Vitor Ramil lança o seu novo disco Campos Neutrais

Na próxima sexta-feira, dia 13, o cantor e compositor Vitor Ramil lança o seu novo disco Campos Neutrais em todas as plataformas digitais.

Produzido por Vitor, gravado por Moogie Canazio no estúdio Audio Porto em Porto Alegre e mixado em Los Angeles, o álbum foi realizado parcialmente através de financiamento coletivo coordenado pela plataforma Traga Seu Show. Os apoiadores receberão o disco digital no mesmo dia 13.

O disco tem participações de Chico César, Zeca Baleiro, Carlos Moscardini, Felipe Zancanaro e Gutcha. No repertório parcerias com Chico, Zeca, Angélica Freitas e Joãozinho Gomes e António Botto, além de versões para Bob Dylan e Xöel Lopez.

SHOW

Nos dia 20, 21 e 22 de outubro, Vitor faz o show de lançamento do disco físico e do songbook Campos Neutrais no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, recriando no palco os arranjos do disco.

Estarão com Vitor e seus violões os percussionistas argentinos Santiago Vazquez e Facundo Guevara, mais o Quinteto Porto Alegre: Flávio Gabriel (trompete), Natanael Tomás (trompete), Nadabe Tomás (trompa), José Milton Vieira (trombone) e Jhonatas Soares (tuba). As participações serão de Felipe Zancanaro e Gutcha.

*A capa de Campos Neutrais tem direção de arte de Felipe Taborda, design de Augusto Erthal e fotos de Marcelo Soares.

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Taí a arte do novo álbum de Vitor Ramil – “Foi no mês que vem”. Um trabalho de capa com a criação de Felipe Taborda (direção de arte) e Lygia Santiago, a partir de gravuras em metal de Nara Amelia.

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Coisa de família.

Cheguei atrasado em função da minha tarde de trilhas off-road e já estava literalmente no final o evento que era o meu objetivo, uma apresentação e bate papo com o músico, compositor e escritor Vitor Ramil, que no caso agora respondia como o patrono da 13a Feira do Livro Venâncio Aires. Ainda apressando os passos consegui fazer uma foto totalmente desfocada segundos antes do Vitor deixar o palco do evento, visto que já mencionei que perdi a hora. Mas tudo bem, eu, a patroa e mais alguns amigos ficamos por lá mesmo na Feira porque na sequência haveria o show da dupla Kleiton & Kledir, por coinscidência ou não, manos do Vitor Ramil.
Com sorte ainda deu para encontrá-lo depois, num canto de palco, o próprio Vitor. Consegui conversar rapidamente e fazer até uma foto para a posteridade. Sou fan de seu trabalho há anos, tenho todos os seus álbuns em CD e alguns em vinil bem como alguns de seus livros (queria ter levado os livros para ele autografá-los, mas na corrreria esqueci). Não poderia perder essa poportunidade, já que em sua última passagem (show) em Venâncio Aires, não consegui conversar com ele.
Depois teve o show da dupla Kleiton & Kledir, que prá variar foi muito bom, aquela vibe de som pop gaúcho (MPG) com letras bem sacadas, um show intimista, até porque estavam sem uma banda de apoio. Comentaram do lançamento de um álbum voltado ao público infantil e também de que estão fazendo um enorme letra de música na qual criam um verso para cada uma das trinta e poucas cidades que esses seu show atual tem ou ainda vai passar até o fim dessa tour pelo RS. Chegaram até a canta o verso que fala sobre Venâncio Aires. Muito bacana isso. Claro que o Vitor também surgiu lá pelas tantas no palco para cantar uma música junto aos irmãos. É aquela coisa, sem dúvida alguma a arte e a música estão mesmo no sangue da família Ramil.

Sobre a feira, achei esta edição bem melhor elaborada dos que as vezes anteriores, com uma melhor apresentação e distribuição dos espaços tanto para o público como para os livreiros e as diversas atividades culturais da agenda. Que fique assim o aprendizado para melhorias constantes na próximas edições.

*Ainda fico no compromisso de pedir desculpas por não ter publicado aqui no blog anteriormente o cartaz virtual desta Feira do Livro. Ratiei, bobeira minha. DESCULPA!

Ramilagem

O show do Vitor Ramil em Venâncio Aires foi phoda! Sou fan dele há tantos anos que nem me lebro direito como ou porque comecei a curtir sua música, alvez influência da velha e boa Rádio Ipanema FM naqueles saudosos anos 80, só posso afirmar com certeza mesmo é de que  sou mais seu fan do que do trabalho de seus irmãos (Kleiton & Kledir – mas nada contra eles, é somente uma comparação preferencial-artístico-familiar). Lembro de ter viajado a capital, lá por 1987, para junto com meu amigo Iuri assistir ao show de lançamento de álbum “Tango”, que contava com uma super banda de apoio (salve, salve para o excelente baixista Nico Assumpção- RIP). Momento inesquecível. O show agora foi aqui, bem no quintal de minha cidade interiorana, na SOVA, talvez um dos lugares mais inapropriados para um show do tipo intimista. Um enorme salão de teto alto, com paredes laterias de vidros e de acústica prá lá de duvidosa (já fui lá várias vezes para assistir a outros shows – sei do que falo!), onde preenchem o espaço para público com uma disposição de cadeiras enfieleiradas nada confortáveis. Mas tchãn! A surpresa!!! Não é que estava incrivelmente boa a sonorização do show do Vitor, dava escutar o estalar das cordas de seu violão com um timbre incrível (parabéns para o rapaz da mesa de som). Mas as cadeiras desconforáveis ainda estavam lá prejudicando a situação. O próprio artista comentou durante o show de que a passagem de som a tarde o havia deixado temerário sobre a qualidade sonora de sua apresentação logo mais, mas eis que se fez mágica, a qualidade sonora do show acabou sendo a melhor de todas as suas apresentações dessa tour (era o último show da tour by SESC). Estavam lá todos os seus hits, tocados e cantados de uma maneira soberba, sem esconder o amorcegar o jogo só porque estava se apresentando num domingo de noite em uma cidadezinha de interior, báh! – fiquei completamente abobalhado, era o Vitor ali na minha frente, sozinho no palco, tocando emaranhados acordes dedilhados no aço das cordas de seu violão com uma calma e sutileza indescritível, belas letras iam se espalhando por aquele salão grande (já falei aqui que não gosto dele) e também por minhas memórias. Sim, sua música faz parte de minha adolescência até os dias atuais. Não nasci em Satolep nem ando de bombachas mas volta e meia alguma milonga-urbana dele me ocorre na cabeça, tanto em letra como em música e preenche o meu dia. Não acredito que eu precise aqui ficar enaltecendo o trabalho do Vitor Ramil, quem gosta sabe do que falo, quem não, bem, sei lá… azar seu! Ainda gostaria ter tido a oportunidade de conversar mesmo que rapidamente com ele no final do show, mas não consegui, fica para uma outra vez.

Dia de Vitor

Hoje é domingo, um dia um tanto diferente dos demais, dia sem trabalho, churrasco com a família, o mais preguiçoso dos dias, mas nem por isso menos interessante. Prova disso, hoje tem show do Vitor Ramil na S.OV.A. em Venâncio Aires, espero estar lá para conferir mais uma vez, de perto, um de meus ídolos da música popular gaúcha (se é assim que se pode chamar).