Caminhos – #110

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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5 frases de Lao-Tsé para refletir

Lao-Tsé é uma palavra chinesa que significa “velho mestre”. É também o nome de um filósofo e pensador que aparentemente viveu no século VI antes da nossa era. Atribui-se a ele a autoria da obra criadora do taoismo, o “Tao Te Ching”, ou Livro do Caminho e da Virtude. No entanto, tudo ao seu redor está cheio de mistérios. De fato, muitos duvidam de que ele realmente tenha existido, mas muitas frases de Lao-Tse continuam sendo compartilhadas nos dias de hoje.

O certo é que os seus ensinamentos ultrapassaram as fronteiras da China. Se era um único homem ou vários, lenda ou mito, pode não importar muito. O que é relevante nesta figura é ter tido a capacidade de traduzir ensinamentos que ainda são válidos, mesmo milhares de anos depois.

“Com boas palavras se pode negociar, mas para se enaltecer, são necessárias boas obras”.
– Lao-Tse –

Devemos a Lao-Tse um legado de sabedoria. O seu pensamento reflete vários dos princípios essenciais da cultura oriental. É um apelo à prudência, simplicidade e serenidade. Representa uma exaltação à inteligência e à temperança. Aqui estão cinco das mais bonitas frases de Lao-Tse.

Frases de Lao-Tse que vale a pena conhecer

1. Como Lao-Tse via a felicidade

Lao-Tsé refletiu muito sobre a felicidade. Do seu ponto de vista, e muitos séculos antes da chegada da era do consumo, o filósofo oriental desconectou a felicidade dos bens materiais. Uma das suas frases imortais, em que fala sobre o assunto, diz: “Quem não é feliz com pouco não será com muito”.

Esta reflexão visa colocar a felicidade dentro de um quadro em que não depende do que você tem. Desta forma, ter pouco não é sinônimo de miséria e ter muito não é sinônimo de ser feliz. O bem-estar é atingido por realidades que não têm nada a ver com os bens. A felicidade e a infelicidade estão dentro de nós, não em tudo o que nos rodeia.

2. Sobre a rigidez e a flexibilidade

Muitos falam da firmeza e da rigidez como uma grande virtude. No entanto, essa perspectiva não condiz com a lógica de tudo o que está vivo. Se existe vida, há mudanças. E se houver mudança, as adaptações devem ocorrer necessariamente. Em vez de nos plantarmos como aço, o que a vida exige de nós é “fluir como a água”.

Lao-Tsé também nos deixou essa maravilhosa reflexão sobre este assunto: “Na vida, o homem é elástico e evolui. No momento da morte é rígido e imutável. As plantas ao sol são flexíveis e fibrosas, mas morrem secas e rachadas. É por isso que a elasticidade e a flexibilidade estão associadas à vida e a rigidez e a imutabilidade à morte.”

3. Amar e ser amado

Muito antes das doutrinas humanistas aparecerem e se tornaram populares, Lao-Tsé oferecia uma visão do amor como poder. Ele enfatiza a profunda diferença entre amar e ser amado em uma das suas frases: “Ser profundamente amado lhe dá forças, enquanto amar alguém profundamente lhe dá coragem”.

Há uma diferença sutil, mas importante entre força e coragem. A força pode ser definida como a capacidade física ou subjetiva de fazer algo. A coragem, por sua vez, refere-se a decisão de fazê-lo. A força é poder fazer. A coragem é querer fazer. Existe uma constelação emocional de diferença entre um conceito e o outro. Enquanto a vontade leva ao poder, o contrário nem sempre acontece.

4. O desejo e a frustração

Os orientais são muito enfáticos na sua rejeição pelo desejo. Eles o consideram a fonte de muitos sofrimentos. A sua filosofia se concentra mais na capacidade de renunciar ao que você tem, ao invés de buscar aquilo que deseja. Fiel a esta filosofia, Lao-Tsé faz a seguinte reflexão sobre isso:

“Quem não deseja, não se frustra. E quem não se frustra, não se avilta. O verdadeiro sábio espera na quietude, espera tranquilo enquanto tudo acontece. Dessa forma, sentimos paz, harmonia e o mundo segue o seu curso natural”.

Para os ocidentais, esse pensamento pode parecer absurdo. Nas nossas sociedades a ambição é uma fonte de crescimento e progresso. No entanto, a realidade atual nos mostra que o desejo pode ser um poço sem fundo, que nunca é satisfeito.

5. Lutar ou recuar

O Oriente é o berço das artes marciais. Mas, paradoxalmente, a maioria das artes marciais tem como princípio básico evitar o combate. A maior sabedoria que a guerra traz é precisamente a necessidade de se esforçar para evitá-la. Lao-Tsé afirma: “O livro do estrategista diz: Não provoque a luta, aceite-a; é melhor recuar um metro do que avançar um centímetro”.

O pensamento e as frases de Lao-Tsé são certamente grandes presentes de sabedoria. Não só oferecem uma referência para as artes de “viver bem”, mas também usam a linguagem da poesia para transmitir seus ensinamentos. Temos muito a aprender com esse personagem milenar que parece hoje mais vivo do que nunca.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Narcisismo coletivo, um vírus que se expande cada vez mais

O narcisismo coletivo se transformou em um vírus. Nós podemos defini-lo assim porque causa danos, contagia e se expande facilmente. Embora não pareça, a busca pela exaltação do próprio grupo em detrimento dos demais é uma dinâmica que aconteceu em todas as épocas; variando em intensidade e alcançando suas máximas em determinados momentos históricos, como na Alemanha nazista.

Expressa certa nostalgia pela existência de uma “raça superior”. Mesmo que, é claro, não precise ser necessariamente uma raça. Cabe, então, a qualquer grupo que compartilhe algum elemento de identidade comum. Podemos falar de nações, mas também podemos falar de times esportivos ou de profissões.

Ele se manifesta de forma muito visível no futebol. O narcisismo coletivo faz com que, para alguns torcedores, seja impossível aceitar tranquilamente que seu time perca para o time oponente; também os leva a fazer grandes exibições de poder, com músicas, barulhos irritantes ou atitudes que buscam intimidação.

“Narcisismo. Não acredito que você não tenha um espelho de corpo inteiro”.
– David Levithan –

O mesmo acontece com os países e o sentimento nacionalista. Há aqueles que se irritam porque alguém não gosta de seu país. Não toleram nenhuma crítica contra seu país e desejam, fortemente, que sua pátria seja admirada por todos e destacada em todas as circunstâncias.

É claro que todos nós queremos sentir orgulho do lugar de onde viemos, ou do grupo ao qual pertencemos. No entanto, quando isso toma outras dimensões, já não se trata de um sentimento saudável. Mais cedo ou mais tarde este sentimento se transformará em intolerância e violência.

Do orgulho de grupo ao narcisismo coletivo

Qual seria a diferença entre o orgulho nacional, o de grupo e o narcisismo coletivo? Quem sofre do vírus do narcisismo coletivo não quer sentir orgulho pelo seu grupo, e sim demonstrar ser superior aos demais. No fundo, habita a insegurança e, por isso, buscam a reafirmação do que os outros pensam.

Em qualquer sentimento, atitude ou comportamento humano onde haja exagero, o mais provável é que também haja um sintoma neurótico. O narcisismo não é uma excessão. Quando construído a nível individual, surgem as pessoas que gostam de ostentar e mostrar uma imagem de segurança, em vez da realidade que vivem.

O mesmo acontece nos grupos. É mais fácil que o narcisismo coletivo floresça naqueles grupos nos quais o que mais se compartilha é uma autovalorização fraca e fortes dúvidas sobre seu próprio prestígio. Por isso o que estas pessoas mais desejam é serem reconhecidas pelos demais. E não só isso: também desejam a derrota dos outros, nas mais diversas situações.

Um estudo realizado pela Universidade de Varsóvia, na Polônia, indicou que os grupos que sofrem de narcisismo coletivo são, geralmente, compostos por indivíduos que têm fortes sentimentos de insuficiência pessoal. O grupo é uma tentativa de compensar esta percepção de vazio.

A manipulação nos grupos narcisistas

É comum que os grupos que exibem um narcisismo coletivo gerem líderes autoritários e, muitas vezes, totalitários. O fato de se sentir guiado por alguém que não demonstra nenhuma vulnerabilidade, ou, em todo caso, é extremamente forte, dá segurança aos seus seguidores. Estes líderes costumam explorar todos estes sintomas e, por isso, exaltam com veemência a suposta superioridade que existe em pertencer a um grupo, comparado a não pertencer.

Este assunto foi estudado pela Universidade de Londres e concluíram que esse tipo de líder tende a construir teorias da conspiração contra eles. Um inimigo comum pode ser aquela peça que vai ajudar a consolidar sua uniformidade e a união dentro destes coletivos. O próprio narcisismo faz com que fantasiem sobre o fato de serem observados, invejados e potencialmente atacados por outros.

A agressão e a vingança começam a adquirir outro significado neste tipo de grupo. Cometer atos violentos contra aqueles que não pertencem ao coletivo pode ser visto de forma positiva. Isso pode acontecer especialmente caso a agressão seja dirigida a um possível inimigo, conspirador ou um aliado destes. O mesmo acontece com a vingança, que já não é vista como uma paixão irracional ou que causa mal, e sim como um direito legítimo, sustentado pela aparente necessidade de se defender.

Diferentemente deles, os grupos que têm um senso saudável de orgulho coletivo geram efeitos construtivos. Neste caso, produz-se uma maior coesão e confiança mútua. Uma união que, para ser consolidada, não precisa diminuir os outros nem passar por cima daqueles que sejam diferentes. Enquanto o orgulho razoável é o fundamento da democracia, o narcisismo coletivo é a base do fascismo e de seus métodos de imposição e controle.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

A ciência que explica porque se deve gastar o dinheiro em experiências, e não em coisas

Ele explica de uma forma bem interessante algumas das razões pelas quais pode ser melhor gastar seu dinheiro em experiências e não em coisas.

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A maioria das pessoas busca a felicidade. Há economistas que pensam que a felicidade é o melhor indicador para a saúde de uma sociedade. Sabemos que o dinheiro pode nos deixar mais felizes, ainda que depois das necessidades básicas serem atendidas, ele não incremente tanto assim nossa felicidade. Mas uma das grandes questões é como usar o dinheiro, que (para a maioria de nós) é um recurso limitado.

Há uma pressuposição lógica que a maioria das pessoas faz quando gasta dinheiro: que já que um objeto físico dura mais, ele nos deixará felizes por mais tempo do que uma experiência temporária como ir a um show ou um pacote de viagem. Uma pesquisa recente revelou que essa pressuposição está completamente equivocada.

“Um dos inimigos da felicidade é a adaptação”, disse o Dr. Thomas Gilovich, um professor de psicologia na Universidade de Cornell que tem estudado a questão do dinheiro e da felicidade por mais de duas décadas. “Compramos coisas para ficarmos felizes, e isso funciona. Mas só por um tempo. As coisas novas são excitantes no início, mas então nos adaptamos a elas.”

Em vez de comprar o último iPhone ou um BMW novo, Gilovich sugere que obteremos mais felicidade gastando dinheiro em experiências tais como visitar exposições de arte, fazer atividades na natureza, aprender coisas novas ou viajar.

Os resultados obtidos por Gilovich são a síntese de estudos psicológicos conduzidos por ele e outros cientistas quanto ao paradoxo de Easterlin, que descobriu que o dinheiro é capaz de comprar a felicidade, mas só até certo ponto.

Como exatamente a adaptação afeta a felicidade, por exemplo, foi quantificado num estudo que pediu às pessoas que elas mesmas relatassem sua felicidade com grandes compras materiais e de experiências. Inicialmente suas felicidades com essas compras tinham, pessoalmente, mais ou menos o mesmo valor. Mas com o tempo a satisfação das pessoas com as coisas que compraram diminuiu, enquanto que a satisfação com as experiências em que gastaram dinheiro aumentou.

É contraintuitivo que algo como um objeto físico que podemos ter por muito tempo não nos deixe tão felizes por tanto tempo quanto uma experiência única num momento no tempo nos deixa. Ironicamente, o fato de que uma coisa material estar sempre presente opera contra ela: é mais fácil que nos adaptemos. Ele se dissipa no meio das outras coisas e se torna parte do nosso “novo normal”. Mas enquanto a felicidade das compras materiais diminui ao longo do tempo, as experiências se tornam parte de nossa identidade.

“Nossas experiências são uma parte maior de nós mesmos que os bens materiais”, diz Gilovich. “Você pode realmente gostar de suas coisas materiais. Você pode até achar que parte de sua identidade está ligada a essas coisas, mas ainda assim elas permanecem separadas de você. Em contraste a isso, suas experiências são parte de você. Somos a soma de todas as nossas experiências.”

Um estudo conduzido por Gilovich até mesmo mostrou que se alguém tem uma experiência que afirma ter impactado a felicidade negativamente, quando a pessoa que viveu a experiência começa a falar a respeito dela, sua avaliação da experiência sobe. Gilovich atribui isso ao fato de que algo que pode ter sido estressante ou assustador no passado acaba se tornando uma história engraçada para contar numa festa, ou que podemos relembrar como uma experiência valiosa de formação de caráter.

Outra razão é que as experiências compartilhadas nos conectam mais com os outros do que compartilhar o ato de consumo, consumir a mesma coisa. Provavelmente nos sentimos mais ligados a alguém com quem tiramos férias em Bogotá do que com alguém que por acaso também comprou uma TV de 4K.

“Consumimos experiências diretamente, junto com outras pessoas”, diz Gilovich. “E depois que elas passam, se tornam parte das histórias que contamos uns aos outros.”

E mesmo se alguém não está junto conosco quando vivemos uma experiência qualquer, é muito mais fácil fazer conexão com uma pessoa que também gostou de fazer a trilha nos Apalaches ou esteve no mesmo show que a gente do que com uma pessoa que comprou o mesmo celular.

Também somos bem menos dados a comparar negativamente as próprias experiências com a de outras pessoas do que comparar as compras materiais. Num estudo conduzido pelos pesquisadores Ryan Howell e Graham Hill descobriu-se que é mais fácil comparar as características de bens materiais (quantos quilates tem o anel? Qual a velocidade do processador do seu laptop?) do que experiências. E já que é mais fácil comparar, as pessoas de fato fazem mais isto.

“A tendência de olhar para a grama do vizinho tende a ser mais pronunciada com relação a bens materiais do que com compras de experiência”, diz Gilovich. “Sem dúvida nos incomoda estar de férias e ver pessoas em hotéis melhores, ou voando na primeira classe. Mas não produz tanta inveja como quando ficamos para trás quanto aos bens materiais.”

A pesquisa de Gilovich tem implicações para indivíduos que desejem maximizar o retorno de seus investimentos financeiros em termos de felicidade, para empregadores que desejem uma equipe mais feliz, e para políticos que desejem cidadãos mais felizes.

“Ao alterar os investimentos que as sociedades fazem e as políticas que aplicam, podemos guiar vastas populações para os tipos de buscas vivenciais que promovam maior felicidade.” escreveu Gilovich e seu coautor, Amit Kumar, em seu recente artigo num periódico acadêmico, Experimental Social Psychology.

Se a sociedade levar a sério essa pesquisa, isso significaria não apenas uma mudança em termos de como os indivíduos aplicam suas rendas pessoais, mas também faria com que os empregadores concedessem mais férias remuneradas, e que governos cuidassem melhor de espaços recreacionais.

“Enquanto sociedade, não seria melhor tornar as experiências mais fáceis para as pessoas?” pergunta Gilovich.

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*Fonte: papodehomem/ Luciano Andolini

Já não se fazem mais móveis, nem amores, como antigamente…

Um dos pressupostos que mais ouvimos falar é o de que o dinheiro é capaz de colocar ao nosso redor os estímulos necessários para que sejamos felizes, principalmente objetos.

Esse texto eu vi na FastCo.Exist, uma divisão da revista FastCompany, uma revista digital focada em inovação, tecnologia, ética econômica, liderança e design.

Na casa dos meus pais existe um aparador e um espelho que fazem parte da nossa história. Minha mãe tirou uma foto de frente para ele no dia em que se casou e eu também fiz parceria com ele quando, aos treze anos, dancei pela primeira vez uma valsa na festa de uma amiga debutante.

Os móveis duravam muito mais antes. Suportavam as mudanças, muitas vezes feitas em caçambas de caminhões, sacolejando até seu novo destino, amarrados, quando muito, por algumas cordas.
A madeira era de lei. O tecido que cobria as cadeiras e os sofás eram de ótima qualidade, chegavam a suportar duas gerações de crianças saltitantes sem rasgarem-se.

Tecidos de sofá lembram-me uma das histórias mais bonitas que já ouvi dentro do consultório quando uma – então paciente – hoje colega contou que, a cada relacionamento que terminava, ela mandava trocar o tecido do sofá. Foram três “casamentos” e muitas mudanças de endereço e com elas, ia junto o indestrutível sofá que, envolto em um novo tecido, simbolizava um recomeço. Iam-se os tecidos, mas o sofá ficava. Ela foi dessas mulheres que recebeu nome de rainha, que a natureza fez nascer bonita, que buscou incessantemente um amor tão forte quanto o sofá até descobrir o amor próprio, que hoje caminha com ela junto da beleza que também não a abandonou.

Ah, já não se fazem mais móveis, nem tampouco amores como os de antigamente, que duravam uma ou duas vidas, que suportavam as várias trocas de tecido, as várias camadas de verniz e a quantidade de viagens que fossem necessárias nos carretos informais.

Hoje, nem os móveis, nem os casamentos resistem ao fim do contrato de aluguel.

Antes que as caixas de presentes sejam todas abertas e colocadas para o uso, a relação despedaçou-se feito aquele emaranhado de resto de madeira que chamam de compensado quando enfrenta a primeira “tempestade”. Os casamentos terminam antes que se quebrem todos os copos do armário, antes que os lençóis da cama precisem ser trocados, antes que a madeira da mesa sofra o primeiro arranhão.

Não há mais como apegar-nos aos móveis como fazíamos na casa das nossas avós. As minhas mantiveram por muitos anos o mesmo jogo de jantar e os mesmos quadros na parede. Tínhamos uma identidade, e assim como os móveis da família, tínhamos uma história.

Hoje em dia vejo pessoas de vinte e poucos anos que já carregam na ficha dois casamentos, e uns dez relacionamentos abandonados. Deletam fotos e vivem como se cada um deles fosse um rascunho que se apaga e se joga fora diante da primeira adversidade.

Relacionamentos e móveis tornaram-se descartáveis hoje em dia e as fotos na parede sequer existem mais.
A geração nascida nos anos oitenta já trocou de aparelho celular muitas vezes e sequer conhece o que é ter o mesmo aparelho telefônico fixo, preso à parede por um fio que durava dez, vinte, trinta anos.

E por isso, tornaram-se imediatistas e consumistas. Não sabem o que é ter um sapato comprado há mais de dez anos e jamais viveram como eu, a particular experiência de usar na minha festa de quinze anos uma peça de roupa que minha mãe usou em sua formatura e que foi bordada pela minha tia avó.

As relações se sustentam tais quais aqueles móveis que sob o juramento do montador que diz profeticamente: este móvel não suporta uma mudança, se for desmontado não “para em pé” de novo. Tudo culpa do compensado de retalhos de madeira.

As estantes não suportam mais o peso dos livros, os jogos de jantar não são mais feitos para serem usados, os sofás desmoronam antes que se possa trocar o tecido e os aparadores com os espelhos perderam espaço. Não precisam mais durar em um mundo onde relações duram menos do que eles.

Vivemos em um mundo de descartáveis, nos quais raramente encontramos pessoas – como aquela dona do sofá que tem nome de rainha – dispostas a reciclar e reciclarem-se na busca de construir uma história na qual haja perseverança, fé, apego e força. Pessoas capazes de carregar suas lembranças mesmo nos dias difíceis da mudança, capazes de dar chances e tempo a si e ao outro para escrever um livro da vida e não um rascunho que se descarta diante da primeira nova opção.

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*Fonte: resilienciamag

A escolha mais importante da sua vida, de acordo com um neurocientista

De acordo com o neurocientista Moran Cerf, da Universidade Northwestern (EUA), a maneira mais fácil de maximizar a sua felicidade não tem nada a ver com experiências, bens materiais ou filosofia pessoal. Cerf estuda o processo de tomada de decisões há mais de uma década.

De acordo com o pesquisador, a chave para fazer boas escolhas, e consequentemente ser feliz, é eleger com sabedoria com quem você passa mais tempo.

 

Por quê

Existem duas premissas que levam Cerf a acreditar que esse é o fator mais importante para a satisfação a longo prazo.

A primeira é que a tomada de decisões é muito cansativa. Diversas pesquisas descobriram, por exemplo, que os seres humanos têm uma quantidade limitada de energia mental para dedicar ao ato de fazer escolhas.

Todos os dias precisamos fazer diversas deliberações: que roupa vestir, onde comer, o que comer quando chegamos lá, que música ouvir, entre milhões de outras coisas simples ou complexas que precisamos ponderar. Sim, é exaustivo.

A segunda premissa é que os humanos acreditam falsamente que estão no controle de sua felicidade ao fazer essas escolhas. Em outras palavras, nós pensamos que, se fizermos as escolhas corretas, ficaremos bem.

Não é bem assim

Cerf não crê nisso. A verdade é que a tomada de decisões é repleta de preconceitos que atrapalham nosso julgamento.

As pessoas confundem experiências ruins como boas, e vice-versa. Elas também deixam suas emoções transformarem uma escolha racional em uma irracional. Por fim, usam pistas sociais, mesmo inconscientemente, para fazer escolhas que de outra forma evitariam.

Como escapar de todos esses obstáculos, e fazer boas escolhas inconscientemente?

Diga-me com quem andas, e te direi quem és

A pesquisa de Cerf revelou que, quando duas pessoas estão na companhia um do outro, suas ondas cerebrais começam a parecer quase idênticas.

Um estudo em particular, com espectadores de cinema, mostrou que os trailers mais envolventes produziram padrões semelhantes no cérebro das pessoas.

Ou seja, apenas estar ao lado de certas pessoas, realizando alguma atividade juntos, já pode alinhar seu cérebro com os delas.

“Isso significa que as pessoas com quem você anda realmente têm um impacto no seu envolvimento com o cotidiano além do que você pode explicar”, afirma Cerf.

Não pense no que fazer, mas com quem fazer

Você pode reparar neste efeito por conta própria: quando um mal-humorado chega em um ambiente, o humor de todas as pessoas em volta piora; quando alguém que fala rápido entra em uma conversa, o ritmo da conversa aumenta; um comediante consegue fazer com que as pessoas ao seu redor se sintam mais leves ou engraçados e etc.

A partir dessas premissas, a conclusão de Cerf é que, se as pessoas querem maximizar sua felicidade e minimizar o estresse, elas devem fazer menos decisões ao se cercarem de pessoas que possuem as características que elas preferem.

Ao longo do tempo, naturalmente, elas passarão a ter atitudes e comportamentos parecidos com os de suas companhias, que são os desejáveis. Ao mesmo tempo, podem evitar decisões triviais que prejudicam a energia necessária para escolhas mais importantes.

Em outras palavras, se você deseja se exercitar mais, aprender um instrumento musical ou tornar-se mais sociável, encontre pessoas que fazem o que você quer fazer e comece a andar com elas. [ScienceAlert ]

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*Fonte: hypescience

Às vezes a nossa estranheza encanta alguém

É extremamente difícil encontrar alguém que consiga se abrir para o nosso ser na sua completude. Nem todos possuem a capacidade de escutar os nossos silêncios, assim como, nem todos conseguem nos enxergar de dentro para fora. Por esse motivo, na grande maioria das vezes, sentimos aquela sensação de estar só, mesmo estando em meio a outras pessoas, já que quando o outro é incapaz de nos enxergar com todas as peculiaridades que nos forma, dificilmente nos sentiremos em companhia de outra alma.

Como disse Drummond: “Todo ser humano é um estranho ímpar”. Sendo assim, todos possuímos características próprias, trejeitos, maneirismos, esquisitices que nos caracterizam enquanto seres únicos e insubstituíveis. São as idiossincrasias que trazem essência ao nosso ser, que nos dão charme e nos tornam verdadeiramente atraentes aos olhos daqueles que se permitem ver e enxergar. O grande problema, contudo, está nisso: quantos de nós possuem olhos capazes de interpretar as “estranhezas” do outro como algo essencial a sua pessoa?

A bem da verdade, boa parte de nós sente dificuldade, seja em observar, demonstrar e absorver esse terreno de coisas peculiares que forma o que somos. E no meio desse problema cognitivo das lâmpadas da alma, sentimo-nos como que perdidos no meio de “tudo”. Sim, porque a gente se relaciona, está cercado de pessoas quase que o tempo inteiro, mas dessas, quantas de fato nos mostramos? E quantas nos dão guarida, sobretudo, no campo das nossas estranhezas?

O resultado disso se reverbera em relacionamentos inexpressivos e mecânicos, mergulhando sempre nas águas rasas da mesmice. Se a intimidade é o último refúgio, conhecemo-la muito pouca, embora acreditemos ter com ela muitas vezes. Entretanto, isso não ocorre como queríamos, uma vez que isso dependeria de um olhar mais abrangente para o outro, a fim de que dentro de nós os seus delírios encontrassem acolhida. Afinal – “É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali floresçam as nossas fantasias” – lembrando Rubem Alves.

E nesse espaço que se abre – não do lado de fora, mas na interioridade de alguém, e somente nele – que nos sentimos livres para nos despir de qualquer subterfúgio que utilizamos para encarar as banalidades do existir. Aliás, neste momento as próprias trivialidades mudam de sentido, porque tudo que fazemos, por mais simples que seja, revela as bases sólidas do nosso ser. Existe liberdade para ser e sensibilidade para sentir, porque o corpo está desperto, a alma se contorce em cócegas e a boca sussurra o gozo.

E, desse modo, encontramos o refúgio da intimidade, de almas que entendem que só é possível estar e sentir verdadeiramente alguém permitindo que ele seja o seu eu por completo, sem fugas ou restrições. Com todas as loucuras, esquisitices e sonhos, já que sem eles somos tão somente a penumbra da vida. Não vale a pena, assim, se esconder em padrões para agradar quem não aprecia as suas idiossincrasias, sabemos que isso só traz mais vazio. É necessário estar desperto para ouvir aqueles que entendem das melodias da alma, já que são nestas que as nossas estranhezas mostram o seu encanto. Precisamos de pessoas que saibam interpretá-las.

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*Fonte: genialmentelouco / Erick Morais

A “Teoria da Felicidade” que Albert Einstein escreveu de próprio punho

São duas frases super sucintas, porém cheias de significado!

A história é tão curiosa quanto genial. Einstein estava em Tóquio e tinha acabado de receber a visita de um mensageiro. Assim que lhe foi entregue o comunicado, o físico se dispôs a dar uma gorjeta ao portador, mas, como não tinha moedas no seu bolso (ou, pelo menos, é o que se acredita), ele lhe entregou uma nota escrita de próprio punha na qual detalhava de forma sucinta sua teoria para alcançar uma vida feliz. Hoje, 95 anos depois, o manuscrito ganhou conhecimento público.

O fato ocorreu em 1922, quando o maior físico de todos os tempos realizava uma turnê pelo Japão, palestrando em várias conferências. Na época, corria o boato de que ele seria homenageado com o Prêmio Nobel – um segredo guardado a sete chaves. Ao hotel em que o alemão estava hospedado chegou um mensageiro que, após deixar o recado, teria se recusado a receber gorjeta ou simplesmente não ganhou nenhuma compensação monetária por falta de trocado nos bolsos de Einstein.

Seja como for, a verdade é que Einstein não deixou que o homem saísse com as mãos vazias. De acordo com um familiar do mensageiro, proprietário atual dos manuscritos, o cientista escreveu duas notas à mão, com as quais retribuiu ao homem pelos seus serviços. “Talvez, se você tiver sorte, essas notas acabarão sendo muito mais valiosas que uma simples gorjeta”, Einstein disse ao mensageiro.

Em uma das notas, escritas em um papel timbrado do Imperial Hotel Tokyo, o cientista escreveu que “uma vida simples e tranquila traz mais alegria que a busca pelo sucesso em uma inquietação constante”. A outra nota, escrita em uma folha simples, afirma que “onde há um desejo, há um caminho”. Biógrafos de Einstein afirmam que não é possível saber se o físico se baseou em reflexões sobre sua própria fama.

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*Fonte: history

A geração de pessoas que se sabotam emocionalmente

Aí você conhece uma pessoa que parece incrível. Vocês conversam sobre tudo, fazem todos os passeios imagináveis, viram madrugadas em confissões e gargalhadas e têm uma química nunca antes vista na história da humanidade. Tudo parece perfeito, até que aquela pessoa começa a sumir, deixando você sem entender o que aconteceu. Você tenta respeitar o espaço, deixa a pessoa respirar, até que um dia, por não entender o que teria acontecido de errado, você chega com a pessoa e pergunta o que houve. E aí ela diz que não tem como continuar porque não quer se envolver.

Você fica sem entender o que aconteceu, vai investigando, até que a pessoa diz ou que teve um/uma ex que deixou traumas ou que gosta muito de um outro alguém, mas esse alguém não sente o mesmo por ela.

Nessa hora, você pode se sentir como se não fosse uma pessoa boa o suficiente para fazer com que esse alguém que você gosta deixe para trás os traumas e o passado. Você pode sentir um forte sentimento de rejeição, capaz de abalar até a mais inabalável das seguranças. Mas de uma coisa você precisa ter a mais absoluta certeza: tudo isso não é problema seu. Você não tem culpa se a pessoa que você gosta é uma das milhares de pessoas que se sabotam.

Se o outro prefere ficar se sabotando, é problema dele. Se ele não quer se permitir viver uma experiência que seria completamente diferente de tudo o que ele já viveu antes, é problema dele. Você não tem nenhuma culpa ou responsabilidade pelas escolhas das outras pessoas, independentemente de quais sejam elas.

Infelizmente, vivemos em uma geração de pessoas covardes, que se envolvem, mas depois ficam afastando os envolvimentos porque preferem ficar se escondendo atrás dos seus traumas. Eu já fiz isso, você também já deve ter feito. E sabe por que tanta gente faz isso? Porque é mais fácil ficar em uma zona de conforto de auto-piedade, reclamando que os traumas deixaram marcas ou dizendo “Ninguém me ama, ninguém me quer”. Mas tudo isso não é problema seu, amig@: é problema da pessoa. É problema dela se ela só se permite se apegar a sentimentos tão pequenos de mágoa, rancor, egoísmo e pena de si mesma.

Todos nós somos imperfeitos, mas nem as suas piores imperfeições justificam que alguém faça isso com você: se envolva, te trate como se fosse ser algo para valer e depois decida ir embora sem dar explicações. Mas, se essa pessoa quer sair da sua vida, deixe que ela vá embora. Você não merece alguém tão covarde.

Do outro lado da mesa

Agora, se você que está aí do outro lado se identifica com o perfil do covarde, pense no que você está fazendo com a sua própria vida. As pessoas são diferentes. O trauma que você teve com uma não necessariamente vai se repetir com outra. Cada um é de um jeito, e, consequentemente, as experiências que você terá com cada pessoa serão diferentes. Pense em todas as pessoas legais que você deixou passar pela sua vida por esse medo de se envolver. Até quando você vai ficar se sabotando por puro medo?

Eu sei que ninguém está dentro de você para saber o que você está sentindo. Ninguém está aí dentro para saber o quanto aquela rejeição te doeu e você tem todo o direito de sofrer o quanto achar que tem que sofrer. Mas pense comigo: se você não está preparado para se envolver, então não prolongue as coisas. Não tenha atitudes que deem brechas para que o outro crie expectativas. Quer beijar? Beije, mas deixe claro que você só quer o beijo. Quer transar? Transe, mas seja sincer@ e diga que você só quer isso. Quer só uma companhia para não se sentir sozinh@? Ok, todo mundo tem suas carências, mas deixe tudo bem claro para a outra pessoa. Será uma escolha dela se ela decidir ficar com você mesmo nessas condições. Mas ela precisa saber o que, de fato, está acontecendo.

O problema não é você viver o seu luto, mas sim iludir a pessoa e sumir do nada, sem dar nenhuma explicação, fazendo com que ela pense que o problema é com ela, que ela fez algo de errado. Seja uma pessoa adulta o suficiente para assumir as consequências dos seus atos.

Inclusive a de talvez, daqui a algum tempo, estar aí se remoendo porque não deixou que a Júlia ou o João entrassem para valer na sua vida e te mostrassem que o presente e o futuro podem ser completamente diferentes do passado.

*Texto publicado originalmente por Ana Paula Souza no Site Lado M e reeditado com autorização do administrador

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*Fonte: fasdapsicanalise

Consciência pode ser um efeito colateral da “entropia”, dizem pesquisadores

De acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Toronto (Canadá) e da Universidade Paris Descartes (França), assim como o universo, o nosso cérebro pode ser programado para maximizar a desordem, um princípio semelhante ao da entropia. Assim, nossa consciência poderia ser simplesmente um efeito colateral disso.

A nossa capacidade de ser conscientes de nós mesmos e de nosso ambiente é uma parte crucial de ser humano. Apesar disso, os pesquisadores ainda não compreendem verdadeiramente de onde ela vem, e por que a temos.

O estudo apresenta uma nova possibilidade: e se a consciência surge naturalmente como resultado de nossos cérebros maximizando o seu conteúdo informativo? Em outras palavras, e se a consciência for um efeito colateral do nosso cérebro se movendo em direção a um estado de entropia?

Entropia

A entropia é, basicamente, o termo usado para descrever a evolução de um sistema de ordem para a desordem. É como um ovo: quando está perfeitamente separado em gema e clara, tem baixa entropia. Quando o cozinhamos, no entanto, ele tem alta entropia – é o mais desordenado que pode ficar.

A segunda lei da termodinâmica afirma que a entropia só pode aumentar em um sistema – é por isso que não podemos, por exemplo, “descozinhar” um ovo.

Muitos físicos acreditam que, após o Big Bang, o universo tem gradualmente se movido de um estado de baixa entropia para um de alta entropia, e isso poderia explicar por que a seta do tempo apenas se move para frente – e como consequência não podemos voltar no tempo.

Os pesquisadores franceses e canadenses decidiram aplicar o mesmo raciocínio para as conexões em nosso cérebro, e investigar se elas mostram algum padrão na forma como se ordenam enquanto estamos conscientes.

O estudo

Para descobrir isso, a equipe usou um tipo de teoria da probabilidade chamado de mecânica estatística para modelar as redes de neurônios nos cérebros de nove pessoas, incluindo sete que tinham epilepsia.

Especificamente, eles analisaram a sincronização de neurônios – se eles oscilaram em fase uns com os outros – para descobrir se as células do cérebro estavam ligadas ou não.

Os cientistas observaram dois conjuntos de dados: primeiro, compararam os padrões de conectividade quando os participantes estavam dormindo e acordados. Em seguida, olharam para a diferença quando cinco dos pacientes epilépticos estavam tendo convulsões, e quando seus cérebros estavam em um estado normal, “alerta”.

Em ambas as situações, eles viram a mesma tendência – os cérebros dos participantes apresentaram maior entropia quando em um estado totalmente consciente.

“Nós encontramos um resultado surpreendentemente simples: os estados de vigília normais são caracterizados pelo maior número de configurações possíveis de interações entre as redes cerebrais, o que representa altos valores de entropia”, escreveu a equipe em seu artigo, aceito para publicação na Physical Review E.
Ponto de partida

Antes de tirarmos muitas conclusões, porém, vale lembrar que existem algumas grandes limitações neste trabalho, principalmente o pequeno tamanho da amostra. É difícil detectar eventuais tendências a partir de apenas nove pessoas, ainda mais levando em conta que os cérebros de todos os participantes responderam de forma ligeiramente diferente em cada estado.

No geral, o estudo é um bom ponto de partida para futuras pesquisas, apontando para uma possível nova hipótese.

A equipe agora planeja investigar mais a fundo, medindo o estado termodinâmico de diferentes regiões do cérebro para entender se o que está acontecendo é realmente a verdadeira definição de entropia, ou algum outro tipo de organização.

Eles também querem estender suas experiências ao comportamento cognitivo geral – por exemplo, ver como a organização neural muda quando as pessoas estão concentrando-se em uma tarefa e quando estão distraídas. [ScienceAlert]

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*Fonte: hypescience

6 maneiras de treinar seu cérebro para lidar com a ansiedade

Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo.

No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da ansiedade natural? De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de “sentir-se no limite”.

“Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso”, explica. “Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental.”

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Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver habilidades para lidar com o transtorno.

Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.

1. Monitore os seus pensamentos

Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. “Pessoas com transtornos de ansiedade são pessimistas. Elas acreditam que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que aponte para isso. Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse tipo de preocupação”, descreve a pesquisadora.

Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como o “momento da preocupação” e se permitir um período limitado de tempo para ruminar. Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.

“A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não os alimentamos com energia. Ao empurrar esses pensamentos para um outro momento do dia, quando você chegar no momento designado para a preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez”, explica Remes.

2. Faça atividades físicas e pratique meditação

A famosa citação latina “uma mente sã num corpo são” não é gratuita. Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. Em conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode ajudar mentes ansiosas.

Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na revista Nature, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas depressivos nos 52 participantes da pesquisa. Os pesquisadores concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.

“Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande”, afirma Remes. “Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo”, aponta.

3. Encontre um propósito – nem que seja cuidar de seu animal de estimação

Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração, no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. Frankl também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.

De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios que encontram. Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo vivendo situações difíceis.

Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com ansiedade. “Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um propósito mesmo naquela situação. Para um era saber que sua filha o aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu esperança. Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante para finalizar”, afirma.

No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de propósito. Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.

“Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a dar um tempo de si mesmo”, explica. “Ter outras pessoas em mente é muito importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos mais difíceis.”

4. Veja o lado bom da vida (por mais que isso seja desafiador)

Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para lidar com a ansiedade. Para domar a mente e espantar os pensamentos negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.

Embora controlar quais pensamentos te veem à mente seja impossível, é possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo. Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver estressante, busque ouvir uma música que te conforte – ou mesmo mude a maneira de se deslocar ao trabalho. Essa atitude positiva perante os pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar emocional do indivíduo, aponta Remes.

Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente, focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma forma de amenizar seus efeitos. “Reconheça que esses pensamentos catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são apenas eventos mentais que irão passar”, diz Remes.

5. Viva no presente

A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. Preocupar-se com o que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso. Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes aponta que é importante manter um foco constante no que você está fazendo agora.

“Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. Na verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. Se você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo. Simplesmente viva no presente”, diz.

6. Busque terapia

Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. Em casos assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.

Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma como entendemos eventos internos e externos – e não o evento em si – é que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.

De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de medicamentos, quando for possível optar. “Em muitos casos, medicamentos não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas retornam depois de um tempo”, aponta. Para a pesquisadora, trabalhar para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.

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*Fonte: bbcbrasil

Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer!

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes Farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas Farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas Farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pela Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de intrões no DNAeucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de Saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a Saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

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Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa Saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

Por exemplo…

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas Farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as Farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a Saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais Farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

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*Fonte/texto: muitofixe

5 consequências ambientais da urbanização brasileira acelerada

O rápido crescimento das cidades e o amplo deslocamento das pessoas da área rural para a zona urbana são ações que causam sérios problemas para o meio ambiente. Isso porque a concentração de milhares de pessoas em grandes centros urbanos prejudica a fauna e flora do local, esgotando recursos naturais e gerando malefícios para a saúde das pessoas que habitam estas cidades.

Conheça a seguir algumas das principais consequências ambientais da urbanização acelerada e entenda como elas afetam a natureza e as pessoas próximas aos grandes centros urbanos:
5 consequências ambientais da urbanização acelerada
Destruição de rios e afluentes

O ritmo do crescimento do território urbano interfere diretamente no fluxo normal de rios e seus afluentes. Muitas das grandes cidades brasileiras foram construídas próximas a leitos de rios e lagos, de modo que a população e as empresas pudessem obter água para consumo e para utilização em seus processos produtivos.

Esse é um fator que, somado à falta de planejamento, acaba causando a morte de peixes e a proliferação de algas, problemas que estão associados à alta concentração de dejetos e de produtos químicos.
Aumento das inundações

Outra consequência da urbanização são as inundações recorrentes, fruto da grande quantidade de água que não pode ser escoada em temporadas de chuva. Uma das principais causas desses problemas de escoamento, além do acúmulo de lixo nas entradas de esgoto, é a baixa absorção da chuva pelo terreno.

Regiões muito urbanizadas tendem a ser pavimentadas, principalmente nas regiões centrais. Sem estudos para o escoamento adequado e sem absorção por parte do terreno, a água da chuva entra em contato com o pavimento e escorre para áreas mais baixas, inundando-as e até criando correntezas.
Desmatamento e redução da fauna e flora local

Sempre que existe a concentração de pessoas em uma zona urbana, é necessário abrir espaço para a construção de terrenos e moradias. Uma das consequências da urbanização acelerada é o desmatamento e a redução da fauna local. Para que as casas e prédios possam ocupar os espaços, árvores, campos e outros habitats são invadidos e destruídos.

A destruição destes habitats pode levar a extinção de espécies de bichos e plantas na região, além de fazer com que animais invadam o espaço urbano em busca de refúgio e alimento.
Maior ocorrência de desabamentos

Uma vez que nem todas as pessoas têm condições de se instalar nas áreas mais centrais das cidades, elas acabam se deslocando para regiões mais distantes ou locais com menor controle do Estado sobre sua permanência.

Como exemplos podemos ver construções em morros ou próximas a margens de rios, locais que geralmente registram a ocorrência de deslizamentos e desabamentos de terra. Isso acontece porque, para que a construção das edificações seja possível, as áreas são desmatadas sem que seja feito um estudo de impacto no solo. Com isso, basta uma grande quantidade de chuva para que o terreno ceda.
Poluição atmosférica

A grande quantidade de veículos e indústrias emitindo gases poluentes altera a qualidade do ar em grandes centros urbanos. Esta mudança traz diversos malefícios para a população, que passa a registrar maior ocorrência de doenças respiratórias. Além disso, gases poluentes como o Monóxido de Carbono podem causar o aumento da temperatura, formando ilhas de calor.

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*Fonte: pensamentoverde

Responda essas 7 perguntas para descobrir seus desejos subconscientes mais profundos:

Estudos da psicologia sugerem que nem duas pessoas no mundo teriam exatamente a mesma personalidade. Vamos descobrir a sua!
Uma personalidade é o que usamos para descrever o comportamento de uma pessoa. Os comportamentos podem ser introvertidos ou extrovertidos, e os testes de personalidade foram elaborados para coletar dados principais sobre o comportamento observável de uma pessoa.

Os primeiros testes de personalidade apareceram em 1920 e foram destinados a ajudar na seleção de pessoas com perfis específicos nas forças armadas. Desde então, inúmeros testes de personalidade foram desenvolvidos otimizados para diferentes finalidades. Além disso, fazer um teste de personalidade é muito divertido.

O teste – Siga as seguintes instruções, cronologicamente. Tente ser o mais honesto possível.

Pense em um campo aberto. Imagine um campo. Descreva a primeira visão que teve; quão grande é este campo?

Pense em um cubo. Coloque um cubo no meio do seu campo. Qual é o tamanho do cubo? Descreva a superfície do cubo.

Pense em uma escada. O quão grande é esta escada? Onde ela está localizada em seu campo?

Pense em um cavalo. De que cor é o cavalo? O que o cavalo está fazendo? Onde está o cavalo em relação ao seu cubo?

Pense em flores. Onde estão as flores em seu campo e quantas são?

Pense em uma condição meteorológica. Está chovendo? Ensolarado? Seu campo está enevoado? Ou talvez haja uma tempestade acontecendo no momento.

Re-imagine o cenário completo agora. Certifique-se de que a imagem em sua cabeça é clara.

 

O campo
O campo representa a sua mente. Seu tamanho é a representação do seu conhecimento do mundo e quão vasto é a sua personalidade. A condição do campo (seco, gramíneo, bem aparado) é a maneira como sua personalidade parece à primeira vista.

Um campo seco/inoperante significa que você se sente mais pessimista.

Um gramado/campo de aparência saudável significa que você se sente mais otimista.

Um campo bem aparado sugere que você tende a ser mais analítico e cauteloso.

O cubo
O cubo representa você. O tamanho do cubo é o seu ego. A superfície do cubo representa o que é visível sobre a sua personalidade, ou talvez seja o que você quer que os outros pensem sobre você. Se o cubo tem uma textura específica (mármore, madeira, etc.), determine a textura da superfície, por exemplo, uma superfície de mármore é lisa e a madeira é áspera.

Lisa – você é uma pessoa gentil. Você é cuidadoso para não ferir ou fazer os outros se sentirem desconfortáveis. No entanto, isso não significa necessariamente que você é uma boa pessoa.

Áspero – você é mais direto. Você tende a ser honesto com tudo o que você diz, não importa qual seja a reação ou o que os outros pensam sobre essa honestidade, você realmente não se importa.

Se a superfície é instável ou espinhosa, você pode ter uma atitude difícil, ou talvez você goste de criticar os outros ou fazer os outros se sentirem inferiores a você.

Cores
A cor do cubo é uma análise mais aprofundada de si mesmo. Cada cor pode representar uma emoção, ou uma personalidade inteira. No entanto, estes são os mais comuns:

Vermelho: Você está fisicamente ativo e ama experimentar as coisas através de seus sentidos.

Amarelo: Você é sociável e valoriza muito a sua individualidade.

Azul: Você é inteligente e respeita os ideais de um indivíduo.

Violeta: Você é inteligente com uma pequena pitada de perfeccionismo. Você também é misterioso.

Cinza: Você é confiante consigo mesmo, calmo, e tende a ser mais independente.

Preto: Você tem um forte senso de individualidade, independência, e você gosta de solidão.

Branco: Você é independente e autossuficiente, sendo uma pessoa simples e gentil.

Outros: Tente combinar a cor mais próxima que você pode. No entanto, existem outros testes de personalidade envolvendo cores disponíveis na Internet.

Em alguns casos, as características físicas do cubo são únicas.

Um cubo com superfície transparente significa que você tende a deixar que os outros saibam como você se sente por dentro. A confiança para mostrar seus pensamentos introvertidos significam sinceridade. Você sabe que você é bom por dentro, e isso é o que a maioria das pessoas vê também.

Um cubo feito de água/gelo significa que você deixa elementos externos influenciá-lo completamente. Significando que a sua personalidade é mais sensível à pressão social, relacionamentos e outros fatores ambientais.

Um cubo oco significa que você coloca a maioria de sua preocupação em sua aparência exterior, deixando o que está dentro como irrelevante. Mas isso não significa que você não tenha nada a oferecer em seu interior.

Um cubo de metal/rocha significa que você tem a integridade contínua. Sua personalidade é tão forte que não pode ser moldada ou influenciada por qualquer força externa. Você é dominante e é consistente.

A escada
A escada representa seus objetivos. O comprimento da escada determina a escala de seus objetivos, escadas mais curtas significam objetivos mais simplistas. A localização do cubo também é importante. A distância da escada com o cubo determina o foco e o esforço que você está investindo atualmente em seus objetivos. Uma escada erguida ao lado do seu cubo significa que você está colocando seu esforço e foco máximos a fim conseguir seus objetivos.

O cavalo
O cavalo representa o seu parceiro ideal. Ele poderia estar brincando, correndo por aí, ou dormindo/deitado ao lado do seu cubo.

Um cavalo brincando significa que seu parceiro ideal não leva os relacionamentos muito a sério.

Um cavalo correndo significa que seu sócio ideal não precisa sempre estar perto de você.

Um cavalo de dormindo/deitado significa que seu parceiro ideal se compromete inteiramente com você.

Outros resultados do comportamento do cavalo podem descrever o seu parceiro ideal metaforicamente, exemplos de resultados também são; o cavalo está preso em um estábulo, o cavalo está comendo as flores, o cavalo está destruindo o cubo ou o cavalo está em cima do cubo.

Cor
Um cavalo castanho é o mais comum. Isso também significa que você não especificamente procura algo especial em um parceiro.

Um cavalo preto significa que seu parceiro é imprevisível e perigoso. Isso também significa que você não vai ficar entediado com seu relacionamento. O seu parceiro também pode ser o mais dominante no relacionamento.

Um cavalo branco significa que seu parceiro está bem domado. Ambos valorizam a lealdade num relacionamento e confiam uns nos outros. No entanto, pode ficar tedioso ao longo do tempo.

Qualquer outra cor além dos três acima significaria que você é parceiro ideal é completamente único e diferente.

As flores
As flores representam a sua família e amigos. O número das flores determina sua popularidade. A localização das flores determina o quão perto você está de seus grupos sociais. A cor da flor pode igualmente descrever seus sentimentos atuais com as pessoas.

A condição meteorológica
A chuva simboliza os seus problemas. A intensidade da chuva representa diretamente a gravidade dos seus problemas. Um cenário nebuloso representa a incerteza, o mistério ou a necessidade de identificar-se. Um tempo ensolarado representa otimismo e despreocupação. E já uma ventania sugere que você se preocupa com problemas futuros, mas tende a não lhes dar muita atenção.

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*Traduzido pela equipe de O Segredo Fonte: Mystical Raven

Por que os jovens já não querem comprar carro nem casa própria?

Tradicionalmente, o que se convencionou chamar de sucesso é medido pelo fato de ter casa própria e carro. Mas isso já não é mais assim. A cada dia, aumenta o número de jovens que optam em não adquirir este tipo de bens.

Diversos estudos especializados mostraram que cada vez menos pessoas da chamada ’geração Y’ (que hoje têm cerca de 30 a 35 anos) compram casa. Sem falar no número ainda menor de interessados em adquirir um automóvel. Na realidade, eles não fazem quase nenhum tipo de gasto grande, sem contar os iPhones, é claro.

Por que os jovens já não querem comprar carro nem casa própria?

Nos Estados Unidos, jovens de até 35 anos são conhecidos como ’a geração dos alugadores’. Por que isso acontece? Alguns sociólogos têm certeza de que os jovens de hoje estão mais atentos, sabendo que podem enfrentar crises financeiras e, por isso, temem fazer grandes financiamentos.

Mas isso não é o principal. O fundamental é que a ’geração Y’ se diferencia da geração de seus pais quanto aos valores. São muito diferentes.

Os jovens redefiniram sucesso. Antes, dizia-se que alguém de sucesso era aquele com casa própria e pelo menos um carro. Mas agora valoriza-se quem investe seu dinheiro em experiências, viagens e aventuras.

Jovens vêm deixando conscientemente de comprar bens móveis e imóveis, preferindo recorrer ao aluguel. Hoje em dia, as pessoas preferem horários de trabalho mais flexíveis, independência econômica e geográfica ao que antes era tido como prosperidade e estabilidade.

As coisas materiais estão deixando de despertar o interesse das pessoas. Para que ter um carro se você pode usar o transporte público, táxi, bicicleta ou Uber? Sobretudo nas grandes cidades, há alternativas ao uso do transporte motorizado próprio.

Para que comprar uma casa em um lugar lindo para poder descansar, se você pode, através de plataformas como ’Airbnb’, encontrar um lugar em qualquer lugar do Planeta? Não é necessário sequer fazer um contrato formal de aluguel, nem comprar uma casa no país onde você deseja viver naquele momento. É o mesmo que acontece com os bens imóveis na cidade natal. Em primeiro lugar, a pessoa não sabe por quanto tempo mais irá morar no mesmo lugar em que vive atualmente.

Em segundo lugar, para que se comprometer com um financiamento de 40 anos se, por um lado, isso significa viver o resto da vida como se estivesse pagando aluguel? No fim das contas, o mais provável é que a pessoa mude seu local de trabalho muitas vezes do decorrer dos anos, e quando se vive de aluguel, não há nada que impeça alguém de se mudar para um novo bairro, mais próximo do local de trabalho. A revista Forbes já disse que os jovens contemporâneos mudam de trabalho em média três vezes por ano.

O próprio conceito de propriedade das coisas já não é mais a mesmo.

O crítico James Gamblin, colunista da revista Atlantis explica o fenômeno da seguinte maneira: «Durante os últimos dez anos, psicólogos fizeram várias investigações que demonstram que, levando em conta a felicidade e a sensação de bem estar, é muito melhor gastar dinheiro adquirindo novas experiências do que comprando coisas. Isso é o que deixa as pessoas mais felizes»

Trecho extraído do artigo de Gamblin:

«Parece que as pessoas não querem ouvir histórias sobre onde você comprou uma casa, e sim ouvir o quão maravilhoso foi seu fim de semana. Até mesmo uma experiência ruim pode se transformar numa história fascinante. A interação social entre as pessoas desempenha um papel muito importante na hora de definir se elas serão felizes ou não. Logo, é preciso conversar com outras pessoas e ter muitos amigos. Obviamente, os outros irão gostar mais de ouvir sobre uma viagem maluca e inesperada, ou sobre como alguém morou em um país desconhecido, do que ouvir quantas casas alguém conseguiu comprar».

E tem mais uma coisa. O que acontece é que as coisas que nós possuímos, especialmente se forem caras, nos obrigam a nos preocupar com elas. Basta comprar um carro para se assustar sempre que algum alarme é disparado na rua. Quando se compra uma casa e muitos eletrodomésticos para que o lar seja confortável, surge o medo de a casa ser invadida por ladrões. Isso sem falar que automóveis acabam ganhando arranhões, batidas, e os televisores caros teimam em funcionar perfeitamente durante apenas um ano. Por outro lado, experiências e aventuras vividas continuam para sempre onde estão. Ninguém pode tirá-las de você.

Em sua maioria, nossos pais não tinham a chance de viajar tanto nem de ir a lugares tão distantes como nós temos hoje. Eles não tinham a possibilidade de se divertir como fazemos agora. Não tiveram tantas chances de abrir um negócio próprio, por isso investiram em bens móveis e imóveis, mas nós não precisamos seguir seus passos nesse sentido. Além disso, qualquer compra — que não seja uma casa ou apartamento — irá perder seu valor com o tempo. E se você der uma olhada no ritmo lento e na recessão do mercado imobiliário, tudo fica ainda mais óbvio.

O importante é que as experiências não se desvalorizam e não podem ser roubadas.

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*Fonte: pensadoranonimo

O que é a névoa mental e como podemos dissipá-la?

Você tem problemas de concentração? Sente que a sua memória falha?

Você se sente confuso e sobrecarregado? Você está cansado? Quando você fala com alguém parece que você não entende o que a pessoa diz? Quando você lê ou assiste um programa de televisão, você sente que não está entendendo o que acontece? Se você respondeu “sim” a alguma destas perguntas, é importante saber o que é a névoa mental.

As dificuldades de concentração e na memória podem ser um grande problema, não apenas para o trabalho ou os estudos, mas também no dia a dia. Além disso, as consequências podem ir muito mais além, pois podem afetar a autoestima, as relações pessoais, e até mesmo a estabilidade emocional.

E, como também não é motivo para se assustar ou entrar em pânico, vamos dar um nome a isso. Porque uma coisa é ter um dia ruim e outra muito diferente é sentir uma incapacidade constante para se concentrar ou manter a atenção. O que é a névoa mental? É justamente essa incapacidade que inclui confusão e esquecimento, assim como falta de concentração e clareza mental.

O que é a névoa mental?

A névoa cerebral é uma anomalia que não é reconhecida como doença, mas que corresponde a uma condição mental internacionalmente aceita. Infelizmente, a névoa cerebral é bastante comum, embora isso não a torne algo “normal”.

A névoa mental remete a um problema que vai mais além das dificuldades de concentração. Quando ela aparece, você se sente fora de foco, confuso e com problemas para pensar. Com a névoa cerebral, seu cérebro está enviando um sinal importante de que há um desequilíbrio na sua vida que precisa ser resolvido.

Na verdade, o que pode parecer um problema mental ou psicológico pode ser outra coisa. De fato, a névoa cerebral pode surgir por causa do estilo de vida (no qual entram em jogo fatores muito diferentes dos que a princípio poderíamos pensar, como a alimentação) e também pode ser o efeito secundário de alguma condição médica ou até mesmo de uma medicação específica.

Exatamente por esses motivos, a névoa cerebral é evitável e tratável quando identificamos o fator que a mantém, que não precisa necessariamente ser o mesmo que a causou. Às vezes é tão simples quanto levar um estilo de vida mais saudável.

Por que a névoa mental aparece?

Agora que já sabemos o que é a névoa mental, é importante falar sobre as suas principais causas.

Há muitos casos nos quais a névoa cerebral se deve a condições diretamente relacionadas à saúde. De fato, muitos medicamentos que tratam algumas doenças ou suplementos alimentícios que consumimos para, supostamente, melhorar a nossa qualidade de vida, podem provocar ou colaborar para o aparecimento da névoa cerebral.

Mas a névoa cerebral também pode aparecer devido a um estilo de vida pouco saudável, especialmente devido a uma má alimentação. Como veremos a seguir, o tema da alimentação é muito sério e vai mais além do cuidado com a nossa saúde física, pois é determinante na nossa saúde mental e emocional. A seguir vamos analisar como dissipar a névoa mental e como melhorar a concentração.

Alimentação pouco saudável

Quando você come mal, as chances de a névoa cerebral aparecer aumentam. Mas, o que é comer mal e o que é comer bem? A resposta é simples, mas bastante difícil de assimilar e, na verdade, muita gente não gosta de ouvir.

Para começar, é preciso esclarecer que uma coisa é se alimentar outra bem diferente é consumir produtos comestíveis. A diferença é que os alimentos fornecem nutrientes necessários e benéficos, enquanto os comestíveis acabam com a fome ou a sede, mas no fundo não fornecem o que seu corpo realmente precisa.

Por isso, quando você come bem, você precisa comer pouco, e quando sua dieta não se baseia em alimentos ricos em nutrientes, você precisa comer uma quantidade maior de alimento e mais vezes, pois seu corpo pede os nutrientes que não recebeu. Essa é a razão pela qual você deve reduzir o máximo possível na sua alimentação uma série de produtos comestíveis e substituí-los por alimentos de verdade.

Deficiências nutricionais

Pode acontecer de os problemas de concentração e a névoa mental serem provocados por uma deficiência nutricional. Na verdade, mesmo comendo de maneira saudável, essas deficiências podem aparecer, talvez porque o consumo não seja suficiente ou porque a assimilação do corpo não é adequada.

As principais deficiências nutricionais que podem provocar a névoa cerebral são as seguintes:

Deficiência de vitamina B12: a deficiência de vitamina B12 não deve ser ignorada, pois pode levar a um amplo espectro de transtornos mentais e neurológicos. Os transtornos digestivos e o uso de medicamentos que suprimem os ácidos estomacais (antiácidos) aumentam o risco dessa deficiência.
Deficiência de vitamina D: a vitamina D ajuda a melhorar o estado de espírito, dissipa a névoa cerebral e a depressão, melhora a memória e aumenta a capacidade de resolução de problemas.
Deficiência de ácidos graxos essenciais Ômega-3: os ácidos graxos essenciais Ômega-3 existem em grandes concentrações no cérebro. Eles são essenciais para a memória, a saúde e para o funcionamento do cérebro no geral. De todos os ômega-3, o DHA (ácido docosa-hexaenóico) é o mais benéfico para o cérebro, pois é um componente estrutural importante das células cerebrais, especialmente das células do córtex cerebral, que é a área do cérebro associada à memória, à linguagem, à abstração, à criatividade, ao julgamento, à emoção e à atenção.

Alguns suplementos alimentícios podem ajudar a dissipar a névoa cerebral. No entanto, é preciso ter cuidado com esses suplementos, pois nem sempre eles são tão úteis quanto parecem. Esse é o caso dos nootrópicos, substâncias que podem deixar você mais concentrado, motivado, positivo e produtivo, mas que, na hora da verdade, não são tão úteis quanto parecem nem são tão inofensivos quanto podem parecer.

Problemas de sono

A névoa mental pode ser causada por falta de sono de qualidade. Afinal, o sono é fundamental para o funcionamento do cérebro, tanto em curto como em longo prazo. Ao dormir, ocorre uma espécie de lavagem cerebral, uma limpeza que permite que as lembranças se consolidem. Além disso, durante o sono, o cérebro cria novas células cerebrais que de certa maneira compensam todas as que foram perdidas durante o dia.

Apenas uma noite ruim pode afetar a memória, a concentração, a coordenação, o estado de espírito, o juízo e a capacidade de lidar com o estresse no dia seguinte. E mais, alguns especialistas afirmam que perder uma noite de sono afeta o desempenho mental tanto quanto estar bêbado.

Estresse crônico

O estresse é um dos símbolos da nossa época e o estresse crônico é o seu principal porta-bandeira. Estar estressado equivale equivocadamente a ser produtivo, popular e bem-sucedido. No entanto, o estresse aumenta o risco de sofrer doenças graves, incluindo o câncer e as temidas doenças cerebrais, como a demência e o Alzheimer.

O estresse crônico provoca ansiedade, depressão, tomadas de decisões ruins, insônia e perda de memória. Muito cortisol, o hormônio do estresse, provoca um excesso de radicais livres que fazem mal às membranas celulares do cérebro, causando a perda do funcionamento normal e a morte. Além disso, o cortisol interfere na formação de novas células cerebrais.

Medicamentos

Os medicamentos têm alguns riscos. A névoa cerebral é um dos efeitos colaterais mais comumente reportados, tanto com os medicamentos que precisam de receita como os que são livremente vendidos.

Por exemplo, sabe-se que os fármacos que reduzem o colesterol e os comprimidos para dormir com receita podem causar perda de memória. Além disso, os fármacos conhecidos como os anticolinérgicos funcionam bloqueando a ação da acetilcolina, a substância da memória e do aprendizado no cérebro. Os efeitos secundários típicos desses fármacos incluem a névoa mental, o esquecimento e a incapacidade para se concentrar.

Além disso, muitos fármacos de venda livre também funcionam bloqueando a acetilcolina, como alguns medicamentos para as alergias, o refluxo ácido, a dor e a insônia. Por isso a importância de revisar bem a bula e avaliar se os efeitos secundários compensam o benefício que pode derivar do tratamento em si.

Problemas de saúde

Algumas condições de saúde podem produzir problemas de névoa cerebral. Em alguns casos, é o tratamento para essa doença que pode provocar esses problemas. É o caso dos pacientes com câncer submetidos à quimioterapia.

Um efeito secundário comum da quimioterapia é um tipo específico de névoa mental associado a esse tratamento. A posição oficial da Sociedade Americana de Câncer é que essa névoa cerebral provocada pela quimioterapia é causada por uma combinação da doença, dos tratamentos, dos problemas de sono, das mudanças hormonais, da depressão e do estresse.

Quando os pesquisadores analisaram a atividade cerebral dos pacientes, antes e depois dos tratamentos com quimioterapia, eles descobriram que a quimioterapia causava mudanças observáveis no funcionamento cerebral. Isso indica que a quimioterapia em si desempenha pelo menos algum papel na diminuição da clareza mental.

Por sua vez, algumas condições de saúde que têm sintomas de névoa mental associados são, entre outras:

Fibromialgia.
Síndrome da fadiga crônica.
Ansiedade.
Depressão.
Lesões cerebrais.
Candidíase (candida albicans).
Diabetes.
Toxicidade de metais pesados.
Hepatite C.
Desequilíbrios hormonais.
Hipoglicemia.
Síndrome do intestino irritável.
Doença de Lyme.
Menopausa.
Esclerose múltipla.
Transtornos neurodegenerativos.
Artrite reumatoide.
Alergias sazonais.
Abuso de substâncias.

Soluções para dissipar a névoa mental

Depois de saber o que é a névoa mental e quais são suas principais causas, o próximo passo é saber como combatê-la.

Não existe uma solução única para dissipar a névoa cerebral e melhorar a concentração. Cada pessoa precisa buscar sua própria solução pessoal, identificando em primeiro lugar o fator ou os fatores que dão densidade à névoa. A maioria das pessoas terá que começar a corrigir seus hábitos alimentares, assim como buscar formas de controlar o estresse e melhorar seus hábitos de sono. Também será necessário rever as condições de saúde de cada um para buscar soluções. Na verdade, a névoa mental pode ser um sintoma de um problema de saúde não diagnosticado.

As principais pautas que podemos dar para que você consiga dissipar a névoa cerebral e melhorar a concentração são as seguintes:

Coma adequadamente e de maneira equilibrada, evitando os açúcares refinados, as farinhas refinadas, as gorduras saturadas e a cafeína, e consumindo gorduras saudáveis e carboidratos de qualidade.
Mantenha-se bem hidratado, pois a desidratação mais leve pode provocar problemas em nível cerebral. Beba água e/ou consuma alimentos ricos em água, mas evite as bebidas açucaradas (ou com adoçantes artificiais), assim como as bebidas com cafeína.
Adquira hábitos saudáveis para obter um bom sono, tanto em qualidade como em quantidade.
Pratique meditação e técnicas de relaxamento e faça exercício – especialmente exercícios ao ar livre. Isso ajuda a regular e prevenir o estresse de forma eficaz. Por outro lado, aprender a administrar o estresse é uma grande forma de melhorar a qualidade do sono.
Reveja a medicação que você toma para ver em que medida se pode substituir ou adaptar, se for possível, para evitar a névoa cerebral.
Faça um controle de saúde para comprovar se você tem alguma doença ou deficiência nutricional que possa ser a causa dos seus problemas de concentração e de memória.
Descarregue o seu cérebro. Os especialistas recomendam fragmentar o dia em fases de 90 minutos para manter os níveis de energia natural do cérebro e preservar a clareza do pensamento. Essa descarga consiste em reunir todos os pensamentos que voam pela mente durante 30 segundos ou sempre que nos sentirmos distraídos.
Desative qualquer tipo de aparelho que possa ser uma distração durante as suas tarefas, especialmente as notificações. O simples fato de saber que alguma notificação pode chegar impede a máxima concentração.

Agora que você já sabe o que é a névoa mental e como é possível combatê-la, seja proativo na hora de adotar um estilo de vida saudável, tanto para o seu corpo como para a sua mente. Não dê desculpas, não busque culpados. Ninguém vai se preocupar com o seu cérebro tanto quanto você e ninguém vai desfrutar mais dele do que você.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Como saber o que seu cão está sentindo e o que você pode fazer a respeito?

Grande parte das pessoas já deve ter tido um animal de estimação ao longo da vida e, como em qualquer tipo de relacionamento, aprendemos a lidar com os trejeitos e a personalidade de nossos pets conforme o tempo de convívio com eles se torna maior.

Este texto talvez pareça completamente óbvio para quem já está acostumado a ter um cãozinho em casa, mas, caso você seja um marinheiro de primeira viagem ou talvez nunca tenha entendido um comportamento de seu amigo canino, ele pode ajudar bastante.

Vamos ver quais são algumas das principais sensações que os cachorros têm, de que forma podemos identificá-las e o que podemos fazer quanto a cada uma delas, em uma espécie de estudo da linguagem corporal dos cães.

1. Tédio

Quando seu cão começa a seguir você por toda a parte, não dá atenção para os seus brinquedos ou para atividades que costuma fazer, começa a destruir a mobília quando você não está por perto e fica gemendo ou latindo sem motivo, ele provavelmente está entediado.

A solução é tentar fazer com que ele se interesse por coisas novas, como um brinquedo ou uma brincadeira diferente. Não adianta gritar ou punir o animal quando ele está latindo, por exemplo, pois ele pode associar os latidos a ganhar sua atenção, mesmo que seja com gritos e castigos.

2. Excitação

Seu pet está correndo eletricamente para cima e para baixo, latindo em um tom estridente e balançando a cauda sem parar? Ele deve estar muito animado com alguma coisa ou talvez só esteja louco de vontade de brincar para gastar toda a energia acumulada.

Faça o animal se exercitar um pouco atirando alguma coisa para que ele vá buscar, mas, se quiser que ele saia logo desse estado de euforia, mantenha uma atitude calma e relaxada. Se você agir de um jeito escandaloso quando ele está assim, isso só vai deixá-lo mais animado.

Para manter o seu pet calmo quando receber visitas, tente controlá-lo com uma coleira, e o recompense com petiscos quando ele se acalmar. Com o tempo, ele associará uma coisa com a outra e ficará relaxado mais facilmente.

3. Medo

Orelhas abaixadas ou viradas para trás, ganidos longos e agudos, olhos bem abertos e o inconfundível rabo entre as pernas são sinais de que o seu bicho de estimação pode estar assustado com alguma coisa.

Se for algo que você possa controlar, como algum objeto ou barulho dentro de casa, tente mostrar aquilo para o cão em um ambiente controlado, para ele aprender que não precisa ter medo.

Se for algo como o som de trovões, fogos de artifício ou outra coisa nesse sentido que esteja além do seu controle, fique ao lado do cão em um lugar em que ele se sinta seguro, o acaricie e fale com uma voz tranquila, para que perceba que você está lá para protegê-lo. Isso deve pelo menos aliviar um pouco o pânico que ele possa estar sentindo até o “perigo” passar.

4. Ameaça

Rosnar, mostrar os dentes ferozmente, pupilas contraídas, postura de ataque e cauda em riste para cima são sinais muito claros de que o animal está furioso com alguma coisa. No entanto, isso pode indicar que ele está se sentindo ameaçado, e não que queira machucar alguém.

É importante tentar descobrir o que está fazendo com que o animal se sinta acuado e, se possível, remover aquilo de perto dele. No caso de animais territorialistas, que se irritam quando algo “invade” o seu espaço, a castração pode diminuir esse instinto em muitos casos.

Por mais que o cachorro não goste, algumas vezes é necessário colocar focinheiras neles para evitar que acabem machucando outras pessoas, animais ou a si mesmos. Se a situação persistir, é importante consultar um veterinário e ver o que pode ser feito para tornar o pet mais dócil.

5. Felicidade

Essa é a expressão mais fácil de desvendar em um cachorro: boca aberta e língua pendurada para fora, olhos dilatados e cauda relaxada, balançando suavemente são todos indícios de que seu cão está se sentindo ótimo.

As melhores formas de mantê-lo assim são garantir que haja sempre água e comida fresca, brincar e passear com ele frequentemente e fazer consultas periódicas com um veterinário para garantir que sua saúde esteja em ótimo estado.

Se seu bicho costuma ficar triste quando você sai de casa, tente não evidenciar esse momento. Saia sem se despedir dele e, quando retornar, não faça “uma festa”. Trate-o como se você simplesmente tivesse saído por alguns instantes, e logo ele deve perceber que não há motivos para chorar pela sua ausência.

É lógico que há muito mais coisas que os cães podem expressar além do que listamos aqui, mesmo que eles não sejam capazes de nos dizer exatamente como se sentem. Em muitos casos, é possível que tenham até mais de um comportamento desses simultaneamente, mas somente o tempo que você passa junto dele poderá ensiná-lo a interpretar essas nuances.

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*Fonte/texto: megacurioso

Rita Lee meu amor!

Já fazem alguns bons anos que minhas leituras tem sido via de regra preferencialmente sobre biografias de artistas, especialmente quando se trata do pessoal do rock, tanto nacional como internacional. Deve quase uma centenas de livros de biografias de bandas, músicos, atores e o escambau. Pense em alguma banda dessas mais clássicas de rock e se tiverem um livro, pimba1 Grande chance de eu tê-lo aqui. Claro que tenho as minhas obras preferidas dentro dessa esfera de leitura (contando somente as que já li), porque tenho uma enorme lista de livros em modo de espera. Em tempo – não curto emprestar meus livros. Já fraquejei e cometi essa asneira e muitos não voltaram. Lamentavelmente é assim na vida, a gente aprende é com a dor. – Claro que empresto, mas não é para qualquer um. E não duvide de que eu lhe diga um sonoro não bem na sua cara, se um dia me pedir.

Sou ainda daqueles que quando lê algo assim, por vezes fecho o livro e vou fazer pesquisas sobre o que acabei de ler. Ver quem é tal pessoa que citam, escutar alguma faixa que foi mencionada, catar algum músico ou música que serviu de referência, ver novamente detalhes da capa de algum álbum do artista, escutar tudo outra vez mesmo que já o tenha feito milhões de vezes antes. Ou seja, sou um leitor pesquisador e porra, posso falar isso de peito estufado. Faço assim mesmo todas às vezes em que leio uma bio. Várias dessas descobertas, fatos e até pequenos detalhes foram pesquisados e até já apareceram por aqui nesse blog como uma info a mais qualquer. Então já sabem, vem daí. Sou pesquisador, sou do tempo em que ler é uma coisa boa, melhor que drogas – tu viaja muito, muito mais… Sou dos que se encanta ao entrar em alguma livraria. Sou daqueles que cheira o livro

Mas voltando ao tema. Uma das bios que estou lendo e curtindo muito é a da Rita Lee (sim, sou daqueles que lê vários livros ao mesmo tempo, hora estou mais afim de ler esse ou aquele, outro dia retomo outro e assim vaí – atualmente estou levando ao mesmo tempo a leitura de uns 4. Tá bom, já foi bem maior esse número. Melhor assim, mais comedido e sem urgência. Está sendo de longe uma das melhores biografias de rock das que já li. E olha que eu tinha fortes concorrentes ao título antes dessa obra cair um minhas mãos. Mas tudo o tempo dá o seu jeito.

Por isso que tenho postado vários vídeos dela e alguma outras alusões por aqui e também em meu Facebook, principalmente de sua fase mais antiga do tempo da banda Tutti-Frutti. Talvez essa seja a sua fase mais rock’n rol (a lá Stones) de sua carreira. Ah! E como gosto disso. Aquela coisa de três acordes, muito punch e muita raça, ainda mais se levarmos em conta que naquela época (metade e começo dos 70’s) o rock autoral ainda estava meio que engatinhando por essas terra tupiniquins, equipamentos e instrumentos de qualidade era artigo raro, sem contar com a hostilidade que deveria ser um “rocker” naquela época em plena ditadura.

Rita foi sem dúvida uma desbravadora e a considero na boa a rainha do rock nacional, coisa prá ninguém botar defeito. Então por essas e por outras que nesses últimos dias e bem provavelmente – já avisando – em vários próximos posts, teremos muita coisa da Rita Lee e seus comparsas.

Salve Rita!

Fica a dica então a quem interessar possa de um dia deses, quem sabe, se deixar levar pelas palavras e contos da vida dessa grande artista da música brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI

Por Ana Fraiman, Mestre em Psicologia Social pela USP

Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu. Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno. Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.

Separação e responsabilidade

Assim como os pais deixavam e, ainda deixam seus filhos em mãos de outros familiares, ao partirem em busca de melhores condições de vida, de trabalho e estudos, houve filhos que se separaram de seus pais. Em geral, porém, isso não é percebido como abandono emocional. Não há descaso nem esquecimento. Os filhos que partem e partiam, também assumiam responsabilidades pesadas de ampará-los e aos irmãos mais jovens. Gratidão e retorno, em forma de cuidados ainda que à distância. Mesmo quando um filho não está presente na vida de seus pais, sua voz ao telefone, agora enviada pelas modernas tecnologias e, com ela as imagens nas telinhas, carrega a melodia do afeto, da saudade e da genuína preocupação. E os mais velhos nutrem seus corações e curam as feridas de suas almas, por que se sentem amados e podem abençoá-los. Nos tempos de hoje, porém, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de ‘pais órfãos de filhos’. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.

Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a ‘presença a troco de nada, só para ficar junto’, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhar de valores e interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. Vida líquida, como diz Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Instalou-se e aprofundou-se nos pais, nem tão velhos assim, o sentimento de abandono. E de desespero. O universo de relacionamento nas sociedades líquidas assegura a insegurança permanente e monta uma armadilha em que redes sociais são suficientes para gerar controle e sentimento de pertença. Não passam, porém de ilusões que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afeto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ‘não querem incomodar ninguém’, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da ‘falta de tempo’ torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

A irritação por precisar mudar alguns hábitos. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. Desde os poucos minutos dos sinais luminosos para se atravessar uma rua, até as grandes filas nos supermercados, a dificuldade de caminhar por calçadas quebradas e a hesitação ao digitar uma senha de computador, qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação. Inclusive por que o próprio lazer, igualmente, é executado com horário marcado e em espaço determinado. Nas salas de espera veem-se os idosos calados e seus filhos entretidos nos seus jornais, revistas, tablets e celulares. Vive-se uma vida velocíssima, em que quase todo o tempo do simples existir deve ser vertido para tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais. Enquanto isso, para os mais velhos o relógio gira mais lento, à medida que percebem, eles próprios, irem passando pelo tempo. O tempo para estar parado, o tempo da fruição está limitado. Os adultos correm para diminuir suas ansiosas marchas em aulas de meditação. Os mais velhos têm tempo sobrante para escutar os outros, ou para lerem seus livros, a Bíblia, tudo aquilo que possa requerer reflexão. Ou somente uma leve distração. Os idosos leem o de que gostam. Adultos devoram artigos, revistas e informações sobre o seu trabalho, em suas hiper especializações. Têm que estar a par de tudo just in time – o que não significa exatamente saber, posto que existe grande diferença entre saber e tomar conhecimento. Já, os mais velhos querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e em repouso. Ou, então, focadas naquilo que realmente lhes faz bem como pessoa. Restam poucos interesses em comum a compartilhar. Idosos precisam de tempo para fazer nada e, simplesmente recordar. Idosos apreciam prosear. Adultos têm necessidade de dizer e de contar. A prosa poética e contemplativa ausentou-se do seu dia a dia. Ela não é útil, não produz resultados palpáveis.

A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz.

Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bemvindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas as gerações em conflito se infringem. Por vezes a estratégia de condutas desviantes dão certo, para os adolescentes conseguirem trazer seus pais para mais perto, enquanto os mais idosos caem doentes, necessitando – objetivamente – de cuidados especiais. Tudo isso, porém, tem um altíssimo custo. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de auto revelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

A dificuldade de reconhecer limites característicos do envelhecimento dos pais. Este é o modelo que se pode identificar. Muito mais grave seria não ter modelo. A questão é que as dores são tão mascaradas, profundas e bem alimentadas pelas novas tecnologias, inclusive, que todas as gerações estão envolvidas pelo desejo exacerbado de viver fortes emoções e correr riscos desnecessários, quase que diariamente. Drogas e violência toldam a visão de consequências e sequestram as responsabilidades. Na infância e adolescência os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Depois, os adultos, cada qual deve ser responsável por si próprio. Mais além, os filhos devem ser responsáveis por seus pais de mais idade. E quando não se é mais nem tão jovem e, ainda não tão idoso que se necessite de cuidados permanentes por parte dos filhos? Temos aí a geração de pais desvalidos: pais órfãos de seus filhos vivos. E estes respondem, de maneira geral, ou com negligência ou, com superproteção. Qualquer das formas caracteriza maus cuidados e violência emocional.

Na vida dos mais velhos alguns dos limites físicos e mentais vão se instalando e vão mudando com a idade. Dos pais e dos filhos. Desobrigados que foram de serem solidários aos seus pais, os filhos adultos como que se habituaram a não prestarem atenção às necessidades de seus pais, conforme envelhecem. Mantêm expectativas irrealistas e não têm pálida ideia do que é ter lutado toda uma vida para se auto afirmar, para depois passar a viver com dependências relativas e dar de frente com a grande dor da exclusão social. A começar pela perda dos postos de trabalho e, a continuar, pela enxurrada de preconceitos que se abatem sobre os idosos, nas sociedades profundamente preconceituosas e fóbicas em relação à morte e à velhice. Somente que, em vez de se flexibilizarem, uns e outros, os filhos tentam modificar seus pais, ensinando-lhes como envelhecer. Chega a ser patético. Então, eles impõem suas verdades pós-modernas e os idosos fingem acatar seus conselhos, que não foram pedidos e nem lhes cabem de fato.

De onde vem a prepotência de filhos adultos e netos adolescentes que se arrogam saber como seus pais e avós devem ser, fazer, sentir e pensar ao envelhecer? É risível o esforço das gerações mais jovens, querendo educa-los, quando o envelhecimento é uma obra social e, mais, profundamente coletiva, da qual os adultos de hoje – que justa, porém indevidamente – cultivam os valores da juventude permanente e, da velhice não fazem a mais pálida ideia. Além do que, também não têm a menor noção de como haverão eles próprios de envelhecer, uma vez que está em curso uma profunda mudança nas formas, estilos e no tempo de se viver até envelhecer naturalmente e, morrer a Boa Morte. Penso ser uma verdadeira utopia propor, neste momento crítico, mudanças definidas na interação entre pais e filhos e entre irmãos. Mudanças definidas e, de nenhuma forma definitivas, porém, um tanto mais humanas, sensíveis e confortáveis. O compartilhar é imperativo. O dialogar poderá interpor-se entre os conflitos geracionais, quem sabe atenuando-os e reafirmando a necessidade de resgatar a simplicidade dos afetos garantidos e das presenças necessárias para a segurança de todos.

Quando a solidão e o desamparo, o abandono emocional, forem reconhecidos como altamente nocivos, pela experiência e pelas autoridades médicas, em redes públicas de saúde e de comunicação, quem sabe ouviremos mais pessoas que pensam desta mesma forma, porém se auto impuseram a lei do silêncio. Por vergonha de se declararem abandonados justamente por aqueles a quem mais se dedicaram até então. É necessário aprender a enfrentar o que constitui perigo, alto risco para a saúde moral e emocional para cada faixa etária. Temos previsão de que, chegados ao ano de 2.035, no Brasil haverá mais pessoas com 55 anos ou mais de idade, do que crianças de até dez anos, em toda a população. E, com certeza, no seio das famílias. Estudos de grande envergadura em relação ao envelhecimento populacional afirmam que a população de 80 anos e mais é a que vai quadruplicar de hoje até o ano de 2.050. O diálogo, portanto, intra e intergeracional deve ensaiar seus passos desde agora. O aumento expressivo de idosos acima dos 80 anos nas políticas públicas ainda não está, nem de longe, sendo contemplado pelas autoridades competentes. As medidas a serem tomadas serão muito duras. Ninguém de nós vai ficar de fora. Como não deve permanecer fora da discussão sobre o envelhecimento populacional mundial e as estratégias para enfrentá-lo.

Para ler na integra acesse [ Aqui ]

 

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*Fonte: revistapazes

Feedback facial: como enganar o cérebro para ser feliz

Você sabia que pode usar o feedback facial para enganar o seu cérebro e provocar um momento de felicidade? Sim, a felicidade é uma emoção/estado emocional que podemos atrair, mesmo em circunstâncias aparentemente desfavoráveis.

Já sabemos há algum tempo que as emoções são acompanhadas de inúmeras mudanças no nosso corpo, como o aumento da frequência cardíaca ou a flexão de certos músculos do rosto que dão origem a esse gesto de que tanto gostamos: sorrir.

Descobrimos recentemente que isto pode ser uma via de “mão dupla”. Dessa forma, podemos enganar o cérebro provocando algumas reações físicas através das emoções e, da mesma forma, através das reações físicas facilitar a aparição da emoção.

Podemos atrair a felicidade com um sorriso

O nosso cérebro presta atenção ao que o nosso corpo está fazendo, e isso afeta as nossas emoções. Assim, o simples fato de sorrir, mesmo que não haja um motivo, dá ao corpo um momento de felicidade que traz grandes benefícios.

O sorriso é uma careta facial que coloca em xeque todo o rosto quando alguma coisa parece simpática, alegre ou divertida. Isto é, poderia ser considerado o retrato de uma emoção ou um estado agradável que nos provoca um bem-estar transitório. Embora muitas vezes seja difícil controlar as nossas emoções, é muito mais fácil controlar os nossos músculos.

Tenha em mente que o seu sorriso é uma ferramenta poderosa. A maioria das pessoas pensam que sorrimos porque nos sentimos felizes, mas também pode ser o contrário: nos sentimos felizes porque sorrimos.

A maneira mais fácil de obter um momento de felicidade, assim como de tranquilidade e confiança, é tão simples como esboçar um sorriso.

Hipótese do feedback facial

Para muitos, pode parecer bobo dizer que um simples sorriso pode atrair uma emoção tão intensa quanto a felicidade. No entanto, não é tão bobo assim porque a ciência dedicou vários experimentos e estudos para investigar a hipótese do feedback facial.

Uma das melhores experiências para demonstrar essa hipótese foi realizada no final da década de 1980. Os pesquisadores não queriam influenciar os resultados contando aos participantes do que se tratava a experiência e então inventaram uma maneira engenhosa de obter a flexão de certos músculos do rosto sem a necessidade deles conhecerem o propósito final do estudo.

Os participantes foram divididos em grupos e tinham que segurar um lápis de três formas diferentes. O primeiro grupo segurou o lápis entre os dentes, forçando um sorriso. O segundo grupo segurou o lápis com os lábios, para que não pudessem sorrir; na verdade, essa postura os obrigava a franzir ligeiramente as sobrancelhas. O terceiro grupo segurava o lápis na mão.

Os participantes do estudo examinaram algumas caricaturas e classificaram o quanto elas eram engraçadas. O grupo que era obrigado a sorrir deu para as caricaturas notas mais altas do que o grupo com o cenho franzido, enquanto o terceiro grupo deu notas intermediárias.

Em um estudo mais recente, mostraram aos participantes uma série de rostos com expressões felizes, neutras ou irritadas. Eles foram informados de que o estudo estava tentando medir o tempo de reação dos músculos faciais, mas na realidade, estavam estudando a emoção. Independentemente da imagem, as pessoas deviam “levantar as bochechas” (sorriso) ou “franzir as sobrancelhas” (cenho franzido).

A expressão facial influenciou a forma como as pessoas percebiam as imagens. Quando sorriram, acharam as imagens mais agradáveis ​​do que quando franziram a testa. Além disso, os efeitos do breve sorriso persistiram por 4 minutos.

A hipótese do feedback facial afirma que o movimento facial pode influenciar a experiência emocional.

Sorriso forçado, felicidade real

O feedback facial funciona porque o cérebro detecta a flexão de certos músculos faciais (o zigomático principal e zigomático menor, que são utilizados para sorrir) e a interpreta como motivo para estar feliz por alguma coisa. Da mesma forma, se esse músculo não está flexionado, o cérebro acredita que não é o momento de estar feliz.

Mas isso não é tudo. Além do feedback que obtemos fisicamente a nível individual, há outra questão que influencia a emoção da felicidade: o feedback social. O sorriso é contagioso. Na verdade, mesmo que você não se sinta muito feliz, se as pessoas ao seu redor estiverem sorrindo, você acaba se contagiando e sorrindo também.

Se nos esforçarmos para melhorar essa energia que nos faz sorrir, especialmente quando estamos com outras pessoas, o benefício será ainda maior, porque estaremos carregando a atmosfera com boas vibrações, promovendo um ambiente onde é mais fácil ser feliz.

Então, se você realmente quer tirar o máximo proveito do feedback facial, encontre algo para sorrir ou simplesmente levante os cantos dos seus lábios para enganar o seu cérebro. O que, em princípio, é um sorriso forçado rapidamente, se transformará em um verdadeiro sorriso. E desde o primeiro momento, a sua felicidade será real.

Não importa qual é o problema que você está enfrentando, esse pequeno momento de felicidade o tornará muito mais fácil.

 

 

 

 

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*Fonte: amenteemaravilhosa

A regra das 5 horas transforma pessoas comuns em pessoas de sucesso

Você trabalha duro dia após dia, mas nunca vê uma melhoria de longo prazo.

Você se sente preso na sua condição atual, incapaz de avançar ou progredir.

Você vê amigos e colegas indo em frente e sendo promovidos, e se questiona por que é diferente com você.

Se isso te soa comum, então você precisa começar a praticar a regra das 5 horas.

Seguida por pessoas de sucesso ao redor do mundo, incluindo Bill Gates, Oprah Winfrey, e Mark Zuckerberg, essa simples regra pode ajudar a te transformar de uma pessoa comum em uma pessoa bem sucedida.

Leia mais para descobrir exatamente o que a regra envolve e como você pode colocar em prática no seu dia a dia.

Invista 5 horas na semana em aprendizado deliberado.

A regra das 5 horas envolve investir 5 horas na semana, ou 1 hora por dia, focado em aprendizado deliberado.

Isso significa reservar esse tempo para dar toda a sua atenção ao aprendizado e ao desenvolvimento, sem se distrair por outro trabalho.

O aprendizado pode acontecer de várias formas e uma mistura destes formatos dará a você uma experiência mais equilibrada

Leitura

A leitura é um hábito de muitas pessoas bem sucedidas e é uma maneira fácil e conveniente de aprender.

Tente manter um livro na sua bolsa o tempo todo e defina objetivos de leitura a cada semana. Você poderia tentar ler um capítulo por dia ou um certo número de livros por mês.

A ampla disponibilidade de livros eletrônicos torna a leitura possível onde quer que esteja.

Bill Gates é um famoso defensor da leitura e lê cerca de 50 livros por ano, encara a leitura como uma das principais maneiras que aprender.

Reflexão

A reflexão é uma parte fundamental do aprendizado.

Tentar consumir muita informação sem refletir sobre isso pode levá-lo a sentir-se sobrecarregado e impossibilitar que você obtenha novas habilidades.

É importante que seu tempo de reflexão seja estruturado ou você pode acabar se distraindo.

Tente manter um diário, o que lhe permitirá refletir sobre o que você aprendeu através da leitura. Isso também lhe dará a chance de pensar sobre as lições que você aprendeu recentemente durante o trabalho e desenvolver idéias que você tem para o futuro.

Experimentação

A experimentação é essencial se quiser progredir na vida.

Reserve algum tempo a cada semana para testar novas teorias ou idéias, por mais loucas que sejam.

Alguns dos produtos mais bem sucedidos do mundo surgiram como resultado da experimentação.

A inovação nunca vem de fazer o mesmo repetidamente. Mesmo que seu experimento falhe, você aprenderá lições valiosas.

Não confunda trabalho com aprendizado

É fácil confundir trabalho com aprendizado, e é assim que você pode acabar se sentindo preso.

Você pode pensar que trabalhar por 40 horas por semana deve ser suficiente para você ver melhorias, mas isso raramente é o caso.

Enquanto você está concentrado nos problemas do dia-a-dia, você não está se dando tempo para se desenvolver e crescer.

A regra de 5 horas é sobre o aprendizado deliberado, não sobre trabalhar todos os dias e esperar que você possa aprender alguma coisa.

Defina metas específicas de aprendizagem e determine tempo para alcançá-las, e você verá uma grande evolução.

Foco na melhoria, não apenas na produtividade

Você pode acreditar que quanto mais produtivo você for, mais bem sucedido você será.

A produtividade desempenha um papel importante no sucesso, mas não é nada sem aprendizagem ao longo da vida.

Se você estiver constantemente focado em seu trabalho atual, ao invés de melhorar a longo prazo, você nunca verá muito desenvolvimento.

Pode ser difícil dedicar-se cinco horas por semana para aprender e não ter uma recompensa imediata, mas você vai se agradecer a longo prazo.

Tente olhar para além do seu salário e dedicar tempo para se tornar a melhor versão possível de você.

Inspire-se em alguns dos empreendedores mais bem-sucedidos do mundo e passe 5 horas por semana na aprendizagem deliberada. Em breve você estará nos anos luz à frente de seus amigos e colegas, e bem no seu caminho para o sucesso.

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*Fonte: awebic

Sentir saudade nos leva a um estado emocional profundo

Sentir saudade é sentir esse vazio que a distância da pessoa amada produz, é essa chama que arde no nosso interior e que nunca será apagada… O vento profundo que nos aviva a lembrança da nossa terra ou a melancolia que aparece ao saber que algo ou alguém pode não voltar para junto de nós.

A saudade é a presença da ausência. O desejo de alguma coisa ou de alguém de quem nos lembramos com carinho, mas que sabemos que será difícil voltar a sentir. Um profundo estado emocional que mistura as tristezas com os afetos para nos deixar o sabor agridoce daquilo que nunca vai chegar, mesmo quando mantemos a esperança viva.

“Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu…

Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem todas essas saudades.
Mas a saudade que mais dói é a saudade de quem se ama.”

-Miguel Falabella-

Saudade, uma palavra poderosa

Nenhuma palavra em outra língua é capaz de unir ao mesmo tempo o sentimento de uma lembrança alegre que também é dolorida. Um sentimento que a cultura portuguesa identificou, expressando-a através da bela palavra saudade. Uma palavra misteriosa carregada de sentido que muitos filólogos e linguistas estudaram para determinar sua origem, sem, entretanto, chegarem a um acordo.

Mais que algo concreto, essa palavra abarca um conjunto de sensações e emoções que remetem desde o passado até as sensações do presente. Uma essência que Manuel Melo, escritor português, descreve como “bem que se padece e mal que se desfruta”.

Saudade é uma palavra profundamente emocional que, sem dúvidas, é difícil englobar em um único significado.

Por outro lado, de uma perspectiva filosófica, Ramón Piñero descreve esse termo como um estado de espírito derivado de um sentimento de solidão. De modo que as diversas formas de solidão derivam em diferentes maneiras de saudades: aquela que apreciamos nas nossas circunstâncias (objetiva) e aquela que vivemos na nossa intimidade (subjetiva).

Outras explicações a relacionam com tentativas de retornar ao sentimento de segurança básica através do instinto de morte, como explica o Dr. Novoa Santos, ou com o despertar emocional que provoca o lugar de origem. Como vemos, há todo um leque de significados que se reúnem em um estado psicológico.

Sentir saudade vai muito além da nostalgia

Apesar de a saudade ser identificada como nostalgia ou melancolia, a fragrância da sua essência transcende as paredes desses significados. Sentir saudades não é apenas sentir falta, mas também transcender esse sentimento para tomar consciência da importância que determinadas pessoas e determinados momentos tiveram nas nossas vidas. É saber que nada será igual ao momento anterior e às experiência compartilhadas.

Como já dissemos, esse termo remete ao quebrar de uma onda na praia da nossa consciência. Uma onda do mar que quebra, na qual a ausência se torna presente inundando o nosso interior. É aquele momento em que nos lembramos daqueles olhos com os quais não voltaremos a nos conectar, da pele na qual nunca vamos encostar de novo ou do cheiro do lugar onde crescemos, quintal da nossa infância, enquanto vemos o movimento tímido, mas constante, do Sol no horizonte. A saudade é o ponto de encontro entre a alegria da lembrança e a tristeza da ausência.

Disso os românticos entendem muito bem. Porque como disse o escritor e ator Miguel Falabella, a saudade que mais dói é a saudade da pessoa pela qual o amor não morreu. Aquela que corresponde ao vazio por saber que é impossível voltar a estar juntos, mas, por sua vez, que foi aceito como destino, lembrando-se de como fomos felizes ao mesmo tempo em que uma brisa de tristeza nos acaricia a nuca. Uma bela, mas dolorosa, forma de amar…

“A saudade que mais dói é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida”.
-Miguel Falabella-

Aliviar o sabor agridoce da lembrança

A saudade dói mas implica necessariamente felicidade através de uma das suas arestas, porque ao senti-la transcendemos o que sentimos. Vamos mais além para nos lembrarmos da felicidade e sentir a tristeza sabendo que é impossível recuperar uma sensação que um dia foi tão prazerosa.

É como aprender a saborear a faceta mais agridoce da lembrança. Aquela que integra seus polos mais opostos e encontra um certo equilíbrio que às vezes nos consola…

“Saudade é o que senti enquanto estava escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…”
-Miguel Falabella-

 

Em resumo, sentir saudade significa sentir a vida com cada um dos poros da nossa pele e aprender a valorizar tudo o que está ao nosso redor. Cada instante, cada detalhe, cada pessoa pode despertar em nós esse estado emocional que nos coloca entre a dor e a felicidade.

E você… costuma sentir saudade do quê?

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*Fonte/texto: amenteemaravilhosa

Aprenda a identificar pessoas que possuem real falta de caráter

E o que é FALTA de caráter:

A falta de caráter é percebida quando, mesmo errando repetidamente com os outros, causando prejuízo a terceiros, e ferindo sentimentos através de manipulações e mentiras, a pessoa insiste no ato. A falta de caráter é característica de pessoas com baixa consciência moral, uma vez que essas pessoas não objetivam melhorar, pelo menos não sinceramente.

Alguns exemplos de FALTA de caráter:

Mentiras:

Todos nós mentimos, quer admitamos, quer não. As mentiras podem ser coisas banais do dia a dia, como dizer que vamos para casa, quando realmente não queremos sair com alguém. (nesse caso, até uma maneira de tentar abrandar um mal-estar), como podem ser mentiras mais graves, e que envolvem consequências importantes.

Entretanto, como eu disse no começo, todos estamos sujeitos a um erro grave. A diferença entre uma mentira acontecer em uma pessoa normal (cheia de falhas, mas que tem consciência), e em uma pessoa com falta de caráter, será a repetição e a não correção do ato, mesmo após ter passado por situações delicadas com as mentiras anteriores. Uma, duas mentiras são aceitáveis. Entretanto, um mentiroso (a) frequente mostra sérios sinais de falta de caráter.

Traição:

Longe de ser um tópico moralista, a traição pode ser entendida como falta de caráter, quando também acontece recorrentemente em uma relação em que o pacto do casal é de fidelidade. A traição também deve ser lembrada nos contextos de sociedade, no trabalho e amizade, em que o raciocínio é o mesmo: quebra de acordos e confiança.

Dívidas:

Uma coisa é a pessoa passar por situações complexas e que impossibilitem o pagamento de suas contas, outra coisa é a má administração do dinheiro, o consumismo desnecessário e o “comprar sem ter a intenção de pagar”. Um exemplo que deve ser observado são as pessoas que emprestam dinheiro de familiares e/ou amigos e não se veem na obrigação de pagar, aproveitando-se do vínculo afetivo existente. Mais uma vez, a falta e caráter será observada na frequência das ações.

Tratamento diferenciado:

O que motiva alguém a tratar bem algumas pessoas em detrimento de outras? O que pensar de alguém que só trata bem àqueles que têm dinheiro ou que podem lhe oferecer algo em troca? A arrogância, a hipocrisia e comportamento interesseiro também são, sem dúvidas, sinais de falta de caráter.

Manipulação:

Tentar convencer alguém a pensar ou fazer algo de maneira diferente são coisas completamente diferentes de manipular pessoas a fazerem coisas que elas, se estivessem em plena consciência de seus atos, talvez não fizessem. A manipulação é um comportamento egoísta, uma vez que tira o direito de escolha do outro, e mostra falta ou total ausência de consideração pelo outro. O manipulador sempre visa driblar vontades e regras para favorecimento pessoal.

Falta de palavra:

A falta de palavra pode caminhar próximo à mentira e à manipulação. Quando alguém combina algo ou assume um compromisso, a espera social é que o mesmo seja cumprido. Mais uma vez, descartando os casos isolados, uma “Palavra” quebrada com frequência oferece sérios indícios de falta de caráter.

Não assumir as próprias responsabilidades:

Um dos maiores sinais de maturidade que pode ser encontrado em alguém é a capacidade de assumir as próprias responsabilidades. A falta de caráter pode ser observada se uma pessoa repetidamente atribui a outros a responsabilidade por atos que deveriam ser assumidos pessoalmente, principalmente, no que se refere às quebras de regras e leis que infringem com frequência.

Nota da página: Não é por acaso que as características acima são frequentes em sociopatas, pessoas com ausência de consciência e consideração pelos outros.

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*Fonte: bemmaismulher

O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo?

Reprimimos muitas coisas durante a vida, nos afogamos em nossas próprias desilusões, no entanto, nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões.

 

 

 

 

 

 

 

Quando pensamos na linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, geralmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Nada disso é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.
Chamamos de “conexão entre mente e corpo”.

Essas reações são associadas com o uso da mente – através de pensamentos positivos – para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.

A maioria de nós pode se lembrar de um tempo quando expressar uma emoção era desencorajado pelos adultos que nos cercavam. Pais ainda dizem para as crianças que “sejam valentes”, ou “engulam o choro”. Ou ainda diminuem suas sensações de dor com o clássico “não foi nada”. Nossos corpos simplesmente gravam aquilo que acontece com nossas emoções – mesmo que tenhamos sido convencidos intelectualmente a lidar com elas, ou a ignorá-las. O impacto físico e emocional de dores e sentimentos não expressados é algo que perdura. Fica marcado.

Abaixo você confere uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mais comuns:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nossos corpos conhecem as coisas que nossas mentes gostariam de se livrar. Das coisas que estão esquecidas em algum nível de consciência, estão sempre presentes concretamente no corpo. A boa notícia é que nunca é tarde para acessar esses assuntos, e que os resultados de um olhar para o corpo, podem afetar tanto o plano físico como o mental e emocional.

Alguns passos que você pode dar para liberar emoções mal resolvidas:
1) Tente encontrar uma atividade física diária que você goste. Entenda, não se trata de “faça exercício”. Cuidar do corpo é importante, mas a intenção aqui é ser feliz, através do olhar para o corpo. Portanto tem que ser alguma atividade que amamos fazer. É interessante também que seja algo que acalme um pouco a mente. Muitas pessoas encontram na ioga, nas corridas e outras atividades do gênero esse componente meditativo. Pode ser simplesmente uma caminhada silenciosa de dez minutos, onde você pode prestar atenção na sua respiração e outras sensações corporais.

2) Receba algum trabalho corporal com frequência. Massagens terapêuticas são uma das formas mais efetivas de se liberar emoções guardadas. Quando alguém trabalha nos nódulos do pescoço, onde guardamos estresse e raiva por tanto tempo, as emoções começam a vir à tona. É comum ver clientes chorando nas mesas dos massagistas. É importante somente lembrar que os profissionais de terapias corporais não são psicoterapeutas, portanto são tidos como agentes auxiliares para liberar as emoções e iniciar o processo de cura, individual de cada um, que pode necessitar em outro momento de ajuda de outros profissionais.

3) Fazer do toque parte integrante de nossos relacionamentos primários. Isso soa simples, óbvio até. Mas infelizmente podemos nos deixar levar pela cultura do “não-me-toque”. Menos e menos das nossas interações diárias envolvem o toque. Na medida que apoiamos nossas estratégias de comunicação nas mídias sociais e demais tecnologias, nossos relacionamentos tem menos contato corpo a corpo do que precisamos. Encoste nas pessoas, nos braços ou ombros, quando fala com elas. Cumprimente os amigos com um abraço. Vá jogar basquete com os amigos, ao invés de assistir na TV. Quando começarmos a compreender que não somos mentes presas dentro de um corpo, e sim mente e corpo atuando em perfeita harmonia, podemos começar a curar velhas feridas de uma forma mais profunda e duradora.

Artigo Original de Kate Bartolotta em The Good Men Project

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*Fonte: passedigital

8 comportamentos que fazem você ser uma pessoa chata sem perceber

Você provavelmente não tem dificuldade em apontar uma pessoa chata em uma reunião de pessoas, mas será que é segura o suficiente e faz uma autoanalise de tempos em tempos para sentir se não repete algumas atitudes destas mesmas companhias que considera desagradável?

Confira abaixo alguns comportamentos que podem fazer você ser considerada chata sem sequer perceber:

1. Você pode até ter a melhor das intenções, mas se tem o hábito de corrigir as pessoas, “ensinando” a maneira correta de expressar as palavras, pode ser considerada chata e constranger quem está ao redor.

2. Mesmo que você tenha ótimas histórias para contar, procure sempre ouvir o que os outros têm a dizer e evite monopolizar conversas o tempo toda.

3. Por falar em histórias, por mais interessante que elas sejam, precisam ser resumidas para que não se tornem relatos longos e chatos para quem está ouvindo.

Leia mais: Semancômetro: faça o teste e descubra se você tem semancol

4. Em uma reunião de amigos, especialmente em locais públicos, dar risadas altas e exageradas pode causar constrangimento e fazer com que você pareça uma pessoa desagradável.

5. Bom humor é essencial para a vida e realmente atrai amigos. Mas é importante ainda aprender que existe hora para tudo e fazer piadas o tempo todo pode te transformar em uma pessoa chata.

6. Todo mundo gosta de replicar memes e mensagens engraçadas em grupos de WhatsApp, mas se você faz isso todos os dias ou mesmo a toda hora, saiba que será considerada inconveniente por muitas pessoas.

7. Publicar nas redes sociais tudo o que você faz e sente, além de te expor demais, ainda garante fama de chata da internet.

8. Outro erro comum típico de pessoas chatas e bastante comum em tempos de redes sociais é replicar opiniões políticas para toda a lista de contato e até mesmo compartilhar supostas notícias sem checar a veracidade.

por Paulo Nobuo

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*Fonte: fasdapsicanalise

A famosa revenda “fantasma” de automóveis em Estrela e a sua história

Normalmente passo pelo trevo de entrada da cidade de Estrela (RS) quando tomo o caminho da Rota do Sol ou então sigo pela 386 (Lajeado / POA), hoje resolvi fazer algo diferente, ao invés de só passar ao largo por esse trevo, entrei de fato na cidade para dar uma volta por suas ruas, coisa que não fazia há anos e então aproveitar para ver como estão as coisas atualmente. tudo mudado par amim e a cidade me pareceu bem maior e desenvolvida do que eu ao menos me recordava.

Mas o interessante foi que logo que tomei uma das vias principais de acesso da cidade reconheci no caminho a minha frente a revenda de carros Volkswagen (Comercial Gaúcha), famosa pela sua peculiar história. Trata-se de uma revenda de automóveis que foi fechada aproximadamente há uns 15 anos por ordem da distribuidora Volkswagen, mas o seu proprietário, o Sr. Otmar Waltger Essig, ainda vai ao trabalho todos os dias e a mantém limpa, bem cuidada e intacta, apesar de não ter funcionário algum e estar “fechada” para o público todo esse tempo. Trata-se praticamente de uma revenda fantasma e também uma viagem no tempo.

Assista ao mini-documentário abaixo que você irá entender melhor os detalhes dessa interessante história.

 

Como há tempos não entrava em Estrela e nem me lembrava mais desse fato da revenda, apesar de ser uma cidade que fica aqui perto da minha e até mesmo isso também já ter sido motivo de um post aqui no blog, fiquei surpreso e empolgado. Foi bom relembrar dessa história e assim também ver de perto o prédio e os elementos que compõem essa história.

Estacionei perto da revenda e dei uma caminhada na calçada ao longo do prédio. Sim, óbvio que coloquei a cara no vidro para tentar ver melhor o que ainda havia lá dentro e como estavam as coisas. Assim como no vídeo acima, tem lá o Fusca e o Santana, o pátio e as dependências todas limpas e cuidadas, as salas, escritórios, as peças nas estantes e as em exposição, quase como se fosse uma revenda ainda em funcionamento – (aliás, mesmo ela estando fechada está melhor cuidada que muitas outras “abertas” por aí, que eu conheço. Só para constar).

Isso realmente me pareceu uma espécie de um museu casual, algo quase como se o tempo tivesse parado por ali na década de 90. É interessante isso e também desperta a curiosidade dos fatos. Tanto que assim que cheguei em casa procurei novamente pelo vídeo desse documentário e também algumas matérias que já tinha lido no passado. *Esse material está anexo (links) aqui no post.

Mais um daqueles estranhos e sinuosos fatos da vida que são tratados de formas diferente do que talvez a maioria das pessoas normalmente o faria. O que de certa forma acaba por chamar a nossa atenção. Creio que até compreendo a atitude do Sr. Otmar, mas não cabe a mim fazer qualquer julgamento sobre os fatos. Apenas entendo isso como uma coisa inusitada e que faz parte dos caminhos da vida.

Fica aqui então o registro dessa visita ao local e espero que os interessados leiam as matéria e assistam o vídeo. A vida segue.

Valeu!

*Veja algumas imagens:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

>> Leia abaixo (links) de algumas matérias sobre a revenda e a sua curiosa história:

https://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/02/concessionaria-fantasma-tem-fusca-zero-e-sp2-impecavel-veja.htm

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https://noticias.r7.com/carros/fotos/concessionario-volkswagen-fechado-desde-2002-ainda-guarda-carros-antigos-zero-quilometro-04032015#!/foto/11

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http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/08/dono-de-revenda-fantasma-preserva-carros-e-vai-ao-trabalho-todos-os-dias.html

 

Por um mundo de Empatia

Sabe aqueles dias em que você não está bem ou quando você analisa a sua vida e percebe que as coisas não estão nem um pingo do jeito que você gostaria? Ou, ainda, quando acontece algo que tira o nosso chão e nos deixa sem rumo? Nesses momentos a tristeza é inevitável, assim como, o sentimento de impotência diante da vida, de tal maneira que a chama que nos mantêm firmes enfraquece. Precisamos, então, de pessoas capazes de se colocar no nosso lugar e de algum modo sentir a nossa dor. Ou seja, precisamos da empatia dos que nos cercam para que percebamos que não estamos sozinhos e que por mais dolorosa que seja a caminhada, chegaremos ao final.

Em uma sociedade tão individualista e egoísta como a nossa, torna-se extremamente difícil encontrar pessoas empáticas. Cada um pensa na sua satisfação pessoal e na resolução dos problemas que unicamente o incomodam, de forma que não há um olhar contemplativo em relação ao todo, para que possamos enxergar que a vida não se circunscreve apenas a nossa existência e que as outras pessoas também têm problemas e dores, já que são seres humanos como nós também somos.

Dessa forma, para que se possa ter empatia, antes é necessário fugir do senso comum, que prega apenas valores individualistas voltados para o próprio umbigo. Em outras palavras, jamais conseguiremos possuir empatia se o nosso mundo se circunscrever somente a nós, de modo que o outro seja algo totalmente inóspito e sem as mesmas constituições emocionais que as nossas.

Para ter empatia é indubitável que o indivíduo permita ser tocado por um dor que não é sua e esteja aberto àquele novo mundo a sua frente. É preciso permitir ter as suas veias e artérias invadidas por um corpo estranho, com pensamentos diferentes dos seus, problemas diferentes dos seus e monstros diferentes dos seus. É preciso estar aberto a um ser que mesmo diferente precisa de um olhar e um afago que o faça sentir que não está atravessando aquela tormenta sozinho.

No entanto, em uma sociedade em que o egoísmo predomina, é difícil encontrar pessoas que realmente possuem a capacidade de colocar-se no lugar do outro. Pessoas que vão além da simpatia, que é importante, mas não supre de modo algum a falta da empatia.

Quando estamos tristes não precisamos apenas de alguém que só saiba contar piadas e nos queira levar pra sair. Precisamos de alguém que entenda a nossa dor, que respeite o nosso luto e que demonstre que apesar de incômoda, aquela é uma situação que faz parte da vida e que devemos enfrentá-la por mais que seja difícil.

Precisamos de pessoas que sejam capazes de também mostrar a suas feridas, revelar os seus medos e confessar as suas fraquezas, para que percebamos que não somos os únicos que choramos e às vezes temos vontade de desistir. Não se trata de provocar “felicidade” em função de uma tristeza alheia, mas de demonstrar a humanidade que há em nós, que faz coisas belas e grandiosas e também tem fraquezas, dores e angústias.

Isto é, demonstrar que todos nós caímos e precisamos de ajuda e que a dor que agora sentimos, outros já sentiram e sentem, de modo que não há motivo para desespero, pois o fardo que parece insuportável, outros já suportaram, bem como, não é necessário carregá-lo sozinho, pois há alguém para dividir esse fardo e ajudá-lo a sair dessa situação.

Assim, ter empatia é ter o coração aberto para outra vida que precisa de nós naquele momento. É saber que naquele lugar poderia ser eu, você ou qualquer um. É ter a sensibilidade para perceber que não é porque uma determinada situação não mexe conosco, que não mexe com o outro; que não é porque algo não aperta o nosso peito, que o outro não pode sentir o seu peito esmagado.

Ter empatia é entender que as pessoas são diferentes, sofrem por coisas diferentes, reagem às situações internas e externas de modo diferente, mas que, acima de tudo, são seres humanos que em meio a divergências fazem a mesma coisa, sentem. E, assim, precisam ser ouvidas, compreendidas e acarinhadas, pois o que há de mais nobre na empatia é essa capacidade de sentir uma dor que talvez jamais nos incomodasse. Mas, que nos incomoda pelo outro, em razão do outro e por isso é ao mesmo tempo tão pesada e bela e faz com que sintamos o âmago de outro ser ecoando dentro de nós, pois como diz Milan Kundera:

“Não existe nada mais pesado que a compaixão. Mesmo nossa própria dor não é tão pesada quanto a dor co-sentida com outro, por outro, no lugar de outro, multiplicada pela imaginação, prolongada por centenas de ecos.”

por Erik Morais

 

 

 

 

 

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*Fonte: genialmentelouco

Identificando os 1O Ladrões Da Sua Energia segundo o Dalai Lama

1. Afaste-se daquelas pessoas que só chegam para compartilhar queixas.
Problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém procura uma lata para jogar o lixo que tem dentro, que não seja na sua mente.

2. Pague as suas contas a tempo.
Ao mesmo tempo, cobre aqueles que te devem ou escolha deixar para lá, se você já percebeu que é impossível receber.

3. Cumpra as suas promessas.
Se você não cumpriu alguma, pergunte-se o porquê desta resistência. Sempre você tem o direito de mudar de opinião, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer outra alternativa diante de uma promessa não cumprida, mesmo que já um costume. A forma mais fácil de evitar o não cumprimento de algo que você não quer fazer é dizer “NÃO” desde o começo.

4. Tempo
Elimine, dentro do possível, e delegue aquelas tarefas que você prefere não fazer, dedicando o seu tempo àquilo que, sim, você desfruta fazer.

5. Dê permissão a você mesmo.
Para um descanso, quando você estiver em um momento que o necessite e dê permissão a você mesmo para agir quando estiver em um momento de oportunidade.

6. Jogue fora, recolha e organize…
Nada te tira mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que você já não necessita.

7. Dê prioridade à sua saúde.
Sem a máquina do corpo trabalhando ao máximo, você não pode fazer muito. Tome tempo para perceber o que seu corpo está te dizendo.

8. Enfrente as situações tóxicas.
Que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária.

9. Aceite.
Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que o resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar.

10. Perdoe…
Deixe ir uma situação que está te causando dor… você sempre pode escolher deixar ir a dor da recordação.

Ensinamentos de Dalai Lama

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*Fonte: osegredo