Trabalho escravo: moda é o segundo setor que mais explora pessoas

Comprar roupas pode ser uma forma de investir na autoestima e, para alguns, representa até um momento terapêutico. No entanto, pouco se fala sobre a origem dos produtos comercializados. Grande parte dos itens é feita às custas de trabalho escravo e, muitas vezes, o consumidor não imagina ou não se importa com o que houve antes de obter a mercadoria final.

Segundo a pesquisa The Global Slavery Index 2018, da fundação Walk Free, divulgada recentemente, a moda é a segunda categoria de exportação que mais explora o trabalho forçado.

Na escravidão moderna, as vítimas trabalham em condições precárias e recebem valores indevidos. De acordo com o estudo, cerca de 40,3 milhões de pessoas estão nessa situação, das quais 71% são mulheres. No mundo, 24,9 milhões de indivíduos exercem profissões forçadamente.

A moda fica atrás apenas do setor de tecnologia, no ranking de exploração. Em seguida, aparecem os ramos de cana-de-açúcar, peixe e cacau. A estatística foi desenvolvida em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Internacional de Migração (OIM).

O índice também mostra que as empresas envolvidas movimentam cerca de US$ 354 bilhões em exportação para os países do G20 – o grupo constituído por ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo e da União Europeia.

Fundação Walk Free
A Walk Free foi criada com o objetivo de buscar informações e gerar dados sobre a escravidão moderna. Além disso, a instituição impulsiona ações de mudança nas legislações dos principais países, em prol de punições mais duras para quem explora mão de obra forçada.

*Por Ilca Maria Estevão

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*Fonte: metropoles

Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública, diz cientista

E se as cidades conseguissem, com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal.

“Há muito tempo que vemos as árvores e os parques como artigos de luxo; contudo, trazer a natureza de volta para as cidades é uma estratégia crítica para se melhorar a saúde pública”, disse Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy e coautor do relatório.

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas.

Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano.
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano.

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador.

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.”

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconómico ou idade.

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios.

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva.

Com demasiada frequência, a presença ou ausência de natureza urbana, assim como os seus inúmeros benefícios, é ditada pelo nível de rendimentos de um bairro, o que resulta em desigualdades dramáticas em termos de saúde. De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, a taxa de mortalidade entre os homens de meia-idade que moram em zonas desfavorecidas com espaços verdes é inferior em 16% à dos que vivem em zonas desfavorecidas mais urbanizadas.

Para Robert McDonald, a chave é fazer-se a ligação entre as árvores urbanas e os seus efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou. “As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.”

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*Fonte: theuniplanet

Como funcionam os testes de DNA que prometem revelar quem são seus ancestrais

Quem não quer saber quem foram seus ancestrais?

Nos últimos anos, o sequenciamento completo do genoma humano facilitou o acesso do público aos testes de DNA que permitem descobrir nossa história genética. Ou, pelo menos, é o que prometem.

Esses kits podem ser comprados em muitas farmácias e também por meio de sites de empresas especializadas e até mesmo na Amazon. E eles estão ficando mais baratos: se há cerca de cinco anos, um kit custava cerca de US$ 300 (R$ 1,2 mil), agora, podem ser comprados por US$ 75 (R$ 290).

Estes testes foram inclusive os produtos mais vendidos em novembro nos Estados Unidos durante a última Black Friday, de acordo com dados da Amazon.
Como funcionam os testes de DNA

O teste que promete revelar quem são nossos antepassados ​​funciona da seguinte maneira: você compra o kit, cospe em um tubo ou passa um cotonete na parte interna da bochecha e envia a amostra para a empresa da qual contratou o serviço.

A companhia extrai de sua saliva células que contêm todo o seu genoma. Seu DNA é então inserido em um banco de dados e comparado ao genoma de outros clientes que pagaram pelo mesmo serviço. São assim estabelecidas semelhanças e diferenças e criado um mapa étnico. Mas quão confiáveis são esses testes?

Informações distorcidas

Cientistas alertam que, na realidade, os perfis genéticos obtidos por meio desses testes não podem fornecer informações muito precisas sobre a nossa ancestralidade.

No programa da BBC Os casos curiosos de Rutherford e Fry, junto com uma entrevista do geneticista Mark Thomas, esses testes genéticos foram examinados.
Direito de imagem Getty Images
Image caption Nos últimos anos, o interesse em testes genéticos aumentou, o que reduziu seu custo

“Muitas dessas empresas dão a você um relatório de etnia, de modo que não lhe dizem realmente quem são seus antepassados, mas se suas características genéticas correspondem a alguns dos descendentes de seus antepassados”, disse Thomas.

Normalmente, esse tipo de teste não compara seu DNA com o de pessoas que viveram no passado, mas com os de seus contemporâneos.

Mas a comparação é limitada a pessoas que estão no banco de dados da empresa, então, em muitos casos, a leitura do seu genoma pode gerar resultados diferentes dependendo de qual empresa você contratar, alerta Thomas.
Antepassados ​​favoritos

As pessoas têm preferências quanto a seus ancestrais. Thomas explica que é mais atraente e exótico dizer que seus antepassados eram vikings ou da realeza celta do que gauleses, por exemplo.

Mas a verdade é que, na Europa, quase todos os europeus que não têm um passado de migração recente são, muito provavelmente, descendentes dos vikings, argumenta o especialista.

“Voltando no tempo, até a época em que os vikings viveram, um europeu certamente descobrirá que um de seus ancestrais era escandinavo, porque esse povo ocupava um grande território e chegou até o norte da África.”

Como ilustra Thomas, uma rede ancestral torna-se maior, abrangendo mais grupos históricos e étnicos, conforme se volta mais no tempo.

 

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*Fonte: bbc-brasil

Chip que ‘lê’ e ativa neurônios poderá reverter cegueira e surdez

Uma parceria do governo norte-americano com cientistas da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um chip minúsculo que, quando implantado no cérebro pode reverter a cegueira e a surdez. A tecnologia lê sinais de alguns neurônios ligados à visão e audição e os transmite para frente, auxiliando na recuperação desse sentidos, o que pode significar uma revolução na medicina.

Através de um microscópio com um software, alguns neurônios da camada mais externa do cérebro são decodificados. O objetivo é apresentar um caminho alternativo para que sons e imagens cheguem ao cérebro. Batizado de FlatScope, o objeto é implantado entre o crânio e o córtex cerebral e focará em um primeiro momento, nos neurônios da visão.

Até agora mais de 65 milhões de dólares já foram investidos na pesquisa, entretanto ainda não se sabe quando a tecnologia estará disponível no mercado. Ames Robinson, um dos cientistas responsáveis, afirma que esta nova abordagem é totalmente revolucionária: “Somos capazes de criar processadores extremamente densos com bilhões de elementos em um chip para o telefone em seu bolso. Então, por que não aplicar esses avanços às interfaces neurais?”.

 

 

 

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*Fonte: hypeness

Milhares de estorninhos em voo tomam forma de ave gigante no céu

O britânico Guy Benson captou em vídeo o voo de um bando de milhares de estorninhos sobre a Reserva Natural de Attenborough, em Nottingham, no Reino Unido. O vídeo mostra a espantosa “dança” das aves no ar, durante a qual o grupo parece assumir diferentes formas, entre as quais a de uma enorme ave.

“Estava com a minha esposa, Anita, ao entardecer, quando um bando de estorninhos apareceu sobre nós. Durante cerca de 20 minutos, estiveram todos a dançar no céu”, contou o britânico ao jornal The Independent.

“A dada altura, o bando tomou a forma de uma ave enorme no céu. É uma forma bem invulgar e acho que foi causada pelos quatro gaviões que estavam continuamente a mergulhar sobre as aves para as separarem e capturarem. Foi uma das cenas mais impressionantes que já vi na natureza.”

“Há cerca de 20 anos, viam-se 40 mil aves num bando, mas, hoje em dia, é mais provável encontrarem-se entre 10 e 20 mil”, explicou Guy Benson, aludindo ao declínio verificado nas populações de aves do continente europeu.

Desde que se reformou, o britânico de 60 anos passa muito do seu tempo a viajar para observar pássaros raros, juntamente com a sua esposa, Anita Benson.

“Nunca vi nada assim”, disse esta. “Ficava-se parado e de boca aberta; foi tão fantástico. Há centenas de milhares de pessoas a viver perto, mas elas não sabem que este tipo de coisas acontece.”

O voo sincronizado dos estorninhos já chamou a atenção muitas vezes, tanto pela sua elegância como pelas imagens impressionantes que, por vezes, as aves parecem formar.

 

 

 

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Confira o vídeo:

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*Fonte: theuniplanet

Cerveja emagrece e previne Alzheimer e gripe! Está provado!

Segundo vários estudos feitos por profissionais de saúde e investigadores de diversas partes do mundo, a cerveja emagrece! Para além de emagrecer, a cerveja pode reduzir os níveis de colesterol, prevenir o Alzheimer e combater a gripe.

Embora sempre tenhamos ouvido falar na “barriga de cerveja”, um estudo da Universidade de Barcelona defende que beber cerveja diariamente evita o ganho de peso, previne a diabetes, a hipertensão arterial e problemas cardíacos. Contudo, os investigadores espanhóis afirmam que estes benefícios são obtidos com apenas uma caneca por dia.

“A cerveja não é culpada pela obesidade, pois tem cerca de 200 calorias por caneca, o mesmo que um café com leite”, afirma a médica Rosa Lamuela, responsável pela investigação feita com 1249 homens e mulheres acima de 57 anos.
Na verdade, aquilo que engorda são os petiscos gordurosos que acompanham a cerveja, nomeadamente salgados e fritos.

Carlos Vilaça, endocrinologista, diz que esta investigação reforça os benefícios desta bebida à base de cevada e com baixa graduação alcoólica: “A cerveja tem baixo índice glicêmico e é constituída de elementos poderosos, como antioxidantes, ácido fólico, ferro, minerais e vitaminas, que previnem a ocorrência de doenças cardiovasculares, melhora índices do bom colesterol e previnem pedras nos rins por estimular o fluxo urinário”.

Os especialistas acresceram que o consumo regular de cerveja deve ser moderado e acompanhado de uma alimentação saudável e exercício físico.

Um estudo japonês, publicado na revista científica Medical Molecular Morphology, comprova que o lúpulo contido na cerveja tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes capazes de inibir a multiplicação do vírus respiratório e prevenir a pneumonia.

Um estudo finlandês descobriu que a cerveja pode reduzir em 40% os riscos de desenvolver pedras nos rins. Mas lembra-te, o consumo deve ser sempre moderado pois em excesso a cerveja pode agravar o quadro. As mulheres devem consumir até uma lata da bebida por dia e os homens até duas latas.

De acordo com uma investigação de uma universidade espanhola, o efeito sedativo da cerveja pode tratar a insónia e outros distúrbios de sono. O lúpulo aumenta a atividade do neurotransmissor GABA, substância com um efeito sedativo que reduz a ação do sistema nervoso e prepara o organismo para adormecer.

Segundo um estudo holandês, publicado na revista científica The Lancet, as pessoas que ingerem cerveja regularmente apresentam taxas de vitamina B6 cerca de 30% mais altas comparadas com outras que não têm o hábito de consumir esta bebida. Quando comparadas a pessoas que bebem vinho frequentemente, a concentração da vitamina chega a ser duas vezes superior. A vitamina B6 é responsável por ajudar a eliminar a homocisteína, substância que contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovascular quando existente em excesso. Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Cardiovascular de Barcelona comprovou que a cerveja protege o sistema cardiovascular e reduz a cicatriz no coração provocada por um enfarte agudo do miocárdio.

A cerveja, principalmente a escura, contém uma grama de fibra solúvel por garrafa. As fibras são responsáveis por reduzir os níveis de colesterol LDL e reduzir o risco de doenças cardiovascular. Segundo um estudo publicado na revista científica Annals of Nutrition and Metabolism, o consumo moderado de cerveja beneficia o sistema imunitário e torna o organismo mais resistente a várias infeções. A pesquisa revelou que depois de um mês, o consumo diário de uma lata de cerveja para mulheres e duas para os homens é capaz de aumentar a concentração de células de defesa do sistema imunitário, elevando a produção de anticorpos.

Um estudo do Kings College, em Londres, veio provar que a cerveja fortalece a saúde dos ossos e do tecido conjuntivo, dado que o silício, presente na bebida, melhora a densidade óssea.

Finalmente, um grupo de cientistas da Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, reviu 34 estudos que associam o consumo de álcool e problemas cognitivos, analisando ao todo 365 mil voluntários. Os resultados demonstraram que aqueles que bebem cerveja moderadamente apresentam um risco 23% menos de desenvolver Alzheimer e doenças semelhantes, quando comparados com pessoas que nunca ingerem a bebida.

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*Fonte: corujaprof

9 árvores que são adequadas para o plantio nas cidades

Quem não gosta de uma cidade arborizada em que se remete mais vida e beleza? Além disso, árvores atraem pássaros e polinizadores. Refrescam o ambiente e aumentam a umidade do ar. As árvores também absorvem o gás carbônico. Cada árvore consome em média 180 kg de CO2 por ano, o que reduz consideravelmente os efeitos desse gás no planeta Terra.

Não somente isso, as arvores ajudam na manutenção e recuperação da capacidade produtiva da terra, conservam os lençóis freáticos, preservam as margens dos rios, por isso  a necessidade de preservar matas ciliares e arborizar as margens dos rios e ribeirões que cruzam as cidades.

IMPORTANTE: Antes de plantar qualquer espécie de árvore na sua calçada, vale a pena você conferir a legislação municipal da sua cidade sobre os parâmetros que deverá respeitar – distância entre árvores, distância destas a portões de saída de veículos e postes de iluminação pública, porte das árvores e altura da fiação são alguns itens básicos importantes.

Sem mais delongas, vamos ao TOP 9?

01– Jacarandá Mimoso – Jacarandá mimosifolia

De porte médio, o Jacarandá atinge no máximo 15 metros de altura. É adequada em vias urbana pela floração decorativa, rápido crescimento e por não ter raízes agressivas às calças.

02– Ipê Amarelo – Tabebuia Serratifolia

É a espécie mais comum de ipê amarelo, ela é indicada para calçadas largas. Atinge entre 8 a 20 metros de altura. Não tem raízes agressivas. Pelo porte, deve levar em consideração a rede elétrica. As outras espécies de ipês como o roxo e rosa não são indicadas para calçadas pelo porte da copa e altura, como o roxo e o rosa, que pode chegar a 30 metros.

03– Quaresmeira – Tibouchina Granulosa

Tem com flores roxas e rosa e são indicadas para calçadas largas. Suas raízes são profundas, galhos firmes, dão bom sombreamento e suas folhas retêm impurezas do ar, ajudando a diminuir a poluição. Muito usada na ornamentação urbana pela beleza de suas flores.

04– Noivinha: Euphorbia Leucocephala

Linda arbustiva, alcança até 3 metros de altura, que não agride nem a calçada ou canalizações subterrâneas e nem a rede elétrica aérea.

05– Manacá-da-Serra: Tibouchina Mutabilis

Originária da zona da Mata Atlântica, ela atinge os 6 metros de altura e sua floração, em 3 cores – branco, rosa e roxa – embeleza as cidades atraindo os pássaros.

06– Magnólia: Magnolia SPP

São lindas, aromáticas e de flores persistentes, muito adequadas a algumas situações urbanas como jardins frontais, pequenas ilhas verdes em cantos de calçadas, por exemplo. Pode chegar aos 10 metros de altura. Esta espécie é mais adequada ao clima temperado e subtropical.

07– Pata-de-vaca: Bauhinia Forficata

Tanto a de flores brancas quanto as rosadas, são árvores adequadas para calçadas, pois sua raiz não é agressiva e sua altura não prejudicará a fiação elétrica.

08– Murta: Murraya paniculata

Murta, murta-de-cheiro, jasmim-laranja, murta-da-Índia ou murta-dos-Jardins, é um arbusto grande que pode alcançar até 7 metros de altura. Usada também como cerca-viva, bem fechada e aromática. Por seu aroma que aumenta nas horas noturnas, esta espécie também é conhecida como dama-da-noite.

09– Extremosa ou Resedá: Lagerstroemia Indic

Seu crescimento atinge no máximo 8 metros de altura e esta planta resiste bem às podas drásticas. Suas pequenas flores, muito aromáticas, são de especial atratividade para as abelhas.

Bônus:

Cerejeiras são adequadas para plantio em vias urbanas, mas adapta-se somente em regiões de clima frio e acima com altitudes aceita dos 1000 metros.

*Por Ademilson Ramos

 

 

 

 

 

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*Fonte: engenhariae

Não estamos ficando doentes. Estamos sendo envenenados

Nas últimas semanas, duas grandes organizações médicas emitiram avisos separados sobre substâncias químicas tóxicas nos produtos que nos rodeiam. As substâncias não estão regulamentadas, dizem eles, e estão ligadas ao câncer de mama e próstata, deformidades genitais, obesidade, diabetes e infertilidade.
“A ampla exposição a produtos químicos tóxicos ambientais ameaçam a reprodução humana saudável”, diz a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, advertiu em um comunicado no mês passado. Os avisos são um lembrete de que a indústria química herdou o manto da indústria do tabaco, minimizando a ciência e a resistência à regulação de maneira que causam danos devastadores para os cidadãos inocentes.

Na década de 1950, os pesquisadores achavam que os cigarros causavam câncer, mas o sistema político demorava a dar uma resposta. Agora, o mesmo está acontecendo com produtos químicos tóxicos. O foco da federação ginecológica é sobre os produtos químicos que imitam os hormônios sexuais e muitas vezes confundem o corpo. Desreguladores endócrinos são encontrados em pesticidas, plásticos, cosméticos, xampus e recibos dos registo de dinheiro, alimentos e inúmeros outros produtos.

“A EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS TÓXICOS DURANTE A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO É ONIPRESENTE”, disse a organização, acrescentando que as mulheres
grávidas quase em todos nos Estados Unidos tem pelo menos 43 contaminantes químicos diferentes em seu corpo. Um relatório do Instituto Nacional do Câncer constata que “UMA QUANTIDADE PREOCUPANTE DE BEBÊS NASCEM PRÉ-POLUÍDOS”.

Este aviso foi escrito por especialistas do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, a Organização Mundial de Saúde, o Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha e outros grupos similares. Estes profissionais médicos estão na linha de frente. Eles são aqueles que tratam as mulheres com cancro da mama. Ambas são condições associadas à exposição precoce aos desreguladores endócrinos. Casos crescentes de hipospadia, um defeito de nascença em que as crianças nascem com uma abertura uretral no lado do pênis.

A outra grande organização emitiu recentemente um aviso, a Endocrine Society, a associação internacional de médicos e cientistas que trabalham com o sistema hormonal. “Novas evidências ligam distúrbios endócrinos a exposição de químicos, e estão entre as maiores ameaças à saúde pública enfrentados pela sociedade – DIABETES E OBESIDADE”, disse ele a Endocrine Society ao anunciar um relatório de 150 páginas.

Ele acrescentou que há “evidência crescente” que os produtos tóxicos geram a infertilidade, câncer de próstata, testicular, da mama, uterino, do ovário e problemas neurológicos. Às vezes, esses problemas surgem aparentemente em adultos por causa de exposições décadas anteriores em fases fetais.

“A AMEAÇA É PARTICULARMENTE GRANDE QUANDO EXPOSTOS NASCITUROS”, disse o Endocrine Society. Tracey J. Woodruff, da Universidade da Califórnia, San Francisco diz: “Um mito sobre produtos químicos é que o governo dos EUA garante que eles são seguros antes de entrar no mercado.” Na verdade, a maioria são considerados seguros, a menos que se prove o contrário.

Dos 80.000 ou mais produtos químicos em produção hoje no comércio mundial, apenas uma pequena parte foi analisado de forma rigorosa para a segurança. Mesmo quando uma substância foi removida por razões de saúde, o produto de substituição pode ser tão ruim quanto antes. “É frustrante ver a mesma história uma e outra vez”, disse o professor Woodruff. “Os estudos em animais, in vitro e estudos em humanos testes iniciais mostram que os produtos químicos causam efeitos adversos A indústria química diz.” Esses estudos não são bons, e pedem para ser exibido com a evidência humana. A evidência humana leva anos e exige que as pessoas fiquem doentes. “Nós não devemos ter que usar o público como cobaias”.

Europa está se movendo para testar produtos químicos antes de entrar no mercado, mas nos Estados Unidos é muito lento por causa do poder do lobby químico. A legislação de segurança química depende do Senado que exigiria a EPA para iniciar uma avaliação da segurança de produtos químicos apenas 25 nos primeiros cinco anos – e legislação da Câmara não é muito melhor. “Há quase infinita o paralelismo com a indústria do cigarro”, diz Andrea Gore, professor de farmacologia na Universidade do Texas em Austin e editor da revista Endocrinology.

Por agora, os especialistas dizem que a melhor abordagem é que as pessoas tentam se proteger. Especialmente as mulheres que estão grávidas ou podem se tornar grávidas e para as crianças jovens, tentem comer alimentos orgânicos, reduzir o uso de plásticos, recibos de caixa registadora toque tão pouco quanto possível, tentar evitar retardadores de chama sofás e ver as guias para consumidor http://www.ewg.org.

O Lobby químico lançou o equivalente a U$D 121.000 para cada membro do Congresso no ano passado, por isso esperam que as empresas químicas ganhem muito dinheiro, enquanto que mais meninos nascem com hipospádia e mais mulheres morrem desnecessariamente de câncer de mama.

 

 

 

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*Fonte: vivagreen

Amor não se mendiga, amizade não se cobra, carinho não se pede

Amor não se mendiga, amizade não se cobra, carinho não se pede… Ter que ficar cobrando palavras, gestos, comportamentos, ter que lembrar nossa existência a alguém é por demais humilhante. Ninguém merece.

Existem certas coisas que não precisariam ser faladas, tampouco cobradas, de tão óbvias. Porém, passamos a vida lembrando algumas pessoas daquilo que elas deveriam já ter como hábito e isso cansa, diminui, abalando a autoestima de qualquer um. Se tivermos que lembrar aos outros o óbvio todos os dias, a todo instante, enlouqueceremos.

Amizade não deveria ser cobrada. Ter que correr atrás o tempo todo da pessoa, enquanto ela nem se lembra de que a gente existe, exaure a paciência mínima de um ser humano. Quando temos que, só nós, ficar mandando mensagens, telefonando, convidando procurando, é hora de repensar aquilo tudo, porque, provavelmente, a amizade somente existe em nós. Do outro lado, amizade é que não tem.

Carinho não deveria ser pedido, mas sim espontâneo, verdadeiro, necessário em quem oferta, tanto quanto em quem recebe. Carinho não somente se trata de toque, porque a gente se sente amado principalmente pelas atitudes do outro, pela forma como ele nos faz sentir, mesmo de longe. Ter que ficar cobrando palavras, gestos, comportamentos, ter que lembrar nossa existência a alguém é por demais humilhante. Ninguém merece.

Amor que se mendiga é tudo, menos amor. É o contrário de amor, é o que contraria o amor em si. Sentimentos vêm de dentro e transpiram por todos os poros, materializando-se no encontro que transforma, no calor que motiva, na certeza que acalma, no abraço que reinicia. O amor precisa se expandir, precisa ser expresso, dito, ouvido, vivido, sem melindres, sem rodeios. Se houver carência de um ou de outro lado, não há reciprocidade e, então, amor nem tem.

Nossa sobrevivência em muito dependerá do discernimento entre o que é luta digna e o que nada mais é do que insistência servil. Lutar pelo que queremos não significa implorar por atenção, por amizade, por carinho, por amor. A dor da consciência sobre quem não está mais junto sempre será uma oportunidade de recomeço. A dor da solidão acompanhada, porém, jamais nos tornará dignos de sentimentos verdadeiros e recíprocos. É isso.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: seuamigoguru

As 4 chaves para o bem-estar segundo o neurocientista que estudou a mente dos mestres budistas

Amigo e confidente do Dalai Lama, Richard J. Davidson é um especialista em neurociência contemplativa, o ramo que estuda o impacto da meditação e outras práticas semelhantes em nosso cérebro.

Este professor neurocientista da Universidade de Wisconsin dedicou mais de 10 mil horas ao estudo dos cérebros de grandes mestres budistas, entre eles o monge francês Matthieu Ricard e o mestre budista Mingyur Rinpoche.

Davidson chegou à conclusão de que existem quatro qualidades essenciais para alcançar o bem-estar, aquele estado de paz interior pelo qual todos nós ansiamos mas que tão escorregadio parece, especialmente quando temos que lidar com os problemas do dia-a-dia.

Na verdade, para Davidson, o bem-estar psicológico não é um estado atingido, mas uma habilidade que se desenvolve. É uma mudança de paradigma interessante porque implica que, se alguém pratica, pode-se desenvolver essa habilidade.

A chave está em estimular outras quatro habilidades que estão em sua base e estão enraizadas nos circuitos neurais. Ao fortalecer esses circuitos, também estaremos desenvolvendo bem-estar.

Como desenvolver um estado de bem-estar e paz interior duradoura?

1. Resiliência

Num mundo impermanente em contínua mudança, coisas desagradáveis ​​nos acontecem. Nem sempre podemos evitá-los, mas sempre podemos mudar a maneira como reagimos a elas.

A resiliência é a capacidade de recuperar-se da adversidade e emergir fortalecida dessa experiência. Davidson relaciona isso ao “não-apego”, porque implica a capacidade de fluir e não ficar preso nessas experiências negativas.

As pessoas mais resilientes, que se recuperam mais rapidamente, apresentam níveis mais altos de bem-estar. O interessante é que quanto mais resilientes somos, mais protegidos estaremos nas situações adversas da vida e mais confiamos na nossa capacidade de superar esses buracos.

Davidson descobriu que os circuitos cerebrais de resiliência podem ser modificados com a meditação da atenção plena, embora seja necessário dedicar muitas horas antes que haja uma mudança nesses circuitos.

2. perspectiva positiva

A segunda chave para o bem-estar é a perspectiva. É sobre a capacidade de ver coisas positivas, mesmo no meio da tempestade, a capacidade de desfrutar de experiências positivas e de perceber os outros com bondade.

Mesmo as pessoas que sofrem de depressão mostram uma ativação no circuito cerebral subjacente à perspectiva positiva, o problema é que essa ativação é muito fugaz, não dura o suficiente para melhorar seu humor.

Ao contrário da resiliência, a pesquisa de Davidson sugere que a prática da meditação e da compaixão pode alterar rapidamente esse circuito. Ele comparou os resultados de um grupo de pessoas que praticou meditação compassiva com outro grupo que recebeu treinamento em reestruturação cognitiva para aprender a desenvolver uma perspectiva mais positiva.

Eles analisaram os cérebros das pessoas antes e depois de duas semanas de treinamento e descobriram que, no grupo da compaixão, os circuitos cerebrais que estão na base da perspectiva positiva foram fortalecidos. Demorou sete horas, 30 minutos por dia durante duas semanas.

3. Atenção total

Uma mente errante é uma mente infeliz. Pesquisadores da Universidade de Harvard recorreram a celulares para as pessoas indicarem quando sua mente vagava. Eles tiveram que responder três perguntas de vez em quando:

O que está fazendo agora?

Onde está sua mente neste momento? Você está focado no que você está fazendo ou sua mente está em outro lugar?

Quão feliz você se sente neste momento?

Eles descobriram que as pessoas gastam 47% de suas vidas sem prestar atenção ao que estão fazendo. E o pior de tudo é que vagar sem rumo mental estava associado a um estado de infelicidade e insatisfação.

A capacidade de guiar suavemente a atenção para o presente é uma das chaves para o bem-estar. Não só nos permite prestar atenção ao que estamos fazendo, mas também nos ajuda a apreciar os pequenos detalhes e a sermos relaxados.

Portanto, quando se pergunta a um mestre zen qual é o caminho para a iluminação, eles freqüentemente respondem: “Quando você anda, anda. Quando você come, coma “. Parece simples, mas não é.

4. Generosidade

Muitas pesquisas tem mostrado que há mais prazer em dar do que em receber. Comportamento generoso e altruísta realmente ativa circuitos no cérebro que são fundamentais para o bem-estar. E o interessante é que esses circuitos são ativados mais duramente do que quando recebemos uma recompensa ou um presente.

Um estudo muito interessante desenvolvido na Universidade de Lübeck analisou a ressonância magnética funcional em um grupo de pessoas que se comprometeram a gastar dinheiro nas próximas 4 semanas com outras pessoas comparando-o com outro grupo que alocou o dinheiro para si. Os neurocientistas descobriram que decisões generosas ativam áreas do cérebro, como o estriado ventral, que tem sido associado a altos níveis de felicidade.

Davidson também provou que ser generoso e ajudar os outros a ter um efeito bumerangue, nos reverte rapidamente gerando um estado de bem-estar, equilíbrio mental e felicidade.

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*Fonte: revistapazes

Estudo diz que as pessoas com “letra feia” são mais espertas

Se alguém criticar sua caligrafia… é porque inveja sua inteligência!

Se já zombaram de quão mal você escreve, e você nunca entendeu nada, parabéns, é hora de se gabar do seu intelecto superior. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Yale (Estados Unidos) e publicada pelo American Journal of Psychology, as pessoas com as letras mais feias são geralmente as mais inteligentes.

O relatório indica que os alunos com melhores qualificações costumam expressar suas ideias em textos escritos com menos elaboração.

A deficiência no desenvolvimento da escrita deve ser por conta de que seus cérebros ganham velocidade em suas mãos, tentando acrescentar tanta informação no menor tempo possível, é por isso que, quem escreve mais feio também escreve rápido.

“Crianças com letras ruins mostraram altas habilidades mentais e agilidade mental acima da média. Para eles, a informação que receberam foi mais importante do que lutar por uma boa letra.” -Psicólogo Arnold L. Gesell, da Universidade de Yale

O conceito de inteligência nos diz que é mais inteligente quem resolve os problemas no menor tempo possível, o que requer uma grande virtude: a agilidade mental. Crianças com maior agilidade mental em teoria devem ser as mais inteligentes. É por isso que a inteligência está relacionada à deficiência na escrita.

Apesar do problema ter uma solução, Gessel também afirmou que, com a prática, coordenando corretamente a visão, o cérebro e a mão, a escrita pode ser melhorada. Mas as pessoas raramente se preocupam em melhorar a compreensão de sua escrita.

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*Fonte: contioutra

Tecnologia permite destruir Amazônia mais rápido do que fizemos com a Mata Atlântica

Em 2005, então recém-formado na faculdade de Biologia da USP, o botânico Ricardo Cardim teve a ideia de percorrer áreas desflorestadas da Mata Atlântica atrás de árvores gigantes que haviam sobrevivido isoladas no meio de plantações e pastagens.

A pesquisa ganhou corpo ao longo dos últimos 13 anos e se transformou numa das maiores investigações sobre a história da destruição de uma das regiões mais biodiversas do planeta.

Em “Remanescentes da Mata Atlântica: As Grandes Árvores da Floresta Original e Seus Vestígios” (ed. Olhares), livro lançado em novembro, Cardim documenta a vertiginosa expansão econômica sobre o bioma, que, em pouco mais de um século, o fez perder 90% de sua vegetação original e dividiu as áreas sobreviventes em 245 mil fragmentos.

Ao lado do fotógrafo Cássio Vasconcellos e do botânico Luciano Zandoná, Cardim também elaborou um inventário de tesouros que resistiram às derrubadas – entre os quais exemplares centenários de figueiras, perobas e paus-brasil, retratados em expedições por seis Estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

A árvore mais alta identificada, numa antiga fazenda de cacau em Camacã (BA), foi um jequitibá com 58 metros de altura e tronco com 13,6 metros de circunferência – dimensões extraordinárias, mas aquém das árvores gigantes do bioma no passado, como um jequitibá na região de Campinas (SP) cujo caule alcançava 19,5 metros de circunferência no início do século 20.

Em entrevista à BBC News Brasil, Cardim diz que as condições que permitiram o desenvolvimento das árvores gigantes da Mata Atlântica não existem mais. Compartimentadas e cercadas por lavouras, muitas áreas de floresta sobreviventes se despovoaram de animais – essenciais para a renovação das plantas – e sofrem com a invasão de espécies exóticas e alterações climáticas.

Ele diz acreditar, porém, que as próximas gerações conseguirão reconectar os fragmentos da floresta e trazer os bichos de volta, garantindo a sobrevivência do bioma, ainda que sem a mesma riqueza original.

Cardim não nutre o mesmo otimismo em relação à Amazônia – que, segundo ele, vive hoje, passo a passo, o mesmo roteiro da destruição da Mata Atlântica. Segundo o botânico, enquanto o desflorestamento da Mata Atlântica parece ter sido contido, a Amazônia sofre com a ação “de um arco de aventureiros que são incontroláveis” e fragmentarão o bioma antes que a sociedade se conscientize sobre sua importância. “Hoje a tecnologia permite que a gente faça a destruição da Amazônia com a mesma velocidade, ou até mais rápido, do que fizemos na Mata Atlântica. Com nossas estradas, caminhões, motosseras, o ganho de escala é absurdo”.

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil – O livro mostra que, ao contrário do que muitos pensam, a destruição da Mata Atlântica foi um processo bem recente. Como o bioma foi aniquilado tão rapidamente?

Ricardo Cardim – Até 1890, o que estava mexido no Brasil era um pedacinho de Pernambuco, por causa do ciclo do açúcar no século 17, e do Rio de Janeiro, por causa das fazendas de café. O resto era mata fechada, com índios dentro.

Parece incrível, mas a destruição da Mata Atlântica se deu mesmo no século 20. A grande cobiça era pelos húmus que fertilizaram o solo da Mata Atlântica ao longo de milênios. A madeira era muito mais um empecilho do que um benefício. Só no final do processo, quando já tínhamos muito caminhão e transporte facilitado pelas ferrovias, que a madeira começou a ser aproveitada. Mesmo assim, o índice de aproveitamento da madeira foi de cerca de 3% de tudo o que foi derrubado.

A ordem era “limpa logo para a gente começar a colher o ouro verde”, que era o café. Fizemos como aquele cara que herda uma fortuna e na mesma noite vai gastar tudo em farra, e acorda pobre. Demoramos milhares de anos para formar aquele solo, criar aquelas condições perfeitas, e em cinco ou dez anos, aquilo não existia mais. Os solos que a gente cultiva hoje só são cultiváveis por causa da tecnologia, porque já foram exauridos.

BBC News Brasil – Você destaca no livro a destruição das matas de araucárias, na porção sul da Mata Atlântica. O que houve de peculiar nesse processo?

Cardim – A velocidade com que ocorreu. Essa é uma floresta que passa do século 19 ao 20 praticamente intacta. Brincava-se que era possível atravessar os Estados do Paraná e de Santa Catarina nos galhos das araucárias, de tão grudadinhas que elas estavam.

Até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Brasil importava madeira – o que era surreal para um país que estava destruindo florestas adoidado para plantar café. Mas, quando a Primeira Guerra impede esse comércio, o mercado começa a lembrar a araucária – um pinheiro maravilhoso, muito fácil de cortar. Começa um saque da floresta voltado para a madeira como se nunca viu.

A araucária vira uma grande divisa. Todo mundo que quer ficar rico vai para a floresta de araucária montar sua serrraria. Isso chega no auge nos anos 1950 e 1960. Cortavam tanta madeira que boa parte dela apodrecia antes de ser escoada para o mercado. Nos anos 1970, a floresta acabou. Houve uma quebradeira geral nas serrarias. Famílias que eram riquíssimas ficaram pobres.

A araucária simplesmente acabou. O que temos hoje são araucárias rebrotando, pequenas. O que sobrou hoje é uma sombra.

BBC News Brasil – O quão virgem era a Mata Atlântica antes de 1500?

Cardim – (O antropólogo) Darcy Ribeiro falava que havia entre 4 e 6 milhões de índios vivendo aqui no território. Acho possível, mas não acho que o impacto deles na floresta foi tão grande quanto o historiador americano Warren Dean falou em “A ferro e fogo: a história da devastação da Mata Atlântica brasileira” (1996). Ele diz que não existia floresta intocada, porque os índios já tinham cortado aquilo pelo menos uma vez em um milênio.

Eu acredito que os índios tinham capacidade de alterar o meio, mas com ferramentas muito primitivas – machados de pedra, fogo -, e também tinham populações muito pulverizadas. As coivaras que eles faziam para queimar e plantar roças não eram suficientes para gerar uma extensa derrubada. Acho que os índios deixavam as árvores grandes no meio da coivara e plantavam embaixo delas. E não acho que tenham conseguido trabalhar todo o território a ponto de alterá-lo.

BBC News Brasil – Qual o cenário hoje para as árvores gigantes remanescentes da Mata Atlântica?

Cardim – É terrivelmente ameaçado. A Mata Atlântica virou uma colcha de retalhos. Sobrou um décimo do que ela era, e ainda por cima esse décimo é formado por vegetação secundária – por florestas que já foram queimadas, exploradas, derrubadas – e dividido em 245 mil fragmentos de diferentes tamanhos. As árvores gigantes que sobraram nesses pedacinhos, especialmente nos menores, estão superameaçadas.

O clima local altera quando se derrubam florestas – basta lembrar que São Paulo era a terra da garoa, e hoje não temos mais garoa porque sumiu o verde dentro e no entorno da cidade. Os ventos, alterações ecológicas como a infestação de cipós, uma série de desequilíbrios ecológicos causados pela invasão do homem na floresta estão colocando em risco as poucas árvores gigantes que sobreviveram no bioma – tanto dentro da floresta quanto aquelas que estão isoladas em pastos, plantações, meios urbanos.

Nossa geração talvez seja uma das últimas a conseguir enxergar essas árvores gigantes, porque elas estão desaparecendo. E acho difícil que novas árvores desse porte surjam se a gente não reconectar os fragmentos de floresta.

BBC News Brasil – É viável reconectar esses fragmentos, considerando as forças econômicas e políticas atuais? As paisagens na região parecem estar muito consolidadas.

Cardim – Nasci em 1978 e cresci numa casa que tinha telefone de disco, uma TV com bombril espetado em cima e meu pai assinando jornal. O mundo mudou muito, e não só em tecnologia, em visão do planeta, sociedade. As crianças estão vindo com outro olhar sobre a natureza. Tenho muita fé de que elas vão causar uma revolução, e a tecnologia vai resolver muitos problemas, produzindo muito alimento sem precisar de grandes territórios. Vai chegar o momento em que vamos conseguir ter a harmonia entre o conforto moderno e o modo de produção econômico, e conseguiremos restabelecer parte do território natural.

Em 2100, teremos a Mata Atlântica reconectada, sobrevivendo, em harmonia com as cidades e as atividades agrícolas. Sou otimista.

BBC News Brasil – A Mata Atlântica será capaz de se regenerar sozinha?

Cardim – Se o ser humano desaparecesse da Terra neste instante, a Mata Atlântica iria recompor todo seu espaço. O que a atrapalharia são as plantas invasoras. Trouxemos muitas plantas estrangeiras. Quando você traz algo de fora, isso pode prejudicar enormemente quem já estava aqui antes. Vemos isso no parque Trianon (em São Paulo) e na Floresta da Tijuca (no Rio de Janeiro).

A floresta abandonada, sem ser manejada, iria virar um híbrido de Mata Atlântica com Pinus elliotti (pinheiro nativo da América do Norte), com palmeira seafortia (espécie australiana), com jaqueiras (oriundas da Ásia), e isso poderia comprometer grande parte da bidiversidade até chegar num ponto de equilibrio. Teríamos uma floresta mais pobre do que aquela que os portugueses encontraram em 1500.
Direito de imagem Ricardo Cardim
Image caption Balsas usadas para escoar madeira no rio Uruguai, na região Sul; mesma técnica é usada atualmente para transportar madeira pelos rios amazônicos.

BBC News Brasil – O geógrafo Altair Sales costuma dizer que os trechos remanescentes de Cerrado são como fotografias do passado, porque muitas das interações entre insetos, plantas e animais que permitiram o desenvolvimento daquelas paisagens deixaram de existir à medida que o bioma foi sendo degradado – e que no futuro aquelas paisagens desaparecerão. Isso se aplica à Mata Atlântica?

Cardim – Sim. Temos hoje na Mata Atlântica florestas que são relíquias, restos de uma era quando tínhamos macacos muriquis andando de galho em galho do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, quando tínhamos antas, varas de queixadas e catetus, onças em todos os lugares.

Os bichos são fundamentais para plantar e polinizar a floresta. Nos anos 1930, o homem chegou à mata metralhando os bichos, caçava tudo o que via por ali. A vegetação tropical é intimamente ligada a seus bichos, uma evoluiu com o outro, com complexas interações que a gente nem imagina ainda.

Na Mata Atlântica, temos hoje a figura da floresta vazia, da floresta zumbi, como a do Parque Trianon, que não tem como se renovar. Para que a semente de um jatobá germine, ela tem de ter a dormência quebrada pelo intestino da anta. Sem anta, isso não acontece mais, a semente cai no chão e não germina. Os mecanismos estão profundamente comprometidos tanto no Cerrado quanto na Mata Atlântica.

Por isso, quando formos investir para reconectar os fragmentos, precisamos procriar os bichos para que eles possam voltar a transitar e reabilitar a floresta.

BBC News Brasil – Em vez de homogênea, a Mata Atlântica é descrita no livro como um bioma com múltiplas faces. O quão diversa é a formação?

Cardim – As pessoas tendem a pensar que a Mata Atlântica é aquele tapetão de floresta, como na Serra do Mar. Pensam que só ocorre no litoral, sem saber que ela vai até o Paraguai. Ela era realmente extensa. Outra coisa interessante é a diversidade de paisagens.

Na Mata Atlântica, podemos encontrar desde a restinga arenosa, um areial com ilhas de bromélias, cactos, pequenos arbustos, pitangueiras, verdadeiros jardins prontos – não é à toa que Burle Marx se inspirava nessas paisagens -, a campos de altitude, como em Itatiaia, ou na Serra dos Órgãos, que são campos com plantinhas no topo, até florestas monstruosas como as que existiram no norte do Paraná e no sul da Bahia.

Ela tem maior biodiverisade, comparativamente, do que a Amazônia, porque ela concentra diversas paisagens e espécies num território relativamente pequeno, graças à proximidade do oceano em alguns pontos e do relevo, que é bastante movimentado e cria diferentes condições para a vegetação.

BBC News Brasil – Já tivemos perdas irreparáveis de espécies de árvores gigantes na Mata Atlântica?

Cardim – Suspeito que sim. Por exemplo, a peroba-rosa encobria centenas de quilômetros de florestas. Ela foi tão cortada, sobrou tão pouco, que nos faz questionar o quanto sofreu de ersoão genética a ponto de se tornar viável. Uma doença talvez seja capaz de matar todas as restantes. São os últimos moicanos. Tenho a sensação de que muitas árvores da Mata Atlântica são os últimos moicanos.

Nas expedições que fiz durante a produção do livro, tinha o objetivo de ver a floresta original, mas acho que não consegui. A grande verdade é essa. Eu vi florestas que podem ter sido próximas daquilo, mas fiquei com a sensação de que não existe mais a floresta original, que meu tataravô possa ter visto quando estavam abrindo as fazendas.
Direito de imagem Remanescentes da Mata Atlântica
Image caption Caçada de onças pintadas em Santa Catarina, no começo do século 20; quando despovoada de animais, Mata Atlântica se torna incapaz de renovar a vegetação original.

BBC News Brasil – Quando se critica o desmatamento no Brasil, alguns representantes do agronegócio costumam citar a destruição das florestas na Europa e reivindicar o direito de fazer o mesmo por aqui. Como seria nossa sociedade se a Mata Atlântica não tivesse sido destruída?

Cardim – Esse argumento é tão hediondo como falar que, já que houve o Holocausto na Alemanha, podemos fazer um aqui também. A Europa hoje está preocupadíssima em restabelecer suas florestas e nunca mais vai restabelecer do jeito que era, porque as matas lá vêm sendo derrubadas desde a época romana.

Se tivéssemos encontrado outros meios de produzir riqueza, através da educação, da tecnologia, teríamos agora um patrimônio maravilhoso. Não sou contra a exploração de madeira. Sem a madeira, não teríamos orquestras, por exemplo. Eu adoro móveis de madeira nobre. Mas, se tivéssemos explorado de forma sustentável, poderíamos ter móveis de jacarandá pelo resto da vida.

Teríamos um potencial gastronômico inacreditavelmente grande, como alguns já começaram a perceber, como (o chef) Alex Atala. Teríamos muito potencial no ramo da biotecnologia, de medicamentos. E também de turismo, pois é impossível ficar indiferente diante dessas árvores gigantes. É como alguém diante da pirâmide de Queóps.

BBC News Brasil – O processo de destruição da Mata Atlântica é comparável ao que hoje enfrenta a Amazônia?

Cardim – A grande sacada desse livro é mostrar que fizemos uma coisa na Mata Atlântica nos últimos 100 ou 150 anos que é exatamente igual ao que estamos fazendo hoje na Amazônia. O que muda é a proporção, por causa da extensão da Amazônia e a tecnologia. Hoje a tecnologia permite que a gente faça a destruição da Amazônia com a mesma velocidade, ou até mais rápido, do que fizemos na Mata Atlântica. Com nossas estradas, caminhões, motosseras, o ganho de escala é absurdo.

BBC News Brasil – Quais foram as etapas da destruição da Mata Atlântica que agora se repetem na Amazônia?

Cardim – Primeiro, criar uma motivação econômica para um acesso à floresta. Na época (dos presidentes) Costa e Silva e Médici, nos anos 1970, começa a surgir a ideia da terra sem homens da Amazônia para o homem sem terras do Nordeste. Esse caminho para o interior da Amazônia, que começa com a rodovia Transamazônica, tem como paralelo a entrada das ferrovias no seio da Mata Atlântica por causa do café. A ferrovia entrava e rasgava a Mata Atlântica – vem o eixo de penetração, saem estradas vicinais para saquear a floresta e aproveitar a terra.

É o que está ocorrendo hoje na Amazônia: primeiro vem o cara saquear madeira, depois se faz a queimada para aproveitar o solo, o fogo fertiliza aquela terra e planta-se capim para que o gado pisoteie os entulhos da floresta. Com dois ou três anos, aquela floresta desaparece e vira carbono, e aí entra a soja. No nosso caso, era o café que entrava. Temos registros em Campinas (SP), em 1840, da presença do gado entre ruínas de árvores colossais da Mata Atlântica. Era um modo de domar a terra para o café.

BBC News Brasil – Seremos capazes de frear o desmatamento na Amazônia?

Cardim – Sou otimista quanto à Mata Atlântica, mas não quanto à Amazônia. Acho que não vai dar tempo. A Amazônia vai ser fragmentada antes que as gerações futuras consigam entender a importância dela.

Existe lá um arco de aventureiros -políticos, grileiros – que são incontroláveis. Eles vão fragmentar a floresta antes que a gente consiga mudar a sociedade.

BBC News Brasil – As tecnologias e a legislação para evitar o desmatamento também não avançaram?

Cardim – Com certeza, mas ainda acho que são fracas perante o que está acontecendo lá. O que houve em Rondônia é emblemático. A floresta do Estado sumiu em dez anos. E hoje a última fronteira é o Estado do Amazonas, porque o Pará já foi muito detonado.

Estão derrubando por mais que coloquemos multas. Tem muita gente lá que não tem nada a perder e vai fazer isso acontecer. Talvez, daqui a 40 anos, alguém faça um livro como este que eu fiz contando como a Amazônia foi destruída.

*Por João Fellet

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Por que as pessoas ficam irritadas quando estão com fome?

Duas semanas depois de começar uma dieta com restrição ao consumo de carboidratos, a comediante Jess Fostekew se sentiu “hangry” – um neologismo em inglês que surgiu da junção de “hungry” e “angry”, respectivamente “esfomeada” e “irritada”.

“Eu perdi completamente a cabeça num incidente no trânsito”, lembrou Fostekew durante o programa Woman’s Hour, da BBC Radio 4. “O carro atrás de mim, que por acaso estava cheio de homens grandes, buzinou porque não atravessei a tempo o semáforo.”

Depois de sair do carro, desafiá-los para uma briga e ser recebida com risos, ela voltou à direção e deu a partida.

“Em seguida, eu estacionei e comecei a chorar de soluçar – soluços de raiva – e então prometi nunca mais deixar de comer carboidratos.”

Afinal, o que aconteceu com ela?

“Há muito tempo, a ciência sabe que a fome provoca irritação”, diz Sophie Medlin, professora de nutrição e dietética do Kings College London. “Mas o maravilhoso mundo das redes sociais mesclou as duas palavras e nós agora conhecemos (esse fenômeno) como ‘hanger’ (‘hunger’, fome, e ‘anger’, raiva)”.

“Quando o nível de açúcar do sangue cai, ao mesmo tempo sobem os de cortisol e adrenalina – nossos hormônios de luta ou fuga (ou mais conhecidos como do estresse)”, completa.

Além disso, quando o corpo precisa repor a energia com mais alimento, os neurônios liberam os chamados neuropeptídeos, que são substâncias que provocam a sensação de fome no cérebro. “Os (neuropeptídeos) que provocam a fome são os mesmos que provocam irritação, raiva e comportamentos impulsivos. Então, é por isso que você tem este mesmo tipo de resposta”, diz ela.

Todos já espumamos de raiva por causa do vazio no estômago, mas essa reação é frequentemente descrita na mídia como sendo mais aplicável às mulheres do que aos homens. Os artigos sobre essa sensação de fome e irritação geralmente são ilustrados com imagens de mulheres estressadas e aos gritos. Não à toa, fez bastante barulho o tuíte da snowboarder americana Chloe Kim durante as Olimpíadas de Inverno, em fevereiro:

“Eu deveria ter terminado o meu café da manhã, mas o meu ‘eu’ teimoso decidiu não fazê-lo”, escreveu a medalhista de ouro. “Agora estou ficando ‘hangry'”.

As mulheres são, então, mais vulneráveis a essa aflição?

“Absolutamente, não”, diz Medlin. “Isso pode acontecer com qualquer um e, talvez, do ponto de vista da neurociência, seja mais provável de acontecer com homens do que com mulheres”.

Curiosamente, homens têm mais receptores para os neuropeptídeos, ela explica. Essas substâncias, por sua vez, “são afetadas por coisas como a flutuação de estrogênio, então, pode acontecer de mulheres sentirem ‘hanger’ em momentos diferentes de seu ciclo”, diz Medlin.

Mas “bioquimicamente, na neurologia, os homens são muito mais propensos ao fenômeno do que as mulheres”. Isto por causa dos níveis mais altos de testosterona combinados com mais desses receptores.

Demonstração de raiva

Por isso, aquela visão da “hanger” feminina pode ser simplesmente mais um estereótipo de gênero, o que inclui ainda a estigmatização de homens que demonstram seus sentimentos. “Talvez seja por que (os homens) ainda não se sentem à vontade para falar da relação emocional que eles têm com a comida e a fome, e talvez essa seja a razão por que se acredita que sentir ‘hanger’ é coisa de mulher quando, na verdade, é do ser humano em geral”, diz Jess Fostekew.

“Todos têm uma relação bastante complicada com a comida”, concorda Sophie Medlin.

A “hanger” pode ter um impacto até nos relacionamentos, de acordo com um estudo de 2014 que mostrou que os baixos níveis de açúcar no sangue estão relacionados a mais agressividade entre casais.

Durante o experimento, cada participante enfiou um determinado número de alfinetes em um boneco de vodu que representava seu cônjuge – o número variava de acordo com o nível de irritação. Em seguida, o cônjuge irritado ainda emitia sons contra o parceiro, que usava um fone de ouvido. Enquanto isto, os níveis de açúcar eram medidos.

Sem muita surpresa, “os participantes que tinham baixos níveis de glicose enfiaram mais alfinetes no boneco de vodu e gritaram com mais frequência e mais alto contra seu cônjuge”.

E como evitar o temido ‘hanger’?

“Depende de quanto tempo haverá até a próxima refeição”, diz Medlin. “Preferivelmente, você precisa de algo que eleve um pouco o açúcar no sangue e que o mantenha lá. Então, um lanche com algum tipo de carboidrato salgado poder ser a melhor opção.”

*Por Sarah Keating

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

Por que a mudança de ano é importante?

As pessoas carecem de motivações para buscar fazer aquilo que não conseguiram antes. De incentivos para tentar superar barreiras que antes foram intransponíveis. De novas oportunidades para tentar de novo.

A passagem de um ano para outro é um “rito de passagem” marcado pela simbologia do fim de um ciclo e recomeço de outro. Nesse rito, deixa-se simbolicamente muitas coisas indesejáveis para trás ou congela-se no passado as experiências cotidianas não fortuitas. As boas e belas experiências são relembradas como se estivessem no fundo de um baú (que podemos esticar os braços e pegar o que nos interessa), ainda que essas tenham ocorrido a poucas horas: antes da zero hora do dia um.

Já dizia Mario Quintana que “bendito
quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça…”

O poeta usou adequadamente o termo “impressão”. De fato a vida continua; está enquadrada em um contexto estrutural, fruto de uma construção histórica. Pouca coisa depende apenas da boa vontade do indivíduo para mudar, principalmente de um dia para outro. Mas ainda assim precisamos crer que podemos atuar dentro dos limites da limitada liberdade que temos.

Precisamos do “rito do Ano Novo”. Carecemos da falsa ilusão de que será um recomeço. Precisamos de motivação, incentivo e oportunidade para, pelo menos, tentarmos…

*Por Cristiano Bodart

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*Fonte: cafecomsociologia

Japão, 30 mil suicídios por ano: riqueza, tecnologia, mas… vazio na alma?

Bispo do país atribui as causas à falta de sentido existencial, conectada à profunda carência de espiritualidade e religiosidade.

Uma análise do período compreendido entre 1998 e 2010 apontou que mais de 30 mil pessoas se suicidaram no Japão em cada ano desse intervalo, taxa que, aproximadamente, continua se aplicando até o presente. Cerca de 20% dos suicídios se devem a motivos econômicos e 60% a motivos relacionados com a saúde física e a depressão, conforme recente pesquisa do governo.

O assunto é abordado pelo bispo japonês dom Isao Kikuchi em artigo divulgado pela agência AsiaNews. Ele observa que o drama se tornou mais visível a partir de 1998, “quando diversos bancos japoneses se declararam falidos, a economia do país entrou em recessão e o tradicional ‘sistema de emprego definitivo’ começou a colapsar”.

Durante os 12 anos seguintes, uma média superior a 30 mil pessoas por ano tirou a própria vida num país rico e avançado. O número, alarmante, é cinco vezes maior que o de mortes provocadas anualmente por acidentes nas rodovias.

Riqueza, tecnologia e… vazio na alma

Rodeados por riquezas materiais de todo tipo, os japoneses têm tido graves dificuldades em encontrar esperança no próprio futuro: perderam esperança para continuar vivendo, avalia o bispo.

Paradoxo: após histórica tragédia nacional, suicídios diminuíram

Um sinal de mudança, embora pequeno, foi registrado por ocasião do trágico terremoto seguido de tsunami que causou enorme destruição em áreas do Japão no mês de março de 2011: a partir daquele desastre, que despertou grande solidariedade e união no país, o número de suicídios, de modo aparentemente paradoxal, começou a diminuir. Em 2010 tinham sido 31.690. Em 2011, foram 30.651. Em 2012, 27.858. Em 2013, 27.283. A razão da diminuição não é clara, mas estima-se que uma das causas esteja ligada à reflexão sobre o sentido da vida que se percebeu entre os japoneses depois daquela colossal calamidade.

Motivos para o suicídio

Dom Isao recorda a recente pesquisa do governo que atrela 20% dos suicídios a motivos econômicos, enquanto atribui 60% a fatores de saúde física e depressão. Para o bispo, os estopins do suicídio são complexos demais para se apontar uma causa geral. No entanto, ele considera razoável e verificável afirmar que uma das razões do fenômeno é a falta de sentido espiritual na vida cotidiana dos japoneses.

O prelado observa que a abundância de riquezas materiais e o acesso aos frutos de um desenvolvimento tecnológico extraordinário são insuficientes para levar ao enriquecimento da alma. A sociedade japonesa focou no desenvolvimento material e relegou a espiritualidade e a religiosidade a um plano periférico da vida cotidiana, levando as pessoas a se isolarem e se sentirem vazias, sem significado existencial. E é sabido que o isolamento e o vazio de alma estão entre as principais causas do desespero que, no extremo, leva a dar fim à própria vida.

 

 

 

 

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*Fonte: paporetolive

Drone com sementes inteligentes refloresta 1.200 hectares em 5 horas

Um drone com sementes inteligentes está sendo usado para ajudar no reflorestamento de forma rápida, prática e eficaz.

A ótima ideia, diante do desmatamento maciço, está sendo colocada em prática pelo empresário espanhol Juan Carlos Sesma.

O aparelho voador dele é capaz reflorestar 100 mil árvores em apenas 5 horas. O empresário já fez isso em 1.200 hectares de um parque em Guadalajara.

“Estamos diante de um método eficiente para criar ecossistemas, através da criação em série, como se fosse uma fábrica de automóveis”, diz Sesma

Como

Juan Carlos Sesma usa uma seleção de sementes ‘iseed’, ou semente inteligente, que é introduzida em uma cápsula biodegradável.

Ela tem todos os elementos para torná-la viável em sua primeira fase de crescimento, a mais crítica, mas com 80% de chance de sucesso.

Mas não é tão simples como parece. Primeiro é feita uma análise.

O protagonista desta fase executa o projeto mais eficiente, otimizando todas as variáveis em seu banco de dados usando algoritmos para que o futuro ecossistema seja o mais completo, harmonioso e sustentável possível.

O Big Data está presente durante todo o processo antes do plantio. Ele é responsável por escolher o mais adequado para a criação de ecossistemas de sementes nativas.

Com as variáveis escolhidas e as sementes inteligentes criadas, o drone de CO2 entra em ação.

Drone em ação

Com ele é possível que uma zona afetada por um incêndio se recupere completamente.

“Este tem um mini-depósito anexado que lança a iseed, contando com os parâmetros estabelecidos pelo Big Data”, explica Sesma.

Outro ponto a favor da incorporação de drones no trabalho de reflorestamento é que as sementes liberadas podem alcançar lugares que não são facilmente acessíveis pelos humanos.

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*Fonte: sonoticiaboa

Contra ‘glorificação’, Quênia troca rostos de políticos por animais em novas moedas

Em vez de políticos, imagens de leões, elefantes, girafas e rinocerontes.

O Quênia retirou os rostos dos presidentes que estampavam as moedas do país e, no lugar deles, gravou as figuras de animais selvagens – no que é visto como tentativa de evitar a glorificação de políticos.

Moedas anteriores traziam efígies dos três ex-governantes do país: Jomo Kenyatta, Daniel arap Moi e Mwai Kibaki.

Críticas

Parte da população, entretanto, via as moedas com imagens de políticos como forma de os líderes se promoverem e de personalizarem o estado.

O presidente Uhuru Kenyatta – filho do primeiro líder do Quênia, Jomo Kenyatta – disse que o novo modelo representa uma “grande mudança” e mostra que a nação “percorreu um longo caminho”.

Seus três antecessores mandaram imprimir seus rostos na moeda enquanto estavam no poder. Kibaki, que venceu as eleições em 2002 – pondo fim a 24 anos de governo de Moi – havia afirmado que não gravaria a própria imagem, mas descumpriu a promessa.

Uma intensa pressão pública no país levou ao estabelecimento de uma nova constituição, adotada em 2010, para reforçar a democracia e os direitos humanos.

Entre outros pontos, o estatuto determina que a moeda “não deve trazer a imagem de nenhum indivíduo”.

O Banco Central cumpriu a exigência no caso das moedas e provavelmente fará o mesmo quando imprimir novas cédulas.

A instituição afirmou que a escolha de animais dá “expressão física a um recém-renascido e próspero Quênia”, e mostra respeito pelo meio ambiente.

 

 

 

 

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*Fonte: bbc-brasil

5 atividades cotidianas que podem melhorar o funcionamento do seu cérebro

Além de ser uma máquina fantástica, poderosa e, em alguns aspectos, misteriosa, o cérebro humano funciona melhor quando é mais bem estimulado. O que você talvez não saiba é que algumas atividades bastante cotidianas podem aperfeiçoar esse estímulo e deixar você melhor ainda. As dicas a seguir foram dadas pela psicóloga Dra. Jennifer Jones e retiradas do Fast Company:

1 – Acordar cedo e não dormir muito tarde

Sabe aquelas pessoas que saem da cama logo depois de o sol nascer? Elas talvez nem saibam, mas estão fazendo um bem danado à sua saúde mental. Isso tem a ver com o nosso ritmo circadiano, que nada mais é do que aquilo que você chama de “relógio biológico”.

Dormir e acordar cedo é um jeito de ajudar seu relógio biológico a funcionar do jeito natural, sem interrupções. Na verdade, quando o ritmo circadiano é interrompido, a sua habilidade cerebral responsável por processar informações e administrar o stress é prejudicada, o que torna o funcionamento desse órgão importante um pouco menos eficaz.

2 – Consumir óleo de peixe pode ser uma boa

Não é novidade que o stress é um dos grandes vilões dos tempos modernos. Se a ideia é diminuir os efeitos negativos disso em sua vida, experimente consumir suplementos à base de óleo de peixe. Dra. Jennifer explica que o stress atrapalha nossas habilidades cognitivas e que o óleo de peixe, pelo contrário, estimula o crescimento dos dendritos, que são estruturas que vivem do lado de fora dos neurônios. “Se quisermos ter o melhor funcionamento cerebral, precisamos ter muitos dendritos”, explica.

3 – Saia de sua zona de conforto

Fazer coisas novas e arriscadas não é bom apenas por uma questão filosófica e comportamental. Viver novas experiências é algo que ajuda seu cérebro a se desenvolver bem, inclusive na questão dos dendritos, que se tornam maiores e mais eficientes. Sair de sua zona de conforto significa começar a fazer coisas que normalmente você não faria. Em alguns casos, coisas que deixariam você intimidado, como falar em público ou fazer uma aula de dança.

Dra. Jennifer explica que esse exercício é importante justamente porque crescemos fazendo coisas com as quais nos identificamos, coisas que nos colocam em grupos específicos – jogar futebol, tocar violino, fazer aula de teatro etc. A verdade é que, muitas vezes mesmo não gostando de rótulos e estereótipos, nos colocamos nessas posições.

“Tudo o que nos deixa realmente confortáveis não é muito bom para o nosso cérebro”, explica Dra. Jennifer, que nos estimula a procurar novas experiências e atividades, de preferência algo inusitado.

4 – Canse essa sua cabeça!

Sabe aquela tarefa que, por algum motivo, você considera mentalmente cansativa? Pode ser desde resolver problemas matemáticos até estudar sobre física quântica ou inventar um jeito novo de resolver um cubo mágico. Cansar a cabeça é uma coisa boa!

“Quando você está aprendendo alguma coisa nova e o seu cérebro sente que precisa de um cochilo, é nesse momento que você sabe que está fazendo coisas que estão crescendo seu cérebro neurologicamente, não apenas o mantendo”, explica a médica. E aí, que tal tentar entender limites e derivadas de uma vez por todas?

5 – Tente algum tipo de meditação guiada ou exercícios de foco mental

A gente sabe que manter a cabeça quieta não é exatamente fácil e que a maioria das pessoas, quando tenta meditar pela primeira vez, aguenta no máximo alguns segundos antes de conseguir a proeza de pensar em trabalho, estudo, preço do leite, conta do cartão de crédito e o capítulo de ontem da novela. Tudo ao mesmo tempo, é claro.

Acontece que, quando o assunto é meditação, precisamos pensar na coisa toda como um exercício, ou seja: algo que deve ser feito mais de uma vez até “pegarmos o jeito”. Dra. Jennifer compara a falta de meditação com hábitos de alimentação não saudáveis: “Se você não está meditando, é como se estivesse comendo fast food todos os dias”, resume ela.

A ideia da meditação é fazer com que o indivíduo tenha acesso ao lado inconsciente da mente. Já os exercícios de foco mental conseguem estimular o lado subconsciente da mente, em uma região que, quando estimulada, favorece o desenvolvimento cerebral. Aliado a isso está o fato de que, surpreendentemente, 80% das decisões que tomamos são feitas pelo nosso subconsciente.

Esse lado do subconsciente é geralmente alcançado por meio de técnicas de hipnose – por isso muitos fumantes conseguem abandonar o vício depois de frequentarem terapias hipnóticas.

Já o lado inconsciente da mente humana é aquele acessado enquanto dormimos e que algumas pessoas conseguem entender melhor por meio da interpretação dos sonhos. Por isso, Dra. Jennifer nos aconselha a pensar nas coisas que mais nos impactaram durante o dia – positiva e negativamente – um pouco antes de colocarmos nossa cabeça no travesseiro à noite. Dessa forma, nosso cérebro processa melhor essas informações por meio dos sonhos.

*Por Daiana Geremias

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*Fonte: megacurioso

Que todas as coisas boas te sigam, te encontrem, te abracem e permaneçam com você

Que todas as coisas boas te sigam, te encontrem, te abracem e fiquem com você. Deixe o resto passar. Tudo o que você pode aprender é feito em sua vida, mesmo que seja para lhe oferecer uma lição.

Que você faça todas as suas lições, que você molde cada pedra em seu caminho. Que você pinte listras e pontos finais. Que você tropece, que você caia. Escreva elipses com cada salto quando os tempos ruins chegarem. Que você possa crescer e que você possa viver.

Esteja ciente do bem e do mal. Que você sabe, porque você foi capaz de experimentá-los. É melhor viver revolucionado olhando para o horizonte. A melhor maneira de estar seguro é temer a mediocridade…

Que tudo flua, embora às vezes o tempo nos ameace. Que sempre, de uma forma ou de outra, podemos voltar ao quadrado inicial e recomeçar. Conquistas merecem ser comemoradas e os “fracassos”, reconceitualizados.

Que todas as coisas boas te sigam, mas lembre-se das sombras

Lembre-se de que sombras e demônios também podem ser abraçados. Essa tristeza também é boa, porque nos ajuda a expressar e a apreciar o que queremos. É possível colocar a raiva do nosso lado.

Não deixe ninguém castigar sua sensibilidade e tenha em mente que chorar não é sinônimo de fraqueza. A comunicação sensível exige abertura. Atacar sentimentos em vez de revelá-los é um erro que podemos pagar caro. Sabendo disso, devemos deixar claro que a sensibilidade é um dom que merece ser fortalecido, porque viver “do coração” é o que nos torna especiais e autênticos.

Tente entender que a vida é um arco-íris de cores e que olhar em preto e branco não é bom para ninguém.

Por favor, não se esqueça que o amor não implora e que, se você tem que fazer isso, não é amor. Tenha em mente que relacionamentos abusivos são a ordem do dia, que você deve examinar o que eles lhe dão

Não esqueça que resiliência , autocontrole e assertividade são três das habilidades psicológicas mais importantes que você pode desenvolver. Não desista, tome distância e diga não quando não precisar.

Não esqueça que o tempo é tão eterno quanto efêmero. Que não há soluções mágicas ou receitas infalíveis para as “dores da alma”. Porque no final do dia é sobre a vida tequila e sal quando você insiste em lhe dar limões.

Não tenha medo se quiser ficar sozinho. Não se sinta culpado se não tiver vontade de conversar ou se relacionar. Assume que todos nós reservamos uma parcela de nossa alma para nós mesmos e isso não é ruim, se não for tremendamente necessário e esperançoso. Entenda e respeite, também, que os outros façam a mesma coisa.

Ame com força

Apoie-se no ombro daquelas pessoas que quando o abraçam conseguem destruir todos os seus medos. Lembre-se que existem lugares que não estão nos mapas. São as nossas casas, localizadas nos braços das pessoas que amamos e que nos amam. Aqueles mesmos que nos ajudaram a escrever passagens de nossa história .

Não fique triste quando se lembra das pessoas que escolheram sair, lembrando-se delas é um sinal de que você tem memória e VIDA. Aprecie sua memória, suas qualidades e sua saúde. Pense que daqui a alguns anos será verdadeiramente transcendente.

Não confie em quem quer tirar de você, seus desejos e ambições. Transforme sua vida na batida do relógio e não perca de vista o fato de que a vida acontece e que é mais importante vivê-la do que fazer outros planos.

Mas, acima de tudo, ame com força. Para os outros, para a vida e para você mesmo. Por favor, não se perca no inconsequente e dê forma e significado à sua vida. Lembre-se que cada minuto conta, que tudo se soma e que você é capaz de voar muito mais alto do que você está fazendo. Lembre-se de todas as coisas boas …

 

 

 

 

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*Fonte: contioutra

Por que os finlandeses não gostam de conversa fiada

Conheci minha agora melhor amiga Hanna alguns anos atrás, durante minha primeira visita a Helsinque, em um café marcado no desespero.

Sem nenhum conhecido na cidade, eu só queria que alguém se sentasse ao meu lado em público. Como tínhamos uma ligeira conexão de trabalho, ela se encaixava nesse perfil.

Nosso drink rapidamente se transformou em jantar, encerrando quatro horas mais tarde, depois de mergulharmos em temas como política, religião, sexo e vida – o tipo de assunto que normalmente leva anos para ser abordado por amigos.

Um ano depois, eu voava de volta para lá para ser uma das damas de honra em seu casamento, ainda chocada com a rapidez com que construímos uma conexão.

“Laura…”, ela me resumiu com naturalidade quando perguntei por que tínhamos nos conectado tão rapidamente.

O que ela deixou de me dizer, no entanto, é que os finlandeses pensam o seguinte: se não há um tópico importante para discutir, não há conversa alguma. Na verdade, um de seus ditados nacionais é “Silêncio é ouro, falar é prata”.

Pequenas conversas fora das situações sociais entre amigos íntimos são praticamente inexistentes. Interações com baristas? Limitadas ao nome do café que você deseja encomendar. Sentar, andar ou ficar de pé de uma maneira que requer reconhecer a presença de um estranho? Nunca. (Um meme mostrando pessoas de pé do lado de fora de um ponto coberto de ônibus, sob chuva, em vez de estar sob ele é uma piada frequentemente publicada na Finlândia para ilustrar esse hábito.)

Se você é estrangeiro, parabéns – você é provavelmente a pessoa mais barulhenta no sempre silencioso transporte público deles.

Com 2 milhões de saunas no país, que são desfrutadas por pessoas completamente nuas (geralmente segregadas por gênero, embora essa regra tenda a ser descartada na companhia de amigos), os finlandeses parecem não ter nenhum problema em se aproximar de forma pessoal. Mas quando se está de roupa, as coisas mudam completamente.

Aula de bate-papo

Os finlandeses frequentemente deixam de lado as sutilezas de conversas que são cultivadas em outras culturas, e normalmente não veem a necessidade de encontrar colegas estrangeiros, turistas e amigos. Como explicou Tiina Latvala, ex-instrutora de inglês em Sodankylä, na Lapônia, parte de seu trabalho era apresentar a seus jovens estudantes o conceito de conversa fiada.

“Nós tivemos um exercício em que você tinha que fingir conhecer alguém pela primeira vez”, conta Latvala. “A gente tinha que fingir que encontrava com alguém no café ou no ônibus e que a gente não se conhecia e batia um papo. Nós escrevemos na lousa todos os tópicos seguros para que eles não precisassem se esforçar em criar algo para falar. Nós tivemos que fazer um ‘brainstorm’ para isso. Os finlandeses geralmente acham isso muito difícil.”

A estudante Alina Jefremoff, 18, de Helsinque, lembra de ter feito exercícios parecidos sob um ar de incredulidade.

Graças à televisão e a filmes principalmente transmitidos em inglês, ela já estava familiarizada com os estilos de comunicação não-finlandeses. Mesmo assim, teve que fazer vários deveres de casa no estilo “ligue os pontos”.

“[Os exercícios] eram sobre conversas básicas”, lembra. “As respostas já estavam lá. Éramos ensinados a responder ”Eu tô ótimo, e você?’; ou ‘Como está sua mãe?’. Era para deixar claro como participar de uma conversa, como se já não soubéssemos. Foi muito estranho… Era como se houvesse respostas certas para as perguntas.”

Quando questionada de que maneira desejava que a sociedade finlandesa fosse mais aberta, Jefremoff deu como exemplo uma coisa boba: derrubar um de seus livros no metrô e depois rir de si mesma. E que estranhos se juntassem a ela para reconhecer a tolice da situação rindo ou comentando.

Mas interagir com pessoas que você não conhece não é algo que eles aprenderam.

Estereótipo do finlandês calado

Há mais hipóteses do que respostas para que a cultura finlandesa use permanentemente um véu de silêncio. Latvala acredita que tem a ver com a complexidade da língua finlandesa e as longas distâncias entre as cidades (raciocínio dela: se você viajou para ver alguém, por que perder tempo com conversa fiada?).

No entanto, a professora Laura Kolbe, que ensina história europeia na Universidade de Helsinque, vê esse tema por meio de uma lente comparativa. Os finlandeses, diz ela, não veem sua quietude ou a falta de ter conversas fiadas como algo negativo.

Mas toda cultura julga a outra em suas normas sociais, daí o estereótipo difundido do finlandês silencioso entre as nacionalidades mais emotivas.

“A ideia de silêncio tem prevalecido especialmente quando os finlandeses são vistos pelos olhos de vizinhos próximos”, diz ela. “Por exemplo, quando as pessoas de língua sueca e alemã vieram para a Finlândia no passado, viram os finlandeses como cidadãos silenciosos, imaginando por que as pessoas não falavam nada de sueco ou alemão e permaneciam em silêncio entre seus convidados”.

Não é por falta de conhecimento de outra língua, já que a Finlândia tem dois idiomas nacionais – o finlandês e o sueco. E os nativos começam a aprender inglês aos seis ou sete anos. Mas é porque, quando eles precisam se expressar na segunda (ou terceira) língua, muitas vezes preferem não dizer nada em vez de se arriscarem e não serem totalmente compreendidos.

No entanto, quando estão entre eles, o silêncio funciona como uma espécie de prolongamento de uma conversa confortável.

Silêncio é respeito

Essa é uma tese apoiada pela doutora Anna Vatanen, pesquisadora da Universidade de Oulu. Ela tem um estudo chamado “Lapsos em interação e o estereótipo do silencioso finlandês” que demonstra que, pelo menos entre si, os finlandeses se comunicam por meio de um silêncio confortável – particularmente entre os familiares.

Quando se trata de pessoas de fora que julgam a franqueza estereotipada do finlandês, Vatanen adverte que algumas nuances se perdem na tradução.

“Não se trata da estrutura ou dos recursos da linguagem, mas das maneiras pelas quais as pessoas usam a linguagem para fazer as coisas”, diz;

“Por exemplo, a pergunta ‘Como você está?’ é mais frequentemente usada no começo de um encontro. Nos países de língua inglesa, é usada principalmente como uma saudação e nenhuma resposta séria é esperada.

Pelo contrário, a contraparte finlandesa (Mitä kuuluu?) pode esperar uma resposta “real” depois disso: muitas vezes a pessoa que responde à pergunta começa a dizer como a sua vida realmente está no momento, o que há de novo, como ela está indo.

Quando os finlandeses optam por não participarem de uma conversa casual tem algo relacionado a respeito, diz Karoliina Korhonen, autora de Pesadelos Finlandeses, um livro e uma série de quadrinhos online onde um finlandês mediano lida com os terrores mais benignos da vida.

Por que arriscar fazer alguém se sentir desconfortável?

“Eu gosto de pensar que o povo finlandês valoriza o espaço pessoal”, observa ela. “Se você não conhece outra pessoa, não quer incomodá-la. Eles podem estar aproveitando seu próprio tempo ou não querem que um estranho venha incomodá-los. Se você vir que ele está aberto (a conversar) e você também, pode rolar alguma coisa. Mas na maioria das vezes, as pessoas são educadas e mantêm distância.”

Questão cultural

O desejo dos finlandeses de evitar contato é uma predisposição tão comum que se tornou algo incorporado à cultura deles.

O piloto de Fórmula 1 Kimi Räikkönen construiu sua imagem icônica em torno de sua falta de palavras. Os quadrinhos usam a falta de conversa fiada do finlandês como parte de sua rotina. Até se tornou algo internacional: graças ao aumento inesperado dos quadrinhos de Korhonen na China, os adolescentes de lá que não gostam de interações sociais estão se descrevendo como “espiritualmente finlandeses”.

Em alguns casos, porém, a sociedade finlandesa parece estar tendendo para uma ligeira abertura. Lentamente, diga-se.

Para Jussi Salonen, COO da empresa finlandesa de chocolate Goodio, estar morando há dois anos em Los Angeles o fez querer levar um pouco do espírito mais aberto dos Estados Unidos para seu país de origem.

“Quando eu estive [de volta] à Finlândia, fiquei quase ofendido quando fui tomar uma xícara de café em uma cafeteria e eles não disseram nada”, lembra. “Era só ‘O que você quer?’. Como você pode dizer aquilo? Você não vai perguntar nada antes disso? Aí pensei, Oh, sim. Este é o meu país de origem. É assim que as coisas são. Foi engraçado notar como as coisas ficaram um pouco distorcidas quando eu estava morando lá… acho que um pouco de comunicação ou de conversa fiada não dói”.

É uma ideia esperançosa que os finlandeses entendam a diferença das outras culturas em relação a esse tópico e mesmo assim sigam respeitando a privacidade um do outro. Por enquanto, a Finlândia segue sendo uma das dicotomias sociais mais interessantes.

Claro, você pode não falar com as pessoas na rua. Mas se você tiver sorte, às vezes um estranho instantaneamente se tornará um amigo e lhe dirá tudo.

*Por Laura Studarus

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*Fonte: bbc-brasil

Como não conquistar alguém

Manhã de segunda-feira. Os dois no trabalho. Ele tenta, mas não disfarça que gosta dela. Do nada o cara começa a disparar perguntas consecutivas para a moça, que sequer acordou direito ainda. Pergunta quais livros de determinado autor ela leu. Detalhe hediondo: enquanto isso ele checa o assunto no Google para certificar-se de que ela está correta. Em seguida, mais indagações. A mesma pergunta, mas agora sobre outro autor. E continua até chegar em uns dez autores.

Ele é exigente. Sua taxa de amostragem é alta. Em momento algum desconfia que está abusando. Após isso, cansa-se da Literatura e parte para obras filosóficas e períodos históricos. Ela começa a sentir-se mentalmente cansada. Muito conhecimento recrutado em pouco tempo. É como se ela estivesse fazendo uma prova discursiva.

Não consegue cortá-lo depois que as horas de inquérito avançam, mas não esconde o incômodo de ter uma conversa que não gostaria de ter, que não flui. Ficou a pensar se haveria uma punição caso interrompesse a chatice, dissesse “agora não” ou mesmo respondesse um seco “não sei”. Como tem dificuldade em dizer “não” ou cortar pessoas inconvenientes, ela sofre desnecessariamente.

Ele não discorre bem sobre nada, mas tenta bravamente. Solta palavras ao vento e pergunta o que ela acha sobre aquilo. Se não concordar, começa a azucrinar e usar os argumentos que aprendeu no Facebook. Ela que aprendeu sobre argumentação e retórica há tanto tempo na faculdade saca o quanto ele é raso e pueril. É bom não aprofundar nada com ele, pois quer respostas e soluções fáceis para tudo. No dia anterior disse a ela que não era humanista, sem mais nem menos. Agora eu pergunto: para que alguém vai dizer isso, meu pai? Ele quer convencer, todos estão notando, mas como se perde!

Pergunta quais livros de outras áreas ela leu (uma garota inteligente lembraria disso?), bem como quais de sua área de formação ela mais gostou de ler. Como assim quais livros de sua e de outras áreas já leu? Será que ele desconfia da abrangência dessa pergunta? Ou que, modéstia à parte, a moça já leu tantos livros que não saberia sequer por onde começar?

Hora do almoço. Higiene dentária. Retocar a maquiagem. Novo turno à tarde. Os dois voltam ao trabalho. Ele, impiedoso, começa a recitar trechos de poemas decorados para todos da sala ouvirem, além de fazer a interpretação, claro. As palavras são tão profundas quanto um pires. Ela envergonha-se por ele.

O tempo não passa. O expediente está apertado, todos muito atarefados e ele a tagarelar. Não há percepção nenhuma da inoportunidade, impressionante. Essa é a autêntica chatice. O chato não percebe quando é inconveniente, não enxerga os sinais de que o outro não está querendo a conversa e ainda assim insisti em continuar. Não há percepção do outro, só de si. O outro afasta-se, o papo não ecoa, a sintonia nunca chega. Ninguém pergunta nada, mas para o chato está tudo bem.

Todos em volta parecem constrangidos em chamar a atenção dele ao trabalho. Ele descreve-se conservador, enquanto a moça é afinada com modernidades. Ele franze a testa e parece desaprová-la. Começa a digredir sobre as principais áreas humanísticas numas afirmações bem superficiais. Uau! Quanto tempo falta para ir embora?

Ele se inspira e elogia a área da menina, assim como diz que seria um profissional apaixonado caso fosse da área dela. Ah, enfim uma gentileza! Finalmente ele lembrou que precisava ser gentil ou agradá-la em algum momento, depois de tanta amolação. Fim de expediente. Ufa! Ambos seguem para casa. Ela, com uma tímida enxaqueca e fadigada do dia. Ele, não se sabe. Certamente devia estar admirado consigo depois da performance. Tantos conhecimentos verbalizados alhures! Ele pensa ser intelectual.

Meados da noite, passado o cansaço mental, a moça não leu um dos tomos de filosofia política de Hobbes ou o Decameron de Boccaccio. Foi cuidar dos seus gatinhos, assistir ao canal de humor no Youtube e ler o livro de contos que está devorando no momento (Rubem Fonseca é o maior!). A vida é mais simples do que supomos. Saldo do conquistador: nefasto. Acaso uma moça gosta de se agarrar com quem não tem pudor de mostrar-se soberbo competidor dela?

Diálogos intelectuais forçados definitivamente não são a melhor forma de conduzir uma paquera, dar uns beijinhos ou conquistar o coração de alguém. Chegar na moça sem afeto ou gentileza é um tiro no pé. Deixar uma primeira impressão de pessoa sem humildade e levar até as conversas que poderiam ser mais leves num tom professoral acabam por afastar pessoas.

Decerto que nesse jogo de conquista há outras qualidades também importantes – a leveza, a educação, o charme, por exemplo. É uma equação de difícil resolução, pois mulheres têm consciências diferentes, o humor influencia, a beleza do menino também conta … Enfim, a vida é um prêmio, mas viver não é fácil.

Tantas são as pessoas no mundo que as relações precisam de algum critério para iniciar e permanecer. Quando elas acontecem e duram, dão-nos força e felicidade, fazem valer a nossa rápida existência. Além disso, pessoas podem não ser grandes intelectuais, mas terem outras inteligências e sabedoria em suas formas de vida, algo que parece bem mais interessante. Portanto, é bom ficar tranquilo na hora de ganhar um amor. Devagarinho é melhor. Se a coisa prosperar, o outro terá tempo para conhecer as qualidades, o intelecto e haverá mais trocas saudáveis no seu devido tempo. Em tempo: no seu devido tempo significa tempo futuro.

*Por Denise Araújo

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*Fonte: contioutra

O Sol pode acabar com toda a tecnologia criada pelos humanos a qualquer momento

Enquanto você lê este artigo o Sol está se agitando em intensas erupções capazes de eliminar toda a tecnologia de nosso planeta – a qual somos tão dependentes. Tal afirmação foi feita por um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports. E os cientistas descobriram que essas explosões são ainda mais difíceis de prever do que se pensava antes. Com informações da Science Alert.

“Até agora, assumiu-se que as ejeções de massa coronal movem-se como bolhas através do espaço e respondem às forças como objetos únicos“, disse o principal autor do estudo, Mathew Owens, da Universidade de Reading. “Nós descobrimos que elas são mais como uma nuvem de poeira expansiva, ou espirros, constituídos por porções individuais de plasma, todos realizando suas próprias ações“.

Ao descobrir que as erupções são fortemente influenciadas pelos ventos solares, os pesquisadores foram forçados a reconstruir suas previsões meteorológicas espaciais.

Viajando através do Sistema Solar a uma impressionante velocidade de 2.000 km por minuto, as ejeções de massa coronal são explosões poderosas de fluxo magnético e gás carregado que entra em erupção por meio de pontos ativos na superfície do Sol. Elas são capazes de atingir a Terra dentro de um a três dias, podendo ocorrer entre poucas horas quando a atividade solar atinge seu pico. Elas são consideradas uma força motriz do clima espacial extremo, provocando tempestades geomagnéticas que podem “fritar” qualquer rede elétrica e de comunicação, além de expor os astronautas a perigosos níveis de radiação.

Sendo isto suficientemente assustador, um estudo anterior feito pela mesma equipe prevê que uma queda na atividade magnética do Sol tornará a Terra ainda mais vulnerável a estes eventos solares violentos.

Logo, e tendo isso em mente, é necessário que estejamos preparados para sobreviver a este tipo de interrupção. Mas, mesmo que as ejeções de massa coronal comecem a ocorrer com maior frequência, os cientistas ainda não são capazes de prever quando as mais supersônicas atingirão a atmosfera da Terra. E considerando que julgávamos entender como estas coisas funcionam, o estudo provou exatamente o contrário.

Ao rastrear as ejeções de massa coronal, os cientistas assumiram a existência de uma estrutura organizada, semelhante a uma bolha. No entanto, ao olhar mais de perto como se movem pelo espaço, os pesquisadores descobriram que estas ejeções se expandem e se tornam cada vez mais caóticas à medida que se aproximam da Terra.

A equipe examinou de forma detalhada a maneira como essas ejeções de massa coronal viajam pelo espaço e interagem com o vento solar. Ao examinar uma determinada seção transversal de uma delas, os pesquisadores descobriram que as parcelas de plasma se expandem mais rapidamente do que a velocidade das informações dentro da estrutura.

Isso significa que apenas parte das ejeções é afetada pelas forças externas com as quais interage, e não um todo. Logo, o enfraquecimento dessas forças magnéticas em expansão resulta em uma estrutura desorganizada, que ocorre de forma semelhante a um espirro, e não bolhas. Além disso, essas erupções estão mais intimamente ligadas ao vento solar, o que as torna mais difíceis de serem rastreadas.

“Portanto, se queremos nos proteger das erupções solares, precisamos entender mais sobre os ventos solares”, concluiu Owens.

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*Fonte: jornalciência

Essa mulher afirmou ter dormido com mais de 10.000 homens e ela classificou-os em 10 categorias

Gwyneth Montenegro, com 39 anos, foi uma das mais famosas acompanhantes de luxo da Austrália, afirmando ter ido para a cama com mais de 10 mil homens.

Residente de Melbourne, ela atualmente trabalha como behaviorista da intimidade, utilizando suas experiências para ajudar mulheres e garantir que essas não caiam em relacionamentos com o homem errado.

Montenegro revelou que sua vida mudou drasticamente quando, ainda como uma jovem cristã, foi drogada e estuprada por um grupo de homens. O infeliz e criminoso incidente a levou a se tornar uma profissional do sexo, mais especificamente uma “acompanhante de elite”, talvez devido a um grave estresse pós-traumático não tratado.

Ela disse ter ficado surpresa quando pela primeira vez alguém lhe pagou por relações íntimas. No entanto, após ter verificado que a vida escolhida não era nada fácil, desejou que isso não acontecesse com mais ninguém. Agora, está usando sua experiência para ajudar outras mulheres.

Em entrevista à revista Femail, ela afirmou que as mulheres são muito motivadas por suas emoções e coração e costumam desengajar o cérebro e a razão em busca de um final de conto de fadas. Sendo assim, a culpa de terem seus corações partidos é unicamente de cada uma delas.

“Goste ou não, nós mulheres somos enganadas pelos homens por que deixamos”, argumentou. “Nós desligamos nosso cérebro e nos apegamos à zona de conforto e nossas emoções”.

“As mulheres, muitas vezes, desistem de seu controle e entram em um relacionamento em posição de necessidade”, disse ela acrescentando que ainda há muito estigma em torno de ser uma mulher solteira e pressão para estar em um relacionamento.

O objetivo dela então é ajudar as mulheres a evitar relacionamento tóxicos, impedindo que estas busquem apenas validação emocional ao encontrar parceiros apenas pensando nas expectativas sociais.

Em um de seus livros “MEN OUTPLAYED – The Explosive Guide That Reveals Why Men Play Women and What To Do About It”, ela agrupou os homens em 10 categorias:

Homens internos, que são leais e dirigidos por objetivos;

Homens primitivos, pouco íntimos, dominadores e patriarcais por natureza;

Homem prazeroso, caracterizado como o parceiro final com altos níveis de intimidade;

Homem banana, que está sempre aberto a mudanças, é íntimo, leal, amoroso, mas anseia por igualdade;

Homem conquistador, que é o tipo mais comum, charmoso, carismático e faz sucesso com as mulheres;

Homem tóxico e sem emoções, que deve ser evitado a qualquer custo;

Homem não-conformista, que é selvagem e aventureiro;

Homem pretencioso, que está sempre aberto a relacionamentos de longo prazo, anseia por segurança e sempre valoriza a própria opinião;

Homem desiludido, que embora esteja “machucado e com cicatrizes sentimentais” pode ser grande parceiro;

Homem filhote, que está sempre em busca de aventura e pode ser muito difícil de ser acompanhado.

A australiana também publicou o guia The Secret Taboo – The Ultimate Insider’s Guide to Being a Financially Successful Escort, em que revela os métodos que usou para alcançar o sucesso como acompanhante de luxo e como foi passar 12 anos exercendo a profissão.

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*Fonte: jornalciencia

O casamento em tempos de ‘Black Mirror’

Como será o futuro dos relacionamentos quando perdermos de vez a privacidade? Não chora, pode ser bom.

Vivemos em 2018 e a quantidade de empresas que possuem os nossos dados só cresce. Não estou falando apenas de endereço, CPF e número de cartão de crédito, mas de hábitos, lugares que visitamos, pessoas com quem conversamos e até nudes que trocamos.

Todos esses dados correm por redes do Google, Facebook, Amazon e outras gigantes. Se tudo o que fazemos pode gerar um registro, um rastro, como lidar com aquilo que queremos manter em segredo? E como fica o futuro dos relacionamentos nesse contexto? Arregala-se os olhos e impera o silêncio.

Uma pesquisa feita pela Kaspersky em janeiro – com 18 mil pessoas de 18 países (o Brasil está incluso) – aponta que para 70% dos entrevistados um relacionamento é mais importante do que privacidade. Lindo. Além disso, 72% dizem que não têm nada a esconder do parceiro/parceira. Todavia, 61% admitem que não querem que o parceiro/parceira saiba de algumas coisas que faz, incluindo atividades online e o conteúdos de mensagens que enviam para outras pessoas. Curioso, né? E mesmo tendo a si e a seus segredos como referência, 38% acreditam que a atividade do parceiro/parceira deve ser mantida às claras dentro do relacionamento. Para completar essa miscelânea, 31% admitem que invadem a privacidade do outro e dá aquela espiadinha (nada básica) no celular ou nas atividades online. Pah!

Privacidade violada

Estamos diante, portanto, do fato de que a tecnologia permite a violação da privacidade de uma das partes do casal, ou de ambas. E isso não só acaba com namoros, casamentos e parcerias longevas, como influencia todo o futuro dos relacionamentos. Nossas relações são mediadas, marcadas e pautadas pela tecnologia, e isso vai cada vez mais influenciar nosso modo de operar nessa área. É muito Black Mirror, não é?

Falando em Black Mirror, o episódio Hang The DJ traz uma boa reflexão. Vemos um sistema inteligente que seleciona pessoas para um match, não só vigiando a vida do casal, mas estabelecendo quanto tempo cada pessoa passará uma com a outra num looping infinito até que encontrem suas almas gêmeas. Zero livre-arbítrio, zero possibilidade de sair da fórmula monogâmica e romântica estabelecida. Futurozinho mais antiquado esse, não é mesmo?

E o futuro, cadê?

A pesquisa lá do início mostra um pouco do cenário atual, mas pensando um pouco mais distante, como será que vamos nos lidar com a privacidade nos relacionamentos? Como vamos encarar o que chamamos de traição? Afinal, é bem provável que o futuro nos coloque câmeras por todos os lados e que com elas fique ainda mais acessível controlar as pessoas e suas ações. Alô, Minority Report! Como você trai o seu parceiro/parceira quando tudo é exposto, gravado ou deixa rastro? Talvez você não traia, pois é bem possível que vejamos uma revisão do conceito de “segredo”?

O lado bom

Apesar da visão apocalíptica que muitas vezes damos ao futuro, pode existir uma luz brilhante no horizonte. É possível que a diminuição da privacidade abra caminho para um cenário em que as pessoas estejam mais dispostas a novas configurações de relacionamentos, ou seja, mais abertas não somente em relação ao sexo, mas também ao amor e ao que o outro faz fora do eixo “casal”. E isso já é aplicado por alguns. Parece uma ideia maluca? Vem que eu explico.

Relacionamentos abertos possuem em sua base a premissa de que o outro é um ser humano único e com necessidades que não serão totalmente satisfeitas dentro de um relacionamento tradicional/monogâmico. Afinal, se somos todos diferentes, porque os relacionamentos precisam ser iguais? O ficar com outras pessoas não significa falta de amor ou falta de interesse no parceiro, mas um desejo de estar aberto a novas experiências e compartilhar isso com alguém que você ama. Não torce nariz, não. É tudo uma questão de costume. Já nos acostumamos com coisas tão mais bizarras.

Mas mesmo que você tenha uma certa dificuldade com esse cenário, vale lembrar que é pra ele que caminhamos. E não porque seremos mais liberais, mas sim porque o monitoramento de nossas atividades não vai nos deixar outra opção. Transparência será um pilar importante e como é bem difícil que as pessoas parem de trair quando a privacidade acabar, é bem provável que fiquemos com uma sinceridade crua que nos colocará outro eixo de visão sobre o que é casamento, namoro e relacionamento de forma geral.

*Por Myumi Sato

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*Fonte: hysteria

Keith Richards revela que parou de beber: ‘Era a hora de sair’

Os Rolling Stones começam a última parte da turnê No Filter em abril de 2019 e para o guitarrista Keith Richards, todo o giro da banda, iniciado ainda em 2017, tem sido inédito.

O músico inglês revelou, em entrevista à Rolling Stone EUA, que tem deixou de ingerir bebidas alcoólicas.

“Já faz um ano”, contou o músico. “Eu parei. Me cansei disso.” Mas, ele admite que, às vezes, ainda bebe “uma taça de vinho, ou uma cerveja”.

É um grande passo para alguém cujo hedonismo era uma parte fundamental do mito construído a sua volta. “Era a hora de sair”, confessa. “Assim como todas as outras coisas”, conta.

Foi uma correção na vida de Keith Richards? “Você pode chamar assim, sim”, contou rindo. “Mas eu não noto nenhuma diferença grande – exceto pelo fato de eu não beber. Não estava me sentindo [certo]. Eu fiz isso. Não queria mais.”

O Stone Ronnie Wood, sóbrio desde 2010, após décadas de problemas de abuso de substâncias, ficou muito feliz com a notícia e percebe grandes mudanças no amigo.

“É um prazer trabalhar com ele assim”, diz Wood. “É muito mais suave. Ele está aberto a mais ideias, enquanto antes eu lidava com ele pensando: ‘ele vai me mandar à merda por dizer isso’. Agora, ele vai dizer ‘legal, cara’.”

“Isso não estava mais funcionando”, explicou Ronnie Wood sobre Richards e bebida.

“Eu acho que o Keith que costumávamos conhecer e amar tinha um ponto no qual, se ele bebesse mais um, ele extrapolava e se tornava desagradável. Esse ponto chegava cada vez mais cedo, e ele percebeu isso.”

Richards disse que percebeu uma diferença no palco durante os primeiros shows da banda em 2018: “É interessante tocar sóbrio”.

“Estamos em nossos setenta anos, mas ainda estamos agitando como se tivéssemos 40 anos, sabe?”, acrescentou Woods.

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*Fonte: revistarollingstone

Batata Doce é a chave para o fim da gastrite, refluxo, azia, e até mesmo úlceras!

Com toda a certeza, você já conheceu pessoas que têm o seu dia a dia afetado por sofrerem de sérios problemas estomacais, como úlceras ou gastrite.

Porém, existe um alimento que consegue eliminar todos esses distúrbios: a batata doce!

É só juntar esse ingrediente com 600 ml de água filtrada para resolver qualquer incômodo no estômago.

Como tratar de problemas estomacais através da batata-doce:

1 – Tire a casca da batata e ponha-a juntamente com um bocadinho de água numa tigela: desse jeito, a batata nunca ficará escura;

2 – Ponha a batata e os 600 ml de água num liquidificador e, depois, recorra a um pano para coar o preparado;

3- Você deverá ficar com uma mistura idêntica a essa que apresentamos na imagem seguinte. A parte escura corresponde ao líquido. Já a parte branca é o polvilho;

4. Jogue o líquido fora, ficando somente com o polvilho;

5. Ponha tudo o que restou numa área que não esteja molhada;

6. Assim que o preparado ficar seco, dissolva uma colher de polvilho de batata em 200 ml de água e misture tudo muito bem;

7. Beba – deve ingerir um copo assim que acordar, antes do café da manhã, outro, antes do almoço, e outro, antes do jantar.

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*Fonte: tudopratico

Consumo, Logo Existo: A sociedade de consumo por Bauman e Baudrillard

A sociedade contemporânea, a qual muitos definem como pós-moderna, é uma sociedade caracterizada por um discurso polissêmico. Dito de outra forma, não há um sentido próprio ao ser, tampouco à vida. Desse modo, cabe ao indivíduo a busca por aquilo que lhe defina e, conseguintemente, lhe sirva de norte, dada a sua extrema liberdade.

Apesar de toda essa liberdade, existe uma lei, a qual todos ainda devem seguir, a saber, a lei do mercado. O mercado, assim, se apresenta como uma forma de sentido à vida, moldando a “personalidade” dos indivíduos e construindo os seus valores. Entretanto, na sociedade de consumo, as mercadorias não possuem apenas o valor de uso e de troca (visão marxista), mas, sobretudo, o valor simbólico. Isto é, os objetos passam a determinar um referencial para as pessoas.

Essa ideia é proposta pelo francês Jean Baudrillard, que aduz que os objetos possuem signos, os quais são impostos pelo sistema hegemônico. Ou seja, a sociedade por meio do sistema hegemônico, como a mídia, determina o valor que os produtos possuem, como slogans do tipo: “Se não é um Iphone, não é um Iphone”. Dessa forma, somos retribalizados segundo o que consumimos, já que não é a minha personalidade que me define, mas sim, o que eu consumo.

É nesse ponto que o mercado age, associando o consumo de determinados produtos com vidas bem-sucedidas e felizes. Ao passo que aqueles que não consomem, ou consomem produtos “chinfrins” são tristes, infelizes e perdidos na vida. O mercado utiliza-se, portanto, do consumismo para definir aquilo que devemos ser (e ninguém projeta uma vida infeliz).

As mercadorias, nesse contexto, são analisadas pelo signo que comunicam – como uma vida bem-sucedida – deixando de considerar a sua utilidade. Sendo assim, pouco importa se preciso ou não de determinado produto. Essa relação está obsoleta. Devo considerar o seu valor sígnico, ou seja, qual a mensagem que possuo ao consumir tal produto.

Nesse contexto de extrema “liberdade”, ser livre é poder consumir o que se deseja. Todavia, aceitando o “consumo, logo existo”, como brinde ganhamos a lei do mercado, e nela você não é apenas consumidor, é também mercadoria. Sendo mercadorias, como qualquer outra, somos analisados pelos signos que possuímos perante a sociedade. Assim, à luz de Zygmunt Bauman, buscamos pelo consumo aumentar o nosso valor sígnico, pois:

“Na sociedade de consumidores, todos nós somos consumidores de mercadorias, e estas são destinadas ao consumo; uma vez que somos mercadorias, nos vemos obrigados a criar uma demanda de nós mesmos.”

Essa demanda de nós mesmos, como dito, é construída pelo que consumismos, posto que, em uma sociedade em que os valores são determinados por aquilo que se consome, faz-se necessário consumir para possuir valor, inclusive, enquanto indivíduos socialmente e sexualmente atrativos para o mercado. E não se esqueça de que há sempre outras oportunidades no mercado acenando com valores maiores.

Desse modo, quando não consumimos e, sobretudo, os produtos com valores sígnicos relevantes, ficamos fora do mercado. Em outras palavras, não somos socialmente aceitos. No entanto, não vejo sentido em adequar-se ou ser “socialmente aceito” por um sistema que cria escravos de si mesmos.

A tentativa de dar sentido à vida por meio do consumo parece-me uma tentativa frustrante, dado que não se conseguiu estabelecer um sentido à vida das pessoas. Pelo contrário, fortaleceu a lei do mercado, e aumentou ainda mais o vazio deixado pela morte de Deus e/ou da razão na medida em que a lei do mercado transforma cada vez mais as pessoas em mercadorias e sem pessoa humana de verdade é impossível estabelecer um significado valorativo para a vida.

É claro que há de se considerar a possibilidade de que a vida não possua sentido. Mas esse não é o cerne da questão, mas a tentativa de dá-la por meio do consumo, uma vez que apenas somos retribalizados, excluídos e tratados sem grandes diferenças em relação a uma barrinha de cereal (ser fitness está na moda).

Por trás do culto da liberdade pregado pela modernidade líquida, existem inúmeras ditaduras, como essa, a qual altera de forma substancial o pensar e o agir das pessoas, distorcendo a realidade e construindo uma hiper-realidade caracterizada pela perda do referencial de identidade, atendendo a uma imposição econômico-cultural.

Sendo assim, vivemos, produzimos e consumimos artificialidade. Mas se você é um consumista assumido (é difícil) não se preocupe, estamos em tempos líquidos, ninguém dá muita bola para nada. Apenas cuidado, pois como a lei que lhe rege é a lei do mercado, talvez possa amanhecer em uma vitrine em dia de liquidação.

*Por Erick Morais

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

O idiota à brasileira

Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nos ombros, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de “tigres” – porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras.

O Perfeito Idiota Brasileiro, ou PIB, também não ajuda em casa. Influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas – nem mesmo pôr ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente.

É o tipo de cara que pede um copo d’água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PIB é especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto – transformar quem o cerca em seus otários particulares.

O tempo do Perfeito Idiota Brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes no shopping. É o casal que atrasa uma hora para um jantar com amigos. As regras só valem para os outros. O PIB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino – porque ele é melhor que os outros. É um adepto do vale-tudo social, do cada um por si e do seja o que Deus quiser. Só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.

É a moça que estaciona em vaga para deficientes no shopping. É o casal que atrasa uma hora para um jantar com amigos. É quem acha que as regras só valem para os outros.

O PIB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará. Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si, mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PIB adora isso.

O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera do vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre. E o modo mais direto de não parecer pobre é evitar ambientes em que ele possa ser confundido com um despossuído qualquer. Daí a fobia do PIB por qualquer forma de transporte coletivo.

Outro modo de nunca parecer pobre é pagar caro. O PIB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de “cheguei lá” e “eu posso”. O sujeito acha que reclamar dos preços, ou discuti-los, ou pechinchar, ou buscar ofertas, é coisa de pobre. E exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal.

É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas ao que veste e carrega. O PIB compra para se afirmar. Essa é a sua religião. E ele não se importa em ficar no vermelho – preocupação com ter as contas em dia, afinal, é coisa de pobre.

O PIB também é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer produto que esteja sendo ofertado numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PIB gosta de pagar caro, mas ama uma boca-livre.

E o PIB detesta ler. Então este texto é inútil, já que dificilmente chegará às mãos de um Perfeito Idiota Brasileiro legítimo, certo? Errado. Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim. O Perfeito Idiota é muito mais um software do que um hardware, muito mais um sistema ético do que um determinado grupo de pessoas.

Um sistema ético que, infelizmente, virou a cara do Brasil. Ele está na atitude da magistrada que bloqueou, no bairro do Humaitá, no Rio, um trecho de calçada em frente à sua casa, para poder manobrar o carro. Ele está no uso descarado dos acostamentos nas estradas.

E está, principalmente, na luz amarela do semáforo. No Brasil, ela é um sinal para avançar, que ainda dá tempo – enquanto no Japão, por exemplo, é um sinal para parar, de que não dá mais tempo.

Nada traduz melhor nossa sanha por avançar sobre o outro, sobre o espaço do outro, sobre o tempo do outro. Parar no amarelo significaria oferecer a sua contribuição individual em nome da coletividade. E isso o PIB prefere morrer antes de fazer.

Na verdade, basta um teste simples para identificar outras atitudes que definem o PIB: liste as coisas que você teria que fazer se saísse do Brasil hoje para morar em Berlim ou em Toronto ou em Sidney.

Lavar a própria roupa, arrumar a própria casa. Usar o transporte público. Respeitar a faixa de pedestres, tanto a pé quanto atrás de um volante. Esperar a sua vez. Compreender que as leis são feitas para todos, inclusive para você. Aceitar que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmo deveres – não há cidadãos de primeira classe e excluídos. Não oferecer mimos que possam ser confundidos com propina. Não manter um caixa dois que lhe permita burlar o fisco.

Entender que a coisa pública é de todos – e não uma terra de ninguém à sua disposição para fincar o garfo. Ser honesto, ser justo, não atrasar mais do que gostaria que atrasassem com você. Se algum desses códigos sociais lhe parecer alienígena em algum momento, cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus do PIB. Reaja, porque enquanto não erradicarmos esse mal nunca vamos ser uma sociedade para valer.

*Por Adriano Silva

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*Fonte: superinteressante

“Eu gosto é de gente doida!” – Ariano Suassuna fala sobre a inteligência da loucura

Aquilo que chamamos de loucura, normalmente, tem a ver mais com diferenças sociais e culturais do que com doenças biológicas. Não são poucos os teóricos da psicologia tiram os pesos dos rótulos do comportamento humano e denunciam como a loucura é usada para segregar e oprimir grupos sociais menos favorecidos.

Ariano Suassuna fala aqui, com muita irreverência, do quanto uma pessoa que é chamada de doida, na verdade, pode ser alguém com uma criatividade e criticidade mal reconhecida pelo seu meio.

“Eu gosto muito de história de doido. Não sei se é por identificação. Mas eu gosto muito. Eu tenho um primo, Saul. Uma vez ele disse para mim. “Ariano, na família da gente quem não é doido junta pedra pra jogar no povo.”

Não sei se é por isso, mas eu tenho muito interesse por doido, pois eles veem as coisas de um ponto de vista original. E isso é uma característica do escritor também, o escritor verdadeiro não vai atrás do lugar comum, ele procura o que há de verdade por trás da aparência. O doido é danado para revelar isso!

Meu pai governou a Paraíba de 1924 a 1928, tanto que nasci no palácio. Em 1963 houve um congresso literário na Paraíba e eu fui, o governador do Estado ofereceu um almoço, quando eu fui entrar o guarda me parou. Perguntei por que eu não podia entrar e ele disse. “O senhor tá sem gravata.”

Eu não uso gravata.

E eu disse. Você veja uma coisa. Essa é a segunda vez que estou entrando nesse palácio, a primeira vez eu entrei nu e ninguém reclamou ( É que eu nasci lá, viu).

Meu pai quando era governador, construiu um hospício e colocou o nome do maior psiquiatra brasileiro da época. No dia da inauguração, muito orgulho da obra que tinha feito, meu pai chegou lá, os médicos todos de branco e entraram os doidos com uns carrinhos de mão que haviam sido adquiridos pelo governo pra iniciarem a tal psicoterapia pelo trabalho.

Um dos doidos estava com o carro de mão de cabeça pra baixo. Aí meu pai chamou ele e disse. “Olha, não é assim não que se carrega, é assim…” E o doido respondeu, eu sei doutor. Mas é que se eu carregar de cabeça pra cima eles colocam pedra dentro pra eu carregar.

Não era um doido, era um gênio de uma cabeça formidável!”

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*Fonte: psicologiasdobrasil

Cheiro de mato: odores emitidos pela natureza podem evitar estresse e câncer

Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e odores do verde nos trazem. Cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, confirmaram objetivamente o que nosso corpo nos diz: sentir o cheiro da natureza pode diminuir dramaticamente a pressão do corpo humano e ainda estimular moléculas que combatem doenças diversas como o câncer.

Segundo o estudo, assim que os odores da floresta adentram o nosso organismo, os níveis de estresse e irritação diminuem-se imediatamente. A exposição mais prolongada e intensa ao cheiro do verde pode reduzir portanto a pressão arterial e fortalecer a imunidade dos corpos.

O cientista Qing Li criou dentro da escola o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. Efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos às florestas – mesmo que em fotografias – mas o estudo de Li aponta efeito especialmente eficiente quando utilizados os odores.

Se muitas vezes a ciência é fundamental para descobrir e inventar melhorias para nossas vidas, outras vezes sua tarefa é somente confirmar aquilo que a sabedoria popular e ancestral já sabe: dar uma volta em meio ao verde e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Torna-se mais evidente que salvar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

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*Fonte: hypeness

Temos que aprender a nos afastar de quem não precisa de nós

Temos que aprender a priorizar a nós mesmos e compreender que, para o bem ou para o mal, somos as únicas pessoas imprescindíveis em nossas vidas, e todos aqueles que nos prejudicam, sobram.

Se você está acostumado a usar as redes sociais, certamente já conhece esta opção chamada “bloquear amigo.” Em algumas ocasiões, acumulamos nestes espaços pessoas que não conhecemos de verdade, relações que nos trazem mais problemas do que benefícios.

Hoje em dia, e especialmente entre as pessoas mais jovens, é comum que as amizades terminem deste modo. Quem não existe nas suas redes sociais, não existe na sua vida. É uma forma fria e também impessoal de romper vínculos.

Pois bem, usando este exemplo, muitos de nós deveríamos fazer o mesmo na vida real. Em algumas ocasiões carregamos relações em nossas costas que atrapalham muito o nosso crescimento pessoal.

No entanto, também não se trata de ir chamando porta a porta para avisar que não queremos mais a amizade de alguém. Trata-se apenas de saber priorizar e não investir tempo e esforço em pessoas que não os merecem.

Aprender a nos afastar de quem não precisa de nós

Nem sempre é fácil perceber quando chega este momento no qual deixamos de ser importantes para alguém. E não é apenas isso, algo que também pode acontecer é que percam o respeito por nós, e que esta necessidade se transforme em algo baseado no interesse.

É necessário saber diferenciar entre quem precisa de você de forma autêntica e o ama, e em, na verdade, se “descolou” faz tempo de nosso coração.

Se você tem filhos, certamente já notou que sempre chega um instante no qual eles deixam de precisar de nós. Isso vem com a própria maturidade, com a sua capacidade de ser independentes.

Porque os filhos, na realidade, sempre irão precisar de nós. Estamos falando, é claro, do afeto.

Há amizades que aparecem sempre de forma pontual nos instantes em que precisam de algo. Quando querem um favor, quando precisam ser escutados e “só nós sabemos como fazê-lo”. Devemos ter muito cuidado nestes casos.

Mostraremos apoio, afeto e compreensão a nossas amizades, sempre e quando existir reciprocidade. Uma amizade, assim como todo tipo de relação, se baseia em um intercâmbio sincero de emoções, pensamentos, apoios…

Se você não sente nenhuma destas dimensões e vê que estas pessoas só lhe procuram quando querem algo em troca, não hesite em impor limites.

Não se trata, assim como falamos antes, de romper o vínculo da noite para o dia. Na realidade, basta dizer a verdade em relação ao que você sente e estabelecer limites para o relacionamento.

“Isso você não pode fazer porque não me faz bem”, “Estou notando que você só busca a minha amizade quando precisa de algo. Eu gostaria de ter mais reconhecimento à minha pessoa da sua parte”.

O prazer de ser importante para quem realmente importa

Não se preocupe se, ao longo dos anos, você tenha que deixar muitas pessoas pelo caminho. Na realidade, a vida é assim mesmo, ir avançando para ficarmos com o mínimo, com o que realmente importa e engrandece o nosso coração.

Quem anda com a mente mais leve e o coração mais carregado se sente mais feliz e, por isso, não devemos ter medo de deixar ir quem não precisa de nós.

Haverá momentos em que você sentirá uma verdadeira dor ao comprovar que alguém que era muito importante para você deixou de sentir o mesmo. Deixou de reconhecer-lhe, de precisar de você.

Curar esta dor por esta descoberta requer tempo mas, por sua vez, devemos nos lembrar sempre de que o maior amor de nossas vidas deve ser sempre o amor próprio. Se você mesmo não se ama e não se respeita, não será capaz de abrir a porta para outras oportunidades.

As pessoas que são realmente importantes para você, na verdade, são poucas, mas certamente são as melhores. Não se trata, portanto, de “acumular amigos” como fazemos nas redes sociais. Na vida real, devemos priorizar e amar o que temos diante de nós.

Os que precisam de você irão demonstrar isso. E irão fazê-lo de forma íntegra, sem egoísmos nem chantagens. Porque quem o ama e respeita sabe estabelecer este intercâmbio cotidiano no qual todos ganham e ninguém perde.

Se as pessoas que precisam de você sabem demonstrar isso, não se esqueça nunca de demonstrar reciprocidade, fazer com que eles notem que nós também precisamos deles é uma forma de reconhecimento muito poderosa, porque faz com que eles se sintam úteis, importantes, e peças imprescindíveis em nossa rede de amigos mais próxima.

As pessoas precisam de muitas coisas para viver: alimento, calor, uma casa, instantes de ócio e liberdade. Mas também não devemos nos esquecer de que as coisas mais importantes deste mundo não são “coisas”, e sim pessoas.

Daí vem a importância de saber cuidar, atender, reconhecer, sem dar lugar a dúvidas, deixar ir pesos inúteis que só podem causar danos e prejudicar o nosso crescimento pessoal.

Faça de você mesmo a sua prioridade. Olhe cada dia por você e por quem você realmente considera importante. Temos que aprender a nos afastar de quem não precisa de nós.

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*Fonte: bmm

Não permita ser julgado por quem não vive a sua história

É preciso coragem para se colocar no lugar das dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio.

Olhar de longe os acontecimentos, como mero espectador, não dá a ninguém autoridade suficiente para julgar o que vê. Frequentemente, as pessoas são julgadas pelas atitudes que tomam, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não conhece o que se passou de fato até que se chegasse àquela tomada de decisão.

Um dos maiores favores que faremos aos outros será o de conhecer antes de julgar.
Quem rompe um relacionamento, quem larga o emprego, quem ama como quiser, quem fala o que pensa, são inúmeros os exemplos de comportamentos que acabam sendo alvo da maldade alheia, alvo do veneno de quem não consegue enxergar a si próprio e foge disso denegrindo o outro. Como podem emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são suas?

Cada pessoa sente o mundo, os acontecimentos, a vida, de um jeito próprio, ajeitando aquilo tudo conforme o que possui dentro de si, de acordo com o que vem se tornando enquanto a vida lhe envia as bagagens. Ninguém sente igual, nem dor nem prazer, o que nos impede de querer que o outro aja como achamos que deveria ou como nós mesmos agiríamos. E quem disse que o que pensamos é o mais correto? É muita presunção mesmo.

Da mesma forma, bem como tanto se alerta, é preciso exercitar a empatia, colocando-se no lugar do outro, entendendo-o antes de criticá-lo. E é preciso coragem para se colocar nas dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio. Atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas enredadas em meio à dor e ao desespero.

Portanto, não permita que ninguém o julgue sem ter vivido a sua história, sem ter compartilhado nada com você, sem nunca ter perguntado se precisava de algo.
Ignore quem ataca sem entender, quem julga sem conhecer, quem fofoca sem saber, porque a maioria das pessoas só está preocupada com o que acham serem erros alheios que poderiam ser evitados, embora elas próprias errem e tentem se esconder, apontando o dedo para fora de si. Afinal, ninguém conseguirá ser tão implacável quanto a nossa própria consciência.

*Por Marcel Camargo

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*Fonte: osegredo