Quais características fazem um café ser especial?

Por definição, o café especial é aquele livre de amargor, feito somente com grãos maduros, colhidos manualmente. Porém, o café especial vai muito além disso

café é a bebida mais consumida no mundo depois da água. E aqui no Brasil não poderia ser diferente. Além de sermos o maior produtor e exportador mundial do grão, nós brasileiros temos uma relação íntima com essa frutinha que já foi a locomotiva econômica do país. Afinal, quem nunca ouviu a expressão “Aqui tem café no bule”?

Pois é, falar sobre café é um desafio enorme, e sabe por que? Porque, como é paixão nacional, todo brasileiro se acha especialista no assunto, exatamente como acontece com futebol, churrasco e, mais recentemente, política. Portanto, a partir desta primeira coluna, meu principal objetivo é desmistificar o chamado café especial e trazer informações e tendências desse novo queridinho do brasileiro que busca qualidade e um novo jeito de degustar a bebida.

Por definição, o café especial é aquele livre de amargor, feito somente com grãos maduros, colhidos manualmente. Porém, para mim vai muito além disso. É especial porque, diferentemente do que é produzido como commodity, existe uma atenção e carinho totalmente voltados para cada etapa do manejo. Ou seja, esse café não é só especial por seu sensorial (aroma, sabor, corpo e finalização), mas principalmente pela sua cadeia produtiva e por seu valor agregado.

Por isso é tão importante sua desmistificação. Quanto mais informação o consumidor tiver, mais envolvido ele estará. Acredito que a tendência a partir de 2023 em relação à produção de café especial será justamente essa: a maior fomentação da conexão entre quem produz e quem compra, entendendo e melhorando questões socioeconômicas das regiões produtoras, trazendo crescimento sustentável para seus habitantes. Na prática, isso funciona em diversas esferas.

No meu caso, como Coffee Hunter, costumo dizer que após comprar algumas safras de um mesmo produtor e não encontrar nenhuma melhoria em sua realidade, seja na propriedade, em equipamentos ou moradia, eu não estarei desenvolvendo meu papel da forma correta. Pois é minha responsabilidade também a evolução do meu parceiro. Se extrapolarmos este raciocínio para maiores esferas, em pouco tempo teremos um desenvolvimento sustentável em toda a cadeia, impactando diretamente uma região inteira.

E isso tem se mostrado verdadeiro. Lugares que antes nem sequer produziam cafés de qualidade ou eram considerados os “patinhos feios” para cafés especiais, hoje têm papéis protagonistas na cena, como Espírito Santo e Rondônia, de onde saíram os ganhadores da edição deste ano do aguardado Coffee of the Year Brasil. Já a Etapa Internacional do Cup of Excellence 2022 consagrou o cafeicultor Antônio Rigno, de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), que venceu a competição pela quarta vez, num feito inédito. Inclusive, conheci Seu Antônio em uma de minhas expedições para a Chapada, mas essa história fica para as outras colunas com dois dedos de café para tingir o beiço.

*Caio Tucunduva é Coffee Hunter da No More Bad Coffee e mestre em sustentabilidade.
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*Fonte: exame

Andar 5 MINUTOS a cada meia hora sentado evita risco de doenças

Uma pesquisa recém-publicada pela ONG Mayo Clinic reforça a importância de realizar exercícios após longos períodos com o corpo em repouso. Segundo estudos da instituição, cumprir cinco minutos de caminhada a cada 30 minutos sentado evita o risco de maiores complicações ao organismo, incluindo doenças cardiovasculares, aumento da pressão arterial, câncer e outros problemas de saúde.

O projeto se baseou em diversos testes planejados para intervalos distintos entre os exercícios e os momentos de repouso. Para isso, Keith Diaz, professor associado de medicina comportamental na Columbia University Vagelos College of Physicians and Surgeons e coautor da pesquisa, dividiu um grupo de 11 adultos voluntários em cinco baterias distintas: um minuto de caminhada a cada 30 minutos sentado, um minuto após 60 minutos, cinco minutos a cada 30 minutos, cinco minutos a cada 60 minutos e a ausência total de períodos de caminhada.

Cada participante — todos na faixa de 40 a 60 anos e sem sintomas de diabetes ou hipertensão — se sentou em uma cadeira ergonômica por um total de 8h e podiam utilizar esse tempo para ler, trabalhar em um computador pessoal e utilizar telefone, enquanto eram regularmente alimentados e hidratados. Nesse tempo, eles se levantavam apenas para ir ao banheiro ou caminhas por prazos determinados em uma esteira próxima à mesa de escritório.

Dos intervalos estipulados pelo projeto, apenas um resultou em conclusões mais efetivas para a manutenção da saúde do indivíduo: cinco minutos a cada 30 minutos sentado. Esse regime reduziu significativamente a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue em quase 60%, bem como afetou a resposta a grandes refeições. “Se não tivéssemos comparado várias opções e variado a frequência e a duração do exercício, só poderíamos fornecer às pessoas nossos melhores palpites sobre a rotina ideal”, comenta Diaz.

Em relação aos outros períodos, caminhar um minuto a cada 30 minutos resultou em benefícios modestos para os níveis de açúcar no sangue, enquanto um ou cinco minutos a cada 60 minutos sentado não trouxe vantagens nesse aspecto. Já os níveis de pressão arterial apresentaram reduções entre 4 a 5 milímetros de mercúrio (mmHg) em todos os intervalos com caminhada. “Esta é uma redução considerável, comparável à redução que você esperaria de se exercitar diariamente por seis meses”, completa o autor do projeto.

Exercícios também melhoram o humor
A Mayo Clinic também determinou que os exercícios após um tempo de repouso do corpo podem melhorar questões envolvendo fadiga e humor. Isso significa que pessoas que praticam tais rotinas tendem a repetir esses comportamentos pelo simples fato deles fazerem bem e construírem hábitos agradáveis. Níveis de cognição não apresentaram nenhuma variação de resultados nos testes.

“O que sabemos agora é que, para uma saúde ideal, você precisa se movimentar regularmente no trabalho, além de uma rotina diária de exercícios”, disse Diaz. “Embora isso possa parecer impraticável, nossas descobertas mostram que mesmo pequenas caminhadas durante o dia de trabalho podem reduzir significativamente o risco de doenças cardíacas e de outras doenças crônicas.”

Agora, a equipe está testando 25 intervalos diferentes de caminhada e de vários tipos de exercícios em uma quantidade maior de voluntários.

*Por Andre Luis Dias Custodio
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*Fonte: megacurioso

Não apenas luz: tudo é uma onda, inclusive você

Em 1905, Albert Einstein, de 26 anos, propôs algo bastante ultrajante: que a luz poderia ser onda ou partícula . Essa ideia é tão estranha quanto parece. Como algo pode ser duas coisas tão diferentes? Uma partícula é pequena e confinada a um espaço minúsculo, enquanto uma onda é algo que se espalha. As partículas se chocam e se espalham. Ondas refratam e difratam. Eles se somam ou se anulam em superposições. São comportamentos muito diferentes.

Escondido na tradução
O problema com essa dualidade onda-partícula é que a linguagem tem problemas para acomodar ambos os comportamentos vindos do mesmo objeto. Afinal, a linguagem é construída de nossas experiências e emoções, das coisas que vemos e sentimos. Não vemos ou sentimos fótons diretamente. Investigamos sua natureza com configurações experimentais, coletando informações por meio de monitores, contadores e similares.

O comportamento dual dos fótons surge como uma resposta à forma como montamos nosso experimento. Se tivermos luz passando por fendas estreitas, ela irá difratar como uma onda. Se colidir com elétrons, ele se espalhará como uma partícula. Então, de certa forma, é nosso experimento, a pergunta que estamos fazendo, que determina a natureza física da luz. Isso introduz um novo elemento na física: a interação do observador com o observado. Em interpretações mais extremas, quase poderíamos dizer que a intenção do experimentador determina a natureza física do que está sendo observado – que a mente determina a realidade física. Isso está realmente lá fora, mas o que podemos dizer com certeza é que a luz responde à pergunta que estamos fazendo de maneiras diferentes. Em certo sentido, a luz é onda e partícula, e não é nenhuma das duas.

Isso nos leva ao modelo do átomo de Bohr , que discutimos algumas semanas atrás. Seu modelo fixa os elétrons que orbitam o núcleo atômico em órbitas específicas. O elétron só pode estar em uma dessas órbitas, como se estivesse nos trilhos de um trem. Ele pode pular entre as órbitas, mas não pode estar entre elas. Como isso funciona, exatamente? Para Bohr, era uma questão em aberto. A resposta veio de uma façanha notável da intuição física e desencadeou uma revolução em nossa compreensão do mundo.

A natureza ondulatória de uma bola de beisebol
Em 1924, Louis de Broglie, um historiador que se tornou físico, mostrou de forma bastante espetacular que as órbitas escalonadas do elétron no modelo atômico de Bohr são facilmente compreendidas se o elétron for retratado como consistindo de ondas estacionárias ao redor do núcleo. São ondas muito parecidas com as que vemos quando sacudimos uma corda que está presa na outra ponta. No caso da corda, o padrão de onda estacionária surge devido à interferência construtiva e destrutiva entre as ondas que vão e voltam ao longo da corda. Para o elétron, as ondas estacionárias aparecem pelo mesmo motivo, mas agora a onda do elétron se fecha sobre si mesma como um ouroboros, a mítica serpente que engole a própria cauda. Quando balançamos nossa corda com mais vigor, o padrão de ondas estacionárias exibe mais picos. Um elétron em órbitas mais altas corresponde a uma onda estacionária com mais picos.

Com o apoio entusiástico de Einstein, De Broglie ampliou corajosamente a noção da dualidade onda-partícula da luz para os elétrons e, por extensão, para todos os objetos materiais em movimento. Não apenas a luz, mas qualquer tipo de matéria estava associada às ondas.

De Broglie ofereceu uma fórmula conhecida como comprimento de onda de Broglie para calcular o comprimento de onda de qualquer matéria com massa m movendo-se à velocidade v . Ele associou o comprimento de onda λ a m e v — e assim ao momento p = mv — de acordo com a relação λ = h/p , onde h é a constante de Planck . A fórmula pode ser refinada para objetos que se movem perto da velocidade da luz.

Por exemplo, uma bola de beisebol movendo-se a 70 km por hora tem um comprimento de onda de Broglie associado de cerca de 22 bilionésimos de trilionésimo de trilionésimo de centímetro (ou 2,2 x 10 -32 cm). Claramente, não há muita coisa ondulando ali, e temos razão em imaginar a bola de beisebol como um objeto sólido. Em contraste, um elétron se movendo a um décimo da velocidade da luz tem um comprimento de onda de cerca de metade do tamanho de um átomo de hidrogênio (mais precisamente, metade do tamanho da distância mais provável entre um núcleo atômico e um elétron em seu estado de energia mais baixo). .

Embora a natureza ondulatória de uma bola de beisebol em movimento seja irrelevante para entender seu comportamento, a natureza ondulatória do elétron é essencial para entender seu comportamento nos átomos. O ponto crucial, porém, é que tudo ondula. Um elétron, uma bola de beisebol e você.

biologia quântica
A notável ideia de De Broglie foi confirmada em inúmeras experiências. Nas aulas de física da faculdade, demonstramos como os elétrons que passam por um cristal difratam como ondas, com superposições criando pontos escuros e brilhantes devido à interferência destrutiva e construtiva. Anton Zeilinger, que dividiu o prêmio Nobel de física este ano , defendeu a difração de objetos cada vez maiores , desde a molécula C 60 em forma de bola de futebol (com 60 átomos de carbono) até macromoléculas biológicas .

A questão é como a vida sob tal experimento de difração se comportaria no nível quântico. A biologia quântica é uma nova fronteira, onde a dualidade onda-partícula desempenha um papel fundamental no comportamento dos seres vivos. A vida pode sobreviver à superposição quântica? A física quântica pode nos dizer algo sobre a natureza da vida?

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*Fonte: sabersaude

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?
Desde que as florestas tropicais ganharam a mídia pelos maus tratos impostos pela desnorteada política ambiental atual é comum ver ou ouvir na mídia que elas seriam os ‘pulmões do planeta’. As florestas tropicais são importantes para o clima no mundo, não resta dúvida. Mas não são os ‘pulmões da Terra’. A maior parte do oxigênio que respiramos vem dos oceanos. E os mais importantes produtores são alguns dos menores organismos da Terra. Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?

Os oceanos produzem oxigênio, você sabe como?
Matéria do Woods Hole Oceanographic Institution é quem explica: ‘O ar que respiramos é 78% nitrogênio e 21% oxigênio. O resto é composto de gases muito menos comuns, incluindo dióxido de carbono. Mas nem sempre foi assim’.

‘Até 600 milhões de anos atrás, a atmosfera da Terra tinha menos de 5% de oxigênio. Era principalmente uma mistura de nitrogênio e dióxido de carbono. As plantas terrestres não existiam até 470 milhões de anos atrás. As árvores não foram responsáveis ​​pelo aumento do oxigênio no planeta. Então, de onde isso veio?’

Os Oceanos
Plantas, algas e cianobactérias criam oxigênio. Elas fazem isso por meio da fotossíntese. Usando a energia da luz solar elas transformam dióxido de carbono e água em açúcar e oxigênio. E usam os açúcares para se alimentar. Algum oxigênio é liberado na atmosfera.

Mas o oxigênio também se esgota. A maioria das células vivas o usa para produzir energia em um processo chamado respiração celular.

Quando os organismos morrem, eles se decompõem. A decomposição também usa oxigênio. A maior parte do oxigênio produzido é consumido por esses dois processos.

Ao longo de milhões de anos, minúsculas algas unicelulares e cianobactérias bombearam oxigênio. Muito disso foi usado na respiração ou decomposição.

Mas alguns desses organismos mortos não se decompuseram. Eles afundaram profundamente no oceano e se estabeleceram no fundo. Isso deixou um pouquinho de oxigênio para trás. Em vez de se esgotar, ficou no ar.

Foi desse modo que os oceanos lentamente acumularam oxigênio em nossa atmosfera. Ao mesmo tempo, diminuíram a quantidade de dióxido de carbono (a fotossíntese usa dióxido de carbono).

Hoje o processo continua
Agora sabemos que mais da metade do oxigênio do planeta vem do oceano, diz o texto do Woods Hole. Não todo o oceano – apenas os primeiros 200 metros de profundidade mais ou menos.

Isso é o máximo que a luz solar pode viajar através da água para alimentar a fotossíntese. Nesta zona fótica, encontramos todos os tipos de organismos fotossintéticos.

Para o site da NOAA ‘os cientistas estimam que 50-80% da produção de oxigênio na Terra vêm do oceano. A maior parte dessa produção é de plâncton – plantas à deriva, algas e algumas bactérias que podem fotossintetizar’.

Algumas algas, como os kelps, também chamadas florestas de algas, ou macroalgas, crescem em enormes filamentos semelhantes a plantas terrestres.

Na Califórnia estas florestas de algas estão morrendo devido ao aquecimento do planeta, em compensação, uma startup do Maine se projetou ao cultivar as florestas de algas para mitigar o aquecimento.

Para o site do Woods Hole, ‘A maioria das algas existem como células únicas que constituem o que chamamos de fitoplâncton. Diatomáceas são algas unicelulares importantes. Os cientistas estimam que o oxigênio, em uma de cada cinco respirações que fazemos, vem das diatomáceas’.

O texto acrescenta que ‘um organismo ainda menor desempenha um papel igualmente grande. As bactérias Prochlorococcus são tão pequenas que cerca de 20.000 delas cabem em uma única gota de água do mar. Elas vivem em uma ampla faixa dos oceanos do mundo’.

Bactéria produz porcentagem mais alta de oxigênio que todas as florestas tropicais combinadas
‘Cientistas calculam que ao todo existam algo em torno de 3 bilhões de bilhões de bilhões de células de Prochlorococcus. Juntas, produzem de 5 a 10 por cento do oxigênio que respiramos’, diz o Woods Hole.

Enquanto isso, o site da NOAA vai além sobre a bactéria Prochlorococcus: ‘Mas essa pequena bactéria produz até 20% do oxigênio em toda a nossa biosfera. Essa é uma porcentagem mais alta do que todas as florestas tropicais em terra combinadas’.

Já sobre a diferença entre as cifras dos dois sites, a NOAA explica: ‘Calcular a porcentagem exata de oxigênio produzido no oceano é difícil porque as quantidades mudam constantemente. Os cientistas podem usar imagens de satélite para rastrear o plâncton fotossintetizante e estimar a quantidade de fotossíntese que ocorre no oceano, mas as imagens de satélite não podem contar toda a história’.

Curiosamente, a matéria do Woods Hole Oceanographic Institution não comenta a importância de outra planta marinha fundamental na produção de oxigênio, os manguezais do planeta.

Assista ao vídeo The Ocean is Earth’s Oxygen Bank e saiba mais

*por Joao Lara Mesquita
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Fonte: marsemfim

A Revolta É O Grande Remédio Para A Depressão – Diz Psiquiatra

António Coimbra de Matos é o maior nome da psicanálise portuguesa, comprometido a estudar e a tentar compreender a condição humana. Focado no futuro, amor, saúde, doença, vida e a morte. Fez do amor o seu manta, dedicou a vida a estudar um dos lados mais obscuros da vida, a depressão. E promete continuar, a estudar, a investigar, a guiar os seus pacientes como se fosse um farol e um catalisador. Selecionamos alguns excertos da entrevista que ele concedeu à jornalista Carolina Reis, do *Jornal Expresso.

A depressão é um luto patológico
Comecei a ver através dos meus pacientes que as teorias que havia — mesmo na psicanálise — não explicavam bem o fenômeno. E comecei a procurar eu próprio. Há uma coisa que, geralmente, é confundida pelos psiquiatras e pelos psicanalistas com a depressão que é o luto. Freud dizia que a depressão é um luto patológico. O luto é uma reação perante a perda real de uma pessoa, o paradigma é a morte de uma pessoa amada. A depressão é a reação perante a perda do afeto de uma pessoa. É a ruptura afetiva.

Há depressões normais e depressões patológicas
Há depressões normais e depressões patológicas. E lutos normais e lutos patológicos. O luto normal é de memória e de substituição. Eu vou-me esquecendo do meu pai que faleceu e substituo por um professor, amigos mais velhos. E há lutos patológicos, em que fico eternamente a pensar que me faz muita falta o meu pai que já morreu. A depressão é a mesma coisa. Nas normais, quando perco o afeto de uma pessoa importante para mim, deprimo. Mas na depressão patológica atribuo a culpa a mim.

A depressão atinge todas as classes sociais
Sim, mas aumenta com o sentimento de opressão, de que se está limitado. A pobreza aumenta a depressão, é a falta de esperança. […] A revolta é o grande remédio para a depressão. Começamos a melhorar quando começamos a revoltar. Há um estudo interessante do Durkeim, da primeira década do século XX, que diz que nos grandes períodos de guerra, os suicídios diminuem. Porque a revolta é permitida [Isso se refere a chamada raiva produtiva que nos arranca da zona de conforto. “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda”, dizia Freud].

Como é que se trata a depressão?
Em alguns casos graves, será necessária alguma medicação. Mas fundamentalmente pela reestruturação da pessoa pelo meio psicoterapêutico, restaurar a autoestima ferida. É que no luto a autoestima não é atingida, na depressão é. Isso já Freud tinha reparado. É um trabalho demorado, difícil. Nem sempre é necessário uma psicanálise, no divã, pode ser psicoterapia face a face. Depende dos casos, se é mais ligeiro, mais recente, consegue-se tratar face a face. Quanto antes buscar ajuda, melhor.

Trata-se conversando?
Não é só conversa. É perceber como é que a pessoa se deprimiu e como é que pode sair disso. A psicoterapia esteve muito presa às causas, hoje pensamos nisso, mas sobretudo nas soluções. O que é que a pessoa pode fazer para sair da depressão. Levar a pessoa a perceber que aconteceu aquilo, mas a vida não acaba aí. Há outros interesses, o futuro.

A solução, a cura, está dentro de nós?
Está. Mas o analista não é, como se julgou durante muito tempo, um guia, um orientador, um pai, um professor, um padre. Costumo defini-lo em duas funções: de farol, que ilumina e deixa o paciente escolher o seu caminho; e de catalisador, capaz de procurar o processo de mudança, com possibilidade de sucessos. O psicanalista tem de ter uma atitude tal que o paciente sente que se pode abrir. […]Tem de se ter a capacidade de ser um bom ouvinte, que não critica, não castiga, leva o paciente a abrir-se. Ser suficientemente sensível para aceitar pôr-se na pele do paciente. É a chamada empatia. É pôr-se na pele do paciente e ter a resposta afetiva adequada, que não seja culpabilizante nem desvalorizante.

Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes
Em princípio, o paciente tem sempre razão. Vamos ver é se essa razão é total ou se não. Se ele fez qualquer coisa, lá tinha os seus motivos, a sua razão. Vou procurar essa razão, antes de julgar pela minha razão. Se um paciente me diz que bate todos os dias no filho eu fico um bocado irritado, mas devo pensar: ele deve ter alguma razão. O filho faz-lhe ciúmes porque é mais inteligente do que ele? O filho faz-lhe lembrar alguém de quem ele não gostava? Não se deve começar logo por criticar qual é a razão do paciente. É tentar compreendê-lo. Não há pacientes resistentes, há analistas incompetentes. Lembro-me de um texto antigo, de um discípulo de Freud, Wilhelm Stekel, que tem um livro, de 1911, que se chama “A Mulher Frígida.” E acaba com um parágrafo em que diz: mulheres frígidas não existem, existem homens incompetentes.

A gente existe quando se sente amado
Isso é importante porque [não se sentir amado] é uma das causas da depressão. Já reparou que quando os namorados se despedem no aeroporto ambos dizem: não te esqueças de mim. É a importância que o outro nos leva, que o outro pense em nós, que o outro exista. Ou que nós existamos para o outro. Durante muito tempo pensou-se que o importante era a introjeção do objeto, tenho a minha mãe, o meu namorado, dentro de mim. Mas mais importante é eu ter a certeza que estou no interior do meu objeto, que a minha mãe pensa em mim, que a minha namorada pensa em mim. Chamo-lhe a constância do sujeito no interior do seu objeto. Aliás, tenho um livro que se chama “Vária. Existo Porque Fui Amado”.

É difícil amar?
Não é fácil, mas é bom. E se não se amar não se vive. Tive uma analisanda — professora de psicologia — que um dia me disse que tinha descoberto que eu era religioso, que o meu deus era o Amor. Acho que é verdade. É a coisa que nos mantém, que nos entusiasma e pelo qual vale a pena lutar.

Como sabemos se é amor verdadeiro?
É um amor ablativo, que se propõe a dar. Mais do que captar. As relações são boas quando são recíprocas. No amor, na amizade, nas relações pessoais evoluídas, o mais importante é a pessoa. Enquanto que em relações mais primárias, mais biológicas, o que interessa é o que a pessoa nos dá. Uma coisa é eu gostar daquela pessoa como pessoa, e gostar de estar com ela, da companhia dela, de fazer projetos com ela. Outra coisa é estar a pensar em ir para a cama com ela.

A dor é boa para a nossa construção?
É inevitável. Existe. É um sinal de que as coisas não estão a correr bem e temos de fazer qualquer coisa para ultrapassar. A ideia da civilização judaico-cristã é a de que a dor nos esculpe a vida. Nascemos no pecado, a culpa é secundária e o principal impulso é a busca, de explorar o mundo. Depois é que vem o medo. A culpa é emoção inibitória, tal como o medo, a culpa e a vergonha.

Qual é a pior?
Todas são más. O medo é necessário, mas é preciso ultrapassar o medo. Todos nós perante uma emoção nova temos uma reação, por um lado medo, isto é algo que eu desconheço, pode ser perigoso. Por outro lado, isto é novo pode trazer coisas bestiais. Se somos mais saudáveis, predomina o entusiasmo, vamos à conquista. Se somos mais doentes predomina o medo, retraímo-nos. Varia de pessoa para pessoa e consoante o contexto da vida. Se a criança tem pais compreensivos diminui o medo e pode lançar-se na aventura.

Temos perturbações da sociedade moderna?
É uma coisa muito discutida. Na sociedade urbana, o convívio é menor, desapareceu o convívio de bairro. Há um maior isolamento em relações mais próximas. Este individualismo leva a uma certa solidão, a um certa desconfiança, leva a paranoia, a pessoa pode ser prejudicada pelo outro. As relações afetivas são menos consistentes. São mais superficiais, menos espessas, mais finas, mais delgadas. Partem facilmente.

Que balanço faz da condição humana?
A parte boa: a capacidade de amar, de criar. A parte má: o egoísmo, a vaidade, a sacanice. Podemos ter tudo numa só pessoa, mas há predomínios. Há duas coisas importantes, a capacidade de nos interessarmos pelo outro, em que o mais importante são as pessoas de quem gosto. E depois há o narcisismo, os outros que se lixem. E todos nós temos um bocado dos dois. Quando somos mais saudáveis, somos melhores pessoas. Predomina a capacidade de a pessoa se interessar pelo outro, ajudar a sociedade, criar um mundo melhor. Aí também se mete a questão da morte. Quando o indivíduo tem a capacidade de deixar um legado, há uma certa imortalidade simbólica.

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*Fonte: portalraizes

2022 foi o quinto ano mais quente da história

Novos dados revelam mais um ano de extremos climáticos com recordes de alta temperatura, secas e inundações

O ano de 2022 foi o quinto ano mais quente já registrado no mundo, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia. Um resumo dos dados aponta que vários recordes de alta temperatura foram quebrados na Europa e em todo o mundo, enquanto outros eventos extremos, como secas e inundações, afetaram grandes regiões.

Divulgado na última segunda-feira (9), o relatório da Copernicus afirma que os últimos oito anos foram os mais quentes. Em 2022, em específico, as temperaturas no mundo ficaram 1,2ºC acima dos níveis pré-industriais (1850-1900).

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono também aumentaram cerca de 2,1 ppm, semelhante às taxas dos últimos anos. Já as concentrações de metano na atmosfera aumentaram cerca de 12 ppb, acima da média, mas abaixo dos recordes dos últimos dois anos.

Situação global
Os dados reunidos pela Copernicus evidencia que as mudanças climáticas podem ser sentidas em nível global. A Europa, por exemplo, viveu seu verão mais quente, além do continente ter sido afetado por várias ondas de calor intensas e prolongadas, sobretudo, na parte oeste e norte. Também baixos níveis persistentes de chuva, em combinação com altas temperaturas e outros fatores levaram a condições de seca generalizada. Paralelamente, aumentaram as emissões poluentes relacionadas a incêndios. França, Espanha, Alemanha e Eslovênia tiveram as maiores emissões de incêndios florestais no verão nos últimos 20 anos.

O relatório também destaca as grandes inundações enfrentadas pelo Paquistão em agosto, em consequência de chuvas extremas. O país também foi afetado por ondas de calor prolongadas, assim como o norte da Índia na primavera.

A Antártida viu condições de gelo marinho excepcionalmente baixas ao longo do ano. Em março, a Antártida experimentou um período de calor intenso com temperaturas bem acima da média. Na estação Vostok, no interior da Antártica Oriental, por exemplo, a temperatura registrada chegou a -17,7°C, a mais quente já registrada em seus 65 anos de registro.

Rio secou
Uma seca recorde fez com que partes do rio Yangtze – o mais importante da China – secassem. Tal situação afetou a energia hidrelétrica, rotas de navegação, limitou o abastecimento de água potável e fez ressurgir estátuas budistas anteriormente submersas. As chuvas no verão chinês foram 45% abaixo do normal.

Os principais destaques do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus sobre 2022 podem ser lidos detalhadamente (em inglês) aqui.

*por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Teoria da autodeterminação: por que autoconhecimento é a melhor ferramenta para encontrar motivação

No início do ano, muita gente naturalmente pensa nas metas para os próximos meses. E, ao fazer isso, vale a pena prestar atenção não só nos desafios em si, como também nos motivos que nos levam a persegui-los.

Digamos que você esteja planejando escrever um romance, por exemplo. Você pretende escrever pelo puro prazer de criar um mundo de ficção habitado por personagens curiosos? Ou por que você adora literatura e quer deixar uma contribuição valiosa para a cultura?

Talvez você queira simplesmente provar para si mesmo que é capaz de ter um livro publicado. Ou quem sabe você anseie pela fama, e escrever um best-seller pareça um ótimo caminho para reconhecimento.

A teoria da autodeterminação afirma que cada uma dessas questões representa uma fonte diferente de motivação com consequências distintas — boas e ruins — para o nosso desempenho e bem-estar.

As pesquisas indicam que, escolhendo as metas certas, pelas razões certas, você será mais engajado e determinado, obtendo maior satisfação com seu sucesso.

Uma recompensa em si
Como muitas ideias científicas, a teoria da autodeterminação vem sendo elaborada há anos.

Ela surgiu em estudos dos anos 1970, mas só começou a atrair interesse de verdade depois da publicação de um artigo pioneiro no ano 2000, que descreveu alguns dos seus principais conceitos relativos à motivação, desempenho e bem-estar.

A teoria parte da noção otimista de que a maioria dos seres humanos tem o desejo natural de aprender e se desenvolver.

“Ela se baseia na premissa de que as pessoas são orientadas para o crescimento”, explica Anja Van den Broeck, professora da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.

A orientação para o crescimento é mais visível no interesse insaciável das crianças pequenas pelo mundo à sua volta. Mas os adultos também podem sentir fascínio e curiosidade inerentes por certas atividades, fazendo com que a simples realização de uma tarefa seja sua própria recompensa.

Pense em uma ocasião em que você ficou tão envolvido em uma atividade que não notou o tempo passar. Esta é a chamada motivação intrínseca.

Mas, muitas vezes, nossa motivação intrínseca pode não ser suficiente para realizar uma tarefa necessária para atingir nossos objetivos. Nestes casos, precisamos nos incentivar — ou ser incentivados — com diferentes formas de motivação extrínseca, como:

Identificação: você pode não gostar da atividade em si, mas ela pode ser importante para seus valores e objetivos mais amplos, o que fornece outra forma de motivação.

Para um professor, por exemplo, o reconhecimento da importância da educação e seu papel para melhorar o futuro dos alunos pode motivá-lo a passar mais horas corrigindo deveres de casa. Para o aspirante a romancista, a sensação de estar criando uma obra literária importante pode fazer com que ele revise seu original, mesmo se o ato de escrever propriamente dito possa, às vezes, parecer trabalhoso.

Introjeção: às vezes, nós nos pressionamos para preservar nosso ego e autoimagem. “Sua autoestima pode depender da atividade”, explica van den Broeck. Você receia que, se não atingir seu objetivo, sentirá vergonha e uma sensação de fracasso.

Regulação externa: às vezes, a motivação vem simplesmente de recompensas externas, como fama e fortuna.

Em alguns ambientes de trabalho, a regulação externa pode vir na forma de bônus de desempenho e aumentos salariais. Você continua a se concentrar no trabalho para conseguir o dinheiro, mesmo se achar que as tarefas em si são maçantes e sem sentido.

Se as pessoas não forem influenciadas por esses fatores, vem a desmotivação. E, como se pode esperar, pessoas desmotivadas normalmente apresentam baixa produtividade e comprometimento.

A desmotivação pode ser evidente na educação, com estudantes que aproveitam qualquer oportunidade para faltar aula e não têm intenção de se esforçar nos estudos.

Os psicólogos que estudam a teoria da autodeterminação elaboraram diversos questionários para avaliar cada um desses tipos de motivação em vários contextos diferentes. E, ao longo das últimas duas décadas de pesquisa, surgiram alguns padrões muito claros.

Van den Broeck, por exemplo, analisou recentemente 104 documentos que examinam a motivação no ambiente de trabalho. E, como era esperado, a motivação intrínseca — o interesse ou prazer inerente causado pelo trabalho em si — previa uma melhor satisfação profissional, dedicação e proatividade, além de proteger fortemente contra o burnout.

A identificação — sensação de que o trabalho é importante ou significativo — também foi excelente para o bem-estar, e provou ser ainda mais importante para o desempenho profissional.

Já os efeitos dos outros tipos de motivação tendem a ser mais ambíguos.

A introjeção (a relação entre o trabalho e a autoestima) parece garantir um melhor desempenho profissional, mas também aumenta o estresse e o risco de burnout, o que é um preço alto a pagar pelo sucesso profissional.

E a regulação externa — os incentivos puramente financeiros para alcançar um bom desempenho — provou ter as piores consequências. Como fonte principal de motivação, seus efeitos sobre o engajamento e o desempenho se mostraram limitados, além de prejudicar o bem-estar.

Há até algumas evidências de que as pessoas que são motivadas unicamente pelas recompensas extrínsecas são mais propensas a agir com desonestidade, como mentir sobre seu desempenho, para conseguir o reconhecimento que desejam.

O que você realmente quer?
É importante fazer uma ressalva ao analisar estas conclusões, segundo o psicólogo do trabalho Ian MacRae, autor de livros como Motivation and Performance (“Motivação e desempenho”, em tradução livre), em parceria com Adrian Furnham.

Embora observe a importância de distinguir os diferentes tipos de motivação, MacRae destaca que sua importância relativa dependerá das circunstâncias mais gerais.

Por exemplo, se alguém estiver enfrentando dificuldade com a crise do custo de vida, motivações “externas” como a promessa de um pacote de aumento salarial podem fazer toda a diferença.

“Você precisa ter cuidado ao tirar conclusões para todos os setores do mercado de trabalho”, ele adverte.

Mas, se as suas necessidades básicas estiverem sendo atendidas, a motivação intrínseca se torna muito mais significativa, segundo MacRae. Por isso, se você estiver em uma posição financeira relativamente estável, talvez possa repensar começar um projeto ou aceitar um cargo novo apenas pelo dinheiro extra — a menos que você ache que a proposta também despertaria sua curiosidade ou ofereceria sensação de propósito e significado.

MacRae sugere que, ao questionar suas fontes de motivação, você pode melhorar sua experiência no seu emprego atual.

“A autoconsciência tem importância fundamental. Um dos principais pontos é entender o que você realmente quer do trabalho — se é uma questão de relacionamento profissional com outras pessoas ou de aprender e se desenvolver, por exemplo.”

Você pode então procurar oportunidades para capitalizar esses elementos.

Do ponto de vista da gestão, MacRae afirma que é essencial que os líderes ouçam atentamente quando seus funcionários expressam essas motivações — e devem fazer um esforço genuíno para fornecer os recursos necessários que permitam aos funcionários buscar esses interesses.

Isso pode ser muito mais eficaz para revitalizar a força de trabalho do que oferecer um bônus de final de ano ao membro mais produtivo da equipe.

Van den Broeck concorda. Ela destaca que oferecer senso de autonomia aos funcionários influencia as formas intrínsecas e de identificação da motivação.

Isso não significa dar aos funcionários total liberdade para fazer o que quiserem, mas que é possível oferecer alguma possibilidade de escolha dentro das atividades que realizam, e explicar o propósito das tarefas inevitáveis que forem atribuídas a eles — para que possam pelo menos entender como seu trabalho se encaixa na missão da equipe.

O princípio do prazer
A teoria da autodeterminação não se refere apenas ao mundo do trabalho. Ela também pode servir para os nossos hobbies.

Você pretende aprender uma língua estrangeira, por exemplo, simplesmente para impressionar as pessoas? Ou porque você tem um interesse genuíno pela cultura ou uma necessidade específica de se comunicar com falantes daquele idioma?

Se a sua inspiração for esta última, você vai achar o inevitável trabalho árduo muito menos penoso do que alguém que quer aprender o mesmo idioma pelo status social de ser poliglota.

Já em relação à preparação física, você talvez possa se pressionar a fazer a atividade mais difícil que puder, simplesmente porque quer provar suas habilidades para si mesmo ou para outras pessoas — e pode sentir que está fracassando de alguma forma se não se esforçar ao máximo.

Mas nenhuma dessas razões reflete muita motivação intrínseca. Por que então não escolher uma atividade um pouco menos extenuante, mas muito mais prazerosa? Pesquisas recentes indicam que as pessoas que escolhem seus exercícios físicos desta forma apresentam maior persistência do que as que não consideram seus interesses ou prazer nas atividades.

Por isso, mesmo que as sessões sejam um pouco menos cansativas, se você tiver mais chance de continuar praticando a atividade, o compromisso de longo prazo renderá dividendos maiores.

Afinal, a vida é curta, e há um limite para o que podemos alcançar com o tempo que nos é dado. A teoria da autodeterminação é um lembrete de que precisamos ser seletivos em relação às atividades que buscamos realizar.

Se você se concentrar nas metas que sejam pessoalmente mais significativas e agradáveis, ignorando as que foram inspiradas ou impostas por outras pessoas, o autodesenvolvimento não precisa ser uma obrigação — mas, sim, uma fonte de alegria.

*Por David Robson
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*Fonte: bbc-brasil

“Não existe felicidade. O que existe são momentos de alegria” por Rubem Alves

A vida é uma causa perdida no sentido de que vamos morrer, mas até lá ela é um desafio, uma aventura e está cheia de algo maravilhoso que é a alegria. Guimarães Rosa disse que a alegria só existe em raros momentos de distração. A alegria nunca vem em coisas grandes. Eu, por exemplo, tive momentos grandes em minha vida, como a formatura, ganho de medalhas etc., porém, não tenho a menor memória de felicidade nesses momentos.

Não existe felicidade. O que existe são momentos de alegria. O dramaturgo alemão Bertolt Brecht estava deprimido porque estava sendo perseguido, então escreveu um poema em que usou o termo “felicidades”, ou seja, não existe felicidade, mas, sim, momentos felizes.

A felicidade de uma manhã no inverno é estar embaixo de quentinhas cobertas, é fazer xixi quando estamos com vontade de fazê-lo, é tomar um banho quente… essas são felicidades fantásticas nas quais não prestamos atenção.

Portanto, a vida não é uma causa perdida porque encontramos suas coisas essenciais em cada momento, se soubermos prestar a devida atenção.

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Fonte: provocacoesfilosoficas

Música estimula a mesma região que sexo e drogas no cérebro

Um estudo publicado no periódico Scientific Report confirmou o que qualquer amante de “sexo, drogas e rock ‘n roll” já sabia: música estimula o mesmo sistema de recompensa das drogas e do sexo no cérebro.

Uma equipe de neurocientistas, coordenados por Adiel Mallik, da Universidade McGill, do Canadá, recrutou 21 estudantes para o experimento, que deveriam trazer uma lista com suas músicas preferidas. Metade dos alunos tomou naltrexona — uma droga que bloqueia os receptores opióides do cérebro e reduz as emoções positivas e negativas, usada no tratamento de dependentes químicos —; a outra metade tomou um placebo.

Além de ouvir as músicas trazidas por elas próprias, as cobaias também escutaram dois sons emocionalmente neutros, escolhidos pelos pesquisadores. Foram observadas as ações fisiológicas, como expressões e sorrisos, e subjetivas, medidas através de um dispositivo que mensurava o quanto eles haviam gostado do som. Com os dados, os cientistas descobriram que os opioides são os responsáveis pelo prazer de escutar música.

“O fato de escutar música desencadear uma resposta neuroquímica bem definida sugere uma origem evolutiva para a música”, escreveram os autores, enfatizando as ressalvas: “Mas também é possível que a música tenha se desenvolvido para explorar um sistema de recompensa já existente que evoluiu para outros fins, como reconhecer e responder apropriadamente a várias vocalizações animais e humanas”.

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*Fonte: revistagalileu

Cientistas mapearam 13 emoções que a música causa nas pessoas; entenda

Enquanto ‘As quatro estações’, de Vivaldi, faz as pessoas se sentirem energizadas, a trilha sonora do filme ‘Psicose’, de Alfred Hitchcock, evoca medo

O que você sente ao ouvir axé é o mesmo que quando escuta os últimos lançamentos do rock, ou relembra os clássicos da MPB? Foi exatamente isso que um grupo de especialistas da Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, quis responder em uma nova pesquisa.

Segundo o artigo, publicado no periódico científico PNAS, as músicas causam ao menos 13 emoções diferentes nas pessoas. “Imagine organizar uma biblioteca de música massivamente eclética por emoção e capturar a combinação de sentimentos associados a cada faixa. Isso é essencialmente o que nosso estudo fez”, disse Alan Cowen, um dos autores da pesquisa, em comunicado.

Para realizar a investigação, os especialistas contaram com a ajuda de 2,5 mil voluntários norte-americanos e chineses. Os participantes classificaram cerca de 40 amostras de música com base em 28 categorias diferentes de emoção, bem como em uma escala de positividade e negatividade, e em níveis de excitação que elas causam.

Entre as canções estavam títulos como Shape of you, do cantor Ed Sheeran, o hino dos Estados Unidos, Careless Whispers, de George Michael, Rock the Casbah, do The Clash, Somewhere over the Rainbow, de Israel (Iz) Kamakawiwoʻole e As quatro estações, de Vivaldi.

Os especialistas perceberam que 13 emoções se destacaram. São elas: diversão, alegria, erotismo, beleza, relaxamento, tristeza, sonho, triunfo, ansiedade, medo, aborrecimento, desafio e animação. “Documentamos rigorosamente a maior variedade de emoções universalmente sentidas pela linguagem da música”, contou Dacher Keltner, membro da equipe.


Cientistas mapearam 13 emoções causadas pela música

Os pesquisadores acreditam que a pesquisa poderá ser útil em terapias psicológicas e psiquiátricas, por exemplo. O estudo também poderá ser utilizado por serviços de streaming, permitindo que as plataformas criem playlists mais personalizadas e coerentes.

A equipe ressalta que os sentimentos que cada canção evoca, entretanto, podem mudar de acordo com a cultura em que o ouvinte está inserido. “Pessoas de diferentes culturas podem concordar que uma música transmite raiva, mas podem diferir se esse sentimento é positivo ou negativo”, explicou Cowen.

Além disso, os pesquisadores reconhecem que algumas associações feitas pelos ouvintes podem estar baseadas no contexto em que os participantes do estudo ouviram a canção anteriormente. “A música é uma linguagem universal, mas nem sempre prestamos atenção suficiente ao que ela está dizendo e como está sendo entendida”, pontuou Cowen. “Queríamos dar um primeiro passo importante para resolver o mistério de como a música pode evocar tantas emoções sutis.”

Mapa interativo
As músicas analisadas foram organizadas em um site que pode ser acessado pelo público. Nele, os internautas passam o cursor sobre um mapa de áudio interativo, no qual é possível ouvir as canções de acordo com o sentimento que causam.

Enquanto As quatro estações, de Vivaldi, faz as pessoas se sentirem energizadas, Let ‘s Stay Together, de Al Green, evoca sensualidade, e Somewhere over the Rainbow, de Israel (Iz) Kamakawiwoʻole, provoca alegria. Já a trilha sonora do filme Psicose, de Alfred Hitchcock, evoca medo.

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*Fonte: revistagalileu

Mudança climática pode causar ‘desastre’ nos oceanos do mundo, dizem cientistas

Em um estudo recente publicado na Nature Climate Change, esses pesquisadores analisaram projeções de três dúzias de modelos climáticos

O aquecimento climático da água do mar está causando uma desaceleração dos padrões de circulação profunda nos oceanos Atlântico e Sul, de acordo com cientistas do sistema terrestre da Universidade da Califórnia, Irvine, e se esse processo continuar, a capacidade do oceano de remover dióxido de carbono da atmosfera será severamente limitada, exacerbando ainda mais o aquecimento global.

Em um estudo recente publicado na Nature Climate Change, esses pesquisadores analisaram projeções de três dúzias de modelos climáticos e descobriram que a Circulação Meridional do Atlântico e a Circulação Meridional do Sul diminuirão em até 42% até 2100. -caso o aquecimento, o SMOC pode cessar totalmente por volta de 2300.

“A análise das projeções de 36 modelos de sistemas terrestres em uma variedade de cenários climáticos mostra que o aquecimento global descontrolado pode levar a um desligamento da circulação profunda do oceano”, disse o co-autor J. Keith Moore, professor de ciência do sistema terrestre da UCI. “Isso seria um desastre climático semelhante em magnitude ao derretimento completo das camadas de gelo em terra.”

A importância de inverter a circulação

No Atlântico, à medida que a água quente flui para o norte na superfície, ela esfria e evapora, tornando-a mais salgada e densa. Esta água mais pesada afunda no oceano profundo e segue para o sul, onde eventualmente sobe de volta, carregando das profundezas os nutrientes que são a base alimentar dos ecossistemas marinhos.

Além disso, a circulação oceânica global cria uma poderosa fábrica para o processamento do dióxido de carbono atmosférico. A interação física e química básica da água do mar e do ar – o que Moore e seus colegas chamam de “bomba de solubilidade” – atrai o CO2 para o oceano. Enquanto a circulação oceânica envia algum carbono de volta para o céu, a quantidade líquida é sequestrada nas profundezas do oceano.

Além disso, ocorre uma “bomba biológica” à medida que o fitoplâncton usa CO2 durante a fotossíntese e na formação de conchas carbonáticas. Quando o plâncton e os animais maiores morrem, eles afundam, decompondo-se lentamente e liberando o carbono e os nutrientes nas profundezas. Alguns voltam com circulação e ressurgência, mas uma parte permanece depositada sob as ondas.

“Uma interrupção na circulação reduziria a absorção de dióxido de carbono da atmosfera pelo oceano, intensificando e estendendo as condições climáticas quentes”, disse Moore. “Com o tempo, os nutrientes que sustentam os ecossistemas marinhos ficarão cada vez mais presos no oceano profundo, levando ao declínio da produtividade biológica do oceano global”.

Os seres humanos dependem da bomba de solubilidade e da bomba biológica para ajudar a remover parte do CO2 emitido no ar por meio da queima de combustíveis fósseis, práticas de uso da terra e outras atividades, de acordo com Moore.

“Nossa análise também mostra que a redução das emissões de gases de efeito estufa agora pode evitar esse desligamento completo da circulação profunda no futuro”, disse ele.

Juntando-se a Moore neste projeto estavam o principal autor Yi Liu, UCI Ph.D., um estudante de ciência do sistema terrestre; Francois Primeau, professor e presidente do Departamento de Ciência do Sistema Terrestre da UCI; e Wei-Lei Wang, professor de ciências oceânicas e da Terra na Universidade de Xiamen, na China. O estudo dependeu substancialmente de simulações desenvolvidas pelo Projeto de Intercomparação de Modelo Acoplado fase 6 (CMIP6) usado para informar as avaliações climáticas do IPCC.

*Por Ademilson Ramos
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*Fonte: engenhariae

15 técnicas para acabar com o acúmulo em sua vida

Viver com menos coisas pode ser mais libertador do que você imagina.

Você já percebeu que muitas vezes a bagunça toma conta de sua vida e junto com ela leva seu tempo, dinheiro e energia?

Coisas não param de entrar em nossas casas, inevitavelmente, e se não mantermos a ordem, acabamos perdidos. Viver com menos “tralhas” pode ser mais libertador do que você imagina.

O norte-americano Joshua Becker, autor de um blog sobre viver uma vida minimalista, criou uma lista com rotinas simples e básicas que podem facilitar o seu dia a dia, fazendo com que você gaste tempo com o que é realmente importante em sua vida.

1- Separe todas as correspondências indesejadas já na caixa de correios, como panfletos publicitários, e jogue-os imediatamente em uma lixeira para reciclagem. Aproveite e veja se está recebendo materiais desnecessários, como extrato de banco, boletos e contas, em muitos casos você pode solicitar o recebimento destes tipos de documentos por e-mail.

2- Deixe os aparelhos eletrodomésticos fora de vista. Torradeiras, liquidificador, máquinas de café… Embora possa parecer que eles não tomem muito espaço, você notará a diferença depois que preparar uma refeição sem eles presentes. Se você acha que vai ser uma trabalheira guardá-los todos os dias, não: menos de 6 segundos é tempo necessário para colocar cada aparelho em seu lugar.

3- Retire 10 artigos de vestuário de seu armário hoje. Se você é prático, levará cerca de 5 minutos para selecionar dez itens que você não usa mais e colocá-los em uma caixa. As roupas que ficarem caberão melhor em seu armário, que poderá respirar novamente. Se você escrever “Para caridade” na caixa, quando estiver pronta, irá se sentir ainda melhor e você se sentirá inspirado a fazer isso com mais frequência.

4- Dobre roupas limpas e separe as roupas sujas imediatamente. Não deixe roupas espalhadas pela casa e pelo chão. Retire a roupa suja e coloque-as na mesma hora no cesto para lavar. Pendure ou guarde na gaveta as roupas limpas que não foram usadas. É realmente muito simples.

5- Brinquedos nos quartos das crianças devem ficar guardados em armários ou baús. Não no chão ou sobre a cômoda. Quando o móvel estiver muito cheio, quer dizer que está na hora de retirar alguns brinquedos para ganhar mais espaço. Uma dica: geralmente os brinquedos que ficam embaixo das pilhas são os que as crianças menos brincam.

6- Ensine as crianças a recolherem seus brinquedos toda a noite. Isto tem inúmeros benefícios: 1) Ele ensina responsabilidade. 2) Ele ajuda as crianças a perceberem que mais não é sempre melhor. 3) A casa está limpa para a mãe e o pai, quando as crianças forem dormir. 4) É uma clara indicação de que o dia chegou ao fim.

7- Crie o hábito de recolher o máximo de lixo de sua casa e colocá-lo para fora. Limpe a geladeira e a despensa de comidas velhas e vencidas, jogue fora a papelada do escritório, livre-se de caixas e sacolas que só entulham. Separe o que for para reciclagem. Crie um exercício semanal de sempre deixar a lixeira o mais cheia possível, claro, apenas com coisas que não possam ser doadas.

8- Reduza suas decorações pela metade. Pegue uma caixa e caminhe pela sua sala de estar. Remova decorações das prateleiras, mesas e paredes que não forem absolutamente belas ou significativas. Veja o que você acha da sua sala sem elas. Pode ser que você ache que ficou muito melhor. Se não, é só colocá-las de volta.

9- Lave a louça imediatamente. Lavar a louça manualmente leva menos tempo do que colocá-las na máquina de lavar. Se você juntar tudo para lavar após as refeições, irá gastar mais tempo e pode acabar deixando a louça empilhada na pia, o que não é legal para ninguém. Se você prefere utilizar a lava-louças, enxagúe imediatamente os utensílios e deixe-os dentro da máquina até encher.

10- Combine jogos de pratos, xícaras, copos, tigelas e talheres. A uniformidade contribui para uma melhor empilhamento e armazenamento. Não misture um monte de jogos de canecas e talheres perdidos. A falta de identidade visual faz com que tudo fique mais desorganizado.

11- Mantenha a superfície de suas mesas limpas e sem nada em cima. Gavetas podem abrigar adequadamente a maioria das coisas necessárias para manter sua mesa funcional. É um sistema de arquivamento simples e a próxima pessoa que se senta para usar a mesa irá agradecer.

12- Tire de sua vista toda a parafernália de áudio e vídeo, como cds, dvds, jogos de game e controles. Destine um local para eles, já que você os usa muito menos do que você pensa.

13- Sempre deixe um pouco de espaço em seu armário. Uma das razões para as roupas, casacos e sapatos estarem espalhados por sua casa, pode ser o seu próprio armário, que, por estar sempre cheio, vira um aborrecimento para tirar e colocar as coisa de volta. Acaba que cai roupa do cabide, amassa camisas… Portanto, deixe espaço livre para que você possa colocar e tirar os itens rapidamente.

14- Mantenha as superfícies planas livres. Balcões de cozinha, banheiro, bancadas, cômodas, tampos de mesa. É certo que recibos, moedas e papeladas não param de chegar, mas fica cada dia mais fácil manter a ordem se você fizer disso um exercício diário.

15- Assim que terminar de ler uma revista ou jornal, encaminhe para a reciclagem. Se tiver algum artigo ou receita interessante, destaque apenas a página que lhe interessa. Você também pode tirar fotos e guardar online ou procurar o conteúdo na internet. Pilhas de revistas e jornais de pouco servem na vida.

*Por Mayra Rosa
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*Fonte: ciclovivo

Superpopulação: Entenda como as cidades vão ter que mudar

Em novembro de 2022, o mundo atingiu a marca de 8 bilhões de habitantes. Atualmente, 60% da população mora em vilas ou cidades. Desta forma, até o final do século XXI, as cidades representarão 85% das moradias para as 10 bilhões de pessoas previstas.

No dia 15 de novembro, nasceu uma menina chamada Vinice Mabansag, em Manila, Filipinas. Ela tornou-se, simbolicamente, a oitava bilionésima pessoa do mundo. Assim, ao atingir este número, precisamos pensar em como administrar as cidades que vêm crescendo de forma tão rápida. Além de ter consciência de que não estamos apenas falando de espaço físico, mas também de infraestrutura, transportes públicos, governos funcionais, água, energia elétrica e diversas outras coisas.

Quando as cidades crescem muito rápido, como é o caso de Lagos, a maior cidade da Nigéria, o governo tende a não ter noção da extensão geográfica do local. Do mesmo modo, que as leis, muitas vezes, fiquem defasadas e não contemplem todos os cidadãos, segundo o The Fast Company Brasil.

Crescimento das cidades
Na China, a região da província de Guangdong, em torno do estuário do Rio das Pérolas, une efetivamente 11 cidades, de Macau a Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong. Somando a população, está megacidade chega a abrigar 2 milhões de pessoas a mais que o Reino Unido (GB).

Por outro lado, todas estas pessoas estão abrigadas em um território que seria, aproximadamente, um quinto do GB. Assim, o PIB (produto interno bruto) desta megacidade, chegou a US$1,64 trilhão em 2018, sendo 11,6% do total da China.

É preciso entender que as cidades só começaram a realmente crescer em meados do século 18. Já que, nesta época, surgiram as primeiras máquinas, que levaram as pessoas mais longe do que já haviam ido até então. Ultrapassando a marca de um milhão de pessoas na cidade.

Atualmente, algumas cidades crescem verticalmente, com os famosos arranha-céus, como Nova York e Chicago. Da mesma forma que outras, como Los Angeles, crescem apesar da resistência generalizada à ideia de expansão urbana.

Existem também cidades que crescem para dentro, o lugar é compacto e baseado no transporte público e com densidades residenciais altas. Como é o caso de Dar es Salaam, na Tanzânia, e Nairóbi, no Quênia.

*Por Fernanda Lopes Soldateli
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*Fonte: olhardigital

Mulheres têm mais empatia do que homens? Este estudo diz que sim

Mulheres têm mais empatia que os homens. Pelo menos, essa é a afirmação de um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) na última segunda-feira (26). Uma pessoa empática é intelectualmente capaz de entender o que a outra está pensando ou sentindo, ou seja: consegue se colocar no lugar do outro. E para chegar à descoberta, os pesquisadores conduziram alguns testes cognitivos em mais de 300 mil pessoas de 57 países diferentes.

O teste ajuda a medir a capacidade de reconhecer o estado mental ou as emoções de outra pessoa. Na prática, os participantes devem olhar fotos da área ao redor dos olhos de alguém, e indicar se está esboçando alguma expressão facial, identificar o que essa pessoa está pensando ou sentindo a partir disso.

Em 36 países, as mulheres tiveram uma pontuação mais alta em empatia cognitiva do que os homens. Em 21 dos países, as pontuações de mulheres e homens foram semelhantes. Curiosamente, o estudo não apresentou um único país em que os homens pontuassem melhor, em média, do que as mulheres.

“Nossos resultados fornecem algumas das primeiras evidências de que o conhecido fenômeno — que as mulheres são, em média, mais empáticas do que os homens — está presente em uma ampla gama de países em todo o mundo”, afirmam os pesquisadores por trás do artigo.

Os pesquisadores teorizam que as diferenças sexuais na empatia cognitiva podem resultar de fatores biológicos e sociais. No entanto, vale o alerta de que que os resultados são apenas uma média, e que nada impede que um homem possa ser mais empático que uma mulher, especificamente falando.

Os responsáveis pelo artigo também reconhecem que as descobertas levantam novas questões para pesquisas futuras sobre os fatores sociais e biológicos que podem contribuir para a diferença média observada entre os sexos na empatia cognitiva.

*Por Nathan Vieira
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*Fonte: canaltech

Antropoceno, a era geológica dos humanos, pode ser oficializado em breve

Geólogos de todo o mundo estão votando para decidir se estamos prestes a mudar de época geológica ou não, pulando do atual Holoceno — que começou há 11.700 anos, com o fim da última era do gelo — para o Antropoceno, que significa, literalmente, a “era dos humanos”. Para aprovar ou reprovar a mudança de terminologia, diversos comitês de cientistas da área estão realizando painéis e votações.

Não há consenso sobre a necessidade da mudança, e por diversas razões. A principal delas, refletida, inclusive, no nome da possível nova época, é a influência humana no planeta. Hoje, sabemos que as modificações que fazemos têm consequências para todo o planeta, o que nem sempre foi considerado. Nos anos 1920, por exemplo, se pensava que a Terra era grande demais para se afetar por nós. Embora não consigamos destruí-la, fisicamente falando, conseguimos modificar paisagens e clima de formas até mesmo irreversíveis.

Os períodos geológicos da Terra são marcados pelas rochas e grandes eventos: podemos estar prestes a ganhar um período dedicado aos efeitos dos humanos no planeta com o Antropoceno

O que significa o Antropoceno
No momento, um dos 4 comitês decidem, internamente, em qual ano acreditam que o Antropoceno tenha se iniciado. Após a decisão, que deve ocorrer no final do verão, em 2023, a proposta final será submetida aos outros 3 comitês de geólogos pelo mundo, que votarão para rejeitar ou oficializar a nova época. Pelo menos 60% de cada comitê deve aprovar a proposta do grupo para avançá-la ao próximo. Caso contrário, a decisão pode ser adiada por anos.

Em um certo sentido, oficializar o Antropoceno é reconhecer a influência das ações humanas no nosso planeta, assumir que tais efeitos ficarão marcados nas rochas, perceptíveis por milênios. Afinal, transições geológicas levam esse tipo de mudança global em consideração, e é por isso que alguns cientistas estão preocupados com a escolha, seja ela a favor ou contra o Antropoceno.

Uma das grandes preocupações é a de que a oficialização da nova época seja usada como um palanque para declarações políticas, uma maneira de avançar pautas ecológicas, por exemplo. No tempo geológico, por exemplo, o Antropoceno seria um grão de areia, um microssegundo na história. Marcações geológicas temporais ajudam os cientistas a compreender e estudar períodos sem registros escrito e permitem poucas observações científicas apenas por meio de seus vestígios.

Já a “era dos humanos” é detalhadamente documentada, com poucos espaços verdadeiramente em branco — não haveria necessidade de uma terminologia geológica, já que temos os anos exatos de cada acontecimento importante. Se aceitar a nova época parece muito precipitado, há quem diga que negá-la também seria, representando outro espectro do palanque político, desta vez um que nega a influência humana no planeta, ou que acredita que nossas ações serão apagadas pelas eras como folhas levadas pelo vento. De qualquer forma, essa decisão também terá de ser justificada por cada comitê.

As emissões humanas modificam o planeta, mas alguns cientistas creem que elas afetarão apenas nossa efêmera vida por aqui, e não a geologia do planeta ao longo dos Éons

Implicações científicas da mudança de época
As consequências do Antropoceno para a comunidade científica serão gerais, assim como é a classificação de um animal por um zoólogo ou de um planeta para um astrônomo. Classificar eras e épocas é um trabalho conservador como qualquer outro na ciência, já que mudará estudos acadêmicos, museus, livros didáticos e muito mais por gerações a fio.

A divisão geológica atual é dividida, de forma crescente, em Éons, Eras, Períodos, Épocas e Idades. No momento, na Idade Megalaiana da Época do Holoceno, dentro do Período Quaternário da Era Cenozoica do Éon Fanerozoico — isso desde 4.200 anos atrás. Medir mudanças não é fácil, já que registros rochosos estão cheios de lacunas e mostram modificações de forma gradual. É raro encontrar pontos bem definidos como a queda do meteorito de Chicxulub na Península de Yucatán, que aniquilou os dinossauros e terminou o Período Cretáceo. Não há nada tão preciso quanto isso em termos geológicos.

O Período Cambriano, de 540 milhões de anos atrás, por exemplo, tem seu início contestado por décadas. O Quaternário, após longas discussões, foi remodelado em 2009. Em 2019, Grupo de Trabalho do Antropoceno definiu que ele começaria em meados do século XX, quando emissões de gases do efeito estufa, atividade econômica e população humanas subiram vertiginosamente. Mostradores geológicos como isótopos de plutônio de explosões nucleares, nitrogênio de fertilizantes e cinzas de usinas energéticas ficarão, perenes, no mundo.

E assim como outras marcações geológicas, o Antropoceno terá uma “cavilha de ouro”, um marco físico que demonstre, por registros rochosos, o que o difere do tempo anterior. A votação para o marco já aconteceu, levando 9 locais em conta, entre eles o gelo da Península Antártica, uma turfeira na Polônia, um recife de corais na costa do estado americano da Louisiana e uma baía no Japão. Também já foi votada a definição a ser dada ao Antropoceno, ou seja, se ele será uma época, uma idade do Holoceno ou outra marcação temporal.

A queda do meteoro em Chicxulub é uma marcação muito bem determinada de uma mudança de Era, terminando o Cretáceo, mas nenhum outro marco é tão bem definido assim. É um dos problemas de cravar o Antropoceno tão cedo e tão próximo de nós (Imagem: Donald E. Davis/CC BY-SA 3.0)

Controvérsias e ideias
Há dúvidas sobre a definição no meio do século XX, que é estranhamente próxima a nós. Para os arqueólogos e antropólogos, chamar objetos da Segunda Guerra Mundial de “pré-antropocênicos” será, no mínimo, esquisito. Usar isótopos de bombas nucleares também é desconfortável, ou até mesmo sem sentido. Radionuclídeos dos eventos são marcantes para os humanos, mas não querem dizer nada para as mudanças climáticas ou outros eventos mais importantes causados por nós.

A Revolução Industrial, outro marco interessante, também deixaria de fora milênios de mudanças humanas como agricultura e desmatamento, que modificaram bastante o planeta. Reconhecer o Antropoceno é importante como uma forma de assumir responsabilidades, compreender que não só arranhamos a superfície da Terra, mas fazemos muito mais. Há um argumento que leva isso em consideração, mas dá outra ideia, menos inflexível: chamar o Antropoceno de evento.

Um evento é um acontecimento transformador para o planeta, mas que não aparece como uma mudança na linha do tempo, sem regulamentação pela burocracia científica. Quando o oxigênio invadiu os ares da Terra, há cerca de 2 bilhões de anos, ele se tornou o Grande Evento de Oxidação, assim como o são as extinções em massa. Cientistas de várias áreas já usam o termo “Antropoceno”, neste sentido, como um reconhecimento da chegada e influência humana por aqui. A ideia é boa — mas teremos de esperar o final das decisões, no ano que vem, para descobrir o que se fez, ou se desfez, acerca do Antropoceno.

*Por Augusto Dala Costa
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*Fonte: canaltech

Do Pinheiro de Natal à Lentilha do Revéillon: Como surgiram as “tradições” de Fim de Ano

Descubra as origens dos costumes que permeiam nossas celebrações do Natal e do Ano Novo

As comemorações do Natal e do Ano Novo são repletas de tradições, incluindo decorações, roupas e comidas típicas. Os significados por trás desses costumes, que por vezes repetimos sem pensar muito a respeito, remontam a séculos ou até milênios atrás.

Essas curiosidades históricas foram explicadas por Leonardo Lousada — que é pós-graduado em Ciências da Religião e também um cofundador do Conhecimentos da Humanidade, um canal do Youtube que se propõe a descrever os elementos sociais que “ajudaram a construir o mundo que conhecemos hoje” — em uma entrevista exclusiva ao site Aventuras na História.

Então é Natal
Muitas coisas sobre a vida são incertas, mas, mesmo durante os anos de acontecimentos mais incomuns, é possível ter uma certeza: durante o mês de dezembro, todos os espaços públicos serão preenchidos por decorações natalinas.

Parques, lojas, shopping centers e condomínios se preparam para a festa tradicional cristã com a adoção de fantoches de Papai Noel, renas, luzes coloridas, presentes de mentirinha, penduricalhos e, o mais importante — o imponente pinheiro de Natal.

A árvore, que aqui no Brasil costuma ser de plástico mesmo, é decorada com globos vermelhos, verdes e dourados, laços, pisca-pisca e uma estrela na ponta.

Embora muitos desses pingentes tenham sido desenvolvidos com o tempo, vale mencionar que aqueles na coloração vermelha datam de antes mesmo da chegada do cristianismo, quando a comemoração ainda não havia sido atrelada ao nascimento de Jesus Cristo.

Conforme contado por Leonardo Lousada, as populações do hemistério norte, onde a estação do mês de dezembro é o inverno, cortavam e levavam os pinheiros para dentro de suas casas para guardarem um pouco de vegetação consigo enquanto, lá fora, as temperaturas cruéis destruíam todo o resto.

[Eles] traziam uma árvore para dentro de casa para simbolizar a vida que eles esperavam que continuasse depois do inverno e colocavam enfeites vermelhos ou até frutos vermelhos porque isso simbolizava o sangue da vida, a vida que eles esperavam que ressurgisse depois deste período de inverno que começa perto do Natal”, explicou ele.

“Depois de três meses de inverno, que era um inverno rigoroso da Europa, as pessoas tinham essa esperança: acabou o inverno, a vida vai voltar. O verde das árvores e o vermelho dos frutos vão voltar. É por isso que a cor verde e a vermelha começaram a ser usadas no natal”, acrescentou Lousada.

Essas decorações vermelhas foram posteriormente ressignificadas pelo cristianismo, para quem os pingentes dessa cor simbolizam o “o sangue de Cristo” e também o seu amor pela humanidade, ambos partes do famoso sacrifício do Messias descrito nas passagens bíblicas.

Já os presépios provavelmente teriam surgido como uma ferramenta didática útil para explicar o nascimento de Jesus e o significado do Natal dentro da religião cristã.

Existe uma lenda associada a isso que São Francisco de Assis, por volta do ano 1220, estaria na Itália em uma região e montou um presépio de argila para explicar para as pessoas que ele estava conversando sobre cristianismo como foi o nascimento de Jesus. Não temos dados históricos disso, mas é uma possibilidade. Pegando o gancho da lenda, isso mostra que as pessoas construíam os presépios para mostrar, contar a história do Natal”, pontuou o pós-graduado em Ciências da Religião.
Um detalhe curioso é que um terceiro elemento importante da celebração, que é a aguardada ceia à meia-noite, é na verdade um toque brasileiro à data da passagem do Papai Noel.

Isso porque, em outras partes do mundo, o Natal é comemorado no dia 25 de dezembro mesmo, que em geral é marcado por um grande almoço em família. É apenas no Brasil que, em vez da refeição diurna, temos uma ceia na véspera.

“Então, essa questão de ser meia noite, é justamente por isso, para que seja a passagem do dia 24 para o dia 25, tem a festa, a comemoração no dia 24, mas se aproveita para fazer a meia noite , que entra no dia 25, data oficialmente comemorativa”, explicou Leonardo.

O ano termina e começa outra vez
O Réveillon — que, aliás, é uma palavra de origem francesa que significa “despertar” — não possui uma caracterização tão forte quanto o Natal, mas ainda tem seus costumes típicos.

Aqui no Brasil, muitos deles são, na verdade, conectados às religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. É o caso as cores das roupas usadas, que são conectadas com significados específicos, simbolizando o que cada um quer em sua vida naquele ano que está nascendo.

“As cores são associadas aos orixás e da qualidade que esses orixás representam. Acabamos passando o ano novo de branco por simbolizar a paz, mas também por simbolizar a luz que temos associada a figuras que usam branco em religiões como umbanda e candomblé, como é o caso de Oxalá, que é o sol. Ele representa a questão do velho e do novo. O Oxalá tem dois aspectos: Oxalufan e Oxaguiam, um é velho, outro é novo, então também representa esse ano velho e ano novo que estão nascendo”, conta Lousada.

Assim como ocorre com o Natal, todavia, que é muitas vezes celebrado por pessoas que não são adeptas ao cristianismo, esses costumes pegos emprestados das religiões de matriz africana se tornaram parte da cultura popular brasileira, sendo exercidos até por quem nunca pisou em um terreiro.

Claro que com o tempo perde a raiz religiosa e passa a ser uma tradição cultural de um povo. Muita gente usa roupas nessas cores associando apenas a qualidade, mas não sabe de onde vem”, reflete o especialista.
A tradição de pular as sete ondinhas, da mesma forma, vem do culto à deusa Iemanjá, a orixá do mar. É também para ela que são as flores por vezes deixadas na praia durante o Ano Novo.

Tem uma ligação do fato de Exu ser o filho de Iemanjá e estar relacionado ao número sete, então também é uma forma de pedir ajuda para Exu em algumas vertentes das religiões afro, que associam a areia da praia a Exu porque é o que faz a transferência de um caminho para outro, do mar para a terra, ou seja, é como se fosse um caminho do meio, e aí você pula na areia as sete ondinhas”, explicou o pós-graduado.
Por fim, assim como temos o peru como comida típica natalina, o Réveillon brasileiro é marcado pelo tradicionalprato de lentilha. Neste caso, se trata de um elemento originado da cultura italiana, que foi trazida para o país pelos imigrantes.

Esses imigrantes comiam lentilha logo após a meia noite para trazer prosperidade. Primeiro, a lentilha é um grão e os grãos são muito associados à fertilidade, à prosperidade. E a lentilha lembra uma moeda, então, associavam a forma da lentilha à uma moeda, há muitas moedas, logo isso trazia muita prosperidade”, concluiu Leonardo Lousada.

*Por Ingredi Brunato
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*Fonte: aventurasnahistoria

1/3 da comida produzida no mundo é desperdiçada, aponta estudo

Levantamento alerta que desperdício tem custo estimado de US$ 1 trilhão por ano

Um terço da comida produzida ao redor do mundo é perdida ou desperdiçada, enquanto 811 milhões de pessoas passam fome, alerta o novo estudo Waste Management as a catalyst to a Circular Economy (Gestão de Resíduos como catalisador de uma Economia Circular). Desenvolvido pelo Ministério de Infraestrutura e Gestão de Água da Holanda e pelo Holland Circular Hotspot, o material revela que o desperdício gera uma perda financeira de US$ 1 trilhão de dólares. No Brasil, a publicação terá as soluções adaptadas para o contexto nacional pela Exchange 4 Change Brasil (E4CB), organização que orienta a transição para a economia circular no país.

O documento foi entregue pela assessora de Economia Circular do Ministério do Meio Ambiente do Reino dos Países Baixos, Jessica Leffers, ao gerente do departamento das Indústrias de Base do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marcio Henriques. A entrega, mediada pela E4CB e com o apoio do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo, representa mais um passo na iniciativa do BNDES de firmar parcerias para o fomento de iniciativas circulares.

“Para alimentar a população mundial em 2050, nós vamos precisar de 56% a mais de comida, sem usar mais terra para a produção. Mesmo assim, essa quantidade de alimento produzido para o consumo humano está sendo perdida. As pessoas passam fome e desperdiçamos como se fosse um privilégio. Estratégias de economia circular podem promover soluções desde o começo da cadeia de valor”, destaca Jessica Leffers.

Segundo o relatório, o lixo orgânico que não é separado e é disposto em lixões e aterros contribui para a geração de graves poluentes quando não há métodos eficientes de manejo. “Quando tratados de forma apropriada, alimentos desperdiçados podem gerar altos valores financeiros e ambientais. Podem ser transformados em biogás, por exemplo, ou ter suas fibras usadas nas indústrias têxtil, de papéis ou de materiais de construção”, complementa.

Além do desperdício de alimentos, o estudo também destaca a necessidade de os países implementarem melhorias na gestão de outros tipos de resíduos. O fluxo de eletrônicos, por exemplo, deverá crescer 38% entre 2019 e 2030; atualmente, apenas 17,4% é arrecadado e reciclado. Entre os resíduos plásticos, 32% acabam no meio ambiente: a estimativa é que, aproximadamente, 3% do total do lixo plástico chegue aos oceanos. 40% dos resíduos plásticos são aterrados, 14% são incinerados e apenas 14% são recolhidos para reciclagem.

A diretora da Exchange 4 Change Brasil, Beatriz Luz, comenta que as práticas holandesas destacadas no documento têm o potencial de se adequar à realidade brasileira:

“Sabemos que, apesar das muitas diferenças que separam o Brasil e a Holanda, diversas soluções trazidas pelo levantamento podem ser adaptadas, levando em consideração as particularidades do nosso país. A publicação traz um plano de ação que apresenta um passo a passo do que é necessário para a criação de um ecossistema favorável à efetiva gestão dos resíduos. Então, faremos os diagnósticos, conversaremos com o setor e traremos recomendações para nos apropriar do que a experiência holandesa nos ensina.

O principal objetivo é apresentar as melhores práticas de empreendedores, autoridades públicas e instituições na gestão de resíduos na Holanda, que é referência mundial na implementação de uma economia circular. As soluções podem ser aplicadas em diferentes lugares e contextos, visto que muitos países enfrentam desafios semelhantes decorrentes da geração de resíduos e das mudanças climáticas.

Uma das principais mensagens do estudo é que nenhum ator faz a transição sozinho, destacando a importância de um esforço colaborativo por meio de ações, compromissos e conversas entre os diferentes elos da cadeia produtiva e junto a órgãos governamentais. Com isso, a publicação pretende estimular debates, fomentar a colaboração internacional e acelerar o desenvolvimento rumo a um novo modelo econômico e ambiental.

O levantamento Waste Management as a catalyst to a Circular Economy pode ser acessado através do link.

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*Fonte: ciclovivo

Qual o valor de uma árvore?

Um pesquisador da Esalq da cidade de Piracicaba decidiu responder esta questão. Confira!

O engenheiro florestal Flávio Henrique Mendes criou uma nova metodologia para calcular o valor aproximado que as árvores geram em serviços ecossistêmicos para a sociedade. O estudo foi desenvolvido durante seu doutorado, desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Recursos Florestais, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e acaba de ser publicado na revista científica Labverde.

Orientada pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do departamento de Ciências Florestais, a pesquisa desenvolveu um método simplificado de valoração baseado na relação entre a área da copa, o Índice de Área Foliar (IAF) e um parâmetro médio R$/m2 de copa encontrado na literatura, ou seja, na magnitude da copa, uma vez que a maior parte dos serviços ecossistêmicos provém dela.

Quanto vale uma árvore?
A cidade de Piracicaba foi a escolhida por Mendes para realizar o seu estudo aproximado. A pesquisa estimou que as árvores retornem cerca de R $41 milhões por ano para a cidade em serviços ecossistêmicos. “Áreas arborizadas exigem menor investimento do poder público em manutenção de vias, além dos benefícios para a saúde humana”, pondera o autor do estudo.

Método acessível
Na prática, o pesquisador utilizou um método bastante acessível à população em geral. Segundo o engenheiro florestal, o valor do Índice de Área Foliar (IAF) pode ser calculado utilizando-se lentes fotográficas grande-angular, também conhecidas como “olho de peixe” a um preço acessível. As áreas de copa também podem ser medidas no próprio local, usando-se equipamentos ou até mesmo utilizando o passo como medida.

Metodologia utilizada pelo pesquisador para calcular o Índice de Área Foliar (IAF) utilizando fotografias. | Montagem de fotos retirada do estudo “Valoração monetária da arborização urbana baseada na magnitude da copa em Piracicaba/Brasil”

O levantamento levou em conta uma base de registro da cidade de Piracicaba de 60.146 árvores urbanas localizadas em calçadas. “Esse conjunto pode retornar ao município aproximadamente R $41 milhões (USD 8,2 milhões) por ano em serviços ecossistêmicos”, comentou Mendes.

Sapucaia do XV
Um dos símbolos do conjunto arbóreo piracicabano é um exemplar de Sapucaia, plantado em comemoração ao final da I Guerra Mundial. Localizada ao lado do Estádio Municipal Barão de Serra Negra, a árvore chama a atenção do público em geral. “Como curiosidade, estimamos a valoração desta árvore símbolo do município e percebemos que sozinha ela retorna cerca de R $9 mil ao ano em serviços ecossistêmicos além, claro, dos valores históricos e sentimentais envolvidos no contexto dessa árvore”, aponta o pesquisador.

Segundo o autor do trabalho, investigações como esta, nas quais são aplicadas soluções baseadas na Natureza (SbN), poderão auxiliar no planejamento, gestão e formulação de políticas públicas. “A arborização urbana proporciona importantes serviços ecossistêmicos, porém, cada vez mais ela compete pelo espaço com grandes superfícies cinzentas, o que a pode tornar um elemento secundário no planejamento das cidades. A valoração monetária das árvores urbanas aparece, então, como mais uma alternativa capaz de mostrar a relevância desses seres vivos. Na prática, isso poderia viabilizar o pagamento por serviços ambientais como descontos em IPTU, por exemplo, aos moradores que possuem árvores em frente à sua casa”, finaliza.

Clique aqui e acesse o artigo na íntegra.

*Por Mayra Rosa
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*Fonte: ciclovivo

10 dicas para cuidar da saúde mental no fim de ano

Além das festas e encontros, o final do ano traz tensão financeira, pressão social e correria – veja como manter o equilíbrio!

Chegou o final de ano. Época de fechamento de um ciclo, normalmente acompanhada de muitos compromissos profissionais e pessoais. Natal, ano novo, comemorações, encontros, presentes… Estes momentos são de muita festa, mas também trazem uma carga intensa: questões financeiras, pressão social, muitas tarefas e a sensação de que a felicidade “prometida” se confunde com ansiedade ou cansaço.

As reflexões sobre o ano que passou e as expectativas pelo ano que vai começar também podem gerar uma mistura de sentimentos. Ou seja, o mês de dezembro pode ser também um período difícil para muita gente e a “pressão” social para que todo mundo esteja feliz e celebrando só piora a situação.

Dezembrite
Existe inclusive um nome para este período: dezembrite, uma síndrome que pode ter como sintomas cansaço, ansiedade, impaciência e tristeza.

Para ajudar na tarefa de que as celebrações de final de ano sejam realmente felizes e tenham um impacto positivo na nossa vida, separamos algumas dicas de especialistas no assunto.

Catherine Mogil, psicóloga e professora clínica assistente do Instituto Semel de Neurociência e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia em Los Angeles, e a psiquiatra Maria Fernanda Caliani.

“Apesar da “dezembrite” não ser uma doença, ela pode tanto prejudicar como piorar problemas de saúde, pois o nosso corpo é extremamente sensível ao que a gente vive, o aumento da ansiedade, angústia. A frustração estimula a liberação na nossa corrente sanguínea dos hormônios do estresse, como a adrenalina e cortisol, que podem interferir diretamente em qualquer sistema do meu corpo, no quadro de qualquer doença. No caso do coração, por exemplo, eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, e isso favorece infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais”, explica a Dra. Caliani.

1. Fuja do perfeccionismo
É claro que queremos que tudo corra da melhor maneira possível. A melhor ceia, o melhor presente, momentos perfeitos… Mas, com tanta coisa acontecendo, é natural que tenhamos imprevistos no meio do caminho, ou que alguma ciosa não saia como o esperado. Idealizar tudo pode levar à decepção. Então seja gentil consigo mesmo em vez de julgar rapidamente suas deficiências e reconheça que você está fazendo o melhor que pode – e que isso é mais do que suficiente!

Exercite com você a compreensão que tem com os outros. “Dê a si mesmo a graça de não ter tudo perfeito”, diz Catherine.

2. Mantenha algumas rotinas
Os seres humanos se beneficiam das rotinas. Pesquisas revelam que hábitos consistentes e saudáveis ​​– como comer bem, fazer exercícios e dormir o suficiente – reduzem o estresse, melhoram a saúde mental e tornam nossas vidas mais significativas. Quando você come e bebe mais durante as férias, é fácil perder a noção, o que pode atrapalhar seu relógio biológico do sono e de outras funções corporais essenciais.

Vai ter aquele dia de esquecer tudo e se entregar, mas tente manter alguns comportamentos que te ajudam a manter o equilíbrio. David Spiegel, MD, presidente assistente de psiquiatria e ciências comportamentais e diretor do Centro de Estresse e Saúde da Universidade de Stanford, explica que o descanso e a nutrição tornam nossos sistemas de resposta ao estresse mais flexíveis. Tente dormir pelo menos sete horas, limite o álcool e equilibre guloseimas açucaradas com frutas e vegetais coloridos.

3. Valorize os pontos positivos
Como as ansiedades menores (e às vezes maiores) tendem a se acumular durante este período, é importante reconhecer os aspectos positivos. Catherine recomenda pensar em três coisas – grandes ou pequenas, novas ou antigas – pelas quais você é grato todas as manhãs. Uma pesquisa revelou que a gratidão ajuda a aumentar a sensação de felicidade e a resiliência ao estresse.

Pense no que te faz feliz – sua cama confortável, um animal de estimação fofinho, um encontro com alguém que te faça bem ou relembrar momentos com as pessoas que amamos.

4. Faça algo pelos outros
Ajudar os outros quando você precisa de ajuda pode parecer contraditório, mas algumas pesquisas sugerem que a gentileza pode melhorar nosso humor. A gentileza pode vir de um trabalho voluntário, de doações de Natal para quem precisa, ou até em “pequenos” hábitos do dia a dia, como abrir a porta para alguém, fazer um elogio ou outras formas de fazer com que as pessoas à sua volta se sintam bem.

Todos estão sujeitos à uma ansiedade maior neste época do ano e o cuidado com os outros se torna ainda mais importante.

5. Pratique atividade física
Exercícios físicos liberam endorfina e hormônios que dão a sensação de bem-estar e disposição. Escolha atividades que te tragam prazer. O contato com a natureza durante os exercícios pode potencializar a sensação de bem estar.

Meditar é uma das maneiras de viver o presente. Praticar exercícios, fazer caminhadas ou mesmo ter um hobby que tome 100% da sua atenção – essas coisas focam você no momento e evitam que você pense no que poderia ter sido e não foi e nas possibilidades do futuro, coisas que costumam intensificar a ansiedade e o estresse.

6. Faça pausas
Avalie sempre como você está se sentindo e qual o seu nível de estresse e disponibilidade para compromissos. Se estiver se sentindo sobrecarregado, afaste-se um pouco da correria. Reconheça e respeite os seus limites.

Catherine sugere agendar um horário para uma atividade que te faça bem e te ajude a relaxar. Dê tchau para qualquer culpa e peça licença para fazer algo restaurador ou revigorante, como correr ou caminhar, tirar uma soneca, ler um livro ou assistir um filme. Se isso não for possível, passe alguns minutos extras no chuveiro ou faça alguns exercícios de respiração profunda.

7. Programe-se
Evite marcar muitos compromissos para o mesmo dia. Se tiver muitos convites, priorize aquilo que tenha mais vontade de fazer e que seja mais importante para você.

Pense em todas as suas tarefas, coloque em um papel e planeje com antecedência. Assim você evita o estresse e a sensação de sobrecarga tão comum nesta época do ano.

8. Descanse
Muita gente volta das férias ainda mais cansada. Isso porque leva para o período de descanso a mesma carga de atividades que tem no dia a dia de trabalho. Por isso, mesmo com as festas, tente dormir pelo menos 7 horas por noite. Para garantir uma boa noite de sono, comece a diminuir o ritmo duas horas antes de deitar e faça o que os médicos chamam de higiene do sono: diminuir a intensidade da luz, evitar telas antes de dormir, principalmente na cama, não deixe relógio do lado da cama ou à vista, faça refeições leves à noite, vá desligando o corpo aos poucos, tome chá, medite, e evite o café depois das 17h.

9. Esteja presente
É comum fazer uma coisa pensando no que está por vir. No final das contas, acabamos não estando presentes nos momentos que estamos vivendo. Para evitar isso, foque no aqui e agora. Procure se desconectar de mensagens, redes sociais e outras demandas e aproveite a companhia de quem está pessoalmente ao seu lado.

Construa memórias: estar presente de verdade pode ser o melhor presente que você pode dar para os outros – e para você mesmo!

10. Respire
A ansiedade e estresse normalmente vem acompanhados de uma respiração ofegante. Retomar o controle da sua respiração pode, no caminho inverso, acalmar sua mente. Respire fundo algumas vezes quando sentir que está nervoso.

“Aceite que não teremos o controle de tudo. E que tudo bem. Diminua seu nível de exigência consigo mesmo: faça só o que é capaz de dar conta. E não se culpe pelo que deixou de fazer. Valorize e destaque aspectos positivos e as conquistas do ano, mesmo que não tenha atingido o objetivo principal”, finaliza Maria Fernanda Caliani.


*Por Natasha Olsen

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*Fonte: ciclovivo

Por que os cortes de papel doem tanto?

Quem se lembra da cena do filme Lua Nova, em que a personagem Bella Swan, ao receber um presente de aniversário da família do seu namorado vampiro, abre a embalagem e se corta com o papel? Os momentos seguintes ficaram marcados na mente dos fãs ao redor do mundo: muito sangue e uma confusão familiar digna de um episódio de Casos de Família. E tudo por conta de um corte de papel.

Esse bendito machucado, além de provocar um caos na vida da família vampiresca, também traz arrepios na vida real. Quem nunca se cortou com o papel e ficou pensando no motivo do corte doer tanto? E não é qualquer dor, é aquela que incomoda a cada toque, banho, e até em repouso o dedo não deixa de estar dolorido. Quer saber por que esse corte minúsculo dói tanto? Continue a leitura que a gente te conta!

Combinação tenebrosa

O motivo de tanta dor é muito simples. As nossas mãos são incrivelmente sensíveis à dor e as bordas dos papéis são surpreendentemente irregulares. Essa terrível combinação é a principal causa do nosso sofrimento. A gente quase não percebe, mas as pontas dos nossos dedos são mais delicadas do que qualquer outra parte do corpo. Isso acontece porque ao longo dos anos, durante o processo evolutivo, elas foram sendo adaptadas para sentir a sensação do toque através das terminações nervosas. De acordo com especialistas, as mãos e os dedos humanos carregam uma alta concentração de células nervosas chamadas de nociceptores, que respondem a sinais liberados por células danificadas. Por conta disso, os machucados nessa área podem causar agonia intensa — quanto mais forte e mais rápido for o sinal enviado ao cérebro por meio dos nociceptores, mais rápida e intensa será a resposta — a dor. Que azar.

Os tão chatinhos cortes de papel acionam, principalmente, os nociceptores mecânicos, que detectam danos celulares causados por cortes e perfurações, em oposição aos danos causados por temperaturas extremas, por exemplo. É uma espécie de mecanismo de segurança. Em menor grau, os cortes de papel também podem ativar nociceptores que são sensíveis à irritantes químicos, como alvejantes usados para clarear o papel. Essas células nervosas também podem gerar sensações de coceira em torno do machucado.

O papel também tem culpa

Olhando de longe, o papel não parece ser um objeto cortante, certo? Temos a impressão de que as bordas de suas folhas são retas e suaves. Mas, microscopicamente, podemos perceber que as bordas do papel são parecidas com uma faquinha de serra — e quando entram em contato com as pontinhas sensíveis dos dedos, rasgam e dilaceram a pele, atingindo mais terminações nervosas em comparação com objetos cortantes mais precisos, por exemplo.

Outro motivo para essa dor incomodar tanto é a profundidade do machucado. Cortes mais fundos acionam os mecanismos de defesa do corpo, como a formação de crostas e a coagulação de sangue, que ajudam no processo de cicatrização do ferimento. Já o corte de papel é superficial e atinge apenas os nociceptores. Dessa forma, os mecanismos de defesa naturais do corpo demoram mais tempo para serem acionados, deixando as terminações nervosas expostas por mais tempo.

E ainda tem mais essa! A sua própria mente pode ser a causa da dor

Acredite se quiser, ainda tem mais essa! De acordo com a revista Scientific American, existe um elemento psicológico muito forte nos cortezinhos de papel — a dor pode ser mais intensa simplesmente por ter sido causada por algo inofensivo e muito menor do que nós. E não é que nossa mente é nosso próprio inimigo mesmo?

Agora que você já sabe por que esses machucados causados por papéis incomodam tanto, vale a pena redobrar o cuidado ao ler um livro ou folhear uma revista. Caso aconteça, não se esqueça: curativo no dedo para não deixar as terminações nervosas, mais nervosas ainda.

*Por Maria Fernanda Coutinho
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*Fonte: megacurioso

Infelicidade e solidão pode envelhecer mais que o cigarro

A depressão traz um sofrimento terrível a quem tem esta doença. Isto provavelmente você já sabe. Mas o que os pesquisadores estão descobrindo agora é que ela pode ter outros efeitos, como envelhecer o doente – até mais do que faz o cigarro, por exemplo.

Estudos recentes sugerem que, quanto mais velha cronologicamente for a pessoa, mais propensa ela está a ter algumas doenças que podem levar à morte. Mas agora novas pesquisas estão colocando mais um elemento relacionado ao envelhecimento: a saúde psicológica.

A relação entre a infelicidade e o envelhecimento

O que os pesquisadores estão pontuando é que se sentir infeliz, solitário ou mesmo deprimido pode acelerar os processos de envelhecimento, da mesma que forma que faz o tabagismo e outras doenças. Eles estão levantando como fatores para a velhice, além da idade cronológica, baseada em quando uma pessoa nasceu, a idade biológica, influenciada pela genética, pelo estilo de vida e outros fatores.

Novos estudos sugerem que, quando maior for a idade biológica, maior será o fator de risco a doenças que podem inclusive levar ao risco de morte. Agora, os pesquisadores dizem estar criando um “modelo digital de envelhecimento”, que pode calcular a idade de uma pessoa a partir destes dois fatores.

O relógio do envelhecimento

Pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Hong Kong têm trabalhado em uma startup chamada Deep Longevity. Eles dizem ter criado um “relógio do envelhecimento” a partir de dados coletados com 4846 adultos em 2015. Por meio deste estudo, eles chegaram em 16 biomarcadores sanguíneos relacionados à saúde, como níveis de colesterol, glicose, índice da massa corporal, sexo e medidas da função pulmonar.

Em seguida, eles compararam a idade cronológica dos indivíduos pelo modelo previsto pela sua idade. Os resultados sugeriram que fatores ligados à idade cronológica, o que envolve dados da saúde mental e do nível de satisfação com a vida, interferiram no ritmo do envelhecimento. “Demonstramos que fatores psicológicos, como sentir-se infeliz ou solitário, somam 1,65 anos à idade biológica”, escreveram em um estudo.

Embora o número seja apenas uma estimativa, o estudo revela que cuidar do estado psicológico é fator crucial em relação ao envelhecimento. Outra constatação é que os fumantes tendem a ser 15 meses mais velhos do que os não-fumantes com a mesma idade cronológica.

Os pesquisadores também apontaram mais fatores que são relacionados a esse relógio: o casamento tende a reduzir a idade em sete meses, enquanto a vida em ambiente rural tende a aumentar cinco meses na idade biológica, em relação às pessoas que vivem em centros urbanos.

Andrew Steptoe, professor da Universidade College London, destacou que o trabalho pode trazer uma importante contribuição à sociedade. “Os resultados são interessantes e se somam às evidências existentes na América do Norte e na Europa de que fatores como estresse e baixa posição socioeconômica estão relacionados ao envelhecimento acelerado”, afirmou.

*por Maura Martins
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*Fonte: megacurioso

Gatos laranjas são realmente mais dóceis?

Existe uma crença popular de que gatos laranja são mais dóceis que os de outra cor. Mas, por muito tempo, não existiam estudos relacionando a cor da pelagem com o comportamento desses animais, para verificar se havia mesmo alguma relação ou se era apenas um “achismo” dos donos de gatos.

E esse mito se manteve assim até 1995, quando a bióloga Dominique Pontier publicou um estudo examinando a frequência da variante do gene laranja entre as populações de gatos. Sabe-se que o gene responsável pela cor laranja está ligado ao sexo. Mas o que isso diz sobre o comportamento desses felinos?

Estudando os gatos

O estudo de Pontier trabalhou com um total de 30 populações de gatos, na França, entre 1982 e 1992. Foram catalogados os dados de 56 a 491 gatos, dependendo de cada população. E entre os resultados, surgiram evidências sobre a possível amabilidade dos gatos laranja.

A primeira informação que o estudo revelou é que os gatos laranja são mais comuns em ambientes rurais (menos densos) do que em ambientes urbanos. Como nesses ambientes o sistema de acasalamento dos gatos é mais polígino — os gatos machos tendem a acasalar com várias gatas, enquanto as fêmeas tendem a acasalar com apenas um macho —, a predominância de gatos laranjas pode indicar um maior sucesso reprodutivo em condições sociais específicas.

Outro resultado é que os gatos laranja são menos comuns em áreas com maior risco de mortalidade. Esta descoberta pode sugerir que animais com essa pelagem podem ser mais propensos a se envolver em comportamentos de risco resultantes em morte. Outra possibilidade é que eles, por serem mais dóceis, tendem a evitar locais e situações de maior risco.

A terceira descoberta serviu para confirmar um estudo anterior, realizado na Austrália. Gatos laranja apresentam maior dimorfismo sexual. Isso significa que os machos laranja pesam mais que os gatos de outras cores e as fêmeas laranja pesam menos que as de outras cores.

Mas, afinal, gatos laranjas são mais dóceis?

O que é possível afirmar com os dados obtidos por Pontier é que, devido a diferenças físicas e comportamentais, os gatos laranja (os machos, em particular) podem contar com uma estratégia reprodutiva diferente. Essa estratégia não estaria diretamente relacionada à maneira como esses animais se relacionam com seres humanos, mas pode ajudar a entender.

Por serem maiores que os demais animais, estarem presentes em maior concentração em ambientes rurais e expostos a menos situações de risco, os gatos laranja machos podem apresentar um comportamento mais ousado. Em situações que outros gatos entendem como arriscadas, os gatos laranja podem se sentir mais confortáveis.

Embora essas associações comportamentais baseadas em cores possam parecer estranhas, elas são relativamente comuns no reino animal. Outros animais, como roedores e pássaros — que possuem estudos conhecidos sobre o tema —, também apresentam a mesma relação que os gatos.

Isso acontece porque alguns genes responsáveis pelo comportamento ou outros atributos físicos (tamanho do corpo, por exemplo) podem ser herdados com os responsáveis pela cor do pelo. Desde 1995, foram realizados poucos estudos buscando compreender essa relação. Porém, os dados obtidos por Pontier podem realmente sugerir que os gatos laranja tendem a ser mais dóceis com os humanos.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Mulheres estão ficando mais ‘bravas’? O que mostram 10 anos de pesquisa

Um levantamento anual do instituto de pesquisa Gallup indica que mulheres em todo o mundo estão ficando mais bravas nos últimos 10 anos. Mas por que isso está acontecendo?

Dois anos atrás, Tahsha Renee estava de pé em sua cozinha quando foi tomada por uma sensação incontrolável de raiva — ela acabou dando um grito a plenos pulmões.

“A raiva sempre foi uma emoção fácil de explorar”, diz.

Foi no meio da pandemia e ela estava farta. Passou os 20 minutos anteriores andando pela casa listando em voz alta tudo o que a deixava com raiva.

Mas depois do grito ela sentiu uma intensa liberação física.

Tahsha, uma hipnoterapeuta e life coach, desde então tem reunido mulheres de todo o mundo no zoom para falar sobre tudo o que lhes dá raiva e depois extravasar.

De acordo com um levantamento da BBC de 10 anos de dados da Gallup World Poll, as mulheres estão ficando mais irritadas.

Todos os anos, a pesquisa entrevista mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países, perguntando, entre outras coisas, que emoções elas sentiram durante grande parte do dia anterior.

Quando se trata de sentimentos negativos em particular — raiva, tristeza, estresse e preocupação — as mulheres relatam senti-los com mais frequência do que os homens.

A análise da BBC descobriu que, desde 2012, mais mulheres do que homens vêm relatando sentir tristeza e preocupação, embora isso tenha aumentado para ambos os gêneros.

No entanto, quando se trata de raiva e estresse, a diferença com os homens está aumentando. Em 2012, ambos os sexos relataram raiva e estresse em níveis semelhantes. Nove anos depois, as mulheres estão mais irritadas — por uma margem de seis pontos percentuais — e também mais estressadas. E houve uma variação particular na época da pandemia.

Isso não surpreende a terapeuta americana Sarah Harmont. No início de 2021, ela reuniu um grupo de pacientes do sexo feminino para gritarem juntas.

“Sou mãe de dois filhos pequenos e trabalhava em casa. Sentia uma frustração intensa e profunda que estava se transformando em raiva total”, diz ela.

Um ano depois, ela entrou em campo novamente. “Esse foi o grito que viralizou”, diz ela. Foi captado por um jornalista em um dos grupos online de sua mãe participava e, de uma hora para outra, Sarah passou a receber telefones de repórteres de todo o mundo.

Ela acredita que tocou em algo que as mulheres de todos os lugares estavam sentindo, uma intensa frustração de que o fardo da pandemia estava caindo desproporcionalmente sobre elas.

Uma pesquisa de 2020 com quase 5 mil pais em relacionamentos heterossexuais na Inglaterra descobriu que as mães assumiram mais responsabilidades domésticas durante o lockdown do que os pais. Como resultado, elas reduziram suas horas de trabalho. Isso acontecia mesmo quando elas eram as que mais ganhavam na família.

Em alguns países, a diferença entre mulheres e homens que dizem ter sentido raiva no dia anterior é muito maior do que a média global.

No Camboja, a diferença foi de 17 pontos percentuais em 2021, enquanto na Índia e no Paquistão foi de 12.

A psiquiatra Lakshmi Vijayakumar acredita que este é o resultado de tensões que surgiram à medida que mais mulheres nesses países se tornaram educadas, empregadas e economicamente independentes.

“Ao mesmo tempo, elas estão amarrados por sistemas e cultura arcaicos e patriarcais”, diz ela. “A dissonância entre um sistema patriarcal em casa e uma mulher emancipada fora de casa causa muita raiva.”

Todas as sextas-feiras à noite, na hora do rush em Chennai, na Índia, ela testemunha essa dinâmica em ação.

“Você vê os homens relaxando, indo a uma casa de chá, fumando. E você encontra as mulheres correndo para o ônibus ou estação de trem. Elas estão pensando no que cozinhar. Muitas mulheres começam a cortar legumes no caminho de volta para casa no trem.”

No passado, diz Lakshmi, não era considerado apropriado que as mulheres dissessem que estavam com raiva, mas isso está mudando. “Agora há um pouco mais de capacidade de expressar suas emoções, então a raiva é maior.”

O efeito da pandemia no trabalho das mulheres também pode estar causando impacto. Antes de 2020, havia um progresso lento na participação das mulheres na força de trabalho, de acordo com Ginette Azcona, cientista de dados da ONU Mulheres.

Mas em 2020 parou. Este ano, o número de mulheres no trabalho está projetado para ficar abaixo dos níveis de 2019 em 169 países.

Progresso para as mulheres?

Para marcar o 10º aniversário do BBC 100 Women, a BBC encomendou a Savanta ComRes que pedisse às mulheres em 15 países que comparassem o presente com 10 anos atrás.

Pelo menos metade das mulheres entrevistadas em cada país dizem que se sentem mais capazes de tomar suas próprias decisões financeiras do que há 10 anos

Pelo menos metade em cada país, exceto os EUA e o Paquistão, também acha que é mais fácil para as mulheres discutir consentimento com um parceiro romântico


Na maioria dos países, pelo menos dois terços das mulheres entrevistadas disseram que a mídia social teve um impacto positivo em suas vidas — nos EUA e no Reino Unido, porém, o número ficou abaixo de 50%.


Em 12 de 15 países, 40% ou mais das mulheres entrevistadas dizem que a liberdade de expressar suas opiniões é uma área em que sua vida mais progrediu nos últimos 10 anos


46% dos entrevistados nos EUA acham que é mais difícil para as mulheres acessar o aborto medicamente seguro do que há 10 anos

“Temos um mercado de trabalho segregado por sexo”, diz a autora feminista americana Soraya Chemaly, que escreveu sobre a raiva em seu livro de 2019, Rage Becomes Her (Raiva se torna ela, em tradução livre).

Ela vê muito do esgotamento relacionado à pandemia acontecendo em setores dominados por mulheres, como assistência.

“É um trabalho pseudo-maternal e mal pago. Essas pessoas registram níveis muito altos de raiva reprimida, suprimida e desviada. E tem muito a ver com a expectativa de trabalhar incansavelmente. E sem nenhum tipo de limite legítimo”.

“Dinâmicas semelhantes são frequentemente encontradas no casamento heterossexual”, diz ela.

Nos Estados Unidos, muito foi escrito sobre o peso da pandemia sobre as mulheres, mas os resultados da Gallup World Poll não indicam que as mulheres são mais raivosas do que os homens.

“As mulheres nos Estados Unidos sentem uma vergonha muito profunda pela raiva”, pontua Chemaly, e podem ser mais propensas a relatar sua raiva como estresse ou tristeza.

Talvez por isso as mulheres americanas relatem níveis mais altos de estresse e tristeza do que os homens.

Isso é verdade em outros lugares também. Muito mais mulheres do que homens disseram estar estressadas no Brasil, Uruguai, Peru, Chipre e Grécia.

No Brasil, mais especificamente, quase seis em cada 10 mulheres disseram ter se sentido estressadas durante grande parte do dia anterior, em comparação com pouco menos de quatro em cada 10 homens.

Bolívia, Peru e Equador também viram uma grande diferença entre os sexos. Na Bolívia e no Equador, quase metade das mulheres disseram ter se sentido tristes durante grande parte do dia anterior — 15 pontos percentuais a mais do que os homens.

A tendência das mulheres relatarem emoções negativas com mais frequência do que os homens remonta pelo menos a 2012 nesses países e em muitos parece estar piorando.

Mas Tahsha Renee acha que muitas mulheres nos Estados Unidos e em outros lugares já chegaram a um ponto em que podem dizer: “Chega!”

“De uma forma que está realmente facilitando a mudança. E elas estão usando sua raiva para fazer isso”, argumenta.

“Você precisa de fúria e raiva”, concorda Ginette Azcona da ONU Mulheres. “Às vezes você precisa disso para agitar as coisas e fazer com que as pessoas prestem atenção e ouçam.”

Metodologia
A Gallup faz um levantamento anual com mais de 120 mil pessoas em mais de 150 países e áreas, representando mais de 98% da população adulta mundial, usando amostras representativas nacionalmente selecionadas aleatoriamente. As entrevistas são realizadas presencialmente ou por telefone. A margem de erro para os resultados varia segundo o país e a pergunta. Quando os tamanhos das amostras são menores, por exemplo, ao dividir um conjunto de respostas por sexo, a margem de erro será maior. Tabelas de dados completas para a pesquisa Gallup de 2021 podem ser baixadas aqui.

Savanta ComRes entrevistou 15.723 mulheres com mais de 18 anos online no Egito (1.067), Quênia (1.022), Nigéria (1.018), México (1.109), EUA (1.042), Brasil (1.008), China (1.025), Índia (1.107), Indonésia (1.061), Paquistão (1.006), Arábia Saudita (1.012), Rússia (1.010), Turquia (1.160), Reino Unido (1.067) e Ucrânia (1.009) entre 17 de outubro e 16 de novembro de 2022. Os dados foram ponderados para serem representativos de mulheres em cada país por idade e região. A margem de erro para os resultados de cada país é de +/- 3. Tabelas de dados completas podem ser encontradas aqui.

O BBC 100 Women nomeia 100 mulheres inspiradoras e influentes em todo o mundo todos os anos.

*Por Stephanie Hegarty
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*Fonte: bbc-brasil

Mitos e verdades para evitar picadas de mosquito

Pesquisadores descobriram que os mosquitos possuem preferência por tipos de pele. Um artigo publicado na revista científica Cell indica que a variação na concentração de ácido lático e gás carbônico expelidos pelo órgão pode atrair esses insetos. O odor da pele humana é uma mistura desses compostos orgânicos, que podem conter os elementos que chamam a atenção dos mosquitos.

Flávia Virginio, pesquisadora e curadora da coleção entomológica do Instituto Butantã, ressalta que ainda são poucas as comprovações científicas envolvendo tal “preferência” por peles. Para ela, ainda “depende muito da substância que a pessoa libera na pele”, mas tanto o CO2 quanto o ácido lático são substâncias que, atraem as picadas de mosquitos, comprovadamente. Outros fatores, como a temperatura da pele e a presença de vapor de água, também podem atrair esses insetos.

Entre as receitas criadas para impedir a picada desses mosquitos, algumas fazem parte de superstições populares, como a ingestão de vitaminas do complexo B, o uso de vinagre de maçã, a ingestão de limão com cravo. Há também os chamados repelentes naturais, que são a citronela, a lavanda e os óleos naturais.

Mitos e verdades
As vitaminas do complexo B figuram como um dos mitos existentes dentre as substâncias utilizadas para repelir os insetos, já que não há comprovação científica sobre a eficácia delas. A pesquisadora explica que a incerteza da eficácia está justamente na forma como cada organismo irá processar a vitamina: “Muita coisa, quando a gente ingere e é digerida pelo sistema digestivo, não chega até o sangue a ponto de ser expelida pela pele”.

Outros mitos, que envolvem as chamadas receitas caseiras, indo desde o uso de chás e óleos naturais, como a lavanda, melaleuca e a citronela, podem ter sua efetividade variada de acordo com o manejo da planta.

Algumas dessas substâncias até são auxiliadoras na composição dos repelentes industriais comprovadamente efetivos. No entanto, mesmo que sejam auxiliares na produção desses produtos, por não possuírem uma testagem e uma produção padronizada, os repelentes caseiros e in natura não possuem comprovação científica.

No mercado, os repelentes com efetividade comprovada variam desde o uso do princípio ativo de substâncias naturais para a composição de cremes na indústria farmacêutica, como também os encontrados em sprays, os ultrassônicos e as diversas formas mecânicas de dispersão dos insetos.

Flávia destaca, principalmente, os produtos que possuem concentração da substância Deet, a N,N-Dietil-m-toluamida, como potenciais repelentes para os adultos. Já para as crianças maiores de seis meses, o mais indicado por ela é a icaridina. Fatores como idade da pessoa, se é gestante ou não e se possui alguma alergia devem ser considerados ao fazer uso de determinadas substâncias.

Outras formas de evitar as picadas de mosquitos incluem pequenos cuidados cotidianos: aplicação de telas nas janelas; o uso de roupas que cobrem mais regiões do corpo em zonas de mata; a não realização de atividades em períodos específicos, como pela manhã e ao entardecer, período em que os mosquitos são mais ativos.

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*Fonte: ciclovivo

De tudo o que a humanidade produz, 91% vira lixo, aponta estudo

Esses números ganham outra dimensão com as datas do fim do ano, como o Natal.

De tudo o que a humanidade produz, 91,4% vira lixo, segundo o Circularity Gap Report. No Brasil, as embalagens representam 30% de todo o material descartado, aponta o Instituto Akatu, e 17% dos alimentos são jogados fora a cada ano, informa a ONU. Esses números ganham outra dimensão com as datas do fim do ano, black friday, presentes de Natal, amigo secreto, lembrancinhas, kits para clientes e funcionários, roupas novas, móveis, eletrônicos, reformas, ceias, decoração.

A lista de produtos consumidos se multiplica e, quanto maior o consumo, maior a produção de resíduos e emissão de gases do efeito estufa, responsáveis pelas mudanças do clima. Se as pessoas se propuserem a promover mais encontros, distribuir bons sentimentos e reduzir o consumo neste fim de ano, o que acontece? A resposta é ao mesmo tempo simples e grandiosa: uma notável mudança de hábitos que pode transformar o mundo.

Em meio a debates cada vez mais intensos sobre sustentabilidade, a proposta de um Natal Circular se apresenta como ação necessária de preservação humana. O grande desafio é driblar o consumismo, ampliar o reaproveitamento de materiais e praticar o mantra dos erres. Reciclar é importante, reaproveitar é necessário, repensar e reduzir o consumo é fundamental.

“É o primeiro Natal, em dois anos, que esperamos poder reunir todos os que amamos, até mesmo quem está mais longe. Que tal se a gente focar em valorizar mais a companhia das pessoas, do que em comprar coisas? Ou, se formos realmente consumir, praticar o consumo de forma mais informada e consciente?”, propõe o professor doutor Edson Grandisoli, coordenador pedagógico do Movimento Circular.

A economia circular busca otimizar os recursos do planeta e gerar cada vez menos resíduos. A equação é comprar menos, utilizar os produtos por mais tempo e reaproveitar seus insumos para a produção de novas coisas, reduzindo tanto a extração de recursos da natureza, como a quantidade de resíduos descartados. Um dos caminhos apontados pelo professor é comprar produtos de empresas que assumem compromissos socioambientais, investem ou doam parte dos lucros desse período para promover atividades que valorizam a circularidade e a sustentabilidade.

Por mais desafiadora que pareça, a mudança de posicionamento não é tão difícil. Com informação e planejamento é possível tornar as comemorações de fim de ano mais cheias de sentido, de significado e inspiradoras, inclusive no aspecto financeiro. O verdadeiro espírito do Natal agradece e comemora junto.

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*Fonte: ciclovivo

Será que todo mundo tem uma ‘VOZ’ NA CABEÇA?

Quantas vezes você já se pegou conversando com a “pequena voz” que atua dentro da sua cabeça? No fim das contas, é bastante comum criar longas conversas dentro de nossos pensamentos para esclarecer situações da vida, ajudar em um momento delicado no trabalho ou para criticar nossos próprios comportamentos.

Mas será que todas as pessoas no mundo possuem esse monólogo interno? Por muito tempo, acreditava-se que era completamente impossível uma pessoa não ter uma voz interna em sua cabeça, mas estudos recentes indicam que esse não é o caso. De acordo com pesquisadores, nem todas as pessoas processam a vida da mesma maneira e podem apresentar métodos diferentes de manejar seus pensamento e sentimentos. Veja só!

Cérebro em atuação

Quando citamos o termo “monólogo interno” estamos nos referindo às pessoas com capacidade de ter uma fala privada dirigida a si mesma, o que acontece sem que nossa boca precise emitir qualquer articulação ou som. Sendo assim, é basicamente como se você realmente conseguisse “ouvir” sua própria voz sem dizer nada.

Alguns estudos, inclusive, sugerem que crianças podem usar alguma forma de fonética interna para raciocinar desde 18 a 21 meses. Para analisar essa função cerebral, o Laboratório de Psicologia e Neurocognição do CNRS, instituto nacional de pesquisa francês, observou esses monólogos internos em três dimensões em um estudo feito em 2019.

A pesquisa aponta que a primeira dimensão é a dialogalidade, o que diria que algumas conversas internas são tão complexas que existe um debate se é certo chamá-las de monólogos. Em segundo lugar ocorre a condensação, que mede o quão prolixo é o seu discurso interno. Por fim, entra a intencionalidade, fator que analisa se estamos entrando em um discurso interior de propósito ou por acaso.

Interpretando dados

Em 1990, um estudo conduzido pela Universidade de Nevada passou a questionar a dependência das pessoas de uma voz interior. Utilizando um bipe, os pesquisadores pediram para que os participantes sempre anotassem o que estavam pensando ou experimentando em suas cabeças quando o dispositivo apitasse.

No fim do dia, eles precisavam se reunir com um pesquisador para revisar suas respostas. Após uma série de encontros, a equipe de pesquisa notou que algumas pessoas tinham uma fala interior toda vez que o bipe tocava, quase como se tivessem um rádio em suas cabeças. Porém, outros apresentaram menos monólogos do que o normal e uma pequena porção nem mesmo tinha fala interior.

Esse último grupo, por sua vez, experimentava imagens, sensações e até mesmo emoções no lugar das vozes e palavras. Com o tempo, a falta de monólogo interior passou a ser associada a uma condição chamada afantasia — também conhecida como “cegueira do olho da mente”.

Pessoas que sofrem de afantasia não têm visualizações em suas mentes. Logo, não conseguem imaginar mentalmente um lugar por onde passaram ou o rosto de um ente querido. Muitas vezes, essas pessoas também não experimentavam formas de monólogos internos claros. No fim das contas, a afantasia e a falta de voz interior não são condições necessariamente ruins, mas podem resultar em uma maior dificuldade para que essa pessoa se adapte a alguns métodos de aprendizados usados até hoje.

*Por Pedro Freitas
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*Fonte: megacurioso

5 dicas para começar do zero e ganhar seu primeiro milhão

Saiba o que fazer para multiplicar seus ganhos, por mais que você não tenha um centavo sequer na sua conta bancária

Chegar ao primeiro milhão é o sonho de muita gente. Por mais que grandes empresas tenham lucros muito superiores a isso, o valor representa uma marca no imaginário das pessoas. Ser chamado de milionário mostra que, de fato, o detentor desse montante conquistou o sucesso. A opinião é de Timothy Sykes, empreendedor e investidor americano.

Em texto originalmente publicado no site da revista “Entrepreneur”, Sykes dá dicas sobre como se tornar um milionário, mesmo que, neste momento, você não tenha um centavo sequer na sua conta.

Confira as lições e aplique em sua vida:

1. Encontre um mentor
É impossível ganhar muito dinheiro sem ter ajuda, segundo Sykes. E o primeiro auxílio que você deve buscar é o de um mentor que, de preferência, saiba como multiplicar seus ganhos. Seu mentor mostrará o que fazer e o que deixar de lado. Além disso, ele provavelmente apresentará você a pessoas que podem tornar seu caminho rumo à riqueza menos tortuoso.

2. Seja dedicado
Sykes afirma que você não deve se martirizar por cometer erros. Todos cometem equívocos. O que não pode faltar nunca é dedicação. Esforce-se ao máximo e aprenda com seus deslizes. Você cometerá menos erros com o passar do tempo.

3. De grão em grão…
São raríssimas, de acordo com Sykes, as ocasiões em que pessoas se tornam milionárias da noite para o dia. Ou seja: você não deve focar em operações que podem render grandes ganhos, mas que são arriscadas. Vá devagar. Seu foco não pode ser atingir sua meta rapidamente. O ideal é que você aproveite a jornada, aprendendo o suficiente para que seu dinheiro não vá para o ralo quando a primeira dificuldade aparecer.

4. Trabalhe mais que todo mundo
Para aumentar seus ganhos devagar, você tem que obter uma fonte de renda maior. Pode ser por meio de uma promoção no seu emprego, por um trabalho freelancer ou com novas estratégias na sua empresa, caso você já tenha o próprio negócio. Para aumentar seu salário, pelo menos no curto prazo, você vai ter que trabalhar mais. Mais que todo mundo. Sykes afirma que você deve parar de pensar em desculpas.

5. Tenha um princípio
Ser um milionário é uma marca importante, mas você não pode ser movido somente por ela. É importante ter um propósito. Descubra por que você precisa desse dinheiro. Você quer ajudar a si mesmo ou sua família ou mudar o mundo? O que realmente interessa é que o dinheiro deve ser apenas uma consequência do trabalho bem feito.

5 paradoxos reais que vão te assombrar

Você quer testar as estruturas lógicas do seu cérebro? Quer ampliar seu olhar com uma série de paradoxos que desafiaram até mesmo Stephen Hawking? Essa é precisamente a oportunidade que lhe damos com este artigo!

A vida é, em si, um estranho paradoxo. Nos esforçamos para conseguir um bom emprego, para suprir nossas necessidades mais básicas ou para que as pessoas que amamos estejam bem. No entanto, esse processo nos custa a saúde e dificilmente temos tempo para aproveitar o que conquistamos. A existência, se a observarmos com uma lupa, é uma eterna contradição.

A própria essência dos paradoxos serve a esse propósito. Faz-nos pensar naquelas ideias, construtos ou realidades que contêm uma ideia em si… e o seu contrário. As pessoas trabalham para viver, mas mal temos tempo para aproveitar a vida. Algo semelhante acontece quando observamos a escuridão das noites.

Como pode haver tanta escuridão quando existem tantos astros de hidrogênio explodindo em chamas no infinito do universo? Será que as estrelas não bastam para iluminar tudo o que nos rodeia? Parece que não. Seja como for, o jogo dos paradoxos apresenta-se como um convite original e estimulante a uma reflexão profunda em que nem sempre há respostas claras ou conclusivas.

Como Sócrates disse uma vez, “só sei que nada sei”. E admiti-lo, assumir que o ser humano nunca terá uma explicação objetiva para cada uma das dúvidas que o assaltam ao olhar para o céu ou para si mesmo também é um exercício de sabedoria. Portanto, e se aguçarmos um pouco nossa engenhosidade e capacidade analítica com uma série de propostas teóricas desse tipo?

“Casa de ferreiro, espeto de pau. Não há mal que não venha para um bem. Vista-me devagar porque estou com pressa.” Nossos provérbios e linguagem popular estão repletos de curiosos paradoxos dos quais nem sempre temos consciência, mas que são um exemplo da complexidade de nossa realidade.

O pensamento paradoxal às vezes nos obriga a explicar o quão absurdas são algumas coisas que parecem óbvias.

Paradoxos que irão ampliar sua mente
Se há uma figura reconhecida que insiste em nossos constantes erros de pensamento, é o psicólogo e Prêmio Nobel Daniel Kahneman. É a ele que devemos entender como os vieses cognitivos afetam os julgamentos e a tomada de decisões. Não faz muito tempo, ele nos presenteou com seu último livro, Ruído, uma falha no julgamento humano (2021).

Nele, ele nos explicava como as pessoas fazem julgamentos diferentes diante de realidades semelhantes. Conforme descrito nesse trabalho, existem médicos, psiquiatras e juízes que emitem opiniões divergentes diante de eventos semelhantes. O que está acontecendo? A que se deve? A resposta é simples. Nossa mente está cheia de ruídos, vieses de pensamento e automatismos dos quais não somos conscientes.

Pensamos rápido, pensamos mal e chegamos a conclusões erradas movidos pela impulsividade e pelas emoções. Devemos aprender a ser mais meticulosos, analíticos, desenvolvendo, por sua vez, um pensamento mais flexível e lento. Daí propostas como as seguintes. Existem paradoxos que vão ampliar sua mente e permitir que você analise a realidade de forma mais ampla e crítica ao mesmo tempo. Por que não tentar?

Em sua época, José Ortega y Gasset comentou que não há ironia maior do que aquela que afeta todos os funcionários públicos. Uma vez promovidos, tornam-se misteriosamente incompetentes. Atualmente, essa realidade é definida como o paradoxo de Peter.

1. O paradoxo da felicidade
O hedonismo foi uma escola de pensamento que nos dizia que somente quando buscamos o prazer é que encontramos a felicidade. Mais tarde, a filosofia utilitária de Jeremy Bentham argumentou que os comportamentos moralmente bons são os que acabam produzindo a verdadeira felicidade.

Pois bem, Viktor Frankl mais tarde nos deu outra lição ao afirmar que a felicidade não se busca nem parte de nenhum comportamento moralmente positivo. O pai da logoterapia afirmou que a melhor maneira de ser feliz é esquecer de tentar ser feliz e deixar a felicidade acontecer (aparecer) por conta própria.

O que nos resta então?

2. O paradoxo do buraco negro
Entre os paradoxos que vão ampliar sua mente, não poderia faltar aquele que era o preferido de Stephen Hawking. Para abordá-lo, vamos pensar em um buraco negro e no que se diz sobre eles: tudo que chega perto de sua borda desaparece. Basta que uma partícula se mova em direção a esse horizonte de eventos para deixar de existir.

Recordemos a teoria da relatividade geral de Einstein, segundo a qual a força atrativa de um buraco negro é tão forte que nada pode escapar dela. Agora, a física quântica é construída com base na suposição de que a informação nunca desaparece, que as partículas podem se transformar, mas nunca desaparecem completamente. Então, como resolvemos esse enigma?

3. Borboletas sociais: o curioso paradoxo da amizade
Um estudo publicado no MIT Technology Review analisou o chamado paradoxo da amizade. Pode não acontecer com você, mas de acordo com modelos matemáticos e estatísticos existe um princípio que sempre ocorre. É o seguinte: seus amigos têm mais amigos que você e se divertem ainda mais.

Esse princípio foi descoberto pelo sociólogo Scott Feld em 1991. Segundo ele, o paradoxo é que grande parte das pessoas tem poucos amigos, enquanto um grupo menor de pessoas tem uma rede social maior. Por probabilidade, pode ser que tenhamos pelo menos um amigo que seja uma verdadeira borboleta social, ou seja, alguém com muitos contatos e que adora festas. Qual é a sua opinião sobre isso?

4. O paradoxo do aviador louco
Entre os paradoxos que vão alargar a sua mente, esse é sem dúvida o mais original. Ele aparece no romance de Joseph Heller intitulado Catch-22. Nesse romance contam-nos a história de um jovem aviador da Segunda Guerra Mundial que quer sair do exército. Para isso, planeja se comportar de forma delirante para que a avaliação psiquiátrica conclua que ele é “louco” e que, portanto, não está apto.

No entanto, o médico explica que só os aviadores loucos são os que são treinados para serem pilotos de caça. O jovem está bloqueado pela contradição sem saber o que fazer.

Esse paradoxo nos lembra um pouco o que acontece com os jovens quando procuram emprego. É-lhes exigido experiência quando, na realidade, poucos têm a oportunidade de a ter.

Os paradoxos da física quântica são os que mais tiram o sono dos cientistas.

5. O paradoxo da tolerância
Não podemos terminar esta lista de paradoxos capazes de ampliar o foco do seu olhar sem nos referirmos àquele que gira em torno do conceito de tolerância. Vamos nos colocar no contexto. Consideramos democrática qualquer sociedade que defenda a tolerância; porém, por essa regra geral, a qualquer momento também acabará sendo tolerante com a intolerância.

E mais, no momento em que a intolerância for tolerada, essa sociedade acabará sendo exatamente o contrário do que defende, ou seja, “intolerante”. Longe de ser um jogo de palavras, se o analisarmos com cuidado, contém uma grande verdade. Finalmente, podemos apenas admitir que os paradoxos têm sua curiosa utilidade…

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Estamos todos com fome de abraços

Em um dos seus versos, Pablo Neruda disse que “Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida”. Talvez seja ridículo dizer o quanto isso é óbvio, mas andamos tão esquecidos, tão sobressaltados, tão desmemoriados, que é preciso dizer o óbvio, a fim de que os nossos olhos consigam sair de nós e enxergar além das grandiosidades vazias que nos cercam.

Nos outros, em nós, nos lugares mais próximos, nos lugares mais distantes, não importa aonde se vá, estão todos perdidos. Todos perambulando, andando por aqui, acolá. Cortando as multidões, em que muitos se veem, mas poucos se enxergam. As pessoas não parecem satisfeitas, os seus olhares procuram algo perdido. Será a humanidade cada vez mais distante?

Mas, ninguém para, ninguém questiona, ninguém ousa andar em sentido contrário, afinal, ninguém quer ser visto como fugitivo. Os fugitivos são perigosos, eles incitam as pessoas a pensarem. E quem pensa, desorganiza, perturba a ordem, quebra a normalidade de uma vida cheia de banalizações. Sabemos bem que o sistema não costuma gostar de sujeitos subversivos.

E como somos bastante obedientes, ficamos quietinhos. Podemos até chorar, mostrar a nossa insatisfação com a vida, a nossa desesperança, a nossa fragilidade. Mas é preciso que seja em silêncio, claro. O sistema não gosta de alardes e as lágrimas costumam sempre mostrar os esconderijos da alma, algo que – convenhamos – não deve ser mostrado, já que vivemos como máquinas.

Vivemos como máquinas e tudo que nos faça pensar ou recuperar o humano deve ser esquecido, apagado da vida e da memória. Além disso, o que há para fazer? Somos ensinados desde logo que boi sozinho se lambe melhor, a não despregar os olhos de nós mesmos, ainda que para que possamos nos enxergar seja necessário ir além dos nossos próprios reflexos.

Assim, o sistema de desvínculos que nos circunda torna-se perfeito, porque não enxergamos o humano no outro, o outro não enxerga o humano em nós, de modo a ficar todos perdidos e todos famintos. Com fome de gente. Com fome de toque. Com fome de abraços.

E não adianta tentar preencher o vazio com outras coisas, por mais que diga que se pode, porque afeto não é mercantilizável, embora os mercadores do amor tentem sempre arrumar uma nova forma de vendê-lo e nós obedientemente novas formas de comprá-lo.

No entanto, sempre chega o momento em que o algo que fala em nós grita que não há como viver de forma tão banal, desinteressante, solitária, egoísta. Não dá para viver apenas enganando o estômago. Uma hora, ele quer pão, assim como a alma quer abraços. É o instante em que se ainda não conseguimos enxergar a humanidade nas pessoas, ao menos enxergamos a fome que domina os seus olhos, repletos de secura.

Nesse instante, em que a alma cansada de chorar em silêncio se coloca para fora; percebemos que ser fugitivo é a única possibilidade de liberdade e que o toque é o que humaniza a nossa existência, pois se o amor é capaz de criar um escudo contra a morte, é preciso que o utilizemos para que – como falou Neruda – salvemo-nos da vida.

*Por Erick Morais
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Sabia que as pessoas distraídas têm cérebros mais eficazes?

A ciência estabeleceu uma relação curiosa entre a atenção e a eficácia. Segundo a pesquisa de 3 investigadores, os cérebros mais eficazes são os das pessoas mais distraídas. A conclusão até foi acidental. Daniel Levinson e Richard Davidson, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e Jonathan Smallwood, pesquisador do Instituto Max Planck, na Suíça, observaram essa relação durante um estudo científico sobre
a memória.

O estudo, publicado na prestigiada revista Psychological Science, mostrou que as pessoas que mais facilmente absorvem novas informações e trabalham nelas são também as pessoas que mais facilmente se distraem.
Os pesquisadores concluíram que existe uma conexão entre a memória operacional, ou memória de trabalho, e a tendência do cérebro em se dispersar por outros pensamentos. Uma descoberta que valida um outro estudo associando a dificuldade de concentração a uma maior inteligência.

Desse jeito, quanto mais rotineira é a tarefa, mais a pessoa se distrai, pois “os cérebros tentam alocar recursos nos problemas mais prementes”, explica Jonathan Smallwood.

Conexão entre memória e atenção
“Os nossos resultados sugerem que o tipo de planificação que as pessoas fazem frequentemente na vida diária, como quando estão no ônibus ou tomam duche, é provavelmente realizado com a memória operacional”, continua o pesquisador.
O que acontece? Quando a pessoa faz algo rotineiro, o cérebro fica redefinindo prioridades, através da memória de trabalho. E assim a pessoa se distrai e fica menos capaz de memorizar nova informação fornecida pela tarefa rotineira.

Na pesquisa, os participantes precisavam realizar tarefas básicas. Por exemplo, sempre que aparecia determinada letra na tela eles tinham de carregar em um botão. Após os experimentos, os pesquisadores mediram a memória operacional. Os participantes tinham que memorizar séries de letras ao mesmo tempo que resolviam problemas
matemáticos. Os pesquisadores analisaram os resultados e notaram que os participantes com maior memória de trabalho foram os que mais esqueceram um livro que haviam lido durante o experimento.

“É como se a atenção estivesse tão concentrada em outros pensamentos que o cérebro da pessoa não teve espaço para memorizar o que havia lido”, resume Daniel Levinson. Note que isso é bem diferente de ‘editar’ a memória, como faz o pesquisador de Montreal que criou um método para apagar a memória ruim de uma separação amorosa. A pesquisa de Levinson, Davidson e Smallwood revelou que, quando a memória operacional aumenta a capacidade da pessoa realizar vários pensamentos ao mesmo tempo, a concentração se dispersa.

Ou, dito de forma mais simples, as pessoas mais distraídas têm os cérebros mais eficazes.

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*Fonte: equilibrioemvida

Cientistas calculam chances de lixo espacial matar alguém

Denomina-se por lixo espacial tudo aquilo que foi criado pelo homem e que está orbitando a Terra; isto é, que encontra-se ao redor do planeta. Como o próprio nome sugere, o detrito espacial não tem qualquer função útil, pois consiste, sobretudo, em diversas partes de foguetes que ficaram para trás após o lançamento, assim como satélites desativados, sondas e outros objetos.

É inegável que o avanço da tecnologia tem permitido diversas inovações em benefício da vida num contexto geral, principalmente em questões relacionadas ao aprimoramento de estudos em áreas variadas, como as condições climáticas, geolocalização, etc. No entanto, com mais objetos sendo lançados para o espaço, cada vez mais lixo espacial é produzido.

Nesse contexto, os cientistas calcularam os riscos de alguém ser morto em função do lixo espacial. Embora pareça remotamente difícil acontecer um acidente assim, afinal nunca houve antes, há certo risco.

Estudo calcula o risco de alguém ser vítima fatal do lixo espacial

Casos de ferimentos e danos à propriedade por conta do lixo espacial já foram notificados. Contudo, em se tratando de vítimas humanas atingidas por objetos que despencam do céu, parece, a priori, algo extremamente improvável. Mas com um número cada vez maior de lançamentos, será mesmo que não há risco ou este é iminente?

Cientistas fizeram um novo estudo – publicado na Nature Astronomy – no qual estimaram a chance de causalidades da queda de peças de foguetes nos próximos dez anos. No estudo, os pesquisadores investigaram a chegada descontrolada de detritos espaciais artificiais, como estágios de foguetes gastos, associados a lançamentos de foguetes e satélites.

Eles utilizaram modelagem matemática das inclinações e órbitas de partes de foguetes no espaço e densidade populacional abaixo deles, bem como 30 anos de dados de satélites anteriores. Assim, os cientistas puderam estimar onde os destroços de foguetes e outros objetos de lixo espacial aterrissam quando caem de volta à Terra.

Entre as descobertas, os cientistas acreditam que há um risco pequeno, mas significativo, de reentrada de peças na próxima década. Entretanto, é mais provável que aconteça nas latitudes do sul do que nas do norte.

Além disso, o estudo estimou que os corpos de foguetes têm aproximadamente três vezes mais chances de pousar nas latitudes de Jacarta na Indonésia, Dhaka em Bangladesh ou Lagos na Nigéria do que em Nova York nos EUA, Moscou na Rússia ou em Pequim na China.

Lixo espacial versus vida humana
Todos os dias, milhares de detritos espaciais chovem sobre a Terra e sequer, temos consciência dos perigos. Ao todo, são cerca de 40 mil toneladas de poeira advindas de partículas microscópicas de asteroides e cometas estabelecidas na superfície terrestre.

Dessa forma, os corpos de foguetes que retornam à Terra de maneira descontrolada — criando perigo para as pessoas na superfície, é um processo ainda conservador, visto que cada reentrada espalhe detritos letais por uma área de dez metros quadrados, há uma chance de 10% de uma ou mais baixas na próxima década, em média, como assinala o estudo. Assim, portanto, o risco de detritos de satélites e foguetes causar danos na superfície da Terra (ou na atmosfera ao tráfego aéreo) foi considerado insignificante.

Perigo para as operações seguras
Se por um lado, o risco do lixo espacial para a vida humana ainda ser irrelevante; por outro lado, os detritos espaciais podem obstruir a realização de operações seguras; isto é, satélites extintos — e seus fragmentos — são um grande problema em potencial no que diz respeito ao lançamento seguro de satélites em funcionamento.

Ademais, as baterias e o combustível que não foram utilizados também resultam em explosões na órbita da Terra que geram resíduos adicionais, aumentando a concentração de lixo espacial.

A alternativa seria investir nas tecnologias existentes que controlam a reentrada de detritos; porém, elas possuem uma implementação muito cara.

*por Daniela Marinho
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*Fonte: socientifica

Por que costumamos imitar o sotaque dos lugares que visitamos

Talvez você já tenha conhecido um lugar e percebeu que, de repente, começou a falar como as pessoas dali. Saiba que isso é um fenômeno comum e pode ir além de imitar o sotaque, podendo fazer com que você acrescente novas palavras ao seu vocabulário também.

Conhecido como convergência linguística, isso tem uma explicação social bastante simples. Como nós somos seres sociais, tendemos a fazer o que é necessário para nos sentirmos confortável e acolhidos por outras pessoas. Tentar reproduzir um sotaque é uma maneira que o cérebro encontrou para que não nos sintamos distantes das pessoas de uma determinada região.

Socializando através do sotaque

Não existe uma regra para a convergência linguística. Enquanto algumas pessoas passam a utilizar esse mimetismo assim que têm contato com um sotaque diferente — às vezes sem nem precisar viajar —, outras podem levar mais tempo ou nem mudar o jeito de falar.

Geralmente, esse é um fenômeno que acontece de maneira natural. Nosso cérebro adota a entonação, a velocidade ou as pausas típicas da fala em questão. Já nos casos que nós passamos a adotar palavras específicas, isso é feito de maneira intencional. Assim, a escolha das palavras, ou da incorporação da estrutura gramatical (a maneira como conjugamos os verbos, por exemplo) pode ter vários motivos. Mas a aceitação social tende a ser o mais comum.

Adotar um jeito de falar é uma demonstração de que queremos nos integrar ou pertencer à comunidade em que estamos, mesmo que temporariamente. Pessoas que evitam esse tipo de mudança — conhecido como divergência linguística — estão demonstrando que querem manter uma distância social das pessoas com as quais estão falando.

Para a professora de linguística da Universidade da Pensilvânia, Lacy Wade, essas mudanças na fala, sejam elas consciente ou inconscientemente, são uma tentativa de dizer “Ei, eu sou como você!” Mesmo que possam parecer sutis, as variações na fala expressam uma vontade de aproximação e podem até indicar demonstração de afeto.

Segundo Wade, é comum que as pessoas percebam que seu sotaque está mudando. Conforme elas percebem que isso está trazendo algum benefício social, elas tendem a continuar falando dessa maneira.

Ela também explica que a mudança pode acontecer para facilitar uma conversa. “Nós nos comunicamos melhor quando estamos em sincronia, quando usamos as mesmas palavras, porque entendemos melhor alguém que soa como nós”.

Essa mudança na fala também pode estar relacionada com a intimidade que cada pessoa tem com diferentes sotaques. Uma pessoa que nasceu e passou a vida inteira no Rio de Janeiro, por exemplo, pode ter mais dificuldade para conseguir reproduzir o sotaque gaúcho.

Já pessoas que entendem e falam bem outros idiomas, podem sair de uma sala de cinema reproduzindo um sotaque específico. Assistir a um filme em inglês britânico, pode fazer com que alguém nascido nos Estados Unidos fale daquela maneira por algum tempo.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso

Por que insistimos em escolher parceiros errados para nos relacionar?

Teoricamente, somos livres pra escolher o tipo de pessoas que amamos. Nós podemos escolher qualquer um pois não estamos sendo forçados a entrar em um relacionamento por convenções sociais, casamentos arranjados ou imperativos de dinastia. Mas na realidade, nossa escolha é menos livre do que imaginamos.

Algumas restrições muito reais sobre sobre quem podemos amar e nos atrair vem de um lugar no qual nós podemos não pensar em olhar: nossas infâncias. Nosso histórico psicológico nos predispõe fortemente a nos apaixonar apenas por certos tipos de pessoas.

Nós amamos segundo os caminhos formados na infância. Procuramos por pessoas que recriem os sentimentos de amor que conhecemos quando éramos pequenos. O problema é que o amor que recebemos na infância dificilmente é composto de generosidade, carinho e bondade.

Dada a forma como o mundo é, o amor tende a vir entranhado com certos aspectos dolorosos: um sentimento de não ser bom o suficiente; um amor por pais que eram frágeis ou deprimidos; a sensação de que não se pode ser totalmente vulnerável perto de um cuidador.

Isso nos predispõe a procurar na idade adulta por parceiros que não necessariamente serão gentis conosco mas que vão – mais importante – nos parecer familiares; o que pode ser sutil, mas é importantemente diferente.

Podemos ser levados a desviar o olhar de potenciais candidatos por que eles não satisfazem um anseio pelas complexidades que associamos ao amor. Podemos descrever alguém como “não sexy” ou “chato” quando na verdade, queremos dizer: “dificilmente vai me fazer sofrer do jeito que eu preciso para sentir que o amor é real”.

É comum aconselharmos pessoas que estão atraídas por candidatos complicados a simplesmente deixá-los e tentar encontrar alguém mais saudável. Isso é atraente na teoria mas impossível na prática.

Não podemos magicamente redirecionar o que nos atrai. Ao invés de buscar por uma transformação nos tipos de pessoas aos quais nos atraímos, pode ser mais sensato simplesmente ajustar como reagimos e nos comportamos ao redor das ocasionais características difíceis de quem nosso passado ordena que vamos achar atraentes.

Nossos problemas são frequentemente gerados por que continuamos a responder a pessoas atraentes da forma como aprendemos a nos comportar quando crianças ao redor desses modelos. Por exemplo, talvez nós tivemos pais raivosos que costumavam levantar a voz. Nós os amávamos e reagíamos sentindo que quando eles estavam com raiva, nós deveríamos nos sentir culpados. Ficamos tímidos e retraídos.

Agora, se um parceiro (alguém que estamos atraídos) fica irritado, respondemos como crianças intimidadas: nos entristecemos, sentimos que é nossa culpa, nos sentimos merecedores do criticismo, acumulamos um monte de ressentimento. Talvez, tenhamos nos atraído por alguém com pavio curto – o que nos faz estourar também. Ou, se tivemos um pai ou mãe vulnerável, que se machucava fácil, nós prontamente terminamos com um parceiro que também é um tanto fraco e exige tomemos conta dele; mas então, ficamos frustrados com a sua fraqueza – nós tentamos encorajá-lo e tranquilizá-lo (como fazíamos quando éramos pequenos) mas também condenamos essa pessoa por não ser merecedora.

Nós provavelmente não podemos mudar nossos modelos de atração. Mas ao invés de procurar reformular nossos instintos, o que podemos fazer é tentar aprender a reagir a candidatos atraentes não como fazíamos quando crianças, mas de formas mais maduras e construtivas como um adulto racional reagiria. Existe uma oportunidade enorme de mudarmos nossa resposta em relação às dificuldades às quais nos atraímos de um padrão infantil para um mais adulto.

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*Fonte: provocacoesfilosoficas

Por que pessoas altamente inteligentes sofrem de mais transtornos mentais e físicos

A sensibilidade elevada de seu cérebro pode torná-lo perceptivo e criativo. Mas é uma faca de dois gumes, descobriram os pesquisadores.

Pessoas com alto QI são consideradas como tendo uma vantagem em muitos domínios. Prevê-se que elas tenham maior nível de escolaridade, melhores empregos e um nível de renda mais alto. Ainda assim, descobriu-se que um QI alto também está associado a várias doenças mentais e imunológicas, como depressão, transtorno bipolar, ansiedade, TDAH, bem como alergias, asma e distúrbios imunológicos. Por que isso?

Um novo artigo publicado na revista Intelligence revisa a literatura e explora os mecanismos que possivelmente estão por trás dessa conexão.

Os autores do estudo compararam dados retirados de 3.715 membros da American Mensa Society (pessoas que pontuaram nos 2% melhores testes inteligentes) com dados de pesquisas nacionais para examinar a prevalência de vários distúrbios naqueles com maior inteligência em comparação com o população média.

Os resultados mostraram que pessoas altamente inteligentes têm 20% mais chances de serem diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo (TEA), 80% mais chances de serem diagnosticadas com TDAH, 83% mais chances de serem diagnosticadas com ansiedade e 182% mais chances de desenvolver pelo menos um transtorno de humor.

Quando se trata de doenças fisiológicas, pessoas com altas habilidades cognitivas têm 213% mais chances de ter alergias ambientais, 108% mais chances de ter asma e 84% mais chances de ter uma doença auto-imune.

Os pesquisadores se voltaram para o campo da psiconeuroimunologia (PNI) para buscar algumas das respostas. PNI examina como o estresse crônico acumulado em resposta a fatores ambientais influencia a comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico.

Os pesquisadores apontam que pessoas muito inteligentes têm tendências para “superexcitabilidades intelectuais” e uma hiper-reatividade do sistema nervoso central. Por um lado, isso dá às pessoas com alto QI uma consciência elevada que ajuda seu trabalho criativo e artístico. Na verdade, o campo da habilidade cognitiva reconhece que um aspecto das pessoas altamente inteligentes é “uma capacidade mais ampla e profunda de compreender o que está à sua volta”.

Essa hiper-reatividade, entretanto, também pode levar a depressões mais profundas e problemas de saúde mental. Isso é particularmente verdadeiro para poetas, romancistas e pessoas com alta inteligência verbal. Sua intensa resposta emocional ao meio ambiente aumenta as tendências para ruminação e preocupação, fatores que predizem depressão e transtornos de ansiedade.

Respostas psicológicas intensificadas podem afetar a imunidade, escrevem os pesquisadores. Pessoas com superexcitabilite podem ter reações fortes a estímulos externos aparentemente inofensivos, como uma etiqueta de roupa irritante ou um som. Essa reação pode se transformar em estresse crônico de baixo nível e lançar uma resposta imunológica inadequada.

Quando o corpo acredita que está em perigo (independentemente de ser objetivamente real como uma toxina ou imaginário como um som irritante), ele lança uma cascata de respostas fisiológicas que incluem uma miríade de hormônios, neurotransmissores e moléculas de sinalização. Quando esses processos são ativados cronicamente, eles podem alterar o corpo e o cérebro, desregular a função imunológica e levar a condições como asma, alergias e doenças autoimunes.

A literatura científica tem confirmado a associação entre crianças superdotadas e um aumento do índice de alergias e asma. Um estudo mostra que 44% das pessoas com QI acima de 160 sofriam de alergias, em comparação com 20% dos colegas da mesma idade. O estudo exploratório feito pelos autores deste último artigo apóia ainda mais essa conexão.

Com base em suas descobertas e estudos anteriores, os pesquisadores denominaram esse fenômeno de teoria da integração hipercérebro / hiper-corpo, explicando que:

As superexcitabilidades específicas para aqueles com alta inteligência podem colocar esses indivíduos em risco de hipersensibilidade a eventos ambientais internos e / ou externos. A ruminação e a preocupação que acompanham essa consciência intensificada podem contribuir para um padrão crônico de lutar, fugir ou congelar as respostas, que então lançam uma cascata de eventos imunológicos. […] Idealmente, a regulação imunológica é um equilíbrio ideal da resposta pró e antiinflamatória. Deve se concentrar na inflamação com força e, em seguida, retornar imediatamente a um estado de calma. Naqueles com as superexcitabilidades discutidas anteriormente, incluindo aqueles com TEA, esse sistema parece não conseguir atingir o equilíbrio e, portanto, os sinais inflamatórios criam um estado de ativação crônica.

Os autores concluem que é importante estudar mais a relação entre alta inteligência (particularmente os 2% mais ricos) e doença, especialmente para demonstrar a causa e trazer à luz os aspectos negativos de ter um QI alto. Como se costuma dizer, “este presente pode ser um catalisador para o empoderamento e autoatualização ou pode ser um indicador de desregulação e debilitação” e, para servir a este grupo, é importante “reconhecer os estrondos do trovão que se seguem em o despertar de seu brilho. “

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*Fonte: pensarcontemporaneo

A má formação da identidade e os desequilíbrios emocionais modernos

Com o passar das gerações, surgiram e se acentuaram os desequilíbrios ligados ao comportamento humano. Ocorrências generalizadas de ansiedade, crises de pânico e depressão podem não ser de fato o problema, mas sintomas de algo que representa a real ameaça ao bem-estar emocional moderno.

É sabido que, do nascimento até a fase adulta, o ser humano passa por diversas fases na sua construção intelectual e emocional, fases essas que, se não forem vividas corretamente desde o seu primeiro dia, resultarão em desvios e desequilíbrios no comportamento do indivíduo adulto, seja pela própria postergação dessas fases, como um adulto que apresenta comportamentos de adolescente, como também o que pode ser a fonte de muitos problemas vastamente observados hoje, a má-formação da identidade.

A identidade é um dos mais importantes aspectos da formação do indivíduo e ela acontece desde o primeiro dia de vida, pois uma criança deve aprender o que ela é e o que são os outros, ela deve aprender a se descolar do mundo para tornar-se alguém e, sendo alguém, consequentemente, poderá ser inserida neste mundo que se divide em culturas, sociedades, regras e limites.

Porém, se ocorrer erros na formação da identidade dessa criança, ela se tornará um adulto que não se define em coisa alguma, com uma identidade sem forma e que dependerá exclusivamente do meio exterior para ser identificada, o que por si só já se torna o primeiro sintoma do problema, pois a identidade é o que faz o indivíduo se posicionar no mundo e não o contrário.

É claro que nós dependemos uns dos outros para nos definir, aprendemos quem somos, nossa posição no mundo, gostos e afinidades a partir das comparações feitas com terceiros, porque, quando o outro se posiciona como tal, eu tenho a autonomia de me posicionar como sou. As informações que recebemos dos demais ajudam na construção da nossa identidade, mas, como regra, a fonte desse posicionamento precisa vir de dentro, do nosso senso crítico, vontades e gostos.

No entanto, o que acontece quando estamos inseridos em uma sociedade em que, majoritariamente, as pessoas não possuem identidade construída? E dependem unicamente da posição que o mundo e terceiros dão a elas para que se sintam algo e parte de algo?

Caminhamos para mais um passo no problema que se instalou na sociedade moderna: uma massa gigantesca de pessoas sem identidade, e, quando não se tem identidade, você pode ser tudo, mas não é definitivamente nada; você pode viver grandes experiências, mas elas não fazem parte de fato de quem você é. Tudo passa por você e some, não importa o quão intenso seja, no fim, desaparece.

E, como nada fica, sobra apenas a angústia de não se sentir nada e pertencente a nada, daí surge a ansiedade pela eterna espera de se tornar algo, o medo e o pânico por essa situação perdurar e, por fim, a depressão por perceber que o concreto de fato é o vazio.
A consequência de tudo isso é vermos adultos agindo como crianças, desesperados para se sentirem parte de qualquer coisa, de serem desejados, como o próprio psicanalista francês Jacques Lacan disse: “A fonte de todos os desejos do ser humano é o desejo de ser desejado sempre”. E isso pode se traduzir em diversos aspectos presentes no comportamento social moderno.

Por exemplo, não é incomum a presença de pessoas inteiramente tatuadas, com piercings ou quaisquer outros artefatos que são usados para chamar a atenção e, subliminarmente, usados para uma definição de identidade. Até porque, quando um indivíduo tatua o seu corpo, fura-o ou compra um carro chamativo, pode ser uma tentativa desesperada de concretizar uma identidade em si que, claro, precisa ser legitimada pelo outro.

Um indivíduo qualquer conhece um grupo de pessoas que gosta de carros. Ele vive aquilo intensamente e faz uma tatuagem de um carro no braço. Tempos depois, conhece outro grupo, dessa vez de motoqueiros, e, mais uma vez, vive a experiência intensamente, compra uma moto e a tatua. A questão é: esse indivíduo não gosta nem de carros nem de motos. Ele vai aonde dá e faz o que puder para se sentir parte, se sentir desejado por determinado grupo. Mas a questão é que de fato ele é nada, e, sendo nada, não será a tatuagem de carro ou moto que definirá sua identidade – essas tatuagens, agora, também não significam mais nada, e esse ciclo recomeça sem fim.

Isso é muito diferente de alguém que desenvolveu corretamente sua identidade, que realmente gosta de carros ou motos desde criança, que monta e desmonta essas máquinas e estuda tudo sobre elas. Esse indivíduo pode também fazer uma tatuagem, mas essa tatuagem representa realmente quem ele é, já o indivíduo que tem má-formação de identidade o faz como um recurso de solidificar algo em si, do lado de fora, na sua pele, o que dentro ele não consegue. E toda essa tentativa externa de manter uma identidade necessita do outro como agente de confirmação dessa identidade, mas o outro também não é nada; o mundo muda mais rápido do que conseguimos acompanhar, e novamente caímos na angústia do vazio.

Esse comportamento é visto e representado claramente em muitos campos da sociedade, da política e da cultura. As redes sociais se tornaram o veículo perfeito dessa busca pela aceitação alheia e o desespero por uma identidade que em sua maioria vem de forma deturpada e alimenta ainda mais os desequilíbrios emocionais modernos.

Em suma, a identidade, quando não bem construída, abre a porta para que o indivíduo seja utilizado como bem entender por um mundo exigente e vaidoso no qual a moral se tornou estética e não ética, e a infeliz pergunta “Sabe com quem você está falando?” se tornou realidade, porque esse indivíduo realmente não sabe quem ele é, e espera que um mundo tal qual sem forma lhe diga.

Não é à toa que a filosofia e a psicologia, hoje, foram tomadas pelo pensamento positivo e pela autoajuda, que reforçam ainda mais um teatro social que ofusca a realidade, dando valor apenas àquilo que é visto no palco, mesmo que não seja real. E como todos que assistem ao espetáculo não têm identidade, não importa o que está sendo mostrado lá, porém, se alguém levanta e diz que não vê nada, é chamado de louco.

*Por Gabriel Fraga
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*Fonte: provocacoesfilosoficas

9 coisas que os bem-sucedidos fazem de diferente no dia a dia

As pessoas de sucesso têm processos para executar suas obrigações no empreendedorismo, no trabalho e na vida

O que garante o sucesso, em termos psicológicos e comportamentais? Há padrões que podem ser percebidos e aprendidos? A resposta é sim, segundo a psicóloga americana Heidi Grant Halvorson, autora do livro Succeed: How We Can Reach Our Goals (Seja bem sucedido: Como Podemos Atingir Nossos Objetivos, numa tradução livre).

Em um texto escrito para a Harvard Business Review, ela elenca nove coisas que as pessoas bem-sucedidas fazem diferente do resto. Não são tarefas desumanas. Elas revelam que os bem-sucedidos têm processos para executar suas obrigações e refletem, mesmo que inconscientemente, sobre sua condição e como melhorá-la para ter mais eficiência.

Leia a lista e confronte-se. O que você faz diferente?

Seja específico.
Ao impor metas, seja o mais específico possível. A precisão dá uma medida clara do que é o sucesso. Perder cinco quilos é mais preciso que perder algum peso. Saber exatamente o que tem de ser alcançado mantém a motivação. Pense também em ações específicas que vão ajudar na realização das metas. Dormir menos, comer menos, exercitar-se mais – são todas promessas vagas demais. Já definir um horário fixo para se deitar todas as noites não deixa margem para outras possibilidades. Transposto para a vida profissional, o processo de autodisciplina funciona da mesma maneira.

Não desperdice oportunidades.
O homem moderno é um ser muito atarefado. Ele pratica uma espécie de malabarismo com as oportunidades. Ele pega uma, trabalha nela um pouco e a joga para o alto. Ao mesmo tempo, ele pega outra oportunidade, trabalha nela um outro tanto e a joga para o alto… Apenas para apanhar a primeira oportunidade. Nós perdemos muitas chances de agir simplesmente porque não notamos que estavam em nossas mãos. Imagine aquele contato comercial que se distância. Será que realmente você não tem tempo para pegar o telefone e ligar para ele? Atingir os objetivos significa agarrar as oportunidades – as grandes e as pequenas – antes que elas escorram pelos dedos.

Saiba exatamente o quanto falta no caminho.
Para atingir metas é preciso um monitoramento honesto e regular do próprio progresso. Se não há ninguém para lhe dar esse feedback, avalie a si mesmo. Se você não souber o quão bem está indo, não conseguirá ajustar suas estratégias corretamente. Confira seu progresso com olhos rigorosos e em bases frequentes – diariamente, dependendo do objetivo.

Seja um otimista realista.
Ninguém determina objetivos sem se envolver numa rede de pensamento positivo. Acreditar na capacidade de ser bem-sucedido é fundamental para criar e manter a motivação. Mas nunca subestime as dificuldades de atingir metas. A maioria exige tempo, planejamento, esforço e persistência. Estudos mostram que pensar que as coisas vão fluir facilmente e sem esforço deixa o empreendedor mal preparado para missão, aumentando as chances de fracasso.

Concentre-se em melhorar, não em ser bom.
É importante a pessoa acreditar que tem a habilidade para atingir as metas, mas também importa muito que ela confie que é possível aprender a habilidade. A maioria das pessoas acredita que a inteligência, a personalidade e as aptidões são coisas fixas, que não podem ser melhoradas. O resultado: o foco nas metas se direciona a provar a própria capacidade, em vez de desenvolver e adquirir novas competências. Ainda bem que caiu por terra a percepção de que as habilidades nos são determinadas por natureza e imutáveis (confira meu post anterior). Aceitar o fato de que é possível mudar e melhorar ajuda a fazermos escolhas melhores e atingir pleno potencial. “Pessoas cujas metas sejam melhorar, em vez de ser bom, tomam a dificuldade como estímulo e apreciam a jornada tanto quanto o destino”, diz Heidi.

Seja firme.
É a vontade de se comprometer com objetivos de longo prazo e persistir diante de dificuldades que distingue os bem-sucedidos. Pessoas firmes geralmente aproveitam melhor a educação que receberam e expressam isso em resultados. A boa notícia é que, se você nunca foi um dos mais esforçados, existem maneiras de melhorar a situação. Pessoas sem essa “pegada” geralmente pensam que não têm as qualidades intrínsecas dos bem-sucedidos. “Está errado”, diz Heidi. Como já foi dito, esforço, planejamento, persistência e boas estratégias são as chaves para o sucesso. Abraçar essa percepção não irá apenas ajudar a enxergar as metas mais nitidamente, como a ganhar a firmeza necessária.

Malhe sua força de vontade.
Seus músculos de autocontrole são como qualquer outro músculo em seu corpo – quando não é exercitado, fica flácido com o tempo. Mas quando é usado, cresce forte e mais adequado para ajudá-lo a atingir os objetivos. Para tonificar a força de vontade, tome desafios que exijam coisas que você prefira não fazer. Sempre que uma tarefa não lhe parecer atraente, ou exija muito esforço, faça.

Não jogue com as tentações.
Não importa quão sólida se tornou sua força de vontade. É importante manter em perspectiva de que ela é limitada e, se você se sobrecarregar, vai acabar sem energia. Não tente tomar duas tarefas desafiadoras ao mesmo tempo. É possível parar de fumar e entrar em dieta ao mesmo tempo? E não se coloque em apuros que não podem ser remediados, em situações cheias de tentações. “Pessoas de sucesso sabem como não tornar as metas mais difíceis do que já são”, diz Heidi.

Foco no que vai fazer, não no que não vai fazer.
Você quer perder peso, parar de fumar ou domar seu temperamento? Então planeje como substituir seus hábitos ruins por outros bons. É bem melhor que ficar refletindo apenas sobre suas falhas, seus erros. Tentar evitar um pensamento só faz com que ele fique ainda mais ativo na mente. O mesmo é verdadeiro quando falamos de comportamento. Ao tentar não fazer algo ruim, o hábito se fortalece. Se você quer mudar seu jeito de ser, pergunte a si mesmo: em vez disso, o que posso fazer?

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*Fonte: pegn

Falta de sono está tornando sociedade mais egoísta; entenda relação

A explicação para o egoísmo humano pode estar na cama: mais precisamente, no sono. Uma série de estudos realizados por cientistas da Universidade da Califórnia concluiu que uma noite mal dormida, com uma quantidade insuficiente de horas de sono, afeta diretamente a probabilidade de alguém ajudar outra pessoa.

O estudo foi publicado na revista científica PLOS Biology no dia 23, e trabalhou com um banco de dados e análise da atividade cerebral de 124 participantes.

O estudo foi dividido em três fases com 124 participantes, além de um imenso banco de dados

Horário de verão
A primeira parte do trabalho se debruçou sobre informações de três milhões de pessoas em um banco de dados a respeito de doações de caridade realizadas entre 2001 e 2016.

De acordo com a pesquisa, após o horário de verão houve uma queda de 10% nas doações, tendência que não foi observada em regiões que não alteram os relógios no período. Na segunda parte da pesquisa, 24 pessoas tiveram suas atividades cerebrais observadas através de ressonância magnética após noites diversas de sono.

Noites sem dormir ou de baixa qualidade de sono se revelaram determinantes para nossa generosidade
Pouco sono ou de baixa qualidade se revelaram determinantes para nossa generosidade

Os participantes foram submetidos a uma noite plena com oito horas de sono e, em seguida, uma noite sem dormir, e os resultados mostraram que a rede neural pró-social, parte do cérebro responsável por considerar as necessidades e emoções de outras pessoas, ficou menos ativa após a noite em vigília.

“Mesmo apenas uma hora de perda de sono foi mais do que suficiente para influenciar a escolha de ajudar outra pessoa”, afirmou Eti Ben Simon, pós-doutoranda em psicologia no Center for Human Sleep Science e uma das líderes do estudo.

O sono interfere na rede neural pró-social, parte do cérebro responsável pelas relações

Por fim, a terceira parte da pesquisa estudou o sono de 100 pessoas por três a quatro noites, para concluir, através de um questionário, que, mais do que a quantidade de horas, a qualidade do sono é determinante para “ativar” a generosidade em nosso cérebro.

“Essas descobertas podem sugerir que, uma vez que a duração do sono aumenta acima de uma quantidade nominal básica, então parece ser a qualidade desse sono que é mais crítica para ajudar e apoiar nosso desejo de ajudar outras pessoas”, afirmou Simon.

Epidemia global
Segundo Matthew Walker, professor e diretor do Centro de Ciências do Sono Humano da universidade e também líder do estudo, a conclusão da pesquisa é especialmente relevante diante do que chama de “epidemia global de perda de sono”, na qual mais da metade das pessoas em países dito desenvolvidos dormem pouco durante os dias de trabalho.

Excesso de uso de telas, especialmente próximo à hora de dormir, pode prejudicar o sono

Segundo Walker, a perda do sono “altera radicalmente como somos enquanto seres sociais e emocionais”, dado que ele aponta como parte da “própria essência da interação humana e o que significa viver uma existência humana plena e significativa”.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

Os 6 alimentos com mais AGROTÓXICOS que compramos no mercado

Em um mundo perfeito, todas as pessoas se alimentariam apenas de alimentos orgânicos. Porém, como essa não é a realidade para a maioria das pessoas, é importante saber que alguns alimentos costumam receber doses mais pesadas de pesticidas, fungicidas e herbicidas para que os produtores consigam controlar as pragas.

Para que você não abra mão de fibras, vitaminas e minerais essenciais, a solução é lavar bem os alimentos antes de consumi-los. O Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos, o que significa que é muito importante dar a devida atenção à limpeza de frutas e verduras. E, embora todos os alimentos devem ser lavados, confira seis dos que mais costumam receber agrotóxicos.

1. Morango
O morango é a fruta que mais costuma receber pesticidas. A razão disso é que existem várias espécies de insetos e patógenos que podem atacar essa fruta durante todos os estágios do seu crescimento. Para combatê-los, a maioria dos produtores utiliza uma pulverização mais pesada de vários produtos químicos. A melhor solução para isso seria conseguir priorizar morangos orgânicos. Porém, como essa não é uma realidade para a maioria das pessoas, recomenda-se lavar bem a fruta antes de consumi-la.

2. Espinafre
A maioria das folhas verdes que a gente encontra nos supermercados, costumam conter uma grande concentração de agrotóxicos. Isso acontece porque elas são um alvo comum de larvas de diferentes tipos de insetos. A menos que você consiga encontrar produtores de espinafre orgânico, a recomendação é sempre a mesma: lavar muito bem as folhas antes de consumi-las.

3. Couve
Assim como acontece com o espinafre, a couve também é comumente atacada pela larva de vários tipos de insetos, além de fungos. Grandes produtores costumam recorrer a fungicidas e pesticidas para tentar controlar as pragas — embora, nesse caso, não é muito difícil encontrar couve de pequenos produtores, que conseguem fazer um controle de praga sem os defensivos agrícolas.

4. Maçã
Além de ter inspirado Isaac Newton a formular a Leia da Gravitação Universal, a maçã é também uma das frutas mais consumidas no mundo. Apenas nos Estados Unidos são quase 8 mil produtores desta fruta. E todos eles precisam lidar com ataques de pulgões, larvas e muitas outras pragas. O cultivo de maçãs orgânicas até cresce em vários lugares do mundo, mas a maioria das produções são feitas com o uso de pesticidas e outros agrotóxicos.

5. Uva
A uva é uma das frutas mais apreciadas no mundo — e ao longo da história da humanidade. Mas isso também é válido para vários animais, que também gostam de se alimentar com essa fruta doce. No século XIX, uma infestação de filoxeras — um inseto parecido com os pulgões — destruiu vinhedos na França, causando um enorme prejuízo para os produtores de vinho. A forma de evitar isso — além de produzir uva orgânica — é utilizar agrotóxicos que mantenham essas pragas longe das parreirais.

6. Pêssego
Não somos apenas nós que gostamos de um doce e suculento pêssego. Mariposas, besouros e outros insetos também gostam de se alimentar dessa fruta. Por isso, apesar da sua grossa casca, os produtores de pêssego geralmente precisam pulverizar agrotóxicos nas plantações para obter um produto comestível. Por isso, a regra se aplica aqui também: se você não pode conseguir pêssegos orgânicos, é necessário lavá-los bem antes de saboreá-los.

*Por Robinson Samulak Alves
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*Fonte: megacurioso