Se eu não parar agora, serei um poeta, não um professor zen”. Portanto, ele nunca escreveu outro poema.

*Truth Theory
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*Fonte: pensarcontemporaneo 

O exercício altera a química do cérebro para proteger as sinapses do envelhecimento

Quando os idosos permanecem ativos, seus cérebros têm mais de uma classe de proteínas que aumentam as conexões entre os neurônios para manter a cognição saudável, descobriu um estudo da Universidade da Califórnia em San Francisco.

Esse impacto protetor foi encontrado até mesmo em pessoas cujos cérebros na autópsia estavam crivados de proteínas tóxicas associadas ao Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

“Nosso trabalho é o primeiro a usar dados humanos para mostrar que a regulação da proteína sináptica está relacionada à atividade física e pode conduzir os resultados cognitivos benéficos que vemos”, disse Kaitlin Casaletto, Ph.D., professora assistente de neurologia e autora principal em o estudo, que aparece na edição de 7 de janeiro da revista Alzheimer’s & Dementia .

Os efeitos benéficos da atividade física na cognição foram demonstrados em ratos, mas são muito mais difíceis de demonstrar em pessoas.

Casaletto, neuropsicólogo e membro do Weill Institute for Neurosciences, trabalhou com William Honer, MD, professor de psiquiatria da University of British Columbia e autor sênior do estudo, para alavancar dados do Memory and Aging Project da Rush University em Chicago. Esse projeto rastreou a atividade física na idade avançada de participantes idosos, que também concordaram em doar seus cérebros quando morressem.

“Manter a integridade dessas conexões entre os neurônios pode ser vital para evitar a demência, uma vez que a sinapse é realmente o local onde a cognição acontece”, disse Casaletto. “A atividade física – uma ferramenta disponível – pode ajudar a impulsionar esse funcionamento sináptico.”

Mais proteínas significam melhores sinais nervosos
Honer e Casaletto descobriram que os idosos que permaneceram ativos tinham níveis mais elevados de proteínas que facilitam a troca de informações entre os neurônios. Este resultado coincidiu com a descoberta anterior de Honer de que as pessoas que tinham mais dessas proteínas em seus cérebros quando morreram eram mais capazes de manter sua cognição mais tarde na vida.

Para sua surpresa, disse Honer, os pesquisadores descobriram que os efeitos vão além do hipocampo, a sede da memória do cérebro, para abranger outras regiões do cérebro associadas à função cognitiva.

“Pode ser que a atividade física exerça um efeito de sustentação global, apoiando e estimulando a função saudável de proteínas que facilitam a transmissão sináptica por todo o cérebro”, disse Honer.

Sinapses protegem cérebros mostrando sinais de demência
O cérebro da maioria dos adultos mais velhos acumula amilóide e tau, proteínas tóxicas que são as marcas da patologia da doença de Alzheimer. Muitos cientistas acreditam que a amilóide se acumula primeiro, depois a tau, fazendo com que as sinapses e os neurônios se desintegrem.

Casaletto descobriu anteriormente que a integridade sináptica, seja medida no fluido espinhal de adultos vivos ou no tecido cerebral de adultos autopsiados, parecia diminuir a relação entre amiloide e tau, e entre tau e neurodegeneração.

“Em adultos mais velhos com níveis mais elevados de proteínas associadas à integridade sináptica, essa cascata de neurotoxicidade que leva ao mal de Alzheimer parece ser atenuada”, disse ela. “Juntos, esses dois estudos mostram a importância potencial de manter a saúde sináptica para apoiar o cérebro contra a doença de Alzheimer.”

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*Fonte: sabersaude

Os pais estão formando mais príncipes herdeiros do que sucessores empreendedores

Muito se tem discutido contemporaneamente a respeito da abrangência do conceito de “família” e sobre a dissolução do seu modelo tradicional, modelo cuja falência (ao que parece já decretada) implicaria, na opinião de alguns, na má formação moral das futuras gerações.

Entretanto, enquanto nos perdemos em discussões improfícuas nessa seara, nos degladiando por conta de formalidades às quais alguns se apegam, não raro, em função de preconceitos infantis, fechamos os olhos para a discussão que realmente importa: o caráter da educação que temos dado às nossas crianças.

Foi nesse sentido, a fim de recolocar em pauta a reflexão sobre o papel da família na formação das crianças (papel que hoje se cumpre mal, em razão da fragilidade cada vez maior das relações sociais e da nossa pressa característica) que Içami Tiba, proeminente psicoterapeuta e escritor do campo da educação, edificou sua obra.

Içami Tiba foi um médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre Educação, familiar e escolar, e palestrante brasileiro. Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores. Faleceu em 2015, vitíma de cancer.

Segue abaixo texto de sua autoria, excertado de entrevista concedida por ele sobre o livro “Educação Familiar – Presente e futuro”.

“As famílias não estão sendo sustentáveis nem os filhos constroem suas sustentabilidades em tempo adequado. Os pais estão formando mais príncipes herdeiros do que sucessores empreendedores. A autoridade da força física é diferente da autoridade educativa que provém da liderança. Quando um filho erra, pouco educativos são a surra, o grito, a ofensa, o simples perdão etc. Para se ter uma educação sustentável o filho tem que aprender a não errar mais. Os pais, no lugar de descarregar frustração e raiva, poderiam dizer: “Você tem que aprender a fazer o certo” e ensinar qual seria a ação mais adequada que o filho teria que praticar para aprender. Uma vez aprendido, o filho nunca mais errará por ignorância, e fará o correto. O melhor aprendizado é quando se faz, mais do que simplesmente ouvir ou ver… Assim, os pilares da educação sustentável são: Quem ouve esquece; Quem vê imita; Quem justifica não faz; Quem faz aprende; Quem aprende produz; Quem produz inova; Quem inova sustenta e Quem sustenta é feliz!”

*Por Içami Tiba
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*Fonte: pensarcontemporaneo

5 fases pelas quais você está passando, se estiver evoluindo como pessoa

Os 5 estágios de crescimento pessoal que levam à mudança interna

O processo de evolução pessoal é uma jornada de descoberta interior que dura a vida toda porque não é um destino, mas um caminho. Ao longo dessa jornada, estamos adquirindo diferentes ferramentas psicológicas que nos permitem observar nossa mente, nos entender melhor e aprender a acompanhar as mudanças que ocorrem em nossas vidas.

Este caminho de crescimento é único. Na verdade, existem diferentes maneiras de percorrê-lo. Existem aqueles que recorrem a sessões de coaching, meditação, yoga, filosofia, outros preferem se inscrever em um curso de desenvolvimento pessoal ou mesmo seguir professores espirituais. No entanto, independentemente do caminho escolhido, para alcançar uma mudança interior transcendental, todos nós passamos por uma série de estágios de Crescimento Pessoal que sustentam essa transformação. Conhecê-los nos permitirá entender onde estamos no caminho.

As fases de desenvolvimento pessoal que promovem mudanças libertadoras

1. Autoconsciência
Muitas pessoas vivem sem se conhecerem, são verdadeiros estranhos para si mesmos. Eles escolhem o caminho da negação, ignorância e recusa de problemas, conflitos internos e fraquezas. Como resultado, não é estranho que acabem desenvolvendo comportamentos autodestrutivos, que se sintam presos em suas vidas ou que esqueçam da possibilidade da felicidade.

Portanto, o primeiro passo no caminho do desenvolvimento pessoal é olhar para dentro. O autoconhecimento é vital para perceber nossas falhas e fragilidades, bem como ter orgulho de nossas conquistas. Permite-nos descobrir quem realmente somos, a fim de desenvolver uma compreensão profunda de nós próprios e da vida que levamos.

Só então podemos começar a enfrentar nossos problemas, em vez de ignorá-los ou evitá-los, e tomar nota de nossas forças e potencial para nos tornarmos a pessoa que queremos ser e construir a vida que desejamos.

2. Aceitação das sombras
A aceitação é geralmente um dos maiores desafios no caminho do desenvolvimento pessoal, porque é difícil para nós reconhecermos e aceitarmos as nossas sombras, aquelas partes de nós que não gostamos ou que até rejeitamos. No entanto, o autoconhecimento deve andar de mãos dadas com a aceitação.

Se tentarmos mudar sem nos aceitarmos, não conseguiremos superar a culpa ou a vergonha e não nos sentiremos completamente satisfeitos ou felizes com os resultados, mesmo que tenhamos alcançado nossos objetivos.

A aceitação é, de certa forma, semelhante ao perdão, porque não implica que gostemos de algumas de nossas características ou que justifiquemos nossas decisões erradas, mas apenas abandonamos a raiva, o desprezo ou a repulsa associados. É aceitar quem somos, sem nos julgarmos, com neutralidade e amor, e depois empreendermos as mudanças que nos permitem crescer.

Esse tipo de aceitação leva a um profundo senso de amor próprio e nos impede de desperdiçar uma energia valiosa lutando contra nós mesmos ou nos punindo por quem somos ou pelo que fizemos, para evitar ficar preso a esses sentimentos negativos.

3. Assuma a responsabilidade por nosso bem-estar
” Viver significa assumir a responsabilidade de encontrar a resposta correta para os problemas que isso representa ” , escreveu Viktor Frankl. Crescer implica assumir o controle de nossa vida porque entendemos que nossa felicidade e bem-estar psicológico dependem em grande parte da atitude que assumimos para com o mundo.

Nesse estágio de crescimento pessoal, finalmente entendemos que, embora não possamos escolher as circunstâncias, podemos decidir como reagir a elas. No entanto, entender que somos os maiores responsáveis ​​por nossas vidas e nossa felicidade pode ser assustador porque significa parar de procurar bodes expiatórios para culpar por nossas insatisfações e fracassos.

No entanto, quando paramos de desperdiçar energia com coisas que não podemos mudar, podemos nos concentrar naquelas que realmente fazem a diferença. Quando assumimos a responsabilidade por nossas vidas, tomando nossas próprias decisões, paramos de viver reativamente para começar a viver proativamente.

4. Planejamento e implementação
Conhecer-se e aceitar-se é de pouca utilidade se não levar a uma mudança comportamental e de atitude. No entanto, a maioria das pessoas tende a ficar parada nesta fase de desenvolvimento pessoal. Eles sabem o que fazer, mas não o fazem, geralmente por falta de disciplina e motivação ou porque não têm um plano claro a seguir.

Como resultado, eles acabam voltando aos velhos hábitos. Antigos padrões de pensamento recuperam força e nossas mentes podem nos sabotar, destruindo todo o trabalho feito para reativar o espectro de velhos medos, inseguranças e culpa.

Por isso, é importante que todo caminho de desenvolvimento pessoal tenha também uma projeção externa e seja acompanhado de planos concretos que nos permitam dar os passos necessários para construir a vida que queremos. Canalizar essa mudança interior em ações nos permitirá aumentar a autoeficácia e nos reafirmar em nosso caminho.

5. Encontre o significado pessoal
Nesse estágio de crescimento pessoal, aprendemos a viver com propósito e intenção. Vivemos com mais consciência, nos aceitamos e assumimos a responsabilidade pelas nossas decisões mas, acima de tudo, encontramos o propósito que dá sentido à nossa existência.

Trata-se de encontrar o que Viktor Frankl chamou de “vontade de fazer sentido”, o que implica saber discernir o essencial do supérfluo, ter clareza sobre nossos valores e definir metas significativas para o futuro para não nos deixarmos vencer. pelas circunstâncias, não importa o quão severo seja.

Claro, esta fase de desenvolvimento pessoal não é o ponto final, porque nunca paramos de crescer e aprender sobre nós mesmos, mas implica que alcançamos um ponto em nossa vida onde desenvolvemos paciência, perseverança, sabedoria, coragem, humildade e força necessário para seguir o nosso caminho, aquele que nós mesmos escolhemos.

*Traduzido e adaptado de Rincón de la Psicología

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*Fonte: equilibrioemvida

A armadilha da sociedade em que todos caímos, de acordo com Alan Watts

Somos filhos do nosso tempo. É praticamente impossível escapar de sua influência. A sociedade – queiramos ou não – nos “força” por meio de mecanismos mais ou menos sutis a compartilhar suas normas e modos de fazer as coisas sob pena de exclusão social. No entanto, ” nosso tempo é uma época de frustração, ansiedade, agitação e vício em narcóticos ” , escreveu o filósofo Alan Watts para nos alertar sobre o maior vício dos tempos modernos e o terrível perigo que nos espera se cairmos nele.

O Homo Consumens sujeito à ilusão de felicidade
“Homo consumens é o homem cujo objetivo principal não é principalmente possuir coisas, mas consumir mais e mais, e assim compensar sua vacuidade interior, passividade, solidão e ansiedade. ”
“Essa forma de nos drogar é chamada, pelo nosso alto padrão de vida, de uma estimulação violenta e complexa dos sentidos, que nos torna cada vez menos sensíveis e, portanto, mais necessitados de um estímulo ainda mais violento. Ansiamos por distração, um panorama de imagens, sons, emoções e excitação em que tantas coisas quanto possível devem ser empilhadas no menor tempo possível.

“Para manter esse nível, a maioria de nós está disposta a suportar modos de vida que consistem principalmente em empregos enfadonhos, mas nos fornecem os meios para buscar alívio do tédio em intervalos frenéticos e caros de prazer.

“A civilização moderna é, em quase todos os aspectos, um ciclo vicioso. Ela tem apetites insaciáveis ​​porque seu modo de vida a condena à frustração perpétua. A raiz dessa frustração é que vivemos no futuro e o futuro é uma abstração.

“O sujeito perfeito para efeito dessa economia é quem ouve rádio continuamente, de preferência aparelhos portáteis que podem ser carregados para qualquer lugar. Seus olhos fixam-se incansavelmente na tela da televisão, no jornal, na revista, mantendo-se em uma espécie de orgasmo sem alívio.

“Tudo é fabricado de forma semelhante para atrair sem buscar satisfação, para substituir toda gratificação parcial por um novo desejo.

“Esta corrente de estimulantes é projetada para produzir anseios pelo mesmo objeto em quantidade cada vez maior, embora mais ruidosamente e rapidamente, e esses desejos nos forçam a fazer um trabalho que não nos interessa por causa do dinheiro que produz … para comprar mais luxuosos rádios Carros mais brilhantes, revistas mais chamativas e melhores aparelhos de televisão, todos conspirarão para nos persuadir de que a felicidade está chegando, desde que compremos mais um item.

” Os milagres da tecnologia nos fazem viver em um mundo frenético e mecânico que viola a biologia humana e não nos permite fazer nada mais do que perseguir o futuro com velocidade cada vez maior .”


Uma estimulação violenta dos sentidos para escapar de nós mesmos

Watts refere-se à busca constante por experiências, de forma frenética, para desfrutá-las rapidamente e passar para a próxima. Tire uma foto sem aproveitar o site para passar rapidamente para o próximo cenário, do qual também não iremos lembrar de nada. Compre para usar por um tempo limitado, jogue fora e compre novamente. Faça uma farra das séries para avançar rapidamente para a próxima produção audiovisual da moda …

A estimulação constante dos sentidos torna-se um vício porque nos mantém em um estado de alerta em que não há espaço para ficarmos sozinhos conosco. Esse estímulo se torna uma droga à qual recorremos para evitar pensar. Manter-se ocupado fazendo algo torna-se uma estratégia de enfrentamento evitativa que nos permite manter as preocupações sob controle.

No entanto, manter esse ritmo frenético de atividade nos impede de nos conectarmos com nós mesmos, de modo que não resolvamos nossos problemas. Em vez disso, nos imbuímos de um estilo de vida alienante, no qual nos tornamos meros consumidores de produtos que prometem felicidade ilusória e efêmera. Como resultado, quando essa euforia passar, precisamos de uma nova “dose” de produtos.

Para manter esse padrão de vida precisamos trabalhar mais, muitas vezes em empregos que não nos satisfazem ou até geram desconforto. Se não percebermos esse círculo vicioso, podemos correr o risco de viver presos nesse fluxo de estímulos e produtos por toda a nossa vida, perdendo a oportunidade de nos conectarmos conosco mesmos e encontrarmos um significado vital além do material. A decisão é nossa.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

14 dicas para se tornar minimalista

Fumio Sasaki transformou sua vida quando adotou o minimalismo e decidiu compartilhar o que aprendeu

Fumio Sasaki é um japonês que vivia estressado no trabalho, inseguro e constantemente estava comparando sua vida com a dos outros. Até que um dia ele decidiu jogar fora tudo o que realmente não precisava e tudo mudou.

Sasaki hoje é adepto do minimalismo. Sua mudança de vida é compartilhada em seu livro “Goodbye, Things”, mas algumas dicas você pode ver abaixo. Esse é talvez o empurrão que falta para quem quer viver com menos e ter uma vida menos complicada.

1. Se livre da ideia de que você não pode descartar suas coisas
Pensamos que somos incapazes de “abandonar” nossas posses, mas todos nós somos capazes, só precisamos tomar consciência das razões pelas quais não conseguimos fazer isso até agora.

Você certamente não é culpado. Você é simplesmente inexperiente. A questão é aprender algumas técnicas e desenvolver um hábito de se livrar do excesso.

2. Quando você descarta algo, você ganha mais do que você perde
Há mais coisas a ganhar com a eliminação do excesso do que você imagina: tempo, espaço, liberdade e energia, por exemplo.

3. Pergunte a si mesmo por que você não pode se separar de suas coisas
Da mesma maneira que devemos nos perguntar se realmente precisamos de alguma coisa antes de comprá-la, podemos repetir esta pergunta para aquilo que já temos. Nem sempre o que nos serviu em algum momento, vai continuar nos servindo. O motivo de algo ter entrado na nossa casa não é definitivo.

4. Há limites para a capacidade de seu cérebro, sua energia e seu tempo
Muitas vezes nos perguntamos se iremos dar conta de fazer tudo o que precisamos ou conseguir tudo o que queremos. Mas nos esquecemos que nossas escolhas definem estas “tarefas”. Na hora de decidir o que vai fazer e o que quer ter, lembre-se que para isso vai precisar dedicar seu tempo e energia, que são limitados.

5. Descarte algo agora
Achamos que não podemos nos tornar minimalistas até que nossas vidas tenham ganham certa estabilidade. Mas, na verdade, é o contrário: Nós não seremos capazes de nos acalmar até vivermos uma vida minimalista. É questão de prática. Comece praticando hoje.

6. Não há um único item que você vai se arrepender de ter jogando fora
Depois que você joga alto fora, isso deixa de fazer parte da sua rotina e abre espaços novos. E, se em algum momento precisar daquilo que se foi, lembre-se que é uma necessidade momentânea. Você pode pegar emprestado, alugar, pedir de volta por um dia caso tenha doado e depois devolver.

7. Comece com coisas que são claramente lixo
Começar a desapegar daquilo que guardamos não é sempre fácil. Uma dica é fazer um ranking das coisas, pelo grau de apreço e utilidade e começar a descartar aquilo que faz menos sentido para você.

8. Minimize qualquer coisa que você tem em múltiplos
É mais fácil reduzir o que você sabe que tem a mais. Pode ser a mesma blusa em cores diferentes ou quem sabe dois ou três pares de tesoura encostados na gaveta. Separe aquilo que você tem de similar e guarde as coisas preferidas.

9. Se livre do que você não usou em um ano
Aquilo que você não usou no último ano provavelmente não vai ser usado no próximo. Muito provavelmente não te serve mais, talvez em mais de um sentido. Se estiver na dúvida sobre se desfazer de alguma coisa pergunte-se quando foi a útlima vez que usou. Se foi há mais de um ano, tchau!

10. Diferencie as coisas que você quer e as coisas que você precisa
Em um mundo que nos estimula o tempo todo a desejar coisas, diferenciar vontade e necessidade é fundamental. A publicidade nos chega de formas cada vez mais variadas e nos leva a pensar que precisamos de coisas que não nos faziam falta há um mês atrás. Saber o que realmente é necessário para você vai te poupar muita energia e dinheiro.

11. Tire fotos dos itens que são difíceis de jogar fora e guarde lembranças
Não existe problema nenhum em gostar do que temos. Aliás se temos alguma coisa devemos aproveitar ao máximo. Mas, se algo que você gosta não está mais sendo usado como deveria, doe para alguém que vai aproveitar mais. Uma foto do meomento da entrega é uma boa lembrança, assim como fotos de quando o item era importante.

12. Organizar não é minimizar
Em vez de confiar em técnicas da organização, você deve primeiramente se focar em diminuir a quantidade de coisas que você tem. Depois de fazer isso, seu espaço naturalmente se tornará menos confuso e o ciclo de bagunça será quebrado. Organizar é muito mais fácil e rápido depois de minimizar.

13. Substitua ninhos de bagunça por espaços vazios
Identifique locais onde o acumulo de coisas começa a se transformar em bagunça e escolha o que deve ficar e o que pode ir embora. Depois de abrir espaço, mantenha este espaço vazio. Não caia na armadilha de preencher com novas coisas, que em breve se tornam uma nova bagunça.

14. Diga adeus a quem você costumava ser
Ao descartar qualquer coisa, é importante considerar se é algo que você precisa agora. As suas necessidade mudam, de acorod com as suas mudanças pessoais.

Agarrar-se às coisas do passado é o mesmo que apegar-se a uma imagem de si que já mudou. Se você busca mudanças pessoais, comece a ter coragem de deixar as coisas irem e fluírem. Guarde com você apenas o que faz sentido no momento presente.

*Por Marcia Sousa
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*Fonte: ciclovivo

Já parou pra pensar que muita gente queria estar onde você está e ter o que você tem?

Já parou pra pensar que muita gente queria estar onde você está e ter o que você tem?

CHEGOU A HORA DE SER MAIS GRATO E RECLAMAR MENOS.

Se deu certo, agradeça, se deu errado, agradeça também. O tempo é de Deus não seu! Não seja ingrato e saiba dar valor a tudo! O que é seu está guardado, apenas tenha paciência.

Saber esperar é um exercício de paciência. Enfrentar filas diariamente, ficar preso no trânsito ou demorar para ser atendido são hipóteses corriqueiras que faz qualquer um perder a paciência.

Vivemos em um momento que devemos fazer tudo rápido, ultrapassando os limites do corpo e da saúde. Mas não podemos acelerar o ritmo da vida ou manipular o tempo; por isso, precisamos ter paciência para poder viver o aqui e o agora, desfrutando de bons momentos.

A maioria das hipóteses dispensa o imediatismo, mas estamos sempre com uma sensação de urgência. E isso provoca ansiedade e estresse, diminuindo a paciência.

Temos vários estressores que não temos dificuldade em chegar a um objetivo, por isso é importante identificar os gatilhos que minam a nossa paciência para conseguir ter mais autocontrole.

A ANSIEDADE ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA À FALTA DE PACIÊNCIA, UM IMEDIATISMO PSÍQUICO. OS MECANISMOS DE APRESSAMENTO QUE NOS RODEIAM SÃO O OPOSTO DA ESPERA.

A paciência é uma habilidade que pode ser desenvolvida e, nos dias de hoje, pode ser considerada uma virtude essencial para agir com serenidade nos momentos de estresse.

É preciso desenvolver formas de sobrepor a razão à emoção exacerbada para que o impaciente tenha uma qualidade de vida melhor.

A primeira medida é sentido como razões que levam à intolerância, a fim de trabalhar essa questão interiormente.

O impaciente patológico precisa trabalhar como explosões para buscar um equilíbrio entre a emoção e a razão para não comprometer o desenvolvimento das tarefas diárias.

Algumas pessoas são mais capazes de ter paciência e de não se apressarem das intensas demandas sociais dos dias atuais. E para haver paciência é preciso que haja autocontrole, autoestima estruturada, maturidade para lidar com as hipóteses e, principalmente, controle da ansiedade.

Uma pessoa com boa autoestima, tem mais segurança para passar por períodos de privação sem perder a confiança.

É essencial aprender a viver sem atropelar os fatos e pensamentos, aproveitando as oportunidades no momento em que elas ocorrem, sabendo analisar e tomar decisões corretas.

Comece a pensar diferente, muitas pessoas queriam ter o que você tem e estar onde você está, pensar assim te faz ser mais grato por tudo e te leva a um outro nível de satisfação com a própria vida.

*Por Robson Hamuche
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*Fonte: resilienciamag

Uma nota de 150 anos de Darwin está mudando a forma como plantamos florestas

Mais de 150 anos atrás, o biólogo vitoriano Charles Darwin fez uma observação poderosa: que uma mistura de espécies plantadas juntas geralmente cresce mais fortemente do que espécies plantadas individualmente.

Demorou um século e meio – ironicamente o tempo que leva para cultivar um carvalho – e uma crise climática fez com que os legisladores e proprietários de terras levassem a sério a ideia de Darwin e a aplicassem às árvores.

Não existe tecnologia humana que possa competir com as florestas pela absorção do dióxido de carbono atmosférico e seu armazenamento. A ideia de Darwin de cultivar muitas plantas diferentes juntas para aumentar o rendimento geral está agora sendo explorada por acadêmicos renomados, que pesquisam florestas e mudanças climáticas.

Cientistas e legisladores da Austrália, Canadá, Alemanha, Itália, Nigéria, Paquistão, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos se reuniram recentemente para discutir se a ideia de Darwin fornece uma maneira de plantar novas florestas que absorvem e armazenam carbono com segurança.

Por que plantar mais florestas
Plantar mais florestas é uma ferramenta potente para mitigar a crise climática, mas as florestas são como máquinas complexas com milhões de peças. O plantio de árvores pode causar danos ecológicos quando realizado de forma inadequada, principalmente se não houver compromisso com a diversidade do plantio. Seguindo o pensamento de Darwin, há uma consciência crescente de que as melhores e mais saudáveis ​​florestas são aquelas com a maior variedade de árvores – e árvores de várias idades.

As florestas que seguem esse modelo prometem crescer duas a quatro vezes mais fortes, maximizando a captura de carbono e, ao mesmo tempo, maximizando a resiliência a surto de doenças, mudanças climáticas rápidas e condições meteorológicas extremas.

Em florestas mistas, cada espécie acessa diferentes fontes de nutrientes das outras, levando a rendimentos mais elevados em geral. E esses caules mais grossos são feitos principalmente de carbono.

As florestas mistas também costumam ser mais resistentes a doenças ao diluir as populações de pragas e patógenos, organismos que causam doenças.


A observação presciente de Darwin está escondida no capítulo quatro de seu famoso livro de 1859, A Origem das Espécies. Estudos desse “efeito Darwin” geraram uma vasta literatura ecológica. No entanto, ainda está tão fora do pensamento dominante sobre silvicultura que, até agora, poucos financiamentos importantes estiveram disponíveis para estimular o uso dessa técnica.

Darwin também descreveu a evolução por seleção natural, um processo pelo qual os genes evoluem para se adequar ao ambiente. Infelizmente para o planeta, a mudança ambiental induzida pelo homem ultrapassa a evolução dos genes para organismos maiores e de reprodução mais lenta, como as árvores.

Técnicas modernas de edição de genes – manejo direto do DNA – podem ajudar a acelerar as coisas, uma vez que um cuidadoso trabalho de laboratório identifica os genes-chave. Mas apenas a evolução da prática humana – isto é, mudar o que fazemos – é rápida e abrangente o suficiente para reequilibrar o ciclo do carbono e nos trazer de volta aos limites planetários seguros.

Árvores mais saudáveis ​​capturam mais carbono
Em nossa reunião, discutimos um estudo da propriedade de Norbury Park no centro da Inglaterra, que descreve como – usando o efeito Darwin e outras medidas sensíveis ao clima – a propriedade agora captura mais de 5.000 toneladas de dióxido de carbono por ano, tornando-a possivelmente a maior quantidade de carbono negativo em terra no Reino Unido. Estatísticas tão impressionantes não acontecem por acidente ou colocando algumas árvores no chão e esperando; é preciso cuidado e consciência ecológica.

Árvores de diferentes idades também fornecem continuamente madeira para colheita e, portanto, empregos estáveis, em total contraste com os outros métodos de silvicultura, onde grandes áreas são derrubadas e desmatadas ao mesmo tempo.

O governo do Reino Unido, como outras administrações, estabeleceu requisitos para o plantio responsável de árvores em grande escala. Esses requisitos continuam a ser revisados ​​e aprimorados. Ainda há questões vitais sobre quais árvores devemos plantar, onde devemos plantá-las e o que fazer com elas depois de crescerem.

Já foi dito que é impossível plantar uma floresta, mas certamente seria possível projetar uma plantação que florescerá em floresta para as gerações futuras. Precisamos que as florestas sejam uma resposta prática, confiável e justa às nossas crises de clima e biodiversidade, e Darwin nos mostrou o caminho.

*Por Julio Batista
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*Fonte: universoracionalista

O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro

A pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf aponta que “não há nada menos natural do que ler” para os seres humanos — mas isso não é de forma alguma ruim.

“A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana”, diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes: “Ler literalmente muda o cérebro”, diz ela.

O avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais, contudo, têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida “por alto”.

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas, entre outros motivos, porque a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura “digital”.

Um universo de símbolos
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada. O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — “é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos”, diz Wolf.

“Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento.”

“Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro”, ressalta a neurocientista.

“Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção”, completa.

Essa transformação “começa com cada novo leitor”. “(A habilidade de ler) Não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro.”

E isso abre portas para um novo mundo.

Saúde mental

“A leitura traz três poderes mágicos: criatividade, inteligência e empatia”, pontua Cressida Cowell, escritora de literatura infantil e autora da série Como Treinar Seu Dragão.

“Ler por prazer é um dos fatores-chave para o sucesso financeiro de uma criança na vida adulta. É mais provável que ela não acabe na prisão, que vote, que tenha casa própria…”

Além disso, “ler uma grande história é muito mais do que entretenimento”, acrescenta a biblioterapeuta Ella Berthoud.

“A leitura, na verdade, tem muitos benefícios terapêuticos. Seu cérebro entra em um estado meditativo, um processo físico que retarda o batimento cardíaco, acalma e reduz a ansiedade”, diz Berthoud.

Para ela, por exemplo, ler o romance Zorba, o Grego, de Níkos Kazantzákis, funciona como um remédio conta “claustrofobia, raiva e exaustão”.

A arte de prescrever ficção para curar as doenças da vida, batizada de biblioterapia, foi reconhecida no Publisher’s Illustrated Medical Dictionary, um dicionário médico ilustrado publicado nos Estados Unidos em 1941.

A prática remonta à Grécia Antiga, quando avisos eram afixados nas portas das bibliotecas para alertar os leitores de que estavam prestes a entrar em um local de cura da alma.

No século 19, psiquiatras e enfermeiras prescreveram todos os tipos de livros para seus pacientes, desde a Bíblia até literatura de viagem e textos em línguas antigas.

Vários estudos mais recentes, dos séculos 20 e 21, mostraram que a leitura aguça o pensamento analítico, o que nos permite aprimorar nossa capacidade de discernir padrões, uma ferramenta muito útil diante de comportamentos desconcertantes dos outros e de nós mesmos.

A ficção, em particular, pode transformar os leitores em pessoas mais socialmente habilidosas e empáticas. Os romances, por sua vez, podem informar e motivar, os contos confortam e ajudam a refletir, enquanto a leitura de poesia já demonstrou estimular partes do cérebro relacionadas à memória.

Muitos desses benefícios, no entanto, dependem de um estado conhecido como “leitura profunda”.

Pensamento analítico
“Quando lemos em um nível superficial, estamos apenas obtendo a informação. Quando lemos profundamente, estamos usando muito mais do nosso córtex cerebral”, explica Maryanne Wolf.

“Leitura profunda significa que fazemos analogias e inferências, o que nos permite sermos humanos verdadeiramente críticos, analíticos e empáticos.”

Em seu livro Proust and the Squid: The Story and Science of the Reading Brain (“Proust e a Lula: a História e a Ciência por Trás do Cérebro que Lê”, em tradução livre), a especialista em neurobiologia da leitura explica como, “a certa altura, quando uma criança vai da decodificação à leitura fluente, o caminho dos sinais através do cérebro muda”.

“Em vez de percorrer um trajeto dorsal (…), a leitura passa a se deslocar por um caminho ventral, mais rápido e eficiente. Como o tempo depreendido e o gasto de energia cerebral são menores, um leitor fluente será capaz de integrar mais seus sentimentos e pensamentos à sua própria experiência”, escreve.

“O segredo da leitura está no tempo que ela libera para que o cérebro possa ter pensamentos mais profundos do que antes.”

Mas, enquanto o processo de aprender a ler muda nosso cérebro, o mesmo acontece com o que lemos e como lemos.

Tempos modernos
Há aqueles, contudo, que acreditam que as novas plataformas são parte da solução, e não do problema.

Para Chris Meade, autor que utiliza vários tipos de mídia para veicular seu trabalho, “pensamos no livro como a obra, mas o livro é apenas um mecanismo de entrega”.

A narrativa transmídia é um tipo de história em que o enredo se desenrola por meio de múltiplas plataformas — aplicativos, livros digitais, games, quadrinhos, blogs — e na qual os consumidores podem assumir um papel ativo no processo de construção.

“As novas mídias estão dando voz a uma nova geração de escritores. Elas impedem que nos condicionemos a pensar que existe apenas um tipo de ‘boa escrita’ e permitem que as pessoas simplesmente compartilhem histórias e experiências”, opina Natalie A. Carter, cofundadora do clube do livro Black Girls Book Club.

“Não importa o meio, é a história que importa”, emenda Melissa Cummings-Quarry, também cofundadora do Black Girls Book Club.

“O romance está evoluindo. Há todo tipo de livro incrível sendo escrito especificamente para ser lido no celular”, afirma Berthoud.

“O livro talvez passe a ilusão de que ele é tudo. Nunca foi, é uma forma de entrar em um processo de pensamento”, diz Meade.

Ainda assim, os cientistas afirmam que a leitura digital pode ter um custo para o cérebro do leitor.

Fragmentação
“Reunimos acadêmicos e cientistas de mais de 30 países para pesquisar o impacto das mídias digitais na leitura”, afirma Anne Mangen, à frente da E-READ (Evolução da Leitura na Era da Digitalização), organização cujo objetivo é melhorar a compreensão científica das implicações da digitalização da cultura.

Faz parte do programa internacional da Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (ou COST, sigla para European Cooperation in Science and Technology), que considera a leitura um “tema urgente”.

Segundo o programa, “a pesquisa mostra que a quantidade de tempo gasto na leitura de textos longos está diminuindo e, devido à digitalização, a leitura está se tornando mais intermitente e fragmentada”, algo que poderia “ter um impacto negativo nos aspectos cognitivos emocionais da leitura”.

“Descobrimos que existe o que se chama de inferioridade na tela”, destaca Anne Mangen.

“Há muitas coisas que podem ser lidas igualmente bem no smartphone, como as notícias mais curtas, mas, quando se trata de algo que é cognitiva ou emocionalmente desafiador, ler em uma tela leva a uma compreensão de leitura pior do que ler no papel”, diz ela.

Maryanne Wolf concorda, dizendo que “a realidade é que não é apenas o que ou o quanto lemos, mas como lemos que é realmente importante”.

“O próprio volume [de informação disponível nas plataformas digitais] está tendo efeitos negativos porque, para absorver tanto, há uma propensão a se ler ‘por alto’. O cérebro leitor tem um circuito plástico, que refletirá as características do meio em que se lê. As características do digital caminham para que sejam refletidas no circuito.”

Em outras palavras, assim como ao aprender a ler da maneira tradicional o cérebro formata e registra os itinerários da razão e os caminhos para a emoção, ao aprender a ler da maneira como fazemos nas mídias digitais o cérebro traçará diferentes trajetórias e, se deixarmos a leitura profunda de lado, ele apagará as anteriores, caso tenham um dia existido.

“Se não treinarmos essas habilidades, podemos acabar perdendo a capacidade de entender conteúdos mais complexos e, talvez, de nos envolvermos e usarmos a imaginação”, destaca Mangen.

Então, o que o futuro reserva para os livros e para o cérebro da leitura?

“A imaginação humana é uma coisa fantástica, somos muito flexíveis. Encontramos maneiras de fazer o que queremos com a tecnologia disponível”, pontua Chris Meade.

Para Natalie Carter, o futuro trará “muito mais coleções de contos, e acho que veremos muito mais livros curtos”.

Nesse sentido, Cressida Cowell diz já ter sentido a mudança: “Mudei a maneira como escrevo, porque o tempo de atenção das crianças diminuiu. Os livros têm capítulos curtos e são incrivelmente visuais, brilhantes, como doces”.

Para a neurocientista Maryanne Wolf, “assim como as pessoas podem ser bilíngues e trilíngues, minha esperança é que desenvolvamos um cérebro ‘biletrado’. Podemos nos disciplinar para escolher o meio que melhor se adapta ao que estamos lendo e, assim, não perder o dom extraordinário que a leitura deu à nossa espécie”.

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*Fonte: bbc-brasil

Bom seria se todos se relacionassem com mais honestidade!

A honestidade é a base de todo relacionamento, seja de amor, de amizade, de trabalho, seja familiar. Isso traz segurança.

Em um mundo de aparências, como o nosso, fica difícil saber em quem confiar de verdade. Esse contexto de futilidades forma um terreno propício para que as relações interesseiras proliferem.

Status, fama, popularidade, beleza física, tudo isso é superestimado e buscado nos relacionamentos, em detrimento do amor, da lealdade e do companheirismo.

Nessa época de descarte de coisas, pessoas e sentimentos, pouco se luta na manutenção de um relacionamento. Ao primeiro sinal de contrariedade, separa-se, perde-se a amizade.

O tempo é célere, tudo tem urgência, ou seja, não se encontra mais tempo para sentar e resolver as coisas. Não podemos perder tempo, as tarefas de trabalho nos consomem, as postagens nas redes não podem esperar, a academia, o instagram, as séries, a novela, a estética, são muitos compromissos.

Não temos espaço na agenda para os sentimentos, para o café em família, para ouvir o colega, para escutar o nosso coração.

Infelizmente, essa correria robótica nos esvazia de afetividade. E, nessa toada, o que é superficial impera. Daí a irrelevância da honestidade nos espaços ilusórios em que navegamos. Porque ser honesto requer olhar para dentro, saber o que se sente, ser essência, ser de dentro.

Mas o que vem de dentro não pode ser postado, ostentado, nem receber curtidas ou viralizar.

E então a honestidade fica relegada a um segundo plano, porque, antes, é preciso parecer ser aquilo que agrada ao público, comprar o que está em alta, cuidar da imagem lá fora.

E é assim que muitos relacionamentos se perdem, nos diálogos que foram negligenciados, nos sentimentos que foram ignorados, nos olhares que ninguém viu. E é assim que a honestidade termina, junto com tudo o que é verdadeiro. Com tudo o que vem de dentro.

Não podemos deixar de viver o que somos verdadeiramente, ou ninguém mais nos reconhecerá.

A HONESTIDADE É A BASE DE TODO RELACIONAMENTO, SEJA DE AMOR, DE AMIZADE, DE TRABALHO, SEJA FAMILIAR. ISSO TRAZ SEGURANÇA.

Pessoas seguras dão o melhor de si, porque sabem que não usarão suas verdades contra elas. Sem falsidade, não há medo. Tudo fica mais leve.

*Por Prof. Marcel Camargo
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*Fonte: seuamigoguru

5 segredos para lidar com pessoas que sempre pensam que estão certas

Cansado de bater o rosto na parede? Discutir não é agradável, principalmente quando o fazemos com uma pessoa que não escuta. Aqui, nós o ajudamos a lidar com esses tipos de conflitos.

Quando discutimos com uma daquelas pessoas que pensam que estão sempre certas, é fácil acabarmos exaustos. Encarar o rosto contra uma parede não é agradável para ninguém, muito menos quando essa parede se opõe a nós e nos diz que estamos na defensiva. Portanto, neste artigo, queremos dar a você algumas chaves para lidar com pessoas que sempre acreditam que estão certas.

Desde o início, deve-se entender que é uma questão de inteligência emocional.

QUANDO UMA PESSOA PERMANECE NA CASA DOS TREZE ANOS SEM OUVIR OS ARGUMENTOS EXPOSTOS PELOS OUTROS, PROVAVELMENTE NÃO TEM A SENSIBILIDADE NECESSÁRIA PARA IDENTIFICAR O QUE A OUTRA PESSOA ESTÁ SENTINDO. EM OUTRAS PALAVRAS, ELES TÊM UMA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL SUBDESENVOLVIDA.


A chave está na inteligência emocional

Isso não é algo que deveria justificar o comportamento do sabe-tudo, mas lança alguma luz sobre o assunto. E é que, de acordo com Marta Krajniak, psicóloga da Farleigh Dickinson University, as pessoas que tendem a controlar excessivamente o ambiente ao seu redor apresentam mais dificuldade em ajustar seu comportamento com certas pessoas.

A psicóloga americana afirma que a baixa inteligência emocional pode ser uma das causas pela qual esse tipo de pessoa não consegue dar o braço para torcer.

Como lidar com pessoas que sempre acham que estão certas
É preciso entender que as relações interpessoais se caracterizam por serem líquidas e de difícil qualificação. Levando em consideração essa característica como parte da maioria dos contextos, queremos apresentar uma série de estratégias que provavelmente o ajudarão a redirecionar a situação:

1. Não diagnostique nenhum transtorno de personalidade na outra pessoa
É verdade que alguns desses comportamentos são típicos de certos transtornos de personalidade, mas isso não significa que a pessoa com quem você está discutindo tenha essa imagem. Portanto, não se preocupe em tentar diagnosticar a outra pessoa. Porque, mesmo que você tenha um transtorno, apontar algo assim é a pior coisa que podemos fazer.

2. Leve em consideração que a outra pessoa tem uma inteligência emocional subdesenvolvida.
Como dizemos, lembre-se de que todas essas situações tendem a ser devido à baixa inteligência emocional . Não queremos dizer que os comportamentos do intransigente são justificados. Talvez seja melhor exibir nossa própria inteligência emocional para que a outra pessoa possa ser infectada.

3. Não se preocupe
Já asseguramos que a pior coisa que se pode fazer nessas situações é ficar chateado ou zangado com a pessoa que está discutindo conosco . Nosso primeiro impulso será esse, mas devemos combatê-lo para que o clima da discussão não se torne ainda mais rarefeito. Mais uma vez, você precisa trazer à tona sua inteligência emocional para ver se algo se aplica à sua contraparte.

4. Considere por um segundo que você pode ser aquele que está errado.
Todas essas ferramentas que oferecemos não significam que devemos parar por um segundo para considerar se somos os errados. Insistimos, não se trata de passar por cima do outro, mas de poder recuar ou adotar uma postura mais prudente quando necessário.

E quem sabe, talvez, em alguma ocasião, você tenha sido a pessoa que estava errada. Não há nada pior do que entrar em uma discussão feia e depois perceber o quão confusos estávamos.

5. Cuide da comunicação
Como tudo na vida, a comunicação é essencial, ainda mais neste tipo de conflito, pois seremos obrigados a dividir o espaço com aquela pessoa. Principalmente se for um amigo ou familiar. Nesses casos, é melhor ter a mão esquerda e estar disposto a ouvir e se relacionar. Você ficará surpreso com quantas vezes poderá concordar com essa outra pessoa.

Como você verá, esses tipos de conflito geralmente estão intimamente relacionados à inteligência emocional. Uma falha importante da outra pessoa pode ser um obstáculo para que ela nos escute. Afinal, esse oponente não consegue entender o que você pode sentir naquele momento.

A falta de inteligência emocional é a causa, mas o desenvolvimento dela pode ser, ao mesmo tempo, a solução para essas situações desagradáveis.

Se mostrarmos nossa própria inteligência emocional nessas discussões, não entraremos no jogo. E, acima de tudo, podemos ser capazes de arrastar a outra pessoa para o campo da empatia e da compreensão.

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*Fonte: seuamigoguru

Elon Musk afirma que humanos estarão em Marte dentro de 10 anos

Elon Musk, o polêmico CEO e fundador da SpaceX, concedeu, no dia 28 de dezembro de 2021, uma entrevista ao podcast do cientista Lex Fridman e, como sempre ocorre quando o bilionário participa desses eventos de mídia, sobraram polêmicas. Uma delas foi especialmente ambiciosa: ele afirmou que os seres humanos estarão no planeta Marte no máximo em dez anos.

“A melhor hipótese é em torno de cinco anos, e a pior, 10 anos”, especificou o empreendedor. Para ele, tudo se resume a uma questão de custos. Embora considere sua nave Starship “o foguete mais complexo e avançado já construído”, Musk entende ser fundamental minimizar o custo para orbitar e o custo final até a superfície de Marte.

Fazendo a conta com números inteiros, o dono da SpaceX estima que com US$ 1 trilhão (R$ 5,6 trilhões) não dá nem para chegar até Marte. Para viabilizar a viagem, Musk projeta reduzir os custos operacionais da nave em cerca de US$ 100 bilhões a US$ 200 bilhões por ano. Levando-se em conta que o orçamento operacional da NASA para 2021 foi menos de US$ 25 bilhões, é praticamente impossível pensar sobre esse avanço de engenharia projetado.

A previsão sobre humanos em Marte pode se realizar?

Embora a SpaceX tenha realizado feitos notáveis, como a reutilização dos foguetes propulsores e diversas viagens bem-sucedidas à Estação Espacial Internacional (ISS), a aposta de Elon Musk na verdade se baseia em um veículo – a Starship – que ainda não voou no espaço. Apesar de termos motivos para crer que seu lançamento da Terra terá sucesso, certamente há muito o que fazer antes que nave chegue a Marte, ou decole de lá.

Um desses desafios, o pouso na Lua pelos astronautas do programa Artemis, marcado para 2025, envolverá a Starship e um veículo de pouso. Ou seja, concluída essa importante etapa, Musk ainda teria mais cinco anos para cumprir sua previsão sobre o desembarque em Marte. Um feito improvável, mas não impossível.

*Por Jorge Marin
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*Fonte: tecmundo

Humanos podem aprender ecolocalização em apenas 10 semanas, revelam experimentos

Com treinamento suficiente, a maioria dos humanos pode aprender a ecolocalizar, usando a língua para fazer sons de cliques e interpretando os sons dos ecos que voltam, refletidos no ambiente ao redor.

Em apenas 10 semanas, os pesquisadores foram capazes de ensinar aos participantes como navegar pelos obstáculos e reconhecer o tamanho e a orientação dos objetos usando os sons repetidos de seus cliques. O experimento envolveu 12 participantes que foram diagnosticados como legalmente cegos durante a infância e 14 pessoas com visão.

A ecolocalização é uma habilidade que normalmente associamos a animais como morcegos e baleias, mas alguns humanos cegos também usam os ecos de seus próprios sons para detectar obstáculos e seus contornos. Alguns usam o bater de uma bengala ou estalar os dedos para fazer o barulho necessário, enquanto outros usam a boca para fazer um som de clique.

Apesar do quão útil possa ser essa habilidade, muito poucos cegos são ensinados a fazê-la. Especialistas em ecolocalização vêm tentando difundir a prática há anos e este novo estudo sugere que um cronograma de treinamento simples é tudo o que é necessário.

“Não consigo pensar em nenhum outro trabalho com participantes cegos que tenha recebido um feedback tão entusiasmado”, disse a psicóloga Lore Thaler, da Universidade de Durham, no Reino Unido.

Ao longo de 20 sessões de treinamento, que duraram cerca de 2 a 3 horas, os pesquisadores descobriram que os participantes cegos e os que enxergam, tanto idosos quanto jovens, melhoraram consideravelmente na ecolocalização baseada em cliques.

Durante semanas, os participantes foram treinados para navegar em labirintos virtuais – corredores dispostos em interseções em T, curvas em U e zigue-zagues – e identificar o tamanho e a orientação dos objetos usando cliques da boca.

Nas duas sessões finais, os participantes tiveram suas novas habilidades de navegação testadas em um labirinto virtual que eles nunca haviam percorrido antes. Mesmo estando cego neste ambiente desconhecido, as colisões foram menores do que no início do programa.

Claramente, os ecos de seus próprios cliques estavam ajudando as pessoas a navegar pelo percurso com mais facilidade do que antes.

Na verdade, os autores descobriram que esses ecolocalizadores recém-treinados tiveram um desempenho quase tão bom no labirinto quanto sete ecolocalizadores especialistas, que usavam essa habilidade há anos.

Em testes adicionais para determinar a forma e a orientação de certas superfícies, os participantes do estudo tiveram um desempenho igual ao dos especialistas.

Estudos anteriores também descobriram que indivíduos que enxergam podem aprender a ecolocalização baseada em cliques em uma série de sessões de treinamento, mas este é o primeiro estudo a testar se os resultados se estendem a pessoas cegas e também a pessoas de várias idades.

As partes visuais do cérebro são o que permitem que os ecolocalizadores “vejam” o mundo ao seu redor, e não estava claro até agora se aqueles que crescem sem visão podem usar as mesmas redes neurais no mesmo grau.

Além do mais, muitas pessoas perdem a visão e a audição à medida que envelhecem e, quanto mais velha uma pessoa, menos plasticidade tem seu cérebro.

Isso pode tornar o aprendizado de novas habilidades mais difícil à medida que você envelhece, mas a nova pesquisa sugere que esse não é um fator limitante no aprendizado da ecolocalização. No estudo, indivíduos cegos de 79 anos foram capazes de adquirir a habilidade com o treinamento correto.

Quando os autores analisaram seus resultados (de seu experimento reconhecidamente pequeno), descobriram que a idade avançada em si não estava ligada a mais colisões na tarefa do labirinto.

“É importante ressaltar que quando quantificamos o grau em que os participantes melhoraram da sessão 1 à sessão 20 em suas habilidades em cada uma das tarefas, não houve evidência de uma associação entre idade e desempenho nas tarefas práticas”, escrevem os autores.

A idade mais jovem permitiu que alguns participantes terminassem os labirintos mais rápido, mas na prática, dizem os autores, “o treinamento levou a mudanças comportamentais notáveis ​​para todos os participantes”, independentemente da idade.

Três meses após o término das sessões de treinamento, participantes cegos disseram que experimentaram uma melhora na mobilidade usando a ecolocalização. Em uma pesquisa de acompanhamento, 10 entre 12 participantes disseram que a habilidade havia beneficiado sua independência e bem-estar.

“Estamos muito entusiasmados com isso”, disse Thaler. “Sentimos que faria sentido fornecer informações e treinamento em ecolocalização baseada em cliques para pessoas que ainda podem ter uma boa visão funcional, mas que podem perder a visão no futuro por causa de doenças oculares degenerativas progressivas”.

*por Carly Cassella
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Fonte: universoracionalista

O significado da vida de acordo com Jung

De acordo com Carl Jung, o sentido da vida diz respeito à transcendência ou essência do indivíduo. Quando essa necessidade não é satisfeita de forma satisfatória, surge um desconforto e um vazio que se torna incômodo.

No século XX, as questões existenciais ultrapassaram as fronteiras da arte, literatura ou círculos de intelectuais. É um exemplo do sentido da vida de acordo com Jung . O colapso progressivo dos valores absolutos, a decepção derivada da crueldade humana e a falta de pontos de referência estáveis ​​alimentaram a necessidade de encontrar uma resposta.

Em cenário semelhante, o psiquiatra suíço Carl Jung identificou a inquietação geral e elaborou uma hipótese sobre a questão fundamental da vida, com uma resposta capaz de dar sentido à existência.

De acordo com Jung, o aspecto fundamental de nossa existência é a transcendência. Ou seja, segundo o filósofo, o indivíduo precisa sentir que sua vida tem um sentido para além do momento presente , que suas ações podem ecoar no mundo, que impactam a realidade.

Afirmou ainda que, quando a vida é percebida como um simples conjunto de momentos, sem um projeto de longo prazo que vá além de pequenas metas sem importância, surge a angústia existencial . A sensação de que nada faz sentido.

Antes da chegada da modernidade, eram as religiões que davam sentido à vida . A existência das pessoas não terminava com a morte , mas ia além com uma forma de vida espiritual em que tudo o que havia sido feito na vida terrena seria julgado, portanto recompensado ou punido.

Com a crise gradativa das crenças religiosas, o ser humano se viu nu diante da realidade. Esse aspecto começava a ser visível na época de Jung, que se propôs a dar forma para encontrar uma resposta à grande questão existencial.

“Quanto mais o homem corre atrás de bens falsos e quanto menos sensível ao que é essencial, menos satisfatória é sua vida.“

-Carl Jung-

Qual é o significado da vida de acordo com Jung
A questão existencial a nos colocar de acordo com Carl Jung é: a existência de uma determinada pessoa tem uma relação com o infinito? Mesmo sem saber, a maioria de nós está procurando uma conexão com o infinito no curso de nossa existência. Nós o buscamos por meio da fé religiosa, do trabalho, de nossas crenças, etc.

O infinito é um conjunto ou uma série com uma conclusão e com fronteiras que não conhecemos. A vida humana termina com a morte, mas todos sabemos que existem realidades que nos transcendem. Eles estavam lá antes de nascermos e ainda estarão lá depois que partirmos.

A religião foi uma das respostas mais naturais para estabelecer contato com o infinito. Acreditar em um Deus nos permite responder à pergunta fundamental sobre a vida. Para quem não acredita ou para quem Deus não é uma presença fundamental, as coisas complicam-se.

O infinito, portanto, é buscado nos descendentes: os filhos prolongam a vida. Também pode residir em um contexto específico, como no local de trabalho ou social.

A importância do sentido de transcendência

Desde os primórdios da história, o homem sempre quis estabelecer esse contato com o infinito. Por medo, por incapacidade de aceitar a ideia da morte ou de consolidar uma autoridade a que todos os humanos devem obedecer.

Ao lado da religião, até o amor era uma fonte para encontrar resposta à questão fundamental da vida. No entanto, o ser humano percebeu que se o objeto de seu amor é algo ou alguém finito e mortal, o sentimento está condenado a causar sofrimento.

Na medida em que o objeto de amor tem fim, o sentido da transcendência está condenado à morte, causando uma perda inevitável. Por esta razão, os seres humanos criaram divindades para tudo e as adoraram. Como imortais, o destino não poderia ter nos privado de sua companhia. Aqui é estabelecido um vínculo com o infinito.

Mais tarde e com o desenvolvimento das ciências e das artes, para muitos o conceito de Deus ficou em segundo plano. Em particular, as ciências e as artes tornaram-se um novo infinito capaz de oferecer transcendência à vida .

A resposta de Jung ao significado da vida oferece uma forma de bem-aventurança que não pode ser alcançada de nenhuma outra maneira. Esse conceito foi bem explicado pelo filósofo Spinoza , que o descreveu de forma mais do que clara.

A esse respeito, disse: “Nossa felicidade ou infelicidade depende apenas da qualidade do objeto de nosso amor (…). Mas o amor por um objeto eterno e infinito alimenta a mente com uma forma de pura alegria, desprovida de traços de tristeza ”.

Adaptado de La Mente è Meravigliosa
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Como Obter O Que Você Deseja Da Vida?

Como Obter O Que Você Deseja Da Vida?

“A Maioria Das Pessoas Sonha Com A Vida, Sem Nunca Questionar Ou Avaliar A Vida Que Construiu Para Si Mesma. Eternamente Distraído Pela Próxima Dose De Dopamina.”

No momento, estamos vivendo em tempos muito confusos – mas emocionantes.

Cada setor está se acelerando rapidamente, o que aumenta a quantidade de conhecimento acumulado e a complexidade das ferramentas em qualquer campo. Mais conhecimento e ferramentas significam mais (confusas) escolhas sobre como lidar com os desafios da nossa vida.

Vamos encarar; Embora mais opções nos permitam fazer melhores, há muita porcaria confusa por aí para ter certeza das ações que estamos tomando.

Então, como fazemos nosso próprio mapa para conseguir o que queremos da vida? E sem perder a cabeça?

Como podemos manter a vida simples quando a realidade real que tentamos compreender é complexa?


Um Sistema De Feedback Para Sua Vida

Recentemente, reli o livro “princípios” de Ray Dalio e assisti a essa conversa com Elon Musk e o que vi é que ambos recomendam ter algum tipo de sistema de feedback para conseguir o que quer da vida, o que achei muito interessante.

Obviamente – sendo o nerd de listas que sou – reuni o máximo possível de informações sobre isso e fiz minha própria versão, e é isso que estou compartilhando aqui.

Não sei necessariamente se você vai encontrar tanta utilidade nisso quanto eu (só acho que as pessoas que compartilham traços de personalidade analíticos / listadores semelhantes vão realmente ler isso).

Mas, pelo menos, espero poder fazer você ver o valor de ter um sistema que permite que você tome suas próprias decisões críticas de vida e que permita que você desperte quando estiver se afastando muito do caminho.

Mas antes, gostaria de começar com esta ótima citação de Mark Manson;

“Nossa cultura de mídia social hoje está obsessivamente focada em expectativas positivas irrealistas: Seja mais feliz. Seja mais saudável. Seja o melhor, melhor do que o resto. Seja mais inteligente, mais rápido, mais rico, mais sexy, mais popular, mais produtivo, mais invejado e mais admirado.

Seja perfeito e incrível e cague pepitas de ouro de doze quilates antes do café da manhã todas as manhãs, enquanto dá um beijo de despedida em seu cônjuge pronto para selfies e em duas crianças e meia. Em seguida, voe seu helicóptero para o seu trabalho maravilhosamente gratificante, onde você passa seus dias fazendo um trabalho incrivelmente significativo que provavelmente salvará o planeta um dia.

Ironicamente, essa fixação no positivo – no que é melhor, no que é superior – só serve para nos lembrar continuamente do que não somos, do que nos falta, do que deveríamos ter sido, mas deixamos de ser.

Todos nós temos nossos próprios pontos fortes e fracos. Mas o fato é que muitos de nós somos medianos na maioria das coisas que fazemos. Mesmo que você seja realmente excepcional em uma coisa – digamos, matemática, pular corda ou ganhando dinheiro com o mercado negro de armas – as chances são de que você esteja na média ou abaixo da média na maioria das outras coisas.

Essa é apenas a natureza da vida. Para se tornar realmente ótimo em algo, você precisa dedicar tempo e energia a isso. E porque todos nós temos tempo e energia limitados, poucos de nós se tornam verdadeiramente excepcionais em mais de uma coisa, se é que alguma vez em alguma coisa.

Podemos então dizer que é uma improbabilidade estatística completa que qualquer pessoa possa ter um desempenho extraordinário em todas as áreas de sua vida, ou mesmo em muitas áreas de sua vida. isso não existe.

Simplesmente não acontece.

Homens de negócios brilhantes costumam ser prejudicados em suas vidas pessoais. Atletas extraordinários costumam ser superficiais e estúpidos como uma rocha lobotomizada.

A maioria das celebridades provavelmente é tão ignorante sobre a vida quanto as pessoas que olham boquiabertas para elas e seguem todos os seus movimentos.

Somos todos, na maior parte, pessoas bem comuns. São os extremos que ganham toda a publicidade. Todos nós sabemos intuitivamente disso, mas raramente pensamos e / ou falamos sobre isso.

A GRANDE MAIORIA DE NÓS NUNCA SERÁ VERDADEIRAMENTE EXCEPCIONAL EM QUALQUER COISA. E TUDO BEM. PARA CONSEGUIR O QUE VOCÊ DESEJA VOCÊ SÓ PRECISA SER CONSISTENTE.

O que nos leva a um ponto importante: que a mediocridade, como objetivo, é uma emboscada. Mas a mediocridade, como resultado, está OK.

Todas as porcarias que escrevo neste blog (todas as porcarias que estão sendo escritas na internet, na verdade) são ótimas e tal. Mas como você pode não sentir constantemente que está fazendo tudo errado por causa disso?

Não quero que este post dê a você outro sentimento de ‘sou um miserável’. O que é algo que tenho aprendido ultimamente com muitas coisas de autoaperfeiçoamento. E estou farto disso.

EU QUERO ACEITAR SER MENOS.

Quero menos entrada de informações de melhoria para mais saída de qualidade de vida. Eu simplesmente quero mais paz de espírito. Mais retorno para o meu eu fanfarrão de auto-aperfeiçoamento, por assim dizer.

No final das contas, eu só quero um sistema gerenciável para me manter no caminho certo e corrigir meu curso sempre que necessário e ler alguns livros / seguir pessoas interessantes ao lado. E é isso.

E isso é tudo que deveria ser.

Por Que Você Precisa De Um Sistema De Feedback?

Sinto que muitas pessoas passam mais tempo planejando suas próximas férias do que avaliando sua vida e trabalhando construtivamente em direção às metas que estabeleceram para si mesmas.

Muito menos gente faz isso de forma consistente.

Fo#a-se, que a maioria não tem nenhuma pista / nem preocupação onde colocam seu tempo e energia. E então, de alguma forma, eles se perguntam por que não alcançaram seus “objetivos”.

Eu gostaria de fazer os seguintes argumentos (não-científicos) em favor de ter um sistema de feedback;

SEM UM PLANO DE LONGO PRAZO PARA SUA VIDA, VOCÊ CAIRÁ NO PENSAMENTO DESTRUTIVO DE CURTO PRAZO POR PADRÃO (BUSCANDO ESTÍMULO E SEDAÇÃO).

Um sistema de feedback força você a fazer as perguntas certas – o que força seu cérebro a executar um “script” em vez de cantarolar em sua configuração padrão. (sua vida é planejada ou padrão?)

Com uma visão clara, você sempre saberá o melhor uso de seu tempo e energia, para que não fique preso na “agenda de outras pessoas” e continue trabalhando em prol da vida que deseja.

É como um filtro para saber onde melhor gastar seu tempo / energia / dinheiro (três recursos mais valiosos).

Ele permite que você avalie claramente seu progresso / realizações ao longo do tempo, o que – em retrospecto – adiciona um valor tremendo à sua vida. (mensurável, o crescimento progressivo é um grande fator para a felicidade).

Dá a sensação de que está realmente indo a algum lugar e que seus dias são importantes.

Uma sensação de envolvimento na vida como um gladiador, em vez de vê-la passar como um espectador.

De modo geral, a vida parece mais “organizada” e você tem mais confiança em sua capacidade de se controlar quando as coisas ficam difíceis (autossuficiência).

Não estou dizendo que você precisa usar meu sistema de feedback. Estou dizendo que você deve construir um pra você / fazer um que funcione pra você. Isso já basta para você conseguir o que você deseja.

*Por Simonsonlai Mente
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*Fonte: seuamigoguru

Para quem quiser julgar o meu caminho, empresto os meus sapatos

Não devemos deixar que os julgamentos alheios condicionem a nossa vida. Embora as críticas construtivas possam nos ajudar a crescer, devemos aprender a ignorar aquelas que só pretendem nos fazer mal.

Quantas vezes você já teve que enfrentar os julgamentos alheios? Em algumas ocasiões, não conseguimos nem lidar com o caminho que somos obrigados a seguir todos os dias, e muito menos “carregar” também as opiniões de terceiros sobre o que fazemos ou deixamos de fazer.

Dizer que isso não nos afeta pode ser uma mentira.
Fingir que somos surdos diante destes comentários que se atrevem a julgar nossas ações como se tivessem o dom da sabedoria universal nem sempre é fácil. Principalmente se a opinião vier de pessoas importantes em nossas vidas: nossa família, nossos amigos, etc.

É claro que ninguém será um autêntico amigo ou um familiar importante se se atreve a nos julgar sem conhecer nossas emoções, ou todos os momentos vividos que carregamos em nossas costas e em nosso coração.

Empreste a eles seus sapatos, porque ninguém conhece como você a dor das pedras que você tem carregado, os rios que tem cruzado, às vezes sem pedir ajuda a ninguém… Hoje, em nosso espaço, convidamos você a refletir sobre isso.

O caminho que construímos e as trilhas vitais que nos definem
Você não é somente essa mulher cujo reflexo vê no espelho. Não é simplesmente a sua forma de vestir, nem as palavras que profere aos demais.

Você é o seu caminho e todas as suas experiências vividas e integradas no mais fundo do seu ser… Essas sobre as quais ninguém sabe, somente você, e que ninguém mais deve conhecer se você não quiser.

Ninguém anda por este mundo falando a cada momento de tudo que teve superar, ninguém tem motivos para proclamar as suas decepções, suas derrotas ou suas vitórias. Então… Por que há pessoas que se atrevem a nos julgar sem saber?

-As pessoas acostumadas a julgar os demais costumam ser, em geral, as mais frustradas.

-Costumam ser personalidades insatisfeitas com elas mesmas, que projetam, por sua vez, a sua necessidade de controle e intervenção em vidas alheias.

-É comum que muitos de nossos familiares tenham o costume de nos julgar. “Você confia demais, por isso essas coisas acontecem com você”, “Você fez tudo errado desde o começo, você acredita que pode enfrentar tudo, e não é assim”.

-Julgam-nos com a intenção de nos ajudar e nos oferecer um aprendizado, mas na realidade desejam nos controlar e fazer com que nos “encaixemos” na sua forma de pensar, nas suas diretrizes.

-Em algumas ocasiões, quem julga o seu caminho tenta justificar a própria vida criticando os demais. É algo muito comum.

-Na realidade, quando nos julgam não nos dão argumentos válidos que sirvam de ajuda. Quase sempre buscam o ataque, a afronta ou o desprezo. Seu raciocínio costuma ser muito reducionista.

-Falta de autocrítica. Não são capazes de valorizar seus próprios atos, suas próprias palavras para ver que cometem erros ou que são capazes de causar dano. Limitam-se a projetar toda a crítica nos demais.

-Em geral, as pessoas acostumadas a julgar o nosso caminho não têm uma vida autêntica, de hobbies e paixões que os ajudem a relativizar as coisas e deixar de focar tanto nos demais.


Como defender-se dos julgamentos alheios
Com frequência dizemos que “isso não me afeta”, e realmente pode ser assim, sempre que o julgamento seja feito por um colega de trabalho ou por uma pessoa com a qual não temos um vínculo íntimo. Iremos esquecer o seu comentário com facilidade.

Entretanto, o que acontece quando um amigo, um parceiro ou um familiar é capaz de julgar o seu caminho?

Nestes casos é comum nos sentirmos ofendidos, e até feridos. A primeira coisa a fazer é manter a calma e focar em si mesma através de verbalizações como as seguintes:

“Eu sei quem sou, eu sei o que superei, e me sinto orgulhosa de cada passo dado, de cada aprendizado obtido com meus erros”. “Ninguém, a não ser eu, tem o direito de me julgar, porque somente eu sei o que sinto e como sou feliz com a minha forma de ser e com tudo que consegui”.

-Uma vez que você tenha reafirmado e protegido a sua autoestima, evite lançar comentários para ferir os outros. Se demonstrarmos desprezo ou raiva, os sentimentos negativos demorarão mais em desaparecer e nos machucarão ainda mais.

-Demonstre decepção. Deixe claro que ninguém tem o direito de julgar você desta maneira e que o simples fato de fazê-lo não significa que o conhecem.

-Quem se atreve a criticar o seu caminho e todas as trilhas pelas quais você passou não foi um bom companheiro de viagem. E não importa se foi a sua mãe, um irmão ou o seu parceiro.

-Quem não aceita que você tenha errado em alguma ocasião e o julga por isso claramente tem uma autoestima muito baixa. Quem vê a si mesmo como alguém que nunca comete erros ou toma más decisões certamente não tem autocrítica e empatia.

Se no dia a dia você só ouvir julgamentos de valor por parte daqueles que o rodeiam, ao final você se sentirá escravizado pelas opiniões dos outros. Não permita que isso aconteça.

Nestes casos você deve refletir e decidir se não vale a pena impor distância daqueles que são incapazes de ver o quanto você vale e a luz que você transmite.

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*Fonte: fasdapsicanalise

Por que você deve parar tudo e respirar fundo agora

Na maior parte do tempo, respiramos sem nem se dar conta de que estamos respirando. Mas respirar faz muito mais do que apenas fornecer oxigênio ao cérebro e ao corpo.

A cada inspiração e expiração, temos a capacidade de mudar, em segundos, a maneira como pensamos e sentimos. Controlar a respiração — o tempo em que inspiramos e a profundidade como o fazemos — também pode combater o estresse e até mesmo tornar nossa mente mais aguçada.

Tente agora: respire fundo por quatro segundos… agora, expire por seis segundos. Pratique isso por alguns minutos e você sentirá uma diferença.

A respiração afeta quase todos os órgãos do nosso corpo. Pode alterar nossa frequência cardíaca, diminuir a pressão arterial, reduzir níveis de estresse, combater a ansiedade, reduzir a sensação de dor e até mesmo alterar a química do cérebro para tornar nossa mente mais aguçada.

Não é por acaso que os exercícios respiratórios formam a base de muitas práticas antigas, da meditação à respiração na yoga.

Reiniciar o cérebro
Quando estamos estressados, os níveis de uma substância química chamada noradrenalina aumentam no cérebro, e suas redes de atenção são interrompidas. Isso causa um tipo de pensamento distraído.

Algumas pessoas prendem a respiração sob estresse, o que agrava ainda mais o problema. Os níveis de dióxido de carbono no sangue começam a subir, e isso dá o pontapé inicial para a ação do locus coeruleus, uma região específica do cérebro que começa a produzir ainda mais noradrenalina.

À medida que os níveis de noradrenalina aumentam mais e nossas redes de atenção começam a funcionar fora de sincronia, fica muito difícil se concentrar em apenas uma coisa.

Quando você respira fundo, interrompe todo o sistema. Respirar fundo é o botão de reinicialização do seu cérebro.

Monja Coen: ‘Não adianta querer que as coisas sejam como antes, porque a Terra não volta para trás’
Se você parar e inspirar contando até quatro e expirar contando até seis, você afeta o locus coeruleus, reduzindo os níveis de noradrenalina no cérebro. Suas redes de atenção podem trabalhar novamente em sincronia.

“É o produto farmacêutico mais preciso que você poderia administrar a si mesmo, sem efeitos colaterais”, diz o neurocientista Ian Robertson, professor da Universidade de Dublin, na Irlanda. “É incrivelmente potente. Você pode fazer isso em uma reunião, e ninguém precisa saber.”

O poder da respiração
Controlar a respiração pode ajudá-lo a recuperar sua própria confiança, dando uma sensação de que está no controle.

“Dá a você um pouco de senso de controle sobre seu próprio cérebro, suas próprias emoções e seu próprio pensamento”, diz Robertson. Depois de respirar fundo por alguns segundos, sua confiança começa a crescer. “De repente, talvez suas emoções não sejam o grande terrorista sobre o qual você não tem controle.”

Robertson diz que a chave não é lutar para controlar a respiração e sim apenas prestar atenção nela. Se você não fizer nada além de expirar por mais segundos do que quando você inspira, você está no caminho certo.

Da próxima vez que você se sentir sob pressão, lembre-se de que você tem o poder de mudar a química do seu cérebro com algumas respirações profundas, quando e onde quiser.

Os benefícios de controlar a respiração

1. Reduz níveis de estresse e combate a ansiedade
Acalme os pensamentos que correm pela sua cabeça diminuindo a frequência cardíaca e reduzindo sua resposta instintiva ao estresse. Isso quebrará o ciclo vicioso do pensamento de pânico e fará com que você se sinta com maior controle sobre sua mente e corpo.

2. Melhora a memória e a tomada de decisão
Controlar a maneira como você respira melhora a memória e a capacidade de resolução de problemas. Se você precisar pensar com mais clareza no momento, tente desacelerar sua respiração. Seus pensamentos devem então clarear.

Você também pode usar a respiração lenta para te ajudar a tomar melhores decisões de imediato. Um estudo envolvendo um grupo de alunos de uma escola de negócios francesa descobriu que fazer exercícios de respiração profunda melhorou os resultados dos estudantes em uma tarefa que envolvia a tomada de decisão em quase 50% apenas dois minutos depois de fazerem o exercício.

3. Ajuda a reduzir a sensação de dor crônica
A dor crônica e o estresse crônico estão intimamente ligados. Quanto mais estressado você estiver, mais seu corpo ficará em um estado de vigília. Você fica mais sensível aos sinais de dor que surgem de seu corpo. Uma maneira de quebrar este ciclo é se concentrar em sua respiração e diminuir sua resposta ao estresse em repouso.

4. Ajuda a voltar a dormir
Se você acordar no meio da noite e estiver com dificuldades para voltar a dormir, a respiração lenta pode ser algo que você pode fazer para tentar acalmar o cérebro, reduzir o estímulo ao locus coeruleus, diminuir seu estado de alerta e ajudá-lo na jornada para dormir outra vez.

5. Traz benefícios a longo prazo
Seja através da meditação focada na respiração, exercícios respiratórios ou mesmo no trabalho de respiração como parte de aulas de canto, prestar atenção à sua respiração pode ter benefícios duradouros. Além de torná-lo melhor no controle de sua resposta ao estresse, com o tempo isso colocará seu corpo em um estado de repouso mais calmo, com um profundo impacto em sua saúde geral – desde melhorar a saúde do coração até reduzir a inflamação crônica.

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil

Desculpa, não estou querendo ser melhor que ninguém. Só estou vivendo meu momento

Desculpa, mas estou no momento em que não estou querendo machucar, ser deselegante, indiferente, imperceptível.

Eu estou meio do avesso, estou meio que descomplicando o que anda meio perturbável, estou aqui desvendando os mistérios de Deus diante da minha fé.

Estou precisando me olhar mais de um jeito menos crítico, sem achar que tenho a obrigação de carregar o mundo nas costas.

Desculpa se eu não estou podendo estar assim tão próxima, se não estou podendo reler muitas coisas e nem estou podendo estar tão atenta ao que acontece por aí.

Aqui dentro está tudo meio confuso, mas ao mesmo tempo, se ajeitando dentro dos planos do Divino.

Tem dias que eu ando pela casa, tem dias que eu saio e só sinto os pés seguindo com o fluxo do caminho.

Sigo conversando com meus pensamentos tentando entender aonde estou e em que posição fiquei. O que falta, o que preciso, o que me eleva para que eu descanse mais e não sofra tanto por antecipação.

Enquanto isso eu ajo dentro do pretexto do que tiver de ser será e que eu tenho que aprender a controlar minha ansiedade, controlar mais os sentimentos que por vezes se colidem, pelas coisas que descem seco goela adentro.

Estou me desvendando e sabendo que também estou presente dentro do processo de amadurecimento, e ele é tão real quanto o dia que nasce a minha frente me mostrando que eu posso investir ou desistir.

O que foi desperdiçado, ficou infelizmente em algum lugar que não percebi ou não encontrei motivos para reagir.

Eu estou aqui conflitando, mas também me salvando neste momento que pertence a mim.

Sinto que estou em uma grande estação olhando o vaivém das pessoas, ouvindo o apito da sirene, o chamado para a próxima viagem.

Não tenho hora marcada e nem pressa para algumas coisas. Mas eu continuo tentando com meu jeito de ser.

Desculpa, mas eu não estou querendo ser melhor que ninguém. Só estou vivendo meu momento, o que foi imposto, o que foi mostrado.

NÃO ESTOU EMPURRANDO PARA OS OUTROS O QUE É PROBLEMA MEU. SÓ QUERO QUE TODO MUNDO FIQUE BEM.

*Por Sil Guidorizzi
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*Fonte: seuamigoguru

Com o tempo, você aprende a amar mais, mas menos pessoas

É um segredo bem conhecido que os verdadeiros amigos podem ser contados com os dedos de uma mão e que, ao longo dos anos, a qualidade dos relacionamentos conta mais do que a quantidade.

É por isso que dizemos que, com o tempo, aprendemos a amar mais, mas menos pessoas.

As experiências de vida “nos forçam” a estreitar nosso círculo social, a ser mais seletivo e a administrar distâncias e proximidade mais precisamente e de acordo com nossas necessidades.

Não somos tímidos, nem anti-sociais, mas, na verdade, não nos interessa mais ter tantas pessoas ao nosso redor. Queremos estar cercados por aqueles que realmente importam para nós.

As decepções têm algo a ver com isso, mas as circunstâncias da vida também. Não temos o mesmo tempo de vínculo aos 15, 30 ou 40 anos. As prioridades mudam e isso resulta em um processo mais rigoroso de seleção de amigos.

Quanto mais profunda a amizade, mais agradável é

É muito comum se sentir sozinho, mas acompanhado. Da mesma forma, é frequente que esse sentimento seja mais comum e presente com o passar dos anos.

De fato, existem estudos que afirmam que a cada ano que passa nos ajuda a priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Digamos que acabamos selecionando e priorizando as pessoas com quem nos damos melhor e que sentimos que nos trazem bem-estar em todos os níveis: social, emocional, cognitivo etc.

De certa forma, nosso conceito de amizade muda ao longo da vida. Quando somos pequenos, todo mundo é nosso amigo, a menos que um dia brigássemos por um brinquedo.

Com o tempo, construímos um grupo de referências, pessoas que seguimos e com quem trocamos e nos relacionamos, compartilhando sentimentos , pensamentos, interesses e jogos variados.

Em geral, todo mundo passa por estágios ou momentos em que se sente desconectado do ambiente e das pessoas que deveriam ser “amigas”.

Isso acontece em particular desde a pré-adolescência e a adolescência propriamente ditas, porque todos estão à procura de seu lugar na sociedade.

Mais tarde, em nossa juventude , continuamos tentando compor e recompor as peças do nosso quebra-cabeça. De acordo com pesquisadores de desenvolvimento evolucionário como Erikson, nesta fase, ainda existe uma grande confusão.

Aos poucos, estamos deixando de lado grandes reuniões, festas loucas e excessos sociais, e estamos procurando pessoas com quem discutir e com quem compartilhar nossas preocupações pessoais e psicossociais.

Com o tempo, preferimos ficar mais à vontade, sentir-nos amados e importantes, concordar com interesses e pensamentos, estimular nossa mente a partir de debates e administrar nosso mundo de uma maneira muito mais madura.

As pessoas e amizades que gostamos

As amizades que gostamos e nos trazem coisas têm aquelas que não precisam tirar uma foto permanente para publicá-las nas redes sociais .

Os amigos de quem gostamos são os que nos dizem o que realmente pensam, mesmo quando discordam ou ficam com raiva, aqueles que não têm medo de aliviar seus sentimentos e esclarecer mal-entendidos.

Em uma amizade, há tudo, até argumentos, se necessário, porque duas pessoas nem sempre conseguem concordar com seus pensamentos, crenças, sentimentos ou maneiras de fazer as coisas.

São amizades que acabam se tornando relacionamentos de irmãos e irmãs, uniões profundas e distantes de pensamentos sombrios ou preocupações ocultas. Eles são os que merecem os abraços mais bonitos e os olhares mais cúmplices.

Estas são as pessoas que nos ensinam a amar mais, a quem consideramos membros de nossa família, a quem acompanhamos nos bons e nos maus momentos, com quem nos comprometemos e de quem não queremos partir.

Eles são os primeiros a quem emprestamos o giz do nosso quadro, para que nos ensinem ou nos distraiam, para que nos atraiam um ônibus espacial que nos permita compartilhar o mesmo destino.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

As ’doses diárias de natureza’ que podem diminuir seu estresse

Após mais de um ano de isolamento dentro de nossas casas, muitos de nós renovamos o apreço pela natureza.

E não é para menos. Mais e mais evidências sugerem que espaços verdes podem reduzir o estresse, revigorar o humor, melhorar a concentração e até têm o potencial de estimular nosso sistema imunológico.

Se você já é um ávido amante da natureza, deve ter notado como seu corpo se acalma com a visão dela. Quando você está em um espaço verde, você para, escuta, respira.

Sua frequência cardíaca diminui, você se sente mais calmo e seu pensamento fica mais claro. Passar mais tempo em áreas verdes pode ter um impacto duradouro em sua saúde e bem-estar – reduzindo o número de visitas ao médico e até melhorando seu humor a longo prazo.

Pesquisas têm consistentemente mostrado que mesmo períodos menos frequentes na natureza têm efeitos mensuráveis ​​em seu corpo e cérebro. Elas sugerem que passar um total de 120 minutos por semana na natureza é a chave para maximizar seus benefícios a longo prazo.

Um estudo recente no Reino Unido envolvendo cerca de 20 mil pessoas descobriu que aqueles que passavam pelo menos duas horas por semana em uma área verde eram significativamente mais propensos a relatar boa saúde e maior bem-estar psicológico.

Pode ser um parque, bosque ou floresta – contanto que sejam duas horas por semana, você terá benefícios.

Algumas sugestões: você pode passar mais tempo em um parque local durante a hora do almoço, passear com o cachorro no parque, viajar no fim de semana para um lugar verde ou até fazer um desvio de cinco minutos por uma pracinha arborizada a caminho do supermercado. Isso pode realmente torná-lo mais saudável e feliz.

A evidência dos benefícios de passar tempo na natureza é agora tão convincente que médicos em algumas partes da Escócia prescrevem a atividade a seus pacientes com condições de doenças cardíacas e depressão.

‘Banho de floresta’

A prática também é indicada como terapia no Japão, onde ganhou até um termo próprio. Os “banhos de floresta”, ou shinrin-yoku, surgiram nos anos 1980 como uma forma de terapia psicológica e física. O “banho” significa passar tempo na floresta absorvendo sua atmosfera com o objetivo de atingir um certo estado de bem-estar e reconectar com as áreas verdes do país.

Vários estudos investigaram os benefícios da prática japonesa. Os cientistas descobriram que o “banho de floresta” tem um impacto significativo no seu sistema imunológico, aumentando em 50% as chamadas “células exterminadoras naturais”, um tipo de linfócito necessário para o funcionamento do sistema imunitário inato. O mecanismo exato que causa isto ainda está sob investigação.

Os estudos envolveram dois grupos. O primeiro fez uma viagem em um fim de semana prolongado para uma floresta próxima. Ali, os participantes fizeram uma bela caminhada de duas horas em uma floresta durante três dias consecutivos.

Os participantes do segundo grupo fizeram uma viagem igualmente atraente para a cidade mais próxima como turistas. Eles exploraram a cidade a pé pela mesma duração e nos mesmos horários do dia.

No final das viagens, uma série de exames de sangue revelou que a viagem à floresta aumentou a atividade das células assassinas protetoras naturais dos participantes em impressionantes 56% – e elas permaneceram 23% mais altas do que antes, mesmo um mês após o retorno do grupo. Já a viagem pela cidade não surtiu efeito.

A professora Ming Kuo, da Universidade de Illinois em Urbana e Champaign, nos Estados Unidos, vem explorando os benefícios da natureza para a saúde há mais de uma década, observando seus efeitos na suscetibilidade a infecções, bem como na saúde mental.

Segundo Kuo, respirar certos micróbios que têm o potencial de melhorar o seu humor e são encontrados no solo pode fazer a diferença.

Produtos químicos antimicrobianos liberados pelas plantas – chamados fitocidas – também podem contribuir positivamente para nossa saúde.

Sair para combater o estresse
A longo prazo, a natureza pode reduzir de forma perceptível os níveis de estresse dos seres humanos.

Estudos descobriram que a exposição a espaços verdes pode impactar significativamente os níveis de cortisol presente na saliva, que é um marcador de estresse.

Outros demonstraram que a exposição a espaços verdes está associada a reduções na pressão arterial e na frequência cardíaca, algo que tem um impacto significativo no risco de doenças cardíacas.

E não são apenas as paisagens verdes que têm um impacto profundo em nossos corpos e cérebros – parece que mesmo apenas os sons da natureza podem realmente mudar nossa atividade cerebral também.

Cada vez que você ouve os sons suaves do canto dos pássaros ou de um riacho, as ressonâncias cerebrais mostram que sua atenção se desvia naturalmente para fora, você fica menos envolvido com seus próprios pensamentos – e isso ajuda a reduzir os níveis de ansiedade.

Raya
Na série Just One Thing (Uma Única Coisa), da Rádio 4 da BBC, o médico Michael Mosley aborda em diferentes episódios o que você poderia fazer por sua saúde se tivesse apenas uma escolha.

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil

Os filhos são o motor que nos impulsiona a continuar, não importa o que aconteça

Os filhos, aqueles seres que trazemos ao mundo em milhares de sonhos e projetos, muitas vezes tornam-se tudo o que precisamos para nos levantar e seguir em frente. Certamente todos nós temos aquela força interior que nos impulsiona, que nos motiva, mas quando temos filhos, esse estímulo se multiplica e vemos como nossas habilidades se multiplicam, como nossas forças vêm de onde não sabemos e como podemos continuar, não importa o que aconteça.

Existem muitos tipos de amor, mas somente quem tem filhos entende a motivação que eles representam, o impulso que eles dão e a impossibilidade de se render a qualquer circunstância, não apenas por querer dar-lhes o melhor, incluindo o melhor exemplo, mas por causa da necessidade de tornar suas vidas melhores, e quando os pais estão bem, os filhos estão bem.

Não importa quantos anos eles tenham, nós somos o suporte natural de nossos filhos e de qualquer forma eles entendem e percebem quando não estamos passando por um bom tempo. Então, deixar qualquer situação negativa se torna uma prioridade para os pais.

Muitas vezes podemos sentir que o mundo desmorona diante de nossos olhos, mas depois nos voltamos e vemos aquele olhar daquele ser que veio de nós e tudo muda, sabemos que não precisamos de nada mais do que aquela força que nos faz sentir importante na vida daqueles que mais amamos e para eles a nossa visão do mundo, mesmo desmoronando, simplesmente muda.

A vida tem um significado particular para cada pessoa e propósitos muito variáveis, mas quem tem filhos sabe que há um antes e um depois, que as prioridades mudam, que queremos ser melhores a cada dia, de uma necessidade diferente, já não se trata apenas de nós, mas de alguém que veio através de nós e cujo mundo e visão dependerão em grande parte do que nós, como pais, podemos mostrar a ele.

Se você está passando por um momento ruim, você tem filhos e ainda não consegue encontrar a força para se levantar ou seguir em frente, inicie aquele motor natural que é ativado apenas olhando nos olhos daquele ser que confia em nós, até mais do que podemos fazer por nós mesmos, tenha em mente que seus passos não apenas determinam seu caminho, mas de longe determinarão a vida daqueles pequeninos que trouxemos ao mundo. Agradeça àquela energia que não precisa de muito para ativar e continua o caminho.

*do Rincón del Tibet
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Fonte: pensarcontemporaneo

Zygmunt Bauman: somos aquilo que podemos comprar

Via Pensar Contemporâneo

Zygmunt Bauman é um sociólogo e filósofo polonês que se debruça sobre os problemas do capitalismo, ou melhor, sobre a face mais perversa e doentia do capitalismo insano e selvagem: a ideia de que somos aquilo que podemos comprar. Ele observa que a sociedade atual, bombardeada pela propaganda incessante, vive em estado de estresse e ansiedade, pressionada a consumir cada vez mais. A sociedade atual sequer consegue pensar em soluções para seus problemas, afinal, não há tempo para isso. Temos muitas contas para pagar e perdemos completamente o poder de decidir nossas vidas.

Aliados a essa mentalidade, os bancos se dedicam aos clientes que não conseguem pagar suas contas, preferindo que o indivíduo faça um empréstimo para pagar outro empréstimo, pois, afinal, lucram (e muito) com os juros. O indivíduo disciplinado que paga suas contas precisa ser capturado pela lógica do endividamento, pois é uma ameaça ao lucro das instituições financeiras. Aqueles que não podem pagar não têm acesso aos shoppings centers, os santuários espirituais das sociedades de consumo. Nossa época reflete, segundo Bauman, um momento onde o poder político desvinculou-se do poder econômico. Assim, a política tornou-se ilusão, pois as decisões políticas devem ser do interesse do poder econômico.

Se no passado o capitalismo era norteado pela cultura da poupança, onde as pessoas faziam sacrifícios para obter aquilo que necessitavam, hoje vivemos a ilusão do “aproveite agora e pague depois”. E pague, de preferência, por coisas que não precisa. A criação de necessidades é uma especialidade desse esquema cruel e excludente.

Contudo, até mesmo o supremo poder econômico, que tudo domina, irá consumir a si mesmo. Estamos, segundo Bauman, em uma época sem líderes ou política, orientados tão somente pelo consumismo, sem direção ou objetivos. Somente após o previsível colapso de nossas sociedades de consumo é que buscaremos soluções mais sensatas.

*Por Alfredo Carneiro
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Caminhar é o melhor remédio para evitar a dor nas costas

90% da população sofrerão de problemas lombares em algum momento da vida. O doutor Clavel tem duas receitas para evitar isso. A preventiva: andar. A terapêutica: a substituição de um disco danificado por uma prótese operando a partir da barriga.

Pablo Clavel diz que via a questão com clareza desde o princípio. A degeneração do disco deveria ser atacada de forma diferente de como vinha sendo feita. Nada da intervir pelas costas. Mas de frente, com muita coragem e cautela, evidentemente, porque na “abordagem lombar anterior existem artérias e veias que devemos esquivar” para poder remover o disco cervical danificado e colocar um novo. “Mas era a coisa certa a fazer, era o que deveria ser feito, era preciso apostar”, ele diz.

90% da população sofrerá de problemas lombares em algum momento da vida

Neurocirurgião, especialista em coluna, o doutor Clavel, de 49 anos, sabia então que estava nadando contra a corrente. “Ninguém apostava”, continua ele, sentado em seu escritório no Instituto Clavel, dentro do centro médico de Quirón, em Barcelona (Espanha). “As cirurgias de hérnia de disco e outras lesões na coluna vertebral eram feitas pelas costas, onde você tem de abrir musculatura, destruir osso, remover articulações…”, diz essa eminência enquanto segura na mão a última porção de uma coluna vertebral e mostra passo a passo o que está dizendo. Mas a lista de contraindicações não termina aí: “Um nervo pode ser lesionado. E o que acontece se depois de tudo isso, ademais, não se consegue chegar ao disco para poder restaurá-lo ou substituí-lo?”.

Era preciso inovar. E como quase sempre acontece quando se inova, o processo leva um tempo para se materializar. “No início do ano 2000 começamos a fazer abordagens lombares anteriores [esse é o termo médico da intervenção, que basicamente se traduz em operar pela barriga]. Mas descobrimos que as cirurgias eram longas, difíceis, e os implantes não eram bons”, afirma. O vento favorável soprou em 2009, quando os chamados implantes de terceira geração foram fabricados. “Foi quando ficou claro para mim que essa técnica tinha que funcionar”.

Clavel resume isso com uma comparação perfeita para os amantes do automobilismo e da velocidade. “Finalmente tínhamos um bom piloto e um bom carro.” Esse médico nascido em Sevilha, mas formado nos Estados Unidos, aonde chegou com meio ano, reconhece que consultou o pai, também neurocirurgião, sobre o salto que daria no vazio. “Não duvide, filho”, incentivou-o. “Vá em frente. É o que deve ser feito” (está última frase foi dita em inglês).

Com coragem – e a bênção paterna –, Clavel e sua equipe se dedicaram ao treinamento de maneira intensiva em um centro médico em Berlim que realizava esse tipo de intervenção. “Ficou claro para nós: não se discutia a abordagem cervical anterior, mas sim a abordagem lombar, e a única razão era pela complexidade técnica.” Foram examinados durante meses, com avaliações, para superar essas “complexidades” e hoje a equipe do doutor Clavel é líder na Espanha, na Europa e no mundo. Em 2017, realizaram 250 abordagens lombares anteriores. “Nosso centro é um dos que mais realiza intervenções no mundo, talvez o que mais, competindo muito de perto com o da Alemanha.”

A peça que esse neurocirurgião, casado e pai de três filhos pequenos, tem na mão poderia parecer um molde de gengivas, uma simples dentadura, mas sem incisivos, caninos, molares, pré-molares… E, no entanto, é uma prótese que muda a vida da pessoa na qual é implantada. O preço? Cerca de 4.000 euros (16.900 reais). O país de fabricação? Estados Unidos. Quando o doutor Clavel é perguntado se a tecnologia em problemas de coluna avança tão rápido quanto a Apple muda o modelo do iPhone a cada ano, ele sorri e responde com um explícito “não”. As técnicas cirúrgicas melhoraram muito e hoje Clavel opera em menos de uma hora, mas os implantes não mudam tão rapidamente “porque cada vez que uma alteração é introduzida existe um sistema de regulamentação muito estrito que leva anos para dar a luz verde ao novo modelo”. Isso na Europa. Nos Estados Unidos, a aprovação das autoridades de saúde pode ser eternizada ao infinito.

O doutor Clavel tem muitos pacientes estrangeiros, de russos – uma língua que os membros de sua equipe se empenham a fundo, com uma hora de aula todas as sextas-feiras “sempre que a agenda nos permite” – até latino-americanos, passando por norte-americanos. E nesse ponto há um paradoxo. “Há pessoas doentes que moram na Califórnia, a menos de uma hora de Silicon Valley, onde as próteses são fabricadas, e elas têm de voar a Barcelona porque o Governo federal dos EUA ainda não aprovou uma prótese que seu próprio país fabrica.”

No auge da carreira, referência para pacientes com discopatia degenerativa nos discos lombares, Clavel não se gaba de títulos ou méritos. Nenhum deles está pendurado nas paredes do seu escritório minimalista. O lugar é inclusive frio e impessoal. Tampouco está cheio de livros. De fato, são muito poucos. A prótese da vértebra lombar e o modelo de coluna com o qual educa os pacientes – ou, neste caso, jornalistas e fotógrafos – é a única coisa que existe sobre sua mesa, assim como um computador de última geração.

Com as 24 horas exatas que tem a cada dia, o bom doutor está há alguns anos fazendo um autêntico tetris de viagens e dividindo o tempo consagrado à família e à profissão para dedicar momentos a sua outra grande paixão: a fundação que leva seu nome e que tem como lema uma frase de Nelson Mandela: “Tudo parece impossível até que seja feito”.

E nisso ele está envolvido. Em tornar possível o impossível. Em Adama, na Etiópia. Em oferecer cuidados médicos básicos para a população oromo, que totaliza cerca de 40 milhões de pessoas (o país tem mais de 100 milhões de habitantes), com uma equipe de medicina geral no terreno formada por pouco mais de um dez médicos espanhóis. “Treinamos o pessoal etíope porque queremos que sejam corresponsáveis, caso contrário nosso trabalho será pontual e não deixará um legado no tempo”, explica. Um anestesista, um cirurgião, algumas enfermeiras etíopes, além da equipe Clavel, para 40 milhões de pessoas. O que dizia Mandela?: “Tornar possível o impossível”.

O rei da coluna vertebral com a terapia de substituição de disco (ADR na sigla em inglês) fica com os olhos brilhando quando fala sobre a fundação. “É um projeto muito bonito”, diz ele, humilde, quase tímido. “Me emociona o entusiasmo dos voluntários pelos projetos.”

Esse entusiasmo é transmitido na forma de otimismo sobre o futuro da nossa saúde, das nossas costas. Porque a manchete trazida pelo doutor Clavel é devastadora: 90% da população sofrerá de dores nas costas em algum momento de sua vida, de acordo com dados da Rede Espanhola de Pesquisadores em Dores nas Costas (REIDE). “Sou um cirurgião pouco comum, estranho, me interessa muito a prevenção e a saúde pública, e acho que vivemos em uma época de grande confusão, existem tantos métodos de recuperação das costas e de prevenção que parece que tropeçamos neles: tem o pilates, a yoga…”

O que há de errado comigo, doutor? Por que minhas costas doem? A resposta incomoda pela simplicidade: “Porque somos preguiçosos”

Então, “o que há de errado comigo, doutor? Por que minhas costas doem?”, pergunto. De tão básica, a resposta parece cientificamente descartável. Nossas costas doem porque somos preguiçosos. A resposta dói. Quase tanto quanto o tormento lombar, estatisticamente a primeira causa de incapacidade. “Mas vamos matizar”, se apressa em esclarecer o médico. “Para saber por que as costas de alguém doem, você tem de conhecer seus hábitos, sua idade, se trabalha sentado, se está estressado, se come bem, se dorme o suficiente, se pratica esporte.”

Em si mesma, a explicação de Clavel produz estresse. Quem tem tempo em sua agenda lotada para terminar o dia fazendo esportes? “Tudo isso vai mudar, já está mudando, cada vez vivemos mais anos e queremos vivê-los bem, saudáveis”, expõe.

Ao terminar a jornada de trabalho, devemos deixar a tecnologia de lado e retornar “ao bosque”, relata quase ensimesmado. Tanto quanto possível, voltar para a natureza. Caminhar já basta. Ou seja: “A melhor coisa que podemos fazer para salvar nossas costas é caminhar”. Isso é algo que não parece ser tão impossível.

*Por Yolange Monge
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*Fonte: elpais-brasil

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

Não existe fofoca santa, quem fala mal dos outros têm um vazio enorme no coração, e um desejo grande de prejudicar alguém.

Pessoas fofoqueiras carregam rancor e fracasso dentro de si, e o seu intuito é sempre denegrir, causar desafetos, e semear discórdias.

A fofoca é um ato covarde de alguém que não respeita sentimentos, nem se importa com o bem-estar de ninguém.

INFELIZMENTE, HÁ MUITAS PESSOAS FOFOQUEIRAS E DE CORAÇÃO RUIM NESSE MUNDO!

Não seja um instrumento de divulgação da maldade alheia, nem abrigo de seus venenos.

Pior do que o fofoqueiro é aquele que repassa o que não sabe, nem viu, é aquele que se aproveita a situação para levantar falso testemunho contra alguém que mal conhece.

Pior do que as fofoqueiras de plantão são aqueles que, em vez de cortar o mal pela raiz, cultiva a ruindade e a espalha sem respeito algum pelo outro.

PESSOAS FOFOQUEIRAS NÃO FAZEM AMIGOS, FAZEM VÍTIMAS!

E provavelmente você só será mais uma de suas prioridades futuras, quando por algum motivo, elas ficarem insatisfeitas com você.

Toda pessoa que faz fofoca, se disfarça de gente do bem, e ainda tem a audácia de dizer, que só ouviu falar, mas que não gosta de falar mal de ninguém. Vive exibindo um caráter que não tem.

“As pessoas que nos trazem assuntos ditos por terceiros sobre nós mesmos – imbuídas no suposto intuito de nos ajudar e de alertar sobre alguma coisa – são normalmente as pessoas mais perigosas. Usam a autoproclamada “experiência” ou a “vivência da idade” a fim de espalhar a mais pura e odiosa fofoca. Jamais se esqueçam: quem traz, também sempre leva”. Andre Rodrigues Costa Oliveira

Pessoas fofoqueiras são semeadoras de discórdias, evite-as.

*Por Cecilia Sfalsin
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*Fonte: seuamigoguru

É fundamental pensar sobre o futuro…

Você já percebeu que sempre estamos pensando no futuro, fazendo projetos para ele, e mesmo tentando prevê-lo? Pois é… Essa é uma característica natural do ser humano, ou seja, a necessidade de procurar antecipar os tempos vindouros sempre está presente em nós. Assim, sempre proliferaram magos, adivinhos, horóscopos, etc. Tal comportamento faz parte de nossa natureza de seres pensantes, mas, segundo um provérbio árabe “aquele que prevê o futuro mente mesmo quando fala a verdade.”

Então sabemos que é impossível prever o futuro. Mas podemos prospectá-lo, com ferramental adequado, e então determinar com razoável precisão o que está para vir de encontro a nós. E mais: desvelando prováveis futuros, será possível preparar e moldar o futuro que nos toca mais proximamente… E isso é tremendamente importante! Mas o que seria prospectar? Segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – o ato de prospectar, ou prospectiva, é realizar “tentativas sistemáticas para observar a longo prazo o futuro da ciência, da tecnologia, da economia e da sociedade com o propósito de identificar tecnologias emergentes que provavelmente produzam maiores benefícios econômicos e sociais”. Repare no verbo observar, para procurar identificar futuras tendências que possam resultar em progresso e “maiores benefícios econômicos e sociais”… Ou seja, segundo Maurice Blondel (1861 – 1949), polêmico filósofo francês que, dentre várias teorias por ele desenvolvidas, procurou estudar as relações entre a ação e o pensamento humanos e sua orientação histórica e social: “O futuro não é previsto. Ele é preparado”. Que afirmativa importante e verdadeira!

Pois é… Para tal, a prospectiva utiliza um ferramental bastante amplo, envolvendo várias áreas do conhecimento humano e observações detalhadas na área que se quer prospectar. Na realidade, ela não se preocupa com o futuro em si, mas sim com as tendências que possam ser aproveitadas com proveito para moldar o futuro, como Blondel citou. Um exemplo, mesmo que simples e carinhoso: é comum perguntar a uma criança: “O que você vai ser quando crescer”? Pergunta impossível de responder, mesmo para nós adultos, em relação ao que nos resta de tempo nesse mundo… No entanto, se observarmos bem a resposta e continuamente monitorarmos o comportamento da criança, poderemos descobrir nela tendências para uma moldagem de futuro, como dotes artísticos, habilidades marcantes, etc. E aí, quem sabe, ajudá-la em sua evolução, através da educação e formação acadêmica adequadas.

Outro exemplo, também muito comum: eu estava acompanhando minha esposa em algumas compras de roupas em uma loja de fábrica. Nós, maridos, sabemos como isto pode ser complicado e demorado, não é? Mas então, conversando com uma vendedora, perguntei como atualizam o estoque, e ela me respondeu que através do estudo detalhado de revistas femininas, viagens a grandes centros, observação de concorrentes, conversas com clientes, etc. Ou seja, prospectiva da próxima moda, na descoberta das novas tendências, para que os negócios da loja não sejam ultrapassados pela concorrência, ou mesmo para se sobrepujar a ela…

Ou seja, procurar enxergar as tendências nos permitirá planejar o que fazer para moldar nosso futuro, reduzindo incertezas e melhorando nosso conhecimento sobre algo que possa nos interessar em nossa carreira, no futuro de nossos filhos, no sucesso de nosso negócio. Prospectar é não esperar que a mudança aconteça para tomar providências, que podem ser tardias, mas sim atuar proativamente, até mesmo provocando a mudança desejada.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

Ciência explica por que é tão difícil dizer não

Quando era estudante universitária em Nova York, nos Estados Unidos, Vanessa Bohns foi encarregada da temida tarefa de coletar dados de pesquisa na Estação Ferroviária da Pensilvânia, como parte de um projeto de pesquisa acadêmica.

Cada vez que se aproximava de uma pessoa, ela esperava ouvir um suspiro de exasperação ou o murmúrio de um insulto. Mas raramente as reações eram ruins; muito mais pessoas estavam dispostas a responder aos questionários do que ela esperava.

Seria possível que a maioria de nós subestimasse a disposição dos demais para atender aos nossos pedidos?

Ao longo da década seguinte, Bohns realizou diversos estudos que confirmaram esse fato: em muitas situações diferentes, as pessoas são muito mais propensas a cooperar que imaginamos.

À primeira vista, seus resultados pareciam fornecer uma visão otimista e agradável da natureza humana. “Começou como algo positivo – não é ótimo que as pessoas sejam mais propensas a ajudar você do que pensamos?”, relata ela.

Mas, desde então, Bohns acabou percebendo que seus resultados refletem uma tendência mais ampla de subestimar a influência que as nossas palavras têm sobre os demais, seja pedindo que elas realizem boas ou más ações. Muitas vezes, as pessoas só nos atendem porque acham muito embaraçoso dizer ‘não’, mesmo quando se sentem desconfortáveis com os nossos pedidos.

Essa compreensão pode ajudar a entender como os nossos pedidos poderão afetar os demais – particularmente no ambiente de trabalho – e ajustá-los adequadamente, para respeitar os limites de cada pessoa.

Testando nossa disposição de ajudar

O trabalho de Bohns – que ela agora transformou em um novo livro, intitulado Você tem mais influência do que pensa (em tradução livre do inglês) – baseia-se na pesquisa de Ellen Langer na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, na década de 1970.

Naquele estudo, os participantes tentaram “furar” a fila da fotocopiadora da biblioteca da universidade. Comoé de se esperar, um grande número de pessoas concordou em ter a fila furada se a pessoa que fez o pedido tivesse uma boa desculpa. 94% das pessoas permitiram que o participante passasse à frente se ele dissesse que estava “com pressa” – contra 60% quando a pessoa não forneceu o motivo do seu pedido.

Mas, surpreendentemente, quase o mesmo percentual de pessoas – 93% – permitiu que o participante passasse à frente se ele dissesse que “precisava fazer algumas cópias”, o que, na verdade, não é desculpa nenhuma. O experimento sugeriu que as pessoas não prestam atenção aos detalhes do que os outros dizem e, por isso, podem ser influenciadas por explicações superficiais.

“Desde que se siga um roteiro geral, nós não necessariamente processamos se tudo faz sentido. Nós apenas deixamos acontecer”, afirma Bohns, que agora é professora de comportamento organizacional na Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

A pesquisa de Bohns sobre a influência e a complacência começou no final dos anos 2000.

O primeiro experimento tentou reproduzir sua própria experiência na estação ferroviária. Os participantes precisavam abordar estranhos no campus da universidade e pedir a eles que respondessem a uma pesquisa. Tudo o que eles podiam dizer era: “Você pode preencher um questionário?” Para obter 5 respostas, a maioria das pessoas estimava que precisaria pedir a pelo menos 20 pessoas. Na prática, esse número foi de cerca de 10.

Em outro experimento, os participantes saíam do laboratório para pedir a um estranho que andasse com eles até uma academia de ginástica nas proximidades, explicando que eles não conseguiam encontrá-la. Em média, os participantes imaginavam que precisariam abordar cerca de 7 pessoas até que alguém concordasse em servir de acompanhante.

Mas, quando os participantes realizaram a tarefa, eles descobriram que cerca de uma a cada duas pessoas se ofereceram para sair do seu trajeto para ajudar. “Eles pareciam assustados e, às vezes, tinham um pouco de raiva porque precisavam fazer isso”, relembra Bohns. “E retornavam muito antes do esperado para o laboratório.”

Para examinar esse fenômeno em um ambiente natural, entre um grupo mais diverso de participantes que os estudantes universitários, Bohns pediu às pessoas que arrecadassem dinheiro para a Sociedade de Leucemia e Linfoma dos Estados Unidos. Em média, os voluntários previram que precisariam abordar cerca de 210 pessoas para cumprir com a meta de arrecadação de US$ 2.100 a US$ 5 mil (R$ 11,7 mil a R$ 28 mil). Na verdade, eles conseguiram fazer contato com apenas 122 pessoas para atingir seu objetivo.

Como evitar constrangimentos
É fácil compreender por que Bohns e seus colegas ficaram tão animados com esses resultados iniciais. Conhecer a disposição das pessoas para ajudar poderá nos dar mais confiança para administrar projetos profissionais, por exemplo.

Mas, após alguns anos de pesquisa, ela decidiu examinar se podemos também usar nossa influência de forma antiética, sem perceber a facilidade com que outras pessoas seriam influenciadas pelos nossos pedidos, ou como elas se sentiriam desconfortáveis para dizer ‘não’.

Em um experimento, ela forneceu aos participantes livros falsos da biblioteca e pediu que eles abordassem estranhos com o seguinte pedido: “Olá, estou tentando pregar uma peça em alguém, mas ele conhece a minha letra. Você poderia rapidamente escrever ‘veja isso’ nesta página deste livro da biblioteca?”

Bohns suspeitava que muito poucas pessoas concordariam e os participantes compartilhavam do mesmo ceticismo. Mas, como ocorreu com o questionário, essas previsões estavam erradas. Apesar de levantarem algumas objeções, mais da metade das pessoas abordadas pelos participantes concordou em cometer o pequeno ato de vandalismo.

Esse não foi um incidente isolado. Outro dos estudos de Bohns concluiu que as pessoas estavam dispostas a falsificar documentos acadêmicos por simples solicitação de um estranho.

E ela encontrou padrões similares utilizando uma plataforma online, na qual os participantes precisaram examinar suas reações em diversos cenários. Os participantes relataram que se sentiriam mais confortáveis para cometer um ato antiético se alguém pedisse que eles o fizessem. Mas eles frequentemente subestimaram o quanto suas palavras poderiam influenciar as decisões das outras pessoas.

Por que isso acontece?
Bohns suspeita que as pessoas muitas vezes atendem aos nossos pedidos por medo de criar conflito. Para ela, “somos uma espécie social e não queremos fazer coisas que possam causar prejuízos aos nossos relacionamentos”.

Particularmente, podemos recear que, dizendo ‘não’, estamos sugerindo de alguma forma que a outra pessoa é egoísta ou imoral, fazendo com que ela se sinta humilhada – um fenômeno conhecido como “ansiedade da insinuação”.

“Realmente, seria embaraçoso para ambos”, segundo Bohns. “Por isso, podemos sugerir que não nos sentimos confortáveis com alguma coisa, mas é muito mais difícil chegar e dizer ‘não, não vou fazer isso’.”

Esta é a realidade. Quando nos perguntam como prevemos que alguém reagirá a um pedido, nós desconsideramos o seu medo do constrangimento e subentendemos que a outra pessoa seria mais corajosa do que realmente é – o que nos leva a subestimar nosso poder potencial de persuasão dos demais para que ajam contra a sua própria natureza.

Deixar espaço para a recusa
Bohns acredita que a nossa tendência de subestimar a nossa influência é muito importante no ambiente de trabalho. Se você pedir a um colega que lhe faça um favor em prejuízo da sua atenção ao seu próprio trabalho, por exemplo, você pode imaginar que ele pode simplesmente recusar, mas o medo que ele tem de criar constrangimentos poderá fazer com que ele aceite.

É preciso enfatizar que estes são padrões gerais. As diferenças individuais da influência das pessoas e sua percepção desse poder naturalmente dependerão de muitos fatores e do contexto específico da situação.

Nos estudos de Bohns, os participantes quase sempre tinham a mesma posição social. Mas, claramente, a dinâmica de poder desempenha um papel importante. Por definição, pessoas em posição superior deverão ter mais influência sobre as pessoas em posição inferior dentro de uma hierarquia.

É importante notar que a pesquisa de Bohns sugere que essas pessoas podem não compreender como alguém pode se sentir desconfortável para responder ‘não’ aos seus pedidos. Por isso, elas podem acabar pedindo demais aos seus colegas mais jovens, mesmo sem intenção de abusar da sua posição.

Bohns acredita que, em muitas situações, devemos criar oportunidades reais para que as pessoas discordem. Isso pode significar a mudança do meio empregado para fazer nossos pedidos. As pessoas são mais propensas a responder positivamente à sua solicitação se você pedir pessoalmente ou por telefone, enquanto elas poderão se sentir mais confortáveis para negar o seu pedido por email.

É claro que você ainda pode decidir que gostaria de fazer o pedido pessoalmente – o que talvez seja mais educado ou permita que você explique o seu caso com mais detalhes -, mas você poderia pelo menos dar à pessoa o tempo de refletir e responder mais tarde. “Você pode dar à pessoa um pouco mais de espaço para ordenar seus pensamentos”, afirma ela.

Ian MacRae, psicólogo do trabalho e autor do recente livro O sombrio social: o lado mais sombrio do trabalho, da personalidade e das redes sociais (em tradução livre do inglês), afirma que está muito interessado nas pesquisas de Bohns.

Ele concorda que dar espaço para a discordância é fundamental. Para ele, os chefes deverão ter muita cautela para fazer um pedido em público, pois isso dificultará ainda mais para o funcionário dizer ‘não’. “Isso gerará acúmulo de ressentimentos e terá consequências negativas mais tarde.”

E, se você for o funcionário que precisar recusar um pedido, MacRae sugere que você poderá reduzir o desconforto agradecendo ao colega pela oportunidade e fornecendo uma razão construtiva para a sua recusa.

Imagine que o seu chefe tenha surpreendido você com uma tarefa urgente, quase impossível de ser realizada, que causará enorme nível de estresse. “Você poderá dizer que está muito satisfeito por acreditarem que você é capaz de realizar a tarefa e que, no futuro, você ficará feliz em fazê-la, mas que você precisaria ser avisado com ‘X’ dias de antecedência ou ter recursos adicionais para cumpri-la com eficiência”, aconselha MacRae.

“Dessa forma, não será uma rejeição, mas sim uma conversa sobre como a tarefa pode ser realizada”, segundo ele.

Bohns espera conscientizar mais pessoas sobre as formas em que as nossas palavras afetam os demais – e nossa tendência de subestimar a dificuldade de recusa – para que respeitemos com mais facilidade os limites dos demais.

“Se quisermos concordância real, devemos sempre pensar nas formas em que podemos facilitar para que as outras pessoas digam ‘não’.”

A nossa influência muitas vezes pode ser invisível para nós, mas, com um pouco de treino, todos poderemos exercer esse poder com mais compaixão e responsabilidade.

*Por David Robson – escritor de ciências residente em Londres. O seu próximo livro, O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês) será publicado pela editora britânica Canongate/Henry-Holt no início de 2022. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.

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*Fonte: bbc-brasil

Por que cuidar do intestino pode beneficiar seu humor

Aquele lanche delicioso e gorduroso que você escolhe fazer no meio da tarde pode acabar te deixando de mau humor. Parece um contrasenso: como que, depois de comer aquelas batatas fritas perfeitas, você vai ficar de baixo astral?

A resposta está em um dos mistérios mais fascinantes da ciência: a conexão entre o intestino e o cérebro.

A flora intestinal, também chamada de microbiota intestinal, é composta por milhares de espécies de microrganismos que vivem no nosso trato digestivo e que impactam profundamente nossa saúde.

São cerca 100 trilhões microrganismos que vivem na flora intestinal, entre bactérias, vírus e fungos. Juntos, pesam cerca de 2kg – são um pouco mais pesados que nosso cérebro. E formam mais de metade das nossas células.

É quase como se fossemos metade humanos, metade micróbios.

Floresta tropical
Nossa flora intestinal é como se fosse uma floresta tropical, cheia de biodiversidade, com diferentes espécies lutando pela sobrevivência.

Um intestino saudável tem uma comunidade diversificada de micróbios, cada um dos quais tem preferência por alimentos diferentes. Quanto mais variedade em sua dieta, mais bactérias irão prosperar em seu intestino.

Pesquisas têm revelado consistentemente que o tipo de alimento que comemos determina a composição da “floresta” de micróbios em nosso intestino. E um crescente corpo de pesquisas está revelando que alguns alimentos podem ser mais benéficos do que outros no cultivo de grupos saudáveis ​​de micróbios.

A microbiota influencia nosso sistema imune e altera a atividade de nossas células exterminadoras naturais, tipo de linfócitos necessários para o funcionamento do sistema imunitário inato.

Também pode transformar as fibras no nosso intestino em material antinflamatório, algo bastante positivo, considerando que inflamação crônica pode levar a condições como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e demência. Além disso, influencia nosso sono.

Os micróbios podem até produzir mudanças epigenéticas, o que significa que uma dieta cheia de bactérias boas pode ter um impacto em sua vida e nas vidas de seus futuros filhos para sempre.

A ligação mais surpreendente, contudo, é entre nosso intestino e nosso cérebro.

Cérebro-intestino
Há toda uma série de ligações neurais do estômago ao cérebro.

Os cientistas dizem acreditar que o mecanismo para melhorar o humor envolve neurotransmissores produzidos pelo microbioma intestinal, que por sua vez estimulam o nervo vago, um nervo que conecta o intestino ao cérebro.

E os micróbios intestinais também liberam o precursor da serotonina, um neurotransmissor fundamental para o bem-estar. Um “precursor” é um composto químico que precede outro em uma via metabólica.

Na Grécia Antiga, acreditava-se que doenças mentais nasciam quando nosso sistema digestivo produzia muita bílis negra.

Agora, sabemos que é o mundo secreto da microbiota que pode estar influenciando nosso comportamento. E isso tem até um nome: psicobióticos, grupo de organismos que podem impactar nosso humor.

Mas isso ainda está sendo investigado.

O termo “psicobiótico” foi criado na Universidade College Cork, na Irlanda, onde a professora Kirsten Berding busca entender a ligação entre a microbiota intestinal e o cérebro humano por meio de estudos clínicos. Para ela, no futuro usaremos psicobióticos como terapia suplementar para pessoas com depressão.

É preciso ter cuidado, contudo, ao usar a comida como único tratamento para o humor. Para doenças mentais, é importante procurar tratamento médico.

Como cuidar da flora
Fermentar comida sempre foi uma maneira excelente de preservá-la. Agora, também está na moda – uma excelente moda para sua saúde.

Há quem faça produtos como kombucha (um tipo de chá fermentado que data de pelo menos 6.000 anos, da China antiga) e kefir (bebida como iogurte fermentada a partir do leite que remonta há muitos séculos, desde os pastores das montanhas do Cáucaso) em casa. Outros fazem o tradicional chucrute (conserva de repolho fermentado, há muito tempo um alimento básico tradicional em partes da Alemanha).

Hoje, sabemos que esses alimentos estão cheios de todos os tipos de micróbios e bactérias cuja ingestão é excelente para o nosso corpo. Por isso, são chamados de probióticos.

Os probióticos podem equilibrar a microbiota intestinal, adequando a proporção dos microrganismos ou introduzindo microrganismos inexistentes na flora.

Também podem ajudar na perda de peso, inflamação intestinal e até impactar a saúde mental.

Uma das hipóteses para isso tem a ver com nosso sistema imune. Kefir e outros alimentos fermentados são anti-inflamatórios. Então, ao melhorar nosso sistema imune, esses alimentos podem, no final das contas, impactar também nosso cérebro, explica Berding.

Até agora, estudos foram feitos principalmente em animais. Em um deles, ratos que estavam viciados em nicotina mostraram menos sintomas de abstinência quando tomaram kefir.

Com humanos, um estudo com mais de 700 voluntários descobriu que aqueles que comiam mais alimentos fermentados tinham menores níveis de ansiedade.

“Há mais e mais evidências que tomar probióticos beneficia nossa saúde mental. Agora, precisamos saber que microrganismos podem beneficiá-la”, diz Berding.

Ela conduziu um estudo em que deu alimentos “amigáveis à microbiota”, como grãos integrais, algumas comidas fermentadas, frutas e legumes, a participantes. Eles foram orientados a se alimentar com base nessa dieta durante quatro semanas. Os cientistas monitoraram como suas bactérias e seu humor mudaram durante esse período.

Entre os alimentos fermentados, estavam o kefir, o chucrute e o kimchi (condimento típico da Coreia de hortaliças fermentadas). Os participantes consumiam um copo de alimento fermentado duas ou três vezes ao dia.

Os resultados preliminares sugerem que manter uma dieta “amigável à microbiota” reduz níveis de estresse e melhora o humor.

E tem algum malefício em começar a consumir alimentos fermentados?

“Se você não come muitos alimentos fermentados ou tem uma dieta pobre em fibras, você pode ter algum desconforto gastrointestinal”, diz Berding. Ela sugere começar devagar, incorporando os alimentos à dieta pouco a pouco.

Se há alimentos bons para a flora intestinal, há alimentos ruins para nossa microbiota?

Berding diz que sim: alimentos processados, com níveis altos de gordura, fritos ou com muito açúcar fazem mal para nossa flora. “É o que muita gente gosta, mas faz mal para os micróbios do nosso intestino”, diz ela.

Tudo indica, então, que você pode ajudar seu cérebro incorporando alimentos fermentados na sua dieta. Se você deseja melhorar sua saúde física e mental, comer algumas bactérias boas pode ser um bom ponto de partida. Desde beber uma dose diária de kefir caseiro até experimentar fazer chucrute em casa, existem coisas simples que podemos fazer para obter uma ampla gama de benefícios.

Vale a pena tentar, não é?

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil

Não existe pior prisão do que uma mente fechada

Carl Jung disse certa vez que “Todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Ao analisar a frase de Jung à luz da contemporaneidade, poderíamos encontrar um enorme problema, uma vez que vivemos em um mundo regido sumariamente pela liberdade. Isto é, o fundamento maior da nossa sociedade é a liberdade, que se ramifica em diversos aspectos, desde o econômico até o comportamental. Entretanto, se olharmos com profundidade, perceberemos que essa estrutura de mundo “livre” existe tão somente no plano teórico e, assim, somos só reprodutores da ordem vigente ou simplesmente cópias, como argumenta Jung.
Obviamente, a nossa cosmovisão sofre influências externas, esse é um processo natural. Da mesma maneira que a vida em sociedade necessita de regras a fim de manter o convívio social dentro de certos limites éticos. Sendo assim, pensar no exercício da liberdade como algo ilimitado é impossível, já que todas as coisas possuem o seu contraponto e limitações. Apesar disso, a existência de pontos limitadores não implica a inexistência da liberdade e o condicionamento irrestrito a valores passados por uma ordem “superior”.

Todavia, é isso que tem acontecido, temos sido escravizados ou, lembrando o João Neto Pitta, “colonizados pelo pensamento alheio”. E pior, por uma ideologia extremamente nociva para nós enquanto seres humanos. Fomos reduzidos a estatística, na qual somos divididos entres os condicionados e os condicionáveis. Ou seja, não existe nessa estrutura a concepção de um ser livre, que exerce a capacidade de raciocínio e afeto para discernir sobre o que quer e deseja. Todos são domesticáveis em potencial.

Esse controle é feito por meio da conversão à sociedade de consumo e seus valores fundamentais, que reduz tudo a um valor mercadológico precário, rotativo e obsoleto. A mídia com todos os seus tentáculos está a serviço do grande capital, que não visa outra coisa a não ser a conversão de mais pessoas, contemplando o deus consumo em seu templo maior: os shoppings centers. Lugar de alegria, satisfação, preenchimento de vazios e liberdade irrestrita, pelo menos teoricamente ou midiaticamente. Mas, em um mundo regido também pelas aparências, pelo espetáculo, o importante não é o que é, e sim, o que aparenta ser, sobretudo, aos olhos dos outros.

Aliás, nesse esquema, não basta ter, é necessário parecer que tenha, expor, mostrar, iludir, ganhar aplausos, tapinhas nas costas, sorrisos falsos e olhar invejosos. Em outras palavras, é preciso confessar ao mundo que você é um vencedor, que é um bom filho de “Deus”, que é recompensado por seguir os seus preceitos, ir ao seu templo e contemplá-lo 24 horas por dia. E existem ferramentas muito úteis para isso, as redes sociais que o digam.

Toda essa teatralidade da vida cotidiana, montada com cortinas que nunca se fecham, é apresentada como verdade e nós — com nossa psique altamente fragilizada — a compramos com extrema facilidade. Para os mais duros na queda, nada que mil repetições não sejam capazes de construir, afinal, como disse Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Apesar disso, a grande maioria de nós não está revoltada com a sua condição, pelo contrário, aceitamos o jugo de bom grado. Ou pior, o buscamos. É claro que não possuímos o domínio das relações de força na sociedade, não controlamos as leis, o sistema jurídico, tampouco, a mídia. Somos “apenas” espectadores vorazes de uma batalha desigual e opressora. Entretanto, será que não há o que ser feito? Será que não existem alguns pontos de luz que tentam nos iluminar? Eu sei o quanto é difícil se libertar e quão alto é o preço que se paga pela liberdade. Mas de que adianta ter o conforto de uma vida “segura”, se é por meio dessa “segurança” que a servidão e os males decorrentes desta se tornam possíveis?

Como disse Rosa Luxemburgo: “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”. É preciso, então, se movimentar, correr, gesticular, falar, até que o som das correntes seja insuportável e nós consigamos despertar de um sonho ridículo que apresenta um espetáculo celestial em meio a um inferno cercado de grades manchadas com sangue, suor e sofrimento. Se uma mente que se abre jamais volta ao tamanho original, a que se liberta jamais aceita retornar à prisão; porque por mais que as condições sejam adversas, o princípio da autonomia está dentro de nós, quando decidimos romper o medo de abrir os olhos e passamos a enxergar. Sendo assim, o cárcere não é criado do lado de fora, é criado do lado de dentro, já que a chave que prende é a mesma que liberta, pois não existe pior prisão do que uma mente fechada.

*Por Erick Morais
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*Fonte: pensarcontemporaneo

10 fatos interessantes sobre Clarice Lispector: Uma das maiores escritoras brasileiras

Escrever em português torna difícil para muitos autores brasileiros obterem reconhecimento mundial. Além disso, grande parte de nossa literatura enfoca questões como a investigação da identidade brasileira, bem como explorações de valores e cultura locais, o que a torna, talvez, menos relevante para leitores de outros países.

As coisas parecem estar mudando, no entanto. O aclamado escritor brasileiro Raduan Nassar, por exemplo, foi indicado para o Prêmio Booker 2016 por Uma Taça de Fúria, publicado no Brasil em 1978.

Clarice Lispector sempre foi uma exceção: uma escritora brasileira conhecida em todo o mundo. Uma das razões para isso é que os enredos e personagens de seus romances estão longe de ser tradicionais; Os personagens de Lispector tendem a embarcar em jornadas interiores cheias de nuances, explorando mundos incrivelmente complexos. Quase nada acontece em termos de ação ou no desenvolvimento de arcos de personagem típicos. Seus livros lançam uma luz única sobre diferentes aspectos da natureza humana. Se o fluxo de consciência que ela costuma usar pode tornar sua prosa um tanto hermética e mais difícil de ler, também permite que suas histórias viajem internacionalmente com mais facilidade.

No entanto, mesmo quem gosta de seu trabalho pode não saber os seguintes fatos sobre a famosa autora:

1. Clarice Lispector se parecia com Marlene Dietrich e escrevia como Virginia Woolf. Seus looks do Leste Europeu eram de fato marcantes e incomuns no Brasil. Sua família havia migrado para o Brasil após a Primeira Guerra Mundial, fugindo dos pogroms contra judeus na região.

2. Sua mãe foi estuprada na Ucrânia durante um desses pogroms e, conseqüentemente, contraiu sífilis, que a levou à morte prematura algumas décadas depois. Parece que Clarice foi concebida como uma possível tentativa de curar a doença (uma superstição comum naquela época dizia que dar à luz uma criança poderia curar a infecção). Claro, isso não surtiu o efeito pretendido, e Clarice carregava o peso da culpa por não ter sido capaz de salvar a mãe pelo resto da vida. A maternidade, ou a falta dela, é um tema recorrente em suas histórias.

3. Foi criada em Recife, cidade do nordeste brasileiro, onde estudou em uma das melhores escolas públicas da região, o Ginásio Pernambucano. Ela tinha 14 anos quando sua família finalmente se mudou para o Rio.

4. Clarice Lispector passou grande parte de sua vida morando em diferentes países e cidades, como esposa do diplomata Maury Gurgel Valente. Ela morou em Naples, Bern e Washington, entre outros lugares. Sua inteligência natural, beleza e modos cultivados, aliados à experiência de morar em diferentes partes do mundo, fizeram dela uma das mulheres mais sofisticadas de seu tempo.

5. Clarice teve dois filhos: Pedro e Paulo. Pedro era tão precoce que em alguns dias aprendeu o dialeto local da empregada doméstica na Suíça, assustando os pais. No entanto, este foi um indicador precoce de problemas mentais e, mais tarde, ele foi diagnosticado com esquizofrenia.

6. Clarice não era uma pessoa muito política, embora estivesse ciente e magoada pelas injustiças e desigualdades que observava em seu país de adoção. No início dos anos mais duros da ditadura no Brasil, no final dos anos 60, ela participou de manifestações e se manifestou contra o golpe militar.

7. Amigos próximos afirmam que Clarice era uma mulher solitária e difícil, principalmente depois que ela deixou o marido no final dos anos 50 e decidiu morar com os filhos no Rio. Ela era viciada em pílulas para dormir, mas quando não conseguia dormir, ligava para as amigas para discutir seus problemas pessoais a qualquer hora do dia ou da noite.

8. Clarice sobreviveu a um incêndio iniciado quando adormeceu com um cigarro aceso na mão. Nessa época ela morava em um apartamento no Leme, um trecho de praia próximo à badalada Copacabana dos anos 1960. As queimaduras de terceiro grau deixaram-na com cicatrizes para o resto da vida, especialmente a mão direita – que ela usava para escrever!

9. Clarice tinha uma forma de escrever totalmente moderna e original. Temas relacionados à maternidade, assim como reflexões sobre a saudade da mãe, figuraram amplamente em seu trabalho. Suas ideias foram fortemente influenciadas pelo filósofo Spinoza e a linguagem que ela usou a tornou uma escritora extraordinariamente criativa e original.

10. Ela escreveu nove livros, uma peça, vários contos e alguma literatura infantil. Ela também era jornalista e tinha colunas em importantes jornais brasileiros, onde costumava escrever crônicas (um gênero tipicamente brasileiro, em que os autores narram fatos sobre experiências simples do cotidiano de maneiras interessantes e originais) ou dava conselhos para leitoras, em seu próprio nome ou pseudônimos. Ela morreu de câncer de ovário em 1977 aos 57 anos.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Mapa permite ouvir os sons das florestas ao redor do mundo

Um dos mapas interativos mais interessantes que a gente já encontrou na internet é aquele que permite escutar as línguas e sotaques do mundo (aqui) e agora há a opção para quem deseja relaxar ou se surpreender ouvindo outra língua: a dos animais na floresta.

Clicando aqui você pode conferir de cantos de pássaros à respiração lenta de uma preguiça, de vários países.
O mapa é iniciativa de uma organização artística do Reino Unido, a Wild Rumpus que convidou usuários de todo o mundo a enviarem os sons de florestas próximas para que outras pessoas no mundo todo pudessem ter acesso a eles.

Ao Lonely Planet, a codiretora da organização, Sarah Bird disse que o mapa também serve como um arquivo de ecossistemas que estão sendo rapidamente transformados pela mudança climática. “Está bem documentado que o tempo passado na natureza pode ajudar a diminuir a frequência cardíaca e melhorar o bem-estar. Se não podemos ficar na floresta, isso parece a segunda melhor coisa”, comentou.

Sons do Brasil
Até a publicação deste post, as colaborações enviadas do Brasil eram somente treze. Se anima a participar?

Como não é preciso ter nenhum equipamento especial para captar os sons, talvez você consiga também ouvir a respiração ou algum som humano nas colaborações.
Se você está perto de algum lugar de natureza e deseja colaborar acesse o mapa no https://timberfestival.org.uk/soundsoftheforest-soundmap/ e clique em “Contribute”. Uma nova janela será aberta com as instruções que estão em inglês. Se você não fala/lê inglês e ainda assim quer contribuir, clique com o botão direito do mouse na página e clique em “traduzir para o português”. A partir daí fica mais fácil.

Ah, segundo o site as colaborações são inseridas por eles manualmente no mapa, portanto seja paciente para ver/ouvir sua contribuição nele.

Sobre a Wild Rumpus
A Wild Rumpus, colabora com a National Forest do Reino Unido na realização do Timber Festival, que ocorre anualmente em julho (em 2020 ocorreu online por causa da pandemia; em 2021 foi realizado com protocolos sanitários e para 2022 os ingressos para o festival já estão à venda).

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*Fonte: mochileiros.com

Um futuro sustentável e sem pobreza é possível para toda a humanidade, revela estudo

Existem recursos suficientes neste planeta para sustentar uma população três vezes maior do que a atual, e ainda fornecer um padrão de vida decente para todos, descobriram uma nova pesquisa.

Longe de nos levar de volta à ‘idade da pedra’, amplas reformas ambientais e econômicas poderiam levar nosso consumo global de energia de volta ao que era na década de 1960, quando o mundo era o lar de apenas 3 bilhões de pessoas.

Se fizermos isso da maneira certa, os pesquisadores pensam que até 2050, poderíamos sustentar uma população quase três vezes maior, com cada um de nós recebendo abrigo, alimentação, higiene adequada, saúde de alta qualidade, educação, tecnologia moderna e acesso limitado a veículos particulares e viagens aéreas.

Ao mesmo tempo, também poderíamos cortar nosso consumo global de energia em 60%.

Isso é apenas um quarto do que atualmente estimamos consumir até 2050 e, nesse cenário utópico, todos receberão a mesma fatia de bolo.

“Enquanto os funcionários do governo estão levantando acusações de que os ativistas ambientais ‘ameaçam nosso estilo de vida’, vale a pena reexaminar o que esse modo de vida deve implicar”, disse a economista ecológica Julia Steinberger da Université de Lausanne, na Suíça.

“Tem havido uma tendência de simplificar a ideia de uma vida boa na noção de que mais é melhor. Está claramente ao nosso alcance proporcionar uma vida decente para todos, ao mesmo tempo protegendo nosso clima e ecossistemas.”

O que “vida boa” significa é obviamente subjetivo, mas os autores dizem que se concentrarmos nossos esforços em moradias de baixo consumo de energia, transporte público generalizado e dietas pobres em alimentos de origem animal, poderemos estar no caminho certo para alcançar o “bem ‘para o maior número.

Embora alguns estudos sugiram que a Terra não está equipada para lidar com a vida de mais de 7 bilhões de pessoas , essas projeções são freqüentemente baseadas no crescimento econômico global contínuo, estilos de vida modernos de alto consumo e uma capacidade de carga fixa para o planeta.

Na realidade, abrir espaço igual para todas as novas pessoas esperadas em nosso planeta exigirá mudanças massivas e em grande escala nos hábitos de consumo global, implantação generalizada de tecnologia moderna e a eliminação da desigualdade global em massa, dizem os pesquisadores.

Mas os confortos diários da vida moderna podem não ter que mudar tanto. Na verdade, o novo estudo é uma refutação contra a “objeção populista clichê” de que os ambientalistas querem que todos nós voltemos aos tempos das cavernas.

“Sim, talvez”, escrevem os autores , irônico, “mas essas cavernas têm instalações altamente eficientes para cozinhar, armazenar alimentos e lavar roupas; iluminação de baixa energia em toda a extensão; 50 litros de água limpa fornecidos por dia por pessoa , com 15 litros aquecidos a uma temperatura confortável de banho; eles mantêm uma temperatura do ar em torno de 20 ° C ao longo do ano, independentemente da geografia; têm um computador com acesso a redes globais de TIC; estão ligados a extensas redes de transporte que fornecem ~ 5000-15.000 km de mobilidade por pessoa a cada ano através de vários modos; e também são servidos por cavernas substancialmente maiores, onde a saúde universal está disponível e outras que fornecem educação para todas as pessoas entre 5 e 19 anos. ‘”

Parece idílico para uma caverna, mas também é muito bom para o nosso planeta.

Hoje, apenas 17% do consumo global de energia vem de fontes renováveis, mas os autores dizem que isso é quase metade do que precisaríamos até 2050 para que seu cenário de ‘vida boa’ se concretize.

Para descobrir isso, os pesquisadores construíram um modelo de energia baseado em materiais considerados necessários para os humanos – desde um abastecimento regular de comida e água até conforto térmico e mobilidade. A forma como as mudanças climáticas impactarão esses fatores nos próximos anos também foi levada em consideração.

O modelo não é exatamente realista ou prático, mas mostra como poderíamos reorganizar nosso planeta para abrir espaço para uma população crescente.

Por um lado, o modelo exige que todo o estoque de moradias do mundo seja completamente substituído por novos edifícios avançados, que exigem muito pouco aquecimento ou resfriamento. Isso se aplica também a outros edifícios, incluindo aqueles para educação, saúde e indústria.

As chances de uma reforma global da habitação realmente acontecer são muito mais do que mínimas, e os autores admitem que a remoção de todos esses edifícios poderia consumir mais energia em um nível prático.

Ainda assim, quando o modelo da equipe já presumia que esses ‘retrofits’ avançados haviam sido construídos, suas previsões de energia finais quase não mudaram.

“No geral, nosso estudo é consistente com os argumentos de longa data de que as soluções tecnológicas já existem para apoiar a redução do consumo de energia a um nível sustentável”, disse o cientista ambiental e ambiental Joel Millward-Hopkins da Universidade de Leeds.

“O que acrescentamos é que os sacrifícios materiais necessários para essas reduções são muito menores do que muitas narrativas populares sugerem.”

O estudo atual é baseado em um grande modelo global e amplo, portanto, apresenta muitas limitações. A visão geral está focada apenas no consumo final de energia do mundo até 2050 e não aconselha as nações sobre como realmente chegar lá, o que é realmente a parte mais difícil.

Em vez disso, mostra-nos o que pode ser alcançado se nos empenharmos nisso. Ele traça a linha de chegada e agora cabe a nós cruzá-la.

“O trabalho atual tem pouco a dizer aqui em termos de especificidades” , admitem os autores , “mas há algumas coisas que podem ser ditas com mais certeza”.

O consumismo verde, por exemplo, que é notoriamente de classe média e branco, foi considerado uma resposta privilegiada e inadequada à crise climática.

A “busca indefinida” do crescimento econômico, junto com o desemprego e as enormes desigualdades, estão em oposição direta ao ambientalismo, dizem os autores, não importa o quanto as pessoas ricas tentem limitar suas pegadas individuais.

No momento, o mundo gasta a maior parte de sua energia durante o ano muito antes de realmente terminar , e muito disso está sendo impulsionado pelos ricos.

Sacrifícios claramente precisam ser feitos para um bem maior, não apenas para nivelar o campo de jogo para todos os humanos, mas para reduzir nossa dependência dos combustíveis fósseis e do materialismo em geral.

“Erradicar a pobreza não é um impedimento para a estabilização do clima, mas sim a busca pela riqueza não mitigada em todo o mundo”, argumenta Narasimha Rao, da Universidade de Yale.

*O estudo foi publicado na Global Environmental Change
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*Fonte: pensarcontemporaneo

Muitas vezes, o Universo manda os sinais, mas você está distraído e nem percebe!

Você sabe reconhecer os sinais do Universo? Muitas vezes, o Universo manda os sinais, mas você está distraído e não percebe!

Ontem eu conversava com uma mentorando da Jornada da Deusa. A primeira aula, geralmente, é sobre como eu cheguei a jornada e uma pequena base teórica do que eu uso durante o processo. Conversávamos sobre Jung e a teoria da sincronicidade. Até me lembrei de contar a história de como ele chegou à teoria da sincronicidade.

Ele estava atendendo uma paciente de difícil manejo e há tempos não via uma melhora dela. Um dia, ela começou a contar um sonho que tivera com um escaravelho dourado. Ele se lembrou de que esse era um símbolo do Egito antigo, que aparece em vários hieróglifos e começou a conversar sobre estes arquétipos com ela.

Durante a sessão ele sentia estar ouvindo algo batendo na janela. Ela estava fechada porque os dias frios de já haviam começado, mas, intrigado, foi ver o que era. E qual não foi a surpresa dele quando viu um escaravelho – levemente dourado – que batia incansavelmente na sua janela.

A sincronicidade é uma coincidência sim – o mesmo bicho do sonho batendo a janela – mas que traga algo de significativo. Aquele pequeno animal não era típico nem do local e nem da época do ano em que estavam. Era coincidência, mas falava diretamente a paciente dele naquele momento. Era como uma confirmação de tudo o que estavam conversando.

QUEM NUNCA PEDIU A DEUS UMA LUZ? E FICOU ESPERANDO – AS VEZES SEM RECEBER NADA, MAS, MUITAS VEZES, RECEBENDO UMA RESPOSTA ATRAVÉS DE SINAIS.

As respostas podem ser simbólicas, como no caso do escaravelho, ou mais diretas. Mas se não estamos atentos, nem percebemos os sinais.

Pode ser uma conversa que alguém resolve ter com você. Pode ser um filme, um sonho, uma conversa que você escuta num restaurante enquanto almoça. Pode até mesmo ser um paciente que se senta na sua cadeira com o exato mesmo problema pelo qual você está passando.

A verdade é que sim, recebemos respostas sempre que nos disponibilizamos a ver e a ouvir. Sempre que tentamos e conseguimos entender o porquê de alguma coisa, sempre que nos abrimos para que o Universo nos responda às nossas dúvidas.

*Por Andrea Pavlovitsch

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*Fonte: seuamigoguru

Por que beber um copo d’água com todas as refeições pode melhorar desempenho físico e mental

Você sabia que até mesmo uma desidratação leve pode ter efeitos prejudiciais a sua cognição, humor, desempenho físico e mental?

E que uma maneira simples de evitar isso é adicionar um copo d’água a cada refeição?

A estratégia pode te ajudar até mesmo a perder peso.

Por que precisamos beber água?
O corpo humano é composto 60% por água — e nosso cérebro é cerca de 90% água.

Precisamos de água para hidratar nossa pele, digerir alimentos e permitir que nossos rins eliminem os resíduos do nosso organismo.

“Basicamente, precisamos de água para realizar uma série de processos em nosso corpo. E como estamos constantemente perdendo fluidos por meio da respiração, do suor e da urina, precisamos repor isso com a água que obtemos a partir de bebidas e outros alimentos”, explica Stuart Galloway, professor de fisiologia do exercício da Universidade de Stirling, na Escócia.

E esta reposição é importante sobretudo quando está calor ou estamos fazendo exercícios.

Perigos da desidratação
“Se não repormos (a perda de fluidos), acabamos ficando com déficit de água corporal, e isso significa que muitas vezes temos desempenho físico prejudicado, podemos ter algum prejuízo no desempenho mental e sensação de fatiga, por exemplo”, acrescenta o especialista.

O que muita gente não sabe é que até mesmo uma desidratação leve — perda de 1% a 2% da água do nosso corpo — pode prejudicar nosso desempenho físico e mental, como nossa função cognitiva.

“Uma perda de meros 1%, 2% pode afetar algumas de suas habilidades físicas, se você estiver realizando uma atividade de resistência em particular, mas também pode afetar algumas de suas habilidades mentais e seu estado de humor, até que ponto você sente fadiga, por exemplo.”

E é importante lembrar que, em casos graves, a desidratação pode ser fatal.

“Um estudo interessante em adultos mais velhos mostrou que a mortalidade era maior se eles fossem internados em um estado de desidratação”, revela. “Portanto, as consequências de ter uma ingestão inadequada de água podem ser de muito graves a leves ou moderadas.”

Quanta água devemos tomar por dia?
“Não precisa necessariamente ser água, depende de quais são seus objetivos alimentares em geral, e sua ingestão de água vai ser influenciada pelo clima e por quanta atividade você faz”, diz Galloway.

“A diretriz europeia é de 2 litros de ingestão de líquido por dia para homens e 1,6 litro por dia para as mulheres.”

A ideia amplamente difundida de que deveríamos tomar oito copos de água por dia se originou a partir do Conselho de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos em 1945, e não foi baseada em nenhuma pesquisa.

Se você adora água, sinta-se à vontade. Mas não há necessidade de se prender a isso. Adicionar um copo d’água a cada refeição pode ser suficiente.

“Como normalmente tomamos diversas bebidas ao longo do dia, e muitas vezes as pessoas estão ficando aquém da ingestão recomendada (de líquido) porque não estão ingerindo muita água pura, então um copo de água a cada refeição é uma boa maneira de garantir que você cumpra as metas diárias de ingestão de líquidos”, diz o especialista.

Galloway lembra, no entanto, que as necessidades diárias de cada pessoa variam de acordo com uma série de fatores.

“Depende da temperatura do ambiente em que estamos, de quanta atividade física estamos fazendo e das perdas com suor.”

Segundo ele, a frequência e a cor da sua urina podem ser um bom indicador.

“Se você urina cinco ou seis vezes por dia, ou talvez até sete vezes por dia, provavelmente está bebendo a quantidade certa de líquido. Se você faz xixi apenas 3 ou 4 vezes por dia, possivelmente não está bebendo o suficiente. E se você vai mais de 7 ou 8 vezes ao dia, provavelmente está bebendo demais”, acrescenta.

Uma maneira óbvia de fazer a reposição de fluidos seria ao sentir sede. Mas será que esta é a melhor estratégia?

“Em humanos, quando você fica com sede, você já perdeu cerca de 1% a 2% de sua massa corporal total na forma de água”, diz ele, lembrando os efeitos prejudiciais da desidratação leve ao nosso desempenho físico e mental.

Água em excesso pode fazer mal?
Sim, o consumo excessivo de líquidos pode se tornar perigoso.

“Há estudos com corredores de maratona em que as pessoas ingeriram água em excesso e acabaram com uma condição chamada hiponatremia, caracterizada pela baixa concentração de sódio no sangue, e que pode levar a complicações e morte em casos extremos”, indica Galloway.

Café, chá, leite…
Muita gente recorre a chás, cafés ou outras bebidas com cafeína como sua principal ingestão diária de líquidos. No entanto, embora as primeiras xícaras ajudem a te hidratar, pesquisas sugerem que há um ponto crítico, em que estas bebidas começam a se tornar diuréticas, e você na verdade perde mais água do que ganha.

“Você pode tomar chá e café como parte de sua meta diária de água. Mas as evidências são um pouco céticas sobre a quantidade de café que você precisa beber para que tenha um efeito diurético. Parece que é em torno de 400 e 500 miligramas de cafeína, o que equivale a quatro ou cinco cafés razoavelmente fortes.”

O leite, por sua vez, pode ser um grande aliado da hidratação.

“Um estudo que fizemos comparou uma variedade de bebidas que você pode ingerir no seu dia a dia — de água e bebidas gasosas a sucos de frutas e leite. O que descobrimos neste estudo é que se você tomar 1 litro de leite, você retém por mais tempo, o que significa que (o leite) tem um efeito de hidratação mais prolongado do que muitas das outras bebidas que examinamos”, afirma Galloway.

A desvantagem de beber leite, obviamente, é que contém uma quantidade significativa de calorias.

“Mas pode ser uma estratégia útil pós-exercício, por exemplo, em que você está adicionando proteína, recebendo líquido para repor a perda de fluidos e, o que muito gente não está ciente é de que há bastante sais no leite também, então você está repondo os sais (minerais) que perde”, explica.

Benefícios
Se manter devidamente hidratado pode fazer uma grande diferença em nosso cérebro, desempenho físico e saúde geral.

Se você joga futebol, por exemplo, beber bastante água pode reduzir sua fadiga e ajudá-lo a ter um desempenho melhor.

Vários estudos mostraram que beber mais água também leva a melhorias na memória de curto prazo, na atenção e na memória de trabalho.

Pode reduzir ainda significativamente dores de cabeça regulares, melhorar o aspecto da pele e seu humor.

Por último, mas não menos importante, pode te ajudar a perder peso.

Em um estudo recente, dois grupos foram solicitados a adotar a mesma dieta para emagrecer. Mas um deles foi convidado a beber meio litro de água antes de cada refeição — como resultado, acabou consumindo menos calorias e perdeu mais peso.

Na série Just One Thing (Uma Única Coisa), da Rádio 4 da BBC, o médico Michael Mosley aborda em diferentes episódios o que você poderia fazer por sua saúde se tivesse apenas uma escolha.

*Por Michael Mosley
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*Fonte: bbc-brasil