Dinossauros emitiam som? Entenda o que a ciência já descobriu

Será que os dinossauros emitiam som? Como nós sabemos quais sons eles emitiam? Descubra o que a ciência diz sobre isso

Os dinossauros, criaturas majestosas que habitaram a Terra há milhões de anos, continuam a intrigar e fascinar cientistas e entusiastas. Uma das questões mais cativantes sobre esses antigos répteis é se eles eram capazes de produzir sons e, em caso afirmativo, como seriam essas vocalizações.

Recentemente, avanços na paleontologia, como a descoberta da laringe fossilizada de um anquilossauro, forneceram insights valiosos sobre a possibilidade de os dinossauros terem sido vocalizadores ativos.

Neste contexto, exploraremos como os cientistas abordam a questão do som dos dinossauros, combinando evidências fósseis, anatomia comparativa e modelagem computacional para desvendar os mistérios da comunicação vocal desses antigos habitantes do nosso planeta.

Os dinossauros emitiam som?
Os dinossauros, há muito extintos, são uma fonte constante de fascínio e estudo para paleontólogos e entusiastas da ciência. Uma questão que continua a intrigar os cientistas é se esses gigantes antigos eram capazes de produzir sons, e, em caso afirmativo, como eles soariam.

As evidências sobre a vocalização dos dinossauros são indiretas e baseadas em estudos de suas estruturas anatômicas relacionadas à produção de som. Um estudo recente publicado na revista Communications Biology descreve a descoberta do aparelho fonador (laringe) de um anquilossauro, o Pinacosaurus grangeri. Essa descoberta lança luz sobre a possibilidade de os dinossauros terem sido capazes de produzir sons semelhantes aos das aves.

A análise comparativa da laringe do Pinacosaurus com a de aves modernas e répteis sugere que esses dinossauros podem ter sido capazes de vocalizar de maneira semelhante às aves. Embora os dinossauros não aviários não possuíssem a estrutura vocal exclusiva das aves conhecida como siringe, sua laringe exibia características que poderiam ter permitido uma ampla gama de vocalizações, incluindo ruídos altos e explosivos.

A descoberta da laringe fossilizada do Pinacosaurus é um marco significativo, pois fornece uma visão única da anatomia vocal de dinossauros não aviários. No entanto, ainda há muito a ser compreendido sobre a capacidade de vocalização desses animais pré-históricos. A pesquisa nessa área continua a ser desafiadora devido à natureza limitada das evidências fósseis e à complexidade da evolução das estruturas fonatórias ao longo do tempo.

Embora não haja dúvida de que as aves modernas descendem dos dinossauros, determinar exatamente como esses antigos répteis se comunicavam permanece um mistério em grande parte. Ainda assim, estudos como o da laringe do Pinacosaurus nos aproximam cada vez mais de entender o mundo sonoro dos dinossauros e sua possível comunicação vocal em um passado distante.

Como as pessoas sabem o som dos dinossauros?
Determinar com precisão o som dos dinossauros é um desafio complexo e intrigante enfrentado pelos paleontólogos. Até o momento, os cientistas não têm acesso direto aos sons que os dinossauros produziam, já que o som não deixa vestígios fósseis. No entanto, eles usam uma combinação de métodos e evidências indiretas para fazer inferências educadas sobre a vocalização desses animais pré-históricos.

Uma das principais abordagens para entender o som dos dinossauros é o estudo da anatomia de seus fósseis. Através da laringe fossilizada do um o Pinacosaurus grangeri, os cientistas, ao examinar essa estrutura, foram capazes de identificar semelhanças com as laringes de aves modernas, sugerindo que os dinossauros podem ter sido capazes de produzir vocalizações semelhantes às aves.

Além disso, os cientistas estudam as características físicas dos dinossauros que podem ter influenciado sua capacidade de vocalização. Por exemplo, a análise da cavidade craniana pode fornecer insights sobre a ressonância do som produzido pelos dinossauros. Espécimes bem preservados também podem revelar estruturas como cristas ou bolsas de ar que podem ter sido usadas na produção de som.

Outro método envolve a comparação com os descendentes vivos dos dinossauros, as aves. Estudos sobre como as aves modernas produzem sons podem ajudar os cientistas a inferir como seus ancestrais dinossauros podem ter se comunicado. No entanto, é importante lembrar que as aves não são réplicas perfeitas dos dinossauros e que algumas adaptações evolutivas podem ter ocorrido ao longo do tempo.

Além disso, modelagem computacional e simulações podem ser usadas para prever os sons que os dinossauros podem ter feito com base em suas características físicas e comportamentais conhecidas. Esses modelos podem ser refinados à medida que mais dados são coletados e nossa compreensão da biologia dos dinossauros continua a evoluir.

Em suma, enquanto os cientistas não podem ouvir diretamente o som dos dinossauros, eles empregam uma variedade de técnicas e evidências para formar hipóteses sobre como esses animais pré-históricos podem ter se comunicado. Essa pesquisa contínua nos ajuda a obter insights fascinantes sobre o mundo sonoro dos dinossauros e sua evolução ao longo do tempo.

por Samara Menezes
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*Fonte: olhardigital

Diários de viagem revelam comentários polêmicos de Einstein sobre brasileiros

Albert Einstein, o maior físico do século 20, referiu-se aos brasileiros como “macacos” em seus diários de viagem escritos durante sua passagem pela América do Sul em 1925, segundo revela o livro “Os diários de viagem de Albert Einstein: América do Sul, 1925”, recentemente publicado pela editora Record no Brasil.

De acordo com a introdução do livro, organizada pelo historiador Ze’ev Rosenkranz, mesmo quando Einstein tinha opiniões positivas sobre seus anfitriões, ele adotava uma postura “paternalista em relação à população local em geral”. Em um trecho, o físico escreveu: “Ao meio-dia, na casa do Prof. Castro, legítimo macaco, mas companhia interessante”, referindo-se ao professor Aloísio de Castro, então diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Os diários também contêm descrições das paisagens naturais do Brasil, com o Rio de Janeiro sendo retratado como dotado de “penhascos gigantes que causam uma ‘impressão majestosa’”. Einstein destacou que a vegetação supera as narrativas das Mil e Uma Noites, afirmando: “Tudo vive e prospera (…) sob os próprios olhos”.

No entanto, essas descrições são acompanhadas por referências ao pensamento racista comum na Europa do século XIX e início do XX, que atribuía ao clima uma influência decisiva no desenvolvimento intelectual. Einstein afirmou que alguns de seus interlocutores brasileiros aparentemente haviam sido “amolecidos pelos trópicos” e que o clima local não era adequado aos europeus.

O físico também criticou a eloquência e os “floreios linguísticos” demonstrados por seus anfitriões brasileiros em reuniões e palestras, atribuindo isso a uma consequência do clima. A introdução do livro observa: “É difícil não ver esta observação como uma expressão da superioridade europeia”.

O lançamento desses diários de viagem revela um lado complexo e controverso de um dos cientistas mais celebrados da história, destacando os preconceitos raciais e as atitudes eurocêntricas predominantes na época.

por Damares Alves
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*Fonte: socientifica