O verdadeiro patrimônio: um texto sobre o que realmente importa

Um jovem advogado foi indicado para inventariar os pertences de um senhor recém falecido. Segundo o relatório do seguro social, o idoso não tinha herdeiros ou parentes vivos. Suas posses eram muito simples. O apartamento alugado, um carro velho, móveis baratos e roupas puídas. “Como alguém passa toda a vida e termina só com isso?”, pensou o advogado. Anotou todos os dados e ia deixando a residência quando notou um porta-retratos sobre um criado mudo.

Na foto estava o velho morto. Ainda era jovem, sorridente, ao fundo um mar muito verde e uma praia repleta de coqueiros. À caneta escrito bem de leve no canto superior da imagem lia-se “sul da Tailândia”. Surpreso, o advogado abriu a gaveta do criado e encontrou um álbum repleto de fotografias. Lá estava o senhor, em diversos momentos da vida, em fotos em todo canto do mundo.

Em um tango na Argentina, na frente do Muro de Berlim, em um tuk tuk no Vietnã, sobre um camelo com as pirâmides ao fundo, tomando vinho em frente ao Coliseu, entre muitas outras. Na última página do álbum um mapa, quase todos os países do planeta marcados com um asterisco vermelho, indicando por onde o velho tinha passado. Escrito à mão no meio do Oceano Pacífico uma pequena poesia:

Não construí nada que me possam roubar.
Não há nada que eu possa perder.
Nada que eu possa tocar,
Nada que se possa vender.

Eu que decidi viajar,
Eu que escolhi conhecer,
Nada tenho a deixar
Porque aprendi a viver.

Abraço!

Pedro Schmaus

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*Fonte: revistapazes

Loucura mesmo é ser livre

Sou o louco mais domesticado que conheço. E não há quem se sinta mais decepcionado com isso do que eu. Acredite: um dia, já tive gana e frescor nos olhos. É uma pena. Não foi apenas um equívoco, mas, uma crueldade deixar que morresse à mingua a criança que brincava de se esconder nos labirintos de mim. Quem se importa com tamanha insegurança? De uma coisa, ao menos, não tenho certeza: é lastimável não levar a vida que se sonha.

Loucura mesmo é desmentir o dito popular e trazer, sim, a felicidade sem possuir um puto sequer no bolso. Isso eu chamo simplicidade e desprendimento. Fica aqui um conselho gratuito aos mais vendidos: para morrer de velhice e sair bem na foto, é preciso relevar as agruras da vida. Olha o passarinho. Veja como ele deixa o dia mais leve.

Sobrevoar iniquidades não é fácil. Faz tempo que parei de sonhar que voava. Deus não dá asa às cobras. Deus não é louco assim. Loucura mesmo foi ter criado o mundo em seis dias e não se arrepender no sétimo. Ah… Se arrependimento matasse, eu bebia dele. Juro pelo limite do meu cartão de crédito.

Você tem razão. Não me leve tão a sério. Estou exagerando. Já que você, assim como o criador, não me dará asas, também não dê corda para um aspirante a lunático. Os mentecaptos — não sei se lhe explicaram isso na escola, na fila da punheta ou na sessão de psicoterapia — podem arrastar gente para o mundo da lua, de onde só se volta faltando pedaços, ao amanhecer de outro dia. Sim. Eu sei. A lua está cheia e eu pareço minguante, meio perdido. Você está inteiramente correto. Adoro admitir que me desencontro um pouco mais a cada dia. Você ainda não viu nada, pequeno unicórnio.

Loucura mesmo é perder os descaminhos por andar demasiado tempo sobre os trilhos. A trilha não compensa. É preciso não temer em demasia o beijo na lona. Contudo, admito, sou um maria-vai-com-as-outras. E por falar em efeito manada, em seguir a onda, loucura mesmo é achar a coisa mais comum do mundo quando o mar quando quebra na praia. As marolas nunca são iguais. Espuma e melancolia são coisas muito subjetivas, pois cada um investe poesia na sua vida da maneira que dá conta. Em tempo: o ato mais lírico e insano que já cometi foi ter cometido filhos. É um tipo de amor que não possui métrica. Não consigo rimar nada parecido com isso.

Loucura mesmo é buscar a fama sabendo que a fome da terra nos espera com os dentes de anteontem. Há uma pressa incompreendida no nascer-e-morrer do universo. Ninguém explica isso sem partir para o fanatismo. Não sei se você concordaria com isso, mas, fanatismo é reverenciar uma boa hipótese. Se sacasse alguma coisa a respeito dessa tal Geração Y, eu perguntaria aos universitários, sem titubear: o que é a vida, chapas? Rio só de imaginar as caras deles.

Pensando bem, se prestarmos muita atenção nos detalhes da nossa longa existência no planeta, notaremos que loucura mesmo é derrubar hectares e mais hectares de mata-virgem para asfaltar a relva e plantar espigões de concreto onde seres humanos se empilham. Há pouca ou nenhuma humanidade nisso. Não faz tanto sentido quanto afirmam os arquitetos. Me corrija, se eu estiver certo: sem contar as várias noites insones em que nauseio sob o lençol, restam poucas coisas mais caóticas pra se ver do que as cidades de São Paulo, Nova Déli, Pequim e Roma. Rômulo e Remo acharam plausível, líquido e certo mamar nas tetas de uma loba. Então, mamaram. Era uma questão de sobrevivência. O que esse adendo mítico tem a ver com a minha história? A não ser pela sedução do trocadilho, nada. Não reclame. Eu avisei que estava com a macaca. Você trepou com o meu texto porque quis. Mesmo assim, não se amofine. Estou aqui, próximo de um fim, agarrando-me a qualquer fio-da-meada que se me oferecer.

Loucura mesmo é ter coragem de levar a vida na flauta, à margem da escala-de-dó dos que sofrem por falta de tempo, com sanha por patrimônio material. Que vida odiosa levam os que buscam um futuro melhor gozando o presente da pior maneira. Loucura mesmo é contar dinheiro, várias vezes ao dia, na esperança de que apareça um pouco mais dele. É organizar carnês por data de vencimento. É fazer ginástica financeira, mas, enfartar por causa do sedentarismo. Coronárias não aceitam banha-de-porco, quem dirá, desaforo.

Você foi alfabetizado, amigo? Então, conte nos dedos quantos loucos deram certo na vida. Todos. Eu digo e repito, com medo de acertar: todos. Os malucos anônimos e os malucos geniais. Os loucos magníficos, mesmo sem pleitearem os louros, entram para a história e se tornam eternos. É comum que dependuremos os seus pôsteres nas paredes, a fim de admirarmos tanta petulância. É como se falássemos ao espelho: Queria tanto ter sido como você; doido, lindo, sincero e verdadeiro.

Mas existem demandas demais, compromissos demais, impostos demais, impostores demais esperando por nós: os homens normais. Esse status tolo no qual eu e você estamos inseridos faz parte do enfadonho, triste e conveniente convívio social — não necessariamente nesta ordem. Porque, quando o assunto é desordem, não entendemos nada. Quem dela se alimenta são os loucos-de-pedra. Os homens mais livres que já caminharam sobre a face da terra.

*Por Eberth Vêncio

 

 

 

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*Fonte:

Para enlouquecer com saúde

Vaiar o morto. Contar piadas às carpideiras. Ser convidado, com energia, a se retirar do recinto. Sair de cabeça em pé, levando uma flor entre os dentes. Dizer toda a verdade que lhe vier à telha. Morder a imprópria língua. Envenenar as palavras com doses letais de franqueza. Ser um desanimador de festas infantis. Riscar-se de uma lista de convidados. Pular de uma ponte e sair voando. Contribuir com o futuro do planeta, clamando pela boa pontaria do meteoro. Contentar-se com dois pares de calçados. Economizar água-que-passarinho-não-bebe. Urinar pelos canteiros de casa. Escandalizar a vizinhança com sua nudez domiciliar, o seu território livre. Entrar na pauta da próxima assembleia do condomínio. Passar dias sem tomar banho. Malhar os neurônios com livros de filosofia. Ser, com orgulho, o garoto mais impopular da escola. Escalar o Monte de Vênus sem usar as mãos. Lamber. Lamber. Lamber. Ser parceiro íntimo dos micróbios. Reconhecer-se como um reles microrganismo no âmbito universal e, apesar disso, ir além, exagerar, pular corguinhos com a sua cadeira de rodas. Nadar contra a correnteza. Torcer pelo jacaré num filme de Tarzan. Sacanear, fazer amor consigo mesmo, gozar na boca da noite. Rastejar a esmo numa guerra hercúlea contra a hipocrisia. Desligar o cérebro pelos caminhos de Compostela. Tomar sopa com outros homens miseráveis. Tocar para o sul, apesar do frio. Desnortear-se, apesar de um norte. Abolir o uso da bússola e dos relógios de pulso. Matar o tempo por asfixia das horas. Orar para os deuses do rock. Nunca ter escutado o hit mais tocado nas rádios, de acordo com a lista da Billboard. Usar as pedras do caminho para espatifar os telhados de vidro. Rimar amor com dor e com os cubos de gelo na caixinha de isopor. Tomar um uísque nas piores e nas melhores horas do dia. Assinar a profissão poeta na sua carteira de trabalho. Relaxar sem ser frouxo. Embriagar-se sem ser alcoólatra. Perder a ternura, endurecer. Apaixonar-se por uma completa desconhecida que parece ser a mulher dos seus sonhos. Preferir os pesadelos só por causa das altas doses de adrenalina. Doar sangue para um facínora sanguinário. Temperar a vida com o sargaço dos mares revoltosos. Cegar o ódio. Cagar no mato. Seguir uma nuvem de moscas pelas merdas do caminho. Apostar no azarão. Deixar-se cavalgar por uma potra louca-varrida com gosto de amanhã-logo-cedo-tem-mais. Faltar às passeatas. Marchar contra a multidão. Saquear uma biblioteca. Ser preso por uma policial à paisana e a atado à cama com meias de seda bacana. Ensimesmar. Cair em desgraça com elegância. Levantar a moral da tropa desnudando-se, desfilando a gostosa bunda da verdade para que todos toquem nela. Delatar aquele cara no espelho, se ele tiver culpa no cartório. Vestir-se rigorosamente fora da moda. Comer gordura trans. Comer uma gordinha trans. Transformar-se. Transtornar-se. Endeusar-se, amar a si próprio acima de todas as coisas e o resto que se Jack Daniel’s. No final das contas, se nada der certo e este contrato antissocial firmado consigo mesmo fracassar, então, terá valido a pena.

*Por Eberth Vêncio

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*Fonte: revistabula

Como se desconectar da vida digital em 6 passos

Se você comemora quando a bateria do celular acaba, cheira as páginas dos livros com romantismo e inclusive começa a olhar o micro-ondas com certa ressalva, talvez você precise de um descanso digital e um pouco de prazer na vida tradicional

A evolução tecnológica está tão implantada na vida cotidiana que permite a substituição de tarefas entediantes por coisas mais simples e mais ágeis. As vantagens da mensagem eletrônica e instantânea, da internet em geral e dos chips instalados em inúmeras ferramentas à nossa volta são inegáveis.

Mas se ao entrar na sua cozinha você se lembra de 2001: Uma odisseia no espaço e anseia recuperar o controle sobre seu entorno, chegou a hora de regressar à vida analógica e prestar uma pequena homenagem a ela. Até que ponto o mundo digital ajuda você e desde quando ele assumiu essa parcela de sua vida em que reinavam a liberdade e o gosto por fazer as pequenas coisas?

Leia, viaje com a mente, mas de verdade

Não deixe ninguém guiar por você. A televisão, o computador e o celular podem oferecer conteúdos emocionantes, mas deixam pouca margem para sua imaginação. Recupere o livro, o quadrinho, convide-se a recriar o que lê, construir ambientes, retratos, vozes e rostos.

Seja seu próprio motorista na viagem. Com certeza você se lembra de um filme baseado em um romance que tinha lido e… não era o mesmo. Sua história sempre foi melhor e a produção ignorou vários detalhes que em sua versão eram mais ricos.

Desenhe, escreva, modele

Seja livre em suas criações. É possível que em alguns momentos você sinta a necessidade de usar as mãos. Claro. Toda essa superfície de pele que nos cobre pode ser uma varinha mágica. Você já tocou a argila e tentou modelar alguma coisa? O cursor é muito limitado. Manche-se, amasse, deixe seus dedos aproveitarem.

Afunde a mão na tinta, aperte um punhado de barro, deixe o giz de cera fluir sozinho. Embora o desenho, como o exercício físico, seja retroalimentado com a prática, não é necessário ser um artista. A magia é se deixar levar, curtir, recriar ideias espontâneas e tocar, tocar coisas, usar cores, organizar palavras manuscritas e encontrar a música que só você sabe. O mouse do computador é um instrumento tão restrito se o comparamos com suas mãos…

Corra, dance, caminhe, faça ioga, plante bananeira, suba uma montanha

Patine, caminhe no parque. Seus pés não merecem menos que suas mãos – e movem o resto do seu corpo. Desfrute deles. Mexa-se e crie seu próprio videogame. Implique-se. A realidade virtual é muito real, mas o real é sempre muito mais autêntico. Fazer a compra via internet pode ser muito prático, mas apertar um abacate para escolher o ponto de maturidade não tem preço.

Utilize a versão on-line para o inevitável, quando o tempo é insuficiente. Aproveite uma caminhada entre as lojas para escolher o produto mais apetitoso, envolva-se nos cheiros da fruta fresca e na conversa alegre com o açougueiro.
Cómo desconectar de la vida digital en 6 pasos

“A realidade virtual é muito real, mas o real é sempre muito mais autêntico”

Cozinhe e coma. Pare de fotografar a comida

Pratique um relacionamento íntimo com os alimentos, mais além de publicá-los. É uma satisfação e energia para seu corpo e mente, e uma forma extra de criatividade. Você realmente se importa com o que os outros comem? Seria interessante analisar o porquê.

Uma refeição saudável e saborosa só pode ser melhorada com o ambiente certo na companhia das pessoas que sempre desejamos por perto. Saboreie, mastigue e prolongue esse momento no tempo. Uma foto nunca irá capturar essa essência.

Vigie seu clone digital de perto

Atenção às redes sociais. Elas são boas para recuperar amizades, para se conectar com elas, para compartilhar momentos. Mas o melhor sempre é usá-las para facilitar esses momentos ao vivo e em cores, relacionar-se pessoalmente, conversar. Apresente seus amigos, saia para jantar, recomende o que você gosta, faça compras em grupo… E perca-se, por favor, andando e dirigindo.

Não é necessário seguir sempre o caminho traçado. Você vai descobrir novos lugares, vai fazer esporte, vai sentir a liberdade. Desligue o GPS do seu celular. Não é necessário que todos saibam onde você está em cada momento. Quando pensamos bem sobre isso, encontramos mais vantagens do que inconvenientes.

E se tiver desconectado completamente

Se sua vida avança rumo ao passado, é provável que você tenha superado o famoso FOMO (Fear Of Missing Out) para sempre. Esse medo da exclusão por estar desatualizado, de modo que devemos nos conectar para não sofrer, terá ido parar em um lugar distante da preocupação cotidiana. Na verdade, a evolução do FOMO é o POMO (Pleasure Of Missing Out). A evolução digital quis recompensar com um nome esse prazer que sentimos ao permanecer deitado no sofá de casa quando você “deveria” estar em um evento social. Ou fazer biscoitos quando “deveria” estar na internet vendo o que e onde seu chefe comeu.

É o triunfo da vida privada, da pantufa e do eu com bolhas na banheira que olha com satisfação o celular desligado. O sucesso dos muffins preparados em família, com o tablet bem guardado na gaveta. É a jardinagem noturna, enquanto seu vizinho vende roupas na internet, o dia na piscina sem celular, não ter conexão no meio do mato.

Quando o homem domina a máquina, e não o contrário, a tecnologia é apenas uma ferramenta a serviço da necessidade. A virtude da revolução digital é sua capacidade de se integrar no cotidiano sem destruir a magia de ser humano.

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*Fonte: thedailyprosper

A vida toda é saudade. Um filme sem direito a replay

Eu vi o tempo parar uma única vez. Em uma noite de sábado, aos 9 anos, dentro de uma piscina fria, desnorteada após uma cambalhota desajeitada embaralhar meus sentidos. Perdi o senso de espaço. Nadava em direção ao fundo achando que era a saída, batia com os pés na parede pensando ser o chão. Eu não sei o quanto durou. Provavelmente muito pouco, já que saí ilesa. Possivelmente uma eternidade, pois eu nunca esqueci. Se eu fechar os olhos ainda consigo sentir o frescor do ar que arrefeceu o pânico e me fez chorar de desespero e agradecimento. Antes de eu enxergar o céu anunciando a salvação, o tempo deixou de correr como geralmente corre. Congelou, entre azulejos azuis e palpitações cardíacas.

Eu tentei repetir esse feito por anos. Não me refiro à sensação de semi-morte. Não é meu forte o masoquismo que flerta com o macabro. Refiro-me ao sentimento de ter guardados nas mãos todos os segundos do mundo. Passada a aflição do peito gritando por oxigênio, eu me lembrava daquele episódio como a evidência de que é possível, ainda que por alguns instantes, não existir antes nem depois. Só o agora. E se era viável numa situação de caos, seria também em outros momentos.

Foi frustração atrás de frustração. O tempo não parou quando o circo chegou à cidade, fechei os olhos e rezei para que os encantos manifestados em narizes vermelhos e cartolas não fossem embora. Tampouco quando pedi que a adolescência não partisse tão cedo levando com ela leveza e um pouco de entusiasmo. Não parou quando precisei de fôlego para entender as mudanças do meu corpo e da minha mente, nem quando tentei guardar na mochila as risadas na porta do colégio que faziam a vida parecer fácil.

Eu tentei estacionar minutos por tantas vezes. E segui batendo com a cara no muro. A vida insistia em tirar onda com minha pretensão infantil de querer romper com a rota natural das coisas. Sempre que tentava burlar o inevitável fluxo que nos obriga a olhar para frente, a realidade se apresentava como uma avalanche impiedosa, mas necessária. De um lado eu batalhava para eternizar felicidade em porta-retratos estáticos, de outro o mundo era filme sem direito a replay. Em uma ponta eu fincava os pés no chão e segurava a corda freando o futuro, na outra, o tempo implacável, me puxava com sua força acachapante.

Eu tentei parar o tempo quando me apaixonei pela primeira vez e queria preservar a mágica intacta, quando senti medo que a alegria presente desse adeus antes que eu soubesse qual rumo tomar, quando sentia o vento refrescar com paz meu coração inquieto. Eu tentei parar o tempo quando vi nascer o filho de uma grande amiga e quando olhei minha avó no leito do hospital e, agoniada com o sentimento de perda iminente, supliquei aos deuses que aquela madrugada, apesar de triste, durasse para sempre para que eu pudesse tê-la sob os olhos e tocar-lhe as mãos.

Vocês já sabem: ele nunca parou. Talvez aquela noite de sábado na piscina fria foi uma raridade, daquelas que acontecem uma vez na vida para nos ensinar algo, quebrar rotinas ou simplesmente zombar de nossas certezas. Os ponteiros continuaram trabalhando, transformando em passado o que eu tentava paralisar. O tempo, soberano, alertava que não há e nunca haverá controle sobre nada.

Mas não há um só dia em que ele não amenize a angústia de um futuro incerto com surpresas inimagináveis… com novos ares que transmutam o desejo inerte em explosão de novidades. Não há um único dia em que ele não compense a impossibilidade de imobilizar-se com doses de felicidade dinâmica, mutável, imprevisível. Como deve ser. Como sempre será.

*Por Larissa Bittar

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*Fonte: revistabula

Como enfrentar a difícil tarefa de sermos pais dos nossos pais

Quando nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos responsáveis por seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores.
Durante nossas vidas, somos ensinados a cuidar de nós mesmos e posteriormente de nossos filhos, quando estamos preparados para constituir nossas próprias famílias. No entanto, nunca nos preparam para cuidar das pessoas que nos deram a vida em sua velhice, momento em que mais precisarão de nós.

Não é fácil testemunhar as principais pessoas de nossas vidas, aquelas que nos ofereceram amor, cuidado, conselhos, exemplos perdendo para o tempo. Dói nossa alma presenciar os braços que nos confortaram por tanto tempo fraquejando, os olhares protetores e firmes se tornando mais apagados, esquecidos. As vozes, que nos transmitiam tanta segurança e confiança, tornando-se mais baixa.

Assim como nós, nossos pais crescem, e nunca estamos preparados para isso.

Quando nossos pais envelhecem, eles voltam a ser crianças e nós nos tornamos responsáveis por seu bem-estar e felicidade, passamos de cuidados a cuidadores. A vida é cheia de reviravoltas, e essa é uma das mais importantes. Os nossos heróis se tornam nossos protegidos, e assim emerge uma das maiores responsabilidades que deveremos assumir.

Ao presenciarmos os últimos momentos de nossos amados pais, somos confrontados com nossa própria finitude.

Quando esse momento tão doloroso de nossas vidas chega, independentemente de como tenha sido o nosso relacionamento com nossos pais, existem 3 maneiras principais de encarar a situação:

Entrar em um estado de negação, não aceitando que um momento muito triste e doloroso está para acontecer;

Deixar de lado nossa vida pessoal e nos dedicarmos totalmente aos nossos pais;

Tentar manter um equilíbrio entre a dor (sentimento de perda) e a presença na vida dos pais, fazendo o seu melhor para tornar os seus últimos momentos memoráveis.

Quando o relacionamento com os pais não é fácil

Nem todos nós temos relacionamentos saudáveis com nossos pais, podemos ter sofrido muito com suas atitudes e com isso criamos um certo afastamento. Para essas pessoas, costuma ser muito difícil saber lidar com essa situação. Elas não sabem como devem fazer para se relacionarem com seus pais ou se realmente querem isso.

A falta de amor e carinho dos pais é algo que afeta todas as áreas da vida de uma pessoa. E nem todo mundo está disposto a deixar isso para trás. Mesmo sabendo disso, é essencial fazermos o nosso melhor para resolver os conflitos enquanto ainda temos a oportunidade. É impossível se resolver com mortos e ninguém gosta de sentir culpa.

Para fazermos o melhor para nossos pais, precisamos seguir algumas diretrizes:

Paciência. Nesse momento, precisamos retribuir tudo o que nossos pais fizeram por nós quando éramos pequenos. Tenha calma quando ele demorar para se arrumar, para quando esquecer algo ou não saber executar tarefas simples com a mesma precisão. Não é fácil, assim como não foi fácil para eles.

É importante encontrar soluções criativas e saudáveis para lidar com essa nova situação de vida. Converse muito, faça perguntas, compartilhe conhecimento, tudo o que ajudar a deixar a situação mais leve.

Identificar e diferenciar suas emoções. Dessa maneira, terá mais recursos para lidar com esses sentimentos de forma saudável.

A despedida dos pais é um momento doloroso, mas nós temos o privilégio, a oportunidade de dividir com eles os últimos momentos de suas vidas. Façamos o nosso melhor por eles e por nós mesmos!

*Por: Luiza Fletcher

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*Fonte: osegredo

Com o tempo, a gente passa a apreciar boleto pago, supermercado, casa arrumada e silêncio

Amadurecer traz serenidade e paciência, pois vamos aprendendo a dar importância, cada vez mais, ao que realmente interessa, sem perdermos tempo com aquilo que só gasta energia inutilmente.

É muito interessante refletirmos sobre as mudanças de nossos objetivos ao longo do tempo, bem com sobre aquilo que nos dá prazer. Amadurecer traz serenidade e paciência, pois vamos aprendendo a dar importância, cada vez mais, ao que realmente interessa, sem perdermos tempo com aquilo que só gasta energia inutilmente.

A adolescência e a juventude são fases em que abraçamos o mundo em tudo o que ele tem, querendo que a roda gire sempre em nosso favor, desejando que nossos pontos de vista sejam aceitos. É como se somente as nossas verdades fossem as verdadeiras, como se tivéssemos uma capacidade sobrenatural de mudar os acontecimentos à nossa volta. Esse idealismo é importante, pois muitos avanços sociais desejáveis se conquistam por meio dele.

Porém, quanto mais amadurecemos, menos contrariados ficamos com o que vem contra nossas vontades e desejos, compreendendo que o mundo continua, mesmo com nossos gritos e recusas, ainda que à nossa revelia, pois o fluxo não para. Ou nos adequamos às nuances da vida, ou vivemos eternamente insatisfeitos e frustrados. Isso não significa aceitar tudo resignadamente, mas tão somente aceitar o que não pode ser mudado, entendendo que nem sempre estaremos certos.

A gente vai aprendendo que tudo passa, poucos ficam e que perder nem sempre é o pior que poderia ter acontecido. A gente vai se conformando com aquilo que não pode ser mudado, simplesmente porque o que não é para ser nunca o será. Isso, da mesma forma, traz a serenidade para constatarmos que aquilo que tiver de ser tem uma força descomunal, pois nada pode separar pessoas destinadas a ficar juntas, com verdade e disposição.

Gostoso mesmo é que passamos a nos contentar com pequenos prazeres, que engrandecem nossos dias e trazem uma satisfação imensa. A gente começa a valorizar cada detalhezinho, cada conquista, por menor que pareça, apreciando momentos junto à família, em frente à televisão, e até mesmo os espaços vazios, em que curtimos a nossa própria companhia, em silêncio. Ah, que delícia essa sabedoria que o tempo traz…

*Por Marcel Camargo

 

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*Fonte: psicologiadobrasil

12 Leis da Gratidão Pouco Conhecidas

1. Quanto mais você está em um estado de gratidão, mais vai atrair coisas pelas quais ser grato

Seja grato pelo que você tem, e vai acabar tendo mais.
Foque sobre o que você não tem, e nunca terá o suficiente.

2. Ser feliz nem sempre vai te fazer grato, mas ser grato sempre vai te fazer feliz

É quase impossível apreciar um momento sinceramente e olhar severamente ao mesmo tempo.
Ser feliz agora não significa que você não deseja mais, significa que você é grato pelo que tem e paciente para o que ainda está por vir.

3. Gratidão fomenta o verdadeiro perdão, que é quando você pode sinceramente dizer: “Obrigado por essa experiência.”

Não faz sentido condenar ou lamentar uma lição de vida importante.
Gratidão traz um sentido para o ontem, paz para o presente, e cria uma visão positiva para o amanhã.

4. Você nunca precisa mais do que tem em um dado momento

Tem sido dito que a mais elevada forma de oração é dar graças. Em vez de orar “para” as coisas, dê graças por aquilo que você já tem.
Quando a vida lhe dá toda a razão de ser negativo, pense em uma boa razão para ser positivo. Há sempre algo pelo qual ser grato.

5. A gratidão inclui tudo

Dias bons dão-lhe felicidade e dias ruins dão-lhe sabedoria. Ambos são essenciais.
Porque todas as coisas têm contribuído para o seu avanço, você deve incluir todas as coisas em sua gratidão. Isto é especialmente verdadeiro em seus relacionamentos. Nós nos encontramos com pessoas comuns em nossas vidas; mas se você lhes der uma chance, todas elas têm algo importante para lhe ensinar.

6. O que você tem para ser grato no presente, muda

Seja grato por tudo que você tem agora, porque nunca sabe o que acontecerá em seguida. O que você tem acabará por ser o que você tinha.
A vida muda a cada dia, e suas bênçãos irão gradualmente mudar junto com ela

7. A mente grata nunca toma coisas como garantidas

O que separa privilégio de benefício é a gratidão.
A circunstância (ou pessoa) que você toma por garantida hoje pode vir a ser a única da qual você precise amanhã.

8. Enquanto você expressa sua gratidão, não deve esquecer que a maior valorização não é simplesmente proferir palavras, mas vivê-las diariamente

O que mais importa não é o que você diz, mas como você vive.
Não basta dizer que, mostre. Não basta prometer, prove.

9. Gratidão inclui retribuição

Na agitação da vida cotidiana, quase não percebemos que recebemos muito mais do que damos, e a vida não pode ser rica sem essa gratidão.
É tão fácil superestimar a importância de nossas próprias conquistas em comparação com o que temos com o auxílio de outros.

10. A maior homenagem às pessoas e circunstâncias que você perdeu não é tristeza, mas a gratidão

Só porque alguma coisa não durou para sempre, não significa que não foi o maior presente que se possa imaginar.
Seja grato porque seus caminhos se cruzaram e por ter tido a oportunidade de experimentar algo maravilhoso.

11. Para ser verdadeiramente grato, você deve estar realmente presente

Conte as bênçãos em sua vida, e comece com a respiração você está realizando agora.
Muitas vezes esquecemos que o maior milagre não é andar sobre a água; o maior milagre é caminhar sobre a terra verde, habitando profundamente no momento presente, apreciando-o e sentindo-se completamente vivo.

12. Abandonar o controle multiplica o potencial de gratidão

Às vezes, investimos muita força para tentarmos controlar cada aspecto de nossas vidas que completamente nos perdemos no caminho.
Aprenda a deixar ir, relaxar um pouco e pegar o caminho que a vida leva até você às vezes. Tente algo novo, seja destemido, mas acima de tudo, faça o seu melhor e fique bem com isso. Abandonar expectativas desnecessárias permite que você realmente experimente o inesperado. E as maiores alegrias na vida são muitas vezes as surpresas inesperadas e oportunidades que você nunca preveu.

Pelo o que você é grato hoje? Como a gratidão afeta a sua vida?

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*Fonte: osegredo

Uma parada aqui pertinho na cidade histórica de Rio Pardo

Então chega o sábado, dia oficial do rolê de moto mas o céu estava cinza e com aquela cara de que poderia começar a chover a qualquer momento. Confesso de que desta vez nem pesquisei em algum site do clima/tempo, combinei com o Rafa o passeio e fim de papo, era isso, foda-se a chuva.

Hoje também foi dia de passar pela primeira vez no novo viaduto junto ao trevo de Santa Cruz do Sul /RS – (RS-287), obra recentemente liberada depois de um bom tempo em construção. Me pareceu que ficou legal e acredito que deva facilitar bastante o fluxo por ali.

A nossa ideia inicial era de irmos até Pantano Grande /RS, mas resolvemos mudar o foco dessa vez e seguirmos apenas até Rio Pardo /RS, claro, alongando um pouco o trajeto indo pela RS 412, depois de Vera Cruz /RS, para então retomar o caminho normal de ida até, que seria direto pela RS-471. Com isso acabamos fazendo a nossa tradicional parada no Autódromo de Santa Cruz do Sul. Dessa vez não tinha nenhum carro ou moto na pista, estavam era em obras e manutenção em vários pontos do local. Acho que terá uma prova do calendário da Stock Car em breve por lá. Demos então uma passeada pelos boxes, pátio interno da pista alguns outros locais do autódromo.

Já em Rio Pardo, dessa vez optamos por entrar na cidade e conhecer o centro histórico. Assim mudamos um pouco a situação, porque toda vez que vamos até lá a gente visita a região da beira do rio, que é bonita e interessante também, mas hoje resolvemos mudar o itinerário. Aproveitei para mostrar para o Rafa a rua da Ladeira, que é a rua calçada mais antiga do Rio Grande do Sul, reconhecida inclusive como patrimônio histórico do Brasil.

*Curiosidade: a rua foi calçada por mão escrava em 1813 (205 anos), e que segue o modelo de construção e engenharia da Via Appia Romana, com o escoamento no centro do calçamento. A rua foi visitada por ilustres personagens da nossa história, como a Princesa Isabel, Dom Pedro II, Conde D’eu e Getúlio Vargas.

Depois de visitar a Rua da Ladeira passamos pelo histórico prédio da Prefeitura de Rio Pardo (aliás, prédios antigos e históricos é o que não falta por lá)  e uma quadra logo acima, a Capela de São Francisco de Assis. Fato interessante é que bem na porta fica o túmulo datado de 1831, que é do Capitão dos Dragões Felisberto Pinto Bandeira. Segundo me contou a moça do museu que lá, ele foi uma pessoa muito má em seus tempos de comandante e que nos seus últimos momentos de vida pediu para ser sepultado ali mesmo, justamente a entrada da Igreja, como uma espécie de castigo ou penitência. Sendo assim até os dias de hoje, todo mundo pisa sobre o seu túmulo ao passar por aquela porta.

Em seguida estacionamos junto a uma das rua centrais, demos uma volta a pé e acabamos descobrindo uma cafeteria sensacional, chamada – O Cruzeiro. Lugar bonito e agradável, onde fomos muito bem atendidos e tomamos um ótimo café. Fica a dica.

Após a parada para o tal café mais um pouco de caminhada pela cidade. No caminho de volta, uma passada também pelo centro da cidade de Santa Cruz do Sul aliás, cada vez mais bonita! E então o trajeto de casa.

Novamente uma passeio de moto bacanudo. Grato ao Rafa pela parceria dessa vez e vamu-qui-vamu.

*Ah! Cada vez mais sinto vontade de mudar de cidade. Venâncio Aires é uma bosta de lugar. Muitas pessoas escrotas e cretinas. Tenho dito.

Aqui algumas imgs do rolê de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8 citações de Buda que vão acalmar sua mente e tranquilizar sua alma

Há muitas lições valiosas de vida por aí, e muitos professores. Mas nenhum tão sábio quanto Buda. Aqui estão 8 citações de Buda que irão te ajudar a acalmar sua mente e tranquilizar sua alma.

1. “O caminho não está no céu. O caminho está no coração “
Quando sentimos que precisamos de algo mais em nossas vidas, tendemos a procurar em todos os lugares, exceto onde devemos – em nosso coração. Nosso coração nos diz para seguir nossos sonhos, e para tornar esta jornada satisfatória. Ouça seu coração – ele conhece você.

2. “Ninguém nos salva senão nós mesmos. Ninguém pode e ninguém irá. Nós mesmos devemos trilhar o nosso caminho
Pedimos ajuda de nossos amigos, e está tudo bem. Nossos amigos podem nos guiar e nos dar conselhos úteis, mas quando se trata de mudar ou melhorar nossas vidas, só nós podemos fazer isso. Ninguém é o culpado pelo caminho que escolhemos, e ninguém pode nos salvar de nossas escolhas, exceto nós.

3. “No céu, não há distinção de leste e oeste; as pessoas criam distinções em suas próprias mentes e então acreditam que elas são verdadeiras
A beleza que está em todo o lado, o céu, não tem limites e não tem distinção. Simplesmente é. Às vezes, nós humanos complicamos as coisas rotulando e separando. Tomamos coisas inteiras e sentimos a necessidade de dissecá-las até que possamos colocá-las em uma categoria. Mas nós inventamos todas as categorias. Em vez disso, devemos aprender a aceitar pessoas e situações tal como são – sem a necessidade de classificação.

4. “Tem que existir o mal para que o bem possa provar sua pureza acima disso”
A vida é equilíbrio. Yin e yang. Há maldade no mundo, sim. Mas talvez tenha que estar lá para que possamos também ver claramente o bem.

5. “É fácil ver as falhas dos outros, mas é difícil ver quando as falhas são nossas”
Nós tendemos a ver os outros com um microscópio mais forte do que o que usamos em nós mesmos. O julgamento de retenção é bom, mesmo em relação a nós mesmos.

6. “Somos moldados por nossos pensamentos, nos tornarmos o que pensamos.
Quando a mente é pura, a alegria segue como uma sombra que nunca vai embora”

Isso é verdade. Quando nossos pensamentos são felizes, somos mais produtivos e nossas vidas são mais alegres. Quando as coisas ficam difíceis, não afunde na tristeza, mas direcione sua linha de pensamento para um tom mais positivo.

7. “Trabalhe em sua própria salvação. Não dependa dos outros.”
Só você pode determinar o destino de sua vida e as respostas aos seus problemas.

8. “Todo ser humano é o autor de sua própria saúde ou doença.”
Você toma as decisões em sua vida e, portanto, você colhe os benefícios e as consequências.

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*Fonte: osegredo

Schadenfreude: o prazer na desgraça do outro

Já dizia Napoleão Bonaparte que “a inveja é uma declaração de inferioridade”. Mas se quem está enfrentando dificuldade é alguém que te fez mal ou simplesmente te desagrada, é possível que você fique feliz com o outro não se dando bem. Isso é inferioridade, é inveja? Não, segundo a ciência isso é Schadenfreude.

Digo mais. Até certo ponto é normal e natural sentir um pouco de alegria diante de certas desgraças alheias. Isso é, na verdade, exatamente o que significa essa palavra da língua alemã que define a curiosa sensação que estamos expondo aqui. Descubramos um pouco mais sobre ela.

“Se houvesse um só homem que fosse imortal, ele seria assassinado pelos invejosos.”
-Chumy Chúmez-

O que é Schadenfreude

Como dissemos, esse termo em alemão é uma palavra composta por duas que, unidas, significam a alegria pelo dano. Dano é schaden em alemão, e alegria é freude. Mas é normal, ou é algo positivo, sentir isso?

A verdade é que seus significados podem soar maliciosos, invejosos ou demonstrar inferioridade. A sensação não necessariamente, no entanto, denota maldade nem más intenções da pessoa que a sente. Se o mal acontece para uma pessoa que não merece o bem, por ter feito algum mal ou alguma outra situação do gênero, a sensação estaria relacionada com um sentimento de restabelecimento da ordem natural, trazendo de volta o equilíbrio de alguma forma.

Além disso, falamos de uma reação que poderíamos classificar inclusive como natural. Ela acontece devido ao fato da dopamina estar presente, o neurotransmissor que guarda relação com a recompensa e o prazer. Desse modo, se vemos alguém desagradável sofrer, é como se isso fosse um prêmio para nós, uma recompensa.

Não obstante, o psicólogo e pesquisador Agustín Ibáñez, do Centro de Neurociência da Universidade Adolfo Ibáñez, considera essa sensação como parte das emoções humanas morais. Ou seja, ela estaria relacionada com a comparação social que fazemos com os outros, além da atribuição de valor que também fazemos. Nisso o Schadenfreude se diferencia do medo, da tristeza e da alegria.

Por que o Schadenfreude acontece?

Seguindo essa linha de pensamento, há razões particulares pelas quais ocorre esse bem-estar diante da desgraça alheia. Como veremos logo a seguir, se sempre que ficarmos com essa reação natural perante determinadas situações não houver nenhuma participação direta nossa no mal ocorrido ou para que ele se perpetue, não há nada de negativo nisso.

Alívio

Essa situações nos provocam um certo alívio. Ou seja, se o mal está acontecendo com aquela pessoa, significa que não está acontecendo comigo.

Desse modo, ainda que aconteça algo com uma pessoa desconhecida, como tropeçar na rua ou cair água da janela em cima de sua cabeça, sabemos que poderia ter sido conosco e não foi. Nesse sentido, é possível que não apenas sintamos alívio, mas também que acabemos rindo se acharmos graça no que acabou de acontecer.

Inveja

Infelizmente não é só o alívio uma das razões desse bem-estar passageiro. A inveja, especialmente nas pessoas que costumam senti-la frequentemente, também é um dos motivos.

Desse modo, o fato de que alguém que não possui um recurso de que precisa e tem que pedi-lo a outra pessoa encontre uma recusa já pode ser mais do que suficiente para que se sinta bem pelo mal-estar alheio. Por outro lado, em relação à inveja também poderia ocorrer o pensamento “eu não tenho, mas o outro também não tem”, por exemplo. Desse modo, a carência do outro aliviaria um sentimento de inferioridade.

“O que é um invejoso? Um ingrato que detesta a luz que o ilumina e aquece.”
-Victor Hugo-

Autoestima baixa

A baixa autoestima também pode motivar a aparição desse fenômeno. De fato, diversas pesquisas já elucidaram que essa forma de ver o mal alheio que não atinge a si próprio pode servir para ganhar confiança em si mesmo.

Não obstante, também poderia servir como um gatilho para perder confiança, já que algumas pessoas podem olhar e se dar conta de que os outros são vítimas de desgraças, assim como elas. Ou seja, serve para reafirmar uma situação, ainda que por um momento sintam um certo alívio de não serem as únicas vítimas da desgraça.

Vingança

Não poderia faltar a vingança aqui. Quando alguém nos faz mal, se logo em seguida acontece algo ruim com esse alguém, podemos chegar a sentir que houve um castigo justo, quase como se estivéssemos vendo uma justiça divina.

Essa situação pode ocorrer em diferentes contextos. Ou seja, poderia acontecer desde em algo cotidiano entre amigos, entre companheiros de trabalho ou inclusive familiares que não estão entre os mais queridos, mas também em situações mais traumáticas, inclusive fora da lei.

E você, já sentiu Schadenfreude alguma vez? Você se alegra com o mal alheio que acontece com outras pessoas que não fazem bem para você ou não gostam de você? Se sim, já sabe que isso é algo totalmente normal, que você não é um monstro por sentir isso, nem uma pessoa pior. É uma emoção natural, de modo que, como todas as outras, deve ser ouvida e regulada para que sua energia não tome o controle de nossas ações nem de nossos pensamentos.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

9 Frases que pessoas inteligentes nunca usam em uma conversa

Todos nós já dissemos coisas que as pessoas interpretam de forma muito diferente do que queríamos. Estes comentários aparentemente suaves levam à sensação horrível que somente são percebidos quando a semente da má palavra já saiu da sua boca.

Deslizes verbais ocorrem frequentemente porque nós dizemos sem pensar nas consequências. As palavras, mesmo as sutis, podem carregar uma carga negativa. Entender essas implicações requer consciência social – a capacidade de se colocar nas emoções e experiências de outras pessoas.

A Talent Smart, empresa americana de consultoria, testou a inteligência emocional (EQ) de mais de um milhão de pessoas e descobriu que a consciência social é uma habilidade que falta em muitos de nós.

Temos falta de consciência social porque nós estamos tão focados no que vamos dizer, e na maneira em que as outras pessoas estão dizendo, que somos afetados ao ponto de perdemos a noção do que vamos dizer em seguida.

Este é um problema porque as pessoas perdem facilmente o senso do equilíbrio verbal. O melhor, nestas ocasiões, é esperar a outra dizer o que pensa. E depois falar com calma e segurança para não magoar o outro.

A beleza da consciência social é que você pode fazer alguns ajustes simples para melhorar o que diz em seus relacionamentos com as outras pessoas.

Para isso, existem algumas frases que as pessoas emocionalmente inteligentes evitam em uma conversa casual. As frases seguintes são os piores crimes que você pode cometer numa conversação.

Você deve evitá-las a todo custo.

1. “Você está cansado”

Pessoas cansadas são incrivelmente desagradáveis. Têm olhos caídos, cabelo bagunçado e apresentam dificuldade de concentração. E são ranzinzas e, muitas vezes, brutas. Dizer a alguém que ele parece cansado implica dizer que ele apresenta todos os sintomas acima.

Em vez disso, diga: “Está tudo bem?”. A maioria das pessoas pergunta se alguém está cansado porque querem ser útil de alguma forma, por isso, de verdade, desejam saber se a outra pessoa está bem. Quando perguntamos: Está tudo bem? Ela tem a chance de se abrir e compartilhar o que está sentindo. Mais importante ainda: a outra pessoa vai perceber que se preocupa com ela em vez de sua indelicadeza quando pergunta: Você está cansada?

2. “Nossa, você perdeu uma tonelada de peso!”

Mais um comentário que, apesar de bem intencionado, dá a impressão de que está sendo crítico e, até, com uma dose de sarcasmo. Ao dizer que a pessoa perdeu tanto peso, sugere que você costuma olhar a gordura como pouco atraente. Em vez disso, diga: “Você continua ótima”. Esta é uma observação mais agradável. Pela simples razão: Em vez de comparações você demonstra que a vê como era.

3. “Você era muito bom para ele”

Quando alguém corta os laços de uma relação de qualquer tipo, pessoal ou profissional, este comentário implica dizer, em primeiro lugar, que ela tem mau gosto ou fez uma escolha errada.

Em vez disso, diga: “Lamento a sua perda, conte comigo!”. Isso demonstra apoio e solidariedade, sem qualquer crítica implícita.

4. “Você sempre …” ou “Você nunca …”

Ninguém sempre fez ou nunca faz nada. Isso está além dos seus limites. As pessoas não se veem unidimensional.

É um erro você tentar defini-las como tal. Estas frases põem as pessoas na defensiva e elas acabam se fechando. É uma coisa muito ruim de ouvir porque você, provavelmente, usa essas frases quando quer discutir.

Basta apontar o que a outra pessoa fez. Atenha-se aos fatos sem o erro da generalização.

A frequência deste comportamento é um problema. Em vez disso, diga: “Percebo que você fez isso muitas vezes” ou “Noto que você faz isso muitas vezes”.

5. “Você está ótima para a sua idade”

Usando “para a sua” como um qualificador sempre soa como deselegante e rude.

Ninguém precisa ser inteligente para ser um atleta ou estar em boa forma em relação a outras pessoas que estão batendo à porta de morte. As pessoas simplesmente querem ser inteligentes e capazes.

Em vez disso, diga: “Você está muito bem”. Esta é uma observação simples e agradável.

Elogios genuínos não precisam de adjetivos.

6. “Eu já falei isso antes, mas…”

Todos nós, de vez em quando, nos esquecemos de alguma coisa. Esta frase “Eu já falei isso antes…” faz parecer um insulto por deixar claro que está chateado em repetir o que já disse.

É difícil para quem a ouve, mesmo que seja alguém interessado em ouvir o seu ponto de vista. Primeiro se sente diminuído por ter que se explicar. E repetir sugere que, ou você é inseguro ou o arrogante que se acha o melhor de todos. Ou que ambas as hipóteses são verdadeiras. Em vez disso, diga “Eu não fui muito feliz em dizer o que eu queria.

Se você puder me ouvir de novo vou tentar dizer de forma mais interessante”. Dessa forma vão se lembrar do que você disse.

7. “Boa sorte”

Esta é uma forma que tem pouca ou quase nenhuma utilidade. Certamente que não é o fim do mundo se você deseja boa sorte a alguém.

Mas você pode fazer melhor porque esta frase diz que a outra pessoa vai precisar de sorte para obter sucesso. E isso não depende somente das suas habilidades.

Em vez disso, diga: “Vá em frente, eu sei que você já sabe o que tem de fazer”. O que sugere que ela tem as habilidades necessárias para ter sucesso.

Isto é melhor do que desejar-lhe sorte. Essa resposta dá mais confiança do que apenas lhe desejar “boa sorte!”.

8. “Não tenho opinião” ou “É você quem sabe”

Embora você possa ser indiferente, a sua opinião quando lhe é pedida por alguém para decidir alguma coisa, é importante para a pessoa que a solicita. Caso contrário ela não teria pedido a sua opinião. Em vez disso, diga: “Posso não ter a melhor opinião. De qualquer maneira, poderemos considerar essa questão juntos”.

Quando você der uma opinião – mesmo sem você ter a resposta pronta – isso demonstra que você se preocupa com a pessoa que solicita.

9. “Eu nunca faria isso…”

Esta frase é uma maneira agressiva para desviar a atenção do seu próprio erro. Quando a gente aponta um erro do passado de outra pessoa, provavelmente sem muita importância, demonstramos que não o perdoamos no passado. Em vez disso, diga: “Sinto muito, mas também já errei”.

Confessar que também erra é a melhor maneira de ser racional e trazer a pessoa para o seu lado. Admitir os mesmos erros é a melhor maneira de levar a discussão para um aspecto mais racional. E demonstra serenidade para que vocês possam resolver as coisas. Admitir nossa culpa é uma forma incrível para impedir o açodamento.

Juntando tudo

Na conversação diária são as pequenas coisas que fazem toda a diferença. Experimente estas sugestões para se dirigir aos outros. Você vai se surpreender com a resposta positiva que vai ganhar.

Quais as outras frases que as pessoas devem evitar? Por favor, compartilhe seus pensamentos na seção de comentários abaixo. Tanto eu quanto você podemos aprender juntos a melhor forma em lidar com as outras pessoas.

*Texto do doutor Travis Bradberry publicado originalmente em The Good Men Project. Livre adaptação de Doracino Naves para o Portal Raízes

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*Fonte: fasdapsicanalise

Tempo não é questão de preferência, é falta de vontade mesmo.

Ontem, cheguei em casa mais cedo do que em dias normais. Tomei um banho, comi um pão de sal com manteiga e café. Sentei no sofá e me bateu uma preguiça, decidi ir para a cama antes das nove da noite.

Naquele canto só meu, eu virava de um lado para o outro e pensava na agenda do dia seguinte. Não contei carneirinhos, mas comecei a colocar tudo na ponta dos meus pensamentos e descobri que estou em débito comigo mesma.

Percebi que não me dou de presente noites livres para não fazer nada, porque estou me ocupando com o que não precisa.

Descobri que tenho amigos que não ligo para eles há quase um mês. Lembrei que a conversa com a minha Tia Marta está sendo trocada por mensagens no celular.

Fiquei com vergonha de mim mesma, porque percebi que eu tenho despachado minha irmã quando ela me liga. Fiquei contando minhas pendências e só não contei amores, porque já tenho um para sempre e o passado adormeceu.

Refletir dói. Refletir nos faz sentirmos culpados. Pensar é gratuito, mas pode custar arrependimento e saudade. Um travesseiro, um colo, uma noite solitária, uma taça de Bordô, nos faz confrontarmos com aquilo que precisa de reparos.

É isso… Uma noite atípica para mim, me deu a oportunidade de prestar atenção no que eu precisava ver e sentir.

Eu estou em falta com o mundo que construí. Estou trocando vida por trabalho e prazer por dinheiro. E, que mal tem? Nenhum, desde que eu não estivesse remoendo dentro de mim no silêncio escuro do meu quarto.

Estou sendo negligente comigo mesma ao me perder em horas extras, ao mergulhar por completo em compromissos que podem esperar, ao correr desesperada e derrubar meu tempo.

Somos negligentes quando a ocupação diária é mais importante do que deitar na cama mais cedo e pensar em nada, relaxar entre uma música e o travesseiro. Tempo não é questão de preferência, pode ser falta de vontade mesmo, de acomodação.

Pensamos muito na vida e nos afazeres, mas esquecemos de refletir no que nos faz bem. Estamos cercados de números, conquistas, sonhos, projetos e estamos esquecendo os sentimentos, os carinhos e o viver bem. Estamos esquecendo que repousar é tão importante quanto trabalhar dez, doze horas por dia.

Quando podemos descansar sem muita preocupação, não conseguimos e achamos estranho. Muito estranho ir para a cama cedo demais e não dormir. Estamos esquecendo que dormir, ficar olhando para o teto, pensar na vida e sair mais cedo do trabalho são sinônimos de viver também.

Estamos esquecendo que uma noite, um dia de presente de nós para nós mesmos, vale mais do que um mês de férias, alivia mais o estresse e cura qualquer aflição.

Só se vê bem com os olhos do coração, disse Exúpery. E só vive bem quem admite que é preciso parar e reconciliar com o tempo e com o descanso.

*Por Simone Guerra

 

 

 

 

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*Fonte: fasdapsicanalise

Don’t kill my vibe

Não sei se você já percebeu mas seguido posto aqui fotos de minhas viagens de moto prá lá e prá cá, trips que algumas vezes são para longe ou então bem perto, tanto faz. A intenção aqui não é me gabar, me mostrar ou aparecer (aliás apareço bem pouco nas minhas fotos), mas é para “quem sabe”, lhe dar o seguinte recado:

– Saia do sofá! Tem vida lá fora, muita coisa bacana, bonita e interessante para ser descoberta. Conhecer novos lugares, conversar com pessoas estranhas que você jamais imaginou que iria conhecer, saber de histórias sobre coisas, pessoas ou fatos históricos, comer e beber coisas diferentes, ver a vida por um novo ângulo.

E para isso nem precisa ser aquela viagem tradicional de anúncios de pacotes turísticos (hey! nada contra isso), mas pode ser uma coisa bem simples e com uns poucos trocados no bolso, já se pode fazer uma bela trip. Não precisa ser de moto como normalmente eu faço, pode ser de carro, vá sozinho, com a família, namorada ou então junte alguns amigos, colegas, sei lá, mas vá… Afinal de contas, qualquer viagem por mais curta que seja já é um novo passo. Um passo à frente. E depois mantenha o ritmo, dê então mais passos e quando menos esperar você já terá uma boa “milhagem” de novas histórias na sua vida. E acredite, é bastante recompensador. E já aviso, vicia!

Tire a bunda do sofá, saia de casa e vá conhecer a sua região, tem todo um grande universo ao seu ao redor. Muitas vezes nessas cidades pequenas tem tanta coisa interessante para lhe oferecer. Basicamente em toda cidade tem uma praça. Sente lá, procure uma sombra, tome um chimarrão quem sabe? Coma um pastel de uma lancheria meio esquisita, isso não importa, mas aventure-se. A vida é curta, então “curta” a sua vida.

Ouse. Conheça novos lugares. Com ou sem planejamento prévio (às vezes não estar preparado/planejado, é a melhor coisa que existe). Saia por algumas horas apenas ou então viaje com bagagem para mais dias. Aventure-se!

Anote coisas, fotografe, não fotografe porra nenhuma. Pare o carro/moto em qualquer lugar do caminho que lhe der vontade (claro, estacione em um lugar seguro). Desça, caminhe, suba morros, pule cercas, ande por pequenas trilhas, atire pedra o mais longe que conseguir, cante enquanto dirige, conte piadas para quem estiver junto, sente-se em algum lugar que lhe seja agradável e quem sabe, fique totalmente calado só curtindo a paisagem. É mais ou menos por aí baby! Simples assim.

Eu mesmo, até alguns anos atrás conhecia bem pouco dos arredores da minha região, se muito, umas três ou quatro cidades vizinhas. Sigo e peço dicas de amigos, vejo fotos de trips de outras pessoas e também quero conhecer esses lugares. Depois de algum tempo já conheci “uma penca” de cidades da região e cada vez mais amplio essa lista, curto esse tipo de experiência. Não é preciso viajar para longe para se ter boas histórias. E é muito gratificante sair por aí e conhecer coisas novas a cada viagem. Com o tempo serão tantas histórias para contar de coisas boas e é claro, algumas ruins também. Lugares inusitados, papos com pessoas incríveis e outras muito imbecis (mas faz parte – cuzão tem em todo lugar), mas é justamente isso o que te torna mais forte, te faz crescer.

Enfim. A vida é sua, faça o que quiser. Mas considere, fica o recado e aqui também a torcida para que você crie o seu próprio roteiro, seja lá qual for – apenas não fique aí parado, sentado assistindo a vida passar, só preocupado em likes, cliques ou o quanto você é popular no seu Facebook, Whatsapp ou Instagram.

Keep motor running!
\m/

 

 

6 frases que podem mudar sua vida

O poder das palavras é inestimável. Graças a elas você pode experimentar emoções, desejos e sentimentos imensuráveis. Elas são capazes de fazer você rir alto e chorar amargamente. Formam frases que podem mudar sua vida, dando-lhe um sentido até então incerto.

Há frases que colocam um fim a guerras; outras, que as começam. Muitas delas determinam o destino de uma pessoa, afundando-a na lama ou incentivando-a a dar o seu melhor. Estas últimas são os que se transformam no motor do mundo.

As frases que podem mudar sua vida são aquelas que promovem a coragem, a honestidade e a nobreza. Elas incentivam você a dar o melhor de si mesmo, a não esquecer quem você é e nem o que quer. Elas podem parecer banais no início, mas têm valores fundamentais para o desenvolvimento do ser humano.

6 frases que podem mudar sua vida

1. Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento

Esta frase irônica e sábia pertence à política e escritora norte-americana Eleanor Roosevelt. Como ela mesmo disse, ninguém tem o poder de fazer você se sentir inferior, a menos que você lhe dê esse poder.

Não deixe que ninguém pise em você. Nenhuma pessoa tem o direito de humilhar os outros, e quem faz isso demonstra muito pouca educação e respeito pelo próximo. Se você não permitir que os comentários maldosos o afetem, eles perderão todo o seu poder malicioso.

2. O pior na vida não é acabar sozinho, mas acabar com alguém que faz você se sentir sozinho

Robin Williams é o arquiteto desta triste apreciação. Atualmente, vivemos em uma sociedade que nos diz que não ter um parceiro ideal é sinônimo de fracasso. Somos feitos para acreditar que precisamos estar com outra pessoa, mesmo que isso nos faça infelizes, porque, de outra forma, não estamos completos. Mas isso é completamente falso.

É necessário aprender a estar sozinho, porque assim podemos evitar a dependência emocional e os consequentes relacionamentos nocivos. Estar com alguém deve ser uma questão de escolha, nunca de necessidade.

3. Errar é aprender

Muitas pessoas são incapazes de aceitar seus erros. Elas acreditam que errar é para os fracos, quando realmente é para os sábios. As crianças pequenas precisam cair mais que uma vez até aprender a andar. O mesmo acontece com os adultos. Um erro também é uma oportunidade.

Se você não erra, é porque você não tentou. Para avançar, é preciso aprender a cair e a aceitar as derrotas.

“O erro do passado é a sabedoria e o êxito do futuro.”
-Dale Turner-

4. Amar a si mesmo é o princípio de uma história de amor eterna

Ame-se. Ame-se como você amaria o amor da sua vida, porque no final das contas, esse alguém é você. Oscar Wilde defendia que é necessário tratar a si mesmo com respeito e compreensão. Cuide do seu corpo e da sua alma, e não permita que ninguém diga que você não tem valor.

Amar a si mesmo significa também eliminar da sua vida aqueles hábitos e pessoas que só fazem mal. Pense que você tem que velar pelo seu bem-estar, e o que não for benéfico, jogue fora.

5. Encontre o que você ama e deixe que isso o mate

Essa frase do escritor Charles Bukowski é um canto à motivação. Encontre algo que te inspire, que faça você se sentir apaixonado pela vida. Mergulhe nisso de cabeça e dê o melhor de si mesmo. Trabalhe duro e se apaixone pelo que você está fazendo.

Não se esqueça que também não é bom ficar obcecado. Sentir-se motivado é algo muito benéfico, mas existem outras vertentes da sua vida que também precisam da sua atenção; não as ignore.

6. Se você não tem inimigos, significa que você nunca lutou por nada

Winston Churchill sabia que certas decisões podiam lhe render muitas inimizades. Ainda assim, ele escolheu agir conforme seus princípios, pois considerava que era o correto.

Lute por aquilo que você considera necessário. Haverá pessoas que vão te encorajar e outras que não vão concordar com você. Respeite essas últimas, mas não permita que elas interfiram em seus propósitos se considerar que eles são nobres.

A autoestima é o valor fundamental que estas frases promovem, e que pode mudar sua vida. Ame e respeite a si mesmo, lute por aquilo que te faz feliz e não permita que os outros decidam a sua vida por você. A luta pela felicidade não é isenta de fracassos, mas o importante é continuar caminhando.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Dia de calor, mas foda-se – Simbora pegar a estrada.

Hoje foi mais um dia de testes com a XRE 300, sentir como ela se comporta na estrada e não somente na cidade, afinal ela tem de se acostumar. Vou ainda fazer também alguns testes “off road” com ela. Talvez semana, que vem. Tem vários lugares aqui no interior que rendem um bom passeio. E dá-lhe poeira na cara, hein!

Por causa do forte calor no começo da tarde de hoje, o que não lá era muito encorajador para pegar o asfalto e também economizar um pouco de grana (com esse preço da gasolina…), resolvi então não andar muito longe. Gosto de andar de moto, mas também não preciso me torturar por isso. Fui até Lajeado, que é perto na real. Depois, com tempo ainda de sobra segui adiante até Estrela (RS) – taí uma cidade que tenho curtido cada vez mais.

Fui até “antiga” fábrica da cerveja POLAR, um lugar bonito e interessante, tem uma cara de abandono mas nem tanto. Me dá a impressão de seja atualmente um espaço reservado para eventos culturais locais. Tem uma certa infra por lá que dá essa impressão. Bom isso. Numa área desse local, tem uma pequena praça que conta com uma bela escadaria que leva mais abaixo até um pequeno pier, na margem do Rio Taquari.

Fica a dica, é fácil de encontrar esse lugar e  é bem bacana para uma visita ou então, se não conhecem o lugar e a cidade, aproveitar para conhecer. Não esqueça, ali já era espaço da saudosa fábrica da cerveja Polar (que aliás, essa cerveja já não é mais “aquela coisa” hoje em dia – mas já foi muito boa). A título de informação, não sei dizer onde é fabricada atualmente a cerveja Polar.

Depois de curtir o lugar, meter um exerc´cio de subir e descer essa escadaria do local (ufa!), segui adiante, de volta a Lajeado e depois no rumo de casa novamente. Um rolê de moto curto mas muito bom. Ainda tive de parar e encarar uma fila em plena RS-453, porque estão arrumando o asfalto no trajeto. Espero que seja uma obra descente dessa vez, porque a estrada está bem ruim. Sempre na expectativa por estradas melhores e mais seguras.

*Abaixo algumas imgs dessa tarde (na real a maioria são do tal ambiente na antiga fábrica da Polar (Estrela – RS):

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que você leva dessa vida são as experiências que você viveu. Só.

Viva a vida! O que você leva dessa vida são as experiências que você viveu. Só.
Os amores que você amou, os lugares por onde você andou, o caminho que você percorreu até chegar aqui, o aprendizado que você conquistou.

Por isso, viva, sonhe os sonhos do coração, faça o que o faz feliz, ame as pessoas como elas são, mas incondicionalmente, aceite-as como são, o que incomoda nelas pode lhe ensinar muito sobre si mesmo.

Seja quem você verdadeiramente é, na sua pura essência, desapegue de antigos valores e seja como você realmente quer ser.

Não tenha medo do que os outros vão dizer, eles não têm nada ver com você, a felicidade é sua, não deles.

Então, faça-a acontecer! Se estiver triste ou feliz, quem estará vivendo é você, só você, então, não deixe que os outros interfiram em suas escolhas!

Use coisas, não pessoa. As pessoas estão tão acostumadas a controlar tudo que sentem, como se fosse um erro, um pecado, que elas passaram a usar as pessoas só para se manterem protegidas. Seja sincero com suas emoções, não tenha orgulho, entregue-se para a vida, não tenha medo de sofrer. Quem tem medo, não vive.

Se você ama alguém especial, diga isto a este alguém, o tempo está passando e o que vale é compartilhar nossa felicidade com quem amamos. Muitas vezes, pessoas preferem não amar por medo de perder seu controle.

Mas é isso aí! Perca o controle, ame quem for, aceite o seu amor como ele é. Temos diferenças e elas existem para serem aceitas, acima da razão.
Não seja uma pessoa vazia, sua essência é de amor e luz! Preencha-se dessa beleza e olhe ao mundo com amor, seja amor!

Tudo fica aqui, dinheiro, status, vícios e nada disso o leva até você, até a sua fonte. Isso tudo o afasta da sua verdade, engana seus olhos, engane a sua mente, são apenas armadilhas do ego para desviá-lo do seu verdadeiro centro.

Se quer ser feliz, voe, saia da gaiola, olhe fora da caixinha, você não tem raízes, você é livre, você não tem posses, você não tem poder social, nada pertence a você. Quem “pensa que tem algo” é o seu ego, mas é pura ilusão.

Viaje o mundo, viajar sempre nos ajuda a encontrar respostas. Ninguém consegue conhecer a si mesmo preso à rotina.

Não se apegue a nada, nem a coisas, nem a pessoas, tudo é passageiro. Tudo que pertence a este mundo, fica.
Dance. Grite. Corra. Ame. Não reprima seus desejos, não ignore a verdade, não controle seus sentimentos. Permita tirar um tempo para você, conheça a si mesmo, encontre-se, encontre aquilo que lhe traz paz. Aquilo que você procura está dentro de você.

Pois você não leva nada dessa vida, mas pode levar o que viveu, não o que comprou, não o que conquistou socialmente, só o que viveu, só o que aprendeu, só o que encontrou dentro de si, só o que experimentou.

Então, viva a vida, viva o agora!

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*Fonte: osegredo

O universo conspira a nosso favor, basta observar os sinais

“De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: Mas qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais. Geralmente, quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais que podem ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso!

E talvez seja por isso que você esteja agora lendo estas linhas… Observe melhor o que está à sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.”
Paulo Coelho

Os seres humanos estão sempre insatisfeitos. Raramente buscamos ser felizes com o que alcançamos. Ao mesmo tempo que conseguimos algo percebemos que ainda falta alguma coisa, por isso é impossível ter satisfação pois queremos mais. Quanto mais temos, mais insatisfeitos nos sentimos e isso significa: “ausência de um sentido de moderação, de compreender o caminho do meio, mas principalmente de não saber observar os sinais”.

Estamos sempre buscando nos libertar do sofrimento e da dor que essa insatisfação acarreta e não percebemos que a nossa mente, com seus hábitos, não conhece limites e, assim, continuamos a sofrer. Passamos a ter nossa vida preenchida com suspiros profundos, pensando em tudo que aspiramos ser ou ter e, quando não acontece nada de novo, deixamos de viver aos poucos, tentando descobrir as causas do sofrimento e não aprendemos a agradecer as conquistas que já fizemos.

A verdade está além da forma e só podemos nos livrar dos sofrimentos quando descobrimos a essência do ser e do estar em Paz. Como disse o Buda: “Buscar entender a verdade do sofrimento em lugar de buscar a eliminação do sofrimento. Compreendendo a verdade do sofrimento pode-se chegar à causa do sofrimento. O sofrimento não acontece apenas, mas tem origem. A natureza é dependente das causas; não há resultado sem causas.”

Tudo muda quando encaramos cada dia como uma possibilidade de vitória, de conquista, de construção, quando encaramos o que já conquistamos como vitória, quando mudamos nossos valores, aprendendo a ouvir os sinais que o Universo dá. De acordo com a capacidade de percepção de cada pessoa, a compreensão desses sinais será especialmente importante: a estabilidade, clareza da mente e a percepção da importância de desenvolver um coração suave e bondoso, reconhecendo a própria capacidade de doar-se aos outros. Precisamos compreender que a fonte e origem do sofrimento é interna, tanto quanto o potencial para a libertação.

O ser humano coloca o sofrimento como algo externo mas, sem controle da mente e das ações, nada podemos fazer e nada merecemos, pois a essência do ensinamento é: não devemos cometer nenhuma ação nociva; devemos evitar o egoísmo e o orgulho e evitar ferir os outros por palavras, ações ou pensamentos mas, principalmente, devemos praticar o perdão.

Para nos livrarmos do sofrimento temos que aprender a olhar internamente e, principalmente, observar os sinais que a vida dá. Fugir deles não adianta, sem que se localize a causa desse sofrimento no nossso interior e sem dela nos libertarmos, continuaremos a viver sua experiência e também a repetir seus padrões. E sem mudá-los não nos afastamos da sua causa.

Estamos acostumados a tirar o pó da máscara, ajeitar as coisas externamente, passando a impressão de estarmos livres daquilo que nos faz sofrer. As circunstâncias externas e nossa reação são projeções mentais nossas. Os sinais nos trazem para o básico, para o simples, para o que é real, que é viver cada momento com atenção e presença. Simplesmente ser o que somos e podemos – e não o que representamos.

 

 

 

 

 

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*Fonte: osegredo