Ciência explica porquê sentimos que o tempo está passando mais rápido

Quase todo mundo está com a mesma sensação: o tempo parece estar voando nos últimos anos.

O ano de 2020 mal começou e fomos pegos de surpresa por uma pandemia que ceifou muitas vidas. A quarentena virou um estilo de vida para milhões de pessoas. Em um piscar de olhos, ultrapassamos o meio do ano e em breve estaremos celebrando o natal.

Se o tempo de fato continua o mesmo desde os primórdios da terra, ou seja, um ano possui 365/366 dias para todos nós, o que explica essa sensação de que tudo está tão acelerado, inclusive o tempo?

A psicologia e a neurociência já notaram esse fenômeno e têm teorias que possivelmente explicam essa sensação:

Estamos Envelhecendo – o filósofo francês Paul Janet elaborou uma teoria através de uma explicação matemática baseada na idade e no tempo de vida que nos resta e chegou a seguinte conclusão: a medida que envelhecemos, ficamos mais conscientes que temos menos tempo de vida, e isso nos leva a pensar que o tempo está mais curto ou passando mais rápido.

Influência das Tecnologias – após a revolução industrial e o surgimento das máquinas, as grandes indústrias adotaram uma forma de trabalho padronizada, isso fez os dias parecerem sempre os mesmos: acordar, bater ponto, trabalhar, bater ponto, descansar. A nossa percepção do tempo também ficou padronizada. Hoje, com a internet e as redes sociais, rolamos as telas dos celulares por horas, mas não ficamos conscientes do tempo que gastamos com esta atividade.

Rotina – viver todos os dias como se fossem os mesmos faz com que o nosso cérebro não memorize eventos comuns. Os dias são tão parecidos entre si que chegam a se confundir uns com os outros, comprimindo a percepção do tempo.

A psicóloga britânica Claudia Hammond chamou esse fenômeno de Paradoxo das Férias: quando saímos da rotina e os dias são mais prazerosos, parece que passam muito mais rápido, mas quando descansamos, percebemos que fizemos muitas coisas em pouco tempo, criamos mais memórias relevantes ao cérebro e então temos a percepção de que o dia foi mais longo.

Em contrapartida, quando vivenciamos experiências ruins, de dor ou angústia, a sensação é que um ‘três minutos parecem uma década’. A ciência já provou, através de um estudo da universidade de San Diego, na Califórnia, que pessoas que sofreram recentemente algum tipo de rejeição em seus relacionamentos percebiam o tempo 50% mais lento.

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*Fonte: bonsfluidos

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