Caminhos – #112

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Viajar é mudar a roupa da alma

“Navegar é preciso, viver não é preciso“. A célebre frase atribuída a Fernando Pessoa teria sido originalmente dita pelo general romano Pompeu. Claro que naquela época o navegar não tinha nenhum sentido figurado: o ato era necessário para o transporte de alimentos entre províncias, permitindo que todos ficassem bem alimentados. Hoje, embora não dependamos mais das navegações para ficar de barriga cheia, há quem fique de coração vazio quando não está com o pé na estrada.

São pessoas como esta aventureira dos anos 1920 que viajou por mais de 80 países, apesar das barreiras enfrentadas pelas mulheres na época. A canadense Idris Welsh, que ficaria conhecida pelo nome artístico Aloha Wanderwell, tinha apenas 16 anos quando começou a viagem ao lado do explorador polonês Valerian Johannes Piecynski, mais conhecido como Walter Wanderwell. A jovem até mesmo dirigiu o próprio carro, um Ford Model-T, durante boa parte do trajeto. O intuito da viagem era promover a paz mundial, passando por lugares como França, Egito, Alemanha, Palestina, Índia, Sibéria e até o Brasil.

Aloha não foi a única a vencer barreiras para embarcar em uma viagem dos sonhos. A argentina Sara Vallejo também decidiu encarar uma viagem pela América do Sul em motorhome e sem data para terminar. Até aí, nada de anormal, a não ser o fato de que a expedição teve início em comemoração ao aniversário de 80 anos de Sara, que é professora de inglês aposentada. Ao longo do caminho, as histórias da viagem serão contadas através de sua página do Facebook, 80 Años No Son Nada.

Assim como Sara, Norma Jean Bauerschmidt decidiu viajar mesmo com uma idade avançada. Aos 90 anos, ela foi diagnosticada com câncer e decidiu trocar a quimioterapia por uma viagem em motorhome pelos Estados Unidos, acompanhada do filho e da nora.

A aventura em família foi narrada através da página do Facebook Driving Miss Norma, que também noticiou seu falecimento, após um ano na estrada. Durante esse tempo, o grupo visitou parques, feiras e diversas cidades do país.

Outro aposentado também encarou uma aventura extrema. Aos 60 anos, o russo Serguêi Lukianov decidiu dar a volta ao mundo a pé. Foram cerca de 22 meses e 24 mil quilômetros caminhados durante a viagem. Ele andava cerca de 50 a 60 km por dia, o que permitiu conhecer aproximadamente 20 países – entre eles China, Vietnã, Indonésia, Singapura, Uruguai, Brasil, Argentina, Tunísia, Itália, Eslováquia e Polônia.

Antes de empreender a viagem, Serguêi era treinador na Rússia e já possuía alguns recordes nacionais na caminhada de quase 100 km, segundo a Gazeta Russa. Apesar do condicionamento físico, ele precisou passar por uma cirurgia de hérnia antes mesmo de deixar seu país e chegou a ter todas as suas coisas roubadas no meio do percurso, mas nada o impediu de realizar o sonho de dar a volta ao mundo a pé.

Para que cada vez mais pessoas possam viajar sem se preocupar com suas condições de saúde, um grupo de jovens dos Estados Unidos criou uma mochila adaptada para levar seu amigo com atrofia muscular à Europa. A mochila permitia que o jovem Kevan Chandler fosse levado nas costas de um dos amigos durante os passeios.

A viagem do grupo durou três semanas e certamente irá ficar na memória deles para sempre. A história dessa aventura, que inclui passagens pela Irlanda, Inglaterra e França, já foi narrada em no blog We Carry Kevan e espera-se que ela dê origem a um livro e um filme para inspirar outras pessoas e mostrar que é possível ser feliz e viajar o mundo, independentemente das adversidades.

Difícil mesmo é encontrar algum viajante que não goste de registrar suas descobertas pelo mundo. Pensando nisso, o experiente fotógrafo Bob Holmes, com mais de 35 anos de carreira fotografando para publicações como LIFE, Time e National Geographic, decidiu dar dicas para que iniciantes possam melhorar suas fotografias.

O vídeo foi gravado para o canal do Youtube Advancing Your Photography e traz dicas sobre a importância de conhecer bem a própria câmera, a necessidade de exercitar o olhar e o fato de que improvisar e não se ater tanto às regras pode dar origem a fotos ainda melhores. O vídeo completo, em inglês, você confere abaixo (e nós traduzimos as principais dicas dele aqui).

Ninguém discorda que viajar é mesmo uma experiência enriquecedora. Porém, infelizmente nem todos temos a disposição ou a vontade para colocar o pé na estrada todos os dias. Mesmo assim, nós do Hypeness buscamos sempre contar histórias inspiradoras como as que reunimos aqui para lembrar que qualquer pessoa pode viajar, basta ter vontade.

Pode ser que em alguns casos, como o de Kevan, as limitações físicas dificultem o trajeto; ou pode ser que todo mundo ache uma loucura por causa da sua idade, como aconteceu com Sara. Mas, assim como no caso de Serguêi, nós vemos todos os dias que viajar é muito mais do que apenas explorar o mundo, é realizar sonhos e conquistar uma nova saúde, mesmo que para isso seja necessário quebrar muitas barreiras.

Afinal, um sonho é uma das poucas coisas que ninguém poderá realizar por você!

 

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*Fonte: hypeness

 

 

 

Este alerta está colocado na porta de um consultório:

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas?
Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.

O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado Determinação, abundante combustível chamado Paciência. Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado Inteligência.

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Viva o hoje porque daqui a pouco pode ser tarde demais

Nascer, crescer, envelhecer e morrer.

Viver ou existir ?

Seguimos o calendário, contando os dias, meses e anos. Corremos contra o tempo, em uma fila invisível que termina no dia de nossa morte.

O nosso destino é único e irreversível, e ainda assim não vivemos o hoje porque estamos preocupados com o amanhã, ou nos lamentando pelo ontem.

Queremos pessoas boas a nossa volta, porém nem sempre somos bons quando temos a chance de ser presença na vida de alguém.

Queremos ser amados mas muitas vezes não somos amáveis.

Queremos a paz mundial mas não conseguimos nem manter a paz com os nossos vizinhos.

Queremos tudo da vida, mas nem sempre estamos dispostos a abrir mão de alguma coisa para poder realmente viver.

Queremos acabar com a fome no mundo, mas muitas vezes olhamos mendigos com nojo e desprezo, e pouco entendemos sobre o que é realmente caridade.

Queremos o fim da corrupção, mas furamos a fila, e muitos fazem qualquer coisa para se beneficiar, mesmo que isso signifique prejudicar outra pessoa.

Batemos no peito para impor nosso desejo de sermos respeitados, mas não oferecemos nosso assento para gestantes, idosos ou pessoas debilitadas.

Torcemos o nariz para moradores de rua, temos medo, achando que todos são bandidos, alguns infelizmente ainda julgam os irmãos quem tem a cor da pele diferente da deles.

Condenamos as escolhas alheias como se fossemos Deus, mas somos os primeiros a gritar nas passeatas pedindo pelo fim do preconceito, do racismo, e da desigualdade .

A vida é uma contradição, sim, e a única coisa que podemos fazer é torná-la o mais bonita possível, fazer nossa parte sempre, dar nosso melhor todos os dias, e acima de tudo, viver ao invés de só existir.

Se tivesse a oportunidade de falar com a morte antes de ser a sua hora de morrer, talvez assim como no filme, ela te diria, para não esquecer de ver a beleza oculta, para não se perder nas distrações do caminho que te impedem de ser feliz, por isso viva o hoje, hoje e agora, porque daqui a pouco pode ser tarde demais.

 

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*Fonte: resilienciamag / Wandy Luz