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Os 8 Versos que Transformam a Mente

Também conhecido como Lojong – Os 8 Versos para o Treinamento da Mente. Sua Santidade o Dalai Lama deu ensinamentos sobre os 8 versos em maio de 2006, em São Paulo. Sua Santidade diz – “Este texto foi composto por Geshe Langri Tangpa (1054-1123), um bodisatva bastante incomum. Eu próprio o leio todos os dias, tendo recebido a transmissão do comentário de Kyabje Trijang Rinpoche.” Leia abaixo ou leia o texto com comentários no site Dalai Lama Brasil. Leia mais sobre algumas formas de meditação budista.

Os 8 versos que Transformam a Mente

1. Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.

3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.

5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.

6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.

7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

 

As 8 preocupações mundanas são:

1. Querer ser elogiado
2. Não querer ser criticado

3. Querer prazer
4. Não querer dor

5. Querer ganhar
6. Não querer perder

7. Querer ser reconhecido
8. Não querer ser ignorado

 

 

 

 

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*Fonte: budismopetropolis

Funk metal Brasil 80/90’s

Esses dias me veio a lembrança algumas bandas dos 80/90’s, que talvez influenciadas pelo RHCP e Faith No More (só para citar talvez as mais importantes), também resolveram flertar com a vibe do rock-funk-rap-groove, aqui no Brasil. Fiz uma rápida pesquisa e encontrei esses vídeos. Todas elas foram bandas que me impressionaram bastante naquela época.
Hey! Lembrem-se de que nem havia internet ainda, o que tínhamos era a MTV e rádios rock até o talo, como a saudosa Ipanema FM (Porto Alegre – RS).

Claro que depois vieram muitas outras bandas, mas a ideia aqui é mostrar as mais embrionárias. Apertem os cintos, divirtam-se e tenham todos uma boa viagem (no tempo)!

*É claro que a qualidade de imagens e do som não é lá grandes coisas, mas não é isso o que importa aqui. É o groove, a gana e vontade de fazer que esses caras tiveram e/ou tem, até os dias de hoje.  \m/

Marca de guitarras preferida de lendas do rock, Gibson luta contra a falência

Empresa tem menos de seis meses para quitar dívida de US$ 375 milhões

Uma das marcas de guitarras mais tradicionais do mundo, a Gibson pode ser forçada a fechar as portas por problemas financeiros, à medida que a indústria luta para lidar com o crescente desinteresse pelo rock.

Fabricante favorita de lendas como B.B. King, Slash, Santana e Bob Marley, a Gibson está lutando com prazos de pagamentos de dívidas e a recente saída de seu diretor financeiro após menos de um ano no cargo.

De acordo com um relatório recente publicado no jornal “Nashville Post”, a Gibson Guitars precisa quitar um reembolso de dívida no valor de US$ 375 milhões em até seis meses. Além do valor, ainda há empréstimos bancários que totalizam US$ 145 milhões a serem pagos caso a dívida principal não seja paga até o dia 23 de julho.

Bill Lawrence, diretor financeiro da empresa, pediu demissão após cerca de seis meses na função e, segundo o jornal, a perspectiva de um novo refinanciamento da dívida é, no momento, improvável.

Na semana passada, a Gibson divulgou um comunicado em que garantia ter cumprido todas as obrigações e que estava no processo de conseguir uma nova linha de crédito para substituir a atual dívida. A empresa estaria trabalhando em parceria com o banco de investimentos Jefferies.

Atual presidente da Gibson, Henry Juszkiewicz afirmou no comunicado que a empresa está “agilizando seu foco e tentando se concentrar em segmentos de produtos que são lucrativos, enquanto se afastam daqueles que têm pouca perspectiva futura”.

Fábricas de guitarras, especialmente as elétricas, vêm passando por um período difícil nos últimos anos, atingidas por uma diminuição dramática na procura de tais instrumentos. A Fender, grande concorrente da Gibson, precisou desistir de vender suas ações no mercado de valores em 2012. Para os investidores, a empresa era superestimada.

No Brasil, de acordo com dados da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima), publicados pela “CBN”, houve uma queda de 78% na comparação entre os números de importações de 2012 com os de 2017.

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*Fonte: oglobo

08 Citações de Eckhart Tolle que podem mudar a sua vida

Eckhart Tolle é um escritor e conferencista que há décadas tem espalhado suas palavras de serenidade, autoconhecimento e otimismo mundo afora, e ficou mundialmente conhecido após escrever o livro O Poder do Agora, que se tornou um fenômeno editorial mundo afora.

O trabalho de Tolle não reside em mostrar a verdade, e sim aproximar a verdade que já existe dentro de cada um de nós.

Selecionamos 08 lindas citações deste grande autor que, além de te inspirar, podem mudar a sua opinião sobre diversas coisas da vida.

Tolle refere-se ao reconhecimento da importância do presente, de se libertar da dependência e de renunciar ao ego como formas de alcançar a felicidade, a paz e o amor. Suas palavras vão te ajudar a descobrir o grande poder que você tem para viver sua vida com tudo de bom que o mundo tem para oferecer, no aqui e no agora.

1. O presente é o momento mais precioso

Muitas pessoas não percebem que o presente é tudo o que temos e se esquecem de aproveitá-lo. O passado é um conjunto de memórias que faz parte da nossa história e personalidade, e o futuro é uma expectativa de promessa de realização e salvação – em ambos os casos, é uma ilusão.

De acordo com Tolle, o caminho mais seguro para perder tempo em sua sua vida é acreditar que o futuro é mais importante do que o momento presente em que estamos. Reconhecer e apreciar o presente instila em nossos momentos um senso mais simples de qualidade de vida, carinho e amor.

2. O amor não está fora, mas dentro de você

Buscamos o amor desde o início da vida. Para nós, o amor só pode ser proveniente de uma fonte externa – pais, cônjuge, filhos, amigos etc. O medo da perda do amor, ou distância e rejeição nos espanta, e estamos confiantes de que precisaremos de aprovação externa para o resto de nossas vidas. O que não consideramos é que o amor existe dentro de nós – é, de fato, um estado de ser.

Você pode acordar de manhã sem um parceiro ao seu lado e mesmo assim sentir amor pela vida, pela existência, dentro de si. Esse amor nunca será perdido e nunca o deixará. Se você pensar nisso, a nossa necessidade de ter alguém que nos ame é, antes de tudo, o nosso desejo de amar a nós mesmos através do olhar do outro.

3. Quanto mais pensamentos negativos você tiver, mais compulsiva sua mente vai ficar

As pessoas tendem a se concentrar mais no negativo do que no positivo. Se você fizer uma caminhada de meia hora e terminar “apenas” 20 minutos, você provavelmente se concentrará nos 10 minutos que não terminou em vez dos 20 minutos feitos.

Isso acontece porque nossa mente fica obcecada com o negativo e, sem perceber, afeta negativamente nossa vida em cada passo que tomamos.

4. Quando você reclama, você se torna uma vítima

Todos nós nos queixamos uma vez ou outra. Até aí tudo bem. O problema é quando reclamamos constantemente, e isso se torna um hábito muito ruim. Segundo Tolle, reclamar significa não aceitar o que existe, o que se tem hoje e agora, e nessa situação, há uma carga negativa inconsciente. Quando reclamamos, nos tornamos uma vítima.

Por outro lado, quando expressamos nossa opinião, damos presença ao nosso poder. Se você deseja mudar uma determinada situação, tome a iniciativa – fale, saia, se afaste, movimente-se, ou então aceite a situação como está. Lembre-se de que nossa reação causa um impacto muito grande no outro também, e tudo que ressuscitamos em outros também existe em nós.

5. Existe uma linha muito tênue entre honrar o passado e se perder nele

Às vezes, tememos deixar o passado – nosso pensamento é que o passado abriga tudo que nos deu significado e criou nossa identidade e, sem ele, estaríamos perdidos. Mas, para abrir espaço para novas experiências e novas pessoas, devemos deixar o passado e praticar o desapego, pois não estamos perdendo algo que temos, e sim algo que fomos.

Isso, é claro, exige grande coragem, e haverá mudanças que podem parecer difíceis no início, mas Tolle afirma que devemos reconhecer o passado, aprender com nossos erros e nos perdoar – e assim seguir em frente e focar no presente.

6. Você é mais do que seu cérebro

O significado da liberdade, da redenção e da iluminação é conhecer a nós mesmos e ficar acima de nossos pensamentos, ficar em silêncio sob o barulho da mente e nos familiarizarmos com o amor e a felicidade que estão acima de qualquer dor. A raiva, a tristeza ou o medo não são nossos estados pessoais, mas da mente humana.

A maneira de saber a diferença entre eles é saber que o que não é pessoal vem e vai embora. Nós tendemos a nos identificar com os pensamentos, porque é o lado que mais valorizamos na sociedade em que vivemos, mas os pensamentos nos mantêm entre lembranças e antecipações. Existe uma vasta extensão de inteligência além do pensamento. As coisas que realmente importam – beleza, amor, criatividade, alegria e paz interior – vão além do cérebro.

7. Não há ego onde há amor verdadeiro

Se você se concentrar nesta citação, isso pode mudar coisas essenciais em sua mente e até mesmo em sua vida; na maioria de nossos relacionamentos, existe um ego.

Nós damos, exigimos e buscamos satisfazer o nosso ego porque “não podemos falar assim”. Eckhart Tolle argumenta que, em um relacionamento sincero, há um fluxo de atenção aberto e alerta para a outra pessoa, sem qualquer desejo (para compensação), e essa relação não é controlada pelo ego. Isso não significa devoção total, mas dar isso não é controlado pelo medo.

08. Não leve a vida tão a sério

A sociedade sempre reforça o valor da seriedade como evidência de sabedora, perseverança e estabilidade. Ser um pouco ‘bobo’ é considerado infantil.

Mas, como Tolle enfatiza, a mente ou os pensamentos que nos controlam são o que infunde em nós a crença de que a vida é um assunto muito sério e, portanto, deve ser tomada como tal. Afinal, já vemos muitas coisas difíceis na vida, como dores e injustiças, e por isso precisamos de leveza e humor para nós mesmos.

 

 

 

 

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*Fonte: sabervivermais

Nova pesquisa diz que beber vinho antes de dormir faz você perder peso

O vinho não só têm o dobro do teor de álcool da maioria das cervejas, como também é repleto de antioxidantes, e pesquisadores encontraram evidências de que ele pode até mesmo ajudá-lo a perder peso, se você beber antes de deitar.

Cientistas da Universidade do Estado de Washington e Harvard descobriram uma substância química no vinho, chamada resveratrol, que impede as células de gordura do corpo de adquirirem mais gordura. Eles descobriram que beber dois copos de vinho por dia pode ajudar a reduzir o risco de obesidade em cerca de 70 por cento.

Parte da razão pela qual o vinho é recomendado à noite é que suas calorias ajudam a manter a sua sensação de saciedade, reduzindo os seus desejos de se alimentar tarde da noite.

nova pesquisa diz que beber vinho2

Outro estudo, da Universidade da Dinamarca, também revelou uma relação distinta entre cintura e consumo de vinho: as pessoas que bebem vinho todos os dias têm cinturas mais finas do que aquelas que não o fazem.

E, se você precisa de mais alguma razão para comprar algumas garrafas de vinho, o estudo de Harvard sobre o ganho de peso descobriu que das 20.000 pessoas testadas, cada uma que ganhou uma quantidade significativa de peso não bebe álcool!

Então, agora que você tem um pouco de apoio da ciência, não fique envergonhado por seu vício moderado pelo vinho; é algo a ser comemorado!

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*Fonte: osegredo

Como usar a medicina natural para tratar problemas respiratórios

O período que antecede o inverno é também conhecido como a época do ano na qual as bactérias se desenvolvem e começam a se preparar para o “auge” da temporada. Prova disso são doenças como a gripe, asma e a bronquite, que alcançam seus maiores índices anuais quando o clima inicia sua transição para a estação de inverno.

Para prevenção e combate de todas as doenças, o Ministério de Saúde realiza todos os anos campanhas que estimulam a população a se conscientizar e proteger contra os males das bactérias. Mesmo assim, todos anos vê-se uma grande quantidade de pessoas infectadas por doenças que poderiam ser evitadas com pequenas mudanças de hábito e cuidado.

Principalmente para casos especiais, quando a doença é crônica, os cuidados devem ser ainda maiores, para que o indivíduo não sofra com as alterações climáticas – característica desta época. Pensando nisso, descubra algumas maneiras práticas de como usar a medicina natural para tratamento e prevenção de doenças respiratórias:

Alho

Nem todos sabem, mas o alho, poderoso ingrediente culinário, é também fonte de propriedades medicinais extremamente eficientes no tratamento de alergias respiratórias, apresentando características benéficas no combate de problemas muito comuns como gripes e fortes resfriados.

Como receita, recomenda-se a ingestão de um simples dente de alho para melhoria de saúde do indivíduo.

Suco de limão

A vitamina C é, sem dúvidas, uma das melhores fontes para fortalecimento do sistema imunológico e proteção contra problemas respiratórios. E nada mais saboroso do que um belo suco de limão para abastecer o organismo e protegê-lo de bactérias invasoras.

Vale salientar que, além de otimizar a defesa do sistema imunológico, o suco de limão é também responsável por agir como antisséptico nas vias respiratórias, fazendo com que os pulmões recebam o oxigênio com maior qualidade.

Exercícios e bastante água

Pensando no bom funcionamento dos pulmões e no próprio metabolismo, a prática de exercícios físicos e consumo de água são duas ótimas maneiras de melhorar a proteção do organismo contra as doenças. Através das atividades, os pulmões são fortalecidos e se tornam mais resistentes à virose.

Claro que, para situações especiais, como o caso da asma, é preciso redobrar a atenção para praticar os exercícios. Mas para isso, basta consultar um profissional para que o mesmo elabore um cronograma de atividades condizente com suas condições físicas ideais. Não esqueça de se hidratar com alguns copos d’água diário, fazendo com que o seu corpo reaja da melhor maneira.

Suco de mel com agrião

A receita é conhecida por sua efetividade no tratamento de problemas como a bronquite e a asma. O remédio caseiro é um excelente descongestionante, responsável por limpar as vias respiratórias e melhorar a passagem do ar.

Com um modo de preparo bem prático, a receita do suco de mel com agrião deve ser preparada com meio copo de água, um copo de suco de laranja, dois ramos de agrião, meia cenoura e uma colher de sopa de mel, batendo todos os ingredientes no liquidificador. Através dessa combinação, a receita beneficia o organismo agindo como expectorante.

Xarope de Maçã

Por fim, o xarope de maçã é também um dos mais reconhecidos métodos utilizados pela medicina natural para tratamento dos problemas respiratórios. Trazendo a sensação de alívio e conforto para o pulmão e vias respiratórias, a receita caseira leva apenas duas maçãs (sem casca), meio litro de água e três colheres de açúcar como ingredientes.

Em sua preparação, o remédio natural cozinha as maçãs (picadas) junto da água em um recipiente e, então, a mistura é coada para extração do suco da maçã. Em seguida, o açúcar é acrescentado e a receita volta ao fogo por mais 15 minutos. No final, o xarope deve ser armazenado em um recipiente de cor escura.

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*Fonte: pensamentoverde

A obsessão por ver séries está absorvendo a nossa vida?

Quantas séries você está acompanhando atualmente? Quantas delas você acha importantes? Quantas continuará recordando com o passar do tempo? A seriefilia deixou de ser uma maldição para virar uma tortura que aflige até os mais fanáticos. Não é raro acabarmos chafurdando em conversas cheias de lamentações sobre o pouco tempo que temos para nos atualizar, como se estar em dia com os lançamentos fosse não mais um prazer, e sim uma exigência.

A pergunta é evidente: esse vício está nos destruindo? Já cansados da Igreja, do futebol e dos programas de celebridades, nós, da imprensa, temos de vez em quando a mania de coroar o novo ópio do povo. Fazemos isso inclusive literalmente, a tal ponto de que uma vez por ano costuma haver uma febre de artigos surpreendendo-se com a volta da heroína às ruas. Pode ser que meter As Séries — assim mesmo, com as devidas maiúsculas — nessa roda-gigante de clichês seja um absurdo, mas não é demais questionarmos o lugar que dedicamos a elas em nossas vidas.

Pensemos.

Você sai para trabalhar. Pega o transporte público. Senta-se. Pronto, em meia hora chegará ao seu destino. Enquanto revira a bolsa ou a mochila em busca daquele livro com o qual pretende se distrair no trajeto, as luzes do ônibus ou do metrô lhe parecem escassas para a leitura, o que o deixa indignado, porque você se sente no direito de exigir uma iluminação digna para ler esses míseros dois parágrafos obrigatórios antes de cochilar. E, olha, que indignação a sua! A alienação da vida moderna faz com que você dedique uma grande importância a esses dois parágrafos de vida interior zumbi. É um placebo de cultura leprosa que se desfaz na sua cabeça como um comprimido efervescente; a armadilha de acreditar que você dá sentido aos momentos mortos da rotina, que um minuto depois acabam se necrosando em uma sesta.

Assim como os ‘junkies’, mentimos para nós mesmos quando vemos que esse novo vício assume o controle das nossas vidas. “Bom, pelo menos é cultura”, dizemos para nós mesmos.

Depois você chega em casa. E aí? Vai reabrir o livro? Ah, bem poderia. Mas não seria melhor deixá-lo para logo antes de ir dormir? Ler na cama, essa quimera. Se você já pega no sono por aí, nas esquinas do transporte público, o que espera que aconteça quando se posicionar entre lençóis cada vez menos frios e mais aclimatados ao seu corpo alquebrado? O que você faz ao chegar em casa não é ler. O que você faz é preparar quatro tranqueiras para o jantar e se colocar na frente desses serviços de streaming tão legais que você contratou por um preço ridículo. Todas as séries do mundo por menos de 30 reais por mês.

E um filme? Quanto tempo faz que você não vê um filme em casa? Ah, você está bem cansado, não vai aguentar duas horas. Além disso, falaram bem dessa série que tem só dez capítulos por temporada e… puxa vida. Vicia. Tinha razão aquele colega, aquele thread do Twitter, aquele amigo da sua namorada, aquela matéria do EL PAÍS que havia botado a série nas nuvens. Você põe mais um capítulo. E mais um. Você não tinha tempo para dedicar sua atenção completa a uma história de 90 minutos, e de repente se vê, como um maníaco salivante, engolindo seis capítulos de 50 minutos cada um, todos eles repletos de subtramas absurdas.

É óbvio que há séries extraordinárias; e é óbvio também que muitas delas, como antes nas décadas de 1950 ou 80, se concentram numa espécie de época dourada, de momentum. A proliferação de plataformas digitais de conteúdo, dispostas a brigar com os serviços de TV cabo, está dando lugar a um excesso que acaba virando um hábito bulímico de consumo. Não é só algo que nos proporciona prazer; é algo que, além disso, nos dá certo status. Permite simular uma espécie de erudição portátil que preenche o papo do elevador, do escritório ou do balcão do bar, já que todos estamos vendo séries e, frequentemente, todos estamos vendo as mesmas séries.

Isto, por um lado, é positivo. A democratização da cultura derruba barreiras e enriquece as pessoas. Fenômenos populares como a seriefilia facilitam novas vias de conversação, de debate e inclusive de trolagem. E, sim, é verdade que ver muitas temporadas de algo (o que quer que seja) nos tira tempo para outras coisas, como ler, mas até que ponto queixar-se disso não é um sinal de esnobismo classista? Pretender que duas obras de arte sejam vistas por cima do ombro é puramente um exercício estúpido. As séries ruins são tão ruins quanto os romances ruins, e o mesmo acontece com as séries e romances (e filmes e discos) medíocres ou brilhantes.

Agora, a histeria viral que acompanha a seriefilia se torna repelente quando nivela o critério para enfrentar a linguagem. Não vemos séries, as seguimos. A cineasta Lucrecia Martel disse recentemente que as séries eram “um passo atrás”. Guillermo del Toro afirmou, em outra declaração recente à imprensa, que recordava muitos grandes momentos televisivos, mas pouquíssimas imagens indeléveis. É verdade que, na era da TV paga e da ficção por streaming, os roteiristas são os autênticos autores; e quase parece que, ouvindo esses cineastas, a realização dos roteiros fica nas mãos de vários operários que têm diante de si a tarefa quase industrial de traduzir suas arrevesadas e complexas tramas em uma sucessão de beabás visuais. Como se a profundidade aristotélica fosse sistematicamente passada pelo moedor do campo/contracampo.

Há muitas exceções; cada vez mais, aliás. Von Trier, Soderberg e Fukunaga se puseram à frente de temporadas inteiras (para não falarmos de Lynch e a odisseia inabarcável de Twin Peaks: O Retorno). Mas, deixando de lado esse ponto de vista meio territorial dos próprios cineastas, várias séries que seguem a linha de trabalho de alternar diretores revelaram momentos visuais comoventes ou belíssimos. Better Call Saul, Hannibal e The Leftovers são alguns exemplos em que a realização é tão importante quanto o roteiro. Então por que nos custa reter essa beleza? Talvez pelo excesso; o costume de ir às séries como o menino guloso vai às bolachas da avó. Colocamos a mão em um frasco de cultura e a levamos à boca com um furor doce e animal.

Quantas vezes você adiou o trabalho daquele projeto pessoal “por um capítulo a mais”? Quantos antissistema se derretem com maratonas de ‘Mr. Robot’?

Por isso, ao chegarmos moídos em casa seguimos as recomendações da nossa plataforma de streaming. Com a fé de encontrarmos um novo dínamo emocional, procuramos desconectar não mais por duas horas, e sim por duas temporadas. Ou quatro. Ou seis. Assim como os junkies, mentimos para nós mesmos quando vemos que esse novo vício assume o controle das nossas vidas. “Bom, pelo menos é cultura”, dizemos para nós mesmos, quando, com triste frequência, o que ativamos em nossas telas é um protetor de tela inteligente que reproduz os mesmos argumentos-clichês que já haviam nos prendido alguma vez (Isto explicaria o sucesso narcótico de Ozark entre os órfãos de Breaking Bad).

Quantos casais dissimulam esses últimos meses anteriores à separação em meio ao espesso nada do binge-watching? Quantas vezes você adiou o trabalho daquele projeto pessoal “por um capítulo a mais”? Quantos antissistema, desses que rimam “televisão” com “manipulação”, se derretem com maratonas de Mr. Robot?

A cultura mais desafiadora é a que nos dá aquilo que não sabemos que queremos, ao passo que as séries, inclusive as melhores séries, vivem por natureza de cumprir uma expectativa que alimentam constantemente. Por esse ralo deixamos que se perca, em espiral, o que há de cinza em nossa rotina. E nos sentimos, isso sim, mas descolados, mais cultos e mais felizes.

*Por: Anxo F. Couceiro

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*Fonte: elpais / Brasil

A síndrome de Burnout

A síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento total, de que toda a energia já foi queimada e o corpo e a mente chegaram à exaustão. É uma condição psiquiátrica com sintomas físicos e emocionais causada pelo estresse interpessoal crônico, ou seja, estresse contínuo em todas as atividades que envolvem o contato pessoal, principalmente o trabalho.

Um único evento não leva a Burnout. Outro mito é dizer que a síndrome é o ápice do estresse, mas a pessoa pode chegar a esse estágio e desenvolver outras doenças, como a Síndrome do Pânico. Por isso, a síndrome de Burnout não é só estresse ou cansaço, são alguns fatores que levam a esse quadro.

Os fatores para se chegar a esse problema são divididos em duas categorias:

– Fatores Organizacionais: jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização

– Fatores Pessoais: ansiedade; pessoas idealistas, empolgadas (quanto mais envolvidas no trabalho, mais dedicação, maior a decepção também).
Os sintomas são vários, físicos e emocionais, e são divididos em três esferas:

– Exaustão Emocional: fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais.
– Despersonalização: distanciamento emocional e indiferença.

– Diminuição da realização pessoal: falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso.

Outros sintomas podem aparecer com frequência: dor de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Quando a capacidade do corpo é muito forçada, em algum momento ele não aguenta mais. Por isso, a pausa é importante. Atividade física precisa de descanso para os músculos. O trabalho também precisa, mas para a mente.

Dicas
O ideal é saber o que incomoda e tratar a origem do problema, identificar os agentes estressores, mapear as situações e fazer pequenos ajustes (que fazem grandes diferenças):

– Converse com o chefe e colegas;
– Aponte os problemas antes que eles fiquem insuportáveis;
– Procure por tratamento médico e psicológico;
– Dê um tempo do trabalho (ou uma licença ou férias). Quando voltar, volte com calma ou em outra função.

Reação no corpo
Para o corpo, tanto faz se é Burnout ou estresse, ele reage da mesma forma. O organismo está preparado para lidar com o estresse, que é importante porque os “estressados” sobreviveram à seleção natural. Conseguiram fugir do leão porque o estresse deu o gatilho para a fuga.

O problema é o estresse contínuo, em que o sistema de defesa é acionado sempre e desgasta o organismo. Quando estamos em uma situação de estresse, o sistema adrenérgico é acionado. O coração dispara, os vasos sanguíneos se fecham e aumenta a pressão arterial. O coração bate mais rápido para chegar mais sangue aos músculos e aumentar a força para a fuga. Não importa se é uma situação que precisa de fuga ou não, o organismo sempre reage assim quando colocado sob estresse.

O estresse contínuo e intenso pode causar aumento da pressão e problemas cardíacos. A Síndrome de Takotsubo (coração dilata e fica mais fraco) pode ocorrer em uma situação de estresse intenso e agudo. Se a pessoa tiver a coronária entupida, também pode enfartar.

O que ajuda?
Além de reconhecer o agente estressante e resolver esse problema, o exercício físico é um ótimo aliado, porque diminui o nível de estresse. A atividade física regula a frequência cardíaca, deixando-a mais baixa, então quando se tem um evento estressante ela aumenta menos. Por exemplo: uma pessoa que faz atividade tem a frequência em 60, na situação de estresse ela dobra para 120. Quem é sedentário já tem a frequência normal em 90 e no evento de estresse sobe muito mais rápido para 160 batimentos por minuto.

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*Fonte: fasdapsicanalise