Árvores podem fazer cidades pouparem 500 milhões de dólares ao ano

Quando se fala dos benefícios das árvores nas cidades sempre tem aqueles que pensam “lá vem o ecochato”. O que tais pessoas não imaginam é que os benefícios ambientais se estendem também para o bolso, o que garante mais economia em muitos setores cruciais para o funcionamento de uma cidade. Um estudo publicado em 2017 mostrou os resultados aproximados deste ganho em dólares.

Após estudar 10 megacidades em cinco continentes e levando em consideração a poluição do ar, as águas pluviais, energia e emissões de carbono, os pesquisadores descobriram que as árvores têm um benefício econômico de cerca de 505 milhões de dólares a cada ano.

Estudiosos do SUNY College of Environmental Science and Forestry e Parthenope University of Naples descobriram que as árvores valem 1,2 milhão de dólares por quilômetro quadrado ou 35 dólares per capita.

Usando um aparelho de cobertura de árvores chamado i-Tree, os pesquisadores conseguiram estimaram os diversos benefícios. “As árvores têm benefícios diretos e indiretos para resfriar edifícios e reduzir o sofrimento humano durante as ondas de calor”, afirma o principal autor do estudo, Dr. Theodore Endreny, da Faculdade de Ciências Ambientais e Florestas (ESF) de Nova York.

“O benefício direto é a sombra que mantém a área urbana mais fria, o benefício indireto é a transpiração de águas pluviais que transforma o ar quente em um ar mais frio”, completa Theodore.

A cobertura de árvores em áreas metropolitanas varia de 8.1% para 36%, mas o potencial de tais cidades é muito maior, começando com 15,6%. Para Endreny, as megacidades podem aumentar esses benefícios em média em 85% apenas plantando mais árvores.

Confira alguns números levantados na pesquisa:

– Reduções da poluição do ar gera economia de 482 milhões de dólares por ano

– Redução da quantidade de águas pluviais processadas pelas usinas de águas residuais economiza 11 milhões de dólares

– Redução das emissões de carbono economiza 8 milhões de dólares por ano

– Redução no aquecimento e resfriamento de energia economiza 500 mil dólares por ano.

“Uma consciência mais profunda do valor econômico dos serviços gratuitos fornecidos pela natureza pode aumentar a nossa vontade de investir esforços e recursos na conservação, de modo que a riqueza social, a estabilidade econômica e o bem-estar também aumentariam. Com esta pesquisa conjunta, criamos na nossa universidade um Laboratório de Bem-estar Urbano, administrado conjuntamente por pesquisadores e stakeholders locais”, afirma um dos co-autores, o professor Sergio Ulgiati da Parthenope University of Naples, na Itália.

As cidades estudadas foram: Pequim, China; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Istambul, Turquia; Londres, Grã-Bretanha; Los Angeles, Estados Unidos; Cidade do México, México; Moscou, Rússia; Mumbai, Índia; e Tóquio, Japão.

Falar que é preciso mais espaços verdes para tornar as cidades mais habitáveis ou humanas pode não ser o melhor argumento para os gestores públicos, apesar de serem muito válidos. Neste caso, quando a única conversa que se entende é do dinheiro, vale usar esta pesquisa.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Quando é que vamos achatar a curva do pensamento crítico?

Ao estudar filosofia, alguns filósofos foram classificados como “pensadores livres”. Outros não. Os primeiros recebiam atenção superficial. Os segundos detalhados. E isso disparou meus alarmes. Porque se você não é um livre pensador, não pensa.

Se o pensamento está ligado a regras e deve seguir um roteiro, torna-se dogmático. E nesse exato momento paramos de pensar. Ipso facto.

Parar de pensar é altamente perigoso. Tornamo-nos suscetíveis à manipulação. Corremos o risco de desenvolver posições extremas que alguém diligentemente se encarregará de capitalizar a seu favor. Então nos tornamos autômatos que seguem ordens.

O falso dilema: podemos nos unir mesmo que pensemos de maneira diferente

O coronavírus transformou o mundo em um enorme reality show que joga com as emoções. O rigor e a objetividade são evidentes por sua ausência quando nos arrastam para a infoxicação. Quanto mais informações contraditórias nosso cérebro recebe, mais difícil é colocar ordem e pensar. Estamos no caos. É assim que embota nosso pensamento. E assim o medo vence o jogo.

Nestes tempos, falamos sobre a importância da empatia e de podermos nos colocar no lugar do outro, aceitar nossa vulnerabilidade e nos adaptar à incerteza. Falamos de altruísmo e heroísmo, de compromisso e coragem. Essas são habilidades e qualidades louváveis, sem dúvida, mas o que não foi discutido é o pensamento crítico.

Ao usar eufemismos de todos os tipos, uma mensagem implícita se tornou tão clara que se tornou explícita: é hora de confiar, não criticar. O pensamento foi devidamente selado e estigmatizado, para que não haja dúvida de que não é desejável, exceto em doses tão pequenas que são completamente inócuas e, portanto, completamente inúteis.

Essa crença introduziu um falso dilema, porque o apoio não está em desacordo com o pensamento. Ambas as ações não são exclusivas. Pelo contrário. Podemos unir forças, mesmo que não pensemos da mesma forma. E esse pacto é muito mais forte porque vem de pessoas autoconfiantes que pensam e decidem livremente.

Obviamente, esse pacto exige um trabalho intelectual mais árduo. Exige que nos abramos a posições diferentes das nossas. Vamos refletir juntos. Vamos encontrar pontos de encontro. E todos nós cedemos para alcançar um objetivo comum.

Porque não estamos em uma guerra na qual é exigida obediência cega aos soldados. A narrativa de guerra apaga o pensamento crítico. Condenar quem discordar. E subjugar com medo.

Este inimigo, pelo contrário, conquista com inteligência. Com a capacidade de olhar para o futuro e antecipar eventos. Com a capacidade de projetar planos de ação eficazes com base em uma visão global. E com flexibilidade mental para se adaptar às novas circunstâncias. Tão achatada a curva do pensamento crítico é a pior coisa que podemos fazer.

Pensar pode nos salvar

“Projetar e implementar as vacinas culturais necessárias para evitar desastres, respeitando os direitos daqueles que precisam da vacina, será uma tarefa urgente e extremamente complexa”, escreveu o biólogo Jared Diamond. “Expandir o campo da saúde pública para incluir a saúde cultural será o maior desafio do próximo século”.

Essas “vacinas culturais” passam a parar de assistir ao lixo, a fim de desenvolver uma consciência crítica contra a manipulação da mídia. Eles buscam encontrar um ponto comum entre interesse individual e coletivo. Passam a assumir uma atitude ativa em relação à busca de conhecimento. E passam a pensar. Livremente, se possível.

Infelizmente, o pensamento crítico parece ter se tornado o inimigo público número um, justamente quando mais precisamos dele. Em seu livro “On Liberty”, o filósofo inglês John Stuart Mill argumentou que silenciar uma opinião é “uma forma peculiar do mal”.

Se a opinião estiver correta, não teremos “a oportunidade de mudar o erro pela verdade”; e se estiver errada, somos privados de uma compreensão mais profunda da verdade em seu “choque com o erro”. Se apenas conhecemos o nosso lado do argumento, dificilmente sabemos o seguinte: fica murcho, torna-se algo que é aprendido de cor, não passa por testes e acaba sendo uma verdade pálida e sem vida.

Em vez disso, precisamos entender que, como o filósofo Henri Frederic Amiel disse: “Não é por ser útil que a crença é verdadeira.”. Uma sociedade de pessoas de pensamento livre pode tomar melhores decisões, individual e coletivamente. Que a sociedade não precisa ser vigiada para cumprir as regras ditadas pelo senso comum. Na verdade, você nem precisa dessas regras porque segue o bom senso.

Uma sociedade pensante pode tomar melhores decisões. É capaz de pesar mais variáveis. Dar voz às diferenças. Antecipar-se aos problemas. E, é claro, encontrar melhores soluções para todos e cada um de seus membros.

*Por Rincon de la psicologia


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*Fonte: pensarcontemporaneo

Mistérios da madrugada: ”Por que eu acordo sempre às 3h da manhã?”; saiba quais hipóteses explicam este fenômeno

Veja o que pode estar causando noites em claro às três horas da manhã

Você nunca consegue dormir por longas horas seguidas e sempre tem o sono interrompido misteriosamente entre as 3h e 4h sem que um ruído o tenha acordado ou não foi vontade de ir ao banheiro? Saiba que você não está sozinho. Mas o que explica tanta gente vivenciando o mesmo fenômeno?

1) ESOTÉRICOS e RELIGIOSOS associam este horário a energias negativas e especulam que às 3h da manhã pode significar a “Hora do Diabo” partindo da ideia de há uma intensa atividade demoníaca neste horário. Os religiosos que defendem esta hipótese afirmam que os livros bíblicos de Mateus, Marcos e Lucas destacam que Jesus morreu na nona hora, no cálculo atual isso significa às três horas da tarde, no entanto, satanás atua de “cabeça para baixo” no sentido figurado e prefere a escuridão.

2) A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA associa os órgãos do nosso corpo a horários determinados e explica que se um indivíduo possui um organismo saudável com rotinas de sono bem estabelecidas, provavelmente terá predisposição a acordar por volta das 3h da manhã por que neste horário o fígado está mais ativo.

3) Do ponto de vista PSICOLÓGICO, acordar às 3h da manhã pode significar que o indivíduo sofre com estresse causado por depressão e ansiedade ou então fatores neurológicos relacionados ao sono podem estar causando este fenômeno.

A terapeuta Roberta Rocco explicou em seu canal no YouTube que revistas científicas comprovaram que quando um indivíduo vivencia um forte trauma, seu cérebro o acorda durante o momento que ele tenta realizar a reparação emocional, ou seja, quando você está dormindo profundamente, geralmente às 3h da manhã.

“Se você passou por um estresse muito forte, é muito comum em traumas ou acidentes que você tenha dificuldade para dormir e acorda às três da manhã”, destacou.

Ela contou que quando o cérebro está em processo de reparação, traumas do passado tendem a voltar e para que não haja um edema cerebral, o órgão envia alertas ao organismo para que ele desperte.

“Quando existe inflamação no corpo, você tende a inchar, gerar edemas, produzir líquidos no corpo e o mesmo ocorre o seu cérebro. Então seu corpo automaticamente desperta você às 3h da manhã porque você está produzindo líquidos demais”, revelou.

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*Fonte: bonsfluidos

 

As avós desempenharam um papel crucial na evolução humana

Por muitos anos, antropólogos e biólogos evolucionários não foram capazes de explicar o “porquê” da menopausa.

Como poderia ser benéfico para as mulheres deixar de poder ter filhos, quando ainda restam décadas para viver? A menopausa também é um estágio único presente apenas na vida humana, não é compartilhada com nossos parentes primatas.

Um estudo recente publicado na revista Proceedings da Royal Society B explica como responder a ‘por que a menopausa’ é a necessidade da mulher de ser avó e como esse tem sido um papel crucial na evolução humana.

A hipótese da avó explica que “a avó foi o passo inicial para nos tornar quem somos”.

Kristen Hawkes, antropóloga da Universidade de Utah e principal autora deste estudo publicado, explica que a avó nos ajudou a desenvolver “toda uma gama de capacidades sociais que são a base para a evolução de outras características distintamente humanas, incluindo a união de pares, cérebros maiores, aprendendo novas habilidades e nossa tendência para a cooperação ”.

Hawkes trabalhou ao lado de Peter Kim, um biólogo matemático da Universidade de Sydney, e também de James Coxworth, um antropólogo de Utah. Juntos, eles prepararam simulações de computador para fornecer evidências matemáticas da hipótese da avó.

Eles simularam o que aconteceria com a vida útil de uma espécie hipotética de primata se introduzissem a menopausa e as avós – como parte de uma estrutura social.

Os chimpanzés geralmente vivem entre 35 e 45 anos em seu habitat natural. Após seus anos férteis, é raro que eles sobrevivam. Para esta simulação, os pesquisadores deram a 1% da população feminina de chimpanzés uma predisposição genética para períodos de vida e menopausa semelhantes aos humanos.

Como as avós nos ajudariam a viver mais tempo? Há muitas vantagens de ter uma avó e morar perto dela. Ela ajuda a coletar e fornecer alimentos, alimenta as crianças e permite que as mães tenham mais filhos. As avós são cuidadoras suplementares e, como este estudo sugere – elas desempenham um papel crucial na evolução humana.

Sem a menopausa, as mulheres mais velhas poderiam continuar a ter filhos, em vez de agir como avós. Todas as crianças dependeriam unicamente de suas mães para sobreviver. Do ponto de vista evolutivo, as avós trabalham para aumentar a taxa de sobrevivência das crianças, em vez de gastar mais energia produzindo suas próprias.

Hawkes também argumenta que as relações sociais que acompanham a avó poderiam ter contribuído para cérebros maiores e outras características que distinguem os humanos: “Se você é um bebê chimpanzé, gorila ou orangotango, sua mãe está pensando em nada além de você”, diz ela.

“Mas se você é um bebê humano, sua mãe tem outros filhos com quem está se preocupando, e isso significa que agora há uma seleção em você – que não estava em nenhum outro macaco – para envolvê-la muito mais ativamente: ‘Mãe! Preste atenção em mim!’”

Como Hawkes compartilha: “A avó nos deu o tipo de educação que nos tornou mais dependentes um do outro socialmente e propensos a atrair a atenção um do outro.” Essa tendência também foi encontrada para impulsionar o aumento do tamanho do cérebro, juntamente com maior expectativa de vida e menopausa.

Esse pode ser apenas outro motivo para agradecer ou pensar em sua avó, embora essa simulação apóie a ideia de que as avós ajudam a desenvolver habilidades sociais e vidas mais longas, qualquer pessoa que tenha sido próxima da avó quando crescer já deve saber disso.

Não há nada como o amor das avós. Ela desempenha um papel essencial em nossa educação e ajuda as famílias a prosperar, sobreviver e superar os tempos difíceis.

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Níveis crescentes de dióxido de carbono podem nos tornar mais burros

Novas pesquisas sugerem que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera podem levar ao comprometimento da cognição humana até o final do século.

É claro que esse destino poderá ser evitado se o mundo reduzir com êxito as emissões de carbono, embora ironicamente esse impacto da mudança climática possa realmente prejudicar nossa capacidade de resolver o problema em si.

O ar com uma alta concentração de dióxido de carbono pode elevar os níveis de dióxido de carbono no sangue, reduzindo a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro, aumentando a sonolência, os níveis de ansiedade e prejudicando a função cognitiva.

É um efeito semelhante à sensação sonolenta que você sente após ficar sentado em um quarto abafado por horas.

Desde que começamos a queima excessiva de combustíveis fósseis no século 19, os níveis de dióxido de carbono em nossa atmosfera aumentaram e atualmente alcançam mais de 410 partes por milhão (ppm), maior do que em qualquer ponto dos últimos 800.000 anos .

Em 2100, os níveis de dióxido de carbono ao ar livre podem chegar a 930 ppm, se as tendências atuais de emissões continuarem, enquanto as concentrações em ambientes fechados podem chegar a 1400 ppm – um nível muito superior aos níveis já experimentados pelos seres humanos.

Relatados na revista GeoHealth , cientistas liderados pela Universidade do Colorado Boulder acreditam que este último nível interno de dióxido de carbono será mais que suficiente para ver algum declínio na função cognitiva.

Pelas estimativas, as habilidades básicas de tomada de decisão podem ser reduzidas em cerca de 25% e o pensamento estratégico complexo pode ser reduzido em 50%.

“Nesse nível, alguns estudos demonstraram evidências convincentes de comprometimento cognitivo significativo”, disse a coautora Anna Schapiro, professora assistente de psicologia da Universidade da Pensilvânia, em comunicado.

“Embora a literatura contenha algumas descobertas conflitantes e muito mais pesquisa seja necessária, parece que domínios cognitivos de alto nível, como tomada de decisão e planejamento, são especialmente suscetíveis ao aumento das concentrações de CO2”.

A equipe de pesquisa analisou as tendências atuais das emissões globais e as emissões urbanas localizadas para ver como isso afetaria os níveis de dióxido de carbono em ambientes internos e externos e, por sua vez, o impacto na cognição humana.

Eles admitem que esse é um problema complexo, portanto, suas pesquisas podem não levar em consideração todas as variáveis.

No entanto, eles observam que atualmente não há muita pesquisa sobre a conexão entre a função cognitiva e o aumento das emissões de dióxido de carbono.

*Por Dadvson Filipe

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*Fonte: realidadesimulada

Biopack, a caixa de ovos que você pode plantar e produzir legumes

Parece uma caixa normal de ovos convencional. No entanto, uma vez terminada, sua tarefa não acaba no lixo, pois essa embalagem é capaz de fazer brotar e oferecer novas vidas. Chama-se Biopack e ganhou recentemente o prêmio Young Balkan Designers 2019.

Projetada por George Bosnas, a Biopack é um caixa compacta feita de polpa de papel, farinha, amido e sementes orgânicas de legumes . Uma vez utilizados os ovos contidos no interior, não deve ser simplesmente jogada fora, mas regadas ou plantadas diretamente no solo.

Dessa forma, as sementes contidas em suas fibras são transformadas dia após dia em plantas.

“A reciclagem é uma forma de gerenciamento de resíduos que envolve a conversão de resíduos e outros materiais usados ​​em produtos reutilizáveis. Mas vale a pena? É um processo de várias etapas, que envolve o transporte, classificação, processamento e produção de materiais em novos produtos. É difícil avaliar seu consumo total de energia “, explica o criador no site oficial.

De fato, segundo Bosnas, a reciclagem ainda apresenta inúmeros desafios, uma vez que os processos atuais ainda são complicados, caros e nem sempre totalmente ecológicos. Em vez disso, é necessário repensar o conceito de descartável, mesmo em muitos recipientes clássicos de ovos, geralmente feitos de plástico.

Daí a opção de dar vida nova a um produto imediatamente, em vez de aumentar a quantidade de resíduos:

“O Biopack é uma embalagem projetada para ser ecológica em todos os níveis. O objetivo é criar um produto verdadeiramente ecológico “.

A caixa pode conter até quatro ovos. Uma vez esvaziada, não deve ser jogada fora, mas plantada e regada. Em 30 dias, as sementes vão brotar para dar vida a novas plantas

As embalagens sustentáveis ​​não apenas criam um sistema de ciclo completo que transforma um produto em uma planta, mas, segundo Bosnas, o crescimento de leguminosas também aumentará a fertilidade do solo.

Uma invenção que provavelmente não mudará o mundo, mas oferecerá uma pequena contribuição para torná-lo mais limpo e mais verde.

 

 

 

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*Fonte: pensarcontemporaneo

O luto pela velha normalidade: como superar o fato de que nossos projetos desapareceram

Quando brindamos a véspera de Ano Novo e pensamos em nossos desejos para 2020 havia muitos projetos a realizar. Este seria o ano em que prestaríamos concursos públicos. Em que celebraríamos o nosso casamento. Em que tentaríamos ser pais pela primeira vez ou de novo. Em que compraríamos um apartamento.

Era o que pensava Marta, que aos 32 anos só se tornara independente havia dois anos porque tinha emendado trabalhos temporários durante algum tempo. Este ano finalmente tinha encontrado um emprego estável e pensava que era hora de começar a considerar a compra de um apartamento. Mas quando a pandemia chegou, como ainda estava em período de experiência, perdeu o emprego e, com ele, muitos planos para o futuro, não apenas no curto, mas no médio prazo.

Casos como o de Marta estão começando a chegar aos consultórios dos psicólogos. No início da crise os conflitos eram outros, mas agora que a “nova normalidade” se aproxima, chegou a hora de enfrentar muitas realidades, que vão desde a incerteza em relação ao trabalho, especialmente depois dos milhões de Expedientes de Regulação Temporária de Empregos (ERTE) ou demissões, até mudanças na vida pessoal, como gravidezes não planejadas ou rupturas que tampouco esperávamos.

A pandemia não apenas nos obrigou a cancelar viagens, shows ou viagens com amigos. Isso é o de menos. Levou-nos a mudar alguns dos nossos planos de vida. E agora?

“Voltaremos a uma realidade diferente daquela que deixamos quando o confinamento começou”, insiste o psicólogo Miguel Ángel Rizaldos. Embora isso não signifique que tenhamos que nos deixar levar pela negatividade. “A tolerância à frustração, a capacidade de adaptação e a resiliência são características muito humanas, que podem facilitar a adaptação a essa nova realidade”. Claro, não é uma tarefa fácil.

Resiliência à incerteza

Gostamos de pensar que estamos no controle das coisas e é por isso que adoramos planejar. Mas a realidade é que todos esses planos nem sempre serão realizados. Pode ser que aceitar que tenhamos de nos readaptar não seja algo novo, mas que a situação mude repentinamente, e para tanta gente, é algo com o qual não estávamos acostumados.

“Estamos em uma situação imposta, à qual tivemos que nos adaptar da noite para o dia, e isso acarretou muitas circunstâncias repletas de estresse, incerteza, medo, ansiedade…”, observa a também psicóloga Judith Viudes. Apesar disso, insiste que não se deve se deixar levar por pensamentos catastrofistas, mas é preciso assumir que é algo totalmente normal. “A vida não é um contínuo estático, vivemos em uma constante mudança”.

Por isso, assim como falamos que essa crise nos fez valorizar mais as pessoas que amamos ou os pequenos prazeres, outra lição a aprender é exatamente esta: devemos aprender a ser mais resilientes para enfrentar as mudanças imprevistas.

“Na pandemia experimentamos esse golpe de realidade, mas não sei se aprendemos que a vida é muito mais incerta do que o nosso cérebro gostaria. Não temos tanto controle sobre o nosso futuro quanto acreditamos, o percentual de incerteza é maior que o controle que pensamos ter”,
insiste Miguel Ángel Rizaldos.

Aceitar não significa se resignar

A primeira coisa a ter em mente é que, embora enfrentar mudanças seja um processo da vida, é lógico e necessário sentir-se mal com a perda desses planos de vida. “É preciso aceitar que temos emoções negativas por causa dos projetos que não serão realizados. É normal, natural e até saudável que você sinta tristeza e/ou ansiedade com a perda.”

É o caso de Inés e Fernando. Passaram meses planejando um belo casamento para o fim do verão de 2020. Ainda não têm claro se terão de cancelar, adiar ou optar por um casamento mais íntimo com menos convidados. No início se sentiram tristes, depois frustrados e finalmente aceitaram que, quando a situação avançasse, acabariam encontrando a melhor solução.

“É preciso aprender a trocar a resignação pela aceitação”, acrescenta nesse sentido Judith Viudes. Em outras palavras, resignar-se significa “ficarmos paralisados com uma série de pensamentos negativos repetidamente, o que faz com que de alguma forma fiquemos imóveis e passivos. Ficamos estagnados.” Em vez disso, a aceitação passa por “mudar nosso diálogo interno e entender que aceitar a situação é o começo da mudança.” Como resume Viudes, a chave é “parar de se preocupar para começar a se ocupar”.

Não dramatizar, mas adaptar

No final, embora existam projetos importantes que são difíceis de adiar, também é preciso avaliar que outros só precisam ser reinventados. “Alguns planos terão de ser descartados até um momento melhor, outros poderão se adaptar aos novos tempos e faremos novos planos que se ajustem melhor a esta nova realidade”, observa Rizaldos.

Para isso é importante saber como lidar com a frustração. Em tempos de incerteza, a impaciência não é a melhor das companheiras. Portanto, embora seja preciso aceitar essas emoções negativas, é necessário digerir isso “para continuar avançando com projetos diferentes ou modificados”.

Embora existam situações em que é impossível ver o lado bom, e não nos reste outra opção a não ser administrá-las dentro de nossas possibilidades, como o fechamento do nosso negócio, outras podem acabar sendo uma oportunidade. Por exemplo, o confinamento nos levou a tomar a decisão de terminar um relacionamento, talvez no longo prazo tenha sido o melhor.

“Agora, mais do que nunca, trata-se de viver o momento e ver como essa nova realidade evolui para nos adaptarmos a ela. O ser humano é muito resistente e é capaz de seguir em frente nas situações mais adversas. O importante não é cair, mas voltar a se levantar”, conclui Rizaldos.

*Por Silvia C. Carpallo

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*Fonte: elpais

Nova Zelândia sugere implementar semana de trabalho de 4 dias

A Nova Zelândia recebeu elogios pela sua atuação frente a pandemia de coronavírus e já está retomando praticamente todas suas atividades. Após os trabalhos não essenciais terem sido realizados remotamente, agora os trabalhadores neozelandeses podem vir a contar com uma jornada de 4 dias semanais de trabalho.

Em um vídeo publicado no Facebook (mais abaixo, em inglês), a primeira-ministra Jacinta Arden apresentou a ideia como forma de estimular o turismo doméstico, enquanto as fronteiras permanecem fechadas para estrangeiros. Além do estímulo ao turismo, a ideia visa melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal dos neozelandeses.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o comentário informal da primeira-ministra animou os neozelandeses. Ainda de acordo com a publicação Arden disse que ouviu de seus compatriotas que muitos viajariam mais internamente se tivessem mais flexibilidade em suas vidas profissionais.

“Eu incentivaria as pessoas a pensarem nisso, se você é um empregador e está em condição de fazê-lo. Pense se isso é algo que funcionaria no seu local de trabalho porque certamente isso ajudaria o Turismo em todo o país”, comentou.

Após a atuação frente a crise do coronavírus, a primeira-ministra teve recordes de popularidade. Para entender um pouco mais e brevemente, leia aqui a matéria feita pelo UOL: “As lições da Nova Zelândia, país que venceu a batalha contra a covid-19”.

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*Fonte: mochileiros

Abelhas são declaradas os seres vivos mais importantes do mundo

A ciência já descobriu que as abelhas podem estar viciadas em agrotóxicos. Os pesticidas causam a morte das produtoras de mel e seu desaparecimento pode acabar com a humanidade. Graças a isso, não foi uma grande surpresa quando, há 10 anos, o Royal Geographical Society de Londres declarou as abelhas como seres vivos insubstituíveis.

O anúncio fez parte de uma competição denominada Earthwatch, cuja final foi entre as abelhas e os plânctons. Durante a apresentação, cientistas apresentavam argumentos para defender cada uma das espécies e as pessoas presentes deveriam votar em qual ser elas consideravam mais importante.

As abelhas foram defendidas pelo Dr. George McGavin. Ele explicou ao público que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. Além disso, muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que tem impacto em cerca de 90% da produção de alimentos no mundo.

Sua importância é tanta que a cidade de Curitiba está espalhando abelhas sem ferrão em seus parques, como uma forma de disseminar árvores nativas. Na Suécia, foi erguido até mesmo um monumento para celebrar nossas amigas voadoras.

 

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*Fonte: contioutra

Drones no Canadá vão plantar 40 mil árvores em 1 mês

A restauração florestal no Canadá ganhou um aliado tecnológico. Os pequenos veículos aéreos vão sobrevoar uma área queimada por incêndios ao norte de Toronto, a maior cidade do país. O objetivo é plantar 40 mil árvores só neste mês.

O projeto é conduzido pela empresa canadense de reflorestamento Flash Forest. Sua maior meta é plantar um bilhão de árvores até 2028. Para tanto, garante que consegue plantar 10 vezes mais rápido e com 20% dos custos das técnicas tradicionais.

Muitos especialistas defendem que o plantio de árvores é a maneira mais rápida e barata de frear as mudanças climáticas. Um estudo publicado na Science em 2019 afirmou que, além de preservar as florestas que já existem, a solução contra o aquecimento global seria o mundo plantar 1,2 trilhão de árvores.
Tecnologia

Alcançar números tão grandiosos requer mais que força humana. E as inovações tecnológicas junto a ciência são essenciais neste processo. No caso da Flash Forest, o foco do plantio é em áreas pós-colheita e pós-incêndio. A empresa usa software de mapeamento aéreo, tecnologia de drones, pneumática, automação e ciência ecológica.

Durante testes do projeto-piloto, em outubro de 2019, a companhia plantou 165 árvores em apenas três minutos com o uso de um único drone. Também o despejo de nutrientes no solo é feito com drones.

Após o plantio, a empresa retorna para acompanhar o andamento das mudas.

Outro ponto importante é a priorização das espécies nativas. Para isso, trabalham com bancos de sementes locais.

Drones em projetos ambientais

Monitoração, fiscalização e preservação ambiental são apenas algumas das áreas que podem ser auxiliadas pelo uso de drones. No CicloVivo já trouxemos exemplo de seu uso na coleta de lixo nas praias, na fiscalização da Amazônia peruana e também como meio de chegar a áreas remotas – como no ambicioso plano de Madagascar em plantar 60 milhões de árvores e no transporte de medicamentos em Ruanda.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Quão perigosas podem ser as vespas assassinas’?

A vespa gigante asiática (Vespa mandarinia), um tipo de zangão com cinco centímetros de comprimento, chegou recentemente aos Estados Unidos. Alguns vídeos e fotos divulgados nas redes sociais têm mostrado a violência com a qual esse inseto atinge colmeias de abelhas comuns, que são decapitadas em instantes.

Em entrevista ao jornal The New York Times, a entomologista May Berenbaum, da Illionois University, cunhou o termo “beepocalypse” para definir a chegada das “vespas assassinas” à América do Norte. “Elas são inimigas juradas das abelhas. Eu diria o pior pesadelo de uma abelha. Provavelmente, o pior pesadelo de muitas pessoas também”.

Não se sabe ainda como esses predadores chegaram aos Estados Unidos, mas foi provavelmente em algumas carga vinda do exterior e, uma vez liberadas na natureza, as populações rapidamente se multiplicaram.

Face a ameaça às abelhas comuns, agências governamentais e associações de apicultores das regiões ameaçadas têm realizado ações que tentam localizar e erradicar os ninhos da espécie invasora antes que ela se estabeleça e consiga dizimar a população de abelhas, já tão ameaçadas em função de doenças, pesticidas e perda do habitat.

Ameaças das vespas assassinas

Na busca de ninhos da vespa, os cientistas alertam às populações que não tentem, de forma alguma, matar os insetos por conta própria, nem tampouco remover os ninhos. A orientação é que entrem em contato com as autoridades, visto que entre 30 e 50 pessoas morrem anualmente no Japão vítimas de múltiplas picadas da vespa gigante.

A picada da V. mandarinia é descrita como uma dor excruciante. Seu ferrão é tão comprido que pode atravessar o traje de proteção que os apicultores normalmente usam. Em entrevista à BBC News Brasil, a bióloga Jenni Cena do Departamento de Agricultura do Estado de Washington esclarece que a vespa só ataca humanos caso sejam provocadas ou se sintam ameaçadas.

A toxina liberada pelo veneno da vespa é inferior a de uma abelha comum. Porém, há que se levar em conta que a vespa é muito maior, a quantidade de veneno mais elevada e que o zangão pica várias vezes. Pessoas atacadas descrevem a experiência como sendo esfaqueadas com um alfinete de metal quente.

Porém, a maior ameça continua sendo a sobrevivência das abelhas.

*Por Jorge Marin

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*Fonte: megacurioso

Sujar-se de terra é o mais moderno e eficaz antidepressivo de acordo com este estudo

Com a depressão já diagnosticada como a doença do século XXI, em um mundo cada vez mais tomado por medicamentos como a agomelatina, amitriptilina, escitalopram, mirtazapina e paroxetine – entre tantos outros – , a busca por tratamentos e terapias alternativas e naturais, que não provoquem dependência nem efeitos colaterais, cresce na mesma proporção com que se fabricam mais e mais remédios para a depressão. Para além da ingestão de ingredientes naturais, certas práticas podem também ser eficazes no combate a esse mal – e uma delas é tão antiga e natural quanto nossa própria existência enquanto espécie: fazendo jus ao nome do planeta em que vivemos, sujar as mãos na terra pode ter um efeito contra a depressão mais salutar do que poderíamos imaginar.

Engana-se, porém, quem pensa que tal tratamento em potencial se restringe ao prazeroso efeito terapêutico que o ato de mexer na terra, cuidando de plantas, por exemplo, pode nos trazer. Uma pesquisa conduzida por cientistas do Departamento de Fisiologia Integrada e do Centro de Neurociência da Universidade do Colorado, e publicada na revista Neuroscience, sugere que, para além do prazer desse bom hábito de sujar as mãos, uma bactéria específica do solo pode ajudar a combater diversos processos inflamatórios – inclusive transtornos psiquiátricos e outros males psíquicos ligados, por exemplo, ao estresse.

Intitulada Mycobacterium vaccae, a bactéria estudada pode ter um papel importante na regulação de nosso comportamento emocional. “Os seres humanos co-evoluíram com estas bactérias por mais de mil anos, e elas têm demonstrado afetar o sistema imunológico de uma maneira a eliminar inflamações. Isto significa que estas bactérias podem ser úteis na prevenção ou no tratamento de doenças com processos inflamatórios”, diz Christopher Lowry, professor e um dos líderes da pesquisa. Lembrando que os ser humano é um ecossistema que precisa dos muitos microbios presentes no nosso corpo. “As pessoas geralmente assumem que os benefícios para a saúde da exposição aos espaços verdes são devidos ao exercício. Na verdade dois grandes estudos agora demonstram que, embora o exercício seja definitivamente bom para você, o contato com a biodiversidade microbiana é a explicação mais provável para o efeito do espaço verde.”, diz.

As pesquisas ainda não definem, no entanto, quanto tempo de exposição e qual a melhor maneira de vivenciar essas atividades para alcançar maiores benefícios à saúde. De todo, a exposição através não só do contato manual, mas da própria respiração a esses organismos ambientais presentes na natureza possuem a capacidade reduzir inflamações. Naturalmente que o combate à depressão deve ser feito com o devido acompanhamento médico – mas sujar as mãos na terra pode e deve ser seguido como uma recomendação científica.

*Por Vitor Paiva

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*Fonte: hypeness

O coronavírus pode matar a atual indústria da música. Talvez ela precisasse morrer

Locais, festivais e músicos enfrentam um futuro precário, mas poderia o Covid-19 ser um catalisador da reforma em uma indústria que subestima seriamente seus artistas?

Por volta das oito horas da noite de 12 de março, Simon Rattle subiu ao palco do Berliner Philharmoniker para um silêncio sinistro. Foi sua performance de retorno com a orquestra que ele liderou como maestro chefe por 16 anos, antes de retornar a Londres em 2018. Os músicos subiram no palco, mas os assentos ao redor estavam vazios.

Rattle virou-se, olhou para a lente de uma câmera e dirigiu-se a uma audiência global de milhares de pessoas que estavam assistindo em casa, confinadas. “Senhoras e senhores, boa noite, onde quer que estejam.” Sob seus cabelos grisalhos, ele parecia um pouco confuso. “Vamos apenas confirmar que isso é muito estranho. Acho que muitos de nós no palco já tiveram experiência em shows de música contemporânea para o que poderíamos chamar de público pequeno, selecionado, mas pelo menos sempre havia alguém para assistir.”

Os músicos atrás dele riram um pouco sem jeito. “Mas nós sentimos que devemos enviar um sinal ou um lembrete, se você preferir, de que, mesmo em tempos de crise, as artes e a música são extremamente importantes, e se nosso público não pode vir até nós, devemos alcançá-lo em qualquer maneira que pudermos. E, francamente, se todos nos acostumarmos a viver mais separadamente por um tempo, precisaremos de música mais do que nunca.”

Ele se virou, fechou os olhos por um momento e depois levantou o bastão.

Lembra de shows? Lembra-se da alegria absoluta de ficar ombro a ombro com estranhos gritando e suando? Ou ser mergulhado em algum líquido jogado de algum lugar atrás de você, esperando que fosse cerveja? Os shows terríveis em que a banda tocou apenas músicas novas? Os shows que mudaram sua vida onde a banda tocou as músicas que você ama, e parecia que eles estavam tocando para você? Você se lembra do barulho, das luzes e da cerimônia de tudo isso?

Tudo acabou agora, aparentemente indefinidamente. O Covid-19 matou o que a Lei de Justiça Criminal e Ordem Pública anti-delírio não fez, o que os idosos do filme Footloose não puderam. No momento, a idéia de respirar o mesmo ar corporal de centenas de estranhos é tão atraente quanto lamber a maçaneta de um hospital. Então, por enquanto, sentamos em casa e ouvimos nossos álbuns favoritos no Spotify, vasculhamos o vinil antigo, sintonizamos shows transmitidos e imaginamos se uma lata quente de cerveja pode fazer com que pareça um pouco mais com a coisa real.

“Não havia nenhuma eventualidade que eu alguma vez imaginei em que todos os shows ao vivo no mundo seriam exibidos simultaneamente”

Enquanto esperamos, a música está morrendo. E se não tomarmos cuidado, pode não haver uma cena ao vivo quando a pandemia terminar. A indústria da música está acostumada com os ventos contrários, mas a natureza indiscriminada do Covid-19 apagou as luzes da noite para o dia. Nenhum gênero é seguro, nenhum preço de ingresso ou tamanho do local protege contra as consequências. “Gosto de planejar eventualidades”, diz Alex Hardee, agente de reservas da agência global Paradigm, que conta com centenas de clientes como Ed Sheeran, My Chemical Romance e FKA Twigs. “Mas não havia nenhuma eventualidade que eu alguma vez imaginei em que todos os shows ao vivo no mundo seriam exibidos simultaneamente.”

A indústria global de música ao vivo vale cerca de US $ 30 bilhões a cada ano. Ou melhor, valia. Em questão de semanas, o Covid-19 encerrou tudo, desde shows de bares a festivais. E, ao fazer isso, também tornou aparente a forma desigual da indústria da música moderna, na qual os artistas são pagos para se apresentar, mas muitas vezes quase nada para a música que gravam.

Um dos truques da era do streaming foi que, embora o Spotify possa ter destruído a renda que você gera com os discos, torna mais fácil para as pessoas encontrarem sua música. Isso aumenta o seu público ao vivo, que é onde você ganha seu dinheiro. Agora, com o público ao vivo em zero, esse acordo parece cada vez mais impraticável.

O que resta é um oceano de músicos querendo, mas incapazes de trabalhar, e uma infra-estrutura circundante de gravadoras, distribuidoras, lojas de discos, locais de música e diretores de turnê que enfrentam uma situação precária para a qual nada poderia tê-los preparado. A única coisa que parece clara é que, independentemente da versão da indústria da música que surgir, ensangüentada, dessa pandemia, ela terá pouca semelhança com a que veio antes.

“É um jogo de volume e apenas os melhores artistas geram fluxos suficientes para se sustentar.”

Nas últimas duas décadas, a turnê substituiu as vendas de discos como a maneira como os artistas ganham a vida. O streaming aumentou a economia de uma indústria que foi construída com base na venda de discos e, 14 anos após a fundação do Spotify, os números ainda não somam. As empresas de streaming pagam apenas uma fração de um centavo por faixa e, dependendo das especificações do acordo assinado, a maior parte desse dinheiro – às vezes até 80% – flui diretamente para as gravadoras, deixando aos artistas uma pequena fatia modesta. Enquanto isso, as vendas físicas estão em declínio, e outros meios de renda, como vendas de mercadorias, não são confiáveis. É um jogo de volume e apenas os melhores artistas geram fluxos suficientes para se sustentar.

Para os artistas, o dinheiro vem em ciclos. Quando eles estão escrevendo e gravando um álbum, a gravadora adianta seus fundos. Quando é lançado, há um aumento nos lucros, muitos dos quais retornam à gravadora para pagar o adiantamento. Eles saem em turnê e tocam em festivais, que arrecadam mais dinheiro, além de vender uma grande quantidade de mercadorias. Então o foco começa a desaparecer e volta ao estúdio, com outro adiantamento, para iniciar o processo novamente.

[…]

Quanto mais nichado o artista, mais nítido é o problema. Para muitos DJs, para quem ‘fazer turnês’ na Europa é tão simples quanto pular em um avião com uma sacola de discos, é difícil ganhar dinheiro com streaming ou vendas físicas, pois a música gravada é apenas uma ferramenta de marketing – faça sucesso e obtenha mais dinheiro.

Artistas como Thibaut Machet, um DJ francês com sede em Berlim, passam a vida voando de boate em boate, fazendo dois ou três shows no fim de semana. Os cachês variam de € 500 a € 1.500 (£ 430 a £ 1300) por apresentação, menos voos e taxas de reserva, mas com clubes em todo o mundo fechados, esse número caiu para zero da noite para o dia.

Machet foi forçado a procurar ajuda do governo alemão. Um subsídio cobre o aluguel de alguns meses, mas ele não sabe quando começará a receber dinheiro novamente. “Você precisa colocar dinheiro para um lado, mas hoje é difícil economizar”, diz ele. “As pessoas pensam que ganhamos muito, mas a realidade não é assim para muitos DJs do meu nível.”

O DJ e escritor britânico Bill Brewster voltou-se para o streaming, na tentativa de preencher a lacuna, buscando doações para sets tocados em sua casa. “Não é até que algo assim aconteça que você percebe o quão precária é a sua vida”, diz ele. Não sendo adivinho, no ano passado ele gastou suas economias em reformas de casas. Sem nada no banco, ele recebeu um cheque de 500 libras da mãe.

Por mais divertido que seja curtir no conforto da sua casa seleções de Disco e House de Brewster, a experiência não pode ser comparada ao ver ele – ou qualquer um – tocando música ao vivo. Não é a mesma coisa, nem dá para comparar o clima envolvente e um sistema de som que mexe com você por dentro.

As doações proporcionaram um pequeno alívio bem-vindo a Brewster, o suficiente para cobrir as despesas semanais com comida, mas para artistas maiores, a transmissão ao vivo se tornou uma oportunidade de se conectar com os fãs mais intimamente do que em um palco de um estádio.

Os tons deliciosos de John Legend são ainda mais impressionantes quando próximos. Eles também são um meio de alcançar aqueles normalmente bloqueados em locais tradicionais, seja por causa de deficiência, local ou limitações financeiras, que abrirão novos mercados no futuro. “O mais difícil para um artista é criar um novo fã”, diz Cory Riskin, agente global de música da APA. “Tradicionalmente, fazemos festivais, mas vimos que esses festivais virtuais são a melhor maneira de atrair novos fãs rapidamente”.

Embora claramente nunca haja um bom momento para uma pandemia global, o coronavírus chegou exatamente quando a indústria da música parecia estar finalmente se adaptando à era do streaming: 2019 foi o quinto ano consecutivo de crescimento e apenas os três principais selos – Universal, Sony e Warner – agora geram quase US $ 800.000 por hora somente com serviços de streaming de música. Mas enquanto os ricos ficam mais ricos, os independentes sofrem.

“Temos um problema em que muita música e arte são essencialmente gratuitas e os artistas recebem uma quantia muito pequena de dinheiro pelo trabalho em que investem toda a sua energia e idéias”, diz McMahon. “Parece que o valor da arte foi desrespeitado pelas empresas que podem ganhar muito dinheiro e distribuir uma quantia muito pequena aos criadores desta arte. Com o atual isolamento social, destacam as estruturas capitalistas em que operamos e como os artistas, juntamente com muitos outros colaboradores da sociedade, são aproveitados.”

Niko Seizov, manager de artistas que trabalha com música eletrônica, acredita que o desbaste do rebanho é inevitável. “À medida que sua renda desaparece, muitos artistas menores precisam começar a procurar empregos, o que os impede de dedicar tempo suficiente a atividades criativas”, diz ele. “Isso prejudicará a indústria da música, porque o progresso criativo e a revolução sempre começam do fundo.”

“Isso prejudicará a indústria da música, porque o progresso criativo e a revolução sempre começam do fundo”

Stanley Dodds, violinista que se juntou a Rattle no palco em março, complementa um salário básico da Berliner Philharmoniker trabalhando como maestro freelancer. Ele viu sua renda cair “imediata e brutalmente”. Ele tem sorte de que a orquestra continue pagando a ele à medida que a crise se desenrola, mas a maioria de seus colegas é freelancer sem rede de segurança.

O Covid-19 pode catalisar a reforma em benefício daqueles que a realizam. Os músicos pediram ao Spotify que triplicasse os pagamentos para cobrir a receita perdida de shows, o que aumentaria a fatia, embora seja improvável que qualquer plataforma de streaming ofereça significativamente mais a longo prazo – o Spotify ainda era pouco rentável no início do ano, e rivais como a Apple Music são basicamente líderes em perdas, projetados para atrair mais usuários para seu ecossistema (como Tim Cook, da Apple, colocou em 2018, “não estamos fazendo isso por dinheiro”).

“O mais difícil para um artista é criar um novo fã. Tradicionalmente, fazemos festivais, mas vimos que esses festivais virtuais são a melhor maneira de atrair novos fãs rapidamente.”

É mais viável que a pandemia acenda uma discussão sobre os contratos de gravação. Embora os serviços de streaming tenham reformulado o vínculo entre varejista e gravadora, a relação artista-gravadora pouco mudou desde os anos setenta.

Os acordos de gravação tradicionais pagam aos artistas uma base de royalties, entre 15 e 20%, com o restante mantido para cobrir itens como marketing, custos de produção e as próprias necessidades de lucro da gravadora. Mas, como diz um executivo, em uma época em que as receitas com royalties caíram, elas são “antiquadas” e impedem muitos artistas de gerar dinheiro real a partir de suas gravações. As gravadoras independentes estão adotando acordos de artistas mais transparentes e personalizados há algum tempo, e o Covid-19 “agitará todo mundo e mostrará que todos precisamos olhar para eles”.

Mesmo que os artistas acabem ganhando mais dinheiro com a música que produzem, a curto prazo, pelo menos, pouco disso fluirá para a indústria que depende de seu trabalho. Exemplo disso é Jono Steer, um engenheiro de som que ia se juntar a McMahon em sua turnê. O engenheiro está na indústria da música há 20 anos e começou a trabalhar com McMahon em sua primeira turnê nacional em 2018. Desde então, ele se tornou um elemento principal em sua equipe, trabalhando em 200 shows. Além de seu papel como engenheiro de FOH de McMahon, Steer também é seu motorista e manager de turnê.

Telegram bannerOs cancelamentos atingiram Steer com força; 60% de sua renda são provenientes de eventos ao vivo. Bandas maiores podem se dar ao luxo de continuar pagando o salário para sua equipe de turnê, com contratos que a protegem de cancelamentos, mas os artistas no início de suas carreiras tendem a pagar sua equipe no dia do show, no dia da viagem e na diária. Mesmo uma pequena turnê exige de tudo, desde roadies a engenheiros de iluminação e técnicos de som, mas poucos têm contratos executáveis em vigor. Quando os shows não acontecem, eles não são pagos.

“Todos os meus colegas foram afetados”, diz Steer, “e alguns não têm perspectiva de mais trabalho durante o ano inteiro”. Essa indústria de profissionais “da graxa”, termo que se usa para nomear os profissionais dos bastidores, é invisível para a maioria dos fãs de música, mas sem eles, os shows não aconteceriam.

“Devemos aprender com essa experiência e colocar em prática coisas que nos tornam menos vulneráveis no futuro”

Existe uma preocupação real de que muitos terão que deixar o setor se a paralisação durar meses. Quando finalmente voltarmos a clubes e salas de concerto, pode não haver mais ninguém para configurar o som, ligar as luzes ou até mesmo fazer a segurança nas portas.

Steer pode voltar a produzir bandas em seu estúdio em casa, mas o isolamento social devido ao Covid-19 significa que poucos podem ir pessoalmente em primeiro lugar. Muitos artistas também financiam seu trabalho de estúdio em turnê – sem a turnê, eles não podem pagar pelo estúdio. “Há muito menos dinheiro em toda a indústria no momento”, diz Steer. Sua renda total diminuirá em cerca de 70%, transformando-o em recebedor de benefícios do Governo da Austrália.

Assistência para o backstage

McMahon se ofereceu para pagar a sua equipe 50% do valor pelos shows que foram cancelados dentro de duas semanas, e os gigantes do setor também estão oferecendo assistência. A Live Nation Entertainment lançou um fundo inicial de US $ 5 milhões projetado para ajudar as equipes de turnê e local. Embora tenha poucas ações para proteger contratantes independentes como o Steer no futuro, ele pode pelo menos pagar o aluguel no momento. Também poderia lançar as bases para novos arranjos no futuro. Um representante da agência de reservas explica que, como músicos de sessão, que geralmente são colocados em um retentor para garantir que não participem de outras turnês, os membros da equipe também podem ser contratados com um salário básico e constante.

Enquanto isso, Steer espera que o Covid-19 desencadeie uma estrutura mais ampla para proteger contratantes independentes, como ele. “Seja sindicalização, mudanças na legislação governamental ou financiamento mais acessível através de doações e subsídios, devemos aprender com essa experiência e colocar em prática coisas que nos tornem menos vulneráveis ​​no futuro”.

Ninguém sabe quando será esse futuro, mas, como o esporte, é provável que a música ao vivo seja uma das últimas coisas a serem permitidas quando o isolamento social acabar. Quando isso acontecer, a paisagem será estranha e enxuta. Nos primeiros meses, espere uma explosão de novos lançamentos, tanto os atrasados ​​pelo vírus quanto os criados enquanto os artistas foram trancados em suas casas. “Estou vendo uma energia criativa em nossa indústria que supera em muito qualquer coisa antes, não apenas no nível de ideias, mas na execução”, diz o publicitário musical Neil Bainbridge.

A princípio, os artistas encherão os locais de exibição que sobreviveram ao isolamento, mas talvez ainda não haja muitos. Os clubes e locais de shows do Reino Unido estão fechando a um ritmo horrível desde a Grande Recessão e o Covid-19 pode matar muitos dos que sobreviveram. Os relatórios sugerem que apenas 17% dos locais do Reino Unido estão financeiramente seguros pelos próximos dois meses, o que significa que mais de 500 espaços de shows podem ter fechado suas portas para sempre no início do isolamento social.

“Estou vendo uma energia criativa em nossa indústria que supera em muito qualquer coisa antes, não apenas no nível de ideias, mas na execução”

Os promotores também estão enfrentando perdas significativas. Normalmente, os seguros os cobririam, mas as apólices quase universalmente excluem doenças transmissíveis, a menos que sejam adquiridas especificamente, o que é “extremamente raro”, de acordo com um corretor. No início do ano, algumas seguradoras até removeram explicitamente o coronavírus de sua cobertura.

Em março, o South by Southwest de Austin anunciou que seria responsável por todos os custos porque o ‘surto de doença’ foi excluído de sua cobertura de seguro. O festival de house e techno de Londres, Re-Textured, foi igualmente infeliz. Nenhum dos dois retornará em 2021.

Apresentações pagas

A peça final do quebra-cabeça é a relação entre artistas e fãs. Culpe o Spotify e uma indústria de discos canibalística, tudo o que você quiser, mas somos nós que colocamos os artistas no chão; que passamos a ver a música como algo que deveria ser gratuito, e não como arte que merece ser paga. Mas, expondo falhas sistemáticas e destacando meios alternativos de interação artista-público, o Covid-19 poderia mudar isso? Os artistas em dificuldades começaram a lançar músicas ou apresentações exclusivas disponíveis por uma taxa, e outros criaram oficinas de produção on-line. Essas são correções temporárias, mas fecham o ciclo entre criatividade e recompensa.

Enquanto os shows ao vivo, como a Berliner Philharmoniker (a Filarmônica de Berlim), proliferaram, a maioria deles foi beneficente ou livre para participação. Em algum momento, porém, os preços dos ingressos digitais parecem inevitáveis. Talvez à frente da curva, Erykah Badu cobrou alguns dólares para entrar na série Quarentine Concert. “Sempre houve um mercado para isso e, nesse isolamento social, as pessoas perceberam que é legal”, diz Marc Geylman, fundador da Cardinal Artists. “Eventualmente, acho que isso se tornará um negócio.”

“Se você reconstruísse a indústria da música do zero, não a monetizaria do jeito que está atualmente”

A Filarmônica de Berlim deu um passo nessa direção mais de uma década atrás. Em 2009, percebendo que a renda de suas gravações estava em queda, eles procuraram um novo meio de disseminar e monetizar seu trabalho existente. A resposta: Digital Concert Hall, uma plataforma, acessada através de uma assinatura paga, que permite aos fãs ver a transmissão de seus shows ao vivo e revisitar centenas de gravações, além de assistir a documentários e filmes bônus. Por enquanto, eles oferecem acesso gratuito, para que os fãs possam assistir as gravações enquanto a sala de concertos real está fechada.

É verdade que isso funciona melhor quando você está tentando capturar o ar refinado de uma sala de concertos – nenhuma apresentação musical em streaming pode se aproximar da energia suada de uma rave. Mas é um passo em uma nova direção, e você só precisa olhar para os shows, onde o público apóia os artistas com assinaturas e patrocínios através das plataformas Twitch e Patreon, para ver quão anacrônico é o modelo musical. “Se você reconstruísse a indústria da música do zero, não a monetizaria do jeito que está atualmente”, diz George Connolly, gerente de artistas da Young Turks.

Além disso, o Covid-19 também pode recalibrar nossa percepção do valor de um álbum. Nunca antes a fragilidade da música foi mais clara, e isso pode nos encorajar a apoiar os artistas comprando, em vez de transmitir, nossa música por meio de plataformas transparentes e amigáveis ​​aos artistas. “Em termos de dinheiro no bolso de um artista, a compra de um único álbum ou LP vale milhares de streams”, diz Josh Kim, COO da Bandcamp, uma plataforma na qual artistas e gravadoras independentes podem vender diretamente para seus fãs.

Simon Rattle encerrou seu show às 22h. Não havia filas nas portas, nem pressa para ir no banheiro. Não havia portadores de bilhetes ou barman zunindo, apenas uma pequena equipe de câmeras posicionada na frente e no centro, capturando todos os movimentos de Rattle – desde a última onda deslumbrante de seu bastão até seu arco habitual no final. Ele proporcionava uma visualização agradável, peculiar, mas emocionante, e nela reside o valor inerente dos dois lados da lente.

Refletindo sobre o isolamento social global, um usuário do Twitter descreveu o Covid-19 como uma “máquina da verdade”, na medida em que “expõe brutalmente” as deficiências na estrutura da música.

Um dia, transferiremos o Covid-19 do presente para o passado, e as engrenagens dessa máquina global de bilhões de dólares estarão em movimento mais uma vez. Os locais abrirão as portas, os artistas tirarão o pó dos passaportes e, mais uma vez, teremos música ao vivo e, com isso, uma nova apreciação por estar em uma sala cheia de estranhos loucos para experimentá-la.

Quando esse dia finalmente chegar, tudo será mais doce – mas nessa transição, precisamos aproveitar o que aprendemos com essa pausa. Se formos inteligentes, das cinzas surgirá uma indústria que funciona para todos. Porque Deus sabe que todos precisaremos dançar novamente.

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*Fonte: musicaemercado

A natureza no mundo pós-Covid-19

“Quando vier a Primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.” – Alberto Caeiro.

Desde o início da pandemia causada pela Covid-19, estou com esse poema do Alberto Caeiro na cabeça. Ele diz muito, não só sobre a sabedoria da vida simples do autor (um dos pseudônimos de Fernando Pessoa), mas sobre o nosso lugar no mundo. O novo coronavírus tem nos mostrado como somos frágeis. Um organismo microscópico foi capaz de desacelerar a economia dos países, nos prender em casa, desestabilizar instituições.

Na coluna anterior, mencionei que a chave para evitarmos pandemias desse tipo – e outras mazelas como a crise climática – é ter uma agenda global sustentável, exatamente como propõem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Pensar na sustentabilidade como elemento transversal a todas nossas atividades e setores da sociedade é imperativo e acho que essa pandemia tem mostrado as consequências de não se pensar assim.

No entanto, também acho que o buraco é mais embaixo. Tenho visto muita gente comentar que essa doença vai aumentar nossa percepção sobre o papel da natureza. Que vai nos fazer repensar nosso impacto no mundo. Será?

Infelizmente, não ando tão otimista. Pode ser efeito do isolamento social, mas minha impressão é que vamos sair piores, pelo menos do ponto de vista ambiental. Isso porque imagino que os países vão querer “tirar o atraso” de uma economia estagnada ou em retrocesso. Uma busca desenfreada pelo aumento do PIB, entre outros indicadores, vai criar uma pressão ainda maior sobre os recursos naturais, aumentando nosso impacto e gerando ainda mais desigualdade social – um dos grandes problemas no enfrentamento da Covid-19.

‘Mas Rafael, e a diminuição da poluição atmosférica? E os peixes e águas vivas nos canais de Veneza? E os golfinhos aqui e acolá? E as cabras nas ruas?’ Bom, primeiro, tudo isso é muito interessante, mas vai desaparecer novamente quando retomarmos o ritmo frenético do avanço econômico. Em segundo lugar, para mim, o que temos visto é nada mais, nada menos que a prova de que o grande problema do mundo somos nós mesmos. É difícil constatar isso, mas precisamos sair de nossa visão antropocêntrica. A natureza não precisa de nós. Ao contrário, somos nós que precisamos dela.

“O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele”

O que o Alberto Caeiro diz é exatamente isso. Se desaparecermos do planeta, a primavera virá da mesma maneira. O Ailton Krenak escreveu que o novo coronavírus discrimina a humanidade e que o pé de melão-de-são-caetano continua crescendo ao lado da casa dele. Fato. Essa nossa ideia de que a natureza precisa de nós para não desaparecer é tão desatinada quanto aquela um homem que ateia fogo em sua casa, para depois se dizer herói por ter controlado o incêndio.

Esse contrassenso não nos exime, entretanto, da responsabilidade moral de conservar e reparar os estragos que fizemos na natureza. Até porque, quando se ateia fogo em casa, mas não se vive sozinho, você pode ser responsabilizado pelas mortes que se sucedem antes do controle do incêndio. O próprio Ailton diz que somos piores que a Covid-19. É difícil discordar. Portanto, é preciso retomar nosso lugar no mundo como parte da natureza e não como seres acima dela. Sem essa percepção, não há ODS que resolva, não há pandemia que nos faça refletir, não há ambientalismo que seja suficiente.

Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta? Será que vamos apenas adiar nossos compromissos e retomar tudo como era antes? São muitas perguntas para refletir durante esses dias. Se ignorarmos tudo o que vem acontecendo, seguiremos o pensamento indutivista de que tudo é como sempre foi e viveremos no (e do) passado.

Olhar para o futuro requer repensar nossas escolhas e definir novos caminhos. As economias fragilizadas precisarão de planos para sua retomada. Que momento será melhor que esse para desenvolver um plano “verde”? Um plano que considere o desenvolvimento sustentável, a primazia dos serviços ecossistêmicos e a manutenção da natureza como componente essencial à nossa sobrevivência? Assim como no século passado, precisamos (agora o mundo inteiro) de um “New Deal” do século 21.

“Será que vamos aprender algo com essa situação? Quantos irão associar as condições nas quais estamos vivendo ao uso insustentável do planeta?”

 

Esse plano deveria incluir programas que prevejam investimentos maciços em obras públicas, mas com matéria-prima, processos e tecnologia sustentáveis; que garantam a ampliação de uma agricultura sustentável e de baixo carbono e o controle das cadeias de valor e produção para que sejam justas e ambientalmente amigáveis; que tenha como objetivo a valorização do trabalho à distância (incluindo home office), visando abrir novos postos e, finalmente, que traga um apelo à diversidade, a fim de integrar em nossa sociedade minorias produtivas, mas atualmente (e tradicionalmente) marginalizadas. Vejam, mais uma vez, que essa ideia já faz parte dos ODS e da agenda 2030 da ONU.

Finalmente, retomo minha ideia inicial: tudo isso seria para que nós mesmos pudéssemos sobreviver em meio à natureza. Se nos formos, o mundo continuará igual. É na crise que as decisões mais importantes são tomadas. Torço agora para que essas decisões – que já foram sugeridas há décadas – sejam, finalmente, entendidas como corretas.

*Por Rafael Loyola

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*Fonte: oeco

O que acontece quando você se rebela contra o rebanho

Você vive, mas está vivendo do jeito que quer viver ou do jeito que os outros querem que você viva? Você escolhe, mas suas escolhas são baseadas em suas próprias decisões ou nas decisões que lhes são impostas pela sociedade ? Você age, mas você está agindo fora de seu condicionamento ou fora de sua vontade consciente?

Em todos os lugares em que olho, vejo pessoas que são imensamente suprimidas e experimentam um tremendo sofrimento, principalmente porque elas se conformam com as que as rodeiam, apenas para que elas possam se sentir curtidas e aceitas, com medo de que abraçar e expressar honestamente sua individualidade possa levá-las ao ostracismo social. Sua vida é uma tortura lenta, e com cada passo que eles tomam eles sentem o peso da conformidade cada vez mais pesado e pesado em seus ombros. Eles se sacrificam apenas para que possam agradar os outros, sem saber que estão cometendo suicídio psicológico.

Mas qual é o objetivo de viver dessa maneira? É sem sentido e completamente estúpido.
A vida pode ser vivida de uma maneira totalmente diferente – uma maneira que nos permita viver ao nosso máximo potencial, que nos ajude a encontrar o contentamento e a paz, que nos traga liberdade para ser espontâneo e tirar o máximo proveito da jornada da nossa vida , que transforma a existência em uma celebração cheia de belos momentos que fazem a vida realmente valer a pena viver.

Para que isso aconteça, no entanto, precisamos de uma grande mudança em nossa consciência, e um bom primeiro passo para conseguir isso é escapar da mentalidade do rebanho que nos rodeia e se rebelar contra qualquer coisa que esteja aprisionando nossas mentes e preenchendo nossas almas com energia tóxica.

Quando você reúne a coragem de dizer um não bem grande para a conformidade e se livrar dos grilhões mentais que lhe foram impostos desde o próprio dia em que você nasceu, coisas boas começarão a acontecer, o que pode transformar sua vida de cabeça para baixo. Abaixo estão algumas dessas coisas.

Quando você se revolta contra o rebanho …

Você desenvolve seu pensamento crítico
Uma vez que você vira as costas para a multidão, sua maneira de pensar lentamente deixa de ser influenciada por isso, e você começa a usar mais a sua razão, e isso faz maravilhas para aumentar sua inteligência.

A maioria das pessoas não pensa por si mesmas – em vez disso, elas deixam os outros pensarem por elas. Elas são facilmente persuadidas pela mentalidade do rebanho e nunca param por um momento para questionar qualquer coisa que elas que os outros lhes contem. Elas estão cegas pela crença e seguem sem dúvida o que é considerado um modo de vida normal. Desejando ser normal, elas perdem a individualidade e as consequências intelectuais são enormes: dificilmente podem usar seu pensamento crítico e seu poder de vontade é quase inexistente. Não surpreendentemente, quando enfrentam problemas, a única esperança é que alguém ajude-as a superá-los. Por si só, elas se sentem totalmente indefesos e incapazes.

Quando você se afasta do rebanho e começa sua própria busca pela verdade, você começa a adquirir a arte de pensar livremente . Você não acredita em nada sem evidências, você não aceita o que não ressoa com suas próprias experiências e você tenta descobrir o que é verdadeiro para você. Em seus esforços para alcançar isso, você amadurece, se torna mais sábio e aprende a fazer escolhas mais conscientes que contribuam para o seu bem-estar .

Você tira suas máscaras sociais

Outra coisa que acontece é que você se torna honesto consigo mesmo e com os outros . Você soltou as máscaras sociais que você estava vestindo para fingir que você era alguém que você nunca foi e revelou ao mundo quem você realmente é. Você se expõe, sem medo de saber se outros irão julgá- lo ou não.

Na sociedade em que vivemos, a hipocrisia prevalece em todos os lugares. As pessoas constantemente mentem umas às outras apenas para que possam se sentir aceitas pela multidão, mas, ao mesmo tempo, experimentam turbulências emocionais porque nunca conseguiram se aceitar como são. E quando você não gosta de você mesmo, de quem você é, qual é o sentido de ser apreciado pelos outros pelo que você não é?

No momento em que deixa de desejar a aceitação dos outros, você começa a se expressar sem pedir a permissão de outros. Você não se suprime e, naturalmente, seus níveis de estresse diminuem, o que faz você se sentir melhor do que já sentiu antes. Além disso, você é capaz de formar relacionamentos genuínos com seus semelhantes, que, mesmo que apenas alguns, realmente ressoam com seu ser e abraçam você do jeito que você é.

Você aprende a assumir a responsabilidade por suas próprias mãos

A responsabilidade e a liberdade sempre andam de mãos dadas e, portanto, quanto mais responsável é, mais livre se torna.

As pessoas geralmente gostam de tirar a responsabilidade das mãos e responsabilizar os outros por suas vidas. Ao fazê-lo, no entanto, elas também estão jogando fora sua liberdade. Não só isso, elas também culpam os outros sempre que algo está indo errado com suas vidas. É por isso que você vê as pessoas acreditarem em salvadores de todos os tipos e permitir que alguns indivíduos – por exemplo, políticos – assumam o controle de suas vidas, mas uma vez que descobrem que essas pessoas não cumprem suas expectativas, elas começam a culpá-las por arruiná-las, não percebendo que elas próprias são culpadas em primeiro lugar por permitir que estejam em uma posição tão poderosa.

O rebanho sempre deseja um bom pastor para cuidar dele. Um rebelde, no entanto, não permite a ninguém a liberdade de ditar-lhe como viver. Pelo contrário, ele se vê como o criador de seu próprio destino e assume toda a responsabilidade por suas ações. E em vez de culpar os outros quando ele comete erros, ele os aceita inteiramente e toma medidas imediatas para corrigi-los.

Você se torna o mestre da sua vida

Em essência, um rebelde é aquele que é o mestre de sua vida.

Um rebelde não anda em um caminho predeterminado – ele cria seu próprio caminho.

Um rebelde nunca deixa outros controlar seus pensamentos e comportamentos – ele pensa por si mesmo e suas ações são a personificação de sua psique.

Um rebelde vive ao máximo e espreme o suco da vida. E, embora ele possa cometer muitos erros em seus esforços para transformar seus sonhos em realidade, ele não está cheio de arrependimentos , porque, mesmo que ele finalmente falhe em suas tentativas, ele pelo menos sabe que ele tentou o melhor de suas habilidades.

Se você está de acordo com o rebanho, pode ter a impressão de que você é livre, mas, na realidade, você não é senão um fantoche que é manipulado por forças externas. Você pode sentir-se equivocadamente com as muletas que lhe foram oferecidas por pessoas fracas, mas, no fundo, sabem que você é impotente para ficar de pé. Você pode usar um sorriso falso e, superficialmente, se sentir seguro, mas você não ajudará, mas continuará experimentando um sofrimento imenso em seu coração pelos riscos que você nunca ousou tomar.

Então, o que você está esperando?
Pense por você mesmo.
Retire suas máscaras.
Aja de forma responsável.
Viva sua vida.

*Por Sofo Archon
Traduzido de The Unbounded Spirit

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Como o coronavírus vai mudar nossas vidas: dez tendências para o mundo pós-pandemia

A Covid-19 mudou nossas vidas. Não estou falando aqui simplesmente da alteração da rotina nesses dias de isolamento, em que não podemos mais fazer caminhadas no Minhocão ou ir aos nossos bares e restaurantes preferidos. Sim, tudo isso mudou nosso cotidiano —e muito. Mas o meu convite para você é para pensarmos nas mudanças mais profundas, naquelas transformações que devem moldar a realidade à nossa volta e, claro, as nossas vidas depois que o novo coronavírus baixar a bola. Por isso talvez seja melhor mudar o tempo verbal da frase que abre este texto e dizer que o coronavírus vai mudar as nossas vidas. Mas como? Que cenários prováveis já começam a emergir e devem se impor no mundo pós-pandemia?

O mundo pós-pandemia será diferente

Entender que mundo novo é esse é importante para nos prepararmos para o que vem por aí. Porque uma coisa é certa: o mundo não será como antes, conforme nos alertou o biólogo Átila Iamarino.

“O mundo mudou, e aquele mundo (de antes do coronavírus) não existe mais. A nossa vida vai mudar muito daqui para a frente, e alguém que tenta manter o status quo de 2019 é alguém que ainda não aceitou essa nova realidade”, disse nesta entrevista para a BBC Brasil Átila, que é doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Yale. “Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses”, diz ele.

Pandemia marca o fim do século 20

Ainda nessa linha, havia uma visão entre especialistas de que faltava um símbolo para o fim do século 20, uma época altamente marcada pela tecnologia. E esse marco é a pandemia do coronavírus, segundo a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, professora da Universidade de São Paulo e de Princeton, nos EUA, em entrevista ao Universa. “[O historiador britânico Eric] Hobsbawm disse que o longo século 19 só terminou depois da Primeira Guerra Mundial [1914-1918]. Nós usamos o marcador de tempo: virou o século, tudo mudou. Mas não funciona assim, a experiência humana é que constrói o tempo. Ele tem razão, o longo século 19 terminou com a Primeira Guerra, com mortes, com a experiência do luto, mas também o que significou sobre a capacidade destrutiva. Acho que essa nossa pandemia marca o final do século 20, que foi o século da tecnologia. Nós tivemos um grande desenvolvimento tecnológico, mas agora a pandemia mostra esses limites”, diz Lilia.

Coronavírus, um acelerador de futuros

Vários futuristas internacionais dizem que o coronavírus funciona como um acelerador de futuros. A pandemia antecipa mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação a distância, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que as empresas sejam mais responsáveis do ponto de vista social.

Outras mudanças estavam mais embrionárias e talvez não fossem tão perceptíveis ainda, mas agora ganham novo sentido diante da revisão de valores provocada por uma crise sanitária sem precedentes para a nossa geração. Como exemplos, podemos citar o fortalecimento de valores como solidariedade e empatia, assim como o questionamento do modelo de sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo.

“A vida depois do vírus será diferente”, disse ao site Newsday a futurista Amy Webb, professora da Escola de Negócios da Universidade de Nova York. “Temos uma escolha a fazer: queremos confrontar crenças e fazer mudanças significativas para o futuro ou simplesmente preservar o status quo?”

Efeitos do coronavírus devem durar quase dois anos

As transformações são inúmeras e passam pela política, economia, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social e a relação com a cidade e o espaço público, entre outras coisas.

O ponto de partida é ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina contra o novo. Isso significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse período.

Diante dessa perspectiva, como ficam as atividades de lazer, cultura, gastronomia e entretenimento no centro e em toda a cidade durante esse período? O que mudará depois? São questões ainda em aberto, mas há sinais que nos permitem algumas reflexões.

Para entender essas e outras questões e identificar os prováveis cenários, procurei saber que tendências os futuristas, pesquisadores e bureaus de pesquisas nacionais e internacionais estão traçando para o mundo pós-pandêmico. A partir dessas leituras e também de um olhar para as questões que dizem respeito ao centro de São Paulo e à vida urbana em geral, fiz uma lista com algumas dessas tendências, que você pode ler a seguir.
Confira as 10 tendências para o mundo pós-pandemia

1. Revisão de crenças e valores

A crise de saúde pública é definida por alguns pesquisadores como um reset, uma espécie de um divisor de águas capaz de provocar mudanças profundas no comportamento das pessoas. “Uma crise como essa pode mudar valores”, diz Pete Lunn, chefe da unidade de pesquisa comportamental da Trinity College Dublin, em entrevista ao Newsday.

“As crises obrigam as comunidades a se unirem e trabalharem mais como equipes, seja nos bairros, entre funcionários de empresas, seja o que for… E isso pode afetar os valores daqueles que vivem nesse período —assim como ocorre com as gerações que viveram guerras”.

Já estamos começando a ver esses sinais no Brasil —e no centro de São Paulo, com vários exemplos de pessoas que se unem para ajudar idosos, por exemplo.

2. Menos é mais

A crise financeira decorrente da pandemia por si só será um motivo para que as pessoas economizem mais e revejam seus hábitos de consumo. Como diz o Copenhagen Institute for Futures Studies, a ideia de “menos é mais” vai guiar os consumidores daqui para frente.

Mas a falta de dinheiro no momento não será o único motivo. As pessoas devem rever sua relação com o consumo, reforçando um movimento que já vinha acontecendo. “Consumir por consumir saiu de ‘moda’”, escreve no site O Futuro das Coisas Sabina Deweik, mestre em comunicação semiótica pela PUC e pesquisadora de comportamento e tendências.

O outro lado desse processo é um questionamento maior do modelo de capitalismo baseado pura e simplesmente na maximização dos lucros para os acionistas. “O coronavírus trouxe para o contexto dos negócios e para o contexto pessoal a necessidade de revisitar as prioridades. O que antes em uma organização gerava resultados financeiros, persuadindo, incentivando o consumo, aumentando a produção e as vendas, hoje não funciona mais”, diz Sabina.

“Hoje, faz-se necessário pensar no valor concedido às pessoas, no impacto ambiental, na geração de um impacto positivo na sociedade ou no engajamento com uma causa. Faz-se necessário olhar definitivamente com confiança para os colaboradores já que o home office deixou de ser uma alternativa para ser uma necessidade. Faz-se necessário repensar a sociedade do consumo e refletir o que é essencial.”

3. Reconfiguração dos espaços do comércio

A pandemia vai acentuar o medo e a ansiedade das pessoas e estimular novos hábitos. Assim, os cuidados com a saúde e o bem-estar, que estarão em alta, devem se estender aos locais públicos, especialmente os fechados, pois o receio de locais com aglomeração deve permanecer.

“Quando as pessoas voltarem a frequentar espaços públicos, depois do fim das restrições, as empresas devem investir em estratégias para engajar os consumidores de modo profundo, criando locais que tragam a eles a sensação de estar em casa”, diz um relatório da WGSN, um dos maiores bureaus de pesquisas de tendências do mundo.

Eis um ponto de atenção para bares, restaurantes, cafeterias, academias e coworkings, que devem redesenhar seus espaços para reduzir a aglomeração e facilitar o acesso a produtos de higiene, como álcool em gel. Os espaços compartilhados, como coworkings, têm um grande desafio nesse novo cenário.

4. Novos modelos de negócios para restaurantes

Uma das dez tendências apontadas pelo futurista Rohit Bhatgava é o que ele chama de “restaurantes fantasmas”, termo usado para descrever os estabelecimentos que funcionam só com delivery. Como a possibilidade de novas ondas da pandemia num futuro próximo, o setor de restaurantes deve ficar atento a mudanças no seu modelo de negócios, e o serviço de entrega vai continuar em alta e pode se tornar a principal fonte de receita em muitos casos.

5. Experiências culturais imersivas

Como resposta ao isolamento social, os artistas e produtores culturais passaram a apostar em shows e espetáculos online, assim como os tours virtuais a museus ganharam mais destaque. Esse comportamento deve evoluir para o que se pode chamar de experiências culturais imersivas, que tentam conectar o real com o virtual a partir do uso de tecnologias que já estão por aí, mas que devem se disseminar, como a realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes.

De acordo com o estudo Hype Cycle, da consultoria internacional Gartner, as experiências imersivas são uma das três grandes tendências da tecnologia. Destacamos aqui a área cultural, mas isso também se estende a outros setores, como esportes, viagens a varejo, conforme indica o relatório A Post-Corona World, produzido pela Trend Watching, plataforma global de tendências.

6. Trabalho remoto

O home office já era uma realidade para muita gente, de freelancers e profissionais liberais a funcionários de companhias que já adotavam o modelo. Mas essa modalidade vai crescer ainda mais. Com a pandemia, mais empresas —de diferentes portes— passaram a se organizar para trabalhar com esse modelo. Além disso, o trabalho remoto evita a necessidade de estar em espaços com grande aglomeração, como ônibus e metrôs, especialmente em horários de pico.

7. Morar perto do trabalho

Essa já era uma tendência, e morar no centro de São Paulo se tornou um objeto de desejo para muitas pessoas justamente por conta disso, entre outros motivos. Mas, com o receio de novas ondas de contágio, morar perto do trabalho, a ponto de ir a pé e não usar transporte público, deve se tornar um ativo ainda mais valorizado.

8. Shopstreaming

Com o isolamento social, as lives explodiram, principalmente no Instagram. As vendas pela Internet também, passando a ser uma opção também para lojas que até então se valiam apenas do local físico. Pois pense na junção das coisas: o shopstreaming é isso. Uma versão Instagram do antigo ShopTime.

9. Busca por novos conhecimentos

Num mundo em constante e rápida transformação, atualizar seus conhecimentos é questão de sobrevivência no mercado (além de ser um prazer, né?). Mas a era de incertezas aberta pela pandemia aguçou esse sentimento nas pessoas, que passam, nesse primeiro momento, a ter mais contato com cursos online com o objetivo de aprender coisas novas, se divertir e/ou se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado.

10. Educação a distância

Se a busca por conhecimentos está em alta, o canal para isso daqui para frente será a educação a distância, cuja expansão vai se acelerar. Neste contexto, uma nova figura deve entrar em cena: os mentores virtuais. A Trend Watching aposta que devem surgir novas plataformas ou serviços que conectam mentores e professores a pessoas que querem aprender sobre diferentes assuntos.

*Por Clayton Melo

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*Fonte: elpais

Ninguém perde por dar amor, perde quem não sabe recebê-lo

Em algumas ocasiões, podemos nos sentir mal por pensar que desperdiçamos nossos sentimentos em alguém que não apreciou o que lhe demos. No entanto, embora às vezes isso possa nos prejudicar, é aquele que sabe amar o que mais pode se beneficiar de um relacionamento .

A pessoa que ama consegue se conectar com a energia da vida, aquela que torna tudo significativo, consegue injetar uma dose de entusiasmo, força, vitalidade, que somente aqueles que amam entendem como isso acontece, como esse motor funciona, não só para ativar nossos hormônios e ver o mundo em cores e pensar que tudo é possível, mas para nos motivar a sermos melhor a cada dia, a querer dar o melhor de nós.

Nem todas as pessoas sabem amar

Obviamente, isso é um ganho, nem todo mundo sabe amar, nem todo mundo tem a felicidade de manter alguém em seu coração e sentir como ele bate mais profundo, com maior significado.

É verdade que antes que possamos amar alguém, devemos ser capazes de fazê-lo conosco, devemos preservar nossa integridade, sermos capazes de nos respeitar e buscar o melhor para nós mesmos e muitas vezes é difícil aceitar que o que sentimos não é retribuído.

No entanto, aceitar que não fomos correspondidos não é uma perda, é uma lição, mas a experiência enriquecedora de ter amado, não é tirada do fato de não receber o que gostaríamos em troca, e aceitá-la reafirma o conceito de amor puro, que não espera algo em troca, que se sinta independentemente das circunstâncias, o que nos define, o que somos.

Amar sempre resulta em lucro

Quem não sabe receber amor, seja por desinteresse ou porque não está em condições de fazê-lo é quem perde no assunto e isso se deve não apenas entender, mas respeitar. Nem todos aprendem tão rápido a lição de nosso propósito aqui para amar e ser amados ou alguns selecionam a outras pessoas para fazer isso. Muitas vezes acontece que nós amamos quem não nos ama e a quem nos ama, nós não amamos.

Podemos ficar desapontados por não recebermos o que queremos, mas isso nunca pode nos dar a sensação de perda, o amor é uma alegria, muito mais recompensador quando você o recebe de volta. Mas de qualquer forma, o amor é uma razão para agradecer ao universo por estar aqui, por estar vivo, porque algo nos faz vibrar, porque algo nos faz chorar. Porque todas as experiências, gostemos ou não, são para o nosso crescimento e são o sinal perfeito de que estar aqui é totalmente excitante!

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Energia renovável reduzirá 97% do consumo de água na geração elétrica

Além do seu papel fundamental na descarbonização do setor elétrico mundial, as fontes de energia renováveis também ajudariam a reduzir o seu consumo de água em até 97%.

É o que mostra o resultado de um estudo feito por um time de pesquisadores da Universidade de Tecnologia da Lappeenranta, na Finlândia, e divulgado na revista Nature Energy.

De acordo com o estudo, para produzir os mesmos 1 megawatt-hora (MWh) de energia, a tecnologia fotovoltaica consome entre 2% e 15% da água utilizada por usinas nucleares e a carvão.

Turbinas eólicas, por sua vez, consomem entre 0,1% e 14% dessa mesma quantidade.

Segundo os pesquisadores, essa demanda insignificante de água representa um ganho duplo para as tecnologias renováveis, que já apresentam quase zero emissões de CO2 na geração.

Para o estudo, o time coletou dados de 13.863 usinas termoelétricas acima de 50 Megawatts (MW) de capacidade, que juntas somaram mais de 4,1 Gigawatts (GW).

Isto representa mais de 95% da geração térmica mundial, disseram os pesquisadores, que utilizaram essa informação para traçar projeções do consumo de água no setor elétrico mundial dentro do período 2015-2050.

Caso o melhor cenário de políticas fosse adotado, o estudo afirma que o consumo de água na geração elétrica mundial poderia ser reduzido em 75,1% até 2030, em relação aos níveis de 2015.

Para 2050 essa redução poderia chegar a 97,7%, mas exige que muitas termelétricas nucleares e por combustão fóssil sejam desativadas e substituídas por fontes de geração limpas.

No entanto, o estudo revela que o gás natural continuará crescendo em regiões como a China, Coréia do Sul e Rússia, onde o consumo de água deverá permanecer grande.

Em 2015, os Estados Unidos foi o maior consumidor de água para geração de energia convencional, com uma participação mundial de 35,7%, seguidos pela China com 31,5%.

Os pesquisadores concluem que água poupada pelas fontes renováveis poderia ser destinada para a produção de alimentos ou para o cultivo de ecossistemas aquáticos.

Este artigo foi originalmente publicado em EcoDebate. 

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*Fonte: socientifica

O amor perfeito não existe, o segredo está em encontrar beleza na imperfeição

Definitivamente, ninguém é perfeito e isso se aplica facilmente a qualquer tipo de união. Cada uma das pessoas tem uma personalidade, uma parentalidade, crenças, uma maneira de fazer as coisas, milhares de virtudes e muitos defeitos.

Uma lista enorme de coisas que gostaríamos de fazer com nosso parceiro quando chegar a hora e quando houver expectativas, geralmente há desapontamento e frustração.

Para evitar o desapontamento, devemos começar estreitando nossos requisitos, estabelecendo as expectativas apenas do que é firmemente necessário do nosso ponto de vista para estabelecer um relacionamento com outra pessoa, por exemplo: se você quer ou não ter filhos, se você é de uma religião ou outro, se você quiser viver em um país ou outro, se quiser se casar ou não, enfim, todas aquelas coisas que consideramos não poderemos concordar caso elas não correspondam ao que estamos procurando.

Depois disso, devemos nos dar a liberdade de viver um amor que nos surpreenda, dando-lhe a oportunidade de se expressar como é, onde cada um pode revelar todas as suas virtudes, mas, por sua vez, que a parte escura não represente um motivo para repensar o relacionamento.

Muitas vezes vemos como defeitos todas aquelas coisas que o parceiro faz de forma diferente da nossa, ninguém quer fazer as coisas erradas a menos que tenha um propósito específico para isso, todos nós temos algumas ferramentas e recursos e tentamos ao máximo fazer bom uso delas.

Além disso, estamos todos em um processo de aprendizado no qual seria ideal encontrar alguém que, em vez de julgar e nos limitar, seja dedicado a aceitar-nos, a nos amar pelo que somos, incluindo todas as nuances de cores.

A felicidade no casal é baseada no respeito e no amor, que está diretamente relacionado ao fato de formar um casal de verdade, onde cada um dando o melhor que pode, tem a liberdade de ser imperfeito e não por isso menos amado. . Quanto mais respeito mostramos ao nosso parceiro, aceitando, aprendendo e colaborando para um projeto comum, teremos mais chances de ter esse relacionamento que, apesar de não ser um conto de fadas, é o que nos dá bem-estar, o que nos permite ser nós mesmos. essência e derramamento o melhor que o nosso ser tem para dar.

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*Fonte: sabervivermais

Nem plana nem circular: você sabe a verdadeira forma da Terra?

Qual é a forma da Terra? Parece uma pergunta bastante básica, mas é mais complexa de responder do que você imagina.

O que consideramos como “Terra”

Para começar, precisamos definir o que queremos dizer com “a Terra”. Talvez você não considere isso com frequência, mas há uma grande parte da atmosfera que realmente faz parte do nosso planeta.

O fato de que a porção do nosso planeta acima de nós é gasosa e as coisas abaixo de nós são sólidas é apenas um acaso de nossa densidade. Se fôssemos feitos de hélio, por exemplo, estaríamos todos flutuando e raramente nos incomodando com o material sólido abaixo de nós. Além disso, todos concordam que Júpiter é um planeta massivo, embora em grande parte seja composto por gás.

Dito isto, não é fácil escolher uma extremidade satisfatória da atmosfera para definir a forma do planeta. Outra possibilidade seria usar a superfície do solo (elevação / profundidade do fundo do mar), contudo este aspecto sempre sofre alterações, quando ocorrem um deslizamento de terra ou erupção vulcânica.

A forma esférica da Terra

Dessa forma, escolhemos uma superfície mais intuitiva para explorar a forma da Terra: o nível do mar. Esta é uma boa referência, porque a água flui para que sua superfície fique “plana” em relação à direção da gravidade.

Exemplificando, o líquido em sua xícara de café não pode acumular-se de um lado, porque a gravidade o puxará para baixo até que nenhum ponto seja maior que outro. Embora isso faça as coisas parecerem planas em pequena escala, já que a força da gravidade em ambos os lados da xícara aponta quase exatamente na mesma direção, em grande escala, a superfície é curva.

O que realmente está acontecendo aqui é que a atração da Terra está produzindo uma “superfície equipotencial”, em outras palavras, uma superfície de igual potencial gravitacional. O líquido fluirá para se equiparar em todos os pontos. A superfície do mar, portanto, é uma superfície equipotencial chamada de “Geoide”: a forma nocional da Terra.

O que é a forma do geóide?

Primeiramente, é importante entendermos que é pouco provável que uma esfera matematicamente perfeita seja encontrada em todo o universo. Essa concepção é, basicamente, uma construção do intelecto humano e dificilmente se apresenta de forma exata na natureza.

Tendo isso em mente, também temos que refletir que se a Terra fosse um corpo estático e uniforme, a gravidade a puxaria para a forma de uma esfera. No entanto, o nosso planeta também está girando em seu eixo, o que significa que a força da gravidade interna é equilibrada pela força centrífuga externa, no equador. Dessa forma, a esfera ‘incha’. Já nos pólos, a força gravitacional não é desafiada, então puxa a forma nessa direção.

Sendo assim, o modelo mais exato para expressar a forma da Terra é o geoide, ou seja, um formato quase esférico, mas com deformações, causadas por diferenças em determinados pontos e acúmulo de massa de maneira irregular ao longo de seu volume total. Além disso, as diferenças de altitude e profundidade não permitem também que o planeta seja exatamente esférico.

Vale destacar ainda que, as deformações do planeta dependem da escala em que a análise será feita. Se for vista de, mas em uma posição muito aproximada, a Terra apresentará mais claramente suas altitudes e depressões, sendo possível perceber, até mesmo, que o nível das águas dos oceanos varia muito de uma região à outra. Por outro lado, se considerarmos o planeta visto de longe, essas deformações tornam-se praticamente nulas.

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*Fonte: socientifica

Sem educação emocional, não adianta saber resolver equações – Alerta um professor

Os jovens com maior domínio de suas emoções têm melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de cuidar de si e dos outros, predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco.

De acordo com Rafael Guerrero, que é um dos poucos professores da Universidade Complutense de Madrid a ensinar seus alunos de Magistério, que serão futuros professores, as técnicas da educação emocional..

Ele o faz voluntariamente porque o programa acadêmico dos mestrados em Educação Infantil e Primária de Bolonha não inclui nenhum assunto com esse nome.

“Muitos dos problemas dos adultos se devem às dificuldades em regular as emoções e isso não é ensinado na escola”, explica Guerrero.

Trata-se de ensinar futuros professores a entender e regular suas próprias emoções para que possam direcionar crianças e adolescentes nessa mesma tarefa.

“Meus alunos me dizem que ninguém lhes ensinou como se regular emocionalmente e que desde jovens, quando tinham que enfrentar um problema, se trancavam em uma sala para chorar, essa era a maneira deles de se acalmar”, diz o professor.

Insegurança, baixa auto-estima e comportamentos compulsivos são algumas das conseqüências da falta de ferramentas para gerenciar emoções.

“Quando atingem a idade adulta, eles têm dificuldade em se adaptar ao ambiente, tanto ao trabalho quanto às relações pessoais. Temos que começar a treinar professores com a capacidade de treinar crianças no domínio de seus pensamentos “.

Sem educação emocional, não serve saber como resolver equações O cérebro precisa ficar animado para aprender

Inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o humor de si mesmo e dos outros, de acordo com a definição daqueles que cunharam o termo no início dos anos 90, os psicólogos da Universidade de Yale Peter Salovey e John Mayer.

A inteligência emocional é traduzida em habilidades práticas, como a habilidade de saber o que acontece no corpo e o que sentimos, o controle emocional e o talento para nos motivar, assim como empatia e habilidades sociais.

“Quando pensamos no sistema educacional, acreditamos que o importante é a transmissão de conhecimento de professor para aluno, ao qual ele dedica 90% do tempo. O que há de errado com o equilíbrio emocional? Quem fala disso na escola? ”, Diz Rafael Bisquerra, diretor do Programa de Pós-Graduação em Educação Emocional da UB e pesquisador do GROP.

Os jovens com maior domínio de suas emoções apresentam melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de cuidar de si e dos outros, predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco – como o uso de drogas -, segundo a resultados de diversos estudos publicados pelo GROP.

“A educação emocional é uma inovação educacional que responde às necessidades que os assuntos acadêmicos comuns não cobrem.”

“O desenvolvimento de competências emocionais pode ser mais necessário do que saber como resolver equações de segundo grau “, diz Bisquerra.

Os objetivos da educação emocional, de acordo com as diretrizes de Bisquerra, são adquirir um melhor conhecimento das próprias emoções e dos outros, para prevenir os efeitos nocivos das emoções negativas – o que pode levar a problemas de ansiedade e depressão -, e desenvolver a capacidade de gerar emoções positivas e auto-motivação.

*Por Rafael Guerrero

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*Fonte: pensarcontemporaneo

Ouvir música triste ajuda a acabar com a tristeza

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Livre de Berlim explica por que, quando estamos chateados, preferimos escutar músicas tristes. De acordo com a pesquisa, que entrevistou 772 participantes, a infelicidade expressada nas canções transmite um sentimento de empatia, como se o intérprete entendesse o momento ruim pelo qual o ouvinte está passando.

Por meio de um questionário, os pesquisadores Liila Taruffi e Stefan Koelsch perguntaram aos participantes em quais situações eles costumam ouvir músicas tristes e como eles se sentem. A maioria respondeu que escuta essas canções quando se sente solitário ou com algum problema emocional. Entre as emoções mais citadas, estavam “paz de espírito”, “ternura”, “nostalgia”, “transcendência” e “encantamento”.

“Os resultados indicam que as respostas emocionais à música triste são multifacetadas, moduladas pela empatia e ligadas a uma experiência multidimensional de prazer”, disseram os pesquisadores. Primeiro relatório abrangente sobre a tristeza evocada pela música, o estudo foi acompanhado por uma outra pesquisa sobre canções alegres, que mostrou diferenças entre as experiências emocionais resultantes da escuta desses dois tipos de composições.

Como ouvir música triste é benéfico e pode espantar o mau-humor, a Revista Bula elaborou uma playlist com 20 canções melancólicas de diferentes gêneros no Spotify. Para ouvi-la, é necessário possuir cadastro no aplicativo e realizar login. Há opção de assinatura gratuita. Entre as escolhidas, estão “Everybody Hurts”, da banda R.E.M, e “Are You Lonesome Tonight?”, de Elvis Presley.

*Por Mariana Felipe

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*Fonte: revistabula

Moradores do Sul são os que mais consomem orgânicos

Cerca de 19% dos brasileiros consumiram algum item orgânico entre maio e junho deste ano. Por região, a maior parte (23%) habita o Sul do país. Os dados são do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

O Organis divulgou, na última quarta-feira (4), os dados da 2ª Pesquisa do Perfil do Consumidor de Orgânicos. As informações são comparadas à primeira pesquisa realizada em 2017.

A região Sul é seguida pelo Nordeste com 20% dos consumidores de produtos orgânicos. Em terceiro lugar está o Sudeste (19%) e em quarto o Centro-oeste com 17%. O último lugar foi para a região Norte com 14%. A pesquisa entrevistou 1.027 pessoas.

“Podemos dizer que a compra de produtos orgânicos está bastante relacionada a compra de produtos frescos, pois a maioria dos produtos mencionados espontaneamente são produtos ‘FLV’, frutas, legumes e verduras”, afirma a Organis. Essa questão corrobora com o fato de que o público (87%) apontou a feira como local preferido para comprar seus produtos orgânicos.

Para 84% das pessoas, a saúde é a principal motivação dos compradores de produtos orgânicos. O meio ambiente surgiu em somente 9% dos casos.

Dentre as razões para não consumirem mais orgânicos, o preço continua sendo o maior empecilho – apontado por 65% dos entrevistados.

Questionados sobre os itens orgânicos não alimentícios, os produtos de higiene pessoal foram os mais citados.

*Por Marcia Sousa

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*Fonte: ciclovivo

Seus pesadelos podem estar ajudando você a sobreviver

Quantas vezes você acordou em pânico, pensando que dormiu durante um exame ou uma reunião importante, apenas para verificar seu telefone e perceber que estava apenas sonhando? Acontece que pesadelos como esse são apenas a maneira do cérebro de ajudá-lo a evitar dormir demais.

Sonhos sobre cenários estressantes, como dormir durante a aula, brigar com alguém importante ou até ser perseguido por uma figura misteriosa podem ter evoluído para nos ajudar a superar nossas ansiedades em um ambiente livre de riscos, preparando-nos melhor para enfrentar nossos medos de verdade.

Um pesadelo por dia mantém o perigo na baía

Nossos ancestrais tinham pesadelos, embora seus sonhos provavelmente mostrassem leões e tigres em vez de livros didáticos e despertadores.

Depois de perceber que a maioria dos sonhos tende a ter mais emoções negativas do que emoções positivas, o neurocientista finlandês Antti Revonsuo desenvolveu uma hipótese para entender por que os pesadelos evoluíram. Ele chamou de teoria da simulação de ameaças.

A teoria da simulação de ameaças de Revonsuo diz que os sonhos geralmente nos levam a eventos estressantes ou assustadores como forma de nos prepararmos para a realidade.

Ao ensaiar a percepção de ameaças e evitar o sono, temos uma chance maior de reagir com sucesso às ameaças em nossas vidas, seja isso fugindo de um animal faminto ou chegando nos compromissos a tempo.

A teoria da simulação de ameaças também ajuda a explicar por que até os urbanos modernos têm o pesadelo ocasional de serem perseguidos pela floresta. Com o tempo, os humanos aprenderam a temer animais perigosos (e humanos hostis), eventos climáticos extremos e todos os eventos que possam ameaçar sua sobrevivência.

Nossos sistemas de medo evoluíram para serem especialmente sensíveis a ameaças, portanto medos profundamente arraigados provavelmente aparecerão em nossos sonhos.

Sonhando por um amanhã melhor

Sua vida de vigília também afeta os tipos de ameaças que você enfrenta em seus sonhos. Sonhar com a reprovação em um exame é um medo distintamente moderno que não poderia ter aparecido nos pesadelos de nossos ancestrais, por exemplo.

Em um estudo de 2005 , Revonsuo e a colega neurocientista Katja Valli deram um passo adiante para ver se eventos ameaçadores reais que alguém experimenta enquanto estão acordados afetariam a frequência e a gravidade de seus pesadelos.

Quando analisaram os relatos dos sonhos de crianças traumatizadas e não traumatizadas, descobriram que o trauma da vida real realmente afeta as ameaças dos sonhos. Comparadas a um grupo de crianças finlandesas criadas em um ambiente relativamente seguro, as crianças do norte do Iraque que enfrentavam violência militar regular relataram um número maior de ameaças em seus sonhos.

Um estudo de 2014 de estudantes de medicina liderado pela neurologista Isabelle Arnulf analisou um cenário mais compreensível: a ansiedade de passar em um teste. Sessenta por cento dos estudantes pesquisados disseram sonhar com o vestibular da faculdade de medicina na noite anterior ao teste. Muitos desses sonhos se qualificaram como pesadelos, cheios de medo de falhar no teste, chegar atrasados ou esquecer respostas.

Nenhuma surpresa até então. Mas veja o seguinte: os alunos que sonharam com o exame tiveram melhor desempenho no dia do teste.

Acontece que os sonhos provavelmente melhoram nossa capacidade de enfrentar ameaças, sejam elas dentes de sabre ou questões de múltipla escolha.

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*Fonte: awebic

Nossos avós sabiam viver sem plástico: um mundo sem ele é possível

A presença de plástico na vida das pessoas hoje registra níveis preocupantes e causa grandes conseqüências para o meio ambiente.

Não é segredo para ninguém que o plástico representa um dos elementos mais poluentes do planeta devido à sua difícil decomposição e longa durabilidade.

Um estudo da Science Advances revelou que 8 milhões de toneladas métricas de plástico acabam no oceano a cada ano. O equivalente à presença de cinco sacolas de compras para cada 30 centímetros nas costas do mundo.

Isso ocorre porque a produção em massa de plástico excede 8,3 bilhões de toneladas. Dos quais 6.300 foram convertidos em resíduos plásticos, enquanto apenas 9% foram reciclados.

Proteja o planeta do plástico

A presença crescente de plástico representa uma grande ameaça para os seres humanos, animais e o meio ambiente. Uma vez que sua forte composição causa efeitos negativos nos ecossistemas e até a morte de espécies como tartarugas ou pinguins.

Embora seu uso represente um benefício imediato na rotina diária, na realidade, a longo prazo, torna-se um elemento perigoso. Afetar e modificar a vida dos seres vivos e o ambiente em que estão. Especialmente considerando que raramente é armazenado ou reciclado corretamente.

É por isso que nos últimos anos, governos mundiais e organizações ambientais recomendam o uso de outras alternativas. Ao recorrer a materiais biodegradáveis ou reutilizáveis ​​que, ao contrário do plástico, não têm consequências para a Terra.

Sob essa premissa, vários especialistas criaram novas alternativas para substituir, tanto quanto possível, o uso desse elemento na vida cotidiana. Com o objetivo de erradicar completamente a presença de plástico em nossas vidas e no meio ambiente.

No entanto, a resposta para esse problema pode estar em nossas casas. Desde os tempos antigos, os ancestrais conseguiam realizar suas atividades diárias sem a necessidade de plástico. Utilizar alternativas naturais ou caseiras (como bolsas de pano), para as quais não era necessária a presença de sacolas, contêineres ou garrafas desse elemento perigoso.

Sem dúvida, um mundo livre de plástico, é possível, leva apenas as ideias, educação e conscientização certas. Para que as novas gerações conheçam os perigos que o plástico oferece ao nosso planeta, às nossas vidas e ao meio ambiente em geral.

*Por Viviane Regio

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*Fonte: sabedoriapura

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, ​​salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

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*Fonte:

Você é uma pessoa que odeia abraço? A ciência descobriu por que você é assim.

Porque é assim que o mundo é, ele é basicamente dividido entre aqueles que gostam de abraçar e outros que não gostam. E de acordo com especialistas, a razão pela qual uma pessoa pode ou não gostar reside em quanto amor e abraços eles receberam como filhos de seus pais.

De acordo com especialistas, se você gosta ou não de abraços depende de como seus pais o trataram.

Há pessoas que mal conhecem alguém e já abraçam sem qualquer problema. Enquanto para os outras, a pior coisa que poderia acontecer é ter que abraçar alguém que elas não conhecem. Porque é assim que o mundo é, ele é basicamente dividido entre aqueles que gostam de abraçar e outros que não gostam. E, de acordo com especialistas, a razão pela qual uma pessoa pode ou não gostar reside em quanto amor e abraços eles receberam como filhos de seus pais.
“Nossa tendência a participar do contato físico, seja nos abraçar, dar tapinhas nas costas de alguém ou ser carinhoso com um amigo, é muitas vezes um produto de nossas experiências infantis”. – Suzanne Degges-White, conselheira na University of Northern Illinois at Time .

De acordo com Dogge-White, quando as famílias não são muito demonstrativas de seu afeto na forma física, é muito provável que, quando a criança crescer e tiver seus próprios filhos, ela os trate da mesma maneira. Mas também podem crescer e atuar de forma totalmente contrária:

“Algumas crianças crescem e sentem ‘fome’ por contato e se tornam “cuddlers “sociais que não podem cumprimentar um amigo sem um abraço ou um toque no ombro”. – Suzanne Degges-White, conselheira e conselheira da University of Northern Illinois.

E as razões vão além de simplesmente ter sido abraçadas ou não, mas também tem a ver com fatores biológicos das crianças. Darcia Narváez, da Universidade de Notre Dame, explica que existem duas características fundamentais presentes em uma criança que recebeu pouco carinho.

Primeiro, é possível que você tenha a região responsável pela transmissão de impulsos emocionais menos desenvolvida, fazendo com que a capacidade de ser carinhoso e sentir compaixão seja diminuída. A segunda característica é a menor liberação de oxitocina, o “hormônio do amor”, responsável por formar laços com outras pessoas.

Mesmo assim, Narváez insiste que é bom encorajar o contato físico quando são crianças, porque “as pessoas que estão mais abertas ao contato físico com os outros tendem a ter níveis mais altos de autoconfiança”.

Então você sabe, abrace todas as crianças que puder!

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*Fonte: asomadetodososafetos

Os animais estão se tornando noturnos para evitar humanos

A atividade humana está fazendo com que os mamíferos do planeta fujam da luz do dia para a proteção no escuro da noite, de acordo com um novo estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley).

O estudo, publicado na revista científica Science, e apoiado em parte pela National Science Foundation (NSF), representa o primeiro esforço para quantificar os efeitos globais da atividade humana nos padrões diários de atividade da vida selvagem. Os resultados destacam o processo poderoso e amplamente difundido pelo qual os animais alteram seu comportamento ao lado das pessoas: a perturbação humana está criando um mundo natural mais noturno.

“As perdas catastróficas em populações de animais selvagens e habitats como resultado da atividade humana estão bem documentadas, mas as maneiras mais sutis pelas quais afetamos o comportamento animal são mais difíceis de detectar e quantificar”, disse em um comunicado da UC Berkeley a estudante de doutorado e principal autora do estudo, Kaitlyn Gaynor.

Gaynor, juntamente com os coautores Justin Brashares e Cheryl Hojnowski, da UC Berkeley, e Neil Carter, da Boise da State University, aplicaram uma abordagem de meta-análise, usando dados de 62 espécies em seis continentes para procurar mudanças globais no tempo de atividade diária de mamíferos em resposta a influência dos seres humanos. Esses dados foram coletados por várias abordagens, incluindo câmeras disparadas remotamente, GPS e colares de rádio e observação direta. Para cada espécie em cada local de estudo, os autores quantificaram a diferença na noturnalidade animal sob baixa e alta perturbação humana no ambiente.

Em média, segundo o estudo, os mamíferos foram 1,36 vez mais noturnos em resposta a distúrbios humanos. Isso significa que um animal que naturalmente divida sua atividade uniformemente entre o dia e a noite aumentou sua atividade noturna para 68% quando em ambiente próximo a pessoas.

Esse achado foi consistente entre espécies de carnívoros e herbívoros de todos os tamanhos de corpos maiores que um quilograma (pequenos mamíferos não foram incluídos no estudo). O padrão também se aplica a diferentes tipos de distúrbios humanos, incluindo atividades como caça, caminhadas, mountain biking e infraestrutura, como estradas, assentamentos residenciais e agricultura.
Castor-europeu (Castor fiber) no centro de uma grande cidade francesa. (Créditos da imagem: Lauren Gesli).

“Nós examinamos os efeitos antropogênicos sobre os padrões de atividade dos mamíferos, conduzindo uma meta-análise de 76 estudos de 62 espécies de seis continentes. Nosso estudo global revelou um forte efeito dos seres humanos nos padrões diários da atividade da vida selvagem. Os animais aumentaram a sua noturnalidade por um fator médio de 1,36 em resposta a perturbações humanas”, relataram os pesquisadores.

De acordo com Brashares, professor do Departamento de Ciência, Política e Administração Ambiental e principal autor do estudo, as consequências da mudança comportamental na vida selvagem podem ser vistas através de lentes contrastantes. “Do lado positivo, o fato de que a vida selvagem está se adaptando para evitar humanos temporariamente pode ser visto como um caminho para a coexistência de humanos e animais selvagens em um planeta cada vez mais lotado”, disse Brashares. “No entanto, os padrões de atividade animal refletem milhões de anos de adaptação — é difícil acreditar que podemos simplesmente espremer a natureza na metade escura de cada dia e esperar que ela funcione e prospere”.

No artigo, os autores descrevem uma gama de potenciais consequências negativas das mudanças que relatam na vida selvagem, incluindo desequilíbrios entre o ambiente e as características de um animal, perturbação do comportamento normal de forrageamento, aumento da vulnerabilidade a predadores não humanos e aumento da concorrência. Eles ressaltam, no entanto, que, embora muitos dos estudos incluídos em sua meta-análise tenham documentado um claro aumento na atividade noturna, poucos examinaram as consequências para os animais, populações ou ecossistemas individuais.

“Esperamos que nossas descobertas possam abrir novos caminhos para a pesquisa da vida selvagem em paisagens dominadas por humanos. Ainda temos muito a aprender sobre as implicações dos padrões alterados de atividade para o manejo de populações de animais selvagens, interações entre espécies e até mesmo a evolução induzida pelo homem”, disse Gaynor.

*Por Igor Almeida

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*Fonte: ciencianautas

“Carpe Diem”, o belo e encantador poema de Walt Whitman que irá motivá-lo a lutar por seus sonhos

Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizada como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.

Vindo da decadência do império Romano o termo Carpe diem era dito para retratar o “cada um por si”, devido o império estar se desfazendo, naquele momento a visão de que cada dia poderia ser realmente o último era retratado pela frase que hoje é utilizada como uma coisa boa, porém sua origem vem do desespero da destruição de um grande império antigo.

No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, o personagem de Robin Williams, Professor Keating, utiliza-a assim:

“Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurrar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.”

O poema relacionado à ideia de Carpe Diem, de autoria de Walt Whitman, utilizado como mote no filme:

Aproveita o dia (Walt Whitman)

Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido…

Walter Whitman (1819 – 1892) foi um jornalista, ensaísta e poeta americano considerado o “pai do verso livre” e o grande poeta da revolução americana.

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*Fonte: asomadetodososafetos

“A vida não pode ser economizada para amanhã.” (Rubem Alves)

Sempre se disse que amanhã pode ser muito tarde. Que é preciso aproveitar o hoje como se fosse uma oportunidade única. E é assim que a vida segue, sem voltar atrás, no ritmo que dermos a ela, no compasso que escolhermos.

Embora, ela não seja tão vaidosa quanto acreditamos. Ela quer ser aproveitada, mas não requer os luxos que atribuímos a ela.

A urgência não está somente no ter, no conseguir, no ganhar.

Existe importância em tudo, nos momentos de descanso, nas risadas, nas brincadeiras de criança, nas rodas de conversa.

Tudo ensina, tudo acrescenta, tudo é capaz de satisfazer.

Vive mais feliz quem aprende a dosar tudo isso.

Quem entende que a vida é um conjunto equilibrado de todas essas coisas; que ela vai muito além da rotina apressada que estabelecemos para nossos dias.

A vida é artigo de primeira necessidade. Não se vive sem, não é óbvio?

Mas, a maior parte do tempo não reparamos nisso, porque temos nos ocupado com muitas coisas ao mesmo tempo. Os dias passam e na maior parte dele, nós apenas pilotamos nosso automático, porque já programamos nossos passos.

O que acontece ao longo do dia passa despercebido. Os abraços, os sorrisos, os encontros, o jardim, a gentileza… tudo fica em segundo plano, porque já temos pressa demais para nos preocupar.

Há um conto muito interessante a esse respeito.

Diz-se que um homem se apresentou a um mestre e disse: Meu mestre anterior faleceu. Ele era um homem santo, capaz de fazer muitos milagres.

Que milagre és capaz de realizar?

E a resposta do mestre foi: Eu quando como, como; quando durmo, durmo.

O homem respondeu, dizendo que isso não era milagre algum, já que ele também era capaz dos mesmos feitos.

Ao que o mestre rebateu: Não! Quando você come, pensa em mil coisas; quando dorme, fantasia e sonha. Eu somente como e durmo. Isto é um milagre.

A verdade é que temos cada vez menos a capacidade de fazer esse milagre. É preciso repensar.

É necessário se reinventar e tornar a viver com mais leveza, rindo e chorando, errando e aprendendo, caindo e levantando e enxergando tudo isso como algo essencial ao processo de viver.

A vida pede compromisso, temos um acordo, o de fazer o nosso melhor a cada dia. Mas com menos pressão do que temos feito sobre nós mesmos. É preciso suavidade, doses menores, menos exageros.

É importante que se aprenda a desfrutar de cada dia, com zelo e com gosto.

É fundamental criar momentos agradáveis todos os dias, ter um pouco de diversão, de calmaria e de descanso.

Por Rubem Alves, “Carpe Diem” quer dizer “colha a vida”. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.”

*Por Alessandra Piassarollo

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*Fonte: seuamigoguru

Não tenha medo, tirem suas ideias do papel, vivam seus sonhos, plantem as sementes de uma vida nova, elas estão nas suas mãos.

O momento é de crise, e o primeiro pensamento que vem é: preciso poupar o que tenho, garantir minha subsistência, e então tudo que você consegue pensar é quanto grão ainda tem no estoque.

Mas o que quero, é te desafiar a enxergar quanta semente você tem, e SIM você tem!

Todos nós somos sacos cheios de sementes, e que infelizmente, pelo nosso medo do amanhã, passamos a usá-las como grãos, apenas para garantir nossa subsistência e assim aprendemos a acumular o maior estoque possível. Isso ficou tão forte em nossa cultura, que não satisfeitos em acumular bens materiais, passamos a estocar também sentimentos, idéias, sonhos.

É tempo de recomeçar, e que nesse novo tempo nós possamos enxergar quanta semente temos e como o mundo pode ser melhor se nos as plantarmos.

Empresários, entreguem mais do que sua obrigação, fazer com excelência tem que ser parte da sua natureza, não aceite nada menos do que o seu melhor.
Amigos, parem de estocar seus sentimentos, digam eu te amo, chorem, esvaziem seus corações de tudo isso que vocês têm guardado só pra vocês.

Como aprendi com meu pai, o que nos mata sufocado não é um pulmão vazio, mas sim um pulmão cheio de ar contaminado, simplesmente porque perdemos a capacidade de colocá-lo pra fora, de troca-lo. Estoque cheios de grãos apodrecem, sacos vazios de sementes plantadas multiplicam.

Por isso, não tenha medo, tirem suas ideias do papel, vivam seus sonhos, plantem as sementes de uma vida nova, elas estão nas suas mãos, elas estão em você.

*Por Paulo Borges Neto

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*Fonte: sabervivermais

Crise hídrica pode assolar o Brasil em 2030, afetando milhões de pessoas

Em 2030, aumento da demanda de água poderá conduzir milhões de brasileiros a uma crise hídrica, aponta relatório.

No dia Mundial da Água (22/3), a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) lançou o relatório temático “Água: biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano no Brasil”. O Brasil é o país com a maior reserva mundial de água, concentrando 12% da disponibilidade hídrica superficial do planeta, vastos reservatórios de água subterrânea e uma circulação atmosférica que distribui umidade entre diversas regiões, sendo capaz de regular o clima de todo o continente sul-americano. Embora a pujança neste recurso, o estudo aponta que diferenças regionais e o mal-uso causam escassez e baixa qualidade da água no país. De acordo com o documento, em 2030, a demanda de água terá aumentado 2000% em relação aos últimos 100 anos, o que conduziria milhões de brasileiros a uma crise hídrica, caso nenhuma ação seja tomada.

A economia brasileira é extremamente dependente de seus recursos hídricos e da biota aquática. Cerca de 65% da energia no país é gerada por meio de usinas hidrelétricas e a agricultura, que contribui com 25% do PIB nacional, consome aproximadamente 750 mil litros de água por segundo, sem considerar o abastecimento humano e o uso da água pela indústria. O estudo aponta que a distribuição e a demanda são muito desiguais no país pelos mais diferentes aspectos, tais como ocorrência de secas, inundações, ameaças à biodiversidade, aplicação de instrumentos políticos, além do monitoramento da qualidade e quantidade das águas superficiais e subterrâneas.

O relatório foi preparado por 17 especialistas vinculados a instituições públicas e privadas de diversos setores relacionados à temática. No documento são apontadas as principais ameaças (mudanças climáticas, mudanças no uso do solo, fragmentação de ecossistemas e poluição) e direções para um melhor manejo e conservação dos recursos hídricos no país (mudanças na gestão, integração entre agências e setores envolvidos e desenvolvimento de estratégias de conservação focadas nos múltiplos usos da água).

O trabalho aborda a questão da água sob a dimensão de sua importância como recurso hídrico, mas também como um componente-chave da biodiversidade. Estima-se que cerca de 40% do território nacional possua níveis de moderado a elevado para a biodiversidade aquática. Cerca de 10% das espécies de peixes continentais está sob risco de extinção e mais de 50% das espécies identificadas como ameaçadas no país são de peixes e invertebrados aquáticos. O diagnóstico é acompanhado pelo Sumário para Tomadores de Decisão, documento que traz as principais informações-chave para gestores púbicos e privados.

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*Fonte: socientifica