Contra fake news, WhatsApp limita reenvio de mensagens

Usuários poderão reenviar uma mensagem a no máximo cinco pessoas ou grupos por vez e não mais a 20. Objetivo é dificultar disseminação de notícias falsas e boatos.

O serviço de mensagens WhatsApp passou a limitar para cinco o número de contatos a que um usuário pode re-encaminhar uma mensagem por vez. A medida anunciada nesta segunda-feira (21/01) é uma tentativa de combater a disseminação de notícias falsas e boatos, segundo executivos do serviço, que pertence ao Facebook.

“Estamos impondo um limite de cinco mensagens em todo o mundo a partir de hoje”, disse Victoria Grand, vice-presidente de comunicações do WhatsApp, durante um evento em Jacarta, na Indonésia.

Antes do anúncio, um usuário do WhatsApp podia reencaminhar uma mensagem para até 20 outros usuários ou grupos.

O limite de cinco expande para todo o mundo uma medida que o WhatsApp já havia colocado em prática na Índia em julho, depois que boatos disseminados em redes sociais acabaram provocando assassinatos e tentativas de linchamento no país.

O WhatsApp vai oferecer uma atualização para ativar o novo limite a partir desta segunda-feira, afirmou o diretor de comunicações do serviço, Carl Woog. Os usuários de dispositivos Android devem receber essa atualização primeiro. Depois será a vez dos usuários de aparelhos da Apple.

O WhatsApp tem 1,5 bilhão de usuários. Nos últimos anos, o aplicativo desempenhou um papel de destaque em vários acontecimentos políticos, como as eleições brasileiras de 2018 e a greve dos caminhoneiros no mesmo ano.

O WhatsApp foi criticado pela falta de mecanismos para impedir a disseminação de notícias falsas, fotos manipuladas, vídeos fora de contexto e boatos transmitidos por mensagens de áudio.

……………………………………………………………….
*Fonte: dw

David Bowie é eleito o artista do século em pesquisa britânica

O povo britânico elegeu David Bowie como o maior artista de entretenimento do século XX. O cantor, compositor e ator londrino superou nomes como Charlie Chaplin, Marilyn Monroe e Billie Holliday numa disputa organizada pelo canal BBC Two, que convidou a audiência a votar em seus favoritos para o programa de TV Icons – onde também já foram comparados líderes, exploradores e cientistas (Nelson Mandela, Earnest Shacketon e Alan Turing foram escolhidos, respectivamente).

O objetivo do show é eleger “a maior personalidade do século”, colocando todos os vencedores dessas categorias uns contra os outros. Ainda falta escolher o maior ativista, atleta e escritor ou artista plástico. A disputa final vai ao ar no dia 5 de fevereiro, com ares de um desfecho de programa de talentos.

Bowie foi um dos artistas mais versáteis da música e do cinema e, por isso, levou o apelido de “Camaleão”. Criador de hits como Space Oddity, Rebel Rebel e Heroes, o cantor também atuou em filmes como Labirinto: A Magia do Tempo, O Homem que Caiu na Terra e Fome de Viver. Em 2014, o Museu da Arte e do Som (MIS) trouxe a São Paulo uma exposição interativa sobre o artista, que atraiu mais de 80 mil pessoas.

………………………………………………………………
*Fonte: veja

Canção – um poema Allen Ginsberg (traduzido)

Canção

O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação

o peso
o peso que carregamos
é o amor.

Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano –
sai para fora do coração
ardendo de pureza –

pois o fardo da vida
é o amor,

mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.

Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor –
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo
é o amor
– não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contigo
quando negado:

o peso é demasiado
– deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.

Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho –

sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.

_
Allen Ginsberg

 

 

 

 

 

 

…………………………………….

Amuletos e eventos de extraordinária fortuna em todo o mundo

Uma dose extra de boa sorte é sempre bem-vinda, e diferentes culturas ao redor do mundo tem associado sua boa sorte a itens extraordinários. Algumas são muito comuns na atualidade, entanto que outras são muito mais difíceis de entender. Além disso, a boa sorte chega a algumas pessoas sem que esperem por ela, enquanto usam objetos místicos e cheios de significado extraordinário.

A boa sorte ao redor do mundo

Desde tempos imemoriais, o ser humano tem procurado maneiras de melhorar sua sorte e ter sucesso em vários assuntos da vida. Seja para melhorar sua saúde, receber algum dinheiro extra ou para encontrar amor, existem amuletos na maioria das civilizações e culturas desde há muitos séculos. Como mostra o site da Gazetaweb, usar um talismã ou amuleto para ter boa sorte, é uma recomendação bem comum até hoje. Quem usa amuletos, os tem na forma de jóias, dentro de seus bolsos, ou como decoração da casa. No entanto, cada um desses amuletos recebe diferentes significados e é feito para cumprir um propósito específico. No caso do Brasil, existem os amuletos da Figa, que têm o objetivo de repelir más energias e atrapalhar a boa sorte. No entanto, estes amuletos de Figa, devem ser utilizados somente se forem recebidos como um presente, porque eles atraem má sorte se são comprados e usados pela própria pessoa. Já num dos seus países vizinhos, a Bolívia, existe um mercado nas ruas da cidade de La Paz, que é conhecido como o Mercado de Bruxas, onde é comum encontrar centenas de turistas e pessoas que vão a cada dia em busca de amuletos como penas de coruja, velas e poções para melhorar a prosperidade e a boa sorte.

Vários objetos são usados como amuletos em todo o mundo, e é um fato que as superstições fazem parte da história e das tradições da cultura popular. Um exemplo disso são as culturas antigas como o Egito, onde amuletos já eram utilizados na forma de besouros e sapos para trazer boa sorte. É por isso que sites como o do jornal Folha de S. Paulo, também sugerem livros sobre sorte, azar, superstições, crendices e simpatias, que têm sido utilizados em todo o mundo.

A sorte dentro dos objetos do dia a dia

Em todo o mundo, tem havido histórias de pessoas que encontram boa sorte quando interagem com objetos do dia a dia, e as recompensas são sempre inesperadas. Um exemplo que pode até parecer comum, é o das pessoas que ganham na loteria por apostarem nos números que encontram dentro dos biscoitos da sorte. Esses biscoitos são geralmente oferecidos como sobremesa para os clientes em restaurantes de comida chinesa em vários países ocidentais, embora curiosamente não sejam tradicionalmente oferecidos dentro de restaurantes na própria China. De qualquer forma, os chineses são cheios de superstições com relação a números, inclusive usando essas crenças na hora de elaborar estratégias em jogos, como as sugeridas para roleta no site da Betway.

Além disso, moedas da sorte são muito tradicionais nesse país asiático, e é bem comum que três dessas moedas sejam usadas dentro de um cordão vermelho pendurado no pescoço. Dentro da cultura irlandesa, os trevos-de-quatro-folhas são um dos símbolos da boa fortuna que se tornaram mais populares, devido à crença popular de que quem encontrar um deles, vai ter boa sorte para sempre. No entanto, como o site Terra mostra em sua lista de objetos para atrair sorte, um dos mais populares no Brasil, são as fitas do Senhor do Bonfim, que funcionam melhor quando recebidas como presente. Além disso, essas fitas originárias da cidade de Salvador, na Bahia, tem popularizado a crença de que os desejos feitos pela pessoa que recebeu a fita devem ser mantidos em mente enquanto são feitos três nós para amarrá-la ao pulso. Do outro lado do mundo, o Olho Grego é um símbolo de proteção que também atrai boa sorte. É comum encontrar esse desenho em chaveiros, colares e decorações nas portas de casas e negócios.

A boa sorte e os objetos antigos

Apesar de que a boa sorte é comumente atraída por objetos feitos na atualidade, e a maioria das vezes, eles são feitos especialmente para cada pessoa, a sorte também tem feito sua aparição na atualidade através de artigos criados muitos séculos atrás. Um claro exemplo disso, são os tesouros de piratas que abundam perdidos no fundo dos oceanos, à espera de serem encontrados por alguém com muita sorte. Estes tipos de tesouros são comumente encontrados nas rotas que utilizavam os grandes navios medievais para transportar riquezas entre diferentes civilizações e povos. Infelizmente para eles, alguns deles sofreram naufrágios, desaparecendo no fundo do mar, entanto que outros sofreram ataques de piratas, que roubaram os preciosos carregamentos, convertendo-os nos seus tesouros. Devido isso, alguns deles conseguiram chegar à terra firme, e foram enterrados para serem usados no futuro. Alguns deles foram esquecidos por séculos, e os caçadores de tesouros de hoje em dia, tornam-se ricos por ter a sorte de encontrar tesouros de culturas de piratas antigos como os vikings, e vendê-los por vários milhões a grandes museus. É um fato que algumas pessoas têm uma sorte suprema e, em alguns casos, isso está diretamente relacionado a objetos antigos e cheios de história.

A boa sorte chega através de vários objetos, os quais adquirem um significado muito particular, dependendo de cada pessoa e de cada cultura. Sejam moedas, esculturas, imagens ou poções, uma dose extra de boa sorte é sempre bem-vinda.

*Por Philipe Kling David

 

…………………………………………………………
*Fonte: mundogump

O reconhecimento facial abre caminho para o pesadelo de George Orwell

Alguém pode tirar sua foto na rua e conseguir saber quem você é para contatá-lo. Acontece na Rússia. Alguém pode atravessar a faixa de pedestres quando não for permitido e ver que as autoridades lhe multam e pegam sua foto atravessando indevidamente nas paradas de ônibus após identificá-lo com a imagem captada por uma câmera de segurança. Acontece na China. Uma pessoa pode receber a visita inoportuna da polícia porque o algoritmo falhou e a identificou erroneamente. Aconteceu nos Estados Unidos, em cinco ocasiões, com cinco pessoas, em 2015, como admitiu a polícia de Nova York. Tudo isso pode ter acontecido em outros momentos da história, mas nunca foi tão fácil como agora. A tecnologia do reconhecimento facial tem inúmeras comodidades, sim, de promessas de uma maior segurança, certo. Mas, paralelamente, a expansão de toda uma indústria de segurança que gira em torno dela transforma o pesadelo orwelliano de uma sociedade de pessoas controladas em algo mais do que uma possibilidade futura.

Derivada da inteligência artificial, ela deu seus primeiros passos em meados dos anos sessenta. Aquelas primeiras tentativas de usar um computador para reconhecer um rosto humano resultaram em uma tecnologia que alcançou um nível de plenitude assombroso. Prova disso é o iPhone X, que realiza algo que anos atrás pertencia ao domínio da ficção científica: desbloquear um celular com a imagem de nosso rosto. “Quando você encontra uma tecnologia como essa em um aparelho de consumo como o celular”, afirma Enrique Dans, professor de Inovação no IE Business School, “quer dizer que já se pode fazer de tudo com ela”.

Na China, país que fixou como meta se transformar no líder em pesquisa e aplicativos de inteligência artificial em 2030, as pessoas já podem escanear o rosto com o aplicativo para celular Xiaohua Qianbao e pedir um empréstimo ao banco virtual operado pela Xiaohua; ir a um Kentucky Fried Chicken da cidade de Hangzhou e pagar com um sorriso – o Smile to Pay (“sorria para pagar”) é o mais recente sistema desenvolvido pela empresa de pagamentos online Alipay −, e controlar a frequência às aulas de alunos da Universidade de Comunicações de Nanquim.

Ali, a tecnologia avança com os passos firmes da Face++, startup chinesa que derrotou no fim de outubro equipes do Facebook, Google e Microsoft em provas de reconhecimento de imagem na Conferência Internacional de Visão por Computador realizada na Itália. Naquele mesmo mês, a companhia levantou 460 milhões de dólares (1,5 bilhão de reais) em uma rodada de financiamento.

Mas a expansão do fenômeno não se limita a esse território. Lojas de Toronto utilizam a tecnologia para detectar ladrões. O Facebook a usa faz tempo para etiquetar quem aparece nas fotos. De fato, em 2015 já anunciou que podia identificar uma pessoa com 83% de sucesso sem ver sua cara: o tipo de corpo, o penteado e a postura são elementos suficientes. Agora, o novo desafio dos pesquisadores é conseguir identificar pessoas que usem óculos escuros, véu, máscara, balaclava (espécie de gorro com finalidades esportivas): na Universidade da Basileia, Suíça, o professor Bernhard Egger trabalha em um sistema que cria um padrão do rosto em 3D a partir das zonas descobertas da face.

Assim, o mercado do reconhecimento facial já movimenta mais de 3,3 bilhões de dólares (10,6 bilhões de reais) no mundo e poderia chegar a 7,7 bilhões de dólares (24,8 bilhões de reais) em 2022, segundo a consultora MarketsandMarkets. Bancos, companhias aéreas, telefônicas, fabricantes de computadores, todos se abrem a esta nova forma de identificação biométrica que significa um salto à frente em comparação com a impressão digital e a íris.

Mas o rosto não é a mesma coisa que a impressão digital. Quando vamos renovar nosso documento de identidade, concordamos em ceder esse dado biométrico às autoridades. Mas nosso rosto pode ser captado por qualquer um sem nosso consentimento. Por meio de qualquer câmera na rua, em qualquer lugar.

Esta tecnologia tem duas modalidades básicas, como explica por telefone de Michigan o grande especialista Anil K. Jain, professor de engenharia informática e diretor do grupo de pesquisas biométricas da Universidade de Michigan. Uma é a de autenticação ou detecção de rosto (face detection), na qual o sistema compara duas imagens: a que temos armazenada no telefone − no caso do iPhone − e um modelo em 3D criado a partir do rosto que se apresenta diante da tela. E a outra é a de busca de rosto (face search), na qual se cruza uma imagem com as que estão armazenadas em um banco de dados para ver se coincidem − para identificar desconhecidos. “Nesta segunda é muito mais fácil cometer erros”, explica Jain. “São necessários computadores potentes e grandes bancos de dados com milhões de rostos.”

Essa segunda modalidade foi a que desencadeou um debate inflamado sobre a privacidade e as liberdades. Sua combinação com a crescente autoexposição nas redes sociais está acabando com a era do anonimato. O melhor exemplo é dado pelo aplicativo FindFace, que no ano passado causou muita polêmica na Rússia: uma pessoa pega o celular e tira uma foto do passageiro à sua frente no metrô; o algoritmo do aplicativo compara a imagem com as existentes na rede social Vkontakte (que conta com mais de 400 milhões de perfis) e, com uma eficácia de 70%, permite saber quem é essa pessoa. Uma ferramenta perigosa em tempos marcados pelo assédio.

Tecnologia permite identificar em tempo recorde terroristas que acabam de cometer um atentado

E tem mais. Em 2014, os professores Alessandro Acquisti, Ralph Gross e Fred Stutzman demonstraram com o estudo Reconhecimento Facial e Privacidade na Era da Realidade Aumentada o quanto é fácil identificar um desconhecido na era das redes sociais. Com uma webcam e um bom programa de reconhecimento facial, puderam identificar um de cada três alunos que circulavam pela Universidade Carnegie Mellon. Tiveram apenas de cruzar a imagem obtida com as oferecidas pelo mecanismo de busca do Google ou pelos perfis do Facebook. Em alguns casos, o algoritmo permitia até mesmo acessar o número do Seguro Social da pessoa fotografada.

Dito isso, nem tudo é perigoso. O aperfeiçoamento dos algoritmos e das técnicas de análise de dados e a ampliação exponencial dos bancos de imagens de rostos têm proporcionado às forças de segurança um instrumento formidável para identificar em tempo recorde criminosos e terroristas que acabam de cometer um atentado. O professor Anil K. Jain, de fato, publicou em 2013 um trabalho científico no qual demonstrou que era possível identificar um dos dois irmãos que detonaram duas bombas na maratona de Boston em abril de 2013 usando, simplesmente, as imagens divulgadas pelos canais de televisão. “A precisão da detecção de rostos chega às vezes a 90% com as imagens analisadas nas delegacias”, diz. Ou seja, na modalidade de face detection. No entanto, quando se trabalha com imagens de uma câmara de vídeo de segurança da rua (face search), a coisa muda. “Aí tudo dependerá da qualidade da imagem que se obtenha.”

Para que o aparato de segurança que está sendo configurando neste início do século XXI funcione a plena capacidade, são necessários algoritmos cada vez mais precisos, sim. Mas a chave é manter os bancos de dados bem abastecidos. De rostos. E a China já dispõe de um banco de dados com um bilhão de fotos de seus cidadãos, o maior do mundo. O gigante asiático conta, além disso, com uma ampla rede de câmeras para captar imagens na rua. A Face++, segundo o Financial Times, está ajudando o Governo chinês a rastrear o 1,3 bilhão de habitantes do país através de imagens de câmeras de segurança. Escanear placas de carro, escanear rostos. O pesadelo imaginado por Orwell em seu livro 1984 vai tomando forma.

Os norte-americanos não ficam atrás. Um relatório feito no ano passado pelo Law’s Center on Privacy and Technology, o centro sobre privacidade e tecnologia da faculdade de direito da Universidade de Georgetown, estima que 117 milhões de cidadãos já estejam nos bancos de dados que a polícia pode usar. Em conversa telefônica de Nova Iorque, o diretor executivo do centro, Álvaro Bedoya, afirma que o total a esta altura já chega a 125 milhões. “Isto nunca ocorreu na história dos EUA”, protesta. “Os bancos de dados de DNA e impressões digitais eram compostos por pessoas com antecedentes penais. Está sendo criado um banco de dados biométricos de pessoas que respeitam a lei, atravessou-se o Rubicão.”

Bedoya, um destacado jurista, considera que a tecnologia só deve ser usada para crimes graves, não de forma ilimitada: “Na Rússia ela é usada para identificar manifestantes. Nos EUA, também. Caminhamos para uma sociedade de controle. Pode-se identificar qualquer um, a qualquer momento, por qualquer motivo”.

A tecnologia também é usada em ações de policiamento preventivo. O uso de inteligência artificial permite seguir alguém através das câmeras de segurança existentes em espaços públicos e analisar seus movimentos, sua linguagem corporal. Com essa enorme coleta de dados se pretende, por meio de modelos estatísticos, prever onde pode ocorrer um crime e quem pode cometê-lo.

“Na Rússia ela é usada para identificar manifestantes. Nos EUA, também”, alerta o jurista Álvaro Bedoya

O problema é onde vai parar nosso rosto. O jornal britânico The Guardian teve acesso a documentos que indicam que o procurador-geral da Austrália manteve conversas com empresas telefônicas e bancos para o uso privado de seu serviço de verificação facial em 2018. E os especialistas em proteção de dados se preocupam com o uso que as empresas possam fazer dos bancos de rostos de seus clientes. Uma investigação do jornal The Washington Post revelou em novembro que Apple estava compartilhando informações de rostos com alguns aplicativos e, como consequência da investigação jornalística, realizou uma mudança, exigindo que um aplicativo informasse seus usuários sobre isso em sua política de privacidade.

Facebook, Google e Snapchat, por sua vez, são três das empresas que já foram processadas em Illinois por capturar e armazenar imagens dos usuários sem seu consentimento. Por acaso podemos confiar em que as empresas da nova economia digital não comercializarão nossos rostos?

“O problema é que há uma total falta de transparência”, diz Kelly Gates, professora da Universidade da Califórnia em San Diego e autora do livro Our Biometric Future: Facial Recognition Technology and the Culture of Surveillance (“nosso futuro biométrico: tecnologia do reconhecimento facial e a cultura da vigilância”). “A polícia, assim como o Exército, experimenta, mas não sabemos o que estão fazendo.”

Essa pesquisadora, que agora estuda as técnicas de análise forense de vídeo, ressalta que há uma proliferação de vídeos e dados procedentes de drones, câmeras de rua e de estabelecimentos comerciais cuja análise é terceirizada para empresas privadas. “Os cientistas dizem que é uma tecnologia com a qual se cometem muitos erros. Não há uma ciência que a respalde e, mesmo assim, ela continua sendo utilizada”, assinala Gates.

Que seja feito tudo para que não aconteça na realidade o que ocorre na distopia assinada por Terry Gilliam, Brazil, filme de 1985 no qual um erro de dados leva à detenção do senhor Buttle quando o objetivo era deter o senhor Tuttle. Algo que, nas mãos de um integrante do Monty Python, é muito engraçado, mas no mundo real, não tem graça nenhuma. Gates é incisiva: “Está sendo buscada uma segurança perfeita que nunca será alcançada. Pensar que, em contextos de violência, tudo isto é a grande solução é como comprar mais aparelhos de ar condicionado para resolver os problemas representados pela mudança climática”.

No fim das contas, a questão é em quais mãos recai o uso desta tecnologia e de nossos dados. Com ela, países com problemas de direitos humanos e restrições às liberdades têm um tremendo instrumento de perseguição de dissidentes. O controle, como se não fosse suficiente aquele que pode ser exercido por meio dos dispositivos que já temos, atravessa uma nova fronteira. Alguém imagina esta tecnologia nas mãos de um Governo de extrema direita na Europa? Ou em um país governado por fundamentalistas muçulmanos?

*Por Joseba Elola

…………………………………………………………..
*Fonte: elpais

Motorhome

E que tal esse enorme caminhão americano transformado num motorhome de luxo!?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

………………………………………………………………..
*Fonte: @the_things_men_like (Instagram)

Chilenos criam sacos plásticos solúveis em água e que não poluem

Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.

Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.

“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente”, assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.

“É como fazer pão”, acrescenta. “Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos”.

Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.

“O que fica na água é carbono”, assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que “não tem nenhum efeito no corpo humano”.

Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é “inócua” e potável, eles bebem alguns copos.

Reciclagem doméstica

“A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói”, afirma Astete, antes de acrescentar que “hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar”.

A fórmula encontrada permite “fazer qualquer material plástico”, razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.

Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.

E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.

Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.

Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais – basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.

Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o “empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente” porque “a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la”, assegura.

A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.

Chilenos criam sacos plásticos solúveis em água e que não poluem.

Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.

Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.

“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente”, assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.

“É como fazer pão”, acrescenta. “Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos”.

Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.

“O que fica na água é carbono”, assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que “não tem nenhum efeito no corpo humano”.

Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é “inócua” e potável, eles bebem alguns copos.

Reciclagem doméstica

“A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói”, afirma Astete, antes de acrescentar que “hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar”.

A fórmula encontrada permite “fazer qualquer material plástico”, razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.

Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.

E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.

Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.

Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais – basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.

Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o “empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente” porque “a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la”, assegura.

A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.

……………………………………………………………………..
*Fonte: revistapazes

Morreu Marcelo Yuka (53 anos) – O Rappa

Faleceu nesta noite de sexta-feira, no hospital quinta D’Or, no Rio de Janeiro, o músico e compositor Marcelo Yuka – 53 anos (ex-Rappa). Marcelo estava internado desde dezembro quando teve um AVC. Recentemente teve um segundo AVC e apresentava um quadro de infecção generalizada.

Marcelo era paraplégico desde 2000, quando foi baleado numa tentativa de assalto e desde então sua saúde veio se deteriorando. Foi baterista e um dos fundadores da banda O Rappa, depois seguiu também em carreira solo. Ao longo dos anos, Yuka se encaminhou naturalmente para a política, muito em função de seus ideais ativistas e de sua forte presença através das letras de cunho social. Também era artista plástico nos últimos anos.

Descanse em paz Marcelo Yuka!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

………………………………………………………….
*Fonte: uol

#10YearsChallenge: como o Facebook e o Instagram podem usar as informações recolhidas com as fotos desse desafio viral

Conhecido como #10YearsChallenge (desafio dos 10 anos, em inglês), o mais recente “desafio” viral nas redes sociais é postar lado a lado uma foto de hoje e outra de dez anos atrás para fazer a comparação.

É apenas uma brincadeira inocente, correto?

Pode ser. Mas como as plataformas de redes sociais sempre encontram uma maneira de lucrar com as modas virais, também pode não ser.

A moda se espalhou rapidamente e aparentemente de maneira orgânica. Participaram desde usuários comuns do Facebook e do Instagram até celebridades e contas oficiais de autoridades.

Nos últimos dias a hashtag acumulou mais de 3,5 milhões de posts só no Instagram

A moda provavelmente vai passar rápido, mas, uma vez postadas, o que será feito com milhões e milhões de imagens com uma informação tão específica (exatamente como a pessoa envelheceu)?

Em vários posts nas redes sociais algumas pessoas demonstraram sua preocupação com as implicações de disponibilizar as fotos com datas.

Uma delas é a especialista em estratégias digitais Kate O’Neill. Em um artigo na revista de tecnologia Wired, ela imagina alguns cenários sobre como as empresas de tecnologia estão se aproveitando da moda (isso, diz ela, se não a tiverem criado).

As empresas de tecnologia têm investido muito na melhora de seus sistemas de reconhecimento facial.

Segundo a explicação de Anil Jain, pesquisador de visão computacional e biométrica na Universidade de Michigan, para atingir esse objetivo, empresas como Facebook e Google se dedicam a rastrear a rede para compilar grandes volumes de informação e alimentar a inteligência artificial dos robôs (que precisam de modelos para ser basear).

Sob essa lógica, o #10YearsChallenge facilita muito essa tarefa. “É só uma brincadeira”, diz Jain à BBC. “Mas no processo estamos fornecendo uma informação valiosa e etiquetada.”

“É uma forma inteligente de coletar informação.”

A grande questão: quem está fazendo essa coleta e para que será usada essa informação?

Segundo O’Neill, o principal cenário é para fazer publicidade dirigida. Se um sistema é capaz de reconhecer melhor um rosto, pode oferecer produtos com base na idade e outras características físicas.
Pule Instagram post de alejandrosanz

Outro, mais positivo, é o uso para encontrar crianças desaparecidas há muito tempo – um sistema de reconhecimento facial que consiga calcular melhor como as pessoas envelhecem é muito útil nesses casos.

Segundo a especialista em privacidade e tecnologia Ann Cavoukian, da Universidade Ryerson, no Canadá, um sistema capaz de notar o quão rápido um indivíduo envelheceu pode ser usado para aumentar o preço de um seguro de vida ou de saúde, por exemplo.

Um caso polêmico aconteceu em 2016, quando a Amazon começou a vender seus serviços de reconhecimento facial a agências governamentais dos Estados Unidos.

A tecnologia pode ser usada para rastrear criminosos, mas também para monitorar pessoas inocentes.

Preocupadas com essas questões, organizações civis e alguns acionistas e funcionários da Amazon pediram para a empresa deixar de vender o serviço.

Paranoia?

O Facebook afirmou, em nota, que o desafio dos 10 anos é um “meme gerado por um usuário e que se tornou viral sozinho.”

“O Facebook não começou essa tendência e não ganha nada com esse meme”, disse a empresa à BBC.

A empresa afirmou também que as pessoas podem desativar a opção de reconhecimento facial a qualquer momento.

Cavoukian e Jain concordam que para um usuário comum é muito complicado saber exatamente para que suas informações serão usadas.

“Se está preocupado com sua privacidade, não participe”, diz Jain.

Cavoukian também recomenda cautela. “Nosso rosto é uma das fontes de informação mais valiosas para as tecnologias emergentes”, diz. “Eu insisto que as pessoas não devem participar (do desafio).”

“Se, depois de analisar as possíveis consequências, decidir participar, participe! Mas primeiro pense nos efeitos que isso pode ter no longo prazo.”

 

………………………………………………………….
*Fonte: bbc-brasil

Brasil é o país onde mais se mata com armas de fogo no mundo

Em tempos que pessoas defendem um menor controle na venda de armas, um estudo recente traz dados alarmantes: em 2016, 43,2 mil pessoas foram mortas por armas de fogo no Brasil, número que o coloca no indigesto primeiro lugar do ranking mundial de mortalidade por armas publicado pelo Global Burden Disease, órgão da Organização Mundial da Saúde que pesquisa as causas de morte pelo mundo.

Mas o Brasil não está sozinho. É seguido de perto pelos Estados Unidos, onde as armas mataram 37,2 mil pessoas. Juntos, os dois países são responsáveis por 32%, quase um terço, de todo mundo que morreu a bala.

Se juntar os números do México, Colômbia, Venezuela e Guatemala, o volume de assassinatos vai para 50,5%. Mais da metade das 251 mil mortes aconteceram nesses países da América que, juntos, não somam nem 10% da população mundial.

De acordo com o estudo, homicídios são a maior causa de mortalidade em consequência de lesão por arma de fogo dos 195 países pesquisados, com 64% do total. Seguido por suicídio, com 27% das mortes, e 9% foram por disparo acidental.

“90% das mortes violentas ocorrem fora das situações de conflito. Em todo o mundo, armas de fogo são frequentemente o meio letal em casos de homicídio, suicídio e lesões não intencionais, indicando um importante problema de saúde pública, com custos sociais e econômicos que se estendem além da perda imediata da vida”, escreveram os autores.

A pesquisa também associou o acesso às armas e o número de pessoas que possuem armas ao número de mortes. “Vários fatores estruturais foram identificados como contribuintes, incluindo pobreza, desigualdades sociais”, diz a publicação.

“Violência na interseção desses fatores culturais, juntamente com uma alta disponibilidade geral de armas de fogo , combinam-se para produzir altas taxas de mortalidade através da letalidade inerente ao uso de armas de fogo.”

No Brasil, esse tipo de morte aumentou muito desde 1990, indo de uma estimativa de 27,3 mil para os 43,2 mil registrados em 2016. No entanto, após uma explosão de mortalidade até meados dos anos 2000, houve uma redução no índice, que manteve sua estabilidade desde o Estatuto do Desarmamento.

“Os padrões documentados na África do Sul e no Brasil também apoiam uma ligação entre restrições regulatórias ao acesso de armas de fogo e subsequentes reduções nas taxas de mortes por elas”, aponta o documento.

………………………………………………………….
*Fonte: revistagalileu