Lambe-lambe

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Brasil é o país da América Latina que mais recebe ataques ransomware

O Brasil não anda bem das pernas. Não, não estamos falando de política nem de economia, mas, sim, de segurança digital. De acordo com levantamento da empresa de segurança Kaspersky, o país concentra 55% dos 24 mil ataques de ransomware identificados neste ano na América Latina. Na sequência, apareceram México (23%) e Colômbia (5%).

Os números não surpreendem. Isso porque o Brasil é o país com mais usuários de internet da América Latina e, por consequência, com mais vítimas em potencial de ataques virtuais.

Além disso, o ransomware é uma das pragas mais queridas dos criminosos, principalmente pelo lucro rápido e fácil. Por isso, não é de estranhar que os sequestros virtuais na América Latina tenham avançado 30% entre 2016 e 2017.

De modo geral, os ataques de ransomware costumam ser direcionados a hospitais e pequenas e médias empresas. Isso porque eles estão mais propensos a pagar o resgate para ter seus dados de volta.

Mas isso não significa que os usuários finais estejam livres dessa praga. Pelo contrário. O ransomware se aproveita de senhas inseguras ou de sistemas operacionais desatualizados para infectar um dispositivo.

Ransomware nunca mais

Em primeiro lugar, é importante manter navegadores, sistemas operacionais e softwares atualizados para não ficar vulnerável facilmente. Outro ponto importante: faça backups regularmente. Mesmo que seus dados sejam sequestrados, você terá cópias de todos os seus arquivos. Assim, você não entra em desespero para pagar o resgate.

Embora a maioria dos ataques seja direcionada para computadores, os dispositivos móveis também são alvo dos criminosos digitais. Isso significa que você precisa proteger todos os seus aparelhos: computador, smartphone e tablet.

 

 

 

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*Fonte: uolseguranca

Pequenas verdades para se lembrar quando estiver recomeçando:

1. O crescimento não acontece da noite para o dia. Ser persistente é metade da batalha.

2. Solidão pode parecer muito com amor no meio da noite. Qualquer mensagem que deva ser enviada após às 2 da madrugada pode esperar até o dia seguinte. Se seus sentimentos são verdadeiros, eles ainda serão válidos de manhã.

3. Trate as pessoas gentilmente não importa pelo que você esteja passando. Você vai querer ser lembrado por elas.

4. Você não tem que mudar quem você é para se encaixar, mas é importante acomodar as diferenças de outros e conforto em sua presença. O que você acha que é um pequeno gesto pode significar o mundo para outra pessoa.

5. Ame sua família, de perto e longe. Você nunca sabe qual abraço pode ser o último.

6. Amigos e familiares podem ser o seu sistema de apoio, mas só você pode recolher suas peças quebradas. Aceite que você é tudo o que tem.

7. As pessoas mudam. Na maioria das vezes sem aviso prévio, muitas vezes sem explicação. Deseje-lhes bem em seu caminho, e siga em frente com sua vida.

8. Se prender a coisas que não são para você só vai matá-lo. Deixe ir e liberte-se.

9. Começar do fundo não significa que você está perdendo. Significa que a sua jornada para a frente só pode ser uma subida.

10. Seja feita a Sua vontade. Alguns dias você vai questionar os caminhos de Deus, mas sabe que a Sua vontade é o melhor.

11. É mais importante viver a sua vida olhando para a frente do que para trás.

12. Você nunca vai esquecer as pessoas que foram gentis com você, especialmente quando elas não tinham razão para ser. Você vai levar um pedaço delas consigo aonde quer que for.

13. Aprecie tudo o que você tem, mesmo as pequenas coisas. Você não consegue manter tudo para sempre.

14. Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. Mantenha seus olhos abertos para ver as bênçãos. (Teoria da porta do Chevette velho…)

15. Nem todo mundo vai te entender. Mas nunca abandone aqueles que te
entendem. Nunca os deixe.

16. Às vezes você vai precisar perder-se para ser encontrado, então reformado, para ser muito melhor do que já foi.

17. Bloqueie o ruído que te rodeia e concentre-se em si mesmo. Você vai mover montanhas, você vai lutar. Vai conquistar novos lugares.

18. Paz e contentamento vem de viver a sua vida de dentro para fora, em vez de fora para dentro. O reconhecimento humano pode vir como uma parte da jornada, mas nunca deve ser a meta.

19. Tome café com sua família. Pode ser a hora mais divertida de seu dia.

20. Confie em seus instintos. Há uma razão pela qual ele grita mais alto do que a voz em sua cabeça.

21. Com corações partidos, vêm novos começos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: osegredo

Neil Young libera todo o acervo de graça na internet a partir do mês que vem ‘É como tem que ser’

Pra comemorar a chegada do disco novo, canadense lança linha do tempo que reúne todo o material já produzido por ele desde 1963

O Natal vai chegar um pouco mais cedo pros fãs de Neil Young. O músico anunciou que, no próximo dia 1º de dezembro, vai liberar todo o seu acervo de músicas de graça na internet. O presentão chega com o novo disco do canadense, “The Visitor”, gravado com a banda Promise of the Real. Tá bom ou quer mais?

Neil fez o anúncio no Instagram, onde também publicou o que deve ser a capa do novo disco. “O dia 1º de dezembro vai ser um grande dia pra mim. ‘The Visitor’ chegará à sua cidade. Eu irei à minha cidade. Você vai poder me ouvir e me ver. Meu arquivo vai ser aberto no mesmo dia, um lugar onde você vai poder visitar e experimentar todas as músicas que já lancei, na melhor qualidade possível que seu equipamento suportar. É como tem que ser. No começo, é tudo de graça”, escreveu o músico.

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*Fonte: canalbis

Malcolm Young – R.I.P.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Curto rock só porque um dia escutei o AC/DC.

 

  • Me lembro bem, era ainda muito “piá”, estava andando de carro com meu irmão e ele me mostrou uma fita k7 com algumas músicas de uma coletânea que havia feito. Eram várias bandas mas uma me chamou a atenção mais do que todas as outras, um tal de “AC/DC”. Feito! Descoberta a América! Já tinha então a minha primeira grande banda de rock favorita.
Valeu Malcolm, sou grato por cada acorde seu. O melhor “guitarra base” do rock.
Descanse em paz!
E MUITO OBRIGADO pela sua música…

Malcolm Young – guitarrista do AC/DC morre aos 64 anos

Malcolm Young, guitarrista do AC/DC, morreu aos 64 anos. A banda australiana divulgou neste sábado (18) um comunicado sobre a morte do músico.

Em 2014, após 40 anos no AC/DC, Malcolm deixou a banda por sofrer de demência e outros problemas de saúde.

“Malcolm, ao lado de Angus, era o fundador e criador do AC/DC. Com grande dedicação e comprometimento ele era uma das forças por trás da banda. Como guitarrista, compositor e visionário ele foi perfeccionista e um homem único”, disse a banda.

Segundo o comunicado, ele “morreu tranquilamente com sua família ao seu lado”. Ele deixa sua mulher Linda, os filhos Cara e Ross, três netos, uma irmã e o irmão Angus Young.

Em outubro passado, George Young (irmão de Angus e Malcolm) morreu aos 70 anos. Ele era produtor da banda.

A família pediu que, em vez de flores, os fãs que quiserem homenagear Malcolm façam doações para o Exército da Salvação.

 

Clássico do hard rock

  1. Formado em 1973, em Sydney, na Austrália, o AC/DC é uma das principais bandas do hard rock e continua na ativa.
  2. Em uma de suas turnês mais recentes, em 2016, Axl Rose (do Guns N’ Roses) assumiu o posto de vocalista.
  3. Dave Evans (1973–1974), Bon Scott (1975-1980) e Brian Johnson (1980–2016) também já foram vocalistas do AC/DC. Angus é o único remanescente da formação original.
  4. O AC/DC atual tem também o sobrinho de Malcolm, Stevie. Ele é membro fixo do AC/DC desde 2014 e também substituiu o tio em 1988, quando ele deu uma pausa na carreira para se tratar de problemas com álcool.
  5. O AC/DC já lançou 15 discos, sendo o mais recente “Rock or Bust”, de 2014. A banda já tocou no Brasil três vezes. Em 1985, vieram para o Rock in Rio. Em 1996, passaram pelo país com a turnê Ballbreaker. A última vinda foi em novembro de 2009, pela turnê Black Ice.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Fonte: G1

Os cinco melhores exercícios físicos segundo Harvard (e nenhum deles é correr)

Eis as atividades mais benéficas para a saúde em curto e longo prazos de acordo com I-Min Lee, professora de Medicina de Harvard
– por Mayte Martínez Guerreiro – El País

Se você acha que correr uma maratona é a maneira mais simples de ficar sempre em forma, está enganado. Pelo menos é o que dizem os estudiosos de Harvard, segundo os quais, para perder peso, aumentar a massa muscular, proteger o coração e o cérebro e fortalecer os ossos, há atividades físicas melhores do que essa. I-Min Lee, professora de Medicina e Epidemiologia da Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), afirma que correr longas distâncias não faz bem para as articulações nem para o sistema digestivo. Sua proposta de atividades esportivas inclui outros cinco exercícios que trazem benefícios que vão desde a perda de peso até o ganho de músculos, proteção do coração e fortalecimento dos ossos.

1. Tai chi

Uma arte marcial chinesa que combina uma série de movimentos delicados e fluidos para criar uma espécie de meditação em movimento. O exercício é praticado lenta e suavemente com um alto grau de concentração e dá especial atenção para a respiração em profundidade. Como são os praticantes que definem o seu próprio ritmo, ele é acessível para uma variedade muito ampla de pessoas, independentemente da idade ou da condição física. “É especialmente bom para os mais velhos, pois o equilíbrio é um componente importante da condição física e algo que perdermos com o avançar da idade”, diz Lee. Para Marta Rosado, com efeito, ele “melhora o equilíbrio, a coordenação e a flexibilidade. Previne o surgimento de dores lombares e problemas na coluna vertebral. A prendemos a respirar e a canalizar nossa energia. Melhora o sono e relaxa física e mentalmente. Qualquer um pode realizá-lo, pois ele não provoca nenhum tipo de impacto. Eu o recomendaria sobretudo a partir dos 50 anos”.

2. Caminhar

Vários estudos sugerem que caminhar durante pelo menos 30 minutos, mesmo sendo em ritmo moderado ou pausado, pode trazer benefícios para a mente e para o corpo. Em pessoas com depressão severa, esse exercício pode contribuir para uma redução clinicamente importante e estatisticamente significativa da mesma. ”É uma atividade que melhora o sistema cardiovascular, pode ajudar a fortalecer a parte inferior do corpo nas pessoas mais velhas e naquelas que têm pouca condição física”, afirma Ángel Merchán. “Diminui os níveis de colesterol, é essencial para diabéticos, reforça o sistema imunológico, melhora a circulação e oxigena o corpo”, diz a personal trainer Marta Rosado, para quem essa atividade não constitui, porém de um “treinamento”.

3. Exercícios de Kegel

Importantes para homens e mulheres, eles ajudam a fortalecer a região pélvica. À medida que envelhecemos, essa região, que inclui o útero, a bexiga, o intestino delgado e o reto, se fragiliza. Manter esse conjunto com resistência traz benefícios como o de evitar vazamentos da bexiga. A forma correta de fazê-los, segundo Harvard, é comprimir os músculos usados para segurar a urina ou os gases durante dois ou três segundos, soltar e repetir 10 vezes –e isso, de quatro a cinco vezes por dia. Marta Rosado alerta, porém, para o fato de que “a realização de uma quantidade excessiva desses exercícios pode levar a um enfraquecimento dos músculos da região pélvica e provocar uma nova redução da capacidade de controlar a bexiga”.

4. Natação

Trata-se do “exercício perfeito”, segundo os autores do boletim de saúde de Harvard Healthbeat. Além de trabalhar quase todos os músculos do corpo, a natação eleva a frequência cardíaca e pode melhorar a saúde do coração e proteger o cérebro da deterioração relacionada à idade. Nadar regularmente entre 30 e 45 minutos é um exercício aeróbico que ajuda a combater a depressão, a elevar o estado de ânimo e a diminuir o estresse, entre outros benefícios. “Nada é bom para pessoas com atrite”, afirma Lee no boletim. Embora o considere bastante completo, Ángel Merchán, diretor da empresa de treinamento pessoal Homewellness, não acredita na existência de um “treinamento perfeito baseado em apenas uma modalidade. É preciso uma abordagem incluindo diversas práticas. Os impactos e as cargas são também necessários, por exemplo, para a prevenção da osteoporose e para o estímulo dos tendões. A natação deve ser combinada com um trabalho de força –com pesos, por exemplo—e de impacto (corrida, por exemplo), adaptados para cada pessoa”.

5. Treinamento de força

Requer o uso do peso para criar resistência contra a gravidade. Pode ser o próprio corpo, pesos com ou sem alça, tiras elásticas… Para Ángel Merchán, trata-se de um exercício “fundamental em qualquer tipo de treinamento. Melhora a força muscular, previne lesões, ativa o metabolismo. Todo mundo pode e deve fazê-lo, obviamente de forma adaptada caso a caso: na terceira idade, ele ajuda no combate a vários problemas comuns, como dores nas costas e nos joelhos, osteoporose e sobrepeso”. Marta Rosado concorda. “É essencial para manter o peso que se perdeu. Protege ossos e músculos, melhora a mecânica do corpo e nos torna mais conscientes de cada movimento. Aumenta os níveis de energia e melhora o estado de ânimo”.

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*Fonte: resvistaprosaversoearte

Stephen Hawking alerta: nosso tempo como espécie dominante no planeta está acabando

O famoso físico Stephen Hawking afirmou mais uma vez seu receio de que seja apenas uma questão de tempo até que a humanidade precise fugir da Terra em busca de um novo lar.

Em uma entrevista recente concedida ao portal Wired, Haking ponderou que a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa capacidade de se tornar uma espécie multiplanetária.

Por quê?

Por conta da população crescente e ameaça iminente que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) representa. “O gênio está fora da garrafa”, Hawking disse à Wired.

Desgraça com mais desgraça

Essa não é a primeira vez que o físico faz previsões sombrias sobre o destino da Terra, ou adverte que a IA pode tornar-se tão perigosa a ponto de substituir a humanidade.

Em entrevista realizada em março com o The Times, o cientista afirmou ainda que um apocalipse IA estava para acontecer, e que a criação de “alguma forma de governo mundial” seria necessária para controlar a tecnologia.

Também já advertiu sobre o impacto que a IA teria em empregos de classe média e até pediu uma proibição definitiva sobre o desenvolvimento de agentes de IA para uso militar.

Hawking está exagerando?

Talvez não.

É possível argumentar, com bastante razão, que máquinas inteligentes já estão acabando com muitos empregos. Não estamos falando apenas de funções automatizadas na grande indústria – robôs já estão realizando tarefas especializadas até mesmo em hospitais, e costurando roupas mais rápido que humanos. Um estudo, inclusive, estimou que 47% dos empregos vão desaparecer nos próximos 20 anos.

Além disso, vários países – incluindo os EUA e a Rússia, envolvidos agora em uma tensão política – estão pesquisando armas IA para uso militar.

Por fim, e mais assustadoramente ainda, uma IA bastante avançada – mas que já chegou a concordar automaticamente com a noção de destruir a humanidade – se tornou o primeiro robô a ganhar cidadania.

Medo justificado

O desenvolvimento da IA é um tópico que já foi debatido por outros especialistas além de Hawking, como Elon Musk, CEO da SpaceX e Tesla, e Bill Gates, cofundador da Microsoft.

Tanto Musk quanto Gates concordam com o físico no potencial da IA de extinguir a humanidade.

Ainda que existam pesquisadores que não acreditem em um cenário apocalíptico, inclusive argumentando que tais preocupações são desgastantes e distorcem a percepção pública da IA, Hawking defende que os receios são válidos.

“Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém irá projetar uma IA capaz de evoluir e se replicar”, disse ao Wired. “Esta será uma nova forma de vida que superará os humanos”.

Certamente, uma IA inteligente o suficiente para pensar melhor e mais rápido do que os humanos seria capaz de ameaçar nossa espécie – o que chamamos de singularidade tecnológica.

Preparação

Uma vez que diversos cientistas estão trabalhando com inteligência artificial em todo o planeta, é inevitável supor que, mais cedo ou mais tarde, uma tragédia pode acontecer.

O palpite de Hawking é que, em algum momento dentro do prazo de 1.000 anos, a humanidade vai precisar sair da Terra de qualquer forma.

O físico pode estar errado, no entanto. Não sabemos exatamente como (e se) tal singularidade tecnológica será, e, em vez de causar a destruição da humanidade, ela poderia inaugurar uma nova era de colaboração entre seres vivos e máquinas.

Em ambos os casos, contudo, o potencial da IA para ser usada tanto para o bem quanto para o mal exige que tomemos as precauções necessárias. [ScienceAlert]

 

 

 

 

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*Fonte: hypescience

Tentando escapar da chuva

Mesmo com um clima de chuva e nada favorável ainda na sexta-feira de noite, deixamos mais ou menos combinado que no sábado, eu e o Pretto iríamos até Garibaldi. Também havia tratativas para o Vladi saindo de Porto Alegre nos encontrar pelo caminho. O sábado amanheceu sem chuva mas de cara cinza e de nuvens sinistras pelo céu. Como era cedo, ainda dava para mim dar as minhas voltas antes mesmo de chegar o horário marcado para a nossa saída e até lá conferir se ainda iríamos ou não mesmo com esse clima.

Passei na oficina do Jackson, meu mecânico habitual para deixar com ele umas peças e encontro por lá o Rafa (que não poderia ir hoje com a gente), junto com dois gringos argentinos e suas motos – uma HD Sportster 1200 e o outro com uma BMW GS 800. O Rafa encontrou esse pessoal ontem a noite parado no centro de Venâncio Aires, junto com mais uns 7 amigos, esse grupo está fazendo uma viagem da Argentina até Camburiú, em Santa Catarina, passando por vários lugares interessantes no trajeto. Estavam bem informados quanto a isso. Foram na oficina para um acerto no sistema elétrico de partida da HD, que apresentou problemas durante a viagem. Dica do Rafa.

Um bom momento para uma conversa com motociclistas estrangeiros. Enquanto o Jackson, que é o mecânico dava um trato na HD a gente foi batendo um papo. Eles queriam ir ainda pela manhã até Gramado. Até dei uma dica de um trajeto alternativo mais longo mas tbém bem mais interessante, que marcaram no seu GPS e ficaram de pensar.

Incrível como essa coisa de um ideal comum é muito bacana, foi muito fácil interagir com pessoas que curtem e compartilham de um mesmo interesse comum, ou seja, viajar/andar de moto. Conversamos rapidamente sobre várias coisas, o Jackson terminou o serviço no puro espírito da camaradagem de aventureiro nem cobrou pelo seu trabalho. Os gringos ficaram contentes e agora com o problema da moto deles resolvido seguiram para darem ainda algumas voltas pela cidade, passar na loja do Rafa para uma visita e um chimarrão e depois se reunirem com seus outros amigos no hotel antes de seguirem a viagem. Nos despedimos, desejei boa sorte e uma boa viagem para eles. Gente legal.

Chegando em casa ainda tinha de resolver com o Pretto se nós iríamos fazer a nossa trip até Garibaldi, já que o dia ainda estava cinza e com cara de chuva. Resolvemos seguir o combinado assim mesmo. Nos encontramos, uma rápida conversa enquanto abastecemos as motos e pé na estrada.

Seguimos para Lajeado, depois pegamos a Rota do Sol onde aconteceu o inusitado,  um caminhão de leite a nossa frente tinha um certo vazamento que borrifava ao vento um pouco de leite de vez em quando. Essa meleca impregnou as nossas viseiras do capacete enquanto estávamos atrás do caminhão. Tivemos de fazer uma parada em um posto de gasolina para limpar essa função. Seguimos em frente e chegando na parte do trajeto em que começa a subida de serra o céu escureceu e depois veio uma chuva de leve. Resolvemos parar em um abrigo de ônibus, no trevo de Imigrante (RS) para dar um tempo e ver se a chuva era apenas passageira ou não. Esperamos uns 15min e a chuva passou. Nesse meio tempo, enquanto ainda chovia, o tal grupo de motociclistas argentinos passa por nós em viagem (equipados p/ chuva) subindo a serra pela Rota do Sol, um caminho alternativo e mais longo para seus objetivos mas demonstrando que estavam mesmo com espírito de aventura e afim de rodar e conhecer novos lugares. Mazáh!

Voltamos para a estrada mas o asfalto molhado não ajudou muito, em pouco tempo já estávamos com os pés e calças molhadas. Seguimos assim mesmo. Fomos até Carlos Barbosa (RS), onde almoçamos. Nesse tempo o clima mudou para dia limpo e até o sol resolveu aparecer. Mas ao invés de irmos até Garibaldi resolvemos voltar mas passando por dentro de Teutônia e depois fazermos uma parada na cervejaria Salva, em Bom Retiro do Sul. Um pouco mais de conversa afinal não tínhamos pressa e nem compromisso algum no dia, depois seguimos o trajeto até Lajeado onde paramos para um confere nas vitrine de motos usadas na CNG. Daí era só voltar para casa.

Outro sábado incrível de viagem por aí. Valeu!

*Confira abaixo algumas imgs do rolê de hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 frases de Lao-Tsé para refletir

Lao-Tsé é uma palavra chinesa que significa “velho mestre”. É também o nome de um filósofo e pensador que aparentemente viveu no século VI antes da nossa era. Atribui-se a ele a autoria da obra criadora do taoismo, o “Tao Te Ching”, ou Livro do Caminho e da Virtude. No entanto, tudo ao seu redor está cheio de mistérios. De fato, muitos duvidam de que ele realmente tenha existido, mas muitas frases de Lao-Tse continuam sendo compartilhadas nos dias de hoje.

O certo é que os seus ensinamentos ultrapassaram as fronteiras da China. Se era um único homem ou vários, lenda ou mito, pode não importar muito. O que é relevante nesta figura é ter tido a capacidade de traduzir ensinamentos que ainda são válidos, mesmo milhares de anos depois.

“Com boas palavras se pode negociar, mas para se enaltecer, são necessárias boas obras”.
– Lao-Tse –

Devemos a Lao-Tse um legado de sabedoria. O seu pensamento reflete vários dos princípios essenciais da cultura oriental. É um apelo à prudência, simplicidade e serenidade. Representa uma exaltação à inteligência e à temperança. Aqui estão cinco das mais bonitas frases de Lao-Tse.

Frases de Lao-Tse que vale a pena conhecer

1. Como Lao-Tse via a felicidade

Lao-Tsé refletiu muito sobre a felicidade. Do seu ponto de vista, e muitos séculos antes da chegada da era do consumo, o filósofo oriental desconectou a felicidade dos bens materiais. Uma das suas frases imortais, em que fala sobre o assunto, diz: “Quem não é feliz com pouco não será com muito”.

Esta reflexão visa colocar a felicidade dentro de um quadro em que não depende do que você tem. Desta forma, ter pouco não é sinônimo de miséria e ter muito não é sinônimo de ser feliz. O bem-estar é atingido por realidades que não têm nada a ver com os bens. A felicidade e a infelicidade estão dentro de nós, não em tudo o que nos rodeia.

2. Sobre a rigidez e a flexibilidade

Muitos falam da firmeza e da rigidez como uma grande virtude. No entanto, essa perspectiva não condiz com a lógica de tudo o que está vivo. Se existe vida, há mudanças. E se houver mudança, as adaptações devem ocorrer necessariamente. Em vez de nos plantarmos como aço, o que a vida exige de nós é “fluir como a água”.

Lao-Tsé também nos deixou essa maravilhosa reflexão sobre este assunto: “Na vida, o homem é elástico e evolui. No momento da morte é rígido e imutável. As plantas ao sol são flexíveis e fibrosas, mas morrem secas e rachadas. É por isso que a elasticidade e a flexibilidade estão associadas à vida e a rigidez e a imutabilidade à morte.”

3. Amar e ser amado

Muito antes das doutrinas humanistas aparecerem e se tornaram populares, Lao-Tsé oferecia uma visão do amor como poder. Ele enfatiza a profunda diferença entre amar e ser amado em uma das suas frases: “Ser profundamente amado lhe dá forças, enquanto amar alguém profundamente lhe dá coragem”.

Há uma diferença sutil, mas importante entre força e coragem. A força pode ser definida como a capacidade física ou subjetiva de fazer algo. A coragem, por sua vez, refere-se a decisão de fazê-lo. A força é poder fazer. A coragem é querer fazer. Existe uma constelação emocional de diferença entre um conceito e o outro. Enquanto a vontade leva ao poder, o contrário nem sempre acontece.

4. O desejo e a frustração

Os orientais são muito enfáticos na sua rejeição pelo desejo. Eles o consideram a fonte de muitos sofrimentos. A sua filosofia se concentra mais na capacidade de renunciar ao que você tem, ao invés de buscar aquilo que deseja. Fiel a esta filosofia, Lao-Tsé faz a seguinte reflexão sobre isso:

“Quem não deseja, não se frustra. E quem não se frustra, não se avilta. O verdadeiro sábio espera na quietude, espera tranquilo enquanto tudo acontece. Dessa forma, sentimos paz, harmonia e o mundo segue o seu curso natural”.

Para os ocidentais, esse pensamento pode parecer absurdo. Nas nossas sociedades a ambição é uma fonte de crescimento e progresso. No entanto, a realidade atual nos mostra que o desejo pode ser um poço sem fundo, que nunca é satisfeito.

5. Lutar ou recuar

O Oriente é o berço das artes marciais. Mas, paradoxalmente, a maioria das artes marciais tem como princípio básico evitar o combate. A maior sabedoria que a guerra traz é precisamente a necessidade de se esforçar para evitá-la. Lao-Tsé afirma: “O livro do estrategista diz: Não provoque a luta, aceite-a; é melhor recuar um metro do que avançar um centímetro”.

O pensamento e as frases de Lao-Tsé são certamente grandes presentes de sabedoria. Não só oferecem uma referência para as artes de “viver bem”, mas também usam a linguagem da poesia para transmitir seus ensinamentos. Temos muito a aprender com esse personagem milenar que parece hoje mais vivo do que nunca.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

Narcisismo coletivo, um vírus que se expande cada vez mais

O narcisismo coletivo se transformou em um vírus. Nós podemos defini-lo assim porque causa danos, contagia e se expande facilmente. Embora não pareça, a busca pela exaltação do próprio grupo em detrimento dos demais é uma dinâmica que aconteceu em todas as épocas; variando em intensidade e alcançando suas máximas em determinados momentos históricos, como na Alemanha nazista.

Expressa certa nostalgia pela existência de uma “raça superior”. Mesmo que, é claro, não precise ser necessariamente uma raça. Cabe, então, a qualquer grupo que compartilhe algum elemento de identidade comum. Podemos falar de nações, mas também podemos falar de times esportivos ou de profissões.

Ele se manifesta de forma muito visível no futebol. O narcisismo coletivo faz com que, para alguns torcedores, seja impossível aceitar tranquilamente que seu time perca para o time oponente; também os leva a fazer grandes exibições de poder, com músicas, barulhos irritantes ou atitudes que buscam intimidação.

“Narcisismo. Não acredito que você não tenha um espelho de corpo inteiro”.
– David Levithan –

O mesmo acontece com os países e o sentimento nacionalista. Há aqueles que se irritam porque alguém não gosta de seu país. Não toleram nenhuma crítica contra seu país e desejam, fortemente, que sua pátria seja admirada por todos e destacada em todas as circunstâncias.

É claro que todos nós queremos sentir orgulho do lugar de onde viemos, ou do grupo ao qual pertencemos. No entanto, quando isso toma outras dimensões, já não se trata de um sentimento saudável. Mais cedo ou mais tarde este sentimento se transformará em intolerância e violência.

Do orgulho de grupo ao narcisismo coletivo

Qual seria a diferença entre o orgulho nacional, o de grupo e o narcisismo coletivo? Quem sofre do vírus do narcisismo coletivo não quer sentir orgulho pelo seu grupo, e sim demonstrar ser superior aos demais. No fundo, habita a insegurança e, por isso, buscam a reafirmação do que os outros pensam.

Em qualquer sentimento, atitude ou comportamento humano onde haja exagero, o mais provável é que também haja um sintoma neurótico. O narcisismo não é uma excessão. Quando construído a nível individual, surgem as pessoas que gostam de ostentar e mostrar uma imagem de segurança, em vez da realidade que vivem.

O mesmo acontece nos grupos. É mais fácil que o narcisismo coletivo floresça naqueles grupos nos quais o que mais se compartilha é uma autovalorização fraca e fortes dúvidas sobre seu próprio prestígio. Por isso o que estas pessoas mais desejam é serem reconhecidas pelos demais. E não só isso: também desejam a derrota dos outros, nas mais diversas situações.

Um estudo realizado pela Universidade de Varsóvia, na Polônia, indicou que os grupos que sofrem de narcisismo coletivo são, geralmente, compostos por indivíduos que têm fortes sentimentos de insuficiência pessoal. O grupo é uma tentativa de compensar esta percepção de vazio.

A manipulação nos grupos narcisistas

É comum que os grupos que exibem um narcisismo coletivo gerem líderes autoritários e, muitas vezes, totalitários. O fato de se sentir guiado por alguém que não demonstra nenhuma vulnerabilidade, ou, em todo caso, é extremamente forte, dá segurança aos seus seguidores. Estes líderes costumam explorar todos estes sintomas e, por isso, exaltam com veemência a suposta superioridade que existe em pertencer a um grupo, comparado a não pertencer.

Este assunto foi estudado pela Universidade de Londres e concluíram que esse tipo de líder tende a construir teorias da conspiração contra eles. Um inimigo comum pode ser aquela peça que vai ajudar a consolidar sua uniformidade e a união dentro destes coletivos. O próprio narcisismo faz com que fantasiem sobre o fato de serem observados, invejados e potencialmente atacados por outros.

A agressão e a vingança começam a adquirir outro significado neste tipo de grupo. Cometer atos violentos contra aqueles que não pertencem ao coletivo pode ser visto de forma positiva. Isso pode acontecer especialmente caso a agressão seja dirigida a um possível inimigo, conspirador ou um aliado destes. O mesmo acontece com a vingança, que já não é vista como uma paixão irracional ou que causa mal, e sim como um direito legítimo, sustentado pela aparente necessidade de se defender.

Diferentemente deles, os grupos que têm um senso saudável de orgulho coletivo geram efeitos construtivos. Neste caso, produz-se uma maior coesão e confiança mútua. Uma união que, para ser consolidada, não precisa diminuir os outros nem passar por cima daqueles que sejam diferentes. Enquanto o orgulho razoável é o fundamento da democracia, o narcisismo coletivo é a base do fascismo e de seus métodos de imposição e controle.

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*Fonte: amenteemaravilhosa

O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!

Umtexto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho.

Na semana passada eu ouvi de um garoto, ainda na faculdade, o seguinte depoimento:

“Seu texto sobre a subserviência das empresas em relação ao cliente deveria ser pregado na porta de entrada de todas as empresas do país, nas salas de reuniões e ser repetido como mantra em palestras de empreendedorismo para todos os empresários do Brasil. As agências de publicidade, especificamente, estão atingindo um nível de servidão pior do que pastelaria.

Na pastelaria ninguém fica acelerando o pasteleiro. Ninguém manda e-mail para o pasteleiro mandando ele entregar o pastel na mesa dele até as 9h da manhã. Para o pasteleiro, quanto mais horas ele trabalhar, mais ele vai ganhar. Falar em hora extra em publicidade só vai fazer as pessoas rirem. Enfim, desculpa o desabafo”.

 

Somos uma geração de bobos que se acha esperta.

Nossos pais davam duro, saiam de casa cedo, trabalhavam como doidos, indo e vindo do centro da cidade, em cartórios, lotéricas e visitas bancárias, muitas vezes em carros sem ar-condicionado, mas ganhavam bem o suficiente para sustentarem uma família com três filhos, carro, cachorro e ainda levavam todos para comerem churrasco aos domingos.

A geração de hoje se deixa enganar pela falsa sensação de divertimento, que nunca tem fim. Transformaram o ambiente de trabalho em um circo, para que você ouça:

“Ei, mas aqui é divertido! Dane-se se não te pagamos horas-extra ou se te colocamos para trabalhar por toda a madrugada em troca de pizza. Aqui você pode trabalhar com boné!”.

Quando nossos pais estavam em casa, eles estavam em casa mesmo! Dane-se que o trabalho tinha sido duro, após as 18:00 eles sentavam naquele sofá da Mesbla, abriam a primeira Antártica da noite e era a hora do futebol. Qual foi a última vez que você esteve realmente desconectado do seu trabalho? Você tenta se convencer de que aquele Whatsapp do cliente às 00:00 não é nada demais, que é coisa pequena, que “pega mal” não responder. E aquele inbox no Facebook às 1:35 da manhã? “Ah, eu já estou aqui mesmo, né. Agora ele já viu que eu visualizei…”.

Provavelmente você caiu no mito do home-office libertador, que te faz perceber, anos depois, que ele só foi capaz de te “libertar” do horário comercial. “Ah, mas você trabalha em casa!” — pronto, é sinal de que receberá demandas ou mensagens a qualquer hora da madrugada.

Provavelmente você ainda não se ligou, mas você produz dezenas de vezes a mais do que o seu pai ou os seus tios conseguiam. Antes, para atender um cliente, você precisava ir na loja ou na casa dele, lá na puta que o pariu. Hoje? Skype. Antes, era FAX ou mandar documentos pelos correios. Hoje? E-mail. Antes, você estava limitado à sua cidade. Hoje? Internet, meu filho!

Entretanto, quanto é que você está ganhando? Acorde para a vida! Agências com mesa de sinuca, totó, chocolates à vontade, cafezinho expresso, pula-pula e vídeo-games significam apenas que você está pagando por tudo aquilo e que o seu salário, ao final do mês, sentirá a pancada.

“Tudo bem, porque eu amo o que eu faço!”.

Na semana retrasada eu ouvi isso. Estava contratando os serviços de uma START-UP de tecnologia para um dos meus negócios e havia esquecido de perguntar alguma coisa. Já eram 23:00 horas. Fui ao Skype, me certifiquei de que a menina do suporte estava OFFLINE e deixei uma mensagem. Poderia ter feito isso pelo Facebook, mas eu sabia que iria apitar lá na casa dela e não queria esse tipo de coisa, ainda mais naquele horário. Enfim, enviei a mensagem e deixei escrito: “Só me responda quando chegar ao escritório!”.

Faltando quinze minutos para uma da manhã, a menina me responde, pelo Facebook. Eu digo: “O que você está fazendo aqui? Te deixei uma mensagem no Skype! Vá dormir, namorar ou assistir aquelas séries no Netflix!” e ela me disse: “Ah, é que eu entrei no meu skype só para ver se estava tudo bem com os clientes. Vi a sua mensagem e retornei. Não custa nada, nem se preocupe. Eu amo o que faço. Rs”.

Eu amo o que faço…erre esse. À uma da manhã de terça feira. Com o teu chefe te pagando, provavelmente, entre dois mil e quinhentos a três mil reais para isso…e somos nós quem somos a geração dos “desapegados, que querem viver a vida”.

Estamos nos tornando uma geração de trintões cujas preocupações são os próximos shows do Artic Monkeys, a cerveja gourmet da moda e a próxima temporada de House of Cards. Uma geração sem filhos, que foge das responsabilidades, se iludindo com a ideia de que o seu chefe é seu amigo e que por isso você “quebra alguns galhos para ele”.

Ouvimos de todo tipo de especialista, que somos a geração livre por excelência, que preza pela mobilidade e pela qualidade no ambiente de trabalho, mas de alguma forma nós erramos o caminho e nos tornamos aquele tipo de gente que fica conversando com o cliente às 20:00 horas, enquanto janta com a mulher. E nos achamos o máximo, quando batemos o pé: “Ai, que saco, o meu chefe não me deixa em paz!”. Que corajoso!
Acredite, esse gordo manjava dos paranauês.

O resultado? Uma nação de escravos!

Olhávamos para nossos pais e avós e pensávamos que eles eram escravos da própria família. Que haviam tido muitos filhos e que isso, de alguma forma, os prendeu em uma vida cheia de amarras e limitações, mas, hoje, advinha só? Da sua idade ele já tinha casa própria e carro na garagem. E você? Figuras de ação do Mega-Man.

Em algum ponto entre o final da faculdade e o começo da vida adulta, nós perdemos a mão. Não estamos estabelecendo relações saudáveis de empregador e empregado, mas um misto de coleguismo com parceria e com prováveis projetos que poderão mudar o mundo, mas que não ajudam a pagar o aluguel.

Ah, mas você não é empregado? Tem o seu próprio negócio? É um empreendedor em início de carreira? As notícias também não são muito boas…

Você também é um escravo!

Com a popularização da tecnologia e da conectividade, os super-heróis deixaram de ser os esportistas e os homens engravatados de Wall-Street e passaram a ser os empreendedores do vale do silício. Aquele tipo de pessoa que usa camiseta sempre da mesma cor, tênis, vai trabalhar de bicicleta e mantém uma dieta ecologicamente adequada.
Aqui nós somos felizes e podemos levar o nosso cachorrinho para o trabalho, às sextas-feiras. Para falar a verdade, trabalhar aqui é tão legal, que nem precisamos voltar para casa!

Com isso, surgiu a cultura da motivação constante e da satisfação do cliente a qualquer custo. Não importa o que aconteça, a experiência do seu cliente deve sempre ser a melhor possível; ainda que ele seja um babaca!

Eu posso te falar uma coisa? Nem sempre o seu cliente tem razão. Nem sempre ele sabe o que é o melhor para o negócio dele e nem sempre aquele “logo dourado com bordas vermelhas, estilo a da propagada da mortadela Seara” é a melhor opção. O problema é que dizer isso na cara dele agora se tornou um crime! Não é proativo e engajado discutir com o cliente, ainda que ele esteja escandalosamente errado!

A cultura desses caras, importada para cá de uma maneira incompatível com a nossa realidade, diz que devemos buscar a composição sempre, fazermos reuniões intermináveis até que todos estejam satisfeitos e sorridentes. Dar pesos e medidas iguais aos especialistas e aos curiosos. O que acontece? Tentar extrair o dente do paciente com uma colher de pau.

Estamos na décima sétima alteração e o contrato diz que só faríamos até cinco? Sem problemas! A satisfação do cliente em primeiro lugar! Ele acha que não precisa fazer um contrato com você? Sem problemas, lá fora muita gente deixa isso para lá! O que? Agora ele não está te pagando? Cuidado! Não o cobre de maneira que possa parecer ofensiva! Não é isso que a Amazon faria!
Você está preso em uma camisa de força verbal.

A camisa de força verbal é um dos institutos comportamentais que mais causa dano à mente e à consciência de qualquer pessoa. No empreendedorismo, 90% dos profissionais sofrem desse tipo de mal.

A maior libertação, para qualquer proprietário, é quando este alcança certo grau de autonomia, que pode chamar a atenção do seu cliente e fazê-lo perceber que aquilo é para o seu próprio bem. Que, identificando o erro, ele está é justificando o seu dinheiro, ao dizer que ele está fazendo merda.

Aqui no Brasil, a educação ganhou status de religião. A mãe que paga a escola não quer ver seu filho criticado, afinal de contas, o boleto é caro. Do mesmo modo, o cliente chato — e insistente — não quer ser repreendido; ganha-se o mantra do “o cliente sempre tem razão”, em desfavor da alma do próprio empresário.

Vá à Itália e peça a comida do jeito que você quiser e ouvirá, imediatamente, um sonoro: “Não. Vá comer em outro canto”. Isso para o brasileiro é criminoso. Faz com que ele se insurja, contando aos amigos: “Acredita que eu pedi para fazer o macarrão mais mole e me disseram que não dava? Que ignorantes!”. Ele não enxerga que ele mesmo é que é o pé no saco. Que não respeita nada nem ninguém. Vê no empreendedor alguém que deve servi-lo, independentemente de quão imbecil e sem propósito sejam os seus desejos.

O brasileiro de hoje está acostumado ao mando, porque paga. O código de defesa do consumidor criou um monstro, que custa a saúde emocional e física de milhões de empreendedores. O meu maior conselho a vocês, é: construa uma empresa que você possa mandar o cliente indesejado tomar no cu. Faça isso ou adoeça.

Entretanto, no mundo de arco-íris e pôneis da geração Y, que é feita de vidro, isso é ser rude, preconceituoso, antiquado, grosseirão. Às custas da própria saúde e do caixa da empresa, ele manterá aquele cliente chato, pentelho, arrogante e que — muitas vezes — nem te paga. É isso ou você não estará seguindo “o manual da cordialidade do Facebook”.

A conclusão? Não sei.

Da geração que iria mudar a maneira com que o mundo se relaciona a um bando de bebês de meia idade, que mora de aluguel e que o ponto alto do ano é o lançamento de mais um filme da guerra nas estrelas.

Gente que ama a liberdade, mas que está presa a um computador. Do tipo que está na décima quarta START-UP, sempre atrás daquele round de investimento que o tornará milionário. A menina que tem vergonha de dizer que é vendedora e que se apresenta como “líder-team da equipe de vendas” e do blogueiro que é articulista e CEO no perfil do Facebook.

Aonde é que fomos parar? O que é que aconteceu com a GERAÇÃO Y? Assim como o garoto do começo do texto: desculpem o desabafo.

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*Fonte: onovomercado / TEXTO: Ícaro de Carvalho