O núcleo da Terra está girando mais devagar – mas este não é o começo do fim do mundo

No centro da Terra, mais de 5 mil quilômetros abaixo de nossos pés, uma imensa e escaldante bola de ferro, pouco menor que a Lua, flutua e gira dentro de um núcleo externo líquido, com grandes variações no ritmo desse movimento. Pesquisas recentes concluíram que o núcleo interno da Terra atualmente está reduzindo sua rotação, em fenômeno capaz de influenciar diversos aspectos do nosso planeta. Antes, porém, que o pânico tome conta, vale lembrar que esse é um processo provavelmente inofensivo, que já ocorreu diversas vezes antes.

O núcleo terrestre é um tema de intenso debate científico, essencialmente pois muita coisa ainda é desconhecida sobre sua natureza e a influência que provoca na superfície – e em nossas vidas. Pesquisas realizadas nos anos 1990 concluíram que a misteriosa bola então girava um pouco mais rápido que o resto do planeta: por volta de 2009, porém, novos levantamentos concluíram que o giro estava em sincronia com a superfície e, agora, aparentemente o movimento reduziu seu ritmo, e está mais lento que nossa velocidade terrena geral.

Curiosamente, porém, o mesmo processo já teria ocorrido nos anos 1960 e 1970 e, portanto, apesar de soar ameaçador, é mais recorrente do que imaginávamos ou sabíamos. “O núcleo interno é a camada mais profunda da Terra, e sua rotação relativa é um dos problemas mais intrigantes e desafiadores para a ciência da Terra-profunda”, afirmou Xiadong Song, geocientista da Universidade de Pequim, e líder do novo estudo. Foi ele quem reconheceu essa diferença, nos anos 1990, através da análise das ondas sísmicas desencadeadas por terremotos.

A escaldante bola de ferro e níquel no núcleo da Terra se localiza entre 5 mil e 6,3 mil km de profundidade

“A maioria de nós concluiu que o núcleo interno girava a um ritmo constante, que era ligeiramente diferente da Terra. A evidência se acumula, e este artigo mostra que a evidência da rotação mais rápida é forte antes de cerca de 2009, e basicamente vai desaparecendo nos anos subsequentes”, afirmou Paul Richards, sismólogo da Universidade de Columbia, que trabalhou com Song na nova pesquisa.

Richards alerta, porém, que toda conclusão a respeito da influência de tal diferença sobre a superfície do planeta é especulativa: a própria conclusão da pesquisa, sugerindo a diferença no movimento do núcleo terreno, é contestada por outros cientistas.

“Este estudo interpreta mal os sinais sísmicos que são causados por mudanças episódicas da superfície interna do núcleo da Terra”, afirmou Lianxing Wen, sismólogo da Universidade de Stony Brook, rejeitando a ideia, em reportagem do jornal The Washington Post. Segundo Wen, a conclusão de que o interior da Terra gira em ritmo próprio “oferece uma explicação inconsistente para as informações sísmicas, mesmo que assumamos que seja verdade”. Pouco conhecido e de acesso impossível, o centro da Terra, portanto, é cenário de possíveis profundos movimentos, mas principalmente de intensos debates.

*Por Vitor Paiva
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Fonte: hypeness

Quais características fazem um café ser especial?

Por definição, o café especial é aquele livre de amargor, feito somente com grãos maduros, colhidos manualmente. Porém, o café especial vai muito além disso

café é a bebida mais consumida no mundo depois da água. E aqui no Brasil não poderia ser diferente. Além de sermos o maior produtor e exportador mundial do grão, nós brasileiros temos uma relação íntima com essa frutinha que já foi a locomotiva econômica do país. Afinal, quem nunca ouviu a expressão “Aqui tem café no bule”?

Pois é, falar sobre café é um desafio enorme, e sabe por que? Porque, como é paixão nacional, todo brasileiro se acha especialista no assunto, exatamente como acontece com futebol, churrasco e, mais recentemente, política. Portanto, a partir desta primeira coluna, meu principal objetivo é desmistificar o chamado café especial e trazer informações e tendências desse novo queridinho do brasileiro que busca qualidade e um novo jeito de degustar a bebida.

Por definição, o café especial é aquele livre de amargor, feito somente com grãos maduros, colhidos manualmente. Porém, para mim vai muito além disso. É especial porque, diferentemente do que é produzido como commodity, existe uma atenção e carinho totalmente voltados para cada etapa do manejo. Ou seja, esse café não é só especial por seu sensorial (aroma, sabor, corpo e finalização), mas principalmente pela sua cadeia produtiva e por seu valor agregado.

Por isso é tão importante sua desmistificação. Quanto mais informação o consumidor tiver, mais envolvido ele estará. Acredito que a tendência a partir de 2023 em relação à produção de café especial será justamente essa: a maior fomentação da conexão entre quem produz e quem compra, entendendo e melhorando questões socioeconômicas das regiões produtoras, trazendo crescimento sustentável para seus habitantes. Na prática, isso funciona em diversas esferas.

No meu caso, como Coffee Hunter, costumo dizer que após comprar algumas safras de um mesmo produtor e não encontrar nenhuma melhoria em sua realidade, seja na propriedade, em equipamentos ou moradia, eu não estarei desenvolvendo meu papel da forma correta. Pois é minha responsabilidade também a evolução do meu parceiro. Se extrapolarmos este raciocínio para maiores esferas, em pouco tempo teremos um desenvolvimento sustentável em toda a cadeia, impactando diretamente uma região inteira.

E isso tem se mostrado verdadeiro. Lugares que antes nem sequer produziam cafés de qualidade ou eram considerados os “patinhos feios” para cafés especiais, hoje têm papéis protagonistas na cena, como Espírito Santo e Rondônia, de onde saíram os ganhadores da edição deste ano do aguardado Coffee of the Year Brasil. Já a Etapa Internacional do Cup of Excellence 2022 consagrou o cafeicultor Antônio Rigno, de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), que venceu a competição pela quarta vez, num feito inédito. Inclusive, conheci Seu Antônio em uma de minhas expedições para a Chapada, mas essa história fica para as outras colunas com dois dedos de café para tingir o beiço.

*Caio Tucunduva é Coffee Hunter da No More Bad Coffee e mestre em sustentabilidade.
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*Fonte: exame

O que é Inteligência Artificial e como ela é utilizada?

Existem várias definições e uma ampla discussão sobre o conceito de Inteligência Artificial (IA). De modo geral, a tecnologia pode ser descrita como a capacidade de um sistema ou mecanismo de simular a inteligência humana.

A IBM, por exemplo, tem um grande histórico de trabalhar com IA. Um dos casos mais antigos e famosos da empresa foi a partida de xadrez entre o consagrado campeão mundial, em 1997, e o software Deep Blue. Foi a primeira vez na história que um computador venceu um jogador de nível profissional.

Em 2011, outra IA da IBM, o Watson, venceu o programa televiso Jeopardy!, uma competição que fornece as respostas sobre cultura popular, e os participantes têm de acertar qual é a pergunta que seria feita. O software venceu os dois maiores competidores humanos do programa apenas com acesso ao banco de dados offline da Wikipédia.

Depois de conseguir esses dois marcos na história da Inteligência Artificial, em 2014 a IBM começou a oferecer alguns serviços para a construção de aplicações cognitivas próximas da humana, como fala e compreensão de texto, entre outras.

Evolução da Inteligência Artificial
Inteligência Artificial hoje torna impossível um humano vencer um computador no xadrez.

O Deep Blue calculava uma simples busca em espaços de estados no tabuleiro. O número de jogadas possíveis no jogo é finito, mas absurdamente grande. Uma equipe de jogadores de xadrez auxiliou o programa a eliminar as jogadas sem sentido. O computador também utilizou a classificação por score de cada situação para tomar a decisão sobre as jogadas, dentro de um tempo limitado.

Apesar de ter sido revolucionária na época, a maioria dos programas de xadrez hoje não são mais baseados nessa abordagem, mas sim em Machine Learning, o que tem tornado praticamente impossível de um ser humano ganhar de um computador.

Afinal, o que é o conceito de “sistemas especialistas” referentes à IA?
O conceito de Inteligência Artificial geralmente engloba três tipos de sistemas. O primeiro, conhecido como “sistemas especialistas”, diz respeito à simulação da inteligência humana com respostas diretas a determinadas ações do ambiente, como o Deep Blue ou até mesmo um sistema simples de controle de vazão de água ao encher um tanque.

Esses sistemas conseguem reduzir a complexidade computacional dos problemas por meio de regras generalistas bem-definidas e dependem da ajuda de um especialista humano. Essa estratégia dominou o campo da IA nas décadas de 1970 e 1980, mas tem uma capacidade limitada e não pode ser utilizada com regras mais complexas.

Porém, isso não significa que outras tecnologias não existiam, como os algoritmos, mas esse tipo de ferramenta carecia uma quantidade mínima de dados como também uma capacidade de processamento e armazenamento que não existia naquela época.

Explosão do Big Data foi possível após a ascensão da IA
Evolução dos dispositivos eletrônicos causam uma explosão na produção de dados.

A redução do custo dos eletrônicos proporcionou o aumento do poder computacional, sem contar na diminuição do tamanho dos equipamentos e o crescimento da eficiência de energia. Essa revolução começou com as capacidades de processamento e armazenamento, sendo potencializada com a Internet das Coisas (IoT) e a difusão das redes sociais, gerando uma explosão do Big Data.

Em 1975, por exemplo, o Cray-1 precisava de 200 kW e tinha uma capacidade de processamento de 80 megaflops – sigla para operações de ponto flutuante por segundo. Hoje, o processador tem uma capacidade de processamento 10 mil vezes maior, consumindo mil vezes menos energia.

Um disco rígido em 1956 precisava de vários homens para ser transportado e custava US$ 80 mil, mas só era capaz de armazenar apenas 5 MB. Atualmente, um cartão SD de 1 TB é menor do que o tamanho de uma unha, sendo tão leve quanto uma folha de papel, e pode ser comprado por módicos R$ 60.

O advento da internet provocou a digitalização da economia. O processo ainda está em andamento e o número de usuários vem crescendo a cada ano. Em 2005, cerca de 1 bilhão de pessoas usavam a internet, o que representava quase 17% da população mundial. Em 2019, mais da metade da população global passou a usar a internet, um universo de aproximadamente 5 bilhões de pessoas.

As informações geradas pela interação em aplicativos e redes sociais desse grande contingente de usuários por meio de diversos dispositivos, como smartphones, gerava um enorme de banco de dados chamada de Big Data. Esses dados são utilizados por organizações para montar estratégias de marketing e também podem ser úteis no desenvolvimento da IA.

Machine Learning também auxilia no processo de digitalização?
Algoritmos podem aprender a identificar padrões de forma autônoma.

A partir da possibilidade de acesso a muitos dados e da melhoria do processamento e armazenamento, a IA evoluiu para o conceito de Machine Learning (ML). Por meio de algoritmo, essa tecnologia é capaz de aprender com seus próprios erros e fazer previsão de dados sem a interferência contínua de humanos, como nos sistemas especialistas.

Essa ferramenta é usada em uma variedade de tarefas computacionais na qual criar e programar algoritmos explícitos é impraticável. O ML é aplicado em abordagens como regras de associação, árvores de decisão e algoritmos genéticos, sendo utilizada em áreas diversas como Finanças e Climatologia. A tecnologia é capaz, por exemplo, de reconhecer objetos e detectar transações fraudulentas.

E a deep Learning, onde entra nessa história?
Dentro da Machine Learning, existe ainda um subconjunto de técnicas capaz de modelar abstrações de alto nível de dados usando uma programação profunda com várias camadas de processamento. O Deep Learning (DP) é baseado em um conjunto de algoritmos compostos de várias transformações lineares e não lineares.

As aplicações do DP são as mesmas que as de ML, a diferença entre elas está no modo de aprendizagem. Enquanto o Machine Learning requer uma boa engenharia de configuração para conseguir identificar apropriadamente as características que se pretende analisar, o Deep Learning é capaz de fazer isso forma automática. Dessa forma, o DP é um sistema totalmente independente da intervenção humana, mas depende da qualidade e quantidade de dados de entrada.

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*Fonte: tecmundo

Janis Joplin esteve no Brasil meses antes de falecer aos 27 anos

Janis Joplin completaria 80 anos de vida nesta quinta-feira (19). Dona de uma voz inconfundível, a norte-americana faleceu aos 27 anos, vítima de uma overdose, em Los Angeles, e entrou para a história como um dos símbolos dos loucos anos da contracultura. Na fronteira entre o blues, o soul e o rock psicodélico, Janis deixou um legado inestimável nos quatro discos de estúdio que gravou. O último deles, “Pearl” (1971), lançado de forma póstuma.

A artista veio para o Brasil sete meses antes de sua morte, e assistiu ao desfile das escolas de samba no centro do Rio de Janeiro. Acompanhada de sua estilista, Linda Gravenites, elas se hospedaram no Copacabana Palace, porém logo foi expulsa por ter pulado pelada na piscina. Em 1970, Joplin tentou organizar uma apresentação particular, com o nome de “Unending Carnival, Get It On“. No entanto, o show não foi autorizado pela Ditadura Militar.

Quando os jornalistas descobriram que a cantora estava no Brasil, Janis organizou uma entrevista coletiva caótica no Copacabana Palace. Joplin depois seguiu para a Bahia, e se encantou tanto pelo artesanato, que tatuou, no pulso esquerdo, o desenho de um bracelete comprado em Salvador (BA)

Para saber mais detalhes da vida de Janis Joplin, é possível ler ótima biografia “Joplin – Sua Vida, Sua Música“, escrita pela jornalista Holly George Warren, lançada pela editora Seoman.

“Antes da passagem um tanto breve de Janis Joplin pelo sucesso, teria sido difícil para essas artistas encontrarem um modelo feminino comparável à beatnik de Port Arthur, Texas. A mistura de musicalidade confiante, sexualidade impetuosa e exuberância natural, que produziu a primeira mulher estrela do rock dos Estados Unidos, mudou tudo”, conta a autora Holly George-Warren na introdução da obra.

Para relatar a vida da cantora, a autora, que também é especialista em biografias de rock, recorreu a familiares da cantora, amigos, colegas de banda, pesquisou arquivos, diários, cartas e entrevistas há muito perdidas. Ela faz, sobretudo, um perfil minucioso detalhando os passos de Janis até a overdose acidental de heroína, que ocorreu em 4 de outubro de 1970.

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Fonte: noize

Andar 5 MINUTOS a cada meia hora sentado evita risco de doenças

Uma pesquisa recém-publicada pela ONG Mayo Clinic reforça a importância de realizar exercícios após longos períodos com o corpo em repouso. Segundo estudos da instituição, cumprir cinco minutos de caminhada a cada 30 minutos sentado evita o risco de maiores complicações ao organismo, incluindo doenças cardiovasculares, aumento da pressão arterial, câncer e outros problemas de saúde.

O projeto se baseou em diversos testes planejados para intervalos distintos entre os exercícios e os momentos de repouso. Para isso, Keith Diaz, professor associado de medicina comportamental na Columbia University Vagelos College of Physicians and Surgeons e coautor da pesquisa, dividiu um grupo de 11 adultos voluntários em cinco baterias distintas: um minuto de caminhada a cada 30 minutos sentado, um minuto após 60 minutos, cinco minutos a cada 30 minutos, cinco minutos a cada 60 minutos e a ausência total de períodos de caminhada.

Cada participante — todos na faixa de 40 a 60 anos e sem sintomas de diabetes ou hipertensão — se sentou em uma cadeira ergonômica por um total de 8h e podiam utilizar esse tempo para ler, trabalhar em um computador pessoal e utilizar telefone, enquanto eram regularmente alimentados e hidratados. Nesse tempo, eles se levantavam apenas para ir ao banheiro ou caminhas por prazos determinados em uma esteira próxima à mesa de escritório.

Dos intervalos estipulados pelo projeto, apenas um resultou em conclusões mais efetivas para a manutenção da saúde do indivíduo: cinco minutos a cada 30 minutos sentado. Esse regime reduziu significativamente a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue em quase 60%, bem como afetou a resposta a grandes refeições. “Se não tivéssemos comparado várias opções e variado a frequência e a duração do exercício, só poderíamos fornecer às pessoas nossos melhores palpites sobre a rotina ideal”, comenta Diaz.

Em relação aos outros períodos, caminhar um minuto a cada 30 minutos resultou em benefícios modestos para os níveis de açúcar no sangue, enquanto um ou cinco minutos a cada 60 minutos sentado não trouxe vantagens nesse aspecto. Já os níveis de pressão arterial apresentaram reduções entre 4 a 5 milímetros de mercúrio (mmHg) em todos os intervalos com caminhada. “Esta é uma redução considerável, comparável à redução que você esperaria de se exercitar diariamente por seis meses”, completa o autor do projeto.

Exercícios também melhoram o humor
A Mayo Clinic também determinou que os exercícios após um tempo de repouso do corpo podem melhorar questões envolvendo fadiga e humor. Isso significa que pessoas que praticam tais rotinas tendem a repetir esses comportamentos pelo simples fato deles fazerem bem e construírem hábitos agradáveis. Níveis de cognição não apresentaram nenhuma variação de resultados nos testes.

“O que sabemos agora é que, para uma saúde ideal, você precisa se movimentar regularmente no trabalho, além de uma rotina diária de exercícios”, disse Diaz. “Embora isso possa parecer impraticável, nossas descobertas mostram que mesmo pequenas caminhadas durante o dia de trabalho podem reduzir significativamente o risco de doenças cardíacas e de outras doenças crônicas.”

Agora, a equipe está testando 25 intervalos diferentes de caminhada e de vários tipos de exercícios em uma quantidade maior de voluntários.

*Por Andre Luis Dias Custodio
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*Fonte: megacurioso

Robôs que tocam Metallica, Nirvana e Deep Purple podem lançar canções próprias

One Hacker Band é um grupo de rock formado por três integrantes: um baterista, um baixista e um guitarrista. Até aí tudo bem, só que o negócio começa a ficar diferentão quando você fica sabendo que cada um deles é um robô programado por inteligência artificial.

A banda é uma criação do engenheiro americano de design visual Aaron Todd, que desenvolveu um baixo, uma bateria e uma guitarra capazes de tocar sozinhos, sem a presença de um músico. Ele teve de idealizar minuciosamente cada uma das peças para serem obtidas através de uma impressora 3D e comandadas via Ableton, uma estação de trabalho de áudio digital, que indica aos instrumentos inteligentes o que eles devem tocar.

Ao conectar as novas tecnologias com ferramentas básicas do rock ‘n’ roll, o engenheiro criou uma banda capaz de tocar perfeitamente clássicos como “Smoke on The Water”, do Deep Purple, “Enter Sandman”, do Metallica, ou “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. Vídeos das performances do grupo robótico estão bombando no TikTok desde o final de dezembro.

As máquinas usam inteligência artificial para aprender e apresentar uma música já criada, no entanto, podem sugerir composições próprias. Esse é um novo passo para a One Harcker Band, que deixará em breve de ser uma banda cover e se concentrará no lançamento de um álbum com faixas criadas pelos robôs.

Há quem garanta que esse tipo de desenvolvimento de instrumentos inteligentes represente uma evolução na simbiose entre músico e inteligência artificial. No entanto, a chegada da One Hacker band levanta uma série de discussões, já que a popularização de músicos-robôs pode ameaçar o emprego dos músicos de carne e osso. Outro problema é tentar responder às duas questões seguintes: E se eles ficarem tecnicamente bons demais? E se começarem a compor coisas consideradas mais geniais que aquelas criadas por mentes humanas?

Veja abaixo vídeo da One Hacker Band em ação:

*Por
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*Fonte; radiorock89

Por que jovens da geração Z estão abandonando seus smartphones

Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones – e nós, cada vez mais viciados nos gadgets -, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia. É isso que afirma uma matéria da revista Huck, como tendência crescente entre a chamada “geração Z” como uma maneira de combater os efeitos do uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.

Vício em smartphone
O vício em smartphones pode provocar depressão e ansiedade, entre outros sintomas

A matéria conversou com pessoas que não somente desligaram simplesmente seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes – com conexão à internet e os tantos aplicativos disponíveis – pelos velhos “tijolões”, telefones vintage que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Alguns personagens entrevistados na reportagem escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater a dependência.

Telefones celulares antigos
Os telefones antigos e menos conectados vêm reconquistando usuários

Não é por acaso que desafios para testar quem suporta passar algum tempo sem smartphones se fazem cada vez mais recorrentes, e pela primeira vez as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado pela primeira vez em anos: os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravarem no contexto da atual pandemia, na qual tudo é feito pelos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicam. Quem largou o smartphone, no entanto, garante na matéria que os benefícios aparecem rapidamente.

Na pandemia, tudo é feito pelo smartphone, e assim os efeitos colaterais se agravam

“Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento”, diz Eden, personagem da reportagem, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iPhone quebrou no início do ano passado – e desde então vem se sentido “um milhão de vezes maior”. A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais dos anos 90 e dos iPods.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness

O que significa a pontuação de cafés especiais?

Quando vou comprar um café especial, sempre chego em casa com grãos que trazem na embalagem no máximo três notas sensoriais

Desta vez estou escrevendo do sul do país, Ilha de Florianópolis, onde vim visitar família e amigos, além de rodar pela efervescente cena cafezeira local. E seja no churrasco, na praia ou na casa da tia, sempre me perguntam a mesma coisa: “Mas, Caio, o que é essa tal pontuação no rótulo do café especial? E essas notas sensoriais? Não senti nada do que estava escrito…”. Então, nada melhor do que abordarmos nesta coluna a tal pontuação.

Esses pontos que aparecem na embalagem vêm de uma metodologia criada pela SCA (Specialty Coffee Association), sendo a principal no mundo para classificação sensorial de cafés, principalmente de cafés especiais. Em teoria, isso facilita demais para nós, consumidores, identificarmos grãos de qualidade em qualquer lugar onde estivermos.

A avaliação é feita por meio de provas de um mesmo grão, conhecidas como cupping, a cargo de um profissional com certificação oficial chamado Q-grader. É ele quem irá pontuar, certificar e laudar os cafés, e esse laudo tem validade mundial.

No caso do café especial, são analisados onze atributos, considerando no mínimo cinco xícaras de cada amostra. São eles: fragrância e aroma, doçura, sabor, acidez, corpo, finalização, equilíbrio, uniformidade, ausência de defeito e conceito final. Para cada um são dadas notas que vão de 6 a 10. No final, todas são somadas e tem-se a nota final do café, essa que vemos descrita na embalagem. A pontuação vai até 100, sendo que a partir de 80 o café é considerado “especial”.

E tudo isso é feito com parâmetros pré-estabelecidos de tempo de torra, coloração dos grãos torrados, padronização da moagem e temperatura da água, entre outros.

Trocando em miúdos, as notas sensoriais e a pontuação no rótulo são referentes à primeira avaliação do grão antes de ser comercializado para as torrefações. Essa informação ajuda a responder a segunda pergunta feita pelos meus parentes, sobre as notas sensoriais. Isso porque na torrefação os processos são diferentes dos utilizados durante a avaliação e, portanto, os resultados não serão exatamente iguais aos apresentados no laudo sensorial.

Quando vou comprar um café especial, sempre chego em casa com grãos que trazem na embalagem no máximo três notas sensoriais. Mais do que isso, na minha humilde opinião, é querer forçar a barra com o consumidor.

No fim, é a experimentação e a curiosidade que possibilitam a criação da mais importante “arma” do consumidor: a capacidade de comparar!

Não importa o produto que você irá escolher para apreciar. Seja café, chocolate, vinho, saquê ou cerveja, o que vale é ter uma experiência maravilhosa e genuína! Para isso, basta confiar em seus sentidos. E, se por acaso se sentir intimidado, seja pelo atendente ou pelo ambiente, feche os olhos, respire fundo e deixe-se guiar por você mesmo.

*Caio Tucunduva é Coffee Hunter da No More Bad Coffee e mestre em sustentabilidade.
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*Fonte: exame

Conservadores estão cancelando o Pink Floyd por arco-íris de “Dark Side of the Moon”

Supostos fãs querem cancelar a lendária banda pelo uso do tradicional arco-íris na logo de 50 anos do lendário álbum

O Pink Floyd se tornou alvo de uma polêmica por conta do novo logotipo criado para celebrar os 50 anos do lançamento do aclamado disco The Dark Side of the Moon.

Supostos fãs da lendária banda estão criticando a nova imagem, criada para representar a caixa deluxe que o grupo irá lançar no dia 24 de Março. Eles estão julgando a presença das cores do arco-íris no logotipo, sendo que a capa do disco original lançado em 1973 também possui essas mesmas cores.

Como você provavelmente já viu, a ilustração do famoso álbum conta com um prisma com um feixe de luz entrando pelo lado esquerdo e dispersando a luz na forma de um arco-íris à direita, embora falte a cor anil/azul-escuro incluída em um arco-íris tradicional.

Conservadores criticam Pink Floyd por arco-íris em nova logo
Na publicação do Facebook em que o Pink Floyd divulgou a nova imagem, fãs conservadores deixaram claro em seus comentários que a banda deveria ser cancelada por supostamente defender os direitos da comunidade LGBTQIA+. Um internauta escreveu:

Tirem o arco-íris, vocês estão se fazendo de idiotas!

Outro fã disse que “é triste ver que uma banda que já foi ótima um dia e se tornou totalmente woke“, expressão que não tem uma tradução literal em português mas serve para criticar as pessoas que são politicamente corretas — algo como “lacradora”, na nossa lingaugem.

Veja mais declarações de usuários da rede social:

Obrigado Pink [Floyd]. Fã há 63 anos e nunca mais ouvirei. Sinto falta de quando as músicas eram sobre gatos e gnomos! Traga Syd [Barrett] de volta, ele nunca apoiaria esse lado de esquerda absurdo.

Qual é a do arco-íris?
O que é isso, Pink Floyd? Que desgraça.
Vocês estão virando lacradores com esse arco-íris? Existe uma bandeira hetero? Eu quero representação igual. Não me entenda errado, nós devemos todos ser verdadeiros a quem nós somos. Paz.

A reação dessas pessoas chamaram a atenção dos verdadeiros fãs do Pink Floyd, que se divertiram ao alfinetar esses internautas apontando alguns fatos sobre o grupo atualmente liderado por David Gilmour:

Imagine dizer que é fã do Pink Floyd há tanto tempo assim e ainda não saber nada sobre eles.

Estou surpreso com todos esses fanáticos ficando chateados com o arco-íris. Como eles podem não saber/lembrar que o icônico álbum ‘Dark Side of the Moon’ apresentava um prisma refratando a luz em um arco-íris como arte da capa?

O prisma já tinha um arco-íris, e você seria um fã falso se dissesse que o Pink Floyd nem sempre aceitou pessoas queer. ‘The Wall’ deixou bem claro que a homofobia é vil.

Ironicamente, esses que estão reclamando sobre o arco-íris são os mesmos que reclamam que todo mundo se ofende muito facilmente hoje em dia.

Você sabe que é homofóbico quando fica bravo com um arco-íris que sempre foi a logo do Pink Floyd. Ele sai brilhando do triângulo; representa o começo da vida e todos os caminhos tomados e as influências através de uma vida toda. Mas se você fosse um fã de verdade e não um pedaço de merda homofóbico você saberia disso.

Isso tudo sem falar em todas as causas sociais que a banda abraçou ao longo dos anos, né? Complicado!


Caixa deluxe de The Dark Side of the Moon

A caixa deluxe do disco que é um dos mais celebrados da história do rock contará com uma versão remasterizada do álbum em CD e vinil, assim como em Blu-Ray e DVD de áudio com a mixagem 5.1 original e versões estéreo remasterizadas.

O conjunto também inclui um novo disco Blu-ray adicional de uma mixagem Dolby Atmos, além de CD e LP de The Dark Side Of The Moon – Live At Wembley Empire Pool, show gravado em Londres, em 1974. Saiba mais detalhes aqui.

*Por Lara Teixeira
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Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos

Nova célula solar poderá carregar eletrônicos captando luz de lâmpadas da casa

Se atualmente já passamos praticamente o dia inteiro conectados de uma forma ou de outra à internet, as baterias de nossos aparelhos, equipamentos e gadgets ainda não são capazes de acompanhar essa onipresença digital virtual. Da mesma forma que aos poucos os fios vão desaparecendo, o mesmo terá de acontecer com as baterias: alguma solução permanente que permita os aparelhos funcionarem sem interrupção. E a resposta parece que virá de uma espécie de reciclagem de energia: cientistas suecos criaram uma célula solar cuja tintura permite carregar aparelhos através da luz das lâmpadas que iluminam ambientes fechados.

Publicado na revista Chemical Science, o estudo promete revolucionar a questão da energia – e das baterias – em residências, escritórios, lojas e estabelecimentos que utilizem objetos e aparelhos smart que precisam de bateria para funcionarem. Liderada pela professora Marina Freitag, a equipe de cientistas do Departamento de Química da Unversidade de Uppsala, na Suécia, desenvolveu uma célula fotovoltaica capaz de reaproveitar 34% de toda luz visível em energia capaz de alimentar sensores e outros funcionamentos de aparelhos do dia-a-dia conectados à internet.

Utilizando uma tintura sensível fotovoltaica, a célula é ideial para uso em ambientes fechados, utilizando a luz de lâmpadas florescentes e LEDs como fontes de energia. “Enquanto gera grandes quantidades de energia, esses fotovoltaicos indoor também alcançam alta voltagem através de luz baixa, o que é importante para carregar os aparelhos”, diz Freitag. A pesquisa é uma parceria com a Unverisdade Técnica de Munique, e busca resolver um dilema ainda maior por vir: estima-se que no futuro, bilhões de aparelhos utilizarão energia de tais céulas para manter funcionando o fornecimento de, por exemplo, informações ambientais e a comunicação entre humanos e máquinas – a tal “internet das coisas”.

*Por Vitor Paiva
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*Fonte: hypeness